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Gestão de informações, documentos e colaboração corporativa

Segurança e Compliance

Muitas são as regras mas maior ainda são os riscos de ignorá-las

AIIM Conference 2012 Veja o que aconteceu no maior evento de gestão da informação

Ano 6 - Número 29 Abril de 2012 R$ 18,00

Na trilha cultural da

Colaboração Case: Transformação de modelo de negócios baseada em SharePoint IM-29.indb 1

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Estamos na era Neanderthal dos meios social, local e móvel. Em cinco anos, vamos olhar para trás e ver como tudo isso é primitivo. David Pogue, colunista do New York Times e keynote da AIIM Conference 2012


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articipe do maior evento sobre gerenciamento de informações na era social, local e móvel, e conheça como as empresas nacionais e globais estão usando as tecnologias e ferramentas de EIM – Enterprise Information Management - para transformar seus processos informacionais em valor para seus negócios.

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VOCÊ VAI CONHECER TAMBÉM: n Por que implantar projetos de gestão da informação ficou tão estratégico? n O que pensam os especialistas sobre o futuro das informações nas corporações. n Como conviver com o legado em papel num mundo digital. n O impacto das novas tecnologias: cloud computing, virtualização, mobile information, business intelligence. n Cases de sucesso em ECM. n Como ganhar produtividade e reduzir custos com gerenciamento da informação? n ROI, compliance, mídias sociais, data quality, capture, record management, BPM/BPO, web 2.0, storage e muito mais.

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Gerenciando informações e documentos

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Opiniões “O congresso foi ótimo, tive a oportunidade de conhecer novas tecnologias de ECM que vão agregar muito valor ao nosso trabalho na secretaria, pois temos muitos documentos que precisam ser digitalizados e gerenciados.” Edimara Magalhães Pereira, Secretaria de Educação de Minas Gerais

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Revista e Portal


NESTA EDIÇÃO

NÚMERO 29 | ABRIL DE 2012

22 Na trilha cultural da

Colaboração A palavra da moda resulta na quebra de paradigmas corporativos

06

Entrevista

Martyn Christian, CMO - Chief Marketing Officer da Kofax traça um paralelo do mercado global diante dos novos desafios da empresa ao direcionar novas estratégias de negócios para o BPM.

30 Estudo de caso

O grupo de brasileiros integrantes da Missão AIIM 2012 esteve na Vallejo Sanitation, empresa municipal de tratamento de esgotos e viu de perto como se desenvolveu o projeto de ECM aliado ao SharePoint.

34

Segurança & Compliance

Porque estas duas tecnologias são fundamentais para as empresas que estão sendo cada vez mais cobradas pelas suas informações?

38 AIIM 2012 Conference

Saiba quais foram os principais temas, assuntos e tendências do mercado internaconal de gestão da informação que permearão o universo da gestão corporativa durnate os próximos anos.

10 11 12 14 16 50 54

UpFront Indicadores Livros Carreiras Agenda Guia ECM Crônica

Artigos 28 Governança e ECM - Walter Kock 40 Informação, Processos e Tecnologia - Wilton Tamane

42 Perícias em Imagens Digitais - Ângelo Volpi e Cinthia Freitas

44 O Processo da ColaboraçãoBob Larrivee

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CARTA AO LEITOR Publisher Eduardo David - eduardo.david@guiabusinessmedia.com.br Diretor Geral Arnaldo David - david@guiabusinessmedia.com.br Editora Susana Batimarchi - MTB 16.022 - susana@guiabusinessmedia.com.br Assistente de Redação Aline Lopes - aline@guiabusinessmedia.com.br Colaboradores Ana Lúcia Moura Fé, Sonia Martinez e Gilberto Pavoni Junior

Eventos agitam o mês de março

N

os últimos 15 dias do mês de março tive a oportunidade de participar de dois grandes eventos no segmento de gestão da informação. O primeiro deu-se em San Diego, Califórnia – o Kofax Transform 2012. Durante três dias, especialistas, parceiros e consumidores de produtos da Kofax estiveram naquela cidade para juntos, e em várias sessões, trocarem experiências e se aperfeiçoarem na ferramenta de captura mais conhecida do mercado global. A grande novidade apresentada pelo CEO da companhia, Reynolds Bings, foi uma mudança na estratégia da empresa, que agora passa a tomar parte do mundo da informação de uma forma mais completa ao integrar suas ferramentas aos processos de negócios, ou seja, ao BPM – Business Process Management. Com esse anúncio, mais uma grande companhia de atuação global passa estrategicamente a ofertar produtos que acompanham todo o ciclo da informação dentro das empresas, mostrando-nos claramente que hoje a demanda não está orientada somente ao pontual, mas indelevelmente intrincada aos processos. Na segunda etapa dessa viagem, já em São Francisco, a AIIM Conference 2012 permitiu uma imersão ao centro das discussões sobre EIM- Enterprise Information Management: a expansão dos grandes dados (Big Data) e nas novas, e ilimitadas, fronteiras da mobilidade. Em sua sessão de abertura, John Mancini, presidente da entidade, propõe que os trabalhadores da informação estejam cada vez mais atentos às novidades da tecnologia, mas que principalmente se permitam

Revisão Mariana Pajuelo - MTB 49.801 mariana.pajuelo@guiabusinessmedia.com.br Diretora Comercial Sandra Mletchol - sandra@guiabusinessmedia.com.br Assistente Comercial Jéssica Alves - jessica@guiabusinessmedia.com.br Executivos de Negócios Cristiane de Oliveira - cristiane@guiabusinessmedia.com.br Daniela Vieira - daniela@guiabusinessmedia.com.br Elizéia Rodrigues - elizeia@guiabusinessmedia.com.br Diretor de Arte Flávio Della Torre - flavio@guiabusinessmedia.com.br Assistentes de Arte Wilson Hiramatsu e Edna Batista Gerente Administrativo Tadeu Nunes - financeiro@guiabusinessmedia.com.br

aprender mais, pois há de se prever os grandes conteúdos que inundam o mundo por meio de todo tipo de dispositivo dentro e fora das empresas. Paralelamente à conferência, o grupo de brasileiros reunidos na Missão AIIM 2012 participaram de dois grandes encontros com fornecedores e usuários americanos para uma jornada de intensa troca de experiências e network descritos nas páginas dessa edição. Da experiência, uma lição para mim, formadora de opinião, e para os trabalhadores da informação: as fronteiras do conhecimento e da informação não são físicas. O futuro dos departamentos da TI está definitivamente nas mãos de quem melhor aproveitar a informação e prestar os melhores serviços de valor agregado. A orientação do trabalho para a mobilidade e para a colaboração impõe um novo e alucinante ritmo para os próximos anos. Quem não estiver preparado certamente estará à margem do mercado. Mesmo diante da pior percepção dos gestores, a aquisição de especialização corporativa na gestão da informação é de longe, a escolha correta para o futuro. De volta ao Brasil, mais especificamente a São Paulo, vamos nos preparando para o Road Show que se avizinha, e agora com certeza com passos mais firmes, sempre auxiliando os gestores nessa longa estrada! A todos uma Boa Leitura!

Assistente Administrativa Alexandra Fátima Loteiro-alexandra@guiabusinessmedia.com.br Conselho Editorial Walter Koch, Alan Pelz-Sharp, Wilton Tamane, Daniel Dias Pinto, Rodrigo Montagner e José António Galves Colaboradores de Conteúdo Walter Koch, Alan Pelz-Sharp, Wilton Tamane, Jesse Wilkins, Thiago Cruz Soares, Marcelo Souza Silva, José Guilherme Junqueira Dias, Cinthia Freitas, José Antonio Galves, Atle Skjekkeland, Daniel Dias Pinto e Angelo Volpi INFORMATION MANAGEMENT é uma publicação da Editora Guia de Fornecedores Ltda - empresa de comunicação especializada em produzir e distribuir conteúdos jornalísticos para o mercado corporativo, através de publicações impressas e digitais, portais na internet, eventos e treinamentos profissionais. INFORMATION MANAGEMENT aborda as novas tecnologias, processos e estudos de caso sobre ECM/EIM – Gerenciamento de Informações e Documentos de uso Corporativo e todos os fatos mais relevantes da cadeia de valor deste mercado envolvendo todo o ciclo de vida da informação: Produção, Captação, Gerenciamento, Armazenamento, Preservação e Disponibilização. É dirigida a executivos e profissionais técnicos das áreas de negócios: TI, Administração, Finanças, Centros de Documentação – CEDOC, RH, Jurídico, Projetos, Logística, Suprimentos,Comercial, Marketing, Transportes, Engenharia, etc, nas 8 mil principais empresas dos segmentos: Bancos, Seguradoras, Manufatura, Serviços, Telecom, Saúde, Petroquímica, Mineração, Varejo, Automotivo, Construção , Agroindústria, Educação, Governo e Setor Público, entre outros. As informações contidas nas mensagens publicitárias publicadas pela revista é de exclusiva responsabilidade das empresas anunciantes. INFORMATION MANAGEMENT não aceita publicidade “publieditorial.” Os artigos assinados são responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente a opinião dos editores da revista. Todo o conteúdo da INFORMATION MANAGEMENT, revista e portal, é de livre reprodução, sendo necessária a citação da fonte, conforme legislação de direitos autorais.

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Marketing e Audiência Saiba como promover e valorizar sua marca, seus produtos ou serviços na INFORMATION MANAGEMENT – revista e portal. Solicite nosso Mídia Kit pelo e-mail comercial@guiabusinessmedia.com.br ou pelo tel: 11-3392- 4111 ramal 17 com Jéssica Alves Central de atendimento Assinatura anual: (06 edições) Brasil R$ 170,00. Outros países US$ 260,00. Para assinar ligue 11- 3392-4111 ramal 25 ou e-mail assinaturas@ guiabusinessmedia.com.br Redação: Para falar com a redação da INFORMATION MANAGEMENT ligue: 11-3392-4111 ramal 18 ou envie suas notícias para redação@ guiabusinessmedia.com.br Newsletter: Para receber notícias diárias sobre ECM/EIM (Gerenciamento de Conteúdo e Informações Corporativas), assine nossa Newsletter no endereço: www.informationmanagement.com.br Publicidade: Para anunciar na revista ou no portal INFORMATION MANAGEMENT, ou discutir uma estratégia de comunicação para aumentar as venda de seu produto ou serviço, ligue para 11-3392-4111 ramal 29 ou envie um e-mail para comercial@guiabusinessmedia.com.br. Eventos: Para informações sobre os eventos ECMSHOW – EXPO + CONFERENCE, ECM ROAD SHOW e SHAREPOINT 360º ligue para 11-33924111 ramal 16 ou e-mail eventos@editoraguia.com.br. Treinamentos Profissionais: Para receber a agenda de Cursos e Eventos sobre Gerenciamento de Informações Corporativas, ligue: 11-3392-4111 ramal 16 ou e-mail guiatraining@guiabusinessmedia.com.br Parcerias de eventos: GARTNER e CIAB/FEBRABAN, BITS – Business TI South America, FUTURECON. Distribuição Nacional Impressão: Neoband

Susana Batimarchi

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GUIA BUSINESS MEDIA – 22 anos promovendo negócios. Rua Anhanguera, 627 - 01135-000 – Barra Funda - São Paulo/SP Tel: 55-11-3392-4111 | www.guiabusinessmedia.com.br

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entrevista

Martyn Christian

Por Susana Batimarchi

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Do capture ao BPM Martyn Christian, CMO da Kofax, está de olhos atentos aos mercados emergentes como Brasil, Oriente Médio e Austrália. Durante o Kofax Transform 2012, houve o anúncio do reposicionamento estratégico da companhia, agora focada em BPM – Business Process Management. Esses são os temas da entrevista exclusiva para Information Management.

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Information Management - Como a Kofax percebe hoje o mercado brasileiro? Martyn Christian - Antes de mais nada, o Brasil é uma das economias que crescem mais rapidamente no mundo. Percebemos que é um país que tem uma performance econômica muito forte no cenário mundial e há algumas áreas muito desenvolvidas como a financeira, a indústria aeroespacial, entre outras, enfim, estamos falando de uma forte economia emergente. Existe na Kofax este sentimento forte sobre uma economia que se consolida e temos esta mesma confiança e a certeza que estamos lidando com um país vibrante. Nós acreditamos que haja no momento uma grande oportunidade para a nossa tecnologia para automatização do processo de negócios no Brasil, pois assim como as organizações estão crescendo e também enfrentam problemas com este crescimento, principalmente para celeridade dos negócios, coordenar e organizar os processos são tarefas difícies, dessa forma toda essa efervecência econômica e a rapidez que os negócios exigem são uma grande oportunidade para nossas tecnologias. Assim acreditamos que seja a hora exata de nos fazermos mais fortes e presentes junto a esse mercado. Nós temos uma história junto ao mercado brasileiro e ganhamos o respeito de muitos usuários importantes e para isso está na hora de termos uma presença

mais estratégica neste mercado por meio da contratação de profissionais com larga experiência, da ampliação de nossa participação junto aos nossos parceiros para termos capacidade de cobrir este grande mercado de investimentos. I.M. - Dentro da estratégia de crescimento no mercado nacional, qual é a expectativa de crescimento neste mercado? M.C. - Tivemos recentemente uma reunião da empresa para traçar um planejamento (business plan) para o próximo ano e uma das metas é exatamente expandir o crescimento da companhia junto aos mercados emergentes e o Brasil está seguramente dentro desse plano, entre as prioridades. Não podemos ainda divulgar números, mas esperamos um crescimento significativo que certamente atingirá algo perto de 8 ou 9%, não que necessariamente será feito por meio da Kofax, mas por meio da capacitação e investimento em nossa rede de parceiros no Brasil, com treinamentos para aperfeiçoamento da nossa força de trabalho. Está acontecendo uma mudança na responsabilidade da TI de não ser mais sistema de entrega e sim estar dentro dos negócios. Serão sistemas de comprometimento, para aquelas pessoas que chamamos de profissionais da informação. Não é mais o pessoal da TI, e sim profissionais da informação

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entrevista

Martyn Christian

social, web e móvel em uma classe de profissionais emergentes na economia do Brasil, estas serão as pessoas da linha de frente. I.M. - Como o senhor percebe o amadurecimento das novas tecnologias em países como o Brasil? M.C. Eu acredito não em indústrias específicas, mas em produtos específicos. Por exemplo, em um banco que lida com as pessoas mais velhas e tradicionais que utilizam os sistemas convencionais há um tipo de abordagem mais convencional junto aos consumidores, com intensa atividade de documentos e de atendimento, agora se o público desse banco é mais jovem, usuário de produtos web e dos dispositivos móveis, o banco deve ofertar mais produtos compatíveis com este mundo, e oferecendo produtos endereçados ao mundo móvel ou da web. Em bancos como o Santander, por exemplo, que tem uma atividade intensa com jovens profissionais e empresas jovens, a oferta de produtos integrados à conectividade é uma realidade e deverá estar presente em todas as operações do banco. I.M - E a América Latina? Como está hoje este mercado? M.C. - Tivemos sucesso, mas com alguns picos de atuação em certos países. Há ainda muito o que realizar com os parceiros locais. Quando digo que vamos investir no Brasil, estamos falando das boas relações e dos bons resultados que tivemos com os parceiros locais do país, mas em toda América Latina também temos bons relacionamentos com parceiros e realizamos investimentos neste mercado nos últimos 4 ou 5 anos e acreditamos que poderá ser melhor. Em algumas áreas é claro, ainda estamos engatinhando e em outras estamos crescendo.

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“O Brasil é sem dúvida uma economia emergente no mercado mundial e bastante envolvida na transformação dos processos de negócios devido à sua efervecente indústria.” Como falamos, a política local e o desenvolvimento econômico podem interferir neste crescimento, pois alguns países possuem políticas econômicas mais estáveis e estão se desenvolvendo melhor em termos de tecnologia, mas outros ainda estão muito atrás nas expectativas, e são estudados caso a caso. Há sempre a disposição de investir em todo o mercado latinoamericano. Como exemplos, podemos citar o México, Colombia, Brasil e Argentina como países maduros. I.M. - Com a empresa se posiciona no mercado global? M.C. - Em mercados mais maduros, em economias com Alemanha, França e Itália, nós estamos mais estabelecidos, o que é uma boa e má notícia ao mesmo tempo. A boa notícia é que todos conhecem a Kofax. Todos reconhecem a companhia por sua liderança na área de capture, o que é uma ótima associação, mas o ruim é que muitas das coisas que tratamos no Transform 2012, onde mostramos que estamos investindo em aplicações móveis, ponto de origem e BPM, são os desafios de mudança de conceito que esses países têm. Em economias em desenvolvimento este conceito sobre a Kofax como uma

empresa focada no capture não é tão arraigado, como no Brasil, Rússia, India, China, nesses países que não fazem esta relação é mais fácil oferecer novos produtos. I.M. - Como manter os negócios em países que passam por desafios econômicos neste momento? Esse realmente é um grande desafio. M.C. - Com certeza é sim, e bastante duro, posso dizer. Na Alemanha, por exemplo, onde temos grandes consumidores de nossos produtos, nós apenas vendemos capture, e na verdade é um mercado que está encolhendo até mesmo para os produtos de capture, e aí está o desafio. Por isso, procurarmos por novas oportunidades não somente na área de capture mas em outras áreas que também ofertamos. Essa foi uma das principais razões da aquisição da Singularity pela Kofax, que poderá nos agregar mais valor aos negócios que oferecemos aos consumidores. Com isso, estamos oferecendo novas e grandes oportunidades de melhorar as relações de negócios por meio de novos produtos, com mais benefícios e mais valor. Penso que esta é uma estratégia mais interessante para criar crescimento e oportunidades de negócio.

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UPFRONT

Dados móveis

Crescimento de dados móveis Segundo o Cisco Visual Networking Index (VNI), o tráfego mundial de dados móveis aumentará 18 vezes entre 2011 e 2016, atingindo um total de 10,8 exabytes por mês - ou um volume de 130 exabytes por ano - até 2016. Para o Brasil é esperado um aumento de 19 vezes, alcançando um total de 0,26 exabytes por mês em 2016. O esperado aumento acentuado no tráfego móvel é devido, em parte,

a um aumento projetado no número de dispositivos móveis conectados à Internet, que excederá o número da população do planeta, segundo as estimativas das Nações Unidas, passando a ser 7,3 bilhões de habitantes até 2016. Entre 2011 e 2016, a Cisco estima que o tráfego global de dados móveis superará em três vezes o tráfego global de dados fixos.

Internacional

Busca

Como preparar sua empresa para o Facebook

Privacidade do Google

O Facebook anunciou oficialmente a “Timeline” para as páginas da marca. Conforme os especialistas em mídias sociais, é importante que as empresas revejam suas páginas e as adaptem para que as alterações tenham efeito necessário junto aos consumidores. Aqui estão algumas dicas fornecidas dos especialistas para estabelecer a nova Timeline sem jogar fora tudo que foi feito. 1) Revisite, conserte ou crie um plano de Mídia Social 2) Comece a pensar na página da sua empresa com imagens para a nova timeline 3) Aproveite para colocar a história da companhia 4) Faça uma limpeza do que não é necessário, deixe tudo claro e fácil de acessar O Facebook é uma ferramenta de Mídia Social que valoriza a interface com aplicativos de terceiros, incluindo sorteios, concursos, entre outras interações que são características deste tipo de mídia.

O mês de março também marcou o início de uma nova etapa para a mais conhecida ferramenta de busca na internet. Em janeiro, o Google anunciou uma nova política de privacidade que substitui mais de 70 documentos diferentes e que dirige todos os produtos do Google. A empresa assegurou que o novo modelo de documento está mais fácil de entender e seguir, e que a essência de controles de privacidade da empresa não mudou. “Nós não estamos coletando todas as novas informações ou informações adicionais sobre os usuários. Nós não estaremos vendendo os seus dados pessoais. E continuaremos a empregar a indústria de segurança para manter sua informação segura”, escreveu a diretora do Google de Privacidade, Produto e Engenharia, Alma Whitten, em seu blog. Algumas coisas estão mudando, no entanto: o Google tem removido algumas “inconsistências” nas suas políticas de privacidade que permite agora a empresa combinar dados por meio de vários produtos do Google como YouTube e Pesquisa.

A mobilidade tem sido o “esteroide” que acelera as tecnologias sociais e esta pressão está agora se espalhando para o mundo dos negócios John Mancini - Presidente da AIIM

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n INDICADORES

As 6 tendências que as organizações precisam entender sobre Information Management : 1 - Faça tudo móvel:

• 94% das organizações têm implantado o acesso móvel ao e-mail. • Menos de 30% têm acesso móvel aos sistemas da empresa - ECM, CRM, ERP. •

37% das organizações não têm acesso ao ECM

móvel, e mais de 30% contam com interface web convencional.

• Apenas 47% permitem dispositivos pessoais para acessar os dados da empresa.

2 - Digitalização de processos:

• A digitalização e captura melhoram a velocidade de resposta a clientes, fornecedores, ou funcionários por 6 vezes ou mais. • 42% dos usuários conseguiram um período de retorno de investimentos de 12 meses ou menos. • Em média, 45% dos documentos que são digitalizados são 100% “nascidos digitais” – mas muitos seriam totalmente digitais se não fossem ainda necessárias assinaturas dos responsáveis. • 77% das faturas que chegam como anexos PDF são impressas.

• 68% dos sistemas instalados com ECM não têm nenhum navegador ou opção de acesso móvel.

3 - Faça o negócio social:

• 51% das organizações consideram negócios sociais “imperativo” ou “significativo” para seus objetivos de negócios globais e seu sucesso. • 27% das organizações consideram que aplicações de negócios sociais são um investimento de infraestrutura.

4 - Use a automação para garantir a governança da informação: • Apenas 15% têm uma maneira automática de encontrar e eliminar duplicidade em seus conteúdos, com apenas 8% capazes de analisá-la automaticamente para a relevância e apagar o conteúdo irrelevante.

• 72% das grandes organizações têm 3 ou mais sistemas de ECM/DM/RM. 25% têm 5 ou mais. • Embora a quantidade de informações no universo digital cresça 44 vezes, o número de arquivos vai crescer por um fator de 67 vezes o volume atual.

6 – Garimpe os grandes conteúdos: Para aumentar a competitividade, 83% dos CIOs têm planos visionários que incluem business intelligence e análise.

• 50% das companhias acreditam ter “alto” ou “muito alto” valor comercial para serem capazes de fazer um link de um cliente ou membro da equipe, por meio de pesquisa em banco de dados estruturados e não-estruturados. • Para 72% das organizações, é mais difícil encontrar a informação retida pela sua organização que a informação não pertencente a elas. • Em média, as companhias de seguro e investimento dos EUA possuem 3.866 terabytes de dados. A Biblioteca completa do Congresso dos EUA possui no total 235 terabytes de dados.

5 - Comprometa-se com a nuvem: Gastos com cloud computing entre as PMEs vão dobrar entre 2010 e 2015 de US$ 6,3 bilhões para US$

13,3 bilhões.

28% se sentem constrangidos com seu

sistema de ECM/fluxo de trabalho, quando se trata de fazer mudanças no processo. *O tamanho total do mercado de nuvem pública irá crescer de US$ 25,5 bilhões em 2011 para

US$ 159,3 bilhões em 2020. *O mercado para soluções de cloud computing privada vai crescer de US$ 7,5 bilhões em 2011 para US$ 66,4 bilhões em 2020. *O mercado para soluções de cloud privado vai crescer de US$ 7,8 bilhões em 2011 para

US$ 15,9 bilhões em 2020.

• 41% das empresas estão abertas à ideia de nuvem ou SaaS para soluções de gerenciamento de registros.

Fonte: AIIM 2012

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UPFRONT

NF-e Belmir Menegatti

O que é Cloud Fiscal?

Segurança e proteção digital IM: Como está composto o portfólio da A10 TI para área de segurança? Belmir Menegatti: Hoje nosso portfólio está integrado por cinco grandes fabricantes do mercado, como: Eset, Cryptzone, Paragon, Netboxblue e Proof Point. Cada uma das soluções que representamos está focada para uma determinada área dentro do segmento de segurança corporativa. IM: Qual a estratégia da empresa no mercado nacional? B.M.: Atuamos no mercado brasileiro por meio de uma base de 100 canais de distribuição e temos uma meta de dobrar este número até o final deste ano. Além disso, realizamos uma série de ações educacionais e informativas para treinamento de usuários finais e também para desenvolvimento de políticas de segurança junto aos usuários corporativos, como a tradução de manuais e vídeos de produtos.

IM: Qual a sua percepção quanto à maturidade do mercado corporativo de segurança no Brasil? B.M.: As grandes e muito grandes empresas já possuem políticas de segurança bem desenvolvidas e para este nicho, as soluções de backup são as mais requisitadas. Os demais 95% do mercado, composto por empresas médias e pequenas, ainda é pouco seguro e precisa desenvolver melhor o conceito de segurança entre seus usuários.

Belmir Menegatti é o diretor geral da A10 TI.

Onde está todo o conhecimento que perdemos na informação?

T.S. Elliot - Poeta, dramaturgo e crítico literário inglês do Século XX.

Cloud COMPUTING

Na próxima etapa, a mais importante na evolução da NF-e, surgirá uma transformação denominada “Cloud Fiscal”. Em 2011, as Secretarias de Fazenda Estaduais se concentraram na busca da melhoria da qualidade das informações prestadas nas Notas Fiscais Eletrônicas, implantando diversas regras de validação e consolidando a obrigatoriedade de emissão da NF-e para mais de 1 milhão de contribuintes. A “Cloud Fiscal” irá integrar e comprimir as NF-e, como se fossem os dados de extrato bancário, as informações das Secretarias de Fazenda Estaduais, RFB e demais empresas e órgãos envolvidos no processo de produção, comercialização, transporte e controle de trânsito de mercadorias. Toda nova informação será armazenada automaticamente, sem assistência humana, revolucionando, desta forma, as administrações tributárias das empresas.

Primeira nuvem móvel para empresas Box.net está apresentando ao mercado de mobilidade OneCloud, considerada a primeira nuvem móvel para a empresas. Agora, certamente pode-se dizer que os serviços da Caixa de armazenamento baseados em nuvem (cloud plataformas e outros) já foram muito móvel já há

algum tempo. Chris Yeh, vice-presidente de plataforma da Box, explica que os usuários corporativos de dispositivos móveis podem acessar seus arquivos na nuvem, unificados em um só lugar ao lado de aplicativos de terceiros. “O Cloud One dá

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acesso aos aplicativos que operam sobre eles”, explica. Os arquivos e conteúdos que pertencem a uma conta de determinada empresa permaneçem dentro do Box, mas esses arquivos podem ser editados por qualquer tipo de aplicativos. www.informationmanagement.com.br

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Compra

Cloud Computing

Integração em nuvem de plataformas Tendência para o segmento de B2B, as plataformas em nuvem têm chamado a atenção das empresas pelos seus benefícios econômicos, ao mesmo tempo em que desafia a área de TI a adaptar-se ao novo ambiente. Muito se tem falado e escrito a respeito do ambiente baseado em nuvem. Mark Morley, diretor de marketing industrial no Reino Unido da GXS, empresa de soluções de B2B e-commerce, definiu as cinco maiores considerações a respeito do tema para quem vai implementar a tecnologia. Segundo o especialista, as etapas consistem em: pensar na estratégia

por etapas; entender as implicações de segurança; estar conectada a outras aplicações; entender os custos envolvidos e escolher o provedor de integração em nuvem mais adequado.

Mark Morley diretor da GXS, etapas simples farão o sucesso da integração

Os aplicativos são como ‘selfservice’: econômicos e eficientes e estão conduzindo a consumerização Mark Templeton - Citrix

A SoftExpert, de Joinville, incorporou as operações de software para gestão integrada da Xtrategus, empresa de Curitiba com a qual a companhia catarinense concorria no mercado latino-americano. O foco da parceria é o SMB, segmento ao qual pertence cerca de 96% da carteira adquirida da Xtrategus, completando a oferta de todo o portfólio da SoftExpert de preferência na nuvem. “Ofereceremos todos os modelos, mas a prioridade é a cloud computing, fomentada pela parceria que firmamos no ano passado com a Alog Data Centers Brasil”, afirma Hermíno Gonçalves, diretor de alianças estratégicas da companhia. Relembrando, a aliança com a gigante de data center foi anunciada em julho de 2011 e potencializou a oferta de serviços e soluções encabeçados pela SoftExpert Excellence Suite (SE Suite), voltada à gestão integrada de excelência e conformidade.

Aquisições

certificação Digital

A Lexmark International comprou a empresa BDGB Enterprise, sediada em Luxemburgo, incluindo sua subsidiária nos Estados Unidos, a Brainware, por cerca de US$ 148 milhões. Agora, a Brainware fará parte da Perceptive Software, uma unidade de negócios da Lexmark. O diretor executivo da Brainware, Carl Mergele, se reportará diretamente para Scott Coons, presidente e CEO da Perceptive Software e vicepresidente da Lexmark. Muitas empresas da Global 2000 utilizam produtos e serviços da Brainware. Essa aquisição está alinhada com o objetivo de distribuição de capital da Lexmark para realizar compras que suportam o crescimento da empresa, ao mesmo tempo em que geram um retorno, em média, mais de 50% do fluxo de caixa livre aos acionistas, através de dividendos trimestrais e recompra de ações.

“O Brasil hoje é referência na tecnologia de certificação digital, e a previsão é de que, em cerca de dois ou três anos, todas as empresas estejam utilizando essa ferramenta”, afirma Julio Cosentino, vice-presidente da Certisign. Com o surgimento dos certificados digitais, a troca de informações ficou segura, garantindo sua integridade, além da identificação de origem e destino, o que atesta a identidade das partes envolvidas. Além disso, a MP 2200-2, de 24 de agosto de 2001, também garantiu validade jurídica aos documentos assinados eletronicamente com os certificados digitais. “Em resumo, a certificação digital é pautada para garantir quatro pontos principais: integridade, garantia de origem, privacidade e validade jurídica”, afirma o executivo.

Lexmark compra Brainware

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Ampliando escopo em nuvem

Em todas as empresas

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UPFRONT

carreiras Fabiano Tricarico foi nomeado diretor de Varejo da Symantec para a América Latina. Tricarico ficará sediado no escritório da companhia em Campinas, São Paulo, com foco na atuação e nas estratégias de venda da linha de produtos Norton, voltada ao consumidor final, e irá liderar a equipe regional com o objetivo de maximizar as oportunidades de crescimento e expansão da marca. Luciano Corsini é o novo country manager e vicepresidente da área Enterprise Services da HP no Brasil. Corsini, que possui extensa experiência no mercado de outsourcing, tem a missão de acelerar o crescimento da unidade que oferece serviços de infraestrutura de TI, aplicações e processo de negócios para empresas de todos os portes. Arthur Dinóla foi contratado pela Sion People Center para assumir o cargo de vicepresidente. Será responsável pela gestão e planejamento estratégico das companhias do grupo Doupar Participações, buscando sinergia entre elas a fim de gerar novos negócios. Rodrigo Parreira foi nomeado novo CEO da PromonLogicalis, empresa especializada em TIC, acumulando também a função de CEO da Logicalis Latin America. O executivo tem a missão de fortalecer a oferta de serviços, além da integração de novas tendências tecnológicas, e conectar as necessidades das empresas a temas como computação em nuvem e mobilidade.

Segurança

Acesso

A McAfee e a Security and Defence Agenda (SDA) anunciou os resultados de um estudo que revela a percepção de governos e de especialistas em segurança sobre os ataques virtuais, os impactos e as medidas de proteção em relação às ameaças e a esses ataques em 23 países incluindo o Brasil. De acordo com o relatório global, 57% dos especialistas entrevistados acreditam que uma corrida armamentista está acontecendo no ciberespaço. Para 45% dos participantes deste estudo, a cibersegurança é tão importante quanto a proteção das fronteiras. Outros 43% identificaram danos ou perturbações em infraestruturas essenciais como a maior ameaça representada pelos ciberataques, com grandes consequências econômicas e 36% acreditam que a cibersegurança é mais importante que a defesa antimísseis.

De acordo com o Gartner, seis grandes tendências irão conduzir o crescimento corporativo do gerenciamento de identidade e acesso (IAM) e da gestão de privacidade, em 2012. Identificadas como: Identidade tática; Garantia de identidade; Autorização; Ponte de identidade; O mar de tokens e as Batalhas políticas. Segundo a empresa de pesquisa, os orçamentos para projetos de gerenciamento de identidade permanecerão restritos. Uma das principais causas de falha desses projetos tem sido um escopo muito amplo combinado com uma falta de foco no valor do negócio. Não há mais orçamento ou apetite para os projetos que correm o risco de tal falha. Os projetos deste ano voltados para IAM geralmente serão limitados em escopo e cronograma para ajudar a garantir o sucesso.

Preocupação dos Governos

Mercado

SML fecha 2011 com crescimento Um ano atípico, resultado da necessidade de adequação às novas normas do Sistema de Informações do Banco Central do Brasil, chamado de Sisbacen, dos módulos de câmbio (SML® autocam) em operação em instituições financeiras clientes da empresa. Independentemente do motivo, a SML comemora os resultados: crescimento de 112% nas vendas de 2011 comparadas àquelas realizadas no mesmo período anterior, totalizando R$ 3 milhões. Comprovando as informações, o CEO da SML abre os números do faturamento da empresa e afirma: “Em 2011, faturamos R$ 5,5 milhões, representando acréscimo de 49% sobre o resultado obtido em 2010. Em 2012, no mínimo, devemos manter esse percentual de crescimento”, projeta José Roberto de Lazari.

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Tendências na gestão de privacidade

Parte significativa do crescimento nas vendas foi proveniente da área de BPM e ECM. Como explica Oerton Fernandes, diretor Comercial e de Marketing da SML: “Além dos projetos provenientes do SML® autocam, nosso faturamento na área de ECM/BPM, atendida atualmente pelo Converge e SML® e-content, tem registrado progressivo crescimento e deve continuar”. Tendo 60% de seu resultado originado em Soluções para Processos e Documentos, a empresa pretende ampliar em cinco anos essa participação para 80% do faturamento. Para cumprir essas metas, investimentos foram realizados nas áreas de TI, Administrativa e Comercial, que passam a contar com novos profissionais nos escritórios de São Paulo e de Minas Gerais, recentemente inaugurados.

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UPFRONT

Aquisição

Mais agilidade para o Big Data EMC Corporation anunciou a compra da Pivotal Labs, fornecedora americana de serviços de software e ferramentas de desenvolvimento. A Pivotal Labs chega para aumentar o portfólio EMC de produtos e serviços, os quais são projetados para permitir às organizações armazenar, analisar, gerenciar e agir sobre o conceito de Big Data. No início deste ano, a EMC introduziu o Greenplum Unified Analytics Platform (UAP), que entrega uma infraestrutura scale-out para análise de dados estruturados e não estruturados. E agora, juntamente com a

aquisição do Pivotal Labs, a EMC anuncia também a disponibilidade completa da ferramenta Chorus Greenplum - outra novidade da indústria que proporciona uma análise criteriosa dos conjuntos de dados e garante que informações úteis sejam avaliadas. O conceito Big Data ainda é tão novo que os pacotes de aplicações são escassos. A maioria das organizações despeja um grande volumes de dados em plataformas como Hadoop e escreve código personalizado para extrair valor.

Jack Sterenberg

Videoconferência IM: Como está o mercado de Telepresença no Brasil?

IM: O que a empresa enxerga como próximas tendências?

Jack Sterenberg: O mercado tem crescido a passos largos. As empresas brasileiras têm se mostrado maduras para adotar a tecnologia e estamos aproveitando esse momento. A cada ano temos registrado um crescimento expressivo no número de projetos que envolvem Telepresença. Hoje somos a integradora com o maior número de clientes nessa tecnologia no país. Também fomos pioneiros ao instalar a primeira sala de Telepresença no Brasil, na Procter & Gamble.

J.S.: A tendência é que surjam novos produtos e serviços cada vez mais robustos e focados em atender às necessidades de negócios dos clientes.

IM: Quais as estratégias da empresa para essa área? J.S.: Recentemente lançamos os Serviços Gerenciados para Vídeo, uma oferta global para empresas que desejam contar com serviços que otimizem o uso da Telepresença. Nossa expectativa é ampliar o número de clientes para esse ano, focando nas vendas desse serviço.

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O que você está lendo?

Os Heróis da Revolução Carlos Latourrette, consultor de projetos em ECM da cidade do Porto/Portugal, indica o livro de Steven Levy. A obra conta a trajetória da computação, desde a “cultura hacker” nas décadas de 50 e 60, até o advento das mídias sociais. “O autor narra como Bill Gates da Microsoft, Steve Jobs e Wozniak da Apple, recentemente Mark Zuckerberg do Facebook, entre tantos outros, transformaram para sempre nossas vidas.”

Coaching

Sterenberg CIO da Dimension Data.

Nossa indicação do mês é o livro para gestores: “Por que a gente é do jeito que a gente é?”, escrito pelo consultor em Gestão de Pessoas, Eduardo Ferraz, e editado pela Editora Gente. Ele propõe a aplicação de conceitos da Neurociência no dia a dia. O conteúdo indica caminhos para se conhecer melhor, entender como os outros agem, gerenciar sua vida e, com isso, alcançar melhores resultados.

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Tradição com inovação e tecnologia Próximos eventos

Abril 14 - Fundamentos da Digitalização Para atender a demanda crescente de serviços de digitalização, a Guia Training criou um treinamento exclusivo de “Fundamentos da Digitalização”. Neste treinamento você irá APRENDER as etapas para a elaboração de um projeto de digitalização, desde o dimensionamento das necessidades, passando pela preparação dos documentos, a escolha dos scanners e softwares mais adequados. Informações no site da Guia Training www.guiatraining.com.br

18 - ECM RoadShow BH O RoadShow BH acontece no Hotel Mercure BH (Avenida do Contorno, 7315, Lourdes, Belo Horizonte). Informações no site www. ecmshow.com.br

Maio 12 e 19 - Formação em Análise de Processos Neste treinamento especial da Guia Training os participantes poderão aprender como analisar, mapear e modelar processos de negócios. A agenda do curso possui formação completa com módulo conceitual e prático. Informações no site da Guia Training www.guiatraining.com.br

15 e 16 - ECM RoadShow DF O Congresso sobre gestão da informação e documentos de órgãos públicos terá sua segunda edição em Brasília/DF. Entre os temas a serem discutidos estão guarda e preservação de documentos públicos, cloud computing, compliance, redes sociais, mobilidade, business intelligence e segurança da

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informação. O encontro é voltado para o público das empresas públicas e também privadas. O ECM Road Show DF acontece no Espaço Brasil 21- Centro de Eventos e Convenções – Brasília/DF. Informações no site www.ecmshow.com.br

Junho 12-14 - Info360 Conference Expo Este ano o setor de gestão da informação terá um novo encontro internacional. Organizado pela Questex no Javits Center em Nova York, o Info360 trará especialistas renomados como David Sacks, CEO e fundador da Yammer, Kendal Collins, SVP da Salesforce, que irá debater sobre Social Revolution in the Enterprise, e Arron Levie Cofundador e CEO, da Box, empresa de cloud que mais tem-se destacado no cenário global no último ano. Além da tradicional conferência, o evento também apresentará uma exposição com os maiores players de mercado na área de TIC e também na área de impressão.

A ARKTEC alia tradição e inovação tecnológica ao oferecer, há 20 anos, soluções para o armazenamento e logística de documentos. Com serviços integrados, completos e flexíveis, assume operações que não fazem parte do foco principal dos clientes BPO (Business Process Outsoucing), permitindo a estes um aumento da produtividade e força total nas estratégias de seu negócio. Instalada em mais de 40.000 m² de armazéns, a ARKTEC possui infraestrutura para atender as exigências técnicas de armazenagem, independentemente do suporte-papel (documentos), mídias ópticas e magnética (CD e fitas de backup), digital (imagens em nossos servidores) ou microformas (microfilmes e microfichas).

Armazenagem e Gerenciamento de Documentos

Julho

Organização Documental

3 e 4 - ECM RoadShow RJ

Armazenagem e Gerenciamento de Mídias em Sala-Cofre

A edição do evento do Rio de Janeiro/ RJ terá como temas a guarda e preservação de documentos, cloud computing, compliance, redes sociais, mobilidade, business intelligence e segurança da informação, focados na indústria de gás/ óleo e serviços. O encontro é voltado para o público das empresas privadas e também para governo e se realizará na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro - FIRJAN

Digitalização de Documentos

Sistema Arktec

É a ferramenta pelo qual o cliente realiza Pesquisas, Consultas, Solicitações, Devoluções, Emissão de relatórios, Controles de empréstimos, Controle de expurgo, entre outros

ISO 9001:2008

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SEGURANÇA E COMPLIANCE Por Ana Lúcia Moura Fé

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Segurança & compliance

O cipoal de regras é grande, mas o risco por ignorá-las é maior

R

otina, em departamento de tecnologia da informação, é sinônimo de desafios diários e de peso. Alguns, em lugar de “pacificados” com o tempo, carregam a característica de recrudescer no mesmo ritmo com que a tecnologia avança, fora e dentro da companhia. Entre esses desafios permanentes e crescentes em complexidade estão aqueles relacionados com segurança e conformidade. De um lado, há a necessidade de manter o estado da arte tecnológico para armazenar, criptografar e proteger dados confidenciais e estratégicos. De outra parte, é preciso que tudo isso seja feito à luz de um cipoal de políticas, leis, regulamentações e padrões que são mandatórios para determinadas empresas e setores, mas que, na prática, acabam se tornando obrigatórios para quase toda empresa, sob pena de, cedo ou

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tarde, ser expelida da cadeia produtiva. “É nesse ponto que compliance e segurança da informação se encontram. Quando os gerentes de TI precisam não apenas fazer, mas demonstrar que estão fazendo de forma satisfatória”, diz Vinícius do Valle Fraga, gerente de segurança de TI da Stefanini. Nesta reportagem, Fraga e outros especialistas retomam o assunto, focando a importância dos dois conceitos no contexto atual, bem como os riscos relacionados com não conformidade e brechas na segurança. Tais riscos, que podem ser de natureza legal e de segurança, variam conforme as características do negócio e as normas ao conjunto de regulamentações e padrões ao qual estão sujeitas. A lista de regras é uma autêntica sopa de siglas e de nomes, nacionais e estrangeiros, gerados por entidades mediadoras ou reguladoras

setoriais ou governamentais. Destacam-se, na extensa lista, Sarbanes-Oxley (SOX), Basileia 2 e ISO 27001, além de regras nacionais da SUSEP, CVM e Banco Central, só para citar algumas das mais conhecidas. As possíveis penalidades por não observância de regras e falhas de segurança também variam muito, em natureza e magnitude. Vão desde advertências ou retratações formais até pagamento de multas, processos legais e cíveis, perdas financeiras, arranhões na reputação da companhia, fuga de clientes e suspensão ou fim das atividades.

Documento vivo

Ao analisar a relação entre segurança e regulamentação, o gerente da Stefanini esclarece que nem todos os aspectos de uma norma se referem à segurança da in-

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SEGURANÇA E COMPLIANCE

formação, que significa, resumidamente, proteção de dados e sistemas contra acesso, uso, publicação, comprometimento, modificação ou destruição não autorizados. “O que ocorre é que a informação no ambiente corporativo adquiriu relevância sem precedentes. Isso faz com que muito do espaço que o compliance incorpora seja preenchido pela segurança da informação”, explica. Nesse contexto, uma política de segurança, além de vital, deve ser objeto de muito planejamento e reflexão. Não pode, por exemplo, ser muito restritiva, segundo Fraga, porque pode gerar pressão sobre os funcionários. Ao fim dos esforços, a empresa deve contar com um documento vivo que ajude a definir a postura geral de sua segurança e arquitetura e leve em conta aspectos como clareza, respaldo e flexibilidade (Veja Box na página 21).

Conceitos que se autoalimentam

Marcos Prado, gerente de canais da Websense, explica que o objetivo primordial do compliance é estabelecer uma exigência em termos de regras, infraestrutura, processos e melhores práticas comuns às organizações de um mesmo segmento. “Toda empresa, dentro de seu segmento específico, está sujeita a compliance e outras regulamentações. Alguns setores possuem mais normas a serem cumpridas do que outras”, diz Prado. Trata-se de um conceito com característica de bola de neve. Isso porque, uma vez que as normas são adotadas e feitas obrigatórias, torna-se necessário que todas as empresas participantes ou interessadas em participar daquele setor também estejam adequadas. Segundo Prado, a segurança da informação pode funcionar como base para geração de melhores práticas nesse contexto. Já Ascold Szymanskyj, vice-presidente de vendas e operações da F-Secure para América Latina, destaca o oposto, ou seja, a busca por compliance auxiliando no amadurecimento da segurança da

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informação. “Mas estar em conformidade com os processos de compliance não significa necessariamente estar 100% seguro”, alerta o executivo. Para Szymanskyj, fazer o dever de casa nessa área começa sempre com estratégia bem definida de governança, gestão de riscos e compliance. Tal estratégia deve acompanhar não apenas a legislação vigente em cada segmento de indústria, mas também as mudanças no ambiente de negócios, que não são poucas. Exemplos dessas mudanças são a diversificação do acesso e o impacto da mobilidade no dia a dia das empresas. Pesquisa da McAfee comprova que organizações estão concedendo acesso à sua rede para parceiros de negócios, funcionários terceirizados e até para clientes. Além disso, cresce o número de funcionários que, ao acessar a rede da empresa remotamente, o fazem por meio de dispositivos móveis pessoais ou não controlados. Sem contar a migração de dados e aplicativos para ambientes de nuvem públicos ou híbridos, onde os proprietários dos dados detêm muito pouco controle sobre a segurança. Para Szymanskyj, há um descompasso entre as políticas de segurança voltadas para parque de servidores, desktops e laptops e aquelas relacionadas com dispositivos móveis. “As primeiras estão bem fundamentadas nas empresas, mas esse mesmo nível de proteção não está presente no ambiente móvel”, diz o executivo. Bruno Zani, engenheiro de sistemas da McAfee do Brasil, acrescenta um outro agravante, que é o fato de que muitas empresas sabem que detêm dados confidenciais, mas não sabem se eles estão alocados no equipamento do usuário, no banco de dados ou em outro local. “Na área de Segurança da Informação com a implementação de soluções Data Loss Prevention (DLP) é possível configurar e rastrear a informação, saber exatamente onde estão armazenados os dados confidenciais e quais usuários têm acesso. Para isso, é preciso mudar o processo de

Sumrell: padrão pode ser adotado de acordo com ABNT.

gestão de documentos e armazenamento, inclusive de ferramentas de correio eletrônico”, diz ele, ressaltando a necessidade de classificação prévia para definir quais são os dados mais valiosos e o risco de perdê-los.

Compliance por conta própria

O diretor de marketing da AVG Brasil, Mariano Sumrell, salienta que as empresas que não precisam seguir nenhuma legislação ou norma específica podem adotar o padrão ABNT NBR ISO/IEC 27000 como referência para implantação das políticas e mecanismos de segurança. Trata-se de família de padrões desenvolvida por entidades como ISO (International Standard Organization), BSI (British Standards Institute) e ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). “A vantagem de uma empresa seguir esse padrão é que ele contempla os diversos aspectos de segurança que devem ser levados em conta na implementação de uma política

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sultor Edison Fontes, professor de segurança da informação da faculdade de tecnologia FIAP e autor de vários livros sobre o tema. Ele diz que os controles para segurança da informação dessa norma são equivalentes àqueles definidos pelo Public Company Accounting Board (PCAPB), criado pela lei americana Sarbanes-Oxley. Já quanto a empresas que são obrigadas a seguir regras que incluem a NBR ISO/IEC 27002 (como é o caso do setor financeiro), o consultor considera que a própria falta de controle já configura punição, além das penalidades de órgãos reguladores, como o Banco Central. “Uma organização financeira que não implante e mantenha controles de segurança da informação está assinando seu termo de suicídio operacional”, sentencia. Goldim: empresas devem se adptar às culturas estrangeiras.

de segurança”, diz Sumrell. Outro que recomenda o compliance com a norma ISO/IEC 27002, independentemente de obrigação legal, é o con-

Ajuda especializada

Os riscos para empresas que não atendem – ou atendem parcialmente – à legislação vigente também foram destacados por Fábio De Franco, consultor de business continuity & resilience services da IBM Brasil. Entre os diversos riscos, ele destaca aqueles relativos à custódia e políti-

ca de tratamento das informações, plano de continuidade de negócio, incluindo backup site e riscos operacionais, entre outros com potencial de paralisar as operações da empresa e comprometer o negócio. Segundo Franco, empresas que têm de se tornar aderentes a regulamentações, normas e modelos, incluindo a SOX, precisam necessariamente de projetos para implementar políticas, processos, procedimentos, métodos e ferramentas necessárias na empreitada. “Esse esforço implica contratação de empresas especializadas para conduzir o projeto e, posteriormente, para executar as auditorias”, advoga o consultor. Segundo ele, além de definir regras sobre o uso, controle e proteção das informações, uma política de  segurança  tem objetivos secundários igualmente importantes, como conscientização dos funcionários e definição de papéis e responsabilidades.  A exemplo de outros especialistas, o consultor da IBM sugere como referência de bom começo a norma NBR ISO/IEC 27001. O passo seguinte é observar a legislação a que a empresa está sujeita. “A partir desse ponto, deve-se levar em conta

Pontos importantes na criação de política de segurança Clareza: as pessoas envolvidas devem ser facilmente capazes de seguir a norma, de identificar quais itens do trabalho delas estão ou não de acordo com a política. Isso requer ampla documentação e disponibilidade.

rem ou não à política de segurança, por meio de ferramentas de auditoria, geração de log etc. O cumprimento da política depende de suporte para que a mesma seja reforçada nos pontos em que for violada.

Realismo: uma política muito limitante, além de atrapalhar os outros processos organizacionais, pode não encontrar o respaldo necessário da gerência por quebrar o balanço entre eficácia e realismo.

Flexibilidade: uma solução duradoura precisa ser flexível sobre seu escopo e quem a mantém, e evoluir junto com o negócio. A política deve ser reflexo realista do negócio para que não caia em obsolescência.

Respaldo: capacidade de identificar os pontos que ade-

Fonte: Stefanini

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SEGURANÇA E COMPLIANCE

Conheça alguns dispositivos citados pelos entrevistados ISO 27001 - Evolução da BS 7799, um padrão britânico que define requisitos para sistema gestão de segurança da informação (SGSI). Atende a todos os tipos de organização. ISO 27002 - Reconhecido como o mais completo padrão para segurança da informação. Define controles com melhores práticas na área e atende organizações de todos os portes e segmentos, independentemente da tecnologia utilizada. Sarbanes-Oxley (SOX): Lei norte-americana obrigatória para companhias e suas subsidiárias com ações na bolsa de valores de Nova York (NYSE e NASDAQ), que precisam comprovar que seus processos para geração de resultados financeiros estão protegidos contra fraudes, provendo transparência para acionistas e entidades reguladoras. Também afeta empresas brasileiras que possuem ADRs (American Depositary Receipts) negociadas na NYSE. Contém centenas de seções, algumas referentes a segurança da informação. PCI DSS (Payment Card Industry Data Security Standard): Criado em resposta ao grande aumento de fraudes com cartões de créditos. Estabelece requisitos de segurança para empresas que operam, transitam ou armazenam informações de cartões de crédito. Basileia 2: Baseado nas melhores práticas de mercado, esse documento regulamenta as necessidades adicionais de capital próprio de instituições financeiras para suportar futuras perdas. Ampliou o escopo de Basileia I promovendo maior ênfase na gestão de riscos, apontando a adoção de melhores práticas como meio para conformidade. Fontes: Entrevistados e outras.

aspectos como perfil e cultura da empresa, apoio do alto escalão, aprovação de manual para funcionários junto a área de RH e aplicação e disseminação da política”, ensina o consultor. O sucesso da política também depende, segundo ele, de treinamentos, campanhas e programas de conscientização.

Sistema de gestão

A orientação de Alexandre Ramos, gerente de segurança da Logica na América do Sul, é que a organização que já definiu suas políticas estabeleça um sistema de gestão de segurança da informação (SGSI) para melhoria contínua e aumento da maturidade no assunto. Estabelecido esse sistema, pode-se então abordar o compliance, segundo o gerente. Ramos relata que, em busca da conformidade, muitas organizações adquirem softwares especialistas de grandes fabricantes, enquanto outras preferem sistemas caseiros. “Há ainda programas que conseguem que um grande leque

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de softwares e soluções se comuniquem e trabalhem conjuntamente em prol da conformidade, incluindo ERP, CRM, DBMS, DW, BI, CMS, ECM, CMDB e MIS, além de soluções de criptografia, antivírus e firewall”, diz. Mas, independentemente da estratégia de software adotada, Ramos assegura que a peça chave para se obter a desejada conformidade passa pelo processo de governança. “E nesse sentido, a implementação de SGSI pode ser um caminho”, orienta. O gestor reconhece que às vezes a trilha é árdua, mas corta caminho devido à sua abordagem holística do negócio. “Trata-se de abordagem que contempla programas de auditoria, continuidade de negócio, conformidade legal, governança de TI, gestão de ativos e informação e gestão de risco”, lista Ramos.

Longe da maturidade

Realista, o consultor Leonardo Goldim, sócio da IT2S - IT Security Strategy e membro da comissão de crimes de alta

Zani: para compliance é preciso mudar a gestão de documentos.

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tecnologia da OAB/SP, afirma que leva alguns anos até que uma empresa atinja maturidade na questão de segurança e se sinta segura quanto à aderência às normas. Nesse sentido, ele diz que o mercado financeiro é um dos mais avançados devido, em parte, às exigências do Banco Central e de outros órgãos para que reduzam fraudes e transmitam confiança aos seus públicos. Além dos bancos, Goldim também cita as empresas que têm ações no exterior e que trabalham com capital internacional. “Elas têm de se adaptar a culturas estrangeiras, como a dos Estados Unidos, onde essa questão de conformidade e garantias para investidores é bem mais antiga”, diz ele. Goldim também destaca o fato de que, além dos casos em que a ade-

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Qual o estágio da sua empresa? As categorias abaixo descrevem o nível de maturidade em segurança relatado por 495 corporações em nove países, inclusive Brasil. Reativo – Abordagem ad hoc (“como e quando necessário”) para definir processos de segurança. Orientada por eventos: 9% das empresas entrevistadas alegam estar nesse estágio; Complacente – Algumas políticas implementadas, mas sem padronização real. Aderência a algumas normas de segurança ou às mínimas exigidas: situação de 32% das empresas entrevistadas; Pró-ativo - Políticas padronizadas, governança centralizada e integração em algumas soluções de segurança: 43% das empresas. Otimizado – Adoção de práticas recomendadas do setor de segurança. Aderência rigorosa à política corporativa. Soluções de segurança automatizadas e altamente integradas: 16% das empresas entrevistadas. Fonte: McAfee/Evalueserve - Situação de Segurança/2012.

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SEGURANÇA E COMPLIANCE

quação a normas e padrões é mandatória no Brasil (como abertura de capital na bolsa de valores), muitos negócios estão descobrindo que a normatização, mesmo quando não obrigatória por lei, acabam atingindo indiretamente o seu dia a dia. É o caso de empresas que conseguem, por exemplo, redução de juros em empréstimos no BNDES, por estarem aderentes a determinados padrões e normas. “Grandes indústrias também começam a exigir a adesão de membros do seu canal, a medida que vão adquirindo maturidade’, diz. Mas enquanto a maturidade ideal em compliance e segurança não chega, os riscos rondam negócios de todo tipo e tamanho. O maior deles, segundo Goldim, ainda é o vazamento de informações

sigilosas. Para ilustrar, ele menciona o imbróglio em que se envolveu o Citigroup, em 2011, quando ocorreram dois vazamentos de dados sigilosos da organização. O primeiro, um roubo realizado por hackers, resultou na exposição de números de contas, nome e informações de contatos de mais de 210 mil clientes nos Estados Unidos. Na segunda falha, um profissional terceirizado no Japão obteve acesso a informações sigilosas de mais de 92 mil clientes e as vendeu para outra pessoa. O alento, na avaliação do consultor, é que a maioria das empresas brasileiras está bem assessorada e no caminho certo, conseguindo cumprir as exigências de maneira satisfatória. “Mas vai demorar até que atinjam um patamar ideal de maturidade”, finaliza.

Szymanskyj: busca por compliance ajuda no amadurecimento

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E MAIS

Paulo Bernardo · Ministro das Comunicações / Peter Redshaw · Gartner / Silvio Meira, Michihiko Yoden · NTT / Rosie Fitzmaurice · Itautec / Americo Lobo Neto · Itautec / Charles Bezerra, Joaquim Lima de Oliveira · Caixa.

V;

APOIO

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AIIM CONFERENCE 2012 Por Susana Batimarchi

Foco nos Gestores da Informação Este ano a AIIM Conference 2012 teve como principais temas os desafios dos profissionais da informação

A

AIIM, entidade internacional dos profissionais e das boas práticas da gestão da informação, reuniu em São Francisco, na Califórnia, a comunidade global de profissionais da área, para a edição da AIIM Conference 2012, entre os dias 20 e 22 de março. Cerca de 700 profissionais da informação, de 25 países, participaram de 58 palestras em um evento que já em fevereiro havia esgotado a venda de tickets. Entre os principais keynotes do evento estiveram o autor e professor da Universidade de Nova York, Clay Shirky; o colunista do New York Times, David Pogue; analista e CEO do Constellation Research Group, Michael Chui; analista do McKinsey Global Institute, Ray Wang; vice-presidente, analista do Forrester Research, Ted Schadler, além do presidente e vice-presidente da entidade, John Mancini e Atle Sjekkeland, entre outros especialistas. Entre os principais temas, as sessões plenárias abordaram desde o aumento do uso da Cloud até o desenvolvimento das relações sociais e móveis, sempre com o viés do gerenciamento de conteúdo de registros e a automação de processos. “A resposta da comunidade à Conferência AIIM 2012 foi extremamente positiva”, disse o presidente da AIIM,

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John Mancini. “Nós vemos a conferência como uma vitrine para que o nosso novo foco permaneça nas pessoas, e dessa forma garanta que os profissionais de informação estejam equipados com as habilidades necessárias para fazer a diferença dentro de suas organizações e tenham a capacidade de acompanhar as mudanças sem precedentes que acontecem no mundo tecnológico de hoje.” O grande diferencial da conferência foi o trabalho realizado com especialistas da indústria e grupos de usuários para definir um conjunto de ferramentas necessárias, a fim de expandir e elevá-los a um outro nível na certificação profissional, desenvolvida pela entidade e voltada especialmente para os trabalhadores da informação. Como enfatizou em sua apresentação, John Mancini reforçou a ideia de que a natureza da tecnologia da informação muda drasticamente, e estes seis conselhos têm a função de orientar o desenvolvimento de programas da AIIM e ajudar as organizações a criarem novos sistemas de comprometimento junto a seus funcionários, clientes e parceiros. Social, local e móvel “Como com qualquer tecnologia e/ou

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Mancini: A natureza da gestão da informação muda drasticamente os modelos de negócios.

tendência em TI, o comprometimento social só é útil no contexto do seu negócio”, reforçou Ray Wang em sua palestra. Para o analista de mercado é preciso que as empresas descubram porque precisam ser “Sociais”, ao invés de apenas esperarem para se tornar um “negócio social”. Ele enfatizou que as necessidades onipresentes e transformadoras do negócio, assim como os dispositivos móveis, vieram para ficar. “Mas o que o Facebook, a Wikipedia, eBay têm em comum? Todos são partes da “Web 2.0”, cujo conteúdo de seus sites é fornecido pelos seus próprios usuários. Mas se você já fornece o conteúdo, por que são eles que lucram?”, assim começou sua instigante e hilária apresentação, o colunista de tecnologia, David Pogue. No encerramento, Mancini e Skjekkeland apresentaram os novos níveis de certificação – CPI, que estarão disponíveis para os profissionais de todo o mundo, inclusive o Brasil, e anunciou o evento de 2013, que se realizará na cidade de Nova Orleans, de 20 a 23 de março. Missão AIIM 2012 Por mais um ano, a Revista Information Management reuniu um grupo de executivos brasileiros interessados em participar da conferência promovida pela AIIM e também em visitas técnicas a usuários americanos de tecnologias de gestão da informação. Em São Francisco, o grupo visitou a Vallejo Sanitation and Flood Control, empresa do governo local responsável pelo tratamento de esgotos e controle de inundações da cidade de Vallejo, localizada a cerca de 80 km de São Francisco. A delegação foi recedida pelos executivos da companhia, Cathy Sparks e Jason Hurley, responsáveis respectivamente pelo gerenciamento de documentos e departamento de TI da empresa. A outra visita permitiu que os delegados conferissem detalhes técnicos da implantação e desenvolvimento de projetos utilizando o SharePoint, bem como conhecessem a sede da Microsoft de São Francisco, onde o grupo foi recebido pela diretora da Quick Start, parceira Microsoft para desenvolvedores de SharePoint, Pamela Douglas, que trouxe três outros especialistas/consultores na plataforma que atuam junto a segmentos diferentes do mercado, como Bob Mixon, consultor de SP. Para Irineu Granato, gerente de projetos da Montreal Informática, patrocinadora da Missão AIIM, a oportunidade de reunir vários profissionais

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para o encontro e a troca de experiências é única e produtiva. “Agregar valor ao encontro de profissionais por meio de visitas técnicas, para troca de experiência, além da oportunidade de aprendizado, faz parte dos valores que a nossa companhia emprega no dia a dia do trabalho, ampliando o escopo de conhecimento, entendimento e amadurecimento do mercado nacional, para dirigir as melhores soluções no momento adequado para atender às necessidades dos negócios. Isso é, em resumo, o sentimento que tornou este momento muito especial”, ressaltou o executivo da Montreal. Estiveram presentes entre os delegados da Missão AIIM 2012: Irineu Granato (Montreal), Marcos Aurélio Gomes (Cast), Rosália Paraíso (Documentar), Rommel Vieira Carneiro (Documentar), Ana Rita Garcia Carvalho Leite (Documentar), Walter Koch (Imageware), Maurício Antonio Ferreira (Tecfort), Anderson Oliveira Gonçalves (Bradesco), Cleber Rodrigo Pacheco (Bradesco), Carlos Latourrete (Latourrete Consultoria-Portugal), Ricardo Monteiro (Scansystem), Aquiles Maurutto Alves (ADD) e Pedro de Alcântara Lustosa Goulart Filho (ADD), Paulo Theophilo (Simpress) e Felipe Deodolino (Simpress), e Susana Batimarchi (editora da Information Management).

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Walter W. Koch

Josetti Capusso

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Governança e ECM Walter W. Koch é diretor da ImageWare. Consultor internacional em Gestão Documental e TI. Professor dos cursos de pós-graduação da Fesp e Unip. Implementou alguns dos maiores projetos do País. Ministra cursos em diversos países da Europa, África e Oriente Médio. Autor do livro Electronic Document Management - Concepts and Technologies, publicado em Dubai, em 2001. Responsável pelo Treinamento da AIIM no Brasil info@imageware.com.br

A

s instalações de ECM no Brasil estão ficando cada vez maiores e mais complexas, seja em termos de volumetria ou de tipos de conteúdo. Organizações usuárias com dezenas de milhares de scanners instalados, milhões de imagens geradas por dia e milhões de caixas armazenadas em guarda terceirizada já são uma realidade. Isso nos traz um novo desafio: a governança deste novo mundo. A implementação de um modelo de governança em ECM implica, inicialmente, na elaboração de uma Política de Gestão Documental. Como exemplo, poderíamos imaginar o seguinte cenário: • Política - todos os conteúdos são retidos pelo período necessário tendo em vista requisitos legais, administrativos e operacionais; • Norma – o gestor da área de negócio deverá aprovar a destruição do documento indicado como documento com temporalidade vencida através de formulário específico; • Procedimento – o documento deverá ser destruído através de fragmentadora de papel em nível de segurança superior a 4, com picotes de diâmetro inferior a 1,9 x 15 mm. Obviamente que o trabalho de elaboração de política, normas e procedimentos deve estar calcado nos normativos já existentes na organização, em modelos de melhores práticas e nas regulações de mercado. Cito entre elas as normas ISO, a metodologia MIKE2 e regulações específicas de cada uma das indústrias. Após a criação da política, das normas e do procedimen-

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tos, vem a necessidade de gestão do ambiente de ECM propriamente dito. A norma ISO 38500, apesar de ser aplicada para a Governança Corporativa de tecnologia da informação, nos auxilia na estruturação deste modelo. Porém, a gestão de conteúdo tem as suas especificidades decorrentes de um mundo híbrido (físico e digital). A Governança deve garantir o planejamento da implementação de ECM de tal forma que ofereça o melhor suporte à organização e assegure padrões nos processos captação, armazenamento, acesso, disponibilização, destruição de conteúdos, assim como processos de aquisição de hardware, software e serviços para se minimizar riscos da existência de ilhas tecnológicas. Além disso, a Governança tem como papel permitir a continuidade, segurança e o melhor desempenho do sistema sempre que possível, com o uso de indicadores, e a melhoria contínua. Ela também deve assegurar a conformidade do sistema de ECM perante as normas, políticas e outras regras formais internas e externas; como também, garantir que o ambiente de ECM respeite a responsabilidade social e ambiental e assim sucessivamente. Porém, a gestão de acervos híbridos (por exemplo, o mesmo documento em papel e em meio digital) traz novos desafios à sua estruturação. O grande desafio (e talvez novo) é a criação de indicadores que reflitam a realidade do mundo ECM, ou seja, métricas e controles específicos que permitam uma governança e gestão efetiva deste novo e desafiante mundo que agregue valor ao negócio. www.informationmanagement.com.br

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CASE Por Susana Batimarchi

A Experiência local da Vallejo Sanitation Missão AIIM 2012 visita projeto da Valejo Sanitation na Califórnia.

E

ntre os fatores que podem ajudar a orientar qualquer aplicação de gestão de conteúdos e manter o sistema funcional e eficaz ao longo do tempo está a implementação de uma plataforma adequada para a demanda. Os fatores podem variar de projeto a projeto, mas para garantir que o plano de ECM esteja de acordo com os objetivos de negócio é preciso garantir que os usuários e executivos participem da iniciativa. “Muitas organizações correm para seleção de um sistema e nós também fizemos isso, mas foi a necessidade imposta pela auditoria pública na busca de documentos, certificações e outras autorizações que resultou em uma multa na casa dos US$ 60 milhões que nos levou a repensar o modelo de gestão de documentos em nossa companhia”, contou Cathy Sparks, responsável pelo gerenciamento de informações da empresa. “Na época, em 2004, queríamos comprar algo que fosse viável, que atendesse todas as necessidades e optamos por uma plataforma, entretanto, o preço era proibitivo para uma companhia pública como a nossa e passamos a utilizar a versão anterior do SharePoint”, comentou Sparks. Porém, o mais importante foi o pri-

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meiro passo: descobrir que se precisava de um sistema de ECM para fazer o gerenciamento e a entrega das informações, o que era crucial para alinhar a estratégia de ECM com os objetivos de negócios. “Parece bastante simples, mas muitas empresas pulam esta etapa e optam por um produto antes mesmo de concluir qualquer trabalho de gestão da informação”, diz a executiva. Um inventário E assim foi feito. Durante a primeira etapa, a executiva identificou quais as reais necessidades da companhia, como o gerenciamento dos documentos em papel, o crescente volume de documentos digitais, o arquivamento, a duplicação de documentos, o tipo de taxonomia utilizada e a busca. A coordenadora do projeto realizou um inventário dos sistemas da organização e capacidades de gerenciamento de conteúdo, bem como quais eram os repositórios de informação. Foi fundamental no processo a ajuda de um consultor que a orientou no desenho da arquitetura inicial para determinar onde as informações se originavam e como os funcionários estavam usando-as e compartilhando-as. Depois, numa etapa posterior, foi

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Grupo de profissionais da informação brasileiros em visita ao projeto da companhia americana.

feito um inventário humano, ou seja, houve a pesquisa e determinação de quem seria afetado por uma implementação ECM. “As pessoas que utilizam o sistema precisavam fazer parte dessa discussão”, disse Cathy Sparks. “Isso ajuda a coordenação do projeto para que seja feito desde o início um trabalho correto e diligente.” A gestora da Vallejo Sanitation fez isso, mostrando aos trabalhadores da companhia como o ECM iria ajudá-los a fazer seus trabalhos. “Mesmo que o novo processo acabe por mudar a maneira como trabalham, os usuários entendem que o que está chegando é bom para o dia a dia de cada um deles e é claro que estão esperando ansiosamente por isso. Todos desejam sempre uma mudança para melhor”, completa. Definição de papéis Para começar, a coordenadora pediu a um representante de cada departamento para se reunir em um comitê de governança, a fim de assegurar a participação de cada departamento e criar uma taxonomia. “Tudo isso foi determinado antes

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de comprar o sistema de ECM”, lembra ela. Houveram alguns desafios com a criação da taxonomia. Por exemplo, Sparks teve que renomear e reorganizar arquivos que historicamente eram utilizados por alguns departamentos e identificou o comum nestes casos: vários departamentos como RH e Compras, por exemplo, estavam usando os mesmos nomes para diferentes itens no sistema de forma ad hoc. A partir dessas definições e da escolha pela plataforma SharePoint 2010, Cathy Sparks partiu para implantação do programa de governança das informações, determinando funções, responsabilidades e processos para tornar a informação dentro da organização confiável, segura e disponível. O comitê de governança elaborou os princípios orientadores para o conteúdo. Paralelamente, o departamento de TI organizou a infraestrutura para dar acesso aos vários usuários. No início, o conteúdo foi colocado numa intranet, com permissões e acesso que dependiam das áreas envolvidas e, posteriormente, já com a implan-

tação do SharePoint, houve a integração interna para equilibrar as cargas de usuários e facilitar e usufruir os benefícios da virtualização. Governança e colaboração Como no caso de Vallejo Saneamento, o comitê de governança pode ajudar a definir uma taxonomia unificada e de metadados. “As pessoas não querem governança rígida, porque eles não querem que a estrutura os amarre em padrões. Mas o que acontece sem isso é o caos, o que acontece em torno da informação fica indefinido e a segurança de acesso não será controlada”, diz Sparks. Segundo ela, há essencialmente quatro tipos diferentes de conteúdo dentro da organização, que incluem conteúdo fundamental no nível básico de ECM (por exemplo, correspondência em geral), de alto valor de conteúdo empresarial (as políticas e processos de negócios estritos, normas, auditorias), conteúdo transacional (imagens e documentos digitalizados, processamento de pedidos de compra, contratos) e de conteúdo persuasivo (informação para parceiros e visitantes do site da empresa).

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CASE

“Parte do sucesso do nosso projeto foi conversar com todos os nossos usuários” - Cathy Sparks

Colaborar para o sucesso Os resultados da implantação do sistema de ECM tornaram claras as vantagens para a companhia, principalmente na tomada de decisões e na colaboração. A plena implementação ainda está em curso. Sparks descobriu que implantar o sistema ECM em um departamento de cada vez foi a mais sábia abordagem, mesmo que tome mais tempo. “Ainda estamos no processo e testando cada etapa”, disse ela. “Parte do sucesso da implantação é descobrir as métricas”, disse Weissman. “Se você não sabe o que você está

tentando atingir e não pode medi-la, então não sabe se o sistema é um sucesso. A referência é fundamental”, acrescentou. “Os conceitos são simples, mas o trabalho é duro.” Embora Cathy Sparks não tenha a princípio definido métricas específicas, a implementação está sendo bem-sucedida já que os funcionários estão usando a ferramenta, encontrando mais facilidades, compartilhando e estão mais satisfeitos, conforme afirma a gestora. Como resultado, ela faz planos para medir a precisão do projeto por meio de uma pesquisa.“Isso é importante para nós”, comenta. “Estamos olhando para uma melhor colaboração e compartilhamento de conhecimentos”, finaliza.

iPod - Ist erum abore nonsequi rem.Hiliquod quatibeaquo earchit estibus anisitius, cus

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Conferência

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Colaboração corporativa Por Ana Lúcia Moura Fé

Trilhas para a

cultura

colaborativa C

olaboração corporativa é um conceito antigo, mas nunca esteve tão em voga como agora, com a multiplicação de ferramentas sofisticadas que facilitam a integração entre sistemas e entre pessoas, a qualquer tempo e de qualquer lugar. A “turbinação” do conceito resulta de uma série de movimentos e tendências que vêm quebrando, um a um, os paradigmas no ambiente empresarial, sejam relacionados à forma de se fazer negócios, sejam no tocante às comunicações entre profissionais ou entre a empresa e os seus variados públicos de interesse. Um desses movimentos é a consumerização, termo que significa, em poucas palavras, a invasão das empresas por dispositivos de consumo com tecnologia avançada de acesso. Eles chegam aos escritórios por meio dos próprios funcionários, com ou sem a anuência da organização.

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Outra revolução surge da explosão das redes sociais e seus recursos de relacionamento e compartilhamento. Elas também estão invadindo os negócios, muitas vezes à revelia das empresas e sem que os seus administradores tenham qualquer controle sobre os seus efeitos na produtividade ou na imagem da organização. Pesquisa encomendada pela Unisys à IDC revela que o uso no ambiente de trabalho de redes como LinkedIn, Facebook e Twitter aumentou duas vezes no período de um ano, no Brasil. Em 2011, 34% dos brasileiros consultados usavam o Facebook na empresa, contra 16% no ano anterior. O LinkedIn, por sua vez, era acessado por 36% dos pesquisados, contra 28% em 2010. São plataformas com grande poder de incrementar a interação e fomentar a cultura colaborativa na organização. Somadas a outras ferramentas, como o Microsoft SharePoint, os softwares de Social CRM e muitas outras so-

luções, sejam líderes de mercado ou desenhadas para verticais e propósitos específicos, elas têm potencial de elevar a empresa a um novo patamar no terreno da colaboração entre seus profissionais (team collaboration) com outras empresas (cross company collaboration) e com consumidores e outros públicos (mass collaboration). Mas o fato é que muitas organizações ainda não compreenderam esse poder. Em seu último estudo sobre implementação dos softwares de colaboração, realizado junto a 2.403 executivos de TI de países desenvolvidos, a empresa de pesquisa Forrester identificou que há muitos planos para uso dessas tecnologias (Ver gráfico na página 38), mas entre as empresas que já as utilizam, os benefícios percebidos, em sua maioria, se restringem aos relacionados com viagens e comunicações (Ver gráfico na página 39). Outro achado interessante é que 42% dos profissionais trabalham “fora

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do firewall da companhia”, seja em casa ou em instalações de clientes, o que implica necessidade de software de colaboração, sejam eles pontuais ou suítes. Uma das principais conclusões da pesquisa é aparentemente óbvia: a tecnologia, em si, não é um elixir mágico. Ela deve estar integrada com processos de negócios, como desenvolvimento de produtos e workflow. Paulo Roberto Carvalho, diretor de negócios de outsourcing da Unisys na América Latina, informa que muitas empresas de médio e grande porte já avançaram nesse sentido, integrando suas ações transacionais às mídias sociais. Muitas também já fazem uso estruturado dessas plataformas para marketing. Mas avalia que os negócios brasileiros poderiam estar tirando proveito muito maior dessas ferramentas. As iniciativas mais interessantes, entretanto, ainda ocorrem lá fora. “Há uma tendência de criação de

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recursos internos nos moldes do Facebook e do Wikipedia como suporte para a colaboração corporativa”, informa Carvalho. O executivo da Unisys se diz testemunha do poder que as ferramentas sociais têm para aumentar a produtividade dos funcionários, melhorar o atendimento ao cliente e aumentar a receita. Um exemplo ocorre na própria Unisys, que é uma das que partiram na frente nessa área, e com louvor.

Estratégia premiada

A maior estrela da estratégia de colaboração da Unisys, no momento, é o My Site, projeto que levou a fornecedora a ser eleita uma das cinco marcas que melhor usam as mídias sociais, segundo a agência de marketing norte-americana Voltier Digital. Trata-se de plataforma similar ao Facebook, e que soma hoje mais de 20 mil cadastrados. Criada há cerca de dois anos, o My

Site permite que os profissionais da Unisys construam uma rede de colegas e conte com recursos como o “Ask Me About” (Pergunte-me Sobre), que possibilita a rápida localização de especialistas em qualquer unidade da corporação. “Há uma classificação do perfil dos usuários, que criam hashtags com suas habilidades ou com tópicos com os quais desejam colaborar internamente”, explica o executivo. O uso da rede na Unisys tem gerado benefícios diversos, a começar pela criação e compartilhamento de capital intelectual entre as operações ao redor do mundo. “Todo dia vejo crescer a comunicação na plataforma, com gente da China, Austrália e de outros países interagindo, nos pedindo referências e materiais sobre tópicos diversos”, diz o diretor.

Lições da Unisys

Avalie a utilização de mídias sociais como interface para colaboração in-

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Colaboração corporativa

terna, mas também envolvendo outros públicos de interesse; Defina políticas de uso de mídias sociais com a participação de todas as áreas da empresa; Trabalhe para reduzir riscos relacionados com segurança e privacidade; Defina a necessidade do negócio e os objetivos almejados com o investimento em mídia social. Só depois disso pense na integração de mídias sociais com TI; Comece a agir onde o resultado seja imediato (isso traz credibilidade para a TI) e envolva no piloto profissional muito familiarizado com rede social.

Social e crowdsourcing

Outra indústria que está apostando alto no modelo do Facebook para colaboração corporativa é a Boa Vista Serviços (BVS), que administra o Serviço de Proteção ao Crédito (SCPC). Os profissionais da companhia contam com a Rede Nós, que tem visual que lembra o Facebook. A solução foi desenhada para ser implementada em etapas e para dar acesso não apenas interno, mas também a acionistas, fornecedores e clientes. Por meio dessa rede, os profissio-

nais da BVS interagem, têm acesso a guia de orientação de redes sociais e podem, por exemplo, propor ideias que são submetidas a triagem de crowdsourcing e a análise de comitê de inovação. Em conferência sobre crowdsourcing realizada em 2011, a BVS apresentou a Rede Nós como uma espécie de “intranet 3.0” que tem, inclusive, uma moeda virtual, o BV$, usado pelos funcionários para acessar programa que permite a proposição de ideias. No comando da diretoria de estratégia de dados da BVS, e com passagens em empresas como IBM, Microsoft e Accenture, o Chief Data Officer (CDO), Mario Faria, conhece bem a importância de conceitos como colaboração e integração em um cenário de explosão da computação social e do conteúdo digital disponível no mundo. Para o executivo, o sucesso de estratégias envolvendo mídias sociais e tecnologia requer a atuação harmônica das áreas de marketing e de TI. “As ferramentas sociais, desde redes de relacionamento a social CRM, passando por social BI e Big Data, são um desafio comum desses dois departamentos. Eles precisam aprender a trabalhar juntos em prol da colaboração corporativa e dos negócios”, afirma o CDO.

Lições da BVS

Divulgação

Carvalho: brasileiros poderiam tirar mais proveito da colaboração.

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Marketing e TI devem trabalhar juntos nos desafios de redes sociais, Big Data, Social CRM e Social BI; Use a tecnologia de rede social para consolidar conceitos que impulsionem a inovação na empresa, como o crowdsourcing; Aproveite o que há de melhor em modelos e designs com os quais as pessoas estão familiarizadas

(como o Facebook) para criar soluções específicas para o negócio; Garanta mecanismos formais para triagem e aproveitamento de ideias inovadoras, como a criação de programa para recebimento das sugestões e comitê de inovação; Pense em projetos de rede social que possibilitem a colaboração de acionistas, fornecedores e clientes, além dos times internos.

Rede global e Facebook

Na WSI Brasil, especializada em marketing digital, o gerente geral, Marcos Paulo Perfeito, observa em meio a sua clientela um interesse cada vez maior pelo que ele chama de “revolução social”. “Todos querem se beneficiar, mas a adoção ainda é incipiente em comparação com outros países”, reconhece. A boa notícia, segundo ele, é que muitas companhias já estão conscientes de que não basta ter ou estar em rede, é preciso definir estratégias para gerar lucro, ativos intelectuais e outros benefícios por meio dos ambientes sociais. Para Perfeito, é legítima a preocupação das empresas quanto à segurança da informação, mas isso não justifica o bloqueio puro e simples a tais plataformas imposto por algumas companhias. “A melhor forma de incrementar a colaboração sem afetar a segurança e a imagem da empresa é a conscientização dos profissionais. Isso se consegue por meio de workshops, treinamentos, manuais e definição de boas práticas no relacionamento em mídias sociais”, acredita o especialista. A estratégia de colaboração corporativa da WSI Brasil inclui, entre outras soluções, a utilização de portal interno para interação entre os cerca de mil consultores da WSI espalhados por 80 países. “Com essa ferramenta, trocamos conhecimento, vemos soluções que foram desenvolvidas em outras unidades e, inclusive, contatamos for-

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necedores”, informa Perfeito. A empresa também mantém no Facebook um grupo fechado para colaboração entre os consultores dos 12 escritórios da WSI no país. “O espaço tem proporcionado compartilhamento e multiplicação de conhecimentos na empresa”, finaliza.

Lições da WSI Brasil

Educação colaborativa

Mario Faria: sucesso requer integração de áreas

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Este ano, a instituição de ensino Estácio, no Rio de Janeiro, decidiu dar um passo largo em direção à cultura colaborativa. A universidade acaba de implantar a rede social by You (lançada em 2011, pela TOTVS), em 35 de suas 76 unidades. Rebatizada de Conecta, a ferramenta une em um único ambiente o perfil pessoal e corporativo do usuário. Está disponível para 3.700 docentes e 2.300 funcionários administrativos dos campi do Rio de Janeiro. O presidente da Estácio, Eduardo Alcalay, explica que a Conecta está baseada nos pilares colaboração, conhecimento e relacionamento, elementos que considera essenciais para o

desenvolvimento e sustentação de um negócio. “No nosso modelo, um ambiente mais participativo, com comunicação rápida e transparente, é essencial para sermos mais ágeis e para servir melhor os alunos e os colaboradores”, diz o presidente. Sua expectativa é que, com o passar do tempo, os usuários enxer-

Divu

Defina com quais públicos quer se comunicar, e com quais objetivos. Conheça as especificidades de cada mídia, para escolher a mais adequada. O máximo de seguidores não é necessariamente o mais importante; Incremente a segurança no uso de redes sociais por meio da conscientização dos colaboradores. Isso pode ser feito por meio de definição de políticas, elaboração de guias, treinamentos, workshops etc; Aproveite a personalidade sociável do brasileiro para incentivar uma cultura colaborativa interna e a interação com outros públicos; Defina estratégias que considerem redes sociais como meios com poten-

cial para gerar valores, inclusive resultado financeiro; Experimente criar comunidades fechadas em redes abertas, como o Facebook.

10 boas práticas em projetos de colaboração 1. 6. 7. 2. 8. Planeje holisticamente. A solução deve incluir funcionalidades de colaboração que garantam fluência da comunicação. Avalie o potencial dos três tipos de colaboração (interna, entre empresas e em massa);

Adote solução mais adequada para sua organização, seja ela líder do mercado ou específica para a indústria. Solução multivendor reduz a dependência da empresa, mas exige integrador experiente;

Leve a sério questões culturais, além de aspectos técnicos. Consulte usuários e seus representantes.

Prepare um plano de migração. Utilize ferramentas de gerenciamento de projetos. Forme equipe com representantes de todas as partes interessadas.

3.

9.

4.

Trate a implantação de solução de colaboração como oportunidade para reexaminar as abordagens anteriores e implementar reengenharia de processos.

10.

5.

Fonte: Collaboration: Innovative ways to work together (T-Systems)

Atenção com a integração de processos. Além de habilidades técnicas para integrar a colaboração na cadeia de valor, é requerido amplo conhecimento de processos e da indústria;

Seja realista sobre a Web 2.0. Não acredite em qualquer hype.

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Desenvolva estratégia de segurança fim a fim. Colaboração requer confiança e forte proteção à propriedade intelectual.

Adote abordagem integrada de TI e telecomunicações. Aplicações e ferramentas de comunicação devem funcionar perfeitamente juntas. Isso vale também para aplicações móveis. Planeje SLA fim a fim; Certifique-se de alto desempenho. Infraestrutura escalável e de alta performance é essencial para colaboração entre empresas. MAR / ABR 2012 | INFORMATION MANAGEMENT  37

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Colaboração corporativa Onde as empresas planejam investir? garão a rede social corporativa como uma aliada aos negócios, fortalecendo a instituição com fatores como agilidade, troca de conhecimento, aumento do potencial de inovação, identificação de novos talentos e melhoria do clima organizacional. A Estácio pretende expandir o acesso ao Conecta para as unidades de outros estados a partir de abril de 2012. A instituição quer fazer dessa solução o canal oficial de comunicação dos seus públicos. A rede by You foi anunciada pela TOTVS em 2011, quando a própria fornecedora já experimentava os seus benefícios provendo acesso a 12 mil funcionários no Brasil e exterior. A solução se vale de sistema próprio de certificação para qualificar e autenticar usuários, e permite diferentes níveis de integração com redes sociais abertas e públicas como o Facebook, Twitter, LinkedIn e YouTube.

Lições da Estácio

Promova o alinhamento estratégico, por meio de estudo do modelo atual e definição dos objetivos da instituição; Faça o diagnóstico do ambiente organizacional e do processo atual para

Alcalay: colaboraçào como base de sustentaçào, agilidade e fortalecimento dos negócios

ali

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Dar

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New investment

Implemented, not expanding

Team workspaces

26%

46%

Web 2.0 tools

17%

42%

Desktop videoconferencing

33%

18%

32% 10%

Web conferencing Instant messaging

30%

Room-based videoconferencing

29%

On-premises email

29%

Hosted email

42%

31%

16%

35% 33% 55%

12%

Fonte: Forrester Research - The State of Software Collaboration Implementations in 2011.

definição do plano de mudança; Prepare a empresa para implantação e disseminação da cultura colaborativa, para garantir o engajamento na rede; Faça a implantação, o que inclui modificações nas equipes, processos e sistemas; Garanta melhoria contínua com medição da efetividade da rede e reforço da cultura colaborativa.

Colaboração na nuvem

Em diversas estratégias de colaboração corporativa que proliferam no mundo, a computação em nuvem se consolida como grande aliada. Entre os inúmeros casos ilustrativos, está o da Shell, multinacional de petroquímica e energia que em 2011 decidiu comprar serviços de colaboração pela Web para que seus empregados espalhados pelo mundo pudessem trabalhar juntos, remotamente. A opção escolhida foi a combinação de nuvem com o SharePoint, tecnologia já largamente usada pela Shell. A empresa selou par-

ceria com a Microsoft e a T-Systems para evoluir a sua plataforma baseada em SharePoint. O upgrade se deu com migração para versão personalizada e virtual do SharePoint, usada a partir do datacenter da T-Systems. Ou seja, a solução combinou recursos de segurança de dados de nuvens privadas com a escalabilidade da nuvem pública. O passo foi considerado ousado por analistas de mercado, e um impulso a mais para o uso da nuvem em projetos de colaboração corporativa. Outro exemplo envolvendo computação em nuvem é o da fabricante de computadores Dell, que há pouco mais de um ano expandiu o uso do Salesforce Chatter, uma ferramenta de colaboração social corporativa, para mais de 90 mil funcionários espalhados pelo mundo. Com o Salesforce Chatter, os funcionários da Dell têm visão imediata de programas, projetos, clientes, processos e documentos necessários à sua rotina. Eles podem, entre inúmeros recursos, criar perfis e grupos e acompanhar colegas e informações de negó-

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Benefícios percebidos com adoção de tecnologias como portal e webconferencing 62%

Redução de custos de viagens

58%

Melhoria nas comunicações corporativas

44%

Melhoria na gestão de projetos

42%

Agilização na tomada de decisão

37%

Aumento na satisfação dos funcionários

33%

Redução de custos de TI

27% 22%

Incremento da satisfação/experiência do cliente Melhoria no relacionamento com parceiros

19%

Redução de custos de instalações

19%

Aumento da inovação

9%

Redução do cycle time/time-to-market para novos produtos

8%

Não sei/sem base para avaliar Não percebemos melhoria desde a adoção Outras melhorias

3% 1%

Fonte: Forrester Research - The State of Software Collaboration Implementations in 2011

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cios, incluindo contas, oportunidades e cases. De acordo com a Salesforce, a plataforma de nuvem sobre a qual roda a solução é segura e escalável, permitindo um modelo em que a colaboração entre as pessoas gira em torno apenas das informações e conteúdos para os quais tenham autorização de visualização e acesso. Por ocasião da divulgação da iniciativa, a Dell fez questão de ressaltar seu pioneirismo no uso de redes sociais para atender de forma mais ágil às necessidades dos clientes e do negócio, por meio da colaboração. A estratégia, segundo a fabricante, inclui um leque grande de ferramentas e ações, incluindo o engajamento em canais como Facebook, Twitter e IdeaStorm (site lançado pela Dell em 2007).

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Wilton Tamane

Josetti Capusso

TECNOLOGIA

Informação, Processos e Tecnologia Wilton Tamane é administrador de empresas especializado em sistemas e técnico em Eletrônica Industrial. Consultor na área de scanners e gerenciamento de documentos wiltontamane@gmail.com

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revista Information Management, tem sua primeira edição após um processo de reposicionamento estratégico em relação a sua predecessora Document Management, coloca como título do editorial: “A nova fronteira da informação”. Este título é bem oportuno e na verdade reflete uma realidade de mercado, onde cada vez mais ganha importância estratégica a implantação de soluções voltadas a Gestão da Informação de forma eficiente e segura, tendo como principal objetivo atender a otimização dos processos de negócios e garantir o acesso a informações estratégicas para tomada de decisão e planejamento de médio e longo prazo. A TI sempre foi e será o sustentáculo e ferramenta utilizada em empresas de todos os segmentos e terá uma importância crucial quando se trata de viabilizar as diretrizes da Gestão da Informação e Processos. Porém, algumas matérias publicadas na mídia especializada em TI mostram algumas tendências importantes, como relatado na matéria da Computerworld, em 20/02/2012: “Departamentos de TI podem ser terceirizados em 5 anos”. Pela matéria podemos concluir que a TI se torna cada vez mais se “mercadoria” e isso está levando as empresas a optarem pelo modelo de outsourcing. Como justificativa para esta tendência, a matéria relata que a TI por si só não agrega valor ou se agrega esta não é visível e perceptível aos olhos da alta direção. Não há como uma empresa sobreviver sem TI. Este paradoxo pode ser explicado em parte ao se analisar todo o escopo envolvido em projetos de ECM/EIM. Ou

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seja, o cenário atual nos remete a refletir mais sobre a Informação e Processos antes de Tecnologia. Ou refletir mais sobre quais tecnologias fazem a diferença na Gestão de Informações e Processos. Detalhando mais, precisamos acima de tudo responder a algumas outras questões vitais quando se trata de melhor aplicação da TI: Como a tecnologia pode otimizar processos que sequer temos mapeado, documentado e modelado e/ou melhorado? Que informações a tecnologia deve, de forma otimizada, segura e eficiente, capturar, processar, gerenciar, armazenar, preservar e distribuir? Para responder a estas questões, temos ainda outra questão: Quem ou que departamento da empresa deve definir estes pontos? Projetos e processos serão envolvidos, assim como os responsáveis pelo acervo documental, profissionais em gestão documental como arquivistas, bibliotecários e historiadores, Fazendo uma analogia simples, de que adianta robôs de alta tecnologia se não temos um produto que atenda às necessidades de mercado? Em uma reunião com uma grande empresa no setor industrial, logo em seu início, recebemos o seguinte alerta: a alta administração investe sem pensar em um novo equipamento, mas é muito reticente em investir, o mínimo que seja, em projetos envolvendo Gerenciamento de Informações. Precisamos dar mais destaque ao Gerenciamento da Informação de forma a dar um equilíbrio ao destaque que hoje é dado para a Tecnologia da Informação.

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Angelo Volpi e Cinthia Freitas

Divulgação

História

Perícias em imagens digitais Angelo Volpi é tabelião em Curitiba, escritor, articulista e consultor. angelo@volpi.not.br  Cinthia A. Freitas Professora Titular da PUCPR e Doutora em Informática. almendracinthia@gmail.com

M

uito se fala em imagens digitais. Hoje em dia quase todo mundo tem smartphone, usado para eternizar aquele momento em família, um belo pôr-do-sol, uma praia fantástica ou para uma simples foto. E se, por acaso, esta foto se tornar a prova de um fato? Tal qual, apresentada pela mídia no caso de um acidente em um parque de diversões. A família registrou o momento em que todos estavam sentados no brinquedo. Mas por que esta foto se tornou tão importante? Bem, ela contradiz o que foi dito aos peritos. Aqui não nos cabe discutir o acidente, mas salientar que uma imagem digital pode ser periciada e, portanto, utilizada em juízo como prova de algo. Mas como a forense computacional pode auxiliar nestes casos? Por meio de técnicas para verificação de autenticidade de uma imagem digital, apontando se é verdadeira, e caso contrário, expondo os indícios de falsidade. Entende-se como indícios de falsidade elementos demonstrativos de adulterações, obliterações e/ou ocultações. Tecnicamente são problemas diferentes, mas como estão relacionados com falsificação, podem vir a ser aplicados com o mesmo significado. Para os peritos, ocultar é não deixar ver, não mostrar, não revelar, disfarçar, dissimular, encobrir, esconder. Obliterar é eliminar, suprimir e até mesmo destruir por completo sem deixar vestígios. Adulterar é falsificar, corromper. Assim, pode-se citar alguns dos problemas em imagens digitais: a) montagem: quando duas ou mais imagens são “recortadas” e “unidas” para formar uma nova imagem; b) duplicação de áreas: quando uma

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área da imagem é “copiada” e “colada” em outra área com a finalidade de esconder um objeto ou parte da imagem; c) adição de ruídos: com o intuito de esconder os vestígios das adulterações; d) subtração e substituição: quando o objetivo é retirar parte da imagem e trocá-la por outra parte proveniente de outra imagem, sendo muitas vezes tratada como uma montagem. São muitos os softwares que permitem a manipulação de imagens, e aos peritos caberá determinar as “marcas” do que foi adulterado. Outro ponto interessante: os peritos podem verificar dados sobre a câmera (dia, data e hora da captura). Outras informações indicarão ao perito o tipo de iluminação e ambientação em que a imagem foi capturada. A rigor, o Código de Processo Civil em seu artigo 385 dispõe que as fotos deverão ser acompanhadas do filme negativo, isso porque seria uma forma de permitir a perícia. O que seria o “negativo” em fotos digitais é a memória das máquinas onde são feitas as provas periciais. Já o artigo 225 prevé que as reproduções fotográficas fazem prova plena, se a parte, contra quem for exibido, não lhes impugnar a exatidão, cabendo então ao autor da foto provar sua autenticidade. Essa é a regra geral relativa ao ônus da prova, que é invertido em casos de apresentação de documentos públicos. Como exemplo: uma foto tirada por um tabelião ou a imagem captada da web pelo mesmo através de uma ata notarial. Teremos então uma prova com presunção de autenticidade passando o ônus à parte contrária para provar eventual fraude. Enfim, caros leitores, o velho ditado ainda perdura: Uma foto vale mais do que mil palavras... Sendo digital, vale mais do que milhões! www.informationmanagement.com.br

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Bob Larrivee

Flávio Della Torre

Segurança

O Processo da Colaboração Bob Larrivee, Diretor da AIIM, consultor de mercado e professor das certificações da entidade especializada em BPM. E-mail: blarrivee@aiim.org Twitter – BobLarrivee

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alando sério. O processo de colaboração só não ocorre na colaboração, é isso? Acho que não deveria ser assim. Nós, seres humanos, inerentemente colaboramos em níveis diferentes em uma miríade de temas, assim, como alguém pode dizer que há “somente” um processo de colaboração? Bem, quando você pensar sobre isso, tudo o que fazemos, cada ação que tomamos pode ser dividida em um processo ou em uma série de etapas. Pense nisso por um momento e você entenderá o que quero dizer. Como exemplo, o que aconteceu para que você viesse a ler este artigo? Você esperava receber um aviso de que um novo artigo estaria disponível ou de alguma forma veio até ele para ler. Em qualquer caso, o gatilho que deu início a seu processo de ler foi disparado. O próximo passo foi você vir até a página onde o artigo está localizado. Uma vez aqui, você começou a lê-lo e agora está em uma etapa do processo. Após a conclusão, você pode responder a ele ou passar para outra atividade. Então, você viu que pode sem quase nada atravessar etapas de um processo. Este também é o caso da colaboração. A diferença não está em como você vai colaborar, mas o que vai fazer você começar e o que isso significa para você. Neste artigo gostaria de dizer que as ferramentas que você vai utilizar no processo de colaboração e na governança dessa informação estão relacionadas, e o resultado emergente da sua colaboração pode ser de uma natureza que poderá se tornar um registro físico ou algo que agregue valor ao seu negócio. É dessa mesma forma que devemos considerar os ativos, as informações e dados corporativos, tratados como tal. De uma maneira simplista, o que você pode dizer sobre o

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seu negócio e o processo de colaboração inclui basicamente o uso de um site, da equipe ou de uma wiki, onde todas as partes terão acesso aos acontecimentos e podem facilmente partilhar as suas ideias e comentários. Pode haver um processo para iniciar e manter este site. Uma vez que a colaboração esteja completa, você terá atingido seu objetivo. Talvez por meio da colaboração você poderá ter uma ideia de produto novo, e para isso ser aproveitado deve haver um processo para extrair a informação de forma que ela venha a ser parte da memória corporativa e assim ser disponibilizada para que outros com a mesma necessidade tenham o direito de acessá-la. Na minha opinião, deve haver nos processos de colaboração um tipo de governança sobre certos aspectos, por exemplo: • Como se deve iniciar o trabalho colaborativo. • Quem é responsável por aquele espaço. • Como fechá-lo corretamente, uma vez que a finalidade ou objetivo da colaboração foi cumprida. Em qualquer caso, você deve considerar o processo de colaboração em um nível elevado e determinar como o trabalho colaborativo terá lugar. Você quer colaborar? Claro que sim. A ideia então é não sufocar a colaboração, mas incentivá-la e fornecer as ferramentas que proporcionem alguma padronização e método de capturar o resultado dos esforços colaborativos. Afinal, não é o propósito da colaboração chegar a um resultado final? Se assim for, considerando que o conhecimento e a informação desenvolvidos foram um resultado da colaboração, eles pertencem à organização e, por isso, não deveriam imediatamente se tornar parte do conhecimento coletivo, para que outros possam acessá-lo? www.informationmanagement.com.br

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especial Por Susana Batimarchi

Kofax Transform 2012 Companhia global muda sua estratégia de negócios após aquisições no mercado e passa a atuar diretamente com BPM

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Kofax Transform 2012, maior encontro da empresa que reúne especialistas globais da Kofax com seus parceiros e representantes de todo o mundo, foi realizado em San Diego, na Califórnia. A grande novidade do encontro foi o anúncio da transformação pela qual a conhecida empresa está passando e que agora também passará a ser conhecida como uma empresa voltada para a área de BPM – Business Process Management. Durante os dois dias do evento, especialistas em capture, em mercado e cases de sucesso serão apresentados por parceiros da Kofax de todas as partes do mundo. Na sessão de abertura do encontro, Reynolds Bish (CEO) falou sobre as novas direções que a companhia pretende atingir, após importantes e recentes aquisições no mercado, para tornar a Kofax

uma fornecedora completa de soluções, possibilitando que numa mesma plataforma os usuários possam desfrutar dos benefícios da captura e, mais que isso, possam torná-la uma ferramenta que os auxilia no seu processo de negócios. Foram mais de 20 sessões práticas e apresentações de estudos de caso de várias partes do mundo. O Brasil foi representado nesse evento com a apresentação do case de sucesso da operadora Oi no Estado de Minas Gerais, por meio da integradora Montreal Informática. Outro grande destaque do Kofax Transform 2012 foi o anúncio da plataforma Kofax para dispositivos móveis. A ferramenta Kofax Mobile Capture possibilita que as empresas aproveitem ao máximo os dispositivos móveis para capturar documentos. Participação latina Recepcionados pelo vice-presidente de Software e Soluções para América Latina da Kofax, Celso Amaral, o Transform 2012 contou com cerca de 30 parceiros e clientes de sete países. No último dia do evento, a empresa brasileira ORINFO foi premiada no jantar de encerramento, na categoria “melhor solução de integração de sistemas”. “Criamos um produto que integrou duas outras ferramentas, o Kofax Front Office Server e o próprio Kofax Capture”, explicou Claudio Chaves, diretor da empresa.

Grupo de latino-americanos presente ao Kofax Transform 2012

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GADGETS

Joybee GP2 A BenQ, empresa que atua nos segmentos de monitores, projetores, câmeras digitais e filmadoras, apresentou a segunda geração do mini projetor LED compatível com iPad/iPhone, o Joybee GP2. O produto possui bateria opcional, tecnologia de projeção de poder altamente eficiente (3LED), 720p HD, projeção de curta distância, 200 Ansi lumens de brilho, suporta múltiplos formatos, cartão SD, USB Reader, transferência de memória de 2GB de computadores para o projetor e também é capaz de processar diversos formatos multimídia como vídeos, fotos e arquivos de áudio. O dispositivo pode ser conectado a iPads, tablets, computadores e outros smartphones através do cabo HDMI.

FTE-02 A Elgin lançou a Fonte Universal para notebooks: Elgin FTE02 70W. Projetada para ser utilizada como fonte principal ou extra para o notebook ou netbook, a fonte é compatível com as principais marcas de notebooks do mercado, pois possui um adaptador com regulagem manual de tensão. O aparelho não requer instalação, basta apenas ligar no equipamento. A fonte conta ainda com proteção contra curto-circuito e conectores que permitem a troca entre si. São oito conectores para garantir a compatibilidade com a maioria dos notebooks disponíveis no mercado. A fonte possui peso de 210g que facilita o transporte e é compatível com marcas como Sony, Panasonic, LG, IBM, Acer, Asus, HP, Compaq, Toshiba, entre outras.

PS VITA Lançado pela Sony em fevereiro, o aparelho já vendeu mais de 1,2 milhão de unidades em várias partes do mundo. O gadget, que representa a nova geração do console da marca e sucede o PSP, traz uma nova realidade em gráficos e jogabilidade para os games portáteis. O aparelho possui tela LED de 5’’ com tecnologia multitouch, resolução HD (960x544), reconhecimento de movimentos em seis eixos, bússola eletrônica de três eixos, câmera traseira e frontal, microfone embutido, além de Wi-fi e GPS integrados. A novidade chegará ao Brasil com o preço de R$1.599,00.

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iPad O tablet conta com tela de alta definição e internet 4G, mas a empresa garante que os novos aparelhos funcionarão em redes 3G normalmente. O aparelho que será chamado apenas de iPad, começou a ser vendido nos EUA e em outros 9 países desde meados de março.

Zik Headphones O novo fone de ouvido da Parrot, diferente dos demais já lançados, possui aparência elegante e é confortável de usar. A novidade é que não contém botões e para aumentar o volume do streaming de música, basta deslizar o dedo para cima na parte traseira do fone de ouvido direito, e para pausar, é preciso apenas tirar o fone. É ideal para ouvir música ou para emparelhar com telefones celulares para receber chamadas. O Zik pode ser o gadget de escolha para os empresários em 2012.

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GUIA ECM A seguir veja a classificação das empresas presentes nesta edição por área de atuação. Este é um serviço da revista Document Management aos leitores a fim de facilitar a busca por produtos e soluções que são bimestralmente ofertados por uma gama selecionada de fornecedores que encontram-se entre os mais conceituados no mercado. BACKUP ON LINE • ARCHIVUM P.15 • SPLS SYSTEMS P.51

BPM • ARKTEC P.17 • MOST P.56 • TECMACH P.55 • RECALL P.32 • TOTVS P.09 • WORKPRINT P.53

BPO • ARKTEC P.17 • CENTRAL INFO P.23 • P.A ARQUIVOS P.39 • TECMACH P.55 • RECALL P.32 • WORKPRINT P.53 • TOTVS P.09 • SPLS SYSTEMS P.51

• MOST P.56 • NSIUS P.52 • P.A ARQUIVOS P.39 • RECALL P.32 • WORKPRINT P.53 • SPLS SYSTEMS P.51

DIGITALIZAÇÃO DE IMAGENS • ARCHIVUM P.15 • ARKTEC P.17 • CENTRAL INFO P.23 • MOST P.56 • NSIUS P.52 • P.A ARQUIVOS P.39 • RECALL P.32 • TECMACH P.55 • TOTVS P.09 • WORKPRINT P.53 • SPLS SYSTEMS P.51

EDUCAÇÃO • GUIA TRANING

CHECAGEM DE IMAGENS • ARCHIVUM P.15 • ARKTEC P.17 • CENTRAL INFO P.23 • MOST P.56 • RECALL P.32 • SPLS SYSTEMS P.51

CONSULTORIA • ARCHIVUM P.15 • CENTRAL INFO P.23 • MOST P.56 • NSIUS P.52 • P.A ARQUIVOS P.39 • RECALL P.32 • TECMACH P.55 • TOTVS P.09 • WORKPRINT P.53 • SPLS SYSTEMS P.51

COPIADORAS • TECMACH P.55 • WORKPRINT P.53

DATACENTER • ARCHIVUM P.15 • TOTVS P.09

DESTRUIÇÃO DE DOCUMENTOS • ARCHIVUM P.15 • ARKTEC P.17 • CENTRAL INFO P.23 • KODAK P.05 E P.51 • P.A ARQUIVOS P.39 • RECALL P.32 • TECMACH P.55 • TOTVS P.09 • SPLS SYSTEMS P.51

DIGITALIZAÇÃO DE DOCUMENTOS • ARCHIVUM P.15 • ARKTEC P.17 • CENTRAL INFO P.23 • GANESHA P.52 • KODAK P.05 E P.51

ENVELOPADORAS

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INDEXAÇÃO • ARCHIVUM P.15 • ARKTEC P.17 • CENTRAL INFO P.23 • GANESHA P.52 • MOST P.56 • NSIUS P.52 • P.A ARQUIVOS P.39 • RECALL P.32 • TECMACH P.55 • WORKPRINT P.53 • SPLS SYSTEMS P.51

INTEGRAÇÃO DE SISTEMAS • ARCHIVUM P.15 • CENTRAL INFO P.23 • GANESHA P.52 • NSIUS P.52 • RECALL P.32 • TOTVS P.09

• WORKPRINT P.53

FABRICA DE SOFTWARE • NSIUS P.52 • P.A ARQUIVOS P.39 • TOTVS P.09 • SOFTEXPERT P.29

FORMALIZAÇÃO DE CONTRATOS • ARKTEC P.17 • P.A ARQUIVOS P.39 • RECALL P.32 • TECMACH P.55 • SPLS SYSTEMS P.51

GESTÃO DE DOCUMENTOS • ARCHIVUM P.15 • ARKTEC P.17 • CENTRAL INFO P.23 • GANESHA P.52 • NSIUS P.52 • P.A ARQUIVOS P.39 • RECALL P.32 • TECMACH P.55 • TOTVS P.09 • WORKPRINT P.53 • SPLS SYSTEMS P.51

GUARDA FÍSICA DE DOCUMENTOS • ARCHIVUM P.15 • ARKTEC P.17 • CENTRAL INFO P.23 • GANESHA P.52 • P.A ARQUIVOS P.39 • RECALL P.32 • SPLS SYSTEMS P.51

IMPRESSORAS • EPSON P.02 • TECMACH P.55 • WORKPRINT P.53 • DPRINTER P.49

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RECONHECIMENTO - ICR • ARKTEC P.17 • CENTRAL INFO P.23 • MOST P.56 • NSIUS P.52 • P.A ARQUIVOS P.39 • RECALL P.32 • TOTVS P.09 • SPLS SYSTEMS P.51

RECONHECIMENTO - OCR • ARCHIVUM P.15 • ARKTEC P.17 • CENTRAL INFO P.23 • NSIUS P.52 • P.A ARQUIVOS P.39 • RECALL P.32 • TOTVS P.09 P.51 • SPLS SYSTEMS

SALA COFRE

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MICROFILME • KODAK P.05 E P.51 • SCANSYSTEM P.24

MULTIFUNCIONAIS • EPSON P.02 • TECMACH P.55 • WORKPRINT P.53

ORGANIZAÇÃO DE ARQUIVOS • ARCHIVUM P.15 • ARKTEC P.17 • CENTRAL INFO P.23 • GANESHA P.52 • P.A ARQUIVOS P.39 • RECALL P.32 • SPLS SYSTEMS P.51

OUTSOURCING DE IMPRESSÃO • TECMACH P.55 • WORKPRINT P.53 • NSIUS P.52

PLOTTERS • DPRINTER P.49

PRENSA TERMO-TRANSFERÊNCIA • DPRINTER P.49

PROCESSAMENTO DE FORMULARIOS • CENTRAL INFO P.23 • KODAK P.05 E P.51 • RECALL P.32

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SOFTWARE - GESTÃO DE DOCUMENTOS • ARKTEC P.17 • CENTRAL INFO P.23 • MOST P.56 • NSIUS P.52 • RECALL P.32 • SCANSYSTEM P.24 • TOTVS P.09 • WORKPRINT P.53 • SPLS SYSTEMS P.51 • SOFTEXPERT P.29

SOFTWARE GESTÃO IMAGENS (DI)

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SCANNER MICROGRAFICOS

SOFTWARE - GESTÃO DO CONHECIMENTO (KM)

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SCANNERS - PAPEL

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MICROFILMAGEM

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CrÔnica Ângelo Volpi Neto

No início eram os zeros... A

criação dos computadores surgiu em decorrência de uma série de invenções, começando pela escrita, um símbolo para o zero, e por aí passando pelos caminhos mais improváveis. É incrível acompanhar como foi sendo construída pelo homem a longa trilha da maior de todas as invenções. Quem diria que o rudimentar ábaco daria uma fundamental contribuição ao computador, por ser a primeira representação mecânica do zero? Sem isso a linguagem binária não existiria, pois para enviar um sinal eletrônico foi fundamental o não-sinal, o silêncio, o “buraco” que em contraposição com o sinal, nos permite enviar informação. Outra ideia rudimentar imprescindível foi a dos “Ossos de Napier”, que eram simplesmente tabelas de multiplicação com números gravados em ossos, trabalhados como réguas em paralelo. Neste meio tempo o canhão foi inventado e com ele o problema de calcular a trajetória do projétil, que consiste numa complexa equação que requer a descrição matemática de três corpos, o sol, a terra e a lua, por exemplo, interagindo sob a ação da gravidade. Isaac Newton veio então com a chamada teoria gravitacional. Seus cálculos, no entanto, eram tão extensos e complexos que despertaram a necessidade de... calculadoras. Cerca de duzentos anos depois, com a revolução industrial, as máquinas de tecer pela primeira vez na história acumulam e processam informações, transformando um desenho abstrato num padrão de cores, formatado através de voltas com cada fio fazendo sua trajetória de forma repetitiva. Para salvar esses padrões foram criados cartões perfurados e, em 1801, Joseph M. Jacquard inventou um tear mecânico com leitora automática de cartões. A ideia de Jacquard funcionou tão bem que provocou a primeira revolta na história de trabalhadores, que se sentiram ameaçados ao serem substituídos por máquinas.

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Charles Babbage (1792-1871) ficou conhecido como o pai do computador. Professor de matemática em Cambridge, construiu uma grande calculadora mecânica usando uma roda dentada que lia as instruções em cartões perfurados e também uma impressora com o resultado dos cálculos. Depois disso, outras centenas de descobertas científicas nos proporcionaram chegar ao presente, mas dentre elas a que permitiu o salto maior foi a chamada definição da informação. Claude Shannon, em sua tese de mestrado escrita em 1938, afirmou que a informação poderia seguir todas as leis matemáticas e físicas para descrever a matéria e agir como matéria física. Shannon concentrou-se numa questão básica que ninguém tinha imaginado aprofundar-se. O que é informação? O que acontece quando uma informação viaja do remetente ao receptor? A resposta é que consome energia e reduz a incerteza. Na sua forma mais simples poderia ser reduzida a um sim/não. Então nos proporcionou o fantástico salto da era analógica para a digital. Tudo transmitido, armazenado e processado através de sins e nãos, zeros e uns, buraco e não buraco...bits!

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Edição 29 da Revista Information Management

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