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A revista dos profissionais da informação Ano 13 - Número 98 FEV/MAR 2021

Vazamento que expôs mais de 220 milhões de brasileiros é pior do que se pensava Informações expostas incluem CPF, nome, sexo e data de nascimento, além de uma tabela com dados de veículos e uma lista com CNPJs

Telemedicina mostra eficácia no atendimento e pode ser a nova realidade na saúde - Pag 12

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Fórum Econômico Mundial quer aumentar acesso à internet no mundo - Pag 16

Cloud computing reduz custos e traz segurança - Pag 22 2021 | INFORMATION MANAGEMENT

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Os associados da ABEINFO te soluções para o gerenci

A mais importante associação para quem precisa entende A ABEINFO é um núcleo associativo do Instituto Information Management com o propósito de reunir Usuários e Fornecedores de Tecnologias para o Gerenciamento de Informações com o objetivo de Promover o Desenvolvi2

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mento do Mercado, a Capacitação de sua Força de Trabalho e principalmente as Novas Tecnologias para a Gestão de Informações que estão possibilitando Melhoria de Produtividade, Otimização de Recursos e Governança. www.informationmanagement.com.br


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Entrevista com Peggy Winton, CEO da AIIM

NÚMERO 90 2020 NÚMERO 79 | FEVEREIRO DE |2019

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Ipsa volupta ecerem velibustis etusdae volorro id quodit doluptae volorior re doloribus cullo tenda ipsum, occusandisci conestem iniet et odia voluptatus quas ad quam,

Vazamento que expôs mais de 22 de brasileiros é pior do que se pe

conteúdo do mês Telemedicina mostra eficácia no atendimento e pode ser a nova realidade na saúde

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pág 16 Fórum Econômico Mundial quer aumentar acesso à internet no mundo

Cloud computing reduz custos e traz segurança

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matéria de capa pág 06 20 milhões ensava

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PUBLISHER

Eduardo David eduardo@guiabusinessmedia.com.br CONSELHO EDITORIAL

Walter Koch - Wilton Tamane - José Guilherme Junqueira Dias Angelo Volpi - Cinthia Freitas - Luiz Alfredo Santoyo - Christian Ribas Marcio Teschima - Carlos Bassi ATENDIMENTO AO CLIENTE

Gicelia Azevedo

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REPÓRTER/EDITOR

Prado Junior

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PRODUÇÃO GRÁFICA

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ADMINISTRAÇÃO

Tadeu Nunes tadeu@iima.com.br Mariana Dantas mariana@iima.com.br CENTRAL DE ATENDIMENTO - (11) 3392-4111 INFORMATION MANAGEMENT – Revista especializada no tema Gerenciamento de Informações, Documentos e Digital Business. Distribuição Nacional. Publicação oficial do INSTITUTO INFORMATION MANAGEMENT – IIMA - Rua Anhanguera, 627 Barra Funda - 01135-000 - São Paulo - SP

Um falso dilema de compliance sobre o home office

pág 27

O INSTITUTO INFORMATION MANAGEMENT - IIMA é uma organização que reúne profissionais e empresas que trabalham com processos envolvendo o gerenciamento de documentos e informações. Sua missão é promover a capacitação profissional e o desenvolvimento do mercado por meio um amplo portfólio de serviços como Cursos, Congressos, Consultoria, Livros e Publicações, Certificações, Workshops, Programas Educacionais ao vivo, entre outros. Um corpo multidisciplinar composto por Consultores, Analistas, Professores, Jornalistas e Pesquisadores está na base da produção do conhecimento gerado diariamente pelo INSTITUTO com o objetivo de ajudar os profissionais e empresas a lidarem com o Caos da Informação e a constante evolução tecnológica. O IIMA conta hoje com 40 mil profissionais participantes. DIREÇÃO

Eduardo David eduardo@guiabusinessmedia.com.br Tadeu Nunes tadeu@iima.com.br

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coluna

Computação na nuvem: a maior aliada do e-commerce

Tadeu Cruz UM NOVO ANO (quase) LETIVO

CONSULTORIA E CURSOS

Wilton Tamane consultoria@iima.com.br ATENDIMENTO AO ASSOCIADO

Gicelia Azevedo

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CONSELHO TÉCNICO:

Walter Kock consultor, autor, palestrante Wilton Tamane consultor, professor e palestrante Márcio Teschima empresário, palestrante Tadeu Cruz professor, autor , palestrante Angelo Volpi notário, professor, autor e palestrante Carlos Bassi consultor, professor e palestrante José Guilherme J. Dias professor, consultor e palestrante Cínthia Freitas professora, autora consultora e palestrante PARA SE ASSOCIAR LIGUE: (11) 3392-4111 ramal 29 ou acesse: www.abeinfobrasil.com.br INSTITUTO INFORMATION MANAGEMENT - IIMA Rua Anhanguera, 627 - Barra Funda 01135-000 - São Paulo - SP Tel: (11) 3392-4111

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matéria de capa

“A n d ex m digit ini b

Vazamento que expôs m de brasileiros é pior do q Por Prado Junior

Informações expostas incluem CPF, nome, sexo P além de uma tabela com dados de veículos e um

A

pandemia acelerou a transformação digital em vários níveis e pessoas que não tinham o hábito de fazer compras ou transações bancárias pela internet começaram a entrar no mundo digital. Essas facilidades trazem uma questão preocupante: como se defender de golpes aplicados por criminosos que transitam pelo ambiente digital? A segurança no ambiente digital voltou à tona depois que a empresa Psafe, de segurança da informação, alertou para um mega vazamento de dados de brasileiros.

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Informações de 223,74 milhões de brasileiros caíram na rede. O número de pessoas expostas é maior do que o total de habitantes do Brasil porque, segundo a companhia, pode incluir informações de pessoas que já morreram e CPFs inativos. Informações expostas incluem CPF, nome, sexo e data de nascimento, além de uma tabela com dados de veículos e uma lista com CNPJs. Origem dos dados ainda é desconhecida. Advogados especialistas em cibercrimes, afirmam que com esse vazamento, dificilmente

um brasileiro tenha escapado de ter seus dados expostos na internet, ao alcance de golpistas de todos os tipos. Trata-se de um escândalo de proporções enormes e, infelizmente, pouca repercussão teve entre as autoridades do país. O arquivo tem 14 GB de tamanho, aparentemente foi compilado em agosto de 2019 e divulgado em um fórum famoso em expor esse tipo de informação na internet aberta e não na deep web. Já outra versão do arquivo, com mais dados, foi colocado

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matéria de capa

nova realidade da humanidade xigirá cada vez mais processos talizados e esta iciativa é muito bem-vinda”, diz Walter Koch

mais de 220 milhões que se pensava

e data deJunior nascimento, Por Prado

ma lista com CNPJs à venda por preços que variam de US$ 0,075 a US$ 1 por CPF, dependendo da quantidade comprada. No total, são 37 bases que incluem todo tipo de dado pessoal, incluindo RG, estado civil, lista de parentes, nível de escolaridade, salário, renda, poder aquisitivo, status na Receita Federal e INSS e até foto de rosto. As informações são uma “mina de ouro” para operações de marketing, no caso de empresas, ou fraudes, se usada por criminosos. Por isso, é muito importante que todos redobrem os cuidados com suas contas

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bancárias e dediquem mais atenção ao extrato de seus cartões de crédito, por exemplo. Desconfiar é a palavra de ordem. O conselho é não passar informações e nem compartilhar senhas ou entregue cartões para estranhos. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados, órgão ligado à presidência da República, precisa fazer uma investigação séria sobre esse vazamento e dar uma satisfação à sociedade. Ao mesmo tempo, as agências bancárias têm o dever de orientar seus clientes de for-

ma competente sobre como se proteger de golpistas. Para falar sobre o tema o Instituto Information Management ouviu Jeferson D’Addario, CEO do Grupo Daryus. IM: Como as pessoas físicas podem verificar se os seus dados foram vazados? JD: Os cibercriminosos podem utilizar as informações pessoais em lojas, crediários, meios financeiros para realizar compras no nome da pessoa que teve o seu dado vazado. Por isso, o ideal é que o consu-

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Dias 20 e 21/OUT

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Dias 15 e 16/SET

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matéria de capa nização, que porventura tenha sido citada como fonte da violação, pelos canais competentes, tais como: canal de denúncia, SAC, Ouvidoria e caso não seja atendido acionar o órgão fiscalizador dessa organização, por exemplo: Bancos: BACEN, Seguradora: SUSEP; Plano de Saúde: ANS; Previdência Privada: PREVIC e agora, a nossa ANPD: para toda e qualquer organização, pois estamos falando de dados pessoais. Isso tudo não impede que você exerce seus direitos na justiça, entrando com ação de perdas e danos, se for o caso. IM: O que se deve fazer para evitar esse tipo de ocorrência? JD: De uma maneira geral, é evitar passar os seus dados pessoais para quem quer que seja, isto é: pergunte para o quê essa organização precisa de seus dados pessoais e, caso não se sinta segura em passar a informação, diga não. Jeferson D’Addario diz que empresas devem garantir todo o suporte necessário aos clientes

midor monitore o seu CPF para ver se houve alguma tentativa de uso do documento. Existem alguns sites gratuitos que oferecem o serviço de monitoramento, mas não é o recomendado, já que esses portais podem ser invadidos e alguém pode conquistar suas informações de graça. No caso de empresas, o melhor é procurar um especialista em segurança da informação e/ou cibersegurança.

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IM: Quais as providências que elas devem tomar no caso de vazamento? JD: Ao descobrir ou tomar conhecimento de que seus dados pessoais foram violados, isto é foram acessados indevidamente, divulgados sem autorização ou até mesmo descobrir que o seu CPF está sendo vendido na internet, a primeira atitude é entrar em contato com a orga-

IM: Como o cidadão comum deve se proteger contra isso? JD: Caso a pessoa física tenha os seus dados vazados, a troca de senhas pode ser um fator de segurança para evitar possíveis fraudes com o seu nome. Outro procedimento de segurança importante é habilitar autenticações em dois fatores (senha e biometria). Lembrando que as senhas devem ser fortes com letras maiúsculas, minúsculas e caracteres especiais e evitar nomes de pessoas e datas comemorativas.

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INFORMAÇÃO - WWW. IAMAGAZINE.COM.BR

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matéria matéria dede capa capa IM: Quais as responsabilidades das empresas, no caso desse vazamento de dados? JD: A empresa, que teve o seu banco de dados roubados, deve garantir ao seu cliente todo o suporte necessário e avisá-lo sobre possíveis fraudes com essas informações. Com a LGPD, a empresa pode sofrer sanções administrativas e com isso ser punida, em virtude de ter os dados de seus clientes e até mesmo de seus funcionários, que tiveram os seus dados expostos. IM: Como as empresas devem se proteger contra vazamento de dados? JD: O primeiro passo é investir em equipe de segurança da informação e consequentemente dos dados pessoais e, seria muito salutar e prudente ter alguém que possa acompanhar esse assunto de dados pessoais na empresa, como por exemplo o Encarregado de Proteção de Dados, função essa que faz parte da nossa legislação (DPO). No Brasil, ainda existe muitas empresas que não olham para esse lado. Além disso, com a LGPD, ter um encarregado de dados pessoais (DPO), é fundamental. Outros pontos de destaques são: escolher o melhor fornecedor; colocar boas senhas e mudá-las conforme o tempo; investir em criptografia; realizar backup e criar termos de uso e privacidades claros para os clientes. IM: O que diz a LGPD sobre o assunto?

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JD: A lei diz: Da Responsabilidade e do Ressarcimento de Danos Art. 42. O controlador ou o operador que, em razão do exercício de atividade de tratamento de dados pessoais, causar a outrem dano patrimonial, moral, individual ou coletivo, em violação à legislação de proteção de dados pessoais, é obrigado a repará-lo. § 1º A fim de assegurar a efetiva indenização ao titular dos dados: I - o operador responde solidariamente pelos danos causados pelo tratamento quando descumprir as obrigações da legislação de proteção de dados ou quando não tiver seguido as instruções lícitas do controlador, hipótese em que o operador se equipara ao controlador, salvo nos casos de exclusão previstos no art. 43 desta Lei; II - Os controladores que estiverem diretamente envolvidos no tratamento do qual decorreram danos ao titular dos dados respondem solidariamente, salvo nos casos de exclusão previstos no art. 43 desta Lei. § 2º O juiz, no processo civil, poderá inverter o ônus da prova a favor do titular dos dados quando, a seu juízo, for verossímil a alegação, houver hipossuficiência para fins de produção de prova ou quando a produção de prova pelo titular resultar-lhe excessivamente onerosa.

§ 3º As ações de reparação por danos coletivos que tenham por objeto a responsabilização nos termos do caput deste artigo podem ser exercidas coletivamente em juízo, observado o disposto na legislação pertinente. § 4º Aquele que reparar o dano ao titular tem direito de regresso contra os demais responsáveis, na medida de sua participação no evento danoso. Art. 43. Os agentes de tratamento só não serão responsabilizados quando provarem: I - Que não realizaram o tratamento de dados pessoais que lhes é atribuído; II - Que, embora tenham realizado o tratamento de dados pessoais que lhes é atribuído, não houve violação à legislação de proteção de dados; ou III - Que o dano é decorrente de culpa exclusiva do titular dos dados ou de terceiros. IM: E se os dados vazados forem de órgãos governamentais (Receita Federal, SUS, Bancos, INSS etc.). Como proceder? JD: A lei é aplicável na esfera pública e os órgãos governamentais, que seja Federal, Estadual ou Municipal deverão cumprir os requisitos da lei, nos mesmos moldes de transparência, respeito e ações de proteção e segurança dos dados pessoais.

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matéria

Pacientes buscam telemedicina como saída durante a pandemia

Por Prado Junior

Telemedicina mostra eficácia no atendimento e pode ser a nova realidade na saúde Estudos mostram que até 95% das queixas de saúde podem ser resolvidas através da telemedicina

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matéria C

om o aumento do número de casos de Covid-19 e a superlotação dos hospitais, a telemedicina tornou-se um dos principais aliados da população contra a disseminação do vírus. Duas pesquisas mostram a aceitação por parte de pacientes e médicos.

O estudo teve como objetivo entender as mudanças que a pandemia possa ter causado na prática médica. Dos 1.035 médicos incluídos, cerca de 60% declararam atuar na linha de frente do combate à Covid-19.

Por meio do celular ou computador, é possível fazer uma consulta médica sem sair de casa, evitando o deslocamento e a aglomeração em locais públicos. Entre os males mais atendidos estão síndromes gripais, dores de cabeça, doenças de pele e lesões e problemas psiquiátricos, como depressão e ansiedade.

Já a pesquisa feita pela plataforma de busca e comparação de softwares Capterra sobre a adoção das consultas a distância no Brasil nos últimos meses, mostra que seis de cada dez pacientes sabem o que é telemedicina e mais da metade (55%) afirmam já ter feito uma consulta usando a modalidade.

PEBMED De acordo com uma pesquisa realizada pela PEBMED (Portal com notícias e atualizações das principais especialidades médicas), apesar de 39% dos médicos utilizarem a telemedicina durante o isolamento social, apenas 24% pretendem continuar utilizando quando as medidas de distanciamento forem encerradas. Mesmo que seja um número considerável de profissionais, o uso do teleatendimento ainda parece ser muito restrito. Entre os que adotaram a prática, 81% utilizaram para contato com pacientes próprios e 19% atenderam pacientes de serviços de telemedicina.

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Capterra

A telemedicina ganhou espaço com o coronavírus entre os pacientes brasileiros. Eles afirmam que seguirão com essa modalidade de atendimento após o fim da pandemia. Foram ouvidos 1004 pacientes de todo pais entre os dias 11 e 15 de dezembro do ano passado.

Além disso, quase metade (46%) dos que já experimentaram a modalidade dizem que aumentarão o uso após o fim da pandemia. Os dados mostram que a telemedicina também começa a influenciar na escolha dos pacientes por novos profissionais. Teladoc O Instituto Information Management conversou com Jean Marc Nieto, diretor geral da Teladoc Brasil que falou sobre os benefícios da telemedicina. Segundo ele, atualmente, no Brasil, apenas 25% da população têm plano de saúde e o SUS sofre com a má gestão e falta de investimentos. “Nesse sentido, a telemedicina não substitui uma consulta presencial, mas traz uma solução para problemas de acesso à saúde que os brasileiros enfrentam, como prontos socorros superlotados, falta de médicos e

Acesso às consultas pode ser feito por qualquer aparelho

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matéria O diretor geral diz que por meio de uma teleconsulta, o médico consegue diagnosticar se estamos com Covid-19. “O profissional avaliará os sintomas do paciente. Se estes forem de COVID-19, o médico solicitará o exame de comprovação ao paciente. Nos preparamos para atender as demandas de COVID-19, disponibilizando o aplicativo que possibilita que os pacientes tirem suas dúvidas e tenham acesso a consultas médicas com agilidade e comodidade. O Teladoc App permite que o paciente agende teleconsultas com médicos habilitados e certificados, conforme a sua disponibilidade pessoal de tempo e sem precisar sair de casa”, explica.

Jean Marc Nieto é diretor geral da Teladoc Brasil

longos tempos de espera. De acordo com nossos levantamentos, até 95% das queixas de saúde podem ser resolvidas através da telemedicina. Mesmo antes da pandemia, a previsão da consultoria Forrester Research era de que o número de consultas médicas realizadas a distância iria superar o de atendimentos presenciais nos Estados Unidos em 2020”, afirma Jean Marc. De acordo com o executivo, o tempo médio das consultas pode variar de acordo com a complexida-

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de do caso, assim como em uma consulta presencial. “O contato entre médico e paciente é todo realizado de forma online, através de um smartphone com sistema operacional atualizado, câmera e microfone. O paciente agenda uma consulta no aplicativo, no horário de sua preferência, para conversar com o médico e receber as orientações específicas para o seu quadro de saúde com toda a segurança e privacidade. Tudo de forma humanizada, sigilosa e qualificada”, esclarece Jean.

Apesar de autorizada em caráter temporário, o Conselho Federal de Medicina já anunciou a intenção de, até o final da pandemia, regulamentar a telemedicina. “Com a aprovação pelo Conselho Federal os médicos podem prescrever digitalmente receitas e atestados. Dentro do nosso aplicativo os pacientes contam com assistência 24 horas por dia, 7 dias por semana”, destaca Jean. Para o executivo foi possível notar um avanço significativo no uso da telemedicina, tanto no número de médicos que passaram a atender quanto no número de pacientes que recorrem a esse tipo de atendimento. “Com isso, acredi-

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matéria apoiada em plataformas de big data e machine learning, como a da Teladoc, sem espaço para desperdícios, inclusive do precioso tempo do médico e dos pacientes. Por isso, acreditamos que implementar a telemedicina hoje seja imprescindível”, diz Nieto.

Usuários passaram a utilizar telemedicina com mais frequência

tamos que a telemedicina é uma tendência mundial sem volta. Assim como o acesso à internet de banda larga móvel e os smartphones romperam com a barreira entre online e offline, acreditamos que a telemedicina será conhecida apenas pelo que ela realmente é, ou seja, medicina. Seja ela presencial ou à distância. A telemedicina tem uma alta resolutividade, o que significa que em mais de 95% dos casos, o paciente consegue todas as informações e cuidados que precisava para sua queixa de saúde, e dessa forma, não precisa ir ao hospital ou a uma consulta presencial. Além disso, a telemedicina aborda de frente os problemas de acesso à saúde que os brasileiros enfrentam, como prontos socorros superlotados, falta de médicos e longos tempos de espera”, afirma Jean Marc.

A telemedicina foi implementada há anos, e obteve uma aceleração do reconhecimento e aprovação do conselho devido à pandemia do COVID-19. “A pandemia acelerou a necessidade da transformação digital em todos os mercados, e na saúde não foi diferente. A medicina do futuro será muito mais personalizada e preventiva,

Segundo ele, a Teladoc conecta médicos a pacientes que buscam uma consulta, seja através de forma direta ou através de parcerias (com planos de saúde, hospitais, empresas por exemplo). “Nosso diferencial é a empatia e humanização, pensar no bem-estar e no cuidado da saúde do próximo. Orientada pela sua missão, a Teladoc está transformando a forma como as pessoas acessam e experimentam assistência médica, com foco em alta qualidade, custos mais baixos e os melhores resultados em todo o mundo”, finaliza Jean Marc Nieto.

Contato entre médico e paciente é todo realizado de forma online

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matéria Por Prado Junior

Fórum Econômico Mundial quer aumentar acesso à internet no mundo

A Aliança EDISON pretende conectar 3,6 bilhões de pessoas a alternativas de saúde, sistemas financeiros e educação 16

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matéria dústria, como Hans Vestberg, presidente e CEO da Verizon, que atuará como presidente da aliança e do conselho, Paula Ingabire, Ministra de Tecnologia e Inovação de Ruanda, Ajay Banga, presidente executivo da Mastercard, Shobana Kamineni, vice-presidente executiva do Apollo Hospitals Group e Robert F. Smith, fundador, presidente e CEO da Vista Equity Partners. Derek O’Halloran, Membro do Comitê Executivo, Chefe da Economia Digital do Fórum Econômico Mundial

A

s transformações digitais chegaram de vez, e vieram para ficar, com a pandemia de Covid-19. Os aplicativos de entrega, reuniões, trabalho, medicina, enfim, tudo foi parar na Internet. O problema é que uma boa parcela da população mundial, aproximadamente 3,6 bilhões de pessoas, não têm acesso à Internet. Nos países desenvolvidos, quase metade dos seus habitantes, não consegue pagar por um pacote de banda larga, freando ações de saúde, educação e inclusão. O Fórum Econômico Mundial denominou essas regiões como “desertos de conectividade” e para garantir o acesso à internet, lançou a Aliança EDISON (Essential Digital Infrastructure and Services Network, ou Rede de Infraestrutura e Serviços Digitais Essenciais, em tradução livre), uma iniciativa que unirá go-

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vernos e empresas para acelerar a inclusão digital. O objetivo é garantir um nível sem precedentes de colaboração intersetorial entre a indústria de tecnologia e outras atividades sensíveis à economia. “Esta é a primeira vez que tantos líderes dos setores público e privado de todos os segmentos se unem para eliminar a exclusão digital. Acelerar o acesso a serviços digitalmente disponíveis - como saúde, educação ou serviços financeiros - é fundamental para a recuperação econômica e a coesão social. Alcançar isso exigirá uma colaboração profunda e contínua. É fundamental que avancemos juntos e com rapidez”, afirma Derek O’Halloran, Membro do Comitê Executivo, Chefe da Economia Digital do Fórum Econômico Mundial. A Aliança EDISON já conta com grandes nomes da in-

O Fórum Econômico Mundial servirá como secretariado e plataforma para a Aliança. Um grupo de executivos e líderes mundiais atuará como conselho e apoiador da causa. A EDISON focará em formas de inclusão digital que priorize o acesso à saúde, educação e informação. “Vimos grandes colaborações durante a pandemia para permitir um maior acesso aos serviços digitais. Mais para frente, precisaremos de uma mobilização ainda maior de todos os níveis de governo e organizações do setor privado para desenvolver soluções de impacto que garantam o acesso equitativo e acessível à conectividade de banda larga, a fim de atingir as metas estabelecidas para 2025”, diz a ministra Paula Ingabire. O Instituto Information Management conversou com Victor Rizzo, engenheiro, sócio e diretor de Inovação da e-Xyon Tecnologia. Ele

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matéria

Paula Ingabire, Ministra de Tecnologia e Inovação de Ruanda

destaca que essa será a nova realidade no planeta. “Apesar de seres humanos serem altamente sociáveis e gregários, acredito que o uso de videoconferência tanto para encontros profissionais, congressos e outros eventos similares é um processo irreversível. Isso vale também para o ensino e a medicina. Os custos de espaço físico, serviços, apoio e logística envolvidos são drasticamente reduzidos. As emissões de carbono, como o deslocamento por avião, também são praticamente eliminadas. Por outro lado, existe uma grande perda das interações espontâneas, frutos do acaso, que favorecem o aumento das interações humanas, da network e da criatividade”, aponta Victor De acordo com especialista, a pandemia do Covid-19 acelerou em muito a adoção de uma série de tecnologias, que

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já existiam, mas que ainda não estavam difundidas na sociedade. “Isso fez com que o mundo todo desse um salto de cerca de 5 anos para o futuro. Seres humanos são altamente adaptáveis e, após 1 ano de confinamento e home-office já se acostumaram com a tecnologia e seus ganhos e, provavelmente, não voltarão atrás no seu uso” afirma. Para Victor Rizzo, a defasagem no acesso às tecnologias apontada pelo Fórum é algo preocupante. “Este novo cenário da transformação digital, necessita ser inclusivo. Mas para fazer a inclusão necessitamos de elementos básicos como alfabetização, acesso à internet rápida e o hardware (celular ou computador). Em nosso país, com grandes desigualdades econômicas e uma grande parcela da população sem acesso adequado à alimentação, moradia e saúde, isso ainda parece muito distante” destaca.

Para o engenheiro, o objetivo de promover a inclusão digital em larga escala, como forma de ajudar a alavancar o desenvolvimento sustentável e a economia digital, parece muito louvável. “Naturalmente, por trás deste movimento, existem enormes interesses econômicos das grandes corporações que são os provedores de produtos e serviços para a economia digital. Incluem-se entre estes, as empresas de telecom, hardware (computadores e servidores), celulares, internet data centers, meios de pagamento, bem como as Big Techs com suas redes sociais e ferramentas de busca, e tantos outros negócios que aumentam seus lucros de forma exponencial com a conexão de grandes parcelas da população à internet”, avalia Victor. Mas ele faz um alerta: “Por outro lado, essa inclusão digital tende a aumentar a vigilância digital, hoje já em curso, promovida por governos autoritários e as próprias Big Techs. Cada vez mais estamos assistindo a problemas graves de privacidade e segurança de informação, que crescem à medida que aumenta a inclusão digital da população”. No Brasil, durante a pandemia, ficou claro a falta de estrutura para situações atípicas como a da Covid-19. Escolas públicas não conseguem realizar aulas on-line. Alunos não têm acesso à internet e equipa-

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matéria mentos. Para Victor é preciso investimento, tanto do governo como das empresas. Mas é necessário que toda a sociedade entenda que educação é a prioridade para que possamos ter o salto de desenvolvimento que o país tanto necessita. “Nenhuma sociedade ou economia desenvolvida se cria sem educação universal e de boa qualidade. Basta olhar a História. Entretanto, o país ainda não entendeu que a educação é uma prioridade. Os ganhos com a inclusão digital das escolas e seus alunos são realmente muito grandes. Hardware (computador) mais barato, linhas de crédito especiais, o barateamento e a expansão da banda larga são cruciais neste processo. Mas, isso deve também ser acompanhado de mudanças de métodos de ensino e de conteúdo adequados para este novo meio tecnológico”, explica Rizzo. No caso das empresas, muitas ainda não conseguem incorporar o home-office (por exemplo) e sequer sabem do tipo de estrutura que precisam. No entanto, Victor afirma que home-office não é necessariamente uma solução para todos os negócios. Porque, a despeito de trazer inúmeros benefícios como a redução de custo, redução de tempo de deslocamento, redução de poluição ambiental, e aumento de produtividade, ele é restrito a alguns segmen-

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tos de negócios. “Indústrias, por exemplo, somente podem utilizar este novo formato de trabalho para equipes de escritório, mas não para os colaboradores da linha de produção. Na agricultura isso também não se aplica. Porém, muitos ramos da economia podem se beneficiar desta modalidade de teletrabalho e não o fazem, por falta de uma cultura básica”, destaca. E ele continua: “Seja por métodos de gestão antiquados, seja por falta de familiaridade com tecnologias muito básicas. Mais uma vez, a solução é educação. Os bons exemplos de sucesso podem ter também um grande efeito de convencimento. Por outro lado, a pressão da necessidade pode também ajudar a impulsionar os negócios nesta direção. No início da pandemia, tivemos uma enorme explosão de demanda de serviços de lojas digitais para alavancar o comér-

cio eletrônico e compensar as perdas no comércio físico”. Victor Rizzo é pós-graduado em Inteligência Competitiva pela Universidade de Marseille – França e responsável pelo desenvolvimento e implantação de diversos projetos de automação jurídica de grande porte, em escala nacional. Atualmente ele está envolvido em projetos de inteligência artificial para área jurídica e para a automação de análise de documentos em larga escala. Ele avalia como está o uso da Inteligência Artificial no Brasil. “Não há ainda um estudo abrangente sobre o estágio de IA no Brasil. O que sabemos é obtido através de leitura de artigos e do contato com outros profissionais do mercado. Em geral, a Inteligência Artificial no Brasil ainda está nos seus primórdios. As empresas que atualmente adotam Inteligência Artificial no Brasil

Para Victor Rizzo o país ainda não entendeu que a educação é uma prioridade

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matéria o fizeram, principalmente, a partir dos últimos quatro anos. Antes disso, a IA era restrita a empresas muito especializadas, em soluções de nicho. Por outro lado, vemos que existem soluções de IA muito interessantes sendo criadas no Brasil e com potencial para competirem no mercado global. Seja na indústria, mais capitalizada, seja nas áreas de serviços para empresas, ou mesmo em solução para o consumidor final, a IA avança rapidamente nas empresas. Apesar de estarmos atrasados na corrida da IA, acredito que em breve o Brasil poderá recuperar sua condição e ser um fornecedor importante no mercado mundial também”, explica Victor.

de corpos sólidos com o Raio X, ou no escuro, com equipamentos de radar. Agora os humanos estão expandindo sua mente, criando agentes inteligentes, capazes de reproduzir o pensamento humano, e executar tarefas antes restritas à humanos, em uma velocidade e escala nunca vistas antes. Com estes agentes inteligentes é possível ao ser humano delegar uma série de tarefas repetitivas, concentrando seu tempo na análise de problemas mais complexos, no tratamento de exceções ou utilizando sua criatividade para

a inovação. Entretanto, o melhor resultado será sempre alcançado através da conjugação de humanos e algoritmos de inteligência artificial. Desta forma, conseguiremos dar um salto não somente de produtividade, mas também criar produtos e serviços novos, impensáveis apenas com o uso de colaboradores humanos. Mas o mundo passa também por graves problemas ambientais, e neste âmbito, será necessário muito mais do que a inteligência artificial para a solução da crise climática”, finaliza Victor Rizzo.

Segundo Victor, embora a IA possa ter um grande potencial como tecnologia disruptiva para as empresas, ela naturalmente não é uma solução única ou definitiva. Ele acredita na IA como (mais) uma ferramenta capaz de estender as capacidades humanas, no que costuma chamar de inteligência humana estendida por algoritmos. “No passado, o ser humano estendeu sua força muscular através das ferramentas e das máquinas. Depois disso, ele estendeu seus sentidos, através de instrumentos e sensores, que o permitiram conhecer mundos microscópicos (bactérias e protozoários) e macroscópicos (planetas, estrelas e galáxias), além de ver através

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matéria de capa

“A n d ex m digit ini b

Cloud Computing reduz custos e traz seguranç Por Prado Junior

Expectativa é que o mercado global de serviços P em nuvem atinja US$80 bilhões, até 2024

Cloud Computing (ou computação em nuvem) é assunto bem conhecido dos profissionais de TI e pode contribuir para empresas de todos os portes e pessoas físicas. A adoção de serviços em nuvem ajuda a reduzir os custos de compra e manutenção de equipamentos de informática. Os arquivos ficam armazenados na nuvem e não precisam ser alocados em uma infraestrutura própria. Contar com as tecnologias certas para lidar com as diversas cargas de trabalho que podem surgir na empresa é

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uma grande vantagem. Com o Cloud Computing é possível adicionar ou remover recursos de maneira fácil e rápida por meio da internet. É possível fazer alterações em tempo real nas demandas da empresa sem precisar interromper o sistema para agendar manutenções ou realizar outras tarefas. As soluções em nuvem também podem contribuir para um melhor aproveitamento de tempo e operacional dos seus funcionários. Por exemplo: mudanças em data centers físicos para aumentar a memória de armazenamento

dos servidores geram gastos com horas extras de funcionários e muitos transtornos. Através da Computação em Nuvem, é possível realizar a tarefa em tempo reduzido e com o mínimo impacto às operações rotineiras. Além disso, os esforços e a expertise dos funcionários podem ser aproveitados em outras tarefas. A segurança é uma das principais vantagens das soluções em nuvem. Ao armazenar os dados da sua empresa em um backup em nuvem, por exemplo, é possível usufruir de toda

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matéria

nova realidade da humanidade xigirá cada vez mais processos talizados e esta iciativa é muito bem-vinda”, diz Walter Koch

z ça

s gerenciados

Por Prado Junior

uma rede de segurança com infraestrutura consolidada e deixar de se preocupar com atualizações e demais etapas de proteção. Com as soluções da computação em nuvem, todos os recursos necessários estarão a um clique de distância. Eles podem ser acessados com facilidade por meio da internet, dando maior dinamismo às tarefas do dia a dia. Gartner Segundo previsões do Gartner, a expectativa é que o

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mercado global de serviços gerenciados em nuvem atinja US$ 80 bilhões, até 2024. Esse crescimento será impulsionado principalmente por empresas que, cada vez mais, exigirão agilidade e suporte para lidar com ambientes digitais que só ganham novas camadas de complexidade. Com a chegada da pandemia, a computação em nuvem, que já era uma tendência forte, tornou-se mais necessária do que nunca. Sem as facilidades, muitas empresas não teriam conseguido implementar o trabalho remoto com tanta

urgência e nem garantido aos seus funcionários ferramentas adequadas para se comunicar e acessar seus serviços com segurança. O crescente aumento de negócios se insere e busca evoluir dentro do universo da nuvem e de suas vantagens. O mercado busca parceiros que ofereçam suporte nesse caminho. Douglas Jaskulski, gerente de operações de TI na KingHost, conversou com Instituto Information Management e diz que o Cloud Computing pode ser utilizado por empresas ou pessoas físicas, de-

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matéria

Mercado global de serviços em nuvem deve atingir US$ 80 bilhões, até 2024

pendendo da necessidade de cada um. As vantagens, segundo ele, são muitas. “Entre elas está realizar um upgrade do site, e ter mais segurança e performance para seu negócio; armazenar fotos e vídeos sem ocupar a memória do celular; menor custo: migrar para um serviço de cloud permite reduzir custos de infraestrutura e software; plataforma flexível em relação aos recursos e muito mais. Podemos começar falando da redução de custos que pode ser uma boa alternativa para abandonar a infraestrutura física e migrar para a nuvem. Até mesmo o custo de manutenção e para escalar recursos é muito menor quando com-

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parado a servidores físicos. A segurança também está entre os pontos altos do cloud, já que esses servidores seguem uma série de normas de segurança extremamente rígidas. Para quem tem um negócio em crescimento, o cloud torna a escalabilidade de recursos ser muito mais fácil e barato do que quando comparado aos servidores físicos. Até mesmo quando falamos na melhoria de processos de gestão e gerenciamento, há vantagem de não precisar estar fisicamente no datacenter para realizar manutenções, backups, atualizações, por exemplo, e isso aumenta a autonomia e produtividade dos times técnicos da empresa. Todas essas vantagens também

acabam por manter as empresas mais competitivas no mercado atual, com possibilidade de brigar a altura com grandes corporações”, explica Douglas. De acordo com o especialista, o investimento mínimo, por exemplo, para uma pessoa física adquirir é R$ 119,20 por mês e os serviços oferecidos são os mesmos tanto para empresas quanto para pessoas físicas. As vantagens, nesse caso, podem variar de acordo com as necessidades de cada cliente. Douglas Jaskulski diz que o retorno desse investimento varia, mas é garantido. “Supondo que uma pessoa física

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matéria ou empresa tenha um pico de demanda no site e a página está hospedada em servidores físicos, o site pode acabar ficando mais lento, sobrecarregado e dependendo da situação, pode até mesmo ficar offline por um período, caso o plano contratado não suporte tamanha demanda. Essas situações, além de prejudicar a reputação da marca (empresa ou pessoa física), pode acabar impactando na produtividade da equipe ou até mesmo perder vendas no site por não estar disponível ou lento. Tal situação, com o Cloud, por exemplo, seria remota de acontecer devido às possibilidades de escalonamento da solução. Esses custos, como indisponibilidade de um site, por exemplo, acabam não sendo contabilizado e é um dos fatores que garante retorno de investimento nas páginas que são hospedadas em cloud” aponta.

buscadores online, a empresa conta com uma base com mais de 65 mil clientes e 300 mil sites hospedados em sua plataforma. Douglas conta como é feita a hospedagem. “Depois da contratação do serviço de cloud, nós realizamos todo o gerenciamento, então o cliente não precisa se preocupar com configuração ou monitoramento do ambiente. O cliente precisa apenas subir o site dele, se for uma nova aplicação, ou se já estiver em outra hospedagem, nossa equipe migra todo o conteúdo para ele. Isso sem contar com recursos como SSL gratuito, e-mails com domínio próprio, backup diário, tráfego ilimitado, e muito mais”, explica. O especialista esclarece que existem diversas opções no mercado para essa tecnolo-

gia de cloud. Por conta disso, tem que levar em consideração na escolha, alguns pontos importantes, como reputação da empresa, políticas de segurança, escalabilidade, atendimento e custo. “O primeiro passo para escolher uma solução é analisar a necessidade, por isso, busque uma empresa que tenha auxílio especializado, nessas horas contar com a ajuda de especialistas pode ser muito importante para o sucesso da escolha. Outro ponto importante é conversar com a empresa para entender como vai funcionar o Service Level Agreement (SLA) — ou Acordo de Nível de Serviço, é fundamental para qualquer contrato de prestação de serviços de tecnologia”, finaliza Douglas Jaskulski.

Sobre a KingHost Fundada em 2006, em Porto Alegre, a KingHost é uma empresa de soluções digitais para profissionais de tecnologia e empreendedores, sendo referência em hospedagem de sites. Atualmente, a marca investe na diversificação do portfólio para simplificar a relação com a tecnologia de pessoas com ou sem conhecimento técnico. Com serviços que incluem desde computação na nuvem até ferramentas que otimizam o posicionamento dos sites nos

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Douglas Jaskulski diz que os serviços oferecidos são os mesmos para pessoas físicas

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Um falso dilema de compliance sobre o home office Por Adriel Santana

Advogado e coordenador de Forense e Investigações Empresariais na ICTS Protiviti de negociações e conversas pela via eletrônica expôs as empresas a riscos muito maiores quanto à ocorrência de irregularidades praticadas por seus colaboradores.

O ano de 2020 trouxe desafios inéditos para boa parte das companhias atuantes em diversos mercados. Além das questões imediatas de sobrevivência do negócio em razão da crise econômica já existente antes da pandemia, a adoção do home office de forma apressada e a priorização massiva

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A sensação de falta de controle e fiscalização da conduta dos funcionários remete a uma preocupação excessiva sobre o indivíduo e seu agir moral. Aliás, a crença de que ações antiéticas são exclusivamente originadas da vontade dos indivíduos levou à popularização da noção do conceito de “maçãs podres”. Nenhuma empresa as quer em seu negócio. Mas como encontrá-las sem o convívio e a observância frequente no ambiente corporativo? Esse é, por exemplo, um dos desafios do home office.

Contudo, essa problemática é mais complexa do que parece e invoca questionamentos sobre as premissas em que estariam arraigadas. Posto que somos todos imbuídos de um livre arbítrio, independente das circunstâncias ou pressões específicas sofridas caso a caso, no fim das contas, caberia apenas ao indivíduo decidir quais atos tomar após realizar um balanço moral das escolhas disponíveis. Fazer o mal ou o errado seria, assim, uma escolha individual e consciente, calcada sobre os valores éticos de cada pessoa. Seguindo outra visão, há quem considere que a sociedade e a cultura dos círculos de relacionamentos, junto às circunstâncias

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artigo externas, tais como as pressões e os fatores ambientais, e as internas, como os conflitos psicológicos, dos indivíduos são – ou deveriam ser - considerados pontos bastante significativos no processo de julgamento moral dos atos condenáveis praticados. Afinal, as pessoas não vivem num vácuo, mas no mundo real. Essa pode ser chamada de teoria dos “barris podres”: não se trataria de minimizar ou negar a escolha livre das pessoas, mas de inserir suas decisões, consideradas questionáveis, dentro de um contexto estrutural, social e histórico que as tornem compreensíveis, ainda que não necessariamente aceitáveis eticamente. Não se nega que existam indivíduos com inclinações latentes para desvios éticos, nem tampouco que o efeito do grupo e de superiores hierárquicos, além de pressões circunstanciais, como resultados a qualquer custo e problemas financeiros, possam favorecer a ocorrência de ilicitudes. De fato, ambas as hipóteses, “maçãs ou barris podres”, são bem fundamentadas com vários estudos científicos nas últimas décadas, reforçando a validade de ambas para a tomada de decisões morais pelos indivíduos. No ambiente corporativo é comum que as companhias foquem demasiadamente em vigiar e pu-

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nir seus colaboradores que se revelem como “maçãs podres”. Diversas medidas são tomadas pelas empresas com o intuito de se resguardar e detectar eventuais ilicitudes praticadas por seus funcionários, como instalação de câmeras de vigilância no local de trabalho, programas de monitoramento em computadores e celulares corporativos, realização periódica de background check de ocupantes de postos-chaves, dentre outras medidas fiscalizatórias e reativas. Contudo, durante bastante tempo em nossa cultura de negócios, pouca ou quase nenhuma atenção foi dada por essas mesmas companhias para o seu próprio papel na ocorrência de ilicitudes e desvios éticos em seu interior. É preciso estar atento desde como a organização está estruturada, passando pelos valores corporativos que pratica cotidianamente em suas relações internas e externas, até a forma como aqueles com poder de decisão - diretores e gerentes, agem ou são omissos com seus subordinados – além de como e por quais critérios são avaliados periodicamente. As empresas, estejam conscientes ou não disso, também atuam para que seus colaboradores sejam mais ou menos incentivados a adotarem condutas éticas no ambiente profissional.

boradores – cuja eficácia, por si só, é limitada -, incentivar o agir ético profissionalmente, de maneira regular e realmente comprometida por parte da alta direção, precisa ser um dos nortes de uma companhia preocupada, de fato, em dirimir riscos do seu negócio. O papel de uma verdadeira cultura de compliance, focada não apenas em treinamentos e eventos protocolares, mas no exercício diário do que é considerado correto profissionalmente, precisa ser uma constante dentro de uma companhia. Nas empresas, é relativamente fácil culpar um funcionário por ser uma “maçã podre”, que comete, incentiva ou tolera que outros pratiquem irregularidades no ambiente profissional. Mais difícil é perceber os problemas ligados à sua própria cultura corporativa e à dinâmica diária do local onde os seus colaboradores estão inseridos, convivem e atuam.

Se a cultura corporativa estiver bem afinada quanto aos valores éticos considerados corretos e quais as práticas que não são toleradas, o local no qual o colaborador atua se torna um problema periférico no negócio. Quem faz o certo porque é incentivado a isso e sabe que será punido se não o fizer, buscará agir eticamente como regra, inMais que desenvolver mecanis- dependentemente de onde está. mos fiscalizadores de seus cola-

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A informação através dos algoritmos Por Clarissa Padovani Mussoi CEO da Códice, bibliotecária e escritora

são, dados pessoais, localização etc.), desencadeados pelos dados inseridos e que geram algoritmos denominadores para obter o alcance necessário. Mais pontualmente falando, aquilo que você quer, gera um filtro direcionado para suas áreas de interesse.

Certamente você já deve ter se questionado sobre o uso da informação através de algoritmos, mas nunca chegou a pensar sobre a sua aplicabilidade de uma forma mais ampla, correto? Dessa maneira, podemos analisar que tudo que é digitado na internet desencadeia em cultura da desinformação. Desinformação? Sim. Mas de que forma posso estar desinformado se tudo que busco aparece para mim com facilidade? Simplesmente, porque através da inteligência artificial e dos dados pesquisados na internet, cria-se uma persona com as suas características (faixa etária, profis-

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É importante compreender que os dados que geram esses algoritmos são, por vezes, consentidos por nós, à medida em que aceitamos os termos de condição e uso de sites de pesquisas ou outros meios. Por vezes, os dados digitados são coletados sem consentimento do usuário e, para isso, uma No entanto, qual o benefício disso em segurança informacional no acesso relação às nossas buscas na internet? deve ser garantido pela LGPD (Lei GeEstamos sendo manipulados pelas ral de Proteção de Dados) garantindo máquinas a medida em que só apa- a privacidade dos nossos dados. recem assuntos que se encaixam na nossa persona? Sim, é exatamente O que trato aqui é, apenas, a reflexão isso que acontece. E, nesse sentido, sobre compreender que os temas que onde entra a desinformação? Vou te são de interesses nossos sempre traresponder de maneira bem direta! rão mais e mais assuntos correlatos e que, para garantir a informação e A desinformação acontece porque os enganar os algoritmos, seria de exalgoritmos não mostram o outro lado trema inteligência nossa, ludibriar o da faceta, ou seja, aquilo que não faz computador ao realizar pesquisas de parte do seu cadastro interno não é um teor contrário, até para compreender atrativo para empresas de marketing e o mesmo assunto de uma maneira publicidade gerar lucro para as empre- bem mais ampla e garantindo a união sas patrocinadoras. Somos meros pro- entre todos os segmentos e não a dutos que testam serviços na internet divisão que essa desinformação gera em função de algoritmos. Logo, a im- para a população. portância disso é procurar entender de que forma esses dados são captados.

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Planejamento, digitalização e atendimento: o futuro da Indústria em 2021 Por Angela Gheller

Diretora de manufatura, logística e agroindústria da TOTVS em 2021. O estudo também mostrou que 55% dos entrevistados aceleraram a adoção da computação em nuvem durante a pandemia, 52% adotaram o 5G e 51% tiveram projetos de Inteligência Artificial e Machine Learning acelerados.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers), organização profissional técnica dedicada ao avanço da tecnologia, 19% dos respondentes acreditam que a Manufatura será um dos segmentos mais impactados pela tecnologia

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E muitos desses aprendizados se devem ao home office. Com grande parte do time trabalhando à distância, os gestores conseguiram quebrar o paradigma de que tudo precisa ser feito presencialmente, além de perceber que a tecnologia agiliza a troca de informações, ainAinda que a indústria seja um da mais considerando a redução setor muito conservador, esses de quadro que a maioria das emdados comprovam o impacto da presas tiveram que fazer. pandemia na digitalização do setor. O ano de 2020 foi um marco e Pensando em toda essa jornada trouxe grandes aprendizados para que foi traçada no último ano, oba indústria como um todo, pois o servamos para 2021, ainda que setor passa a enxergar que o ca- num cenário incerto, um foco e minho para a Indústria 4.0 começa atenção muito grande da manucom a transformação digital, e que fatura para três principais pontos: pranchetas e planilhas não combi- digitalização, planejamento e agilinam mais com a fábrica do futuro. dade no atendimento aos clientes.

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Você ainda gasta tempo gerenciando documentos e processos? Baixo Custo 36

Controle de Documentos

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Fluxos de Trabalho

Análises Integradas

Controle de Processos

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artigo 1) Digitalização

mais atenção esse ano, é o planejamento da produção, que se torna uma questão mais estratégica, pois é nela que conseguimos visualizar a capacidade que a indústria tem de atender a demanda do mercado e ter a visibilidade de processos dentro da fábrica.

A Consultoria McKinsey prevê que, até 2025, processos relativos à Manufatura Avançada poderão diminuir custos de manutenção de equipamentos em até 40%, reduzir o consumo de energia em até 20% e, ainda, aumentar a produtividade do trabalho na indústria em até 25%. Com uma ferramenta de MRP (Material Requirement Planning), por Com isso, a corrida para acelerar exemplo, é possível simular vários processos manuais no ano passado cenários e analisar o impacto de começou a acontecer de forma gra- um novo pedido, calcular prazos, dual e deve continuar crescendo em avaliar como vai atender determi2021. Muitas anotações ainda são nado cliente, o que impacta toda feitas em pranchetas no chão de fá- a produtividade do dia a dia da brica, mas hoje já existem aplicati- indústria. Esse tipo de sistema vos que, se instalados em um tablet ainda considera o estoque insufipor exemplo, trazem apontamen- ciente ou em excesso (ajudando a tos mais simples, descomplicando reduzir perdas), compras equivoos processos com informações em cadas de insumos e controle do tempo real. Esses aplicativos melho- fluxo de caixa. Acreditamos que o ram as taxas de entrega, diminuem setor está olhando para esse ponperdas dentro da fábrica e ainda to com atenção - inclusive entre contribuem para o aumento da pro- os nossos clientes tivemos mais dutividade dos funcionários. de 20 projetos de planejamento avançado nos últimos 18 meses. A grande ressalva aqui é a importância do treinamento dos funcionários. De Trazendo um exemplo prático: o nada adianta as empresas investirem varejo foi muito impulsionado no nas melhores tecnologias disponíveis último ano pelo atendimento “posem ter cuidado com treinamento. Ele licanal”, impactando diretamente é crucial para conscientizar o time so- a indústria. As empresas que não bre a percepção real dos ganhos para estavam preparadas para atender o negócio, além de alcançar todo po- o aumento dessa demanda provatencial das tecnologias adotadas. velmente deixaram de entregar o produto para o consumidor final. E 2) Planejamento é por isso que é essencial simular cenários e capacitar a cadeia de Outro fator importante alavanca- suprimentos a trabalhar com condo pela pandemia, e que deve ter dições menos previsíveis. Quanto

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mais estruturado estiver o processo de planejamento, melhor será a performance da indústria. 3) Agilidade no atendimento aos clientes Se o mercado como um todo está mais digital, com consumidores mais exigentes e imediatistas, independente de qual seja o setor, a real transformação digital exige agilidade e preparação para adversidades. Os clientes vão buscar por empresas mais rápidas, com fretes mais baratos e insumos com pronta-entrega. Sendo assim, esse ponto está ligado aos demais citados para se conseguir vantagem competitiva frente aos concorrentes. Portanto, é fundamental estudar as dores e exigências de seu cliente para então criar estratégias realmente qualitativas. Vale lembrar que o cliente atual busca, na maioria das vezes, por soluções digitais. Isso significa que seu serviço de atendimento deve dar todo suporte necessário para esse consumidor prosseguir com a compra. Se ele não se sentir seguro, dificilmente fechará ou manterá um negócio com a sua indústria. Líderes de TI, gestores e tomadores de decisão, para que a Indústria 4.0 realmente aconteça no Brasil é crucial considerar esses pontos. Que a soma de aprendizados e as tecnologias adequadas mudem o patamar da indústria brasileira em 2021.

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artigo

Ecossistemas e as tendências do B2B em 2021 Por Fernanda Nascimento

Especialista em Customer Experience e customer centric Marcas que já estavam em um ponto mais avançado da transformação digital saíram na frente, óbvio, mas a corrida continua em um processo acelerado que define o futuro.

É impossível pensar nas tendências de 2021 sem um olhar realista para tudo o que a pandemia provocou em 2020. Novos comportamentos dos clientes levaram à adoção imediata de tecnologias já disponíveis e ainda pouco utilizadas e vimos a ascensão global dos ecossistemas.

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Sempre que eu observo as tendências costumo ter um olhar holístico. Tudo o que acontece em diferentes setores da economia e aspectos da vida humana afeta os negócios e acabamos de confirmar isso com a pandemia. Também é interessante ver o que estamos deixando para trás porque ali está a base das direções que se apresentam para o futuro. De acordo com o relatório da Deloitte “2021 Global Marketing Trends: find your focus” há sete palavras mágicas. Elas oferecem um caminho para ajudar os clientes, a força de trabalho e a sociedade em um momento em que, coletivamente, mais precisamos:

A busca por parcerias estratégicas se mostra o caminho mais rápido para atender a multiplicidade de demandas dos clientes. Nesse contexto, despontam os ecossistemas digitais com retornos muito positivos para quem se uniu aos ícones da tecnologia visando oferecer experiências significativas. Quando você não tem tempo de encontrar alternativas isoladas, a solução é se unir aos que estão mais adiantados, um modelo que promove a evolução do mercado • Propósito: mostra como as orgae potencializa resultados para todos. nizações que sabem porque existem

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artigo

e para quem foram criadas estão para a participação em seus níveis mais bem posicionadas para navegar mais profundos. por mudanças sem precedentes. • Fusion: lança luz sobre a conver• Agilidade: ajuda os líderes a gal- gência entre setores. Mostra como vanizar ferramentas já existentes para as organizações criativas estão projetar seu roteiro organizacional superando suas mentalidades depara um marketing ágil e relevante. fensivas para fundir parcerias que integrem percepções do cliente e • Experiência Humana: expli- plataformas digitais. ca porque as organizações devem ser mais humanas e equilibrar as • Talento: discute como os profissionecessidades de negócios com va- nais de marketing podem incorporar lores humanos para responder rapi- o aprimoramento de habilidades para damente às necessidades dos seus transformar em uma força competitiva. clientes e colaboradores. Desse olhar abrangente para o • Confiança: fala sobre a impor- todo vamos às tendências apontatância de cumprir promessas auten- das pela Forrester que confirmam ticamente, garantindo que a mensa- os aprendizados de 2020: “COVID gem e a entrega sejam congruentes. Wrote The Business Case - Our Future is Digital”. Para 2021 a pre• Participação: mostra como a es- visão é que as empresas vão acetratégia de engajamento do cliente lerar ainda mais a transformação está evoluindo para se tornar uma digital com foco nos clientes em 5 via de mão dupla e se inclinando Ps: products, practices, platforms,

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partners, places. Eles serão utilizados para quebrar a transformação do big bang em pedaços menores para avançar mais rápido e mostrar os resultados mais cedo. 1. Products. Os produtos e serviços digitais são a maneira pela qual você reinventará seus modelos de negócios e relacionamentos com clientes. Ao final de 2021, esperamos que 30% das empresas do Global 2000 tenham um portfólio significativo de produtos digitais e 20% tenham divisões digitais dedicadas ao lançamento de produtos disruptivos para acelerar sua transformação para a participação total do ecossistema. 2. Practices. Cada nova divisão digital adotará a inovação por meio de ecossistemas e esperamos que mais 50% das empresas tornem a transformação centrada na nuvem uma prioridade,

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artigo movendo aplicativos operacionais essenciais para os negócios e todos os aplicativos de experiência para a nuvem. As práticas ágeis irão infundir todas as facetas do planejamento e execução, abrangendo negócios, operações e equipes de tecnologia. 3. Platforms. Em 2020, o planejamento de recursos empresariais se transformou em plataformas de operações digitais (DOPs), concebidas como o backbone ágil e baseado em IA de seu núcleo digital. Em 2021, os fornecedores adaptarão os DOPs com funcionalidades mais específicas do setor. As empresas também irão expandir seu uso de sistemas de ponte, como gerenciamento de informações de produtos ou plataformas de mercado, para acelerar a mudança digital e impulsionar a excelência operacional. 4. Partners. A pandemia forçou uma decisão existencial: o quão menos você poderia fazer e o quão máximo poderia obter dos parceiros? Essa inovação por meio dos ecossistemas, antes superpotência exclusiva das startups, se tornará a estratégia de todas as iniciativas digitais. Os provedores de serviço buscarão ser seu parceiro de co-inovação e apoiarão a troca de valor por meio da adoção de preços baseados em resultados.

“comprar”. Para os líderes digitais, não será apenas uma decisão entre o Shopify + e a codificação personalizada de uma solução de headless commerce - ou Facebook Shops e Amazon Business. Tratarão de experimentar e unificar todos esses canais, sustentados por investimentos em personalização, gestão de ativos digitais e até realidade aumentada e virtual, que se acelerarão à medida que os vendedores buscarem se destacar na prateleira digital e impulsionar os rankings de busca. Todas essas tendências estão impactando o B2B, que recebe continuamente a influência do mercado B2C. As pessoas comprando no mundo dos negócios são as mesmas que usam a Amazon para o consumo cotidiano e elas também buscam por facilidades e experiências positivas. A empresa de tecnologia Boost High identifica as tendências do e-commerce B2B para 2021, apontando o fortalecimento de práticas e tecnologias que já estão presentes no universo das marcas mais avançadas: • Omnichannel para B2B se concentra principalmente na integração de processos individuais dentro da empresa e em torná-lo um processo de compra sincronizado.

• Visualização com recursos de vídeos e AR (realidade aumenta5. Places. As marcas vão se da) para oferecer uma Experiênalargar onde colocam um botão cia de compra única.

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• Personalização baseada em dados pode aumentar a taxa de conversão porque os usuários encontrarão o que procuram de forma mais rápida e eficaz. • Comércio eletrônico baseado em dados. Todas as tendências anteriores são soluções baseadas em dados. Isso significa que precisamos de uma quantidade significativa de dados estruturados para entregar o resultado esperado. • IA e Chatbots. A Inteligência Artificial é a tecnologia mais importante que moldará o futuro do e-commerce. As soluções de IA permitem que as empresas ofereçam serviços, produtos e até experiências de marca completamente novos. Como vimos, um novo comportamento de consumo surgiu com a pandemia exigindo respostas ágeis de todos os mercados. As tecnologias que estavam na prateleira encontraram o momento certo de uso que foi o “agora mesmo”. Quando mergulhamos no poço mais profundo precisamos encontrar as melhores alternativas para sair, mesmo que seja voando. Em 2020 não foi diferente e nós já entendemos que o digital se mostrou a saída possível abrindo novas e poderosas possibilidades de criar um contexto que emergiu do caos. Que em 2021 possamos continuar crescendo nesses e em outros aprendizados.

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Oito passos para os CISOs se alinharem com seus pares de negócio para combater o risco cibernético Por Arthur Capella

Country Manager da Tenable no Brasil

À medida que as organizações mudam para o trabalho remoto e adotam novas tecnologias para impulsionar a transformação digital, a superfície de ataque continua a expandir-se, exigindo uma nova abordagem à segurança cibernética, no nível da liderança. Em 2021, o papel do CISO será redefinido para alinhar-se mais aos objetivos de negócio, de modo a fortalecer a postura de segurança em toda a organização. Um CISO alinhado ao negócio tem a capacidade de traduzir jargões de segurança complexos em termos de

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negócios. Esse líder é um impulsio- movimento em direção à destruição das nador essencial para a inovação e o barreiras em toda a organização pode crescimento de sua organização. aumentar muito a postura de segurança e reduzir o risco ao negócio. Sob encomenda da Tenable, a Forrester Consulting realizou um estudo que As barreiras entre as lideranças de neentrevistou mais de 800 executivos de gócio e de segurança são um desafio segurança e de negócios de organiza- comum a ser vencido, porque frequenteções do mundo todo, incluindo o Bra- mente os líderes de segurança se focam sil. Ele mostra que a grande maioria no significado técnico das métricas de (90%) dos líderes de segurança globais risco, enquanto os líderes de negócios alinhados aos negócios têm muita ou miram os impactos sobre os negócios. A total confiança em sua capacidade de despeito da desconexão, em muitas situdemonstrar que seus investimentos em ações esses papéis se superpõem, como segurança cibernética estão impactan- na eventualidade de um ataque cibernédo positivamente o desempenho dos tico paralisar as operações de negócios negócios, em comparação com 55% de ou quando uma organização é auditada seus pares não alinhados. O mesmo es- para assegurar a conformidade dos netudo mostra que 85% dos líderes de se- gócios às regulamentações locais. gurança globais alinhados aos negócios possuem métricas para rastrear o ROI e A recente implementação da Lei Geral o impacto da segurança cibernética so- de Proteção de Dados (LGPD) tem atuabre o desempenho dos negócios, versus do como um catalisador do alinhamenapenas 25% de seus pares não alinha- to de todas as lideranças da organizados. Embora haja desafios importantes ção para assegurar a conformidade. Em ao atingimento do alinhamento entre função disso, cargos como os de CEO e a segurança cibernética e o negócio, o CFO estão sendo reinventados.

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artigo Isso é destacado em uma pesquisa publicada pela ISG Provider Lens™ em parceria com a empresa brasileira TGT Consult, que entrevistou 55 provedores de serviços e fabricantes brasileiros em cinco quadrantes: Gerenciamento de Identidade e Acesso, Vazamento de Dados / Prevenção de Perdas, Services Técnicos de Segurança, Serviços Estratégicos de Segurança, e Serviços de Segurança Gerenciados. A pesquisa descobriu que os maiores executivos corporativos do Brasil estão cada vez mais envolvidos em decisões de segurança cibernética em meio a crescentes preocupações acerca de vazamento de informações e outras vulnerabilidades. À medida que as organizações se movem em direção a um maior alinhamento entre os executivos de negócios e os de segurança, os CISOs podem considerar oito passos críticos ao longo do caminho:

3) Ver as reuniões de revisão trimestral sobre o desempenho da empresa como uma oportunidade de compreender as prioridades estratégicas de negócios para o trimestre seguinte, os desafios enfrentados pelos pares de negócios e quão vulnerável a empresa é a fatores econômicos externos. Aproveitar a oportunidade para entender como cada executivo apresenta o ROI de sua área e fazer referência a ela ao construir métricas de ROI de segurança cibernética.

7) Agendar conversas com membros do C-level. Usar essas reuniões para entender seus desafios e prioridades de negócio mais amplas, com o intuito de obter uma compreensão holística de como o risco cibernético 4) Analisar o que os executivos da or- pode afetar esses objetivos. ganização comunicam em documentos públicos, como demonstrações 8) Implementar reuniões regulares com financeiras, press releases, artigos na a alta administração. Os melhores lídemídia, redes sociais e fóruns do setor. res de segurança entendem que uma de O CISO que fizer isso reunirá informa- suas responsabilidades mais importanções objetivas e percepções da em- tes é manter aberta a linha de comunicação entre a diretoria e a unidade de presa aos olhos do público. negócios de segurança. À medida que 5) Estabelecer relações com os pro- os diretores reconhecerem que a sefissionais de risco da organização. gurança é tão crítica quanto qualquer Um bom líder de segurança tem a outra unidade estratégica de negócios, obrigação de participar do desen- os CISOs precisarão continuar a refinar volvimento de estratégias de geren- suas estratégias para comunicar com ciamento de riscos de negócio para eficácia os riscos e responder às pergunpriorizar a segurança cibernética. tas deles em termos de negócio.

1) Construir uma rede de consultores de negócios. Criar ligações com colegas que atuarão como interlocutores para ajudar o CISO a comunicar o risco cibernético como um risco ao negócio. 6) Obter visibilidade dos processos da organização que envolvem tercei2) Tornar-se membro de associa- ros. Não se limitar às aplicações que ções comerciais ou outras organiza- suportam esses relacionamentos, ções profissionais do setor. Ler arti- como a folha de pagamento ou o gos da imprensa do setor, participar provedor de ERP. Os CISOs devem esde webinars e outros eventos do se- tar cientes dos relacionamentos-chator. O objetivo disso é construir uma ve entre a empresa e seus parceiros narrativa e uma referência para de- terceirizados, como processamento safios de negócio enfrentados por de folha de pagamento ou proveCISOs de um setor semelhante. dores de serviços de planejamento

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de recursos empresariais, bem como obter visibilidade das ferramentas e plataformas das quais estão tirando proveito para conduzir os negócios. Essa visibilidade é crítica para se manter uma compreensão da postura de segurança para mitigar o risco.

O propósito desses oito passos é abrir portas e estabelecer conexões que permitam aos CISOs ser reconhecidos como um parceiro essencial na proteção da continuidade do negócio contra ameaças cibernéticas emergentes. Andando no mesmo passo, os líderes de negócios e de segurança ficam mais capacitados a assumir uma posição proativa no aprimoramento da postura de segurança em toda a organização.

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artigo artigo

RPA não é remédio para todos os males Por David Claro

Head de oferta RPA da Solutis a criação da primeira máquina a vapor. De lá para cá, o uso de robôs tornou-se mais abrangente com o surgimento nas linhas de produção. Com o grande avanço tecnológico e com o uso do RPA (Robotic Process Automation) já é possível ter robôs em atividades de backoffice, dentro dos escritórios, integrando-se com tecnologias de IA (Inteligência Artificial), IoT (Internet das Coisas) e Cloud A Indústria 4.0 chegou. Mas, isso (Computação em Nuvem). não significa que seja um tema novo. Ao contrário, a automação Essa maior abrangência pode já existe desde o século 18, com dar ao mercado a falsa impres-

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são de que, no futuro, muitas atividades serão exclusivamente realizadas por robôs. Não é bem assim. À medida que se torna realidade, a aplicação do conceito de RPA deixa claro que não se trata do remédio para todos os males da produtividade. Ao contrário, para implementar projetos bem sucedidos de RPA é preciso ter uma visão clara do todo, identificando o que de fato pode ser automatizado. E é esse choque de realidade que tem determinado uma nova abor-

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artigo dagem por parte dos fornecedores de soluções de RPA. Mais conscientes, eles se veem hoje mais preocupados em entender as dores de seus clientes do que em automatizar tudo a qualquer custo. Essa nova postura tem se traduzido em uma aposta de muitas empresas: projetos de RPA baseados em customer Experience e IA. É a partir dessa visão que as empresas mais atentas ao mercado estão redesenhando suas ofertas. A ideia aqui é, mais do que oferecer redução de custos, manter o foco na geração de valor ao cliente. Mais uma vez, a realidade tem demonstrado que, muitas vezes, as reduções trazidas pela pura e simples substituição do ser humano por um robô não se traduzem em melhores produtos ou serviços e, por consequência, em clientes satisfeitos. Nessa abordagem voltada a geração de valor, a eficiência operacional é garantida pelo trabalho conjunto de humanos e robôs. Isso porque, em muitos casos, o ponto de equilíbrio se encontra justamente na robotização parcial do processo, deixando espaço para interações pessoais que garantam a experiência do usuário. Do ponto de vista do ambiente de TI, essa abordagem tem garantido a sobrevida de diversos sistemas legados que, ao final, não são totalmente substituídos.

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Isso significa economia e o adiamento de investimentos que, em uma visão de um ambiente 100% robotizado, teriam que ser feitos imediatamente.

obter em cada projeto de RPA. Para isso, muitas empresas têm utilizado o modelo RICE Scoring, que avalia alcance (Reach), Impacto (Impact), Confiança na efetividade da automação (ConO interessante aqui é que a robo- fidence) e Estimativa de recursos tização parcial de processos am- necessários (Effort). Com ele, é plia a possibilidade de criação de possível entender quais processoluções mais robustas. Ao adotar sos seriam mais eficientes do essa visão, o fornecedor avalia os ponto de vista de RPA. processos que poderiam ser automatizados levando em conta não Para que tudo isso aconteça, apenas essa possibilidade, mas vale dizer, é preciso que o fornetambém critérios como visão de cedor esteja preparado para disnegócio, experiência do consumi- cutir junto com o cliente a viabidor, arquitetura, uso de inteligên- lidade do projeto e seu retorno cia artificial e DevOps, por exem- e seja capaz de ajudá-lo a prioplo. Com isso, na prática, ele está rizar quais processos devem ser maximizando o poder do RPA. automatizados. O cliente precisa embarcar no processo, conhecer Mas é sempre bom lembrar que todas as fases para então deciestes projetos não nascem so- dir se ele vale a pena. mente da expertise do fornecedor. Para que sejam bem sucedidos, Não há dúvidas de que a RPA é eles precisam surgir de uma di- revolucionária e tende a inovar nâmica de cocriação e práticas de processos, mas é preciso ter cladesign que estimulem a troca de ro que não se trata de um big conhecimento com o cliente, per- bang, mas de algo que vai se mitindo que este possa gerenciar implantando aos poucos. Nese definir sua estratégia de auto- se processo, cabe às empresas mação. Isso, somado ao uso de fornecedoras de soluções acomIA, contribui enormemente para panhar a execução dos robôs, a excelência de projetos de RPA, identificar interoperabilidade e permitindo que os clientes se en- disparar correções, além de cuivolvam e tenham a liberdade de dar de questões de governança, conduzir suas próprias jornadas. como gestão de ativos de automação, boas práticas de desenAo priorizar o cliente, é possível volvimento e mitigação de risajudá-lo a entender e calcular cos operacionais. Tudo isso sem a real redução de custos e ga- perder de vista a experiência e a nhos de eficiência que ele pode satisfação do cliente.

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artigo

Computação na nuvem: a maior aliada do e-commerce Por Fabio Alves

Diretor de Infraestrutura e Governança de TI na Linx

Em 2020, o e-commerce apresentou a maior alta de faturamento de sua história, de 122% no acumulado até novembro, segundo a Câmara Brasileira da Economia Digital e a Neotrust. De acordo com a 42ª edição do Webshoppers, a alta de adeptos das vendas on-line foi de 40%, totalizando 41 milhões de pessoas, e tudo indica que em 2021 falaremos de números ainda maiores. Com tamanho sucesso, pouco se fala sobre quem sustenta todas

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essas operações nos bastidores: a infraestrutura de TI, sobretudo os softwares de gestão na nuvem. A hospedagem dos e-commerces na nuvem é essencial para garantir lojas processando pedidos e pagamentos sem parar, sem erros e com altos níveis de eficiência. Por isso, indico a seguir cinco pontos que mostram como e por que apostar na computação na nuvem para vender e operar em 2021.

empresas de tecnologia, além de eliminar todos esses riscos, a capacidade de armazenamento é muito maior, praticamente ilimitada, já que para aumentar o espaço basta contratar um novo disco ou sinalizar o aumento da demanda ao fornecedor. Se um dispositivo apresentar alguma falha de processamento, isso também não afetará a base de dados principal, pois são armazenadas em servidores distantes entre si, garantindo o backup e evitando 1) Mais segurança e armazena- grandes dores de cabeça. mento, menos riscos Desta forma, é muito mais fácil se Antigamente, as empresas precisa- adequar às necessidades de infravam investir em servidores potentes estrutura do momento e se planejar para armazenar todas as informa- para eventuais aumentos nas deções e garantir disponibilidade e mandas dos servidores, algo espevelocidade. Os espaços físicos eram cialmente valioso para quem é dono grandes, custosos e ainda vulnerá- de um e-commerce. Explico a seguir! veis a danos. Com a computação na nuvem, hospedada em servidores 2) Disponibilidade nos picos compartilhados e terceirizados por de demanda

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artigo

Garantir que as vendas aconteçam é uma das principais vantagens que a tecnologia na nuvem oferece, e isso pode ser observado de perto em datas-chave, com aumento de demanda dos servidores, verdadeiros testes para as infraestruturas de TI. Na Black Friday, por exemplo, a Linx aumentou em 100% os recursos em nuvem para os clientes. Mesmo com o pico de requisições por minuto chegando a 3,9 milhões e o aumento de 32% nas vendas quando comparadas ao ano anterior, não houve falhas ou interrupções nos sistemas, problemas que poderiam minar o desempenho dos lojistas na data mais importante para vender do ano. Em datas como essas ou em ações promocionais e ofertas, é importante fazer um plano de contingência com antecedência para evitar que a loja, ou outras da rede, fiquem indisponíveis, pois mesmo 10 minutos offline podem impactar o faturamento significativamente.

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3) Menos custos, mais eficiência

sados e inseridos a partir de qualquer dispositivo e com visibilidade completa do negócio, garantindo mobilidade para os gestores e até a possibilidade de compartilhar novos dados com outros colaboradores conectados na rede simultaneamente, tudo sem perder informação. Se voltarmos no tempo em apenas alguns anos, é possível ver o tamanho desta revolução tecnológica.

De acordo com um estudo da International Data Corporation (IDC) e da Cisco realizado em 2015, aumentar o nível de maturidade do uso de tecnologia na nuvem do menor (“ad hoc”) ao maior (otimizado) permite um aumento de receitas de 10,4% e redução de custos de TI em 77%. Ainda falando de dinheiro, uma pesquisa conduzida pela Compute- 5) Governança de TI aliada à rworld em 2016 indica que a econo- computação na nuvem mia das empresas ultrapasse 25% Por último, mas não menos importancom a tecnologia na nuvem. te, deixo uma recomendação para otiDo lado da eficiência, deixo mais mizar o uso da computação na nuvem. números falarem por mim: outro es- No mundo dos negócios e da tecnolotudo da IDC, este de 2013, conclui gia, é sempre importante se adequar que a tecnologia na nuvem permite às melhores práticas de segurança e com que a TI cresça 52% em agi- de estratégia para vendas. Por isso, é lidade e produtividade e reduza as preciso integrar a computação na nuparadas do sistema em até 72%. vem a uma governança de TI de alto nível, com diretrizes, políticas, normas 4) Agilidade e visão estratégica e processos claros e eficientes, que gada loja rantam a segurança, otimizem custos e direcionem o uso da tecnologia, assim Outra vantagem é que, com a estrutu- como todo o trabalho de TI, para um ra da loja armazenada em servidores nível muito mais estratégico e alinhado na nuvem, os dados podem ser aces- aos objetivos do negócio.

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Chave de autenticação biométrica para acesso remoto de fornecedores Por Geraldo Bravo

Executivo de vendas da CyberArk operarem remotamente dificulta ainda mais o alcance da TI e apresenta um novo desafio, garantir apenas o acesso adequado aos sistemas específicos de que precisam, ao mesmo tempo que essa permissão seja apenas quando precisam acessar as informações.

Muitas organizações dependem de fornecedores remotos para fazer o gerenciamento de sistemas, permitindo assim que elas concentrem em suas funções principais. No entanto, o fato desses profissionais

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As organizações geralmente rastreiam quem está acessando quais sistemas ou ativos em seu ambiente usando a primeira etapa de autenticação - onde os usuários ou máquinas, de alguma forma provam que são quem (ou o que) dizem ser. Somente quando cada usuário remoto é identi-

ficado e autenticado é que o processo de concessão (e remoção) de acesso pode começar. Depender de processos manuais para provisionar e desprovisionar o acesso a fornecedores remotos está longe de ser infalível e apresenta muitos problemas potenciais. Os fornecedores remotos são contratados apenas por períodos específicos e, normalmente, não fazem parte do Active Directory ou de outros serviços de diretório. Normalmente, eles também só precisam de acesso a um subconjunto específico de sistemas, vinculado à duração do contrato

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artigo com a organização ou ao número gunta de segurança ou algo que de sessões necessárias para con- eles tenham, como uma confirmacluírem suas tarefas. ção de mensagem de texto enviada para um telefone celular. Para isso, as equipes de TI precisam de uma maneira que possa Até recentemente, a autenticagarantir que esses dispositivos ção para fornecedores remotos estejam seguros, mesmo quando aproveitava VPNs, que fornecem são acessados à distância. Uma amplo acesso à rede. Embora as alternativa é provar a identidade VPNs tenham medidas de segupor meio de autenticação, seja rança para tentar verificar a idenfora ou dentro do escritório. Os tidade, muitas vezes permitem exemplos mais clássicos incluem acessar conteúdos irrestritos a inserir uma combinação de nome sistemas que não precisam. Alde usuário e senha ou métodos gumas organizações optam por mais modernos, como sistemas enviar laptops corporativos para de reconhecimento biométrico seus prestadores, concedendo ou usando um dispositivo confi- apenas as permissões necessárias, ável e conhecido. Em um alto ní- ou seja, só permitem acessar os vel, a autenticação normalmente sistemas que devem ser utilizados. assume três formas: uma palavra secreta ou uma combinação de Com mais de 30 anos de evolução nome de usuário e senha; utili- dos ciberataques, eles causam um zação de smartphone ou um cra- enorme impacto global nas econochá; e impressão digital ou uma mias, segurança nacional, eleições, roubo de dados e privacidade pesleitura de retina. soal e da empresa. O uso de dispoEssas são as três formas de au- sitivos portáteis como laptops ou tenticação de nível superior, mas celulares corporativos, também são existem inúmeros avanços tec- muito vulneráveis a esse tipo de nológicos que apresentam ma- problema. Isso tem feito com que neiras para as empresas regula- muitas organizações procurassem mentarem e rastrear o que está novas maneiras de proteger seus sendo acessando. Uma alterna- sistemas internos que são confitiva normalmente recomendada denciais, uma vez que as pessoas é instituir uma camada adicional perdem seus dispositivos ou reutilide segurança com autenticação zam senhas com muita frequência. multifator, que exige que os usuários utilizem mais de um método Já com a impressão digital, por de comprovar sua identidade. Isso exemplo, o acesso será sempre pode incluir algo que eles conhe- um padrão único. Usar uma leiçam, como a resposta a uma per- tura de retina ou impressão digi-

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tal em vez de uma senha ou um telefone da empresa pode remover as vias de ataque e melhorar a segurança, ao mesmo tempo em que torna o processo mais fácil para o usuário final. Ao introduzir uma forma melhor de autenticação biométrica, as organizações podem permitir aos fornecedores remotos um método mais forte e conveniente de confirmação de sua identidade. No entanto, gerenciar tudo isso pode dar muito trabalho. A maioria dos métodos comuns requer o estabelecimento de políticas e estratégias de back-end para garantir que os usuários acessem apenas os sistemas de que precisam para seus trabalhos, provisionando esse acesso quando necessário e desprovisionando o acesso quando a acabar necessidade. A autenticação biométrica é particularmente adequada por ser um modelo de segurança de rede baseado em um rigoroso processo de verificação de identidade e não pode ser roubada, perdida, esquecida ou descoberta. A combinação da autenticação biométrica com uma solução de back-end robusta permite que as organizações forneçam apenas o acesso certo a fornecedores remotos e provisionem e desprovisionem automaticamente.

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Principais previsões para 5G Core e redes móveis para 2021 Por Ivan Marzariolli

Country Manager da A10 Networks Recentemente, patrocinamos uma pesquisa de segurança 5G com a Heavy Reading para entender a extensão da implementação do core 5G de operadora móvel. Foi feita uma pesquisa global com 115 provedores de serviços que incluíam operadoras móveis e provedores de banda larga fixa. Fizemos várias perguntas sobre o tempo e a extensão da implementação e adoção do núcleo 5G e onde se encaixam as funções que a A10 Networks fornece. Para quem não está familiarizado Então, com base nessa pesquisa, qual com as nuances da tecnologia 5G, o cenário para 2021? o 5GC (core ou autônomo) conduz a implementação para o próximo Mais da metade das operadoras nível e substitui o núcleo (core) de celular terão lançado o 5GC do pacote 4G por um novo núcleo (autônomo) até o final de 2021 nativo da nuvem usando contêineres e seguindo as especificações A maioria das operadoras móveis, 3GPP (versão 15). O que é bem que lançaram o 5G, escolheu o que diferente do lançamento marke- é chamado de implementação “não t-by-market que as operadoras autônoma”. É um híbrido de 4G e divulgam, e a atividade é menos 5G que permite às operadoras móvisível para o assinante eventual. veis oferecer muitos recursos 5G

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a seus assinantes, enquanto ainda aproveita o investimento existente em seu core de pacote 4G. Operadoras estão ansiosas para aproveitar as vantagens do 5GC (SA ou autônomo) - maior agilidade de serviço e custos mais baixos. A pesquisa revelou que as operadoras estão comprometidas com a implementação de 5GC (SA ou autônomo): com 93% das operadoras móveis implementando em um período de três anos, além de investir em opções de segurança 5G. Meio bilhão de assinantes móveis em todo o mundo usarão 5G até o fim do ano de 2021 As operadoras de telefonia móvel também veem a rápida adoção do 5G nos próximos três anos pelos assinantes, à medida que a implementação do 5G se acelera. A maioria das operadoras disse que dentro de cinco anos pelo menos 25% de seu tráfego seria trans-

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artigo portado pelo 5G - com 40% das operadoras prevendo que a maior parte de seu tráfego seria transportado via 5G. Isso é consistente também com o estudo Ericsson Mobility Report, que prevê que 56% do tráfego total de dados móveis será de 5G em 2026. Isso é um salto significativo a partir de hoje onde quase metade das operadoras relatam não ter tráfego no core 5G. Para 2021, 9% das operadoras dizem que a maior parte de seu tráfego será em 5G, com 70% prevendo que menos de 50% será em 5G. Três quartos das operadoras de celular terão reduzido seu tráfego 3G para 25% ou menos É muito difícil para as operadoras de celular livrarem se da tecnologia antiga. O 3G ainda existe na maioria das redes móveis, apesar da rápida implementação 5G. É algo como a combinação de assinantes que não desistiram de seus aparelhos antigos, áreas geográficas específicas, como zonas rurais, que possuem equipamentos legados e práticas regulatórias que requerem um processo demorado na ‘descontinuação’ de tecnologias antigas. Na América do Norte, o desligamento do 3G da AT&T é esperado para 2022; o da Verizon em 2021. Por exemplo, hoje, apenas 13% das operadoras móveis pesquisadas conseguiram eliminar o suporte ao 3G. Em 2025, a maioria das operadoras (60%) disse que não oferecerá suporte ao 3G. Isso significa que em 2025, 40%

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das operadoras ainda transportarão tráfego 3G. O que aumenta as preocupações com a segurança 5G, uma vez que tecnologias antigas têm várias vulnerabilidades de segurança.

uso do MEC no curto prazo. Em 2025, a maioria das operadoras de telefonia móvel terá implementado o 5G (autônomo) combinado com o MEC e direcionará até 25% de seu tráfego por meio desses nós. As operadoras ainda Na América do Norte, o 2G final- terão parceiros estratégicos para seus mente acabará - diferentemente clientes corporativos que desejam uma da Europa latência mais baixa oferecida pelo serviço de computação de borda móvel. Até o final de 2021, todas as principais operadoras de telefonia móvel terão en- Em 2021, a detecção e mitigacerrado suas redes 2G. Na Europa, po- ção de DDoS se tornará a priorém, o desligamento é mais complicado ridade dos investimentos em devido ao uso de 2G em medidores segurança para redes MEC inteligentes e modems eCall em carros que iniciam uma chamada para enviar Aumenta a frequência de ataques informações, como a localização de aci- DDoS, intensos e a maioria de menor dente para serviços de emergência. tamanho, o que os torna de difícil detecção. O tamanho médio de ataAs operadoras móveis cons- que é de apenas 12 Gbps, e a maiotruirão mais relacionamentos ria dos ataques é inferior a 5 Gbps. O com provedores de nuvem relatório The State of DDoS Weapons para serviços de computação Report, Q2 2020 mostra 10 milhões móvel de borda (MEC) de armas DDoS disponíveis. De acordo com um relatório da BPI, encomendado pela A10 Networks, quase todas as operadoras móveis afirmam que o mobile edge computing (MEC) é uma parte vital de seus planos de implementação 5G e a maioria está já implementando ou fará isso no próximo ano ou depois. A IDC prevê que 50% de todas as novas implementações de infraestrutura (corporativa e de provedor de serviços) estarão no limite até 2023. Acredito que os provedores de serviços móveis também aproveitarão as vantagens da computação remota móvel, mas como uma abordagem estratégica adequada ao

O Heavy Reading 5G Security Report mostra que pequenos ataques DDoS são a principal razão de priorizar o investimento em MEC. E com a capacidade de MEC tão baixa como 600 Mbps, os provedores de serviços móveis e seus novos clientes corporativos 5G correm risco substancial devido a ataques DDoS comuns. Esse é o cenário de previsões para 2021. Apesar da pandemia, acreditamos que a demanda por serviços 5G será alta e que os assinantes continuarão a encontrar mais valor e casos de uso com a capacidade crescente de 5G.

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Redesenhando o futuro da Saúde no pós-Covid19: 5 forças que ajudarão a aprimorar a qualidade do cuidado Por Jean-Claude Saghbini

Vice-Presidente Sênior e CTO da Wolters Kluwer Health na prestação de serviços de saúde em todo o mundo. Porém, é inegável que esse cenário totalmente desconhecido, por outro lado, também tenha nos obrigado a descobrir formas diferentes de pensar sobre saúde.

área, de um dia para outro, precisaram assumir novas funções.

Ou seja, foi preciso enxergar essa situação como uma oportunidade, sem precedentes, de transformar o que não deu certo. De redesenhar e de criar um futuro Tivemos que reavaliar como en- para a saúde. tregar a melhor evidência para os profissionais de saúde, guiá-los A inovação e o aprendizado conno processo de tomada de deci- tínuo foram mais do que manA pandemia da COVID-19 provo- são, além de pensar em diferentes datórios, dando espaço para que cou um severo impacto, expondo formas de treinar centenas de pes- novas forças fossem catalisadas as mais diversas vulnerabilidades soas que, embora já atuassem na e servissem de mola propulsora

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para tendências que serão vitais no mundo pós-pandemia. Cada uma delas, isoladamente, têm um papel importante. Coletivamente, no entanto, são capazes de desencadear uma transformação em todo o sistema de saúde. Mas, quais são essas cinco forças que podem ajudar a redesenhar e melhorar o futuro da saúde? #1 A telemedicina combatendo as vulnerabilidades A pandemia acelerou drasticamente a expansão e adoção da telemedicina. Diante da necessidade em fazer o melhor para garantir a segurança dos pacientes, as instituições de saúde adotaram modelos que ultrapassaram as barreiras físicas.

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Para os líderes do setor, essa alternativa trouxe, por exemplo, impactos positivos no atendimento especificamente a pacientes crônicos de grupos de risco, o que corresponde a uma grande fatia. 80% dos adultos em idades avançadas têm alguma doença crônica e 77% tem ao menos duas delas.

#2 Transparência e confiabilidade na melhor evidência disponível no momento

Os médicos muitas vezes precisam de recomendações e orientações a respeito de tratamentos confiáveis, que ainda não existem na literatura revisada por pares, por exemplo. Isso foi bastante evidente durante a No Brasil, temos números signifi- pandemia COVID-19. cativos no que diz respeito ao uso da telemedicina e da assistência Até meados de setembro, foram virtual para atender não somente mais de 140 mil publicações cienaos mais vulneráveis, mas a todos: tíficas e ensaios relacionados à CO90% dos médicos acreditam que VID-19. É praticamente impossível as novas tecnologias digitais terão para qualquer pessoa assimilar toda um grande impacto para a assis- essa quantidade de informações, tência de saúde da população. Es- então, como poderíamos reorganitima-se que por conta desse avan- zar esses dados de forma eficiente? ço, o mercado de telessaúde deva elevar-se a um patamar de $7 a $8 Novas ferramentas e processos foram responsáveis por acelerar bilhões até o ano de 2024.

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artigo a forma como os médicos tiveram acesso às informações sobre essa nova doença, orientando-os nas melhores decisões e eliminado as lacunas entre o que os médicos viam e o que as pesquisas emergentes mostravam. Falando somente do nosso caso, fizemos mais de 500 alterações até julho nos conteúdos que disponibilizamos, inclusive alguns deles gratuitamente. A quantidade de profissionais que acessaram nosso material no mundo inteiro – foram mais de 18 milhões de visualizações até meados de janeiro de 2021 -, mostrou a relevância e criticidade desse conteúdo para quem está na linha de frente. Uma abordagem baseada na melhor evidência disponível naquele momento ajuda a refinar as pesquisas recentes e derrubar a grande quantidade de literaturas inconsistentes, permitindo não só tomar decisões alinhadas às melhores práticas, como também antever ameaças que possam abalar a saúde pública.

ligência artificial (IA) tem sido uma que são cada vez mais importantes excelente aliada desses sistemas. para viabilizar as diferentes formas de promover o cuidado e definir noJuntos, permitem identificar uma vos modelos de atendimento. grande gama de condições de saúde agudas e crônicas com mais #5 Acesso completo à dados precisão. Com isso, médicos conse- consistentes guem identificar pacientes em risco, trazendo impactos bastante posi- A saída para todos os desafios está tivos, tanto do ponto de vista de em integrar e em prover o acesso resultados clínicos como de custo à informação certa, completa e consistente. 86% das pessoas que para as instituições. fazem parte de alguma forma da #4 Preparando-se para uma cadeia de saúde afirma que dados transformação da força de tra- incorretos ou de má-qualidade afebalho na área da saúde tam a segurança do paciente e são fontes de aumento de custos. A pandemia também mudou o cenário no que diz respeito a força A COVID-19 demonstrou que não de trabalho na área da saúde. As existem apenas conexões tênues organizações tiveram que contra- entre saúde pública e definições tar médicos que acabaram de se médicas, mas também, que há forformar e também, por outro lado, mas de rapidamente estabelecer reabsorver profissionais recém- essas ligações. Na verdade, todas -aposentados ou que já estavam as mudanças que vêm acontecendo afastados do dia a dia. Além é há quase duas décadas poderiam claro, de realocar e treinar outros ser rastreadas se olhássemos para profissionais de saúde, além de dados históricos. Porém, como muimédicos e enfermeiras, na linha tos dados encontram-se descentrade frente. E, mais do que isso, lizados, não estruturados, são inprepará-los para uma mudança consistentes ou são de propriedade radical na forma como os cuida- do paciente ou da instituição, essa dos eram prestados. acaba não sendo uma tarefa fácil.

#3 A Inteligência Artificial potencializa a velocidade de vigi- As estratégias futuras envolvendo os profissionais que trabalham na área lância clínica de saúde terão que acompanhar o Os sistemas de vigilância clínica são novo ritmo. O desafio será arquitehistoricamente conhecidos por tra- tar novos modelos que ajudem não zerem atualizações sobre os pacien- só a retê-los, como desenvolver sua tes e alertas clínicos oportunos e carreira e restaurar o autocuidado. relevantes, em tempo real. E a inte- Sem falar das novas habilidades,

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O acesso mais amplo às informações facilita as interações em todo o ecossistema de saúde. Com isso, podemos melhorar drasticamente a coordenação do atendimento e nos aproximar de um modelo de atendimento verdadeiramente centrado no paciente.

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Novas demandas do mundo digital requerem fornecedores de TI especializados? Por Washington Fray

Diretor de marketing e vendas da Viceri transformação digital e, por isso, estão sob crescente pressão para fornecer os recursos de tecnologia que permitam às empresas gerar valor.

Os CIOs precisam refletir sobre o relacionamento que mantêm com seus atuais fornecedores de tecnologia. Questões importantes estão surgindo sobre o papel dos provedores de TI, que têm sido um dos pilares do cenário tecnológico nas últimas duas décadas. Indagações sobre como eles estão realmente colaborando com a inovação da organização, se estão oferecendo as economias prometidas e gerando resultados estratégicos ou apenas cumprindo metas são cruciais para garantir que a corporação evolua com sua inovação e, ainda, mantenha seus sistemas legados. No mundo digital, a tecnologia não é somente um facilitador, mas um ativo estratégico e uma vantagem competitiva. E não há dúvidas: empresas que não a priorizarem podem não sobreviver! Os chefes das áreas de TI são responsáveis por essa jornada de

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Tal desafio está encaminhando os CIOs na redefinição de como vão se envolver e o quanto esperam de seus fornecedores de TI. Um estudo recente realizado pela consultoria McKinsey, com 250 tomadores de decisões em tecnologia, revela que mais da metade acredita que “não há outra maneira” de atingir suas metas de transformação digital sem uma estreita relação com seus provedores. O levantamento inclui definições como a realidade de talentos internos e a necessidade desses recursos focarem num trabalho próximo aos provedores de TI para a definição de problemas e a criação de parcerias para a execução. A pesquisa e as entrevistas apontam para um papel ativo dos fornecedores de tecnologia ao longo da jornada de inovação das empresas. No entanto, o foco, as expectativas e os atores que moldam esse papel atualmente são significativamente diferentes daqueles que foram considerados o padrão no passado. Os principais motivos que levam os líderes de tecnologia a pensarem

numa terceirização de TI se baseiam, principalmente, em fatores como custo, acesso a talentos, inovação, soluções demandadas pela área de negócios e serviços que não são especialidade da companhia. Em resumo, é preciso que os provedores tragam valor ao negócio, ou seja, apoiem e executem a transformação digital, além de permitirem a redução de custos globais (talentos, infraestrutura e espaço físico), impulsionarem a inovação para o negócio como um todo e para a própria área de TI, entregarem resultados e trazerem talentos e know-how “up to date” para a organização. Mas quem e como escolher? Atualmente, fornecedores de “nicho”, ou seja, especializados, vêm conseguindo mais espaço nas grandes empresas, se comparado aos mais reconhecidos integradores de TI do passado. Embora trabalhar com esse tipo de serviço ocasionalmente seja mais complexo, tanto na seleção, quanto na gestão, os seus resultados justificam tal opção. Sua empresa está revendo seus parceiros de outsourcing de TI? Aproveite este momento para planejar com cautela, pois, tendo o futuro ainda incerto, ter um fornecedor capacitado se tornará um diferencial.

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artigo

Ciência de Dados pode transformar Gestão de Pessoas Por Paulo Oliveira

Coordenador de Marketing da Apdata

O setor de Recursos Humanos foi um dos que mais sentiram a transformação no ano de 2020. Mais do que nunca, a gestão de pessoas se tornou mais importante do que um pacote de benefícios atraente. E a partir dessas evidências, a tecnologia e um planejamento estratégico

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devem se tornar prioridade do RH Trabalho Híbrido das companhias em 2021. O trabalho remoto, um modelo que Um estudo divulgado em 2020 parecia estar se consolidando em pela Great Place to Work apontou todo o mundo e uma estratégia que o maior desafio do setor de RH adotada por 46% das organizações é estruturar processos tradicionais. durante a pandemia, aos poucos vai Em uma era digital, existe a falsa dando espaço para um regime híbriimpressão de que a maior parte do, que agrega dois conceitos que das empresas já está inserida nes- tem dividido parte das empresas. sa transformação. Mas a realidade é que existem diferentes níveis de Enquanto o primeiro diz respeito a um modelo de trabalho que é realizado parte maturidade e necessidades. no escritório e a outra parte à distância, Copiar modelos prontos de ges- o segundo defende que híbrido também tão não será eficaz se antes não pode significar trazer toda a experiência houver uma análise ou consul- do regime presencial para o home-office toria e um planejamento base- ou qualquer outro espaço fora das deados nos valores e cultura de pendências da empresa, sem, necessacada organização. riamente, envolver visitas esporádicas.

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artigo Um estudo conduzido pela Open Mind Brazil, em 2020, aponta que 85% dos entrevistados pretendem implantar em suas empresas um misto de home office e trabalho presencial em 2021.

Afinal, causar uma boa impressão não se trata apenas de empatia, mas de integrar o profissional ao time e fazer com que ele se sinta parte da empresa. Tais práticas comprovadamente reduzem o turn over, que é, aliás, o 4º maior No entanto, mais da metade dos desafio enfrentado pelo RH, de acordo trabalhadores já estão quase que com a pesquisa da GPTW. 100% do tempo fora do escritório, apontando que já há uma tendên- Ciência de Dados cia para um trabalho híbrido que não exige mais o espaço físico. Embora o Big Data não seja uma noNesse sentido, investimentos em vidade, e tanto empresas como profistecnologia e segurança precisam sionais já olham para a gestão dos daacompanhar essa expectativa. Para dos como um ativo valioso, são poucos tanto, é imprescindível pensar fora os profissionais de RH que consideram da caixa e investir em ferramentas que suas empresas são boas em capique não só permitam que o funcio- talizar os insights da análise de pessonário exerça suas atividades à dis- as. Apenas 29% têm essa percepção, tância, mas que façam com que ele segundo o último relatório do LinkedIn se sinta dentro da empresa. Isso é Global Talent Trends. especialmente relevante na contraOs dashboards, ou interfaces de tação de novos profissionais. apresentação de indicadores, permitem não somente obter indicaOnboarding Online dores, mas gerenciá-los de forma O onboarding, ou, em tradução literal, que eles tragam insights relevantes, o embarque do colaborador na em- principalmente para ações na área presa, é uma prática que vem sendo de gestão de pessoas. preterida em função dos novos processos seletivos, que durante a pandemia, Mais do que analisar, a ciência dos passaram a ser realizados de maneira dados permite traçar programas e remota e, muitas vezes, para assumir metas para melhorar a interação, a produtividade e a participação do vagas também à distância. profissional, identificando problemas Essa imersão, em seu significado in- antes que resultem em demissões votegral, pressupõe muito mais do que luntárias ou baixo desempenho. as boas-vindas, mas um período destinado à demonstração dos valores e Registros já existentes nas empresas cultura organizacional, deixando claro escondem informações importantes ao profissional os princípios que nor- que podem traçar um perfil e uma visão mais estratégica do colaborador. teiam todas as decisões.

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Unir esses dados com inteligência será o grande desafio do setor de recursos humanos em 2021 e a automação uma grande aliada. Employee Experience A maior parte das tendências listadas diz respeito a pessoas e dados. Isso porque nenhuma empresa tem sucesso sem uma equipe engajada e comprometida com os mesmos objetivos. Muito se fala na experiência do consumidor durante uma compra, mas, assim como o cliente, o empregado precisa ter uma boa referência da empresa em que trabalha. Jacob Morgan, autor do livro TheEmployeeExperience Advantage (As vantagens do Employee Experience, em tradução livre para o português), defende categoricamente que a percepção dos colaboradores impacta não só na marca da empresa como empregadora, mas como marca de consumo. Nesse sentido, surge o profissional do RH do futuro, que não é mais só um especialista em avisos de férias, rescisões e folhas de pagamento, mas, principalmente, um líder em diversidades, que tem como principal tarefa melhorar o clima organizacional, atrair profissionais e reter talentos. Processos manuais tendem a se tornar obsoletos, dando lugar aos portais que fazem esse trabalho de maneira automatizada, enquanto os verdadeiros líderes cuidam de pessoas.

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artigo

Qual é o cenário para inteligência artificial em 2021? Por Maurício Prado Silva

Presidente da Pegasystems para América Latina

Com a aceleração da transformação digital, cresce também a adoção de inteligência artificial (IA), permitindo uma atuação e compreensão mais profunda de suas capacidades. O boom da IA faz com que as organizações ampliem a oferta de algoritmos sofisticados em todos os segmentos, mas é preciso incorporar valores culturais e éticos para que a IA seja responsável (e também empática). Acredito em cinco cenários que serão chave para o desenvolvimento da inteligência artificial em 2021:

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1) O momento da transformação digital (DX). A COVID-19 veio destacar a necessidade drástica da transformação digital em 2020. Uma tendência que só tende a continuar em 2021. Em 2020, as empresas foram forçadas a executar em meses, planos de DX previstos para cinco (ou mais) anos, para responder à nova realidade trazida com a pandemia. Depois de perceber esse sucesso, as lideranças se perguntam quais outros projetos de transformação digital são possíveis e que eles acreditavam ainda não ser a ocasião de implementá-los. Com a maior demanda de consultas dos consumidores e a adoção do trabalho remoto, crescem os desafios. Ou seja, amplia-se a demanda por automação em inteligência artificial e consequentemente o monitoramento de perto dessas interações. A hiperautomação ajudará a dar agilidade aos fluxos de trabalho na era pós-covid, só que as empresas ainda terão que compreender o que a IA está fazendo para assim, prever e monitorá-la,

para que não privem os clientes, quaisquer que sejam, de seus direitos. 2) O desafio dos consumidores que ignoram a IA. É fato que o avanço das discussões de proteção de dados em todo o mundo e no Brasil, por conta da LGPD que entrou em vigor em setembro de 2020, as pessoas se tornem mais céticas por ainda não compreendem ou ainda não se aperceberam que já utilizam a IA diariamente – como nas redes sociais (Facebook, Google, TikTok etc.), que já utilizam mecanismos de inteligência artificial em troca de dados pessoais. Ainda há um longo percurso para que as empresas estabeleçam processos mais transparentes e eduquem melhor seus consumidores. Apesar disso, há algumas evidências de avanços na confiabilidade da IA. Pelo menos 81% dos líderes de negócios entrevistados em uma pesquisa da Pega (a ser divulgada) disseram estar otimistas de que o viés da IA será mitigado em cinco anos. Cabe, então, às empresas educarem seu

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público como a IA otimiza suas vidas em termos de agilidade, facilidade de processos e a oferta de produtos e serviços mais adequados para cada situação. 3) Algo vai acontecer no quesito governança de IA. Embora a questão da regulamentação não tenha atingido o ponto máximo, especialmente na América Latina, a governança da IA continuará a ser uma tendência em 2021. À medida que a IA é difundida, as partes interessadas estão despertando para as dificuldades em potencial junto ao público. Dessa forma, as organizações de diversas localidades - das mais modernas às tradicionais - devem fornecer sistemas de IA responsáveis, transparentes e imparciais. Mas de quem é a responsabilidade de garantir uma regulamentação para a IA - o governo, as empresas, grupos industriais ou uma combinação de todos? Se as empresas quiserem se autorregular antes que o governo assim proceda, terão que providenciar garantias que os dados que alimentam sua IA sejam justos e imparciais, e que seus modelos sejam empáticos, transparentes e robustos. As organizações também terão que implementar um jeito de monitorar de perto a IA para que nada saia dos trilhos ao ‘aprender’.

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4) IA ultrapassando limites. Na proporção em que cresce a capacidade computacional de armazenamento, mais funcionalidades serão acessadas pela rede corporativa. Nosso estudo descobriu que 41% dos líderes de negócios acreditam que os casos de uso de edge (borda) estendidas são altamente dependentes do amadurecimento da IA e de outras tecnologias, como automação e machine learning, o que sugere uma relação complementar entre elas. Com a proliferação de dispositivos de Internet das coisas (IoT) e a crescente adoção do 5G alimentando essa tendência, o poder computacional aumentará e, como consequência, a capacidade de aproveitar a IA na edge. Para ter sucesso, as empresas vão garantir que tudo na periferia esteja sincronizado com um cérebro central para alcançar uma visão holística do cliente. Isolar a IA em silos diminuiria o poder da inteligência artificial. Portanto, garantir que a edge esteja constantemente conectada a um local central, permitirá que IA ultrapasse os limites do que é conhecido como possível. 5) ModelOps se tornará a abordagem “go-to” para implementação de IA. Muito semelhante a forma de como o DevOps deu estrutura a maneira como as aplicações são implementadas, o ModelOps chegará a um ponto crítico em

2021, como uma forma das empresas convencionais desenvolverem e operacionalizarem melhor seus modelos de IA. O que acarretará num jeito sistemático de desenvolver, testar e implementar modelos de IA eficientes por meio da nuvem. Em 2021, mais organizações se concentrarão em dar um upgrade em seus modelos de alimentação de IA, com o ModelOps, garantindo que haja estrutura suficiente para a TI colocar grades de proteção necessárias. Esse processo não deve ser tão restritivo para não sufocar a inovação e a agilidade - especialmente entre os cientistas de dados. Em 2021, o ModelOps ajudará as organizações a encontrar o equilíbrio. Para concluir, cito ainda um estudo da Accenture, que analisou o potencial da Inteligência Artificial nos países da América do Sul, pode-se dizer que IA é a solução sustentável para melhorar a produtividade e crescimento dos países da região em até um ponto percentual até 2035 – evidenciando o real valor que IA pode criar, especialmente em países em desenvolvimento, como aqui na América Latina. Não há dúvida de que a IA será o centro das atenções em 2021 para líderes e empresas que querem transformar seus negócios.

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LGPD: ainda há muito a ser feito Por Rosangela Carmanini

Consultora sênior de Data Privacy da ICTS Protiviti 2. A avaliação de maturidade; 3. A correção de gaps; 4. O monitoramento de processos e indicadores para atestar a conformidade com a LGPD;

No dia 28 de janeiro foi celebrado o Dia Internacional da Proteção de Dados. Analisando a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em vigor há menos de seis meses, como o Brasil está no quesito privacidade?

5. A definição do responsável ou responsáveis pelo monitoramento de indicadores, adequação de infraestrutura e processos, bem como a realização das interfaces internas e com os órgãos reguladores; 6. As adequações referentes à segurança da informação; 7. A conscientização de colaboradores.

Em pesquisa recém divulgada envolvendo 296 empresas, de portes e segmentos diversos, constatou-se que 82% das respondentes ainda estão com um nível de adequação em relação à nova Lei muito aquém do ideal. O levantamento considerou 13 tópicos relacionados à proteção de dados pessoais, entre eles o tratamento dessas informações por terceiros e a existência de políticas e normativas. Os resultados mostram que as organizações ainda têm muito trabalho para realizar, destacando alguns pontos principais como: 1. A identificação e o inventário de atividades;

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Por um lado, empresas ainda atrasadas com suas obrigações. E pelo outro, da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), a existência de várias lacunas tais como a falta a determinação do que seria considerado um “prazo razoável” para a comunicação de incidentes, a elaboração das diretrizes para a Política Nacional de Proteção da Dados e da Privacidade, assim como a definição dos procedimentos de recebimento, de reclamações ou denúncias, de fiscalização e de aplicação de sanções. É esperado que tais questões sejam sanadas o mais rápido possível por meio de

determinações mais detalhadas vindas da ANPD, cuja estrutura e cargos foram definidas apenas em novembro de 2020. No entanto, mesmo que o órgão ainda não possa aplicar sanções - permitidas a partir de agosto de 2021, com a Lei em vigência, não há impedimento para que as empresas sofram penalidades ao infringir os direitos dos titulares, pois essas multas podem e estão sendo aplicadas por outros órgãos reguladores, como o Ministério Público e o Procon, por exemplo. Porém, mesmo que nem todas as regras do jogo ainda estejam esclarecidas, o pontapé inicial já deveria ter sido dado pelas empresas, pois a jornada da adequação é cheia de fases e, por isso, é impossível concluí-la de um dia para o outro. Aliás, trata-se de um processo contínuo, pois as organizações são dinâmicas e cada mudança deve ser cuidadosamente analisada para que esteja em compliance com a privacidade de dados. Uma das poucas certezas neste momento é que, apesar de terem passado dois anos desde a publicação da LGPD, a maioria das empresas ainda está muito longe da maturidade ideal quando se trata de privacidade e, com isso, está colocando em risco não apenas seu caixa, mas também sua reputação. Independente do cenário econômico que estamos, com crise pandêmica ou sem a Lei está aí e vale para todos. Hora de correr!

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webnews Sorria, você está na nuvem! Confira 5 usos cotidianos da tecnologia em cloud A tecnologia está tão presente em nossas vidas que, às vezes, nem nos damos conta de como as coisas realmente funcionam. Se falar que tudo, ou quase tudo, que utilizamos ligados a internet estão armazenados na nuvem, você entenderia? Nuvem é um termo utilizado para descrever a rede global de servidores, espalhados ao redor do mundo, e que estão conectados entre si, operando como um único ecossistema.

Supremo votou pela modulação de efeitos da decisão pela tributação de ISS sobre software O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu como deve ser aplicada a decisão estabelecida pela incidência do ISS sobre as operações com software. A modulação de efeitos, que havia ficado pendente na última quinta-feira (18) após a decisão do órgão, agora vale tanto para o produto comercializado no varejo, quanto para o disponibilizado por encomenda.

O cenário da LGPD nos meios de pagamento A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), vigente desde agosto de 2020, foi criada para trazer mais segurança e autonomia aos usuários em suas relações com empresas que usam seus dados, com o intuito de proteger os dados pessoais sensíveis de clientes de empresas públicas e privadas de todos os portes ao aplicar uma multa de até R﹩ 50 milhões em casos de infração.

SicoloS & Microsoft anunciam nova parceria A SicoloS Tecnologia tem uma nova parceria em RPA - Robotic Process Automation, e gostaria de compartilhar com você. Trata-se de uma oportunidade incrível para sua empresa e que resultará em benefícios importantes. SicoloS e Microsoft firmaram parceria para oferecer ao mercado a plataforma mais completa em automação de processos, o objetivo é dispor toda experiência e conhecimento da SicoloS.

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webnews cezar.taurion@kickgrupo.com.br

W3K Tecnologia é a nova Associada ABEINFO A W3K provê escalabilidade à gestão das empresas, por meio da disponibilização ágil de uma plataforma online e configurável ao modelo de negócio dos seus clientes. Dentre as aplicações, podemos citar: ECM, BPM, EDMS, contratos digitais, assinatura digital, MOC - gestão da mudança, controle de documentos e registros da qualidade, entre outras.

ABNT alerta sobre orientações contra vazamento de dados de organizações O recente caso de vazamento de dados pessoais de 220 milhões de brasileiros trouxe à tona um assunto muito importante para as empresas: a segurança da informação. Uma das hipóteses levantadas sobre a origem do vazamento ocorrido é que o banco de dados foi construído aos poucos, com cruzamento de informações de origens diversas.

62% das empresas ainda não estão adequadas à LGPD a menos de 3 meses da obrigatoriedade A Lei de Proteção de Dados foi sancionada em 2018, e programada para entrar em vigor em 2020. Com a pandemia do Covid-19, foi adiada para maio de 2021. Segundo o levantamento feito pela Deloitte (empresa de consultoria internacional), apenas 38% das empresas estão preparadas para as adequações exigidas pela nova legislação. 46% declara estar parcialmente preparada e 16%

Transformação Digital ainda é lenta no Brasil, mas é possível acelerar e alcançar os níveis globais Mais do que digitalizar processos, produtos e serviços para melhorar desempenho, ampliar alcance e otimizar resultados de uma empresa, a transformação digital é um processo cultural que deve ser permanente nos negócios. Mas isso só ocorre a partir do momento em que a organização passa a absorver uma cultura digital, com a participação das lideranças e dos colaboradores.

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webnews O tempo do cliente é precioso e as empresas precisam saber disso O ritmo de atendimento de qualquer empresa é determinante para que ela ganhe destaque dentro do seu nicho. Quando falamos de empresas de tecnologia isso se torna ainda mais evidente, já que uma das estratégias para assegurar desenvolvimento é utilizar tecnologias que agregam valor ao seu negócio.

A tributação do software no STF O Supremo Tribunal Federal encerrou o histórico julgamento que reputou inconstitucional a incidência do ICMS sobre os serviços de software. O tributo devido é o ISS e a história que ilustra essa decisão precisa ser contada. O Século XIX foi o século dos impérios. O XX, o das nações.

Quem ocupou a lacuna digital evidenciada na pandemia é que definirá o futuro, mostra estudo Technology Vision 2021 da Accenture De acordo com o relatório Technology Vision 2021, da Accenture, a tecnologia foi considerada um porto seguro das empresas durante a pandemia global: permitiu novas formas de trabalho e de negócios, criou novas interações e experiências e melhorou a saúde e a segurança dos usuários.

ERP é fundamental para o crescimento dos e-commerces Durante o último ano, falamos bastante do quanto a pandemia mudou os hábitos de consumo dos brasileiros. Dentre as modificações mais significativas, está o fato de que o varejo digital se tornou o principal meio de compra de produtos e serviços do país.

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webnews Clubhouse: Kaspersky alerta para possíveis golpes sobre o app O Clubhouse mexeu com o mundo da tecnologia, e muitos usuários estão curiosos sobre as funcionalidades do aplicativo. Mas antes de experimentar a novidade, é importante ficar atento. Como todo assunto que atrai a atenção do público, a nova rede social também pode estar na mira dos hackers para a disseminação de malware e invasão de privacidade.

72% dos executivos da manufatura consideram essencial a análise de dados para o sucesso das operações, diz BCG Estudo do Boston Consulting Group (BCG) em parceria com o Fórum Econômico Mundial revela que 72% dos executivos de manufatura consideram a análise avançada de dados como um dos principais fatores para o sucesso do negócio

O cenário da LGPD nos meios de pagamento A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), vigente desde agosto de 2020, foi criada para trazer mais segurança e autonomia aos usuários em suas relações com empresas que usam seus dados, com o intuito de proteger os dados pessoais sensíveis de clientes de empresas públicas e privadas de todos os portes ao aplicar uma multa de até R﹩ 50 milhões em casos de infração.

A importância do cloud computing para DEVS Para facilitar o dia a dia dos Devs, é essencial a utilização de ferramentas que organizem projetos simultâneos e infraestrutura que permita que a aplicação rode de acordo com as demandas exigidas pelo cliente final.

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webnews CONARQ prorroga consulta pública visando a atualização do e-ARQ Brasil CONARQ torna pública a proposta da versão 2 do Modelo de Requisitos para Sistemas Informatizados de Gestão Arquivística de Documentos - e-ARQ Brasil, elaborado pela Câmara Técnica de Documentos Eletrônicos. A relevância do documento recomenda a ampla divulgação da proposta, a fim de que todos os profissionais de gestão arquivística de documentos, profissionais de tecnologia

Quais foram os principais problemas de segurança digital enfrentados pelas empresas em 2020? Ano a ano, as ameaças digitais são fontes de preocupação para empresas de diferentes portes e segmentos em todo o mundo. Isso já é natural em um ano que pudesse ser considerado normal, mas em 2020 esse receio ganhou novos contornos com a intensa digitalização provocada pela pandemia de covid-19. Praticamente todas as em-

Indústrias devem iniciar a transformação digital o quanto antes Vivemos em uma sociedade cada vez mais digital, e essa digitalização tem transformado as indústrias. Para se manterem competitivas e vivas, todas precisarão ingressar nessa jornada, mais cedo ou mais tarde – o melhor, é claro, é que seja o quanto antes.

Papel Zero digitaliza documentos e moderniza processo em condomínios O atraso nas informações, a circulação de materiais em tempos de pandemia e o impacto ambiental com a impressão excessiva de papéis foram alguns dos problemas que a Lello, maior administradora de condomínios do Brasil, se propôs a resolver ao implementar o projeto Papel Zero.

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webnews Dados e WhatsApp: especialista da amoCRM aponta importância da proteção de dados a clientes e usuários O WhatsApp divulgou no início de janeiro as atualizações na política de privacidade dos usuários do aplicativo. As reações foram imediatas, e bastante negativas. A repercussão desse anúncio levou milhões de pessoas a baixarem as plataformas concorrentes, como Telegram e Signal.

A Experiência do Cliente como uma estratégia essencial para o crescimento dos negócios Você recomendaria este produto para um amigo ou familiar? Em uma pesquisa de NPS essa é a primeira pergunta que uma empresa realiza para entender o quanto seus clientes estão satisfeitos com a marca. A cultura de querer saber a opinião do consumidor, de colocá-lo no centro do negócio e que entende que ele não busca

Aguaduna e o uso de dados para uma cidade mais conectada e sustentável “Os dados são o novo petróleo”. A frase do matemático britânico especializado em ciência de dados, Clive Humby, se tornou uma referência no mercado para exemplificar a importância do uso das informações geradas por máquinas, sensores e câmeras com a Internet das Coisas (IoT). Na indústria, os ganhos com Big Data como maior produtividade

Planejamento e organização para presença digital em 2021 O planejamento é um passo fundamental para o sucesso com e-commerces. O comércio online vem se tornando cada vez mais profissional e por isso é essencial que qualquer empreitada nesse segmento seja precedida de muita pesquisa e planejamento. No ano de 2020, com as medidas adotadas para conter a pandemia, milhares de vendedores

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Otimize seus dados, trate suas fontes informacionais. Este é momento de olharmos para o outro e para o mundo, Informação é tudo!!!

nós só temos esta casa. 90% dos dados que há no mundo hoje foram criados nos últimos dois anos e agora, a cada dois anos, o mundo dobra a taxa em que os dados são produzidos. Um estudo da Business Software Alliance (BSA), diz que 2,5 quintilhões de bytes são criados todos os dias. Consulte-nos e veja como podemos ajudar www.cassdoc.com.br

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opinião Tadeu Cruz

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UM NOVO ANO (quase) LETIVO

Enfim, apesar de todas as mortes causadas pela Covid-19, especialmente no Brasil, com mais de 250 mil em 26/02/2021, chegamos a um novo ano letivo nas escolas. 2021 teve as aulas confirmadas num modelo que podemos chamar de “uma mistura de tudo e que não levará os alunos a qualquer lugar”, além de um aprendizado pífio, desorganizado, na maioria das escolas, tanto públicas quanto particulares, o que fará com que a geração que está, ou deveria estar, nos bancos escolares seja mais despreparada para a vida do que as anteriores. Se o ensino no nosso país já era ruim, agora ficou muito, muito ruim.

UM DESASTRE!

Voltando ao ano (quase) letivo

Em 2020, nós acompanhamos a Maria Clara sempre que pudemos, não só nas aulas como, principalmente nas provas, e a única vez que deixamos ela sozinha para fazer uma prova foi um desastre. Na única vez que não pudemos acompanhar ela ao fazer uma prova ela tirou nota 2, enquanto nas que estivemos por perto, controlando a ansiedade e a inquietante necessidade que a mesma sempre tinha de acabar logo a prova pra ir brincar, ver TV, mexer no cel, dando a primeira resposta que vinha à cabeça, ela tirou notas acima de 8.

No final do ano de 2020 tiramos nossa filha de uma excelente escola particular porque achamos que o que foi ensinado durante as aulas on-line em 2020 não correspondia a 20% do que fora ensinado quando ela estudava nesta mesma escola no modo presencial. 2020 foi um ano, se não totalmen-

Neste ano pusemos MC em uma escola estadual, com excelente reputação, perto de casa. As aulas começaram nos mesmos moldes do ano passado: via Internet, “uma mistura de tudo que existe com uma boa dose de sacrifício dos professores, mas que não levará os alunos a resultados aceitáveis”.

Nós ainda estamos vivenciando uma pandemia como nenhuma outra até hoje foi vivenciada pela humanidade. Começou no final de 2019 e em 2021 ainda está longe de estar acabando. Ainda que alguns desmiolados digam que “estamos no finalzinho da pandemia”. Não estamos! Pelo contrário, estamos vendo a Covid-19 recrudescer pior do que foi na 1ª onda.

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te, quase perdido em termos educacionais. Minha filha teve aulas on-line? Demorou para começarem, porque todos nós fomos pegos de surpresa, mas teve sim. Acontece é que aulas on-line nos mesmos moldes de ensino das aulas presenciais não funciona para esta molecadinha, aula on-line já é difícil para os grandes, mesmo para os que estão no ensino superior, para a turminha da idade da minha filha, então, foi um desastre. Além de ter sido um ano desgastante para mim e para a mãe da Maria Clara.

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opinião Tadeu Cruz Agora chegamos ao ponto que eu acho ser o mais importante desse artigo: o atraso em que nos encontramos para modernizar o sistema de ensino no nosso país. Estamos perdendo, além de vidas preciosas, uma oportunidade de ouro para desconstruirmos e reconstruirmos o modo como ensinamos às nossas crianças, aos nossos jovens e, até mesmo, aos adultos. O que significa “LETIVO”? O sentido etimológico de Letivo provém do verbo latino legere, que significa ler. O ano letivo é o período em que há leitura, ou, em sentido amplo, estudo. O que define um dia letivo? Um dia letivo é aquele programado para aula, não importa a quantidade de alunos presentes. Ainda que haja um número reduzido de estudantes, ou apenas um, em sala de aula, o professor deve dar o conteúdo previsto e as pessoas ausentes levam falta. “A turma presente tem direito à atividade agendada”, afirma Maria Eveline, coordenadora geral de Ensino Médio da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação e Cultura (MEC). Sem qualquer sentido prático, “o professor deve dar o conteúdo previsto e as pessoas ausentes levam falta”, é um absurdo que tenhamos que nos pautar por uma afirmação como esta: “A turma presente tem direito à atividade agendada”. E quando, como em 2020, a turma não esteve presente, nem estará em 2021, pois só Deus sabe quando tudo voltará ao “novo normal”?

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Muitas experiências bem sucedidas ao redor do mundo, inclusive no Brasil (pouquíssimas), já adotam padrões de ensino revolucionários, avançados e com muito, muito melhores resultados, excelentes resultados eu diria, que os alcançados no modelo que ainda empregamos, herança dos séculos passados. É o caso da Finlândia, Noruega e Suécia, que adotaram revolucionárias políticas educacionais de Estado.

dologia proposta ao final da década de 1990 por Stwart Hase e Chris Kenyon, da Universidade de Southern Cross, na Austrália.

O que ainda não ficou claro para a maioria das pessoas é que, com a pandemia, tudo que existiu em temos de economia, educação, saúde, etc. deu um salto muito grande no tempo, e embora ainda estejamos falando do Século XX1, a rigor já estamos vivendo no Século XXII ou mais. Nada mais será como antes de 2019/2020.

Na Pedagogia, por exemplo, as ações estão concentradas nas mãos do professor, agente que decide o que e como ensinar, a partir de um currículo padronizado com temas e matérias pré-determinadas.

Você sabe o que é heutagogia? Heutagogia: O termo, de origem grega, sugere um processo de autoaprendizagem ou de aprendizagem autodeterminada. Como os processos e as metodologias de aprendizagem não estão imunes às transformações do mundo contemporâneo, o desafio dos educadores é encontrar modelos de aprendizado adequados à dinâmica da realidade. Coisa que os nossos responsáveis pela educação parecem não se importarem. Talvez porque, a exemplo da “imunização de rebanho” seja melhor uma “educação de rebanho” ou “nenhuma educação de rebanho”.

De fato, quando falamos em Heutagogia, estamos pensando em ensinar o aluno a aprender. A comparação com metodologias tradicionais talvez ajude a compreender esse modelo de aprendizagem que ganhou notoriedade no século 21.

Neste caso, o ensino é preponderantemente teórico e didático, cabendo pouca relevância para as experiências dos alunos. Já na Andragogia – metodologia proposta na década de 1970 pelo educador americano Malcolm Knowles, apropriando-se de um termo criado anteriormente pelo alemão Alexander Kapp –, ainda é o professor quem determina o conteúdo a ser estudado. Mas cabe ao aluno escolher a maneira como vai aprender. Desse modo, o professor exerce o papel de facilitador, ao passo que a responsabilidade pela metodologia de aprendizagem é do estudante. Por hora ficamos por aqui, mas voltarei ao tema “Aprender a Aprender”, tão caro à nossa área tecnológica.

Neste cenário, uma das opções que ganha espaço é a Heutagogia, meto-

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