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IDR - 15 ANOS DE POESIA – CAMINHOS POÉTICOS DA JUVENTUDE

IDR 15 ANOS DE POESIA

CAMINHOS POÉTICOS DA JUVENTUDE

Coordenação e Organização de

Maria O. de Abreu

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Caminhos Poéticos da Juventude Antologia

IDR 15 anos de Poesia Edição Comemorativa 2011

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INSTITUTO DE EDUCAÇÃO PROF. DENIZARD RIVAIL DIREÇÃO GERAL: MANOEL SERQUEIRA DIRETORA PEDAGÓGICA: PROFª VERALÚCIA SERQUEIRA (SEDE) DIRETORA PEDAGÓGICA: PROFª LORENA SERQUEIRA (UNIDADE I)

EQUIPE PEDAGÓGICA: CRISTIANE SALES TELLES ANTÔNIO ROCKLANE S. REBELO ALCEMIRA PEREIRA MAIA MARIA OLIVEIRA DE ABREU COORDENAÇÃO DO PROJETO E REVISÃO GERAL: PROFª MARIA OLIVEIRA DE ABREU

EQUIPE DE LÍNGUA PORTUGUESA, ARTE E LITERATURA PROFª.ALCIONE ALVES DE OLIVEIRA PROFª NEIDE F. FREITAS PROFª MARLU CORTEZ DANTAS PROFª.CRISTIANE BALIEIRO ARTE GRÁFICA: FELIPE THIAGO CAPA: LÚCIO SARAIVA

IDR - 15 ANOS DE POESIA / CAMINHOS POÉTICOS DA JUVENTUDE ANTOLOGIA COORDENAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DE MARIA O. DE ABREU

Editora IDR End.: Avenida Torquato Tapajós nº 5.238, Flores – Manaus – AM CGC: 84.664.721/0001-96 – Reconhecido 105/98 de 16.12.98 CEE/AM Telefone: 2121-2000 CEP 69.048.010 www.denizardrivail.com.br

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Instituto de Educação Prof. Denizard Rivail – SEDE Educação Infantil e Fundamental

Instituto de Educação Prof. Denizard Rivail – Unidade 1 Ensino Médio

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APRESENTAÇÃO O PROJETO MOSTRA DE POESIA, no Instituto de Educação Prof. Denizard Rivail, teve início em 1997 quando foi homenageado o grande poeta brasileiro e amazonense Thiago de Mello. As mostras anuais, a partir desta data, focalizaram outros famosos poetas nacionais e estrangeiros, sempre procurando incentivar a leitura e a escrita do público estudantil. Crianças e jovens demonstraram, no decorrer desse espaço de tempo, que a boa orientação no campo da literatura origina produções escritas belas e surpreendentes. Apesar da imensa gama de outras alternativas de cultura e lazer à disposição da juventude atual, a literatura mantém enorme potencial de sedução. É um equívoco afirmar que os jovens não gostam de ler ou escrever. Os textos produzidos por nossos estudantes, ao longo desses anos, são prova inequívoca de grande sensibilidade e competência linguística. A poesia, por suas diversas e diferentes características, é uma alternativa extremamente interessante como recurso pedagógico, pois o contato intenso com os textos poéticos possibilita a expansão da sensibilidade, da perspicácia, da reflexão e do imaginário. A proposta pedagógica do IDR propicia uma aprendizagem integral e sólida, focada no objetivo de oferecer às crianças e jovens uma educação integral, sólida, calcada no senso moral, espiritual, crítico e estético, capaz de lhes assegurar a inserção no mundo contemporâneo de forma equilibrada e não unilateral, privilegiando apenas os conhecimentos técnicos e científicos. A preocupação com os valores subjetivos e humanos, o comprometimento com a ética e o sentido de responsabilidade social norteiam um trabalho produtivo e prazeroso que faz do IDR um referencial de qualidade em nossa comunidade. Nesse volume, celebramos as Mostras anteriores, num total de 15 apresentações. Os diversos textos poéticos produzidos por nossos estudantes de Ensino Fundamental e Médio, e aqui presentes, são a representação de um esforço no sentido de despertar nos jovens a criatividade e a livre expressão de seu olhar sobre o mundo. Não é nosso propósito “descobrir ou fabricar” poetas, mas sim reforçar a convicção de que a literatura – se não é a salvação da humanidade – é, com certeza “ parte da vida, não se admitindo que possa haver conflito entre uma e outra. Através das obras literárias, tomamos contato com a vida, nas suas verdades eternas, comuns a todos os seres humanos e lugares, porque são as verdades da mesma condição humana.” ( Afrânio Coutinho)

Maria Oliveira de Abreu Coordenadora Pedagógica

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Agradecimento

Façamos valer nossa luz, fazendo de cada situação um momento sagrado de aprendizado.

Não estamos desamparados, a fé deve ser nosso estandarte, levando no peito a alegria e a responsabilidade de educar.

Agradecemos a Deus e a todos que colaboraram conosco durante esses quinze anos de realização da Mostra de Poesia.

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Oração

Senhor: Tenho ânsia de Te encontrar. De conversar contigo. Dizer o que penso e o que sofro. Por isso, ensina-me a Te ver, em todos os instantes dos meus dias, na primeira face que eu encontrar no caminho, no primeiro olhar que me for dirigido, na primeira voz que eu escutar, no primeiro aperto de mão. No vento, que me toca de leve, na água cristalina que me serve, no sol que beija o meu rosto, na beleza da noite silenciosa e amiga. Pois só Tu és a minha paz.

Lourival Lopes

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O que é Poesia? A poesia, ou gênero lírico, ou lírica, é uma das sete artes tradicionais, pela qual a linguagem humana é utilizada com fins estéticos, ou seja, ela retrata algo onde tudo pode acontecer dependendo da imaginação do autor como a do leitor. "Poesia, segundo o modo de falar comum, quer dizer duas coisas. A arte, que a ensina, e a obra feita com a arte; a arte é a poesia, a obra poema, o poeta o artífice." O sentido da mensagem poética também pode ser importante, ainda que seja a forma estética a definir um texto como poético. A poesia compreende aspectos metafísicos (no sentido de sua imaterialidade) e da possibilidade de esses elementos transcenderem ao mundo fático. Esse é o terreno que compete verdadeiramente ao poeta. Num contexto mais alargado, a poesia aparece também identificada com a própria arte, o que tem razão de ser já que qualquer arte é, também, uma forma de linguagem (ainda que, não necessariamente, verbal). A poesia como uma forma de arte pode ser anterior à escrita. Muitas obras antigas, desde os vedas indianos (1700-1200 a.C.) e os Gathas de Zoroastro (1200-900 aC), até a Odisseia (800 - 675 a.C.), parecem ter sido compostas em forma poética para ajudar a memorização e a transmissão oral nas sociedades pré-históricas e antigas. A poesia aparece entre os primeiros registros da maioria das culturas letradas, com fragmentos poéticos encontrados em antigos monolitos, pedras rúnicas e estelas. O poema épico mais antigo sobrevivente é a Epopeia de Gilgamesh, originado no terceiro milênio a.C. na Suméria (na Mesopotâmia, atual Iraque), que foi escrito em escrita cuneiforme em tabletes de argila e, posteriormente, papiro. Outras antigas poesias épicas incluem os épicos gregos Ilíada. e Odisseia, os livros iranianos antigos Gathas Avesta e Yasna, o épico nacional romano Eneida, de Virgílio, e os épicos indianos Ramayana e Mahabharata. Os esforços dos pensadores antigos em determinar o que faz a poesia uma forma distinta, e o que distingue a poesia boa da má, resultou na "poética", o estudo da estética da poesia. Algumas sociedades antigas, como a chinesa, através do Shi Jing, um dos Cinco Clássicos do confucionismo, desenvolveu cânones de obras poéticas que tinham ritual, bem como importância estética. Mais recentemente, estudiosos têm se esforçado para encontrar uma definição que possa abranger diferenças formais tão grandes como aquelas entre The Canterbury Tales de Geoffrey Chaucer e Oku no Hosomichi de Matsuo Basho, bem como as diferenças no contexto que abrangem a poesia religiosa Tanakh, poesia romântica e rap. O contexto pode ser essencial para a poética e para o desenvolvimento do gênero e da forma poética. Poesias que registram os eventos históricos em termos épicos, como Gilgamesh ou o Shahnameh, de Ferdusi, serão necessariamente longas e narrativas, enquanto a poesia usada para propósitos litúrgicos (hinos, salmos, suras e hadiths) é suscetível de ter um tom de inspiração, enquanto que elegia e tragédia são destinadas a invocar respostas

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emocionais profundas. Outros contextos incluem cantos gregorianos, o discurso formal ou diplomático, retórica e invectiva políticas, cantigas de roda alegres e versos fantásticos, e até mesmo textos médicos. O historiador polonês de estética Władysław Tatarkiewicz, em um trabalho acadêmico sobre "O Conceito de Poesia", traça a evolução do que são na verdade dois conceitos de poesia. Tatarkiewicz assinala que o termo é aplicado a duas coisas distintas que, como o poeta Paul Valéry observou, "em um certo ponto encontram união. [...] A poesia é uma arte baseada na linguagem. Mas a poesia também tem um significado mais geral [...] que é difícil de definir, porque é menos determinado: a poesia expressa um certo estado da mente.

Poética

Que é Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados. Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor de seu rosto um homem que tem fome como qualquer outro homem. (Cassiano Ricardo)

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Carlos Drummond de Andrade

Procura da Poesia Não faças versos sobre acontecimentos. Não há criação nem morte perante a poesia. Diante dela, a vida é um sol estático, não aquece nem ilumina. As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam. Não faças poesia com o corpo, esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à efusão lírica. Tua gota de bile, tua careta de gozo ou de dor no escuro são indiferentes. Nem me reveles teus sentimentos, que se prevalecem do equívoco e tentam a longa viagem. O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia. Não cantes tua cidade, deixa-a em paz. O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo das casas. Não é música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas junto à linha de espuma. O canto não é a natureza nem os homens em sociedade. Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada significam. A poesia (não tires poesia das coisas) elide sujeito e objeto. Não dramatizes, não invoques, não indagues. Não percas tempo em mentir. Não te aborreças. Teu iate de marfim, teu sapato de diamante, vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.

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Não recomponhas tua sepultada e merencória infância. Não osciles entre o espelho e a memória em dissipação. Que se dissipou, não era poesia. Que se partiu, cristal não era. Penetra surdamente no reino das palavras. Lá estão os poemas que esperam ser escritos. Estão paralisados, mas não há desespero, há calma e frescura na superfície intata. Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário. Convive com teus poemas, antes de escrevê-los. Tem paciência se obscuros. Calma, se te provocam. Espera que cada um se realize e consume com seu poder de palavra e seu poder de silêncio. Não forces o poema a desprender-se do limbo. Não colhas no chão o poema que se perdeu. Não adules o poema. Aceita-o como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada no espaço. Chega mais perto e contempla as palavras. Cada uma tem mil faces secretas sob a face neutra e te pergunta, sem interesse pela resposta, pobre ou terrível, que lhe deres: Trouxeste a chave? Repara: ermas de melodia e conceito elas se refugiaram na noite, as palavras. Ainda úmidas e impregnadas de sono, rolam num rio difícil e se transformam em desprezo.

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Thiago de Mello Natural de Barreirinha (1936), Estado do Amazonas, é um dos poetas mais influentes do país e tem obras traduzidas para mais de 30 idiomas. Ao longo de sua carreira literária tem recebido diversos prêmios e homenagens no Brasil e no exterior.

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A Fruta Aberta Agora sei quem sou. Sou pouco, mas sei muito, porque sei o poder imenso que morava comigo, mas adormecido como um peixe grande no fundo escuro e silencioso do rio e que hoje é como uma árvore plantada bem alta no meio da minha vida. Agora sei as coisas como são. Sei porque a água escorre meiga e porque acalanto é o seu ruído na noite estrelada que se deita no chão da nova casa. Agora sei as coisas poderosas que valem dentro de um homem.

Thiago de Mello

Aprendi contigo, amada. Aprendi com a tua beleza, com a macia beleza de tuas mãos, teus longos dedos de pétalas de prata, a ternura oceânica do teu olhar, verde de todas as cores e sem nenhum horizonte; com tua pele fresca e enluarada, a tua infância permanente, tua sabedoria fabulária brilhando distraída no teu rosto. Grandes coisas simples aprendi contigo, com o teu parentesco com os mitos mais terrestres, com as espigas douradas no vento, com as chuvas de verão e com as linhas da minha mão. Contigo aprendi que o amor reparte mas sobretudo acrescenta, e a cada instante mais aprendo com o teu jeito de andar pela cidade como se caminhasses de mãos dadas com o ar, com o teu gosto de erva molhada, com a luz dos teus dentes, tuas delicadezas secretas, a alegria do teu amor maravilhado, e com a tua voz radiosa que sai da tua boca inesperada como um arco-íris partindo ao meio e unindo os extremos da vida, e mostrando a verdade como uma fruta aberta. 14


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Se...

Se você me contar um sonho, Eu realizo. Se você falar em música, Eu canto. Se você pedir uma flor, Eu lhe dou um jardim. Se você me mandar embora, Eu vou. Mas se quiser o meu amor Basta dizer que sim, E eu serei sua!

João Ferreira 2° ano Ensino Médio - Mostra 1997

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A chuva O que é a chuva? São gotas que caem sem destino Uma criação divina Que lava a alma E dá um tom de paixão ao amor Aterroriza as noites Com as trovoadas Essa era a chuva antiga Hoje é escura. Molha e queima ao mesmo tempo Mas ainda é chuva Lava voraz o sonho de construir Inunda a vida. Às vezes mata Mas ainda é chuva Continua romântica Embala amores impossíveis Faz da noite e da neblina Um tempo de emoções escondidas A chuva como tudo na vida Embala sentimentos, fatos Realidades, sonhos e tragédias mas ainda é a chuva fina que lava a minha alma E me inspira a escrever. Julia Pinheiro 3° ano Ensino Médio - Mostra 1997

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Alcides Werk Nasceu em Aquidauana, Mato Grosso, no dia 20 de dezembro de 1934. Poeta de identidade amazônica, construída no intenso convívio com o modo de vida dos interioranos,teve permanente contato com a natureza e seus poemas são repletos de um lirismo que reflete a profundidade de seu olhar sobre a vida, o homem e o mundo amazônico.

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DA NOITE DO RIO Nesta noite sem medida eu todo banhado em sombras fugi de casa, fugi para o branco desta praia,

como se a aurora que busco neste rio se afogou. Preciso acordar o rio que está cansado de viagens para ver se me alivio da morte que trago em mim Alcides Werk com falas de cobras-grandes e de mortos pescadores que fazem parte do rio e estão assim como estou.

No céu repleto de nuvens há nuvens cheias de chuva: por que não chove? Quisera molhar-me dentro da noite, tremer de fome e de frio por remissão dos meus males deixar meu corpo vazio guardando o castelo inútil e partir buscando a aurora

para que venha depressa banhar as águas do rio e minha face marcada dos ventos com que lutei.

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MINHA METADE Já me acostumei com a sua voz, Com seu corpo e o seu olhar Mas já não lhe pertenço mais Só fiquei acordada esperando você passar Pelos meus olhos tristes de tanto chorar. Talvez fosse tolice ou então desespero Mas fiquei esperando o ano inteiro Fiquei acordada, imaginando alguma solução Só esperando pelo seu perdão. Você completa a minha metade Pouco a pouco com seu jeito, com a sua voz Você me encanta com a sua canção Mas me despreza com seu coração Você me conquistou no instante em que o vi Como eu o conquistei no instante em que o olhei Foi num simples olhar que descobri quanto o amei Foi num simples toque e pensei que fosse para sempre. Mas foi numa simples palavra Que você voltou para mim E outra vez pude dizer Quero ficar só com você.

Izabel Pinto 3° ano Ensino Médio - Mostra 1998

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CORAÇÃO PARTIDO Pela janela vejo A chuva cair E o meu espírito Está ferido

O meu caminho Está cheio de Espinhos; esses Espinhos são As armadilhas Do amor...

As correntezas Dos rios são As minhas tristezas

Minha vida é Destruição, porque Nunca vou ter Alguém dentro Do meu coração

Luana Mayara 1° ano Ensino Médio - Mostra 1998

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Elson Farias Elson Bentes Farias nasceu no interior do Amazonas, em Roseiral, município de Itacoatiara, no dia 11 de junho de 1936. Participou ativamente da movimentação que se seguiu à fundação do Clube da Madrugada, tornando-se um de seus principais membros. Pertence também à Academia Amazonense de Letras. Obras poéticas principais: Barro verde(Manaus, 1961), Estações da várzea(Manaus, 1963) e outras.

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A MULHER

A mulher violava as águas com as tranças dos cabelos, perfumava o rio rosa como um cardume de peixes. ELSON FARIAS

Depois recolhia o corpo nu, rendilhado de sol, e afagava com os braços aquelas estrelas claras.

Mas ficavam nos seus olhos lavados, negros, céu limpo, esses luzeiros fugazes permanentes no seu brilho.

As rosas dos seus cabelos, beleza de toda a vida, novamente trescalavam a eternidade do dia.

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A LUA

Toda noite ela vem iluminar os vazios da cidade

Onde há escuridão ela vem clarear

É a musa da noite estrela da escuridão fascínio do luar

Não importa como ela venha cheia ou minguante ela sempre está lá.

Luiz António Mesquita 7° Série - Mostra 1999

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SOLIDÃO Eu acho que você Não percebeu Meu sorriso Era sincero Sou tão cínico Às vezes O tempo todo Estou tentando me defender Digam o que disserem O mal do século É a solidão Cada um de nós Imerso em sua própria arrogância, Esperando Um pouco de atenção Nada existe mim Não tente Você não sabe Não entende

Mateus Soares 1° ano Ensino Médio - Mostra 1999

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Luiz Bacellar Luiz Bacellar é um dos escritores mais significativos da literatura que se produz no Amazonas. Nascido em Manaus, no dia 4 de setembro de 1928, o poeta viveu sua infância numa época marcada pela crise econômica que se seguiu ao fausto do "ciclo da borracha". Sua obra é perpassada por elementos de forte componente erudito, ao mesmo tempo em que retrata temas e motivos da cultura popular, do folclore, em particular as vivências de sua infância.

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Variações Sobre Um Prólogo

Nos longes da infância paro; há uma inscrição sobre o muro: Frauta clara, arroio escuro, Frauta escura, arroio claro. E esse cavalo capenga? E esse espelho espedaçado?

LUIZ BACELLAR

E a cabra? E o velho soldado? E essa casa solarenga? Tudo volta do monturo da memória em rebuliço. Mas tudo volta tão puro!... E, mais puro que tudo isso, essa anárquica inscrição feita no muro a carvão. São temas recomeçados na minha vária canção.

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Eu Eu não nasci num berço de ouro Nem numa manjedoura Eu vim ao mundo Como Deus pediu Eu não sou rica, Nem pobre. Eu sou como quem me viu, Quem me vê, quem me verá. Sou palhaça, sou cantora, dançarina, Sou tudo o que quiser. Meu sonho é ser aeromoça Eu não nasci num berço de ouro Nem numa manjedoura Mas sou simples Como quem me viu Como quem me vê E como quem me verá. Eu sou assim Feliz com o que tenho E com o que não tenho.

Caroline Fugolari Freitas 6° Série - Mostra 2000

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Da janela do meu apartamento Da janela do meu Apartamento, observo a noite chuvosa, Olho as nuvens e vejo um avião Deslizando entre elas... Um vento da noite tenta congelar Minha alma. Da janela do meu apartamento vejo Carros andando pelas ruas molhadas Eu vejo aqui de cima pessoas apaixonadas, Crianças que um dia sonham encontrar Seus pais. Eu olho ao redor e tudo que Vejo são luzes dos prédios piscando Como olhos de pessoas solitárias. A cidade, daqui de cima, parece Ser uma criança que precisa De consolo. E assim eu vou vivendo Entre prédios, entre carros, entre As nuvens, entre as luzes dessa Cidade e quem sabe um dia Eu possa estar entre o seu Destino... Bruna Gomes 3° ano Ensino Médio - Mostra 2000

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Celdo Braga Formado em Letras pela PUC-RS, Celdo Braga, nascido no município de Benjamin Constant, no Amazonas, é membro da União Brasileira de Escritores do Amazonas e autor de obras poéticas e musicais. A trajetória musical de Celdo Braga é marcada pelo trabalho que desenvolveu durante 25 anos junto ao grupo Raízes Caboclas.

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Identidade Toda vez que ouço o rio deslizando lentamente em busca do mar Ouço o eco da saudade dos meus pais dos meus avós

CELDO BRAGA

ressoando em mim... Minha parte nordestina querendo voltar Mas ao entrar na canoa uma voz bem lá do fundo soa, dizendo não vá É o som de todas as tribos tamborilando meu peito... Minha parte índia querendo ficar Daí olhando pro rio com sede de identidade entendo que na vontade de partir e de ficar o meu ser caboco é o encontro de duas águas metade rio, metade mar

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Criança

Ser criança é ser alegre É pular carnaval Brincar na rua, É passear de bicicleta Com os amigos, É conversar com os meninos Na escola. Infelizmente o tempo passa rápido. Não dá tempo nem de perceber Essa fase tão legal de nossa vida. Depois dela, vem a adolescência Que é muito perigosa, Principalmente para nós, meninas. Então, Aproveite essa fase De alegria e diversão.

Natacha Maria do N. Valente 5° série - Mostra 2001

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Olhos E seus olhos vinham Doces, Meigos, Fraternos, Amáveis, Sinceros, E tristes. Eu descobri lágrimas naqueles olhos. Aquele olhos conheciam os mistérios Da sedução. Olhos límpidos e puros, Olhos inacreditáveis. Neles cabiam os mais verdadeiros anseios, Os mais elevados desejos. Naqueles olhos havia a esperança E a harmonia de uma orquestra. Olhos pedindo carinho, Olhos pedindo atenção, Olhos implorando amor, Doçura e perdão. Olhos.... Os olhos dele.

Evelyn Santos de Paula 2° ano Ensino Médio - Mostra 2001

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Anibal Beça Anibal Beça (Manaus, 13 de setembro de 1946 - 25 de agosto de 2009) foi poeta, tradutor, compositor, teatrólogo e jornalista brasileiro. Trabalhou como repórter, redator e editor em todos os jornais de Manaus, tendo exercido diversos cargos culturais na cidade. Sua atuação no campo da música popular foi intensiva e de grande sucesso. Entre inúmeros prêmios, recebeu em 1994 o Prêmio Nacional Nestlé, com o livro Suíte para os Habitantes da Noite, concorrendo com 7.038 livros de todo o Brasil.

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Suíte para os habitantes da noite EM TOM DE OLD-BLUES PARA PIANO, SAX, CONTRABAIXO, GUITARRA E BATERIA Quem saberia de mim se me visse assim como estou rendido ao aço das manhãs pastoreando esse meu cão por essas ruas tão tranqüilas

Que gemelar seria eu linha paralela de vida e tão parelha dessas ruas fagulha dupla de mão única

ANIBAL BEÇA

bifurcada e sem retorno nos afazeres do meu sonho

Em mim eu sou o que não fui comigo fui o que não era: derrotado nominado o nominado vencedor e resta só o testemunho do cão que me acompanha agora e dessas ruas que me sabem antes

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A ROSA Um dia eu vi uma rosa vermelha Vermelhinha como os lábios de Minha mãe Frágil, delicada e meiga.

Quando ela sorri Tudo se ilumina Quando ela fica triste tudo escurece

quando peço sua opinião tudo se esclarece ela é tão linda, pura e meiga que não posso viver sem ela.

MIGUEL FERNANDO VEIGA 3° ano Ensino Médio - Mostra 2002

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BOM DIA Bom dia, mundo infeliz Onde ninguém mais conhece ninguém E onde reina a indiferença.

Bom dia, filhos da apatia Criada pelo total egoísmo Pela total individualização dos sentimentos.

Bom dia, céu azul De azul só tem o bonito da palavra

Bom dia, vítimas da miséria, Filhos da guerra Que não sabem por que estão aqui.

Acabou mais um dia Esperança de que amanhã seja melhor E, realmente, bom dia!

ANA CLÁUDIA 1° ano Ensino Médio - Mostra 2002

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Max Carpenthier Nasceu em Manaus em 1945. Membro da Academia Amazonense de Letras, Clube da Madrugada e União Brasileira de Escritores do Amazonas. Sua poesia é marcada pela defesa e exaltação da natureza amazônica e a linguagem é impregnada de forte espiritualidade.

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O sermão da selva Bem-aventurados aqueles que lastimam e os que combatem o estender-se mortal do Atacama vizinho, com seus dentes carpindo a cordilheira a oeste e suas patas de chuvas evadidas ciscando fogo, foices da invasora branca fúria de sal no chão do Chile. Porque esses, temendo o deserto, amarão a selva, serão chamados a celebrar continuamente o verde, e repousarão seus fardos sob sombras diversas, e muitos frutos socorrerão a sua sede, e seu espírito se comprazirá na abundância da terra.

Respeitarão o verde, o verde-vida, verde-salvação; verde-acapu, verde-angelim, verde-itaúba, verde-madeira dos quintais da infância, verde-pau-rosa, rosa trespassada, de fragrância reclusa em tambores de ferro; verde-muirapinima, verde-cedro, verde-aguano, verde-cumaru-ferro e verde-acariquara dos esteios sustendo o lume das choupanas; verde copaibeira e verde-louro, verdeandiroba tremida e ucuúba dorida.

Por esses vós sereis respeitadas, árvores mansas, porque sois companheiras de séculos; como então rapidamente extinguir-vos nesse genocídio da seiva lagrimando em caules abatidos?

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MAX CARPENTHIER


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É SÓ IMAGINAR Sou uma bela flor Sempre começo a viajar A imaginar um lugar belo, Com paz e harmonia Onde há sempre alegria. Os seres vivos se ajudam Todos são legais Até com os bravos animais Este lugar possui grandes jardins Onde moro com amigos e irmãos. Neste poema, eu te conto Tenho poderes mágicos: Amor Alegria Harmonia Eles me fazem andar e visitar Belos lugares Com cachoeiras e lindas plantas Querem saber? Esse lugar existe, só precisa imaginar Que longe você irá.

Bárbara Andreza Pedrosa de Oliveira 5° Série - Mostra 2003

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ESCREVER Escrever é viver É tentar ser o que não se é de verdade É pensar sem maldade Tentar crescer.

Talvez vocês não saibam o valor Mas digo sem temor Sei fazer A vida florescer

Criando poesia Vivendo em harmonia Para um dia talvez Viver eternamente Com meus pensamentos sem fim.

Juliana Hatchuwell 8° Série - Mostra 2003

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Pablo Neruda Pablo Neruda nasceu no dia 12 de julho de 1904, na cidade de Parral, no Chile. A partir de 1920 passa a contribuir com seus escritos para a revista literária “Selva Austral.” Dedica-se à carreira diplomática e à literatura, produzindo textos com temáticas políticas e sociais. Em outubro de 1971, recebe o Prêmio Nobel de Literatura.

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A Noite na Ilha Dormi contigo a noite inteira junto do mar, na ilha. Selvagem e doce eras entre o prazer e o sono, entre o fogo e a água. Talvez bem tarde nossos sonos se uniram na altura e no fundo, em cima como ramos que um mesmo vento move, embaixo como raízes vermelhas que se tocam. Talvez teu sono se separou do meu e pelo mar escuro me procurava como antes, quando nem existias, quando sem te enxergar naveguei a teu lado e teus olhos buscavam o que agora - pão, vinho, amor e cólera - te dou, cheias as mãos, porque tu és a taça que só esperava os dons da minha vida. Dormi junto contigo a noite inteira, enquanto a escura terra gira com vivos e com mortos, de repente desperto e no meio da sombra meu braço rodeava tua cintura. Nem a noite nem o sonho puderam separar-nos. Dormi contigo, amor, despertei, e tua boca saída de teu sono me deu o sabor da terra, de água-marinha, de algas, de tua íntima vida, e recebi teu beijo molhado pela aurora como se me chegasse do mar que nos rodeia.

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PABLO NERUDA


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NAQUELE DIA Naquele dia Eu estaria fazendo A minha poesia.

Naquele dia? Não! Eu estava sem inspiração... Mas era a minha obrigação. OPS!!

Era falta de atenção! Quanta beleza na Terra E quanta doçura no céu! Que coisa mais linda ficou A poesia no meu papel!

LUANE DE ALMEIDA PINTO 5° Série - Mostra 2004

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QUERO ACREDITAR Quero acreditar que minha vida Se inicia quando a aurora toma a janela. Quero acreditar que minha alma Se renova com a mais fina chuva que me molha. Quero acreditar que posso me perder Num simples e único olhar teu. Quero acreditar que o tempo É um aliado meu, não um inimigo. Quero acreditar que o infinito Se inicia no pôr-do-sol. Quero acreditar em anjos Quero acreditar no amor puro e inocente. Quero acreditar que as pessoas são boas Quero acreditar que a brisa me eleva. Quero acreditar que o cheiro de terra molhada Me é familiar. E quero acreditar, principalmente, que tudo E todos que me cercam Têm algo a me ensinar. E acredito.

JAMILLE NUNES 8° Série - Mostra 2004

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Adélia Prado Adélia Prado nasceu em Divinópolis, MG no dia 13 de dezembro 1935. Seus textos retratam o cotidiano com perplexidade e encanto, norteados pela fé cristã e permeados pelo aspecto lúdico, uma das características de seu estilo. Em termos de literatura brasileira, o surgimento da escritora representou a revalorização do feminino nas letras e da mulher como ser pensante. Adélia encontrou um equilíbrio entre o feminino e o feminismo, movimento cujos conflitos não aparecem nos textos.

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GRANDE DESEJO

Não sou matrona, mãe dos Gracos, Cornélia, sou mulher do povo, mãe de filhos, Adélia. Faço comida e como. Aos domingos bato o osso no prato pra chamar cachorro ADÉLIA PRADO

e atiro os restos. Quando dói, grito ai. quando é bom, fico bruta, as sensibilidades sem governo. Mas tenho meus prantos, claridades atrás do meu estômago humilde e fortíssima voz pra cânticos de festa. Quando escrever o livro com o meu nome e o nome que eu vou pôr nele, vou com ele a uma igreja, a uma lápide, a um descampado, para chorar, chorar, e chorar, requintada e esquisita como uma dama.

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AMOR DE MÃE Amor sem explicação Amor sem razão Amor a toda hora Amor no coração.

Amor de nove meses Amor pra toda vida Amor sem tamanho Amor sem medida.

PALOMA MENEZES DE SOUZA 4° Série - Mostra 2005

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IMAGINAÇÃO Com a imaginação Posso fazer tudo Posso ser o que eu quiser Um homem, uma mulher Uma menina qualquer.

Como num passe de mágica Eu volto para a pré-história Tudo o que eu desejar Tudo o que eu quiser fazer A imaginação permite.

Eu posso voar Eu posso viajar O mundo pode me dar Toda a atenção Mas preciso ter certeza de uma coisa: Isso tudo é Fruto da imaginação!!

CAMILLA BEATRIZ 6° ano Ensino Médio - Mostra 2005

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Castro Alves Castro Alves nasceu na Bahia no dia 14 de março de 1847 e morreu em Salvador em 1871. Autor de uma das obras mais importantes do Romantismo, é um dos poetas mais populares e queridos do Brasil. A participação na campanha abolicionista forneceu ao poeta o principal tema de sua obra e o transformou no “Poeta dos Escravos.” Foi o nosso mais inspirado poeta “condoreiro.”

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Navio Negreiro (Fragmento) .................................................................... Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós, Senhor Deus, Se eu deliro... ou se é verdade Tanto horror perante os céus?!... Ó mar, por que não apagas Co'a esponja de tuas vagas Do teu manto este borrão? Astros! noites! tempestades! Rolai das imensidades! Varrei os mares, tufão! ... Existe um povo que a bandeira empresta P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!... E deixa-a transformar-se nessa festa Em manto impuro de bacante fria!... Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta, Que impudente na gávea tripudia? Silêncio. Musa... chora, e chora tanto Que o pavilhão se lave no teu pranto! ... Auriverde pendão de minha terra, Que a brisa do Brasil beija e balança, Estandarte que a luz do sol encerra E as promessas divinas da esperança... Tu que, da liberdade após a guerra, Foste hasteado dos heróis na lança Antes te houvessem roto na batalha, Que servires a um povo de mortalha!... Fatalidade atroz que a mente esmaga! Extingue nesta hora o brigue imundo O trilho que Colombo abriu nas vagas, Como um íris no pélago profundo! Mas é infâmia demais! ... Da etérea plaga Levantai-vos, heróis do Novo Mundo! Andrada! arranca esse pendão dos ares! Colombo! fecha a porta dos teus mares!

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CASTRO ALVES


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Onde está? Onde está a liberdade De nascer? De viver? Até mesmo de morrer? Liberdade! Significa alguma coisa Para poucos. Escravidão! Para muitos essa palavra Tem significado. Onde está a liberdade? Nos poemas? Nos sonhos? Até agora somos livres No pensamento.

Elielton Barroncas da Silva 8° Série - Mostra 2006

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Perseverança

O negro sofreu muito E até hoje ainda sofre Mas o seu sofrimento Não é mais pela Sua escravidão e sim Pela discriminação. Mas o negro também É beleza, é persistência, É luta

Com sua perseverança, Luta pelos seus direitos e Pelo seu espaço. O negro insiste, Persiste, nunca desiste.

Livia Gomes 2° ano Ensino Médio - Mostra 2006

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Aicha Bassry Aicha Bassary nasceu em 1960 em Marrocos. É funcionária do Ministério de Educação Nacional de Marrocos e secretária de redação de uma revista educativa. Licenciada em Letras e Língua Árabe pela Universidade Mohamed V de Rabat. É membro da Casa da Poesia e da União de Escritores de Marrocos. Publicou poemas em diferentes jornais nacionais e internacionais. Alguns de seus poemas estão traduzidos para o espanhol, o catalão e o francês.

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CONSELHOS PARA AMAR AS MULHERES Converte-me em amuleto de teu peito. Te protegerei do pecado. Silencia tua língua. Fala com o coração, se te revelarem Meus segredos. Toma-me como sou, uma mulher. Te devolverei às tuas origens Às tuas raízes, Às águas de tua essência. Persegue meu perfume. Tem paciência diante de meus enigmas. Que homem antes de ti sondou os segredos de uma mulher? Seja o néctar que alimenta minhas raízes Corta o que sobra de meus ramos. Serei flor eterna em tuas mãos. Corarei de pudor Cada vez que teu hálito me roçar. Esconda-me em tuas linhas, Como um fragmento de fragrância em tuas tintas Memoriza meu nome, E o mantenha em segredo: O poeta que revela o nome de sua amada Anuncia a morte do poema. Não confies no mel que flui de meus lábios: Suas gotas são dolorosas para tuas feridas. Depois, Tens cuidado! Se deixas escapar das mãos a minha fragilidade Serei teu eterno sofrimento.

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AICHA BASSRY


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SÓ HOJE Só hoje as flores Irão perfumar sem espinhos, Só hoje as estrelas irão brilhar, Antes da lua chegar.

Só hoje no mar irei tocar, Só hoje na areia irei andar. Só hoje viajarei sem avião, Só hoje visitarei meu coração

Hoje os pássaros irão cantar Sem medo De uma nota errar.

Só hoje terei coragem De te abraçar, Só hoje poderei amar

LUANA LUCAS DE SOUZA BASTOS 6° Série - Mostra 2007

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MINHA PÁTRIA Contra o que devo lutar Se minha pátria está contra mim? O que devo fazer Para que esta pátria não me seja levada? Onde devo esconder meus tesouros Para que meus inimigos Não os levem de minha pátria? De quem devo me esconder, Dentro de minha pátria, Tão disputada, tão castigada, Tão roubada! Que lutas devo encarar para vencer Nesta pátria, já tão desumana, Tratada como lama? Que lutas devo evitar Para não terminar nas mãos De outras pátrias E sem minha pátria Para me salvar?

BRUNA LUCYANNA OLIVEIRA DOS SANTOS 3° ano Ensino Médio - Mostra 2007

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Elizabeth Bishop Elizabeth Bishop (Worcester, 8 de fevereiro de 1911 - 6 de outubro de 1979) é uma autora americana, considerada um das mais importantes poetisas do século XX a escrever na língua inglesa. O Brasil marcou sua vida como temática de numerosos poemas, contos e cartas,pois residiu por longo tempo em nosso país. Em 1976, foi a primeira mulher a receber o International Neustadt Prize for Literature (prêmio internacional Neustadt de Literatura) e continua sendo o único americano a recebê-lo.

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O banho de xampu Os liquens - silenciosas explosões nas pedras - crescem e engordam, concêntricas, cinzentas concussões. Têm um encontro marcado com os halos ao redor da lua, embora até o momento nada tenha mudado. E como o céu há de nos dar guardia enquanto isso não se der, você há de convir, amiga, que se precipitou; e eis no que dá. Porque o Tempo é, mais que tudo, contemporizador.

ELIZABETH BISHOP

No teu cabelo negro brilham estrelas cadentes, arredias. Para onde irão elas tão cedo, resolutas? - Vem, deixa eu lavá-lo, aqui nesta bacia amassada e brilhante como a lua.

SONETO CV Não chame o meu amor de Idolatria Nem de Ídolo realce a quem eu amo, Pois todo o meu cantar a um só se alia, E de uma só maneira eu o proclamo. É hoje e sempre o meu amor galante, Inalterável, em grande excelência; Por isso a minha rima é tão constante A uma só coisa e exclui a diferença. 'Beleza, Bem, Verdade', eis o que exprimo; WILLIAM SHAKESPEARE

'Beleza, Bem, Verdade', todo o acento; E em tal mudança está tudo o que primo, Em um, três temas, de amplo movimento. 'Beleza, Bem, Verdade' sós, outrora; Num mesmo ser vivem juntos agora.

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Sonhos de menina E, por vezes, eu me vejo sem saída Em meio à beleza dos teus olhos E o calor dos teus braços.

Percebo que o amor Ainda é ver teu sorriso E nos teus braços me sentir protegida.

E, enfim, a certeza de que tudo Valeu a pena. Cada lágrima Cada sorriso Cada momento.

E, nos meus sonhos de menina, Vejo o brilho dos teus olhos E sinto a ternura de teus beijos.

Natália Maia 2° ano Ensino Médio - Mostra 2008

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MINHA AVÓ Minha avó é muito rica, É rica de paixão... Dá amor a todos os netos Junto com o coração

Minha avó não é velhinha Mas também não é novinha Ela é muito bonita Anda sempre com uma fita.

Ela é maravilhosa Faz comidas deliciosas. Faz jujuba, faz docinho Faz tudo com muito carinho.

Anna Gabriela Briela R.P Gomes 7° Série - Mostra 2008

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H. Masuda Goga H. Masuda Goga foi agricultor, comerciante, jornalista, escritor, pintor e poeta japonês, nascido em 1911, radicado no Brasil desde 1929. Faleceu em São Paulo no dia 28 de maio de 2008. Praticante do haicai em japonês e em português, foi também destacado estudioso do haicai e da sua aclimatação ao Brasil, sendo seguidor de Nempuku Sato. Um dos criadores do Grêmio Haicai Ipê (1987), também fundou o Grêmio Haicai Caleidoscópio, dedicado à composição de haicais encadeados.

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Em cima do túmulo, cai uma folha após outra. Lágrimas também.

O ano fenecendo... preocupação nenhuma:

H. Masuda Goga

só penso em haiku!

Paineira em flor: Casa-grande abandonada, sem telha nem porta

As nuvens douradas Flutuam no pantanal - florada de ipê

Flores silvestres pequeninas e sem brilho à espera de abelhas...

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Federico Garcia Lorca Poeta e dramaturgo espanhol (1898-1936) Lorca é considerado um dos mais importantes escritores modernos de língua espanhola. Natural de Granada, através de sua poesia identifica-se com os mouros, judeus, negros e ciganos, alvo de perseguições ao longo da história de sua região. Por suas convicções políticas foi fuzilado em Granada por militantes franquistas no início da guerra Civil Espanhola. 65


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Se as minhas mãos pudessem desfolhar Eu pronuncio teu nome nas noites escuras, quando vêm os astros beber na lua e dormem nas ramagens das frondes ocultas. E eu me sinto oco de paixão e de música. Louco relógio que canta mortas horas antigas. Eu pronuncio teu nome, nesta noite escura, e teu nome me soa mais distante que nunca. Mais distante que todas as estrelas e mais dolente que a mansa chuva.

GARCIA LORCA

Amar-te-ei como então alguma vez? Que culpa tem meu coração? Se a névoa se esfuma, que outra paixão me espera? Será tranqüila e pura? Se meus dedos pudessem desfolhar a lua!!

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EU, POETA? Eu aqui sentado, pensando, Pensando em como ser poeta Pensar e fazer, Fazer acontecer. Eu escrevo sobre o amor? Escrevo sobre Deus? Ou sobre uma flor? Escrever e pensar Pensar e amar é a mesma coisa? Eu penso e penso Coisas passando em minha mente, Vários livros que li Agora, eu, poeta, Faço acontecer. Amar a Deus Significa amar o próximo Este é um bom tema? Ou será que não combina? Enfim, penso e penso E não consigo organizar as idéias Para produzir um bom poema. Agora escrevi como me sinto. A confusão em que fico, é isso! JÚLIO KLEBER OLIVEIRA 9° Série - Mostra 2010

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TOURADA O povo à espera À espera de um massacre. Mas se essa é a cultura, Alegremo-nos com ela. De um lado está o touro De outro vem o toureiro. Vai começar o confronto E a espera cala o povo. Já no final da partida Para o touro a chance acaba. Cansado tenta a última chifrada, Mas o toureiro de desvia E se vinga a tempo. E ao som das castanholas A partida acaba agora. Está em pé nosso guerreiro Que se mostra belo toureiro!

ÂNGELA CAMPOS DE CARVALHO 2° ano Ensino Médio - Mostra 2010

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Orides Fontela Orides Fontela nasceu em São João da Boa Vista, interior de São Paulo, em 21 de abril de 1940. Aos 27 anos, deixou sua cidade natal e foi morar em São Paulo, com dois sonhos na cabeça: entrar na USP e publicar um livro. Cumpriu os dois: fez Filosofia e publicou seu primeiro livro, Transposição. Publicou ainda Helianto (1973), Alba (1983), Rosácea (1986), Trevo 1969-1988 (1988) e Teia (1996). Com Alba , recebeu o prêmio Jabuti de Poesia, em 1983; e com Teia , recebeu o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte, em 1996. Era uma pessoa irritadiça e muitas vezes se meteu em encrencas, brigando com seus melhores amigos. Morreu em Campos de Jordão, aos 58 anos, no dia 4 de novembro de 1998, de insuficiência cardiopulmonar, na Fundação Sanatório São Paulo.

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Fala Tudo será difícil de dizer: a palavra real nunca é suave. Tudo será duro: luz impiedosa excessiva vivência consciência demais do ser.

ORIDES FONTELA

Tudo será capaz de ferir. Será. agressivamente real. Tão real que nos despedaça. Não há piedade nos signos e nem no amor: o ser é excessivamente lúcido e a palavra é densa e nos fere.

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Minha estrela

Há no céu uma estrela Mas uma estrela qualquer não é É a minha estrela Que dorme avistando o horizonte Mandando embora a escuridão. Minha estrela é a mais pequenina Mas é a única que me leva a viajar sem destino. Escalando montanhas Atravessando rios Caminhando por vales e bosques. É a minha estrela, alva e delicada Que me afoga o rosto E penetra em meus olhos Me deixando cega, cega pela fome da aventura. Noite, pós noite, minha pequenina está Pronta para me levar a uma novo lugar. É a minha estrela, pequenina.

Sabrina B. Ribeiro 6° Série - Mostra 2011

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Sentimentos

Sempre que me vejo no espelho Nunca olho minha aparência E sim meus sentimentos Quando estou triste Derramo uma lágrima Quando estou feliz Abro um sorriso Pois o rosto É tela vazia Que precisa ser preenchida Pelo nosso espírito

Juliana Sulzbach 9° Série - Mostra 2011

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Produção de Textos Mostra de Poesia 2009

Autores: Estudantes de Ensino Fundamental e Médio 73


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Produção de Textos Mostra de Poesia 2010

Autores: Estudantes de Ensino Fundamental e Médio

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Produção de Textos Mostra de Poesia 2011

A POESIA CONTEMPORÂNEA: ORIDES FONTELA

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AUTORES: ESTUDANTES DE ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

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A primeira vez que viajei de avião Foi bem legal Fiquei nervosa Foi tudo de bom Foi divertido ficar olhando as nuvens O sol raiava Eu olhava a cidade lá de cima Cheguei em Fortaleza Aquela linda cidade Fiz várias coisas legais Tomei banho de mar Andei pela cidade Comprei várias coisas. Conheci pessoas legais Estou voltando de viagem Eu ansiosa Entrei no avião Dormi E quando acordei já estava na minha cidade

Melodia da vida A vida é a poesia É vivida de todas as formas A vida é boa E maravilhosa

Victória Dantas 6° Ano - Mostra 2011

A poesia canta O cantar é a melodia Melodia é o ritmo Que relaxa e encanta A vida é cantada Escrita por Deus A vida conduz a poesia E vive a melodia todos os dias.

A primeira vez que pensei A primeira vez que pensei Alguma coisa Foi quando eu tinha 7 anos Minha bisavó morreu E vi como isso foi difícil para mim Indo e voltando Percebi que as coisas acontecem de repente Sem amor e sem paz Mas quando o amor existe Temos que valorizá-lo Percebi então que O amor vem de você O amor existe dentro do seu coração Se você ler o exemplo Seguiremos com o amor sempre em frente.

Victoria da Silva Xavier 7º Ano – Mostra 2011

Felipe Aníbal 6º Ano – Mostra 2011

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Finalmente Entendi Finalmente entendi, Que a vida não é simples assim Nela há complicações Que muitos não conseguem entender Até mesmo eu não compreendo Não se pode simplesmente não ligar Se ao menosem algum lugar quero chegar Sempre achei que fosse fácil Que entendia sem precisar questionar Mas estava errada. A vida não é assim Muitas vezes nos damos mal A caminho certo é aquele com mais consequência Nos perdemos com frequência Mas agora sei o caminho que devo seguir.

Alegria A alegria é uma expressão que se vê muito Mas em certos lugares a alegria é rara Como água no deserto

Gabriel Isaac 7° Ano – Mostra 2011

Mas podemos dar um jeito Fazendo uma boa ação aqui e outra ali O mundo vai ficar cheio de felicidade, Alegria, paz, amor

A primeira vez A primeira vez que perdi alguém Me senti mal, chateada Fiquei triste, magoada E disse que nunca mais ia ser feliz Mas a vida continua A primeira vez que me apaixonei Me senti bem, alegre Fiquei feliz, apaixonada Mas percebi que não iria ser a primeira paixão A primeira vez que percebi Que o mundo não era como pensava Eu pensava que tudo era só amor, paz e alegria Mas nele também existia violência, Fiquei triste! Esse é o mundo!

Vale a pena ter todas essas coisas maravilhosas só fazendo Uma boa ação é tão fácil Quanto sorrir. Bruna Letícia Casas 7° Ano – Mostra 2011

Monielly Moreira 7° Ano – Mostra 2011

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A Luz Existe uma luz muito Brilhante vem de um Corredor muito longo Que até Deus duvida A luz tão longa que Parece que nunca vai Acabar Dia e Noite aquela luz Vai sempre estar lá Mas por quê? Isabelle Eline 6º Ano – Mostra 2011

O amor O amor está em falta E a violência em alta Porque tem que ser assim É muito horrível pra mim. Vamos tentar mudar assim o mundo vai melhorar Estamos aqui para amar Não para odiar

Minha estrela Há no céu uma estrela Mas uma estrela qualquer não é É a minha estrela Que dorme avistando o horizonte Mandando embora a escuridão. Minha estrela é a mais pequenina Mas é a única que me leva a viajar sem destino. Escalando montanhas Atravessando rios Caminhando por vales e bosques. É a minha estrela, alva e delicada Que me afoga o rosto E penetra em meus olhos Me deixando cega, cega pela fome da aventura. Noite, após noite, minha pequenina está Pronta para me levar a uma novo lugar. É a minha estrela pequenina.

Seja calmo e passivo ser um bom amigo. Linda 6º Ano – Mostra 2011

Sabrina B. Ribeiro 6º Ano – Mostra 2011

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Tudo passa Tudo passa Tudo acontece Mas uma boa amizade A gente nunca esquece Um olhar brilhante Um mar navegante Me leva no embalo E me deixa feliz Ana Beatriz 6º Ano – Mostra 2011

Tristeza da morte A morte é cruel Faz o ser humano sofrer e a nossa mente girar feito um carrossel. É triste lutarmos sabendo Que a qualquer hora Vamos morrer, mas quando Chegar essa hora Palavras queria dizer:

O camaleão Como pode o camaleão Ser o próprio pintor Como tem tanto talento Para mudar de cor.

Quando morremos perdemos Tudo que conquistamos e Deixamos tudo para trás: família Amigos e também a nossa devoção a morte dói muito e Maltrata os corações.

Quer ficar parecido Com a cor da folha? Ficar bem verde Será essa a sua escolha? Ficar escondido no tronco Será bom? A cor da pele Pode até ficar marrom.

Paulo Nilo Tavares 6º Ano – Mostra 2011

Alice Amorim Said 6º Ano – Mostra 2011

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Um belo cavalo no sertão Um cavalo indomável No sertão a cavalgar Um menino com um batuque Sempre a tocar Um garoto a cavalgar No sertão sem se preocupar Em cima do cavalo Sempre a batucar

A esperança

Um cavalo até que é bom

A esperança é Linda como o mar Linda como a terra

Dois é demais Terminando esta estrofe Escrevendo até à noite

A esperança cresce a cada dia A esperança é a vida

Gabriel Akio 6º Ano – Mostra 2011

A esperança é Bela pra valer Ela está viva está viva em Você.

O vento O vento é tão forte Quando está com raiva leva a gente Ele pode formar um furacão Mas o vento não traz só coisa ruim

Irla Gabriela Machado 6º Ano – Mostra 2011

Ele nos refresca nos dias quentes E também faz frio de montão E no deserto faz várias formas diferentes O vento com a chuva refresca as plantas. Graziela de Souza Lima 6º Ano – Mostra 2011

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Amor Um amor Sem paixão Um momento sem amigos Uma lembrança Sem foto Uma vida sem felicidade É como uma folha ou papel Jogado no lixão É esquecida. Yasmim Maluf 6º Ano – Mostra 2011

Livre Quando era livre Viajava pelo país mundo afora Viajei para a Inglaterra,França Jamaica,Europa.

Violência

Quando era livre Minha vida era uma Aventura.

A violência é muito ruim Várias pessoas a se agridem Em um pingo de compaixão Falando muito palavrão

Agora sou um pássaro Preso em uma gaiola Distante do mundo

O mundo sem violência seria melhor Pessoas unidas sem xingamentos Porque unidos podemos mais Porque com a violência a união se desfaz

Rebecca Bulhões de Carvalho 6º Ano – Mostra 2011

A nossa sociedade pode melhorar Sem brigas, sem agressões E sim uma coisa importante Amor e compaixão Victor Gabriel A. Leite 7º Ano – Mostra 2011

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Perder alguém Perder alguém não é fácil Perder alguém dói muito Perder alguém não dá pra segurar A perda de alguém deixa saudade Às vezes nem parece verdade De tanta dor que a gente tem Mas isso faz todos nós passaremos Perder alguém especial um pai uma mãe Todos nós vamos perder mas quando Nós morremos em algum lugar nós vamos nos encontrar Para a saudade matar.

Minha professora Tem gente que gosta de brincar Minha professora gosta de escrever Assim é, pra ela ganhar a vida

Daniel Silva 7º Ano – Mostra 2011

Poesias românticas todos gostam Por isso escrevo para ela ler Na escola aprendemos Para nunca mais esquecer

Querendo você Tudo tem uma primeira Vez! Querendo ou não! Escutando aquela música Vem no pensamento a vida E as histórias vividas... Escorrendo uma lágrima traiçoeira Esqueço totalmente nosso planeta... Mentindo ou fingindo, Preciso estar contigo! Não quero um amor certo! Sem você não posso viver! Quero estar com você!

André de Menezes Vidal 7º Ano – Mostra 2011

Hilze Maria Carvalho 7º Ano – Mostra 2011

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A primeira vez A primeira vez que viajei De avião, fiquei nervosa, Com medo e quando ele Estava subindo fiquei Com frio na barriga, Mas tudo correu muito Bem, foi também muito Divertido Eu adorei. Descobri que à noite Não era a lua que se mexia, eram as nuvens De manha Fiquei imaginando Desenhos nelas Imaginei um dinossauro Depois um cachorrinho Uma girafa E muitas outras imaginações Aprendi que a vida é Bela.

O melhor amigo O melhor amigo Não dá para definir Mas ele sempre está aqui Não precisa você chamar Pois ele aparece para te ajudar Nos momentos tristes Ele vem pra te acalmar E tenta te alegrar Nos momentos felizes Ele também está aqui Bem do nosso ladinho E vai te acompanhar Para qualquer lugar

Mickaella Printes 7º Ano – Mostra 2011

A professora de Português A professora de português é Legal e divertida Animada e bonita Amiga pra qualquer hora Cada dia mais bonita e Mais charmosa Carinhosa, sempre Ajuda quem precisa Com aquele sorriso No rosto!

Anna Beatriz Campos 7º Ano – Mostra 2011

Bruno Conde 7º Ano – Mostra 2011

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Cachoeira Águas claras Som suave Natureza pura Leve e serena Águas passageiras Que passam com calma Límpidas e reluzentes Lugar Família Sentimento A noite chega E o fim também Foi bom ser feliz Por alguns momentos

A escuridão O negro... O medo... A morte... E eu não tive sorte.

Any Vitória 7º Ano – Mostra 2011

O beco estreito O barulho estranho O vendo úmido O medo da sombra

Sentimentos Pergunte-me! - esse é o meu fim?? Eis que vejo uma luz E essa luz é DEUS.

Alegria, Doce alegria Bela melodia Poesia Alegria Amar Aprender Viver Alegria Sentimento dia-a-dia

Thiago Monteiro Mostra 2011

Julia Froiz 7º Ano – Mostra 2011

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Convite Através de um bilhete Um convite alguém mandou Disse que queria me conhecer E por mim se apaixonou No outro dia a resposta esperou Eu disse não Pois eu tinha outro amor Uma linda mulher Que já me ganhou Matheus Roberto 7º Ano – Mostra 2011

Desenho Pode ser simples, Bonito, Criativo, Uma pessoa, Um animal, A chuva, O sol, O céu, O mar

Amor x amizade

Desenho desenhado Pintura pintada

O que mudou O que aconteceu Será que a amizade morreu?

Desenho surreal Diferente de tudo Algo nunca feito Por mim Nada igual

Tenho que entender Você cresceu Eu também Meu amor floresceu E o seu morreu

Armando Neto 7º Ano – Mostra 2011

Mas se algo acontecer Lembre-se Eu sempre estarei com você Gabrielly Rodrigues 7º Ano – Mostra 2011

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O impossível Não vá! Continue vivendo Você me protegeu, Acompanhou-me, Você me amou Mas você se foi Ficou a saudade Fiquei vulnerável A dor é enorme Volte para cá Fique comigo, Ajude-me a continuar Quero o impossível Amo você

Só Um Gagy é Gaby Any é Any Júlia é Julia Thaysa é Thaysa Laura é Laura Brenda é Brenda Luiza é Luiza Lorena é Lorena Matheus é Matheus André Luis é André Luis Derik é Derik Brenno é Brenno

Alan Alves Reis 8º Ano – Mostra 2011

Mãe Mãe é heroína Mulher maravilha Abraço que traz paz Beijo que traz sossego Uma vida sem mãe É uma vida incompleta Mãe é como ar puro Doce de se sentir Perfume bom de se cheirar Coisa boa de se amar

Amizade é Amizade O todo é tudo E nós? Somos só um no mundo

Débora Monteiro Pereira Lima 7ª Ano – Mostra 2011

Bárbara Alves Garmendia 8º Ano – Mostra 2011

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Mulher Mulher é diferente Mulher é especial Mulher é confiante Mulher é trabalhadora, É sensacional Mulher nasceu com uma missão De ser mãe, Por isso Mulher é sensível, más, Algumas vezes radical Mulher é sublime Mulher é um ser transcendental

Melina Nogueira 8º Ano – Mostra 2011

Companheira Queria sair voando para poder te encontrar No imenso céu azul Só para te ver sorrindo mais uma vez Queria! Como eu queria! Minha maior companheira Não está mais aqui Mãe, volta para mim Não me deixa sozinha

Escolhas

Faria tudo só para ter você de volta Mais um minuto Mais um segundo Seria a melhor coisa Do mundo

A vida é feita de escolhas O fácil e o difícil O bem e o mal Ajudar ou ficar parado E você, o que vai fazer? Ficar fingindo que nada está acontecendo? Pensando que não tem nada a ver com isso E simplesmente não ligar

Gabriela Fernandes 8º Ano – Mostra 2011

Veja o sofrimento e a angústia A dor e a morte Ajude com o pouco que tenha Fará muita diferença Élika Cristina 8º Ano – Mostra 2011

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A saudade que mata Os dias vão passando E a saudade me matando Agora não posso estar com você E nem sei quando vou te ver Você é tão especial Até mais que o ideal Amiga maravilhosa Nunca vou esquecer Não importa o lugar Não importa a distância O amor que existe entre nós Nunca vai acabar Eu posso gritar Amigas para sempre!

A natureza A natureza é beleza Não tem tristeza Pode ter certeza

Sancha Gabrielle Anhez 8º Ano – Mostra 2011

É vida gerando vida Com vida A deslumbrante natureza É com certeza Uma das maravilhosas Riquezas

Palavras As palavras são ditas Sem ao menos pensar Saem da boca tão rápido Que qualquer pessoa pode se magoar

A luz da natureza Nos ilumina Para prosseguirmos A vida

Palavras são ditas com facilidade Mas ouvidas com dificuldade Então, para não magoar ninguém Pense duas vezes antes de falar

Divino Junior 8º Ano – Mostra 2011

Ana Paula Cardos 8º Ano – Mostra 2011

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Arte viva Não vivo de arte É a arte que me vive Não sou uma tela Mas um pincel me desenha Fico sem ar Estou no mar Aquarela viva Cores de admirar Pinto um quadro Um animal Qualquer um ser mortal Imaginação alada Ideia pintada Mas que arte é essa? Tão bela Arte como essa Não tem igual

A arte de amar Amor não é só atração Tem muitas coisas além da diversão Arte não é só cantar, dançar, pintar, e representar, Arte também é amar

Geovane Colares 7º Ano – Mostra 2011

Misture os dois E viva a arte de amar

A cada momento

Geovana Fernandes 7º Ano – Mostra 2011

A cada história um novo dia A cada amanhecer uma nova história A cada história uma nova vida A cada hora um sentimento A cada minuto um pensamento A cada segundo um olhar A cada milésimo um sonhar Gabriely Passos 9º Ano – Mostra 2011

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Alegria Dentro de mim mora a alegria Alegria de viver Alegria de sonhar Alegria todo dia Alegria sem parar Quem tem alegria Sonha sem parar Alegria é um bem Todos têm Em momentos de alegria Só para recordar

Alegria Dentro de mim mora a alegria Alegria de viver Alegria de sonhar Alegria todo dia Alegria sem parar Quem tem alegria Sonha sem parar

Larissa S. Freitas 9º Ano – Mostra 2011

Alegria é um bem Todos têm Em momentos de alegria Só para recordar

Sentimentos Sempre que me vejo no espelho Nunca olho minha aparência E sim meus sentimentos Quando estou triste Derramo uma lágrima Quando estou feliz Abro um sorriso Pois o rosto É tela vazia Que precisa ser preenchida Pelo nosso espírito

Larissa S. Freitas 9º Ano – Mostra 2011

Juliana Sulzbach 9º Ano – Mostra 2011

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Anjo da guarda Ficção, mito ou verdade Eles existem? Ou é a imaginação que os projeta E os transforma? Eu tenho um anjo Que me protege de todos os males Todos os dias da minha vida Anjos de brincadeira De ficção De verdade Bonecos de anjos Anjos do coração Não sei como são Nem se existem Mas sei que tenho o meu Anjo, anjo do coração

Palavras Brincar com as palavras Sorrir com elas Se divertir com elas Palavras nos encantam Nos alimentam

Maria Vitória Almeida 8º Ano – Mostra 2011

Palavras expressam O que queremos Palavras se transformam De acordo com o sentimento Nós as utilizamos Somos os donos das expressões Mas cuidado com as emoções

Anjos Anjos nos ajudam Nos ajudam a nos alegrar Mas não podemos esquecer De pedir a Deus Nos abençoar Todos têm um anjo Cada um tem o seu Mas não podemos magoá-los Se não, você perde o seu Anjos têm asas E podem voar Por isso tome cuidado Que eles podem escapar

Letícia Telles 8º Ano – Mostra 2011

Fernanda de Amaral Sales 9º Ano – Mostra 2011

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Meu anjo Dentro de mim mora um anjo Dentro de mim bate um coração Para Jesus Só para ele Que ama a todos nós Dentro de mim mora um anjo Lindo, jovem, elegante Educado Um anjo perfeito Anjo que Deus me deu Para me proteger para sempre

Paz Páz, amor, esperança É tudo o que temos E às vezes Nós as escondemos Para não mostrarmos O que está acontecendo Nós nos fechamos Para não falar a ninguém O que fizemos ou deixamos de fazer Só para parecer Uma pessoa forte De ser

Fernanda Araújo 8º Ano – Mostra 2011

Poesia Ah! Poesia! Sempre nos convidando a escrever Escrever não só palavras Mas sinônimos de amor Amor de poesia Ela sempre será minha Minha para sempre ela será Não existem barreiras para as palavras Pois a qualquer hora do dia Palavra por palavra Surge uma poesia

Kleymerson Carvalho da Silva 9º Ano – Mostra 2011

Nathally Ferreira Gomes 9º Ano – Mostra 2011

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Meu cachorro Era um amigão O meu Totó Conquistava qualquer um Era tão carente Que não sai da mente Comia tudo Brincava muito Mas teve um final triste Um monte de lágrimas Corações estraçalhados Totó deixou saudades demais Mas agora está em paz

Anjo Por que será que todos Pensam que eu sou revoltada? Dentro de mim mora um anjo Para falar a verdade, nem eu sei Mas eu só sei de uma coisa Eu sou uma boa pessoa

Letícia Iglesias 8º Ano – Mostra 2011

Dentro de mim mora um anjo Um anjo e bom amigo Como será que ele é? Talvez um dia eu descubra E jogue fora esse sentimento de culpa Por não saber quem eu sou

Arte Arte é algo Que nos faz pensar Arte é algo Que nos faz sonhar

Vitoria Roberta 8º Ano – Mostra 2011

Nela nos expressamos Resumimos os sentimentos Contamos a ela O que sentimos no momento Arte é importante Para nós, humanos Para podermos desabafar E o talento mostrar Raphael Thiago Cavalcante 8º Ano – Mostra 2011

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Me apaixonei por você Não sei se vou escrever Não sei sobre o quê Só sei que quero Falar de você Não consigo pensar Em nada além de você Você não sai da minha cabeça Nem do coração Paixão que bate forte Coração a 20 por hora Esperando por você

Amigos Amigos legais Felizes Amados Loucos Fofos Que ajudam Que não te culpam Que não são amigos também são amores e dores É muito louco

Sinto pulando Querendo sair Para se unir ao seu Não sei por quê Não sei como, quando, nem onde Só sei que me apaixonei por você Rita de Cássia Maia 8º Ano - Mostra 2011

Igor Gabriel 8º Ano – Mostra 2011

Poesia Poesias não são simples rimas Nem simples textos Nem qualquer palavra Ou qualquer coisa que se escreva São estrofes, linhas, rimas Que fazem sentido, Ou não! Sendo assim, Então Sou poeta Lucas Thuran 8º Ano – Mostra 2011

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O planeta O planeta está gritando Ele quer ser ajudado Porque se ele morrer Tudo estará acabado Ele chama com calor Chama com o frio Se não ajudarmos Ele ficará vazio Não dá para evitar a destruição Mas se prestarmos atenção Não devemos nos queixar E sim ajudar Tudo está eminente O planeta está doente Será que vai acabar?

Meu bem E se não me lembrar de você, Você vai se lembrar de mim? E se eu não gostar mais de você Você ainda vai gostar de mim? Ah! Meu bem! Como você me faz bem, Como você me faz feliz, Como você me faz sentir...

Yago Delcon 9º Ano – Mostra 2011

Como você me faz sorrir, Como você me faz chorar, Como você me faz te amar E agora? O que eu faço para isso acabar? Pra esse sentimento Não me sufocar.

Metal Nada tem sentido a não ser um eterno ruído Vão te chamar de louco Tudo isso todo mundo é um pouco O mundo precisa de metal Daqueles com veneno total O volume máximo no ouvido O barulho infernal, zumbido Um solo de guitarra termina Um mega show se encerra Uma eterna loucura mental Rebelde natural comemorando o natal Volume no máximo de um som mortal

Carla Pierre 9ª Ano – Mostra 2011

Afonso Souza Neto 9º Ano – Mostra 2011

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Amizade Tenho vários amigos Mas alguns especiais Ajudam-me nas horas tristes Quando não estou legal Podemos até brigar Isso é normal Mas no fime das contas Tudo fica normal Temos muita amizade Muita sinceridade Mas o que importa Mesmo é a nossa amizade

Tempo, Lugar e sentimento O tempo nunca para Restaura nossa alma O tempo é uma versão De um humilde coração Lugar, me lembro do passado Passado, um lição para se meditar Não para se reproduzir... somente A tentativa nos possibilita conquistar. Sentimento senti, por ti Vivi e sem me arrepender De nada, num futuro poderei dizer: Tentei. O tempo ficou marcado O lugar será sempre lembrado E o sentimento jamais afogado.

Flavia Alves Fuloza 9°Ano - Mostra 2011

Sonho Um sonho que tive Um sonho impossível Feito de ilusões Imundou minhas emoções Agora o que resta é seguir em frente Com a esperança de que um dia volte O amor que por te senti Com recordações viverei Por ti chorarei Por que para sempre te amarei

Juliana Ribeiro Mello 9°Ano- Mostra 2011

Laura Katherine 9° Ano- Mostra 2011

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Eu almejo... Almejo um futuro melhor Pois não dá para mudar o passado Vivo o presente Pois o futuro ainda não chegou E está muito tarde para viver o ontem Viva o presente. Não existe como não se arrepender Pois nada é perfeito Perfeito só em sonhos Pois em sonhos tudo é possível Por isso vivo o hoje Mário Lúcio da silva reis filho 9° Ano – Mostra 2011

Eu encontrei... Eu encontrei uma pessoa muito especial Encontrei mas longo perdi como no sonho Achei certo encontrar alguém como você No final do túnel eu encontrei alguém Essa pessoa me fez mudar o meu jeito Desse jeito simples me conquistou Queria encontrar alguém especial como você

Por causa de você me iludi

Cayan castro Corrêa 9° Ano – Mostra 2011

E quase me feri O amor me decepcionou Mas você continua sendo O meu querido amor. Não sei Até aonde o amor vai me levar Mas eu te peço, não me magoe mais. Sei que posso rir! Dara Araújo 9° Ano – Mostra 2011

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A lágrima de um rosto Descendo por suas bochechas Rosadas uma lágrima De um anjo sem asas Rosto triste Desesperado para uma Solução que só Deus Sabe... Um coração partido O conflito ativo Uma lágrima caída

Minha estrada

Renato Ferreira 9° Ano – Mostra 2011

Na estrada da vida você tem que escolher, Um modo de vida para seguir, Um modo de pensar para o seu ser, Só assim, viver você vai conseguir.

Viver é uma escolha, Não desperdice sua vida Venha, vamos andar, Sempre parando para pensar.

Indecisão E eu fico nessa indecisão, Sem saber o que quero, Com essa dor no coração, Logo me desespero.

O nosso passado vai ajudar, A nosso futuro trilhar, Vamos escolher Aquilo que podemos ser.

E agora? O que vou fazer aqui? Você foi embora, Mas as lembranças ficaram em mim.

Afonso Souza Neto 9ª ano – Mostra 2011

Não posso, fazer nada, Acho ate que mereci, Só posso te ver em meus sonhos, Então eu vou dormir. Bruno Carvalho Costa 9° Ano – Mostra 2011

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Amor Amor que se foi Que acabou e muitos momentos deixou Espero conseguir alguém como você Mas enquanto não acho continuo a procurar Seu lugar aqui sempre será Espero você voltar, mas enquanto não vem Outro está em seu lugar O nosso fracasso me fez acreditar que esse Tal de amor verdadeiro nunca existiu e Nunca existirá. Isabeli Campos 9º Ano-Mostra 2011

Sonho da noite Queria voltar no tempo Reparar o que já se foi e Não pensar em desistir Reviver momentos alegres e Acabar com tristes momentos Pensar, agir o tempo passa a toda hora é bom lembrar e sonhar e viver o agora.

Viver x Existir A vida passa, muito curta E se você não aproveitar Outra chance não terá

Gabriela de Souza 9º Ano- Mostra 2011

Busque a felicidade para E alguém sentir saudades Pois o tempo passa sem esperar Quem quer no passado ficar Tome banho de chuva Abrace quem você ama Se você se perdeu na curva O tempo a todos engana Então, faça ele estar seu favor Não exista apenas Viva, e com amor Faça a diferença. Monalisa Negreiros 9º Ano – Mostra 2011

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Um sonho Uma vez sonhei que a terra era um lugar de paz e muita felicidade, não havia mais guerra nem dor. Um mundo perfeito em que todos podiam ser felizes e viver em perfeita harmonia na Terra. Um mundo colorido, perfeito E cheio de paz, um sonho que eu Queria realizar.

Os meus caminhos são escuros e sombrios São como pássaros vendados Nunca sabem o caminho São como estrelas sem brilho São como uma casa sem eletricidade.

Caio Cesar Assimem 9º Ano – Mostra 2011

Os meus caminhos são assim Querendo ou não Só eu que posso caminhar É escuro e sombrio E só tem Deus para me ajudar.

Amor O que aconteceria se não tivesse amor? O mundo se encheria de ódio e rancor? As pessoas queridas não teriam seu valor? Seria como se o sol não tivesse calor. Como se o arco-íris não tivesse sua cor. Como se machucar e não sentir dor.

MILLER 9° Ano – Mostra 2011

Seria como correr e não suar Como tomar banho e não se molhar Como alguém viver sem o ar Como ver uma piscina e não se atirar Como um advogado sem nada a declarar Como um homem que chora por sua amada O homem sem amor não seria absolutamente nada. Marcus Freitas 9º Ano – Mostra 2011

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Quero Eu quero um mundo azul... Cheio de água, Eu quero um mundo amarelo... Cheio de luz, Eu quero um mundo vermelho... Cheio de amor, Eu quero um mundo verde... Cheio de grama, Eu quero um mundo branco... Cheio de paz, Eu quero um mundo marrom... Cheio de chocolate. Mas... para que tudo isso? Para viver com você! Marcos Alexandre M. da Silva 9º ano – Mostra 2011

Sofrimento O que é sofrimento? Sofrer por amor vale a pena? Sofrer por “amizade” vale a pena? Vale a pena sofrer? Escolher as pessoas é bem fácil E julgar também. Sofrimento por diversão É muito comum Sofrer por alguém É a melhor escolha. Henrique Siqueira 2º ano – Mostra 2011

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4 Palavras Amor, palavra pequena, Mas tão grande em meu ser Amor, sem você eu não seria nada, Quero que me complete... Para sermos um só. Amor, não me machuque, Não me magoe, Não parta o meu coração Amor, que seja eterno enquanto dure E dure para sempre.

Amizade Amizade não é algo Que te tira do chão E te leva para lugares distantes... Isso é avião.

Gabriella Santos – 3º N.L.

Não é algo que te faz perder a respiração e a fala... isso é bronquite.

Chamego de um beijo

Não é algo que te pega de surpresa E te faz refém Isso é seqüestro.

Sempre que eu te vejo e Sinto teu aconchego, Percebo o quanto é lindo e, O quanto é perfeito, Nosso amor cheio de erros.

Não é algo que se possa prender e botar Para fora quando quiser... Isso é cachorro.

Adoro o teu beijo, Adoro o teu cheiro E além de tudo que é perfeito Amo demais os teus beijos com Sabor de aconchego.

Amizade é amor, Respeito, parceria, Carinho, hora, Confiança e saudade... Tallyta da Silva Felippin – 3º J.D.

Por isso vem comigo Sentir todos os perigos Viver uma vida plena Cheia de alegria. Lorena Marialva – 3º N.L.

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Hoje não é meu aniversário Não consigo me movimentar É tão complicado estar aqui No meu lugar. Não sinto meu coração bater, Por que não ouço minha respiração? Estou me sentindo o aniversariante, Mas meu aniversário é só em abril.

Seu olhar

Todos me olham e me abraçam Por que minha mãe chora tanto Será que morri? A morte é horrível!

O sofrimento de sua ausência Causa uma dor dentro de mim Amargando tudo que vejo lembrando os tempos que Tinha você perto de mim.

Meu sangue não circula, Quero chorar, mas de meus olhos Não saem lágrimas, não sinto dor Apenas remorso, afinal morri sem nunca lutar por um ideal, apenas morri como ninguém.

O seu gosto em minha boca O seu olhar em minha mente O seu cheiro me faz lembrar Do que parecia ser para sempre. Agora vivo a minha vida Sem medo do que possa acontecer E a tristeza de lembrar que um dia tive você.

Joana Frota – 3º J.D.

Se eu pudesse voltar atrás Faria tudo diferente Seria eu, você e o eternamente.

Superação Corra, persista, vença Sem medo ou qualquer desavença Ande e escute que te convença Que a vida é bem melhor quando se tenta.

Diego Bussons – 3º J.D.

Corra, persista, vença Lute e nunca desista Faça sua própria vista De pessoas que são como artistas. Artistas, cantores, atores Siga em frente sem temores E sem guarda rancores dos amores. Faça a vida valer a pena Viver não é filme de cinema Não se pode escolher qualquer tema. Laís Coelho – 3º J.D.

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As guerras Com olhos vermelhos e ardentes Com presas brancas e afiadas As mãos ensanguentadas mostram o terror Violência, tristeza, angústia. Cortando o ar, o som de uma bala Que percorre todo o mundo O desespero invade o rosto dos inocentes As chamas cobrem os corpos Que apodrecem no chão Onde está a paz que todos desejam? Quanto tempo mais veremos morte? É tão difícil querer criar nossos filhos Em um mundo onde ele possa Andar tranquilamente.

O passado parece bonito olhando daqui Aquele tempo quando eu sentia outra coisa Aquela música ainda me faz chorar Aqueles braços ao meu redor Aquele cheiro Aquele toque Aqueles momentos que nunca voltarão Quando eu estava lá, tudo era triste Mas olhando daqui tudo parecia bonito Hoje dormir juntos não é nada Eu não sinto você Eu não sinto eu E pior, eu não sinto nós Tempos atrás eu senti falta de você Hoje dói não ter você aqui Outra música me faz lembrar você E eu lembro que você não voltará para casa esta noite Talvez você volte outra noite Talvez eu não esteja por aqui Talvez você nunca mais volte Mas se você o fizer Me espere no portão Eu vou chegar E abrirei a porta para você.

Luís Cabral – 3. Ney Lobo

Como Amar o Homem O homem é um ser incompreensível Uns são meigos, sensíveis e carinhosos. Outros, brutos, grossos e sem um pingo de vergonha na cara. E nos enganam e nos magoam. Como amar um homem com tantos defeitos? Como não amar um homem Carinhoso, doce e sensível? Esperar um homem perfeito é impossível, Pois a perfeição não existe. Como amar e ser amada Sem magoar e ser magoada?

Tábita Monzoni – 3º N.L.

Cristiane Lemos – 3º Ney Lobo

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Loucura Às vezes acho que estou louca As pessoas pensam isso de mim Só tenho uma coisa a dizer A culpa disso É de você. Por que fez isso comigo? Me deixou sozinha Sem amor e sem você. Já me convenci da loucura E ela se tornou minha melhor amiga. Afinal, antes viver de loucura Do que morrer por você.

Amor

Carol Dias Gomes 3º JD

Toda a minha vida procurei Procurei e não achei. Algum dia eu sei Que ele vai me encontrar E vou me conformar E essa solidão vai acabar. Cada minuto, cada segundo É muito tempo para amenizar O que estou sentindo.

Meu Mundo

Monique Lopes – 3°JD

Meu mundo é pequeno Mas é especial. Todo mundo está vendo que Ele está sofrendo Que está chegando seu dia Final. Nesses tempos de guerra e poluição Só estão sendo gastos Tempos em vão. Filliphi Alef Morais – 3°JD

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Meus Caminhos Os meus caminhos só eu faço Dou passos bem assim e com pressa Quero ficar perto de você Me manda um sinal e vem depressa É só você acreditar que é real Depois de tudo, não me diga que esqueceu Suas lembranças me esquentam Mas parece que o seu amor por mim morreu. O que eu lhe dei foi muito pouco Eu sei e me arrependo Não precisa me lembrar Não vou fugir das minhas responsabilidades. Mesmo não tendo você mais aqui Ainda o amo, não me esqueça Fiz e faço tudo por nós Independente do que aconteça.

A Morte O último andar da vida Vem com passos lentos, de arrepiar E só os sonolentos não conseguem enxergar O que vem de repente não se pode parar. A morte está no infinito Ninguém pode desvendar É o brilho da escuridão, mais esquisito. Quando se ouve o grito Já pode esperar o inimigo Que vem para assustar. A morte não diz que vai chegar Mas todo mundo pode esperar Quando ela chega... Chega sem avisar.

Emilly Santos 1º Ano Ensino Médio – Mostra 2011

Tallyta Felippin 3º ano Joana D’arc

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Vida Real Passo a passo, crescendo; O relógio não para E nunca volta atrás. Agora eu tenho que seguir em frente, Sem olhar para trás Temos apenas as lembranças. Isto não é um museu Que vive do passado Esta é a vida.

Eu era Eu era tão feliz E não sabia, amor. Fiz tudo que eu quis E agora sofro a dor.

Aldenora Furtado 3º ano Ney lobo

A solidão que agora existe No meu coração persiste E agora vivo triste. Kevelyn Sbravati 3º ano Ney Lobo

Não era para ser assim Eu queria entender o que se passa Em sua cabeça Entender os seus pensamentos. Será que é tão difícil você admitir O que realmente sente em relação a mim? Confesso que estava sentindo algo por você Confesso que me empolguei Quando você cantava olhando pra mim. Mas não era para ser assim Eu gostando de você E você pisando em mim. Lorena Marialva 3º Ney Lobo

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Surf Um oceano inteiro Esperando por mim. Quando entro para surfar Ele vem me desafiar E por suas ondas incríveis eu deslizo. No fim do dia Damos trégua um ao outro E ele me presenteia com O pôr-do-sol. Maria Paula 3º ano Ney Lobo

Sentimento Inexplicável Um sentimento inigualável Um amor impossível Um sentimento roubado Uma esperança perdida. Ao olhar em teus olhos O meu mundo para Será por que meu mundo é você? Ou será por que amo você? Coisas incompreendidas Amor não correspondido Quanta alegria seria Viver para sempre contigo. Karoline Cunha Coimbra 3º ano Ney Lobo

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Caminhos Os meus caminhos se confundiram Foram tantas as influências Provei de cada geração um gesto, uma atitude. Fui poeta apaixonada Governadora arrependida, professora atormentada Fui jornalista assassinado, cantor indignado. Eu fui homem, fui mulher Contente e descontente Amado e apedrejado por muitos. Eu fui fiel a quem quis ser E por isso Me contento com toda a confusão E meus caminhos transcendem. Fabiana Schmith 1° Ano/ Ensino Medio – Mostra 2011

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Referências

http://www.revista.agulha.nom.br/tmello.html - pesquisado em 20/06/2011 - às 10h http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/amazonas/alcides_werk.html pesquisado em 22/06/1991 - às 12h http://pt.wikipedia.org/wiki/An%C3%ADbal_Be%C3%A7a – pesquisado em 30/06/2011 – às 9h http://www.call.org.br/autores/autor_Maxcarptier.htm - pesquisado em 23/07/2011 - ás 7h http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/sao_paulo/orides_fontela.html - pesquisado em 29/07/2011 - ás 9h http://pensador.uol.com.br/sonetos_william_shakespeare_sobre_o_amor/ pesquisado em 02/08/2011 – ás 8h http://www.sumauma.net/haicai/haicai-oquee.html - pesquisado em 02/08/2011 ás 8h http://www.amoremversoeprosa.com/450florestaamazonica.htm - pesquisado em 03/08/2011 ás 8h http://sitedepoesias.com/poesias/30121 - pesquisado em 03/08/2011 - às 20h http://www.ilhado.com.br/index.php?id_editoria=25&id=1504 – pesquisado em 05/07/2011 – às 6h

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Sumário APRESENTAÇÃO ............................................................................................................................ 7

AGRADECIMENTO ......................................................................................................................... 8

ORAÇÃO ........................................................................................................................................ 9

O QUE É POESIA? ........................................................................................................................ 10

PROCURA DA POESIA (CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE) ................................................... 12

HISTÓRICO DAS MOSTRAS DE POESIA ....................................................................................... 14

PRODUÇÃO DE TEXTOS (MOSTRA DE POESIA 2009) ................................................................. 75

PRODUÇÃO DE TEXTOS (MOSTRA DE POESIA 2010) ............................................................... 104

PRODUÇÃO DE TEXTOS (MOSTRA DE POESIA 2011) ............................................................... 131

REFERÊNCIAS ............................................................................................................................ 168

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Caminhos Poéticos da Juventude 2011