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EDIÇÃO Nº 6 - ANO 2 - MAIO / JUNHO DE 2012

FONTE DE INFORMAÇÃO, NEGÓCIOS E VIDA

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SUMÁRIO SUMÁRIO 4

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Editorial

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Matéria Especial: 1 Ano de Revista Amazônia S/A

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Turismo Internacional: Cancun

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Coluna do Dandão: A natureza da mídia

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Tendências: Beleza do Couro

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Comportamento e Beleza: A arte da maquiagem

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Jurídico S.A.

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Artigo: Gestão Financeira de Empresas Sustentáveis

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Turismo Regional: Um voo mágico

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Meio Ambiente: Geoglifos do Acre

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História: O sonho da autonomia acreana

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I Fórum Internacional de Educação e Tecnologia do Acre

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Empreendedorismo: As riquezas da Amazônia em forma de biojoias

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Matéria de Capa: Beleza com conteúdo

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Gente Nossa – Acre

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Gente Nossa – Rondônia

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Artigo: Política e Humanidade

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Impressões Digitais: Facebook na bolsa da Nasdaq, e daí?

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Portfólio Agência S/A

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Mente Aberta: Férias – diversão é coisa séria

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Sustentabilidade e Produção

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Manipulando Ideias: Saúde e Beleza

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Gente S/A

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Deu o que falar: O Cotidiano Amazônico

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Esporte: Amazônia se prepara para a Copa 2014

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Palavra Final: Ter um alvo

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Amazônia S/A Indica

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Editorial

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m ano de Revista Amazônia S/A! Quantos foram os caminhos que per corremos para chegar à cada tipo de leit or, cada gosto particular, cada expectativa! O Livro Sagrado diz “quanto melhor é adquirir a sabedoria do que o ouro”... (Provérbios 16:16). E como identificamos essa máxima em nosso árduo trabalho. Mesmo sabedores que a leitura de qualidade tornou-se deleite de poucos, também constatamos que a atração pela beleza da R evista Amazônia S/A cr iou novos partícipes desse univ erso maravilhoso do ‘conhecer’, do ‘saber’ e consequent emente do ‘possuir’. Possuir uma viagem pelos vales , mares, florestas. Quem esteve com a gent e por estes caminhos? Foram muitos! E como aproveitaram... E é o que nos borbulha o coração. A sensação de participar de uma fase nova na Amazônia brasileira, onde int ercâmbio de negócios, lugares, cultura e saber es invade qualquer espaço, sem pedir licença. E precisa? Amazônia S/A desbravou um território que fertilizou ideias, propôs inovação e revolucionou hábitos. Desta feita, esta edição que está agora em suas mãos traz uma visão análoga do que fazemos: conteúdo com beleza! Entendemos de escrever temas leves, assuntos de interesse comum e incluímos as belas imagens r elacionadas, num trabalho editorial tanto quanto belo. Nossa alegria nesta E dição Especial de Aniversário é saber que fiz emos o melhor , com o esforço de profissionais investidos de paixão e parceiros muito valorosos. Aproveite sem moderação cada página que com beleza e conteúdo preparamos para você. Boa leitura! Mirla Miranda e Alan Rick SOBRE OS EDITORES Mirla Miranda é jornalista com MBA em Assessoria de Imprensa e pós-graduação em Marketing e Gestão de Alto Nível pela AMANA-KEY, também formada em Administração de Empresas, apresenta o programa AMAZÔNIA S/A no SBT (no estado do ACRE). Alan Rick é jornalista e escritor, pós-graduado em Jornalismo Político, também formado em Administração de Empresas com habilitação em Comércio Exterior, apresenta o Programa Gazeta Entrevista, da TV Gazeta - Rede Record no estado do Acre.

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EXPEDIENTE Revista Amazônia S.A. Direção Geral MIRLA MIRANDA (DRT/AC129) Direção de Jornalismo ALAN RICK MIRANDA (DRT/AC27) Jornalismo TIAGO TELES / LILLIAN LIMA Produção MIRLA MIRANDA / MARCO BROZZO / TIAGO TELES / MAYA MARINHO Fotografia MARCO BROZZO / NAYARA MENEZES / DIEGO GURGEL / RICARDO FREDERICO / SÉRGIO VALE Foto da Capa NAYARA MENEZES Modelo da Capa JÉSSICA MAIA Colaboração HEBERT COSTA / FRANCISCO DANDÃO / BRUNO CÁSSIO / VANESSA FRANÇA / MANOELA PAIM / BERTA ZULEIKA / GIGI HANAN / LUCIUS GONÇALVES / NAYARA MENEZES / ERICKA ROSAS / DANILA TORRES / ANTÔNIO KLEMER / LENIRA PONTES / JACKIE PINHEIRO / TIAGO JURUÁ / GILBERTO MIYAMOTO / GILLIARD ROCHA Diretor de Criação MIRLA MIRANDA / MAX ARRAES Diagramação e Design Gráfico AFONSO JUNIOR Departamento Comercial MAYA MARINHO Consultoria Comercial MEYRE MANAUS / JAQUESON QUEIROGA Impressão GRÁFICA GARILLI Revista Amazônia S.A é uma publicação da Agência S/A Comunicação & Negócios Contato comercial e vendas: (68) 3224-0882 amazoniasa@amazoniasa.com.br www.amazoniasa.com.br SAC: (68) 9205-2396

A AMAZÔNIA S/A não se responsabiliza pelas opiniões emitidas nos artigos ou matérias assinadas e não tem nenhuma afiliação às empresas mencionadas. A reprodução total ou parcial do conteúdo editorial desta Revista tem seus direitos reservados e protegidos pelas Leis do Copyright, sendo a mesma somente permitida com autorização expressa da Agência S.A. Comunicação e Negócios e com citação da fonte.

EQUIPE Agência S/A Comunicação & Negócios Direção Geral MIRLA MIRANDA Direção Comercial e Financeira MAYA MARINHO Produção MARCO BROZZO / TIAGO TELES Assessoria de Imprensa LILLIAN LIMA Jornalismo MIRLA MIRANDA / TIAGO TELES / LILLIAN LIMA Diretor de Criação MIRLA MIRANDA / MAX ARRAES Designer Gráfico AFONSO JUNIOR Editor GILBERTO SAMPAIO Videografismo WESLEY BARROS Cinegrafista ALBANIR SAMPAIO Assistente Administrativa LICE VIEIRA

Agência S/A Comunicação & Negócios Av. Getúlio Vargas, 1667, Bosque, 69.900-610 - Rio Branco - Acre (68) 3224-0882 www.amazoniasa.com.br amazoniasa@amazoniasa.com.br

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Revista Amazônia S/A comemora um ano de amadurecimento, promovendo boas ideias e transmitindo inspiração em suas páginas repletas de conteúdo e informação de qualidade. Nosso lema ‘fonte de informação, negócios e vida na Amazônia’ mostrou não somente os investimentos que movimentam a região mais rica do país, mas também histórias de sucesso, além do cotidiano da população do norte do país. Lançamos 6 edições em 12 meses. Foram mais de R$ 100.000,00 em investimentos e o número de 18.000 revistas comercializadas no Acre, Rondônia, Roraima e Manaus.

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Revelamos ao longo de um ano, diversas ações empreendedoras, turismo, moda e beleza, políticas públicas, gastronomia, personalidades e claro o panorama cultural das mais diversificadas cidades e regiões que formam a Amazônia. Foram 36 anúncios de página inteira, 8 páginas duplas e 13 de capa. Destas marcas parceiras, 13 são nacionais, somando mais de 50 empreendimentos anunciando na Revista Amazônia S/A, sempre respeitando o compromisso em mostrar as belezas da Amazônia para todo o país, como já fazemos há 8 anos no Programa Amazônia S/A. Também criamos tendências. Como foi o caso do grande lançamento da primeira edição da Revista Amazônia S/A, campanha que envolveu nossos leitores utilizando a foto da ex-senadora acreana Marina Silva estampada em nossa capa. Viajamos o Brasil e também o mundo, por que não? Conhecemos o interior do Acre, outros estados da Amazônia e também países e continentes em viagens sempre marcantes. Fomos até a Europa, Miami, paraísos tropicais e naturais, proporcionando uma verdadeira excursão pelo mundo, através das imagens de cada lugar. E por falar em imagem. A Revista Amazônia S/A está sempre bem ilustrada com fotos produzidas por nossa equipe de fotógrafos, jornalistas e parceiros. São fotografias sempre bem produzidas e preparadas para agregar ainda mais conteúdo às nossas matérias e dar a real sensação de como é o lugar para onde queremos que o leitor viaje. E não dá realmente vontade de viajar? São cores, pontos turísticos, paisagens e pessoas, detalhes que fazem desta, a melhor revista em conteúdo e qualidade do Acre, e uma das melhores do Brasil. Já no primeiro ano de existência, ganhamos a etapa estadual da 4ª edição do Prêmio SEBRAE de Jornalismo (categoria Impresso) com a matéria intitulada ‘Projeto Tamazon – Tartarugas da Amazônia’. Prêmio que reconhece trabalhos desenvolvidos pela mídia em matérias e reportagens relacionadas a empreendedorismo, cooperação, competitividade, inovação, inclusão produtiva, sustentabilidade e políticas públicas.

Reconhecimento refletido, também, em parcerias sólidas que dão à Revista Amazônia S/A o respaldo e respeito do povo nortista. Exemplo disso foi o acordo que firmamos com o Jornal a Gazeta do Acre, para distribuição da revista aos leitores do impresso diário. Neste período fortalecemos, relações com empreendimentos de sucesso como o Supermercado Araújo, que comercializa a revista em Rio Branco e Porto Velho, Via Verde Shopping e instituições como Fecomércio, Fieac, Sebrae/AC e Governo do Estado do Acre. AMAZÔNIA S/A.

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A região norte está presente em nossas páginas, também por meio dos colunistas que divulgam aqui, as realizações de pessoas e empresas. Contamos com a cooperação dos governadores e autoridades de estados e instituições, além dos anunciantes que nos fornecem todo o suporte, para que nosso material seja produzido da melhor forma possível. Por falar nisso... As matérias produzidas pela equipe jornalística da Revista Amazônia S/A são outro diferencial importantíssimo para a consolidação deste projeto. Foram, até hoje, 500 páginas de matérias, destas, 7 mostraram as paisagens, a economia e o turismo de outros países. São textos sempre muito embasados e alicerçados em dados, pesquisas e informações que dão credibilidade à pauta. Aqui você leu sobre sustentabilidade, moda, esporte, cultura, curiosidades, comportamento, turismo, gastronomia regional e internacional, design, política, tecnologia, conferiu opiniões e tantos outros temas.

A preocupação com nossos leitores nos levou a ações singulares. Como é o caso da versão digital da revista, que oferece praticidade e facilidade no acesso ao nosso conteúdo 24 horas por dia, sete dias por semana, permitindo visualizar suas páginas de qualquer computador ou até mesmo celular. Nesta edição comemorativa, lançamos a novidade do uso do QR Code, estreitando ainda mais as fronteiras da revista e oferecendo conteúdo interativo e diversificado.

O saldo final após um ano da Revista Amazônia S/A é mais que positivo. É perceptível a importância que a revista tem hoje e a certeza de que o projeto já faz parte da história do Acre e da Região Amazônica, além de cumprir muito bem seu papel de informar e divulgar pessoas e personalidades, suas ações e negócios, sempre primando pela qualidade no conteúdo, produção e informação. Somos uma revista em processo de amadurecimento, formada por uma equipe competente e envolvida com o crescimento de toda a região norte, imprimindo sua marca de qualidade e trabalho duro nas páginas de cada edição.

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Turismo Internacional 14

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No problem! No hay problema! Sem estresse! por Mirla Miranda ]

Mariana, Gerardo, Antônio. Atores principais de momentos bem reais. Três personalidades que eficaz e carinhosamente nos atendiam no SPA, café da manhã e restaurante, respectivamente, no The Royal Cancun durante seis dias de descanso, compras, passeios e visual ‘all-inclusive’ paradisíaco no pequeno balneário com mais de 1 milhão de habitantes e que configura a maior receita da economia do México. Mariana nos diz que os americanos amam Cancun, Gerardo que os brasileiros são muito frequentes por lá e Antonio, bem, Antonio sabe como ninguém organizar os pedidos, trazê- los em ordem e, com rapidez, ainda sorrir simultaneamente entre o atendimento e as solicitações de sugestões para beber. É assim, repletos de histórias para contar e fatos interessantes, que partilharemos o paraíso Cancun.

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artimos da capital da Amazônia brasileira no Estado do Amazonas, Manaus. E mesmo antes de chegar a uma das praias mais bonitas do mundo temos como prova material dos mais de 3 milhões de visitantes anuais, a movimentação multicultural no Aeroporto Internacional do Panamá. As centenas de lojas que compõem o conglomerado de Duty Free são um atrativo à parte dessa viagem. Grifes famosas, produtos com preços mais acessíveis (sempre a vista), - numa panacéia de sacolas, portões de embarque e atenção para

não perder o voo persuadido pelas opções -, dão as boas vindas a beleza que se segue nas próximas páginas. Do Aeroporto Internacional Eduardo Bragas saem voos diários para o México, escalas no Panamá, Cuba, dentre outros roteiros de praias verde-esmeralda ou azul-turquesa com variações que só dependedem da opção de beleza escolhida para contemplação. Olhando no mapa, vê-se a ilha na forma de um 7. Olhando de cima - do Resort escolhido para os dias de praia, descanso, boa gastronomia, noites de macarena e praia novamente - é possível confundir céu e mar!

CANCUN

É considerada desde 2004, por revistas especializadas em turismo, como o melhor roteiro de praias do mundo. 16

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Cancun não é exatamente uma ilha natural. Na década de 70 o governo mexicano e grandes investidores mundiais transformaram uma vila de pescadores em um grandioso complexo turístico, que tornou-se um dos roteiros mais procurados por brasileiros nos últimos anos. Para se ter uma ideia, de janeiro a outubro de 2011 foram mais de 53 mil à desembarcarem Cancun. A Avenida Kulkucan, ou Isla Cancun, margeia todo o complexo de resorts - um mais esplêndido que o outro - num verdadeiro tapete cercado de um lado pela água salobra

da lagoa Nichupté e de outro, pelo infinito oceano azul... Os shoppings, como La Isla (com as passarelas a céu aberto e a lagoa transpassando o caminho), é o mais procurado para compras. Também na avenida, artéria do setor hoteleiro, conhecemos o restaurante Lorenzillos (especialista em lagosta que pode ser escolhida ali mesmo). Artesanato, grifes da gastronomia mundial (como Outback), entre outros, estão sempre a mão e os turistas de classes variadas aproveitam o ônibus a oito pesos (cerca de R$ 1,10) para percorrer as opções.

A evidência que o México cuida do turismo em Cancun como a menina dos olhos, parte da tranquilidade em que passantes a qualquer hora da madrugada seguem caminho. Seguro, limpo, e o que é melhor, tudo funciona muito bem. Salvo um fato interessante: por vezes, hóspedes se recusam a abandonar seus hotéis após o término de suas reservas e causam transtornos para quem chega. Parece engraçado, mas vivenciamos um atraso de uma hora e meia para o check-in exatamente porque quem já estava por lá resolveu ficar um pouco mais.

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As melhores praias e a preservação

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Não existe uma praia melhor que a outra. Há praias mais calmas com piscinas naturais, como na Riviera Maia. Destacam-se como as mais famosas Tulum, Xcaret e Playa del Carmem, onde os poucos europeus que visitam a região escolhem para veranear. Por falar em Xcaret, este também é o nome do Parque Ecológico rodeado de rios subterrâneos (cenotes) e praias belíssimas. Lá, as atividades aquáticas atraem crianças, jovens e,

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principalmente, adultos e idosos. Isso mesmo, eles são muito numerosos e a idade não conta muito. Podemos ver idosos em todos os espaços. Ainda em Xcaret, nos chamou atenção um box exclusivo para troca de protetores solares. Eles ficam armazenados ali mesmo e nos é oferecido um sache com o produto biodegradável. O parque é patrimônio natural e reserva uma biodiversidade marinha rica e muito preservada, por isso, nem pestanejamos.

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O melhor lugar Alguns pontos são clássicos. Partindo do mundialmente reconhecido Show y Disco Coco Bongo. É um misto de balada com mini apresentações de espetáculos famosos como Chicago, aparições de personagens como “O Máscara” e “Homem-Aranha” - este nos recebe com uma grande estátua logo na entrada da casa -, e artistas famosos em coreografias bem ensaiadas e figurino impecável, entre eles: Madonna, Beyoncé, Michael Jackson, Fred Mercury, Lady Gaga ( inspirada 20

na música deste último) e nos intervalos muita música variada, inclusive Michel Teló e a canção chiclete “ Ai se eu te pego” arrancava gritos nacionalistas. Aliás, estamos por toda parte e sabedores disto, os anfitriões reservam um momento Brasil com direito a samba, pouca roupa, plumas e muito verde e amarelo. Mas, o melhor lugar é sem dúvidas o mar! Por isso, mantenha-se o maior tempo possível dentro dele, entre os tons degradê disponíveis.

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A melhor gastronomia A temperatura gira em torno de 35 a 38 graus, mas em Cancun as coisas esquentam mesmo a partir da inevitável apreciação gastronômica. Pimentas para mujeres, ombres e para los ma-

chos! Possivelmente são poucos que encaram esta última. Elas variam de sabor, mas já partem do muito picante para o intensamente ardente. Abaixo alguns pratos tradicionais de Cancun.

TORTILLA Tortilla é a massa base utilizada para montar tanto os tacos, quanto os burritos, podendo ser de milho (croft) ou de trigo (soft). A receita da tortilha soft leva: 2 xícaras de chá de farinha de trigo, 1 xícara e 1/2 de chá de água morna, sal a gosto e 1 tigela com água para umedecer a mão e trabalhar a massa. O modo de preparo é simples, basta misturar todos os ingredientes, acrescentando água aos poucos.

TACO E BURRITO Os tacos e burritos mexicanos são feitos com a tortilha, recheio de carne e acompanhamentos. Basicamente a diferença entre os dois, além do tamanho, é que os tacos são abertos e os burritos são fechados, mantendo o recheio enrolado na massa. Dos inúmeros e condimentados acompanhamentos para os pratos, chilli e guacamole são os mais famosos.

GUACAMOLE Tem como base o abacate verde amassado, temperado com pimenta vermelha, limão e condimentos. CHILI O chili utiliza feijão como ingrediente principal, com muita pimenta, carne, condimentos e verduras.

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Isla Mujeres

A vinte minutos de Cancun uma atração tida como a número 2 da região é a Isla Mujeres. A bela ilha combina a beleza do Caribe, a densa floresta tropical e o do patrimônio maravilhoso da civilização maia. É um lugar privilegiado com uma riqueza natural e cultural única no México. Ergue-se como um dos tesouros do país, um paraíso terrestre cheio de charme.

Além de suas praias e impressionante arquitetura de falésias esculpidas na natureza, Isla Mujeres tem vestígios arqueológicos e parques marinhos com incríveis recifes naturais. Pode-se argumentar que a chegada é fascinação à primeira vista, uma vez que o encanto das Caraíbas e da beleza natural da ilha é impossível de quebrar.

Vista aérea de Isla Mujeres

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Chichén Itza

Na cidade de Tulum, a duas horas de Cancun, os Maias, antigo povo da era pré-colombiana, deixaram, em 3 km de ruínas e pirâmides, as evidências de sua estrutura religiosa, cultural e de trabalho. O lugar é possivelmente visitado a pé. E é melhor reservar todo um dia para isso. É bom lembrar que é o calendário maia que afirma o fim dos tempos em 2012. Mas por lá, ninguém acredita muito nessa profecia.

Jornalista Mirla Miranda com o amigo que fez em Cancun, Gerardo.

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México viveu dias insólitos. Primeiro, em 2006, veio o furacão Wilma que varreu a estrutura e beleza de Cancun por pelo menos dois longos anos e provocou gasto de mais de 1,5 bilhão de dólares em reestruturação. Depois, em 2009, a gripe A (H1N1) resultou em saldo negativo no setor turístico nunca antes experimentado. Mas hoje, Cancun compõe a economia do estado mexicano de Quintana Roo que representa 8,2 % do PIB do país. Mas, Gerardo revela-

va, no papo informal, que a população é muito pobre e que vive inteiramente do turismo local através dos pescados, artesanato e serviços. Por falar em Gerardo, o povo é uma atração com méritos inegáveis. Têm carisma! Fazem rir! E sabem se portar em todas as situações, inclusive nos momentos com estresses passíveis de ocorrer. De Cancun não registramos apenas suas belezas e estrutura organizadamente impecável. Fica o sorriso aberto no café que o concierge gran-

dalhão Gerardo (ele é poliglota e disse ainda estar aprendendo o japonês) oferecia, gratuitamente, diga-se de passagem, ao incitar os maridos levando pelos braços as esposas até suas mesas. Fica a simpatia da cabeleireira Mariana que namora um americano que fala português e disse adorar arroz e feijão. Fica o atendimento bem feito do Antônio que ainda arranjava tempo, na correria do almoço no resort, para tirar uma graça extra com os famintos à espera da boa comida. AMAZÔNIA S/A.

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CURIOSIDADES POR QUE O MAR É TÃO AZUL E TRANSPARENTE? A cor pode ser explicada pelo clima favorável que garante o sol e o reflexo do azul do céu nas águas do mar. A tonalidade do azul-turquesa é realçada ainda pelo branco da areia. Toda essa beleza única garantida por Deus e explorada pelos homens é conservada por existir a preocupação em manter o circuito sempre atraente para o desenvolvimento do turismo, afinal a cidade foi planejada para isso. Daí, quem vai à Cancun pode se deslumbrar com a cor, limpeza e transparência das praias. O QUE SIGNIFICA CANCUN? Existem duas versões sobre a origem do nome, de acordo com pronúncia maia, a primeira versão é “ninho de serpentes” e a segunda versão e menos aceitada é “lugar da serpente dourada”, isso é devido ao fato de a ilha de Cancun ter a forma de “7” e no amanhecer aparenta uma forma de serpente dourada pelo reflexo do sol.

DICA IMPORTANTE A taxa de volta (Tax Back) pode e deve ser reembolsada no aeroporto. Mas algumas providências são obrigatórias. A seguir: tire cópia do passaporte do comprador, ticket de imigração com as notas fiscais anexadas. Apresente após o check-in, no saguão de embarque. Sem as cópias, sem os 7% de devolução de impostos. Informe-se sobre agências que oferecem benefícios demais. Para ter, realmente, privilégios em Cancun, a gorjeta deve ser generosa e uma prática frequente em toda a estada. Na longa fila para entrar no Coco Bongo, por exemplo, são vips os que pagam na hora e patrocinam os porteiros com ‘propina’. A casa também lota e lota mesmo. Quem não é adepto a apertos e a disputa de um quadrado ficará desapontado logo de cara. 24

Aposentada Lucia Helena Heitmann traduz o encantamento que o incrível destino causa nos turistas de todo o mundo. Cancun fazia parte da minha lista de lugares a conhecer até Março de 2012 quando eu e mais duas amigas (Midori e Yumi) fomos até lá. Creio que não vou conseguir transmitir numa folha de papel todo o sentimento causado. As águas do mar são de um azul incrível que vai do mais clarinho ao mais escuro e contrastam com o branco da espuma das ondas. É de tirar o fôlego. Dá para ficar contemplando essa paisagem por muito tempo. Além deste mar estonteante, a cidade tem muitas atrações, passeios turísticos, passeios históricos como os templos Maias em Chichén Itza, imperdível, uma viagem no tempo, com guias muito bem preparados. Você não faz idéia do que é brincar e nadar com os golfinhos...

momento emocionante de poder estar perto, tocar e ser levada por eles. São animais dóceis, alegres e brincalhões. Para quem gosta, a vida noturna é bem animada. Coco Bongo é uma balada tradicional, mas ela não é só uma balada, a noite inteira tem shows dos mais variados. Tem muitas outras excursões que numa viagem só não dá para fazer porque na maioria são de um dia inteiro e a princípio assusta um pouco o valor cobrado, mas vale a pena porque eles têm uma infraestrutura muito bem montada, com equipamentos, pessoal habilitado, refeições, etc. As pessoas são atenciosas, educadas e prontas para atender ao turista. Recomendo e muito que incluam Cancun na sua lista de roteiro de viagem.

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Uma semana é muito pouco para aproveitar as atividades oferecidas. Se a opção é ficar num hotel ‘all inclusive’, fica ainda mais difícil, porque em sua maioria, propiciam uma verdadeira odisséia de atrações. Shows, jantares temáticos, sem contar as imensas piscinas sempre de frente para o azul do Caribe. Isso tudo gera aquela vontade de não ir embora. Exatamente por isso entendemos ao final de nossa viagem porque é fácil se apegar a boa vida e resolver ficar uns dias a mais... “Resolvemos passar meu aniversário em Cancun e fui comunicando despretensiosamente aos familiares e amigos. Para nossa surpresa eles iam fechando o pacote um a um e ao final éramos 19 rumo ao Caribe”. Artemio Costa “Não tem nada igual. Em nenhum outro lugar do mundo a areia é tão branca e a água é tão azul”. Erick Caniso “Ter estado em Cancun foi maravilhoso. Achei o mar lindo, nunca vi algo igual. Quanto às pessoas, são muito acolhedoras. Gostei de tudo!”. Lilian Caniso “Cancun é um lugar paradisíaco, de belezas naturais incomparáveis e uma rede hoteleira de alto padrão, além de um povo carismático. O sol o ano inteiro garante o aproveitamento das praias de pedrinhas brancas e águas refrescantes”. Keuly Costa

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un al Canc The Roy o a o d n a re cheg a do Ac e a turm

“Adorei conhecer Cancun, é uma ilha linda, o clima é maravilhoso, o mar tem uma cor que eu nunca tinha visto (azul céu)... A princípio fui a Cancun sem muitas expectativas, pois sempre tive um pouco de preconceito em conhecer outros países. Minha meta sempre foi priorizar o Brasil. Mas, quando meu irmão me convidou aceitei sem demora, e não me arrependi, pelo contrário, super recomendo. Os mexicanos são muito receptívos e tratam os turistas muito bem. Se você é daqueles que gostam de beleza com conforto e bom preço vai adorar Cancun”. Meret Oliveira. AMAZÔNIA S/A.

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CANCUN EM NÚMEROS

286 dias de sol

1,5 milhões de habitantes

334 Restaurantes

20 Passeios Imperdíveis

1 a cada 5 visitantes resolve esticar a estada, isso é, se houver vaga disponível.

3 milhões de visitantes por ano

23 quilômetros de praias

5 Shopping’s

6 Pirâmides Maias

Trechos e horários Manaus / Panamá: 3 horas e 10 minutos Panamá / Cancun: 2 horas e 10 minutos

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DANDÃO Coluna do

por Francisco Dandão]

Jornalista, professor universitário, mestre em comunicação pela Universidade de Brasília (UnB) e membro da Academia Acreana de Letras (Cadeira 28) fdandao@gmail.com

NATUREZA DA MÍDIA M A

anuel Sena Dutra, professor da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Universidade da Amazônia (Unama), há muitos anos se debruça sobre a questão dos discursos produzidos historicamente pela mídia sobre a Amazônia. E de tanto pesquisar, acabou transformando esse tema no foco de uma tese de doutorado defendida em fevereiro de 2003. Do trabalho acadêmico como tese para a publicação no formato livro foi apenas um passo (quer dizer, “foram apenas alguns anos”). Assim é que veio a lume, em 2009, esse ‘A Natureza da Mídia’ – Os discursos da TV sobre a Amazônia, a biodiversidade, os povos da floresta, sob o selo da editora Annablume, de cunho essencial para estudiosos de comunicação. Num percurso de três capítulos, Manuel Sena Dutra dá ao leitor uma base fundamental para a compreensão dos mecanismos de produção da mídia televisão, abordando especificidades relativas ao que ele chama de “fabricação de verdades contemporâneas”, de “processo autolegitimador de narrativas coloniais” e de poder de sedução das Organizações Globo. Mas é no quarto capítulo que tudo se torna ainda mais interessante, quando Manuel Dutra trata de dissecar as formas como são construídos os discursos globais sobre a região amazônica, a partir de programas como Globo Ecologia, Telecurso 2000, Globo Repórter e Brasil por Natureza, todos produzidos e veiculados pela Rede Globo de Televisão e afiliadas. Ao fim e ao cabo das suas análises, Dutra chega a conclusões mais do que interessantes sobre a visão da mídia hegemônica a propósito do território amazônico, algumas das quais enumero nas linhas que seguem. 1) A verdade da mídia é fabricada de forma autônoma, a despeito de dados da realidade que possam contradizê-la; 2) Os conceitos veiculados são acriticamente fabricados, pela reelaboração espontânea de noções presentes no imaginário, como do que ocorre com a ideia sobre os “povos da floresta”; 3) A mídia simula a inclusão do diferente, no sentido de que este deve ajustar-se às instâncias discursivas midiáti-

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cas, destinado à posição na qual só lhe é possível encenar um discurso passivo, legitimador do discurso ativo, o que equivale à sua exclusão; 4) A mídia cria representações de uma Amazônia que se torna indispensável para o bem-estar de todo o planeta; 5) A mídia interpreta o real local pela convocação de outras vozes cujos pontos de vista coincidem com o moderno e o urbano. 6) A mídia realiza uma espécie de explicitação de uma redescoberta. Ou seja, leva os espectadores a crer que o Brasil já foi descoberto pelos brasileiros, havendo, no entanto, brasileiros que ainda o estão por descobrir; 7) Os programas analisados propõe um viés pedagógico gestado em instituições das elites de poder econômico, que estabelece uma forma de relação dissimétrica entre os participantes da comunicação, oferecendo aos alunos dos sistemas de educação à distância pautas pré-estabelecidas, a serem assimiladas como verdades incontestáveis. Enfim, pelo muito pouco do que foi dito por mim até aqui, bem como pela imensidão do que faltou eu dizer neste minifúndio de papel, a minha percepção é de que se trata de um livro fundamental para uma reflexão sobre a questão da discursividade no que se refere à Amazônia que vai ao ar pela televisão brasileira!

Editora: Annablume Ano de publicação: 2009 Número de páginas: 257

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por Manoela Paim ] Graduada em Fashion Design, pós-graduando em Fashion Business pela Modar’t em Paris. paim.manoela@yahoo.com

Revista Amazônia S/A, através de sua colunista internacional Manoela Paim, entrevistou o designer francês de sapatos masculinos Pierre Corthay. Confira um pouco sobre sua carreira, grife e inspirações na indústria de sapatos artesanais.

Pierre Corthay nasceu em uma família de artistas que sempre viveram de sua arte. Muito cedo sua tia Valentine Schiegel, que esculpia couro, transmitiu seu amor pelo nobre material para o ainda jovem Pierre. Quando adolescente, aconselhado por seu pai, juntou-se à fraternidade de mestres franceses artesãos, a ‘Les Compagnons du Devoir’, para aperfeiçoar sua arte durante um ano. Calçado era obviamente sua disciplina favorita. Christophe Corthay, irmão de Pierre, também um Compagnon, juntouse nessa aventura em 1995. Os dois jovens artesãos uniram suas energias e entusiasmo para continuar a desenvolver as atividades do ateliê. Cinco anos depois lançaram sua linha ‘pronta para vestir’, que levou à

assinatura de contrato de distribuição com grupo japonês, a partir de março de 2004. Assim as exclusivas lojas Pierre Corthay chegaram a Tóquio, Osaka e Fukuoka. Dois anos mais tarde em reunião com Yohji Yamamoto, um ícone da moda oriental, Pierre concordou em criar um sapato para sua nova coleção ‘Y Classic’. Em 2008, foi reconhecido como líder no ramo artesanal, recebendo a patente de ‘Maître d’Arte’ do Ministério da Cultura francês, tornando-se um dos poucos designers de sapatos na França a receber esse título. Um par de sapatos “Pierre Corthay” custa em média 1.200€ (linha pronta para vestir) e a marca é vendida em pelo menos 10 países. Garanto que todos vão gostar de conhecê-lo, pois seu design é inspirador.

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os, aos 28 an Em 1990, riu seu ateliê. rthay ab idade, Pierre Co de estresse e felic no e istura peque Era uma m que o espaço era sozinho. z e a balh va uma v ra t va a d in s demora . to a Pierre a p a s e r d conta “Cada pa ra fiÿ car pronto”, eu pa ,s 45 horas uita coisa mudou l m s s je o o imp íve Mas h aior e é m m e b anda é ateliê é is a dem do o p , o h sozin epara trabalhar tudo precisa ser s e e d s. gran tamento em depar

Que tal começarmos falando um pouco sobre sua infância?

Quando descobriu que a criação de sapatos era sua paixão?

Eu tive uma infância feliz e muita sorte de ter avôs que eram artistas. Além disso, tive a oportunidade de ver desde cedo várias coisas relacionadas à música, pinturas... Conheci vários artistas que me deram a oportunidade de revelar minha criatividade. Comecei a trabalhar bem jovem, aos 16 anos de idade e já tinha certeza daquilo que queria fazer.

Comecei muito jovem (9-10 anos de idade) fazendo cintos e braceletes e quando realmente decidi trabalhar com couro, comecei a visitar vários lugares. Fui pro Les Compagnon (instituição que ensina o trabalho tradicional na França) que é como um “gilt” (culpado) na França em aprendizado de técnicas e trabalho à mão. Visitei um ateliê de sandálias, outro de couros de alta qualidade (maroquinerie). No começo, queria trabalhar com couro e depois de visitar um ateliê de botas, isso ficou claro para mim. O formatos, a complexidade, a criação de sapatos masculinos é muito mais complicada, em termos de técnica, que sapatos femininos porque a estrutura é muito mais complexa. Além disso, trabalhar com mulheres é mais cansativo, o mercado de sapatos femininos está saturado e a maioria delas não esperariam vários meses por um par de sapatos (elas viriam ao meu ateliê, me pediriam para fazer um par e quando

O senhor sofreu influência da sua tia Valentine Schiegel, famosa por esculpir couro? Muito, pois todos os dias após a aula ia direto para sua casa lanchar. Ela era de fato uma esculpidora de couro e design de interiores, e eu era fascinado pelo que ela fazia. Minha tia foi muito conhecida nos anos 50 e 60 e tinha um mundo orgânico com formatos curvos. É possível ver um pouco disso no que faço hoje, isso me influenciou muito.

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Como u ma expr ess da marc a, foi ina ão da identida de u g de 2008 a boutiq urada em outub ro ue C charme e modernid orthay. Elegância clientes a , d e perme são por arte recebidos não p iam a loja, onde or sãos que podem o vendedores, mas escolha. Sapatos rientá-lo feit s em su estilo, un a indo fun os para combina cionalida r com cad de e melh a or confor to. eu dissesse que levaria vários meses para ficar pronto, bom, aí já era, seria o fim dos meus negócios). Elas os querem agora, no exato momento. Já fiz alguns pares de sapatos para algumas amigas, mas prefiro fazê-los para homens. Eles estão dispostos a esperar vários meses por seus sapatos. Como seus pais contribuíram para a formação do Pierre profissional? Meu pais me encorajaram muito. Eles não são do tipo que me fariam estudar em uma “escola de comércio” (tipo de escola mais procurada na França) ao invés de estudar o que eu gosto, eles me encorajaram, disseram: “se você gosta disso, faça isso!”. Aos 23 anos, trabalhou para a marca italiana Berlutti. Qual foi a coisa mais importante que aprendeu neste período? A liberdade, a autonomia. Eu tive muita sorte porque trabalhava em um

ateliê pequeno, com uma atmosfera familiar. Naquela época éramos em oito pessoas e isso era ótimo. Gostei muito de trabalhar lá, estava sozinho no comando, o que permitiu transformar-me em um profissional. Eu tinha autonomia e liberdade e dessa forma pude melhorar minha criatividade. Foi trabalhando na Berlutti que percebi que queria ter meu próprio negócio. Cinco anos mais tarde o senhor recebeu uma ordem de 150 pares de sapatos do Sultão de Brunei. Como se sentiu? Muito feliz! Eu não acreditei, foi como uma aventura. Recebi uma ligação um pouco misteriosa, alguém disse: “meu chefe quer encontrar você”. Me pediram para encontrá-los em Londres. Estava confiante, sabia que isso não era um tipo de brincadeira, então fui a Londres. Chegando lá, liguei para eles dizendo que já estava no hotel, dez minutos depois havia uma limousine me esperando. O motorista foi em

Meus pais sempre me encorajaram dizendo:

“Se você gosta disso, faça isso!”

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surgiu estir), o de v a r a ost ap (pront omo seu g 6 anos r a e sim c y-to-w nha 1 s read Pierre, as quando ti de chegar o t a p a s oal de leva meçou a de s “Ante A linh gosto pess gente. Co o sapatos. criar e isso já a a d iê it de um ar com mu te) reparan desenhar, briu o atel a n a h r l e e a o d m b d n tra uan xata que apre 978 e que q . (em 1 sejava tive também para vestir ’ a e t a d t n e n o d o C r n o e. a ‘p ”, diss a linh tempo e teria um qu sabia

direção ao ‘Regent’s Park’, havia uma grande casa em torno do parque, tudo parecia como num filme de espiões. Nós entramos naquele grande castelo, havia seguranças por todos os lados e só então eu percebi que ele era indonésio por causa da aparência das pessoas. Lá estava ele, o Sultão de Brunei. Foi incrível. Conte-me um pouco da história de seu irmão Christophe. Como ele chegou na companhia? Isso aconteceu naturalmente. Ele se formou me seguindo, aprendendo as mesmas coisas que eu, do jeito que eu fiz. Ele trabalha na criação de sapatos mais artísticos. Quando o senhor era jovem, imaginou que chegaria tão alto? Não. Se pensar dessa forma, não irá fazer nada. Não se pode pensar, tem que ir e fazer. Tenho um objetivo, que é sempre ir o mais alto possível, fazer o melhor que posso, fazer as pessoas dizerem “uau!”. Sei onde o ‘gol’ está,

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mas nunca penso que estou certo. Se você pensar, mesmo que seja por um segundo que está chegando, não chegará. Todo dia quando acordo, penso: “tenho que fazer mais”. A única coisa que você tem que pensar é em como fazer melhor do que ontem e nunca ficar satisfeito. Isso é uma regra, porque se você estiver satisfeito, você para, você diz: ok, está bom. Não pense no futuro, pense no que está fazendo agora, nesse exato momento, e pense no que você pode mudar para fazer isso melhor. Em 2008, o senhor recebeu a nomeação de ‘Maitre d’Art’ do Ministro da Cultura Francês. Isso trouxe alguma mudança para sua vida? Não. Foi uma forma de distinção do Ministro da Cultura que reconheceu o ‘know how’ (saber fazer) da minha marca. Isso foi muito bom porque chamou a atenção da imprensa, mas não mudou nada na minha essência e personalidade.

O que o termo “Made in Corthay” significa para você? Quando eu comecei a linha “pronta para vestir”, eu não tinha dinheiro suficiente, por essa razão estava fazendo sapatos em uma fábrica. Eles não estavam ficando tão bons e então decidi fazer todos os sapatos aqui. Penso que é isso que “Made in Corthay” significa: feitos por nós, do nosso jeito, original, autêntico e identificável. Pierre Corthay e Yohji Yamamoto, uma combinação nada usual. Como se deu essa parceria? Na verdade, o estúdio Yohji Yamamoto, em Paris, me convidou para lançar em 2006 uma linha de sapatos chamada “Y Classic”. Yamamoto não fez quase nenhuma intervenção no estilo dos sapatos, quase nada, na verdade eles queriam ver o melhor para os paletós, o melhor para os casacos e o melhor para as camisas. Eles disseram: “estamos selecionando o seu melhor em produtos, o produto que é considerado

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Quando fi ou sabendo que a entrevista seria publicada em uma revista brasileira ele disse que sonha com o dia em que sua loja vai estar no Brasil. Disse ainda que suas cidades preferidas depois de Paris, são New York e Rio de Janeiro.

‘super’”. Fizemos a associação entre Yohji Yamamoto e Pierre Corthay como fi eram com Yamamoto e Mackintosh para os casacos. Eu estava bem honrado. O que o senhor mais gosta em sua vida? Minha vida, eu realmente gosto da minha vida. Quais os planos futuros para a marca? Estamos tentando abrir o número máximo de lojas, criar mais coisas que estão ligadas ao couro, não só sapatos. Já começamos a produzir pequenos acessórios de couro (carteiras). Gostaria de criar malas, bolsas, coisas desse tipo, mas não estou apressado, estou fazendo tudo passo a passo.

www.corthay.fr

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por Jackie Pinheiro ] Bióloga e Bacharel em Direito, Jornalista (MTb/AC nº 33/98) Produtora de Moda e Diretora de Produção (DRT/RO nº 286/93) jackiepinheiro@gmail.com

Acredito em cor de rosa. Acredito que sorrir é o melhor para se queimar calorias. Eu acredito em beijar, beijar muito. Acredito em ser forte quando tudo parece dar errado. Eu acredito que as garotas felizes são as garotas mais bonitas. Acredito que amanhã é um novo dia e eu acredito em milagres.

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Assim como os índios se pintam para a guerra, as mulheres se maquiam para o combate diário. or que a maioria das mulheres se sentem inseguras sem maquiagem? Antes que alguém diga que o motivo é pura e simplesmente para se tornar mais atraentes para o sexo oposto, as próprias mulheres afirmam que se maquiam em primeiro lugar para satisfazem a autoestima. A maquiagem pode ser vista, de certa forma, como uma “máscara” que é vestida para tornar mais confortável a inserção feminina no mundo. Assim como os índios se pintam para a guerra, as mulheres se maquiam para o combate diário. E o esforço parece estar sendo recompensado. Segundo um estudo da Universidade de Boston, encomendado pela Procter & Gamble, mulheres maquiadas são percebidas como mais competentes e mais confiáveis. Então, força no batom!

O que dizem as pesquisas? Uma recente pesquisa encomendada pelo The Vitality Show - evento de beleza da Grã-Bretanha mostrou que, para 70% das mulheres, ir ao trabalho sem maquiagem é mais estressante do que falar em público ou fazer uma entrevista de emprego. Outro dado quase unânime da pesquisa: a esmagadora maioria de 91% preferiria cancelar um primeiro encontro amoroso a ir de cara lavada. E para metade das três mil mulheres pesquisadas, só é admissível estar sem maquiagem nos círculos mais íntimos. Mas por que será que as mulheres precisam estar maquiadas diariamente? A verdade que se esconde sob camadas de pó e blush é que as mulheres foram criadas para apresentar ao mundo a melhor versão possível delas. Desde pequenas, elas já imitam suas mães e mais tarde enfeitam suas filhas.

91%

das mulheres preferiria cancelar um primeiro encontro amoroso a ir de cara lavada. Modelo:

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Valéria Lopes

Agência:

Oficina de Modelos

Fotografia:

Val Fernandes

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A opinião masculina Afinal, eles percebem e gostam de mulheres maquiadas? Em pesquisa realizada através do twitter, 69% dos homens afirmaram que gostam de pouca maquiagem, 18% de muita e 13% de nenhuma. Segundo eles, o problema acontece quando o “feitiço vira contra o feiticeiro” e a maquiagem mostra aspectos negativos como “blush palhaço”, corretivo “panda”, base muito clara ou muito escura etc. Para não correr o risco de errar no make, anote as dicas eficazes de nosso maquiador Fernando Leite: Pele Os rapazes observam se sua pele é saudável. O esperado é que ela tenha um tom uniforme. Por isso, capriche na preparação da pele, usando base, corretivo e pó nos tons corretos.

Olhos Eles gostam de olhos grandes porque dão um toque “infantil” às meninas, o que estimula a vontade de proteger. Portanto, capriche no olhar!

Lábios Os homens têm preferência pelos lábios mais carnudos. Se você não tem a boca da Angelina Jolie use truques para destacá-los.

Anote o que os homens não gostam Muita maquiagem assusta os homens. Eles também não curtem sobrancelhas muito finas e maquiagens excêntricas. Para finalizar, evite lábios muito brilhantes.

Dicas de maquiagem de Fernando Leite Hoje a maquiagem é profundamente influenciada e orientada pelas imposições do universo da moda. De acordo com o maquiador Fernando Leite, a maquiagem tem a finalidade de oferecer a cada um o máximo bem-estar possível. Segundo ele, em uma boa maquiagem não podem faltar demaquilante, hidratante com filtro solar, primer, base para pele, corretivo, pó facial, bons pincéis, sombras em diversas tonalidades, delineador, lápis para olhos, solução para sobrancelha, blush, batons e gloss. Confira esses três looks exclusivos criados por ele para essa edição de Amazônia “ S/A: maquiagem básica diária; para a noite e “dramatic eyes”; com sombra esfumaçada, olhos bem marcados e cílios postiços.

Agradecimentos:

Estúdio Edison Caetano (www.edisoncaetano.com.br)

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Produção:

Jackie Pinheiro

Um pouco de história:

Maquiagem e Ancestralidade

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maquiagem é uma arte ancestral, encontrada até mesmo entre os homens primitivos, os quais já usavam essências na epiderme, junto com outros enfeites e acessórios. Normalmente esta técnica é aplicada nas pessoas com o objetivo de embelezá-las, mas em várias culturas ela tem finalidades cerimoniais e religiosas. Nos estudos antropológicos podem-se encontrar vários exemplos de pinturas artísticas nos corpos de nativos americanos e de aborígines do continente africano. Muitos povos tinham o hábito de utilizar elementos de origem vegetal como o urucum ou o carvão, bem como argila e pedras trituradas. Foi no Egito que a maquiagem ganhou seu caráter moderno e estético. Esta civilização criou o culto da beleza entre homens e mulheres, especialmente com o uso de hena na elaboração de pinturas faciais e corporais, particularmente em volta dos olhos, destacando-os sem igual. Os faraós mantinham a crença na preservação da beleza mesmo depois da morte, acreditando que deveriam estar perfeitamente embelezados ao ressuscitarem, por isso, os mortos também eram maquiados. Nessa mesma época, Cleópatra já usava pó khol nas pálpebras e é até hoje fonte de inspiração na arte e na moda.

Make-Up e co-produção e tratamento de foto:

Fernando Leite

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por Gilliard N. Rocha ] Advogado, graduado pela UFAC, especialista em Auditoria Fiscal e Tributária (UCAM/RJ) e em Direito Processual Civil (Anhanguera/LFG). Cursa MBA em Gestão Empresarial pela FGV. É sócio-diretor do escritório BORDIGNON & ROCHA Advogados Associados S/S, com atuação nos estados do Acre e Rondônia.. gilliard@bordignon.adv.br

Antônio era proprietário de uma bem sucedida em- ram” no mundo dos negócios. Estas últimas encabeçam presa de varejo e almejava consolidar-se no mercado. o percentual de empresas que saem de uma situação de Para isso, contraiu um empréstimo bancário para a aqui- visível prosperidade para uma situação de risco iminente sição de terreno e construção de uma nova loja, garan- e baixo valor mercadológico, como a empresa fictícia de tindo o crédito por meio de hipoteca que recaiu sobre o Antônio, acima exemplificada. único imóvel de sua propriedade. Ao adquirir o terreno No Brasil existem cerca de seis milhões e 600 mil empreonde seria construída a nova loja, sem qualquer assesso- sas formais, das quais 99% são microempresas e pequenas ria jurídica, Antônio apenas verificou que a matrícula do empresas. Em comparação, em Portugal existem pouco imóvel estava livre de qualquer gravame, concretizando mais de 312 mil empresas . Esse afã empreendedor que suo negócio com celeridade. Contudo, quase um ano após pera nosso outrora colonizador, contudo, não significa que a aquisição do aludido terreno, com as obras da nova loja a gestão empresarial brasileira seja exemplo a ser seguido em avançado estágio, Antônio foi surpreendido por uma pelo mundo. Pelo contrário, infelizmente, muitos empresáintimação judicial. Por meio dela, foi informado que o rios ainda confundem a simplicidade de seus negócios com Fisco federal pleiteava a anulação do negócio (compra e a dispensabilidade de uma melhor organização estrutural, venda do terreno), em virtude de dívida tributária cons- que passa, necessariamente, pela gestão jurídica organizatituída anteriormente em face do vendedor do imóvel. cional de suas empresas. As obras foram interrompidas por dePara a realização de seu objeto socisão judicial e hoje, sem a nova loja e cial, as empresas são (ou devem ser) di“Gestão jurídica o faturamento que ela representaria, vididas por departamentos específicos, adequada é o fator que cada qual cuidando de determinadas Antônio está na iminência de ver seu separa as empresas único imóvel leiloado, em virtude do áreas, como, por exemplo, as diretorias vencimento da hipoteca. A empresa de ou gerências de vendas, recursos huque exercem sua Antônio se tornou deficitária. manos, contabilidade, finanças e deatividade de maneira Antônio é um exemplo fictício que partamento jurídico. Entretanto, muitas conscientemente ilustra bem a realidade de três entre empresas não possuem qualquer orgacinco empresários brasileiros. Não foi a planejada, calculando nização, sendo o empresário o centrafalta de talento para os negócios que das decisões e suas execuções. os riscos envolvidos em lizador lhe trouxe o insucesso empresarial. O Quando muito, estas empresas posque faltou a Antônio, e também falta a todas as suas transações, suem um contador externo, que cuida muitas das micro, pequenas e médias apenas da folha de pagamento e das das empresas que se empresas do Brasil, foi a tomada de defiscais, não havendo qual‘aventuram’ no mundo obrigações cisões albergada na adequada seguranquer outra preocupação com os riscos dos negócios.” ça jurídica. Faltou-lhe uma adequada envolvidos nas operações. gestão jurídica empresarial. Nestas empresas, a figura do deparA gestão jurídica empresarial, ou organizacional, atua tamento jurídico só aparece por intermédio de um advocomo orientadora jurídico-administrativa da empresa, ofere- gado externo, chamado às pressas para fazer uma defesa cendo respaldo técnico-legal ao conjunto das atividades de- em um processo já existente, que surgiu, justamente, porsempenhadas pelos administradores. Constitui um trabalho que não houve um gerenciamento jurídico da operação consultivo e preventivo que engloba o conjunto de providên- anteriormente realizada pela empresa. cias que visam amparar os procedimentos gerenciais, evitanA gestão jurídica não é dissociada do core business. do a ocorrência de problemas e litígios futuros onerosos. Este Muito ao contrário, é ela peça absolutamente necesságerenciamento deve ser realizado a partir de um diagnóstico ria e fundamental, trabalhando lado a lado com os desituacional, que deve ser elaborado caso a caso. Para cada mais departamentos da empresa. Com efeito, atuando empresa, segundo sua área de atuação, interesse e políticas nos vários segmentos da empresa, constitui-se em brainternas, deve haver um modelo de gestão jurídica próprio, ço fundamental na alavancagem de negócios rentáveis, com soluções formatadas a partir do prévio levantamento das contribuindo para a eficácia esperada de todas as traninformações organizacionais e na análise das informações ob- sações realizadas pela empresa. tidas com a identificação de seus pontos críticos. Não importa o tamanho da empresa. Decisões gerenGestão jurídica adequada é o fator que separa as em- ciais pautadas em boa gestão jurídica, seja por meio de presas que exercem sua atividade de maneira conscien- um departamento jurídico próprio ou de uma assessoria temente planejada, gerenciando os riscos envolvidos em externa especializada, jamais trarão resultados não calcutodas as suas transações, das empresas que se “aventu- lados para o empresário. 40

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GESTÃO FINANCEIRA DE

EMPRESAS SUSTENTÁVEIS O consultor e professor de finanças e planejamento estratégico Gilberto Miyamoto concedeu entrevista à equipe da Revista Amazônia S/A, falando sobr e gestão financeira e suas impressões quanto ao mercado da região. Miyamoto também é engenheir o de produção, formado pela Universidade de São Paulo (USP); Master of Business Administration (MBA) pelo IMD da Suíça; ex ecutivo do mercado financeiro em finanças corporativas, mercado de capitais e fusões & aquisições e dir etor executivo da Miyamoto & Cia. Acompanhe as dicas de planejamento do consultor em prol de uma gestão funcional e sustentável.

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ma empresa deixa de ser sustentável quando ela não tem mais caixa (dinheiro) para pagar seus compromissos. E o caixa é para a empresa assim como o sangue é para o corpo humano: vital. As causas da falta de caixa podem ser inúmeras, mas as consequências de péssimas para o negócio: falta de matéria prima para industrialização ou produtos para venda, protesto de títulos, funcionários de braços cruzados, cortes de fornecimento de insumos e perda de oportunidades de negócio. Empresas que atingem essa situação, em geral, administram o caixa com base no extrato bancário, ou seja, decidem o que pagar olhando para a disponibilidade do dia, e nada mais. Trata-se de uma gestão financeira míope, de visão curta, insuficiente e perigosa. A solução é projetar os saldos diários de caixa por um período de, pelo menos, 30 dias, com base nas melhores estimativas de datas e valores de todas as contas a pagar (tributos, compras, folha de pagamentos, encargos, despesas e amortizações) e a receber (receitas de vendas). Este exercício de construção do orçamento de caixa é bastante facilitado com os sistemas de gestão existentes. E, em muitas empresas, o uso de uma planilha eletrônica atende perfeitamente. Se o saldo total projetado ficar negativo, é necessário buscar alternativas, tais como, renegociar prazos de pagamento, parcelar valores a pagar, antecipar o recebimento de receitas, tomar um empréstimo ou vender um bem da empresa, entre outras soluções possíveis. E quanto antes a falta de caixa for identificada, mais e melhores 42

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Empresas sustentáveis seguem a ‘Regra 30/30’: gerenciam os saldos de caixa projetados dos próximos 30 dias (futuro) diariamente e analisam os resultados dos últimos 30 dias (passado) mensalmente. alternativas estarão à disposição para que os gestores resolvam o problema. Cada alternativa deve ser testada no orçamento de caixa. A decisão deve levar em conta a estratégia da empresa, os custos e os riscos envolvidos. O outro lado da moeda, ou passo fundamental, para garantir a sustentabilidade da empresa é, imediatamente após o término de cada mês, analisar os resultados dos últimos 30 dias. Isto é feito construindo-se a demonstração do resultado do exercício (DRE) do mês anterior, ou seja, calculando-se o lucro (prejuízo) do período, subtraindo-se da receita bruta de vendas tributos, custos, pró-labore, despesas administrativas, depreciação e despesas financeiras. Este exercício deve ser feito pelos gestores para entender quão saudável a empresa está e quais ações devem ser tomadas para melhorar os resultados da mesma. Os relatórios contábeis preparados pelos contadores, principalmente das empresas que estão no regime do Lucro Presumido ou Simples Nacional, em geral, não refletem os reais resultados das empresas. Portanto, não servem para essa análise gerencial. Construir o DRE gerencial, fechando o ciclo da sustentabilidade financeira, é um exercício muito fácil e rápido para as empresas que projetam e atualizam o orçamento de caixa.

AMAZÔNIA S/A – C onte um pouco de sua e xperiência na Região Norte. Gilberto Miyamoto – Venho à Região Norte profissionalmente há mais de quatr o anos. Fiz investimentos pessoais em florestas e pr ojetos de r eflorestamento, atraído pelas quest ões ambientais, tais como créditos de carbono. Viajei muito, tanto pelo interior quanto pelas capitais. Mas fui fisgado pelas imensas necessidades e oportunidades de desenvolvimento dos mer cados, das empr esas e dos gestores dessa gigantesca região. Comecei a ministrar alguns cursos de finanças e planejamento estratégico. Já executei mais de quarenta projetos de consultoria nas áreas de finanças e planejamento estratégico, para empr esas de set ores tão diversos quanto construção civil, incorporação imobiliária, panificação, alimentação, varejo e transportes, seja ligado às federações ou por meio de minha empresa. Hoje posso dizer que conheço profundamente a realidade e os desafios dos empresários do norte. AMAZÔNIA S/A – E qual seu diagnóstico dessas empresas? Gilberto Miyamoto – Há car ências básicas que podem ser r esolvidas pelos empresários rapidamente, independentemente das quest ões logísticas, geográficas ou culturais. Por exemplo, a gestão financeira das empresas, pequenas, médias ou mesmo g randes, é muito deficiente. E pode ser r esolvida com pouco investimento. Aliás, é questão de sobrevivência. Mas, basta um pouco de informação e disciplina. Algumas horas de cursos e consult oria ajudariam bastante. Uma questão int ermediária que deve ser resolvida é a falta de r ecursos humanos qualificados. A totalidade dos meus clientes reclama da falta de pessoal em todos os setores, departamentos e áreas. Entretanto, não adianta ficar reclamando. Vejo aí uma opor tunidade para aqueles que souberem investir, inovar e sair na fr ente. É possív el construir uma vantagem competitiva nessa ár ea. Já imaginou todos os seus concor rentes

sem funcionários qualificados e v ocê com um quadr o preparado? Quanto este fato levaria sua empr esa à fr ente dos seus concor rentes? Finalmente, um problema estrutural, estratégico, é a questão da vocação regional, de competências centrais da região. Não adianta copiar modelos se a r egião não tem custo, tecnologia ou pessoal para competir com centros nacionais, tais como São Paulo, ou internacionais, como, por exemplo, a China. Em relação a este último item, é preciso um estudo profundo para verificar que set ores, produtos e serviços podem gerar riqueza sustentável para a região. AMAZÔNIA S/A – E quanto aos nossos empreendedores? Gilberto Miyamoto – Todos são her óis. Trabalham muito, mas muit o mesmo. Tanto em termos de horas por dia ou semana, quanto em termos de anos de carreira. Agora, vejo um pr oblema sério na questão de foco, ou seja, na falta dele. É possível encontrar empresários que atuam em indústr ia, comércio e serviços de vár ios setores diferentes, tudo ao mesmo tempo. E é raro encontrar um empr esário preocupado em construir um único grande negócio regional, por meio do qual ele construa vantagens competitivas, seja por que terá custos menores, acesso a melhores tecnologias ou uma mar ca forte. A maioria prefere ter vários negócios pequenos a ser o líder , o maior e melhor em det erminado setor. Contudo, é dificílimo ser bom em mais de uma área. Veja, por exemplo, os esportistas: o Neymar e o M essi jogam apenas futebol. Eles não competem em natação, basquete ou aut omobilismo. Eles são os que mais ganham, por que são os melhores no que fazem. Os empresários da R egião Norte deveriam seguir esse modelo. Eu procuro ser o melhor no que faço. Estudo muito e mantenho o foco. Com isto, vou fazer bem f eito, vou ganhar mais e trabalhar menos! gilberto@miyamotoecia.com AMAZÔNIA S/A.

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Turismo Regional

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por Tiago Teles ]

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oar sempre foi um sonho do homem. E essa vontade de tirar os pés do chão e tocar os céus inspira muitas cr iações, invenções e estórias. A mitologia grega conta que D édalo, pai de Ícar o, construiu asas feitas de cera de abelha e penas de gaivota para fugir do labirinto construído para os apr isionar, mas seu filho não ouviu o aler ta e v oou para muit o perto do sol, derretendo a cera das asas e caindo no mar . Outro que invejou o voo dos pássaros, foi o aviador Santos Dumont, brasileiro e inventor. Criou em

1906 o a vião híbrido 14-bis, que che gou a alcançar a altura de oito metros. Histórica e mit ologicamente, voar sempre foi um desejo perseguido por todos e uma prática adaptada com o tempo. Ainda não é possível voar como os pássaros, com a liberdade nos ares e a facilidade de bater asas, mas criamos instrumentos muito eficien es para suprir essa necessidade e realizar o desejo de ir cada vez mais alto. O voo de balão é uma dessas op ções. Limpo, seguro e fascinante é uma viagem a sabor dos v entos, direção

desconhecida em um céu azul anis , e em nosso caso , verde mata. A EME Amazônia , empr esa de tur ismo que trouxe ao A cre o pr imeiro balão tur ístico da região norte, vê o voo de balão como uma forma de estimular o tur ismo no estado e dar uma opção a mais aos apreciadores de passeios radicais . O voo dura em média uma hora, t empo suficien e para admirar as cor es e a beleza de um nascer do sol em plena flo esta amazônica.

A viagem considerada a última grande aventura do século 20 foi em um balão. Partindo da Suíça em mar ço de 1999, Bertrand Piccard e Brian Jones conseguiram realizar o trajeto a bordo do ‘Breitling Orbiter 3’. Foi a primeira volta ao mundo sem escalas em um balão . Com pouso no Egito, a dupla per correu 45.755 quilômetr os em 19 dias , 21 horas e 47 minutos. Realizando o voo mais longo e demorado da história, até hoje. AMAZÔNIA S/A.

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Enfrentar a força da natureza na região mais verde do planeta não é um desafi , mas uma necessidade. Como o balão tem voo incerto, o máximo que se pode faz er é segui-lo até o ponto de pouso para resgatar os tripulantes. Mas aí está o problema. É necessário seguir rotas e estradas praticamen te impossíveis de transitar, com muita lama e mata f echada, atravessar pastos, pontes de madeira escorregadia. Viajar de balão na Amazônia é saber que o trajet o por terra será uma aventura à parte.

SEGUINDO AO SABOR DO VENTO... A viagem, além de não t er direção definida, também pode seguir posi ções opostas em pouquíssimo tempo, podendo mudar sua r ota rapidamente. “O risco de v oar em uma r egião com copas de árvores bastante altas e chão de solo sempr e imprevisível é muito grande”, conta R enato Gonçalves da Rubic Balões, empresa nacional de balonismo. A imprevisibilidade está

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presente, principalmente, no t empo e temperatura do ar, exatamente por isso o melhor horár io para ef etuar o voo é a par tir das cinco da manhã, onde é possível obter as melhores térmicas do dia, além de clima de apr oximadamente 18 graus. A temperatura do ar é impor tante, porque o balão precisa estar no mínimo tr ês vezes mais quente que o ar externo.

A rota escolhida para o passeio f oi pensada, principalmente nos tur istas que vêm ao Acre conhecer as belezas e os mistérios da flo esta mais v erde do mundo a nossa. Partindo do sítio Jacoçá, localizado na estrada que liga R io Branco a Boca do Acre (território pertencente ao estado do Amazonas), a equipe enfrenta lama e atravessa pastos até chegar ao local escolhido: rota dos geoglifos acreanos.

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HABITANTES DO PASSADO AMAZÔNICO Os geoglifos são estruturas ar queológicas representadas por desenhos geométricos, zoomorfos (animais) ou antropomorfos (formas humanas). São grandes marcas no solo que só podem ser totalmente observadas se vistas do alto, principalmente através de sobr evoo. Os primeiros geoglifos na Amazônia foram descobertos há exat os 35 anos , no ano de 1977 e são instrument o de estudos em t odo o país . Os geoglif os encontrados no Acre são sítios arqueológicos com estrutura de terra, construídos há cerca de 2.000 anos , trazendo novos questionamentos sobre as civilizações que habitavam nossa região no passado.

Durante o mês de junho foi realizado em Rio Branco (Acre), o segundo Simpósio Internacional de Arqueologia da Amazônia, como você verá nas próximas páginas (52, 53 e 54), com a pr esença de pesquisador es de todo o país e do exterior, além de gestores públicos e empr esários envolvidos com o tema. Ainda durante o evento, foi lançado o documentá rio “Na trilha dos geoglifos”, da diretora Marisa Dwir, além de palestras e mesas redondas discutindo temas como a pr oteção dos sítios ar queológicos e uma visita guiada ao local dos geoglifos.

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Meio Ambiente

Geoglifos do Acre 35 anos de descobertas

por Tiago Juruá ] Biólogo e Bacharel em Direito, Analista Ambiental Federal do ICMBio Autor do livro “Geoglifos do Acre e a proteção de sítios arqueológicos no Brasil” tiagoranzi@gmail.com

Simpósio Internacional de Arqueologia e novos registros marcam o aniversário de 35 anos das primeiras descobertas de geoglifos no Acre

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o fi nal de junho, dias antes da realização de um evento internacional que elevou a cidade de Rio Branco, no Acre, à capital mundial da arqueologia amazônica, 16 novos geoglifos foram descobertos através de sobrevoos realizados entre as cidades de Rio Branco-AC e Boca do Acre AM. A novidade ganhou espaço nas manchetes de diversos veículos de comunicação, repercutindo positivamente na mídia nacional. Com a localização desses novos sítios arqueológicos, o Grupo de Pesquisa Geoglifos da Amazônia ultrapassa a marca de 300 estruturas registradas no Brasil - nos estados do Acre, Amazonas e Rondônia - e na Bolívia. Tais achados foram apresentados em primeira mão durante o II Simpósio de Arqueologia da Amazônia Ocidental, ocorrido entre os dias 27 e 30 de junho, em Rio Branco/AC, reunindo pesquisadores do Brasil e do exterior, além de gestores públicos e empresários envolvidos com o tema, para celebrar os 35 anos de descobertas dos geoglifos. O evento, que contou com o patrocínio do Banco da Amazônia, do Iphan e do Governo do Acre, promoveu pela primeira vez na Amazônia o encontro de algumas das maiores autoridades no assunto a exemplo dos pesquisadores Clark Erickson, da Universidade da Pennsylvania (Estados Unidos), Ondemar Dias, do Instituto de Arqueologia Brasileira, Denise Schaan, da Universidade Federal do Pará, Francis Mayle, da Universidade de Edinburgo (Escócia) e José Iriarte, da Universidade de Exeter (Inglaterra).

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Geoglifo encontrados no município de Boca do Acre - AM - Foto: Diego Gurgel

Distribuição dos geoglifos localizados no Brasil - Estados do Acre, Amazonas e Rondônia – e na Bolívia.

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As primeiras descobertas O reencontro, após 35 anos, do trio responsável pelos primeiros registros de geoglifos no Acre, foi um dos pontos altos do simpósio de arqueologia. Os pesquisadores Ondemar Dias, Franklin Levy e Alceu Ranzi relembraram que em 1977, durante as expedições de campo do Programa Nacional de Pesquisas Arqueológicas da Bacia Amazônia – PRONAPABA, localizaram pela primeira vez no Acre, no município de Capixaba, estruturas de terra circulares e em baixo relevo. Durante a palestra de abertura do evento, os três revelaram histórias e curiosidades da época, para deleite dos presentes. Alceu Ranzi, paleontólogo e professor da Universidade Federal do Acre confidenciou que participar daqueles dias de campo, ainda como aluno de geografia da Ufac, teve influência fundamental em sua vida profissional e científi ca. Foi ali que tomou gosto pelas estradas de terra e barrancas dos rios acreanos, onde durante anos desenvolveu suas pesquisas na área da paleontologia. Já Franklin Levy, que hoje é Leiloeiro Público Oficial, especializado em artes e antiguidades, brincou ao dizer que o retorno ao Acre serviu para resgatar um “arqueólogo fóssil” e não esondia a alegria de estar ali revivendo parte da sua história profissional. Por sua vez, Ondemar Dias, coordenador das pesquisas à época, apresentou fotografias e mapas elaborados durante os estudos. Em sua fala, também fez questão de ressaltar a importância que o pesquisador Alceu Ranzi teve para a divulgação dos geoglifos e para a continuidade das pesquisas no Acre.

Os pesquisadores Alceu Ranzi, Ondemar Dias e Franklin Levy, responsáveis pelos primeiros registros de geoglifos no Acre

Sítio Água Fria, em Porto Acre-AC - Foto: Diego Gurgel

Sítio Tequinho, em Senador Guiomard-AC - Foto: Edison Caetano

Datados entre 700 e 2000 anos, os sítios arqueológicos do tipo geoglifo encontrados nas áreas deflorestadas do estado do Acre e região, são estruturas representadas por desenhos geométricos de grandes dimensões elaborados sobre o solo, que são melhor visualizados através de sobrevoo. As estruturas possuem em média de 100 a 200 metros de lado ou diâmetro, com valetas de 1 a 4 metros de profundidade e largura de até 11 metros, com muretas internas ou externas, dependendo do sítio. Acredita-se que podem ter sido elaborados com finalidade de moradia-proteção contra ataques de animais ou tribos rivais; ou com finalidade de produção, através do uso das valetas para acúmulo de água para criação de animais e agricultura; e por fim, com finalidade cultural-religiosa.

O Simpósio Na abertura do simpósio internacional foi lançada a Exposição “Geoglifos – 35 Anos de Descobertas” com fotografi as aéreas assinadas pelos fotógrafos Edison Caetano e Diego Gurgel e artefatos arqueológicos encontrados durante as escavações nos geoglifos. Nos próximos meses a exposição circulará por algumas cidades da Amazônia para que a população tenha conhecimento e possa valorizar o importante patrimônio arqueológico existente na região. A organização do evento reservou o segundo dia para a apresentação e discussão dos resultados das pesquisas arqueológicas realizadas nos últimos anos, envolvendo

os geoglifos. No dia seguinte, duas mesas redondas abordaram os temas “Proteção do Patrimônio Arqueológico e “Turismo Arqueológico nos Geoglifos”, e contaram com as ilustres presenças do Cônsul Geral do Peru, Jesus Carranza Quiñones, e da arqueóloga Gisele Felice, pesquisadora da Fundação Museu do Homem Americano, no Piauí. Ambos contribuíram com relatos das experiências de turismo arqueológico que são referência na América Latina – a dos geoglifos de Nasca, no Peru e a do Parque Nacional da Serra da Capivara, no Brasil, que abriga vestígios arqueológicos dos primeiros hominídeos das Américas. AMAZÔNIA S/A.

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Reconhecimento Na manhã do dia 27, antes da abertura do simpósio, a Assembleia Legislativa do Estado do Acre concedeu em sessão ordinária uma Moção de Aplauso de autoria do deputado estadual Eduardo Farias (PCdoB) ao pesquisador Alceu Ranzi e ao Grupo de Pesquisa Geoglifos da Amazônia, em homenagem ao 35º aniversário das descobertas dos primeiros geoglifos no Acre e em reconhecimento às importantes contribuições dos pesquisadores na divulgação e no estudo dos geoglifos. Apesar de ter atuado na área da paleontologia, Alceu Ranzi sempre teve uma ligação próxima com a arqueologia, mais especificamente os geoglifos. Além de compor a equipe que fez as primeiras descobertas dessas estruturas no Acre, ainda em 1977, realizou na década de 1980 um sobrevoo em avião monomotor na companhia do fotógrafo Agenor Mariano, que na oportunidade registrou a primeira foto aérea de um geoglifo, a qual foi publicada na edição de 15 de Agosto de 1986 no jornal “O Rio Branco”. Muito tempo depois, em 1999, ao chegar em um voo comercial vindo de Porto Velho, Ranzi avistou novamente uma dessas imensas estruturas. No ano seguinte, com apoio do Governo do Estado, conseguiu custear o sobrevoo de um avião monomotor realizando novas fotografias registradas pelo fotógrafo Edison Caetano, ocasião em que foram encontrados outros seis geoglifos. Vale ressaltar que somente a partir das observações aéreas é que foi possível ter a noção real da dimensão e distribuição espacial dessas estruturas. Desde então, Alceu Ranzi tem se dedicado a divulgar as descobertas dos geoglifos e alertar para a importância de sua preservação, o que tem atraido, na última década, o interesse de estudiosos de variadas áreas da ciência comprometidos em realizar pesquisas na região. Com isso, no ano de 2007 foi criado o Grupo de Pesquisa Geoglifos da Amazônia, que hoje conta com a participação de diversos pesquisadores, do Brasil e do exterior, sob coordenação arqueóloga Denise Schaan, da Universidade Federal do Pará. Com a publicação dos resultados das pesquisas, o registro de geoglifos na Amazônia tem sido considerado por especialistas como uma das mais importantes descobertas arqueológicas dos últimos anos.

Figuras em formas de animais, como beija-fl or e aranha, são encontradas no deserto de Nasca, no Peru.

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Alceu Ranzi fez seu primeiro voo de balão, acompanhado de seu fi lho Tiago Juruá, durante voo comandado por Cassiano Marques, sócio-diretor da EME Amazônia

Pilotos da Ortiz Taxi Aéreo

A exemplo das famosas Linhas de Nasca, que atraem milhares de turistas a cada ano para o país vizinho Peru, os geoglifos da Amazônia também possuem imenso potencial turístico que necessita ser explorado, com possibilidade de incrementar a economia estadual de maneira signifi cativa. O apelo histórico e visual que os geoglifos possuem são um convite à curiosidade humana. Hoje o Acre já dispõe de serviços e roteiros de qualidade para atender esse tipo de turista, sendo possível ao visitante a visualização aérea dos geoglifos através de sobrevoos, tanto de balão quanto de avião. A construção de uma torre de observação próxima aos geoglifos, cujo projeto já está sendo implementado pelo governo estadual, juntamente com visitas guiadas às estruturas, também poderão incentivar o interesse pelo turismo arqueológico. Fechando com chave de ouro o último dia de programação do simpósio internacional, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer de perto o potencial turístico dos geoglifos. A Agência EME Amazônia proporcionou a todos os participantes voos cativos de balão, subindo a uma altura de 40 metros ao lado de dois geoglifos, enquanto a equipe da Ortiz Táxi Aéreo promoveu sobrevôos, onde o passageiro pôde visualizar e fotografar uma dezena de geoglifos na região da BR 317. O sucesso do evento serviu principalmente para colocar o Acre de vez no mapa da arqueologia mundial e do turismo arqueológico, selando qualquer discussão que exista a esse respeito. As pesquisas continuarão. O turismo tem imenso potencial para se desenvolver. E o que ficará para a história será o trabalho daqueles que verdadeiramente contribuíram para que tudo isso se tornasse realidade.

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História

O sonho da autonomia acreana

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criação do Acre Estado, em 15 de junho de 1962, foi um divisor de águas na história desse povo que desde Galvez – responsável pela proclamação do Estado Independente do Acre, em 14 de junho de 1889 – luta para ter direito a crescer neste pedaço de terra fi ncado na Amazônia. E por que essa conquista é tão comemorada? Por qual razão seu povo alimentou esse sonho durante décadas, após o Acre ser reconhecido como território brasileiro? Para entender essas questões é necessário mergulhar na história. AMAZÔNIA S/A.

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Um território de explorações “O Movimento Autonomista começou imediatamente com a criação do Território do Acre”. Marcos Vinícius, historiador

A história do Acre Território – o primeiro de outros que seriam criados pelo governo brasileiro - começa logo após o fim da Revolução Acreana, em 1903. O status de Território representou, além da criação dos Departamentos do Alto Acre, Alto Purus e Alto Juruá, a submissão econômica e política do Acre à União. Todo o dinheiro da extração da borracha ia para o governo federal. Os acreanos não elegiam seus governantes e os impostos coletados aqui, gerados pelo auge do ciclo da borracha, não eram investidos na região. “O Movimento Autonomista começou imediatamente com a criação do Território do Acre. O próprio assassinato do Plácido de Castro foi um resultado dessa disputa”, conta o historiador Marcos Vinícius. Novamente, as insatisfações geradas contra a União fizeram com que os acreanos se revoltassem, dando início a insurreições. A primeira delas ficou conhecida como ‘A Revolta dos 100 Dias’, em 1910, quando comerciantes de Cruzeiro do Sul depuseram o prefeito do Departamento do Juruá. Foi necessária a intervenção do Exército para que a situação em Cruzeiro do Sul fosse tranquilizada. Osmir Lima, que nasceu no Juruá e participou do Movimento Autonomista na juventude, conta: “O Acre era dividido em três departamentos independentes e autônomos, todos administrados por pessoas indicadas pelo governo fede56

ral, o que gerou uma insatisfação no Juruá pelo fato de os prefeitos nunca serem nativos, mas amigos ou desafetos do presidente da República, pessoas que vinham para o Acre, acompanhadas de suas próprias comitivas, para a ocupação de cargos públicos”. A União não deixou barato a insurreição de Cruzeiro do Sul. Em 1912, como castigo, desmembrou o Departamento do Juruá e criou o Departamento de Tarauacá, diminuindo a autonomia e poder da região. Porém, a ‘Revolta dos 100 Dias’ foi inspiradora, e ainda em 1912 ocorreram a ‘Revolta de Sena Madureira’, movimento enfrentado pelo governo federal com um bombardeio da Marinha na cidade, e em 1918, a ‘Revolta de Rio Branco’, que colocava em xeque um confl ito entre o Primeiro Distrito e o Segundo Distrito. Mas o golpe maior na economia ainda estava por vir, com o fim do primeiro ciclo da borracha, em 1913. Nessa época, o Movimento Autonomista perde sua força – afinal, vale a pena criar um Estado se não há riqueza? “Em 1920 acontece a unificação dos quatro departamentos. Sem a riqueza da borracha, fica claro que um governo sai mais barato que quatro. E de 1920 a 1930 temos crise total. O Acre sobreviveu não sei por quê”, diz Marcos Vinícius.

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Surge Guiomard Santos Em 1946, o Território do Acre recebe seu novo governador, o experiente militar José Guiomard dos Santos. Sua escolha pelo governo federal não foi à toa – a experiência desenvolvida por ele no Território de Ponta Porã, hoje Mato Grosso do Sul, foi importante para o governo federal, e ele foi enviado para o Acre com um único objetivo: dar jeito na situação caótica que havia aqui. Seu governo durou até 1950 e foi considerado um marco. Tendo como lemas “Trabalho e Honestidade” e “Creio no Acre e nos Acreanos”, ele criou grandes avanços no Território do Acre, promovendo transformações de ordem econômica, social e cultural. Foi também o primeiro governador a fazer Reforma Agrária no Brasil, começando pelo Acre. Para impulsionar a economia, trazia até mesmo bois de avião.

Após seu governo, Guiomard aproveitou a Constituição de 1934, que dava ao Acre o direito de escolher dois deputados federais, e foi eleito nos anos de 1950, 1954 e 1958. Após seu governo, na campanha eleitoral para o primeiro mandato federal, ele manifestou o desejo de transformar o Acre em Estado. E em 1954, quando exercia o segundo mandato, apresentou o projeto e saiu nas cidades e vilas, participando de comícios e reuniões, esclarecendo a população sobre a ideia. “Existiram vários movimentos autonomistas, não só o de Guimard dos Santos. O ideal é falar no plural”, conta o historiador da Universidade Federal do Acre (Ufac) Francisco Bento. Mas é só a partir desse momento que a elevação do Acre a Estado toma uma grande proporção política.

Eleições de 1990 (Patrimônio Histórico Digital FEM)

Nasce o Acre Estado A agremiação política que havia começado a partir do momento em que Acre ganhara o direito de escolher seus deputados federais tomou novo rumo quando, em 1954, Guiomard dos Santos começa a escrever o projeto do Acre Estado. “Na primeira versão do projeto de autonomia, por exemplo, ele esqueceu de falar da transferência dos bens públicos da União para o novo Estado. O projeto foi sofrendo muitas alterações. Meu avô não foi o único responsável pelo Movimento Autonomista. Ele tinha muitos apoiadores”, explica Lauro da Veiga Santos, neto de Guiomard dos Santos. Começou então uma guerra política interna no Acre. De um lado, Guiomard dos Santos, pelo PSD, defendendo a autonomia do Acre, e do outro, Oscar Passos, pelo PTB este último, diante da crise econômica da época, acreditava que transformar o Acre em Estado apenas aumentaria a miséria na região. Guiomard dos Santos acabou montando a Comissão Pró-Autonomia em todos os sete municípios do Acre na época, e iniciou um movimento para expli-

car à população, principalmente através de alto-falantes, por que o Acre deveria ser Estado. “Eu era locutor dos serviços de alto-falante em Cruzeiro do Sul, ao lado de Benjamin Ruela. Começávamos às 8 horas da manhã e terminávamos a transmissão do dia apenas com a oração da Ave-Maria, às 6 horas da tarde. Eu fazia entrevistas, lia os discursos, além dos comícios. Montamos serviços de barco para chegar aos ribeirinhos, espalhar o sentimento do desejo pela autonomia. Era um movimento forte, mas precisava ter a opinião pública do nosso lado para isso”, lembra Osmir Lima, que aos 17 anos participou ativamente do Movimento Autonomista. O projeto de mudança, porém, foi aprovado pelo Congresso Nacional somente em 1961. E no dia 15 de junho de 1962, o presidente da República, João Goulart, e o então primeiro-ministro, Tancredo Neves, assinaram a sanção que transformou o Acre em Estado da República Federativa do Brasil. ◘ AMAZÔNIA S/A.

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Linha do tempo 1904 – Fim da Revolução Acreana. O Acre é incorparado ao Brasil na condição de Território após a assinatura do Tratado de Petrópolis. 1910 – Revolta dos 100 Dias em Cruzeiro do Sul. Comerciantes depuseram o prefeito. Exército precisou intervir. 1912 – Revolta de Sena Madureira. Marinha bombardeia a cidade. 1912 – O governo federal castiga Cruzeiro do Sul criando o Departamento de Tarauacá, dividindo o Juruá e diminuindo seu poder. 1913 – Acaba-se o primeiro ciclo da borracha. A ideia de criar um Estado enfraquece sem a riqueza gerada pela borracha. 1918 – Revolta de Rio Branco. Primeiro Distrito contra Segundo Distrito. 1920 – Unificação dos quatro departamentos do Acre para que a administração saia mais barata para a União.

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1920 a 1930 – Grande crise econômica e social. 1934 – Nova Constituição dá ao Acre o direito de eleger dois deputados federais. Começa o período de organização política local. 1946 a 1950 – Governo de Guiomard Santos. 1946 a 1962 – Estruturação dos grandes partidos. Ascenção de Oscar Passos pelo PTB e de Guiomard dos Santos pelo PSD. 1954 – Guiomard começa a desenvolver o projeto do Acre Estado. 1957 – Guiomard apresenta o projeto para tramitar pelo Congresso. É montada a Comissão Pró-Autonomia, com sede em todos os sete municípios existentes no Acre na época. 1961 – O projeto da criação do Acre Estado é aprovado. 1962 – Sanção do presidente da re-

pública, João Goulart, e do primeiro ministro, Tancredo Neves. Imediata convocação das eleições diretas para governo do Acre. 1962 – José Augusto é eleito primeiro governador do Acre. 1964 – O Golpe Militar força José Augusto a renunciar. O militar Edmar Cerqueira assume o governo por dois anos. Foram 20 anos sobre o regime militar sem a possibilidade de escolher seus governantes. Ainda assim, todos os governantes foram acreanos, porém pertencentes ao partido do governo ditador, a Arena. 1982 – Redemocratização e eleições diretas para o governo. Nabor Júnior foi eleito governador pelo povo. 1999 – Começa o governo da Frente Popular, que governa ate hoje o quinto final do Acre Estado. Fonte: Agência de Notícias do Acre.

Exército acreano em marcha 1902

José Plácido de Castro - 1907

Cruzeiro do Sul - 1910

Sena Madureira - 1912

Seringueiro - 1913

Balsas de castanha sob o Rio Acre

Casas de comércio no bairro de Penápolis

Av. Getúlio Vargas -1943

Hotel Chuí Prefeitura de Rio Branco - 1946

Assinatura da Lei 4.070 - 1962

Posse Governador José Augusto - 01/03/1963

Inauguração ponte JK

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I Fórum Internacional de Educação e Tecnologia do Acre

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vento reuniu mais de 450 pessoas durante os dois dias de palestras e oficinas e tratou assuntos importantíssimos para a utilização das novas mídias e tecnologias. O I Fórum Internacional de Educação e Tecnologia do Acre, realizado em junho de 2012, em Rio Branco, abriu as portas e também os olhos de profissionais e alunos a uma nova etapa na educação, voltada às mídias digitais e às possibilidades da educação à distância. De forma dinâmica e efetiva, por meio de palestras e oficinas, o fórum descomplicou ferramentas e apresentou as novidades em WEB 2.0, além dos desafios, possibilidades e aplicações desses recursos. O evento foi realizado pela EADAMAZON (Consultoria em educação à distância), que possui portfólio composto por importantes instituições públicas e privadas em âmbito nacional, e pelo SINEPE (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Estado do Acre). Contou ainda com o apoio do Governo do Estado.

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Educação E tEcnologias digitais:

supErando as dificuldadEs da

potEncialidadEs E dEsafios

Educação à distância

O palestrante professor Robson Santos da EADAMAZON do Amazonas falou sobre a relação das tecnologias e a educação na atualidade que, segundo ele, encontram-se fortemente relacionadas, pois, à medida em que a tecnologia avança, a educação precisa se adequar a essa evolução. Por isso, surgem, diariamente, inúmeros desafios e, consequentemente, a necessidade de explorar e vencê-los, aproveitando suas potencialidades. A Região Amazônica possui hoje o potencial de alcançar pessoas sem acesso ao ensino regular, mas o grande desafio ainda é estimular essas pessoas a utilizarem as ferramentas disponíveis. Na oportunidade, o professor também apresentou, durante sua oficina, o ambiente virtual de aprendizagem MOODLE, que hospeda cursos online.

O professor José Manuel Bautista, da Faculdade de Huelva em Sevilla (Espanha), falou sobre a superação de dificuldades e confiança na educação aliada às novas mídias. “Temos que levar em conta que aumentaram as possibilidades e o ser humano precisa refletir quanto as formas mais eficientes de educar”, disse o professor. A ‘Era da Inteligência’, como ele mesmo chama, trouxe novos problemas, que se unem aos problemas já conhecidos e geram inúmeras variantes até mesmo nas estruturas educacionais. Ainda segundo o professor, as maiores dificuldades no ensino à distância estão nas instituições e na disponibilização de elementos motivacionais aos alunos. “A decisão de formar-se através de uma instituição de ensino à distância precisa surgir do aluno e só assim a educação é efetivamente válida no contexto geral”, concluiu.

Organizadores e palestrantes: Sidclei Silva, Robson Santos, José Carlos, Amábile Pacios, Luciana Ribeiro, Elandia Dantas, José Bautista, Elizabeth Cristina e o Mestre de Cerimônia, o jornalista Alan Rick.

Além dos palestrantes citados, o I Fórum Internacional de Educação e Tecnologia do Acre contou com a presença de palestrantes das áreas de tecnologia e educação como Drº Mark Clark (Universidade Federal do Acre), Thaís Ginícolo (Editora Abril Educação) e Raul Diaz (Contil Informática). A presença maciça do público ratificou a importância e o sucesso do evento. Para acessar as palestras e vídeos, acesse: www.eadamazon.com AMAZÔNIA S/A.

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Empreendedorismo

As riquezas da Amazônia em

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maior floresta tropical do mundo, a Amazônia, também concentra o maior celeiro de riquezas naturais do planeta. Eles t omam forma de medicamentos, cosméticos, calçados, móveis... Enfim, nesta edição vamos falar das que são transformadas em objetos que brilham como a natureza: as biojoias.

As biojoias são peças confeccionadas com materiais de natureza orgânica, vegetal ou animal, como sementes, cascas, cocos, madeiras reaproveitadas, fibras e outros materiais encontrados na floresta amazônica. Para agregar ainda mais valor aos acessórios alguns designers empregam também os metais preciosos. Essa arte que brinca com a natur eza e mexe com a vaidade dos seres humanos nasce como forma de valorização da identidade cultural e do compr omisso dos po vos amazônicos, unindo a geração de renda com a preservação da natureza.

Os povos indígenas saíram na frente mais uma vez, foram os primeiros a utilizar partes da floresta como adorno. Alguns até acabaram sendo identificados por peças que utilizavam, como é o caso da tribo dos botocudos, denominados assim pelo uso de botoques (discos brancos de madeira leve com até 12 cm) nas orelhas e nos lábios. Hoje, com todo o requinte e sofisticação, designers dedicam sua criatividade para dar vida a peças ex clusivas que dão um toque a mais ao visual de consumidores do Brasil e do mundo. O Acre é um dos maiores abastecedores de matéria prima deste mercado. Segundo estimativas do SEBRAE no Acre, por ano saem do Estado cer ca de 70 t oneladas de

Arquiteta e designer de joias Daniela Kipper 62

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ia em forma de

Biojoias

sementes para o mer cado interno e ex terno. Aproximadamente 4 mil famílias trabalham na coleta de jarina, açaí e paxiubão. É neste Estado, responsável por 90% das sementes utilizadas nas biojoias, que reside a arquiteta e designer Daniela Kipper. Ela conta que as biojoias fazem parte da sua história desde os 8 anos de idade, antes mesmo de escolher a arquitetura como profissão. “Eu e minhas amigas e vizinhas montamos a primeira “banquinha” de artesanato na porta de casa para vender umas “xuxinhas” de cabelo confeccionadas por nós mesmas”, relatou. Daniela se autodenomina “acrioca”, expressão criada por ser natural do R io de Janeir o e por muit o tempo ter feito ponte aérea com Rio Branco. Nestas idas e vindas criou algo para se lembrar do A cre e ser identificada com algo belo e exclusivo. Surgiu então a Daniela Kipper designer. A qualidade das biojoias usadas , até então apenas pela arquiteta, aos poucos conquist ou as amigas , as client es e cada vez mais pessoas. Os pedidos cresceram e a produção das peças teve que acompanhar a demanda. “As possibilidades que as sement es me proporcionavam e o univ erso de

espécies cada vez mais lindas, o prazer de cada moment o, tudo era tão ag radável que nem pude per ceber o carinho, a dedicação e o perfeccionismo que fui empregando com o passar do tempo”, disse Kipper. Arquiteta e desig ner. Duas pr ofissões em muit os momentos se confundem e se ajudam. “A arquitetura me emprestou muitos conceitos que eu uso nas minhas criações. O detalhismo construtivo e o cuidado com o acabament o são da arquiteta. Assim como o per feccionismo desde o início , pois junto com as primeiras peças nasceram a logomarca, o design da embalagem a identidade visual, o conceito do trabalho... E também tantas outros detalhes tipicamente técnicos. A designer fica por conta da experimentação, a vontade de fazer sempre algo novo”, explica. Daniela tem o cuidado de trabalhar com sementes coletadas de maneira sustentável e com certificado de Sanidade/ UnB. As peças criadas e confeccionadas pela designer se destacam pela mistura de sementes com outros materiais tipicamente brasileiros de forma bastante sofisticada, porém usual. O design das biojoias b y Daniela Kipper se destaca pelo equilíbrio, bom gosto, autenticidade e exclusividade.

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Beleza com conteテコdo Hテ。 sucesso nesta mistura

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ue beleza é fundamental , isso é indiscutível. Mas esse clichê às v ezes preconceituoso revela uma postura adotada por muitos ao lidar com uma mulher bonita. Afinal de contas, a beleza impac tante do conjunt o de uma obra feminina simétrica e natural é algo que causa espanto e por que não dizer, inveja. Esta palavra rodeia o universo das beldades... Historicamente a mulher é julgada por sua aparência e isso se deu muit o provavelmente pelo fato de sua beleza exercer toda influência sobre os homens . Joana d’Arc, Maria Antonieta, Rainha Elizabete I, Princesa Diana, Jacqueline Kennedy Onassis e outras tantas mulheres são exemplos não somente de beleza, mas também de f orça, inteligência e clar o, sedução. Mulheres formosas e astutas que usaram de influência e penetração para transpor as barreiras sociais e físicas e mostrar que muito além de um rosto bonito, eram também capazes de grandes feitos. E o Acre vem se destacando nos últimos anos com lindas mulher es em concursos de beleza. No ano passado , a então M iss Brasil Danielle Knidel ficou em t erceiro lugar no concurso Miss Brasil e em 2006 foi Maria Cláudia Barreto que se consagrou como a segunda mulher mais bela do país naquele ano. Mas conteúdo ainda é o fator principal na concepção de qualquer projeto e ingrediente imprescindível a alguém que deseja alcançar sucesso. Aprouve a algumas mulhe res não sustentarem suas vidas apenas pelo pilar da beleza. É o caso de J éssica Maia, escolhida Miss Acre 2012 e detentora de uma formosura invejável e até mesmo incomum, ela é um destes tantos exemplos de junção de beleza e cont eúdo, derrubando tabus sem deixar dúvidas. AMAZÔNIA S/A.

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Jéssika Maia tem 18 anos, 1,80m de altura, 84cm de busto, 65cm de cintura, 95cm de quadril e pesa 58kg, tá bom? É natural de R io Branco ( AC), mas atualmente mora em Campo Grande (MS), onde estuda Engenharia Civil na Univ ersidade Católica Dom Bosco (UCDB). Nossa M iss já trabalha como modelo há um tempo e fez vários desfile , alguns beneficen es e par ticipou de publicações em Campo Grande. Participa do coral da Ig reja Nossa Senhora de Fátima, pratica vôlei, frequenta cursinho de inglês e espanhol e adora visitar par te da família, que mora em Senador Guimard (AC). Jéssica é uma garota com gostos simples, mas muita ambição. Diz já t er realizado um de seus sonhos, que é r epresentar o A cre no concurso Miss Brasil 2012, no Estado, organizado pela promoter Meyre Manaus, mas ainda pr ecisa se f ormar como Engenheira Civil para r ealizar o sonho de infância. A missão para o futur o é conciliar as duas carreiras. Nossa bela pr etende se pr eparar para não faz er feio e traz er a faixa de M iss Brasil para o Acre, mas também sabe que pr ecisa se dedicar à faculdade que escolheu , para se fi mar como profissiona .

Ela nos fala da honra de r epresentar seu esta do e o peso desta responsabilidade, ciente do seu papel também como formadora de opinião. “É importantíssimo termos nosso diferencial, para que possamos nos destacar em tudo o que faz emos. Seja investindo em um curso univ ersitário, falando outras línguas ou expandindo nossos conhecimentos gerais em cultura, artes, ciências humanas e tecnologia”. Enganou-se quem pensa va que uma miss só sabe ser linda e desfilar! essica Maia é a prova de que somente beleza não é suficien e. Reconhece a questão do preconceito, mas admite que cabe às mulheres desta nova geração conciliar beleza e intelecto em prol de uma sociedade mais justa e que respeite as diferenças de gênero, principalmente. Juntamente com a rotina de estudos diários de 7 às 18h, grupos de estudos, palestras e oficinas que a univ ersidade oferece, nossa personagem mantém uma alimentação balanceada, frequenta academia, pratica esportes, não bebe nem fuma e cuida muito bem dos cabelos e da pele.

Beleza e inteligência podem mudar o mundo.

“Acredito que o protagonismo feminino vem crescendo de forma natural e acentuada no Brasil e no Mundo, independente da beleza física a mulher está marcando seu espaço. A exemplo da nossa Presidente Dilma Roussef, nossa ex-senadora Marina Silva, secretárias de estado, promotoras de justiça, empresárias de sucesso, juízas de direito e tantas outras que provam sua capacidade em conquistar seu espaço. Acima de tudo o mais importante é manter valores, caráter e acreditarmos em nós mesmos”, disse Jéssica Agradecimentos: Nonata Asfury, Centro de Beleza Potiguar e Face Clean Valmari. 66

Maia, Miss Acre 2012, representante da beleza acreana e detentora de uma r esponsabilidade tremenda: provar que beleza e conteúdo são atributos capazes de grandes resultados, dentre eles, encantar a todos e deixar uma marca.

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A revista Amazônia S/A chega a sua 6ª edição e este colunista traz at é você leitor, os e ventos e notícias que marcaram o mês de junho.

por Gigi Hanan]

Confiram! Contato: gigihananac@gmail.com

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AFA JARDIM - Bastante prestigiado foi o jantar dançante que a equipe do AFA Jardim ofereceu em comemoração ao dia dos namorados no dia 12 de junho. Por lá a coluna registrou: 01: Empresário Beto e Selma Maranha; 02: Empresário Leomar Queiroz com a esposa Cláudia; 03: Médico Julinho Pereira com a esposa Márcia Regina; 04: Pecuarista Tarcísio Pinheiro com a esposa Márcia Abreu; 05: Médico Gustavo Marques com a esposa Juliana Fontes; 06: Gerente da C aixa Econômica Aurélio Cruz com a esposa Rosângela; 07: Pecuarista Thiago Teixeira com a esposa Karen Mesquita; FANTASIA - Uma festa impecável, assim foi a comemoração do aniv ersário de 40 anos da empresária Sandra Ruiz no dia 23 de junho no Salão de Festas do Hotel Pinheiro: 08: Aniversariante Sandra de Gueixa, com o esposo Júnior Edmilson de Samurai e a amiga Degeane Santos de Caipira; 09: Empreguetes: Mirna Nemetala, Fabíola Pinheiro, Roberta Lima e Mabel Cristina; Mulher-Gato Meire Manaus e o casal de Piratas Juliana Caobianco e Geraldo Zanotti; 10: Caipira Mariana Barbosa com o Jogador Inácio Gontijo; 11: Coringa Lucas Braga com a espanhola Ussula Braga; 12: Homem de preto Roraima com a She -ra Rosileny Barreiros; 13: Mosqueteiro Valder Bessa com a Chapeuzinho Vermelho Fernanda Costa; 14: Sandra com o Nerd Elieser Silva e Cleópatra Mercedes Lavocat; RIO DE JANEIRO - A médica acreana Catharina Lucena selou seu amor com o médico car ioca Marcelo Pousa, no dia 9 de junho na Maison Paineiras, no Rio de Janeiro: 15: Marcelo e Catharina com os pais da noiva Marize e Gilson, o irmão Gilson, sobrinho e a mãe do noivo; NEWS - 16: CORTE: Médico acreano Diego Viana uniu-se em matrimônio com a médica brasiliense Mariana Barbosa na Corte Federal no dia 25 de maio; 17: Madrinhas; 18: Padrinhos; 19: DOPAMINA: Sucesso total e com cer teza já ficou no calendár io da cidade a festa da turma de medicina da UFAC no dia 22 de junho no Buff et Espaço A.

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20: MAGRASS: Inaugurou no dia 18 de junho em Rio Branco, a maior franquia de rede natural e saudável de emagrecimento. Exclusiva e moderna na linha de estética corporal e facial, MAGRASS, tem em sua equipe enfermeiras, fisioterapeutas, nutricionistas, esteticistas e médicos, dando todo o suporte no seu tratamento. Na foto os proprietários André Cesário Rosa e a esposa Cynthia Marques; 21: ZEH PRETIM: Desejamos muito sucesso à nova empresa de funtertainment de São Paulo: UGet, que tem à frente os sócios e amigos paulistas Humberto Munhoz, Elisson Dias, Celso Gama e Rodrigo Sgavioli, fizeram o lançamento em 15 de junho, com o Baile do Zeh Pretim - I’m Free, uma festa carioca em SP, festa que mudou o conceito de open bar daquela capital; 22: ZEH PRETIM II: Quem marcou presença na badala festa foi este titular, o pecuarista Sidney Zamora (5D) com a namorada Samara Costa (4D) e os amigos paulistasArthur Ferrai, Priscila Araújo, Gabriel Schertman e Carla Mariana; 23: NEW YORK: A advogada Ana Cláudia Leão e o marido Fábio Braga curtiram no finalzinho de maio todas as belezas de New York; 24: Empresário Elieser Silva e a esposa Mercedes Lavocat tiraram uns dias de descanso no começo de junho para curtir e fazer muitas compras em New York; 25: EUROPA: Odontóloga Ilana Fecury curtiu ao lado da filha Larissa todas as belezas que o Sul da França oferece no verão e voltaram encantadas e com muitas no vidades nas mangas; 26: Quem também tirou uns dias de descanso para cur tir New York foi o médico Herbert Militão com a esposa Rosângela e a filha Ludmila; 27: Sempre inovando, a empresária Melany Takashima trouxe nos dias 27 e 28 ao Restaurante Shirakawa o bar man brasiliense Felipe. Na foto Melany com Felipe e a filha Mariana; 28: Foi com um lauto churrasco em sua chácara que o advogado Leonardo Carvalho comemorou a chegada de mais uma primavera no dia 1º de junho. Na foto com os pais Maria do Carmo e Mirtil e os irmãos Júnior, Luiza; 29: O advogado Floriano Poersch arrancou mais uma página do calendário solar no dia 30 de junho e reuniu os amigos e família em uma deliciosa feijoada. Na foto com a esposa Mara, os filhos Marllus, Thiago e Caroline. AMAZÔNIA S/A.

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por Berta Zuleika ]

01: A 1º Dama Lucilene Peixoto, Prefeito Roberto Sobrinho, Célia esposa do Dr. José Augusto (Prontocordis), Vereadora Mariana Carvalho ao lado de seu pai Aparício Carvalho, em e vento no ‘5 estrelas’ Hotel Vila Rica; 02: Casal Ana Paula Pelegrini e Márcio Barreto (CVC Viagens e Turismo) recebem premiação Exencele Quality; 03: Programa ‘InFoco’ do jornalista Marcelo Régis e produtor Ronaldo Carriço é homenageado com o pr êmio Exencele Quality; 04: Modelos e coor denação da B&Z Agence e equipe do SEBRAE de Pimenta Bueno; 05: As tops Priscila, Ana Paula, Jeane Aguiar e Letícia; 06: Jovem casal Thalles e Patrícia uniram- se em matrimonio com as bênçãos de Deus e da família Rover e Carreira; 07: Pais do noivo Dhepp e Nubia Rover felizes com o enlace do primogênito Thalles; 08: II FICOP - Feira Industrial e Comercial de Pimenta Bueno, realizada nos dias 07, 08 e 09 de Junho de 2012. Desfile no dia 07/06 com a presença dos ex-BBB´s Mau Mau e Lia Key. Roberta Figueiredo (Gerente Regional do SEBRAE Pimenta Bueno) Iran Leal e Joana Joanor a (Presidente da CDL/RO e SEBRAE/ RO; 09: Lançamento da 8° coleção Ana Hickmann nas lojas Rommanel no desfi le Porto Velho Fashion; 10: Rainha da Expojipa-2012, Jaqueline Lourrany; 1ª Princesa, Rafaela Guimarães e 2ª Princesa, Jeniff er Pereira. Rainha do Rodeio, Jeane Aguiar; 1ª Princesa, Ana Carolina, 2ª Princesa, Melissa Renata e 3ª Princesa, Cristiane Oliveira; 11: Vanessa Modesto pousou para as lentes do Studio Foto Max para o Mister Terra Brasil 2012; 12: Garota Devassa - Mirilane Tavares, do casting da B&Z Agence.

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Estou maravilhada em fazer parte da revista Amazônia S/A, que nos pr oporciona informações completas e div ersificadas a cada edição . Parabenizo a equipe pela competência e responsabilidade de oferecer um belo espetáculo de leitura a cada exemplar. Na C oluna G ente Nossa R ondônia, revelamos o melhor dos e ventos e r ealizações da sociedade rondoniense em todos os seguimentos, tanto social e econômico, quanto cultural. Confiram! Contato: bezagence_@hotmail.com

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13: Casal Adailton Barbosa e Leda Pommer receberam o ‘certifi cado Notá vel 2012’ ao lado Helen Ganzarolli e Mister Brasil Raup; 14: Sabino Bedin representou o Senador da República Acir Gurgaz na noite de ‘Personalidade em E vidência’ ao lado M iss Rondônia Ecotur, Vanessa Modesto; 15: Casal de ar tistas Paulo Rios e M alú; 16: Premiação ‘Oscar Mulher’, com a pr esença VIP da apresentadora Helen Ganzarolli. Ivone Cassol e o S enador Ivo Cassol, receberam homenagem; 17: Desfi le Porto Velho Fashion: no cerimonial Multieventos, as modelos Geiciany e Mariana (com jóias Rommanel) e esta colunista; 18: A modelo e Miss Rondônia Ecoturismo 2012 - Geisiane Rodrigues; 19: Mau Mau fez close com uma bela fã; 20: Mau Mau e Lia Key com esta colunista; 21: 1ª Grande Costela da Solidariedade Glomaron, apoio da Dydyo Refrigerantes; 22: O clã feminino das beldades da família Rover; 23: O jornalista Fogaça (Observador) e her deiro é premiado com a placa ‘Exencele Quality’; 24: A jovem Emanuele Nogueira representando a quadrilha Girassol das Três Marias, eleita Rainha Junina da F ederon, no Ar raial Flor de C acto; de Pimenta Bueno; 26: Mau Mau, Letícia do SEBRAE/PVH e Lia ; 27: Exencele Quality Mestres de cerimônia, apresentadores Renata Beccardi e M arcos Vinicius em evento no Hotel Villa Rica; 28: Padrinhos Beto e Dar cy Honey ao lado de suas belas her deiras; 29: Vanessa Emiliana, modelo internacional. AMAZÔNIA S/A.

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Artigo

POLÍTICA E

HUMANIDADE

Cúpula da Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém.

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uitas nações buscaram preservar sua identidade e valorizar intensamente sua liberdade e independência. Israel, por exemplo, tem uma história incomum e, em certo sentido, poética. Abraão, o patriarca desse povo, deixou a conturbada terra de Ur dos caldeus e partiu em busca de uma terra desconhecida. Abraão, pai de Isaque, que deu origem a Jacó, recebeu o nome de Israel, que signifi ca “príncipe de Deus”. Israel teve 12 fi lhos, que deram origem às 12 tribos da nação judaica. Da tribo de Judá saíram os principais reis de Israel. O nome “judeu” deriva da tribo de Judá. As raízes milenares desse povo culturalmente rico impediam que eles se submetessem ao julgo de qualquer imperador. Em razão do seu desejo compulsivo de liberdade, o povo de Israel passou por situações dramáticas em alguns períodos históricos, como no tempo do agressivo, desumano e ambicioso imperador romano Caio Calígula. Além de ter mandado matar vários senadores romanos, destruído seus amigos e violado os direitos dos povos que subjugava, ambicionava se passar por “deus”. Desejava que todos os povos se dobrassem diante dele e o adorassem. Para o povo judeu, esse tipo de adoração era inadmissível e insuportável. Calígula sabia dessa resistência e odiava aquela audácia e insubordinação. Os judeus, mesmo esmorecidos, desterrados, errantes e ameaçados de passar por uma faxina étnica foram praticamente os únicos que não se dobraram aos pés do déspota. A liberdade, para esse povo, não tinha preço.

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Flávio Josefo, brilhante historiador judeu que viveu no século l desta era, nos relata uma história dramática sobre a luta daquele povo para preservar sua independência. No ano 70 d.C., os judeus novamente se revoltaram e se sitiaram dentro de Jerusalém. Os judeus podiam render-se ou resistir e lutar. Preferiram a resistência e a luta. Tito cercou Jerusalém e iniciou uma das mais sangrentas guerras da história. Os judeus resistiram além de suas forças. A fome, a angústia e a miséria foram enormes. Morreram tantos que a cidade fi cou impregnada de mau cheiro. Pisava-se em cadáveres nas ruas. Por fi m, Jerusalém foi destruída e o que restou do povo foi levado como cativo e dispersado. Esses exemplos mostram o desejo desesperado do povo judeu de preservar a sua liberdade, sua identidade e sua independência. Porém, houve uma época em que a cúpula judaica traiu seu desejo de liberdade e independência. É incrível constatar, mas Jesus perturbou tanto os líderes judeus com sua revolução interior e seus pensamentos, que eles preferiram um imperador gentil ao invés da liderança de Cristo que tinha raízes judaicas, embora afi rmasse que não queria o trono político. A cúpula de Israel, na época de Cristo, desejou mais o poder sóciopolítico do que a busca de liberdade e independência. Todavia, a imensa maioria do povo judeu provavelmente não concordava com essa postura. Nicodemos e José de Arimatéia, por exemplo, foram solidários a Jesus. Quando foi que a cúpula judaica traiu o desejo de liberdade e independência que movia há séculos o povo

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“O ente político deve ter, principalmente, uma relação segura consigo, resolvido com suas questões internas (intra-psiquicas) para assim desenvolver um relacionamento social sem superdimensionar a busca pelo sucesso em detrimento das dores existenciais”.

Favela brasileira demonstra a pobreza de algumas áreas do país.

de Israel? Foi quando Pilatos, zombando dela, disse que não poderia crucificar o “rei dos judeus” (Marcos 15:9). Seus dirigentes ficaram indignados com o ultraje de Pilatos e por isso o pressionaram a crucificar Cristo, dizendo que César é quem era seu rei. Os Judeus que sempre rejeitaram o domínio do Império romano, naquele momento preferiram César a Cristo. Um romano a um judeu. Jesus afi rmava que queria um reino oculto dentro do ser humano. A liderança judia se sentia ameaçada por seus pensamentos. Seu plano era intrigante e complexo demais para ela. Seu propósito quebrava todos os paradigmas existenciais. Por isso, Cristo foi drasticamente rejeitado. Esse é apenas um exemplo histórico que relata a indisposição de líderes para resolverem - no confronto social, questões com olhar mais humano. A maioria dos problemas que homens e mulheres enfrentam desde os primórdios das sociedades estão baseados na difi culdade de interiorização e preocupação com o “outro”. Tornam-se íntimos do mundo em que vivem, mas estranhos para si mesmos. No livro Inteligência Multifocal, o médico escritor Augusto Jorge Cury afi rma que o homem se torna um profi ssional que aprende a usar o conhecimento como ferramenta

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de trabalho, porém tem grandes difi culdades para usar o conhecimento para desenvolver a inteligência: conhecer os limites e o alcance da construção de pensamentos, regular seu processo de interpretação das ideias e tornar-se um pensador humanista: que considera seus erros, dores, perdas e frustrações e aprende a se colocar no lugar dos “outros” e a perceber suas dores e necessidades psicossociais. Essa abordagem explica porque tantos governantes são omissos sociopoliticamente. Não há urgência nas intervenções para aliviar as dores e necessidades psicossociais dos outros. Nessas condições sociopolíticas, a miséria humana vira um mero detalhe estatístico. Milhares de pessoas estão chorando, sofrendo e tendo seus direitos violados neste momento, mas não captamos essencialmente sua miséria. E mesmo que queiramos ter contato com elas, através da mídia ou pessoalmente, frequentemente falhamos por não saber interpretar sua verdadeira “necessidade”. Pessoas intelectualmente capacitadas tendem a ser menos felizes e bem-sucedidas que outras menos intelectualizadas, porém emocionalmente bem resolvidas. Em tempos de política, não basta escolher um candidato, mas a visão humanista que envolva todos. AMAZÔNIA S/A.

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por Bruno Cássio]

Facebook na bolsa eletrônica NASDAQ

E DAÍ

Não sei se quando este artigo for publicado, algo terá mudado em relação ao que será escrito aqui. Não escreverei nenhuma novidade, apenas trago a constatação de que os investimentos em negócios na internet são um caminho sem volta, e que têm muito futuro. Quando comecei a estudar Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, ainda no começo de 1998, portanto há 14 anos, não me recordo de ter na grade curricular uma disciplina do tipo: Comunicação Digital, Mídias Sociais aplicadas ao Jornalismo, ou ainda Jornalismo Online. Anos depois de formado, mesmo trabalhando em jornalismo de televisão, resolvi fazer uma pós-graduação na área de Comunicação Digital. Queria me especializar em algo que me exigisse quebrar paradigmas. O telejornalismo é uma junção de talento e técnica, se não temos um, desenvolvemos o outro, até que consigamos o equilíbrio. Mas eu buscava algo mais. Tornar a minha curiosidade por ambientes digitais, o ciberespaço, em algo criativo, desafiador, e ao mesmo tempo, uma nova face de um mesmo profissional. Queria ser o que se chama de profissional multimídia, sem pretensões maiores, queria permanecer no mercado, sem me acomodar com ele. A frase certa seria “eu busquei me reinventar”. De nada adianta ter conhecimento em uma área se você não ousar, não colocar à prova o que você acredita ser verdade, a sua verdade. Não testar que você pode e deve migrar para outros campos profissionais, sem abrir mão de nada que já fez. Não, eu não preciso dizer o que sou para ter o reconhecimento profissional, parece algo egocêntrico. Mas eu preciso dizer o que fiz, para mostrar que nós temos um caminho que um dia teve um começo, mas que o fim dele, depende das nossas escolhas e dos desafios que nos propomos enfrentar. Agora vamos explicar o título desse artigo, chega de rodeios. Sou um jovem de 32 anos, é, me acho jovem. Mas imaginem o que um jovem como eu, que gosta de assuntos relacionados à rede mundial de computadores, está nas principais redes sociais, adora ler sobre empreendedorismo digital, ministra cursos e oficinas na área... enfim, imaginem o que eu senti no dia 18 de maio de 2012, quando vi um outro rapaz, um pouco mais jovem do que eu, bater os sinos da empresa Facebook em Palo Alto, nos Estados Unidos para anunciar ao mundo os trabalhos da Rede Social na Nasdaq, a Bolsa de Valores Eletrônica que opera em Nova York? Isso tudo era sim uma pergunta. Imaginaram? 74

Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, especialista em Comunicação Digital. Chefe de redação da TV Acre, editor e apresentador do jornal Amazônia TV e consultor na área de comunicação. reporterporumdia@gmail.com

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Pois bem, a mesma internet que fez com que o jovem Mark Zuckerber chegasse ao mercado mundial de ações, é o mesmo meio de comunicação que me permitiu acompanhar em tempo real toda essa transação financeira a milhares de quilômetros de distância. Estamos falando também de milhões, de dólares. O preço da ação no primeiro dia de pregão ficou em torno de 38 dólares, um pouco mais de 77 reais. Com esse valor o Facebook foi avaliada em 104 bilhões de dólares e pode levantar no processo de oferta aberta cerca de 16 bilhões. Mas o que eu tenho com isso? E o que você tem com isso? Na minha opinião, muita coisa. Dados de maio deste ano apontam o Brasil como sendo o segundo colocado no ranking mundial de usuários dessa rede social, são 46 milhões, ficamos à frente da Índia e claro atrás dos norte-americanos, na terra do Tio Sam são mais de 157 milhões. Ou seja, uma mensagem publicada, postada, curtida, compartilhada no Facebook não pode ser jogada ao vento. Temos cada vez mais que pensar no potencial, no alcance daquilo que escrevemos. Não é ambicioso achar que podemos fechar grandes negócios, sem sair de nossas casas. Não é ousadia dizer que podemos usar melhor o nosso marketing pessoal, profissional, nesse ambiente. Mark Zuckerber não sonha com a minha existência, e talvez nem com a sua caro leitor, mas nós todos temos algo em comum. Somos usuários, consumidores da empresa que ele coordena, ou seja, podemos ter voz e vez, podemos fazer o diferencial nesse mercado. Mas para isso temos que decidir se vamos acompanhar tudo de camarote, ou se vamos querer participar dessa revolução na forma de se fazer comunicação e negócios. O primeiro passo, a partir de agora é se perguntar? O que eu posso fazer na minha área de atuação profissional, para ser visto com outros olhos, por aqueles que acessam essa rede social? Não vale postar fotos sensuais, lembrem-se, estamos falando de negócios virtuais. Que tal buscarmos modelos já existentes, ou inventarmos os nossos próprios? Eu criei uma empresa de consultoria Plataforma Digital, está lá no Facebook, lá posto as fotos, as notícias ligadas aos meus treinamentos nessa área, parece pouco, mas é um dos meus sonhos concretizados. Minha intenção com essas palavras não é fazer com você se torne dono de uma rede social bilionária de uma hora pra outra, a ideia aqui, é que você não tenha medo de sonhar e realizar esses sonhos na vida real, e na virtual também.

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sucesso

É de que sua empresa precisa?

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Então ela precisa da

gente! AMAZÔNIA S/A.

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PROGRAMA

Histórico

Estrutura

Em 1994 começaram a ser gravadas as primeiras matérias do Programa Amazônia S/A. Com muito sucesso na televisão acreana e regional, o único programa direcionado para o empresariado e novos empreendedores, é líder de audiência em seu horário. Sempre com matérias de interesse global, o Programa Amazônia S/A propicia aos seus anunciantes credibilidade e a exposição que procuram ao divulgarem sua marca, produto ou serviço na televisão. Associando seu empreendimento à profissionais idôneos e de carisma comprovado pelo público e crítica.

Para a produção semanal do programa, profissionais de várias áreas atuam para levar até os lares acreanos cultura, turismo, cobertura de eventos, inaugurações, pessoas, negócios e muito mais. Equipe de jornalismo e pautas, produção, publicidade, cinegrafistas, editores, administrativo, vendas e direção realizam inúmeras tarefas para o sucesso dos parceiros e a permanente audiência dos telespectadores do estado. Em um ambiente composto de ilhas de edição e criação, sala de reuniões, estúdio, recepção e estacionamento, tudo é organizado com o objetivo de oferecer sempre o melhor produto.

Cultura Aventura

Políticas Públicas

Negócios

Inaugurações

Documentários

Turismo

Serviços • Balcão de Negócios • Merchandising • Matérias institucionais

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• Entrevistas • Cobertura de eventos e inaugurações • Chamada de oferecimento

• Incentivo a Cultura • Veiculação de vídeos • Incentivo ao empreendedorismo

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Apresentação

Perfil do leitor

Distribuição

A Revista Amazônia S/A, que completou em 2012 um ano de publicações, consolidou diversas parcerias, ampliou a equipe e definiu os melhores fornecedores para produzir um material de alto nível. Com matérias locais, nacionais e internacionais, a Revista Amazônia S/A alcança um amplo espectro de leitores. Viagens, cultura, vida, negócios, sociedade, informação e lazer são alguns dos assuntos abordados pela equipe de jornalistas, sempre motivada em produzir um material atrativo, interessante e inteligente.

Os jovens compram a revista para pesquisas e referências escolares e acadêmicas, adquirindo os exemplares nas bancas. Empresários, de ambos os sexos adquirirem exemplares em livrarias, no aeroporto e na distribuição estratégica. Jovens adultos leem a Revista Online, estão na faixa etária de 20 a 30 anos cursando faculdade e também têm acesso aos exemplares impressos distribuídos nas bibliotecas públicas. Grande parcela do gênero feminino, na faixa entre 25 a 40 anos, classe A e B, têm acesso nas recepções de clínicas, salões de beleza, estética e saúde. A faixa entre 40 e 55 anos é composta por homens classe A e B, autoridades locais e formadores de opinião com alto poder aquisitivo. Adquirem a revista principalmete através da distribuição estratégica.

A revista hoje conta com uma tiragem de 3 mil exemplares e uma malha logística de distribuição em constante crescimento. Atualmente a revista é vendida em bancas de jornal, livrarias, hotéis, restaurantes e nos Supermercados Araújo em Rio Branco e Porto Velho. Também em Porto Velho, estado de Rondônia, a publicação genuinamente Amazônica pode ser encontrada nas Livrarias Exclusiva do Aeroporto e Porto Velho Shopping. A edição também é entregue aos colunistas em Manaus (AM) e Boa Vista (RR).

A revista e seus números em 2012 + 1 ano de publicações + de R$ 100.000,00 em investimentos + 18.ooo revistas publicadas 70% de revistas vendidas 30% de distribuição estratégica + 600 páginas de matérias

7 matérias internacionais 36 anúncios de página inteira 8 anúncios de página dupla 13 anúncios de capas 13 anuciantes de marcas nacionais + de 50 marcas parceiras e anunciantes AMAZÔNIA S/A.

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Logomarcas Culinária do Oriente

A criação é nossa. O sucesso é seu!

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Campanhas

Anúncios AMAZÔNIA S/A.

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Vídeos documentários e publicitários

Cerimonial e eventos

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Site O site www.amazoniasa.com.br é a plataforma virtual no qual são disponibilizadas notícias, fotos e matérias relacionadas ao Programa Amazônia S/A , que há mais de 8 anos leva a toda Região Amazônica/Brasil e mundo, entretenimento de qualidade com temas variados – instrutivos, dinâmicos, informativos, motivacionais e sustentáveis em mais de 750 publicações. Possui média atual de mais de 4.500 acessos mensais em visualizações dos conteúdos disponibilizados. Plataforma esta que agora trará a publicação bimestral da Revista Amazônia S/A completa, podendo ser acessada de qualquer lugar do mundo.

A Revista online A Revista Amazônia S/A inova e expande o alcance de suas edições através da rede mundial de computadores. Agora com a plataforma online, a Revista Amazônia S/A tornou-se ainda mais interativa. De forma digital é possível folhear página por página todo seu conteúdo, o que contribui para a preservação do meio ambiente através da diminuição do uso de papel. Esta ação amplia o mercado potencial de leitores e rompe qualquer barreira geográfica. Para o anunciante isto significa um número sem limites de visualizações do anúncio. Seu produto e serviço anunciado 24h por dia, 7 dias por semana, acessível de qualquer lugar do estado, Brasil ou do mundo.

Assessoria de Imprensa A Agência S/A têm uma equipe capacitada e preparada para oferecer o melhor no serviço de assessoria de imprensa. Com inúmeros contatos em todos os veículos de comunicação, a Agência S/A tem grande êxito na publicação dos releases enviados. O trabalho de cobertura jornalística e fotográfica de reuniões e pautas importantes para o cliente é um serviço essencial para uma boa assessoria, e é realizada prontamente por nossa equipe.

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por Lenira Pontes ] CRP 7785-1 Psicóloga formada pela Universidade Federal de Uberlândia; Trabalha como Capacitadora do Centro de Referência ao Atendimento de mulheres vítimas de violência - Casa Rosa Mulher. lenirapontes@gmail.com.br

Férias: diversão é coisa séria. -------------------------------------COMUNICADO------------------------------------XX/XX/2012 Senhores pais ou responsáveis, informamos que nos próximos dias seus filhos entrarão no período de férias. Esperamos que os senhores saibam o que fazer nestes dias tão propícios ao ócio e ao descumprimento das regras de convivência. Não esqueçam também de tomar maiores cuidados com acidentes domésticos e com quem deverá cuidar das crianças. ------------------------------------Boas Férias!------------------------------------

ertamente não será este o texto cuidadosamente colocado nas agendas escolares da criançada e dos adolescentes, mas quando o informe chegar, é muito provável que seus pensamentos se dirijam para o que fazer com o tempo livre dos filhos, com a convivência maior entre familiares e com a segurança de todos em casa. Para os adultos, a rotina pode estar previamente definida: ou trabalharão normalmente ou já terão agendado suas próprias férias para o mesmo período. Seja como for, por volta de 15 ou 30 dias o cotidiano irá mudar e isso exige preparação e organização. Acreditem! O período de férias para as crianças é tão importante quanto o trabalho é para os adultos. Ter tempo livre para o que muitas vezes consideramos como simplesmente brincar, é na realidade fundamental para o desenvolvimento físico, cognitivo, social e emocional. Independente da idade em que se encontrem. A brincadeira estimula a criatividade, propicia alegria, desenvolve a coordenação motora e habilidades físicas, além do raciocínio lógico. Brincando a criança representa e dá sentido ao seu mundo. Em grupos, sejam estes de colegas de mesma idade ou próxima, ou com os familiares, aprende o compartilhar, o respeito às regras, saber ganhar e perder; habilidades tão importantes em nosso dia a dia que nos acompanharão por toda a vida. Já que não tem aula... “brincar, brincar e brincar, e não ter compromisso com nada e com ninguém” Ops! Será que é mesmo assim? Regras e bons modos até podem ser flexibilizados, mas não devem tirar férias jamais. Uma sugestão é relaxar em alguns pontos, mas em contrapartida inserir uma nova tarefa como compensação, por exemplo: se o horário de dormir geralmente é às 20h no período de aulas, nas férias a regra pode mudar para as 21h30min, porém com a ressalva de que a cama deverá ser arrumada ao acordar. Dessa forma o senso de organização, respeito e colaboração serão mantidos. A mesma sugestão vale para o uso de computadores, vídeo game e TV, é possível aumentar a utilização, desde que haja tempo sufi ciente para que outras atividades sejam realizadas. Crianças e adolescentes parados fisicamente por longas horas não é adequado e saudável, o ideal é ter um número de atividades diferenciadas e interessantes que permitam momentos de mobilidade física alternados com os que não tenham essa característica, como a leitura, por exemplo. 80

Uma vez que as crianças passarão grande parte do tempo em casa, o ambiente doméstico precisa ser organizado de forma a prevenir acidentes. Elas desejarão explorar os espaços internos e externos, fazer descobertas, correr e pular, portanto móveis e objetos precisam ser vistoriados, retirados ou adequados de forma a não oferecer riscos. Até mesmo para as famílias que pretendem viajar e fi carão fora de casa por alguns dias, é interessante se precaver tanto nos hotéis como na casa de parentes. Escadas, janelas sem proteção, portões com acesso direto a rua, elevadores, são perigos que nunca podem ser desconsiderados. Os adultos podem recorrer a alguns recursos simples, mas valiosos, como: montar um “ kit férias ”com tintas, massinhas, tesouras, cola e papéis para que possa ser usado com mais liberdade e criatividade sempre que a criança desejar; aventurar-se no mundo da culinária mesmo que seja apenas misturando pózinhos de suco em água, criando novas cores e sabores; realizar um piquenique com uma toalha de mesa no meio da sala ou mesmo promover a troca de brinquedos e livros entre a garotada, pois novidades são sempre motivo de dedicação de tempo e curiosidade. Para uma criança esses momentos de aproximação com os pais e familiares, o contato com novos ambientes, interações e experiências lúdicas, ficarão de alguma forma registrados em suas vidas e moldarão a visão que terão do mundo e das pessoas a sua volta. Portanto, aproveitar e divertir-se nas férias é coisa séria!

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Economia e Negócio

SUSTENTABILIDADE E PRODUÇÃO Casamento desafiador para o mundo, assumido por um estado amazônico

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mundo passa por um momento de desafio, precisa aprender a produzir o suficiente para alimentar e atender as necessidades dos 07 bilhões de habitantes sem comprometer o que resta do meio ambiente. A missão acriana ganha ainda mais peso, pois a realidade por essas terras é diferenciada.

Floresta em pé é algo imprescindível para a sobrevivência das populações tradicionais do Acre. A história do Estado, localizado no norte do Brasil, mais precisamente no sudoeste amazônico, vem tornando-o referência na prática do conceito de sustentabilidade. AMAZÔNIA S/A.

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Os habitantes tradicionais da flo esta amazônica - índios, seringueiros, castanheiros etc. baseiam seu modo de vida na extração de produtos como a borracha, a castanha, a batata, os óleos vegetais e outros. Além disso, dedicam-se à caça e a pesca não predatória, bem como à agricultura de subsistência. Esses grupos sociais - os povos da flo esta precisam da mata e dos rios para sobreviver, e sabem como utilizar os recursos naturais sem destruí-los. Marina Silva, ex- ministra do Meio Ambiente. 82

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cultura de pr oteção à flo esta tem seu marco na história. A tradição que se mantém viva pode ser muito bem compreendida quando vem à tona o conhecimento dos chamados ‘empates’. A pala vra aqui utilizada vem do verbo empatar, ou seja, impedir. Nestes termos é impossív el não citar Chico Mendes. O ambientalista teve papel importantíssimo nos ‘empates’, movimento encabeçado por seringueiros que faziam cor rentes de mãos dadas para impedir o desmatamento da flo esta pelos grandes fazendeiros, incentivados pelo governo a investirem na criação de gado sob a justificativa de que era necessário desenvolver a região. Estes enviavam seus jagunços para promoverem o desmate sem nenhum compromisso com as famílias que dali retiravam seu sustento e muito menos com o futuro do meio ambiente. Hoje, o trabalho do g rupo que governa o Acre é direcionado para o cr escimento da r egião sem comprometer a flo esta e muit o menos a subsis tência dos povos que vivem nela e através dela.

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Um ato do governo do Estado marcou a história dos pequenos produtores que vivem nos 22 municípios acreanos. Todos eles agora podem ter acesso a máquinas necessárias para o aumento da produção agrícola e pesqueira.

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Foram entregues 364 máquinas adquiridas graças a uma parceria do governo do Estado com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES. Foram disponibilizados 50 milhões de reais e se noticia que tudo o que era previsto para ser adquirido com este valor foi comprado por um preço muito menor. Apenas 37 milhões foram gastos, uma economia de 26% para os cofres públicos. O secretário de Estado de Extensão Agrofl restal e Produção Familiar, Lourival Marques, falou sobre a impor tância deste investimento e expli cou como os pequenos pr odutores serão bene ficiado . “Dois programas ganham força com esta aquisição, o de piscicultura e de mecanização agrícola fomentando quase 2 mil tanques por ano e mais de 20 mil hec tares de mecanização agrícola para a pr odução de milho , macaxeira, feijão, arroz, além da fruticultura. O acesso ao maquinário vai acontecer via associação rural ou cooperativa. Serão instalados escritórios nos municípios, onde os pr odutores irão pr eencher ca-

dastro para o atendimento das demandas. O trabalho será realizado diretamente com o produtor, vamos entrar com os equipamentos e assistência técnica. Os produtores só precisarão arcar com os custos do diesel.”, explicou. O Presidente da F ederação da A gricultura e Pecuária do Estado do Acre, Assuero Veronez, reforçou as pala vras ditas por L ourival. “Há muito que esperávamos por um go verno que acredita na força da pr odução, no poder transf ormador da agricultura. A agricultura brasileira hoje é um exemplo para o mundo de competitividade , eficiência e competência. Mas, o Acre ainda está muito atrás. Nós temos uma pecuária valorizada, prospectiva. Por outro lado, na agricultura precisamos fazer muita coisa, incor porar tecnologia e para isso precisávamos do poder, da decisão do governo de estabelecer políticas, de tomar atitudes como essa. Acredito que daqui para frente vamos ter um novo patamar de pr odução agropecuária. Falo agropecuária porque ela irá sofr er os efeitos da transformação da agricultura.”

A agricultura tem o poder de transformar o lugar onde ela é eficien e. Assuero Veronez

O prefeito da capital acreana, Raimundo Angelim, aproveitou para diz er que “o combate à fome e a misér ia se faz com a pr odução de alimentos”. O prefeito defendeu que o apoio ao pequeno traz resultados como produtos mais baratos na mesa do trabalhador, produção de melhor qualidade e o aumento da produtividade. “Ações como essa transformam milhões de hectares, antes ociosos, produtivos, gerando economia”, completou o prefeito. “O melhor lugar para se viv er” foi uma frase marcante da gestão do ex -governador Binho Marques. Quem esteve lá viu que essa era a esperança no olhar de cada produtor. 84

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Reafi mando esse sentiment o, o go vernador Tião Viana destacou o compromisso com a produção familiar. “Nós estamos investindo nos produtores, oferecendo oportunidades, condições de trabalho, acesso ao crédito, tecnologia. Acreditamos que é possível a formação de uma classe média rural.” É nesta perspectiva que o Acre segue cr escendo economicamente, oferecendo alternativas para o aumen to da pr odução sem causar danos que compr ometam a disponibilidade dos recursos naturais para as gerações futuras. Segundo o Instituto Brasileiro de G eografia e Es tatística (IBGE), nos últimos dez anos o A cre alcançou o quinto lugar no rank ing de estados com maior cr escimento no país. Hoje, seu Produto Interno Bruto (PIB) corresponde a R$ 7,38 bilhões. A escolha do po vo acriano pela proteção a flo esta é comprovadamente uma realidade alcançada. D e acordo com o Instituto de Pesquisa Espacial (Inpe), o Estado conseguiu manter o desmatamento sob controle e apresenta uma das menores taxas da Amazônia.

Assumir essa postura desen volvimentista já se mostrou viável e r entável. O pr eço é o lon go prazo para ating ir crescimento econômico significativo e até necessário, considerando que a população e, com ela, o consumo crescem em ritmo acelerado. De acordo com le vantamento do IBGE, a população do Acre passou de 79.768 para 733.559 no int ervalo 1940-2010. No último ano , a taxa de cr escimento demográfico foi de 2,8%, figurando entre as maiores do Brasil. O Acre não pr oduz o suficien e para mant er a sua própria população. Em seu discurso na ocasião de entrega dos 364 equipa mentos para os pequenos produtores rurais o vice -governador do A cre, César Messias, informou que o investimento é o pr imeiro passo para que o Estado saia da condição de impor tador de 95% do milho consumido. A expec tativa é que em cur to prazo os municípios passem a produzir o sufi ciente para atender o mercado local e ainda exportar.

A escolha do povo acriano pela proteção da flo esta é comprovadamente uma realidade alcançada. De acordo com o Instituto de Pesquisa Espacial (Inpe), o Estado conseguiu manter o desmatamento sob controle e apresenta uma das menores taxas da Amazônia.

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Ideias M A N I P U L A N D O

por Êrika Rosas ] Farmacêutica CRF RO/AC 345. erika@rosasfarma.com.br erikarosasfarma@uol.com.br

SAÚDE E BELEZA

CONCEITOS COMPLEMENTARES

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busca incansável da cura para os males do cor- que você come. Dúvida? Faça uma experiência: proponhapo e da alma data dos pr imórdios da história. A -se seguir hábitos saudáveis e confira o resultado. Você não busca pela beleza e et erna juventude também tem nada a per der. As regras são simples: doces , massas e segue com igual afinco. Tanto que lendas e mi- gorduras devem ser consumidos com moderação, alimentos tos desenvolveram-se sobre o tema em todas as civilizações, frescos são melhores que os industrializados, não ultrapasse seja no Egito antigo, Grécia, Europa, América e também na o limite de 3 horas sem se alimentar , beba muita água. C á Amazônia. Os povos progrediram sempre almejando mais e entre nós: você já sabia disso. melhor, numa infindável insatisfação. Talvez, afinal, todo esse E a nutrição também beneficiou-se de ciência e tecnolomovimento não seja de todo mau. Ele nos move num pro- gia. Biscoitos livres de gordura trans, sucos sem carboidratos, gresso desenfreado rumo à qualidade de vida. P ercebemos frutas desidratadas, muitas opções de aliment os integrais. melhorias nos aut omóveis, vestimentas, moradias, escolas, Para complementar necessidades específicas com precisão, alimentos, medicamentos, anos de vida com mais saúde e ainda existem os suplement os alimentares. Esses pr odutos consequentemente mais beleza. são capazes de aumentar a qualidade de Beleza é consequência da saúde? Na granvida em div ersas situações: substituições Procure fontes de maioria das vezes. Pele bonita, cabelos bototais ou parciais de algumas refeições, inconf áveis para os nitos, corpo bonito: um conjunto que reflete cremento de r esultados estéticos, melhora uma alimentação saudá vel, atividade física na performance de atletas pr ofissionais ou produtos e para a regular, repouso adequado, atividade intelec- informação, pois não amadores. Procure fontes confiáveis para os tual, convívio social, lazer. produtos e para a inf ormação, pois não basbasta um produto A tecnologia e a ciência também estão ta um produto de qualidade e r egistrado na de qualidade e a serviço da beleza e da saúde . Estudos e ANVISA, é necessár io saber utilizá-lo da f ormais estudos dir ecionam a atividade física registrado na ANVISA, ma e no momento corretos. mais indicada para cada um de acor do com Seja responsável no consumo de pr odué necessário saber a nutrição, sem falar nos produtos de higiene utilizá-lo da forma e tos tópicos e orais e e vite o exagero. Isso é pessoal. São milhares de informações sobre fundamental para garantir o r esultado. Não alimentos seguros, suplementos alimentares no momento corretos. substitua todas as refeições do dia por suplebem indicados e cosméticos tecnológicos. mentos alimentares, não use ácidos na pele A pele é o maior ór gão do cor po humano e a lista de sem filtro solar, não pratique atividades físicas até a exaustão. queixas que alvejam a auto-estima é enorme. O estrago na Use bom senso e equilíbr io com cada um dos aspec tos de imagem própria pode ser devastador e ultrapassar os limites uma vida saudável. Para isso procure informações de profisda vaidade. Os cosméticos mais modernos retardam o enve- sionais especializados e produtos que respeitem a legislação lhecimento, protegem da radiação solar, diminuem celulite, em vigor. Disciplina, determinação e regularidade são aspeccombatem a flacidez e a gordura localizada, reduzem medi- tos indispensáveis e estes só dependem de você! das, previnem rugas, tratam a acne , hidratam e iluminam a A Organização Mundial da Saúde diz que saúde é um pele. Tudo perfumado para que o cuidado pessoal também estado completo de bem- estar físico, mental e social , e seja um momento de lazer. Os resultados são bem satisfató- não apenas a ausência de doenças . O corpo bem cuidarios, especialmente se utilizados na prevenção. do alcança resultados no limite máximo possível das atiFalando de saúde e beleza, não podemos negligenciar vidades físicas e int electuais, com saúde física e mental . a alimentação. Os estudiosos r epetem à exaustão: v ocê é o Cuide-se e seja feliz!! 86

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Gente S/A

por Mirla Miranda ]

mirlamiranda@gmail.com Fotos: Agência S/A

A coluna Gente S/A registra os momentos importantes nas vidas de pessoas realizadoras e empresas de sucesso.

Quem: Hair Stylist Lilian Hartmann e o Técnico Internacional Redken Júnior Mota. Onde: 1º Redken Night do Hair Club.

Quem: Equipe Amazônia S/A: Tiago Teles, Maya Marinho, Marco Brozzo e Lillian Lima. Onde: em gravação. Quem: Miss Acre 2011 Danielle Knidel. Onde: 1ª Festa da Fazenda.

Quem: Empresário Rezende, colunista social Moisés Alencastro, Mirna Nementala e Gigi Hannan. Onde: 1ª Festa da Fazenda.

Quem: Jornalista Lenilda Cavalcante com Mirla Miranda, editor Gilberto Sampaio e cinegrafista Albanir Sampaio. Onde: Gravação do Programa Amazônia S/A.

Quem: Sylvane Gadelha e família reunida. Onde: 1ª Festa da Fazenda.

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Quem: Organizadora do Miss Acre Meyre Manaus e Miss Acre 2012 Jéssica Maia. Onde: 1ª Festa da Fazenda.

Quem: Promotora de Justiça Laura Miranda com Hair Stylist Lilian Hartmann. Onde: 1º Redken Night do Hair Club.

Quem: Empresário João Moreira (Todeschini) e o arquiteto Hebert Costa. Onde: Todeschini Rio Branco.

Quem: Socorro Bessa - Superintendente do IEL. Onde: 1ª Festa da Fazenda.

Quem: Amabile Pacios Presidente da FENEP com a Revista Amazônia S/A. Onde: 1º Fórum Internacional de Educação e Tecnologia.

Quem: Elandia Dantas com Sidcley Silva. Onde: 1º Fórum Internacional de Educação e Tecnologia.

Quem: Primeira-dama Marlúcia Cândida, Miss Acre 2012 Jéssica Maia e Governador Tião Viana. Onde: 1ª Festa da Fazenda.

Quem: Lula Melo e Socorro Figueiredo. Onde: Lançamento do Prêmio SEBRAE Mulher de Negócio.

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Quem: Alberto e Carla Felício com o amigo Lauro Fontes. Onde: Zapata degustando o sabor da comida mexicana.

Quem: Empresário Adem Araújo. Onde: Araújo Via Verde Shopping.

Quem: Concita Maia e assessora Melissa Jares. Onde: Lançamento do Prêmio SEBRAE Mulher de Negócio.

Quem: Rezende. Onde: Inauguração da Zapata Taqueria - Via Verde Shopping

Quem: Apresentadora Mirla Miranda e a cantora Ivete Sangalo. Onde: Camarim do show da cantora em Rio Branco - AC.

Quem: Equipe Disdal. Onde: Jantar de Negócios

Quem: Equipe La Pommer. Onde: Via Verde Shopping.

Quem: As Jornalistas Raquel Moreira e Andréa Zílio. Onde: Durante avaliação de Governo.

Quem: Casal Anderson e Andreya Amaro, com o filho Matheus. Onde: Arraial do Afa Jardim.

Quem: Casal Cleiver e Taiana Arruda. Onde: Dia dos namorados Pastorinha Via Verde Shopping.

Quem: Turma MBA em Gerenciamento de Projetos FGV e UNINORTE. Onde: Comemoração de conclusão de curso.

Quem: Elane, Denis, Carol Sena e Ricardo Frederico. Onde: Maison Borges.

Quem: Equipe Caracol Chocolates: Gisele Morais, Geisiely Regiane, Krisba Vieira. Onde: Via Verde Shopping.

Quem: Casal Lauro Fontes e Fabiola Pinheiro. Onde: Arrail do Afa Jardim.

Quem: Repórter Marco Brozzo com o projeto Dexterz. Onde: Entrevista no show em Rio Branco - AC.

Quem: Escritor Enilson Amorim autor do livro infantil Abelardo e o Curupira. Onde: Entrevista para o Programa Amazônia S/A.

Quem - Teen Models da Agência S/A - Artur Sampaio e Yasmin Rodrigues. Onde - Campanha para o Via Verde Shopping. AMAZÔNIA S/A.

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Notícias e Fatos Relevantes do Mês

Maio /2012

REDES SOCIAIS SÃO UTILIZADAS PARA AVISAR SOBRE BLITZ - A prática de usar as redes sociais para avisar sobre blitz virou assunto no país inteiro. No Acre, atitude tornou-se comum no início do mês de maio e dividiu opiniões. A diretora do Detran/AC, Sawana Carvalho, disse repudiar a ação. “Os jovens, formadores de opinião e o futuro do país, deveriam se juntar a equipe do Detran e auxiliar na educação no trânsito.”, completou. Apesar de muitos estados brasileiros estarem providenciando punições para os usuários que avisam sobre a ocorrência de blitz, com base no artigo 251 do Código Nacional de Trânsito, a diretoria do DETRAN/AC afi rmou que não tomará nenhuma providência jurídica sobre o assunto sob a justifi cativa que os internautas estão exercendo o direito a livre expressão. Em 16 de maio de 2012.

MANAUS REGISTRA A MAIOR CHEIA EM 110 ANOS - No dia 17 de maio, o nível das águas do Rio Negro ultrapassou em 4 cm a maior marca da história, registrada em 2009, 29,81m. A causa da elevação anormal das águas são as fortes chuvas que ocorrem no centro-norte do Amazonas. O monitoramento do volume do rio ocorre desde 1902, no porto de Manaus, portanto esta é a maior enchente em 110 anos. A cheia afetou 29.015 pessoas em Manaus. Lojas e pontos turísticos no centro ficaram alagados. No interior, 52 dos 62 municípios decretaram situação de emergência e outras três cidades calamidade pública. Segundo o superintendente Marco Oliveira, do Serviço Geológico do Brasil, uma marca histórica era esperada para daqui a cem anos. Mas fenômenos climáticos infl uenciaram a enchente, assim como a vazante anterior. Os governos federal e estadual enviaram R$ 63,8 milhões para auxílio. A estratégia adotada para tentar amenizar a situação foi a entrega da “bolsa enchente”, no valor de R$ 400. Em 17 de maio de 2012.

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DILMA VETA 12 PONTOS DO CÓDIGO FLORESTAL E MODIFICA 32 - A presidenta Dilma Rousseff vetou 12 itens e fez 32 modificações no texto do Código Florestal Brasileiro, aprovado na Câmara. Das alterações, 14 recuperaram o texto anteriormente aprovado pelo Senado (PLC 30/2011), cinco foram dispositivos novos e 13 ajustes ou adequações de conteúdo. Para o anúncio da decisão presidencial, os ministros do Meio Ambiente, Izabela Teixeira, do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, da Agricultura, Mendes Ribeiro e da Advocacia Geral da União, Luís Inácio Adams, compuseram a mesa da coletiva e justificaram cada mudança. Um dos principais argumentos foi garantia de que as áreas de proteção não serão reduzidas que não haverá anistia para quem praticou desmatamento. Com o texto da lei ambiental, foi publicada no Diário Oficial da União, de 28 de maio, Medida Provisória (MP). A medida visa suprir os vácuos deixados com os 12 vetos da presidente ao novo código. Em 25 de maio de 2012.

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Notícias e Fatos Relevantes do Mês

REUNIÃO PÚBLICA EM CURITIBA DISCUTIU IMPASSE ENTRE INDÍGENAS E QUILOMBOLAS EM PALMAS - O impasse vivido em Palmas pelas comunidades indígenas e quilombolas foi tema de reunião pública em Curitiba no dia 22 de junho. O presidente do Poder Legislativo, Cesar Pacheco Baptista, juntamente com o prefeito de Palmas, Hilário Andraschko, reuniram-se com o Promotor de Justiça de Palmas, Márcio Berclaz, com representantes da FUNAI (Chapecó, Curitiba e Brasília), Superintendência do INCRA/PR, Secretaria Estadual de Relações com a Comunidade, Assessoria para Assuntos Indígenas do Paraná e de outras instituições envolvidas com o tema para encontrarem uma solução da disputa de terras. Segundo informações os kaigangs ocuparam uma área, reclamada como sendo de propriedade da comunidade Quilombola de Palmas. A líder da comunidade quilombola, Alcione Ferreira da Silva, que também integra a federação das comunidades afrodescendentes do estado do Paraná, juntamente com a senhora Maria Arlete Ferreira da Silva defendem a retirada dos indígenas daquele local, pois segundo eles, existe um projeto para se construir um museu Quilombola exatamente onde os índios se aldeiaram. Durante o encontro, os representantes de cada Instituição puderam debater e sugerir resoluções para o conflito. No final do encontro houve entendimento entre as duas etnias. Em 22 de junho de 2012

GREVE NAS UNIVERSIDADES FEDERAIS PREOCUPA ESTUDANTES NO FIM DO SEMESTRE - Estudantes de universidades e instituições federais em greve estão preocupados com a possibilidade de atraso na formatura. Das 99 universidades e instituições federais de Ensino Superior do país, 57 estão em greve, segundo o Sindicato dos Professores. No Acre a abrange todos os mais de 40 cursos da Universidade Federal do Acre (Ufac) instituição e não tem data para acabar. Em todo o Brasil, já são pelo menos 42 entidades federais de ensino superior em greve. Os docentes pedem reajuste salarial, melhores condições de trabalho e concurso público, entre outras reivindicações. O que mais preocupa os alunos são os problemas causados pela parada nas aulas, que atrapalha desde a obtenção de bolsa para projetos de pesquisa no Brasil e no exterior, até para a obtenção do diploma de conclusão do ensino superior, que gera inúmeros outros problemas, como impossibilidade de ingressar em cargo público ou trabalhar com carteira assinada.

Junho/2012

SESSÃO SOLENE DO SENADO PRESTA HOMENAGEM AOS 50 ANOS DO ACRE ESTADO - Como parte das comemorações dos 50 anos de elevação do Território do Acre à categoria de Estado brasileiro, o Senado Federal realizou sessão especial no dia 18 de junho. A sessão foi resultado de uma proposta do senador Jorge Viana e endossada pelo senador Aníbal Diniz, com apoio do presidente da Casa, senador José Sarney e outros parlamentares, para marcar o aniversário do cinquentenário do Estado do Acre. A solenidade também contou com a presença do governador Tião Viana. “A história do Acre é, sem dúvida, a mais singular história dos Estados brasileiros. Ela se confunde com a saga dos nordestinos, de pessoas de diferentes partes do Brasil que chegaram ao Acre para nos ajudar a construir uma referência de sociedade”, afirmou o senador durante discurso nesta semana em homenagem ao estado. Em 18 de junho de 2012.

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Amazônia se prepara para por Lillian Lima ] Faltam apenas 24 meses para o mundial; Saiba como está a situação da única cidadesede da Amazônia a receber os jogos!

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m 2014, a Copa do Mundo de Futebol completa 84 anos de realização. No mesmo ano, o Brasil sediará o evento esportivo pela segunda vez. A primeira ocorreu em 1950, na quarta edição do campeonato mundial. Dependendo p endendo apenas do empate, a seleção brasileira disputou a final nos gramados do recém-construído Maracanã contra o Uruguai. Nas arquibancadas, os 200 mil espectadores assistiram os brasileiros deixando passar a oportunidade de levantar pela primeira vez a taça mundial, Uruguai 2 x 1 Brasil. O gostinho da vitória no mundial veio somente em 1958, na Copa da Suécia, já com o talento de Edson Arantes do Nascimento (Pelé) e de Manuel Francisco dos Santos (Garrincha) em campo. A seleção brasileira venceu os donos da casa com placar de 5 a 2, no Estádio Rasunda, em Estocolmo. Depois da primeira, o gingado brasileiro se consagrou também nos gramados. Hoje o Brasil é pentacampeão e verdadeiramente o país do futebol com o maior número de títulos conquistados. Agora, o país tem nas mãos o desafio de preparar o segundo maior evento esportivo do mundo. Essa organização envolve uma logística de estruturação de aeroportos, hotéis e estádios, fluxo do trânsito rodoviário, capacitação de pessoas para atendimento aos turistas, entre outros detalhes que farão a diferença no crescimento. 92

Edson Arantes do Nascimento - o Pelé - é considerado o melhor jogador de todos os tempos.

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Maneus (AM)

Fortaleza (CE) Natal (RN) Recife (PE)

Cuiabá (MT) Salvador (BA)

Brasilia (DF)

Dentro das cinco regiões brasileiras, 12 cidades foram escolhidas para sediarem os jogos. Apenas uma delas está localizada na Região Norte. Manaus, capital do estado do Amazonas, é a porta de entrada para a Amazônia Legal brasileira e o principal centro econômico da região, respondendo por 1,4% da economia do país. A cidade é a sétima mais populosa do Brasil, com demografia superior aos dois milhões de habitantes. O estádio nortista que recebe quatro dos jogos da Copa do Mundo 2014 recebeu o nome de ‘Arena Amazônia’ e está sendo erguido sobre o espaço onde se encontrava Vivaldo Lima (Vivaldão). O novo estádio terá capacidade para 44.310 pessoas e seu projeto arquitetônico lembra elementos da cultura, fauna e flora amazonenses.

Belo Horizonte (MG) São Paulo (SP) Rio de Janeiro (RJ)

Curitiba (PR)

Porto Alegre (RS)

O índice de andamento da reconstrução do Arena da Amazônia, antes Vivaldão, está nos 39,7%, segundo balanço do Ministério do Esporte, divulgado no fim de maio. Para tanto, já foram desembolsados R$ 89, 3 milhões. A previsão de entrega é junho de 2013 e o documento mostra que a construção ainda não avançou da fase de terraplanagem, fixação das estruturas de concreto armado e instalações. A obra terá o custo de R$ 532,2 milhões, com capacidade para 43.710 lugares. São 1.200 operários trabalhando, com pico de até 3.000. Os quatro duelos serão disputados entre os componentes dos grupos A, D, E e G. A primeira partida será no terceiro dia de competição, 14 de junho, um sábado, e vai reunir duas seleções do Grupo D. Os outros confrontos confirmados serão em 18, 22 e 25 de junho. Nestas datas os jogos são, respectivamente, entre seleções integrantes dos grupos A, G e E. Neste último grupo, a seleção cabeça de chave, normalmente uma das grandes equipes do torneio, estará em campo. AMAZÔNIA S/A.

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Rua da Copa A cada quatro anos, o povo do consagrado país do fu- lâmpadas. Tudo isso para se manter no topo das mais tebol aguarda ansiosamente a Copa do Mundo. São cinco premiadas de Manaus. O resultado é um lugar completamente a cara da Copa vitórias, garantindo ao Brasil a posição de país com maior quantidade de títulos do mundial. Eis o motivo da consa- do Mundo que recebe cerca de 10 mil torcedores por jogo. gração e do sentimento que contagia todos os brasileiros. Eles vibram, choram, compartilham a emoção de acompanhar tudo através dos vários telões esEnquanto o país tenta acelerar as Há quem diga que nunca viu palhados pelo local e ainda aproveitar obras nas 12 cidades sedes da copa. Algumas comunidades já se planejam nada igual quando se depara shows de bandas de vários estilos mupara a tradicional ornamentação de com os 350 metros de rua, dias sicais, comidas e sem o risco de censura ao consumo de bebida alcoólica. rua, prática comum em todo o país. antes do primeiro jogo. Na Esse tipo de ambiente será uma Muitas cidades até promovem concursos para premiar a mais enfeitada. última copa foram 150 famílias ótima pedida para os que não quiseDesde 1962, portanto, há treze co- envolvidas. Alguns contribuem, rem ou não tiverem condições de ir até o Arena da Amazônia assistir aos pas, um grupo de moradores, transoutros formam a comissão quatro jogos da primeira fase da Copa formam o endereço onde residem encarregada de arrecadar os 2014 e muito menos de viajar para no mais comentado de Manaus. Eles recursos para a decoração. acompanhar a seleção brasileira. vestem a Rua Santa Isabel, no bairro E que os episódios da Copa da Praça 14 de janeiro, com as cores da Ninguém mede esforços. África do Sul não se repitam. Torcebandeira brasileira para receber familiares, amigos, conterrâneos, turistas... enfim, quem quiser dores chorando pela eliminação da seleção brasileira nas quartas de fi nal. Tanta beleza para pouca festa. Mano Mever os jogos num ambiente preparado para a torcida. Foram gastos 68 mil reais, dois milhões de fitas co- nezes terá que segurar a onda, afi nal a responsabilidade loridas, dois mil metros de fios elétricos e seiscentas aumenta quando a disputa é em casa.

A Rua Santa Isabel fica entre as avenidas Sete de Setembro e Ramos Ferreira. É comum na Amazônia localizar endereços por ponto de referência, neste caso procure pela Igreja de São José Operário. Se não lembrar, simplesmente diga ao taxista que quer conhecer a Rua da Copa.

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Copa - Oportunidade de desenvolvimento A Copa de 2014 é a oportunidade de o país captar muitos atrativos que podem animar o turismo em todas as regiões. O livro “Reflexões e Oportunidades: Design, Cidades e a Copa do Mundo”, da designer sul-africana Zahira Asmal, analisa as transformações pelas quais a África do Sul passou graças à organização da Copa do Mundo de 2010. Um exemplo usado pela designer foi a melhoria da infraestrutura e a revitalização de Soweto, antigo gueto negro de Johanesburgo, graças ao estádio onde aconteceu a final do Mundial. O evento esportivo passou, mas o novo ambiente continua fazendo parte da paisagem sul-africana. É nesta perspectiva que as cidades brasileiras que receberão os jogos da Copa do Mundo estão trabalhando.

Ilustração 3D do Memorial Encontro das Águas

Local da construção do memorial.

Estádio Moses Mabhida - África

Um dos investimentos de Manaus que segue essa linha de pensamento é o Memorial Encontro das Águas. Um mirante com vista para o encontro dos rios Negro e Solimões. O local está sendo projetado para ser um FIFA Fan Fest, espaço onde o público que não vai ao estádio pode assistir aos jogos do campeonato com toda estrutura de telões, praça de alimentação e mobilidade urbana. A obra está estimada em R$ 40 milhões. De acordo com o coordenador da Unidade Gestora de Projetos da Copa (UGP), Miguel Copobiango, as obras são de responsabilidade da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) e o início da construção está previsto para julho. A ideia é que após o período da Copa o espaço seja um ponto turístico. “Estima-se que dois bilhões de pessoas assistiram as transmissões televisivas da Copa da África, em 2010. Com esta exposição, nós podemos despertar a curiosidade dos turistas para conhecer o fenômeno do Encontro das Águas e impulsionar nosso turismo”, explicou Capobiango. O projeto – O memorial terá uma área de 9.383,33 m2 de área construída no local conhecido como Mirante da Embratel, no bairro Colônia Antônio Aleixo, zona leste de Manaus. O conjunto arquitetônico será composto por um pavilhão em formato de oca, com 35 metros de diâmetro na base e altura de sete metros, elevado em relação ao piso da praça, proposta como espaço aberto à paisagem. A estrutura irá dispor também de um subsolo onde funcionará o restaurante com visão panorâmica para o fenômeno do encontro das águas dos rios Negro e Solimões. O local é considerado o melhor ponto de visão do fenômeno natural a partir do solo, de onde é possível ver aproximadamente cinco quilômetros da divisão das águas que formam o rio Amazonas. O mirante será construído a aproximadamente 40 metros de altura, o que propicia ainda mais a visibilidade. AMAZÔNIA S/A.

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Como andam as obras? Segundo balanço divulgado pelo Ministério do Esporte (ME) no final de maio, o orçamento geral consolidado das obras da Copa do Mundo em Manaus chega a R$ 5.721,2 milhões. Parte desse recurso já foi investida, outra aguarda o início das obras e ainda há projetos não concluídos ou aprovados pelos órgãos competentes. Entre as obras, estádio, mobilidade urbana, aeroporto e porto. A exatos 24 meses do mundial a preocupação é, principalmente, com as de mobilidade urbana. Tanto o Monotrilho, quanto o Bus Rapid Transit (BRT) já tiveram as licitações concluídas, entretanto, a situação é de obras não iniciadas. Aeroporto O projeto do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes para a Copa 2014 envolve reforma, modernização e ampliação do Terminal de Passageiros e adequação do Sistema Viário. Ao todo serão investidos R$ 394,1 milhões. O prazo de entrega é dezembro de 2013 e, de acordo com o balanço do ME, 7,6% foi executado. A obra está sob a responsabilidade do Governo Federal (Infraero).

Porto O investimento de R$ 89,4 milhões no Porto de Manaus será direcionado para restauração, adequação e modernização da área retroportuária, adaptação de três armazéns, recuperação estrutural das pontes de acessos dos dois cais flutuantes, aumento do cais das torres e urbanização de pátio para estacionamento e passarela coberta para pedestres. O MPF recomendou ao Ministério dos Transportes (MT) e ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) que as obras sejam iniciadas somente após a resolução dos processos com os arrendatários. A previsão para o inicio das obras é março de 2013, com prazo de um ano até a entrega. Ainda estão em andamento os projetos básico e executivo e o licenciamento ambiental, este último está a cargo do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM).

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Mobilidade Manaus deve ter em seu legado pós Copa, dois projetos de mobilidade urbana que facilitarão o fluxo viário, Monotrilho e o Bus Rapid Transit (BRT). O primeiro está projetado para ligar a região Norte à região central da cidade, passando próximo à rodoviária, à região hoteleira e ao estádio. São 20,2 km, nove estações e 10 trens. A meta estabelecida é concluir no mínimo 15,2 km até maio de 2014, restando apenas um mês até a realização dos jogos para a conclusão dos 5 km finais. Prazo que está comprometido, pois, apesar do contrato de execução está assinado desde janeiro deste ano, as obras que eram para ter iniciado em maio ainda não saíram do papel. A única restrição que consta no levantamento do ME é do Ministério Público Federal (MPF) que recomenda a não contração de financiamento. A obra está orçada em R$ 1.554,2 milhões, sendo R$ 954,2 mi (61,4%) recurso do Governo do Estado e apenas R$ 600,0 mi (38,6%) oriundos de financiamento federal. Um entrave real ao inicio das atividades de construção são as desapropriações. Durante meses, o Estado esteve enfrentando a maior enchente em 110 anos. Cerca de 30 mil pessoas foram atingidas na capital. No interior, 52 dos 62 municípios estiveram em situação de emergência e três decretaram calamidade pública. Passado o problema, a UGP informou que o governo amazonense ainda estuda a melhor forma para proceder com as desapropriações que serão poucas. A previsão de desembolso para esta etapa é de R$ 86 milhões. A UGP explicou também que a “construção do monotrilho em Manaus é o principal legado para a população local, não sendo imprescindível para a Copa, pois atualmente o Governo e a Prefeitura realizam eventos que reúnem mais de 180 mil pessoas por noite nesta mesma região. Para atender aos frequentadores desses eventos, o atual sistema de transporte coletivo é adequado para suportar a demanda pelo transporte de passageiros. A operação de trânsito para esta região já está incorporada à expertise da Manaustrans e Detran em conjunto com a Polícia Militar do Amazonas”. Já o BRT, ligará a região norte / leste a região central da cidade, passando pelo setor hoteleiro e formará um anel com o sistema de monotrilho. Serão investidos R$ 290,7 milhões em 23 km de obras. A licitação já foi concluída, mas não houve contratação. O MPF recomendou a suspensão do processo licitatório em virtude de questionamentos sobre o edital. Portanto, o que era previsto para concluir em março de 2014 deve atrasar, já que não iniciou no prazo que era maio deste ano.

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Final TER UM ALVO Palavra

O segredo nº 1 das pessoas de sucesso

Retirado do livro “25 Chaves para o Sucesso”, de Paul. J. Meyer - Líder Mundial do Instituto Haggai. Pesquisa realizada por uma conceituada empresa de Consultoria revelou que apenas 3% das pessoas têm um alvo específico, escrito e detalhado, caminhando em direção a ele. Outros 10%, com igual f ormação acadêmica, apenas pensam sobre seus alvos. A única e pr incipal diferença é que os 3% do primeiro grupo têm seus alvos específicos e escr itos enquanto os do segundo apenas pensam sobr e seus alvos. As pessoas do pr imeiro superam as do segundo , porque não param até alcançarem seus alv os. Eles estão firmados em sua mente porque são vistos constantemente. Este é o poder de um alv o escrito e visível. Ele mantém você na direção. Serve como um ponto de checagem e evita que você seja sobrecarregado pelas distrações ex ternas. O terceiro grupo na pesquisa, se constituía de mais de 60% das pessoas - pessoas comuns . Elas também estabeleceram alv os, só que de curto alcance: próximo aumento de salário, próxima viagem de férias, próximo investimento, próxima troca de carro. Elas estavam sendo motivadas apenas financeiramente e raramente gastavam tempo para pensar em algo fora de sua rotina diária. Os demais entrevistados, menos de 30%, jamais consideraram o que eles quer iam da vida. São pessoas dependentes, ou parcialmente dependentes de outros para sua subsistência. Alvos não escritos são alvos indefinidos e um alvo indefinido produzirá, na melhor das hipóteses, um resultado indefinido.

Quem precisa de alvos? Mais frequentemente do que se pode pensar, aqueles que menos estabelecem alvos são os que mais pr ecisam deles. Algumas dessas pessoas têm um grande potencial e poder iam atingir níveis incríveis, mas eles nunca atingirão o seu potencial, pois têm o péssimo costume de não estipular alvos. Os Best S ellers que contam hist órias de g randes executivos nos EU A, como Jack Welch, Donald Trump, Steve Jobs, Warren Buffet e Bill Gates - só para ficar nos g randes dos últimos 80 anos - e no Brasil, as histórias de Antônio Ermírio de Moraes, Abílio Diniz e agora recentemente Eike Batista, mostram uma característica comum: todos tinham alvos específicos! A Bíblia nos mostra que o pr óprio Deus estabeleceu um alv o para o ho mem: dominar a t erra. Alguns tiv eram alvos bem específicos com uma Noé r recebeu missão específica. Noé ecebeu uma um alv alvo: uma ar arca ordem e um o: construir uma ca animais ee aaraça raçahumahumapara salvar os animais aquele ffoi prina. Parece fácil, mas aquele oi o pr idilúvio ffoi meiro barco e o dilúvio oi a primeira chuva sobre a Terra. Aquele homem foi desencorajado eer ridicularizado idicularizado o tempo inteiro de sua missão, mas não perdeu o foco. Ele tinha um alvo. provérbio uma O livro de pr ovérbio traz uma ilustração propícia: “Vai ter com aa formiga, ó preguiçoso; olha para os sê sábio sábio.. Pois ela, seus caminhos, e sê guarda, não tendo chefe, nem guar da, nem seu dominador, prepara no vverão erão o seu pão; na sega ajunta oo seu seu mantimenmantimento”. Provérbios 6:6-8.

Há numerosos exemplos na Bíblia - Neemias, Ester, Salomão, Jesus, Paulo, entre outros. Mas ninguém se compara a D eus como o maior estipulador de alvos. Quando Adão e Eva pecaram no Édem, o alvo de Deus foi restaurar o relacionamento entre Ele e a humanidade. Levou milhares de anos, mas aconteceu como Ele planejou atra vés do nascimento, vida, morte e ressurreição de J esus Cristo. Se isso não f oi um alvo planejado para longo praz o, eu não sei o que foi! Se o próprio Criador estabeleceu e cumpriu seu alvo é porque isso é crucial e deveríamos fazer o mesmo. Portanto, tome o controle. Não se permita desistir por conta dos maus hábit os. Até que v ocê morra, você é a pessoa responsável por sua vida. E, se v ocê quer deixar um legado para futuras gerações, trabalhe dur o, com honestidade e firmeza de caráter e intenção. Seu alvo te espera antes do fim da jornada.

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PROBEL Rua Cel. José Galdino, 626 – Bosque - Rio Branco - AC Fone: 68 3222 6969

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MADRIL Rodovia BR 364, 7540 - Setor 03 - Dist. Ind., Rio Branco - AC Fone: 68 3224 7651

SILTY Rua Lua,185 - Bairro Morada do Sol - Rio Branco – AC Fone: 68 3223 0110

TL Engenharia Rua João F. Cunha, 204 - Vila Ivonete - Rio Branco - AC Fone: 68 3224 1222

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AUDECON Rua Hugo Carneiro, 401 - Bosque - Rio Branco - AC Fone: 68 3224 0046

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UNINORTE ACRE BR 364 Km 02 - Al. Hungria, 200 - Jardim Europa II - Rio Branco - AC Fone: 68 3302 7070

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SESCAP Rua Marechal Deodoro, 197 - Centro - Rio Branco - AC Fone: 68 3224 1005

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