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INFORMATIVO DO CONSELHO REGIONAL DE QUÍMICA DA 5a REGIÃO JANEIRO A JUNHO DE 2021 - ANO XXV- Nº155

DIA DO QUÍMICO

Piscinas x Dengue

A ciência do açaí

Olimpíada Brasileira de Química


QUÍMICA x REFORMA

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Conheça a Química, as curiosdades e indicações do mundo das tintas.

SAÚDE PÚBLICA

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As preocupações em torno da disseminação da doença.

ALIMENTO BRASILEIRO

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Conheça a ciência do açaí.

OLIMPÍADA

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Divulgados os vencedores da Olimpíada Brasileira de Química.

DIA DO QUÍMICO

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Confira como foi a série de eventos online neste ano.

Editorial No ano de 2021 o cenário vivido é o mesmo que 2020. Máscaras, distanciamento e álcool gel seguem fazendo parte de nossa rotina. Os impactos ainda podem ser sentidos em todas as esferas, inclusive na produção e divulgação de materiais e eventos que antes eram presenciais e passaram a ter a sua essência no online. Para iniciar nosso informativo, abordamos a ciência das tintas. São diversas cores, texturas e acabamentos que tornam esse mercado rico e cheio de química. A dengue, doença já familiarizada com a população gaúcha, volta a preocupar o estado em 2021. Confira o artigo produzido pelo Conselheiro Renato Evangelista a respeito da proliferação do mosquito transmissor da dengue e o tratamento de água de piscina.

Expediente Presidente Paulo Roberto Bello Fallavena Vice-presidente Estevão Segalla Secretário Renato Evangelista Tesoureiro Mauro Ibias Costa Assessoria de Comunicação do CRQ-V assecom@crqv.org.br Jornalista responsável Louise Gigante Redação e Editoração Gráfica Louise Gigante EDIÇÃO ONLINE INFORMATIVO CRQ-V AV. ITAQUI, 45 - CEP 90460-140 PORTO ALEGRE/RS FONE/FAX: 51-3330 5659 WWW.CRQV.ORG.BR 2

Dica de Livro

O açaí, fruto famoso e apreciado no Brasil de diferentes formas, pode ser um grande aliado da saúde humana. Conheça os aspectos científicos desta fruta brasileira. A Olimpíada Brasileira de Química 2020 teve seus vencedores divulgados no mês de junho de 2021. Eles representarão o Brasil na Olimpíada Internacional de Química. Organizada no Japão, a prova será realizada de forma remota e está prevista para ocorrer na última semana de julho. Os vencedores da OBQ 2020 também disputarão a Olimpíada Ibero-americana de Química, prevista para setembro. O Dia do Químico, celebrado mais uma vez de forma online, teve diversos bate papos com temas diferenciados e abrangente na área da Química e áreas afim. Desejamos a todos uma ótima leitura!

A bromatologia estuda a composição química dos alimentos, além de verificar se estes são de qualidade e estão em conformidade com a legislação vigente em determinado país. Assim, Ciência dos Alimentos – Princípios de Bromatologia vem oferecer o conhecimento necessário sobre o assunto para o aluno de Nutrição e áreas correlatas no Brasil. Com uma abordagem integrada, sucinta e clara, a obra foi idealizada por professores e técnicos do curso de Nutrição da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Uberlândia (Famed-UFU), que projetaram um verdadeiro guia para os públicos de Nutrição, Bioquímica Farmacêutica, Zootecnia e Ciência dos Alimentos. Dividido em três grandes temas (composição e análise dos alimentos, aplicações práticas em bromatologia e tópicos avançados em Ciência dos Alimentos), o livro tem 12 capítulos e dois anexos, com soluções e roteiros de aulas práticas.

Números do Conselho JAN - JUN Vistorias

744

Autuações

199

Registro de Pessoa Física

326

Registro de Pessoa Jurídica

96


QUÍMICA x REFORMA

Utilizadas para dar sensação de um espaço maior, destacar detalhes ou cobrir imperfeições de certos ambientes, as tintas fazem parte da lista de qualquer um que pense em reformar ou construir casas, escritórios, prédios, etc. São inúmeras cores, texturas, acabamentos e marcas disponíveis no mercado brasileiro. Assim como outros produtos voltados para o mundo da reforma, as tintas possuem muita química em sua composição. De um modo geral, as tintas são compostas por resinas, aditivos, pigmentos, cargas e diluentes que, juntas, formam os produtos na textura e aparência que conhecemos. Com relação à finalidade e acabamento, existem diversas opções disponíveis no mercado. Para as pinturas de alvenaria (paredes, muros, etc.) existem as tintas acrílicas e elastoméricas (criadas para impermeabilização, com fórmula contendo polímeros elastoméricos), para pinturas em superfícies de madeira e metal são utilizados esmaltes sintéticos e acrílicos. Também para madeira, podem ser utilizados vernizes e “stains” (este um pouco mais fosco que o verniz). Cláudia Ferrari Pilz, Gerente da área Técnica e de Qualidade da Tintas Renner by PPG, explica que, de um modo geral, o processo de fabricação das tintas consiste em duas etapas. Na primeira, denominada “dispersão”, os pigmentos e cargas têm seu tamanho de partícula reduzido a fim de garantir cobertura e brilho ao produto. “Na segunda etapa, chamada de ‘completagem’, são adicionados alguns aditivos de desempenho, emulsão e solventes presentes na formulação”, acrescenta a profissional que é Engenheira Química, Mestre e Doutora em Ciência de Polímeros e possui MBA em Gestão Empresarial. A tecnologia e a Química andam lado a lado no momento de colorir a tinta. Existem duas formas de realizar a pigmentação do produto. Uma delas é através da máquina tintométrica: equipamento que fica disponível nas lojas para que o cliente possa escolher a cor que quer, dentro do leque de opções. Esta máquina faz a dosagem dos corantes na embalagem de tinta e, após a agitação, a cor estará pronta. A outra

forma é o tingimento dentro da própria fábrica, produzindo tintas que já são comercializadas com cor. A escolha da cor e suas quantidades, segundo Cláudia, é feita através de um sistema computadorizado e com o auxílio de um colorista, que ajusta os corantes da fórmula de acordo com a tonalidade desejada. Dessa forma, na hora de produzir a cor, a fórmula de corantes já estará disponível. Com relação ao bem estar e saúde dos usuários finais, as empresas utilizam a ciência a seu favor. De acordo com a Engenheira Química, todas as tintas a base de água possuem biocida em sua formulação (matéria-prima capaz de eliminar microorganismos como bactérias e fungos). Já as tintas base solvente recebem fungicida para proteção do filme impedindo o crescimento de fungos. Outra preocupação na hora de pintar paredes é a sensação que as cores trazem ao ser humano. Estudos indicam que a cor presente no ambiente influencia na qualidade do sono, podendo reduzir ou aumentar a ansiedade e estresse. As cores claras, consideradas pela cromoterapia como calmantes, colaboram para um sono mais profundo e de qualidade. O azul é a cor que mais possui propriedades calmantes e tranquilizantes. Essas propriedades possuem atuação no sistema nervoso central e no sistema muscular, colaborando para um sono melhor e sendo utilizada, inclusive, em ambientes para tratamento de insônia ou problemas relacionados ao estresse. Outra aposta para ambientes calmos são os tons de verde, considerados calmantes e promovedores do equilibro interno. Já os tons amarelos, que também são indicados para dormitórios, proporcionam segurança e aconchego, suavizando a agitação do cotidiano. Entre os tons não indicados para uma boa noite de sono estão o vermelho, marrom e roxo, que possuem efeito estimulador e de agitação, podendo conduzir à insônia. São muitas opções em cor, acabamento, finalidade e marcas no mercado contendo muita Química envolvida. Para fazer a melhor escolha, a sugestão é uma boa leitura no rótulo e uma pesquisa prévia para evitar resultados indesejados e aplicações perigosas.

TINTAS: Química, curiosidades e indicações

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SAÚDE PÚBLICA

As preocupações em torno da propagação da dengue Febre alta, dor de cabeça e dores musculares intensas são alguns dos principais sintomas da dengue, doença infecciosa causada pelo vírus da dengue, um arbovírus que faz parte da família Fraviviridae e que é transmitido por diversas espécies do mosquito do gênero Aedes, em especial o Aedes aeypti. Em uma pequena porcentagem dos casos, a doença pode evoluir para uma dengue hemorrágica com grande risco de óbito. Ocorrendo e disseminando-se principalmente em países tropicais e subtropicais devido ao meio ambiente propício à proliferação do mosquito, a dengue é considerada hoje um dos grandes desafios da saúde pública no Brasil. Em todo o país, vêm ocorrendo epidemias em diversas regiões desde o século passado. Segundo a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul. No período entre 2002 e 2011 a dengue apresentou alterações importantes como o aumento do número de casos de hospitalizações e ocorrência de casos graves, principalmente em crianças e idosos. 4

No ano passado, o Brasil registrou quase 1 milhão de diagnósticos espalhados entre os estados. As maiores incidências foram registradas no Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Ao todo, quase 600 pessoas foram a óbito pela doença no país, segundo o Ministério da Saúde. Infelizmente, ao longo do primeiro semestre de 2021 os números preocupam as autoridades. Das 497 cidades do Rio Grande do Sul, 409 registraram infestação do mosquito transmissor até o mês de abril. Até o final do mês de maio, o “Informativo Epidemiológico da Semana Epidemiológica 21” registrou mais de 10 mil casos suspeitos de dengue e quase 7 mil confirmados em território gaúcho. Isto representa cerca de 80% dos municípios do estado, sendo o número mais alto dos últimos 10 anos. No mês de março, o estado registrou a primeira morte pela doença no ano e, até 29 de maio, 8 óbitos já haviam sido constatados. Ao longo de 2020, foram confirmados pouco mais de 3 mil casos da doença no RS. O dado

preocupa, pois, em menos de 6 meses do ano seguinte, o estado já registrou o dobro de casos. Segundo a Coordenadora do Programa Estadual de Vigilância e Controle de Aedes do Centro Estadual de Vigiliância em Saúde, Carmen Gomes, em entrevista à GaúchaZH, a pandemia pode contribuir para a circulação do mosquito. Isto se deve à diminuição do trabalho dos agentes de controle que podem ter se afastado por problemas de saúde ou estejam em isolamento, com redução de efetivo. Para ajudar na eliminação do Aedes aegypti, além de acabar com locais de água parada (onde a fêmea deposita seus ovos), é necessário higienizar os recipientes com soluções químicas. Os ovos, que podem ficar cerca de um ano no mesmo lugar, podem eclodir quando houver contato com a água novamente, trazendo um transtorno ainda maior. Os cuidados, que já são velhos conhecidos dos gaúchos, devem andar lado a lado com as medidas de higiene atuais.


SAÚDE PÚBLICA

Piscinas x Dengue Por Renato Evangelista Conselheiro CRQ-V, Presidente da ABQ-RS, Químico e Higienista Ocupacional

Há mais de um ano convivemos com as preocupações da pandemia e sua série de incertezas, as quais nos deixam muito desconfortáveis em lugares e situações que num passado eram “tranquilos”. Não bastasse esta condição de medos, hoje temos um outro fator: o aumento de casos de Dengue no estado do Rio Grande do Sul que carecem de cuidados especiais em suas fontes de proliferação, como águas paradas, vasos, pneus, folhagens, piscinas e outros. Ao citar as piscinas, é importante saber e ter a consciência de que as águas que residem nestas estruturas de contenção, devem sim manter um programa que impeça tais proliferações. Isto deve-se ao fato de que o mosquito Aedes aegypti (fêmea) que esteja infectado e, no processo de produção dos ovos, pode transmitir o vírus, fazendo que o novo ser vivo já apresente potencial de infectar seres humanos. O vírus da Dengue, assim como outros, apresenta em sua estrutura a proteção capsular, e dentro desta o RNA – ácido ribonucleico (viral). A figura a seguir representa o RNA viral, onde este, ao entrar em contato com o nosso organismo, busca se instalar nas células humanas. Uma vez dentro do sistema ele desestrutura as divisões

celulares, assim como as informações que este sistema deve manter para o equilíbrio regular de funcionamento. Manifestando assim os sintomas de febre alta, vômitos, dores no fundo dos olhos, manchas vermelhas pelo corpo, dores nas articulações, sangramentos nasais e gengivais, tonalidade de urina voltadas para róseo, vermelha ou marrom.

volve em imersão - ponto forte no tratamento de águas de piscinas, onde o agente de maior uso para o controle das águas é o cloro. O cloro, ao ser adicionado nas águas, se dissocia em dois compostos de ação enérgica, o ácido hipocloroso - HOCL (agente bactericida potente) e íon hipoclorito – OCL, os quais vencem a barreira lipídica e de cápsula do vírus, agredindo a seguir o RNA deste e o deixando inativo. Aqui temos então a grande importância dos profissionais que realizam a gestão técnica da responsabilidade de um produto de saúde pública (águas de piscinas). Seus conhecimentos específicos na tratabilidade garantirão a potencialização do equilíbrio químico ideal, a fim de que os compostos de ação enérgica estejam em estágio de máxima ativação. É ponto também de grande positividade as ações físicas junto as piscinas (limpeza de paredes e fundo), evitando a probabilidade de sítios de desenvolvimentos.

Fontes: Instituto Oswaldo Cruz; Dengue. I. Brasil. Ministério Dentre as várias caracterís- da Saúde. II. Brasil. Fundação Naticas que as águas apresentam, a cional de Saúde. III. Título. IV. Séde tensão superficial é uma ótima rie; Química Analítica I – Cristiane plataforma para que o mosquito Maria Sampaio Forte, Luísa Célia deposite os ovos sobre ela. Lá, Melo Pacheco, Zilvanir Fernandes posteriormente, a larva se desen- de Queiroz. 5


ALIMENTO BRASILEIRO

a ciência do

AÇAÍ

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Um combo repleto de sabor, refrescância e nutrição: assim é o açaí, para aqueles que o apreciam. A fruta, orginiária no estado do Pará, norte do Brasil, despertou a paixão de muitos brasileiros nos últimos anos. Sendo redonda, pequena, com um grande caroço e coloração escura variando entre preto e roxo, esta fruta é utilizada na preparação de diversas geléias, sobremesas, bebidas e o mais consumido e famoso: açaí

da tigela. As áreas de cultivo são satisfatórias em relação à produtividade, trazendo à colheita cerca de oito toneladas a cada hectare de plantio. A árvore, que pode atingir até 25m de altura, é adaptada às condições elevadas de temperatura, precipitação pluviométrica e umidade relativa do ar, sendo os ambientes com chuva e solo úmido, os mais propícios ao cultivo. Os primeiros frutos passam

a ser colhidos a partir do terceiro ano de plantio e podem render três toneladas por hectare ao ano. Seu nome científico é “Euterpe oleracea Mart” e o termo “açaí” é oriundo do tupi yasa’i, que significa “fruta que chora”, fazendo alusão ao suco que sai do fruto. Nas áreas onde é extraído, o açaí representa a principal base alimentar do povo, principalmente da população ribeirinha da região do Rio Amazonas.


ALIMENTO BRASILEIRO COMPOSIÇÃO E BENEFÍCIOS

O pequeno fruto, que possui cerca de 1,5cm de diâmetro possui ótimas propriedades nutricionais e valor calórico. Pode-se considerar o segundo fruto mais nutritivo da região amazônica, perdendo apenas para a Castanha-do-Pará. Sua composição é tão rica, que pode ser comparada à produtos saídos diretamente de um laboratório. Por ser rico em carboidratos, vitaminas, antioxidantes, minerais, fibras, fósforo, cálcio e gorduras boas, o açaí traz muitos benefícios à saúde. A presença abundante de carboidratos torna esta fruta uma fonte de energia, podendo ser utilizada, inclusive, como auxílio aos praticantes de atividades físicas. A grande presença de vitamina C, como poderoso antioxidante, colabora para que as defesas do corpo atuem, protegendo contra infecções, gripes, etc. A vitamina B, também presente na fruta, é essencial para o desenvolvimento do corpo de forma saudável e o potássio, mineral extremamente importante, atua no controle da pressão arterial. Os antioxidantes presentes de forma abundante no açaí, principalmente as antocianinas (pigmentos naturais da família dos flavonóides), colaboram no controle de inflamações e na proteção do coração. Junto disso, as fibras, presentes em grande quantidade no fruto, são essenciais para um funcionamento adequado do intestino e para promover a sensação de saciedade. Especialistas afirmam,

inclusive, que uma tigela da fruta pode conter a quantidade necessária para um dia inteiro de um ser humano adulto. Além dos benefícios citados, podemos consumir o açaí e obter outras vantagens para o organismo como a redução do LDL – colesterol (colesterol “ruim”), a prevenção ao câncer, a proteção da pele contra o envelhecimento precoce e o combate ao estresse oxidativo produzido pelos radicais livres.

FORMAS DE CONSUMIR

Por render pouca poupa e parte comestível, possuir sabor insípido em sua forma natural e possuir teor alto de antocianina (que mancha os dentes e lábio), tornou-se tradição comê-lo de maneira processada. A forma mais comum e consumida no país é o “açaí na tigela” ou o suco de açaí. Na versão na tigela, bate-se a polpa da fruta congelada com gelo e banana. Já no preparo do suco, a polpa descongelada é batida com água e pedaços de banana ou maçã. Em nenhum dos casos é necessário a adição de açúcar, pois a polpa e a fruta utilizadas na batida tornam o sabor naturalmente adocicado. Quando consumido de maneira adequada e em quantidades controladas, o açaí não engorda. Uma porção de 100g do fruto possui cerca de 60 calorias, já a polpa, misturada ao xarope de guaraná (utilizado no consumo), pode chegar a mais de 100 calorias. Para os que estão seguindo uma dieta, não é necessário que o

elimine da alimentação, pois seus componentes colaboram para o transporte do oxigênio às células. Além do xarope de guaraná, o açaí na tigela vem comumente acompanhado de elementos adicionais como leite em pó, granola, chocolate, leite condensado, entre outros. Estes adicionais tornam o produto extremamente calórico e de consumo moderado, diferente do produto em sua forma natural ou batido com ingredientes saudáveis. Um dos sentimentos mais associados ao açaí é o de “energia”. Isto se deve ao xarope guaraná adicionado em seu preparo, que contém um alto índice de cafeína. Ao contrário do que alguns apreciadores do alimento pensam, o açaí em si não possui efeito no crescimento dos músculos e sim proporciona aumento de disposição no organismo dos atletas.

CURIOSIDADES

Além da utilização na alimentação, o açaí pode fazer parte do rótulo de alguns produtos da área da Cosmética. Por possuir Ômega 9 e 6 (ácidos graxos essenciais e altamente hidratantes), a indústria o mistura com ativos – como a manteiga de karité -, trazendo efeito de hidratação acentuado. Apesar disso, não é indicado o uso da fruta diretamente na pele ou cabelo. Outro uso incomum e curioso é o da semente do fruto em produtos provenientes do artesanato no norte do Brasil, onde o cultivo é abundante.


OLIMPÍADA

Divulgados os vencedores da Olimpíada Brasileira de Química A organização da Olimpíada Brasileira de Química (OBQ) anunciou, no início do mês de junho, os nomes e notas dos vencedores da VI fase da OBQ 2020. Vinícius da Silveira Lanza, Marina Malta Nogueira, Cassia Caroline Aguiar e Hana Gabriela Albuquerque foram os quatro primeiros colocados. Eles representarão o Brasil na Olimpíada Internacional de Química. Organizada no Japão, a prova será realizada de forma remota e está prevista para ocorrer na última semana de julho. Os vencedores da OBQ 2020 também disputarão a Olimpíada Ibero-americana de Química, prevista para setembro. A amazonense Hana tem 17 anos e cursa o terceiro ano do ensino médio em Fortaleza (CE). A estudante está exultante pelo excelente resultado. “É uma sensação difícil de descrever, pois me dediquei bastante para atingir este objetivo, me mudei de cidade para estudar e agora ver que deu certo é realmente muito bom”, cita, em entrevista do Conselho Federal de Química (CFQ).

meira vez. E tem o fato de não haver a prova experimental também, o que torna um pouco diferente, mais carregado para o teórico. Mas a expectativa é grande de qualquer forma”, diz ela, entusiasmada. Marina se diz um tanto quanto desapontada com o fato de a prova ser online, o que não tira o brilhantismo deste momento. “Seria legal ter a chance de conhecer um novo lugar ou pessoas de outros países. Mas estou muito entusiasmada e ansiosa, pois minha principal motivação sempre foi o amor pela Química, querer aprender mais e me desafiar a testar meus limites. Vou dar tudo de mim”, pontua. A Olimpíada Brasileira de Química é um evento de cunho competitivo para estudantes do ensino médio e tecnológico. Tem como objetivos gerais descobrir jovens com talento e aptidões para o estudo da Química, e incentivá-los a se tornarem futuros profissionais da área. Além disso, incentiva na população jovem o interesse para o estudo desta Ciência, permitindo aos estudantes aplicar seus conhecimentos e suas habilidades em um espírito olímpico. Os vencedores são indicados para participar da Olimpíada Internacional de Química, criada em 1968, na Checoslováquia. Essa competição reúne a cada ano, no mês de julho, aproximadamente 320 estudantes de 80 diferentes nações. Cada país pode competir com o máximo de quatro estudantes não-universitários, com idade inferior a 20 anos. As provas aplicadas são elaboradas por um júri internacional formado por mentores (membros das delegações) e especialistas do país organizador. Ao final do evento, os mais destacados estudantes recebem prêmios que consistem em medalhas de ouro, prata e bronze. O Brasil iniciou sua participação, como observador, neste evento, em 1997.

Mas esta não é a primeira medalha que a jovem conquista. Em 2018, ela ficou com a prata na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). E, desde que conheceu a OBQ, decidiu que a medalha era a sua meta, já que no 9º ano passou a gostar muito de Química. “Quanto mais eu estudava e conhecia a Química, mais eu queria aprender. Passei pelas etapas estaduais e nacionais sempre pensando em vivenciar ao máximo esta experiência, que é única”. Outra vencedora é a pernambucana Marina Malta, que também tem 17 anos e cursa o terceiro ano do ensino médio. Assim como Hana, Marina também saiu do estado de origem para estudar no Ceará. Apesar do resultado alcançado, ela parece não acreditar que é uma das melhores da Química no Brasil. “Sei que é um resultado fruto de estudo e esforço, mas ainda é difícil acreditar que meu nome está lá. É uma sensação indescritível, ainda busco palavras para expressar a felicidade que sinto”, conta ao CFQ. Para a Olimpíada Internacional de Química, Confira os vencedores da OBQ 2020: http:// a expectativa é grande. Hana afirma que deu o seu bit.ly/obq-fasevi melhor na preparação. “É um mar desconhecido, até porque o ano passado teve prova remota pela priFONTE: Conselho Federal de Química


DIA DO QUÍMICO

DIA DO QUÍMICO 2021 No dia 18 de junho de 1956 foi promulgada no Brasil a “Lei Mater dos Químicos” – Lei nº 2800/56 pelo então Presidente Juscelino Kubitschek. Hoje, 65 anos depois, celebramos o Dia Nacional do Químico. Esta lei, que determinou as formações que estão dentro da profissão, também tornou possível a fiscalização do exercício profissional através do Conselho Federal de Química e dos Conselhos Regionais de Química, formando o Sistema CFQ/CRQs. Sistema que possibilita, hoje, a correta e segura vivência da Química no país. No mês do Químico, devemos lembrar a importância desta profissão, tão essencial e encantadora. As conquistas da categoria nestes 65 anos devem sempre ser valorizadas e lembradas todos os dias. Seja na educação, na pesquisa, na saúde, nos alimentos, na cosmética e em outras infinitas áreas relacionadas com a Química. Desde o ano passado o mundo vive a pandemia da Covid-19 que impôs mudanças e desafios à sociedade. Neste momento, nossos profissionais destacaram-se ainda mais pelo trabalho científico realizado na produção e fiscalização de produtos utilizados no combate à doença. O gás oxigênio utilizado nas UTIs, o álcool gel

e outros sanitizantes, as vacinas e medicamentos, passam por processos químicos envolvendo profissionais e indústrias até chegar à vida da população. Para celebrar esta importante data, reunimos, mais uma vez de forma virtual em virtude das condições impostas pela pandemia, palestrantes para abordar diversos assuntos referentes à área da Química. Em nossa página do Instagram, o mês foi recheado de conversas de interesse público e de fácil acesso a toda a comunidade. Iniciamos o mês com um dos assuntos mais solicitados e importantes para nossos profissionais e estudantes: a Química na produção de cerveja. A terceira bebida mais consumida no mundo (ficando atrás da água e café), faz parte das mesas de bar, casas, festas, refeições e está disponível nos mais diferentes rótulos, marcas, sabores e ingredientes, possuindo muita Química em sua produção. Para falar sobre o assunto, recebemos a Engenheira de Bioprocessos e Biotecnologia, mestranda em Ciência e Tecnologia de Alimentos, Leda Burdzaki. Leda é coordenadora de Qualidade, Laboratório e Adega da Cervejaria Imigração, além de atuar como sommelier de cervejas. Durante a conversa, ela explicou a grande diferença entre a cerveja

artesanal e a industrial: “Existem algumas diferenças na forma de produção e distribuição. A artesanal é produzida em menor escala, há mais liberdade para fazer vários estilos, sem conservantes e estabilizantes”. Segundo a cervejeira, o profissional da Química é essencial para a produção da bebida, pois auxilia na parte técnica, em análises químicas, legislação e rotulagem. Durante o bate-papo, Leda explicou a importância da água na produção cervejeira e da extrema necessidade de se atentar ao correto tratamento e análise dela. O malte, lúpulo e leveduras (principais ingredientes da cerveja) possuem características sensoriais que dão sabor, acidez ou leveza à bebida e, segundo a cervejeira, podem trazer benefícios para a saúde – se consumidos com moderação - por suas propriedades probióticas e isotônicas. Com relação à degustação, a engenheira deu algumas dicas. “Pratos fortes com uma cerveja também forte. Contrastes também são interessantes, experiências de doce com uma cerveja mais ácida. O mundo da harmonização é vasto. Uma cerveja mais frutada tem um sabor de cheesecake, se combinado com queijos. E a temperatura ideal para degustação é de 8 graus”, afirmou. O Anuário da Cerveja 2020 ela-

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DIA DO QUÍMICO

borado pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) apresentou o Rio Grande do Sul em segunda posição no ranking de cervejarias registradas, possuindo 258 espalhadas pelo estado, ficando atrás, apenas, do estado de São Paulo. Hoje o Brasil ocupa a terceira posição mundial em produção de cerveja, com fabricação de 12,4 bilhões de litros, atrás apenas da China (45 bilhões de litros) e Estados Unidos (35 bilhões de litros), superando a Rússia (11,6 bilhões de litros) e a Alemanha (10,8 bilhões de litros), segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja. O segundo encontro em alusão ao Mês do Químico aconteceu no dia 07 de junho, pelo Instagram. O tema “A Química dos Perfumes” foi abordado pela Química Mari Terezinha Bianco, responsável técnica pela Fragram Fragrâncias e Perfumes de Gramado, localizada na Serra Gaúcha. Mari contou sobre sua história no mundo da Química, que passou, inclusive, pela vitivinicultura. Ainda falando sobre história, a química contou sobre o início da produção de perfumes e como chegaram ao que conhecemos hoje. “É um mito que os perfumes se originaram na França. Foi na Itália, em Florença, por encomenda de Catarina de Médici para o seu casamento com o rei Henrique II, da França, em 1547”, diz Bianco. E foi justamente a Casa Farina que criou o Acqua della Regina (Água da Rainha). Foi a partir do século 20 que a Química “entrou de sola”, relatou Mari. Os componentes orgânicos eram caros. As matérias-primas naturais não tinham estabilidade e foram substituídas por compostos sintéticos. Além de instáveis, os componentes orgânicos consistem numa agressão à natureza. Para exemplificar, ela falou sobre a matança em massa, no passado, do veado-almiscareiro, animal encontrado na Ásia e do qual se extrai uma glândula que produz o óleo almiscar, antes utilizado nos perfumes. Hoje, esse item é sintético. Ela também apresentou as diferenças da colônia e do parfum, que estão na concentração da essência. “As principais fragrâncias no 10

mercado feminino são notas de chocolate e baunilha. Os chipres estão na moda, são modernos como os musgos de carvalho, bergamota e patchouli. São mais florais e cítricos, e trazem mais frescor. Os masculinos [perfumes], até então, eram o fougère. Agora passam a ter notas mais quentes, amadeiradas”, revelou. Os perfumes são compostos em uma pirâmide olfativa. Na base, encontram-se as notas de fundo, que permanecem por horas. “No fundo, são as últimas notas a se liberarem. No meio da pirâmide, estão as notas de coração, responsáveis por dar personalidade às fragrâncias. Por fim, no topo, estão as notas de saída. Essas notas, de cabeça ou saída, são moléculas pequenas de grande volatilidade”, esclareceu. Sobre a perfumaria nacional, Mari é enfática ao afirmar que a indústria nacional é reconhecida internacionalmente. “O brasileiro ainda tem essa fixação pelo perfume importado. Não há necessidade de buscar lá fora”, concluiu. No dia 14 de junho, no terceiro encontro envolvendo o “Mês do Químico”, o Conselheiro Leandro Rosa Camacho, que também é Diretor Secretário da ABQ-RS representou nossa entidade no bate papo realizado através do Youtube do Conselho Federal de Química. Camacho, que também é professor do Ensino Médio e participa de ações envolvendo o ensino da Química abordou, junto com o Conselheiro Suplente do CFQ, Marcos Roberto Teixeira Halasz, a importância dos profissionais da Química no ensino. Durante a sua apresentação, Leandro reforçou a importância dos professores de Química nos anos iniciais, nos níveis fundamental e médio, período em que o educador pode estimular e incutir a formação de novos químicos. “Como está a formação do professor do ensino fundamental e médio no Brasil hoje? Às vezes, não temos noção da problemática do ensino no país. No site INEP, pelo Censo Escolar de 2019, temos 63,3% (média nacional) com formação adequada, ou seja, com graduação e licenciatura na disciplina que ensinam aos alunos. Se vocês esperavam encontrar 100% dos professores com a graduação em licenciatura

na sua área de atuação, se enganaram! 25% dos professores que estão no ensino básico têm licenciatura em uma área diferente das que ensinam. Não que o professor não tenha qualificação, mas se tenho uma disciplina tão complexa quanto à Química, ela deve ser ensinada por quem tenha formação adequada”, completou. As repercussões do ensino a distância também permearam as falas dos painelistas. Camacho ponderou sobre a importância da tecnologia, até mesmo com perspectivas futuras do que teria pela frente. Para concluir, ele citou algumas conquistas da pandemia para o ensino. “Uma delas é demonstrar que o professor e a professora são fundamentais para a qualidade do ensino no nosso país”, completou. No dia seguinte, abordamos a qualidade dos combustíveis e a importância da Química nesta área. Para conversar sobre este assunto, recebemos o Conselheiro do CRQ-V, Engenheiro Químico com Pós-Graduação em Saneamento Básico, Renato João Zucchetti. Ele, que já atuou na Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler (FEPAM RS) e no Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MPE), iniciou a live contando que, em 2000, em um projeto encabeçado pelo Ministério Público, onde trabalhou por 11 anos, foi responsável pela redução drástica no número de adulterações e fraudes de combustíveis. “O projeto foi implementado em 14 estados. Os índices de adulteração no estado [RS] eram de 27% e caíram para quase zero em 2004. A adulteração era rotineira pela falta de fiscalização e de pessoal”, garantiu o conselheiro. Porém, ele explicou que nem sempre as adulterações são oriundas de fraudes. Podem acontecer inconformidades como problemas de infiltrações nos tanques dos postos de combustíveis. Zucchetti aponta que o crime ocorre por causa da alta carga tributária. “A gasolina possui uma tributação de 42%. Começamos a rastrear um combustível adulterado no Rio Grande do Sul, por meio de escutas autorizadas


DIA DO QUÍMICO

pela Justiça. Eles [organização criminosa] compravam o tolueno, um solvente com altíssima octanagem, que é a medida de resistência do combustível à pressão que ele sofre dentro da câmara de combustão do motor. Essa mistura mais barata com a gasolina ficava fora das especificações”. Na opinião de Zucchetti, os proprietários devem abastecer seus veículos com gasolina aditivada e não ficar alterando o tipo de combustível. Geralmente, os sinais mais clássicos de adulteração podem ser verificados na bomba onde se tem um medidor que mostra a cor do combustível. “A gasolina aditivada é mais esverdeada, enquanto que a comum é vermelha-alaranjada”, explicou Zucchetti. Abordando aspectos da área ambiental, no dia 17 de junho o painel do CFQ teve a Química e Doutora em Ecologia, Daniela Migliavacca Osório, como representante do CRQ-V. Junto dela estava a Engenheira Química e Conselheira do CRQ II (Minas Gerais), Ana Luiza Dolabela de Amorim Mazzini. Daniela abordou o tema “Como a Química pode auxiliar na poluição atmosférica?”. Apaixonada pelo assunto, ela salientou que a poluição atmosférica não respeita as fronteiras entre os países, e que 7 milhões de pessoas morrem por ano por causa da poluição do ar, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Conforme a profissional, os principais poluentes atmosféricos são o dióxido de enxofre, que provém das emissões veiculares e da queima de combustíveis; o nitrogênio, na forma de óxidos; ozônio; e o material particulado (poeira inalável). Mas há também os poluentes naturais e que o homem não pode controlar. Como exemplo, ela citou as tempestades de areia, a polinização (transferência de grãos de pólen em culturas agrícolas), os aerossóis marinhos e as erupções vulcânicas. “Você encontra a poeira do Saara na Amazônia”, destacou. Ela contou que, na década de 1980, houve um esforço muito grande para diminuir a concentração de dióxido de enxofre na atmosfera, que provoca a cha-

mada chuva ácida. Segundo Daniela, a maior concentração de gases poluidores está nos Estados Unidos – oriundas de termelétricas -, na Ásia e em erupções vulcânicas. Já a combustão de combustíveis fósseis impactou muito a camada de ozônio. Porém, ele é considerado um poluente quando fica na troposfera. Em um trabalho recente de mestrado, a professora e sua orientanda analisaram hidrocarbonetos policíclicos aromáticos, estruturas orgânicas de benzeno com mais de três anéis aromáticos, que podem ser tóxicos e cancerígenos. Em outro estudo realizado na região de Candiota, no Rio Grande do Sul, ela avaliou a água da chuva e verificou nas coletas a presença de amônia. A pesquisa revelou que a amônia era oriunda dos excrementos de animais no campo. “Os profissionais da Química têm esse papel de pensar e analisar as matrizes do ar. Os químicos possuem uma inserção muito forte na área ambiental”, finalizou a pesquisadora. No último evento online em alusão ao Mês do Químico, recebemos em nosso perfil no Instagram, o Engenheiro, Doutor em Saneamento Ambiental e Mestre em Administração, Rafael Zortea. Rafael, que é professor no Instituto Federal Sul, consultor nas áreas de Engenharia e Química Ambiental e atua como avaliador no INMETRO, abordou a certificação, rotulagem e validação ambiental. Ele explicou como funciona a normalização do setor e elucidou dúvidas acerca de atitudes que podem ou não contribuir com o meio ambiente. Durante a conversa, Zortea esclareceu que a International Organization for Standartization (ISO) editou uma série de normas ambientais, também conhecidas como “Normas ISO 14.000”. Dentre elas, encontra-se a norma principal, que trata das diretrizes gerais de um Sistema de Gestão Ambiental. Estas diretrizes gerais auxiliam quando uma organização quer implementar um Sistema de Gestão em prol do meio ambiente. “É por meio da ISO 14.001 que as empresas têm o direcionamento que devem adotar quando querem certifi-

cação ambiental. Já, a série de Normas 14.000 tem como foco servir de apoio a ISO 14001 e também apresentar as medidas que devem ser adotadas quando uma empresa quer obter a certificação de seus produtos”, explicou. Rafael explicou que quando se fala em certificação de produtos, estamos também falando de selos, que são as rotulagens. E elas podem ser definidas em três tipos. Na rotulagem tipo I, a empresa adquire a certificação por meio de uma instituição de terceira parte, isenta do processo. A rotulagem tipo II é quando a empresa faz sua própria declaração ambiental e orienta o consumidor sobre o produto que está colocando no mercado. E a rotulagem tipo III é a mais robusta, que exige que a instituição faça uma ACV (Avaliação do Ciclo de Vida). Trata-se de uma análise que informa desde a extração da matéria-prima até a destinação final do produto. Ele deu algumas dicas de como tratar assuntos como o plástico e o esgotamento de recursos hídricos. “Não basta “vilanizar” o plástico. O fato de haver “ilhas de resíduos plásticos” no oceano é grave mas não basta colocar a culpa no canudinho e no copo. Precisamos pensar na destinação deste plástico, na reciclagem, no reuso. Uma caneca de vidro usada no lugar de um copo plástico também precisará ser lavada, e mais recursos hídricos serão empregados ali. Então não basta pensar de forma simplista. É necessário pensar o meio ambiente como algo que requer soluções múltiplas e ter um profissional para ajudar neste caminho é fundamental”, finalizou. Mesmo de forma online, o Sistema CFQ/CRQs fez questão de celebrar a data mais importante do ano para os químicos, abordando assuntos relevantes, de impacto social e com palestrantes preparados e integrados ao assunto. Desejamos a todos um Feliz Dia do Químico! Que esta data sempre promova debates acerca dos avanços e dificuldades da área, bem como alerte a sociedade a respeito da importância do profissional da Química em diversas áreas. 11


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