Informativo nº 158

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Professor gaúcho recebe prêmio internacional

Conheça os vencedores do Prêmio Nobel 2022

Novos

Conselheiros CRQ-V

JULHO A DEZEMBRO - ANO XXVI- Nº158 INFORMATIVO DO CONSELHO REGIONAL DE QUÍMICA DA 5a REGIÃO

RECONHECIMENTO

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Professor da UFSM recebe medalha por contribuição na área da Química. Alunas do Ensino Médio criam projeto de copo que identifica “Boa Noite Cinderela”.

PRÊMIO NOBEL

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Conheça o trio vencedor do prêmio em 2022.

CONSELHEIROS

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Conheça os novos Conselheiros empossados em 2022 no CRQ-V.

CRQ-V NO RS

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Quatro delegacias ativas no estado dão suporte aos profissionais e empresas.

NOVIDADE

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Editorial

O ano de 2022 chega ao final e, com ele, a certeza de termos trabalhado ao longo do exercício da forma mais ética, eficaz e eficiente, focando no bem estar e interesse do profissional e empresa vinculado ao CRQ-V.

MURAL

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Expediente

Presidente

Paulo Roberto Bello

Fallavena

Vice-presidente

Estevão Segalla

Secretário

Renato Evangelista

Tesoureiro

Mauro Ibias Costa

Assessoria de Comunicação do CRQ-V assecom@crqv.org.br

Jornalista responsável

Louise Veronezi Gigante

Redação e Editoração Gráfica

Louise Veronezi Gigante

EDIÇÃO ONLINE

INFORMATIVO CRQ-V

AV. ITAQUI, 45 - CEP 90460-140

PORTO ALEGRE/RS

FONE: 51-3330 5659

WWW.CRQV.ORG.BR

Para iniciar nossa revista semestral, apresentamos o docente da UFSM que recebeu a Medalha Ioannes Marcus Marci. O prêmio foi recebido pela primeira vez por um pesquisador Latino Americano. Ainda reconhecendo os feitos de nossos pesquisadores gaúchos, apresentamos o projeto de quatro alunas do Ensino Médio, que estão desenvolvendo um copo que detecta a substância conhecida como “Boa Noite Cinderela”. Seguindo a leitura, apresentamos o trio vencedor do Prêmio Nobel de 2022.

A ansiedade afeta hoje grande parcela da população mundial. No Brasil, cerca de 24% dos brasileiros sofrem com o transtorno. Além do tratamento medicamentoso e alteração no estilo de vida, o transtorno psicológico possui outras alternativas naturais que diminuem seus sintomas. Conheça as plantas medicinais responsáveis por isso.

Voltando ao nosso Sistema CFQ/ CRQs, apresentamos os três novos Conselheiros empossados em nosso Regional: Leonardo Moreira dos Santos, Roberto Achutti Bertoncello e Rubens Zolar da Cunha Gehlen. Com o intuito de aproximar o interior do estado de nossa instituição, apresentamos as quatro delegacias regionais do CRQ-V localizadas em pontos importantes do Rio Grande do Sul.

Por fim, anunciamos uma mudança que ocorrerá nos próximos meses em todo o sistema: a remodelação da identidade visual. Já definida e sendo colocada em prática aos poucos, a nova estrutura de design traz uma proposta mais clara, leve e moderna para o CFQ e CRQs.

Desejamos a todos uma ótima leitura!

Um livro que combina ciência e gastronomia para nos ajudar a compreender melhor os alimentos e inovar na cozinha. Por mais diferentes que pareçam ser, cozinheiros e cientistas às vezes falam a mesma língua, têm pontos de vista semelhantes e sua colaboração pode ser muito proveitosa. Na culinária molecular, a cozinha é um laboratório, onde o mais importante é aproveitar melhor os produtos, realçar os sabores, criar formas alternativas de cozinhar os alimentos, pesquisar meios para diminuir a quantidade de lixo orgânico e criar embalagens biodegradáveis. Em Um químico na cozinha, o pesquisador e professor Raphaël Haumont aborda todos esses temas e ainda traz receitas incríveis, com resultados surpreendentes para o paladar e o olfato - e um visual de dar água na boca! Tudo isso acompanhado de explicações sobre os processos físico-químicos que acontecem na cozinha todo dia.

Números do Conselho

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Registro de Pessoa Física 554 Registro de Pessoa Jurídica 98
JUL - DEZ Vistorias 945 Autuações 125
Dica de Livro
Nova identidade visual elaborada para o Sistema CFQ/CRQs é lançada.

Professor da UFSM recebe medalha por contribuição na área da Química

Professor e pesquisador dos programas de pós-graduação em Química e Engenharia Química da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Érico Marlon Flores, recebeu no início do mês de setembro a Medalha Ioannes Marcus Marci. A distinção, uma das mais importantes na área da química, ocorreu durante o Simpósio Europeu de Espectrometria Analítica realizado na República Tcheca. Érico é o primeiro pesquisador latino-americano a receber a premiação que se deu pelo seu desenvolvimento de métodos analíticos que permitem uma determinação segura em fármacos, alimentos, etc. dos compostos tóxicos como lítio, manganês, selênio e zinco, utilizando a espectroscopia.

Nascido em 1966 na cidade de Caxias do Sul (Serra Gaúcha), Érico graduou-se em Quimica Industrial nos anos 80 na UFSM e, poucos anos depois, concluiu seu mestrado na mesma instituição. Já na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, na década de 90, o pesquisador alcançou o título de Doutor em Engenharia de Minas, Metalúrgica e dos Materiais. No início de sua trajetória na Ciência, Érico empolgou-se com o curso que na época efervescia com a presença de professores alemães. Neste período, decidiu que esta seria a profissão de seu futuro e pôde iniciar sua experiência profissional ainda na graduação, trabalhando voluntariamente em laboratórios de química orgânica e inorgânica. Já no segundo ano de graduação, foi selecionado para ser monitor do Setor de Química Industrial e Ambien-

tal do Departamento de Química da universidade. Neste ambiente acadêmico, o pesquisador trabalhou com profissionais valiosos para a química do Rio Grande do Sul, como a Profª Drª Berenice Roth e a Drª Leopoldina Keller, além de seu orientador de mestrado e doutorado, Prof. Dr. Ayrton F. Martins (membro da Academia Riograndense de Química). De acordo com o professor, durante seu mestrado, ainda com 24 anos, já era professor sustituto de Química Inorgânica e aos 26 foi aprovado no concurso para professor permanente do Departamento de Química da UFSM, onde atua desde então.

Dentre os quase 400 artigos científicos publicados, Erico destaca o seu primeiro, publicado no Journal of Analytical Atomic Spectrometry (JAAS, 1997), resultante da sua tese de doutorado. “Este foi meu primeiro artigo internacional, que recebeu muitos elogios pela simplicidade da geração e introdução de hidretos em um atomizador, e isso permitiu maior visibilidade do nosso, na época, ainda pequeno grupo de pesquisa”, menciona. De acordo com o pesquisaor, outro destaque é o seu primeiro artigo publicado no periódico de maior impacto da área de química Analítica (Analytical Chemistry, ACS, 2004) em parceria com os professores Juliano S. Barin, Guenther Knapp, João Alfredo Medeiros e José Neri G. Paniz. Este artigo, resultado da dissertação de mestrado do Prof. Juliano S. Barin na UFSM, foi pioneiro em demonstrar a viabilidade de um método de combustão envolvendo um novo princípio,

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a ignição por micro-ondas, que acabou sendo patenteado.

Ao saber da premiação, a surpresa e felicidade tomaram conta do pesquisador no âmbito pessoal e principalmente no que inclui a universidade, devido à grande visibilidade fornecida pela distinção, “dessa forma, sinto-me gratificado em poder retribuir para a instituição, onde me formei e onde trabalho, um pouco do reconhecimento que tenho recebido”, cita.

Segundo Flores, a ciência é diretamente ligada ao desenvolvimento do país. Com o tempo e maior compreensão da sociedade, a visão da ciência e do mundo torna-se não apenas mais ampla, mas mais profunda e tolerante. Segundo ele, “os prêmios, além da alegria esperada de quem os recebe, são um motivador para os alunos, principalmente os mais novos. Independentemente do valor, o significado do prêmio será sempre um estímulo saudável para as novas gerações e também para os

cientistas com carreira consolidada”. Para estes jovens, Flores aconselha o estudo e atualização constante como forma ideal de se seguir no caminho da ciência. “Além disso, sempre é aconselhável dar uma olhada em outras áreas da ciência que possam contribuir com sua especialidade, nunca abrindo mão do capricho e, principalmente, tratar a ciência com alegria”, acrescenta. Para encerrar, o professor lembra da importância de se manter o bom humor, independente da área da ciência escolhida. “Dificuldades sempre acontecem, mas com otimismo e bom humor as coisas ficam mais fáceis. É preciso sempre tentar melhorar nossa sociedade, gerando e difundindo conhecimentos científicos e motivando os alunos a acreditarem em seu potencial, sempre com base na ciência real nunca na pseudo ou quase-ciência. Lembro constantemente da seguinte máxima: ‘se com a ciência podemos ter eventuais problemas, sem ela provavelmente não estaríamos aqui hoje’”, conclui.

do Ensino Médio criam projeto de

que identifica “Boa Noite Cinderela”

Entre palestras de pesquisadores renomados e oficinas em diferentes áreas, as estrelas da Mostra Sesi Com@Ciência foram os estudantes. No total, 175 projetos de alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e do Ensino Médio foram expostos em setembro de 2022 no Centro de Eventos da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), em Porto Alegre.

Um dos projetos procura solução para algo que gera medo em muita gente – ingerir acidentalmente a substância GHB, conhecida como “Boa Noite Cinderela”, que faz com que a vítima adormeça e perca memórias recentes. A droga costuma ser

utilizada para o cometimento de crimes como roubo e estupro.

Pensando nisso, as alunas Giovanna Freitas, Giovanna Moraes, Nicolli Marques e Natally Souza iniciaram estudos para desenvolver um copo que detecta a substância e, aí, muda de cor. As adolescentes, que estudam na Escola Sesi de Ensino Médio Albino Marques Gomes, de Gravataí, começaram o trabalho em outubro de 2021, ao perceber que casos relacionados a essa droga aconteciam com frequência.

Atualmente, o desafio das meninas é encontrar um reagente ao GHB que não seja tóxico, já que ele será aplicado em um objeto usado para a ingestão de

bebidas. Como ainda não foi definido qual reagente será usado, ainda não é possível estabelecer um preço para esses copos, que seriam vendidos em bares. As jovens, que chamaram o projeto de “Keep Safe – Copo detector de GHB”, levaram a ideia a sério e já têm divulgado seus experimentos e participações em eventos em redes sociais. O objetivo delas é tornar este projeto piloto em uma empresa, e acreditam que as graduações que pretendem seguir a partir do ano que vem – Psicologia, Direito e Química – têm tudo para contribuir com esse projeto de vida.

FONTE: GaúchaZH

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RECONHECIMENTO
Alunas
copo
Iniciativa das jovens gaúchas visa evitar possíveis crimes envolvendo a droga

Foram divulgados pela Academia Real das Ciências da Suécia no último dia 05 de outubro, os vencedores do Prêmio Nobel de Química 2022: os americanos Carolyn R. Bertozzi e K Barry Sharpless (recebendo seu segundo prêmio Nobel) e o dinamarquês Morten Meldal. O Prêmio, que totaliza 10 milhões de coroas suecas (aproximadamente R$ 4,8 milhões) será dividido pelo trio pela criação de uma ferramenta criativa para construção de moléculas com o “desenvolvimento da química do clique e da química bioortogonal”.

A chamada “química do clique” permite que produtos farmacêuticos mais precisos sejam desenvolvidos, tornando a chegada destes medicamentos nos locais corretos do organismo humano mais assertiva. A cereja do

bolo da química do clique” são duas moléculas facilmente preparadas em laboratórios: a azida e alcino, que unidas a um terceiro item – íons de cobre – produzem reações químicas de forma simples. Esse tipo de ligação que, de acordo com o Comitê do Nobel, lembra do “clique de um cinto” muda a Química para a sempre, pois permite que crie-se uma grande variedade de moléculas. Nos anos 2000, Barry Sharpless e Morten Meldal apresentaram este conceito em trabalhos de forma independente, porém, com uma importante limitação: os íons de cobres utilizados são tóxicos para o corpo humano. Neste momento entrou em cena Carolyn Bertozzi, que descobriu que as azidas e alcinos podem reagir de maneira quase explosiva se o alcino for forçado

a formar uma estrutura química em forma de anel. Além disso, essas reações tiveram ainda mais sucesso em ambientes celulares sem interrupção da bioquímica normal da célula (reações bioortogonais). Com isso, lançou-se uma base para uma forma funcional da química, em que diversas moléculas são construídas de forma rápida e eficiente.

Atualmente, a técnica é estudada para o desenvolvimento de fármacos que produzam anticorpos “clicáveis” contra tumores. Segundo o Comitê do Nobel, com a descoberta é possível fazer uma infinidade de coisas que trarão benefícios para a sociedade, desde medicamentos específicos e eficazes a materiais complexos e diferentes.

FONTE: G1

PRÊMIO NOBEL 5
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A QUÍMICA POR TRÁS DO CARNAVAL

Vamos curtir o feriado de forma segura? Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), cerca de 35% da população brasileira vive com algum tipo de alergia que pode intensificar-se com o uso de produtos tóxicos como fungos, medicamentos, pêlos de animais e cosméticos.

“São inúmeros os produtos utilizados no Carnaval que podem provocar irritações ou alergias na pele: maquiagens (colofônia, metilparabeno, timerosal, lanolina, bálsamo do Peru), tinturas e sprays para cabelos (butil-hidroxitolueno, imidazolidiniluréia), esmaltes (tonsilamida, formaldeído), perfumes (cloracetamida)”, explica a médica dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Dra Cíntia Pessin.

Além dos produtos cosmé -

ticos, substâncias presentes em artigos como acessórios e fantasias também podem causar danos à pele. Por exemplo, adereços como perucas (butilfenol-para-terciário), máscaras de borracha (dietilcarbamato de zinco, etilenodiamina, mercaptobenzotiazol), bijuterias (cloreto de cobalto, sulfato de níquel), tecidos sintéticos e estampados (bromonitropropanodiol, bicromato de potássio). “Os tipos de alergia que esses produtos podem desencadear são principalmente dermatite de contato irritativa e dermatite de contato alérgica”, acrescenta Cíntia. Os cuidados com produtos em spray devem ser intensificados, pois a capacidade de um produto aerosol ser espalhado sobre a pele geralmente é maior do que o de um produto como creme, pó ou loção.

Geralmente realizadas em ambientes a céu aberto e durante o dia, as festas de carnaval são iluminadas pelo sol. “Algumas substâncias são fotossensibilizantes, ou seja, quando aplicadas e expostas ao sol podem causar danos à pele como coceira, manchas ou queimaduras”, cita a dermatologista. O uso de protetor solar pode evitar possíveis insolações, câncer de pele, reações alérgicas e queimaduras causadas por produtos em contato com a pele. Os produtos que são utilizados em contato direto com o corpo devem estar devidamente registrados na ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), onde passam por uma série de requisitos estabelecidos para garantir sua segurança, evitando, assim, possíveis problemas futuros.

Novos Conselheiros No CRQ-V

Leonardo Moreira dos Santos Químico Licenciado, graduado pela PUCRS, Leonardo atuou durante a sua vida acadêmica como tesoureiro e Presidente do Diretório Acadêmico da Química. Além disso, participou da Iniciação Científica da Universidade, na qual atuou em diferentes linhas de projeto. Em 2010 ingressou no Mestrado em Engenharia e Tecnologia de Materiais na PUCRS. Já em 2013, deu início ao Doutorado em Engenharia e Tecnologia de Materiais – na mesma universidade- e apresentou a sua tese intitulada: “Nanocompósitos de talco sintéticos e poliuretano base água e solvente”, orientado pela professora Sandra Einloft (Membro da Academia Riograndense de Química). Durante o doutorado estudou, ao longo de um ano, com uma bolsa sanduíche, na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa em Portugal. Durante o Mestrado e Doutorado atuou como representante discente da Comissão Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Tecnologia de Materiais. Atualmente é Laboratorista da Escola Politécnica da PUCRS onde apoia alunos, professores e funcionários em diferentes pesquisas que estão em desenvolvimento.

Engenheiro Químico graduado pela PUCRS, Roberto atuou durante sua vida acadêmica em duas instituições importantes para o Rio Grande do Sul. Realizou seu estágio obrigatório na extinta Fundação de Ciência e Tecnologia – CIENTEC e também atuou na Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luis Roessler – FEPAM. Lá, após a atuação como estagiário, foi contratado e iniciou sua carreira após a conclusão da faculdade em 1981, atuando no Pólo Petroquímico de Triunfo. Em 2005, Roberto ingressou no CRQ-V no Departamento de Fiscalização e Autuação. Anos depois, foi promovido a Diretor, cargo que ocupou até sua saída no final de 2020. Para Bertoncello, os Sistema CFQ/CRQs é essencial, pois a Química está presente em todos os momentos do dia-a-dia, mesmo que desconhecida por boa parte da população. Na sua visão, a principal missão do CRQ-V é levar à sociedade o correto esclarecimento acerca desta ciência, junto de seu objetivo social de fiscalização do exercício profissional. Para ele, “isto garante produtos e serviços de qualidade, com proteção à saúde e ao meio ambiente”. Sua passagem no CRQ-V foi de muito trabalho, dedicação e crescimento profissional, que o aproximaram ainda mais da Química.

Rubens Zolar da Cunha Gehlen

Mestre em Engenharia – Fenômenos de Transporte - pela UFRGS, Especialista em Engenharia de Produção, Engenheiro Químico e Técnico em Química, Rubens atuou como professor e coordenador dos cursos de Engenharia de Plásticos, Engenharia Química, Engenharia de Produção (Graduação e Especialização) e Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho. Antes de iniciar sua trajetória na docência, o Conselheiro ingressou, como estagiário, na Divisão de Elastômeros de uma indústria que fabrica e distribui soluções de transmissão e gerenciamento de energia para os veículos, onde tornou-se Analista de Desenvolvimento de Produtos e Processos. Já em uma segunda empresa do mesmo ramo, Gehlen trabalhou como Analista de Desenvolvimento de Produtos, Chefe de Engenharia Experimental e no Gerenciamento de Projetos. Para os jovens, futuros profissionais da ciência, o Conselheiro acredita que precisam seguir no caminho da educação, com perseverança e comprometimento.

CONSELHEIROS 9
Roberto Achutti Bertoncello

Delegacias regionais no Rio Grande do Sul aproximam o CRQ-V de profissionais e empresas

Com o objetivo de aproximar o Conselho Regional de Química dos profissionais, estudantes, empresas e indústrias do interior do Rio Grande do Sul, possuímos quatro delegacias regionais em nosso estado. Localizadas em regiões estratégicas do RS, as sedes regionais recebem todas as demandas de pessoas físicas e jurídicas das cidades onde estão instaladas e municípios vizinhos. Cada delegacia conta com um representante responsável por atendimentos presenciais, via telefone e via-email, realizando estes procedimentos de forma completa. O contato da sede principal de Porto Alegre com as regionais acontece durante todo o expediente visando melhorar o funcionamento de ambas as partes. Atualmente, contamos com delegacias localizadas nas cidades de Farroupilha, Lajeado, Passo Fundo e Pelotas.

A Serra Gaúcha, colonizada por famílias alemãs e italianas, traz consigo diversos produtos característicos da cultura européia. Cultura esta que hoje se tornou símbolo gaúcho. Dentre estes produtos podemos destacar a produção de uva e vinho, que se espalhou por toda a região e tornou-se base da economia local. São inúmeras vinícolas, dos mais diferentes tamanhos e inovações produtivas espalhadas pelos municípios. Com relação à indústria, podemos destacar o metal mecânico como economicamente importante. É nesta região cercada pelos melhores vinhos, espumantes e produtos metálicos de qualidade que encontra-se a delegacia de Farroupilha.

Situada a pouco mais de 110 km da capital gaúcha, a cidade de Lajeado está situada no Vale do Taquari, sede da mais nova delegacia regional do CRQ-V. Segundo o ranking da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, (FIRJAN) de cidades mais desenvolvidas do Brasil, Lajeado está na 13ª posição, sendo o primeiro lugar no Rio Grande do Sul. Suas principais atividades econômicas envolvem o setor alimentício, sendo considerado um “polo da alimentação”. Grandes indústrias de frangos, ovos, doces, refrigerantes e sorvetes estão localizadas na região. Além disso, uma distribuidora de

combustíveis de nível estadual e uma importante universidade têm sede na cidade.

A maior cidade do norte do estado recebe outra delegacia regional. O município de Passo Fundo, conhecido como a “Capital da Literatura” e o “Lugar de ser Feliz”, possui uma vegetação de campos abertos, com matas nativas do tipo “floresta subtropical”, com araucárias e outras espécies de pinheiros. Seus solos, derivados de derrame basáltico (solo onde, anteriormente, pela erupção de um vulcão, foi enriquecido com sais minerais), são profundos e bem drenados. Sua economia é concentrada, fundamentalmente na agropecuária e comércio e conta com forte setor educacional (com uma grande universidade) e saúde (sendo considerado pólo em saúde, possuindo nove hospitais atuantes em diversas áreas).

O sul do estado conta com a 4ª cidade mais populosa do Rio Grande do Sul. Localizado às margens do Canal São Gonçalo, o município de Pelotas está localizado a 261 km de Porto Alegre e é onde localiza-se outra delegacia regional. A cidade, que conta com cinco instituições de ensino superior, tem em sua história econômica a produção de charque como destaque. Sua vocação econômica atual envolve o agronegócio e o comércio. A região Pelotense é a maior produtora de pêssego para a indústria de conservas do Brasil, além da forte produção de aspargo, pepino, figo e morango. O leite também possui a maior produção do estado provinda de Pelotas. As indústrias têxtil, de curtimento de couro e panificação também fazem parte deste cenário do sul do estado.

Em cada delegacia regional os profissionais, estudantes, empresas e indústrias encontram base para a resolução de dúvidas e auxílio para demandas envolvendo registros, Atestados de Anotação de Função Técnica (AFT), isenção de anuidade, cancelamentos, registro de cursos, etc. O CRQ-V preza pela proximidade com a comunidade química e áreas afim, buscando uma sociedade com profissionais atuando de maneira ética e correta, trazendo benefícios e segurança para todos.

CRQ-V NO RS 10

Mudanças na identidade visual do Sistema CFQ/CRQs

O ano de 2023 iniciou com mudanças em todo o Sistema CFQ/ CRQs. Com o objetivo de modernizar a forma de comunicação do sistema, foi criada uma nova identidade visual, que une atualidade, ciência e tecnologia, carregando em si, diversos significados de nossa identidade.

Os elementos são facilmente identificados. A engrenagem, que remete à indústria e processos interligados, o mapa do Brasil demonstrando a vasta atuação dos Conselhos Regio -

MURAL

nais em diversos estados, a lombada do livro/ esteira de produção trazendo à tona a educação e leis e, por fim, a retorta, considerada por muitos o primeiro utensílio do qual derivam os utilizados atualmente.

As cores, inspiradas na Tabela Periódica, causam sensação de dinamismo e credibilidade. Além disso, reforçam a atuação do Sistema pelo país, pois suas principais cores são o verde, amarelo e azul, reforçando os princípios de nossa entidade: garantir a qualidade de produtos e servi-

ços, aprimorando, modernizando e inovando pelo bem de toda a sociedade.

A identidade visual será aplicada aos poucos em nosso regional, iniciando pelos materiais digitais, site e redes sociais, até atingirmos todos os materiais impressos e estarmos, por fim, com a nova identidade sendo utilizada em 100% de nossa instituição.

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NOVIDADE
CRQ-V CFQ
Apresentação de TCCs dos alunos do Colégio Dom Feliciano prestigiada pela Conselheira Elsa Nhuch. Conselheiro Wolmar Alípio em formatura do Curso Técnico em Química do IF FARROUPILHA - Campus Panambi Conselheiros em confraternização de final de ano do CRQ-V.
A VIDA É NOSSO PRINCIPAL ELEMENTO Av.Itaqui, 45 Porto Alegre/RS - CEP 90460-140 Fone/Fax: (51) 3330-5659 www.crqv.org.br CONSELHO REGIONAL DE QUÍMICA DA 5ª REGIÃO Av. Itaqui, 45 Porto Alegre/RS - CEP 90460-140 Fone: (51) 3330-5659 www.crqv.org.br facebook.com/crq5regiao instagram.com/crq_v
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