Comédias do Minho: Programa Anual de 2020

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s Comédias do Minho nascem porque cinco presidentes de câmara, juntos, pensaram um dia que, depois das ditas necessidades básicas garantidas, era preciso criar uma companhia de teatro que levasse o teatro às aldeias. Pensaram e fizeram! Os anos passam. Os presidentes de câmara e os partidos políticos no poder mudam. As Comédias do Minho permanecem. A associação Comédias do Minho foi criada em 2003, fruto do investimento e da colaboração de cinco municípios do Vale do Minho – Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença e Vila Nova de Cerveira – e, entretanto, a Caixa de Crédito Agrícola como membro associado. A estes, juntou-se a VentoMinho como mecenas. Partindo da prática teatral, a Associação propôs­‑se a desenvolver uma atividade assente numa estreita relação com as comunidades locais e a procurar, através da criação e da difusão de uma oferta teatral regular na região, colmatar algumas das lacunas que caracterizam os territórios de baixa densidade – nomeadamente as resultantes do isolamento a que estão sujeitas. Em 2007, dado o alcance da companhia de teatro, decidiu­‑se dar um passo no sentido de alargar a presença e o papel


das Comédias no território. Definiu­‑se, sob a direção de Isabel Alves Costa, a implementação de três eixos de intervenção que, com especificidades próprias, concorrem para o fortalecimento do projeto como um todo. São eles a Companhia profissional de Teatro, o Projeto Pedagógico e o Projeto Comunitário que, por diferentes caminhos, tentam alcançar um destino comum: as pessoas, na sua diversidade e múltiplas formas de participação.





OS SERES HUMANOS PRECISAM DE SIGNIFICADO, COMPREENSÃO E PERSPETIVA TANTO QUANTO DE EMPREGOS. A QUESTÃO NÃO DEVE SER SE PODEMOS DAR­‑NOS AO LUXO DE ACREDITAR EM TAIS DESÍGNIOS EM TEMPOS COMO ESTES, MAS SE PODEMOS DAR­‑NOS AO LUXO DE NÃO ACREDITAR.

Martha C. Nussbaum, Sem Fins Lucrativos. Porque precisa a democracia das humanidades


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m 2020 continuamos a caminhar orientados por uma ideia de Justiça, olhada a partir de diferentes lugares e através de imagens variadas que nos ajudam no contínuo esforço de tentar aprimorar ideias, perspetivas e práticas. O pensamento importa e sentir melhor também. São o pensamento, as emoções e a escuta que nos ajudam a situar e a exercitar uma análise crítica sobre o que fazemos. Aqui, pensar, sentir, escutar e fazer querem­‑se em diálogo.

Connosco, nesta ideia de justiça, a afirmação da diversidade, mesmo sabendo que ainda temos, comunidade humana, um longo caminho de descolonização dos espíritos. Connosco, a defesa da complexidade porque a realidade tem uma quantidade ilimitada de camadas e é poliédrica e o nosso ponto de vista é sempre uma vista a partir de um único ponto. A consciência de que “só somos capazes de ver o que trazemos dentro de nós” potencia a humildade, mas não pode impedir­‑nos de exercitar aproximações ao que outros trazem dentro de si. Tentar. Tentar sempre, mesmo ficando aquém…caminhar. Fazer perguntas e que cada resposta se abra a outras perguntas. Mergulhar. Mergulhar na complexidade.


Perguntar. Perguntar outra vez. Dar tempo ao pensamento. Ir pensar para casa. Exercitar múltiplos lugares, mesmo quando a cacofonia e a velocidade do mundo em que vivemos nos orientam para leituras de superfície e respostas rápidas. Despertar todos os sentidos, a atenção. O sentir e o pensar ligados. Somos, como nos recorda Eduardo Galeano, seres “sentipensantes”. Daí a nossa necessidade de procurar instrumentos nas múltiplas formas de conhecimento e de escutar vozes e narrativas variadas, porque as dicotomias entre conhecimento científico e artístico e as humanidades e os perigos de uma história única se mantém. Ligar. Ligar, porque está tudo ligado.



ODEIO A INDIFERENÇA... UM HOMEM NÃO PODE VIVER VERDADEIRAMENTE SEM SER UM CIDADÃO E SEM RESISTIR. A INDIFERENÇA É A ABULIA, O PARASITISMO E A COBARDIA, NÃO A VIDA.

Antonio Gramsci


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acesso ao conhecimento (às artes, às humanidades, às ciências) não garante a justiça, a democracia, a compaixão, mas a falta de acesso às diversas formas de conhecimento é garantia quase certa da injustiça, do enfraquecimento da democracia e da ampliação da indiferença. “A indiferença que nos tornará irrelevantes”. A indiferença é o contrário da vida. Cada vida que se apresenta tem atrás de si uma imensidão de histórias invisíveis. É preciso ler os sinais. É preciso procurar as causas. “É preciso compreender. Isso não significa desculpar”, desresponsabilizar. As nossas escolhas têm consequências. As palavras importam. Elas constroem realidades. São capazes de libertar e de aprisionar. Continuamos a caminhar e a ligar geografias, tempos, pessoas, projetos e conhecimentos variados e insistimos na complexidade, no poder da invisibilidade, da imprevisibilidade e do que não é mensurável mas, ainda assim, imprescindível. A realidade não é apenas factual, desenha­‑se também nos interstícios e exige uma contemplação ativa de múltiplos sinais. É nesta dimensão menos concreta e visível que as linguagens artísticas podem ajudar a aceder. Como afirmou Isadora Duncan –


“Se eu pudesse explicar o que as coisas significam, não teria a necessidade de dançá­‑las.” O coração é um músculo. Mas aprendemos com as linguagens poéticas que é onde se encontram os que amamos, e cabem lá todos e sempre mais alguém. É também a casa da alegria, da tristeza, da raiva, do amor … Onde ecoa o que nos constrói. O eco não se pode agarrar e só os “olhos interiores” o podem ver. Algumas das coisas mais importantes são invisíveis. Que entediante e com pouco sentido seria a vida se o coração fosse apenas um músculo que bombeia sangue para todo o corpo…



LER O MUNDO ร LIGAR AS COISAS DO MUNDO

Antรณnio Guerreiro


AS IDEIAS EM AÇÃO: ALGUMAS PISTAS SOBRE COMO COLOCAMOS EM PRÁTICA O QUE PENSAMOS, SENTIMOS E IMAGINAMOS Programar é pensar, imaginar, criar ligações, a partir da escuta, da atenção às pessoas e aos lugares e da nossa, sempre limitada, perceção do que nos rodeia, do que somos capazes de alcançar. O nosso coração é o Minho. O nosso coração é grande e inquieto. Gosta muito de receber, mas precisa de andar, sem fronteiras ou passaporte, para se fortalecer e saber cuidar mais dos que cá estão e receber melhor os que nos visitam. Assim, começamos 2020, com a nossa Companhia na estrada, com CA_MINHO em cena no Teatro Meridional, em Lisboa, depois de termos estreado e circulado no Minho. Esta coprodução, com encenação de Miguel Seabra, integra o projeto Províncias, iniciado em 2003 pelo Teatro Meridional. Um olhar sobre e a partir do Minho, tomando um conto de Marlene Castro, chega­ ‑nos através de imagens que evocam imaginários variados em associações inesperadas e intensas. Também na estrada, e depois de ter viajado pelo nosso território, o espetáculo U, de Joana Magalhães, irá em Fevereiro


até ao Teatro Carlos Alberto, no Porto. Ainda em Janeiro, no Minho, para escolas e com apresentações também para famílias, o Espetáculo­‑Oficina, a pensar morreu um burro, de Rita Pedro e Beatriz Marques Dias, onde as perguntas tomam conta de nós e a curiosidade não consegue estar parada e “de tanto pensarmos matamos o burro que há em nós”. Entre Fevereiro e Julho, recebemos na nossa casa o Teatro do Frio para trabalhar com a Companhia das Comédias. Eco – Reverberações no Vale do Minho é o título deste espetáculo, onde o corpo e a paisagem e os ecos que têm um no outro são o centro do trabalho. Este ano, viajamos também no tempo e voltamos a alguns projetos e pessoas que nos são queridos. A Dama Pé de Mim, de Ana Madureira, volta até nós para, com os mais pequeninos, viajar à procura de um amigo. Porque os amigos são importantes, mesmo que não consigamos medir a sua importância com números, sabemo­‑lo convictamente com o corpo todo. Em Maio, os dias crescem e aquecem e com eles o FITAVALE que faz, este ano, 10 anos! Para além da festa de sempre, temos algumas surpresas! Em Julho, chega o verão e com ele voltamos a ter connosco cinco artistas


para, nas oficinas Atlas, trabalharem com os adolescentes. O projeto vencedor da Bolsa Isabel Alves Costa estreia em Outubro, no Fimp, no Porto. Damos assim continuidade a esta parceria entre as CdM, o Festival Internacional de Marionetas do Porto e o Teatro Municipal do Porto, na sua intenção de contribuir para o fortalecimento do legado de Isabel Alves Costa e, simultaneamente, para a abertura de novas oportunidades de criação artística. No final do ano, numa coprodução com o LU.CA, mergulhamos Dentro do Coração, um espetáculo de Márcia Lança, para saber de que é feito e o que traz dentro. A Márcia pediu ajuda à ciência e à arte para perceber melhor o coração. Porque é bom voltar a ter connosco aqueles de quem gostamos e nos ajudam a aprimorar, a criação do final de ano, (Numa Didascália), tem como principais responsáveis Tânia Guerreiro e Álvaro Laborinho Lúcio. Andaremos aqui em torno de Um Teatro. Atravessamos o tempo, à procura da liberdade e da verdade. Um mundo, todas as possibilidades. Damos ainda continuidade e fortalecemos a relação com a Rede de Colaboradores Locais, embaixadores essenciais do nosso trabalho, muito especialmente com a oficina Para Despentear o Sentir, de Marina Palácio, em torno do livro e das


suas potencialidades de exploração com o corpo todo. Temos também formações e oficinas variadas para todos e ações paralelas aos espetáculos… E ainda os Encontros Excêntricos: da Arte e da Educação. Há mais uma Rádio, um Museu e três documentários que fazem parte de uma área de ação com a designação – Produção de conhecimento: linguagens poéticas e científicas ­‑ onde podemos aceder a múltiplas vozes, à articulação de diferentes formas de conhecimento e à valorização da memória. Outros projetos Dentro do Programa Schooll4All, a partir dos Lusíadas, o coletivo Propositário Azul vai criar um espetáculo e desenvolver oficinas para alunos e professores. Acolhemos também em residência artística a Companhia Teatro Meia Volta. Algumas surpresas estão ainda a desenhar­‑se. Fique connosco. Ligue­‑se a nós!





NÃO EXISTE APENAS A RAZÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA. A ÉTICA, A RELIGIÃO, A MÚSICA, A POESIA, AS ARTES, SÃO FORMAS DE CONHECIMENTO. A RAZÃO É PLURAL. COMO PODERÃO ARTICULAR­‑SE, ENTRE SI, AS DIFERENTES FORMAS DE CONHECIMENTO? (…) QUE PODERÁ SIGNIFICAR DIZER QUE “SÓ A BELEZA NOS PODE SALVAR”? OU QUE “SÓ UM DEUS, NOS PODE AINDA SALVAR”? SALVAR O QUÊ? SE A RAZÃO É PLURAL, NÃO DEVEREMOS FALAR TAMBÉM DE SALVAÇÃO DE FORMA PLURAL? Frei Bento Domingues



PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO: LINGUAGENS POÉTICAS E CIENTÍFICAS Estamos a desenvolver uma nova área de ação ­‑ Produção de conhecimento: linguagens poéticas e científicas – orientada pela convicção de que a arte e a ciência são formas de assimilação do mundo e instrumentos para conhecê­‑lo. Porque a razão é plural, a realidade não é apenas factual e a verdade está para além dos factos, só através da articulação de múltiplas formas de conhecimento é possível caminhar em direção à compreensão, sempre em construção e inalcançável, da complexidade humana. Trata­‑se aqui de construir uma espécie de caleidoscópio, de olhares múltiplos sobre e a partir do mesmo objeto: as Comédias do Minho. Desta área fazem parte a Rádio, o Museu, documentários e edições.


RÁDIO COMÉDIAS: A IMAGINAÇÃO SEM FIOS* Na Rádio Comédias deixamo­‑nos levar pela imaginação sem fios. Assim mesmo, sem rede, sem filtros, sem fronteiras. A cada conversa procuramos o lugar da escuta, da fala e do pensamento. Tentamos perceber como isto anda tudo ligado e que linhas imaginárias nos levam a quem, a quê, onde e quando. Conversamos com criadores, cientistas e pensadores. Falamos de nós e do que andamos a fazer. Escutamos quem nos vê porque nos interessa o que pensam e sentem. E partilhamos tudo com todos, na esperança de que mais se juntem. É uma rádio para escutar, ver e ler. * Roubámos este título ao livro Wireless Imagination: Sound, Radio and the Avant­‑Garde, de Douglas Kahn e Gregory Whitehead


MUSEU COMÉDIAS: UM MUSEU COM MUITAS HISTÓRIAS DENTRO Este é um museu vivo, com muitas histórias dentro, sempre em construção e transformação, facilitador da investigação, capaz de convocar a participação e detonador de múltiplas leituras, onde linguagens científicas e poéticas se cruzam. Apresenta três dimensões estruturantes: uma, de organização clara e de acesso fácil aos documentos. Outra, apela à participação dos espectadores e acolhe a imprevisibilidade dos documentos que chegam. A terceira dimensão, apresenta­‑se como “um confronto de metamorfoses”, narrativas que assumem a memória como fragmento, construção, seleção e associações variadas.




JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ CA_MINHO

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A PENSAR MORREU UM BURRO

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LUSÍADAS, GLÓRIA E ENGANO

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DAR CORPO AO PENSAMENTO

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AS PALAVRAS SÃO CORES SÃO PAISAGENS

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DAMA PÉ DE MIM

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PARA DESPENTEAR O SENTIR

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ECO

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#ONDEESTOUSOUONDESOUESTOUOQUÊ

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QUEIMA DE JUDAS

10º FITAVALE

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ATLAS – EDIÇÃO III RESIDÊNCIA TEATRO MEIA VOLTA

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BOLSA DE CRIAÇÃO ISABEL ALVES COSTA

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ENCONTROS EXCÊNTRICOS

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DENTRO DO CORAÇÃO

(NUMA DIDASCÁLIA) AÇÃO PARALELA

(NUMA DIDASCÁLIA) A PROGRAMAÇÃO APRESENTADA PODERÁ ESTAR SUJEITA A ALTERAÇÕES.

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6/7 CA_MINHO 8/9 A P BURRO 10/11 LUSÍADA 14/15 DAR CORPO AO AS PALAVRAS SÃO CO 18/19 DAMA PÉ DE MIM DESPENTEAR O SENT #ONDEESTOUSOUON 30/31 QUEIMA DE JU 36/37 ATLAS III 38/39 ISABEL ALVES COSTA EXCÊNTRICOS 44 CORAÇÃO 46/47 (N


PENSAR MORREU UM AS, GLÓRIA & ENGANO O PENSAMENTO 16/17 ORES SÃO PAISAGENS M 20/21 U 24/25 PARA TIR 26/27 ECO 28/29 NDESOUESTOUOQUÊ UDAS 34/35 FITAVALE 9 BOLSA DE CRIAÇÃO A 40/41 ENCONTROS 4/45 DENTRO DO NUMA DIDASCÁLIA)


COMÉDIAS DO MINHO 2020

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COMÉDIAS DO MINHO 2020

TEATRO

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NA ESTRADA

ESPETÁCULO DE TEATRO


COMÉDIAS DO MINHO 2020

ENCENAÇÃO E DESENHO DE LUZ MIGUEL SEABRA DRAMATURGIA NATÁLIA LUIZA A PARTIR DE UM CONTO MINHOTO DE MARLENE CASTRO INTERPRETAÇÃO EMANUEL ARADA JOANA MAGALHÃES LUÍS FILIPE SILVA PEDRO DIOGO ROSINDA COSTA ESPAÇO CÉNICO E FIGURINOS STÉPHANE ALBERTO MÚSICA ORIGINAL E ESPAÇO SONORO RUI REBELO ASSISTÊNCIA DE ENCENAÇÃO FILIPA MELO APOIO À TÉCNICA DE MÁSCARA SOFIA CABRITA ASSISTÊNCIA DE CENOGRAFIA MARCO FONSECA DANIELA CARDANTE APOIO AOS FIGURINOS MISS SUZIE MONTAGEM E OPERAÇÃO TÉCNICA VASCO FERREIRA AGRADECIMENTOS MARTA CARREIRAS MARLENE CASTRO MARIA PEQUENA AUGUSTA CASTRO SARA DOMINGUES MANUEL RODRIGUES PALMIRA FERNANDES DAVID PAREDES COPRODUÇÃO TEATRO MERIDIONAL COMÉDIAS DO MINHO

(…) Mas desenhem elas o que desenharem é essa a forma do meu país e chamem elas o que lhe chamarem Portugal será e lá serei feliz Poderá ser pequeno como este ter a oeste o mar e a Espanha a leste tudo nele será novo desde os ramos à raiz. (…) Ruy Belo Partindo­‑se de uma pesquisa histórica, antropológica e vivencial que incorpora a contemporaneidade, o Minho é território de referência e homenagem, a partir do qual se constroi um espetáculo sobre esta região. Num trabalho que parte da iniciativa das Comédias do Minho e que entronca no Projeto Províncias, desenvolvido desde 2003 pelo Teatro Meridional, a equipa criativa do Teatro Meridional desenvolve com esta Companhia um espetáculo que é apresentado em vários lugares, circuito habitual das Comédias do Minho, assim como durante uma temporada em Lisboa. Os pressupostos conceptuais de construção deste projeto assentam na procura de um trabalho de exploração da linguagem essencialmente gestual, tornando a dramaturgia movimento e intenção dos corpos, visando tornar expressivo um universo que identifique a região na sua construção humana. 9 Jan – 2 Fev Teatro Meridional Lisboa 28 Fev 21:30 Auditório CIVL Valença 29 Fev 21:00 Sede do Rancho de Friestas 1 Mar 16:00 Sede do Rancho de Cerdal

CA_MINHO

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PROJETO PEDAGÓGICO

ESPETÁCULO­‑OFICINA


COMÉDIAS DO MINHO 2020

CONCEITO RITA PEDRO A PARTIR DO LIVRO AO MEIO DIA OS PÁSSAROS, DE JOSÉ GIL COCRIAÇÃO E INTERPRETAÇÃO RITA PEDRO BEATRIZ MARQUES DIAS APOIO À CRIAÇÃO TÂNIA GUERREIRO MÚSICA ORIGINAL FRANCISCO MADUREIRA PESQUISA EM CONTEXTO ESCOLAR NA ÁREA FILOSOFIA COM CRIANÇAS E DA DANÇA RITA PEDRO BEATRIZ MARQUES DIAS PÚBLICO­‑ALVO 1º CICLO DO ENSINO BÁSICO FAMÍLIAS (M/6)

Já te aconteceu ficar encalhado numa pergunta? Sentires que ela te aperta? As tuas perguntas nunca mais acabam? Respira! É tudo uma questão de equilíbrio e tu tens o equilíbrio no cérebro! As ideias não estão paradas, agitam­‑ se, rebolam e espalham–se pelo corpo! Alongam–se até ao Infinito! O Infinito nunca mais acaba, até parece que a cabeça rebenta! E se as tuas perguntas começassem a dançar? Sessões para Escolas Jan – Jun Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença e Vila Nova de Cerveira Sessões para Famílias 11 Jan 11:00 Biblioteca Municipal Vila Nova De Cerveira 15 Fev 15:00 Biblioteca Municipal Monção 14 Mar 11:00 Casa Da Cultura Melgaço 15 Mar 15:30 Centro Cultural Paredes De Coura 30 Mai 11:00 Biblioteca Municipal Valença

A PENSAR MORREU UM BURRO

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OUTROS PROJETOS – SCHOOL4ALL

ESPETÁCULO DE TEATRO


COMÉDIAS DO MINHO 2020

DRAMATURGIA E ENCENAÇÃO NUNO NUNES APOIO DRAMATÚRGICO E PESQUISA JOÃO FRAZÃO CENOGRAFIA E FIGURINOS MÚSICA ALEXANDRE BERNARDO VÍDEO PAULO QUEDAS INTERPRETAÇÃO CARLOS MALVAREZ MARA GUERREIRO SARA CIPRIANO COPRODUÇÃO PROPOSITÁRIO AZUL COMÉDIAS DO MINHO PÚBLICO-ALVO 3º CICLO DO ENSINO BÁSICO ALUNOS DO 9º ANO (M/12)

PROPOSTA ARTÍSTICA NO ÂMBITO DO PROJETO SCHOOL4ALL – 2020

Uma criação teatral para jovens que descobrem no texto de Luíz Vaz de Camões algumas questões sobre si próprios e sobre o que é ser português ou, por outras palavras, “cidadão do mundo”. O legado de Portugal na História, no retrato do sec. XVI feito por um dos seus maiores poetas, é confrontado pelo olhar dos nossos adolescentes sobre o mundo. Um espetáculo que privilegia o movimento dos atores enquanto expressão de vitalidade e da alegria de contar histórias, de arriscar qualquer coisa por elas; como se abordar “Os Lusíadas” num palco fosse como entoar um hino à energia, à vontade de mudança, à capacidade de auto­‑superação, à corrida por um ideal, à transcendência da palavra poética. As ideias simples, a relação urgente com a cena e com os objetos e a tecnologia enquadram um lugar em que o coletivo, como objeto­‑assunto, pode adquirir uma expressão íntima e pessoal. Jan – Mar Sessões com Escolas Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença e Vila Nova de Cerveira

LUSÍADAS, GLÓRIA E ENGANO

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COMÉDIAS DO MINHO 2020

COMÉDIAS DO MINHO 2020


COMÉDIAS DO MINHO 2020

TEATRO

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OUTROS PROJETOS – SCHOOL4ALL

OFICINA DE TEATRO


COMÉDIAS DO MINHO 2020

CRIAÇÃO NUNO NUNES ELENCO DO ESPETÁCULO ORIENTAÇÃO SARA CIPRIANO CARLOS MALVAREZ PAULO QUEDAS COPRODUÇÃO PROPOSITÁRIO AZUL COMÉDIAS DO MINHO PÚBLICO­‑ALVO 3º CICLO DO ENSINO BÁSICO ALUNOS DO 9º ANO

PROPOSTA ARTÍSTICA NO ÂMBITO DO PROJETO SCHOOL4ALL – 2020

Vamos desafiar a complexidade de uma obra como “Os Lusíadas” ousando uma aproximação pessoal, criativa e interpelativa. Não substituiremos o papel e (muito menos) o tempo do professor na aula, nem a profundidade necessariamente maior da sua abordagem, mas jogaremos com as ferramentas do teatro diferentes relações com o texto, tornado assim matéria prima e motivo para a expressão concreta de pensamentos. A escolha de uma estrofe do épico será o ponto de partida para a proposta de exercícios teatrais que evoluem de jogos de integração a improvisações simples, passando pela valorização da relação com as palavras (a elocução, o ritmo, a métrica) até à criação de pequenas cenas. Jan – Mar Sessões com Escolas Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença e Vila Nova de Cerveira

DAR CORPO AO PENSAMENTO

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OUTROS PROJETOS – SCHOOL4ALL

OFICINA DE FORMAÇÃO PEDAGÓGICA


COMÉDIAS DO MINHO 2020

CRIAÇÃO NUNO NUNES ELENCO DO ESPETÁCULO ORIENTAÇÃO SARA CIPRIANO CARLOS MALVAREZ PAULO QUEDAS COPRODUÇÃO PROPOSITÁRIO AZUL COMÉDIAS DO MINHO PÚBLICO­‑ALVO AGENTES EDUCATIVOS OUTROS INTERESSADOS Nº MÁXIMO DE PARTICIPANTES 15 POR MUNICÍPIO

PROPOSTA ARTÍSTICA NO ÂMBITO DO PROJETO SCHOOL4ALL – 2020

Uma oficina de teatro será dirigida a professores para dotá­‑los de ferramentas simples que ampliem as possibilidades de desempenho pedagógico, promovendo o conhecimento dos alunos a partir da fomentação de relações lúdicas com os conteúdos, proporcionando­‑lhes a confiança, a liberdade e o prazer da expressão e do conhecimento. O processo de criação teatral do espetáculo “Lusíadas, Glória e Engano” será o referencial para a prática de exercícios que promovam a interpretação e a reflexão sobre o poema épico numa perspetiva crítica e contemporânea. Alguns dos temas maiores da obra serão a base para o desenvolvimento de interações e de propostas de improvisação. Também será valorizada a leitura em voz alta, através de exercícios em que serão abordados aspetos ligados à elocução, ao ritmo, à dicção, e propostas criativas de relação com a palavra escrita. Jan – Mar Sessões com a comunidade educativa Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença e Vila Nova de Cerveira

Inscrições Bibliotecas Municipais Vila Nova de Cerveira, Valença e Monção Casa da Cultura Melgaço Centro Cultural Paredes de Coura

AS PALAVRAS SÃO CORES SÃO PAISAGENS

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PROJETO PEDAGÓGICO

ESPETÁCULO DE TEATRO


COMÉDIAS DO MINHO 2020

CRIAÇÃO E INTERPRETAÇÃO ANA MADUREIRA CRIAÇÃO MUSICAL VAHAN KEROVPYAN APOIO À CRIAÇÃO VAHAN KEROVPYAN BLAISE POWELL CONCEÇÃO DO OBJETO MUSICAL NUNO GUEDES DESENHO DE LUZ VASCO FERREIRA PÚBLICO­‑ALVO ALUNOS DO ENSINO PRÉ­‑ESCOLAR FAMÍLIAS (M/3)

Espera aí! Se eu tenho uma coroa, sou uma princesa Se sou princesa, tenho um cavalo Se tenho um cavalo, saio do castelo Se saio do castelo… Farta de olhar para o seu umbigo, Dama Pé de Mim monta o seu Cavalo e parte à procura de um amigo. Pelo caminho encontra a Amália, a mala que já foi crocodilo, conhece o Nuno, a nuvem caída do céu e mergulha no Rio profundo. Mas só quando chega ao supermercado, descobre o que é um amigo. Com a ajuda do Sr. Rodrigo. Uma história com música, texto que rima e a participação do público. Sessões com Escolas 16+17+23+24 Jan Biblioteca Municipal Valença 6+7 Fev Casa Da Cultura Melgaço 5+6 Mar Biblioteca Municipal Vila Nova de Cerveira 16+17+23+24 Abr Biblioteca Municipal Monção 7+8 Mai Centro Cultural Paredes de Coura Sessões para Famílias 25 Jan 11:00 Biblioteca Municipal Valença 8 Fev 11:00 Casa Da Cultura Melgaço 7 Mar 11:00 Biblioteca Municipal Vila Nova de Cerveira 18 Abr 15:00 Biblioteca Municipal Monção 10 Mai 15:30 Centro Cultural Paredes de Coura

DAMA PÉ DE MIM

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NA ESTRADA

ESPETÁCULO DE TEATRO


COMÉDIAS DO MINHO 2020

ENCENAÇÃO JOANA MAGALHÃES
 INTERPRETAÇÃO IVO ROMEU BASTOS JOÃO COSTA ISABEL CARVALHO TIAGO ARAÚJO TEXTO ORIGINAL JOANA MAGALHÃES A PARTIR DA OBRA ULISSES DE MARIA ALBERTA MENÉRES CENOGRAFIA E MARIONETES SANDRA NEVES VIDEO ANDRÉ MARTINS DESENHO DE LUZ VASCO FERREIRA PÚBLICO‑ALVO ALUNOS DO 2º CICLO DO ENSINO BÁSICO (M/10)

Ulisses existiu? E Homero existiu? E o sol, existe? E a lua, existe? E o mar, existe? in Ulisses, de Maria Alberta Menéres. Quem conta um conto acrescenta um ponto. E, neste conto, são muitos os pontos a acrescentar. Falamos de U, que pode ser Ulisses ou um Urso polar. Falamos de verdade, de mentira, de heróis, de anti‑heróis, da terra, do gelo, do degelo e do mar. Os reis transformam‑se em ditadores, os troianos em predadores, os gregos em porcos, as sereias em jornalistas e os ciclopes em terroristas. E o mar é sempre o mar. E a guerra é sempre a guerra. E é por isso que continuamos a contar. 6–9 Fev Teatro Carlos Alberto Porto

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COMÉDIAS DO MINHO 2020

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COMÉDIAS DO MINHO 2020

TEATRO

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PROJETO PEDAGÓGICO

OFICINA DE MEDIAÇÃO PELA LEITURA


COMÉDIAS DO MINHO 2020

CRIAÇÃO E ORIENTAÇÃO MARINA PALÁCIO PÚBLICO‑ALVO AGENTES EDUCATIVOS REDE DE COLABORADORES LOCAIS E TODOS OS INTERESSADOS Nº DE PARTICIPANTES 12 POR MUNICÍPIO

O livro é um organismo vivo e devemos habitá­‑lo, senti­‑lo e pensar nele como um todo. Promover a multissensorialidade através da exploração de materiais menos convencionais é meio caminho andado para a provocação da imaginação. É um percurso construído em movimento, sentindo, imaginando e refletindo. Ler o Mundo de forma integrada com o corpo inteiro. Promover o sentido crítico e o pensamento divergente. Tomar a criatividade como ferramenta para a vida. 13+14 Fev 18:00–21:00 Centro Cultural Paredes de Coura 27+28 Fev 18:00–21:00 Biblioteca Municipal Monção 12+13 Mar 18:00–21:00 Biblioteca Municipal VN Cerveira 24+25 Mar 18:00–21:00 Casa da Cultura Melgaço 26+27 Mar 18:00–21:00 Biblioteca Municipal Monção Formação interna para a Rede de Colaboradores Locais 13+14 Fev Paredes de Coura 27+28 Fev Biblioteca Municipal Monção Inscrições Bibliotecas Municipais Vila Nova de Cerveira, Valença e Monção Casa da Cultura Melgaço Centro Cultural Paredes de Coura

PARA DESPENTEAR O SENTIR

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COMPANHIA DE TEATRO

ESPETÁCULO DE TEATRO


COMÉDIAS DO MINHO 2020

DIREÇÃO ARTÍSTICA RODRIGO MALVAR DRAMATURGIA CATARINA LACERDA COMPOSIÇÃO MUSICAL TIAGO ÂNGELO FILIPE LOPES RODRIGO MALVAR FÁTIMA FONTE INTERPRETAÇÃO ELENCO DAS COMÉDIAS DO MINHO E DO TEATRO DO FRIO FILMAGENS E ACOMPANHAMENTO DO PROCESSO RICARDO COUTO COPRODUÇÃO COMÉDIAS DO MINHO TEATRO DO FRIO

Os limites do meu corpo determinam o lugar que ocupo? Onde estou, sou? Onde sou, estou? Qualquer território compreende uma história e uma vida compostas de facetas mais ou menos visíveis, vivenciadas mais ou menos conscientemente pelos humanos e mais que humanos, que o habitam. A essas facetas chamamos ecos. Eco não se trata de algo que se esgota na ideia de repetição, mas antes um lugar que congrega ideias, intenções, impressões, gestos, memórias e sensações sobre coisas que se prolongam no tempo, se manifestam e contribuem para a história atual de cada indivíduo e de cada território. Reverberamos no território ou somos a reverberação do território? Escutamos e investigamos relações de interdependência entre nós, equipa Teatro do Frio e Comédias do Minho, entre nós comunidade dos humanos e o território. Expostos ao Minho – ora em sala de ensaios, ora em caminhadas – escutamos sons, sopros, falas, gestos, interjeições, esgares, clima. Expostos ao encontro e ao convívio com os elementos humanos e mais do que humanos, deixamo­‑nos vibrar com e por eles, tomando esse conjunto de impressões como ponto de partida à criação. Desses encontros resultam, a par dos espetáculos em devir, conteúdos em diferentes formatos, para partilha na Rádio Comédias do Minho. Entrevistas, testemunhos, registos áudio; composição de paisagens sonoras, decorrente (ou não) das recolhas feitas no território; partilha de textos; entre outros. Apresentações intercalares 12+13 Mar Vila Nova de Cerveira 14+15 Mar Paredes de Coura 19+20 Mar Melgaço 21+22 Mar Valença 27+28 Mar Monção Apresentações finais 19–21 Jun Vila Nova de Cerveira 26–28 Jun Melgaço 3–5 Jul Paredes de Coura 10–12 Jul Valença 17–19 Jul Monção ECO – REVERBERAÇÕES NO VALE DO MINHO

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PROJETO PEDAGÓGICO

AÇÃO PARALELA AO ESPETÁCULO ECO


COMÉDIAS DO MINHO 2020

CONCEÇÃO E ORIENTAÇÃO ROSÁRIO COSTA COPRODUÇÃO COMÉDIAS DO MINHO TEATRO DO FRIO

Os limites do meu corpo determinam o espaço que ocupo? Quando me posiciono, assumo uma posição? Se me movo, o que me mobiliza? Qual o impacto dos meus gestos? Onde estou, sou? Onde sou, estou? O quê? Nesta oficina, através de exercícios e práticas artísticas, reposicionaremos o nosso olhar sobre nós, os outros e os espaços do nosso dia a dia (nomeadamente a sala de aula) abrindo diferentes perspetivas sobre o nosso lugar quotidiano. Será uma atividade onde de forma ativa e lúdica nos predisporemos ao questionamento e arriscaremos testar outras aproximações ao que sobejamente julgamos conhecer. Promoverá a disponibilidade dos sentidos e consciência para o papel ativo e infindável que temos na construção da experiência de nós próprios e do mundo, trabalhando a sensibilidade de cada um para o seu potencial transformador da realidade. 18+25+26 Mar Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença e Vila Nova Cerveira

#ONDEESTOUSOUONDESOUESTOUOQUÊ

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PROJETO COMUNITÁRIO

ESPETÁCULO COMUNITÁRIO


COMÉDIAS DO MINHO 2020

CRIAÇÃO RICARDO BATISTA COMUNIDADE LOCAL

Na Queima de Judas recuperamos o ritual pagão da morte do ano velho e da chegada da Primavera, numa representação de pendor judaico­‑cristão. Condena­‑se Judas, o traidor, e festeja­‑se a ressurreição de Jesus Cristo, no sábado que antecede a Páscoa. É uma tradição que se inclui nas diversas festividades primaveris de renovação de ciclo, de transição do velho para o novo, da morte para o renascimento. Expurgam­ ‑se os males do passado, purifica­‑se pelo fogo. 11 Abr Vila Nova de Cerveira

QUEIMA DE JUDAS

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TEATRO

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PROJETO COMUNITÁRIO

FESTIVAL ITINERANTE DE TEATRO DE AMADORES DO VALE DO MINHO


COMÉDIAS DO MINHO 2020

TEXTO NUNO CAMARNEIRO CENOGRAFIA OUPAS! DESIGN GRUPOS DE AMADORES OS SIMPLES MELGAÇO GRUPO DE TEATRO DE AMADORES CTJV MONÇÃO +TAC PAREDES DE COURA VERDEVEJO VALENÇA OUTRA CENA VILA NOVA DE CERVEIRA

O FITAVALE – Festival Itinerante de Teatro de Amadores do Vale do Minho ­‑ conta com apresentações dos cinco grupos de teatro de amadores do território. Este é o momento em que os grupos apresentam o trabalho desenvolvido ao longo do ano com os atores da Companhia das Comédias do Minho, num circuito que envolve os cinco municípios e onde cada grupo de teatro se apresenta “fora de casa”, ou seja, num município que não é o seu. Este ano, fazemos 10 anos e queremos celebrar, mais ainda do que o costume! Temos um texto original, escrito por Nuno Camarneiro, para os cinco grupos, a criação de um documentário, realizado por Vasco Mendes, e outras surpresas… Maio

FITAVALE – 10 ANOS!

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PROJETO PEDAGÓGICO

OFICINAS ARTÍSTICAS


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ARTISTAS ORIENTADORES A DEFINIR PÚBLICO‑ALVO 12 AOS 18 ANOS Nº MÁXIMO DE PARTICIPANTES 15 POR MUNICÍPIO

Explorar, experimentar e imaginar são, aqui, as palavras de ordem! Através de diferentes linguagens artísticas, somos exploradores do mundo! Do mundo de cada um. Do mundo do outro. Do mundo em que vivemos. Cada um de nós é composto por uma multiplicidade de mapas que se relacionam entre si, abrindo estradas, caminhos, trilhos e passagens. A partir do atlas de cada um, construímos juntos um atlas comum, através do som, da palavra e do corpo. Um atlas não tem exatamente princípio nem fim. Atlas é um projeto que envolve cinco artistas e cinco grupos de jovens que, ao longo de uma semana, vão explorar e experimentar diferentes práticas artísticas. Oficinas 06–10 Jul Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença e Vila Nova de Cerveira Apresentação Final 11 Jul Valença Inscrições Bibliotecas Municipais Vila Nova de Cerveira, Valença e Monção Casa da Cultura Melgaço Centro Cultural Paredes de Coura

ATLAS III

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NA ESTRADA


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COPRODUÇÃO COMÉDIAS DO MINHO FIMP TEATRO MUNICIPAL DO PORTO

O Festival Internacional de Marionetas do Porto (FIMP), as Comédias do Minho (CdM) e o Teatro Municipal do Porto organizam a quarta edição da Bolsa de Criação Isabel Alves Costa, ação de caráter bienal e com consequente abertura de candidaturas para uma nova criação no domínio das artes performativas, a ser trabalhada em residência e a circular pelos dois territórios de ação das CdM e do FIMP – o Vale do Minho e o Porto, respetivamente. O projeto vencedor será apresentado em coprodução com o Teatro Municipal do Porto, na edição deste ano do FIMP, passando depois, no início de 2021, pelo Vale do Minho. Estreia Out 2020 FIMP Porto

BOLSA DE CRIAÇÃO ISABEL ALVES COSTA

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PROJETO PEDAGÓGICO

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COMÉDIAS DO MINHO 2020

CONVIDADOS A DEFINIR

*entenda­‑se a excentricidade enquanto exercício de procura da raiz da liberdade Nas Comédias do Minho, o ano de 2021 começa em 2020, com o início do ano letivo. Porque não queremos deixar para amanhã o que podemos fazer hoje, começamos agora a envolver a comunidade educativa na nossa programação. Para que servem estes encontros? Estes Encontros servem para apresentar o programa do Projeto Pedagógico das CdM, apontar algumas pistas da programação geral e conhecer algumas das pessoas que nos acompanharão de forma mais recorrente nos próximos tempos. As Comédias do Minho existem para as pessoas. Para que as pessoas possam escolher estar próximas de nós é importante que saibam o que fazemos, como, porquê e com quem. Assim, estes Encontros servem também para darmos a conhecer melhor a sensibilidade e o pensamento que estamos a construir. 14 Out 17:00 Valença

ENCONTROS EXCÊNTRICOS*: DA ARTE E DA EDUCAÇÃO

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TEATRO

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PROJETO PEDAGÓGICO

ESPETÁCULO DE DANÇA


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DIREÇÃO MÁRCIA LANÇA PERFORMANCE E VOZ ANA MADUREIRA APOIO DRAMATÚRGICO CAROLINA CAMPOS MÚSICA JOÃO CALDAS LUZ DANIEL WORM CENÁRIO RITA CARMO PRODUÇÃO VAGAR / DANIELA RIBEIRO COPRODUÇÃO COMÉDIAS DO MINHO LU.CA – TEATRO LUÍS DE CAMÕES

Um dia a minha filha de três anos perguntou: “Mãe, o que há dentro do coração?”. Passei os dias seguintes a tentar responder, não queria dizer­‑lhe apenas: “Elisa, o coração é um músculo que bombeia sangue para todo o corpo!” Os meus lábios tremiam ao imaginar a cara de desilusão dela ao ouvir esta resposta. Parecia uma resposta demasiado simples, reduzir o coração a um músculo, que coisa mais sem graça. E as flechas do Cupido? E o coração da Branca de Neve? E a felicidade? O amor? A dor? Essas coisas também estão dentro do coração, não estão? Sessões com Escolas Nov 2020 – Mar 2021 Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença eVila Nova de Cerveira

Sessões para Famílias 14 Nov 11:00 Biblioteca Municipal Monção 21 Nov 11:00 Casa Da Cultura Melgaço 9 Jan 2021 11h:00 Biblioteca Municipal Valença 6 Fev 2021 11:00 Biblioteca Municipal Vila Nova de Cerveira 7 Mar 2021 15h30 Centro Cultural Paredes de Coura

DENTRO DO CORAÇÃO

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COMPANHIA DE TEATRO

ESPETÁCULO DE TEATRO


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CRIAÇÃO TÂNIA GUERREIRO A PARTIR DA OBRA DE ÁLVARO LABORINHO LÚCIO CO­‑CRIAÇÃO E INTERPRETAÇÃO ELENCO DAS COMÉDIAS DO MINHO ILUMINAÇÃO VASCO FERREIRA

Um teatro público, cena, artistas. Um circo música e uns juízes num constante recomeço, uns senhores juízes observam o teatro, observam­‑se no teatro, através do teatro. Atravessam o tempo ‑­ passado, presente e futuro. Atravessam a vida de um homem, atravessam um mundo. Foi no tempo sem princípio, ou terá sido pouco depois (já não nos lembramos). Tínhamos atravessado o medo num tempo remoto, à procura da liberdade, da verdade. Já não nos lembramos mas está gravado em nós, encrustado em nós. Atravessámos o medo continuamente, num movimento compassivo, numa invenção. Atravessamo­‑lo agora, juntos, uma vez mais. Em cada invenção, em cada movimento, um mundo, todas as possibilidades. 28 Out – 1 Nov Monção 5–8 Nov Vila Nova de Cerveira 12–15 Nov Melgaço 19–22 Nov Valença 26–29 Nov Paredes de Coura AÇÃO PARALELA AO ESPETÁCULO (NUMA DIDASCÁLIA) Os alunos do ensino secundário juntamente com os professores veem o espetáculo, em sessões especialmente pensadas para eles, e são desafiados a conversar sobre o que viram. Entendemos a conversa como uma das mais belas atividades humanas. Valorizamos também o seu potencial de emancipação, onde cada um, a partir do que traz dentro de si, é capaz de traduzir o que experienciou e ainda a sua dimensão cívica, de ocupação do espaço público, e de exercício da expressão e da escuta. Sessões com Escolas Out – Nov Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença e Vila Nova de Cerveira

(NUMA DIDASCÁLIA)

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FREGUESIAS DO VALE DO MINHO

FREGUESIAS DO VALE DO MINHO Freguesias Associadas das Comédias do Minho em 2020 Todas as freguesias dos cinco municípios do Vale do Minho fazem parte, desde sempre, da missão das Comédias do Minho. Para aprofundar a relação com cada uma, é preciso permanecer, estar e dar mais tempo. Para isso, em cada ano repetimos as freguesias que visitamos. Porque não gostamos de muros, as freguesias vizinhas são convidadas a espreitar o que estamos a fazer e a juntarem­‑se a nós. No ano seguinte, muito agradecemos que outras nos abram as suas portas e nos acolham, a nós e às suas vizinhas!


TEATRO

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COMÉDIAS DO MINHO 2020 EQUIPA DIREÇÃO DA ASSOCIAÇÃO PRESIDENTE VITOR PAULO PEREIRA VICE‑PRESIDENTE MARIA JOANA RODRIGUES SECRETÁRIO JOSÉ RODRIGUES COMISSÃO ARTÍSTICA CONSULTIVA ANA LÚCIA FIGUEIREDO CRISTINA GRANDE IGOR GANDRA JOANA RODRIGUES DIREÇÃO ARTÍSTICA MAGDA HENRIQUES GESTÃO/PRODUÇÃO PEDRO MORGADO PRODUÇÃO EXECUTIVA LUÍS CARLOS SILVA PROJETO PEDAGÓGICO ALICE SILVA TÂNIA ALMEIDA PRODUÇÃO/TÉCNICA VASCO FERREIRA COMUNICAÇÃO JOÃO COUTINHO JULIANA PIRES (AO ABRIGO DE UM ESTÁGIO PROFISSIONAL PELO IEFP) ATORES/CRIADORES JOANA MAGALHÃES LUÍS FILIPE SILVA RUI MENDONÇA CRIAÇÃO DE CONTEÚDOS VÍDEO ANDRÉ MARTINS/FIO CONDUTOR WEBSITE LABDESIGN DESIGN GRÁFICO STUDIO DOBRA IMPRESSÃO EMPRESA DIÁRIO DO PORTO, LDA

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RUA DOS HERÓIS DO ULTRAMAR 4940‑529 PAREDES DE COURA


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