Comédias do Minho: Programa Anual de 2018

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COMÉDIAS DO MINHO PROGRAMAÇÃO 2018


EDITORIAL “Pois a cultura não é um luxo de privilegiados, mas uma necessidade fundamental de todos os homens e de todas as comunidades. A cultura não existe para enfeitar a vida, mas sim para a transformar – para que o homem possa construir e construir-se em consciência, em verdade e liberdade e em justiça.” Sophia de Mello Breyner Andresen, in Assembleia Constituinte, Agosto de 1975


O ano de 2018 é o primeiro capítulo dos quatro a escrever, entre 2018 e 2021. Durante os próximos quatro anos, tomamos a ideia de justiça como mote e olharemos para ela, em cada ano, a partir de diferentes perspetivas, porque as Comédias do Minho nasceram de um gesto de inteligência e de justiça. Lançamos, agora, algumas das pistas principais que desejamos, entretanto, aprofundar e aumentar. Orienta-nos a ideia de que a cultura não é um luxo, porque pode ajudar no processo em permanente construção da liberdade, da justiça e da procura da verdade e, assim, na afirmação da diversidade e possibilidade de múltiplas vozes se fazerem ouvir. São estas, acreditamos, algumas das garantias da Democracia e de um mundo mais justo. Estas são as ideias que, implícitas ao projeto das CdM desde a sua origem, marcam e atravessam mais explícita e assumidamente a programação dos quatro anos, numa abordagem integrada entre a Companhia de Teatro, o Projeto Pedagógico e o Projeto Comunitário. Do acesso à arte e da possibilidade de escolha Porque construímos sempre sobre o que os outros já construíram, queremos lembrar e trabalhar sobre e a partir da ação fundadora das CdM: em 2003, cinco presidentes de Câmara decidem, juntos, que, depois das ditas necessidades básicas garantidas, é preciso criar uma companhia de teatro que leve o teatro às aldeias. As Comédias do Minho nasceram de um gesto de inteligência e de justiça. Gesto inteligente porque os responsáveis políticos de então e os de hoje souberam e sabem que se morre de fome mas também se morre de solidão, de tédio e de falta de sentido para a vida e que a comida para o estômago e para o espírito são ambas necessárias e possíveis em proporções justas. Natália Correia disse-nos um dia: “a Poesia é para comer!”. Gesto inteligente porque, e roubamos as palavras a António Damásio “As ciências, por si só, não podem iluminar a experiência humana sem a luz que provém das artes e das humanidades”. Gesto justo porque contribui para a possibilidade de escolha, ao facilitar o acesso à experiência artística.




A propósito da valorização da arte e da cultura, recordamos, ainda, a resposta que Winston Churchill terá dado a um membro do seu Governo, em plena II Guerra Mundial, sobre a necessidade de reduzir verbas da Cultura face ao reforço financeiro militar: “Evidentemente que não! Então para que serviria travarmos esta guerra?” Consideramos que facilitar o acesso à arte, à cultura (“na aceção original da palavra: cultura animi ou cultura da alma”), é um contributo importante para um mundo mais justo e digno. Trata-se assim de justiça. De justiça social. Porque as fomes do espírito também matam, individual e coletivamente. É nossa convicção de que a qualidade de vida também depende de poder escolher. Trabalhamos para que o acesso à arte possa representar aqui uma possibilidade de escolha. Nas palavras de António Pinto Ribeiro, “Assemelha-se à diferença que vai entre aquele que pôde aprender a ler e o que não pôde, sendo que, para o primeiro, ler o quê, quando, ou como, será sempre uma possibilidade (até a de não ler), enquanto para o segundo será sempre interdito”. Onde não há escolha não há liberdade, não há diversidade, não há justiça, não há democracia. Trabalhamos o acesso à experiência artística de formas muito variadas, tendo em conta a diversidade da comunidade humana: as pessoas. Assim, circulamos pelas aldeias com as criações da nossa Companhia; a comunidade é parte integrante de alguns dos espetáculos; trabalhamos com os grupos de Teatro de Amadores; levamos espetáculos e atividades pedagógicas a todas as crianças dos cinco municípios, desde o pré-escolar ao ensino secundário; desenvolvemos ações de formação para professores e colaboradores locais e trabalhamos, nas férias do verão, durante uma semana, com adolescentes. Com o desejo de fortalecer laços e hábitos culturais, temos as freguesias associadas. Acreditamos que outra forma de promover a proximidade entre as pessoas e as CdM prende-se com a presença mais regular, em cada ano, de alguns artistas e personalidades cujo percurso admiramos e que sabemos capazes de criar empatia. No ano de 2018, estão connosco


Maria Gil e Álvaro Laborinho Lúcio. Porque construímos sempre sobre o que os outros já construíram, tomamos o gesto fundador das Comédias e a afirmação de Sophia para, à nossa medida, e com um sentimento de profunda humildade, proporcional à responsabilidade e ao entusiasmo, lançar mais algumas sementes que muito desejamos que possam, entretanto, crescer. A propósito de sementes, recordamos que Cícero, na Roma antiga, terá usado o termo cultura para descrever o cultivo da alma. “Aquilo que se aplicava à terra podia igualmente aplicar-se à mente”. Entre o pensamento e a ação. Entre o passado e o futuro. Entre o local e o global: o transglobal. Este programa resulta de uma estreita ligação entre o pensamento e a ação. Entre a atenção ao presente, o respeito pelo passado e a perspetivação do futuro. Entre o que existe e o que desejamos que venha a existir. O pensamento, que decorre da experiência vivida, traduz-se em ação através das atividades propostas. Constrói-se, assim, este programa tendo em conta o contexto em que tem lugar, numa relação dialógica entre o local e o global. As questões atuais são transglobais. Partimos das especificidades do território (das pessoas, das comunidades, da geografia, da história) mas não nos interessa o paroquialismo. Interessa-nos o cidadão do mundo, aquele que não prescinde das suas identificações locais, mas que se mantém em diálogo com a diversidade. Por isso, em 2018, a primeira criação da companhia é interna, da autoria de um dos nossos criadores residentes, Gonçalo Fonseca, e parte de algumas inquietações comuns, globais e intemporais, à criação artística e cruza-as com inquietações atuais e histórias concretas das CdM e dos seus intervenientes. Os atores “fazem de si próprios” e intersectam ficção e realidade. A história de cada um pode, em algum momento, ser a história de quem vê. A segunda produção, dita de Verão, tem uma forte relação com a paisagem do território, as




pessoas e as suas histórias e memórias, envolvendo os grupos de teatro de amadores e associações musicais locais. Esta criação é da autoria de Maria Gil (encenadora, atriz, dramaturgista e pedagoga) e de Gil Teixeira (músico com forte experiência de trabalho com a comunidade e de cruzamento de linguagens musicais tradicionais e contemporâneas). A terceira criação, no final do ano, da responsabilidade da Associação Amarelo Silvestre, parte do gesto ancestral de colher e guardar sementes para posteriores sementeiras para refletir sobre os nossos dias, cruzando a arte e a ciência, o Minho e o mundo. Ao mesmo tempo que desejamos continuar e consolidar a relação com o lugar, queremos intensificar e fortalecer as relações sem fronteiras, trazendo ao território espetáculos, artistas e pensadores. O programa onde mais explicitamente concretizamos estes princípios, mas não único, é a Universidade Invisível que, em 2018, andará em torno da ideia de justiça, desdobrando-se em perspetivas e áreas do conhecimento muito variadas, numa relação ora mais ora menos explícita com o tema. A juntar à abordagem teórica, filmes, espetáculos para os mais novos verem em família, espetáculos “para os adultos”, uma feira do livro temática, em parceria com a livraria Centésima Página, e muitas conversas. A conversa como lugar de encontro entre as pessoas (espectadores, artistas e pensadores) e sobre aquilo que cada um sentiu e pensou sobre o que viu e ouviu. A conversa como exercício de cidadania, de ocupação do espaço público, de liberdade. Um lugar privilegiado para enfrentar o medo de pensar livremente e de ser. A conversa como uma das mais belas atividades humanas. Para além de recebermos no nosso território, circulamos no exterior com coproduções de espetáculos do Projeto Pedagógico e da Companhia. Outras formas que promovem a quebra de fronteiras prendem-se com as criações do Museu e da Rádio digitais, plataformas de produção de conhecimento, de criação e preservação de memória e reflexão sobre ela. Estas plataformas fazem parte de uma nova área de ação - Produção de conhecimento: linguagens científicas e poéticas. Aqui partimos das palavras de José Mattoso: “os textos que as linguagens científicas e poéticas constroem são como que interpretações diversas da mesma partitura”.


Os mesmos sapatos não cabem em todos os pés George Steiner diz-nos que “A experiência da liberdade não se afirma a não ser num domínio. Só há uma esfera da condição humana em que ser é ser livre. É a esfera do nosso encontro com a música, com a arte e com a literatura”. Se o encontro com a arte é um lugar de liberdade é por isso um espaço privilegiado da afirmação da diversidade e da inclusão. Porque num mundo mais justo, a igualdade não significa tratar todos por igual, mas sim ter em conta as especificidades de cada um. Os mesmos sapatos não cabem em todos os pés. Constrói-se, assim, este programa na diversidade de atividades, de linguagens e de géneros artísticos, para diferentes faixas etárias, experiências, formações e disponibilidades. Muito se deseja que este seja um lugar de encontro, com tempo, de vozes múltiplas, perguntas acesas e espanto em ação. Um lugar que possa assemelhar-se a um ritual. O ritual enquanto ação criadora de momentos singulares no quotidiano, impedindo que as horas e os dias sejam todos iguais. O ritual como caminho para a alegria. Magda Henriques




→  ESPETÁCULO DE TEATRO DE SOMBRAS

NO RISCO DA SOMBRA EM 365 DIAS Tic tac, Tic tac….

criação Luís Vieira e Rute Ribeiro – A Tarumba

Um espetáculo que viaja entre movimentos e constelações para falar sobre as diferentes estações. Explorar a ideia de passagem, de transformação, de corpo, de imagem e de paisagem… e remeter o espectador para um universo de múltiplas possibilidades, surreais e intemporais, onde os lugares habitam a construção poética das sombras e das imagens.

– Teatro de Marionetas e a atriz Sílvia Barbosa cocriação Rede de Colaboradores Locais público-alvo Alunos do Ensino Pré-escolar e Famílias sessões público escolar Valença 8-12 jan Biblioteca Municipal VN Cerveira 18+19+22 jan Biblioteca Municipal P Coura 25+26 jan Centro Cultural Melgaço 21-23 fev Casa da Cultura Sessão para Famílias Valença 13 jan Biblioteca Municipal 11:00 VN Cerveira 20 jan Biblioteca Municipal 11:00 P Coura 11 fev Centro Cultural 15:30 Melgaço 24 fev Casa da Cultura 15:00


→ AÇÃO DE FORMAÇÃO PARA AGENTES EDUCATIVOS E INTERESSADOS

DE LÁPIS NA MÃO Instrumentos e processos de construção de narrativas e suas visualidades De Lápis na Mão é uma formação/partilha com professores e outros profissionais da educação e mediação cultural que aproxima linguagens e formas no tempo e no espaço. Procura explorar um conjunto de instrumentos e processos de aproximação aos diferentes públicos em contextos artísticos e pedagógicos. A sessão de trabalho terá como linha condutora a construção de narrativas e suas possibilidades visuais para que, por entre desenhos e textos, imagens e gestos, se façam incursões nas práticas quotidianas dos participantes, tentando cruzar o saber com o fazer.

criação e orientação Lara Soares público-alvo Agentes Educativos (professores, educadores, auxiliares de ação educativa, pais, alunos) máx 15 participantes Formação acreditada para professores pelo Centro de Formação Vale do Minho e CENFIPE Sessões com Agentes Educativos 9:30-12:30 / 14:00-17:00 VN Cerveira 6 jan Biblioteca Municipal Melgaço 17 fev Casa da Cultura Valença 3 mar Biblioteca Municipal Monção 28 abr Biblioteca Municipal P Coura 2 jun Centro Cultural




→ ESPETÁCULO DE TEATRO

AUTO DA BARCA DO INFERNO Num cais situado algures entre o mundo dos vivos e o destino final dos mortos, chegam, em desfile, um conjunto de personagens-tipo representativas da sociedade portuguesa do séc. XVI que, deparando-se com as barcas do Inferno e do Paraíso, são encaminhadas para uma ou para a outra na razão direta da conduta que tiveram ao longo da vida.

dramaturgia e encenação Nuno Nunes cenografia e figurinos Ana Limpinho interpretação Duarte M. Silva, Mara Guerreiro e Sofia Dias consultadoria, recolha de materiais e caderno pedagógico João Frazão assistência de produção André Tenente

Três atores desdobram-se para levar à cena esta obra de Gil Vicente, mas a distância temporal que os separa daquelas personagens e da sua linguagem, fazem-nos encarar a representação como um jogo em que a inventabilidade é o recurso derradeiro para revelar o quão próximo de nós e da nossa realidade pode estar este texto.

produção Propositário Azul parcerias Cinema-Teatro Joaquim D’Almeida, Teatro Passagem de Nível, Centro Cultural Malaposta público-alvo Alunos do 3º Ciclo do Ensino Básico (9º Ano) P Coura 5+6 mar Centro Cultural Melgaço 9 abr Casa da Cultura Monção 16+17 abr Cineteatro João Verde Proposta artística inserida no projeto School4all.


→ OFICINA DE EXPRESSÃO DRAMÁTICA

NA OFICINA DO MESTRE GIL Gil Vicente era ourives. Teria lá a sua própria oficina de mesteiral, como à época se designavam os artesãos. Diz-se mas não se pode prová-lo. Mesmo assim convidámos o mestre a juntar-se a nós para com a sua experiência, saber e imaginário, ajudar-nos a fazer uma oficina de teatro: ele com as suas personagens e a história do seu tempo e nós com o nosso corpo, a nossa voz e a nossa imaginação, iremos experimentar fazer sair do papel algumas das figuras do Auto da Barca do Inferno.

orientação Duarte M. Silva e Sofia Dias público-alvo Alunos do 3º Ciclo do Ensino Básico (9º Ano) P Coura 7-9 mar EB2/3 Melgaço 10+11+20 abr EB2/3 Monção 18-20 abr Agrupamento de Escolas de Monção Proposta artística inserida no projeto School4all.




→ ESPETÁCULO DE TEATRO

O PRINCÍPIO DA INCERTEZA Este espetáculo parte das histórias dos elementos da Companhia, muito especialmente, desde a chegada de cada um ao Minho. Os atores fazem deles próprios, mergulham nas suas histórias e nas histórias das Comédias. De cada um consigo. De cada um com os espectadores. A ficção e a realidade misturam-se.

direção Gonçalo Fonseca cocriação André Martins, Gonçalo Fonseca, Joana Magalhães, Luís Filipe Silva, Rui Mendonça, Tânia Almeida e Vasco Ferreira dramaturgia Rui Mendonça interpretação Joana Magalhães, Luís Filipe Silva, Tânia Almeida e Vasco Ferreira

Esta é uma viagem no tempo. No tempo deste projeto e no das pessoas que lhe dão corpo. É, assim, também sobre envelhecer. No quotidiano, o nosso rosto pertence aos outros, mas as fotografias revelam a passagem do tempo em nós.

cenografia Hugo Ribeiro

Cinco atores e um músico, com origens exteriores ao território, estão quase todos neste lugar há mais de 10 anos.

Valença 15-18 fev

vídeo André Martins direção técnica e música original Vasco Ferreira Agradecimento especial a Pedro Sobrado

Ganfei, Arão e S. Julião Monção 22-25 fev Pinheiros, Tangil e Lara

O que sentiu cada um nesta deslocação? O que significa estar longe de casa? O que é criar? O que é criar neste território? Aqui cruzam-se angústias, alegrias e muitas incertezas. O que fazemos aqui? O que nos faz querer permanecer?

Melgaço 1-4 mar Gave, Penso e S. Paio VN Cerveira 8-11 mar Gondarém, Mentrestido e Cornes P Coura 15-18 mar Bico, Infesta e Parada


→ ESPETÁCULO DE TEATRO-DANÇA

LUSCO-FUSCO Lusco-Fusco surge de um desejo de partilhar uma experiência sobre o vazio e o que ele pode conter. O vazio só contém ar! E o aborrecimento? Como é o vazio de estar tudo tão cheio que não encontramos nada? Será uma incubadora de acontecimentos? Uma descoberta partilhada da matéria e do corpo em que a luz e a transição do tempo nos mostram o que há para ver numa relação de escala entre nós – o mundo e os inversos. Lusco-Fusco vê a vontade de ser um bocadinho inventor do seu próprio espanto e para isso desenha um espaço que pouco a pouco se torna numa invasão feita pela matéria que podemos com ela transformar e sermos transformados, mudá-la de lugar, levá-la connosco, arrastá-la e libertá-la. Deixá-la ser invadida por mãos e pés e cabeças que sentem. Os performers organizam o corpo para desaparecer, desobedecer e desaprender com a matéria, operam a luz e o som e habitam um lugar aberto ao sensível e à própria perceção de cada criança. “Para que percorres inutilmente o céu à procura da tua estrela? Põe-na lá.”

direção e interpretação Catarina Gonçalves e Filipe Caldeira dramaturgia Joana Bértholo direção plástica Rita Westwood figurinos Jordann Santos sonoplastia Filipe Lopes desenho de luz Cárin Geada coprodutores Comédias do Minho, Teatro Municipal do Porto, São Luiz Teatro Municipal, Circular Associação Cultural e Teatro Aveirense público-alvo Alunos do 1º Ciclo do Ensino Básico e Famílias Sessões Público Escolar Valença 20-23+26 fev Biblioteca Municipal Monção 28 fev + 1+2+6-9 mar Biblioteca Municipal VN Cerveira 10-13 abr Biblioteca Municipal P Coura 17-20 abr Centro Cultural Melgaço 24+26+27 abr Casa da Cultura Sessão para Famílias Valença 24 fev Biblioteca Municipal 11:00

(in Vergílio Ferreira, Escrever)

Monção 10 mar Biblioteca Municipal 15:00 VN Cerveira 14 abr Biblioteca Municipal 11:00 P Coura 22 abr Centro Cultural 15:30 Melgaço 28 abr Casa da Cultura 15:00




→ ESPETÁCULO COMUNITÁRIO

QUEIMA DE JUDAS A “Queima de Judas” é uma festa popular que tem lugar no sábado que antecede a Páscoa na qual se recupera o ritual pagão da morte do ano velho e da chegada da primavera. Numa representação de pendor simultaneamente sagrado e profano, ritualiza-se a morte de Jesus Cristo, condena-se Judas, o traidor, convocam-se os vivos e os mortos e expurgam-se todos os males para comemorar o início de um novo ciclo.

encenação Joana Magalhães autor testamento José Lopes Gonçalves interpretação Gonçalo Fonseca, Luís Filipe Silva, Rui Mendonça e atores amadores de VN Cerveira música Bernardo Soares, Catarina Santos, Dj Klarion, Isabel Carvalho, Pedro Lameira, Ricardo Casaleiro, Vasco Ferreira, e outros convidados especiais videoprojeção Diogo Carvalho participação especial Grupo de Motards associados à Mototerra, Associação CATT- Amigos de Cerveira Todo o Terreno, colaboradores da Câmara Municipal de VN Cerveira, Bombeiros Voluntários de VN Cerveira organização Município de Vila Nova de Cerveira produção Comédias do Minho VN Cerveira 31 mar


→ FESTIVAL ITINERANTE DE TEATRO DE AMADORES DO VALE DO MINHO

8º FITAVALE O FITAVALE – Festival Itinerante de Teatro de Amadores do Vale do Minho é uma iniciativa das Comédias do Minho, que decorre durante um fim de semana e conta com apresentações dos cinco grupos de teatro de amadores, dinamizados pelos cinco atores residentes das CdM: Os Simples (Melgaço), Grupo de Teatro de Amadores - CTJV (Monção), +TAC (P Coura), VerdeVejo (Valença) e Outra Cena (VN Cerveira).

18-20 mai P Coura 18 mai Centro Cultural 21:00 Abertura do 8º FITAVALE 21:30 Os Simples, com O Baile Melgaço 19 Mai Casa da Cultura 15:30 VerdeVejo, com Dídimo Valença 19 Mai Auditório de Verdoejo 21:30 Outra Cena, com Aguarela #40 Monção 20 mai Cineteatro João Verde 15:30 +TAC, com A Ratoeira VN Cerveira 20 mai Cineteatro 21:30 Grupo de Teatro de Amadores CTJV, com Oh! Doce Julieta




→ OUTROS PROJETOS

PORTAS DO TEMPO Este é um programa da CIM Alto Minho: Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira. Tomamos o Alto Minho como território para múltiplas viagens no tempo. Contemplamos o território como um atlas que continuamente se vai desvanecendo e redesenhando em frente aos nossos olhos. Em cada município, uma porta de entrada: Do Megalitismo e Arte Rupestre, em Caminha; Dos Castros, em Monção; Do Romano, em Ponte de Lima; Do Românico, em Ponte da Barca; Dos Castelos e Fortalezas, em Valença; Dos Mosteiros, em Melgaço; Dos Descobrimentos, em Viana do Castelo; Do Barroco, em Arcos de Valdevez; Da Arquitetura Tradicional, em Paredes de Coura; Da Contemporaneidade e Futuro, em Vila Nova de Cerveira. A cada porta, a possibilidade de cruzamento de caminhos variados, porque a história é porosa e intrincada: «o passado nunca morre, nem sequer é passado» (W. Faulkner), e cada geração, cada época, constrói‑se sobre as anteriores, em camadas sucessivas e finas como folhas de papel. Numa organização conjunta do Teatro do Noroeste – CDV e das Comédias do Minho, e numa co‑programação entre estas estruturas e os coletivos Talkie– Walkie e ondamarela, propõe‑se um programa de Visitas Performativas, em estreita relação com os temas das diferentes Portas do Tempo. Estas Visitas Performativas juntarão artistas e cientistas, desde a conceção à materialização. Movem‑nos as palavras de José Mattoso: «as linguagens poéticas e científicas são interpretações diversas da mesma partitura». No caso, o património do Alto Minho que nos serve de ponto de partida para uma viagem temporal e de desenvolvimento cultural e turístico.

programação Comédias do Minho, Teatro do Noroeste – CDV co-programação ondamarela, Talkie-Walkie investigação Raul Pereira curadoria das conferências Álvaro Campelo Monção 7 abr Dos Castros Caminha 18 abr Do Megalitismo e Arte Rupestre Ponte de Lima 5 mai Do Romano Ponte da Barca 16 jun Do Românico Valença 22 set Dos Castelos e Fortalezas Melgaço 20 out Dos Mosteiros Viana do Castelo 17 nov Dos Descobrimentos Arcos de Valdevez 8 dez Do Barroco Paredes de Coura 12 jan Da Arquitetura Tradicional Vila Nova de Cerveira 9 fev Do Contemporâneo ao Futuro


→ ESPETÁCULO

ANTE MIM As Comédias do Minho convidam todos os interessados a dançar, cantar, tocar, escutar, andar e cheirar. Temos muitas coisas para fazer neste espetáculo e sozinhos não conseguimos. Temos músicos à espera, um mosteiro para conhecer, uma inverneira cheia de casas vazias, um teatro para ocupar, uma quinta secreta que queremos que conheçam e ainda uma casa grande de portas abertas. Quando vierem ter connosco tragam calçado confortável, arregacem as mangas e venham com fome, porque, “quem não é bom para comer, não é bom para trabalhar”! Não se assustem, haverá lugar para todas as sensibilidades e ainda para parar, e ficar simplesmente, de olhos fechados, a sentir. “Seja bem-vindo quem vier por bem, e se alguém houver que não queira trá-lo contigo também”.

direção artística Maria Gil e Gil Teixeira co-criação e interpretação Gonçalo Fonseca, Luís Filipe Silva, Rui Mendonça, Sílvia Barbosa e Tânia Almeida apoio cenográfico Rita Nicolau desenho de luz Vasco Ferreira recolha vídeo André Martins Monção 22 + 23 jun Cineteatro João Verde 21:30 Melgaço 29 + 30 jun Aldeia de Pontes, Castro Laboreiro 21:00 VN Cerveira 6 + 7 jul Quinta do Forte de Lovelhe 21:00 Valença 14 + 15 jul Mosteiro de Sanfins 18:00 P Coura 20 + 21 jul Casa Grande de Romarigães 21:00




→ WORKSHOP DE FORMAÇÃO ARTÍSTICA

ATLAS Edição I Explorar, experimentar e imaginar são, aqui, as palavras de ordem!

público-alvo

Através de diferentes linguagens artísticas, somos exploradores do mundo! Do mundo de cada um. Do mundo do outro. Do mundo em que vivemos. Cada um de nós é composto por uma multiplicidade de mapas que se relacionam entre si, abrindo estradas, caminhos, trilhos e passagens. A partir do atlas de cada um, construímos juntos um atlas comum, através do som, da palavra e do corpo. Um atlas não tem exatamente princípio nem fim.

Melgaço

Atlas, um projeto que envolve cinco artistas e cinco grupos de jovens que ao longo de uma semana vão explorar e experimentar diferentes abordagens do universo das artes.

Jovens dos 12 aos 18 anos

João Bento Música Monção Joana Castro Dança P Coura Maria Gil Teatro Valença Cristina Planas Leitão Dança VN Cerveira Joclécio Azevedo Dança Vale do Minho 9-14 jul Apresentação final 14 jul Termas de Melgaço 15:00


→ ENCONTRO COM A COMUNIDADE EDUCATIVA

ENCONTROS EXCÊNTRICOS*: Da Arte e da Educação Nas Comédias do Minho, o ano de 2019 começa em 2018, com o início do ano letivo. Porque não queremos deixar para amanhã o que podemos fazer hoje, começamos agora a envolver a comunidade educativa na nossa programação. Para que servem estes encontros? Estes Encontros servem para apresentar o programa do Projeto Pedagógico das CdM e apontar algumas pistas da programação geral (Produções da Companhia, Universidade Invisível…).

*entenda-se a excentricidade enquanto exercício de procura da raiz da liberdade convidados Joana Craveiro (Teatro do Vestido) Rafaela Santos e Fernando Giestas (Amarelo Silvestre) Sonoscopia

As Comédias do Minho existem para as pessoas. Para que as pessoas possam escolher estar próximas de nós é importante que saibam o que fazemos, como, porquê e com quem. Assim, estes Encontros servem também para darmos a conhecer melhor a sensibilidade e o pensamento que estamos a construir bem como algumas das pessoas que nos acompanharão de uma forma mais recorrente nos próximos tempos. Estes Encontros são da Arte e da Educação e servem também para explicitar as ideias orientadoras do programa geral das Comédias do Minho.

out




→ ESPETÁCULO DE TEATRO

MESA A partir do livro “Uma mesa é uma mesa. Será?”, da Planeta Tangerina, este espetáculo destinado a crianças do 1º ciclo pretende explorar, em várias dimensões, um objeto que lhes é muito próximo e atrás do qual passam a maior parte do seu dia. No dicionário, o significado principal de Mesa é: “Móvel, em geral de madeira, formado por uma tábua horizontalmente assente em um ou mais pés”. Mas uma mesa é muito mais do que isso. É o lugar de uma infinidade de ações, individuais ou coletivas. À mesa escreve-se, come-se, conversa-se, desenha-se, opera-se, constrói-se, celebra-se, vota-se e ensaia-se. Há mesas de vários materiais, tamanhos e formas, mas o que mais faz variar este objeto é a forma como cada um se relaciona com ele. Não há certo nem errado, só diferentes formas de olhar. Será que este princípio se aplica ao resto do mundo. Será?

direção Catarina Requeijo interpretação Victor Yovani e outro ator a confirmar cenografia e figurinos Maria João Castelo público-alvo 1º Ciclo do Ensino Básico e Famílias coprodução Materiais Diversos nov 2018 – fev 2019


→ ESPETÁCULO DE TEATRO

SEMENTES “Sementes” é um espetáculo de teatro com terra e atores. E sementes. Na terra e nas mãos, as sementes. Prontas a lançar à terra. Não esquecer: avisar os atores de que não podem pisar determinadas partes do chão, de terra, porque ali há sementes. “Em Portugal, a prática milenar dos agricultores de colher e guardar sementes para posteriores sementeiras permanece viva, sobretudo no âmbito da agricultura familiar prioritariamente destinada ao consumo doméstico.” – entre aspas porque citamos a antropóloga Maria Helena Marques, autora de “Guardar as sementes – Preservar a biodiversidade agrícola e a pluralidade cultural – Entre as práticas e saberes locais e os discursos e conflitos globais”. Em “Sementes” procuramos aqueles “que são os primeiros guardiões da agrobiodiversidade: os pequenos agricultores” (citando ainda Maria Helena Marques). Partimos de trabalho de campo, de visitas aos locais, de conversas/entrevistas com as pessoas. E guardamos o que recolhermos para lançar(mos) essa matéria à terra onde irá florescer esse fruto chamado Teatro.

criação Amarelo Silvestre interpretação Joana Magalhães, Luís Filipe Silva, Rui Mendonça e Tânia Almeida VN Cerveira 1-4 nov Gondarém, Cornes e Mentrestido Melgaço 8-11 nov Gave, Penso e S. Paio P Coura 15-18 nov Parada, Infesta e Bico Valença 22-25 nov Ganfei, Arão e S. Julião Monção 29 nov – 2 dez Pinheiros, Tangil e Lara

O que poderão dizer-nos as sementes sobre as pessoas, o território, o mundo e a pluralidade cultural? O que poderão dizer-nos as sementes sobre o passado, o presente e o futuro?

→ ATIVIDADE PARALELA

AÇÃO DE EXPLORAÇÃO TEMÁTICA Paralelamente à apresentação do espetáculo “Sementes”, o Projeto Pedagógico prepara uma ação/atividade de exploração dos temas abordados para os alunos do Ensino Secundário. Este projeto pretende articular a programação pedagógica com o trabalho desenvolvido pela Companhia de Teatro.

orientação Equipa artística do espetáculo público-alvo Alunos do Ensino Secundário Nov – Dez




→ OFICINA DE FORMAÇÃO PEDAGÓGICA

REINVENTAR GIL VICENTE: Estratégias pedagógicas e práticas artísticas A oficina propõe fazer uma Leitura Dramatizada a partir da trilogia das Barcas de Gil Vicente - que representam não apenas o ponto culminante do teatro religioso vicentino, mas também o ponto cimeiro da alegoria sagrada do teatro europeu do século XVI - aliando estratégias pedagógicas com práticas artísticas.

criação e orientação Nuno M. Cardoso público-alvo Professores nov Proposta artística inserida no projeto School4all. Parceria com o Teatro Nacional São João.


→ AÇÃO DE FORMAÇÃO

O QUE PODE A ARTE? O QUE PODE O CONHECIMENTO? Neste encontro partilhamos experiências vividas e exploramos múltiplos exemplos da arte e de outras formas de conhecimento para refletir sobre o tema proposto. Prestamos particular atenção à arte. A arte enquanto forma de conhecimento e o seu potencial na relação com a educação, enquanto lugar de encontro de cada um consigo e com os outros. A arte como potenciadora de construção e afirmação da singularidade, de confiança no saber de cada um, e por isso da inclusão, porque a relação com a obra de arte é individual. Acompanha-nos o princípio de José Mattoso de que as linguagens poéticas e científicas são interpretações diversas da mesma partitura. Ainda a propósito do que pode a arte, Antonio Tabucchi, um dia perante a pergunta de um jornalista sobre para que serve um livro, respondeu: “Neste nosso tempo em que tudo tem de ser útil, um livro talvez seja um objeto inútil mas imprescindível”.

público-alvo Professores orientadora Magda Henriques Valença Biblioteca Municipal Melgaço Casa da Cultura





UNIVERSIDADE INVISÍVEL ESTE ANO ANDAREMOS EM TORNO DA IDEIA DE JUSTIÇA. A Universidade Invisível ocupa, um Sábado, um município, de cada vez. Aqui aprende-se através de aproximações diversas e valoriza-se o encontro individual com a arte e com o conhecimento. Também aqui nem sempre somos capazes de aferir no imediato o que aprendemos ou a importância do que aprendemos. As sementes germinam na invisibilidade. Tomamos a imagem da colmeia. Move-nos a necessidade de reforçar o alcance do processo de polinização que, tão ou mais importante que a produção de mel (produção esta visível e quantificável), é difícil ou até impossível de medir sendo, no entanto, determinante para o equilíbrio e sobrevivência da natureza, da sobrevivência humana. Acreditamos, pois, que a experiência da arte, e das múltiplas formas de conhecimento, age ao nível mais íntimo de cada um e, tal como no processo de polinização, em tempos e de modos imprevisíveis, mas imprescindíveis à construção, consolidação e manutenção dos valores humanos. Tal como a polinização não impede as catástrofes naturais, também a arte e o conhecimento não impedem a barbárie humana, mas sem a polinização e sem a arte e o conhecimento o mundo seria certamente um lugar pior. Orienta-nos ainda a afirmação do escultor Rui Chafes: “Não sei o que a arte pode mas sei o que deve. A arte deve manter as perguntas acesas.” Muito desejamos que este seja um lugar de perguntas acesas. As aproximações a uma ideia de justiça fazem-se, umas vezes de forma mais concreta e outras de forma mais abstrata, através de abordagens teóricas (encontros e conversas), de espetáculos, filmes e livros. As opções são várias para que cada um, em função dos seus interesses, formações, idade e até disponibilidade de tempo, possa escolher. Este é um dos momentos em que o território acolhe também espetáculos exteriores às Comédias do Minho.




3 FEV P COURA

10:00-12:30 ENCONTRO/CONVERSA

O TEATRO E A JUSTIÇA Esta palestra performativa parte do texto do monólogo de Anton Tchekhov, «Os Malefícios do Tabaco», desenha-se uma linha paralela na evolução do Teatro e da Justiça, e desenvolve-se uma reflexão ironicamente crítica sobre o nosso tempo, no qual se confrontam o pragmático e o utópico, a ação sem pensamento e a busca criativa do futuro. «Julgar uma pessoa não passa apenas por apreciar um acto, mas também por penetrar num encadeamento de eventos inextrincáveis e imputar um deles a uma história em particular… Julgar é um distanciamento permanente, um trabalho iniciado pelo símbolo e concluído pelo discurso. Uma vez terminados os debates o juiz não fica completamente livre desse trabalho de distanciamento. O rito não é apenas uma bola de ferro presa à perna do juiz, é também um meio de este último se emancipar de si mesmo. É disso testemunha a ritualização da deliberação, ou até a própria decisão». Transformássemo-nos nós, à maneira de Pirandello, em personagens à procura de um autor, e poucos chegaríamos a identificar em Antoine Garapon a autoria de texto que antecede, de tal maneira ele nos convida a remetê-lo para o pensamento de Bertolt Brecht e para a consideração do seu tão decantado Verfremdungseffekt, ou efeito de distanciação ou estranhamento. E, todavia, é do primeiro que se trata. Ele também «Gents de Justice», como diria Daumier, falando, porém, como se de Teatro fosse, e interpelando-nos, ainda ele, a pesquisar em busca do segredo que ata o Teatro e a Justiça num laço que o tempo e a História jamais lograram desatar. Tempo, esse, para o qual nos proporemos aqui olhar de longe.

com Álvaro Laborinho Lúcio Magistrado de carreira, é Juiz Jubilado do Supremo Tribunal de Justiça. De 1980 a 1996, exerceu, sucessivamente, as funções de Diretor do Centro de Estudos Judiciários, Secretário de Estado da Administração Judiciária, Ministro da Justiça e Deputado à Assembleia da República. Entre 2003 e 2006, ocupou o cargo de Ministro da República para a Região Autónoma dos Açores. Com intensa atividade cívica é membro dirigente, entre outras, de associações como a APAV e a Crescer-Ser, de que é sócio fundador. Com artigos publicados e inúmeras palestras proferidas, é autor de livros como A Justiça e os Justos (1999), Palácio da Justiça (2007), Educação, Arte e Cidadania (2008), O Julgamento – Uma Narrativa Crítica da Justiça (2012), Levante-se o Véu, este em coautoria (2011), e ainda os romances O Chamador (2014) e O Homem Que Escrevia Azulejos (2016).

10:00-22:30

FEIRA DO LIVRO TEMÁTICA Numa parceria com a livraria Centésima Página, acontece uma feira do livro que dará especial atenção ao tema de cada encontro. A literatura infantil está presente em todas as sessões.


15:00 ESPETÁCULO + CONVERSA

21:00 ESPETÁCULO + CONVERSA

POEMAS DE PÉ PARA A MÃO

O SENHOR IBRAHIM E AS FLORES DO CORÃO

[…] Há paredes de palavras a que chamamos textos. Cada palavra de cada parede toca uma outra palavra e é por ela tocada.[…] É mesmo assim que tudo vai acontecer: vamos viajar de palavra em palavra para descobrir a história da menina que não queria dormir nunca e da palavra que queria casar, dos cinco dedos que são filhos da mão, e da palavra que dava uma imensa alegria a um certo rapaz. Vamos saltar de poema em poema, voar entre mini histórias que nos vão desconcertar, e tudo porque as palavras nunca nos deixam de surpreender. direção artística Joana Providência

Em Paris, nos anos 60, Momo, um rapazinho judeu de onze anos, torna-se amigo do velho merceeiro árabe da rua Bleue. Mas as aparências iludem: o Senhor Ibrahim, o merceeiro, não é árabe, a rua Bleue não é azul e o rapazinho talvez não seja judeu. Eric-Emmanuel Schmitt é um dos dramaturgos de língua francesa mais lidos e representados no Mundo. Os seus livros foram traduzidos para 43 línguas e as suas peças são representadas regularmente em mais de 50 países. Continua a escrever imparavelmente – muitas vezes ao ritmo de uma peça ou mais por ano. Em 2000 recebeu o Grande Prémio de Teatro da Academia Francesa, pelo conjunto da sua obra teatral, e em 2004 o Grande Prémio do Público, em Leipzig.

público-alvo a partir dos 6 anos versão cénica e encenação 16:30 FILME + CONVERSAS DE PORTA ABERTA

COM ÁLVARO LABORINHO LÚCIO De portas abertas a todos os que queiram juntar-se, assistimos a um filme, escolhido pelo convidado do encontro, e conversamos sobre o que vimos e sobre o que pensamos sobre o tema. As únicas condições de acesso são: o gosto por ver filmes e a vontade de conversar…

Miguel Seabra




14 ABR VN CERVEIRA

10:00-12:30 ENCONTRO / CONVERSA

10:00-22:30

TER VOZ: O LUGAR DA FALA E O LUGAR DA ESCUTA NA SALA DE AULA

FEIRA DO LIVRO TEMÁTICA

Como dar voz aos alunos? Como colocá-los a pensar e a refletir sobre si, enquanto alunos, e sobre a sua escola, enquanto lugar onde vivem e passam a maior parte dos seus dias? Como e de que forma podem as práticas e os processos artísticos contribuir para a criação de espaços de liberdade e de confiança onde haja uma verdadeira e espontânea reflexão sobre o lugar de cada um no mundo? Tendo como base de trabalho o projeto Operação Stop do Programa Descobrir da Fundação Calouste Gulbenkian, realizar-se-á uma reflexão sobre o lugar da fala e o lugar da escuta na sala de aula. com Maria Gil Licenciada em Formação de Atores/Encenadores pela ESTC de Lisboa; mestrado (MPhil) em Intimidade e Performances Autobiográficas pela Universidade de Glasgow. Participação no workshop de performance pela companhia americana Goat Island, na Winter School da National Review of Live Art, Glasgow; na 2ª Edição do Curso de Encenação para Teatro, Third Angel/Programa Gulbenkian Criatividade e Criação Artística. Fundadora do Teatro do Silêncio e cocriadora de vários espetáculos. Artista residente no Sítio das Artes/Programa O Estado do Mundo da FCG. Participou em vários projetos do Programa Descobrir da FCG. Dirigiu oficinas de arte e filosofia produzidas pelo Teatro do Silêncio e a Fábrica das Artes do CCB, de onde resultou um livro. Foi diretora artística de Raízes da Curiosidade (Fábrica das Artes/ CCB e a Fundação Champalimaud). Colabora na série para televisão sobre educação de Filipa Reis e João Miller Guerra.

Numa parceria com a livraria Centésima Página, acontece uma feira do livro que dará especial atenção ao tema de cada encontro. A literatura infantil está presente em todas as sessões.

15:00 ESPETÁCULO + CONVERSA

LUSCO-FUSCO Este espetáculo surge de um desejo de partilhar uma experiência sobre o vazio e o que ele pode conter. O vazio só contém ar! e o aborrecimento? Como é o vazio de estar tudo tão cheio que não encontramos nada? Será uma incubadora de acontecimentos? uma descoberta partilhada da matéria e do corpo em que a luz e a transição do tempo nos mostram o que há para ver numa relação de escala entre nós – o mundo e os inversos. Lusco-Fusco vê a vontade de ser um bocadinho inventor do seu próprio espanto e, para isso, desenha um espaço que pouco a pouco se torna numa invasão feita pela matéria que podemos com ela transformar e sermos transformados, mudá-la de lugar, levá-la connosco, arrastá-la e libertá-la. Deixá-la ser invadida por pés e mãos e cabeças que sentem. Os performers organizam o corpo para desaparecer, desobedecer e desaprender com a matéria, operam a luz e o som e habitam um lugar aberto ao sensível e à própria perceção de cada criança. direção e interpretação Catarina Gonçalves e Filipe Caldeira público-alvo a partir dos 6 anos


16:30 FILME + CONVERSAS DE PORTA ABERTA

COM MARIA GIL De portas abertas a todos os que queiram juntar-se, assistimos a um filme, escolhido pelo convidado do encontro, e conversamos sobre o que vimos e sobre o que pensamos sobre o tema. As únicas condições de acesso são: o gosto por ver filmes e a vontade de conversar…

21:00 ESPETÁCULO + CONVERSA

MEDO E FEMINISMOS “Medo e Feminismos” integra a trilogia de palestras performance – O Pessoal é Político. Nesta palestra performance duas pessoas, que manifestam um saber arquivista sobre medos, estão sentadas lado a lado para evocar medos passados, presentes e futuros; autobiográficos ou não. Medos que se transformam em medos sociológicos, em manifestações do controlo político que é exercido sobre a sociedade, sobre as pessoas. A partir dos conflitos internos de cada performer constrói-se uma apresentação fragmentada com direito a pequenos atos de sarar que não pretendem mais do que transformar veneno em remédio. De forma nostálgica e pessoal evocam-se também alguns dos momentos mais significativos para a arte da performance feminista, seguindo-se uma reflexão pessoal sobre a prática do feminismo nos dias de hoje. A palestra termina com a recriação de duas performances feministas do século XX. criação e interpretação Maria Gil e Miguel Bonneville




2 JUN VALENÇA

10:00-12:30 ENCONTRO / CONVERSA

TRAZER PARA DENTRO: UMA IDEIA DE JUSTIÇA Chegar a afirmações que colocam questões. As ideias a caminho: multiplicar as possibilidades de verdade, as analogias, as explicações possíveis e as ligações. Abandonar a cronologia e tornar todas as ideias contemporâneas. Multiplicar conceitos, desarrumar gavetas e permitir a entrada do pensamento dos outros. Interpretações diferentes: conclusões diferentes – as conclusões dependem da forma de olhar, do sítio para onde se olha, e das obsessões (muitas vezes biográficas) de cada observador individual. Daí que faça todo o sentido, muitas vezes, estudar e analisar-se não só o objeto mas o seu observador. Os outros: cada cultura determina um conjunto de movimentos, um tipo de sofrimento e de dor. Há ligações coletivas, previsíveis, não imaginativas, ligações, enfim, que ligam coisas próximas; e, do outro lado, existem ligações individuais, privadas – no sentido em que não pertencem a mais ninguém e não são copiáveis, mas surpreendentes -, ligações que só podem ser realizadas por indivíduos livres. A partir do “Atlas do Corpo e da Imaginação”, de Gonçalo M. Tavares. com Magda Henriques Licenciada em História, variante de Arte, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, é professora de História das Artes na Academia Contemporânea do Espetáculo. Foi responsável pelo Programa de Atividades Educativas, “Derivas Artísticas”, da Associação Circular, em Vila do Conde, e foi

coordenadora do Projeto Educativo do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra. Tem desenvolvido programas, especialmente no âmbito da arte contemporânea, destinados a públicos adolescente e adulto, em colaboração com várias instituições e festivais, em diferentes zonas do país, sendo de destacar a Fundação de Serralves, Fundação Calouste Gulbenkian, A Oficina (Centro Vila Flor e Centro Internacional das Artes José de Guimarães), a Culturgest, o Teatro Maria Matos, o Teatro Viriato, o Teatro Municipal do Porto, a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, a Associação Quarta Parede, o CENTA, o Centro Cultural de Cascais, o Festival Escrita na Paisagem e escolas e câmaras municipais variadas. Criou e programou o Serviço de Exposições e o Serviço Educativo de A Moagem, no Fundão. É responsável pela direção artística das Comédias do Minho. 10:00-22:30

FEIRA DO LIVRO TEMÁTICA Numa parceria com a livraria Centésima Página, acontece uma feira do livro que dará especial atenção ao tema de cada encontro. A literatura infantil está presente em todas as sessões.


15:00 ESPETÁCULO

16:30 FILME + CONVERSAS

+ CONVERSA

DE PORTA ABERTA

CARA

COM MAGDA HENRIQUES

Quem somos neste “país pequeno que faz por caber numa Europa cansada”? De que forma nos foi contada a nossa história? Como gostaríamos de continuar a escrevê-la? Como podemos ser melhores portugueses? Cara é um espetáculo-aula da maior relevância para todos os públicos. Uma bailarina começa por confessar ao público “não saber nada” de história... mas logo depois viaja por um mapa mundi, percorrendo uma timeline de mais de 1200 anos, cuidadosamente desenhados por um skate... Uma inóspita e provocadora visão da nossa história e da nossa identidade, para assistir cara a cara. conceção, direção e coreografia Aldara Bizarro público-alvo a partir dos 10 anos

De portas abertas a todos os que queiram juntar-se, assistimos a um filme, escolhido pelo convidado do encontro, e conversamos sobre o que vimos e sobre o que pensamos sobre o tema. As únicas condições de acesso são: o gosto por ver filmes e a vontade de conversar…

21:00 ESPETÁCULO + CONVERSA

CONCERTO PARA ESTRELAS Em 580 a.c., nasceu em Samos, o matemático Pitágoras que refletiu sobre a música das esferas, trazendo para espaço comum planetas, pessoas e música. Observar e sentir para ser parte da paisagem, observar e sentir para voltar a ser matéria no espaço, observar e sentir para reequacionar a realidade. Ouvir palavras e estrelas, escutar espaços e som. Partir para Voltar. Respirar. direção artística Rodrigo Malvar




15 SET MONÇÃO

10:00-12:30 ENCONTRO / CONVERSA

10:00-22:30

O TEATRO DA ESTRADA

FEIRA DO LIVRO TEMÁTICA

A Rua da Estrada é um modo de organizar e um modo de ver. Pela linha do asfalto por onde vai também a rede elétrica, o gás, a água, o saneamento, alinham-se de um lado e do outro as formas visíveis das atividades dos humanos, os seus dramas e comédias: as casas, as esplanadas, os cafés, restaurantes, armazéns, indústrias, tudo. Pelos cartazes, anúncios, objetos publicitários, pelo movimento dos veículos e dos corpos se percebe a palpitação dos dias, a organização da sociedade e do espaço. Nas máquinas, conduzindo ou sendo transportado, vai o passante mais ou menos distraído com os códigos da estrada. A paisagem corre pelas janelas, pelo retrovisor, acelerando e retardando ao sabor da velocidade, do engarrafamento, do semáforo, da travagem brusca. É a azáfama urbana. Muitas e variegadas gentes, como dizia o cronista.

Numa parceria com a livraria Centésima Página, acontece uma feira do livro que dará especial atenção ao tema de cada encontro. A literatura infantil está presente em todas as sessões.

com Álvaro Domingues Álvaro Domingues (1959) é geógrafo, doutorado pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. É docente e investigador na Faculdade de Arquitetura da UP, conferencista, ensaísta, publicando regularmente sobre geografia urbana e paisagem. A sua obra concentra-se especialmente na cultura e território de Portugal, com incursões ocasionais nas áreas da teoria da análise do território. Rua da Estrada, Vida no Campo (ambos editados pela Dafne, Porto) e Volta a Portugal (Contraponto, Lisboa), são algumas obras recentemente publicadas pelo autor.

15:00 ESPETÁCULO + CONVERSA

O CÃO QUE CORRE ATRÁS DE MIM (E O AVÔ ELÍSIO À JANELA) Este espetáculo é um retrato-memória da infância escrito a quatro mãos (duas mãos que não param quietas; outras duas que as acompanham e observam), em que há espaço para o medo, o risco, a rua, um cão que ladra (e talvez morda) e um avô à janela capaz de nos proteger pelo canto do olho. “Caco, porque é que estás a trepar?”, perguntava o meu avô Elísio. “Porque me chamo Caco, Caco, Caco…”, dizia eu a imitar o eco. O meu nome atirado contra uma montanha partir-se-ia em mil bocados. Quero dizer, em cacos. Talvez não seja o nome mais respeitável do mundo. Um nome que é um pedaço de uma coisa partida. Mas é o meu. criação e interpretação Filipe Caldeira público-alvo a partir dos 3 anos


16:30 FILME + CONVERSAS DE PORTA ABERTA

COM ÁLVARO DOMINGUES De portas abertas a todos os que queiram juntar-se, assistimos a um filme, escolhido pelo convidado do encontro, e conversamos sobre o que vimos e sobre o que pensamos sobre o tema. As únicas condições de acesso são: o gosto por ver filmes e a vontade de conversar…

21:00 ESPETÁCULO + CONVERSA

SERRENHOS DO CALDEIRÃO, EXERCÍCIOS EM ANTROPOLOGIA FICCIONAL Esta é uma peça povoada de vozes que vêm de longe. Tomando como ponto de partida o processo de desertificação/desumanização da Serra do Caldeirão, no Algarve, as recolhas de vídeo aí feitas por Vera Mantero, e outras realizadas em filme pelo etnomusicólogo Michel Giacometti, esta peça olha para as práticas de vida tradicionais e rurais em geral. Trata-se de um espetáculo sobre o conhecimento transmitido pelas culturas orais existentes de norte a sul do país e de outros continentes, por isso, os índios da América do Sul, trazidos aqui através de citações de Eduardo Viveiros de Castro, se confundem tanto com estes Serrenhos. Este “retrato alargado” procura resgatar uma sabedoria quase perdida, que liga corpo e espírito, quotidiano e arte. Uma sabedoria que podemos (e devemos, para nosso bem) reativar. conceção e interpretação Vera Mantero




8 DEZ MELGAÇO

10:00-12:30 ENCONTRO / CONVERSA

10:00-22:30

VOZ, LEALDADE E DESERÇÃO: COMO SE RESOLVE A INQUIETAÇÃO

FEIRA DO LIVRO TEMÁTICA

Um grande economista teorizou um dia que, perante problemas difíceis, que exigem a tomada de uma atitude, há três possibilidades: exit, voice and loyalty. No entanto, as sociedades nem sempre conferem o direito à voz, exigem frequentemente lealdades e empurram muitos para a saída. Menos dilemáticas seriam as escolhas se prevalecessem ideias de justiça e formas de governo pela discussão, mais do que poderes que excluem. Já se pensou que podíamos dispor de mecanismos poderosos de inclusão social que capacitassem as pessoas e qualificassem as sociedades. Mas, hoje como ontem, os excluídos encontram-se nas praças e a vida coletiva está fraturada em muitos pontos onde a julgávamos sólida. Usar a voz e dizer o nome, fixar os rostos e reconstruir os cenários ocupados pelo que assombra é, como sempre foi, uma urgência. com José Reis José Reis é Professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e Investigador do Centro de Estudos Sociais. Foi Secretário de Estado do Ensino Superior, Presidente da Comissão de Coordenação da Região Centro e Diretor da FEUC. É doutorado em Economia. Os seus temas de investigação e de escrita são predominantemente três: território, economia institucionalista e economia portuguesa e europeia. Coordena o Programa de Doutoramento em Governação, Conhecimento e Inovação.

Numa parceria com a livraria Centésima Página, acontece uma feira do livro que dará especial atenção ao tema de cada encontro. A literatura infantil está presente em todas as sessões.

15:00 ESPETÁCULO + CONVERSA

BALEIZÃO, O VALOR DA MEMÓRIA “Não me lembro quando é que se instalou a cotação do Baleizão lá em casa mas lembro-me muito bem da minha Mãe utilizar o Baleizão sempre que eu queria uma coisa que os meus pais não tinham possibilidade de comprar. Dizia-me assim: Sabes, isso não posso comprar porque custa muitos Baleizões. Às vezes, quando eu insistia, dizia-me a quantidade, 5, 10, 20, ou 30, conforme os casos. O Baleizão, que a minha mãe utilizava para cotar o valor das coisas impossíveis, era um gelado, de uma cervejaria com o mesmo nome, da cidade onde eu vivia, Luanda, em Angola. Custava 2$50!” Esta é a carta que dá início ao exercício de memória e de celebração da vida, entre dois amigos, realizada através da troca de cartas, textos, desenhos e fotografias sobre as suas infâncias, vividas em países diferentes, na década de 70. conceção e direção Aldara Bizarro cocriação Miguel Horta e Aldara Bizarro público-alvo a partir dos 8 anos


16:30 FILME + CONVERSAS DE PORTA ABERTA

COM JOSÉ REIS De portas abertas a todos os que queiram juntar-se, assistimos a um filme, escolhido pelo convidado do encontro, e conversamos sobre o que vimos e sobre o que pensamos sobre o tema. As únicas condições de acesso são: o gosto por ver filmes e a vontade de conversar…

Esta palestra performativa parte de histórias de vida de alguns dos moradores dos bairros SAAL no Porto, bem como das memórias de alguns dos arquitetos e técnicos das brigadas. Com recurso a testemunhos, documentos originais de arquivo, fotografias, este é mais um item do “Museu Vivo de Memórias Pequenas e Esquecidas”, que tem vindo a ser construído pelo Teatro do Vestido, referente à história recente de Portugal. direção, texto e performance

21:00 ESPETÁCULO + CONVERSA

O DIREITO A UMA CASA E O SORRISO NAS FOTOGRAFIAS Constata-se que em todas as fotografias, eles sorriam. Latas na mão, inventavam batuques nas manifestações pelo direito a uma casa e não a uma barraca, pelo direito ao lugar, e empunhavam orgulhosos cartazes que o afirmavam. A Câmara Municipal via-se transformada em espaço de reivindicação, as ruas eram deles, e os bairros camarários já não eram uma opção. Era Portugal, 1974-76, e isto devia ser tão importante, ou tão ameaçador, que um dos coordenadores da Operação SAAL/ Norte é alvo de um atentado à bomba. A festa foi bonita mas durou pouco tempo, o tempo de fazer, por exemplo, 40 casas em vez das 400 necessárias. Mas, ainda assim, quando falam nisso, eles sorriem. Como nas fotografias daquela altura. E uma mulher que viveu tudo isto com seis anos, lembra-se ainda hoje de entrar pela primeira vez naquela que iria ser a sua casa e de pensar que aquilo parecia um palácio, de tão grande.

Joana Craveiro




CALENDÁRIO 2018 JAN

No Risco da Sombra em 365 Dias De Lápis na Mão

Ui! O Teatro e a Justiça

O Princípio da Incerteza

Lusco-Fusco

Auto da Barca do Inferno

Na Oficina do Mestre Gil

Queima de Judas

Ui! Ter Voz

Portas do Tempo

8º FITAVALE

Ui! Trazer para dentro

Ante Mim

Atlas – I Edição

Ui! Há Estradas para lá?

Encontros Excêntricos

Sementes

Reinventar Gil Vicente: Estratégias pedagógicas e práticas artísticas O que pode a arte? O que pode o conhecimento? Mesa

Ui! Voz, Lealdade e Deserção

FEV

MAR

ABR

MAI


JUN

JUL

AGO

SET

OUT

NOV

DEZ

ATÉ FEV’19

ATÉ FEV’19

A programação apresentada poderá estar sujeita a alterações.




FREGUESIAS VALE DO MINHO Todas as freguesias dos cinco municípios do Vale do Minho fazem parte, desde sempre, da missão das Comédias do Minho. Queremos continuar a aprofundar a relação com cada uma. Para o conseguirmos, temos de permanecer. Estar. Com tempo. Assim, todos os anos, vamos associar três freguesias diferentes por concelho, e a sede de município, e aí nos vamos instalar! Mas, porque não gostamos de muros, as freguesias vizinhas são convidadas a espreitarem o que estamos a fazer e a juntarem-se a nós. No ano seguinte, muito agradecemos que outras nos abram as suas portas e nos acolham, a nós e às suas vizinhas!

FREGUESIAS ASSOCIADAS 2018 P COURA P Coura, Bico, Infesta e Parada VALENÇA Valença, Arão, Ganfei e S. Julião MONÇÃO Monção, Lara, Pinheiros e Tangil VN CERVEIRA VN Cerveira, Cornes, Gondarém e Mentrestido MELGAÇO Melgaço, Gave, Penso e S. Paio


FICHA TÉCNICA

Promotores

direção da associação Vítor Paulo Pereira Pres. Maria Joana Rodrigues Vice-pres. José Rodrigues Sec. Mecenas

comissão artística (consultiva) Ana Lúcia Figueiredo Cristina Grande Igor Gandra Joana Rodrigues

Estrutura financiada por

direção artística Magda Henriques Parceiros 2018

gestão/produção Pedro Morgado comunicação Celeste Domingues Carolina Lapa projeto pedagógico

Prémios

Alice Silva produção/técnica Vasco Ferreira

Prémio Novo Norte 2010

Prémio da Critíca 2011

apoio administrativo/produção Luís Carlos Silva Portas do Tempo 2018/19

atores/criadores Gonçalo Fonseca

Promotor

Joana Magalhães Luís Filipe Silva Rui Mendonça Tânia Almeida Cofinanciamento

design gráfico studiodobra.com impressão

Apoio

Empresa Diário do Porto, Lda criação de conteúdos vídeo André Martins / Fio Condutor site LabDesign

Parceiros

Co-programação



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