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Jornal da Manhã

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Ijuí, 25 de junho de 2013

Produção de leite cai e preço agrada aos produtores da região

Devido a falta do produto no mercado, valor pago ao produtor pode chegar a R$0,90, dependendo da qualidade. Pág. 8

MAIS ÁGUA, MAIS RENDA Assembléia Legislativa transforma programa em política de Estado, visando dobrar o potencial de irrigação em um prazo de seis anos. Pág.4

Microgeo Nova tecnologia para revitalização, reestruturação e conservação do solo. Pág,15

Cultura de aveia branca tem bom desenvolvimento. Pág.7

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Avicultura

Criação de frangos é opção de renda para produtores do município. Pág.16

Estufas agrícolas garantem qualidade de produção. Pág. 13

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ARTIGO

QUÍMICA QUE ALIMENTA O MUNDO Já parou para pensar que a química faz parte da nossa vida cotidiana? Encontramos a química nos alimentos que ingerimos, no ar que respiramos, no sabão que usamos na limpeza doméstica, nas tintas que pintamos as nossas residências, nos combustíveis em automóveis e, literalmente, em todos os objetos que vemos ou tocamos. O corpo humano, por exemplo, é constituído por compostos químicos que são combinações de elementos químicos. Por estar em todos os lugares e pela transformação de matérias e teorias, a química já foi confundida, antigamente, com magia negra. Acreditem! Apenas para fazer um breve histórico, a história da química, desde milhares de anos antes de Cristo, está ligada ao desenvolvimento da humanidade. No início da era cristã, a química era confundida com magia negra. Os químicos ou magos acreditavam que a matéria era formada pela combinação de quatro elementos: fogo, ar, água e terra. Entre a era cristã até o final do século 17, a química era chamada de alquimia e os alquimistas buscavam transformar metais baratos em ouro e desenvolver um elixir que pudesse levar à vida eterna. Entre o final do século 17 e meados do século 19 ocorreu o período da química tradicional, com destaque para Dalton, que criou primeira teoria atômica e Lavoisier, que em seus estudos concluiu que “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Por fim, em meados do século 19 até os dias de hoje, houve uma evolução de conhecimento do comportamento dos átomos e suas partículas e o desenvolvimento de todas as áreas da química que são classificadas como química orgânica,

Seu fartura

bioquímica, analítica, inorgânica, entre outras especialidades. Sou químico e gerente de formulação de uma das principais agroquímicas do mundo, e aqui a química é fundamental e aliada da agricultura atuando em toda a cadeia do alimento: desde a modificação genética de sementes, produção de fertilizantes químicos ou orgânicos, defensivos agrícolas, aditivos especiais, higienização dos alimentos até a produção de bebidas e alimentos industrializados. Especialmente no que diz res-

Encontramos a química nos alimentos que ingerimos, no ar que respiramos, no sabão que usamos na limpeza doméstica, nas tintas que pintamos nossas residências...

peito ao segmento de defensivos agrícolas, a química é essencial. Os ingredientes ativos que atuam como soluções para controle de plantas daninhas, doenças e

pragas, uma vez combinados com outros compostos como solventes, emulsificantes, dispersantes e outros, permitem a química perfeita gerando a solução especifica aliada à necessidade de potencializar sempre o crescimento da agricultura e de sua produtividade nas lavouras. Por sua vez, o químico desta área atua na identificação de moléculas com potencial para controle dessas pragas e doenças, no desenvolvimento da síntese dessas moléculas com atividade biológica e de formulações que permitem a sua aplicação, que viabilizam a produção industrial e garantem mais qualidade nos produtos manufaturados. Além de todos esses pontos, o profissional atua também nesta cadeia em busca de soluções sustentáveis para a sociedade com o desenvolvimento e uso de materiais de fontes renováveis e de baixo impacto ambiental. Precisamos pensar no futuro próximo, pois em 2050 seremos em 9,2 bilhões de habitantes no mundo e as inovações químicas serão imprescindíveis para produção maior de alimentos para atender toda essa demanda da população. Nós, da FMC, pensamos também no futuro e elaboramos novas formulações que possam dar conveniência ao mesmo tempo para o produtor rural e para uma sociedade sustentável. Essa é a química do sucesso. Parabenizo todos os colegas químicos, engenheiros químicos e técnicos químicos que são responsáveis por trazer saúde e bem-estar a toda a sociedade.

Alessandro Nogueira, químico e gerente de Formulações da FMC Agricultural Solutions

PREÇO MENOR DOS GRÃOS PUXARÁ CRESCIMENTO NA PRODUÇÃO DE SUÍNOS E AVES A continuidade da queda dos preços dos grãos, especialmente milho, estimulará um avanço na produção de carne suína e de frango no segundo semestre deste ano. “A supersafra norte-americana de milho vem se concretizando e teremos uma boa safrinha do cereal no Brasil. A perspectiva é de continuidade da descompressão sobre os preços ao longo do restante do ano, o que traz um alívio em custo de produção de suínos e aves”, afirma o economista da LCA Consultores, Étore Sanchez, em entrevista exclusiva ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Esatado. Com base nesse cenário, as projeções da consultoria para a produção de aves no País em 2013 são de crescimento de 7% e, para suínos, de 7,2%, compensando boa parte da queda na produção dessas proteínas animais em 2012. .

AGRICULTURA FAMILIAR É MAIS AFETADA PELAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS Agricultores familiares são os produtores agrícolas mais intensamente afetados pelas mudanças do clima, como alteração do ciclo das chuvas e aumento das temperaturas causado pelo efeito estufa, informou o pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Eduardo Assad. Sobre os efeitos do clima na produção agrícola, o pesquisador da Embrapa, Eduardo Assad, explicou que a chuva é um dos fatores mais importantes. No caso do Brasil, a quantidade total de chuvas não tem tido alterações, mas a intensidade das precipitações, sim. Isso resulta no aumento da erosão, na perda de fertilizantes e em inundações de áreas produtivas - como em áreas ribeirinhas, ocupadas, principalmente, por pequenos produtores.

EMBRAPA ALERTA PARA FONTE DE CALOR EM AVIÁRIOS NO INVERNO O inverno exige mais atenção do produtor de aves de corte para não haver perda de produtividade, especialmente em regiões de clima mais frio, como no Sul do país. Por isso, a Embrapa Aves e Suínos alerta quanto ao manejo dentro do aviário, mesmo os mais modernos. Nesses, em que a automação e climatização são priorizadas, o período de inverno requer uma fonte suplementar de calor. Segundo a Embrapa, primeiramente, o produtor deve concentrar as aves em um espaço em torno de 30% a 40% da área total do aviário, principalmente nos três primeiros dias de alojamento dos pintinhos. Essa redução do espaço deve ser mantida até os 21 dias de vida da ave.

Getúlio

JUNHO FOI O MELHOR MÊS PARA AS VENDAS DE AMENDOIM Junho é considerado o melhor período de vendas de amendoim pela Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), e concentra cerca de 30% do comércio anual. As tradicionais festas juninas que se espalham pelo país dão suporte ao aumento, que em geral supera em 25% o restante do ano. “As indústrias estão bastante otimistas para este ano. A safra de amendoim foi muito boa e a demanda está aquecida”, diz André Guedes,vice-presidente do Departamento de Amendoim da Abicab. Com a melhoria da renda do brasileiro e a ascensão de mais de 30 milhões de pessoas das classes D e E para a classe C, o consumo no mercado interno se mantém bastante aquecido.Para atender o aumento do consumo neste período, empresas do setor investem alto em ações especiais e lançamentos de produtos que atendam ao gosto dos consumidores.

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Grupo SLC comemora seus Equipamentos monitorados por satélite são algumas das inovações 68 anos de história Agricultura aliada à tecnologia para suprir escassez de mão de obra no campo foi o tema da palestra ministrada pelo presidente da John Deere no Brasil, Paulo Herrmann A escassez de mão-de-obra qualificada é uma das maiores preocupações dos empresários nos mais diferentes setores da economia brasileira, onde os recursos humanos se tornaram o principal insumo. A manifestação foi feita pelo presidente da John Deere no Brasil, Paulo Herrmann, durante palestra na Federasul. No agronegócio, o cenário não é diferente. O segmento encontrou na tecnologia potencial e uma poderosa aliada para suprir com produtividade a carência de pessoal, principalmente no meio rural. O investimento em soluções de ponta, segundo ele, foi uma das formas encontradas para otimizar os serviços da agricultura e acompanhar o mercado internacional. A empresa presidida por Herrmann está lançando tecnologias de lançamento por satélite e máquinas com piloto automático. Alguns destes equipamentos já estão disponíveis no mercado. “Hoje o trator tem mais refino e tecnologia que muitos automóveis”, destaca o executivo. Ele garante que os agricultores estão vivendo uma realidade onde se deparam com duas pontuais situações. “Primeiro é a falta de mão de obra e em segundo lugar vem a necessidade de controlar custos. São proble-

Presidente da multinacional palestrou na Federasul no início deste mês

mas que estão levando à tecnificação do sistema, que há cerca de 20 anos era manual e dependia de muitos funcionários para poucas ações”, explica. Para isso, Herrmann acredita que há outras duas opções para reverter a situação. Uma delas é investir em treinamento e buscar qualidade da educação, onde o processo precisa ser revisto através da modernização das leis trabalhistas. Outra proposta seria por meio da automação, produzindo equipamentos com recursos de gerenciamento por satélite.

Segundo Herrmann, este é o primeiro ano que o Brasil vai produzir mais soja que os Estados Unidos. E há uma tendência de que o País seja, dentro de cinco anos, o maior produtor mundial de grãos. “Os EUA tem como principal grão, o milho, enquanto o Brasil investe na soja e tem na China seu principal cliente”, avalia. A John Deere tem duas fábricas no RS, Montenegro e Horizontina, onde emprega metade dos 4 mil funcionários brasileiros de um total mundial de 66 mil.

Soja deve puxar crescimento na agropecuária O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária brasileira deve crescer 9,5% este ano e o produto que vai puxar este crescimento é a soja. A estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)

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é de que o VBP da soja totalize R$ 80,4 bilhões em 2013, com uma alta de 16,6% na comparação com o resultado do ano passado. Estudo da CNA mostra que o faturamento obtido com a venda de 25 produtos agro-

pecuários deve somar R$ 433,8 bilhões em 2013. O levantamento indica que 71% da safra já foi comercializadas até maio, quando os preços subiram em função da diminuição no ritmo de vendas.

No Super Sábado, clientes puderam conferir a linha de produtos da empresa, adquirir peças e agendar serviços com preços especiais

No dia 14 de junho, o Grupo SLC completou seus 68 anos de história. A Schneider Logemann e Cia Ltda foi fundada em 1945. Alguns de seus maiores marcos foi a produção da Trilhadeira Estacionária SLC, produzida no ano de 1947, e a introdução da Colheitadeira Rebocada SLC A -180, em 1957. Em 1965, foi criada a Colheitadeira Auto-Propelida SLC E5-A, primeira colheitadeira fabricada no Brasil, e em 1969, foi produzida a colheitadeira CA 1000, conhecida como “milzinha”, e que, ainda hoje, é utilizada em algumas propriedades rurais. No ano de 1999 a John Deere adquiriu os 100% das ações da SLC, sendo ela a concessionária autorizada da marca na região. O Grupo SLC é composto das empresas SLC Agrícola, SLC Alimentos, Ferramentas Gerais e SLC Comercial.

A SLC Comercial está localizada nos municípios de Horizontina (matriz), Ijuí, Santo Ângelo, Cruz Alta, Tupanciretã, Ibirubá e Três Passos. No dia 16 de julho, comemora seus 29 anos como concessionária. Dia 22 de junho, foi realizado o Super Sábado SLC – Feira de Peças e Serviços, quando a empresa recebeu, entre amigos e clientes, um público de mais de 300 pessoas na loja de Ijuí, em comemoração aos 68 anos do grupo. Durante o evento, os clientes puderam conferir a linha de produtos da empresa, adquirir peças e agendar serviços com preços especiais. Também foram ministradas palestras com técnicos especializados, com temas como Análise de Fluídos, Consórcio, Equilíbrio Operacional para Tratores, Revisão Preventiva e Pontas de Pulverização.

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AL transforma Mais Água, Mais Renda em política de Estado O governo encomendou um estudo para identificar as áreas e as culturas com potencial de irrigação. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o país aproveita apenas 15% do potencial irrigável. O governo acredita que vai ser possível dobrar a produção, que hoje está em cinco milhões de hectares, segundo a Agência Nacional de Águas, em um prazo de seis anos. No quesito irrigação, o Brasil saiu na frente e estimulou a aprovação do Programa Mais Água, Mais Renda como uma política de Estado, o que garante que ele siga sendo desenvolvido, mesmo com a troca de governo. Foi aprovado, no dia 7 deste mês, pela Assembleia Legislativa (AL), o projeto de lei 059/2013, do governo do Estado, que institui o Programa Estadual de Expansão da Agropecuária Irrigada – Mais Água, Mais Renda. Com unanimidade, 49 votos favoráveis, o Programa, que é coordenado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa) deixa de ser uma ação do governo

e se transforma em Lei Estadual, passando a ser uma política de Estado. O Mais Água, Mais Renda é um programa de desenvolvimento econômico com o objetivo de aumentar as áreas irrigadas e prevenir os efeitos das estiagens no Estado. O programa prevê reembolso da primeira e da última parcela de valores financiados pelos produtores irrigantes, licença ambiental e outorga da água. O Projeto de Lei ainda cria o Comitê Gestor do Programa, que será coordenado pela Secretaria da Agricultura e integrado por nove órgãos do Estado: Secretarias do Meio Ambiente; da Fazenda; de Obras Públicas, Irrigação e Desenvolvimento Urbano; de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo e da Secretaria de Desenvolvimento e Programação do Investimento. Além da Fundação de Proteção ao Ambiente Natural Henrique Roessler; da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) e do Instituto Rio-grandense do Arroz (Irga). O projeto foi aprovado com

Auri Braga Historiador e Técnico em Agricultura

Compras de equipamentos de irrigação são subsidiadas pelo progama estadual

emenda do líder do governo, deputado Valdeci Oliveira (PT), que ampliou a representatividade inicial prevista para o Comitê Gestor do Programa, bem como aperfeiçou os mecanismos de participação e controle social. Também serão convidados a participar do Comitê Gestor um

Embrapa prepara construção de abatedouro móvel

Câmara Setorial das Florestas Plantadas estuda estratégias políticas para elaboração de programas de Estado voltados ao setor, e deve resultar em uma Lei

A idealização, validação e transferência de tecnologia ao mercado do abatedouro móvel foram discutidas na semana passada na Embrapa Suínos e Aves, unidade descentralizada da empresa de pesquisa agropecuária vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Como o nome diz, o abatedouro móvel é uma estrutura que pode ser transportada

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para um local fixo pré-determinado para o abate de animais, com a refrigeração e o miniprocessamento das carcaças e que garanta o tratamento dos efluentes, o bem-estar animal e a segurança dos trabalhadores. O abatedouro móvel é uma parceria de cinco unidades da Embrapa (Gado de Corte - Campo Grande/MS, Caprinos e Ovinos Sobral/CE, Pesca e Aquicultura -

As forrageiras no Rio Grande do Sul

Palmas/TO, Pecuária Sul - Bagé/ RS e Suínos e Aves - Concórdia/ SC), Mapa, Cidasc, Epagri e das empresas Engemaq de Concórdia e Licitão de Florianópolis. O abatedouro móvel é construído sobre a carroceria de um semirreboque, com um dispositivo de engate para tornar possível seu transporte por um caminhão. “A estrutura tem todos os equipamentos necessários para abate, refrigeração e miniprocessamento das carcaças com a utilização de materiais feitos de aço inoxidável, não contaminante”, diz Daniel Galhart, engenheiro da empresa parceira Engemaq. Outro objetivo é conseguir a inclusão do abatedouro móvel no programa Mais Alimentos, uma linha de crédito do Pronaf que financia investimentos para a modernização da agricultura familiar e no Finame (Financiamento de Máquinas e Equipamentos), com recursos do BNDES e destinado a empresas de micro e pequeno porte localizadas em qualquer região do país. O primeiro protótipo do abatedouro móvel deve ser testado em um prazo máximo de 18 meses.

representante dos Comitês de Bacias Hidrográficas do Estado, um representante da Associação Sulina de Crédito e Ascar-Emater/ RS, e dois representantes de entidades de agricultores, um das cooperativas agropecuárias e um das indústrias de máquinas e equipamentos de irrigação.

Produtores de frutas e hortaliças terão aumento de financiamentos O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, nesta semana, uma série de medidas do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2013/2014. O deputado federal Afonso Hamm (PP-RS) que é vice-presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa de Hortifrutiflorigranjeiros (PróHorti) e da Frente Parlamentar da Fruticultura Brasileira, comenta que uma das medidas foi o aumento do limite de financiamentos de custeio para horticultura e fruticultura e a instituição do Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica da Produção Agropecuária (Inovagro). Os valores passaram de R$ 800 mil para R$ 1 milhão por beneficiário. Também foi autorizado o limite adicional de 15% para incluir os produtores rurais inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e mais R$ 1 milhão para culturas de batata inglesa, cebola, feijão, mandioca, tomate, demais verduras (folhagens) e legumes. Ainda foram aprovadas as medidas para empréstimos nas modalidades de investimento do crédito rural.

Na década de 70 quase não existiam variedades de sementes de forrageiras registradas no Ministério da Agricultura. A Secretaria da Agricultura do Estado é que tinha o controle da produção, que na verdade era chamada de Comum-RS,a grande maioria da cobertura de solo eram as restevas que germinavam praticamente sozinhas nas áreas de pousio. Em se tratando de aveia preta e azevém, não existia nenhum padrão oficial, chegando a ser chamada de semente identificada produzida pelas empresas produtoras vinculadas à Secretaria da Agricultura do Estado, posteriormente foi criado o nome de Sementes Fiscalizadas com controle de lotes e com atestado de garantia. Na década de 70 era necessária a relação de produtores e o campo tinha que ser inscrito. Quase todas as variedades de aveia branca tiveram origem na Argentina, a mais plantada chamava-se de aveia branca coronada, que ficou bastante conhecida até mesmo dos produtores da nossa região. Um pouco mais à frente, pela década de 80 já havia pesquisas de algumas cultivares de aveia branca pela Universidade Federal de Passo Fundo e pela UFRGS, que foram plantadas no Estado e fora dele em escala bem mais acentuada. As demais espécies de forrageiras tropicais como trevos, alfafa, cornichão, pensacola, chamadas “sementes finas” ficaram praticamente meio século sem nenhum avanço nas pesquisas de novas variedades. A partir da década de 90 o Ministério da Agricultura retomou o controle da produção de semente de forrageira em todo o país, retirando das Secretarias de Agricultura dos estados o poder de fiscalizar a produção. Isso aconteceu com a criação do Mercosul, que vai nortear a partir daí grandes mudanças que vamos relatar nas próximas colunas.

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Comissões debatem questões sobre Patrulhas vão passar anemia infecciosa em equinos pelas regiões do RS

As questões relacionadas com a anemia infecciosa equina no Estado serão debatidas por duas comissões. Nesta semana, a superintendência estadual do Ministério da Agricultura publicou portaria que reinstala a Comissão Estadual de Controle de Anemia Infecciosa Equina (Cecaie), formada por técnicos de diversas instituições. A medida atende solicitação feita pelo secretário da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa), Luiz Fernando Mainardi. No mesmo período, a Secretaria anunciou a constituição de um grupo de trabalho, com representações da sociedade civil, para discutir propostas de uma política que, mantendo a sanidade, desonere o trânsito de animais. A intenção é retomar e aprofundar as discussões a respeito da doença, letal e de fácil contágio, no contexto da lei que regulamenta e prevê sanções para transporte ou trânsito de equídeos sem Guia de Trânsito Animal (GTA) ou comprovante

Encontros buscam propostas que desonere trânsito de animais no Estado

de exame. No início deste mês, o governador Tarso Genro assinou decreto suspendendo as multas até 31 de dezembro deste ano, o que não impede a aplicação da lei em casos de comercialização. Para Mainardi, além do simbolismo e da importância incontestáveis do cavalo, o Estado precisa primar pela sanidade dos animais.

Outra questão a ser debatida - a partir de análise técnica dos resultados a serem obtidos com o inquérito epidemiológico que a Secretaria da Agricultura realizará - será o prazo de validade dos exames para o trânsito dos equinos. Caso se constate baixa incidência de enfermidade, ele poderá ser estendido, por exemplo, para 120 dias ou 180 dias, em vez dos 60 praticados hoje.

A Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), recebeu em decorrência de processo licitatório, nove escavadeiras hidráulicas e quatro retroescavadeiras no valor de R$ 4,1 milhões. O lote servirá para atender as ações do Programa Irrigando a Agricultura Familiar, mais especificamente, o Programa de Fortalecimento da Infraestrutura Rural. As novas máquinas serão utilizadas em 10 patrulhas mecanizadas, organizadas pela SDR, com objetivo de construir açudes para piscicultura e açudes para irrigação. O titular da pasta, Ivar Pavan, explicou que os convênios a serem assinados preveem que a SDR disponibilize as máquinas, a Emater/RS apresente os projetos e as licenças ambientais e as prefeituras forneçam o combustível e deem manutenção ao maquinário. Por sua vez, os agricultores beneficiados com os açudes produzirão os alimentos para os programas de compras públicas do governo. “São alternativas que se viabilizam para melho-

rar a renda de quem vive da agricultura familiar e meios de incluir mais alimentos na mesa dos gaúchos”, afirmou o secretário. O governo estadual não investia em novo maquinário desde 2002 para atender à agricultura familiar. “O parque de máquinas estava obsoleto e, agora, está sendo renovado. As retroescavadeiras e as escavadeiras hidráulicas adquiridas têm, inclusive, a possibilidade de serem monitoradas por computador”, disse o diretor do Departamento de Infraestrutura Rural da SDR, Vilmar Galvão. As empresas vencedoras da licitação são gaúchas e irão oferecer suporte técnico para garantir uma maior durabilidade e melhor operacionalidade dos novos equipamentos. A região Metropolitana, Serra, Centro Sul e Litoral serão as primeiras a receber a patrulha. A região de Ijuí, que integra o eixo Noroeste Colonial, Celeiro e Fronteira Noroeste, é o quinto local por onde passará a patrulha.

Produtor deve realizar verificação das furnas periodicamente Embora o Estado conte com mais de 10 núcleos especializados no controle da raiva em herbívoros e trabalhe para antecipar o problema, a participação do produtor é fundamental. Duas medidas são prementes: vacinar o rebanho e avisar a Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima assim que perceber sintomas nos animais. A distribuição da vacina antirrábica a animais não é de obrigatoriedade do poder público, a não ser para humanos. No caso do RS, por exemplo, a Secretaria da Saúde fornece vacina aos municípios que estão habilita-

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dos a fazer a aplicação. As cinco doses são gratuitas. A notificação da enfermidade à inspetoria é obrigatória. Há sanções legais para quem não informar a suspeita em herbívoros, ou a presença de animais com mordidas do morcego. Ao não fazer isso, o produtor também coloca o rebanho da região em risco. Assim que os animais começam a morrer, o raio de alastramento já é de 12 a 13 quilômetros. Em 2012, a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa) investiu mais de R$ 300 mil em material informativo so-

bre importância da vacinação e como identificar refúgios.No ano passado, registraram-se 50 focos de raiva. O produtor que comunica a presença do morcego, por hábito, à Inspetoria, tem que fazer a revisão das furnas cadastradas para saber se aumentou a presença do morcego ou não, explica Nilton Rossato. O trabalho deve ser baseado num tripé: “o produtor tem que localizar a furna, após comunicar a Inspetoria, que, por sua vez, aciona o grupo de combate ao morcego”, destaca o coordenador do programa, Nilton Rossatto Notificação da enfermidade à inspetoria é obrigatória

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Ijuí sediará o 17º Seminário Estadual de Apicultura

Abelha medicinal Victor Kronenberger é Técnico Agrícola especializado em Apicultura

O lançamento do 17º Seminário Estadual de Apicultura ocorreu no início do mês, onde diversos pratos à base de mel foram apresentados

O Rio Grande do Sul produz anualmente cerca de sete mil toneladas de mel, das quais, aproximadamente duas mil toneladas são exportadas, principalmente, para Estados Unidos e Europa. A atividade apícola envolve 40 mil famílias no Estado, segundo o presidente da Federação Apícola do Rio Grande do Sul, Silvio Lengler. Em Ijuí, a produção anual chega a 60 toneladas, segundo o técnico agrícola da Emater/RS-Ascar, Edevin Bernich. Visando a evolução sobre as discussões a respeito da produção do mel e com intuito de fomentar a produção e os estudos sobre o

produto, Ijuí sediará o 17º Seminário Estadual de Apicultura entre 11 e 13 de julho, no Salão de Atos da Unijuí. “É um projeto bastante ousado trazer este evento para Ijuí, mas o nosso povo é amigo e a nossa cidade é conhecida como a ‘colmeia do trabalho’”, disse o presidente da Associação de Apicultores de Ijuí, Aldair Cossetin. A expectativa do gerente da Emater/RS-Ascar da região administrativa de Ijuí, Geraldo Kasper, é que, após o Seminário, possam ser encaminhadas ações concretas para de que o mel seja referencial na alimentação. “Ainda é necessário trabalhar a cadeia produtiva do mel, criando estruturas de inspe-

ção que fortaleçam as agroindústrias que desenvolvem essa atividade.” O tema do Seminário é Mel na Alimentação Humana. A programação da 17ª edição do evento inclui painéis, palestras, debates, clínicas tecnológicas, jantar de confraternização e Expoapis - espaço de exposição e venda de equipamentos e produtos de empresas brasileiras que atuam no setor. “A Prodapys, maior exportadora de mel do Brasil, a Minamel, de Santa Catarina, e a Apitec, do Paraná, já confirmaram presença”, ilustrou o tesoureiro da Associação de Apicultores de Ijuí, Djalmar Schimidt.

A promoção do evento é da Emater/RS-Ascar, Confederação Brasileira de Apicultura, Federação Apícola do Rio Grande do Sul, Associação de Apicultores de Ijuí (AAI), Unijuí, prefeitura de Ijuí e governo do Estado, com apoio da Agronatur e Sindicato Rural. As inscrições para o 17º Seminário Estadual de Apicultura podem ser feitas até 28 de junho, na Fanpage do evento: www.facebook.com/17SeminarioEstadualD eApicultura; e-mail: audrien¬-_s@ hotmail.com; ou pelo telefone (55) 3332 1438, em horário comercial. As inscrições antecipadas custam R$ 35,00 e R$ 45,00 no dia do evento.

Bunge Brasil reduz em 8% as emissões de gases de efeito estufa por tonelada

Sustentabilidade será foco da Jornada da Viticultura Gaúcha

A Bunge Brasil alcançou uma redução de 8% das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) por tonelada produzida, devido à utilização de biomassa renovável para suprir suas necessidades energéticas, ao invés de combustíveis fósseis como o óleo combustível, por exemplo, e ao aumento de produção sem alteração na demanda por energia. Esse número refere-se à produção de 2012, comparada com o ano anterior, das quatro áreas de negócio da Bunge Brasil: Alimentos & Ingredientes, Fertilizantes, Agronegócio & Logística e Açúcar & Bioenergia. Segundo a plataforma global de sustentabilidade da Bunge, um dos principais desafios da empresa no Brasil é a produção, em todas as suas áreas de negócio, com baixo nível de emissões. “Essa redução de 8% por tonelada produzida, dado que acabamos de computar e que será divulgado na edição deste ano do nosso Relatório de Sustentabilidade, confirma que estamos no caminho certo na busca pela redução contínua das emissões em nossas atividades”, comemora o gerente de sustentabilidade da Bunge Brasil, Michel Santos. O índice alcançado pela Bunge em 2012 evitou a emissão de aproximadamente 30 mil toneladas de CO2 na atmosfera. Além disso, por

“Qualificação e diferenciação da produção de uvas para garantir sustentabilidade” foi o tema da 14ª edição da Jornada da Viticultura Gaúcha, que será realizada no dia 20 de junho, na Associação Esportiva, Recreativa e Cultural dos Motoristas, em Fagundes Varela. O objetivo foi disponibilizar informações e conhecimentos que auxiliem na qualificação e na agregação de valor da produção vitícola, através da adoção de tecnologias de produção sustentáveis, além de integrar os viticultores. A Emater/RS-Ascar apresentou o trabalho e as discussões com relação à produção e comercialização de vinhos elaborados por agricultores familiares, enquanto o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) abordou a conjuntura e as tendências de mercado para a viticultura.

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ter uma matriz energética baseada em 93% de fontes renováveis, a maior parte dos gases emitidos pela empresa refere-se a carbono neutro, que é consumido no ciclo natural das plantas.

Índice alcançado pela empresa ano passado evitou a emissão de cerca de 30 mil toneladas de CO2 na atmosfera

Estudo da flora medicinal realizado através de abelhas tem revelado nas últimas décadas componentes medicinais contidos no Mel, Pólen, Própolis, Geleia Real e Apitoxina produzidos por elas. O Estudo analisa a qualidade medicinal dos produtos da abelha que varia de acordo com o tipo de vegetação predominante de cada região, bem como o seu uso como complemento alimentar em pacientes que estão em tratamento do câncer. Algumas floradas de certas regiões permitem às abelhas produzirem certos tipos de Mel, Própolis e Pólen, e quando utilizados como complemento alimentar aumentam a defesa imunológica e que também podem ser usados para fins medicinais no tratamento de doenças respiratórias, mau hálito, aftas, gengivites, cicatrizantes e fortificar o organismo. Uma pesquisa da Universidade da Califórnia (EUA), mostrou também que o Mel eleva a quantidade de “antioxidantes” (que são anticancerígenos, revista Istoé de 07/04/204). A Própolis possui dezenas de vezes mais “Flavonoides” do que qualquer outro vegetal e estuda-se as suas propriedades que são “anticancerígenas” e anti-HIV. A Própolis é extraída de plantas medicinais e modificada pelas abelhas operárias com mais de 15 dias de idade por meio de enzimas salivares, geralmente composta por 50% de resinas vegetais, cerca de 30% de cera, 10% de óleos essenciais, 5% de pólen e 5% de várias outras substâncias de acordo com a região e espécies de plantas.O Pólen é o gameta masculino das flores das plantas, formado por minúsculos grãos, ele é coletado pelas abelhas e transportado nas suas patas até o interior da colmeia e logo após é preparado como alimento das larvas jovens por ter alto valor nutritivo, rico em proteínas, sais minerais, potássio, fósforo, enxofre, cobre, ferro, cloro, magnésio, silício e complexo vitamínico B-C-D-E. O consumo diário de Pólen produzido em certas regiões tem mais propriedades que outras e na saúde humana auxilia no aumento da defesa imunológica, é potente energético natural promovendo vigor físico e mental, e é um rico alimento em propriedades.

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Semente resistente à lagarta helicoverpa Após recentes ensaios realizados em laboratórios, casas de vegetação e campos demonstrativos na safra 2012/13 em várias regiões do Brasil, a Monsanto anunciou que a tecnologia Intacta RR2 PRO™, desenvolvida ao longo dos últimos 11 anos especialmente para o mercado brasileiro, também confere supressão às lagartas do gênero Helicoverpa (Helicoverpa zea e Helicoverpa armigera). De acordo com pesquisadores da Monsanto, nos mil campos dos agricultores que experimentaram a tecnologia a convite da empresa na safra 2012/13, em 350 municípios de 14 estados (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Maranhão, Bahia, Rondônia, Piauí e o Distrito Federal), não foram verificados danos causados pelas lagartas do gênero

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Helicoverpa. A tecnologia Intacta RR2 PRO™ já oferecia controle contra as quatro principais lagartas que atacam a cultura da soja – lagarta da soja (Anticarsia gemmatalis), lagarta falsa medideira (Chrysodeixis includens e Rachiplusia nu), broca das axilas, também conhecida como broca dos ponteiros (Crocidosema aporema) e lagarta das maçãs (Heliothis virescens) – e supressão à lagarta do tipo elasmo (Elasmopalpus lignosellus). A lagarta Helicoverpa foi uma das pragas mais graves da última safra, trazendo prejuízos a agricultores em todo o País. Os resultados de supressão à Helicoverpa reforçam que a INTACTA RR2 PRO™ é um exemplo de tecnologia que chega ao campo para contribuir com essas necessidades”, diz Márcio Santos, diretor de Estratégia e Gerenciamento de Produto da Monsanto.

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Encerra-se o cultivo de aveia Aveia branca forrageira garante mais leite e carne. Com o cultivo chegando a 98% na região de abrangência da Cotrijui, a aveia é usada na alimentação de bovinos

Mais de 98% da área prevista com aveia já foi cultivada na região de atuação da Cotrijui. Segundo os dados revelados pelo gerente Agrotécnico da cooperativa, engenheiro agrônomo, Alberto Rossetto, indicam que o volume de hectares cultivado com a aveia chega a 9,6 mil hectares, e o desenvolvimento da planta é considerado dentro da normalidade. “A aveia branca está praticamente toda semeada, e seu desenvolvimento pode ser considerado mais avançado do que o trigo”, avalia Rossetto. A expectativa é de que neste ano seja obtida uma boa produtividade. No caso de Ijuí, a projeção é de 40 sacas por hectare. O engenheiro chama atenção para o mercado interno da aveia branca, ressaltando que a demanda pelo alimento é maior do que sua oferta: “Temos um mercado interno que necessitaria de mais produção”, destaca. “Temos um mercado garantido, mas infelizmente a época de

Na região de abrangência da Cotrijui foi cultivado um total de 9,6 mil hectares de aveia

pantio chega ao final, estando praticamente encerrado o cultivo. Além disso, o engenheiro agronômo da Cotrijui chama a atenção para o potencial do Estado, e também da região de atuação da Cotrijui, para o potencial de mercado que a aveia tem, o que incentiva que haja crescimento.

A aveia branca é uma alternativa de alimento para produção animal. Além disso, tem importante papel no sistema de produção de grãos, principalmente no RS, caracterizando-se por ser uma excelente alternativa para o cultivo de inverno e em sistemas de rotação de culturas, pois pode ser inserida conforme a necessidade dos produtores.

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Preço pago pelo leite agrada, mas produção está baixa

Com a qualidade da ração deixando a desejar, devido a seca registrada em 2012, produtores investem nas forrageiras para garantir a produção do rebanho e aproveitar o bom preço pago pelo leite

O preço pago ao produtor pelo litro de leite, atualmente, “não dá para se queixar”. Essa afirmação é do produtor da localidade de Alto da União, interior de Ijuí, Arno Wielens, que está recebendo em torno de R$ 0,86 por litro. Com um rebanho que conta com 19 vacas atualmente, o produtor vende sua produção à Promilk, com sede em Estrela, uma média de 955 litros de leite a cada dois dias. Mas, por outro lado, o produtor chama a atenção para uma diminuição na produção de leite de seu rebanho em relação ao ano passado, na mesma época do ano. Wielens revela que em 2012 o rebanho produzia uma média

de 700 litros/dia, hoje, esse número caiu para uma média de 470 litros/dia. O que lhe chama a atenção é o fato de que no ano passado a região foi muito afetada pela seca, e mesmo assim, a produção foi superior: “O que acontece é que neste ano estamos sentindo os reflexos da seca de 2012. O preço da ração subiu e sua qualidade, por outro lado, diminuiu. A silagem de milho está ruim”, explica. Em sua propriedade, Wielens planta 19 hectares voltados para a alimentação do rebanho, divididos em milho, aveia e azevém. A alternativa da silagem é imprenscíndivel para alimentação do gado de leite, já que o preço do kg, no momento, chega a R$

0,83. Para alimentar todo seu rebanho, Wielens contabiliza a necessidade de 6 mil kg/mês. Enquanto isso, o preço recebido por litro de leite é em torno de R$ 0,86. “Esse valor é o melhor pago nos últimos anos, e começamos a receber em torno desta quantia há uns três meses”, analisa Wielens. Mas, o produtor frisa que a produção de leite diminuiu bastante, e tende a continuar reduzindo, já que segundo ele, em dias chuvosos em que a vaca passa o dia no pasto, com o pelo úmido, nota-se uma redução na produção que chega a 20 litros/ dia. Além disso, quanto ao preço que vem sendo pago ao produ-

tor, e que tem agradado, Wielens sinaliza que já recebeu parecer da empresa compradora de sua produção, de que não deve haver redução nos próximos meses. Ele aponta as fraudes descobertas no leite como um reflexo nesse aumento, já que com isso reduziu a oferta no mercado: “Não haverá redução no preço do leite”, disse. No momento, o produtor investe na construção de uma sala de ordenha mais moderna, o que vai qualificar ainda mais sua produção, e permitir que a venda tenha um acréscimo: “Nossas ordenhadeiras são de 1992”, conta. Vivem na propriedade, Wielens e a esposa, e mais a filha

Fabiana, 21 anos, formada em técnico agrícola pelo Imeab e que ficou no interior ajudando os pais. “O leite é a moeda mais certa que há”, afirma Wieles, ressaltando que em sua propriedade a única rentabilidade vem do leite. “E o preço não dá para se queixar”.

Arno Wielens

No mercado, consumidor sente um aumento de mais de 23%

Preço pode chegar a R$ 0,95

O preço do leite longa vida subiu 20,33% no último ano no RS, segundo dados do Centro de Estudos e Pesquisas Econômica (Iepe) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Em maio, o litro foi vendido a um valor médio de R$ 2,2 no Estado. A quantia fica abaixo da média nacional da Scot Consultoria para o produto, que teve alta de 25,35% na comparação com o mesmo mês de 2012. Entretanto, o consumidor gaúcho sentiu mais no bolso porque o aumento foi de 6,48% apenas no último mês, enquanto no País a alta foi de 2,32% em relação a abril. De acordo com os especialistas, a alta se deve à entressafra, ao clima e às cotações do leite em pó no mercado internacional. Comerciantes

O clima ameno, com pouco frio e sem precipitações, contribui para o aumento da oferta de pasto na maioria das regiões produtoras de leite do Estado. Com isso, já se registra incremento do volume de leite produzido na última semana, constata o agrônomo da Emater Dulphe Pinheiro Machado Neto, sem arriscar números. Frente ao cenário, o Sindilat estima que a produção de junho cresça 4% em relação aos 9,5 milhões de litros/dia de maio. A projeção de aumento vem em um momento positivo, quando o preço está alto devido à entressafra. De acordo com dados da Emater, o preço do leite está estável entre R$ 0,55 e R$ 1,00/ litro. O Sindilat indica valor de mercado a R$ 0,95 para junho.

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e economistas concordam que a fraude do leite revelada pelo Ministério Público, na qual um grupo de transportadores adicionava água e ureia ao leite cru antes de entregá-lo à indústria, já foi neutralizada pelo mercado e não influenciou nos preços. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a alta do leite foi o que mais impactou a inflação de Porto Alegre no último mês. “A alta do leite se deve principalmente à entressafra. Neste momento, as pastagens são menores, a oferta de alimento para o gado é menor e isso acarreta produtividade menor. Com menos oferta à usina, a usina oferta menos leite e o preço dispara”, diz o coordenador da FGV no RS, Márcio Mendes da Silva.

Em algumas regiões, o preço pago pelo consumidor pelo leite chega a R$ 2,50

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Produtores já podem contar com subsídio para aquisição de sistemas de ordenha Indústrias fabricantes de resfriadores por expansão e ordenhadeiras que participam do programa Mais Leite de Qualidade, do governo do Estado, reuniram-se com o governador e secretários do setor da agricultura no RS, e concordaram na redução, no mínimo, em 10% do valor dos equipamentos que vierem a ser comercializados, via Programa. A decisão foi comunicada no início deste mês, e agradou aos produtores de leite, já que o preço que lhes é pago por litro do produto depende da qualidade do leite. De acordo com o coordenador técnico da Câmara, João Miltom Cunha, esta já é uma reivindicação do governo desde 2012, e as indústrias optaram por reduzir os preços, devido à quantidade de equipamentos que vão ser comercializados: “A nossa programação é em torno de 40 mil equipamentos. Então, foi uma negociação pela quantidade. A gente pressionou um pouquinho para que eles ajudem o desenvolvimento da cadeia”, explica. Aos poucos, as famílias da agri-

cultura familiar têm percebido a importância de sistemas de produção modernizados voltado à cadeia produtiva, o que vai garantir, além de uma maior produção, a qualificação do produto que atenderá às exigências sanitárias, permitindo ao produtor pleitear uma maior valorização de sua produção. São duas linhas de atuação. Uma beneficiando aqueles com acesso ao crédito (Pronaf) e a outra, àqueles que não possuem crédito. No primeiro caso, o Estado, ao assumir a última parcela do financiamento, subvenciona cerca de 15% do investimento. No segundo, a bonificação do Estado será de 50%. Segundo Cunha, quem aderir à linha de financiamento do Pronaf terá, no período de 10 anos, três anos de carência, sendo que a última parcela será subvencionada pelo Estado e para os produtores sem acesso ao crédito (condição a ser comprovada pelos conselhos agropecuários municipais), haverá 50% de subvenção. O restante do valor deverá ser pago pelas cooperativas.

SORO COLETADO PARA TUBERCULOSE E BRUCELOSE SEGUE PARA ANÁLISE DA FEPAGRO As equipes de campo da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa) concluíram os testes de tuberculose e a coleta de amostras para exames de brucelose em bovinos em 1065 propriedades espalhadas em sete diferentes regiões do Estado. Ao todo, mais de 11 mil exames foram realizados. O trabalho a campo foi concluído dentro do prazo previsto. Agora, o soro vai para o exame de brucelose no Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor, entidade vinculada à Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro).

MUDANÇAS NOS HORÁRIOS DO RECEBIMENTO DO LEITE TEM OBJETIVO DE REDUZIR FRAUDES O Ministério da Agricultura (Mapa) negociará com os laticínios a restrição do horário para o recebimento de leite cru nos estabelecimentos com Sistema de Inspeção Federal. O objetivo é otimizar a fiscalização e combater adulterações na produção, transporte e industrialização. “Vamos concentrar esforços nas plataformas de recebimento de leite, sem abrir mão de que as empresas façam todas as análises disponíveis”, destaca o superintendente do Mapa/RS, Francisco Signor. Segundo o Mapa, grande parte dos estabelecimentos que recebe leite cru no RS trabalha 24 horas, mas, na maioria dos casos, não existe fluxo que motive tal jornada. Apesar de propor a restrição, Signor admite que ela não é a melhor solução, já que poderá comprometer a matéria-prima em algum momento. Por outro lado, não deve alterar a rotina das propriedades.

PREÇO DO LEITE NO VAREJO DEVE SUBIR MAIS 5% ATÉ O FINAL DO PRÓXIMO MÊS A escalada do preço do leite está longe do fim, conforme Antônio Cesa Longo, presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas). O dirigente estima que o produto poderá subir mais 5% até o final de julho, sendo que o preço deve se manter estável em agosto e começar a cair em setembro. “Todo o ano, o preço sobe durante o inverno. Quando voltarem a ser vendidas nos supermercados maiores, as outras marcas (que tiveram alguns lotes adulterados) poderão exercer uma pressão nos preços”, afirma.

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O investimento em sistemas de ordenha facilita ao produtor e reflete no preço

Setor leiteiro é responsável por mais de 2% do PIB gaúcho Neste momento a atividade leiteira, voltada à alimentação humana, ganha destaque nos noticiários por razões indesejáveis aos produtores e à indústria de laticínios. Dessa forma, é importnate apresentar um esboço da atividade no RS. Por aqui, se produz mais de 4 bilhões de litros de leite por ano, em 90% dos municípios, onde espalha-se um rebanho de 1,5 milhão de vacas e vivem mais de 120 mil famílias de produtores. Atualmente, o preço pago ao produtor gaúcho, referenciado pela qualidade da matéria-prima que ele entrega (quanto mais qualidade o leite tiver, mais ele ganha), está agrandando, variando entre R$ 0,80 e R$ 0,90, dependendo da região. Esses valores demonstram a importância da atividade no sustento e na fixação no campo das famílias nela envolvidas. Sendo que a maioria dos produtores destaca que a pecuária leiteira é o segmento no campo que garante retorno. O parque industrial do RS é

composto por mais de 200 indústrias de laticínios, que atuam sob inspeção federal, estadual ou municipal, sendo o 2º Estado mais importante na atividade no País - Minas Gerais é o primeiro. O setor responde por 2,13% do PIB gaúcho, o que corresponde a cerca de R$ 6 bilhões. Devido às fraudes registradas nos últimos tempos, voltadas à cadeia produtiva do leite, a indústria é rigorosa na avaliação sanitária do produto que recebe em sua plataforma: agora são procedidos 22 tipos de testes, com a entrada, no dia 18 de fevereiro, daquele que busca detectar a adição externa de ureia. Vale dizer que essa testagem é dificultada porque a ureia é um componente natural do leite da vaca. O setor é historicamente comprometido com a qualidade e tem consciência de que seu produto tem a ver com a saúde pública, por este motivo, consumidores podem sentir-se tranquilos pela retirada dos lotes de circulação.

9 Pecuária leiteira terá reforço O fortalecimento da agricultura familiar, através da pecuária leiteira, em todo o País é o objetivo das reuniões realizadas em Minas Gerais, na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Gado de Leite), com a presença de um extensionista de cada região e a equipe de técnicos do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural da Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Esse fortalecimente é voltado aos agricultores familiares que produzem até 100 litros de leite por dia, que serão beneficiados com uma Chamada Pública de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) voltada para inovação tecnológica na cadeia produtiva do leite. De acordo com o representante da Embrapa Pecuária Leite do RS, Gustavo Martins, um dos objetivos é identificar e definir as regiões que são prioritárias para que essa chamada pública contemple. Martins conta que no RS, dos 70 mil produtores, cerca de 70% se encaixam no grupo que produz menos 100 litros de leite/dia. Enquanto isso, no País os agricultores familiares que produzem até 100 litros de leite por dia correspondem a 46,9% de toda produção do leite brasileira e já foram identificados pelo projeto do MDA e da Embrapa. “A ação integra a pesquisa e a extensão rural para um público que geralmente a inovação tecnológica não alcança, bem como vai atuar na principal cadeia produtiva da agricultura familiar que é o leite, por ser um produto que permite que o estabelecimento tenha maior capital de giro”, explica o diretor do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater) da Secretaria da Agricultura Familiar do MDA, Argileu da Silva. A ideia de realizar inovações que estejam de acordo com o público alvo é reforçada por Martins: “A agricultura familiar tem dificuldade na gestão do processo produtivo, como as estradas de acesso e o manejo dentro da unidade produtiva”, disse. Ele destaca também que essa chamada pública deve atender as particularidades de cada região, exemplificando com o Noroeste do RS, onde muitos produtores de leite estão organizados em cooperativas.

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Congresso discute a importância da preservação ambiental Em alusão a semana do meio ambiente foi realizado na cidade de São Paulo, no dia 1º de junho, o 18º Congresso Brasileiro de Direito Ambiental/ 8º Congresso de Estudantes de Direito/ 8º Congresso dos Países de Língua Portuguesa e Espanhola promovido pelo Instituto o Direito Por um Planeta Verde. O evento aconteceu devido à preocupação comum com a preservação de um meio ambiente ecologicamente equilibrado e o comprometimento com o desenvolvimento sustentável. A secretária adjunta da OAB Ijuí, mestre em Direito Ambiental pela Unisinos e professora da Unifra, Emmanuelle Malagrim, participou do evento com o artigo intitulado “A incerteza e a necessidade de implementação do Direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado”. O trabalho foi classificado em 2º lugar na categoria mestre do

II Prêmio José Bonifácio de Andrada e Silva. Os Congressos têm a finalidade de reunir os pesquisadores e operadores do direito que trabalham com o direito ambiental enquanto linha de investigação ou atividade profissional, difundindo conhecimento técnico-científico sobre os temas relacionados com o Direito Ambiental. Além disso, busca promover e estimular pesquisas doutrinárias, notadamente por estudantes de graduação e pós-graduação, em Direito Ambiental, através da promoção do II Prêmio José Bonifácio de Andrade e Silva. A outorga do prêmio visa ao desenvolvimento e ao amadurecimento da pesquisa do Direito Ambiental premiando os melhores ensaios acadêmicos inéditos sobre o Direito Ambiental em cinco categorias: 1) Estudantes de Ensino Superior: a) graduando;

Evento buscou promover e estimular pesquisas doutrinárias

b) especializando; e c) mestrando. 2) Especialista, mestre em direito e doutor em direito. No referido prêmio apresentei artigo intitulado “A incerteza e a necessidade de implementação do Direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado” o qual foi classificado em 2º lugar na categoria mestre. O prêmio tem como objetivo laurear trabalhos inovadores na área do Direito Ambiental e com isso lançar novos escritores. Neste ano a temática desenvolvida no Congresso foi “Licenciamento, ética e sustentabilidade”, já que o licenciamento é um dos instrumentos mais eficazes na preservação do meio ambiente, pois Emanuelle teve seu trabalho classificaantecede o dano permitindo à utili- do em 2º lugar na categoria mestre zação do meio desde que de forma a não degradar ou se caso inevitá- gratuitos, quer dizer, externalidavel o dano que este seja mitigado des positivas. Considerando o vaou compensado. lor dos serviços ambientais para Com a municipalização do licen- a economia, o PSA compensa o ciamento de atividades locais se custo de oportunidade do uso do pretendeu desafogar o Estado, di- solo por meio da remuneração minuindo o custo e o tempo para daqueles que contribuem para concessão da licença. Contudo, a preservação dos ecossistemas. muitos municípios não estão pre- O que deve ser discutido amparados devido a falta de pessoal plamente na sociedade, uma vez qualificado para conduzir o proces- que está em tramitação na Asso de licença, ou até mesmo pelo sembléia Legislativa do Rio Granchoque de competências, disputa de do Sul projeto de Lei que visa entre a União, Estado e Município a instituição do PSA. para conceder a licença ambiental. Para Emanuelle, estes eventos Outra temática debatida foi o contribuem para o permanente “Pagamento por Serviços Ambien- estudo da legislação ambiental tais”, que tem como objetivo a cor- do País, bem como de sua eficáreção da falha de mercado, qual cia para garantir a qualidade de seja, os serviços ambientais sempre vida das presentes e futuras geforam considerados como livres ou rações.

New Holland é destaque em Feira A 20ª edição da Agrishow, uma das principais feiras do agronegócio na América Latina, foi marcada por bons resultados para a New Holland. A feira aconteceu entre 29 de abril e 3 de maio, e chegou ao seu último dia atendendo às expectativas da marca e de seus clientes. “Podemos dizer que a New Holland tem a melhor resposta para as exigências da agricultura brasileira, independente do segmento. Portanto, estamos preparados para atender desde a agricultura familiar até os grandes produtores do país”, ressalta o vice-presidente da New Holland para a América Latina, Alessandro Maritano. Fazendo parte dos 20 anos de história da Agrishow, a New Holland apresentou, nesta edição, sua linha de produtos com o objetivo de alcançar as mais diversas culturas. O público compareceu ao estande da New Holland, onde estavam expostas as tradicionais colheita-

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deiras de grãos, a ampla gama de tratores das mais variadas potências disponíveis no Brasil, assim como novidades na linha de feno e forragem, pulverização, plantadeiras e plataformas. Um balão em forma de trator sobrevoava a feira todos os dias e ganhava os olhares curiosos de visitantes e clientes. Os lançamentos e destaques da marca para a feira foram: o kit canavieiro para os tratores T7 e T8, o novo pulverizador SP2500, as colheitadeiras CR9090 e CR5080, entre outras. O estande contou com a presença do ator Tarcísio Meira, produtor rural e cliente New Holland há vários anos, que participou da coletiva de imprensa da marca. “As máquinas me ajudam. A New Holland tem resolvido bem os meus problemas.”, afirmou o ator. A participação dos concessionários e demais colaboradores envolvidos foi fundamental para o resultado expressivo da New

Holland. Sempre em busca de tes antigos e conquistar novos, bons resultados, esse time apro- gerando assim boa visibilidade veitou a feira para receber clien- para a marca.

Reforma política e novas inspetorias

Luiz Fernando Mainardi Secretário de Agricultura Pecuária e Agronegócios

A volta de milhares de brasileiros às ruas, nesta semana, em movimento que não ocorria desde o “Fora Collor”, fortaleceram minha convicção de que necessitamos, urgente, de uma reforma política e partidária. Entendo que o recado que vem destas manifestações é de que o atual sistema já se esgotou. Que é necessário estabelecermos uma relação mais comprometida entre eleitor e eleito, que vá além do toma-lá-dá-cá, e consolide compromissos com base num programa. Para isso, é fundamental convocar uma Assembléia Nacional Constituinte, de caráter exclusivo, eleita por fora dos atuais partidos, para elaborar um novo contrato político e social para a consolidação da democracia brasileira. Digo isso a partir do entendimento de que as soluções para esta crise só se operam pela via política. Recebemos, nesta semana, visita da diretora de Gestão da Legacy Investment & Management, grupo nigeriano especializado em atrair investimentos para aquele país africano. Enitan Obasanjo – Adeleye, é filha do criador do grupo e primeiro presidente do País após a redemocratização, Olusegun Obasanjo. A visita é o primeiro resultado concreto da missão que coordenamos à Nigéria, entre os dias 26 e 31 de maio, já que Enitan veio conhecer empresas e experiências gaúchas nas áreas do arroz, do frango e do leite. Recebemos a diretora, especializada na elaboração e implementação de estratégias, pesquisa e análise para apoiar a tomada de decisão de investimento, em nosso gabinete, ocasião em que reafirmamos a intenção do governo do Estado de contribuir para o desenvolvimento da Nigéria, através de intercâmbios comerciais e acordos de cooperação. Entregamos aos produtores e funcionários da Secretaria da Agricultura, na semana passada, mais quatro novas Inspetorias de Defesa Agropecuária, as antigas IVZs. As inspetorias de Cristal, São Lourenço, Camaquã e Pelotas integram o nosso programa de revitalizar todas 258 unidades que temos espalhadas no interior, visando oferecer melhores condições de trabalho aos funcionários e um ambiente mais agradável e moderno para o atendimento dos produtores rurais de nosso Estado.

A New Holland aproveitou a feira para dar maior visibilidade para a marca

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Crehnor: proteção para você e para seu patrimônio A vida é um grande espetáculo e para protagonizá-lo com dignidade precisamos nos sentir protegidos. E esta proteção começa individualmente, passando pela nossa própria vida, nossa saúde, nosso futuro, nossa família e nosso patrimônio, para que possamos viver intensamente cada ciclo da vida. Por isso, a proteção passa a ser a grande necessidade das pessoas neste século marcado por acontecimentos imprevisíveis e muitas vezes devastadores. A Crehnor oferece seguros de vida, residencial, rural, veículos com assistência 24 horas e coberturas complementares. Atribua valor ao que é realmente importante: família, amigos e conquistas. O objetivo da Crehnor é oferecer benefícios que contribuam para sua segurança, garantindo melhor qualidade de vida para toda a família, a Crehnor também disponibiliza

aos seus associados Consórcio, Programas Habitacionais, Financiamentos Agrícolas e Microcré-

A normativa assinada pelo ministro Antônio Andrade estabelece que a emissão de GTA por médico veterinário privado só será permitida no trânsito de ruminantes, dentro da própria unidade da Federação, na saída para eventos pecuários e retorno para a propriedade, desde que não haja impedimento de ordem sanitária. Para obter a habilitação, os profissionais privados devem ser treinados pelo Ministério da Agricultura ou pelos serviços estaduais de defesa agropecuária.

dito. Telefone: 55 3332 7298. Site: www.crehnor.com.br. Instrução normativa estabelece regras para credenciamento de médicos veterinários para emissão de Guia de Trânsito Animal

mula alta de quase 5 por cento em junho, vai se converter em negócios um pouco mais lucrativos, no momento em que os valores dos produtos cotados na moeda dos EUA forem convertidos em real. A mudança cambial tem origem, em boa parte, nas perspectivas sinalizadas pelo banco central dos EUA, o Federal Reserve, de reduzir os estímulos monetários.

Rebanho bovino brasileiro cresceu 6,5% nos últimos cinco anos

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2008 a 2012, o rebanho bovino brasileiro cresceu 6,5%. Passou de 199,75 milhões de cabeças para 212,85 milhões de cabeças. Desde 2008, o aumento do rebanho foi contínuo. Isto pode ser explicado pela retenção de matrizes, que teve início em 2007. Neste período, o pecuarista investiu na ampliação do rebanho devido aos preços de venda e rentabilidades mais atrativas da cria, gerados pelas valorizações dos animais terminados e de reposição.

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O Ministério da Agricultura publicou na edição de 21 de junho, do Diário Oficial da União (DOU) uma instrução normativa que estabelece regras para credenciamento de médicos veterinários para emissão de Guia de Trânsito Animal (GTA). A norma prevê que a habilitação só será concedida em unidades administrativas onde não exista quantidade suficiente de médicos veterinários ou funcionários autorizados dos órgãos oficiais de defesa sanitária animal.

Crehnor objetiva-se a oferecer benefícios para a segurança do cliente

Alta do dólar eleva rentabilidade de agricultores no Brasil A recente desvalorização do real será positiva para os produtores de commodities agrícolas do Brasil, apesar do aumento dos custos decorrentes de insumos atrelados ao dólar e do ambiente de preços internacionais em curva descendente. Especialistas no setor, que é líder de exportações do país, são unânimes em apontar que a cotação do dólar, que acu-

Governo fixa regras para credenciamento de veterinários

Arroz mantém valorização em junho Depois de alcançarem uma valorização de 3,42% no mês de maio, as cotações do arroz em casca no Rio Grande do Sul acumularam uma alta de preços de 1,13% nos 17 primeiros dias de junho, segundo o indicador de preços do Arroz em Casca Esalq/Bolsa Brasileira de Mercadorias-BM&FBovespa. Apesar da valorização, a semana começou com preços idênticos aos do início da semana anterior. Ao longo dos últimos dias foi registrada leve retração. Assim, a cotação da saca de arroz em casca nos padrões citados, fechou em R$ 33,91 no dia 17 de junho, um valor equivalente a US$ 15,61 pela cotação do dia. Vale lembrar que o dólar vem alcançando forte valorização frente ao Real, o que poderá

auxiliar num movimento de retomada das exportações, após os pífios resultados obtidos nos últimos meses. O enfraquecimento na recuperação de preços já era esperado considerando a necessidade dos produtores fazerem caixa para cobrir as parcelas de custeio que começam a vencer em julho, pagamento de dívidas e até mesmo a compra de insumos para a próxima lavoura, que será formada no Rio Grande do Sul a partir de agosto, mas algumas operações de preparo de solo são iniciadas em julho, de acordo com o clima. Por outro lado, há forte resistência do varejo em aceitar o contínuo repasse do custo da matéria-prima, pelas indústrias, ao produto beneficiado.

Leve retração foi registrada nos últimos dias

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Imasa presente na Bahia Farm Show

Tendência de queda no preço do milho

Profº. Argemiro Brum, do Ceema/ Dacec/ Unijuí

Feira é considerada a maior vitrine do agronegócio, e uma das mais importantes feiras de tecnologia agrícola e negócios do país

A Imasa esteve recentemente participando da Bahia Farm Show, Feira de Tecnologia Agrícola e Negócios, em Luís Eduardo Magalhães. A feira que ocorreu de 28 de maio a 1º de junho, é considerada hoje a maior vitrine do agronegócio da Bahia e uma das mais importantes feiras de tecnologia agrícola e negócios do país. Dela fazem parte as maiores empresas mundiais de máquinas, implementos, insumos e serviços, com repre-

sentação no Brasil, o que torna a feira baiana uma excelente oportunidade de realizar negócios, promover a sua marca e ficar em dia com as novidades do mercado agropecuário. Em 2013, a Bahia Farm Show completou sua sexta edição com nome e marca próprios. Ela começou como franquia da Agrishow, em 2004, mas evoluiu e ganhou identidade, agregando à sua performance os diferenciais que fazem do Oeste da Bahia, não mais uma

fronteira, mas um guia dos novos rumos do agronegócio brasileiro. A feira deste ano buscou evidenciar as novidades da moderna tecnologia agropecuária e agroindustrial. Neste sentido a Imasa preparou para a Bahia Farm Show, os modelos da nova geração de Saga Plus e Plantum DuoFlex com cabeçalho articulado e sistema pneumático, com plantio a vácuo grão a grão. Máquinas direcionadas a atender a expectativa

e o perfil do mercado da Bahia, consumidor principalmente de equipamentos de médio e grande porte, motivo pelo qual a Imasa apresentou plantadeiras de 9 a 28 linhas. Evento que tem demonstrado um grande potencial e que cresce mais a cada ano que passa, a Bahia Farm Show é sem dúvida uma feira que reflete perfeitamente o cenário de um país em constante evolução, seja ela social, econômica, política ou cultural.

Sicredi projeta liberar R$ 7,6 bilhões para o Plano Safra O ciclo 2013/2014 do Plano Safra começa no dia 1º de julho de 2013. E o Sicredi, instituição financeira cooperativa, projeta liberar R$ 7,6 bilhões em crédito rural. Com previsão de efetivar cerca de 165 mil operações, o Sicredi quer bater mais um recorde na disponibilização de recursos, mantendo a posição de destaque entre os maiores agentes de crédito rural do Brasil. A liberação de recursos pelo Sicredi registra crescimento constante em valores e em número de operações nos últimos anos. Enquanto no Plano Safra 2010/2011 foram liberados R$ 4,3 bilhões em 145 mil operações, no ciclo 2012/2013 - que está encerrando, o montante é de R$ 6,3 bilhões em 155 mil financiamentos, um aumento de 47% e 7% respectivamente. Também foi registrada redução nos índices de inadimplência de crédito rural

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e recursos direcionados, de 0,65% para 0,22%, de março de 2012 para março de 2013, reflexo da natureza cooperativa do negócio. Do montante de R$ 7,6 bilhões para a Safra 2013/2014, 21% maior do que o Plano Safra 2012/2013, R$ 6,3 bilhões serão direcionados para custeio, comercialização e investimento com linhas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e voltadas aos demais produtores. Os outros R$ 1,3 bilhão serão liberados em operações com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Estão previstas 165 mil operações de financiamento, 10 mil a mais do que no período anterior. O custeio é uma das finalidades do crédito rural e des-

tina-se a cobrir as despesas normais dos ciclos produtivos das atividades agrícola ou pecuária, tais como plantio de lavoura e formação de pastagens. A comercialização engloba despesas posteriores ao cultivo e produção como transporte, beneficiamento e armazenamento dos produtos para venda futura. Os recursos para investimento podem ser usados na construção de silos, compra de maquinário, implementação de lavoura permanente, projeto de recuperação de pastagens e aquisição de rebanho. O presidente do Sicredi Pestanense, Antenor José Vione, recomenda que, antes de solicitar o crédito, o associado faça o planejamento da próxima safra – o que vai plantar, qual é a área de cultivo e o orçamento necessário com base na análise de solo e sob orientação técnica sobre o uso dos

Antenor José Vione

insumos e os demais serviços que serão utilizados. “Com todas as informações em mãos, o associado pode procurar a sua unidade de atendimento para dar andamento na proposta e demais procedimentos para aprovação e liberação do crédito”, complementa Vione.

No início desta última semana de junho de 2013, o mercado internacional, através da Bolsa de Chicago, aponta o valor do bushel de milho em US$ 6,61. Para dezembro deste mesmo ano, o cereal está cotado a US$ 5,56. Ou seja, o comportamento do milho em Chicago segue a mesma tendência de recuo que se registra para a soja. Obviamente, tudo isso se a safra de verão, nos EUA, for normal. Para o milho, a colheita final esperada é de 355 milhões de toneladas (Mt) naquele país, superando em cerca de 80 milhões a frustrada safra passada. Aqui no Brasil, diante de uma safrinha, que vem sendo colhida no momento, que aponta para 42 Mt no mínimo, o que perfaz uma safra total nacional de 78,4 Mt, o quadro de recuo nos preços do cereal se acelera para o segundo semestre igualmente. O balcão gaúcho, hoje, registra a média de R$ 23,81/ saco, enquanto os lotes chegam a R$ 26,00. Para o final do ano, a tendência de preços, no balcão, está entre R$ 15,00 e R$ 20,00/ saco. Isso porque a safrinha, no Mato Grosso, já está sendo negociada a R$ 11,50/saco, podendo recuar para R$ 9,00 nas próximas semanas. Como nossa região se abastece muito com o produto do Centro-Oeste, o parâmetro de preços locais será o preço do milho safrinha posto por aqui. Pesa negativamente a forte redução nas exportações neste ano (12,5 Mt na projeção, contra 22,3 milhões no ano anterior), fato que aumenta os estoques finais brasileiros de milho, em 2013/14, para 16,5 Mt (em projeção), após 2,2 milhões no último ano. Aliás, nesse momento as dificuldades de exportação são imensas (navios em Paranaguá e Santos, que chegam atualmente, somente têm perspectivas de embarque em agosto, ou seja, 60 a 65 dias depois da chegada); não há capacidade de estocagem suficiente nas regiões produtoras; e o caos começa a se instalar de maneira mais concreta no setor. A busca pelo mercado interno acaba sendo a saída, porém, a julgar pela situação do mercado suinícola e de frango, o panorama também aí não é tão positivo, salvo se ocorrer uma substancial redução de preços do cereal.

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Jornal da Manhã | Ijuí, 25 de junho de 2013

As vantagens das Estufas Agrícolas As chamadas estufas agrícolas, com utilização de filmes plásticos, mesmo que não seja uma tecnologia muito antiga, está plenamente afirmada, embora ainda com adesão muito abaixo do potencial existente para uma horticultura profissional e diante dos benefícios que proporciona. No Brasil, a difusão da plasticultura ocorreu a partir da década de 70 e ganhou mais força a partir dos anos 80, quando ela foi introduzida na região Noroeste do RS. Desde então, tem assumido crescimento constante em função dos bons resultados que proporciona ao produtor e a todos que se relacionam com as cadeias produtivas das hortaliças, frutas e flores. Mas que benefícios são estes? A utilização de filmes agrícolas aditivados protege contra raios ultravioletas, promove difusão da luz, permite ganho de calor durante o dia e protege as plantas da ação direta da chuva e do vento. Com isso, pode-se dizer que temos maior controle sobre o ambiente de produção, possibilitando as seguintes van-

Tecnologia, ainda que não muito antiga, está bastante afirmada por conta dos benefícios que proporciona

tagens: - Precocidade da produção; - Ampliação do período de colheita (entressafra); - Ampliação das alternativas de produção; - Melhoria na qualidade e aumento de produtividade; - Menor incidência de doenças e pragas e, consequentemente, redução das aplicações

de agrotóxicos; - Maior segurança ao produtor; Entre os fatores que mais têm contribuído para o crescimento abaixo do potencial, podemos destacar alguns, como baixa qualidade e durabilidade das estruturas de estufa, sub-utilização em função de mau planejamento e problemas relaciona-

Plasticultura é opção para garantir produtos de qualidade

É necessário primar pela qualidade na hora de escolher a estufa ideal

Com o passar dos anos a produção de hortifrutigranjeiros foi se aprimorando bastante em termos de qualidade. Um dos grandes fatores que proporciona essa qualidade são as estufas. Conforme o produtor rural ijuiense, Cristiano Ceretta, para investir nesse segmento deve se levar em conta o retorno financeiro: “quando investimos

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em estufas na nossa propriedade, pensamos em produtos com melhor qualidade, de fácil comércio e com preços justos à sua qualidade, procurando atender consumidores cada vez mais exigentes”. Os artigos da propriedade de Cristiano são comercializados na feira do produtor, a Aprofeira, além de restauran-

tes, supermercados e merenda escolar. “Para podermos suprir a demanda de produtos, optamos por investir em estufas agrícolas, pois com sua utilização, o produto está protegido de excessos de chuvas, de fortes geadas, granizos e do sol. Com isso, garantimos produtos de qualidade o ano todo”, explica. A empresa escolhida por Cristiano na hora da escolha das estufas agrícolas ideais foi a Agriflora, pela qualidade dos produtos que oferece e pela facilidade na hora da montagem das estufas. “A Agriflora é nossa parceira por oferecer serviços de qualidade e assistência técnica, sempre trazendo novidades dos grandes centros produtores agrícolas. As estufas oferecidas na empresa têm uma estrutura de fácil montagem e de longa durabilidade, não necessitando de mão de obra especializada para sua construção e tendo baixo custo para eventuais manutenções”, finaliza. A Agriflora está situada na Avenida 21 de Abril, 1321. Telefone: 55 3332 1003.

dos com o manejo das plantas e da água. É justamente o ajuste destes aspectos que tem proporcionado crescimento e bons resultados para determinados produtores. Diante desse quadro, é preciso aperfeiçoar esses fatores e incorporar um maior número de produtores para o correto uso da plasticultura, iniciando-se por estruturas de estufa adequadas à realidade de cada produtor e ao sistema de cultivo que ele adota. Neste sentido, além de contar com a experiência acumulada em outras regiões e até países, como Israel, por exemplo, onde a plasticultura assume grande expressão, temos que valorizar as observações locais, onde devemos considerar, principalmente, as necessidades e limitações do nosso produtor, as culturas potenciais, os materiais disponíveis para construção, o potencial de mercado das espécies produzidas e o manejo a ser adotado, tanto das estruturas como das culturas. Precisamos de praticidade e custos compatíveis, onde a diversidade de modelos e formas de aplica-

ção devem possibilitar escolhas viáveis. Com isso, são muitos os modelos que podem ser adotados, desde aquelas estruturas totalmente metálicas, até estruturas de madeira ou PVC e/ou estruturas mistas com madeira e metal. Estas escolhas devem ser do produtor a partir de adequado assessoramento técnico, onde devem ser evitadas imposições tecnológicas e a adesão aos “milagres tecnológicos”, como: “com estufa se produz determinada espécie tropical o ano todo”, “estruturas com tais características são as únicas viáveis”, “com estufa se produz o dobro e sem risco”, e assim por diante, pois estas imposições, associadas ao desconhecimento, também têm impedido o correto avanço da plasticultura, ou seja, com viabilidade para todos envolvidos.

João A. Boaro é engenheiro agrônomo e responsável técnico pela Agriflora Comércio de Produtos Agrícolas Ltda.

INDICADORES RURAIS

Preços de ontem, 24/06/2013 Soja: R$ 60,50

Milho: R$ 23,80

Trigo: R$ 30,00

Arroz: R$ 32,00

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Jornal da Manhã | Ijuí, 25 de junho de 2013

Vacinação e identificação de focos são as melhores formas de combater raiva bovina

No Estado, a Secretaria da Saúde fornece vacina aos municípios

Importação brasileira de trigo americano atinge 639 mil toneladas O Brasil já importou cerca de 639.200 toneladas de milho dos Estados Unidos até o dia 6 de junho. O comércio se intensificou na última semana registrada, quando o Brasil comprou 110 mil toneladas de trigo hard (pão) e 200 mil toneladas de trigo soft, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Trigo. Até o dia 31 de julho, o grão oriundo da América do Norte, que geralmente entra pelos portos do Nordeste, está desonerado da tarifa comum

COMO

PLANTAR

aplicada aos países de fora do Mercosul. A tarifa externa é de 10% do valor do trigo. O Brasil tende a importar menos esse ano. A maioria das previsões diz que o país produziria mais de cinco milhões de toneladas. No entanto, a Argentina tem produzido menos trigo que em anos anteriores porque o governo argentino tem limitado as exportações, inclusive para os países do Mercosul. O Brasil consome mais de 10 milhões de toneladas do grão.

CHUCHU

O plantio do chuchuzeiro é feito com chuchus-semente, frutos obtidos na própria plantação. Para dar início a um plantio, procure por produtores mais experientes, com matrizes selecionadas e frutos mais sadios. Eles devem ser bem formados, originários de culturas uniformes, produtivas e livres de pragas e doenças. PLANTIO - Pouco exigente em solo, sendo inclusive muito tolerante à acidez, o chuchuzeiro tem, no entanto, produtividade mais elevada quando encontra solos de textura média, soltos e leves, com boa fertilidade ou adequadamente adubados. A planta não tolera excesso de água e o solo deve ser bem drenado. Os chuchus-semente devem ser plantados após a pré-brotação. Para isso, são colocados sobre o leito de terra em local sombreado, ventilado e ligeiramente úmido, um ao lado do outro. Os maduros apresentam a semente germinada em 15 dias, porém, somente devem ser plantados quando o broto atingir cerca de 12 centímetros. Acomode os chuchus-semente no sulco ou na cova, sem cobrir com terra, evitando o apodrecimento. O simples contato com o solo provoca rápido enraizamento. ADUBAÇÃO - Para a implantação da cultura, é necessário contar com fósforo em abundância, o que favorece o desenvolvimento das raízes. Também é preciso duas fontes de potássio. Adubações de cobertura podem ser aplicadas mensalmente, sobretudo quando se inicia o crescimento da haste principal e o florescimento. No caso de manter a cultura no terreno por mais de um ano, aplica-se uma cobertura de nitrogênio e potássio antes da nova brotação, a qual ocorre no início da primavera. PRODUÇÃO - Após o plantio do chuchu-semente germinado, são necessários de 80 a 110 dias para começar a colheita. No auge do desenvolvimento de ramas e frutos, pode ser necessário realizar colheita em dias alternados, obtendo-se frutos tenros e mais adequados para a comercialização.

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Embora o Estado conte com mais de dez núcleos especializados no controle da raiva em herbívoros e trabalhe para antecipar o problema, a participação do produtor é fundamental. Duas medidas são prementes: vacinar o rebanho e avisar a Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima assim que perceber sintomas nos animais. A distribuição da vacina antirrábica a animais não é de obrigato-

riedade do poder público, a não ser para humanos. No caso do Rio Grande do Sul, por exemplo, a Secretaria da Saúde fornece vacina aos municípios que estão habilitados a fazer a aplicação. As cinco doses são gratuitas. A notificação da enfermidade à inspetoria é obrigatória. Há sanções legais para quem não informar a suspeita em herbívoros, ou a presença de animais com mordidas do morcego.

Produtor terá novo prazo para renegociar dívidas Resolução do Banco Central do Brasil já em vigor estabeleceu novos prazos para que os produtores de arroz do país manifestem intenção de renegociar suas dívidas mediante adesão ao Programa de Renegociação de Dívidas Originárias de Operações de Crédito Rural. O prazo é até 31 de julho, com a formalização devendo ocorrer até 30 de agosto de 2013. Já o pagamento da primeira parcela de 10% da dívida passou para 30 de agosto. O presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Fedearroz), Renato Rocha, considera que a medida permitirá que um número maior de produtores seja contemplado.

RS destina 1,6 toneladas de embalagens vazias de defensivos

O Sistema Campo Limpo (logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas), formado por agricultores, fabricantes - estes representados pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV)-, canais de distribuição e com apoio do poder público, encaminhou para o destino ambientalmente correto, entre janeiro e maio, 1.649 toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas no Rio Grande do Sul. A quantidade é 8% maior, se comparado o mesmo período do ano passado. O Estado tem importante representatividade no cenário brasileiro de destinação das embalagens, respondendo por 10% do total no Brasil.

CMN aprova a criação do ProRenova-Industrial Para aumentar a produção de cana-de-açúcar no país por meio do financiamento à renovação e implantação de canaviais, o Conselho Monetário Nacional, reunido extraordinariamente nessa terça-feira, 18 de junho, instituiu o Programa de Apoio à Renovação e Implantação de Novos Canaviais. Os recursos previstos de R$ 3,5 bilhões são do Banco Nacional de

Desenvolvimento Econômico e Social, com encargos financeiros de 5,5% ao ano e prazo de reembolso em até 72 meses. De acordo com a resolução do CMN, o programa financiará os gastos e tratos culturais envolvidos no plantio de cana-de-açúcar. Só poderão ser financiados os projetos implantados de 1º de janeiro a 31 de dezembro deste ano, podendo

ser reembolsados os gastos com itens financiáveis realizados a partir de 1º de julho de 2012. O ProRenova-Industrial é destinado a pessoas jurídicas que exerçam atividade produtiva relacionada ao plantio de cana, inclusive usina e destilaria de etanol e açúcar, cooperativas de produção, cooperativas de produtores e entidades societárias por cotas.

Safra de cana-de-açúcar Agricultura aprova bônus para produtor que deve ser quase 10% comprovar práticas ambientais maior que a anterior

A Datagro, consultoria especializada em açúcar e álcool, divulgou nesta quarta, dia 19, expectativa de colheita recorde de cana-de-açúcar. Serão mais de 643 milhões de toneladas para a safra de 2013/2014, volume 10% maior do que a safra anterior. Apesar de a produtividade da cana-de-açúcar estar em recuperação no Centro-Sul do Brasil, os custos não irão cair na mesma proporção em virtude dos preços mais altos para o frete de cana e de produtos finais. Os fretes mais caros devem-se, em parte, às leis da Balança e dos Caminhoneiros e ao reajuste dos combustíveis.

Novo código autoriza a criação de programa de apoio e incentivo à conservação do meio ambiente

O relator, deputado Márcio Marinho (PRB-BA), decidiu apresentar um substitutivo ao projeto de lei original (PL 5021/13), do Senado, para ampliar o benefício a todos os produtores rurais. A proposta inicial previa a ajuda econômica apenas para agricultores e empreendedores rurais familiares que adotassem padrões de manejo sustentáveis. “Tendo em vista a importância de incentivos financeiros para a adoção de práticas conservacionistas na agricultura, decidi alterar o texto para assegurar o acesso de todos

os produtores rurais – pequenos, médios e grandes – que adotarem práticas ligadas à sustentabilidade”, disse. A proposta inclui as medidas na Lei 8.427/92, que trata da concessão de subvenção econômica nas operações de crédito rural. O novo Código Florestal (Lei 12.651/12), no artigo 41, já autoriza o Poder Executivo federal a criar um programa de apoio e incentivo à conservação do meio ambiente, que inclua pagamento ou incentivo a serviços ambientais.

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Jornal da Manhã | Ijuí, 25 de junhol de 2013

Microgeo: nova tecnologia em adubação de solo de ganhos gradativos e progressivos, pois durante o uso, o produtor vai perceber em seu solo um conjunto de benefícios que o usuário da tecnologia Microgeo vai obter, entre eles o aumento da fertilidade biológica do solo, maior aproveitamento e eficiência dos fertilizantes, maior reserva de água no solo, maior resitência à estiagem e maior saúde das plantas. O emprego da tecnologia Microgeo representa o anseio do

produtor agropecuarista: uma agricultura moderna, sustentável, gerando maior produtividade e lucratividade, praticando uma tecnologia ecologicamente correta, sem agredir o meio ambiente, devolvendo ao solo as suas características originais da mata nativa. Em uma parceria formada entre Produtiva e Microgeo, a região conta agora com o melhor em tecnologia de adubação. Contato na Produtiva pelo telefone 33328933 ou na Rua 21 de Abril, 1299.

Biofábrica

Microgeo é um programa de revitalização, reestruturação e conservação do solo. O programa permite ao produtor rural produzir em sua propriedade seu adubo biológico, utilizando o esterco ou rúmen bovino como base dos microorganismos e o Microgeo como alimento das bactérias e regulador da fermentação controlada, responsável pela compostagem líquida contínua (CLC) com as funções: alimentar com nutrientes e substrato à atividade bio-

lógica ruminal; regular produção do adubo biológico, mantendo a fermentação contínua. Além disso, evita a fermentação alcoólica, ácida ou láctea e mantém o adubo biológico sempre pronto para uso, fazendo reposição com Microgeo do volume tirado da biofábrica, conforme recomendação de manual técnico. O Miicrogeo promove uma revolução debaixo da palha. Age no principal patrimônio do produtor: o solo. É uma tecnologia

Soja cultivada com Microgeo (à esquerda) e sem Microgeo

Governo faz recenseamento de pescadores profissionais

Reduzido a zero Imposto de Importação do feijão

Para ampliar o atendimento aos pescadores profissionais em todo o país, o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) firmou, no dia 24 de junho, um acordo de cooperação com sindicatos filiados à Federação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aquaviários (FNTTAA).

O governo anunciou nesta terça-feira a redução de 10% para zero do Imposto de Importação de vários tipos de feijão, com o objetivo de conter a alta dos preços do produto no mercado interno, em mais um esforço para controlar a inflação. A medida é temporária e entra em vigor na terça-feira com a publicação no Diário Oficial da União, vigorando até 30 de novembro deste ano. O comunicado informa que a redução aplica-se ao feijão preto classificado com o código 0713.33.19 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) e de outros tipos de feijão, que

Agora, os trabalhadores com dificuldades para chegar a uma superintendência de pesca poderão retirar a carteira profissional e entregar documentos referentes à inscrição e recadastramento no Registro Geral da Pesca (RGP) diretamente nos sindicatos filiados.

não branco, com o código NCM 0713.33.99. Em maio, os preços do feijão carioca e do feijão preto avançaram 7,23 e 2,78% respectivamente no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acumulando no ano até o mês passado alta de 44,17 e 7,24 por cento. Nos 12 meses encerrados em maio, o IPCA acumulou alta de 6,50%, exatamente no teto da meta do governo. Mas em meados do mês, o acumulado da inflação aumentou ainda mais. O IPCA-15, divulgado na última sexta-feira, mostrou o acumulado em 12 meses em 6,67%.

Objetivo da redução é conter a alta dos preços no mercado interno

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15 Exportações de soja favorecem recuperação de preços

Os preços da soja têm apresentado recuperação no mercado doméstico, especialmente devido à demanda firme para exportação do grão, estimulada pelas altas do dólar. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), boa parte das perdas observadas durante o ano foi recuperada. Em algumas regiões, os preços já chegaram aos maiores patamares de 2013, enquanto em muitas outras voltaram aos níveis verificados na primeira semana de janeiro, segundo o Cepea. Entre 14 e 21 de junho, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (produto transferido para armazéns do porto de Paranaguá), em moeda nacional, teve elevação de 3,31%, a R$ 70,96 a saca de 60 kg na sexta, dia 21.

Retração do ritmo de colheita de mandioca eleva cotações

A baixa disponibilidade de raízes de mandioca de segundo ciclo, a retração por parte dos produtores, que seguem mais focados no plantio, e as chuvas, que limitaram o avanço da colheita, têm diminuído a oferta do produto e elevado os preços, segundo levantamento realizado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A quantidade de raízes processada na indústria de fécula diminuiu 57% e a ociosidade industrial média ficou em 68% da capacidade instalada na semana passada.

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AVICULTURA: OPÇÃO DE RENDA E MENOS ESFORÇO Os ovos não são de ouro, sendo assim, não garantem nenhuma fortuna para Delmar Klamt e sua esposa Neli, residentes na Linha Pulador, interior de Coronel Barros. Contudo, são eles, junto com as frutas cítricas, que garantem atualmente uma boa renda ao casal e uma vida um pouco menos atribulada Coronel Barros, passarão a fornecer bastante recente para analisar os a partir deste mês de julho parte de resultados, mas esperamos que aos sua produção para a merenda es- poucos o retorno seja mais exprescolar, garantindo matéria-prima de sivo”, comenta Neli. Para isso há qualidade para a produção dos ali- outras possibilidades, afinal, o casal mentos dos estudantes das escolas se inscreveu também no Programa de Agroindústria Familiar do Estamunicipais. Delmar garante que essa expan- do do Rio Grande do Sul, e assim são do mercado representa um poderão, no futuro, comercializar desafio, afinal, terá que elevar a legalmente sua produção em todo produção que hoje é de aproxima- o Estado. Em razão disso os investidamente oito dúzias de ovos por mentos ainda não estão totalmente dia, com 120 galinhas poedeiras. finalizados. Delmar acrescenta que Outro lote com a mesma quanti- serão necessárias algumas adequaFato das galinhas não exigirem tanta atenção quanto as vacas, não significa que a dade de aves está sendo prepara- ções com relação à distribuição de do para iniciar a postura em alguns água e ração, de modo a facilitar a atividade seja fácil meses. Isso acontece quando a ga- atividade. O certo mesmo é que a Em uma área de aproximada- tivamente. “Nós entregávamos toda linha está com seis meses, sendo vida do consumidor já foi melhomente 33 hectares, cinco são apro- a produção na feira e então a pro- que sua vida produtiva se estende rada pela iniciativa do casal, afinal, veitados com as atividades princi- motoria nos deu duas alternativas: até uns dois anos, quando é subs- este pode comprar produtos frespais. Os demais estão divididos em ou adequar a atividade às normas tituída. A expectativa da família é, quinhos da família Klamt, sejam área de preservação permanente, de sanidade ou desistir”, comenta num médio prazo, manter um lote ovos ou frutas cítricas, na feira mupotreiros e lavoura, sendo que os o produtor. Seu Delmar e dona Neli de 240 aves poedeiras, até a ativi- nicipal, conhecendo a origem desespaços produtivos estão todos aceitaram o desafio e, apoiados dade se estabilizar. “A produção é tes alimentos. arrendados. Dona Neli explica o pelo filho Maurício que trabalha na porquê: “Somos apenas duas pes- secretaria da Agricultura de Corosoas para trabalhar na propriedade, nel Barros e por técnicos da Emanossos filhos foram para a cidade e ter, encaminharam às adequações não dá para fazer tudo sozinhos”. A necessárias para higiene, especialcarência de mão de obra fez com mente no local de manipulação e que eles abandonassem também a armazenagem dos ovos. Pelos cálprodução de leite, que não possi- culos do agricultor, algo em torno bilitava descansos semanais, traba- de R$ 3 mil em recursos próprios lhando de segunda a segunda. foram investidos para alcançar os O fato das galinhas não exigirem requisitos solicitados pelos órtanta atenção quanto as vacas não gãos de fiscalização e mais deverá significa, no entanto, que a ativida- ser feito. A iniciativa, porém, está de seja fácil. A começar pelo pro- rendendo um novo mercado. Eles cesso de legalização. Acionados encaminharam o Serviço de Inspepela Promotoria Pública em 2012 ção Municipal (SIM) e, de posse da tiveram que optar em especializar licença para comercialização dos a atividade ou abandoná-la defini- produtos dentro das fronteiras de Dona Neli e seu Delmar aceitaram o desafio de buscar por especialização

Cooperativismo gaúcho é pauta de reunião A participação das cooperativas nos espaços institucionais de mercados da região foi tema do Seminário Regional, em Santa Maria. Realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), em parceria com a Emater/RS-Ascar, contou com a participação do secretário da pasta, Ivar Pavan, e o presidente da Emater/RS e superintendente geral da Ascar, Lino De David. Foram debatidas Políticas Públicas para o cooperativismo gaúcho, pelo diretor de cooperativismo da SDR, Gervásio Plucinski, e sobre Políticas Públicas para compra de gêneros alimentícios da Agricultura Familiar. Legislação e procedimentos operacionais e sobre a instalação da Central de Recebimento e Distribuição para a Agricultura Familiar.

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Federações reivindicam questões em projetos de lei para irrigação e leite Os presidentes da Farsul, Carlos Sperotto, da Fiergs, Heitor Muller, da FDCL, Vitor Augusto Koch, da Fecomércio-RS, Zildo de Marchi, da Federasul, Ricardo Russowskye da Fetag, Elton Weber, estiveram reunidos com o governador do Estado, Tarso Genro, no dia 17 deste mês. O objetivo do encontro foi a entrega de documento com reivindicações das federações sobre os projetos de lei para irrigação e leite, além dos anteprojetos do Fundocarne e silvicultura. De acordo com o presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto, a principal reivindicação foi o pedido de retirada do regime de urgência do projeto de lei que cria o Fundo de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite do RS (Fundoleite). O governador Tarso Genro decidiu retirar o regime de urgência da PL 117/2013, que segue tramitando na Assembleia Legislativa, e deu prazo de 30 dias para ser rediscutido com as entidades e reavaliar a situação. Caso seja necessário, o governo poderá solicitar o retorno do regime de urgência. O Fundoleite tem o objetivo de financiar as ações de implementação do Programa de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite do Rio Grande do Sul. A criação do fundo é debatida desde 2012. Participaram do encontro, também, o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e o presidente do Desenvolvimento e Promoção de Investimento do RS, Mauro Knijnik.

Cotrijui busca solucionar pendências em Brasília A diretoria da Cotrijui, durante peregrinação em Brasília, na busca por recursos para saldar suas dívidas, esteve na Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), onde recebeu sinal positivo da diretoria do órgão. O vice-presidente da cooperativa Paulo Schossler, acompanhado do diretor de projetos da Cotrijui, Eugênio Frizzo, também esteve na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), protocolando intenção de pagamento das dívidas junto ao órgão federal. Na OCB, o presidente Márcio Lopes reiterou sua convicção de que o problema da Cotrijuí tem solução, mas que é fundamental a definição de um plano estratégico. Lopes reforçou ainda que a OCB vai patrocinar a contratação de uma empresa técnica de alto nível para a elaboração de um plano estratégico de curto, médio e longo prazos junto com a Cotrijuí e seus associados. “Tem que ser um plano bem montado, bem trabalhado.

Vai arder, vai doer, mas tem que ser cumprido”, disse. Ele lamenta que existam turbulências políticas dentro da Cotrijuí e defendeu a união de todos, inclusive cooperados e credores, para a solução dos problemas. “É preciso planejamento para acalmar os ânimos, envolver as bases e receber sugestões”, completa. Além disso, os representantes da diretoria da Cotrijuí, acompanhados do deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), protocolou, no dia 18 deste mês, uma proposta de pagamento da dívida com a Conab. Pela proposta, os R$ 6,7 milhões da dívida seriam pagos em produto (trigo) em 60 meses. Segundo explica o diretor Financeiro da Companhia, o gaúcho João Carlos Bona Garcia, a proposta será analisada pelos setores financeiro e jurídico da Conab e encaminhada a Advocacia Geral da União (AGU) e ao ministro da Agricultura, Antônio Andrade.

O vice-presidente Paulo Schossler protocolou intenção de pagamento junto à Conab

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JM Rural 25.06.2013  

Edição do caderno JM Rural

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