Page 1

9 ANOS

EDIÇÃO DE ANIVERSÁRIO

4

5

6 6

3

7

2

8

1

9 CIDADE EM REVISTA 2012 - ANO 4 - Nº 23

EDIÇÃO DE ANIVERSÁRIO

ENTREVISTA

Malu

Pizzatto

GASTRONOMIA COM A TURMA DOS

MARES

Geórgia Coletty

Distribuição dirigida

ARQUITETURA

INOVE A SUA CASA MODA QUAL A COR DA

VIRADA

INTERCÂMBIO

CULTURAL

UM SONHO REALIZADO

FESTAS E EVENTOS

UNIMED

Inaugura Setor de Oncologia

NAQUELE NATAL Havia uma cesta

TURISMO

Caribe – Aruba – Curaçao

YÁZIGI É Bicampeão 2

CIDADE EM REVISTA

Dr. Luiz Carlos Junior

Digital Smile Design

AROLDO GALLASSINI Comemora Jubileu de Ouro

PAPAI NOEL

Dos Correios

FESTAS & EVENTOS

Bodas em Maringá


CLÍNICA

Dr. Enecy Calixto

CRM 20588

Arte: Cidade em Revista

Arte: Cidade em Revista

COCO

Cirurgia Geral 44.3017-5832 - 99947-9999 endoclinica.calixto@hotmail.com R. São Josafat, 1418 - Sl 33 - Centro Médico | Campo Mourão - Pr CIDADE EM REVISTA

3


ÍNDICE

EXPEDIENTE

editora A. D. Munhós Coletty - Editora Publicação da Editora Rua. São Josafat, 1418 CEP: 87302-170 Campo Mourão PR

06 - Colégio Paraná de Maringá recebeu o certificado de Mérito Comunitário

Telefones 44. 3523-2115 | 9978-4242 Email cidadeemrevista@gmail.com ccoletty@gmail.com Jornalista Resonsável Cidinha Coletty - MT/PR 8715 Revisão Cida Freitas Departamento Jurídico Dr. Dirceu Jacob de Souza OAB/PR 55.947

06 - Naquele natal havia uma cesta

12 - Unimed inaugura Serviço de Oncologia

Diagramação Agência BENN Colaboradores Arléto Rocha Cida Freitas Cidinha Coletty Dirce Bortotti Salvadori Geórgia Coletty Marco Aurélio Dias Maria Joana Titton Calderari Nelci Veiga Mello Pr. Geraldo Matias Ferreira Roberto Recinella Silvia Novaes Fernandes

30 - Palestra do Juiz Sérgio Moro com renda para APAE

81 - Festas & Eventos Bodas Juliana e Gustavo

96 - Cinema Lançamentos Viva, a Vida é uma festa

Fotos Editoriais Banco de Imagens Circulação Distribuição dirigida

www.cidadeemrevista.com

16 - Turismo Caribe - Aruba – Curaçao

Deus é Fiel 4

/cidadeemrevista CIDADE EM REVISTA


COLÉGIO PARANÁ DE MARINGÁ RECEBEU O TÍTULO DE MÉRITO COMUNITÁRIO

N

o dia 09 de novembro, o Colégio Paraná recebeu da Câmara Municipal de Maringá o certificado de Mérito Comunitário e o brasão do município em comemoração aos seus 50 anos de existência. O Professor Amaury Antonio Meller, fundador e diretor geral até os dias de hoje, palestrou sobre a história do Colégio, destacando o papel da importância que toda organização deve ter, de sua responsabilidade social e contribuição para o crescimento da sociedade. Citou que o Colégio já administrou uma escola para Guarda Mirim de Maringá, com mais de 400 alunos, totalmente gratuita, em parceria com o Lions. Esse espírito de participação junto à comunidade se estende até os dias de hoje, onde os alunos participam de diversas atividades, incluindo o Projeto Bombeiros 24 horas, onde os alunos têm a oportunidade de vivenciar o trabalho do Corpo de Bombeiros. O Colégio fundado em 1967, foi pioneiro na educação de jovens e adultos no Brasil, sendo referência para diversos estados. Nestes mais de 50 anos de existência, já passaram pelo Colégio Paraná, mais de 45.000 alunos e 1.500 professores. Na ocasião a Professora Elza Korneiczuk Meller, fundadora e vice-diretora, recebeu homenagem pelo dia de seu aniversário. Estiveram presentes os atletas de diversas modalidades do Colégio e profissionais que acompanharam a Instituição durante estes anos. Av. Prudente de Moraes, 815 - Zona 7 - Maringá 44. 3027-1100


NAQUELE NATAL HAVIA UMA CESTA

D

ezembro talvez fosse o mês mais aguardado pelas crianças. Não pelos presentes que naqueles tempos escasseavam. Ocorre que o ano, naquela pequena cidade de maioria populacional cristã, era regido pelo calendário religioso, que se desenvolvia no ciclo anual de atividades das igrejas, além dos belos festejos juninos, em homenagem a Santo Antonio, São João Batista e São Pedro. A celebração do nascimento de Jesus era o auge desta rotina religiosa. As crianças ficavam ansiosas por esta data tão cercada de encantos: a chegada de Maria e José na cidade, a estrela guia e a noite luminosa em Belém, o anuncio aos pastores e sua visita à gruta do

6

CIDADE EM REVISTA

nascimento, a chegada dos Reis Magos com seus presentes simbólicos, etc. Tudo era motivo de encantamento para as crianças que amavam visitar o presépio e a representação, em pequena escala, daquele que, para elas, era um fato deveras maravilhoso: o nascimento de Jesus. Gostavam de ficar um bom tempo contemplando aquela pequenina imagem, representante do Jesus recém-nascido, no belo presépio armado pelos padres capuchinhos na Igreja Matriz da cidade. Para as crianças, havia sempre magia no sentido e no significado do presépio. A arte, o esmero e a criatividade dos capuchinhos na construção daquele miniuniverso pleno de representatividade, contribuíam para que isso acontecesse.


Naquele ano, num arroubo extra de criatividade, os padres utilizaram uma bela cesta de vime como o berço do Jesus, que ali seria depositado na missa do galo, na noite de vinte e quatro de Dezembro. Conseguiram organizar, na medida das necessidades, um belo berço forrado com um pedaço de tecido rústico, acompanhado de um pequeno travesseiro – também em tecido rústico – e cercado daquela miniatura de natureza em festa pela chegada do Filho de Deus. Era tão grande o encantamento das crianças ao vislumbrar aquele cenário, que, se fizéssemos silencio, talvez conseguíssemos ouvir o som da flauta dos pastores anunciando alegremente o acontecimento. Para os cristãos, todos os natais eram especiais, algo como a demarcação do eterno retorno da semente da vida, na esperança da vivência de tempos melhores. Naquela família, havia a expectativa de que o Natal daquele ano fosse ainda melhor dos que os anteriores. As comemorações não seriam no sítio, na casa dos avós paternos, como geralmente acontecia. Seria na cidade, na casa do pequeno núcleo de pai, mãe e duas filhas, parte do grande grupo formado por avós paternos e maternos e os numerosos tios e primos de ambos os lados. E o pai daquele pequeno núcleo familiar comprara, pela primeira vez, uma Cesta de Natal

Amaral. E, dado o número de pessoas do grande grupo familiar que se reuniria em sua casa por ocasião do Natal, escolhera uma cesta grande. Ele a comprara em Janeiro de um vendedor que passara no seu trabalho. Pagara o carnê das 12 prestações rigorosamente, sem atrasar um dia sequer. Cada pagamento efetuado via Correios era um selo a mais na cartela de controle. E todos passaram aquele ano ansiosos pela tal da Cesta de Natal Amaral, que só conheciam por fotografia. Castanhas, nozes, panetones, frutas cristalizadas variadas, pacotes de uvas-passas, torrones, queijos variados, vinhos finos e outras guloseimas eram novidades, pois não existiam nas cidadezinhas do interior. Talvez por isso, a tal da cesta de Natal fosse esperada com mais ansiedade pelas crianças do que os presentes de Papai Noel. Brinquedos comprados também eram raros e, verdadeiramente, as crianças não se preocupavam com isto. Tinham todos os brinquedos que queriam e precisavam às mãos ali mesmo, nas árvores do quintal, ou no sítio, nos muitos espaços repletos de plantações que forneciam a matéria prima para as brincadeiras: bonecas de milho embrulhadas em retalhos de tecidos, cavalinhos de pau de cabos de vassoura,

CIDADE EM REVISTA

7


brincos de princesa dos cipozinhos torcidos dos pés de chuchu, bonecas de pano feitas pelas tias e avós, panelinhas feitas das latinhas de massa de tomate, com as bordas amassadas para que não se cortassem; fogõezinhos feitos de restos de tijolo, etc. Além disso, sempre havia os galhos de árvores para se pendurarem nas brincadeiras de circo, e imaginação, muita imaginação. Até que naquele Natal singular, surgiram bonecas de louça com olhinhos de vidro, que seriam presenteadas às meninas e carrinhos de madeira aos meninos. E assim era o cotidiano infantil daquela geração, naquela família, até que o ritmo habitual da espera do Natal fosse quebrado pela inusitada presença daquela Cesta de Natal Amaral. Ela não continha brinquedos, eles já sabiam disso, mas continha muitas coisas desconhecidas por aquelas crianças, até então. E a simples imagem daquelas guloseimas nos cartazes de propaganda da Cesta de Natal Amaral gerava grande expectativa e aguçamento da imaginação gustativa.

8

CIDADE EM REVISTA

Finalmente, dia vinte e três de Dezembro de um mil novecentos e cinquenta e sete, uma segunda-feira, a tal da cesta de Natal foi entregue na casa número setenta e seis da Rua Benjamim Constant, na cidadezinha encravada entre morros, naquele verdejante vale. Foi um deus nos acuda quando o carro da entrega estacionou no portão da pequena casa. As duas filhas e suas amiguinhas e amiguinhos correram em algazarra até o portão, acompanhando a mãe e a tia, que receberiam a encomenda. Mas a algazarra foi logo frustrada, pois a cesta só seria aberta no dia vinte e cinco de Dezembro, quando o almoço de Natal já estivesse à mesa. Não houve mais brincadeiras naquele dia. Os amiguinhos e amiguinhas foram dispensados, pois as brincadeiras deixaram de ser interessantes. As duas meninas se postaram em torno à mesa, onde solenemente fora depositada a tal da cesta, e sequer se moviam em muda admiração àquele grande pacote, em cujo interior se escondiam tesouros da gastronomia Natalina.


Enquanto preparava o cabrito, o leitão e os frangos que seriam assados para o almoço de Natal, a mãe tentava desviar a atenção das duas filhas, que não se afastavam da cesta. Mas não havia o que as tirasse dali. Embrulhada em um grosso papel pardo, só se conseguia vislumbrar que a cesta era de vime, mas do seu interior nada era possível ver, enquanto não fosse formal e solenemente aberta. Finalmente, o grande dia chegou. E tudo estava organizado para o almoço da família naquele vinte e cinco de Dezembro. Na tarde

do dia vinte e quatro, os avós, tios e primos chegaram e um feliz rebuliço tomou conta da casa e do quintal com aquelas queridas presenças. Naquela noite, todos se dirigiram à Igreja para a Missa do Galo, que então se iniciava à meia-noite. Tão logo a missa se iniciou, as crianças adormeceram no colo dos pais, ou sentadas nos bancos da igreja. Os adultos as levaram para casa, cerca de duas horas depois.

Durante esse ano você foi mais que um cliente, foi um amigo, um companheiro que acreditou em nosso trabalho e nos presenteou com sua confiança. Esse é nosso voto de boas festas, muita paz e luz para essa nova etapa que está para começar, da qual queremos fazer parte e estar presente sempre Em seus momentos.

Boas festas e Feliz Ano Novo!

Arte: Cidade em Revista

Feliz Natal

Venha saborear as delicias de nossa cozinha a La Carte, Saladas, futros do mar, risotos, massas, com o toque especial da chef Ruth Deitos

Terça à Sábado - Jantar a Lá carte Sábado e Domingo - Almoço a Lá Carte R. Francisco Albuquerque,1059. Anexo ao Paraná Palace Hotel 44.3523-5018 | 3518-2422 www.paranapalece.com.br

Aceitamos encomendas o Natal. CIDADEpara EM REVISTA 9


Era costume, naqueles tempos, que os pais aguardassem as crianças dormirem para só então, se havia algum presente, colocá-lo ao lado do travesseiro para que elas os encontrassem na manhã do dia seguinte. Naquele ano, as bonecas de louça e os carrinhos de madeira foram cuidadosamente ajeitados ao lado dos travesseiros. Mas, diferentemente dos anos anteriores, na manhã do dia vinte e cinco ninguém se importou se havia presente. Ao acordar, a primeira providência das duas filhas do casal anfitrião (e de seus primos e primas), foi pedir ao pai e ao avô que, por favor, abrissem a tal da cesta. Mas não houve pedido que os convencesse. Só mesmo em torno do meio-dia, quando o almoço já se encontrava à mesa, a cesta foi aberta. E um “Oh!” de deslumbramento escapou dos lábios das crianças ao verem surgir aquela grande cesta de vime, repleta de maravilhas desconhecidas. E o pai e o avô foram distribuindo as iguarias à mesa, conforme a serventia da espécie, ficando as frutas cristalizadas, panetones, torrones e outros doces, para a hora da sobremesa.

10

CIDADE EM REVISTA


E o tema da conversa durante a refeição foi o conteúdo da tal da cesta: - o frisante rosé era uma delícia, o espumante italiano uma maravilha, o presunto era inigualável. E aquelas azeitonas gigantes? De onde eram? Passada a ansiedade pelo conhecimento do conteúdo da cesta e a surpresa pelos brinquedos, as bonecas foram guardadas. As meninas temiam quebrá-las, já que eram tão frágeis. Os carrinhos de madeira não. Eles transportaram muita areia e pedras dos menininhos caminhoneiros, até que soltaram as rodas, numa corrida em terreno mais abrupto, ou até que – numa síndrome de mecânicos – os meninos resolveram desmontá-los para fazer “ consertos”, antes ainda que o almoço se findasse. Sentada a um canto, comendo tranquilamente, enquanto as outras crianças já brincavam no quintal, a filha caçula da família observava tudo sem emitir palavra.

Quando, finalmente, os produtos da cesta que restaram do almoço forma guardados, os brilhantes papéis picados que envolviam os produtos foram recolhidos e a cesta ficou vazia, a menininha olhou para o pai e disse: - Posso pedir agora o meu presente de Natal? Espantado, o pai respondeu: - Mas você não viu o presente de Natal que colocamos no seu travesseiro? A menininha então disse: - Vi, mas eu não quero aquela boneca de louça! – Não quer a boneca? Como assim? E o que você quer então? – Eu quero a cesta, pai! A cesta vazia! Ela é muito mais linda que a boneca! Comovido, o pai lhe entregou a cesta. Ela correu ao quarto, apanhou uma pequena manta e seu travesseirinho, colocou-os na cesta e deitou-se ali. Depois olhou para o pai e disse: - Não ficou igual à cama do menino Jesus? Dirce Bortotti Salvadori

O

É tempo de Natal, vamos compartilhar nossos votos de felicidade e agradecimento por tudo que conseguimos ao longo deste ano que já está findando e principalmente agradecer a Deus. Vamos fazer nossos votos de felicidades e prosperidade as pessoas com quem queremos compartilhar nossas vidas nesta nova jornada que se inicia no dia 1º de Janeiro. Acreditar na família é construir o futuro.

Viva Campo Mourão e viva 2018!!


UNIMED CAMPO MOURÃO INAUGURA SERVIÇO DE ONCOLOGIA: 1� FASE DO COMPLEXO HOSPITALAR Percebendo a importância do cuidado especializado em Oncologia para a população de Campo Mourão e região, a Unimed inaugurou em 23 de novembro de 2017 sua unidade de Cuidados Oncológicos, representando a 1ª fase de um complexo hospitalar próprio. O Responsável Técnico do Serviço de Oncologia, Dr. Carlos Augusto Albach¹ ressaltou que os “tumores malignos constituem causa importante de óbito atualmente, ficando atrás apenas das doenças cardiovasculares”. Completou ainda que “o envelhecimento progressivo da população brasileira faz do câncer uma doença de incidência cada vez maior”.


Além das atividades já consolidadas, como infusão de quimioterapia e atendimento médico especializado, o Hospital Unimed - Setor Oncologia conta com equipe multidisciplinar, condição indispensável ao cuidado atual de excelência para o público atendido, como: consulta de enfermagem, avaliação farmacêutica, nutricional e psicológica. A estrutura dessa 1ª fase representa cerca de 600m² de área construída e 6 pontos para infusão de medicamentos rápidos e um ponto para aplicação de longa duração, além de Sala de Emergência, Consultórios, Farmácia, entre outros. O Setor Oncologia está em funcionamento de segunda à sexta-feira das 07:00hrs às 17:00hrs e o telefone para contato é (44)3518-7010. Segundo o presidente da cooperativa, Dr. Eufanio Estéfano Saqueti, com esse empreen-

dimento a cooperativa almeja prestar atendimento humanizado, seguro e de qualidade ao beneficiário Unimed assim como de outros convênios com quem forem firmados contratos, promovendo dessa forma a assistência multiprofissional de excelência no momento em que o ser humano mais necessita. Dr. Carlos Albach

¹Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal de Santa Maria (2002) e Residência Médica em Clínica Médica e Cancerologia pela Universidade Federal de Santa Maria (2006). Título de especialista em Cancerologia Clínica pela SBC. Mestre em Clinical Leadership in Cancer, Palliative and End of Life Care pela University of Southampton (UK). Ex traveling scholarship (International Association for Hospice and Palliative Care) em Cuidados Paliativos pela Universidade Livre de Amsterdã.


GRANDES OBRAS

MERECEM QUALIDADE E AGILIDADE

ponte de acesso ao novo centro

jardim bella vista

Residencial Parque Arnaldo Walter Bronzel

doces bokada

Pedreira 44 3525.1070 44 3529.1200

14

Rodovia Br 272 | Km 6 Barreiro das Frutas Campo Mourão | PR CIDADE EM REVISTA

posto mufato

Concreteira 44 3523.3191 Rodovia Br 487 | Km 163 Jardim Araucária, Fundos Campo Mourão | PR

paraná supermercados max


Dejeamos um Feliz Natal e um P róspero Ano Novo

Desejamos a você, os melhores votos de paz, saúde e boas festas. Queremos que você continue sempre com essa alegria, com esse companheirismo, e continue nos prestigiando com sua preferência e atenção, pois só assim teremos motivos para buscar nossa excelência em atendimento. Somos privilegiados porque contamos com sua amizade, apoio e confiança, pois nossa meta é sempre oferecer o melhor. Aos clientes, amigos e familiares elevamos o nosso carinho, nosso muito obrigado por tudo e tenham boas festas. Feliz natal e próspero ano novo!

Grupo Itaipu.

CIDADE EM REVISTA

15


16

CIDADE EM REVISTA


Caribe – Aruba e Curaçao

CIDADE EM REVISTA

17


Caribe – Aruba e Curaçao Inicialmente, se cumpre dizer que ficamos um pouco apreensivos, pois em data próxima a nossa viagem (em torno de uma semana antes) foi anunciado um furacão que visitaria e devastaria o Caribe. O furacão Irma. Então, fomos informados que a parte do Caribe que visitaríamos estava a milhares de quilômetros de distância da área que seria atingida. Para ser mais precisa, visitamos duas das ilhas ABC, como são conhecidas Aruba, Bonaire e Curaçao. Ilhas bem próximas localizadas na costa da Venezuela.

Nunca fui muito fã de praia e de programas praianos, não gosto de tomar sol e tampouco de ficar coberta de areia. Mas se eu disser que no Caribe é diferente e que todo mundo que tiver a oportunidade de conhecer vai se apaixonar? Eu me apaixonei! Moraria lá com facilidade. Águas transparentes, uma areia translúcida e limpeza. Não falo só da conservação da natureza, há uma limpeza reinante que não condiz com a ideia de praia que temos aqui. Não existe vendedores ambulantes, quem quiser uma bebida pode caminhar até o quiosque mais próximo, que, geralmente, não é muito próximo. Não há lixo no chão! Inclusive quando tiver que jogar algo no lixo, terá que guardar junto a seus pertences para quando houver uma lixeira por perto.

Mapa Aruba

Adorei quando fui convidada a escrever sobre essa viagem ao Caribe!! Além de ser um lugar paradisíaco, que, realmente todo mundo precisava conhecer um dia, eu, particularmente, virei fã de carteirinha.

18

CIDADE EM REVISTA

Primeira Iguana que conheci!

Santa Barbara Beach Resort Curaçao


Todo mundo tem que caminhar muito para fazer qualquer coisa! Os hotéis oferecem uma infraestrutura impressionante. São muitas piscinas, muitos restaurantes e muitos bares nas piscinas.... Tudo lindo e imenso. São tantos programas oferecidos, que a gente fica meio bobo sem saber o que fazer. Você pode escolher entre um passeio de submarino, um passeio de jet-ski, um passeio de lancha, ou simplesmente ficar confortável em uma das piscinas com drinks refrescantes. Os mais aficionados por esportes têm a opção de Snorkel, wakeboard e flyboard! O que, definitivamente, está longe das minhas preferências, talvez um dia eu pratique stand up paddle. Além dessas delícias tropicais, é interessante dizer que você se vê inserido em uma cultura completamente diferente. Já estive em outros destinos turísticos internacionais e fui bem tranquila quando soube que uma das línguas oficiais era o espanhol.

Relaxando na piscina, em família!

Momentos Mágicos

CIDADE EM REVISTA

19


Mas as Antilhas holandesas, que foram aquelas que visitamos, Aruba e Curaçao; tem uma população trilíngue, para dizer o mínimo... Um dos funcionários do hotel me contou que a maioria fala, pelo menos, 10 línguas. Em Aruba se tem uma língua própria, que é a língua oficial juntamente com o holandês. É uma língua crioula derivada do português e de línguas africanas com algumas influências de línguas indígenas da América, inglês, neerlandês e espanhol. O “papiamento” apresenta pequenas variações nas ilhas onde é falado, considerados dialetos.

20

CIDADE EM REVISTA

Países Holanda, Aruba, EUA e Brasil


Águas Cristalinas

Particularmente, se fosse me dada a incumbência de escolher entre os dois países, Aruba e Curaçao, escolheria Curaçao. Por preservarem a influência latina, valorizarem os costumes. Aruba é mais norte-americanizada, pois, ainda tive a impressão, que os EUA se consideram donos, acredito que devem ter imóveis para veraneio e devem frequentar mais que o “resto” dos seres humanos. Eles possuem, inclusive, um terminal de aeroporto só deles. Ao lado há um terminal para o “resto” (foi o termo usado por um taxista que nos conduziu)... Nós que também somos americanos e somos incluídos no “resto” temos esse tipo de tratamento. Outra particularidade adorável das ilhas foi a presença das iguanas. Em meu primeiro encontro com uma delas fiquei assustada, saí correndo apavorada de medo enquanto a “bichinha” ficou impassível, parada, apenas observando! Para mim aquilo era um lagarto gigante! Mas, no decorrer dos dias fiquei habituada... Vimos outros turistas alimentando algumas... a gente se habitua a começar a conversar com elas, são tão frequentes e simpáticas.

Perdi um pouco da simpatia quando perguntei se as crianças tinham em casa como bichinho de estimação e ouvi a resposta que não, na realidade elas já faziam parte da alimentação deles... parece que utilizam a iguaria nas sopas.

Arashi Beach


Em Aruba a alimentação é completamente ao estilo Tio Sam... ovos de todos os jeitos logo pela manhã, acompanhados de bacon e outras iguarias gordurosas... Também havia frutas e algumas opções mais saudáveis... tipo, o bom e velho bauru ou misto quente... Outra coisa que foi surpreendente foi a tolerância deles a altas temperaturas... Fazia muito calor na maioria dos dias, mas dentro do hotel geralmente havia um ar condicionado ligado em uma temperatura inferior a 20 graus (creio que em torno de 10 graus). Ok, respeito o calor alheio, mas eu estava sempre com frio ou com muitas roupas de verão para não passar frio...

Palm Beach

Paraiso Sta Barbara 22

CIDADE EM REVISTA

O hotel oferecia cadeiras muito confortáveis espalhadas por todos os lados, era só escolher seu lado do paraíso e lá ficar... Essa imagem é da praia que havia em frente ao hotel Santa Barbara Beach Resort em Curaçao, Palm Beach; eu e meu pai a adotamos como nosso porto seguro! Meu irmão e minha mãe saíram para conhecer outras praias e fazer turismo na ilha, mas preferimos ficar tranquilos curtindo esse cantinho de beleza. Sugiro a quem tiver interesse em conhecer, que separe, no mínimo, 10 dias para poder realmente aproveitar! Principalmente, se for visitar mais de uma ilha. Fizemos a viagem em 7 dias, achando que seria suficiente; mas na realidade, para curtir de forma mais confortável, merecia um pouco mais de tempo.


CIDADE EM REVISTA

23


Estivemos no intervalo de 12 dias em 3 países diferentes, além do Brasil, pois fizemos escala em Bogotá, na Colômbia. E isso acabou nos exaurindo um pouco, dada a incumbência de ter que passar em aeroportos e alfândegas de países diferentes. Além disso, não tenho mais nenhuma ressalva! Ficaria lá por meses se me fosse dada a possibilidade! Quando parei para selecionar fotos para essa matéria me impressionei, de novo, com a beleza do lugar... são tantos tons de azul em um mesmo cenário! Tudo lindo! Já estou com saudades! Geórgia Coletty Tropicana Aruba Resort e Cassino

Curtindo no Aero

24

CIDADE EM REVISTA

Diversão não falta

Não foi difícil aprender


SEMPRE PRESENTE COM OS MELHORES PROJETOS. São 25 anos de história entre a Marcovic e Campo Mourão. Mais de 8 mil negócios fechados e famílias realizando sonhos.

À FRENTE DO SEU TEMPO. BEM PERTO DE VOCÊ. São mais de 20 loteamentos entregues dentro do prazo, com infraestrutura completa e documentação em ordem. Desta forma moldamos uma trajetória de sucesso, tradição e experiência. Mas queríamos chegar e chegamos mais longe, ganhamos o seu respeito. Marcovic, 25 anos construindo sonhos.

LIGUE

44 3523 2323 ESCREVA

vendas@marcovic.com.br ACOMPANHE

facebook/@imobiliariamarcovic


#BICAMPEÃO Yázigi Campo Mourão conquista Y de Ouro novamente e é reconhecida como a melhor escola Yázigi do Brasil em 2016 e 2017 As escolas Yázigi e Yázigi Kids de Campo Mourão participam de um programa de gestão em Excelência que passa por várias auditorias durante todo ano. A escola se tornou referência Nacional dentro da rede Yázigi e também para o grupo Pearson que hoje é considerado o maior grupo educacional do Mundo. Após receber o Y de ouro em 2016 a equipe

26

CIDADE EM REVISTA

Yázigi Campo Mourão trabalhou focada para resultados ainda melhores em 2017. Na convenção Nacional do Yázigi em São Paulo a diretora e franqueada Sônia Maria dos Santos Rodrigues foi surpreendida com vários prêmios e no final a escola foi consagrada Y de ouro 2017, sendo reconhecida como Melhor Escola Yázigi do Brasil em gestão de Excelência 2017.


Após bater o recorde de premiações, a escola Yázigi Campo Mourão garante o titulo de Y de Ouro pelo segundo ano, sendo reconhecida como a melhor escola Yázigi do Brasil 2016 e agora 2017.

YÁZIGI KIDS CAMPO MOURÃO Inglês a partir de 3 anos (44) 3525-2948 Rua São Josafat 1457 CIDADE EM REVISTA

27


Presidente da Coamo comemora Jubileu de Ouro com sua turma de Agronomia de 1967 na UFPR Uma solenidade emocionante e inesquecível marcou dia 17 de novembro, em Curitiba, a comemoração do Jubileu de Ouro da turma de Agronomia de 1967 da Universidade Federal do Paraná. O evento realizado no anfiteatro da direção do setor de Ciências Agrárias contou com presença do reitor Ricardo Marcelo Fonseca e várias autoridades universitárias, e a integração de dezenas de engenheiros agrônomos da turma de 67, entre eles o idealizador e presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini. Para Gallassini, a solenidade foi importante e marcou a vida dos formandos da turma de 1967. Quarenta formandos receberam o diploma de Jubileu de Ouro Profissional em evento com excelente organização e grande participação de familiares e convidados na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Na cerimônia aconteceram várias homenagens, muitas recordações, a confraternização entre os colegas de turma, e também ocorreu o plantio de árvore em alusão à turma de 67, antecedendo almoço e jantar dançante. A turma de 67 do curso de Agronomia na 28

CIDADE EM REVISTA

UFPR teve 75 formandos e 40 puderam estar na festiva após 50 anos de universidade. “Foi uma solenidade importante, foi um grande prazer encontrar amigos da faculdade que não via há muitos anos. É uma festa que irá ficar na minha memória”, diz Gallassini. Ele recorda com orgulho da sua turma, que segundo era uma turma bastante animada e promissora para a época. “É uma satisfação constatar que vários colegas tiveram sucesso na profissão. Um ponto interessante é que eles ficaram velhos, com cabelos brancos, mas continuam com o mesmo espirito de antes. O ‘jeitão’, de cada pessoa não muda”, descreve. A história de sucesso do profissional José Aroldo Gallassini já é bastante conhecida. Logo após a formatura, ele começou a trabalhar na Acarpa – hoje Instituto Emater –, chegou em maio de 1968 em Campo Mourão com 27 anos de idade e desenvolveu o trabalho de extensão que culminou com a fundação da Coamo, em 28 de novembro de 1970. “São 50 anos de formado, 49 de Campo Mourão e 47 anos da Coamo. Sem dúvida, há muito o que ser comemorado”, ressalta.


CIDADE EM REVISTA

29


O exercício da cidadania como solução para problemas públicos

O

Instituto de Responsabilidade Social Cruzeiro do Sul é uma associação de esposas de maçons da Loja Maçônica Verdade e Justiça e da Loja Maçônica Fraternidade Mourãoense. Com seis anos de existência, autonomia institucional, financeira e sem finalidade lucrativa, o Instituto está sediado em Campo Mourão e realiza projetos em benefício da comunidade mourãoense. A entidade sempre foi dirigida a partir da idéia de que a parceria e a integração entre as entidades da sociedade civil possibilitam a multiplicação de ações planejadas, que possam atingir maior número de pessoas e desenvolvam idéias mais eficazes para solução de problemas coletivos. Em março de 2016, após as grandes manifestações havidas por todo o Brasil, o Instituto Cruzeiro do Sul, além de outros

30

CIDADE EM REVISTA

projetos que já implementava desde sua fundação, tomou a iniciativa de criar o Projeto Tâmara “Educação para a Cidadania”. O projeto foi fruto de um planejamento estratégico feito pela entidade em parceria com as Lojas Maçônicas às quais se vincula e com o auxílio do Sebrae local. Após o início de sua execução, o Projeto Tâmara passou a contar com as parcerias das demais Lojas Maçônicas de Campo Mourão, do Observatório Social, do Centro Universitário Integrado, da Unespar e várias outras entidades da sociedade civil, dentre elas, a Acicam, o Sindicato do Comércio, a OAB, Conjove, Faciap – Jovem, Unicampo, Utfp, Fiep, Fundação Educare, Unicesumar de Campo Mourão, Rotarys Club, Agenda XXI, Sindimetal, Acorda CM, Sindicato Rural, Sindi-ti, Sinepe/nopr e lideranças religiosas. Com o slogan “Informando e estimulando práticas de cidadania”, o Projeto Tâmara de-


Sem dúvida, o melhor investimento é viver. Ademilar Consórcio de Investimento Imobiliário. O investimento da sua vida. Com a Ademilar, você planeja com segurança e inteligência e garante tempo para investir no que realmente importa: sua vida.

PARCELA REDUZIDA*

CRÉDITO

1ª À 10ª

APÓS A 10ª

PARCELA EM 100%

R$ 1.500.000,00**

R$ 7.985,19 R$ 6.485,19 R$ 8.422,71

R$ 600.000,00

R$ 3.194,08 R$ 2.594,08 R$ 3.369,08

R$ 400.000,00

R$ 2.129,39 R$ 1.729,39 R$ 2.246,05

R$ 250.000,00

R$ 1.330,87 R$ 1.080,87 R$ 1.403,78

R$ 200.000,00

R$ 1.069,24

R$ 869,24

R$ 1.127,57

R$ 100.000,00

R$ 534,62

R$ 434,62

R$ 563,79

R$ 85.000,00

R$ 454,43

R$ 369,43

R$ 479,22

*Parcelas calculadas com contribuição de fundo comum reduzido até a contemplação, quando serão recalculadas. Prazo de 240 meses para todos os créditos da tabela. Valores e condições poderão sofrer alteração sem aviso prévio. Correção anual pelo INCC. ** Composição de cotas.

COMPRA CONSTRUÇÃO REFORMA APOSENTADORIA IMOBILIÁRIA

ademilar.com.br UNIDADE DE NEGÓCIO

Campo Mourão/PR | Rua Francisco Ferreira Albuquerque, 1353 | Centro | 44 3017.0550


Palestra do renomado Juiz Sérgio Fernando Moro

fende a necessidade de se educar a sociedade civil para o exercício da cidadania, considerando como tal a participação das pessoas em discussões e tomada de decisões a respeito de assuntos que impactem o seu dia a dia na cidade, por exemplo, a qualidade na educação, o atendimento nos postos de saúde, a segurança e o trânsito nas ruas e avenidas. Os idealizadores do Projeto entendem que, somente por meio da informação, do estímulo às práticas cotidianas de cidadania e do planejamento de médio e longo prazos, será possível alterar a atual relação entre a população, a classe política e a Administração Pública, e, começar a resolver os problemas de falta de representatividade, da ineficiência do gasto e das políticas públicas, dos desvios, da corrupção e de outros problemas já anacrônicos. Traços culturais já estratificados no tecido social apontam que a população brasileira espera muito da intervenção do Estado em suas vidas, da prestação de serviços, da definição de rumos econômicos, etc, mas contribui muito pouco para a definição dessas políticas públicas de modo a emprestar-lhes maior eficiência; igualmente, não costuma acompanhar ou avaliar a qualidade dos gastos feitos pela Administração Pública para o cumprimento de seu papel, considera a diretora. Acreditando que a mudança desse quadro é a chave para solução de problemas já indicados, o Projeto Tâmara organiza eventos e discussões para apresentar as formas 32

CIDADE EM REVISTA

Orquestra Filarmônica Unicesumar

pelas quais as pessoas e entidades podem interagir com a Administração Pública, contribuindo para a definição de políticas públicas eficientes, controlando o custo e as fontes de custeio de tal prestação de serviços, bem como exigindo do gestor público que o planejamento orçamentário responda às demandas do cidadão. Em busca desses objetivos, o Projeto Tâmara organizou mais de uma dezena de eventos em 2016, dentre os quais o oitavo encontro de educação para a cidadania, que foi realizado no Celebra com a palestra do Procurador da República Deltan Dallagnol sobre as dez medidas contra a corrupção e presença de aproximadamente 1800 pessoas. O Projeto Tâmara também busca estimular pessoas e entidades da sociedade civil para a prática da cidadania em seu dia a


dia, cobrando a publicação de informações claras e de fácil compreensão no portal da transparência municipal, compartilhando essas informações em suas redes sociais, e, especialmente, participando de discussões em Conselhos Municipais, em Audiências Públicas e em outros espaços de controle social. Em função deste propósito, em 2017, o Projeto Tâmara liderou - com a participação de mais de uma dezena de entidades da sociedade civil - a realização de estudo para levantamento de indicadores sobre o município de Campo Mourão, em cinco eixos: gestão pública, saúde, educação, desenvolvimento econômico sustentável e segurança pública. Com o auxílio de consultorias especializadas, a partir dos indicadores levantados as entidades reunidas elaboraram o documento Indicadores e Metas – PPA 2018/2021 que foi entregue ao Prefeito Tauíllo Tezelli em 23/05, em solenidade ocorrida na ACICAM. O Projeto Tâmara e as entidades parceiras acreditam que por meio do planejamento público sério, de médio e longo prazos, responsabilidade fiscal, transparência nos atos públicos, fiscalização eficiente e a participação efetiva da população será possível melhorar a administração pública. Para a continuidade e a periodicidade do levantamento de informações sobre o município e a contribuição permanente da

sociedade civil no planejamento de Campo Mourão, com enfoque especial no desenvolvimento econômico, na mesma oportunidade o Projeto Tâmara também entregou ao prefeito a proposta de criação de um Conselho de Desenvolvimento Econômico de Campo Mourão, o CODECAM. O objetivo de criação do Conselho foi o de instituir um fórum permanente de discussão e deliberação sobre estratégias de planejamento de médio e longo prazos e de desenvolvimento econômico para Campo Mourão. Após amplo debate das entidades da sociedade civil e dos vereadores, em dia 24 de outubro, a Câmara aprovou a criação do CODECAM. Ruth de Godoy Machado, Deborah Botan e Cidinha Coletty

CIDADE EM REVISTA

33

Arte: Cidade em Revista

Palestra do renomado Juiz Sérgio Fernando Moro


Para 2018, a próxima ação do Projeto Tâmara e seus parceiros, será o de promover e ofertar treinamentos para a formação de conselheiros dos mais de 30 outros conselhos municipais existentes em Campo Mourão e estimular a formação de lideranças civis. O Instituto Cruzeiro do Sul, por meio do Projeto Tâmara e com o suporte de seus muitos parceiros, entende que será por meio da aproximação e do envolvimento de pessoas comuns, lideranças e de entidades da sociedade civil com o Poder Público, exercendo cotidianamente a cidadania, que será possível alterar o lamentável e notório cenário político existente no país. Em outubro 6 de Outubro o Instituto de Responsabilidade Social Cruzeiro do Sul promoveu a vinda do Juiz Dr. Sérgio Moro em prol da APAE de Campo Mourão. www.cidadeemrevista.com.br prestigiou, segue algumas fotos. *Cidinha Coletty Jornalista, empresária, fotógrafa, colunista Apoio www.cidadeemrevista.com

Júlia Dal Col Ferreira com Dr. Sérgio Moro

Apresentação impar dos alunos da APAE

34

CIDADE EM REVISTA


NOVIDADE APLICAÇÃO TERAPÊUTICA DE TOXINA BOTULÍNICA (BOTOX) DOR DE CABEÇA, BRUXISMO, RONCO, SUDORESE

ESTÉTICA CLAREAMENTO TRATAMENTO DE CANAL LIMPEZA PRÓTESE APARELHO ORTODÔNTICO PREENCHIMENTO FACIAL

Dra Inoá Isabela Cintra Reinisz

CRO/PR 11.740 CIRURGIÃ DENTISTA

44.3529-1626 | 99881-2300 R. SÃO JOSÉ, 1285 | CENTRO (EM FRENTE À FIORELLA)

CIDADE EM REVISTA

35 5


MEU GRITO PELAS CRIANÇAS *Cida Freitas

N

ão há nada mais puro, mais lindo nesse mundo que o sorriso inocente de uma criança. Para mim, passarinhos e crianças são sinônimos pela leveza, fragilidade, beleza e até pela algazarra quando estão em “bando”. Ao escrever este texto, sentia vontade de chorar pelas crianças desaparecidas, violentadas, mortas. Ainda sob o impacto da criança sequestrada e morta em Umuarama, meu coração dói, meus pensamentos sugerem coisas que não quero escrever aqui. Estamos descobrindo agora como age a justiça brasileira. Estamos percebendo quem são as pessoas que elaboram as leis no Brasil e como são tratados os crimes. Descobrimos, há pouco, para quem são os “direitos humanos”. Para mim, monstros não pertencem à categoria humana. Toda vez que ocorre uma tragédia com criança, voltam em mim lembranças de tantos outros casos. Isso me tira o sono, a paz de espírito.

36

CIDADE EM REVISTA

Como educadora, atendi, certa vez, uma menina de onze anos, aparência de oito. Não se interessava pelas aulas, não cumpria tarefas, reprovara várias vezes, desaparecia de vez em quando.... Ao falar comigo, não me encarava. Cabecinha baixa, olhar sem brilho. Tudo o que eu dizia parecia não fazer sentido para ela, era como se vivêssemos em mundos diferentes. Sentei-me a seu lado e tentei abraçá-la. Ela não se mexeu perdida, distante. Chamei sua responsável. Era criada pela avó materna. A avó, muito reticente, mal respondia minhas perguntas. Eu ficava cada vez mais preocupada, não saberia ajudar a criança se não conseguisse compreender sua história. Depois de muito tentar a avó me disse: Ela é assim porque é abusada pelo avô. Quase caí da cadeira. Pelo avô? Mas não é seu marido?- Sim! E a senhora continua com ele, não o denuncia... deixa a criança nessa vida? – Ela me respondeu como se aquilo fosse muito normal: ‘É, minha fia, se eu mandá ele embora, quem vai tratá de nóis?


PAPAI NOEL DOS CORREIOS

Depois de conversar muito com aquela senhora, depois de tentar convencê-la do absurdo que estava permitindo, eu a dispensei e chamei novamente a criança. Agora eu já não sabia se a pegava no colo, se chorava, se gritava com ela a dor de ser assim tão estupidamente usada pelas pessoas que deveriam cuidar dela. Fiquei um tempo sentada a seu lado sem dizer nada. Depois eu lhe falei: Tem alguma coisa que você gostaria de me contar sobre sua vida? – Ela olhou meio de esgueio para mim e resmungou alguma coisa que não entendi. Então eu expliquei que eu só queria ajudar, que nossa conversa seria só nossa, um segredo nosso. Então ela me falou aquilo que eu não queria ouvir: Desde seus sete anos ela era abusada pelo avô e pelo vizinho, amigo do avô. Eu quis morrer. Nos minutos que se seguiram, mil pensamentos me assaltaram. Imagens de crianças conhecidas desfilaram em minha mente. Pensei naquelas que desapareceram, como o caso do menino de Curitiba, que nunca mais apareceu.

Feliz Natal e um Próspero Ano Novo! o melhor presente de Natal é estarmos presentes no coração de quem a gente gosta, daqueles que estiveram conosco durante o ano, somando e acrescentando com sua presença. A Cidade em Revista deseja a todos um Feliz Natal e um Ano Novo de paz e prosperidade. Um abraço e que 2018 seja muito abençoado!

9 ANOS 44.99978-4242 | 3523-2115 c id a d e e m revis t a @gm a il. c o m www.cidadeemrevista.com

Ana Beatriz adotando sua cartinha correio do centro


Pensei no caso da criança morta em cerimônia diabólica em Guaratuba... pensei em meus filhos, sobrinhos afilhados, netos.... Por um segundo, pensei até em me tornar uma assassina. Mas eu precisava me controlar para conversar com aquele anjo ferido. Eu não sabia o que dizer, mas tinha que dizer algo que lhe desse esperança. Eu a abracei e lhe prometi que iria defendê-la daquilo tudo. Já era tarde. Fui conversar com uma pessoa que trabalhava há mais tempo que eu naquela unidade. Ela, vendo meu desespero, disse: “Você vai ter que se acostumar. Isso é comum aqui”. Como me acostumar? Pelo amor de Deus! Ninguém iria mudar essa terrível realidade? Conseguiam dormir sabendo do que crianças eram molestadas na própria casa? Que hipocrisia é essa? Fui para casa arrasada. A noite foi uma eternidade e eu acordada a remoer pensamentos e a pensar possíveis soluções. Senti alívio quando amanheceu. Minha primeira tarefa: Ministério Público. Fiz um “auê”. Por sorte fui atendida por uma senhora que já havia sido professora. Falávamos a mesma linguagem. Ela me contou coisas de se arrepiar. Chorei muito. Estabelecemos uma parceria e alguns projetos iniciaram ali, naquele momento. Cursos, palestras acompanhamento familiar pelo Conselho Tutelar e

38

CIDADE EM REVISTA

Ministério Público. Eu queria fazer mais, mas precisei voltar às minhas raízes. Plantei a semente da indignação, mexi em um vespeiro, gritei meu desespero, acordei alguns que cochilavam... Issami Tiba me ajudou na tarefa, através de seus livros e pessoalmente. Minha gratidão eterna a ele. Quantas crianças ainda passam por essa barbaridade? Quantas são arrancadas de sua inocência sem ter a quem recorrer arrastando consigo, vida inteira, os traumas dessa monstruosidade? E nós, reles brasileiros sem posição, ficamos a assistir às notícias de mais um caso, escrevendo nossa indignação no facebook, mas acomodados em nossa apatia? A história irá contar sobre uma geração que se deixou roubar pelos seus governantes e continuou apática como se assistisse a uma novela sem fim. Uma geração que viu suas crianças serem dizimadas pelo mal caratismo de pseudos loucos e não se rebelaram.


CIDADE EM REVISTA

39


Muitos dirão que esses monstros são pessoas doentes, que precisam de ajuda. Às favas! Se são doentes mentais que sejam trancafiados em hospícios! Se são bandidos que estejam presos em cadeias! – Nossas leis são muito leves, dirão alguns. Então, agora nós sabemos porque as leis são leves e, partindo dessa compreensão, nós, enquanto sociedade, precisamos definir que leis queremos e “usar” os legisladores apenas para “formalizarem” as leis. Não quero compactuar com os apáticos! Quero conclamar as pessoas de bem, as igrejas, as ONGs sérias, a sociedade organizada, para iniciarmos um movimento nacional em prol dos inocentes, em prol de nossos anjos que têm o direito de ser criança, de viver sua inocência, de brincar, estudar, de se desenvolver a partir do amor, do carinho, da ternura de seus pais, familiares e professores. É inadmissível nosso silêncio! É inadmissível que aqui pertinho de nós saibamos de caso, como eu sei, de uma jovem que vive desesperadamente com síndrome do pânico por ter passado por uma dessas experiências malditas. Vamos nos calar? Vamos ficar assim como se nada disso nos atingisse? Ou vamos levantar a voz como pai, mãe, avós, educadores, como cidadãos? Vamos lá, meios de comunicação de massa?! Vamos lá Secretarias do Bem-Estar social?! Vamos lá Instituições religiosas?! Vamos lá escolas?! Vamos lá ONGs sérias? Vamos? Coloquem-se no lugar dos pais que tiveram seus filhos subtraídos para nunca mais saber do paradeiro deles, se morreram, se foram usados em rituais, se foram para outros países, se serviram de doadores de órgãos... Sintam em si o desespero daqueles que enterram seus pequeninos sabendo que foram torturados, violentados de todas as formas. Pensem nos horrores vividos por esses inocentes! Pense que poderia ser seu filho, seu neto... E então, vai ficar indiferente? Pelo amor de Deus!!! Cida Freitas, professora, empresária e escritora

40

CIDADE EM REVISTA


Servimos pratos executivos o dia todo, venha provar.

Horário de Atendimento

Segunda a Sexta 07h30min às 18h

Para todos os gostos! Av. M. Mendes De Camargo 2130

44. 3810-5239 9.9986-2840

De segunda á sábado Das 07h30 ás 19h30 Aceitamos encomendas.

CIDADE EM REVISTA

41


Casa das Fraldas completou nove anos em 13 de novembro de 2017

Ação inovadora já se multiplica pelo Paraná e chega a outros estados A Casa das Fraldas de Campo Mourão, que está instalada na Rua. Edmundo Mercer, 900 - centro, completou nove anos de funcionamento em 13 de novembro de 2017. Marcado pela inovação e os expressivos resultados alcançados, o projeto de responsabilidade social transformou-se em verdadeira referência da cidade e em exemplo para o Paraná e para o Brasil. À frente da ação estão a Associação Comercial e Industrial (Acicam) e o Integrado – Colégio e Faculdade. Mas o trabalho conta também com o apoio de vários Rotarys Clubes existentes na cidade, entidades empresariais, cooperativas e empresas, além de parcerias com a Justiça Federal e Estadual. A Casa das Fraldas produz 15 mil fraldas geriátricas descartáveis, em média, por mês. Toda a produção é repassada gratuitamente para entidades não governamentais que utilizam o produto em larga escala. Também são atendidas cerca de 450 pessoas comprovadamente carentes que utilizam fraldas, que recebem kits todos os meses. Como o Lar dos Velhinhos Federico Ozanam, Lar Dona Jacira e Hospital Santa Casa são apenas algumas das entidades atendidas. Com os repasses feitos a cada 30 dias pela Casa das Fraldas, essas entidades têm expressiva economia, pois uma fralda geriátrica custa, em média, R$ 3,20 no co-

42

CIDADE EM REVISTA

mércio. Como a economia alcançada, essas entidades filantrópicas – que no país sempre enfrentam dificuldades financeiras – podem viabilizar outras ações. Já para os carentes atendidos, as fraldas fornecidas pelo projeto asseguram não apenas economia, mas contribuem também para o resgate da autoestima. Afinal, boa parte das famílias não dispõe de recursos para comprar fraldas no comércio. Muitos dos que necessitam das fraldas vive de minguada aposentadoria. Na fase de cadastro, as famílias dos usuários são visitadas para a verificação da real carência. Outra característica marcante da Casa das Fraldas de Campo Mourão é de que não conta com funcionários. A Acicam cede uma colaboradora. Toda a produção é resultado da ação de voluntários: grupos de acadêmicos e de amigos, pessoas da terceira idade, e funcionários de empresas. Até caravanas de cidades vizinhas comparecem para confeccionar fraldas. Para a compra da matéria prima necessária na confecção do produto são utilizados recursos obtidos através de promoções diversas, além de recursos destinados pela Justiça Federal e Estadual, bem como por entidades que realizam eventos para ajudar o projeto. O aluguel do imóvel onde funciona o projeto e as contas de luz e água são pagas por empresas parceiras.


Origem A ideia da confecção de fraldas para distribuir a entidades que necessitavam do produto foi apresentada a acadêmicos do oitavo período do curso de Direito da Faculdade Integrado no primeiro semestre de 2008 pela docente da instituição, Dra. Marta Kaiser Leitner. Em sala de aula, ela propôs aos alunos o desenvolvimento da ação como atividade extra-curricular, que é exigida pelo Ministério da Educação. Prontamente os acadêmicos encamparam a proposta. Exatamente no dia 6 de maio de 2008, um grupo de acadêmicos produziu no auditório da Acicam as primeiras fraldas dentro do projeto de responsabilidade social que levou a criação da Casa das Fraldas. Porém, a ideia era o desenvolvimento de uma ação temporária e a meta era produzir cinco mil fraldas. Os acadêmicos cumpriram a meta em pouco tempo. Foram produzidas não cinco mil fraldas, mas 20.830 fraldas, entregues para o Lar dos Velhinhos Frederico Ozanam, Lar da Dona Jacira e Hospital Santa Casa de Campo Mourão. O resultado alcançado pela ação e a repercussão obtida pela ação levaram a diretora da Faculdade Integrado, professora Conceição Montans Baer, e o então presidente da Acicam, Nestor Bisi, a propor a idealizadora do projeto a continuidade da produção de fraldas, com um trabalho permanente. O desafio lançado foi prontamente aceito e no dia 13 de novembro de 2008 foi inaugurada a Casa das Fraldas São José, que continua sob a coordenação de Marta Kaiser Leitner.

Encerrando mais uma etapa de conquistas e iniciando um novo ano com projetos voltados a toda a população, desejo a todos um ano de 2018 repleto de muitas felicidades e realizações. Estaremos juntos trabalhando e comemorando o sucesso de todos.

Feliz Natal e um Próspero Ano Novo!

Douglas Fabrício Deputado Estadual licenciado Atual Secretário de Estado do Esporte e do Turismo


Chegar e partir: dois lados da mesma viagem! “Das muitas coisas do meu tempo de criança guardo viva na lembrança...” e são tantas as lembranças de infância que vêm a nossa mente nos dias em que celebramos a vida dos que já desembarcaram em alguma estação do trem da vida: pai, mãe, avós, tios, sogros, cunhado, primos, amigos, sobrinha... Pensar como tantos poetas que já cantaram a vida como uma viagem ameniza a saudade e a esperança do reencontro. “Mande notícias do lado de lá diz quem fica... todos os dias é um vai e vem tem gente que chega e quer ficar, tem gente que vai para nunca mais voltar... Chegar e partir são só dois lados da mesma viagem. O trem que chega é o mesmo trem da partida. À hora do encontro é também despedida na plataforma desta estação é a vida deste meu país, é a vida”. A vida é realmente “trem bala” e nós todos “somos passageiros prestes a partir” canta outra poetisa. Por que não aceitamos a transitoriedade da vida e fazemos o que realmente importa: “Segura teu filho no colo, abraça teu pai, tua mãe enquanto es-

44

CIDADE EM REVISTA

tão aqui, que a vida é trem bala...” Por que tanta loucura, divisões, preconceitos, racismos, porque tanta ganância, busca de um poder terreno, de riquezas materiais se diante da morte somos todos iguais, passageiros do mesmo trem, navio, nave espacial... Todos nascemos nus e assim retornaremos para casa do Pai. Nenhum caminhão de mudanças seguirá nosso cortejo fúnebre, seja lá quem tivermos sido em vida ou quantos bens acumulamos.


Por mais que todos se achem cada vez mais donos da verdade e com direito a querer calar os que pensam diferentes, a única certeza que nos iguala na vida é a sua finitude, é a chegada da “indesejada das gentes”... Por mais que cada mãe, ao dar a luz, deseje a vida plena de seus filhos ela sabe que não viverão para sempre e prepara-os para que saibam viver a vida na sua ausência. É antinatural ver os filhos, os netos partirem antes de nós, os velhos, como dizia meu avô. Nenhum pai, nenhuma mãe quer ver seus filhos desembarcando do trem da vida de forma alguma,

muito menos pelas mãos de loucos com o da creche de Janaúba ou de tantos atentados, guerras, acidentes, violência, fome, desgraças sem fim que ilustram nossos noticiários diários. Nestas horas difíceis somente a fé, a família, a presença amiga com seu ombro solidário, pode ajudar a fazer esta dura travessia, mesmo que as palavras pareçam vazias, sem sentido e o silêncio às vezes diga mais que: meus pêsames, meus sentimentos, Deus quis assim... Não, não pode ser do querer de Deus tanta desgraça, tanta violência!

CIDADE EM REVISTA

45


Deixemos nossas crianças viverem a beleza da infância, a alegria das brincadeiras inocentes com bonecas, carrinhos de qualquer cor, sem separações de “Coisas de menino, coisas de menina”. De tanto ver o meu neto João pegar os carrinhos de bonecas das meninas no parquinho, um dia ouvi de uma delas: ”Tia, se ele gosta tanto, porque você não compra um para ele! ” Agora nos seus sete anos não quer mais saber de brincadeiras “chatas” de meninas..., mas é um irmão carinhoso e cheio de cuidados com os manos pequenos. Pedimos a Deus que nos dê saúde para vê-los crescer, viver a sua vida no aconchego da família, dos amigos e com a força da Fé, escudo protetor e amparo nas tempestades da vida, certeza de que não estamos sós nesta viagem. Maria Joana Titton Calderari – membro da Academia Mourãoense de Letras, graduada Letras UFPR, especialização Filosofia-FECILCAM e Ensino Religioso-PUC- majocalderari@ yahoo.com.br

Não vamos usar o Seu Nome em vão! Não vamos permitir que os políticos usem o Seu Nome para se manter no poder. Não vamos permitir que em Seu Nome nos dividam, classifiquem por tantos ismos. Não vamos permitir que em nome da vida, da liberdade, de pretensas expressões artísticas, posições políticas ideológicas, atentem contra a FÉ, A FAMILIA, e contra nosso tesouro mais precioso: as CRIANÇAS. Por favor, respeitem a infância. Não coloquem nelas questões sexuais que não pertencem a sua realidade. Elas não têm que escolher nada dessas teses ideológicas de gênero, mas serem o que são biologicamente, meninas, meninos. 46

CIDADE EM REVISTA


E S C O L A E D U C A R E H Á 2 0 A N O S FA Z E N D O O M E L H O R E M E D U C AÇ ÃO PA R A O S E U F I L H O.

Em 2018 a Escola Educare irá inaugurar o Espaço Bebê, planejado exclusivamente para crianças de 0 a 2 anos.

Professores Qualidicados

Ballet e Karatê

AVENIDA GOIOERE, 2320 CAMPO MOURÃO - PR

M AT R Í C U L A S A B E RTA S Espaço amplo e seguro

Alimentação Saudável

Aplicativo próprio de agenda escolar

44 3017.1595 CIDADE EM REVISTA

47


TERAPIA POR ONDAS DE CHOQUE NA CONSOLIDAÇÃO DE FRATURAS Em meados de novembro passado meu celular tocou. Era a filha de um senhor de 86 anos, residente em Campo Mourão. Seu pai, havia levado um tombo e fraturado o colo do fêmur. Como se não bastasse a fratura, o senhor não detinha critérios para a realização da cirurgia, pois é acometido de doença cardíaca grave, insuficiência renal crônica e, para coroar a difícil situação, negava-se a comer. “O alimento não desce”, dizia o homem. Seu médico muito cuidadoso afirmou, “ Não opero seu pai”. Foi neste contexto que nos conhecemos. A família e eu, a fisioterapeuta. Sugeri à família que conversássemos com o médico ortopedista responsável para lançarmos mão de uma nova

modalidade terapêutica para a consolidação daquela fratura, ao invés de realizarmos apenas a fisioterapia tradicional. O modelo proposto era a Terapia por Ondas de Choque Extracorporea Radial. O meu objetivo era aumentar o suprimento sanguíneo no local da fratura e prevenir uma necrose avascular da cabeça do fêmur, complicação comum a este tipo de caso. Uma semana após o início da fisioterapia tradicional, realizávamos a primeira aplicação de Ondas de Choque , um total de cinco. Estas seriam intervaladas de 10 em 10 dias. Nesse intervalo de tempo foi realizado fisioterapia músculo esquelética e cardiopulmonar 5 vezes por semana. Após a primeira aplicação, o paciente não se queixava mais de dor na fratura e conseguiu

adquirir maior liberdade de movimento deitado. Passados uns dias da segunda aplicação, o senhor acreditava que era mentira que havia quebrado a perna e tentou ficar em pé escondido de todos, quando foi surpreendido pela esposa “Ta ficando louco homem?” Esta audácia lhe rendeu uma alteração angular do foco da fratura e uma limitação pequena do movimento de flexão do quadril. Nada mais grave, ainda bem. Para acompanhar a evolução do caso, foram realizados raios x a cada 30 dias para avaliar a consolidação óssea e, em exatos 111 dias, o último raio x apresentou uma melhora significativa de tal sorte que o paciente foi liberado para descarga de peso naquela perna. O tratamento foi um sucesso: sem cirurgia, sem complicações e sem dor.


A Terapia por Ondas de Choque (ou onda de impacto) trata-se de um pulso sônico que causa oscilações no tecido levando a uma microcirculação e a um metabolismo elevado, em síntese, ONDA DE IMPACTO = ENERGIA MECÂNICA NOS TECIDOS = EFEITO BIOLÓGICO. Após uma fratura, a cura ocorre através de um processo similar ao de uma cascata. As Ondas de Choque seriam a faísca inicial para um mecanismo de reparo fisiológico. As Ondas de Choque Radiais podem ser usadas em casos como: - pacientes sem indicação cirúrgica (devido a risco elevado de morte); - em retardos de consolidação óssea ou; - em pseudoartroses.

Além do caso do senhor mencionado neste caso, outros benefícios como alívio da dor de difícil controle, restauração da mobilidade articular e regeneração de tecidos se obtêm através do tratamento por Ondas de Choque. Por exemplo: - tendinite calcária do ombro; - epicondilite lateral; - fasciite plantar – esporão de calcâneo; - aquilodinia – esporão calcâneo dorsal; - síndrome do estresse tibial medial; - tendinite patelar; - síndrome dolorosa do trocânter maior.

Antes

É seguro, não invasivo e sem efeitos colaterais.

Depois

ABANDONE AS DORES NÃO A SUA ROTINA!

Av. Capitão Índio Bandeira, 340 - Centro Campo Mourão - PR

44.

3523.5395 - 98404.8478 CIDADE EM REVISTA

49


HISTÓRIA SEM FIM

Em julho desse ano, a Biblioteca Municipal Prof. Egydio Martello lançou em edital um Concurso de Poesias, composição temática Campo Mourão, como parte das comemorações dos 70 anos da nossa cidade. Foram muitos concorrentes e a solenidade de entrega dos prêmios, foi realizada no dia 25 de outubro no auditório da própria biblioteca. A poesia vencedora foi “História sem Fim” de autoria de Sílvia Novaes Fernandes e que apresentamos abaixo.

50

CIDADE EM REVISTA


HISTÓRIA SEM FIM

Arte: Cidade em Revista

Há muitos anos atrás ela aqui viveu. Na terra vermelha de campos de soja, de trigo, de gado, de andorinhas voando num céu todo seu. Depois, foi embora. Criar filhos, trabalhar. Ganhou netos, escreveu livros, mas um dia quis voltar. E chegou devagarinho, sem saber como iria ser recebida. E a cidade faceira abriu seus braços saudosos recebendo a forasteira. E ela pergunta ao moço: a cidade mudou muito, quase não a reconheço, onde estão as andorinhas que faziam alvoroço? E ele continua contando coisas que ela consegue lembrar. Campo Mourão é história, casa de amigos, fácil de amar! E ela agradece sorrindo porque sabe muito bem que dessa cidade amiga ela faz parte também.

Sílvia Novaes Fernandes é escritora e poeta, formada em Letras, residindo em Campo Mourão. Recebeu diversos prêmios por suas poesias e contos infantis. Possui um blog: www.prosapoemapastel.wordpress. com onde escreve semanalmente sobre cultura e culinária, duas das paixões de sua vida. CIDADE EM REVISTA

51


O desconforto platônico

C

omumente ouve-se: - tudo o que se escreveu depois de Platão (427-347 a C.) são meras notas de rodapé. Exageros à parte, cada vez que voltamos os olhos ao autor pagão surpreendemo-nos com a atualidade de suas reflexões. Elas nos estimulam, mesmo não sendo exímios conhecedores de filosofia, antes apenas curiosos sobre as formas de pensar, de explicar o mundo e, quiçá, a nós mesmos.

52

CIDADE EM REVISTA

Segundo François Chatelet, “de todos os pensadores, ele (Platão) foi certamente o que teve a maior, a mais profunda, a mais durável influência. (...) seu texto permanece como um modelo e, ao mesmo tempo, uma solicitação a se fazer outro tanto e a se ir além...” Dentre tantos assombramentos oferecidos pelo filósofo, chama a atenção o conceito de imitação, de mimese, explicada por ele no Livro X de “A República”, texto escrito em forma de diálogo entre Sócrates e Glauco.


Nesse volume, o filósofo discorre sobre o que é a verdade; as diferenças entre a aparência e a essência das coisas e as consequências do raciocínio errado dos governantes na formação da cidade. Ao escrever essa obra, Platão encontrava-se num estado de alma de desapontamento frente aos acontecimentos políticos na Grécia – a derrota de Atenas, a condenação e a morte de Sócrates, entre outros. Nesse contexto, o autor questiona sobre como deve ser a formação intelectual dos governantes e, ainda, a partir de que método se aprende a Verdade. Platão apresenta o seu método de apropriação da verdade em três etapas. Usa como exemplo, o marceneiro que faz uma cama e o pintor que desenha e pinta o móvel e também a ideia que origina o móvel fabricado. Segue explicando que o móvel construído pelo marceneiro não se constitui numa criação dele e sim, uma cópia; por sua vez, o pintor faz uma cópia da cópia do móvel feito pelo marceneiro. Dessa forma, tem-se três espécies de camas: - a primeira - a ideia original – criada pela divindade, sendo esta a única verdadeiramente real;

Arte: Cidade em Revista

Cliente amigo, agradecemos sua presença, amizade e confiança durante este ano que está terminando. Que o natal seja um momento de luz e harmonia e que no próximo ano de 2018 possamos compartilhar juntos muitas conquistas. A equipe do Escritório Renome deseja a todos um Feliz natal e um próspero Ano Novo!

44.3523-2865

Av. Cap. Índio Bandeira, 1400


- a feita pelo marceneiro que fabrica uma cama particular, a partir da cópia da ideia original; - a cama desenhada e pintada pelo pintor – o imitador daquilo que o artífice fez, ou seja, a cópia da cópia. Tem-se assim, o conceito de mimese defendido por Platão, conceito que descamba na crítica aos artistas, aos poetas, por serem imitadores daquilo que já foi uma imitação, produzindo cópias de cópias, filtradas pelos sentidos. As obras construídas pelos artistas, segundo Platão, são simulacros, arremedos da realidade, cópias falsas. Para esse pensador, a verdade é suprassensível, ou seja, não está nos sentidos humanos – usados para fazer coisas. Sequer está na imagem pintada pelo pintor ou nas palavras do poeta. Vem da essência e é única, de impossível reprodução. A essência tem vida própria e é a origem das coisas, da poesia e da imagem do pintor. Defende Platão: os sentidos e a razão não conduzem à verdade, mas à imitações feitas pelos artistas e poetas. A crítica platônica acrescenta que os trabalhos dos poetas, como Homero por exemplo, não construíram obras sólidas por não corresponderem à essência das coisas. Os artistas e poetas não criariam imagens verdadeiras, apenas reproduzem imagens falsas, sem sequer saber como fabricar as coisas reproduzidas ou a utilidade delas.

54

CIDADE EM REVISTA

Por conseguinte, pelo bem da cidade, a formação dos administradores não poderia ficar a cargo de artistas e sim dos filósofos - os únicos a quem foi dado conhecer a essência das coisa através do desenvolvimento da reflexão – do pensar sobre o pré existente no mundo das ideias. Os pensadores seriam os únicos a alcançar a essência das coisas e não a cópia da cópia; e, a essência em suma, seria o bom e o justo para a construção de uma cidade também justa. Assim se configura o desconforto platônico sobre a questão da mimese: para o bem da cidade Platão recomenda o banimento da poesia e da arte. Nelci Veiga Mello Mestre em Linguística Aplicada. Academia Municipal de Letras de Campo Mourão; membro correspondente da Academia de Letras de Teófilo Otoni e do Centro de Letras do Paraná

CIDADE EM REVISTA

54


RETENÇÃO DE CNH – CARTEIRA NACIONAL DE HABILITAÇÃO E PASSAPORTE, POR ORDEM JUDICIAL, EM RAZÃO DO NÃO PAGAMENTO DE DÍVIDAS – ESTÁ CORRETO ISTO ?

D

e algum tempo para cá, têm causado celeuma no meio jurídico e social, algumas decisões judiciais que têm determinado a apreensão de passaporte e/ou Carteira Nacional de Habilitação, de devedores inadimplentes. O presente artigo busca elucidar, em breves linhas, da constitucionalidade, legalidade e possibilidade de tomada de tais medidas, decorrentes de ordens judiciais exaradas nas execuções respectivas. De início, tenha-se em mente que a Constituição Federal de 1988 assegura, entre os Direitos e Garantias Fundamentais e em favor de todos(as), que a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito (art. 5o, XXXV), que ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal (inciso LV), e a que todos é assegurado, em processo judicial ou administrativo, o contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a elas inerentes (inciso LVI). Da mesma forma, não se admite a prisão civil por dívida, salvo no caso do inadimplemento voluntário e indesculpável de obrigação alimentar (inciso LXVII). Assim, haverá para o devedor de determinada obrigação: responsabilidade pessoal (prisão civil por dívida alimentar, nos termos da lei), e responsabilidade patrimonial (quando responde pelo cumprimento forçado de suas obrigações

CIDADE EM REVISTA

55


com o seu patrimônio – CPC/2015, art. 789), passíveis de serem exigidas por meios coercitivos (ex.: multa para forçar ao seu cumprimento) e sub-rogatórios (excussão patrimonial). Há ritos próprios previstos na legislação processual para cobrança de obrigações de dar (entrega de coisa), fazer ou não fazer (ex.: término de serviço no prazo contratual) ou de pagar quantia (entrega de dinheiro ou equivalente), derivadas de título(s) judicial(is) ou extrajudicial(is). Não são poucas as vezes, por exemplo, em que o credor - quando se trata de obrigação de pagar quantia, na tentativa de receber seu(s) crédito(s), esbarra na inexistência ou insuficiência de bens do devedor, que poderiam ser objeto de excussão patrimonial forçada para satisfação de seu direito (ex.: leilão de bens), ficando, como se diz no jargão popular, no “ganhou, mas não levou ...”. Atento a isto, dentre as várias inovações trazidas ao novo Código de Processo Civil pelo legislador, para dar maior efetividade à execução, se situa o disposto ao artigo 139, caput, e inciso IV, segundo o qual: “Art. 139. O juiz dirigirá o processo conforme as disposições deste 56

CIDADE EM REVISTA


Pela vida. Escolha o trânsito seguro.

Vá até a Ford Paranavel e faça agora mesmo um Tecno Drive.

Arte: Cidade em Revista

ECOSPORT

CIDADE EM REVISTA

57


Código, incumbindo-lhe: (...) IV – determinar todas as medidas indutivas, coercitivas, mandamentais ou sub-rogatórias necessárias para assegurar o cumprimento de ordem judicial, inclusive nas ações que tenham por objeto prestação pecuniária.” Em referido dispositivo, situado no rol dos “Poderes, dos Deveres e da Responsabilidade do Juiz”, reside o denominado “poder geral de efetivação.”; atribuindo ao juiz maiores poderes para assegurar o cumprimento das obrigações pelo devedor, quando este insiste em resistir ao cumprimento de ordem judicial que vise ao adimplemento em favor do credor, em especial, nas ações cujo objeto tenha natureza pecuniária, ou seja, vise a receber quantia em dinheiro. Inúmeras são as condutas adotadas pelo devedor, como, p. ex., blindagem e/ou fraude patrimonial, transferência de seus bens para o nome de terceiros, fraude à execução, dentre outras; de forma que nada reste ao credor para fins de penhora e excussão patrimonial futura, visando à satisfação integral ou parcial do direito do último. Nestes casos, não mais se limita a execução a fazer incidir eventual responsabilidade patrimonial ao devedor; que resta frustrada quando este não tem bens e não seja o caso de prisão civil por dívida alimentar. Em se tratando de “cláusula aberta” (não se discriminando na lei quais medidas exatamen58

CIDADE EM REVISTA

te o magistrado pode deferir), confere amplos poderes ao juiz para adotar todas aquelas que entenda necessárias para assegurar o cumprimento de ordem judicial que visa à satisfação da obrigação/direito do credor, o que tem levado alguns juízes a determinarem, a pedido do exequente, a apreensão da Carteira Nacional de Habilitação, passaporte, cancelamento de CPF – Cadastro de Pessoas Físicas, inabilitação temporária de determinadas empresas/pessoas jurídicas (quando estas sejam devedoras) de participarem de licitações, etc. O que têm levado, por consequência, a inúmeras discussões doutrinárias quanto à constitucionalidade ou legalidade de referido dispositivo legal. A linha mais Garantista (de direitos) opõe-se veementemente a tal(is) possibilidade(s). É neste particular que se busca discorrer, em breves linhas. Não se discute, por primeiro, que o artigo 139, inciso IV do novo Código de Processo Civil aumenta substancialmente os poderes do juiz, cuja atuação deve, s.m.j., observar certos parâmetros, sob pena de incorrer-se em abuso ou exacerbação indesejadas (tanto pelo juiz, como pela sociedade). Na verdade, até para o julgador, nem sempre é fácil delimitar o que se mostra abusivo – posto que o que busca é resolver o litígio no exercício da jurisdição (busca pela “efetividade”), daquilo que não o é. Isto porque, no sistema anterior, havia um controle da legalidade dos atos judiciais pela “tipicidade”,


ou seja, o juiz só podia adotar aqueles medidas expressamente admitidas por lei (não se falava em “cláusulas abertas”), o que, se de um lado facilitava eventual questionamento pelos advogados das partes quanto à sua adoção; de outro lado, gerava certa previsibilidade para alguns devedores (não se pode generalizar, posto que alguns não pagam suas dívidas diante de verdadeira impossibilidade momentânea, decorrente das dificuldades da vida), que criavam “barreiras” ou se utilizavam de subterfúgios, para fugir de suas responsabilidades. Como controlar a constitucionalidade e legalidade decorrentes da aplicação do art. 139, inciso IV ? O próprio CPC/2015 parece trazer os parâmetros, a conferir segurança ao juiz e à sociedade. Para aplicação destas denominadas “medidas executivas atípicas”, o juiz deve observar parâmetros valorativos constitucionais (CF, art. 5o) e processuais (CPC, art. 8o), de forma que a utilização do art. 139, inciso IV não deve ter como justificativa apenas a eficiência, mas deve

atender aos fins sociais e às exigências do bem comum, resguardando-se e promovendo a dignidade da pessoa humana, observada a proporcionalidade, a razoabilidade e a legalidade. As medidas atípicas devem ser exercidas em caráter absolutamente subsidiário e excepcional, só se justificando quando todos os demais meios “típicos” previstos na legislação processual não tenham surtido efeito - Ex.: devedor que “esvaziou” as contas bancárias e “tirou” todos os bens de seu nome, para evitar a penhora. E só devem ser aplicadas após assegurado o contraditório, oportunizando-se antes da decretação de tais medidas ao devedor/executado, que possa esclarecer ao juízo o(s) motivo(s) do descumprimento da obrigação, evitando-se “decisões-surpresa” (CPC/2015, arts. 7o e 10o), sob pena de inconstitucionalidade. Isto porque se prevê nestes últimos dispositivos que o juiz não pode decidir, em grau algum de jurisdição, com base em fundamento a respeito do qual não se tenha dado às partes oportunidade de se ma-

CIDADE EM REVISTA

59


nifestar, ainda que se trate de matéria que deva decidir de ofício (ou seja, sem requerimento das partes), sob pena de inconstitucionalidade. Quanto ao devedor, antes da decretação de tais medidas, deve verificar se o seu comportamento importa em mero descumprimento da ordem judicial, ou se de desonestidade processual, ou ambos; bem como deve verificar a pertinência entre a situação fática e jurídica em questão e a medida a ser adotada pelo juiz, evitando-se distorções que comprometam a finalidade da norma. É por isto que a doutrina têm entendido que, para a aplicação das medidas executivas atípicas, devem ser observados os seguintes requisitos: ADEQUAÇÃO (no sentido de que haja a real possibilidade concreta de que o uso da medida leve ao cumprimento específico); EXIGIBILIDADE (da medida escolhida pelo juiz deve resultar o menor prejuízo possível ao devedor, dentro do estritamente necessário para que se atinja a efetivação buscada); e, PROPORCIONALIDADE entre o direito a ser resguardado em favor do credor e a lesão imposta ao devedor (o magistrado, antes de eleger a medida, deve sopesar as vantagens e as desvantagens de sua aplicação, buscando a solução que melhor atenda aos valores em conflito). A título de exemplos, cumpririam tais requisitos portanto: a decisão judicial que determina a

60

CIDADE EM REVISTA

apreensão de CNH, por dívidas decorrentes da aquisição de veículos; a apreensão de passaportes impedindo viagens ao exterior, do devedor que costumeiramente divulga na rede social fotografias destas e outras que demonstram padrão financeiro elevado, mas não paga dívidas de natureza alimentar; decisão que impede a obtenção de novas linhas de crédito, diante de devedor contumaz de cartão de crédito. Mas a linha entre a legalidade e o abuso é sempre muito tênue, como no último exemplo: há jurisprudências que entendem que no último caso o Juízo não pode interferir, porque a concessão de novas linhas de crédito é relação privada que diz respeito, tão somente, ao banco e seu cliente. O que não se admite são decisões que, por exemplo, determinam a apreensão de CNH de devedor que não pagou a dívida porque se encontra desempregado, não faz/nunca fez viagens ao exterior, e não divulga (e nem tem como divulgar) fotografias denotando alto padrão de vida. Para este, a CNH pode ser, inclusive, meio que lhe permita obter novo emprego (no qual necessite dirigir), retomando condições para a própria subsistência e de sua família, num sistema onde o direito creditício jamais pode preponderar sobre a proteção à DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA.


Como afirma NELSON NERY JR e ROSA MARIA DE ANDRADE NERY (NERY JUNIOR, Nelson. NERY, Rosa Maria de Andrade. Comentários ao Código de Processo Civil – novo CPC – Lei 13.105/2015. São Paulo, ed. Revista dos Tribunais, 2015: p. 583-584), quanto a eventuais riscos derivados da utilização inapropriada pelo magistrado dos poderes que possui: “A direção do processo implica o exercício do poder e de autoridade sobre as partes, os intervenientes e os auxiliares da Justiça, no processo. O governo dessas relações dá-se durante os atos procedimentais, com a emissão de ordens e a regência e controle do que se passa no processo. Para tanto, o texto normativo no-lo diz, pode o juiz exercer o poder procedendo por raciocínio indutivo, obrigar as partes e os sujeitos da relação processual aos comandos que irradiam de sua autoridade, mesmo que esteja provisoriamente no exercício do poder, por ter assumido o lugar de outra autoridade de igual poder. O desvio que macularia o poder de mando é a arrogância, que pode tornar absoluto o mando, pois o poder da autoridade não é absoluto.” Há portanto, limites a serem observados, a conferir constitucionalidade e legalidade, ao emprego de tais medidas. Marcos Noboru Hashimoto Advogado e Professor Universitário. Especialista pela Fundação Eurípides Soares da Rocha (Direito Civil e Processual Civil) e IICS/CEU (Direito dos Contratos). Mestre em Direito Negocial pela UEL (núcleo: Direito Processual Civil). Doutor em Direito das Relações Sociais pela PUC/SP (núcleo: Direito Processual Civil). Palestrante. CIDADE EM REVISTA

61


62

CIDADE EM REVISTA


: Aventura, Histรณria e Solidariedade

CIDADE EM REVISTA

63


TRILHA PELOS CAMINHOS DE PEABIRU-PR

O contato com a natureza é algo que cada vez mais as pessoas procuram como lazer diante das ansiedades da semana. Um ponto de liberação de todo o estresse do trabalho, da correria, de tudo. Em Peabiru-PR, realizam-se semanalmente Trilhas Eco históricas pelos Caminhos de Peabiru. O termo “Peabiru” remete ao milenar “Caminhos de Peabiru”, e a região é geograficamente falando coberta por derrames basáltico de Trapp da Era Mesozoica (300 milhões de anos) o que confere a zona rural relevo acidentado com muitas e lindas cachoeiras propício a prática de diversos esportes.

64

CIDADE EM REVISTA

No município, ao todo, estão cadastradas 15 cachoeiras, sendo que 6 delas estão agrupadas no Percurso da Trilha Ribeirão da Lagoa em um percurso de 9 Km na qual há indícios arqueológicos da passagem indígena, bem como resquícios da colonização de outrora no percurso, o que torna a trilha mais atraente ainda. Neste contexto, a TRILHA PELOS CAMINHOS DE PEABIRU no percurso do Ribeirão da Lagoa apresenta-se como alternativa de lazer, cultura, turismo e entretenimento atrelado à ecologia, à educação ambiental e à história disponível GRATUITAMENTE para toda população e visitantes.


Com as trilhas busca-se também ofertar à comunidade alternativa de lazer promovendo a educação ambiental inerente, atraindo o turismo regional, estadual, nacional e internacional, visando ao incremento da hotelaria, da gastronomia, do artesanato e do comércio em geral por meio dessas visitas. Além disso, busca-se fortalecer o senso de identidade histórica e cultural regional por meio dos Caminhos de Peabiru.

A Trilha pelos Caminhos de Peabiru iniciou-se com poucas pessoas e, à medida que foram sendo realizadas as etapas, o número de visitantes aumentou gradativamente com visitas constantes de pessoas de outras cidades, estados e até países. Contando com o apoio de equipe de voluntários, como ex-membros do Exército Brasileiro e trilheiros experientes, conseguiu-se dar segurança aos visitantes na trilha.

CIDADE EM REVISTA

65


Além da história e da aventura, a Trilha pelos Caminhos de Peabiru agora cumpre sua função social, ou seja, atrela a caminhada a ações de interesse público como campanha contra o suicídio (setembro amarelo) ajuda aos Lares dos Velhinhos e recentemente incorporou-se ao Outubro Rosa, quando todos vão vestidos de rosa e como inscrição doam água de coco, suco em garrafa, gelatina e material de higiene pessoal, produtos estes repassados à Rede Feminina de Combate ao Câncer. A parceria também se estende da ação do Grupo Amigos da Caminhada de Campo Mourão, que iniciou este movimento, sob o a iniciativa do casal Andrey e Karina Legnani. Para quem quiser fazer a Trilha Pelos Caminhos de Peabiru-PR, com um percurso de 9 km, 6 cachoeiras e muita natureza, com duração de cerca de 3h30min, ligar para (44) 99850 4914, falar com o organizador Arléto Rocha. É um evento gratuito e todos serão sempre bem vindos. ARLÉTO ROCHA Diretor de Cultura de Peabiru-PR Geógrafo e Historiador Membro da Academia Mourãoense de Letras

66

CIDADE EM REVISTA


CLAREAMENTO

ORTODONTIA

IMPLANTODONTIA

COMPARTILHE

SORRISOS!

REABILITAÇÃO ORAL

FACETAS DE PORCELANA

44 3017-1016 44 9829-0262 R. São Paulo, 1598 /priscilaferriodontologia HARMONIA FACIAL


E Sociedade é o indivíduo ou o indivíduo é a sociedade? Em Sociologia, sociedade é definida como o conjunto de indivíduos que compartilham costumes e propósitos e convivem de forma organizada. A origem da palavra sociedade vem do latim societas, uma “associação amistosa com outros”, já Societas é derivada de socius, que significa “companheiro”. O conceito de sociedade implica que seus membros compartilhem interesses em comum e preocupação mútua além de se submeterem a mesma autoridade política, leis e normas. Se analisarmos o homem sob o prisma da biologia animal, observamos que a sociedade é essencial á sua sobrevivência como espécie. O Homem é único animal que altera o meio ambiente para sua própria sobrevivência. Por outro lado, o ser humano também é um dos animais mais frágeis e desprotegidos da natureza. Somos seres dependentes, precisamos ao longo da vida sempre de alguém ao nosso lado para sobrevivermos.

68

CIDADE EM REVISTA


O crescimento é um processo lento e constante que dura praticamente toda a vida, além disso, necessita sempre da participação de outras pessoas, pais, familiares, amigos, professores, colegas, líderes enfim, nos tornandos dependentes ao longo da vida de outros indivíduos que já tenham se desenvolvido e aprendido. E essa dependência dura a vida toda. Enquanto a maioria dos mamíferos aprende a andar alguns minutos após o nascimento, nós demoramos quase um ano. Somente após algumas semanas de vida conseguiremos nos virar sozinhos na cama. Mesmo adulto, o ser humano não consegue sobreviver sem estar rodeado de outros indivíduos da espécie. Essa associação é necessária e baseia-se num conceito simbiótico que possibilita a satisfação de suas necessidades. Partindose da premissa que ninguém possuí todos os talentos, competências e habilidades necessárias à sua sobrevivência ao nos unirmos conseguimos usufruir daqueles talentos, competências e habilidades existentes no grupo.

O que você quer proteger?

SEGUROS DE AUTOMÓVEIS RISCOS DIVERSOS | VIDA TODAS AS MODADALIDADES DE SEGUROS

44.

3525-1810 | 99978-0032

piacentinicor@uol.com.br

Rua Mato Grosso, 1550 Centro Campo Mourão - PR - CXP: 732 CIDADE EM REVISTA

69


Para isso cada sociedade se encarrega, à sua maneira, de cuidar da formação dos indivíduos, auxiliar no desenvolvimento de suas capacidades físicas e espirituais, preparálos para a participação ativa e transformadora das várias instâncias da vida social. A partir do momento em que o homem nasce até o momento em que morre, ele absorve uma série de conceitos da sociedade que o ensinam a guiar-se pela mesma. Estes conceitos, de uma forma geral, consistem em ideias que ao longo do tempo vão formando o caráter, os valores e as crenças da pessoa, influindo assim em todas as suas decisões, dizendo-lhe o que sonhar, o que respeitar, o que repudiar, o que vestir, como se comportar ou mesmo o que dizer. Com a globalização, os diversos conceitos sociais estão se encontrando, alguns se adaptando outros divergindo e alguns sendo atropelados pelo atual imediatismo de resultados. Com certeza, muitos conceitos se perderão e cabe a cada um de nós não permitir que isso ocorra. A atual sociedade do consumismo e do imediatismo valoriza, sobretudo, os bens materiais. O que importa é vencer na vida sem ter que “suar a camisa”. Na teoria, afirma-se que a educação é prioridade, mas, na prática, há uma procura pelo fácil que proporcione o prazer imediato. Estudar, se formar em um curso superior, não é fácil nem imediato. Não é difícil perceber que as novas gerações desvalorizam o saber e os sucessos acadêmicos e se deixam seduzir pelos sonhos do enriquecimento fácil, da fama e do poder.

70

CIDADE EM REVISTA

Mas essa inversão cobra um alto custo. Nas últimas décadas, os veículos de comunicação de massa identificaram e, de certa forma, promoveram algumas doenças psíquicas como verdadeiras epidemias mentais: síndrome do pânico, estresse, anorexia, bulimia e, mais recentemente, a depressão. O consumo é um dos principais fatores do aumento da depressão, o valor das pessoas tem sido medido, erroneamente, cada vez mais, pelo que elas podem consumir e ostentar, e mesmo assim não as deixa imunes àquela sensação de vazio que esse ideal imprime. Existe uma valorização exacerbada do “ter” em detrimento do “ser”. Levando assim as pessoas há um constante processo de anulação retroativa. Anulação retroativa é o mecanismo psicológico conhecido pelo qual a pessoa se esforça por fazer com que pensamentos, palavras, gestos e atos passados não tenham acontecido; utiliza para isso um pensamento ou um comportamento com uma significação oposta.

70


As pessoas negam e não reconhecem seus erros, impedindo com isso o próprio aprendizado e crescimento. Buscando um arquétipo de perfeição inexistente. Campanhas propagadas pela indústria farmacêutica transmite a ideia de que podemos “burlar” o sofrimento através da “medicalização”, basta tomar a pílula da felicidade ou sexual para retomar o caminho rumo à utopia da felicidade constante, prazer sexual ilimitado e a juventude eterna. Ideais inalcançáveis na vida real, tornando-nos assim escravos sociais. Atualmente vivemos sob o imperativo da felicidade, sucesso e do prazer constantes gerando uma corrida impossível de se vencer no dia a dia, levando ao desânimo e a frustração em atingir tais objetivos coletivos. O indivíduo desintegrou o sistema social. Acabou aquela hegemonia social do século XX: Ou ele se encaixa ou é excluído. Estamos vivenciando a era do individualismo onde as pessoas começaram a se desvencilhar das marcas e das determinações da tradição, da educação, da religião e da família. O

paradoxo atualmente é que isso, que antes era considerado algo subversivo em relação à realidade social prévia, virou a norma, a ideologia dominante. Todo mundo precisa ser indivíduo e ser singular. As pessoas vivem numa cultura de desrespeitar cada vez mais a princípios, normas, valores, etiquetas e ideais. O que impera é a vontade, eu quero, eu posso, eu faço! Isso explica a falta de escrúpulos na ruptura de valores éticos sem grandes danos à consciência. Como diz o ditado popular, a ocasião faz o ladrão. Nunca existiu na história da humanidade uma época onde pudéssemos ser tão livres quanto nos dias de hoje para fazermos as nossas próprias escolhas. Mas toda essa autonomia trouxe um dilema. Num mundo onde todos podem ser autônomos, onde suas escolhas determinam seu destino, as pessoas começaram a sentir o peso da responsabilidade e assim passou a se sentir insegura e desamparada, precisando da ajuda de alguém que diga o que deve fazer e qual é a escolha certa.

CIDADE EM REVISTA

71


Um prato cheio para os gurus de plantão, que alardeiam aos quatro cantos soluções e caminhos fáceis e rápidos para enfrentar tal situação. Observe como são cíclicos os modismos comportamentais: todo ano surge uma nova publicação prometendo a solução dos seus problemas, e você mais uma vez acredita. Há o exemplo das pílulas da felicidade que são apenas medidas paliativas ineficazes á longo prazo. Observe as receitas populares para gripe, calvície, obesidade, disfunções eréteis, dentre outras. Todo mundo experimenta com a famosa desculpa “Vai que dá certo, não custa tentar”. E com isso não escolhe fazer o que precisa realmente ser feito. Apesar de possuirmos esse poder, temos medo de utilizá-lo e assim voltamos a depender dos outros para nos auxiliar em nossas decisões. Norbert Elias, sociólogo alemão, afirma que não há sociedade sem indivíduos e, analogamente, não há indivíduos sem sociedade. A história é sempre história de uma sociedade, mas, sem a menor dúvida, de uma sociedade de indivíduos. Norbert questiona o papel do indivíduo e suas

72

CIDADE EM REVISTA

possibilidades de influir na mudança social, como lidar com a incômoda figura do indivíduo que possuidor de características especiais, talento e peculiaridade ameaçam transpor as barreiras que limitam a ação do homem singular numa sociedade? A saber, como lidar com a perturbadora figura da condição individual que extrapola os limites do homem comum e avança vorazmente sobre as rédeas da História, tentando influenciá-la decisivamente. O sociólogo estuda o caso dos gênios, considerados a situação-limite da provável influência do indivíduo nos rumos da sociedade. O que você anda fazendo para abalar o mundo a sua volta e influenciar o rumo da história? Nada!!! Está apenas seguindo as pegadas dos outros. Seja um catalisador de mudanças. Se você não mudar o mundo, o mundo vai acabar mudando você. Pense nisso! Roberto Recinella, escritor Contato: rrecinella@terra.com.br


QUEM NUNCA FOI NORDESTINO NÃO SABE O QUE É SERTÃO

Lá meu feijão foi cozido Num velho fogão de lenha Embora você não tenha Comigo dele ingerido Sentado num chão batido Na hora da refeição Mãe servia a cada irmão Primeiro o mais pequenino Quem nunca foi nordestino Não sabe o que é sertão De lá quando eu saí Comigo não trouxe mágoa Embora a falta d’água Sem dúvidas muito senti Das plantas secando eu vi Folhas caindo no chão Que era alimentação Do resistente caprino Quem nunca foi nordestino Não sabe o que é sertão

Conquanto sou agradecido` À minha terra natal Dela nunca falarei mal Disso estou convencido O motivo de eu ter saído Hoje tenho explicação: Morar em Campo Mourão É um fato e não um destino Quem nunca foi nordestino Não sabe o que é sertão Imperar a mim que pense Pedir que Deus recompense A vida de um cearense Que saiu de sua terra Como um soldado pra guerra Sem pedir que lhe dispense Vai em frente e não emperra Seguindo sua caminhada Parar no meio da estrada Não era minha intenção Até hoje penso ainda Que já estava prevista Vinda minha pra Campo Mourão Pr. Geraldo Matias Ferreira Pastor da Igreja Presbiteriana Independente de Tapejara. Mora em Campo Mourão.

CIDADE EM REVISTA

73


A história de Emídio Osni Denega

74

CIDADE EM REVISTA


O testemunho deste mês vai relatar a história de Emídio Osni Denega, que aconteceu há quase 60 anos em um pequeno patrimônio chamado Rio dos Macacos em Roncador – PR. Emídio, que desde os seus seis meses de idade sofria de uma doença desconhecida que causava crises de convulsões e desmaios repentinos. Dos seis meses até os dois anos de idade os pais fizeram de tudo para salvar a criança desse sofrimento. Como naquela época e naquele local era muito difícil assistência médica, os pais viajaram de uma cidade a outra em busca de alternativas para curá-lo. Até que um dia, na capela dedicada a Nossa Senhora Aparecida, daquele patrimônio, foi feita uma promessa pedindo que a criança fosse curada. E mesmo passando pelo sofrimento, a mãe sempre devota, nunca desistiu de pedir e agradecer. Em um momento de fortes crises e a criança passando muito mal, um parente da família indicou um médico, chamado Dr. Portela, que foi atender o pequeno Emídio em casa. O médico o atendeu e o medicou. No dia seguinte, a criança já estava brincando pelo quintal e nunca mais adoeceu. O médico nunca mais foi visto. A mãe, muito agradecida a Nossa Senhora, diz que o Dr. Portela foi um anjo enviado pela Santa. Emídio cresceu saudável e também muito devoto de Nossa Senhora Aparecida. Hoje, com mais de 50 anos, em agradecimento pela cura recebida, ele fez com suas próprias mãos uma imagem em cimento de Nossa Senhora Aparecida, medindo quatro metros de altura. Essa imagem fica em Corumbataí do Sul, no bairro Água do Juca, a três km do Salto Boicotó, localizada na beira de uma estradinha por onde passa a Rota da Fé. A imagem foi abençoada pelo padre da cidade e está aberta a visitações.

CIDADE EM REVISTA

75


Dona Madalena Nelci Veiga Mello

Escrever para não esquecer... E poderia? A paciente idosa, uns 75 anos, lúcida. A pele manchada por pigmentação hipercrônica, sinal característico da velhice. O corpo encurvado, tórax discretamente deformado, denotando enfisema crônico ocasionado por bronquites repetidas nos longos e árduos anos de vida. O médico falante, naquele dia bem humorado, talvez algum fato repentino o tenha arrancado da rotina massiva. A mesa de coloração alaranjada, larga, jazia como um fosso entre si e a mulher. À senhora, perguntava curioso o esculápio: - Lembra-se dos melhores momentos de sua vida? Os mais significativos? - Doutor, a idade apaga tudo aquilo que

76

CIDADE EM REVISTA

fizemos de interessante em nossa vida. Os melhores momentos, as ilusões iniciais, os nossos sonhos de juventude... Num voo cego o interlocutor viu-se atingido pelo petardo de Dona Madalena. Sentiu em si a identidade dolorida daquela consciência encurvada e comungou as mesmas perdas, o esmaecimento das ânsias, das tensões, dos medos, dos pesadelos, o progressivo afastamento das pessoas íntimas e queridas, das suas paixões, obsessões, caprichos, brinquedos de infância, as feições dos rostos queridos e amados aos poucos se esvanecendo como uma fotografia que, mal fixada, escurece e se desfaz. Engolidos também pelo cruel esquecimento. Dona Madalena falava com palavras rudes, profunda crueza alcançando o íntimo de seu interlocutor que insistia:


- Mas esqueceu tudo, tudo? - Quase tudo. Agora eu lembro só das coisas que aconteceram há pouco tempo. É como se tudo fugisse. Não estou louca, doutor, eu sei, mas minha vida se tornou muito simples. É pensar nos netos, na comida, na roupa, nas minhas galinhas que não foram tratadas hoje... tudo igual: dormir, levantar cedo, também levanto porque não consigo mais dormir como antigamente, o sono encurtou. Então só sobrou para mim cuidar das coisinhas do dia-a-dia, sem graça, que causa aquela gastura

aqui dentro (batendo suavemente no peito) sem responsabilidades, sem palpite... apenas esperando... o senhor sabe o quê, não é, doutor? Ah! Se eu soubesse escrever... meu marido morreu faz uns anos. Não tenho nada para “assuciar” com ninguém. Morreram todas as Ilusões... só meus netos me dão algum prazer, mas na maioria das vezes, muitos transtornos e preocupações que vejo que não vou conseguir aguentar muito tempo. O mundo deles é diferente, vejo eles em outro mundo que não é o meu, mas que tenho que tolerar.

PAPAI NOEL DOS CORREIOS Papai Noel dos Correios, uma ação social tão bonita que ganhou força e passou a unir as empresas inteira e toda a população em uma grande corrente de solidariedade! No período que antecede o Natal, estamos trabalhando nessa maravilhosa corrente de solidariedade, para que mais uma vez possamos levar alegria, esperança e amor para as crianças carentes da nossa comunidade neste Natal. Venha participar! Contribua com a adoção das cartinhas ou apoiando a realização da festa com a doação de balas, pirulitos, doces e refrigerantes. Mais uma vez contamos com o elevado espírito de solidariedade dos mouraõenses, que ano a ano nos ajudam a realizar sonhos, e tirá-los do pápel. Feliz Natal! HÔHÔHÔHÔ. Ana Beatriz adotando sua cartinha correio do centro


As reflexões de Dona Madalena prosseguiam, arrastando o doutor como se fossem dele: - Nós, de gerações diferentes, vivemos em dimensões diferentes... nos vemos, convivemos, comemos na mesa, nos encontramos na mesma rua, bebemos no mesmo bar, dormimos na mesma casa, mas somos indiferentes uns aos outros. É quase impossível um entendimento sincero entre um jovem e um velho, compartilhando o mesmo e restrito espaço. - Mesmo aqueles um pouco mais velhos com certa responsabilidade, dificilmente levam a sério o velho. Agora mesmo, nesse momento, para ser ouvida tenho que pagar uma consulta e contar minhas dores... (da velha carcaça reumática, artrósica, desgastada, enferrujada), eu sei que não tem cura. Idade não tem cura. Mas pagando alguém me ouve... e finge se interessar... (chegando até a rascunhar alguma coisa na ficha branca. Para quê? Velhice não tem jeito...) para que o senhor rabisca aí, doutor? Fará diferença escrever minhas dores? Gastar tinta e papel? O papel com nome, endereço, sintomas e sinais foi o que restou daquele ser ali na sua

frente. Na memória, o registro do coração batendo arritmicamente, o abdome flácido, o toque na pele quebradiça daquele rosto sanfonado. Soube do funeral de Dona Madalena. Não teve coragem de ir. Tempos passados, olhando os registros da ficha nosocomial, pergunta-se: - Dona Madalena? Inutilmente procura em sua memória a imagem, as feições de Dona Madalena. Apenas a verdade e de suas palavras, escritas a ferro e fogo na consciência de quem, de repente, cruza o fosso da mesa alaranjada... Não se perdoou por não ter fotografado aquele rosto, aquele corpo de pé em sua frente onde a vida ainda palpitava. Mas por quê? A máquina fotográfica cheia de filmes de todas as crianças, donas de todas as fotos. E onde o relógio do tempo levará aquelas belas criaturas? Talvez a um desfecho semelhante ao de Dona Madalena. Porém, nos esquecemos que corpos frágeis podem escondem a força da sabedoria e do sentimento sob carcaças esmagadas pelo tempo, pelo trabalho exaustivo e por aqueles que deveriam ser seus entes queridos. Campo Mourão, maio de 1982. Arnaldo Mauro

78

CIDADE EM REVISTA


Campo Mourão (44) 3529-2117

O (44) 9 9878-0209

Av. Capitão Índio Bandeira, 580 - Centro

CIDADE EM REVISTA

79


SINDICAM ELEGEU DIRETORIA PARA A GESTÃO 2018-2022 Nelson Bizoto foi reeleito por mais quatro anos no Sindicato Empresarial do Comércio Varejista de Campo Mourão e Região. A eleição da diretoria, Conselho Fiscal e Delegados ocorreu no dia 30 de novembro em primeira votação. O mandato dos eleitos vai se estender de 15 de janeiro de 2018 a 15 de janeiro de 2022. O evento aconteceu no auditório da Associação Comercial e Industrial (Acicam). Apenas uma chapa foi registrada e concorreu ao pleito. A votação teve início às 9 horas e foi encerrada às 15h30min. Em seguida, foi realizado o escrutínio dos votos e declarado o resultado. Eleitos A diretoria eleita está assim composta: Presidente – Nelson José Bizoto; VicePresidente – Adalberto Ronauro Alves de Gouveia; 1º Secretário – Carlos Itacir Marchioro; 2º Secretário – Hilso da Silva

80

CIDADE EM REVISTA

Raimundo; 1º Tesoureiro – Álvaro Machado da Luz; 2º Tesoureiro – José Nelson Botega. Já o Conselho Fiscal é integrado por Ivo da Silva, Carlos Roberto Naves de Souza e Nobutochi Kimura (efetivos), Elpídio Koch, Geraldo Sebastião dos Santos e Itamar Zeni (suplentes). Para atuar como delegados junto ao Conselho da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio) foram eleitos Nelson Bizoto e Devanir Silvério (efetivos), Paulo Antônio Marques Carreira e Jair Francisco Gitahy (suplentes). A base territorial do Sindicam é composta pelos municípios de Araruna, Barbosa Ferraz, Boa Esperança, Campina da Lagoa, Campo Mourão, Corumbataí do Sul, Engenheiro Beltrão, Farol, Fênix, Goioerê, Iretama, Janiópolis, Juranda, Luiziana, Mamborê, Mariluz, Moreira Sales, Nova Cantu, Peabiru, Quarto Centenário, Quinta do Sol, Rancho Alegre do Oeste, Roncador e Ubiratã.


BODAS JULIANA E GUSTAVO Festa maravilhosa de casamento da médica e residente em Pediatria Juliana Barrueco Costa e Gustavo Ferreira Dias no Giardino Eventos em Maringá. Parabéns extensivos aos pais da noiva, Aluizio Costa Filho e Solange; do noivo Paulo César Martins Dias e Egiani. Colegas médicos de Campo Mourão prestigiaram: Elvio e Dolores Spigolon de Mamborê; Silvio Augusto Coletty e Cidinha; Euclides Saqueti e Gleyse; Flávia Fuzzi e Eloy Okabayashi Fuzii. Os noivos passam a Lua de mel em Punta Cana. Foto: Studio Leticia Bertelli.

CIDADE EM REVISTA

81


BAILE DO HAWAÍ ARCAM 2017 Arcam promoveu mais um tradicional Baile do Hawaí 2017, foi uma noite memorável! Tudo muito lindo e o clima bom cooperou para o sucesso da festa. Como nos anos anteriores, um espetáculo de luzes e cores e a decoração inovadora, sempre superando as expectativas dos convidados. Ao som da Santa Esmeralda Banda Show a noite seguiu com a pista lotada. No destaque, a diretoria da Arcam com Auri Salvador e Kika, Tatiana e Jarbas Kleneston, Gilmar Fuzeto e Elza.

82

CIDADE EM REVISTA


UNIMED CAMPO MOURÃO INAUGURA SERVIÇO DE ONCOLOGIA Parabéns para a Unimed Campo Mourão que inaugurou em 23 de novembro de 2017 sua unidade de Cuidados Oncológicos, representando a 1ª fase de um complexo hospitalar próprio. A importância do cuidado especializado em Oncologia para atender a população de Campo Mourão e região. Na foto destaque: Dr. Dênis Rogério Aranha da Silva – Vice-Presidente da Unimed; Dr. Eufanio Estéfano Saqueti – Presidente da Unimed Campo Mourão; Eloy Okabayashi Fuzii – Superintendente da Unimed.

CIDADE EM REVISTA

83


FESTA À FANTASIA YÁZIGI DAY O Yázigi Campo Mourão realizou o tradicional Yázigi Day Festa à Fantasia. Neste ano a festa foi beneficente ao Incam (Instituto do Câncer de Campo Mourão) e foram arrecadados mais de 200L de água de coco. A diversão e criatividade constituíram a tônica da festa que foi um sucesso.

84

CIDADE EM REVISTA


INAUGURAÇÃO DO ESPAÇO VIEIRA VIP Foi inaugurado com churrascada o Espaço Vieira VIP. Um sábado agradável e Top, com boa música no estilo Rock ‘n’ roll, churrasco e Chopp com os amigos de Mario Vieira. O Espaço Vieira oferece boa opção para suas festas de confraternização, aniversários, reuniões e encontro de amigos e o melhor final de semana com a família. Lugar privilegiado com conforto, piscina aquecida, churrasqueira, sauna no coração de Campo Mourão. Rua: Carvalho, 1015, Jardim Flora 3, próximo do Condomínio Village das Hortênsias. Contatos com o proprietário Mário. (44) 98411.6717

CIDADE EM REVISTA

85


FESTA DE 80 D ANOS DE LUIZ GONÇALVES Noite linda e emocionante comemoramos o aniversário de 80 anos do amigo de longa data, Luiz Gonçalves. Que emoção, a homenagem da esposa Adélia, dos filhos, nora, genro, bisnetos, muito lindo. Parabéns e muitas felicidades, queridos!!!

86

CIDADE EM REVISTA


Charme e Elegancia AO SEU ALCANCE

PA R C E L A M E N TO FÁ C I L EM ATÉ

OU

NO CARTÃO

NO CREDIÁRIO

10X 6X

Joias, Alianças, Óculos e Relógios com os menores preços da região, à vista ou a prazo.

DUAS LOJAS NO CENTRO DE CAMPO MOURÃO R. Brasil, 1125 – 44 3523-3422, 3017-1111 Av. Manoel Mendes de Camargo, 940 – 44 3523-3962

TRADIÇÃO DE CONFIANÇA DESDE 1975 V I Z Z A N I . C O M . B R

PRESENTES COM CARINHO! CIDADE EM REVISTA 87


Apoio: Telefone: 44.99978-4242 | 3523-2115 c id a d e e m revis t a @gm a il. c om

88

CIDADE EM REVISTA

www.cidadeemrevista.com


No caminho das realizações Na maioria das vezes pensamos nossas vidas em paralelo com nossos sonhos e realizações. Numa certa idade iniciamos a adolescência, com tantos anos o início da faculdade, daqui cinco anos faço isso, daqui a dez anos imagino minha vida assim ... Isso tudo é muito comum para seres sociais como nós, já que as etapas de nossas vidas se apresentam como rituais de passagem. O fim da amamentação, o fim das fraldas, da infância, o início da puberdade, da faculdade, do casamento, o nascimento dos filhos etc. Não é novidade para ninguém que grande parte do que acontece em nossas vidas está para além daquilo que podemos ter controle. As

etapas da vida, a morte de alguém, uma doença, o desamor e o abandono. Mas ainda assim, constantemente ouvimos falar de sonhos, metas e realizações. Isso pelo fato de que, se somos capazes de falar sobre isso também somos capazes de realizar. Você já realizou alguma coisa que imaginou? Então os sonhos são possíveis. “Não se deixe levar pela distância entre seus sonhos e a realidade. Se você é capaz de sonhá-los, também pode realizá-los” (William Shakespeare). No entanto posso imaginar que esse ano você pensou em realizar algumas coisas como: uma dieta, uma faculdade, guardar dinheiro... E talvez algumas dessas coisas não tenham realizado. Viu só, já posso ser vidente rs. CIDADE EM REVISTA

89


Brincadeiras a parte, como podemos pensar em transformar os nossos sonhos em realidade? Trazer nossas fantasias para a ação, e assim fazer com que as imagens sejam ação? Vamos pensar juntos... 1° Aceitar a falta: talvez pareça algo muito claro que para sonhar com alguma coisa é preciso não ter aquilo que se sonha. Porém as nossas fantasias são mais espertas do que pensamos, e com isso tentamos suprir uma falta com outra coisa. E desse modo surgem falas como, “não preciso de ninguém, eu me amo”. E não ter o amor do outro não é uma falta? Desse modo é preciso reconhecer o que realmente lhe falta.

2° Perdas necessárias: faça o teste, tudo que você planejou para ganhar, também precisou perder para ganhar, não é? Para ganhar conhecimento se perde horas de estudo, para ganhar um filho se perde noites de sono e uma poupança inteira em fraldas, assim como para ganhar o amor é preciso se perder para o amor. Perder é necessário! “Aquele que quiser ganhar a vida, perdê-la-á” (Jesus Cristo).

90

CIDADE EM REVISTA

3° Ganhos parciais: nenhum ganho é capaz de nos completar, e isso é muito bom! Mesmo que em nossas fantasias a ideia de conquistar algo nos leve a pensar “e foram felizes para sempre...”, na realidade isso não acontece, porque o “felizes para sempre” está sempre no final da história. Ou seja, a felicidade total não existe. Precisamos sonhar para viver, disse Renato Russo “o homem não morre quando deixa de viver, mas quando deixa de sonhar”. E para sonhar é preciso faltar alguma coisa, lembra?


4° Pagar o preço: pagar o preço se aproxima das perdas necessárias, mas são coisas diferentes porque aceitar perder é diferente de ter que lutar para conseguir. Ambas existem um preço a ser pago, o da perda ou o da luta.

Anuncie Aqui! No fim, aquilo que você sempre ouviu dizer, “sonhar não paga nada”, talvez agora ganhe contornos diferentes. Se paga sim! Se paga por fantasiar e não realizar, pois fantasiar não mata a fome. E se paga por tentar realizar, pois como diria minha vovó “nada cai do céu”. E aí, quais as suas escolhas para 2018?

Este espaço está a sua espera, aqui você tem o melhor espaço para decolar seu negócio. Faça um orçamento sem compromisso e confie em quem está há 8 anos no mercado fazendo a diferença. 44.3523-2115 99978-4242

cidadeemrevista@gmail.com

Marco Aurélio Dias Psicólogo Clínico - CRP 08/21538 Especialista em Psicoterapia Psicanalítica Especializando da Clínica Freud - Lacaniana CIDADE EM REVISTA

91


DICAS DE LEITURA O homem mais inteligente da história

O

homem mais inteligente da história é fruto de 15 anos de estudos e pesquisas. Considerado por Augusto Cury a obra mais importante de sua carreira, este é o primeiro volume de uma coleção que vai abalar nossas convicções e transformar nossa visão do personagem que julgávamos conhecer tão bem. Psicólogo e pesquisador, Dr. Marco Polo desenvolveu uma teoria inédita sobre o funcionamento da mente e a gestão da emoção após sofrer uma terrível perda pessoal.

Autor: Augusto Cury Nº de Páginas: 272 Assunto: Romance Ano: 2016

Leandro Karnal é Doutor em História Social pela Universidade de São Paulo (usp) e especialista em História da América, é professor de História da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Foi chefe do Departamento de História da mesma instituição. É membro da Associação Nacional de História (anpuh) e da Associação Nacional de Pesquisadores de História Latino-Americana e Caribenha (anphlac).

92

CIDADE EM REVISTA


viver em paz para morrer em paz

S

e você não existisse, que falta faria? Para responder a essa pergunta, o filósofo e escritor Mario Sergio Cortella discute o que é importante nessa vida. Não é ser famoso e nem acumular coisas e propriedades, em uma obsessão consumista. Importante é ser importante para alguém, ou seja, fazer falta para alguém. Como? Neste livro, Cortella aponta alguns caminhos e nos faz pensar sobre as razões

Autor: Mario Sergio Cortella Nº de Páginas: 176 Assunto: Filosofia Ano: 2017

Milagres

M

ilagres é o livro mais completo e sem dúvida o mais emocionante sobre os 300 anos de acontecimentos sobrenaturais atribuídos à intervenção de Nossa Senhora Aparecida. Autor dos best-sellers Aparecida, Maria e Humano Demais, Rodrigo Alvarez foi o único escritor que teve acesso ao “baú” dos milagres do Santuário Nacional de Aparecida. Após meses mergulhando nas mais incríveis histórias dos fiéis, ele relata os acontecimentos extraordinários associados à santa que é o maior símbolo da fé católica brasileira.

Autor: Rodrigo Alvarez Nº de Páginas: 184 Assunto: Religão Ano: 2017

CIDADE EM REVISTA

93


O Poder dO AGORA

C

ombinando conceitos do cristianismo, do budismo, do hinduísmo, do taoísmo e de outras tradições espirituais,Tolle elaborou um guia de grande eficiência para a descoberta do nosso potencial interior. Este livro é um manual prático que nos ensina a tomar consciência dos pensamentos e emoções que nos impedem de vivenciar plenamente a alegria e a paz que estão dentro de nós mesmos.

Autor: Eckhart Tolle Nº de Páginas: 224 Assunto: Desenvolvimento Pessoal Ano: 2002

A grande saída

V

encedor do Prêmio Nobel de Economia analisa como populações escaparam da pobreza e por que as desigualdades ainda são tão presentes no cenário global. Angus Deaton afirma que vivemos melhor hoje do que em qualquer outro período da história. As pessoas são mais saudáveis, mais ricas e a expectativa de vida continua a aumentar.

Autor: Angus Deaton Nº de Páginas: 336 Assunto: Economia Ano: 2017


12 dias para atualizar sua vida

P

reparado para atualizar sua vida? Em um mundo de constantes e profundas mudanças, como ser um líder relevante se não há como identificar os padrões corretos? Neste livro, Tiago Brunet explora 12 chaves que vão atualizar a sua vida e também prover profundas reflexões sobre uma liderança que faça diferença e que está ao seu alcance.

Autor: Tiago Brunet Nº de Páginas: 227 Assunto: Desenvolvimento Pessoal Ano: 2017

Propósito “Saber qual é o propósito busca saber o que viemos fazer aqui; e o que viemos fazer aqui está intimamente relacionado àquilo que essencialmente somos, ou seja, o programa individual da alma está relacionado à consciência do Ser. Assim como a laranjeira só pode dar laranjas, o ser humano só pode dar um tipo de fruto: o amor, pois o amor é a sua essência. Porém, o amor é um fruto que pode se manifestar de infinitas maneiras. Cada alma traz consigo dons e talentos que são a maneira única que o amor se expressa através de nós.” – Sri Prem Baba

Autor: Sri Prem Baba Nº de Páginas: 160 Assunto: Administração|Empreendedorismo Ano: 2016

CIDADE EM REVISTA

95


lançamentos do

DEZEMBRO 2017 | JANEIRO 2018

STAR WARS: O ULTIMO JEDI

D

epois de encontrar o mítico e recluso Luke Skywalker (Mark Hammil) em uma isolada ilha, a jovem Rey (Daisy Ridley) busca entender o balanço da Força a partir dos ensinamentos do mestre jedi. Junto a isso, o Primeiro Império de Kylo Ren (Adam Driver) se organiza novamente para enfrentar a Aliança Rebelde.

lançamento 14/12/2017 Direção: Rian Johnson Duração: 152min Gênero: Ficção

96

CIDADE EM REVISTA


O REI DO SHOW

A

história de P.T. Barnum (Hugh Jackman), showman empreendedor conhecido como “Príncipe das falcatruas”. Entre suas criações estão um museu de curiosidades e um circo próprio, em que eram apresentados animais, freaks e fraudes de todo tipo. Lá ele inventou o “O Maior Espetáculo da Terra”, em cartaz até hoje no Ringling Bros. and Barnum & Bailey Circus.

Lançamento 28/12/2017 Direção: Michael Gracey Duração: 2h19min Gênero: Drama

A ORIGEM DO DRAGÃO

B

ruce Lee (Philip Ng), lendário lutador de artes marciais, e seu rival, o mestre de Kung Fu Wong Jack Man (Yu Xia), tentam resolver suas divergências em uma luta sem regras. O combate se tornará o mais importante e emblemático duelo da carreira do futuro grande lutador e ator de cinema, um marco fundamental em sua trajetória.

Lançamento 28/12/2017 Direção: George Nolfi Duração: 1h 43min Gênero: Ação

CIDADE EM REVISTA

97


JUMANJI: BEM VINDO A SELVA

Q

uatro adolescentes estão jogando um videogame cuja ação se passa numa floresta. Eles escolhem avatars para a aventura (intepretados por Dwayne Johnson, Karen Gillan, Jack Black e Kevin Hart). Mas um evento inesperado faz com que os jogadores sejam transportados para dentro do universo fictício, transformando-se nos avatars escolhidos. Sequência de Jumanji, longa de 1995.

Lançamento 04/01/2018 Direção: Jake Kasdan Duração: 1h 51min Gênero: Fantasia | Ação

VIVA, A VIDA É UMA FESTA

M

iguel é um menino de 12 anos que quer em ser um músico famoso, mas deve lidar sua família desaprova seu sonho. Determinado a virar o jogo, o jovem acaba desencadeando uma série de eventos ligados a um mistério de 100 anos. A aventura, com inspiração no feriado mexicano do Dia dos Mortos, acaba gerando uma extraordinária reunião familiar.

Lançamento 04/01/2018 Direção: Lee Unkrich Duração: 1h 49min Gênero: Animação | Mistério

98

CIDADE EM REVISTA


Enxergue o mundo com outros olhos!

Dr. Marcelo Brito

CRM-PR 18.871

Dra. Jussara Brito

CRM-PR 27.527

Implante de Lentes Intraoculares (LIOs). Tecnologia que corrige a visão de perto e de longe, traz para o paciente uma visão de qualidade e diminui a dependência de óculos.

Agência Veoito

Indicada para miopia, astigmatismo, hipermetropia e presbiopia (vista cansada).

Stellaris: Equipamento que realiza a cirurgia de Catarata com menor risco de infecção, permite recuperação mais rápida e viabiliza o implante de Lentes Intraoculares (LIOs).

Agende sua consulta: 44. 3523 2121 Rua Harrison José Borges, 652 - Centro - Campo Mourão - PR BelleClinique

www.belleclinique.com.br


Dr. Moacir Ciulla Porciuncula Clínica Cirúrgica e Obstetrícia CRM|PR : 3467

Médico - Pós Graduação em Geriatria e Endocrinologia CRM|PR 12.184

Dr. Glauco de Mello Nogueira

Dr. Heráclito de Mello Nogueira

Dr. Cleso Lopes Nogueira Filho

Fabíola de Mello Nogueira

Madhuri Prem

Manoel Teixeira Junior

Lívia Yatsuda Brescansin

Drielle Sanches Martins

Silvia E. S Cuesta

Massoterapia Ayurvêdica Yoga CRT:35328

Psicologia Clínica CRP 08/21989

Cardiologia CRM|PR 10.193

Psicologia Clínica /Mestre em Psicologia CRP:08/17589

Médico CRM|PR 10.192

Psicologia Clínica CRP:08/15683

Clínica São José, 50 anos de tradição promovendo saúde e bem-estar. 44. 3523.6162 | 3523.7273 Rua: Francisco F. Albuquerque 1847 clinicasaojosecontato@gmail.com

/saojoseclinica

Psicologia Clínica CRP 08/21570

Psicanalista

Arte: Cidade em Revista

T RA D I Ç ÃO Q U E P R O M OV E B E M - E STA R


CIDADE EM REVISTA - ANO 9 - Nยบ 47

DEZEMBRO 2017

ANO 7 - Nยบ41

WWW.CIDADEEMREVISTA.COM

Cidade em Revista Edição 47  
Cidade em Revista Edição 47  
Advertisement