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EXPEDIENTE :: Diretor Editorial Diego Almeida diego@centralskatemag.com.br :: Editor Fotografia Alex Seabra :: Redação Renata Oliveira renata@centralskatemag.com.br :: Staff Fotografia Diego Almeida, Victor Oliveira, Frederico Augusto, Renan Agá, Paulo Tavares, Samuel Pires, Alex Seabra, Elias Pereira & Ewerton Pereira :: Colunistas Bruna Uliana,Victória Acerbi, Renata Oliveira & Evaldo Oestreich :: Colaboraram nessa edição: Foto: Uyeda, Pedro Macedo, Rodrigo KBÇA, Camilo Neres, Nelson Nascimento, Mimi Nascimento, André Barros, Di Coelho, Carlos Henrique, JP Souza, Rodrigo Porogo, Ivan Freitas & Clissa Raiany. Texto: Patrícia Rezende, Eduarda Metzker, Elias Pereira &Tiago Ferreira. :: Comercial contato@centralskatemag.com.br :: Editor Portal Rodrigo Marcel rodrigomarcel@centralskatemag.com.br :: Periodicidade Bimestral :: Para anunciar contato@centralskatemag.com.br As matérias e fotos publicadas não refletem necessariamente a opnião da revista e sim de seus autores.

:: 08

diva da vez

:: 20

em cena

:: 34

foco central

:: 48

RUa

:: 74

DO RIO

:: 86

É A VEZ DO ROCK

:: 92

ASSOCIAÇÃO GOIÂNA DE SKATE

:: 100

pRIMEIROS PASSOS

ANAIRAM DE LEON

RIO TAVARES MOTHER FUCKER

CARLOS EDUARDO “DUDU”

:: CAPA Pedro Barros - Flip Foto: André Barros

:: FACEBOOK.COM/CENTRALSKATEMAG

DIVA DA VEZ

DIVA ESPOLETA Texto: Renata Oliveira

Anairam de Leon – Niterói – RJ 22 anos, 9 anos de skate Apoio: Globe, Grotesco, Estilo de Rua e Família In The Hill.

Anairam de Leon, niteroiense de 22 anos, entrou para o mundo do skate aos 13 anos depois de cismar com a ideia de que queria ser skatista: “Desde pequena sou espoleta e sempre gostei de esportes e fazer coisas consideradas de menino, um dia cismei que queria andar de skate”. Conseguiu realizar seu sonho de andar nos EUA. Atualmente tem um projeto voltado ao skate feminino chamado Board Breakers e muitos planos para somar junto ao skate feminino. É, realmente ela é uma Diva espoleta!

Foto: Rodrigo Porogo

F/S Hurricane Foto: Mimi Nascimento

Você teve a oportunidade de andar nos EUA, nos conte como foi essa experiência.

Com 17 anos comecei a trabalhar em loja para juntar dinheiro e ir pra gringa, meu sonho era andar na Califa. A primeira vez foi doideira não conhecia nada nem ninguém. Fiquei 3 anos indo para os EUA e fazendo intercâmbio. Quando ia era no nosso inverno e verão deles, ia em junho e voltava em setembro. Mas, para o rolê eu só tinha um mês porque os outros 3 estava trabalhando. Porém, foi o jeito mais barato e fácil que encontrei de ir. Sem contar que ficava sozinha os 3 meses, só no ultimo que encontrava os amigos. Trabalhei em um acampamento de verão também, foi uma experiência muito style. Fui pra Califórnia, Nova York e Chicago, ralei muito, mas realizei um sonho. Agora quero poder ir pra Barcelona, mas como to focada nos estudos e enrolada com o trabalho, esse sonho vai ficar um pouquinho pra depois.

Flip

B/S Grind Foto: Ivan Freitas

Recentemente você criou o Board Breakers, qual o intuito desse projeto?

O intuito é reunir as meninas do Rio no rolê e filmar, fazer fotos etc, para divulgar mesmo quem ta no corre. O projeto não é fechado e quem quiser pode participar.

Tem um teaser do vídeo do Board Breakers, quando pretende lançar o vídeo?

O teaser do vídeo saiu no final do ano passado e estamos trabalhando para ser lançado o vídeo completo, mas ainda não temos previsão para lançamento.

F/S F50-50 Foto: Ivan Freitas

Através do skate você começou a estudar moda, como você pretende interligar as duas áreas?

Sempre pensei em fazer algo para o meu futuro que tivesse relação com skate, porque não me vejo fazendo algo muito diferente desse mundo. De um tempo pra cá tive a idéia de criar uma marca de roupa feminina no estilo skate e street wear, pois que não temos ainda muitas marcas no mercado e foi daí que comecei a estudar moda. Minha idéia é fazer uma marca identidade para o skate feminino, uma marca que possa ser referência, que possa influenciar e que também sofra as influências do skate, espelhando a essência do skateboard, mas sem perder o lado feminino.

O skate feminino tem potencial pra crescer, o que falta nesse mercado com relação às marcas e as próprias meninas?

Falta incentivo e apoio das marcas. O problema de algumas grandes marcas também é que elas só querem sugar e não investem no skate como deveriam, não patrocinam um atleta, não apóiam eventos, não chegam junto. Não sou a primeira e nem a única a conhecer um skatista que tinha tudo para virar profissional, mas teve que parar de andar para trabalhar, afinal, não pagamos conta com peças de skate, acho que isso é uma coisa que as marcas tinham que levar em consideração. Não dá para viver do skate no Brasil, então como se dedicar como skatista se você não tem tempo pra isso? Em relação às meninas acho que estamos caminhando, o skate feminino de hoje já é bem maior do que o de 10 anos atrás. Acho também que o mercado deveria focar mais nas meninas, tem muitas meninas por ai que estão representando, algumas que andam muito e ninguém nem ouviu falar. Meninas, vamos filmar, colar nos campeonatos, viajar, se jogar!

Quais os seus planos como skatista?

No momento meu plano é andar de skate e procurar evoluir sempre! Estou no gás! Quero fazer imagens e fotos, andar de skate e me divertir, viajar, conhecer novos picos, novas manobras.

Pretende se profissionalizar?

Acho que o sonho de todo skatista é um dia ser profissional, sei que isso não é fácil, ainda mais no Brasil, não dá pra viver só do skate! Por isso ando de skate por amor e diversão, mas sempre fazendo meus corres. Acho que quando você anda e se joga sem se cobrar e esperar nada em troca o role flui bem mais e o que pintar a partir daí vai ser só lucro.

Ollie Foto: Clissa Raiany

Agradecimentos Gostaria de agradecer a todos que andam de skate de por amor, principalmente os que estao sempre na sessao comigo, trazendo a vibe no role e trasformando o skate nessa enorme familia. As marcas que estao me apoiando, Grotesco, Globe, Estilo de Rua, In The Hill e Roques Skateshop. As meninas que estao ajudando o projeto Board Breakers dar certo, vamo que vamo! Estefania Lima da Divas, aos fotografos, Cau達 Csik, Ivan Freitas, Clissa Raiany, Rodrigo Porogo e Mimi Nascimento. E a todos que de alguma forma coloboram para o skate e sua arte!

TEXTO: alex seabra

Eles ficaram mais famosos e conhecidos no mundo inteiro pelo Red Bull Skate Generation, campeonato realizado no quintal da casa do Pedro Barros, aonde rola um dos bowls mais insanos do mundo. Desde a nova geração até as lendas do skate Duane Peters, Steve Caballero, Christian Hosoi e entre outros, se misturam e formam times para competir. O bairro Rio Tavares fica entre a Lagoa da Conceição, Praia da Joaquina e Praia do Campeche, em Florianópolis (SC), local que está com o nome marcado na história do skate no Brasil, onde a galera pega onda de manhã, de tarde anda de skate e à noite tira um som. Referência nacional e para o mundo inteiro.

Felipe Foguinho - F/S Hurricane Foto: Andre Barros

Vi Kakinho - F/S Rockslide Foto: Uyeda

Pedro Barros - Ollie Foto: Uyeda

Vi Kakinho - Wallride to Fakie Foto: Andre Barros

Quem não gostaria de adquirir um lifestyle desses? Pedro Barros é o maior expoente da “família” Rio Tavares Mother Fuckers (RTMF, formado por surfistas, skatistas, fotógrafos, videomakers, músicos e empresários do ramo. Graças ao Marcos Feijó que é parte da família RTMF e cobre toda a parte audiovisual da galera por onde eles passam no mundo, conseguimos vários registros inéditos do que a galera do RTMF como Pedro Barros, Leo Kakinho, Vi Kakinho, Felipe Caltabiano, Helse Tscharn, Andre Barros e o próprio Feijó vem fazendo pelo mundo.

Pedro Barros - B/S Crooked Foto: Uyeda

Felipe Foguinho - Tucknee Foto: Andre Barros

Vi Kakinho - B/S Ollie Foto: Andre Barros

FOCO CENTRAL

DUDU E SÓ. FOTO/TEXTO: Diego Almeida.

Lembro-me do Dudu quando moleque, acompanhando seu irmão Marcos Peixe nas sessões. Envergonhado, acabava andando longe dos olhos da molecada, mas sempre que parava para observá-lo, me surpreendia com um skate diferenciado dos demais. Hoje vejo que o skate acabou atropelando toda essa timidez e vem falando por esse skatista, que transmite toda sua humildade por onde passa. Sou suspeito de falar, mas vocês ainda vão ouvir muito esse nome por aí.

Como foi deixar a família ainda moloque e ir morar sozinho, até então, em uma cidade que você não conhecia?

Essa mudança foi uma experiência muito importante pra mim como pessoa pelo fato de me virar sozinho no cotidiano. Apesar de ter os amigos como uma família, é outra vida você ir pra uma cidade e não conhecer ninguém, não ter a família por perto, outros tipos de pessoas as quais você vai se relacionar e até o clima é diferente. Mas, com tudo isso aprendi a dar valor a muitas coisas que quando temos por perto a gente não dá a miníma, como um simples abraço na sua família, umas ideias com os velhos amigos, ou até mesmo um rolé de skate no lugar onde você fez sua primeira sessão, enfim, fora isso muitas amizades ganhei nessa mudança e isso também foi essencial pra mim.

Recuperado de uma lesão que te deixou quase 1 ano sem andar de skate, o que mudou em sua vida após essa lesão?

Mudei minha visão e costume sobre cuidar de mim mesmo, as vezes eu me jogava nos picos atoa ou pra mostrar que eu conseguia. Hoje penso que para eu ficar me jogando ou filmar em algum pico ou lugar onde o impacto é forte, tem que ser pra valer a pena ou por algum motivo ou alguma missão. Antes da lesão eu andava de skate sem me preocupar com isso, mas com o tempo percebi que nós skatistas somos atletas que temos que ter cuidados com nós mesmos, as vezes andamos muito de skate e acabamos esquecendo de cuidar da nossa própria saúde e com tudo isso que aconteceu comecei a mudar meus hábitos e costumes no skate.

Ollie

Nollie Bigspin Heelflip

Você estava gravando uma vídeo parte quando se machucou, como anda esse corre agora que está voltando a colocar o skate no pé? Cada dia melhor, estou me dedicando bastante, coletando as imagens das manobras que eu tenho mais facilidade e buscando aperfeiçoar as que eu não tenho, mas sempre no meu limite.

A Nata Filmes vem produzindo um segundo vídeo, pelo o que sei, o Porva vem botando uma fé nessa sua parte. Como tem sido sua relação a distância com esse projeto?

No momento eu moro em Cuiabá-MT e o Ricardo Porva- em Uberlândia-MG, as imagens que eu vou registrando por aqui vou seperando e passando pra ele por e-mail e assim vai indo e no que ele pode me aconselhar sobre as imagens ele vai me passando as informações via essa conexão.

A Nata é criada por um Mato-Grossense, o Ricardo Porva, tem um peso em ser o único do Mato Grosso a ter uma parte nesse vídeo que vem aí?

Sim tenho um peso e tanto, não por ser de Mato Grosso, mas pelo fato de estar filmando pra um vídeo o qual os skatistas que irão ter parte também serão o Ricardo Porva e o Bruno Kbelo de Curitiba. Não é o peso de pressão, mas de satisfação e de uma oportunidade que tive e que agradeço muito por estar nesse projeto.

F/S Flip

Em meio a sua parte do Nata, recentemente você gravou um programa Olho de Peixe, mostrando um pouco de Cuiabá e do seu skate. Como foi gravar o programa?

Foi uma satisfação enorme gravar o Olho de Peixe, mas o que foi mais da hora nesses dias em que gravamos foi a oportunidade de conhecer o videomaker José Luiz Azevedo conhecido como Zezeh, cara humilde, divertido e dedicado. E durante o tempo em que gravamos os vídeos o que não faltaram foram gírias e risadas com os skatistas locais e é isso que marca as sessões, você fazer um trabalho, mas ao mesmo tempo se divertir com amigos, isso que torna o momento único.

Hora ou outra tu faz umas edições de vídeo, muito bem por sinal. Já pensou em trabalhar com algo relacionado a vídeos?

Sim, já pensei.Os vídeos que já editei e filmei foram de skate, vídeos de amigos e meus. Com o tempo fui me interessando mais sobre edição e sempre que posso aprender mais funções nessa aréa eu me interesso, seja envolvendo o skate ou algo que não tenho conhecimento.

Todo skatista que está no corre, assim como você, tem aquele sonho de se profissionalizar. Porém sabemos que em Cuiabá não existem pistas com estrutura adequada e o trabalho por parte dos lojistas não existe. Quais seus planos quanto a isso?

Penso muito sobre isso, precisamos de mais pistas, apesar de termos uma, já não está sendo suficiente, tenho consciência que devo me agilizar mais nessa questão e junto a outros skatistas correr atrás de novos espaços para prática do esporte, porque se não fizermos por nós (skatistas) ninguém fará pela gente. Em questão da parte dos lojistas, o fato é o seguinte: se você não ama o skate, automaticamente, você não faz nada pelo skate. Sei que somos precários nessa parte, mas creio que tá surgindo e vai surgir novos mercados no skate cuiabano o qual levará o skate no coração e não no bolso(dinheiro).

O que você acha que falta para Cuiabá começar a entrar no eixo do skate?

Mercado de verdade e mais pistas de skate, é de onde vem os incentivos e a inclusão do esporte na sociedade cuiabana.

F/S 50-50

Me lembro quando éramos moleques, você era bem tímido e vivia mais pelos cantos da pista. Seu skate acabou falando mais alto por você e hoje a molecada mais nova se inspira muito em você. O skate acabou com sua timidez? Como é ter esse carinho e respeito todo pela nova geração?

Pois é rsrsrs, creio que com o tempo fui me envolvendo com outros skatistas e fazendo amigos e novas amizades e aprendendo que o skate é ser ousado e extrovertido, tipo é meio chato andar de skate sozinho, é da hora você fazer o rolé com a galera e zuando, risadas e inventando moda, acho que de tanto fazer esses tipos de sessões automaticamente fui mudando o meu jeito de ser. Do mesmo modo que eles tem carinho por mim eu quero ter o mesmo carinho por eles, só agradeço a todos de verdade que me consideram pelo meu skate e principalmente por minha pessoa.

Sua família sempre te apoiou no skate, o que você acha dessa nova geração de pais que investem forte em seus filhos?

Depende do jeito em que os pais investem no seu filho, se for um investimento natural em que só quer o bem do seu filho, que seu filho se divirta e faça o que gosta, aí sim o skate verdadeiro prevalece. Mas, se for um investimento pensando em lucro ou algo em troca e colocar essa mentalidade em seu filho, ele não passará de ser uma “máquina” que manda manobras excelentes, mas não tem e dificilmente saberá a essência do que está fazendo.

Hoje em dia, como manteém seu skate?

Tenho o apoio e a força da NATA FAMILY, só de fazer parte de uma equipe onde os atletas são o Ricardo Porva e o Bruno Kbelo é muita satisfação, e ainda ter uma parte no vídeo junto com esses dois skatistas é mais que um patrocínio é uma família em que quando se ajuda não quer o retorno só quer o teu bem. Mas, fora isso, minha família é parte principal por eu estar no corre do skate até hoje, Graças a Deus me apoiam totalmente, e pelo meus amigos que sempre quando preciso e podem ajudar, me fortalecem com peças, no corre do vídeo, nas fotos, nas ideias.

Varial Heelflip

Quais os planos daqui pra frente?

Andar de skate e filmar pro vídeo da NATA, dedicar no meu limite pra que eu possa ter uma parte boa no vídeo, e sempre que puder fazer fotos e viajar pra que eu possa coletar imagens em lugares diferentes. E nunca deixar de me divertir com amigos nas sessões!

Agradecimentos?

Agradeço a Deus por proporcionar tudo isso em minha vida, a minha família que é a parte principal por eu estar andando de skate, que sempre me ajuda independente qual motivo for. Minha namorada que me acompanha e me ajuda, NATA FAMILY que sempre fortalece, revista Central Skate Mag por essa oportunidade e aos amigos verdadeiros que sempre estão no corre comigo independente do que for e a todos que leram essa entrevista. Obrigadãoo!

B/S Caballerial

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Kevin B7 - F/S Crail Slide - Barcelona/ESP Foto: Rodrigo Kbรงa

Juliano Amaral - Flip - BrasĂ­lia/DF Foto: Camilo Neres

Leonardo Pancinha - 50-50 Stall Foto: Alex Seabra

Thales Prates - F/S Noseblunt - Tubar達o/SC Foto: Nelson Nascimento

Leonei Mart - F/S Smith - Barcelona/ESP Foto: Rodrigo Kbรงa

Adilson de Souza - F/S Flip - BrasĂ­lia/DF Foto: Camilo Neres

Vitoka - F/S Bluntslide to fakie reverse - Barcelona/ESP Foto: Rodrigo Kbรงa

Luan - Ollie - Brasília/DF Foto: Renan Agá

Marcos Van Basten - f/s Rockslide Layback - Barbacena/MG Foto: JP Souza

Fabio Carvalho - F/S Bluntslide B/S Flip out - Brasília/DF Foto: Renan Agá

Felipe Alastrรฃo - F/S Bluntslide Transfer - Barcelona/ESP Foto: Rodrigo Kbรงa

Gabriel Jurupim - 360 Flip - Cuiabรก/MT Foto: Diego Almeida

Vitor Gonzaga - Nollie Hard Heelflip - Rio de Janeiro/RJ Foto: Pedro Macedo

Ythalo Cardoso - Nollie B/S Bigspin - Anรกpolis/GO Foto: Paulo Tavares

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Vitor Sáber Galvão - Mayday - Goiânia/GO Foto: Alex Seabra

Renan Sales - F/S Smith Grind - Volta Redonda/RJ Foto: Pedro Macedo

Samuel Jimmy - F/S Flip - Barcelona/ESP Foto: Rodrigo KBÇA

Thiago Neves - S/S Flip - BrasĂ­lia/DF Foto: Alex Seabra

EM CENA

DO RIO

SKATE Vテ好EO Texto: Tiago Ferreira Foto: Pedro Macedo

Yan Felipe - Flip

Nada é mais satisfatório do que reunir os amigos, sair em viagens, descobrir picos e redefinir o modo de andar em picos clássicos. O Do Rio Skateboard Vídeo, está vindo para mostrar a verdadeira essência do skate carioca e a qualidade de seus skatistas e picos. O projeto que nasceu sem querer, oriundo das inúmeras sessões de skate compartilhadas entre amigos, é uma das maiores expectativas do cenário local e que cada vez mais vai ganhando a atenção do Skate Nacional. O projeto é lindo, os três teasers divulgados até agora retratam a essência verdadeira do skatista carioca de uma forma diferente do habitual. O filme traz um conceito que abrange não só a cidade do Rio de Janeiro, mas que procura simplificar através de 8 skatistas todo o território, tendo representantes das cinco regiões que formam um dos principais estados do país.

Os skatistas convidados por Pedro Macedo a terem partes individuais no filme são skatistas talentosos, uma nova geração e que estão presentes na cena de suas cidades. Humberto Peres (Rio das Ostras), Pedro Henrique (Volta Redonda) e Willian Pequeno (Três Rios) representam as regiões dos Lagos e a Região Sul-Fluminense do Estado, Jonatha Alexandre (Duque de Caxias) e Carlos Henrique (Nova Iguaçu) levam o skate da Baixada Fluminense à sua valorização dentro do vídeo. Lucas Diniz (Niterói) leva a bandeira da cidade que já foi a capital do estado, Lorran Freitas e Yan Felipe, além de Pedro Macedo levam a bandeira da capital.

Estão sendo produzidas também, duas partes de amigos. O mais legal do projeto é a valorização do skate local, neste caso o Rio de Janeiro como um todo. Além da hospitalidade quase que característica ímpar da cidade maravilhosa, o vídeo contará com mais uma parte intitulada “Introduzindo Cidades”, na qual skatistas de outros estados participam do vídeo com manobras registradas por aqui.

Pedro Henrique Nem - B/S Lip Slide

Humberto Peres - Nollie F/S 180 Heel Flip

Não é de hoje que o skatista carioca vem ganhando o país e o mundo. Não é de hoje que buscamos levar a simplicidade de nossas ruas e picos a outros patamares. O Rio de Janeiro tem a sua essência dentro do skate nacional, alguns dos maiores skatistas do país, além de talentosos artistas e músicos que também serão valorizados nessa produção, sendo eles os responsáveis por toda trilha sonora e arte gráfica que será vista neste filme. Acredito que após esse filme, o Rio de Janeiro estará ainda mais valorizado como sendo uma das principais cenas locais do país, onde a valorização de sua história é o mais importante obstáculo a ser vencido e o nosso maior orgulho. Não é um vídeo de uma marca, não é um vídeo fechado onde apenas alguns skatistas são valorizados. É um vídeo do Rio de Janeiro, todo um estado que pensa igual e que trabalha junto para que a evolução venha para todos. Acho que a melhor palavra para caracterizar esse projeto é UNIÃO!

Pedro Macedo - B/S Crooked - Foto: Carlos Henrique

É A VEZ DO

ROCK!

Texto: Eduarda Metzker e Bruna Uliana Foto: Diego Almeida

São tempos de rock na capital do sertanejo, e a Pança de Mamute Produções mostra que veio mesmo pra ficar! Com eventos e festivais pra lá de rock n’ roll, em maio foi a vez da banda Dead Fish, que agitou a cena cuiabana, esquentando ainda mais o público, deixando aquele gostinho de “quero mais”.

Em meio a inúmeras festas, casas noturnas e eventos voltados para o público do sertanejo, os cuiabanos sempre encontraram espaço para uma cena independente pra lá de rock’n’roll na terrinha do calor. Embora a quantidade de opções de bares e shows de rock não seja a mais satisfatória, é possível curtir o som de bandas locais e tomar uma gelada todo final de semana na capital de Mato Grosso. Mas 2013 tem sido excepcionalmente generoso: pôde-se ver de perto bandas nacionalmente conhecidas, como Velhas Virgens, em março, e, mais recentemente, Dead Fish, que tocou no festival Maio n’ Roll no dia 25 de maio, junto com as bandas locais Fuzzly, Heróis de Brinquedo, Rhox, Pacu Atômico e Skarros.

Os responsáveis por esses eventos são o Luke e a Larissa, que no começo do ano fundaram o Pança de Mamute Produções, com a intenção de trazer pra cidade cada vez mais música boa, além de fazer com que o público fique mais íntimo das bandas cuiabanas. Aliás, essa vontade de divulgar as bandas locais foi bastante enfatizada por eles, que explicaram que usam a tática de chamar bandas de fora para atrair o público, que consequentemente acaba assistindo os shows das outras bandas: “As pessoas vieram ouvir Dead Fish. Tudo bem, ouviram Dead Fish… Mas também ouviram bandas cuiabanas. Ouviram Rhox. Ouviram Fuzzly. Elas vieram por causa do Dead Fish, mas saíram conhecendo diversas bandas cuiabanas. Depois, quando elas forem a outro evento de rock e a Rhox estiver tocando lá, por exemplo, vão lembrar que ouviram a Rhox no evento do Dead Fish”, explicou o Luke numa conversa animada depois do evento, na Chácara Paraíso. Ele, que também é vocalista da banda Pacu Atômico - que tocou no festival e deixou o público vidrado na sua performance intensa e contagiante -, ressaltou que as bandas cuiabanas precisam ser vistas e ouvidas, já que têm um grande potencial, e que elas são as “verdadeiras estrelas” dos festivais.

Prova disso é que, após o show do Dead Fish no Maio n’ Roll, outras bandas se apresentaram e o evento continuou animado, com muitos moshs e rodinhas punks. Com toda a certeza, o Pança de Mamute é um grande ganho pra cena de rock de Cuiabá, e, como o show deve continuar, já anunciou o próximo evento: no dia 16 de agosto, no Espaço Casa Rio, a galera vai pular e sacudir a cabeça ao som dos gaúchos do Cachorro Grande, além, é claro, dos cuiabanos do Branco Ou Tinto, Lynhas de Montagem e uma quarta banda que ainda não anunciada. São bons tempos para o rock’n’roll na cidade do rasqueado e da viola de cocho…

Em clima descontraído e irreverente, rolou um breve bate-papo com os integrantes da banda capixaba Dead Fish, formada por Rodrigo (vocal), Alyand (baixo), Marcos (bateria) e Philippe (guitarra). Ansiosos para o primeiro show da banda em Cuiabá, eles comentam sobre a receptividade do público cuiabano, que é quente e receptivo assim como a capital. Bastante articulados e politizados, o grupo falou também sobre as suas ideias políticas, que acabou gerando

um breve debate e compartilhamento de opiniões acerca das questões atuais do país. Nesse ritmo, os integrantes comentaram sobre sua nova composição chamada “Deem nome aos bois”, que expõe a situação dos militares que ainda não foram punidos na época da ditadura. Rodrigo, vocalista da banda, conta que o grupo também possui muitas influências dos movimentos skatistas, e afirma o fato de que a música e a arte nesses eventos são de grande ênfase, gerando, consequentemente, interesse nos participantes. A banda, que está com a agenda cheia, revela o desejo de voltar mais vezes para a cidade do sertanejo e nos presentear com mais energia e rock n’ roll. E nós aguardamos ansiosamente pelo próximo show, que é agitado, descontraído e muito, muuuito contagiante!

Associação Goiana de Skate

Texto: Patrícia Rezende e Elias Pereira Foto: Elias Pereira

A Associação Goiana de Skateboard – AGSK8 - surgiu no final de 1997, devido a ausência de infraestrutura adequada para a prática do esporte em Goiânia, quando os próprios skatistas iniciaram projetos, tendo em vista a criação de pistas e uma organização capaz de promover eventos, dentre outras medidas que auxiliassem o desenvolvimento da cena local. Ocasionalmente, durante uma visita ao Parque Mutirama, os skatistas Fernando Amorim e Patrícia Rezende notaram a existência de um espaço destinado à prática do patins, que se encontrava desativado, cuja única serventia era o depósito de entulho. Desta forma, insatisfeitos com o descaso do espaço, custeado com verba pública, e com um pedido para que se retirassem do local por parte dos seguranças, contataram a diretoria do Parque, que os orientou a registrarem uma associação a fim de representar os interesses dos skatistas diretamente com a Prefeitura. Assim, em 17 de março de 1998, após um longo esforço para que todos os anseios saíssem meramente do discurso e se concretizassem na prática, foi fundada a AGSK8, originalmente composta por: Fernando Amorim, JeanFrançois, Patrícia Rezende, Leonardo Ribeiro, Joarimã Viana e Antônio Franco.

O trabalho não parou por aí, muito havia o que se fazer pela frente. O primeiro campeonato foi realizado em outubro do mesmo ano e contou com a presença de skatistas de Brasília e Minas Gerais. A Associação consagrou-se como atuante nos interesses do skate, sempre em parceria com o mercado local, realizando eventos e buscando apoio fora do Estado de Goiás. Infelizmente, a equipe que formou a AGSK8 se desintegrou ao longo dos anos, afinal, todos tinham um futuro pela frente, que os impossibilitava de se dedicarem com qualidade ao que o ofício exigia. Em meados de 2004 a diretoria já não existia. Fernando Amorim estava trabalhando como

Geovanne Rodrigues- F/S Fifty

artista plástico, Patrícia Rezende estava exercendo a maternidade, Jean-François retornara à França, Joarimã Viana estabeleceu-se como proprietário de uma marca, realizando outras atividades em prol do skate, Leonardo não prosseguiu com o projeto, ainda no início, e Antônio Franco esforçou-se até onde pôde para a permanência da entidade que, por fim, foi liderada por Claudemir Lima e João Paulo Silva Pereira, ex-associados, que continuaram com os trabalhos anteriormente desenvolvidos, realizando, por exemplo, reforma na pista do Mutirama, que foi posteriormente fechada para reforma, como permanece até hoje, ainda com a reinauguração do Parque.

Claudemir e João Paulo seguiram com o trabalho até o ano de 2007, e até então a organização do skate por uma associação devidamente registrada estava estagnada, contando apenas com eventos realizados por lojistas, da qual o maior representante é a Ambiente Skate Shop que tem em suas mãos, há anos, a tarefa de manter ativa a cena local, incentivando o esporte. Agora, no início deste ano, a Associação Goiana de Skateboard retomou as atividades exercidas, sob o comando de Patrícia Rezende, Eliaber Dias, Geovanne Rodrigues, Fernando Amorim, Marcelo Rodrigues e Bruna Roberta. O principal foco de discussão é a promessa, por parte da Prefeitura, de que, com a reativação do Parque Mutirama, também sede da AGSK8, haveria a inauguração de uma nova pista, que encontra obstáculos para sua realização, a exemplo da intervenção de cidadãos que se manifestaram contra a derrubada de árvores no local, conforme informado por engenheiros responsáveis pela obra. Além do mais, o projeto da pista seria equivalente ao da existente no Setor Itatiaia, mal projetada pela ausência de vistoria por pessoas que entendessem do assunto em questão, o que só ocorreu no fim da construção, por Joarimã Viana e Daniel Atassio que, com muita insistência conseguiram fazer pequenas alterações, impedindo que a pista soasse como uma piada e fosse meramente desperdício de verba pública.

Vitor Marcos - B/S Grind

O necessário é que todos os envolvidos no ramo do skate estejam unidos para reivindicar não apenas a concretização da pista no Parque Mutirama, mas de outros espaços apropriados para a prática do skate que contem com o desenvolvimento de projetos atuais e que sejam capazes de atender as expectativas, servindo, portanto, como cartão postal para o cenário nacional, bem como para a cidade de Goiânia. Além do mais, outro ponto importante, talvez o principal a ser pautado, é a democratização da AGSK8, isto é, queremos promover uma Assembléia aberta aos membros para discutir a reelaboração da entidade, dentre outras medidas que revigorem a associação, unindo-a a Confederação Brasileira de Skate (CBSK). Apenas assim conseguiremos fortificar não apenas a cultura local, mas o mercado, com a criação de novas lojas, marcas e eventos que elevem a qualidade do skate goiano, destacando-o tal qual o de Brasília, que possui sua própria Federação e conta com apoio financeiro do Governo. Imortalizando, assim, uma história de perseverança e amor pelo esporte, que se justifica na ação por lutar por aquilo que se pratica como sempre foi e ainda é realizado pela AGSK8: uma associação que não obtém nenhum lucro em suas atividades e tampouco atua em prol de interesses pessoais, desvinculada da exclusividade de qualquer loja ou marca da região, apenas pelo amor ao skate, que constitui não somente um hobbie, mas um estilo de vida.

PRIMEIRO PASSO

PEDRO DANTAS NOME: Pedro Gabriel Lima Dantas IDADE: 13 ANOS TEMPO DE SKATE: 1 ano e 8 meses CIDADE: belo horizonte/mg ÚLTIMA MANOBRA QUE VOCÊ APRENDEU? nollie cabalerial heel flip O que você gosta de fazer quando não ESTÁ andando de skate? Ficar com a família e assistir vídeos de skate! QUEM TE INSPIRA NO ROLÊ? Meus camaradas de sessão que estão sempre comigo, COMO O SKATE ENTROU EM SUA VIDA? Através dos amigos da minha irmã que hoje em dia estão presentes no role. QUEM GOSTARIA DE AGRADECER? Agradeço a todos os meus amigos e companheiros de role, a meu patrocinador Paranoids skate Shop e a minha família !

Ollie Foto: Di Coelho

PRIMEIRO PASSO

ALCINDO VICTOR Nome: alcindo victor Idade: 16 anos Tempo de skate: 3 anos e 7 meses Apoio: hope boards Ultima manobra que você aprendeu? Flip Backside Lipslide Oque vc gosta de fazer quando não está andadando de skate? Gosto de ver vídeos de skate, conversa com os amigos e estar com a minha família !! Quem te espira no rolê? rVer meus amigos andando de skate, mandando as manobras “Cabrera”, isso me deixa inspirado para fazer a sessão. Como o skate entrou em sua vida? Meu primeiro skate foi aqueles de supermercado, só que depois de um tempo de uso ele quebrou. Depois de muito tempo tinha uma galerinha que andava de skate no meu bairro, conheci eles cada um meu deu uma peças usada e fui montando meu skate e comecei a andar com eles. Quem gostaria de agradecer? primeiramente a Deus , minha família , aos meus amigos a hope boards e a todos que me ajudam a praticar esse esporte.

F/S Smith Grind Foto: Victor Oliveira

:: SAIU NA SESSテグ E FEZ UMA FOTO LEGAL? MANDE PARA CENTRAL! contato@centralskatemag.com.br

Mario Dias - Varial Heelflip - Água Boa/MT Foto: Bruno Ribeiro

Victor Machado - F/S Ollie - Brasília/DF Foto: Jonatas de Oliveira

Mateus Alves - Nollie F/S Flip Foto: Alex Seabra

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Central Skate Mag - #6