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INSECTA AMBIENTE DE TRABALHO BIOFILICO

Carla Patocchi


INSECTA DESIGN BIOFILICO NO AMBIENTE CORPORATIVO CENTRO UNIVERSITÁRIO BELAS ARTES DE SÃO PAULO NUCLEO DE DESIGN DESIGN DE INTERIORES TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO JUNHO/2019

TEXTO CARLA PATOCCHI ORIENTAÇÃO DRA. CLAUDIA ANDRADE


“A maior ameaça ao nosso planeta é a crença de que outra pessoa irá salvá-lo."” Robert Swan


RESUM0

O presente trabalho tem como objetivo aplicar os princípios de design biofílico em um ambiente de trabalho de uma empresa de upcycling de sapatos, com uma filosofia vegana e ecológica. Buscando o bem-estar, conforto, design e praticidade. Com a maioria dos materiais sustentáveis. Irei analisar e avaliar os ambientes em função das três categorias do design biofílico que são a natureza no espaço, as analogias naturais e a natureza que proporciona o espaço. Portanto minha proposta será criar um ambiente de trabalho que evidenciará através de seu design as características destes princípios no que refere-se a conexões visuais/não visuais com a natureza, variações térmicas, presença de água, luz dinâmica e difusa, formas e padrões biomórficos, estímulos sensoriais não-rítmicos, abrigo, mistério e riscos. Será dado enfoque aos seus usuários e a sua melhor condição de trabalhar no lugar utilizando, sempre que seja possível, materiais e processos que cumpram com os ciclos naturais do local, evitando materiais que atentem contra a sustentabilidade. Por sermos seres vivos, temos uma genética ancestral de interação com a natureza, vivemos mais tempo no meio natural que nos meios urbanos. As conexões com a natureza são fundamentais para a pessoa se reequilibrar e se reconectar com sua essência, melhorar a relação consigo mesmas e com os outros. Um ambiente biofílico vai permitir reduzir o estresse, melhorar as relações e funções, ter maior criatividade e trazer bem-estar geral. Este convívio permite uma maior consciência com a problemática da sustentabilidade e do cuidado com sim mesmo e do nosso ecossistema. O processo de coleta de dados será através da pesquisa bibliográfica, de material já publicado, principalmente de livros, artigos de revistas cientificas e material disponibilizado na Internet, assim como visitas e entrevistas. Os principais autores de referência são: KELLERT, Stephen Robert; HEERWAGEN, Judith; MADOR, Martin. Biophilic design: the theory, science and practice of bringing buildings to life. Estados Unidos de América, New Jersey: John Wiley & Sons Inc, 2008. [Design biofílico: a teoria, a ciência e a prática de dar vida aos edifícios, nossa tradução]. KELLERT, Stephen Robert; CALABRESE, Elizabeth Freeman. The practice of the biophilic design, 2015. Artigo disponível em www.biophilicdesign.com. [A prática do design biofílico, nossa tradução], Acesso em 08/09/2018. BROWNING, William; RYAN, Catherine, CLANCY, Joseph. 14 Patterns of Biophilic Design. New York: Terrapin Bright Green, LLC, 2014. [14 Padrões de design biofílico, nossa tradução]. ANDRADE, Claudia. O escritório no século XXI : the XXI century office, 2013. Palavras chaves: Natureza. Design de interiores biofílico. Ambiente de trabalho. Ser Humano. Conforto e bem estar. Materiais sustentáveis.

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The present work aims to apply the principles of biophilic design in a work environment of a shoes upcycling company with a vegan and ecological philosophy. Seeking well-being, comfort, design and practicality. With most sustainable materials. I will analyze and evaluate the environments according to the three categories of biophilic design that are nature in space, natural analogies and the nature of space. Therefore my proposal will be to create a work environment that will show through its design the characteristics of these principles

with regard to visual / non-visual connections with nature, thermal variations, presence of water, dynamic and diffused light, biomorphic forms and patterns , non-rhythmic sensory stimuli, shelter, mystery, and risk. Focus will be given to its users and their best condition to work in place using, whenever possible, materials and processes that comply with the natural cycles of the site, avoiding materials that threaten sustainability. Because we are living beings, we have an ancestral genetics of interaction with nature, we live longer in the natural environment than in urban environments. Connections with nature are fundamental for the person to rebalance and reconnect with his essence, to improve the relationship with himself and with others. A biophilic environment will allow you to reduce stress, improve relationships and functions, have greater creativity and bring overall well-being. This conviviality allows a greater awareness with the problem of sustainability and self-care and of our ecosystem. The process of data collection will be through bibliographical research, material already published, mainly books, articles of scientific journals and material

ABSTRACT

made available on the Internet, as well as visits and interviews. The main authors of reference are: KELLERT, Stephen Robert; HEERWAGEN, Judith; MADOR, Martin. Biophilic design: the theory, science and practice of bringing buildings to life. United States of America, New Jersey: John Wiley & Sons Inc, 2008. KELLERT, Stephen Robert; CALABRESE, Elizabeth Freeman. The practice of biophilic design, 2015. Article available at www.biophilic-design.com. Accessed on 08/09/2018. BROWNING, William; RYAN, Catherine, CLANCY, Joseph.

14 Patterns of Biophilic Design. New York: Terrapin Bright Green, LLC, 2014. ANDRADE, Claudia. O escritĂłrio no sĂŠculo XXI : the XXI century office, 2013. Keywords: Nature. Biophilic interior design. Workplace. Human being. Comfort and well-being. Sustainable materials.

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AGRADECIMENTOS Primeiramente agradecer a INSECTA e suas fundadoras por ter me inspirado a este projeto de ressaltar a natureza em um ambiente de trabalho. A toda minha família e aos amigos que me apoiaram durante todo o tempo e principalmente para a realização deste trabalho. Ao corpo docente do curso de design de interiores do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, por todo conhecimento e aprendizado, pelos desafios e incentivo e aos colegas de turma pela companhia ao longo do curso. À Prof.ª Dra. Claudia Andrade, pelo incentivo em todo o processo de orientação, seus ensinamentos e sua paciência. Aos meus mestres queridos, os técnicos em marcenaria Sr. Marcos de Brito e Sr. Ronaldo de Santana, eternamente agradecida pela paciência e carinho.


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Sumário BENCHMARKING

INTRODUÇÃO 11 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS CONCEITOS

15

- Biofilia

15

- Levantamento de concorrência

13

- Características espaciais

17

- Os 14 padrões de um projeto biofílico

19

FLUXOGRAMA

35

PRINCIPIOS BIOFILICOS

– Campus São Paulo 22 28

- Entrevista com sr David Oakey da INTERFACE ESCOPO DO PROJETO

32

CONTEXTUALIZAÇÃO

33

- O Porque do tema 33 - Quais os resultados esperados 34 - Como o tema será tratado 34

29

MOODBOARD 54 55

- Padrões da natureza no espaço 57

36

- Diferenciais do projeto

36

- Padrões de analogias naturais

- Fontes de inspiração

36

PLANTA HUMANIZADA 62

REQUERIMENTOS LEGAIS

37

PARAMETROS DO PROJETO 39

ENTREVISTAS 29

52

CONCEITOS CHAVES - Elementos chaves 36

21

– Unique Garden

35

35

- Região dos polos de atração

- Por que um design biofílico VISITAS

ESTUDO DE MASSAS E ORGANOGRAMA 51

35

- Conforto ambiental, térmico e luminoso 39 - Conforto acústico, ergonomia e acessibilidade 40 - Local

42

- Programa de necessidades CONSIDERAÇÕES FINAIS SOBRE INSECTA

- Padrões da natureza que proporciona o espaço 60 PERSPECTIVAS 63 PALETA DE CORES 74 PAINEL DE COORDENAÇÃO 76 CONCEPTBOARD

49

48

46

78

FOTOS MAQUETE FISICA 94 LISTAS FIGURAS

- Perfil usuário 44

59

REFERÊNCIAS

95 97


10 Atualmente,

vivemos

cada

vez

mais

urbanizados,

tecnológicos

e

imediatistas, com poucos momentos e espaços de regeneração e qualidade terapêutica. Estes espaços são cada vez mais necessários no dia a dia, por tanto, o objetivo deste trabalho é desenvolver o interior

Introdução

de um ambiente de trabalho baseado nos princípios biofílicos. A teoria

da biofilia sugere que os seres humanos procuram realizar e realizam de forma inconsciente, relações com o ambiente que os rodeia (a natureza) e outras formas de vida. Procuram ambientes em que se sintam confortáveis e seguros. A proposta a desenvolver, consiste em criar um ambiente que evidenciará através de seu design, conexões visuais e não visuais com a natureza, variações térmicas, presença de água, luz dinâmica e difusa, formas e padrões biomórficos, estímulos sensoriais não-rítmicos, abrigo, mistério e riscos. As conexões com a natureza são cada vez mais necessárias para a pessoa se reequilibrar e se reconectar

com sua essência, melhorar a relação consigo mesmas e com os outros. Parece que fomos um componente colocado em um mundo abstrato e mecânico.

Completamente

pertencemos.

desconectado

do

universo

ao

qual


11

Conforme vários estudos que se detalham na Tabela 1 e os vários trabalhos de Roger Ulrich, mas em especial o artigo de 1984 na revista Science 224 - View Through a Window May Influence Recovery from

Introdução

Surgery, um ambiente biofílico vai reduzir o estresse, melhorar as relações

interpessoais,

o

desempenho

de

funções,

estimular

a

criatividade e trazer bem-estar geral. Também o convívio com a natureza permite uma maior consciência com a problemática da sustentabilidade

e

do

ecossistema.

Para

atingir

os

objetivos

estabelecidos, será elaborada uma pesquisa bibliográfica, descritiva, com visitas, observações e entrevistas. O processo de coleta de dados será

através

da pesquisa bibliográfica,

de material

já publicado,

principalmente de livros, artigos de revistas e material disponibilizado na Internet. A pesquisa tem como bases bibliográficas os livros e artigos dos principais autores em Biofilia, como Kellert Stephen e outros, assim como estudos realizados pela Terrapin Bright Green e a Human Spaces.


12 Além da pesquisa bibliográfica, o ambiente será analisado em função das três categorias do design biofílico, que são a natureza no espaço, as analogias naturais e a natureza do espaço, que agrupam os 14 padrões

Procedimentos Metodológicos

biofílicos, por tanto verifiquei e apliquei os padrões à proposta escolhida. Realizei visitas na cidade de São Paulo, ao Campus da Google, ao Hotel

Garden Unique e ao Inovabra habitat. O Campus da Google e a Inovabra são espaços com um mix de startups, empresas e ambientes de co-working. Assisti a entrevistas da Interface no seu canal de youtube,

referentes a

revestimento comerciais com uma coleção integrada de carpete modular e pisos resilientes, com coleções recicladas que permitem criar espaços de interiores com infinitas variedades de paisagens naturais. Visitei a cede em São Paulo que foi relevante para conhecer uma empresa que reformulou sua missão para estar totalmente alinhada com o planeta, realizou uma pesquisa “Climate Take Back” e outro encarregado à Human Spaces

“Estudo global Conecta Produtividade e Bem-Estar com o Design” uma pesquisa na qual a Human Spaces entrevistou 7.600 trabalhadores de escritório de 16 países, para analisar o impacto do ambiente de trabalho físico no bem-estar do associado


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Neste projeto, também incorporarei minha própria experiencia de ter trabalhado vinte anos no mundo corporativo e seis em um coworking, tendo vivenciado as mudanças e as interações nos espaços de

Procedimentos Metodológicos

trabalho da empresa na qual trabalhava e nos clientes aos quais presto e prestei consultoria. Tive a oportunidade de trabalhar em lugares com conforto ambiental e em outros sem janelas, ventilação natural, acústica e nem condições térmicas.

O projeto de desenhos

técnicos em 2D: plantas e cortes foram feitos em autocad, os desenhos em 3D no sketchup, maquete eletrônica e física.


O conceito de Biofilia surge em 1964, no livro “The heart of man” (“O coração do homem”) escrito pelo sociólogo Eric Fromm, e posteriormente o Edward O.

Wilson popularizou o conceito em 1984 no seu livro “Biophilia”(Biofilia), no qual descreve a relação inata que existe entre os humanos e a natureza, e sua procura contínua de reconexão com a natureza e seus sistemas naturais. Essa necessidade inata é a Biofilia. “O que é biofilia? Os seres humanos evoluíram

Conceitos Biofilia

no contexto mais amplo do ambiente natural e nós desenvolvemos para responder a esses ambientes naturais. Como resultado, nós naturalmente favorecemos interações sensoriais específicas com a natureza e propriedades espaciais de várias paisagens naturais (Wilson, 1984). O termo biofilia, derivado das palavras bio ("vida") e da palavra grega philía ("amizade,

afinidade") significa "amor à vida", e implica que os seres humanos têm uma necessidade biológica de conexão com a natureza física. e os níveis sociais, e que

essa

conexão

afeta

nosso

bem-estar

pessoal,

produtividade

e

relacionamentos sociais.” (Browning, Bill. People & Strategy. Summer2015, Vol. 38, p14).

O conceito de design biofílico surge em 2004 durante o terceiro

congresso da International Biophilia Rehabilitation Academy, nas Filipinas, quando pela primeira vez a biofilia passou da hipótese ao design do entorno construído. Como resultado, surgiu o livro Design biofílico: a teoria, a ciência e a prática de dar vida aos edifícios de Kellert, Heerwagen e Mador em 2008. No livro são detalhados os elementos cruciais que permitiram a identificação de setenta atributos do design biofílico.

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15 “O design biofílico é mais do que apenas uma ferramenta técnica. O framework avançado aqui certamente se destina a ser uma metodologia prática para o design mais efetivo do ambiente construído. Sua aplicação

Conceitos Biofilia

bem-sucedida

dependerá,

no

entanto,

da

adoção

de

uma

nova

consciência em relação à natureza e da implementação de uma nova

técnica

de

projeto.

A

biofilia

e

o

design

biofílico

exigem

o

reconhecimento do quanto o bem-estar físico e mental humano continua a depender da qualidade de nossas relações com o mundo além de nós, do qual continuamos a fazer parte.” (Keller, Stephen R. e Calabrese Elizabeth F., 2015, p21). O design biofílico consiste em projetar e criar pensando nas pessoas como organismos biológicos, respeitando os sistemas da mente-corpo dentro de um contexto adequado e sensitivo, criando

ambientes

motivadores,

restaurativos

e

que

proporcionem

conforto ambiental e bem-estar. Integrador da funcionalidade do lugar e

do ecossistema onde se encontra, deve alimentar o amor pelo ambiente. Os primeiros casos de design biofílico para interiores foi aplicado aos ambientes hospitalares.


Estou propondo um ambiente de trabalho biofílico, onde a natureza é a protagonista, de forma natural ou até artificial, para ajudar a desenvolver melhor as rotinas diárias de seus usuários, criando uma conciliação de um propósito com as habilidades profissionais. O propósito consiste em fazer bem a saúde, reequilibrar a pessoas assim como melhorar o respeito a natureza. Tornar o ambiente um lugar que permita a desaceleração em momentos de tensão, que não seja só obter dinheiro, carreira e

Por que um design biofílico

lucro, que também prime conjuntamente

a saúde do usuário e o meio ambiente,

para trazer conforto e bem estar na execução de suas habilidades. Como já mencionado

optei por este projeto por ter sido uma usuária de ambientes

corporativos, que sempre os achei muito mecânicos, pouco aconchegantes e cálidos, nos quais executei minha tarefa e o esperado para minha função, sem espaços de socialização, sem possibilidades de mudar de local e poucas interações com outros. As conexões da natureza com as estruturas humanas existem desde sempre, na medida que surgem as urbanizações existe a necessidade de referências da natureza no cotidiano

dos humanos. Especificamente

em

relação a interiores,

existem

exemplos desde o antigo Egito, as esfinges, os cisnes e animais estão representados no mobiliário e nas edificações. Nos templos gregos existem folhas que os adornam. O rococó, ornamentação delicada, os papeis de parede de William Morris, as formas orgânicas da Art nouveau em mobiliário, tecidos, cartazes, paredes, escadas e arquitetura. O romanticismo que conecta os espaços externos e internos, com vegetação no interior das casas e os animais de estimação. Os modernistas negaram a ornamentação, mas incorporaram as madeiras e as pedras como revestimentos das paredes, elementos decorativos com pisos coloridos, utilizaram jogos de volumes e cristal, janelas do piso ao teto entre outros elementos.

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Atualmente tem surgido doenças como ansiedade, depressão e frustrações pessoais e de sociedade. Durante um terço de nossas vidas trabalhamos em espaços artificiais com pouquíssimas conexões com a natureza, basicamente ambientes

uniformizados

com

determinados

padrões,

atualmente

com

uma

tendência à abertura total dos espaços, uma contradição do que são os elementos e atributos da biofilia, baseada nas análises dos sistemas e ciclos da natureza, com necessidades de refúgios e privacidade por exemplo. Considero que o design

Por que um design biofílico

biofílico é uma solução para o futuro. “O design biofílico pode reduzir o estresse, melhorar as funções cognitivas, a criatividade, nosso bem-estar e acelerar nossa cura; enquanto a população mundial continua a se urbanizar, essas características são cada vez mais importantes. Considerando a rapidez com que uma experiência com a natureza provoca uma resposta reparadora, e o fato de que as empresas nos EUA perdem bilhões de dólares anualmente, reduzindo sua produtividade devido a doenças relacionadas ao estresse; É preciso ter em mente que o design que nos reconecta à natureza - design biofílico - é essencial para dar às pessoas oportunidades de viver e trabalhar em

espaços saudáveis, com menos estresse, maior saúde e bem-estar geral.” (Terrapin Bright Green, 2012, p5) Um dos lemas principais das empresas nos últimos anos é a produtividade, a eficiência e resultados o tempo todo, por parte dos funcionários, esquecendo que somos seres humanos com capacidades emocionais, sensibilidade e aspectos que não correspondem a maquinas, precisamos de reconstrução, do equilíbrio e da saúde para poder atingir essa produtividade e criatividade tão exigida. Entendo fundamental criar um espaço com elementos da biofilia que conectam com a natureza e permitam o reequilíbrio.

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O tema será tratado com à utilização dos 14 padrões biofílicos. Em 2014, a Terrapin Bright Green publica o livro 14 Patterns of Biophilic Design [14 Padrões de design biofílico] baseado em uma investigação e estudo de mais de 500 publicações que se apoiam em evidencia empírica e nos trabalhos de Christopher Alexander, Judith Heerwagen, Rachel y Stephen Kaplan, Stephen Kellert, Roger Ulrich entre muitos mais. Do estudo surgem os padrões de design biofílico, que se organizam em três categorias: natureza no espaço, as analogias naturais e a natureza do espaço, que detalhamos a seguir:

Padrões da natureza no espaço 1. Conexão visual com a natureza Este padrão tem referência à conexão visual com elementos naturais, sistemas vivos e processos

Os 14 padrões de um projeto biofílico

naturais. 2. Conexão não visual com a natureza Estas conexões fazem referência aos estímulos auditivos, táteis, olfativos e gustativos que geram uma relação deliberada e positiva com a natureza, os sistemas vivos e os processos naturais. 3. Estímulos sensoriais não-rítmicos Se trata de conexões aleatórias e efêmeras com a natureza que se considera ser uma tradição estatisticamente correta e não pronunciada com precisão . 4. Variações térmicas e correntes de ar Estas variáveis podem ser caracterizadas por mudanças sutis na temperatura do ar, humidade relativa, uma corrente de ar que se percebe na pele e são superficiais que imitam entornos naturais. 5. Presença de água A presença de água é uma condição que melhora a forma em que experimentamos um lugar ao ver, escutar ou tocar este elemento . 6. Luz dinâmica e difusa Este elemento aproveita a variação na intensidade da luz e da sombra que mudam com o tempo, e recreia condições que acontecem na natureza. 7. Conexão com sistemas naturais Refere-se a estar

ciente

dos

processos

naturais,

especialmente

temporárias, que são características de um ecossistema saudável.

sazonais

e das

mudanças

18


19 Padrões de analogias naturais 8. Formas e padrões biomórficos Corresponde às referencias que são necessárias para as pessoas fazerem as conexões com a natureza, formas simbólicas de contornos, padrões, texturas e sistemas numéricos da natureza. 9. Conexão de materiais com a natureza

Os 14 padrões de um projeto biofílico

Materiais e elementos da natureza que, através do processamento mínimo, refletem a ecologia local e a geologia para criar uma sensação de espaço cognitivo e das fisiológicas positivas . 10. Complexidade e ordem Abundância de informações sensoriais que aderem a uma hierarquia espacial semelhante à encontrada na natureza. Que criam maior interesse e estimulam a mente. Padrões da natureza que proporciona o espaço 11. Panorama Uma visão desobstruída de um espaço para vigilância e planejamento, para outorgar sensação de segurança e controle. 12. Abrigo Espaço para abrigo, para se afastar, seja para trabalho, proteção, descanso ou cura. Dar uma sensação de ser independente ou único em relação ao seu ambiente . 13. Mistério Promessa de mais informações obtidas através de visões parcialmente ocultas ou outros dispositivos sensoriais que estimulam o indivíduo a excursionar para um nível mais profundo do ambiente. 14. Risco / Perigo Ameaça de perigo, mas também de mistério, que vale a pena explorar e que pode torná-lo irresistível .


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VISITAS

A cidade de São Paulo apresenta vários espaços de trabalho ou co-workings que foram adaptados a conceitos mais descontraídos e com mobiliários divertidos que tiram a

formalidade do ambiente de trabalho. Quase nenhum deles teve o foco no projeto da aplicação dos princípios da biofilia em sua totalidade. Realizei duas visitas técnicas a espaços com um design que apresenta princípios biofílicos.


Realizei uma visita de observação ao Campus São Paulo, localizado na rua Coronel Oscar Porto, 70 - Paraíso - São Paulo. Corresponde ao prédio da Google para startups, que nos dois últimos andares, tem um espaço de trabalho gratuito voltado para startups e outras pessoas que estejam interessadas em trocar experiências. Oferece uma estrutura física com conceitos biofílicos de design de interiores. Uma construção verde, que conta com torneiras econômicas, uso de materiais e móveis regionais e de

conteúdo reciclado, automação do sistema de condicionamento e iluminação, entre outros aspectos sustentáveis. As áreas abertas ao público, estão no quinto e sexto

Campus São Paulo

andar. O quinto andar com áreas de trabalho, uma “área de silêncio”, com mesas e cadeiras, além de cabines fechadas para trabalho ou ligações com isolamento acústico. Também ali, uma área ampla divide espaços com um sofá cheio de almofadas, sinuca, pebolim e tiro ao alvo. Na recepção, aberta e com muita vegetação como observamos na Figura 1, com as instalações de canos em vista em diferentes tons de cor verde, materiais naturais como madeira e pedras.

Figura 1 - Imagem da recepção do Google Campus em São Paulo. Fonte: https://www.google.com/maps

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O sexto andar abriga um café, uma área de mesas e cadeiras e um terraço semiaberto, com bancos de madeira e balcões. Podemos verificar que existe

22

elementos dos padrões biofílicos:

Campus São Paulo

Na conexão não visual da natureza através do painel no fundo com diferentes formas e tons de verde.

Na luz natural dinâmica e difusa do teto que em função do horário vai mudando

Revestimento do piso verde e emborrachado, macio e flexível confortável para caminhar

Prantas padrão com o elemento da conexão visual com a natureza Figura 2 – Imagem do terraço do sexto andar do Google Campus São Paulo. Fonte: https://www.google.com/maps

Novamente encontramos prantas padrão da conexão visual com a natureza.

Na decoração visualizamos multiplicidade de formas com vários elementos decorativos que evidenciam o padrão biofílico da complexidade e a ordem.

No piso temos tapete com áreas demarcadas para diferentes atividades.

Figura 3 – Imagem de ambiente de trabalho com sofás no 5to andar do Google Campus São Paulo. Fonte: Google Discovery,https://googlediscovery.com

Áreas de refúgio como as cabines para isolamento do entorno, atendendo o padrão biofílico de refúgio.


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Campus São Paulo

Novamente o piso apresenta tapete com áreas demarcadas para diferentes atividades e segmentação de regiões.

Painéis do teto que dão uma sombra e iluminação com formas e padrões biomórficos

Figura 4 – Imagem de ambiente de trabalho no 5to andar do Google Campus São Paulo. Fonte: Google Discovery, https://googlediscovery.com

Novamente verificamos uma área com o conceito de refúgio, com mesas de trabalho que dão um isolamento e proteção do entorno, mas com uma vista aberta.

Voltamos a encontrar prantas

padrão da conexão visual com a natureza Luzes mais focadas nas tarefas. Figura 5 – Imagem de ambiente de trabalho com nichos no 5to andar do Google Campus São Paulo. Fonte: Google Discovery,https://googlediscovery.com


Este padrão biofílico tem relação com um lugar de mistério, precisamos investigar para obter mais informação sobre o ambiente abaixo da escada

Observamos várias cores nos corredores para estimular os sentidos da visão.

Campus São Paulo Figura 6 – Imagem da escada interna do Google Campus São Paulo. Fonte: Google Discovery, https://googlediscovery.com

Descendo a escada visualizamos uma área de relax ou de trabalho em silêncio com plantas e um pequeno jardim interno.

Móveis arredondados com formas biomórficas que dão aconchego e proteção.

Figura 7 – Imagem da área abaixo da escada do Google Campus São Paulo. Fonte: Google Discovery, https://googlediscovery.com

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Campus São Paulo Muitas janelas que permitem entrada da luz e ventilação cruzada. Também cumprem a função de divisória permitindo vistas abertas e amplas.

Luminárias com formas de núbeis referencias da natureza.

Figura 8 –Imagem de ambiente de trabalho no 6to andar do Google Campus São Paulo. Fonte: Google Discovery, https://googlediscovery.com


Visitei os jardins do Hotel Unique Garden, em Mairiporã, durante 3 dias. No paisagismo e design identificou-se vários dos padrões de biofilia que estarão presentes no projeto em desenvolvimento. À primeira vista podemos achar que qualquer jardim já cumpre com os padrões biofílicos em seu design, mas pode ser muito bonito, mas não ser biodiverso, ecologicamente sã ou

resistente, por exemplo os campos de golfe e muitos jardins urbanos, requerem de grandes aportes de agua e fertilizantes, práticas insustentáveis para o design biofílico.

Unique Garden

Nas figuras 9 e 10 pode-se observar que no

jardim

existe

um

cenário

para

atividades, no meio do lago, como podese observar

para o acesso existe, um

caminho com bolachas de concreto em

forma de flores. Identifica-se este caminho com o padrão biofílico que refere-se a risco/perigo, onde existe um certo risco de

Figura 9 – Imagem das bolachas do lago do Unique Garden. Fonte: o autor.

cair na água e de medo do desconhecido, há uma ameaça identificável que tem que ser superada para achar um resguardo confiável. Este acesso será inspiração para uma área de descontração no espaço de trabalho em desenvolvimento.

Figura 10- Imagem do lago Unique Garden. Fonte: o autor.

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Uma outra inspiração que podemos observar na figura 11, é um caramachão com trepadeira no qual verificamos o padrão biofílico associado ao mistério com a promessa de mais informação, constatamos uma visão parcial que atrai a pessoa para mais descobertas.

Unique Garden

Figura 11- Imagem de caramanchão (Fonte o autor)

Na figura 12 o salão de eventos chamou muito a atenção para o design do teto com diferentes camadas de ondas, com formas orgânicas em tons de verde e amarelo, laranjas. Trouxe inspiração para um teto ou parede que possa brincar com formas orgânicas.

Figura 13- Imagem do jardim das pedras. Fonte: o autor.

Figura 12- imagem do teto do salão de eventos. Fonte: o autor

Na figura 13, encontra-se inspiração para desenvolver um lugar de descontração com oportunidade de experimentar diferentes sensações. É possível tirar os sapatos e experimentar o piso do espelho de água que gera uma ameaça ao conforto de um piso esperado. Considera-se incluir no projeto uma área de descontração que permita interagir com água, que faz muito bem e relaxa, criando essa sensação de tensão e prazer como a natureza faz.

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A entrevista com o sr. David Oakey apresentada no canal youtube da Interface, líder de design de produtos da Interface, descreve as inspirações para os carpetes modulares da coleção “Human- connections” que, depois de entrevistar os clientes, associou que o lugar com maior conexão são os pisos em um espaço de trabalho, e portanto as calçadas e ruas que os

ENTREVISTAS Entrevista com sr David Oakey da INTERFACE

clientes utilizam em seus bairros para chegar aos lugares, seja sua casa, seu trabalho,

as

escolas,

hospitais,

praças,

foram

utilizadas

para

obter

inspirações. A empresa fez um mapeamento na cidades europeias das ruas, dos elementos de design que existem por variações do sol e da chuva que corroem, das pequenas vegetações, musgos que crescem em cantos, da irregularidade das prantas que crescem nos cantos, de pedras e diferentes desníveis. Podemos visualizar nas figuras 14 a16 figuras de calçadas:

Figura 14, 15 e 16 - Imagens das calçadas de cidades europeias. Fonte: site da Interface, http://www.interface.com/

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ENTREVISTAS

As figuras 17 e 18 correspondem a modelos de carpetes corporativos da coleção “Human-connection” da Interface, nelas confirmamos um design que reflete as calçadas .

Entrevista com sr David Oakey da INTERFACE

Figura 17 e 18 - Imagens de carpetes da coleção de calçadas Human -connection. Fonte: site da Interface, http://www.interface.com/


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ESCOPO DO PROJETO


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CONTEXTUALIZAÇÃO O Porque do tema Durante mais de 25 anos trabalho com consultoria em ambientes corporativos, tenho vivenciado diferentes experiencias, mas em todas elas senti falta de um ambiente que seja menos mecânico e más conectado com o fato de ser humano. Falta de ambientes mais aconchegantes, cálidos que permitam um reequilíbrio depois de situações tensas e estressante, motivadores em momentos de baixa criatividade, íntimos e sociais, permitindo interações, e sendo multifuncionais. Considero que os princípios da biofilia, que já foram comprovados enquanto a seus benefícios para a saúde no design de hospitais, também aportaram benefícios no ambiente de trabalho, além de trazer maior consciência e respeito com a natureza. Como suporte do paragrafo anterior apresenta a tabela da figura 19 ilustra a função de cada princípios biofílicos e sua relação com os respaldos dos dados empíricos coletados pela Terrapin Bright Green depois de ter avaliado e analisado os estudos realizados, que dão suporte em favor da redução do

estrese, o desempenho cognitivo, a melhora das emoções e o estado de animo e do corpo humano.

Figura 19 -TABELA 1 – PADRÕES DESIGN BIOFILICO E REAÇÕES BIOLOGICAS Fonte: 14 Patterns of Biophilic Design. New York: Terrapin Bright Green, LLC, 2014. [14 Padrões de design biofílico, nossa tradução].


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O que será abordado Será abordado o design do ambiente de trabalho da empresa INSECTA shoes , criada no Rio Grande do Sul e conta com certificação B, Empresa B é a empresa que visa como modelo de negócios o desenvolvimento social e ambiental. O sistema B é um movimento que pretende disseminar um desenvolvimento sustentável e equitativo através da certificação de empresas no âmbito global, baseado nos princípios biofílicos descritos no item 2.1.3. A Insecta é uma empresa brasileira, de sapatos e acessórios veganos e ecológicos, através do upcycling, cuja essência é repensar a economia, buscando alternativas de consumo e aumentando a vida útil do que já existe. Seu lema é “Queremos polinizar o mundo com cor e consciência”.

Quais os resultados esperados: Orientada pela natureza do negócio os resultados esperados são, dar suporte a criatividade, manter a essência da marca e expressa-la de forma clara. Para o ambiente refletir a cultura descontraída e informal da marca, sua aparência será lúdica, com materiais naturais e sustentáveis, mobiliário de design que possa se adaptar as preferencias das pessoas, outorgando conforto e bem estar.

Como o tema será tratado Por ser a criatividade um elemento fundamental do cotidiano de trabalho desta empresa, o ambiente de trabalho deve estimular ao máximo a criatividade. Para poder combinar interação frequente e concentração, decidiu-se criar uma ambientação inspirada em um ateliê com espaços de trabalho abertos e fechados. A mudança não é só uma solução de espaço por crescimento, mas também a consolidação de uma marca ecologicamente responsável cujo ambiente deverá servir como vitrine para os clientes, potenciais funcionários e outras partes interessadas envolvidas com a marca sendo, por tanto também uma forma de divulgar a empresa e seus valores.


BENCHMARKING Levantamento de concorrência No Brasil existem empresas que produzem sapatos veganos, como a marca da Luísa Mell a Veganoshoes, empresa que apresenta maior variedade de modelos femininos e masculinos, com estética similar aos das sapatarias tradicionais. A Ahimsa empresa da cidade de Franca assim como a Veganoshoes utiliza o vegan leather para sapatos tradicionais como opção para pessoas veganas. A Insecta, apresenta coleções unissex e coloridas, com modelos diferenciados em relação as principais marcas de sapatos do mercado, porque existe uma preocupação com um estética diferenciada e atemporal que não segue as tendências das temporadas. Também um potencial concorrente é a Melissa que produz sapatos em plástico, mas que não tem um foco na ecologia e nem preocupação com o reciclagem. A diferença da Insecta é que nenhuma delas é uma empresa com certificação B.

Características espaciais O espaço escolhido tem 195m² em formato retangular de 19,5mts por 10mts, com uma área externa de jardim e ao ar livre. Sua envoltória é toda em vidro e o espaço conta com um pé direto de 3, 20mts. De acordo com os objetivos foram selecionados diversos espaços para o ambiente, uma área de recepção multifuncional, que permite receber pessoas e que possibilita manter uma reunião reduzida entre dois funcionários. Espaços de trabalho abertos que permitam um ambiente colaborativo e informal. Espaços reservados como uma sala de reuniões para receber terceiros e para trabalho em

silencio. Um espaço criativo, tipo ateliê em conexão com a equipe de criação, cozinha e pontos de encontro, para socializar e descontrair.

Região dos polos de atração O Edifício Corujas encontra-se no bairro de Vila Madalena, em uma zona apartada da região mais concorrida, na Rua Nanguiti 442. Nesta rua existe outro prédio de escritórios, o Une com uma proposta de torre que não dialoga com o entorno como o Corujas, que está do lado de um córrego e com altura similar as casas da região. Existem poucas lojas na região que tem uma atmosfera de bairro tranquilo.

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CONCEITOS CHAVES

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Diferenciais do projeto Por se tratar de uma empresa sem hierarquia com uma gestão colaborativa e de consenso, será um diferencial sua diagramação, assim como o fato de realizar a proposta baseada na aplicação de conceitos biofílicos desde o início a diferencia de outras propostas corporativas que realizam só um estudo de paisagismo para o interior dos ambientes. Atualmente existe uma tendência a introduzir a natureza nos ambientes corporativos,

restaurantes, lojas, mas sem uma proposta baseada nos conceitos da biofilia.

Elementos chaves Materiais para revestimentos naturais, como madeira, pedras, fibras naturais, sustentáveis ou de reciclagem. Mobiliário principalmente com

design, com proposito sustentável, de reaproveitamento ou reuso de seus componentes construtivos. Iluminação com luz cálida, estações de trabalho fixas e indeterminadas, de transição e limitados. Espaços abertos e fechados com vidro ou transparência.

Fontes de inspiração A natureza é a principal fonte de inspiração que será aplicada no projeto, através de materiais naturais como fibras para elementos de revestimentos, a madeira para o mobiliário e os pisos, pedras e minerais para murais, assim como para acabamentos e cores de paredes, elementos da natureza como as florestas e os mares para definição das paletas de cores e texturas. Minerais, como metal enferrujado, cobre. Papel, papelão e materiais reciclados. Tijolos e barro para revestimentos e/ou acessórios.


Requerimentos Legais Todo o projeto foi elaborado levando-se me consideração as seguintes normas técnicas: • NBR 9050 de Acessibilidade: acessos, balcão adequado para receber cadeirantes, circulações adequadas, alturas de puxadores de

armários, larguras mínimas de portas, sanitários acessíveis, etc. • NR 17 de Ergonomia: condições de conforto atendidas por meio de uso de carpete e forro absorventes nas zonas de maior ruído, qualidade visual respeitadas por meio de uma iluminação uniforme e seguindo os padrões mínimos estipulados pela norma NBR 5413, conforto térmico adequado por meio da disposição do layout , sombreamento da fachada , por meio do uso de cortinas

rolos e equilíbrio ao longo do ano, em razão do sistema de ar condicionado previamente existente no edifício. Esta mesma norma foi seguida para a escolha do mobiliário de trabalho e os especiais. • Its 10 e 11 de especificação de materiais de acabamentos e saídas de emergências. Os materiais utilizados são apropriados para uso de escritório, segundo a IT mencionada, e as circulações e rotas de fuga foram dimensionadas de acordo com a IT 11,

proporcionando segurança para todos. • COE – SP: o Código de Obras e Edificações do município de São Paulo foi analisado principalmente no que se refere a lotação máxima e capacidade dos banheiros que estão de acordo com a população que irá ocupar o espaço.

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Requerimentos Legais •

ABNT NBR 10.152/1987 Níveis de Ruído para Conforto Acústico: o nível de pressão sonora ambiental é o ruído em um determinado local, representado em dB (A), entre 45 e 65 dB (A), como nível de conforto para escritórios com computadores, as salas de reuniões entre 30 e 40 dB (A). Para a realização do projeto acústico, o local foi levado em conta, junto com a integração do entorno, escolha dos espaços internos, de materiais e detalhes construtivos. NBR 10151 - Avaliação de ruído em áreas habitadas, visando ao conforto da comunidade – Procedimento.

Norma NBR ISSO /IEC 8995-1 de 03/2013: estabelece os mínimos de iluminância em lux, para escritórios seria na recepção 300Lx, nas área de estações de projeto assistido por computador são de 500Lux. Neste projeto foram considerados fatores referentes ao conforto luminoso, diretamente ligados ao desempenho de tarefas laborativas e produtivas de cada ambiente são boa distribuição e uniformidade, não ofuscamento, mutabilidade, flexibilidade e versatilidade da luz. Boa reprodução de cor (IRC) e boa aparência de cor (Temp. Cor em K) e economia de energia. A NBR 5413 estabelece para tarefas com requisitos visuais normais, trabalho médio de maquinaria, escritórios Tarefas com requisitos visuais normais, trabalho médio de maquinaria, escritórios de 500 a 1000Lx, e no ateliê seria entre 1000 a 2000Lx.

NBR 15220 atendimento do conforto térmico, a satisfação psicofisiológica de um indivíduo com as condições térmicas do ambiente. Foram

avaliados os porcentagens de pessoas por ambiente para atender o conforto térmico.

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PARÂMETROS DE PROJETO

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O comportamento humano relaciona -se, além das características de cada idade, também ao ambiente físico onde são desenvolvidas as atividades no dia a dia. No ambiente corporativo é importante levar em conta parâmetros essenciais de ambientes físicos que o fereçam condições compatíveis com os requisitos bem como com os conceitos de sustentabilidade, acessibilidade universal e seguridade do espaço.

Parâmetros de projeto em conforto ambiental

Ao projetar um ambiente, primeiramente devemos nos atentar a função que será exercida no local, para assim pensar no conforto ambiental. O conceito de conforto ambiental, nada mais é do que realizar o mínimo de esforço fisiológico em relação à luz, ao som, ao calor e à ventilação para a realização de uma determinada tarefa. (Material Didático da Disciplina de Luminotécnica - apud Muller, 2018).

O Conforto Térmico:

Para alcançar o conforto térmico, o corpo precisa balancear os ganhos e perdas de calor, ajustando as funções metabólicas como respiração e suor, por exemplo, enquanto responde as condições ambientais como temperatura e umidade, segundo Material Didático da Disciplina de Conforto Térmico -apud Dias Medeiros, 2018.

O Conforto Luminoso:

Neste projeto foram considerados fatores referentes ao conforto luminoso, diretamente ligados ao desempenho de tarefas laborativas e produtivas de cada ambiente. Por tanto foi definido o uso da luz em função do espaço e da s tarefas, cada uma delas vai exigir condições diferenciadas de iluminação. O objetivo principal é a obtenção de boas condições de visão, visibilidade, orientação e segurança. Os critérios de uma boa iluminação, seja natural ou artificial, são boa distribuição e uniformidade, não ofuscamento, mutabilidade, flexibilidade e versatilidade da luz. Boa reprodução de cor (IRC) e boa aparência de cor (Temp . Cor em K) e economia de energia (Material Didático da Disciplina de Luminotécnica - apud Muller, 2018).


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O Conforto Acústico :

o tratamento acústico para melhorar a qualidade do som foi atendido com forros acústicos de fibras minerais da Knauf AMF em ilhas acústicas e forros de estrutura livre e sem moldura, assim como painel de madeira da OWA Brasil (vide planta de forro/iluminação). Para avaliar as condições de conforto acústico do ambiente foi necessário também verificar a qualidade interna e a influência do meio externo.

Parâmetros de Projeto em Ergonomia:

os objetivos são a segurança, satisfação e o bem -estar dos trabalhadores no seu relacionamento com sistemas produtivos, segundo Lida (1997). Neste projeto foram considerados mobiliários que atendam os requisitos ergonômicos das tarefas desenvolvidas em cada um dos ambientes propostos, como alturas das mesas, diferentes níveis das cadeiras, alturas das prateleiras e das poltronas, etc.

Acessibilidade universal:

foram consideradas as circulações internas e externas para uma acessibilidade universal, assim como projetados banheiros específicos e locais de trabalho e de reuniões que cumprem com alturas, dimensões e ângulos visuais, comandos e características de pisos e desnível.


40


41

LOCAL : Edifício Corujas Figura 21 – Imagem do bloco onde fica o ambiente escolhido no edifico CORUJAS. Fonte: https://www.archdaily.com.br

O projeto tem como inspiração a proposta de edificação que foi realizada pela FGMF arquitetos para o Edifício Corujas.

Uma

proposta

para

escritórios

de

diversos

tamanhos e formatos, para um trabalho mais humanizada e na contra mão dos edifícios cubos de vidro espelhados das regiões de São Paula, como da Faria Lima e da Berrini. O edifício é de quatro andares e completamente integrado

com a paisagem do bairro, na Vila Madalena. Nas seguintes figuras podemos observar o projeto do edifício e sua finalização, as plantas e figuras de como é atualmente.

Entrada – Rua Figura 20 – Imagem do edifico CORUJAS finalizado desde uma vista do alto. Fonte: https://www.archdaily.com.br

Idealizado com o fim de ter setores de convivência, ventilação cruzada, reciclagem e reutilização da agua. Escolhi a uma sala no primeiro piso de 195m² , que

Figura 22 – Imagem da planta baixa da salas escolhidas do edifício CORUJAS. Fonte: https://www.archdaily.com.br

podemos observar a sua planta baixa na Figura 22.


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Perfil usuários O público alvo para o ambiente de trabalho são jovens com idade entre 24 e 35 anos, com uma presença de 90% feminino. Profissionais que são criativos, designers, jornalistas, publicistas, e-commerces, tecnológicos, financeiros e administrativos. Consumidores responsáveis e a favor do comercio justo, da cultura vegana e em favor do meio ambiente, do reuso e da redução de produção de resíduos, por um mundo onde ser consciente pode ser divertido. Localizados basicamente na zona oeste de São Paulo, no bairro de pinheiros, com rendimentos que os posicionam no rango da classe B-C. Basicamente jovens millenials e os Zs com características de romper boa parte dos padrões anteriores, não têm interesse em marcas ou posses, mas em experiências e facilidades. Os Zs são a primeira geração nascida dentro de um mundo online e móvel e retomam um engajamento social de gerações anteriores, consumo de verdade.


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45

Premissas / Necessidades específicas:

Programa de necessidades

Layout- praticamente todo aberto Uma sala de reunião Áreas de privacidade e concentração Imagem: puro, simples e natural Espeço de convivência, relax, cozinha e café Mobiliário simples e divertido Estações de trabalho livres

Detalhamento Programa Básico:

Figura 23 – Imagem de sapatos da Insecta. Fonte: https://www.insectashoes.com.br

Estações de trabalho semelhantes Recepção multifuncional Sala de Reunião Ateliê com mesa especifica perto da estação de trabalho dos criativos Área de privacidade Necessidades especificas: cozinha fechada com mesa para refeições; prateleiras , áreas multifuncionais de reunião, de relax e de concentração.


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Considerações finais: A aplicação do design biofílico tem demonstrado em pesquisas que os efeitos positivos nas pessoas melhoram a criatividade e as funções cognitivas, reduzem o estresse e tem efeitos terapêuticos. Neste projeto foram considerados os conceitos dos princípios biofílicos para desenvolver o trabalho diário gerando conforto e bem estar nos usuários. Para isso foi priorizada a utilização da natureza real, basicamente com foco na visão direta sobre a simulada, e a simulada sobre a ausência de natureza, incorporando uma conexão visual com a natureza seja através de materiais ou formas, nos espaços verdes com presença de agua e pássaros, terra e plantas, nos revestimentos com pedras, madeiras e tecidos com texturas destacadas que remetem à natureza.


48 INSECTA uma empresa brasileira de upcycling de sapatos e acessórios veganos e ecológico. Criada em 2014, com o logo da esquerda, na cidade de Porto Alegre. Os primeiros pares de sapatos foram feitos a partir da ideia de reaproveitar roupas vintage do extinto brechó da sócia fundadora da marca, Barbara Mattivy.

Missão: “FAZER SAPATOS E ACESSÓRIOS COM IMPACTO VISUAL, SOCIAL E AMBIENTAL”.

“Queremos polinizar o mundo com cor e consciência”.

Figura 24 – Imagem de sapatos da Insecta com a embalagem. Fonte: https://www.insectashoes.com.br


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Sustentabilidade INSECTA utiliza materiais como garrafas pet recicladas, algodão reciclado, borracha reaproveitada, peças de roupas usadas, tecidos de reuso e resíduos de produção. Nos 5 anos de vida, ela vai reciclando as cifras do painel da figura ao lado. O que reflete a proposta veganismo

de e

conscientizar comércio

sobre justo,

sustentabilidade, incentivar

novos

empreendedores a trabalhar em favor do meio ambiente e mostrar para o mundo que ser consciente pode ser divertido. Figura 25 – Tabela da reciclagem em 5 anos. F o n t e : h t t p s : / / w w w . i n s e c t a s ho e s. c o m . b r


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ESTUDO DE MASSAS ORGANOGRAMA

Planning 2

Financeiro 2

Criativa 3

CEO e CO- Owner 22

Mídias 4

Comercial 3

I n t e r - r e l a c io n a m en t o s Imprescindível Desejável

Lojas 6

O estudo de massas foi realizado em função do organograma da empresa, com uma estrutura colaborativa e quase sem hierarquias. Deste modo surgem as áreas de recepção, sala de reuniões, café e área social, estações de trabalho, ateliê, cabine de silêncio e área de concentração/ relax.


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FLUXOGRAMA

Recepção multifuncional Ateliê Sala reunião

Estações de trabalho

Área externa

Refugio

Café/ cozinha

Áreas privadas


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53 Figura 26

Figura 30

Figura 31

Figura 27

Figura 29

Mood Board Figura 28

Figura 32

Figura 34

Figura 33

Figura 35

Vide especificações da figuras no índice de figuras


Princípios Biofílicos no projeto


Padrões da natureza no espaço 1. Conexão visual com a natureza 2. Conexão não visual com a natureza

3. Estímulos sensoriais não-rítmicos 4. Variações térmicas e correntes de ar 5. Presença de água 6. Luz dinâmica e difusa 7. Conexão com sistemas naturais Padrões de analogias naturais 8. Formas e padrões biomórficos 9. Conexão de materiais com a natureza

10. Complexidade e ordem

Padrões da natureza que proporciona o espaço 11. Panorama 12. Abrigo 13. Mistério 14. Risco / Perigo

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Padrões da natureza no espaço 2. Conexão não visual com a natureza

1. Conexão visual com a natureza Este padrão tem referência à conexão visual com elementos naturais, sistemas vivos e processos naturais. Neste projeto o ambiente esta integrado ao bairro e ao córrego das Corujas, todo vidrado que permite a conexão com o exterior com o paisagismo e com as com as ar vores e espécies da mata atlântica.

Estas conexões fazem referência aos estímulos auditivos, táteis, olfativos e gustativos que generalizam uma relação deliberada e positiva com a natureza, os sistemas vivos e os processos naturais. No projeto escolhi ar vores e plantas que são nativas da região, como as heliconias, alpinias, hibisco, palmeiras que atraem pássaros que criam estímulos auditivos, dos cantos dos pássaros. Materiais com texturas como a madeira e a pedra, que

tem estímulos táteis e são superfícies cálidas e frescas.

3. Estímulos sensoriais não-rítmicos Se trata de conexões aleatórias e efêmeras com a natureza que se considera

ser

uma

tradição

estatisticamente

correta

e

não

pronunciada com precisão. Como exemplo citamos a fonte de agua, que traz estímulos auditivos, assim como o cantos dos pássaros e sons da natureza, a ventilação cruzada e as sombras e jogo de luz que entra pelas janelas.

Figura vide índice de figuras


4. Variações térmicas e correntes de ar Estas variáveis podem ser caracterizadas por mudanças sutis na temperatura do

ar, humidade relativa, uma corrente de ar que se percebe na pele e são superficiais que imitam entornos naturais. O Edifício Corujas foi desenhado com ventilação cruzada assim como a existência de janelas que permitem mudanças

Figura 32- Fonte japonesa em pedra

sutis de temperatura e a entrada da brisas.

Fonte: Printerest

5. Presença de água A presença de água é uma condição que melhora a forma em que experimentamos um lugar ao ver, escutar ou tocar este elemento. Na proposta de paisagismo foi incorporada uma fonte de forma Figura 38 – Ventilação e movimento do sol do Edifício Corujas. Fonte: https://www.archdaily.com.br

Figura 39 – Orientação do Edifício Corujas. Fonte: https://www.archdaily.com.br

orgânica que traz frescor e estímulos auditivos.

6. Luz dinâmica e difusa Este elemento aproveita a variação na intensidade da luz e da sombra que mudam com o tempo, e recreia condições que acontecem na natureza. O ambiente é todo vidrado o que Figura 40 – Luz e sombras na Floresta. Fonte: Interface

permite junto com os painéis exteriores do prédio que controlam a intensidade da luz nos diferentes horários do dia. Criam um jogo de luz natural que valoriza texturas, formas , planos e volumes. Define contrates com as cores do ambiente.


Padrões de analogias natu rais 7. Conexão com sistemas naturais

8. Formas e padrões biomórficos

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Corresponde às referencias que são necessárias para as pessoas fazerem as

Refere-se a estar ciente dos processos naturais,

conexões com a natureza, formas simbólicas de contornos, padrões, texturas e

especialmente

sistemas numéricos da natureza. Apliquei o carpete da Interface Human

temporárias,

Collection inspirado nas ruas de Londres que tem pedras e vegetação, sendo

ecossistema saudável.

sazonais que

são

e

das

mudanças

características

de

um

um nexo das pessoas no caminho ao trabalho Figura 35 – The heart of the forest . Fonte: raquel,.de castro.images₢

Figura 41 -Carpete da Interface -coleção “Human Connections”. Fonte: http://www.interface.com

10. Complexidade e ordem Abundância de informações sensoriais que aderem a uma hierarquia espacial semelhante à encontrada na natureza. Que criam maior interesse e estimulam a mente. As formas do mobiliário, das mesas, cadeiras e poltronas estão baseadas em formas orgânicas que remetem à natureza, criando maior interesse e estimulando a mente.

Figura 42 - Pedras coleção Chade Fornecedor Palimanan Fonte: http://www.palimanan.com.br

9. Conexão natureza

de

materiais

com

a

Materiais e elementos da natureza que, através do processamento mínimo, refletem a ecologia local e a geologia para criar uma sensação de espaço cognitivo e das fisiológicas positivas.


Padrões da natureza que proporciona o espaço 11. Panorama Uma visão desobstruída de um espaço para vigilância e planejamento, para outorgar sensação de segurança e controle. Neste projeto a vista é aberta ao bairro com casas e vegetação assim como para o córrego das Corujas que corre exatamente para o panorama do ambiente.

12. Abrigo Espaço para abrigo, para se afastar, seja para trabalho, proteção, descanso ou cura. Dar uma sensação de ser independente ou único em relação ao seu ambiente. No projeto as poltronas EGG produzem a sensação de abrigo e á área de futon cria um ambiente de mistério de multifuncionalidade. Figura 44 – club-medoffices-shanghai. Fonte:https://officesnap shots.com/2017/09/14/c lub-med-officesshanghai/

Figura 43 – Vista de Por do Sol Fonte:https://guiadebairros.proprietariodireto.com.br/bairro -vilamadalena-sao-paulo/

14. Risco / Perigo

Ameaça de perigo, mas também de mistério, que vale a pena explorar e que pode torná-lo irresistível.

Figura 45 – Casa Cor Riberão Preto – Praça da família. Fonte:https://marquesar quitetura.wordpress.com /2018/10/01/casacorribeirao-preto-primeiraedicao/

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13. Mistério Promessa de mais informações obtidas através de visões parcialmente ocultas ou outros dispositivos sensoriais que estimulam o indivíduo a excursionar para um nível mais profundo do ambiente. Em relação ao mistério as divisórias dos ambientes refletem este principio, seja com por tas ripadas que permitem uma visão intercalada. A área de concentração com os futons também cria um ambiente de multifuncionalidade que cria um mistério enquanto a sua função.


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PLANTA HUMANIZADA

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62

Na

imagem

ilustrativa

da

recepção

observamos uma mistura de ambientes, divididos e integrados, pelas portas ripadas em madeira. A intenção é nuclear os dois ambientes para manter a filosofia da empresa, de integração e coletividade.

O

tapete

vai

nos

introduzindo

nas

seguintes áreas do espaço, e se apresenta verde como apelação à grama, assim como o

forro

com

formas

biomórficas.

As

poltronas trazem lembranças de pétalas de flores.

Princípios biofílicos 2, 5, 8 e 9.


63

Uma vez no café, a atmosfera de conexão com a natureza esta representada por plantas interiores na área de café, pela mesa que corresponde a um troco de madeira que foi respeitado em sua forma

original, no traçado, na textura e nas curvas da madeira. O piso em tabuas de bambu. As estampas de frutas cortadas nos levam a estimulações olfativas de imaginar o cheiro dos figos e pomelos. Princípios biofílicos 1, 2, 4, 5, 8 , 9 e 10.


64

A sala de reuniões é o fé, a atmosfera de conexão com a natureza esta representada, por plantas interiores na área

de

café,

pela

mesa

que

corresponde a um troco de madeira que foi respeitado em sua forma original, no traçado, na textura e nas curvas da madeira.

Princípios biofílicos 1 e 9.


65

A área de estações de trabalho apresenta o tapete da interface que remete as ruas de pedras e vegetação e que neste ambiente foram criados caminhos que levam as diferentes áreas, conectando como um bosque os ambientes. Visualizamos o forro com ondulações que remetem as ondas e formas biomórficas da natureza, assim como o sofá “campo” com uma silhueta orgânica. Princípios biofílicos 1, 2, 8 , 9 e 10.


66

O ateliê tem toda a energia das formas e cores do painel da “Burle

Marx” da OCA Brasil, que são fundamentais para estimular cérebro no processo

criativo. A madeira

novamente

aconchego

presente

do

ambiente

para

nas

divisórias e no forro do teto, assim como nas tabuas de bambu.

Princípios biofílicos 8, 9 e 10


67

Encontramos inesperado.

aqui

um

lugar

Que vale a pena

explorar e que promete mais informações.

Trata-se

de

um

refugio para se afastar, seja para

trabalho, proteção, descanso ou relax.

Princípios biofílicos 12, 13 e 14.


68

O paisagismo reflete a conexão visual com elementos naturais, sistemas vivos, como a agua, as flores, arvores e pássaros. Cria um espaço de conforto que estimula

a conexão com a natureza.

Princípios biofílicos 1, 2, 3, 4, 5 e 11.


69

A área de café pode se integrar à área externa, que convida a uma pausa quase terapêutica. Novamente, estimulando

a

conexão

com

a

natureza e estímulos sensoriais que permitem uma regeneração.

Princípios biofílicos 1, 2, 3, 4, 5 e 11.


70


71

Saindo do ateliê e das estações de trabalho achamos a sacada descoberta que apresenta micro espaços de conversas, de trabalho ou de

descanso, numa tarde gostosa pode ser uma siesta nos veleiros da Tidelli. Princípios biofílicos 1, 2, 3, 5,11 e 12.


72


73

Paleta de cores


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75

PAINEL COORDENAÇÃO


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77

CONCEPTBOARD


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PISOS 1

79

Carpete da Interface -coleção “Human Connections”, 50 x 50cm

4

2 1

2

3 2

4

Piso da Neobambu Densità castanho matte 1850x130x14mm

Carpete da Interface Coleção On & Off Line 105264 Grass 0,25 x 1m

1 3

3

3

O Banheiro não vai ser representado

4

Piso da LEPRI Tijolo Régua Rosso 11x23cm


80


PLANTA ILUMINAÇÃO FORRO

81


82


THERMATEX Sonic arc clssic

Luminária Bossa da lumini

FORRO/ILUMINAÇÃO Luminária pendente FIT S da Lumini, modelo fit S2 T5D-0 de 130 x 1212, 1x fluorescente tubular T5 G5 54W 3000K

83

Nexalux é um painel linear da OWA Brasil, amadeirado produzido em mdf ignífugo

Luminária pendente FIT S da Lumini, modelo fit S2 T5D0 de 130 x 1212, 1x fluorescente tubular T5 G5 54W 3000K

Luminária Tensoflex rectagulares A ilha acústica sem moldura THERMATEX® Sonic elemento, Luminária Tensoflex redondas

A ilha acústica sem moldura THERMATEX® Sonic element Forro HERADESIGN, da Knauf AMF, estrutura livre na cor branca


Poltrona EVA do Gustavo Bittencourt

RECEPÇÃO

84

Aparador Tronco de Carolina Haveroth Piso da Neobambu Densità castanho matte 1850x130x14 mm)

Carpete da Interface Coleção On & Off Line 105264 Grass 0,25 x 1m


SALA REUNIÃO

85

Madeira: Guarantã fornecedor: Arbo -real Código do Produto: MJG01 Acabamento: Stain acentinado. Dimensões (A x L x C): 0,74m x ≥0,60m x ≥0,60m

COR: 05 – Canola, Catalogo da Vitra

Pedras coleção Chade - Fornecedor Palimanan 18x35 (Formato de encaixe) (e-2,0) cm, junta seca e dupla colagem

COR: 77Brick Catalogo da Vitra

Cadeira ID Soft da Vitra

Carpete da Interface Coleção On & Off Line 105264 Grass 0,25 x 1m


ÁREA SOCIAL

Os paines/portas terão estas estampas a definir

Hugo França - Mesa Aimirim Madeira Pequi, medidas na planta

Cadeira Eames Wood da tok stok na cores laranja, amarelo e azul clarinho.

86


ESTAÇÕES DE TRABALHO

87

EPHIMERA Mesas orgânicas

Carpete da Interface -coleção “Human Connections”, 50 x 50cm Cadeira ID Soft da Vitra Sófa Campo de 4 modulos, da OVO


ATELIรŠ Divisรณrias de marcenaria

Prateleira de marcenaria

Mesa de marcenaria

Linha Burle Marx - OCA BRASIL

88


ÁREA DE CONCETRAÇÃO

Futon company Módulo de assento para o sofá Moov turco, encosto e assento.

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Poltrona Egg de Arne Jacobsen em cor purpura


ÁREA EXTERNA Piso da LEPRI Tijolo Régua Rosso

Poltrona Estar da linha Prainho da Tidelli

Poltrona linha Veleiro da Tidelli

Tapete de fibras

OVO SOFA aspas Luciana Martins e Gerson de Oliveira.

Chaise da linha Veleiro da Tidelli Concha da linha Prainho da Tidelli

•Cadeira Duna – Mula Preta •Medidas 90 x 90 x 65 cm

90


CABINE SILÊNCIO

Poltrona swan naem alguma das estampas da marca

Painel em MDF Dual Syncro Savana , da Guararapes: O revestimento é fabricado a partir dos resíduos (conhecido como cavaco limpo) da produção de compensado

Carpete da Interface Coleção On & Off Line 105264 Grass 0,25 x 1m

Escritório Jump, designe da Haworth

Cadeira ID Soft da Vitra

91


92


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MAQUETE FÍSICA


LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Imagem da recepção do Google Campus......................................................................22 Figura 2 – Imagem do terraço do sexto andar do Google Campus..........................................23 Figura 3 – Imagem de ambiente com sofás no 5to andar do Google Campus....................23 Figura 4 – Imagem de ambiente de trabalho no 5to andar do Google Campus.................24 Figura 5 – Imagem de ambiente de trabalho com nichos no 5to andar do Google..........24 Figura 6 – Imagem da escada interna do Google Campus .........................................................25 Figura 7 – Imagem da área abaixo da escada do Google Campus...........................................25 Figura 8 –Imagem de ambiente de trabalho no 6to andar do Google Campus..................26 Figura 9 – Imagem das bolachas do lago do Unique Garden.....................................................27 Figura 10- Imagem do lago Unique Garden......................................................................................27 Figura 11- Imagem de caramanchão....................................................................................................28 Figura 12- imagem do teto do salão de eventos.............................................................................28 Figura 13- Imagem do jardim das pedras...........................................................................................28 Figura 14, 15 e 16 - Imagens das calçadas de cidades europeias............................................29 Figura 17 e 18 - Imagens de carpetes da coleção de calçadas Human-connection..........30 Figura 19 – Tabela dos Princípios biofílicos e reações biologicas............................................34 Figura 20 – Imagem do edifico CORUJAS finalizado desde uma vista do alto ....................43 Figura 21 – Imagem do bloco onde fica o ambiente escolhido no edifico CORUJAS........43 Figura 22 – Imagem da planta baixa da salas escolhidas do edifício CORUJAS...................43 Figura 23 – Imagem da foto de sapatos da Insecta.........................................................................47 Figura 24 – Imagem de sapatos e embalagem da Insecta............................................................50 Figura 25 – Tabela da reciclagem em 5 anos.....................................................................................51 Figura 26 – Lajedo Sítio Bravo.................................................................................................................55 Figura 27 - Palácio Gustavo Capanema- Burle Marx.......................................................................55 Figura 28 – Heliconias.................................................................................................................................55

Figura 29 - Escultura de pedra em Bali ................................................................................................55 Figura 30 - Textura de madeira ...............................................................................................................55 Figura 31 - Flor ..............................................................................................................................................55 Figura 32 - Fonte japonesa de pedra ....................................................................................................55 Figura 33 - Nervuras de folha ..................................................................................................................55 Figura 34 - Palmeiras ............................................... ..................................................................................55

94 Figura 35 – Imagem The heart of the forest…………….........................................................................55 Figura 36 – Imagem de Alpinias...............................................................................................................58 Figura 37 – Imagem de Heliconias..........................................................................................................58 Figura 38 – Imagem da ventilação e movimento do sol do Edifício Corujas..........................59 Figura 39 – Imagem da Orientação do Edifício Corujas..................................................................59 Figura 40 – Imagem de sombras de luz.................................................................................................59 Figura 41 - Imagem do Carpete da Interface “Human Collection” ...........................................60 Figura 42 –Imagem de Pedras coleção Chade ...................................................................................60 Figura 43 – Imagem de uma vista da Praça do Sol...........................................................................61 Figura 44 - Imagem do Club-med-offices em Shanghai.................................................................61 Figura 45 - Imagem de Casa Cor Riberão Preto – Praça da família............................................61


LISTA DE FIGURAS Figura 26 : Lajedo SĂ­tio Bravo Fonte: https://cariri-expedition.webnode.com/lajedo-do-bravo/ Figura27: PalĂĄcio Gustavo Capanema - Burle Marx Fonte: https://www.martapuig.es/roberto -burle-marx/ Figura28 : Heliconias Fonte: printerest Figura29 : Escultura de pedra em Bali Fonte: http://lok-chiak.blogspot.com/2012/03/bali-march-12-16-2012.html Figura 30 : Textura de madeira Fonte: https://expertphotography.com/texture -in-photography/ Figura 31 : Flor Fonte: printerest Figura 32- Fonte japonesa de pedra Fonte printerest Figura33 : Nervuras de folha Fonte: printerest Figura34 : Palmeiras Fonte: printerest


REFERÊNCIAS: Livros: ANDRADE, Claudia. O escritório no século XXI : the XXI century office, 2013. BROWNING, William; RYAN, Catherine, CLANCY, Joseph. 14 Patterns of Biophilic Design. Livro, New York: Terrapin Bright Green, LLC, 2014. [14 Padrões de design biofílico, nossa tradução].

KELLERT, Stephen Robert; HEERWAGEN, Judith; MADOR, Martin. Biophilic design: the theory, science and practice of bringing buildings to life . Livro, Estados Unidos de América, New Jersey: John Wiley & Sons Inc, 2008. [Design biofílico: a teoria, a ciência e a prática de dar vida aos edifício s, nossa tradução]. DALGAS FRISCH, Johan e Crhistian. Aves Brasileiras e Plantas que as atraem. Livro, São Paulo Dalgas Ecoltec ltda, 2005. Artigos: ULRICH, Roger. View Through a Window May Influence Recovery from Surgery. 1984. Artigo publicado na revista Science 224 (Abril) páginas 420-421. http://science.sciencemag.org/content/224/4647/420/tab-pdf. Acesso em 13 de setembro de 2018. BRIEFEL, David. Biophilic design: a cautiously optimistic perspective, 2016. Artigo publicado na revista People & Strategy, volume. 39 disponível em file:///D:/Documentos/Belas%20Artes/5to%20semestre/TCC/Textos%20base/ContentServer.pdf .Acesso em 11 de setembro de 2018. BROWNING, Bill. Healthier worplaces, happier employees, 2015. Artigo publicado na revista People & Strategy, volume 38 disponível em file:///D:/Documentos/Belas%20Artes/5to%20semestre/TCC/Textos%20base/ContentServer%202.pdf . Acesso em 11 de setembro de 2018.

BROWNING, Bill. Humans Spaces, 2014. Informe disponível em espanhol em file:///D:/Documentos/Belas%20Artes/5to%20semestre/TCC/2015_HumanSpaces_LaSp%20el%20mejor.pdf . Acesso em 11 de setembro de 2018. KELLERT, Stephen Robert; CALABRESE, Elizabeth Freeman. The practice of the biophilic design, 2015. Artigo disponível em www.biophilic-design.com. [A prática do design biofílico, nossa tradução], Acesso em 08 de setembro de 2018. TAVIS, Anna. The Science behind happy spaces,2016. Artigo publicado na revista People & Strategy, volume 39 disponível em file:///D:/Documentos/Belas%20Artes/5to%20semestre/TCC/Textos%20base/ContentServer.pdf . Acesso em 11 de setembro de 2018. TERRAPIN BRIGHT GREEN. The Economics of Biophilia [A economia da biofilia, nossa tradução], 2012. Artigo disponível em https://www.architects.org/committees/news/economics-biophilia-terrapin-bright-green. Acesso em 09 de setembro de 2018.

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REFERÊNCIAS: Livros: Outras fontes (entrevistas, casos de estudo e monografias) OAKEY, David. Entrevista pelo Diretor de Design da Interface Inc. Meio eletrônico, disponível em ( http://www.interface.com/LA/pt-BR/collections/humanconnections#436579653 . Acesso em 03 de novembro de 2018. OAKEY, David. Human nature, 2014. Disponível em file:///D:/Documentos/Belas%20Artes/5to%20semestre/TCC/Cases/2014-Human-Nature.pdf. Acesso em 11 de novembro de 2018. OAKEY, David. Human Connections Collection, 2017. Disponível em file:///D:/Documentos/Belas%20Artes/5to%20semestre/TCC/Cases/ec_am-humanconnectionsinspirationbrochurepdf.pdf. Acesso em 13 de novembro de 2018. ORMAN, Pinar. Understanding the Biophilia Hypothesis through a Comparative Analysis of Residential Typologies in Phoenix, São Paulo, and Tokyo, 2017. Tese - Arizona State University, Curso de mestrado em arquitetura de interiores. Disponível em file:///D:/Documentos/Belas%20Artes/5to%20semestre/TCC/Cases/Lina%20Bo%20Bardi%20Casa%20de%20vidro.pdf . Acesso em 11 de novembro de 2018.

TERRAPIN BRIGHT GREEN. Case study Windhover Contemplative Center. Caso de estudo disponível em file:///D:/Documentos/Belas%20Artes/5to%20semestre/TCC/Windhover_CaseStudy_Fall15.pdf Acesso em 11 de setembro de 2018. TRPTYQUE, Urban Forest - AMATA, 2018. Disponível em http://triptyque.com/fr/amata/. Acesso em 20 de novembro de 2018 VITRIBUS, Pavilhão brasileiro "Muros de ar" Veneza, 2018. Artigo disponível em http://www.vitruvius.com.br/jornal/news/read/2893. Acesso em 24 de novembro de 2018.

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“In every walk with nature one receives far more than one seeks� John Muir , Jully 19,1877


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Projeto Ambiente de trabalho Biofílico para a INSECTA - Carla Patocchi  

Ambiente de trabalho projetado com os 14 princípios biofílicos para a empresa INSECTA

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