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YEAR / ANO 11|SPECIAL EDITION 4 / EDIÇÃO ESPECIAL 4| MARCH / MARÇO 2014 | PORTUGUÊS-ENGLISH

Education in the Portuguese-speaking Community in Toronto - GTA

ESL IN FOCUS

CAMPUS LIFE

Juliana Klapouch

What is waiting for me?

SEX EDUCATION

VOCATIONAL EDUCATION

ACT-AIDS Committee of Toronto

...e muito mais no blog da Wave Plus

The path to success

www.wave www.wavePLUS.ca


VIDA NOVA - A SUA FAMÍLIA EM TORONTO

Venha conhecê-la aos domingos às 6pm e 7pm, quartas e sextas às 8pm

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MARCH 2014 | 3 Editor

Juliana Dalla Copy Editor

Sandi Filippov Contributors

Débora Mini Annita Velasque Juliana Dalla Marta Almeida Luiz Moreira Translation

Loretta Murphy Art Direction

Teresa Baker Botelho Graphic Design

Luiz Moreira Sales, National

Marta Almeida Regina Filippov ___________ Executive Directors & Founders

Regina Filippov Teresa Baker Botelho Distribution

Toronto GTA Frequency

Special Edition 4 March 2014 ___________ Published by

BRZ GROUP INC. Brazilian Wave Box 30032 - High Park P.O. 1938 Bloor St. West Toronto ON, M6P 3K0 info@brazilianwave.ca www.brazilianwave.ca www.wavePLUS.ca ___________

4 ESL IN FOCUS Juliana Klapouch

8 SEX EDUCATION

ACT - AIDS Committee of Toronto

10 CAMPUS LIFE What is waiting for me?

12 PL EDUCATION 50 years dedicated to teaching Portuguese

14 CULTURAL EDUCATION

The importance of cultural educators in immigrant communities.

17 VOCATIONAL EDUCATION The path to success

20 MARKETPLACE

Copyright

©2003-2014 BRZ GROUP INC. ISSN (Print) 1923-1865 ISSN (Online) 1923-1873 ___________ For advertisement, subscription, past issues, and all other inquiries: 416-533-0555 brazwave@yahoo.ca

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NOW! 1 YEAR 6 ISSUES $ 25.00

We acknowledge the financial support of the Government of Canada through the Canada Periodical Fund of the Department of Canadian Heritage.

SPECIAL EDITION MARCH 2014 NOTA DO EDITOR

LETTER FROM THE EDITOR

sta é a 4a e última edição especial da Wave Magazine, que foi feita especialmente para a comunidade de língua portuguesa da Grande Toronto. Nesta última edição especial, apresentamos educadores e estudantes que constroem os alicerces que fortalecem a garra, a determinação e o talento de nossa gente. Dividida em seis seções exclusivas: ESL em Foco, Educação Sexual, Vida no Campus, Ensino de LP, Educação Cultural e Educação Profissional , esta edição destaca histórias de brasileiros, portugueses, angolanos e canadenses que desenvolvem ações educativas exemplares dentro da comunidade, tais como Arnon Melo, do Centro Internacional de Treinamento, Juliana Klapouch, da ILAC Night School, e Bruno Bini, da ACT. E para você que gostaria de ver outras publicações especiais da Wave Magazine circulando pela cidade, prepare-se, que vem novidade por aí! Lembre-se também que a nossa tradicional revista bimestral continua a circular pelas principais cidades do Canadá, levando informação, cultura e entretenimento às comunidades de língua portuguesa espalhadas pelo país.

his is the fourth and final special edition of Wave Magazine. It is especially directed toward the Portuguese language community of the Greater Toronto region. In this final special edition, we present educators and students who are building the foundations that strengthen the grip, the determination and the talent of our people.

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This issue is divided into six separate sections: ESL in Focus, Sex Education, Campus Life, PL Education, Cultural Education and Vocational Education. It highlights stories of Brazilians, Portuguese, Angolans and Canadians who develop exemplary educational activities within the community. Such examples include Arnon Melo, of the International Training Centre; Juliana Klapouch, of the ILAC Night School; and Bruno Bini, of the ACT. And for those of you who would like to see other special publications of Wave Magazine circulating throughout the city, prepare yourselves because news is coming! Don’t forget that our traditional bimonthly magazine continues to circulate throughout the main cities of Canada, bringing information, culture and entertainment to the Portuguese-speaking communities around the country.

Boa leitura e até a próxima.

Happy reading and until next time.

Juliana Dalla

Juliana Dalla

Translated by Loretta Murphy


4 |ESL EM FOCO Juliana Klapouch no ILAC de Toronto

JULIANA

KLAPOUCH Assistência no ensino da língua inglesa a estrangeiros Por Juliana Dalla

Na escola ILAC Night School de Toronto, a brasileira Juliana é querida por alunos e professores, pela sua simpatia e eficiência em ajudar alunos que procuram a escola com o intuito de aprender a língua inglesa. Há quase quatro anos morando no Canadá, Juliana trabalha como assistente administrativa na ILAC Night School há dois anos e meio. Além de prestar assistência aos alunos da escola, Juliana estuda para se tornar uma consultora de imigração, com o intuito de ajudar ainda mais os estudantes estrangeiros e imigrantes que sonham passar uma temporada no Canadá ou fazer do país o seu novo lar. Juliana encontrou tempo em sua agenda atribulada para conversar com a Wave Magazine. Nesta entrevista, ela fala sobre a ILAC Night School e dá conselhos àqueles que sentem dificuldade em aprender um novo idioma. Wave: Quando foi criada a ILAC Night School e com que objetivo? Klapouch: Com mais de 10 anos de existência, o objetivo da Night School é ajudar os estudantes a aprimorar o seu inglês e, com isso, melhorar suas oportunidades acadêmicas e profissionais no Canadá. Entendemos que muitos alunos precisam trabalhar e estudar. Por isso, desenvolvemos classes de alta qualidade e com horários flexíveis, para ajudar os estudantes a melhorarem o domínio do idioma inglês e, com isso, melhorarem de vida.

Wave: Quais são os diferenciais, em termos de currículo e metodologia de ensino, da ILAC Night School em comparação a outras escolas de Toronto que oferecem o ensino de inglês para estrangeiros? Klapouch: Os cursos da Night School oferecem a mesma estrutura, currículo e alto padrão de ensino que fizeram da ILAC uma escola internacionalmente reconhecida e ganhadora de muitos prêmios que atestam sua qualidade. Nossos professores são selecionados com todo o cuidado, têm o inglês como primeira língua e possuem vários anos de experiência, tanto no Canadá quanto no exterior. Nossas salas de aula são equipadas com projetores e computadores que contribuem para uma aula muito mais dinâmica e interativa. Para garantir o sucesso dos nossos alunos, as turmas contêm de 8 a 10 estudantes. Por fim, os alunos têm acesso a computadores, internet, aconselhamento acadêmico de graça, atividades e muito mais. Wave: Além dos cursos de aprimoramento da língua inglesa, a ILAC Night School incentiva os alunos a participar de atividades extracurriculares. Poderia falar um pouco sobre essas atividades? Klapouch: Todos os nossos estudantes são estimulados a participar das atividades e passeios oferecidos pela escola. Temos atividades diárias, como skating, aulas de dança, campeonato de futebol, passeios para a Casa Loma, a CN Tower e muito mais. Além das atividades em Toronto, também oferecemos viagens a Nova York, Montreal, Ottawa, Blue Mountain e outros lugares. A grande vantagem é que, além de pagar preços mais baratos, os estudantes também podem convidar amigos que não estejam estudando conosco para participar das atividades e passeios, desfrutando ótimos momentos com seus amigos.


ESL EM FOCO| 5

“Por trabalhar em uma escola de inglês, vejo muito estudantes que acreditam poder aprender a língua em pouquíssimos meses. Isso não e verdade. Nosso cérebro assimila apenas algumas palavras por dia. Portanto, precisamos de tempo para aprendermos e aperfeiçoarmos uma nova língua. ” ILAC School em Toronto

Wave: Por ser uma brasileira que trabalha prestando assistência estudantil na ILAC, você tem um contato mais direto com os alunos da comunidade de língua portuguesa aqui de Toronto. O que, de modo geral, esses alunos buscam ao se matricular na ILAC Night School? Klapouch: Os alunos buscam uma escola com qualidade de ensino, horários flexíveis e preços acessíveis. Com professores qualificados e extremamente experientes, a ILAC Night School oferece aos seus estudantes cursos de inglês dinâmicos, que facilitam o aprendizado da língua. Como a maioria dos nossos alunos trabalha durante o dia, a Night School se torna uma ótima opção, pois as classes são administradas de segunda a quinta pela tarde e à noite, e os alunos podem optar por classes do tipo part-time (2 horas por dia) ou full- time (4 horas por dia). Também oferecemos o melhor preço da cidade: $350 para 4 semanas no programa part-time e $700 por 4 semanas no programa full-time. Além disso, caso o aluno se matricule por 8 semanas, ganhará 2 semanas de graça! Wave: Quais tipos de assistência você pode oferecer aos estudantes da ILAC Night School que têm o português como primeira língua? Klapouch: O fato de eu ser brasileira ajuda muito no contato com os estudantes que têm o português como primeira língua, já que posso ajudá-los usando o português como meio de comunicação. Para aqueles que querem entrar em um college ou em uma universidade aqui no Canadá, possuímos um departamento de orientação acadêmica, que auxilia os estudantes a se matricularem no curso de sua escolha. E o melhor é que isso é um serviço gratuito, que a escola faz questão de oferecer a seus estudantes. Também oferecemos seguro-saúde, por um pequeno valor, para estudantes que estão aqui no Canadá e não o possuem.

Wave: Com base na sua experiência pessoal e profissional, você teria alguma dica “de ouro” para dar aos imigrantes que, por sentirem dificuldade de aprender ou falar inglês, acabam deixando de vivenciar o cotidiano multicultural da cidade e perdendo ótimas oportunidades acadêmicas e de trabalho? Klapouch: Com base na minha experiência profissional e pessoal, a minha dica para os imigrantes é aprender a língua inglesa o mais rápido possível ao chegarem aqui. Afinal de contas, aprender uma língua requer tempo. Outra dica é ter persistência. Por mais que seja difícil aprender um novo idioma, principalmente para quem está no início, é fundamental não desistir. Por trabalhar em uma escola de inglês, vejo muito estudantes que acreditam poder aprender a língua em pouquíssimos meses. Isso não e verdade. Nosso cérebro assimila apenas algumas palavras por dia. Portanto, precisamos de tempo para aprendermos e aperfeiçoarmos uma nova língua. Por isso, sempre aconselho aos alunos a estudarem, nem que seja duas horas por dia, para não deixarem para última hora, quando realmente precisarem obter o domínio do idioma. Existem varias formas de aprender a língua inglesa. No meu caso, além de ter completado um curso de ESL, sempre busquei assistir a filmes com legendas em inglês e ler livros em inglês. Ultimamente, como quero aprimorar minha conversação, tenho ouvido muito audiobooks. Aprender inglês deve ser visto como um investimento em você mesmo. A fluência na língua traz melhorias e opções de trabalho, não só aqui no Canadá, como também em qualquer parte do mundo. Portanto, venha aprender inglês conosco!


6 | ESL IN FOCUS

JULIANA KLAPOUCH Assistance in teaching English to foreigners By Juliana Dalla / Translated by Loretta Murphy

At the ILAC Night School of Toronto, Juliana, a Brazilian, is loved by students and teachers for her kindness and efficiency in helping students seeking English language classes. Juliana, who has been living in Canada for almost four years, has been working as an Administrative Assistant at the ILAC Night School for two and a half years. In addition to assisting students at the school, Juliana is studying to become an Immigration Consultant in order to further assist foreign students and immigrants who dream of spending some time in Canada or of making the country their new home. Juliana found time in her busy schedule to chat with Wave Magazine. In this interview, she talks about the ILAC Night School and gives advice to those who are having difficulty in learning a new language.

Wave: When was the ILAC Night School founded and for what purpose? Klapouch: The Night School has been operating for over 10 years with the purpose of helping students improve their English and thus, improve their academic and professional opportunities in Canada. We understand that many students need to work and study. So we developed high quality classes and flexible schedules to help students improve their English skills and their lives. Wave: What are the differences in the ILAC Night School’s curriculum and teaching methodology compared to other schools in Toronto that offer English classes to foreigners? Klapouch: Night School’s courses offer the same structure, curriculum and high standards of education that made ILAC an internationally recognized school and winner of many awards that attest to its quality. Our teachers are carefully selected, have English as their first language and have several years of experience both in Canada and abroad. Our classrooms are equipped with projectors and computers that contribute to more dynamic and interactive classes. To ensure our students’ success, classes have 8-10 students. Finally, students have access to computers, internet, free academic counselling, activities and more. Wave: In addition to English classes, ILAC Night School encourages students to participate in extracurricular activities. Could you talk a bit about these activities? Klapouch: All students are encouraged to participate in activities and events offered by the school. We have daily activities such as skating, dance lessons, a soccer league, trips to Casa Loma, the CN Tower and more. In addition to the activities in Toronto, we also offer trips to New York, Montreal, Ottawa, Blue Mountain and other places. The big advantage is that, besides paying cheaper prices, students can also invite friends who are not studying with us to participate in activities and outings, enjoying fun times with their friends.


ESL IN FOCUS | 7 Juliana Klapouch at ILAC in Toronto

Wave: As a Brazilian who works at ILAC providing student assistance, you have direct contact with Portuguese-speaking students here in Toronto. In general, what do these students seek when enrolling at the ILAC Night School? Klapouch: The students are looking for an affordable school with quality education and flexible schedules. With highly qualified and experienced teachers, the ILAC Night School offers its students dynamic English courses, which facilitates language learning. As most of our students work during the day, the Night School is a great option because the classes are given Monday through Thursday afternoon and evening, and students can opt for part-time (2 hours per day) or full-time (4 hours per day) classes. We also offer the best prices in town: $350 for four weeks in the part-time program, and $700 for 4 weeks in the full-time program. Furthermore, if students enrol for 8 weeks, they get 2 weeks free! Wave: What kind of assistance can you offer ILAC Night School students who have Portuguese as their first language?

a language takes time. Another tip is to persevere. While it is difficult to learn a new language, especially for those who are at the beginning, it is crucial not to give up.

Klapouch: The fact that I am Brazilian helps in contacting Portuguese-speaking students, as I can help them using Portuguese as a means of communication. For those who want to get into a college or a university here in Canada, we have an academic advisory department that helps students to enrol in the program of their choice. And the best part is that it is a free service that the school offers its students. We also offer affordable health insurance to students who are here in Canada and don’t have it.

Working at an English school, I see students who really believe they can learn the language in a few short months. That’s not true. Our brain absorbs only a few words per day. Therefore, we need time to learn and become fluent in a new language. Therefore, I always advise students to study, even if it is two hours per day, not to leave it to the last minute, when you really need to be proficient in the language.

Wave: Many immigrants have difficulties learning or speaking English, and therefore end up missing out on the multicultural city life, not to mention academic and work opportunities. Based on your personal and professional experience, do you have any “hot” tips for them? Klapouch: Based on my professional and personal experience, my tip is for immigrants to learn English as quickly as possible after getting here. After all, learning

There are several ways to learn the English language. In my case, besides having completed an ESL course, I’ve always tried to watch movies with subtitles in English and read English books. Lately, as I want to improve my conversation, I have been listening to audio books. Learning English should be seen as an investment in yourself. Language fluency brings employment improvements and options not only here in Canada, but anywhere in the world. So come learn English with us!

Deborah Nelissen

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8 |SEX EDUCATION

ACT - AIDS Committee of Toronto intensifies action within Portuguesespeaking community By Marta Almeida / Translated by Loretta Murphy

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hen AIDS took its first victims in the early eighties, the epidemic startled the world and left the homosexual community in a panic. “At that time, the HIV virus was attacking mostly gay men who became sick and died quickly. There was no support, there was a lot of fear, and nobody understood what HIV was. People didn’t know how they had caught the virus, many thought it was through merely touching a carrier,” recalls Duncan MacLachlan, Manager of the ACT - AIDS Committee of Toronto Community Health programs. ACT is a non-profit organization established in 1983 to support individuals and bring information to the general community. The work began with a small group and now has about 300 volunteers working in counselling, condom distribution, workshops, lectures and referrals for HIV testing, which can be done for free in the public health system, regardless of immigrant status. When results are positive, the ACT send carriers for medical treatment. It also maintains an employment service agency.

Portuguese program In 1997, the committee began directing its work within the Portuguese-speaking community. “We became close and we were successful because every year we have increased the supply of information in Portuguese, especially online,” Duncan says. There are about 7,500 hits per month to the material available in the Sex Education Program for Portuguese-Speaking Men, most of whom are from Brazil. The Campaign Coordinator is the Brazilian, Bruno Bini, who works with 27 volunteers and has a growing concern for Brazilian students. “Many are experiencing living without parents for the first time and they feel free to do whatever they want, including drug use and also unsafe sex. So we go to schools, invite them to come to the ACT for more specific talks, such as about PEP, which is a drug that prevents HIV. If a person has been exposed to the virus, they have 72 hours to start treatment and reduce their chances of being infected.”

PEP prevents PEP is free only to those working in the healthcare sector and accidentally exposed or in cases of rape. Otherwise, it is paid out-of-pocket. In Toronto, Saint Michael’s Hospital is fully equipped to administer PEP. “The person receives one week of treatment from the hospital, the rest they have to buy, the price is between $900-1200. It is expensive but worth paying for one month of treatment, rather than pay for the rest of your life. Unlike other countries, HIV medication in Canada is paid out-of-pocket. There is assistance for some people, but in general the product is not free, as in Brazil,” says Bruno, who concludes by highlighting the importance of talking about HIV. “You have to look into the eyes of your children and ask them: “Do you know what HIV is?”, “Do you know how to use a condom?” The day that parents are not embarrassed to talk to their children about sexually transmitted diseases and drug use will be the happiest day of my life because until then, I’m doing the parents’ job. It’s time to break this culture and start talking with our children about sex, drugs, condoms and prevention. After all, it’s their future we’re talking about.” Brazilian Bruno Bini coordinates the Sex Education Program for Portuguese-speaking Men


EDUCAÇÃO SEXUAL| 9

ACT – AIDS Committee of Toronto intensifica atuação junto à comunidade de língua portuguesa Por Marta Almeida

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uando a AIDS fez suas primeiras vítimas no início dos anos oitenta, a epidemia assustou o mundo e deixou a comunidade homossexual em pânico. “Naquela época, o vírus HIV estava atacando principalmente homens gays, que ficavam doentes e morriam rapidamente. Não havia suporte, havia muito medo, ninguém entendia o que era HIV, as pessoas não sabiam como pegavam o vírus, muitos achavam que bastava tocar no portador,” lembra Duncan MacLachlan, gerente dos programas de saúde comunitária do ACT – AIDS Committee of Toronto, entidade sem fins lucrativos criada em 1983 para dar suporte aos portadores e levar informação à comunidade em geral. O trabalho começou com um pequeno grupo e hoje conta com cerca de 300 voluntários trabalhando no aconselhamento, distribuição de preservativos, workshops, palestras e encaminhamento para o teste do HIV, que pode ser feito de graça na rede pública de saúde, independentemente do status de imigrante. Quando o resultado é positivo, o ACT encaminha os portadores para o tratamento médico e ainda mantém um serviço de agenciamento de emprego.

Programa em português Em 1997, o comitê iniciou um trabalho voltado para a comunidade de língua portuguesa. “Nós nos aproximamos e fomos bem-sucedidos, pois todos os anos têm aumentado o fornecimento de informações em português, principalmente pela internet”, conta Duncan. São cerca de 7.500 acessos por mês ao material disponível no Programa de Educação Sexual para Homens de Língua Portuguesa, a maioria do Brasil. O coordenador das campanhas é o brasileiro Bruno Bini, que trabalha com 27 voluntários e tem uma preocupação cada vez maior com os estudantes brasileiros. “Muitos, pela primeira vez, têm a experiência de estar vivendo sem observação dos pais e se sentem livres para fazer o que quiserem, inclusive o uso de drogas e também sexo sem preservativo. Então vamos às escolas, convidamos para virem ao ACT para palestras mais específicas, como por exemplo sobre o PEP, que é um medicamento que previ-

Duncan MacLachlan, gerente dos programas de saúde comunitária do ACT

ne o HIV. Se a pessoa sofreu uma exposição ao vírus, tem 72 horas para iniciar o tratamento e, assim, as chances dela ser infectada são reduzidas.”

PEP previne O PEP somente é gratuito para quem trabalha na área de saúde e se expôs acidentalmente ou em casos de estupro. Fora isso, é pago. Em Toronto, o Saint Michael’s Hospital tem todo o procedimento para lidar com o PEP. “A pessoa recebe do hospital uma semana do tratamento, o restante ela vai ter que comprar, o preço é de 900 a 1200 dólares. É caro, mas vale a pena pagar por um mês de tratamento do que pagar para o resto da vida, porque diferente de outros países, os medicamentos de HIV no Canadá são pagos. Há auxílio para algumas pessoas, mas em geral o medicamento não é gratuito, como no Brasil”, esclarece Bruno, que conclui destacando a importância de se conversar mais sobre o HIV: “Tem que olhar nos olhos dos seus filhos e falar pra ele, você sabe o que é HIV? Sabe como usar um preservativo? O dia em que os pais não tiverem vergonha de falar com os filhos a respeito de doenças sexualmente transmissíveis, do uso de drogas, será o dia mais feliz da minha vida, porque, até então, estou fazendo um trabalho que seria dos pais. Já está na hora de quebrar esta cultura e começar a falar com nossas crianças sobre sexo, drogas, preservativos e prevenção. Afinal de contas, é do futuro delas que estamos falando”.


10 | CAMPUS LIFE Marcela is currently studying “Writing and Producing for Film & Television” at Humber College

CAMPUS LIFE:

WHAT IS WAITING FOR ME? By Luiz Moreira / Translated by Loretta Murphy

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very year, thousands of students and academic professionals arrive in Canada and immediately ask some classic questions: Where to live? How much money do I need? How do I manage my time? When starting a new life at a university abroad, it is common to experience several changes in lifestyle and, as frightening as that may sound, it certainly comes packed with new emotions and life lessons.

Distance is not everything For Marcela Bianchi, a graduate student at Humber College, the choice of the neighbourhood where she currently lives was a priority when she arrived in Toronto. Located in Etobicoke, the university is over an hour away from the city centre by public transportation, something that did not appeal to the student. “I couldn’t see myself going to school from Monday through Friday if I lived in the centre. Especially in the winter, having to face the cold and more than two hours a day lost on the streetcar.” When choosing an apartment near the university, Marcela was able to minimize this “obstacle,” and it only takes 15 minutes to get to class. However, living far from the city centre has its disadvantages. Depending on the chosen area, it is difficult to enjoy the bustle of downtown, as well as discover different neighbourhoods and regions using public transportation. This was one of the reasons why Gabriela Ghisi*, a fourth-year PhD student at the University of Toronto, chose a student residence right next to the college. “UofT’s location in downtown Toronto is a kind of introduction to life in this bustling metropolis and it is comfortable and practical living near school and work,” says Gabriela.

sed when she discovered the support offered by the University of Toronto, including English classes, oral presentation courses, health insurance, gyms, social and family support, and several other key features for any international student. You may be independent, but that does not mean you’re alone. Another important factor is to learn to deal with finances. Managing money and controlling spending may end up becoming a complicated task, especially when you might study and work at the same time. Marcela has classes from Monday to Friday, from 9 am to 5 pm, and when she adds the time spent doing schoolwork, not much is left over. At such times, it is always important to have family support and perhaps money saved from previous years. “I don’t know how I would be able to study if it weren’t for the help of my family. It’s great to be able to count on them so my dreams can come true. I am grateful every day for this opportunity.” So it is always important to prioritize activities and to visualize the ultimate goal, in order to prevent unpleasant surprises in the future. One tip is to open a student account at a reliable bank. Usually there are special accounts that do not charge monthly fees and do not require a minimum balance. As the old saying goes, “Every penny counts.” * Gabriela Ghisi is a fourth-year PhD student at the University of Toronto (Exercise Sciences, Faculty of Kinesiology and Physical Education) and is also a Teaching Assistant in the same department. She shares several experiences in her blog: www.gabynocanada.com.

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Being part of a renowned institution is a major accomplishment for many, but to make the most of this experience you need to work hard. Gabriela was impres-

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VIDA NO CAMPUS| 11

VIDA NO CAMPUS: O QUE ME ESPERA? Por Luiz Moreira

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odo ano, milhares de estudantes e profissionais acadêmicos desembarcam no Canadá e logo cedo se fazem algumas perguntas clássicas: Onde morar? Quanto dinheiro preciso para me manter? Como faço para gerenciar o meu tempo? Ao iniciar uma vida em uma nova universidade no exterior, é comum enfrentar diversas mudanças no estilo de vida e, por mais assustadora que essa experiência possa parecer, ela com certeza vem recheada de novas emoções e aprendizados que serão levados para a vida toda.

Distância nem sempre é tudo Para Marcela Bianchi, aluna de pós-graduação no Humber College, a escolha do bairro em que mora atualmente foi prioridade assim que chegou em Toronto. Localizada em Etobicoke, a universidade fica a mais de uma hora de distância do centro da cidade por transporte público, algo que não agradou a estudante: “Eu não me via indo de segunda a sexta para faculdade se eu morasse no centro. Ainda mais no inverno, tendo que enfrentar o frio e mais de duas horas diárias perdidas dentro do streetcar”. Ao escolher um apartamento próximo à universidade, Marcela conseguiu minimizar esse “empecilho”, e leva apenas 15 minutos para chegar à aula. No entanto, morar longe ou em áreas mais afastadas do centro da cidade tem lá suas desvantagens. Dependendo da área escolhida, fica difícil aproveitar a vida agitada do Gabriela Ghisi no campus da University of Toronto

centro, assim como conhecer bairros e regiões diferentes usando o transporte público. Este foi um dos motivos que levou Gabriela Ghisi*, estudante do quarto ano de Doutorado na Universidade de Toronto, a escolher uma residência para estudantes bem próxima à faculdade. “A localização da UofT, no centro de Toronto, é uma espécie de introdução à vida agitada desta grande metrópole e acaba sendo confortável e prático morar próximo do local onde estuda e trabalha”, conta Gabriela.

Suporte e finanças: como obter? Fazer parte de uma instituição renomada é uma grande realização para muitos, mas para aproveitar ao máximo esta experiência é preciso correr atrás. Gabriela ficou impressionada quando descobriu o suporte oferecido pela UofT: são aulas de inglês, cursos de apresentação oral, seguro-saúde, academia, assistência social e familiar... Enfim, uma série de recursos fundamentais para qualquer aluno internacional. Você pode ser independente, mas isto não significa que esteja sozinho. Outro fato importante é aprender a lidar com as finanças. Administrar o dinheiro e controlar os gastos pode acabar se tornando uma missão complicada, ainda mais quando não existe a possibilidade de estudar e trabalhar ao mesmo tempo. Marcela tem aulas de segunda a sexta-feira, das 9 da manhã às 5 da tarde, e tirando o tempo que passa fazendo os trabalhos para a faculdade, não sobra muita coisa. Nessas horas é sempre importante contar com a família e talvez com aquele investimento guardado em anos anteriores: “Não sei o que seria dos meus estudos se não fosse a ajuda de minha família. É muito bom poder contar com eles para a realização de um sonho, agradeço todos os dias por esta oportunidade”. Por isso é sempre importante priorizar as atividades e traçar o objetivo final, para prevenir surpresas desagradáveis no futuro. Uma dica é abrir uma conta para estudante em um banco de confiança. Geralmente existem contas especiais que não cobram taxas mensais e não requerem um saldo mínimo. Como diria aquele velho ditado, “every penny counts”. * Gabriela Ghisi é estudante do quarto ano de Doutorado na Universidade de Toronto (Exercise Sciences da Faculdade de Kinesiology e Physical Education) e também Teaching Assistant no mesmo departamento. Ela compartilha várias experiências em seu blog: www.gabynocanada.com.


12 | PL EDUCATION

PORTUGUESE

LANGUAGE 50 YEARS DEDICATED TO TEACHING PORTUGUESE By Marta Almeida / Translated by Loretta Murphy

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alf a century of history! The First Portuguese Canadian Cultural Centre School pioneered the teaching of Portuguese in Toronto. “Our school started with a class of 20 students and one teacher, our beloved Branca Gomes, who has passed away. It was the first Portuguese school and others were established from it,” recalls the Director, Celina de Melo, who has worked at the school since 1971. “When I arrived, there were nearly 800 students, and there was only one location. Of course there are fewer students now because there is no immigration, no new births, and the Portuguese are slowly leaving the Toronto area.” Today, 200 students attend classes from Monday to Thursday at the centre’s headquarters on Caledonia Road, and on Saturdays at Saint Luke School on Ossington Avenue. Most students are Portuguese descendants and there are classes for kids from 3 to 17 years of age.

Across generations In most cases, today’s students are children of former students. Luis Correia is a good example. He is a former student and has put his two children, 6 and 9 years old, in Portuguese classes. “It’s so they keep our family’s language and the Portuguese culture. I was in these classes for about 11 years and it was essential to be able to speak the language and communicate with my parents who are Portuguese immigrants.” Celina de Melo states that over the years, she has noticed something interesting: “One thing I noticed is that when I got here, the kids did not want to come to Portuguese school. They said, ‘The others are outside, playing ball and we have to come to school... ‘. Now it is totally different. Today the same students recognize that another language is very much needed and now they bring their children, who unlike their parents when they were small, are interested and glad to be here.”

Celina de Melo is the Director of the school and has followed several generations since 1971

Susana is the only child in her family born in Canada and believes that with another language, it is easier to get a good job

Dedication above all else and focus on opportunities Twelve teachers work at the school. “The pay is not great,” says Celina, “But the pride that we feel is huge, worth more than a good salary.” Margarida Araujo, who has been teaching since 1970, agrees. “For me it’s very important, I love children, sometimes I give out a few prizes, play with books, games, and we do it all in Portuguese. My students dance traditional folklore and the parents are very interested. It’s funny because even when one parent is Portuguese and the other is not, they want their children to learn the language and Portuguese culture.” Suzana Vilas Boas is 16 and has been studying Portuguese since she was 5. “My whole family is Portuguese, I am the only who was born here, so I think it’s very important to learn a new language and have more job opportunities in the future.” Melanie Neves, 14, arrived two years ago from Portugal and asked her parents to let her continue studying Portuguese for a reason that goes beyond professional interest. “In terms of culture, we are Portuguese, so it’s always good to know our roots.” The 50th anniversary of the First Portuguese Canadian Cultural Centre Portuguese School will be the theme of the Portuguese Parade in June of this year.


ENSINO DE LP| 13

LÍNGUA PORTUGUESA 50 ANOS DEDICADOS AO ENSINO DO PORTUGUÊS Por Marta Almeida

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eio século de história! A escola do First Portuguese Canadian Cultural Centre foi pioneira no ensino do português em Toronto. “A nossa escola nasceu com uma classe de 20 alunos e uma professora, que já faleceu, nossa querida dona Branca Gomes. Foi a primeira escola de português e, a partir dela, se formaram outras”, relembra a diretora, Celina de Melo, que trabalha na escola desde 1971. “Quando eu cheguei, já eram quase 800 alunos, e tudo era só numa localidade; agora claro que tem menos, porque não há imigração, não há natalidade, os portugueses estão a fugir um pouquinho da área de Toronto.” Hoje, 200 alunos frequentam aulas de segunda a quinta na sede do centro, na Caledonia Road, e aos sábados na Saint Luke School, na Ossington Avenue. A maioria dos alunos tem ascendência portuguesa, e há classes para crianças a partir dos 3 anos de idade até adolescentes de 17 anos.

Atravessando gerações Na maioria dos casos, os estudantes atuais são filhos de ex-alunos da escola. Luis Correia é um bom exemplo. É ex-aluno e, agora, colocou os dois filhos de 6 e 9 anos nas aulas de português: “É para que eles mantenham a língua A professora Margarida e seus alunos

da nossa família e a cultura portuguesa. Eu estive nestas aulas por uns 11 anos e foi essencial ter a habilidade de falar a língua e comunicar com meus pais que são imigrantes portugueses”. Celina de Melo conta que, nestes anos todos, percebeu algo interessante: “Uma coisa que eu noto é que quando eu cá cheguei, os miúdos não queriam vir à escola portuguesa, diziam ‘os outros ficam a passear, a jogar bola e nós temos que vir para a escola...’ Agora é totalmente diferente, são hoje estes próprios alunos que viram realmente que faz muita falta outra língua e, agora, trazem seus filhos, que ao contrário dos pais quando pequenos, estão interessados e contentes em estar aqui.”

Dedicação acima de tudo e foco nas oportunidades Doze professores trabalham na escola. “A remuneração não é grande”, explica Celina, “Mas o orgulho que nós sentimos é enorme, vale mais do que um bom pagamento”. Margarida Araújo, que dá aulas desde 1970, também pensa assim. “Para mim é muito importante, eu adoro as crianças, às vezes dou uns prêmios, brincamos com livros, jogos, fazemos tudo em português, meus alunos dançam até folclore e os pais estão muito interessados. É engraçado porque mesmo quando um pai é português e o outro não, querem que os filhos aprendam a língua e a cultura portuguesa.” Suzana Vilas Boas tem 16 anos e desde os 5 anos estuda português: “Minha família é toda portuguesa, eu sou a única que nasceu aqui, então eu acho muito importante aprender uma nova língua e ter mais oportunidades de emprego no futuro”. Já Melanie Neves, de 14 anos, chegou há dois anos de Portugal e pediu aos pais para continuar estudando português por um motivo que vai além do interesse profissional: “Também, a nível de cultura, somos portugueses, então é sempre bom saber as nossas raízes”. O aniversário de 50 anos da escola de português do First Portuguese Canadian Cultural Centre será o tema da Parada de Portugal em junho deste ano.


14 | CULTURAL EDUCATION

THE IMPORTANCE OF CULTURAL EDUCATORS IN IMMIGRANT COMMUNITIES. By Juliana Dalla / Translated by Loretta Murphy

Preservation of Roots

C

“Dance is not the ultimate goal of any student. Dance is a tool.” Goreti Cardoso

ultural manifestations represent a heritage that identifies and differentiates social groups. They result from beliefs and customs that are assimilated, transformed and passed on from generation to generation. The preservation of cultural heritage is not only important in the regions where traditions originate, but also in the communities formed by emigrants from these places. When they come to Canada, immigrants bring with them their identity and roots. In communities, they create the social unity required to keep their native culture alive.

Cultural Education in Toronto Educators who promote the culture of other countries in Toronto are key to maintaining the traditions of the various peoples that form the Canadian nation. It is through culture that these teachers sow pride among the immigrant populations and allow other people to embrace cultures that are different from their own, contributing to the development of a more tolerant and united nation. In the Greater Toronto region, there are several professional and artistic companies that promote the traditions of Portuguese-speaking communities. From workshops for artistic expression to musical events, there are many options for those who wish to interact with their roots or with different cultures.

Cultural Educators Goreti Cardoso, of the Brazil Dance World Company, says that many students interested in learning Brazilian dance seek out her dance workshops in order to achieve goals that reach far beyond art. “Dance is not the ultimate goal of any student. Dance is a tool. The instrument they use to socialize, make time for themselves, make time for each

Kizomba session organized by Ki’Z Me Productions.


EDUCAÇÃO CULTURAL| 15 other, find new love, exercise, among other goals. The first two are the most common. Some students’ stories really move me,” she says. From the educator’s point of view, teaching cultural events can be a way for professionals to connect with their own origins. “I used to miss my culture here in Canada, so I started attending shows, teaching classes, among other activities. That was the way I found not only to keep my culture alive in Canada, but also in me,” confesses dancer, painter and TV presenter Yara Vasconcelos, who was born in Angola and raised in Canada. For Laurence Vertueux of the Ki’Z Me Productions group, which promotes dance and Angolan kizomba music in the Greater Toronto area, cultural manifestations are a good way of making different communities discover a country. “Through the history of the dance and the discovery of the singers and dancers, the students are willing to know more. It’s a kind of practical education.”

Reaping the results

A IMPORTÂNCIA DOS EDUCADORES CULTURAIS NAS COMUNIDADES IMIGRANTES. Por Juliana Dalla

Preservação de raízes

Dancer Yara Vasconcelos has a message about the importance of cultural education in its various forms and fostering a Portuguese-speaking culture in Canada: “Cultural education is very important because it is the key to our identity. As many say, ‘culture is the social heritage of a human community.’ So as heirs to this legacy, we have a duty to distribute it in the best way possible. It is important to plant our roots, here and now, with the goal of leaving a treasure for our children, a cultural heritage that will show them where they came from. Only with a rich cultural heritage can we keep the origins of our countries alive here in Canada. Therefore, I appeal to everyone: do your part, participate in events and share your cultural heritage.” Sowing, reaping and distributing culture: essential actions promoted by cultural educators, people who maintain the socio-emotional bond we have with our origins.

A

s manifestações culturais são patrimônios que identificam e diferenciam grupos sociais. Elas resultam de crenças e costumes, assimilados, transformados e passados de geração a geração. A preservação desses patrimônios culturais é importante não apenas nas regiões de onde as tradições se originam, mas também nas comunidades formadas por emigrantes dessas localidades. Quando chegam ao Canadá, os imigrantes trazem consigo suas raízes identitárias. Em comunidades, criam a unicidade social necessária para manter viva a cultura da terra natal.

Educação cultural em Toronto Os educadores que promovem a cultura de outros países em Toronto são elementos-chave para a manutenção das tradições dos diferentes povos que formam a nação canadense. Através da

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16 | EDUCAÇÃO CULTURAL cultura, esses educadores semeiam orgulho entre a população imigrante e permitem que outros povos abracem culturas diferentes das suas, colaborando para o desenvolvimento de uma nação menos intolerante e mais unida. Na Grande Toronto, há vários profissionais e companhias artísticas que promovem as tradições das comunidades de língua portuguesa. De oficinas de expressão artística a eventos musicais, não faltam opções para aqueles que desejam interagir com suas raízes ou com culturas diferentes da sua.

Vasconcelos, nascida em Angola e criada no Canadá. Para Laurence Vertueux do grupo Ki’Z Me Productions, que promove a dança e a música angolana kizomba na Grande Toronto, as manifestações culturais são uma boa maneira de fazer com que diferentes comunidades descubram um país: “Através da história da dança e da descoberta de cantores e dançarinos, os alunos se permitem descobrir mais. É como uma educação na prática”.

Colhendo os resultados Educadores culturais Goreti Cardoso, da companhia Brazil Dance World, diz que muitos alunos interessados em aprender dança brasileira procuram seus workshops de dança para alcançar objetivos que vão muito além da arte: “A dança não é o objetivo final de nenhum aluno. A dança é um instrumento. O instrumento que eles encontram para socializar, arrumar um tempo para si, arrumar um tempo para o casal, conhecer um novo amor, exercitar-se, entre outros objetivos. Os dois primeiros são os mais comuns. Há relatos de alunos que me tocam...”, comenta. Do ponto de vista do educador, o ensino de manifestações culturais pode ser uma maneira para o profissional conectar-se a suas próprias origens. “Eu sempre senti falta da minha cultural aqui no Canadá, por isso comecei a participar de shows, a dar aulas, entre outras atividades. Esse foi o jeito que encontrei de não só manter a minha cultura viva no Canadá, mas também dentro de mim”, confessa a dançarina, pintora e apresentadora de TV Yara

Sobre a importância da educação cultural, em suas diversas formas, no fomento da cultura de língua portuguesa no Canadá, a dançarina Yara Vasconcelos faz questão de dar seu recado: “A educação cultural é muito importante, porque ela é a chave da nossa identidade. Como muitos dizem, ‘cultura é a herança social de uma comunidade humana’. Então, como herdeiros desta herança, temos o dever de distribui-la da melhor forma possível. É importante plantar, aqui e hoje, as nossas raízes, com o objetivo de deixar um tesouro aos nossos filhos, um patrimônio cultural que vai mostrá-los de onde vieram. Só com uma rica herança cultural, podemos manter as origens dos nossos países vivas aqui no Canadá. Por isso, apelo a todos: façam a sua parte, participem de eventos e compartilhem a sua herança cultural.” Semear, colher e distribuir cultura: ações essenciais promovidas pelos educadores culturais, pessoas que mantêm acesa a chama do vínculo socioafetivo que temos com nossas origens. Yara Vasconcelos (primeira dançarina à direita) e demais integrantes da The Samba Connection Dance Company.


Educação

Profissional O caminho para o sucesso Por Marta Almeida

E

m qualquer área profissional, a atualização é fundamental. Workshops, seminários, cursos, treinamentos – há muitas opções e todas ajudam a abrir portas. Pode ser num pequeno negócio, numa empresa promissora ou numa organização corporativa poderosa.

Segredos que cativam clientes Para ser cabeleireiro na província do Ontário, é preciso fazer um curso reconhecido pelo Ontario Ministry of Training, Colleges and Universities (MTCU). São cursos que duram até 3 anos com várias horas de prática e ainda é preciso fazer um exame para ter um certificado que lhe habilita a trabalhar. Não é barato. Um bom curso pode custar em média 6 mil dólares. Mas nem sempre cursos nesta área são destinados a quem quer fazer carreira. Para quem apenas quer dominar a técnica de um bom penteado e da maquiagem, uma alternativa são os workshops fornecidos por alguns salões, como o da canadense com ascendência portuguesa, Jenny Macedo. Ela começou trabalhar como cabeleireira aos 17 anos. Passou por vários salões e sempre quis ter o próprio negócio. Sonho que realizou em 2009, após uma temporada na Televisa, onde maquiava e penteava as estrelas da TV mexicana. Um pequeno acidente três anos depois de abrir o salão fez com que Jenny buscasse uma forma criativa de manter a clientela: “Eu parti o meu cotovelo. Como meu trabalho depende do meu corpo, eu tinha que fazer alguma coisa para gerar dinheiro, então comecei a dar cursos, workshops ensinando como fazer o cabelo, maquiagem, cuidar da pele e comecei a vender os produtos que tinha aqui no salão. As clientes apreciaram muito isso, foi uma boa ideia e sempre me perguntam quando é que vai ser o próximo workshop”.

Centro Internacional de Treinamento em Logística

EDUCAÇÃO PROFISSIONAL | 17 sos ainda é limitada. Para quem quer investir nesta carreira, a boa notícia é que a A MELLOHAWK Logistics, já bem conhecida na comunidade de língua portuguesa pela eficiência no transporte de cargas e mudanças, está ampliando o foco da empresa para o treinamento de novos profissionais. Todo o conhecimento da rotina na área de logística agora está acessível no Centro Internacional de Treinamento em Logística. “Nós decidimos criar este novo centro de treinamento, porque já estávamos fazendo algo similar com estudantes e estagiários que vieram ao Canadá procurando ter experiência. Muitas escolas nos pediam para acolher seus estudantes e assim descobrimos que nós temos uma boa experiência em treinar”, explica Peter Hawkins, vice-presidente e diretor-gerente da empresa e instrutor. O curso é full time, em quatro módulos, com duração total de três meses. Na conclusão, o estudante recebe certificado da CIFFA – Canadian International Freight Fowarders Association Inc. e diploma da FIATA - International Federation of Freight Forwarders Associations, além de uma carta de referências da empresa, pois há um estágio simultâneo às aulas teóricas na própria MELLOHAWK Logistics. “É colocar em prática tudo o que aprender na sala de aula e on line. Ajudar os funcionários a fazer um processo de carga, visitar a alfândega, o porto de Toronto, saber como a carga é manuseada. Enfim não ficar só no livro, para que a pessoa saia daqui com uma informação completa, teoria e prática”, destaca Arnon Melo, presidente e diretor-gerente da empresa.

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A área de logística, num país multicultural como o Canadá, tem um potencial cada vez maior. O interesse é grande e a oferta de cur-

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18 | EDUCAÇÃO PROFISSIONAL Mão de obra especializada E numa cidade onde a construção civil é um dos alicerces do mercado de trabalho na comunidade de língua portuguesa, a educação profissional também é importante para quem literalmente coloca a mão na massa. Para especializar os profissionais, a LiUNA Local 183, maior sindicato da construção civil da América do Norte, oferece de graça aos seus associados e membros do OCOT (Ontario College of Trades), cursos de aprendizagem e especialização em diferentes ramos da construção e também em segurança e saúde com duração de 2 a 8 semanas. No Centro de Formação, há treinamentos para construção de estradas, carpintaria, soldadura, pedreiro, leitura de plantas entre outros. Qualquer pessoa que tiver interesse também pode fazer os cursos, pagando uma taxa que varia de 200 a 800 dólares. “O objetivo do nosso Centro de Formação é poder assistir os membros do sindicato e ao mesmo tempo também ir preparando quem não é associado e que esteja interessado em tirar um curso para assim poder reforçar a mão de obra conforme a procura de trabalhadores especializados”, explica Bernardino Ferreira, vice-presidente da LiUNA 183. Todas as informações sobre os cursos, que são reconhecidos pelo MTCU (Ministry of Training, Colleges and Universities), estão disponíveis no site www.183training.com.

Vocational

Education The path to success

By Marta Almeida / Translated by Loretta Murphy

I

n any professional field, upgrading is fundamental. There are many options: workshops, seminars, refresher courses and training. All of these help to open doors, be it to a small business, a promising company or a powerful corporate organization.

Secrets that captivate clients

Peter Hawkins broadening MELLOHAWK Logistics’ scope with the International Logistics Training Center

To become a Hairstylist in the province of Ontario, you must complete a program that is recognized by the Ontario Ministry of Training, Colleges and Universities (MTCU). These programs last up to three years and require a designated number of practical hours. An exam must also be taken in order to obtain the diploma, which allows you to work. It’s not cheap. A good program costs an average of $6,000. However, there are also interest courses for people who don’t necessarily want to make a profession out of hairstyling. For people who just want to learn good hair and makeup techniques, some salons offer workshops, such as those run by Portuguese -Canadian Jenny Macedo. She began working as a Hairstylist at the age of 17. She worked in several salons but always wanted to own her own business. Her dream came true in 2009 after a stint with Televisa, where she did hair and makeup for Mexican TV stars. A small accident three years after opening her salon forced Jenny to seek a creative way to maintain her clientele: “I broke my elbow. As my work depends on my body, I had to do something to generate money, so I started giving courses, workshops teaching how to do hair, makeup, skin care and I started selling the products that I had here in the salon. The clients enjoyed it a lot, it was a good idea and they always ask me when the next workshop will be.”


VOCATIONAL EDUCATION| 19

Jenny Macedo strengthened her beauty salon with workshops and courses for her clients

Skilled labour And in a city where construction is one of the foundations of the labour market in the Portuguese-speaking community, vocational education is also important for those who literally get their hands dirty. In order to specialize professionals, LiUNA Local 183, the largest construction union in North America, offers its members and the members of OCOT (Ontario College of Trades), free courses and specialization programs in different branches of construction and also in Health and Safety, lasting 2-8 weeks. In the Training Centre, there is training for road construction, carpentry, welding, bricklaying, reading blueprints, among others. Anyone interested can also take courses for a fee that ranges from $200 to $800. “The goal of our Training Centre is to be able to help union members while also preparing non-members interested in taking courses so we can strengthen the labour force according to the demand for skilled workers,” explains Bernardino Ferreira, Vice President of LiUNA 183. Information about the courses, which are recognized by the MTCU ( Ministry of Training, Colleges and Universities ), is available at www.183training.com.

International Logistics Training Centre In a multicultural country such as Canada, the area of logistics has a growing potential. There is high interest but the number of courses offered is limited. If you are looking to invest in your career, MELLOHAWK Logistics, well known in the Portuguese-speaking community for the efficient transport of cargo and personal moves, is broadening the company’s focus to include training for new professionals. Full training in the logistics routine is now accessible at the International Logistics Training Centre. “We decided to create this new training centre because we were already doing something similar with students and trainees who came to Canada seeking experience. Many schools have asked us to host students and we found that we have good experience in training,” explains Peter Hawkins, Vice President & Managing Director of the company, and Instructor. The course is full time in four modules with a total duration of three months. On completion, students receive the CIFFA certificate from the Canadian International Freight Forwarders Association Inc. and the FIATA certificate from the International Federation of Freight Forwarders Associations, as well as a letter of reference from the company, because the training course includes lectures and a simultaneous internship in MELLOHAWK’s own Logistics company. “It is putting into practice everything you learn in the classroom and online. Helping trainees understand the process, visit Customs and the Port of Toronto and learning how a load is handled. Not only does the student get the book learning, but they will leave here with full information, theory and practice,” highlights Arnon G. Melo, President & Managing Director of the company.

Bernardino Ferreira, Vice President of LiUNA 183, explains that the Training Centre wants to empower union members and non-members to meet the needs of the labour market


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