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Assis gosta de quem estimula o debate N.º 2 | Abril 2012 | Director Fausto Farinha | distribuição gratuita www.bragabraga2013.com

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Francisco Assis, o mais recente membro do “laboratório de ideias do PS, veio a Braga dizer aos socialistas e simpatizantes o que o liga a António Braga: «primeira razão, a amizade; segunda, porque valorizo iniciativas desta natureza; terceira, porque são iniciativas de alguém que não se limita a acções de sedução emocional, mas que estimula o debate». PÁG. 9

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«É fundamental estimular tudo que possa criar emprego» António Braga explicita algumas das propostas da sua moção, com particular enfoque para a intervenção nas questões socio-económicas, para a importância dos autarcas de freguesia, para o relevo da cultura na afirmação da cidade e para o papel da juventude nestes tempos de crise. Páginas 5 a 8


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Editorial «Só com uma mentalidade voltada para o futuro é que o Homem poderá construir a sociedade que o nosso tempo exige». José Ferreira Salgado

A moção – “Aprofundar o desenvolvimento, fazer crescer o legado” – com que António Braga se apresenta à liderança do PS/Braga expõe um conjunto de princípios, valores e ideias necessários a conquistar a adesão de todos os militantes e simpatizantes e enuncia os valores, ideias e linhas de actuação conducentes à vitória nas Autárquicas de 2013. As ideias têm um tempo de discussão e maturação. Esse tempo tem sido percorrido pelos militantes que acompanham a Candidatura de António Braga. Com este número do jornal pretendemos reforçar o debate em torno da moção, pois queremos «tornar a Secção de Braga do PS num lugar privilegiado de intervenção e de participação, não apenas dos militantes, mas ainda dos simpatizantes, em torno das nossas ideias e projectos» (Moção, pag.6). O futuro constrói-se em conjunto, encontrando e percorrendo os caminhos que concretizem as Ideias e Valores que defendemos. O nosso candidato – António Braga –, com provas dadas de militância e capacidade demonstrada de saber ouvir e discernir, repartir e partilhar tarefas, é portador de uma mentalidade orientada para o futuro e centrada nos desafios que os novos tempos e exigências colocam ao crescimento do concelho e ao bem-estar dos bracarenses. Os textos à volta da moção preenchem a quase totalidade desta edição. Além da reflexão e discussão que necessariamente impõem, são o convite a novas ideias e debates que concretizem as grandes linhas enunciadas na moção em estratégias de acção com valores, cultura e progresso. A diferença entre um grupo de amigos e a acção política enquadrada num partido é o que pretendemos concretizar em benefício da cidade e do concelho, numa cidadania activa e participada, que defendemos. Fausto Farinha

Ficha Técnica Director: Fausto Farinha Publicação isenta de registo, Decreto Regulamentar n.º 8/99, de 9 de Junho, Artigo 12.º, alínea a) Tiragem deste número: 3.000 ex. Impressão: Graficamares Lda - Parque Industrial Monte Rabadas 10 - 4720-608 PROZELO AMARES. www.bragabraga2013.com | http://bragabraga2013. blogspot.com | bragabraga2013@gmail.com

O candidato que as circunstâncias exigem (*) «As competências estatutárias do Partido Socialista cometidas às comissões concelhias privilegiam os órgãos do poder local. É nesse âmbito que o militante socialista, por estar mais próximo desses centros de decisão, tem a possibilidade de assumir mais conscientemente os seus deveres e direitos de cidadania. Nas velhas democracias europeias é vasto o campo de competências das autarquias, havendo assim maior proximidade entre eleitores e eleitos. A confiança no sistema democrático depende muito da capacidade do cidadão em participar na definição de programas políticos e em vigiar a sua execução. Dessa forma, a política local constitui a primeira instância do exercício da democracia. Todavia, a participação do cidadão não se esgota na política local e regional. Decorre do exposto que uma candidatura à presidência da Concelhia socialista de Braga pressupõe a sequente candidatura à Câmara Municipal de Braga. É na imbricação dessa dupla candidatura que deve ser lida a moção “Aprofundar o desenvolvimento, fazer crescer o legado”, subscrita por António Braga, a que se dedica particular enfoque nesta edição do jornal “BragaBraga2013”. Por força de imperativos legais de limitação de mandatos, as eleições autárquicas de 2013 abrem caminho a novas candidaturas. O PS, enquanto legítimo herdeiro do espírito republicano de serviço público, tem especiais responsabilidades no recrutamento de mulheres e homens capazes de corresponderem aos novos desafios. É uma questão de cidadania. Escolher os melhores implica ter a noção de que às lideranças cabe o papel de despertar energias, avivar o sentido de responsabilidade, conjugar a defesa dos direitos com o cumprimento dos deveres, sempre dando o exemplo da competência, da dedicação, da transparência, da honradez, da isenção, no exercício do mandato conferido e legitimado pelo voto democrático. Pelo vasto corpo de competências e de responsabilidades que são atribuídas à Câmara Municipal de Braga, mormente como terceira cidade do País, tem de ser criteriosa a selecção do cabeça-de-lista ao Município bracarense. Braga é uma cidade com instituições de grande prestígio. A Universidade do Minho, a Universidade Católica, a sede arquiepiscopal, o Sporting Clube de Braga, o ABC-Andebol, entre outras instituições de grande dinamismo e representatividade, com pessoas altamente qualificadas, hão-de encontrar nos eleitos autárquicos bons interlocutores para os problemas diversificados das várias áreas de actividade. O presidente da Câmara Municipal de Braga tem de aliar “um saber de experiência feito”, como

preconiza o épico nacional, com uma competência cultural e uma apurada sensibilidade, que lhe permitam estimular e/ou apoiar iniciativas de instituições e munícipes. Tem de ser capaz de corresponder aos anseios mais elementares do cidadão comum, com particular atenção e solidariedade para com os mais desprotegidos e carenciados, ao mesmo tempo que nele descobrem estímulo para fazer mais e melhor os

“O presidente da Câmara

Municipal de Braga tem de aliar “um saber de experiência feito”, como preconiza o épico, com uma competência cultural e uma apurada sensibilidade, que lhe permitam estimular e/ ou apoiar iniciativas de instituições e munícipes.

agentes culturais e artísticos, as mulheres e homens de Ciência, os empresários, os profissionais em geral. Esta Candidatura preenche esses requisitos. O Dr. António Braga conhece bem a cidade em que nasceu e vive. Com um percurso académico que passa pelos bancos da Escola Primária de São Vítor, pelo Liceu Sá de Miranda, pelo Magistério Primário e pela Faculdade de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa, desempenhou funções profissionais como professor no Magistério Primário e inspector de Educação. À actividade profissional junta um extenso e qualificado currículo político: deputado em várias legislaturas, vice-presidente do Grupo Parlamentar do Partido Socialista na Assembleia da República, Secretário de Estado das Comunidades, vereador da Câmara de Braga, membro da Assembleia Municipal de Braga e, presentemente, seu presidente. António Braga, homem da cidade de Braga, conhece bem as mulheres, os homens e as instituições da cidade e do concelho. A sua longa experiência na gestão autárquica bracarense, acrescida da experiência nacional e internacional, faz dele o candidato que as circunstâncias aconselham e exigem». (*) Introdução da moção global “Aprofundar o desenvolvimento, fazer crescer o legado”

RTP INFORMAÇÃO — “VICE-VERSA”

António Braga todas as quartas-feiras – 21h30


opiniĂŁo | 3

Uma vitĂłria clara na ComissĂŁo PolĂ­tica Concelhia por AntĂłnio Braga foto Direitos Reservados

Caros Camaradas e Amigos, nestes últimos anos de gestão socialista do Município de Braga muitos foram os bons projectos concluídos e que contribuiram para que Braga se transformasse numa cidade de referência. Numa centralidade regional reconhecida. Mas, agora, ambicionamos ir mais alÊm! Queremos juntar alguns dos bons exemplos do passado com a necessidade que hå de reinventar novas soluçþes que respondam a esta crise que a todos afecta. Tornou-se urgente inovar em todas as åreas, com especial destaque para a importância da manutenção e da criação do emprego. Apresentamos jå a nossa moção orientadora que vai publicada nesta edição do jornal de campanha. Trata-se de um documento que veio a ser elaborado ao longo dos últimos três meses e que teve a participação e empenho de muitos militantes em sucessivas reuniþes para o efeito. Esta moção, ganhando

a eleição para a comissão política concelhia, como espero, serå o documento que orientarå toda a ação do Partido Socialista no concelho de Braga, não só na gestão do quotidiano político, mas tambÊm quanto à estratÊgia a seguir para vencer as próximas eleiçþes autårquicas em 2013, principal desafio que se avizinha aos socialistas bracarenses. Por isso, ao longo dos próximos meses,

caber-nos-å ainda a tarefa de construir, juntamente com os militantes, um programa ambicioso para as eleiçþes para a câmara municipal e que terå por base a moção apresentada. Como Ê jå sabido, a minha candidatura à comissão política concelhia fundamenta-se na importância de melhor preparar a disputa da câmara municipal de Braga nas próximas eleiçþes autårquicas. Para o PS apresentar uma candidatura vencedora à câmara municipal Ê condição necessåria ter um partido forte, participado e enriquecido por todos os militantes, reformador em diversos sectores e que seja eficaz para acompanhar o que se passa na sociedade, não só nos aspectos que se referem à vida local mas tambÊm nacional e europeia. Temos, igualmente, a ideia de que a secção de Braga do Partido Socialista terå de ser a base de sustentação e de apoio crítico à equipa política na autarquia.

Agora ĂŠ a hora da decisĂŁo! Por Agostinho Domingues foto Direitos Reservados

Estamos em prÊ-campanha para as eleiçþes autårquicas bracarenses de 2013. O trabalho, neste horizonte temporal, justifica-se sobretudo por se realizarem no início de Junho as eleiçþes para a Comissão Política Concelhia do PS/Braga. Pretendemos eleger António Braga como presidente da Comissão Política, para depois o apresentarmos como candidato à presidência da Câmara Municipal de Braga. Porque entendemos que António Braga Ê o nosso melhor candidato para ganhar a Câmara Municipal em 2013, vimos a proceder, hå largos meses, em conjugação com ele, a uma reflexão aprofundada sobre a realidade do Concelho. São muitos os militantes envolvidos. A moção jå apresentada publicamente constitui o resultado mais visível duma fecunda participação. Temos, assim, um candidato António Braga - bem integrado num corpo de militantes. Braga, a terceira cidade do País, exige uma liderança forte, alicerçada num currículo de

“AntĂłnio Braga, pela

acção desenvolvida, ao longo de vårias dÊcadas, local e nacionalmente, Ê quem reúne as melhores condiçþes para disputar as eleiçþes de 2013. É um candidato local com projecção nacional.

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mÊrito reconhecido por provas testadas no terreno. António Braga, pela acção desenvolvida, ao longo de vårias dÊcadas, local e nacionalmente, Ê quem reúne as melhores condiçþes para disputar as eleiçþes de 2013. É um candidato local com projecção nacional. Temos, pois, um líder à altura. Mas

a gestĂŁo do MunicĂ­pio bracarense pressupĂľe uma ampla conjugação de esforços e de vontades. Uma das funçþes dos partidos polĂ­ticos ĂŠ construir as plataformas e as rampas de lançamento dos mais aptos para o desempenho de tarefas colectivas. Nesse sentido nos temos empenhado na organização da Candidatura Ă

Estamos convencidos que sĂł demonstrando aos cidadĂŁos bracarenses a existĂŞncia no PS de massa crĂ­tica e de força interior para se renovar interna e externamente e que lhe permita apresentar um projeto forte, renovado, livre e autĂłnomo, mas baseado no patrimĂłnio polĂ­tico que nos ĂŠ legado pelo camarada Mesquita Machado, ĂŠ que serĂĄ possĂ­vel revigorar a expectativa de virmos a sair vencedores nas prĂłximas eleiçþes autĂĄrquicas. Por isso torna-se necessĂĄria uma vitĂłria clara na ComissĂŁo PolĂ­tica Concelhia para implementarmos as ideias deste projecto polĂ­tico. É por estas razĂľes, e sĂł por estas, que sempre afirmei, e reafirmo, a importância de ganhar a comissĂŁo polĂ­tica concelhia para a minha candidatura a Presidente da Câmara. Mesmo que o partido venha a consagrar nos seus estatutos a eleição directa por parte dos militantes para a escolha do candidato Ă câmara, esta, certamente, nĂŁo retirarĂĄ legitimidade Ă  comissĂŁo polĂ­tica nem validade Ă  nossa moção de candidatura, porque os ĂłrgĂŁos do partido sĂŁo representativos e perduram pelo tempo do seu mandato enquanto que as eleiçþes directas esgotam-se no momento da WPUBĂˆĂ‡Pq

ComissĂŁo PolĂ­tica de Braga e Ă Câmara Municipal de Braga. A candidatura de AntĂłnio Braga tem despertado no interior do Partido energias antes adormecidas e revelado capacidades diversificadas, que melhor se manifestam em trabalhos de grupo como os que temos empreendido. O dinamismo criado ĂŠ apenas o ponto de partida para um aprofundamento do debate e da reflexĂŁo. A candidatura de AntĂłnio Braga ĂŠ um espaço aberto a todos os militantes da Secção. É fundamental o conhecimento dos problemas das pessoas, da cidade e do concelho, sempre enformado pela nossa perspectiva humanista do Socialismo DemocrĂĄtico. Contamos com a experiĂŞncia de cada um dos militantes, mormente dos que desempenham ou desempenharam funçþes autĂĄrquicas e profissionais nas vĂĄrias ĂĄreas. A eleição de AntĂłnio Braga como Presidente da Câmara de Braga em 2013 vai emergir duma vaga de fundo, apoiada em vontades e projectos concretos. É o futuro prĂłximo que desde jĂĄ estamos a preparar. Por isso, apelamos sobretudo aos mais jovens, que sĂŁo, por definição, “senhoresâ€? dos novos tempos. Agora ĂŠ a Hora do comQSPNJTTPq


opiniĂŁo | 4

Braga merece um vencedor Por Lígia Portovedo A candidatura do deputado e presidente da Assembleia Municipal, António Braga, à Comissão Política Concelhia do Partido Socialista Ê uma condição prÊvia que importa ultrapassar com sucesso para que a candidatura à presidência da Câmara Municipal seja possível com êxito. Este Ê um objectivo central e decisivo, capaz de ser coroado de sucesso se nele se empenharem os militantes socialistas que aspiram a um novo ciclo na vida política autårquica. Não temos dúvidas quanto ao melhor candidato que o Partido Socialista pode apresentar nas autårquicas de 2013. António Braga tem um curriculum de experiência política e governativa riquíssimo e Ê justamente considerado o melhor preparado e mais habilitado para liderar, não apenas uma candidatura vencedora à Câmara de Braga, mas apresentar tambÊm um programa político mobilizador dentro e fora do PS, que responda às mais naturais ambiçþes dos Bracarenses. António Braga Ê um candidato que pode, com êxito, corporizar a candidatura do PS e assegurar uma vitória que permita a continuidade do Partido Socialista à frente dos destinos

da autarquia bracarense, ao mesmo tempo que ĂŠ o Ăşnico candidato capaz de iniciar um novo ciclo na governação local, com uma nova visĂŁo, materializada em novas polĂ­ticas municipais que apostem no desenvolvimento econĂłmico, no empreendedorismo e no emprego, especialmente jovem, na cultura e na educação e em polĂ­ticas sociais activas e inclusivas. É um novo ciclo para Braga e para a polĂ­tica autĂĄrquica que temos para propor e oferecer aos Bracarenses. Ao entrar nesta “corridaâ€?, AntĂłnio Braga ĂŠ jĂĄ um vencedor. E explico porquĂŞ. Enquanto cabeça de lista do Partido Socialista Ă Assembleia Municipal, nas eleiçþes autĂĄrquicas de 2005 e 2009, AntĂłnio Braga derrotou, ĂŠ este o termo, derrotou o candidato da Direita. Comparando as votaçþes de ambos, AntĂłnio Braga e Ricardo Rio, nas eleiçþes que disputaram em conjunto, para a Assembleia Municipal e para a Câmara Municipal, respectivamente, ĂŠ clarĂ­ssima a vantagem que AntĂłnio Braga consegue no confronto. Em 2005, AntĂłnio Braga obteve 37.357 votos ao encabeçar a lista do Partido Socialista Ă  Assembleia Municipal, enquanto o candidato social-democrata

obteve 35.023 votos na lista que encabeçou Ă Câmara Municipal. Em 2009, o cenĂĄrio de vitĂłria de AntĂłnio Braga manteve-se, ao obter 41.372 votos, enquanto Ricardo Rio obteve apenas 41.142 votos na sua candidatura Ă  Câmara Municipal. Como demonstram os nĂşmeros, os bracarenses deram a sua preferĂŞncia a AntĂłnio Braga e confirmaram o candidato da Direita como um duplo perdedor nos confrontos eleitorais em que participou. Para alĂŠm de perder nas eleiçþes para a Câmara Municipal frente a Mesquita Machado, o lĂ­der da coligação de Direita teve ainda nas duas eleiçþes realizadas, em 2005 e 2009, uma votação inferior a AntĂłnio Braga. Portanto, nĂŁo serĂĄ uma exorbitância concluir que, num provĂĄvel confronto em 2013 entre AntĂłnio Braga e Ricardo Rio, o primeiro estĂĄ em muito boas condiçþes de vencer o confronto. E se externamente os nĂşmeros atestam o que atrĂĄs referimos, nĂŁo ĂŠ menos verdade que internamente, no seio do Partido Socialista, hĂĄ que reflectir sobre outra realidade mais prĂłxima. Dos candidatos conhecidos Ă  liderança da ComissĂŁo PolĂ­tica Concelhia do PS, o Ăşnico que enfrentou eleiçþes no concelho, como cabeça-de-lista, foi AntĂłnio Braga. E com um forte argumento que agora pode ser exibido: ganhou as duas eleiçþes em que participou ao jĂĄ assumido candidato da Direita. Estas sĂŁo “provas de fogoâ€? que AntĂłnio Braga tem no seu curriculum polĂ­tico e partidĂĄrio. Julgo que sĂŁo boas razĂľes

para ponderação dos militantes no acto de escolher o presidente da Comissão Política Concelhia, tendo em vista o objectivo mais amplo da disputa das eleiçþes autårquicas de 2013. Portanto, não Ê indiferente a opção por António Braga. Como afirmava recentemente a Dr.ª Maria do CÊu Sousa Fernandes, apoiar o Dr. António Braga Ê a alternativa credível e potencialmente vencedora. O primeiro passo passa por dar ao Dr. António Braga a liderança da Concelhia bracarense do Partido Socialista. A palavra final, para isso, pertence aos militantes. Ganhar o Partido para ganhar a Câmara: não hå outro caminho de esperança para os socialistas em Braga. Em nossa opinião, assim Ê, mas temos tambÊm a convicção de que, ao ganhar o PS, António Braga reúne todas as condiçþes para, uma vez mais, merecer a preferência e a confiança dos Bracarenses, renovando-lhe as votaçþes de 2005 e 2009. Para concluir, só mais uma nota que nos parece pertinente. É claríssima a vantagem que António Braga apresenta em termos de curriculum político. Senão vejamos. António Braga foi autarca na Câmara de Braga, Ê Presidente da Assembleia Municipal e foi Secretårio de Estado das Comunidades Portuguesas durante seis anos. É um homem que conhece mundo e tem mundo, como se costuma dizer. É manifestamente este o perfil que convÊm ao presidente da terceira cidade do País, que ambiciona confirmar-se como uma DJEBEFNÉEJBFVSPQFJBq

Braga e a Europa Desafios e ConvergĂŞncias

com

13 de Abril, às 21h30 Auditório da AIMinho Av. Pires Gonçalves

AntĂłnio Braga e Almeida Santos


entrevista | 5 Não se lhe deve chamar “moção de estratégia”, mas está carregada de estratégia para a gestão do Município de Braga. São propostas resultantes da colaboração de muitos militantes socialistas. Foi submetida a intenso debate e deseja que as ideias nela insertas continuem a motivar a discussão. António Braga, o líder da candidatura à Comissão Política Concelhia do PS/Braga e à presidência da Câmara Municipal, explica por que quer “Aprofundar o desenvolvimento do concelho, fazer crescer o legado”.

«É fundamental estimular tudo que possa criar emprego» foto Direitos Reservados

Esta moção que está a divulgar juntos dos militantes – aliás, construída com a participação de muitos dos seus apoiantes – coloca em destaque o que designa por “Conselho de Concertação Social Municipal”. Explicite essa ideia… É importante fazer crescer e estimular tudo o que possa contribuir para a criação do emprego, nomeadamente dos jovens, cuja presente geração é a mais qualificada de todas quantas Portugal viu nascer. Mas fazer crescer igualmente tudo quanto possa harmonizar-se: o ambiente, as energias verdes, a economia social e solidária, a escola, a cultura. E diminuir a agricultura industrial, o consumo de energias fósseis, entre outras escolhas para o concelho. Conforme é sublinhado no documento, muito mais importante do que impor austeridade é reorganizar as políticas. No contexto em que vivemos e naquilo que nos é possível antever, é forçoso revitalizar o exercício das competências autárquicas. A conjugação das crises, social e económica, torna ainda mais emergente a capacitação do exercício autárquico, relevando-se as potencialidades de intervenção rápida, ágil, em áreas que vão da economia à solidariedade social, sinalizando-se, estrategicamente, a cultura e a educação. Recriar competências para os municípios, antes centralizadas, ou abrir novas modalidades de intervenção, será uma das nossas prioridades, em diálogo com os parceiros institucionais, reunidos no tal Conselho de Concertação Social Municipal, estrutura que envolverá todas as componentes locais, desde o trabalho à escola. A «diplomacia económica» é dos termos mais fortes da vossa pré-campanha e, claro, da vossa moção. Quer explicar-nos de que fala? O tecido empresarial do concelho, para poder competir no actual contexto de crise e à escala global, deve

criar e consolidar capacidades e instrumentos que promovam a inovação constante. Como se sabe, os territórios competem, ainda, no domínio do investimento directo, designadamente, pelas condições favoráveis oferecidas, na atracção e retenção de pessoas, na captação de empresas e investimentos. Braga tem não só de atrair e reter as pessoas, mas também empresas e investidores. Impõe-se reforçar as condições para motivar os empresários a instalarem-se cá e a investirem. Agora, mais do que nunca, criteriosamente com preocupações de protecção ambiental. Como têm presente, identificam-se em Braga sectores empresariais de excelência e áreas de referência que produzem riqueza significativa e que contribuem acentuadamente para o PIB nacional. Há, contudo, nas actuais

circunstâncias, sectores em situação complexa face ao recuo dos mercados e à contracção do poder aquisitivo. O sector têxtil, por exemplo, constitui um desafio constante para a região e para o concelho. O Município deverá contribuir para recuperar equilíbrios e facilitar a inversão das dificuldades que resultam do facto de grande parte das nossas empresas se colocarem em nichos de produção do chamado “fim de linha”. A actual crise pode ser um motor e um ponto de partida importantes. O exemplo concreto a seguir será a criação de um “Espaço dos Saberes”, que permita e estimule o encontro entre todos os saberes e os saberes de todos da nossa região. A competitividade pode igualmente ser conseguida através de outros factores que não apenas o preço. Importa,

por isso, ter em conta o mercado global e não apenas o mercado local e nacional. Competir nos mercados globais implica inovação constante. O Município deverá, assim, contribuir para garantir condições de desenvolvimento às empresas que apostem na produção de bens transaccionáveis e instrumentos que promovam a projecção das empresas nos mercados internacionais. O Município desenvolverá os instrumentos e as condições de facilitação e credibilização de toda a informação relevante com vista à captação de investimento, na construção de parcerias estratégicas que acrescentem valor e ajudem a criar produto, e, com a criação de produto, permitir aos jovens continuar a investigar, articulando a investigação com o mercado de trabalho. A diplomacia económica será, em nosso entender, uma arma de vantagem para o Município, fomentando as relações internacionais, designadamente aquelas que permitam estabelecer parcerias com cidades e empresas de modo a promover a internacionalização das pequenas e médias empresas com sede no concelho, articulando investimentos cruzados e disponibilizando informação credível sobre condições para o investimento local. É isso que nos propomos fazer, aproveitando até o conhecimento que temos de outras realidades e os contactos que nos foram permitidos. «Braga exige agora o desenvolvimento de uma lógica de planeamento subjacente à sua condição de cidade âncora do desenvolvimento regional». A frase está inscrita no vosso documento… O que quer dizer com isto? Com a criação do centro de investigação em nanotecnologia, ao que se junta a reconhecida qualidade de investigação da Universidade do Minho em diversas áreas, vão-se definindo especializações de carácter exclusivo local e nacional. Esses produtos concorrerão para o bem-estar das populações, trazendo competitividade de nível internacional (continua)


entrevista | 6 foto Direitos Reservados

(continuação)

Ă regiĂŁo e revertendo em mais-valias, quer no emprego, quer na economia. O MunicĂ­pio deverĂĄ complementar estes recursos instalados atravĂŠs da dinamização de iniciativas locais, intervindo ao nĂ­vel do territĂłrio e da informação, de forma a atrair grandes agentes internacionais que actuem nesta ĂĄrea. Tem insistido muito no aproveitamento da nossa matriz religiosa, consubstanciada no epĂ­teto de “Roma portuguesaâ€?‌ Tanto pelo seu passado histĂłrico, no seio da cristandade ibĂŠrica, como no presente, rico em monumentos e festividades religiosas, que constituem atractivos relevantes e manifestaçþes culturais locais, Braga tem enorme capacidade geradora de fluxos turĂ­sticos, nacionais e estrangeiros. NĂŁo sĂł pelo aproveitamento socio-cultural dos velhos sĂ­mbolos religiosos, como a SĂŠ, o Mosteiro de TibĂŁes, o Bom Jesus, mas tambĂŠm pela potenciação de marcas histĂłricas como a Bracara Augusta. Neste patrimĂłnio podemos encontrar um grande produto para afirmar nos mercados turĂ­sticos‌ O turismo religioso constitui-se como prĂĄtica religiosa, cultural, social e econĂłmica hĂĄ vĂĄrios sĂŠculos em diferentes partes do mundo. No caso de Braga, enquanto actividade cultural de valor econĂłmico assinalĂĄvel, enquadra parte significativa da competitividade econĂłmica e resulta em larga medida do patrimĂłnio imaterial e construĂ­do que o territĂłrio possui e que a sua histĂłria revela. É auto-sustentĂĄvel e pode traduzir-se em eficiente meio para garantir o desenvolvimento do comĂŠrcio de rua, dando um contributo inestimĂĄvel para a sustentabilidade social. A divulgação e o desenvolvimento de actividades associadas ao patrimĂłnio religioso serĂŁo prioridade da acção do MunicĂ­pio em parcerias de rede com as instituiçþes religiosas que promovam a cooperação na acção de valorização dos monumentos e das manifestaçþes religiosas. Trata-se de enriquecer o calendĂĄrio de eventos dirigidos ao turismo centrado na vertente cultural e religiosa, inscrevendo a cidade e o concelho na rota dos destinos nacionais e europeus. As solenidades da Semana Santa, com projecção ibĂŠrica, e as Festas de SĂŁo JoĂŁo sĂŁo jĂĄ bons exemplos da articulação entre a Arquidiocese e o MunicĂ­pio. A cidade que deixa transparecer das vossas propostas nega, aparentemente, o planeamento que lhe tem sido dado nas Ăşltimas dĂŠcadas‌

No passado mais recente foram feitas muitas coisas bem planeadas e outras menos bem conseguidas‌ Não podemos esquecer, sem que isso seja desculpa, que a cidade cresceu muito depressa, muito råpido. Temos uma cidade apreciada por todos e tambÊm por quem nos visita. A oposição local bem tentou pintar a cores escuras o aprumo da cidade. Afinal, hoje a mesma Oposição jå não fala disso‌ Como não fala de nada, aliås. Mas o que acontece Ê que queremos uma cidade de mulheres e homens que usufruam mais do território em solidariedade social. Preconizamos, por isso, ouvir com regularidade os cidadãos e as suas ideias e opiniþes para a cidade e para o concelho. Dos mais jovens aos menos jovens, integrando todos no esforço de construção duma nova cidade. Usufruir melhor do território implica tambÊm uma política de Ambiente que harmonize o desenvolvimento com a qualidade-de-vida‌ É isso que propþe? O construído deve ser agora racionalizado, introduzindo mais espaços verdes, melhor aproveitamento energÊtico e melhor fluidez de circulação, por exemplo. Temos a consciência de que a tarefa Ê complexa, pelo que deverå ser objecto de um debate aprofundado com os diversos actores com uma palavra a dizer nesta årea. Ambicionamos construir uma cidade verdadeiramente educadora nas suas multi-dimensþes, que, mediante o conhecimento, interligue segurança, saúde, educação, cultura, emprego, urbanismo, desporto, ambiente, turismo, lazer‌ Temos registado como recorrente nas suas intervençþes, e estå plasmada na moção, a ideia de afirmação de

Braga como Capital do Minho‌ Braga Ê, inegavelmente a terceira cidade do País. Tem uma situação geogråfica privilegiada, sendo capital de província, equidistante de pólos dinâmicos como Guimarães, Barcelos e Famalicão, com as melhores ligaçþes ao Porto. Pode, pois, beneficiar mais da sua centralidade, afirmando-se como um elemento liderante da região em que se insere. Isso tambÊm confere maiores responsabilidades‌ Concordo. Reparem: a integração na rede de cidades mÊdias europeias e a participação activa nesse fórum moldam jå uma dimensão de responsabilidade partilhada na construção da malha mais fina do projecto europeu, da solidariedade entre povos. Ora, isso tem um lado bom e bem evidente. Isso permitirå, certamente, uma crescente capacidade de atracção de investimento e parcerias que favorecerão a internacionalização do tecido empresarial local e regional, acrescentando-se assim mais oportunidades ao crescimento e emprego. Conforme dizia, a centralidade de Braga, enquanto capital de distrito, permite estabilizar redes de cooperação no desenvolvimento de projectos intermunicipais. Mas permite igualmente aproveitar mais e melhor os recursos disponíveis em pessoas e instituiçþes, respondendo com eficåcia aos desafios da competitividade e do crescimento económico. Braga exige agora uma lógica de planeamento subjacente à sua condição de cidade âncora do desenvolvimento regional, para com isso poder afirmar maior solidariedade institucional na região. A acção social, a questão do apoio aos mais debilitados, Ê uma das vossas

preocupaçþes. E jå passaram a escrito algumas propostas‌ Assim Ê. A solidariedade social Ê um valor estruturante da acção política do PS. Sem coesão social não hå desenvolvimento sustentåvel. A coesão social assume nos dias de hoje uma importância incontornåvel, dados os efeitos perniciosos da crise económica e financeira. Continuaremos, em conjunto com as instituiçþes de solidariedade social, a aprofundar formas de participação que dêem resposta aos problemas sociais que atravessam a sociedade e para os quais hå que encontrar, com urgência, respostas integradoras. Hå, hoje em dia, um novo direito que deve ser operacionalizado, tendo em vista o combate ao isolamento das pessoas idosas. As Instituiçþes de Solidariedade Social devem desempenhar nesta årea um papel primordial, mas caberå à autarquia potenciar e optimizar essa acção. Sob nossa tutela, o Município de Braga consolidarå a intervenção social prioritåria atravÊs da criação de racionalidades muitas vezes ausentes, por tradição, a nível nacional. Nomeadamente, deve ser o pólo e o piloto para organizar uma plataforma que mobilize e reúna as instituiçþes de solidariedade social por forma a rentabilizar equipamentos e recursos. Do conjunto dos instrumentos disponíveis nas múltiplas instalaçþes, dispersas pelo território, pode o Município criar as condiçþes que favoreçam a reorientação do uso e da distribuição de meios por forma a racionalizar mais e melhor os orçamentos, disponibilizando aos que mais necessitam esses estímulos e apoios. Neste tempo, fruto das dificuldades crescentes e da dråstica redução do poder aquisitivo, torna-se mais emergente a persistência de políticas dirigidas a minorar as debilidades financeiras e a combater a pobreza. Tornou-se imperioso, igualmente, avaliar, sistematicamente, em cooperação com as escolas, as necessidades familiares, por forma a poder contribuir para a superação das dificuldades na progressão da aprendizagem dos alunos, especialmente as que resultem de carências materiais ou económicas. A terceira idade, faixa etåria e social particularmente sensível em Êpocas de maiores dificuldades, quer as que resultam do isolamento ou abandono, quer aquelas que advêm da diminuição de rendimentos, terå da parte do Município socialista todo o acompanhamento, atravÊs de cooperação especializada com as instituiçþes do DPODFMIPq


entrevista | 7 A complexidade da crise económica e social que atravessa a Europa só pode ser ultrapassada com a participação activa e criadora de todos, sendo, contudo, decisiva a participação dos mais novos, dada a sua reconhecida qualificação, energia e abertura aos desafios. É a convicção de António Braga, que fala tambÊm das Universidades como dos mais importantes e dinâmicos recursos existentes em Braga. foto Direitos Reservados

ÂŤParticipação dos jovens ĂŠ decisiva para sairmos desta criseÂť Braga ĂŠ, por estes dias, a Capital Europeia da Juventude. A vossa moção dedica-lhe igualmente particular atenção. PorquĂŞ esse destaque? A Juventude ĂŠ hoje uma força que pode ter tanto de explosivo e de libertador, quando estimulada, como de devastador e de destrutivo, quando rejeitada. Nesse sentido, hoje, mais do que nunca, os jovens devem-se sentir-se incluĂ­dos no projecto de Cidade, para que, com a sua irreverĂŞncia e arrojo, possam contribuir de forma decisiva para o processo de desenvolvimento. A celebração do evento “Braga, Capital Europeia da Juventude 2012â€? ĂŠ uma oportunidade que acolhemos para auscultar os anseios e projectos inovadores dos jovens. A complexidade da crise econĂłmica e social que atravessa a Europa sĂł pode ser ultrapassada com a participação activa e criadora de todos, sendo, contudo, decisiva a participação dos mais novos, dada a sua reconhecida qualificação, energia e abertura aos desafios. A aposta nos jovens ĂŠ abrir a novas mentalidades, numa maior energia, a partir das quais se podem conquistar outros e novos caminhos de desenvolvimento. É incontornĂĄvel, para os autores desta moção, definir polĂ­ticas e centrar acçþes que vĂŁo ao encontro dos problemas dos jovens, das suas ambiçþes e necessidades e, entre outras, as que permitam interligar o sistema educativo com polĂ­ticas de mobilização para o emprego e para o empreendedorismo. É precisamente essa solidariedade que marca,

de forma indelÊvel, esta geração, onde o respeito pelo próximo, a afirmação enquanto indivíduos e a vontade exacerbada de conquistar e desenvolver o mundo, sem nunca pôr em causa os mais elementares valores de cidadania, os podem conduzir a feitos brilhantes, que qualquer sociedade atenta e moderna deve aproveitar e, sobretudo, incentivar. Se anteriormente os jovens eram considerados o garante do amanhã, hoje, imperiosamente, os jovens são o garante do Presente. Queremos a circulação de informação e de instrumentos entre os mais jovens que lhes permita ter acesso aos diversos conhecimentos que fundamentam as decisþes políticas, pois os jovens bem informados serão actores mais esclarecidos do seu próprio devir e da construção social. Queremos estimular os mais novos à participação cívica, democråtica, nos organismos institucionais ou associativos. Longe de qualquer visão tutelar, pretendemos que neste novo ciclo de políticas autårquicas, se consolidem as condiçþes e os recursos para que haja maior envolvimento e partilha na responsabilidade de construir as modalidades de intervenção e resolução dos assuntos que inquietam a juventude, para que sintam as suas opiniþes escutadas, e, essencialmente, respeitadas. Falar de Juventude implica falar de ensino, de Universidades‌ Esta Ê outra das åreas que salta à vista no vosso documento‌ (continua)

A inquestionĂĄvel importância das freguesias Neste documento orientador que estamos a abordar, a vossa Candidatura dĂĄ tambĂŠm ĂŞnfase ao papel das freguesias‌ Para a implementação das melhores polĂ­ticas no MunicĂ­pio ĂŠ inquestionĂĄvel o envolvimento das juntas de freguesia e dos seus autarcas. Como, de resto, sempre tem sido apanĂĄgio da gestĂŁo socialista em Braga. Com Ăłbvios resultados. HĂĄ, contudo, muito a fazer no sentido de se dotar as juntas de competĂŞncias que, sem acarretar qualquer aumento de custos, possam contribuir para, por um lado, tornar mais acessĂ­vel e eficaz a respectiva componente administrativa e, por outro lado, fortalecer e resguardar as competĂŞncias de intervenção dos autarcas de freguesia que possam responder melhor Ă resolução dos problemas do quotidiano dos cidadĂŁos. A articulação com as freguesias ĂŠ fundamental para a estratĂŠgia de desenvolvimento do concelho. Acresce que a jĂĄ conhecida proposta de reforma administrativa, cujos demĂŠritos estĂŁo bem identificados, torna ainda mais relevante a necessidade de envolvimento de todos os actuais autarcas de modo a formular, no caso, uma posição concertada que melhor possa defender os interesses das populaçþes do concelho. Bem diferente daquilo que o actual Governo nos estĂĄ a propor, que nĂŁo ĂŠ sequer aceitĂĄvel. JĂĄ o dissemos e vamos repetir Ă  exaustĂŁo. Como dizia, as freguesias assumem um papel fundamental de proximidade Ă s gentes na resposta Ă s necessidades dos cidadĂŁos. As populaçþes das freguesias manifestam um forte sentido de pertença. Este sentimento ĂŠ resultado de raĂ­zes histĂłricas e culturais, eruditas ou populares, que numa nação como Portugal, com quase novecentos anos de existĂŞncia, estabeleceram tradiçþes de vĂĄrias geraçþes e de diversificadas culturas. A entrada na UniĂŁo Europeia proporcionou aos municĂ­pios verbas para desenvolver o seu territĂłrio de acordo com as necessidades locais. Os autarcas de freguesia, pela sua proximidade com as populaçþes, muito contribuĂ­ram para o ĂŞxito do progresso, desenvolvimento e crescimento, a diferentes nĂ­veis, do concelho. A escola, o centro de saĂşde, os espaços de lazer, os caminhos, a toponĂ­mia, o fontanĂĄrio, os marcos de demarcação territorial, a urbanização, etc., etc., sĂŁo testemunhas da eficĂĄcia das autarquias locais. As freguesias e os seus legĂ­timos representantes tĂŞm um papel imprescindĂ­vel na satisfação dos interesses comuns e das necessidades dos cidadĂŁos. Isto, porque os autarcas de freguesia sĂŁo os que melhor conhecem as necessidades das populaçþes devido Ă  relação de proximidade. O autarca de freguesia tem, por excelĂŞncia, uma ligação com os cidadĂŁos, trabalha “de porta abertaâ€?. Mas, num futuro prĂłximo, as freguesias vĂŁo ter novos e diferentes desafios. Na generalidade das situaçþes jĂĄ nĂŁo se sente a falta, por exemplo, de uma rede de ĂĄgua ou de saneamento ou do polidesportivo‌ Pelo contrĂĄrio, urge agora dar resposta a situaçþes de carĂĄcter social, Ă  criação de modelos de apoio socio-cultural local ou Ă  definição de polĂ­ticas promotoras de emprego e de fixação das pessoas. Devido Ă  existĂŞncia de uma relação fĂĄcil entre a população e o autarca devem ser-lhe dadas condiçþes facilitadoras e reguladoras do relacionamento entre as pessoas e os agentes de desenvolvimento local. A questĂŁo estĂĄ em saber com que meios poderĂĄ o autarca contar para exercer as suas funçþes. Apesar de existir legislação que define atribuiçþes e competĂŞncias, o MunicĂ­pio terĂĄ sempre uma forte influĂŞncia programĂĄtica no desenvolvimento equilibrado. Contudo, as freguesias nunca poderĂŁo ser olhadas como meras extensĂľes do MunicĂ­pio, devendo sentir-se interlocutores activos em intervençþes fundamentais operadas na sua zona HFPHSÂçDBq


entrevista | 8 António Braga assumiu hå mais de uma dÊcada a pasta da Cultura na Câmara Municipal de Braga. Deixou então no terreno sementes que ainda hoje perduram com êxito. Esta Ê uma das åreas que lhe são particularmente gratas. Não lhe custa, pois, reconhecer que Ê necessårio elevar o nível e a fruição culturais dos bracarenses, disponibilizando actividades e serviços, em programas que contemplem a diversidade cultural e artística.

A Cultura tem de ser sempre objecto de particular atenção duma governação socialista Falemos da Cultura no contexto da intervenção municipal. Aliås, o Senhor foi jå vereador da Cultura na Câmara Municipal de Braga‌ A Cultura – desde as suas formas mais acessíveis ao grande público atÊ à grande arte, que implica uma progressiva educação do gosto, da inteligência e da sensibilidade –, tem que ser sempre objecto de particular atenção de uma governação socialista. É uma convicção de que não abdicamos. Nessa linha programåtica, importa elevar o nível e a fruição culturais dos bracarenses, disponibilizando actividades e serviços, em programas que contemplem a diversidade cultural e artística, tendo em vista, tambÊm, potenciar a formação de novos públicos, simultaneamente, mais receptivos e habilitados a serem crítica e civicamente abertos à criação cultural contemporânea, em todas as suas sensibilidades estÊticas. Assim, nos grandes eixos da política cultural que propomos na moção inscrevem-se programas tendentes à concretização de uma expressão plural, aberta e multímoda deste importante sector da sociedade contemporânea, que abarque, tanto a tradição popular mais genuína, como as novas culturas urbanas, que mobilizam uma juventude cada vez mais universalista. E se para a estrutura tradicional se deve pensar num serviço-âncora de estudo, divulgação e apoio aos agentes da årea etnogråfica e popular, tanto mais que estå em causa um elemento fulcral da identidade, para a estrutura urbana importa

“Propomos uma expressĂŁo plural, aberta e multĂ­moda deste importante sector da sociedade contemporânea, que abarque, tanto a tradição popular mais genuĂ­na, como as novas culturas urbanas, que mobilizam uma juventude cada vez mais universalista.

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considerar a pertinĂŞncia da instalação de um “estaleiroâ€?, onde existam as condiçþes necessĂĄrias para a expressĂŁo das energias criadoras da juventude bracarense, nomeadamente no domĂ­nio das indĂşstrias criativas. Todavia, a nossa Candidatura tem da Cultura uma visĂŁo de conjunto, e nĂŁo faz dela um mero somatĂłrio de actividades de grupos ou pessoas, na medida em que todo o cidadĂŁo ĂŠ livre de desenvolver o seu gosto e a sua sensibilidade no plano

da expressão e da fruição. Pelo que não serão hierarquizados os diversos tipos de cultura, nem nenhum segmento serå privilegiado relativamente a outro. Se hå património que seja pertença do povo esse Ê a Cultura, valor em torno do qual se reúnem pessoas, povos e instituiçþes. Podemos mesmo afirmar que a Cultura Ê o verdadeiro espírito da liberdade e da democracia, causas pelas quais o PS jamais deixarå de lutar. Sendo a Cultura um campo propício para a realização do ideal da liberdade e do desenvolvimento humano e social, tudo faremos para estabelecer rotinas de observação e acompanhamento das modalidades artísticas e científicas que surjam no concelho, sinalizando uma pråtica que aponte no sentido da participação e elevação cultural das populaçþes, desde as escolas atÊ às freguesias. Impþe-se, igualmente, intervir com grandes realizaçþes culturais, mobilizadoras das populaçþes e geradoras de dinamismos socio-económicos. A Cultura deve, assim, contribuir para a consolidação da identidade de Braga. A Fundação Bracara Augusta, mormente pela sua articulação entre a Câmara Municipal, as Universidades do Minho e Católica e o Cabido da SÊ, oferece, do nosso ponto de vista, potencialidades para concretizar realizaçþes de referência, que urge explorar, particularmente no domínio da difusão da Cultura e pensamento, årea em que Braga deve continuar a desempenhar um papel de WBOHVBSEBFFYDFMÊODJBq

(continuação)

Sabem tão bem como nós que, à escala local, as Universidades são dos mais importantes e dinâmicos recursos existentes em Braga. Cuja influência vai muito alÊm do próprio concelho. Traduzem capacidades de gerar tecido social, que, por sua vez, cria desenvolvimento económico. É preciso saber como aproveitar mais e melhor este potencial, tendo em vista responder articuladamente aos desafios do crescimento económico. O facto de existirem dezenas de universidades no país, exige que Braga aperfeiçoe processos para competir com outras regiþes com potenciais semelhantes, de modo a melhor fixar

no concelho o “produtoâ€? deste conhecimento, com a riqueza que lhe vem associada, quer em receitas directas, quer em emprego. No fundo, temos de ser capazes de continuar a gerar conhecimento, formar pessoas inteligentes e talentosas, acrescentando, ainda, um nĂ­vel de exigĂŞncia e ambição. Tanto quanto a inteligĂŞncia e o talento, interessa a ambição, a determinação, o orgulho e a vontade de nos ultrapassarmos, sabendo-se, como se sabe, que no mundo actual o conhecimento de hoje estarĂĄ ultrapassado amanhĂŁ. No entanto, cabe ao MunicĂ­pio um papel central no alinhamento de

prioridades, quer de investimento, quer de modulação da estratÊgia para o desenvolvimento, sobretudo nas actuais circunstâncias de crise económica que a Europa e Portugal atravessam e cujas respostas, de nível internacional e nacional, tardam muito em chegar ou, como podemos verificar, apenas carregam austeridade para a população, sem que se vislumbrem políticas que favoreçam o crescimento e combatam o desemprego. Não pode o Município desligar-se destes outros protagonistas que marcam, alÊm do mais, a natureza do tecido produtivo e o condicionam. A constituição de redes com os diversos parceiros

e sectores universitårios, que consolidem plataformas de cooperação, Ê uma prioridade programåtica a que, consideramos nós, o PS concelhio e o Município têm que saber corresponder. De acordo com a nossa proposta, a reorientação do orçamento municipal, deverå favorecer parcerias. Parcerias para incentivar jovens investigadores ou empreendedores, atravÊs de sociedades, constituídas em empresas inovadoras. Repartindo riscos e estimulando a criação de produto, em cuja participação económica caberå igualmente ao Município a respectiva retribuição, designadamente pelo desenvolvimento EFQBUFOUFTFPVUSPTEJSFJUPTq


conferĂŞncia | 9

Emprego, inclusĂŁo social e ambiente: prioridades para AntĂłnio Braga foto Direitos Reservados

ÂŤApesar da sua diversidade, as cidades europeias enfrentam hoje um desafio comum, que ĂŠ o do desenvolvimento urbano sustentĂĄvel; o crescimento econĂłmico e a criação de emprego, a par da inclusĂŁo social e da protecção e melhoria do ambiente, devem constituir objectivos deste grande desafioÂť. Estas sĂŁo ideias fortes da candidatura de AntĂłnio Braga Ă liderança do PS/Braga e Ă  presidĂŞncia da Câmara Municipal. Falando na conferĂŞncia “Braga e a Europaâ€?, que lotou completamente o auditĂłrio da AIMinho, o deputado e Presidente da Assembleia Municipal sublinhou que os desafios que esta cidade hoje enfrenta nĂŁo diferem em muito dos que se colocam a qualquer outra urbe europeia de dimensĂŁo comparĂĄvel e, como tal, deve congregar medidas tendentes a potenciar o dinamismo econĂłmico, incentivando a inovação, a produtividade e o emprego. Tal estratĂŠgia deve promover tambĂŠm o acesso aos benefĂ­cios da maior produtividade e competitividade de uma forma justa, combatendo a exclusĂŁo social e melhorando a segurança, nĂŁo esquecendo a requalificação dos espaços urbanos para melhor servirem as comunidades. AntĂłnio Braga assumiu igualmente como seus os objectivos de ÂŤincentivar processos de decisĂŁo inovadores e flexĂ­veis, que promovam uma maior participação dos vĂĄrios parceiros pĂşblicos e privados e aumentem a sinergia e a cooperação entre os processos e os recursos institucionais existentesÂť. Antecedendo uma riquĂ­ssima “oração de sapiĂŞnciaâ€? de Francisco Assis, ex-deputado europeu e recente concorrente Ă  liderança do Partido Socialista, o Presidente da Assembleia Municipal de Braga fez, em cumprimento do tema desta conferĂŞncia, o enquadramento das polĂ­ticas de cidade no contexto europeu, lembrando, por exemplo, a Carta de Leipzig, com a qual os 27 Estadosmembro definiram pela primeira vez o modelo idade de cidade para a Europa do sĂŠculo XXI e acordaram estratĂŠgias comuns para uma polĂ­tica integrada de desenvolvimento urbano. ÂŤImporta reconhecer que as cidades portuguesas ainda se confrontam com imensos desafios que precisam de vencer, numa lĂłgica de melhoria das condiçþes de vida dos seus cidadĂŁos e de promoção do crescimento e do

emprego, enfatizou. A questão do emprego mereceu, aliås, particular enfoque das palavras de António Braga que reafirmou como sua a intenção de direccionar os interesses municipais para a sua promoção, seja atravÊs de parcerias em investimentos que reforcem o mercado de trabalho, seja no reforço da atractividade a exercer junto de investidores externos, que poderão obter do Município condiçþes muito especiais que só a cidade de Braga lhes pode proporcionar. Foi neste âmbito que relevou o papel preponderante que alguns sectores caracteristicamente locais podem e devem assumir para ajudar a reconstruir o tecido produtivo e combater este grande problema do desemprego, particularmente daquele que afecta os mais jovens e qualificados da nossa comunidade. Associando o novo ciclo de políticas autårquicas ao ainda longo caminho

que temos pela frente para alcançar o conceito de cidades sustentåveis, o actual deputado e ex-secretårio de Estado enfatizou questþes como a da reabilitação urbana, das comunicaçþes entre åreas urbanas (por que Ê que Braga não pode liderar uma rede de transportes que sirva a região em redor?), e da coesão social e territorial. Após ter expresso a sua satisfação pela adesão que o tema da conferência/ debate motivou junto de militantes e simpatizantes socialistas de Braga, atÊ porque se tratava de uma iniciativa integrada na campanha da sua Candidatura à liderança do PS/Braga e à Câmara Municipal, o tambÊm autarca considerou que o Partido Socialista tem que saber definir um projecto que recrie junto dos bracarenses toda a esperança na sua gestão para o concelho. Antes de ouvir Francisco Assis perorar magistralmente sobre os cenårios onde evoluem a realidade da União Europeia, dominada pela chanceler

alemĂŁ, AntĂłnio Braga escutou as razĂľes da sua presença na iniciativa: ÂŤprimeira razĂŁo, a amizade; segunda, porque valorizo iniciativas desta natureza; terceira, porque sĂŁo iniciativas de alguĂŠm que nĂŁo se limita a acçþes de sedução emocional, mas que estimula o debateÂť. Ressalvando a sua intenção de nĂŁo se imiscuir no processo interno de escolha da liderança dos socialistas bracarenses, o mais recente membro do “LaboratĂłrio de Ideiasâ€? do PS nĂŁo deixou de afirmar que ÂŤAntĂłnio Braga seria sempre um grande Presidente da Câmara Municipal de BragaÂť, desde logo porque ÂŤtem vontade de o ser, tem conhecimento e formação para tal, ĂŠ um homem de Braga, que nunca se esqueceu da sua cidade, que, mesmo nos momentos de desempenho governamental, a teve sempre no centro das suas atençþesÂť. AlĂŠm do mais – sublinhou ainda Assis – tudo muda e o perfil dos autarcas, dos presidentes dos municĂ­pios tambĂŠm muda necessariamente: ÂŤnessa contingĂŞncia, AntĂłnio Braga ĂŠ uma excelente soluçãoÂť. Antes de um participado debate, que manteve o auditĂłrio cheio durante duas horas e meia, o conferencista convidado fez questĂŁo de sustentar que a cidade de Braga, a terceira do paĂ­s, tem que enquadra-se num projecto de desenvolvimento do paĂ­s, projecto em que a regiĂŁo de ĂŠ natural lĂ­der assuma um papel fundamental. Admitindo nĂŁo ser esta a altura para voltar a pugnar activamente pela regionalização do paĂ­s, aquele que foi outrora um dos mais jovens autarcas do paĂ­s na prĂłxima Amarante lembrou que esta ĂŠ a mesma regiĂŁo que, apesar de um conjunto de condiçþes que levariam a que acontecesse o contrĂĄrio, ÂŤtem ficado para trĂĄs, tem-se atrasado relativamente ao paĂ­sÂť. Quanto ao futuro da Europa, de que o nosso paĂ­s continua expectante, Francisco Assis expressou a sua esperança em rĂĄpidas alteraçþes no paradigma do domĂ­nio franco-alemĂŁo, para o que concorrem as prĂłximas eleiçþes presidenciais em França, onde o candidato socialista ĂŠ indicado nas sondagens como vencedor, e na Alemanha, onde alguns dos partidos que suportam a governação de Angela Merkel podem revelar-se insuficientes para garantir a governação liderada QFMPTFVQBSUJEPq


| 10 Cláudio Silva, ex-director-geral de “Braga CEJ 2012”:

Pela experiência e pela visão de futuro… Tomei a decisão de apoiar o candidato António Braga na sequência de uma profunda reflexão pessoal e de um aturado e conclusivo debate com um grupo de militantes que me apoia, decisão esta sustentada ainda nos últimos desenvolvimentos das duas candidaturas já assumidas. Estamos perante um momento de viragem histórica, e momentos como estes abrem espaços de reflexão e intervenção política que nos interpelam e desafiam a procurar novos e melhores caminhos e soluções para uma sociedade em permanente mutação e crescente complexidade, sobretudo agora em que vivemos uma das maiores crises de que há memória. Semelhante interpelação necessariamente tem lugar quanto aos líderes que pretendemos e que consideramos mais capazes para encabeçar os

projectos políticos operadores das necessárias transformações. António Braga, quer pela sua experiência acumulada ao longo de décadas de serviço público aos mais diferentes níveis -, assim como pela visão de futuro que possui para o Concelho de Braga e para os bracarenses, patenteada na moção de estratégia que recentemente apresentou, e com a qual me identifico, é o militante que no presente quadro político do PS/Braga - interno e externo -, melhores garantias apresenta para responder com sucesso aos desafios que se avizinham. No absoluto respeito por todas as opiniões e projectos, penso que António Braga reúne todos os predicados para ser o próximo líder da Concelhia de Braga do Partido Socialista. Corporiza, pois, um projecto com o qual em grande medida me identifico, daí o meu apoio e a minha disponibilidade.

Clara Alves:

João Monteiro:

Para quem o conhece pessoalmente, é fácil gostar de António Braga. Pela simpatia, educação, cultura e, acima de tudo, porque é uma pessoa com uma inteligência acima da média. Politicamente, ainda é mais fácil apoiá-lo. António Braga é alguém de quem todos os bracarenses deveriam sentir orgulho, pelo seu percurso profissional, pessoal e político, pela sua postura experiente e marcante na política local, nacional e internacional. O seu currículo é incontornável. Ao contrário de outros quadros políticos, ele esteve sempre em Braga, é de Braga, e tem muito a dar aos bracarenses. Pelo facto de estar algum tempo mais retido em Lisboa, como Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas ou como deputado, não podemos esquecer que foi e é presidente da Assembleia Municipal de Braga há muitos anos. Além disso, foram os bracarenses que o elegeram para Lisboa. Assim sendo, nunca colocou Braga na “prateleira”, conhece a cidade como as palmas da sua mão, os seus pontos fortes e ainda os mais débeis. Acima de tudo, tem um projecto coerente e importante para o futuro do concelho. Sabemos que está melhor preparado que ninguém para exercer o cargo de Presidente da Câmara de Braga com excelência e rigor. Tem todo o mérito, e se, como alguém afirmou há uns dias, “a César o que é de César”, os bracarenses têm a responsabilidade e a obrigação de escolher o melhor candidato para a nossa cidade. Esse candidato é, inequivocamente, António Braga.

Pela primeira vez na história do nosso partido, os militantes são chamados a escolher entre duas candidaturas à liderança da Concelhia de Braga, António Braga e Vítor Sousa/Hugo Pires. Desta forma, iremos escolher também o candidato à presidência da Câmara, aquele que vai defrontar a Direita, que há anos persegue a conquista da nossa autarquia. Como tal, temos em nossas mãos a responsabilidade de escolher o melhor candidato, para evitar que a Direita assuma os destinos de uma cidade que tanto nos tem custado construir. É fácil reconhecer que o camarada António braga é o melhor preparado para esse “combate”. Uma outra razão para o escolhermos nesta eleição: o PS/Braga tem estado fechado à militância activa. É preciso abrir uma nova página, em que todos possamos provar por que somos militantes socialistas. Onde possamos expor as nossas ideias para a governação da Câmara Municipal. É por isso que eu escolho António Braga.

Carlos Malainho: Conheço António Braga há mais de duas décadas. Sou agora seu amigo. Não é por isso que lhe dedico o meu incondicional apoio. Tenho outros camaradas e amigos nas mesmas circunstâncias. Lembro-me que, fora das lides eleitorais, a sede da Concelhia era um deserto… Ora, foi ele quem, como coordenador, a dinamizou de forma ímpar. Também já lá vão muitos anos, ainda eu não fazia parte do Secretariado, que hoje

integro, e já António Braga fazia questão de reunir com todos os grupos de trabalho, para ouvir e nunca para impor. Participei em todas as campanhas eleitorais desde os meus 20 anos e vi-o, mais uma vez, a coordenar várias delas, sempre com a mesma dinâmica e responsabilidade, mas privilegiando sempre o trabalho de equipa. António Braga sempre foi motivo de orgulho, para mim e para muitos outros camaradas, desde logo pela forma como nos representa na Assembleia da República e como nos representou em diversos cargos públicos, designadamente na governação da Secretaria de Estado das Comunidades.

António Almeida: No primeiro mandato à frente da Junta de São Vítor, já lá vão trinta anos, tive a honra de ter António Braga na minha lista. Preservo na memória um momento político onde acontecia a ajuda, a solidariedade, a procura de fazer bem, o cuidado a ter com as pessoas e o desempenho em prol da população. António Braga teve um papel muito importante na concretização desse projeto político, enriquecendo, de forma bem evidente, a minha vitória nas eleições autárquicas seguintes. Permito-me relevar a sua vasta acção na Secção de Braga, de várias dezenas de anos. Um desempenho de qualidade e, particularmente, uma, para mim saudosa, aproximação aos militantes, sem constrangimentos, de fácil empatia, de disponibilidade. Sendo um candidato bem formado, bem informado, com grande currículo político e com “garra” de ganhador, leva-me, em verdadeira consciência, a defender e a apoiar o seu para a Concelhia do PS e para a Câmara Municipal.

Maria do Céu Sousa Fernandes: Apoio António Braga para candidato à Câmara Municipal de Braga porque alia o cosmopolitismo e a experiência política de cargos exercidos a nível nacional, como deputado e como Secretário de Estado, ao conhecimento da realidade do concelho de Braga e à independência para exercer em liberdade e com sentido de responsabilidade as tarefas exigentes do poder local. Em tempos de crise, crise económica mas também crise política, que se traduz, ou num afastamento dos cidadãos da política e na desconfiança nos políticos, ou na indiferença e na passividade perante a realidade, exige-se competência, rigor e ideias novas e a conjugação do pragmatismo com a preservação da ideia de que a política se rege por princípios de ética e de serviço à comunidade. Estou convencida de que António Braga tem o perfil adequado para preencher estes requisitos, contribuindo assim para o fortalecimento do poder local, exercido democraticamente.


| 11 Fernando Gonçalves: Um dos paradigmas mais falados nos Ăşltimos anos ĂŠ o de “pensar global, agir localâ€?, que ĂŠ hoje aplicado a todas as ĂĄreas da sociedade, devendo, na minha perspectiva, ser visto no campo polĂ­tico como uma condição “sine qua nonâ€? para o desenvolvimento sustentĂĄvel de qualquer municĂ­pio. Edgar Morin, sociĂłlogo francĂŞs por quem nutro alguma simpatia, afirma que ÂŤdevemos tomar consciĂŞncia de que vivemos numa comunidade de destino planetĂĄrioÂť, sugerindo uma ÂŤpolĂ­tica de civilizaçãoÂť diante do desassossego que existe no mundo de hoje, defendendo a interligação dos saberes. Nesta linha de pensamento, AntĂłnio Braga, devido ao seu percurso polĂ­tico transversal (local, nacional e internacional), ĂŠ a pessoa que reĂşne as melhores condiçþes para liderar a Concelhia do PS/Braga e ser o candidato natural do Partido Socialista Ă Câmara Municipal, pois a sua vivĂŞncia polĂ­tica de dĂŠcadas ĂŠ o garante que a vida autĂĄrquica serĂĄ partilhada democraticamente por todos os munĂ­cipes numa verdadeira e moderna polĂ­tica civilizacional.

Gabriela Sequeira: O Partido Socialista de Braga tem estado, nos últimos anos, fechado sobre si mesmo, alheio às opiniþes e anseios dos seus militantes e simpatizantes, fazendo com que estes se distanciem e se desinteressem pela política. É imperativo alterar esta situação e dar início a um novo ciclo, fomentador de maior abertura e participação dos militantes. O candidato que melhor nos pode conduzir a este novo ciclo no PS/Braga e na Câmara Municipal Ê, em meu entender, António Braga. Por possuir um saber e experiência ímpares, adquiridos nas diversas funçþes que desempenhou ao longo da sua vida profissional e política, que lhe permitem partilhar esforços e saberes, ouvir e discernir, partilhar tarefas‌ Tudo isto associado a um projecto credível, claro, forte, coerente e transparente‌ Para que os nossos concidadãos sintam que os seus governantes locais são bons interlocutores perante os problemas que se lhes colocam nas diferentes åreas de actividade. É por isso que só podia estar com a Candidatura de António Braga.

Carlos Eduardo Pereira: Acredito na candidatura do Dr. António Braga por representar a força de uma vontade comum. Por ser a candidatura que melhor demonstra organização, excelência, rigor e

qualidade, que são marca, não só de um candidato, mas tambÊm de um movimento. Um projecto que procura os jovens, não lhes escondendo o seu Partido, a sua Cidade e o seu futuro. Mostrando uma enorme sensibilidade por matÊrias como o uso das energias renovåveis ou a solidão dos mais idosos, não esquecendo a importância do que Ê designado por Cultura. Um elevado leque de temas em que esta Candidatura se revela dinâmica. Pessoalmente, vejo António Braga como um homem ponderado, metódico, inteligente, destemido e versåtil. Com uma incrível capacidade oratória e uma forma de estruturar e hierarquizar as suas ideias, o que me surpreende positivamente cada vez que o ouço ou leio. Por estes motivos e por muitos mais, Braga serå ainda muito melhor quando à sua frente tiver Braga!

JosÊ Ribeiro: Sei que temos outros pretendentes à liderança do partido e na corrida à presidência da Câmara Municipal, contra os quais nada me move. Contudo, jå decidi hå muito o meu total apoio a António Braga. E nesse sentido tenho trabalhado para elucidar outros camaradas. Apenas porque acho que Ê ele quem melhor se preparou para o exercício dos cargos, sendo a diferença entre candidatos bem evidente. Para o partido quero alguÊm que o torne dinâmico, activo e interventivo na vida da cidade, conselheiro de quem governa o Município. Para candidato à Câmara quero alguÊm que me garante uma disputa eleitoral a sÊrio, de que resulte vencedor o Partido Socialista. Ora, só com António Braga isso acontecerå. É por isso que voto nele.

Lígia Portovedo: António Braga reúne um excelente capital de saber e experiência para impulsionar o protagonismo do concelho, dentro e fora do país. Exerce a política com espírito de serviço público e de defesa do bem comum. É, assim, o candidato que pode, com êxito, corporizar a candidatura do PS e assegurar uma vitória que permita a continuidade do Partido à frente dos destinos da autarquia bracarense, ao mesmo tempo que Ê o único candidato capaz de iniciar um novo ciclo na governação local, com uma nova visão, materializada em novas políticas municipais que apostem no desenvolvimento económico, no empreendedorismo e no emprego, especialmente jovem, na cultura e na educação e em políticas sociais activas e inclusivas. A circunstância de tudo isto se encontrar no mesmo candidato faz-me apoiar António Braga.

LĂŠlia Pinto: Estou com esta Candidatura pelas ideias que defende para a cidade e concelho, pelo currĂ­culo do candidato - o melhor que o PS/Braga tem - e pelas excelentes condiçþes de vitĂłria sobre a coligação de Direita. Com AntĂłnio Braga, o legado que vamos assumir das governaçþes de Mesquita Machado crescerĂĄ, a cultura e o crescimento econĂłmico andarĂŁo de mĂŁos dadas para benefĂ­cio dos munĂ­cipes. AliĂĄs, permito-me enfatizar a grande sensibilidade para as coisas da Cultura que o ora candidato sempre demonstrou, nĂŁo sĂł no exercĂ­cio das funçþes autĂĄrquicas que em tempos assumiu tutelando esta pasta no Executivo municipal, mas ao longo da sua vida, pĂşblica e privada. A tudo isto acresce “um saber de experiĂŞncia feitoâ€?, pelos vĂĄrios cargos que desempenhou, pelas vĂĄrias ĂĄreas em EFJYPVBNBSDBEBTVBJOUFSWFOĂˆĂ‡Pq

JoĂŁo Tinoco, presidente da Junta de Freguesia de NogueirĂł:

Por uma cidade cosmopolita, por uma candidatura livre Após ter ouvido os dois candidatos à liderança da Concelhia do PS/Braga, no sentido de conhecer as suas propostas e definir a orientação do meu voto, decidi votar no candidato António Braga. Pelas seguintes razþes: — Embora não renegando o passado, o candidato apresenta-se com ideias próprias. Não assume uma atitude fracturante, mas propþe uma continuidade daquilo que foi bem feito, apontando no entanto outros caminhos para o desenvolvimento da cidade e do concelho; — É exactamente na ideia para o desenvolvimento de Braga que melhor se clarificam as diferenças de postura e de projectos entre os dois candidatos. Ao contrårio da ideia de um desenvolvimento do tipo paroquial para Braga, António

Braga preconiza uma cidade cosmopolita, aberta ao exterior, integrada na rede das cidades mÊdias europeias e ao mesmo tempo preocupada com os problemas ecológicos e sociais no planeamento do seu crescimento; — Por último, mas sem dúvida para mim a diferença mais importante, Ê o facto da candidatura do Dr. António Braga ser um espaço aberto, onde livremente os cidadãos, socialistas ou não, podem opinar, sugerir e criticar, sem medos, sem bajulaçþes comprometedoras, nem caciquismos ou confrarias, mas sobretudo sem negociatas eivadas de secretismos incompreensíveis dentro de um Partido Socialista com uma história de defesa da Liberdade. Do candidato António Braga sabe-se abertamente o que quer e ao que vem, por isso Ê a minha escolha.


última Vamos falar de ideias! «Reconhecemos que, senão perdido, foi tempo em que se esvaiu a esperança de que, juntos, pudéssemos dar prova pública do mais profundo espírito democrático, assente no direito e dever de informar, no caso sobre as ideias e propostas que motivam cada um de nós nesta candidatura à Comissão Política Concelhia do PS/Braga. Embora desenvolvamos todo o esforço para fazer chegar até ao conhecimento dos militantes e simpatizantes socialistas bracarenses as nossas propostas para a gestão do partido e do Município, admitimos que ele ficará sempre diminuído pelo facto de estas não serem sujeitas ao contraditório, como seria de esperar, particularmente quando vivemos um momento histórico no quadro da nossa militância, com o início de um novo ciclo, sequente à marcante liderança do camarada Mesquita Machado. Além do mais, estamos convictos de que quanto mais as nossas ideias puderem ser discutidas junto da população bracarense – o eleitorado que nos há-de confiar a sua representação democrática – mais aperfeiçoadas elas poderão resultar e, consequentemente, melhor poderão captar o seu interesse e a sua adesão ao projecto socialista que havemos de sujeitar ao escrutínio em contexto eleitoral autárquico. Não nos podendo ser, assim, assacada qualquer responsabilidade se eventualmente algum concidadão considerar que o PS/Braga evitou a discussão das suas ideias para a governação da cidade, somos os primeiros a lamentar a vossa recusa à repetida proposta de debater, de forma aberta e empenhada, tudo quanto pensamos sobre a organização do PS/Braga e sobre o projecto que idealizamos para a gestão do Município. Permitimo-nos, pois, reafirmar a nossa vontade de, enquanto houver um único militante que assim o deseje, discutir à exaustão as motivações da nossa proposição à liderança da CPC/Braga e, concomitantemente, à presidência da Câmara Municipal. Assumindo, contudo, como final a manifesta «disponibilidade para um debate», apenas «um debate», não seremos nós quem o vai recusar, reivindicando se efectue ele o mais rapidamente possível, assim procurando elucidar o máximo número de militantes e simpatizantes sobre as razões da candidatura. Embora remetam tal debate para o «momento em que esteja definida a data das eleições» -- o que não se nos apresenta entendível, uma vez que sabemos do empenho que a Vossa candidatura coloca de há muito no contacto com os militantes --, ousamos, mesmo assim, insistir em que este se realize tão breve quão a logística que implica o permita operacionalizar. Convictos de que as relações pessoais se estimam para além de uma discussão de projectos políticos tão diferentes quanto os que corporizamos, propomos que a co-organização do admitido debate seja desenvolvida por uma comissão que represente equitativamente as partes. Assim, tomamos a iniciativa de indicar como nossos representantes para o efeito Vasco Grilo (director de campanha), José Gomes (membro do Secretariado concelhio) e João Paulo Mesquita (director de comunicação), contactáveis através do endereço bragabraga2013@gmail.com. Ansiando a vossa adesão a um princípio básico de qualquer processo eleitoral democrático – a máxima informação dos eleitores --, creiam-nos disponíveis para a consumação deste desiderato, bem como para outras acções que com este objectivo nos queiram formular». Carta enviada pela Candidatura de António Braga, a 19 de Março, aos camaradas Vítor Sousa e Hugo Pires.

…Diplomacia económica, agora mais do que nunca «Braga tem não só de atrair e reter as pessoas, mas também empresas e investidores. Impõe-se reforçar as condições para motivar os empresários a instalarem-se cá e a investirem. Agora, mais do que nunca». A afirmação é de António Braga e a ideia está igualmente inserta na moção com que se candidata à liderança do PS/Braga. Chama-lhe diplomacia económica. Algo para o que se sente mais habilitado do que ninguém. Pela

empática forma de ser, mas também pela sua experiência política, desde logo pelo desempenho governativo, como secretário da Estado das Comunidades, que lhe permitiu o contacto com muitas outras realidades, mas também com muitos empreendedores, potenciais investidores na economia nacional, eventualmente na bracarense. É esse “mundo” que António Braga também pode disponibilizar a favor da sua terra.

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