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Cerimônia de Posse das Diretorias ANO II - NÚMERO 10 - OUTUBRO / NOVEMBRO 2011

ENERGIA A PREÇO JUSTO Campanha da FIESP pressiona o governo e pede redução de tarifas

ENTREVISTA

Nova Diretoria fala sobre metas para próxima gestão - Entrevista com os três novos Diretores Regionais do CIESP, Almir Fernandes, de São José dos Campos, Fábio Duarte, de Taubaté e Ricardo de Souza Esper, de Jacareí.

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TEM UMA COISA QUE TODO MUNDO JÁ NASCE SABENDO:

CUIDA MELHOR QUEM TEM PAIXÃO. Cuidar é se preocupar. É fazer tudo pensando no bem de outra pessoa. Para isso, é preciso ter mais que conhecimento e estrutura. É preciso ter paixão. Só a Ativia tem o que é preciso para cuidar de seus funcionários. A maior rede de atendimento do Vale • Mais de 550 profissionais de saúde à sua disposição. • Mais de 20 hospitais credenciados. • Os melhores laboratórios da região. • Programas gratuitos de prevenção de saúde.

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ANS - nº 340120 320510

36.159-3

Paixão por cuidar de você

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ANO II - NÚMERO 10 OUTUBRO / NOVEMBRO

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EDITORIAL

Energia a Preço Justo Diretoria Almir Fernandes Iso-Metro Comercial Ltda Ney Pasqualini Bevacqua Winnstal Indústria e Comércio Ltda Luciano Radici Radicifibras Indústria e Comércio Ltda

Diretoria

Fabio Soares Duarte Olgber Especialidades Ltda Antônio Augusto Guimarães Oliveira Tremenbé Indústrias Químicas José Lourenço Junior Pinha Serviços Industriais

Diretoria Ricardo de Souza Esper FMR Esper Constr Projetos Cons. Ltda. Cláudia Pinto de Oliveira Juntas Brasil Ind. Com. Serv. Ltda. José Carlos Peloia Cerâmica Jacareí Ltda.

A 10ª edição da Revista CIESP Vale do Paraíba e Litoral Norte vem literalmente com muita energia, trazendo muita informação para alertar a indústria e a sociedade sobre um assunto que deve merecer o acompanhamento próximo e atento de todos nós. Matéria de capa, a Campanha Energia a Preço Justo da FIESP vem pressionando o governo e pede redução de tarifas. Tendo como base a referência de que a energia no Brasil é a mais cara do mundo, Paulo Skaf está à frente desse movimento, cobrando a realização de novos leilões no setor elétrico. Com o vencimento das concessões a partir de 2015, essa será uma excelente oportunidade de reduzir o custo da energia elétrica, reduzindo a conta paga pelo consumidor. Para as entidades, a mobilização pública pode demonstrar ao governo o desejo da população de ver respeitada a legislação e a Constituição. A campanha quer mostrar também que há tempo suficiente para a realização de novas licitações para essas concessões. A edição traz ainda a cobertura das Cerimônias de Posse das Diretorias regionais da entidade, que aconteceram no dia 29 de setembro, simultaneamente. Aqui, você poderá conhecer os novos diretores-titulares e suas expectativas – e ações para os próximos quatro anos, nas cidades de São José dos Campos, Taubaté e Jacareí. Almir Fernandes, Fábio Duarte e Ricardo Esper foram entrevistados pela equipe da Revista e trazem seu ponto de vista sobre a entidade, os planos para a nova gestão e também opinião sobre diversos assuntos de interesse da casa e dos associados. Tenha uma ótima leitura!

Conselho Editorial Revista CIESP Vale do Paraíba e Litoral Norte

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Conselheiros Titulares

Conselheiros Titulares

Conselheiros Titulares

Sidiney Peruchi de Godoy ESRA - Engenharia, Serviços e Representações Aeronáutica Ltda. Fernando de Moraes Lima M. S. Ambrogio do Brasil Ltda. João Francisco do Amaral Giovani Monsanto do Brasil Ltda. Marco Antonio Buck Silva TI Brasil Indústria e Comércio Ltda. Osman Alves Cordeiro Minoica Global Logística Ltda. Felipe Antônio Cury Gespi Indústria e Comércio de Equipamentos Aeronáuticos Ltda. Alcides Sulimam Junior Johnson & Johnson Industrial Ltda. Virgílio Calças Filho Petróleo Brasileiro S/A - Petrobras Breno Sávio Mattesco Sodero Horta PSS - Indústria e Comércio Ltda. Carlos Alberto Pozzato Calfér Usinagem Industrial Ltda. Tarcísio José de Souza e Silva Knopp & Souza e Silva Comunicação Social Ltda. Waldomiro de Freitas Gonçalves Suturbras Indústria e Comércio Ltda. Hélio Ikedo Compsis Computadores e Sistemas Indústria e Comércio Ltda. Luiz Antônio Durgante Pasquotto Kodak Brasileira Comércio de Produtos para Imagem e Servs. Ltda. Edoardo Bonetti Uniprev - Cooperativa Serv. Benef. Prev. Med. Tr. Eng. Seg. Tr. E M. Amb. Francisco Redondo Muñoz Indústria Metalúrgica Fesmo Ltda. Nerino Pinho Junior Acquire Gerencimento de Compras Ltda. Adilson Micheletto Proterm - Projetos e Tecnologia em Tratamento Térmico Ltda. Fernando Flávio Machado Pró-Quali Indústria e Comércio Ltda. Cláudio Braz Seabra de Oliveira Marques LJU do Brasil Indústria Eletrônica e Comércio Ltda. Wagner Campos do Amaral Silva Mectron - Engenharia, Indústria e Comércio S/A. José Luiz Fragnan ELEB Equipamentos Ltda. Francisco Manoel Corrêa Dias Cenic Engenharia Indústria e Comércio Ltda. Gregório Pugliese Neto Conselheiro Plande Planejamento e Desenvolvimento de Produtos Ltda. Cesar Augusto da Silva Akaer Engenharia Ltda. Gianni Cucchiaro Friuli Aeroespacial Ltda. Fabio Battistella Nestlé Brasil Ltda. Paulino Vitor Varela General Motors do Brasil Ltda Paulo Marchioto Embraer S/A. David Raphael Fernand Petitjean

Joaquim Albertino de Abreu IFF Essências e Fragâncias Ltda Carlos Inocêncio Nunes Guanacre Inds Alimentícias Ltda Wilson Rosa Cordeiro Apolo Mecânica e Estruturas Ltda Kooshi Miki Colmaq Com. E loca e Manut Máquinas Carlos Eduardo de Figueiredo Ferraz Sociedade Extrativa Dolomia Ltda Edison Carmona Moraes Daruma Telecomunicações e Inf. Ltda Gabriel Diego de Almeida Associação Indústrias de Cruzeiro e Região Cássio Ciula Malteria do Vale S/A Enilson Peixoto Lins Oxiteno S/A Ind e Comércio Joaquim Carlos Simões de Araujo Comércio Ind Princesa do Norte Ltda Airton Fukunaga Yakult S/A Ind e Comércio Waleska Almeida de Lima Sagem Orga do Brasil S/A Luiz Tuan Neto Belém Indústria de Artefatos de Madeira Nicolas Palhares Serra Confab Industrial S/A José Francisco R. Gomes Cooperativa de Latic Médio Vale Paraíba Odilon Rodrigues Coelho Bonali Alimentos Ltda Nelson Biondi Cimil Com e Ind de Minérios Ltda Sandra Teixeira de Alencar Morales Associação Comercial Industrial Taubaté Ulisses Shinji Fucuda Associação Comercial Industrial Lorena Valentim Bonfim de Paula Alitec Com Indústria Ltda Claudio José Issao MB Metalbages do Brasil Ltda

Orlando Bartticiotto Filho Bartticiotto Corretora Seguros Ltda Ali Ahmad Zoghbi Conselheiro Volex do Brasil Ltda. Fernando César Craveiro Latapack Ball Embalagens Ltda. Lázaro Humberto Chaves HE Indústria Mecânica Ltda. José Nestor Peloggia Adatex S/A Indl. Coml. Adriano Merkx Fabaraço Ind. Arames e Molas Ltda. Dobson Murta Nunes Freire Fabril Tec. Elem. Padronizados Ltda. Margarida Maria Fontenesi Pereira Lanobrasil S/A Sheila Lopes da Silva Fademac S/A Paulo Sérgio Gaia Maciel Fibra Celulose S/A Walker Antonio Ferraz Control Serviços Especializados Ltda. Vlademir de Andrade Alves Açoport Ind. Com. Telhas Metálicas Ltda.

Conselheiros Suplentes Richard Klinke Mecânica Caçapava Ltda. Mário Vedovello Sarraf Precitech Indústria e Comércio Ltda. Wolfram Quintero Gonzalez Quinabra - Química Natural Brasileira Ltda. Wilson Abud Eaton Ltda. Luiz Roberto Gonçalves Andrade Granitaria Paraibuna Ind. e Com. de Pedras Decorativas Granitos e Marmores Ltda. Mauro Aparecido de Paula Ferreira Globo Central de Usinagem Ltda. Donizeti Eloizio dos Reis Status Usinagem MEC Ltda. Denise Cristina Miquelotte Luizari Heatcraft do Brasil Ltda. Clovis Lessa de Oliveira Panasonic do Brasil Ltda. José Walter Schmidt Junior Pilkington Brasil Ltda. Claudio José de Lima Hitachi Ar Condicionado do Brasil Ltda. Mauricio Torres Tomazi Companhia Brasileira de Estireno Geraldo Donato Vieira Usinagem Lomavir Ltda EPP Célia Aparecida Silva Natale Moscardi Conexão Desenvolvimento Empresarial Ltda.

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Conselheiros Suplentes Nicolau Kohle Biomass Soluções Ambientais Ltda. Marilene de Paula Martins Leite Conttec Assessoria S/C. Ltda. David Leite David Leite Maquetes EPP Néliton Aparecido da Silva Micromec Micro Mecânica Ltda. Benedito Aparecido Faria Zenller Ind. Com. Prod. Met. e Cerâm. Ltda. Mário Jovelino Del Nunzio Mixing Química Ind. Com. Ltda. EPP

Conselheiros Suplentes Marcos Spalding Terwan Engenharia e Eletr Ind Com Ltda Luiz Sérgio Bueno de Mattos Orica Brasil Ltda Ângelo Donizete Tibério Novametal do Brasil Ltda Antonio Carlos Gaban Pfaudler Equipamentos Industriais Ltda Assis Francisco da Silva Air Shield do Brasil Ltda-ME Willian Santos Lumem Química Ltda Cláudio M de Oliveira Coelte Engenharia Ltda Eduardo Rezende Padilha Eduardo Ind Com de Embalagens Ltda-ME Luiz Lucas Ribeiro Luiz Lucas Ribeiro Ltda

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Deixe suas críticas e sugestões para a Revista CIESP Vale do Paraíba e Litoral Norte. E-mail: revista@ciespsjc.org.br

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Publicação bimestral do CIESP São José dos Campos, Taubaté e Jacareí. Toda correspondência deve ser encaminhada para o CIESP, Avenida Tivoli, 563, Vila Betânia, São José dos Campos - SP CEP: 12245-230 - Tel. (12) 3921-7922 - Fax: (12) 3921-7089 E-mail: revista@ciespsjc.org.br Coordenação: Luiz Carlos Bassit - Bassit Comunicação Editora Responsável: Carolina Ávila (MTB: 40956-SP) Reportagem: Carolina Ávila e Thaís Mazini Editoração: Binah Propaganda Comercial: Silvio Américo de Araújo Revisão: Cristina Castrioto Colaboração: Fabiano de Sousa (São José dos Campos), Francine Maia (Taubaté) e Willian Martins (Jacareí) Tiragem: 5.000 exemplares Impressão: Resolução Gráfica

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ANO II - NÚMERO 10 OUTUBRO/NOVEMBRO 2011

SEDE Respeitar a Constituição e reduzir tarifas

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CURTAS Empresas patrocinam atletas através de incentivos fiscais CIESP SJC participa de Missão para a Escandinávia Jovens empreendedores do CIESP realizaram “Feirão do Imposto” Secretárias são homenageadas no CIESP CIESP se manifesta contra aumento de subsídios dos vereadores CIESP realiza encontros que promovem ações de network entre empresários da região

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MEIO AMBIENTE Tarkett Fademac é a vencedora da 7ª Mostra de Ações Ambientais Seminário debate “Ações de sustentabilidade das indústrias do Vale do Paraíba”

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EDUCAÇÃO SESI: responsabilidade com o ensino de qualidade

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CAPA Energia a preço justo 20 Campanha coleta assinaturas com mobilização nacional 21 Pesquisa aponta que Brasil está acima da média mundial em oferta de energia 24 Região do Vale do Paraíba se beneficiaria com tarifas reduzidas 25

ENTREVISTA Nova Diretoria fala sobre metas para próxima gestão - Entrevista com os três novos Diretores Regionais do CIESP, Almir Fernandes, de São José dos Campos, Fábio Duarte, de Taubaté e Ricardo de Souza Esper, de Jacareí.

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CIESP SOCIAL Cerimônia de Posse das Diretorias Paulo Skaf é reeleito presidente da FIESP e do CIESP CIESP SJC empossa novos Diretores Em Taubaté, a Diretoria foi empossada em cerimônia oficial CIESP Jacareí participa de posse oficial

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COM A PALAVRA Próspero Ano Novo! 36 Prevenção ao Câncer de Mama 37 Tributos, Inovação, Receita 38 Incertezas Econômicas 39

RADAR Confiança no setor de serviços recua em setembro

SERVIÇOS AOS ASSOCIADOS

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CURSO CIESP e os treinamentos Lean 100% práticos

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SEDE

Respeitar a Constituição e reduzir tarifas Desde 1995, a lei estabelece que “o prazo de concessão é aquele necessário à amortização dos investimentos”. A reforma do setor elétrico de 2004 ratifica esse princípio, limitando o processo de amortização em 35 anos para os ativos de geração e em 30 anos para os de transmissão e distribuição. Também reconheceu e legalizou as prorrogações contratuais de 1995 e vedou novas prorrogações na geração. Até os defensores da prorrogação dos contratos já prorrogados admitem que, para alcançarem seus objetivos, será preciso mudar a lei. A FIESP e o CIESP defendem que investidores tenham garantida a segurança jurídica para recuperar seus investimentos. O que não se admite é a esperteza dos que desejam penalizar os consumidores com a manutenção nos preços da parcela já recuperada dos investimentos. Temos o direito de expurgar da tarifa cada centavo do investimento já pago. Basta que se cumpra a lei, que assegura à população pagar preços justos por produtos de ativos já amortizados. Ao vencerem os contratos, defendemos a realização de leilões públicos não onerosos, nos quais se adote o critério, em vigor desde 2004, de menor preço ou tarifa. Os ativos de geração, já amortizados, deverão migrar para o modelo dos empreendimentos estratégicos, com preços fixos por 30 anos – preservada sua correção monetária. O setor elétrico viveu o conforto da remuneração garantida e tarifa pelo custo até 1993. O controle de preços e as interferências políticas nas tarifas foram sanados pela Lei Eliseu Resende, que transferiu às empresas US$ 26 bilhões. A partir de 1995, a geração migrou para o regime de preços não regulados. No atual

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regime, as geradoras praticam investimentos não controlados, sem nenhum referencial de preços, realizados por risco do concessionário. Investimentos realizados sem controle público não podem pretender capturar recursos públicos como indenização ao final do contrato. Na transmissão e na distribuição, deverá ser zerada a base de remuneração regulatória, pelo expurgo dos investimentos amortizados, e pela indenização, via RGR, dos investimentos novos. Assim o Brasil vai ganhar, e muito. Estudo da FIESP mostra que, retirada a amortização dos investimentos, o preço da energia das 112 usinas (23 GW médios) cujos contratos vencem a partir de 2015 pode passar dos atuais R$ 90,98/MWh para R$ 20,69/ MWh, em média. Considerou-se o custo de uma usina de referência já amortizada, baseado na média dos valores de leilão das usinas de Santo Antônio, Jirau, Belo Monte e Teles Pires. Para os próximos 35 anos, o custo evitado para o consumidor na geração seria de R$ 495,70 bilhões. No caso dos leilões de transmissão, a RAP seria reduzida pela eliminação dos investimentos já amortizados; pela quitação dos investimentos não amortizados, via RGR; pela diminuição de 10% nos custos de O&M; e pela redução da WACC dos atuais 7,24% para 5,5%, conforme arbitrado pela Aneel para os novos empreendimentos. Estudo da FIESP mostra que a licitação dos nove contratos de transmissão evitaria um custo de R$ 239,12 bilhões em 30 anos. A economia total para o consumidor, considerando-se a aplicação de 20% de ICMS médio no Brasil, seria de incríveis R$ 918,52 bilhões! Esse valor pode ficar nas mãos dos atuais concessionários ou ser distribuído a

Foto: Divulgação

Paulo Skaf é presidente da Federação das Indústrias e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP/CIESP), do Serviço Social da Indústria de São Paulo (SESI-SP) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI-SP)

toda a população. Vai do interesse de cada um tomar seu lado. A Constituição assegura a igualdade a todos os interessados em prestar um serviço em nome da União. A prorrogação de contratos já prorrogados beneficia apenas o atual concessionário e priva os demais interessados do seu direito fundamental de acesso à oportunidade comercial. Privilegiar um em prejuízo de todos os demais afronta os princípios constitucionais da impessoalidade e da moralidade, obrigatórios nas contratações da administração pública, que devem ser feitas, exclusivamente, por licitação. Diante de eventual ameaça à Constituição, a FIESP baterá às portas da corte suprema, advogando o interesse maior da população. O que também nos causa estranheza é ver autoridades do governo federal e governadores tentando mudar a discussão, com o argumento que atribui à carga tributária os elevados custos da energia. Bem-vindos ao Brasil! Está nas mãos deles reduzir os encargos e os impostos, federais e estaduais, que incidem sobre a energia. A FIESP aguarda, ansiosa, o primeiro movimento. Entretanto, dos nossos direitos, assegurados em lei, cuidaremos nós mesmos.


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CURTAS

Empresas patrocinam atletas através de incentivos fiscais Apoio incentiva e estimula o crescimento de esportistas em toda a região Há algumas edições, a Revista CIESP Vale do Paraíba e Litoral Norte vem publicando matérias sobre empresas que apoiam diferentes ações através de leis de incentivo. Desta vez, falaremos do patrocínio aos atletas. A Lei do Incentivo ao Esporte permite que pessoas físicas e jurídicas destinem uma parcela do imposto de renda devido em auxílio de projetos desportivos; é uma forma alternativa de recolhimento do imposto de renda, em benefício do atleta que precisa investir na carreira dentro do esporte.

Grupo Minoica

O Grupo Minoica contempla um conjunto de empresas, dentre elas, Minoica Global Logistics, Lecor Trading e Lecor Professional Wear. A empresa Minoica Global Logistics atua na área de logística internacional,

Conheça a Lei de Incentivo ao Esporte A Lei nº 11.438/06, ou simplesmente Lei de Incentivo ao Esporte, estabelece benefícios fiscais para pessoas físicas ou jurídicas que estimulem o desenvolvimento do esporte nacional, através do patrocínio/ doação para projetos desportivos ou paradesportivos. Podem contribuir para os projetos desportivos ou paradesportivos e obter os benefícios da Lei de Incentivo ao Esporte: • Pessoa física - pode deduzir até 6% do importo de renda devido. • Pessoa jurídica tributada com base no lucro real - pode deduzir até 1% do imposto de renda devido. Fonte: Ministério do Esporte

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Nesta edição, trazemos o exemplo do Grupo Minoica. Em seu histórico de patrocínios a atletas, o Grupo tem orgulho em destacar os seis anos que patrocinou a Equipe de Rally Petrobras Lubrax - composta pelos pilotos brasileiros André Azevedo, Kleber Kolberg e Jean Azevedo -, que compete no Rally Paris Dakar, Rally dos Sertões, entre outros. Durante estes últimos anos, o Grupo Minoica patrocinou também atletas nas modalidades levantamento de peso, duathlon e ultra-maratonista. Atualmente, patrocina o piloto de automobilismo joseense Leonardo Cordeiro, através do incentivo fiscal FADENP, da Prefeitura de São José dos Campos e também a atleta Pâmela Rosa, skatista, também de São José dos Campos.

tem 18 anos de mercado e cerca de 200 colaboradores. A Lecor Trading atua no comércio internacional. E a Lecor Professional Wear é especializada em confecção de vestuários e brindes promocionais.

Leonardo Cordeiro O piloto Leonardo Cordeiro iniciou sua carreira no kart aos 12 anos. Aos 15, foi morar em São Paulo, para aperfeiçoar suas habilidades na pista e acabou conquistando dois títulos da Copa Sorriso Campeão Petrobras, dois vice-campeonatos brasileiros e paulistas, o título de campeão da Seletiva de Kart Petrobras 2008, e vice-campeão da Seletiva de Kart Petrobras em 2009. Aos 17 anos, ingressou na F-3 Sul-Americana, Conquistou o 4º lugar, em 2008, e sagrou-se campeão, em 2009. Em 2010, realizou outro sonho: o de ingressar no automobilismo europeu. O atleta foi morar na Inglaterra e disputou a categoria GP3 Series, tendo como melhor resultado um segundo lugar nas temporadas. Em 2012, Leonardo Cordeiro deverá dar maior passo em sua carreira, em função da necessidade de investimento, e ingressar na GP2, categoria que está a um degrau da F-1. A GP2 possui ampla visibilidade no Brasil e no exterior por acontecer na preliminar da F-1, na Europa e Ásia, estar no mesmo ambiente de Grand Prix, mesmo público, mídia televisiva, jornais, rádios e revistas, garantindo retorno sobre o investimento.

Foto: Divulgação


CURTAS

CIESP SJC participa de Missão para a Escandinávia No dia 1º de setembro, um grupo de empresários, juntamente com o prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury, embarcou para a Suécia, onde participou de um intercâmbio de informações e experiências na área de Ciência e Tecnologia, com visitas programadas a cinco Parques Tecnológicos, em Estocolmo e na região Escandinava. De acordo com Almir Fernandes, essa missão foi um grande sucesso, pois puderam ver in loco o trabalho que realizadam há décadas, enquanto o Brasil ainda encontra dificuldades: ligar os conhecimentos adquiridos na universidade às necessidades reais das indústrias, visando à inovação tecnológica.

Ele afirma ainda que já estão em andamento negociações para parcerias entre o Ideon Science Park e o Parque Tecnológico de São José dos Campos. Em Copenhague, o grupo visitou o Scion DTU, que é um Parque filiado à Universidade Técnica da Dinamarca e, em Oslo, a comitiva conheceu a SIVA, a Agência de Indústria e Inovação da Noruega, que pertence ao Ministério da Indústria e Comércio. Sua função é fomentar e financiar projetos inovadores.

Ao lado de empresas conhecidas e mesmo multinacionais, convivem pequenas empresas incubadas, selecionadas por processo bastante competitivo

Segundo ele, todas as visitas aos parques tecnológicos tiveram seus pontos fortes. O primeiro Parque visitado foi o Karolinska Institutet Science Park, inteiramente dedicado à área médica e criado por uma grande Faculdade de Medicina de Estocolmo - Suécia. Depois o grupo conheceu o Mjardevi Science Park, criado pela prefeitura de LInkoping dentro da Universidade local, onde os alunos colaboram com pesquisas em conjunto com pesquisadores de empresas como a Ericsson e Saab. Para Almir, esse é um parque muito semelhante ao que o grupo gostaria de alcançar com o Parque Tecnológico de São José dos Campos.

Como representante do CIESP e da FIESP local, e ainda como parte integrante do conselho do CECOMPI e do Conselho do Parque Tecnológico de São José dos Campos, Almir vê que esses conhecimentos adquiridos em parques tecnológicos, que já são sucessos no mundo e reconhecidos internacionalmente, são de fundamental importância para o trabalho como conselheiro, visando ao futuro destas entidades.

A visita teve continuidade no Ideon Science Park e Ideon Innovation, um grande complexo, totalmente privado, apoiado na tradicional Universidade de Lund. “Ao lado de empresas conhecidas e mesmo multinacionais, convivem pequenas empresas incubadas, selecionadas por processo bastante competitivo” comentou Almir.

“Tivemos a nítida impressão de que, apesar do pouco tempo que temos de CECOMPI e de Parque Tecnológico, estamos no caminho certo. Um ponto muito interessante para a presença do CIESP nesta missão, foi a visita feita à Ericsson, uma empresa associada ao nosso CIESP, onde foram apresentados os principais projetos nas áreas de segurança pública,

comentou Almir Fernandes

comunicações e controle de tráfego”, contou. Durante a missão foram ainda agendadas diversas reuniões de trabalho, no Brasil, para aprofundar os entendimentos técnicos dos projetos e avaliar possibilidades de parcerias. “Nossa visita na fábrica da Saab também teve seu ponto alto, com a possibilidade de ver de perto o Gripen, avião do projeto FX2, que tanto já discutimos dentro da nossa entidade, além de ouvir dos executivos da Saab sobre as parcerias e cooperação que poderão ocorrer com empresas do setor aeronáutico de São José dos Campos. Sem dúvidas, a maior experiência que trouxemos dessa missão foi a certeza de que tanto o nosso Parque Tecnológico quanto o CECOMPI estão no caminho certo e prontos para firmar convênios para troca de experiências e serviços, como o que já esta sendo programado entre o CECOMPI e a Agência de Indústria e Inovação da Noruega-SIVA”. Um encontro entre investidores e empresas incubadas está previsto para acontecer em dezembro, no Brasil, com o objetivo de fomentar o apoio financeiro privado a projetos inovadores das nossas incubadoras. Fizeram parte da missão chefiada pelo Prefeito Eduardo Cury, o Secretário do Desenvolvimento Social de São José dos Campos, João F. Sawaya de Lima, o assessor do Prefeito Carlos Santana, o diretor titular do CIESP, Almir Fernandes, o gerente executivo do CECOMPI (Centro para Inovação e Competitividade do Cone Leste Paulista), Agliberto Chagas, o reitor do ITA, Brigadeiro Reginaldo Santos, e o presidente da Associação Comercial e Industrial, Felipe Cury. Todos viajaram a convite de instituições ligadas ao setor de tecnologia da Suécia.

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CURTAS

Jovens empreendedores do CIESP realizaram “Feirão do Imposto” Na semana em que a soma de todos os impostos pagos por brasileiros atingiu a marca de R$1 trilhão, jovens lideranças paulistas informaram a população sobre a carga tributária embutida nos produtos consumidos no dia a dia O Núcleo de Jovens Empreendedores (NJE) do CIESP realizou, no dia 17 de setembro, mais um “Feirão do Imposto”. A iniciativa envolveu 15 municípios paulistas com 26 pontos de mobilização concomitantemente. Ao todo foram distribuídos à população 57 mil panfletos com tabelas que mostram o peso dos impostos em diversos itens de consumo. O cidadão pode verificar, por exemplo, quanto o governo arrecada em impostos num pacote de açúcar e qual a parcela recolhida aos cofres públicos na compra de um medicamento, um eletrodoméstico, ou mesmo uma casa popular. No Feirão do Imposto, além de de informar sobre qual é o impacto dessa arrecadação na vida de cada habitante, as pessoas ainda tiveram acesso a uma extensa lista que revela a carga que incide em produtos como medicamentos (36%), conta de água (29,83%), conta de luz (45,81%), gasolina (57,03%), casa popular (49,02%) entre outros. “Chegamos a uma arrecadação de 1 trilhão de reais, ou seja, mais de cinco mil reais por habitante em apenas 9 meses, antecipando a marca do ano passado em cerca de 35 dias”, observa o diretor-titular do NJE, Carlos Frederico Faé. Na opinião do jovem empresário, o governo não apresenta uma contrapartida para a alta

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carga tributária imposta à sociedade. “Se a arrecadação cresce a passos largos é preciso desonerar os setores que geram emprego e renda, estimulando a demanda por mão de obra e o crescimento sustentável da economia”, acrescenta Faé. Segundo o Coordenador do NJE, em São José dos Campos, Luciano Micheletto, o Brasil é atualmente o país com uma das maiores cargas tributárias do mundo. Atualmente a carga tributária brasileira chega à marca dos quase 41%, valor que além de ser alto não é revertido em benefícios justos à população. “Como aconteceu em praça pública, às margens de uma avenida, foi possível distribuir panfletos para uma grande variedade de pessoas e ainda atender, no semáforo, uma demanda de veículos que ao ver a placa do evento solicitavam o panfleto; ou seja, foi um grande sucesso, já que atendeu a seu

propósito. Demos um considerável salto em relação a 2010”, explicou. Luciano acredita que esclarecimento e conhecimento sejam um passo inicial para uma mudança no país e o NJE, junto ao CIESP, está dando estes primeiros passos. Na Praça Dom Epaminondas, em Taubaté, mais de mil pessoas visitaram o estande do Feirão do Imposto e conferiram as tabelas com a carga tributária embutida em diversos produtos. Além de Taubaté, participaram do evento as cidades de São José dos Campos, Americana, Cotia, Diadema, Franca, Guarulhos, Jacareí, Jaú, Jundiaí, Mogi das Cruzes, Santa Barbara D’Oeste, Santo André, Santos e Sorocaba. Confira no site (http://www.impostometro.com.br/paginas/feirao-do-imposto)

a tabela com o percentual de tributos embutidos no preço final de produtos e serviços:


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CURTAS

Secretárias são homenageadas no CIESP Evento presenteou secretárias da região com atividades e brindes No dia 28 de setembro, o CIESP São José dos Campos, em parceria com o DEVELOP – Comitê Aberto de Secretariado Executivo – Núcleo São José dos Campos e o SINSESP – Sindicato das Secretárias e Secretários do Estado de São Paulo promoveram o evento comemorativo ao dia 30 de setembro, Dia da Secretária. Para as cerca de 130 secretárias homenageadas, a data especial trouxe muitas atividades, como transformação, workshop de auto maquiagem, quick massage, reflexologia, além de degustação, com o Programa do SESI “Alimentação Saudável”. As secretárias fizeram ainda alguns exames de pressão, peso e medidas e receberam as orientações das profissionais de saúde do SESI. Segundo Nancy Goll, secretária executiva e coordenadora geral do DEVELOP, essa foi a primeira edição do evento, que objetiva presentear as secretárias da região. “Vimos que todas as secretárias aproveitaram a programação e saíram satisfeitas. E era nosso

Foto: Divulgação

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objetivo promover um momento singular,com um ambiente descontraído e presenteá-las por esse dia tão especial. Acredito que nossas metas foram alcançadas”, disse. O evento aconteceu na sede do CIESP São José dos Campos e contou também com um Talk Show que trouxe como tema “Secretária: Perfil e Atitude”, com a mediação de Carlos Abranches. O bate-papo também teve a participação das convidadas Daniele Borsoi, Secretária da Vice-Presidência Financeira da Embraer; de Midori Yamamoto Hanita, Secretária da Presidência da J&J Consumer, há 30 anos na empresa, da estudante de 2º ano do Curso de Secretariado Executivo Bilíngue, Fabíola Cruz, e Isabel Cristina Baptista, Presidente do SINSESP – Sindicato das Secretárias e Secretários do Estado de SP. O evento foi encerrado com o sorteio de brindes e um coquetel oferecido para as homenageadas.

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CIESP SE Manifesta

contra aumento de subsídios dos vereadores No dia 15 de agosto, o Diretor do CIESP São José dos Campos, Almir Fernandes, e o gerente da entidade, Fabiano Souza, protocolaram, em nome do GEDESP - Grupo de Estudo e Desenvolvimento Social e Político –, representado pelas entidades signatárias, uma carta contra o aumento de 80% nos salários dos vereadores. A carta entregue na ocasião ao Presidente da Câmara e aos 21 parlamentares pede que o reajuste seja limitado a 27,62%, apenas corrigindo a inflação dos últimos quatro anos. De acordo com Almir Fernandes, o CIESP, juntamente com as outras entidades do GEDESP, posiciona-se a favor unicamente da aplicação da correção com base no índice de reajuste dos vencimentos dos servidores públicos municipais nos últimos quatro anos (27,62%), elevando a atual renda de R$ 8.320,00 para R$ 10.618,00, o que implica uma atualização superior aos índices inflacionários oficiais, no mesmo período. Segundo ele, o GEDESP é absolutamente contrário ao aumento da quantidade de cadeiras de vereadores, devendo permanecer o atual número de 21 cadeiras para não onerar excessivamente e desnecessariamente os cofres públicos.

que o aumento não “nãodeveEntendemos ultrapassar a inflação. Também vemos necessidade de aumentar o número de cadeiras ”

disse Almir.

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CURTAS

CIESP realiza encontros

que promovem ações de

network entre empresários

da região

Organização de eventos facilita o contato entre empresários e a geração de novos negócios As diretorias regionais do CIESP no Vale do Paraíba frequentemente organizam encontros que são fundamentais para a troca de experiência e geração de novos negócios. Cada unidade promove diferentes ações de network como excelentes oportunidades para que os participantes tenham acesso às mais variadas informações da entidade e Sede, além de poderem discutir assuntos em comum nas diversas áreas da gestão empresarial. Os encontros também são uma ótima oportunidade para conhecer outras empresas parceiras e fornecedoras e participar de ações que tragam sempre benefícios para as empresas e para a comunidade onde atuam. O CIESP São José dos Campos, por exemplo, realiza inúmeros encontros que já se tornaram tradicionais entre seus associados. Todas as segundas-feiras são realizados almoços de negócio - enquanto almoçam, os participantes assistem a uma palestra e fazem contato entre si. A entidade também promove, mensalmente, as reuniões plenárias; além de feiras, rodadas de negócios Núcleo do Jovem Empreendedor e ainda o próprio Guia das Indústrias, onde são apresentados todos os produtos e serviços das empresas associadas. Segundo Breno Horta, associar-se ao CIESP e logo após à FIESP/Simefre foi uma das decisões mais acertadas de sua empresa, a Proshock. Atra-

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vés dessas associações e de outras em que atua, Breno tomou conhecimento de muitas ações em prol da indústria que o auxiliaram de forma significativa ao longo destes anos.“Foi através destas associações que conseguimos grandes conquistas em situações difíceis que ameaçavam a indústria, como, por exemplo, o racionamento de energia no passado”, completa Breno. O empresário diz ainda que vários outros assuntos discutidos durante os encontros contribuíram para o crescimento sustentável e com inovação da Proshock, conquistando negociações de financiamento junto ao BNDES, conhecimento e obtenção de projetos pela Finep, e muitos outros.“Nas reuniões plenárias e nos almoços das segundas-feiras, nas confraternizações, e até em outros encontros, podemos desfrutar de momentos de descontração, além de fomentar network, trocar ideias, conhecimentos e experiências com colegas que sempre agregam valor e satisfação ao nosso dia a dia”, diz. Breno afirma ainda que vê o CIESP como uma grande família: os empresários participam de encontros até acompanhados de suas esposas, que sempre acabam fazendo novas amizades. Assim como São José, as regionais de Taubaté e Jacareí também promovem os seus encontros. Entre eles, podemos destacar as reuniões plenárias que reúnem em média de 50 a 65 empresários em cada edição. Em Taubaté, o evento é itinerante, realizado em diferentes cidades da regional, organizado sempre com uma palestra sobre algum tema relevante, seguida de uma pequena confraternização, quando os convidados aproveitam para trocar ideias e experiências. Para o empresário Edison Carmona, o incentivo ao relacionamento entre as empresas é o maior benefício. “Esses encontros fortalecem e ampliam a comunicação empresarial, fazendo a divulgação das atividades tanto da empresa que produz quanto da presta-

dora de serviços”, afirma. A participação ativa do Núcleo de Jovens Empreendedores (NJE) também produz atividades que fortalecem o network na Regional Taubaté, como o Happy Business, uma maneira descontraída de reunir vários jovens empresários e promover a troca de cartões e experiências. “Nos “Happy Business” temos a média de 50 participantes, entre empresários e executivos. É uma atividade muito proveitosa, porque você consegue unir aprendizado e network em um ambiente descontraído” afirma Cássio Moraes Reis Neto, coordenador do NJE de Taubaté. Em Jacareí, além dos encontros tradicionais, a regional conta também com a participação efetiva dos Grupos de Trabalhos, entre eles o GTMA (Grupo de Trabalho de Meio Ambiente), o GTRS (Grupo de Trabalho de Responsabilidade Social), o GTPME (Grupo de Trabalho de Pequenas e Médias Empresas) e o NJE (Núcleo de Jovens Empreendedores). Para Vlademir de Andrade Alves, associado ao CIESP Jacareí e diretor da empresa Açoport, as diretorias regionais proporcionam a descentralização das atividades do Sistema FIESP/ CIESP, trazendo ao interior paulista diversos serviços aos seus associados. “Nas reuniões plenárias, além das notícias sobre o setor produtivo e iniciativas lideradas pelas entidades da Indústria, contamos com a presença dos Diretores Locais das escolas do SESI (Serviço Social da Indústria) e do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial)”, completa. Dentre todos os encontros promovidos pelo CIESP, o empresário destaca também o momento de confraternização, realizado após as reuniões plenárias. De maneira descontraída e alegre, os empresários e executivos das grandes, médias e pequenas empresas, sejam elas indústrias ou prestadoras de serviços, confraternizam, trocam cartões de visita e fazem negócios. E muitas empresas de pequeno porte vendem ou prestam serviços para as grandes organizações industriais; e este é um momento propício para que haja o início de uma eventual negociação. Fique por dentro da programação de sua Regional e participe dos encontros do CIESP.


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MEIO AMBIENTE

Tarkett Fademac é a vencedora da 7ª Mostra de Ações Ambientais Empresa associada ao CIESP Jacareí apresentou os resultados do projeto de reuso de recursos hídricos e redução na utilização de gás natural. A 7ª edição da Mostra de Ações Ambientais, promovida pelo Grupo de Trabalho de Meio Ambiente (GTMA), no dia 22 de setembro, contou com a participação de autoridades, educadores e empresários. Saiu vencedor o projeto da Tarkett Fademac que envolve redução de consumo de água e gás natural, reutilização de rejeitos de produção na fabricação de pisos e reciclagem, além da reutilização de resíduos gerados no processo de produção. Segundo a Comissão Julgadora, a empresa demonstrou grande preocupação com o meio ambiente. “A Tarkett apresentou ideias inovadoras, que contribuem com a preservação dos recursos naturais, bem como com a reutilização de materiais, evitando, assim, o descarte de produtos que podem ser reaproveitados”, comenta um dos jurados.

além de inovadores, evidenciam o crescimento gradual dos investimentos em projetos socialmente responsáveis”, conclui Pelóia.

Sobre a Tarkett Fademac

Participaram da mostra, além da Tarkett Fademac, a Heineken Brasil, Fibria Celulose, ETEC – Cônego José Bento e Lupatech Mipel.

Com uma visão diferenciada e mais de 120 anos de experiência, a Tarkett oferece revestimentos que comprovadamente melhoram a qualidade de vida das pessoas.

Empresários fazem homenagem ao Diretor do CIESP

Fundada em 1886, a Tarkett é líder mundial no segmento de pisos vinílicos.

Em sua última Reunião Plenária como diretor titular do CIESP em Jacareí, o empresário José Carlos Pelóia, foi homenageado pelos novos diretores eleitos, que destacaram sua efetiva participação na defesa da Indústria e na implantação de serviços na sede regional da entidade.

Segundo o diretor titular do CIESP, José Carlos Pelóia, a participação das indústrias neste evento reforça o compromisso dos setores produtivos com a causa ambiental. “É importante que nossas empresas e as instituições de ensino participem e apresentem seus projetos. Acredito que existam muitos empresários investindo em iniciativas inovadoras, as quais não só poderiam como deveriam ser amplamente divulgadas”, comenta o diretor. “Todos os participantes estão de parabéns. Os projetos apresentados pelas empresas,

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Foto: Divulgação

Cada um dos produtos atende a necessidades específicas, como o uso de cada ambiente, design, normas e regras de segurança. Hoje a Tarkett é referência em projetos de prestígio em todo o mundo, por entender que tecnologia, compromisso com a inovação, ética e responsabilidade socioambiental são os pilares de um relacionamento sólido com os seus clientes.


Seminário debate “Ações de sustentabilidade das indústrias do Vale do Paraíba” No dia 13 de outubro, o GPMAI (Grupo de Profissionais de Meio Ambiente das Indústrias do Vale do Paraíba) promoveu o 7º Seminário GPMAI, que este ano tratou do tema “Ações de sustentabilidade das indústrias do Vale do Paraíba”. Nesta mesma data, foi comemorado o seu 15º ano de existência. O evento aconteceu na Ericsson, em São José dos Campos, com debates e apresentação de cinco painéis com os temas: experiências e projetos sobre o uso racional da água e água de reuso; gerenciamento de resíduos sólidos sob o ponto de vista de sustentabilidade; construções sustentáveis (verdes); aplicação de materiais e projetos industriais ambientalmente sustentáveis; redução das emissões atmosféricas e suas implicações no âmbito da sustentabilidade e economia de energia de forma ativa e passiva. De acordo com Levidar Pereira, coordenadora geral do GPMAI, a sustentabilidade é um dos assuntos mais discutidos no mundo atualmente, principalmente por estar ligada a uma grande ameaça que o mundo vive hoje: o aquecimento global. Segundo ela, ações de sustentabilidade garantem a sobrevivência do planeta. “Neste seminário há oportunidade de algumas indústrias demonstrarem seus casos práticos. Além disso, mostramos que para ter ações de sustentabilidade não há necessidade de grandes investimentos. É possível para indústrias de qualquer segmento e porte”, disse. Para Levidar, os retornos de ações como essas são inúmeros. Ajudam na diminuição de custos, redução de desperdícios, geração de lucro e, consequentemente, no aumento da competitividade. Nas edições passadas, o seminário já abordou assuntos como a experiência das indústrias com a implantação da ISO 14001, resíduos sólidos, efluentes líquidos, produção mais limpa, responsabilidade sócio ambiental e gerenciamento de emissões atmosféricas.

Levidar Pereira

Graduada em administração de empresas, pós-graduada em Sistema de Gestão Ambiental e em Perícia e Auditoria Ambiental, Levidar possui formação de auditor líder internacional em SGA, além de curso de extensão em resíduos sólidos e formação em química. Tem sólidas experiências em Sistema de Gestão e Auditorias Ambientais, tratamento de águas e efluentes em indústria multinacional de grande porte. É coordenadora do Grupo de Profissionais de Meio Ambiente das Indústrias do Vale do Paraíba (GPMAI), Coordenadora Ambiental do CIESP de São José dos Campos e Coordenadora do curso (lato sensu) de pós-graduação em Planejamento e Gestão Ambiental da UNIVAP. Levidar é também membro Titular do COMAM (Conselho Municipal de Meio Ambiente) de São José dos Campos.

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E D U C A ÇÃ O

SESI: responsabilidade com o ensino de qualidade Com a missão de oferecer educação básica que contribua para a formação integral dos beneficiários da indústria e seus dependentes, o SESI vem fazendo inúmeros investimentos tanto na formação continuada de seus professores quanto na utilização de recursos tecnológicos, ambos fundamentais para a melhoria do processo ensino/ aprendizagem. Considerando a importância do desenvolvimento dos alunos, o SESI oferece Ensino Fundamental em tempo integral: os alunos recebem alimentação balanceada, praticam esportes, envolvem-se com atividades culturais, entre outros. Esse é o “Programa Escola Saudável”, que realiza um diagnóstico de estilo de vida e saúde em todos os alunos como forma de prevenir doenças que possam comprometer o desempenho escolar. De acordo com o Diretor do SESI São José dos Campos, Paulo Coelho, neste ano, o programa foi reformulado na regional e vem trazendo ótimos resultados. “ O SESI desenvolve com seus alunos uma série de ações voltadas à saúde, qualidade de vida, atividades esportivas, nutrição adequada, cultura, lazer etc. Articuladas entre si, essas ações possibilitam o desenvolvimento integral desses alunos e também melhores condições para um aprendizado mais qualitativo”, disse o Diretor. Paulo Coelho, destaca ainda a “Campanha Pratique Saúde”, que consiste em conhecer, através de pesquisas, as condições de vida das crianças, seus hábitos alimentares, verificar a carteira de vacinação, aferir a pressão

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arterial, e identificar problemas de visão, audição, peso, altura, gordura abdominal, saúde bucal, entre outras. Para o sucesso desse programa, o SESI conta com uma equipe multidisciplinar de profissionais capacitados.

Paulo Coelho explica que a proposta educacional do SESI contempla o processo de ensino, aprendizagem e pesquisa, através da ação de construção do conhecimento numa abordagem interdisciplinar.

A avaliação torna possível detectar problemas, realizar os devidos encaminhamentos e propor soluções, oferecendo melhores condições para o aprendizado dos alunos.

“Nossa escola conta com material didático próprio, elaborado para possibilitar o desenvolvimento de competências e habilidades fundamentais para o aluno. Embora os professores planejem seu trabalho, utilizando o livro didático como recurso pedagógico a serviço de aprendizagem, nosso ponto de partida é sempre o conhecimentos prévio dos alunos”, acrescentou.

“É preciso mapear inimigos muitas vezes ocultos, fatores de riscos que podem interferir substancialmente no desenvolvimento das crianças e adolescentes, prejudicando assim seu aprendizado. Os resultados são compensadores, uma vez que ao descobrir tais inimigos a tempo, é possível tratá-los e interromper um círculo vicioso de prejuízos, às vezes incalculáveis, , ao processo de desenvolvimento cognitivo, social, emocional e até mesmo de bem estar das crianças”, explicou. Além dessa novidade, o SESI também oferece Ensino Médio de forma articulada com o SENAI .. Com competência e comprometimento, possibilita ao estudante , através de formação técnica em curso de sua escolha, as condições para ingressar no mercado de trabalho , aumentando a perspectiva de inserção social. Outra frente em que a entidade atua é a educação de jovens e adultos (EJA) , oferecida gratuitamente no próprio SESI, bem como nas dependências das indústrias beneficiárias, de forma a contribuir para a formação dos trabalhadores, o exercício da cidadania e até mesmo para manter a empregabilidade.

Ainda no setor de Educação, vale citar a “Educação Continuada – Educação Num Clique”, oferecida gratuitamente no período noturno e aos sábados. Esse projeto propicia aos participantes a familiaridade com a tecnologia, auxiliando na renovação de competências para o mercado de trabalho e ampliando os horizontes de informação e cultura a partir dos momentos de interação.

O SESI e o Vale do Paraíba O SESI é uma das maiores redes particulares de ensino, atendendo por volta de 180 mil alunos em todo o Estado de São Paulo. No Vale do Paraíba, nove escolas oferecem educação de qualidade para os mais de 8 mil alunos. Apenas em São José dos Campos, são mais de 1.300 alunos matriculados.


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ENERGIA JUSTO A PREÇO AJUSTO L E I o sit e Campanha da FIESP pressiona o governo e pede redução de tarifas

com.br Por Thaís Mazini

Nem todos sabem, mas a energia brasileira é uma das mais caras do mundo, quando, na verdade, tem tudo para ser a mais barata. E esse índice se dá, pois o investimento na construção de usinas e sistemas de transmissão e distribuição é bilionário, apesar de 77% de toda essa energia ser produzida em usinas hidrelétricas, a fonte mais barata que existe.

Para que essas construções se viabilizem, o governo faz contratos de concessão com empresas e o investimento é recuperado através da cobrança de um valor adicional nas contas de luz. Ou seja, quem paga pela construção do sistema elétrico é o consumidor. Como a energia elétrica é essencial para o cidadão, não há como não se render a esse gasto. E o brasileiro acaba pagando uma das tarifas mais altas do mundo, superior a países como EUA, China, Índia, Alemanha, França, Japão e Canadá.

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BASTA CUMPRIR A LEI.

Arte: Divulgação

Para corrigir essa distorção, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo – CIESP lançaram a campanha “Energia a Preço Justo”. Esta campanha tem como principal objetivo cobrar a realização de novos leilões no setor elétrico. A partir de 2015,

com o vencimento das concessões, haverá uma excelente oportunidade de reduzir o custo da energia elétrica, reduzindo a conta paga pelo consumidor. Para as entidades, a mobilização pública pode demonstrar ao governo o desejo da população de ver respeitada a legislação e a Constituição. A campanha


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quer mostrar também que há tempo suficiente para a realização de novas licitações para essas concessões. As concessões das usinas mais antigas do Brasil venceram em 1995. Na época, as companhias receberam compensações bilionárias equivalentes a aproximadamente 144 bilhões de reais, em valores de hoje. Além disso, tiveram seus contratos prorrogados sem leilão, sem concorrência, por mais 20 anos, totalizando uma média de 56 anos de concessão. Pela Lei nº 10.848/2004 (conversão da MP 144/2003), passados 35 anos, limite máximo definido para a recuperação do investimento, a tarifa teria que baixar. Essa lei não permite novas prorrogações. Portanto, em 2015, o país poderá avistar os contornos de uma nova realidade. É quando terminam os contratos de 82% das linhas de transmissão, de 40% da distribuição e de 112 usinas hidrelétricas, quase um terço da geração de energia.

Para o presidente das entidades FIESP e CIESP, Paulo Skaf, os novos leilões devem ser realizados pelo critério de menor tarifa. “Com a realização de novos leilões para os contratos que vencerão a partir de 2015, estima-se que a economia para os consumidores poderá chegar a 30 bilhões de reais por ano, o que daria para manter mais dois programas sociais do tamanho do Bolsa Família”, afirma. O Brasil retomou, recentemente, o programa de construção de grandes empreendimentos hidroelétricos. Jirau, Santo Antônio, Belo Monte e Teles Pires estão sendo construídas por consórcios de investidores privados e públicos, ao preço médio ponderado de R$ 83,56/MWh, fixo por 35 anos, corrigido anualmente pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. Este preço de energia, que inclui o custo de construção dessas novas usinas, cai para R$ 20,69/ MWh quando descontado o custo de amortização. E este deverá ser o preço que o consumidor irá pagar após o processo de amortização do

investimento inicial – ou seja, 77% mais barata. Essa redução de tarifa permitirá que as famílias paguem um menor valor na conta de luz, os produtos consequentemente devem ficar mais baratos e, claro, com mais dinheiro, as pessoas comprarão mais. Ou seja, movimentará a economia do país. “Os benefícios serão para toda a sociedade, não apenas para o setor produtivo. Quando você reduz o preço da geração, da transmissão e da distribuição, a conta de toda a população brasileira pode ficar 20% mais barata. E no caso da indústria, ela é a maior classe entre os consumidores, e responde por 44% da energia consumida no Brasil”, diz Paulo Skaf. A energia é essencial no processo industrial, e com o preço alto da energia, a competitividade fica comprometida tanto no mercado interno quando no externo. “E esse custo excessivo também tem contribuído para a transferência de negócios para mercados onde os valores do insumo são mais atrativos”, completa.

Campanha coleta assinaturas com mobilização nacional A campanha “Energia a Preço Justo” foi lançada em agosto deste ano e já mobiliza toda a população. Com a campanha, de alcance nacional, a FIESP cobra do governo o respeito à lei, divulgando amplamente o problema e esclarecendo a população sobre a necessidade dos leilões e os benefícios do cumprimento da legislação vigente.

No site www.energiaaprecojusto.com.br, a população pode ter acesso ao estudo que deu base à campanha, além de se informar sobre todas as implicações do problema e aderir ao abaixo-assinado lançado pela entidade. O tema energia está em evidência nos últimos meses, sendo inclusive pauta do 12º Encontro Internacional de Energia promovido pela

FIESP. Paralelamente, o Comitê Brasileiro da Comissão de Integração Energética (Bracier) promoveu o 2º Seminário Internacional de Interconexões, sobre integração energética na América Latina.

A campanha espera contar com o maior número possível de assinaturas no abaixo-assinado. “Em pouco mais de um mês, o site já conta com cerca de 240 mil apoiadores. Acreditamos que a campanha será fortalecida a cada dia, com a sociedade participando cada vez mais dos debates”, diz Paulo Skaf. O presidente da FIESP completa ainda que a entidade está sempre atenta aos grandes temas de interesse da sociedade e a conta de luz é um deles. “Temos certeza de que a posição

defendida pela FIESP é a que trará melhores resultados para a população, pois está baseada no cumprimento da Lei e nos preceitos constitucionais fundamentais. Além disso, preserva o modelo de concessão em vigor no setor elétrico, que comprovou ser o mais adequado para o país”, completa. A campanha já conta com o apoio de diversas entidades de classe, sobretudo as de defesa do consumidor. Diversas câmaras de vereadores também têm apoiado a manifestação, tendo em vista que essa campanha defende o interesse da população de um modo geral. Associações e sindicatos também têm enviado moções de apoio à campanha. Entre os apoiadores, está o grupo da Frente

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Parlamentar em Defesa dos Consumidores de Energia Elétrica e Combustíveis, lançado na Câmara dos Deputados, em Brasília. Cerca de 240 deputados federais formam a frente, que pretende defender a maior liberdade comercial dos consumidores, atualmente sufocada por restrições regulatórias e pela falta de licitação de concessões de energia elétrica. Durante o ato, os deputados declararam apoio à campanha Energia a Preço Justo e pretendem fechar em breve uma parceria com a FIESP. Segundo a entidade, o deputado César Halum (PPS-TO), presidente da Frente, disse que a união entre as classes engrandece ambas as partes. Segundo Halum, as entidades representantes da indústria de cada estado também devem seguir o exemplo da FIESP. Em publicação no site da entidade, os debates iniciais da nova Frente terão como foco a renovação das concessões de energia elétrica que vencerão a partir de 2015. O presidente da Frente também é contra a renovação sem licitação e defende que a realização de leilões pode diminuir fortemente os preços da tarifa de energia. Apesar do pouco tempo de manifesto, a campanha já obteve resultados positivos. O principal deles foi colocar a população a par da questão, da oportunidade de diminuição do preço de energia com o vencimento das

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concessões. “Há até quatro ou cinco meses, a imprensa era unânime em considerar a prorrogação como um ‘consenso’ entre os especialistas e o governo. Hoje, essa posição mudou. A posição da FIESP foi crucial para a mudança. Tarifa módica é tarifa justa, a menor possível dentro de uma estrutura que cubra os custos operacionais e dê uma remuneração razoável para o concessionário”, diz Paulo Skaf. Ainda segundo o presidente da FIESP, “para estabelecer os preços, o mecanismo mais transparente e isonômico é a licitação. Por meio do processo competitivo, as empresas poderão oferecer preços menores, favorecendo aquele que paga a conta: o consumidor”. A partir daí, o Brasil crescerá ainda mais. Segundo pesquisas, a redução da tarifa seria compensada com o aumento da produção e a diminuição de preço dos produtos, trazendo mais emprego e renda a todos os brasileiros. Em pesquisa realizada pela FIESP para chegar à base dessa campanha, a entidade concluiu que no cenário de re-prorrogação das concessões, o custo ao consumidor brasileiro da geração, transmissão e ICMS nos contratos que vencem a partir de 2015, chega a R$ 1,165 trilhão. Já no cenário de realização dos leilões das concessões, o custo ao consumidor brasileiro

da geração, transmissão e ICMS nos mesmos contratos analisados pelo estudo, monta a R$ 247 bilhões. Ou seja, a diferença entre os dois resultados, isto é, o custo possivelmente evitado pelo consumidor brasileiro, seria de R$ 918 bilhões.

para estabelecer os preços, o mecanismo mais transparente e isonômico é a licitação. Por meio do processo competitivo, as empresas poderão oferecer preços menores, favorecendo aquele que paga a conta: o consumidor.

diz Paulo Skaf, presidente da FIESP/CIESP, do SESI-SP e SENAI-SP

Destes R$ 918 bilhões de custo evitado, excluindo-se os impostos federais e estaduais, e os encargos setoriais, chega-se a um resultado de R$ 682 bilhões. Dos R$ 682 bilhões, o sistema Eletrobras, do Governo Federal, ficaria com 59% (R$ 402 bilhões), a Cemig, do Governo de Minas, com 11% (R$ 78 bilhões), a Cesp, do Governo de São Paulo, com 10,7% (R$ 74 bilhões), a Copel, do Governo do Paraná, com 8% (R$ 56 bilhões) e a Cteep, privada de capital colombiano, com 7% (R$ 48 bilhões).


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Pesquisa aponta que Brasil está acima da média mundial em oferta de energia “

O estudo apresentado pela FIESP concluiu que o Brasil está dotado de um sistema extremamente sofisticado no setor elétrico. Segundo a entidade, o atual marco regulatório está lastreado em quatro pilares fundamentais, sendo eles: planejamento estatal, que estava adormecido desde o processo de privatização, a partir de 1995; participação predominante do setor privado nos investimentos; regulação transparente, previsibilidade do modelo de negócios e segurança jurídica; e modicidade tarifária garantida através de leilões regulados, que utilizam o critério do menor preço ofertado.

Anular os ganhos que a reforma de 2004 introduziu no setor elétrico, satisfazendo o casuísmo de plantão, por indefinidas vezes, é atentar contra uma das políticas públicas mais inovadoras e consistentes em prática no Brasil. (...) Agora, quando o marco regulatório vigente favorece o consumidor, num oportunismo sem precedentes, alguns agentes públicos e privados propugnam nada mais que rasgar o texto legal e a Constituição, buscando normas que beneficiam apenas seus interesses, prejudicando a população brasileira. Fazemos aqui um alerta sobre as consequências que tamanha agressão às normas vigentes poderia ter sobre a estabilidade jurídica futura do ambiente de investimentos no Brasil. A mesma conjunção de formas, que agora poderá atender ao interesse imediato de alguns concessionários, que buscam a satisfação de seus interesses econômicos exclusivos, poderá, em outra situação, prejudicar gravemente a estabilidade regulatória. As leis são criadas para serem obedecidas em todas as situações e não apenas naquelas que favorecem interesses particulares. (...)

A pesquisa diz ainda que é preciso reconhecer que os nove meses de racionamento de energia pelos quais passamos em 2001 e 2002, atestaram a desorganização do sistema elétrico brasileiro de então. E completa: a reforma de 2004, concebida e discutida ao longo de 2003, provocou resultados de sucesso em apenas meia década, o que para o setor de infraestrutura é um prazo excepcional.

Fonte: Vencimento das concessões de energia elétrica – A posição da FIESP, de 15 de agosto de 2011. Foto Ilustrativa

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Região do Vale do Paraíba se beneficiaria com tarifas reduzidas Em entrevista para a Revista do CIESP Vale do Paraíba e Litoral Norte, o economista e pesquisador do NUPES – Núcleo de Pesquisa Econômica e Social da UNITAU, professor Luiz Carlos Laureano da Rosa, comenta o cenário atual da energia e os reflexos desse cenário na região do Vale do Paraíba. Segundo Laureano, a economia do país está em alta, provocando a geração de empregos e o aumento da renda do trabalho, e como consequência, o aumento do consumo de energia, tanto para a população como para a indústria, exigindo novos investimentos em geração e distribuição. Basta observar que cerca de 30 milhões de pessoas ascenderam socialmente, principalmente das classes D e E para a C. Essa nova realidade gerou aumento de consumo de eletrodomésticos, fazendo com que o país tenha um grande desafio pela frente: a expansão da geração e transmissão de energia para atender esse consumo em alta. “Logicamente que além desse movimento, temos outros motivos para nos preocuparmos a curto prazo com o aumento do consumo de energia e, que trata-se dos eventos esportivos (Copa do Mundo em 2014 e Olimpíadas em 2016), investimentos em camada pré-sal e o programa do governo Luz para Todos”, afirma o professor. Ainda segundo o economista, entre 2011 e 2020, a demanda de energia deve subir de 4,8% ao ano, (acompanhando o crescimento do PIB), chegando a 730,1 mil GWh no fim da década, segundo a EPE - Empresa de Pesquisas Energéticas do Ministério de Minas e Energia. O balanço entre a oferta e demanda está equilibrado para os próximos quatro anos. Segundo a EPE, cerca de 70%

da expansão do sistema até 2020 já estão contratados e a capacidade de geração do Brasil deve saltar de 110 mil MWh para 171 mil MWh em 2020. O economista afirma que os tributos e encargos são os responsáveis pela energia ser ainda tão cara no Brasil, e representam a metade da conta de luz, o que atrapalha a competitividade de segmentos industriais. O problema da tributação não é só do segmento energético e sim geral. A tributação do país representa 35% do PIB, índice considerado muito alto. E na área de energia é ainda pior, chegando a 45%.

Logicamente que além desse movimento, temos outros motivos para nos preocuparmos a curto prazo com o aumento do consumo de energia e, que trata-se dos eventos esportivos (Copa do Mundo em 2014 e Olimpíadas em 2016), investimentos em camada pré-sal e o programa do governo Luz para Todos

afirma Luiz Carlos Laureano da Rosa, professor, economista e pesquisador do NUPES – Núcleo de Pesquisa Econômica e Social da UNITAU

O governo abocanha 8,5% da conta de luz, e com o restante dos tributos, chega a ficar com 30% da conta paga pelo consumidor. Ou seja, atualmente, de cada R$ 100,00 pagos pelo consumidor de energia, R$ 45,00 são tributos e encargos. Desses, metade são federais, 47% dos estados, 2,5% são encargos trabalhistas e 0,5% ficam com os municípios.

Laureano está ciente da manifestação da FIESP – “Energia a Preço Justo” –, e a entende como boa causa. “Esta é uma oportunidade ímpar para reduzir os custos de energia no país, uma vez que os investimentos feitos para construir as usinas já foram pagos e isso permite uma forte redução do preço da eletricidade produzida em até um quinto em relação à renovação dos contratos, ou pelo menos negociar uma condição melhor com as empresas que controlam esses empreendimentos. Se isso acontecer, o preço pago pela energia vai se reduzir tanto para os consumidores como para as empresas, e reduzidos os custos de produção, existe a possibilidade de queda nos preços dos produtos fabricados. Obviamente, para o Vale do Paraíba, os benefícios serão grandes”, completa. O economista diz ainda que a responsabilidade do fornecimento de energia é do governo, mesmo quando explorado pela iniciativa privada. E lembra que o consumidor tem direitos assegurados: ter luz de volta no máximo em até 4 horas, caso ela tenha sido cortada indevidamente; ter a energia restabelecida em até 48 horas após cessado o motivo do corte; ser avisado com 15 dias de antecedência sobre o corte de energia por falta de pagamento; ser restituído por eventuais prejuízos causados por falhas no fornecimento de energia; solicitar a verificação de leitura e medidas, caso a sua conta de luz venha com valor muito diferente do normal.

Caso a campanha alcance sua meta, certamente o resultado ajudaria muito no desenvolvimento da economia de uma região de forte concentração industrial como o Vale do Paraíba.

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ENTREVISTA

Nova Diretoria fala sobre metas para próxima gestão Nesta edição, a Revista CIESP Vale do Paraíba e Litoral Norte conversou com os três novos Diretores Regionais, das DR’s de São José dos Campos, Taubaté e Jacareí, que foram empossados no final de setembro ao cargo no quadriênio 2011-2015. Em entrevista, os Diretores falaram de suas expectativas para a nova gestão, os gargalos da indústria na região e o papel do CIESP e seus conselheiros junto às indústrias e empresariado. Acompanhe abaixo a entrevista com Almir Fernandes, de São José dos Campos, Fábio Duarte, de Taubaté e Ricardo de Souza Esper, de Jacareí. por Carolina Ávila

ALMIR FERNANDES Revista CIESP – Qual o sentimento de estar à frente dessa entidade, na sua região? Almir Fernandes – É a mesma satisfação e alegria que tive há quatro anos, quando pela primeira vez assumi a função de Diretor Titular do CIESP, da regional de São José dos Campos. Só que hoje, com muito mais experiência, mais consciente das nossas obrigações e responsabilidades que uma das mais importantes entidades de classe do país exige.

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Almir Fernandes Diretor-Titular do CIESP São José dos Campos Foto: Divulgação


ENTREVISTA

Revista CIESP – Como o senhor vê a principal função da entidade? Almir Fernandes – Não tenho dúvida de que a principal função da entidade é a representatividade. O CIESP tem que representar seus associados, seus interesses e lutar para facilitar a vida do empresário, que é muito difícil neste país cheio de leis, carga tributária, encargos sociais e várias outras burocracias que regem as relações produtivas, prejudicando o dia a dia dos nossos negócios. Revista CIESP – De que forma acha que o CIESP pode atender à indústria e aos empresários de maneira mais efetiva? Almir Fernandes – Temos que ficar atentos vinte e quatro horas nas ações do governo, seja na esfera federal, estadual ou municipal; nos projetos de leis que estão tramitando, nas reivindicações, nos interesses em causa própria, ou seja, em tudo aquilo que sempre acaba onerando e dificultando a vida do empresariado. Revista CIESP – Na sua opinião, onde estão os principais gargalos da entidade? Almir Fernandes – Não digo que seja gargalo, mas sim uma dificuldade da entidade de um modo geral: a comunicação. Ou seja, fazer com que cheguem a todos os nossos associados as ações em que estamos trabalhando, os treinamentos e palestras que estamos realizando, os temas que estão sendo discutidos e o resultado dos nossos trabalhos. É por isso que no ano passado criamos a Revista CIESP Vale do Paraíba e Litoral Norte, para ter um acesso mais direto às indústrias de um modo geral. Estamos percebendo que, após um ano deste projeto, ele começa a dar o resultado que esperávamos e a cada mês que passa está se fortalecendo. Revista CIESP – E do setor da Indústria? Almir Fernandes – O gargalo da indústria sem dúvida alguma é o que chamamos de Custo Brasil; sua alta carga tributária, encargos sociais incompatíveis com o resto do mundo, alto custo da energia, da água, falta de infraestrutura, ou seja, os nossos maiores problemas não estão dentro da indústria e sim do lado de fora dela.

Revista CIESP – O que o senhor espera do Conselho? Almir Fernandes – Espero que eles trabalhem muito unidos à Diretoria Executiva, auxiliem nas decisões, nos projetos, nas deliberações, participem dos nossos eventos e ações, que sejam bem participativos. Revista CIESP – Qual a importância do Conselho e dele ser participativo? Almir Fernandes – Um Conselho participativo dá confiança para os Diretores e colaboradores da entidade. Quando eles estão juntos nas decisões e nos projetos, a probabilidade de alguma coisa sair errado é bem menor, pois temos mais gente discutindo e dando opiniões visando a atender os objetivos da entidade. É muito importante também o conselheiro se sentir prestigiado, e que a participação dele está sendo importante para a entidade, dessa forma ele se doa mais no dia a dia da entidade, participa mais dos eventos e isto é um grande ganho para o CIESP.

Espero que eles (membros do Conselho) trabalhem muito unidos à Diretoria Executiva, auxiliem nas decisões, nos projetos, nas deliberações, participem dos nossos eventos e ações, que sejam bem participativos.

Revista CIESP – Qual a importância do Conselho e dele ser participativo? Almir Fernandes – Um Conselho participativo dá confiança para os Diretores e colaboradores da entidade. Quando eles estão juntos nas decisões e nos projetos, a probabilidade de alguma coisa sair errado é bem menor, pois temos mais gente discutindo e dando opiniões visando a atender os objetivos da entidade. É muito importante também o conselheiro se sentir prestigiado, e que a participação dele está sendo importante para a entidade, dessa forma ele se doa mais no dia a dia da entidade, participa

mais dos eventos e isto é um grande ganho para o CIESP. Revista CIESP – De que forma a própria indústria pode acrescentar às ações da nova diretoria? Almir Fernandes – A indústria tem que usufruir mais da entidade que a representa, e deve levar suas reivindicações, suas demandas para que a entidade ajude a resolvê-las. Também precisa participar das ações e eventos da entidade, solicitar os treinamentos de seus interesses, ou seja, tem que participar e cobrar mais da sua entidade, e com isto ela vai ter o retorno do investimento que faz. Revista CIESP – Como o senhor vê a participação da indústria no sucesso da entidade regionalmente? Almir Fernandes – Quando um associado não participa da entidade a que ele é associado, não tem o porquê de continuar nela. A participação do sócio é fundamental para a sobrevivência e sucesso de qualquer entidade. Entretanto,,para que isso ocorra, ele tem que sentir realmente que essa entidade é importante para ele e que o representa. Nestes termos, acredito que estamos no caminho certo, pois temos apoio da grande maioria dos nossos associados, todas as grandes indústrias da nossa região são associadas do CIESP, inclusive com cadeiras no Conselho da nossa Regional. Mas o mais importante é que conseguimos fazer que tanto as grandes indústrias quanto as médias e pequenas tenham um bom relacionamento conosco, sempre a visando defender interesses comuns. Isso fortalece a entidade. Revista CIESP – Onde irá focar seus esforços neste primeiro ano de gestão? Almir Fernandes – Neste primeiro ano desta nova gestão temos que dar continuidade e aprimorar todas as ações que implantamos na gestão passada, como a Revista CIESP, o Almoço & Negócios das segundas-feiras, o evento de comemoração dos 40 anos da nossa Regional, além das reuniões com empresários nos outros municípios de nossa jurisdição. Também não podemos esquecer que o ano que vem será um ano de eleições

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ENTREVISTA

municipais, quando o CIESP deverá ter uma participação ativa entrevistando todos os candidatos a prefeito de algumas cidades da jurisdição de nossa regional. Revista CIESP – O que acha que poderá acrescentar à nova diretoria? Almir Fernandes – A nossa diretoria está trabalhando unida há quatro anos; apenas o segundo vice-diretor foi substituído. Iniciamos o mandato, em 2007, com Luiz Eduardo Valente, da Petrobras, que teve um papel muito importante na nossa diretoria e foi substituído pelo Nerino Pinho Junior, que nos ajudou muito no projeto da implantação da revista CIESP, além de várias outras ações no sentido de organizar nosso dia a dia, na área financeira, nas licitações de contratos.Já José Cividanes, quando substituiu Nerino, veio para somar todo o conhecimento que já tinha de anos como diretor do CIESP, inclusive como diretor titular que me antecedeu. Nesta nova diretoria, a novidade é o vice-diretor, Luciano Radici, que é uma pessoa com grandes responsabilidades com sua empresa, sendo ele o Diretor Superintendente da RadiciFibras. Sem dúvida, a entrada do Luciano vai somar muito, pois ele está vindo com novas ideias e isso só vem somar ao que eu e o Ney já vínhamos trabalhando. Revista CIESP – Quais os planos e expectativas para esta nova gestão? Almir Fernandes – Temos muitas outras ações que estaremos discutindo com nosso Conselho, como a criação de uma feira do CIESP para divulgar as indústrias e serviços para a indústria do Vale do Paraíba. Vamos trabalhar também para reestruturar os treinamentos da nossa regional e levar estes treinamentos para a nossa sala do CIESP, em Caçapava. Também deveremos discutir a promoção de uma mostra das indústrias das cidades de Jambeiro e Paraibuna, além de eventos em Caraguatatuba e São Sebastião. Esperamos, com estas e muitas outras ações que iremos implantar, conseguir aumentar em 40% a quantidade de associados nesses próximos quatro anos.

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ANO II - NÚMERO 10 OUTUBRO / NOVEMBRO

Fábio Duarte Diretor-Titular do CIESP Taubaté Foto: Divulgação

Fábio Duarte Revista CIESP – Qual o sentimento de estar à frente dessa entidade, na sua região? Fábio Duarte – É um sentimento de alegria. Nós já participamos há sete anos da diretoria de Taubaté e o trabalho que desenvolvemos junto ao Albertino (ex-diretor) foi muito bom, sempre em muita harmonia e, consequentemente, muita alegria. Só espero corresponder à expectativa que estão depositando em mim.

Revista CIESP – Como o senhor vê a principal função da entidade? Fábio Duarte – O CIESP tem como principal função atender e facilitar a vida dos associados. Fazer com que os problemas deles passem a ser do CIESP e procurar solução para esses problemas. É claro que existem outras atividades, não menos importantes, mas que eu considero secundárias, que são aquelas que envolvem a comunidade como um todo.


ENTREVISTA

Revista CIESP – De que forma acha que o CIESP pode atender à indústria e os empresários de maneira mais efetiva? Fábio Duarte – Eu acredito que a forma de atendimento mais efetiva é o aumento da representação. Quanto mais empresas estiverem associadas ao CIESP, mais robustez esse sistema vai ter e, consequentemente, ele vai ser mais facilmente ouvido. A forma de atender o empresariado hoje é criar uma gama de representações, uma capilaridade maior do que nós temos hoje. Revista CIESP – Na sua opinião, onde estão os principais gargalos da entidade? Fábio Duarte – Eu acho que hoje nós temos uma divisão das regionais que não corresponde à nova realidade econômica. Essa divisão aconteceu há muitos anos, talvez décadas. Então, hoje não necessariamente as divisões que existem no CIESP e suas regionais correspondem à pujança industrial dessas regiões. Nesse ponto, encontramos um gargalo porque, por exemplo, aqui no Vale do Paraíba, na Regional de Taubaté, não temos uma área de atuação da qual podemos falar que é primordial e preponderante dentro dessa região. Nós temos plásticos, explosivos, temos alimentos, autopeças, montadoras, temos montadoras de motores, suplementos para aeronaves, uma indústria de commodity muito grande. Então nós não temos uma vocação. Isso talvez fosse importante, uma nova divisão, para termos uma vocação mais definida e assim atendermos melhor nossos associados. Revista CIESP – E do setor da Indústria? Fábio Duarte – A infraestrutura. Nós temos atendido bem aquilo que é mão de obra, especialização. Temos empresas fornecedoras de tamanho adequado, mas a infraestrutura está muito falha. Temos ainda deficiências em estradas, nas ferrovias, nos portos e um porto de elevada utilização em São Sebastião, mas não temos como chegar até lá e escoar a produção. A infraestrutura é o principal gargalo da indústria no Vale do Paraíba. Revista CIESP – O que o senhor espera do Conselho?

Fábio Duarte – Nosso conselho é um conselho sobretudo de amigos. São pessoas que já vêm nos acompanhando há algum tempo e espero que tenham uma participação efetiva, no sentido de trazer-nos as soluções que por acaso não pudemos encontrar naquele momento. Do conselho também sairão nossos grupos temáticos. Pretendemos ampliar e implantar novos grupos, como o Integração Técnica e Acadêmica, para aliar a indústria às academias, às escolas; um grupo de Meio Ambiente, para tratar de assuntos preponderantes, ainda mais para nós que estamos em meio a duas serras e o vale do rio Paraíba; um que trate apenas da parte de tributação, outro que trate da parte de comércio exterior, e o que trate do Núcleo de Jovens Empreendedores, que ao meu ver é o futuro do CIESP. Nós vamos fazer com que o conselho seja participante dentro desses outros grupos para nos auxiliar a tomar as decisões.

Eu acredito que a forma de atendimento mais efetiva é o aumento da representação. Quanto mais empresas estiverem associadas ao CIESP, mais robustez esse sistema vai ter e, consequentemente, ele vai ser mais facilmente ouvido. A forma de atender o empresariado hoje é criar uma gama de representações, uma capilaridade maior do que nós temos hoje.

Revista CIESP – Qual a importância do Conselho e dele ser participativo? Fábio Duarte – É fundamental. Nosso conselho não é um conselho fiscal e sim um consultivo. A importância é justamente essa, porque dentro de um conselho nós conseguimos colocar empresas de todas as cidades em que nós temos uma representatividade. Então, o que acontece, se nós

temos lá as suas vocações próprias, nós vamos ter essa pluralidade do conselho, a possibilidade deles nos trazerem problemas e soluções mais específicas das áreas onde essas empresas hoje estão localizadas. Acho que essa é a maior importância do Conselho hoje. Revista CIESP – De que forma a própria indústria pode acrescentar às ações da nova diretoria? Fábio Duarte – Nós temos grandes indústrias que não necessariamente têm sedes dentro da Regional de Taubaté. Como todos sabem, o CIESP é uma associação espontânea e nós dependemos da contribuição efetiva das empresas. O que pedimos é que as grandes empresas que não são associadas pela nossa Regional possam dar uma contribuição extraordinária, ao se associarem e criarem vínculos com o CIESP Taubaté, trazendo para cá algum tipo de contribuição. Porque é através dessa contribuição que realizamos nosso trabalho, que é voluntário, mas custa toda a manutenção dessa estrutura e a representação que temos hoje, mesmo fora da nossa Regional. A aproximação dessas empresas representa uma contribuição muito grande. Revista CIESP – E como o senhor vê a participação da indústria no sucesso da entidade regionalmente? Fábio Duarte – É fundamental. Nós somos o Centro das Indústrias de São Paulo. Eu falo para todo mundo: essa é a casa da indústria, nós estamos sempre de portas abertas a quem é associado ou não para trazer aqui as suas demandas, que vamos tentar achas as soluções. Então a participação da indústria é simplesmente fundamental. Revista CIESP – Onde irá focar seus esforços nesse primeiro ano de gestão? Fábio Duarte – Nós vamos nos focar em quatro frentes. A primeira delas é justamente a ampliação do número de associados. Defendemos que quanto mais associados tivermos, maior será nossa representatividade e mais fácil acharemos soluções. Em segundo, focaremos na solução dos problemas

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ENTREVISTA

dos nossos associados, quer sejam regionalmente quer sejam no âmbito do Estado. Vamos trabalhar firme para achar soluções para essas demandas. Em terceiro lugar, vamos iniciar um estudo de infraestrutura, que consideramos o principal gargalo do desenvolvimento. Vamos convidar especialistas para atuar junto ao Vale do Paraíba, na Regional de Taubaté, no sentido de propor soluções que defenderemos no âmbito estadual, quiçá federal, para poder trazer solução. E em quarto lugar, o que consideramos muito importante, é a integração com o poder público. Como nós temos 28 municípios em nossa base, queremos nos aproximar dessas prefeituras, das secretarias de desenvolvimento, para fomentar esse intercâmbio e atender às demandas da indústria de uma forma geral.

O CIESP tem como principal função atender e facilitar a vida dos associados. Fazer com que os problemas deles passem a ser do CIESP e procurar solução para esses problemas.

Revista CIESP – O que acha que poderá acrescentar à nova diretoria? Fábio Duarte – O que eu espero acrescentar e garantir às pessoas que estão vinculadas ao CIESP é que vamos nos dedicar firmemente ao trabalho. Esse trabalho é um trabalho voluntário e nos dedicamos a ele de maneira espontânea, porque queremos fazer isso. Revista CIESP – Quais os planos e expectativas para esta nova gestão? Fábio Duarte – Os planos são os quatro pilares que já citei e a expectativa é que, daqui alguns anos, quando estivermos deixando o CIESP, porque nós também acreditamos na renovação, esperamos ter mais associados, e associados ainda mais satisfeitos com o trabalho que realizamos.

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ANO II - NÚMERO 10 OUTUBRO / NOVEMBRO

Ricardo de Souza Esper Diretor-Titular do CIESP Jacareí Foto: Divulgação

Ricardo de Souza Esper Revista CIESP – Qual o sentimento de estar à frente dessa entidade, na sua região? Ricardo Esper – Sinto-me privilegiado por ter sido eleito Diretor Titular. Desde 2005, participo das decisões na Federação e no Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP/CIESP), contando com o apoio do presidente Paulo Skaf. Acredito que à frente do CIESP, em Jacareí, poderei contribuir ativamente com o empresariado regional (Jacareí, Santa Branca e Igaratá).

Revista CIESP – Como o senhor vê a principal função da entidade? Ricardo Esper – O CIESP como liderança empresarial tem por objetivo defender os interesses da indústria e dos demais setores produtivos. Acredito que nos últimos anos, nossos esforços em prol de melhorias em infraestrutura e condições de mercado foram bem sucedidos. Contudo, é indispensável que estejamos cada vez mais engajados no fortalecimento do nosso parque industrial, bem como no atendimento às reivindicações pelas reformas estruturais, que são indispensáveis para ampliar a competitividade dos produtos brasileiros.


ENTREVISTA

Revista CIESP – De que forma acha que o CIESP pode atender à indústria e os empresários de maneira mais efetiva? Ricardo Esper – O CIESP, com sua capacidade mobilizadora, tem contribuído de forma positiva para o fortalecimento da nossa indústria. Entretanto, é importante ressaltar que há muito para fazer, sobretudo no que se refere à competitividade das nossas empresas. Acredito que a entidade poderá ajudar os empresários a pleitear junto ao Poder Público melhores condições de mercado, investimentos em infraestrutura e qualificação profissional. Aliás, estamos trabalhando para disponibilizar serviços à comunidade empresarial, exemplo disso são: Emissão de Certificados de Origem para o Comércio Exterior, Posto de Serviços da Junta Comercial e, dentro de algumas semanas, estaremos iniciando os trabalhos de Certificação Digital.

Regionais, Municipais e Distritais do CIESP. No caso da Diretoria Regional de Jacareí, podemos destacar a participação efetiva em auxiliar os diretores na condução dos trabalhos e no atendimento às reivindicações do nosso quadro associativo. É importante destacar, também, que os conselheiros são representantes das empresas associadas, ou seja, sua participação nos ajudará no atendimento às necessidades das empresas e na busca por novos associados.

Revista CIESP – Em sua opinião, onde estão os principais gargalos da entidade? Ricardo Esper – Acredito que um dos principais gargalos da entidade consiste na deficiência em divulgar os benefícios oferecidos aos associados. O CIESP pode auxiliar os empresários em diversas frentes, e isso precisa ser difundido entre os empresários.

O CIESP como liderança empresarial tem por objetivo defender os interesses da indústria e dos demais setores produtivos. Acredito que nos últimos anos, nossos esforços em prol de melhorias em infraestrutura e condições de mercado foram bem sucedidos. Contudo, é indispensável que estejamos cada vez mais engajados no fortalecimento do nosso parque industrial, bem como no atendimento às reivindicações pelas reformas estruturais, que são indispensáveis para ampliar a competitividade dos produtos brasileiros.

Revista CIESP – E do setor da Indústria? Ricardo Esper – A indústria precisa aumentar o seu envolvimento dentro das atividades da Casa. Revista CIESP – O que o senhor espera do Conselho? Ricardo Esper – O Conselho irá contribuir de forma significativa para o êxito dos trabalhos desenvolvidos pela entidade. Não tenho dúvidas de que os nossos conselheiros estarão dando sua contribuição singular para o fortalecimento institucional do CIESP, bem como das empresas associadas. Revista CIESP – Qual a importância do Conselho e dele ser participativo? Ricardo Esper – O Conselho tem participação fundamental dentro das 42 Diretorias

Revista CIESP – e que forma a própria indústria pode acrescentar às ações da nova diretoria? Ricardo Esper – Felizmente, contamos com o apoio incondicional dos industriais. Penso que com a participação ativa das indústrias, sejam associadas ou não associadas, poderemos pleitear os investimentos que se fazem necessários no Vale do Paraíba.

Revista CIESP – Como o senhor vê a participação da indústria no sucesso da entidade regionalmente? Ricardo Esper – Quando falamos em Indústria, estamos tratando de um setor importantíssimo na atividade econômica

mundial. Afinal, ali se criam milhares de empregos, que garantem uma vida digna a muitos cidadãos. No caso da Indústria regional, posso afirmar que sua contribuição tem sido muito positiva, especialmente na condução e no fortalecimento das reivindicações lideradas pelo CIESP e pela FIESP. Revista CIESP – Onde irá focar seus esforços neste primeiro ano de gestão? Ricardo Esper – Nossos esforços estarão focados no fortalecimento da entidade, buscando atender os pleitos das empresas associadas. Revista CIESP – O que acha que poderá acrescentar à nova diretoria? Ricardo Esper – credito que os diretores-adjuntos: Cláudia P. de Oliveira e José Carlos Pelóia serão fundamentais para atingirmos as metas estabelecidas para o quadriênio 2011/2015. Além disso, é importante destacar que a Cláudia foi coordenadora do NJE (Núcleo de Jovens Empreendedores) e conhece os anseios das pequenas e médias empresas. Revista CIESP – Quais os planos e expectativas para essa nova gestão? Ricardo Esper – Primeiramente, estamos trabalhando para iniciar o processo de Certificação Digital, pois acreditamos que este serviço será de suma importância para os empresários e sociedade civil. Entre as expectativas para o quadriênio 2011/2015, acredito que deveremos discutir melhorias do ponto de vista regional, especialmente com a chegada da Sany do Brasil, Chery Automobile e Teknia Tecnotubo, que estão iniciando a construção de suas unidades industriais. Além disso, outras empresas estão ampliando suas instalações (Cebrace, Adatex, entre outras) e, consequentemente, precisamos estar preparados para atender essa nova demanda por infraestrutura e mão de obra qualificada. Tenho certeza de que poderemos debater essas questões e promover ainda mais desenvolvimento para a nossa cidade e região.

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CIESP SOCIAL

S Ã O PAU L O

Foto: Divulgação

Cerimônia de Posse das

Diretorias

Na noite do dia 26 de setembro, foi realizada a cerimônia oficial de posse das Diretorias do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) para o quadriênio 2011-2015. O evento aconteceu no Theatro Municipal de São Paulo, e reuniu aproximadamente 2 mil pessoas. Estiveram presentes na solenidade, entre autoridades, empresários, representantes de entidades da sociedade civil, estudantes do Sesi-SP e Senai-SP, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab, o governador Geraldo Alckmin, senadores, ministros de Estado e representantes diplomáticos de mais de 30 países.

Paulo Skaf é reeleito

Na foto da esquerda Almir Fernandes, Paulo Skaf (presidente da FIESP-CIESP) e Ney Pasqualini Bevacqua e na foto acima Paulo Skaf e Felipe Cury (foto: Divulgação)

Presidente da FIESP e do CIESP Contando com o apoio expressivo dos empresários, a chapa única, liderada por Paulo Antonio Skaf, foi reeleita para mais um mandato na FIESP – com 121 dos 123 votos dos presidentes de sindicatos patronais – e no CIESP, com mais de 2 mil votos; duas das votações mais expressivas da história das entidades. À frente das entidades da Indústria paulista, Skaf liderou a campanha contra a

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CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), extinta em 2007; e lutou pela criação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, em 2009. Mais recentemente, as entidades se engajaram na campanha “Energia a Preço Justo”, que visa a reduzir o custo da energia elétrica no país, por meio da realização de leilões para as concessões que vencem a partir de 2015.

Paulo Skaf (presidente da FIESP-CIESP) e Vlademir de AndradeAlves (Conselheiro e proprietário da Açoport)


CIESP SOCIAL

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

CIESP sjc empossa novos Diretores Casa cheia na cerimônia de Posse da Nova Diretoria do CIESP, em São José dos Campos: a sede do CIESP recebeu, na noite do dia 29 de setembro, os conselheiros e diretores que foram empossados, além de empresários, a imprensa e autoridades. Entre eles, o Prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury e o Prefeito de Caçapava, Carlos Vilela. Na nova gestão estão Almir Fernandes, reeleito Diretor Regional, e os vices Ney Pasqualini e Luciano Radici. Durante a cerimônia, Felipe Cury – reeleito vice-presidente do CIESP -, empossou os diretores e conselheiros. Em seu discurso, Felipe disse ser testemunha ocular do crescimento do CIESP na região. Com carinho, contou sua trajetória na entidade e relembrou amigos que fizeram parte da diretoria regional. Em especial, recordou a gestão de Juarez WanderleY, que trouxe grande credibilidade à casa e, segundo ele, teve uma legião de sucessores que fizeram jus ao cargo de diretor-regional. “Tivemos uma sequência de diretores que, mesmo na base do voluntariado, fizeram muito pelo CIESP. E o Almir Fernandes deu continuidade aos trabalhos com grande destaque. Como em time que está ganhando não se mexe, ele aceitou, após um forte apelo do nosso presidente Paulo Skaf e de todos da nossa regional, esse cargo por mais quatro anos. Tenho a certeza de que a casa está em festa”, disse.

Os vices-diretores Luciano Radici e Ney Pasqualini compuseram a mesa ao lado de Eduardo Cury, Prefeito de São José dos Campos, Almir Fernandes, Diretor-Titular do CIESP SJC, Felipe Cury, Presidente da ACI de SJC e do Carlos Vilela, Prefeito de Caçapava durante a cerimônia de posse, em São José dos Campos (Foto: Divulgação)

Almir Fernandes é empossado por Felipe Cury, durante o evento (Foto: Divulgação)

Felipe Cury entrega certificado ao vice-diretor Ney Pasqualini (Foto: Divulgação)

Luciano Radici também recebe a homenagem pelas mãos de Felipe Cury (Foto: Divulgação)

Cerimônia de posse acontece com a casa cheia, em São José dos Campos (Foto: Divulgação)

Almir Fernandes agradeceu a todos que fizeram parte da sua última gestão e mostrou-se muito entusiasmado para os próximos quatro anos. “Temos um time de peso para fazer um CIESP melhor para os associados e para a indústria Paulista. Agradeço a confiança que depositaram em mim e estou muito honrado por representar novamente nossa regional”. O evento foi encerrado com um coquetel.

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CIESP SOCIAL

TAUBATÉ

Em Taubaté, a Diretoria foi empossada em cerimônia oficial Uma cerimônia oficial marcou a posse da nova diretoria e os conselheiros do CIESP Taubaté. O evento foi realizado no SENAI de Taubaté, no dia 29 de setembro. Mais de 100 convidados, entre empresários, autoridades e imprensa, acompanharam a solenidade. O bispo Dom Carmo Rhoden também participou da cerimônia e fez uma benção para a nova diretoria. O empresário Fábio Duarte, da OLGBER, assume o cargo de Diretor Titular, e os empresários Antonio Augusto Guimarães de Oliveira, da TIQ, e José Lourenço Júnior, da PINHA, tomaram posse como 1º e 2º Vice-Diretores, respectivamente.

Mesa composta por diretores do CIESP representante da prefeitura de Taubaté e autoridade eclesiástica (Foto: Divulgação)

A solenidade também empossou o novo quadro de conselheiros e homenageou ex-diretores do CIESP, que neste ano completa 60 anos de fundação. Deixa a diretoria do CIESP Taubaté e passa a fazer parte da vice-presidência do CIESP São Paulo, o empresário Albertino de Abreu. Na função de diretor plenário estadual, Carlos Inocêncio Nunes também passa a fazer parte do quadro de colaboradores do CIESP São Paulo.

Conselheiros do CIESP Taubaté (Foto: Divulgação)

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Auditório do SENAI Taubaté durante cerimônia de posse (Foto: Divulgação)

Fábio Duarte, Luigi Turrini e Albertino Abreu (Foto: Divulgação)

Antonio Augusto, Fábio Duarte e José Lourenço Júnior (Foto: Divulgação)


CIESP SOCIAL

JACAREÍ

CIESP JACAREÍ PARTICIPA DE POSSE OFICIAL A diretoria do CIESP Jacareí também participou da cerimônia oficial de posse das Diretorias do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), que aconteceu no dia 26 de setembro no Theatro Municipal de São Paulo. Em Jacareí, a cerimônia de posse aconteceu simultaneamente às outras regionais, no dia 29 de setembro, reunindo a nova diretoria, novos conselheiros, além de convidados e autoridades.

Representantes da regional de Jacareí prestigiam evento de posse em São Paulo (Foto: Divulgação)

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C O M A PA L AV R A

As opiniões divulgadas nos artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam necessariamente a opinião do CIESP.

Próspero Ano Novo! Caro empresário, estamos entrando no último trimestre de 2011 e está na hora de se iniciarem os planos para o próximo ano. Pelo visto, 2012 será um ano de muitas incertezas,tanto quanto foi 2011. Os mercados tais como investimentos, commodities e câmbio devem continuar instáveis. Essas incertezas poderão causar um impacto significativo nas margens de lucros e fluxo de caixa; porém, esse cenário de instabilidade não é o único responsável por tal impacto, mas é preciso também pensar nos tributos. Consequentemente, para as empresas que possam optar pelo Lucro Presumido, é importante uma análise criteriosa sobre a composição de seus custos e de suas margens com o intuito de identificar qual o regime de pagamento de imposto está mais adequado ao perfil de sua empresa. Outro aspecto importantíssimo decorre da análise da base de cálculo do PIS e da COFINS. Essas contribuições siamesas possuem base de cálculos totalmente diferentes pelo regime de Lucro Presumido e pelo Regime de Lucro Real. Pelo regime de Lucro Presumido, empresas não têm direito a crédito das contribuições nas aquisições, porém sofrem uma alíquota mais baixa (3,65% combinados sobre o faturamento). Já pelo regime de Lucro Real, as empresas têm direito a crédito na aquisição de produtos e serviços, desde que condicionadas às regras estabelecidas pela legislação pertinente, porém com uma alíquota combinada de 9,25% sobre o faturamento. Ainda, há casos de regime especiais de PIS e COFINS, como do setor aeronáutico, dentre outros.

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Portanto, é indispensável que as empresas conheçam efetivamente não só a composição de seus custos, mas o que lhes dá direito ou não direito a crédito desses tributos. Por exemplo, empresas com pesado custo de emprego de mão de obra, em relação ao mix de recursos empregados na atividade, podem ter uma alta carga tributária do PIS e COFINS optando pelo Lucro Real, já que salários e benefícios pagos a empregados não dão direito a crédito. Outro aspecto importante para as empresas que pretendem adotar o Lucro Presumido é a extensão do SPED Contábil para empresas nesse regime de tributação. Assim, como ocorreu com as empresas optantes pelo Lucro Real nos anos de 2008 a 2010, as empresas que optarem pelo Lucro Presumido em 2012 terão que arcar com os custos de conformidade pela adoção do SPED Contábil, bem como manter sua escrituração contábil em boa ordem.

por Luciano De Biasi Contador e sócio-diretor da De Biasi

nas bases de cálculo de tributos do PIS e COFINS e a uma análise criteriosa nos ajustes a serem feitos na base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e do IRPJ, feitas por especialistas, podem ajudar você, Empresário, a ter um próspero 2012.

Adicionalmente, as demais empresas obrigadas à apuração do Lucro Real ou que vão optar pelo Lucro Real devem estar atentas não somente à composição de sua base de PIS e COFINS, mas também aos ajustes da base de cálculo dos tributos incidentes sobre o lucro, no sentido de anular os impactos da adoção da nova norma contábil (IFRS). A adoção do IFRS não pode gerar qualquer efeito no cálculo dos tributos. Esses ajustes podem se tornar complexos e a chance de pagamento a mais ou a menos de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e IRPJ (também de PIS e COFINS) é considerável. Por isso, a manutenção de um sistema contábil confiável e eficaz, aliada a uma revisão

Foto Ilustrativa


C O M A PA L AV R A

prevenção

ao Câncer de Mama Estudos observacionais indicam que o comportamento humano relacionado ao estilo de vida, o que inclui principalmente uma dieta descuidada e falta de atividade física, podem contribuir para o aumento da incidência de câncer de mama em todo o mundo. Segundo os dados do Instituto Internacional do Câncer nos Estados Unidos, durante os anos de 1990 a 2000, a taxa de incidência de câncer de mama vinha aumentando cerca de 3% ao ano.

podemos somente pensar no físico, mas temos que pensar em tudo que é preciso para manter uma vida saudável. Está claro, portanto, que nas diferentes relações e interesses humanos - familiar, emocional, social financeira, e física -, a saúde tem que estar em equilíbrio. É preciso um olhar diferenciado para si e esse cuidar fará com que a mente e o físico fiquem em harmonia, promovendo qualidade de vida.

Existe todo um contexto em relação ao câncer de mama.; não há somente um fator agravante, mas vários como: poluição, hereditariedade, alcoolismo, tabagismo, maus hábitos alimentares, mulheres que não amamentaram, stress. Entre as causas do stress entre as pacientes de câncer estão o medo da morte ou a perda do símbolo da maternidade, da feminilidade e sedução; quer dizer, a perda do controle sobre o que tem valor nas suas vidas. Hoje em dia precisamos estar em dia com nossa saúde e quando se fala em saúde não

Dra. Flávia Abdon Abrahão Souza Psicóloga cooperada da Ativia

Se conquistarmos sobretudo esse equilíbrio emocional, pois um problema desencadeia outro, estaremos livres de uma boa parte das doenças que surgem no decorrer de nossas vidas. A ideia é acrescentar a nós, mulheres, qualidade de vida, que hoje se destaca no sentido de prevenir. Obviamente,, a prevenção não elimina todos os riscos, porém a possibilidade de ser acometido pela doença é bem menor e isso faz qualquer esforço valer a pena. As nossas vidas foram feitas para serem vividas e não sofridas. Aprender a viver bem previne doenças.

a. “O resfriado escorre quando o corpo não chor comunicar as aflições. A dor de garganta entope quando não é possível m sair. O estômago arde quando as raivas não consegue O diabetes invade quando a solidão dói. O corpo engorda quando a insatisfação aperta. ntam. Dor de cabeça deprime quando as dúvidas aume ce terminar. O coração desiste quando o sentido da vida pare intolerável. A alergia aparece quando o perfeccionismo fica çadas. As unhas quebram quando as defesas ficam amea . O peito aperta quando o orgulho escraviza O coração enfarta quando chega a ingratidão A pressão sobe quando o medo aprisiona na” tiraniza. As neuroses paralisam quando a “criança inter as fronteiras da imunidade.” A febre esquenta quando as defesas detonam

Mário Quintana

*A fita rosa é usada para representar apoio a luta conta o câncer de mama e promover sua conscientização.

As opiniões divulgadas nos artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam necessariamente a opinião do CIESP.

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C O M A PA L AV R A

TRIBUTOS, INOVAÇÃO, RECEITA A arrecadação de tributos já ultrapassou, este ano de 2011, um trilhão de reais e caminha, até dezembro próximo, para 1,5 trilhão de reais. E o Governo da nossa República Federativa do Brasil, entusiasmado pelo sucesso arrecadatório, não cessa de imaginar novos impostos como modelo para retirar, de empresas e trabalhadores, novas contribuições para aumentar a receita e com isso a reserva, já de 320 bilhões de dólares, em títulos do Governo dos Estados Unidos, em grande parte, e se firmar como economia de respeito, embora pouco ativa. As críticas a tal submissão ao respeito internacional não são infundadas já que poderia ser substituída por investimentos em educação de melhor qualidade em todos os níveis, mediante treinamentos de professores, principalmente do ensino básico; e ainda na infraestrutura de hospitais, transportes, comunicação, energia e quanto mais! “Governar é fixar prioridades e cumpri-las”, dizia o Governador Franco Montoro, em boa síntese, apontantando para o essencial. É necessário gerar condições de acesso a uma vida com máxima liberdade e eficácia, como essência do que é existir.Para tanto, arrecadar é um meio. Mas parece estar sendo entendido e convertido como fim; prática que traz lá seus efeitos - imobilizar é deixar de inovar, é asfixiar, deixar de cumprir a função da governança, que é proporcionar a sustentabilidade do que é priorizado. Por outro lado, a inovação é também uma forma de criação com liberdade muito grande, desde que produtora de resultados sustentáveis. E o acesso à energia é condição de vida com liberdade e eficácia. O petróleo vem sendo uma fonte de energia com grande disponibilidade, possibilita e em grande parte facilita a mobilidade das pessoas. Entretanto, até quando o petróleo estará disponível?

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ANO II - NÚMERO 10 OUTUBRO / NOVEMBRO

Prazos fixados têm sido superados e agora o pré-sal abre novas perspectivas. É preciso, porém, pesquisar o acesso a energias alternativas; além da eólica, nuclear e hidroelétrica; sobretudo. Como um bom exercício de inovação, propomos a seguinte alternativa para você pensar: Como seria possível utilizar o processo de fotossíntese como meio sustentável de captação de energia utilizável para realização de trabalho útil? Afinal, as florestas estão aí, mostrando os resultados de uma fantástica captação de energia, responsável pela nossa vida na Terra. E o Sol, fornecedor de energia, oferece garantias de continuidade praticamente infinita. E não foi sem razão que os egípcios cultuaram o Sol como um Deus generoso e sempre presente. Bem, mas o assunto era o sucesso muito cultuado pelas nossas autoridades fazendárias de aumentar tributos para cada problema surgido; uma discussão que me leva ao Professor Phillip Morrison, físico nuclear que trabalhou com Fermi e colheu alguma notoriedade. Fermi teve papel crucial no domínio da energia nuclear, para fins pacíficos ou de guerra, que conduziu à produção da bomba atômica: responsável pela destruição de Hiroshima e Nagasaki e por acelerar o fim da guerra mundial de 1944/1949. Fermi tinha o hábito de formular perguntas inovadoras de difícil resposta, que conduziram a estudos e teses importantes. Era, sobretudo, uma técnica de tirar alunos e professores da inércia, e proporcionar criatividade e rompimento do ensino conformado com o entendimento do que já havia sido entendido por alguém. Morrison, por sua vez, ficou muito conhecido por ser o encarregado da página de apresentação em todos os números da Revista Scientific American. E conseguia discorrer sobre assuntos, os mais diversos, com profundidade.

por Antonio de Souza Teixeira Júnior Prof. Dr., Vice-reitor da UNIVAP

Conheci o Professor Morrison em curso para atualização de professores de Física na PUC-RIO, quando nos inteirou dos sucessos de Fermi com a formulação de perguntas que conduziam à necessidade de soluções inovadoras, já que as respostas não eram encontradas em nenhum texto publicado. E, num passeio, após o almoço, nos domínios da PUC, vendo uma bananeira, formulou-nos a pergunta: qual o peso do cacho de bananas a partir do conhecimento da área total das folhas? A pergunta nos obrigou a utilizar a fotossíntese, alguma mecânica quântica, medidas de temperatura das folhas, tempo de vida do cacho de bananas e ainda correção para outras formas de absorção de energia da planta, pelas raízes. As “perguntas de Fermi” são uma forma de mudança no ensino de ciências, mas permitem inclusões em todas as áreas. Bem, voltemos às arrecadações de novos tributos como forma preferida e única para resolver a governança do Brasil. Um bom exercício dirigido aos 24 Ministros, 9 Secretários e 5 componentes a assessoria da Presidência da República poderia ser o de procurar uma forma sustentável de aumentar a receita: Que tal um esforço concentrado no aumento da produtividade industrial, extrativista, agrícola-pastoril e de serviços em geral, e nos deixar um pouco menos sobrecarregados de impostos, os quais - no caso de muitos assalariados - correspondem a quatro meses de salários por ano dedicados a pagamentos de tributos? E para quem teve a paciência de ler estas considerações, que tal fazer um esforço a mais de dar uma solução para a energia a partir da fotossíntese como modelo sustentável?

As opiniões divulgadas nos artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam necessariamente a opinião do CIESP.


C O M A PA L AV R A

Incertezas Econômicas O Brasil é um mercado atraente, mesmo com a crise que assola a Europa em 2010/2011. Isso porque, na visão dos economistas, o país tem gente e demanda reprimida, o que gera mercado consumidor interno. Atravessa a crise com mais facilidade; cai, porém, no descumprimento das metas inflacionárias. Quem não fez, ou conhece alguém que tenha feito a escolha - nos últimos meses - de fazer compras de roupas e bens de consumo no exterior. Isso porque o dólar baixo incentivava o acesso de brasileiros ao mercado externo. Mas não é só isso. Aqui se cobra muito imposto. Todos sabem que a carga tributária brasileira, dependendo do produto ultrapassa 39%. O governo se defende, dizendo que um país que cresce, tem necessidade de investimento em infraestrutura precisa de carga tributária elevada, para construir estradas, pontes, viadutos, ferrovias, portos e aeroportos. Mas o problema é que os impostos são altos e não se constrói nada. Nem uma rodovia nova, nem um porto novo. Nem um aeroporto. Para o governo, tudo hoje é Parceria Público-Privada - PPP. Esse modelo reserva para o Estado uma contrapartida de até 20%. 80% são responsabilidade do “mercado”. Não se pensa mais no Estado como único realizador de obras; logo, por que impostos tão altos? Há anos, entra governo e sai governo, é ansiada pelo setor industrial a duplicação da

por Rodrigo Cabrera Gonzales Advogado tributarista, sócio da Cabrera Gonzales Advogados, coordenador jurídico do CIESP São José dos Campos.

Rodovia dos Tamoios. Ninguém pede isso para chegar mais rápido às férias. Requer-se por uma questão de mitigar gargalo à exportação. O Governo Paulista é silente, esquivo, não tem planejamento, escora-se na falta de recursos para não realização da Duplicação da Rodovia dos Tamoios. A obra é desejo do discurso político e do vazio das intenções. Uma PPP resolveria os desafios financeiros; a iniciativa privada, os de engenharia. Porém, inexplicavelmente, não se faz. O Porto de Santos continua a ser um porto abarrotado. E São Sebastião, um porto relegado a segundo plano. Sofre com isso nosso comércio exterior, que necessita de infra-estrutura viável para implementar uma política eficaz de exportação, a fim de manter a balança comercial favorável.

Não ganhamos o mundo, muitas vezes, por falta de portas de saída.

O recolhimento recorde de tributos no Brasil é um paradigma interessante: o governo usa mal o dinheiro publico e as empresas estão cada vez mais obrigadas a recolher tributos. Há manifestações de empresários se indagando, ao pagar uma guia, para qual político corrupto vai o ICMS, IPI, IRPJ, PIS e COFINS que são recolhidos (vide os escândalos no Ministério dos Transportes). Na outra vertente, o governo tenta cortar privilégios, conter

As opiniões divulgadas nos artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam necessariamente a opinião do CIESP.

PPP resolveria “osUma desafios financeiros;

a iniciativa privada, os de engenharia. Porém, inexplicavelmente, não se faz. O Porto de Santos continua a ser um porto abarrotado. E São Sebastião, um porto relegado a segundo plano.

os gastos públicos, moralizar as relações partidárias com o Poder, a fim de implementar as obras de que o país precisa para crescer. Enquanto a Carga Tributária for proporcional à necessidade administrativa do estado e não à capacidade econômica do contribuinte, teremos esse tipo de distorção; esse desencontro entre vontade, necessidade e desejo político. Somos uma economia que atravessa um bom momento, uma crise política lá pode representar uma oportunidade cá. Precisamos ser conscientes de fazer a tarefa de casa.

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RADAR

Confiança no setor de serviços recua em setembro O Índice de Confiança dos Serviços, medido pela FGV, recuou 0,4% entre agosto e setembro (de 130,8 para 130,3 pontos). A queda no índice foi influenciada pela redução de 1,8% no Índice de Expectativas. Já o Índice de Situação Atual avançou 1,4%.

Segundo a divulgação, os dados mostram que, na comparação com o mesmo período de 2010, há uma piora na situação geral dos negócios e as perspectivas para o futuro estão mais pessimistas no setor de serviços. A queda no Índice de Expectativas foi influen-

ciada pelo recuo de 2,1% nas expectativas do empresariado com relação à demanda futura por seus serviços. Confira abaixo os principais indicadores.

ECONOMIA BRASILEIRA INDICADORES Crescimento do PIB (%) PIB Indústria (%) Extrativa Mineral (%) Transformação (%) Ótica da Construção Civil (%) Oferta Serv. Ind. Utilidade Públ. (SIUP) (%) PIB Agropecuária (%) PIB Serviços (%) Consumo das Famílias (%) Consumo do Governo (%) Ótica de Demanda Formação Bruta de Capital Fixo (%) Exportações de Bens e Serviços (%) Importações de Bens e Serviços (%) Exportações (US$ bilhões) Importações (US$ bilhões) Setor Saldo da Balança Com. (US$ bilhões) Externo Exportações (%) Importações (%) Saldo da Balança Comercial (%) Produção Industrial (%) INA - FIESP/CIESP (%) Emprego Industrial SP- FIESP/CIESP (%) Emprego Industrial Brasil - IBGE (%)

2006

2007

2008

2009

2010

2011

2012

4,0 2,2 4,4 1,0 4,7 3,5 4,8 4,2 4,5 2,6 9,8 5,0 18,4 137,8 91,4 46,5 16,3 24,1 3,4 2,8 2,9 -0,1 0,8

6,1 5,3 3,7 5,6 4,9 5,4 4,8 6,1 5,8 5,1 13,9 6,2 19,9 160,6 120,6 40,0 16,6 32,0 -13,8 6,0 6,0 4,6 3,3

5,2 4,1 3,5 3,0 7,9 4,8 6,1 4,9 5,7 3,2 13,6 0,5 15,4 197,9 173,0 24,9 23,2 43,4 -37,7 3,1 4,3 -0,3 -1,2

-0,6 -6,4 -1,1 -8,2 -6,3 -2,6 -4,6 2,2 4,2 3,9 -10,3 -10,2 -11,5 153,0 127,6 25,4 -22,7 -26,3 2,0 -7,4 -8,1 -4,5 -2,4

7,5 10,1 15,7 9,7 11,6 7,8 6,5 5,4 7,0 3,3 21,8 11,5 36,2 201,9 181,6 20,3 32,0 42,3 -20,1 10,5 9,9 4,7 3,4

3,7 3,1 5,5 2,5 5,0 3,4 4,5 3,9 4,8 3,2 6,8 4,7 13,9 258 229,5 28,5 27,8 26,4 40,4 2,5 2,8 2,7 1,3

3,8 3,3 5,3 3,0 4,5 3,6 5,0 3,8 4,0 3,6 5,4 1,6 14,3 283 260,9 22,1 9,7 13,7 -22,5 3,0 3,4 1,1 0,7

Elaboração FIESP/CIESP Com exceção dos indicadores marcados com *, os dados de 2005 a 2007 foram revisados pelo IBGE.

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PROJEÇÕES

EFETIVO


REVISTA CIESP

SERVIÇOS AOS

ASSOCIADOS CIESP SÃO JOSÉ DOS CAMPOS ASSESSORIA E CONSULTORIA EXPORTAÇÃO - Centro Facilitador de Apoio à Ex-

portação através do NPC (Núcleo Promoção Comercial, incluindo emissão do Certificado de Origem);

BNDES - Posto Avançado de Atendimento; GESTÃO DA PRODUÇÃO - Parceria com a empresa Ótima Estratégia e Gestão;

GESTÃO DA QUALIDADE - Parceria com a em-

presa Qualitate, para implantação ou transição do sistema - até 50% desconto;

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO - Parceria com

O CIESP oferece inúmeros benefícios aos seus associados, seguindo o exemplo de milhares de empresas que hoje contam com Representação Política atuante e Serviços oferecidos por profissionais especializados. Como entidade de representação da Indústria Paulista, o CIESP está estruturado para ajudar tanto as empresas que estão iniciando suas atividades, como aquelas que desejam expandir mercados. Conheça algumas dessas parcerias nas DR’s de São José dos Campos, Jacareí e Taubaté:

FACULDADES - UNIP (30% de desconto), INPG (30%) e ETEP Faculdades (10% de desconto);

ESCOLA DE IDIOMAS - WISE-UP e Callan Time;

CIESP JACAREÍ SERVIÇOS LOCAÇÃO - Salas e/ou Auditório com desconto de 50%;

CIEE - na contratação de estagiários, empresas asso-

EXPORTAÇÃO - Centro Facilitador de Apoio à Exportação através do NPC (Núcleo de Promoção Comercial, incluindo emissão de Certificados de Origem);

FINANCEIRO - Nossa Caixa (Programa de Crédito

GRUPOS DE TRABALHO GTRS – Grupo de Trabalho de Responsabilidade Social; GTMA – Grupo de Trabalho de Meio Ambiente; NJE – Núcleo de Jovens Empreendedores; GTPME – Grupo de Trabalho das Pequenas e Microempresas.

ciadas só pagarão R$ 50,00 por estagiário;

Empresarial);

GRUPOS DE TRABALHO

Fomento ao Crédito; Empreendedorismo;

a empresa Opentech, que oferece aos associados um “raio x” geral da área, sem custos, e em caso de consultoria oferece desconto de até 50%;

CIESP TAUBATÉ

JURÍDICA - Prestando Assessoria Jurídica, Trabalhista, Tributária e Sindical.

UNIVERSIDADE DE TAUBATÉ

EDUCAÇÃO

NORMAS ABNT oferecendo agilidade e comodidade na entrega; Acesso a todos os departamentos FIESP/CIESP/SESI/SENAI/IRS; POLÍTICA - Representação Política por parte CIESP;

SERVIÇOS

UNESP - novos Projetos de Pesquisa e Transferência

Tecnológica;

CIEE - na contratação de estagiários, empresas associadas só pagarão R$ 50,00 por estagiário;

CURSOS abertos e “in company” com 50% de descon-

FACULDADE ANHANGUERA - Campus Taubaté e

Convênio com o Banco de Fomento Paulista: NOSSA CAIXA DESENVOLVIMENTO - Programa de crédito empresarial.

to, Palestras e Seminários de Reciclagem e Capacitação Profissional;

Pindamonhangaba

LOCAÇÃO de Salas e/ou Auditório com desconto de

CENTRO UNIVERSITÁRIO SALESIANO DE SÃO PAULO – UNISAL

NORMAS ABNT oferecendo agilidade na entrega;

FACULDADE DE PINDAMONHANGABA – FAPI

Acesso a todos os departamentos

FIESP/CIESP/SESI/SENAI/IRS;

CONEXÃO DESENVOLVIMENTO EMPRESARIAL - conveniada Fundação Getúlio Vargas – FGV Management

EDUCAÇÃO

Representação Política por parte do CIESP.

CETEC EDUCACIONAL - ETEP Faculdades

CONVÊNIOS

ALPS Idiomas

UMC - 20% desconto nas mensalidades dos cursos de graduação e pós-graduação. 10% desconto nas mensalidades dos cursos técnicos;

MÉDICO - Policlin Saúde;

O CIESP TAUBATÉ oferece também cursos abertos e “In Company”, palestras e seminário com redução de 50% para as empresas associadas.

50%;

ODONTOLÓGICO - UNIODONTO;

ESCOLA DE IDIOMAS - U.K. School - Curso de Língua Estrangeira: Para os associados que buscam expandir seus negócios e necessitam aprender um idioma de forma rápida e eficiente, a parceria com a U.K School oferece um método moderno e condições diferenciadas.

UNISUZ - 20% desconto nas mensalidades dos cursos de graduação e pós-graduação; Liceu Braz Cubas - Cursos Técnicos: 15% desconto nas mensalidades dos cursos técnicos.

“COMPARTILHE CONOSCO SUAS NECESSIDADES, PARA JUNTOS CHEGARMOS A UMA SOLUÇÃO”. ASSOCIE-SE AO CIESP. Regional São José dos Campos www.ciespsjc.org.br Fone: (12) 3921.7922 E-mail: comercial@ciespsjc.org.br

Regional Taubaté

www.ciesptte.com.br Fone: (12) 3632.4877 E-mail: gerencia@ciesptte.com.br

Regional Jacareí

www.ciespjacarei.org.br Fone: (12) 3952.1600 E-mail: comunicacao@ciespjacarei.org.br

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CURSOS

CIESP E OS TREINAMENTOS Lean 100% PRÁTICOS Parceiro utiliza treinamento lúdico para ensinar conceitos Lean6sigma Agenda 2011 e 2012 - Sucesso acelerado na formação - O curso Lean Manufacturing e Suas Ferramentas.

16h Práticas de Simulações Lean

Este é um treinamento que vem trazendo ótimos resultados, através da parceria com a ÓTIMA Estratégica e Gestão, que introduziu o BrinqLean - método de ensino que envolve a montagem de brinquedos na aplicação e na implantação de metodologia Lean6sigma em sua grade de treinamento. O curso acontece na sede do CIESP de São José dos Campos, 16h de técnicas e práticas com simulações em equipe. De acordo com José Augusto Santos, sócio-diretor da ÓTIMA, esse treinamento é um jogo de negócios que simula efeitos positivos da aplicação das ferramentas Lean para funcionários e líderes, em uma fábrica de carros em diferentes rodadas, o que torna nítida a percepção de produtividade, qualidade, segurança e custos. “O BrinqLean é uma treinamento competitivo que traz resultados diretos na formação do recurso humano das empresas. Jogadores Lean com a aplicação prática dos conceitos e a medição dos seus efeitos.” Com o treinamento BrinqLean, José Augusto revela que é notória aos participantes a observação de vários resultados possíveis. “Existem ganhos de melhoreia na satisfação do cliente, motivação dos funcionários, diminiuição de tempo, aumento de segu-

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rança, melhoria de qualidade e padronização de serviços e processos”, conta. O emprego da metodologia lúdica como base para a modificação de hábitos culturais é um modelo de grande aceitação em ambientes industriais e administrativo: consegue-se prender a atenção nos treinamentos, permitindo aplicações reais com maior credibilidade.

Foto Ilustrativa

As inscrições, informações e agendas podem ser adquiridas na sede do CIESP de São José dos Campos, pelo telefone. (12) 3921-7922


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Regional Marketing

Vamos dar uma mão para a Mata Atlântica?

O projeto Corredor Ecológico do Vale do Paraíba vai reconectar partes isoladas da Mata Atlântica. Nos próximos 10 anos, serão plantadas mais de 200 milhões de árvores na região. A sua empresa pode participar deste projeto visionário, que une desenvolvimento socieconômico e protagonismo local à preservação ambiental. Torne-se parceiro e faça parte dessa história. Parceiros

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Auditoria

www.corredordovale.org.br

Revista CIESP - Vale do Paraíba e Litoral Norte - 10 - Outubro/Novembro - 2011  

Revista CIESP - Vale do Paraíba e Litoral Norte - 09 - Agosto/Setembro - 2011 Publicação bimestral do CIESP São José dos Campos, Taubaté e J...

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