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A VOZ DE

ERMESINDE

MAIS DE 50 ANOS – E MAIS DE 900 NÚMEROS!

M E N S Á R I O

N.º 912

• ANO LIII/LV 31 DEZEMBRO de 2013 DIRETORA: Fernanda Lage PREÇO: 1,00 Euros (IVA incluído) • Tel.s: 229757611 / 229758526 / 938770762 • Fax: 229759006 • Redação: Largo António da Silva Moreira, Casa 2, 4445-280 Ermesinde • E-mail: avozdeermesinde@gmail.com

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Assembleia Municipal rejeitou fusão das repartições de Finanças

DESTAQUE ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE ERMESINDE

Plano de Atividades e Orçamento aprovado por unanimidade DESTAQUE. PÁG. 3 CÂMARA MUNICIPAL DE VALONGO

Edilidade vai apoiar hortas biológicas DESTAQUE. PÁG. 4 CLDS + VALONGO

1º Encontro de Empresários/as e Representantes de Instituições do Concelho de Valongo LOCAL PÁG. 6 A Assembleia Municipal de Valongo, reunida no dia 27 de dezembro de 2013, rejeitou unanimemente uma eventual fusão dos serviços das repartições de Finanças do concelho, não só pelo facto de estas servirem milhares de utentes, mesmo de freguesias dos concelhos vizinhos de Gondomar e da Maia, mas também pelo facto de que desse encerramento não viria qualquer poupança visível para o erário público. Pág. 5

Cronologia do ano desportivo de 2013 em Ermesinde e no concelho

DESPORTO

A c o m p a n h e t a m b é m “ A Vo z d e E r m e s i n d e ” o n l i n e n o f a c e b o o k e g o o g l e +


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A Voz de Ermesinde • 31 DEZEMBRO de 2013

Destaque

FERNANDA LAGE DIRETORA

Muda-se de ano mas não de vida

EDITORIAL

N

este tempo partido, organizado em calendários, acreditamos nesta morte parcelar de ano após ano, de estação em estação, de mês a mês, de dia a dia. Um ano termina, tempo contado por dias, semanas e meses, e a vida sempre a correr sem intervalos nem paragens como a água dum rio. Diz-se que ano novo vida nova, espero que sim. De 2013 não ficam grandes recordações, e para 2014 não se esperam grandes mudanças. Pelo contrário o Governo pensa que sim, se eu vivesse noutro país, se me limitasse a fazer análises por números e papéis, talvez acreditasse. Neste tempo, dos nossos governantes, dois discursos insípidos, quase de circunstância, até parece que está tudo bem. O Presidente da República já se esqueceu do que disse sobre os cortes das pensões, do aumento da pobreza, do desemprego de longa duração. São todos caridosos, têm todos muita pena, mas continuam a tratar os homens como números. Não contentes com a falta de emprego e a quantidade de empresas a fechar, deixam cair os estaleiros de Viana. Mas enchem a barriga com o esforço de alguns empresários que apostaram na criatividade, na qualidade dos produtos que exportam. E quando o país mais precisa das escolas tratamse mal os professores dos vários níveis de ensino. Em períodos de crise social a escola tem um papel crucial, a escola é o lugar privilegiado na formação do indivíduo. Há quem pense que há neste país um grupo de pessoas «que lhes fica bem dizer mal do Governo». Como eu gostava que fosse assim!, «que o pes-

simismo fosse uma moda», mas a realidade é bem mais dura. Neste Natal os aeroportos encheram-se de jovens, jovens que este país formou e que não partiram por opção, conheço alguns que admiro, mas cujos projetos de vida foram totalmente alterados, casais e filhos separados, jovens à espera de melhores dias para terem filhos, e a vida a correr, o tempo a FOTO ARQUIVO passar… Como muitos dos portugueses passei este tempo de Natal e Ano Novo entre amigos e familiares, a casa é a mesma, as pessoas também, mas foi diferente, sentia-se uma alegria forçada, pairava uma tristeza que se refletia nas conversas e até na formulação dos votos de bom ano. Por mais que se queira ser otimista ninguém consegue disfarçar que a maioria dos portugueses deixou de acreditar, de confiar e perdeu a esperança. Adiaram-se projetos, interromperam-se outros, alguns ficarão para sempre por realizar. Pedem-nos para sermos otimistas, mas será que para sermos politicamente corretos temos de ser inconscientes, fechar os olhos e fingir que não vemos? Gosto de olhar para o céu e analisar as estrelas, gosto das montanhas para me sentir mais perto delas e sempre que posso deixo-as entrar, para que iluminem e aqueçam a casa. Que as estrelas nos guiem e nos confortem neste 2014 tão enovelado e frio!

(…) «Hoje todo o tempo é de luto e bandeira por cumprir (…)Hoje é este tempo. Amanhã será o vento» José Fanha


31 DEZEMBRO de 2013 • A Voz de Ermesinde

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• ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE ERMESINDE • FOTOS URSULA ZANGGER

Plano de Atividades e Orçamento da Junta aprovado por unanimidade A sessão de 21 de dezembro da Assembleia de Freguesia de Ermesinde aprovou por unanimidade todas as propostas de documentos a ela submetidas pela Junta, entre elas o Plano e Orçamento para 2014, o congelamento da atualização de taxas, o mapa de pessoal da Junta para 2014 e a nova proposta de Regimento da Assembleia de freguesia. Também as propostas de moção apresentadas por vários partidos com assento na Assembleia (BE, CDU e PSD) foram todas aprovadas por unanimidade depois de uma interrupção dos trabalhos para acerto de posições. LC

A proposta de Plano e Orçamento da Junta de Freguesia de Ermesinde foi aprovada por unanimidade na reunião da Assembleia de Freguesia, após um pedido de esclarecimento de José Carlos Gomes, do Bloco de Esquerda, que interveio para declarar que o sentido de voto do BE dependeria das explicações do presidente da Junta, Luís Ramalho, sobre o carácter da participação do Conselho da Cidade na elaboração do Orçamento participativo. O Bloco não se opunha à participação do Conselho da Cidade na elaboração do orçamento, o que pretendia era que ficasse claro que ele se manteria aberto à participação de toda a comunidade, garantia essa dada por Luís Ramalho. O congelamento da atualização de taxas (com exce-

ção dos espaços arrendados) foi também aprovada por unanimidade, bem como as taxas que passam a ser competências da Junta pela nova legislação, tais como a taxa de ruído, de arrumador de automóveis e de venda de lotaria), embora subsistam algumas dúvidas sobre quem aplica e quem cobra as eventuais coimas a aplicar. Ainda aprovado por unanimidade e sem controvérsias foi o mapa de pessoal da Junta para 2014. Finalmente foi aprovada a nova proposta de Regimento da Assembleia de Freguesia, que Raul Santos, o presidente da Mesa, apresentou como tendo apenas uma alteração a fazer notar, e que é a salvaguarda da possibilidade de intervenção final do público, além da intervenção inicial, desde que haja ainda tempo disponível da Assembleia.

Período prévio de intervenção do público Neste período interveio apenas um freguês, Luís Santos, ex-membro da Assembleia de Freguesia pelo BE, que levantou a questão de continuarem por plantar as árvores prometidas, havendo canteiros sem elas. Luís Ramalho responderia que alguns dos locais apontados ficariam mesmo sem as árvores, uma vez que as caldeiras aí existentes, como na Av. João de Deus eram demasiado estreitas para lhes permitir vingar de boa saúde. Mas isso seria feito nas caldeiras maiores existentes nas ruas de Júlio Dinis, Palmilheira e Ribeiro Teles, desde que houvesse uma maior colaboração dos técnicos municipais, que não se verificava pelo menos com o anterior Executivo. Período da Ordem do Dia Cumprida logo de imediato após o período de intervenção do público foi a tomada de posse da socialista Diva Ribeiro, que ainda não tinha ocorrido. Passou-se depois às intervenções dos membros da Assembleia, tendo a primeira, a cargo do social democrata Carlos Oliveira incidido sobre o eventual fecho da Repartição de Finanças de Ermesinde, e sendo apresentada uma proposta de moção sobre o assunto. Manuel Dias, do PSD, foi o segundo a tomar a palavra, abordando o facto de este ser o Executivo ermesindense mais democrático desde o 25 de Abril, lamen-

tando o estado de degradação da Escola Secundária de Ermesinde – assunto sobre o qual apresentou uma proposta de moção – e homenageando a figura de Nelson Mandela. Interveio de seguida o socialista Tavares Queijo, para se associar à proposta de moção sobre aquela escola, lamentar que nunca mais avancem as prometidas obras nas passagens inferiores de Ermesinde e ainda para pedir um esclarecimento sobre as cores da Junta de Freguesia, já que não haveria dois cartazes com as mesmas cores. Olga Trabulo (PSD) congratulou os eleitos para os corpos sociais dos Bombeiros Voluntários de Ermesinde e a Junta de freguesia de Ermesinde pelo concurso de decoração das rotundas da cidade, cujo 1º lugar, este ano, foi atribuído ao Clube Zupper. O bloquista José Carlos Gomes denunciou a desatualização do site da Junta de Freguesia de Ermesinde, que três meses depois das eleições continuava a mostrar os eleitos do anterior mandato, pediu um esclarecimento sobrer a situação do campo de jogos dos Montes da Costa, em que, ao contrário do que publicamente se apontou, um grande número de moradores defenderia a permanência ali do campo de jogos e do lavadouro. Finalmenre apresentou uma proposta de moção sobre a não aplicação do tarifário Andante ao transporte ferroviário no apeadeiro da Travagem. Seguiu-se-lhe Ângela Ferraz, da CDU, que apresentou também propostas de moção sobre as situações do

eventual fecho da Repartição de Finanças de Ermesinde e sobre o Andante no apeadeiro da Travagem. Avelino Almeida, também da CDU, abordou as questões da continuação dos entupimentos causados pela chuva na baixa de Ermesinde, da falta de limpeza da casa abandonada na Ribeiro Teles e do cruzamento entre as ruas Carvalhal, Guilherme Suggia e Palmilheira. E ainda das obras sem fim à vista na ribeira da Gandra. José Carvalho, do PSD, sobre o despejo de entulho do cemitério nos Montes da Costa, ocorrido há... seis meses. E ainda sobre o eventual favoritismo da Junta pelo Ermesinde 1936. Finalmente o socialista André Teixeira, do PS, para lembrar a já existente posição da Junta de Freguesia de Ermesinde sobre a questão do eventual fecho da Repartição de Finanças local. Intervenção de Luís Ramalho Seguiu-se o habitual período de respostas do presidente da Junta, que começou por dar também os parabéns à nova Direção dos Bombeiros, e declarar que estará solidário na defesa da Repartição de Finanças, cujo encerramento, de acordo com o averiguado quanto à propriedade do local, não traria qualquer poupança. Referiu as obras em curso no gimnodesportivo da Escola Sercundária, o contacto feito com a Câmara sobre a situação da limpeza das passagens inferiores, tendo como resposta que «estariam bem», o resultado do concurso da decoração

das rotundas, cuja votação foi feita pelo facebook, aceitando ser uma forma controversa, mas com condições iguais para todos, anunciando que o site da Junta já estaria parcialmente atualizado, apenas faltando as fotografias dos eleitos. Sobre o campo dos Montes da Costa disse aguardar a posição da Câmara. Apontou também aos autores da moção sobre o Andante que deveriam apontar à Autoridade Metropolitana de Transportes, no sentido de esta obrigar a um acordo entre os operadores. Sobre as obras na ribeira da Gandra disse não saber as razões da paragem das obras e aceitou que deveria haver uma melhor sinalização no cruzamento das ruas do Carvalhal e Palmilheira. Sobre a casa na Ribeiro Teles haveria um problema de notificações para a limpeza desta, defendendo o presidente da Junta que deveria haver posse admnistrativa motivada pela necessidade de intervenção urgente e apresentar-se depois a conta ao Montepio - seu proprietário atual - antes que acontecesse ali uma desgraça, incêndio por exemplo. A José Carvalho disse estranhar o tempo de denúncia do despejo, seis meses depois, quando o freguês tinha o telemóvel do presidente da Junta, e defendeu o empréstimo da sede da Junta ao Ermesinde 1936 e a qualquer outra entidade de Ermesinde que o precisasse. Em todas as moções apresentadas foi possível chegar a uma posição consensual, sendo assim todas elas aprovadas sem exceção por unanimidade.


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• CÂMARA MUNICIPAL DE VALONGO • FOTOS URSULA ZANGGER

Câmara de Valongo quer apoiar as hortas biológicas Em sessão pública que decorreu no passado dia 27 de dezembro, a Câmara Municipal de Valongo aprovou uma proposta de alteração ao projeto “Horta-à-Porta”, que agora assenta também na realização de acordos anuais de cedência de terrenos para a prática agrícola entre os proprietários privados e o município. Lembre-se que este é um projeto de iniciativa da Lipor que merece a simpatia do município valonguense. Por sua vez, na sessão camarária que decorreu no passado dia 18, entre outras decisões, foi aprovada a celebração do contrato de comodato entre a Câmara Municipal e outras entidades para a utilização da desativada Escola Primária da Lomba, o concurso público para o fornecimento de um sistema unificado de comunicações VOIP, com vantagens de custo, segurança e eficiência, e a atribuição de despesas de representação aos titulares de cargos de direção intermédia da Câmara. LC

Além da aprovação da adesão ao projeto Horta-à-Porta agora alterado, e ao apelo à cedência pelos proprietários de terrenos abandonados que os dispensem (a exemplo do que acontece em Ermesinde com a Horta Vasques), para a produção agrícola por parte de terceiros, a Câmara Municipal de Valongo aprovou ainda, nesta sessão, a contratação, por ajuste direto, da Rede Ambiente para a realização de serviços de limpeza e recolha de resíduos sólidos urbanos, evitando assim uma situação de potencial insalubridade e perigo para a saúde pública que adviriam da situação de a autarquia carecer do visto do Tribunal de Contas para a aquisição do serviço por concurso público à mesma entidade e ter de esperar por ele para se concretizar a contratação, por via concursal. A autarquia assegura assim a continuidade da lim-

peza urbana do concelho, conforme refere um comunicado emanado do seu gabinete de Imprensa, além de assegurar uma poupança mensal de 49 mil euros relativamente aos preços praticados pelo anterior concessionário. Na mesma sessão camarária foi retirada uma proposta de aquisição de serviços de auditoria externa, por proposta do PSD, para se proceder também a um procedimento concursal que se espera não venha a pesar nos cofres do concelho dado que era entendimento geral que seriam muito aceitável a atual contratação por ajuste direto. Foi aprovada ainda uma prorrogação do prazo de execução da instalação de reguladores de fluxo luminoso com vista a melhorar a eficiência energética, bem como foram também aprovadas várias propostas da Divisão de Projetos e Obras Municipais. Finalmente, foi ainda aprovado a atribuição de um

subsídio para apoio da beneficiação do espaço do Instituto do Bom Pastor em Ermesinde. Sessão camarária do dia 18 Ainda antes das festas natalícias, no dia 18 de dezembro, teve lugar uma outra sessão camarária, na qual se destaca a aprovação de um contrato de comodato para a utilização da Escola Primária da Lomba, desativada, a várias instituições de campo e Sobrado, entre elas o Rancho Folclórico de Santo André de Sobrado e de Santo e a Plataforma Social que servirá a União das Freguesias de Campo e Sobrado Aprovada foi também a adjudicação de um concurso público para o fornecimento de um sistema unificado de comunicações VOIP (telefone através da internet) para o município de Valongo, com ganhos consideráveis, quer de eficiência, quer de

custos, quer de segurança das comunicações concelhias, que além do mais resolverá muitas das deficiências já atualmente detetadas. Foi ainda aprovado o cálculo da primeira situação de revisão de preços de caráter definitivo à empreitada de requalificação e ampliação da Escola da Retorta em Campo, e a aprovação da atribuição de despesas de representação aos titulares de cargos dirigentes de direção intermédia de 2º grau para o ano de 2014. Período de intervenções antes da Ordem do Dia Nesta sessão, o período de intervenções antes da Ordem do Dia foi aberto pelo vereador da CDU, Adriano Ribeiro, que entre outras situações abordou a da eventual extinção de uma das repartições de Finanças do concelho. Adriano Ribeiro informou que tinha acompanhado uma deputada do PCP no encontro havido entre esta e a pessoa responsável pela Repartição de Ermesinde, a qual foi, todavia, muito parca em informações, sendo, contudo de esperar que a decisão possa estar para breve. O mesmo vereador apresentou ainda uma proposta de moção contra a suspensão das ajudas às visistas de estudo através da Ação Social Escolar. Esta moção viria a ser aprovada por unanimidade. Seguiu-se-lhe o ex-presidente da Câmara, João Paulo Baltazar, que apontou como prioridades na recuperação da rede viária do concelho, a Rua de Fervença, sendo que para as obras nesta será ncessário encontrar um circuito alternativo dado

ser uma rua de sentido único; e a via D. Pedro IV, que liga Valongo a Alfena e que está em degradação, sendo uma via muito utilizada. Também o vereador Nogueira dos Santos chamou a atenção para a necessidade de intervir na Rua Central de Sampaio, a qual atualmente apresenta más condições de segurança. Finalmente o presidente da Câmara, José Manuel Ribeiro, prontificou-se para que os serviços de debruçassem sobre os problemas exixtentes e chamou ainda a atenção para o grande potencial da plataforma logística de Campo, um grande trunfo estratégico do concelho. Período da Ordem do Dia João Paulo Baltazar usou da palavra na discussão do protocolo de cerdência das instalações da Escola Primária da Lomba para lembrar que deveria ser necessário adaptar a instalação elétrica, de forma a poder haver dois contadores, já que os custos de água e eletricidade correm por conta das instituições beneficiária do protocolo de comodato. Nogueira dos Santos lembrou a necessidade de um estudo rigoroso sobre as necessidades das associações do concelho, no que foi apoiado pelo presidente da Câmara, que vai pedir um inventário completo das instalações camarárias disponíveis e das associações sem sede. Sobre a adjudicação do serviço de comunicações VOIP, para substituir o atual serviço de comunicações, José Manuel Ribeiro informou que a melhor proposta existente representa uma poupança de 45 mil euros anuais só por si, além de permitir fornecer gratuitamente

um tablet a cada vereador (com pelouros ou sem eles), para lhes permitir um trabalho mais fácil ao serviço da autarquia. João Paulo Baltazar juntou a estas vantagens o facto constatado do equipamento atual já se encontrar descontinuado. E Hélio Rebelo sugeriu que poderia haver ainda mais vantagens se o serviço tivesse sido adjudicado através de negociação, que sugeriu fosse o método em próxima ocasião, isto sem pôr em causa as vantagens da solução encontrada relativamente à que vigorava até agora Muito discutida foi também a requalificação da escola da Retorta, com João Paulo Baltazar a defender que a autarquia deveria manter uma posição ao abrigo da chantagem do empreiteiro, e que não era claro que tivesse que haver agora uma ratificação daquele processo de obras, e José Manuel Ribeiro a lembrar que embora pudesse ser verdade ter o empreiteiro tirado partido da situação, na verdade estava no seu direito, e de momento era de interesse da autarquia encerrar este processo, por forma a não ter de devolver 370 mil euros referentes a apoios recebidos para aquela obra. O empreiteiro não estaria disposto a assinar a ratificação da obra se a Câmara não lhe pagasse nesta altura 47 mil euros de parte da dívida que aquele reclama. Adriano Ribeiro lembrou que da situação de dívidas camarárias também resultam consequências pessoais, apelando por isso ao maior cuidado a lidar com esta situação, cuidado esse que seria em intervenção posterior também evocado pelo vereador social demcrata Hélio Rebelo.


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• ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE VALONGO • FOTOS URSULA ZANGGER

Moção unânime contra fusão concelhia das Finanças aprovada em Assembleia Municipal A sessão ordinária do passado dia 27 de dezembro da Assembleia Municipal de Valongo aprovou o valor da derrama para 2014, a atribuição de despesas de representação a titulares de cargos dirigentes na autarquia e a designação do Fiscal Único para a Vallis Habita. Mas os assuntos mais em destaque seriam os debatidos no período antes da Ordem do Dia, como o eventual fusão das repartições de Finanças de Valongo e Ermesinde, para além de uma inédita discussão acerca dos critérios de redação das atas deste órgão autárquico. LC

A questão do encerramento de uma das repartições de Finanças do concelho (por fusão dos serviços), foi unanimemente condenada na Assembleia Municipal de Valongo, tendo sido aprovada uma proposta de moção nesse sentido, a qual resultou de duas propostas de moção apresentada pelo PS e pela CDU. Conforme aponta a moção, não haverá qualquer redução de custos com o encerramento de uma das repartições, além de que a sobrecarga de contribuintes iria gravar em muito as condições de funcionamento destes serviços. A opção de encerra uma das repartições de Finanças (previsivelmente a de Ermesinde) resultaria da aplicação cega, a régua e esquadro, da estratégia de reduzir a metade as atuais repartições de Finanças, um objetivo de corte da despesa pública que estaria concertado entre a troika e o

Governo, conforme apontava a moção original da CDU. Outra das razões apontadas em desfavor da “solução” de fusão de repartições as Finanças, apontada na moção original do PS era o facto de o concelho de Valongo apresentar dois polos densamente povoados, mas com acessibilidades internas reduzidas. Também Luís Ramalho, presidente da Junta de Freguesia de Ermesinde, apontou a repartição de Finanças de Ermesinde como local de atendimento de uma numerosa população, não só das freguesias de Ermesinde e Alfena, como ainda de Águas Santas e S. Pedro de Fins. Outra proposta de moção, esta mais controversa, foi apresentada pelo Bloco de Esquerda sobre a luta dos professores, cuja imposição de uma prova de valiação era considerada injusta, inoportuna e inserida numa estratégia de privatização da escola pública.

A proposta acabaria por ser aprovada com 12 abstenções (PSD mais CDS), sendo aqui de destacar o voto a favor de Arnaldo Soares, o presidente da Junta de Freguesia de Alfena. Daniel Felgueiras exprimiu a posição do PSD, que era de considerar normal a avaliação dos professores, não a considerando uma desvalorização dos professores, e considerando ainda ser o ensino privado, muitas vezes, de melhor qualidade que o ensino público, questão que mereceu a resposta de Sónia Sousa, da CDU, de que no ensino público não se recusavam alunos, como acontecia no privado, dando o exemplo do colégio Paulo VI. Também Nuno Monteiro, do Bloco de Esquerda, apontou que até era bom haver escolas privadas. O que era mau era o Estado favorecê-las em relação à escola pública. De igual modo, Celestino Neves, do Grupo Parlamentar PS, apontou que a prova não se destinava à avaliação dos professores, mas sim à filtragem do acesso dos professores ao ensino. Uma outra moção apresentada pelo Bloco de Esquerda versava sobre a retenção das verbas aos municípios, sendo a transferência de verbas a mais baixa desde 2005. O Bloco apelava para a fiscalização sucessiva desta e doutras medidas presentes no Orçamento de Estado para 2014. A proposta de moção viria a ser aprovada com os mesmos votos da anterior. Aprovada por unanimidade foi uma proposta de moção apresentada pela CDU sobre a habitação social. Neste período a CDU apresentou ainda um voto de pesar pelo falecimento de Nelson Mandela, que viria a ser aprovado por unanimidade. Interviriam neste período ainda Daniel Gonçalves (PSD) para dar os parabéns à nova Direção dos Bombeiros Voluntári-

os de Ermesinde e destacar favoravelmente a discussão do Regimento da Assembleia, Armando Baltazar (PS), sobre a situação dos alunos com necessidades educativas especiais, propondo um inquérito ao cumprimento desses serviços, Adelino Soares (CDU) sobre a não aplicação do tarifário Andante no serviço ferroviário no apeadeiro da Travagem, e sobre as obras na ribeira da Gandra, dos alunos. José Manuel Ribeiro responderia a algumas das questões levantadas. O presidente da Câmara destacava que a Secretaria de Estado da tutela lhe tinha garantido não ter ainda tomado qualquer decisão sobre o encerramento de repartições de Finanças no concelho, e que tinha feito contactos com a Autoridade Metropolitana de Transportes no sentido de esta forçar a um entendimento entre os operadores. Intervieram ainda Celestino Neves, ironicamente considerando ter sido um “upgrade” a designação de Daniel Torres Gonçalves como “representante” do PPM na Assembleia Municipal, confirmando que tal designação estava depositada no Tribunal de Valongo. Esta situação muito pouco ética (é sabido que Daniel Gonçalves é militante do PSD e o mesmo fez declarações recentes apontando não ter sequer sido contactado para tal representação do PPM), mereceu contudo uma espécie de tentativa de esclarecimento de Daniel Felgueiras, para o qual tudo estava «muito claro», e que essas questões eram questões internas que diziam respeito apenas á coligação PSD/PPM. No período de intervenção do público interveio o munícipe José Tiago Ferreira, morador em Alfena, que veio fazer uma exposição sobre uma inesperada

alteração das linhas elétricas de alta voltagem, na zona do Lombelho, de 220 para 440 kv. O munícipe queixou-se do barulho ensurdecedor e das perturbações causadas nas imediações, em que os materiais de construção confirmam por vezes a proximidade da corrente elétrica, havendo receios de perigo para a saúde. A situação será tanto mais inaceitável quando tal ocorre numa zona nas proximidades de uma escola básica. Apesar das queixas e pedido de resposta a uma exposição que lhe foi enviada, a REN não deu resposta até ao momento. O munícipe pedia por isso a intervenção das forças políticas no sentido de os ajudar nesta questão. O presidente da Câmara prometeu enviar os competentes serviço ao local para se inteirarem da situação. Pontos da Ordem do Dia A aprovação da ata da reunião anterior, inesperadamente, um ponto habitualmente tranquilo e rápido a decidir, foi desta vez muito demorada e controversa. Em causa estavam não só algumas correções à ata, mas sobretudo a forma como esta estava elaborada, recorrendo abundantemente ao discurso

direto, e sendo praticamente a transcrição para a escrita do discurso oral, o que foi contestado por vários deputados municipais, a partir de uma intervenção de Sónia Sousa. A situação só começou a desenovelar-se com a intervenção de Catarina Lobo, para a qual a ata deveria ser sempre em discurso direto, mas integral e não um resumo da discussão, isto apesar do regimento, como fez notar Daniel Gonçalves, a definir como «um resumo». A conferência de líderes iria abordar o assunto na sua próxima reunião. Quanto aos outros pontos da Ordem de Trabalhos, foi aprovado o valor da derrama, com três abstenções (da CDU), que defendia ter sido possível apresentar uma proposta de taxa mais reduzida; foi aprovada a atribuição de despesas de representação aos titulares de cargos dirigentes de direção intermédia de 2º grau para o ano de 2014 (por unanimidade); e foi aprovada a designação do Fiscal Único para a Vallis Habita (com 4 abstenções, da CDU e do BE). Finalmente a CDU fez ainda alguns reparos sobre a informação do presidente da Câmara, o qual apontou que muita desta informação era veiculada pelos serviços e que, à partida, depositava confiança neles, enquanto ela fosse justificada.


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FOTOS CFCSE

"Investir no Emprego, Enraizar no Concelho" – 1º Encontro de Empresários/as e Representantes de Instituições do Concelho de Valongo A ADICE e o Centro Social de Ermesinde dinamizaram, no passado dia 5 de dezembro, o 1º Encontro de Empresários/as e Representantes de Instituições do Concelho de Valongo, sob o lema “Investir no Emprego, Enraizar no Concelho”, no âmbito da iniciativa CLDS+ – Contrato Local de Desenvolvimento Social. ADICE/CSE

A convite do Instituto da Segurança Social, IP, e na continuidade do CLDS 2009/ /2010, surge o Projeto InterV@L+ Plano de Intervenção

em Valongo, sob coordenação da ADICE e com execução partilhada com o Centro Social de Ermesinde. Um dos eixos estruturantes do Projeto diz respeito ao Emprego, Formação e

Qualificação e, neste sentido, considerou-se crucial encetar os primeiros passos na dinamização do tecido empresarial concelhio e das entidades da economia social, com vista a conjugar e potenciar sinergias em prol de um futuro melhor para todos os cidadãos e cidadãs. O Auditório da Junta de Freguesia de Ermesinde recebeu, assim, o 1º Encontro de Empresários/as e Representantes de Instituições do Concelho de Valongo, registando-se uma sala repleta. De destacar a receção dos convidados, abrilhantada pelos violinistas João Chicória e João Francisco Chicória, e por um notável

Porto de Honra, servido pelos formandos e formandas dos cursos de Mesa e Bar da Consultâmega, uma entidade formadora com atuação no concelho. Outras empresas locais participaram, ainda, ativamente neste evento, com destaque para a Fábrica de Biscoitos Paupério, a Fábrica de Licores Xarão e a Florista Clívia. A sessão de abertura contou com a presença de Luís Ramalho, presidente da Junta de Freguesia de Ermesinde, da presidente da Direção da ADICE, Maria Trindade Vale, do presidente da Direção do Centro Social de Ermesinde, Henrique Rodrigues e do vicepresidente

da Câmara Municipal de Valongo, Sobral Pires. O debate dos temas ficou a cargo de ilustres oradores, que partiram de uma caracterização do tecido empresarial concelhio – comunicação apresentada pelo diretor do Centro de Emprego de Valongo, Luís Henriques – passando pelas medidas de estímulo ao emprego acionadas pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional, IP – explanadas pelo delegado regional do Norte, César Ferreira - até à partilha de experiências e boas práticas de alguns empresários e empresárias locais, pela voz de Rui Pena, fundador e consultor especializado na Rui

Pena & Associados, e de Raquel Santos, diretora geral da Metalúrgica Bakeware Production SA. A moderar o painel de comunicações esteve o empresário Bruno Silva, como representante da Associação Industrial e Empresarial de Valongo. O êxito da iniciativa foi salientado por todos e todas as participantes, enfatizando-se a relevância da continuidade de encontros como este, capazes de constituir uma alavanca para a união de esforços e o estabelecimento de compromissos comuns para uma dinâmica de trabalho territorialmente equilibrada e concertada.

Promover o desenvolvimento, encontrar saídas para o futuro – CONTRATO LOCAL DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL + ADICE/CSE

No passado mês de setembro, o Centro Social de Ermesinde, enquanto entidade executora do Contrato Local de Desenvolvimento Social +, programa coordenado pela ADICE, deu início ao projeto InterVAL +. Projeto que visa responder, com um conjunto de ações, a uma crise que tende a acentuar-se no concelho de Valongo. Razões suficientes para uma intervenção de proximidade, operacionalizado em três eixos de intervenção prioritários: empregabilidade, en-

sino e formação; combate à pobreza; e a participação social. No eixo da “empregabilidade e no combate à pobreza crítica”, o trabalho desenvolvido visou a informação, o diagnóstico, a orientação vocacional e o encaminhamento de jovens para ofertas educativas, num amplo trabalho de articulação com várias entidades públicas e privadas de formação. Ainda neste âmbito, realizaram-se vários seminários sobre o empreendedorismo, com a população adulta e com os jovens das escolas secundárias de Ermesinde e de FOTOS CFCSE

Alfena, envolvendo entidades

públicas, como o IAPMEI e, no caso dos alunos, num cine-debate com o filme: quem se importa. Já no eixo do “apoio à autoorganização dos habitantes”, realizaram-se vários seminários sobre o associativismo com jovens e adultos. Os mais novos, alunos da Escola Secundária de Alfena, discutiram com a Associação de Estudantes da Escola Secundária de Ermesinde, com a Associação Desvendar o Futuro e o Instituto Português do Desporto e Juventude, as potencialidades do movimento associativo como espaço de participação e de realização de atividades culturais, desportivas e sociais. Já com os moradores do empreendimento social de Ermesinde, que decorreu no Centro de Animação das Saibreiras1, o debate, por vezes mais acalorado, trouxe a terreiro a importância da participação e as consequências dessa ausência. Os moradores apontaram o desemprego como um dos principais males que afetam esta comunidade, mas também a falta de respostas à ocupação dos tempos livres no bairro, como o desporto ou o artesanato.

Com partida em alguns dos pressupostos apresentados o Presidente da Federação das Coletividades do Distrito do Porto, Domingos Martins, transmitiu a ideia de que o associativismo parte de uma necessidade de participação interior para um objetivo do bemestar comum, não sendo exequível com imposições externas. Já o presidente das Coletividades do Concelho de Valongo, Joaquim Oliveira, apelando à mobilização comunitária, deu a conhecer o seu percurso associativo, no qual contempla uma das associações mais emblemáticas do concelho de Valongo, como é o caso da ARCA2, deixando o seu testemunho de que a união permite ultrapassar os obstáculos e a concretização dos objetivos comuns. Foi, aliás, a perseverança participativa que trilhou o seu caminho associativo, como fez notar. A intervenção de Hugo Sousa, Presidente da Associação dos Cabeça no Ar e Pés na Terra, juntou o seu testemunho à discussão, trazendo a sua atual experiência no Bairro das Saibreiras norteada pela arte como espaço de conciliação e de emancipação. Revelou o en-

volvimento da comunidade nas várias iniciativas teatrais que visaram retratar e resolver, pela via performativa, os problemas que afetam os moradores. Alexandre Garcês, técnico da empresa municipal Vallis Habita, trouxe as experiências de apoio à mobilização dos moradores e as conceções associadas à abertura dos empreendimentos sociais às comunidades em que estão inseridos, apontando a estratégia como forma de se evitar a guetização, numa articulação com organismos públicos e privados do concelho na resolução dos problemas. Salientou a abertura como preceito do processo de integração social em sentido lato. Com a intervenção da Doutora Teresa Medina (investigadora e docente da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Universidade do Porto), a discussão ganhou uma abrangência crítica mais ampla sobre o movimento associativo. Do apelo à participação, independentemente do número de envolvidos, ao fortalecimento dos laços de solidariedade, o debate de ideias que trouxe reforçou a perspetiva da união como meio de superação das adversi-

dades que se vão impondo à comunidade, acrescentando que o espaço da partilha promove a emancipação social. O debate encerrou, mas contudo não se deu por finalizado, ficando agendado a realização de novos momentos de discussão, tal é a urgência da reativação de um canal de partilha de ideias para se tomar ações concretas. Sentida a necessidade foi ainda realizada uma outra ação no Empreendimento social de Valmarinhas e, mais uma vez, ficaram apontados uma série de problemas estruturais das habitações que urgem ser resolvidos. Aqui a questão da união e da associação começou a ganhar alguma força e motivação junto dos seus residentes que pretendem ver resolvidos os seus problemas. Por fim, ficaram agendadas futuras reuniões com os moradores dos vários empreendimentos. A equipa do CLDS+ de Valongo agradece a todos os intervenientes a participação crítica no debate de ideias e que por essa via projetaram os debates para a dimensão formativa e mobilizadora que se esperava. Obrigado.


31 DEZEMBRO de 2013 • A Voz de Ermesinde

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• NOTÍCIAS DO CENTRO SOCIAL DE ERMESINDE •

Feira Venda de Saberes: uma outra forma de promover um Natal solidário De 6 a 11 de dezembro, no período horário das 14h00 às 21h00, decorreu no largo da feira velha de Ermesinde (Largo António da Silva Moreira), distribuída pelo espaço da feira antiga e por algumas das casas que circundam o largo, a Feira Venda de Saberes, uma iniciativa promovida pelo Centro Social de Ermesinde e que nasceu naturalmente na sequência do trabalho da instituição com as pessoas encaminhadas pelo GIP, RSI, IEFP... LC

A partir da constatação de que muitos dos destinatários e utentes de entidades e medidas que procuram responder à necessidade de requalificação e reinserção profissional, tinham como hobby o artesanato, com um caráter vário, e da disponibilidade de um espaço que se procura reabilitar para a vida em co-

munidade – o largo da feira velha de Ermesinde –, o Centro de Formação do Centro Social de Ermesinde, contando com o apoio de algumas entidades, como a ARGO (Artesanato de Gondomar) organizou um evento que pôs em contacto as pessoas, lhes permitiu uma maior aprendizagem de técnicas com os seus pares e permitiu ainda a venda de alguns

produtos, tais como brinquedos, peças decorativas, objetos de uso variado, jóias, licores, bolos e até coelhos de criação. O evento contou com o apoio do presidente da Câmara de Valongo, José Manuel Ribeiro, e do presidente da Junta de Freguesia de Ermesinde, que inauguraram este (por agora) pequeno e jovem certame, juntamente com o presidente da Direção do Centro Social de Ermesinde, Henrique Queirós Rodrigues. Presentes também, naturalmente, a diretora técnica da valência do Centro de Formação do Centro Social de Ermesinde, Albertina Alves, e os técnicos responsáveis pela criação e acompanhamento da iniciativa no terreno Ana Margarida Rentes, Florentino Silva, Marta Magalhães e Sérgio Garcia. A ideia da Feira Venda de Saberes começou por ser apresentada aos potenciais interessados na “Valoriza-te”, uma feira de emprego

FOTOS CFCSE

realizada anteriormente em Ermesinde. Do andamento dado ao projeto resultou um balanço provisório muito positivo dos artesãos, que não desconheciam a conjuntura muito desfavorável em termos de possível concretização de vendas. Entre objetivos futuros a apontar, a partir desta iniciativa, poderá estar a criação de uma Casa do Artesão. Os artesão e feirantes envolvidos na iniciativa enquadravam-se na faixa etária dos 20 aos 65 anos (com uma média de 45), sendo algumas delas pessoas já sem o subsídio de desemprego, ainda longe da reforma, e que tinham já sido muitas delas anteriormente mobilizadas pela feira do S. Martinho realizada neste mesmo largo pelo Centro Social de Ermesinde. Promover a cooperação entre todos, fazer sair as pessoas do ciclo do desânimo para uma atitude de perseverança, luta e motivação, dotando-as,ao mesmo tem-

po de mais qualificações, é o principal objetivo deste tipo de trabalho que esta IPSS tem vindo a procurar promover. Daí a importância da partilha de saberes, que quebra o isolamento e permite o intercâmbio. Procura-se, por exemplo, ir agendando workshops for-

mativos em várias áreas. Outra ideia é criar uma plataforma de venda online de artesanato. Uma coisa é certa, a bola já começou a rolar... e agora não vai parar mais, até porque agora estão aí os programas e possibilidades abertos com o CLDS+.

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A Voz de Ermesinde • 31 DEZEMBRO de 2013

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• NOTÍCIAS DO CENTRO SOCIAL DE ERMESINDE •

Balcão do BPI/Ermesinde volta a encarnar na figura do Pai Natal para 30 crianças do CSE MIGUEL BARROS

Pelo segundo ano consecutivo o balcão de Ermesinde do BPI “vestiu-se” de Pai Natal para distribuir presentes a três dezenas de crianças do Centro Social de Ermesinde (CSE). Facto ocorrido ao final da manhã do passado dia 18 de dezembro, altura em duas representantes da citada instituição bancária, nomeadamente a subgerente Rosa Maria, e a gestora Cátia Guedes, se deslocaram às instalações da IPSS trazendo consigo um saco cheio de prendas que deram origem – claro – a rasgados sorrisos de felicidade de 30 pequenos utentes da creche, jardim de infância, e do

ATL. O balcão de Ermesinde do BPI escolhe assim mais uma vez o CSE como a instituição para concluir, digamos assim, uma iniciativa de âmbito nacional, a qual consiste em convencer os seus clientes a colocar um presente debaixo do pinheiro de Natal que cada agência possuía para posteriormente os oferecer às crianças mais desfavorecidas de instituições locais. As “mães natal”, como se auto-intitularam as duas representantes da agência bancária, foram chamando um a um os menino(a)s contemplados na hora de entregar os presentes, numa cerimónia em que para além das educadoras estiveram ainda presentes Fátima Brocha-

FOTOS MANUEL VALDREZ

do, diretora técnica do ATL, e Júlia Almeida, a chefe dos serviços administrativos do CSE,

que em nome da Direção da instituição agradeceram este gesto do BPI. Mas o agradecimento

mais emocionante foi mesmo dos felizes contemplados, que em coro – e muito bem afinados

– ofereceram às “mães natal” uma canção alusiva à quadra que se vivia.

Home Instead/Gondomar presenteia utentes do serviço de apoio domiciliário do CSE MB

Natal é para todos, sem exceção, pequenos ou graúdos, vivem esta quadra de uma forma muito especial. Por isso, não foram só os utentes mais novos do Centro Social de Ermesinde (CSE) a serem presenteados por instituições ou empresas durante a quadra que recentemente findou. A Home Instead, uma empresa internacional – que no território nacional está representada em inúmeras cidades – que se dedica ao apoio domiciliário não clínico para idosos dependentes, levou neste Natal uma ação intitulada “Pai Natal para um Idoso”, que

visava presentear os utentes mais carenciados do serviço de apoio domiciliário de Instituições Particulares de Solidariedade Social. E o franchising da Home Instead em Gondomar – cuja área de atuação se desenrola não só neste concelho vizinho como também no de Valongo – escolheu o CSE como “destino final” do seu gesto solidário. Ao todo foram 10 os utentes do serviço de apoio domiciliário da instituição presenteados, sendo que alguns deles estiveram presentes na cerimónia da entrega de prendas (na sua maioria cobertores e outros tipos de agasalhos para combater esta fria época do

ano), ocorrida na manhã do dia 20 de dezembro nas instalações do Lar de S. Lourenço, e na qual

marcaram presença em representação do CSE a diretoria técnica do serviço de Apoio Do-

miciliário da IPSS, Albertina Alves, e a técnica de Apoio Domiciliário Carla Ferreira. A

FOTOS MANUEL VALDREZ

representar a empresa estiveram presentes Natália Pereira e Sara Alvarenga.

Almoço de Natal dos utentes do Lar de S. Lourenço AVE

Os utentes do Lar de S. Lourenço tiveram o seu almoço-convívio de Natal no dia 18 de dezembro, o qual se realizou na sala do refeitório e proporcionou muita animação a todos. Houve momentos de fado, de cantoria e de humor, em que participaram não só os “artis-

tas convidados”, mas também as funcionárias do próprio Lar, que contagiaram com a sua alegria os numerosos idosos presentes. O almoço natalício concedeu também umas liberdades um pouco mais amplas nas guloseimas servidas ao almoço - as rabanadas, o leite creme, os pudins, o bolo-rei, que sem abusos deixaram todos bem agradados. FOTOS MANUEL VALDREZ


31 DEZEMBRO de 2013 • A Voz de Ermesinde

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• NOTÍCIAS DO CENTRO SOCIAL DE ERMESINDE •

Encontro de Natal dos Trabalhadores do Centro Social de Ermesinde LC

Decorreu, no passado dia 20 de dezembro (sexta-feira), o encontro de Natal de 2013

do Centro Social de Ermesinde que, mais uma vez, se concretizou na forma de um jantar realizado no refeitório do Lar de S. Lourenço.

Como habitualmente, no final, o presidente da Direção da IPSS, Henrique Queirós Rodrigues, acompanhado por outros elementos da

Direção, deu uma volta pelas mesas para desejar um Bom Natal e Ano Novo, confraternizar e ouvir os trabalhadores.

Ao contrário de outros anos, o serviço foi assegurado por uma empresa externa, pretendendo-se com isso libertar as trabalhado-

ras da cozinha. Mas, na verdade, parece terem ficado algumas saudades do serviço assegurado pelos recursos próprios.

FOTOS MANUEL VALDREZ


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A Voz de Ermesinde • 31 DEZEMBRO de 2013

Cultura

Levi Guerra expõe no Fórum Cultural de Ermesinde O Fórum Cultural de Ermesinde tem patente até ao próximo dia 23 de fevereiro a exposição “De Ontem… e de Hoje”, da autoria de Levi Guerra. Trata-se de uma mostra retrospetiva que dá a conhecer cerca de 30 anos de carreira de Levi Guerra no campo das Artes Plásticas. Nascido em Águeda no ano de 1930, Levi Guerra é médico, investigador, pro-

fessor universitário e artista plástico. Prémio Nacional de Saúde 2013, Levi Guerra considera-se «um médico que pinta há mais de 30 anos». De entre a longa vida de trabalho clínico e as muitas pinturas que realizou, os autoretratos assumem-se como uma constante de um ser em permanente mutação. Levi Guerra retrata-se nas suas múltiplas funções, insígnias e títulos honorí-

ficos, ilustra a sua carreira, mas pinta igualmente os seus estados de espírito e as diferentes perspetivas com que vai encarando a vida. Sérgio Mourão, crítico de Arte, refere que «a projeção da sua obra não pode de modo algum ser dispensada no panorama da pintura portuguesa… É uma obra de cunho inconfundível… Com estilo, idoneidade e coerência». FOTO CMV

“Até sempre” de Fernando Batista

FOTO MAD

MAD

No passado dia 14 de dezembro o Auditório da Junta da Freguesia de Ermesinde encheu-se para assistir ao lançamento do 1º livro de Fernando Batista, um transmontano de 73 anos que há muito se radicou na cidade de Ermesinde. Natural de Mirandela e aposentado dos Caminhos de Ferro Portugueses, Fernando Batista utilizou o tempo livre para escrever um interessante romance (editado por Ediçõesecopy) que, se por vezes pode assumir um aspeto autobiográfico, outras vezes, no desenrolar da ação, o personagem principal (Tisnando) afasta-se muito do que foi a vida do autor. Bem escrito, recorrendo a uma prosa muito reflexiva, às vezes poética, espelha personagens vivas, cheias de carácter, sensibilidade e valores, que se torna muito agradável seguir ao longo de quase 400 páginas. Memórias dos tempos que passaram, mas também dos tempos atuais; descri-

ção de paisagens e costumes; críticas à situação que vivemos no presente e a algumas injustiças do tecido socioprofissional português; recordações da guerra colonial; de tudo isso se faz este romance, cuja história de amor, jurado na 2ª infância perdurou para sempre. Na cerimónia do lançamento da obra falou o autor, para agradecer a presença dos convidados, e a colaboração dos apresentadores: Paula Catarino, da

Universidade de Trás-osMontes que, emocionada, se referiu à personalidade de Fernando Batista; e Manuel Augusto Dias que, fazendo referências muito concretas à obra e ao seu contexto histórico, apresentou “Até sempre”. O autor conseguiu vender todos os exemplares levados para a apresentação e teve de registar dezenas de encomendas.

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31 DEZEMBRO de 2013 • A Voz de Ermesinde

História

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É Natal! Desde a primeira metade do século IV (336) antes de Cristo que se celebra a Festa da Natividade de Jesus de Nazaré no dia 25 de dezembro.

MANUEL AUGUSTO DIAS

esde a primeira metade do século IV (336) antes de Cristo que se celebra a Festa da Natividade de Jesus de Nazaré no dia 25 de dezembro. Com o decorrer do tempo, a Festa do Natal foi-se reforçando pelo significado de alegria na família, solidariedade, amizade e paz. Mas, infelizmente, para muitas pessoas, este Natal significa tempo de amargura, de tristeza, de fome, de frio, de desentendimento, de revolta, de sentimento recalcado de injustiça a todos os níveis. E, em boa verdade, por cada ser humano que sofre, todos nós, na linha daquilo que é o verdadeiro Cristianismo, ou apenas a garantia dos direitos fundamentais do ser humano, nos devíamos penitenciar também! O Cristianismo foi uma religião revolucionária pregada por Jesus Cristo, na Judeia, ainda no tempo do Imperador Otávio César Augusto. Inicialmente, a nova religião era vista como uma seita ou uma heresia do Judaísmo, mas rapidamente, se impôs como religião, divulgando uma nova mensagem de fraternidade e solidariedade hu-

manas, humildade e pacifismo, unicidade e salvação, prometendo aos crentes, muitos deles escravos ao serviço dos romanos, a imortalidade, após a morte física. Rapidamente, a nova religião se espalhou entre os pobres de todo o Império Romano. Nos primeiros tempos, foi perseguida pelo poder político, em virtude do seu sentido revolucionário e universal, como doutrina; pelo seu carácter exclusivo e messiânico, pela sua

tendência para o segregacionismo e secretismo das comunidades de fiéis e, sobretudo, pela sua recusa em prestar culto a outras divindades. Contudo, a partir do imperador Constantino, terminaram as perseguições (o Édito de Milão, em 313, concede liberdade de culto a todos os habitantes do Império) e com o Imperador Teodósio torna-se a religião oficial do Im-

pério Romano. O carácter revolucionário do Cristianismo, bem patente no conteúdo inovador da sua pregação, levou a ferozes perseguições que obrigaram os crentes desta nova fé a viverem em total clandestinidade. As perseguições

só terminaram, como se disse atrás, durante o governo do Imperador Constantino que se converteu ao Cristianismo por influência de sua mãe, Santa Helena de Constantinopla. Constantino,

através do Édito de Milão, concedeu a liberdade de culto em todo o Império. Mas o triunfo do Cristianismo como religião oficial do Império Romano, dá-se apenas com o Imperador Teodósio através do Édito de Tessalónica (em 380 d.C.).

Nascendo dentro da civilização romana, o Cristianismo, como religião, como mentalidade e como cultura, assume uma matriz clássica, isto é, assimilou muito da cultura greco-romana, que é bem

manifesta na retórica dos bispos cristãos, no direito canónico, no cerimonial da liturgia, na estrutura dos templos e até nos seus elementos decorativos (estátuas e relevos). No aspeto político, a Igreja Católica conservou toda a organização da administração romana que muito a beneficiou. Ainda hoje Roma é a capital do Catolicismo e a língua “oficial” da Cristandade, que todos os sacerdotes

conhecem é o latim. Com o objetivo de contribuírem para o fim da instabilidade e insegurança que se vivia na Europa Ocidental, após a queda do Império Romano do Ocidente, houve tentativas de restauração do Império do Ocidente. Um dos melhores exemplos, é o famoso Império de Carlos

Magno (curiosamente, Carlos Magno foi coroado Imperador no dia de Natal do ano 800, pelo Papa Leão III) durou pouco mais de 40 anos (de 800 a 843), que, em plena Idade Média, unificou os territórios que iam dos Pirenéus à Alemanha, e da Dinamarca à Itália central. Já o chamado Sacro Império Romano-Germânico, começou com Otão I (desde 962) e terminou formalmente apenas com Francisco II (1806, aquando das campanhas napoleónicas). Juntou territórios da Europa Central (germânicos e italianos) e em termos políticos resultou de um entendimento, nem sempre pacífico, entre o Papa e o Imperador. Na prática, tratouse de um conjunto de principados autónomos, que, entre si, escolhiam um Imperador, cargo meramente honroso e sem qualquer poder efetivo. Também no dia de Natal do ano 1066, Guilherme I, O Conquistador (igualmente conhecido como Guilherme II, da Normandia) foi coroado rei de Inglaterra, na Abadia de Westminster depois de ter invadido a Grã-Bretanha e ter derrotado e morto o rei Harold, na famosa batalha de Hastings. Em conclusão, o Dia de Natal é o dia do nascimento da figura central da Igreja Cristã, ou seja, um dia muito importante para o poder espiritual, mas também se evocam outros domínios de poderes temporais que foram uma importante referência na Europa Medieval.

EFEMÉRIDES DE ERMESINDE - DEZEMBRO

Tempo de cheias em Ermesinde - recordando a cheia do ano 2000 Dezembro é normalmente tempo de chuvas fortes e de cheias junto das principais linhas de água que atravessam a cidade, com particular destaque para o rio Leça! Este ano, na véspera de Natal repetiu-se o mau tempo, com muita chuva e vento forte. As águas do Leça voltaram a sair do leito. Recordamos a cheia que ocorreu em Ermesinde, junto ao rio Leça, nos dias 6 e 7 de dezembro de 2000 que apresenta algumas semelhanças com esta que se registou nas vésperas do último Natal. Efetivamente, o final do ano 2000 ficou marcado por fortes chuvas e ventanias que varreram todo o país, do Minho ao Algarve. Até o Alentejo que, normalmente, se queixa de uma crónica falta de água, teve problemas de inundações nesse ano. O pior dia foi o de 6 de Dezembro, mas os dias seguintes também não foram bons, como por exemplo o de 7 de dezembro. A Proteção Civil havia alertado toda a população para o mau tempo que se avizinhava: chuvas intensas e ventos com velocidades superiores a 100 km/hora. A prevenção diminuiu certamente os prejuízos, mas mesmo assim, houve muitos casos de pânico, por causa de

FOTO ARQUIVO MAD

tanto vento e chuva, que provocaram inundações, queda de árvores e falta de energia elétrica. Em Ermesinde, a água do Leça voltou a saltar fora do leito, e invadiu campos, casas, ruas e caminhos. As zonas mais baixas da cidade, devido à subida da água de outros rios e ribeiros, e até ao excesso das águas pluviais que as condutas não conseguiam absorver, voltaram a viver situações aflitivas, obrigando os Bombeiros de Ermesinde a acorrerem, sem descanso, a inúmeros pedidos de socorro que vinham do centro de Ermesinde, da Palmilheira, Bela, Travagem, Gandra e Montes da Costa. Outras localidades junto ao Leça, como Alfena, Águas Santas e S. Mamede Infesta viveram igualmente situações de grande aflição e pânico. Para evitar danos maiores, os bombeiros tiveram que cortar várias árvores que ameaçavam cair. No dia 7 de dezembro houve zonas da cidade que estiveram quase todo o dia sem energia elétrica inviabilizando o funcionamento normal de muitos serviços, como, por exemplo, as escolas. Nos dias seguintes continuou a chover, mas pouco a pouco, entrou-se na normalidade do tempo para esta altura do ano, embora sempre com chuva em demasia.

O Leça num dia de cheia


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A Voz de Ermesinde • 31 DEZEMBRO de 2013

Património

• TEMAS ALFENENSES •

A emigração para o Brasil e as suas marcas na paisagem urbana de Alfena (2)

ARNALDO MAMEDE (*)

s irmãos Francisco e José Martins Borralho, nascidos em Alfena, por volta de 1695, provavelmente no lugar da Ferraria, onde, ainda hoje, não faltam Borralhos, agora como alcunha, porque há muito desistiram do seu apelido ancestral, talvez por conotação pejorativa, emigraram para Minas Gerais nos primeiros anos de 1700, tempo da corrida ao ouro, dedicados à mineração ou ao garimpo, em busca da tão ansiada fortuna. Aí, também eles desistiram do apelido Borralho, adotando, em seu lugar, o nome da sua terra natal, passaram a ser os Martins Alfena. É bem provável que após exaustão das jazidas se tenham dedicado à agricultura, afinal a sua ocupação dos tempos de infância pelos campos da Arrancada, dos Agueiros ou da Bajanca, ou a apascentar o gado nas terras mimosas das nascentes de Saínhas.

Certo é que alguns dos filhos conseguiram obter carta de Sesmarias, onde fundaram as suas fazendas, no limite das quais viriam a promover a edificação de uma pequena ermida em honra de N. Sra. das Dores e S. José, originando, tempos depois, a implantação, à sua volta, de um arraial, o Arraial de S. José dos Alfenas. Assim nasceu Alfenas, hoje uma importante cidade do Estado de Minas Gerais, com 75 000 habitantes, que deve a sua fundação à nossa gente, para nós, alfenenses, justo motivo de orgulho. Referimos em anterior crónica nesta página o Comendador Manuel Moreira Duarte Matos, grande comerciante da Praça do Rio de Janeiro, sem esquecer os sócios da importante Sociedade Vieiras, Mattos & Cia, o seu irmão Francisco, bem como seu sobrinho e afilhado, o também Comendador e grande benemérito Manuel Martins Ferreira de Matos e seus irmãos Vicente e José. A Vieiras Mattos & Cia, fundada em 1866, era detentora, no primeiro quartel do Séc. XX, da maior quota de produção e comercialização de sal, o seu principal negócio, em todo o Brasil. Com filiais em vários Estados estendeu, nessa época, a sua atividade à indústria cerâmica, águas minerais, transportes e agricultura. Como sabemos, deve-se ao Comendador Ferreira de Matos a construção do belo edifício da Escola Idalina Matos, inaugurada em 1927, hoje Centro Cultural. Manuel Luís Arruda, natural do lugar do Reguengo, cedo partiu para o Brasil onde terá acumulado bom pecúlio, o suficiente para compor cunhados e cunhadas, permitindo-

-lhe o consórcio, cerca de 1850, com Maria Antónia Martins Moutinho de Ascensão. Não só compôs os herdeiros como adquiriu diversas propriedades, aumentando assim a sua casa agrícola, em Punhete, vindo a construir o edifício lá existente, que, aliás, não concluiu, restou toda uma ala por construir, porque, entretanto, ocorreria o seu falecimento. Por último, uma referência aos Almeidas, ou de uma forma mais abrangente, aos "Padeiros”, alcunha que lhes ficou pela profissão dos antepassados, oriundos de Valongo. Florindo de Sousa Almeida, nasceu na Codiceira, em 1903-1843, terá partido para o Brasil por volta de 1870, com seu irmão Manuel e seu primo António Marques da Fonseca (Marques Padeiro), constituindo em sociedade uma firma de serração de madeiras e carpintaria, sua anterior profissão. Mais tarde chegaram os sobrinhos Carlos dos Santos Almeida, futuro genro de Florindo e seu sucessor à frente da Firma, António dos Santos Almeida e António Bento Ferreira, sobrinho-neto. Regressados a Alfena no início do Séc. XX, Florindo Almeida encetou a construção dos edifícios sitos na Rua 1º de Maio, 1876 (Baguim) e Rua 1º de Maio, 2548 (Codiceira), seu irmão Manuel, na Rua 1º de Maio, 2584 (Codiceira), António Marques da Fonseca o edifício situado na Rua de S. Lázaro, (Restaurante Casarão) e, finalmente, Carlos dos Santos Almeida o mais belo e imponente edifício que em Alfena existiu, o Palacete, onde hoje se situa o Salão Plaza, mais metro menos metro, destruído, em 11-01-1963, por um violentíssimo incêndio. Eis pois, as marcas que os "nossos brasileiros" tornaviagem nos deixaram e que desde há um século moldam a paisagem urbana de Alfena. (*) Membro da AL HENNA – Associação para a Defesa do Património de Alfena. FOTOS ARQUIVO AL HENNA

ERMESINDE Sede: R. Manuel Ferreira Ribeiro, 30 4445-501 Ermesinde TEL: 22 971 4442 FAX: 22 975 8926 TLM: 91 755 4658 / 91 269 6074 / 91 689 7854

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31 DEZEMBRO de 2013 • A Voz de Ermesinde

Desporto

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Suplemento de "A Voz de Ermesinde" N.º 912 • 31 DEZEMBRO de 2013 • Coordenação: Miguel Barros

O filme de 2013 no universo desportivo concelhio


II

A Voz de Ermesinde • 31 DEZEMBRO de 2013

Desporto

O filme do desporto valonguense no ano de 2013 JANEIRO 24, 26, e 27 de janeiro: Como já vem sendo hábito de há uns anos a esta parte o ano civil começa com festa para a Secção de Basquetebol do CPN. O mesmo será dizer com títulos, sendo que no derradeiro fim-de-semana de janeiro as juniores cepeenistas arrecadaram – pelo segundo ano consecutivo – no Pavilhão Municipal de Paços de Ferreira o cetro de campeãs distritais, levando a melhor sobre a concorrência composta por Núcleo Cultural de Recreativo de Valongo, Coimbrões, e Académico do Porto. Mas este era só o começo de (mais) um ano memorável para o basket propagandista. FEVEREIRO 1, 2, e 3 de fevereiro: Depois das juniores foi a vez das cadetes trazerem para as cada vez mais recheadas vitrinas do CPN um novo título distrital de basquetebol feminino. Na fase final do Campeonato Distrital da citada categoria, decorrida em Matosinhos, as cepeenistas trilharam um percurso 100 por cento vitorioso, com três vitórias – ante Juvemaia, Desportivo da Póvoa e Núcleo Cultural e Recreativo de Valongo – em outros tantos encontros realizados. 9 e 10 de fevereiro: Pelo segundo ano consecutivo a freguesia de Sobrado foi palco da fase final do Campeonato Nacional de Hóquei de Sala. Depois de em 2012 as meninas do Belenenses terem alcançado em terras sobradenses o histórico tricampeonato nacional, foi agora a vez dos rapazes da Associação Desportiva de Lousada somarem mais um título ao seu rico palmarés, após terem deixado para trás a concorrência composta pelas equipas do Futebol Benfica, da Académica de Espinho, do Viso, do Sport e do Carris. Ao vencerem no derradeiro encontro da fase final – ocorrida no Pavilhão Municipal de Sobrado – a equipa espinhense, os lousadenses arrecadaram então pela nona ocasião em 10 anos (!!!) o título máximo do hóquei de sala lusitano na categoria de seniores masculinos. De 13 a 24 de fevereiro: Durante uma semana e meia o centro comercial Parque Nascente (em Rio Tinto) foi o palco de uma dezena de finais de competições alusivas ao universo Bilharsinde. Organizadas pelo Voxx Club de Bilhar (de Ermesinde) as provas contaram com a presença de mais de uma centena de bilharistas, alguns deles de alto gabarito internacional! Quanto a títulos propriamente ditos a Taça Bilharsinde Júnior foi conquistada pelo C.S. Trofa, ao passo que a Bilharsinde Cup, prova destinada às senhoras, foi arrecadada pelo conjunto das Amigas do Bilhar. No plano individual esta última equipa também fez a festa, já que a sua jogadora Sérgia Queirós venceu a Bilharsinde Cup Individual. No plano masculino a prova de 64 Duplo KO Individual foi conquistada pelo tri-campeão da Europa Manuel Pereira, jogador este que juntamente com João Sousa iria ainda ganhar o certame de 32 KO Duplo Tacada Escocesa (em pares). Já a Taça Liga Bilharsinde, que contou com a presença de 24 equipas, foi ganha pelo poderoso combinado nacional Clube de Bilhar Pedro Grilo, enquanto que a Taça Liga Bilharsinde Individual também ficou na posse deste clube, mais concretamente através do seu jogador João Sousa. Mas os festejos de Pedro Grilo e companhia não se ficariam por aqui, já que esta equipa iria ainda triunfar na Taça Superliga Bilharsinde e na Taça Superliga Bilharsinde Individual, nesta última competição de novo na sequência das tacadas vitoriosas de João Sousa.

ABRIL 7 de abril: A Piscina Municipal de Valongo acolheu a 9ª edição do Torneio de Natação “Cidade de Valongo”, certame que contou com a presença de 172 atletas oriundos de 13 clubes. Organizado conjuntamente pelo Clube de Natação de Valongo (CNV) e pela Câmara Municipal, o torneio correu de feição ao conjunto da casa, a julgar pelos resultados obtidos. Em termos de classificações finais, o CNV conquistou o 2º lugar do pódio de cadetes, tendo o vencedor sido a equipa da Gespaços, enquanto que na terceira posição ficou o Ginásio de Santo Tirso. A organização atribuiu ainda prémios aos três atletas mais pontuados. Assim sendo, o valonguense Nélson Martinho foi o nadador com mais pontos obtidos na vertente masculina, enquanto Mariana Vale ficou no terceiro lugar, no que toca à categoria feminina. De realçar ainda as vitórias de Nélson Martinho nas provas de 100m livres e nos 100m mariposa, bem como o triunfo da equipa masculina nos 4X50m estilos. 20 de abril: Pelo segundo ano consecutivo a cidade de Alfena sentiu a adrenalina das corridas de automóveis no seguimento da realização do Rally de Alfena – Terra do Brinquedo, certame pontuável para o Campeonato Open de Ralis. Organizada pelo Clube Aventura do Minho, a competição foi composta por quatro provas especiais que totalizaram aproximadamente 55 km, tendo os concorrentes efetuado uma dupla passagem pelos troços de Alfena, Agrela, Vila da Luz, e Maia. Entre os muitos pilotos presentes destacou-se o ermesindense Nuno Almeida. 25 de abril: Cerca de duas centenas de crianças deram vida a mais uma edição da Corrida Juvenil “25 de Abril”, certame organizado pela Junta de Freguesia de Ermesinde, e que este ano contou com a preciosa colaboração do Clube Zupper. 27 e 28 de abril: O Clube de Ténis de Ermesinde (CTE) sagrou-se vicecampeão regional interclubes na variante feminina. A competição decorreu em casa do CTE, isto é, os courts da Vila Beatriz, e além da equipa da casa teve como participantes os combinados do Lawn Ténis Clube da Foz e do Lousada Ténis Atlântico. 30 de abril: Incontornável figura da história do Clube de Propaganda da Natação (CPN), Agostinho Pinto foi neste final de abril nomeado pelo sítio “Planeta Basket” como um dos 100 melhores treinadores de basquetebol da história, no que ao plano nacional diz respeito. Segundo o “Planeta Basket” – conceituado jornal on line dedicado à modalidade – esta iniciativa – de nomear os melhores treinadores – visa mencionar os técnicos que ao longo dos últimos 100 anos contribuíram para o desenvolvimento do basket em solo lusitano. MAIO 19 de maio: O Ermesinde Sport Clube despediu-se da sua massa associativa com uma vitória diante do Alpendorada, em jogo a contar para a 34ª e última jornada do Campeonato da Divisão de Honra da Associação de Futebol do Porto (AFP). Em termos de classificação final os ermesindistas ficaram no 17º lugar, despromovidos portanto, com 28 pontos. Este seria o último jogo oficial da vida do septuagenário emblema que poucas semanas mais tarde iria entrar num beco sem saída!

MARÇO JUNHO 16 de março: A nossa freguesia recebeu neste dia alguns dos melhores jogadores de damas nacionais, os quais no polivalente da Escola Secundária local disputaram o I Open de Damas Clássicas de Ermesinde. Certame que se desenrolou pela mão do Núcleo de Damas de Ermesinde/Café Avenida, coletividade que contou ainda com o apoio da Federação Portuguesa de Damas, da Associação de Damas do Porto e da Junta de Freguesia de Ermesinde. Ao todo estiveram presentes 70 damistas, em representação de equipas vindas de Mangualde, Viseu, Vizela, Gondomar, Valadares, Vila do Conde, Lobão, Coimbra, Aveiro, Santo Tirso, S. Pedro da Cova, São João da Madeira, e claro está, Ermesinde. Entre os nomes sonantes destacou-se o do maior jogador português de todos os tempos, Vaz Vieira, que foi aliás alvo de uma homenagem durante o evento. Paralelamente foi disputado pela primeira vez a nível nacional um torneio destinado ao escalão sub-15.

4 de junho: Pela primeira vez na história da Superliga Bilharsinde (SB) uma equipa conseguiu pelo segundo ano consecutivo conquistar o título do principal escalão da competição. Equipa essa que dá pelo nome de Clube de Bilhar Pedro Grilo, conjunto que na noite de 4 de junho derrotou o combinado do Paraíso da Cidade “A” na final da 1ª Divisão da prova rainha do Voxx Club de Bilhar. Na mesma noite decorreram as finais dos restantes quatro escalões da SB, sendo que na 2ª Divisão o título foi parar às vitrinas da New Academy, que este ano fez a sua estreia na competição, enquanto que o Salão de Jogos Bola 3 fez a festa no terceiro escalão. À semelhança da 2ª Divisão também a 4ª Divisão foi conquistada por uma equipa que em 2012/13 fez a sua estreia na SB, neste caso o Café Pop , que na grande final desta divisão derrotou o Centro de Ciclistas de Gondomar. Por fim, a 5ª Divisão, cuja


31 DEZEMBRO de 2013 • A Voz de Ermesinde final colocou frente a frente dois dos mais antigos conjuntos da história da SB, Café Laser e Café Mosteiro, duas equipas que participam na competição desde a primeira edição, e que no salão do Paraíso da Cidade lutaram entre si para ver quem ficava com o título do quinto e último escalão da prova. Foram mais felizes os bilharistas do Laser. 7 de junho: Os dinâmicos ermesindenses Clube Zupper levaram a cabo neste dia a 1ª edição da Corrida Cidade de Ermesinde, prova (de 10 km) cuja partida foi dada no Parque Aventura da Lipor, que a par da Junta de Freguesia de Ermesinde e da Câmara Municipal de Valongo foi um dos parceiros dos zuppers nesta corrida cuja meta estava instalada junto ao parque urbano. Presentes estiveram exatamente 155 atletas (20 femininos), oriundos de diversos locais do norte do país. 7, 8, e 9 de junho: O CPN ficou em terceiro lugar na fase final do Campeonato Nacional de cadetes femininos, certame decorrido no Complexo Desportivo de Almada e que seria ganho pelo Algés. 15, e 16 de junho: Cerca de duas centenas de jovens atletas participaram na 5ª edição da Alfena Football Cup, organizada pela Escola-Academia Sporting/Alfena, e decorrida no Complexo Desportivo do Atlético Clube Alfenense. Destinada ao escalão de sub-9, a prova foi vencida pela equipa da casa, o Alfenense, que na grande final bateu o Gondomar por 2-0, conquistando assim pela primeira vez um título há muito desejado. 21 de junho: Aos 77 anos de vida o Ermesinde Sport Clube (ESC) via a sua sobrevivência seriamente comprometida. Facto “extraído” da Assembleia Geral que o clube levou a cabo nesta noite dia 21 de junho, uma sessão muito concorrida no que a associados diz respeito, das mais concorridas de que há memória no passado mais recente do clube, onde se colocaram a descoberto as inúmeras fragilidades que o emblema enfrentava, e que punham em risco o seu futuro imediato. As contas apresentadas mais não confirmaram que o ESC estava num beco sem saída. Dívidas a diversos credores, à Segurança Social, e às Finanças, última entidade esta que no final de 2012 havia encerrado a atividade do clube por este não apresentar documentos fiscais desde 2009 (!) foram sinais de que o popular Ermesinde não tinha viabilidade para continuar. Perante os factos evidenciados nesta assembleia, isto é, sem solução diretiva à vista, e mergulhado numa crise financeira calamitosa, a sobrevivência do ESC foi de imediato colocada em risco, e já depois de terminada a sessão um grupo de sócios juntou-se no sentido de equacionar a criação de um novo clube. 21, 22, e 23 de junho: Foi na Covilhã que o basquetebol do CPN arrecadou o título nacional que faltava no seu extenso e rico palmarés, o de campeão nacional de iniciados femininos. Com este cetro o clube de Ermesinde fez história na modalidade, pois tornou-se no primeiro clube a conquistar títulos nacionais em todos os escalões de formação! JULHO 18 de julho: Rei morto, rei posto. 18 de julho é uma data histórica para a nossa cidade. Neste dia nasce o Ermesinde Sport Clube 1936, o sucessor do moribundo Ermesinde Sport Clube. «O Ermesinde Sport Clube 1936 nasce com o objetivo de dotar a cidade de Ermesinde de um clube que para além de fomentar a prática desportiva generalizada, promova a aquisição de hábitos de vida saudável entre os mais jovens, contribuindo para uma educação fundada em princípios de urbanidade e desportivismo, tornando o clube num agente nevrálgico da cidade, promotor cultural, recreativo, económico e desportivo». Foi desta forma que semanas mais tarde, mais concretamente na noite de 2 de agosto, a mais jovem coletividade desportiva da nossa freguesia se apresentou oficialmente à comunidade local, dando assim o primeiro passo de uma caminhada que se sonha ser de glória. Desportivamente o novo Ermesinde iria começar do zero, isto é pela divisão mais baixa da Associação de Futebol do Porto.

Desporto SETEMBRO 7 de setembro: O Clube de Bilhar Pedro Grilo vence por 9-3 o Paraíso da Cidade e conquista assim a Supertaça Bilharsinde, prova que marca o início de mais uma temporada de competições Bilharsinde. 14 de setembro: O CPN anuncia oficialmente – numa cerimónia decorrida no auditório da Junta de Freguesia de Ermesinde – o lançamento da Academia Álvaro Mendes, uma escola de ténis de mesa que mais do que fazer regressar a modalidade ao clube é uma homenagem ao lendário Álvaro Mendes, figura incontornável do universo cepeenista desaparecido do mundo terrestre há precisamente três anos, e grande responsável pelo facto de o CPN ter sido num passado não muito distante uma potência nacional e internacional mesatenista. 15 de setembro: O novo clube da nossa freguesia, o Ermesinde 1936, fez neste dia a sua estreia oficial, num jogo ante o Mocidade de Sangemil, a contar para a 1ª jornada do grupo 7 da Taça Brali, uma competição da Associação de Futebol do Porto (AFP) que em 2013/ /14 faz a sua estreia. Os primeiros cinco meses do Ermesinde Sport Clube 1936 foram aliás de sonho, já que em 15 encontros oficiais – 11 a contar para a Série 1 do Campeonato Distrital da 2ª Divisão e quatro alusivos à Taça Brali – o emblema de Sonhos soma 12 vitórias, dois empates, e apenas uma derrota. No campeonato os verde-e-brancos estão bem lançados para alcançar a subida logo em ano de estreia, já que no final do ano (civil) são primeiros de forma isolada, e com menos um jogo que a concorrência mais direta, enquanto que na nova taça da AFP estão já nos quartos-de-final. 20, 21, e 22 de setembro: O CPN organizou a 14ª edição do seu Torneio Internacional de Basquetebol. Cerca de 600 atletas em representação de 42 equipas, uma delas oriunda da vizinha Galiza, estiveram em Ermesinde num torneio desenrolado em quatro escalões de formação, nomeadamente seniores, juniores, cadetes e iniciados. 21 de setembro: Pelo segundo ano consecutivo a Câmara Municipal de Valongo efetuou uma homenagem aos valonguenses que mais se distinguiram ao longo do ano de 2013 no que ao desporto diz respeito, ao organizar a Gala de Mérito Desportivo, evento que galardoou cerca de uma centena de atletas, treinadores, e coletividades. OUTUBRO 26 e 27 de outubro: O basquetebol de formação do CPN (neste caso a equipa de sub-14) conquistou o conceituado Torneio das Estrelas de Montgermont, em França, que reúne algumas das melhores equipas europeias. NOVEMBRO 23 de novembro: Terminou a aventura do Núcleo de Damas de Ermesinde/Café Avenida na edição de 2013 da Taça de Portugal, competição onde o combinado da nossa freguesia tombou nas meias-finais diante do CCD de S. João da Madeira. Nunca os damistas ermesindenses tinham chegado tão longe na competição. 30 de novembro: Os ermesindenses do Clube Zupper sagram-se pelo segundo ano consecutivo campeões regionais de hóquei subaquático. 2013 foi aliás um ano memorável para os hoquistas zuppers, já que além deste novo título inauguraram a sua escolinha de hóquei subaquático, e viram três atletas suas serem selecionadas para representar a Seleção Nacional da modalidade no Campeonato do Mundo, que decorreu na Hungria. DEZEMBRO 19 e 20 de dezembro: O ano termina com mais uma edição do Torneio CPN/Cidade de Ermesinde em andebol, destinado ao escalão de juvenis masculinos, e que para além da equipa da casa contou ainda com as presenças de Ginásio de Santo Tirso, Gondomar Cultural, e Dragon Force/FC Porto, estes últimos que seriam os vencedores do certame.

AGOSTO De 7 a 18 de agosto: Agosto de 2013 ficará por certo nos anais da história do desporto valonguense, graças à vitória da União Ciclista de Sobrado na 75ª edição da Volta a Portugal em Bicicleta por intermédio do galego Alejandro Marque. Após o término da Volta a vila de Sobrado – que vive o ciclismo de uma forma muito apaixonada – explodiu de alegria, tendo sido verdadeiramente impressionante a forma como a freguesia recebeu os seus ídolos já perto da madrugada de 19 de agosto. Foram milhares os populares que nessa noite não arredaram pé do centro da vila, à espera dos novos heróis do ciclismo nacional. Dias mais tarde foi a vez da autarquia valonguense prestar homenagem pública aos heróis da Volta de 2013.

21 de dezembro: 2013 foi um ano memorável para a Associação Desportiva de Valongo. Os hoquistas seniores da sede do nosso concelho além de repetirem a presença na final four da Taça de Portugal de 2012/13 alcançaram – na mesma época – um fabuloso quarto lugar no Campeonato Nacional da 1ª Divisão, classificação que lhe garantiu o passaporte direto para a Liga Europeia de hóquei em patins da temporada seguinte. E se 2012/13 foi bom, 2013/14 está a ser sensacional, já que tanto na citada competição europeia – onde os valonguenses já não participavam há mais de duas décadas –, como no Campeonato Nacional da 1ª Divisão, a Associação Desportiva de Valongo ocupa o 1º lugar de forma destacada!

III


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Desporto FUTEBOL

FOTOSMÁRIOCOELHO

Ermesinde 1936 chega à liderança do campeonato no fim de 2013 LUÍS DIAS/AVE

Com bastante público nas bancadas a apoiar a equipa da casa, o Ermesinde 1936 esteve sempre no comando da partida (na imagem de cima) ante o S. Romão, partida essa referente à 12ª jornada da Série do Campeonato Distrital da 2ª Divisão, realizada no passado dia 22 de dezembro. Somando todas as oportunidades do encontro, o resultado final de 4-0 a favor dos ermesindistas podia ter sido mesmo ainda mais desnivelado, tal era a diferença de qualidade entre das duas equipas. A equipa verde-e-branca teve como marcador de serviço Paulo, como já vem sendo hábito,

que fez o gosto ao pé em duas ocasiões, a primeira ainda no decorrer da primeira parte, aos 13 minutos, e a segunda já na etapa complementar, aos 55 minutos. Aos 62 minutos a equipa do S. Romão é obrigada a jogar com menos um elemento, com Márcio a ser expulso por palavras dirigidas ao árbitro da partida. Se o desequilíbrio já era a nota dominante na partida, ainda ficou mais vincada a diferença de qualidade do Ermesinde 1936 perante uma frágil equipa do S. Romão após a expulsão. Pinto, aos 72 minutos e Marco, aos 80 minutos, fecharam a contagem do encontro para a equipa da casa. À 12ª jornada, mas apenas com 11 jogos disputados tendo em conta a folga ocorrida à 3ª jornada, a equi-

pa de Ermesinde ocupa confortavelmente o topo da classificação, com 30 pontos contabilizados, mais um, mas menos um jogo, que o segundo classificado, Leça do Balio. De destacar a excelente iniciativa, em época natalícia, da claque Ultras Ermesinde (na imagem de baixo), que fez uma recolha de bens, no dia do jogo, para as instituições ermesindenses Lar Marista e Instituto Bom Pastor. A recolha foi um sucesso e alegrou, certamente, quem de mais perto convive com as duas associações que muito têm dado à nossa cidade de Ermesinde. No encontro diante do S. Romão os ermesindistas alinharam com: Teixeira, Folgosa, Pedro Castro, Marco, Serginho, Morangos (TT),

Paulo, David (Paulo Assunção), Diogo Loureiro (Ivo), e André Ribeiro (Pedrinho). Treinador: Jorge Lopes. Atingidos os quartos-de-final da Taça Brali Uma semana mais tarde, isto é, a 29 de dezembro, o Ermesinde 1936 obteve uma nova vitória naquele que foi o seu derradeiro jogo do ano de 2013. Triunfo magro, por 1-0, mas extremamente importante já que garantiu a qualificação para os quartos-de-final da Taça Brali. Paulo foi o autor do golo solitário (ao minuto 14), no reduto do Medense, o adversário dos ermesindistas nos oitavos-de-final da competição da A.F. Porto. Neste encontro realizado no

reduto do Medense o Ermesinde 1936 alinhou com: Erikson, Fábio David, Faria (Folgosa, 46), Marco, Fajó, Moran-

gos, David, Diogo Loureiro (Serginho, 73), Andrézinho (Pinto, 73), Pedro Assunção, e Paulo.

HÓQUEI EM PATINS

Valongo termina o ano no topo da classificação É no topo da tabela classificativa – e de forma bem destacada – do Campeonato Nacional da 1ª Divisão de hóquei em patins que a Associação Desportiva de Valongo termina o ano de 2013. Os pupilos de Paulo Pereira são a grande sensação da prova, sendo por esta altura o único conjunto que contabiliza por vitórias todos os encontros disputados. O último triunfo foi obtido no passado dia 21 de dezembro, no rinque do Paço de Arcos, em jogo referente à 9ª jornada da citada competição, de onde os valonguenses saíram com um resultado positivo de 4-2 que os mantém no 1º posto da classificação, agora

com 27 pontos, mais três que o segundo colocado, o FC Porto. E diante da equipa da Linha Hugo Azevedo foi o herói do Valongo, ao apontar três dos quatro golos da sua equipa. Ao intervalo o resultado era favorável à equipa do nosso concelho, graças a duas sticadas certeiras de Azevedo. Porém, na etapa complementar o Paço de Arcos apareceu mais atrevido, e ainda antes do quarto de hora empatou a contenda. O alarme soou então e o Valongo acordou. Aos 20 minutos Henrique Magalhães fez o 3-2, para dois minutos volvidos Hugo Azevedo sentenciar a partida

ANDEBOL

Dragon Force/FC Porto vence Torneio Cidade de Ermesinde FOTOCPN/ANDEBOL

AVE

Tal como adiantámos na nossa última edição, o CPN organizou nos passados dias 19 e 20 de dezembro mais uma edição do seu Torneio Cidade de Ermesinde, em andebol, destinado ao escalão de juvenis masculinos. Decorrido no Pavilhão Gimnodesportivo de Ermesinde o evento contou com as participações das equipas do Dragon Force/Futebol Clube do Porto, Ginásio Clube de Santo Tirso, Gondomar Cultural, e claro, o CPN, tendo a vitória final pertencido aos portistas (na imagem). No segundo lugar ficou o Gondomar Cultural, ao passo

que a encerrar o pódio quedou-se o CPN, ficando o emblema tirsense na última posição. Num torneio que teve ainda um cariz solidário, já que em simultâneo decorreu uma campanha de solidariedade para a recolha de roupas e brinquedos para posteriormente entregar a três instituições locais (Associação Ermesinde Cidade Aberta, Lar Marista, e Instituto do Bom Pastor), a cerimónia de encerramento foi abrilhantada pela presença do capitão da equipa sénior de andebol do Futebol Clube do Porto, o ermesindense Ricardo Moreira, e ainda do presidente da Junta de Freguesia de Ermesinde, Luís Ramalho.

Suplemento de “A Voz de Ermesinde” (este suplemento não pode ser comercializado separadamente). Coordenação: Miguel Barros; Fotografia: Manuel Valdrez. Colaboradores: Agostinho Pinto e Luís Dias.


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Crónicas

E depois do adeus…

GLÓRIA LEITÃO

época natalícia despoletou a necessidade de refletir sobre os que não teremos ao nosso lado na ceia de Natal. Até eu, que por norma e por mania ando sempre de nariz empinado a olhar para o sol e deixar momentos menos bons para trás, este ano sinto uma carga mais pesada em relação a esta época festiva – perdi mais gente do que queria e isto ao fazer o balanço das pessoas de família e conhecidos que a vida ceifou. Ainda, nas redes sociais, vou encontrando as fotos de identificação de amigos e conhecidos substituídos por pequenos símbolos onde, junto a um laço preto, leio: “em luto”. Claro que não duvido que nesta noite, cada um de nós irá sentir ao nosso lado uma “cadeira invisível” onde estarão sentados ao nosso lado os que nos tocaram de perto: com uma vida traduzida num colo, num sorriso, num amuo, numa dor, em tristezas e alegrias, doseadas conforme a maneira de ser de cada um. Ainda, penso que neste momento (por ser especial e às vezes poder ser vivido somente num dia), até os “proscritos”, que a vida, os padrões sociais e muitas vezes a voz da razão nos manda adotar como atitude de bom senso afastar, por maior que seja o nosso “disfarce”, não iremos conseguir banir do nosso pensamento. Quanto a mim (que acredito em coisas às vezes incompreensíveis para o senso comum), continuo a acreditar que estarão lá, a ocupar o lugar que não nos esqueceremos de lhes destinar, naquele

cantinho do coração que, por ser do tamanho do mundo, é de “lotação ilimitada”. Quando as perdas são recentes e de pessoas muito chegadas, tão chegadas que às vezes dariam a impressão de estarem coladas à nossa pele, a pergunta que cada um faz a si mesmo é “como vou conseguir superar esta perda?”. Aqui a resposta mais viável só poderá ser: “sendo forte, porque esse é o único caminho” e isto para quem enfrenta todo o tipo de luto – os que partem da vida, os que partem para construírem novas vidas e os que escolhem vidas, que a vida descruza das nossas. Aqui, também cabem os que enchem as cadeias, os que enchem os albergues, os que enchem lares de acolhimento e sabe Deus quem mais. A força que cada um de nós tem que suportar em “lutos” interiores (que tomam a forma de solidão e de saudade), acarreta muitas vezes um peso superior ao do nosso corpo – a diferença terá a ver somente com a postura curvilínea ou elevada com que se cada um se faz à “estrada da sua vida”. Mesmo que apoiados na retaguarda, a forma como superamos as nossas “perdas”, a forma que temos de nos “despedirmos” do que nos fez bem e até do que nos fez mal é particular a cada um. O mesmo se aplicará ao tipo de atitude que adotarmos para o “depois”, aquele que virá a seguir ao “adeus” e da capacidade de manter viva a chama do ensinamento que as vidas que por nós passaram nos deixaram como legado. Vamos entrar em 2014 e dizem que até da “Troika” nos iremos despedir. Como se diz que “adeus” é para quem morre mas, porque sou reticente quanto a isso, acrescento o facto de não “embandeirar em ilusões” festejando antecipadamente esta incerteza, pois tenho consciência que o augurado “adeus troikiano” não significa que nos vamos livrar tão cedo da hecatombe que nos invadiu.

Cética, estava a apetecer-me, também a mim, vestir o “capote do desânimo” e nem este apontamento ficaria registado. Efetivamente, há momentos em que as cargas se tornam muito pesadas porque somamos demasiados “adeus” daquilo que pensamos não voltarmos a recuperar – os nossos e os que assistimos nos outros, quer seja o “adeus“ a pessoas, a casas que se compraram ao abrigo de sonhos, a hábitos que serviram para unir famílias, a laços que se quebram por não resistirem ao infortúnio, etc..

ARQUIVO GL

Já me deixava conduzir, também eu, para o grupo dos que “partem, sem partir”, se não tivesse descoberto de repente que “adeus” realmente nem sempre é para o que morre e também para quem morre. Percebi isso quando entrei numa farmácia e encontrei uma “banquinha da solidariedade” – o objetivo era o mesmo que me fez cruzar tempos atrás com a “Acreditar”, quando me fez perceber que ainda acredito em tanta coisa. Uma jovem falava-me da Inês – uma

menina que a leucemia levou aos 12 anos de idade e que tocou as pessoas pela sua força e pela sua luz. Terão sido de tal forma intensas que a dor e a solidão que uma partida destas deixa foram superadas e substituídas por uma causa: a criação da “Associação Inês Botelho” como forma de homenagear a “nossa filha, irmã”, conforme li num pequeno flyer que me foi entregue no âmbito da sensibilização para a doação de medula óssea. Percebi que em sua honra, as tais pessoas que ela tocou de perto juntaram-se à sua família e todos encontraram uma forma de manter viva a sua imagem, depois do adeus – ajudarem na luta contra o cancro infantil e desta forma «…levarem o “sorriso da Inês” a todas as crianças que, tal como ela, têm que lutar, quando deviam brincar e têm que abdicar da sua infância mais cedo do deveria ser permitido…», conforme também lá estava escrito. Se a vida permitir que me despeça de 2013, no depois, para 2014, quero concretizar o pedido feito pela neta de uma mulher de 1919 e entregar-lhe um dossier com todos os pedacinhos de escrita que encontraram quando partiu recentemente. Eles ainda não sabem que ao organizá-los percebi que era isso que ela queria, depois do “adeus” – está lá todo um exemplo de coragem que pode inspirar a sua família em momentos menos bons que os possam surpreender. Também quero levar comigo tudo o que representa o “sorriso” de causas como a da Inês, antes e depois do “adeus” e que eu traduzo em duas palavras: solidariedade e coragem, e toda a que seja necessária para enfrentar o que virá por aí. Por fim, quero levar outra grande lição que aprendi do que li, algures – a morte não é a maior perda da vida, pois a maior perda da vida será o que morre dentro de nós, enquanto vivemos.

Clínica Médica Central de Ermesinde, Lda (SERVIÇO MÉDICO E DE ENFERMAGEM) Rua Ramalho Ortigão, 6 – 4445-579 ERMESINDE

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Crónicas

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A verdade e os meios para a realizar

NUNO AFONSO

rtega y Gasset disse que o homem é ele e a sua circunstância, pensamento largamente divulgado mas poucas vezes objeto de madura reflexão. A vida de cada ser humano deve, pois, ser analisada com base nesse pressuposto. Que não é indiferente para o sucesso ser mais ou menos dotado intelectualmente é ponto assente e indiscutível, mas outras características como a simpatia, a curiosidade, a sagacidade, o desembaraço, o equilíbrio emocional, a pronta reação diante do imprevisto, podem ser relevantes e até decisivas para o êxito de alguém com vantagem sobre outro porventura mais inteligente. Quantos cérebros privilegiados se perdem enquanto sujeitos medíocres prosperam? Não é indiferente o lugar em que nascemos, a família de que procedemos, os amigos que tivemos, as escolas que frequentámos, as possibilidades de acesso ao conhecimento de que dispusemos, os lugares que visitámos, em suma: o processo de socialização que nos foi proporcionado. Os líderes nem sempre irrompem de meios favorecidos, os fracassados não provêm necessariamente de famílias humildes. Se consideramos que é mais fácil singrar quando os progenitores são pessoas de nível material e cultural favorecido, já não é lícito concluir que de pais sem grandes meios não podem brotar vergônteas capazes de se alçarem a grande nível. E há tantas outras circunstâncias dimanadas da época histórica em que tudo aconteceu, dos valores, normas e padrões morais, sociais e culturais vigentes, aceites ou impostos, da situação geográfica em que o agente se move ou moveu, da sua posição face ao grupo social ou nacional, das inter-relações grupais ou étnicas, dos meios tecnológicos ao seu dispor e ao dispor da comunidade, da fluidez e alcance comunicacional existente e de infindáveis pormenores que podem tornar-se de extraordinária importância num determinado tempo e num determinado espaço. O homem que hoje desperta emoções positivas e se eleva ante nossos olhos com um gigantismo impressionante pode, amanhã, não ser mais do que uma entrada de enciclopédia ou um simples nome em compêndio de história. Quantos se lembrarão hoje daqueles que sonharam novos mundos – como o Infante D. Henrique e seu sobrinho-neto, o rei D. João II, “el hombre”, como Isabel, a Católica, se lhe referia – e tudo fizeram para ir ao seu encontro, dos que chefiaram as expedições venturosas que os deram a conhecer ao mundo, excetuando, talvez, Cristóvão Colombo, mais pelo objeto da descoberta do que pelo nome de quem primeiro ali chegou, esquecendo pois, um Bartolomeu Dias que, ao vencer o Cabo das Tormentas, redesenhou o mapa do planeta e que, fora de Portugal, mereceu, ao menos, uma estátua num local tão honroso como Trafalgar Square no centro da capital britânica; Vasco da Gama que, na sequência do anterior e de muitos outros, descobriu o Caminho Marítimo para a Índia e abriu a rota que levaria os portugueses às terras do sol nascente, «muito além da Taprobana» (Camões, “Os Lusíadas”), um século antes dos competidores ingleses e holandeses, e mereceu de historiadores eminentes como Arnold Toynbee tal relevância que propôs uma nova divisão da História em dois grandes períodos, o pré-gâmico e o pósgâmico; Pedro Álvares Cabral que, em nome de Portugal, descobriu oficialmente “esse gigante Brasil” com tudo quanto

representa e há de representar no futuro? Atrevo-me a dizer que grande parte da população mundial ignora os nomes dos cientistas responsáveis pelos grandes marcos da evolução humana em domínios como a medicina, as ciências naturais, a matemática, a física, a química, as ciências sociais e humanas, a filosofia e outros, que têm proporcionado uma vida mais longa e menos difícil a milhares de milhões de criaturas ao longo dos tempos, sobretudo na época em que vivemos, embora os resultados desses avanços tenham sido, muitas vezes, usados para fins perversos. Convém não esquecer a relevância dos grandes estadistas que souberam liderar os respetivos povos de olhos fitos no bem comum, contribuindo eficazmente para ultrapassar dependências e antagonismos raciais e/ou étnicos, diferenças de credo e de pensamento político, esquecidos de agravos pessoais e arredando do espírito tentações de benefícios próprios. Em todos os tempos existiram homens e mulheres cuja ação provocou alterações profundas na vida da humanidade, ultrapassando as circunstâncias adversas que lhes empeceram

escassos haveres, aos 23 anos abandonou um destino que tudo indicava lhe seria cómodo para viajar até Joanesburgo, onde enfrentou dificuldades económicas e, sobretudo, tomou mais nítida a perceção dum regime e duma sociedade opressivos que segregavam negros e outros grupos étnicos minoritários – o odioso apartheid. Cedo manifestou inconformismo com tal imposição, tornou-se rebelde enquanto frequentava a instituição onde se licenciou em Direito e se tornou líder da resistência da juventude em luta. «Acabou como réu num infame julgamento por traição, foragido da polícia e prisioneiro», tornando-se, a breve trecho, o mais famoso detido do orbe. Sofreu um total de 27 anos de encarceramento. Em 1963, ano da sua prisão, a África do Sul possuía 17 milhões de habitantes dos quais 20% eram brancos (3 250 000), 68,3% negros (11 640 000) e o restante (1 650 000) constituído por mestiços e asiáticos em geral, com predominância de indianos. Os brancos arrogavam-se o direito (divino?) não só de governar mas de menosprezar e desumanizar todos os outros que, afinal, constituíam a imensa maioria da população. John Carlin, autor do livro “Invictus – o triunfo de Mandela”, utilizou o vocábulo “tribalismo” como ele próprio FOTO ARQUIVO escreveu, «no seu sentido mais lato, referindo-me, portanto, às raças, às religiões, ao nacionalismo e à política». Cita George Orwell, que definiu o tribalismo como «o hábito de presumir que os seres humanos podem ser classificados como insetos e que grupos inteiros de milhões ou dezenas de milhões de pessoas podem ser facilmente classificados como “bons” ou “maus”», concluindo que a «África do Sul é, em todo o mundo, o país onde este hábito desumano mais se enraizou desde o fim do nazismo». Mandela, considerado um perigoso terrorista pelo regime branco da África do Sul, foi capaz de convencer os duros africânders de que era um ser humano invulgar, começando pelos dirigentes de então, Presidente Peter Botha incluído, e que era chegada a hora de voltarem a página da História, de encetar negociações que acabariam por ditar a sua libertação em 1990, já com Frederik de Klerk como presidente, e o fim do apartheid e de todas as barreiras segregacionistas. Mandela e De Klerk haveriam de receber, em conjunto, os prémios Houphouet-Boigny (Paris, 1992) e o Prémio Nobel da Paz no ano seguinte. Foi eleito presidente da República o trajeto. O mundo seria hoje um lugar bem pior para se viver não da África do Sul em 1994, cargo que exerceu até 1999. fossem esses seres de eleição. Jesus instituiu a Lei do Amor Continuou, no entanto, a ser, não apenas o homem mais entre os homens, contrariando a lei de talião já presente no Código conhecido e venerado do mundo, como o maior e mais atual de Hamurábi de 1780 a.C. no reino da Babilónia, e prolongado no exemplo de que é possível resolver todos os problemas com tempo até à Sua vinda. Jesus transmitiu-nos, entre outras, as que a Humanidade se defronta por meios não-violentos e seguintes mensagens: «Ama a Deus sobre todas as coisas e ao pelo diálogo construtivo. próximo como a ti mesmo»; «Perdoa o teu inimigo»; «perdoa o Mandela tem muitas semelhanças com outra grande teu irmão não sete vezes mas setenta vezes sete»; expressão figura do século XX, Mohandas Karamchand (Mahatma – que não aponta para um resultado matemático exato mas para A Grande Alma) Gandhi que, utilizando também a nãoum número infinito de vezes; «Vai, vende tudo o que tens, dá o violência, conduziu a Índia à libertação do jugo colonial dinheiro aos pobres, depois vem e segue-me» e, por amor, inglês. Também ele nasceu num território ocupado por uma ofereceu-se em sacrifício por todos nós. Ao contrário do que potência estrangeira e liderou o seu povo para a muitos poderão pensar, a lei de talião condensada na conhecida independência alcançada em 1947, pagando com a própria fórmula “olho por olho, dente por dente” já significou um avanço vida dois anos mais tarde. Seduzido, durante algum tempo, importante relativamente aos castigos infligidos por crimes e pelo Cristianismo, optou por continuar no hinduísmo em delitos praticados até então, quase sempre desproporcionados que fora educado, embora se identificasse com a doutrina e, com frequência, aplicados pelas mãos dos próprios lesados cristã. Estudou em Inglaterra, formou-se em Direito e viveu ou por outrem a seu mando. A expansão do Cristianismo e exerceu a advocacia na África do Sul. Ele próprio assim se representou extraordinário progresso no relacionamento entre definiu: «A minha religião baseia-se na verdade (Satya) e os homens o que não obstou a que, muitas vezes, a doutrina na não-violência (Ahimsan). A verdade é o meu Deus e a fosse denegada pela própria instituição e pelos seus praticantes. não-violência o meio de alcançá-lo. Para mim, Deus é Regimes políticos totalitários ou ditatoriais utilizaram-no como verdade e amor, Deus é ética e moralidade, Deus é intrepidez justificação para os seus crimes. Hitler, Mussolini, Franco, Salazar /…/ Deus é consciência. Ele está presente no próprio e tantos outros não se coibiram de, em seu nome, cometer toda ateísmo do ateu». Também Martin Luther King foi um grande a espécie de atrocidades sobre os povos que governavam ou, lutador não-violento pela causa dos Direitos Cívicos dos ilegalmente, invadiram e ocuparam. Atualmente, a ganância negros norte-americanos e morreria assassinado em desenfreada do grande capital escraviza boa parte dos menos Memphis, liderando uma grande marcha pacífica tendente favorecidos para tal usando os mais torpes embustes e as mais à realização do seu sonho que deu enorme impulso à incríveis justificações. mudança que, desde então, se operou. Nelson Mandela, que recentemente nos deixou, Jesus, Gandhi, Luther King, Mandela, homens que representava o que de melhor existe no ser humano. Apesar transcenderam as suas circunstâncias e contribuíram de ter nascido numa família de nobreza tribal, ainda que de eficazmente para mudarem o mundo e alcançarem a Verdade.


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A Voz de Ermesinde • 31 DEZEMBRO de 2013

Crónicas

As Opções do Consumidor

SERAFIM MARQUES (*)

senhor Silva não resistiu à agressiva publicidade sobre o chorudo prémio do euromilhões. Afinal, quem é insensível a tão forte apelo, em não arriscar meia dúzia de euros, mesmo sabendo que a probabilidade de acertar é ínfima? Aliás, os gestores dos jogos ditos sociais sabem manipular os sonhos e expetativas dos apostadores. «Corto em três ou quatro bejecas e posso arriscar mais duas apostas no euromilhões desta semana» – assim pensou e assim agiu o Sr. Silva – reforçando a sua aposta e o sonho de ganhar alguns euros no viciante jogo dos mais aflitos. Assim, nessa noite e colado em frente ao ecrã da TV, aguardava pelo sorteio da chave vencedora e que poderia ser a sua felicidade e, conferida a chave com as apostas do seu boletim, o Sr. Silva verificou que acertou em quatro dos cinquenta números e mais uma das onze estrelas, batendo à porta do prémios grandes. Afinal, a sua fé esteve perto do sonho. Mesmo assim valeu a pena, pensou, pois iria receber umas centenas de euros, de consolação e foi logo ao frigorífico tirar uma bejeca para molhar a garganta que estava seca, um pouco pela emoção de ter estado tão perto do sonho milionário. De imediato, pensou o que faria com aquele ganho extra. Gastar ou poupar, tal como tinha ouvido num debate televisivo em que os “opinadores” diziam que os portu-

+ + +

ABÊ

gueses deveriam poupar mais, para que dessas poupanças surgissem os capitais para se investir mais, mas também se lembrou de ouvir, sistematicamente, de que a diminuição do consumo interno está a atrofiar ainda mais a nossa economia. Ficou confuso, mas decidiu oferecer à esposa um fim de semana romântico, naquele lugar onde há quatro décadas tinha passado a sua lua de mel e que há muito lhe tinha prometido, e, porque não sendo longe de casa, o valor do prémio a receber seria suficiente. Se assim pensou, melhor o fez e agarrou no telefone para fazer a marcação da estadia, mas da receção do hotel pediram-lhe que fizesse uma transferência bancária de duzentos euros, como sinal, porque o preço estava incluído numa promoção daquela unidade hoteleira, pelo que após, receber o dinheiro do prémio, foi ao seu banco e operou a transferência bancária. Alguns dias depois... Com os fundos transferidos pelo senhor Silva, o hotel (H) estava em condições de poder liquidar uma dívida de igual valor ao seu fornecedor de mercearia (M) e assim o fez. A empresa (M) pôde fazer o mesmo para com o seu fornecedor grossista (FG) e este igualmente liquidou uma dívida que tinha com a agência de viagens (AV). Por fim e com o mesmo valor, esta agência (AV) liquidou ao hotel (H) o remanescente duma dívida referente a um grupo excursionista que ali tinha alojado. Assim, os duzentos euros recebidos, adiantadamente, pelo hotel, do Sr. Silva, ao qual ainda não prestou qualquer serviço, voltaram à conta bancária do hotel. Confuso, caro leitor? O que se passou entre estes agentes económicos, com transações entre si, foram apenas meras operações contabilísticas, perfeitamente normais. Foi o circuito do dinheiro, seja através das próprias notas, seja através do dinheiro virtual das transferências eletrónicas, que

Banho privativo

Telefone

TV c/ vários canais

e nas suas variáveis (PIB, emprego, etc.), porque o bem é importado. Opções soberanas do consumidor (ou vítima da forte manipulação do marketing?), muitas vezes insensível ao efeito dessas decisões na economia nacional e, indiretamente, no seu próprio rendimento ou de familiares e amigos, porque numa economia pequena como a nossa, as opções dos conFOTO ARQUIVO sumidores e demais agentes económicos, adquirindo bens e serviços “made in Portugal” têm um importante efeito na nossa sociedade, gerando e distribuindo riqueza, através de salários, lucros, etc. e, sem falsos nacionalismos, a importância dessas escolhas é vital para combater a crise económica e social e que as medidas de austeridade, internas e externas, agravaram a nossa economia. «Só se sai da crise com o aumento da procura interna (consumo) e externa (exportações)» – tese académica e defendida pelos dez milhões de economistas que somos, embora a poupança, que é contrária à opção de delas atrofiadas por insuficiência de capitais consumir, seja necessária para que o país próprios e de acesso ao crédito, algumas não possa aplicá-la nos investimentos que façam resistindo à falência. crescer, sustentadamente, a nossa economia. O velho consumismo, odiado pela esquerda, Algum tempo mais tarde... porque é gerador do “odioso” lucro, esquecendo-se que também ele cria emprego Afinal, o Sr. Silva e a mulher mudaram de e distribuição de salários, é hoje visto como ideias e deixando-se levar pelos instintos da panaceia. E a poupança, própria da “avosidade”, cederam ao apelo natalício do seu tradicional prudência operária, do passado, único neto e iriam usar o valor do prémio ganho mas avessa à classe média mais consumista e na oferta duma dessas maquinetas modernas que hedonista, e que a crise os tornou deliciam a nossa juventude. Assim, o Sr. Silva “dependentes” da poupança e das privações telefonou ao hotel a pedir o cancelamento da dos “velhotes”, é olhada como barreira ao reserva e solicitou a devolução do dinheiro, combate da recessão na nossa economia. invocando um “motivo de força maior” e, com Dilemas da Economia, num país em crise! esta opção, marimbou-se nas muitas lições de economia que ouve por todo o lado e optou pela (*) Economista despesa que menor efeito tem na nossa economia graças às notas recebidas do prémio e que nem saíram do banco, puderam cumprir a sua função em que a despesa (D) de uns é receita (R) de outros. Neste exemplo, não foi criada ainda riqueza, mas o dinheiro cumpriu a função contabilística, permitindo àquelas pequenas empresas saldarem as dívidas entre si, muitas

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31 DEZEMBRO de 2013 • A Voz de Ermesinde

Crónicas

ILUSTRAÇÕES YAMANECANDY

A gota GIL MONTEIRO (*)

Á

gua mãe da vida Sem ciclo, terra tolhida. Gota de chuva, neve ou orvalho Energia para qualquer atalho! Haverá vida em marte?! Ou água em qualquer parte? Se a gazela vive no deserto O homem é mais esperto! Na serra tive um deslumbramento Tempo de S. Martinho, céu enevoado Abóbada de capacete, no firmamento. Redor de montes, estaria aprisionado?! A maior nostalgia é o útero materno Cavidade amniota, reclamada ao segundo Caução e convívio fraterno, Será a melhor gota do MUNDO?! (*) jose.gcmonteiro@gmail.com

CONDURIL -

CONSTRUTORA DURIENSE, S.A.

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A Voz de Ermesinde • 31 DEZEMBRO de 2013

Lazer

Efemérides

Coisas Boas

11 JANEIRO 314 – Morre o papa Melquíades (o 32º, sucessor de santo Eusébio – foi papa entre 2 de julho de 311 até 10 de janeiro de 314).

Palavras cruzadas

• 3 batatas doces; • 1 chávena de soja grossa (cubos); • 1 punhado de algas hiziki; • 2 folhas grandes de couve portuguesa; • ½ chouriço de soja; • 1 cebola; • 2 dentes de alho; • ½ alho-francês grande ou 1 pequeno; • ½ beringela grande ou 1 pequena; • ½ chávena de polpa tomate; • 3 colheres de sopa de molho vegano para burritos; • azeite q.b.; • 1 folha de louro.

HORIZONTAIS 1. De som forte; possuir. 2. Prefixo designativo de montanha; toma sobre si. 3. Fui-me embora; campeão. 4. Víscera dupla; fogo. 5. Atmosfera; fissura. 6. Concelho do distrito de Évora. 7. Código de internet da República Checa; triturara. 8. Lições; partia. 9. Caminho; catedral; Banda francesa de música eletrónica. 10. Ciência das operações militares.

VERTICAIS

SOLUÇÕES: HORIZONTAIS

VERTICAIS 1. Sopro; cave. 2. Orai; azuis. 3. Normal; lat. 4. Rama. 5. Rail; nossa. 6. Os; urde; ET. 7. Samarra. 8. Tu; ecoa; Ag. 9. Ema; ha; III. 10. Ressalvara.

1. Sonoro; ter. 2. Oro; assume. 3. Parti; as. 4. Rim; lume. 5. Ar; racha. 6. Alandroal. 7. CZ; moera. 8. Aulas; ia. 9. Via; se; Air. 10. Estrategia.

1. Brisa; loja. 2. Rezai; da cor do céu. 3. Usual; latim (abrev.). 4. Ramagem. 5. Calha (ing.); pronome possessivo. 6. Artigo definido; tece; extra-terrestre. 7. Casacão. 8. Pronome pessoal; ressoa; prata (s.q.). 9. Grande ave corredora; existe; três (rom.). 10. Acautelara.

Anagrama Descubra que rua de Ermesinde se esconde dentro destas palavras com as letras desordenadas: DONA CHAMA DOS BONS HOSPEREOS.

“A Voz de Ermesinde” prossegue neste número uma série de receitas vegetarianas de grau de dificuldade “muito fácil” ou “média”. A reprodução é permitida por http://www.centrovegetariano.org/receitas/, de acordo com os princípios do copyleft.

Sudoku

Veja se sabe 01 - Francês, um dos Prémios Nobel da Paz em 1927. 02 - Povo de origem fenícia que afrontou Roma no Mediterrâneo. 03 - Realizadora francesa, autora de “Augustine” (2012). 04 - Nasce na serra da Carregueira e desagua perto da foz do Tejo. 05 - A que classe de animais pertence a tintureira? 06 - A que país pertence a região do Arizona? 07 - Em que país fica a cidade de Ramalah? 08 - Qual é a capital da Baviera? 09 - A abreviatura Ara corresponde a qual constelação? 10 - Elemento metálico prateado, n.º 59 da Tabela Periódica (Pr ).

01 – Ferdinand Édouard Buisson. 02 – Cartagineses. 03 – Alice Winocour. 04 – Rio Jamor. 05 – Peixes. 06 – Estados Unidos. 07 – Palestina. 08 – Munique. 09 – Altar. 10 – Praseodímio.

Da flor de janeiro ninguém enche o celeiro.

(Provérbio português)

Diferenças

Em cada linha, horizontal ou vertical, têm que ficar todos os algarismos, de 1 a 9, sem nenhuma repetição. O mesmo para cada um dos nove pequenos quadrados em que se subdivide o quadrado grande. Alguns algarismos já estão colocados no local correcto.

Sudoku (soluções) ILUSTRAÇÃO EXTRAÍDA DE WPCLIPART.COM

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SOLUÇÕES:

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SOLUÇÕES:

Provérbio

Descubra as 10 diferenças existentes nos desenhos

FOTO ARQUIVO

Preparação: Hidrata-se a soja 30 minutos, em água quente. Faz-se o mesmo com as algas, noutro recipiente. Entretanto, corta-se a cebola em cubos pequenos, pica-se o alho, corta-se a beringela em fatias finas. Corta-se longitudinalmente o alho-francês, em pedaços de comprimento de um dedo, e posteriormente em tiras. Rega-se esta mistura com um fio de azeite, juntam-se especiarias a gosto e aloura-se num tacho grande. Retira-se a soja da água e escorre-se o excesso de água apertando um pouco os cubos com a mão. Retiram-se as algas e reserva-se a água. Colocam-se no tacho as algas, a soja, o chouriço em pedaços e a folhas de couve portuguesa em tiras. Junta-se o molho de tomate, o molho para burritos, a água de hidratar as algas, e ajustam-se as especiarias. Deixa-se cozinhar 5 minutos em lume brando. Junta-se a batata doce em cubos. Está pronto quando a batata doce estiver cozida. Pode-se deixar um pouco a “repousar” depois de confecionado o prato, pois apura o sabor do mesmo.

Rua Nossa Senhora do Bom Despacho.

SOLUÇÕES:

Caldeirada de soja com algas

01. Perna da mesa. 02. Prenda. 03. Fivela. 04. Pompom. 05. Manga. 06. Vela. 07. Meia. 08. Cabide. 09. Bigode. 10. Barba.


31 DEZEMBRO de 2013 • A Voz de Ermesinde

distros em linha...

Resumo e princípios gerais (continuação)

IPFIRE 2.13 CORE 74 http://www.ipfire.org/ Michael Tremer anunciou o lançamento do IPFire 2.13 Core 74, distribuição Linux destinada a firewalls e com várias melhorias e atualizações de software. Imagem CD .iso (103MB). LINUX MINT 16 "KDE" E "XFCE" http://linuxmint.com/ Clement Lefebvre anunciou o lançamento do Linux Mint 16 edições "KDE" e "Xfce", com ambientes de desktop KDE 4.11 e Xfce 4.10. Imagens DVD .iso com KDE e Xfce, otimizadas para arquitetura PC 64 bits, respetivamente (1 333MB, torrent) e (1 184MB, torrent). LINUXCONSOLE 2.0 http://www.linuxconsole.org/ Yann Le Doaré anunciou o lançamento do LinuxConsole 2.0, uma distribuição destinada sobretudo a consolas de jogo. Vem com o kernel Linux e ambiente de desktop LXDE. Imagem CD .iso (630MB). CLEAROS 6.5.0 "COMMUNITY" http://www.clearfoundation.com/ Peter Baldwin anunciou o lançamento do ClearOS 6.5.0 "Community", uma distribuição Linux baseada em CentOS e destinada a servidores na nuvem e gateways. Imagem CD .iso otimizada para arquitetura PC 64 bits (553MB). SABAYON LINUX 14.01 http://www.sabayon.org/ Fabio Erculiani anunciou o lançamento do Sabayon Linux 14.01, uma distribuição baseada em Gentoo. Vem com o kernel Linux 3.12.5 e ambientes de desktop GNOME 3.10.3, KDE 4.11.4 ou Xfce 4.10 e traz suporte a UEFI. Imagens DVD .iso otimizadas para arquitetura PC 64 bits para GNOME (1 943MB, torrent), KDE (2 493MB, torrent) e Xfce (1 640MB, torrent).

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A licença Commons da RALN – Rede Aberta Livre e Neutra (5) BEKA IGLESIAS (*)

Esta quinzena o site de divulgação das distribuições de software open source Distrowatch anunciou, entre outras, o lançamento das seguintes distros: IPFire 2.13 Core 74, Linux Mint 16 "KDE" e "Xfce", FreeNAS 9.2.0, LinuxConsole 2.0, ClearOS 6.5.0 "Community" e Sabayon Linux 14.01.

Tecnologias

Continuamos hoje a divulgar a licença Commnos da Rede Aberta Livre e Neutra a que se submete o projeto guifi.net. Sobre a titularidade e participantes 1. Ainda que a rede forme uma unidade global, esta está formada a partir duns ativos que são as infraestruturas que incorporam as suas participantes, de modo que os/as participantes retêm a titularidade de cada uma destas infraestruturas que elas incorporaram. Ou seja, a rede terá sempre múltiplos titulares. A titularidade é acreditada com e pela ordem de preferência: 1. a. Do modo como pactuam livremente as participantes. 2. b. A entrega comprovada através de documentos como faturas e outros. 3. A informação que é proporcionada através das ferramentas da rede e que são publicadas. 4. A titularidade do lugar no que fica localizada a infraestrutura. 2. Uma infraestrutura concreta pode ter um ou diversos titulares ao mesmo tempo, sempre que se defina dessa maneira. Esta titularidade é mantida de forma proporcional e em relação ao volume do investimento de cada participante no total da infraestrutura. 3. Ainda que na rede possam existir diferentes níveis de participação dos/as titulares, os direitos e deveres são os mesmos para todo aquele/a que forme parte desta. 4. Os/as titulares são responsáveis por gerir as suas infraestruturas respeitando o “Commons da RALN”. 5. Um dos pilares da rede aberta é que a sua composição é mostrada de modo transparente. Os/as titulares têm que proporcionar os seus dados de contato de boa fé e uma descrição dos seus contributos. Isto será feito através das ferramentas que a rede proporciona, com o consentimento implícito de que estes dados serão publicados. Os/as utilizadores poderão modificar estes dados ou cancelá-los em qualquer momento. A inserção de dados falsos pode implicar a suspensão do acordo do Commons da RALN. 6. A titularidade é um ativo que, como tal, pode ter um valor e consequentemente pode-se transmitir entre participantes, seja por doação ou por compra-venda, assim como por qualquer outra forma jurídica lícita. Quando a titularidade é transmitida a novos/as participantes tal comporta a aceitação do Commons da RALN por parte de quem faça a aquisição. 7. A incorporação de ativos à rede é fundamental para o seu crescimento e desenvolvimento já que é a forma principal de captar investimentos e de proporcionar sustentabilidade, pelo que é preciso protegê-la e fomentá-la. Quando os/as participantes incor-

poram infraestruturas à rede além de obter conetividade com o resto da rede, também se pode dar prioridade nas seções nas quais são titulares de forma a que tenham preferência sobre a largura da banda disponível, com a única condição de que se respeitem os critérios estabelecidos na epígrafe "Sobre a gestão da rede e prioridades de trânsito " e, também deixem disponível toda a largura da banda excedentária para o resto do trânsito. 8. No caso duma participante finalizar o acordo do Commons da RALN, recupera todas as infraestruturas de que é titular, com a exceção daquelas que para a sua implementação tenham precisado da obtenção de licenças ou permissões de terceiras e estas se concederam em nome da rede e/ou da Fundação, ou de quando a titularidade é partilhada e forma uma parte essencial da

infraestrutura, onde as partes podem fazer pacto livremente de forma a resolver a situação dum modo justo para todas. Em caso de transmissão, os/as outras titulares desfrutarão do direito preferente à hora de adquirir a titularidade do que se desvincula do Commons da RALN. 9. O exercício da titularidade implica no mínimo que, mesmo que aquele segmento de rede, não esteja operativo, deverá proporcionar-se um serviço de comunicações eletrónicas que permita a conetividade. Ainda que o titular não seja responsável pelo nível de disponibilidade que proporciona, espera-se que este mantenha as suas infraestruturas num nível de serviço razoável segundo as suas características e de modo que não cause dano ao bom funcionamento da rede. Em casos extremos de abandono destas funções próprias do titular, o/a participante perde a titularidade, que passará a considerar-se órfã. 10. Se a titularidade duma infraestrutura é considerada como órfã, transmite-se a quem quiser exigi-la. No caso de ninguém querer exigi-la, ou passa à Fundação, ou é considerada como abandonada, causando baixa definitiva da rede, sendo responsável pela sua desmontagem a titular em concreto. 11. Quando são cedidas localizações para montar infraestruturas da rede sem compensação, independentemente de quem sejam os restantes titulares, é assumido que facilitaram a conexão mais aberta possível em função da natureza do equipamento. Se

se estabelecem limitações de espaço ou de capacidade têm que facilitar o trânsito segundo o Commons da RALN, ser razoáveis, aplicando as boas práticas, as mesmas condições para todos/as os/as utilizadores/ as sem discriminações e não forçar a contratação de serviços a operadoras concretas ainda que sejam co-titulares da infraestrutura. As operadoras que oferecem um compromisso de serviço devem aplicar o previsto no ponto VI.3 Sobre a gestão de negócios da rede e prioridades. Esta condição é de indispensável obediência quando se trata de domínios públicos autogeridos por administrações públicas dada a obrigação legal que têm de garantir a não-discriminação. Por exemplo: 1. No caso de comunicações sem fios, quando há antenas de cobertura para conexões simples sem fios, permite-se a conexão de usuárias doutras operadoras, ou que façam com que os/as utilizadores/as possam fazé-lo diretamente pela sua conta e sem garantia de serviço. 2. No caso de cabos e conduções, ainda que os/as promotores/as aproveitem para criar conexões ponto a ponto privadas, tem que haver sempre reserva de espaço na rede gerida segundo a Commons RALN. 12. A doação de espaços para antenas de radiocomunicação é reversível em qualquer momento a pedido do proprietário e não gera nenhum tipo de escravidão. Sobre o papel da Fundação 1. Dar suporte à guifi.net, respeitando a sua natureza original, a sua forma de organizar-se e as suas dinâmicas de trabalho. 2. Proporcionar personalidade jurídica à guifi.net em tudo o que precise no exercício da sua atividade como operadora da rede com igualdade de direitos e deveres em comparação com outras operadoras, como por exemplo e não limitado a temas relacionados com a obtenção de licenças, ocupação de domínios públicos ou privados, representar e fazer gestões e notificações em nome da guifi.net diante das administrações ou terceiras, ou fazer acordos de interconexão com outras operadoras e formar parte de organismos que fazem parte da Internet. Quando as participantes aceitam o" Commons da RALN" aceitam também delegar todas estas funções à guifi.net e à fundação, sem renunciar que por conta própria possam realizar as mesmas funções diretamente. 3. Defender e dar suporte aos interesses das participantes na sua atividade de pertença à rede, aos interesses e bom uso do" Commons da RALN", e em nome da guifi.net podendo se for necessário, iniciar ações legais ou reclamar reparações, nos casos onde a má fé tenha causado danos à guifi.net ou utilizadores/as. (*)

rbc.iglesias@gmail.com


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A Voz de Ermesinde • 31 DEZEMBRO de 2013

Arte Nona

Entretanto

354º Encontro da Tertúlia BD de Lisboa Realizou-se na passada terça-feira, dia 3 de dezembro, o 354º Encontro da Tertúlia BD de Lisboa, sendo desta vez o “Convidado Especial” José de Freitas O já habitual Comic Jam (cadáver esquisito de BD) foi, desta vez, da autoria de Andreia Rechena, Filipe Duarte, Luís Filipe Silva, João Sequeira e Ana Saúde, depois de iniciado, como habitualmente, pelo Convidado Especial, isto é José de Freitas. Biografia de José de Freitas (*)

Feira de Nathal da El Pep A editora independente/alternativa El Pep organizou uma Feira de Natal, não apenas dedicada à BD (a que chamou Feira de Nathal, assim mesmo, com h, conforme o cartaz de Pepedelrey), no passado dia 21 de dezembro. Na componente de feira, houve oferta de livros/álbuns, fanzines e pranchas originais de BD, bem como prints e ilustrações, «formando uma panóplia de atrativas peças próprias para ofertas "nathalícias"», conforme relatava Geraldes Lino no seu blogue “Divulgando BD”.. O evento decorreu na Biblioteca Municipal Camões, sita na Rua do Calhariz, nº 17 - 2º andar, em Lisboa.

José Hartvig de Freitas nasceu em 1964 na Dinamarca, de pai português e mãe dinamarquesa, mas fez a sua escolaridade no Liceu Francês Charles Lepierre, em Lisboa. Filho do pintor Lima de Freitas, cresceu e aprendeu a ler com as séries franco-belgas clássicas. É licenciado em História, com Pós-Graduação em Ciência Política e Mestrado em Antropologia. Foi professor assistente na Universidade Livre e na Universidade Nova de Lisboa. É também licenciado em Medicina Chinesa, área em que exerceu há muito tempo, em meados dos anos 90, e a que voltou em 2008. Na área editorial chegou à Devir, empresa em que desenvolveu a sua maior atividade ligada à Banda Desenhada por via de outro hobby, os jogos de personagem, e nomeadamente o Dungeons & Dragons, de que foi o introdutor em Portugal. Em 1990 criou a Imperium Jogos, que se dedicava à importação e comercialização de jogos deste tipo, e que iniciou uma relação comercial com a Devir no Brasil. Em 1998 surgiu a oportunidade da Devir editar em Portugal as revistas da Marvel, por abandono da Abril/Controljornal. Após negociações com a Panini, detentora dos direitos para o mundo, as edições regulares começaram em 1999, tendo José de Freitas assumido a direção das edições em meados de 2000. Na Devir foi responsável por cerca de sete anos de edições de banda desenhada, e responsável pela edição de alguns dos maiores clássicos dos comics. A partir de 2011 reiniciou uma atividade de free-lancer como editor, tendo sido convidado para vários projetos ligados à BD, incluindo a revista dos Gormiti. Em 2012 dirigiu a coleção Heróis Marvel, Séries 1 e 2, num total de 25 volumes, e em 2013 a coleção Heróis DC, Séries 1 e 2, num total de 30 volumes, para a Levoir e para o “Público”.

Presenças nesta Tertúlia 1. Adelina Menaia 2. Álvaro 3. Ana Saúde 4. Andreia Rechena 5. António Isidro 6. Clara Lopes 7. Filipe Duarte 8. Gabriel Martins 9. Helder Jota 10. Hugo Tiago 11. Inês Ramos 12. João Figueiredo 13. João Sequeira 14. João Vidigal 15. José de Freitas 16. Luís Filipe Silva 17. Manuel Valente 18. Miguel Costa Ferreira 19. Moreno 20. Olivier 21. Pedro Bouça 22. Rui Domingues 23. Sá Chaves 24. Simões dos Santos 25. Victor Jesus 26. Vítor Nascimento (*) Com base na autobiografia do editor enviada à Tertúlia

Fonte: http://divulgandobd.blogspot.pt/ FOTO ÁLVARO

Histórias da Planície - Exposição de Susa e Paulo Monteiro na Galeria Mundo Fantasma A Galeria Mundo Fantasma está a promover, desde 16 de novembro e até 5 de janeiro de 2014, uma mostra dedicada a Susa e Paulo Monteiro. A exposição intitula-se Histórias da Planície.

Fonte: http://divulgandobd.blogspot.pt/


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O Observador de impossíveis (11/12)

O Observador de impossíveis (03/04) O Observador de impossíveis (03/04

autor: PAULO PINTO

autor:

)

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PAULO PINTO


A Voz de Ermesinde • 31 DEZEMBRO de 2013

Serviços

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Farmácias de Serviço Permanente

Telefones CENTRO SOCIAL DE ERMESINDE • Educação Pré-Escolar (Teresa Braga Lino) (Creche, Creche Familiar, Jardim de Infância)

De 01/01/13 a 04/02/14 Dias

• Infância e Juventude (Fátima Brochado) (ATL, Actividades Extra-Curriculares) • População Idosa (Anabela Sousa) (Lar de Idosos, Apoio Domiciliário) • Serviços de Administração (Júlia Almeida) Tel.s 22 974 7194; 22 975 1464; 22 975 7615; 22 973 1118; Fax 22 973 3854 Rua Rodrigues de Freitas, 2200 4445-637 Ermesinde • Formação Profissional e Emprego (Albertina Alves) (Centro de Formação, Centro Novas Oportunidades, Empresas de Inserção, Gabinete de Inserção Profissional) • Gestão da Qualidade (Sérgio Garcia) Tel. 22 975 8774 Largo António Silva Moreira, 921 4445-280 Ermesinde • Jornal “A Voz de Ermesinde” (Fernanda Lage) Tel.s 22 975 7611; 22 975 8526; Fax. 22 975 9006 Largo António da Silva Moreira Canório, Casa 2 4445-208 Ermesinde

Telefones

ECA

Telefones de Utilidade Pública

ERMESINDE CIDADE ABERTA

• Sede Tel. 22 974 7194 Largo António Silva Moreira, 921 4445-280 Ermesinde • Centro de Animação Saibreiras (Manuela Martins) Tel. 22 973 4943; 22 975 9945; Fax. 22 975 9944 Travessa João de Deus, s/n 4445-475 Ermesinde • Centro de Ocupação Juvenil (Manuela Martins) Tel. 22 978 9923; 22 978 9924; Fax. 22 978 9925 Rua José Joaquim Ribeiro Teles, 201 4445-485 Ermesinde

Auxílio e Emergência

Saúde

Avarias - Água - Eletricidade de Ermesinde ......... 22 974 0779 Avarias - Água - Eletricidade de Valongo ............. 22 422 2423 B. Voluntários de Ermesinde ...................................... 22 978 3040 B.Voluntários de Valongo .......................................... 22 422 0002 Polícia de Segurança Pública de Ermesinde ................... 22 977 4340 Polícia de Segurança Pública de Valongo ............... 22 422 1795 Polícia Judiciária - Piquete ...................................... 22 203 9146 Guarda Nacional Republicana - Alfena .................... 22 969 8540 Guarda Nacional Republicana - Campo .................. 22 411 9280 Número Nacional de Socorro (grátis) ...................................... 112 SOS Criança (9.30-18.30h) .................................... 800 202 651 Linha Vida ............................................................. 800 255 255 SOS Grávida ............................................................. 21 395 2143 Criança Maltratada (13-20h) ................................... 21 343 3333

Centro Saúde de Ermesinde ................................. 22 973 2057 Centro de Saúde de Alfena .......................................... 22 967 3349 Centro de Saúde de Ermesinde (Bela).................... 22 969 8520 Centro de Saúde de Valongo ....................................... 22 422 3571 Clínica Médica LC ................................................... 22 974 8887 Clínica Médica Central de Ermesinde ....................... 22 975 2420 Clínica de Alfena ...................................................... 22 967 0896 Clínica Médica da Bela ............................................. 22 968 9338 Clínica da Palmilheira ................................................ 22 972 0600 CERMA.......................................................................... 22 972 5481 Clinigandra .......................................... 22 978 9169 / 22 978 9170 Delegação de Saúde de Valongo .............................. 22 973 2057 Diagnóstico Completo .................................................. 22 971 2928 Farmácia de Alfena ...................................................... 22 967 0041 Farmácia Nova de Alfena .......................................... 22 967 0705 Farmácia Ascensão (Gandra) ....................................... 22 978 3550 Farmácia Confiança ......................................................... 22 971 0101 Farmácia Garcês (Cabeda) ............................................. 22 967 0593 Farmácia MAG ................................................................. 22 971 0228 Farmácia de Sampaio ...................................................... 22 974 1060 Farmácia Santa Joana ..................................................... 22 977 3430 Farmácia Sousa Torres .................................................. 22 972 2122 Farmácia da Palmilheira ............................................... 22 972 2617 Farmácia da Travagem ................................................... 22 974 0328 Farmácia da Formiga ...................................................... 22 975 9750 Hospital Valongo .......... 22 422 0019 / 22 422 2804 / 22 422 2812 Ortopedia (Nortopédica) ................................................ 22 971 7785 Hospital de S. João ......................................................... 22 551 2100 Hospital de S. António .................................................. 22 207 7500 Hospital Maria Pia – crianças ..................................... 22 608 9900

Serviços Locais de venda de "A Voz de Ermesinde" • Papelaria Central da Cancela - R. Elias Garcia; • Papelaria Cruzeiro 2 - R. D. António Castro Meireles; • Papelaria Troufas - R. D. Afonso Henriques - Gandra; • Café Campelo - Sampaio; • A Nossa Papelaria - Gandra; • Quiosque Flor de Ermesinde - Praça 1º de Maio; • Papelaria Monteiro - R. 5 de Outubro.

Fases da Lua

Cheia: 16 16;; Q. Minguante: 24 24;; Jan 20 20113 LLuaua Nova: 1 ; Q. Crescente: 8 .

Fev 2014

Lua Cheia: 14 14;; Q. Minguante: 22 22;; Lua Nova: 30 (Jan); Q. Crescente: 6.

Ficha de Assinante A VOZ DE

ERMESINDE Nome ______________________________ _________________________________ Morada _________________________________ __________________________________________________________________________________ Código Postal ____ - __ __________ ___________________________________ Nº. Contribuinte _________________ Telefone/Telemóvel______________ E-mail ______________________________ Ermesinde, ___/___/____ (Assinatura) ___________________ Assinatura Anual 12 núm./ 9 euros NIB 0036 0090 99100069476 62 R. Rodrigues Freitas, 2200 • 4445-637 Ermesinde Tel.: 229 747 194 • Fax: 229 733 854

Cartório Notarial de Ermesinde ..................................... 22 974 0087 Centro de Dia da Casa do Povo .................................. 22 971 1647 Centro de Exposições .................................................... 22 972 0382 Clube de Emprego ......................................................... 22 972 5312 Mercado Municipal de Ermesinde ............................ 22 975 0188 Mercado Municipal de Valongo ................................. 22 422 2374 Registo Civil de Ermesinde ........................................ 22 972 2719 Repartição de Finanças de Ermesinde...................... 22 978 5060 Segurança Social Ermesinde .................................. 22 973 7709 Posto de Turismo/Biblioteca Municipal................. 22 422 0903 Vallis Habita ............................................................... 22 422 9138 Edifício Faria Sampaio ........................................... 22 977 4590

Bancos Banco BPI ............................................................ 808 200 510 Banco Português Negócios .................................. 22 973 3740 Millenium BCP ............................................................. 22 003 7320 Banco Espírito Santo .................................................... 22 973 4787 Banco Internacional de Crédito ................................. 22 977 3100 Banco Internacional do Funchal ................................ 22 978 3480 Banco Santander Totta ....................................................... 22 978 3500 Caixa Geral de Depósitos ............................................ 22 978 3440 Crédito Predial Português ............................................ 22 978 3460 Montepio Geral .................................................................. 22 001 7870 Banco Nacional de Crédito ........................................... 22 600 2815

Transportes Central de Táxis de Ermesinde .......... 22 971 0483 – 22 971 3746 Táxis Unidos de Ermesinde ........... 22 971 5647 – 22 971 2435 Estação da CP Ermesinde ............................................ 22 971 2811 Evaristo Marques de Ascenção e Marques, Lda ............ 22 973 6384 Praça de Automóveis de Ermesinde .......................... 22 971 0139

Desporto Águias dos Montes da Costa ...................................... 22 975 2018 Centro de Atletismo de Ermesinde ........................... 22 974 6292 Clube Desportivo da Palmilheira .............................. 22 973 5352 Clube Propaganda de Natação (CPN) ....................... 22 978 3670 Ermesinde Sport Clube ................................................. 22 971 0677 Pavilhão Paroquial de Alfena ..................................... 22 967 1284 Pavilhão Municipal de Campo ................................... 22 242 5957 Pavilhão Municipal de Ermesinde ................................ 22 242 5956 Pavilhão Municipal de Sobrado ............................... 22 242 5958 Pavilhão Municipal de Valongo ................................. 22 242 5959 Piscina Municipal de Alfena ........................................ 22 242 5950 Piscina Municipal de Campo .................................... 22 242 5951 Piscina Municipal de Ermesinde ............................... 22 242 5952 Piscina Municipal de Sobrado ................................... 22 242 5953 Piscina Municipal de Valongo .................................... 22 242 5955 Campo Minigolfe Ermesinde ..................................... 91 619 1859 Campo Minigolfe Valongo .......................................... 91 750 8474

Cultura Arq. Hist./Museu Munic. Valongo/Posto Turismo ...... 22 242 6490 Biblioteca Municipal de Valongo ........................................ 22 421 9270 Centro Cultural de Alfena ................................................ 22 968 4545 Centro Cultural de Campo ............................................... 22 421 0431 Centro Cultural de Sobrado ............................................. 22 415 2070 Fórum Cultural de Ermesinde ........................................ 22 978 3320 Fórum Vallis Longus ................................................................ 22 240 2033 Nova Vila Beatriz (Biblioteca/CMIA) ............................ 22 977 4440 Museu da Lousa ............................................................... 22 421 1565

Comunicações Posto Público dos CTT Ermesinde ........................... 22 978 3250 Posto Público CTT Valongo ........................................ 22 422 7310 Posto Público CTT Macieiras Ermesinde ................... 22 977 3943 Posto Público CCT Alfena ........................................... 22 969 8470

Administração Agência para a Vida Local ............................................. 22 973 1585 Câmara Municipal Valongo ........................................22 422 7900 Centro de Interpretação Ambiental ................................. 93 229 2306 Centro Monit. e Interpret. Ambiental. (VilaBeatriz) ...... 22 977 4440 Secção da CMV (Ermesinde) ....................................... 22 977 4590 Serviço do Cidadão e do Consumidor .......................... 22 972 5016 Gabinete do Munícipe (Linha Verde) ........................... 800 23 2 001 Depart. Educ., Ação Social, Juventude e Desporto ...... 22 421 9210 Casa Juventude Alfena ................................................. 22 240 1119 Espaço Internet ............................................................ 22 978 3320 Gabinete do Empresário .................................................... 22 973 0422 Serviço de Higiene Urbana.................................................... 22 422 66 95 Ecocentro de Valongo ................................................... 22 422 1805 Ecocentro de Ermesinde ............................................... 22 975 1109 Junta de Freguesia de Alfena ............................................ 22 967 2650 Junta de Freguesia de Sobrado ........................................ 22 411 1223 Junta de Freguesia do Campo ............................................ 22 411 0471 Junta de Freguesia de Ermesinde ................................. 22 973 7973 Junta de Freguesia de Valongo ......................................... 22 422 0271 Serviços Municipalizados de Valongo ......................... 22 977 4590 Centro Veterinário Municipal .................................. 22 422 3040 Edifício Polivalente Serviços Tecn. Municipais .... 22 421 9459

Ensino e Formação Cenfim ......................................................................................... 22 978 3170 Colégio de Ermesinde ........................................................... 22 977 3690 Ensino Recorrente Orient. Concelhia Valongo .............. 22 422 0044 Escola EB 2/3 D. António Ferreira Gomes .................. 22 973 3703/4 Escola EB2/3 de S. Lourenço ............................ 22 971 0035/22 972 1494 Escola Básica da Bela .......................................................... 22 967 0491 Escola Básica do Carvalhal ................................................. 22 971 6356 Escola Básica da Costa ........................................................ 22 972 2884 Escola Básica da Gandra .................................................... 22 971 8719 Escola Básica Montes da Costa ....................................... 22 975 1757 Escola Básica das Saibreiras .............................................. 22 972 0791 Escola Básica de Sampaio ................................................... 22 975 0110 Escola Secundária Alfena ............................................. 22 969 8860 Escola Secundária Ermesinde ........................................ 22 978 3710 Escola Secundária Valongo .................................. 22 422 1401/7 Estem – Escola de Tecnologia Mecânica .............................. 22 973 7436 Externato Maria Droste ........................................................... 22 971 0004 Externato de Santa Joana ........................................................ 22 973 2043 Instituto Bom Pastor ........................................................... 22 971 0558 Academia de Ensino Particular Lda ............................. 22 971 7666 Academia APPAM .......... 22 092 4475/91 896 3100/91 8963393 AACE - Associação Acad. e Cultural de Ermesinde ........... 22 974 8050 Universidade Sénior de Ermesinde .............................................. 93 902 6434

Farmácias de Serviço

01 Qua. Formiga (Erm.) 02 Qui. Sobrado (Sobr.) 03 Sex. Vilardell (Campo) 04 Sab. MAG (Erm.) 05 Dom. Marques Cunha (Val.) 06 Seg. Nova Alfena (Alf.) 07 Ter. Palmilheira (Erm.) 08 Qua. Outeiro Linho (Val.) 09 Qui. Sampaio (Erm.) 10 Sex. Santa Joana (Erm.) 11 Sab. Bemmequer (Alf.) 12 Dom. Travagem (Erm.) 13 Seg. Bessa (Sobr.) 14 Ter. Ascensão (Erm.) 15 Qua. Central (Val.) 16 Qui. Confiança (Erm.) 17 Sex. Alfena (Alf.) 18 Sab. Marques Santos (Val) 19 Dom. Formiga (Erm.) 20 Seg. Sobrado (Sobr.) 21 Ter. Vilardell (Campo) 22 Qua. MAG (Erm.) 23 Qui. Marques Cunha (Val.) 24 Sex. Nova Alfena (Alf.) 25 Sab. Palmilheira (Erm.) 26 Dom. Outeiro Linho (Val.) 27 Seg. Sampaio (Erm.) 28 Ter. Santa Joana (Erm.) 29 Qua. Bemmequer (Alf.) 30 Qui. Travagem (Erm.) 31 Sex. Bessa (Sobr.) 01 Sab. Ascensão (Erm.) 02 Dom. Central (Val.) 03 Seg. Confiança (Erm.) 04 Ter. Alfena (Alf.)

Hosp. S. João (Circunv.) Hosp. S. João (Circunv.) Hosp. S. João (Circunv.) Giesta (Areosa) Sousa Torres (Maiashop.) Oliveiras (Areosa) Hosp. S. João (Circunv.) Maia (Alto Maia) Areosa (Areosa) Hosp. S. João (Circunv.) Hosp. S. João (Circunv.) Hosp. S. João (Circunv.) Hosp. S. João (Circunv.) Hosp. S. João (Circunv.) Hosp. S. João (Circunv.) Hosp. S. João (Circunv.) Hosp. S. João (Circunv.) Hosp. S. João (Circunv.) Hosp. S. João (Circunv.) Martins Costa (Alto Maia) Hosp. S. João (Circunv.) Hosp. S. João (Circunv.) Hosp. S. João (Circunv.) Hosp. S. João (Circunv.) Hosp. S. João (Circunv.) Sousa Torres (Maiashop.) Hosp. S. João (Circunv.) Hosp. S. João (Circunv.) Maia (Alto Maia) Giesta (Areosa) Hosp. S. João (Circunv.) Oliveiras (Areosa) Hosp. S. João (Circunv.) Hosp. S. João (Circunv.) Areosa (Areosa)

FICHA TÉCNICA A VOZ DE

ERMESINDE JORNAL MENSAL

• N.º ERC 101423 • N.º ISSN 1645-9393 Diretora: Fernanda Lage. Redação: Luís Chambel (CPJ 1467), Miguel Barros (CPJ 8455). Fotografia: Editor – Manuel Valdrez (CPJ 8936), Ursula Zangger (CPJ 1859). Maquetagem e Grafismo: LC, MB. Publicidade e Asssinaturas: Aurélio Lage, Lurdes Magalhães. Colaboradores: Afonso Lobão, A. Álvaro Sousa, Ana Marta Ferreira, Armando Soares, Cândida Bessa, Chelo Meneses, Diana Silva, Faria de Almeida, Filipe Cerqueira, Gil Monteiro, Glória Leitão, Gui Laginha, Jacinto Soares, Joana Gonçalves, João Dias Carrilho, Sara Teixeira, Joana Viterbo, José Quintanilha, Luís Dias, Luísa Gonçalves, Lurdes Figueiral, Manuel Augusto Dias, Manuel Conceição Pereira, Marta Ferreira, Nuno Afonso, Paulo Pinto, Reinaldo Beça, Rui Laiginha, Rui Sousa, Sara Amaral. Propriedade, Administração, Edição, Publicidade e Assinaturas: CENTRO SOCIAL DE ERMESINDE • Rua Rodrigues de Freitas, N.º 2200 • 4445-637 ERMESINDE • Pessoa Coletiva N.º 501 412 123 • Serviços de registos de imprensa e publicidade N.º 101 423. Telef. 229 747 194 - Fax: 229733854 Redação: Largo António da Silva Moreira, Casa 2, 4445-280 Ermesinde. Tels. 229 757 611, 229 758 526, Tlm. 93 877 0762. Fax 229 759 006. E-mail: avozdeermesinde@gmail.com Site:www.avozdeermesinde.com Impressão: DIÁRIO DO MINHO, Rua Cidade do Porto – Parque Industrial Grundig, Lote 5, Fração A, 4700-087 Braga. Telefone: 253 303 170. Fax: 253 303 171. Os artigos deste jornal podem ou não estar em sintonia com o pensamento da Direção; no entanto, são sempre da responsabilidade de quem os assina.

Emprego Centro de Emprego de Valongo .............................. 22 421 9230 Gabin. Inserção Prof. do Centro Social Ermesinde .. 22 975 8774 Gabin. Inserção Prof. Ermesinde Cidade Aberta ... 22 977 3943 Gabin. Inserção Prof. Junta Freguesia de Alfena ... 22 967 2650 Gabin. Inserção Prof. Fab. Igreja Paroq. Sobrado ... 91 676 6353 Gabin. Inserção Prof. CSParoq. S. Martinho Campo ... 22 411 0139 UNIVA ............................................................................. 22 421 9570

Tiragem Média do Mês Anterior: 1100


31 DEZEMBRO de 2013 • A Voz de Ermesinde

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Agenda Desporto FUTEBOL 12 DE JANEIRO 2014, 15H00

Er mesinde 1936 - Inter de Milheirós 14ª jor nada do Campeona jornada Campeonato Divisão visão,, Série 1, da to da 2ª Di visão bol do P to Futebol Por orto to.. Associação de Fute or – Estádio de Sonhos.

(Agenda Associação Futebol do Porto) 02 DE FEVEREIRO 2013, 15H00

Er mesinde 1936 - R amaldense Ramaldense

17ª jor nada do Campeona jornada Campeonato Divisão visão,, Série 1, da to da 2ª Di visão bol do P to Futebol Por orto to.. Associação de Fute or – Estádio de Sonhos.

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15 out - 30 nov Festivais e exposições 6 DEZEMBRO 2013 A 5 JANEIRO 2014 o alongo Museu Municipal de Valong PRESÉPIOS Para assinalar a quadra natalícia que se avizinha, a Câmara Municipal de Valongo está a promover uma ExposiçãoVenda de Presépios que decorrerá no Edifício do Turismo, Museu e Arquivo Municipais. Será possível admirar presépios feitos dos mais variados materiais, dimensões e formatos, trabalhos resultantes do saber-fazer de artesãos concelhios e de alunos da disciplina “Artes da Ardósia” da Escola Básica Vallis Longus. (Agenda da Câmara Municipal de Valongo).

ATÉ 23 DE FEVEREIRO Fórum Cultural de Ermesinde DE ONTEM... E DE HOJE O Fórum Cultural de Ermesinde tem patente até ao próximo dia 23 de fevereiro a exposição “De Ontem… e de Hoje”, da autoria de Levi Guerra. Trata-se de uma mostra retrospetiva que dá a conhecer cerca de 30 anos de carreira de Levi Guerra no campo das Artes Plásticas. Nascido em Águeda no ano de 1930, Levi Guerra é médico, investigador, professor universitário e artista plástico. Prémio Nacional de Saúde 2013, Levi Guerra considera-se «um médico que pinta há mais de 30 anos». De entre a longa vida de trabalho clínico e as muitas pinturas que realizou, os auto-retratos assumem-se como uma constante de um ser em permanente mutação. (Agenda da Câmara Municipal de Valongo).

A VOZ DE

ERMESINDE Comunica-se aos Senhores Assinantes de “A Voz de Ermesinde” que o pagamento da assinatura (12 números = 9 euros) deve ser feito através de uma das seguintes modalidades, à sua escolha:

• Cheque - Centro Social de Ermesinde • Vale do correio • Tesouraria do Centro Social de Ermesinde • Transferência bancária para o Montepio Geral - NIB 0036 0090 99100069476 62 • Depósito bancário - Conta Montepio Geral nº 090-10006947-6


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A Voz de Ermesinde • 31 DEZEMBRO de 2013

Última

Encontro de Natal dos trabalhadores do Centro Social de Ermesinde No dia 20 de dezembro os trabalhadores do Centro Social de Ermesinde e da Associação Ermesinde Cidade Aberta tiveram o seu já habitual encontro e

jantar de Natal comum, o qual decorreu, mais uma vez, de forma muito animada, apesar de uma ou outra pequena e inesperada vicisitude do serviço. LC

FOTOS MANUEL VALDREZ

AVE_912  

Jornal "A Voz de Ermesinde" n.º 912, datado de 31 de dezembro de 2013. Edição completa em http://www.avozdeermesinde.com

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