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A VOZ DE

ERMESINDE

MAIS DE 50 ANOS – E MAIS DE 900 NÚMEROS! N.º 906 • ANO LIII/LV

JULHO de 2013

DIRETORA: Fernanda Lage

PREÇO: 1,00 Euros (IVA incluído)

• Tel.s: 229757611 / 229758526 / 938770762 • Fax: 229759006 • Redação: Largo António da Silva Moreira, Casa 2, 4445-280 Ermesinde • E-mail: avozdeermesinde@gmail.com

M E N S Á R I O TAXA PAGA PORTUGAL 4440 VALONGO

“A Voz de Ermesinde” - página web: http://www.avozdeermesinde.com/

ELISEU PINT O PINTO LOPES

FOTO URSULA ZANGGER

DESTAQUE Encontro de Gerações demonstrou trabalho da Rede Social

A questão da juventude será para nós a bandeira desta campanha!

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Espetáculos da AACE: Coro Internacional de Coros e “Robin Hood”

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Universidade Sénior de Ermesinde de visita a Aveiro

Candidato do Bloco de Esquerda afirma-se confiante em vir a ser eleito vereador nas próximas AutárPágs. 4, 5 e 6 quicas.

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16º Sarau da Escola de Música Harmortitmo

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Maleitas da Cidade

Delegação concelhia da CDU visitou Centro Social de Ermesinde - Adelino Soares, membro da Direção do CSE, e simultaneamente cabeça de lista da CDU candidata à Assembleia de Freguesia, integrou a delegação FOTO FOTOS MANUEL VADREZ

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Despedida de D. Manuel Clemente do Clero Diocesano do Porto

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BASQUETEBOL

CPN campeão feminino nacional sub-14

A c o m p a n h e t a m b é m “ A Vo z d e E r m e s i n d e ” o n l i n e n o f a c e b o o k

DESPORTO


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FERNANDA LAGE DIRETORA

Na noite de S. João

EDITORIAL

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Aqui nas antigas “Terras da Maia” existia a tradição de egundo a tradição popular esta é das noites enfeitar um pinheiro com papéis de seda coloridos, mais misteriosas do ano. bandeiras, ramos de flores e folhagens de outras árvores, à Variando de terra para terra, enconvolta do qual se organizava um espaço com balões e enfeites tramos em todo o país tradições de práticas feitos com fitas de papel, verduras e flores, aí decorria o mágicas, crenças, divinações, “sortes»”e bailarico à volta da fogueira. muitas mouras encantadas, «em regra assoalhando os seus tesouros, e em que têm lugar as Ermesinde já teve num passado recente noitadas de S. práticas que lhes dizem respeito, e designadamente João organizadas em diferentes lugares da cidade, lembroaquelas em que se dá o seu encantamento ou desencantame em especial do S. João da Gandra, mas havia outros mento».(1) mais pequenos mas muito característicos, como o da (…) Assim, por exemplo, em Valongo, no dia de S. João, Ramadinha. antes de nascer o Sol, ouve-se, nas minas – e advirta-se Quanto às plantas, sejam elas para a culinária ou para que se trata das galerias cura de alguns males do corpo ou “MEDITAÇÃO DE S. JOÃO BATISTA”, DE HIERONYMUS BOSCH mineiras de ouro, da época da alma, «devem ser apanhadas romana – tocar o sino debaixo sem que os raios do sol as toquem da terra». (1) e façam evaporar o orvalho da noite Noite festiva em que se sagrada» (1) associam diversos rituais reA sorte do ovo é praticada em dilacionados com o fogo, a ferentes zonas do país e consiste em água, o sal, as ervas, sempre «partir um ovo, à meia-noite do S. Jocom uma preocupação de ão, dentro de um copo com água, que adivinhação ou de purificase deixa ao relento; na manhã seguinte, ção e de fertilidade, quer em antes de nascer o sol, observam-se as relação ao ser humano, aos formas que as claras tomavam, e animais e às terras. interpretavam-se essas formas, um S. João é um santo casapouco como procediam os oráculos menteiro, talvez porque a que liam os sinais proféticos».(1) maioria destas “sortes”, diviEsta prática é referida aqui bem nações e crenças têm a ver perto em Santo Tirso, onde esta com namorados, casamentos quadra é conhecida e procura de felicidade. Curioso é S. João ser S. João, de Deus amado quase sempre representado S. João de Deus querido como um pastor com um Dizei-me nesta noite cordeiro ao colo e serem o Quem vai ser o meu marido Santo António, Santo Amaro e até S. Mamede os santos protetores do gado. Hoje as festas são outras e a realidade do país também, Mas nas cascatas lá está ele, sempre acompanhado é caso para tentar adivinhar alguma coisa que nos torne mais com um rebanho de ovelhas, ovelhas essas que servem felizes! para a cascata e para o presépio das pessoas mais Porque não tentar as “sortes”? simples. Não à procura dum marido, mas dum caminho que nos De qualquer forma a transumância da Serra da ajude a tirar este país deste sufoco. Estrela para Montemuro era no dia de S. João e em (1) Ernesto Veiga de Oliveira, “Festividades Cíclicas em Portugal”, Publicações Dom muitas regiões do nosso país come-se nesse dia Quixote, Lisboa, 1984. cabrito ou borrego.


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Delegação da CDU concelhia visita Centro Social de Ermesinde FOTOS MANUEL VALDREZ

geral da instituição, e do seu número de trabalhadores. Revelou que só o setor social emprega cerca ce 250 mil trabalhadores no País, um número que ultrapassa hoje o dos trabalhadores do setor dos transportes!

Uma delegação da CDU do concelho de Valongo visitou, na passada sexta-feira, dia 28 de junho, o Centro Social de Ermesinde. A delegação, chefiada pelo cabeça de lista da CDU à presidência da Câmara nas próximas Autárquicas, Adriano Ribeiro, incluía Adelino Soares, cabeça de lista à Assembleia de Freguesia de Ermesinde e César Ferreira, cabeça de lista à Assembleia de Freguesia de Valongo. A recebê-los esteve o presidente da IPSS, Henrique Rodrigues, acompanhado de Tavares Queijo e Ana Paula Fonseca.

LC

A delegação da CDU começando por agradecer a visita, fez a apresentação dos candidatos autárquicos presentes – Adriano Ribeiro, cabeça de lista da CDU à presidência da Câmara Municipal de Valongo nas próximas eleições autárquicas, César Ferreira, cabeça de lista à Assembleia de Freguesia de Valongo, e Adelino Soares, cabeça de lista à Assembleia de Freguesia de Ermesinde, que é simultaneamente membro da Direção do Centro Social de Ermesinde (CSE). Adriano Ribeiro apresentou também os objetivos da visita, conhecer melhor a importante instituição que é o Centro Social de Ermesinde, e fazer desta visita um contributo para a elaboração do próprio programa de candidatura da CDU. Sobre as expetativas reais da CDU, Henrique Rodrigues fez notar (numa espécie de aparte) que tudo poderia depender da correlação de forças na autarquia. Adriano Ribeiro fez depois um pequeno resumo do seu trabalho na Assembleia Municipal, dando como exemplo do muito que um só eleito pode fazer, com a sua intervenção na questão dos limites de freguesia intraconcelhios. De seguida foi Henrique Queirós Rodrigues quem começou a apresentação do CSE e do momento atual vivido por este. O líder da IPSS começou por afirmar que, na conjuntura atual, o CSE não se podia queixar. «Os apoios não têm crescido, mas o financiamento público também não tem baixado». O setor da economia social, precisou ainda, tem revelado até alguma expansão no emprego. Todavia, o desemprego reflete-se depois na diminuição da receita das famílias e no contributo para serviços sociais como os oferecidos à infância e juventude, em que os pais pa-

gam contribuições aos seus próprios rendimentos. No diálogo que se seguiu Adriano Ribeiro apontou como

Inversão de papéis

laborais, contra a precarização, a existência de um mínimo de condições na regulação do trabalho. O presidente do CSE aceita

Adelino Soares, um dos membros da delegação, cabeça de lista da CDU à Assembleia de Freguesia de Ermesinde, e simultaneamente membro da Direção do Centro Social de Ermesinde.

um dos objetivos da CDU ser porta-voz das instituições sem voz, o que não seria o caso do CSE, foi mutuamente apontado. O presidente da Direção da IPSS apontou depois aquilo que considerava serem algumas divergências com a CDU, como sejam a conceção sobre os mecanismos de proteção social, que não deveriam ser atribuição exclusiva do Estado, mas contar com os contributos da sociedade e suas instituições. Mas apontou também algumas convergências, como o propósito de transformar a vida das pessoas mais desfavorecidas, a defesa da estabilidade nas relações

algumas objeções da CDU quanto ao modelo de proteção social vigente, que não asseguram a autonomia das famílias, mas apontou que as IPSSs, de qualquer modo, devem assegurar respostas de subsistência às famílias mais vulneráveis. Apontou também a paz social vivida nas IPSSs nos últimos 10 anos, com muito poucas lutas laborais, e clima de concertação com CGTP e UGT. Descendo depois ao plano concelhio e à especificidade do CSE, Henrique Rodrigues anunciou que o CSE tinha aderido ao Plano de Emergência Social, tinha sido alargada a capacidade do lar

e o apoio alimentar às famílias, e em breve, concretizar-se-ia igualmente o apoio alimentar à comunidade escolar do concelho. O dirigente da IPSS fez também notar que com a recente reforma da administração local, as IPSSs tinham passado a ser, em muitos locais, as mais importantes instituições de proximidade. E anunciou igualmente a participação do CSE no presente Contrato Local de Desenvolvimento Social que contemplou o concelho de Valongo, em que será, juntamente com a ADICE, a instituição executora (o CSE para Ermesinde e Alfena, a ADICE para Valongo e Campo/Sobrado). Num programa que deverá estender-se até 2015, serão visados com particular acuidade as questões do emprego ou mesmo do autoemprego. Interveio então Adelino Soares, para amenizar o caráter dalgumas diferenças, reconhecendo a necessidade de respostas para as carências das pessoas. Defendendo o apoio alimentar escolar, avisou contudo contra a tentação de se voltar à “sopa dos pobres”. «Temos que dar um passo atrás e

dois em frente!», precisou. E foi neste clima de diálogo que o encontro foi prosseguindo. Henrique Rodrigues lembrou que a perda da habitação era uma área da atribuição das IPSSs, mas onde ainda não tinha sido possível trabalhar. Lamentou também o desemprego e o aumento do IMI promovido pelo Estado. Adriano Ribeiro concordaria que alguém tem que prestar o serviço social, e que a visita da CDU ao CSE é o reconhecimento da importância deste. As duas entidades reviram-se na figura de Faria Sampaio, que foi dirigente do CSE e dirigente do PCP/eleito da CDU. Henrique Rodrigues referir-se-ia ainda à Associação Ermesinde Cidade Aberta, ligada ao CSE e à importância do serviço de Formação Profissional. Lamentou o fecho dos Centros Novas Oportunidades, substituídos por outros, de iniciativa pública, e apontou depois alguns dos traços das novas propostas de formação profissional, mostrando-se confiante em que isso poderia também fazer recuperar alguns postos de trabalho no próprio CSE. Traçou depois um quadro

Adriano Ribeiro referiu então uma curiosa inversão de papéis entre eles e Henrique Rodrigues, pois há muitos anos, este tinha sido candidato à presidência da Câmara de Valongo e Adriano Ribeiro tinha-o recebido na qualidade de presidente da Direção de uma instituição local (no caso o Sporting de Campo). Bem humorado, Henrique Rodrigues respondeu de imediato: «Desejo-lhe mais sorte do que eu!», o que Tavares Queijo de certo modo corrigiu apontando que quem dera a Adriano Ribeiro os resultados de então de Henrique Rodrigues, que permitiriam àquele ser eleito vereador. Henrique Rodrigues também precisou que o CSE tinha uma garantia de eleitos nos seus corpos sociais. Com queixas à pouca frequência das reuniões da Junta de Freguesia de Ermesinde, Adelino Soares referiu-se depois à sua própria experiência enquanto membro da Direção do CSE,a qual lhe tinha permitido uma outra visão sobre estas questões. No final a delegação da CDU fez ainda uma pequena visita às instalações do CSE, tendo-lhe sido apresentados pelo presidente da Direção os problemas e desafios das várias valências da IPSS. A vista terminou com um elogio rasgado de Adriano Ribeiro ao CSE e, em particular, ao seu presidente e outros responsáveis - «gente que gosta e sabe do que faz». Armandino Emerêncio, também incluído na delegação da CDU, teve ainda ocasião de tirar as fotos finais do evento.


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• GRANDE ENTREVISTA • GRANDE ENTREVISTA • GRANDE ENTREVISTA •

Eliseu Pinto Lopes

Devia haver referendo local nas questões decisivas para os munícipes –

Advogado, militante do Bloco de Esquerda desde 2005, e radicado politicamente no concelho a partir de 2009, Eliseu Pinto Lopes crê que é chegado o momento do Bloco eleger um vereador. As próximas candidaturas do partido irão refletir uma nova perspetiva, mais virada para a juventude, constituindo como que uma nova etapa na vida do partido no concelho. LC

“AVoz de Ermesinde” (AVE) – Está há relativamente pouco tempo no concelho. Como veio para aqui? Como foi o seu primeiro contacto? Que sensação teve nesse primeiro contacto com o concelho de Valongo? Eliseu Pinto Lopes (EPL) – O meu primeiro contacto com o concelho de Valongo teve sobretudo a ver com razões profissionais. Eu terminei o meu curso de Direito na Universidade Lusíada do Porto e necessitava de fazer o estágio na Ordem dos Advogados subsequente à licenciatura e o meu patrono tinha escritório precisamente aqui em Valongo, e foi então nesse âmbito que acabei por vir trabalhar para Valongo e, a seguir ao estágio, montar o escritório onde comecei a exercer advocacia, mantendo-me aqui em Valongo. AVE – Quando começou a trabalhar aqui em Valongo já era militante do Bloco de Esquerda? EPL – Sim, sou militante desde 2005. AVE – Como foi a sua aproximação ao Bloco? O que é que lhe interessou nessa força política? EPL – Eu acompanhei a política do Bloco desde a fundação. O Bloco apareceu em 1999, eu entusiasmei-me desde início com o projeto, mas fiquei na expetativa de ver o que é que este projeto novo, à esquerda, ia trazer à sociedade portuguesa. E assim que percebi que o projeto, de facto, era aliciante, era um desafio interessante e ia abrir um novo espaço na esquerda portuguesa, decidi aderir, um pouco mais tarde, mas a ideia foi sempre de contribuir para que este projeto fosse avante e crescesse. AVE – Foi, portanto, a sua primeira experiência partidária...

EPL – Sim, nunca estive noutro partido. Tive funções na Ordem dos Advogados, fui presidente do Instituto de Apoio aos Jovens Advogados, entre 2008 e 2010. E basicamente, depois de 2010, estive sempre

entrou para a Assembleia Municipal em 2005 – isso é reconhecido até pelos nossos adversários políticos – trouxe uma outra exigência e rigor na maneira de fazer política, institucionalmente na Assembleia, mas também fora

Nós defendemos medidas camarárias como a taxação das caixas multibanco no concelho ligado à política local, na Assembleia Municipal de Valongo, a representar o Bloco de Esquerda. AVE – Como é que veio encontrar o Bloco de Esquerda no concelho? EPL – O Bloco de Esquerda já tinha enraizamento no concelho, quando eu cheguei, tinha inclusivamente, já, representação na Assembleia Municipal, desde as Autárquicas de 2005. O Bloco de Esquerda tinha já um projeto implantado, mas estava numa transição daqueles que tinham feito o início do Bloco de Esquerda no concelho para aqueles que chegavam agora, mais novos, e vinham numa ótica de renovação do partido em termos locais. Pouco depois de chegar apresentei-me como candidato à Câmara Municipal de Valongo, em 2009. AVE – Acha que era absolutamente necessária essa renovação? EPL – Sim, os partidos necessitam de renovação, necessariamente, porque outras ideias também são necessárias e a verdade é que o próprio Bloco em si foi uma golfada de ar fresco que entrou em termos da política no concelho. O Bloco quando

desse quadro, na vida económica e social do concelho. AVE – Que balanço é que faz deste seu mandato na Assembleia Municipal de Valongo? EPL – O balanço é francamente positivo, porque o Bloco conseguiu trazer propostas diferentes, assumiu-se como um defensor da democracia local, lutou arduamente em algumas matérias, nomeadamente na questão da reorganização administrativa territorial autárquica, onde defendeu com muita firmeza a realização do referendo local, o que contou com a oposição dos partidos da direita, bem como noutras propostas, por exemplo na questão da taxação das caixas multibanco, uma medida que poderia melhorar as finanças da Câmara, no uso dos mecanismos previstos no código do IMI para agravamento fiscal dos prédios devolutos e degradados – um problema reconhecido aqui no concelho –, e em muitas matérias de índole mais social, em que tivemos também uma intervenção forte. AVE – Como é que veio encontrar o município e o trabalho da sua direção na Câmara de Valongo?

EPL – O balanço que temos que fazer é claramente negativo, Valongo teve um crescimento astronómico em termos urbanísticos na década de 90, teve um crescimento populacional também muito assinalável, aliás os últimos censos demonstram precisamente que Valongo, entre 2001 e 2011, passou a ter mais oito mil residentes no concelho, o que levou a que o concelho em si ficasse refém dessa estratégia de construção desenfreada e especulação imobiliária, sem grandes preocupações com a qualidade de vida dos munícipes. Na verdade a gestão autárquica tem sido muito desleixada. O balanço tem que ser negativo, porque se olharmos para aquilo que a coligação de direita deixa no concelho ao fim de vinte anos de gestão, teremos que reconhecer que o concelho está numa situação gravíssima, e a própria Câmara à beira da falência, com um passivo superior a 70 milhões de euros, uma Câmara fechada sobre si própria, onde se despreza a opinião dos munícipes, e onde as pessoas não têm sido preocupação, ao contrário do que querem fazer crer. AVE – O Bloco de Esquerda encontra alguma diferença entre a gestão de Fernando Melo e a gestão de João Paulo Baltazar? EPL – A diferença é mínima. É evidente que há um esforço da direita em impor uma nova narrativa, de forma a tentar branquear a sua ligação à herança que recebeu de Fernando Melo, que foi presidente enquanto teve folga financeira e todo o dinheiro para investir em eleitoralismo despesista, em projetos que não tiveram depois concretização prática, e de facto nota-se que o candidato do PSD faz um esforço enorme para se demarcar dessa herança, mas a verdade é esta: ele foi um dos contribuintes ativos para a situação económico-financeira que temos hoje na Câmara Municipal. Aliás, o Bloco foi, das forças políticas no concelho, a que se bateu com mais coerência contra os orçamento que a coligação PSD-CDS foi apresentando nos órgãos municipais. Orçamentos irrealistas, com receitas insufladas para dar cobertura a despesas. Aliás isso é reconhecido pelo PSD. Mas não é reconhecido de fac-

to o contributo de João Paulo Baltazar e daquela direita que esteve sempre sentada na Assembleia Municipal, confortavelmente a viabilizar Orçamento atrás de Orçamento, naquele tempo dizendo que os orçamentos eram muito equilibrados. Quer dizer: ao longo de dezoito anos os orçamentos foram “equilibrados”, e depois, nos últimos dois anos, os orçamentos afinal mostram a situação que temos em termos de situação caótica do ponto de vista financeiro. Isto mostra que o Bloco tinha razão quando, coerentemente, votou sempre desfavoravelmente os orçamentos. Também aqui fizemos a nossa diferença relativamente ao Partido Socialista, que viabilizou sempre os orçamentos apresentados pela coligação de direita, viabilizou o Plano de Saneamento Financeiro, viabilizou o PAEL – Programa de Apoio à Economia Local, no fundo foi conivente também com o desaire que, ao longo dos anos, se adivinhava. Aliás, o Partido Socialista, quando sai [da liderança] da Câmara, em 1993, com o antigo presidente, Moreira Dias, deixa um passivo de cerca de 25 milhões de euros. Há portanto aqui uma linha de continuidade do ponto de vista financeiro, no que os munícipes devem refletir - se de facto querem este dois partidos a continuar a governar a Câmara. AVE – Para si, então, o PS não é nenhuma alternativa. Mas parece-lhe que a situação aponta para a perda da Câmara por parte do PSD ou acha que não? EPL – Ninguém gosta de fazer futurologia, mas é evidente que PSD, ao longo destes 20 anos de poder, está muito desgastado, e mostra sinais claros de esgotamento político

naquilo que podem ser soluções para o concelho. Mesmo neste mandato, o PSD deixou muitas das suas promessas, feitas em 2009, por cumprir. Eu penso que já em 2009 teriam existido condições para umas viragem política em termos de Câmara, o Partido Socialista, se não fossem as candidaturas independentes poderia, de facto, ter ganho a Câmara Municipal, mas não foi possível. Penso que nestas eleições esse objetivo poderá estar mais próximo, mas não me deito a afirmar que isso poderá acontecer. Pela nossa parte mostraremos sempre que o Partido Socialista ganhar a Câmara de Valongo não será alternativa, mas sim mera alternância. AVE – A conjuntura favorece os resultados eleitorais do Bloco de Esquerda no concelho? EPL – Eu penso que sim, sinto que se está a dar uma viragem naquilo que pode ser a identificação das pessoas com o projeto do Bloco de Esquerda. Nós, nestas Autárquicas, iremos assentar o nosso programa essencialmente em três eixos fundamentais – a defesa e aprofundamento da democracia local, a resposta à crise e emergência social, e a juventude. Não podemos ignorar que tivemos aí o pacote autárquico Miguel Relvas, o maior ataque desde o 25 de Abril ao Poder Local, com a questão do corte arbitrário de freguesias, extintas a régua e esquadro, a questão da retirada das competências e da constituição das CIMs – comunidades intermunicipais, em que passam importantes competências para órgãos que não são eleitos e suscetíveis de fiscalização pelas oposições, que serviriam quando muito para dar cargos a presidentes de Câmara que não fossem agora elegíveis, por força da lei de limitação de mandatos, e depois também a própria lei de


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• GRANDE ENTREVISTA • GRANDE ENTREVISTA • GRANDE ENTREVISTA • financiamento autárquico restringe muito as possibilidades de financiamento das Câmaras e vai empurrá-las para apertarem ainda mais o garrote financeiro aos próprios munícipes, por via de se verem obrigadas a arranjar mais receitas fiscais para conseguirem consolidar a sua situação financeira. A defesa da democracia local é para nós uma bandeira. Vamos propor que existam os orçamentos participativos, questão de que muito se fala e que sempre propusemos, mas que ao longo destes anos, a coligação de direita nunca quis implantar. Defendemos também que deve haver referendo local nas questões que são decisivas para os munícipes – como por exemplo na privatização ou concessão de serviços públicos, como abastecimento de água, saneamento, recolha de resíduos sólidos, soluções de parqueamento automóvel, tudo isso matérias que não podemos sujeitar à lógica de lucro dos privados, porque têm a ver com direitos fundamentais, questões que dizem respeito a uma existência condigna das pessoas, e que devem ser objeto de referendo. Infelizmente a direita assim não entendeu, e foi privatizando todas essas áreas importantes para a população, em que ela não foi ouvida, e em que se veio agora a saber que são parcerias ruinosas para o município. AVE – São essas as áreas prioritárias para o Bloco? EPL – Sim, são áreas fundamentais para nós, nas quais temos apostado fortemente, temos aliás de ponderar muito bem os termos de uma nova concessão, foi aliás agora constituída uma comissão para avaliação da concessão da água e estamos quase a chegar ao meio da duração da concessão, e a partir do meio dessa concessão é possível o seu resgate, e temos de ponderar – e nisso também queremos ouvir os munícipes – para ponderar o resgate da concessão ou, em alternativa, pelo menos ver as condições em que essa concessão tem funcionado, porque hoje é seguro, pelos dados que vão chegando, que a Câmara, com a renegociação de contrato em 2004, abdicando de uma retribuição anual de 650 mil euros, pelo uso dos meios antes investidos, perdeu qualquer coisa como quatro milhões e duzentos mil euros a favor do privado. Estas situações não podem acontecer. Quem diz a questão da água diz a dos parquímetros, outra situação grave, em que a Câmara fi-

cou com o ónus de pagar os salários dos fiscais, o que representa cem mil euros todos os anos. É muito dinheiro! E é nestes negócios que temos que estar atentos e não transigir naquilo que é defesa do interesse municipal. Também nesta matéria, muito rapidamente, quero dizer-lhe que queremos uma Câmara mais transparente aberta aos cidadãos, queremos que todas as reuniões da Câmara sejam públicas e públicas as suas gravações áudio e, se possível, vídeo, no portal da Câmara, para que todos os munícipes tenham acesso ao conteúdo dessas reuniões, assim como das reuniões da própria Assembleia Municipal, para

ao Porto, para ir ao cinema vão ao Porto... não! O que o Bloco quer é que os mais jovens e mesmo aqueles que se iniciam no mercado de trabalho, que iniciam agora o seu projeto de vida, gostem de estar aqui no concelho e não se sintam obrigados a ir a concelhos vizinhos porque a autarquia não lhes dá a possibilidade de se enraizarem aqui, no concelho onde vivem.

AVE – Que propostas tem o Bloco, por exemplo, para áreas como as dos Transportes da Saúde, da Economia, da Educação...? EPL – Na questão dos transportes, nós defendemos isso desde há muitos anos, e isso está escrito nos nossos FOTOS URSULA ZANGGER programas, a criação de uma rede de transportes municipal. Valongo é daqueles concelhos em que mais se justifica, pelo resultados que temos vindo a assistir, a criação de uns transportes urbanos geridos pela autarquia, porque o temos em Valongo é um concelho completamente retalhado, nós temos vários privados que operam aqui no concelho e que, ao longo do tempo, vão escolhendo as linhas que sejam mais lucrativas, deixando ao abandono os acessos em áreas que, de facto, não lhes interessem do ponto de vista financeiro. E o que temos hoje no concelho, mesmo aqui em Ermesinde, são muique as pessoas possam, de factos sítios em que as pessoas se to, nelas participar. queixam de falta de transporte, Iniciativas cidadãs, petições em que o autocarro não vai ou de cidadãos para assuntos relepouco vai. E é preciso, de facto, vantes – tem que se regulamencriar uma harmonização. Até a tar a petição municipal, enfim própria ligação entre as freguesitudo o que seja a democracia as do concelho se ressente com participativa a funcionar, o Bloisso, porque os privados não se co estará desse lado. interessam por essas linhas meQuanto à questão da juvennos rentáveis, e o Bloco quer, de tude, para nós será uma bandeifacto, mudar isso. ra desta campanha, já o era, mas Em termos de Saúde, o Blovamos insistir agora ainda mais co sempre defendeu os serviços nisso, é também uma área em públicos de saúde, aliás uma das que a direita não cumpriu com grandes batalhas deste mandato as promessas que apresentou foi precisamente a questão do em 2009 – a pousada de juvenencerramento das urgências notude na serra de Santa Justa não turnas do Hospital de Valongo. se concretizou, o Conselho O Bloco foi precisamente uma Municipal de Juventude não das primeiras forças políticas a está a funcionar, tanto quanto pegar nessa questão. Estivemos sei, o Plano Municipal de Jucontra, fizemos pressão para ventude nem sequer foi elaboraque a Câmara tivesse um papel do e apresentado, portanto foativo para evitar a concretização ram matéria em que a direita do encerramento noturno das prometeu e não cumpriu e que urgências, e para já foi possível nós queremos desenvolver, que evitar-se a concretização desse os jovens não sejam apenas reencerramento, mas atenção!, que sidentes no concelho, mas que ele está em cima da mesa, ao vivam o concelho, é preciso que contrário do que tem dito o caneste concelho deixe de ser o dordidato do PSD e atual presidenmitório do Porto, em que as peste de Câmara, João Paulo soas trabalham no Porto, e que Baltazar. Temos mesmo conheaqui apenas venham dormir. cimento de serviços de apoio às Quando querem ver um concerurgências noturnas que estão a to vão ao Porto, quando querem ser encerrados. Serviços relaciassistir a uma peça de teatro vão onados com Imagiologia, com

exames, de noite já não funcionam. Tudo se perspetiva para que, a seguir às Autárquicas, o encerramento possa acontecer. Na questão da Educação – uma área importante – continuamos a defender o apoio às famílias, a distribuição de manuais escolares gratuitos às famílias mais desfavorecidas, perceber as insuficiências da rede escolar e colmatá-las, fornecer o pequeno almoço nas escolas, o que propusemos em Assembleia Municipal e foi aprovado, a aberturas das cantinas – tudo isto entronca na resposta à emergência social, uma área em que temos uma afirmação programática, não apenas numa vertente assistencialista – uma das críticas que fazemos a este Executivo – que faz um esforço de resposta mas apenas nessa perspetiva, por exemplo no fornecimento de refeições. Ora isto não chega. Esta resposta tem que existir – reconhecemos que ela é importante –, mas temos que ir mais fundo. O Bloco defende uma visão integrada, tem que haver um mínimo de direitos garantidos à população, tem que haver um consumo mínimo de água, por exemplo, a que os mais desfavorecidos teriam direito, a Câmara deveria assumir isso. Isto também tem o pressuposto de que deveria ser a Câmara a gerir esses serviços, o que não é... As pessoas têm que ter acesso à água, a habitação... – eu não entendo como é que em Valongo existem quase mil pedidos de famílias para habitação, e tenhamos ao mesmo tempo, paradoxalmente, cerca de sete mil prédios devolutos ou degradados, com a vereadora do pelouro da Ação Social a dizer: «Não podemos fazer nada». De facto, quando a crise mais aperta, mais a Câmara diz que não pode fazer nada. Nós defendemos que haja um investimento específico para esta área. O Bloco, neste mandato, vai propor que haja um investimento na ordem dos dez aos quinze milhões de euros só para a questão da criação de uma bolsa municipal de imóveis, para arrendamento a famílias mais vulneráveis e aos jovens, que têm que ter acesso à habitação. Porque neste momento, os bancos estão a cortar a tudo, ainda hoje li uma notícia em que se dizia que os bancos apenas financiam cerca de 66% do valor da casa, com spreads altíssimos e isto vai implicar que, a longo e médio prazo, os jovens e os mais vulneráveis não vão ter acesso a habitação, a não ser por via do arrendamento. E por isso o Bloco quer dinamizar o mercado do arrendamento no concelho. Não se justifica um concelho que até já é conhecido como o cemitério dos prédios aban-

donados, que não haja uma reconversão desses prédios, que não haja uma bolsa de imóveis para arrendamento a baixo custo, a que as pessoas possam aceder. E nalguns casos, até isentas de renda. Porque isso é fundamental, permitindo às pessoas fixar-se no concelho e tenham acesso à habitação, um direito fundamental. O mesmo se passa com o direito à água – hoje já reconhecido pela ONU como direito fundamental da dignidade hu-

questões que nele mais nos preocupam são essencialmente duas: primeiro, não estamos muito de acordo com a estratégia global nele delineada, na verdade a estratégia em termos da caracterização a médio e longo prazo aponta para que o concelho deva ser uma plataforma logística e ponto de ligação entre concelhos do litoral e o interior. O concelho passaria a ser vocacionado para uma plataforma de transporte de mercadorias, ligação entre o aero-

Vamos propor a criação de uma bolsa municipal de imóveis para arrendamento económico mana –, que continua a ter os preços exorbitantes que estamos a ter. Desde que a concessão ocorreu aqui em Valongo o preço da água triplicou, e está a chegar a um limite insuportável. Aliás, na última auditoria à Veolia, de 2012, afirma-se preto no branco, duas coisas essenciais, que a Câmara está a ser prejudicada porque abdicou da retribuição dos tais 650 mil euros por ano, e que a Veolia não tem cumprido com a fixação do tarifário social, que é uma recomendação da ERSE, a entidade reguladora. E outra coisa, é que essa auditoria encomendada pela Câmara e realizada por uma entidade privada, diz também que a Câmara não tem cumprido com os deveres de fiscalização da própria concessão. Isto é a Câmara demite-se de fiscalizar e o concessionário faz praticamente tudo o que quer. Isto não pode ser. A questão da não existência do tarifário social então é inadmissível. Isto são áreas fundamentais que o Bloco propõe na resposta à crise, porque a pobreza não se combate só nas consequências, isso não resulta, tem que ser combatida nas causas. E as causas são, por exemplo, a indisponibilidade de alimento que as famílias têm hoje. E por isso temos que arrepiar caminho por estas soluções e desafiar os órgãos autárquicos e as próprias pessoas a debatê-los. É isso que queremos propor às pessoas e aos munícipes. AVE – Quanto ao PDM, há alguma coisa que o Bloco tenha a dizer? EPL – O PDM é, de facto, um dossier muito relevante, mas que está com um imenso atraso, descurado pela autarquia. O PDM (Plano Diretor Municipal) já devia ter sido revisto há muito mais tempo. As

porto e os concelhos mais interiores. Para nós isso é limitar muito a projeção futura do concelho, remetido a lugar de passagem, onde não se fixariam indústrias que pudessem fixar pessoas ou trouxessem mais valia ao concelho em termos económicos. Ora a empregabilidade nestas estruturas de ligação ou plataformas logísticas é relativamente diminuta, e o concelho não teria a projeção em termos empresariais que o concelho precisa de ter. Aliás, somos críticos da forma como o Executivo, nos últimos vinte anos, tem orientado a questão de tecido empresarial. Criou áreas empresariais numa série de sítios, nomeadamente a área empresarial ex-libris do concelho seria a Zona Industrial de Campo, e nós vemos bem o que ela é hoje – um projeto absolutamente falhado, em que não se enraizaram empresas, donde não vem o retorno esperado e em que se gastaram muitos milhões de euros – como a fazer a Via Distribuidora e outras acessibilidades... e isso tudo. E depois também não aceitamos a ideia de descaracterizar o concelho a retalho, isto é, poderem criar-se zonas industriais em tudo quanto é lado sempre que certos interesses privados o justifiquem. Refiro-me, por exemplo, à Zona Industrial de Alfena, aquela nova Zona Industrial de Alfena de que tanto se falou, e aonde iria instalar-se aquele empreendimento da Jerónimo Martins,. Não concordamos que as coisas se façam desta maneira. Na altura, quando a Chronopost foi para aquela zona, o processo já foi estranhíssimo – foi a uma reunião de Câmara e foi aprovado, salvo erro com sete abstenções e dois votos a favor. As coisas têm que ser transparentes. Neste investimento


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GRANDE ENTREVISTA GRANDE ENTREVISTA GRANDE ENTREVISTA ENTREVISTA • ENTERRO DO JOÃO•••GRANDE ENTERRO DO JOÃO •• GRANDE ENTERRO DO JOÃO ••• •• GRANDE ENTREVISTA ENTREVISTA

da Jerónimo Martins é evidente que o Bloco entende que é preciso investimento, mas não é investimento a qualquer custo, aquilo era uma zona de Rede Ecológica Nacional gigantesca, que vai ser desafetada para construção do empreendimento, sendo certo que depois ali nunca mais teremos controlo da situação, porque depois virão outras empresas que vão querer fixar-se e a zona irá ser completamente desbastada. O Bloco tem resistências a este tipo de empreendimento. E o que nos foi dito numa das reuniões com a equipa do Plano Diretor Municipal é que isso tinha sido uma decisão política em relação à qual os técnicos não iam pronunciar-se. Ou seja, deu-me a sensação de que a própria equipa do PDM não estava muito confortável com a decisão de acolher aquele investimento em Rede Ecológica Nacional. O PDM tem que ser um instrumento que permita o ordenamento do território, mas não a qualquer custo. E outra coisa: o Bloco apresentou uma recomendação na Assembleia Municipal, aliás aprovada, para que o PDM ainda nesta fase de elaboração, fosse discutido publicamente e que a Câmara tomasse a iniciativa de organizar reuniões nas juntas de Freguesia, e em algumas associações, em locais que entendesse convenientes, para elucidar a população sobre o que o PDM prevê para o concelho de Valongo e para permitir, sobre as questões que estão em cima da mesa, a participação das pessoas nesse processo. Para que se possa perceber qual será a estratégia definida para o concelho nos próximos 10 anos. Decorridos estes meses (já lá vão sete ou oito) e nada! A Câmara não promove a discussão pública das matérias e as pessoas não ficam informadas da finalidade do seu território, das estratégias, e passa ao lado disto tudo. Não é o período reduzido de cerca de 30 dias a 45 dias, já na fase final do processo, que vai permitir às pessoas a análise de um documento da

complexidade do PDM, e a sua participação e contributos. A discussão tem que se fazer desde muito antes. AVE – Quais são as expetativas eleitorais do Bloco? EPL – O Bloco de Esquerda, desta vez, vai entrar no Executivo. Estamos convictos de que vamos eleger um vereador e reforçar a representação na Assembleia Municipal. Estamos num ciclo que será mais favorável à esquerda, a coligação de direita está muito desgastada e há uma rutura entre os parceiros de coligação, o CDS já não quer ficar ao lado do PSD na fotografia, vai apresentar candidatura própria, o PSD tem uma herança pesadíssima e acho que com o aparente desaparecimento do movimento independente Coragem de Mudar e com a ausência da outra candidatura independente [do Tino], que não voltará a verificar-se, tanto quanto sei, a esquerda vai ter aqui margem para crescer. E o Bloco de esquerda, com o projeto que apresenta, pode ser uma alternativa para fazer aquilo que já fez na Assembleia Municipal, que é ser uma oposição mais atenta, mais combativa, mais rigorosa. Passar a fazê-lo também no Executivo camarário, mudar a política no concelho. Chegou também a altura das pessoas perceberem que as autarquias também têm um papel fundamental, neste momento de crise. A autarquia pode funcionar em contraciclo daquilo que são as políticas nacionais. E as pessoas não se devem esquecer que votar, neste momento, no PSD ou no CDS, é de certa forma, ao nível local, corroborar aquilo que é a política de desastre ao nível nacional, com esta austeridade que está a matar a democracia e a afetar as pessoas de numa forma muito grave e profunda. Quem decidiu a extinção a régua e quadro das freguesias? O estrangulamento do financiamento às autarquias? E quem afirmou com mais coerência um

projeto alternativo? O Bloco sempre esteve contra essas políticas e o tempo veio dar-nos razão. O programa do Bloco em 2009 ainda está muito atual,, porque, com antecedência, conseguimos prever que este regabofe despesista da direita na Câmara iria trazer uma situação muito grave para as pessoas. Aliás o PAEL é um programa para catorze anos, por enquanto, e que vai afetar as pessoas nos três ou quatro próximos mandatos camarários, por causa das suas restrições. E a verdade é uma, nem todas as Câmara do País estão, nem de longe nem de perto, como está a Câmara de Valongo, apesar de se tentarem fazer generalizações para nos fazerem crer que as Câmaras estão todas mal. Não é verdade. Um terço das Câmaras do País recorreu ao PAEL, as outras não. Tivesse Valongo tido orçamentos participativos como o Bloco defendeu, se calhar hoje não estávamos a defrontar-nos com o desastre financeiro que a Câmara apresenta. A verdade é que o Partido Socialista também não esteve à altura, porque ainda há bem pouco tempo o candidato do PS dizia que uma das bandeiras do PS é o orçamento participativo. Então pergunto, porque é que todos os orçamentos têm sido viabilizados pelo Partido Socialista quando nenhum deles continha a vertente de orçamento participativo. As pessoas têm que ver quem é que tem exercido a política de forma coerente e quem não o tem feito. Mesmo na questão da extinção de freguesias, o candidato do PSD, João Paulo Baltazar, já disse publicamente que defende a fusão e extinção de municípios e isso, na nossa ótica é grave. Porque não só manifesta o apoio ao pacote autárquico Miguel Relvas, como ainda quer ir ainda mais longe, não basta a extinção de freguesias, também quer a dos municípios.

Não sei se para Valongo defende a fusão com Paredes e a Maia. AVE – O Bloco já definiu os cabeças de lista às Juntas de Freguesia? EPL – Alguns sim, outros não. Já temos definido o cabeça de lista à Assembleia de Freguesia de Valongo – José Daniel Faria –, um jovem independente, que mostra bem como as nossas candidaturas são abertas, e é com muito gosto que o temos a encabeçar este desafio. Estamos em fase de conclusão da candidatura aqui para Ermesinde, mas como é um processo ainda não encerrado, não gostaria de adiantar mais nada. Quanto às outras freguesias, Alfena e União das Fre-

formos eleitos, para que se concretize aqui a primeira Casa da Juventude no concelho, modelo esse que possa ter réplica noutras freguesias. Os jovens devem poder viver aqui na freguesia e estar nela enraizados, e para tal têm que ter espaços para isso, também aqui em Ermesinde tem que se resolver o problema das instalações degradadas do antigo cinema, um prédio muito bonito que devia estar requalificado e continua a degradar-se sem se ver da parte da autarquia nenhuma dinâmica para contrariar isso. Depois há ainda aqui algumas questões importantes. Por exemplo, a questão do Edifício Dr. Faria Sampaio tem que ser

Se Valongo se gerisse por orçamentos participativos nunca teria chegado ao que chegou! guesias de Campo e Sobrado, os processos estão um bocadinho mais atrasados. AVE – Não tendo, de momento, mais nada a questionar, há alguma coisa mais que entenda pertinente acrescentar? EPL – Eu gostava só de salientar que queremos apostar, especificamente para esta freguesia de Ermesinde,em algumas propostas, algumas delas bem interessantes, e das quais têm sido dado conta num evento a que dou particular importância, que é a Assembleia Municipal de Jovens (AMJ). A Casa da Juventude, em Ermesinde, tem que ser uma realidade a muito breve prazo. É recorrente, na AMJ os alunos das escolas aqui de Ermesinde reivindicarem a Casa da Juventude, e o Bloco de Esquerda, sendo a juventude uma bandeira nossa, lutará, se

resolvida também, sei que há um anúncio de um investimento estrangeiro que irá utilizar aquele edifício, mas primeiro: não passa de um anúncio – fezse um protocolo, mas nós já vimos, noutras eleições autárquicas, o PSD a fazer grandes anúncios de obras, depois sem concretização. Por exemplo, no antigo quartel dos Bombeiros em Valongo pôs-se um grande painel a anunciar que ali ia ser a casa do município, e até hoje não está lá nada e o prédio está a degradar-se e não se construiu lá nada. Entretanto, o candidato do PSD já veio dizer que não há condições para ser a Casa do Município, mas que pode vir a ser uma Loja do Cidadão. É mais uma das promessas que fica por terra. Temo que o Edifício Faria Sampaio seja uma coisa do género, em que se faz um grande anúncio, depois

passam as Autárquicas e cai tudo no esquecimento e lá fica o edifício abandonado. O candidato do PSD até tinha apresentado para lá uma proposta que achamos interessante, que era criar ali um ninho de empresas, que apoiasse projetos que pudessem ser a rampa de lançamento de propostas que trouxessem mais valias e novos negócios para o concelho. Essa ideia era interessante. Afinal a Câmara acabou por desistir desse projeto, em favor de um investimento que há de chegar não se sabe bem quando. Em Ermesinde também são preocupantes as questões da segurança – uma freguesia muito urbana, com muita população, em que tem de se tratar disso. Não é uma responsabilidade específica da Câmara, mas ela pode também lutar por isso. E finalmente, uma última questão, sobre uma suposta venda da Veolia a um grupo estrangeiro, de capitais chineses. Tentámos obter o máximo de informação que pudemos na Comissão de Avaliação da concessão, mas a verdade é que a Câmara não disponibilizou informação dessa hipotética venda. Mas ela parece estar confirmada. A Veolia assegura a distribuição de água em vários municípios, Valongo, Paredes, e penso que ainda em Mafra e Ourém. A empresa pública de capitais chineses que a terá adquirido terá a participação do município de Pequim e, de facto, como sabemos que há uma força política na esquerda que combate tanto a privatização da água, e tem invocado uma coerência em torno dessa bandeira, a confirmarse esta notícia, isto é espantoso, pois como se sabe o partido que está no Governo na China é o Partido Comunista Chinês, e não deixa de ser curioso que os chineses agora estejam a comprar quase tudo em Portugal, a começar na EDP, na REN, e agora, se calhar, nas águas. É uma curiosidade que haja estes entendimentos diferentes, conforme a... “geografia”!


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Destaque

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• ENCONTRO DE GERAÇÕES • ENCONTRO DE GERAÇÕES •

Encontro de Gerações mostrou a dinâmica do trabalho em rede do Concelho de Valongo A Associação para o Desenvolvimento Integrado da Cidade de Ermesinde (ADICE) em parceria com a Câmara Municipal de Valongo (CMV) levou a cabo nos passados dias 4 e 5 de junho a quarta edição do Encontro de Gerações, iniciativa (decorrida no Fórum Cultural de Ermesinde) que visava, sobretudo, dar a conhecer o trabalho que as instituições particulares de solidariedade social (IPSS’s) de todo o concelho desenvolvem em prol do bem estar dos seus utentes. No total foram 13 as IPSS’s que deram vida a uma iniciativa da ADICE – entre outras destacou-se a presença do Centro Social de Ermesinde e da Ermesinde Cidade Aberta – marcada ainda pela promoção da intergeracionalidade, isto é, o convívio fraterno e animado entre as novas e as antigas, por assim dizer, gerações, e ainda pela visível dinâmica do trabalho em rede que vem sendo desenvolvido na área de apoio social. MIGUEL BARROS

A sessão de abertura do 4º Encontro de Gerações decorreu na manhã de 4 de junho, na casa de espetáculos do Fórum Cultural de Ermesinde, na qual marcaram presença inúmeros representantes das IPSS’s do concelho que fizeram parte do evento, forças da autoridade, elementos da Segurança Social a nível distrital, figuras políticas (com particular realce para os presidentes da CMV, João Paulo Baltazar, e da Junta de Freguesia de Ermesinde, Luís Ramalho), bem como outros convidados, onde se destacava, entre outros, a presença do padre Jardim Moreira, presidente da EAPN Portugal - Rede Europeia Anti-Pobreza. Antes dos discursos da ocasião assistiu-se ao primeiro momento intergeracional do evento, com a subida ao palco de três gerações distintas, representadas pelos alunos da Escola EB1 das Saibreiras/Agrupamento de Escolas de S. Lourenço, da Banda da Polícia de Segurança Pública do Comando Distrital do Porto, e dos alunos da Academia Sénior da CMV, que em perfeita sintonia deram cor a um momento musical (interpretaram alguns clássicos da música portuguesa) de grande vivacidade, como comprovou a chuva de aplausos final. Após esta atuação a anfitriã do evento, Maria Trindade Vale, usou da palavra, para no seu habitual jeito emotivo começar por cumprimentar e agradecer a todos os presentes, frisando que o que tinham acabado de presenciar era um pequeno exemplo do trabalho que Valongo (concelho) tem vindo a desenvolver com três gerações distintas (seniores, jovens, e adultos). Posteriormente faria uma viagem ao passado, há 20 anos atrás, para ser mais precisa, altura em que chegou pela primeira vez a Valongo, um concelho que desconhecia por completo,

mas de que rapidamente passou a gostar, pelas pessoas e instituições que encontrou, e sobretudo pelo espírito de entreajuda que testemunhou. «Nestas andanças (alusivas às temáticas da ação social) temos de ter pessoas que nos ajudem, sem elas não somos ninguém, nem conseguimos fazer nada, e desde que aqui cheguei pude sempre contar com a ajuda de todas as forças vivas do concelho, desde as IPSS’s, forças de segurança, escolas, e juntas de freguesia. A todos um muito obrigado», recordou a presidente da ADICE, que por sinal é também vereadora da CMV detentora do pelouro da Ação Social. Neste seu discurso lembrou ainda João Paulo Baltazar, o atual presidente da Câmara, uma pessoa que foi descobrindo aos poucos e que a surpreendeu pela sua vincada vertente humana, uma figura que coloca sempre as pessoas em primeiro lugar. Após uma nova série de emotivos agradecimentos – a técnicas de ação social com quem diariamente trabalha – Trindade Vale sublinharia que esta é uma iniciativa onde está bem vincado o trabalho em rede que é feito em Valongo. «É uma iniciativa que mostra o espírito de partilha entre todos os agentes do concelho (IPSS’s, escolas, etc.), que mostra a união, o companheirismo, aspetos fundamentais para ultrapassar a crise que vivemos», e pegando nesta temática da crise, do período de fragilidades que atualmente atravessamos, frisou que «é possível ultrapassar este momento menos bom se formos capazes de aprender

importância do trabalho em rede, da criação de parcerias entre instituições. Apelou ainda ao amor, à colocação das pessoas em primeiro lugar, pois «o nosso país é hoje um dos mais injustos da Europa, onde há muitos ricos e muitos pobres, cada vez mais. Vivemos uma crise do capitalismo, onde o dinheiro, o capital, coloca as pessoas em segundo lugar. E como tal temos de ter uma reação coletiva, trabalharmos em rede para vencer o egoísmo, pois é preciso construir uma sociedade em torno do amor, e não uma sociedade em torno do euro – que na sua voz não tem trazido felicidade a ninguém – como a Europa parece querer». Por fim tomou a palavra João Paulo Baltazar, que começou por sublinhar que a iniciativa a que assistíamos significava que Valongo era um concelho com uma rede viva de parcerias FOTOS MANUEL VALDREZ sociais. Agradeceu por isso a todas as IPSS’s e escolas pelo trabalho que têm desenvolvido com as diferentes gerações, lembrando em seguida que a prioridade do atual mandato têm sido as pessoas, uma prioridade que assenta em três pilares, o investimento na educação, no apoio social, e na criação de emprego. Concluídas as intervenções passou-se à inauguração da exposição – no exterior da casa de espetáculos – de trabalhos manuais concebidos pelos utentes das IPSS’s presentes. Da parte da tarde teve então início a verdadeira festa, com pequenos e graúdos como intervenientes principais, ao darem vida a uma série

com a sabedoria dos mais velhos e de encararmos o sorriso dos mais novos como um sinal de esperança». Terminaria o seu discurso voltando a sublinhar a ideia de que é com o trabalho em rede que vem sendo feito que se tem melhorando a qualidade de vida das pessoas do concelho, com a força e união de todos, tem sido possível colocar as pessoas em primeiro lugar, referiu. Seguidamente usaria da palavra o padre Jardim Maia, que abordou de forma detalhada o trabalho da entidade à qual preside com os mais fragilizados, a diversos níveis, da sociedade portuguesa. Olhando para a atual situação económicosocial do país lembrou que atualmente muitas IPSS’s passam por dificuldades, muitas estão mesmo à beira do fim, já que não têm meios económicos para fazer face às despesas. Nesse sentido frisou a

de espetáculos teatrais e musicais levados a cabo pelos utentes das IPSS’s. Assim, subiram ao palco as crianças e os seniores do Centro Social e Paroquial de Alfena, com o evento intitulado “Alto! E começa o baile”, os jovens portadores de deficiência da ADICE, que trouxeram “Sons e Magia”, ao que se seguiram o musical “O Comboio da Alimentação, protagonizado pelos seniores da Associação de Promoção Social e Cultural de Ermesinde, o “Panda Sénior”, pelos seniores da Casa do Povo de Ermesinde, a peça de teatro “Vê mais Além” pelas crianças e jovens do Lar Marista de Ermesinde, o “Sampaio Dance” pelos adolescentes da ADICE, tendo encerrado este primeiro dia os seniores desta última associação com uma atuação de “cantares populares”. CSE também presente O segundo dia teve início com uma temática cada vez mais exposta na sociedade portuguesa, a violência doméstica. Nesse sentido foram apresentadas várias palestras ministradas por “especialistas” na matéria, desde técnicas que diariamente dão apoio às vítimas, elementos ligados às forças de segurança, ou psicólogos, que não só retrataram este flagelo – com exemplos vários –, como também apontaram caminhos – dando conselhos às vítimas, apresentando instituições/entidades a quem estas poderão recorrer. Da parte da tarde prosseguiu a festa, isto é, com as atuações musicais e teatrais dos utentes das IPSS’s presentes, tendo as crianças, adolescentes e os seniores do Centro Social de Ermesinde (CSE) aberto o sessão com a peça de teatro “O Casamento da Carochinha com o João Ratão”. Foi um apontamento delicioso, um momento de salutar e emotivo conví-

vio, de cumplicidade, entre os seniores do Lar de S. Lourenço, e os jovens do Jardim de Infância e ATL do CSE, que se fez representar na plateia por alguns dos seus diretores, nomeadamente Alcina Meireles, Tavares Queijo, Adelino Soares, e Joaquina Patrício, bem como das diretoras técnicas Anabela Sousa, Albertina Alves e Manuela Martins (ECA, Ermesinde Cidade Aberta) – esta também presente nas conferências sobre Violência Doméstica que haviam decorrido pela manhã – e Teresa Braga Lino. Por falar em CSE é de sublinhar ainda que a ECA, que como se sabe está ligada ao Centro, também se fez representar de forma vincada neste Encontro de Gerações, não só na já citada exposição de trabalhos manuais que esteve patente no Fórum Cultural mas também com uma banquinha no exterior do recinto cultural, uma banquinha onde eram vendidos diversos objetos – roupas, brinquedos, etc. – doados por uma empresa cujos lucros reverteram a favor da ECA. E pelo que pudemos apurar as vendas até nem estavam a correr nada mal... Posteriormente à atuação das crianças e seniores do CSE subiram ao palco os meninos e meninas da Santa Casa da Misericórdia de Valongo, com a peça “A Cigarra e a Formiga”, ao que se seguiu uma atuação de dança protagonizada pelos seniores desta mesma instituição, a representação “Ensinar é Arte… Aprender é Vencer”, pelos seniores da Associação de Promoção Social e Cultural de Ermesinde, o momento de dança “Step by Step” pelas adolescentes e jovens do Instituto Bom Pastor, uma sessão de “cantares populares” levado a cabo pela Academia Sénior da CMV, e mais um momento musical, pelas crianças da ADICE.


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A Voz de Ermesinde •

Cultura

JULHO de 2013

AACE estreia o seu hino no Encontro Internacional de Coros

SARA AMARAL

Antes do São João, a Associação Académica e Cultural de Ermesinde (AACE) decidiu comemorar, desta vez com um encontro de coros internacional. Este evento, já na sua sexta edição, decorreu no passado sábado, dia 22, pelas 17h00. Contou com a presença de três coros convidados e o da casa, bem como dos presidentes de Câmara de Valongo (CMV) e Junta de Freguesia de Ermesinde (JFE), João Paulo Baltazar e Luís Ramalho. O aproximar do décimo quinto aniversário da associação tornou este evento ainda mais importante. A organização do VI Encontro Internacional de Coros decorreu duma vontade da AACE e da CMV em divulgar o trabalho desta associação e da nossa cidade a cada vez mais

pessoas. Por isso, apesar de contar com participações relativamente próximas – Galiza, Mealhada e Ourém – o plano é estender-se a mais coros de mais locais, sendo impedida pela conjuntura atual. O reportório levado a cabo pelos participantes também era bastante diversificado, contanto com músicas tradicionais portuguesas e espanholas, passando pela África do Sul e pelo Brasil. Este espetáculo foi iniciado pelos agradecimentos que sempre precedem os espetáculos desta associação, sendo os convidados do país vizinho os primeiros a atuar, sobre a batuta da sua maestrina Bea Gómez Fandiño. Os cerca de 30 coristas interpretaram cinco temas que roubaram os primeiros aplausos da plateia. Seguiu-se o

Coral Magister, diretamente da Mealhada, com a “Queda do

Império”, ”Travessia no Deserto” e o tradicional galego “Galo da Vizinha”. As duas últimas

parte alguns elementos do coro. O maestro Rodrigo Carvalho guiou estas interpretações. FOTOS RUI LAIGINHA O Chorus Auris antecipou o coro da casa, vindo de Ourém e liderado pela maestrina Ângela Marques. Esta, nas suas duas interpretações finais foi acompanhada por Nádia Rosário ao piano e tendo como solistas Ana Sofia Brás, Carolina Alves, João Subtil e Fernando Marques. Tal como os coros anteriores, tornou este espetáculo mais especial. No entanto, a equipa da casa tinha um trunfo na manga. O Órfeão de Ermesinde, com o maestro Jorge Pires e o acompanhamento na percussão do professor Alexandre, surpreendeu os presentes, ”Fonseca” – contaram com o pois decidiu ir buscar algumas múacompanhamento da orquestra sicas mais antigas do seu Pentacordes, da qual faziam peças apresentadas por este grupo – uma música de Natal e

O Robin que canta e encanta SARA AMARAL

No passado dia 21 de junho, pelas 22h00, o coro juvenil Arco-íris apresentou o musical Robin Hood (Robin dos Bosques, em português), que conta, duma forma simples e diferente, a história do príncipe dos ladrões. A ideia surgiu no grupo coral no início do ano e foi apresentada no Fórum Cultural de Ermesinde, perante uma plateia cheia e curiosa. Antes ainda que o espetáculo começasse, Nuno Rocha, o maestro do Arco-íris – Coro Juvenil da Associação Acadé-

mica e Cultural de Ermesinde (AACE) – ensinou uma das músicas ao público. Não se limitando a ensinar a letra ou o ritmo, ensinou a linguagem gestual que a acompanhou durante todo o espetáculo. Depois do público aprender a letra e a linguagem que a acompanhava, bem como um breve agradecimento, Raquel Casais começou a narrar a história de Robin dos Bosques. A história começa quando o Rei Ricardo decide ir em cruzada com os seus soldados. Eles voltam, mas o rei não volta junto com eles, e deixam o príncipe João no poder.

Este último, juntamente com o Xerife de Nottingham, são os rivais de Robin Hood (interpretado por Hugo Carneiro), que acaba por vencer e casar com a sua amada Mariana, aquando do regresso do Rei Ricardo. A forma como a história é contada, os arranjos musicais e a narração interpelada pelo coro fazem deste espetáculo uma obra excelente deste grupo ermesindense. A surpresa no público foi clara e até o próprio presidente da AACE, Alberto Mateus, se revelou surpreendido com a obra. Não terminaram

sem agradecer a todos os seus patrocinadores e à sua própria

reportório como “Jesu Meine Freude”, mas deixando a maior surpresa para o final. Após um discurso de Alberto Mateus, seguido pelos presidentes de Junta e Câmara e dos grupos convidados, a AACE entregou algumas lembranças, sendo também presenteada pelos coros convidados. Depois disto, o orfeão encerrou o espetáculo estreando o hino da sua associação. Com letra de Guilhermina Queirós, música do antigo maestro do orfeão (Manuel Henrique de Almeida) e arranjo do atual maestro Jorge Pires, o hino é também dedicado à cidade, sendo esta chamada de “terra imortal”. Este espetáculo teve a lembrança constante do trabalho da AACE nos seus quase 15 anos de existência e daqueles que fizeram para que ela tivesse a importância que hoje tem.

FOTOS RUI LAIGINHA

equipa, bem mais que uma vez. O espetáculo terminou repetin-

do a música que Nuno Rocha ensinara no princípio.


JULHO de 2013

• A Voz de Ermesinde

Cultura

UNIVERSIDADE SÉNIOR ERMESINDE • DE CÂMARA

MUNICIPAL

Visita de estudo a Aveiro MAD

À semelhança do que vem sendo habitual nos últimos anos, os alunos da Universidade Sénior de Ermesinde, encerraram as atividades letivas na disciplina de História Contemporânea, lecionada por Manuel Augusto Dias, com uma visita de estudo, este ano a Aveiro, a “Veneza portuguesa” no baixo Vouga. Nesta visita, que teve lugar no passado dia 15 de junho, para além dos alunos participaram alguns professores e o presidente da Direção da Ágorarte, Carlos Faria, pois como a maior parte dos nossos leitores saberá, a Universidade Sénior é uma feliz iniciativa daquela coletividade ermesindense. Antes da visita ao Museu de Aveiro, o grupo teve a oportunidade de ver a Igreja do antigo convento dominicano (fundado em 1423 pelo Infante D. Pedro) que, depois de restaurada e ampliada, serve agora de Sé Catedral à diocese de Aveiro. Visitou-se, a seguir, a Igreja de São João Evangelista das Carmelitas em Aveiro, agora propriedade do Estado que é uma verdadeira joia do património aveirense. A construção do edifício teve início em 1610 e fez parte

O resto da manhã foi passado no Museu de Aveiro, situado no interior do grandioso Convento de Jesus (fundado no século XV, este antigo convento dominicano está fortemente associado à prin-

de mármore trabalhado, e se podem admirar motivos barrocos, pórticos manuelinos, os claustros de inspiração manuelina e as capelas maneiristas que embelezam este importante monumento e

pitos e teve início o revestimento a talha dourada. No século seguinte juntaram-se à talha os lindos azulejos da oficina de Vital Rifarto. No século passado o edifício sofreu obras de restauro, sendo classificado como Monumento Nacional.

cesa mais influente de Aveiro – Santa Joana de Portugal, filha de D. Afonso V). Conhecida pela sua devoção à religião que se prolongou por toda a sua vida, esta princesa entrou no convento em 1472 e aí viveu até à sua morte, em 1490. Aí se encontra o seu lindíssimo túmulo

repositório histórico. Os participantes nesta interessante visita tiveram o seu almoço convívio num restaurante da Gafanha da Encarnação, donde seguiram para a enriquecedora visita ao Arrastão de Santo André (construído em 1948, na Holanda;

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era um navio moderno, com 71,40 metros de comprimento e porão para vinte mil quintais de peixe. A 21 de agosto de 1997 seria desmantelado. O armador do navio, António do Lago Cerqueira e a Câmara Municipal de Ílhavo decidiram por mútuo acordo transformar o velho Santo André em navio-museu. E ainda bem que o fizeram porque assim podemos fazer uma ideia de como eram difíceis as pescarias do arrasto do bacalhau, antes de chegar à mesa dos portugueses. E a visita terminou no Museu de Ílhavo, que exibe uma interessante seleção da etnografia marítima da região de Aveiro, incluindo fascinantes exemplares dos primeiros moliceiros, uma variedade de ferramentas de navegação e fotos, bem como a maior coleção de conchas raras de todo o país. Mas a sua maior atração é o Aquário dos Bacalhaus que, com uma capacidade de 120 m3 de água, é, no género, o maior do mundo. Esta jornada de cultura e de convívio terminou com um passeio junto à Ria de Aveiro, para provar e comprar a delícia que é os ovos-moles locais. Nos participantes, à chegada ao Bom Pastor, onde funciona a Universidade Sénior de Ermesinde, ficou a alegria de um dia muito bem vivido.

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Valongo acolheu I Feira do Pão e do Biscoito A Câmara Municipal de Valongo organizou, de 26 a 30 de junho, no Largo do Centenário – Valongo, a primeira Feira do Pão e do Biscoito. Ao longo de cinco dias houve muita animação, mostras ao vivo de fabrico do pão e do biscoito e visita ao Núcleo Museológico da Panificação e padarias e biscoitarias do concelho. A inauguração do certame contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Valongo, João Paulo Baltazar. A cerimónia foi abrilhantada por alguns alunos da Escola Secundária de Valongo que brindaram os presentes com a apresentação de um pequeno apontamento que recriava alguns momentos relacionados com o fabrico e venda da tradicional regueifa.

TC

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A Voz de Ermesinde •

Música

JULHO de 2013

16º Sarau da Escola de Música Harmoritmo FILIPE CERQUEIRA

Decorreu a 31 de maio o 16º Sarau da Escola de Música Harmoritmo, tendo como palco o Auditório do Fórum Cultural de Ermesinde. Foi o corolário do trabalho realizado durante o ano letivo 2012-2013, presenteado à cidade de Ermesinde onde a escola já tem larga tradição. Num ambiente de festa e de algum nervosismo, já que para alguns alunos era uma estreia, houve bons momentos de vários géneros de música: erudita, pop, rock e tradicional portuguesa. Enquanto professor dos alunos de piano, em substituição da professora Yolanda, deve ser declarado que apreciei as performances dos meus pupilos, que conseguiram respeitar todas as indicações técnicas e ultrapassaram os problemas que podem aparecer quando se toca em

público, como as tosses, pessoas que se levantam ou até uma partitura que ganha vida própria e se solta

do piano. Os guitarristas, sempre muito bem capitaneados pelo professor Ricardo Pereira,

CONDURIL -

puxaram pelo público, que acompanhou com palmas e a cantar, mais animadamente nas canções mais conheciIMAGENS ARQUIVO

das, como "Anda ver os aviões" dos Azeitonas. Para a última música, "Another brick in the wall" dos Pink Floyd, todos os participantes subiram ao palco. Foram eles: Ao piano: Márcia França, Catarina Barbosa, Ana Rita Vieira, Gonçalo Ah Lima, Ana Beatriz À guitarra: João Vieira, Beatriz Ferreira, Fábio Moreira, Patrícia Machado, Mauro Costa, Francisco Leal, Sofia Maia, Diogo Freire, Fábio Braga, Pedro Paiva, Alexandre Monteiro, Hugo Oliveira, Gonçalo Gomes,

Bernardo Pereira, Luís Pedro, André Gomes, Vítor Moreira, Sara Pimenta, Fábio Castro, Ana Peixoto, Marco Guimarães, Tiago Alpoim, Joaquim Monteiro, Ricardo Melo, Jorge Carneiro, Miguel Oliveira. Estão todos de parabéns, demonstraram quão importante é saber tocar um instrumento, cantar e saber música. Um excelente cartão de visita para quem quiser aprender música nesta escola. Para os interessados, existe à venda na escola Harmoritmo, a gravação do espetáculo em DVD, da autoria da "Digital Maia"

CONSTRUTORA DURIENSE, S.A.


JULHO de 2013

• A Voz de Ermesinde

Maleitas da Cidade

Local

TEXTO E FOTOS ALBERTO BLANQUETT

PARAGENS... DE CORTAR A RESPIRAÇÃO – Na Rua Filipe de Vilhena as paragens dos transportes públicos são assim... a três metros de uma passadeira de peões e... encostada a uma entrada de garagem!

NATAL É QUANDO UM HOMEM QUISER – Recordação ou esquecimento da decoração da quadra natalícia de 2012?

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A Voz de Ermesinde •

Local

O Bispo do Porto, D. Manuel Clemente recebeu recentemente em Roma o pálio das mãos do papa Francisco, insígnia que o confirma como o novo Patriarca de Lisboa, sucedendo a D. José Policarpo, e devendo assumir a sua nova missão eclesiástica no dia 6, em Lisboa.

Mas numa cerimónia local realizada no passado dia 7 de junho, na Igreja Matriz de Ermesinde, D. Manuel Clemente presidiu à Eucaristia da festa do Apostolado, despedindo-se aqui do Clero da Diocese do Porto. Referem-se a esse momento as imagens presentes.

JULHO de 2013

EUCARISTIA DA FESTA DO APOSTOLADO

Despedida de D. Manuel Clemente do Clero da Diocese do Porto na Igreja Matriz de Ermesinde FOTOS MANUEL VALDREZ

12ª e última etapa dos Caminhos de Santiago por Braga (de Padron a Santiago) O Grupo de Pedestrianismo de Ermesinde Terra Verde leva a cabo no fim de semana de 20 e 21 de julho, a última etapa da sua recente iniciativa Caminhos de Santiago por Braga, com um percurso de 24 quilómetros, que levará os caminhantes de Padron a Santiago de Compostela. É o seguinte o programa desta etapa: 20 julho, sábado 06h00 - Saída da Junta de Freguesia de Ermesinde; 06h15 - Passagem pela Praça Francisco Sá Carneiro e Maia Jardim; 06H50 - Passagem em Martim (Braga); Paragem em Valença por 20 minutos para pequeno almoço; 09h15 - Hora prevista de chegada a Padron; 09h45 - Previsão de início do Caminho; 17h00 - Previsão de fim do Ca-

Projeção do filme “Quem se Importa” O Centro Social de Ermesinde vai proceder, na próxima segunda-feira, dia 8 de julho, pelas 17h30, nas suas instalações, à projeção do filme “Quem se Importa”, com duração de 90 minutos. Neste filme são relatadas 18 experiências de empreendedores sociais. No final poderá haver debate sobre o filme e

ainda sobre possíveis ideias de empreendedorismo social. O CSE apela à inscrição, gratuita, para esta sessão, para o mail sergiogarcia@cse.pt. Caso haja um grande número de inscrições poderá haver a necessidade de fazer a sessão noutro local da cidade de Ermesinde.

minho na Praça do Obradoiro; 17h45 - Ida para o hotel; 20h30 – Jantar; 22h00 - Entrega de diplomas. Os horários da ida dos autocarros até ao centro de Santiago serão anunciados no dia. 21 julho, domingo 07h45 - Pequeno almoço; 08h45 - Saída do hotel; 11h00 – Missa do Peregrino; 13h30 - Almoço opcional sugerido pelos companheiros galegos; 19h00 - Regresso a Portugal. Nota: As horas indicadas são as portuguesas, em Espanha será mais uma hora.

Que conte ainda muitos, D. Lucinda! A D. Lucinda Augusta Lavinas Lopes fez em 17 de maio 100 anos, e será muito provavelmente a mais jovem centenária de Ermesinde. O seu centenário deixou feliz a sua família, que com muita alegria festejou a proveta idade, rara de se ver. E ainda mais por ser raro ver-se festejá-la com tanta luci-

dez e sabedoria. É por isso que a família da D. Lucinda recorda o dito por Fernando Pessoa, em “Mais é nada”: «Não importa se a estação do ano muda, se o século vira, se o milénio é outro, se a idade aumenta; Conserve a vontade de viver, não se chega a parte alguma sem ela».


JULHO de 2013

• A Voz de Ermesinde

Desporto

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Suplemento de "A Voz de Ermesinde" N.º 906 • JULHO de 2013 • Coordenação: Miguel Barros

CPN é campeão nacional de iniciados femininos FOTOCPN/BASQUETEBOL

O basquetebol de formação do CPN viveu uma época desportiva memorável. Depois de fazer o pleno nos campeonatos distritais (conquistou três títulos nas três competições em que participou) o emblema de Ermesinde sagrou-se campeão nacional de iniciados femininos. Com esta vitória o CPN passou a ser o único clube em Portugal que alcançou títulos nacionais em todos os escalões. Notável!


A Voz de Ermesinde •

Desporto

II

FUTEBOL

JULHO de 2013

FOTO ESCOLA-ACADEMIA SPORTING/ALFENA

5ª Alfena Football Cup ficou em casa Cerca de duas centenas de jovens atletas participaram no último fim de semana (15 e 16 de junho) na 5ª edição da Alfena Football Cup, organizada pela Escola-Academia Sporting/Alfena, e decorrida no Complexo Desportivo do Atlético Clube Alfenense. Destinada ao escalão de sub-9, a prova foi vencida pela equipa da casa, o Alfenense (que na imagem faz a festa da consagração, fazendo-se acompanhar, entre outros, do presidente da Junta de Freguesia de Alfena, Rogério Palhau, e do diretor da Escola-Academia Sporting/Alfena, Manuel Sousa), que na grande final - realizada no domingo - bateu o Gondomar por 2-0, conquistando assim pela primeira vez um título há muito desejado. O pódio final foi encerrado pelo Feirense, sendo que do 4º ao 16º e último classificado a classificação ficou ordenada da seguinte forma: Fiães (4º), Geração Benfica/Famalicão (5º), Vizela (6º), Padroense (7º), Escola de Futebol Paulo Faria (8º), Candal (9º), Valonguense (10º), Maia Lidador (11º), Pedrouços (12º), Dragon Force/Ermesinde (13º), Vila de Anta (14º), Escola de Futebol Hernâni Gonçalves (15º), e Freamunde (16º).

BILHAR

Academia Pedro Grilo sagra-se bicampeã da 1ª Divisão da Superliga Bilharsinde FOTO JOANA FITAS

MB

Pela primeira vez na história da Superliga Bilharsinde uma equipa conseguiu pelo segundo ano consecutivo

conquistar o título do principal escalão da competição. Equipa essa que dá pelo nome de Academia Pedro Grilo (na imagem), atualmente um dos "pesos pesados" do pool português, e que na noite de 4 de junho passado ao derrotar no salão do Paparugui o combinado do Paraíso da Cidade "A", por 9-5, arrecadou então o título de bicampeã da principal divisão da prova rainha organizada pelo Voxx Club de Bilhar. Na mesma noite decorreram as finais dos restantes quatro escalões da Superliga Bilharsinde, sendo que na 2ª Divisão o título foi parar às vitrinas da New Academy, que este ano fez a sua estreia na competição, equipa esta que no encontro decisivo, disputado no salão do Voxx Club de Bilhar, bateu por claros 9-1 os também estreantes da Academia Kaninhas. Na casa do C.S. Trofa desenrolou-se a final da 3ª Divisão, a qual colocou frente a frente Salão de Jogos Bola 3 e Estrelas de Baguim, tendo o triunfo sorrido aos primeiros por 9-3, levando assim o título para casa. À semelhança do segundo escalão também a 4ª Divisão foi conquistada por uma equipa que em 2012/13 fez a sua

estreia na Superliga Bilharsinde, neste caso o Café Pop, que na grande final desta divisão - realizada no salão de jogos do Centro Social e Paroquial de Alfena - derrotou o Centro de Ciclistas de Gondomar por 9-5. Por fim, a 5ª Divisão, cuja final colocou frente a frente dois dos mais antigos conjuntos da história da SuperligaBilharsinde, Café Laser e Café Mosteiro, duas equipas que participam na competição desde a primeira edição, e que no salão do Paraíso da Cidade lutaram entre si para ver quem ficava com o título do quinto e último escalão da prova. Foram mais felizes os bilharistas do Laser, na sequência de um triunfo por 9-4. Entretanto, no passado dia 9, e como habitualmente acontece no final de cada época desportiva, o Voxx Club de Bilhar levou a cabo na Quinta dos Agros (Marco de Canaveses) a festa final das provas Bilharsinde, evento onde foram entregues os troféus de campeões não só aos cinco campeões da Superliga Bilharsinde como também aos restantes heróis de outras competições do universo Bilharsinde.

HÓQUEI EM PATINS

Final-four da Taça de Portugal foi um prémio para uma época sensacional Memorável!, é a primeira palavra que nos ocorre para descrever a temporada realizada pela Associação Desportiva de Valongo no "universo" do hóquei patinado português. Depois de no passado 8 de junho ter concluído o Campeonato Nacional da 1ª Divisão com um triunfo caseiro sobre o Hóquei de Braga por 4-3, e cimentado desta forma um brilhante 4º lugar na classificação final, posição esta que deu a qualificação para a principal competição europeia da próxima temporada, o mesmo é dizer a Liga Europeia, eis que o Valongo voltou a escrever no passado 15 de junho mais uma página brilhante deste seu trajeto na temporada que agora caminha para o fim. Em casa, num pavilhão repleto, os valonguenses afastaram da Taça de Portugal nada mais nada menos do que o Benfica, o recém-consagrado campeão europeu da modalidade, graças a um triunfo por 6-5, garantindo assim a presença na final four da competição. Integrado nos quartos-de-final da taça este foi, como seria de esperar, um jogo intenso, disputado por duas das melhores equipas nacionais da atualidade, apetecendo dizer que pelo que fizeram no rinque do Pavilhão Municipal de Valongo mereciam ambas ter passado à fase seguinte. Passou o Valongo, graças a uma atuação coletiva soberba, sendo que os golos da equipa da casa foram apontados por Miguel Viterbo (2), Hugo Azevedo (2), Daniel Oliveira, e Pedro Mendes. Final-four da taça que entretanto foi realizada no último próximo fim de semana (22 e 23 de junho),

em Barcelos, tendo nas meias-finais o Valongo defrontado o campeão nacional FC Porto. Num jogo intenso, como seria de esperar entre duas das melhores equipas da temporada que agora chegou ao fim, os portistas levaram a melhor, por 4-2, alcançando assim o jogo mais desejado da competição. No entanto o Valongo vendeu muito cara a derrota, e a primeira oportunidade de perigo pertenceu-lhe logo aos dois minutos, altura em que Miguel Viterbo desperdiçou uma grande penalidade. Até ao intervalo os portistas foram mais eficazes na hora de rematar à baliza, conforme traduz o resultado de 3-0 a seu favor, embora o Valongo tivesse mais do que uma oportunidade para bater o guardião azul e branco. No reatamento os valonguenses entraram mais agressivos - no bom sentido - e à passagem do sétimo minuto João Souto reduziu para 1-3. A partir daqui o FC Porto sofreu a bom sofrer para segurar a curta vantagem, tendo respirado - um pouco - de alívio quando aos 12 minutos Caio aumentou para 4-1. Com três golos de desvantagem a Associação Desportiva de Valongo não baixou os braços, continuando a encostar o adversário ao seu quadrado defensivo. Postura que seria premiada aos 22 minutos, altura em que Daniel Oliveira fez o 2-4. No entanto, era já tarde mais para uma eventual reviravolta, e pouco depois os portistas festejariam a passagem a uma final que viriam a vencer - no dia seguinte - diante da Oliveirense, por 5-3.

Suplemento de “A Voz de Ermesinde” (este suplemento não pode ser comercializado separadamente). Coordenação: Miguel Barros; Fotografia: Manuel Valdrez. Colaboradores: Agostinho Pinto e Luís Dias.


JULHO de 2013

• A Voz de Ermesinde

Desporto

III

BASQUETEBOL

CPN é campeão nacional de iniciados e torna-se no primeiro clube a ter no seu palmarés todos os títulos nacionais dos escalões de formação! FOTOCPN/BASQUETEBOL

MB/CPN

Foi na Covilhã, mais concretamente no Pavilhão da Universidade da Beira Interior, que o basquetebol do CPN arrecadou no passado fim de semana (21, 22, e 23 de junho) mais um título nacional para a sua rica vitrina, neste caso o de campeão nacional de iniciados femininos. Com este ceptro o clube de Ermesinde fez história na modalidade, pois torna-se no primeiro clube a conquistar títulos nacionais em todos os escalões de formação! Bom, passando aos factos ocorridos na fase final da Taça Nacional de iniciadas decorrida na Covilhã o primeiro obstáculo cepeenista numa caminhada que haveria de ser triunfal deu pelo nome de Coimbrões. Turma esta que entrou melhor na quadra como comprova a vantagem obtida nos primeiros instantes de jogo (19-8). Contudo, o

CPN - que, recorde-se, partia para esta fase final como detentor do título de campeão distrital da categoria - soube dar a volta aos acontecimentos nos minutos que se seguiram, acabando por vencer a partida por 42-36. No jogo seguinte - realizado no mesmo dia do duelo ante o Coimbrões - as ermesindenses acusaram o cansaço do jogo inaugural, acabando por ser derrotadas pelo Seixal por apenas um ponto de diferença (29-30), sendo que o cesto da vitória seixalense aconteceu mesmo em cima do "soar do gongo". No dia posterior o CPN enfrentou as madeirenses do Galomar, e cedo começou a construir uma vitória fácil por claros 63-18. Ainda nesse mesmo dia um novo conjunto das ilhas se colocaria no caminho das cepeenistas, neste caso a turma do Sportiva, dos Açores, que não teve argumentos para contrariar a supremacia das ermesindenses, conforme comprova o resultado favorável a estas por 48-27.

Perante estes resultados o CPN entrava para o terceiro e último dia da competição a depender apenas de si para ser campeão nacional. Nesse decisivo domingo, e após Coimbrões e Seixal terem vencido as suas respetivas partidas, jogou-se a "final" - assim era encarada CPN - Carnide. Um triunfo da turma de Ermesinde dava o título a esta, ao passo que uma derrota fazia do Coimbrões o novo campeão nacional da categoria. Quanto ao encontro decisivo - para o CPN - a primeira parte foi de equilíbrio, sendo que ao intervalo o marcador indicava uma igualdade de 19 pontos. Na segunda metade as cepeenistas entraram decididas a fazer história, e se na entrada para o último quarto o marcador indicava uma vantagem das jogadoras de Ermesinde por 25-22 o último período foi avassalador a todos os níveis por parte das jogadoras da nossa freguesia, que alcançariam uma vitória por 40-30, e consequentemente sagravam-se cam-

peãs nacionais de iniciadas, o único título nacional do setor da formação que faltava ao CPN. Para a história ficam então os nomes das seguintes atletas: Marta Figueira, Maria Neves, Catarina Almeida, Rita Pinto, Bruna Costa, Marta Santiago, Eva Pereira, Daniela Aranha, Marta Leite, Vanessa Ferreira, Sofia Fonseca, Margarida Fonseca, Marta Fernandes, Mariana Pereira, Inês Alves, Patricia Almeida e Mariana Martins, bem com os treinadores Agostinho Pinto, Ricardo Lajas (adjunto), a seccionista Paula Silva e o diretor Renato Horta. (Nota: na imagem de cima podemos ver a equipa que na Covilhã alcançou o ceptro de campeão nacional de iniciados). Terceiro lugar no Campeonato Nacional de cadetes femininos Terceiro lugar, foi este o lugar alcançado pela equipa de cadetes femininos do CPN na fase final do Campeonato Nacional da categoria, a qual decorreu nos passados dias 7, 8, e 9 de junho, no Complexo Desportivo de Almada. Tendo como adversários os conjuntos do Núcleo Cultural e Recreativo de Valongo, Algés e ESSA, as cepeenistas abriram o certame precisamente ante esta última equipa, que graças a uma entrada aguerrida, concentrada e determinada - contrariamente ao CPN - cedo começou a ganhar vantagem no marcador, aprovei-

tando as falhas defensivas das ermesindenses para sair para o intervalo a vencer por 33-23. Após o descanso o CPN corrigiu a sua postura, correndo atrás do prejuízo, acabando mesmo por dar a volta ao marcador nos instantes finais, numa reviravolta digna de uma final. Contudo, um triplo milagreiro das sulistas mesmo em cima do apito final levou o encontro para prolongamento, período onde levariam a melhor sobre as propagandistas por 60-58. Na outra partida da 1ª jornada da fase final o Algés venceu o NCR Valongo por 61-41. Perante isto, ganhava forma a ideia de que o título nacional iria ficar no sul. Na 2ª jornada, ocorrida no sábado (8 de junho), o ESSA venceu o Valongo por apenas um ponto (52-51), ficando assim mais perto do ceptro. No encontro que se seguiu o CPN entrou em campo algo descontraído ante o forte conjunto do Algés, que não se fez rogado e graças ao seu acerto exterior ganhou uma vantagem de 15 pontos a meio do segundo período. Contudo, e tal como tinha feito na véspera, o CPN acordou, e com uma excelente atitude defensiva iniciou a recuperação no marcador, saindo para o intervalo a perder por apenas cinco pontos (27-32). No recomeço o Algés voltou a distanciar-se no marcador para a casa dos 10 pontos, sem no entanto as ermesindenses darem mostras de que o jogo estaria perdido, muito pelo contrário. Correndo mais uma vez atrás do prejuízo deram a volta ao marcador, mas uma má decisão do árbitro permitiu ao adversário en-

trar para o último período a vencer por 47-45. E no derradeiro quarto o jogo continuou aberto, sendo que a 47 segundos do términus o empate persistia no marcador, até que um lançamento triplo - mais um! - acabou de vez com o sonho das cepeenistas em chegar ao título, acabando o Algés - que depois desse lance ainda converteu dois lances livres - por festejar um triunfo por 64-59. No terceiro e último dia, e apesar do desgaste das duas partidas anteriores, o CPN fez de tudo para ficar com o terceiro lugar e posicionar-se assim como a melhor equipa do norte na competição. No confronto direto com o vizinho e rival NCR Valongo as cepeenistas entraram fortes, concentradas e determinadas, começando cedo a cavar um enorme fosso no marcador. Diferença que se iria manter até final, tendo o CPN vencido com naturalidade por 66-40, garantindo assim o último lugar do pódio deste campeonato nacional, prova que seria ganha pelo Algés, que no jogo decisivo bateu o ESSA por 85-64. Para o CPN este terceiro lugar acaba por saber a pouco (!), já que pelo trajeto imaculado que a equipa havia feito até à fase final - foi campeã distrital de forma invicta, e venceu a Zona Norte do Campeonato Nacional também sem qualquer derrota averbada - o título nacional era um alvo que estava perfeitamente ao alcance da turma da nossa cidade.

ANDEBOL

Andebol cepeenista encerra temporada com mini-torneio que trouxe a Ermesinde quatro dezenas de jovens FOTORUILAIGINHA

A secção de andebol do CPN promoveu na manhã do passado sábado (29 de junho) um mini-torneio que juntou no Pavilhão Municipal de Ermesinde perto de quatro dezenas de jovens praticantes entre os 6 e os 11 anos. Organizado com o objetivo de assinalar o final da época desportiva e de homenagear o patrocinador da Secção de Andebol do CPN, o Pão Quente e Confeitaria "Sempreguiças", este evento pretendeu ser mais um momento de promoção do andebol na cidade de Ermesinde e no concelho de Valongo. E foi realmente "sem preguiças" que os participantes encararam a competição. Com efeito, os jovens andebolistas presentes levaram muito a sério a missão e proporcionaram aos espetadores presentes momentos de animada e bem disputada competição. No final, venceu uma das equipas da casa (CPN "Branco"), depois de uma vitória sobre a outra equipa da casa (CPN "Azul")

e de um triunfo suado sobre a equipa convidada, o IC Madalenense. O mais importante foi, porém, o momento de diversão e convívio que o evento proporcionou aos atletas presentes. A Secção de Andebol cepeenista fechou assim da melhor forma uma época desportiva a que só faltou mesmo um título oficial, dado que, de resto, foi possível conseguir os objetivos traçados, os quais passavam essencialmente pelo crescimento do número de atletas e pela afirmação e qualificação da modalidade no clube, na cidade e no concelho. Este mini-torneio serviu ainda para lançar a próxima época. A partir desta altura, estão abertas as inscrições na Escola de Andebol do CPN, que recebe atletas dos 7 aos 21 anos. Em particular, dá-se prioridade à captação de atletas entre os 7 e os 11 anos, devendo os interessados procurar informações na sede do CPN ou através do e-mail cpnandebol@gmail.com


A Voz de Ermesinde •

Desporto

JULHO de 2013

ASSEMBLEIA GERAL DO ERMESINDE SPORT CLUBE

Ermesinde SC corre risco de vida! Hipótese de criar um novo clube foi já equacionada FOTOALBERTOBLANQUETT

MIGUEL BARROS

Aos 77 anos de vida o Ermesinde Sport Clube vê a sua sobrevivência seriamente comprometida. Facto "extraído" da Assembleia Geral (AG) que o clube levou a cabo no passado dia 21 de junho, no salão nobre dos bombeiros voluntários locais. Numa AG muito concorrida no que a associados diz respeito, das mais concorridas de que há memória no passado mais recente do clube, atrevemo-nos mesmo a dizer, colocaram-se a descoberto as inúmeras fragilidades que este enfrenta na atualidade, e que põem então em risco o seu futuro imediato. Numa AG escaldante, com muita discussão - em certos momentos com ânimos bastante exaltados - os números (contas) apresentados mais não confirmaram que o clube está num beco sem saída. No que às contas diz respeito foram indicados os nomes dos vários credores da coletividade - e respetivas verbas que têm a receber -, com realce para a Segurança Social e as Finanças, sendo que esta última entidade encerrou a atividade do Ermesinde no final de 2012 (!), por alegadamente o clube já não apresentar documentos fiscais (declarações do IVA, por exemplo) desde 2009! Ainda no que diz respeito às contas estas foram

as possíveis de apresentar, porque ao que parece documentos importantes que sustentariam valores (de despesa) mais concretos desapareceram sem deixar rasto (!), alegadamente na sequência de um incêndio que há algum tempo atrás ocorreu na secção administrativa do clube. Ora, se para tentar aprofundar a real e exata situação do Ermesinde era preciso que esses mesmos documentos aparecessem, uma missão ao que parece impossível, quem poderia dar mais explicações sobre este e outros "mistérios" financeiros também desapareceu. Referimo-nos ao presidente da Direção, José Araújo, cujos pares do elenco diretivo dizem nunca ter tido um único contacto (reuniões) ao longo do atual mandato! O tesoureiro da coletividade, que eventualmente poderia prestar mais alguns esclarecimentos sobre questões de índole financeira havia apresentado a sua demissão precisamente no dia em que esta AG se iria realizar. O buraco financeiro em que o clube se encontra terá em grande parte contribuído para que nenhuma lista de candidatura se apresentasse para suceder à Direção que agora cessou funções. Face a isto colocou-se em cima da mesa a hipótese de se formar uma Comissão Administrativa para gerir os destinos do clube nos próximos tempos, mas também esta solução foi gorada, já que ninguém se disponibilizou a avançar para tal "saída de emergência".

Novo clube começou a ser equacionado Perante os factos evidenciados nesta AG, isto é, sem solução diretiva à vista, e mergulhado numa crise financeira calamitosa, a sobrevivência do Ermesinde Sport Clube foi de imediato colocada em risco. Já depois de Isidro Vaz dar por terminada a sessão um grupo de sócios juntou-se no sentido de equacionar a criação de um novo clube. Uma situação, aliás, vulgar no atual panorama desportivo nacional, com exemplos bem conhecidos nos concelhos vizinhos (por exemplo, o FC Maia "morreu" para renascer como Maia Lidador, enquanto que o histórico Salgueiros deu lugar ao Salgueiros 08). Augusto Mouta, antigo atleta e presidente honorário do Ermesinde Sport Clube, foi uma das vozes que mais se fez ouvir ao longo da noite, e lamentando profundamente a situação em que o seu amado Ermesinde se encontra admitiria que face a todos os factos ali verificados o clube dificilmente teria condições de viabilidade, e que a solução imediata seria a criação de um novo clube. Sustentaria esta sua visão com o facto de que é preciso que a juventude da cidade continue a praticar desporto, neste caso o futebol, e que a própria cidade continue a ter futebol, que continue a viver de forma apaixonada, como até aqui, a modalidade. Atendendo à agonizante situação do

Ermesinde Sport Clube e ao facto de a nova temporada desportiva estar a caminho - as inscrições na Associação de Futebol do Porto têm de ser feitas em breve - a criação de um novo clube poderá ser mesmo a solução para que esta história tenha um final feliz, a julgar pelo que vimos e ouvimos no decorrer da longa noite. Situação do estádio resolvida Mas nem tudo foram más ou péssimas - notícias na AG do Ermesinde Sport Clube. Além dos pontos alusivos às contas e à eleição de novos corpos gerentes, a Ordem de Trabalhos continha um ponto para esclarecer a carta que Abílio de Sá - um dos principais credores do clube - terá enviado ao Ermesinde Sport Clube, exigindo que este lhe entregasse de imediato o Estádio de

DAMAS

Sérgio Bonifácio e Nélson Monteiro em destaque no Open de Romariz FOTOARQUIVOURSULAZANGGER

MB

A equipa do Núcleo de Damas de Ermesinde/Café Avenida (na imagem) esteve presente no Open Casa do FC Porto de Romariz, no passado sábado (22 de junho), prova esta pontuável para o ranking da Federação Portuguesa de Damas, na qual participaram 44 damistas em representação de

oito equipas. O combinado da nossa freguesia levou à citada prova cinco jogadores, nomeadamente, Jorge Rocha, Noémio Soares, Manuel Silva, Sérgio Bonifácio, e Nélson Monteiro, sendo que em jeito de balanço final podemos considerar a prestação destes damistas como muito positiva, senão vejamos. Sérgio Bonifácio e Nélson Monteiro ficaram muito perto do lugar mais desejado do torneio, sendo que o primeiro damista quedou-se pelo terceiro lugar, enquanto o segundo classificou-se no lugar imediatamente a seguir. O conjunto de Ermesinde conseguiu ainda "meter" um outro atleta no "top 10" da competição, mais precisamente Noémio Soares, que foi 10º classificado. Manuel Silva foi 12º, ao passo que Jorge Rocha quedou-se pelo 33º posto. No plano coletivo o Núcleo de Damas de Ermesinde foi terceiro de um certame cujo vencedor seria o CCD de S. João da Madeira. Esta última equipa teve motivos para festejar duplamente neste Open, já que para além do título coletivo venceu o ceptro individual, através do seu damista Manuel Cardoso.

Sonhos, caso contrário avançaria com uma providência cautelar. Carta esta que, recorde-se, foi dada a conhecer aos associados do Ermesinde na AG de 31 de maio passado, e que terá causado algum espanto depois de a Câmara de Valongo ter anunciado publicamente que o problema do estádio estaria resolvido, passando a solução pela permuta dos terrenos do Complexo (municipal) dos Montes da Costa, que ficariam com capacidade construtiva e da municipalização do Estádio de Sonhos. Face a isto a carta de Abílio de Sá causou estranheza, e assim sendo nessa mesma AG de 31 de maio foi nomeada uma comissão de quatro elementos para apurar a verdade, digamos assim, junto do presidente da Câmara, João Paulo Baltazar. Augusto Mouta seria o porta-voz da citada comissão na AG do Ermesinde Sport Clube de 21 de junho, para relatar as incidências da reunião com o presidente da

autarquia, sossegando de imediato os associados do clube ao dizer que o edil de Valongo havia dado a sua palavra de que a situação do estádio estaria mesmo resolvida, sendo que faltavam apenas limar algumas arestas do "negócio" com Abílio de Sá, adiantando Mouta de que uma primeira tranche (150 000 euros) desse "negócio" seria paga já em julho, sendo que a segunda seria paga em outubro. Augusto Mouta acrescentaria ainda que a autarquia assim que municipalizar o Estádio de Sonhos pretende dotar aquela infraestrutura desportiva com um relvado sintético. (Nota: na próxima edição apresentaremos novos desenvolvimentos sobre o estado crítico que Ermesinde Sport Clube atravessa atualmente).

SETAS

Pedro's Bar sobe à 1ª Divisão da ASP Foi mesmo em cima da meta que os ermesindenses do Pedro's Bar asseguraram na derradeira noite do mês de maio a subida à 1ª Divisão da Associação de Setas do Porto (ASP). Promoção alcançada então após um triunfo forasteiro por 6-3 em casa dos Orcas/Casablanca, em jogo da 26ª e última jornada Campeonato da 2ª Divisão, e que cimentou o segundo lugar da classificação final, com um total de 68 pontos somados, menos oito que o há muito campeão, e também promovido, Inter Claudis Darts. Quanto às outras equipas da nossa cidade neste escalão o Pedro's Bar X terminou em quinto lugar, com 60 pontos, ao passo que os Austeridardos Pedros's Bar foram 11º com 44 pontos, e os Cruzas foram últimos (14º) com apenas 28 pontos contabilizados. No escalão principal, e a uma jornada do fim, e com tudo já resolvido, isto é, com campeão já encontrado e com equipas já matematicamente despromovidas à 2ª Divisão da ASP, o destaque da 9ª jornada da segunda fase vai para os triunfos das equipas ermesindenses do Estádio Dart's/ /40's Bar - que na Série A venceu o Alvarelhos por 7-2 - e dos Arrebola Setas - que na Série B foram a casa do Addicted Quinta da Caverneira vencer por 5-4.


JULHO de 2013

• A Voz de Ermesinde

Património

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• TEMAS ALFENENSES •

O Pároco Manuel Martins de Castro Ferreira, o Conde de Ferreira e o Cemitério Paroquial

ARNALDO MAMEDE (*)

or certo, milhares de alfenenses terão transposto dezenas, senão centenas, de vezes o portão, em ferro forjado, que serve de entrada nobre ao Cemitério Paroquial, situado bem no centro da respetiva frontaria, em cantaria de granito e grade em ferro trabalhado. Porém, poucos terão parado ou, sequer, atenuado o passo para o contemplar com a atenção que merece. Bem na parte superior e a toda a largura do portão uma inscrição, em letras soltas de ferro fundido, diz que foi «DADO PELO SNR ABADE M. M. C. F.», e, um pouco mais acima, bem ao centro, «1884». Vamos pois, procurar saber quem foi o Sr. Abade M. M. C. F. e que larguezas o terão levado a oferecer a frontaria nobre do nosso Cemitério Paroquial. Manuel Martins de Castro Ferreira nasceu no lugar de Ervedosa, da Freguesia de S. Pedro da Cova, em 11 de dezembro de 1840, filho de João Martins e de Petronilha Ferreira. Foi batizado pelo Padre António Martins, pároco de S. Cosme de Gondomar e foram padrinhos Joaquim Ferreira dos Santos e o Padre João Martins, pároco de S. Pedro da Cova. Debrucemo-nos, agora, um pouco sobre a festa do batizado daquele que viria a ser, durante mais de quarenta anos, pároco de Alfena, em especial, sobre as personalidades aí presentes. Joaquim Ferreira dos Santos, futuro Conde de Ferreira, e o Padre João Martins, os padrinhos, presentes na cerimónia, militavam, empenhadamente, em causas opostas que, naqueles tempos, dividiam profundamente os Portugueses; tempos de revolta, de grande agitação social e guerra civil a que só a humilhante e vexatória intervenção militar estrangeira conseguiu pôr termo, com a Convenção de Gramido, assinada em 29 de julho de 1847, no lugar do mesmo nome da Freguesia de Valbom, Gondomar. Não consta que deste encontro entre estes dois homens, ambos com poder e influência nos seus meios, mas de convicções firmes e profundamente antagónicas, tenha resultado qualquer polémica ou, sequer, uma discussão política um pouco mais acesa. Admitamos que ambos deixaram a política fora da porta e que, apenas, se concentraram nos rituais da cerimónia do Batismo do afilhado, com o mais absoluto recato e atenção. Contenção esta, que da parte do Padre João Martins não seria fácil, acérrimo correligionário de D. Miguel, não era seu hábito perder a mínima oportunidade para a defesa da respeciva causa ou para atacar a causa oposta. Contava-se que, após a Convenção de Évora-Monte, que impôs o exílio de D. Miguel, em

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1834, enviava, com frequência, a Valongo um seu criado para saber novidades sobre o tão desejado regresso do Rei absolutista, até que um dia, tendo-se aproximado em demasia de um grupo para lhe ouvir as conversas, foi tomado por espião e severamente sovado. Para grande desgosto do velho Abade, o criado não mais acedeu a deslocar-se a Valongo para saber novidades sobre o tão ansiado regresso de D. Miguel. Aos mendigos que lhe pediam esmola, perguntava: – Achas que o Senhor D. Miguel voltará? Os que lhe conheciam as preferências políticas, respondiam afirmativamente e, satisfeito, o velho Abade obsequiava-os com uma boa esmola; pelo contrário, se lhe respondiam que D. Miguel jamais regressaria, despachava-os com uma esmola mínima, vociferando que não percebiam nada do assunto. Quinto e último filho de um casal de agricultores do lugar de Vila Meã, Joaquim Ferreira dos Santos nasceu em 19 de fevereiro de 1782. Ao irmão mais velho Manuel coube o património agrícola da família, como era de tradição; o segundo seguiu a carreira religiosa, foi pároco em S. Cosme de Gondomar, como vimos atrás. Com a idade de 17 anos emigrou para o Brasil, recomendado a um familiar afastado. Fez parte do surto migratório, de adolescentes da classe média da época, relativamente instruídos, para o Brasil, ocorrido entre meados do Séc. XVIII e princípios do séc. XIX, que alguns autores designam como «emigração dos caixeiros», que precedeu a emigração pobre, em massa, muito mais numerosa, para trabalhar nas plantações de café, em substituição da mão de obra escrava. Chegados ao Brasil, os jovens caixeiros, em poucos anos sucediam aos donos do negócio, fosse por regresso do patrão à terra natal, pelo casamento com uma das filhas, ou fundando eles mesmos o seu próprio negócio. Assim aconteceu com Joaquim Ferreira dos Santos, que em breve inicia o comércio com a Argentina e, após a compra do seu próprio navio, o brigue “Activo”, desloca-se por duas vezes a Angola, onde estabelece relações com casas comerciais de Luanda e se relaciona com Régulos em Cabinda, aos quais adquire os escravos que depois vende no Brasil aos senhores de engenho, normalmente por troca direta por açúcar e outros produtos, tais como, peças de pano, ferragens, pólvora, vinho, aguardente, que vendia na ida, em Angola, já que na volta regressava ao Rio de Janeiro com o “Activo” pejado de escravos, até mais não caber.

Calcula-se que só o tráfico esclavagista lhe terá rendido cerca de 900 contos de reis, pela venda de mais de 10 000 escravos, entre 1816 e 1828. Em 1832, depois de alguns incidentes que muito o desgostaram, em especial, a acusação de ter continuado o tráfico de escravos, então já proibido, regressa a Portugal, com o seu “Activo” carregado de açúcar e outros produtos de origem brasileira. Desembarca em Lisboa, em 8 de setembro de 1832 e recomenda ao seu irmão o Padre António Ferreira Martins, pároco de S. Cosme, para ir de sua parte beijar a mão de S. M. o Rei D. Pedro IV, então cercado na cidade do Porto, cuja expedição havia financiado, ainda no Rio de Janeiro, a pedido do então Imperador. De regresso ao Porto retoma a sua atividade comercial em diversas áreas, adere à causa de Costa Cabral na qual se empenha ao ponto de colocar ao dispor da Junta Provisória os seus próprios capitais. Em troca, é nomeado Par do Reino, depois nobilitado com os títulos de Barão, Visconde e Conde de Ferreira. Deixou legados a asilos, confrarias, misericórdias, em especial a do Porto e do Rio de Janeiro. Não esqueceu os familiares, criados, afilhados e amigos. À sua afilhada D. Luísa, filha de Costa Cabral, deixou 60 contos de reis e 30 contos ao próprio Costa Cabral. Legou verba suficiente para a construção de 120 escolas, em sedes de concelhos, incluindo casa para o professor. Com o restante mandou construir o hospital de alienados. Voltemos ao Padre Manuel Martins de Castro Ferreira, agora já sacerdote no desempenho de funções paroquiais. Foi pároco na Freguesia de Penamaior, no Concelho de Paços de Ferreira, durante seis anos, de 1868 a 1874, ano em que toma posse da Paróquia de Alfena. Curiosamente, a primeira referência a seu respeito que consta nos registos paroquiais de Alfena é o batizado, em 20 de janeiro de 1874, de uma menina nascida no lugar de Baguim, que recebeu o nome de Florinda. Esta era irmã do comendador Matos. Pelos relatos ouvidos aos mais velhos era homem afável, de fácil trato e bom conversador. Devotado aos desfavorecidos e mais necessitados fundou uma obra de caráter social denominada Comissão de Assistência, da qual foi presidente e reconhecido benfeitor. Na qualidade de presidente da Junta da Paróquia da Freguesia de Alfena, mandou publicar no “Jornal de Notícias”, em 20 de maio de 1900, um edital em que consta «terem de ser vistoriados, medidos e avaliados os seguintes bocados de terrenos baldios, a saber: um bocado frente ao campo das Pereiras;

outro no lugar de Sebadouro, no lugar de Transleça; dois bocados na Serra Amarela, um em frente à casa de António Moreira, no lugar do Outeiro; outro denominado Pedroso, no lugar da Ferraria; uma pedreira ao nascente do Ribeiro Secco, no lugar de Baguim; e outro em frente à casa do fallecido António de Sousa Carneiro, no lugar da Igreja». «E eu António José Fernandes, secretário da Junta o escrevi e subscrevi». Este António José Fernandes era professor oficial em Alfena, o único à época. Já em idade avançada, mandou construir uma moradia, que, por sinal nunca chegaria a habitar, que doou à sua sobrinha, de apelido Moura, que com ele vivia, daí ser conhecida pela «Casa da Moura». Esta moradia, antes com certa imponência, que se destacava das casas vizinhas todas térreas, ainda hoje existe, embora bastante descaracterizada devido a alterações posteriores. Situa-se na Rua de Aldeia Nova, 335/355 e também com acesso pela Rua de S. Vicente, 1874. Por razões de saúde pública, em 1835, o regime liberal proibiu, por Lei, os enterramentos no interior das igrejas, autorizando-os, porém, nos adros até que se aprontassem os respetivos cemitérios. Em Alfena, a 12 de maio de 1884, em carta ao Cardeal D. Américo, Bispo do Porto: «Diz Manuel Martins de Castro Ferreira, Parocho da Freguezia de S. Vicente de Alfena, (...) que achando-se concluído o novo cemitério Parochial, (...) P. a V.Emº se digne conceder-lhe licença para poder proceder às ditas bênçãos do cemitério...». O auto de Vistoria, realizada em 7 de junho de 1884, refere «uma grade de ferro que embellesa a sua frente, no centro da qual realça um bonito e bem desenhado portão metálico que dá ingresso para o mesmo...» Voltando ao início desta crónica: que larguezas o terão levado a oferecer a frontaria do Cemitério Paroquial? Um pouco mais atrás fizemos referência ao facto de o Conde de Ferreira, no seu testamento, não ter esquecido familiares e afilhados. Manuel Martins de Castro Ferreira e sua mãe Petronilha eram, simultaneamente, seus sobrinhos e afilhados. Coube-lhes um quinhão de dois contos e quinhentos e de quatro contos de reis, respetivamente. Uma boa maquia para a época. Tudo leva a crer que terão sido estas as “larguezas” que lhe permitiram tal dádiva. O Padre Manuel Martins de Castro Ferreira faleceu aos 77 anos de idade, em 1915, em Alfena.

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Crónicas

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Sotaque transmontano

NUNO AFONSO

á tempos que não visito o senhor Nuno Canavez e confesso que já tenho saudades da sua maneira de ser, ao mesmo tempo espontânea mas refletida, inteligente e afável mas simples e direta, das suas tiradas desconcertantes mas sempre respeitosas, do seu sorriso de miúdo traquina, do seu permanente bom humor, como se houvesse um pacto de não agressão entre ele e a vida. Todos temos os nossos problemas, de natureza vária, ele também não escapa à vil condição humana. Mas, se a advertência vem a talhe de foice, convém deixar esclarecido que não me passou procuração para falar da sua vida pessoal ainda que muito mal a conheça. Lembrei-me dele, hoje, dia 16 de junho, terceiro domingo do mês neste ano da Graça de 2013. Algures, durante a caminhada diária, um casal dirigiu-se-me solicitando informação sobre o melhor trajeto para aceder a S. Romão do Coronado. Satisfeitos com a resposta, depois de terem agradecido, o homem indagou: - O senhor é transmontano, não é? Estive inclinado a responder que era de muitos lugares, como já tenho dito e, de facto, sou mas optei por uma resposta linear correspondente à simplicidade da pergunta: - Sou sim. - O acento transmontano é inconfundível. Posso saber donde? - Sou de Bragança – respondi – O senhor também é de Trás-os-Montes, já notei. - De Montalegre. Todos sorrimos e apertámos as mãos. Evoquei, então, a resposta que me deu o senhor Nuno Canavez quando nos conhecemos: - Mas é de Bragança ou de um buraco ali próximo? E, antes que eu manifestasse contrariedade, soltou uma risada franca e explicou: - Não me leve a mal. Também sou de um buraco perto de Mirandela. Chama-se Vale de Juncal, em Abambres, concelho de Mirandela. A palavra buraco, neste caso,

não tem sentido depreciativo. Compreendo que um sítio, assim nomeado, nada diria ao perguntador. Mirandela é conhecida, se não por outro motivo, ao menos pelas alheiras tradicionais. Nas últimas décadas, também pelas flores que alegram o espaço urbano e pelo repuxo no leito do Tua. Expliquei-lhe que nunca tive pejo em dizer que fui criado “entre tojos e urzes”, carregando nos “ss” à espanhola, diferentemente do tom sibilante que os citadinos emprestam à sua pronúncia e, mais adiante, adotei. Em menos de um credo, ficámos amigos e passámos duas ou três horas à “laracha” como se, em crianças, tivéssemos jogado à cabracega, ao eixo ou ao pião em Vale de Juncal ou Alimonde. Em certas ocasiões tenho ido à sua Livraria Académica em busca de certo livro ou de uma informação de que ele é, com certeza, fonte segura; outras, passo por lá a cumprimentá-lo e, de caminho, acabo por adquirir algo que me interessa especialmente ou espicaça o meu querer. Um dia ofereci-lhe um certo livro intitulado “O Meu Povo em Gente” que ele leu e sobre o qual opinou. Incluiu-o na última resenha de escritores transmontanos com generosa referência e garantiume que essa era a sua opinião, jamais forma de me agradecer

ou lisonjear. Contou-me que usa os fins de semana para conhecer melhor a terra transmontana, em especial o distrito de Bragança, e referiu histórias de pessoas e lugares onde esteve, pormenores curiosos de suas andanças e conversas, relatos simples mas enriquecidos com o seu jeito peculiar e a vivacidade que conferem encanto a essas histórias. Conhece o que guardam certas povoações de que ninguém fala, casas apalaçadas em aldeias que grimpam às serras ou repousam em vales escondidos, contas 1 de gente simples mas impregnadas de conhecimentos acumulados em muitas gerações. Aqui, põe acento na senhora distinta de negro vestida e apoiada numa bengala que lhe diz, com a maior naturalidade, que tem 105 anos feitos, assistida por uma criada pouco mais nova que ela, filhos que moram na capital

e desempenharam funções importantes, netos a lecionar em universidades estrangeiras ou a representar o país em embaixadas por esse mundo fora; mais além, um casarão de lavoura administrado por uma família de hábitos simples mas esmerada educação com um ror de nomes inscritos nos cartões de visita de cada membro, sempre disponíveis, de grande lhaneza no trato mas modestos quanto à sua vida pessoal que outras pessoas da aldeia se encarregam de exaltar. Com ele os contactos são fáceis e as conversas fluem naturalmente a partir de um fio qualquer, seja o tempo que faz, os últimos acontecimentos da vida nacional ou a situação no mundo mas, como se houvesse um íman, direcionam-se para o torrão natal, embora se denotem outros grandes amores, o Porto para onde migrou aos treze anos e construiu a vida, colecionando muitos e variados amigos e os livros que não poderiam ter encontrado melhor zelador. Como pai extremoso que não tira o pensamento dos filhos, assim os livros lhe ocupam a mente e o coração. Rejeita as novas tecnologias mas sabe o que tem na sua livraria e onde cada livro está colocado, é só pedir e, não tarda muito, está o livro nas mãos de quem o encomendou tão ou mais depressa do que a aplicação da CDU 2 poderia proporcionar. Falando de Bragança, não tocou na tradicional rivalidade entre mirandelenses e brigantinos que, mutuamente, se alcunham de narros, material linguístico cujo significado ninguém conhece, para informar que foi tropa na capital do nordeste e que teve por lá algumas aventuras amorosas. Referiu-se às festividades em que os soldados desfilavam pelas ruas do burgo acompanhados pelos olhares curiosos das moças debruçadas nas janelas e ao modo como as saudava apontando o cano da espingarda à pala do boné ao mesmo tempo em que esboçava um sorriso maroto a provocar os seus risinhos alvoroçados. Quantas histórias lhe ouvi acompanhadas de risos cúmplices, quantas observações de naturezas diversas e de argúcia invulgar pontilharam as nossas conversas! Modesto, não se lhe ouve um auto-elogio sabendo-se que teria muitas razões para o fazer, desde a condecoração outorgada pelo antigo Presidente Mário Soares às amizades que mantém com muitas das figuras gradas da sociedade portuense e nacional passando pela modesta recusa aos convites que lhe vão dirigindo para sócio honorário de instituições culturais de que é exemplo a Academia de Letras de Trás-os-Montes na pessoa do presidente da respetiva Direção, Professor Doutor Ernesto Rodrigues. Num país de “egos” exacerbados, faz bem realçar exemplos como este, que nos reconciliam com o que há de melhor na sociedade. 1 Contas – histórias, relatos. 2 CDU – sigla de um sistema de organização de bibliotecas.

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Crónicas

Diseurs

GLÓRIA LEITÃO

uvir intervenções de comentadores na forma tão exaustiva a que temos assistido através dos “mídia” começa a desgastar pelo seu conteúdo retórico e centrado à volta do mesmo. Na sua técnica de expressão e ênfase fazem lembrar o desempenho dos “diseurs” só que, ao contrário da poesia (que é a área nobre desta mestria de se “saber dizer”), os discursos que se vão ouvindo, por mais inflamados que sejam, já não mexem com as pessoas que estão descrentes e céticas em relação ao futuro. Fui-me dando conta de que ouvimos, ouvimos, concordamos ou discordamos, e depois? O que fazemos com isso? A tendência é “irmos na onda” e deixarmo-nos invadir pelo desânimo, ainda mais que ouvimos coisas graves e, mais grave ainda, porque não são desmentidas. Isso cada vez mais vai transparecendo nos rostos das nossas gentes, que já encolhem os ombros e viram as costas. Precisei de contrariar esse efeito (tal como toda a gente, também eu preciso de motivos que me façam acreditar que vale a pena levantar e sair pela porta ao raiar do dia). Eliminei “ruídos” e decidi continuar na procura daquilo que está na minha competência poder fazer, fazendo. Para isso preciso de respostas de quem tem saberes que eu não tenho. Surgiu-me a oportunidade de poder perguntar a uma dessas pessoa do “saber” sobre as suas expetativas para o futuro do

nosso país e o que considerava ser útil mudar. Recebi uma resposta, à altura do desafio, ainda mais que me deu para pensar e repensar e isto porque tinham passado oito anos sobre um texto que li, e infelizmente quem o escreveu não se enganou nas “projeções” que fez de forma sagaz e pertinente. Essa pessoa estava atenta, sim senhor, o que não aconteceu com a maioria de um país que se foi deixando “afunilar” para caminhos previamente definidos pelos tais “senhores dos dígitos”. Efetivamente ninguém se tinha dado conta disso até aparecer o “maremoto” que, na primeira enxurrada, levou os mais frágeis, e com o agigantar da onda começou a atingir patamares que pouca gente está a deixar a salvo. É efetivamente agora, em cima do fio da navalha que nos prende com notícias que nos dão conta da importância dos cálculos e das fórmulas das folhas de cálculo, a grelha que representamos com um sinal +/- . Claro que o “profeta” que estava por vir era o que tinha a ciência das matemáticas e nos veio acabar com a festa. Estávamos habituados a ouvir discursos, pensando que as pessoas que nos iam “dizendo coisas bonitas”, também iam “fazendo” as coisas por nós, mas agora dizem-nos que fomos nós que “não fizemos os trabalhos de casa” - estamos num país falido e até as promessas entraram em crise porque a “lei da compensação” também já não resulta: encolheu a nossa manta de retalhos. A reflexão que li conduziu-me intuitivamente a uma pessoa que adorava ouvir na televisão, nas suas “Conversas Vadias” - o Professor Agostinho da Silva, um homem de diálogo aberto que, de forma natural desmontava certezas. Não era galã, nem teatralmente formatado, não vestia YSL, nem Armani, mas era um filósofo que se vestia de saber, que se vestia de gente. Gostei da sua reflexão sobre as pessoas que estão no topo da linha de comando dos países: «Os políticos, em lugar de se ajudarem entre si e uns aos outros nesta tarefa difícil que é administrarem um país, em que se tem ao mesmo tempo que olhar o presente com todo o cuidado objetivo, e ter a maior confiança no que se pode concretizar de futuro, em lugar de os políticos se ajudarem uns aos outros, se auxiliarem, a realmente levar essa tarefa por diante, tantas vezes se entretêm, em

A VOZ DE

ERMESINDE

todos os países, a lutar uns com os outros, a desacreditarem-se uns aos outros, como se isso pudesse fazer avançar seja o que for.» A História diz-nos que o destino das nações e dos seus povos quase sempre esteve em mãos dos poderes políticos e será impossível desmontar essa realidade. Ser político é uma profissão que honra qualquer um e eu não me dou sequer à veleidade de pôr isso em causa, ainda mais que tenho a honra de conhecer e ser amiga de pessoas de muito valor nesta profissão e que trabalham de forma afincada pela defesa das suas ideias, mesmo ao serviço de ideais

FOTO ARQUIVO

diferentes entre si. Contudo, o descrédito e o desgaste da imagem do político também a si se devem. Infelizmente passa ainda a ideia de que isso já pouco estará a importar (daí surgirem, se calhar, os “independentes”). Tudo se estará a transferir para uma linguagem tecnocrata, ao serviço da política, ao serviço de elevados interesses que se levantam e cada um terá a sua própria escala de valores, que muitas vezes não é a mesma que passa nas mensagens “às massas”.

JULHO de 2013

Agostinho da Silva pensava assim no seu tempo. Em pleno século XXI um povo inteiro, de nações inteiras, começam a dar-se conta do quanto está de mãos atadas e com um futuro à espera de nada, conforme vi retratado no quadro de Cândido Portinari os “Retirantes”, o rosto dos mais frágeis e que agora não têm como se retirar para lugar nenhum, levando às costas a pesada carga da sua culpa e da culpa dos outros. Este Professor, Português e um dos principais intelectuais do Séc. XX, não se esqueceu de nos deixar uma mensagem - «O que quero de todos os portugueses é o seguinte: sejam curiosos; e que a organização em sociedade possa ser de tal maneira que eles possam satisfazer essa curiosidade completamente. E não para ganhar dinheiro, não para fazer figura, nem para ganhar cargo, mas para ser plenamente aquilo que é. Alguma coisa que ele sinta que o está desenvolvendo na mensagem única que tem que dar do mundo, de maneira que a minha mensagem para qualquer aluno de qualquer escola é: faça favor de cuidar da sua mensagem e não da minha. A minha foi, é só para dizer «cuide da sua», porque essa é que tem importância. E a mensagem será vossa na medida em que for o mais diferente possível da minha, ou de qualquer outra. Senão, para quê duplicados no mundo? Não é preciso. Para isso é que inventaram os carimbos. Eu não sou um carimbo de ninguém». Agostinho da Silva era também um homem livre de todo o despojamento e parecia querer passar-nos outra mensagem: «Olha para o que eu digo e olha para o que eu faço». Em tempos de agora, terá chegado o momento de “agarrar” as palavras úteis, que nos foram sendo deixadas como “alertas” e que fomos deixando o vento levar? Isto porque “eles” (que agora são muitos) só estão a “dizer”. Depois, é preciso “encontrar o caminho”, “querer” e “fazer”. De que forma? Temos que descobrir, mas penso que, neste momento, não nos podemos dar ao luxo de perder tempo a olhar para o lado à espera que o outro comece primeiro ou, contar ainda que “encavalitados” às costas dos outros, sejam eles a fazer o trabalho por nós – é que, quanto a mim, esse tempo, também já acabou.

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Opinião

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Quanto custam os sindicatos da educação?

A. ÁLVARO SOUSA (*)

m grupo de deputados do PSD (os oito da JSD) dirigiram um pedido ao ministro da Educação, desejando saber qual o valor transferido do Estado em 2012 para os sindicatos do sector da educação e quanto está previsto para o próximo ano. Dada a eventual incorreção da pergunta, os seus signatários correm o risco de obterem uma resposta do género: não há qualquer valor transferido do Estado em 2012, o mesmo acontecendo para o ano de 2013, isto porque os custos do funcionamento dos sindicatos, suportados pelos contribuintes, revestirem a forma das entidades ou ins-

tituições públicas continuarem a processar os vencimentos dos trabalhadores destacados para serviços nos sindicatos, como se estivessem a exercer as funções para que foram contratados, em vez das clássicas transferências financeiras.

Interpelado quanto ao alcance da pergunta, o deputado Hugo Soares considera-a legítima, já que é também legítimo saber quanto custam ao Estado os representantes do povo na Assembleia da República ou os presidentes de Câmara.

Estando completamente de acordo quanto à legitimidade da pergunta, entendemos que a ocasião deveria ser aproveitada para introduzir no custo de funcionamento das estruturas que suportam a democracia algumas alterações, principalmente “num momento em que todos os portugueses fazem sacrifícios”, muitos deles de enorme penosidade. E, assim, deveríamos acabar com qualquer comparticipação do OE ou das entidades públicas para custear despesas de partidos ou de sindicatos, pondo fim à subsidiação de custos de funcionamento dos gabinetes partidários no Parlamento, de campanhas eleitorais e de continuarem os ministérios, empresas e outras entidades públicas a assegurar, através dos seus orçamentos, as despesas dos seus colaboradores chamados a exercer funções nos sindicatos ou nos partidos. Os milhões de euros que os contribuintes anualmente suportam com as “máquinas” partidárias e sindicais, não são compagináveis com os sacrifícios, os cortes de rendimentos e de serviços sociais impostos aos portugueses através das políticas recessivas protagonizadas pelo atual Governo. IMAGENS ARQUIVO

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Lazer

Efemérides

Coisas Boas

14 JULHO 1913 – Nascimento de Gerald Ford, 38º presidente dos Estados Unidos (faleceu a 26 de dezembro de 2006).

Bolo vegano de café

HORIZONTAIS 1. Capas sem mangas; evento convocado por telemóvel. 2. Oferecer; levo tempo. 3. Dê abrigo; Banda Desenhada. 4. Sabor; progenitora. 5. Somei; tal e qual. 6. Batráquios; isolado; interpretar. 7. Partir; nome masculino; perversa. 8. Desloquese pelo ar com a ajuda das asas; réptil. 9. Fico sentido; distribui o correio. 10. Deus Sol no Egito antigo; trem.

VERTICAIS

Preparação: Misturam-se todos os ingredientes secos. Depois, vai-se acrescentando os líquidos aos poucos, mexendo sempre com uma vara de arames até se obter uma massa homogénea sem grumos. Leva-se ao forno numa forma untada e enfarinhada a 180ºC durante cerca de 40 minutos.

SOLUÇÕES: HORIZONTAIS

Sugestões: o óleo de coco extra virgem resulta muito bem no bolo e para untar a forma. Pode-se dissolver o sal no café quente para evitar pedras inteiras no bolo.

VERTICAIS 1. Ode; privar. 2. Pa; aroma. 3. Araras; eu. 4. SAD; Oc. 5. Divisao. 6. Gelo; ousam. 7. Me; LG. 8. Mo; mil; aco. 9. Orbacem; ti. 10. Bode; rasto.

“A Voz de Ermesinde” prossegue neste número uma série de receitas vegetarianas de grau de dificuldade “muito fácil” ou “média”. A reprodução é permitida por http://www.centrovegetariano.org/receitas/, de acordo com os princípios do copyleft.

1. Opas; mob. 2. Dar; demoro. 3. Asile; BD. 4. Travo; mae. 5. Adi; sic. 6. Ras; so: ler. 7. Ir; Raul; ma. 8. Voe; osga. 9. Amuo; CTT. 10. Ra; comboio.

Anagrama

Sudoku

Descubra que rua de Ermesinde se esconde dentro destas palavras com as letras desordenadas: AMARO SÁS DE TENHONFIAS. Rua NossaSenhora de Fátima.

SOLUÇÕES:

Veja se sabe 01 - Britânico, Prémio Nobel da Paz em 1934. 02 - Povo escandinavo que invadiu a Itália bizantina em 586. 03 - Realizador austríaco, autor de “Até à Eternidade” (1953). 04 - Rio que desagua no Douro, em Peso da Régua. 05 - A que classe de animais pertence o dom-fafe? 06 - A que país pertence a região da Toscânia? 07 - Em que país fica a cidade de Cleveland? 08 - Qual é a capital do Sudão do Sul? 09 - A abreviatura And corresponde a qual constelação? 10 - Elemento metálico cinza azulada, n.º 41 da Tabela Periódica (Nb).

01 – Arthur Henderson. 02 – Lombardos. 03 – Fred Zinnemann. 04 – Rio Corgo. 05 – Aves. 06 – Itália. 07 – Estados UInidos. 08 – Jaba. 09 – Andrómeda. 10 – Nióbio.

Provérbio (Provérbio português)

Diferenças

Em cada linha, horizontal ou vertical, têm que ficar todos os algarismos, de 1 a 9, sem nenhuma repetição. O mesmo para cada um dos nove pequenos quadrados em que se subdivide o quadrado grande. Alguns algarismos já estão colocados no local correcto.

Sudoku (soluções) ILUSTRAÇÃO EXTRAÍDA DE ZORG.COM

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SOLUÇÕES:

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SOLUÇÕES:

Quem em julho ara e fia, ouro cria.

Descubra as 10 diferenças existentes nos desenhos

FOTO ARQUIVO

• 2 chávenas e meia de farinha de trigo; • ½ chávena de farinha integral; • 1 chávena de açúcar amarelo; • 1 chávena de açúcar mascavado; • 2 colheres de chá de bicarbonato de sódio; • 1 colher de chá de sal integral; • 2 colheres de sopa de vinagre de maçã não refinado nem pasteurizado; • 3/4 de chávena de óleo; • 1 chávena de café forte com uma colher de chá de açúcar mascavado; • ¾ de chávena de água; • 1 colher de chá de aroma de baunilha.

Palavras cruzadas

1. Composição poética; desapossar. 2. Ferramenta; odor. 3. Grandes psitacídeos; pronome pessoal. 4. Sociedade anónima desportiva; língua provençal. 5. Separação. 6. Estado sólido da água; atrevem-se. 7. pronome pessoal; fabricante de aparelhos eletrónicos. 8. Pedra de moinho; milhar; ferro temperado. 9. Freguesia do concelho de Caminha; pronome pessoal. 10. Macho da cabra; vestígio.

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01. Nariz. 02. Sapato. 03. Punho. 04. Sobrancelha. 05. Balão. 06. Pata do corvo. 07. Bico. 08. Asa. 09. Chão. 10. Dedo.


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distros em linha... Esta semana o site dedicado às distribuições de software livre Distrowatch anunciou o lançamento das seguintes distribuições: SparkyLinux 3.0 Beta 2, GhostBSD 3.1, Kubuntu 13.10 Alpha 1, KNOPPIX 7.2.0, DreamStudio 12.04.3, Tails 0.19, Parsix GNU/Linux 5.0 Test 2, Elive 2.1.52 (Unstable), Linux Lite 1.0.6, Zorin OS 7 "Educational", Calculate Linux 13.6 e PCLinuxOS 2013.06 "LXDE". Uma nova distribuição, Open Mandriva, entrou para a base de dados oficial da Distrowatch, enquanto outra ficou em lista de espera, Rogue Class Linux. SPARKYLINUX 3.0 BETA 2 http://sparkylinux.org/ Pawel Pijanowski anunciou a disponibilidade da segunda versão beta de desenvolvimento do SparkyLinux 3.0, uma distribuição baseada em Debian, com ambiente de desktop LXDE, mas permitindo Enlightenment, Openbox, JWM e MATE. Imagens DVD .iso otimizadas para arquiteturas PC 64 bits com LXDE e Enlightenment (1 538MB), Openbox e JWM (1 372MB) e MATE (1 555MB). GHOSTBSD 3.1 http://www.ghostbsd.org/ Eric Turgeon anunciou o lançamento do GhostBSD 3.1, uma distribuição desktop não Linux, baseada em FreeBSD, e com ambientes de desktop GNOME 2, LXDE e Openbox. Imagens CD .iso otimizadas para arquiteturas PC 32 bits, com GNOME (972MB, torrent), LXDE (603MB, torrent) e Openbox (639MB, torrent). KUBUNTU 13.10 ALPHA 1 http://www.kubuntu.org/ Jonathan Riddell anunciou a disponibilidade da primeira versão alfa de desenvolvimento do Kubuntu 13.10. Vem com o kernel Linux 3.9.7 e o “obrigatório” ambiente KDE. Imagem DVD .iso otimizada para arquiteturas PC 64 bits (957MB, torrent). KNOPPIX 7.2.0 http://www.knoppix.org/ Klaus Knopper anunciou o lançamento do KNOPPIX 7.2.0, uma nova versão desta distribuição live baseada em Debian, com LXDE como ambiente desktop por defeito. Vem com o kernel Linux 3.9.6. Imagem DVD .iso (3 921MB, torrent), e imagem CD .iso (701MB, torrent). PARSIX GNU/LINUX 5.0 TEST 2 http://www.parsix.org/ Alan Baghumian anunciou a disponibilidade da segunda versão de teste no desenvolvimento do Parsix GNU/Linux 5.0, distribuição baseada em Debian "Wheezy" e com ambiente de desktop GNOME 3.8. Imagem DVD .iso otimizada para arquiteturas PC 64 bits (1 079MB).

Tecnologias

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SmartTV quase ao preço da uva mijona LC (com Lffl)

A CuBox

Retomando uma série de textos publicados anteriormente sobre os novos microcomputadores, com tamanho de uma pen, apresentamos hoje as últimas novidades – são soluções que permitem com muito pouco dinheiro, ir à internet pesquisar, participar nas redes sociais, consultar mails, escrever textos, tratar imagem, etc.. numa vulgar televisão com entradas USB, ridicularizando as propostas muito dispendiosas das smartTV que parecem querer estabelecer-se como padrão no mercado. A mais recente destas propostas é uma nova versão da CuBox, um projeto da SolidRun nascido em 2011, mas agora reconfigurado, que consiste num mini-pc baseado numa CPU ARM dual core, capaz de aceitar como sistema operativo várias distribuições Linux, como Ubuntu e Fedora, por exemplo. Tal como outras propostas similares, a CuBox oferece um muito baixo consumo energético, apresentando-se na forma de um pequeno cubo de 5 cm de lado e peso à volta de 90 gramas. A CuBox é proposta ao público já com Ubuntu préinstalado, para além de dispor do acesso aos repositórios oficiais da distribuição. O processador é uma CPU ARM dual core Marvell Armada 510, de 800 Mhz, com 1Gb de memória RAM DDR3, uma porta HDMI ligação a uma TV ou monitor PC de nova geração, porta Ethernet 10/100/1000, duas portas USB 2.0 e uma eSATA, isto além de um leitor de microSD, que pode funcionar como disco de armazenagem. Vem ainda com uma porta de infravermelhos. O hardware permite reproduzir video em FullHD com apenas 3 watts de consumo. Mas mesmo assim, a CuBox traz um dissipador de calor que torna possível utilizar o dispositivo 24 horas por dia sem nenhum problema. Para quem o preferir é perfeitamente possível instalar, em vez do Ubuntu, outra distribuição Linux, como Arch Linux, Crux, Debian, GeeXboX, Gentoo, Fedora, openSUSE, Xilka, Xubuntu e todas as outras variações do Ubuntu, além do Android, cujos drivers estão, aliás, disponíveis através da página wiki deste projeto da SolidRun. A CuBox pode funcionar comop PC desktop, para navegar na net, para con-

tabilidade doméstica, ou até para ser utilizada como server, dado o seu baixo consumo. Pode ainda servir como base de um quiosque informativo. A versão base da CuBox custa 89,99 euros completa com alimentador de energia e um microSD de 4GByte con Ubuntu 12.04 pré-instalado, a versão Pro da CuBox, com 2 GB de memória Ram, custa 126,99, também com alimentador e um microSD de 4GByte sempre com Ubuntu 12.04 pré-instalado. Rikomagic MK802 IV Box Tv Stick Android Outra proposta recente é o Rikomagic MK802 IV Box Tv Stick Android, um dispositivo con processador Quad Core e 2 Gb de Ram. Este dispositivo apresenta-se como uma TV Stick, e é baseado no processador

interno, expansível até 64 Gb através de microSD. Permite também a ligação de um disco rígido portátil através de porta USB. Para a sua ligação, o dispositivo traz Wireless 802.11 b/g/n com Bluetooth 4.0, o que permite ligar rato e teclado compatíveis, além da porta HDMI para ligar a uma TV ou monitor. Traz ainda uma porta microUSB dedicada à alimentação elétrica. Como sistema operativo o Rikomagic MK802 IV vem com o Android 4.2 Jelly Bean, numa versão otimizada, com um interface gráfico mais simples para a utilização numa TV. Mas, tal como noutros projetos, é perfeitamente possível instalar uma distribuição Linux dedicada, tal como por exemplo PicUntu, uma leve distribuição derivada de Ubuntu e otimizada para mk802 e processadores Rockchip. O Rikomagic MK802 IV está disponível, por exemplo, na Amazon Italia por 79,99 euros. FOTOS LFFL

Rockchip RK3188 quad core, de 1.8 Ghz Cortex A9, e com um processador gráfico GPU Mali 400 quad core capaz de reproduzir sem problemas video em FullHD e 3G, permitindo uma grande melhoria e conforto

no acesso aos jogos atualmente disponíveis para Android. O Rikomagic MK802 IV Box Tv Stick Android vem com 2 Gb de memória RAM DDR 3 e 8 Gb de memóriade armazenamento

TV Stick Android

Muito semelhante a esta última é a proposta do TV Stick Android, um dispositivo proposto também na forma de uma pen, e baseado no processador ARM Cortex A9 Rockchip RK3188 quad core de 1.8 GHz. Traz igualmente uma carta gráfica Mali-400 quad core, que permite a reprodução de video em alta definição (1 080 p) sem qualquer problema. Também este equipamento pode funcionar horas a fio sem aumento da temperatura. O Android TV Stick Quad Core vem com 1 Gb de memória Ram DDR3 e 8 Gb de memória interna de armazenamento, que se pode expandir a 64 Gb mediante microSD. Para a conectividade e talcomo a proposta anterior, vem com Wireless 802.11 b/g/n com antena, para melhorar a receção, e ainda Bluetooth. Também presente um microfone incorporado, com o qual podemos efetuar com o qual podemos efetuar chamadas telefónicas Voip utilizando, por exemplo Skype, Viber, etc.. Além da porta HDMI para ligar o dispositivo a uma TV ou monitor PC de nova geração, o Android TV Stick Quad vem com uma porta microUSB 2.0 OTG e uma porta USB 2.0 para ligar um rato. As dimensões deste dispositivo são de 102.2 x 47 x 11 mm, com peso de cerca de 36 gramas. O sistema operativo é um Android 4.1.x otimizado, com aplicações dedicadas à configuração e gestão do dispositivo num aparelho de TV. O preço proposto deste aparelho, na Amazon, é de 85,00 euros.


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A Voz de Ermesinde •

Arte Nona

Entretanto

Paulo Monteiro editado em França Paulo Monteiro, o autor de BD e o diretor do Festival Internacional de Beja – cuja nona edição terminou no passado domingo, dia 16 de junho, com um encontro na Casa da Cultura de Beja) –, viu há poucos dias editado em França, pela editora Six pieds sous terre o seu livro “O Infinito Amor que te Tenho” (“l’Amour infini que j’ai pour toi”), que se junta assim às anteriores edições polaca (“Nieskonczona milosc która do ciebie czuje”) e inglesa (“The infinite love i have for you”), da editora Blank slate books, e antecedeu por pouco a edição castelhana, das Edicions de Ponent (“El amor infinito que te tengo...”), que viu a luz do dia no passado dia 21 de junho. Tal como aponta Jorge Machado-Dias no seu blogue Kuentro, «faltarão edições em russo, chinês, japonês e árabe para que Paulo Monteiro se torne o autor português de BD mais internacionalizado de sempre. Mas com a paciência e perseverança que lhe conhecemos, nunca se sabe... e, até agora, só com um único livro - é obra!».

Fonte: http://kuentro.blogspot.pt

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4 de junho – 348º Encontro e 28º Aniversário da Tertúlia BD de Lisboa Continuando o ciclo dedicado aos blógueres de Banda Desenhada, o 348ª Encontro da Tertúlia BD de Lisboa (28º Aniversário), que se realizou no passado dia 4 de junho, teve como convidado especial João Lameiras, editor, coordenador e redator de um blogue dedicado à Banda Desenhada, o "Por Um Punhado de Imagens", que iniciou em outubro de 2009. Também autor de BD enquanto argumentista, teve a sua primeira experiência fazendo, em co-autoria com o ilustrador Fernando Correia, a banda desenhada "Nasce Selvagem" João Lameiras tem já continuada carreira docente nesta área, e é co-proprietário de uma livraria especializada em BD, a Dr. Kartoon, sita em Coimbra. Neste encontro da Tertúlia BD de Lisboa realizou-se o lançamento do n.º 0 de “Os Escudos da Lusitânia”, uma parceria entre a Verbos & Letras e o Grupo Entropia.

Autobiografia de João Miguel Lameiras

de Mike Mignola, o Sandman de Neil Gaiman e várias histórias curtas de Alan Moore. A minha carreira enquanto argumentista é curta e, com a exceção de Nasce Selvagem, uma história de 2 páginas desenhada por Fernando Correia em 1993, tem sido sempre feita em colaboração com o João Ramalho Santos. Juntos, escrevemos Crossroads e Revolução Interior: À Procura do 25 de Abril, dois livros ilustrados por José Carlos Fernandes; O Museu, uma história curta ilustrada por Miguel Rocha, publicada no jornal “Público”, em novembro de 1999, integrada no Projecto 25 de Abril, 25 Anos, 25 BDs; Eden 2.0. ilustrado por Luís Louro, em que o criador desta Tertúlia tem uma participação especial e, aquele de que estou mais orgulhoso, As Cidades Visíveis. Um ensaio ficcionado sobre a série de BD Les Cités Obscures de Schuiten e

Lista de presenças 1. Adelina Menaia 2. Álvaro 3. AnaSaúde 4. António Isidro 5. Catarina Cruz 6. Cristina Amaral 7. Filipe Duarte 8. Gabriel Martins 9. Geraldes Lino 10. Helder Jotta 11. Hugo Tiago 12. Inês Ramos 13. João Amaral 14. João Figueiredo 15.João Lameiras (Convidado Especial - 3º blóguer do ciclo "Blógueres de BD") 16. João Maio Pinto 17. João Paulo Sá-Chaves 18. João Vidigal 19. José Pinto Carneiro 20. Manuel Valente 21. Moreno 22. Paula Garcia 23. Pedro Bouça 24. Pedro Cruz 25. Rui Domingues 26. Simões dos Santos

«Nasci em Coimbra, a 13 de setembro de 1966 e sou licenciado em História da Arte pela Universidade de Coimbra, e Mestre em História da Arte Moderna pela mesma Universidade. O meu interesse pela Banda Desenhada vem desde a infância, mas só comecei a escrever sobre Banda Desenhada em finais da década de 80, no saudoso fanzine Nemo, superiormente dirigido por Metamorfoses, em 2003, uma história curta Manuel Caldas, onde, para além de mim, se desenhada por Etienne Schréder, que deveria ser estrearam na crítica de Banda Desenhada, o parte de um álbum sobre Coimbra, que nunca Domingos Isabelinho e o João Ramalho Santos. passou do projeto. Desde 1994 que asseguro uma coluna semanal A minha ligação à BD assumiu ainda outra sobre Banda Desenhada no diário “As Beiras”, vertente, quando em finais de 2006, tendo, para além disso, colaborado nas revistas “Selecções BD” (II série), JOÃO MIGUEL LAMEIRAS, CARICATURA DE FERNANDO RELVAS juntamente com outros três sócios, decidimos prosseguir com a aventura da “Quadrado”, “Bang!” (da editora Saída de Livraria Dr. Kartoon, tentando fazer juz à Emergência) e na revista Biblioteca da C.M.L, herança da Fanny Denayer, uma belga a para além do “BD Jornal”, de que sou quem a BD em Portugal muito deve. colaborador desde o n.º 1 e do jornal Atualmente, a todas essas atividades, “Público”, onde comecei a colaborar em 2012, junto também a de professor, na Licenciatura com textos sobre a coleção da Marvel, que o de BD e Ilustração e no Mestrado de jornal distribuiu o ano passado. E a minha Ilustração da ESAP - Guimarães e no atividade como crítico de BD, para além da Mestrado de Ilustração e Animação, do parte material teve também o devido Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, reconhecimento institucional, pois obtive em Barcelos. Uma experiência que me está a através dos meus textos, o Prémio de dar algum trabalho, mas muito maior prazer. Imprensa do Festival Internacional de BD Quanto ao motivo que originou esta da Amadora nos anos de 1996, 1997, 1998 e minha segunda presença na Tertúlia BD 2000. como convidado, o blogue Por um Punhado Fui também responsável, entre 1990 e de Imagens, nasceu em outubro de 2009, 2002, do programa de rádio sobre BD, Balada como o espaço ideal para dar uma segunda do Mar Salgado, na Rádio Universidade de vida e uma maior divulgação aos textos que Coimbra, criado com o João Ramalho Santos fiz para os diferentes jornais e revistas e e o saudoso Olímpio Ferreira e mais tarde para falar sobre livros ou filmes que me prosseguido a solo. Para além da rádio e dos motivaram uma reflexão. A minha ideia textos para a imprensa, a minha atividade no original de publicar, pelo menos, dois posts campo da BD, passou também pela minha por semana, nem sempre tem sido colaboração com a Devir onde, enquanto cumprida, mas ainda assim consegui conselheiro editorial, consegui que a editora publicar mais de 250 posts ao longo destes descobrisse o trabalho de José Carlos quase 4 anos que, em média, são vistos Fernandes, que se tornou o principal autor diariamente por perto de 200 visitantes português da Devir e, enquanto diretor diários, exceto quando escrevo texto sobre editorial da revista “Comix”, editada pela Peeters, que foi co-editado pelas Edições Cotovia o Milo Manara e o número de visitantes quase Devir, tive a honra de publicar pela primeira vez e pela Bedeteca de Lisboa, em outubro de 1998. A que decuplica... (...)». em Portugal, o Sin City de Frank Miller, o Hellboy nossa última actividade nessa área, foi


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Arte Nona

A Quadrilha (15/16- fim) autor: PAULO PINTO


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Serviços

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Farmácias de Serviço Permanente

Telefones CENTRO SOCIAL DE ERMESINDE • Educação Pré-Escolar (Teresa Braga Lino) (Creche, Creche Familiar, Jardim de Infância)

De 01/07/13 a 04/08/13 Dias

• Infância e Juventude (Fátima Brochado) (ATL, Actividades Extra-Curriculares) • População Idosa (Anabela Sousa) (Lar de Idosos, Apoio Domiciliário) • Serviços de Administração (Júlia Almeida) Tel.s 22 974 7194; 22 975 1464; 22 975 7615; 22 973 1118; Fax 22 973 3854 Rua Rodrigues de Freitas, 2200 4445-637 Ermesinde • Formação Profissional e Emprego (Albertina Alves) (Centro de Formação, Centro Novas Oportunidades, Empresas de Inserção, Gabinete de Inserção Profissional) • Gestão da Qualidade (Sérgio Garcia) Tel. 22 975 8774 Largo António Silva Moreira, 921 4445-280 Ermesinde • Jornal “A Voz de Ermesinde” (Fernanda Lage) Tel.s 22 975 7611; 22 975 8526; Fax. 22 975 9006 Largo António da Silva Moreira Canório, Casa 2 4445-208 Ermesinde

ECA Telefones ERMESINDE CIDADE ABERTA • Sede Tel. 22 974 7194 Largo António Silva Moreira, 921 4445-280 Ermesinde • Centro de Animação Saibreiras (Manuela Martins) Tel. 22 973 4943; 22 975 9945; Fax. 22 975 9944 Travessa João de Deus, s/n 4445-475 Ermesinde • Centro de Ocupação Juvenil (Manuela Martins) Tel. 22 978 9923; 22 978 9924; Fax. 22 978 9925 Rua José Joaquim Ribeiro Teles, 201 4445-485 Ermesinde

Telefones de Utilidade Pública Auxílio e Emergência

Saúde

Avarias - Água - Eletricidade de Ermesinde ......... 22 974 0779 Avarias - Água - Eletricidade de Valongo ............. 22 422 2423 B. Voluntários de Ermesinde ...................................... 22 978 3040 B.Voluntários de Valongo .......................................... 22 422 0002 Polícia de Segurança Pública de Ermesinde ................... 22 977 4340 Polícia de Segurança Pública de Valongo ............... 22 422 1795 Polícia Judiciária - Piquete ...................................... 22 203 9146 Guarda Nacional Republicana - Alfena .................... 22 968 6211 Guarda Nacional Republicana - Campo .................. 22 411 0530 Número Nacional de Socorro (grátis) ...................................... 112 SOS Criança (9.30-18.30h) .................................... 800 202 651 Linha Vida ............................................................. 800 255 255 SOS Grávida ............................................................. 21 395 2143 Criança Maltratada (13-20h) ................................... 21 343 3333

Centro Saúde de Ermesinde ................................. 22 973 2057 Centro de Saúde de Alfena .......................................... 22 967 3349 Centro de Saúde de Ermesinde (Bela).................... 22 969 8520 Centro de Saúde de Valongo ....................................... 22 422 3571 Clínica Médica LC ................................................... 22 974 8887 Clínica Médica Central de Ermesinde ....................... 22 975 2420 Clínica de Alfena ...................................................... 22 967 0896 Clínica Médica da Bela ............................................. 22 968 9338 Clínica da Palmilheira ................................................ 22 972 0600 CERMA.......................................................................... 22 972 5481 Clinigandra .......................................... 22 978 9169 / 22 978 9170 Delegação de Saúde de Valongo .............................. 22 973 2057 Diagnóstico Completo .................................................. 22 971 2928 Farmácia de Alfena ...................................................... 22 967 0041 Farmácia Nova de Alfena .......................................... 22 967 0705 Farmácia Ascensão (Gandra) ....................................... 22 978 3550 Farmácia Confiança ......................................................... 22 971 0101 Farmácia Garcês (Cabeda) ............................................. 22 967 0593 Farmácia MAG ................................................................. 22 971 0228 Farmácia de Sampaio ...................................................... 22 974 1060 Farmácia Santa Joana ..................................................... 22 977 3430 Farmácia Sousa Torres .................................................. 22 972 2122 Farmácia da Palmilheira ............................................... 22 972 2617 Farmácia da Travagem ................................................... 22 974 0328 Farmácia da Formiga ...................................................... 22 975 9750 Hospital Valongo .......... 22 422 0019 / 22 422 2804 / 22 422 2812 Ortopedia (Nortopédica) ................................................ 22 971 7785 Hospital de S. João ......................................................... 22 551 2100 Hospital de S. António .................................................. 22 207 7500 Hospital Maria Pia – crianças ..................................... 22 608 9900

Serviços Locais de venda de "A Voz de Ermesinde" • Papelaria Central da Cancela - R. Elias Garcia; • Papelaria Cruzeiro 2 - R. D. António Castro Meireles; • Papelaria Troufas - R. D. Afonso Henriques - Gandra; • Café Campelo - Sampaio; • A Nossa Papelaria - Gandra; • Quiosque Flor de Ermesinde - Praça 1º de Maio; • Papelaria Monteiro - R. 5 de Outubro.

Fases da Lua

Jul 20 20113

Lua Cheia: 2222 ; Q. Minguante: 29 29;; Lua Nova: 8 ; Q. Crescente: 16 16..

Ago 2013

Lua Cheia: 21 21;; Q. Minguante: 28 28;; Lua Nova: 6 ; Q. Crescente: 14 14..

Ficha de Assinante A VOZ DE

ERMESINDE Nome ______________________________ _________________________________ Morada _________________________________ __________________________________________________________________________________ Código Postal ____ - __ __________ ___________________________________ Nº. Contribuinte _________________ Telefone/Telemóvel______________ E-mail ______________________________ Ermesinde, ___/___/____ (Assinatura) ___________________ Assinatura Anual 12 núm./ 9 euros NIB 0036 0090 99100069476 62 R. Rodrigues Freitas, 2200 • 4445-637 Ermesinde Tel.: 229 747 194 • Fax: 229 733 854

JULHO de 2013

Cartório Notarial de Ermesinde ..................................... 22 974 0087 Centro de Dia da Casa do Povo .................................. 22 971 1647 Centro de Exposições .................................................... 22 972 0382 Clube de Emprego ......................................................... 22 972 5312 Mercado Municipal de Ermesinde ............................ 22 975 0188 Mercado Municipal de Valongo ................................. 22 422 2374 Registo Civil de Ermesinde ........................................ 22 972 2719 Repartição de Finanças de Ermesinde...................... 22 978 5060 Segurança Social Ermesinde .................................. 22 973 7709 Posto de Turismo/Biblioteca Municipal................. 22 422 0903 Vallis Habita ............................................................... 22 422 9138 Edifício Faria Sampaio ........................................... 22 977 4590

Bancos Banco BPI ............................................................ 808 200 510 Banco Português Negócios .................................. 22 973 3740 Millenium BCP ............................................................. 22 003 7320 Banco Espírito Santo .................................................... 22 973 4787 Banco Internacional de Crédito ................................. 22 977 3100 Banco Internacional do Funchal ................................ 22 978 3480 Banco Santander Totta ....................................................... 22 978 3500 Caixa Geral de Depósitos ............................................ 22 978 3440 Crédito Predial Português ............................................ 22 978 3460 Montepio Geral .................................................................. 22 001 7870 Banco Nacional de Crédito ........................................... 22 600 2815

Transportes Central de Táxis de Ermesinde .......... 22 971 0483 – 22 971 3746 Táxis Unidos de Ermesinde ........... 22 971 5647 – 22 971 2435 Estação da CP Ermesinde ............................................ 22 971 2811 Evaristo Marques de Ascenção e Marques, Lda ............ 22 973 6384 Praça de Automóveis de Ermesinde .......................... 22 971 0139

Desporto Águias dos Montes da Costa ...................................... 22 975 2018 Centro de Atletismo de Ermesinde ........................... 22 974 6292 Clube Desportivo da Palmilheira .............................. 22 973 5352 Clube Propaganda de Natação (CPN) ....................... 22 978 3670 Ermesinde Sport Clube ................................................. 22 971 0677 Pavilhão Paroquial de Alfena ..................................... 22 967 1284 Pavilhão Municipal de Campo ................................... 22 242 5957 Pavilhão Municipal de Ermesinde ................................ 22 242 5956 Pavilhão Municipal de Sobrado ............................... 22 242 5958 Pavilhão Municipal de Valongo ................................. 22 242 5959 Piscina Municipal de Alfena ........................................ 22 242 5950 Piscina Municipal de Campo .................................... 22 242 5951 Piscina Municipal de Ermesinde ............................... 22 242 5952 Piscina Municipal de Sobrado ................................... 22 242 5953 Piscina Municipal de Valongo .................................... 22 242 5955 Campo Minigolfe Ermesinde ..................................... 91 619 1859 Campo Minigolfe Valongo .......................................... 91 750 8474

Cultura Arq. Hist./Museu Munic. Valongo/Posto Turismo ...... 22 242 6490 Biblioteca Municipal de Valongo ........................................ 22 421 9270 Centro Cultural de Alfena ................................................ 22 968 4545 Centro Cultural de Campo ............................................... 22 421 0431 Centro Cultural de Sobrado ............................................. 22 415 2070 Fórum Cultural de Ermesinde ........................................ 22 978 3320 Fórum Vallis Longus ................................................................ 22 240 2033 Nova Vila Beatriz (Biblioteca/CMIA) ............................ 22 977 4440 Museu da Lousa ............................................................... 22 421 1565

Comunicações Posto Público dos CTT Ermesinde ........................... 22 978 3250 Posto Público CTT Valongo ........................................ 22 422 7310 Posto Público CTT Macieiras Ermesinde ................... 22 977 3943 Posto Público CCT Alfena ........................................... 22 969 8470

Administração Agência para a Vida Local ............................................. 22 973 1585 Câmara Municipal Valongo ........................................22 422 7900 Centro de Interpretação Ambiental ................................. 93 229 2306 Centro Monit. e Interpret. Ambiental. (VilaBeatriz) ...... 22 977 4440 Secção da CMV (Ermesinde) ....................................... 22 977 4590 Serviço do Cidadão e do Consumidor .......................... 22 972 5016 Gabinete do Munícipe (Linha Verde) ........................... 800 23 2 001 Depart. Educ., Ação Social, Juventude e Desporto ...... 22 421 9210 Casa Juventude Alfena ................................................. 22 240 1119 Espaço Internet ............................................................ 22 978 3320 Gabinete do Empresário .................................................... 22 973 0422 Serviço de Higiene Urbana.................................................... 22 422 66 95 Ecocentro de Valongo ................................................... 22 422 1805 Ecocentro de Ermesinde ............................................... 22 975 1109 Junta de Freguesia de Alfena ............................................ 22 967 2650 Junta de Freguesia de Sobrado ........................................ 22 411 1223 Junta de Freguesia do Campo ............................................ 22 411 0471 Junta de Freguesia de Ermesinde ................................. 22 973 7973 Junta de Freguesia de Valongo ......................................... 22 422 0271 Serviços Municipalizados de Valongo ......................... 22 977 4590 Centro Veterinário Municipal .................................. 22 422 3040 Edifício Polivalente Serviços Tecn. Municipais .... 22 421 9459

Ensino e Formação Cenfim ......................................................................................... 22 978 3170 Colégio de Ermesinde ........................................................... 22 977 3690 Ensino Recorrente Orient. Concelhia Valongo .............. 22 422 0044 Escola EB 2/3 D. António Ferreira Gomes .................. 22 973 3703/4 Escola EB2/3 de S. Lourenço ............................ 22 971 0035/22 972 1494 Escola Básica da Bela .......................................................... 22 967 0491 Escola Básica do Carvalhal ................................................. 22 971 6356 Escola Básica da Costa ........................................................ 22 972 2884 Escola Básica da Gandra .................................................... 22 971 8719 Escola Básica Montes da Costa ....................................... 22 975 1757 Escola Básica das Saibreiras .............................................. 22 972 0791 Escola Básica de Sampaio ................................................... 22 975 0110 Escola Secundária Alfena ............................................. 22 969 8860 Escola Secundária Ermesinde ........................................ 22 978 3710 Escola Secundária Valongo .................................. 22 422 1401/7 Estem – Escola de Tecnologia Mecânica .............................. 22 973 7436 Externato Maria Droste ........................................................... 22 971 0004 Externato de Santa Joana ........................................................ 22 973 2043 Instituto Bom Pastor ........................................................... 22 971 0558 Academia de Ensino Particular Lda ............................. 22 971 7666 Academia APPAM .......... 22 092 4475/91 896 3100/91 8963393 AACE - Associação Acad. e Cultural de Ermesinde ........... 22 974 8050 Universidade Sénior de Ermesinde .............................................. 93 902 6434

Farmácias de Serviço

01 Seg. Central (Val.) Hosp. S. João (Circunv.) 02 Ter. Confiança (Erm.) Hosp. S. João (Circunv.) 03 Qua. Alfena (Alf.) Areosa (Areosa) 04 Qui. Marques Santos (Val.) Hosp. S. João (Circunv.) Hosp. S. João (Circunv.) 05 Sex. Formiga (Erm.) 06 Sáb. Sobrado (Sobr.) Martins Costa (Alto Maia) 07 Dom. Vilardell (Campo) Hosp. S. João (Circunv.) 08 Seg. MAG (Erm.) Hosp. S. João (Circunv.) 09 Ter. Marques Cunha (Val.) Hosp. S. João (Circunv.) 10 Qua. Nova Alfena (Alf.) Hosp. S. João (Circunv.) Hosp. S. João (Circunv.) 11 Qui. Palmilheira (Erm.) 12 Sex. Outeiro Linho (Val.) Sousa Torres (Maiashop.) 13 Sáb. Sampaio (Erm.) Sousa Reis (Brás Oleiro) 14 Dom. Santa Joana (Erm.) Hosp. S. João (Circunv.) 15 Seg. Bemmequer (Alf.) Maia (Alto Maia) 16 Ter. Travagem (Erm.) Hosp. S. João (Circunv.) Hosp. S. João (Circunv.) 17 Qua. Bessa (Sobr.) 18 Qui. Ascensão (Erm.) Hosp. S. João (Circunv.) Hosp. S. João (Circunv.) 19 Sex. Central (Val.) 20 Sáb. Confiança (Erm.) Hosp. S. João (Circunv.) Hosp. S. João (Circunv.) 21 Dom. Alfena (Alf.) 22 Seg. Marques Santos (Val.) Hosp. S. João (Circunv.) Hosp. S. João (Circunv.) 23 Ter. Formiga (Erm.) Hosp. S. João (Circunv.) 24 Qua. Sobrado (Sobr.) Hosp. S. João (Circunv.) 25 Qui. Vilardell (Campo) Hosp. S. João (Circunv.) 26 Sex. MAG (Erm.) 27 Sáb. Marques Cunha (Val.) Oliveiras (Areosa) Martins Costa (Alto Maia) 28 Dom. Nova Alfena (Alf.) 29 Seg. Palmilheira (Erm.) Hosp. S. João (Circunv.) 30 Ter. Outeiro Linho (Val.) Areosa (Areosa) ) Hosp. S. João (Circunv.) 31 Qua. Sampaio (Erm.) 01 Qui. Santa Joana (Erm.) Hosp. S. João (Circunv.) 02 Sex. Bemmequer (Alf.) Hosp. S. João (Circunv.) 03 Sáb. Travagem (Erm.) Hosp. S. João (Circunv.) Hosp. S. João (Circunv.) 04 Dom. Bessa (Sobr.) FICHA TÉCNICA A VOZ DE

ERMESINDE JORNAL MENSAL

• N.º ERC 101423 • N.º ISSN 1645-9393 Diretora: Fernanda Lage. Redação: Luís Chambel (CPJ 1467), Miguel Barros (CPJ 8455). Fotografia: Editor – Manuel Valdrez (CPJ 8936), Ursula Zangger (CPJ 1859). Maquetagem e Grafismo: LC, MB. Publicidade e Asssinaturas: Aurélio Lage, Lurdes Magalhães. Colaboradores: Afonso Lobão, A. Álvaro Sousa, Ana Marta Ferreira, Armando Soares, Cândida Bessa, Chelo Meneses, Diana Silva, Faria de Almeida, Filipe Cerqueira, Gil Monteiro, Glória Leitão, Gui Laginha, Jacinto Soares, Joana Gonçalves, João Dias Carrilho, Sara Teixeira, Joana Viterbo, José Quintanilha, Luís Dias, Luísa Gonçalves, Lurdes Figueiral, Manuel Augusto Dias, Manuel Conceição Pereira, Marta Ferreira, Nuno Afonso, Paulo Pinto, Reinaldo Beça, Rui Laiginha, Rui Sousa, Sara Amaral. Propriedade, Administração, Edição, Publicidade e Assinaturas: CENTRO SOCIAL DE ERMESINDE • Rua Rodrigues de Freitas, N.º 2200 • 4445-637 ERMESINDE • Pessoa Coletiva N.º 501 412 123 • Serviços de registos de imprensa e publicidade N.º 101 423. Telef. 229 747 194 - Fax: 229733854 Redação: Largo António da Silva Moreira, Casa 2, 4445-280 Ermesinde. Tels. 229 757 611, 229 758 526, Tlm. 93 877 0762. Fax 229 759 006. E-mail: avozdeermesinde@gmail.com Site:www.avozdeermesinde.com Impressão: DIÁRIO DO MINHO, Rua Cidade do Porto – Parque Industrial Grundig, Lote 5, Fração A, 4700-087 Braga. Telefone: 253 303 170. Fax: 253 303 171. Os artigos deste jornal podem ou não estar em sintonia com o pensamento da Direção; no entanto, são sempre da responsabilidade de quem os assina.

Emprego Centro de Emprego de Valongo .............................. 22 421 9230 Gabin. Inserção Prof. do Centro Social Ermesinde .. 22 975 8774 Gabin. Inserção Prof. Ermesinde Cidade Aberta ... 22 977 3943 Gabin. Inserção Prof. Junta Freguesia de Alfena ... 22 967 2650 Gabin. Inserção Prof. Fab. Igreja Paroq. Sobrado ... 91 676 6353 Gabin. Inserção Prof. CSParoq. S. Martinho Campo ... 22 411 0139 UNIVA ............................................................................. 22 421 9570

Tiragem Média do Mês Anterior: 1100


JULHO de 2013

• A Voz de Ermesinde

Serviços

Agenda Desporto

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01 Jul - 31 Jul Animação

ATLETISMO

7 DE JULHO, 10H00

Par que Aventur arque enturaa da Lipor – “I CORRID A CID CORRIDA CIDADE ADE DE ERMESINDE” Uma iniciativa do Clube Zupper, que conta com a colaboração da Junta de Freguesia de Ermesinde e Câmara Municipal de Valongo. Prova aberta. Inscrição: 3 euros. (Agenda “Ermesinde Desportivo”).

DESDE 17 DE JUNHO A 9 DE AGOSTO Fórum Cultural de Ermesinde e Câmar o (pontos de encontr o) Câmaraa Municipal de Valong alongo encontro) “V AL ONGO MEXE COMIGO” “VAL ALONGO Uma parceria da Câmara Municipal de Valongo e da Associação Sójovem, que propõe várias atividades – ténis, equitação, jogos tradicionais, atividades plásticas, hip hop e muito mais... (Agenda da Câmara Municipal de Valongo).

26 DE JULHO, 21H00 Largo do Passal, Sobrado “FESTIV AL D A CANÇÃO DE SOBRADO” “FESTIVAL DA Décima edição do Festival da Canção de Sobrado, uma organização da Associação Social e Cultural de Sobrado e da Câmara Municipal de Valongo. O festival é composto por duas partes: interpretação de canções originais (letra e música) e interpretação de versões. (Agenda da Câmara Municipal de Valongo).


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Última

JULHO de 2013

Encontro de Gerações Que as memórias de uns se transmitam ao saber de outros. Que os sonhos de uns permaneçam e alimentem os sonhos

de outros. A Rede Social do concelho mostrou estar viva. E aqui estão alguns dos testemunhos disso mesmo.

FOTOS MANUEL VALDREZ

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