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Jornal da

Comunidade

arquidioceselondrina.com.br

Ano 29

nº 338

JUNHO de 2018

ENTREVISTA

Missionária claretiana, Irmã Rejane Aparecida dos Reis, prestes a embarcar na missão além fronteiras na Argentina, fala sobre sua convicção na ação evangelizadora da Igreja. Pág. 5

JORNAL DA ARQUIDIOCESE DE LONDRINA

SANTOS PASTORES

Dia do Sagrado Coração de Jesus, padroeiro de Londrina e da arquidiocese, é dia de oração pela santificação dos sacerdotes. Pág. 15

INCLUSÃO

Oratório do Silêncio, Decanato Leste, celebra quatro anos de evangelização com os surdos e comunidade de Londrina e região. Pág. 6

desde 1989

MUTICOM

Arquidiocese promove 2º Mutirão de Comunicação. Objetivo é formar agentes da Pastoral da Comunicação. Pág. 7

‘Não tenhamos medo de ser santos’ Em nova exortação apostólica, Papa Francisco convoca cristãos a assumirem seu chamado à santidade na vida cotidiana. O que compõe a vida do homem não é obstáculo, mas caminho para chegar a Deus. PAGs. 8 e 9

ENTENDA O QUE É CATEQUESE DE INSPIRAÇÃO CATECUMENAL, UM RETORNO ÀS ORIGENS DA FÉ. PÁG. 11

JESUS NA CONCHA CHEGA À SUA DÉCIMA EDIÇÃO COM CENTENAS DE JOVENS. PÁG. 14

PRESENTE EM 57 PARÓQUIAS DA ARQUIDIOCESE, INFÂNCIA MISSIONÁRIA COMEMORA 175 ANOS DE ATUAÇÃO NO MUNDO. PÁG. 10


Opinião

Jornal da Arquidiocese de Londrina

Jornal da Comunidade JUNHO DE 2018

EDITORIAL

E-MAIL DO LEITOR

Um convite pessoal à santidade A edição de junho do Jornal da Comunidade apresenta o grande desafio proposto pelo Papa Francisco a cada um de nós: assumir o chamado à santidade. A nova exortação do pontífice, Gaudete et Exsultate (Alegrai-vos e exultai), publicada em março, não é dedicada aos santos silenciosos dos altares das igrejas, mas aos santos aos pés da porta. Não aos santos dos grandes milagres, mas aos santos das pequenas atitudes do dia a dia. Aos pais que criam os filhos com amor, aos homens e mulheres que trabalham para trazer o pão para casa, aos doentes, às consagradas idosas que continuam a sorrir… Papa Francisco nos mostra que não é difícil ser santo e que os nossos afazeres não são empecilhos no caminho a Deus. Pelo contrário, são meios de

chegar até Ele. O Papa também conta o segredo dos “grandes” e “pequenos” santos: o amor. Nesta edição vemos que a santidade está no testemunho dos leigos, gente concreta e real, que, matando “um leão por dia”, professa o nome de Jesus como o seu Senhor.

Papa Francisco nos mostra que não é difícil ser santo e que os nossos afazeres não são empecilhos no caminho a Deus. Pelo contrário, são meios de chegar até Ele. O Papa também conta o segredo dos “grandes” e “pequenos” santos: o amor

Está na vida dos missionários que deixam sua terra para levar Jesus Cristo aos mais necessitados. Está nos irmãos que sofrem e compartilham do calvário de Jesus. Nos agentes de pastoral que buscam comunicar a verdade que é Jesus. Nos homens e mulheres missionários nas paróquias e pequenas comunidades. Nos catequistas que trabalham para iniciar nossas crianças no caminho de Deus. No povo que reza pela santificação do seu clero. No clero que luta para conformar o seu coração ao coração do Bom Pastor. Aqui você encontra um pouco de cada uma dessas realidades, oportunidades que Deus nos dá para fazer-nos santos. Acatemos juntos essa vocação apresentada por Jesus e proposta novamente pelo Papa. Boa leitura!

Participe do Jornal da Comunidade enviando-nos seu comentário a respeito de nossas matérias ou acontecimentos da Igreja. Sua opinião é muito importante para nós. Para participar, é só encaminhar seu texto, de até 700 caracteres para o e-mail: jcarquidiocese@gmail.com.

ANIVERSÁRIOS

NATALÍCIO n Pe. Luis Carlos Greco da Silva 01/06 n Pe. Jorge Luís Wahier (CSSR) 02/06 n Pe. Gabriel Aung Than Win (PIME) 02/06 n Pe. Aristides Poleo (SX) 05/06 n Pe. Ildo Borges Valadão 05/06 n Pe. Antônio Jorge Naufel 11/06 n Pe. Gedeão Maia (CMF) 11/06 n Pe. André Luiz de Oliveira 19/06 n Pe. Gelson Luiz Mikuszka (CSSR) 25/06 n Pe. Paulo Roberto Marns 30/06 n Pe. Justin Francis (MSFS) 30/06 ORDENAÇÃO n Dom Geraldo Magella Agnelo - 29/06/1957 n Pe. Francesco Beani (PIME) 01/06 n Pe. Fernando Dias Duarte (Opus Dei) 06/06 n Pe. John Jairo Garcia Chacón - 15/06 n Frei Rodrigo Vieira da Silva (OSA) 15/06 n Pe. Domenico Rotunno (PIME) 19/06 n Pe. André Bedrowski 22/06 n Frei Jesus Caballero Fernandez (OSA) 26/06 n Pe. Giorgio Pedemonte (PIME) 26/06 n Pe. Gianfranco Vianello (PIME) 28/06 n Pe. Bruno Áthila Nascimento (SAC) 30/06

FOTOS DA COMUNIDADE GUTO HONJO

TERUMI SAKAI

Padre Pedro Ramos de Faria, vigário da Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos, com o paroquiano Fernando do Pastel após o Tríduo da Padroeira

Solidariedade e partilha na procissão de Corpus Christi da Paróquia São Luiz Gonzaga

IVAN CARLOS-PASCOM

Celebração da padroeira na Paróquia Santa Rita de Cássia, Decanato Leste

Quer compartilhar um momento importante da vida em comunidade? Envie-nos sua foto com seu nome e onde ela foi tirada para o e-mail: jcarquidiocese@gmail.com

CENTRO DE COMUNICAÇÃO ARQUIDIOCESANO Arcebispo: dom Geremias Steinmetz Jornalista Responsável: Juliana Mastelini Moyse: MTB 10063 Edição: Juliana Mastelini Moyses e Aline Machado Parodi

PUBLICAÇÃO MENSAL DA ARQUIDIOCESE DE LONDRINA

DESDE 1989

Equipe Central do JC: Carol Umezu, Célia Guerra, Juliana Mastelini Moyses, Pedro Marconi, Waurides Alves, Luciana Maia Hessel, seminarista Caio Matheus Caldeira da Silva e Pe. Evandro Delfino Projeto Gráfico: Mazz Propaganda Fotografia: Carol Umezu

PASTORAL DA COMUNICAÇÃO | PASCOM Assessor Eclesiástico: Padre Dirceu Júnior dos Reis Coordenadora: Patrícia Caldana Secretário: Tiago Queiroz Email: pascom@arquidicoeselondrina.com.br Telefone: (43) 3371-3141 Site: www.arquidioceselondrina.com.br Facebook: @arqlondrina Fotos da capa: Pixabay e Canção Nova

Tiragem: 8.500 mil unidades Colaboradores: PASCOMs Paroquiais


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Palavra do Pastor

Festa do Sagrado Coração de Jesus As raízes da devoção ao Sagrado Coração de Jesus fundam-se na mística medieval alemã e francesa. Merece destaque São Bernardo, com sua devoção à paixão de Jesus, concretizada nos diversos membros de seu corpo e no coração traspassado. Adquire grande vigor com o trabalho dos franciscanos, sobretudo São Boaventura (falecido em 1274), estendendo-se da França à Alemanha e Itália e reclamando o reconhecimento oficial da Igreja e na sua liturgia. João Eudes (1601-1680) obteve a faculdade de celebrar solenemente a festa do Sagrado Coração das mãos do Bispo de Rennes em 08 de março de 1670. Santa Margarida Maria Alacoque foi uma das principais religiosas da Igreja a propagar a devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Ela nasceu na Aldeia de Lautecour, na Borgonha, em 1647. Nessa época apesar de já existir, a veneração não era muito conhecida. A sua missão foi dar-lhe impulso e difusão universal, adaptá-la às necessidades da Igreja Católica nos tempos modernos e fixar as práticas de piedade mais adequadas às novas circunstâncias. Ela teve uma revelação do Sagrado Coração de Jesus quando ouviu: “Meu coração Divino está inflamando de amor pelos homens e por ti. Preciso difundir as chamas do meu coração para enriquecer a todos com os preciosos tesouros do meu coração”. Assim nasceu a festa do Sagrado Coração de Jesus. A mais célebre das aparições foi em 1675, quando Jesus pediu a Santa Margarida Maria que fosse estabelecida uma festa para honrar seu Coração: “a sexta-feira depois da oitava da festa do Corpo de Deus, comungando-se nesse dia e buscando desagravá-lo com atos fervorosos”. O Papa Pio IX, em 1856, concedeu a extensão da festa a toda a Igreja. O dia que se fixava era a sexta-feira depois da oitava de “Corpus Christi”, coincidindo, a partir da reforma do Concílio Vaticano II, com a terceira sexta-feira depois de Pentecostes. O primeiro devoto do Cora-

WELLINGTON FERRUGEM

Que a devoção ao Sagrado Coração de Jesus continue proporcionando a cada pessoa o alívio das dores, a certeza da paz, a alegria do amor, o incentivo para missão, a disposição para a caridade, o desejo de servir ao irmão ção de Jesus no Brasil nascente, São José de Anchieta, escreveu versos sobre o Coração de Jesus: “a lança que abriu-lhe o peito...”. Ele estava já se antecipando nessa devoção mas não publicava porque não estava ainda aprovada.

Na liturgia da Igreja, em 2018, estamos vivendo o Ciclo B. Os textos bíblicos para a celebração do Sagrado Coração de Jesus são o de Oséias (11,3-4.8-9), de Paulo aos Efésios (3,8.12.14-19) e de João (19,31-37). Com eles é proclamado o amor de Deus, cujo “coração salta no peito e suas entranhas se comovem dentro dele”. Importa dirigir o olhar para Cristo, traspassado na cruz. Verdadeiro cordeiro pascal, de cujo coração sai sangue e água, símbolos dos dons da salvação, para compreender com todos os santos, qual é a largura e o comprimento, a altura e a profundidade do amor de Cristo que supera

qualquer conhecimento”. Os documentos registram a criação da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, em Londrina, em 1934. Significa que esta devoção está presente nesta cidade desde a construção das primeiras casas. Justifica-se assim que seja o Padroeiro de Londrina. A diocese de Londrina foi criada sob os auspícios do Sagrado Coração de Jesus e assim é também o seu padroeiro. A Catedral é chamada carinhosamente de “Catedral do Coração” numa clara referência ao seu padroeiro. Que a devoção ao Sagrado Coração de Jesus continue proporcionando a cada pessoa o alívio das dores, a cer-

teza da paz, a alegria do amor, o incentivo para missão, a disposição para a caridade, o desejo de servir ao irmão. Muitas pessoas que vivem nas “periferias existenciais” encontram no Sagrado Coração de Jesus conforto, esperança e consolo.

DOM GEREMIAS STEINMETZ Arcebispo de Londrina


Artigos

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COLUNA

Que leigo eu quero? PE MANUEL JOAQUIM R. DOS SANTOS PARÓQUIA SANT’ANA A esta pergunta, eu repondo sem titubear: eu quero um leigo que seja leigo! Não “leigo na matéria” como ouvimos por aí, mas homens e mulheres ensopados em Cristo. Que não queiram ser padres nem freiras, mas apenas leigos!! Não quero alguém que fale em meu nome nem me represente por aí em eventos onde eu não poderia estar e onde não é para estar, como padre! Quero que ele vá por si mesmo. Que seja sujeito e não apenas objeto de atenção. Quero vê-los nas periferias existenciais, enlameados, sujos, rasgados, feridos, mas se mostrando como seguidores do Mestre. Quero um leigo que saiba ao que veio como Igreja! Igreja que é ele mesmo, mas que não é um fim em si mesmo para ele! Não quero tropeçar com ele na sacristia nem o ver apenas na fila da comunhão e muito menos numa mera lista dos dizimistas paroquiais. Quero sim contemplá-los na TV, como protagonistas do bem e da justiça, dando um show de Evangelho na festa da vida! Onde ninguém falar em padre - graças a Deus - eu quero engravatados, mecânicos, diaristas, professores, homens e mulheres reais, mostrando o rosto de Jesus. Que leigo eu quero? Que me olhe de frente como irmão, me corrija e me motive a lutar. Um companheiro ou companheira de jornada, que domine os instrumentos da vida eclesial, com

uma fé madura e esclarecida. Um leigo bem formado, que tenha intimidade com a Palavra de Deus e espírito de corpo, se sabendo membro de uma família chamada Igreja. Que perdoe e seja perdoado. Que critique e aceite críticas! Que ame e seja amado. Que entenda processos e seja paciente, mas que provoque mudanças necessárias. Que prefira ceder para preservar a comunhão, do que avançar sozinho. A Igreja é de leigos! Não numericamente - o que seria óbvio - mas a Igreja como missionária por natureza, aponta para o mundo e não para dentro! Isso nos diz Francisco com perspicácia. Porque não quero leigos “quase padres”? Porque seriam uma aberração! Algo tão híbrido, que perderia o sentido! O ano do laicato nos remete para uma perspectiva que está difícil de ser consolidada. Quem sempre foi olhado, não entende a beleza do poder olhar! Como diria Anthony de Melo, são águias vivendo como frangos! Um parto difícil, mas que retirará as amarras dos que nunca souberam o poder que o batismo lhes conferiu! E da minha parte como padre? Resistir à encrustada tentação de usar o monólogo e a palestra para me comunicar com um leigo! De tratá-lo com puerilidade, como incapaz ou reduzido à sua insignificância! Nasci no Vaticano II, mas confesso que Trento me persegue ainda. Com 27 anos de padre, ainda tenho a tentação de ser perito em política, economia, casaMYRIAMS/PIXABAY

mento, ou acender e apagar as velas do altar! Ano do laicato! Momento de mea culpa! Depois do século IV roubamos deles o protagonismo! Os tornamos figurantes de tragédias e comédias ou acessórios de lindas celebrações! Reduzimo-los a leigos na matéria. Hoje, faz-se mister chacoalhá-los e trazê-los ao palco onde seu papel jamais será secundário! Formação! Formação! Formação! Se não souberem ao que vieram; se não tomarem consciência de si e do “eu cristão” que neles habita, sempre terão o sotaque incômodo de quem parece de fora! Leigos são de dentro! Se apresentarem sotaque, que seja a riqueza e a beleza da diversidade, numa Igreja que não pretende ser monocromática! Minha avó era cristã católica. Tão santa como eu jamais conseguirei ser! Mulher, mãe e analfabeta nas “coisas da Igreja”! Mas minha avó morreu sem saber porque era batizada! Sem conhecer os seus direitos como tais! Minha avó sempre foi um apêndice do clericalismo que vigorava na sua época! Fazia ótimos jantares para o vigário, contribuía com o vinho e o azeite, aceitava as orientações dele sobre ter ou não ter filhos, e como educá-los. Mas apenas isso! Eram outros tempos! Ser leigo era mera colaboração com quem tocava a Igreja de Cristo – o clero! Os maldosos de plantão dirão que, quanto menos soubessem melhor! Mas a realidade que se impunha era diferente: A Igreja era em forma de pirâmide e os conceitos de Povo de Deus, comunhão e participação, ministérios etc. etc. estavam apenas surgindo na aurora ainda escura, de uma Nova Igreja. A Igreja de Francisco só se equilibrará e fortalecerá com um laicato forte e consciente. A beleza do testemunho de Cristo no aqui e agora da história passa pelo chão das fábricas e pelos trilhos onde acontece a saga de gente concreta e real, que matando “um leão por dia” professa o nome de Jesus como o seu Senhor. Uma Igreja em saída é exatamente a transferência para as sarjetas existenciais, do ponto de convergência entre o Deus da misericórdia e a miséria humana. Ali acontece a salvação! E ali estão os leigos e fiéis em Cristo Senhor.

ANO DO LAICATO

Serviço de Animação Vocacional ANTONIO DELCIO SIMPLICIO SERVIÇO DE ANIMAÇÃO VOCACIONAL Meu nome é Antonio Delcio Simplicio, Londrinense, batizado na Igreja Nossa Senhora da Paz, em Ibiporã, pois meus pais vieram de lá e iniciaram sua vida familiar em Londrina. Após uma experiência transformadora pela leitura dos Evangelhos, motivada ao participar das missas, aos 16 anos, durante uma ajuda aos padres Xaverianos que estavam em missão vocacional da congregação, obtive uma resposta de Deus sobre a minha vocação: ser pai e esposo, este era o meu chamado vocacional. Na adolescência, participei como voluntário do “Cristo Te Ama”, depois, com minha namorada e hoje esposa, ingressamos no grupo de Oração Paz na Terra, casamos e temos três filhos: A Mariah, já casada, mãe da Duda, nossa netinha linda, o João Pedro, seminarista do seminário de Filosofia dom Albano Cavalin, e o Lucas, o nosso “adolescente de plantão”. Participamos ativamente como apóstolos leigos na Igreja e, por desígnio do Senhor, estou na coordenação do SAV (Serviço de Animação Vocacional) da arquidiocese, onde, juntamente com outros irmãos e padres, trabalhamos no “plantio da vinha do Senhor” colaborando com Jesus no chamado vocacional. Não imaginava que eu teria essa missão, a de ser animador vocacional. Boa parte da minha vida pastoral foi em prol da juventude. Durante seis anos com adolescentes e até o nascimento da nossa neta com jovens. A cinco anos atrás, quando o João Pedro estava iniciando no seminário, veio o pedido do padre Valdomiro para ingressar em um novo grupo do SAV. Não me sentia preparado para essa tarefa e como até hoje, sei que preciso aprender e melhorar muito. Também sei que Jesus é quem chama e nós somos os seus colaboradores e intercessores, por isso, “pedimos ao Senhor da messe que envie operários para sua messe”, (Lc 10,2). Teremos neste ano o Sínodo dos Bispos sobre Juventude, Fé e Vocação. As igrejas do Regional Sul II da CNBB com o projeto “Cada Comunidade uma Nova Vocação”. Tudo isso nos insere na missão que o Espírito sopra nos nossos corações pelas vocações. Fé e mãos à obra!


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Entrevista

Missão além fronteiras Irmã Rejane Aparecida dos Reis, missionária claretiana, embarca para missão na Argentina com a convicção de colaborar com a ação evangelizadora da Igreja CÉLIA GUERRA PASCOM ARQUIDIOCESANA De malas prontas para assumir uma experiência missionária na Argentina, Irmã Rejane Aparecida dos Reis, da Congregação Claretiana, fala sobre sua vida religiosa, que neste ano completa 21 anos de dedicação à Igreja. O chamado vocacional, segundo ela, ocorreu ainda na adolescência, durante a visita da Irmã Aparecida Jardini, missionária claretiana, à escola Professora Aracy Soares dos Santos, no distrito de Irerê, onde estudava. Acompanhada por um grupo de noviças, a religiosa buscava animar os alunos da escola a participar mais da vida da Igreja. “Acolhi como um chamado de Deus e passei a conhecer melhor a minha comunidade paroquial”, diz. A participação na Pastoral da Juventude e o contato que passou a ter com o trabalho realizado pelas religiosas claretianas na comunidade foram fundamentais em sua decisão de vida e na escolha da congregação. Ela conta que recebeu o convite para um encontro vocacional e durante as palestras percebeu que Deus queria dela um pouco mais. “Escutando o que era dito sobre a Madre Leônia Milito e dom Geraldo Fernandes, os fundadores da Congregação Claretiana, senti a minha vida provocada a seguir Jesus, nos passos deles. O testemunho de Madre Leônia, tendo vindo da Itália em missão ao Brasil e fundando a congregação para servir e evangelizar no mundo todo, me despertou a perceber o quanto meu mundo estava restrito demais e a acreditar que eu tinha um forte potencial para ir além e doar minha vida a quem precisasse.” Ela conta a seguir o desenrolar de sua história com trabalhos em paróquias da Arquidiocese de Londrina, e em Curitiba, onde fez seu noviciado. JC: Qual tem sido seu trabalho aqui em Londrina? Há muitos desafios? Irmã Rejane: Como religiosa sempre colaborei na missão pastoral, acompanhando e aju-

JULIANA MASTELINI MOYSES

dando na formação de catequistas, infância e adolescência missionária, juventude, Pastoral da Criança, GBRs, coroinhas e famílias. Fiz curso superior de teologia e especialização em assessoria e acompanhamento à juventude e catequese, o que fortaleceu minha missão na Arquidiocese de Londrina. Desde 2014, assumi a coordenação paroquial da catequese em Sertanópolis. Por dois anos também atuei como decana pela catequese neste decanato que integra as paróquias de Primeiro de Maio, Alvorada do Sul, Bela Vista do Paraíso e Santa Margarida de Cortona. Colaborei coSou muito grata a Deus por ter sido chamada a essa congregação missionária. mo formadora na escola catePertencer a ela é cultivar um coração e uma disposição sem fronteiras quética da arquidiocese e no acompanhamento a PJ em nível que faço e naquilo que sou por JC: A congregação tem muitos de Província. isso minha resposta à missão a trabalhos na Argentina? Em Os desafios que experimento mim confiada é dada na liber- quais cidades? enquanto missionária junto ao dade e generosidade. Irmã Rejane: Na Argentina tepovo é o de perceber a necessiEstarei indo para Concepción mos essa comunidade para a dade de mais unidade na Igreja, del Bermejo e recebi este envio qual estou indo no Chaco, a qual ou seja, a tão sonhada pastoral pela força de minha consagra- atende a pastoral em duas paróde conjunto, e a continuidade ção missionária. Lá a congrega- quias. Seremos quatro claretiados projetos e processos inicia- ção se dedica a uma missão pas- nas ali: duas permanecem na sedos. Criam-se muitas novidades toral e neste momento precisa de, a paróquia São Francisco e eu nas pastorais de mim. Minha com outra irmã nos deslocaresem a devida missão específica mos de quinta-feira a domingo avaliação e a será nas pasto- para um lugar chamado Rio continuidade rais, formando li- Muerto que pertence a outro Esdo que foi inideranças, acom- tado. Esta é uma missão recente e Conto com as ciado. Isso caupanhando e as- tudo ainda está por começar nos orações de todos por sa desmotivasessorando a ca- movimentos e pastorais. Vale minha fiel missão e ção no investitequese, adoles- lembrar que Bermejo, a sede da agradeço por tantas mento das enercentes, jovens e comunidade, foi a última missão gias de muitas expressões de carinho tudo o que Jesus fundada por Madre Leônia, logo pessoas que não r e s e r v a p a r a antes de seu falecimento em e afeto para comigo sabem onde se mim. Minha dis- 1980. Em Córdoba outra comunidesde sempre” pretende cheposição é de vi- dade claretiana atende uma casa gar. Considero ver e servir inten- de repouso para senhoras idosas necessário manter o foco na Pas- samente! e assessora pastorais. toral de Conjunto citada nos doComo missão estável será a cumentos da CNBB, como o primeira vez fora do Brasil. JC: Como a senhora vê na atun.100, o n.105 e n.107 e articular Embora eu já tenha participa- alidade o despertar vocacional? a melhor forma de integrar as do de missões esporádicas na Os jovens não têm mais tempo diferentes vocações na Igreja, a Argentina, Paraguai e Chile, para ouvir o chamado de Deus? partir deste ano do laicato. agora estou indo por tempo Irmã Rejane: Uma palavra indeterminado. Diante disso sobre a questão da animação juJC: Porque está indo para a experimento a serena tranqui- venil vocacional: sinto que falta Argentina, qual será seu traba- lidade e a esperança de que o despertar e vocacionalizar as lho? Será sua primeira experi- nada tenho a perder uma vez famílias e pastorais, ou seja, ência fora do Brasil? Como es- que me sinto seduzida pelo aprimorar a cultura vocacional. tá seu coração, quais são suas Mestre Jesus, e, portanto, com Ainda é uma falha nas instituiexpectativas? Ele e com minhas irmãs de ções, famílias, Igreja, escola e Irmã Rejane: Vivo a minha ideal, jamais estarei sozinha. sociedade de modo geral. Pareconsagração na busca da au- Continuarei semeando Bon- ce que os jovens não têm mais tenticidade e tenho muito a dade e Alegria, buscando ser tempo para ouvir o chamado crescer. Sei que é profundo o sinal do Amor de Deus onde de Deus! A grande verdade é amor que coloco em tudo o quer que eu vá. sobre o “tempo”. Muitos deles

têm outros sonhos, outras escutas, outras procuras, parecem imediatistas, querem tudo para “ontem”. Não pretendo generalizar, mas percebe-se que um grande número de jovens - como também existem adultos - com dificuldade de fazer renúncias e assumir escolhas acertadas para a vida, inclusive de buscar a fortaleza na consequência das escolhas. Se os adultos vivem escolhas mutáveis, terão dificuldade em ser referenciais para os jovens em suas escolhas estáveis. Mas não podemos desistir das juventudes! Eles e elas devem ter nossa especial atenção, o carinho e a oração de predileção, porque os jovens são o futuro da Igreja, das instituições como é o caso das congregações religiosas e de uma sociedade valorosa. JC: O mundo é cheio de muitos atrativos, como despertá-los então? Irmã Rejane: É com eles que Jesus conta no tempo presente para intensificar Sua missão com a energia juvenil. Vale a pena apostar muito e sempre mais! Como despertá-los então? Primeiro amá-los com a ternura de Deus e rezar por eles. É necessário recordar essas polaridades: prestar atenção e renovar a proposta educativa, ou seja, a de fortalecer a cultura vocacional e os processos de acompanhamento permanente aos jovens e adolescentes e também ser testemunhas com o melhor que construímos em nossa própria vocação com a graça de Deus! Estar em meio aos jovens sempre foi para mim uma rica e maravilhosa experiência de crescimento pessoal e de possibilidade de ajuda a eles. Convido-os a acolher o incentivo da Serva de Deus Madre Leônia: “Que saibamos ouvir o grito indagador da Juventude”. Ou então a força das palavras de dom Geraldo Fernandes: “Eu acredito que esse mundo pode e ainda será muito feliz, isso depende de cada um de nós”. Ou ainda com o que canta Jorge Trevisol: “se a Juventude viesse a faltar o rosto de Deus iria mudar”.


Oratório

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Um silêncio que evangeliza

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Celebração, confraternização e homenagem a Nossa Senhora do Silêncio marcaram comemoração dos quatro anos do Oratório do Silêncio em Londrina WAURIDES ALVES PASCOM ARQUIDIOCESANA No último dia 15 de maio foi comemorado em Londrina o aniversário de quatro anos da primeira celebração no Oratório Nossa Senhora

do Silêncio, local dedicado à evangelização dos surdos no Decanato Leste, em Londrina. Uma missa campal em frente ao oratório teve participação de fiéis surdos, familiares e comunidade. “A comemoração se dá no

Nossa Senhora do Silêncio, mãe dos surdos

dia que começou a primeira oração no lugar onde hoje é o oratório e não no dia da inauguração do prédio”, explica Pe. Heriberto Mossato, responsável pelas obras. “Foi uma celebração solene. O ponto alto foi quando uma jovem cantora de Londrina cantou uma música de sua autoria homenageando Nossa Senhora do Silêncio”. Nesses quatro anos, o oratório já teve algumas conquistas. Um exemplo são as confissões que, segundo padre Heriberto, levam de 180 a 200 pessoas ao oratório em cada sexta-feira do mês. Destes, 85% são jovens. O Oratório do Silêncio levou apenas dois meses para ser construído. Nele cabem aproximadamente 20 pessoas. Ao lado, no mesmo terreno, está em fase de acabamento a primeira igreja do mundo projetada para os surdos, Igreja Nossa Senhora do Silêncio, que irá

O aniversário é comemorado no dia em que foi feita a primeira oração onde hoje é o Oratório do Silêncio

acolher cerca de 200 fiéis. O trabalho com os surdos católicos em Londrina é antigo. Trinta anos atrás, as missas eram celebradas na gara-

gem da casa dos padres da Pequena Missão para Surdos. Há três anos, elas são realizadas na nova igreja, ainda em construção.

Londrina tem a primeira igreja do mundo construída para surdos A evangelização com os surdos requer uma série de cuidados, explica padre Heriberto. O primeiro deles é abrir a igreja para que eles possam expressar sua fé e sua cultura. “E por ser [a Igreja Nossa Senhora do Silêncio] projetada para os surdos, a gente espera que eles possam assim expressá-las de maneira mais livre”. Para o padre, Londrina é privilegiada por ter a primei-

ra igreja do mundo construída especialmente para os surdos. O que, segundo ele, lança a cidade no cenário mundial com relação à evangelização dos surdos. “Todos os lugares que nós vamos todos ficam admirados, todos querem vir conhecer. E o objetivo é esse, atrair surdos do mundo inteiro para que venham conhecer a igreja e participar dos encontros que iremos realizar”.

A irmã da Pequena Missão Para Surdos, Maria Aparecida Siqueira, surda desde nascença, foi uma das fiéis que participaram das comemorações. “Estou muito feliz porque não existe em outro lugar uma igreja projetada para surdos, só aqui em Londrina. Isso é um orgulho para nós. Estou muito feliz”. A celebração dos quatro anos do Oratório do Silêncio foi encerrada com uma confraternização.

Av. Presidente Eurico Gaspar Dutra, 1290 – Conj. Cafezal – Tel (43) 3342-8786 – Londrina Rod. Celso Garcia Cid, 3460 – Jd. Novo Bandeirantes – Tel (43) 3251-3986 – Cambé Av. Joaquim Alves Lima, 389 – Centro – Tel (43) 3661-2995 – Alvorada do Sul

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Jornal da Arquidiocese de Londrina

MUTICOM

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Abertas inscrições para o 2º Mutirão de Comunicação Evento promovido pela PASCOM da arquidiocese é aberto a todos os interessados na área LUCIANA MAIA HESSEL PASCOM ARQUIDIOCESANA Com o alcance das mídias sociais, hoje todo mundo quer comunicar. Tudo é muito instantâneo e fugaz, despertando e perdendo interesse num toque de tela. A veracidade das notícias e fontes é um fator preocupante dentro e fora da Igreja, já que falsos boatos se espalham com rapidez e ganham tom de verdade… Para tratar deste e de outros temas é que PASCOM (Pastoral da Comunicação) e Arquidiocese de Londrina promovem o 2º MUTICOM Londrina, que será realizado no dia 1º de julho, das 8h às 17h, no Centro de Pastoral Jesus Bom Pastor. Abordando o tema central

PROGRAMAÇÃO

MANHÃ (INÍCIO ÀS 8H) n MISSA n PALESTRA Fake News e Jornalismo de Paz (João Eduardo) n PALESTRA Doc 99 - Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil (Patrícia Caldana e Anderson Queiroz) À TARDE: Workshops simultâneos:

“A verdade vos libertará” (Jo 8, 32), a programação trará pela manhã a palestra: Fake News e Jornalismo de Paz, com João Eduardo, da Personalité Comunicação, de Curiti-

ba. A segunda palestra, com Patrícia Caldana e Anderson Queiroz, coordenadora arquidiocesana e coordenador provincial da PASCOM, será sobre o Doc. 99 da CNBB (Confe-

1. Fotografe com celular e Evangelize: Fernando Nunes Adora Comunicação Católica 2. Mídias sociais: João Eduardo Personalité Comunicação 3. Transmissões ao vivo para redes Sociais: Joni Aguiar e Michael Moreto 4. Produção de conteúdo: Juliana Mastelini Moyses

rência Nacional dos Bispos do Brasil): Diretório de comunicação da Igreja no Brasil, documento elaborado pela CNBB para a área de comunicação da Igreja, documento elaborado pela CNBB para a área de comunicação da Igreja. Patrícia Caldana destaca que as tecnologias digitais estão a nosso favor e, por isso, a Igreja tem de se adequar. Nossa missão é orientar. “Nosso objetivo é formar e preparar com qualidade para que os que atuam com comunicação e evangelização nas paróquias o façam com propriedade e baseados, sobretudo, na verdade do Evangelho”, explica. O domingo à tarde é destinado a oficinas práticas em comunicação. Haverá workshops simultâneos sobre produção de conteúdo

escrito, transmissão ao vivo pelas redes sociais (como transmitir com qualidade, noção de equipamento e custo por parte das paróquias), fotografia e evangelização pelo celular, e mídias sociais. O MUTICOM Londrina é aberto ao público em geral que se interessa pelo assunto, além de agentes de comunicação, estudantes e profissionais da área. O valor do investimento, a ser pago no local, no dia do evento, é de R$ 25,00 já incluso café e almoço. Inscrições pelo site da Pascom Arquidiocesana: www.pascomlondrina.com.br, e também pelo facebook: @pascomlondrina. O Centro de Pastoral Jesus Bom Pastor fica na rua Dom Bosco, 145 – Jardim. Dom Bosco, Londrina. Tel.: (43) 3371-3141.

“Nosso objetivo é formar e preparar com qualidade para que os que atuam com comunicação e evangelização nas paróquias o façam com propriedade e baseados, sobretudo, na verdade do Evangelho”

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3371-3141

PASTORAL DA COMUNICAÇÃO


Destaque

Jornal da Comunidade JUNHO DE 2018

UM CHAMADO

À SANTIDADE PEDRO MARCONDES PASCOM ARQUIDIOCESANA “O Senhor pede tudo e, em troca, oferece a vida verdadeira, a felicidade para a qual fomos criados. Quer que sejamos santos e espera que não nos resignemos com uma vida medíocre, superficial e indecisa”. Esta foi a mensagem do Papa Francisco em sua terceira Exortação Apostólica. Publicada recentemente, a “Gaudete et exultate” (Alegrai-vos e exultai!), teve como base o texto de Mateus 5,12. Ela faz um chamado à santidade no mundo de hoje. Em sua exortação, o Pontífice destaca que gosta de “ver a santidade no povo paciente de Deus: nos pais que criam os seus filhos com tanto amor, nos homens e mulheres que trabalham a fim de trazer o pão para casa, nos doentes, nas consagradas idosas que continuam a sorrir”. Ele completa que nesta constância de continuar a caminhar dia após dia, vê “a santidade da Igreja militante”. Que “esta é muitas vezes a santidade «ao pé da porta», daqueles que vivem perto de nós e são um reflexo da presença de Deus, ou – por outras palavras – da «classe média da santidade»”. Francisco nos mostra que a santidade não é distante, impossível ou para poucas. Ela é graça de Deus que todo dia se oferta àqueles que o amam. Não é algo que se encontra no final da vida, mas durante, com atitudes diárias, sinceras e que vem do coração daquele que tem fé. “As pessoas imaginam que ser santo é ser capaz de fazer coisas grandes, extraordinárias e difíceis. Mas na verdade não. A essência da santidade é o amor a Deus e ele pode ser cultivado nas coisas pequenas de cada dia, seja no trabalho, na vida familiar, social”, aponta o padre Caio Marcio Pena Chaves, capelão de uma residência do Opus Dei em Londrina.

Papa Francisco convida os cristãos para serem santos no dia a dia com atitudes pequenas e de renúncia dos interesses pessoais Indo ao encontro do que prega o Papa, o Opus Dei é uma instituição da Igreja Católica que é constituída por sacerdotes e leigos, sendo na imensa maioria leigos, de todas as condições, sejam casados e solteiros. Tem como finalidade contribuir para a missão evangelizadora da Igreja, difundindo a consciência da chamada universal à santidade e o valor santificador do trabalho e da vida cotidiana. A instituição existe há 27 anos na Arquidiocese de Londrina. PEQUENOS GESTOS Segundo padre Caio, o trabalho deste movimento é de formação espiritual, humana ou apostólica. “A formação é dada de vários meios, sendo o principal a direção espiritual pessoal e conversa com sacerdotes. Há retiros, palestras e aulas. É, principalmente, o apostolado pessoal de cada um que participa, cada um com seu amigo, no trabalho e família, vai ensinando a buscar a Deus no meio do mundo. É para que as pessoas possam viver na prática a mensagem de Francisco”, explica. O Papa pontua que “esta santidade, a que o Senhor chama” irá crescer com pequenos gestos e que não podemos ter medo da santidade. Ele dá uma nova roupagem as bem-aventuranças, lendo-as na realidade vivenciada atualmente. “Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia - Dar e perdoar é tentar reproduzir na nossa vida um pequeno reflexo da perfeição de Deus, que

dá e perdoa superabundantemente”, enaltece Francisco. “Sê santo lutando pelo bem comum e renunciando aos teus interesses pessoais”. CAMINHO Para o sacerdote Caio Chaves, o caminho da santidade ainda é marcado por muitos desafios, em especial em uma época com afastamento de Deus. “O principal desafio é mostrar para as pessoas que é possível viver uma vida cristã coerente, profunda, de união com Deus, sem abandonar o lugar que ocupamos na sociedade. Aquilo que compõe a nossa vida, não é obstáculo, mas meio para chegar até Deus. O ideal de santidade é possível e para todos”, alerta. “Até pessoas que já têm alguma formação cristã podem ver a santidade como algo distante”, acrescenta. Responsável pelo trabalho de formação do Opus Dei para estudantes e profissionais de modo geral, o padre lembra uma frase do Papa emérito Bento XVI para classificar a importância da relação com Deus para chegar à santidade. “O Papa Bento dizia que ‘há tantos caminhos para Deus como há pessoas’. Dentro da estrada comum, que é a Igreja, existe muitas maneiras de caminhar. O que o Opus Dei propõe é um caminho, entre muitos. Não vai ser o caminho de todos, mas pode ser o caminho de todos”. OUSADIA No “Gaudete et exultate”, o Papa recorda ainda da importância da ajuda recíproca dos cristãos. Citando Maria, ele pede ousadia e impulso. “Junto da consciência de que todos somos chamados para sermos santos, também tem o chamado para o apostolado, que não é somente do padre, do bispo, mas de todo fiel cristão batizado é chamado a ser apóstolo em seu ambiente”, afirma padre Caio. “Todo caminho de santidade passa pela Igreja, pela oração e pelos sacramentos”, pontua.


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Destaque

TESTEMUNHOS DO CAMINHO

ATÉ DEUS

Não tem idade, sexo e classe. A santidade pode ser alcançada por todos, desde que a busque. “Deixa que a graça do teu batismo frutifique num caminho de santidade”, sugere Papa Francisco na Exortação Apostólica “Gaudete et exultate”. O estudante de cursinho Guilherme Andretta, de 17 anos, coloca sua juventude a serviço do Reino. Há três anos participa do grupo de jovens Sedecias, da Paróquia São Vicente de Paulo (Decanato Centro). Nos fins de semana está presente nos encontros. Aos sábados ajuda na formação para servos. No domingo participa do encontro para os jovens. “É sensacional participar. Quando não vou sinto falta. As pessoas são boas e todos amigos. Estamos sempre envolvidos nas atividades da paróquia”, conta ele, que passou a integrar o grupo após terminar a catequese. “Na época comecei, mas parei. Em 2014, me chamaram para fazer encontro. Fui e não sai mais”, celebra. No ministério de intercessão, espelha na sua juventude uma vida em comunhão com o Cristo. “É muito importante buscar a santidade. Ainda mais pelo ministério que ajudo. Estou sempre entre uma pessoa e outra. Tenho que levar o Espírito Santo. Preciso estar ‘limpo’ do pecado”, considera. Para isso, se confessa rotineiramente, faz penitências e muita oração. “Chamo meus amigos para confessar. Às vezes vão, outras não. Mas sempre converso com eles e se estão com problema falo para se apegarem a Deus”, relata.

ESPÍRITO DE MARIA Aracy Stamm, 82 anos, tem percorrido caminhos diferentes de Guilherme, porém com o mesmo objetivo. Participa do movimento de Schoenstatt, da União das Mães, há décadas. “O movimento tem em sua base a santidade na vida diária. Nós temos

As pessoas imaginam que ser santo é ser capaz de fazer coisas grandes, extraordinárias e difíceis. Mas na verdade não. A essência da santidade é o amor a Deus e ele pode ser cultivado nas coisas pequenas de cada dia, seja no trabalho, na vida familiar, social” REPRODUÇÃO CATEDRAL DE LONDRINA

Sempre com um sorriso no rosto e a alegria de servir com gestos e palavras, Aracy utiliza sua experiência para dar formação no movimento de Schoenstatt

que ter este ideal, sendo uma pequena Maria diariamente”, sugere. Paroquiana da Paróquia Sagrado Coração de Jesus (Decanato Centro) é uma das dizimistas mais antigas e dedicadas da Catedral Metropolitana. Ajudou em diversas pastorais, sempre dedicando seu tempo aos mais necessitados. Foi ministra extraordinária da Sagrada Comunhão por mais de 40 anos, colaborou com a Pastoral da Criança por cerca de 15 anos e ainda frequentava o Apostolado da Oração. “Tinha uma rotina grande. Porém, o bom Deus achou que era um pouco demais e começou a me podar”, brinca. “Hoje tenho limitações. Andar é difícil e preciso ir à missa com a companhia de alguém para me ajudar descer do carro”, revela. Apesar das dificuldades impostas pela idade, participa da missa todo fim de semana, assim como dos momentos de adoração do Santuário de Schoenstatt. Mãe de três filhos, teve o incentivo da família para seguir o caminho da Igreja. Fomentou este mesmo sentimento nos filhos. Hoje, utiliza toda sua experiência para dar formação aos mais novos que integram o movimento. Sempre com um sorriso no rosto e a alegria de servir nos gestos e palavras. “Precisamos mostrar para o mundo que ser cristão é uma maravilha. Precisamos conhecer Maria e José e saber sobre a liturgia para aproveitar mais a Missa. Isso faz parte da santidade da vida diária”, resume. (Pedro Marcondes)


SMP

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Infância Missionária celebra 175 anos de existência Na Arquidiocese de Londrina, cerca de mil crianças e adolescentes vivem esse carisma missionário, presente em 57 paróquias SMP O dia 27 de maio foi marcado pela celebração do aniversário de fundação da Pontifícia Obra da Infância e Adolescência Missionária. A obra foi fundada no dia 19 de maio de 1843, em Paris (França). A característica principal da obra é a infância dos países cristãos ajudando a infância dos países pobres de recursos humanos e pobres por não conhecer a pessoa de Jesus Cristo. Por isso o nome: “Santa Infância”, hoje Infância e Adolescência Missionária. Dom Forbin-Janson preocupava-se, desde muito tempo, com a situação infeliz de milha-

res de crianças chinesas. Mas o nascimento da Santa Infância amadureceu concretamente depois de uma entrevista com Paulina Jaricot, em 1842. Do intercâmbio de ideias saiu uma luz: as crianças cristãs ajudariam as crianças não-cristãs, doando uma moeda por mês e rezando uma oração todos os dias. Esta solução do problema no qual ele pensava já fazia 30 anos brilhou de repente, como um relâmpago, na mente de dom Forbin-Janson, durante as conversas com Paulina Jaricot. Ela quis ser uma das primeiras a se inscrever na Santa Infância. Era a primeira vez que, na História da Igreja, se confiava às crianças um papel missionário

PRÉ-ASSEMBLEIA ARQUIDIOCESANA: OLHAR PARA AS SMP

A coordenação das SMP da arquidiocese convida todos os missionários a participarem da pré-assembleia arquidiocesana em vista da construção do XVII Plano de Ação Evangelizadora da Arquidiocese de Londrina. O encontro será no dia 23 de junho, das 8h às 17h no Espaço Dom Bosco da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora (Rua Dom Bosco, 55). Estão convocados presbíteros, coordenadores paroquiais das SMP, formadores, coordenação paroquial dos retiros mirins e dos três objetivos, dois representantes do Setor Juvenil por decanato, membros do COMIDI e comissão arquidiocesana das SMP. “Onde há povo, há missão. Onde há missão, há mil razões para ser feliz”. (Dom Luciano Mendes de Almeida)

específico: salvar as crianças inocentes, para fazer delas pequenos apóstolos. Embora a obra tenha nascido para socorrer a situação das crianças chinesas na época, logo ela se orientou para o apostolado universal. Um plano ambicioso de prestar todos os socorros materiais, morais, intelectuais e religiosos que requerem as crianças de qualquer lugar, cultura, raça e crenças. Assim foram definidos seus objetivos pelo fundador: salvar as crianças da morte e da miséria; batizá-las e educá-las como cristãs; prepará-las para serem apóstolas de outras crianças, orientando-as na vocação e profissão.

Na Casa Comum Cerca de 70 jovens da arquidiocese participaram do 5º acampamento da Juventude Missionária de Londrina na Serra do Arreio, localizada na zona rural de Tamarana, entre os dias 27 e 29 de abril. O acampamento teve como tema norteador dos trabalhos, desde as orações até as provas e gincanas em equipes, a encíclica Laudato Si, na qual o Papa Francisco fala sobre a importância da preservação das águas, florestas, do meio ambiente de modo geral, como nossa Casa Comum. Divididos em cinco equipes, em alusão aos cinco continentes do globo, os jovens participaram de cinco provas em um circuito

rotativo. Após cada prova, os jovens faziam uma breve reflexão e conectavam os desafios propostos com os ensinamentos do Santo Padre, com base na sua Exortação Apostólica. Nos momentos de oração, os participantes se propuseram a contemplar a natureza com os olhos de São Francisco de Assis, amando cada aspecto da criação e contemplando a natureza. Outra proposta do encontro foi apresentar as dificuldades de missionários que estão vivendo em locais com poucos recursos, como energia elétrica limitada, banheiros simples, caminhadas longas para ter água potável, etc.

Além disso, como um clássico acampamento, dormiram em barracas e fizeram um luau em volta da fogueira. Uma trilha no meio da mata conduziu-os até o pico da serra, onde celebraram a Santa Missa, mais de mil metros acima do nível do mar. A partir das atividades, os jovens viram na prática tudo o que leram e meditaram, contemplaram quão perfeita é a criação de Deus, valorizando cada flor e inseto, como nos direciona o Papa Francisco na encíclica que embasou todos os trabalhos do 5º Acampamento da Juventude Missionária da Arquidiocese de Londrina. (SMP) SMP

Uma trilha no meio da mata conduziu os jovens até o pico da serra, onde celebraram a Santa Missa, mais de mil metros acima do nível do mar


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O que é catequese de inspiração catecumenal? Processo de iniciação cristã, a inspiração catecumenal é uma catequese permanente, fundamentada na Sagrada Escritura e catequético-litúrgica como condição para a iniciação cristã de crianças, adolescentes, jovens e adultos ARQUIVO

IR. ANGELA SOLDERA, SJBP COORDENADORA ARQUIDIOCESANA DA CATEQUESE Na Igreja antiga coube à liturgia e à catequese a missão de iniciar as pessoas na fé. A Liturgia e a catequese são dois aspectos de um mesmo mistério. Inicialmente caminhavam juntas, na unidade, em um processo de iniciação à vida cristã, que tinha como centro a imersão no mistério de Cristo e da sua Igreja. Este itinerário acontecia num clima de espiritualidade, oração, celebrações e ritos que marcavam o processo iniciático. Era um caminho antigo e eficiente que foi vivido e desenvolvido pelas comunidades cristãs, aprofundado pelos Santos Padres, acolhido e institucionalizado pela Igreja. Constituía o núcleo do próprio desenvolvimento do ano litúrgico, gerado nesse processo que tinha como objetivo a educação da fé. Com o passar do tempo foi acontecendo uma clara e progressiva separação entre liturgia e catequese que comprometeu este processo de Iniciação Cristã

O itinerário catecumenal está vinculado a ritos, símbolos, sinais e está em função da comunidade cristã

com inspiração catecumenal e a unidade entre os sacramentos. O Concílio Vaticano II pediu uma revisão teológica e pastoral da iniciação à vida cristã que levasse em conta a realidade e os desafios de hoje, buscando um retorno ao estilo catecumenal, para garantir a formação do discípulo missionário. Desta forma o Itinerário Catequético reforça que: “Assumir a inspiração catecumenal permite-nos um retorno as origens, revalorizando uma lição catequética histórica de valores tradicio-

nais por longo tempo esquecidos [...] recorda-nos que a opção cristã deve ser feita com responsabilidade, empenho e avaliada pela comunidade de fé com o devido rigor [...] exigindo tempo, progressividade, atitudes e comportamentos” (p. 42). Desta forma é oportuno o que diz o documento de Aparecida: “Ou educamos na fé, colocando as pessoas realmente em contato com Jesus Cristo e convidando-as a segui-lo, ou não cumprimos nossa missão evangelizadora” (DAp nº 287).

Catequese

CARACTERÍSTICAS O itinerário catecumenal é lugar privilegiado de enculturação, ele garante uma formação intensa e integral, está vinculado a ritos, símbolos, sinais e está em função da comunidade cristã. É um processo que nos permite formar cristãos firmes, atuantes e conscientes. Não é simplesmente um curso para a admissão aos sacramentos, ou um verniz externo, mas uma formação capaz de motivar os batizados a assumirem o projeto do reino de Deus e a adesão a Jesus Cristo. O Itinerário Catequético orienta que para assumir o processo catecumenal é necessário um caminho de conversão pastoral, fazendo-se necessário passar: n De uma transmissão infantil a um planejamento que privilegie uma fé adulta; n De uma transmissão doutrinal que dê espaço a uma formação centrada na fé e na globalidade da vivência cristã; n De uma transmissão ritual-sacramental à centrada no crescimento da fé da pessoa inserida em uma comunidade eclesial. Este caminho de interiorização da fé e da vida cristã exige tempo. É um caminho progressivo, de etapas, ritos de passagens, atitudes e comportamentos e assume alguns elementos fundamentais:

Experiência de Deus; aprendizado de leitura bíblica; dimensão celebrativa (símbolos e sinais) e da forma orante = escola de oração; atenção à formação integral e vivencial; prática da caridade e renúncia de si mesmo; estímulo ao testemunho de vida; íntima cooperação entre catequese e liturgia e a participação gradativa nas celebrações da comunidade. Desse modo, o processo catecumenal se desenvolve em quatro etapas: n o pré- catecumenato, isto é, a primeira evangelização em vista da conversão explicitada pelo Kerigma do primeiro anúncio; n o catecumenato que se destina à catequese integral, é um tempo mais longo de aprofundamento da fé; n o tempo da purificação e iluminação, que oferece uma preparação mais intensa aos sacramentos da iniciação, no qual seu lugar privilegiado é o tempo da quaresma; n o tempo da mistagogia, que se caracteriza pela experiência dos sacramentos e pelo ingresso na comunidade. Nestas etapas são realizadas as grandes celebrações que marcam a passagem de um tempo para outro: Rito da assinalação; entrega da Palavra de Deus; símbolo da Fé (Credo); oração do Senhor... e outros rituais: unções, exorcismos, escrutínios.

Sacramento do Crisma Vinte e sete jovens da Paróquia Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos receberam, no dia 26 de maio, os dons do Espírito Santo por meio do sacramento do Crisma. A missa foi celebrada pelo padre André Luís de Oliveira, coordenador do Clero da Arquidiocese de Londrina. O Crisma pertence, juntamente com o batismo e a Eucaristia, aos três sacramentos da iniciação da Igreja Católica, conforme ensina o Catecismo da Igreja Católica. O sacramento fortalece o crismado para uma vida de testemunho de amor a Deus. Ao se dirigir aos crismados,

padre André disse que, agora eles são confirmados para dar continuidade a uma missão que começou há muitos tempo: a missão que Jesus reservou aos apóstolos e que vem sendo renovada nos fiéis cristãos. “Aquela mesma missão de Jesus está sendo confiada a vocês”, afirmou o padre. E frisou o papel dos padrinhos que é de apoiar os afilhados para não desistirem da missão. IDENTIDADE FILHOS DE DEUS Na Paróquia Pessoal Nipo-brasileira Imaculada Concei-

ção, seis jovens receberam o sacramento do Crisma no dia 22 de maio, ministrado pelo pároco padre Lino Stahl. Padre Lino destaca que os apóstolos tiveram dificuldade de compreender o que Jesus os havia anunciado. Mas ao receber o Espírito Santo, os discípulos compreendem o grande ideal que vale para todos: o Reino de Deus. “Vocês foram se preparando na catequese sobre o que é ser filho de Deus. Agora, viver essa identidade é sumamente importante. Assim como os apóstolos não compreenderam, ninguém de nós sabe

MARCIO KITAMURA

O Crisma fortalece o fiel para uma atitude, uma vida de testemunho de amor a Deus

tudo. Por isso precisamos deste sacramento. Hoje é uma atitude: sou cristão, tenho identidade, sou filho e filha de Deus e vou viver isso. Portanto, não

é uma cerimônia que termina, já no próximo domingo não precisa vir pra missa. Não, agora começa! Agora começa a viver a identidade”.


Cotidiano

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Diáconos participam de encontro de formação na Bahia DIÁCONO MOACYR DORETTO Entre os dias 15 a 18 de maio foi realizado o 14ª Encontro de Diretores e Formadores das Escolas Diaconais do Brasil, em Salvador (BA). A Escola Diaconal Santo Estevão, da Arquidiocese de Londrina, foi representada pelos diáconos Moacyr Doretto e Orlando, e pelo padre Antonio Carlos Golfetti. O tema do encontro foi “A formação do Diácono Permanente (Dimensões – Exigências – Desafios)” com o objetivo de ampliar cada vez mais a competência em formar diáconos para o adequado desempenho de seu ministério. Ser um fórum importante para conhecer e partilhar experiências e desafios das Escolas Diaconais e, propor a partir das reflexões indicadas, orientações práticas para a formação diaconal. No evento foram realizadas reflexões em torno de como estão contempladas as cinco dimensões (humano-afetiva, eclesial-comunitária, intelectual,

Evento fez reflexões em torno das cinco dimensões humanas na formação diaconal DIVULGAÇÃO

Diáconos de todas as regiões do País reunidos em Salvador

pastoral e espiritual) na formação diaconal; como é avaliado o resultado do trabalho formativo na vida e no ministério dos diáconos; quais os pontos positivos e as diferenças no processo formativo; o que precisa avançar na formação segundo o olhar para a realidade, à luz dos documentos da Igreja. Também foram discutidos as mudanças esperadas para o futuro, o que é perene e, o que pre-

cisa ser preservado; como formar diáconos para viver e conviver com a diversidade; que proposta de conteúdo deve compor o projeto de formação em vista do futuro; e composição de comissão para propor ao CND um projeto de formação para apreciação e consulta aos assessores da CNBB. Os representantes de Londrina afirmaram que a participação permitiu a troca de experiências

com outras escolas. O fórum de discussão e aprendizado é fundamental para continuar ofertando formação adequada segundo a realidade da Arquidiocese de Londrina. O próximo encontro será realizado em Brasília nos dias 19 a 22 de maio de 2020. RETIRO Em maio, os aspirantes ao diaconato permanente da Arquidiocese de Londrina e suas

TERUMI SAKAI

52º Dia Mundial das Comunicações Sociais PE. DIRCEU JUNIOR DOS REIS PASCOM ARQUIDIOCESANA No domingo da festa solene da Ascensão do Senhor, 13 de maio, a Celebração Eucarística das 10h30 na Catedral Metropolitana de Londrina celebrou o 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais. A missa foi presidida por dom Geremias Steinmetz e concelebrada pelo padre Dirceu Júnior dos

Reis, vigário da Catedral e assessor da Pastoral da Comunicação (Pascom). Para o tema deste ano, o Papa Francisco trouxe o evangelho de João 8, 32: “A verdade vos tornará livres” e o lema: “Fake news e o jornalismo de paz”. Em sua homilia, dom Geremias reconheceu o perigo de falsas notícias cada vez mais frequentes no mundo virtual e nas redes sociais. Para o arcebis-

po, esse desafio não pode desanimar o cristão na busca, anúncio e encontro com a Verdade, Jesus Cristo. Além da comunidade da Catedral do Coração também participaram da celebração agentes da Pastoral da Comunicação. O arcebispo expressou sua gratidão a todos que trabalham na comunicação da verdade, de forma especial à Pastoral da Comunicação da Arquidiocese de Londrina.

esposa participaram do retiro “Reavivamento da Fé”, ministrado pelo Projeto Santuário da Vida. O retiro espiritual é momento de renovação da vida pessoal para poder servir cada vez melhor na família, no trabalho profissional, na comunidade onde freqüenta e na sociedade em que vive. As reflexões realizadas no retiro foram profundas e acopladas à vida de quem estava falando. As palavras são importantes, mas todos os testemunhos foram excepcionais e estava estampada no rosto dos pregadores a unção de Deus e a sua fidedignidade. Uma das preocupações da Escola Diaconal com os aspirantes é não formar “profissional do sagrado”, ou seja, aquele que vai agindo mecanicamente e, se acostumando com o sagrado como se fosse qualquer coisa. Com esta participação no retiro do Reavivamento da fé os participantes foram agraciados, novamente, com o amor de Deus que está plasmado em cada coração.

Dom Geremias afirma que as dificuldades não podem desanimar o cristão na busca, anúncio e encontro com a Verdade, Jesus Cristo

Toca de Assis comemora 24 anos de fundação e 16 anos de missão em Londrina No dia 13 de maio a Toca de Assis comemorou os 24 anos de fundação e 16 anos de missão em Londrina. Foi realizada a missa em ação

de graças e abertura do ano jubilar. Dois jovens admitidos ao aspirantado dos irmãos receberam a veste marrom.


Jornal da Arquidiocese de Londrina

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Cotidiano

A mão de Deus nos une

Diferentes denominações cristãs celebram Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC) PARÓQUIA ANGLICANA SÃO LUCAS

JULIANA MASTELINI MOYSES PASCOM ARQUIDIOCESANA A Arquidiocese de Londrina, entre 13 e 20 de maio, se juntou às igrejas cristãs do mundo para celebrar a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC). Organizada pelo MEL (Movimento Ecumênico de Londrina), neste ano o tema foi inspirado no livro do Êxodo: “A mão de Deus nos une e liberta”. A semana é realizada no mundo desde 1908. Em Londrina, reúne fiéis de quatro igrejas cristãs: Igreja Católica, Episcopal Anglicana, Luterana e Presbiteriana. A celebração de abertura foi realizada na Igreja Episcopal Anglicana, Paróquia São Lucas, com a presença do arcebispo

Em sua fala na celebração de abertura, dom Geremias destacou a importância da unidade na superação das injustiças e do pecado

dom Geremias Steinmetz. Em sua fala, dom Geremias destacou a unidade que as igrejas cristãs precisam ter no seu discipulado, no reconhecimento do amor de Deus e na construção de homens e mulheres conduzidos pela força do Espírito Santo. “Que tenhamos mais pessoas dando esse testemunho de unidade em Jesus Cris-

to. Que grande ganho a unidade representaria para o trabalho de evangelização, quanta força poderíamos unir no combate às injustiças. Aliás, é nesse campo que talvez a gente precise caminhar ainda muito mais para podermos dar o exemplo de combate à injustiça e ao pecado”. Durante a semana, também foram realizadas celebra-

Em Londrina, a SOUC reúne fiéis de quatro igrejas cristãs: Igreja Católica, Episcopal Anglicana, Luterana e Presbiteriana.

ções na PUC Londrina, Igreja Luterana, e nas paróquias Coração de Maria, Rainha dos Apóstolos, Nossa Senhora, da Glória e Nossa Senhora da Paz. MUNDO A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é promovida mundialmente pelo Conselho Pontífice para Unidade

dos Cristãos (CPUC). No hemisfério sul é realizada no período de Pentecostes; no hemisfério norte entre 18 e 25 de janeiro. Ao final da semana de unidade, os bispos incentivam os cristãos a, durante todo o ano, expressar a comunhão entre as igrejas e orar juntos por uma unidade cada vez mais plena, desejo do próprio Cristo.

Paróquias do centro celebram Corpus Christi juntamente com a catedral Catedral Metropolitana de Londrina, Paróquia Sagrados Corações e Paróquia Pessoal Nipo-brasileira Imaculada Conceição se uniram no dia 31 de maio, para celebrar a solenidade de Corpus Christi. Cerca de 4 mil pessoas se dirigiram à Catedral para celebrar o Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Fiéis começaram a chegar às ruas ao redor da Catedral antes mesmo do dia amanhecer, por volta das 4 horas da manhã, para montar os tapetes. Pó de serra colorido, sal e farinha deram vida aos desenhos preparados pelas comunidades, retratando desde elementos importantes da nossa fé,

como a devoção ao Santíssimo Sacramento, até a Ação Evangelizadora: Cada Comunidade uma Nova Vocação. A missa foi celebrada pelo arcebispo dom Geremias Steinmetz e concelebrada pelos padres da catedral e das paróquias participantes, além do reitor do Seminário Propedêutico São José. O Evangelho, tirado do livro de São Marcos, trouxe a narrativa da instituição da eucaristia na véspera da Paixão de Jesus. Na homilia, dom Geremias destacou os elementos que Jesus escolhe para se tornar presente no meio de nós: pão e vinho, frutos da terra e do trabalho humano. Pão e vinho são dons de Deus nos quais se pode ver aquilo que

GUTO HONJO

Este é o único dia do ano em que Jesus Eucarístico sai em procissão pelas ruas da cidade

se dá na morte de Jesus, explica. “Veja por exemplo, a gente não come o trigo por inteiro, grãozinho por grãozinho, mas o trigo é

moído, é transformado em farinha, que é transformada em pão”. “É para ser um símbolo exatamente de Jesus, que foi como

Rainha dos Apóstolos é celebrada com tríduo e procissão A Paróquia Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos (Decanato Centro) realizou de 16 a 18 de maio o tríduo com o tema central “Apóstolo de Jesus, luz do mundo, sal da terra”, em preparação a festa da padroeira. No dia 19 de maio, dia da Rainha dos Apóstolos, a missa solene foi presidida pelo padre Luan Capelani, SAC, e concelebrada pelo pároco, padre Bruno Áthila, SAC, e o vigário, padre Pedro Ramos de

Faria, SAC. Após a missa, a comunidade saiu em procissão pelas ruas do bairro Shangri-lá. Padre Luan ressaltou que quando São Vicente Pallotti manda pintar o quadro da Rainha dos Apóstolos e pede para colocar as mulheres no Cenáculo junto com os apóstolos, ele reconhece a participação do laicato no apostolado da Igreja.

“Pallotti diz que cada um de nós, com nossas condições de vida e dons, devemos e podemos nos sentir responsáveis pela santificação da Igreja. Como uma paróquia palotina trazemos conosco o protagonismo leigo, o papel de missionários ativos de apóstolos na vida da comunidade”, disse o padre. (Aline Machado Parodi, Pascom arquidiocesana)

que triturado na cruz. Perdeu todo seu sangue derramado sobre a humanidade. Ali perdeu a sua vida, ali perdeu tudo. A única coisa que sobrou foi a certeza do amor de Deus. Quando a gente toma a eucaristia, come esse pão, é o Cristo triturado pelo pecado da humanidade que agora se faz salvação. Da mesma forma o vinho”. Depois da comunhão, clero e fiéis saíram em procissão pelas alamedas e retornaram à Catedral para adoração ao Santíssimo e bênção final. Como de costume, o arcebispo abençoou os pãezinhos partilhados com a comunidade. (Juliana Mastelini Moyses, Pascom Arquidiocesana) EDUARDO AUGUSTO DE CASTRO

Procissão reuniu centenas de pessoas


Setor Juvenil

Jornal da Arquidiocese de Londrina

Jornal da Comunidade JUNHO DE 2018

Assembleia Arquidiocesana do Setor Juvenil PE. DIRCEU JÚNIOR DOS REIS ASSESSOR ARQUIDIOCESANO DO SETOR JUVENIL No sábado,02/06, no Centro de Pastoral Jesus Bom Pastor o Setor Juvenil da Arquidiocese de Londrina realizou a Assembleia Arquidiocesana com todos os(as) coordenadores arquidiocesanos de ministérios, pastorais e expressões juvenis e também coordenadores de grupos de adolescentes e jovens de toda a arquidiocese. A participação dos coordenadores foi excelente. Durante a assembleia dom Geremias Steinmetz rea-

“Jovem evangelizando jovem, esse é o caminho” TIAGO QUEIROZ

lizou uma breve catequese sobre a vivência cristã dos jovens. Foi eleita a nova logoti-

po do Setor Juvenil que será divulgada em breve. Durante a programação foram dividi-

dos em Decanatos para avaliar a evangelização da juventude, acolher os novos coordenado-

res decanais e estipular novas metas. A Assembleia também foi uma preparação para a segunda Jornada Missionária da Juventude que será realizada no dia 20/10 na Catedral Metropolitana de Londrina. A Assembleia Arquidiocesana do Setor Juvenil foi um grande momento de comunhão, harmonia e esperança nesse importante momento em que a Igreja se prepara para o Sínodo dos Bispos que terá como tema: “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. Agradecemos ao Sagrado Coração de Jesus pela presença e testemunho de cada coordenador (a).

10º Jesus na Concha No dia 17 de maio, a Concha Acústica recebeu mais de 500 adolescentes e jovens da Arquidiocese de Londrina para a décima edição do Jesus na Concha. Uma expressão juvenil que recebe o apoio direto do Setor Juvenil e vem alcançando o coração e a vida de muitos jovens pela criatividade, ousadia e crescimento na evangelização. Sempre com pregações e temas espirituais, os jovens participantes são convidados

e motivados a um encontro transformador com Cristo Ressuscitado que conduz e ilumina todos os corações abertos. A emoção e a alegria tomam conta do espaço e do encontro, o que gera grande expectativa para as próximas edições. Entre os jovens participantes é possível encontrar jovens de outras denominações religiosas que participam com admiração do encontro de evangelização nesse espaço público.

ARQUIVO PESSOAL

TERUMI SAKAI

O Jesus na Concha alcança o coração e a vida dos jovens pela criatividade, ousadia e crescimento na evangelização

Santa Missa com universitários

Pastoral Universitária e Ministério Universidades Renovadas se uniram para a celebração de Pentecostes

No dia da celebração de Pentecostes, o assessor arquidiocesano do Setor Juvenil, Pe. Dirceu Reis, presidiu a Santa Missa com jovens universitários no Parque Universitário da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Participaram

jovens da Pastoral Universitária da Arquidiocese de Londrina e do Ministério Universidades Renovadas (MUR). Uma celebração pedindo ao Espírito Santo que derrame o dom da Inteligência nos corações dos universitários.


Jornal da Arquidiocese de Londrina

Jornal da Comunidade JUNHO DE 2018

Clero TERUMI SAKAI

São João Paulo II assumiu este dia especial de oração mundial pela santificação dos sacerdotes com o objetivo de ajudar os presbíteros a se conformarem cada vez mais com o Sagrado Coração de Jesus, o Bom Pastor

CAIO MATHEUS CALDEIRA DA SILVA PASCOM ARQUIDIOCESANA Todos os anos a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus é marcada por um grande momento de oração pelos sacerdotes. A Congregação para o Clero, há 23 anos, fez um pedido ao então Papa, hoje São João Paulo II, de um dia especial na vida da Igreja para a oração mundial pela santificação dos sacerdotes. São João Paulo II, no seu zelo pastoral, assumiu essa grande proposta com o objetivo de ajudar os sacerdotes a se conformarem cada vez mais com o Sagrado Coração de Jesus, o Bom Pastor. Na arquidiocese, a semana que antecede a festa do Sagrado Coração de Jesus, padroeiro da cidade, de 31 de maio a 8 de junho, é destinada à oração pela santificação do clero. O Papa Francisco, desde o primeiro dia como Pontífice da Igreja, já mostrava ao mundo e à Igreja a importância da oração para o seu ministério petrino, e rogava ao povo com grande insistência para que o sustentem por orações. “Se não é o Senhor sustentar neste trabalho de ajudar o povo de Deus a avançar, uma pessoa não consegue... Eu me sinto verdadeiramente com muitas limitações, com muitos problemas, sinto-me também pecador – vocês sabem disso! –

Sacerdotes com um coração santo Dia Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes. “Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração”, (Jo 3, 15). e devo pedir isso”, afirmou Francisco em voo de regresso ao Vaticano depois da JMJ no Brasil em 2013. O grande pedido da Mãe Igreja é que os sacerdotes, pelo seu ministério sacerdotal, se santifiquem diariamente para, assim, poderem santificar todo o povo de Deus. O sacerdócio nada mais é do que uma transmissão de algo que já se contemplou. Não é possível a um padre transmitir autenticamente Cristo sem ter feito um encontro com Jesus.

Na arquidiocese, a semana que antecede a festa do padroeiro Sagrado Coração de Jesus é destinada à oração pela santificação do clero.

O Concílio Vaticano II, no Decreto Presbyterorum Ordinis, nº 13, já apontava essa realidade: “Os presbíteros alcançam a santidade, de maneira autêntica, pelo exercício do seu ministério, desempenhado sincera e infatigavelmente no Espírito de Cristo”. “A oração é fonte de vida. Os presbíteros se sustentam nela para poder servir e amar em Cristo. Um sacerdote sem oração é um deserto e uma Igreja que não reza pelos seus sacerdotes é tudo menos uma comunidade orante”, afirmou Pe. José Rafael Solano Durán, pároco da Catedral Metropolitana de Londrina. Durante a ordenação presbiteral, na prece de ordenação, os bispos rezam sobre os candidatos às ordens sacras pedindo a graça da santidade sobre os eleitos para o presbitério: “[...] na dignidade de Presbítero; renovai em seu coração o Espírito de santidade; obtenha ele, ó Deus, o segundo grau

da Ordem sacerdotal, que de vós procede, e sua vida seja exemplo para todos” (Ritual de Ordenação de um presbítero, Pontifical Romano, nº 159, grifo nosso). Pela ordenação sacerdotal cada padre assume a missão de santificar e glorificar a Deus pelo seu ministério, que deve ser fonte de salvação e de santidade para todos os homens. Porém, sabemos que a ordenação sacerdotal não anula as fragilidades humanas. Os padres continuam após a ordenação ainda sob o peso das limitações. Pois a ordenação não torna o padre “um anjo” ou um “superman”. O padre ainda continua humano, mas revestido da graça sacerdotal. Como nos diz São Paulo: “Carregamos o mistério em vasos de barro” (2Cor 4,7). Por isso, devemos rezar insistentemente por nossos sacerdotes. Pois são tentados constantemente como todos nós. Os

padres são dependentes da graça de Deus para um sacerdócio profético e testemunhal. “A oração é a expressão de um cuidado por nós mesmos e pelos outros. Muitas pessoas nos pedem orações, e nós assim o fazemos. Porém, nós padres também somos rebanho, e como rebanho também precisamos de cuidado e oração. A oração do povo de Deus é uma oração de intercessão, auxílio, apoio e sustentação para que aquilo que nos foi confiado, esse grande tesouro do ministério sacerdotal conferido às nossas fraquezas e limitações, seja sustentado pela nossa oração e pela oração do rebanho”, explica Pe. André Luís de Oliveira, coordenador do clero e pároco da Paróquia N. Sra. da Paz, Ibiporã. Cada cristão deve se sentir responsável por rezar por seu padre, seu pároco, seu vigário. Eles necessitam da graça de Deus para continuarem firmes em suas renúncias e em seus propósitos de vida! Que esse dia possa ser uma oportunidade para toda a Igreja rever a beleza do sacerdócio e possa constantemente implorar a Deus padres santos para serem sinal da graça de Deus entre os homens de boa-vontade! Como nos diz São João Maria Vianney: “O Sacerdote é o amor do Coração de Jesus. Quando virdes o padre, pensai em Nosso Senhor Jesus Cristo”. Rezemos por nossos sacerdotes!


PADROEIRO

Jornal da Arquidiocese de Londrina

Jornal da Comunidade JUNHO DE 2018

Festa do Sagrado Coração de Jesus tem novidade este ano ROBERTO VINDICA

Valor arrecadado será em prol da restauração da imagem do padroeiro destruída em janeiro ALINE MACHADO PARODI PASCOM ARQUIDIOCESANA A segunda sexta-feira após Corpus Christi é dedicada ao Sagrado Coração de Jesus, padroeiro da Catedral Metropolitana e da cidade de Londrina. As famílias londrinenses esperam ansiosas pela festa preparada pela comunidade da Catedral do Coração. A festa será realizada nos dias 8 e 9 de junho com uma extensa programação religiosa, barracas de comidas típicas e brincadeiras para as crianças. Este ano toda a renda arrecadada durante a festa será em prol da restauração da imagem do Sa-

AGENDE-SE PROGRAMAÇÃO RELIGIOSA

DIA 8 DE JUNHO 7h30: Santa Missa 10h30: Santa Missa com dom Geremias Steinnetz e clero arquidiocesano “Santificação do Clero” e a entronização da imagem do padroeiro restaurada 14h: Adoração ao Santíssimo Sacramento 15h: Santa Missa com o Apostolado da Oração da arquidiocese 19h: Missa com a juventude da arquidiocese – após a missa procissão luminosa do padroeiro Sagrado Coração de Jesus

PROGRAMAÇÃO DA FESTA

DIAS 8 E 9 DE JUNHO BARRACAS TÍPICAS Horário: das 9 às 20h Local: Estacionamento da Catedral

grado Coração, que foi vandalizada em janeiro deste ano por um homem que invadiu a Catedral. A imagem será reintroduzida na Missa solene no dia 8 de junho, com a presença do arcebispo dom Geremias Steinmetz e o clero arquidiocesano. “Tudo que é vendido é fruto de doação da comunidade e o valor arrecadado será para o pagamento da restauração da imagem. O trabalho custou caro, pois foi uma restauração completa”, explicou padre Dirceu Junior dos Reis, vigário da Catedral. A devoção ao Sagrado Coração teve início com São João Eudes e Santa Margarida Maria de Alacoque, no século 17, embora a devoção remonte aos séculos 13 e 14, com a primeira aprovação pontifícia no século seguinte. Em1856, o Papa Pio IX estendeu a festa a toda a Igreja e, em 1928, o Papa Pio XI concedeu à devoção a categoria litúrgica de solenidade. O Sagrado Coração é sinônimo da misericórdia de Deus, porque é no Sagrado Coração que jorra o sangue e água (Jo 19,34) pelo qual nasce a redenção do mundo, nasce a Igreja e resgata a humanidade dos pecados e nos torna novas criaturas. “O Sagrado Coração é uma imagem muito singular, porque naquele coração coroado de espinho está a nossa dor, mas também está a nossa redenção. É significativo quando se pensa teologicamente na misericórdia de Deus. É um coração que abraça todos, é um coração que acolhe os pecados. E a partir do seu sangue no lenho da cruz nos torna novas criaturas”, afirmou o vigário. Segundo ele, saber que a diocese e a cidade são consagradas ao Coração de Jesus significa que “somos convidados a fazer o mesmo pedido de Ezequiel: tira o coração de pedra e dai-me um coração de carne (Ez 36,26), visto que a grande oração do Sagrado Coração é Jesus manso e humilde de coração fazei nosso coração semelhante ao vosso”.

A imagem do Sagrado Coração de Jesus será reintroduzida na missa solene no dia 8 de junho, com a presença do arcebispo dom Geremias Steinmetz e o clero arquidiocesano

Padre Dirceu ressaltou que a oração do Sagrado Coração não é apenas uma dimensão espiritual, mas uma dimensão física. Isso significa que o jeito de ser, a estrutura da Catedral e de todo o trabalho pastoral deve ser em torno do novo layout da paróquia: a Catedral do Coração. NOVIDADES Para este ano, o diferencial é o novenário que começou no dia 31 de maio. “Em cada dia focamos as intenções em uma realidade vulne-

Ele é o padroeiro da cidade e a festa não se limita às quatro paredes da Catedral. O convite para participar da festa se estende a todos os católicos”

rável da nossa paróquia, da nossa sociedade e da nossa cidade. A grande prece no dia do Sagrado Coração será para que Jesus envie muitas vocações para Londrina”, afirmou padre Dirceu. O Regional Sul 2 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) está com a campanha “Cada Comunidade uma nova vocação” para despertar novas vocações. O vigário afirmou que a intenção é engajar todos os católicos em prol da festa. “Ele é o padroeiro da cidade e a festa não se limita às quatro paredes da Catedral. O convite para participar da festa se estende a todos os católicos”, disse o padre. A programação intensa terá missa da juventude, adoração ao Santíssimo em prol das vocações sacerdotais e no dia 9 de junho, às 15 horas, haverá uma missa pelos missionários das Santas Missões Populares. A programação completa está no site e no aplicativo da Catedral do Coração.

Jornal da Comunidade Edição Junho 2018  
Jornal da Comunidade Edição Junho 2018  
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