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An

os

www.areliquia.com.br / jornalareliquia.blogspot.com / facebook.com “A Relíquia” / twitter.com/areliquia

INFORMATIVO DOS ANTIQUÁRIOS, LEILOEIROS, GALERISTAS E COLECIONADORES ANO XV - Nº 195 - SETEMBRO DE 2013 - RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO - DISTRIBUIÇÃO DIRIGIDA

a

9 Bienal do Mercosul Um dos principais eventos de arte da América Latina e a mais importante exposição de arte contemporânea realizada este mês no Brasil, a 9ª Bienal do Mercosul | Porto Alegre acontece de 13 de setembro a 10 de novembro de 2013.

O título da Bienal, Se o clima for favorável, é um convite para refletir sobre quando e como, por quem e por que certos trabalhos de arte e ideias ganham ou perdem visibilidade em um dado momento no tempo. Páginas 8, 9 e 10.

Berlim

O Reichstag, local do parlamento alemão

LEILÕES DE SETEMBRO RIO DE JANEIRO • ALPHAVILLE • ANGELA MALTAROLO • CAPADÓCIA • CONRADO LEILOEIRO • ERNANI • MARIA PIA ATHAYDE • RESID. COPACABANA • SIQUEIRA CAMPOS

SÃO PAULO • CASA 8 • VICTOR HUGO

Situada às margens dos rios Spree e Havel, Berlim é a capital Alemanha. Existem mais de 40 lugares no mundo que possuem o nome Berlim, mas a maior e mais conhecida mundialmente é essa Berlim que um dia foi

dividida por um imenso e vergonhoso muro. Documentada oficialmente no século XIII, Berlim foi mencionada pela primeira vez em 1237, e esse ano acabou sendo aceito como a data de sua fundação. Páginas 16, 17, 18 e 19.

Beatriz Milhazes no Paço Após onze anos sem expor no Rio de Janeiro, Beatriz Milhazes ganha a mais abrangente mostra panorâmi-

ca de sua produção, reunindo 61 obras, entre pinturas, colagens e gravuras. Página 31.

FERNANDO BRAGA

Salão de Arte de São Paulo Páginas 24, 25, 26 e 27

Leiloeiro Público


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Setembro de 2013

A RELรQUIA

Shopping dos Antiquรกrios Rua Siqueira Campos, 143 - Slj. 153 - Copacabana - RJ

Tel.: (21) 2235-8015 / 3579-3710 / 9607-2692 / 9605-4724 www.portaldotempoantiguidades.com.br / portaldotempoantiguidades@hotmail.com


A RELÍQUIA

Setembro de 2013 - 3

Grande Leilão de Arte Comemorativo de 107 anos de Tradição Ernani EXPOSIÇÃO:

LEILÃO:

Dias 04, 05,06, 07,08 e 09 de setembro de 2013 Segunda a sexta-feira das 14 h às 18 h Sábado e domingo das 14 h às 22 h

10, 11, 12, 13 de setembro de 2013 Terça a sexta-feira às 20 h 14 de setembro de 2013 sábado às 16 h

Catálogo completo, com fotos, lances, e transmissão ao vivo www.ernanileiloeiro.com.br

107 Anos VIRGILIO LOPES RODRIGUES

E.DI CAVALCANTI

MILTON DACOSTA

DORIVAL CAYMMI

ADELSON DO PRADO

ANTONIO PRADO

MANABU MABE

MANABU MABE

ADILSON SANTOS

DANIEL SENISE

CLOVIS GRACIANO

IBERÊ CAMARGO

IBERÊ CAMARGO

AUGUST MOREAU

PIETRINA CHECCACCI CARLOS OSWALD

ISMAILOVITCH DANIEL SENISE

RUBENS GERCHMANN

LUIZ ERNESTO

ARTUR BARRIO OXANA NAROZNIAK

Espaço Ernani Arte e Cultura

OXANA NAROZNIAK

BRUNO GIORGI

ANTONIO PARREIRAS

ISMAILOVITCH

ARTUR BARRIO

IONE SALDANHA VIRGILIO LOPES RODRIGUES

Espaço Ernani Arte e Cultura Rua São Clemente, 385 - Botafogo - Rio de Janeiro - RJ Tel.: (21) 2539-2637 - horacioernani@gmail.com


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A RELÍQUIA

Setembro de 2013

COMPRO OBRAS DE:

LEOPOLDO GOTUZZO ÂNGELO GUIDO LIBINDO FERRÁS PEDRO WEINGARTNER ADO MALAGOLI AUGUSTO LUIZ DE FREITAS FRANCISCO STOCKINGER

DISCAR (51) 3330.4763 8421.9306 e-mail: karam@saladearte.com.br Rua Cel. Bordini, 907 - Moinhos de Vento CEP 90440-001 - Porto Alegre/RS

A RELÍQUIA Circulação Nacional Publicação mensal da Sabor do Saber Editora

Compro Pinturas de artistas paranaenses Alfredo An dersen A. Nisio Theodoro de Bon a Maria Amélia Assumpção Miguel Bakun Guido Viaro Freysleben Traple

41-9971-0484 41-3013-7218

Leilão de Setembro de 2013 Presencial e on-line

Porcelanas, pratarias, imagens, marfins, quadros, lustres, móveis, bronzes, tapetes, relógios, opalinas, faqueiros, aparelhos de jantar, toalhas de mesa, etc

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Exposição:

30 e 31 de agosto de 2013 das 15h às 22h

Leilão:

2 e 3 de setembro de 2013 a partir das 20h

Estamos recebendo peças

Local: Rua Pinheiro Machado, 25 loja B e C, Laranjeiras. Rio de Janeiro. Cep: 22231-090

Tel: (21) 2553-0791 e 9974-4409 www.cristinagoston.com.br cristina.goston@terra.com.br

Pagamos aos proprietários uma semana após o leilão

claudineybelgamo@hotmail.com

FUNDADORES

Litiere C. Oliveira Luiz Carlos Marinho

FEIRAS DE ARTE E ANTIGUIDADES

EDITOR

ART AND ANTIQUES FAIRS

Litiere C. Oliveira

- Reg.Prof. MTb 15109

e-mail: litiere@areliquia.com.br RIO DE JANEIRO Publicidade: Rua Siquira Campos, 143 - Sl 73 - Copacabana - RJ Tel.: 21 2265-9945 Redação / Arquivo / Distribuição Rua Esteves Júnior 9, casa 01 Laranjeiras - CEP 22231.160 - Rio de Janeiro Tel.: 21 2265-0188 / Tel / Fax: 2265-9945 Cel.: 9613-2737 / 8899-0188 e-mail: jornalareliquia@gmail.com SÃO PAULO Representante: Juliano Alves Tel: (11) 5666-6240 / 995981145 / 97389-3445 e-mail: areliquiasp@gmail.com PORTO ALEGRE Representante: Elisa Moog Tel: 51 2112-8038 / 9955-9962 DIAGRAMAÇÃO Felipe A. Oliveira CONSELHO EDITORIAL Itamar Musse, Fernando Braga, Luis Octávio Louro Gomes, Manuel Machado, Paulo Roberto S. Silva e Francisco P. Cunha, Ricardo Kimaid, Roberto Haddad, Rudinel Vicente do Couto, Hebert Gomes, Pedro Arruda e Virgínia Arruda COLABORADORES João Ubaldo Ribeiro ( ABL), Ferreira Gullar, Ledo Ivo (ABL), Paulo Coelho (ABL), Antônio C. Austregésilo de Athayde, Rosângela de Araujo Ainbinder, Ana Beatriz Gomes, Tatiana Maria Dourado, Rachel Brenner, Luiz Marinho, Paulo Scherer Tiragem desta edição: 15.000 exemplares Os conceitos e opiniões emitidas em colunas e matérias assinadas, são de responsabilidade única e exclusiva de seus autores.

Variados tipos de porcelana e cristal, joias, prataria, tapetes, objetos Art-Noveau e Art-Déco, entre outros, em exposição nas barracas montadas There is a wide variety of porcelain, crystal, jewellery, silverware and carpets, amongst other objects of interest. These are displayed and sold at stalls around the market tower.

RIO DE JANEIRO

SÃO PAULO

BELO HORIZONTE

SÁBADO - SATURDAY

SÁBADO - SATURDAY • Feira de Arte e Antiguidades Vitrine dos Jardins - Rua Haddock Lobo, 1307 - Rua Augusta, 2530 - Jardins • Feira de Antiguidades da Praça Benedito Calixto - Pinheiros

• Feira de Antiguidades Tom Jobim Sábados, 10 às 17h - Av. Bernardo Monteiro - Santa Efigênia

• Shopping Cassino Atlântico Av. Atlântica, 4240 - Copacabana - Feira de Arte e Antiguidades em ambiente com ar condicionado e música• Feira do Troca - Pça XV, em frente às Barcas (Bric-à-brac onde também se pode encontrar antiguidades). DOMINGO - SUNDAY • Praça Santos Dumont (em frente ao Jóquei) - Jardim Botânico • Feira de Antiguidades de Petrópolis - Praça Visconde de Mauá

BRASÍLIA Todo último final de semana de cada mês - Shopping Gilberto Salomão

DOMINGO - SUNDAY • Feira de Antiguidades do MASP - Vão Livre do Museu de Arte de São Paulo - Av. Paulista • Feira de Antiguidades do Bixiga - Praça Dom Orione - Bixiga • Feira de Antiguidades do MuBE (Museu Brasileiro da Escultura) - Av. Europa, 218 Jardins • Mercado de Antiguidades de Santos - Piso superior do Mercado Municipal. Praça Iguatemi Martins, s/n°, Vila Nova, Santos/SP.

PORTO ALEGRE • Feira do Caminho dos Antiquários - Pça. Daltro Filho - Sábados, 10 às 16h • Brique da Redenção - Domingos, 9 às 18h - Av. José Bonifácio sn. - Bom Fim • Feira do 5ª Avenida -Av. Mostardeiro, 120 - Todos sábados das 10h às 18h

SÃO LUÍS • Feira de Antiguidades de São Luís - Todo último sábado do mes no Tropical Shopping.Av. Colares Moreira, 440 - Renascença 2


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6 - Setembro de 2013

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Setembro de 2013 - 7

Exposição de fotografias do Rio de Janeiro de

Marc Ferrez , Gutierrrez e Leuzinger do século XIX e XX

Galaxy Galeria no Espaço Lalix de 29 de Agosto 2013 a 15 de setembro de 2013 Marc Ferrez (7 de dezembro de 1843 - 12 de janeiro de 1923) foi um brasileiro fotógrafo nascido no Rio de Janeiro. A vida de Ferrez foi dedicada à arte de fotografia e ele é considerado um dos maiores fotógrafos do seu tempo. Sua produção era enorme, e suas fotografias documentam a consolidação do Brasil como uma nação e o Rio de Janeiro como uma metrópole. Sua carreira foi energizada

Telefone do Espaço: (12) 3663-6239 Telefones da Galeria: (12) 3663-6266 ou (12) 9105-0909

quando fez parte da Comissão Geológica do Professor Charles Hartt que cobriu o norte e o sul do país. Em 1865, Ferrez abriu seu próprio estúdio na Rua São José, no centro do Rio de Janeiro, que era naquele tempo a capital do império brasileiro. Ele foi feito Photographo da Marinha Imperial e seu trabalho com imagens aumentada através de sua vida. Ele fotografou o Brasil de norte a sul,

mas deu mais atenção para sua cidade natal, Rio de Janeiro. Suas obras-primas são os grandes álbuns de construções ferroviárias e as excelentes vistas panorâmicas sobre a cidade do Rio de Janeiro e seu rápido desenvolvimento. Ferrez morreu em 1923 e deixou milhares de fotos e reproduções de suas obras. Hoje raras e valiosas, são procuradas por Museus e colecionadores.

e-mails Espaço: espaco.lalix@gmail.com Galeria: galaxyarte@gmail.com

Av. Macedo Soares, 592 - Capivari - Campos do Jordão - São Paulo site: www.lalix.com.br


A RELÍQUIA

8 - Setembro de 2013

a

9 Bienal do Mercosul Se o clima for favorável

Si el tiempo lo permite

Weather Permitting

Su Won Leec - A escuridão da luz - (2013)

A Trevor Paglen - LACROSSE/ONYX II Radar Imaging Reconnaissance Satellite Passing Through Draco (USA 69), 2007 C-Print 60 x 48 in. Cortesia do Altman Siegel, São Francisco; Metro Imagens, Nova Iorque; Galeria Thomas Zander, Cologne

nona edição da Bienal do Mercosul, contrariando o título da exposição, será realizada com qualquer tempo, de 13 de setembro a 10 de novembro de 2013, em Porto Alegre RS. Consiste em uma exposição de arte contemporânea, que inclui performances e eventos, apresentados em diversos locais da cidade. O título da 9ª edição, grafado em português, em espanhol e em inglês, é um convite para refletir sobre quando e como, por quem e por que certos trabalhos de arte e ideias ganham ou perdem visibilidade em um dado momento no tempo. A 9ª Bienal do Mercosul, um dos principais eventos de arte da América Latina, pretende identificar, propor e direcionar mudanças nos sistemas de crenças e avaliações de experiências e inovações. Promete articular questões ontológicas e tecnológicas por meio da prática artística, da produção de objetos e dos pontos de intersecção da experiência com a arte. Esta edição da bienal pode ser considerada um ambiente para defrontar-se com recursos naturais sob uma nova luz, e especular sobre as bases que marcaram distinções entre descoberta e invenção, assim como os valores de sustentabilidade e entropia. Para que isso ocorra, a 9ª Bienal do Mercosul | Porto Alegre junta a arte de artistas visuais às vozes

de outros que se dedicam aos pontos de encontro da cultura e da natureza. Ela reúne trabalhos considerando diferentes tipos de pertubações atmosféricas que impelem deslocamentos de viagem e deslocamentos sociais, avanços tecnológicos e o desenvolvimento mundial, expansões verticais no espaço e explorações transversais pelo tempo. Esta Bienal envolve olhar para os sentimentos que esses movimentos provocam, olhar para os afetos que se manifestam. Ela requer habitar, garimpar, investigar e explorar o que está abaixo e acima da esfera social - o que é palpável e tênue, o que está no fundo do mar e na atmosfera, o que está subterrâneo e no espaço sideral. Na apresentação da 9ª Bienal, Patricia Fossati Druck, Presidente da 9ª Bienal do Mercosul, disse que "A Bienal do Mercosul tem se caracterizado pela criatividade, ineditismo e profundidade com que aborda, a cada edição, novos temas e conceitos através da arte, da educação e da formação de uma economia criativa na cultura. Além disso, por meio de um eficaz sistema de gestão e de um intenso programa de relacionamentos, contando ainda com o apoio dos governos federal, estadual e municipal, além de empresários e da comunidade, a Bienal do Mercosul tem possibilitado o pleno atendimento aos desafios curatoriais; >>>


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Setembro de 2013 - 9

Hope Ginsburg - Protótipo para preservação da Phylum Perifera, 2012 - Registro de evento no MoMA Studio, com colaboração de Julia Hundley e Patrick Carter

Elena Damiani Macelo N.2. Mármore, vidro, colagem encontrada sobre folha informativa na parte interior de capa de livro. 80 x 35 x70 cm 2012. Cortesia do artista Eduardo Hochschild

uma forte integração entre os diversos agentes culturais e a sociedade; o conhecimento e a aplicação das melhores práticas de gestão e de produção cultural; e um ambiente profícuo às artes e ao reconhecimento de seu relevante papel na formação da cidadania." Patrícia Druck também informa sobre a criação de um Manual para curiosos, que visa dar continuidade ao projeto pedagógico da 9ª Bienal do Mercosul | Porto Alegre, que é hoje uma rele-

Edgar Orlaineta - Solar Do-(It-Yourself) Nothing Toy, depois Charles e Ray Eames, 2011. Réplica da destruição Solar Do - nothing toy feito com reciclagem e alumínio reutilizado. Coleção: Fundação Kadist Art

Aleksandra Mir - Gravidade, 2006 - Foguete. Cortesia Aleksandra Mir

Hope Ginsburg - Processo de Protótipo para preservação da Phylum Perifera, 2012

vante referência na educação da arte e na formação de público no Brasil.

to possibilita múltiplas maneiras de experimentar o nosso entorno de forma mais criativa e crítica; e também pode, e assim nós esperamos, favorecer a imaginação e até mesmo criações tangíveis do que ainda está para ser visto, experimentado ou inventado. O modo como nós observamos, comunicamos, transitamos, e ainda como aprendemos, são algumas das motivações iniciais que moldaram esta publicação. Foi considerando tecnologias - básicas e avançadas, obsoletas ou ainda em uso - desenvolvidas para criar arte ou trabalho, para produzir uma coisa ou situação, que a informação e as atividades apresentadas aqui foram pensadas. Embora o Manual para curiosos tenha sido conceitualizado e elaborado para educadores que irão visitar a Bienal com seus estudantes e colegas, está concebido para o uso de todos aqueles curiosos sobre o mundo em que vivemos, e os modos com os quais nós temos visto, experimentado, produzido e vivido a natureza e a cultura, a Terra e o extra-terrestre. As obras de arte e os instrumentos apresentados são invenções: provocadas pela expressão e se…?; desenvolvidas depois de muitos pensamentos e tentativas, pesquisa e aposta; criadas com um grande nível de assiduidade que, às vezes, envolve períodos de inutilidade ou, quando muito, de contemplação; e moldadas pelo desejo e pela chance (a metáfora "se o clima for favorável" também se refere a condições sociopolíticas e estados emocionais). Não surpreendentemente, estas são características tanto dos processos artísticos assim como da experimentação em qualquer campo, científico ou não.

Manual para curiosos Sofia Hernandez Chong Cuy, diretora artística e curadora-chefe da 9ª Bienal do Mercosul, faz uma análise do evento e explica o Manual para curiosos: "Este rico e, propositalmente, não convencional material educativo - ugestivamente denominado Manual para curiosos - é uma das várias instâncias pelas quais a 9ª Bienal do Mercosul compartilha ideias e trabalhos de artistas contemporâneos. Além de apresentar a obra de alguns dos artistas incluídos nesta Bienal, contempla instrumentos de diversos tipos inventados ao longo do tempo. O conjun-

Liudvikas Buklys - Conhecendo um homem que sabe onde o ouro está enterrado. Nota do Artista: Eu gostaria de ter apenas uma imagem

Continua na página seguinte


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10 - Setembro de 2013

Continuação da anterior São traços vitais para fazer qualquer contribuição significativa e qualidades fundamentais por trás de qualquer inovação. É isto o que inspira a 9ª Bienal do Mercosul, e é por meio desta publicação e da exposição que pretende se manifestar. A promessa é identificar, propor e direcionar mudanças nos sistemas de crenças e avaliações de experiências e inovações. A Bienal pode ser considerada um ambiente para defrontar-se com recursos naturais e a cultura material sob uma nova luz, e especular sobre as bases que marcaram distinções entre descoberta e invenção, assim como os valores de sustentabilidade e entropia."

Equipe Curatorial e Locais da Bienal Além da curadora-chefa Sofia Hernandez Chong Cuy, também integram a equipe curatorial mônica Hoff, curadora de base e responsável pelo programa "Redes de Formação"; Raimundas Malasaukas, curador do tempo; Bernardo de Souza, curador do espaço; e os curadores da nuvem Sarah Demeuse, Daniela Pérez, Julia Rebouças e DOminic Willsdon. Luiza Proença é a coordenadora editorial da 9ª edição. A organização do evento é da Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul, uma instituição sem fins lucrativos que tem como missão desenvolver programas culturais e educacionais de arte contemporânea e a contínua aproximação com a criação artística para promover o acesso e o diálogo sobre a cultura e a arte a milhares de pessoas, de forma gratuita. A Bienal do Mercosul ocorre em diferentes locais de Porto Alegre: Usina do Gasômetro, Museu de Arte do Rio Grande do Sul - MARGS, Santander Cultural e Memorial do Rio Grande do Sul. Outros espaços e instituições também sediam projetos específicos, performances, programas públicos e eventos, entre eles o Teatro Bruno Kie-

Leilão Siqueira Campos Artes, antiguidades, coleções e joias. Quadros, tapetes, cristais, porcelanas, pratarias, bronzes, marfins, arte sacra, esculturas, objetos de decoração.

EXPOSIÇÃO

Dia 23 de setembro, das 15 às 21h.

LEILÃO Dias 24, 25 e 26 de setembro às 17h.

Catálogo disponível na internet www.lilileiloeira.com.br

Trevor Paglen, The Last Pictures (Selectedimages) (As últimas imagens (imagens selecionadas), 2012 Lançamento do foguete Soyuz Fg, Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão

Christian Bök, Word-Protein (Proteína-palavra) Impressão para uma escultura criada pela artista Eveline Kolijn, que retrata a estrutura de uma molécula. O artista teceu esta molécula uma linha de texto do poema intitulado Um vírus no espaço sideral - 25 × 25 cm - Eveline Kolijn

fer, a Ilha do Presídio, o CEEE Erico Veissimo e a Fundação Vera Chaves Barcellos.

dova - Pratchaya Phinthong - William Raban Sara Ramo - Luiz Roque - Grethell Rasua - Robert Rauschenberg - Thiago Rocha Pitta - Daniel Santiago - Mira Schendel - Beto Shwafaty Lucy Skaer - Tony Smith - Daniel Steegmann Vassilakis Takis - Sandrine Teixido & Aurelien Gamboni - Erika Verzutti - Jorge Villacorta of Alta Tecnologia Andina with Rodrigo Derteano - Jessica Warboys - David Zink Yi - Michel Zózimo. Os artistas especialmente comissionados para criar imagens para Encontros na Ilha são: Danilo Christidis - Fernanda Gassen - Romy Pocztaruk - Katia Prates - Leticia Ramos - Leonardo Remor Tiago Rivaldo.

Artistas participantes Allora & Calzadilla - Anthony Arrobo - Tarek Atoui - Nicolás Bacal - Luis F. Benedit - Bik Van der Pol - Christian Bök - Liudvikas Buklys - Audrey Cottin - Elena Damiani - Koenraad Dedobbeleer - Jason Dodge - Fernando Duval Faivovich & Goldberg - Cao Fei - Mario Garcia Torres - Hope Ginsburg - Juan Jose Gurrola Hans Haacke -Malak Helmy - Fritzia Irizar Eduardo Kac - Zahenia Kikodze for Yuri Zlotnikov - Fernanda Laguna - Suwon Lee - George Levantis - Ana Laura López de la Torre - Gilda Mantilla & Raimond Chavez - Nicholas Mangan - Allan McCollum - Cinthia Marcelle - David Medalla - Marta Minujín - Aleksandra Mir Eduardo Navarro - Edgar Orlaineta - The Otolith Group - Trevor Paglen - Tania Pérez Cór-

Velho Que Vale Antiguidades Cel. 9635-8764 Tel. 2549-5208

Organização: Leiloeira Pública Eucília Soares e equipe

CAPTAÇÃO PERMANENTE PARA LEILÕES MENSAIS Informações: (21) 25494085 | 87802882 lilileiloeira@gmail.com Rua Siqueira Campos 143 Loja 86 - 2º piso Copacabana - RJ

Programa Marés Formação de Professores O Programa Marés, da 9ª Bienal do Mercosul | Porto Alegre é direcionando à formação de professores. Através de encontros, nos quais os processos educacionais e artísticos ocorrem simultaneamente, o Marés se propõe a abordar temas relativos aos contextos locais de cada cidade pela ótica e pela evocação do imaginário dos participantes através de maneiras de fazer coletivas que tenham a potência de criar micro-interferências, sutis intervenções na paisagem e no cotidiano das localidades pelas quais passará. SERVIÇO

9ª Bienal do Mercosul

Luiz e Creuza Marinho Rua Siqueira Campos, 143 Sobreloja 61 e 62 - Copacabana Tel. 2548-9511

Rua Monte Alegre, 340 Santa Teresa Tels. 2508-6117 / 8848-5051

Período: 13 setembro a 10 de novembro de 2013 Horário: Todos os dias da semana, das 09h às 21h, com entrada franca. Locais: Usina do Gasômetro, Museu de Arte do Rio Grande do Sul - MARGS, Santander Cultural e Memorial do Rio Grande do Sul. Porto Alegre - RS, Brasil.


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ONZE DINHEIROS Escritório de Arte Leilões Residenciais Paulo Roberto de Souza e Silva e Francisco Eduardo de Oliveira Pereira da Cunha ONZE DINHEIROS ESCRITÓRIO DE ARTE

Stand de Onze Dinheiros Escritório de Arte no Salão de Arte 2013 - São Paulo

Rua Siqueira Campos, 143 - S/L. 144/145/146 Cep. 22031-070 - Copacabana - Rio de Janeiro - RJ Tel.: (021) 2256-1552 - Fax: 2523-9489 - Cel.: 9994-7394 email: onzedinheiros@uol.com.br www.onzedinheiros.com.br


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12 - Setembro de 2013

Arte conceitual Por Tais Luso de Carvalho

A

rte Conceitual surgiu na década de 1960, como um desafio às classificações impostas à arte por museus e galerias. As galerias afirmavam categoricamente ao público: Isso é arte. Já a arte Conceitual buscava questionar a própria natureza da arte perguntando: O que é arte? O primeiro a empregar a expressão arte-conceito foi o escritor e músico Henry Flynt em 1961, em meio às atividades associadas ao grupo Fluxus, de Nova Iorque, querendo dizer com isso que a arte conceitual é um tipo de arte que o material é a linguagem. Os artistas conceituais tinham como meta popularizar a arte; fazer com que ela servisse como veículo de comunicação. A arte conceitual foi importante para debates e abriu caminhos para outros tipos de artes, como as instalações e arte performática. Na década de 60 e 70, o nome conceitual foi empregado para designar uma multiplicidade de atividades com base na linguagem, na fotografia e processos nos quais se equivaliam num embate que se efetuava entre a arte minimalista e várias práticas antiformais, num crescente radicalismo cultural e político. Portanto a ideia e o conceito da obra era mais importante que o produto acabado. Do que a estética. Essa noção remonta a Duchamp, mas só se estabeleceu no mundo artístico a partir de 1960, quando se tornou um fenômeno internacional de grande importância. Duchamp marcou sua posição com um suporte para garrafas, uma pá de neve e um urinol, embora tenha usado esta linguagem como uma crítica à arte. Em suas obras, trocadilhos e brincadeiras os artistas levan-

Joseph Kosuth - Uma cadeira real, a fotografia da cadeira e uma definição de cadeira

volvimento mais prático com as mais amplas instâncias sociais. A característica comum de toda a obra chamada e vista como conceitual não é ver o objeto, sua plástica, mas sim seu recado, a discussão de um assunto, a comunicação, passar a ideia, a interação entre o artista e o espectador. Levantar discussões e reflexões. Assim, a obra conceitual vem para apresentar no tempo e no espaço certas situações ou acontecimentos. Comunicação. Os artistas sentiram-se livres da representação pictórica, e declararam o processo mental como obra de arte. Nada era mais importante do que isso. Logicamente muitos artistas apresentam obras desinteressantes, comuns, triviais do ponto de vista visual: mapas, diagramas, fitas de som e de vídeo, fotografias, textos etc. Um exemplo conhecido é a obra Uma e Três Cadeiras, de Joseph Kosuth (Museu de Arte Moderna em Nova Iorque / 1965) que combina uma cadeira real, a fotografia da cadeira e uma definição de cadeira - dada pelo dicionário. A abordagem de Joseph Kosut fez-se cada vez mais aguçada, forçando o ritmo em uma série de obras que se tornaram ícones da arte conceitual. O Conceitualismo assumiu uma dupla identidade: uma arte conceitual analítica é rebaixada, como arte feita por homens brancos racionalistas, atolados no próprio modernismo que almejavam criticar.

História das Latinhas de Manzoni

Merda d'artista / 1961 - Piero Manzoni

taram sérias questões sobre as fronteiras da arte. Muitas iniciativas surgiam diretamente das formas de uma arte conceitual politizada, embora os envolvidos se vissem, depois do rompimento com o exercício da arte enquanto tal, totalmente desvinculados dessa esfera, em nome de um en-

Como a arte conceitual também era uma arte que tinha por meta reagir à arte como mercadoria, o artista italiano Piero Manzoni produziu, em 1961, 90 latinhas com o rótulo de Merda d'artista. Cada lata, supostamente, continha fezes do artista e valia seu peso em ouro. Como se acreditava que, abrindo as latas significaria destruir o valor da obra, durante muito tempo não se soube ao certo o que as latinhas continham de fato. Porém, em 2007, depois que algumas latas foram vendidas alcançando o valor de US$ 80 mil, o colaborador de Manzoni, Agostino Bonalumi afirmou a um jornal italiano que as latas continham gesso!

Galeria Jaqueline Martins revive peformances de grandes nomes da arte A Galeria Jaqueline Martins dá continuidade ao compromisso ligado à série de exposições históricas sobre a arte contemporânea que vem realizando desde sua inaguração em 2011, apresentando um recorte inédito de fotografias que mostram performances, ações e happenings realizados entre 1950 e 1980. As imagens tentam parar o tempo e trazer reflexões sobre estas atividades efêmeras destinadas a durar o breve momento de sua perfomance/ritual. Luisa Duarte escreve o texto crítico sobre a exposição. Resgatadas de importantes coleções particulares de Roma e Turim na Itália, as cerca de 110 fotografias trazem

Salvador Dalí - Georges Mathieu Un Pain de 15 mètre, 1958 Fotografia de Robert Cohen

registros de perfomances ocorridas em diversas cidades ao redor do mundo

dentre elas: NY, Tóquio, Paris, Roma. Muitas delas são necessárias para aludir às primeiras ações performáticas de avant-gard e de artistas que experimentaram o rompimento dos padrões, até então, estabelecidos. Dentre os principais artistas destacam-se Salvador Dalí, Yves Klein, Francesca Woodman, Joseph Beuys, Gilbert And George, Piero Manzoni, Allan Kaprow, Hermann Nitsch, Dennis Oppenheim, Jannis Kounellis, Nam June Paik, Charlotte Moorman, entre outros. Vale ressaltar a documentação da performance sonora 'Concert for TV Cello', 1974, de Charlotte Moorman em parceria com Nam

Jung Paik, na qual Moorman toca uma espécie de violoncelo criado por Paik, com três televisores empilhados e conectados à uma câmera filmadora em circuito fechado. Assim como também, o registro da obra 'Art womenpaint', 1962 de Yves Klein, onde o artista conduz mulheres nuas pintadas com tinta azul (IKB) tal como um pincel tintado, imprimindo o gesto do autor, na tela, a partir do corpo feminino. A mostra "O Corpo Expandido" vai até 30 de setembro de 2013. Galeria Jaqueline Martins, Rua Virgílio de Carvalho Pinto, 74 - pinheiros - São Paulo - SP.


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GRANDE LEILÃO DE ARTE

Leilão de Setembro Quadros europeus e nacionais - pratas - marfins esculturas - estatuetas - móveis - cristais - imagens

Estamos captando peças para o nosso leilão de setembro / outubro de 2013. NOVIDADE: Leilão online (com transmissão ao vivo) e presencial. Acesse e cadastre-se no site: www.iarremate.com.br/valdirteixeira Todas as pecas com foto e descricao no site: www.valdirteixeiraleiloeiro.com.br

Rua Assunção, 210 - Botafogo - RJ - CEP. 22251-030 Tel/Fax: 2539-4907 / 2537-4040 / 8205-3736 Email-leiloeiro@vadirteixeiraleiloeiro.com.br www.valdirteixeiraleiloeiro.com.br / www.areliquia.com.br/valdirteixeira

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A RELÍQUIA

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Berl

Homenagem ao Ano da

O Portão de Brandemburgo ao anoitecer

S

ituada às margens dos rios Spree e Havel, Berlim é a capital e um dos dezesseis estados da Alemanha. Existem mais de 40 lugares no mundo que possuem o nome Berlim, mas a maior e mais conhecida mundialmente é essa Berlim que um dia, depois da Segunda Guerra Mundial, foi dividida por um imenso e vergonhoso muro. Situada no nordeste da Alemanha, é o centro da área metropolitana de Berlim-Brandemburgo, com uma população de cinco milhões de pessoas. Documentada oficialmente no século XIII, Berlim foi mencionada pela primeira vez em 1237, e esse ano acabou sendo aceito como a data de sua fundação. Isso porque em 1937, um ano depois das Olimpíadas de 1936, os nacionais socialistas comemoraram os 700 anos da cidade. Berlim foi sucessivamente a capital do Reino da Prússia (17011918), do Império Alemão (1871-1918), da República de Weimar (1919-1933) e do Terceiro Reich (1933-1945). Após a Segunda Guerra Mundial, a cidade foi divi-

dida: Berlim Oriental se tornou a capital da Alemanha Oriental em poder dos Russos, e, enquanto Berlim Ocidental se tornou um exclave cercada pelo muro de Berlim, entre os anos de 1961 e 1989, enquanto a cidade de Bonn tornou-se a capital da Alemanha Ocidental. Após a reunificação alemã em 1990, a cidade recuperou o seu status como capital da República Federal da Alemanha. Um dos mais influentes centros mundiais de cultura, com inúmeros museus, Berlim é hoje uma cidade cosmopolita, bastante procurada pelos turistas. Possui um significativo parque

industrial e mantêm algumas das mais importantes universidades do mundo, além de possuir importante arquitetura contemporânea, cujo tema foi objeto de uma reportagem na edição nº 139 de A Relíquia.

História Alguns séculos a.C., a região onde hoje se situa Berlim começou a ser habitada por diversas tribos que se estabeleceram nas margens dos rios Spree e Havel. No século VI d.C., diversas tribos eslavas construíram fortificações nas atuais zonas suburbanas de Spandau e Köpenick. Por volta do século XI, Albrecht, guerreiro Foto: Litiere C. Oliveira

Pintura de Charles Meynier (1768-1832) Napoleão em Berlim, vendo-se ao fundo o Portão de Brandemburgo

Não é nada fácil para a imagem, como que nunca para, que quer sempre ser dif passado. (Fran saxão da Casa dos Ascânios, derrota as tribos eslavas, ma ramificação étnica e linguística dos povos indoeuropeus e torna-se o primeiro Markgraf (conde) de Brandenburgo. Por essa altura, estabeleceram-se, nas margens do rio Spree, imigrantes de outras regiões, nomeadamente do vale do Reno e da Francônia. Com a morte, em 1319, do último governante ascânio, Brandenburgo foi disputada pelas casas de Luxemburgo e Wittelsbach, o que originou lutas sangrentas. Em 1414, os habitantes de Berlim, cansados de tanto sofrimento, solicitaram o auxílio do imperador do Sacro Império Romano-Germânico que lhes enviou, como protetor, Frederico de Hohenzollern, dando origem a 500 anos de domínio da Casa de Hohenzollern. O primeiro imperador do Sacro

Império foi Carlos Magno, coroado em 25 de dezembro de 800, mas a linha contínua de imperadores começou com Oto o Grande em 962. O último imperador foi Francisco II, que abdicou e dissolveu o império em 1806 durante as Guerras Napoleônicas. Bem antes disso, em 1432, Colônia, que se originou da cidade romana de Colonia Claudia Ara Agrippinensis, e Berlim, consolidaram uma aliança de 1307. Em 1486, Berlim tornou-se sede do eleitorado de Brandemburgo. Com a subida, de Frederico Guilherme I ao trono de Brandemburgo, em 1640, a cidade de Berlim desenvolveu-se enormemente. Na segunda metade desse século, Berlim foi fortificada e abriu-se um canal ligando os rios Spree e Oder. No início do século XVIII, Frederico III de Hohen-


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rlim

da Alemanha no Brasil

O Museu Bode (Bodemuseum) (Ilha dos Museus) abriga coleção de escultura européia

omo também para a vida de uma cidade r diferente e que nunca descansa no seu (Franz Hessel)

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zollern, sucessor de Frederico Guilherme, transforma Brandemburgo num reino, tendo sido coroado como Frederico I da Prússia. Berlim passa, então, à categoria de capital prussiana, vendo nascer as Academias de Belas Artes e da Ciência. Edifícios imponentes surgem por todos os lados, se destacando a Zeughaus e o palácio de verão (Charlottemburg), cuja matéria foi publicada na nossa edição de agosto passado. No tempo de Frederico Guilherme I, filho de Frederico I da Prússia, a população de Berlim alcançava os 90 000 habitantes. O rei seguinte, Frederico II, a transformou numa cidade cultural. Quando da sua morte, nos finais do século XVIII, a população de Berlim atingia os 150 000 habitantes. No início do século seguinte, Napoleão Bonaparte

vence os prussianos, ocupa Berlim e leva para Paris a Quadriga que encima a Porta de Brandemburgo, orgulho da cidade. Com a derrota de Napoleão, a quadriga volta a ser colocada no mesmo local, com grande júbilo da população. Iniciase, nesta época, a industrialização de Berlim. Berlim enche-se de edifícios grandiosos concebidos, na maior parte, por Karl Friedrich Schinkel. Em 1850 Berlim já tinha 300 000 habitantes. Em 1861, Otto Von Bismarck, ao ser nomeado chanceler, inicia, a partir de 1864, uma política visando posicionar a Prússia na liderança de todos os estados de língua alemã em detrimento da Áustria. Para concretizar seu plano, a Prússia declarou, sucessivamente, guerra à Dinamarca, à Áustria e à França, assumindo o controle da Confederação

da Alemanha do Norte (associação que englobava 22 estados e cidades livres) e das províncias da Alsácia e da Lorena. Em 18 de janeiro de 1871, Bismarck proclama o Império Alemão, tendo por capital Berlim, e Guilherme da Prússia como imperador (Kaiser). A abolição das barreiras comerciais e as indenizações pagas pela França permitiram um enorme desenvolvimento industrial, com o consequente aumento populacional da cidade de Berlim e uma melhoria significativa das infraestruturas urbanas. No início do século XX, a cidade atingia 1,9 milhão de habitantes, duplicando esse

número em 20 anos. A Primeira Guerra Mundial não teve um reflexo muito grande sobre a estrutura da cidade. Mas a Segunda Guerra Mundial sim. Hitler desejava demolir e reconstruir Berlim, no projeto conhecido como Welthauptstadt Germânia (Germânia, a capital do Mundo). O arquiteto proposto para esta nova cidade foi Albert Speer, porém o projeto nunca seria finalizado. Em 1939 com a invasão da Polônia, iniciavase a Segunda Guerra Mundial que se estenderia até 1945, quando a Alemanha é derrotada pelos Aliados e Berlim é invadida pelo exército Vermelho da Rússia. Foto: Litiere C. Oliveira

Catedral de Berlim, uma bela construção em estilo neobarroco. Igreja da Corte e Igreja Memorial dos Hohenzollern

Berlim sofreu inúmeros bombardeamentos, especialmente no último ano da guerra, ficando a maioria dos edifícios em ruínas. Após o fim da guerra, as tropas americanas, britânicas, francesas e soviéticas, reunidas em Potsdam, dividem a cidade em quatro setores. A partir daí Berlim viu-se no centro da Guerra Fria e foi a protagonista de uma de suas maiores crises, conhecida como o Bloqueio de Berlim (24 de junho de 1948 - 11 de maio de 1949), desencadeada quando a União Soviética interrompeu o acesso ferroviário e rodoviário às zonas de ocupação americana, britânica e francesa. Em 1949 nasce, nos territórios controlados pelos soviéticos, a RDA República Democrática Alemã, tendo por capital a zona oriental de Berlim. Os restantes setores de Berlim ficam, assim, a constituir um exclave dentro do território da RDA. Para evitar a fuga dos berlinenses para os sectores ocidentais, o governo comunista construiu, em 1961, o muro de Berlim com cerca de 150 km de extensão, dividindo a cidade. Continua na página seguinte


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Frederico III coroa a si mesmo como rei e faz Berlim a capital do reino da Prússia

A partir de 1989, as mudanças políticas que ocorrem na Europa Oriental levaram à queda do muro de Berlim e à abertura das fronteiras entre a RDA e o restante do território da Alemanha (RFA). Em 1990, a Alemanha reunifica-se e Berlim volta a ser a capital, depois de Bonn ter sido capital provisória da parte ocidental da Alemanha desde os finais da guerra. Desta data em diante a cidade passa por uma completa transformação urbanística, com a reconstrução e reabilitação de edifícios históricos e a edificação de novos bairros.

Portão de Brandemburgo Símbolo da cidade de Berlim, considerado como um Arco do Triunfo para os alemães, o Portão de Brandemburgo (em alemão: Brandenburger Tor), é um dos poucos lugares que une a história da Prússia e da Alemanha. É o único remanescente de uma série de outras entradas de Berlim, e poucas pessoas sabem que as portas de Brandemburgo foram construídas sobre outras portas antigas que foram demolidas em 1788. Sua construção foi ordenada pelo rei prussiano Frederico Guilherme II e executada pelo arquiteto Carl Gotthard Langhans em 1791 Três anos depois, a quadriga de Johann Gottfries Schadow foi instalada sob o portão, mas ali permaneceu pouco tempo. As tropas francesas de Napoleão Bonaparte invadem Berlim, atravessando as portas de Brandemburgo em Outubro de 1806. Em Dezembro do mesmo ano, para simbolizar a dominação francesa, Bonaparte manda a quadriga para Paris. Em 1814, após a vitória sobre Napoleão, a quadriga foi instalada novamente no Portão de Brandemburgo. A quadriga recebeu uma cruz de ferro e uma águia prussiana, e passou a significar a vitória (antes era um símbolo da paz). Em 1868, derrubaram o velho muro de proteção da cidade, que circundava Berlim, e construíram dois pequenos pavilhões sobre colunas, projetados por Johann Heinrich Stack, com aproximadamente a metade da altura das portas. A quadriga foi retirada mais uma vez, em 1950, pelas autoridades soviéticas, e praticamente destruída. Em 1958 foi concluída a refundição da escultura e finalmente instalada no alto das portas de Brandemburgo, mudando-se a direção dos cavalos, que antes galopavam em direção a Berlim ocidental,

Hitler desejava demolir e reconstruir Berlim. Foto da maquete do projeto conhecido como Welthauptstadt Germânia (Germânia, a capital do Mundo), do arquiteto Albert Speer

e foram postos de frente para a "Pariser Platz" (do lado soviético). A inversão gerou vários atritos entre ambos os lados.

O Reichstag Projetado pelo arquiteto Paul Wallot, o Reichstag foi construído entre 1884 e 1894 no estilo Renascença Italiana, no governo do Imperador Guilherme II. A espetacular cúpula viria a ser composta de aço e vidro, técnica avançada para a época. Com o fim da Primeira Guerra Mundial e a renúncia do Kaiser, a República foi proclamada da sacada do Reichstag no dia 9 de novembro de 1918. Até 1933, o Reichstag foi a sede do parlamento da Re-

A arquitetura contemporânea de Berlim

pública de Weimar. Um mês após a nomeação de Adolf Hitler para o cargo de Chanceler, no dia 27 de fevereiro de 1933, o prédio foi incendiado. Durante os doze anos do Terceiro Reich, o Reichstag não foi usado para sessões parlamentares. O Reichstag foi também bastante danificado durantes os bombardeios na Segunda Guerra Mundial, ficando praticamente em ruínas. Depois que Berlim se tornou novamente a capital do país, a reconstrução e a ampliação do Reichstag foi entregue ao arquiteto inglês Sir Norman Foster, sendo reinaugurado em 1999.

Potsdamer Platz Localizada a cerca de um quilômetro do Portão de Brandemburgo e do Reichstag, a Potsdamer Platz tem esse nome em homenagem à cidade de Potsdam. Na verdade, nunca foi uma praça e seu nome origina-se da antiga porta Potsdamer Tor. È uma importante interseção de tráfego no centro de Berlim, onde em 1838 foi fundada a estação ferroviária Potsdamer Bahnhof. Foi totalmente devastada durante a Segunda Guerra Mundial e abandonada durante o período da Guerra Fria, dividida pelo muro. Após a queda do Muro, a praça foi reconstruída e tornou-se um dos mais reluzentes símbolos da nova Berlim.

Ilha dos Museus

O Reichstag após o bombardeio dos aliados a Berlim em 1945. Antes, sofreu um incêndio

A vila dos Museus é um lugar de encanto e magia. E, de vez em quando, até nos deixa boquiabertos, quando acabamos de subir a escada de entrada do Altes Museum e nos encontramos, de repente, na enorme rotunda que abrange dois andares, construída pelo velho mestre Karl Friedrich Schinkel. Um panteão no centro de Berlim. >>>


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Setembro de 2013 - 19 Fotos: Litiere C. Oliveira/Reproduções

Foto rara: o início da construção do Muro de Berlim na década de 1960. O muro separou as duas Alemanhas por mais de um quarto de século e 80 pessoas morreram tentando atravessá-lo

Ou, virando a esquina, quando nos sentamos por um momento nos degraus reconstruídos do altar de Pergamon e, refletindo, pensamos na batalha dos gigantes contra os deuses gregos, representada nos antigos altos-relevos do altar. A apenas poucos metros, passamos respeitosamente pelo portão de Ishtar, azul cintilante, antigamente o portão de entrada da Babilônia de Nabucodonosor. Os acervos dos cinco grandes museus da Ilha dos Museus, cada um de notável exclusividade, nos levam através de 6000 anos de cultura. Juntos, eles são sem dúvida "o mais importante complexo de museus do mundo", como disse Neil MacGregor, diretor do British Museum: o Altes Museum, com a coleção antiga; a Alte Nationalgalerie, com pinturas e esculturas do século XIX; o Pergamonmuseum, com a coleção antiga, com o Museu da Ásia Menor e o Mueseu de Arte Islâmica; o Bodemuseum, que desponta no lado norte do rio Spree parecendo um navio a vapor, com sua proa arredondada e enorme cúpula, abriga a mais significante coleção sobre o desenvolvimento da escultura européia. E, finalmente, o Neus Museum, durante dezenas de anos uma dolorosa ruína da guerra, que tinha sido o mais inovador museu por

Pedaços do muro foram mantidos em Berlim. Lembrança para evitar que aconteça de novo

A queda do Muro de Berlim em 1989. Um movimento popular uniu os alemães dos dois lados do muro e começaram a derrubar a construção

A instalação de uma barreira física, construída pela República Democrática Alemã durante a Guerra Fria, que circundava toda a Berlim Ocidental, separando-a da Alemanha Oriental, começou a ser instalada em 13 de agosto de 1961. Inicialmente for-

mada com cercas de arame farpado, foi transformada numa gigantesca muralha. Antes da construção do Muro, 3,5 milhões de alemães orientais tinham evitado as restrições de emigração do Leste e fugiram para a Alemanha Ocidental. O muro separou as duas Alemanhas por mais de um quarto de século e 80 pessoas morreram tentando atravessá-lo. O primeiro foi Rolf Urban, de 47 anos e o último Chris Gueffroy, um jovem com apenas 20 anos de idade. A barreira tinha 302 torres de observação, 127 redes metálicas eletrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. Os números registram ainda 112 pessoas feridas e milhares aprisionadas na tentativa de atravessar o muro. Na noite do dia 9 de novembro de 1989, um movimento popular uniu os alemães dos dois lados do muro e começaram a derrubar a construção. Mais tarde, equipamentos industriais foram usados para remover quase toda a estrutura. A queda do Muro de Berlim abriu o caminho para a reunificação, que foi formalmente celebrada em 3 de outubro de 1990. Além da manutenção de alguns trechos, percurso que o muro fazia quando estava erguido está marcado no chão da cidade de Berlim.

O editor de A Relíquia em frente ao Checkpoint Charlie, um posto militar entre as duas Alemanhas durante a Guerra Fria. Virou atração turística

Obra do artista brasileiro Romero Britto em frente ao o2 World, centro comercial e da lazer

ocasião da sua abertura em 1859. A ilha dos Museus, desde 1999, é considerada patrimônio cultural da UNESCO.

Catedral de Berlim Construída no local onde existia uma antiga igreja fundada em 1297 pelo convento da Ordem Dominicana, essa catedral evangélica curiosamente fica ao lado do "Jardim das Delícias". A catedral foi construída entre 1745 e 1750 e depois remodelada entre 1816 e 1820, no estilo classicista, para depois ser demolida em 1893 e ceder lugar à atual Catedral de Berlim, uma bela construção em estilo neobarroco que foi concluída em 1905. É desde então catedral do protestantismo prussiano, Igreja da Corte e Igreja Memorial dos Hohenzollern. Durante a Segunda Guerra Mundial foi bastante castigada pelos bombardeios.

Muro de Berlim


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Se noite fosse água Sergio Fingere curadora do Mumann apresenta proseu Nacional de Bedução mais recente, las Artes do Rio de na Dan Galeria, até Janeiro - MNBA-RJ), 21 de outubro Se noite fosse água Com vernissage traz 180 trabalhos no dia 21 de setemreproduzidos, e conbro, na Dan Galeria, ta ainda com fotos a exposição "Se noide Cristiano Mascate fosse água" aprero e um texto do senta a produção próprio artista. mais recente do arAbertura: sábado, tista plástico paulisdia 21 de setembro. tano Sergio FingerA mostra vai até a mann, incluindo 15 21 de outubro de Suíte Construtiva pinturas de grande 2013, das 10h às 14h. formato e 10 obras sobre papel, que sugerem ceDan Galeria - Rua Estados Unidos, 1638 - SP. nários de sonho por meio de construções espaciais. Essa "suíte construtiva", como a chama o ar- Dalí - A Divina Comédia A Caixa Cultural de São Paulo inaugura, no tista, nasceu a partir de sua experiência com a realização de mosaicos de pedra portuguesa nas dia 31 de agosto, a exposição Dali - A Divina Coobras do arquiteto mexicano Ricardo Legorreta média e fica em cartaz até o dia 27 de outubro. A (intervenções artísticas no espaço arquitetônico). mostra reúne gravuras do pintor surrealista SalvaA geometria da obra instiga o espectador e o dor Dali (1904 - 1989), inspiradas em uma das convida a percorrer o território da ilusão. O no- maiores obras da literatura mundial, a Divida Come da mostra, "Se noite fosse água", foi inspira- média, do poeta italiano Dante Alighieri. As gravuras de Dali percorrem uma viagem do no poema de Mario de Andrade "Meditações sobre o Tietê", de 1945, e é uma provocação, imaginária de Dante, desde os círculos infernais, uma estratégia para promover uma leitura cru- acompanhado por Virgílio, até o centro da Terra, onde encontra Lúcifer. Depois, regressando à zada de imagens que faz surgir novos sentidos No mesmo evento, Fingermann lança um li- superfície terrestre, sobre a montanha do purvro com o mesmo nome da exposição, que reú- gatório para, guiado por sua amada Beatriz, ser ne a produção desses últimos 15 anos e apre- admitido no paraíso. As cem imagens que ilustram, um a um, os senta uma extensa seleção de imagens que se relacionam poeticamente entre cantos do poema épico de Dante são provenientes de si, traduzindo as questões uma coleção privada da Esplásticas de sua obra. O arpanha. Esse acervo pretende tista propõe uma reflexão sobre o fazer artístico e as bases conduzir o público a uma viagem do inferno ao paraíde sua criação. "Num período so na visão desse grande arde experimentações, de expantista universal catalão. são do próprio conceito de arte, de modismos, procurei deDali - A Divina Comédia fica em cartaz até 27 de ousenvolver minhas experiências tubro, aberto a partir das criativas, fundadas numa re11h. Entrada franca lação com o ofício, com a afirmação de um pacto poético, Exposição com a crença na construção Suzy Fukushima de uma linguagem marcada "Sweet child on mind" pela singularidade e pela originalidade", diz o artista. A artista plástica de sucesso internacional Suzy FuCom ensaios de Ana Magakushima, que após expor lhães (historiadora, curadora e suas obras na Alemanha, docente do Museu de Arte Contemporânea da UniversidaFrança, Itália, Nova Iorque e Portugal, chega a São Paulo de de São Paulo - MAC USP) e de Laura Abreu (historiadora "Purgatório: O Reino dos Penitentes" pela primeira vez com sua

Suzy Fukushima

exposição individual da Galeria 22. A temática de suas obras é recheada de cores e símbolos que remetem a sua infância, onde papéis e lápis coloridos e criatividade se tornavam passaporte para diversão. A exposição "Sweet Child on Mind", mostra com técnicas em óleo e acrílica a fase colorida e lúdica que a artista vive. Por que não dizer infantil? Enxergar a vida por outros ângulos, mais simples. Remeter ao universo infantil e adulto inocente, fazer referências meigas ao estilo e a forma da arte. Ousar em cores e formas, todas vibrantes. Período expositivo: de 6 a 19 de setembro, de segunda à sexta das 10h às 18h e sábados das 11h às 15h. Galeria 22. Avenida Juscelino Kubitschek , 417 Itaim Bibi - SP. Sugestões e releases para esta coluna: juliajacobina@bol.com.br

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24 - Setembro de 2013

Salão de Arte de São Paulo comemorou 20 anos Foto: Janete Longo

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onsiderado um dos maiores eventos de arte da América Latina, e mais tradicional do país, o Salão de Arte de São Paulo comemorou este ano sua 20ª edição. Realizado no Salão Marc Chagall, no clube A Hebraica, oi Salão apresentou um mix de arte composto por obras modernas e contemporâneas, gravuras, peças e livros raros, galerias, joalherias, antiquários, fotografias e decoradores, a novidade deste ano foi uma sala especial dedicado à arte do Graffiti. Reconhecido também por sua credibilidade e profissionalismo, o Salão de Arte teve, como sempre, a curadoria, organização e direção de Vera Lucia Chaccur Chadad. "São 20 anos de muita luta para fazer o Salão de Arte se tornar parte do calendário de São Paulo, prestigiando artistas e galeristas do Brasil e do exterior. O crescimento é resultado de muita dedicação tanto da organização quanto dos colaboradores", comemorou Vera. Este ano, participaram do Salão de Arte mais de 65 expositores, sendo cinco estrangeiros vindos de Portugal, Uruguai e Argentina, e o restante de diversos estados do país. Milhares de visitantes estiveram presentes ao evento, em uma área de 3.500 m², numa programação que incluiu ações como abertura beneficente, coquetéis e uma exposição com cerca de dez lustres Baccarat no lounge. Continua nas páginas 25, 26 e 27

Vera Lucia Chaccur Chadad, diretora e organizadora do Salão de Arte Foto: Janete Longo

Hércules Volcato, Renata Vicente, Paulo Roberto de Souza e Silva e Angélica Volcato

Geyse e Abilio Diniz

Acácio e James Lisboa


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Setembro de 2013 - 25 Foto: Litiere C. Oliveira

Joelma, Odilio, Carla e Luiz Began

Andre e a bela Juliana Blau (Galeria Andre)

Fernando Motta, Leslie DIniz e Nelson Guimarães

Cândido, Sonia e Fernão Bracher

Ruth Grieco e Monica Botelho

Pedro Hungria, Luiz Mello, Roberto Baumgart e Paulo Setúbal

Alam Kanderp e Miguel Salles

O leiloeiro Horácio Ernani, os antiquários Marco Grili e Walter Giserman

Sandra e Marcinho Penna e Elisa Pacheco Fernandes

Jones Bergamim (Peninha) e Carlos Dale Jr

Marta Dione, Caloula Filho e Claudino Nóbrega

D. Rosa e Manuel Guimarães


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26 - Setembro de 2013

Fotos: Litiere C. Oliveira

Continuação da página anterior O numeroso público presente teve oportunidade de ver, e comprar, telas de renomados pintores, obras raras e preciosas que podiam ser vistas nos estandes dos expositores, que a cada ano se superam na excelência e qualidade das peças expostas no Salão: mobiliário de época, arte sacra, prataria, esculturas, porcelanas, vidros, joias, etc. Além da venda direta no local, o evento proporciona grande visibilidade aos participantes, que além de fazer contato com visitantes de alto poder aquisitivo, firmando representatividade do mercado, abrem excelente perspectiva de negócios futuros.

Sala Especial Acompanhando um grande movimento do mundo das artes no sentido da arte urbana, a curadoria do graffiti esteve nas mãos do artista visual paulistano Thiago Mundano, criador do projeto Pimp My Carroça. Para esta edição comemorativa do Salão de Arte, Mundano convidou para integrarem a sala especial os artistas Evol, Mauro, Paulo Ito, Sliks, além de inserir uma obra dele mesmo. "O Salão é reconhecido pelas obras de grandes artistas consagrados no campo das artes e muitos deles não estão mais vivos. A ideia da sala do graffiti foi trazer um frescor para esse ambiente, com artistas bons e em atividade", explica o artista. As pinturas e instalações que estiveram na exposição batizada de 'Artevidade' foram inéditas. As paredes do evento exibiram ainda mural em graffiti do artista Eduardo Kobra e fotografias da cidade de Nova Iorque de Marcos Rosset. Este ano, o salão adotou um modelo de decoração oposto ao ambiente clássico das galerias e feiras do setor. Com o uso de tecido e madeira, e sem o silêncio e o branco tradicionais dos endereços comerciais, os visitantes podem se sentir à vontade para conhecer a exposição e entrar nos estandes. O Salão de Arte, mais uma vez, representou a força e o crescimento do mercado de arte no Brasil e manteve a tradição de atuar em projetos de responsabilidade social. Nesta edição, como nas anteriores, o Salão teve a sua renda integral da bilheteria e do coquetel da noite de abertura revertidos à ACTC - Associação de Assistência à Criança e ao Adolescente Cardíacos e aos Transplantados do Coração. A entidade presta atendimento multidisciplinar à criança cardíaca e aos transplantados do coração, encaminhados pelo Instituto do Coração, Incor (HC-FMUSP), bem como a seus familiares. Como acontece há 15 anos, A Relíquia, parceira do Salão, participou do evento distribuindo, nos dois primeiros dias (Abertura beneficente e Open Day) cerca de dois mil exemplares. No total, foram distribuídos 4.900 jornais. A edição extra de agosto também circulou em eventos paralelos, nas feiras de arte e antiguidades, casas de leilões, além da distribuição normal por todo o país.

Cristiane Musse e Eduardo Filho

Antonio Kfuri, Odilon Silvestre e Emerson Cury

Fernanda Mote, Bel Frank, Pedro Tinoco, Dino Menasche, Clara e Aroldo Sancowsky

Embaixador Sergio Telles e Tereza

Sivia de Souza Aranha (esq) recebendo clientes no seu stand do Salão de Arte

Victor Hugo (Galeria Victor Hugo) e o artista plástico Xavier do Studio Kobra

Valdo, Dimas Diniz e Nathan Forster

Max Perlingeiro - Pinakotheke


A RELÍQUIA

Setembro de 2013 - 27 Foto: Janete Longo

Liliana Amanda Pereira e Luiz Caribé

Flávio Cohn, J.Peter Cohn e Ulisses Cohn

Chella Safra Foto: Janete Longo

Sonia, Lena e Nilva da Country House

Nadia Setúbal

Marco Grili e Suraia recebendo Eva Cristina Andrade e Julio Arruda da Galeria Antigo e Moderno (Campinas)


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28 - Setembro de 2013

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A RELÍQUIA

30 - Setembro de 2013

Beatriz Milhazes no Paço

A

Grande móbile “Gamboa I” (detalhe), concebido especialmente para a mostra Meu Bem

pós onze anos sem expor no Rio de Janeiro, Beatriz Milhazes, a mais valorizada artista viva do Brasil ganha a mais abrangente mostra panorâmica de sua produção, reunindo 61 obras, entre pinturas, colagens e gravuras, além do grande móbile "Gamboa I" concebido especialmente a exposição denominada Meu Bem. Inaugurada no dia 29 de agosto, no Paço Imperial, Centro Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), prédio histórico localizado no centro da cidade, a mostra vai até o dia 27 de outubro de 2013, e depois segue para o Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. Com curadoria do crítico francês Frédéric Paul e realização da Base7 Projetos Culturais, a exposição Meu Bem apresentará um conjunto dos trabalhos mais marcantes da artista desde o final dos anos 1980, provenientes de diversas coleções públicas e particulares, do Brasil e do exterior. Sobre o trabalho da artista, afirmou o curador da mostra: "Beatriz reivindica laços fortes com a modernidade europeia e está em pé de igualdade na cena contemporânea, na qual abala os códigos muitas vezes pouco sábios da abstração". Pode parecer estranho atribuir o termo "abstração geométrica" a uma pintura tão sensual. Mas como explica a artista, os elementos próprios desse universo mais rigoroso e formal também fazem parte do seu repertório, da mesma forma que aqueles provenientes de campos como a arte popular e o design. Além disso, "na solidão do ateliê, o que funciona é forma, cor, estrutura, composição: questões claramente ligadas à pintura abstrata e à geometria. A flor funciona enquanto cor e enquanto forma", acrescenta ela. As últimas grandes exposições institucionais de Beatriz Milhazes no Brasil aconteceram em 2002 (CCBB-RJ) e 2008 (Pinacoteca do Estado - SP). Apesar de a artista ter continuado a expor sua produção recente em mostras esporádicas em sua galeria paulistana, intercalando-as com uma movimentada agenda internacional, Meu Bem é uma oportunidade única de rever obras históricas, conhecer os últimos desdobramentos de sua produção e identificar neste vasto conjunto alguns dos fios condutores, procedimentos e estratégias compositivas que a tornaram um dos grandes destaques da arte contemporânea no mundo neste início do século XXI. Ao longo dos últimos anos, ela participou de diversas bienais, como as de Veneza e de São Paulo, e realizou 30 individuais em onze países, com destaque para as da Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa) e da Fondation Cartier (Paris), além de dezenas de coletivas, entre elas a mostra The Encounters in the 21st Century: Polyphony - Emerging Resonances, no 21st Century Museum of Contemporary Art (Kanazawa, Japão). O percurso da exposição tem viés cronológico. O curador procurou delinear um amplo panorama, que mais parece um passeio, entre 1989 e o momento atual. Logo de início estarão, lado a lado, a tela Me perdoa, te perdôo, de 1989, e Lavanda, de

Meu Limão, obra arrematada na Sotheby’s NY pelo colecionador Ronaldo Cezar Coelho

Mystique, uma das obras expostas

2012/2013. Além de explicitar o intervalo de 24 anos contemplado pela mostra, os dois trabalhos também evidenciam como é rico, diverso e ao mesmo tempo coerente o percurso trilhado por Beatriz Milhazes. Não é casual a escolha do ano de 1989 quatro anos após sua primeira exposição individual e momento já um tanto distante das primeiras experiências que a notabilizaram como uma das figuras centrais da chamada "Geração 80" - como marco inicial. É a partir daí que a artista aprimora sua técnica e passa a explorar um sistema análogo ao do decalque. A tinta passa a ser aplicada sobre uma superfície plástica, criando finas epidermes de pintura que são posteriormente "coladas" e sobrepostas na tela. Esse tipo de procedimento lhe permite um maior controle sobre o processo de composição, reduzindo drasticamente a gestualidade. As obras dos anos 2000, período de maturidade e de investimento em caminhos paralelos à pintura - como a colagem, a produção gráfica e os grandes projetos institucionais, de relação com o espaço tridimensional - têm um peso maior na seleção. É também a partir desta década que Beatriz Milhazes parece acentuar a busca pelo contraste entre tramas geométricas mais rigorosas e elementos figurativos de grande apelo visual como flores, mandalas, rendas, pérolas e bordados. Um segundo movimento de mudança, que aponta para uma maior depuração das pinturas, se faz sentir nos trabalhos mais recentes, realizados após 2010. Pertence a esse novo grupo a série Gamboa Seasons, um dos destaques da exposição. SERVIÇO Beatriz Milhazes - Meu Bem Centro Cultural Paço Imperial - IPHAN/MinC Exposição: até 27 de outubro de 2013 Endereço: Praça XV de Novembro, 48 - Centro - Rio de Janeiro - RJ Visitação: terça a domingo, de 12h às 18h / Entrada franca. Informações: 55 (21) 2215-2622


Rua Duque de Caxias, 298 - Chácara Flora - São Paulo - SP Informações: 11 - 3063-5404 / 3062-6340


José Newton Cunha

Travessa Cassiano Rodrigues, 45 - Praia dos Ossos Armação dos Búzios - Búzios - Rio de Janeiro Tel.: 22 2623-1961


Edição Setembro