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An

os

www.areliquia.com.br / jornalareliquia.blogspot.com / facebook.com “A Relíquia” / twitter.com/areliquia

INFORMATIVO DOS ANTIQUÁRIOS, LEILOEIROS, GALERISTAS E COLECIONADORES ANO XV - Nº 197 - NOVEMBRO DE 2013 - RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO - DISTRIBUIÇÃO DIRIGIDA

O Templo da Arte

LEILÕES DE NOVEMBRO RIO DE JANEIRO • ALPHAVILLE • CAPADÓCIA • CONRADO LEILOEIRO • EUCILIA SOARES • GARAGE SALLES • MARIA PIA ATAYDE • VALDIR TEIXEIRA

SÃO PAULO • CASA 8 • DAGMAR SABOYA • VICTOR HUGO

A sede da Antiga Galeria Nacional (Alte Nationalgalerie) foi construída como o terceiro edifício da Ilha dos Museus, em Berlim, na Alemanha, concebido para ter a aparência externa de um templo da arte. O museu abriga uma das mais importantes coleções de arte do século XIX e início do XX, incluindo obras de Edouard Manet, Auguste Renoir, Antonio Canova, Caspar David Friedrich, Karl Friedrich Schinkel, Adolph von Menzel e Auguste Rodin. Páginas 8, 9 e 12.

John Graz Viajante Página 6

Ilha de Man Páginas 24 e 25

Antonio Parreiras e seu museu Página 26

Exaltação ao Rio Páginas 16, 17 e 18

FERNANDO BRAGA

Leiloeiro Público


2-

Novembro de 2013

A RELรQUIA

Shopping dos Antiquรกrios Rua Siqueira Campos, 143 - Slj. 153 - Copacabana - RJ

Tel.: (21) 2235-8015 / 3579-3710 / 9607-2692 / 9605-4724 www.portaldotempoantiguidades.com.br / portaldotempoantiguidades@hotmail.com


A RELĂ?QUIA

Novembro de 2013 - 3


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A RELÍQUIA

Novembro de 2013

COMPRO OBRAS DE:

LEOPOLDO GOTUZZO ÂNGELO GUIDO LIBINDO FERRÁS PEDRO WEINGARTNER ADO MALAGOLI AUGUSTO LUIZ DE FREITAS FRANCISCO STOCKINGER

DISCAR (51) 3330.4763 8421.9306 e-mail: karam@saladearte.com.br Rua Cel. Bordini, 907 - Moinhos de Vento CEP 90440-001 - Porto Alegre/RS

A RELÍQUIA Circulação Nacional Publicação mensal da Sabor do Saber Editora

Compro Pinturas de artistas paranaenses Alfredo An dersen A. Nisio Theodoro de Bon a Maria Amélia Assumpção Miguel Bakun Guido Viaro Freysleben Traple

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Leilão de Novembro de 2013 Presencial e on-line

Porcelanas, pratarias, imagens, marfins, quadros, lustres, móveis, bronzes, tapetes, relógios, opalinas, faqueiros, aparelhos de jantar, toalhas de mesa, etc

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Exposição:

9 e 10 de novembro de 2013 das 15h às 22h

Leilão:

11 e 12 de novembro de 2013 a partir das 20h

Estamos recebendo peças

Local: Rua Pinheiro Machado, 25 loja B e C, Laranjeiras. Rio de Janeiro. Cep: 22231-090

Tel: (21) 2553-0791 e 9974-4409 www.cristinagoston.com.br cristina.goston@terra.com.br

Pagamos aos proprietários uma semana após o leilão

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FUNDADORES

Litiere C. Oliveira Luiz Carlos Marinho

FEIRAS DE ARTE E ANTIGUIDADES

EDITOR

ART AND ANTIQUES FAIRS

Litiere C. Oliveira

- Reg.Prof. MTb 15109

e-mail: litiere@areliquia.com.br RIO DE JANEIRO Publicidade: Rua Siquira Campos, 143 - Sl 73 - Copacabana - RJ Tel.: 21 2265-9945 Redação / Arquivo / Distribuição Rua Esteves Júnior 9, casa 01 Laranjeiras - CEP 22231.160 - Rio de Janeiro Tel.: 21 2265-0188 / Tel / Fax: 2265-9945 Cel.: 9613-2737 / 8899-0188 e-mail: jornalareliquia@gmail.com SÃO PAULO Representante: Juliano Alves Tel: (11) 5666-6240 / 995981145 / 97389-3445 e-mail: areliquiasp@gmail.com PORTO ALEGRE Representante: Elisa Moog Tel: 51 2112-8038 / 9955-9962 DIAGRAMAÇÃO Felipe A. Oliveira CONSELHO EDITORIAL Itamar Musse, Fernando Braga, Luis Octávio Louro Gomes, Manuel Machado, Paulo Roberto S. Silva e Francisco P. Cunha, Ricardo Kimaid, Roberto Haddad, Rudinel Vicente do Couto, Hebert Gomes, Pedro Arruda e Virgínia Arruda COLABORADORES João Ubaldo Ribeiro ( ABL), Ferreira Gullar, Ledo Ivo (ABL), Paulo Coelho (ABL), Antônio C. Austregésilo de Athayde, Rosângela de Araujo Ainbinder, Ana Beatriz Gomes, Tatiana Maria Dourado, Rachel Brenner, Luiz Marinho, Paulo Scherer Tiragem desta edição: 15.000 exemplares Os conceitos e opiniões emitidas em colunas e matérias assinadas, são de responsabilidade única e exclusiva de seus autores.

Variados tipos de porcelana e cristal, joias, prataria, tapetes, objetos Art-Noveau e Art-Déco, entre outros, em exposição nas barracas montadas There is a wide variety of porcelain, crystal, jewellery, silverware and carpets, amongst other objects of interest. These are displayed and sold at stalls around the market tower.

RIO DE JANEIRO

BRASÍLIA

BELO HORIZONTE

SÁBADO - SATURDAY

Todo último final de semana de cada mês - Shopping Gilberto Salomão

• Feira de Antiguidades Tom Jobim Sábados, 10 às 17h - Av. Bernardo Monteiro - Santa Efigênia

• Shopping Cassino Atlântico Av. Atlântica, 4240 - Copacabana - Feira de Arte e Antiguidades em ambiente com ar condicionado e música • Feira do Troca - Pça XV, em frente às Barcas (Bric-à-brac onde também se pode encontrar antiguidades). DOMINGO - SUNDAY • Praça Santos Dumont (em frente ao Jóquei) - Jardim Botânico • Feira de Antiguidades de Petrópolis - Praça Visconde de Mauá • Feira de Antiguidades Downtown - Av. das Américas, 500 Barra da Tijuca

SÃO PAULO SÁBADO - SATURDAY • Feira de Antiguidades da Praça Benedito Calixto - Pinheiros DOMINGO - SUNDAY • Feira de Antiguidades do MASP - Vão Livre do Museu de Arte de São Paulo - Av. Paulista • Feira de Antiguidades do Bixiga - Praça Dom Orione - Bixiga • Feira de Antiguidades do MuBE (Museu Brasileiro da Escultura) - Av. Europa, 218 Jardins

PORTO ALEGRE • Feira do Caminho dos Antiquários - Pça. Daltro Filho - Sábados, 10 às 16h • Brique da Redenção - Domingos, 9 às 18h - Av. José Bonifácio sn. - Bom Fim • Feira do 5ª Avenida -Av. Mostardeiro, 120 - Todos sábados das 10h às 18h

SÃO LUÍS • Feira de Antiguidades de São Luís - Todo último sábado do mes no Tropical Shopping.Av. Colares Moreira, 440 - Renascença 2


A RELĂ?QUIA

Novembro de 2013 - 5


A RELÍQUIA

6 - Novembro de 2013

John Graz Viajante Praia do Nordeste

Obras inéditas de um dos maiores representantes do modernismo brasileiro, em um passeio visual pelos países onde o artista viveu ou passou temporadas, como Brasil, Grécia, Espanha, Itália e Marrocos, além da terra natal, Suíça.

exposição "John Graz, casou e se estabeleceu em Viajante" apresenta São Paulo, tendo feito em uma seleção de deseseguida várias viagens pelo nhos a guache, estuinterior do país, destaque dos em grafite, pintupara o Amazonas, de onde ras e outras peças desse arretirou a inspiração para tista nascido em Genebra e suas obras, como as anotaque se encantou com o unições de índios e barcos dos verso de luzes e cores do rios amazônicos, um dos Brasil, tendo se radicado no destaques da mostra. país desde os anos 1920. São O objetivo da exposição é 150 peças, selecionadas do levar ao público, através das acervo do Instituto John imagens, a fazer esse pasMulheres marroquinas Graz, fundado em 2005, que seio junto com o artista. Há reúne um total de 2.000 peças, além de realizar desenhos feitos no Marrocos que serão expostos pesquisas, catalogação e reconhecimento de obras pela primeira vez, assim como anotações de motido artista. vos e deuses mitológicos (Diana era a sua preferiO diferencial da mostra é o recorte com seleção da) feitos em sua temporada na Grécia. Pizoli explidas obras em função dos países onde o artista vi- ca que um dos traços da obra de John Graz é reuveu ou passou longas temporadas, como Brasil, nir às paisagens e elementos da natureza os eleGrécia, Espanha, Itália e Marrocos, além da terra mentos simbólicos de cada cultura. natal, Suíça. Ao lado de Di Cavalcanti, Anita Mal- A maioria das peças dessa mostra é de desenhos fatti e outros, o pintor, escultor, decorador, dese- a guache - "uma técnica muito difícil e que pounhista e artista gráfico John Graz expôs seu traba- cos artistas ousam fazer" - acrescenta o curador. lho na Semana de Arte Moderna de 1922, contri- Conforme Pizoli, a escolha pelos desenhos, boa parbuindo decisivamente para a renovação da pintura te ainda em caráter de estudos a serem concluídos, brasileira, influenciado pelos movimentos de van- é para demonstrar a impressionante qualidade de guarda da Europa. um lado ainda pouco conhecido do artista. "John O curador da exposição, Sérgio Pizoli, relembra Graz tem uma vasta obra ainda a ser resgatada. que John Graz era apaixonado por viagens desde a Quem não o conhece, terá agora uma ótima oporjuventude. Logo após se formar na Escola de Belas tunidade. E para quem já o conhece, poderá apreArtes de Genebra, recebeu bolsa de estudos e via- ciar obras inéditas", afirma. jou para Espanha; depois veio ao Brasil, onde se

Marrocos

A

Rio Amazonas

Itália

Rio Amazonas

SERVIÇO Exposição: John Graz Viajante Visitação: até 24 de novembro - terça-feira a domingo, das 12h às 19h Grátis Centro Cultural Correios - Rua Visconde de Itaboraí, 20. Centro - Rio de Janeiro - 2253-1580 Projeto: Instituto John Graz Curadoria: Sérgio Pizoli Patrocínio: Correios Apoio: Centro Cultural Correios


A RELÍQUIA

Novembro de 2013 - 7

EXPOSIÇÃO

Dias 29, 30, 31 de outubro e 1, 2, 3 e 4 de novembro (Ter, qua, qui, sex, sáb, dom e seg) Das 12:00 às 22:00 horas

LEILÃO

Dias 5, 6, 7 e 8 de novembro

(Ter, qua, qui e sex) às 20:30 horas


A RELÍQUIA

8 - Novembro de 2013

Antiga Galeria Nacional O Templo da Arte

Caspar David Friedrich - Paisagem marinha

A escadaria de mármore leva ao magnífico hall de entrada da Antiga Galeria Nacional

Alte Nationalgalerie (Antiga Galeria Nacional) foi criada em 1861 com o nome de Wagenersche und Nationalgalerie (Galeria Nacional Wagener), a partir da doação de um acervo de 262 obras de arte pertencentes ao banqueiro Joachim H. W. Wagener. Inicialmente, o acervo ocupou salas da Academia de Arte em Unter den Linden. Em 1876 a coleção foi transferida para o prédio na Ilha dos Museus, sua sede atual. A sede da Antiga Galeria Nacional foi construída entre os anos de 1867 e 1876, como o terceiro edifício da Ilha dos Museus, em Berlim, na Alemanha, e baseado no projeto de Friedrich August Stüler, que foi aluno de Karl Schinkel. Concebido para ter a aparência exterior de um templo da arte, possui interiores luxuosos e especialmente concebidos para exibir obras-primas da escultura e pintura do século XIX e do início do século XX. No centro da escadaria monumental do prédio há uma estátua de bronze do rei da Prússia Friedrich Wilhelm IV montado em um cavalo. O edifício foi severamente danificado durante a Segunda Guerra Mundial e parte do seu acervo se perdeu. Restaurado logo depois do término da guerra, foi reaberto parcialmente em 1949, e já estava de novo funcionando plenamente em 1955, expondo também peças de arte contemporânea. Como resultado da divisão da Alemanha no pós-guerra, a coleção também foi repartida. A maioria das peças principais permaneceu no lado oriental, sendo

A

Johann Gottfried Schadow - Princesa Louise e princesa Frederica da Prússia (1795-1797)

que a seção do século XIX foi exposta na Orangerie e depois na Galeria do Romantismo do Castelo de Charlottenburg*, só voltando à sua sede original no início da década de 1990. Depois da reunificação da Alemanha as obras modernas e contemporâneas foram transferidas para a Neue Nationalgalerie (Nova Galeria Nacional) e outros museus. Entre 1998 e 2001 a Antiga Galeria passou por nova restauração, como parte das obras de revitalização da Ilha dos Museus - que só terminarão em 2015.

Conhecendo a galeria Entrando no monumental edifício de estilo clássico, o visitante sobe a belíssima escadaria de mármore sobre um tapete vermelho que se estende para recebê-lo, e chega ao magnífico hall de entrada da galeria. No primeiro pavimento estão expostas esculturas de Johann Gottfried Schadow, Antonio Canova, Ridolfo Schadow, Berthel Thorvaldsen, Reinhold Begas e Constantin Meunier, entre outros, e pinturas de Franz Krüger, Caspar David Friedrich, Karl Friedrich Schinkel e de Adolph von Menzel, incluindo obras importantes como A sala da varanda e Moinho de Ferro, além de outras que retratam assuntos significativos da história da Prússia. Menzel dirigiu-se à dura realidade, presente no quadro Moinho de Ferro (foto): Ele ilustrou o trabalho duro na indústria do aço de forma impiedosamente realista, que era muito nova para a época. >>>


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Adolph von Menzel - Moinho de Ferro

Edouard Manet - Jardim de Inverno (1879)

Max Beckmann - Small Death Scene (Pequena cena de morte) 1906

Auguste Renoir - No Verão (1868)

Menzel magistralmente capturou a atmosfera sombria do grande salão e a labuta dos homens iluminados pelo aço brilhante. Os homens à esquerda do quadro se lavam após o trabalho feito, enquanto à direita uma refeição é devorada rapidamente durante uma pausa. Uma das obras mais populares do museu encontra-se exposta no primeiro pavimento. Trata-se da escultura de Johann Gottfried Schadow, Princesa Louise e princesa Frederica da Prússia (1795-1797). Essa grande obra neoclássica de Berlim retrata duas lindas princesas - Louise, mais tarde rainha da Prússia, e sua irmã mais nova Frederica. A escultura foi instalada na galeria pela primeira vez em 1945, saiu para Charlottenburg e depois voltou. O segundo pavimento é dedicado à pintura do Impressionismo, com obras-primas de Édouard Manet, Pierre-Auguste Renoir, Claude Monet, Edgard Degas e Paul Cézanne, e pinturas do século XIX de autores como Hans Thoma, Anselm Feuerbach, Arnold Böcklin, Hans von Marées, Wilhelm Leibl, uma extensa coleção de peças de Max Liebermann, e por fim as esculturas de Auguste Rodin, incluindo O Pensador. Embora a Galeria Nacional inicialmente apenas colecionasse arte alemã, essa restrição foi abolida em 1900 pelo ex-diretor Hugo von Tschudi, permitindo a entrada no museu de obras dos principais pintores franceses da época. Auguste Rodin - O Pensador

Entre as pinturas dos mestres do Impressionismo, destacamos dois quadros, o Jardim de Inverno, de Manet, e No Verão, de Renoir. A pintura de Manet (foto ao lado) representa mais do que apenas o retrato de um casal que eram seus amigos. A composição psicologicamente perspicaz e inteligente retrata uma pausa momentânea na conversa. Ambas as figuras parecem profundamente absortas em seus próprios pensamentos. A mulher olha para o espaço, enquanto o homem se inclina sobre o encosto do banco do jardim em um contraste sugestivo para a roupa fina de classe média alta de ambas as figuras. No quadro de Renoir (foto acima), a bela jovem sonhadora era Lise Théhot, amante do pintor. Enquanto a figura é pintada no estilo de pintura do salão do século 19, a representação da vegetação no fundo aponta para o impressionismo. O Pensador, de Rodin, é considerado como uma das mais conhecidas e mais importantes obras da escultura moderna. A figura muscular fica pensando em uma pedra áspera. O Pensador tem o ser humano como seu tema central, aquele que aproveita de seu próprio mundo intelectual sozinho, sem a segurança oferecida a ele pela religião, por exemplo. Assim, o monumento é uma celebração da liberdade espiritual, mas ao mesmo tempo é consciente da profunda solidão que essa liberdade pode levar a humanidade. Continua na página 12


A RELÍQUIA

10 - Novembro de 2013

XVII Unifor Plástica em Fortaleza

naugurada no dia 24 de outubro passado, a Fundação Edson Queiroz apresenta a XVII Unifor Plástica, exposição bianual de artes visuais, que comemora os 40 anos da fundação da Universidade de Fortaleza. A mostra reúne, no Espaço Cultural Unifor, obras de novos talentos e de renomados artistas cearenses e nordestinos, que foram selecionados para participar da mostra por curadores e críticos, como Paulo Herkenhoff, diretor cultural do Museu de Arte do Rio (MAR). Reconhecido apreciador das artes visuais, o chanceler Airton Queiroz entende a importância de valorizar obras, linguagens e expressões artísticas produzidas no Ceará e na região Nordeste. Assim, a exposição reúne obras de artistas como Leonilson, Sérvulo Esmeraldo, Rodrigo Frota, Estrigas, Nice Firmeza, Efrain Almeida, Luciano Figueiredo, Luís Hermano e Chico de Almeida, que já possuem importantes obras no acervo da Unifor. Uma lista de pré-seleção foi definida pelos curadores Paulo Herkenhoff e Marcelo Campos. Em seguida, uma comissão de seleção formada por três críticos e historiadores da arte elegeu os artistas convidados para a mostra. Segundo Paulo Herkenhoff, trata-se de uma lista elaborada de modo mais curatorial do que com ideia de julgamento. "As escolhas hoje não se fazem como júri. O público do Ceará está acostumado com um modelo antigo e precisamos educá-lo para um modelo novo. Com isso, a comissão trabalha com o espectro muito mais amplo das possibilidades estéticas oferecidas pelo ambiente artístico do Ceará".

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KARL PLATNER LEO PUTZ e dos artistas paranaenses

Alfredo Andersen Arthur Nisio Theodoro de Bona Miguel Bakun Guido Viaro

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Obra do artista Arthur Bispo do Rosário, um dos trinta artistas que terão suas obras expostas na mostra

Outros artistas selecionados para a mostra foram Zé Tarcísio, Eduardo Frota, José Guedes, Milena Travassos, Jared Domicio, Yuri Firmeza, Solon Ribeiro, Victor César, Waléria Américo, Herbert Rolim, Arthur Bispo do Rosário, Delson Uchôa, José Rufino, Marcelo Gandhi, Rodrigo Braga, Marepe, Jonatha de Andrade e Thiago Martins de Melo. Para Herkenhoff, o modelo antigo não dá conta das manifestações contemporâneas, tornando-se uma instituição mais passadista do que testemunha da arte do presente. De acordo com o curador, estimular a apreciação à produção artística local traz outros significados para além da valorização da arte do Ceará. "A Fundação Edson Queiroz representa um dos mais importantes acervos artísticos do país. A exposição ousa estar atenta para os bons contemporâneos emergentes como também para artistas de gerações anteriores".

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Reunir numa só exposição tamanha diversidade de obras certamente oferece um amplo panorama da arte produzida na região. Segundo Marcelo Campos, um dos mais renomados curadores em atividade, podemos esperar uma mostra de excelência com o que há de mais significativo na produção nordestina hoje. "Muitas mídias são utilizadas por artistas cearenses, e esses artistas têm reconhecimento nacional e internacional. Destaco as intervenções nos espaços públicos e institucionais, além de uma excelente produção em vídeo e objetos. A produção de qualidade em pintura ainda é pequena, perto de outros estados como Pernambuco, mas temos expoentes na escultura contemporânea, por exemplo". Para o curador, trata-se de uma arte que ensinou ao Brasil o modo de trabalhar com contextos locais, sem diminuir ou folclorizar a potência artística. É nesse cenário, embalado pela produção artística cearense, que a XVII Unifor Plástica vai acontecer. "Existem artistas de Fortaleza que já estão muito firmes na cena brasileira ou que já esboçam uma carreira internacional. E uma das tarefas da Unifor Plástica é apoiar esse processo histórico irreversível. Considero o ambiente na produção cearense uma das cinco ou seis mais significativas do Brasil, com singularidade e pertinência. Uma exposição como esta prova que se vive um momento favorável nas artes plásticas e que o entusiasmo é grande", defende Herkenhoff. SERVIÇO

Luiz e Creuza Marinho Rua Siqueira Campos, 143 Sobreloja 61 e 62 - Copacabana Tel. 2548-9511

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XVII Unifor Plástica Abertura: 24 de outubro de 2013, das 20h às 22h30 Visitação: 24 de outubro de 2013 a 23 de março de 2014 De terça a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados e domingos, das 10h às 18h Local: Espaço Cultural Unifor - Aberto ao público


A RELÍQUIA

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12 - Novembro de 2013

Continuação da página 9 O terceiro pavimento mostra a arte da época de Goethe, com paisagens de Jacob Philipp Hackert, retratos de Anton Graff e pintores do seu círculo, incluindo artistas alemães trabalhando em Roma, os chamados Nazarenos: Peter Cornelius, Friedrich Overbeck, Wilhelm Schadow e Philipp Veit. Também estão expostos os afrescos decorativos executados pela Casa Bartholdy de Roma, que constituem uma das mais belas séries da época. Duas salas expõem obras capitais do Romantismo, com pinturas de todas as fases de Caspar David Friedrich, uma coleção de obras de Carl Blechen, retratos de Joseph Anton Koch e Gottlieb Schick, paisagens de Joseph Anton Koch e Carl Rottmann, entre outras obras de arte. Entre as obras de Carl Blechen, destaca-se a pintura Desfiladeiro em Amalfi. A obra de Carl marca a transição entre o Romantismo e o Realismo. Ele pintou o desfiladeiro em Amalfi, após uma viagem através da Itália em que ele cruzou o Valle dei Molini. Além da paisagem espetacular, Blechen também estava interessado nos

contrastes entre natureza e civilização, esta última representada pela fumaça esvoaçante na chaminé. A Antiga Galeria Nacional faz parte do complexo de museus da Ilha dos Museus, em Berlim, abrigando uma das mais importantes coleções de arte do século XIX e início do XX, incluindo obras de Pierre Auguste Renoir, Edouard Manet, Auguste Rodin, Antonio Canova, Caspar David Friedrich, Karl Friedrich Schinkel e de Adolph von Menzel. Uma visita à Alte Nationalgalerie é fazer um passeio pelos movimentos artísticos do século XIX. São obras espalhadas pelos três andares do museu que representam o Neoclassicismo, o Romantismo, o Impressionismo, o Simbolismo, a Art Nouveau, a arte Bidermeier e o início do Modernismo. A Alte Nationalgalerie abre todos os dias, com exceção de segunda-feira, das 10h00 às 18h00, sendo que nas quintasfeiras o museu fica aberto até as 20h00. *Leia reportagem sobre Charlottenburg na edição 193 de A Relíquia.

Eucília Soares Informações: (21) 25494085 | 87802882 lilileiloeira@gmail.com Rua Siqueira Campos 143 Loja 86 - 2º piso - Copacabana - RJ

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Carl Blechen - Desfiladeiro em Amalfi

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A RELĂ?QUIA

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A RELÍQUIA

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A RELÍQ

16 - Novembro de 2013

Exaltação

O antiquário e colecionad reúne o mercado de arte seu aniversário no Shop Decoração do Shopping Cassino Atlântico

José Newton Cunha, Toy Lepesqueur e Eliana Pittman

Paisagem do Rio de Janeiro e Zé Carioca

Ao completar 50 anos de Rio de Ja arte, o gaúcho José Newton Cunha de Rio de Janeiro, cidade que o acolheu d Redentor, também representado na fe pacabana como pano de fundo. A decoração assinada por Eder Men produzindo o calçadão de Copacabana, ioca, cachorro quente Geneal, biscoitos g co, drags queen, outras peculiarida atrações musicais, cantores, e a bateria Tijuca animaram a festa para cerca de Nascido em Uruguaiana, Rio Grande o Rio de Janeiro, cidade que escolheu fiz milhares de amigos e construí minha verdade uma maneira de agradecer e m de Janeiro me deu de bom ao longo do ha, que está mudando sua residência p Com o tema Rio de Janeiro, não podi la de Copacabana, com diversos shows Jane de Castro, Rogéria, Isabelita dos P Adelaide Chiozzo e o clímax foi com a Samba Unidos da Tijuca. Em vez de presentes, o aniversarian recolhendo cerca de 1.300 latas que lantrópica Renascer.

O esplendoroso niver d Shopping Cassin

Nestor Rocha, Beth, Newton Cunha e Liliana Rodriguez

Jailton Gomes, Sr. e Sra. Leo Oiticica

Eduardo Borgerth e Rogéria

Rafael, Martha Burle, Hebert Gomes, Robson, Newton e Alex Palmieri

Tony Choqueira, Newton, Adilson Reis e Eliana Pitman

Sonia Passini Mario Sobral

"...que levou o "Rio de Janeiro" in Cassino Atlântico na noite de nove Afinal, era o aniversário de um tiquários do Festa com tema carioca e que d golfinhos, cristo redentor, biscoitos quente Geneal e a bateria da Escola E por ali passaram Eliana Pittman Jane de Castro, Gottsha, Marcio Gome a figuras nobres de nossa melhor soc arte, clientes e an Copacabana nunca mais será a Fizemos toda a produção: da deco vites a recepção, do cerim

Continua na págin


ELÍQUIA

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ão ao Rio

ador José Newton Cunha arte na comemoração do opping Cassino Atlântico

Show de Eliana Pittman

Eder Meneghine, Newton, Gottsha e Rogéria

o de Janeiro e 30 anos no mercado de nha decidiu fazer uma homenagem ao olheu de braços abertos, como o Cristo o na festa, que foi temática, tendo Co-

er Meneguine tinha toalhas de mesa reabana, a figura do personagem Zé Carcoitos globo, carrocinhas de água-de-coliaridades de Copacabana, inúmeras bateria da Escola de Samba Unidos da rca de 500 convidados. Grande do Sul, Newton mudou-se para scolheu para morar e trabalhar. "Aqui í minha vida. Acho que esta festa foi na cer e me despedir de tudo o que o Rio ngo dos anos", disse José Newton Cunência para Búzios. ão podia faltar o Carnaval vivido na orshows de artistas como Eliana Pitman, a dos Patins, Gottsha, Márcio Gomes e com a Bateria e sambistas da Escola de

rsariante recebeu latas de leite em pó, s que foram doadas a instituição fi-

Maria de Fátima Cunha, Newton e Isabelita

Elisabeth, Sérgio e Cristina Goston e Cel Vitor Albuquerque

Show de Márcio Gomes

Maria Lucia e Antonio Ferreira

Claudio Carpinter e Helena Hasslocker

Pedro Knack, Newton e Lala Baptista

Angela Pollastri e José Newton Cunha

Aroldo Moraes e Newton Cunha

André e Anne Guarise

Ana e Paulo Pite, Newton, Fernando Motta, Manuel Guimarães e D. Rosa, Sr. e Sra. Walter Gisermam

Jane de Castro, Rogéria e Newton

Newton, Machado, Marisa e Clau Rodrigues

niver de Newton Cunha assino Atlântico

eiro" inteiro para dentro do shopping nove de outubro, aliás, linda noite! de um dos mais queridos "hots" anios do Brasil! que deu direito a borboletas azuis, scoitos globo, drags queen, cachorro Escola de Samba, Unidos da Tijuca. Pittman, Isabelita dos Patins, Rogéria, Gomes, Adelaide Chiozzo, misturadas hor sociedade, leiloeiros, galeristas de tes e antiquários. será a mesma depois desta festa!!!! da decoração a gastronomia, dos cono cerimonial aos shows!"

na página seguinte

Eder Meneghine

Dag Saboya


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A RELÍQUIA

Novembro de 2013

Continuação da página 17

Bolo de aniversário "Corcovado"

Decoração

Show de Gottsha

Edy e Marlene (Feira do Troca)

Juju Maravilha

Décio e Marilaine dos Santos

Passistas da Unidos da Tijuca, Newton e Toy

Aloisio Castro, Newton e Bruna Claudio Valente e Rose Pinto

Cecília (Feira do Cassino Atlântico)

Isabelita dos Patins

Bruno e Silvia da Unidos da Tijuca

Fernanda Gonzales e Newton


A RELÍQUIA

Novembro de 2013 - 19

Drink & Drama II F Maria Karenina Lacerda, Ricardo Newton e Rafaela Sarmento

Liz Mirelli

oi um grande sucesso a segunda edição do evento Drink & Drama, realizada de 17 a 23 de outubro, no Espaço Ernani de Arte e Cultura. A mostra reuniu um grupo de 30 artistas para exposição coletiva de pinturas sobre variadas situações em que bebidas e ações humanas se misturam nos mais variados contextos. A mostra contou com diversas atrações nos seus primeiros 4 dias, como os shows das bandas Divã Intergaláctico e Poesia On The Rocks, apresentação da esquete 'Bão, o Lutador', com Breno Augusto Guimarães e apresentação da peça de teatro "Bosque das Delicias" e uma mesa de debates sobre o tema Drinques e Dramas.

Dárcio Augusto, Luiza e seu pai Edgard Catoira

Horácio Ernani e Regina Guimmarães

Luiz Rocha e Bruna Belém

Grande leilão residencial da Barata Ribeiro Conrado leiloeiro convida a todos para o leilão a ser realizado na rua Barata Ribeiro 659, apt 701 (próximo a rua Constante Ramos) Lotes contendo: brechó chique, porcelanas, prataria, cristais, quadros nacionais e estrangeiros, mobiliário, esculturas, tapetes persas, bebidas importadas, jóias e muito mais. Não percam!

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Captaç consta ão nte de peças par leilões a .


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A RELÍQUIA

Novembro de 2013

Leilão de Novembro Quadros, Porcelanas, Cristais, Móveis e curiosidades em geral.

Exposição: Dias 23 e 25 de novembro de 2013 Sábado das 10 às 17h Segunda-feira das 10 às 19h

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Sede: Rua Frei Caneca, 165 e 173 - Centro - RJ Tel: (21)2509-4149 / (21)9896-9120 / (21) 7897-3283 / (21) 8162-2529. Email: capadocia173@gmail.com Site: www.capadociantiguidades.com.br CAPTAÇÃO PERMANENTE DE PEÇAS PARA LEILÃO Realização:

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Novembro de 2013

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Novembro de 2013 - 23

Julia Jacobina

São Paulo: Arte & Estilo

O triunfo do detalhe (E depois, nada) Mostra de acervo do bre papel de mais de 60 MASP com 60 obras de artistas, o mais antigo, de grandes artistas dos últiautoria de Henry Chammos cinco séculos. berlain, data de 1820 e o A mostra O triunfo do mais recente, de Alex Cerdetalhe (e depois, nada) é veny, de 1991. Outros ardividida em três seções, tistas da seleção incluem em que cada uma se refeWesley Duke Lee, Pedro re a um momento especíAmérico, Artur Barrio, Vifico da arte, que retratam cente do Rego Monteiro, a mudança da valoração Mira Schendel, Helio Oitido detalhe como elemencica, Victor Meirelles, Frans to da concepção artística. Krajcberg, Ivan Serpa, FlaNas palavras do curador, vio de Carvalho, Cildo "durante largo período a Meireles e Benno Treidler. arte foi, primeiro, a arte Fato aberto: o desenho do detalhe, de reproduzir no acervo da Pinacoteca o detalhe ou criar detado Estado é apresentada lhes imaginários. O sentiem quatro eixos temáticos, do da arte estava não raro distribuídos ao longo das no detalhe, um dos indísalas de exposições tempocios fortes do valor do rárias do segundo andar artista. Seguiu-se um pe- O triunfo do detalhe (E depois, nada) mostra do museu, que são: Maríodo em que o detalhe de acervo do MASP com 60 obras de grades pear o mundo, o desenho começa a dissolver-se, e como ponto de partido paartistas dos últimos cinco séculos com ele toda a pintura; e, ra a compreensão do mundepois, um terceiro tempo em que sai de cena". do, a tentativa de entender o mundo a partir do Serão expostas 60 obras entre obras icônicas, e traço sobre o papel; Corpo e personalidade, a intioutras em busca de novos caminhos, permitem midade possibilitada pelo meio do desenho para um exercício essencial em arte: vê-las sempre des- o espelhamento do corpo e da personalidade, rede outra perspectiva. Tendo entre os destaques, tratos, tipos, sugestões do corpo; Os prazeres do trabalhos de Monet, van Gogh, Cézanne, Veláz- ócio, os desenhos produzidos em momentos de quez, Tiziano, Frans Hals, Picasso, Regina Silvei- ócio e/ou que reproduzem a sensação do ócio. O ra e Leon Ferrari. rabisco de artistas, e o desenho de telefone; e ConInformações Gerais: MASP - A partir do dia vite ao raciocínio, o desenho como exercício mental 01 de Novembro, no 2º andar, Galeria Georges e intelectual, produzindo/reproduzindo narrativas, Wildenstein significações, conceitos e modos de pensar. Informações Gerais: Pinacoteca do Estado de Fato Aberto: O desenho São Paulo - Praça da Luz, 2 - São Paulo, SP

no acervo da pinacoteca do estado

A Pinacoteca do Estado de São Paulo apresenta, a partir do dia 21 de Novembro, a exposição, Fato aberto: o desenho no acervo da Pinacoteca do Estado. O titulo da mostra foi inspirado em um texto de Mário de Andrade intitulado Do desenho. Segundo ele, o desenho é "uma transitoriedade e uma sabedoria" e que ele é "por natureza, um fato aberto". Composta por cerca de 140 obras, a mostra tem como objetivo apresentar ao público um grupo de desenhos do acervo da Pinacoteca, reunidos ao longo dos seus mais de 100 anos de história e raramente expostos. A exposição contará com obras so-

Brutalidade Jardim A galeria Marília Razuk apresenta, desde o dia 30 de outubro, a exposição Brutalidade Jardim, sobre o processo de formação da sociedade brasileira, a partir da importação de uma cultura europeia e sua adaptação ao "novo mundo". A exposição tem curadoria de Kiki Mazzucchelli, responsável por mostras como Mitologias por SP, no MAM, e A Séance for Geometry, na Madoxx Gallery, em Londres, Hüseyin Bahri Alptekin, no Sesc Pompeia, entre outras. E trará obras dos artistas Adriano Amaral, Alexandre Canonico, Ana Luiza Batista, Clara Ianni, Debora Bolsoni, Fabio

Raquel Garbelotti - Puxadinho (Cobogó), 2013. Tijolo de maquete e argamassa. 14,3 x 13,7 cm

Gurjão, Johanna Calle, Jorge Pedro Núñez, José Bento, Laercio Redondo, Maria Laet, Marlon de Azambuja, Mauro Cerqueira, Raquel Garbelotti, Renata Bandeira e Rodrigo Matheus. O título da exposição "Brutalidade Jardim" faz parte de um verso do romance Memórias sentimentais de João Miramar (1924), de Oswald de Andrade, popularizado pela canção de Gilberto Gil, Geléia Geral (1968). A exposição constrói um núcleo poético capaz de unir obras de conceitos e formas distintas que partilham de uma mesma sensibilidade e enunciam os aspectos contraditórios da formação brasileira, a partir do embate "entre a força desorganizadora da natureza tropical e a vontade racionalista da arquitetura", afirma Kiki. "Arquitetura e natureza funcionam aqui como uma espécie de alegoria dessas forças opostas de organização e caos que caracterizam nosso processo de formação cultural", completa a artista plástica. A junção do legado da arquitetura europeia e da herança negra e indígena, que deu origem a uma escola brasileira de vanguarda do neoconcretismo, também é abordada pela curadora na exposição. Segundo ela, "a tradição artística geométrica (de origem européia) no Brasil deu origem a um desdobramento único com o Neoconcretismo, agregando o dado temporal, participativo e sensorial ao abstracionismo geométrico". Informações Gerais: Até 30 de novembro na galeria Marilia Razuk - Rua Jerônimo da Veiga 131 - SP

Cazuza mostra sua cara O museu que já recebeu a obra de Fernando Pessoa, Guimarães Rosa e Rubem Braga, entre outros, recebe agora, pela primeira vez, um letrista da música popular e não um escritor, 'apenas'. "Esperamos com isso nos aproximar ainda mais do público", reforça Hugo Barreto, secretário-geral da Fundação Roberto Marinho. Montada no primeiro andar do Museu até o dia 23 de fevereiro de 2014, a mostra apresenta Cazuza como um dos expoentes da canção popular, que soube unir a tradição escrita à oral, fazendo a poesia circular livremente do livro para a música. Informações Gerais: Museu da Língua Portuguesa: Praça da Luz, s/nº, Centro São Paulo - SP


A RELÍQUIA

24 - Novembro de 2013

Ilha de Man Ilha de Man, que faz parte do conjunto geográfico das Ilhas Britânicas, possui uma história rica e interessante que começa muito antes da era cristã, com os Manx, uma tribo celta, passa pelos vikings que deixaram as influências mais importantes, e chega finalmente aos escoceses e ingleses. Sua atual situação política é muito especial, pois, não fazendo parte nem sendo domínio estrangeiro do Reino Unido, continua sendo dependência da Coroa Britânica. A rainha Elisabeth II detém o título de Senhor de Mann (Lord of Mann) e o representante da coroa na ilha é o Lieutenant Governor. A defesa e as relações externas são da responsabilidade do governo do Reino Unido. Graças a essa situação toda especial algumas de suas leis, moeda, impostos, bandeira e hino nacionais são diferentes daqueles adotados no resto da Grã-Bretanha, e seu Parlamento de origem viking é tido como o mais antigo do mundo em funcionamento contínuo. A tranquilidade da ilha é garantida pelos bons fluídos controlados por curiosos duendes que - acredita-se - se espalham pela ilha. Localizada no mar da Irlanda, eqüidistante da Inglaterra, Irlanda, Escócia e País de Gales, Man é uma mistura única desses quatro países. Sua área não é muito extensa; no entanto, reúne, nos seus 588 quilômetros quadrados, uma história fascinante, paisagens indescritíveis e muito lazer. Seu nome vem dos Manx, a tribo celta que ocupou a ilha por volta de 2000 a 1500 a.C. Contudo,

A

o Reino de Man propriamente dito originou-se das incursões vikings iniciadas há mais de mil anos e durou cerca de três séculos. Assim, orgulhosa de suas heranças célticas e nórdicas, a ilha de Man Ellan Vannin ou Mannin, em gaélico - é rica nas suas ligações com o passado, e onde quer que se vá há lembranças dos tempos em que era governada pelos celtas, vikings, escoceses e ingleses. Partindo-se por mar da Inglaterra, chega-se à ilha de Man por sua capital, Douglas, e à medida que ela vai aparecendo no horizonte avistam-se as primeiras montanhas, que ficam atrás da baía de Douglas, e as silhuetas dos monumentos que dão um toque romântico ao panorama. Desembarcando, não há quem resista aos bondes puxados a cavalos que trafegam pelas ruas alegres da cidade ou às lindas praias que se espalham ao redor. Em Douglas, o museu Manx oferece uma interessante viagem através da história da ilha, e no porto, além do movimento incessante dos barcos, pode-se avistar o farol. A House of Keys - câmara alta - é outro ponto de destaque, e no Parque dos Nobres fica a famosa criação de gatos sem rabo. Outra atração é o jardim Summerhill Glen, que reúne uma bela amostra de fauna subtropical. À noite, a cidade explode em luzes, música e entretenimento, com shows, bailes, discoteca e até um cassino. Contudo, Douglas é apenas um dos balneários da ilha, e cada um deles tem suas características próprias. Seguindo a estrada que parte em direção ao sul, chega-se a Castletown, que até cem anos atrás era a capital da ilha. A cidade deve seu nome ao bem conservado castelo medieval de

Rushen, que abrigava os reis da ilha de Man. Foram os vikings que, há cerca de nove séculos, construíram a fortaleza da qual se originou este belíssimo castelo, testemunho de grande parte da história da ilha. Em Castletown existe ainda um museu náutico. As cidades gêmeas de Port Erin e Port St. Mary ficam na extremidade sul da ilha. Nesta península fica localizado o Museu Folclórico, no qual se encontram casas de campo e oficinas Manx muito bem preservadas. Bem no meio da costa oeste fica Pell, chamada cidade do pôr-do-sol. Suas ruas estreitas parecem quase intocadas pelo progresso, dando à cidade um aspecto mais Manx do que qualquer outra parte da ilha. O castelo localizado na ilha de St. Patrick domina a cidade e se liga ao monte Pell através de uma estrada pavimentada. Construído há cerca de mil anos, o castelo serviu de residência aos reis da ilha de Man. Dentro das duas muralhas estão as ruínas da Catedral de São Germano, antiga sede do bispado de Sodor e Man. A construção em arenito vermelho originou-se provavelmente de um pequeno forte viking, e todos os verões os habitantes da cidade encenam a invasão nórdica, seguida de um carnaval noturno. Descendo em direção ao sul chega-se a Lexey, com sua pequena baía e os jardins ornamentais. A grande atração do local é Lady Isabella, uma enorme roda de água - a maior do mundo, com 32 metros de diâmetro -, usada para bombear água das antigas minas de chumbo, antes do seu fechamento em 1929. >>>

Vista da Ilha de Man; o casario da orla marítima é tipicamente ingês e não interfere na paisagem montanhosa ao fundo


A RELÍQUIA

Novembro de 2013 - 25

Barcos ancorados na baía de Ramsay, um dos balneário da ilha

Fazenda nas imediações de Castletown com suas construções medievais

Os tradicionais bondinhos da ilha

É nesta cidade que se encontra o ponto inicial da ferrovia que conduz ao ponto culminante da ilha, o pico Snaefell. No norte da ilha há o interessantíssimo Museu Murray, com sua curiosa coleção de motocicletas, vitrolas automáticas, caixas de músicas, câmaras fotográficas, espingardas, espadas e bicicletas dos anos vinte. Além de todas estas atrações, a ilha ainda exibe fortalezas celtas, sepulturas vikings e muros medievais que, espalhados por todo o interior, relembram que Man é impregnada de história. Entre os monumentos antigos não podem ser esquecidos as trinta cruzes pré-nórdicas expostas na igreja paroquial de Maughold;os cemitérios préhistóricos de Cashtal-yn-Ard e Meayll Circle; a vivenda celta de Lagny-Killey; o túmulo viking em forma de barco em Balladoole; as casas celtas e nórdicas em Braaid; a capela medieval de Castletown, e o forte Derby na ilha de Fort. Contudo, o local historicamente mais importante da ilha é Tynwald Hill, situado no campo do antigo parlamento de St. John. É a colina em que no dia 5 de julho de cada ano os dignitários de Man se reúnem para a famosa cerimônia de Tynwald, o tradicional Parlamento Manx. Este foi estabelecido pelos vikings há mais de mil anos e permanece funcionando ininterruptamente, conservando a sua forma original de trabalho e alterando pouco o cerimonial. Viajando-se pela ilha depara-se a todo momento com o emblema nacional Manx - três pernas humanas. Sua origem é incerta, mas acredita-se que tenha vindo da Sicília, provavelmente no sé-

Castelo de Peel e as ruínas da catedral de São Germano

culo XIII. No entanto, ele já aparece nas moedas da época do domínio nórdico, que data do século X. Estes exemplos mais antigos mostram sempre as pernas correndo na direção dos ponteiros do relógio, mantendo, portanto, a característica do antigo símbolo pagão do Sol. As lendas populares, contudo, relacionam-nas com Manannan, deus celta do mar e do qual se originaria o nome da ilha. Aliás, onde quer que se vá em Man, escutamse lendas, quase sempre relacionadas com duendes: os Mooinjer-ny-gione-veggey são os bondosos, enquanto os Phynnodderees são travessos e podem causar complicações. A ilha de Man é famosa também como centro de competições esportivas. A partir da Páscoa até setembro há um calendário ininterrupto de competições nacionais e internacionais, com destaque para o motociclismo. Todos os anos, no mês de junho, é realizado o International Trophi Race, com provas de velocidade, motocross e rally disputadas pelos mais destacados corredores do mundo. Assim a ilha de Man, sem recursos naturais extraordinários, aproveitou a paisagem, localização geográfica privilegiada e clima agradável para transformar o turismo na sua mais importante fonte de renda. Dessa maneira, no seu reduzido espaço físico a ilha de Man reúne uma extensa variedade de atrações naturais sustentadas por um bem estruturado complexo turístico. E, como se isso não bastasse, ela ainda guarda exemplos magníficos de um rico passado histórico e um folclore povoado de duendes que lhe dão um toque mágico.

Castelo de Rushen em Douglas


OBRAS DESAPARECIDAS

A RELÍQUIA

26 - Novembro de 2013

O Espólio de LAERTES MOURA FERRÃO, falecido em Janeiro de 2011, na figura do inventariante Francisco Neves Ferrão, comunica o desaparecimento de várias obras de arte do apartamento onde morava o colecionador paulista, localizado no 9.o andar da Av. Nove de Julho, 4782, em São Paulo. Entre as obras desaparecidas, destacamos:

ALFREDO VOLPI, anos 1.930, óleo sobre tela, denominado "CANINDÉ" ALFREDO VOLPI, têmpera sobre cartão, anos 1.950, estudo fase concreta "PIRAMIDAL"

ANITA MALFATI representando figura de mulher

ISMAEL NERI, aguada sobre papel representando dois homens e uma mulher, reproduzido à página 187 do livro sobre a obra do artista

CANDIDO PORTINARI representando um "CLARINETISTA", reproduzido no catálogo raisonée do artista à página 287

Também estão desaparecidas: um quadro de autoria de E. DI CACALCANTI, desenho a nanquim sobre papel; outro quadro de autoria de E. DI CAVALCANTI, desenho sobre papel,representando figura de mulher e uma imagem de Nossa Senhora da Conceição - 55 cm

CÂNDIDO PORTINARI denominado "NEGRINHA" (ou "Cabeça de Preta"), reproduzido no catálogo raisonée do artista

Nossa Senhora do Carmo 56 cm

São João Batista - 85 cm

Bom Jesus de Pedra Fria Jesus Sentado 53 cm

São Benedito

Pedimos a quem por ventura souber do paradeiro de alguma ou de todas as obras, que entre em contato através do telefone (11) 99228-7869.

OBRAS ADQUIRIDAS POR ESTELIONATÁRIOS


A RELÍQUIA

Novembro de 2013 - 27

Antonio Parreiras e seu museu

Museu Antonio Parreiras realiza exposição panorâmica do seu acervo no vizinho Museu do Ingá. Evento comemora as sete décadas do MAP e mostra o projeto de requalificação e restauração de seus prédios e jardins

ara marcar seus mais de 70 anos, o Museu Antonio Parreiras, espaço da Secretaria de Estado de Cultura, realiza a exposição "Antonio Parreiras e seu museu" no vizinho Museu do Ingá, de 17 de outubro a 21 de janeiro de 2014. As datas de abertura e de encerramento da exposição não foram escolhidas por acaso: dia 17 de outubro foi o aniversário de morte de Parreiras e, dia 21 de janeiro, o dia em que o museu foi inaugurado. O primeiro museu brasileiro dedicado à obra de um único artista inicia, até o fim do ano, obras inéditas de restauração de seus prédios e jardins, construídos há mais de um século. Atualmente, o MAP está fechado à visitação pública, mas continua atendendo pesquisadores. Criado em 1941, no bairro do Ingá, em Niterói, o Museu Antonio Parreiras divulga e preserva a obra do artista e suas coleções, na casa projetada pelo renomado arquiteto Ramos de Azevedo e construída por Antonio Parreiras, reconhecido como o maior pintor paisagista brasileiro. A exposição, com curadoria de Pedro Vasquez, Paulo Knauss e Kátia de Marco encontra-se dividida em quatro segmentos para apresentar um panorama do acervo do MAP, com 62 obras, entre pinturas e desenhos do artista e seus contemporâneos, aspectos de sua biografia, uma cronologia histórica do prédio - casa, atelier e museu, além do Programa de Requalificação Institucional, com a proposta de sua restauração civil e renovação de conteúdos e programação. Complementando a exposição, haverá ações educativas e de interação com a comunidade, entre elas, o seminário com os curadores, lançamento do catálogo da exposição e de um documentário sobre o museu, em parceria com a Unitevê da Universidade Federal Fluminense. A exposição acontece também no momento de fundação da Associação de Amigos do Museu Antonio Parreiras - AMAP.

P

Sala Antonio Parreiras e sua arte Com curadoria de Kátia de Marco, diretora do MAP - enfatiza a vertente paisagística da obra de Antonio Parreiras na seleção de pinturas emblemáticas exercitadas ao ar livre, gênero no qual o artista mais se destacou. Como complemento, serão mostradas significativas obras na representação da sua pintura histórica e de figuras humanas pertencentes ao acervo do MAP.

Sala Arte Brasileira e Arte Estrangeira Com curadoria de Paulo Knauss - a arte no tempo de Antonio Parreiras, apresentando obras de pintores brasileiros e europeus contemporâneos do artista, destacando telas de seus amigos e colaboradores, além de peças da Coleção Alberto Lamego, conhecido colecionador fluminense de arte da época.

História de um pintor contada por ele mesmo O curador Pedro Vasquez traça um perfil autobiográfico do artista, composto por trechos ex-

Antonio Parreiras Dolorida - Nu feminino (Paris, França)

Embaixo: Nicolau Antonio Facchinetti. Vista da entrada da baía do Rio de Janeiro, s/d. Óleo sobre tela 35 x 84,4 cm (com moldura)

Antonio Parreiras. Árvore Morta, 1936. Óleo sobre tela 94,3 x 117,6 cm

traídos das páginas do livro original História de um pintor, publicado por Antonio Parreiras em 1926 e, em edição revista pelo autor, em 1936, um ano antes de seu falecimento. Vazquez também destaca a "Sala Cronologia: Antonio Parreiras - casa, atelier e museu", - uma cronologia ilustrada dos 108 anos da casa e 71 anos do MAP com material iconográfico pertencente ao seu arquivo histórico, valorizando sua rica coleção documental, ainda pouco conhecida do grande público, além de apresentar uma analogia com momentos significativos da História durante o período e depoimentos em vídeo de personalidades vinculadas à obra de Antonio Parreiras.

O Museu Antonio Parreiras Localizado numa área de 5.000 m2, o MAP se divide em três edificações, interligadas por um jardim romântico, traçado pelo próprio artista. O antigo ateliê e a casa onde viveu seu filho Dakir costumavam sediar as exposições de longa duração. Na Vila Olga, onde residiu sua filha, que dá nome ao espaço, funciona atualmente a reserva técnica. O complexo arquitetônico do MAP foi tom-

bado pelo (IPHAN), em 1967. Construído para ser a residência e ateliê de Antonio Parreiras, foi viabilizado pela venda de suas obras, em importante exposição em São Paulo. No chamado "Palácio da Rua Tiradentes", Parreiras viveu com sua família e trabalhou por 43 anos em seu ateliê, realizando parte significativa de sua obra e inúmeras exposições, do final do Império ao início da República. Após o falecimento do artista, em 1937, o Estado do Rio de Janeiro adquiriu da família todo o espólio, e fundou o Museu Antonio Parreiras, em 21 de janeiro de 1942. O acervo do MAP se formou com as obras, documentos, fotografias e coleções do Parreiras e, ao longo dos anos, cresceu a partir de aquisições periódicas e doações privadas e públicas. Obras significativas de Antonio Parreiras valorizam o acervo, como os conjuntos pictóricos de paisagens, de fatos históricos e de figuras, com destaque para os nus femininos. Nas obras das coleções do artista se destacam o tríptico "Terra Natal", "O Fogo", "Os Invasores" e "Dolorida". O MAP também abriga a Coleção Alberto Lamego, de obras das escolas Flamenga, Holandesa, Italiana e Portuguesa dos séculos XVI ao XIX. SERVIÇO Exposição "Antonio Parreiras e seu museu" Até 21 de janeiro de 2014 Local: Museu do Ingá Rua Presidente Pedreira, 78 - Ingá - Niterói - RJ Telefone: (21) 2717-2919 / museudoinga@hotmail.com Funcionamento: Terça a sexta, das 12h às 17h Sábado, domingo e feriados, das 13h às 17h


A RELÍQUIA

28 - Novembro de 2013

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A RELÍQUIA

Novembro de 2013 - 29

Feira de Antiguidades - Praça Santos Dumont Gávea (em frente ao Jockey Club) Todos os domingos das 9 às 18 horas

Associação Brasileira de Antiquários Tel: (21) 2548-9614 - Fax: (21) 2257-2392 - Email: aba@rionet.com.br


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30 - Novembro de 2013

ZERO chega à Fundação Iberê Camargo A exposição internacional reúne em Porto Alegre, entre 5 de dezembro e 4 de março de 2014, obras de um dos mais marcantes movimentos de vanguarda do século XX m dezembro, a Fundação Iberê Camargo recebe a mostra ZERO, uma reunião de obras do movimento homônimo que, por meio de arranjos pictóricos dispostos em série e estruturas de luz vibratórias, alterou de forma decisiva a arte da Alemanha pós-guerra e se espalhou por diversos países, inclusive pelo Brasil. O novo conceito buscava um recomeço para as artes visuais e se transformou em uma das mais marcantes correntes de vanguarda do século XX. Com curadoria da historiadora de arte de Colônia, Heike van den Valentyn, a exposição apresenta uma coletânea com trabalhos de 24 artistas europeus e latino americanos e reflete a convergência de influências entre nomes de ambos os continentes, como Yves Klein, Günther Uecker, Otto Piene, Heinz Mack, Lucio Fontana, Almir Mavignier, Abraham Palatnik e Jesús Rafael Soto. A mostra itinerante, que já passou pelo Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, inaugura na Fundação Iberê Camargo no dia 5 de dezembro e poderá ser visitada pelo público de 6 de dezembro a 4 de março de 2014, com entrada franca e patrocínio da Gerdau, Itaú, Vonpar, De Lage Landen e Allianz. De abril a junho do próximo ano, poderá ser vista também na Pinacoteca do Estado de São Paulo. A exposição integra o calendário da "Temporada Alemanha + Brasil 2013-2014" e conta com a parceria do Goethe-Institut, da Alemanha, e o apoio do Ministério NRW e Pro Helvetia. As obras se concentram, na sua maior parte, no início da formação do ZERO, no final da década de 1950, até a sua dissolução em meados da década de 1960. Os modernos modos de pensamento e de trabalho do grupo são revisitados em espaços reinstalados especialmente para a mostra. Instalações de espelhos, como a do suíço, Christian Magert, ou a Chuva de Luz de Günther Uecker, feita com tubos de alumínio e luzes de neon, são alguns dos trabalhos que irão transportar o visitante para um mundo de sensações e movimentos lúdicos. Ambientes como o Espaço de Luz, de Otto Piene, que apresenta uma instalação em plástico, luzes e motor, e o Espaço Elástico, produzido com elásticos fluorescentes que se movem e criam uma animação eletromecânica, iluminando um local escuro, também compõem a mostra ZERO. Muitas das peças convidam o espectador a interagir, movimentando ou mudando a sua estrutura de maneira manual ou eletromecânica. Dessa forma, o público pode vivenciar a exposição com todos os seus sentidos. Em outros trabalhos, por meio da experimentação de novas técnicas e materiais, os artistas deixaram-se levar pelo acaso e pelas forças da natureza para dinamizar a superfície da imagem, como as instalações e relevos do francês Yves Klein - todas elas no pigmento de azul

E

Manifestação do Grupo ZERO

Grupo ZERO

Otto Piene - Historia de incêndios

vivo criado pelo artista. Materiais como pregos, rolhas, algodão, esponjas e outros objetos do cotidiano, também entram em cena na mostra e provocam a ruptura de telas, transformando a imagem em objeto. ZERO se organiza de maneira que as peças dialoguem entre si, uma opção da curadora para representar a conexão inconsciente entre europeus e sul-americanos, que criavam obras semelhantes na mesma época, nem sempre sabendo da existência uns dos outros. Essa particularidade fez com que o movimento se tornasse bastante flexível e não homogêneo.

A formação do grupo ZERO em 1958 por Heinz Mack e Otto Piene, assim como as obras dos artistas, aos quais dois anos depois juntou-se também Günther Uecker, pretendiam ser uma virada, uma renovação para substituir a "sobrecarregada arte pós-guerra". ZERO designou um novo começo em termos históricos e artísticos por ter deixado princípios da arte para trás. Na sequência de experiências opressivas da guerra e em distinção do expressionismo abstrato europeu de pintura gestual, o informalismo, o grupo elaborou conscientemente uma linguagem monocromática pictórica repleta de luz. O grupo foi fundado em Düsseldorf, porém provocou desde o início a incorporação de uma cena dinâmica que transcendeu as fronteiras nacionais. Em paralelo surgiram outros agrupamentos de artistas na França, Itália, Japão e Países Baixos. Estreitas ligações e um intercâmbio intensivo e inspirador se originou também entre alemães e vários artistas sul-americanos. Artistas de renome internacional, como o brasileiro Almir Mavignier ou o venezuelano Jesús Rafael Soto pertenciam igualmente a esse estreito círculo, assim como o artista argentino Lucio Fontana. SERVIÇO Exposição "ZERO" Abertura: 5 de dezembro, das 19h às 21h Visitação: de 6 de dezembro a 4 de março de 2014 Local: Fundação Iberê Camargo - Av. Padre Cacique, 2000, Praia de Belas - Porto Alegre - RS - Entrada franca. Curadora: Heike van den Valentyn


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Novembro de 2013 - 31

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