RTI-Agosto-2022

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DESTAQUES Ano 23 - Nº- 267 Agosto de 2022

Redes abertas e desagregadas

O amadurecimento do setor de telecomunicações mostra a tendência natural de operadoras e empresas de adotarem o conceito de redes abertas. A reportagem apresenta a evolução da tecnologia de acesso nesse cenário, as implantações no mundo e as soluções já disponíveis no mercado.

ESPECIAL

20

Pequenos data centers: os desafios atuais

Os data centers de pequeno porte continuam sendo uma demanda comum no mercado. Veja quais são os principais aspectos a serem considerados no projeto, operação e implantação desse tipo de instalação.

INFRAESTRUTURA

30

Guia de produtos para CFTV IP e controle de acesso

O leitor poderá conhecer a oferta dos fornecedores de câmeras fixas e móveis, soluções de gravação (NVR, DVR e VMS), intercomunicadores, dispositivos de sistemas e analíticos de áudio e vídeo, bem como seus recursos e funcionalidades.

SERVIÇO

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Fibra ribbon rolável reduz espaço ocupado em data center

Capa

Foto: Shutterstock

A tecnologia maximiza o espaço ao permitir a colocação de até o dobro de fibras no mesmo diâmetro dos cabos flat tradicionais. Para um data center que aluga espaço para múltiplos usuários, quanto mais fibra colocar dentro de um duto, maior será a receita.

CABOS ÓPTICOS

38

Qualidade da energia em provedores regionais

As redes de comunicação dos provedores regionais comportam sistemas de gerenciamento complexo, que precisam contar com um fornecimento de energia confiável e de qualidade para maximizar sua eficiência e o tempo de funcionamento.

REDE ELÉTRICA

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Entendendo a velocidade e o atraso de propagação de sinais em cabos metálicos Neste artigo são discutidos os conceitos fundamentais sobre a transmissão de sinais em cabos de cobre, diretamente relacionados a sistemas de cabeamento estruturado e que afetam os resultados dos testes de certificação em campo.

CABEAMENTO ESTRUTURADO

48

Revertendo a tendência de crescimento de custos com interrupções

O artigo traz estratégias para minimizar a exposição ao downtime, incluindo novos enfoques à redundância e escalabilidade de UPS, monitoramento e acesso remoto, baterias de íon-lítio e técnicas para distribuição de energia de alta disponibilidade.

DATA CENTERS

58

SEÇÕES Editorial

4

Informações

6

Em Rede

64

Interface

68

Segurança

74

Atendimento ao leitor

76

Produtos

78

Publicações

80

Índice de anunciantes

80

ISP em Foco

82

As opiniões dos artigos assinados não são necessariamente as adotadas por RTI, podendo mesmo ser contrárias a estas.


EDITORIAL

ARANDA

EDITORA

TÉCNICA

CULTURAL

LTDA.

Diretores: Edgard Laureano da Cunha Jr., José Roberto Gonçalves, e José Rubens Alves de Souza (in memoriam)

Redes abertas e definidas por software

REDAÇÃO: Diretor Diretor: José Rubens Alves de Souza (in memoriam) Jornalista responsável: Sandra Mogami (MTB 21.780) Repórter: Fábio Laudonio (MTB 59.526) SECRETÁRIA DE REDAÇÃO E PESQUISAS: Milena Venceslau

A tecnologia de banda larga evoluiu nas últimas décadas e

seu futuro é bastante promissor. A grande aposta está nas redes abertas e desagregadas, com hardware “comoditizado” baseado em padrões e códigos open source. O ecossistema interoperável de vários fornecedores, no lugar de soluções proprietárias ou fechadas, contribui para a criação de sistemas mais econômicos e sustentáveis, e capazes de suportar velocidades de acesso cada vez maiores. A desagregação de rede de acesso banda larga, combinada com a capacidade de programação, permite que as operadoras e provedores mudem de OLTs legadas para hardware white box com controle definido por software (SDN). A principal organização que está liderando o movimento é a ONF - Open Networking Foundation, consórcio sem fins lucrativos que reúne operadoras e empresas do setor de telecomunicações para a construção colaborativa das próximas gerações de redes móveis e de banda larga. A ONF desenvolveu a plataforma de referência habilitada para SDN (SEBA) com componentes e suporte a tecnologias de acesso virtualizado, incluindo PON e G.Fast. Um outro padrão é o VOLTHA, que oferece uma abstração da camada de hardware para os equipamentos de acesso. A redução de despesa operacional está entre os principais benefícios das redes abertas. No modelo legado, o Capex e Opex são repassados como custo combinado de um único fabricante. Na versão proposta, os custos caem à medida que os provedores passam a usar OLTs white box e chipsets de diversos fornecedores. A automação é um outro destaque, com recursos de gestão, atualizações mais rápidas e melhor detecção de falhas. Há inúmeros projetos de inovação conduzidos por iniciativas internacionais em curso no mundo. Os provedores de serviços de banda larga estão começando a desagregar suas redes, com atividades e testes ocorrendo na Europa e na Ásia não apenas na banda larga fixa, mas também no 5G, com o Open RAN - Radio Access Network. De acordo com os especialistas, as redes ópticas abertas serão fundamentais para suportar a crescente demanda por largura de banda. A tendência é confirmada pelo recente estudo feito pela ACG Research e patrocinado pela norte-americana Infinera, uma das maiores fornecedoras de equipamentos ópticos de transporte verticalmente integradas. Segundo o relatório, todos os segmentos de rede projetados apontam para um crescimento anual de tráfego entre 46% e 39% até 2025, o que representa uma forte motivação para as operadoras reavaliarem suas arquiteturas. A desagregação também traz novos desafios, como dificuldades técnicas e operacionais dos equipamentos e questões de interfuncionamento de múltiplos fornecedores. Serão necessárias ferramentas de gerenciamento, técnicas e insights de dados inteligentes em várias interfaces no caminho de conectividade de dados fim a fim. A reportagem que começa na página 20 apresenta o cenário e as soluções já disponíveis no mercado.

Sandra Mogami – Editora sm@arandaeditora.com.br

PUBLICIDADE NACIONAL: Gerente comercial comercial: Élcio S. Cavalcanti Contatos: Rodrigo Lima (rodrigo.lima@arandaeditora.com.br) Cibele Tommasini (cibele.tommasini@arandaeditora.com.br) REPRESENTANTES: Minas Gerais: Oswaldo Alipio Dias Christo Rua Vila Rica, 1919, cj. 403 – 30720-380 – Belo Horizonte Tel.: (31) 3412-7031 – Cel.: (31) 9975-7031 – oadc@terra.com.br Paraná e Santa Catarina: Romildo Batista Rua Carlos Dietzsch, 541, cj. 204 – Bloco E – 80330-000 – Curitiba Tel.: (41) 3501-2489 – Cel.: (41) 99728-3060 – romildoparana@gmail.com Rio de Janeiro e Interior de São Paulo: Guilherme Carvalho Tel. (11) 98149-8896 guilherme.carvalho@arandaeditora.com.br Rio Grande do Sul: Maria José da Silva Tel.: (11) 2157-0291 – Cel.: (11) 98179-9661 – maria.jose@arandaeditora.com.br INTERNATIONAL ADVERTISING SALES REPRESENTATIVES China: Mr. Weng Jie – Zhejiang International Adv. Group – 2-601 Huandong Gongyu, Hangzhou Zhejiang 310004, China Tel.: +86 571 8515-0937 – jweng@foxmail.com Germany: IMP InterMediaPro e K. – Mr. Sven Anacker – Starenstrasse 94 46D – 42389 Wuppertal Tel.: +49 202 373294 11, sa@intermediapro.de Italy: QUAINI Pubblicità – Ms. Graziella Quaini Via Meloria 7 – 20148 Milan Tel: +39 2 39216180 – grquaini@tin.it Japan: Echo Japan Corporation – Mr. Ted Asoshina Grande Maison Room 303, 2-2, Kudan-kita 1-chome, Chiyoda-ku, Tokyo 102-0073, Japan Tel: +81-(0)3-3263-5065 – e-mail: aso@echo-japan.co.jp Korea: JES Media International – Mr. Young-Seoh Chinn 2nd Fl., ANA Building, 257-1 Myeongil-Dong, Gangdong-gu Seoul 134-070 Tel: +82 2 481-3411 – jesmedia@unitel.co.kr Spain: GENERAL DE EDICIONES – Mr. Eugenio A. Feijoo C/Juan de Olia, 11-13, 2a. Planta 28020 Madri Tel: +34 91 572-0750 – gee@gee.es Switzerland: Mr. Rico Dormann, Media Consultant Marketing Switzerland Moosstrasse 7, CH-8803 Rüschlikon Tel: + 41 1 720-8550 – beatrice.bernhard@rdormann.ch Taiwan: WORLDWIDE S Services Co. Ltd. – Mr. Robert Yu 11F-B, No 540, Sec. 1, Wen Hsin Road, Taichung Tel: +886 4 2325-1784 – global@acw.com.tw UK: Robert G Horsfield International Publishers – Mr. Edward J. Kania Daisy Bank, Chinley, Hig Peaks, Derbyshire SK23 6DA Tel.: (+44 1663) 750-242, Cel.: (+44 7974) 168188 – ekania@btinternet.com USA USA: Ms. Fabiana Rezak - 2911 Joyce Lane, Merryck, NY 11566 USA Tel.: +(1) 516 476-5568 – arandausa@optonline.net ADMINISTRAÇÃO: Diretor administrativo: Edgard Laureano da Cunha Jr. CIRCULAÇÃO: São Paulo: Clayton Santos Delfino - tel. (11) 3824-5300 e 3824-5250 ASSISTENTES DE PRODUÇÃO: Vanessa Cristina da Silva e Talita Silva PROJETO

VISUAL

GRÁFICO, DIAGRAMAÇÃO ELETRÔNICA Estúdio AP

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EDITORAÇÃO

SERVIÇOS: Impressão: Ipsis Gráfica e Editora S.A. Distribuição: ACF - Ribeiro de Lima/Intercourier

ISSN 1808-3544 RTI - Redes, Telecom e Instalações, revista brasileira de infraestrutura e tecnologias de comunicação, é uma publicação da Aranda Editora Técnica Cultural Ltda. Redação, Publicidade, Administração, Circulação e Correspondência: Alameda Olga, 315 - 01155-900 - São Paulo - SP - Brasil. Tel.: + 55 (11) 3824-5300 e 3824-5250 inforti@arandanet.com.br – www.arandanet.com.br A revista RTI - Redes, Telecom e Instalações é enviada a 12.000 profissionais das áreas de telecomunicações; redes locais, informática e comunicação de dados; instalações; TV por assinatura; áudio e vídeo; segurança (CFTV e alarmes); automação predial e residencial; e sistemas de energia, aterramento e proteção elétrica.


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INFORMAÇÕES

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TMW Telecom lança plataforma de TV ao vivo e streaming A TMW Telecom, operadora com sede

IPTV, CAS e DRM e segurança exigida pelas programadoras e estúdios. “Há uma redução de 60% nos custos operacionais”, afirma. Os serviços são transmitidos em qualquer dispositivo do cliente, com aplicativo para smartphones, tablets, computadores, smart TVs com Android, TVs da Samsung e LG, além de set top box do TWMPIX. A transmissão é no formato unicast, que possibilita a entrega ponto a ponto sem limitação na rede, utilizando a banda somente quando o

em Arroio dos Ratos, na região metropolitana de Porto Alegre, RS, e atuação em 30 municípios da região Sul desde 2002, está lançando o TMWPIX ISP, uma plataforma de transmissão de TV ao vivo e streaming para provedores de Internet interessados em agregar novos serviços a seus assinantes, aumentar o tíquete médio e ter as vantagens da redução da carga tributária com SVA – serviços de valor agregado. A solução foi totalmente desenvolvida pela equipe de engenharia e programadores da TMW, com objetivo Plataforma conta com mais de 100 canais inicial de atender seus clientes da base. O projeto começou há usuário estiver assistindo. “A tecnologia é cerca de 10 anos e há cinco anos o serviço é compatível até mesmo com provedores oferecido aos assinantes. “Com o sucesso que utilizam acesso via rádio, a partir de do negócio, decidimos apresentar a 5 Mbit/s. A maioria dos sistemas no solução para outros provedores no país, mercado utiliza o formato multicast, que para que também possam ter as vantagens tem limitação de rede e só pode ser de oferecer mais do que conexões de implantado com a presença de um banda larga”, diz Rodrigo Mattos, CEO e técnico na casa do assinante”, diz Mattos. fundador da TMW Telecom. A TWM realiza a monitoração 24 horas Segundo ele, o TMW PIX ISP conta da recepção dos canais e a distribuição dos com mais de 100 canais, incluindo os conteúdos sob demanda (VOD). lineares de TV das principais emissoras Os valores básicos partem de R$ 29,90 nacionais, em full HD, como SBT, o pacote com 48 canais e dois acessos Record TV, Band, Rede TV, ideais para simultâneos. O modelo funciona por localidades com dificuldades de meio de tokens, que são adquiridos em transmissão aberta ou sem cobertura, combos, ou seja, o provedor compra além de 25 emissoras de rádio, 5000 horas um determinado número de acessos, de filmes, documentários, shows, que serão revendidos para sua base de animações e lançamentos de cinema assinantes. “Sugerimos valores dos estúdios Sony, Marvel e Warner. mínimos, mas o provedor fica à “A negociação já está feita com os vontade para trabalhar e colocar seu programadores e estúdios. O preço. Um estudo interno mostrou que o provedor já pode ter um bom lucro se provedor não precisa ter custos com vender no mesmo valor da TMW”, diz consultores, associações ou entidades o gerente Thiago Pereira. Quando os para intermediar as negociações de serviços de streaming são inseridos em distribuição de canais e conteúdo”, combos de serviços ao assinante, a carga diz o CEO. tributária pode ser reduzida. O provedor também não precisa Para desenvolver o mercado de investir em headend. Toda a streaming e realizar as revendas junto aos infraestrutura do TMWPIX ISP está provedores, a TMW atuará por meio de pronta para uso, incluindo middleware

distribuidores. Foi assinada uma parceria com a Infortel Telecom, de Canoas, RS, fornecedora de equipamentos com atuação nacional. “A TWM atende somente os consumidores finais. Então os distribuidores ficarão responsáveis por fazer toda a negociação com os provedores”, finaliza o CEO. TMWPIX - Tel. (51) 2011-0020 Site: https://tmwpix.com/

EiTV permite ao provedor montar o próprio hub de conteúdo de streaming

A

EiTV, fornecedora de tecnologia para a transmissão de conteúdo online, com sede em Campinas, SP, quer firmar acordos de parceria com provedores de Internet para a oferta da EiTV Connect, uma plataforma aberta de publicação e distribuição de TV online, rádio, canais de áudio, filmes, séries e documentários via streaming na modalidade white label, que permite ao parceiro usar a sua própria marca para fidelizar e aumentar a base de clientes. “Entregamos a plataforma digital totalmente pronta para o uso, além de capacitarmos o provedor e sua equipe para realizar a operação”, diz Rodrigo Cascão Araújo, CEO da EiTV. Segundo ele, a EiTV Connect é uma plataforma simples de manipular, entregue personalizada com as cores, nome, logotipo e URL personalizada. Pode rodar on premises ou na nuvem da AWS. “O provedor poderá oferecer o serviço de OTT de acordo com as características de seus clientes e modelos de negócios mais adequados à sua região”, diz. A autonomia é acompanhada de recursos avançados para a entrega de vídeo on demand e outros materiais, entre eles conteúdo opcional - SVOD ilimitado e sem custos de armazenamento, catálogo de filmes para alugar (TVOD), capacidade multitelas, ambiente de interação com assinantes e gravação de programas. Não requer set-top box para funcionar, pois pode ser acessado de TV box compatível com Android TV e dispositivos como Roku, FireTV e Apple TV. Além dos mais de 70 canais de TV e catálogo com mais de


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Rodrigo Cascão Araújo, CEO da EiTV: opção de canais próprios ou de captação regional

2 mil filmes de estúdios como Sony e Warner, a plataforma EiTV Connect permite ao provedor construir seu próprio hub de conteúdo de streaming e de TV, incluindo canais de captação local, ou criar canais de conteúdo próprios ou patrocinados por empresas, organizações religiosas, instituições de ensino, clubes, entre outras fontes. De acordo com o executivo, a tecnologia garante autonomia para o provedor como agregador de conteúdo público da Internet e permite incorporar à plataforma mais de 1000 mídias e canais lineares públicos externos, como Dailymotion, Vimeo e Youtube, portais de e-commerce, cursos online, modalidades esportivas, jogos eletrônicos, e-Sports e outros serviços digitais, garantindo a entrega de maior valor agregado (SVA) aos clientes. “A plataforma aberta permite a criação de novas frentes de atuação e de receitas a partir de canais exclusivos, tornando os provedores independentes de plataformas e serviços OTT ‘amarrados’ em contratos desvantajosos e que não evoluem com a velocidade que os negócios exigem. Eles poderão expandir cada vez mais o seu portfólio para além do streaming dentro da nossa plataforma”, acrescenta. Segundo o CEO, os produtos da EiTV se diferenciam por possuírem a maior parte da tecnologia concebida pela própria equipe de pesquisa e desenvolvimento. “Conseguimos realizar rapidamente modificações, melhorias e aprimoramentos conforme necessidade dos clientes”, afirma. A proposta de parceria EiTV Connect inclui desenvolvimento, customização da marca, apoio de marketing, treinamento operacional e de vendas, criação de aplicativos para celular e smart TV, além do site e landing page. “O provedor não precisa gastar com desenvolvedor. Temos uma equipe formada com

profissionais especializados, em áreas multidisciplinares, com nível de graduação, mestrado e doutorado nas mais respeitadas universidades brasileiras”, afirma o CEO, lembrando que a empresa acompanhou todo o processo de digitalização da TV brasileira, desde 2007. EiTV – Tel. (19) 3579-0744 Site: www.eitv.com.br

ALLREDE incorpora Master Telecom, do Mato Grosso Poucos meses depois de somar os ativos

de nove operações no Centro-Oeste, a ALLREDE anuncia agora a incorporação da Master Telecom, que atua há 15 anos no Mato Grosso. Somados os esforços, a ALLREDE alcança o total de mais de 200 mil clientes e cerca de 12 mil km de backbone óptico de alta capacidade. A Master Telecom foi pioneira nas operações de FTTH na região, sendo a primeira a fazer cobertura de fibra em perímetro urbano. Atualmente conta com a maior infraestrutura de rede do Mato Grosso, com mais de 7000 km de fibra de

Vinícius Borges, CEO da ALLREDE: novas aquisições em negociação

longa distância, formando um cinturão digital no Estado. Recentemente inaugurou uma rede DWDM, rede coerente e ROADM de grid flexível com capacidade instalada de 1,3 Tb e expansão para mais de 100 Tb, suportando a demanda nos próximos 10 a 20 anos. “A Master Telecom está presente com operação de fibra óptica em 19 cidades do estado e conta com rede em mais outros 50 municípios do Mato Grosso, atendendo a clientes corporativos, rurais, governo,

operadoras e outros provedores”, diz Vinícius Borges, CEO da ALLREDE. A ALLREDE conta com mais de 700 mil homes passed e presença em mais de 120 municípios, interligados por um backbone óptico de alta capacidade. “Investimos na qualidade dos serviços prestados, no relacionamento com os clientes e na inovação em tecnologia, com um time formado por cerca de 1600 colaboradores. A ALLREDE se posiciona como o principal braço de consolidação do mercado na região”, diz Borges. Segundo ele, com mais essa operação, a ALLREDE continua atuando para alcançar a marca de 300 mil clientes ainda no fim de 2022, tanto de forma orgânica quanto pela aquisição de novos negócios. “Estamos em negociação com provedores locais, preparando para a entrada na operação nos próximos meses”, finaliza o executivo. ALLREDE – Tel. 0800 771 3000 Site: https://allrede.com.br/

NetPon: ativos e passivos last mile para redes FTTH A NetPon, empresa com sede em

Birigui, SP, atua no desenvolvimento, aprovação e homologação de ativos e passivos de última milha para redes FTTH. Fundada em 2017, a companhia fornece conectores e canetas de limpeza para fibra óptica, OLTs e ONUs, alças e roldanas, clivadores e máquinas de fusão, splitters, CTOs e roteadores de fabricantes como Totolink, Yokogawa e Fujikura. “É uma empresa que respira tecnologia. Estamos sempre em busca de inovações para oferecer o que há de melhor no mercado para os clientes”, afirma Juliana Scopel, diretora da NetPon. Os produtos são fabricados na China, local onde a NetPon é representada pela NetPon-China. Além de cuidar do fornecimento de equipamentos, a unidade asiática utiliza três unidades fabris em Shenzhen, Shangai e Ningbo para produzir cabos de fibra óptica drop flat, comercializados no Brasil com marca própria.


INFORMAÇÕES

Cabo de fibra óptica drop-flat fabricado pela NetPon

O processo de importação é assegurado pela NetPon, que conta com uma equipe especializada em logística, bem como parceiros despachantes, agentes de carga e tecnologia para realizar todos os trâmites. Em 2020, a companhia fechou uma parceria com a GPON Soluções. Também com sede em Birigui, a empresa é especializada na manutenção e reparo de equipamentos, atuando como assistência técnica da importadora. “Os produtos adquiridos pela NetPon passam pelo crivo técnico da GPON Soluções. Testamos os equipamentos para certificar que o usuário está recebendo um produto

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funcional”, explica Anderson Spigotti, diretor da GPON Soluções. Recentemente, a GPON Soluções foi escolhida pela Unifique para auxiliar no reparo de seus equipamentos. Para isso, a companhia abriu uma unidade em Florianópolis, SC, para ficar mais próxima do provedor. Além do reparo de equipamentos, a GPON Soluções ministra cursos técnicos para o setor de telecomunicações. Entre os treinamentos oferecidos estão Mikrotik – administradores de redes e routers, Análise de redes ópticas, implantação de redes FTTx e projetos de redes FTTH. Todas as aulas são realizadas in company e ministradas por Anderson Spigotti. “Tenho formação em redes e atuei por muitos anos em provedores. Até dezembro, pretendo ampliar a gama de cursos oferecidos pela GPON Soluções, incluindo treinamentos em DWDM e redes pré-conectorizadas”, projeta o diretor. Com aproximadamente 2 mil clientes, a NetPon fornece equipamentos para todo o Brasil e conta com uma unidade em Itajaí, SC. GPON Soluções – Site: www.g ponsolucoes.com.br NetPon – Site: www.netpon.com.br

MultTV oferece canais de TV via streaming para provedores

A MultTV, empresa com sede em São

Paulo, ampliou o seu portfólio de serviços. Conhecida no mercado pelo compartilhamento de headend, a companhia lançou um middleware próprio, com opções de canais abertos e fechados via streaming. Os novos produtos foram planejados para atender a demanda de TV em regiões onde não há o serviço ou em áreas onde o acesso à programação de qualidade é considerado caro. “A TV por assinatura satelital está muito atrelada a grandes operadoras. Já os canais por streaming são mais viáveis para pequenos e médios provedores. Montamos uma rede de CDNs para os contratantes receberem o conteúdo já codificado”, explica Osmir Henrique Petrini, presidente da MultTV. O middleware permite ao provedor oferecer uma programação aberta para tombamento de base, além de uma solução de canais fechados personalizáveis na modalidade white label, com preço final acessível para o


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outras preferem o usuário. Já o streaming streaming pelo fato de passa a ser uma opção poderem acompanhar o importante no portfólio da que querem em qualquer empresa. Segundo dados dia e horário. Temos visto do PNT - Painel Nacional um crescimento de Televisão, as assinaturas interessante quando o da modalidade cresceram provedor põe a TV como 27% no Brasil em 2021. um SVA, pois ele acaba A empresa oferece aos vendendo outros provedores a possibilidade produtos junto, como de os clientes assistirem Petrini, da MultTV: Internet”, afirma Petrini. programação ao vivo, opções de conteúdos O aplicativo da MultTV transmitida naquele de TV para provedores também está disponível momento, também via na plataforma Roku, sendo uma streaming, onde o assinante estiver, possibilidade para usuários que não seguindo a grade de programação dos canais parceiros da MultTv. O usuário pode possuem SmartTV e que queiram adquirir acessar o conteúdo com o aplicativo o serviço de streaming com o seu provedor instalado em um smartphone ou tablet, de Internet. Atualmente, a empresa e quando retornar para casa, continuar atende 100 provedores espalhados pelo Brasil e obteve um crescimento bimestral vendo o mesmo programa em sua TV de cerca de 32% desde janeiro. ou computador. “Acreditamos que existe público para todos os produtos. Muitas pessoas MultTV – Tel. (11) 4720-0005 descansam assistindo a TV usual. Já Site: www.multtv.com.br

WGC Sistemas fornece plataforma de gestão para provedores

A

WGC Sistemas, empresa mineira desenvolvedora de projetos em tecnologia da informação, comercializa um ERP voltado para provedores. Com sede em Belo Horizonte, a companhia também atende marcas atreladas aos segmentos de comércio e prestação de serviços. “Hoje, 90% dos clientes são do mercado de telecomunicações, principalmente provedores regionais e operadoras de telefonia”, afirma Flávia Silveira, sócia e diretora administrativa da WGC Sistemas. O ERP apresenta 12 módulos que podem ser aplicados em provedores. Um deles é o BI, uma ferramenta que compila os dados existentes, criando informações gerenciais de alto valor e fazendo o monitoramento de acordo


INFORMAÇÕES com a área de negócios e resultados financeiros. Existem ainda ferramentas que auxiliam o provedor no fluxo de compras realizadas pela empresa, integradas ao módulo de estoques de produtos. No primeiro caso, o software permite a parametrização do fluxo. Já o gerenciamento de estoque viabiliza o controle desde a matéria-prima até o produto final, incluindo estoques virtuais e permitindo a integração com ferramentas de e-commerce. Segundo Flávia, o ERP é comercializado em um pacote completo pelo fato dos recursos funcionarem de maneira autônoma ou integrada. “Na negociação com o cliente, realizamos um diagnóstico de suas necessidades e oferecemos um pacote de serviços adequado para aquele momento. Posteriormente, o contratante pode realizar upgrades de acordo com o seu crescimento”, explica. Para Flávia Silveira, da dispositivos WGC Sistemas: agilidade e móveis, a WGC inteligência na Sistemas criou gestão de os aplicativos provedores W-SAC e W-YOU. Disponíveis para sistemas Android e IOS, o primeiro é voltado para o usuário final, possibilita o acesso a documentos financeiros, abertura de chamados, entre outras funcionalidades. Já o segundo é aplicado no atendimento técnico, onde o colaborador pode receber ordens de serviço, colher assinaturas de clientes e realizar baixas nos estoques. A companhia também comercializa o W-PAC, solução independente que pode ser integrada a diversas plataformas de gestão para a automação de portabilidade numérica de telefonia fixa e móvel. Com 300 clientes, a WGC Sistemas tem crescido nos últimos anos. Em 2021, a alta na receita foi de 25%. WGC Sistemas – Tel. (31) 3390-9110 Site: www.wgcsistemas.com.br.

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Infovista lança solução de monitoramento em nuvem para redes

A

Infovista, companhia especializada em automação do ciclo de vida de redes, incluindo o 5G, lançou o Ativa, um conjunto de aplicativos nativos em nuvem voltado para garantia e operações automatizadas de redes fixas, sem fio e IP. O conjunto de aplicações aborda a complexidade do gerenciamento de rede e serviço para fornecer uma única fonte de visibilidade 360°, interoperabilidade e automação preditiva, do usuário ao recurso de rede, e infraestrutura subjacente. “Empresas que utilizam nossas soluções para redes móveis e fixas poderão consolidar todos os dados com o Ativa”, explica Michel Araújo, vice-presidente da Infovista na América Latina. A tecnologia compreende recursos avançados de automação, incluindo AIOps, configuração sem toque, garantia ativa e automação com fluxo de trabalho. Isso permite a geração de novos centros de operações de serviços automatizados baseados em nuvem capazes de auxiliar os provedores na melhora da qualidade dos serviços prestados, bem como na redução de custos por meio da consolidação do sistema. As soluções automatizadas pré-configuradas fornecidas pela Ativa incluem garantia para operadoras que fornecem serviços 3G, 4G, 5G-NSA e 5G-SA, como fatias 5G apoiadas por SLA, serviços de sobreposição, vídeo, voz e domínio cruzado. O 5G, por sinal, é visto pela empresa como um divisor de Michel Araújo, VP da águas no salto Infovista: novas possibilidades de tecnológico previsto para os negócio com a chegada do 5G próximos anos. “A rede móvel de quinta geração permite conectar bilhões de dispositivos por conta de sua densidade. Falando especificamente do Brasil, o país tem um papel importante na definição de tendências na América Latina. Se aplicarmos a tecnologia com êxito,



INFORMAÇÕES outros continentes passarão a olhar com mais atenção para a região como um todo”, afirma Araújo. Com mais de 1700 clientes ao redor do mundo, sendo que 23 das 30 maiores operadoras móveis utilizam suas soluções, a companhia está presente em 150 países em todos os continentes e atende a cerca de 400 service providers. Recentemente, a empresa fechou o balanço correspondente ao período de 2021-2022, tendo obtido um crescimento de 70% na América Latina. Infovista – https://www.infovista.com/

Câmeras ao vivo nos municípios aumentam vendas de planos de provedores

Depois que instalou as câmeras da Clima

ao Vivo nas nove cidades de sua cobertura, a LinkCariri, provedor de Internet com sede em Juazeiro do Norte, CE, recebeu mais de 900 mil visualizações das câmeras ao vivo em suas cidades de atuação. Apenas em 2021, o site do provedor recebeu mais de 14,8 mil acessos vindos por meio do mapa de localização das câmeras, e como resultado da campanha de venda direta de planos através de vídeos publicitários no

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portal, o “call to action” para o whatsapp do setor comercial do provedor gerou 4308 cliques de leads no ano, ou seja, uma média de mais de 350 pessoas por mês se interessaram pela oferta anunciada em vídeo e foram levadas diretamente para o canal de vendas da empresa. A Clima ao Vivo é uma plataforma de monitoramento de tempo e clima através de câmeras IP que fornece toda a tecnologia para que provedores de acesso transmitam suas cidades ao vivo. Alcançou, nos últimos 12 meses, mais de 40 milhões de visualizações. “Atualmente transmitimos mais de 170 cidades em 24 estados do país. Além de imagens ao vivo, produzimos vídeos e notícias que fomentam mídia em cada cidade ativa, conectando as empresas que receberam as câmeras à população local através de conteúdo”, diz Denilson Rocha, CEO da Clima ao Vivo. Segundo ele, informações sobre clima e tempo estão entre os conteúdos mais acessados na Internet. Por isso, oferecer imagens ao vivo que mostrem as condições climáticas de qualquer cidade, a qualquer hora do dia, pode multiplicar os acessos e visibilidade do provedor, abrindo um canal de comunicação em vídeo. O provedor não precisa investir em infraestrutura, pois as câmeras IP são enviadas pela própria Clima ao Vivo com

garantia vitalícia, e toda a solução de streaming, storage, produção e compartilhamento de conteúdo ocorrem por conta da empresa. Há apenas uma mensalidade para manutenção do serviço, que varia de acordo com o número de câmeras ativadas por cidade. Em termos de banda, cada câmera consome algo entre 1 e 2 Mbit/s de upload. A produção do conteúdo na plataforma também fica a cargo da Clima ao Vivo, que agrega o nome do provedor ao serviço prestado. “Temos equipe para monitorar os eventos e produzir vídeos de interesse, que são replicados em mídias distintas. Isso conecta o público ao provedor, enquanto este se mantém fiel ao seu negócio: entregar conectividade e tecnologia”, diz Rocha. As câmeras ficam ligadas o tempo todo. Mostram a evolução do tempo (passado e presente) em time lapse e formações climáticas em vídeos que podem ser compartilhados pela Defesa Civil em suas redes de comunicação com a população. As câmeras conseguem captar imagens exclusivas de tempestades, nuvens raras, meteoros, dentre outros fenômenos e eventos naturais, que geram um número elevado de visualizações e compartilhamentos em redes sociais, sempre associando o nome do provedor e gerando visitas ao portal.


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Um outro segmento de forte crescimento para a Clima ao Vivo é o de hotelaria. Em 2021, foram registradas 7,9 milhões de visualizações a partir de câmeras posicionadas em empreendimentos hoteleiros. E a representatividade dos hotéis que transmitem ao vivo quadruplicou no período. Apenas em 2021 foram contabilizados mais de 41 mil usuários enviados aos sites dos hotéis. E outros

14,5 mil usuários foram levados diretamente aos motores de reserva dos hotéis, através do canal de captação da plataforma. “Trata-se de serviço gratuito e útil para quem planeja viajar para um desses destinos. E o portal entrega mais que previsão meteorológica, agimos diretamente na experiência do hóspede”, afirma o CEO. Da mesma forma que faz com os provedores, a startup envia as câmeras e

Nos últimos 12 meses a adiau transmitiu mais de 7900 cerimônias de velórios ao vivo em todo o país

fornece a tecnologia necessária para que resorts, hotéis de rede, pousadas e hostels criem um canal de comunicação em vídeo com milhões de usuários. Além da Clima ao Vivo, o CEO Denilson Rocha criou em 2020 a startup adiau, para a transmissão de velórios online. A adiau oferece a solução completa “as a service” para o segmento do luto e é a única empresa do país 100% especializada em transmissão de velórios ao vivo. Oferece a solução completa, desde o envio de câmeras IP com áudio até a integração dos servidores de streaming ao próprio site ou APP da funerária ou cemitério, com gerenciamento total pelas empresas que contratam o serviço. Dessa forma, o setor funerário pode oferecer às famílias a possibilidade de participar das cerimônias de despedida ao vivo, de forma simples e segura via Internet. Nos últimos 12 meses a adiau transmitiu mais de 7900 cerimônias de velórios ao vivo em todo o país, alcançando praticamente 200 mil


INFORMAÇÕES acessos às transmissões por sua plataforma. “Estes números têm um significado muito grande para nós. Permitimos que milhares de pessoas possam estar presentes com seus familiares e amigos em um dos momentos mais marcantes na trajetória de um ser humano, que é a perda de alguém amado. Através da tecnologia e inovação, geramos inclusão e agregamos grande valor a todo o ecossistema envolvido”, diz o executivo, que no passado era diretor de tecnologia da Vertentes Telecom, provedor de Oliveira, MG, e hoje se dedica integralmente ao desenvolvimento de soluções digitais inovadoras. Clima ao Vivo – www.climaaovivo.com.br adiau – www.adiau.com.br

American Tower apresenta solução para expansão da rede de fibra para provedores

A American Tower, fornecedora de infraestrutura para telecomunicações, conta com uma nova solução para expansão da rede de fibra óptica baseada no portfólio já existente da companhia.

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A solução, chamada collo hut, consiste em um gabinete instalado pela American Tower, que permite a instalação de equipamentos por parte dos provedores para expansão da conectividade via fibra óptica. De acordo com Janilson Junior, diretor de Novos Produtos da companhia, a proposta visa auxiliar os provedores com a aceleração da rede e gestão da infraestrutura necessária para a eficiência da conexão. “Por meio da solução compartilhada, podemos fazer a gestão e a manutenção dessas estruturas, utilizando quaisquer dos nossos mais de 23 mil sites já instalados pelo território brasileiro. Isso faz com que não seja necessário aos provedores fazer a locação de novos terrenos para instalação da infraestrutura, além de prover a facilidade da gestão do equipamento com toda a segurança e expertise que já oferecemos”, explica o diretor. A instalação é viável para provedores de qualquer tamanho. Além disso, o produto também terá possibilidade de integrar, futuramente, soluções para conexão 5G. “Com a evolução do 5G, a abrangência da fibra óptica será cada vez maior e mais necessária. Nosso modelo de cessão de solo e infraestrutura é uma opção agregadora que contribui para essa expansão em um movimento de modernização de redes inovador”, acrescenta. American Tower – Tel. (11) 4766-4100 Site: https://americantower.com.br/pt/ index.html

DPR desenvolve aplicativo para capacitação técnica de provedores A DPR demonstrou o APP DPR Training,

Collo hut: gabinete instalado nos sites da American Tower para instalação de equipamentos de provedores

um aplicativo desenvolvido em parceria com o Centro Universitário Facens para oferecer aos provedores uma ferramenta de capacitação técnica para suas equipes. O app atua de maneira didática e intuitiva por meio de vídeos, materiais de estudo em PDF, quiz, desafios entre os usuários e uma demonstração da rede em realidade aumentada. O objetivo é permitir aos


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Ferramenta foi desenvolvida em parceria com a Facens

técnicos absorver conhecimento de forma mais ágil, melhorando a produtividade em suas atividades diárias. A ferramenta já está disponível nas lojas de aplicativos. A empresa também anunciou novidades na linha de produtos, como a nova CTO-C-DPR – Caixa de Terminação Óptica para Cordoalha com troca de módulo, desenvolvida para acomodar e proteger emendas e divisores ópticos por fusão e conectorização em campo sem precisar contar com o compartilhamento de postes, pois toda a aplicação é na cordoalha, e o lançamento de novas topologias de rede semi-pré-conectorizada modular, com redução de custo e aumento de produtividade em campo. Em parceria com a Nokia, a DPR oferece o Digital Truck, uma casa digital itinerante construída dentro de um caminhão show de 11 metros. Ao fechar um projeto turnkey, o cliente pode obter a solução com intuito de apoiar os provedores na inauguração de redes, realizando uma demonstração prática de conectividade na cidade. DPR – Tel. (11) 3934-2000 Site: www.dpr.com.br

Shoreline Telecom investe em fábrica em Minas Gerais A Shoreline Telecom, empresa brasileira de equipamentos passivos e ativos para redes ópticas, de Carandaí, a 130 km de Belo Horizonte, MG, está montando uma fábrica em sua sede, que será inaugurada ainda neste ano.


INFORMAÇÕES

ONT WiFi AC1200 é o carro-chefe da empresa

Fundada há 10 anos por Leonardo Oliveira e Tadyson Souza, a empresa iniciou as atividades com importação de cabos e hoje conta com um portfólio de cerca de 100 produtos, incluindo ONTs, caixas de emenda, conectores, adaptadores, splitters e cabos ASU e drop. “Nosso CEO Leonardo Oliveira tem também um provedor na cidade e sentia na prática a falta de produtos com qualidade e bom custo/benefício”, conta Bruno Lima, coordenador de Marketing da Shoreline. O executivo fundou a Shoreline e passou então a desenvolver as peças com foco na realidade das redes brasileiras, mas com produção terceirizada na China,

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sob suas especificações. A aposta deu certo. O carro-chefe são as ONTs WiFi AC1200. “Estamos vendendo muito em todo o país. A demanda cresce a cada dia e por isso decidimos trazer a produção para o Brasil”, diz o coordenador. As máquinas estão chegando da China e a ideia é que sejam produzidas inicialmente de 15 mil a 20 mil ONTs por mês. A produção será junto de sua matriz. Hoje com 80 funcionários, o plano é ter um quadro de 200 a 300 pessoas no prazo de um ano. Além da instalação da fábrica, a Shoreline continua investindo no desenvolvimento de novos produtos, incluindo a linha WiFi Mesh, caixas de emenda pré-conectorizadas e OLTs. “Queremos oferecer uma solução fim a fim para a operadora, desde o data center até a casa do cliente”, afirma Lima. Segundo ele, a nacionalização trará diversos benefícios, como a redução de custos, a entrega mais rápida dos produtos. “Teremos produção contínua e manteremos os estoques dos distribuidores sempre abastecidos”, finaliza. Shoreline – Tel. (47) 3170-0175 Site: https://shorelinetelecom.com.br/

Dicomp fortalece atuação como fornecedora multissoluções A Dicomp, distribuidora de produtos

para telecomunicações, com sede em Maringá, PR, está fortalecendo sua atuação como fornecedora multissoluções. Desde o ano passado, a empresa vem atuando em novas verticais no mercado de tecnologia B2B, com destaque para os sistemas de energia fotovoltaica. “Muitos clientes, que são integradores e atuam com telecom e segurança eletrônica, passaram a nos solicitar produtos de energia solar”, conta Filipe Favoto, CEO da Dicomp. A demanda também cresceu junto aos provedores de Internet, que representam cerca de 50% de seu faturamento, interessados em reduzir as despesas com energia e oferecer novos serviços a seus assinantes, como de segurança eletrônica. A aposta deu certo. No primeiro ano da vertical de energia solar na Dicomp, a representatividade chegou a aproximadamente 30% do faturamento da empresa. “Acreditamos que esse número possa chegar até 50% em 2022, principalmente com o aumento de produtos na linha off-grid e de inversores de maior potência”, diz Favoto.



INFORMAÇÕES Com um portfólio de mais de 6000 itens, a Dicomp está há 24 anos no mercado e conta com um centro de distribuição em Itajaí, SC, com as facilidades da logística e proximidade com o porto. “Cerca de 70% de nossos produtos de alta tecnologia são importados”, diz o executivo. Além da distribuição de marcas como Ubiquiti e Tenda Networks, a empresa tem uma linha de produção de equipamentos ópticos na China, com marca própria Nazda, como conectores, caixas de emenda, caixas de atendimento, splitters, ferramentas, máquinas de fusão e roteadores. De acordo com o diretor, com o cenário de fusões e aquisições, hoje o mercado de provedores está mais competitivo. “Diferente do passado, o provedor quer mais estabilidade, buscar parceiros sólidos, com melhor suporte técnico, atendimento mais robusto e uma logística mais eficiente. Oferecemos esses Filipe Favoto, CEO da Dicomp: provedores diferenciais”, demandam afirma Favoto. novas soluções A empresa vendeu mais de 70 mil km de fibra óptica em 2021, além de ativos de rede e roteadores Wi-Fi, alimentados pela busca de empresas e pessoas por sinais sem fio e com mais potência e eficiência. “A Dicomp está ranqueada entre as cinco melhores em distribuição de materiais para telecomunicações, energia solar, automação industrial e segurança eletrônica no país”, diz o executivo. Na vertical de segurança eletrônica, a Dicomp conta com produtos no segmento de câmeras IP, controles de acesso, altofalante IP, além de uma novidade capaz de oferecer diversos serviços simultaneamente, utilizando o sistema fotovoltaico. “Diferente de empresas que trabalham com apenas uma tecnologia, nós oferecemos um mix de soluções, e uma rápida entrega”, finaliza o diretor. Dicomp – Tel. (44) 4009-2826 Site: www.dicomp.com.br

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Banrisul inaugura data center em Porto Alegre Com investimentos de R$ 83 milhões, o Banrisul - Banco do Estado do Rio Grande do Sul inaugurou em maio, em Porto Alegre, RS, um novo data center construído especificamente para a função. Com área de 3 mil m2 e data hall de 500 m2, a estrutura tem capacidade total de 6 petabytes de processamento, passando de 25 milhões de instruções por segundo. São dois mainframes IBM Z15, que suportam até 23 CPUs e 8 TB de memória cada. O empreendimento, que levou cerca de três anos para ficar pronto, foi desenvolvido para elevar os níveis de infraestrutura para disponibilização dos serviços do banco cada vez mais digitais. “Estamos em linha com as mais modernas edificações do país, projetadas para funcionamento ininterrupto, mesmo durante procedimentos de manutenção ou falta de fornecimento de energia elétrica. Isso eleva a qualidade do atendimento prestado aos nossos 4 milhões de clientes”, afirma o diretor de Tecnologia da Informação e Inovação do Banrisul, Jorge Krug. Segundo ele, o projeto e a instalação foram desenvolvidos conforme especificações de Tier 3. A Hersa Engenharia, de São Paulo, foi a empresa contratada para a execução da obra. O novo data center foi projetado para operar com o menor consumo possível de ar condicionado. O sistema de chillers instalado utiliza a refrigeração a ar, dispensando o consumo e desperdício de água potável para esse fim. Há, ainda, a captação da água da chuva para uso em banheiros. Para viabilizar a climatização adequada, o prédio emprega o sistema free cooling, possibilitando o uso do ar externo para refrigeração, reduzindo significativamente o consumo de energia. Os sistemas de automação permitem a análise em tempo real de todos os parâmetros do data center. Em caso de incêndio, o problema é detectado de forma precoce, com


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rápida resposta, a fim de prevenir riscos a pessoas e danos aos bens protegidos. Como agente extintor, foi escolhido o gás inerte Inergen, que não agride a camada de ozônio e não tem nenhum potencial como causador de efeito estufa. De acordo com Krug, o processo de moving, que é a transição das operações de um data center para outro, foi certamente um dos maiores cases do Brasil. Envolveu várias ondas de migração nos finais de semana por seis meses, entre setembro de 2021 a março de 2022, sem nenhum incidente ou interrupção operacional. “O processo como um todo foi muito complexo. Por ser um banco público, chegamos a ter mais de 20 editais de fornecimentos em paralelo, que precisavam estar sincronizados”, conta.

A nova estrutura tem capacidade de 6 petabytes de processamento

Adicionalmente ao ambiente operacional do data center o Banrisul usa também serviços em nuvem, mas o core bancário continuará on premises. “O core do sistema computacional continua processando interno porque é extremamente complexo”, afirma Krug. Fundado em 1928, o banco é quase centenário e tem clientes com idade média de 53, 54 anos. “Temos o desafio de manter os serviços presenciais, de caixa, e ao mesmo tempo, receber os correntistas das novas gerações. Ou seja, precisamos oferecer tanto os serviços tradicionais como os digitais. E esse mundo precisa conversar. Dentro dessa estrutura então podemos colocar muitos serviços na nuvem, mas não o core bancário”, afirma. A instituição tinha seu data center primário no oitavo andar do prédio administrativo. Como o local não foi construído para essa função, o edifício sofreu adaptações ao longo dos anos para suportar o ambiente computacional. Com o novo projeto, o data center primário tornou-se o site secundário. Os dois locais ficam a uma distância de 10 quilômetros, ligados por rotas redundantes de fibra (uma margeando o Rio Guaíba e outra por dentro da cidade). Banrisul – Site: www.banrisul.com.br


ESPECIAL

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Redes abertas e desagregadas Sandra Mogami, da Redação da RTI

C

O amadurecimento do setor de telecomunicações mostra a tendência natural de operadoras e empresas de adotarem o conceito de redes abertas. As redes FTTH – fiber to the home também podem ser desagregadas, com a substituição de equipamentos legados proprietários, como OLTs, por hardware white box. A reportagem a seguir mostra a evolução da tecnologia, as implantações no mundo e as soluções já disponíveis no mercado.

om a crescente demanda por largura de banda, impulsionada pela conectividade e digitalização em todos os lugares, o setor de telecomunicações é desafiado a projetar e construir suas redes de maneira sustentável. Atualmente, o principal caminho para o desenvolvimento das infraestruturas de nova geração são as arquiteturas abertas, desagregadas e virtualizadas, capazes de garantir a expansão dos sistemas com menores custos de operação, flexibilidade e agilidade no provisionamento de serviços. A ONF - Open Networking Foundation, consórcio sem fins lucrativos que promove a adoção de redes de dados definidas por software (SDN, na sigla em inglês), é uma das principais organizações a liderar esse movimento. Fundada em 2011 nas Universidades de Stanford e Berkeley, nos EUA, a ONF atua globalmente no sentido de promover uma revolução no mercado de equipamentos de rede, nos moldes do que representou a migração dos mainframes para a área de computação, por meio da construção colaborativa das próximas gerações de redes móveis e de banda larga. Entre seus mais de 200 associados estão as maiores operadoras e empresas de

tecnologia do mundo, como Telefônica, AT&T, Intel, China Unicom, Deutsche Telekom, Google, NTT Group e Türk Telekom, além de fornecedores de equipamentos e integradores de sistemas. “A ONF iniciou suas atividades com o desenvolvimento do OpenFlow para programação de redes e desde então tem feito vários avanços, não apenas em termos de tecnologia, mas também em projetos, sempre com foco no que o mercado de operadoras precisa”, diz Amanda Espíndola Raymundi, engenheira de telecomunicações e há dois anos embaixadora da ONF no Brasil. Os embaixadores são profissionais do setor que ajudam na divulgação dos trabalhos e aproximação com a comunidade técnica nos respectivos países. No Brasil, a entidade conta com cinco representantes voluntários, até o momento. A proposta da ONF se baseia na separação do fluxo e da gestão do tráfego de dados, com o segundo sendo guiado por um padrão aberto, operando em uma camada externa aos equipamentos. O conceito se aplica a diversas áreas, como networking (switches e roteadores), banda larga fixa FTTH – fiber to the home, com OLTs virtualizadas em


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Fig. 1 - Diagrama da arquitetura do teste SD-RAN na Deutsche Telekom

modelos white box, e O-RAN – Open RAN nas redes 5G. Nessa abordagem, o hardware, o sistema operacional e as aplicações deixam de ser vendidos em um pacote monolítico, reduzindo a complexidade e os custos dos equipamentos proprietários. “A arquitetura desagregada permite que as operadoras escolham componentes de diferentes fornecedores, dando-lhes flexibilidade ao longo da vida útil da implantação. Isso resulta em economias significativas e uma melhor experiência geral para o cliente. Já os equipamentos fechados são como uma caixa preta. Não sabemos o que acontece dentro deles e, muitas vezes, para realizar evoluções em termos de arquitetura, é preciso trocar todo o sistema, demandando processos de compra que podem levar meses nas grandes empresas”, diz Amanda. Especificamente para a rede de acesso fixo, a ONF desenvolveu a SEBA, arquitetura de referência habilitada para SDN, construída com componentes e suporte a tecnologias de acesso virtualizado, como PON e G.Fast, e o VOLTHA - Virtual OLT Hardware Abstraction, que oferece uma abstração da camada de hardware para os equipamentos, possibilitando o uso das OLTs white box (o controlador da OLT é centralizado na SDN).

Nas arquiteturas de rede legadas, o hardware OLT é tão fortemente acoplado ao software que as operadoras dependem do ritmo de lançamento dos fornecedores de equipamentos para evolução de suas redes. Por isso, vários grupos vêm trabalhando no desenvolvimento de arquiteturas para transformar as redes legadas, com base em SDNs, virtualização de funções de rede (NFV) e tecnologias de nuvem. Além da ONF, destacam-se as iniciativas do OCP - Open Compute Project, do TIP - Telecom Infra Project, além de organizações de padronização como a BBF - Broadband Forum. Na ONF, o período entre 2011 e 2016 foi considerado a fase 1, com a padronização do protocolo OpenFlow para separação dos planos de dados e controle da rede e implementações SDN baseadas em desagregação e código aberto. Já a fase 2, de 2016 a 2021, foi marcada pelo desenvolvimento de plataformas pelo time interno de engenharia da ONF e testes por algumas operadoras Tier 1. E agora, em abril de 2022, teve início a fase 3, que consiste na adoção crescente e avanço da comunidade de desenvolvedores de projetos. Para isso, a ONF abriu o código fonte de todo o seu portfólio de plataformas

prontas para produção. “Antes, quem desenvolvia o código era a equipe de engenharia da ONF. Agora o trabalho é feito em conjunto com a Intel. Nesta nova fase, espera-se maior adoção e contribuição no desenvolvimento desses códigos pela comunidade open source”, diz Amanda. “Os projetos da ONF atingiram a maturidade e adoção no mercado. É hora de serem lançados na comunidade de código aberto. Estamos satisfeitos com o progresso que fizemos em direção a redes mais abertas e interoperáveis. Com a nossa equipe de desenvolvimento se juntando à Intel, estamos otimistas de que as contribuições continuarão a crescer”, diz Andre Fuetsch, chairman da ONF e vice-presidente da AT&T e CTO de Rede. A transição inclui as quatro áreas de desenvolvimento da ONF. Além da banda larga definida por software (SEBA/VOLTHA), há ainda a 5G pública (SD-Core, SD-RAN), redes 5G privadas (Aether) e redes programáveis P4 (SD-Fabric, PINS), todas já com implantações ou pilotos em andamento, conforme detalhado a seguir.

Alguns projetos da ONF em implantação Telefônica Brasil e Radisys A Radisys, dos EUA, pertencente ao grupo indiano Reliance, tem trabalhado com a Telefônica Brasil em testes de campo de rede óptica passiva (PON) com o Connect Open Broadband para demonstrar os benefícios do software aberto e do hardware white box. “Esta é a primeira implementação no país e estamos muito felizes com os resultados até o momento”, informaram as empresas em comunicado oficial. Ainda segundo a Radisys, a arquitetura atendeu às necessidades de rede da Telefônica e forneceu um caminho de atualização para o XGS-PON. “O Connect Open Broadband permite que os provedores de serviços implementem


ESPECIAL uma integração programática de novos equipamentos em vez de uma total remoção e substituição, à medida que suas necessidades de rede e tecnologia evoluem”. Nos testes brasileiros, a Telefônica implantou suas próprias unidades de gateway nas instalações dos clientes. Como o hardware da Radisys é uma OLT white box, os provedores de serviços podem combinar soluções em suas redes sem enfrentar problemas de interoperabilidade. Além disso, o provisionamento e as atualizações podem ser feitos por meio do RMS - Radisys Management System, um sistema de gerenciamento de elementos que dispensa a necessidade de realizar fisicamente o trabalho em campo. Um dos principais benefícios das soluções de banda larga desagregadas abertas é a capacidade de mover o controle e o gerenciamento da rede para a nuvem. Ao introduzir a virtualização nessas funções, o RMS permite que os provedores de serviços integrem seus sistemas de suporte a operações (OSS), sistemas de suporte empresarial (BSS) e componentes de rede de vários fornecedores em uma única interface baseada na web com operações simplificadas. Como parte dos testes, a Telefônica instalou a OLT RLT1600X da Radisys, uma solução certificada pela ONF que suporta GPON e XGS-PON sem necessidade de trocar ou atualizar o hardware PON, simplificando a rede com operações de baixo custo. Deutsche Telekom: oito fornecedores participam de testes de campo com SD-RAN 4G/5G Em outubro de 2021, a ONF e a operadora alemã DT - Deutsche Telekom anunciaram o lançamento do SD-RAN Berlin Trial, na Alemanha, o primeiro teste de campo que implementa RAN aberto totalmente desagregado usando a plataforma de software RAN Intelligent Controller (RIC) da ONF, conforme definido pela arquitetura O-RAN.

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As operadoras estão investindo em RAN aberta para permitir uma nova geração de soluções 5G modulares e personalizáveis para acelerar a inovação e permitir a combinação dos componentes de oito fornecedores: AirHop, Edgecore, Facebook, Foxconn, Intel, Radisys, Supermicro e Wiwynn. O teste ao vivo (figura 1) apresentou hardware desagregado horizontalmente, bem como componentes de software desagregados verticalmente, incluindo um RIC de código aberto (nRT-RIC) e xApps provenientes do projeto SD-RAN do ONF. “Ao integrar componentes proprietários e de código aberto, o teste foi um exemplo de como as futuras implantações de RAN aberto devem tomar forma”, informou a ONF. A Deutsche Telekom também oferece solução de banda larga desagregada aos clientes em Stuttgart desde dezembro de 2020 por meio da plataforma Access 4.0 (A4), que combina componentes de código aberto e proprietários de fornecedores em uma solução otimizada para fornecer serviços FTTx. Kajeet: rede 5G privada Aether da ONF A Kajeet, fornecedora de conectividade sem fio, soluções de software e hardware para mais de 3000 empresas, escolas e distritos e governos estaduais e locais nos EUA, anunciou que adotará a plataforma 5G privada Aether de código aberto desenvolvida pela ONF. A solução Kajeet fornece uma plataforma baseada em nuvem para serviços LTE e 5G privados, tanto internos quanto externos, com mobilidade entre redes celulares públicas e privadas e serviço gerenciado na nuvem pronto para uso. A ONF implantou e demonstrou os recursos do Aether em vários locais globais em conjunto com seus


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ESPECIAL

24 – RTI – AGO 2022

Fig. 2 – Previsão de crescimento anual médio de tráfego de dados. Fonte: Pesquisa ACG Research 2021 para a Infinera

principais parceiros de fornecedores e operadoras. Lançada em 2020, a solução oferece configurações para que universidades, municípios, indústrias e empresas tenham acesso a uma plataforma 5G privada segura e baseada em nuvem para conectar mais facilmente pessoas, locais e dispositivos. A plataforma 5G privada da Kajeet fornece gerenciamento de SIM baseado em nuvem, gerenciamento de dispositivos e rede e fatiamento de rede inteligente fim a fim com garantia de QoS e SLA – acordo de nível de serviço.

Crescimento do mercado A norte-americana Infinera, uma das maiores fornecedoras de equipamentos de redes ópticas de transporte verticalmente integrada, com 40 anos de atuação e uma herança das empresas que adquiriu, como Tellabs e Coriant, aposta nas redes ópticas abertas para suportar a crescente demanda por largura de banda. A tendência é confirmada pelo recente estudo feito pela ACG Research e patrocinado pela companhia junto a 52 provedores de serviços de comunicação e provedores de

webscale. Segundo o relatório, todos os segmentos de rede projetados apontam para um crescimento anual de tráfego entre 46% e 39% até 2025 (figura 2), o que representa uma forte motivação para os provedores de serviços reavaliarem suas arquiteturas e adotarem redes ópticas abertas. “Nosso objetivo é responder ao momento atual de evolução do setor, em função da chegada do 5G ao mercado e aos investimentos eminentes na América Latina”, diz Andrés Madero, CTO da Infinera para América Latina e também embaixador da ONF. Outra aposta é que as redes ópticas abertas se tornarão um requisito, devido à oferta de uma variedade de tecnologias de motor óptico provenientes de vários fornecedores implementados em ambientes heterogêneos, com diversos elementos de rede, incluindo roteadores e transponders ópticos. “O grande desafio é a integração e operacionalidade, que podem ser solucionadas com uma boa implementação de software e automações que possibilitem aos operadores simplificar os processos de rede. Isto porque uma das grandes vantagens de adotar as redes abertas é que o ciclo de inovação será muito mais rápido e


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Fig. 3 - Benefícios da rede óptica aberta. Fonte: ACG Research 2021 para a Infinera

ágil, o que permitirá às operadoras diminuir seus investimentos e manterem-se competitivas dentro do mercado latino-americano”, acredita Madero. Além disso, as tecnologias modulares compactas assumirão múltiplas personalidades. “Com motores ópticos coerentes em todos os tipos de tamanhos e pacotes, incluindo motores ópticos plugáveis 400G ZR e 400G ZR+ e motores incorporados 800G, 2022 é o

ano em que revisitaremos o sistema de linha óptica para garantir que ele possa suportar de forma econômica comprimentos de onda com diversas capacidades”, diz Madero. A pesquisa da ACG mostrou que 78% dos entrevistados preveem a implementação da tecnologia de motores ópticos 800G até o final de 2022. A pesquisa também explorou o tempo previsto para a adoção de plugáveis 400G, bem como a tecnologia

de motor óptico embarcado 800G. “Com a demanda de capacidade de rede dobrando quase a cada dois anos e uma necessidade crescente de transportar serviços ao cliente 400G de forma econômica, o acesso pronto à mais recente tecnologia de motores ópticos nunca foi tão importante”, diz. O motor óptico 2x800G ICE6 da Infinera tem apresentado um crescimento de implantações em todo o mundo, incluindo a Telstra no Pacífico Asiático e Sparkle na Europa. Para lidar com o aumento da complexidade operacional, uma das principais barreiras que impedem os provedores de serviços de adotar totalmente a rede óptica aberta, a solução é a automação de software. No estudo, 78% dos entrevistados indicaram que terão implantado o controle SDN em suas redes de transporte óptico até o final de 2022, incluindo 63% que já foram implantados em 2021 ou antes.


ESPECIAL

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Fornecedores de OLT white box no Brasil Edgecore Networks Com sede em Taiwan, a Edgecore Networks

é uma subsidiária do Accton Group, uma das maiores empresas do mundo na fabricação de equipamentos de rede em ODM/OEM. “Somos pioneiros em Open Networking e reconhecidamente líderes mundiais em tecnologias de redes desagregadas para projetos de grande escala”, diz Victor Fernando Proscurchin, diretor da Edgecore Networks LATAM. Segundo ele, a Edgecore Networks possui um trabalho ativo nas principais comunidades de tecnologias de rede desagregada e, além de ser parceiro platinum da OCP - Open Compute Project e TIP Telecom Infra Project, é um dos parceiros

“O open broadband é um modelo totalmente inovador e diferente do que o setor está acostumado, mas será o padrão das redes daqui a alguns anos. Por isso, precisamos desenvolver o mercado desde já e estar prontos para quando esse momento chegar”, diz Sergio Fabiano Siqueira, Head de produtos e desenvolvimento à frente do segmento na Tellescom, empresa responsável pelo desenvolvimento do mercado e comercialização da solução no Brasil. Com 14 anos de existência, sede em São Paulo e fábrica em Manaus, AM, a Tellescom é um grupo de sete empresas de controle 100% nacional e vem acompanhando os testes nas operadoras, que buscam integrar o novo padrão ao legado de equipamentos e sistemas. A Infinite IT Consulting, de São Bernardo do Campo, SP, empresa que atua desde 2013 com projetos de transmissão óptica, oferece suporte técnico da linha Radisys na América Latina. A OLT 1600C

OLT e switches de código aberto da Edgecore

originais da ONF. “Desenvolvemos os primeiros equipamentos desagregados, como switch para data center, roteador cell site para backhaul 5G e DWDM IP, além de uma linha completa de pontos de acesso open WiFi”, afirma. A Edgecore Networks oferece dois modelos de OLT white box já usados em clientes como AT&T e Turkish Telecom: a ASGvOLT64, com 64 portas de alta capacidade; e a ASXvOLT16, primeira OLT virtual XGS-PON aberta de 16 portas 10G com 4 portas fixas QSFP28 de 100G/40G. Todas as portas 10G operam em velocidade padrão e suportam transceptores XGS-PON padrão. As portas QSFP28 suportam modos de operação de 100G e 40G, além de serem configuráveis como modos de 4 x 25 GbE ou 4 x 10 GbE usando cabos breakout.

Radisys A Radisys tem provas de conceito e

implantações em mais de 60 operadoras no mundo. No Brasil, as principais operadoras estão realizando testes com a tecnologia, que devem durar até o final do ano.

OLT 1600C da Radisys. Foto: Infinite IT Consulting

tem 16 portas híbridas, podendo aceitar tanto GPON (SFP C+, C++) como XGSPON (SFP N1, N2, E1, E2). Vem com duas portas de 25 e 100 Gbit/s e 4 portas de 10 e 25 Gbit/s. “O throughput de saída pode chegar a 300 Gbit/s para o núcleo em apenas 1U, padrão pizza box”, afirma Matheus Plastino, CEO e fundador da Infinite IT Consulting, que gerencia a infraestrutura xPON e/ou WDM/OTM de mais de 250 provedores. O sistema da OLT foi desenvolvido em cima de Open Network Linux, Kubernet, Docker e Containers. “Se o usuário quiser alterar um módulo, basta atualizar o container em específico, sem precisar comprar novos equipamentos”, afirma Plastino. O software de gestão contém toda a pilha de APIs e microsserviços necessários para controlar

as white boxes. “O fabricante precisa apenas enviar o container, o código novo e o cliente simplesmente sobe no controller da OLT, de forma simples e rápida”, diz.

Venko Networks A Venko Networks, empresa brasileira com sedes em Porto Alegre, RS, e Curitiba, PR, foi fundada há dois anos para oferecer soluções disruptivas de conectividade, sob as premissas de liberdade de escolha, padrões abertos, desagregação dos equipamentos e aplicações, tendo o software como protagonista na definição da arquitetura tecnológica, com destaque para o XGSPON e SD-WAN. Membro ativo da ONF, a Venko montou uma rede global de parcerias com fabricantes de OLTs e CPEs universais de arquitetura aberta (white box) e fornecedores de plataformas de virtualização e orquestração de redes. “O ambiente desagregado tem por definição oferecer a opção de escolha de elementos individuais, priorizando a interoperabilidade, evitando o ‘vendor lock in’ e permitindo o acesso a produtos com valores mais competitivos. Por isso estruturamos um ecossistema completo de soluções que apoiarão o cliente nessa transição”, diz o CEO Ricardo Pianta. Os produtos oferecidos pela Venko são modulares, com variada gama de capacidade e performance, homologados pela Anatel e com suporte e garantia local. Na linha de OLTs virtualizadas de 1U, a empresa trabalha com as marcas Zyxel, Edgecore e Radisys. Alguns modelos já oferecem o recurso da sinalização de clock 1588/ SyncE, padrões que permitirão a integração futura do transporte do 5G com as redes de acesso XGS-PON. Outras versões têm como diferencial o maior volume de tráfego e densidade de portas. “É preciso estudar cada caso. Nosso objetivo é nos posicionar como uma plataforma que entrega todas essas possibilidades de acordo com a intenção do cliente de longo prazo”, diz o executivo.



ESPECIAL 28 – RTI

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OLT plugável da Tibit, fornecida no Brasil pela Venko Networks

Outro destaque é a OLT plugável da Tibit (micro OLT), que também funciona em arquitetura aberta. “Através de uma OLT XGS-PON em formato SFP+ plugável, é possível transformar switches e roteadores com soquetes SFP+ em uma OLT XGSPON de alta performance e densidade”, afirma. Para realizar a gestão das redes, a Venko firmou parceria com a Netsia, empresa de tecnologia da Türk Telekom, maior operadora da Turquia, para oferta da BB Suite, plataforma baseada no modelo SEBA/VOLTHA da ONF com integração de backend, incluindo OSS/BSS com recursos de nível de operadora e gerenciamento completo do ciclo de vida dos dispositivos de acesso. Na Türk Telekom, a solução atende 1 milhão de famílias com serviços triple-play (voz, dados e TV) sobre GPON e está preparada para os próximos requisitos das redes 5G. E por fim, para endereçar a gestão de serviços de rede em ambientes heterogêneos, a Venko firmou um acordo com a Intraway, da Argentina, desenvolvedora da plataforma Symphonica, solução de orquestração de redes e provisionamento de serviços sem código, nativa da nuvem, que permite a provedores de serviços automatizar todo o ciclo de vida em várias redes e tecnologias. “Trata-se de uma solução ideal para o momento de consolidação do mercado brasileiro, no qual, cada vez mais, lida-se com múltiplos serviços, de múltiplos fornecedores, com múltiplas tecnologias e equipamentos”, diz Pianta, lembrando que a migração para uma solução aberta desagregada não ocorre de uma hora para outra. “É preciso integrar o legado num primeiro momento. O Symphonica resolve essa questão criando uma capa sobre a rede virtualizada para que ela possa também operar com o legado”, afirma. Para demonstração da plataforma e equipamentos em operação, a Venko montou uma estrutura de serviços PON virtualizados no seu laboratório de Curitiba. “O ambiente é colaborativo e aberto, tanto para clientes quanto fornecedores. Estamos conversando com várias operadoras e provedores do Brasil para que realizem testes no local. Como mostram as experiências internacionais, a padronização e a adoção de redes abertas são uma tendência inevitável”, finaliza o CEO.

Zyxel Networks Com sede em Taiwan e subsidária no Brasil, a Zyxel Communications desenvolveu a OLT white box SDA 3016SS 1U pizza box 16 portas All-In-One, que faz parte do Programa de Certificação Continuada da ONF - Open Networking Foundation para VOLTHA. Segundo a empresa,


29 – RTI – AGO 2022

OLT SDA da Zyxel

o produto conquistou a certificação VOLTHA ONF atendendo a um conjunto de padrões relacionados ao desempenho, agilidade e interoperabilidade. A OLT será introduzida juntamente com o lançamento do VOLTHA versão 2.10 da ONF, que aumenta a escala e o suporte para FTTB - Fiber to the Building, além de modelos e APIs para integração com a estrutura BBF - Broadband Forum. O Zyxel SDA3016SS suporta simultaneamente as tecnologias XGS-PON, GPON e Combo PON. Possui design compacto com 1U de altura, 260 mm de profundidade e acesso frontal. Incorpora chipsets e um módulo de CPU x86 comercial, capacitando os provedores de serviços a construir plataformas PON abertas e programáveis. Compatível com software baseado em ONF VOLTHA, BBF OB-BAA ou proprietário de terceiros, o equipamento permite aos provedores reduzir o tempo de lançamento no mercado e estender suas redes de acesso sem atrasos relacionados à padronização. Conta com duas portas 100G QSFP28 e 25G SFP28 na interface de uplink. Além disso, as portas SFP28 oferecem a flexibilidade de adotar transceptores 25G SFP28 ou 10G SFP+ com custo competitivo. “O equipamento permite que a rede de acesso PON evolua além das arquiteturas monolíticas tradicionais, onde o plano de controle e encaminhamento são hospedados no mesmo dispositivo”, diz Giovani Pacifico, diretor de produtos e vendas da Zyxel no Brasil. Com a rede de acesso desagregada, os provedores de serviços podem controlar várias caixas OLT como se fossem placas em um chassi enquanto dimensionam e personalizam os serviços com base nas necessidades do cliente.

SERVIÇO Infinite IT Consulting – www.infiniteconsulting.com.br Edgecore - www.edge-core.com Infinera - www.infinera.com Intraway – www.intraway.com Netsia – www.netsia.com ONF - https://opennetworking.org Radisys – www.radisys.com Tellescom – www.tellescom.com.br Venko Networks – www.venkonetworks.com Zyxel - www.zyxel.com/br


INFRAESTRUTURA

30 – RTI – AGO 2022

Pequenos data centers: os desafios atuais Cláudio Cardoso, Senior Consultant da C3 Consulting

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Os data centers de pequeno porte continuam sendo uma demanda comum nas empresas. As soluções de mercado mais indicadas para essas aplicações são as salas seguras, as salas cofres e os contêineres. Mas, apesar da praticidade das soluções padronizadas, o suporte de empresas especializadas é fundamental para garantir o atendimento a normas técnicas e a continuidade das operações e negócios.

projeto, implantação e operação de data centers de pequeno porte no Brasil voltaram a ser um desafio relevante nos últimos três anos a partir dos impactos de quatro eventos – uns intempestivos e outros nem tanto: a migração em massa da força de trabalho corporativa para o regime de homeoffice durante a pandemia da Covid-19; o aumento exponencial dos ataques cibernéticos nas operações de todas as verticais de mercado da economia global; a promulgação da LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados, com exigências sobre o armazenamento e gestão dos dados de milhões de brasileiros; e também aqui no Brasil o aumento da edge computing (computação de borda), com o início da operação do 5G e expansão do uso de IoT – Internet das Coisas. Esses quatros grandes eventos que se desenvolveram quase que concomitantemente e em menos de uma década passaram a figurar entre as principais preocupações das organizações sobre suas infraestruturas de TIC e, consequentemente, na forma como os data centers são geridos, em especial, os de menor porte. Os data centers de pequeno porte continuam sendo uma demanda comum nas empresas e são denominados geralmente de data centers enterprise (de uso próprio). Na grande maioria das vezes são implantados na modalidade on-premises, ou seja, internamente a uma ou mais unidades de operação das empresas. A adoção dos data centers enterprise/ on-premises continua a representar mais de 50% do número de data centers

espalhados pelo mundo. No Brasil esse percentual ainda figura em torno de 70% do ecossistema nacional. O cenário brasileiro é resultado seja da intenção das empresas em manter o controle sobre toda essa estrutura crucial para o seu funcionamento, seja por políticas de segurança internas e regulamentação de mercado ou ainda, seja pelo incipiente parque de data centers colocation/data centers hyperscale e sua distribuição geográfica no país. Essa adoção ocorre ainda que represente um nível elevado de custos para implantar, operar e dar manutenção a uma infraestrutura própria.

Soluções de mercado As mais usuais soluções de mercado para pequenos data centers são as salas seguras, as salas-cofres e os CDCs Container Data Centers, cuja escolha depende de diversos fatores vetorizados pelo tipo de organização (pública ou privada), pela relação da empresa privada com o mercado (capital fechado ou aberto) e pelo território coberto por suas operações (local, nacional ou internacional). Tratando das organizações privadas, uma vez que a estratégia de negócios descarte a operação do workload (carga de TIC) em colocation ou cloud e decida que um pequeno data center enterprise/on-premises deva ser implantado na empresa – seja ela uma PME em expansão ou uma nacional de grande porte ou a operação local de multinacional – o desafio passa a ser conciliar o nível de missão crítica do data center com o investimento inicial



INFRAESTRUTURA

Fig. 1 - Percentual de data centers próprios no mundo. Fonte: Uptime Institute Survey 2020. Tradução livre: C3 Consulting

demandado para sua implantação Projetando salas seguras (Capex) e com o consequente custo de operação (Opex) durante a vida útil do O design de um data center começa na data center. análise de risco e definição da criticidade Concluída essa conciliação, caso a da operação compatível com o nível de escolha técnica seja pela adoção de salacontinuidade dos negócios esperada para cofre ou CDC, o desafio de conceber a a infraestrutura de TIC e termina na melhor infraestrutura de TIC deve ser elaboração dos projetos executivos de empreitado com empresas muito construção e montagem detalhados. especializadas, que oferecem soluções de A abordagem mais eficiente em termos mercado padronizadas por arquiteturas de design é trazer para o nível dos baseadas em normas e regulamentos pequenos data centers enterprise a mesma específicos que limitam o design à metodologia empregada no nível dos data definição da quantidade de racks no piso centers de grande porte, mas empregando branco (white space) e sua ocupação com as normas técnicas e as boas práticas plano de face (bay-face) para determinar (benchmarks) para uma realidade de a dimensão dos data centers que são investimento sem geração de receita direta. modulares no caso das salas-cofres – Sem essa abordagem, as soluções painéis blindados – e monolíticos propostas em um projeto podem no caso dos CDCs – contêineres de inviabilizar a adoção das melhores práticas e 20 e 40 pés. levar ao proprietário do data center à adoção Caso a escolha técnica seja por uma sala de soluções de performance inferior aos segura, ou seja, pela construção de um requisitos mínimos das normas. ambiente físico dentro dos espaços corporativos da empresa por métodos de construção civil convencionais, o desafio de design, implantação e operação torna-se oneroso para o time de TIC interno da empresa e, necessariamente, passa a demandar o engajamento de empresas especializadas na consultoria, engenharia e construção de ambientes de TIC, que mantêm corpos técnicos certificados nas principais entidades nacionais e Fig. 2 – Projeto 3D de pequeno data center internacionais e atualizados nas enterprise. Fonte: LT Sales & Technical tendências técnicas. Consulting e C3 Consulting

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As principais normas que deveriam ser consideradas no design e implantação dos pequenos data centers são as seguintes: • ISO-IEC 22.237 • NBR 10.636-1, 16.965 e 16.945 • NBR 15247 • TIA/EIA 942B Edge e 568 • ASHRAE 90-1 • ASHRAE 90-4 • NFPA 72, 75, 101 e 2001 • NIST 800 Na concepção de um pequeno data center, os principais itens a serem avaliados em tempo de design são: • Programa de demandas – obter do proprietário o dimensionamento da carga de processamento, armazenamento e transmissão de dados e sua tradução em ativos de rede (LAN, SAN, etc.). • Nível de disponibilidade – definir com o proprietário o tempo de downtime anual aceitável para a operação do data center para que a classificação da norma TIA/EIA 942 B a ser definida – Rated Tier I, II, III ou IV. • Localização geográfica – colaborar com o proprietário na escolha da melhor unidade da empresa para implantação do data center, ou seja, na sede corporativa ou em uma das plantas de operação. • Locação na edificação – na unidade definida para a implantação, escolher com o proprietário o melhor local para construção – andar e bloco corporativo disponíveis. • Layout do piso branco – dimensionar o white space para acomodar o bloco de MDA e EDA unificados de um pequeno data center. • Layout do piso cinza (demanda de utilidades) – dimensionar o gray space para as demandas de energia elétrica, telecomunicação e climatização, definindo salas para UPS e baterias, operadoras de telecomunicações e máquinas de ar condicionado, entre outras. • Demanda de segurança física – definir, em função de uma avaliação de riscos ambientais e humanos, os sistemas eletromecânicos de proteção contra incêndio especiais (detecção, alarme e extinção de incêndio, proteção passiva, etc.), sistemas de segurança eletrônica (controle de acesso, monitoramento de vídeo e alarme de intrusão) e automação predial de missão crítica (gerenciamento de infraestrutura de TI – DCIM).


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INFRAESTRUTURA

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cartões, CFTV digital IP e PoE – • Prazo de implantação – definir o Power over Ethernet e alarme de prazo para o go-live, que pode intrusão – plantas, cortes, detalhes impactar nas soluções a serem e diagramas elétricos. adotadas no projeto e construção • Sistemas de automação predial – do data center. monitoramento e controle A avaliação bem-sucedida ambiental com ou sem aplicação desses itens permite a seleção das tecnologias a serem projetadas DCIM – plantas, cortes, detalhes, para o data center e que sejam diagramas de bloco e lista de vencidos os desafios de projetar pontos. uma infraestrutura que atenda à criticidade da missão com nível de Sucesso na investimento adequado ao implantação proprietário. Fig. 3 – Execução de data center enterprise de As disciplinas que compõem um Ato contínuo ao projeto pequeno porte – Fonte: Black Box do Brasil e C3 projeto executivo que se aplicam à executivo, a execução da sala Consulting construção de um data center de segura de um projeto de data pequeno porte são, no mínimo: center de pequeno porte será tanto • Arquitetura – layout e método detalhes e memória de cálculo de carga mais bem-sucedida quanto mais construtivo - plantas, cortes, vistas e térmica. aderente às especificações técnicas do detalhes. • Instalações hidráulicas – drenos e projeto for o escopo de fornecimento • Instalações elétricas – energia comum e outras demandas hidráulicas de ar contratado com as empresas essencial, iluminação e aterramento – condicionado e proteção contra incêndio especializadas em construção e plantas, diagramas unifilares e trifilares, – plantas, cortes, isométricos e detalhes. montagem de data centers e, detalhes e memória de cálculo de cargas • Sistemas de proteção contra incêndio fundamentalmente, o envolvimento de elétricas. especiais – detecção e alarme de fumaça e empresas fiscalizadoras e certificadoras de • Instalações de lógica (dados e voz) – fogo, extinção por agentes limpos e normas e padrões de TIC que observarão cabeamento de cross connect, inertes, combate por sprinklers ou o atendimento das premissas de projeto cabeamento horizontal e backbones – watermist, proteção passiva, etc. – plantas, executivo. cortes, detalhes, isométricos e diagramas plantas, plano de face (bay-face), Na pós-construção, os seguintes elétricos. diagramas de bloco e lista de pontos. serviços são fundamentais à avaliação da • Sistemas de segurança eletrônica – • Climatização – ar condicionado de construção e ajuste fino das instalações e precisão e de conforto – plantas, cortes, controle de acesso por biometria e/ou sistemas:


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• Comissionamento e teste de confiabilidade para todos os sistemas eletromecânicos. • Laudo de CFD - Computacional Fluid Dynamic para o sistema de climatização. • Certificação de estanqueidade (Fan Door Testing) para sistema de proteção contra incêndio. • Partida e operação assistida mínima de 30 dias.

• Plano de otimização e expansão da operação baseado em ferramentas de DCIM.

Vencendo os desafios do pequeno data center

Para vencer os desafios da concepção, implementação e operação de pequenos data centers on-premises atualmente, as O pequeno data center Fig. 4 – Estudo de CFD. Fonte: Zienz Eficiência empresas devem perseguir designs Energética e C3 Consulting em operação que atendam às normas técnicas e Os itens imperativos da operação de boas práticas de mercado de um lado e A operação do data center pequeno é um pequeno data center são: que sejam consideradas soluções técnicas outro momento do desafio de afastar o • Operação por equipe técnica de TI que permitam viabilidade econômica na downtime. Neste momento, o próprio capacitada continuamente. implantação e operação adequados a cada dimensionamento e a capacidade técnica da • Suporte técnico para as utilidades elétricas, negócio do outro lado, em especial em um equipe de operação de TIC determinam de dados e voz, de climatização e de cenário macroeconômico de recuperação quão bem aproveitadas serão a soluções e segurança físicas por terceiros competentes. dos eventos mundiais dos últimos anos tecnologias projetadas e implantadas no • Manutenção preditiva, preventiva e e, principalmente, de recuperação de data center para as expectativas de alta corretivas por terceiros homologados nas recessão e instabilidade política do Brasil. disponibilidade definidas no plano de soluções e tecnologias embarcadas no data continuidade de negócios da empresa. center.


SERVIÇO

36 – RTI – AGO 2022

Guia de produtos para CFTV IP e controle de acesso Segundo a ABESE – Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança, o mercado faturou R$ 9,24 bilhões em 2021 e cresceu 14%, superando os resultados do ano anterior. Os números refletem o aumento da adesão de soluções inteligentes durante a pandemia, como as bodycams (câmeras corporais), os equipamentos touchless e câmeras com reconhecimento facial, o rastreamento de frotas e veículos, bem como a retomada de projetos que estavam paralisados ou que surgiram nos últimos 12 meses. Para este ano, a expectativa é de uma expansão superior a 18%, com todos os segmentos em curva de ascensão. No guia a seguir, o leitor poderá conhecer a oferta dos fornecedores de câmeras fixas e móveis, soluções de gravação (NVR, DVR e VMS), intercomunicadores, dispositivos e analíticos de áudio e vídeo, bem como seus recursos e funcionalidades.

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Obs: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 146 empresas pesquisadas. Fonte: Revista Redes, TTelecom Instalações, agosto de 2022. elecom e Instalações Este e muitos outros Guias RTI estão disponíveis on-line, para consulta. Acesse www.arandanet.com.br/revista/rti e confira. Também é possível incluir a sua empresa na versão on-line de todos estes guias.

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CABOS ÓPTICOS

38 – RTI – AGO 2022

Fibra ribbon rolável reduz espaço ocupado em data center Luís Domingues, engenheiro sênior responsável pela área de engenharia de sistemas da CommScope para o Brasil

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As infraestruturas de dutos estão cada vez mais congestionadas nos data centers. A nova tecnologia de fibra óptica ribbon rolável (rollable ribbon) possibilita maximizar o espaço ao permitir a colocação de até o dobro de fibras no mesmo diâmetro dos cabos flat tradicionais. Para um data center que aluga espaço para múltiplos usuários, essa é uma grande vantagem, pois quanto mais fibra puder colocar dentro de um duto, maior será a receita.

om estrutura flexível, os MTDCs – Multi Tenant Data Centers se especializaram em fornecer espaço disponível configurável e de alta qualidade, designs de rede ágeis e conexões cruzadas para diferentes provedores de serviços e cloud. O rápido aumento no tráfego da borda para o núcleo está aumentando a necessidade de faixas maiores de largura de banda, a começar pelas interconexões de data center. A rede de sites do MTDC representa um fluxo de receita recorrente, assim como a energia, os serviços e a disponibilidade de espaço que fornece aos usuários e provedores. Quanto mais fibra puder ser colocada dentro de um duto, maior será a receita. O desafio é que a capacidade disponível no interior do duto está literalmente limitada, cercada por concreto em uma vala. Em uma típica instalação de MTDC, os diâmetros internos mais comuns de duto de DCI – interligação de data center têm 1¼, 2 ou 4 polegadas. A BICSI - Building Industry Consulting Service International sugere uma taxa de ocupação de preenchimento não superior a 70%. Por precaução, a maioria das instalações atuais opta por uma taxa de 50%. Dessa forma, ao usar um típico cabo de 288 fibras, um data center pode acomodar 33 cabos (9504 fibras) em eletroduto com 4 polegadas de diâmetro interno. No entanto, as demandas por largura de banda estão forçando os limites do cabo tradicional de 288 fibras. Muitas instalações de MTDC estão mudando

para cabos de 864 e 1728 fibras, maximizando rapidamente a capacidade de seus dutos de sites. Como o aumento da capacidade do duto envolve custos significativos, para aumentar a quantidade de fibras e atender aos crescentes requisitos de receita, os MTDCs precisavam encontrar alguma forma de acomodar mais fibras em seus atuais dutos. Cabo de fibra ribbon rolável Surgiu então um novo método que reduz significativamente o diâmetro geral do cabo de fibra, permitindo que os MTDCs acomodem com segurança o dobro de fibras em um duto padrão, em comparação com os cabos loose tradicionais. O cabo ribbon rolável é, em parte, baseado no desenvolvimento anterior do cabo ribbon de matriz de tubo central, que apresentava camadas de fita com até 864 fibras dentro de um tubo. As fibras são agrupadas e continuamente ligadas em toda a extensão do cabo, o que aumenta sua rigidez. Embora isso tenha pouco efeito ao usar o cabo em uma aplicação externa em um data center, o cabo rígido não é adequado, devido às restrições de roteamento que apresenta.


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CABOS ÓPTICOS 40 – RTI – AGO 2022

Já no cabo ribbon rolável, as fibras são ligadas de forma intermitente, criando uma teia solta. Essa configuração torna a fita mais flexível e permite a flexão das fibras de maneira independente umas das outras. As fibras podem ser “enroladas” em um cilindro, aproveitando melhor o espaço em comparação com as fitas planas. Até seis cabos de 3456 fibras ribbon roláveis podem ser acomodados em um duto de 4 polegadas, mais que o dobro da densidade das fibras convencionais. A estrutura de teia ligada em pontos intermitentes também reduz o raio de curvatura, facilitando a manipulação desses cabos nos limites do data center. Dentro do cabo, a fibra ribbon rolável apresenta as características físicas do tipo loose, flexionando-se e dobrando-se facilmente para aumentar o roteamento em espaços restritos. Além disso, o cabo ribbon rolável utiliza um design completamente livre de gel que ajuda a reduzir o tempo necessário para preparar a emenda, com custos mais baixos de mão de obra. Emendas e pré-provisionamento mais rápidos O novo design de fibra com maior capacidade também tem pelo menos mais uma vantagem. A ligação intermitente mantém o alinhamento

das fibras e reduz a distância entre a primeira e a última da fileira. Isso permite que os instaladores posicionem as fibras naturalmente em uma seção transversal menor, tornando-as perfeitas para emendas. Todas as fibras podem ser colocadas rapidamente em uma máquina de fusão em massa, sem a necessidade de emendar cada uma individualmente. Dessa forma, 12 fibras de fita podem ser emendadas no mesmo tempo necessário para emendar uma fibra de fio simples. Esse detalhe é importante, pois os MTDCs trabalham para acompanhar o aumento no número de links entre as salas de clientes que devem ser préprovisionados. Cresce a demanda do mercado Com o aumento na quantidade de fibras no data center, a fibra ribbon rolável está se tornando mais comum em todo o ecossistema de data centers. Isso inclui os clientes com os quais os MTDCs devem interagir, como data centers hyperscale, cloud e provedores de serviços. Especificamente, surgiram três usos principais: • interconexões urbanas de data center que exigem quantidade muito alta de fibra e acesso frequente.

• redes de longa distância construídas em lugares que exigem desempenho superior. • redes que exigem cabos com alta quantidade de fibras, adequados para vias de roteamento congestionado com curvas acentuadas.

Conclusão Alguns proprietários de data centers ainda estão um pouco atrasados em termos de conscientização a respeito da tecnologia de fibra ribbon rolável e de como e quando implementá-la. Os MTDCs, em particular, se encontram em uma posição interessante para colher os benefícios dessa inovação. À medida que mais dados são criados e consumidos na borda, os data centers hyperscale e na nuvem buscam cada vez mais os sites baseados na borda para ajudar a atender ao tráfego. O cabo de fibra rollable ribbon permite que os gerentes de rede de MTDCs atendam às necessidades de largura de banda atuais e futuras de seus clientes de hyperscale e serviços na nuvem, além de maximizar a receita de seus dutos de DCI. O resultado é que mais links de clientes e provedores de serviços podem ser adicionados, oferecendo mais oportunidades de receita.



REDE ELÉTRICA

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Qualidade da energia em provedores regionais José Maurício S. Pinheiro, da Ratio Consultoria e Treinamentos

U

As redes de comunicação dos provedores regionais comportam sistemas de gerenciamento complexo, que precisam contar com um fornecimento de energia confiável e de qualidade para maximizar sua eficiência e o tempo de funcionamento. O projeto dessas redes deve incorporar dispositivos capazes de garantir a integridade dos ativos de rede contra falhas no sistema elétrico.

m dos requisitos mais críticos no projeto de rede elétrica de um provedor regional é a proteção da integridade da informação quando esta trafega através de um meio sujeito a distúrbios elétricos. Nesse aspecto, blindagem eletromagnética e aterramento elétrico são itens mandatários para garantir a integridade dos dados. As ameaças mais comuns para os equipamentos eletrônicos são os ruídos elétricos, variações e transientes de tensão, interrupções no fornecimento, entre outros. A figura 1 exemplifica a possível corrupção dos dados transmitidos entre os componentes A e B através da rede de computadores C devido a uma descarga atmosférica D sobre um sistema elétrico não devidamente protegido. As soluções para os distúrbios na energia podem ser aplicadas em três níveis: aterramento apropriado, proteções elétricas e sistema alternativo de fornecimento. Por meio do planejamento da infraestrutura elétrica, associado com um projeto que inclua sistemas de aterramento e dispositivos de proteção, é possível eliminar ou pelo menos minimizar bastante as consequências que os distúrbios de eletricidade podem causar à rede do provedor regional. Nesse sentido, é inquestionável a necessidade de um sistema que forneça energia de

qualidade e confiabilidade e, através dele, obter uma rede com imunidade suficiente para operar sem degradação na presença de distúrbios eletromagnéticos.

Qualidade da energia Está relacionada ao conjunto de alterações que podem ocorrer no sistema elétrico e que podem ser representadas por qualquer problema manifestado nos valores de tensão, corrente ou nas variações de frequência, resultando em falha ou má operação de equipamentos. Tais alterações podem ocorrer em várias partes, seja nas instalações do provedor, dos usuários ou no próprio sistema elétrico da concessionária de energia. A qualidade da energia fornecida é relevante para aplicações críticas em todas as condições operacionais do provedor regional. Entretanto, a energia fornecida pelas concessionárias pode, ocasionalmente, sofrer instabilidades, oscilação, surtos e transientes além dos limites operacionais tolerados pelos equipamentos. Isto se deve a alterações na demanda da transmissão de energia afetada por falhas de projeto ou por novas necessidades de conversão dos consumidores na rede elétrica. A realidade é que os problemas na qualidade da eletricidade ocorrem


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constantemente e por diferentes razões. Entre elas duas se destacam: • Instalação de cargas não lineares – Uso de equipamentos que aumentam os níveis de distorções e podem levar o sistema a condições de instabilidade durante o fornecimento da energia. • Maior sensibilidade – Os equipamentos eletrônicos estão cada vez mais sensíveis aos efeitos dos distúrbios oriundos de fontes de Fig. 1 – Efeitos dos distúrbios elétricos alimentação elétrica. Além dos problemas ocasionais no sistemas eletroeletrônicos resultado das fornecimento de energia (quedas de características inerentes aos dispositivos tensão, apagões, entre outros), a instalados. A EMI é um obstáculo à ocorrência dos impulsos elétricos de melhoria dos níveis de confiabilidade alta intensidade e de curta duração, dos equipamentos utilizados no geralmente provenientes das descargas provedor regional, afetando diretamente atmosféricas, é extremamente seus usuários. Vem se tornando uma das prejudicial a todo tipo de equipamento maiores causas de falhas nas eletrônico usado no ambiente dos transmissões de dados, imagens, provedores regionais. Isto ocorre monitoração remota, etc. Na figura 2, são porque os equipamentos eletrônicos apresentados dois exemplos típicos de são cada vez mais sensíveis a EMI que se propaga através da rede de problemas de qualidade de energia e energia elétrica (1) ou ainda por meio de mais poluidores também, provocando ondas eletromagnéticas. No exemplo, as distúrbios que podem afetar outros duas formas de EMI provenientes do dispositivos próximos. funcionamento do motor do O ambiente eletromagnético de um compressor podem interferir no provedor pode ser encarado como o funcionamento adequado do resultado do funcionamento dos equipamento eletrônico (computador). diversos elementos adicionados ao ruído ambiente no qual estão inseridos. Pode ser definido pelos seus diversos equipamentos e sistemas constituintes, tais como a rede elétrica, tipo de edificação e cabeamento, infraestrutura, equipamentos instalados e pelo ambiente externo que o circunda, que também sofre alterações à medida que ocorrerem reformulações no layout dos dispositivos, do cabeamento e, principalmente, na instalação elétrica.

Essa forma de interferência é um dos maiores causadores de falhas em equipamentos das redes de comunicação, principalmente quando são utilizados protetores, cabos e acessórios inadequados para o sistema elétrico. Ela pode ocorrer de forma interna ou externa ao sistema de comunicação, mas sua causa sempre se origina nas perturbações eletromagnéticas. Para eliminar problemas de EMI, as questões relativas à infraestrutura da rede devem ser levantadas durante o projeto. O cabeamento metálico, por exemplo, é um dos principais responsáveis pela conexão física entre os diversos dispositivos e acessórios que compõem uma rede de comunicação. Algumas providências básicas podem ser tomadas para evitar que o ruído elétrico afete o funcionamento dos equipamentos a partir do cabeamento. Dentre os métodos de redução de ruídos destacam-se o balanceamento dos níveis de tensão nas extremidades dos cabos, a blindagem das estruturas por onde passa a rede de comunicação e, principalmente, o cuidado com a conexão dos cabos e o aterramento elétrico.

Interferência eletromagnética A interferência eletromagnética, também conhecida como EMI Electromagnetic Interference, é a interferência ou ruído gerado nos

Fig. 2 – Exemplos de EMI via rede elétrica e sinais de rádio


REDE ELÉTRICA

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Fig. 3 - Estrutura básica de fornecimento de energia com UPS

Condicionamento de energia Condicionar energia significa estabelecer padrões de comportamento (continuidade no fornecimento, limites especificados, isenção de distúrbios) previsíveis para que a energia fornecida pelo sistema público de distribuição seja utilizada pelos consumidores de forma eficiente e sem riscos de acidentes pessoais e materiais. Um dispositivo para condicionamento de energia recebe a eletricidade fornecida pela concessionária (normalmente carregada de distúrbios e eventos potencialmente destrutivos e imprevisíveis) e a transforma em energia condicionada com um comportamento previsível e aceitável para a maioria das cargas que dela dependem. Os dispositivos para condicionamento de energia visam corrigir um ou mais desvios no fornecimento da eletricidade para as cargas. Podem ser divididos em três categorias básicas: • Filtram ou regulam o fornecimento de energia da concessionária – Transformadores isoladores, dispositivos para proteção contra surtos, reguladores de tensão, condicionadores de linha e filtros harmônicos. • Regeneram a energia fornecida pela concessionária ou geram a sua própria – GMG – grupo motor-gerador. • Dispositivos de alimentação ininterrupta – UPS - Uninterruptible Power Supply ou Uninterruptible Power Source. O condicionamento da energia para um sistema de comunicação pode ser conseguido pela utilização de quatro dispositivos básicos: • UPS – Diante de queda ou interrupção da rede elétrica, a energia é suprida por

um conjunto de baterias, que através de circuitos específicos, converte a energia da forma contínua para alternada. A figura 3 apresenta a estrutura básica de um UPS. • Estabilizadores de tensão - Mantêm a tensão fornecida aos equipamentos dentro dos limites especificados, indicados como um valor percentual da tensão de operação (nominal). • Filtros – Filtram os ruídos de alta frequência provenientes da rede elétrica, como as interferências de radiofrequência (RFI) e eletromagnéticas (EMI). • Protetores de surto - Destinados a suprimir tensões perigosas da rede elétrica (proteção contra surtos de tensão e sobrecarga, tensões induzidas por descargas atmosféricas, contatos acidentais de linhas elétricas de diferentes potenciais, indução, etc.). O nível de criticidade do sistema elétrico que atende ao provedor regional pode ser determinado através da análise das necessidades dos equipamentos, da

infraestrutura existente e da qualidade da energia elétrica fornecida. Pode-se classificar esse nível de criticidade do sistema elétrico em: • Alto – Quando os equipamentos necessitam de 100% de confiabilidade e disponibilidade de energia. • Médio – Quando os equipamentos necessitam de 100% de confiabilidade de qualidade de energia condicionada, porém pode ser interrompida, desde que seja de uma forma programada. Em uma situação de ausência de energia de entrada, o dispositivo de fornecimento e condicionamento deve ter autonomia suficiente para manter os sistemas em funcionamento por um tempo mínimo para o seu desligamento programado. • Baixo - Quando os equipamentos necessitam apenas de confiabilidade na qualidade de energia condicionada, porém não sofrem e nem geram prejuízos com as interrupções prolongadas de energia. É o caso de sistemas de iluminação, onde as variações da má qualidade de energia, como microinterrupções, transitórios e oscilações ou mesmo na falta de energia prolongada, simplesmente se desligam sem danos ou prejuízos ao sistema.

Sistemas de missão crítica A evolução da tecnologia e a integração entre as redes de comunicação e corporativas criaram um novo desafio no projeto das instalações elétricas para os

Fig. 4 – Conceito de gerenciamento de energia



REDE ELÉTRICA sistemas de comunicação: o aumento de cargas sensíveis e aplicações de missão crítica. Todo e qualquer equipamento que necessite de proteção contra distúrbios da rede elétrica é considerado uma carga sensível. Já a expressão “aplicações de missão crítica” faz referência aos sistemas que necessitam estar disponíveis 24 horas por dia durante os 365 dias do ano, como os sistemas de comunicação de um provedor regional. Quanto mais críticos e importantes forem os sistemas, maior será a exigência de redundância e segurança da infraestrutura da rede de suporte. Assim, há a necessidade de redundância de equipamentos de mesma função para garantir o suprimento de energia das cargas críticas. Nesses casos, devem ser usados sistemas de energia ininterrupta do tipo UPS e GMG, além de rede elétrica adequada. A inspeção é outro quesito essencial nas instalações elétricas de sistemas de missão crítica e deve ser realizada mesmo que voluntariamente. O ponto que garante a harmonia de todo o projeto é a manutenção, que aumenta a vida útil da instalação e reduz os riscos. Essa manutenção deve seguir alguns procedimentos padrão, estabelecidos de acordo com a NBR 5410 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão, e deve ser realizada com uma periodicidade definida. A NBR 5410 cobre os diversos tipos de instalações elétricas de baixa tensão, como edificações residenciais, comerciais e industriais em geral, sendo aplicável também no projeto elétrico das redes de comunicação.

Gerenciamento e economia de energia O termo “gerenciamento de energia” ou Power Management é utilizado em diversos contextos. Os mais comuns fazem referência aos controles de recursos e do consumo da energia elétrica, envolvendo o monitoramento de equipamentos para condicionamento e fornecimento ininterrupto de energia. São os EMS – Sistemas de Gerenciamento de Energia (Energy Management System), como mostra a figura 4.

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A instalação desses sistemas cria um ambiente protegido contra falhas de energia e, do ponto de vista dos sistemas de comunicação do provedor regional, tem um propósito maior: preservar os dados que trafegam na rede e que são utilizados por diversos usuários. Para que isso seja possível, no entanto, é preciso que os equipamentos sejam constantemente monitorados e que, em caso de alterações no fornecimento de energia, os sistemas implicados sejam adequadamente desligados antes que o corte efetivamente aconteça. Uma boa parte dos equipamentos utilizados nos projetos de sistemas de comunicação possui algum tipo de recurso de gerenciamento de energia que permite colocá-lo em algum estado de consumo reduzido. De qualquer maneira, depende de o usuário configurar o que se chama de políticas de consumo, diretrizes que definem os limites de tempo utilizado para assumir quando o equipamento está ocioso e o estado de consumo em que ele deve ser colocado. Entretanto, a necessidade de intervenção do usuário para a configuração e habilitação desses mecanismos de controle pode se tornar um problema ao gerenciamento de energia na rede do provedor regional, tendo em vista o número de equipamentos envolvidos. Nesse tipo de estrutura é pouco produtivo configurar cada dispositivo individualmente. Além disso, pode ser necessário estabelecer políticas de consumo para períodos distintos do dia ou mesmo optar por não habilitar o gerenciamento de energia para evitar acidentes durante procedimentos não programados, em que determinados equipamentos (servidores de rede e estações de trabalho) precisam estar acessíveis na rede. Uma forma para contornar esses problemas é centralizar as operações que normalmente seriam executadas em cada máquina através de um sistema remoto de gerenciamento. Desse modo, não só o administrador teria condições de configurar políticas de consumo para todos os equipamentos a partir de um ponto único, como poderia fazê-lo de maneira a não interferir com o andamento de outros processos na planta.


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Outro aspecto no qual a economia de energia pode desempenhar um papel importante é o de redes cujos equipamentos são alimentados através de UPS. Nesse caso, pode ser extremamente útil estender o tempo de “sobrevida” proporcionado pelas baterias do UPS. O propósito de estender esse tempo de autonomia é permitir o desligamento correto e ordenado dos equipamentos da rede em caso de falha prolongada no fornecimento de energia. Para que esse processo seja eficiente, além de um elemento central capaz de monitorar as condições do fornecimento da energia e acionar remotamente o desligamento dos equipamentos ou sua entrada em modos de baixo consumo, também é necessário um sistema elétrico corretamente dimensionado e confiável. Alguns requisitos mínimos devem ser observados para a correta instalação dos equipamentos: • Ambiente físico – Área reservada para os equipamentos, distâncias de paredes para ventilação, temperatura de operação, umidade relativa, presença de partículas na atmosfera, área de manutenção. • Dispositivos de proteção - Devem ser dimensionados os condutores de entrada e saída, bem como os respectivos dispositivos de proteção nos quadros de energia com seus graus de seletividade corretamente dimensionados. • Cabeamento – Os cabos de energia devem ser conectados com terminais adequados e protegidos através de canaletas de acordo com as normas vigentes em relação às cores e seções mínimas para a redução das perdas de tensão. • Aterramento - Deve apresentar boas condições de conexão, com resistência ôhmica baixa, e principalmente deve ser executada a equalização de potenciais, ou seja, a interligação de todos os condutores terra a um barramento comum, a fim de evitar diferenças de potencial nas diversas áreas de trabalho. • Documentação e identificação – Uma documentação atualizada é fundamental para a adequação das cargas e futuras manutenções ou expansões da planta. A identificação dos quadros e numeração dos circuitos auxilia na rápida detecção de defeito no caso de emergências.

Conclusão As instalações elétricas para uso nas redes de comunicação dos provedores regionais devem ser projetadas para suportar uma infinidade de equipamentos que, além de funcionarem de formas bem diferentes, exigem um fornecimento de energia constante e de qualidade. Os prejuízos relativos ao consumo de energia fora de condições ideais de fornecimento não se limitam aos gastos não orçados com a manutenção da infraestrutura elétrica em si. É essencial conhecer detalhadamente a estrutura do sistema elétrico que serve as redes de comunicação e, a partir dessa informação, mapear as possíveis causas dos problemas e se prevenir por meio de políticas de manutenção adequadas.


CABEAMENTO ESTRUTURADO

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Entendendo a velocidade e o atraso de propagação de sinais em cabos metálicos Paulo S. Marin, Doutor em EMI/EMC aplicada à infraestrutura de TI

A Neste artigo são discutidos os conceitos fundamentais sobre a transmissão de sinais em cabos de cobre, diretamente relacionados a sistemas de cabeamento estruturado e que afetam os resultados dos testes de certificação em campo, com destaque para a velocidade de propagação, que é a velocidade com a qual um sinal elétrico viaja pelo cabo entre um transmissor e um receptor, em m/s. Esse parâmetro depende de vários aspectos construtivos dos cabos e características do material do dielétrico.

velocidade de propagação de um sinal por um meio físico é exatamente o que o nome sugere, ou seja, a velocidade (em metros por segundo) com a qual um sinal se propaga entre um transmissor (Tx) e um receptor (Rx), conforme esquematizado na figura 1. O conceito ilustrado na figura 1 é a propagação de uma forma de onda com um nível de tensão (sinal), que pode ter um mecanismo de codificação correspondente (situação mais comum na prática) ou não, por meio de um canal de comprimento (l) em um intervalo de tempo (Δt) expressa, portanto, em metros por segundo (m/s). Em cabos metálicos, a velocidade de propagação de sinais elétricos é dada em relação à velocidade de propagação da luz no vácuo, referida como NVP (nominal velocity of propagation) ou velocidade nominal de propagação, em português. A NVP é um dado de catálogo, expressa como, por exemplo, 67%, 70%, 72%, etc. (da velocidade da luz).

Um pouco de teoria A velocidade de propagação (v) de uma linha (ou canal) é expressa em m/s. O símbolo utilizado amplamente na literatura técnica para esse parâmetro é v (minúsculo, em itálico). Essa quantidade, para um meio sem perdas inserido no vácuo perfeito, costuma se aproximar da velocidade da luz (cerca

de 3 x 108 m/s). No entanto, na prática, como o meio oferece uma resistência ao fluxo de corrente elétrica, não está inserido no vácuo e há a presença de materiais magnéticos ou dielétricos próximos aos condutores, essa velocidade é reduzida. Para condutores envolvidos por materiais dielétricos homogêneos, a velocidade de propagação pode ser expressa como:

v=

c ε √ r μr

(1)

Onde: • v é a velocidade de propagação de um sinal elétrico (m/s); • c é a velocidade de propagação da luz no vácuo (3 x 108 m/s); • εr é a permissividade elétrica relativa do dielétrico ou constante dielétrica do material utilizado no dielétrico, para linhas ideais sem perdas (teórica) ela é uma quantidade puramente real; • εr é a permeabilidade magnética relativa do dielétrico, para linhas ideais sem perdas ela é uma quantidade real. Como a transmissão de sinais por cabos em sistemas de comunicação ocorre por meio de cabos com dielétricos não magnéticos, a permeabilidade magnética relativa do dielétrico é igual a 1 (μr=1) e a velocidade de propagação pode ser simplificada para:

v=

c √ε r

(2)



CABEAMENTO ESTRUTURADO 50 – RTI – AGO 2022

Tal simplificação para o cálculo de v é válida na prática. Como há correntes fluindo através dos condutores, haverá alguma perda associada. As ondas que se propagam por esses condutores sofrerão os efeitos de tal perda. Entretanto, esse efeito é tão insignificante que pode ser desprezado para altas frequências. Portanto, uma vez conhecido o valor de εr, podemos calcular a velocidade de propagação de um determinado meio. Como exemplo, vamos considerar um cabo cujo dielétrico é feito de PVC. Como a permissividade elétrica relativa do PVC varia entre 2,5 e 6,5, vamos determinar a velocidade de propagação de condutores isolados com PVC com εr = 3 com base na expressão (2). v PVC =

Fig. 1 – Representação da velocidade de propagação de um sinal por um canal

8

3. 10 8 =1,7321. 10 m/s √3,0

m/s

(3) 3. 108 =1,4552. 108 √4,25

Uma breve retrospectiva histórica

v papel=

No início das comunicações telefônicas de longa distância, há pouco mais de 100 anos, os cabos eram fabricados com condutores isolados com papel impregnado em óleo ou parafina, cujo εr = 4,25 (em média). Por curiosidade, vamos determinar a velocidade de propagação para esse tipo de cabo:

Ao compararmos os resultados obtidos em (3) e (4), torna-se evidente a influência do material do dielétrico na resposta do cabo para a velocidade de propagação de um sinal elétrico. O cabo cujos condutores são isolados com PVC oferece uma velocidade de propagação superior àquele isolado com papel

m/s

(4)

impregnado em óleo ou parafina. Embora isso possa nos dar uma noção da diferença dos comportamentos entre ambos os tipos de dielétricos, uma comparação prática direta é pouco significativa. Isso porque, na época em que os condutores eram isolados com papel impregnado, a escala de frequência utilizada para as transmissões era infinitamente menor que a escala atual. Ainda, a resposta do cabo sofria os efeitos de sua capa geral, que precisava de


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uma proteção contra umidade do ambiente muito mais complexa que as atualmente disponíveis. Assim, voltando ao tema central, conforme mencionado anteriormente, a velocidade nominal de propagação é normalmente referida como uma porcentagem da velocidade da luz no vácuo e pode ser calculada de acordo com a seguinte expressão:

Tab. I – Limites de atraso de propagação em frequências críticas Atraso de propagação máximo (ns) Frequência Classe de aplicação (MHz) D E EA 100 491 250 N/S 490 500 N/S 600 N/S 1000 N/S N/S: não especificado para essas classes de aplicação.

(5) Portanto, para determinar a NVP de um cabo com velocidade de propagação de 1,7321.108 m/s (exemplo calculado na expressão 3, para PVC), teremos: (6) Da mesma forma, para o cabo com condutor isolado com papel impregnado em óleo ou parafina, com velocidade de propagação de 1,4552.108 m/s, teremos:

(7) A expressão (5) apresenta uma forma bastante eficiente para a determinação da NVP com base na velocidade de propagação da luz no vácuo (c), na permissividade elétrica relativa do dielétrico (εr) e na permeabilidade magnética relativa do dielétrico (μr), ela pode ser também facilmente obtida por relações diretas entre as velocidades de

F

FA

490 489 489

propagação para cada cabo considerado nos exemplos acima e a velocidade da luz, conforme mostrado abaixo: (8) (9) O leitor pode estar se perguntando se há uma aplicação prática para a velocidade nominal de propagação de uma linha (ou canal). A resposta é sim.


CABEAMENTO ESTRUTURADO 52 – RTI – AGO 2022

“Medição” do comprimento da linha ou canal

Fig. 2 – Efeitos de reflexão de sinal com a linha aberta e em curto-circuito

Agora que conhecemos os conceitos de velocidade de propagação (v) e velocidade nominal de propagação (NVP) e também a técnica de reflectometria no domínio do tempo (TDR), podemos entender como o comprimento de um canal é determinado em um teste de campo. Note o leitor que a palavra medição no subtítulo acima está entre aspas. Isso não é por acaso. Embora os equipamentos de testes em campo reportem o valor do comprimento de um segmento de cabo, esse comprimento é calculado com base na medição da reflexão de um sinal de teste e não medido de fato. Para isso, o sinal de teste é transmitido ao longo do canal sob teste e a técnica de TDR aplicada. Assim, os tempos de ida (sinal original) e volta (sinal refletido) são medidos e o comprimento é calculado a partir desses tempos e da NVP do cabo. Usando o esquema da figura 2a como referência, quando o sinal de teste é aplicado ao canal sob teste, o tempo T0 = 0 marca o início do teste. Quando o sinal refletido retorna ao equipamento de teste, o tempo T 1 é registrado. Subtraindo-se T 0 de T 1, obtemos o tempo total de propagação dos sinais de teste e refletido. Como a NVP do cabo é configurada no equipamento de teste, o comprimento equivalente é então calculado. Vejamos um exemplo de aplicação a seguir.

Reflexão de sinais

sinal originalmente transmitido será defasada em 180 graus (figura 2b). Quando a linha estiver terminada com uma carga de mesmo valor de sua impedância característica (Z0), o sinal transmitido não sofrerá reflexão, conforme mostrado na figura 3. A técnica de TDR consiste exatamente na aplicação de um sinal de teste à linha (ou canal) e identificação do ponto (ou pontos) de reflexão relevante. Em seguida vamos entender como utilizar essa técnica para a determinação do comprimento de uma linha.

Quando um sinal elétrico que se propaga por uma linha (ou canal) alcança o final dessa linha, ele pode ser refletido ou absorvido. Se a linha não estiver terminada com sua impedância característica, o sinal será refletido parcialmente (ou completamente, se a linha estiver aberta ou em curtocircuito). Com a linha aberta, o sinal será refletido e a fase do sinal originalmente transmitido será mantida (figura 2a). Quando a linha estiver em curto-circuito, o sinal transmitido será refletido e a fase do

Fig. 3 – Não há reflexão de sinal com a linha terminada com sua impedância característica

A NVP é utilizada pelos equipamentos de testes em campo para a determinação do comprimento do canal pela utilização de uma técnica conhecida como TDR (time domain reflectometry) ou reflectometria no domínio do tempo, em português. Antes de seguirmos com a discussão sobre como a NVP é utilizada para a determinação do comprimento de um canal, vamos revisar os efeitos de reflexão de sinal em linhas de transmissão.



CABEAMENTO ESTRUTURADO 54 – RTI – AGO 2022

Exemplo de aplicação Consideremos o esquema apresentado na figura 4 para um teste de comprimento do canal. Conforme mostrado no esquema da figura 4, um sinal de teste é aplicado a um segmento de cabo em T0 = 0. O sinal refletido é registrado em T1 = 430 ns e a NVP do cabo é 72%. Em resumo, o equipamento de teste “aciona um cronômetro” quando o sinal de teste é transmitido (T0 = 0) e “para a contagem” quando o sinal refletido retorna ao equipamento de teste (T1 = 430 ns). Dados do teste: T0 = 0, T1 = 430 ns => T1 – T0 = 430 ns NVP = 72% = 72% . c = 0,72 x 3 x 108 = 2,16 x 108 m/s Cálculo do comprimento do canal (10) De acordo com o exemplo acima, notamos a importância do valor da NVP para a determinação do comprimento de um segmento de cabo. Conforme mencionei antes, esse valor está disponível nas especificações do cabo; é um dado de catálogo. De qualquer maneira, o valor da

Fig. 4 – Esquema de teste do exemplo

NVP não varia muito entre diversos fabricantes para cabos de mesmas características. No entanto, se uma aferição precisa do comprimento for necessária, a NVP correta deve ser utilizada.

Medição da NVP Embora dados de catálogo da NVP possam ser utilizados para a determinação do comprimento de canal em um teste do cabeamento, assim como os valores default utilizados pelos equipamentos de testes em campo, ainda existe a possibilidade de medição desse valor com um equipamento de teste adequado, ou seja, um equipamento de certificação do cabeamento de cobre que tenha a capacidade de medir a NVP.

Para a medição da NVP, os seguintes passos são, em geral, necessários: 1. Retire um segmento de cabo da bobina (ou caixa) com comprimento entre 20 e 30 metros (esse comprimento pode ser medido com uma trena ou obtido por meio das marcas sequenciais impressas na capa do cabo). Quanto maior o segmento do cabo sob teste, mais preciso será o valor medido da NVP; 2. Termine umas das extremidades desse segmento de cabo com um plugue modular estilo RJ45; 3. Conecte a extremidade terminada com o plugue RJ45 ao equipamento de teste e


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execute um “teste de NVP”; 4. O valor da NVP será mostrado no display do equipamento de teste. O método de teste de NVP varia entre os fabricantes de equipamentos de testes em campo. Há casos em que o instalador precisará entrar com o comprimento do cabo sob teste manualmente e então executar o teste de NVP. Há casos em que o equipamento de teste mostrará o comprimento do cabo sob teste e a NVP medida. Nesse caso, o comprimento reportado pelo equipamento poderá ser diferente daquele medido fisicamente pelo instalador, que precisará fazer os ajustes necessários para encontrar a NVP correta.

Tab. II – Limites de desvio de atraso de propagação em frequências críticas Classe de aplicação D E EA F FA

Frequência (MHz) Desvio de atraso de propagação máximo (ns) 100 44 250 500 600 26 1000

pois a velocidade de propagação costuma derivar do comprimento de onda pela aplicação da fórmula clássica a seguir, para uma onda senoidal. (11)

Comprimento de onda e velocidade de propagação

Onde: • λ é o comprimento de onda (m); • f é a frequência (Hz).

O leitor pode ter notado que o comprimento de onda (λ) não apareceu nas discussões sobre a velocidade de propagação. Isso pode parecer estranho,

Como o comprimento de onda é dado em metros (m) e a frequência em hertz (ciclos por segundo), a velocidade de propagação será dada em metros por

segundo (m/s). Desenvolvendo um pouco mais a expressão (11), teremos o seguinte: (12) Onde: • b é a constante de fase (rad/m); • f é a frequência (Hz). Usando a fórmula clássica da constante de propagação (γ), podemos determinar a constante de fase (β), em função dos parâmetros primários da linha de transmissão ou canal.


CABEAMENTO ESTRUTURADO 56 – RTI

Fig. 5 – Representação do atraso de propagação e desvio de atraso de propagação em cabos balanceados de quatro pares

(13) Com alguma manipulação que não vou detalhar aqui por não ser meu objetivo neste artigo, o valor de b pode ser determinado. (14) R, L, G e C (resistência, indutância, condutância e capacitância) são os parâmetros primários do canal. Como sinais digitais reais são compostos pela superposição de várias senoides (séries de Fourier), a melhor maneira de representar a velocidade de propagação de um sinal por um canal é por meio do atraso de propagação de grupo, que será menor que a velocidade de propagação devido à dispersão e ao deslocamento de fase. A velocidade de propagação de grupo é dada por: Vprop.grupo=Vprogramação λ

dVprogramação d ω = dλ dβ

(15)

Portanto, a especificação da velocidade de propagação de um cabo balanceado por meio de sua NVP é uma abordagem conservadora, ou seja, qualquer que seja a velocidade de propagação de grupo de um dado sistema de comunicação digital, ela estará dentro das especificações do cabo.

Atraso de propagação e desvio de atraso de propagação Enquanto a velocidade de propagação expressa a velocidade com a qual um sinal

viaja ao longo do canal, em m/s, o atraso de propagação expressa o tempo, em ns (nanossegundos) que um sinal leva para se propagar entre um transmissor e um receptor por meio do canal. Conforme a discussão conduzida até aqui, sabemos que há relação direta entre o atraso de propagação e a NVP do cabo. As normas de cabeamento estruturado especificam limites para o atraso de propagação, por ser um efeito importante em sistemas digitais de comunicação, que são sensíveis a isso. Em outras palavras, um ciclo de transmissão (propagação de um sinal entre um transmissor e um receptor) deve acontecer dentro de um intervalo de tempo predeterminado pelo sistema de comunicação. Por esse mesmo motivo, em sistemas de comunicação digital nos quais uma informação é dividida em blocos (ou “pacotes”) e transmitida simultaneamente (em um mesmo ciclo de transmissão) por pares diferentes em um canal constituído por cabos balanceados de quatro pares, a diferença entre os atrasos de propagação do par “mais rápido” e “mais lento” é de extrema importância. Essa diferença é referida como desvio de atraso de propagação (delay skew). Seu controle é importante, pois quando o primeiro bloco (ou “pacote”) de informação chega ao receptor, começa a contagem do tempo durante o qual todos os outros blocos precisam chegar para completar o ciclo de transmissão. Caso contrário, um erro será gerado e um novo ciclo será iniciado. A figura 5 mostra ambos os efeitos, também denominados parâmetros de testes.


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O desvio de atraso de propagação é controlado no processo de fabricação de cabos balanceados. As normas de cabeamento estruturado especificam tanto o atraso de propagação quanto o desvio de atraso de propagação para as configurações de testes de enlace permanente e canal. Algumas normas especificam o atraso de propagação em função da quantidade de conexões presentes no enlace permanente ou canal, ou em configurações de piores casos (com o maior número possível de conexões), em frequências críticas, conforme mostrado na tabela I, derivada da norma ISO/IEC 11801-1. Os limites especificados para o desvio de atraso de propagação para configurações de piores casos em frequências críticas são mostrados na tabela II, derivada da norma ISO/IEC 11801-1.

Conclusões Neste artigo discutimos conceitos fundamentais sobre a transmissão de sinais em cabos metálicos, diretamente relacionados a sistemas de cabeamento estruturado e que afetam os resultados dos testes de certificação em campo, como no caso da medição (ou avaliação) do comprimento de um canal. Estudamos a velocidade de propagação, que é a velocidade com a qual um sinal elétrico viaja pelo cabo entre um transmissor e um receptor, em m/s. Esse parâmetro depende de vários aspectos construtivos dos cabos e características do material do dielétrico, como sua permissividade elétrica relativa ou constante dielétrica εr e sua permeabilidade magnética relativa (μr). Portanto, o material do dielétrico exerce uma influência importante na resposta em frequência do cabo, para uma ampla escala de frequências de operação. Um exemplo ilustrativo da influência do material do dielétrico foi apresentado para cabos modernos com capa de PVC e cabos antigos, com capa de papel impregnado em óleo ou parafina. A velocidade de propagação de sinais elétricos em cabos metálicos é especificada como uma porcentagem da velocidade da luz no vácuo e referida como NVP (velocidade nominal de propagação). Como a NVP é um dado de catálogo do cabo balanceado (60%, 65%, 70%, etc.), ela é conhecida. Com base nessa informação e na física de propagação e reflexão de sinais, os equipamentos de testes em campo determinam o comprimento de um canal. Portanto, o uso da NVP adequada leva a uma avaliação mais precisa do comprimento de um canal. Vale lembrar que a NVP pode ser medida pelo operador do teste, caso necessário. Para finalizar, estudamos os parâmetros de testes atraso de propagação e desvio de atraso de propagação, ambos importantes para assegurar que os cabos sejam fabricados para permitir que uma ampla gama de aplicações seja suportada nos sistemas de cabeamento estruturado com cabos de cobre, cujos canais são limitados a 100 metros de comprimento. Os sistemas de comunicação digital operam com valores de atraso de propagação e desvio de atraso de propagação críticos.


DATA CENTERS

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Revertendo a tendência de crescimento de custos com interrupções Vertiv

E

Com as organizações dependendo cada vez mais de seus data centers, as indisponibilidades devem ser quase zeradas. O artigo traz estratégias para minimizar a exposição ao downtime, incluindo novos enfoques à redundância e escalabilidade de UPS, melhor monitoramento e acesso remoto, baterias de íon-lítio e técnicas para distribuição de energia de alta disponibilidade.

mbora a velocidade e eficiência do capital sejam necessárias no atual mercado altamente competitivo de data centers, essas metas devem ser colocadas no contexto da disponibilidade do site. Uma pesquisa do Ponemon Institute, intitulada Downtime em Data Centers de Core e de Edge: Uma Pesquisa sobre Frequência, Duração e Ações, revela que os 132 data centers de núcleo incluídos no estudo tiveram uma média de 2,4 paradas totais por ano e mais 10 eventos de inatividade (downtime) isolados em racks ou servidores específicos. Além disso, os 1667 sites de edge tiveram uma média de 2,7 paradas completas não planejadas em um ano. O que é particularmente alarmante sobre as descobertas da pesquisa é o aumento da duração das indisponibilidades em comparação com o último estudo realizado em 2016. A duração média de uma parada total em um data center de núcleo aumentou para 138 minutos, um acréscimo de 8 minutos. Com as empresas dependendo cada vez mais de seus sites e expandindo redes de edge, elas não estão apenas passando por uma alta frequência de indisponibilidades, mas também levando mais tempo para se recuperar delas. Embora os participantes do estudo estejam nas Américas, os resultados são corroborados pela pesquisa 2020 Global Data Center Survey, realizada

pelo Uptime Institute. A análise identificou que indisponibilidades ocorrem com uma frequência preocupante e que as maiores estão se tornando mais nocivas e caras. O estudo também aponta que os ganhos com processos avançados e engenharia foram parcialmente neutralizados pelos desafios de manter sistemas mais complexos. O gerenciamento de data centers envolve diversos desafios, incluindo a pressão para implementar capacidade com maior velocidade e ótima relação custo/benefício. A disponibilidade é de tal importância que não pode ser relegada a uma menor prioridade. Este estudo propõe estratégias para minimizar a exposição a interrupções, incluindo novos enfoques à redundância e escalabilidade de UPS, melhor monitoramento e acesso remoto, baterias de íon-lítio e estratégias para distribuição de energia de alta disponibilidade.

Avaliando as ações que afetam a disponibilidade Além de quantificar a frequência e a duração das interrupções no núcleo e no edge, o estudo do Ponemon Institute também explora as ações organizacionais relacionadas a fatores que podem afetar a disponibilidade do data center (figura 1). Nos dois tipos de instalação, a contenção de custos parece ser um dos



DATA CENTERS

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Fig. 1 – Comparação dos atributos dos data centers de núcleo e edge

principais motivos para os downtimes. Cerca de 69% dos participantes disseram que o risco de inatividade não planejada aumento em seu data center de núcleo como resultado de redução de custos, enquanto 62% apontaram o mesmo em relação às suas instalações de edge. Além disso, apenas a metade dos respondentes disse que sua alta direção fornecia suporte aos seus esforços para evitar downtimes, tanto no core quanto no edge.

Tanto as instalações de core como as de edge não estavam bem equipadas para se recuperar de uma indisponibilidade não planejada. Apenas 38% dos participantes acreditavam ter recursos suficientes no edge para retomar o funcionamento da instalação caso uma indisponibilidade não planejada ocorresse. Isso é de alguma forma esperado, uma vez que essas instalações são muitas vezes remotas e sem a presença de pessoas. Mas foi

surpreendente ver que apenas 43% dos respondentes acreditavam ter esses recursos disponíveis nos data centers de núcleo, provavelmente contribuindo para os tempos maiores de recuperação encontrados na pesquisa deste ano. Data centers de edge são mais propensos a utilizar melhores práticas do que os de núcleo, embora em nenhum caso os percentuais sejam particularmente altos. Aproximadamente 46% dos participantes disseram usar melhores práticas em seus data centers de núcleo, comparado com 54% em suas instalações de edge. Essas atitudes estão aparecendo no design dos data centers de edge. Pela óptica da disponibilidade, estamos vendo uma maior redundância. Enquanto os sites de núcleo podem estar trocando para N+1, o edge é visto como a linha de frente da disponibilidade e muitas vezes é implementado como 2N.

Lidando com as causas raiz As principais causas de interrupções não planejadas identificadas pelos participantes da pesquisa do Ponemon Institute incluem ciberataques, falhas em equipamentos de TI como UPS e erro humano. Considerando essas causas raiz, é importante pensar nos resultados do estudo do Uptime Institute, que relatou


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que três em cada quatro participantes afirmaram que seus mais recentes eventos de paradas eram evitáveis. Muitas falhas de equipamentos de TI poderiam ser evitadas através do monitoramento e troca antes da falha? A mesma pergunta pode ser feita sobre erros na bateria do UPS. Sistemas de monitoramento de baterias, quando implementados adequadamente, podem identificar prováveis paralisações antes que elas ocorram. Claramente, as contenções de custos impostas sobre os responsáveis pela disponibilidade das instalações e o uso limitado das melhores práticas estão tendo influência na frequência relativamente alta dos eventos de interrupções. Segundo a pesquisa do Uptime Institute, não está claro se as operadoras estão realmente aprendendo com seus problemas de processo ou culpando seus gestores. Também é possível que os gestores culpem os operadores, ou todos podem estar culpando os investidores por não aplicar

recursos suficientes. De qualquer forma, as descobertas apontam para uma oportunidade clara: com mais investimentos em gerenciamento, processos e treinamento, a frequência das indisponibilidades certamente teria uma redução significativa. Eventos de inatividade representam uma situação de crise. O foco sempre é colocar o data center para funcionar o mais rápido possível. Mas, muitas vezes, parece que a recuperação não é seguida por planejamento e investimentos suficientes para fortalecer a infraestrutura crítica de forma a reduzir a probabilidade de eventos futuros.

Estratégias para reduzir a frequência e a duração da indisponibilidade O ano de 2020 foi desafiador para o gerenciamento de data centers. Várias empresas tiveram uma demanda para aumento de capacidade devido à pandemia global, ao mesmo tempo em que

precisaram implementar novos protocolos e trabalhar com orçamentos reduzidos. Esses fatores não podem ser aceitos como desculpas para o aumento de inatividade. A disponibilidade dos serviços é mais importante do que nunca. A situação atual também criou oportunidades para fortalecer a infraestrutura contra falhas futuras. Estamos vendo mais organizações planejando upgrades significativos na infraestrutura conforme se preparam para capitalizar sobre a recuperação econômica. As estratégias a seguir podem ajudar a garantir que esses upgrades entreguem a maior disponibilidade possível: redundância da infraestrutura, monitoramento da infraestrutura e gerenciamento remoto de TI, escalabilidade do UPS, baterias de íon-lítio e design de distribuição de energia. Redundância da infraestrutura Avaliar redundância e oportunidades para fortalecimento do sistema é um investimento que pode oferecer um


DATA CENTERS retorno positivo ao reduzir a frequência de paradas. O desafio é alcançar o nível certo de redundância de UPS da forma mais simples e eficiente possível. As necessidades de redundância devem ser consideradas sob a óptica da necessidade dos SLA - Acordos de Nível de Serviço. Pode haver a necessidade de aumentar a resiliência para 2N em alguns casos ou a oportunidade de reduzir para N em outros. A análise e o fortalecimento no nível do sistema também podem reduzir a vulnerabilidade com relação às interrupções a partir de eventos relacionados com o UPS. Em instalações maiores, arquiteturas de reserva estão sendo implementadas para reduzir os custos de capital e aumentar a eficiência dos sistemas UPS. Estas arquiteturas caem em duas principais categorias: reserva de bloco e reserva distribuída. Configurações com reserva de bloco implementam uma STS - Chave Estática de Transferência e simplificam o gerenciamento da carga. Elas em geral são recomendadas quando os SLAs exigem alimentação para ambas as linhas. Arquiteturas de reserva distribuídas cada vez mais não implementam uma STS e demandam maior atenção para o gerenciamento da carga de forma que não excedam os níveis de redundância. Elas podem ser

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usadas onde os SLAs exigem alimentação apenas para uma linha. Tecnologias mais recentes de UPS utilizam redundância interna para eliminar a complexidade do design de sistemas UPS multi modulares. Monitoramento de infraestrutura e gerenciamento remoto de TI Da telemedicina ao comércio eletrônico e home office, a pandemia da Covid-19 acelerou a velocidade da transformação digital. O monitoramento da infraestrutura do data center e o gerenciamento remoto de TI são outros exemplos disso. Essas tecnologias não apenas estão ajudando as organizações a se adaptar às situações em que o acesso às instalações críticas é limitado devido às restrições da pandemia, mas também são ferramentas críticas para responder mais rapidamente a indisponibilidades e proteger contra a falha de equipamentos críticos. Ao monitorar os sistemas de infraestrutura em tempo real, as organizações podem muitas vezes identificar precocemente sinais de alertas de falhas iminentes e tomar as medidas corretivas antes que ocorram. Esses sistemas também coletam os dados necessários para aproveitar as análises preditivas e a transição para uma estratégia de manutenção proativa. Conjugar dados em tempo

real com estratégias de serviço e de manutenção que correlacionem a manutenção com o tempo médio entre falhas (MTBF) permite a realização de serviços mais efetivos e eficazes nos equipamentos. Esses recursos são particularmente valiosos na medida em que proporcionam visibilidade em sites de edge remotos e simplificam o gerenciamento de múltiplos sites de edge. Além disso, sistemas de monitoramento e gerenciamento de infraestrutura podem dar suporte a relatórios regulares sobre o estado do data center para garantir que servidores e outros equipamentos estejam operando em condições que não contribuirão para falhas. Eles também possibilitam modelagem para garantir que uma nova capacidade tenha o suporte de alimentação e ambiental antes de ser implementada. Sistemas de gerenciamento remoto de TI, como consoles seriais e KVMs, reduzem a necessidade de interação física com os sistemas de TI ao mesmo tempo em que simplificam o gerenciamento, a identificação e resolução de problemas e a recuperação. Aproximadamente 80% das falhas dos equipamentos de TI são relacionadas ao software ou ao firmware. Nesses casos, engenheiros usando ferramentas de acesso remoto podem


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geralmente resolver a situação rápida e remotamente para minimizar a duração de interrupções. A capacidade do UPS pode ser uma limitação do site. Quando eventos como a pandemia criam uma demanda inesperada que excede a capacidade do UPS, ela pode levar diretamente a interrupções.

Baterias de íon-lítio Baterias tradicionais de chumbo-ácido são muitas vezes consideradas o elo fraco na cadeia de energia do data center. Portanto, não é surpreendente que sejam a principal causa das paradas. Com strings e strings de baterias necessários para dar suporte às modernas instalações, pode-se prever que uma falha está para acontecer a qualquer momento. Esses equipamentos tendem a ser de alta manutenção, pesados e com necessidade frequente de trocas. Os avanços no monitoramento, gerenciamento e manutenção ajudaram a aliviar um pouco esses problemas, mas nem todos os data centers têm a vantagem de ter os recursos. As baterias de íon-lítio surgiram como uma alternativa viável para as baterias de chumbo-ácido e deveriam ser consideradas por operadores de data centers que buscam limitar os riscos de parada. Elas têm uma vida útil consideravelmente maior do que as de chumbo-ácido, necessitando de menos manutenção e serviços. Algumas baterias também provaram ter reduzido as necessidades de refrigeração, resultando em custos operacionais menores. Talvez o mais importante seja que, quando usadas com um sistema UPS, essas baterias utilizam um gerenciamento integrado para melhorar a operação e reduzir o risco de falhas e paradas não planejadas. As baterias de íon-lítio têm, de fato, um custo inicial maior, mas a sua maior vida útil resulta em um menor custo total sobre a vida da bateria, mesmo sem levar em conta os prejuízos de possíveis interrupções. Para as organizações que não estão em uma posição de fazer a transição para as baterias de íon-lítio, implementar uma solução de monitoramento de baterias para as de chumbo-ácido proporciona a visibilidade no desempenho necessária para minimizar ou eliminar indisponibilidades devidas a falhas.

Conclusão Há diversas opções para gerenciar a distribuição da alimentação de energia no data center, desde o uso de grandes unidades de distribuição centralizada até unidades menores. Fazer as mudanças necessárias para minimizar os riscos de interrupções requer uma mudança de abordagem reativa para uma proativa, na qual as infraestruturas críticas e as práticas para suportá-las são avaliadas e investimentos são feitos para endereçar as causas raiz. Em vários casos, isso incluirá a substituição de equipamentos antigos por novos e a implementação de sistemas de gerenciamento e monitoramento remotos. Embora o investimento necessário possa ser percebido como significativo, ele deve ser colocado em perspectiva ao considerar-se os custos de interrupções ao longo dos anos.


EM REDE

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Fabrício Goetz, sócio-fundador e CRO da Venko Networks

O 5G será uma “nova

corrida do ouro” para os provedores regionais Em 1948, o jornal New York Herald publicou uma notícia sobre a descoberta de ouro no rio South Fork American na Califórnia. Instantaneamente, em um movimento frenético contra o tempo, milhares de pessoas se deslocaram para a região com o objetivo de desbravar o garimpo, maximizando a vantagem da busca antecipada do metal valioso enquanto a concorrência ainda era relativamente baixa e a oferta abundante. No lastro desta corrida, muitas oportunidades que pareciam ser menos “reluzentes” acabaram por se tornar também negócios extremamente lucrativos. O preço de uma bateia (bacias usadas no garimpo) subiu de US$ 20 centavos para US$ 15 em questão de dias. Um alfaiate local criou uma calça de tecido grosso e com rebites para aguentar o trabalho pesado de mineração, e aliado a um imigrante chamado Levi Strauss começou a produzir o produto em escala. A população não indígena da Califórnia na época era de 10 mil pessoas e em pouco tempo 300 mil imigrantes chegaram à região. Logo, mais infraestruturas precisaram ser construídas, como a primeira ferrovia transcontinental a unir as costas leste e oeste, batizada de Golden Spike (‘Cavilha de Ouro’). A partir daí, vários setores, como varejo, manufatura e serviços acabaram por proliferar seus negócios e pavimentaram o caminho que desenvolveu aquele estado, cujo Esta seção aborda aspectos tecnológicos das comunicações corporativas, em especial redes locais, mas incluindo também redes de acesso e WANs. Os leitores podem enviar suas dúvidas para Redação de RTI, e-mail: inforti@arandanet.com.br.

PIB atualmente é de US$ 3,4 trilhões, mais que o dobro do Brasil. É imperioso considerar, contudo, que na corrida do ouro vários processos foram feitos de forma desordenada. A falta de planejamento, estruturas deficitárias, restrições logísticas, regras de mercado não claras, entre outros aspectos, trouxeram reflexos negativos aos negócios e à população em âmbitos econômicos, sociais e ambientais. O objetivo deste artigo é traçar um paralelo no qual a tecnologia 5G representa uma nova “corrida do ouro” para os provedores regionais, especialmente em localidades mais afastadas com coberturas de

em uma relação colaborativa que beneficia os clientes e amplia perspectivas de crescimento do mercado para ambas as tecnologias. O termo 5G acaba sendo utilizado de maneira indiscriminada, o que frequentemente gera uma confusão sobre o que realmente representa. Ele não é somente uma evolução de velocidade em relação ao 4G/4,5G, mas um novo conceito que incorpora uma série de características únicas, as quais permitirão oferecer serviços que eram inviáveis na tecnologia anterior. A figura 1 descreve resumidamente oito destas especificações e algumas diferenças de performance comparadas.

Fig. 1 – Oito especificações diferenciais do 5G

conectividade ainda limitadas. Nessa metáfora, o ouro representa o cliente final, a ser conquistado pelos ‘donos’ do acesso. Mas esta conquista pressupõe infraestruturas muito mais amplas e necessárias ao provimento dos serviços, como as ferrovias no exemplo californiano, e que também surgem como oportunidades laterais de negócios. Um dos aspectos potenciais mais relevantes é o uso da rede de fibra óptica já existente como meio de transporte, de forma a dar vazão ao enorme volume de dados que será gerado. É preciso ressaltar que o 5G não vem substituir o acesso em fibra óptica, e sim preencher algumas lacunas, desde cobertura até aplicações,

No aspecto regulatório, a Anatel classifica atualmente duas classes de prestadores de serviço que podem se beneficiar dos avanços do 5G. • SMP – Serviço Móvel Pessoal – Tratase dos telefones celulares pessoais, cujas aplicações fundamentais são de voz e acesso à Internet móvel. Nessa categoria, as licenças 5G de espectro foram leiloadas em novembro de 2021, e a implementação comercial ainda está em andamento. Várias faixas de frequência foram leiloadas (700 MHz, 2,5 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz), com abrangências geográficas nacionais ou regionais. • SLP - Serviço Limitado Privado Orientado principalmente a aplicações IoT - Internet das Coisas, desde



EM REDE

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Fig. 2 – Diagrama simplificado de arquitetura de rede 5G

manufatura até agronegócio, e cujas áreas de cobertura geográfica são geralmente bem mais restritas. Nesse modelo, a arquitetura de implementação é por Redes Fixas sem Fio (FWA), nos quais os dispositivos têm limitada ou nula capacidade de deslocamento, em contraste ao SMP. Com efeito, os provedores regionais podem se beneficiar de oportunidades nestas duas classes de serviços, com enfoques de atuação diferentes, atendendo diretamente os clientes, na condição de SLP, ou também antecipando infraestrutura de fibra para interconexão do SMP. Aqueles que se prepararem mais cedo terão vantagens competitivas, tal qual ocorreu com o

FTTx, em explorar oportunidades de descentralização, em complementariedade às grandes operadoras, que em geral focam inicialmente nos principais centros. Levantamento da IDC Brasil apontou críticas em relação ao cronograma do 5G no Brasil feito pela Anatel. Segundo o estudo, as empresas entendem que o calendário ficou mais favorável ao consumidor do que focado nos interesses dos negócios, como nas áreas de manufatura, mineração, agronegócio e turismo. Em relação à arquitetura, de forma muito simplificada, a rede 5G tem o modelo descrito na figura 2, no qual as estações de rádios (RAN - Radio Access Network) estão conectadas a um núcleo

(core) que faz o gerenciamento dos dispositivos de rede e conectividade com a Internet. Os equipamentos de usuário (UE, sejam eles pessoas, dispositivos ou sensores) comunicam-se com as estações de rádio em frequências definidas. Conforme já mencionado, o 5G engloba características técnicas bem mais amplas que o 4G e o 4,5G, e a diversidade de frequências de operação trará consequentemente equipamentos e implementações bastante distintas. A volumetria de usuários por área, velocidade de tráfego de dados, distância entre estações de rádio, modelos dos terminais, características das antenas e dimensionamento do x-Haul (front, middle e backhauls) são apenas alguns aspectos a considerar na estratégia de projeto e implementação dos serviços. Considera-se fundamental levar em conta os seguintes pontos nessa estratégia: • No 5G, as redes precisam de alocação de espectro inteligente e automática. Para que tudo funcione de uma maneira adequada, os investimentos deverão incluir uma revisão completa da arquitetura e topologia de rede, passando pelo x-Haul, equipamentos de core e sites de agregação.


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• As redes definidas por software (SDN) e a virtualização das funções de rede (NFV) também terão um papel fundamental nessa jornada. São elas que irão possibilitar uma alocação mais flexível e automática de recursos, aproveitando as economias de escala baseadas em nuvem. • Os requisitos de sincronismo de rede são muito mais complexos e restritivos que os presentes no 4G e no 4,5G, o que requer padrões não disponíveis na maioria dos links típicos das conexões atuais. • Em geral, o espaçamento entre as estações de rádio 5G é mais curto, o que leva a uma demanda bastante grande por capilaridade em fibra necessária à conexão entre elas. • Aspectos de interoperabilidade são fundamentais para serviços flexíveis e evolução das redes. Quanto menos dependentes de soluções proprietárias, maiores são as possibilidades de compor arquiteturas de integração com outros fornecedores, sejam eles de equipamentos ou serviços, bem como possibilitar colaboração de compartilhamento de infraestrutura (um capítulo à parte, objeto do tema redes neutras).

• Há uma fronteira muito tênue entre telecomunicação e tecnologia de informação, fazendo com que aspectos tradicionalmente não foco dos provedores e operadoras de serviços passem a compor o portfólio de projetos. Diante do exposto e reforçando o aspecto da janela de tempo aos provedores regionais quanto ao tema 5G, destaco algumas oportunidades concretas de negócios: • Propor casos de uso práticos a clientes desatendidos, por exemplo oferta de FWA a fazendas agrícolas, mineradoras, portos, armazéns e indústria 4.0, todos mercados em franca expansão e especialização, demandadores de conectividade orientada à IoT. • Utilizar tecnologias com XGS-PON para fazer backhaul de estações rádio, já que permite links de até 10 Gbit/s simétricos. O “pulo do gato” aqui é compartilhar a estrutura de fibra existente em GPON, o que maximiza a rentabilidade de um ativo já investido. Nesse caso, o cliente passa a ser outra(s) empresa(s) que pretende(m) ofertar serviços 5G, usando redes de terceiros para conectar suas estações.

• Oferta de soluções de valor agregado mais alto, muito além do acesso, e que sinergicamente interagem com a TI. Em retrospectiva, há 1,5 século muitos garimpeiros ágeis na decisão fizeram literalmente fortunas, enquanto outros mais lentos penaram em explorar leitos de rios já exauridos. A informação, e consequentemente a necessidade de acesso a ela, é o mais importante ativo do mundo atual, tanto para pessoas quanto empresas. É um caminho sem volta e, portanto, aqueles que se anteciparem construir essa ponte de acesso colherão benefícios consideráveis. O cientista Charles Darwin provou que na natureza aqueles que sobrevivem não são os maiores ou mais fortes, mas os que rapidamente se adaptam às mudanças. Os pequenos e médios provedores regionais que compreenderam bem isto no início do processo de implementação de fibras ópticas obtiveram muito sucesso. O 5G apresenta uma nova fase de mudanças. Como você quer ser lembrado? Um garimpeiro ágil ou um explorador de leitos exauridos?


INTERFACE

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Paulo Marin

Como está o desenvolvimento das normas brasileiras para cabeamento estruturado? Elas são atualizadas e seguem padrões internacionais? Quais são as normas que compõem o conjunto de normas brasileiras para cabeamento estruturado? Parte 3

instalações ou áreas industriais dentro de outros tipos de edificações, compreendendo um ou múltiplos edifícios em um campus. Assim como todas as normas de cabeamento estruturado, ela se limita ao ambiente de rede de campus (CAN) e utiliza como base os requisitos da NBR 14565. Além dos requisitos da NBR 14565, a NBR 16521 especifica: • Uma estrutura modificada e configuração para cabeamento genérico dentro de instalações industriais nas quais aplicações de tecnologia da informação são

• Cabeamento de chão de fábrica. • Distribuidor intermediário (ID). • Cabeamento intermediário. • Tomada de telecomunicações (TO). • Interface de rede (NI). Conforme mostrado na figura 1, um distribuidor intermediário é capaz de atender a tomadas de telecomunicações em partes separadas de um equipamento industrial, ou diversas tomadas em uma única parte do dispositivo (painel, quadro de comando, ilha de automação, etc.). Esquemas de cabeamento estruturado para instalações

Nesta edição de Interface continuo a discussão iniciada na RTI junho sobre as normas brasileiras para cabeamento estruturado. Como lembrete, discutimos nas duas edições anteriores os escopos e principais características das normas NBR 14565:2019 - Cabeamento estruturado para edifícios comerciais, NBR 16415:2021 - Caminhos e espaços para cabeamento estruturado, NBR 16665:2019 – Cabeamento estruturado para data centers e NBR 16264:2016 – Cabeamento estruturado residencial. NBR 16521 – Cabeamento estruturado industrial A NBR 16521 especifica um cabeamento estruturado que suporta uma extensa gama de serviços de telecomunicações, como automação, controle e aplicações de monitoramento para uso em Esta seção se propõe a analisar tópicos de cabeamento estruturado, incluindo normas, produtos, aspectos de projeto e execução. Os leitores podem enviar suas dúvidas para Redação de RTI, e-mail: inforti@arandanet.com.br.

Fig. 1 – Configurações de elementos funcionais de equipamentos em ambiente industrial conforme a NBR 16521

utilizadas para suporte ao processo de monitoramento e funções de controle. • Opções de implementação. • Requisitos adicionais que refletem a gama de ambientes operacionais em instalações industriais. A NBR 16521 especifica os seguintes elementos funcionais e interfaces para o cabeamento estruturado em instalações industriais:

industriais podem conter até quatro tipos de subsistemas: backbones de campus e edifício, subsistema de cabeamentos de chão de fábrica e intermediário. Além disso, um cabeamento é necessário para conectar telecomunicações, controle de processos e equipamentos de monitoramento ao sistema de cabeamento estruturado, sendo este de aplicação específica e, portanto, não coberto pela NBR 16521. A figura 2


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INTERFACE

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Fig. 2 – Topologia de cabeamento estruturado industrial conforme a NBR 16521

mostra a topologia de distribuição de cabeamento estruturado industrial. Os distribuidores fornecem os meios para configurar o cabeamento capaz de suportar diferentes topologias, tais como barramento, estrela e anel. Distribuidores de campus, de edifício e de piso também podem fazer parte do cabeamento, de acordo com a NBR 14565.

A quantidade e tipo de subsistemas incluídos em uma implementação de cabeamento estruturado dependem das características e da estrutura do campus, da edificação e da abordagem de projeto. Os seguintes subsistemas de cabeamento são especificados na NBR 16521: • Backbone de campus. • Backbone de edifícios.

• Chão de fábrica. • Intermediário. Conexões entre os subsistemas de cabeamento podem ser ativas, utilizando equipamentos de aplicação específica, ou passivas. A conexão com equipamentos de aplicação específica adota o modelo de interconexão ou conexão cruzada em conformidade com a NBR 14565. Conexões passivas


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entre os subsistemas de cabeamento devem ser realizadas com o uso de conexões cruzadas, por meio de patch cords ou jumpers. No cabeamento

industrial, seus elementos funcionais e subsistemas são interconectados para formar uma estrutura hierárquica de distribuição (figura 3).

Fig. 3 – Estrutura hierárquica de distribuição de cabeamento estruturado industrial conforme a NBR 16521

Em certas circunstâncias, por segurança ou confiabilidade da infraestrutura para aplicações críticas, a redundância pode ser considerada em um projeto de cabeamento industrial. A figura 4 mostra um esquema, entre várias opções possíveis, de conexões entre os elementos funcionais no sistema de cabeamento estruturado industrial. Para finalizar a apresentação da NBR 16521, é importante destacar que um dos seus aspectos de maior destaque é a classificação ambiental das localidades de instalação do cabeamento, ou seja, de acordo com essa classificação, cabos e hardware de conexão podem ser especificados de forma mais efetiva e segura. Essa classificação é conhecida como MICE, que traz os critérios primários usados para classificar um ambiente por suas características: • Mecânicas (M). • De proteção contra ingressos de contaminantes (I). • Climáticas e/ou químicas (C). • Eletromagnéticas (E).


INTERFACE

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Os seguintes aspectos são abordados: • Práticas de instalação. • Planejamento de instalação. • Documentação. • Administração. • Ensaios. • Inspeção. A norma é estruturada em 10 seções e não possui anexos. O principal objetivo é oferecer ao projetista especificações e recomendações quanto aos aspectos a seguir apresentados resumidamente. Especificação da instalação

Fig. 4 – Inter-relação dos elementos funcionais em uma topologia com redundância conforme a NBR 16521

Cada um dos quatro critérios ambientais primários é ainda especificado em níveis. A classificação MICE para uma localidade é definida como Ma Ib Cc Ed, onde a, b, c e d são subclassificações para cada um dos critérios MICE. Os índices para os quatro parâmetros primários ambientais podem ser 1, 2 ou 3. Por exemplo, o ambiente menos hostil é descrito como M1 I1 C1 E1, enquanto o ambiente mais severo no escopo da NBR 16521 é definido como M3 I3 C3 E3. São possíveis, entretanto, outras configurações, como, por exemplo, M1 I3 C1 E2. Tal ambiente teria requisitos muito críticos quanto à proteção contra o ingresso de contaminantes (I3) e interferência eletromagnética (E2), porém com requisitos menos restritivos para

vibração mecânica (M1) e características climáticas (C1). NBR 16869 – Cabeamento estruturado – Parte 1: requisitos para planejamento A série de normas NBR 16869 de cabeamento estruturado, composta por duas partes publicadas e uma em desenvolvimento, reúne um grupo de normas de planejamento do cabeamento estruturado e testes do cabeamento instalado. A NBR 16869-1 especifica os requisitos para o planejamento do cabeamento e infraestruturas de cabeamento (incluindo o cabeamento, caminhos, espaços, aterramento e equipotencialização) em suporte às normas de cabeamento estruturado e outros documentos.

Tab. I – Nível de complexidade operacional Número de portas gerenciadas Comercial Industrial Residencial Residencial (multiusuários) Data centers

2 a 100 Nível 1

101 a 5000 Nível 2

+ de 5000 Nível 3 Nível 1 Nível 3

Nível 2

Nível 1 Nível 2 Nível 3

A especificação da instalação deve ser elaborada pelo contratante e entregue ao instalador e deve abranger especificações técnicas, escopo do trabalho, plano de qualidade, outros serviços do edifício (além de telecomunicações), sistemas de gestão do edifício, de segurança, de climatização, especificações ambientais, entre outros fatores. Aspectos como legislações, pessoas de contato, padrões e políticas também estão no escopo da NBR 16869-1. Planejamento da qualidade Um plano de qualidade que especifica os requisitos da instalação deve ser elaborado pelo instalador e acordado com o contratante antes do início da instalação. Esse plano deve apresentar com clareza as medidas e procedimentos a serem adotados para demonstrar conformidade com os requisitos da NBR 16869-1, do projeto de cabeamento e com a especificação da instalação. No plano de qualidade devem ser detalhados procedimentos para a transferência de responsabilidades entre o instalador e o contratante, para aceitação dos componentes do cabeamento (incluindo especificações físicas, mecânicas, ópticas, etc.), para


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verificar a compatibilidade entre os componentes do cabeamento a serem usados na instalação, para garantir a seleção de patch cords adequados para uso no cabeamento, entre outros. Ainda no que diz respeito ao planejamento da qualidade, a NBR 16869-1 traz requisitos sobre a amostragem dos testes do cabeamento instalado, com uma recomendação do tamanho da amostra para testes que incluem o alien crosstalk. Ela detalha os parâmetros de transmissão que devem ser verificados, os modelos de testes de certificação do cabeamento de cobre (em conformidade com a NBR 14565), os procedimentos de testes do cabeamento óptico, tratamento dos resultados dos testes, etc. Práticas de instalação A NBR 16869-1 estabelece que a instalação seja executada em conformidade com as práticas adequadas, definidas na própria norma e também pelos fabricantes dos cabos e componentes. Ela especifica aspectos relacionados à segurança, condições ambientais para armazenamento de materiais, requisitos para inspeção e ensaios, etc. Ainda, no que diz respeito às práticas de instalação, requisitos para caminhos e espaços do cabeamento (internos e externos) são também cobertos pela norma. Documentação e gerenciamento A norma especifica que símbolos e desenhos devem sempre estar acompanhados de descrições e que os símbolos para o gerenciamento do cabeamento sejam diferentes daqueles usados em documentos de outros serviços do edifício. No

entanto, a NBR 16869-1 não especifica os símbolos propriamente ditos, ficando isso a critério do projetista e/ou contratante. Ela traz especificações e recomendações para o gerenciamento da infraestrutura de cabeamento e define sua complexidade operacional, ou seja, o nível de complexidade com base no tipo de infraestrutura (comercial, residencial, etc.) e na quantidade de portas (de patch panels, distribuidores ópticos, etc.) gerenciadas, e deve ser determinado de acordo com a tabela I. A NBR 16869-1 traz os requisitos para identificadores, marcação por etiquetas (de cabos, componentes, caminhos e espaços) e registros para cada nível de complexidade. Métodos de gerenciamento baseados em software também são abordados na norma. Para finalizar, adaptadores e interfaces de testes, métodos de calibração, proteção do equipamento de teste, etc., assim como a inspeção da instalação após sua conclusão e a devida documentação, fazem parte do escopo da NBR 16869-1. Na próxima edição de Interface continuarei a discussão sobre as normas brasileiras que compõem o conjunto de nossas normas para cabeamento estruturado.

Paulo Marin é engenheiro eletricista, mestre em propagação de sinais e doutor em interferência eletromagnética aplicada à infraestrutura de TI. Marin trabalha como consultor independente, é palestrante internacional e ministra treinamentos técnicos e acadêmicos. Autor de vários livros técnicos e coordenador de grupos de normalização no Brasil e EUA. Site: www.paulomarin.com.


SEGURANÇA

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Marcelo Bezerra

O ataque ao usuário remoto Faz parte de qualquer manual de combate atacar os pontos fracos do oponente. Vale para uma guerra, artes marciais e para a segurança da informação. Historicamente, os usuários sempre foram o ponto mais fraco da cadeia de proteção dos dados, até porque, como já diz o termo, são usuários e não necessariamente pessoas com experiência técnica em informática. O perfil não mudou, por mais que as pessoas cada vez mais estejam familiarizadas com tecnologia em geral. Os últimos dois anos e meio, e certamente os próximos, colocaram os usuários de cara com seus inimigos, as quadrilhas de cibercriminosos e os hackers em geral. A contrapartida de empresas para seus funcionários trabalhando de casa, e autoridades e serviços para o público em geral, aposta nas campanhas de informação, instruindo o que o usuário deve ou não fazer em casa, além de todo um conjunto de software para blindar o computador pessoal.

Esta seção aborda aspectos tecnológicos da área de segurança da informação. Os leitores podem enviar suas dúvidas para a Redação de RTI, e-mail: inforti@arandanet.com.br.

No entanto, a briga nunca termina, e os adversários encontraram um bom ponto de entrada nas redes domésticas e de pequenas empresas: o roteador doméstico. Antes de entrarmos nos detalhes técnicos, cabe também uma discussão de estratégia. Poucas pessoas têm hoje apenas um computador solitário conectado à Internet, como era na época do modem e da conexão discada. A vasta maioria das casas possui redes de computadores com capacidades similares às de grandes empresas no passado, com vários computadores pessoais (esposo, esposa e filhos), dispositivos móveis como celulares e tablets, com a diferença de conectarem elementos de IoT – Internet das Coisas, como televisores, robôs aspiradores, balanças, luzes inteligentes, câmeras, etc. A velocidade da conexão melhora a cada ano com o barateamento, e as redes Wi-Fi ficam também cada vez mais rápidas, abrindo um excelente campo de trabalho para os invasores. A questão com os roteadores foi exposta em junho pela Lumen, empresa de conectividade especializada na chamada Revolução Industrial 4.0 (https://bit.ly/3zwjOmE). De acordo com a empresa, hackers estão se aproveitando da pouca atenção que os roteadores SOHO recebem de seus usuários para invadi-los com um trojan da categoria RAT - Remote Access Trojan, estabelecer um ponto de acesso privilegiado à rede local e de lá acessar dispositivos locais diversos. O trojan foi chamado de ZuoRAT pela empresa, e foi visto por ela nos Estados Unidos

e Europa, mas convém lembrar que é onde as operações da Lumen se concentram. Lembrando-se da máxima de que ausência de evidência não é evidência de ausência, eu não excluiria a possibilidade da presença do trojan no Brasil. A empresa tampouco identificou uma invasão em massa, mas vale o mesmo aviso anterior. A identificação de palavras e caracteres chineses sugere que os criadores do trojan são daquele país. Já o mapeamento de tráfego de comando e controle confirma que os operadores da campanha são também da China. Roteadores são um excelente ponto de entrada e pivô para ataques. Os recebemos em casa e pequenos escritórios da mesma forma que o telefone, a luz e a água. O instalador instrui a configurar o Wi-Fi (que acompanha dez em dez roteadores hoje) e às vezes a mudar a senha de acesso ao equipamento. Muitos têm como senha de administrador o serial number do equipamento, que não é revelada ao usuário, cujo acesso se dá via de regra por alguma página HTML limitada. Faz sentido, pois trata-se de um serviço de massa das operadoras, e um usuário com acesso privilegiado ao equipamento poderia mudar configurações e interromper o serviço, exigindo a presença de um técnico local. Não é clara nos contratos a política de atualização de firmware e software dos roteadores, e na verdade não se sabe se, e quais, operadores o realizam. A situação piora com os dispositivos IoT. Ninguém se preocupa em atualizá-los com correções de vulnerabilidade, e alguns nem o permitem. São


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equipamentos de baixo custo e sem muita preocupação por parte dos fabricantes. É nesse ambiente complicado que o ZuoRAT tem êxito. O malware é um arquivo MIPS - Microprocessor Without Interlocked Pipeline Stages, arquitetura de processador bastante comum e muito utilizado também em pequenos roteadores. Uma vez instalado, ele passa a interceptar o tráfego de rede atuando como men-in-the-middle para o tráfego DNS e HTTPS. Há a suspeita de que seus desenvolvedores usaram como base o famoso Mirai, malware para dispositivos IoT e roteador que derrubou diversas redes em um ataque DDoS em 2016. O ZuoRAT possui também características avançadas de persistência e de se auto-remover. Permite, como era de supor, sua atualização remota. O segundo nível de ataque tem como alvo os computadores locais para a

instalação de malware com fins variados, como Cbeacon para Windows e GOBeacon para Linux e MacOS. A empresa também identificou o ZuoRAT como um proxy para comunicação de comando e controle para o malware instalado nos computadores, um método de ocultação bastante eficiente já que a comunicação será sempre com o roteador, caso a rede esteja sendo monitorada. A proteção contra esse ataque reside, para usuários SOHO, na segurança de seus computadores pessoais, dada a pouca possibilidade de eles monitorarem suas redes locais e controlar de fato seus roteadores. Não se pode exigir dos usuários mais do que podem de fato fazer, um princípio importante de segurança digital eficaz. O restante fica por conta das empresas. As grandes companhias devem implementar software de controle nos computadores pessoais utilizados por funcionários em casa, e de

forma alguma permitir que atividades que manuseiem informações confidenciais sejam executadas de computadores compartilhados e sem controle. Os modernos sistemas de autenticação (na verdade nem tão modernos, pois existem já há algum tempo, apesar de pouco utilizados) se baseiam nas configurações do computador e status dos agentes de anti-malware para permitir ou não o acesso remoto do usuário, seja via VPN ou ZTNA. Há, claro, outras formas de garantir a proteção de quem está trabalhando remotamente, mas o foco no perfil do computador e do usuário tem se mostrado eficaz e acaba sendo mais barato.

Marcelo Bezerra é gerente técnico de segurança para América Latina da Cisco. Com formação nas áreas de administração e marketing, Bezerra atua há mais de 15 anos em redes e segurança de sistemas. E-mail: marcelo.alonso.bezerra@gmail.com.


COMO RECEBER RTI

A remessa da revista será ou não efetivada após análise dos dados do interessado. O prazo para processamento e resposta a esta solicitação é de 30 (trinta) dias a contar da data de envio. Qualifique-se preenchendo o formulário a seguir. Os exemplares são enviados somente para endereços comerciais. Nome: Empresa: Endereço:

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POSIÇÃO NA EMPRESA Cargo  Presidente  Diretor  Gerente  Supervisor  Chefe

    

Engenheiro Técnico Administrador Analista Outros

Área  Comercial  Compras/Suprimentos  Data Center  Manutenção  Marketing  Operação

    

Projetos Redes Sistemas TI Outros

PERFIL DA EMPRESA Usuário final  Indústria. Identifique o ramo  Banco / instituição financeira  Concessionária de serviço público  Empresa de logística  Hotel  Hospital / estabelecimento de saúde  Emissora de rádio e TV  Editora de jornais e revistas  Comércio atacadista, distribuidor  Comércio varejista em geral  Órgão público  Escola / universidade  Instituto de pesquisa e certificação  Outros

Provedor de serviços  Operadora de telecomunicações  Provedor de internet  TV por assinatura  Serviço de data center  Outros

Fornecedor de produtos  Fabricante  Importador  Revendedor  Distribuidor  Outros

Para mais informações, acesse: www.arandanet.com.br/revistas/rti assinarti@arandanet.com.br (011) 3824-5300

Prestador de serviços  Integrador(a)  Instalador(a)  Projeto  Consultoria  Manutenção  Construtora  Escritório de arquitetura  Outros



PRODUTOS

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Controle de acesso

placas de veículos. Site: https://bit.ly/3o0nnLu.

A OneKey, da Invue, é uma chave para controle de acesso em data centers. Fornecido com software de monitoramento em nuvem,

Pre-conectorização

o aplicativo mostra quais bloqueios estão sendo acessados e por quem, além de permitir ao usuário visualizar atividades autorizadas e não autorizadas, conforme elas ocorrem. Apresenta autenticação dupla com nível extra de proteção. Site: https://bit.ly/3RoV4DX.

Dispositivos de segurança A Motorola Solutions disponibilizou o MXP7000 (foto) e o MXM7000. Os dispositivos unificam rádio

e LTE 4G para missões críticas e contam com o Critical Connect, serviço de comunicação baseado em nuvem, e o LQ6, para identificação avançada de

Fabricada pela R&M, a Precon permite a execução de um projeto ponta a ponta, desde a porta da OLT até a ONT,

dispensando as emendas ópticas em campo. Uma de suas principais características é a redução de custos com mão de obra e equipamentos para fusão. Uma vez que não há a necessidade de emenda, é possível trabalhar com equipes reduzidas para ativação e de forma mais ágil. Site: www.rdm.com/pt-br.

Mini-rack O mini-rack da WJ Moreira Racks e Acessórios é fabricado com estrutura monobloco confeccionada em aço, com espessura de 1 e 1,2 mm. Disponível em

alturas de 4 a 16U, o gabinete apresenta porta frontal embutida com visor em acrílico, além de laterais removíveis com aberturas para ventilação e fecho de engate rápido. Site: https:// bit.ly/3P4VqxU.

Calculadora para IXPs A IPTP Networks lançou um programa gratuito para rastrear e comparar IXPs – Internet Exchange Points em todo o mundo. A calculadora IXP Compare analisa conjuntos de dados com tecnologia PeeringDB e cria apresentações virtuais baseadas em diversos parâmetros e cinco domínios: peers, peers abertos, conexões, porcentagem de IPv6 e velocidade geral. Todas as informações podem ser obtidas escolhendo os nomes IXP de destino na caixa de ferramentas. Site: https://bit.ly/3c2lnPP.

ONU A FiberHome comercializa a ONU GPON HG6143D3. O produto é disponibilizado com design vertical e conta

com luzes LED de três cores. Entre suas principais características estão as portas 4GE, 1POTS, Wi-Fi e USB, compatibilidade

com Wi-Fi 5 e dual-band de 2,4 e 5G. Site: https:// bit.ly/3OYT9nM.

Segurança em nuvem O Citrix Secure Private Access, da Citrix Systems, é uma oferta de ZTNA – Zero Trust Networks Access na nuvem que protege o acesso a aplicações e dados de dispositivos gerenciados, não gerenciados e BYO – Bring-Your-Own. No Zero Trust, é criada uma barreira que monitora as aplicações o tempo todo, com vários fatores de autenticação e senhas de acesso. Conexões seguras são estabelecidas e protocolos de segurança e inspeção são aplicados para garantir uma experiência ideal ao usuário. Site: https://bit.ly/3PpHv50.

Sistema de terminação óptica A STOH-3310, da Revali, é um sistema de terminação óptica horizontal que pode ser aplicado para emenda e distribuição de até 144 fibras em 3U e oferece painéis de

distribuição internos, entradas de cabos traseiras e instalação em gabinetes de 19”, 21” ou 23”. Site: https://bit.ly/3IwED4h.



PUBLICAÇÕES

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APIs A F5 Networks, por meio da F5 Labs, divulgou o estudo Explosão das APIs – Application Programming Interfaces. As APIs aceleram a realização de negócios por meio da troca automatizada de dados entre aplicações rodando em organizações diferentes entre si. A tecnologia está presente em aplicativos de empresas como Mercado Livre e Decolar, que são baseados em parte em dados próprios, rodando em sua estrutura local ou na nuvem, e em parte em dados que chegam à aplicação por meio dessas linguagens. Segundo a pesquisa, o avanço da computação em nuvem, que representou cerca de 68% do mercado dos EUA em 2021, auxilia no avanço das APIs, que devem chegar a 100 bilhões em 2030 e 45 milhões de desenvolvedores. Com 25 páginas, o estudo completo, em inglês, pode ser acessado pelo link: https://bit.ly/3bKxYqS. Metaverso Em Inteligência Artificial – Do Zero ao

Metaverso, Martha Gabriel mostra o que é a IA, seu impacto na humanidade e as oportunidades e ameaças que ela proporciona. O livro aborda questões como as máquinas nos servirão para sempre ou vão nos dominar? Essa nova forma de inteligência está nos levando para o caminho da redenção ou da

escravidão? Quais são as verdadeiras ameaças e oportunidades que a IA proporciona? Essas são algumas das perguntas que a obra responde, ilustrando a leitura por meio de exemplos e casos reais de aplicação. Editora Atlas (https://bit.ly/ 3R92Bqc), 152 páginas.

Internet Como o contexto socioeconômico e a

capacidade dos provedores e dos governos locais impactam a conectividade em pequenos municípios? Essa indagação foi o fio condutor da publicação Fronteiras da Inclusão Digital: Dinâmicas Sociais e Políticas Públicas de Acesso à Internet em Pequenos Municípios Brasileiros, produzida e coordenada pelo Cetic.br/NIC.br Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR em parceria com o DAP - Programa de Acesso Digital da Embaixada Britânica no Brasil e a Anatel. O relatório apresenta um diagnóstico da adoção da Internet em municípios brasileiros com até 20 mil habitantes, com base em dados coletados pelas

pesquisas do Cetic.br e fornecidos pela Anatel. Apresenta, ainda, um mapeamento qualitativo a partir de entrevistas em profundidade e de grupos de discussão realizados nas cinco regiões do país. A análise com 72 páginas pode ser acessada pelo link: https://bit.ly/3ak9e8p.

IA O livro Inteligência Artificial e Aprendizado

de Máquina apresenta exemplos práticos do uso dessas soluções em nosso cotidiano, as transformações na sociedade que elas podem provocar e a importância de criar normas para o setor. Escrita por Was Rahman, físico e cientista de dados que se especializou em tecnologia e assessorou instituições governamentais e grandes empresas nos últimos anos, a obra traz debates que passam pela aplicação dessas tecnologias, como em alto-falantes inteligentes, automação residencial, sistemas de navegação ou algoritmos de previsão de intenção de compra, até as encruzilhadas jurídicas, éticas e morais que o uso de IA pode provocar em processos internos de uma companhia, como na contratação de profissionais, ou por parte das gigantes de tecnologia que envolvem comportamento e consumo. Editora Senac (https://bit.ly/3vApSYO), 176 páginas.

Índice de anunciantes ALT Telecom ................ 45 Americanet ................... 41 ASAP Telecom ............. 51 Cabletech ............. 3ª- capa Cariap ............................ 67 CommScope .................. 5 Dattas Telecom ........... 63 DCM Tecnologia .......... 22 Delta Cable ................... 49 Dicomp ......................... 15 Dura-Line ..................... 19 Dutotec .......................... 8

DZS ............................... 54 Expo ISP ...................... 81 FiberHome ................... 39 Fibersul ........................ 10 FiberX ........................... 61 Fibracem ...................... 29 Forte Telecom .............. 11 Futurecom ................... 79 Gamma-K ...................... 60 HT Cabos ........................ 9 Infinite Consulting ...... 27 ISC Expo ...................... 77

IXCSoft ......................... 35 K2 Telecom .................. 40 Klint ............................... 47 MacLeanPower ............ 55 Maquimp ...................... 28 Megatron ...................... 37 MerkanTI ...................... 12 Nano Fiber .................... 59 Netcon ......................... 18 Next Cable .................... 71 Nexusguard ................. 16 NIC.br ........................... 65

Olé TV ........................... 13 Padtec .......................... 57 Pematel ........................ 75 ProEletronic ................. 66 R&M .............................. 23 Revali ............................ 56 SATtv ............................ 34 S e i t e c .......................... 53 SMH Sistemas ..... 4ª- capa Specto ......................... 24 Sumec .......................... 17 Tecfiber ........................ 46

Tellycom ....................... 33 Termotécnica ............... 73 Think Technology ........ 14 TP-Link ................. 2ª- capa UPIX Networks ............. 62 Venko Networks .......... 70 Vertiv ............................ 31 Watch TV ...................... 25 Womer .......................... 50



82 – RTI – AGO 2022

O melhor de tudo é que os provedores regionais têm uma grande vantagem competitiva na hora de fornecer serviços. Como estão realmente próximos dos esafios renovados para clientes, eles são os únicos capazes de os provedores regionais construir as redes internas e prestar o de Internet suporte adequado, com qualidade para acomodar as necessidades convergentes O segmento de telecomunicações de redes domésticas. brasileiro é um dos mais competitivos Pensando nesse turbilhão de do mundo. São mais de 19 mil oportunidades e desafios diários dos empresas somente no serviço de provedores, a Abrint tem atuado direta e banda larga fixa. Nos mais diversos indiretamente na capacitação dos rincões do país, os provedores associados. Por meio do projeto Abrint regionais de Internet prestam serviços Educa, a entidade oferece com grande maestria e mais de 30 cursos em excelência. A maioria das plataforma digital, palestras e cidades possui redes de proporciona networking entre backbone e última milha associados e não associados construídas por esses de todo o Brasil. A Abrint empreendedores, o que dá ao sempre foca na evolução dos Brasil uma densidade de profissionais nos mais acesso crescente e maior que diversos setores dentro dos a média da América Latina. provedores regionais. Com o crescimento da No ano corrente temos competição, os cumprido forte agenda empreendedores precisam representativa e colaborativa sempre se reinventar. Não em diversos estados do Brasil, basta garantir a conexão de Os provedores precisam inovar, oferecer novos desde a participação na qualidade; é necessário serviços e melhorar cada vez mais a qualidade construção de políticas inovar, seja oferecendo novos dos serviços já ofertados e o suporte ao cliente públicas isonômicas até o serviços, melhorando cada combate dos abusos ou excessos em avançados de automação para prover vez mais a qualidade dos serviços já todas as searas necessárias, tanto monitoramento e controle sobre as ofertados e o suporte ao cliente. Em administrativas, quanto judiciais. Para o funções de toda a construção, tais outras palavras, a todo momento é segundo semestre, a Abrint retomará a como gestão de temperatura, preciso aprimorar a experiência do agenda dos seus eventos regionais, sempre multimídia, portas e janelas. cliente (conhecida também no jargão focada na melhoria do conhecimento e na A comunicação entre dispositivos CX, do inglês customer experience). de rede interna e externa faz muita aproximação de associados e Esse é o nome que se dá para o diferença. Quanto menor a latência, fornecedores de todo o Brasil. conjunto de percepções e impressões maiores serão a qualidade e a que o consumidor possui sobre uma velocidade do contato entre os determinada empresa após interagir dispositivos, o que, em consequência, com ela. Uma experiência positiva faz Aristóteles Dantas é membro do eleva a satisfação de uso que, ao fim, é com que o cliente se aproxime da conselho de administração e atual o aspecto mais importante quando companhia. Já a negativa gera o diretor financeiro da Abrint. Graduado enxergamos pelos olhos do cliente. movimento contrário. Para melhorar, em direito e com Especialização em Atualmente, as características das os provedores regionais devem investir direito administrativo e gestão pública, redes de fibra óptica em na capacitação dos times de vendas, tem quase 20 anos de experiência no funcionamento, somadas ao potencial segmento de telecomunicações, do Wi-Fi 6, dão aos provedores ainda atuando também como membro da Esta seção aborda aspectos técnicos, mais capacidade de acomodar e comissão fiscal do LACNIC – Registro regulatórios e comerciais do mercado de provedores de Internet. Os artigos de Endereçamento da Internet para atender, sem dificuldades, essas novas são escritos por profissionais do a América Latina e o Caribe e do demandas de conexão entre setor e não necessariamente refletem conselho de administração da dispositivos, com alta velocidade e a opinião da RTI. Proxxima Telecomunicações. sem fio.

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atendimento e suporte, sempre buscando uma personalização dos seus serviços e gerando ainda mais fidelização, transmitindo confiança para auxiliar na resolução de problemas. Um exemplo claro são os planos destinados aos gamers, que exigem latências baixíssimas por necessitarem se conectar com pessoas do mundo inteiro e de forma instantânea. Essas mesmas características servem para um segundo exemplo, o uso nas “Casas Conectadas” ou “Casas Inteligentes”, que possuem sistemas

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Aristóteles Dantas, diretor financeiro da Abrint


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