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FotoVolt Dezembro 2025

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Notícias 8

Raios e sobretensões 18 Proteção contra surtos em sistemas fotovoltaicos – Parte 1 O artigo destaca a importância da proteção contra descargas atmosféricas e sobretensões para operação segura e econômica de sistemas fotovoltaicos, enfatizando a necessidade da correta aplicação das normas técnicas e a escolha adequada dos dispositivos de proteção.

Guia - 1 23 Módulos solares fotovoltaicos O guia reúne fabricantes e importadores de equipamentos oferecidos no mercado nacional, apresentando informações técnicas, como eficiência, potência nominal, variações de desempenho, especificações elétricas, dimensões, peso, etc.

Estudo 24 Os reais impactos da MMGD nas redes e na economia A reportagem apresenta os resultados de um amplo estudo realizado pela ABGD sobre os impactos da micro e minigeração distribuída das redes de alta, média e baixa tensão no Brasil, bem como sobre o meio ambiente e a economia.

Guia - 2 28 Sistemas de armazenamento de energia elétrica O levantamento lista a oferta de sistemas de armazenamento utilizados em projetos isolados ou conectados à rede. Apresenta tecnologias disponíveis, tensões nominais, capacidades, recursos de gerenciamento e outras especificações.

Qualidade 30 A nova norma técnica ABNT NBR 17258 A ABNT NBR 17258:2025 traz uma inovação ao estabelecer critérios de aceitação de módulos fotovoltaicos a partir de imagens de eletroluminescência. O artigo destaca a crescente necessidade de verificação dos módulos e detalha os 18 critérios da nova norma.

Colunas

Projeto Instalação 40 Veículos elétricos 44 Fios fatos 47 Solar FV em foco 50 Seções

Agenda 46 Produtos 48 Publicações 49 Índice de anunciantes 49

Capa Helio Bettega Fotos: DC Studio/Shuttersrtock, e João Souza (Ecori Energia Solar) As opiniões dos artigos assinados não são necessariamente as adotadas por FotoVolt, podendo mesmo ser contrárias a estas.

Sumário

Carta ao leitor 6


Garanta sua presença no evento que está moldando o futuro da energia no Brasil

O Nordeste vive o momento mais promissor da energia solar no Brasil A edição 2025 foi um sucesso absoluto, consolidando a Intersolar Brasil Nordeste como o principal encontro profissional da região. Em 2026, a expectativa é ainda maior: mais visitantes qualificados, mais oportunidades e mais marcas disputando espaço em um mercado que não para de crescer. Expor neste evento significa estar em contato direto com decisores, compradores, investidores e parceiros estratégicos. É a chance de apresentar produtos, lançar soluções e ampliar sua presença no mercado de maneira segmentada, eficiente e altamente profissional.

Participe como expositor e explore um mercado exuberante.


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CENTRO DE EVENTOS DO CEARÁ, FORTALEZA, BRASIL

ABR

O principal evento do setor solar brasileiro potencializando os negócios FV no Nordeste

2026

Brazil’s most successful solar event boosting the Northeast’s PV business O Intersolar Brasil Nordeste está confirmado para 2026 e volta a Fortaleza em um cenário extraordinário para a energia solar. A região lidera o avanço da geração centralizada no país, cresce de forma acelerada na geração distribuída, atrai investimentos bilionários em Hidrogênio Verde e se posiciona como o maior polo de expansão fotovoltaica até 2034. Marcas que desejam ampliar presença, gerar novos negócios e fortalecer relacionamento com integradores, EPCs, distribuidores e investidores . aqui o ambiente ideal. encontram Do início ao fim, o evento reúne profissionais qualificados, conteúdo técnico e oportunidades reais de mercado.

www.intersolar-brasil.com


Carta ao leitor

Depois do crescimento, a maturidade Jucele Reis, Editora-assistente o longo da última década, a energia solar avançou em ritmo acelerado no Brasil, superando obstáculos e consolidando-se como uma das principais fontes da matriz elétrica nacional. Ano após ano, com curvas de crescimento ascendentes e metas superadas, a fonte apresentava um desempenho tão consistente que parecia natural imaginar que o setor seguiria acelerando. Talvez por isso os primeiros sinais de retração em 2025 tenham causado estranhamento. Para o próximo ano, as projeções inspiram cautela. Estimativas da Absolar apontam queda de 7% na expansão anual. Ainda assim, o setor permanece grande e robusto: deve alcançar 75,9 GW de potência acumulada até o fim de 2026, com a adição de 10,6 GW de nova capacidade. O avanço continua, mas em velocidade menor. Nas grandes usinas solares, a desaceleração está ligada a prejuízos financeiros ocasionados pelos cortes de geração. Já nos pequenos e médios sistemas fotovoltaicos, os obstáculos de conexão, sob alegação de incapacidade das redes e inversão de fluxo de potência, têm impedido inúmeros projetos. Outros desafios apontados são o alto custo de capital para crédito no Brasil, bem como a alta volatilidade do dólar e as alíquotas elevadas para importação de equipamentos fotovoltaicos. Como consequência, os investimentos previstos para 2026, segundo a associação, devem cair para R$ 31,8 bilhões, significativamente abaixo dos cerca de R$ 40 bilhões deste ano. Os empregos gerados também diminuem, assim como a arrecadação tributária. Diante desse cenário, o estudo recém-divulgado pela ABGD sobre os impactos da mini e microgeração distribuída (MMGD) surge como um alento ao reforçar que a GD gera benefícios para o setor elétrico e a sociedade: melhora o desempenho do sistema em diferentes faixas de tensão, reduz perdas e custos operacionais, mitiga subtensões e sobrecargas de transformadores e ainda eleva os índices de confiabilidade. O trabalho também evidencia impactos socioeconômicos: cada R$ 1 investido em MMGD gera R$ 1,90 ao PIB. No contexto internacional, a fonte solar também diminui o ritmo. Na União Europeia, embora tenha alcançado a meta de 400 GW prevista para 2025, o crescimento registrou sua primeira queda anual desde 2016: de 65,6 GW instalados, em 2024, para 65,1 GW em 2025 — contração de 0,7%. De acordo com o estudo EU Solar Market Outlook 2025-2030, da Solar Power Europe, a desaceleração deve continuar em 2026 e 2027, com retomada a partir de 2028. A competitividade das usinas centralizadas europeias sofre com o aumento de horas de preços negativos, enquanto o segmento residencial retrai após o enfraquecimento de programas de incentivo. São sinais de que mercados solares maduros também enfrentam limites e necessitam redesenhar estratégias. Ao olhar para esses diferentes movimentos — nacionais e internacionais —, fica claro que a energia solar entra em uma nova fase: a do amadurecimento. Para seguir liderando a transição energética, a fonte dependerá de infraestrutura adequada, regulação coerente, coordenação entre agentes e uma visão verdadeiramente sistêmica.

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Diretores: Edgard Laureano da Cunha Jr., José Roberto Gonçalves e José Rubens Alves de Souza (in memoriam) REDAÇÃO Editor: Mauro Sérgio Crestani (jornalista responsável – Reg. MTb. 19225) Editora-assistente: Jucele Menezes dos Reis PUBLICIDADE Gerente comercial: Elcio Siqueira Cavalcanti Contatos: Eliane Giacomett – eliane.giacomett@arandaeditora.com.br; Ivete Lobo – ivete.lobo@arandaeditora.com.br REPRESENTANTES BRASIL: Interior de São Paulo: Guilherme Freitas de Carvalho; cel. (11) 98149-8896; guilherme.carvalho@arandaeditora.com.br Minas Gerais: Oswaldo Alípio Dias Christo – R. Wander Rodrigues de Lima, 82 - cj. 503; 30750-160 Belo Horizonte, MG; tel./fax (31) 3412-7031; cel. (31) 99975-7031; oadc@terra.com.br Paraná e Santa Catarina: Romildo Batista – R. Carlos Dietzsch 541, cj 204, bl. E; 80330-000 Curitiba, PR; tel. (41) 3209-7500 / 3501-2489; cel. (41) 9728-3060; romildoparana@gmail.com Rio de Janeiro: Guilherme Freitas de Carvalho; cel. (11) 98149-8896; guilherme.carvalho@arandaeditora.com.br Rio Grande do Sul: Maria José da Silva – Tel. (11) 2157-0291; cel. (11) 98179-9661; maria.jose@arandaeditora.com.br INTERNATIONAL ADVERTISING SALES REPRESENTATIVES: China: Hangzhou Oversea Advertising – Mr. Weng Jie – 55-3-703 Guan Lane, Hangzhou, Zhejiang 310003; tel.: +86-571 8706-3843; fax: +1-928-752-6886 (retrievable worldwide); jweng@foxmail.com Germany: IMP InterMediaPartners – Mr. Sven Anacker – Beyeroehde 14, 42389 Wuppertal; tel.: +49 202 27169 13; fax: +49 202 27169 20; www.intermediapartners.de; sanacker@intermediapartners.de Italy: Quaini Pubblicità – Ms. Graziella Quaini – Via Meloria 7 – 20148 Milan; tel.: +39 2 3921 6180; fax: +39 2 3921 7082; grquaini@tin.it Japan: Echo Japan Corporation – Mr. Ted Asoshina – Grande Maison Room 303; 2-2, Kudan-kita 1-chome, Chiyoda-ku, Tokyo 102-0073; tel: +81-(0)3-3263-5065; fax: +81-(0)3-3234-2064; aso@echo-japan.co.jp Korea: JES Media International – Mr. Young-Seoh Chinn – 2nd fl, Ana Building, 257-1, Myungil-Dong, Kandong-Gu, Seoul 134-070; tel: +82 2 481-3411; fax: +82 2 481-3414; jesmedia@unitel.co.kr Switzerland: Rico Dormann – Media Consultant Marketing Moosstrasse 7, CH-8803 Rüschlikon; tel.: +41 44 720-8550; fax: +41 44 721-1474; dormann@rdormann.ch Taiwan: Worldwide Services Co. – Ms. P. Erin King – 11F-2, No. 540 Wen Hsin Road, Section 1, Taichung, 408; tel.: +886 4 2325-1784; fax: +886 4 2325-2967; global@acw.com.tw UK (+Belgium, Denmark, Finland, Norway, Netherlands, Norway, Sweden): Mr. Edward J. Kania – Robert G Horsfield International Publishers – Daisy Bank, Chinley, Hig Peaks, Derbyshire SK23 6DA; tel. +44 1663 750 242; mobile: +44 7974168188; ekania@btinternet.com USA: Ms. Fabiana Rezak – 12911 Joyce Lane – Merrick, NY, 11566-5209; tel. (516) 858-4327; fax (516) 868-0607; mobile: (516) 476-5568; arandausa@gmail.com ADMINISTRAÇÃO Diretor Administrativo: Edgard Laureano da Cunha Jr. PROJETO VISUAL GRÁFICO, DIAGRAMAÇÃO E EDITORAÇÃO ELETRÔNICA: Helio Bettega Netto DEPARTAMENTO DE PRODUÇÃO: Vanessa Cristina da Silva e Talita Silva CIRCULAÇÃO: Clayton Santos Delfino Tel.: (11) 3824-5300; csd@arandaeditora.com.br SERVIÇOS Impressão: Ipsis Gráfica e Editora S.A. Distribuição: ACF - Ribeiro de Lima TIRAGEM: 10.000 exemplares FotoVolt é uma publicação mensal da Aranda Editora Técnica e Cultural Ltda. Redação, publicidade, administração e correspondência: Alameda Olga, 315; 01155-900 São Paulo, SP - Brasil. Tel.: +55 (11) 3824-5300; Fax: +55 (11) 3666-9585 em@arandaeditora.com.br – www.arandaeditora.com.br ISSN 2447-1615


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FotoVolt - Dezembro - 2025

Curtailment e dificuldades de conexão reduzirão mercado em 2027, diz Absolar

recebidos. Quando a demanda superar a capacidade disponível em determinado ponto da rede, serão aplicados processos competitivos Absolar - Associação Brasileira com critérios técnicos de de Energia Solar Fotovoltaica seleção. O objetivo é organianunciou previsão de que, em 2026, zar o fluxo de solicitações e o Brasil registre queda de 7% no oferecer maior previsibilidavolume de investimentos em node às decisões de expansão vos projetos com a fonte solar em do sistema. comparação com 2025, incluindo De acordo com o decreto, a geração centralizada e a distria primeira Temporada de buída. Pela projeção, o setor solar Crescimento da potência instalada em solar fotovoltaica no Brasil, com Acesso deverá ocorrer até deve adicionar 10,6 GW de potência estimativa para o total de 2025 (última atualização – 5/12/2025) outubro de 2026. Até lá, o instalada da fonte solar no ano que cos, o que vai “impactar diretamente ONS continuará emitindo pareceres de vem, ante os 11,4 GW adicionados na tomada de decisão de investimenacesso para solicitações apresentadas neste ano. tos em novos projetos fotovoltaicos no antes da publicação do decreto, manEste valor, estimado para o todo o País”. tendo a ordem cronológica. A partir ano de 2025, já representa queda de A previsão é de que a fonte solar de 2027, as temporadas ocorrerão no 24% frente aos 15 GW adicionados em atinja um volume acumulado de mais mínimo duas vezes ao ano. 2024. Assim, o País caminha para o de 75,9 GW de potência instalada até o A política também altera o papel da segundo ano consecutivo de retração, final de 2026, dos quais 51,8 GW serão Empresa de Pesquisa Energética (EPE), desde o recorde histórico de crescimenprovenientes de pequenos e médios que passará a utilizar os resultados to registrado em 2024, diz a entidade. sistemas instalados pelos consumidas temporadas como insumo direto A projeção de investimentos é de R$ dores, enquanto 24,1 GW estarão em para propor reforços e ampliações da 31,8 bilhões em 2026, uma significativa grandes usinas solares conectadas no transmissão. O decreto inclui ainda retração em relação aos cerca de R$ 40 Sistema Interligado Nacional. mecanismos de garantia financeira e bilhões de 2025. Além disso, o volume revisão de demandas, para reduzir de empregos gerados no setor também solicitações que não se convertam em deve ser menor: 319,9 mil novos postos projetos efetivos. de trabalho, ante os 396,5 mil registraOutro ponto previsto é a possidos neste ano. bilidade de expansões direcionadas “Nas grandes usinas solares, a queda Rede Básica para atender grandes da está ligada aos prejuízos financeiros m função do crescimento acelerado cargas industriais, como data centers e impostos aos geradores, resultado da de pedidos de conexão, tanto de plantas de hidrogênio de baixa emisfalta de ressarcimento pelos recorrenfontes de geração renováveis quanto são de carbono. O governo argumenta tes cortes de geração sofridos. Já nos de grandes cargas, o governo federal que o aumento desses pedidos desde pequenos e médios sistemas fotovolpublicou no dia 8 de dezembro decre2023 exige tratamento específico para taicos, os obstáculos de conexão sob to que estabelece a Política Nacional de viabilizar conexões em regiões de a alegação de incapacidade das redes Acesso ao Sistema de Transmissão, a maior concentração de carga. e inversão de fluxo de potência têm PNAST, medida que modifica a forma Ao vincular o acesso à estratégia levado a uma onda de negativas contra como geradores e grandes consumide expansão da transmissão, o novo consumidores interessados em gerar dores passam a solicitar conexão à modelo pretende ajustar a oferta de a própria energia limpa e renovável Rede Básica. O novo modelo substitui margem de escoamento às demandas localmente”, disse a associação em coprocedimentos utilizados desde 2005 e do sistema e aos projetos de geração municado à imprensa. redefine a interação entre expansão da e consumo de grande porte. Segundo A Absolar alertou ainda para o alto transmissão, planejamento energético o MME, a implementação da política custo de capital para crédito no Brasil, e demandas de acesso. marca a transição para um processo de com juros que beiram os 15% ao ano, A principal alteração é a criação das acesso baseado em análise periódica e bem como a alta volatilidade do dólar chamadas “Temporadas de Acesso”, competitiva, em substituição ao modee alíquotas elevadas no imposto de imperíodos específicos em que o ONS lo de fila vigente até agora. portação de equipamentos fotovoltaianalisará simultaneamente os pedidos Absolar

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Governo altera regras de acesso à rede de transmissão

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Além disso, o crescimento acelerado de pedidos de conexão, impulsionados pela expansão de fontes renováveis e pelo aumento de grandes cargas industriais, pressiona o processo de análise e contribui para o acúmulo na fila do Operador Nacional do Sistema (ONS).

sugestões, a Aneel deverá consolidar as propostas e encaminhar versão final da norma à diretoria colegiada. Paralelamente a agência realizou, nos dias 10 e 11 de dezembro, em sua sede em Brasília, o seminário “Mobilidade Elétrica: Resultados e desafios para o Setor Elétrico”, que discutiu o estágio atual da infraestrutura de recarga e os próximos passos para o setor.

Aneel abre consulta para regras de recarga de veículos elétricos Aneel abriu consulta pública (número 42/2025) para receber sugestões sobre o aprimoramento das regras de conexão de carregadores de veículos elétricos às redes de distribuição. Segundo a agência, a iniciativa busca atualizar o marco regulatório diante do aumento previsto da eletromobilidade no País. A proposta colocada em discussão foi formulada pela área técnica da agência a partir de contribuições de distribuidoras, demais agentes do setor e resultados de projetos-piloto já executados. A revisão pretende tornar o processo de conexão mais eficiente, reduzindo assimetrias e adequando a infraestrutura ao avanço dos veículos elétricos. Segundo estudos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a demanda elétrica associada a veículos elétricos deve crescer de forma acelerada na próxima década. Já a expansão da infraestrutura pública de recarga ocorre em ritmo mais lento, o que pode criar gargalos para a adoção da tecnologia. A Aneel pretende mapear, com a consulta, entraves técnicos e regulatórios que hoje afetam a instalação de carregadores, especialmente em áreas de maior densidade urbana. O objetivo é avaliar como a regulação pode contribuir para acomodar o novo perfil de cargas e evitar impactos na qualidade do fornecimento. A consulta está aberta para envio de contribuições desde 11 de dezembro de 2025 e se estende até 10 de março de 2026, e as contribuições devem ser enviadas pelo e-mail cp042_2025@ aneel.gov.br. Após o recebimento das

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A operação funcionará no modelo de geração compartilhada e utilizará certificados internacionais de energia renovável (I-RECs) para rastrear a origem da eletricidade. Segundo as empresas, o volume contratado pode evitar a emissão anual de 90,33 toneladas de CO e gerar economia estimada de 26% na conta de energia das unidades atendidas. A Motiva afirma que a contratação está alinhada à estratégia de suprir seus ativos com eletricidade proveniente de fontes renováveis. A empresa vem ampliando o uso de energia limpa por meio de contratos de geraMotiva, que atua na concessão de ção distribuída, projetos de autoprorodovias, aeroportos e trilhos de dução e migração de unidades para o trens, metrôs e VLTs, firmou contrato mercado livre. de cinco anos com a Prime Energy, Em 2024, a Motiva tornou-se sócia fornecedora das soluções de energia de três usinas eólicas no Piauí, em seu renovável da Shell Energy no País, para primeiro projeto de autoprodução o fornecimento de energia solar por por equiparação. Esses ativos fornemeio do modelo de geração distribuída cem energia para operações metroferpara duas de suas concessionárias de roviárias em São Paulo, abrangendo rodovias: a RioSP, que administra as roas linhas 4 e 5 do metrô e as linhas 8 e dovias Presidente Dutra e Rio-Santos, e 9 de trens metropolitanos. a SPVias , que opera a Rodovia Castello Além do uso de eletricidade reBranco e outros trechos em São Paulo. novável, a empresa tem ampliado a adoção de biocombustíveis em sua frota leve. Ao final de 2024, 92,4% dos veículos utilizavam etanol, com meta de chegar a 100% até o fim de 2025. A Motiva projeta manter emissões de escopo 2 zeradas e avançar na redução das emissões de escopo 1. Entre Acordo cobre 120 unidades das concessionárias 80 da RioSP e 40 da SPVias as medidas previstas estão eletrificação de parte da frota operacional, uso de combustíveis de Pelo contrato, serão fornecidos anubaixo carbono e maior eficiência em almente 2115,6 MWh para 120 unidasistemas de refrigeração de operações des consumidoras, sendo 80 da RioSP metroferroviárias. e 40 da SPVias. A energia abastecerá instalações como praças de pedágio, sistemas de iluminação, câmeras, balanças e bases operacionais e administrativas. A geração será realizada por usinas situadas nas áreas de concessão da CPFL Paulista e da Elektro, no inteElectric Hydrogen, fabricante norrior paulista. te-americana de eletrolisadores

Motiva fecha contrato de GD solar com a Prime Energy

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Motiva/divulgação

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Electric Hydrogen inicia operação para H2V na América Latina

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participa de um projeto de 100 MW dedicado à produção de combustível sustentável de aviação em Pecos, Texas, desenvolvido em parceria com a Infinium. A companhia avalia que empresas latino-americanas têm ampliado estudos e propostas para produção de combustíveis verdes em escala industrial, o que abre espaço para eletrolisadores de maior capacidade e integração local de sistemas. A operação regional será liderada por Maria Gabriela da Rocha Oliveira, executiva com experiência em projetos de enerFabricante de eletrolisadores gia renovável e descarbonização, aposta em projetos de hidrogênio que assume a função de gerenverde no Brasil – nas fotos, te geral para Brasil e América equipamentos da empresa e a Latina. gerente geral para o Brasil e AL, Maria Gabriela da Rocha Oliveira

Fotos: divulgação

PEM de escala industrial, anunciou sua expansão para a América Latina e o início das operações no Brasil, com foco no desenvolvimento comercial e na formação de parcerias para projetos de hidrogênio verde e combustíveis sustentáveis.

A empresa afirma que sua atuação na região busca atender projetos industriais de grande porte que demandam hidrogênio de baixa emissão para aplicações como fertilizantes, metanol, siderurgia e combustível sustentável de aviação (SAF). A estratégia da Electric Hydrogen é suprir a crescente procura por eletrolisadores de alta potência, utilizados para produzir hidrogênio por eletrólise a partir de energia renovável. O processo separa moléculas de água para gerar hidrogênio sem o uso de combustíveis fósseis. O principal produto da empresa é o HYPRPlant, eletrolisador PEM composto por módulos de 100 MW. Segundo a fabricante, o equipamento entrega maior eficiência e custos mais competitivos que soluções tradicionais, atendendo projetos que avançam para a escala de gigawatts. Produzido em Devens, nos Estados Unidos, o sistema é enviado em módulos para montagem por parceiros locais. A Electric Hydrogen também

ArcelorMittal conclui parque solar Luiz Carlos em MG ArcelorMittal e a Atlas Renewable Energy concluíram, com 90 dias de antecedência, a implantação do Parque Solar Luiz Carlos, em Paracatu (MG). A primeira usina solar da ArcelorMittal no Brasil tem 315 MWp de capacidade instalada e sua geração estimada é de 74 GW médios anuais. A partir de dezembro de 2025, o ativo passará a ser integralmente controlado pela empresa. O investimento total no empreendimento é de R$ 895 milhões, voltado à ampliação da autoprodução de energia elétrica renovável para as unidades industriais da siderúrgica. Segundo a ArcelorMittal, toda a energia gerada será destinada às operações próprias. O projeto inclui a construção de uma linha de transmissão de 65 km, em 500 kV, interligando a usina ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Também fazem parte da infraestrutura uma subestação elevadora e o ponto de conexão na subestação Paracatu 4. O contrato entre ArcelorMittal e Atlas segue o modelo BOT (Build, Operate and

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consumo elétrico até 2030. A cerimônia de entrega ocorrerá A ArcelorMittal também em 22 de junho de 2026, na véspera da adota sistemas de recuperafeira The smarter E Europe, que reúne ção de calor e reaproveitaas exposições paralelas dedicadas às mento de gases em processos áreas de energia solar (Intersolar), arindustriais, contribuindo mazenamento (ees), mobilidade elétripara reduzir a demanda soca (Power2Drive) e gestão inteligente bre a rede. de energia (EM Power). As unidades de Tubarão O prêmio contempla cinco categoUsina tem 516 mil módulos bifaciais e tecnologia de trackers para (ES) e Pecém (CE) são autosrias: fotovoltaica, armazenamento de otimização da geração suficientes em energia elétrienergia, mobilidade elétrica, energia ca, informa a companhia, que segue integrada inteligente e projetos de Transfer), que prevê a formação de uma ampliando ações de eficiência energédestaque. Cada uma delas reflete a joint venture durante a implantação. tica e de diversificação da matriz utiliintegração crescente entre geração reApós a entrada em operação comercial, zada em suas operações no País. novável, redes elétricas, mobilidade e o ativo será transferido à ArcelorMittal. tecnologias digitais. A Atlas informou que o projeto Na categoria projetos de destaque, empregou 516 mil módulos bifaciais e podem concorrer produtos ou serviços tecnologia de trackers para otimização integrados a projetos concluídos entre da geração. O parque Luiz Carlos tam31 de março de 2024 e 31 de março de bém é o primeiro da empresa a adotar 2026, abrangendo áreas como fotovolintegralmente o sistema Trunk Cable, s inscrições para o The smarter solução pré-montada de cabeamento E Award 2026 estão que substitui a instalação manual de abertas desde 1º de decabos individuais. zembro de 2025. A preO empreendimento integra o plano miação internacional do de investimentos de R$ 5,8 bilhões da evento global de energia, ArcelorMittal em geração renovável, realizado em Munique, que inclui ainda um parque híbrido na Alemanha, seleciona eólico-solar na Bahia. A companhia projetos, produtos e soluregistrou, em 2024, 61% de autogeração ções voltados à transição e 39% de compras de energia elétrica energética. As empresas com origem renovável. interessadas poderão enA meta da empresa no Brasil é alviar suas propostas até 20 Prêmio contempla cinco categorias: fotovoltaica, armazenamento de energia, cançar 100% de fontes renováveis para mobilidade elétrica, energia integrada inteligente e projetos de destaque de março de 2026.

The smarter E Award 2026 abriu inscrições em dezembro

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Reprodução

Atlas Renewable Energy/divulgação

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62/8 (6 ,17(/,*(17(6


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taica, hidrogênio, armazenamento, mobilidade e infraestrutura de redes. Podem participar expositores das feiras da série global The smarter E, bem como proprietários legais de sistemas ou empreendimentos no caso da categoria de projetos. As propostas serão avaliadas por um júri internacional com base em inovação, potencial de impacto e benefícios econômicos e ambientais. Mais informações sobre o The smarter E Award estão disponíveis no site oficial da premiação: www.thesmartere-award.com.

Lei 15 269 redesenha regras do setor elétrico Lei nº 15 269, que institui várias mudanças no marco regulatório do setor elétrico, foi sancionada, com alguns vetos, pelo presidente Lula no dia 24 de novembro. O texto consolida alterações em dispositivos legais que tratam da expansão do mercado livre, da alocação de encargos, das regras de armazenamento de energia e das concessões de geração e transmissão. A nova lei também define limites para o ressarcimento do curtailment e trata da autoprodução de energia, entre outros pontos. No rol das mudanças estruturantes, está a abertura integral do Ambiente de Contratação Livre (ACL). A lei estabelece os prazos para expansão total do mercado: consumidores industriais e comerciais atendidos em baixa tensão poderão migrar em até 24 meses, enquanto os demais consumidores terão prazo de até 36 meses. A abertura plena depende da conclusão de etapas como plano de comunicação, segregação tarifária entre ACL e ACR, regulamentação do suprimento de última instância e definição de produto padrão com preço de referência para baixa tensão. O texto consolida ainda diretrizes para sistemas de armazenamento, incluindo baterias e soluções hidráulicas. A EPE passa a atuar de forma ampliada na elaboração de estudos e na prepara-

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Veto à compensação por curtailment gera críticas Absolar - Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica reagiu à sanção com vetos da Lei nº 15 269/2025, novo marco regulatório de modernização do setor elétrico, publicada no dia 25 de novembro. O ponto de maior preocupação da entidade é a retirada do dispositivo que previa compensação às usinas sujeitas a cortes de geração (curtailment).

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Segundo a associação, o veto ao artigo 1º-A da Lei nº 10 848/2004 elimina uma solução estrutural para os prejuízos acumulados pelos geradores renováveis e amplia a percepção de insegurança jurídica sobre contratos já vigentes. A Absolar afirma que a decisão transfere aos geradores custos decorrentes das restrições operativas, apesar de os cortes serem realizados em benefício do sistema elétrico. Para a entidade, isso altera premissas consideradas pelos empreendimentos quando foram projetados e implantados. O presidente executivo da associação, Rodrigo Sauaia, afirma que o veto modifica condições assumidas por investidores desde 2013 em grandes usinas solares e reduz a previsibilidade necessária para novos projetos, elevando a percepção de risco regulatório. A entidade também avalia que o veto pode influenciar a postura de bancos públicos e privados responsáveis pelo financiamento de grande parte das usinas do País. Segundo a Absolar, a mudança tende a aumentar a cautela das instituições e a dificultar renegociações de dívidas. A associação afirma ainda ter identificado cancelamentos de projetos e devoluções de outorgas, movimento que considera prejudicial à expansão futura da geração solar e eólica.

ção de projetos estratégicos de armazenamento. Para baterias, porém, a lei define que o encargo de contratação de reserva de capacidade será rateado exclusivamente entre geradores — e não entre consumidores — quando a reserva envolver apenas sistemas de armazenamento químico, regra que recebeu críticas de agentes do setor por concentrar custos e alterar sinais econômicos. Outro eixo central é a revisão da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). A lei institui pela primeira vez um limite para o crescimento das despesas cobertas pelo fundo, tomando como referência o orçamento de 2025 atualizado pelo IPCA. Também


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aprofunda a diferenciação de custos por nível de tensão e cria um encargo complementar associado ao teto, com o objetivo de conter impactos tarifários e distribuir de maneira mais estável os benefícios subsidiados. Os vetos também suprimiram o dispositivo que ampliava o ressarcimento por curtailment para todos os eventos externos de corte da geração eólica e solar. O governo avaliou que a medida elevaria significativamente as tarifas ao incluir compensações retroativas e de escopo amplo. Com o veto, permanece apenas o mecanismo de compensação definido no novo art. 1º-B, restrito a indisponibilidades externas e requisitos de confiabilidade desde setembro de 2023, condicionado à renúncia judicial pelos geradores. Outro veto relevante recaiu sobre a proposta que limitava novos arranjos de autoprodução a usinas com operação iniciada após a publicação da lei. O Executivo argumentou que a medida criaria ineficiências ao impedir o uso de capacidade existente, encarecendo projetos eletrointensivos e afetando a competitividade industrial. A lei ainda atualiza regras de contratação de reserva de capacidade, revisa dispositivos sobre concessões e prorrogações de geração e transmissão e introduz mecanismos concorrenciais para resolver pendências no mercado de curto prazo. Com efeitos escalonados entre 2025 e 2027, o novo marco redesenha responsabilidades de agentes, amplia a competição e reforça instrumentos com o objetivo de tornar o setor elétrico mais flexível, transparente e sustentável.

Startups da Unicamp apresentam novas tecnologias de energia tartups ligadas ao Centro de Inovação em Novas Energias (CINE), sediado na Unicamp, de Campinas, SP, apresentaram avanços em recente evento na Faculdade de Engenharia

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Notícias

Química da universidade em tecnologias voltadas à transição energética, com aplicações que vão do armazenamento ao monitoramento e à geração solar. Os projetos desenvolvidos em laboratórios da universidade e apoiados pelo Cepetro foram avaliados por representantes de empresas como Itaú, WEG, Tupy, Nomos e Ambar Energia. Uma das startups, a Cath Energy, mostrou seu projeto de produção nacional de materiais ativos para baterias de sódio, utilizando minérios brasileiros e rota sem geração de salmoura. A empresa planeja instalar um piloto até 2027 e iniciar a industrialização em 2028, com foco inicial em exportação. A Future Flow trabalha em baterias de fluxo de chumbo para uso estacionário em áreas rurais, eliminando membranas separadoras e reduzindo custos. A startup estima chegar até o fim da década com o domínio da tecnologia e a implantação de sistemas em fazendas no início dos anos 2030.

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Divulgação

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Pesquisadores das startups do Cine/Cepetro – Projetos vão de baterias nacionais a módulos de perovskita para luz ambiente No segmento de biogás, a BF Sense desenvolve sensores portáteis e plataforma digital para medir composição e pureza diretamente nas unidades de produção. A tecnologia busca baratear o monitoramento e permitir acompanhamento em tempo real via IoT. A empresa procura investimento para concluir validações de campo. A Recarregue projeta uma rede inteligente de recarga rápida com armazenamento distribuído para veículos elétricos, combinando baterias, geração renovável e comunicação em smart grid.

O plano inicial prevê 20 estações entre São Luís e Salvador e expansão a 400 pontos até 2035. Outro destaque da exposição foi a Soluz, que desenvolve módulos ultrafinos de perovskita capazes de gerar energia a partir da luz ambiente. A tecnologia pode substituir baterias descartáveis em etiquetas eletrônicas e sensores, reduzindo lixo eletrônico. A startup prevê planta-piloto em 2026 e entrada no mercado em 2028. O Cine e o Cepetro apoiam projetos em áreas como energia solar, hidrogênio e armazenamento avançado, conectando desenvolvimento tecnológico e demandas da transição energética.

Statkraft inaugura usinas híbridas com solar, eólica e BESS Statkraft inaugurou em novembro duas usinas híbridas que combinam energia solar, eólica e sistemas de

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Notícias

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armazenamento por baterias (BESS) nos complexos Santa Eugênia, em Uibaí e Ibipeba, e Brotas de Macaúbas, na Bahia. As plantas marcam a entrada definitiva da empresa no segmento solar no País. No complexo Santa Eugênia, a usina Santa Eugênia Solar tem capacidade instalada de 198 MWp, enquanto o complexo Brotas de Macaúbas abriga a usina Morro do Cruzeiro Solar, com 76 MWp. Os projetos foram desenvolvidos pela própria Statkraft e integram o uso simultâneo das três tecnologias para otimizar a operação energética. A combinação de solar, eólica e BESS permitirá aos dois complexos produzir 3266 GWh por ano, com maior estabilidade no fornecimento e redução de variabilidade. A Statkraft afirma que o modelo híbrido melhora o aproveitamento dos recursos renováveis da região e atende à demanda crescente por energia firme. Segundo a empresa, o uso de armazenamento por baterias nos complexos permitirá melhor gerenciamento dos

períodos de menor geração solar e eólica, além de ampliar a flexibilidade na entrega de energia em horários de maior demanda.

Notas Financiamento BNDES – A Brasol, que tem Siemens e BlackRock como principais acionistas, anunciou a contratação de R$ 200 milhões em financiamento junto ao BNDES, que serão aplicados na instalação de usinas solares de geração distribuída em diferentes estados brasileiros. O financiamento é proveniente das linhas Máquinas Verdes (Fundo Clima) e Máquinas e Serviços (Finame) do banco e será destinado à aquisição de equipamentos nacionais. Os projetos financiados devem gerar impacto econômico e social significativo nas regiões onde as novas plantas serão instaladas, criando oportunidades de trabalho e impulsionando a ge-

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ração de renda local, diz a empresa em comunicado.

ABB e Gamesa Electric – A ABB anunciou no início deste dezembro a conclusão da aquisição da unidade de negócios de eletrônica de potência da Gamesa Electric, na Espanha, que pertencia à Siemens Gamesa. A compra foi originalmente anunciada em 18 de dezembro de 2024 e os termos financeiros não foram divulgados. O portfólio adquirido inclui produtos de conversão de energia, como inversores solares de grande escala, conversores eólicos para geradores de indução de dupla alimentação (DFIG), e sistemas industriais de armazenamento de energia em baterias (BESS). A transação incorpora cerca de 400 funcionários, incluindo recursos-chave na Índia, China, Estados Unidos e Austrália, além de duas fábricas de conversores em Madri e Valência.


Raios e sobretensões

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Proteção contra surtos em sistemas fotovoltaicos – Parte 1

a operação de um sistema fotovoltaico (SFV), uma série de riscos pode perturbar a produção de energia, danificar os componentes principais da instalação e, na pior das hipóteses, destruí-los. Tal situação pode ter consequências negativas não só para o equipamento, mas também para o investimento do operador. Por isso, é importante calcular esses riscos antecipadamente e tomar medidas já na fase de projeto para evitá-los, ou proteger a instalação contra seus efeitos.

A proteção contra descargas atmosféricas e sobretensões é crucial para a operação segura e econômica de sistemas fotovoltaicos. Para assegurar a disponibilidade da geração, é imperativo observar as normas pertinentes e selecionar criteriosamente os dispositivos de proteção contra surtos.

Michael Holzschuh, da Citel (Alemanha)

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Fig. 1 – Fontes de danos conforme IEC 62305-1 [ABNT NBR 5419-1:2015]

Normas e estratégias de proteção Um desses riscos refere-se aos efeitos negativos das descargas atmosféricas e das sobretensões. Ainda que a probabilidade de um raio atingir diretamente os módulos fotovoltaicos ou a estrutura do SFV seja bastante baixa, dependendo da localização e da exposição da instalação, o raio induz correntes parciais de vários milhares de amperes nos cabos do sistema. É muito maior a probabilidade de incidência de um raio nas proximidades do SFV ou na

rede de distribuição a montante. Neste caso, por acoplamento indutivo ou elevação do potencial de terra, é induzida uma sobretensão transitória (surto de tensão) na rede. No entanto, os tipos mais comuns de surto são causados pela manobra de cargas de grande porte na rede. Em comparação com os raios, tais sobretensões têm baixa energia, mas ocorrem com muito maior frequência. Conquanto estas sobretensões raramente causem danos visíveis, os esforços dielétricos sobre a isolação reduzem significativamente a vida útil dos equipamentos instalados. As diversas fontes de danos de acordo com a norma IEC 62305-1 [1] são apresentadas na figura 1. Para evitar esses ris-

cos ou, pelo menos, mitigar o risco e a possível consequência das sobretensões no SFV, as normas prescrevem um conjunto de medidas. S2 No projeto e instalação de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA), é essencial a observância das normas, sendo que as diretrizes básicas nesta área estão contidas na série de normas internacionais IEC 62305 [1] - Proteção contra descargas atmosféricas, com eventuais adaptações nacionais. Trata-se de uma norma abrangente, que define critérios para decidir se um SPDA é necessário, bem como prescrições para projeto e execução desse sistema. É uma norma indispensável para garantir que o SPDA atenda aos requisitos de segurança e desempenho necessários. Um dos aspectos mais importantes da referida norma é um procedimento detalhado de análise de risco, destinado a avaliar os requisitos específicos de um determinado local ou instalação, levando em consideraS1


Raios e sobretensões

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ção fatores como a probabilidade de queda de raios, suas possíveis consequências e a eficácia das medidas de proteção. A análise de risco é de importância crucial, pois constitui a base para a decisão sobre a necessidade e a extensão das medidas de proteção. Somente mediante a compreensão profunda desses riscos é possível desenvolver um SPDA eficaz e eficiente. Embora o foco esteja geralmente nas medidas de proteção externa contra os raios, como a instalação de captores, é igualmente importante considerar a proteção interna contra raios e surtos. A proteção interna é fundamental para proteger aparelhos elétricos e eletrônicos sensíveis dos efeitos nocivos das sobretensões, que podem ser causadas tanto por descargas diretas quanto por fenômenos indiretos relacionados aos raios. A proteção interna é assegurada principalmente por Dispositivos de Proteção contra Surtos (DPSs). Os DPSs são dispositivos conectados a linhas de energia e de dados, onde atuam como primeira linha de defesa contra as sobretensões transitórias. Ao desviar surtos de tensão de equipamentos críticos, os DPSs ajudam a evitar danos, falhas e a possível destruição de aparelhos e sistemas eletrônicos. A proteção oferecida pelos DPSs é decisiva não apenas para preservar a integridade de aparelhos individuais, mas também para o funcionamento contínuo de múltiplos sistemas e redes de maior ou menor porte.

Normas específicas para os DPSs Os requisitos para projeto, ensaio, seleção e aplicação de DPSs estão prescritos na série de normas IEC 61643 [2]. Esta série abrangente cobre diversos aspectos relacionados à proteção contra surtos e especifica os requisitos e métodos de ensaio para o desenvolvimento de DPSs, a fim de garantir

que estes dispositivos possam oferecer proteção confiável sob diversas condições. Além disso, as referidas normas oferecem orientações para a seleção e aplicação de DPSs, auxiliando na escolha dos dispositivos mais adequados para cada situação. [N. do T. – No âmbito da ABNT aplicam-se, entre outras, as seguintes normas: ABNT NBR 5419:2015 e Versão Corrigida: 2018 – Proteção contra descargas atmosféricas – Partes 1 a 4; ABNT NBR 61643:2021 e Versão Corrigida: 2022 – Dispositivos de proteção contra surtos de baixa tensão – Partes 11, 31 e 32; ABNT NBR 16690:2019 - Instalações elétricas de arranjos fotovoltaicos - Requisitos de projeto; e ABNT NBR 5410:2004 Versão Corrigida: 2018 – Instalações elétricas de baixa tensão.] A série IEC 61643 [2] contempla diversas aplicações, que refletem os ambientes em que os DPSs são utilizados. São normas para sistemas de corrente alternada, usualmente encontrados em edifícios residenciais, comerciais e industriais, bem como para sistemas de comunicação de dados, que têm se tornado cada vez mais importantes no mundo conectado. Esta série também abrange DPSs para sistemas fotovoltaicos, a fim de atender à crescente demanda das fontes de energia renovável, bem como para aplicações de corrente contínua, amplamente utilizadas em diversos contextos tecnológicos e industriais. Para o projeto, a construção e a operação de um SFV, as normas IEC 61643-12 [3] - para c.a., e IEC 61643-32 [4], específica para c.c., são de particular importância. Estas normas contêm prescrições detalhadas para a implementação eficaz da proteção contra surtos, e garantem que todo o SFV esteja protegido. Existem ainda outras normas que abordam detalhadamente a aplicação adequada de DPSs, por exemplo, a IEC 60364-4-44 [5] e a IEC 60364-5-53 [6] para redes de corrente alternada. Estas

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normas definem o escopo geral para as instalações elétricas e estabelecem requisitos adicionais para a integração de DPSs a diversos tipos de sistemas elétricos. Já para os SFVs cabe também mencionar a norma IEC 60364-7-712 [7]. Um princípio fundamental que permeia todas essas normas é a obrigatoriedade de instalar DPSs, a menos que uma análise de risco completa, elaborada por um especialista em proteção contra descargas atmosféricas, conduza a uma conclusão contrária. A análise de risco é um processo crucial que avalia as condições específicas de um local para determinar se os DPSs são necessários. No entanto, a realização de tal análise é muitas vezes uma tarefa complexa e dispendiosa, geralmente reservada a infraestruturas críticas, como escolas, hospitais ou outras instalações importantes, nas quais as consequências dos danos causados pelos surtos podem ser particularmente graves. Para a maioria dos SFVs, raramente é realizada uma análise de risco detalhada. Por isso, na ausência de tal análise, as normas exigem a instalação de DPSs tanto do lado de c.a. como do lado de c.c. do sistema.

Posicionamento dos DPSs para uma proteção eficaz A próxima etapa crítica é determinar os locais exatos onde os DPSs devem ser instalados. De acordo com a norma IEC 61643-12 [3], o DPS primário deve ser instalado o mais próximo possível do ponto de entrada da linha de energia elétrica na edificação. Este local é normalmente o quadro geral de baixa tensão. Se a distância entre o DPS primário e o inversor for superior a dez metros, deve ser instalado um DPS secundário o mais próximo possível do inversor. Isto é fundamental para manter a eficácia da proteção contra surto em cabos mais longos.


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Raios e sobretensões

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Em instalações fotovoltaicas, a SPDA norma IEC 61643-32 [4] considera o inversor o componente mais Módulos FV Linha c.a. Linha c.c. Inversor crítico a ser protegido. Por isso, o DPS primário deve ser posicionado o mais próximo possível do QGBT DPS 1 DPS 2 DPS 3 DPS 4 inversor. Se os cabos das séries fotovoltaicas que conectam o inverAterramento da edificação sor aos módulos fotovoltaicos BEP apresentarem um comprimento superior a dez metros, um DPS secundário deve ser instalado Fig. 2 – Esquema de posicionamento dos DPSs próximo aos módulos para proque se acoplam ao sistema por meio ver proteção adicional. A figura 2 para os componentes do sistema. Porgalvânico, indutivo ou capacitivo. Tais mostra os pontos de instalação dos tanto, este impulso deve ser desviado DPSs são identificados pelo símbolo DPSs primários e secundários do lado antes de que possa causar danos, “T2” inscrito num quadrado. A forma c.a. e c.c., com base nas prescrições da razão pela qual um DPS secundário é de onda normalizada para ensaio desIEC. instalado próximo ao equipamento a tes dispositivos é 8/20 µs. O tempo de Para a proteção abrangente do ser protegido. decaimento muito mais curto indica inversor, a norma IEC 61643-32 [4] enque o ensaio aplica uma energia sigfatiza a necessidade de proteger tamClasses de proteção nificativamente menor do que a do bém as linhas de dados e de comudos DPSs impulso de 10/350 µs. O parâmetro nicação. Trata-se de linhas essenciais decisivo para DPSs classe II é a correnpara a operação e monitoramento do Na sequência, é importante a sete nominal de descarga, designada In. SFV, igualmente suscetíveis a danos leção do DPS adequado para cada A norma prescreve um valor mínimo causados por sobretensão. aplicação. Para tanto, é necessário de 5 kA para ambas as aplicações c.a. Para facilitar a proteção contra surcompreender os diferentes parâmetros ou c.c., embora em condições particutos do lado de c.c., é recomendada a e assegurar a conformidade com as lares possam ser necessários valores instalação de caixas de junção [Caixas normas relevantes. As normas IEC mais elevados. de Conexão do Gerador, na terminologia classificam os DPSs em três classes, • Os DPSs classe III oferecem uma alemã] junto aos módulos. Tais caixas cada uma delas projetada para níveis boa proteção para equipamentos reúnem as séries fotovoltaicas indide proteção específicos: sensíveis. Estes dispositivos exibem o viduais em um cabo principal e dis• Os DPSs classe I são dimensionados símbolo “T3” inscrito num quadrado. põem de um espaço conveniente para para desviar com segurança correntes O impulso para ensaio de DPSs classe a instalação de DPSs. de descargas atmosféricas diretas ou III consiste em uma onda combinada Mas por que é necessário um DPS indiretas. Eles são identificados por de impulso de tensão com forma de secundário quando o comprimento do um símbolo quadrado contendo a insonda de 1,2/50 µs, e impulso de corcabo excede dez metros? A resposta crição “T1”. A forma de onda normalirente com forma de onda de 8/20 µs. está nas propriedades físicas das sozada para ensaio destes DPSs, visando O parâmetro chave para estes DPSs é bretensões originárias de descargas a se aproximar das correntes de raios, a tensão de circuito aberto Uoc, com atmosféricas ou de manobras na rede é 10/350 µs, que expressa um tempo valores típicos de 6 kV. Os DPSs classe elétrica: os DPSs não suprimem comde subida do impulso de 10 µs e uma III são essenciais para a proteção de pletamente as sobretensões, mas as atenuação para 50% do valor de crista equipamentos altamente sensíveis, reduzem a um nível suportável para em 350 µs. O parâmetro primordial como computadores ou controladores a instalação. Devido a fenômenos de dos DPSs classe I é a capacidade de lógicos programáveis (PLCs). reflexão e refração da onda ao longo descarga de impulsos, designada Iimp. No contexto dos SFV, componendos cabos, seu valor de crista residual A norma prescreve um Iimp mínimo de tes sensíveis podem incluir caixas de pode potencialmente duplicar. O surto 5 kA tanto para aplicações c.a. como c.c. junção com medição de corrente de de tensão assim amplificado pode • Os DPSs classe II são projetados string, alimentadas diretamente pela atingir valores que já não são seguros para proteção contra as sobretensões


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Raios e sobretensões

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tensão fotovoltai- Tab. I - Classes de DPS, funções e principais parâmetros característicos Forma de ca. Outras apliClasse Função Símbolo Principal parâmetro Requisitos mínimos onda de ensaio cações análogas Desviar corrente Capacidade de Mínimo Iimp 5 kA abrangem sensoI de descargas T1 10/350 µs descarga de impulsos (Para c.a. e SFV) res, sistemas de diretas e indiretas Iimp monitoramento Proteção contra Mínimo In 5 kA Corrente nominal acoplamentos (Para c.a. e SFV; ou dispositivos T2 8/20 µs de descarga II galvânicos, indutivos valores mais altos em In de comunicação e capacitivos certas aplicações) instalados de Tensão de Proteção fina para Normalmente Uoc 6 kV 1,2/50 µs e circuito aberto III aparelhos terminais T3 (Para aparelhos modo descentra8/20 µs Uoc sensíveis sensíveis e SFV) lizado na usina fotovoltaica e alimentados diretamente com a energia gerada pelos módulos. Nestes cenários devem ser utilizados dispositivos que ofereçam proteção fina. A tabela I resume as principais características das três classes de DPS, conforme descritas acima. Os DPSs atualmente disponíveis no comércio combinam em geral mais de um nível de proteção num mesmo dispositivo. Muitos deles associam os níveis de proteção classes I e II (T1+2). O fabricante Citel oferece DPSs que integram os três níveis de proteção (T1+2+3) em um Fig. 3 – DPS 1500 V integrando os três níveis de proteção (I, II e III) único dispositivo. Tal característica foi submetida à verificação por um nected to the d.c. side of photovoltaic installations - Selection and application principles. laboratório de ensaios independente, [5] IEC 60364-4-44:2024 RLV - Low-voltage electrio que conferiu ao produto o direito de cal installations - Part 4-44: Protection for safety exibir o selo Kema. A figura 3 mostra - Protection against voltage disturbances and a versão de 1500 V. electromagnetic disturbances. (Continua da próxima edição - Na [6] IEC 60364-5-53:2019+AMD1:2020+A MD2:2024 CSV - Low-voltage electrical installaParte 2 serão abordadas a seleção correta tions - Part 5-53: Selection and erection of electridos DPSs, a tecnologia livre de correntes cal equipment - Devices for protection for safety, de fuga, e uma análise dos DPSs integraisolation, switching, control and monitoring. dos aos inversores fotovoltaicos.) [7] IEC 60364-7-7122025 - Low-voltage electrical

Referências [1] IEC 62305:2025 - SER Protection against lightning – Todas as partes. [2] IEC 61643-01:2024 - Low-voltage surge protective devices - Part 01: General Requirements and test methods. [3] IEC 61643-12:2020 - Low-voltage surge protective devices - Part 12: Surge protective devices connected to low-voltage power systems - Selection and application principles. [4] IEC 61643-32:2017 - Low-voltage surge protective devices - Part 32: Surge protective devices con-

installations - Part 7-712: Requirements for special installations or locations - Solar photovoltaic (PV) power supply installations.

Artigo publicado originalmente na revista alemã de – das Elektrohandwerk, edição SoHe/Fotovoltaica 2025. Copyright Hüthig GmbH, Heidelberg e München. www.elektro.net. Publicado por FotoVolt sob licença dos editores. Tradução e adaptação de Celso Mendes.


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Módulos solares fotovoltaicos

Este guia reúne fabricantes e importadores que atuam no fornecimento de módulos fotovoltaicos. A seleção mostra tipos de equipamentos oferecidos no mercado nacional, apresentando informações técnicas para a escolha da tecnologia mais indicada a cada projeto, como eficiência, potência nominal, variações de desempenho, especificações elétricas, dimensões, peso, etc.

Da Redação de FotoVolt

Kript/China •

Mysolar (*) www.imysolar.com elaine@mamibot.com

China

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Loja Elétrica (31) 3218-8356 herbert@lojaeletrica.com.br

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Helius Sunlink (51) 3181-0310 sales@he-solar.com

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Corrente curto-circuito (Isc)

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Tensão circuito aberto (Voc)

GoodWe (11) 93356-2141 gabriel.zanatta@goodwe.com

66 a 570 a 23,25 5 78 710

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Corrente máxima potência (Impp)

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GCL (19) 98702-1273 correarenan@gclsi.com

Número de células on-grid

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Empresa Telefone E-mail

Silício monocristalino Silício policristalino Silício amorfo Cd-Te CIGS Células orgânicas Perovskita Bifaciais

Tipo de módulo Película Outros fina

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Osda Solar (19) 98189-4346 felipe.santos@osdasol.com

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Ourolux (11) 97370-3700 bruno.felipe@ourolux.com.br

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Risen Energy (11) 97027-7999 ricardo.marchezini@risen.com

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Serrana Solar (54) 3039-9999 serrana@serranaenergia.com.br

Eging/China •

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Sunlab Power (11) 9884-2601 labramo@labramo.com.br

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Tramontina Eletrik (54) 3461-8200 tramontina.elt@tramontina.com

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TSUN Power (19) 99409-7007 comercial@tsunpower.com.br

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(*) A empresa procura por representante para o Brasil

Obs.: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 157 empresas pesquisadas. Fonte: Revista Fotovolt, dezembro de 2025 Este e muitos outros guias estão disponíveis on-line, para consulta. Acesse https://www.arandanet.com.br/revista/fotovolt/guias e confira. Também é possível incluir a sua empresa na versão on-line de todos estes guias. Basta preencher o formulário em www.arandanet.com.br/revista/fotovolt/guia/inserir/


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Os reais impactos da MMGD nas redes e na economia Da Redação de FV

estudo foi contratado pela associação para contribuir para atendimento ao dispositivo da Lei 14.300, o “marco legal da GD”, segundo o qual caberia ao CNPE - Conselho Nacional de Políticas Energéticas orientar a Aneel a iniciar a análise de valoração da MMGD ainda em 2022. No entanto, o tema não avançou no âmbito regulatório. Diante da paralisação, a ABGD decidiu encomendar o relatório, por meio de investimento de seus associados. De acordo com a entidade, a iniciativa busca preencher uma lacuna regulatória e oferecer dados sólidos que orientem decisões futuras. Falando a pesquisadores, reguladores, representantes do mercado e pro-

fissionais do setor elétrico, O escopo do o pesquisador do IEE-USP, trabalho contempla impactos eléRoberto Zilles, destacou tricos nas redes durante o lançamento que a pesquisa cumpre uma previBT, MT, AT e básica, impactos são importante da legislação e contribui para reposiciosocioeconômicos e ambientais e avanar o debate sobre o valor liação da inserção da geração distribuída. Para Zilles, além das dimensões de sistemas de Roberto Zilles (IEE/ESP): GD é vetor de armazenamento. técnicas e tarifárias, a GD transformação social, democratização deve ser consolidada como do acesso à energia e descentralização do Foram realizadas simulações comvetor de transformação sistema — pilares da “terceira revolução industrial” no setor elétrico putacionais com social, democratização do métricas sobre acesso à energia e descenperdas, variação de tensão, fluxo retralização do sistema — pilares do verso, carregamento e comutação de que ele chama de “terceira revolução industrial” no setor elétrico. taps, além de indicadores DRP e DRC

Roschetzky/Shutetrstock

ABGD/divulgação

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A ABGD – Associação Brasileira de Geração Distribuída apresentou no IEE - Instituto de Energia e Ambiente da USP, em São Paulo, os resultados de um amplo estudo sobre os impactos da micro e minigeração distribuída das redes de alta, média e baixa tensão no Brasil, bem como sobre o meio ambiente e a economia — o trabalho constatou, por exemplo, que a MMGD devolve ao PIB quase o dobro do que recebe em investimento.

ABGD/divulgação

Estudo

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Apresentação do estudo: como a análise de valoração da MMGD não avançou no âmbito regulatório, ABGD encomendou o relatório para preencher “lacuna regulatória e oferecer dados sólidos que orientem decisões futuras”


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Estudo

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ABGD/divulgação

de penetração, que varia conforme a da Aneel (que se referem à duração de característica de cada rede. Os resultatensão precária e crítica, respectivados mostram que os efeitos da GD são mente) para avaliação da qualidade de distintos entre as regiões”, afirma. tensão. Faria explica que foram avaliados De acordo com o estudo, os cadiferentes cenários de carga para sos simulados da operação do SIN medir a real capacidade das redes braSistema Interligado Nacional demonssileiras diante do avanço da geração traram uma redução média de 30% no distribuída. “Simulamos a penetração Custo Marginal de Operação (CMO), o da GD de zero a 200%, 300% da capaque representa uma economia de cidade técnica das redes”, afirma. Ele R$ 40 milhões por mês em custos evidestaca que, na prática, o País ainda tados com geração térmica. Na Alta está muito distante desses limites. Tensão (AT), a análise indicou reflexos “Em várias regiões, estamos falando positivos da MMGD sobre o sistema de 5%, 10%, 15% de penetração. Ou de transmissão, com melhora dos ínseja, estamos muito longe de ter prodices de confiabilidade e redução da blemas elétricos por aumento da GD, EENS (Expectância de Energia Não ainda há bastante espaço”. Além disSuprida) em até 61% nos patamares de so, ele acrescenta que o fluxo reverso carga mínima. não é, em si, um problema estrutural Na média tensão, o estudo aponta da rede. “Antes que ele cause impacto, que, com até cerca de 70% de peneoutros pontos críticos surgem e são tração de GD, predominam benefícios solucionáveis”, afirma. como redução de perdas técnicas em Para o vice-presidente da ABGD, até 3,7%, diminuição de subtensões entre as soluções tecnológicas viáveis em até 15,6%; menor sobrecarga de estão os sistemas de armazenamentransformadores e redução de comutato (BESS). Segundo ele, as baterias ções de reguladores. Já as simulações ajudam a liberar capacidade em em redes reais (Cemig-D, EDP-SP e pontos críticos do sistema, e o estudo Equatorial-PI) demonstram que a exindica, de forma objetiva, as regiões pansão da MMGD reduziu as perdas prioritárias para instalação de BESS. técnicas de até 51,6% na rede secun“Uma das vantagens do dária. trabalho é oferecer uma Para Carlos Faria, visão locacional precisa”, vice-presidente da destaca. ABGD, um dos princiAlém dos ganhos pais méritos do estudo elétricos proporcionados é sua abrangência. “O pela GD, Faria destaca trabalho identificou os benefícios econômicos quatro tipos de redes, evidenciados pelo estudo. que cobrem praticaA partir de um modelo mente todo o território econométrico (VARX), nacional”. Segundo ele, regiões, várias “Em (ABGD): Carlos Faria foi calculado que, para em cada uma delas, estamos falando de 5%, 10%, 15% de o segmento fotovoltaico, foi avaliada a evolução penetração [de GD das redes]. Ou seja, cada R$ 1,00 investido em das condições elétricas estamos muito longe de ter problemas MMGD gera R$ 1,90 no e energéticas com o elétricos por aumento da GD, ainda há PIB brasileiro, considebastante espaço” aumento da presença rando os efeitos diretos, da geração distribuíindiretos e induzidos. Os impactos da, seguida da introdução da bateria. ambientais positivos também foram “Detectamos várias contribuições citados. positivas da GD até determinado nível


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Estudo

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Controle operacional da GD desafia o ONS – vem aí o operador da distribuição

P

Sumara Ticom, assessora executiva da diretoria de planejamento do ONS, destacou durante o evento os desafios operacionais decorrentes da baixa visibilidade da GD e do deslocamento da geração síncrona para a eletrônica de potência. “Começam a aparecer fenômenos que reduzem a resiliência da rede”. Diante desse cenário, o ONS tem buscado respostas a partir da própria infraestrutura já instalada. Segundo ela, diversas ações já estão em andamento para enfrentar os desafios de forma coordenada.

ABGD/divulgação

ara complementar a análise dos custos e benefícios da MMGD, a ABGD passa a aprofundar o debate sobre o controle operacional da geração distribuída — tema em destaque na agenda do ONS - Operador Nacional do Sistema.

Sumara Ticom (ONS): . “Quando a GD representava 1 ou 2 GW, era incluída na margem de erro do setor elétrico. Hoje a descoordenação pode causar um grande blecaute”

Um dos problemas, segundo Ticom, é a própria existência de equipamentos conectados à rede de distribuição que não seguem requisitos ou não estão coordenados com as proteções da rede básica. “Antes, quando a GD representava 1 ou 2 GW, era incluída na margem de erro do setor elétrico. Hoje a descoordenação pode causar um grande blecaute”. De acordo com ela, o ONS iniciou tratativas com o Inmetro para alterar normativos, a fim de deixar alguns requisitos menos sensíveis. “Isso avançou muito em usinas tipo 3, mas precisa alcançar a MMGD. Então, partimos para projetos estruturantes relacionados à evolução do papel do operador do sistema de distribuição [DSO – Distribution System Operator]”. De acordo com ela, há funções que as distribuidoras podem ter — e que possam ser acionadas pelo ONS — para permitir a controlabilidade em diversas situações, evitando o desequilíbrio de frequência. No debate sobre a evolução da operação do sistema de distribuição, a diretriz central tem sido estabelecer requisitos claros de comunicação, observabilidade e independência operacional. Ticom ressaltou que, assim como o ONS coordena o sistema guiado pela segurança operativa e neutralidade tecnológica, um futuro operador da distribuição deverá seguir princípios equivalentes. Outro ponto em estudo é a atualização da modelagem da carga. “Precisamos incluir a micro e a minigeração distribuída, porque, para o ONS, tudo isso compõe a carga líquida que entra nos modelos. É fundamental entender que nada funciona de forma isolada — integração é a chave”, destaca. “O passado não serve mais como referência: o setor elétrico atravessa uma ruptura, e as métricas históricas não se aplicam a esse novo cenário”, acrescenta. Ainda segundo a assessora, avaliar a experiência de outros países que estão mais avançados nesse processo é importante. “Hoje, já existem requisitos internacionais amplamente divulgados, e não há mais limitações tecnológicas relevantes. Os investidores conseguem atender plenamente às especificações, e, somado a isso, temos o avanço dos sistemas de armazenamento, que representam um elemento crucial nessa transformação.” (da redação de FV)

A ABGD pretende utilizar o material como base para o diálogo técnico com os agentes do setor, incluindo MME, Aneel, EPE, ONS, e demais stakeholders em busca de uma regulamentação que reflita os benefícios da MMGD.


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Sistemas de armazenamento de energia elétrica

O guia lista a oferta de sistemas de armazenamento utilizados em projetos isolados ou conectados à rede. Apresenta tecnologias disponíveis, tensões nominais, capacidades, fator de potência, DHT e outras especificações, facilitando a comparação entre soluções e a escolha da mais adequada às demandas do usuário.

Delta Electronics (11) 98797-1664 marcelo.gouveia@deltaww.com

•

Goodwe (11) 99144-5612 fabio.mendes@goodwe.com

•

PHB Solar (11) 97772-7475 ivan.sarturi@phb.com.br

• • • • 100 5 a 200 380

Saft (19) 99806-7770 peter.geib@saft.com

• •

• 2.550 5.100 1.475

SAJ Electric (11) 91983 9004 brasil@saj-electric.com

•

• 50 100,3 400 358,4 79,8 0,8C < 3 97,6 LiFePO4 7

Union Sistemas (11) 97309-4094 comercial@union2y.com WEG (47) 99958-1111 bess@weg.net

100 a 264,3 a 310 a 650 a 145 a

• 1.250 1.677,6 480 1.350 1.510 -1 a 1 < 3 98 3,5 a

127 a 600 a 16,7 a -0,8 a 1 a 96 a

3a

127 a 48 a 13 a 0,8c a 0 a 94 a 576 159 0,8i 3 98

500 a 1.180 a 1.040 a

380 a

900 a 2.100

91,7 a 95

1.400 × 1.300 279,6 a 784 a 140 a 147 a -30 a × 2.400 a 1.400 230 a > 6.000 > 10.000 280 838,8 +60 × 1.300 a 2.400 32.000 1.132,2 1.400 1.470 kWh

16 a 50 a 51,2 a 60 a 60 a 6.000 a 56,4 220 220 8.000

442 × 133 × -20 a 44 a 520 a 1.055 × +55 1.400 2.000 × 1.055

16 a 100 a 50 a 50 a 4.000 a 3,25 480 3.000 1.800 4.500 6.000

483 × 133 × -25 a 44 a 559 a 1.300 × 60 2.500 2.380 × 1.200

LFP

0,8I a

1a

1a

LFP

Lítio/ VRLA 5a

220 a 100 a 15 a -1 a

85 a

• • 5.000 5.016 34.5 kV 1.500 4.100 +1 ≤3 92

Faixa de temperatura ambiente (°C)

Vida útil (anos)

Vida útil (ciclos)

Corrente máxima de descarga (A)

Corrente máxima de carga (A)

Tensão máxima da bateria (V/cel)

Dados gerais

• • 100 5 a 900 380 1.100 167,2 +0,8 3 99 LiFePO4 176 200

• • • 1.000

•

LFP

Capacidade da bateria (Ah)

Número de células

Tecnologia

Eficiência do sistema (%)

Distorção harmônica total (DHT) (%)

Fator de potência da rede (cos ϕ)

Corrente alternada máxima (A)

Tensão nominal CC (V)

Tensão nominal da rede CA (V)

Energia máxima CA (kWh)

Para conexão CA Para conexão CC Monofásico Trifásico

Empresa/Telefone/E-mail

Potência nominal CA (kW)

Dados da bateria

Massa (kg)

Da Redação de FotoVolt

Dimensões (mm)

Guia - 2

28

20

280

51,2

140 140 8.000

-30 a 6.100 × 2.900 10 a × 2.400 +55 43,8 t -30 a +50

1.980 × 988 × 1.065

1.365

4,5 a 1.500

Lítio 52 a 205 a 2,5 a 6.000 a 280 280 LFP0 104 314 3,6 10.000

1.040 × 1.500 × -30 a 2.500 a 2.000 a 2.438 × +50 45.000 6.058 × 2.896

Obs.: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 71 empresas pesquisadas. Fonte: Revista Fotovolt, dezembro de 2025 Este e muitos outros guias estão disponíveis on-line, para consulta. Acesse https://www.arandanet.com.br/revista/fotovolt/guias e confira. Também é possível incluir a sua empresa na versão on-line de todos estes guias. Basta preencher o formulário em www.arandanet.com.br/revista/fotovolt/guia/inserir/


Qualidade

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FotoVolt - Dezembro - 2025

A nova norma técnica ABNT NBR 17258 João Souza, da Ecori Energia Solar

preocupação com a segurança e qualidade dos módulos fotovoltaicos (FV) tem crescido significativamente no mercado brasileiro, principalmente devido ao aumento da demanda por energia solar e à proliferação de fabricantes e fornecedores. Relatos de falhas prematuras em módulos, como delaminação, microfissuras, entrada de água e pontos quentes (hot spots), levantam preocupações sobre a vida útil real dos módulos FV que desembarcam no Brasil. Além disso, o mercado brasileiro tem visto um aumento de módulos com falsificação da potência real (ditos “módulos fake power”) e/ou de baixa qualidade, utilizando materiais inferiores e comprometendo eficiência e segurança. Em um artigo de abril de 2021 [1], tratamos dos requisitos de qualidade e segurança justamente para iniciar um debate sobre o aumento da quanti-

dade de módulos falsificados no Brasil. Não que a entrada desses módulos tenha começado em 2021, pois em julho de 2018 já havíamos sido informados pelo saudoso professor Marcelo Gradella Villalva que o laboratório de ensaios da Unicamp havia descoberto, através de ensaios, três marcas de fabricantes de módulos com potência falsa. De 2018 a 2021, esse cenário agravou-se a ponto de chamar a atenção dos distribuidores e fabricantes sérios que estavam sendo prejudicados pela prática criminosa. Uma forma simples de detectar e responsabilizar fabricantes e distribuidores que vendem módulos de potência falsa é através de fiscalizações conduzidas pelo Inmetro. A Portaria nº 140/2022 [2] estabelece o ensaio de “determinação da potência máxima”, estipulando que: “3.3.3 Após a realização do ensaio de determinação de potência máxima, os módulos não podem apresentar medida de potência menor que 100% ou maior que 105%, da

potência nominal declarada na PET pelo fornecedor, aferidas nas condições padrão de ensaio (STC - standard test conditions).” No final de 2024, o mercado brasileiro teve conhecimento de que o Inmetro realizou uma ação inédita de fiscalização em módulos fotovoltaicos no Brasil [3]. Apesar de a ação ter sido conduzida em vários estados do Brasil e diferentes marcas terem sido submetidas a ensaios laboratoriais, apenas uma marca teve o seu resultado divulgado até o presente momento. Inclusive, este único resultado divulgado já resultou em uma reprova por apresentar uma potência muito inferior ao declarado pelo fabricante, e consequentemente, na suspensão de registros da marca. Para uma operação dessa magnitude e considerando o universo de marcas presentes no mercado brasileiro, esperamos muito mais do Inmetro. Fotos do autor

A

A recentemente publicada norma técnica ABNT NBR 17258:2025 inova ao estabelecer critérios de aceitação de módulos baseados em imagens de eletroluminescência, algo inédito na normalização mundial. Este artigo aborda a crescente necessidade de verificação dos módulos fotovoltaicos, trata do conceito e do ensaio de eletroluminescência, apresenta normas de ensaios e detalha o conteúdo da NBR 17258, com seus 18 critérios.

Imagens de eletroluminescência: módulo sem defeitos aparentes (esquerda) e módulo com defeitos (à direita), que devem ser avaliados segundo os critérios da ABNT NBR 17528:2025


Qualidade

FotoVolt - Dezembro - 2025

Por outro lado, temos visto recentemente um debate em torno do ensaio de eletroluminescência (EL), o qual supostamente poderia ser a solução contra os módulos fake power. Mas será que esse ensaio realmente é capaz de determinar se um módulo tem a potência indicada em sua etiqueta? Se é capaz, porque então existe o ensaio de determinação da potência máxima? No dia 15 de outubro de 2025, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) publicou oficialmente a norma ABNT NBR 17258:2025, intitulada “Critérios de inspeção de eletroluminescência em módulos fotovoltaicos” [4]. Trata-se da primeira norma brasileira dedicada exclusivamente à padronização de critérios técnicos para aceitação de módulos FV de silício cristalino por meio da análise de imagens geradas por eletroluminescência. Fruto do trabalho da Comissão de Estudo Especial de Energia Solar Fotovoltaica (ABNT/CEE-253), a norma usou como inspiração a especificação técnica IEC TS 60904-13:2018 [5] e inovou ao criar critérios de aceitação. Sua publicação marca um avanço importante na qualidade e confiabilidade dos módulos FV comercializados e instalados no Brasil. Neste artigo falaremos sobre o conceito de eletroluminescência, o ensaio de mesmo nome aplicado a módulos FV, as normas que tratam do tema, a norma técnica ABNT NBR 17258:2025, e ainda para o que serve e para o que não serve esse ensaio.

O que é eletroluminescência? Antes de entender o que é eletroluminescência é necessário entender o que é luminescência. A luminescência é um efeito em que um determinado material emite luz quando exposto a certas fontes de energia. No caso dos módulos fotovoltaicos, eles podem exibir emissões de luminescência quando

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excitados por uma injeção de corrente ou por uma fonte de luz apropriada. Em outras palavras, tais emissões podem ser geradas de duas maneiras: induzidas por uma injeção de corrente externa na célula ou módulo, caso em que o efeito é conhecido como eletroluminescência (EL); ou geradas por meio de excitação óptica, usando-se uma fonte de luz com comprimento de onda e intensidade apropriados, e neste caso o efeito é denominado fotoluminescência (FL). Embora ambos os tipos de técnicas de geração de imagens forneçam informações semelhantes sobre o desempenho do módulo, EL e PL também oferecem percepções distintas. A geração de imagens EL, envolvendo a injeção de corrente no módulo, está intimamente ligada ao desempenho elétrico. Por outro lado, a geração de imagens PL, que requer excitação óptica, avalia principalmente a qualidade do material [6]. A definição de eletroluminescência também pode ser encontrada na especificação técnica IEC TS 60904-13:2018 [5], seção 3.1: “eletroluminescência (EL) é a emissão de radiação óptica resultante da aplicação de energia elétrica”.

tion and type approval - Part 1: Test requirements, IEC 61215-1-1:2021 - Terrestrial photovoltaic (PV) modules - Design qualification and type approval - Part 1-1: Special requirements for testing of crystalline silicon photovoltaic (PV) modules, IEC 61215-1-2:2022 - Terrestrial photovoltaic (PV) modules - Design qualification and type approval - Part 1-2: Special requirements for testing of thin-film Cadmium Telluride (CdTe) based photovoltaic (PV) modules, IEC 61215-1-3:2022 - Terrestrial photovoltaic (PV) modules - Design qualification and type approval - Part 1-3: Special requirements for testing of thin-film amorphous silicon based photovoltaic (PV) modules, IEC 61215-1-4:2022 - Terrestrial photovoltaic (PV) modules - Design qualification and type approval - Part 1-4: Special requirements for testing of thin-film 17258 based photovoltaic (PV) modules; IEC 61215-2:2021 - Terrestrial photovoltaic (PV) modules - Design qualification and type approval - Part 2: Test procedures.

Normas técnicas

A série IEC 61730 é composta por duas normas (partes 1 e 2) que tratam de segurança. A parte 1 estabelece os requisitos de segurança relacionados aos aspectos construtivos dos módulos FV e a parte 2 estabelece os requisitos de ensaio para avaliar a segurança dos módulos. As últimas versões dessa série são do ano de 2023: IEC 61730-1:2023 - Photovoltaic (PV) module safety qualification - Part 1: Requirements for construction IEC 61730-2:2023 - Photovoltaic (PV) module safety qualification - Part 2: Requirements for testing Atualmente temos publicadas no Brasil as normas ABNT NBR IEC 61215-1:2024 [15], ABNT NBR IEC 61215-1-1:2025 [16] e ABNT NBR IEC 61215-2:2025 [17], que são basicamente

As principais normas técnicas internacionais que tratam de módulos FV são as das séries IEC 61215 [7–12 ] e IEC 61730 [13–14 ]. A série IEC 61215 é composta por seis normas, todas tratando de qualificação, ou seja, da determinação da qualidade de módulos FV. A parte 1 estabelece os requisitos de ensaio e a parte 2 estabelece os procedimentos de ensaio. São seis normas porque a parte 1 é subdividida em outras quatro partes que apresentam requisitos especiais de ensaio para tecnologias específicas de módulos. As últimas versões dessa série são dos anos de 2021 e 2022: IEC 61215-1:2021 - Terrestrial photovoltaic (PV) modules - Design qualifica-


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Qualidade

as traduções das suas correspondentes normas IEC. A tradução das demais normas da série IEC 61215 e as da IEC 61730 estão em andamento na ABNT. Estas são as principais normas técnicas que tratam de módulos FV, porém não são as únicas. Existem outras normas, como, por exemplo, a IEC 61701:2020 [18], que descreve a sequência de ensaios para determinar a resistência de diferentes módulos FV à corrosão por névoa salina, e a IEC 62716:2013 [19], que descreve a sequência de ensaios para determinar a resistência de módulos FV à amônia. No que se refere à eletroluminescência (EL) de módulos FV, temos duas especificações técnicas: a já citada IEC TS 60904-13 e a IEC TS 63109 [20]. Apenas a primeira está dentro do escopo deste artigo, pois especifica métodos para capturar imagens de eletroluminescência de módulos FV, enquanto a segunda é usada para definir um método para medir o fator de idealidade do diodo em módulos e células fotovoltaicas. Convém observar que, no âmbito da IEC, uma especificação técnica (do inglês: technical specification - TS) se aproxima de uma norma internacional em termos de detalhes e integridade, mas ainda não passou por todos os estágios de aprovação, seja porque o consenso não foi alcançado ou porque a normatização é considerada prematura [21]. Ao contrário das normas formais, as especificações técnicas oferecem mais flexibilidade e atuam como diretrizes, em vez de requisitos obrigatórios. Em outras palavras, uma TS não é uma norma. A IEC TS 60904-13:2018 especifica métodos para capturar imagens de eletroluminescência de módulos FV, processar imagens para obter métricas sobre as imagens tiradas em termos quantitativos e fornecer orientação para interpretar qualitativamente as imagens para características que nelas

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que são observadas. Ela é aplicável a módulos FV medidos com uma fonte de alimentação que coloca as células nos módulos em polarização direta.

Para que serve o ensaio de eletroluminescência? Segundo a IEC 61215-1:2021, antes de iniciar o teste de qualificação, deve-se tomar cuidado para não danificar as amostras durante o transporte. Esse cuidado pode incluir a adesão às melhores práticas de embalagem e envio, bem como imagens de eletroluminescência de acordo com IEC TS 60904-13 antes e depois do envio, para garantir que rachaduras não se tenham desenvolvido durante o transporte. Portanto, dentro do contexto da IEC 61215-1:2021, que estabelece 21 testes de qualidade, o ensaio de eletroluminescência (que não faz parte desses 21 testes) é apenas uma ferramenta de auxílio, sem nenhum critério quantitativo de aceitação. Agora, dentro do cenário normativo brasileiro, a norma técnica ABNT NBR 17258:2025 inova ao estabelecer critérios de aceitação baseados em imagens de eletroluminescência (EL), algo que até então não existia em nenhum padrão internacional. Os ensaios para obtenção das imagens de EL são os mesmos presentes na IEC TS 60904-13; porém, após o devido processamento das imagens, o ineditismo da NBR 17258 consiste em estabelecer 18 critérios de aceitação para definir se o módulo está aprovado ou reprovado. Os 18 critérios são:

1) Escala de cinza - Refere-se à diferença de intensidade de brilho entre células ou partes da célula nas imagens EL. Diferenças muito grandes podem indicar falhas na uniformidade de dopagem, espessura de camada e, consequentemente, variação da eficiência. Os critérios de aceitação são:

Aprovado se: a) diferença na escala de cinza < 25%; e b) diferença entre 25% e 40% em até 10% das células. Reprovado se: a) diferença na escala de cinza > 40%; ou b) diferença entre 25% e 40% em mais de 10% das células.

2) Borda preta – Escurecimento contínuo nas bordas da célula, indicando possíveis falhas de fabricação, como contaminação ou falha na passivação da borda, dentre outras. Pode reduzir a área ativa da célula. Os critérios de aceitação são: Aprovado se: a) largura da borda preta < 12,5% do comprimento da célula; e b) largura entre 12,5% e 16,67% em até 10% das células. Reprovado se: a) largura > 16,67% do comprimento da célula; ou b) largura entre 12,5% e 16,67% em mais que 10% das células. 3) Canto preto – Escurecimento visível em um ou mais cantos da célula, relacionado a possíveis falhas de fabricação. Afeta a condução elétrica e pode gerar pontos quentes (hot spots). Critérios: Aprovado se: a) canto preto < 25% do comprimento da meia diagonal da célula; e b) canto preto entre 25% e 33,34% do comprimento da meia diagonal da célula em até 10% das células. Reprovado se: a) canto preto > 33,34% do comprimento da meia diagonal da célula; ou b) canto preto entre 25% e 33,34% do comprimento da meia diagonal da célula em mais que 10% das células. 4) Ponto preto – Pequena região escura isolada na imagem EL. Indica possível defeito localizado, como falha de solda, oxidação ou inclusão de impurezas. Os critérios de aceitação são:


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Qualidade

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Aprovado se: a) área única < 2% da área da célula; e b) área entre 2% e 5% em até 4% das células. Reprovado se: a) área única > 5%; ou b) área entre 2% e 5% em mais que 4% das células.

c) área quebrada ≤ 3% da área total da célula com no máximo uma quebra por célula em mais que 5% das células.

5) Núcleo preto – Área escurecida central (núcleo) da célula, indicando falhas graves na região ativa da célula, geralmente devido ao processo produtivo. Os critérios de aceitação são: Aprovado se: a) diferença na escala de cinza ≤ 15%; e b) diferença na escala de cinza entre 15% e 40%, com área do núcleo preto ≤ 20% da área da célula que apresenta o núcleo preto, em não mais que 10% das células. Reprovado se: a) diferença na escala de cinza > 40%; ou b) diferença na escala de cinza entre e 15% e 40%, com área do núcleo preto ≤ 20% da área da célula que apresenta o núcleo preto, em mais que 10% das células; ou c) diferença na escala de cinza entre 15% e 40%, com área central preta > 20% da área da célula que apresenta o núcleo preto.

8) Curto-circuito – Indicação de caminho condutivo não intencional entre partes da célula. Aparece como áreas apagadas ou com padrão de brilho anormal. Afeta diretamente o desempenho do módulo. Critério: o curtocircuito não é permitido.

6) Canto quebrado – Fratura mecânica visível nos cantos da célula, geralmente causada por manuseio incorreto. Pode resultar em perda de área ativa e falhas elétricas. Os critérios de aceitação são: Aprovado se: a) área quebrada ≤ 3% da área total da célula; e b) no máximo uma quebra por célula em até 5% das células. Reprovado se: a) área quebrada > 3% da área total da célula; ou b) área quebrada ≤ 3% da área total da célula com mais de uma quebra por célula; ou

7) Ponto de luz – Pequena região de brilho intenso anormal. Indica geralmente regiões com defeitos de material. Critério: o ponto de luz não é permitido.

9) Interrupção de finger – Rompimento parcial ou total das finas trilhas metálicas (fingers) que conduzem corrente. Causa mau contato, aumento de resistência e perda de eficiência. Os critérios de aceitação são: Aprovado se: a) área < 4%; ou b) área entre 4% e 8% em até 10% das células. Reprovado se: a) área > 8%; ou b) área entre 4% e 8% em mais que 10% das células. 10) Falha na solda – Problema nas interconexões entre células (geralmente no ribbon). Pode resultar em desconexão parcial/total de uma célula da string. Aparece como uma ou mais células apagadas. Os critérios de aceitação são: Aprovado se: Área total ≤ 5% da área da célula em até 10% do total de células. Reprovado se: a) área total > 5% da área da célula; ou b) área total ≤ 5% da área da célula em mais de 10% do total de células. 11) Marcas de sucção – Marcas circulares ou simétricas associadas ao manuseio com ventosas. Indicam esforço mecânico que pode gerar microfissuras ocultas. Os critérios de aceitação são:

Aprovado se: diferença na escala de cinza entre o anel de sucção e a área não afetada da célula ≤ 40%. Reprovado se: diferença na escala de cinza entre o anel de sucção e a área não afetada da célula > 40%.

12) Microfissura linear – Trinca fina e reta na célula. Pode ser isolada ou cruzar toda a célula, comprometendo a condução elétrica local. Os critérios de aceitação são: Aprovado se: a) microfissura ≤ 50% do comprimento da célula; e b) quantidade de microfissuras por célula ≤ 1; e c) quantidade de microfissuras por módulo ≤ 5% da quantidade de células. Reprovado se: a) microfissura > 50% do comprimento da célula; ou b) microfissura ≤ 50% do comprimento da célula; quantidade de microfissuras por célula > 1; ou c) microfissura ≤ 50% do comprimento da célula com quantidade de microfissuras por célula ≤ 1 e quantidade de microfissuras por módulo > 5% da quantidade de células. 13) Microfissura em rede – Trincas interconectadas formando padrões similares a redes ou malhas. Indicador de fragilidade estrutural extensa. Critério: a microfissura em rede não é permitida. 14) Microfissura cruzada – Trinca em formato de cruz ou que cruza outras fissuras. Indica maior severidade e risco de desconexão parcial da célula. Os critérios de aceitação são: Aprovado se: a) microfissura cruzada com comprimento ≤ 10% do comprimento total da célula em até 4% das células, podendo haver microfissuras cruzadas. Reprovado se: a) microfissura cruzada com comprimento > 10% do comprimento total da célula; ou


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Qualidade

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b) microfissura cruzada com comprimento ≤ 10% do comprimento total da célula em mais que 4% das células.

15) Microfissura (esmagamento) – Trinca causada por compressão mecânica excessiva. Geralmente associada a falhas no empacotamento, transporte ou montagem. Os critérios de aceitação são: Aprovado se: microfissura (esmagamento) com comprimento ≤ 10% do comprimento total da célula em até 4% das células. Reprovado se: a) microfissura (esmagamento) com comprimento > 10% do comprimento total da célula; ou b) microfissura (esmagamento) com comprimento ≤ 10% do comprimento total da célula em mais que 4% das células. 16) Anel de estriação – Anéis concêntricos ou linhas curvas causadas por tensões internas ou contaminações no processo de fabricação do silício. Os critérios de aceitação são: Aprovado se: a) diferença de escala de cinza ≤ 35%; e b) diferença > 35% em até 10% das células. Reprovado se: diferença de escala de cinza > 35% em mais de 10% das células. 17) Risco – Linha fina e escura com padrão irregular, normalmente causada por arranhões mecânicos no manuseio. Pode evoluir para trincas. Os critérios de aceitação são: Aprovado se: comprimento do risco < 20% do comprimento da célula em até três riscos por célula. Reprovado se: a) comprimento do risco > 20% do comprimento da célula; ou b) comprimento do risco < 20% do comprimento da célula em mais que três riscos por célula; ou c) comprimento do risco < 20% do comprimento da célula em mais que 15% das células. 18) Linha preta – Linha escura e contínua indicando falha crítica de contato elétrico (finger rompido ou isolado). Pode cortar toda a célula, causando apagamento parcial. Critério: a linha preta não é permitida.

Para o que não serve o ensaio de eletroluminescência? Apesar de sua sensibilidade, o ensaio por EL não substitui outros testes obrigatórios. Suas limitações incluem: • Não mede parâmetros elétricos reais como potência, ten-


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Qualidade

são ou corrente. Para isso, são exigidos ensaios como flash test ou curva I-V; • Não avalia a performance térmica em operação real, como hot spots, que exigem termografia infravermelha; • Não substitui ensaios de segurança elétrica, como resistência de isolamento ou continuidade de aterramento; • Não detecta defeitos em componentes externos como vidro, moldura, caixa de junção ou backsheet; • Não representa teste ambiental, como de umidade, névoa salina, UV ou ciclos térmicos (exigidos pelas normas IEC 61215 e 61730). Portanto, o EL deve ser entendido como um complemento valioso ao conjunto de ensaios de conformidade técnica de qualidade e segurança de módulos FV, e não como substituto.

Conclusão A publicação da norma ABNT NBR 17258:2025, em 15 de outubro de 2025, é um marco para a qualificação técnica do setor fotovoltaico brasileiro. Ela fornece diretrizes objetivas e padronizadas para a realização da inspeção por eletroluminescência, que é um dos métodos para detectar falhas ocultas em células e módulos fotovoltaicos. Com essa norma, espera-se que fabricantes e instituições de fiscalização como o Inmetro passem a adotar esses procedimentos de avaliação, reduzindo o número de falhas em campo, elevando a durabilidade dos sistemas e protegendo o investimento dos consumidores. Mais do que um avanço técnico, a norma reforça o compromisso do Brasil com a qualidade e segurança no setor de geração distribuída, especialmente em um cenário onde os volumes de importação e produção nacional de módulos continuam crescendo. Para garantir segurança e qualidade, consumidores e investidores devem comprar módulos de fabricantes e distribuidores reconhecidos, ter atenção no manuseio e transporte dos módulos FV,

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e principalmente exigir certificações internacionais de testes de qualidade e segurança, por exemplo certificados de conformidade às normas IEC 61215 (ou NBR IEC 61215) e IEC 61730 e NBR 17258.

Referências [1] Souza, João: Seu módulo fotovoltaico atende aos requisitos de qualidade e segurança? Ecori Energia Solar. Disponível em: https:// www.ecorienergiasolar.com.br/artigo/seu-modulo-fotovoltaico-atende-aos-requisitos-de-qualidade-e-seguranca. Acesso em novembro de 2025. [2] Inmetro: Portaria nº 140, de 21 de março de 2022 – “Aprova o Regulamento Técnico da Qualidade e os Requisitos de Avaliação da Conformidade para Equipamentos de Geração, Condicionamento e Armazenamento de Energia Elétrica em Sistemas Fotovoltaicos – Consolidado”. [3] Inmetro: “Fiscalização do Inmetro identifica irregularidades em placas solares comercializadas no Brasil”. Disponível em: https:// www.gov.br/inmetro/pt-br/centrais-de-conteudo/noticias/fiscalizacao-do-inmetro-identifica-irregularidades-em-placas-solares-comercializadas-no-brasil. Acesso em: 16 fev. 2025. [5] International Electrotechnical Commission: IEC TS 60904-13:2018 - Photovoltaic devices - Part 13: Electroluminescence of photovoltaic modules [4] Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT: ABNT NBR 17258:2025 – Critérios de inspeção de eletroluminescência em módulos fotovoltaicos, 2025. [6] Redondo-Plaza, A.; Zorita-Lamadrid, A.L.; Alonso-Gómez, V.; Hernández-Callejo, L.: Técnicas de inspeção em usinas fotovoltaicas: uma revisão da eletroluminescência e da imagem fotoluminescente. “Energias Renováveis”. 2024;2(2). DOI: 10.1177/27533735241282603 [7] International Electrotechnical Commission: IEC 61215-1:2021 - Terrestrial photovoltaic (PV) modules - Design qualification and type approval - Part 1: Test requirements. [8] International Electrotechnical Commission: IEC 61215-1-1:2021 - Terrestrial photovoltaic (PV) modules - Design qualification and type approval - Part 1-1: Special requirements for testing of crystalline silicon photovoltaic (PV) modules. [9] International Electrotechnical Commission: IEC 61215-1-2:2022 - Terrestrial photovoltaic (PV) modules - Design qualification and type

approval - Part 1-2: Special requirements for testing of thin-film Cadmium Telluride (CdTe) based photovoltaic (PV) modules. [10] International Electrotechnical Commission: IEC 61215-1-3:2022 - Terrestrial photovoltaic (PV) modules - Design qualification and type approval - Part 1-3: Special requirements for testing of thin-film amorphous silicon based photovoltaic (PV) modules. [11] International Electrotechnical Commission: IEC 61215-1-4:2022 - Terrestrial photovoltaic (PV) modules - Design qualification and type approval - Part 1-4: Special requirements for testing of thin-film Cu(In,GA)(S,Se) 2 based photovoltaic (PV) modules. [12] International Electrotechnical Commission: IEC 61215-2:2021 - Terrestrial photovoltaic (PV) modules - Design qualification and type approval - Part 2: Test procedures. [13] International Electrotechnical Commission: IEC 61730-1:2023 - Photovoltaic (PV) module safety qualification - Part 1: Requirements for construction. [14] International Electrotechnical Commission: IEC 61730-2:2023 - Photovoltaic (PV) module safety qualification - Part 2: Requirements for testing. [15] Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT: ABNT NBR IEC 61215-1:2024 - Módulos fotovoltaicos terrestres (FV) - Qualificação de projeto e aprovação de tipo - Parte 1: Requisitos de ensaio, 2024. [16] Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT: ABNT NBR IEC 61215-1-1:2025 - Módulos fotovoltaicos terrestres (FV) - Qualificação de projeto e aprovação de tipo – Parte 1-1: Requisitos especiais de ensaios de módulos fotovoltaicos (FV) de silício cristalino, 2025. [17] Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT: ABNT NBR IEC 61215-2:2025 - Módulos fotovoltaicos terrestres (FV) - Qualificação de projeto e aprovação de tipo – Parte 2: Procedimentos de ensaio, 2025. [18] International Electrotechnical Commission: IEC 61701:2020 - Photovoltaic (PV) modules - Salt mist corrosion testing. [19] International Electrotechnical Commission: IEC 62716:2013 - Photovoltaic (PV) modules - Ammonia corrosion testing. [20] International Electrotechnical Commission: IEC TS 63109:2022 - Photovoltaic (PV) modules and cells - Measurement of diode ideality factor by quantitative analysis of electroluminescence images. [21] International Electrotechnical Commission: Technical specification (TS). Disponível em: https://www.iec.ch/publications/ specifications. Acesso em: 16 fev. 2025.


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EXPO CENTER NORTE, SÃO PAULO, BRASIL

— A maior aliança de feiras para o setor energético da América Latina

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As principais feiras e congressos de energia em The smarter E South America


INTERSOLAR SOUTH AMERICA _ ___ A maior feira & congresso da América Latina para o setor solar

A Intersolar South America, a maior feira & congresso da América Latina para o setor solar, enfoca os ramos de fotovoltaica, produção FV e tecnologias termossolares. O evento reúne fabricantes, fornecedoras, distribuidoras, prestadoras de serviços e parceiras do setor solar, incentivando um meio ambiente mais limpo, acesso universal à energia e redução

de preços. Solidamente enraizada na América Latina, a feira destaca seu expressivo potencial solar. A Intersolar South America será realizada de 25 a 27 de agosto de 2026 no moderno e bem localizado Expo Center Norte, em São Paulo, dentro do evento The smarter E South America, a maior aliança de eventos para o setor energético da América Latina.

EES _ ___SOUTH AMERICA O evento essencial para baterias e sistemas de armazenamento de energia na América Latina A ees South America, o evento essencial para baterias e sistemas de armazenamento de energia na América Latina, enfoca soluções de armazenamento de energia que apoiam e complementam sistemas energéticos com número crescente de fontes renováveis de energia, integrando prossumidores e veículos elétricos. Com presença consolidada na região, o evento reflete a crescente importância da

integração entre eletricidade, calor e transportes. A mostra especial Element1, integrada à ees, destaca especificamente o alto potencial do hidrogênio verde no Brasil. A ees South America será realizada de 25 a 27 de agosto de 2026 no moderno e bem localizado Expo Center Norte, em São Paulo, dentro do evento The smarter E South America, a maior aliança de eventos para o setor energético da América Latina.


ELETROTEC+EM-POWER SOUTH AMERICA _ ___ A feira de infraestrutura elétrica e gestão de energia

A Eletrotec+EM-Power South America é o evento de infraestrutura elétrica e gestão de energia na América Latina. A feira destaca as tecnologias de distribuição de energia elétrica, bem como serviços e soluções de informática para gestão de energia em rede, de serviços públicos e de edificações. Solidamente estabelecida no continente, a feira conecta

profissionais e empresas das áreas de projeto, instalação e manutenção – da geração distribuída até a distribuição de energia por redes aéreas e subterrâneas. Será realizada de 25 a 27 de agosto de 2026 dentro do evento The smarter E South America, a maior aliança de eventos para o setor energético da América Latina.

POWER2DRIVE SOUTH AMERICA _ ___ A feira e congresso fundamental para infraestrutura de recarga e eletromobilidade na América Latina Power2Drive South America: a feira & congresso fundamental para infraestrutura de recarga e eletromobilidade na América Latina. Solidamente estabelecido no continente, o evento evidencia a importância do veículo elétrico para um futuro sustentável de transporte e para sua crescente contribuição na matriz energética. A feira

reúne fabricantes, fornecedoras, instaladoras, distribuidoras, administradoras de frotas e de energia, fornecedoras e eletromobilidade e novas empresas. Será realizada em São Paulo, dentro do evento The smarter E South America, a maior aliança de eventos para o setor energético da América Latina.


Projeto Instalação

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Usinas que crescem : A responsabilidade profissional que muitos insistem em ignorar “

O cliente não é obrigado a entender risco elétrico — o profissional é. A assimetria de conhecimento existe para ser respeitada, não explorada.

Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica finalmente voltou sua atenção para um problema que cresceu silenciosamente nos últimos anos: usinas solares que foram instaladas ou ampliadas sem informar a distribuidora. Não estamos falando de divergência de norma, ART ou estética de projeto. O foco da agência é mais simples e muito mais sério: o sistema elétrico está sendo alterado por trás das costas de quem é responsável por operá-lo. E o setor precisa entender que isso não é detalhe. É risco. Nos últimos anos, virou rotina a ampliação discreta de sistemas, substituição de inversores por modelos maiores, adição de strings sem critério e, em casos ainda mais graves, ativação de grid zero sem comunicação formal — algumas empresas acham que não precisa homologar. Tudo isso feito com um perigoso autoengano: “não muda nada” ou “a distribuidora não vai notar”. Hoje, o mercado mistura tudo: gente errando por desconhecimento e gente fazendo errado de propósito. A Aneel não distingue, porque o sistema elétrico não distingue.

A

Essa prática não é engenharia. É negligência consciente. E agora, com auditorias sendo estruturadas pela Aneel, essa negligência passa a ter consequência. O sistema elétrico não diferencia incompetência de má-fé. Para a rede, erro e dolo produzem o mesmo dano. Para a

”

responsabilização profissional, porém, a diferença aparece — e custa caro.

Entendendo a ART (ou a aula que você deveria ter tido na faculdade) Antes de falar das auditorias, precisamos falar da ART, que muitos tratam como burocracia, taxa ou adereço administrativo. Essa visão, além de errada, revela desconhecimento sobre o papel da responsabilidade técnica na engenharia. A ART cumpre três funções essenciais: a) Define autoria técnica Diz formalmente quem fez o projeto, a instalação ou a revisão. b) Atesta habilitação Diz: “eu posso fazer isto; tenho competência legal para tal”. c) Atribui responsabilidade Diz: “se algo der errado por causa do que fiz, eu respondo”. Ou seja: A ART existe para dizer que o profissional que executou o serviço pode fazê-lo — e será responsabilizado se fizer errado. Atentem: posso fazer não significa que sei fazer. Apenas que meu diploma me dá o direito legal de fazer. E tenho DEVER de fazer corretamente. Caso não o faça, serei responsabilizado por isso. Então, sem ART, a sociedade fica vulnerável ao improviso. A princípio, o leigo não sabe quem pode fazer. Com ART, o profissional assume responsa-

Vinícius Ayrão*

bilidade concreta, pessoal e inequívoca. O leigo sabe que quem contratou tem o direito legal de executar o projeto e/ou serviço. É por isso que ampliar, alterar ou manipular uma usina sem ART é tão grave: significa mudar o sistema elétrico sem ninguém assumir responsabilidade por isso. E engenharia sem responsabilidade vira aposta — e toda aposta, cedo ou tarde, cobra seu preço.

“Mas eu só fiz porque sou funcionário da empresa” — o equívoco fatal O especialista é você. Você estudou e tem o diploma. Ou seja, é responsável pela consequência das suas ações. A CLT não suspende o Código de Ética da Engenharia. A ordem do chefe não neutraliza o dever legal do profissional. E o crachá não elimina responsabilidade técnica. Se a empresa exige que o profissional instale, altere ou amplie sem ART, sem projeto ou sem comunicação, o dever legal do profissional é recusar. Isso é difícil? Muitas vezes, sim. Você precisa do salário, da receita, do faturamento. Mas e as consequências? Porque a responsabilidade técnica é individual. E, quando houver dano, falha, inversão de fluxo, queima de transformador ou acidente, não é o gerente comercial que responde ao CREA. É o engenheiro. Sempre o engenheiro. Negar-se a fazer algo tecnicamente errado não é rebeldia. É proteção profissional. É cumprimento da lei. É defesa do próprio nome. E, acima de tudo, é a essência da engenharia.


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Projeto Instalação

Mais do que isso, temos a reputação. A punição jurídica passa. A mancha na reputação acompanha a vida inteira.

O cliente pediu! Existe ainda um elemento que raramente é discutido com a seriedade que merece: a pressão do cliente. Em muitos casos, a origem da irregularidade não está no integrador nem na equipe técnica, mas no próprio consumidor final. Este, por desconhecimento, acredita que pode “otimizar” o sistema pedindo pequenas alterações, que considera inofensivas. O cliente insiste em “colocar só mais dois módulos”, “aproveitar que sobrou espaço”, “trocar o inversor por um maior porque o preço estava bom” ou “ativar o grid zero para não ter dor de cabeça com a distribuidora”. Na visão dele, é apenas um ajuste. Na realidade técnica, é uma alteração de impacto direto no comportamento elétrico da unidade. Mas aqui está o ponto central: o cliente não é obrigado a entender risco elétrico — o profissional é. A assimetria de conhecimento existe para ser respeitada, não explorada. Quando o cliente pressiona por um atalho, ele faz isso a partir da ignorância do processo, e não da malícia. Mas o profissional, que conhece norma, efeito sistêmico, responsabilidade técnica e consequência jurídica, não tem o direito de ceder apenas para agradar ou fechar negócio. O cliente pode pedir o errado. O profissional não pode entregar o errado. Ceder à pressão do cliente pode resolver um problema comercial no curto prazo, mas cria um passivo técnico e jurídico que permanece por todo o ciclo de vida da usina. E quando a auditoria chega — e ela sempre chega — o cliente diz “ninguém me avisou”, e a distribuidora pergunta “quem fez?”, e o CREA pergunta “quem assumiu?”. Em todos esses cenários, a resposta nunca é o cliente. A resposta é o profissional. Sempre o profissional. Por isso, resistir à pressão é parte da função. Dizer não é parte da engenharia. E explicar o risco faz parte da ética que sustenta qualquer sistema elétrico seguro.

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Por que a Aneel está agindo?

Meu sonho: Disque-denúncia

Simples, o mercado ficou esperto demais. Transformou a exceção em regra. A Aneel está fiscalizando um comportamento que altera a rede sem conhecimento da distribuidora, e que provoca: • correntes mais altas do que o previsto; • inversão de fluxo não declarada; • distorções harmônicas inesperadas; • sobrecarga em transformadores; • ajustes de proteção incoerentes; e • riscos reais de operação. O ponto não é se o projeto está bonito. O ponto é que o sistema elétrico não pode ser alterado às escondidas. E a Aneel sabe disso.

Se a Aneel me consultasse, eu sugeriria um disque-denúncia anônimo. Com essa, provavelmente ganharei um monte de haters. Maus profissionais e empresas ruins apenas prejudicam o mercado. Esse canal formal de denúncias permitiria: • reduzir concorrência predatória; • proteger o cliente; • fortalecer o engenheiro sério; • expor práticas perigosas; • moralizar o setor; e • aumentar a segurança operacional. Mais importante: permitiria a profissionais técnicos denunciar ordens incorretas, sem depender do ambiente interno da empresa.

Grid zero sem aviso — a nova fronteira da irregularidade A prova cabal desse hábito no mercado é o grid zero sem aviso. A lógica é sempre a mesma: “Se eu travar a exportação, ninguém descobre.” Essa lógica é falsa — e tecnicamente frágil, pois: a) O grid zero não elimina potência. b) Controles falham. c) Os dados denunciam: curvas de tensão e corrente, fator de potência e harmônicos revelam expansão, mesmo com grid zero. d) Grid zero não é instrumento para mascarar irregularidade. Ou seja, o grid zero sem aviso é ampliação clandestina com verniz tecnológico.

Identificar irregularidades é fácil — e ficará ainda mais fácil O argumento é de que a concessionária não pode vistoriar as instalações internas. Mas as distribuidoras já conseguem identificar ampliações clandestinas com precisão usando: • campanhas de medição; • detecção automática de fluxo reverso; • análise de geração vs. irradiação; • imagens de satélite e drones; • comportamento harmônico; e • histórico de carga e geração. Nada disso exige esforço extraordinário. Exige apenas decisão. E agora a Aneel está tomando exatamente essa decisão.

Conclusão — A engenharia não aceita desaforo As auditorias da Aneel não são ataque ao setor solar. São ataque à irresponsabilidade que parte dele normalizou. Se isso não estivesse trazendo problemas sistêmicos, a Aneel não notaria. Agora, o setor amadurece — e amadurecimento exige consequência. O profissional precisa entender que ampliar, instalar ou operar sem comunicar significa assumir responsabilidade pessoal, jurídica e técnica. Seja funcionário, consultor ou dono da empresa, a regra é a mesma: Não faça o errado. Não aceite o errado. Não assine o errado. E a conta, quando chega, chega inteira. Aos leitores que chegaram até aqui, desejo a todos um Feliz Natal e um Feliz Ano Novo. Nos vemos em 2026. *Engenheiro eletricista da Sinergia Consultoria, com grande experiência em instalações fotovoltaicas, conselheiro da ABGD - Associação Brasileira de Geração Distribuída e diretor técnico do Sindistal RJ - Sindicato da Indústria de Instalações Elétricas, Gás, Hidráulicas e Sanitárias do Rio de Janeiro, Vinícius Ayrão apresenta nesta coluna aspectos técnicos de projeto e execução das instalações fotovoltaicas. Os leitores podem apresentar dúvidas e sugestões pelo e-mail: fv_projetoinstalacao@arandaeditora.com.br, mencionando em “assunto” “Coluna Projeto e Instalação”.


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BESS como nova fronteira do mercado de energia e mobilidade Rafael Cunha*

O avanço das renováveis pressiona por flexibilidade, e a “mobilidade elétrica adiciona novas demandas de potência em locais críticos. Desse encontro, emerge a integração de carregadores com sistemas de armazenamento

”

de 2021, decorrentes da limitação de escoamento da energia solar. Esse cenário evidencia que a transição energética não depende apenas de gerar energia limpa, mas de garantir flexibilidade para armazenar, modular e deslocar essa energia ao longo do dia. O armazenamento estacionário torna-se a ferramenta mais direta para esse fim, permitindo que a geração renovável opere com maior eficiência, reduzindo desperdícios e estabilizando a operação do sistema.

O contexto da rede elétrica queda acelerada do preço das baglobal e o avanço das terias estacionárias é o fator mais renováveis determinante para a transformação do setor elétrico na última década. Ao mesmo tempo em que os cusO que antes era um componente de tos das baterias despencaram, a acelecusto proibitivo tornou-se uma solução ração da energia solar e eólica expôs economicamente viável para integrar um problema, antes marginal e agora renováveis, resolver gargalos de rede e central: a rede de distribuição e transviabilizar novas cargas de alta potênmissão não consegue absorver toda Como o problema da rede cia, como os carregadores rápidos de a energia produzida nos horários de chega até a mobilidade veículos elétricos. Segundo dados da pico. Países europeus já acumulam elétrica IEA - International Energy Agency, o mais de 1700 gigawatts de projetos reA mobilidade elétrica surge nesse preço médio de um pack de baterias de nováveis com algum tipo de restrição íon-lítio caiu mais de 90% desde 2010, contexto de saturação da rede. Instalar ou atraso de conexão. O curtailment, um carregador rápido significa adiciopassando de cerca de 1400 dólares por isto é, o corte forçado de geração kWh para menos de 140 dólares por nar entre 50 e 150 kW de demanda em renovável, já soma bilhões de euros kWh em 2023. A BloombergNEF reporlocais frequentemente sensíveis, como em perdas anuais e tende a crescer, se postos de combustível, supermercatou valores ainda mais competitivos, não houver expansão ou flexibilizachegando a aproximadamente 115 dódos, estacionamentos e empreendição da rede. No Brasil, estimativas da mentos comerciais. Na prática, muitos lares por kWh em 2024 (figura 1). Essa Absolar mostram perdas acumuladas mudança no preço da bateria alterou desses pontos ainda conseguem de cerca de seis bilhões de reais desconexão, mas de forma profunda a equação econômica da transição energética. a tendência é Quando se considera a integração de que, no fucompleta de um sistema BESS, inturo próximo, cluindo inversores, sistemas de gestão, pedidos para climatização e instalação, o custo total cargas elevadas geralmente encontra-se entre 200 e comecem a ser 500 dólares por kWh, dependendo negados ou da escala. Essa redução representa o condicionados nascimento de uma nova fase da ina reforços de fraestrutura elétrica global, na qual o rede. armazenamento deixa de ser acessório Essa previe se torna elemento estrutural da rede. Fig. 1 - Curva de custo de baterias entre 2013 e 2024. Fonte BloombergNEF. são tem sido

A


Veículos elétricos

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mencionada em relatórios sobre impactos de novas cargas concentradas no sistema elétrico da IEA e da EPE Empresa de Pesquisa Energética. Mesmo quando há disponibilidade imediata, a rede local opera frequentemente próxima ao limite, e qualquer nova carga significativa exige planejamento cuidadoso. A consequência é simples. Sem flexibilidade não há expansão acelerada de infraestrutura de recarga. E, para expandir com agilidade, é necessário desacoplar a potência exigida pelo carregador da potência disponível na rede.

BESS como solução técnica para habilitar a recarga rápida A integração de carregadores com sistemas BESS resolve esse problema. A lógica é clara. O carregador entrega ao veículo a potência necessária para uma recarga rápida, enquanto o BESS fornece parte ou toda a energia instantânea requerida. A rede enxerga apenas uma carga constante e limitada normalmente entre 20 e 30 kW, independentemente de o carregador estar entregando 60, 90 ou 150 kW. Isso permite instalar recarga rápida em locais onde seriam inviáveis pela capacidade elétrica existente. Essa arquitetura também possibilita aproveitar ao máximo a geração solar local, usando o BESS como buffer para armazenar energia produzida ao meio-dia e utilizá-la na recarga no início da noite. Em cenários com tarifa branca ou penalidade de demanda, o BESS reduz custos operacionais, evitando picos de carga e arbitragens tarifárias desfavoráveis.

O papel das baterias de segunda vida na viabilidade dos BESS Outro avanço relevante é o uso crescente de baterias de segunda vida. Módulos retirados de veículos

elétricos ainda mantêm entre 70% e 80% da capacidade original, sendo adequados para aplicações estacionárias que exigem potência moderada e ciclos controlados. O custo por kWh de baterias de segunda vida é significativamente menor e sua utilização estende o ciclo de vida das células, reduz o impacto ambiental e cria uma cadeia de fornecimento mais robusta para sistemas de armazenamento. Montadoras e fabricantes globais já possuem programas estruturados para recondicionamento e fornecimento de baterias de segunda vida, ampliando ainda mais o acesso a BESS de baixo custo.

Quando economicamente faz sentido usar BESS para recarga A integração com BESS tende a ser vantajosa em várias situações: a rede não suporta a potência necessária para carregadores rápidos; o custo por demanda é elevado; há solar local disponível; ou existem limitações operacionais que concentrariam recargas em janelas específicas. Em muitos casos, o custo de um BESS é menor do que o de obras de infraestrutura elétrica e permite que o ponto de recarga entre em operação meses ou até anos antes de um reforço de rede.

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dessa tecnologia tanto em escala de rede quanto na ponta do consumo.

Conclusão: o BESS como pilar da nova infraestrutura de recarga A queda do preço das baterias transformou o BESS em um dos elementos mais importantes da infraestrutura elétrica moderna. O avanço das renováveis pressiona por flexibilidade, e a mobilidade elétrica adiciona novas demandas de potência em locais críticos. A solução natural que emerge desse encontro é a integração de carregadores com sistemas de armazenamento. A tecnologia já é madura, competitiva e alinhada às necessidades operacionais do setor elétrico brasileiro. Em grande parte dos casos, a viabilidade de um projeto de recarga rápida não depende da rede disponível, mas da combinação certa entre carregador BESS, inversor híbrido e um sistema de gestão de energia inteligente. A próxima fase da mobilidade elétrica dependerá diretamente dessa integração.

Bibliografia [1] https://about.bnef.com/insights/ commodities/lithium-ion-battery-packprices-see-largest-drop-since-2017-falling-to115-per-kilowatt-hour-bloombergnef/ [2] https://www.absolar.org.br/home/ armazenamento-e-a-solucao-para-ocurtailment/

A oportunidade brasileira com o leilão de capacidade O Brasil discute seu primeiro leilão de capacidade com baterias previsto para 2026. Essa medida reconhece a importância do armazenamento para estabilidade, redução de custos sistêmicos e confiabilidade da rede. A remuneração pela capacidade tende a tornar o BESS mais competitivo em múltiplas aplicações, incluindo a mobilidade elétrica. Ao criar um ambiente regulatório favorável, o país pode acelerar a adoção

* Rafael Cunha é engenheiro eletricista e COO da startup movE Eletromobilidade. Nesta coluna, discute aspectos da mobilidade elétrica: mercado, estrutura, regulamentos, tecnologias, afinidades entre veículos elétricos e geração solar fotovoltaica. E-mail: veletricos@arandaeditora.com.br, mencionando no assunto “Coluna Veículos Elétricos”.


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Agenda

No Brasil SNEC – A SNEC PV & ES Latam vai ser realizada de 24 a 26 de março, no Distrito Anhembi, em São Paulo, SP. A edição latino-americana da feira, que ocorre anualmente em Xangai, reunirá empresas, investidores e especialistas. O evento será organizado pela NürnbergMesse Brasil em parceria com a Oakstream, que atua na comercialização e serviços de energia renovável. Informações: https://sneclatambr.com.br. Intersolar Brasil Nordeste – O Intersolar Brasil Nordeste acontecerá no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza, em 28 e 29 de abril. Constituído de congresso e feira, o evento enfocará energia solar, armazenamento de energia, H2V e outros assuntos. Realização: Solar Promotion, FMMI e Aranda Eventos. Informações: https://www.intersolar-summit-brasil. com/nordeste. Hidrogênio – A primeira edição brasileira do Hyvolution, evento dedicado ao hidrogênio e descarbonização, vai ser realizada nos dias 16 e 17 de junho, no Centro de Convenções do Distrito Anhembi, em São Paulo. A expectativa é receber cerca de 6 mil visitantes, mais de 800 congressistas e pelo menos 100 marcas expositoras. Entre o público-alvo estão executivos de empresas, especialistas, investidores e representantes do poder público. O objetivo é impulsionar empreendimentos e políticas sustentáveis voltadas à transição energética e reforçar a importância do tema em âmbito nacional e internacional. Informações em https://www.hyvolution.com. The smarter E – O The smarter E South America 2026 acontecerá de 25 a 27 de agosto no Expo Center Norte, em São Paulo, congregando os eventos: Intersolar South America - A maior feira & congresso para o setor solar da América do Sul; ees South America - Feira de baterias e sistemas de armazenamento de energia; Eletrotec+EM-Power South America - Feira e congresso de infraestrutura elétrica e gestão de energia; e Power to Drive South Ame-

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rica - Feira de produtos e serviços para eletromobilidade. Organização de Solar Promotion International GmbH, Freiburg Management and Marketing International e Aranda Eventos & Congressos. Informações: www.thesmartere.com.br.

Cursos Gestão em energias renováveis – A AHK Rio oferece o curso de Gestão em Energias Renováveis (GENRE), com ênfase nas tecnologias solar, eólica, biomassa e outras. O conteúdo é desenvolvido a partir da expertise alemã e adaptado à realidade brasileira por especialistas da Coppe/UFRJ. Composto de módulos gerenciais e técnicos, o curso é oferecido em formato online e combina conteúdos assíncrono e síncrono. Os blocos abordam temas como: Fundamentos da energia; Mercado de energia elétrica; Gestão de projetos e rentabilidade; Gestão energética e ISO 50.001; Mudança de clima e comércio de emissões; Programa de Eficiência Energética da Aneel (PEE); Energia solar; Energia eólica; Biomassa e biogás; Outras energias renováveis; Geração distribuída e smart grid; e Microrredes elétricas. Mais informações em https://brasilien.rio.ahk.de/pt/cursos/ genre?utm_campaign=genre_0205&utm_ medium=email&utm_source=RD+Station. Fundamentos de energia FV – O Canal Solar oferece o curso EAD Fundamentos de energia fotovoltaica, que aborda noções básicas sobre funcionamento dos painéis solares; conversão de luz solar em eletricidade; benefícios da energia solar e sua atuação na redução da conta de luz; dicas sobre identificação do potencial solar da região; dimensionamento de sistemas; tendências do mercado; e oportunidades de carreira na indústria fotovoltaica. O treinamento é ministrado por Bruno Kikumoto, engenheiro eletricista pela Udesc - Universidade Estadual de Santa Catarina, com mestrado em Engenharia Elétrica pela Unicamp - Universidade Estadual de Campinas. A carga horária é de cerca de 17h. Informações: https:// cursos.canalsolar.com.br.

Senai-SP – O curso de aperfeiçoamento profissional Energia Solar Fotovoltaica Tecnologias e Aplicações, do Senai SP, com carga horária de 24 horas, visa desenvolver competências para a avaliação da viabilidade técnica e financeira da implementação de sistemas de energia solar fotovoltaicos, diagnosticando fatores de consumo de energia, identificando tecnologias e equipamentos, e propondo soluções de acordo com normas e determinações dos órgãos regulamentadores. Inscrições em www.sp.senai.br/curso/ energia-solar-fotovoltaica-tecnologias-eaplicacoes/89542.

No exterior Workshop Cired – A 10ª edição do Cired Workshop será realizada nos dias 9 e 10 de junho, em Bruxelas, Bélgica. O evento, que terá como tema central “Implementando inovações bem-sucedidas em redes de distribuição”, deve reunir cerca de 500 especialistas da área, abordando três grandes eixos: novos métodos para planejamento de redes confiáveis, resilientes e sustentáveis; experiências práticas na implementação de inovações; e regulamentações e práticas para fomentar inovação e reduzir riscos. Uma exposição paralela complementa a programação. Informações: https://2026brussels.cired.net/. Intersolar Europe – A Intersolar Europe 2026, composta por conferência e exposição e considerada um dos principais eventos globais da indústria solar, ocorrerá entre os dias 23 e 26 de junho, no Messe München, em Munique, Alemanha. O foco da feira é conectar negócios solares, destacando tendências de mercado, inovações tecnológicas e modelos de negócios emergentes. Os temas principais do congresso incluem tecnologias fotovoltaicas, usinas solares e sistemas térmicos solares, com oportunidades para networking, participação em conferências lideradas por especialistas e exposição de soluções. Mais informações no site oficial do evento: www.intersolar.de.


Carlos Dornellas, Marcelo Gregol e João Bortotti*

COP30 amplia oportunidades para o setor solar em 2026

Fios fatos

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“Para o setor solar, o saldo é particularmente positivo: COP30 encerrou-se com a sensação clara de que o Brasil deu um salto de posição na agenda climática global. Belém mostrou que o país sabe articular política, técnica e operação em torno da transição energética, e isso repercutiu diretamente no apetite internacional por projetos renováveis. Para o setor solar, o saldo é particularmente positivo: saímos da conferência com mais capital disponível, mais demanda corporativa e um ambiente regulatório redesenhado para acelerar investimentos. Ao longo das duas semanas de debates, bancos multilaterais, fundos de impacto e agências internacionais sinalizaram o Brasil como destino prioritário para financiamentos verdes em 2026. O Norte e o Nordeste, protagonistas da conferência, despontam como regiões-chave para projetos solares associados a desenvolvimento territorial, microrredes, agrivoltaico e infraestrutura resiliente. Há recursos e disposição para acelerar iniciativas que entreguem impacto social e segurança energética. A COP também impulsionou um movimento claro no setor privado. Empresas de todos os portes passaram a transformar metas climáticas em planos concretos de descarbonização, reforçando a busca por energia renovável contratada de forma estratégica. Cresce a demanda por soluções solares integradas: autoconsumo industrial, hibridização com armazenamento, au-

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saímos da conferência com mais capital disponível, mais demanda corporativa e um ambiente regulatório redesenhado para acelerar investimentos

”

toprodução corporativa, PPAs flexíveis e rastreabilidade via certificados de energia. A pressão por previsibilidade de custos e redução de emissões coloca o integrador solar em posição privilegiada para entregar valor. Nesse ambiente, a conversão da MP 1.304 na Lei 15.269 reforçou a sensação de avanço institucional. A nova legislação confirma a abertura plena do mercado livre para consumidores comerciais e industriais em até dois anos, e posteriormente para a baixa tensão. Isso amplia, de forma inédita, o universo de potenciais consumidores interessados em migrar para modelos renováveis. A preservação da autoprodução corporativa, após o veto à tentativa de restringi-la, mantém ativo um dos mecanismos mais eficientes para projetos fotovoltaicos de grande escala. O tema do curtailment, apesar do veto ao ressarcimento integral, permanece no radar. O governo reconheceu publicamente o impacto financeiro sobre os investidores e se comprometeu a buscar uma solução com o BNDES. Embora não resolva o problema de imediato, o anúncio mantém expectativa de ajustes que possam reduzir riscos e fortalecer a confiança do mercado. Outro ponto importante da lei é

a inclusão de diretrizes específicas para armazenamento, trazendo clareza regulatória para projetos com baterias, um dos temas mais comentados na COP. Com esse tripé formado por capital internacional, demanda crescente e arcabouço regulatório atualizado, o setor solar entra em 2026 com um horizonte mais fértil do que em anos anteriores. Indústrias intensivas em energia buscam projetos híbridos; redes varejistas e data centers aceleram compromissos de neutralidade; o agronegócio amplia planos de energia própria; e comunidades isoladas tornam-se foco de programas internacionais de eletrificação sustentável. A COP 30 consolidou a reputação energética do Brasil, e a Lei 15.269 abriu caminho para um novo ciclo de crescimento. Para quem atua no segmento solar, é hora de ocupar espaço, construir parcerias e transformar esse ambiente favorável em negócios concretos.

* Carlos Dornellas é diretor da Alma Solar Energia; Marcelo Gregol e João Bortotti são sócios na Dínamo Energia


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Produtos

Módulos coloridos A chinesa DAH Solar aposta em sua linha de módulos solares coloridos para ampliar sua atuação no país, com foco especial em projetos corporativos, edifícios públicos e residenciais de alto padrão. Disponíveis nas cores verde, vermelho, azul e amarelo, os módulos buscam integrar energia e estética em um mesmo produto. Além de telhados e coberturas, a tecnologia permite aplicações em fachadas e estruturas urbanas. Os módulos contam com tecnologia TOPCon tipo-N e vidro duplo para maior durabilidade. Estão disponíveis nas potências de 570 W e 555 W. Segundo a empresa, a tecnologia Full Screen garante geração de energia até 15% superior à dos painéis convencionais, graças ao melhor aproveitamento da superfície ativa e à ausência de moldura. https://pt.dahsolarpv.com/.

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natural, sem ventoinha. A fabricante oferece garantia de 10 anos. www.ecori.com.br

https://br.solaxpower.com

Torre de iluminação A torre de iluminação MWM na versão fotovoltaica possui design compacto para transporte e, proporciona, de acordo com a empresa, extenso alcance de área iluminada e alta durabilidade de uso, sem emissão de ruídos e de CO2. Conta com mastro de 7,4 metros, sistema de abertura de placas por trilhos deslizantes e sistema ergonômico de elevação dos refletores, além de rotação 360º dos refletores. A capacidade de iluminação é de 3600m2, com acionamento fotossensível. Possui estrutura e carenagem de aço carbono com pintura eletrostática a pó de alta resistência. www.geradoresmwm.com.br

Inversor A Ecori amplia seu portfólio com o inversor on-grid GoodWe 7.5 kW Fast Track. Em conformidade com a REN 1000 da Aneel, o equipamento dispensa estudo de inversão de fluxo em sistemas até 7,5 kW CA, acelerando o acesso à rede, destaca a companhia. Entre as características técnicas, o modelo oferece corrente de 20 A por MPPT, além de permitir oversizing de até 80% (13,5 kWp) e partida com apenas 40 V. O inversor também incorpora AFCI com inteligência artificial e transmissor RSD integrado. Possui refrigeração por convecção

em conjunto com os multimedidores de energia e fazer tanto o monitoramento de consumo como a limitação de energia exportada.

Microinversor A SolaX Power fornece o X1-Micro G2 1875 W, microinversor de potência nominal por unidade de 1875W que

visa auxiliar no Fast Track. O equipamento possui quatro entradas independentes e MPPTs individuais, a fim de potencializar a geração de energia, além de eficiência de conversão 97% máxima. Tem conectividade com wi-fi, além de função de desligamento rápido e grau de segurança IP67. De acordo com a empresa, o produto pode utilizar a ECC (Energy Control Center)

Armazenamento residencial A Unipower desenvolveu a Unipower Slim 5 kW - 4,8 kWh, uma bateria All-inOne voltada ao mercado residencial. O equipamento integra bateria de lítio, inversor off-grid e sistema de gerenciamento inteligente em um único equipamento. Trata-se de uma solução plug-in-play, que, de acordo com a empresa, apresenta custo acessível e facilidade de integração e gestão. www.ucbpower.com.br

Trackers A Axial fabrica um modelo de tracker solar destinado especialmente para terrenos irregulares, chamado SlopeSync. O equipamento elimina a necessidade de alinhamento de pilares e permite desvios de até 30º, além de 15% na variação da altura. Por meio da solução, a Axial garante ser possível reduzir os custos com obras civis e impactos ambientais. No Brasil, a empresa fornece o Axial Tracker Twin, um rastreador solar

bi-fileira com tecnologia homocinética nos tubos de conexão. O modelo, segundo a companhia, otimiza a instalação de usinas solares em terrenos irregulares, comuns em diversas regiões do país. www.axialstructural.com


Publicações

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Buscas por energia solar no Brasil O interesse corporativo por energia solar segue em forte expansão no país, acompa-

nhando o avanço da geração distribuída. Um levantamento da Aldo Solar aponta que as buscas pelo termo “energia solar para empresas” no Google Brasil cresceram mais de 1.000% no último ano, refletindo a consolidação do mercado fotovoltaico e a busca das empresas por redução de custos e maior previsibilidade energética. Entre setembro de 2024 e setembro de 2025, os estados que mais concentraram esse interesse foram Rondônia, Tocantins e Mato Grosso do Sul, que lideram o ranking nacional de pesquisas. Na sequência aparecem Amapá, Sergipe e Rio Grande do Norte, seguidos por Acre, Piauí, Paraná e Distrito Federal, completando o grupo dos dez estados com maior volume de consultas

sobre o tema. No ambiente corporativo, os sistemas ongrid seguem predominantes, permitindo autoconsumo e compensação de excedentes, enquanto fatores como retorno do investimento em médio prazo, proteção contra oscilações tarifárias e metas de sustentabilidade impulsionam o interesse das empresas na aquisição de sistemas solares. www.aldo.com.br

Guia BESS A Greener lançou o Guia BESS – Equipamentos - Battery Energy Storage System, que tem o objetivo de mapear o mercado de sistemas de armazenamento de energia por bateria disponíveis no Brasil. A publicação reúne 250 equipamentos de 42 fabricantes (nacionais e importados), e visa oferecer uma visão estruturada para quem busca conhecer, comparar e investir na tec-

nologia de armazenamento. Voltado a investidores, distribuidores, fabricantes e empreendedores, o material organiza informações técnicas e comerciais para a tomada de decisão. Entre os dados apresentados estão: fabricante e modelo, tecnologia e química das células, configuração por segmento (residencial, C&I e utility scale), além de parâmetros como capacidade, tensão e potência, permitindo análises de compatibilidade, dimensionamento e custobenefício. O guia pode ser adquirido em www.greener. com.br/pt-BR/estudosguias-e-boletins/guia-bess.

Geração FV em comércios, indústrias e serviços Segundo mapeamento da TTS Energia, empresa de engenharia e construção de usinas solares no Brasil, elaborado com base em balanços oficiais da Aneel - Agência Nacional de Energia Elétrica, entre janeiro e outubro de 2025, foram adicionados cerca de 2 GW da tecnologia fotovoltaica para abastecimento das operações em estabelecimen-

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tos comerciais, de serviços e indústrias. O estudo mostra que os investimentos corporativos em pequenas usinas solares representam mais de R$ 9 bilhões, num total de 56 mil novas instalações em telhados, coberturas e em solo, espalhadas por mais de 4,3 mil municípios brasileiros. Entre os cinco estados com maior volume de adesão de empresas à geração fotovoltaica em 2025, destacam-se Minas Gerais, com 102 mil novas companhias e 334 MW de nova potência adicionada, e São Paulo, com 32 mil estabelecimentos e 277 MW instalados. Na sequência, aparece o estado do Paraná, com 21 mil adesões empresariais e 194 MW adicionados, seguido por Mato Grosso,

com 15,4 mil companhias e 206 MW, e Bahia, com 7 mil empresas e 63 MW. https://ttsenergia.com.br

Índice de anunciantes ............................................................41 Absolar............................................................

............................................................35 Ludufix ............................................................

............................................................25 Pextron............................................................

....................................................12 Ecco Soluções....................................................

...........................................................14 Marvitec...........................................................

...................................................3ª capa Renesola ...................................................

............................................................17 Fox ESS............................................................

........................................................13 Mi Ômega ........................................................

................................................27 Serrana Energia ................................................

.................................................................16 GCL .................................................................

...............................................................26 MovE ...............................................................

..........................................................2ª capa Solis..........................................................

.............................................................7 GoodWe .............................................................

.........................................................21 Neo Cable.........................................................

..........................................................33 Solplanet..........................................................

..........................................................29 Hoymiles..........................................................

...........................................................15 Novemp ...........................................................

.........................................................4ª capa Trael .........................................................

...................................................10 e 11 Inox-Par...................................................

...........................................................22 PE Tubos...........................................................


Solar FV em foco

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Mudanças de mercado e a reinvenção da geração distribuída solar Os desafios são grandes, mas as oportunidades são ainda “maiores. O futuro da geração distribuída solar já começou a se formar — e o Brasil está preparado para liderá-lo ”

os últimos anos, o setor elétrico brasileiro passou por transformações profundas. As regras mudaram — e continuarão mudando. A regulação, o mercado e a tecnologia avançam em velocidades distintas, mas convergentes, exigindo adaptação e visão estratégica. E uma pergunta tem pairado no ar: como a geração distribuída solar manterá seu protagonismo na transição energética brasileira, continuando a beneficiar milhares de consumidores com mais economia, autonomia, eficiência e independência? Nestes questionamentos, surgem outras dúvidas legítimas: o Brasil vai limitar a conexão de sistemas pela inversão de fluxo? A abertura plena do mercado livre vai impactar os modelos de negócios da geração distribuída? Como a nova Lei nº 15.269/2025 muda o jogo de forma estrutural? Essas são questões reais que estão sendo debatidas por todos os agentes do setor. A Lei nº 14.300/2022 consolidou o que o setor construiu nos últimos dez anos e traçou a transição para o novo modelo. A REN Aneel nº 1.000/2021 organizou as regras de distribuição e conexão; a REN nº 1.059/2023 aprimorou aspectos técnicos e de faturamento; e a REN nº 1.098/2024 consolidou a posição da Agência sobre inversão de fluxo e viabilizou sistemas zero-grid. Agora, a Lei nº 15.269/2025, recém-sancionada, reorganiza parte do setor: limita repasses da CDE - Conta de Desenvolvimento Energético, prepara a abertura do mercado livre ao Grupo B e traz novas diretrizes para o armazenamento de energia elétrica e para os modelos de negócios da geração distribuída.

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Rhiva Cordeiro, Rodrigo Sauaia e Ronaldo Koloszuk*

Todas as mudanças representam, no fundo, uma reinvenção da geração distribuída solar. Trata-se de um novo ciclo que pode ser visto, por um lado, como uma ameaça e, por outro, como oportunidade. A abertura do mercado livre pode trazer apreensão a alguns investidores do modelo tradicional de geração compartilhada, mas, na prática, amplia as possibilidades de operação. O consumidor poderá combinar diferentes modalidades: contrato livre, usina própria, assinatura de cotas ou soluções híbridas. O novo nome do jogo é integração. Enquanto o setor debate regras e modelos, o consumo elétrico tende a aumentar, com a expansão da eletrificação. Cada condomínio, loteamento e galpão logístico representa uma nova carga, ou seja, uma nova oportunidade de negócio. Diversas destas novas cargas são robustas e representativas, como os veículos elétricos, que tendem a crescer com a continuada eletrificação da frota, e os data centers, cujo consumo de eletricidade deve pelo menos dobrar até 2029. O desafio, portanto, não é “sobra de geração”, mas ajustar o sistema para um novo perfil de consumo - mais digital, descentralizado e flexível. Neste contexto, os sistemas de armazenamento são um elo essencial. As baterias permitem armazenar o excedente gerado durante o dia e utilizá-lo à noite ou nos momentos de pico, deslocando a curva de consumo e reduzindo a dependência da rede e de fontes mais caras e poluentes. Também aumentam a estabilidade e a

previsibilidade do sistema, otimizam a injeção de energia em horários críticos e oferecem uma resposta ágil à variação de demanda - algo essencial em um sistema com múltiplas fontes renováveis. Além disso, viabilizam a integração com o mercado livre, possibilitando que o consumidor ou o gerador otimize o uso da energia conforme o preço horário e a necessidade do sistema, criando novos modelos de negócio e receitas complementares. A bateria é o elo que faltava para consolidar a geração distribuída solar como ativo estratégico de flexibilidade, segurança e eficiência. O modelo zerogrid também desponta como alternativa técnica e econômica inteligente, fortalecendo o autoconsumo local. Alia geração solar e armazenamento para otimizar o uso local sem injeção na rede, reduzindo custos e aumentando a resiliência elétrica. Tudo isso dentro de um sistema elétrico que precisa ser flexível, digital, seguro e confiável, permitindo que o ONS - Operador Nacional do Sistema Elétrico opere com estabilidade em um cenário de múltiplas fontes e novos perfis de carga e geração. As regras mudam, as condições de mercado também. Mas os fundamentos permanecem: mais atividades produtivas, mais condomínios, mais consumo, mais eletrificação. O Brasil seguirá demandando energia limpa, competitiva e descentralizada. Os desafios são grandes, mas as oportunidades são ainda maiores. O futuro da geração distribuída solar já começou a se formar — e o Brasil está preparado para liderá-lo. * Rhiva Cordeiro é fundador e CEO do Grupo ISO; Rodrigo Sauaia é CEO da Absolar; e Ronaldo Koloszuk é Presidente do Conselho de Administração da Absolar - Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica.


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