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Outubro/Novembro 2025
Pesquisa trata do uso de laser na fabricação de ferramentas Ferramentas feitas de materiais duros e cerâmicos são extremamente resistentes ao desgaste, e isso faz com que as ferramentas de corte utilizadas em sua fabricação também se desgastem mais rapidamente. A evolução das ferramentas de corte avançadas para usinagem de materiais duros – como brocas, cabeçotes de fresagem, rolos e insertos de metal duro – depende da capacidade das ferramentas para processar geometrias complexas mantendo alta resistência ao desgaste. Essa constatação levou pesquisadores do Instituto Fraunhofer ILT (Alemanha), especializado em tecnologias a laser, a desenvolver uma cadeia de processo que emprega o mesmo sistema a laser em múltiplas etapas sucessivas na fabricação de ferramentas como brocas, cabeçotes de fresamento e pastilhas. De acordo com comunicado de imprensa da instituição, o segredo é a flexibilidade do controle das configurações do laser: a ablação utiliza pulsos de alta energia e baixa reprodução; já o trabalho com o laser de pulso ultracurto (USP, de ultrashort pulse) emprega alta frequência de repetição (até 50 MHz) e menor energia de pulso, promovendo a remoção superficial controlada de micrômetros da superfície. Esta, ao ser solidificada, cria uma camada que é uniformizada por tensão superficial, suavizando microdefeitos e mantendo a geometria complexa com ajustes seletivos em zonas críticas. Os lasers comerciais de USP, com potência entre 20 e 40 W, podem remover materiais ultraduros
Notas & Informações
por vaporização localizada: pulsos de alta energia (com duração de poucos picossegundos) incidentes na superfície, promovem a ablação precisa sem efeito térmico significativo – característica crítica para evitar trincas ou danos na peça. O processo pode atingir taxas de remoção de até 100 cm²/min, permitindo a fabricação eficiente e sem geração de desgaste em ferramentas. O método integrado levou a índices de produtividade equivalentes tanto na formação (ablação) quanto na cobertura (10 a 100 cm²/min) das ferramentas. O seu uso é sugerido para empresas que querem ampliar sua oferta tecnológica e acelerar o retorno sobre investimento em sistemas a laser de pulso ultracurto. Os ganhos incluem redução de custos, eliminação do desgaste de ferramentas secundárias, maior eficiência energética e de recursos materiais.
Uma ferramenta feita de carbeto de tungstêniocobalto foi inicialmente estruturada por laser de pulso ultracurto e depois polida com o mesmo laser. Imagem: Fraunhofer ILT.
Fraunhofer ILT - www.ilt.fraunhofer.de
Fabricante paranaense de ferramentas de usinagem investe em otimização de processos A Fecial, especializada no desenvolvimento de ferramentas de usinagem, aprimorou o cruzamento
O cruzamento de dados de usinagem e do consumo de ferramentas foi aprimorado no parque fabril da Fecial. Imagem: Fecial/SKA
de dados de usinagem, consumo de ferramentas, tempos programados e tempos reais em sua planta fabril situada no município de Araucária (PR). A empresa está investindo na otimização de processos produtivos e entre as suas estratégias está o uso de um software desenvolvido pela SKA. A empresa paranaense também obteve uma redução de 20% do tempo de preparação e emissão da documentação técnica referente aos processos de usinagem, além de outras melhorias mencionadas por Leandro Vieira, gerente geral da Fecial, e Adriano Tavares, gerente de negócio da SKA, que forneceram informações à reportagem da Máquinas e Metais. Conforme explicou Leandro, o software “SKA Reports” passou a ser utilizado nos trabalhos da companhia porque, nas palavras dele, “havia uma necessidade clara de acelerar a preparação dos processos, sincronizando os dados de programação CNC com os documentos do chão de fábrica, bem como de criar indicadores que impactassem as compras, qualidade e gestão, criando dashboards estratégicos para supervisores e gestores tomarem decisões mais assertivas”. De acordo com o gerente geral da Fecial, os próximos passos da otimização de processos fabris incluirão máquinas de usinagem de cinco eixos. “Estamos em