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J E W E L L E R Y M A G A G O S T O

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08 PORTUGUESE JEWELLERY

S E R R A LV E S Special Edition

18 PROGRAMA

FORMAÇÃO - AÇÃO

12 E N T R E V I S TA

JAIME ANDREZ Presidente da Comissão Diretiva COMPETE 2020

Formação PME e Dinamizar


H a p p y M r .

B i r t h d a y

P r e s i d e n t Leonor Silva

“Uma joia não basta ser bonita, deve ser crítica, carregar uma mensagem, provocar uma emoção. Perceber a minha coleção é desmontar a linha cognitiva que me suporta, a forma como eu vejo o mundo e interpreto os acontecimentos à minha volta. Esta peça, Happy Birthday Mr. President é uma crítica a Donald Trump e à sua política de fecho das fronteiras.”


E D I

T O R I A L

Ana Freitas, Presidente da AORP

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Portugal está na moda. No setor do têxtil, calçado e joalharia, a etiqueta “Feito em Portugal” ganha força e prestígio internacional, aliando ao nosso tradicional saber-fazer novas competências de design e tecnologia que colocam o país na vanguarda do mercado global. Ainda que a diferentes tempos e velocidades, os três setores fizeram uma aposta forte e consistente na valorização da produção nacional, na criação de marcas próprias e na internacionalização, que permitiu elevar a notoriedade e reputação da marca Portugal no panorama da moda internacional. Agora, o caminho percorrido por cada um dos setores conflui no posicionamento do país como sinónimo de qualidade, design e inovação. E, portanto, a comprovada lógica da força coletiva que cada indústria já tinha adotado, ganha agora novos contornos e oportunidades na criação de sinergias entre os setores.

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Este ano, pela primeira vez, têxtil, calçado e joalharia apresentaram-se em Paris, num showcase conjunto, para dar a conhecer a nova linguagem do design nacional. Aqui percebemos como os três setores estão alinhados em estratégia, posicionamento e ambição internacional, mas acima de tudo, comprovamos como a indústria da moda portuguesa ganha mais força nesta transversalidade, que nos fará a todos entrar numa espiral positiva de crescimento e afirmação internacional. Nesta edição damos também eco de outras sinergias de sucesso, com destaque para o projeto Portuguese Jewellery Serralves, em que seis marcas se uniram para desenvolver uma coleção conjunta, numa iniciativa inédita que abre novos horizontes à joalharia portuguesa.

C ONC E Ç ÃO GR Á F I CA

F OTOGR A F I A CA P A

E D I T O RI A L

I M PRE S S ÃO

P ROP RIEDA DE

G a b i n e t e d e C o mu nic a ça o e I mage m AO RP s i l vi a. s i l va ao r p .p t ma f a l d a . mo r ai s a o r p .p t

M igu e l o l ive ir a www.p o inta nds h o ot .pt

AORP geral aorp.pt

t E CNIFOR MA w w w .t ecn iforma.pt

A ORP w w w . a o r p. pt


04 TENDÊNCIAS

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0 1 C o l a r, C i n c o ; 0 2 A n e l , L i l i a n a G u e r r e i r o ; 03 Brincos, Dalila Gomes; 04 Anel, Eugénio Campos; 05 Brincos, Joana Santos; 06 Anel, Filipe Fonseca


05 TENDÊNCIAS

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06 PORTOJÓIA

PORTOJÓIA 28 de setembro a 1 de outubro de 2017

AORP volta a promover a plataforma Portuguese Jewellery Newborn no evento, apresentando o trabalho de oito novos e promissores designers nacionais.

Dalila Gomes

A maior feira nacional de joalharia volta a abrir portas de 28 de setembro a 1 de outubro, na Exponor, para dar a conhecer as novas tendências do setor, desde as marcas mais consagradas aos novos designers. Para além do espaço de exposição, a Portojoia 2017 volta a apostar na zona de tendências, bem como nos prémios BEST OF - by Portojóia e Portojóia Design, que reconhecem as marcas e designers que se destacaram ao longo do ano. A AORP - Associação de Ourivesaria e Relojoaria de Portugal associa-se novamente ao evento através de várias iniciativas, entre as quais a apresentação da plataforma Portuguese Jewellery Newborn, onde estarão em exposição oito novos e promissores designers nacionais. O objetivo é promover o talento nacional, incentivando a criatividade e o empreendedorismo destes jovens criadores.

Ana Bragança

Nesta edição, damos a conhecer o trabalho de: Ana Bragança, Bárbara Goyri, Carla Faro Barros, Dalila Gomes, Filipe Fonseca, Joana Santos, Marta Pinto Ribeiro e Telma Mota. Mais informação sobre a Portojoia 2017 em: www.portojoia.exponor.pt

Marta Pinto Ribeiro Bárbara Goyri


15 EYE ON THE MARKET

L O J A S E R R A LV E S 20 JUN 2017 / 20 FEV 2018

Uma iniciativa inédita que esboça a nova estética da joalharia contemporânea portuguesa, alicerçada na tradição da ourivesaria, nas técnicas artesanais e na unicidade do trabalho manual.


08 PORTUGUESE JEWELLERY

ARTE EM LINHAS MESTRAS A Fundação de Serralves e a AORP – Associação de Ourivesaria e Relojoaria de Portugal associaram-se para lançar uma coleção exclusiva e limitada de joalharia portuguesa inspirada no património arquitetónico de Serralves. Bastião da arte contemporânea em Portugal, Serralves tem no seu património edificado dois ícones da arquitetura nacional. O Museu de Serralves, projetado por um dos mais notáveis arquitetos portugueses, Siza Vieira, tem no minimalismo da forma a função perfeita. Já a Casa de Serralves é uma das mais emblemáticas representações da Art Déco em Portugal. A coleção Portuguese Jewellery Serralves Special Edition inspira-se nos traços, nas texturas e nos padrões do Museu e da Casa de Serralves, apresentando propostas heterogéneas que revelam o carácter distintivo de cada uma das marcas que integram o projeto

– Alcino, Bruno da Rocha, Eleuterio, Liliana Guerreiro, Luísa Rosas e Monseo. Para Ana Freitas, Presidente da AORP, “esta iniciativa é, acima de tudo, uma mostra da nova estética da joalharia portuguesa contemporânea e da forma como esta tem evoluído sem perder a autenticidade da tradição e das técnicas artesanais que a distinguem em todo o mundo. De referir que terá uma forte vocação internacional, pretendendo ser um veículo de valorização tanto da joalharia portuguesa como do património arquitetónico, cultural e artístico nacional.” A coleção Portuguese Jewellery Serralves Special Edition estará à venda na Loja de Serralves até 20 de fevereiro de 2018 e em pontos de venda selecionados a nível nacional e internacional.

A L C I N O S I LV E R S M I T H Projetado pelo arquiteto Jacques Gréber, o Parque de Serralves é considerado um dos primeiros exemplos da arte de jardim do século XX. Caracterizado por um classicismo modernizado, suavemente Déco, o desenho do jardim, nomeadamente da fonte, representa a harmonia das proporções e das formas geométricas. A coleção de taças proposta pela Alcino Silversmith parte em busca da proporção ideal, o círculo perfeito, estilizado e depurado. O interior fosco simboliza a rudeza da pedra e o brilho exterior o espelho de água da fonte. A ligação à natureza é feita através do tronco de madeira natural, que serve de base à peça.


09 PORTUGUESE JEWELLERY

BRUNO DA ROCHA O Museu de Serralves encerra nas suas linhas minimalistas um convite à imaginação. A simplicidade da forma abre caminho à complexidade da interpretação humana. Tal como as obras de arte que acolhe ou as joias a que agora serve de inspiração. A janela do Museu foi um dos elementos da arquitetura do edifício que serviu de mote para a criação da coleção de Bruno da Rocha. Um objeto que representa essa dicotomia entre a linearidade da forma e o universo de perceções e simbolismo que incita.

ELEUTERIO JEWELS Para esta coleção, o joalheiro Eleuterio encontrou a sua inspiração num elemento decorativo da Casa de Serralves no Porto, uma das mais emblemáticas representações da Art Deco em Portugal – um leque egípcio que faz parte de uma porta de ferro forjado, criada por Edgar Brandt para a Exposição Universal de Artes Decorativas em Paris, em 1925. Na sua época, Edgar Brandt foi um visionário que defendeu o conhecimento ancestral dos artesãos do ferro forjado. Um século depois, a Eleuterio defende o trabalho dos artesãos da filigrana, utilizando esta arte para criar peças modernas e alinhadas com as tendências atuais.

LILIANA GUERREIRO “Émile”, a coleção de Liliana Guerreiro dedicada a Serralves, parte da observação da delicadeza e geometria dos pormenores das caixilharias da Casa de Serralves, elementos que contribuem de modo discreto, mas absolutamente fundamental para a elegância de todo o edifício. O círculo e a fina linha vertical, formas muito frequentes nas obras de Jacques-Émile Ruhlmann, um dos autores do projeto da Casa, constituem as formas escolhidas para o desenho das peças. A coleção, que se baseia num elemento que integra em si o círculo e a fina linha, apresenta peças que exploram a singularidade deste elemento, ou o multiplicam procurando a organicidade que caracteriza a sua estética, e que inevitavelmente também associamos ao Parque de Serralves.


10 PORTUGUESE JEWELLERY

LUÍ SA RO SAS Luísa Rosas tem na natureza a sua base de criação. Não só se sente inspirada pelas suas formas, como gosta que as suas peças se tornem também elas em objetos orgânicos, com movimento, que ganham vida no contacto com o corpo. Neste desafio, Luísa Rosas parte do desenho de um puxador de porta que estabelece o elo de ligação entre a Casa de Serralves e o Jardim, ou seja, entre o espaço interior e a natureza e transforma-o numa peça delicada, orgânica, que parece esvoaçar ao sabor de uma suave brisa.

MONSEO O fascínio pelo desenho e pelo detalhe presente nos interiores da Casa de Serralves serviu de inspiração a Diana Vieira da Silva, diretora criativa da Monseo. Entre os elementos decorativos, a consola da sala de jantar foi o elemento escolhido para a criação desta coleção de edição limitada. Desenhado por Émile-Jacques Ruhlman, este objeto Art Déco foi tema de uma interpretação contemporânea, resultando em formas pouco usuais e fortemente geométricas.

EVENTO DE LANÇAMENTO E M S E R R A LV E S Para o lançamento da coleção Portuguese Jewellery Serralves Special Edition, a AORP e a Fundação de Serralves promoveram um evento no hall do Museu de Serralves, com a presença de convidados institucionais, empresários, diversas personalidades ligadas à política, economia e cultura e media. Ana Pinho, Presidente do Conselho de Administração da Fundação de Serralves e Ana Freitas, Presidente da AORP, expressaram, nos seus discursos, as motivações e expectativas em torno desta parceria.


11 PORTUGUESE JEWELLERY

Para Ana Freitas, Presidente da AORP, “esta iniciativa é, acima de tudo, uma mostra da nova estética da joalharia portuguesa contemporânea e da forma como esta tem evoluído sem perder a autenticidade da tradição e das técnicas artesanais que a distinguem em todo o mundo.”


12 ENTREVISTA

JAIME ANDREZ Presidente da Comissão Diretiva do COMPETE 2020

Estamos sensivelmente a meio do período do Programa Compete2020. Que balanço podemos fazer do seu impacto para a economia nacional? A grande ambição da atual Comissão Diretiva, foi a de acelerar o investimento empresarial, assegurando uma coordenação efetiva da Rede do Sistema de Incentivos, lançando Avisos com dotações reforçadas e assegurando a rapidez da transferência de incentivos para as empresas executarem os seus investimentos em tempo útil. Foi assim que se passou de cerca de 4 M€ pagos às empresas, no final de 2015, para mais de 925 M€ no final do mês passado, em toda a Rede. Neste contexto creio que posso afirmar que os programas que atuam sobre o domínio de internacionalização e competitividade tiveram e têm um papel fundamental para alavancar o investimento empresarial, recordando o contexto de retracção da banca, permitiram criar confiança dos agentes económicos para apostar na orientação para o aumento das exportações e para as actividades de I&D fundamentais para a criação de produtos diferenciadores no mercado.

Dentro dos eixos de atuação do Programa, quais é que considera serem os fatores mais críticos para a competitividade da economia nacional? Tendo em conta a matriz conceptual que orienta os instrumentos do COMPETE 2020, destacaria como factores críticos para a competitividade nacional, entre outros, a aposta continua na I&D empresarial e na transferência de conhecimento, a capacidade das empresas em apresentar carteiras de produtos e serviços intensivos em tecnologia e conhecimento, com alto valor acrescentado e orientadas para produção transacionável, a diminuição dos constrangimentos para a competitividade e crescimento das PME, ao nível dos custos de contexto, apostando na modernização e simplificação administrativas. Recordo que nos índices do WEF, Portugal ainda tem um caminho importante a fazer para facilitar a relação das empresas com a Administração Pública.

Com base nos resultados alcançados até agora, quais são as metas que gostaria de alcançar até ao final do programa? O meu objetivo é cumprir as metas que estão contratualizadas com a Comissão Europeia. Sublinho o foco deste período de programação nos resultados e consciente de que a implementação dos investimentos demora tempo pois, em média, os projetos entram em velocidade cruzeiro cerca de cinco anos após a candidatura, o que significa que a maioria dos projetos aprovados no PT2020 ainda não atingiu essa fase e, por isso, ainda não é possível constatar resultados efetivos. Ainda assim, podemos falar em estimativas, que são bastante favoráveis, principalmente se forem perspetivadas face ao atual contexto económico. E estamos a falar de compromissos contratuais. As empresas que as não cumprirem, não receberão o incentivo. Não contratamos mais a realização de Investimento mas sim os resultados. Neste contexto diria, só considerando os projetos de Inovação Produtiva aprovados até 31 de julho, no COMPETE 2020 e PO Regionais, estima-se que os mesmos, possam resultar na criação líquida de cerca de 24.800 postos de trabalho, dos quais, 7.300 qualificados), num aumento superior a 5.700 M€ do Volume de Exportações e num acréscimo superior a 6.700 M€ do Volume de Negócios. E quando fecharmos o programa estou convicto que termos contribuído para o reforço do investimento em I&D empresarial, para uma acréscimo de patentes, para o fortalecimento da imagem de Portugal no exterior e para mais emprego mais qualificado.

Focando na internacionalização, o que considera serem os principais fatores de competitividade das empresas portuguesas no mercado global? A indústria é um dos motores decisivos para o desenvolvimento do país, sendo o grande impulsionador das exportações nacionais. A aposta na exportação e internacionalização foi uma estratégia crucial das indústrias portuguesas aos efeitos da crise financeira que o país atravessou.


13 ENTREVISTA

E neste caminho, as PME encontraram novas dinâmicas de competitividade. Algumas passaram por selecionar nichos ou por apostar na diferenciação através da especialização. Sendo o tecido empresarial nacional maioritariamente constituído por PME isto é claramente uma vantagem. As pequenas e médias empresas possuem maior capacidade de adaptação às características dos nichos, pequenos segmentos de mercado com necessidades exclusivas e que pagam mais por isso. Processos produtivos flexíveis, capacidade de personalização, expedição e entrega fracionada são características necessárias para quem quer atuar nesse tipo de negócio.

E quais os principais entraves à internacionalização das marcas nacionais? É importante clarificar esta questão pode ter duas leituras. Se estamos a falar das dificuldades em exportar produtos nacionais, então a análise é fatual. Apontaria então as diferenças culturais e a falta de preparação do gestor para lidar com as mesmas, as Barreiras alfandegárias, sanitárias e taxas aduaneiras; certificações específicas; cotação cambial do euro comparativamente a outras “moedas”; garantia de pagamentos. Estes constrangimentos ganham maior importância quando pensamos em mercados extra-europeus. Numa etapa mais importante está a internacionalização de uma marca nacional. É certamente um processo de conquista dos parceiros certos. Veja o caso da marca Josefinas e da loja que abriram em Nova Iorque. É possível a internacionalização das marcas nacionais , mas existem etapas a montante que precisamos de trabalhar em conjunto, a começar por resolver os referidos entraves à exportação e por estimular as parcerias entre empresas.

O Programa tem tido um importante papel na revitalização das indústrias mais tradicionais, onde a ourivesaria se insere, sobretudo no que respeita à organização de ações conjuntas de internacionalização. A união faz de facto a força? Claro que sim. Uma participação coletiva tem sempre a capacidade de dar uma imagem do todo e de contar uma história global. Reforçar a imagem de modernidade, eficiência e credibilidade. Por cada sucesso promove-se o sucesso dos outros, pelo sucesso de todos, o sucesso de cada um. Repare no vosso caso. A vossa campanha é uma narrativa coletiva. Embora o palco seja das empresas, a mensagem que passam para os potenciais clientes é de um setor unido. Considero que foi esta estratégia que o setor do calçado seguiu com êxito nas últimas 3 décadas.

Não sendo um setor com tradição em exportação, o setor da ourivesaria, com o importante apoio do Programa, tem registado recordes de exportação, tanto a nível do volume de exportação como do número de empresas abrangidas

pelos projetos. Como vê esta mudança de paradigma? Vivemos num contexto em que a imagem Portugal ganha espaço no imaginário dos consumidores. Vejamos o boom de notícias na imprensa internacional sobre Portugal e os produtos nacionais. Este contexto é benéfico para todos os setores, como lhe disse na questão anterior. Recordo os anticorpos que os consumidores tinham há cerca de 3 décadas em relação aos produtos nacionais, assumidos como de pouca qualidade. Paralelamente a vossa associação ganhou novo fôlego nos últimos anos e tem sido capaz de mobilizar empresas tradicionais e apoiar novos talentos e a promover as melhores práticas. A vossa campanha internacional contribuiu, assim como a presença em feiras para apresentar a ourivesaria nacional. E se é verdade que o setor da ourivesaria atravessou, como os restantes setores tradicionais, anos muito difíceis, a ourivesaria sempre fez parte da nossa história. Os trabalhos dos joalheiros e ourives nacionais estão em vários museus. E é neste encontro entre a tradição e a modernidade que este setor pode consolidar o sucesso que desejamos.

Que conselhos daria aos nossos empresários? Investir! É preciso investir para crescer! Para competir. O crescimento é o barómetro da saúde de uma empresa. Mas investir com cuidado, fundamentadamente. Um bom diagnóstico e uma boa estratégia orientarão as decisões de investimento. Em todas as áreas consideradas chaves da empresa. I&D, design, tão importante para o setor, competências e qualificação, inovação, em tudo, no processo, nos produtos, na organização e no marketing, caminhando a montante da cadeia de valor. Tudo de forma consolidada, gradual e sustentadamente, encontrando as parcerias adequadas.

Como vê o papel das Associações, nomeadamente da AORP, na concretização dos objetivos do Compete 2020 junto das empresas? Como disse há pouco, a AORP desempenha um papel fundamental para a dinamização do setor. O novo fôlego que ganhou nos últimos anos permitiu que este setor tradicional que parecia moribundo voltasse a ganhar paulatinamente importância e incentivou o aparecimento de novos artistas e empresas. Ao terem um único plano estratégico, garantem que em sintonia pretendem trabalhar coletivamente para os mesmos objetivos. Conseguir esta mobilização é extraordinário e fundamental para o êxito do setor. Por isso vocês são parceiros essenciais na implementação dos instrumentos de apoio do COMPETE 2020. Esse é o papel das associações empresariais e vocês têm sido um exemplo a seguir pelas vossas congéneres.


14 AROUND PORTO

PORTUGUESE JEWELLERY GUIDE AROUND PORTO

No passado mês de maio, a joalharia portuguesa esteve em festa no Porto, com uma intensa programação de eventos inéditos em vários pontos da cidade, para dar a conhecer quem e onde se fazem as nossas joias. A iniciativa Portuguese Jewellery Around Porto, promovida pela AORP, surgiu na sequência da parceria com o Porto Fashion Makers Map, um mapa alternativo da cidade, que apresenta sugestões ligadas à moda, cultura e lifestyle. Na sua última edição, o mapa sugere um guia pelos principais endereços da joalharia portuguesa na cidade, que serviu de roteiro para a programação do evento. Ao longo de dois fins-de-semana, oficinas, ateliers e lojas abriram portas à cidade, promovendo eventos com diferentes temas e conceitos. O “festival” de joalharia portuguesa arrancou com a celebração dos

30 anos da Eugénio Campos Jewels nas novas instalações da marca. Ao pôr-do-sol, o Tincal Lab organizou uma tertúlia intimista com Ana Pina e o seu convidado argentino Gustavo Paradiso. No dia seguinte, Ana João apresentou a sua colorida e apetitosa coleção na Gelataria Sincelo. Ao final do dia, a Mesh promoveu uma “Jewellery Cocktail Party”, com personalização de joias no momento. No segundo fim-de-semana, o programa arrancou com uma visita à centenária oficina da Acino Silversmith. Seguiu-se a apresentação da coleção “Calçada” da Mater Jewellery Tales na Anselmo 1910, com uma divertida encenação. Ao final do dia, a MMUTT inaugurou a nova montra da sua loja na Praça Filipa de Lencastre. O evento fechou com uma mostra exclusiva da nova coleção Sopro Jewellery no Feeting Room.

“ Ao longo de dois fins-de-semana, oficinas, ateliers e lojas abriram portas à cidade, promovendo eventos com diferentes temas e conceitos.”


15 15 INTERNACIONALIZAÇÃO AROUND PORTO

Taste & Talk com Ana Pina e Gustavo Pardiso TINCAL LAB

Silver Dream Factory ALCINO SILVERSMITH

I Scream Jewellery ANA JOÃO JEWELRY na Gelataria Sincelo

Jewellery Cocktail Party MESH

30 Anos de Ouro EUGÉNIO CAMPOS JEWELS


16 EVENTOS PASSADOS

SHOWCASE MODA PORTUGAL

Galerias Perrotin, Paris

Paris A joalharia portuguesa brilhou em Paris, lado a lado com a moda e o calçado, numa iniciativa inédita de promoção conjunta do design nacional, promovida pelo CENIT – Centro Associativo de Inteligência Têxtil, em parceria com a AORP, ANIVEC/APIV, APPICAPS e Moda Lisboa. Coincidindo com a Paris Men’s Fashion Week, o Showcase Moda Portugal reuniu várias marcas nacionais que representam a nova linguagem da moda portuguesa, promovendo o contato não só com distribuidores e compradores internacionais, como também com o público final. O

evento aconteceu nos dias 23 e 24 de junho, nas prestigiadas Galerias Perrotin. Com curadoria da Moda Lisboa, quatro marcas de joalharia portuguesas estiveram representadas no evento, mostrando como o setor tem evoluído, sem perder a autenticidade e unicidade que a distinguem de outras indústrias no mundo inteiro. Foram estas: Bruno da Rocha, Eleuterio, Liliana Guerreiro e Mimata.

PORTUGUESE JEWELLERY NEWBORN Iconic – Joalharia, Moda e Lifestyle

“What’s your super-power?” a questão em tom de desafio serviu de mote à primeira edição da ICONIC, evento de joalharia, moda e lifestyle, que decorreu no Convento do Beato, em Lisboa, de 7 a 9 de abril. Sendo um evento direcionado para as novas tendências em joalharia, a AORP aproveitou a oportunidade para a apresentação pública da plataforma Portuguese Jewellery Newborn em Lisboa, dando a conhecer

seis novos criadores nacionais: Ana Dias – Architectural Jewellery, Filipe Fonseca, Joana Mota Capitão, Kathia Bucho, Leão Contemporary Jewellery e Leonor Silva Jewellery. Paralelamente, Fátima Santos, Secretária-geral da AORP, foi uma das oradoras do painel das “Fast Talks”. Com o tema “O que é uma Girl Power na atualidade”, a iniciativa deu a conhecer exemplos inspiradores de liderança no feminino. Convento do Beato, Lisboa


17 FEIRAS INTERNACIONAIS

COPENHAGA, LONDRES, PARIS, HONG KONG, MADRID, VICENZA, SINGAPURA E AMESTERDÃO A joalharia portuguesa está de malas feitas para mais uma temporada de importantes feiras e eventos internacionais. Na rota das joias nacionais até ao final do ano estão alguns dos mercados estratégicos para as exportações portuguesas, trazendo novas oportunidades para a internacionalização do setor. O calendário arranca em Copenhaga, na Dinamarca, com a New Nordic, de 25 a 27 de agosto. Os países nórdicos têm revelado um interesse crescente nas joias portuguesas, valorizando a qualidade e design nacional. Três marcas nacionais irão marcar presença no evento, explorando o potencial de crescimento nestes mercados: Alma & Coração, Bruno da Rocha e Our Sins. A Alma & Coração parte depois para Londres para participar na IJL – International Jewellery London, de 3 a 5 de setembro. E se Copenhaga é um destino “novo” para a joalharia portuguesa, o país que se segue ocupa o lugar cimeiro das exportações nacionais: França. A Bijorhca Paris acontece de 8 a 11 de setembro e mais uma vez a comitiva portuguesa terá uma representação de peso, com a presença de sete marcas nacionais: Alma & Coração, Astorga, Bruno da Rocha, Elza Pereira, Inês Telles, Innamorata e Joana Mota Capitão. De Paris, voamos para Hong Kong, terceiro maior importador de joalharia do mundo e onde as joias nacionais têm registado um crescimento acentuado nos últimos anos, fruto da positiva e consistente abordagem das empresas portuguesas ao mercado. A Hong Kong Jewe“Na rota das joias nacionais até ao final do ano estão alguns dos mercados estratégicos para as exportações portuguesas, trazendo novas oportunidades para a internacionalização do setor.”

llery and Gem Fair realiza-se de 15 a 19 de setembro e conta com a participação de seis marcas nacionais: Bruno da Rocha, Galeiras, Goris, Soarijoia, Marco Cruz Joalheiro e Styliano Jewellery. Seguem-se dois mercados mais próximos e históricos para as joias portuguesas: Espanha e Itália. A Madridjoya tem lugar de 20 a 24 de setembro, em simultâneo com a Bisutex e Intergift. Esta foi a aposta da: Our Sins, Elza Pereira, Woos Pure Feelings, OuroBrilho e Wings of Feeling. A VicenzaOro continua a ser uma montra importante no contato com o mercado italiano e volta a ser a aposta da marca portuguesa Styliano Jewellery. O calendário termina em Amesterdão, com a participação da Sieraad 2017, de 9 a 11 de novembro. Depois da participação de sucesso no ano passado, a joalharia portuguesa está em destaque no evento, que selecionou uma imagem do criador nacional Bruno da Rocha para o cartaz de promoção da feira. Para além de Bruno da Rocha, estarão presentes no evento a CARLA_M_ Jewellery, Sopro Jewellery e Cecília Ribeiro.


18 FORMAÇÃO PME

FORMAÇÃO-AÇÃO P r o g r a m a s F o r m a ç ã o - Aç ã o 2 0 1 7/ 2 0 1 8

A AORP – Associação de Ourivesaria e Relojoaria de Portugal iniciou dois importantes programas de apoio direcionados para PMEs do setor da ourivesaria: programa Formação PME e Programa Dinamizar.

O Programa Dinamizar, coordenado pela Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, tem como objetivo elevar a capacidade competitiva das micro, pequenas e médias empresas do comércio e serviços de ourivesaria, mediante um conjunto integrado de ações de formação e consultoria que visam, a curto, médio e longo prazo, proporcionar um melhor desempenho das mesmas e dos seus ativos. Sob coordenação da Associação Empresarial de Portugal, o Programa Formação PME é constituído por ações de consultoria e formação ajustadas a micro, pequenas e médias empresas, que oferecem uma solução à medida das necessidades de cada empresa. O objetivo é promover o desenvolvimento de competências ao nível do “saber fazer”, numa vertente assumidamente orientada para a obtenção de resultados, como comprova a experiência da AORP, que promoveu nos últimos anos iniciativas deste género em mais de 250 PME do Setor.

Trata-se de uma metodologia que implica a mobilização em alternância das vertentes formação e de consultoria, permitindo atuar quer ao nível dos formandos e do seu desenvolvimento de competências nas diferentes áreas de gestão, quer ao nível da empresa, com vista ao aumento dos índices de produtividade e capacidade competitiva, bem como introdução de processos de mudança/inovação. A intervenção deverá envolver 33 PME, distribuídas pelas áreas temáticas aprovadas do projeto:

Nesta ação, a AORP vai dar apoio a 37 empresas, nas seguintes áreas temáticas:

- Desempenho organizacional e recursos humanos: melhorar os níveis de qualificação e de desempenho organizacional das PME do comércio e serviços;

- Organização e gestão: qualificar PME para reforçar a sua competitividade e capacidade de resposta no mercado global;

- Internacionalização: preparar as PME do comércio e serviços para o desenvolvimento do processo de internacionalização.

- Internacionalização: desenvolver e aplicar novos modelos empresariais e processos de qualificação das PME para a internacionalização;

Ambos os projetos são cofinanciados até 90% das despesas elegíveis. Os apoios a conceder revestem a forma de incentivo não reembolsável, ou seja, a fundo perdido. As empresas interessadas em integrar o projeto deverão contactar a AORP para mais esclarecimentos, através do e-mail ana.carvalho@aorp.pt.

- Economia Digital: inovar na área de marketing para reforço do posicionamento e notoriedade à escala global.


9 CONTRASTARIA

INCM PUNÇÃO NA HORA O INCM – Instituto Nacional Casa da Moeda (Contrastaria) passou a disponibilizar na sua loja online um catálogo de desenhos de marcas de responsabilidade previamente aprovados, segundo os requisitos legais previstos no artigo 25.º do RJOC. Esta medida, há muito defendida pela AORP nas suas negociações de revisão do RJOC com o Governo, vem simplificar e acelerar o procedimento de aprovação do punção de responsabilidade, esperando-se que o mesmo constitua uma mais-valia para os futuros titulares de marca de responsabilidade. Este novo produto, designado “Marca de Responsabilidade na Hora”, traduz-se nos seguintes pontos essenciais: - A INCM disponibiliza um «Catálogo de desenhos de marcas de responsabilidade», os quais cumprem os requisitos legais previstos no artigo 25.º do RJOC; - Os referidos desenhos já se encontram previamente aprovados pela Contrastaria, podendo ser adquiridos mediante o pagamento do respetivo preço (50€, acrescido de IVA); - A aquisição do desenho da marca de responsabilidade não invalida o cumprimento das restantes fases do procedimento de aprovação do punção de responsabilidade; - Para a aprovação do punção de responsabilidade, nos termos do artigo 28.º, deve o titular do desenho submeter o mesmo juntamente com os restantes elementos instrutórios indicados no n.º 2 do mesmo artigo e disponíveis no site da INCM.


20 MERCADOS

ALEMANHA O mercado alemão distingue-se pela sua forte influência mundial, nomeadamente nas áreas de design de produto e tecnologia. Demonstra uma grande abertura a marcas internacionais de joalharia, registando taxas elevadas de importação, na ordem dos 57% (França conta com uma percentagem de 50,9% e Itália de 17%, por exemplo). Exerce um notável papel como reexportador para outros países europeus, devido à influência de marcas e redes de distribuição fortes. Além disso, a sua localização central, torna-o uma porta de acesso para os países limítrofes, como a Polónia, a República Checa e a Áustria. Trata-se, por isso, de um mercado apetecível para as empresas nacionais e que tem registado incrementos substanciais em termos de exportações. A Inhorgenta, feira de referência organizada na cidade de Munique, é uma das portas de entrada no mercado. É sobretudo relevante para as marcas que apostem na criatividade e no design, funcionando como uma plataforma de promoção da criação contemporânea. Prova disso, é o Inhorgenta Award, prémio criado para distinguir as marcas e designers em destaque no evento. A portuguesa Liliana Guerreiro venceu a primeira edição, na categoria de “Melhor Peça de Joalharia”. Na abordagem ao mercado alemão, é imperativo privilegiar uma aproximação pela qualidade. Estamos perante um dos mercados mais exigentes, onde as relações de confiança se constroem com consistência e persistência.

“Na abordagem ao mercado alemão, é imperativo privilegiar uma aproximação pela qualidade. Estamos perante um dos mercados mais exigentes...”


21 MERCADOS

HONG KONG Os mercados de Hong Kong, China e da Ásia em geral são os mais competitivos a nível mundial, mas ao mesmo tempo os mais empolgantes, visto estarem numa fase de expansão muito acentuada no setor da joalharia e do luxo. Os eventos realizados em Hong Kong têm uma forte componente internacional, recebendo visitantes de todo o mundo. É um dos mercados com maior movimento de bens de luxo, concentrando um terço das vendas globais. A dimensão do mercado e o crescimento do consumo são conduzidos por uma vasta classe média em ascensão, cuja previsão é que compreenda cerca de 330 milhões de pessoas em 2025. De destacar a influência dos denominados “aflluent consumers” ou consumidores com grande poder de compra, um grupo fortemente ocidentalizado, com sólida predisposição para experimentar novos produtos. Este macromercado é visto como prioritário na abertura de novos territórios para a internacionalização da joalharia portuguesa. A China é um dos players setoriais incontornáveis, pela já verificada qualidade do consumo, mas também pelas tendências que gera. A feira Hong Kong Jewellery & Gem Fair é o palco ideal para analisar as dinâmicas do mercado chinês, mas também oriental e até mundial, assim como para realizar contatos internacionais, devido à afluência de agentes e prescritores de todo o mundo à procura de novos produtos e também de parcerias qualificadas de produção.

“Os eventos realizados em Hong Kong têm uma forte componente internacional, recebendo visitantes de todo o mundo.”

SUÍÇA A Suíça organiza, há 100 anos, aquele que é considerado o maior evento de luxo do mundo, a Basel-world, reunindo os principais agentes da indústria da joalharia e relojoaria mundial. Com o mercado em rápida transformação, o evento está também a atravessar uma fase de reformulação. Nos últimos anos, a performance do setor da relojoaria revela números menos auspiciosos, efeito da grande concorrência digital e do clima financeiro e económico. A edição de 2017 da Baselworld abriu nesse clima de “desafio” para a indústria, com uma pequena inflexão no número de expositores, redistribuição de espaços e adequação nos preços. O caminho agora é o posicionamento no luxo puro. O novo layout dos espaços de exposição espelha esta tendência, fazendo coexistir as grandes marcas (Kering, LVMH, Swatch Group) com marcas independentes de relojoaria e joalharia. Assim, o universo da Baselwolrd vai-se completando, numa visão holística do luxo com uma abordagem setorial mais alargada. Mantendo o perfil de visitantes, atraídos pelo prestígio e tradição do evento, a feira abre agora oportunidade a marcas emergentes e de menor dimensão. Outro fator positivo é o facto de o evento passar de 8 para 6 dias, reduzindo os custos operacionais de participação.


23 AGENDA INSTITUCIONAL

2 0 1 7

AGENDA I N S T I T U C I O N A L

M

A

I

O

J

U

L

H

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11 de Maio

21 de Jun

10 de Jul

Apresentação do Programa Formação

Encontro com ESAD

Reunião de trabalho

PME,

Finalistas do curso de design de ourivesaria

Preparação da participação coletiva de em-

daquela instituição de ensino visitam AORP, no

presas portuguesas na feira de ourivesaria

sentido de contactarem com o setor na fase

em Hong Kong, no mês de Setembro

coordenado pela AEP - Associação Em-

presarial de Portugal.

pós formação

10 e 20 e 27 e 28 de Maio Portuguese Jewellery Around Porto:

celebração da joalharia portuguesa

23 e 24 de Jun SHOWCASE MODA PORTUGAL / Paris

20 de Jul Apresentação do Programa Dinamizar Coordenado pela CCP - Confederação do Comércio e Serviços de Portugal

J

U

N

H

O 27 de Jun

6 de Jun

Conferência “O DESIGN COMO

21 de Jul

Reunião com o Secretário de Es-

FACTOR CRÍTICO NACIONAL”

Reunião com o Ministério do Ambiente

tado do Tesouro, Álvaro Novo

Convidada pela APICCAPS, a AORP e ANIVEC

Com o objetivo de definir uma estratégia para

co-organizam a Conferência que se realizou

apresentação de uma candidatura europeia

na Bolsa do Porto.

ao Programa LIFE, sobre o tema dos resíduos

Discussão da nova versão do RJOC, cuja publicação está prevista para Novembro deste

na indústria da ourivesaria

ano

12 de Jun Reunião com a ADERE CERTIFICA no âmbito da Comissão de Acompanhamento do Projeto de Certificação da Filigrana de Portugal

29 de Jun Assembleia Geral ordinária da AORP Reunião onde foram aprovados o relatório e as contas relativas ao exercício de 2016

28 de Jul Sessão de Esclarecimentos SI2E A AORP esteve presente na Sessão de Esclarecimentos de um novo programa de apoio às empresas, denominado SI2E, e que se realizou no GoldPark em Gondomar

20 de Jun Evento de apresentação da coleção Portuguese Jewellery Serralves Special Edition A apresentação da coleção reuniu, no Museu de Serralves, meios de comunicação social, representantes institucionais, empresários do setor e diversas personalidades ligadas à política, economia e cultura.

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S

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25 a 27 de Ago - Feira New Nordic | Jewellery & Watch Show / Copenhaga


24 ASSOCIADOS

PORTUGAL JEWELS A Portugal Jewels é um projeto familiar que nasceu da vontade de promover e valorizar a joalharia portuguesa, recuperando as técnicas e desenhos tradicionais, com uma abordagem contemporânea. Com produção 100% nacional, trabalham lado a lado com os artesãos mais experientes para garantir a qualidade e autenticidade das peças.

L E I TÃO & I R M ÃO

Cada joia conta uma história. Porque a essência da joalharia portuguesa está no que esta representa: o significado de cada símbolo, a mestria por detrás de cada arte, a singularidade de cada desenho. Joias com alma lusa e design intemporal, que atravessam gerações.

Com origem no Porto em finais do Séc. XVIII, a Casa Leitão tornou-se uma referência na joalharia nacional ao ser nomeada, em 1873, Ourives da Casa Imperial do Brasil e, em 1887, Joalheiros da Coroa Portuguesa.

www.portugaljewels.com

Esta última nomeação leva a Casa Leitão do Porto para Lisboa, junto da Corte, onde estabelece uma moderna oficina de ourives, que se mantém em laboração nos dias de hoje. Com lojas no Chiado, Bairro Alto e Hotel Ritz, a Leitão & Irmão preserva os processos tradicionais de manufatura, destacando-se igualmente pelo fabrico de peças por medida e personalizadas. Um saber fazer moldado ao longo de gerações, onde a experiência dos mestres se funde com o desafio da permanente inovação e ganha forma na tecnologia de vanguarda. www.leitao-irmao.com


25 ASSOCIADOS

MARIA LEÃO Maria Leão Torres, jovem designer natural de Ovar, tem surpreendido o mundo da joalharia com uma estética arrojada e criativa, que lhe valeu o prémio “Melhor Inovação” na Portojóia, principal feira do setor. Com uma passagem pelo Reino Unido, onde aprofundou a sua formação em joalharia contemporânea, Maria Leão Torres criou a sua própria linguagem criativa, inscrita em formas audazes e cores vibrantes. A criatividade serve-se da técnica, através da aplicação de esmalte vítreo e do uso de pedras coloridas. E embora a coleção de LEÃO Contemporary Jewellery seja inovadora e contemporânea na forma, a mensagem que carrega é inspirada no folclore português, nos trajes, nas festas e sobretudo na figura da mulher portuguesa, de personalidade forte e coração sensível.

www.leaojewellery.com

ANA DIAS Formada em Arquitetura na Faculdade de Arquitetura do Porto, é no design de joalharia que Ana Dias concretiza o seu forte impulso criativo. Com a espontaneidade e a experimentação como base do seu trabalho, a autora cria joias que materializam a sua visão minimalista e conceptual. Da interseção da arquitetura com a joalharia, nascem formas geométricas e lineares que vivem em proximidade com o corpo. Ana Dias – architectural jewellery – dirige-se para um público exigente que valoriza o design e a individualidade. Com atenção máxima ao detalhe, a autora transforma a prata em peças de joalharia contemporânea simples e delicadas, com resultados numa linguagem despretensiosa e marcante.

www.anadiasjewellery.com


26 SUGESTÕES

1 Bienal de Cer veira

Da pop arte às transvanguardas, apropriações da arte popular até 16.09.2017

2 Museu Calouste Gulbenkian Portugal em Flagrante

3 Teatro Nacional de S ão João

Até 18.11.2017

Nas últimas décadas, a Bienal Internacio-

“Portugal em Flagrante” é uma exposição

nal de Arte de Cerveira tem-se afirmado

de caráter semipermanente da Coleção

como um dos acontecimentos mais mar-

Moderna do Museu Calouste Gulbenkian,

cantes das artes plásticas no nosso país

em Lisboa, que oferece uma introdução à

sendo, sem dúvida, um evento de referên-

história da arte e da cultura em Portugal

cia para a cultura artística nacional e inter-

no século XX.

nacional. É a bienal de arte mais antiga do país e da península ibérica em atividade.

Esta mostra integra uma seleção representativa de obras de artistas por-

“Quem tem medo de Virginia Woolf?”

O evento dá a conhecer as tendências

tugueses, realizadas em Portugal e no

da arte contemporânea e promove um

estrangeiro, ao lado de diversas peças de

conjunto de atividades complementares,

artistas internacionais, estando dividida

desde workshops e ateliers a conferências

em três momentos diferentes (Operação

e debates, concertos, entre outros.

1, 2 e 3).

A programação estende-se pelas cidades

A Operação 1 é constituída por obras

termina a temporada 2016-2017 sob a in-

de Vila Nova de Cerveira, Caminha, Pare-

realizadas sobre papel da coleção, com-

fluência do casal Macbeth e começa uma

des de Coura, Ourense e Vigo, reunindo

plementadas por documentação prove-

nova temporada na companhia de George

500 participantes de 35 países e mais de

niente da Biblioteca de Arte da Funda-

e Martha, casal também ele apaixonado e

600 obras de arte.

ção Calouste Gulbenkian. Neste espaço

violento, autodestrutivo e infértil – anjos e

enunciam-se algumas questões de âmbito

demónios de si mesmos.

político, social, cultural e artístico, que permitem uma melhor compreensão do século XX e dos primeiros anos do século XXI em Portugal.

14.09.2017 a 24.09.2017

O Teatro Nacional de São João, no Porto,

À pergunta de George – “Guerra total?” –, Martha responderá com um afirmativo e lacónico “Total”, adjetivo que sinaliza o excesso que enforma “Quem Tem Medo de

A Operação 2 apresenta uma seleção de

Virginia Woolf?” (1962), peça onde o dra-

obras de pintura de Amadeo de Souza-

maturgo norte-americano Edward Albee

-Cardoso, José de Almada Negreiros,

ergueu um inferno de grandes proporções

Mário Cesariny, Maria Helena Vieira da

recorrendo a um cocktail explosivo de

Silva, Paula Rego, entre outros.

pequenos expedientes: uma noite longa, ál-

A Operação 3 ocupa a nave principal do edifício da Coleção Moderna com um significativo conjunto de trabalhos de escultura,

cool a rodos, uma sala-de-estar confortável, jogos de palavras e jogos de poder, um casal de meia-idade cheio de som e fúria.

instalação, filme e algumas obras bidimen-

Dois majestosos monstros interpretados

sionais. Entre os artistas representados

por Alexandra Lencastre e Diogo Infante,

encontramos obras de Leopoldo de Al-

com este último a assinar também a dire-

meida, Francisco Franco, Canto da Maya,

ção de um espetáculo que tem a ousadia

Marcelino Vespeira, entre outros.

e a generosidade de recolocar na órbita do grande público um texto central da dramaturgia contemporânea.


MIMATA

www.mimata.pt


MONSEO

www.monseo.com

Jewellery Mag - Agosto