Reeleito prefeito de Baixo Guandu para mais um mandato, entre 2017/2020, Neto Barros admite que enfrentará fortes dificuldades em função da crise econômica que continua atormentando o país, com forte queda de receita para os municípios. Ele garantiu, no entanto, que obras importantes como a nova sede da Prefeitura serão concluídas e uma série de outros serviços serão implementados para atendimento à população. Neto e o vice, Eloy Avelino, participaram em Brasília, no final de outubro, de um seminário voltado a gestores eleitos para os próximos 4 anos, quando prefeitos de todo o Brasil foram alertados de que o momento econômico é delicado. “Teremos que ter cautela, aumentar a eficiência da admi-
A união politica do prefeito Neto Barros com o deputado guanduense Dary Pagung, consolidada na eleição de 2 de outubro, quando ambos na campanha eleitoral estiveram no mesmo palanque, já começa a produzir bons resultados em Baixo Guandu. Um dos focos dos dois líderes está exatamente na Saúde, com destaque para a melhoria no atendimento ao público no hospital dr. João dos Santos Neves. Com recursos do estado, o hos-
nistração e buscar soluções para os desafios que se apresentam”, afirmou Neto Barros, que já enfrentou desde que assumiu, em 2013, uma forte crise econômica, problemas climáticos severos e ainda a tragédia da Samarco. Mesmo assim, graças ao bom desempenho da administração, conseguiu se reeleger – apenas 48% dos prefeitos brasileiros que buscaram novo mandato obtiveram sucesso. Na página 02 desta edição, Neto Barros concedeu entrevista onde fala da eleição, da expectativa para o futuro e deixa claro que a campanha política acabou. “Sou o prefeito de todos os guanduenses”, afirma Neto, num gesto de união em favor da busca de atender aos anseios de toda a população.
pital adquiriu recentemente um consultório oftalmológico para realização de consultas préoperatórias, possibilitando o incremento de cirurgias como pterígio. O deputado Dary Pagung acaba de destinar também emenda parlamentar para aquisição de um aparelho de ultrasom, que deve estar à disposição da população nas próximas semanas. A parceria com a Prefeitura está permitindo ainda reforma na parte interna do hospital, garantindo mais conforto aos usuá-
rios e uma série de outras demandas já estão sendo alvo da atuação conjunta entre Neto e Dary. Esta “união de forças” em favor da Saúde vai além: um encontro recente reuniu na secretaria de Estado da Saúde o prefeito e o deputado, dirigentes do hospital e do setor regional de Saúde, quando uma pauta de reivindicações foi colocada junto ao Estado. Uma das metas é a contratação de anestesistas para ampliar as cirurgias que são realizadas no hospital.
Os serviços meteorológicos de todo o país estão prevendo a volta da normalidade das chuvas em todo o Espírito Santo a partir do mês de novembro, depois do Estado ser castigado, desde 2014, pela maior estiagem dos últimos 80 anos. Já são três anos de intensos prejuízos provocados pela seca no Estado, incluindo de forma severa Baixo Guandu, mas os meteorologistas acreditam que esta fase de dificuldades está perto do fim. A seca de três anos foram provocados pelos fenômenos “El Nino” e “La Ninha’, que provocam alterações na temperatura das águas do oceano Pacífico e influem nas chuvas em todo o Brasil. Baixo Guandu possui média histórica de 920mm anuais de chuva, concentrados especialmente entre os meses de outubro a abril. Em 2014, 2015 e 2016, no entanto, os três anos somados não ultrapassaram os 1.500 mm de precipitações, quando deveriam atingir cerca de 3.000mm de chuva. O déficit de água no solo em três anos, portanto, chega a aproximadamente 1.500 milímetros em Baixo Guandu, um verdadeiro desastre especialmente para a produção rural. A expectativa, no entanto, é de uma recuperação a partir deste mês de novembro.
Prejudicados especialmente pela forte crise econômica, apenas 48% dos prefeitos brasileiros que tentaram a reeleição em 2016, conseguiram êxito nas urnas. Um destes “sobreviventes” é o prefeito de Baixo Guandu Neto Barros, que teve o mérito administrativo reconhecido pelo eleitorado e conquistou um novo mandato de 4 anos – entre 2017/2020. Feliz pela aprovação do mandato que ainda exerce, Neto Barros vai ser reempossado no dia 1º de janeiro de 2017 com a sensação do “dever cumprido” e grato pelo entendimento do eleitorado que a administração deve continuar. O período 2013/2016 foi de extrema dificuldade para a esmagadora maioria dos municípios brasileiros, especialmente em função da queda de receitas proveniente da crise econômica e, no caso especial de Baixo Guandu, de fatores climáticos. Em 2013 uma enchente avassaladora causou danos graves ao município e nos três anos seguintes, a maior estiagem que se tem notícia no Espírito Santo prejudicou drasticamente a atividade rural. Isto sem contar o drama do maior desastre ambiental da história do país, com a tragédia da lama da Samarco que devastou o rio Doce e também trouxe prejuízos incalculáveis. Nesta entrevista, o prefeito reeleito Neto Barros fala sobre a administração, a campanha política e também sobre o que o guanduense pode esperar do novo governo que se inicia em janeiro de 2017. Campanha “Fizemos uma campanha de pé no chão, com pouquíssimos recursos e procurando mostrar aos guanduenses as conquistas que tivemos desde 2013, apesar de todas as dificuldades. Nossa economia melhorou, diminuímos muito a violência que tanto preocupava a cidade e realizamos obras de grande importância em todo o município. Modernizamos a administração e a fizemos ser reconhecida nacionalmente pela eficiência, ou seja, realizamos mais com muito menos recursos”. Ataques “A campanha política foi marcada em Guandu por dois palanques. Um que destilava o ódio, promovia
ataques pessoais e disseminava a mentira. O outro falava de propostas, de realizações, de expectativas para o futuro, sem qualquer tipo de ataque. Vejo com alegria que a população optou por escolher aquele palanque que agiu com decência, elegância, pensando unicamemente no bem estar de cada guanduense. A boa política venceu e tenho certeza que Baixo Guandu está maduro para se transformar num dos melhores municípios do Brasil”. Prefeito de todos “Quando me elegi prefeito em 2012, pela primeira vez, meu primeiro recado a todos que estiveram comigo e que foram trabalhar na administração, era um só: a campanha política acabou. Hoje tenho este mesmo recado: terminou a campanha e agora sou o prefeito de todos os guanduenses. Respeito a opção politica de cada um e vou governar para todos, com amor e buscando sempre a melhoria da condição de vida de cada guanduense”. Maioria na Câmara “A Câmara Municipal de Baixo Guandu teve uma renovação de cerca de 90%. Serão 11 novos nomes entre 13 vereadores. Dos treze eleitos, 9 estão entre os partidos e coligações que nos apoiaram. Esta maioria é importante porque necessitamos do apoio dos vereadores para governar com tranquilidade e fazer as reformas que o nosso município precisa. Quero, no entanto, manter uma relação republicana com toda a Câmara eleita, sempre disposto ao diálogo com todos os vereadores.” Presidência “A questão da presidência da Câmara tem que ser decidida pelos vereadores. Se pedirem minha opinião posso até me pronunciar, mas a decisão é dos vereadores. Todos os 13 eleitos tem competência e seriam excelentes presidentes” Parceria com Dary “A população entendeu muito bem a minha união política com o deputado Dary Pagung. Ele foi um parceiro importante na eleição e será um elo permanente com o Governo do Estado. Já estamos trabalhando juntos e temos uma pauta que envolve, dentre outros assuntos, a melhoria
no atendimento no hospital e a canalização de recursos para pavimentarmos 100% das ruas de Baixo Guandu, incluindo o interior. Várias outras demandas vão ser analisadas e nosso município só tem a ganhar com esta união. Dificuldades “Administrei Baixo Guandu num período de dificuldades enormes. O fim do Fundap, a queda enorme de receitas proveniente da crise econômica, uma oposição inconsequente da Câmara Municipal que engessava a administração, as chuvas avassaladoras de 2013 e depois 3 anos seguidos de estiagem foram alguns dos muitos desafios que tivemos que enfrentar. Sem contar, é claro, a tragédia ambiental da Samarco. Vencemos estas dificuldades com muita determinação e procurando profissionalizar a gestão, com licitações corretas em busca de melhores preços para obras e serviços e priorizando as necessidades do município”. Crescimento “Com toda a crise econômica, Baixo Guandu sobressaiu. Basta ver o quanto cresceu nosso número de empresas e empreendedores desde 2013. Atraímos inclusive a PW Brasil, que começa a funcionar em janeiro e é uma das mais modernas indústrias de confecção do país”. Violência “A violência era absurda em Baixo Guandu, onde chegamos a registrar 25 homicídios em 2011. Criamos em 2013 um gabinete de gestão integrada, com participação das policias Militar e Civil, Promotoria e Judiciário. Reduzimos em 68% o número de assassinatos na nossa gestão – em 2016, foram registrados 8 crimes de morte - e estamos empenhados em melhorar ainda mais a segurança pública. O guanduense voltou a sentir a paz que tinha perdido, especialmente pelo combate ao tráfico de drogas que tirava tantas vidas. O excelente resultado é também fruto de investimentos em projetos sociais”. Cautela “ O momento é de cautela na condução da administração pública, buscando equilibrar receitas e despesas. A crise econômica ainda é forte, os municípios capixabas penam com a
falta de recursos e a maioria deles nem sabe como pagar o 13º salário dos funcionários, conforme a imprensa registrou recentemente. O caminho é buscar a eficiência da gestão pública e Baixo Guandu mereceu este reconhecimento a nível nacional, em pesquisa realizada . Fomos considerados eficientes num ranking onde se observou a capacidade de fazer mais com menos recursos.” Futuro “Vamos reiniciar a nova administração, em janeiro de 2017, num quadro ainda de fortes dificuldades. Mas temos uma série de prioridades, entre elas dar continuidade às obras que estão em andamento, como por exemplo a nova sede da Prefeitura. Outro desafio é pavimentar 100% das ruas de Baixo Guandu até 2020. Queremos também garantir as obras necessárias para tratar 100% do esgoto doméstico da cidade, criaremos o centro de controle de zoonoses, temos um projeto de revitalização ao longo do rio Guandu, evitando enchentes nos bairros São Pedro e São José e
garantindo um espaço de lazer para a população. Vamos concluir o Parque da Lagoa, outra importante área de entretenimento, humanizar o atendimento na Saúde, buscar mais eficiência na Educação com projeto piloto de escola de tempo integral, criar um grande projeto habitacional na cidade para famílias de baixa renda e continuar trabalhando pelo desenvolvimento. Torcemos para que as chuvas se regularizem, melhorando as condições do interior e que a economia do país retome o crescimento”. Determinação “O guanduense pode estar certo de que não faltará determinação para fazermos uma administração ainda mais eficiente. Eu só tenho que agradecer a confiança que nos garantiu um novo mandato. Se com crise conseguimos dar um grande passo ao Guandu que todos queremos, imagine com a economia voltando a crescer, o fim da estiagem, a atração de novos investimentos. Com certeza, será muito melhor, com o apoio de todo o povo”.
Empolgação Uma cena no final do dia da eleição municipal chamou a atenção dos guanduenses. Terminada a votação, partidários do candidato a prefeito Lastênio Cardoso, certos da vitória, aglomeraram-se às centenas próximo ao Forum para confirmar o resultado. À medida em que as urnas foram abertas e Neto Barros ampliava a vantagem, todos foram saindo de fininho. Às 17 horas o público em frente ao Forum era um. Duas horas depois, era outro completamente diferente. Os eleitores de Neto tomaram conta da praça São Pedro e festejaram com direito a trio elétrico e muita animação. Desserviço O vereador Vinicius Gobbo, candidato derrotado a vice-prefeito, era um poço de mágoas na sessão da Câmara um dia após a eleição. Disse em pronunciamento que o povo de Baixo Guandu tem o governo que merece. Vinicius precisa ainda aprender que a Democracia é assim: prevalece sempre a vontade da maioria. Ficaria mais bonito para ele reconhecer a derrota e desejar sucesso ao prefeito reeleito Neto Barros.
Passada a eleição municipal, as atenções se voltam agora para quem será o presidente da Câmara Municipal no biênio 2017/2018. Nos bastidores da política, as conversas giram mais em torno de quatro nomes, embora não esteja descartada a possibilidade de surgir uma nova opção entre os 13 vereadores eleitos. Aparecem com certo favoritismo no processo de escolha do presidente os vereadores eleitos Lico Bororó, Wilton Minarini, Celma Cortes Bussular e Sueli Alves Teodoro, todos eleitos na base política do prefeito Neto Barros. Um dos primeiros nomes a ser lembrado foi o candidato mais votado na eleição, Lico Bororó, que nesta condição vai dirigir o processo de escolha do novo presidente, marcado para 1º de janeiro de 2017. Logo após a eleição da mesa diretora, o presidente da Câmara eleito vai dar posse ao prefei-
to Neto Barros e ao vice Eloy Avelino. Lico Bororó disse esta semana que se sente honrado em ter o nome lembrado, mas deixou claro que não pleiteia a presidência e nem vai articular para ser o escolhido. “Seria bom um entendimento de todos os vereadores para uma escolha de consenso”, afirmou Lico. O vereador eleito Wilton Minarini pensa de forma bastante parecida e acredita que poderá haver um consenso entre os 13 vereadores para evitar a disputa entre duas chapas. “Só serei candidato a presidente se houver uma aglutinação em torno do meu nome. Acho que temos, inclusive, que ouvir neste processo nosso líder maior, o prefeito Neto Barros, para chegar a uma composição da mesa diretora que seja do agrado da ampla maioria”. A vereadora eleita Celma Bussular também não fala abertamente em ser candidata, mas também não descarta
A pesquisa realizada pela Brand e divulgada pelo Folha Guanduense, 4 dias antes da eleição, acertou na vitória do prefeito reeleito Neto Barros em Baixo Guandu. Mesmo sendo realizada dez dias antes da eleição, a pesquisa já demonstrava uma dianteira sólida do vencedor e as urnas confirmaram o favoritismo de Neto Barros, embora com uma vantagem menor do resultado projetado – mas dentro da margem de erro comum a qualquer levantamento de intenção de voto dos eleitores. Neto Barros venceu Lastênio Cardoso com 1.119 votos de frente, (53,12% dos votos apurados, contra 46,88%). O eleitorado de Baixo Guandu soma 22.053 eleitores, mas somente 19.173 eleitores compareceram para votar. Houve abstenção de 2.880 votantes – 13,06% do total.
esta possibilidade. Celma trabalhou durante mais de 30 anos na Câmara, como secretária legislativa e conhece profundamente o funcionamento daquele poder. Outro nome cogitado é o da vereadora eleita Suely Alves Teodoro, que vai para o primeiro mandato e foi considerada uma “surpresa” na eleição, obtendo mais de 400 votos. Suely defende o diálogo como forma de escolher uma mesa diretora e acredita que pode haver consenso em torno de uma chapa única. Enquanto nos bastidores as conversas entre os vereadores eleitos seja uma realidade, o prefeito reeleito Neto Barros deixa claro que esta questão deve ser decidida pelos vereadores. “Se me pedirem opinião posso até me pronunciar, mas a decisão é dos vereadores e todos os 13 eleitos tem competência para ser escolhidos presidente”, afirma Neto Barros.
A grande maioria dos municípios capixabas teve eleições bastante acirradas, a exemplo de municípios como Vitória, Serra e Cariacica, que em segundo turno tiveram pequena diferença entre os dois primeiros colocados. Em Aimorés, Itaguaçu, Pancas e Laranja da Terra a eleição foi decidida também por pequena margem. Os prefeitos que buscavam a reeleição tiveram dificuldades em conseguir uma vitória, especialmente pela crise econômica que enfrentaram em seus mandatos. Apenas 48% dos prefeitos brasileiros conseguiram a reeleição, entre eles Neto Barros, de Baixo Guandu, que mereceu a confiança do eleitorado para permanecer mais quatro anos à frente do Executivo pelo bom desempenho da atual gestão.
Base forte Dos 13 vereadores eleitos em Baixo Guandu, 9 são da base do prefeito Neto Barros, o que dá mais tranquilidade à futura administração de ter um relacionamento tranquilo com o Legislativo. Neto tem deixado claro, no entanto, que não fará distinção entre aqueles que estiveram ou não em seu palanque, pretendendo manter um diálogo permanente com os 13 vereadores eleitos. Nova liderança A reeleição de Neto para prefeito abre a possibilidade de uma forte renovação política em Baixo Guandu. Como o próprio Neto não pode ser candidato a prefeito novamente em 2020 e o deputado Dary Pagung tem deixado claro que não pretende se colocar na disputa, o futuro chefe do Executivo vai surgir da renovação politica. Ou seja, teremos a partir de 2021 um prefeito que pode surgir da própria Câmara ou uma liderança de outro segmento que desponte como candidato. O certo é que não teremos na disputa nem Neto, nem Dary e nem Lastênio Cardoso, que deve sair de cena. É que Lastênio está com as contas de 2007 e 2012 rejeitadas pelo Tribunal de Contas e a nova Câmara deve seguir este entendimento. Confirmando a decisão do Tribunal de Contas, a Câmara afasta Lastênio da vida pública, na condição de candidato, por oito anos. Eleitos Para quem já esqueceu, estes são os vereadores eleitos em Baixo Guandu: Lico Bororó, Celma Cortes, Esmar da Vitória, Wilton Minarini, César Dragão, Liu, Geraldo Boone, Batata, Vieira Policial, Sueli Alves Teodoro, Valmir Mota, Agnaldo da Fênix e Romilson Araujo. Caixão Esta é pra ficar na história dos anais políticos de Baixo Guandu: uma casa em um bairro da cidade guarda uma preciosidade que ninguém sabe como se livrar dela. Trata-se de um caixão, comprado numa funerária em Colatina para não despertar suspeitas, que seria usado na comemoração da vitória de um candidato a prefeito. Fizeram até um boneco de pano barbudo para colocar dentro do caixão para ser exibido nas ruas após a divulgação do resultado, simbolizando o “enterro” de um candidato a prefeito. Só que deu tudo errado. O problema surge agora: o dono da funerária não aceitou a devolução do caixão e ninguém sabe o que fazer com aquela peça, que está muito bem escondida aguardando o destino final. Alguém tem sugestões?
Meire Senna recebeu amigos e parentes no cerimonial Lauriys em Aimorés, comemorando aniversário, ao lado do marido Sérgio e dos filhos Tony e Sávio. A ela nossos votos de muitas alegrias e felicidades!
• Preocupante o número de motociclistas em Baixo Guandu que não respeitam de maneira nenhuma os semáforos da cidade. Isso pode explicar o grande número de acidentes com este tipo de veículo. • Quem foi homenagear seus entes queridos que já partiram em Baixo Guandu, encontrou um cemitério muito organizado, limpo e com pessoas atendendo ao público com toda a educação.
Baixo Guandu acaba de ganhar uma unidade especializada em unhas: trata-se da Spazzio D’unhas, que fica localizada na rua Madame Albertina Holz, em baixo da academia Body & Shape. Além da qualidade do serviço ofertado, a Spazzio tem o diferencial de que você não precisa marcar hora para ser atendido.
Repetindo uma tradição centenária, o município de Aimorés elegeu, no dia 2 de outubro, seu novo prefeito, vice e 11 vereadores em clima de disputa acirrada. Apesar da pequena diferença de votos, a eleição transcorreu com bastante normalidade, não se registrando incidentes capazes de manchar a disputa. Para prefeito, os aimoreenses escolheram Marcelo Marques, o Marcelo Fubá, seu novo prefeito, tendo como companheiro de chapa o servidor da Justiça Jefinho. Disputou também a eleição o professor Renato Teixeira e os números mostram uma eleição
bastante equilibrada: Marcelo Marques (Fubá) obteve 8.107 votos, (52,77%), contra 7.257 v o t o s d e R e n a t o Te i x e i r a (47,23% dos votos válidos). O eleitorado de Aimorés soma 19.517 votos, sendo que na eleição de 2 de outubro compareceram às urnas 16.049 votantes. Segundo dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral, 3.458 eleitores não compareceram para votar, configurando-se uma abstenção de 17,77% do eleitorado. Foram registrados ainda 158 votos em branco e 527 votos nulos. A diferença de apenas pouco
mais de 800 votos em favor de Marcelo Fubá para prefeito, mostrou a disputa bastante acirrada no pleito em Aimorés. Durante os 45 dias de campanha, os candidatos a prefeito fizeram comícios em toda a sede e distritos de Aimorés, sempre com grande presença de público, o que demonstrou o interesse da população em participar da campanha política. Marcelo Fubá, do PMDB, já foi prefeito de Aimorés entre 2009/2012, concorreu à reeleição mas acabou derrotado por cerca de 300 votos. Ele retornou candidato em 2016 e foi o esco-
lhido pelo eleitorado para retornar ao comando do Executivo Municipal. Já o professor Renato Teixeira, do PDT, concorreu pela primeira vez a um cargo eletivo e teve bom desempenho nas urnas. O prefeito eleito, que assume a Prefeitura em 1º de janeiro, substituindo o prefeito atual Alaerte Silva, adiantou que uma das suas prioridades será a busca da retomada do desenvolvimento de Aimorés. Marcelo acredita que o município pode buscar alternativas para voltar a crescer, mudando um quadro atual quem, segundo ele, demonstra uma forte estagnação na economia local.
Na Câmara Municipal Aimorés teve uma forte renovação nos quadros do poder Legislativo Municipal. Dos 11 atuais vereadores, apenas três se reelegeram: Luciano Batista, Onairzinho e Tião Molin. Foram eleitos em Aimorés os seguintes vereadores: Luciano Batista, Rubens Barcelos, André Vidal, Neacir, Onairzinho, Daniel Lemos, Nenem Gomes, Adalton Marques, Zé Cota, Joãozinho da Cacilda e Tião Molin.
A exemplo da grande maioria das cidades brasileiras, Aimorés teve uma eleição para prefeito também bastante disputada. Marcelo Marques, o Marcelo Fubá, do PMDB, venceu por apenas 850 votos o professor Renato Teixeira, do PDT, num pleito acirrado que envolveu muito a população de Aimorés. Marcelo Fubá garantiu, na semana passada, que um dos objetivos básicos da sua administração será buscar meios de retomar o desenvolvimento de Aimorés, que, segundo ele mesmo reconhece, “parou no tempo” e precisa de retomar a confiança para voltar a crescer. Nesta entrevista ao “Folha de Aimorés”, Fubá falou sobre a campanha política, desenhando alguns objetivos básicos a serem buscados depois de tomar posse, em janeiro de 2017. Gerente do banco Itaú, onde trabalha há 32 anos (inicialmente no Bemge), Marcelo está otimista com resultados a médio prazo, embora acredite que encontrará uma Prefeitura endividada e com problemas sérios de gestão que precisam ser corrigidos. A eleição “Fizemos uma campanha muito difícil, com poucos recursos, mas tínhamos uma base aliada de
11 partidos e não faltou um grande espirito de luta de todos. Realizamos 23 comícios em apenas 45 dias, percorrendo a sede e os oito distritos de Aimorés, fazendo questão de visitar casa por casa para levar nossa mensagem de esperança de dias melhores para Aimorés. Felizmente tivemos êxito, a população quis o meu retorno à Prefeitura, e elegemos também 6 dos 11 vereadores”. Transição “Já encaminhamos ofício ao prefeito Alaerte, que foi nosso adversário na eleição, solicitando uma transição a partir dos próximos dias, para que tenhamos uma ideia real de como se encontra a Prefeitura. Notícias extra-oficiais dão conta de que vou encontrar uma situação extremamente difícil, inclusive débitos a pagar, mas não posso fazer agora um juízo de valor sobre como estão as finanças do município. Quem vai apontar isso é a equipe de transição e espero do prefeito toda a facilidade para obtermos as informações que necessitamos”. Medidas iniciais “Independente do que vamos encontrar na Prefeitura, a primeira medida deverá ser o controle rígido das despesas. Sei que as dificuldades serão enormes, mas de ime-
diato queremos fazer uma grande melhora na limpeza pública e ter um cuidado especial com o setor de Saúde, onde a população está sendo muito mal atendida”. Desenvolvimento “Aimorés parou no tempo e todo mundo sabe disso. Se num passado nem tão distante fomos uma das cidades mais importantes do Vale do Rio Doce e chegamos a ter mais de 50 mil habitantes, hoje restaram apenas lembranças desta época de ouro. Mas a esperança de retomar o desenvolvimento em Aimorés está de pé e vamos lutar muito para que isto aconteça. É uma questão complexa mas temos objetivos bem claros e definidos para conseguir que nosso município volte a crescer, gerando emprego e renda para a população”. Sudene “Uma das nossas grandes lutas para retomar o desenvolvimento de Aimorés é incluir nosso município na área da Sudene, um beneficio que atrai investimentos pela facilidade de crédito e incentivos fiscais. Nosso vizinho Baixo Guandu, por exemplo, está enquadrado na Sudene e tem conseguido atrair investidores no setor industrial. É um processo complicado, porque depende de aprovação do Congresso Nacional, mas é um pleito não só de Aimorés, mas também de várias outras cidades mineiras da região. Vamos nos mobilizar neste sentido, buscando o apoio político necessário para incluir Aimorés na Sudene. Outro desafio é pontuarmos uma área industrial específica para atrair investidores”. Interior “Quando falamos de desenvolvimento, temos que de imediato pensar não só na indústria, mas também na atividade rural em Aimorés. A crise no setor é extremamente grave, especialmente por causa da seca que já dura mais de 3 anos. Temos que torcer para que volte a chover normalmente,
ao mesmo tempo desenvolver projetos de enfrentamento a esta crise no interior. Com tecnologia, precisamos revitalizar a cafeicultura, incentivar a atividade pecuária e promover a diversificação de culturas”. Secretaria forte “Eu vou fazer uma Secretaria de Agricultura forte, com ações definidas em favor do meio rural, que ainda é um dos grandes sustentáculos da nossa economia. Precisamos pensar seriamente na recuperação de nascentes, trabalhando junto com o Instituto Terra e buscar alternativas para o produtor rural. Tomo como exemplo a cultura da pimenta do reino, que hoje tem um excelente preço a nível internacional e pode muito bem ser introduzida em boa escala em Aimorés. Mas isto é feito com incentivo, busca de tecnologia e meios de retenção de água para irrigação, o que serve também para outras culturas”. Feira Livre “Recebi durante a campanha vários pedidos no sentido de mudar o local da feira livre que se realiza semanalmente nas proximidades dos armazéns do IBC. Vamos fazer um estudo neste sen-
tido e já recebi a sugestão de colocar esta feira no centro da cidade, na rua da agência do INSS. A mudança pode acontecer sim, no início do próximo ano”. Eleição da Câmara “Nossa base aliada conseguiu eleger 6 dos 11 vereadores. A questão da eleição do presidente da Câmara deve ser decidida pelos vereadores e não pelo prefeito. Queremos um Legislativo parceiro, que se junte a nós na busca do melhor para Aimorés e acredito num bom relacionamento com a Câmara Municipal”. União “Aimorés teve uma eleição muito acirrada, como aliás é comum nos pleitos políticos da nossa terra. Mas o processo político acabou. Eu não serei o prefeito somente do PMDB ou daqueles que me apoiaram. Quero ser o prefeito de cada habitante de Aimorés. Por isso faço um apelo pela união, pela junção de forças em favor do município. A desunião só traz consequências negativas para toda a população. Se estivermos unidos, com certeza Aimorés terá muito mais facilidades para crescer e se desenvolver, melhorando a qualidade de vida da população”.