A capixaba Baixo Guandu e a mineira Aimorés comemoram neste ano de 2015, 80 e 100 anos de emancipação política, respectivamente, reforçando seus laços de amizade e interação econômica. Se até a década de 1970 a rivalidade entres as duas cidades era grande, hoje não existe mais qualquer “ranço” do passado e os moradores de ambas as localidades já enxergam um relacionamento cada dia mais positivo. Emancipado politicamente em 1915, Aimorés manteve a supremacia no Vale do rio Doce durante décadas, especialmente entre 1940 e 1970. Baixo Guandu tornou-se independente em 1935, 20 anos depois de Aimorés e durante mais de 40 anos tinha a cidade mineira como referência de desenvolvimento, porém houve posteriormente um equilíbrio de forças e as duas cidades hoje somam quase 60 mil habitantes. Quem viveu em Baixo Guandu e Aimorés até os anos 1970, sabe perfeitamente que as cidades, afastadas pela linha divisória do Espírito Santo e Minas Gerais, eram rivais a ponto de evitarem uma maior aproximação. Os jovens da época evitaram namorar moças da outra cidade para evitar provocações e até os times de futebol evi-
tavam se enfrentar, com receio de grandes confusões. O interessante é que uma calamidade acabou aproximando muito as duas cidades. Na grande enchente de 1979, quando as águas do rio Doce invadiram impiedosamente Aimorés, os mineiros correram desesperados em busca de abrigo em Baixo Guandu, que localizada em ponto mais alto, foi pouco afetada pela inundação. A solidariedade foi grande dos guanduenses com os aimoreenses, que abrigaram mais de 5 mil pessoas em suas casas, muitas vezes sem conhecer quem procurava abrigo, estabelecendo-se a partir daí uma nova etapa no relacionamento. A estrada Baixo Guandu x Aimorés, inclusive, foi asfaltada pelo governo mineiro, num gestão de gratidão pelo socorro naquele momento difícil, quando eram prefeitos Wilson Santana Lopes e Acindino Dias, respectivamente. Hoje as duas cidades vivem de forma extremamente unida e pacifica. Moradores de Aimorés trabalham em Baixo Guandu e vice versa. Empresários de Baixo Guandu investem em Aimores, o mesmo ocorrendo na direção contrária. “São duas cidades irmãs”, costumam dizer hoje os moradores, que assistem, inclusive, a aproxi-
Aimorés comemorou seu centenário com várias atrações e publicações especiais mação das duas cidades em termos de urbanização: residências e pontos comerciais vão avançando nos 4 quilômetros da estrada que separam as fronteiras e a expectativa é que, dentro de mais 10 a 15 anos, as duas cidades se transformem num só aglomerado urbano. Se hoje Baixo Guandu apresenta uma economia mais fortalecida que Aimorés, em função de uma
série de fatores, esta fato é visto também de forma positiva pelos vizinhos mineiros. Mais emprego em Baixo Guandu significa mais oportunidades de trabalhado aos vizinhos aimoreenses, o mesmo ocorrendo em sentido contrário. O interesse é que as duas cidades continuem crescendo, se aproximando e unindo seus interesses, já que assim todos ganham com
Vista parcial de Baixo Guandu: muito progresso nestes 80 anos de história
este processo de desenvolvimento. Não é a toa que as duas cidades já possuem um jornal, há anos, procurando sempre a união entre o Espírito Santo e Minas Gerais. O “Folha Guanduense” e o “Folha de Aimorés” são um só jornal, circulando nas duas cidades e procurando sempre levar as noticias de forma a fortalecer a união entre os capixabas e mineiros.
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Julho/Agosto de 2015 - n° 149 - Folha Guanduense
Onze vagas A Câmara de Baixo Guandu deve mesmo ficar com 11 vagas na eleição de 2016 . Embora municípios com mais de 30 mil habitantes possam ter 13 vereadores, a Justiça Eleitoral precisa de confirmação oficial do IBGE. Hoje, Guandu passa dos 30 mil, mas somente em estimativa de população. Muito Como sempre acontece em ano véspera de eleição, o número de pré-candidatos a prefeito fica grande, mas vai diminuindo com a proximidade do pleito. Ao final, serão 2 ou 3 candidatos. Com tendência de apenas dois. PSD O PSD de Baixo Guandu elegeu presidente o ex-secretário de Obras Claudio Quintella e secretario geral, o sindicalista Juscelino Brzesky. O partido apóia a reeleição de Neto Barros, mas reivindica mais participação no governo municipal. Lastênio Cardoso, atual prefeito Neto Barros e deputado estadual Dary Pagung Embora a tendência na última hora é que apenas 2 ou 3 candidatos mantenham o desejo de continuar na disputa, Baixo Guandu já especula o nome de 5 pré-candidatos a prefeito na eleição marcada para outubro de 2016. Como os prazos de filiação partidária estão próximos de encerrar, no começo de outubro, a movimentação em torno dos partidos aumentou muito nas últimas semanas, com os bastidores da política fervendo em torno das prováveis candidaturas. A principio, o mais provável é que teremos um novo embate entre o atual prefeito Neto Barros e o exprefeito Lastênio Cardoso, que permaneceu no PMDB e fez um encontro recente na cidade, elegendo presidente do partido seu fiel escudeiro, o ex-vereador Hercules de Souza. O prefeito Neto Barros também se movimenta intensamente, o que faz crer que sua candidatura à reeleição é coisa definida. Neto voltou a fazer reuniões semanais nas comunidades e usa muito as redes sociais
para divulgar as suas obras no município. Outra opção de candidatura é do deputado estadual Dary Pagung, que continua estremecido com seu ex-companheiro Lastenio Cardoso e pode até decidir se lançar como postulante ao Executivo. O fiel da balança, neste caso, é o governador Paulo Hartung, que deve orientar tanto Lastênio quando Dary no processo eleitoral, já que possui laços de amizade com ambos. Há quem aposte que Lastênio e Dary vão acabar se unindo para enfrentar Neto Barros, mas muitos acham esta possibilidade difícil. As desavenças da campanha de 2014 estariam ainda muito fortes e alguns acreditam que o deputado Dary, não sendo candidato, vai dar uma “mergulhada” na eleição e deixar tudo por conta da escolha do eleitorado. No PTB, o presidente do partido Betinho Menegussi ainda acredita que o partido vai lançar um candidato a prefeito. Ele argumenta que o partido tem se reunido com outras
agremiações e a tendência é buscar uma candidatura própria, porque precisamos de um processo de renovação e uma nova maneira de conduzir a administração em Baixo Guandu”. Um quinto nome colocado no bolo da sucessão é o do empresário Saulo Bussular, cuja candidatura teria o apoio do ex-prefeito Cici Pereira. Saulo não confirma nem desmente, mas pessoas ligadas a Cici Pereira acreditam que ele poderá ser a grande novidade na eleição, por se tratar de um nome novo, que nunca participou do processo político. Já o ex-candidato a prefeito, dr. Eraldo Trevizani, tem manifestado a amigos que não deve mais concorrer a prefeito, embora tenha tido uma excelente votação concorrendo com Neto Barros em 2012. Dr. Eraldo, inclusive, fez as pazes com o prefeito Neto Barros, com quem andava estremecido por conta da campanha eleitoral de 2012. Os dois se cumprimentam e conversam normalmente, mas sempre evitando falar de política.
PMDB No PMDB, a escolha da presidência recaiu sobre o ex-vereador Hercules de Souza, afinadíssimo com o ex-prefeito Lastênio Cardoso. PRP O PRP, do deputado Dary Pagung, continua em processo de filiação de nomes fortes para concorrer à Câmara. Quer eleger pelo menos 4 vereadores, mesmo Dary não sendo candidato a prefeito. Lastênio O ex-prefeito Lastênio Cardoso movimenta-se com posição de candidatíssimo a prefeito. Quer voltar e não tem escondido isso de ninguém. Movimenta-se inclusive buscando melhorias para o hospital de Baixo Guandu, junto a dirigentes do seu partido, o PMDB. Neto Barros Neto Barros segue a mesma linha. Tudo indica que teremos a repetição do embate de 2008, quando Lastênio derrotou Neto na disputa pela Prefeitura. Pergunta Sempre que perguntado se será candidato a prefeito, o deputado Dary Pagung sai pela tangente. “É cedo, é cedo”, costuma dizer, embora continue movimentado seu PRP reforçando filiações. Fábrica
A eleição de 2016 ocorre em todo o Brasil num clima de muita desconfiança com a classe política. É recessão, é escândalo sem parar, tendo o PT no olho do furacão. Mas a Democracia sugere que tenhamos a capacidade de escolher os menos piores, porque encontrar santo no meio político hoje tá difícil.
Dois fiéis escudeiros do prefeito Neto Barros foram contratados, mas depois demitidos e saíram atirando na administração. Zé Maritaca e Jonas do Rosado, ambos exvereadores, se sentem injustiçados e não escondem a tremenda decepção com o prefeito. Coisas da política. Sempre foi e sempre será assim.
A PW Brasil, de Colatina, já iniciou as obras de construção de sua indústria de Baixo Guandu, prometendo 165 empregos de forma direta. A empresa ganhou do município área superior a 20 mil m² no antigo Parque de Exposições, doação que chegou a ser contestada na Justiça, porém o processo acaba de ser arquivado.
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Falta pouco mais de um ano para as eleições municipais de 2016 e as movimentações políticas em Baixo Guandu se agitam a cada dia. No último dia 06 de agosto, o Partido Social Democrata – PSD realizou um grande evento para oficializar a posse de sua nova Diretoria Executiva e apresentar seus novos filiados. O evento contou com as presenças ilustre do diplomata e presidente da Executiva Estadual Zé Carlinhos, o ex-prefeito de Vila Velha Neucimar Fraga, do promotor Dr. Sain’t Clair Nascimento Junior, do jornalista Marcelo Paranhos, do prefeito Neto Barros e diversas lideranças locais. O PSD já faz parte da base de apoio do atual prefeito Neto Barros que naturalmente é candidato à reeleição, porém, a participação do partido no governo municipal hoje, tem sido bem inexpressiva, e pensando em ampliar esta participação, a Executiva Estadual decidiu renovar por completo a direção do partido no município. “Gostaríamos de pedir ao prefeito que olhe com carinho para o nosso PSD.” Disse o VicePresidente Estadual do partido, Neucimar Fraga. Comenta-se nos bastidores político, que o grande articulador deste fortalecimento do novo PSD no município tem sido o presidente do Sindicato dos Ser-
O PMDB de Baixo Guandu realizou no dia 22 de agosto convenção para eleger a nova mesa diretora do partido na cidade. Estiveram presentes, além de filiados partidários, vereadores, ex-vereadores, presidentes de outros partidos, funcionários públicos, pastores e líderes comunitários, que definiram como missão eleger maioria de vereadores na Câmara Municipal e o futuro prefeito de Baixo Guandu. A presidência do partido ficou a cargo de Hércules de Souza, que destacou a força do partido e a vontade de mudança. "O PMDB busca uma realidade bem diferente para o nosso município, mais do que isso, ele representa o povo querendo oportunidade de sonhar novamente e sair deste pesadelo que vivemos nos dias de hoje. Quero agradecer ao empenho de todos os amigos e filiados, e estaremos firmes para a grande caminhada em 2016". finalizou Hércules.
vidores, Juscelino Brzesky, isso pelo fato de Juscelino ser muito bem relacionado com lideranças estaduais e nacional da União Geral dos Trabalhadores – UGT, onde o mesmo é vice-presidente Estadual e também faz parte do PSD Movimentos Estadual. A UGT tem uma participação bem direta no partido através do PSD Movimentos que no Brasil é coordenado pelo presidente nacional da UGT, Ricardo Patah, e no Espírito Santo é coordenado pelo presidente estadual da UGT, Ari George e naturalmente em Baixo Guandu por Juscelino Brzesky. Durante o evento, o presidente estadual do PSD Zé Carlinhos garantiu que o rumo do PSD em Baixo Guandu nas próximas eleições será decidido exclusivamente pela Executiva Municipal e que em momento algum haverá qualquer
tipo de interferência da Executiva Estadual nas decisões da mesma. A nova Executiva Municipal ficou assim constituída: Presidente: Claudio Quintela; Vice-Presidente: Wilton Minarini; Secretário Geral: Juscelino Brzesky; 1º Tesoureiro: Jurandir Geovani; 2º Tesoureiro: Lucas Neves; Suplentes: Geraldo Inácio Rodrigues, Josélia Medeiros Schneider e Elson de Abreu. Foi constituído ainda os núcleos do PSD Movimento, PSD Mulher e PSD Jovem. Após ouvir lideranças estaduais do PSD, o Folha Guanduense procurou o líder sindical Juscelino Brzesky que se limitou em dizer que toda e qualquer decisão do partido foi e sempre será tomada em grupo. “Entre nós, não existe individualidades ou vaidades. Nosso projeto prioriza o que for melhor para Baixo Guandu.” Disse Juscelino.
No mês de setembro quem faz mais um ano de vida é o amigo José Júlio. E como vem acontecendo há anos, sempre comemora esta data na companhia de amigos e familiares em seu bar, na localidade de Mascarenhas, em Baixo Guandu. Parabéns José Júlio!
• A cidade de Aimorés completou 100 anos com várias atrações no parque de exposições João Luiz Frizzera. Entre elas, os shows de Teodoro e Sampaio (18/09) e Jota Quest (19/09) animaram a noite aimoreense. Outro acontecimento interessante no centenário foi a distribuição de um bolo com 100 metros, confeccionado pela padaria União Portuguesa.
Quem comanda agora o 8º Batalhão de Policia Militar em Colatina é o major Rômulo, um grande amigo de Baixo Guandu, onde casou-se com Mirian Georgette e já foi comandante da Companhia local da PM. Ao TenCel Rômulo, nosso desejo de muito sucesso.
A Loja Maçonica Fraternidade Guanduense está em festa pela distinção especial recebida recentemente, quando foi conduzido à Presidencia da PAELES, o membro da loja Eduardo dos Reis, exatamente quando comemora, em 2015, seus 60 anos de atividade na cidade. A PAEL-ES (Poderosa Assembleia Estadual Legislativa) será presidida por Eduardo dos Reis até o ano de 2017.
O capitão da reserva da PM Ladimir Rocha filiou-se na Maçonaria, levando com ele também o filho Wladimir Rocha, ambos residentes em Baixo Guandu. Ladimir, que há 38 anos iniciou-se na Loja 22 de Agosto, em Colatina, também por uma questão sentimental: seu pai, o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal, Reginaldo Rocha, foi um dos fundadores da Loja 22 de Agosto. Ladimir e Wladimir foram recepcionados com muita alegria pelos maçons da loja 22 de Agosto.
Cerca de 250 pessoas participaram, na noite de 19 de setembro, de um jantar comemorativo aos 100 anos de Aimorés, tudo organizado de maneira competente por Maria Helena Calvão Caser e Marco Aurélio Paraguassu. O jantar, acompanhado de música ao vivo, aconteceu nas dependências da AABB de Aimorés. O jantar foi um encontro de “gerações de aimoreenses”, segundo definiu Maria Helena Calvão, que lembrou o fato do encontro reunir pessoas residentes na cidade e muitos que há anos residem fora, mas fizeram questão de visitar Aimorés na passagem do centenário. O jantar serviu também para um “reencontro” de aimoreenses que há meses ou anos não se encontravam e tiveram a oportunidade de ter de novo esta aproximação. Não faltaram a alegria e a emoção de muita gente que estava distante, mas voltaram a se ver no jantar dos 100 anos de Aimorés, onde foi distribuída, inclusive, uma edição especial do centenário, em forma de revista.
Os associados já possuem estrutura física da fábrica, agora precisam de equipamentos e licença emitida pela vigilância sanitária
Dirigentes da Associação de Desenvolvimento da Agricultura Familiar de Alto Capim, ( ADAFAC), estiveram na Camara Municipal na sessão de 31 de agosto, relatando aos vereadores o projeto da construção da fábrica de doces na localidade. O presidente da ADACAF, Ovenil Domingos da Silva e a secretária da Associação, sra. Josefa, explicaram que a entidade trabalha com o Programa Nacional de Alimentação Escolar, vendendo 30% dos seus produtos para o município e do Estado. A ADACAF recebe apoio da Prefeitura Municipal, da Emater e do Isis, que é um instituto ligado à Vale. Eles explicaram na Câmara que a estrutura da fábrica de doces já foi concluída, mas que necessitam de mais recursos para a compra de equipamentos, pois para a comercialização dos doces existe a necessidade de um certificado emitido pela Vigilância Sanitária A Associação já lançou um vídeo promocional, a fim de arrecadar fundos para a fábrica. Os dirigentes Ovenil e Josefa solicitaram a ajuda dos vereadores para tornar a fabrica de doces uma realidade, garantindo mais renda para a população de Alto Capim. A secretária Josefa, inclusive, foi selecionada pela ONU para participar de um encontro da agricultura familiar que ocorrerá entre 12 e 16 de outubro na cidade de Roma, na Italia. Vários vereadores fizeram uso da palavra elogiando a atuação de ADACAF, salientando a luta em torno do trabalho que vem sendo realizando em torno do fortalecimento da agricultura familiar. O presidente Tião Molin salientou que este tipo de iniciativa garante mais renda às famílias que residem no interior, fixando-as no meio rural.
A fábrica de doces é uma fonte de renda alternativa para vários moradores de Alto Capim
A Câmara Municipal de Aimorés aprovou por maioria de votos, o envio de uma carta de repúdio às comemorações do centenário de Aimorés, pelo fato da Paróquia Nossa Senhora do Carmo, a mais tradicional da cidade, ter sido excluída das comemorações alusivas aos 100 anos de emancipação do município. O ofício com o teor da carta, elaborada pelos paroquianos representantes da Nossa Senhora do Carmo, foi enviada ao prefeito municipal na data de 14 de setembro. Além dos paroquianos, os vereadores também aprovaram por maioria de votos, a inserção da assinatura na carta de repúdio, a dezenas de pessoas que assistiam a reunião da Câmara Municipal. Estas pessoas também estranharam o fato da administração municipal não ter convidado a Paróquia Nossa Senhora do Carmo a participar das celebrações. Na carta elaborada pelos paroquianos e aprovada seu envio através da Câmara Municipal, é relatada a presença permanente da Paroquia Nossa Senhora do Carmo neste período de 100 anos da história de Aimorés, sempre trazendo benefícios para a comunidade. Ao lado, a carta de repúdio:
Desde o princípio do sec. XIX , a Igreja Católica deu início à pregação do Evangelho de Jesus Cristo, no município de Aimorés, através da Paróquia Nossa Senhora do Carmo. Não foram poucas as dificuldades encontradas e vividas, por seus primeiros Padres, quando ainda em meio aos índios, que já sofriam extermínio e fome, Padres buscavam e traziam recursos para oferecer-lhes o essencial para suas sobrevivências. Sempre tem procurado praticar e servir com suas ações solidárias, ao longo de todos esses anos, através das Obras Sociais e Filantrópicas , serviços sociais de solidez com resultados, no que diz respeito à: EDUCAÇÃO (Colégio do Carmo) SAÚDE (Hospital S. José e S. Camilo), ASILO DOS VELHOS (Amparo à 3ª Idade), AAMAR AAPAE - e outros serviços religiosos e comunitários locais. "Nestes 100 ANOS" de histórias vividas e contadas, a Igreja Católica de Aimorés, através da Paróquia Nossa Senhora do Carmo, a primeira estabelecida pela história religiosa do Municipio,e que tem como Padroeira Nossa Senhora do Carmo, lembrando ainda, que foi a fundação de tal Paróquia, quem deu origem ao feriado municipal de 16 de julho. A Paróquia Nossa Senhora do Carmo, através de sua história, tem prestado relevantes serviços ao povo aimoreense, indiferente de credos ou opções religiosas, mas sempre imbuída pela prática dos apelos de JESUS em seus evangelhos. "Nestes 100 ANOS" de lutas e dificuldades constantes junto ao povo aimoreense, a Paróquia Nossa Senhora do Carmo , realizadora de tantas obras , nunca poderia ter ficado esquecida , ter sido colocada à parte num gesto de exclusão, pela atual Administração Municipal , das programações festivas centenárias, quando o Município celebrará efusivamente sua emancipação politica.
Depois de receber da Câmara Municipal de Aimorés, uma moção de congratulações pelos 40 anos de dedicação à Igreja Católica na região, o padre Elias externou na sessão de 31 de agosto, seu agradecimento à iniciativa do Legislativo Municipal. Padre Elias, que comanda a Paróquia Nossa Senhora do Carmo, recebeu uma grande festa no mês de junho lembrando os 40 anos dedicados à Igreja, sendo quase 30 anos somente de trabalho no município de Aimorés. Padre Elias explicou que durante estes quase 30 anos em Aimorés, além do seu trabalho religioso e evangelizador, procurou sempre ajudar o município a continuar crescendo de todas as formas. Ele pediu mais união para o bem de Aimorés, destacando que devemos esquecer as divisões políticas em busca de uma sociedade mais justa e fraterna. O religioso aproveitou para mandar uma mensagem de congratulações a todo o povo de Aimorés pela passagem dos 100 anos de emancipação, enfatizando que espera que dias melhores aconteçam para o município. Padre Elias vê com tristeza os jovens tendo que ir embora do município por falta de opções de trabalho, lembrando que sempre que surge alguma liderança capaz de fazer algo pelo município, ela também acaba deixando a cidade. Por fim, padre Elias fez um apelo em favor da caridade e da solidariedade, lembrando que em Aimorés existem instituições onde estas qualidades podem ser praticadas: o Hospital, a AAMAR, a APAE e o Asilo dos Velhos.
Não somos contra nenhuma manifestação religiosa de quaisquer Igrejas ou credos, porém sentimos que tal atitude de exclusão , quanto a paróquia Nossa Senhora do Carmo, estabelecida e divulgada pela atual Administração Municipal 2013/2016,na programação festiva, desmerece a participação efetiva e contínua da Paróquia N. Senhora do Carmo, ao longo de todos esses anos , sempre representada por um povo católico fiel , operários do Reino de Deus, que tem honrado sua Fé, demonstrando compromisso e responsabilidade na Missão Evangelizadora dos 100 anos aqui vividos, sempre representada pelos católicos , de todas as comunidades do interior e da cidade, representadas em : Santo Antônio do Norte, Alto Gimirim, S. José do Limoeiro, S. Luiz do Bugre, S. Sebastião da Encruzilhada, Tabauna, Conceição do Capim, Natividade, além das Comunidades da sede: Matriz Nossa Senhora do Carmo, Sossego, Betel ,Rua Nova, Barra Preta. Assim sendo, diante do exposto, em nome de todos os Paroquianos da Paróquia Nossa Senhora do Carmo de Aimorés, da cidade e do interior, nós Vereadores Católicos ,apresentamos o nosso REPÚDIO a tal exclusão nas festividades centenárias, demonstrando o nosso sentimento ao que muito feriu a dignidade cristã em tese, de todos os Paroquianos da Paróquia Nossa Senhora do Carmo de Aimorés, a mais antiga da cidade. "Um povo que não conhéce o seu passado é um povo s'em futuro!" ( Provérbio Hebraico) PA R O Q U I A N O S R E P R E S E N TA N T E S D A PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO CARMO DE AIMORÉS. Aimorés, 14 de Setembro de 2015.
O vereador Gessimar, autor da proposta, fez a entrega ao padre Elias
Desde que, no longínquo ano de 1572, o bandeirante Sebastião Fernandes Tourinho resolveu subir o rio Doce, partindo da Capitania do Espírito Santo, podemos dizer que começa a história de Aimorés. Comandando uma esquadra de 400 homens, o bandeirante partiu da foz do rio Doce, no atual município de Linhares (Regência), e chegou no mesmo ano até a confluência do rio Piracicaba, atingindo finalmente as encostas da futura Vila Rica de Albuquerque, atual Ouro Preto. O bandeirante Sebastião Tourinho subiu o rio Doce à procura de ouro, pedras preciosas e especialmente esmeraldas, uma gema muito valiosa que era alvo da cobiça dos desbravadores. Dois anos depois, em 1574, portanto apenas 74 anos depois do descobrimento do Brasil, outro bandeirante, Antônio Dias Adorno, montou uma caravana com 150 portugueses e cerca de 400 índios escravizados, subindo novamente o rio Doce em busca das riquezas das Minas Gerais. O nome "rio Doce" foi dado pelos portugueses ao então caudaloso curso d’água, já nas primeiras expedições exploratórias dos lusitanos ao longo da costa brasileira. Consta que os navegadores, na costa capixaba, algumas milhas mar adentro, notaram águas escuras, barrentas e adocicadas. Seguindo estas águas, encontraram a foz de um grande rio e logo o apelidaram de "Doce", podendo-se hoje imaginar o grande volume de água que adentrava o oceano atlântico proveniente das Minas Gerais. Depois das expedições comandadas pelos dois bandeirantes portugueses, praticamente não se tem notícia, nos próximos dois séculos, de novas investidas de exploração na região de Aimorés. Sabe-se apenas que na foz do rio Guandu, estabeleceu-se o chamado quartel do "Porto do Souza", uma tentativa do Governo Imperial de colonizar e povoar a região. Em 30 de setembro de 1813, no entanto, este quartel sofreu um violento ataque de índios e acabou abandonado, depois da morte de alguns soldados e civis que o habitavam.
A chegada dos trilhos da estrada de ferro Vitória a Minas permitiu também, a partir do começo do século, a vinda de muitos colonizadores provenientes do Espírito Santo, que se estabeleceram às margens direita do córrego Natividade e do Rio Doce. Em 1910, o então povoado da Barra do Manhuaçu (o primeiro nome de Aimorés) ganhava a padaria Mineira (próximo onde se localiza hoje o Hospital São José) e o movimento comercial se acelerava às margens da estrada de ferro. O livro "História de Aimorés", do professor Antônio Tavares de Paula registra que, em 30 de agosto de 1911, através da Lei número 556,
o povoado da Barra do Manhuaçu era elevado à categoria de distrito. Em 18 de setembro de 1915, por intermédio da Lei número 663, era finalmente criada a Vila de Aimorés, desaparecendo definitivamente os nomes de Barra do Manhuaçu ou Natividade da Barra do Manhuaçu. Aimorés comemora a data de sua emancipação política como 18 de setembro de 1915, embora apenas em 1916, através da Lei número 673, de 5 de setembro, tornava a localidade um município, com comarca, juiz municipal e os seguintes distritos: Resplendor, São Benedito (Tabaúna), Alto Capim e Penha do Capim.
O nome "Aimorés" tem um significado indígena, talvez a maior homenagem que o município poderia prestar aos seus habitantes originais. Aimorés provém da palavra "guimarés", que em dialeto dos botocudos significa "diferentes". Quando os colonizadores aqui chegaram, os próprios índios se denominavam "guimarés", que se consideravam "diferentes" dos seus antepassados, os índios "gês" ou "tapuias", que seriam canibais ou muito violentos. Aimorés, portanto, seria um derivado da palavra "guimaré", provavelmente ganhando este nome pela facilidade maior de pronúncia. Um livro escrito em 1610 pelo padre jesuíta Jácome Monteiro, intitulado "Da Relação da Província do Brasil", já registrava a presença, ao longo do rio Doce, de índios "tapuias" ou "aimures", considerados muito arredios e violentos. Mas os relatos dos historiadores dão conta de que os índios "guimarés" que
habitavam a região de Aimorés eram realmente "diferentes", pois com o tempo se associavam ao homem branco e não tinham atitudes hostis. Já em direção a Colatina, existem muitos relatos na história de ataques dos índios botocudos a sitiantes e desbravadores naquela área do rio Doce, com registro de mortes, a exemplo do que ocorreu em 1813 no chamado "Quartel do Porto do Souza". A convivência "pacífica" entre o homem branco e os índios "guimarés", no entanto, não impediu que aos poucos os selvícolas sofressem um triste processo de extinção em Aimorés e região, motivado por doenças e à própria falta de adaptação ao modo de vida dos colonizadores. A partir de 1930, com a criação da reserva indígena de Crenaque, próximo a Conselheiro Pena, os remanescentes indígenas foram para lá transferidos e hoje ainda existe um pequeno grupo de habitantes, porém miscigenados.
Folha de Aimorés - Julho/Agosto de 2015 - n° 149
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