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FUNDAÇÃO CASA JUNDIAÍ Planejamento Estratégico de Comunicação 2008 - outubro/dezembro

Ana Julia Rodrigues


A importância da comunicação 

Este planejamento-piloto prevê a realização de ações básicas de comunicação, eficazes para o bom andamento dos trabalhos realizados no interior da unidade, e do CASA Jundiaí perante à esfera do atendimento à criança e adolescente. Ele parte da constatação de que a comunicação é fator indissociável do relacionamento humano e que se faz necessária em quaisquer atividades da sociedade. Pretende-se com ele, ir além da criação de meios de comunicação internos e de ferramentas para a captação de recursos: ao projetar à sociedade uma imagem positiva do atendimento sócio educativo, podemos buscar juntos as soluções eficazes na relação com o adolescente em conflito com a lei e a prevenção da violência.


A organização           

Histórico Modelo de gestão Princípios Organizacionais Estrutura Parceiros Tendência / Mercado Análise Swot Diagnóstico / Prognóstico Objetivo do Plano de Ação / Ações Avaliação /Mensuração de Resultados Referências


A Fundação CASA Jundiaí 

O Centro de Atendimento Sócio Educativo e Sócio Terapêutico ao Adolescente Dom Gabriel Paulino Couto - CASA Jundiaí, presta atendimento a adolescentes em conflito com a lei em medida de internação e internação provisória; foi inaugurada em 13 de fevereiro de 2008;

Tem como base para o atendimento o Modelo Pedagógico Contextualizado, de autoria e supervisão do assessor da presidência da Fundação CASA, Gerardo Mondragón,

A construção da unidade faz parte do programa do governo do Estado de descentralização da extinta FEBEM. A unidade da cidade é a 28o a ser inaugurada no Estado.


Modelo de gestão 

Junção das áreas pública (Estado e Município) e Terceiro Setor (Cedeca /Pastoral do Menor) – Gestão Compartilhada:

Pelo novo modelo, as novas unidades são geridas em parceria com ONGs indicadas pelos municípios, por meio dos conselhos municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente.

As organizações são responsáveis pelos atendimentos técnico, social e psicológico dos adolescentes. A Fundação CASA cuida da segurança dos internos e da direção do estabelecimento e com todos os custos do atendimento;

O Estado responde ainda pelo ensino formal dos adolescentes, ministrados por professores da rede pública de ensino.


Princípios organizacionais 

A partir do MPC foi criada a Filosofia Institucional, bem como o Pacto de Convivência e seu Regimento Interno. As pesquisas feitas para este planejamento constataram que não há o uso de princípios organizacionais na instituição; a Fundação CASA têm o seu estruturado. O Cedeca têm algo neste sentido? O CASA Jundiaí utiliza qual? Ou ele é substituído pela Filosofia Institucional?


Estrutura 

A unidade está instalada na Rodovia Vereador Geraldo Dias, km 74, no bairro Corrupira, Jundiaí – São Paulo.

As instalações físicas do novo modelo seguem a indicação arquitetônica prevista no Sinase, a estrutura abriga 3 pisos: No primeiro piso estão as salas de aula e oficinas, refeitório e enfermaria; no segundo, os dormitórios -10 na unidade de internação e 4 na unidade de internação provisória, todos com capacidade para 4 adolescentes cada e no terceiro piso está localizada a quadra poliesportiva.


Estrutura   

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O corpo funcional é dividido por: Segurança: vigilantes e agentes Educacional: educadores, professores e coordenação pedagógica Psicossocial: psicólogos, assistentes sociais, setor de inclusão Administrativo: diretoria, coordenadores, secretários Serviços: cozinheiras, motoristas e limpeza Atualmente presta atendimento a 40 adolescentes e suas famílias – 34 em medida sócio educativa de internação e 16 em internação provisória;


Parceiros 

O Setor de Inclusão Social é responsável pelas parcerias para a realização de atividades na unidade e também doação de materiais para o funcionamento da instituição, dentre os parceiros até o momento estão:

Unianchieta, Escola de cabeleireiros Mirna, Empresa Provider, Total Pack, Madeireira Japy, Padaria Almeida, Casa de Massas Prudente – em doações pontuais de materiais e alimentos, Associação Horizontes, Ong Jundiaí Solidária, CMDCA, Conanda, Associações religiosas diversas, Secretarias de assistência social da cidade, cultura e esportes, Palestras preventivas diversas na área de saúde.

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Receita 

Recursos vindos do Estado e Município: gastos do atendimento sócio-educativo – x% da receita total;

Recursos do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente – x% da receita total,

Campanhas do CEDECA – x% da receita total.


Tendência Terceiro Setor 

Para implantar e executar projetos sociais, o Terceiro Setor irá necessitar de profissionais especializados, que entendam do negócio, de políticas públicas e de arrecadação de recursos;

Devido à tendência da responsabilidade social corporativa, o Segundo Setor irá dirigir cada vez mais recursos para programas e projetos sociais, principalmente por meio de suas próprias fundações e institutos; Com a proliferação de fundações e institutos mantidos pela iniciativa privada, é o empresariado quem determinará a agenda social do País;

Para muitas empresas, a responsabilidade social é uma estratégia de marketing para melhorar a imagem no mercado, e não necessariamente irão atender as prioridades sociais. Causas que envolvem idosos e crianças serão as escolhidas para as empresas associarem sua marca/imagem;


Mercado 

Estudo mais recente lançado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e o IBGE, em parceria com a Associação Brasileira de Organizações Não-governamentais (ABONG) e o Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE) aponta que:

há 276 mil fundações e associações sem fins lucrativos no país empregando 1,5 milhão de pessoas;

há uma imensa pluralidade e imensa heterogeneidade dessas organizações sem fins lucrativos: igrejas, hospitais, escolas, universidades, associações patronais e profissionais, entidades de cultura e recreação, meio ambiente, de desenvolvimento e defesa de direitos e etc;

o conjunto das associações e fundações brasileiras é formado por milhares de organizações muito pequenas e por uma minoria que concentra a maior parte dos empregados das organizações. Cerca de 77% delas não tem sequer um empregado e, por outro lado, cerca de 2.500 entidades (1% do total) absorvem quase 1 milhão de trabalhadores.


Diagnóstico 

A unidade enfrentou a resistência da população do entorno para a sua instalação na cidade; o nome FEBEM traz estigma de violência, fugas e rebeliões em seu histórico;

Falta reconhecimento como grupo – o material impresso utilizado pela Organização, por exemplo, contém 3 logomarcas diferentes;

A imagem na imprensa não corresponde exatamente à realidade da organização.


Diagnóstico 

Não há nada feito em relação a comunicação interna da instituição, e profissionais capacitados para responder à imprensa; - destaque para o mau uso dos quadros de aviso, que por diversas vezes contém erros de português;

O setor de inclusão social não tem nenhuma campanha efetiva na área de captação de recursos; as campanhas e parcerias são avulsas e não fazem parte de um projeto maior de captação de recursos;

O CASA Jundiaí não está inscrito em nenhum programa de incentivo com projetos na área social e cultural; na área ambiental – o lixo produzido na unidade, por exemplo, não é separado para reciclagem;

A comunidade não tem conhecimento a respeito dos trabalhos desenvolvidos no interior da unidade, bem como a utilização do Modelo Pedagógico Contextualizado;


Diagnóstico 

O acesso à unidade é difícil. Faltam linhas de ônibus para atender aos funcionários e familiares, bem como iluminação e pavimentação do acostamento no trecho onde a unidade está localizada;

Não há informatização de dados dos adolescentes e funcionários, o que facilitaria projetos focados em seu público alvo;

A instituição investe na capacitação de seus funcionários, bem como na sua qualidade vida, cumprindo a carga horária prevista para cada funcionário;

Esforço da equipe para integração no trabalho;


Diagnóstico 

Funcionários com experiências sólidas na área de atendimento à criança e adolescente;

Nova etapa de gerenciamento possibilita espaço menos resistente à instalação de departamento de comunicação e relacionamento na instituição,

O Modelo Pedagógico Contextualizado, adotado pela instituição, obteve sucesso em outras unidades de atendimento sócio educativo, como Sorocaba e Franca, o que traz credibilidade ao trabalho desenvolvido em Jundiaí.


Prognóstico 

O não investimento na área de comunicação afetará ainda mais a imagem da instituição perante a comunidade, dificultando o trabalho de Inclusão Social dos adolescentes egressos, e todas as atividades de captação de recursos desenvolvidas por este setor;

A falta de comunicação interna dificulta o trabalho com informações desencontradas, o que gera perda de tempo, atrasando tanto a rotina administrativa quanto a pedagógica,

O não reconhecimento como grupo – Ong - Fundação CASA – Modelo Pedagógico Contextualizado reflete tanto na falta de unidade de equipe como na comunidade que não reconhece o CASA Jundiaí como a junção destas esferas do atendimento sócio-educativo.


Públicos   

   

Público interno: Funcionários Adolescentes e familiares

Público externo: Comunidade, doadores Ongs, Associações, Conselhos Imprensa


Análise Swot MERCADO Oportunidades

AMBIENTE INTERNO Ameaças

Pontos fortes

Projetos que envolvem crianças e adolescentes em situação de risco atraem o departamento de marketing das empresas

A contenção dos índices de violência é uma preocupação de toda a sociedade

Com o recente escândalo que revelou irregularidades na gestão das ONGs, que resultou na instauração de uma CPI, as empresas privadas estarão mais exigentes ao associar sua marca a uma organização do Terceiro Setor

O CEDECA está associado ao Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente e à Pastoral do Menor.

Pontos fracos

Não há divulgação dos trabalhos desenvolvidos pela Organização na cidade.


Análise Swot Oportunidades

Ameaças

Pontos fortes

A imagem negativa da antiga FEBEM ainda está presente na opinião pública.

O corpo funcional conta com profissionais capacitados em diversas áreas e incentivo à capacitação constante na área.

Pontos fracos A instituição não têm bom relacionamento com a imprensa e comunidade locais e já conta com uma rebelião e fuga em seu histórico.

A pluralidade de formação de seus colaboradores permite projetos em diversas áreas.


Análise Swot Oportunidades

Ameaças

Pontos fortes

Pontos fracos

A gestão de projetos sociais está se estruturando de acordo com a lógica da administração empresarial, com planejamento, metas definidas e cobrança de resultados.

A instituição conta com gestão compartilhada – Estado e organização não governamental.

Não há desenvolvimento de nenhum projeto nesta área.

Com a tendência da responsabilidade social corporativa, o Segundo Setor está criando suas próprias fundações e institutos, que recebem os recursos que antes eram dirigidos às organizações não-governamentais.

A instituição não depende unicamente de recursos do Segundo Setor.

A cidade abriga um grande distrito industrial que pode ser explorado na captação de recursos e não há registro de nenhum projeto enviado à nenhuma empresa até o momento.


Objetivo do plano de ação  

Macroestratégia: Criar a imagem institucional do Centro de Atendimento Sócio Educativo ao Adolescente Contextualizado Dom Gabriel Paulino Couto

Linha condutora:  Divulgar seu trabalho à comunidade local, através de campanhas efetivas, reestruturando sua imagem perante a sociedade como instituição ética e comprometida com o desenvolvimento pessoal e social dos adolescentes atendidos.


Ações de apoio 

Para que as ações sugeridas neste planejamento piloto sejam efetuadas será preciso a reformulação de cadastros básicos e pesquisas, além de armazenamento de informações referentes à imagem interna e externa da Instituição:

1- clipagem de todo material publicado sobre a Fundação desde o anúncio da sua construção na cidade, assinatura dos principais jornais da região, 2- reformulação de release (carta de apresentação), 3- organização de mailings de áreas específicas, 4- mapeamento de doadores/parceiros, patrocínios, bem como calendário de editais de financiamento de projetos, 5- retomada de instrumental utilizado pela Inclusão sobre as atividades de interesse e áreas profissionais dos adolescentes internos, 6 – realização de pesquisa de imagem com a comunidade vizinha, 7 – inscrição da unidade em redes de relacionamento da web, 8 – pesquisa de perfil do público interno (funcionários, adolescentes e familiares), 9- estabelecer lista mensal de materiais, produtos e serviços que serão necessários às atividades da Instituição, 10- mapear a produção acadêmica dos funcionários.

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Identidade visual 

A partir da análise do material impresso da Instituição, foi constatado a utilização de 3 logomarcas diferentes no material – Fundação CASA, MPC e Cedeca. Do ponto de vista de análise de imagem, a utilização de 3 imagens diferentes é reflexo a da falta de unidade do grupo, tendo cada segmento seu logo específico. Se a nomeação dos 3 segmentos se faz necessária, a sugestão é que seja adotado apenas um dos 3, no caso o da Fundação CASA e que no nome esteja identificado a utilização do MPC e a gestão do Cedeca. Como por exemplo:

Centro de Atendimento Sócio Educativo Contextualizado Dom Gabriel Paulino Couto.

Esta ação não foi colocada no quadro do plano de ações por se tratar de uma questão que compete à sede da Fundação.


Ações Ação

Objetivo

Estratégia

Tática

Instrumento

1- Comunicação interna

Criar canais de comunicação para promover a interação interna, facilitando o reconhecimento de grupo.

Reuniões de pauta mensais com representantes de cada setor, inclusive adolescentes.

Trabalho realizado em parceria de funcionários com os adolescentes em oficinas de comunicação.

Implantação de jornal mural mensal e boletim interno quinzenal.

2– Comunicação externa / Relacionamento com a imprensa

Criar, melhorar e viabilizar o relacionamento com a imprensa local, criar imagem de confiança e comprometimento com o trabalho.

Criação de mailing e material de apresentação da instituição e sua diretoria à imprensa.

Gerar notícias relacionadas à Fundação ressaltando suas atividades culturais e participação em eventos sobre o atendimento sócio educativo entre outros.

Envio de material mensal com sugestões de pauta e principais atividades da instituição preparadas sempre no mês anterior, ou com no mínimo uma semana de antecedência para garantir a divulgação da notícia.

(incluindo o relacionamento com a imprensa da própria Fundação CASA)

Além de indicação de seus funcionários para pautas na área.


Ações Ação

Objetivo

Estratégia

Tática

Instrumento

3- Captação de recursos

Estreitar o relacionamento com os doadores e apoiadores de projetos da instituição. Chamar a sociedade para a responsabilidade com os adolescentes da região.

Campanha de responsabilidade social que sensibilize a comunidade e valorize o apoio do doador.

Criação de cartaz / imagem pelos adolescentes – ilustração e textos sobre a prevenção da violência e os direitos da criança e do adolescente.

Material digital e impresso e envio de newsletter / mala direta bimestral sobre os trabalhos desenvolvidos aos doadores.

Fidelidade de parcerias / Novos parceiros


Ações 

As 3 ações sugeridas neste planejamento são de ação imediata e praticamente sem custo, tendo seus resultados percebidos em curto prazo e serão responsáveis pela estruturação do trabalho de Inclusão Social previsto na unidade. Além disto, o bom relacionamento com a imprensa e comunidade são fatores primordiais para a captação de recursos no Terceiro Setor.

Vale ressaltar a necessidade de se criar um planejamento estratégico que contemple as atividades do próximo ano, para que se programe as principais atividades no setor.


Descrição das ações   

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1- Comunicação Interna: Implantação de jornal mural mensal que servirá aos adolescentes, familiares e funcionários,

A atividade irá aliar o processo de instalação de comunicação interna na unidade com oficina de produção feita com os adolescentes, de maneira que eles façam parte do processo de gerenciamento de informações do centro. Isso promove a integração dos setores, criando conceito de ‘unidade’ tanto para os públicos internos como externos.

Atividades previstas: Escolha de nome e ilustração que personalize o veículo -

Criação de oficina de comunicação dirigida aos adolescentes: Uma vez por semana, dividida em 3 grupos, com 1h30 de duração. História da comunicação, meios, indústria cultural Leitura de notícias, técnicas de agendamento, manipulação, imparcialidade e demais conceitos Técnica de texto e imagem Produção Reunião de pauta com representantes de cada setor para sugestão de temas e identificação de colaboradores – realizada sempre na última quinzena do mês.


Comunicação Interna 

Sugestão de editorias:

Editorial – espaço reservado à Diretora e/ou Gerente da unidade Tema do mês Reflexão Saúde / Meio Ambiente Aniversariantes do mês Curiosidades Cultura e esporte -

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Modelo Flip Chart, colorido, com tiragem de 10 exemplares/ mês – pode ser feito através de parceria com gráfica da região, Distribuição em pontos com maior circulação de funcionários e adolescentes, Boletim interno – dirigido especificamente aos funcionários. Contém assuntos relevantes ao dia a dia, informações sobre RH, avisos, etc.


Comunicação Interna 

Relacionamento com a Assessoria de Imprensa da Fundação:

Importante para o relacionamento com os diversos segmentos da imprensa, é necessário que se crie o hábito de troca de informações com a assessoria de imprensa da sede da Fundação. Por ser o departamento responsável por responder à imprensa sobre todas as unidades do Estado é preciso que a unidade tenha conhecimento dos procedimentos adotados por eles, bem como o departamento tenha conhecimento das atividades realizadas na unidade. Esta troca se dará de maneira simples: Envio de calendário mensal de atividades que serão realizadas, encontros, palestras, campeonatos, novas oficinas Recebimento das atualizações do site por meio de feed ou rss das notícias das demais unidades.

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* contato telefônico também é importante para que se estabeleça ‘empatia’ com o jornalista responsável pela imprensa da Fundação.


Descrição das Ações 

2- Comunicação Externa :

Relacionamento com a imprensa local

Reflexo da imagem da unidade em relação à opinião pública, é importante que se estabeleçam vínculos com os meios de comunicação da região. A relação ríspida com a imprensa gera barreiras nos procedimentos de captação de recursos e inclusão de egressos, como já citado neste planejamento. As ações de relação com a imprensa podem seguir as etapas: 1- estabelecer vínculo com os profissionais: através de envio de sugestões de pautas criativas nas diversas áreas do atendimento sócio educativo e demais assuntos, indicando profissionais da unidade como fontes, 2- divulgação das atividades e parcerias realizadas pela instituição com a comunidade : cultos ecumênicos, novas oficinas, campeonatos, etc 3 – geração de notícias : eventos que atraiam a atenção da imprensa para o trabalho realizado pela instituição.


Captação de recursos 

A partir da análise dos relatórios do Setor de Inclusão Social, constatou-se que não há nenhuma campanha de captação de recursos estruturada. As doações e parcerias são avulsas em sua maioria, não tendo vínculos efetivos. Não há também prospecção de novas parcerias, bem como material que ofereça ao doador contrapartida no auxílio à unidade. As novas parcerias são feitas de maneira também avulsa, não havendo pesquisa de perfil, o que acaba por criar baixos índices de aceitação e perda de tempo em ações que não têm retorno. Além disso, a unidade não está registrada com nenhum projeto na área social-cultural em programas de financiamento, que conforme citado no item “Tendência e Mercado” têm se tornado a forma mais segura de financiamento de atividades. A proposta inicial é que se crie toda a infra-estrutura necessária para a atividade, como citado resumidamente no item “Ações de Apoio”. A partir desta primeira ação podemos expandir a captação de recursos específicos através de projetos encaminhados a programas de fomento e doações, como no caso da inclusão digital. A médio prazo, esta captação ‘avulsa’ irá refletir na falta de materiais e atividades no centro, conforme citado no item “Prognóstico”.


Descrição das Ações 

3- Compromisso do doador / Novos parceiros:

Implantação de campanha de relacionamento com os doadores e novas parcerias com objetivo de sensibilizar a comunidade sobre a questão do adolescente e a violência.

Atividades previstas para a implantação:

Listagem das principais necessidades da instituição para garantir a assertividade da campanha. Criação de slogan e imagem para a campanha em parceria com os internos. Envio de material aos parceiros e novos doadores, - digital e impresso Manutenção do contato, agradecimentos, ressaltando a importância e destacando como foi usada a doação, ou de que maneira foi efetivada a parceria.

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Ferramenta de relacionamento  

Implantação de ferramenta de relacionamento na web:

A utilização de ferramentas via internet é de extrema importância dada a sua relevância nas relações atuais. Em pesquisa realizada nos últimos 7 dias na rede, o nome Fundação CASA Jundiaí aparece poucas vezes e na maior parte delas relacionado às ocorrências negativas desde a sua inauguração. Além disso, o nome não aparece vinculado à redes sociais como o Portal do Voluntário ou a Fundação Pró-Menino, da Fundação Telefônica que concentra trabalhos na área do adolescente em conflito com a lei, também rico em fóruns e exemplos de métodos bem sucedidos. Uma instituição fechada apenas irá alimentar a imagem negativa do passado, criando barreiras e preconceitos em relação ao seu trabalho sócio educativo e no futuro impossibilitará a inclusão do adolescente, prevista pelo MPC . A proposta inicial é de cadastro nas mais diversas ferramentas e redes sociais da área de trabalho da instituição e a criação de um meio de comunicação que possa divulgar seus trabalhos e ressaltar a importância da participação de toda a sociedade no processo de prevenção da violência, afinal o trabalho do centro sócio educativo é o processo contrário, uma vez que foi a própria comunidade quem não ofereceu assistência básica para prevenir o adolescente do ato infracional.


Projetos de captação  

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Inclusão Digital: Mapeamento dos principais programas de inclusão, nacionais, estaduais e municipais, Pesquisa realizada com os adolescentes sobre conhecimentos na área, Criação de projeto na área de inclusão digital, Prospecção de parcerias com faculdades e empresas da região. Para o melhor aproveitamento dos programas de inclusão digital é preciso que se crie um projeto na área, que seja bem argumentado sobre a sua relevância na unidade.


Financiamento de projetos 

Arte e cultura:

Dentre os diversos programas de fomento disponíveis, o PAC – Programa de Ação Cultural é uma alternativa para financiamento na área Hip Hop, apontada como área de interesse na maioria das fichas pesquisadas através do instrumental do setor de Inclusão Social. Com inscrições abertas até 10 de outubro, a linha de financiamento nesta área chega aos R$ 25 mil e contemplará 14 projetos em todo o Estado. Observado o interesse dos adolescentes em torno da cultura Hip Hop e sua validade no trabalho educativo, social e artístico, a proposta é que se estabeleça um projeto nesta área em conjunto com a coordenação pedagógica. O financiamento poderá custear materiais, cursos profissionalizantes além de projetar o trabalho realizado na instituição à sociedade em geral.


Campanhas internas 

Instalação da biblioteca

Tendo recebido quantidade suficiente para o início das atividades da biblioteca é necessária a criação de uma campanha de leitura para o público interno. A sugestão é a realização de uma semana de atividades antes da inauguração da biblioteca, como o convite a um profissional na área de ‘Contador de Histórias’ para que se estabeleça a importância da leitura. Os livros e todo material da biblioteca deve ter registro informatizado para controle tanto da área de Inclusão quanto da área Pedagógica.

Reciclagem de materiais

É imprescindível que um centro de atendimento sócio educativo realize o descarte seletivo do lixo produzido no seu interior, fato constatado tanto pelos adolescentes quanto por funcionários da instituição. Para isso, sugere-se a criação de uma campanha de reciclagem de materiais em parceria com a equipe pedagógica, que contemple palestras e parcerias com cooperativas da região e oficinas de artesanato com materiais recicláveis.


Campanhas internas 

Semana da Consciência Negra

Utilizar a data comemorativa para aproximação da comunidade com a instituição.

Realizar durante o mês de novembro palestras e oficinas relacionadas à cultura negra, englobando a cultura Hip Hop e seus elementos para a realização de uma apresentação no dia 20 de novembro. A sugestão é realizar o trabalho em parceria com associações de defesa da cultura negra, como o grupo Zama e Educafro, presentes na cidade, bem como artistas e ativistas da cultura Hip Hop do Estado através do trabalho voluntário do grupo COLETIVO.


Avaliação de resultados 

As ações propostas neste planejamento piloto têm o objetivo de estruturar a comunicação da unidade, sendo responsável pelo bom andamento dos trabalhos de captação bem como a projeção de imagem positiva à comunidade.

A avaliação será feita mensalmente, avaliando o retorno do público interno em relação aos novos meios, o público externo, através da clipagem de notícias referentes à instituição veiculadas na mídia e efetivação do trabalho de captação de recursos .

Após aprovação de suas ações, o prazo é de uma semana para a realização das Ações de Apoio e a partir delas será criado o cronograma estipulando prazos e metas a serem alcançadas no período proposto (outubro – dezembro de 2008).


Referências      

Estatuto da Criança e do Adolescente, Sinase Regimento Interno Fundação CASA Modelo Pedagógico Contextualizado Plano Individual de Atendimento Comunicação Organizacional e Relações Públicas – Julio César Barbosa Sites – Fundação CASA, Ministério da Cultura, Fundação Telefônica, Abong, Rede Andi, Ilanud.

PE de Comunicação para Fundação CASA Jundiaí  

planejamento estratégico feito para a unidade da Fundação CASA em Jundiaí

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