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AMÉLIA REY COLAÇO GONÇALVES ZARCO ARMANDO GUERREIRO D.PEDRO V ROBERTO IVENS JOSÉ MARTINS APEARC ATIVIDADES NOTÍCIAS BIBLIOTECAS DESPORTO ESCOLAR CLUBES CONSULTÓRIO DA MARIANA PASSATEMPOS OPINIÃO CRÓNICAS COLABORADORES

AGRUPAMENTO ESCOLAS SANTA CATARINA

DEZ.2017


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Dinâmicas 2 Não sou um grande fã da política dos abracinhos. Isso resulta, e é suficiente, em sistemas que funcionem bem, fora isso, os afetos não chegam, embora ajudem muito e até sejam a base de sustentação do empenho e da entrega ou, se quisermos, do “vestir da camisola”. Citando um conhecido politólogo da nossa praça, os sistemas necessitam de doses equilibradas de razão, emoção e moral/virtudes e, acreditando nisso, no Agrupamento de Escolas de Santa Catarina desenvolvem-se dinâmicas que cobrem estas áreas, discretamente, sem show off. Quando saíram recentemente os resultados da avaliação interna, foi um pouco decepcionante constatar que se considerou, por exemplo, que o valor de quem trabalha é pouco reconhecido e que neste agrupamento não existe uma estratégia para o combate à indisciplina. Sobre a primeira passamos à frente, de tão óbvia que é a sua falta de razão sendo que o reconhecimento não é feito (só) de abracinhos. Sobre a indisciplina: quando o diretor recebe, no início de cada ano letivo, todos os alunos, do 2º ciclo ao ensino secundário, e quase todos os respetivos encarregados de educação, falandolhes olhos nos olhos, com toda a tónica e expressividade, sobre o que deles se espera; quando recebe os representantes dos encarregados de educação e os delegados de turma, em momentos intercalares do ano letivo; quando promove e dinamiza atividades lúdicas para o pessoal docente e não docente; quando, com essas atividades, promove a aproximação de professores e alunos (vide os jogos de futebol às quartas feiras cuja tentação de considerar com uma actividade desprovida de alcance estratégico/pedagógico, pode ser traiçoeira); quando põe fim ao regime de aulas de substituição conferindo mais liberdade aos alunos (os quais têm-na sabido usar); quando se aposta na criação e apetrechamento de uma sala multiusos para os alunos e a eles se entrega a sua gestão (supervisionada); etc. Quando não se enquadram essas dinâmicas numa lógica de prevenção, integração e combate à indisciplina, quando se ignora a mão pesada que tem havido para os casos (conhecidos) de indisciplina e quando se ignora tudo o que se passa lá fora, aí sim, é possível pensar que no nosso agrupamento não existe uma estratégia de combate à indisciplina. Os tempos são difíceis e o exercício da autoridade (de pais, professores, funcionários, polícias, etc.) conhece diariamente episódios lamentáveis, designadamente no seio familiar. As escolas não são ilhas em relação à sociedade que nos rodeia e todos gostaríamos que o comportamento de alguns alunos, repito, alguns alunos, fosse melhor, contudo, para além de lutarmos contra essa situação temos o dever de a perceber à luz do tempo presente e do contexto em que vivemos. Entender o fenómeno ajudará à sua resolução. E não adianta culpar a escola. Hernâni Pinho


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Sejam curiosos Ora vamos lá a mais uma edição deste jornal do nosso Agrupamento. Os temas que vão encontrar são, como sempre o costume destas edições a bem encaminhou a sua feitura, variados e, mais do que tudo, múltiplos. Múltiplos tais como a multiplicidade dos espaços educativos do agrupamento que se espraia pelos diferentes graus e ciclos de ensino. São apresentadas então atividades que refletem as dinâmicas que respondem ao apelo de temas e comemorações, tais como as ligadas a visitas de estudo, o já clássico Referencial da Educação para a Defesa, Segurança e Paz, as exposições sempre frutíferas nas imagens e bem exploradas no sentido do grupo de inglês, as atividades ligadas à alta produção da Biblioteca/Cre, as sempre pertinentes e úteis da agora designada Promoção e Educação para a Saúde (PES), poemas e crónicas, o desporto escolar…e a nossa Cerimónia de Entrega de Diplomas aos nossos melhores alunos nas componentes académica e humana, diplomas que fazem o seu reconhecimento objetivo e público. E se estão de parabéns esses alunos! São eles que dão o exemplo, são eles que otimizam a imagem da escola, são eles que seguirão seguros para um futuro que vai levantando dúvidas. Se calhar como sempre levantou. Se calhar como sempre se colocou. O futuro é essencialmente incerto. Portanto, nada melhor do que esses alunos aproveitarem as energias, o saber e as sinergias que o sistema educativo permite para avançarem com confiança pela vida fora. É natural que umas edições sejam mais abrangentes e reflitam mais notória e manifestamente a ação ativa e viva das diferentes escolas e ciclos. Mas mesmo que aqui o jornal não torne visíveis essas ações, seguramente elas decorreram de um modo expectável e frutuoso. Para os chegados de novo e que ainda não se familiarizaram com as edições deste jornal do agrupamento, fica aqui o convite para reverem também edições passadas. Sejam curiosos. Porque como dizia Einstein, e perdoem-me os colegas pela aparente incongruência, a curiosidade é mais importante do que o conhecimento. Amandio Fontoura

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Dia 17 de Novembro Dia do Agrupamento:

Conceção e montagem: elementos da equipa da BibliotecaProfessoras Cristina Gala, Licínia Monteiro e Luísa Nunes.


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Dez Cerimónia de 17 Entrega de Diplomas

5 ATIVIDADES

Texto criado e disponibilizado pelo professor Francisco Figueira

AMÉLIA REY COLAÇO DÁ AS BOAS VINDAS UM PEQUENO MONÓLOGO A personagem veste-se como uma atriz representando um qualquer papel histórico de data mais ou menos remota. Penteado também datado e óculos de aros grossos e escuros que se assemelhem às imagens mais conhecidas de Amélia Rey Colaço na maturidade da sua carreira. Sentada em lugar visível mas discreto durante o discurso de Boas Vindas do Diretor. Logo que este termina, levanta-se de forma teatral e digna e dirige-se ao Diretor.

- O Senhor Diretor é muito simpático, mas creio que cabe a mim receber estes admiráveis alunos e seus familiares (vira-se com um gesto abrangente para o público). Provavelmente não me está a reconhecer, mas sou a senhora desta escola e deste palco. O meu nome é Amélia Rey Colaço e qualquer palco é a minha casa, sobretudo este que leva o meu nome. E como gosto de falar para esta juventude de tantos méritos que merecem os nossos aplausos….. (nostálgica) Como eu gostava dos aplausos no Teatro Dona Maria II em Lisboa, no Teatro Garcia de Resende em Évora, no Teatro de S. João no Porto e em tantos outros. Como era bom ver o nosso trabalho reconhecido. A nossa companhia, que eu e o meu marido fundámos, sentia esses aplausos como o resultado do esforço de todos. Todos sem exceção contribuíam para o êxito: os técnicos, as costureiras do guardaroupa, os encenadores, os administrativos que tratavam das contas e, finalmente, os que subiam ao palco. Olho para vós (observa a plateia com um sorriso) e lembro a minha vida de artista e os que me acompanhavam. Vejo pais que com orgulho acompanham a vossa vida de estudantes, professores felizes com os vossos sucessos, auxiliares que vos conhecem e vos ajudaram quando necessário. Aqui e agora posso sentir como o meu nome fica bem na sede deste agrupamento. Também aqui há lugar ao esforço e à sua recompensa; também aqui todos e em especial vós, alunos, são os atores principais que hoje vêm ao palco receber um sinal do nosso reconhecimento. Por isso, peço um forte aplauso que tanto merecem. (Aplaude) Obrigada! O palco é vosso!


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Dez Cerimónia 17 Entrega de de Diplomas

6 ATIVIDADES

Direção artística Prof.ª Dora Mendes. Representação de D.Amélia pela Prof.ª Alice Canena


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Dez Cerimรณnia de 17 Entrega de Diplomas

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10 ATIVIDADES

Informação disponibilizada pela professora Carolina Tomé

Referencial de Educação para a Segurança, Defesa e Paz (RESDP) Este ano letivo começámos cedo e já se iniciaram as atividades do RESDP! Desta vez convidámos a PSP a fazer uma “Demonstração de Práticas Policiais” na Escola Zarco. Os alunos do 3º e 5º anos ficaram emocionados, vibraram com os meios de transporte da PSP e com as manobras que foram exibidas. Proporcionou-se mais um contacto próximo com uma força de segurança e deu-se a conhecer as práticas policiais que são utilizadas para proteger os cidadãos e preservar a sua segurança. Por último, o nosso agradecimento aos agentes da PSP, pela sua disponibilidade, ao Diretor do Agrupamento e Coordenadora da Escola, pela sua presença e apoio e a toda a comunidade de professores, diretores de turma, assistentes e alunos envolvidos, pela sua mobilização e envolvimento. Bem-hajam! Carolina Tomé Coordenadora do RESDP – Pré-Escolar, 1º Ciclo e 2º Ciclo


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Referencial de Educação para a Segurança, Defesa e Paz (RESDP) Ficam aqui alguns comentários de alunos e os registos de fotos para a posteridade! “ No dia 26 de setembro de 2017, os agentes da PSP vieram à Escola Básica 1-2 João Gonçalves Zarco demonstrar como é ser polícia. No campo de futebol, entraram motas, bicicletas, carros e carrinhas da polícia. Nós, os alunos, pudemos mexer e usar os equipamentos policiais, tais como o escudo, o capacete, as proteções de membros e os coletes. Também nos deixaram entrar nos carros e experimentar as motas e as bicicletas. No final, vimos como os agentes apanham os ladrões. O que a maioria dos meus colegas gostou mais foi de entrar nos meios de transporte da polícia.” João Assunção, 5ºG “Eu gostei de ver as motas e ouvir os carros a buzinar, as sirenes!” Ramiro Brito, 5ºG “Eu gostei de ver a polícia a apanhar o ladrão!” Joana, 5ºD “Eu achei interessante a PSP vir à escola mostrar-nos como nos protegem.” Margarida Antunes, 5ºE “Aprendi como é que as pessoas se podem defender!” Matilde Machado, 5ºE

11 ATIVIDADES


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12 ATIVIDADES

Informação disponibilizada pela professora Guilhermina Outeiro Dia Mundial da Alimentação na Escola João Gonçalves Zarco Realização de alunos do

6.º

ano, sobre o Dia Mundial da Alimentação.

No âmbito da comemoração do Dia Mundial da Alimentação, dia 16 de Outubro, os alunos do sexto ano da nossa escola, foram desafiados pelos seus professores de Ciências Naturais, a realizarem trabalhos sobre a importância de termos uma alimentação segura e equilibrada. Os trabalhos realizados, com muito gosto e dedicação, ficaram muito giros e foram expostos na biblioteca escolar para que todos os possam apreciar e refletir sobre a importância de uma alimentação equilibrada na nossa saúde. Maria, Margarida e Sara do 6.º Ano D

PES (Promoção e Educação para a Saúde) No âmbito da PES, neste período letivo, foram dinamizadas atividades nas escolas do Agrupamento com a colaboração dos serviços da 81ª Esquadra da Polícia de Segurança Pública e do ACES de Oeiras. Através de agentes do Programa ”Escola Segura” foram realizadas ações de sensibilização sobre “Bullying e Cyberbullying”, para os alunos das turmas de 6º Ano, da EB23 João Gonçalves Zarco. Em colaboração com a enfermeira Rosa Franco, da saúde escolar, e um núcleo de estagiários de enfermagem da Universidade Católica, foram realizadas ações de sensibilização para os alunos de 5º Ano sobre a temática “Crianças SaudáveisComportamentos Aditivos e Dependências” e para os alunos de 10º e 12ºanos ações sobre “Comportamentos Aditivos e Dependências” que continuarão no 2ºperíodo. O Gabinete de Informação e Apoio ao Aluno (GIAA), na EBSARC, está a funcionar com o apoio da enfermeira de saúde, a psicóloga do Agrupamento e a professora coordenadora da PES. Este Gabinete é um espaço de informação e atendimento onde os alunos podem obter esclarecimentos na área da saúde ou serem encaminhados para um apoio fora da escola (como por exemplo o Centro de Saúde).


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13 ATIVIDADES

Informação disponibilizada pela professora Isabel Rocha

A ONU na TORRE do TOMBO Delegação da ES Amélia Rey Colaço No âmbito da celebração dos 150 anos da abolição da pena de morte em Portugal, os alunos de humanidades e economia do 12º ano participaram na iniciativa “Pena de Morte: Justiça ou Crueldade”, promovida pela Amnistia Internacional. Este projeto consistiu numa simulação de uma Assembleia Geral da Nações Unidas, em que cada uma das escolas participantes teria de representar um país, aleatoriamente atribuído, defendendo a sua posição em relação ao tópico da pena de morte. Posteriormente, cada um dos presentes teve a oportunidade de expressar a sua opinião individual e de colocar questões aos representantes da

organização.


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A ONU na TORRE do TOMBO Delegação da ES Amélia Rey Colaço A nossa escola representou os Estados Unidos da América, país a favor deste tipo de sentença e, o que à primeira vista pareceu um verdadeiro desafio, rapidamente se transformou numa oportunidade única de sair um pouco da nossa zona de conforto e estar em contacto com pontos de vista distintos. Sabíamos que tudo teria de ser planeado ao pormenor, pois seríamos certamente questionados pela maioria dos países presentes e, assim, trabalhámos no sentido de representar a escola da melhor forma possível. Desde os autocolantes “Make America Great Again”, à presença da bandeira americana em sinal de patriotismo e, claro, ao excelente nível argumentativo apresentado, conseguimos trazer um toque de humor e ousadia ao debate, que sem dúvida nos destacou enquanto grupo. Uma das melhores partes desta experiência foi ter a oportunidade de trabalhar em equipa com alunos empenhados e que expressaram, desde cedo, um grande interesse por este tão importante tópico dos direitos humanos. O envolvimento de todos neste projeto fez com que a tarefa de representar Donald Trump, diante de uma audiência de cerca de 200 pessoas, parecesse quase uma brincadeira de crianças. Esta iniciativa notável por parte da Amnistia acabou por se revelar algo a não esquecer e, decerto, a repetir!

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15 ATIVIDADES

Informação disponibilizada pela professora Alice Canena

No âmbito do estudo dos textos de imprensa na disciplina de Português, em trabalho de grupo, estivemos a analisar as características da Entrevista e realizámos uma entrevista gravada em vídeo que apresentámos à turma e que aqui se transcreve... Mezze é o nome do primeiro restaurante sírio em Portugal que abriu recentemente no mercado de Arroios. A integração de refugiados sírios é uma das principais missões deste projeto. Nós fomos visitá-los! Vamos falar agora com a Francisca Gorjão Henriques, que é uma das gerentes deste restaurante. Boa tarde. Como é que surgiu a ideia de criar este restaurante? A ideia surgiu a partir de uma conversa com uma estudante de arquitetura síria que está a viver em Portugal e nós perguntámos-lhe do que ela tinha mais saudades da Síria e ela respondeu “do pão”. Nós ficámos muito impressionados por não haver pão árabe em Lisboa e, então, quisemos fazer um restaurante com pão árabe e com outros pratos do Médio Oriente.

Há quanto tempo nasceu esta ideia de criar o restaurante? A ideia nasceu em finais de março de 2016 e foi passando por várias etapas. Primeiro tentámos desenvolver o projeto, criar um plano de negócios, depois tentámos envolver alguns parceiros como o Alto Comissariado para as Migrações, a Câmara Municipal de Lisboa e, no fim, fizemos um “crowdfunding”, ou seja, fizemos um apelo público para donativos de forma a conseguirmos equipar o restaurante.

Porquê este nome? “Mezze” significa uma refeição composta por vários pratos. E a ideia é ter vários pratos em cima da mesa para as pessoas poderem partilhar. E nós no restaurante criámos esta mesa corrida que vocês veem aqui onde as pessoas se sentam, conhecendo-se ou não e pode gerar, às tantas, essa dinâmica do “eu peço uma coisa, a outra pede outra”, e cada um de nós vai partilhar a refeição do outro.

Quantos refugiados se juntaram nesta iniciativa? Nós neste momento estamos a empregar onze refugiados: nove são da Síria, um é do Iraque e um é da Palestina.


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16 ATIVIDADES

Informação disponibilizada pela professora Alice Canena Carolina Pereira, n.º 2 Carolina Guerra, n.º 4 Inês Monteiro, n.º 13 Joana Ramos, n.º 15 Teresa Amaral, n.º 26

8.º F É difícil a comunicação com os sírios no restaurante? Com a maior parte deles sim, porque há algumas pessoas que chegaram há relativamente pouco tempo a Portugal, portanto ainda não dominam bem o Português, mas temos alguns qua já falam muito bem, portanto esses acabam por servir de intérpretes quando queremos comunicar com o resto da equipa. Depois da hora mais movimentada do almoço, falámos com o Rafat.

Há quanto tempo veio para Portugal? Já estou aqui há mais ou menos um ano e oito meses.

Veio com a família para Portugal? Sim, vim com a minha família toda, com a minha mãe, o meu irmão mais novo e as minhas irmãs que já são mais velhas. Vim com duas delas.

O que mais sente falta do seu país? O que mais sinto falta? Há muita coisa… O meu pai, por exemplo, a minha casa, de tudo… há muitas coisas… não consigo dizer tudo.

Quais são os pratos que servem mais? Têm algum prato que seja mais vendido? Aqui no restaurante é o Baba Ganoush, o Hummus, temos Moussaka, isto são os pratos típicos da Síria, é o tradicional.

O que mais gosta em Portugal? As pessoas, porque as pessoas são muito simpáticas. E o clima também.

Gostámos muito de visitar o Mezze e de conhecer um pouco da história de quem está a recomeçar a vida em Portugal. Esperemos que este

restaurante esteja sempre cheio. Apareçam para visitar!


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Halloween The school was invaded by spooky ghosts and scary goblins. At the moment they are in their haunted basements, tasting creepy mummies and drinking bloody maries.

17 ATIVIDADES Informação disponibilizada pelos Professores do Grupo de Inglês.


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Halloween

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Thanksgiving Day How gratitude can transform common

ATIVIDADES

Informação disponibilizada pelos Professores do Grupo de days into thanksgiving !!! de de Inglês. Trabalhos alunos de 7.º e 9.º anos


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Thanksgiving Day

GUY FAWKES Remember, remember the 5th November. Treasons don’t work when King’s orders aren’t obeyed. The stake is always waiting for you ….

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Informação disponibilizada pelo Professor Rogério Russo


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Informação disponibilizada pela aluna/ autora Teresa Cunha

DESCOBERTA

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CRIATIVIDADE

Duas da manhã A minha mãe sempre me disse que depois das duas da manhã, nada de bom acontece Devia ter ouvido pois, depois das duas da manhã, trai-te Depois das duas da manhã quebrei todas as minhas promessas E depois das duas manhã deitei por terra toda a minha honra e dignidade Depois das duas da manhã olhei outros olhos, segurei outras mãos beijei outros lábios Depois das duas da manhã despenteei outros cabelos, acariciei outro corpo, entreguei-me a outro alguém Depois das duas da manhã chorei a vergonha duma alma pecadora tresmalhada E ansiei pelo perdão, do qual sabia não ser merecedor Depois das duas da manhã pediste-me tempo e espaço E perdemo-nos no tempo e espaço que te dei E agora antes das duas da manhã choro, e depois das duas da manhã choro e pergunto-me "Porque não dei ouvidos à minha mãe?“

Teresa Cunha


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23 ATIVIDADES

Informação disponibilizada pela aluna/ autora Teresa Cunha

DESCOBERTA

Mágoas Passadas Ó Neusa, querida Deusa é tão bom ter-te assim, contigo a meu lado vejo um mundo sem fim Sândalo e rosas na tua pele, bárbaro e hera nos teus olhos Mas sei que te mantiveste fiel, apesar de todos os seus esforços

O teu ser fiel é-me importante, mais que rosa dançante, nos jardins dos teus olhos, reunidos aos molhos Mas, minha Deusa, eu não o fui Traí-te, com toda a certeza, e agora hei de te deixar assim, só e indefesa Não chores, doces lágrimas salgadas, não vale a pena, sou mágoas passadas

Teresa Cunha

TEXTOS

CRIATIVIDADE


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24 ATIVIDADES

Informação disponibilizada pela aluna/ autora Teresa Cunha

DESCOBERTA

TEXTOS

CRIATIVIDADE

Amor de Rosa Será justo ter-me eu também apaixonado por uma rosa, estando esta destinada a morrer? Tentando, em cada profunda inalação, dispor de um pouco mais do seu divino, mesmo depois do perfume se ter desprendido das pétalas, agora abertas Sei que vieste por um bem maior, para permitires regressar ao meu coração os que nunca partiram Mas entre o conforto deles e o teu, trocaria todo o ouro do mundo pelas tuas pétalas murchas

Teresa Cunha

Consuming Fire

And I can't do this anymore Live in your heat, burn in your fire... All I needed was your cool, but your flame is too strong to be extinguished So, I must leave before it consumes me

Teresa Cunha


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25 ATIVIDADES

Informação disponibilizada pelo Professor José Santos Nas atividades do Clube, os nossos alunos participaram nas seguintes provas:A temporada de Subbuteo já começou na Zarco , com algumas caras novas e outras já conhecidas, mas todos com muito entusiasmo e vontade de vencer, sem esquecer o espirito de equipa. Este ano vamos ser ambiciosos e tentar que alguns dos nossos jogadores se apurem para o Mundial 2018 a realizar em Gibraltar em Outubro 2018. A Liga Zarco já começou com 13 participantes inscritos, podendo os resultados ser visualizados no blog: http://subbuteonazarco.blogspot.pt No passado sábado, dois dos nossos jogadores, Santiago Pereira e Tomás Santos, estrearamse na Taça de Portugal, em Open, que se realizou no Estádio do Restelo em Lisboa, tendo a coragem de defrontar jogadores mais velhos e experientes numa experiência que um jogo como o futebol de mesa/subbuteo pode proporcionar. Acabaram eliminados mas com muitas histórias para contar.

Podem visualizar informações sobre o subbuteo na página nacional da Associação Portuguesa de Subbuteo: https://www.apsubbuteo.pt e internacional, da Federation of Sport Table Football: http://fistf.com.


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26 ATIVIDADES

Informação disponibilizada pelas Professoras Ana Cristina Gala e Isabel Raposo

BIBLIOTECAS

TEXTOS

CRIATIVIDADE

No dia 26 de setembro, a propósito do Dia Europeu das Línguas, a Professora Bibliotecária da EBSARC com a colaboração das docentes Zelinda Pontes, Alice Rosado, Isabel Cipriano e Maria do Céu Valente, promoveu atividades de comunicação básica em Francês, Inglês e Alemão, palavras cruzadas em Francês e provérbios em Inglês com as turmas do 7º ano (A, B, E, F e G), 8º ano (F) e 9º ano (E). Os alunos de duas turmas do 10.º ano (A e D) escreveram pequenos textos sobre a importância de falar diferentes línguas. Na EBJGZ, a Professora Bibliotecária contou com a colaboração da assistente operacional Cláudia Nascimento e de Paola Pereira, encarregada de Educação de dois alunos da Escola, as quais deram aulas das suas línguas maternas: crioulo de Cabo-Verde e italiano, respetivamente. As turmas envolvidas foram o 4º AZ e o 4º BZ, no caso do crioulo, e o 6º EZ, no caso do italiano.

No âmbito de Outubro, Mês da Biblioteca Escolar foram realizadas várias atividades: Formação de Utilizadores envolvendo todas as turmas do 7.º ano Os alunos de cada turma, em turnos de 15, deslocavam-se à Biblioteca onde eram constituídos em equipas de 3/4 elementos para participarem numa sessão de 45 minutos. Esta sessão tinha por objetivo dar a conhecer o espaço e respetiva organização, as regras de funcionamento e as normas para a elaboração da referência bibliográfica de um livro. A sessão terminava com um desafio que consistia numa pequena atividade prática sobre os aspetos abordados na primeira parte da sessão. Publicamos abaixo os nomes e turmas dos alunos que integraram as três equipas vencedoras.

1.º LUGAR

7º C

Maria Inês Silva, n.º 19 Mariana Martins, n.º 20 Vasco Lobo, n.º 29

2.º LUGAR

7º D

Alexandre Carinha, n.º 1 Ana Luísa Silva, n.º 3 Carolina Pinto, n.º 4

3.º LUGAR

7º A

João Oliveira, n.º 11 João Nogueira, n.º 12 João Sousa, n.º 13

30 minutos a ler Esta atividade realizada no dia 10 de outubro em todos os estabelecimentos de ensino do Agrupamento resultou de um convite lançado pela Bibliotecas da EBJGZ e da EBSARC. Registouse uma forte adesão dado a maioria das turmas do Agrupamento ter parado entre as 11 horas e as 11 horas e trinta minutos desse dia para ler livremente um livro/um texto à sua escolha.


AESC BIBLIOTECAS Café com Pessoa No dia 20 de outubro, os alunos das turmas C e D do 12.º ano, acompanhados dos docentes Jorge Marrão e Alice Canena, estiveram na Biblioteca da EBSARC. Num ambiente informal, falou-se sobre Fernando Pessoa, aspetos marcantes da sua obra e algumas curiosidades sobre a vida do poeta.

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27 ATIVIDADES

TEXTOS

CRIATIVIDADE Dia da Biblioteca Escolar, no dia 23 de outubro, quatro turmas do 8.º ano aprenderam a dobrar tsurus em origami, sessão orientada pela docente Ilda Rafael e integrada numa causa para ajudar as crianças do IPO. (ver mais informação sobre a lenda dos tsurus na página …)

De 13 a 24 de novembro decorreu a Fase Escola do Concurso Literacia 3Di. Este concurso, promovido pela Porto Editora, tem como propósito contribuir para o desenvolvimento educativo, pessoal e social dos jovens, ajudando-os a consolidar as aprendizagens e a elevar os níveis de conhecimento num contexto similar ao das avaliações internacionais através da promoção da literacia e respetiva avaliação nas quatro dimensões fundamentais do conhecimento: Matemática (5º ano), Ciência (6º ano), Leitura (7º ano) e Inglês (8.º ano). No caso da EBSARC, entre os dias 20 e 24 de novembro, 20 alunos do 7.º ano e 17 alunos do 8.º ano realizaram, respetivamente, uma prova de literacia de Leitura e uma prova de Inglês na Biblioteca Escolar. O/A aluno(a) da Escola que obtiver melhor classificação irá representar o Agrupamento na Fase Distrital.

No dia 17 de novembro, Dia do Agrupamento, assinalouse o centenário da estreia da atriz Amélia Rey Colaço em palco. Na disciplina de Português, os alunos realizaram trabalhos sobre a vida de Amélia Rey Colaço e foram passados alguns excertos de Gente Fina é outra coisa, série televisiva em que a atriz participou. Os alunos do recém-criado Clube VídeoAmélia elaboraram um guião simulando uma entrevista com a atriz, prevendo realizar as filmagens até ao final do 1º Período. Com a colaboração dos professores de Português foram elaborados cartazes sobre a vida da atriz e outro sobre a estreia no papel de Marinela.


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28 ATIVIDADES CRIATIVIDADE

De 27 a 29 de novembro, na sala 2.19 da EBSARC, com a colaboração da BE/CRE, teve lugar a Feira do Livro da LEYA. Várias turmas visitaram o espaço acompanhadas pelos respetivos professores de português. Nos dias 30 de novembro e 4 de dezembro, a Feira decorreu na Biblioteca da EBJGZ.

Nas EBJGZ, a BE realizou com as turmas do 5º ano duas atividades para que os alunos saibam utilizar melhor esta estrutura da escola: uma sessão de leitura e discussão das regras de utilização deste espaço e uma atividade para apropriação da distribuição dos documentos nas estantes, de acordo com o domínio temático a que pertencem. Também com as turmas do 1º ano foram apresentadas as regras de utilização da Biblioteca Escolar, numa versão adaptada à idade dos alunos. O 1º AZ participou também na construção de uma narrativa a partir da obra A Árvore, de Iela Mari, e o 1º BZ realizou um jogo de cartas a partir da exploração do poema “Faz de Conta”, de Eugénio de Andrade. A BE tem realizado com as turmas do 2º, 3º e 4º ano atividades relacionadas com os textos de leitura indicados nos programas e nos manuais (O Elefante Cor-de-Rosa, de Luísa Dacosta, poemas da obra Ou isto ou Aquilo, de Cecília Meireles, A Criatura Medonha – Novos Contos da Mata dos Medos, de Álvaro Magalhães).

Na última semana de novembro, 94 alunos (do 7º ao 12º anos), integrando as 47 equipas da EBSARC (mais 20 equipas do que no ano letivo passado) disputaram a primeira parte da Fase 1 (Fase Escola) do Oeiras Internet Challenge, um projeto do Município de Oeiras promovido através das Bibliotecas Municipais em parceria com as Bibliotecas Escolares, destinado a todos os alunos que frequentam o 3.º Ciclo e o Ensino Secundário nas escolas do concelho de Oeiras. O objetivo do torneio é estimular e desenvolver as competências de pesquisa e seleção de informação no âmbito da literacia de informação. A segunda parte decorrerá de 4 a 8 de dezembro. O objetivo da Fase Escola é apurar cinco equipas que irão representar o Agrupamento na Fase 2, a qual decorrerá no dia 16 de dezembro, na Biblioteca Municipal de Oeiras. Em 2016 foi a uma equipa da nossa Escola, a Equipa AGL constituída pelos alunos Afonso Leote do antigo 8ºD e Gonçalo Lobo do antigo 8ºG) que venceram a final.


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29 ATIVIDADES CRIATIVIDADE

A professora Édia Pinho com o 2º BZ Realizaram-se também atividades relacionadas com os temas de Estudo do Meio, tendo sido lidas as seguintes obras: NhamNham!, de Mick Manning e Brita Granström e A Mamã Pôs um Ovo, de Babette Cole, e páginas do livro Reis e Rainhas de Portugal, de Maria de Lurdes Marcelo, para a atividade “O meu reinado num minuto”, com o 4º Az. O 3º AZ tem realizado sessões de requisição de livros e de leitura livre. Esta turma utilizou a internet (Google maps e site da Câmara Municipal de Almada) numa viagem virtual de descoberta da Mata do Medos, na Fonte da Telha, a propósito da obra A Criatura Medonha, acima referida.

A professora Édia Pinho tem colaborado regularmente nas atividades com o 2º BZ, lendo de forma expressiva os textos indicados pela professora. O 4º BZ utiliza a BE, este ano, para o desenvolvimento de um projeto de escrita, o jornal de turma Zarco em Destaque. Os alunos, com a professora, deslocam-se à BE para processarem os textos e as imagens da edição semanal do seu jornal. No âmbito deste projeto, a turma recebeu dois convidados relacionados com a escrita e a produção de jornais: a jornalista Raquel Martins, do jornal Público, e um pai de um aluno da turma, que veio contar como participou na criação de um jornal da Associação de Estudantes da sua faculdade.

As turmas do 6º ano estão a realizar trabalhos de pesquisa sobre os autores de recolhas de textos da tradição oral, numa colaboração entre as professoras de Português e a BE. As turmas de 5º ano irão realizar também trabalhos de pesquisa sobre os autores de fábulas.


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30 ATIVIDADES

Informação disponibilizada pela Professora Maria Cidália Mendes, Joana Oliveira e Rute Pinto

Eco-Escolas Este ano a Escola Amélia Rey Colaço marcou o dia do Concelho Eco-Escolas com o hastear da nova bandeira, relativa ao trabalho efetuado no ano letivo 2016/2017. A cerimónia teve a presença da direção, de alunos, de professores e funcionários.

No âmbito do Projeto Eco-Escolas foram implementadas as “Eco-Brigadas”, um conjunto de alunos voluntários da escola que desempenharão várias funções que visam a promoção de um desenvolvimento sustentável. Deste modo, estes alunos, no dia 8 de novembro, procederam à recolha e separação de resíduos existentes no recinto escolar. Esta atividade inserida no “Global Action Days” será repetida ao longo do ano letivo.


Informação disponibilizada pela Professora Maria Cidália Mendes, Joana Oliveira e Rute Pinto

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ATIVIDADES


Informação disponibilizada pela Professora Maria Cidália Mendes, Joana Oliveira e Rute Pinto

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33 Gonçalves Zarco

Página criada pelo aluno Tomás Mendes

“O MELHOR AGRUPAMENTO DO MUNDO”


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Atividades Desporto Escolar Informação disponibilizada pela Professora Ana Torres


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Atividades Desporto Escolar Informação disponibilizada pela Professora Ana Torres


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Leonor Pinto 11º

O sucesso Eu entendo que o sucesso é o ponto máximo dos nossos limites e por isso temos de trabalhar para o atingir, de maneira a conseguirmos superarmo-nos a nós próprios. Para atingir o sucesso, necessitamos de atingir o auge das nossas potencialidades e para isso é necessário trabalhar arduamente para o conseguir, daí ser necessário possuirmos uma clara motivação, uma forte dedicação e uma grande ambição de querer chegar onde ninguém ainda chegou, querer sempre mais e melhor do que temos. Querer chegar onde ninguém ainda chegou, querer provar a nós mesmos que somos capazes de tudo, basta o querer, fazendo com que superemos a nossa condição humana e cheguemos ao máximo dos nossos objetivos, tendo como referência sempre o trabalho que está pela frente. Ao enfrentarmos todas as complicadas épocas baixas, de pouca motivação na vida, que só devem servir para ganharmos balanço e nos projetarmos ainda mais fortes e mais equilibrados do que queremos, veremos ser recompensado todo o merecido esforço, a sofrida dedicação e a cansativa energia despendida. A nossa mente deve ser ambiciosa e estar claramente preparada para todo o esforço e dificuldades que irão surgir na vida, porque só desse modo iremos ser reconhecidos e recompensados. Em conclusão, posso garantir que para atingir o sucesso temos de trabalhar arduamente, para sermos merecedores de todo o esforço e dedicação e só assim nos tornaremos em alguém que faz algo de diferente e que prova a si mesmo que é capaz de se superar, não sendo só mais alguém na Terra a fazer as típicas rotinas e ações normais. Leonor Gomes Pinto – 11B

Não?

Sim ?


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Cupcake de princesas (I) Vocês podem não acreditar mas uma vez eu conheci uma princesa de verdade. Ela não vivia num palácio nem usava grandes vestidos mas, mesmo assim, continua a ser a princesa mais genuína que eu já conheci. Ela vivia num grande edifício que tinha umas letras prateadas sobre a entrada a dizer "Hospital". Da primeira vez que fui ao hospital, quando nós ainda não nos conhecíamos, eu fazia parte duma equipa de voluntariado que se tinha disponibilizado para entreter os pacientes. Eu estava a falar com as minhas colegas quando, um dia, ela veio ter comigo, com o seu curto cabelo loiro, os grandes olhos de cor avelã e a pequena bata rosa, se agarrou ao meu vestido e me perguntou: -És uma princesa?- A principio fiquei surpreendida e depois ri, mas arrependi-me imediatamente quando a vi limpar, com as costas da mão, uma lágrima que corria, redonda, pela sua bochecha abaixo. No calor do momento, sem pensar, apressei-me a responder: -Não chores, não foi por mal. Tenho que te fazer uma pergunta, mas não a posso fazer se estiveres a chorar. A rapariguinha abriu muito os seus grandes olhos avelã e a fungar, mas a sorrir, respondeu: -Qual é a pergunta que me querias fazer? -Sabes guardar um segredo?- perguntei, a sorrir, enquanto me punha de cócoras. Ela acenou que sim com a cabeça e eu continuei: -Eu sou uma princesa. Mas não podes contar a ninguém, está bem? A rapariguinha sorriu e, apanhando-me desprevenida, saltou para o meu colo, abraçando-me. Ela atirou os seus bracinhos para o meu pescoço e perguntou-me, sussurrando: -Também posso ser uma princesa? Depois desse dia tornamo-nos amigas chegadas. Ainda me lembro do dia seguinte em que lá fui. Depois de entrar no hospital fui direita ao piso do quarto dela. Ela estava na cama com um grande livro de culinária em cima das pernas. Entrei e sentei-me na cama, ao lado dela. Ela era uma rapariguinha engraçada. Ela contou-me que tinha uma massa má algures no seu corpo e que as freiras da casa grande onde ela vivia com todos os seus irmãos e irmãs a tinham mandado para aquela casa ainda maior para ficar boa. Nessa altura desculpei-me e fui à casa de banho, para que ela não me visse a chorar. Quando estava a sair uma enfermeira passou por mim e eu perguntei-lhe se ela me podia dizer a razão dela estar internada. Ela tinha, de facto, uma massa má no seu corpo. Tinha um tumor alojado nos pulmões e as freiras do orfanato onde ela vivia internaramna no hospital. Depois de me recompor voltei ao quarto com um sorriso amargo nos lábios. Para mudar o tópico da conversa perguntei-lhe o que é que ela estava a fazer com um livro de culinária. Ela mostrou-me uma imagem de um pequeno bolo, um cupcake e respondeu que sempre quisera ser capaz de fazer um. Depois pediu-me se podia dar-lhe um caderno e um lápis que estavam em cima de uma mesinha de cabeceira ao lado da cama.

Quando lhos dei ela desenhou um pequeno bolo com uma coroa em cima deste... ( a continuar)


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O ensino da literatura e a literatura no ensino (I) A leitura, em geral, o ensino da literatura e particularmente o ensino da poesia foram os aspetos mais debatidos pelos estudiosos da literatura: investigadores, ensaístas e professores no início deste século. Realmente, o século XX parecia ter balizado o domínio da literatura entre os essencialistas e os estruturalistas, depois de abandonadas as teses psicologistas e o biografismo. Os primeiros viam os textos como representação da linguagem, correspondia a encontrar nas línguas uma categoria inata cujos pressupostos são essencialmente representar o mundo e não um instrumento de o representar: verbum erat. Por sua vez, os estruturalistas divulgaram profusamente um conceito de texto como uma construção cujos traços gerais podiam ser observados, por exemplo, na Odisseia de Homero, nas odes píticas e na tragédia clássica. Como é sabido, esses elementos estruturais resistiram ao tempo e tornaram-se transtemporais, ou seja, transversais aos textos de todas as épocas. Por exemplo, a noção de narrador, de espaço, de tempo, na prosa; e de sujeito poético, de verso, de ritmo, de rima e outros, na poesia. Estes elementos formais ganharam peso na análise e estudo das obras literárias. Ainda hoje subsistem desde muito cedo no ensino e apagaram muito a leitura como fonte de prazer, descobrir ideologias e experiências de vida inerentes aos textos. Seja como for, na verdade, o que motivou tanta investigação no domínio da literatura foi a tentativa de autonomizar a área dos estudos literários e aproximá-lo das metodologias das ciências ditas «exatas». No entanto, julga-se que esse suposto objetivismo veio aniquilar o conceito de interpretação que na escola corresponde ao conceito ditado pelo mestre, pela velha máxima magister dixit. O curriculum desde muito cedo (primeiro ciclo) dá primazia ao domínio dos géneros: carta, notícia, reportagem, e outros textos padronizados. Neste contexto, se assim for, a pergunta legítima é: então o que cabe ao aluno? A resposta é simples. O aluno deve apropriar-se das técnicas que o mestre usa e reproduzi-las e, assim, julgo que segue alegremente a caminho da não leitura, talvez do “sucesso”, mas não é o caminho da interpretação nem da fruição plena da obra de arte. Este tem sido o caminho que todos temos percorrido que se tem suavizado, até disfarçado, com a introdução de programas de leitura: Plano Nacional de Leitura, aLer+ e outros. Por isso, está na hora de voltar à leitura: ouvir a nossa língua palpitar, recriar universos, discutir o texto mais do que o contexto. Na verdade, a literatura, o professor de literatura e, acima de tudo, os alunos exigem mais do que análises formais e interpretações estereotipadas. Os textos de qualidade pedem mais. Lindo, lindo é o confronto com o poema, a crónica, o conto… e explorar os sentidos mais recônditos da linguagem, deslindar aspetos retóricos imprevisíveis que nos desafiam esteticamente. Esta abordagem passa pela ativação de capacidades de concentração, roda de livros na biblioteca, apresentações, leitura na sala de aula, atividades praticamente incompatíveis com o ruído à volta da escola e dos lares: seja a exigência de notas, seja o cumprimento dos programas e metas, seja o comentário de um encarregado de educação, de um colega: andam a ler livros na aula, não dão o programa! … Mas leiam, as palavras emergirão luminosas. Jorge Marrão


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O mérito e o elogio No passado dia 17 de Novembro, comemorámos o dia da Escola-sede através da cerimónia de entrega de diplomas aos alunos, conforme está reportado nesta edição do nosso jornal. Todos os que trabalhamos no Agrupamento nos alegramos muito com o elevado número de alunos cujos resultados são admiráveis. Em particular lembro aqueles que terminado o 12º ano conseguiram ingressar em cursos superiores de grande prestígio como, a título de exemplo, Medicina na Universidade de Lisboa, Engenharia Aeroespacial no Instituto Técnico da mesma Universidade ou na Faculdade de Economia da Universidade Nova. Também não esqueço os mais pequenos que com especial alegria vieram à Escola-sede receber o seu merecido diploma, os quais continuarão a desenvolver um importante percurso de formação nas nossas escolas. Hoje, no entanto, pretendo realçar os alunos que com o seu esforço contribuem para a comunidade escolar. Falo sobretudo dos que foram responsáveis por maior parte da apresentação desta cerimónia de dia 17. São membros da recém-eleita Associação de Estudantes que com eficiência e naturalidade enfrentaram um vasto auditório dando o seu testemunho sobre a sua experiência na escola e anunciaram cada momento do evento. É gratificante observar como os alunos crescem como pessoas e desenvolvem capacidades de comunicação e relação com os outros. Resultam estas capacidades do seu percurso pessoal, familiar e creio que também escolar (como os próprios afirmaram publicamente no início deste evento). Já a anterior Associação de Estudantes fizera um trabalho admirável na gestão de um espaço comum da escola com um apurado sentido de comunidade e responsabilidade. E são estes valores fundamentais para a cidadania que tanto prezamos no Agrupamento, sabendo que a sua prática é uma aprendizagem demorada que não se suporta em qualquer manual. Sabemos também que estes valores fundamentais na formação de qualquer cidadão não são mensuráveis e nunca pertencerão a qualquer ranking nacional. Por isso mais importante é realçá-los neste momento e congratulámo-nos por ser testemunha da sua prática. Francisco Correia Figueira


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A irreversibilidade A irreversibilidade refere-se à propriedade de algo ou de uma condição que é irreversível, ou seja, um sistema que sofra alterações e que se torne impossível o regresso ao seu estado primitivo, mesmo quando revertidas as causas da transição inicial. Portanto, quando uma situação inesperada acontece, temos de procurar em todos os sentidos e matizes... Quando essa condição se repete, da mesma maneira, na mesma época, no mesmo sítio, com o mesmo objeto ou pessoa, adotamos um ato inconsciente de examinar, entender, compreender, buscar e até relembrar do primeiro acontecimento com maior perfeição do que se nos apetecesse recordar noutro contexto. Assim, quando uma determinada situação angustiante se esconde cada vez mais de nós e torna-se mais difícil resolvê-la até que em dado momento, devido a outros cenários, implique explorar a situação inconsciente, reparamos que já não nos é permitido reverter a situação primitiva tornando-se irreversível -, logo, o meu sonho poderá estar ligado ao ruído da chuva. Quando se consegue reverter determinada situação ficamos agradecidos. Daí, que a língua portuguesa se notabilize pela expressão do nível mais profundo da gratidão. Em português o agradecimento é proferido com a expressão cortês "obrigado" ou "obrigada", de acordo com o género de quem agradece. Etimologicamente, significa que a pessoa fica obrigada, ou vinculada perante outrem, comprometida na sua dívida. Podemos questionar: tenho a obrigação de quê? São Tomás de Aquino no seu Tratado da Gratidão procura explicar os diversos níveis de gratidão. O primeiro consiste em reconhecer o benefício recebido, obter uma graça, aceitar um favor. O segundo consiste em louvar e em dar graças àquele que nos deu algo gratuito, em troca de nada. O terceiro grau é a retribuição, de acordo com as suas possibilidades, segundo as circunstâncias mais oportunas de tempo e lugar. É assim que cada língua expressa a gratidão em diferentes graus. O inglês “to thank” e o alemão “zu danken” tomam a gratidão no primeiro nível, ou seja, apenas o reconhecimento da graça. Já a forma latina “graças” presente no italiano e no espanhol, respetivamente, "grazie" e "gracias", vai mais além, pode ser considerada no segundo nível de louvar e dar graças. A original formulação portuguesa situa-se no terceiro nível, o grau mais profundo da gratidão, na humilde aceitação do favor, no dever de retribuir e consciente insuficiência do seu pagamento, vinculativo do seu compromisso. Muito obrigada!


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Populismo Numa entrevista à televisão pública portuguesa de 25 de outubro, Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia afirmou que o nacionalismo é a maior ameaça para a Europa. Maior do que as crises financeiras e o terrorismo islâmico. Desde que surgiu no meio rural americano no século XIX e que se consolidou inicialmente pela ação política de George Wallace até à recente eleição do primeiro ministro checo Andrej Babis que o que se designa de populismo não cessou de se reatualizar e alastrar. O seu mapeamento abrange diferentes continentes, ideologias, quadrantes e tendências políticas. O seu objetivo consiste em sobrepor-se aos processos democráticos explorando as suas debilidades e a sua missão perpetuar-se a partir de um golpe constitucional após a tomada do poder político. O seu pressuposto essencial é a ficção da representação do Povo contra os interesses das Elites. Pouco importa se os atores populistas pertencem também às elites, os seus apoiantes e seguidores cedem à sedução da representatividade popular pura e sem mediações. Nestas englobam-se também os meios de comunicação e os opinion makers, os políticos tradicionais e os representantes do poder institucionalizado. Pôr a política ao serviço do Povo. Este lema soaria com inusitada legitimidade se por detrás dele não estivesse um artificioso embuste e uma perigosa ilusão. Reconhece-se no populismo o radicalismo próprio de uma ideologia de baixa densidade racista, xenófoba e ultraconservadora. A baixa densidade designa o traço de ausência de originalidade ou autenticidade própria das ideologias consagradas: os populismos de direita ou esquerda pedem de ‘empréstimo’ as características a outras ideologias e revelam-nas numa versão radicalizada. Ao pretenderem retirar-se do ‘sistema’ e purificarem-se da contaminação criada pela iniquidade sociopolítica e económico-financeira, os populistas, muitas vezes, trazidos para a ribalta à custa de um indiscutível carisma aspiram a uma falsa superioridade e um poder perene. Impulsionado pela crise global que atingiu o Ocidente e o planeta a partir de 2007-2008 e pela crise europeia e migratória, o movimento populista ganhou força eleitoral e apossou-se de sistemas de poder e instituições. O seu representante mais perigoso, Donald Trump, conseguiu ser eleito contrariando a maior parte das previsões e confirmando os cenários mais pessimistas. Fenómeno instalado, o populismo deixou de ser apenas uma hipótese extravagante. Impôs a sua presença e a necessidade de o racionalizar. O diálogo com os representantes desse movimento já não pode ser relegado para a marginalidade do exotismo e da aberração. Os seus apoiantes requereram o direito de serem ouvidos na cena política contemporânea. A sua análise mobilizou e desafiou a ciência política, o direito, a economia e a filosofia. Mesmo que a sua expressão em Portugal seja diminuta, a sua emergência em diferentes países, desde a América Latina até ao norte da Europa e Estados Unidos convida à apurada reflexão e à pronta reação e tomada de decisões. Inscreve-se, neste caso, a recente proposta de democratização e coordenação económico-financeira e fiscal da Europa, a ideia de um novo contrato social, um novo caminho de democratização por via de uma Assembleia Parlamentar com poderes alargados e de maior espectro representativo de deputados oriundos da Zona Euro: S. Hennette, T. Piketty, G. Sacriste, A. Vauchez, Por um Tratado de Democratização da Europa, edição port. Temas e Debates, 2017. Pode o populismo ser

verdadeiramente suplantado através de propostas viáveis? Pode ser enfraquecido e futuramente derrotado? (…)


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Populismo (cont.)

As respostas existentes parecem ser insuficientes para responder a essas questões e inquietações. Podem as massas ser ‘esclarecidas’ de modo a evitar a sedução populista mesmo em países que não conheceram a crise da dívida e os efeitos de exceção das políticas de austeridade? Só uma genuína e profunda reforma dos regimes democráticos à escala global poderá configurar uma alternativa ao populismo ou populismos. A recessão no Ocidente e as aporias da globalização mantêm-se, não foram superadas nem se vislumbra, no presente, uma saída e uma solução viável, por isso, a Marcha Populista prossegue. O retrocesso de valores cívicos, a quebra da solidariedade, a recusa do pluralismo, o incentivo ao fechamento e à mesquinhez substituem-se ao aprofundamento da democratização e da civilidade dos povos. O regresso da repressão e da intolerância institucionalizada surgem no horizonte como respostas arcaizantes aos novos desequilíbrios nacionais e globais. Tentam-se erigir muros reais ou simbólicos para conter a abertura e o progresso comunicacional da civilização global. Respostas simples, demasiado simples parecem impor-se como soluções de problemas complexos. Um duvidoso moralismo político ou ético-político é aceite acriticamente. A continuada quebra de padrões mínimos de racionalidade política obtém cada vez mais aderentes. A ficção perene do Povo e da Raça, a captura do poder e a exclusão continuada de adversários e oponentes favorece a ânsia perversa de superiorização perante o Outro. Representar o Povo como entidade moral, tal é o desígnio fundamentalista do populismo. Afastar permanentemente quem recusar a aceitação dessa ficção é o seu mais insistente propósito. Colocar a política e a sua legitimação formal ao serviço dessa ficção e dos seus representantes arbitrários é a sua finalidade. A par da ficção do Povo constitui-se uma outra: a ficção do seu único representante ou representantes como figurações simbólicas do Homem Comum. Porém, essa ficção esbarra na realidade de meros representantes de interesses sectoriais; os personagens populistas são apenas atores que representam cinicamente um papel apolítico ou pós-político nos teatros nacionais. A Substância do Povo é apenas ilusória. Esconde velhas e desacreditadas ideias e projetos. Representar o Povo sem resto, sem intermediação, de forma pura e única afastando os débeis e corruptos; representar e assumir o Povo de uma vez por todas e para todo o sempre: esta é a suprema ameaça do populismo. Representar e liderar o todo por via da exclusão dos que dele devem ser apartados é o risco maior de qualquer sistema de representação e da democracia como o melhor sistema representativo que permite elucidar a íntima relação entre legalidade e legitimidade. Ao pretender perpetuar-se no poder, o populista deseja, na verdade, destruir essa relação. Pretende assumir um poder simbólico, inquestionável e impossível de desalojar. Pretende consagrar a negação do político e da política. Erigir a antipolítica como a verdadeira política. A falsa negação da velha política para se apossar do Estado e das suas instituições. O nacionalismo moralista constitui-se como o grau zero da racionalidade política e não como o seu futuro. A exclusão, a intolerância e o racismo não são desígnios aceitáveis para o novo século. A aclamação do líder incontestado não é um modo desejável de acolher a nobreza da política. Se o liberalismo e a sua versão radicalizada falharam, o regresso a novas formas de ditadura e tirania representam um notável retrocesso político e civilizacional. A resposta aos erros do passado e do presente consiste em melhorar e aprofundar a democracia e não destruí-la em nome de um poder pessoal arbitrário e excludente. As promessas por cumprir da democracia devem permitir repensá-la como sistema global e não substituí-la por pequenos feudos que se digladiam na base de interesses egoístas. Pôr em causa direitos básicos, progressos civilizacionais, garantias constitucionais e avanços jurídico-políticos será sempre um erro. O populismo será uma oportunidade para repensar a democracia, mas nunca uma alternativa cabal a esse sistema de livre representação. Importa, por isso, consagrar a liberdade, a pluralidade e o cosmopolitismo pela recusa da via populista. https://youtu.be/BcJu9Z5d1vM ( a partir dos 17’ e 47’’ ) https://youtu.be/xO_c6FNroQw


49 AESC Querida Mariana, Leio regularmente a tua coluna de aconselhamento e já tenho andado há muito tempo para te pedir ajuda em relação a um assunto, mas até agora não tenho tido muita coragem, pois pode parecer egoísmo e falta de compreensão da minha parte, mas finalmente decidi expor o assunto, e como bem sabemos: Mais vale tarde do que nunca! Então é o seguinte. os meus pais trabalhavam numa empresa, onde para além de gostarem do que faziam eram muito bem pagos (porque eram ambos diretores), mas entretanto a empresa fechou e eles ficaram desempregados. Arranjaram trabalhos de part-time, onde ganham pouco mais do que o ordenado mínimo (ou seja, nem chega a um quinto do que ganhavam), e neste caso a diferença que faz é muita, comparando com as pessoas que estão sujeitas e já habituadas a ordenados desses. Isto aconteceu há quase oito meses, e desde então os meus pais têm discutido cada vez mais (o ambiente familiar não está nada bom!), e têm dificuldades crescentes no pagamento de quase tudo (condomínio, gasolina, água, gás, selo do carro, eletricidade, o meu colégio e dos meus irmãos, e as nossas atividades extracurriculares, que são nove no total), por isso a minha vida passou de condições de uma "princesa" para algo que está bem abaixo disso. Às vezes o que mais custa não é sentir o desemprego na nossa pele, mas sim ver os nossos pais a sofrer com isso. Eles sempre foram muito poupados, mas a diferença de ordenados é bastante significativa, especialmente tendo em conta que têm que pagar o colégio de três filhos, mais as suas atividades extracurriculares. Muitas colegas minhas andam preocupadas porque dizem que eu pareço mais introvertida, distante e fria, e eu não discordo do que elas dizem, mas tenho vergonha de lhes explicar o porquê, pois tenho medo de parecer inferior e perder a amizade delas.

O que achas que devo fazer? Um abraço, Maria Filipa

Consultório da Mariana Querida Maria Filipa, De facto essa é uma situação muito complicada, e que infelizmente afeta grande parte da população atual, mas isso (tal como a maioria dos problemas na vida) tem solução. Primeiro acho que a solução passa pelo diálogo. Deves juntar a tua família (pai, mãe e irmãos) e conversar com todos, para que os ouças e para que eles te ouçam, e assim trocam ideias e opiniões e tentam perceber os diversos pontos de vista, para entenderem até que ponto (e de que forma) é que a situação está a afetar cada um de vocês, e talvez até possam dar sugestões e chegar a um consenso, para que aprendam a viver o melhor possível de acordo com o que têm. Segundo, acho que, se os teus pais são poupados e se tu e os teus irmãos estão preocupados com a situação e empenhados em resolvê-la (dentro do possível) devem acabar (pelo menos temporariamente) com as atividades extracurriculares, matricularem-se numa escola pública e começar a andar mais a pé ou de transportes públicos (porque assim reduzem grandemente os gastos de gasolina). Depois, gostava de deixar clara uma coisa: não é a quantidade de bens que alguém tem que o torna uma pessoa melhor, mas sim a qualidade do seu carácter, e se as tuas amigas forem realmente tuas amigas, de certeza que não te vão deixar de lado por causa de uma situação tão comum e da qual tu não tens culpa nenhuma. Não é crime ter os pais desempregados, pois isso é um risco ao qual estamos todos sujeitos, devido às mais variadas situações, e por vezes até pode ser uma boa experiência para alguns de nós, para aprenderem a dar mais valor ao que têm e a viver com o suficiente, e não com quantidades exorbitantes de todas as coisas possíveis e imaginárias, que muitas vezes fazem falta a outros. Como bem deves saber, nada é eterno (só mesmo a própria eternidade), e neste caso podes continuar a ter uma vida normal e feliz, porque o que interessa é que tu e a tua família tenham o suficiente para se alimentarem bem, para terem o que vestir, e para terem (pelo menos) as mínimas condições de saneamento básico, o resto é facultativo e pouco necessário, e depende da condição financeira de cada um. Não precisas de ter vergonha de ter pais no desemprego ou a ganhar o ordenado mínimo, porque vergonha é ter más condições, passar a vida a queixar-se e não fazer nada para mudar isso. Neste caso, deves é aprender a lidar com estas situações (ou outras semelhantes), e para isso também não precisas de ter vergonha de precisar de ajuda, de conselhos e de desabafar com alguém, porque com certeza que, com o apoio certo das pessoas certas, ultrapassarás este "choque" mais rapidamente do que imaginas ;-) Beijinhos e Boa Sorte,

Conselheira Mariana


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Informação disponibilizada pela Professora Cecília Almeida

O deserto de Kalahari suga o Rio Okavango antes dele chegar ao mar? O rio Okavango forma um Delta que não desagua, ou seja, jamais alcança o mar. Conhecido como o rio que nunca encontra o mar, o Okavango desaparece no deserto de Kalahari numa confusão de lagos, canais e ilhas a noroeste de Botsuana.

Localização do Botsuana e do Deserto do Kalahari O delta (bacia) do Okavango Localização do Rio Okavango

Yakutsk, cidade da Rússia, tem o título da cidade mais fria do Mundo? Durante o ano, a temperatura começa a cair em Setembro e só voltam a subir em Maio. A média da temperatura no mês de Janeiro é de 36,7 °C sendo que o recorde do mês foi nada mais nada menos que 63 °C. A cidade é habitada por 200 mil moradores que vivem basicamente da indústria da mineração. Entre as atrações da cidade podemos encontrar museus, teatros e até mesmo um Jardim Zoológico.

Localização de Yakutsk Rússia

Senhora a passar em ponte gelada

O peixe no “congelador” da rua.


51 AESC by José Pedro Brites– Professor QUEM PODE SALVAR OS QUATRO HOMENS E ESCAPAR AO PSICOPATA? Quatro homens – Armando, Bernardo, Carlos e Daniel – foram raptados por um psicopata. Quando acordaram, estavam enterrados em areia, apenas com a cabeça de fora. Em cada um deles foi posto um chapéu, azul ou vermelho. Armando tem um chapéu vermelho, está virado para a direita e só consegue ver um muro. Do outro lado do muro estão Bernardo com um chapéu azul, Carlos com um chapéu vermelho e Daniel com outro chapéu azul. Estão todos em fila virados para a parede.

Deste modo: 1. Daniel consegue ver Bernardo e Carlos à sua frente e sabe que Armado está do outro lado da parede. 2. Carlos consegue ver Bernardo à sua frente. Sabe que Armando está do outro lado da parede e que Daniel está imediatamente atrás de Carlos. 3. Bernardo apenas consegue ver a parede, mas sabe que Carlos está atrás dele e que Daniel está atrás de Carlos. 4. Armando só consegue ver a parede e sabe que Bernardo, Carlos e Daniel estão do outro lado dela. O psicopata diz-lhes: Há dois chapéus vermelhos e dois chapéus azuis. Se algum de vós disser corretamente a cor do próprio chapéu, todos serão libertados. Se nenhum de vós acertar, todos vão ser mortos. Os quatro homens não podem conversar entre eles, mas não podem virar a cabeça nem sequer olhar para cima. Quem pode salvar os quatro homens?

Qual é o número misterioso?

Tem quatro algarismos. É um quadrado perfeito de um número primo. Fica igual virado de pernas para o ar. Sebastião Pinto – 8º B – nº 20 Dinis Marques – 8º B – nº 7


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Colaboradores: Hernâni PINHO Amandio FONTOURA Francisco FIGUEIRA Dora MENDES Alice CANENA Carolina TOMÈ Guilhermina OUTEIRO Isabel ROCHA Carolina PEREIRA Carolina GUERRA Inês MONTEIRO Joana RAMOS Teresa AMARAL Grupo de INGLÊS Rogério RUSSO Palmira PIRES Teresa CUNHA José SANTOS Ana Cristina GALA Isabel RAPOSO

Mª Cidália MENDES Joana OLIVEIRA Rute PINTO Tomás MENDES Antónia VAZ Ana GREGÓRIO Adília ALAGOA Ana Paula SOARES Ana TORRES Leonor PINTO Jorge MARRÃO António CASELAS Mariana BARRADAS Cecília ALMEIDA José Pedro BRITES

Paginação:

Amandio FONTOURA

Design do CABEÇALHO: João VERSTEEG Revisão Literária:

© 2017, AESC

Edição:

Luísa

Amândio

NUNES

FONTOURA

Jornal o catarino dez 17  
Jornal o catarino dez 17  

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