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1.º Prémio Melhor Jornal Escolar

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76 | dezembro 2017

Distribuição gratuita

Pág. 17

Jorge Serafim na XXVI Feira do Livro

Pág. 23

Entrevista: Gabriel Macchi

APOIOS:

Corta-mato escolar

Págs. 4-5

www.facebook.com/Agrevvr

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Gente em Ação

Entrevista (1) SÉRIE: ANTIGOS ALUNOS (22)

Inês Gouveia Redação “Gente em Ação”

O jornal Gente em Ação publica, em cada um dos seus números, uma entrevista com antigos alunos que concluíram a sua formação académica e estão inseridos no mundo do trabalho. Neste número entrevistamos Inês Gouveia, mais uma aluna que teminou o 9.º ano no ano letivo 2006/2007.

Bilhete de Identidade Nome: Inês Carreiro Filipe Martins Gouveia Data de nascimento: 13/04/1992 Frequentou a escola de VVR: Do 5.º ao 9.º ano (2002 a 2007) Média de conclusão do 9.º ano: 4,9. Profissão: Médica Gente em Ação - Quando é que frequentou a escola em Vila Velha de Ródão? Inês Gouveia - Essa pergunta é difícil, já foi há alguns anos. Ora deixem ver, eu, em 2010 entrei para a faculdade, portanto, tirando os 3 anos de secundário, 2007, tirando os 9 anos, fica em 1999/2000, foi por volta desse ano. Era boa aluna? Na altura, sim, era muito boa aluna. Sempre tive 5 e 4, acho que nunca tive um 3. O que é que achava da escola? Eu sempre gostei muito da escola, desde que entrei para a escola primária, sempre tive interesse em saber mais sobre aquilo que nos rodeia, seja ler, seja fazer contas, seja resolver problemas de Matemática ou Ciências, sempre gostei, sempre tive interesse em saber as coisas, então, sempre achei que ir à escola era uma coisa positiva. Esta escola tem uma natureza envolvente muito grande. Uma pessoa vê uma escola de cidade, não há assim árvores para os miúdos brincarem, nem um espaço tão grande à volta para se brincar, como aqui. Na altura, gostava bastante de andar nesta escola. Qual ou quais eram as suas disciplinas preferidas? Essa pergunta é difícil, é mais fácil perguntar quais disciplinas é que eu não gostava. Eu não gostava assim muito de Francês, e também não gostava nada de Educação Visual ou Educação Tecnológica, não tinha jeitinho nenhum e continuo a não ter , mas gostava muito do resto das disciplinas: Português, Matemática, História e Ciências Naturais. Tive sempre bons professores e gostava de todas as disciplinas no geral, até Educação Física!

Lembra-se de algum professor que a tenha marcado especialmente? Ai! Tantos! Tantos mesmo, desde o 5° até ao 9°ano, tive sempre professores excelentes, claro que, às vezes, uma pessoa também apanha professores maus. Por exemplo, a professora Teresinha, de Português, foi muito importante para mim, já que foi a pessoa que me impulsionou a escrever um texto para as Olimpíadas da Leitura, que eu acabei por ganhar, a nível nacional. [Ver notícia no “Gente em Ação” n.º 37, de junho de 2004, em https://issuu.com/adamantium/ docs/37_junho_2004]. Foi uma experiência fantástica! Ela sempre foi uma professora que me impulsionou a ler, a escrever, a usar figuras de estilo… às vezes, o Português parece aborrecido, mas ela tornava-o divertido. A professora Amélia, de Matemática, ela também me incentivou a gostar da disciplina. Os professores de História, claro, também seria suspeita se não gostasse dos professores de História, mas posso dizer-vos que nem todas as escolas têm professores de História que gostem de ensinar os alunos. E olhem que esta não é uma disciplina muito consensual, mas eu acho que temos essa sorte. A professora Graça Passos, também já esteve aqui, acho que vocês, não sei se chegaram a conhecê-la, também gosto muito dela. Ela ensinou-me a gostar de ciências, porque eu não gostava assim tanto de ciências até chegar ao 7° ano. Outra pessoa que me marcou foi a professora Elsa, de Inglês, também sempre gostei muito de Inglês por causa dela. Também não é consensual, mas eu gostei muito. Acho que tive sorte, pois sempre tive professores bons, embora também tenha tido professores maus, a partir do 7° ano, deixei de gostar de Português, mas acho que no geral, sempre tive bons professores e muito empenhados em fazer-nos ir mais além e pensar assim um bocadinho mais fora do normal. Para além das atividades letivas, que outras iniciativas a escola lhe oferecia e nas quais participava? Olha, tanta coisa, desde o Desporto Escolar, em que sempre participei no atletismo, participei no futsal es-

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colar, na altura gostava muito de futsal, tínhamos uma equipa engraçada e um professor que nos motivava muito. Também fui ao “Parlamento dos Jovens” e participei nas atividades da Assembleia da República, e gostei muito. Chegamos a ir ao parlamento, a Lisboa. Esta é uma atividade que eu recordo com muito carinho, porque era uma coisa diferente do que estávamos habituados aqui na escola e acho que, em comparação com outras escolas, nós não ficávamos atrás, sinceramente, essas atividades valem a pena e acrescentam muito à formação, fora das disciplinas normais. Recorda-se de algum episódio que tenha vivido na escola e do qual guarde uma especial recordação? Ah, Sim! Mas isto foi mais uma traquinices minha do que outra coisa. Nós tínhamos duas turmas, o 5° A e o 5° B e sempre foi assim até ao 9°A e ao 9°B, eu andava no 5° B e tinha duas colegas que adoravam jogar à bisca, adoravam,era uma coisa louca, aquelas duas, em todos os intervalos aproveitavam para jogar à bisca. Então, o que é que eu fiz um dia? Eu, um dia, sem elas darem conta, fui ao baralho e tirei os A’s todos, guardei-os à parte, e deixei-as jogar à bisca no intervalo. A certa altura, só sei que uma delas estava assim: “Olha, pronto, já ganhaste,tens os A’s todos.” E a outra: “Não, eu tenho as biscas, tu é que tens os A’s todos.” E pronto, depois, eu aí já não consegui aguentar mais e comecei a rir. Lembro-me que uma vez um colega meu, que era muito trapalhão, tropeçou no caixote do lixo e foi engraçado, pois caiu à frente da professora e ela ficou parada a olhar para ele. Tenho boas memórias dos tempos passados nesta escola, sem dúvida! Mantém o contacto com os antigos colegas de turma / escola? Sim, com a maior parte deles, continuo a ter contacto, sobretudo com pessoas da minha turma e da minha idade. Nós acabamos por quase todos para a universidade, mas fomos mantendo o contacto. Como Vila Velha é um meio tão pequenino, é difícil perder

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Entrevista (1)

Continuação da página anterior o contacto com as pessoas que cresceram connosco, acabamos sempre por vê-las ou na festa, ou num jantar. Acha que esta escola contribuiu para o seu sucesso pessoal e profissional? De que forma? Posso dizer-vos que esta escola,apesar de pequena, é uma escola que prepara bem os seus alunos, a nível geral, ou até mesmo a nível do Português ou da Matemática, felizmente temos tido bons professores e vamos bem preparados para o secundário. Eu, quando cheguei ao secundário, já tinha uma base muito forte de ciências, então, nunca tive dificuldades a Biologia. Matemática, não é tão fácil, as coisas dificultam um bocadinho mais, apesar de tudo.Mas a escola também me ensinou o valor da entreajuda entre colegas e do trabalho em equipa, o que me deu imenso jeito mais tarde. Os professores dão sempre aquela ajuda para uma pessoa se definir e acabar por ter uma imagem de si e do mundo, também vão moldando esse tipo de coisas, percebem? Não só vão incentivando a leitura, mas vão incentivando os alunos a ver os telejornais, incentivando a saber mais acerca das coisas. O trabalho de um professor é mais que dar a matéria e cumprir o programa, também é um bocadinho direcionar os alunos e, nesse sentido, acho que a escola, a mim, deu-me uma grande ajuda para conseguir direcionar a minha vida no sentido de também conseguir ajudar as pessoas, trabalhar em equipa, com valores que não se adquirem só na profissão. São valores que se adquirem desde cedo, e a escola básica é importantíssima para adquirir esses valores, se não houver atividades extracurriculares, se não houver pequenos concursos, pequenos clubes como o de jornalismo ao qual vocês pertencem, acho que as pessoas se perdem um bocadinho e não se definem tanto como se definiriam, no meu caso, a fazer este tipo de coisas. Após o ensino básico, qual a via que seguiu no prosseguimento de estudos? Porquê essa escolha? Depois de sair desta escola, fui estudar para Castelo Branco, para a Escola Secundária Amato Lusitano. Portanto do 10° até ao 12° tinha de ir de autocarro, todos os dias, aí por volta das 06h30 da manhã levantavame, e isso era o que custava mais, porque eu gosto muito de dormir até tarde. E, no secundário, consegui manter as notas que tinha aqui, a escola é diferente, mas lá consegui manter as notas e continuei a empenhar-me e a trabalhar, tendo um objetivo de fazer o meu melhor, às vezes, o nosso melhor pode não ser um 5 ou assim um 4 mas, se fizermos sempre o nosso melhor, nunca ficamos desiludidos com o nosso trabalho. Neste sentido, eu tentei sempre o meu melhor, tentei saber mais, ultrapassando os problemas que se me colocavam à frente. Foi sempre essa a minha filosofia de vida, que me foi incutida aqui: de sempre fazer o melhor, de tentar mais, não me contentar só em fazer um basal, tentar sempre dar o melhor nas coisas que faço, seja o que for. Sentiu, assim, alguma diferença ao mudar desta escola para outra?

Senti. A escola secundária, em comparação com a básica, era muito diferente. Aqui era quase como se fôssemos uma família, aqui conhecíamo-nos todos uns aos outros. Na escola secundária havia um mundo de pessoas muito diferentes, era difícil voltar a construir aquela familiaridade que havia aqui, mas, dentro da minha turma, eu posso dizer que tive sorte e que até era uma turma bastante unida e havia entreajuda. Há que saber lidar com os colegas novos, colegas que às vezes até são mais velhos que nós, que às vezes podem perturbar o funcionamento das aulas, para quem quer estar mais concentrado. Outra diferença que eu senti foi ter de ir para a escola sozinha, não ter os pais na escola, no meu caso. Mas estas são coisas que nos ajudam a crescer e a ser mais independentes, e acho que foi uma boa transição para começar a gerir a minha mesada, ter atenção às horas de estudo, aprender a estar um bocadinho sozinha, porque aqui estamos sempre rodeados de pessoas que conhecemos. Quando vamos para a faculdade essa diferença é ainda maior, porque passamos de uma escola de aldeia para uma de cidade pequena e depois vamos para uma cidade grande. No meu caso, eu estudei Medicina 6 anos, no Porto, e para mim foi uma mudança radical. Acho que esses passos que uma pessoa vai dando, vãonos ajudando a crescer. O que mais o motiva na atividade profissional que hoje desenvolve? Motiva-me o mesmo que me motivou quando escolhi este caminho da Medicina, foi ajudar as pessoas. Eu, ao longo do meu percurso escolar, sabia que era boa aluna, mas não me limitava a ser boa aluna e ver os meus colegas a terem más notas. Eu nunca gostei muito disso, então, sempre que alguém me pedia, eu tentava ajudar, muitas vezes sentávamo-nos aqui, nesta biblioteca, todos juntos e a resolver os problemas todos juntos. Eu tentava ajudar quem tinha mais dificuldades, o que é normal, todos somos diferentes e sempre tentei ajudar os outros colegas, porque gostava que toda a gente alcançasse todos os seus objetivos, fossem eles quais fossem. Acho que continuo a orientar o meu caminho pela ajuda que posso prestar aos outros, sobretudo através medicina, pois as pessoas, quando estão doentes, ficam muito fragilizadas e nós, médicos, temos de saber ajudá-las. Assim, ajudar as pessoas sempre foi aquilo que, desde muito cedo, me manteve no caminho certo e, felizmente, hoje gosto muito do que faço por causa disso. Acompanha a atividade do Agrupamento? Que opinião tem do serviço prestado pelo mesmo? Acompanho, claro, também é um bocadinho difícil não acompanhar! Mas acompanho de forma ativa, tenho a página do Agrupamento no Facebook e também, hoje em dia, com as redes sociais, torna-se muito difícil não acompanhar o que se passa aqui. O meu irmão saiu aqui da escola há relativamente pouco tempo e também tenho algumas pessoas ainda ligadas à escola, com quem eu vou falando e vou sabendo se as coisas estão bem, se há uma biblioteca nova ou não há… tenho sempre interesse em saber porque, apesar de tudo, os sítios por onde passamos acabam sempre por se tornar uma segunda casa e, para mim, era isso que

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a escola era, não via a escola com maus olhos, eu gostava de vir à escola, vinha à escola, porque era onde eu encontrava os meus amigos e tenho curiosidade, sempre em saber como é que está a escola e o que se passa, como é que estão os alunos, se há mais alunos, se há menos alunos, por exemplo, este ano fiquei feliz de saber que tínhamos ultrapassado a barra dos 200 alunos. É sempre bom saber que a escola não fecha, que continua a ter alunos porque, apesar de ser uma escola pequena, e em comparação com uma cidade é pequenina, eu acho que é uma escola que prepara bem os seus alunos para o futuro. Então, tenho sempre curiosidade em acompanhar o que se passa aqui na escola. Costuma ler o nosso jornal? Sim! Por acaso costumo, tenho sempre lá em casa uma cópia, leio as entrevistas aos antigos alunos, porque gosto de saber o que aconteceu na vida das pessoas. Alguns entrevistados até foram meus colegas de escola, embora sejam mais velhos. Acho que ainda não houve assim nenhuma entrevista a ninguém do meu ano, eu devo ser a primeira. Mas acho que vale a pena entrevistarem mais colegas meus, pois fomos uma turma bastante acarinhada pela escola, com muitas pessoas que entraram para a universidade. Conheço uma nutricionista, uma técnica de cardiopneumologia e uma engenheira civil. Temos assim uma variedade de pessoas que entrou para a universidade e teve sucesso na sua vida. Que mensagens ou sugestões gostaria de deixar aos nossos jovens leitores? Para os jovens leitores, sobretudo os alunos da escola, a mensagem que quero deixar é mesmo que devem fazer o vosso melhor, não ficarem contentes com dar só 50% e ter uma nota razoável, acho que, ao fazermos o nosso melhor, além de termos uma nota mais alta, o que nem é o mais importante, isso pode contribuir para que, no futuro, consigamos ter mais sucesso, tanto na nossa vida pessoal, como profissional. Eu acho que às vezes as pessoas ficam pelo 50% e, por vezes, acham que o 100% é impossível. Ora, o 100% é possível, mas temos que fazer alguns sacrifícios para chegar lá e, quando lá chegamos, o sucesso tem um sabor diferente. Outra mensagem que desejo deixar é a seguinte: sejam solidários e amigos uns dos outros. Acho que, cada vez mais, as pessoas fecham-se nos telemóveis e na sua própria vida, e nos seus próprios problemas. Eu vejo muito isso com os meus doentes que acham sempre que os problemas deles são os maiores e, por vezes, também temos de olhar um bocadinho para o lado e relativizar, e ver que os problemas dos outros são tão importantes como os nossos. É preciso ajudarmos os outros e também, mesmo quando estamos frágeis, se ajudarmos os outros, isso também nos vai ajudar a ficar um pouquinho melhor. Eu vejo muito isso no hospital e acho que é uma das coisas mais curiosas acerca do ser humano: é que, quando está mal, às vezes ainda consegue ajudar alguém que não esteja tão mal como ele, mas consegue ajudá-lo a ficar melhor.

Gente em Ação

solidários e amigos uns dos outros. Acho que, cada vez mais, as pessoas fecham-se nos telemóveis e na sua própria vida, e nos seus próprios problemas. (...) É preciso ajudarmos os outros. (...) Sejam


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Entrevista (2) ATLETA PARAOLÍMPICO

Gabriel Macchi Carolina Santos; Patrícia Afonso (8.º A) Gente em Ação - Qual o seu nome e de onde é natural? Gabriel Macchi (GM) - Eu sou o Gabriel Maximiliano Macchi, mais conhecido como Gabriel Macchi. Nasci na Argentina, há 42 anos, mas sou português também, tenho dupla nacionalidade, o meu avô materno era português, logo, eu sou português também. Jorge Rodrigues (JR) – Eu sou o Jorge Rodrigues, tenho 45 anos e nasci no Fundão. Qual a sua profissão? GM - Eu sou professor do ensino básico, dou apoio educativo a crianças com dificuldades de aprendizagem. Como se iniciou na modalidade de atletismo e quem foi a pessoa que mais o influenciou? GM - Iniciei-me quando ainda morava na Argentina, com os meus 13/14 anos, na altura comecei a acompanhar o meu pai, quando ele estava a preparar a participação numa maratona, e eu comecei a treinar com ele e comecei a gostar de atletismo nessa idade e nunca mais parei. Iniciou a prática da modalidade na escola ou num clube? GM - Comecei a correr na escola, nas aulas de Educação Física. Eu gostava muito de correr, mas só por volta dos 14 anos é que o meu pai viu que eu tinha também boas capacidades e comecei a treinar num clube. Como ingressou no desporto adaptado? GM - Foi em 2006, comecei a participar no desporto adaptado e, logo nesse ano, comecei também a correr no desporto paralímpico, que é muito diferente, pois já é de alto rendimento. Em 2006, comecei também por participar no mundial e, desde então, tenho participado em mundiais e europeus normalmente. Em 2008, numa entrevista, dizia que havia muito a fazer para o desporto ser realmente inclusivo. Passados nove anos, continua muito por fazer ou a situação já está diferente? GM - Está praticamente igual, ainda há pouco tempo, no dia 4 de dezembro, participei numa palestra, no Fundão, por causa do “Dia Internacional da Pessoa Portadora de Deficiência”, onde se falou sobre o desporto inclusivo e se concluiu que são os atletas que têm que se adaptar às organizações dos eventos, não são os eventos a adaptarem as coisas para a inclusão

dos atletas com deficiência. Normalmente, não existe nada preparado para o desporto inclusivo, continua tudo na mesma. Acha que o desporto adaptado é suficientemente estimulado e apoiado pelo Estado? GM - Não, penso que, principalmente nas escolas, os professores de Educação Física deveriam incentivar mais os alunos que têm necessidades especiais a praticar desporto e sensibilizar também as famílias. Penso que deveria haver mais incentivo e mais apoio, tanto às crianças, como às famílias para praticarem desporto ou realizarem qualquer atividade física, e não ficarem só sentados com os tablets. Quais as maiores dificuldades que sente para praticar a sua modalidade? GM – Como eu vivo no Fundão, uma das dificuldades é que, de vez em quando, eu tenho que treinar sozinho, porque não tenho a companhia do Jorge (guia), pois ele está a trabalhar ou os horários não são compatíveis e outra dificuldade é ter que treinar em sítios que não estão adaptados para uma pessoa que vê mal. Não posso correr nos passeios, porque estão cheios de obstáculos, postes, degraus e rampas. Para mim, tudo isso são armadilhas. Eu tenho de correr na estrada e correr na estrada não é o ideal, por causa do trânsito. Quantas horas treina por dia e como organiza os seus treinos? GM – O normal é treinar todos os dias, no mínimo uma hora, uma hora e meia, mas quando E-mail: jornalescolar@aevvr.pt

estamos a preparar uma maratona, que é o caso agora a partir de janeiro, começamos o ciclo de preparação para uma maratona em que vou participar em abril, que é a Taça do Mundo de Londres. Quando começamos a preparar essa prova, três ou quatro meses antes, os treinos começam a ser cada vez mais longos e há alturas em que treinamos duas vezes por dia, uma hora e tal de manhã e outra hora e tal à tarde. Normalmente, tento treinar quando saio do trabalho e até mesmo antes de ir trabalhar, porque, como não sou profissional, é complicado estar a trabalhar e a treinar para uma maratona, não é fácil. Como se processa o treino entre si e o seu guia? Qual a relação que existe entre vocês e qual o motivo de existir mais do que um guia por prova? GM - A relação que temos é uma relação de amizade e de confiança, por isso é que ele me acompanha nas provas, porque, se eu não confiasse nele, ou no outro guia, o Martim, obviamente que era mais complicado, portanto somos amigos primeiro, atletas, porque eles também são atletas, iguais ou melhores que eu. Tenho total confiança neles. Nas provas, o motivo de eu levar dois guias, é porque eles, para me guiarem, têm de estar bem, têm de estar descansados e atentos, por isso é que cada um deles faz só metade da prova, para estarem sempre mais descansados e para me acompanharem, me guiarem … Eles é que têm de prestar atenção ao percurso,

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Entrevista (2)

e

treinar, dar sempre o melhor

nunca desistir, apesar de ao início ser sempre difícil.

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este assunto? GM - Seria muito bom se equiparassem as bolsas, todos somos atletas de alto rendimento, todos representamos Portugal, todos temos treinadores, todos treinamos, todos nos esforçamos. Se somos todos iguais e o objetivo do país é a igualdade e a inclusão, os valores deveriam ser os mesmos. Atualmente, ainda existe uma desigualdade, visto que um atleta olímpico recebe 3 a 4 vezes mais que o paraolímpico, mas penso que, a médio prazo, as bolsas serão equiparadas e estou a favor disso, vamos ver se, até Tóquio 2020, as bolsas ficam equiparadas.

aos atletas adversários, ao abastecimento durante as provas. Eles é que têm de ter a preocupação toda de me levar pelo melhor caminho, pelo melhor percurso, para não haver problemas. Eu só tenho de correr! É fácil trabalhar e competir nestas condições? Quais as maiores dificuldades sentidas? JR - Praticamente, o Gabriel já disse tudo. Somos atletas, somos amigos, existe uma base de confiança, eu conheço as suas limitações e o que fazemos, durante os treinos e as provas, é tentar minimizar as dificuldades que ele tem, relacionadas com a falta de visão. Eu ajudo-o a fazer a prova, da melhor maneira possível, evitando obstáculos, informando-o onde é que estão os adversários… o guia tem de estar atento para dar a melhor ajuda ao atleta para que este tenha a melhor prestação possível. Praticamente, eu funciono como os olhos do Gabriel. GM - Os guias são o meu complemento. Como eu não posso fazer tudo sozinho, pois a vista não me permite, eles fazem por mim o que eu não consigo. Por isso é que eles têm de estar bem frescos e bem preparados, para não me limitarem em nada, porque eles estão ali para me ajudar. No entanto, há atletas, no atletismo adaptado, paralímpico, que mesmo com a deficiência de visão, não correm com guia, obviamente porque não têm as limitações que eu tenho. No caso da deficiência ao nível da visão, há três patamares: o cego total ou com uma visão de apenas 5%; o de baixa visão; e o de baixa visão, mas que consegue ver mais do que eu. Dentro da minha classe, a T12, o atleta tem a opção de correr com ou sem guia, a T11 são os cegos e a T13 são os de baixa visão. Os que ficam à minha frente, normalmente, correm quase todos sem guia, só tem ficado um atleta japonês à minha frente que é cego total, corre com guia e, por isso, para mim, correr com guia é opcional. JR – Mas o Gabriel, se correr sem guia, não conseguia ter o desempenho que ele tem. GM - Para já, não conseguia apanhar o abastecimento. JR - E os obstáculos, ele só se apercebe deles muito em cima. GM - Eu, se correr sozinho, tenho de correr atrás de alguém para me guiar por essa pessoa. Aconteceu isso, por acaso, na última Taça do Mundo, um japonês vinha sem guia e ele também via muito mal e vinha-se a guiar por nós, ele tentou ir embora uma vez, no meio da prova, mas

viu que não tinha ninguém à frente para se guiar e teve que ficar à nossa espera novamente. E isso é o que me acontece a mim. Se eu correr sozinho, tenho de ir atrás de alguém, mas, mesmo assim, não conseguiria apanhar os abastecimentos, e ir atrás de alguém iria depender do ritmo dos outros, por isso é que, obviamente, prefiro correr com guia, porque é a única forma que eu tenho de correr de forma competitiva. Quais as principais competições em que participou e quais foram os seus resultados? GM - Participo em competições desde 2006 e as principais foram os jogos paraolímpicos realizados de 4 em 4 anos (Pequim 2008; Londres 2012 e Rio 2016). Nestes jogos ainda não consegui medalhas, mas os resultado têm vindo a melhorar. Noutras provas internacionais, já obtive vários pódios em maratona, 3 em taças do mundo e 1 mundial. Em pista, já obtive um pódio nos 5000 metros e outro nos 10000 metros, ambos nos europeus. Os principais pódios são os das maratonas, onde obtive 3 medalhas de bronze e 1 medalha de prata. Como é estar nos jogos paraolímpicos? O que sente depois de representar o país em diversas paraolimpíadas e qual o sentimento quando recebeu a 1ª medalha internacional? GM - Ir aos jogos paraolímpicos é uma sensação inesquecível, é o topo da carreira de um atleta. Apesar de não ter nascido em Portugal, neste momento, sinto que este é o meu país, pois já aqui estou há muito tempo. é um orgulho para mim representá-lo e tento dar sempre o meu melhor. Subir ao pódio é o reconhecimento do nosso esforço, é uma sensação ótima! Recentemente, não foi aprovada uma legislação que visava equiparar os atletas olímpicos a atletas paraolímpicos em termos dos valores das bolsas. Qual a sua opinião em relação a E-mail: jornalescolar@aevvr.pt

Está integrado no programa de participação para os jogos paraolímpicos de Tóquio 2020. Como está a correr essa preparação e quais são os objetivos para estes jogos? GM - Estamos no projeto paraolímpico já há alguns anos. Agora, em 2018, vai ser a taça do mundo de maratona, e temos de lá estar em plena forma para fazer um bom resultado e continuar no projeto. Depois, a longo prazo, é continuar a fazer bons resultados para lá chegar bem e melhorar os resultados em relação aos jogos do Rio 2016. A que atividades se dedica quando não está a treinar ou a competir? GM - Além do trabalho, tenho a família e os amigos, o Jorge é que tem outras atividades JR - São diversas coisas, desde agricultura, pesca e outros biscates. Para dar um exemplo, hoje fui treinar às 6h30, para depois estar com o Gabriel aqui e, à tarde, ainda ir fazer alguma coisa no final do dia. O Gabriel não faz mais coisas, não treina mais devido à sua limitação, porque vontade também a tem. Que conselhos dá a crianças e jovens portadora de deficiência que queiram fazer carreira no desporto? GM - Devem começar na escola, sob orientação do professor de Educação Física. Depois, o professor deve encaminhar o jovem para um clube ou uma associação que ofereça uma modalidade que ele possa praticar. Ter uma deficiência não quer dizer que não se possa fazer desporto. Hoje em dia, cada vez há mais modalidades paraolímpicas. Por exemplo, no Rio 2016, já houve um aumento de modalidades e, para Tóquio 2020, ainda se prevê um novo aumento. Um conselho que eu deixo aos jovens é: TREINAR, DAR SEMPRE O MELHOR E NUNCA DESISTIR, apesar de ao inicio ser sempre difícil.

Gente em Ação

Um conselho que eu dou sempre aos jovens é:


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Entrevista (3) | Notícias ENTREVISTA

O Jardim da D. Manuela Verónica Gonçalves (7.º A) especial para si? Todas elas. Faço-as com amor, porque gosto de as fazer.

Gente em Ação - Há quanto tempo faz trabalhos manuais? Manuela Afonso - Já há muitos anos que faço trabalhos manuais, desde muito nova, mas agora dedico mais tempo a esta atividade.

Quanto tempo dedicou a este projeto? Comecei a construir este jardim há cinco anos e não tenho parado. No início, foi preciso cavar a terra, arrancar as ervas daninhas e as raízes daquele pinheiro; depois foi necessário plantar as flores, cuidar delas e, por fim, colocar as peças que ia fazendo.

Quando é que surgiu a ideia de fazer este jardim? Foi no ano em que esteve cá a professora Nair, quando eu vim para o ginásio. Foi há cinco anos atrás. Onde é que arranjou os materiais? As pedras encontrei-as aqui dentro da escola, outros materiais trouxe-os da minha casa.

O projeto já está acabado? O projeto nunca está acabado, pois a qualquer momento posso encontrar novas flores ou pedras para pintar e posso acrescentar o jardim.

Qual foi a primeira peça que fez ali no jardim? Há cinco anos, comecei pelos cogumelos e depois os cogumelos estragaram-se e tive de os substituir. Então, comecei a fazer outras peças e a compor este jardim.

Obrigado, Dona Manuela.

Sugestão: Vamos ajudar a Dona Manuela a construir um jardim na entrada da escola?

Alguma peça tem um significado

Auto da Barca do Inferno Joana Silva (9.º A) O “Auto da Barca do Inferno”, de

tema continua atual porque, para

Gil Vicente, é uma peça de teatro

além de continuarmos a ser todos

escrita no século XVI e que foi re-

pecadores, também nos questio-

presentada na corte de D. João III.

namos se temos alguma chance no Paraíso.

Entre Anjos e Demónios, penitentes e inocentes (muito poucos), o

Porque é que se ensina este texto

seu objetivo é condenar toda a so-

aos alunos do 9º ano? Primeiro, por-

ciedade e fazer o espectador ou lei-

que “A incompreensão do presente

tor refletir sobre os valores morais.

nasce fatalmente da ignorância do

Nesse aspeto, acho que é um texto

passado” (Marc Bloch) - ou seja,

brilhante, porque foi representado

não se perde nada em tentar com-

diante daqueles que pretendia cri-

preender as razões que levaram Gil

ticar.

Vicente a escrever este maravilhoso

Apesar de a realidade nele apresentada ser um quanto distante, o

Os alunos do 9.º ano com os atores da companhia de teatro “Contrapalco”, após a representação da peça em Castelo Branco E-mail: jornalescolar@aevvr.pt

auto. Depois, ler faz bem, e ir ao teatro também!


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Editorial | Notícias Grandes e importantes desafios nos aguardam Prof. Jorge Gouveia Diretor do AEVVR A Escola vive, permanentemente, numa malha de desafios que impõem aos seus profissionais uma sólida preparação técnica, um espírito de missão e tomadas de posição eticamente sustentadas e inatacáveis. O assumido descongelamento das carreiras e a contagem integral do tempo de serviço, pela qual se aguarda a necessária confirmação, constituem justas reivindicações que, não tenhamos dúvidas, acabarão por se concretizar mas que uma vez mais colocarão a classe docente debaixo do olhar de comentaristas e “opinadores” que se servirão destas decisões da mais elementar justiça, para apontar aqueles que consideram ser os “defeitos” da classe docente, arrastando a todos os profissionais da educação para um caminho de maledicência que nunca se cansam de trilhar. Porém, e parafraseando as palavras o papa Francisco ao afirmar que “bisbilhotar” e “falar mal dos outros” é como fazer “terrorismo”, compete-nos enquanto docentes unir esforços, refletir sobre as nossas práticas e trabalhar, seria e empenhadamente, na construção de uma escola que desejamos de qualidade, reforçando um trabalho cada vez mais colaborativo e garan-

tir nas escolas um ambiente propiciador de boas práticas e eficaz aprendizagem. A verdade é que o sucesso da escola e da qualidade do trabalho docente resulta, especialmente, da confiança que transmitimos aos alunos e às famílias e do qual resultará o aumento do grau de satisfação alcançado com a nossa profissão, satisfação essa que é talvez o mais importante fator de sucesso para os nossos alunos. Perda de competências na leitura nos alunos do 4º ano De acordo com os recentemente divulgados resultados dos testes PIRLS (Progress in International Reading Literacy Study), o nosso país baixou para o 30.º lugar entre 50 países, tendo os alunos portugueses do 4.º ano piorado as suas competências de leitura. Longe das polémicas, omnipresentes nos caminhos da politiquice barata, a leitura e a compreensão a ela associada constituem a ferramenta transversal ao conhecimento nas várias áreas do saber e, por isso, este aspeto fulcral do processo educativo tem que merecer da parte da Escola e da família uma atenção especial nas suas prioridades educativas. Da Escola, seguramente, mas

nunca esquecendo que o gosto pela leitura começa em casa e logo no berço. Os pais devem começar por ler histórias às crianças, partilhar com elas algumas leituras. À escola compete e está-lhe atribuída a obrigação de promover o gosto pela leitura, estimulando os leitores, ajudando os pais a trabalhar esta componente com os filhos. Formar leitores requer um trabalho paciente, perseverante, desafiador. O grande desafio da escola é convencer da importância da leitura, considerando que por falta de hábitos da leitura, cada vez mais, os alunos apresentam sérios problemas na organização do pensamento, na elaboração das suas ideias. Formar leitores é formar seres críticos e conscientes do seu papel social e do seu lugar no mundo. Esta será no nosso entender o maior dos desafios da educação para a cidadania. Neste Natal ofereça um livro a uma criança. Da nossa parte queremos agradecer a todas a entidades e indivíduos que contribuem para nos ajudar a fazer melhor na nossa profissão e desejar a todos um Feliz Natal e um Bom Ano Novo!

Visita de estudo à Foz do Enxarrique Alunos do 5.º A No dia 8 de novembro de 2017, pelas catorze horas, a turma do 5ºA, foi com a nossa Diretora de Turma, Prof. Luísa Filipe, a Prof. Anabela Santos e a Prof. Anabela Afonso, fazer uma visita de estudo à estação arqueológica da Foz do Enxarrique. Quando chegámos, a nossa Diretora de Turma fez-nos perguntas sobre o tema que abordámos há pouco tempo em História e Geografia de Portugal: os povos Recoletores que foram os primeiros a habitar a Península Ibérica. Respondemos às perguntas que eram feitas e fomos ver um painel onde surgem homens primitivos a desenvolver as suas atividades – a caça, a pesca, a recoleção de frutos silvestres e plantas comestíveis. Outro painel bastante interessante foi ver ilustrado num gráfico a quan-

tidade e variedade de animais que eles caçavam como, por exemplo, os veados em maior quantidade, os auroques, os cavalos, os coelhos e outros roedores. E em menos quantidade, apareciam os peixes. Vimos também imagens de como

neste acampamento ao ar livre, à beira do Tejo, estes homens fabricavam os seus primeiros utensílios que eram feitos de pedra talhada à mão – os bifaces, raspadores, pontas de seta - assim como os seus primeiros abrigos, cabanas feitas

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de troncos de árvore, ramos e peles dos animais. Este sítio arqueológico é um dos mais importantes da Península Ibérica, pois guarda restos de fauna daqueles tempos antigos e em particular de um animal que entrou em extinção, o elefante europeu, que comprovadamente habitou esta zona. Por último, vimos uma reconstituição da época com imagens de uma paisagem das Portas de Ródão muito antigas, com os animais que existiam nesse tempo e os homens primitivos. Gostámos imenso de conhecer mais sobre o património da nossa terra e saber que temos em Vila Velha de Ródão vestígios importantes dos primeiros povos da Península – os Povos Recoletores.

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EDITORIAL


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Notícias AEVVR inicia ano letivo Prof. Jorge Gouveia No arranque de mais um ano escolar realizado no passado dia 13 de setembro, nas palavras dirigidas pelo diretor à assembleia composta pelos encarregados de educação, professores, funcionários e alunos e reunida no polivalente da escola, foi dado destaque à necessidade de encarar as principais preocupações que a escola sente, com verdade e a frontalidade, critérios prioritários a adotar sempre que precisamos de encarar os problemas que têm que ser resolvidos. Estas primeiras palavras foram dirigidas especialmente aos alunos lembrando que nem tudo tem corrido como o desejado, sobretudo na responsabilidade adotada face ao estudo e perante a Escola em geral, tendo em conta os recursos que cada vez mais são colocados à sua disposição. “Todos temos que fazer mais e melhorar em muitos aspetos: na atitude em sala de aula, no cumprimento das obrigações escolares, no relacionamento com os colegas, no respeito pelos professores e funcionários e pelas instalações escolares”. Estas foram algumas das chamadas de atenção proferidas, acompanhadas pelo incentivo e pela crença no potencial dos nossos jovens que no dia a dia “têm que mostrar que querem ser alguém, acreditar nas suas capacidades, ter brio no trabalho realizado, vontade de fazer sempre melhor e nun-

ca desistir, seja nas disciplinas que requerem mais estudo e aplicação, seja no desporto, nas artes e nos clubes. Nas atividades na Escola e quando representamos a Escola. Temos que nos empenhar e querer vencer!” Este caminho em direção ao sucesso terá sempre que ser partilhado em conjunto, construído em equipa, com o envolvimento e a proximidade dos professores, dos funcionários e a presença, sempre necessária e desejada, da família, os principais parceiros da educação. A escola, ambicionando a melhoria da qualidade das aprendizagens e dos resultados dos nossos alunos

está organizada e reúne os recursos e o ambiente educativo adequados à obtenção de melhores resultados. Mobiliza um número significativo de recursos postos à disposição das turmas e dos alunos com mais dificuldades, possibilitando o acompanhamento diferenciado que permite trabalhar com os alunos de uma forma adaptada ao seu ritmo de aprendizagem, ajudando a recuperar atrasos e estimulando os melhores alunos a explorar recursos de maior exigência. O apelo de mobilização dirigido aos Pais e Encarregados de Educação, colocou a tónica na pertinência e importância de uma maior e mais

ANTIGOS ALUNOS PARA SEMPRE NOSSOS ALUNOS SERÃO A identidade de uma escola constrói-se a cada ano que passa, numa procura de integração dos novos alunos, usando, sempre que possível, o exemplo dos seus antecessores que completaram neste Agrupamento as primeiras etapas da sua formação. Uma escola de continuidade reforça a ambicionada identidade. Em cada ano que passa o momento de divulgação dos resultados de cesso ao ensino superior constitui para nós um momento de especial expetativa, condimentado com o

prazer de verificar que alguns destes jovens iniciam esta nova etapa, dando sequência ao natural processo de realização pessoal e de concretização de um percurso vocacional para o qual despertaram na nossa escola, tanto no contexto das disciplinas do currículo, como na oferta de clubes que abriram os horizontes destes alunos para outros interesses. Este ano letivo concretizaram os seus sonhos os seguintes alunos:

Edgar Isaías Belo – Universidade Nova de Lisboa - Faculdade de Ciências e Tecnologia - Engenharia Mecânica Iolanda Maria Tavares – Universidade de Lisboa - Faculdade de Belas-Artes - Design de Comunicação Sandro Mendonça Correia de Sousa - Instituto Politécnico de Castelo Branco - Escola Superior de Tecnologia - Engenharia Informática

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regular interação com a Escola, especialmente através dos professores titulares e diretores de turma, adotando procedimentos simples mas comprovadamente eficazes como os de: - Acompanhar o dia-a-dia dos seus filhos e incutir neles hábitos e regras de trabalho; - Estimular e exigir a frequência de medidas de apoio que a escola tem disponíveis; - Apoiar as diretivas traçadas pela escola para os alunos, concertando formas de atuação conjuntas; - Participar em iniciativas da Escola, incluindo ações de formação que se pretendem promover; Das palavras do senhor presidente do município, Luís Pereira, ouvimos palavras de compromisso em dar continuidade à aposta na educação e na ação social, também ela com repercussões na educação, enquanto prioridades da autarquia, esforço constatável pelo aumento de 40% no orçamento camarário verificado...neste setor. Foram palavras de confiança e de estímulo aos profissionais da educação que poderão continuar a contar com o município no esforço de construção de uma melhor escola para os jovens deste concelho, valorizadora das suas competências pessoais e profissionais. Também deixou o apelo para que os órgãos responsáveis pela definição das linhas estratégicas se empenhem num trabalho colaborativo necessário para a obtenção do sucesso educativo por todos desejado. No final desta reunião foram entregues, de forma simbólica, os manuais e o material escolar aos alunos que iniciam a frequência do 1º ano de escolaridade. O encerramento deste primeiro dia de atividades, deu-se com um almoço convívio proporcionado aos profissionais da educação, pelo município de Vila Velha de Ródão, numa unidade hoteleira do concelho.


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Notícias

Prémios de Mérito Prof. Jorge Gouveia

A Escola enquanto instituição pilar de uma sociedade e corresponsável pela formação dos jovens, tem o dever de reconhecer e assinalar, pública e condignamente, o mérito dos seus alunos, mostrando-lhes que a comunidade educativa está atenta ao seu desempenho e que o esforço nas componentes académica, desportiva, artística e cívica e o trabalho desenvolvido enquanto alunos e colegas, vale a pena. Constitui igualmente a oportunidade para a Escola reconhecer publicamente o envolvimento dos professores, pais e pessoal não docente que se dedicam à causa da formação dos jovens e para prestar o justo agradecimento às instituições do meio local, com destaque muito especial para a Associação de Pais e Encarregados de Educação e o Município de Vila Velha de Ródão, mas igualmente para com as Juntas de Freguesia do concelho e ainda a Celtejo, instituições que acompanham e apoiam ativamente o trabalho educativo e a dinâmica do Agrupamento, que acarinham a educação e põem à disposição da escola, dos seus alunos e dos restantes profissionais, os recursos necessários ao desenvolvimento de uma missão determinante para a instituição Escola: o Sucesso dos seus alunos. Também não foi esquecido o reconhecimento aos profissionais de educação que não lecionando, no presente momento, no Agrupamento deram o seu contributo para a qualidade do desempenho dos jovens premiados. A cerimónia pública realizada no dia 26 de outubro, este ano no auditório da Casa de Artes e Cultura do Tejo, revestiu-se de um especial significado pois permitiu a apresentação, pela primeira vez em público, do trabalho de formação musical desenvolvido pelo Conservatório Regional de Castelo Branco junto dos nossos alunos que frequentam o ensino especializado da música. Tratou-se de um momento de rara

beleza e alguma emoção ver como aqueles jovens se apresentaram ao público, de forma personalizada e competente. Também a componente artística constitui um exemplo da diversidade de ofertas formativas que a escola procura colocar ao serviço dos seus jovens. Num auditório muito bem preenchido registamos a presença de um número razoável de alunos que quiseram estar presentes para aplaudir os colegas agraciados. No sentido contrário verificou-se uma menor presença de professores e de pessoal não docente do que aquela que seria esperado verificar. As intervenções efetuadas nesta sessão refletiram o compromisso com a educação e destacaram a im-

portância de estimular os alunos a desenvolver um esforço continuado, a querer sempre fazer melhor, uma vez que: “Ser aluno de mérito não é um acontecimento fortuito, uma mera consequência da frequência da escola, resulta de muito trabalho, da responsabilidade no cumprimento das obrigações escolares, de um esforço contínuo, do brio e da grande vontade em querer fazer bem; é fruto de um trabalho em equipa, onde família e escola caminham de mãos dadas.” A presidente da Associação de Pais deixou uma palavra de estimulo e confiança aos alunos premiados e àqueles que, apesar de se terem esforçado, ainda não conseguiram atingir as metas desejáveis, reco-

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mendando que não deixassem nunca de acreditar nas suas capacidades. Da intervenção do professor aposentado António Escarameia e um dos principais impulsionadores da criação do então ensino preparatório em Vila Velha de Ródão, escutámos umas palavras dirigidas em especial à família e ao papel determinante que o ambiente familiar e o acompanhamento constante dos pais ao percurso dos alunos poder ser uma das principais chaves do sucesso. Para os alunos distinguidos e para todos aqueles que no dia-a-dia dão o seu melhor, foi deixada uma especial saudação. A mensagem deixada a todos os estudantes, por todos os intervenientes foi a de que nunca deixassem de sonhar, de lutar pelos seus sonhos e de acreditar que a escola é uma oportunidade única e decisiva na vida de cada um. Eis a lista dos alunos premiados: Prémio de Mérito Académico: Diogo Pinto Gonçalves e José Francisco Lopes Barateiro – 1º ano Prémio de Excelência Académica: Lara Sofia Marques Tavares – 2º ano Prémio de Mérito Académico: Rafael José Barroca Morgado – 4º ano Prémio de Excelência Académica: Isaura Vicente – 5º ano Prémio de Mérito Académico: Leonor Ribeiro e Maria Fernandes Martins - 5º ano Prémio de Mérito Desportivo: João Pedro Fernandes 5º ano Prémio de Mérito Académico: Beatriz Ribeiro, Dinis Gonçalves e Renato Marques – 6º ano Prémio de Mérito Académico (2015-2016) - Tomás Vicente – 6º ano Prémio de Mérito Académico: Carolina Santos e Patrícia Afonso – 7º ano Prémio de Excelência Académica: Joana Carmona Pessoa e Silva – 8º ano.

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AEVVR ATRIBUI AOS ALUNOS


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Notícias | Atividades

AEVVR visita parque temático no Bombarral Prof. Jorge Gouveia No passado dia 29 de outubro o pessoal não docente e a Direção do Agrupamento de Escolas realizaram uma visita de convívio que teve como destino o Buddha Éden, no Bombarral, considerado o maior jardim oriental da Europa. Este espaço também é conhecido como o “jardim da paz”, porque representa um lugar de muita tranquilidade e beleza. O nascimento deste parque temático e artístico surgiu como protesto perante a destruição dos Budas Gigantes de Bamyan, no Afeganistão, em 2001, por

parte dos talibãs, considerado um dos maiores atos de barbárie cultural, associados à intolerância religiosa. O parque, com cerca de 40 hectares, faz parte integrante de uma quinta para a produção de vinhos. Trata-se de um enorme jardim com lagos, plantas exóticas, animais e, sobretudo, muitas obras de arte entre as quais se destacam as enormes estátuas de Buda, que dão nome ao parque. Entre as muitas obras de arte encontramos representados artistas como Joana Vasconcelos. Especialmente im-

Dia do pijama Prof. Fernando Ferreira O Dia Nacional do Pijama é uma ideia original portuguesa promovida pela “Mundos de Vida”. No dia 20 de novembro de cada ano, as crianças até aos 10 anos vêm de pijama para a escola. Também neste dia se comemora a Convenção Internacional dos Direitos da Criança. O dia 20, Dia Nacional do Pijama, é precedido de atividades lúdicas e educativas, promovendo-se a sensibilização de crianças e adultos para os Direitos da Criança, em especial “o direito de uma criança

crescer numa família”. Os nossos alunos do pré-escolar e do 1º ciclo, além de virem de pijama e participarem nas atividades alusivas ao dia, recolheram alguns donativos que serão enviados para a “Mundos de Vida”. Também neste dia se entregaram os prémios do concurso de trabalhos feitos pelos alunos do pré-escolar e do 1º ciclo sobre os Direitos da Criança. No nosso Agrupamento, as atividades foram fruto da colaboração com a CPCJ, o CLDS e a Ação Social do Município de Vila Velha de Ródão.

pressionante é a área onde, dispersas por entre cerca de 1000 palmeiras, se podem encontrar mais de 200 esculturas alusivas à realidade africana. Existem também pagodes e cerca de 700 soldados de

terracota, pintados à mão, símbolo da cultura chinesa. Foi neste ambiente, que recomendamos visitem, que os cerca de 30 participantes conviveram e apreciaram, num dia de sol radioso, este universo artístico de enor-

me qualidade estética e ambiental. A jornada foi um pretexto para reforçar o espírito de equipa do pessoal não docente da escola e incluiu um almoço na localidade de Óbidos e a vista às Caldas da Rainha, onde a impossibilidade de conhecer o museu Rafael Bordalo Pinheiro constituiu o pretexto para visitar uma feira de velharias. O dia, muito bem passado, diga-se, terminou com uma visita à Lagoa de Óbidos para ver o pôr-do-sol junto à praia.

Mural criado por antigos alunos Prof. Jorge Gouveia No âmbito da ligação que a escola sempre procurou estimular foi lançado o desafio a alguns alunos da área das artes para conceberem e efetivarem, no espaço da escola, um mural que representasse os momentos vividos na escola e que servisse como marca da sua passagem por este Agrupamento. Este trabalho concretizou-se neste final de verão, num projeto dirigido pelo André Nuno Pequito e a Iolanda Tavares, que conceberam e transpuseram para a parede as imagens que pretendiam deixar e que cruzam de uma forma brilhante alguns dos ícones mais significativos do património do concelho, com a prática académica e a atividade extracurricular que usufruíram enquanto alunos. O projeto, que se desenvolveu durante cerca de 15 dias e sobretudo noites, contou com a colaboração de outros alunos que se envolveram na definição do projeto e na transposição do mesmo para a enorme tela selecionada. Referimo-nos sobretudo à colaboração prestada pelo Vasco Veríssimo e à Carolina Gonçalves. O resultado final revela uma grande qualidade e constitui um elemento valorizador do espaço escolar que acreditamos se mantenha vivo e preservado por muitos anos. Ao André Nuno e à Iolanda, nunca será demais o justo agradecimento que este pequeno artigo lhes quer fazer.

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Lagar RODOLIV

Brincar com as palavras

Educ. Helena Silva

Sala 1 (JI Porto do Tejo)

No dia 30 de novembro, de tarde, as crianças da sala do bibe verde, do Jardim de Infância do Porto do Tejo, foram visitar o lagar RODOLIV de Vila Velha de Rodão. Elas participaram ativamente na atividade fazendo perguntas e observando todo o processo por que passa a azeitona até se transformar em azeite. A maioria das crianças nunca tinha visitado o lagar da localidade. No final, o senhor Felipe ofereceu uma garrafinha de azeite aos que foram e aos que não puderam ir. O nosso bem haja a todos pela atenção, disponibilidade e pela oferta. São vivências como esta que ficarão para sempre.

MAGUSTO – Festa MAGUSTAR – tempo de assar castanhas MAGUSTANDO – convívio enquanto se comem castanhas assadas MAGUSTOCHÁ – Bebida para acompanhar as castanhas MAGUSTOPAIS - Festa com pais

Magusto escolar Eunice Trindade (5.º A) No passado dia 22 de novembro, realizou-se o magusto escolar, em que se juntaram alunos do 1°, 2° e 3° ciclos, os professores e também os funcionários da escola. Neste agradável convívio havia entremeadas, chouriço, morcela, farinheira e claro que não podia faltar o melhor: as castanhas. Foi uma tarde muito bem passada. Gostei muito deste dia, porque foi não só uma ótima forma de conviver, como de nos divertirmos juntos, sem esquecer que toda a comida estava ótima.

O Peixinho César Sala 1 (JI Porto do Tejo) Brrr, Brrr, Brrr … fez o peixinho César ao sair de junto dos seus irmãos. Chegara o momento de correr mundo. Queria ver e conhecer o rio onde acabara de nascer. O rio Tejo ia ser o caminho da sua vida. Fez-se à água, um pouco fria para a primavera que já ia a meio. Na primeira curva, quando o rio desce, vê, junto ao cascalho da corrente, um pequeno peixe

com vários tons de chocolate, que lhe chama a atenção. Aproxima-se e convidao para se juntar a ele. Vão nadando juntos à procura de alimentos. Não há muita oferta. Mas depois de algum tempo, onde a água estava mais clara encontraram pequenos insetos e limbos no areal junto à margem. Ali comeram. De repente surge um grande lúcio, que se

preparava para os comer. O pequeno César enfrenta-o e diz-lhe que o rio é de todos e que todos precisam dele. Concordando, continuam todos, rio fora. De vez enquanto, o sol aparecia e dava alguma cor a todos os peixes que iam aparecendo, juntando-se a eles. Já eram muitos.

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Prof. Fernando Ferreira Pelo S. Martinho, é tempo de castanhas, logo do tradicional magusto. Não podia o nosso Agrupamento esquecer-se desta data. Este ano, o calendário escolar trocou-nos as voltas. Não foi o magusto no Dia de S. Martinho, foi um pouco mais tarde. Mas, apesar disso, não deixamos de assar e comer as nossas castanhas, contando com a presença e colaboração de todos.

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VISITA DE ESTUDO


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A Página dos Mais Pequenos Trabalhos selecionados pelas Educadoras Titulares de Turma

“O botão invisível - Di

a Nacional do pijama” Francisco (JI)

“Dia da alimentação” David Iles (JI)

“O botão invisível - Di

a Nacional do pijama” Guilherme (JI)

“A galinha ruiva” Marcos (JI)

“Divertir-me com a cor vermelha.” Enzo Fernandes (JI) E-mail: jornalescolar@aevvr.pt

“Sentir o Tejo” Rafael Llorente (JI)


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A Página dos Mais Pequenos

Prof. Luís Costa Para comemorar o Halloween na nossa escola, os alunos do 1.º ciclo realizaram o já habitual desfile / concurso de disfarces, que como se pode ver na fotografia (abaixo) foi muito participado.

“Poesia, um dia” Iniciarmos o ano letivo 17/18 com um espetáculo como o que nós, alunos do 1º e 2ºciclos, assistimos, não podíamos pedir mais. Pois é, no dia 22 de setembro, fomos à Casa de Artes e Cultura do Tejo ver uma encenação intitulada “Andante (Des) Concertante”. Tratou-se de um concerto de poesia para crianças realizado pela Andante Associação Artística. Esta atividade, no âmbito da “Poesia um dia”, foi organizada pela Biblioteca Municipal da nossa localidade. Deslocámo-nos em autocarros, como já é habitual, acompanhados pelas professoras e assistentes

Lara Tavares (3.º Ano)

operacionais. Durante a representação, uma atriz interagiu connosco e houve alunos que participaram. Também ensaiámos muitas vezes um poema acompanhado de gestos, do escritor João Pedro Mésseder, para depois ser gravado. No final, a atriz propôs-nos um desafio: estar o máximo de tempo em silêncio para entrarmos no Livro dos Recordes, mas não conseguimos. Contudo, regressámos à escola satisfeitos. À tarde, estivemos a ver a biografia do autor atrás referido e alguns poemas, e, então, decidimos homenageá-lo, brincando com as palavras sem intenção de rimar nem

Os alunos do 3.º ano, numa atividade de articulação no âmbito das disciplinas de Inglês e Expressões, construíram e pintaram ao seu gosto os esqueletos que podem ser observados na fotografia (à esquerda).

Alunos do 3.º Ano

«trocadilhar»: Ser poeta e escritor como Mésseder, é difícil, sabemos que é. Poeta saudosista da sua infância, também um dia o iremos ser. Homem amigo da natureza e dos brinquedos, podes crer! «Amor, Amizade, Democracia, Justiça são palavras de ordem na sua conduta humana, também nós as queremos engrandecer. Todavia, sabemos que não é fácil, pois somos pequenotes e traquinas. Porém, acompanharão o nosso crescimento para nos tornarmos bons cidadãos.

Virgínia Ribeiro (3.º Ano) E-mail: jornalescolar@aevvr.pt

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Halloween


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Atividades | Projetos

Hora do código Prof. Hélder Rodrigues Os alunos do 1º, 2º e 3º ciclos participaram nas atividades da “Hora do Código” (ou Hour of Code, em Inglês) que decorreram na semana de 4 a 7 de dezembro de 2017. Foram dinamizadas atividades de programação e pensamento computacional com recurso ao sites Code. org (https://code.org), com realce para os jogos como o Minecraft, Angry Birds e Moana. Os desafios apresentados nos diversos jogos foram resolvidos de forma evolutiva, na medida em que estes proporcionaram a aquisição

e/ou consolidação de conhecimentos, bem como desenvolver competências na área da programação. A entreajuda entre os alunos participantes foi de enaltecer, pois os mais aptos na resolução dos desafios propostos apoiaram os menos aptos. As atividades foram do agrado de todos os participantes, na medida em que as mesmas permitiram introduzir a programação de uma forma divertida. No final todos os participantes foram premiados com um diploma de participação.

ACADEMIA DE CÓDIGO JÚNIOR

ACADEMIA DE CÓDIGO JÚNIOR

O meu robô!

Já todos programamos! Alunos do 3.º Ano

Nas aulas de TIC aprendemos a construir um robô com materiais recicláveis. Começámos por desenhar o nosso robô numa folha de papel. Cada aluno da turma fez um esboço personalizado com a indicação dos materiais necessários. Depois, escolhemos os materiais necessários (caixas de cereais, palhinhas, pacotes de leite, garrafas, rolos de papel higiénico e de cozinha, copos de iogurte, rolhas de cortiça, tampinhas de plástico,

galhos de árvore, entre outros materiais). Com a ajuda da professora Rosa Rato e do professor Hélder Rodrigues, colámos todos os materiais escolhidos por forma construir o robô desenhado na folha de papel, tendo ainda pintado o mesmo de acordo com o nosso gosto pessoal. Cada aluno escolheu um nome para o seu projeto, o qual apresentou à turma, bem como a descrição das funcionalidades do mesmo.

Alunos do 4.º Ano No âmbito da disciplina de TIC, temos vindo a realizar trabalhos relacionados com a Academia do Código Júnior. Fizemos algumas atividades nas quais era preciso decifrar códigos para descobrir imagens e mensagens. Desenvolveram-se outras atividades para saber o que é um computador, descobrir a função de objetos com computadores e, no final, foi sugerido que desenhássemos uma representação de um robô e fizés-

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semos a construção do mesmo com materiais recicláveis. Para fazer este atividade, trouxemos materiais para a sala e, com a colaboração dos professores, construímos robôs, aos quais atribuímos nomes e funções. Para finalizar, apresentámos os nossos robôs à turma e aos professores. Foi uma atividade muito divertida!


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Atividades | Projetos

Alunos do 3.º Ano

Alunos do 3.º Ano Natal Mar salgado, mar salgado

O Natal é muito especial. Especial, fantástico e mágico. Mágico é o Pai Natal. O Pai Natal é um velhinho muito [simpático que dá presentes às crianças. Crianças admiradas e radiantes com os [seus presentes.

A quanto deves o teu sal? Areias transformadas em sal? Peixes, pitéu salgado. Ó mar salgado, mar salgado. Quanto nos fizestes pensar, As areias salgadas e o sol amarelado Cuspindo sal sem parar. Conchas gigantes libertam o sal, As cozinheiras o agradecem, Algas invejosas juntamente o fazem, As amigas sereias não acham normal,

Outono O outono é uma estação do ano multicolorida. Multicoloridas são as folhas das árvores. Árvores coloridas, outras despidas, [cheias de frio. Frio gélido e ventoso. Ventoso é o nosso outono. Inverno

Desfazem suas pérolas que esmorecem, É tudo abismal e teatral. Mas nascem pedrinhas de cristal.

O rei mal-educado

O inverno é uma época do ano muito chuvosa. Chuvosa, ventosa e gelada. Gelada como um gelado de limão. Limão e a neve cai na minha mão.

Leitícia Caetano (3.º Ano) Era uma vez um reino muito lindo e bem cuidado, onde vivia uma rei que era muito mal-educado. Sempre que tinha visitas no seu castelo ele dizia para a rainha: - Não gosto nada desta comida! A rainha respondia-lhe: - Mas querido, é comida de reis e rainhas… Os convidados, quando ouviam aquilo, arranjavam logo uma desculpa para se irem embora. Todos os dias, o rei queixava-se para a rainha: - Mas eu não gosto nada desta comida. Eu só gosto de chocolate! A rainha estava muito aborrecida porque, sempre que havia visitas, era esta falta de educação. Durante alguns dias, a rainha, só para não o ouvir, decidiu viajar. Ele recebeu visitas - um casal e dois filhos - e continuava tal mal-educado que as crianças saíram do castelo a chorar. E o rei ia ficando cada vez mais sozinho pois ninguém o queria visitar. Um dia, a rainha regressou e trouxe consigo um cozinheiro especialista em chocolate. Ele fazia sopa de chocolate, croquetes de chocolate, salada com chocolate, hambúrgueres de chocolate, bolo de chocolate, mousse de chocolate… O rei adorou a comida e nunca mais foi maleducado com as visitas que eram cada vez mais, pois também lhes agradava muito a nova comida. Foi bom, porque assim o rei nunca mais ficou sozinho.

AUTOAVALIAÇÃO DO AEVVR

Pais e encarregados de educação avaliam Prof. Hélder Rodrigues No decorrer do 1º período do presente ano letivo, o trabalho desenvolvido pela equipa de autoavaliação do Agrupamento teve por base a consolidação de dados referentes ao ano transato para conclusão do relatório da autoavaliação. No âmbito da aplicação trianual da CAF (Common Assessment Framework - Estrutura Comum de Avaliação), foram aplicados inquéritos aos Pais/ Encarregados de Educação para avaliar os seguintes serviços: pais/encarregados de educação (pré-escolar) – portaria/

receção, serviços administrativos (escola sede), refeitório do jardimde-infância e componente de apoio à família; pais/encarregados de educação (4º ao 9º Ano) – portaria/ receção,serviços administrativos, refeitório. Tendo sido utilizada a escala de classificação “ Insuficiente, Suficiente, Bom e Muito Bom” para classificar os vários aspetos que permitem avaliar os serviços referidos, importa dizer que, ao nível do ensino pré-escolar, as apreciações dos pais/encarregados de educação

situam-se, em todas as áreas avaliadas, na classificação média de Bom, tendo sido indicadas algumas sugestões de índole organizativa do Agrupamento. No que concerne à avaliação dos serviços avaliados, por parte dos pais/encarregados de educação do ensino básico, a classificação média situa-se também no Bom, sendo também as sugestões de melhoria indicadas de natureza organizativa. Os aspetos menos conseguidos deverão ser tidos em consideração na definição do próximo “Plano de

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Ação de Melhoria do Agrupamento”. É importante a participação de todos os elementos da comunidade educativa (alunos, pessoal não docente, pessoal docente e pais/ encarregados de educação) quando solicitados a participarem em questionários que avaliem a qualidade do serviço educativo prestado, pois só a correta perceção do funcionamento dos diversos serviços do Agrupamento permite compreender o seu funcionamento como um todo.

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Palavra “puxa” frase

Mitografia do “mar salgado”


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Opinião

Os YouTubers Tomás Vicente (8.ºA) Graças a muitos produtores de conteúdos, o YouTube cresceu de uma forma absurda. Pois é, os YouTubers são a fonte de entretenimento de muita gente. Há YouTubers novos, velhos, recentes ou veteranos que produzem todo o tipo de conteúdos. Como exemplos, refiro Sirkassio que cresceu “brincando” com contas no YouTube e Tiagovski que tem mais de 5 anos de trabalho no youtube. Estes são dois YouTubers que,

juntos, têm mais de 5 milhões de seguidores. Pewdipie é o maior youtuber do mundo e fatura milhões de euros por ano. O YouTube é uma boa fonte de entretenimento, de diversão e mesmo de aprendizagem e também pode ser uma ótima fonte de rendimento. Os YouTubers são produtores de conteúdos que, na minha opinião, têm um bom emprego que cada vez mais cresce em Portugal e que deve ser valorizado.

Carta ao Pai Natal Cátia; Daniela; Ricardo; Ruben (7.ºA)

Querido Pai Natal: Já saíste da Lapónia? É que nós já estamos aqui à tua espera há um ano. Quando é que chegas? Vens de trenó ou de avião? Nós somos quatro alunos do 7º ano e gostaríamos muito de te conhecer, Pai Natal, para te dizermos quais os presentes que queremos receber neste Natal. Nós gostaríamos de receber os seguintes presentes: -Que todos fossem amigos uns dos outros e que não houvesse brigas; Leonor Araújo (3º Ano) - Que não houvesse zangas entre famílias e que todos comessem juntos o bacalhau e as couves na ceia de Natal; - Que trouxesses muita comida para os pobres para que estes também possam celebrar o Natal com a barriguinha cheia; - Que trouxesses prendas para os sem-abrigo e que estes fossem acolhidos numa casa bem quentinha para poderem celebrar o Natal; - Que as guerras acabassem e que a paz voltasse ao mundo: - Que no mundo só houvesse harmonia e felicidade. Por último, gostaríamos que tu nos trouxesses os presentes que nós te pedimos na carta que te enviámos anteriormente. Estamos desejosos de te conhecer pessoalmente. Adeus. Beijinhos para ti, Pai Natal.

Patrícia Afonso (8.º A) Nos últimos anos, os canais no YouTube fazem parte de um dos assuntos mais comentados na Internet. Os YouTubers, famosos por criar vídeos para a empresa Google, constituem um novo interesse, principalmente dos jovens entre os 10 e os 18 anos de idade. Todos percorrem um caminho comum: saem da Internet para as livrarias, para a televisão e até mesmo para os cinemas. Wuant, PewDiePie e Whindersson Nunes são alguns desses ídolos com milhões de seguidores. Nos seus vídeos, falam sobre comportamentos do quotidiano e produzem conteúdos variados como paródias, imitações, vlogs, produções, gameplays, reações, fazendo até mesmo desafios entre eles.

Em frente às câmeras, Whindersson Nunes, um YouTubers brasileiro que já conta com 25 milhões de seguidores, narra, na maioria dos seus vídeos, histórias sobre a sua vida quotidiana, dedicando-se à produção de paródias. Já PewDiePie, um YouTuber sueco que conta com 58 milhões de inscritos, considerado como o maior YouTuber do mundo, foca gameplays de terror e ação como tema principal do seu canal. Ele criou uma série chamada “Fridays with PewDiePie” onde existe a possibilidade de os seus fãs interagirem com ele. Na minha opinião, os YouTubers são os novos influenciadores que brilham na tela dos jovens, não importando a beleza e os gostos conjuntos, pois o interesse nos seus vídeos é espontâneo.

A Internet no dia a dia Tomás Vicente (8.º A) O excesso de horas em frente ao monitor ou ao ecrã pode trazer doenças e problemas para a saúde. Na minha opinião, a Internet e o que está dentro da Internet pode gerar o vício e a dependência mas também é benéfico e mesmo essencial, hoje em dia. Penso que, se o tempo for bem organizado e estipulado, até pode ser bom, pois é uma forma de divertimento e entretenimento. Mas,

E-mail: jornalescolar@aevvr.pt

eu falando por experiência própria, acho que nunca se deve perder a noção do mundo real com o virtual, pois vamos perder bastantes emoções em ambos os lados, desde um amigo na vida real a um nível num jogo qualquer. É essencial perceber quando se perde o autocontrole e entender que a Internet é um passatempo que se deve utilizar de forma correta para próprio benefício.


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Biblioteca Escolar | Atividades

Prof.ª Luísa Filipe A XXVI Feira do Livro do nosso Agrupamento de Escolas, que se realizou entre os dias 6 e 13 de dezembro de 2017, abriu as suas portas na renovada e tão aguardada Biblioteca Escolar. No presente ano letivo a abertura da Feira fez-se no dia 6 de dezembro, uma quarta-feira, contando mais uma vez com a presença do extraordinário contador – Jorge Serafim – a que todos os alunos dos 1º, 2º e 3º Ciclos que puderam assistir às várias sessões, ao longo do dia ficaram rendidos pelo seu humor e originalidade na forma de contar histórias e de motivar para a leitura apresentando-nos várias obras belíssimas, quer no aspeto visual quer nas histórias e na mensagem que elas nos transmitem. No final do dia, a abrilhantar o já tradicional “Chá com Livros”, o contador fez uma sessão especial para a comunidade escolar, deixando todos os que assistiram com muito boa disposição e um sorriso no rosto. Com a habitual e imprescindível colaboração da Associação de Pais e da Escola, foram feitas as iguarias (doces e salgados) e o chá que reuniram em convívio alunos, pais, professores e funcionários da escola tendo resultado plenamente pois registou-se uma adesão significativa por parte dos convidados que estiveram presentes nesse dia. A decoração do espaço contou, este ano com a ajuda preciosa das funcionárias da escola, com a colaboração da professora Mafalda. Mais uma vez e de acordo com o programa, a Feira do Livro foi visitada por todos os alunos do Agrupamento desde os alunos do Jardim de Infância – que tiveram uma tarde reservada à visita à Feira e à Hora do Conto, com uma história apropriada ao seu nível etário, até aos alunos do 1º, 2º e 3º Ciclos que a visitaram devidamente acompanhados pelos seus professores. No último dia da feira do livro, a manhã foi preenchida com o cortamato escolar, em que os nossos alu-

nos participaram com entusiasmo, sendo a parte da tarde reservada a tarde de cinema na Biblioteca com um filme alusivo ao Natal. Para a vinda do contador contámos com o patrocínio da Associação de Estudos do Alto Tejo a quem aproveitamos para deixar o nosso especial agradecimento. De registar ainda que todas as Juntas de Freguesia do nosso concelho decidiram, mais uma vez oferecer uma prenda aos alunos mais novos, do Jardim de Infância, adquirida na feira do livro. Terminamos com o nosso agradecimento à Câmara e Biblioteca Municipais, por toda a colaboração e apoio prestados a esta iniciativa, o que já vem sendo habitual de anos anteriores. Não podíamos desejar melhor evento para a tão aguardada reabertura da nossa Biblioteca pois com o objetivo de divulgar a leitura e os livros, acessíveis na Feira a um preço mais convidativo, mantemos o objetivo que nos move: motivar os alunos para a leitura tornando o livro um presente especial e um prazer sempre renovado. A todos desejamos boas férias, um Feliz Natal e um novo ano de 2018 pleno de leituras agradáveis!

O meu Sistema Solar… é assim! Prof.ª Manuela Cardoso O Luís e o Abílio têm andado muito ocupados a “olhar para as estrelas”. Para as estrelas e não só, para todos os planetas que se passeiam à volta do Sol. Construíram, cada um, com materiais simples e fáceis de encontrar, um Sistema Solar onde se podem “ver” os 8 planetas que o compõem. O Sol, é claro, ocupa o centro e foi feito em colaboração com o professor João Vilela na aula de Educação Tecnológica. Estes trabalhos foram pendurados junto ao refeitório e todos os que “lhes passaram por baixo”, tiveram oportunidade de os apreciar. E-mail: jornalescolar@aevvr.pt

Gente em Ação

A XXIV Feira do livro inaugurou a “nova” Biblioteca


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Gente em Ação

Entrevista (4) | Notícias

Entrevista ao professor Fernando Cátia Oliveira; Daniela Mesquita; Ricardo Rodrigues; Ruben Esteves (7.º A)

Fernando Paussão, recém-chegado ao nosso Agrupamento, é professor de Educação Especial. Tem 54 anos e uma longa carreira a lecionar Educação Musical. Este é o primeiro ano como docente de Educação Especial na nossa escola.

rido para ocupar uma vaga no grupo de Educação Especial. Sempre dediquei uma atenção especial aos alunos que, por vezes apresentam dificuldades, pelo que agora tenho a oportunidade de me dedicar a eles de forma mais eficaz. Ainda assim, a música continua a fazer parte da minha vida, na escola e fora dela.

Onde é que passou a sua infância? A minha infância foi passada no Tramagal, hoje vila do concelho de Abrantes, junto ao Tejo, onde passei momentos muito agradáveis a brincar livremente com os meus amigos a nadar no rio que, naquela altura, não estava poluído.

raquedistas.

Que escolas é que frequentou? Fiz o ensino primário e o resto do ensino básico em escolas do Tramagal e concluí o ensino secundário em Abrantes.

E não tinha medo de saltar de aviões? Claro que tinha medo! Mas fiz também um treino especifico muito intenso para superar esse medo.

Branco e, mais tarde, a Escola Superior de Artes de Castelo Branco.

Quais eram as sua disciplinas preferidas? Curiosamente, as minhas disciplinas preferidas eram o Português e a Educação Física. Na altura, não apreciava muito as aulas de Educação Musical.

E o que fez depois de terminar o serviço militar? Depois, fiz testes para ingressar no Conservatório Nacional, pois tive a certeza que a música e o ensino de música eram a minha grande paixão.

Depois de terminar o ensino secundário, o que é que fez? Inscrevi-me como voluntário para cumprir o serviço militar nas tropas pa-

Que escolas de música é que frequentou? Frequentei o Conservatórios de Música de Coimbra e também o de Castelo

Quando é que se tornou professor de Educação Musical? No ensino particular, foi em 1988 e, no ensino oficial, em1993. Já percorreu o país a dar aulas de música? Sempre estive colocado na região centro. Se antes era professor de Educação Musical, porque é que agora é professor de Educação Especial? A minha decisão prende-se com o facto de ter concluído muito recentemente uma formação nessa área e ter concor-

Como é que ocupa os seus tempos livres? Ocupo os meus tempos livres em duas atividades que eu gosto muito: o teatro e o judo. No teatro´ ´Váatão´´ desenvolvo trabalho de ator e de diretor musical e, no judo, modalidade que pratico desde os 12 anos, sou treinador e presidente de Associação Distrital de Judo de Castelo Branco. Foi bem recebido na nossa escola?

Gosta de cá estar? Claro que fui muito bem recebido! Eu e todos os outros colegas que cá estão pela primeira vez. Fui tão bem recebido que já me sinto em casa e já “vesti” a camisola desta equipa fantástica. Obrigado, professor Fernando!

Pedro Seromenho no seu melhor! Prof.ª Luísa Filipe Integrada nas comemorações do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares/2017, realizou-se na Casa de Artes do Tejo, no dia 20 de outubro, pelas 14 h, uma sessão com o escritor e ilustrador Pedro Seromenho. Esta ação era dirigida a todos os alunos dos 1º e 2º Ciclos que foram acompanhados pelas suas professoras. A biografia e as obras do autor foram previamente divulgadas pelos alunos nas aulas e foram inclusivamente lidos alguns trechos das suas obras. Apesar de já conhecermos o autor, a sua visita foi uma surpresa

bastante agradável. Ele veio lançar a sua obra mais recente: “A cidade que queria viver no campo”, e através de uma sessão muito animada o escritor conseguiu interagir com os alunos contando resumidamente quase todas as suas histórias de uma forma bastante divertida. Durante a sessão fez vários desenhos deixando boquiabertos os nossos alunos pela rapidez e perfeição dos seus desenhos. No final houve ainda tempo para assinar e ilustrar de forma personalizada, cada um dos livros que os alunos lhe compraram. O autor revelou ainda o seu contentamento pela forma como os alunos reagiram E-mail: jornalescolar@aevvr.pt

elogiando o seu bom comportamento e a sua simpatia. Foi uma ação muito criativa e certamente bastante motivadora para a leitura destas e doutras obras pois os livros têm sempre algo de mágico e é sempre muito agradável ouvir as histórias que têm para nos contar. Agradecemos muito a visita do Pedro Seromenho e também a colaboração dada quer pela Biblioteca Municipal, quer pelas funcionárias da CACTejo, assim como o empenho do nosso Coordenador Interconcelhio na realização deste evento.


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Entrevista (5) | Atividades Gente em Ação

ENTREVISTA

Júlio de Deus César Cordeiro, Gonçalo Rei, Pedro Oliveira, Rita Nascimento, Samuel Ferreira (8.º A)

O senhor Júlio de Deus é natural de Sarnadas de Rodão e tem como arte a reparação, construção e decoração de móveis e o empalhamento de cadeiras. Quando começou a ter gosto por esta arte? Gosto a sério há 8 anos quando cheguei da Suíça, mas fui criado com isso. A família tem vergonha da arte de cadeireiro e eu, pelo contrário, tenho orgulho. Quem lhe ensinou este ofício? O ofício das cadeiras aprendi com o meu pai, que Deus o tenha, o resto foi invenções minhas tiradas de trabalhos de obras antigas. Depois, fui desenvolvendo na CEART, que é a entidade máxima do artesanato. Fiz o curso e concederam-me também recentemente o curso de formador. Há mais pessoas na sua família que praticam esta arte? Havia de haver, mas não há. Consegue viver apenas deste trabalho? Graças a Deus, sem dificuldades. Fez alguma formação profissional? A formação, como eu disse, no CEART, e na rua.

Gosta? Em todas elas. Sim, com certeza. O que lhe dizem as pessoas que o visitam nesses certames? O que as pessoas me dizem é a mesma resposta que eu me dou “não acabes com isto”. E eu não acabo, vou até ao limite. Por isso, todos os dias publico no Facebook, todos os dias eu faço qualquer coisa para que as pessoas saibam que há alguém em Portugal (somos dois oficializados, eu e o Redondo) a fazer este tipo de trabalho. Tem tido Quais? Nada.

apoios

de

entidades?

Há muita gente que procura os seus serviços? Muita. Eu vendo, em média, 3 mil a 4 mil cadeiras de bebé por ano, depois temos as outras. Que tipo de trabalho mais lhe solicitam? Faço reparações, faço objectos novos, tudo quanto me dá gozo fazer, a imitar o antigo.

Quanto tempo demora a fazer uma cadeira? Depende da inspiração. Que tipo de trabalho mais gosta de fazer? Todo ele, não há exceção. Os preços que pratica são acessíveis? Eu penso que sim. Eu estou a vender mais barato que um colega meu, e ele é o único que vende para França. Há jovens a querer aprender esta profissão? Infelizmente não. Estaria disponível para ensinar algum jovem que quisesse aprender? Para o meu concelho, estou sempre disponível. Tem filhos ou familiares que frequentaram esta escola? Não. E, se tivesse, eles tinham de se-

Participa em feiras de artesanato?

guir o caminho do pai! Se alguém que manifeste interesse pelo seu trabalho o quiser visitar ou contactar, como deverá fazer? Tenho uma oficina e uma loja em Nisa. Tendo em conta a sua experiência de vida, deixe uma mensagem para os jovens de hoje. Em Vila Velha de Ródão, se houver uma equipa de 10 alunos disponíveis, eu estou pronto para os ensinar. Como já disse ao Sr. Presidente, estou disponível pelo menos uma vez por semana para fazer uma ocupação para os jovens. É muito engraçado. E eu hoje não precisava de estar nesta profissão: tenho um curso completo de hotelaria e falo seis línguas. Mas, estou nesta vida com orgulho. Sr. Júlio, agradecemos a amabilidade em se ter deslocado à nossa escola e aceitar responder às nossas questões para o jornal “Gente em acção”. Desejamos-lhe muito sucesso.

Aprender a brincar como os nossos avós Prof. Jorge Gouveia tégica, como o jogo do galo, estão a ser preparados para os alunos que os irão desenhar num tabuleiro . Para complementar esta forma saudável de queimar energias está ainda o Agrupamento a desenvolver o programa de saúde escolar: ”fruta na mão” que incentiva os alunos e as famílias a mandar para os lanchinhos dos seus filhos uma peça de fruta, de preferência da época, substituindo outros alimentos menos saudáveis, por estarem dominados pelas gorduras e açúcar em excesso. A brincar se aprende e, para isso, é preciso que esta iniciativa tenha a desejada continuidade, seja promovida noutros locais e recriada em casa e nos momentos de interrupção das atividades letivas.

Os alunos do 1º ciclo estão cada vez mais envolvidos na aprendizagem dos jogos tradicionais como forma de ocupação organizada e saudável dos seus tempos livres, especialmente durante os intervalos. Atividades que correm o risco de cair no esquecimento, ultrapassados pelos jogos eletrónicos e por outras “brincadeiras” promovidas pela televisão, estão a ser reavivadas e apreciadas pela pequenada que agora salta à corda e ao elástico. As professoras e funcionárias são as mediadoras e quem explica as regras destes jogos que, há uns anos atrás, preenchiam os intervalos e tempos livres da criançada e enchiam de vida os recreios das escolas de todo o país. Outros jogos de natureza mais estra-

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Gente em Ação

Atividades Alimentação e saúde de braço dado no Dia Mundial da Alimentação Prof. Jorge Gouveia Em cada ano letivo que se inicia, o tema da educação para a saúde merece que as escolas lhe atribuam a relevância que o mesmo justifica pois as questões da saúde e dos hábitos saudáveis, da parte dos nossos jovens, justificam esta preocupação que deverá ganhar cada vez mais relevância. Neste sentido o programa da educação para saúde (PES) a desenvolver no Agrupamento dará especial atenção ao tema: “Educação alimentar e atividade física” a ser desenvolvido no ensino pré-escolar, no 1º, 2º e 3º ciclos. As atividades a desenvolver neste programa de ação envolverão uma parceria multidisciplinar e institucional que, para além da Escola, reunirá os contributos e a colaboração ativa da Associação de Pais, do Centro de Saúde, da CLDS e da CPCJ de Vila Velha de Ródão. As ações previstas para esta intervenção tiveram o seu início no passado dia 11 de outubro, com a realização de um estudo junto dos alunos do 7º e 8º anos, da responsabilidade de uma equipa de enfermagem da ULD de Castelo Branco que se deslocaram à Escola para esclarecer os alunos sobre o tema da obesidade e dos problemas a ela associados. Esta intervenção contemplou a mostra de um vídeo sobre o assunto, a pesagem, medição dos alunos, o cálculo do índice de massa corporal e a medição dos valores da glicemia, junto do grupo de alunos alvo do estudo. Este trabalho terá o devido acompanhamento ao longo do ano para verificar a evolução registada nos alunos envolvidos. Paralelamente, será dada uma especial atenção às ementas da cantina escolar que cada vez mais proporcionam uma grande variedade de cores, resultante da diversidade de saladas postas à disposição dos alunos, e também de um programa de redução do sal utilizado na confeção dos alimentos. Nem sempre tem sido fácil esti-

mular nos nossos alunos o consumo de legumes e sopa, refugiando-se os mais renitentes na expressão: ”não gosto, na minha casa não como porque não consigo”. Esta resistência terá que ser o impulso para reforçar uma ação educativa e uma mudança de hábitos programada e articulada entre a Escola e a Família. Este trabalho colaborativo, reconhecidamente fundamental para o sucesso, ganha na temática da alimentação uma importância fundamental pois do sucesso desta intervenção, desenvolvida no sentido de promover os hábitos de vida saudável, resultará uma melhoria nos indicadores de saúde destes jovens. O compromisso da Escola está vinculado à transmissão destes valores e a proporcionar aos nossos alunos refeições que cumpram os requisitos que uma boa alimentação deve assegurar, bem como promover a prática da atividade física, regular e diversificada, associada a ações que proporcionem momentos de informação e debate, com qualidade e propiciadores da esperada altera-

ção dos comportamentos. Neste pressuposto a comemoração do Dia Mundial da Alimentação foi, um ano mais, dinamizada pelo Agrupamento de Escolas através de um programa que envolveu a maioria dos alunos do Agrupamento, especialmente os do pré-escolar, 1º e 2º ciclos, aqueles que mais entusiasticamente aderem às iniciativas promotoras de atividades desta natureza. Na 2ª feira, o jardim de infância realizou uma ação de promoção do consumo da fruta, especialmente as representativas das variedades da época. As educadoras e as suas auxiliares proporcionaram o contacto das crianças com as texturas e os sabores da fruta, produzindo extraordinárias espetadas que deliciaram os mais pequenitos. Na quarta-feira, dia 18 de outubro, a atividade comemorativa transferiu-se para a escola sede mobilizando a totalidade dos alunos do 1º e 2º ciclo, num programa interdisciplinar que envolveu especialmente o Programa de Educação para a

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Saúde (PES), o Departamento de Ciências Sociais e Humanas, o Centro de Saúde e a CLDS de Vila Velha de Ródão, entidades que vão ao longo do ano colaborar com o Agrupamento na dinamização e monitorização dos programas promotores da saúde e bem estar da população escolar. O espaço escolar esteve em permanente agitação, especialmente devido à atividade desenvolvida pelo docente de Educação Física que lançou o desafio, avidamente correspondido pelos alunos do 2º ciclo que, divididos em equipas, participaram num peddy paper marcado pela competição viva e saudável. Este desafio foi complementado com os jogos tradicionais, direcionados especialmente para os alunos do 1º ciclo. No final os alunos tiveram a oportunidade para degustar um delicioso sumo de fruta, feito no momento, e que contou com a preciosa colaboração das assistentes operacionais que contribuíram para o sucesso das atividades. O departamento das Ciências Sociais e Humanas, nomeadamente as docentes de História, apresentaram um trabalho em que deram a conhecer os alimentos trazidos pelos portugueses das novas terras descobertas e as alunas Isabel e Mariana, da turma do 9ºano concluíram ao vivo um mapa mundo que procura divulgar a origem dos alimentos e especiarias, provenientes de todo o planeta, mas que hoje fazem parte da alimentação do nosso dia a dia. O Centro de Saúde e a CLDS estiveram presentes assegurando uma ação de rastreio através da medição da pressão arterial e da glicemia aos alunos, avaliando o peso e a altura e calculando o índice de massa corporal a professores e funcionários, alertando para os cuidados de saúde a adotar, especialmente aqueles que decorrem dos hábitos alimentares e da prática de atividade física. Os alunos receberam um caderninho onde foram registados os seus valores, para mais tarde medir a evolução verificada.


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Opinião

Carolina Santos (8.º A) do como vencedor.

BTS, um grupo sul-coreano, bate recordes na revista norte-america-

No dia 18 de setembro, o grupo

na Billboard. O grupo tem ganho um

lançou o seu mais recente álbum

grande destaque internacional.

“Love Yourself: Her”, com a mú-

BTS entrou para a Billboard pela

sica “DNA”. Bateram o seu maior

primeira vez em 2016 com o álbum

recorde e estrearam-se no top 10

“Wings” na posição nº26, sendo a

da Billboard, na posição nº7. O ál-

mais alta que alguma vez um artista

bum fez sucesso por todo o mundo.

coreano conquistara. Dentro de 200

Inclui uma música com a dupla nor-

posições, 26 foi apenas o começo.

te americana, The Chainsmokers,

Desde o sucesso de “Wings”, os

intitulada de “Best of Me” e duas

BTS têm ganho um grande desta-

músicas escondidas “Sea” e “Ille-

que internacional, principalmente

gal”, que só poderão ser ouvidas se

nos Estados Unidos, onde deram 5

adquirirem as 4 versões do álbum.

concertos e acumularam cerca de

O vídeo “DNA” já conta com mais de 100 milhões de visualizações e 2

10.000 pessoas.

milhões de likes no YouTube.

2017 tem sido um ano de grandes conquistas para o grupo: foram no-

Outros álbuns do grupo também

meados para os prémios da Billbo-

entraram para a Billboard, “You

ard, os “Billboard Music Awards” na

Never Walk Alone” na posição

categoria “Top Social Artist”, con-

nº76, “The Most Beautiful Moment

correndo com grandes nomes como

in Life: Young Forever” na posi-

Justin Bieber, Shawn Mendes, Ariana

ção nº107 e “The Most Beautiful

Grande e Selena Gomez. As ARMYs,

Moment in Life pt.2” na posição

as fãs dos cantores, dedicaram-

nº171.

se imenso na votação acumulando

Pode-se afirmar que o ano de

mais de 300 milhões de votos. No

2017 tem sido um ano de revela-

dia 21 de maio, o grupo foi anuncia-

ções ao nível do Kpop.

A Estátua da Liberdade Gonçalo Rei; Rita Nascimento; Samuel Ferreira (8.º A) chamada de “Bedloe”. Foi oferecida pelo povo francês aos americanos. A estátua representa uma figura feminina vestida (“Libertas”, deusa romana), sobre a qual está inscrita a data da declaração da independência dos Estados Unidos: 4 de julho de 1776. É um ícone da liberdade e também um símbolo de boas vindas aos emigrantes. A Estátua da Liberdade é muito importante para toda a Humanidade e também um importante ícone da Liberdade.

A Estátua da Liberdade é Património Mundial da Unesco desde 1984. Fica localizada na América do Norte, nos Estados Unidos, em Nova Iorque. Este monumento foi inaugurado em 28 de outubro de 1886. Segundo os dados recolhidos em 2007, recebe cerca de 3,2 milhões de visitantes. É uma escultura neoclássica baseada no Colosso de Rodes, projetada pelo escultor Fréderic Auguste Bartholdi. Foi construída por Gustave Eiffel, em França, enviada em caixas e montada num pedestal. Foi concluída na ilha que na época era E-mail: jornalescolar@aevvr.pt

Gente em Ação

BTS na Billboard


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Gente em Ação

Curiosidades | Atividades

Expressões com História SANGRIA DESATADA Significado: Refere-se a uma situação de extrema urgência. Antigamente, um dos poucos tratamentos que os médicos sabiam receitar era a «sangria», operação que consistia em golpear uma veia do paciente de modo a que ele sangrasse e, alegadamente, ficasse aliviado de todas as suas maleitas devido à «reposição dos humores». Quando, todavia, a sangria era mal executada, dava-se uma situação de «sangria desatada», isto é, uma hemorragia que, se não estancada, poderia ser fatal. As sangrias eram clinicamente ineficazes e foram gradualmente abandonadas ao longo dos séculos XVIII e XIX.

SER SINCERO Significado: O termo vem do latim sine+cera, que significa «sem cera». Como se passou desta etimologia para o atual significado da palavra? Os atores romanos usavam em palco máscaras feitas de cera. Quando estavam ou atuavam sem máscara («sem cera»), exibiam uma «pureza» que a máscara ocultava. Eram sinceros.

SÃO FAVAS CONTADAS Significado: Frase que se refere a um acontecimento ou facto dado como certo. Esta expressão vem da forma de eleição do abade em muitos mosteiros medievais, e mesmo depois. Os monges, depois de «chamados a capítulo», procediam à escolha do abade mediante um sistema de votação de favas brancas (a favor do nomeado) e favas pretas (contra o nomeado). No final, contavam-se as favas. Alguns autores asseveram que este costume de eleger com favas de diferentes cores remonta já à Grécia Clássica.

IR A TALHE DE FOICE Significado: Aplica-se a um assunto que é discutido ou tratado na sequência de outros. Nos trabalhos agrícolas, a foice corta indiferentemente as espigas e as ervas que estão próximas (ou os dedos, se não se tivesse cautela). Nas conversas não parece ser diferente; há assuntos que surgem na sequência de outros. Ou seja, vão a «talhe a foice».

NEM DISSE ÁGUA VAI, NEM ÁGUA VEM. Significado: Quando alguém não alertou para algo que devia ou fez algo sem avisar. É uma das expressões que entrou na boca dos portugueses depois do terramoto de 1755. Quando Sebastião José de Carvalho e Melo – o Marquês de Pombal – ficou responsável pela reconstrução da capital após o abalo, decidiu que ia implementar um sistema de esgotos. Na altura foi uma revolução… e uma esperança na higiene da cidade. É que até aquele momento, a água suja de casa (sim, essa que inclui até mesmo as da casa de banho) eram atiradas pela janela para a rua. Diziam as empregadas “Água vai!” e toda a gente sabia que o melhor era sair das proximidades. A expressão “Nem disse água vai, nem água vem” surgia sempre que alguém fazia algum desses despejos sem avisar. E ficou para exemplificar exatamente a ideia de que alguém não fez o devido alerta ou aviso do que devia.

ISTO NÃO É A CASA DA JOANA. Significado: Estar à vontade não é estar “à vontadinha”. Há pessoas que não entendem onde está o limite quando se relacionam com alguém. Joana foi uma mulher do século XIV, condessa da Provença e rainha de Nápoles. Em 1347, Joana tinha

Prof.ª Lurdes Guterres; Constança Dias (9.ºA) * 21 anos e decidiu impor regras aos bordéis de Avignon, para onde fugiu quando se tornou suspeita da morte do marido ou – porque a história tem duas versões, alerta o livro – foi expulsa da Igreja devido à vida boémia que levava. A regra da Joana: todos os estabelecimentos de prostituição tinham de ter uma porta (fechada) para bater antes de entrar.

QUEBRAR O GELO Significado: Quebrar o gelo é uma expressão usada para fazer com que duas ou mais pessoas que estão

quietas ou tímidas quebrem o silêncio e iniciem uma conversa sobre qualquer assunto. A expressão está relacionada com os barcos que são utilizados para abrir caminho por entre o gelo polar, uma operação que custa 24 mil euros. O maior barco para esse fim é o NS 50 Let Pobedy, um navio russo movido a energia nuclear. * - Recolha Fontes: CARVALHO, Sérgio Luís, Nas Bocas do Mundo, Editorial Planeta VALE, Andreia, Puxar a Brasa à Nossa Sardinha, Editora Manuscrito

Semana Europeia do Desporto Prof. Nuno Marques

No passado dia 27 de setembro, os alunos do nosso Agrupamento comemoraram a Semana Europeia do Desporto. Foi uma tarde marcada por diversas atividades em que todos puderam desfrutar de passeios de BTT; jogos de futebol, voleibol e ténis de mesa. Tiveram também a opor-

E-mail: jornalescolar@aevvr.pt

tunidade de experimentar alguns aparelhos utilizados para a prática de condição física, nomeadamente o TRX. De salientar a colaboração da autarquia, através do professor Edgar Saraiva, que participou nas atividades com os alunos do 1º ciclo.


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Desporto

Prof. Jorge Gouveia Pelo 2º ano consecutivo, a realização do corta-mato escolar do Agrupamento de Escolas de Vila Velha de Ródão decorreu no Estádio Municipal e nos terrenos envolventes deste espaço. A manhã do dia 13 de dezembro apresentou-se cinzenta e fria, mas nem assim os atletas perderam o entusiasmo e, sobretudo, os mais pequenos estavam preparadíssimos para revelar as suas capacidades atléticas. Estava dado o mote para a festa do desporto para todos, que este ano teve a apadrinhá-la o atleta paraolímpico Gabriel Macchi que veio do Fundão para acompanhar esta prova e sensibilizar os alunos para a importância da prática desportiva para todos, independentemente das limitações que cada um possa ter. A organização desta atividade, que mobilizou a quase totalidade dos alunos de todos os ciclos do ensino básico, atividade que teve como responsáveis os professores de Educação Física, Nuno Marques, Edgar Saraiva e Gabriel Gomes, tendo como objetivo principal apurar os atletas que em cada escalão etário irão representar o Agrupamento no corta-mato distrital. O corta-mato, disciplina do atletismo ao alcance de todos, tem como objetivo pedagógico desenvolver as capacidades físicas dos alunos e mostrar a estes jovens que a competição constitui uma forma

saudável de testar as suas capacidades de resistência física e psicológica, em confronto com os outros atletas da mesma idade e sexo. O corta-mato contou com uma elevada número de inscrições, 140, e este nível de adesão justifica, da parte dos professores responsáveis, um elogio aos alunos com os quais trabalham e que manifestam um grande entusiasmo pela prática desportiva. Durante a tarde, a vertente inclusiva, que foi valorizada nesta iniciativa, teve um segundo e importante momento com a demonstração de Boccia promovida pelo Núcleo de Educação Especial que trouxe até nós uma equipa de técnicos e alunos da APPACDM, que estiveram no pavilhão gimnodesportivo a mostrar esta modalidade aos alunos e utentes da Santa Casa da Misericórdia, que participaram entusiasticamente nesta atividade. A organização agradece à grande equipa que colaborou para que a atividade ocorresse sem problemas, nomeadamente aos professores, assistentes operacionais e técnicos, bombeiros e GNR e ainda à Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão e aos seus técnicos pela colaboração prestada na logística realização deste grande evento desportivo. Foi a seguinte a classificação dos nossos alunos no Corta-Mato Escolar:

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE VILA VELHA DE RÓDÃO Avenida da Achada, 3 6030-200 Vila Velha de Ródão Telefone: +351 272 541 041 Fax: +351 272 541 050 E-Mail: direcao@aevvr.pt

1º ANO – MASCULINOS 1º lugar - Frederico Silva 2º Lugar - Simão Almeida 3º Lugar - Bruno Calha

INFANTIS A FEMININOS 1º lugar - Bárbara Levita 2º Lugar - Matilde Teixeira 3º Lugar - Eliana Pop

1º ANO - FEMININOS 1º lugar - Lara Serraninho 2º Lugar - Rafaela Ribeiro 3º Lugar - Manuela Marques

INFANTIS B MASCULINOS 1º lugar - João Fernandes 2º Lugar - Tomás Belo 3º Lugar - Dinis Gonçalves

2º ANO – MASCULINOS 1º lugar - Guilherme Ribeiro 2º Lugar - Diogo Gonçalves 3º Lugar - José Barateiro

INFANTIS B FEMININOS 1º lugar - Leonor Ribeiro 2º Lugar - Isaura Vicente 3º Lugar - Soraia Cardoso

2º ANO - FEMININOS 1º lugar - Irene Marques 2º Lugar - Eva Tavares 3º Lugar - Iris Pedro

INICIADOS MASCULINOS 1º lugar - Tomás Vicente 2º Lugar - Tomás Esteves 3º Lugar - Francisco Brás

3º ANO – MASCULINOS 1º lugar - Martim Oliveira 2º Lugar - João Martins 3º Lugar - Ricardo Santos

INICIADOS FEMININOS 1º lugar - Leonor Araújo 2º Lugar - Cátia Oliveira 3º Lugar - Patrícia Afonso

3º ANO - FEMININOS 1º lugar - Irene Marques 2º Lugar - Eva Tavares 3º Lugar - Iris Pedro

JUVENIS MASCULINOS 1º lugar - Dennis Pop 2º Lugar - Tomás Esteves 3º Lugar - Francisco Brás

INFANTIS A MASCULINOS 1º lugar - Tomás Cruz 2º Lugar - Afonso Carmona 3º Lugar - Rafael Santos

JUVENIS FEMININOS 1º lugar - Tânia Pinguelo 2º Lugar - Joana Silva 3º Lugar - Bárbara Carmona

CLUBE DE JORNALISMO Professora Anabela Afonso (Coord.) Professor Luís Costa (Coord.) Verónica Gonçalves (7.º A) Dinis Gonçalves (7.º A) Carolina Santos (8.º A) Patrícia Afonso (8.º A) Salomé Trindade (8.º A) Joana Silva (9.º A) Constança Dias(9º A) Grafismo e PAginação Professor Luis Costa

JUNIORES FEMININOS 1º lugar - Isabel Couto

Colaboradores Professores, Alunos, Pessoal Não Docente, Associação de Pais e Encarregados de Educação IMPRESSÃO Jornal Reconquista - Castelo Branco E-MAIL jornalescolar@aevvr.pt Na INTERNET Webpage do Agrupamento http://www.aevvr.pt Facebook www.facebook.com/Agrevvr

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Gente em Ação

Corta-mato (fase escolar)


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76 | dezembro | 2017

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Gente em Ação

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Natal! A escola em festa! Prof. Jorge Gouveia A Festa de Natal do Agrupamento de Escolas constitui um evento que a comunidade educativa, em cada ano que passa, acompanha de uma forma especialmente participada, comparecendo em maior número e enchendo por completo o auditório da CACTEJO que, só com as crianças do Agrupamento e as da creche da Santa Casa da Misericórdia, esgotam e superam a totalidade dos lugares disponíveis. A festa do ano de 2017 foi especialmente participada e correspondeu claramente às expetativas do seu público mais fiel. O figurino habitual foi mantido, assegurando a participação de todas as crianças que frequentam os estabelecimentos de educação do concelho as quais, em cada ano, preparam os seus números para cantar ou representar. De ano para ano registam-se melhorias significativas na qualidade das intervenções, muito por causa da participação muito ativa dos professores ligados à música, que transportam para o palco um especial brilhantismo e aquele toque

de qualidade que enriquece o programa e motiva de forma especial os alunos envolvidos. Mas é igualmente justo destacar a decoração do espaço e as intervenções de alunos que, no âmbito de outras disciplinas, ou por motu proprio, revelador de iniciativa e sentido de humor, prepararam e apresentaram momentos teatrais e de poesia de enorme qualidade e com uma mensagem de igualdade, muito atual nos dias de hoje e nesta quadra natalícia, revisitando os nossos poetas e a sua mensagem sempre atual. A tarde continuou com o almoço convívio no polivalente da escola e que serve de despedida desta primeira etapa do ano letivo e de um ano civil que está prestes a terminar. Este programa, concretizado com bastante sucesso, resultou do envolvimento da comunidade escolar e dos seus parceiros que deram um importante contributo para o final de um período letivo que terminou em festa.

E-mail: jornalescolar@aevvr.pt

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"Gente em Ação" n.º 76 - dezembro 2017  

Jornal escolar do Agrupamento de Escolas de Vila Velha de Ródão - Edição n.º 76 - dezembro 2017

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Jornal escolar do Agrupamento de Escolas de Vila Velha de Ródão - Edição n.º 76 - dezembro 2017

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