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Financeiro

ano 2 nº 24 mai/2005

ACREFI - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DAS INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO

Crédito

Pesquisar é preciso Concorrência favorece quem procura melhores taxas e prazos de pagamento

Documentos inteligentes Menos custos e mais agilidade Momento político Bolívar Lamounier avalia governo Lula


editorial

Crédito também se pesquisa

Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento

www.acrefi.org.br DIRETORIA Presidente Érico Sodré Quirino Ferreira Vice-Presidentes Fernando Guerreiro de Lemos, Gilberto Caldart, José Arthur Lemos de Assunção, Marco Ambrógio Crespi Bonomi, Paulo Eduardo D’Ávila Isola, Paulo Henrique Pentagna Guimarães, Ricardo Malcon, Ronaldo Amaral de Carvalho Pinto, Tiago Canguçu de Almeida Secretário José Dante Zanaga Neto Tesoureiros Jorge Kimura e Sérgio Marra Pereira Capella Diretores Adalberto Savioli, Daniel Capelo Pinheiro, Enílson Espínola de Souza, Genival Francisco Silva, Jerônimo Varalla Neto, Ricardo Annes Guimarães, Rubens Bution, Sérgio Antônio Cipovicci Diretores Conselheiros Aristeu Zanuncio, Edson Monteiro, Eduardo Garcia Ruiz, Guilherme Almeida de Oliveira, Hélio Lima Magalhães, Ivan Svitek, José Américo Machado, Leonel Dias de Andrade Neto, Paulo Sérgio Monteiro Castro Aguiar, Rubens Sardenberg Diretores Regionais Carlos Alberto Samogim, Félix Archanjo Bordin, Leonardo Marcondes Dadalto, Sérgio Faria Lemos da Fonseca Júnior, Aquiles Leonardo Diniz, Evanir Coutinho Ussier, Odílio Figueiredo Neto, Renato Malcon Presidente Honorário João Uchôa Borges Diretor Superintendente Antônio Augusto de Almeida Leite (Pancho) Conselheiro Econômico Prof. Istvan Kasznar

Financeiro Publicação mensal da ACREFI - Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento. Jornalista Responsável: Eliana Nigro MTB 15.005 Coordenação Editorial: Tamer Comunicação Empresarial Projeto Gráfico, Editoração e Produção Gráfica: EDF (www.edf.com.br) Pré-impressão e Impressão: Graphbox Tiragem: 10.000 exemplares As opiniões emitidas nos artigos assinados não refletem necessariamente as posições da ACREFI e são de exclusiva responsabilidade dos autores. A reprodução total ou parcial do conteúdo da publicação depende de autorização por escrito.

Érico Sodré Quirino Ferreira, Presidente da ACREFI

O presidente Lula tem razão. Do alto de sua vasta experiência de vida e de sindicalista, ele sabe que no Brasil é preciso conviver com uma massa salarial cada vez mais enxuta, com uma inflação acima de 5% anuais e, mesmo assim, garantir a sobrevivência, o que inclui o consumo de necessidades básicas: alimentos, móveis, eletroeletrônicos, eletrodomésticos, veículos e um sem-número de itens. As vendas desses produtos no varejo vêm crescendo no mercado interno desde o ano passado, impulsionadas exatamente pela expansão da oferta de crédito, em modalidades cada vez mais acessíveis e atraentes. Os supermercados e hipermercados financiam seus clientes. As grandes lojas de departamentos também. As financeiras atuam de forma cada vez mais intensa no mercado. Os bancos e emissores de cartões de crédito, idem. A Associação Comercial de São Paulo lançou um cartão private label exclusivo para o varejo. Todos buscam facilitar os financiamentos para o consumidor. No primeiro trimestre de 2005, por exemplo, as vendas no varejo cresceram 5% reais e devem fechar o ano, segundo as projeções do setor, em 8%. Na primeira quinzena de abril, na região metropolitana de São Paulo, a alta foi de 13,8%, em relação a igual período de 2004. Uma das grandes forças desse setor tem sido o crédito consignado para trabalhadores da iniciativa privada, que injetou R$ 13,5 bilhões no mercado, ou 40% do consumo interno. Há que

Luciano Zafalon

Rua Libero Badaró, 425 - 28º andar São Paulo - SP Tel: (11) 3107-7177 Fax: (11) 3106-6082 Funcionamento: de segunda à sexta-feira das 8:30 às 18 horas

se considerar, ainda, as novas regras do microcrédito e o fato de, hoje, o governo disponibilizar R$ 600 milhões por ano para o segmento. Mas a grande mola desse mercado – como aliás de toda a economia – é a concorrência. A disputa acirrada de market share é a responsável por menores taxas de juros do mercado (as mais baixas já existentes no país) tanto no crédito consignado para o aposentado do INSS, quanto no financiamento de veículos pelas montadoras e concessionárias. Isso indica que o presidente Lula, no linguajar popular que lhe é tão peculiar, recentemente deu à população orientação correta: não se pode ter preguiça, é preciso procurar no mercado a modalidade de crédito e o agente financeiro que lhe oferece as melhores condições, tanto de taxas de juros, quanto de prazos de pagamento. E os números mostram que o consumidor tem feito isto, haja visto o crescimento exponencial do crédito consignado, efetivamente o que oferece as melhores condições ao tomador. Não se pode, apenas, usar o instrumento que está mais à mão, antes de verificar se ele é, mesmo, o mais indicado do momento. Não adianta reclamar depois, é preciso agir antes.

Nesta edição 4 Palestra Documentos inteligentes: reduzindo custos e agilizando processos

6 Entrevista Bolívar Lamounier, cientista político

8 Artigo Fernando Blumenschein, coordenador de projetos da FGV Projetos e do Instituto Brasileiro de Economia da FGV

10 Mercado de Crédito CCB e oferta de crédito

13 Análise Setorial Risco de inadimplência e taxas de juros

14 Artigo Professor Istvan Kasznar, conselheiro econômico da Acrefi

18 Crédito Novos investimentos em 2004

19 Banco de Dados


palestra

Especialista Fernando Gonçalves avalia evolução dos sistemas de segurança desenvolvidos na última década

Reunir o tripé “autenticidade”, “integridade” e “facilidade de uso” é o maior desafio das corporações nos novos tempos

O número de documentos que transita hoje pela rede mundial supera, em muito, a ordem de um milhão por dia. E o número é cada vez mais crescente. Boa parte dos especialistas em informática acredita que a era dos grandes investimentos com o objetivo de proteger as máquinas de vírus, invasões e outras questões envolvendo a segurança na web já terminou e a preocupação agora volta-se para a segurança dos documentos que trafegam pelos cabos, modens, conectando empresas, clientes e fornecedores. Essa percepção é referendada pelo estudo “Predictions for IT Security Director 2004”, desenvolvido pelo Gartner Group, renomada empresa norte-americana de pesquisas na área de informática. De acordo com os dados apresentados, até o fim do ano que vem, setenta e cinco por cento das mudanças nos sistemas serão motivadas por questões de segurança. Esse foi o tema central da exposição do executivo da Adobe Systems Brasil, Fernando Gonçalves, durante o Ciclo de Debates promovido pela Acrefi no mês de abril. Fernando Gonçalves, Engenheiro de Aplicação para Soluções de Serviços da América Latina,

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Luciano Zafalon

Documentos inteligentes: reduzindo custos e agilizando processos

falou sobre o tema “Documentos Inteligentes: Segurança na Comunicação com os Clientes” e traçou um amplo painel da evolução dos sistemas de segurança desenvolvidos nos últimos dez anos. De acordo com ele, a necessidade de migração das transações em papel para o meio eletrônico impõe a criação de novos paradigmas. Reunir o tripé “autenticidade”, “integridade” e “facilidade de uso” é o maior desafio das corporações nos novos tempos. O documento inteligente é o que traz ferramentas que permitam essa funcionalidade. As perguntas que todos os usuários querem ver respondidas, sem nenhuma dúvida, são: “quem mandou o documento?”, “foi recebido sem que tenha sofrido alterações em seu trajeto?”, “como saber para onde vão minhas respostas?”, “minhas informações vão permanecer em sigilo?”. De acordo com o executivo da empresa, que faturou cerca de 1,7 bilhão de dólares em 2004 e que recentemente adquiriu a Macromedia por 3,4 bilhões de dólares, a não prevenção de fraudes e de roubo de informações e falsificação das mesmas (phising) expõe as organizações a riscos financeiros, quebra de sigilo e vazamento de informações. A comunicação confiável, que inclui FINANCEIRO


Exemplos de empresas que viveram experiências desastrosas por conta de violação de informações sigilosas não faltam

O tema documentos inteligentes foi debatido na Acrefi

a certificação digital, a criptografia e demais ferramentas de software para a certifi cação da autenticidade do documento, traz benefícios visíveis para as empresas, facilita a adoção de processos eletrônicos, abre novos canais de comunicação e comércio e protege valores das marcas, promovendo lealdade entre parceiros e clientes. Exemplos de empresas que viveram experiências desastrosas por conta de violação de informações sigilosas não faltam. Recentemente houve o caso de uma multinacional italiana que teve os dados de um depósito nas Ilhas Caymã adulterados. O sistema financeiro brasileiro e a informática O Brasil já viveu experiência semelhante. No início do ano, a base de dados da Receita Federal foi invadida, mas sem que houvesse danos para os contribuintes. No entanto, o mesmo exemplo da declaração de imposto de renda é usado por Fernando Gonçalves para ilustrar o quanto o sistema financeiro nacional é inovador. Ele lembra o índice altíssimo de contribuintes que fazem a declaração de imposto de renda pela Internet, o desenvolvimento tecnológico significativo representado pela urna eletrônica, além da introdução do ACREFI

Sistema de Pagamento Brasileiro e mais recentemente a da containvestimento. “O mercado financeiro conduz mudanças”, afirma Gonçalves e acrescenta que “além de conhecido pela criatividade, o Brasil é referência em inovação tecnológica”. O mercado potencial é muito grande. Em todo o mundo, 1 bilhão de usuários fez download do Acrobat Reader nos últimos dez anos. E o aperfeiçoamento constante do produto, bem como sua gratuidade na rede, permitem supor aumento significativo. Para esse ano, a Adobe prevê um crescimento de 20% nas vendas no Brasil. A empresa norte-americana, fundada em 1982, em São José, na Califórnia, está no Brasil há oito anos e é conhecida pelo desenvolvimento de programas de imagem como o Photoshop, o Ilustrator, nas áreas Creative e Professional. Os aqruivos em PDF, com critérios de segurança, que permitem determinar aqueles que podem fazer alterações no documento, adicionar comentários, regras para impressão e de interação, também são bastante conhecidos. Permitem a confecção de contratos e documentos oficiais com segurança e são compatíveis com todas as plataformas em operação: Windows, Linux, Macintosh

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entrevista

Presente e futuro do cenário político, segundo Bolívar Lamounier

Divulgação

Cientista político avalia falhas e acertos do governo petista e aponta caminhos para fortalecer os poderes Executivo e Judiciário

"À parte a área econômica, acho que o desempenho do governo Lula deixa a desejar"

Como o Sr. está vendo o cenário político atual?

A mudança mais importante em relação ao ano passado é um enfraquecimento simultâneo do Executivo e do Legislativo. Embora pessoalmente o presidente Lula mantenha índices de aprovação bem elevados, o governo e o PT têm cometido muitos erros e parecem não ter uma agenda efetiva para os próximos meses. A intervenção no sistema de saúde do Rio de Janeiro, derrubada por 10 x 0 no STF é um exemplo de erro do governo. Erro do PT: a própria eleição do Severino para a presidência da Câmara. Como o Sr. avalia o desempenho do Governo Lula, até agora?

O quadro de debilitação deste início de 2005 evidencia mais uma vez que a grande âncora do governo Lula é a política econômica. A calibragem dos juros deve ser discutida, mas não cabe dúvida de que esse é o grande acerto. Temos também bons resultados nas exportações e um crescimento razoável do PIB, facilitados por uma situação externa excepcionalmente favorável. À parte a área econômica, acho porém que o desempenho do governo Lula deixa a desejar. Na questão das reformas estruturais, ele não tem uma estratégia bem definida e age com muita lentidão.

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Com a mudança ocorrida na Câmara dos Deputados e o processo sucessório já se esboçando, novas iniciativas nessa área ficarão cada vez mais difíceis. Da mesma forma, na política social e na política externa, o governo não mostrou resultados palpáveis. Quais são, do seu ponto de vista, as características do atual governo?

Em termos políticos, o governo depende de dois fatores principais: a política econômica, que em linhas gerais é a mesma do governo Fernando Henrique, e a popularidade pessoal do presidente Lula. No que se refere a apoio nos partidos e no Congresso, o quadro é problemático – e seria muito mais se o governo tivesse realmente uma agenda. Por trás disso há um problema estrutural do sistema político brasileiro: um presidente portador de expectativas muito fortes de melhoria social, mas sem apoio próprio no Congresso. Lula ganhou facilmente a eleição executiva, mas o PT só elegeu 92 deputados federais, 18% da Câmara. Para formar maioria, teve de fazer uma aliança mastodôntica. O Fernando Henrique também precisou, mas para o PT isso é muito mais difícil. Resultado: teve de recorrer ao fi siologismo numa escala considerável, até amplifi cando de maneira acentuada o FINANCEIRO


Pela popularidade que tem mantido, tudo indica que Lula será reeleito. Entretanto, a probabilidade da reeleição me parecia bem mais alta alguns meses atrás, digamos, até a eleição municipal. Se o PMDB lançar candidato próprio, e parece que lançará, dificilmente a eleição será resolvida no primeiro turno. Quanto ao PT, não me parece plausível que em 2006 ele venha a fazer uma bancada maior que a atual. Permanecerá, portanto, o problema de fundo, que é a necessidade de uma direção programática, uma agenda mais signifi cativa. Quais os reflexos desses fatores para o ambiente econômico?

Se minhas conjecturas estiverem corretas, o desempenho econômico doméstico continuará muito dependente do quadro internacional. Se este continuar benigno, tudo bem, teremos algum crescimento e as dificuldades serão paulatinamente amainadas a partir da economia. Se não, o desempenho político precisará melhorar muito, para não atrapalhar a economia ACREFI

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PARTICIPE! Detalhes nas páginas 16 e 17

O ano que vem é um ano eleitoral. O que podemos esperar de 2006?

Tempo de Crescer

"Sem agenda, sem programa, governo nenhum tem condições de formar uma coalizão movida por objetivos de verdadeiro alcance público"

XXVI Congresso Acrefi

conhecido “troca-troca” partidário. Nestes dois anos e quatro meses, deputados trocaram de partido mais de 200 vezes. Isso demonstra a fraqueza dos dois poderes, do Executivo e do Legislativo, e é tremendamente desmoralizante para este último. Há remédio para isso? Há, é o presidente ter um programa, uma agenda densa e relevante. Liderança presidencial e agenda são fatores que se retro-alimentam. Sem agenda, sem programa, governo nenhum tem condições de formar uma coalizão movida por objetivos de verdadeiro alcance público. Assim como a natureza, a política também abomina o vácuo. No vazio programático, o fisiologismo campeia.


artigo

O mercado de crédito para as pequenas e médias empresas FERNANDO BLUMENSCHEIN, PHD PELA UNIVERSIDADE DE CORNELL E COORDENADOR DE PROJETOS DA FGV PROJETOS E DO INSTITUTO BRASILEIRO DE ECONOMIA DA FGV

“As experiências internacionais mostram que uma elevada proporção dos financiamentos das PMEs é obtida através de fundos próprios ou no mercado informal de crédito”

O

mercado financeiro privado que provê crédito para as pequenas e médias empresas (PMEs) tem um funcionamento distinto daquele que caracteriza os mercados públicos que financiam as grandes corporações de capital aberto. As grandes firmas que emitem títulos ou ações possuem estes papéis precificados constantemente em mercados privados, que funcionam como fiscalizadores da saúde financeira das grandes firmas. Estes procedimentos, no entanto, não estão presentes nas pequenas e médias empresas. Estas firmas são geralmente administradas pelos proprietários, existindo, assim, a superposição entre propriedade e gerência. Estes proprietários estão, na maioria das vezes, concentrados somente nos seus negócios e possuem um comportamento empresarial com aversão ao risco, com seus efeitos adversos sobre a propensão ao endividamento e disposição de fornecer colateral. As experiências internacionais mostram que uma elevada proporção dos financiamentos das PMEs é obtida através de fundos próprios ou no mercado informal de crédito, onde há pouca necessidade de informações e o relacionamento cliente/ financiador é preponderante. Para as firmas grandes e com mais tradição no mercado, o acesso a

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outras fontes de crédito é facilitado, o que implica em uma maior diversidade na forma delas se financiarem. Durante o ciclo financeiro de maturidade e tamanho da firma surgem diferentes maneiras dela se financiar, produzindo sinergias positivas que aumentam a disponibilidade de crédito e reduzem o seu custo. Além disso, existe uma conexão entre os diversos tipos de crédito ou financiamento disponível para as grandes empresas. O acesso a um tipo de crédito hoje afeta positivamente o custo e a disponibilidade de outros tipos de crédito no futuro. Há, portanto, uma complementariedade entre as diversas formas de acesso ao crédito em termos de fornecer informações ao mercado quanto aos riscos da operação. Estes argumentos permitem inferir que existe um continum de disponibilidade de informações entre a firma pequena e a grande. Os acessos às emissões públicas envolvem custos fixos altos, os quais as firmas pequenas não podem incorrer. Portanto, existe um ciclo financeiro associado ao tamanho da empresa que influi na capacidade geral de obter diferentes formas de financiamento. Via de regra, o sistema financeiro somente começa a avaliar de forma mais favorável os riscos da pequena empresa quando elas atingem um nível de FINANCEIRO


Luiz Carlos Casagrande

produção onde os balanços reflitam um conjunto de ativos que podem ser usados de forma mais segura como colateral. A falta de informações da firma pequena agrava a disponibilidade e o custo de crédito através do canal conhecido como racionamento de crédito. Neste caso, a taxa de juros que equilibraria oferta e demanda por crédito das PMEs pode ser tão elevada que comprometeria a lucratividade dos projetos. Assim, o desejo de pagar altas taxas de juros ou de oferecer muito colateral poderá elevar o risco geral dos projetos e, em um mundo de informações imperfeitas, pode ser um indicador que desencorajaria investidores mais seguros. Desta forma, nem a taxa de juros nem as garantias poderiam funcionar como um mecanismo que equilibraria a oferta e a demanda de crédito para as PMEs. As restrições de crédito tomam a forma de racionamento de crédito, limitando o número de operações que o banco realiza com as PMEs, ao invés de ajustar a taxa de juros cobrada ou o volume de cada operação de crédito. Neste cenário, cabe destacar a situação de informalidade das empresas brasileiras. Isso contribui para que as empresas “não se revelem no mercado” e, dessa forma, prefiram incorrer em piores condições de financiamento. Na maioria das vezes, a permanência na informalidade significa a própria sobrevivência da empresa o que torna muito alto o custo de se revelarem ao mercado. O incentivo para não revelar informações está associado a um conjunto amplo de variáveis (fiscais, jurídicas e institucionais) que pode significar a sobrevivência da empresa. Isto pode causar uma segmentação pelos fatores do lado da demanda, pois as PMEs não se inserem no sistema formal. Um aspecto que pode melhorar o problema de racionamento de crédito para a pequena empresa é o seu histórico de relacionamento com o sistema financeiro. Durante o processo de relacionamento entre banco e empresa um conjunto de informaACREFI

ções pode ser acumulado, através do contato contínuo que se estabelece durante a provisão de serviços financeiros ou operações de crédito. Este relacionamento permite diminuir o problema de informação assimétrica. A força do relacionamento entre a empresa e o sistema financeiro, medida pela sua duração, está associada, quase sempre, com condições de financiamento mais favoráveis em termos de taxas de juros mais baixas, menores exigências de garantias ou colateral e maior disponibilidade de fundos. Isto indica que o relacionamento entre cliente e banco parece ser um mecanismo eficiente de coleta de informação, sendo que a exploração do poder de mercado pelo monopólio da informação por parte dos bancos parece menos severo. Existem evidências também indicando que o efeito do relacionamento em melhorar as condições de financiamento das PMEs é mais pronunciado nas linhas de crédito específicas (exemplo: crédito à exportação), do que nos empréstimos ligados à transações esporádicas (crédito ao consumidor, por exemplo). É importante que o sistema financeiro saiba trabalhar de forma cada vez mais sofisticada as informações acumuladas no relacionamento com os clientes. Em resumo, o problema assimetria de informações presente no relacionamento entre as empresas e o sistema financeiro é consideravelmente mais severo nas PMEs do que nas grandes empresas, por razões estruturais inerentes ao funcionamento das PMEs. No caso brasileiro, este problema de opacidade das informações das PMEs é agravado pela informalidade sob a qual a maioria dessas empresas funcionam. Em muitos casos esta informalidade significa a própria sobrevivência da empresa. Nestas condições, o nível do risco dessas empresas se torna elevado, ou mesmo imensurável, ocasionando racionamento de crédito. Neste cenário, deve-se buscar formas de melhorar o fluxo de informações das PMEs de forma a tornar possível a avaliação do risco deste grupo de empresas

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“O problema assimetria de informações presente no relacionamento entre as empresas e o sistema financeiro é consideravelmente mais severo nas PMEs do que nas grandes empresas”


mercado de crédito

Rauf Tauile

CCB e outras medidas do Banco Central favorecem evolução de oferta de crédito

O

ano de 2004 caracterizou-se por um movimento intenso de recuperação do crédito direcionado à pessoa física. O crescimento da ordem de 23% em 2004 sobre 2003 no crédito livre para pessoa física teve por sua vez um impacto expressivo na formação do consumo das famílias, variável esta que representou a expressiva parcela 2,32% no crescimento de 5,2% do PIB em 2004. Toda esta evolução não aconteceu por acaso. Nos últimos anos, o Banco Central do Brasil vem implementando diversas medidas objetivando criar condições estruturais para a redução do spread bancário. Tais medidas associadas à Lei de Falências (antiga reivindicação dos bancos), efetivamente proporcionam um arcabouço institucional propício à oferta de crédito. Neste novo arcabouço institucional, diversas dimensões são contempladas: • Redução do Risco Jurídico e Desenvolvimento de Mercado Secundário de Crédito – criação da CCB – Cédula de Crédito Bancário, inicialmente através de Medida Provisória e posteriormente convertida na Lei nº 10.931, de agosto de 2004; • Negociação de Recebíveis – edição da Resolução nº 2.907, de 2001, dispondo sobre a constituição e o funcionamento de fundos de direi-

JORGE SANT’ANNA, SUPERINTENDENTE DE ENGENHARIA DE PRODUTOS DA CETIP

“A Cédula de Crédito Bancário (CCB) tem sido um dos principais elementos no esforço de redução do spread bancário”

de 2% de seus depósitos à vista para operações com o microcrédito. Entre as medidas acima descritas, a Cédula de Crédito Bancário tem sido um dos principais elementos no esforço de redução do spread bancário. A CCB como instrumento de crédito e captação tem ganhado cada vez mais popularidade entre as instituições financeiras.

tos creditórios e de fundos de aplicações em cotas de fundos de direitos creditórios; • Redução e Transferência dos Riscos de Crédito – regulamentação do uso do Derivativo de Crédito. Em janeiro de 2004, a CETIP passou a permitir o registro de operações de Credit Default Swap - Swap de Crédito; • Informações sobre o Crédito – implementação do SCR – Sistema de Informações de Crédito do Banco Central, em 2004, bem como maior divulgação dos benefícios da Central de Crédito criada em 1997; • Empréstimos com Consignação em Folhas de Pagamentos; • Redução do IOF (Imposto de Operações Financeiras) – o IOF foi reduzido de 6,0% ao ano para 1,5% ao ano em 1999; • Alteração dos Depósitos Compulsórios; • Operações de Microcrédito – em 2004, o Banco Central possibilitou às instituições financeiras a utilização

As principais características da Cédula de Crédito Bancário Criada através da Medida Provisória 1.925/99 e posteriormente transformada em Lei Nº 10.931, de agosto de 2004, a CCB evoluiu significativamente desde sua criação. A CCB é um título de crédito emitido por pessoa física ou jurídica, em favor de uma instituição financeira ou entidade equiparada, credora original da CCB, que significa promessa de pagamento em dinheiro, decorrente de operação de crédito de qualquer tipo. É um título executivo extrajudicial e representa dívida em dinheiro, certa, líquida e exigível, seja pela soma nela indicada, seja pelo saldo devedor demonstrado em planilha de cálculo, ou nos extratos de contacorrente, podendo ser emitida com ou sem garantia, fidejussória ou real, cedularmente constituída. Na Cédula de Crédito Bancário poderão ser pactuados os juros sobre a dívida, capitalizados ou não, bem

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FINANCEIRO


Divulgação

como as despesas e os demais encargos decorrentes da obrigação. A CCB é negociável através de operações de compra e venda final, bem como através de operações compromissadas. A negociação se dá de forma eletrônica, estando as Cédulas custodiadas na CETIP. Tal característica permite que as CCBs sejam um poderoso instrumento de criação de mercado secundário de crédito. O gráfico abaixo ilustra este processo. O volume de negociações no mercado secundário alcançou o pico de R$ 616 milhões em novembro de 2004. No entanto, em dezembro de 2004, sob o impacto da intervenção no Banco Santos, um dos primeiros bancos a empregar a CCB como forma de crédito, as operações no mercado secundário reduziram significativamente. Este movimento, no entanto, não se sustentou e atualmente os principais players do mercado de crédito se estruturam para a utilização das CCBs em larga escala. A CCB e suas aplicações Poucos instrumentos financeiros possuem um espectro tão amplo de aplicação. Do lado do varejo, a criação da

“Atualmente, os principais players do mercado de crédito se estruturam para a utilização das CCBs em larga escala” Cédula de Crédito Bancário veio ao encontro da necessidade premente e urgente de combater a insegurança e a instabilidade das decisões judiciais que fragilizam os vínculos contratuais, onde as instituições financeiras enfrentam a insistência dos devedores inadimplentes, tomadores de crédito, que postergam anos a fio as ações executivas sob a alegação de ausência de título executivo líquido, certo e exigível. Por outro lado, a possibilidade de negociação secundária através de uma operacionalização muito mais simples do que a tradicional “Cessão de Crédito” criou uma nova forma de captação para os operadores de crédito. No final de 2004, apenas 27% de todas CCBs registradas haviam permanecido na carteira dos registrado-

res, os 63% complementares haviam sido negociados predominantemente com Fundos de Investimento. O crédito em consignação em folha de pagamento que cresceu, segundo o Banco Central, 85% de janeiro a novembro de 2004, tem sido outro grande propulsor da utilização da CCB no crédito ao consumidor. Em 2004, bancos de médio porte realizaram vendas maciças de suas carteiras de crédito ao varejo para as grandes instituições financeiras. Em tais transações, tanto pelos aspectos operacionais, de compliance e de risco, a utilização da CCB torna-se um grande facilitador. O gráfico abaixo ilustra a evolução do estoque de CCB na CETIP. De todas as CCBs registradas em fevereiro de 2005 (algo próximo a 20.000 CCB´s), 92% correspondem a operações de crédito a pessoa física. As consultas e negócios em andamento sugerem um aumento acentuado na quantidade de CCBs emitidas nos próximos meses. A previsão da CETIP é que o estoque se multiplique por 10 até dezembro de 2005, na medida que as principais negociações passem a ser realizadas por intermédio de CCBs.

Negociação Secundária R$ milhões 700 600 500 400 300 200 100

ACREFI

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fev-05

dez-04

out-04

ago-04

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fev-04

dez-03

out-03

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fev-03

dez-02

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ago-02

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mercado de crédito Evolução do Estoque de CCB R$ milhões 2.000,00

25,000

1.800,00 1.600,00

20,000

1.400,00 1.200,00

15,000

1.000,00 800,00

10,000

600,00 5,000

400,00 200,00

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Dez-01

Dez-02 Valor Financeiro

Dez-03

Dez-04

Mar-05

Quantidade

Fonte: CETIP

No mercado de financiamento corporativo, as CCBs se transformaram em uma forma muito eficiente de captação. Novas formas de operações têm sido desenhadas permitindo que bancos médios estruturem verdadeiras operações de mercado de capitais. Operações envolvendo investidores qualificados, com risco avaliado por agências de rating e valores expressivos, são cada vez mais comuns. Aqui também as vantagens operacionais apresentadas pelas CCBs, aliadas a sua característica de negociabilidade, são fatores determinantes para sua utilização. As novidades da CCB na CETIP A partir de março, a CETIP tem disponibilizado, a pedido das instituições financeiras, novas funcionalidades para o registro de CCB – Cédula de Crédito Bancário. Entre as novidades, estão a possibilidade de troca de Registrador e/ou Custodiante de CCB e o registro, para CCBs coobrigadas, com quantidade maior que um. Antes o registro era feito apenas com quantidade unitária. Uma outra funcionalidade criada permitirá o registro de CCB com fluxos

“Operações envolvendo investidores qualificados, com risco avaliado por agências de rating e valores expressivos, são cada vez mais comuns” de pagamentos não periódicos, onde o Registrador poderá, a seu critério, determinar as datas em que ocorrerão as liquidações financeiras de cada evento. Nas datas indicadas, o sistema gerará, automaticamente, uma operação de Pagamento de Rendimento para o detentor da cédula. Os eventos de Pagamentos de Rendimento poderão substituir os atuais pagamentos de juros e amortização, e o Registrador ainda poderá escolher se estes serão pré ou pósfixados. Na hipótese de serem préfixados, o Registrador deverá informar, no próprio sistema, o valor de cada evento na data de registro

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da CCB. Sendo pós-fixados, o valor deverá ser informado até o dia útil imediatamente anterior à data de liquidação dos eventos. A Cédula de Crédito Bancário tem se desenvolvido de maneira surpreendente e resistido até mesmo às crises recentes ocorridas no mercado financeiro nacional. Os volumes são crescentes e sua adesão tem sido cada vez maior por instituições financeiras de todos os portes. A CETIP, Câmara responsável pelo registro, custódia, liquidação e negociação das CCBs, tem aprimorado seus sistemas para que estes suportem e fomentem o seu desenvolvimento. Como dito anteriormente, poucos instrumentos possuem tal amplitude de utilização e cabe aos diversos agentes de mercado conduzirem a sua utilização no sentido do desenvolvimento do mercado de crédito no Brasil. Nunca é demais lembrar que este mercado ainda é restrito, apresentando patamares de custo extremamente altos e prazos médios relativamente curtos, quando comparados aos parâmetros internacionais FINANCEIRO


análise setorial

PROF. DR. ALBERTO BORGES MATIAS, DIRETOR DA ABM CONSULTING

A

destinadas à pessoa A inadimplência vem física, os saldos com caindo, tanto em atrasos entre 15 e 90 dias represen- operações de crédito para tam 9,1% do total, pessoa física quanto em e os atrasos acima de 90 dias, 8,6%. A operações destinadas à variação mensal da pessoa jurídica inadimplência foi de 1 p.p para os atrasos entre 15 e 90 dias e 0,2 p.p para os atrasos maiores que 90 dias. Já em relação a fevereiro de 2004, os atrasos entre 15 e 90 dias aumentaram 1,5 p.p, e os atrasos maiores que 90 dias recuaram 1,1 p.p. De uma maneira geral, a inadimplência vem caindo, tanto em operações de crédito para pessoa física quanto em operações destinadas à pessoa jurídica. Consumidores e empresas estão com maiores condições de honrarem seus compromissos, investirem, irem às compras. E a sensível melhora na economia do Brasil tem contribuído para isso. Além disso, a adoção de medidas pelo governo federal, como o projeto de lei que cria o chamado cadastro positivo, irão auxiliar na melhora das condições do mercado de crédito no país. O cadastro positivo irá reunir as informações dos “bons pagadores”, e deverá substituir o cadastro negativo, que reúne informações de clientes considerados “mal pagadores” e, portanto, mais arriscados. No banco de dados desse novo cadastro, estarão informações relevantes de empresas e consumidores, tais como nível de endividamento, taxas de juros praticadas, pontualidade no pagamento. Dessa maneira, com essa nova medida, instituições pretendem diminuir o risco de crédito, os índices de inadimplência, e por conseqüência, cobrar juros um pouco menores que os praticados atualmente. O comportamento positivo da inadimplência, impulsionado pela melhora nos indicadores macroeconômicos e por meios mais efetivos de gerenciamento do risco de crédito, será mais um fator relevante para tornar melhor, tanto para as instituições quanto para os consumidores, as relações envolvendo o crédito no país

o determinar as taxas de juros de cada modalidade de crédito, as instituições financeiras se utilizam, além de outras variáveis, do risco de inadimplência de cada operação. Dessa maneira, se uma operação apresentar um risco de inadimplência maior, esse risco terá um peso maior na formação da taxa de juros que será cobrada por essa operação. Teoricamente, uma modalidade de crédito em que a probabilidade de o tomador não honrar seus compromissos é maior, terá uma taxa de juros também maior. Segundo os números publicados pelo Banco Central, a inadimplência total (considerando todas as faixas de atraso) registrada em fevereiro, para operações destinadas a pessoas jurídicas foi de 3,6%, mesmo valor do mês de janeiro e 0,9 p.p. menor que em fevereiro de 2004. Já a inadimplência total para operações de crédito destinadas à pessoa física foi de 12,4% em fevereiro. Em relação ao mês anterior, esse número também não se alterou, mas se considerarmos a variação de 12 meses, a inadimplência teve uma queda de 1,8 ponto percentual. Entre as principais modalidades de crédito à pessoa física, o Cheque Especial, historicamente a modalidade mais cara para o consumidor, apresenta em fevereiro uma inadimplência de 2,4%, considerando um atraso entre 15 e 90 dias, e de 5% em atrasos acima de 90 dias. No Crédito Pessoal, os saldos com atrasos entre 15 e 90 dias representam 5,3% do saldo total em fevereiro, aumento de 0,1 ponto percentual em relação a janeiro e queda de 0,7 ponto percentual em relação a fevereiro de 2004. Já os saldos com atrasos maiores que 90 dias registraram 5,7%, valor que é 0,2 p.p menor que em janeiro e 2,2 p.p menor que em fevereiro de 2004. Na Aquisição de Veículos, em relação ao saldo total dessa modalidade, os atrasos entre 15 e 90 dias representavam 6%, enquanto os atrasos acima de 90 dias representavam 2%. Em relação ao mês anterior, houve um aumento de 0,2 p.p nos atrasos entre 15 e 90 dias, e os atrasos acima de 90 dias permaneceram inalterados. Já em relação a fevereiro de 2004, tanto os atrasos entre 15 e 90 dias, quanto os atrasos acima de 90 dias recuaram 1,2 p.p. Na Aquisição de Outros Bens, que historicamente possui a maior inadimplência entre as modalidades ACREFI

Colaborou o Analista Financeiro Antônio Carlos Carvalho Filho

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Divulgação Divulgação

Riscos interferem em taxas de juros do mercado de crédito


artigo

Fernanda Cruz Perrone

As taxas de juros praticadas no Brasil

Enquanto quem toma empréstimos há de lutar por custos mínimos de absorção, quem repassa recursos há de buscar taxas altas para remunerar bem seu capital

PROFESSOR ISTVAN KASZNAR, PhD, CONSELHEIRO ECONÔMICO DA ACREFI

A

taxa de juro praticada no Brasil vem ganhando os holofotes da imprensa e da televisão. Não saem mais do noticiário diário. Tornaram-se assunto obrigatório das rodas sociais e dos acalorados debates populares nos bares de esquina. E envolvem intermináveis discussões entre as autoridades públicas e os empresários. Certamente, há boas razões para que esta discussão persista. Afinal de contas, desde novembro do ano 2.004, o Brasil pratica as taxas de juros reais mais altas do planeta, o que é contraproducente para um país que ambiciona estabilizar-se do ponto de vista macroeconômico e desenvolver-se, gerando renda crescente e permanente para a sua grande população. A taxa de juro pode ser analisada por vários ângulos. Os dois mais importantes são parte da mesma peça: o ângulo do custo e o da rentabilidade. Isto é, o que é o custo de tomar empréstimo por um agente econômico, pode ser visto como um retorno por outro, que é o credor. E enquanto quem toma empréstimos há de lutar por custos mínimos de absorção, quem repassa recursos há de buscar taxas altas para remunerar bem seu capital. Assim, como um agente devedor,

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que gira uma dívida mobiliária pública que em maio de 2.005 beirou um trilhão de reais, o Estado precisa controlar o crescente tamanho deste passivo, que implica no pagamento ascendente de juros. Estes juros, ao montarem 173 bilhões de reais anualizados no mesmo mês de maio, representam uma saída de caixa formidável, gigantesca e sobretudo indigesta, para a combalida máquina produtiva pública e para o esfolado contribuinte nacional. O que sobra de recursos arrecadados para pagar pessoal e encargos sociais, transferências a estados e municípios, fornecedores, aluguéis e sobretudo investimentos, que propagam e firmam o desenvolvimento, é cada vez menos e submetido ao desgastante exercício de contingenciamento, adiamento ou simples congelamento de pagamento. Simultaneamente, o Estado, que é o maior tomador de recursos, através do Tesouro Nacional, responsável pela dívida interna e externa pública, exerce por meio do Banco Central a política monetária, por sua vez determinante do nível e da rota de evolução das taxas de juros. Evidentemente, os aplicadores querem maximizar a rentabilidade de seu capital. Sucede que taxas FINANCEIRO


Luiz Carlos Casagrande

altas demais têm um limite, posto que podem inibir e inviabilizar os tomadores. Portanto, sentindo a temperatura e o movimento da economia, com seu presente e seu futuro desejáveis, cabe ao Bacen definir a oferta, a expansão ou a retração da massa monetária a girar pelo sistema econômico. E desde o início de 2.003, ele deixou bem claro que sua opção é minimizar a taxa de inflação, vale dizer, contrair a oferta de moeda a padrões rigorosos. Isto tende a aumentar as taxas de juros do SELIC, que definem o patamar sobre o qual se referenciam outras taxas de juros. A qualquer sinal de aumento da inflação, ou havendo ameaça de seu aparecimento, as autoridades têm aumentado a taxa de juros. Seria esta uma medida acertada? Posto que se pratica uma taxa que é recorde mundial, e o crescimento mostra-se medíocre há décadas, a resposta é não. Até porque os repiques inflacionários mais recentes, que levam o IGP-M a patamares de 0,9% mensais, devem-se a aumentos pontuais de preços de bens tais como o petróleo importado, que não é afetado pela política monetária brasileira. Insistir com taxas de juros proibitivas, que representam custos aos tomadores, é o mesmo que incentivar o desinvestimento; a postergação de investimentos e reivestimentos; o adiamento do consumo pelo crediário; e o aperto dos cintos dos compradores domésticos. E nesta seqüência, a queda no volume de demanda resolve-se na ótica empresarial, para não se perderem economias de escala, por meio de exportações crescentes. Sucede que por um período de tempo limitado e bem definido, as taxas de juros podem ser bem altas, para inibir o movimento de consumo privado. Espera-se que então os preços venham a cair, gerando uma inflação em queda. Mas esta punição sobre as famílias e a iniciativa privada não pode prolongar-se ACREFI

indefinidamente, nem eternamente, sob pena de gerar prejuízos sociais e econômicos crescentes. Quanto mais, quando ao mesmo tempo sufocam-se as empresas, que vendem menos e pagam mais impostos. Empresas sufocadas produzem menos, tornam-se ineficientes, caem em deseconomias de escala e voltam a aumentar seus preços, com o que a inflação pode retornar. Os vícios deste sistema intoxicam a economia e tornam-na cada vez menos atraente e viável aos olhos dos investidores. É preciso voltar a atenção para a massa de gasto público e ordená-la, mantendo os dispêndios social e economicamente justifi cáveis, escalando uma linha de prioridades para o Estado e exigindo-se uma responsabilidade fi scal efetiva. Aonde não se demanda o Estado e ele possa ter suas atividades técnicas, administrativas, burocráticas e funcionais aliviadas, que se faça uma reforma. E aonde se possa investir em atividades propagadoras de renda e de riqueza, com efeitos sociais comprovados, que se concentrem os recursos públicos. Medidas seletivas, de ordenação do gasto público, de limitação do custeio a um valor máximo das receitas públicas e de avaliação da produtividade do uso do capital nas mãos do Estado, são fundamentais, para evitar-se a gastança desordenada, desvinculada de compromissos de produtividade e que gera uma componente fixa e perene de gastos. Ademais, por meio do Banco Central, cabe revisar as políticas afeitas à adoção de reservas compulsórias sobre depósitos à vista e a prazo. E ao mesmo tempo, precisa-se revisar a obrigatoriedade de aplicar-se em títulos públicos, o que forma uma poupança forçada de tamanho descomunal na mão do Estado, a seu favor, sem questionamentos, reduzindo os graus de liberdade dos aplicadores e tornando o Sistema Financeiro imperfeito. As reservas compulsórias deixaram um volume de crédito livre que mal

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A qualquer sinal de aumento da inflação, ou havendo ameaça de seu aparecimento, as autoridades têm aumentado a taxa de juros

montava a 22% da massa de empréstimos dada pelo sistema monetário brasileiro em abril de 2.005. E muito embora os créditos tivessem crescido para R$ 500 bilhões, aproximadamente, seu valor sequer alcançava os 30% do PIB, o que configura um país no qual o mercado de crédito é pequeno e tímido. Para aliviar a falta de dinheiro e dar um tom de leveza aparente aos tomadores de capital, o governo vem usando pequenas medidas e ações corretas de aperfeiçoamento complementar de liberação de crédito. O melhor exemplo destas medidas é a liberação de linhas de crédito à pequena e micro empresa, através dos bancos populares, que até abril de 2.005 sequer representavam 1% dos empréstimos liberados. E cabe como ação correta o crédito à pessoa física, garantido por salários, na iniciativa privada. O desafio econômico que recai sobre a administração pública geradora de equilíbrio na macro-conta do Estado, é que estas medidas, embora boas e qualificadas, são de porte pequeno, logo de fôlego curto e sem influência sobre as taxas SELIC. Logo, cabe à autoridade, comprovadamente corajosa e ortodoxa até agora em sua política monetária, passar do controle monetário para o desafogo dos compulsórios monetários e para uma verdadeira reforma fiscal, onde a seletividade do gasto e sobretudo a revisão das necessidades de gastar-se em contas e métodos velhos fazem-se necessárias


26º

XXVI Congresso Acrefi Tempo de Crescer

22 a 25 de Setembro de 2005 Hotel Sofitel - Rio de Janeiro

Inscrições

Início: 25 maio 2005 - Encerramento: 02 setembro 2005

Congresso com hospedagem Associados Acrefi Até 30/06/05 31/07/05 31/08/05

Valor à vista R$3.400,00 R$3.600,00 R$3.800,00

Valor (em 4 vezes) R$3.600,00 R$3.800,00 R$4.000,00

30/06/05 31/07/05 31/08/05

Tel: 11 3812 1985 / 3813 8896 - Fax: 11 3815 2285 Contato: Maria Alcina/ Roseli E-mail: alcina@paradigmaeventos.com.br

Passagens: Fiel Tours

Não Associados Até

As inscrições devem ser feitas somente com: Paradigma

Valor à vista R$3.800,00 R$4.000,00 R$4.200,00

Valor (em 4 vezes/boleto) R$4.000,00 R$4.200,00 R$4.400,00

Pacote Corporativo Valor: R$ 3.000,00 à vista (mínimo de 5 inscrições)

Tel: 11 3258 1804 - Fax: 11 3237 2288 Contato: Elias Latuf/Marines Botter E-mail: elias@fieltours.com.br marines@fieltours.com.br

Mais informações em www.acrefi.org.br


Reserve esta data na sua agenda para o principal evento do segmento de Crédito e Financiamentos Venha participar do XXVI Congresso da ACREFI Veja com quem você estará debatendo:

• Perspectiva econômica para 2006 Delfim Netto • Cenário Político e seus reflexos no crescimento econômico Bolívar Lamounier Dora Kramer • Perspectiva do mercado de crédito Michel Klein Joelmir Beting • O Brasil e o cenário internacional José Roberto Mendonça de Barros Gustavo Loyola

Organização e coordenação:

Tamer Comunicação Empresarial Tel: 11 3031 2388 E-mail: sonia@tamer.com.br Site: www.tamer.com.br

Realização

Regina Faconti Tel: 11 3031 7717 E-mail: rfaconti@uol.com.br Site: www.rfassessoria.com.br

ACREFI - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DAS INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO

Rogério Reis/Pulsar Imagens

• A economia mundial e seus efeitos sobre o Brasil José Alexandre Scheinkman (Convidado internacional)


Mais negócios viabilizaram mais investimentos em 2004

Fábio Moreira Salles

crédito

LAÉRCIO DE OLIVEIRA, DIRETOR DE PRODUTOS DA SERASA

E

studo elaborado pela Serasa revelou que o crescimento dos negócios, aliado aos lucros estáveis, viabilizou a realização de maiores investimentos em ativos fixos em 2004. A base do estudo é uma amostra de 1.500 demonstrativos contábeis de empresas brasileiras cadastrados na base de dados da empresa até fevereiro último. Para a elaboração do estudo foram utilizados demonstrativos tanto de empresas de capital aberto como de capital fechado, de grande, médio e pequeno porte, dos três setores da economia, indústria, comércio e serviços, com uma amostra de 500 demonstrativos de cada um. Passadas as incertezas do período eleitoral (fim de 2002), a economia brasileira começou a apresentar sinais de melhora, que vêm se estendendo até os dias atuais. Nesse contexto, as empresas do estudo, cujo faturamento de 2003 já havia evoluído 2,1% em relação a 2002, apresentaram evolução em 2004 da ordem de 8,2% em relação a 2003, motivada pela ampliação dos negócios no ano. A rentabilidade que se manteve estável, em torno de 9,5% em 2003 e 2004, apresentou crescimento, se comparada a 2002, quando o câmbio elevado e os juros altos comprometeram os resultados. Mesmo com o endividamento em queda, o volume de investimentos em ativos fixos, tais como máquinas, equipamentos, novas tecnologias e automação, passou a representar 5,3% do faturamento de 2004, ante 3,2% em 2003, apresentando crescimento de 80% em 2004.

2004, contra 4,6% em 2003, e ainda Quando analisados isoladamente, obteve a maior rentabilidade, pascada um dos setores apresentou desemsando de 7,2%, em 2002, para 11,4%, penho distinto. O comércio é o segem média, nos dois últimos anos. Com mento que apresentou o maior cresciuma geração de lucro 58% superior, mento no faturamento em função da foi possível proporcionar uma redurealização de mais negócios no último ção significativa no período. E a evoluendividamento, pasção do seu faturasando de 140% do mento, que apresen- O setor de serviços patrimônio líquido, tou queda de 0,8% apresentou o maior em 2002, para 106% em 2003 sobre 2002, em 2004 e, ainda, teve um crescimento volume de ampliar os investide 9,7% em 2004 investimentos em mentos em ativos sobre 2003. Esse desempe- ativos fixos no período fixos, que eram equivalentes a 3,1% do nho do comércio faturamento em 2003 e passaram está fortemente influenciado pelos para 5,5% em 2004, mostrando crescisegmentos de produtos alimentícios e mento de 93% em 2004. bebidas, os quais foram beneficiados Os resultados da indústria foram pela melhora no nível de emprego, fortemente influenciados pelos setoprincipalmente a partir do segundo res químico e petroquímico, em funsemestre do ano, fato que também ção do aumento da demanda interna, influenciou o comércio de veículos e incremento das exportações e equipapeças, cuja evolução das vendas conração dos preços internos aos praticatou ainda com a maior disponibilidos no mercado internacional, e pelo dade de crédito e lançamento dos setor de industrialização de carnes e modelos bicombustível. Mesmo com a pescados, que foi beneficiado pelo melhora no nível de emprego, a renda câmbio favorável no primeiro semesainda continuou comprimida e, dessa tre de 2004 e pela alta das cotações da forma, a margem obtida não aprecarne no mercado internacional, favosentou incremento significativo, visto recendo as exportações. que o comércio não teve espaço para O setor de serviços apresentou o expansão de preços. O comércio foi maior volume de investimentos em o segmento que apresentou o menor ativos fixos no período, que equivavolume investido, em média 1,3% em lia a 5,1% do faturamento em 2003 relação ao faturamento nestes dois e passou para 8,5% do faturamento últimos anos, tendo queda de 1% no de 2004, crescendo 76% no ano. Este volume investido em 2004 contra o desempenho foi fortemente impacinvestido em 2003. tado pelo setor de telefonia celular A indústria foi o único segmento e pelo setor de distribuição de enerda amostra que experimentou cresgia elétrica cimento de faturamento de 9% em

18

FINANCEIRO


banco de dados por ABM Consulting TAXAS MÉDIAS GERAL DATA

Aplicações % a.a.

Var. p.p.

Captações % a.a.

Var. p.p.

Spread % p.p.

Var. p.p. -0,5

abr/04

44,7

-0,6

15,7

-0,1

29,0

mai/04

44,2

-0,5

17,0

1,3

27,2

-1,8

jun/04

44,0

-0,2

17,0

0,0

27,0

-0,2 0,2

jul/04

43,9

-0,1

16,7

-0,3

27,2

ago/04

43,9

0,0

16,4

-0,3

27,5

0,3

set/04

45,1

1,2

17,4

1,0

27,7

0,2

out/04

45,6

0,5

17,5

0,1

28,1

0,4

nov/04

45,7

0,1

17,9

0,4

27,8

-0,3

dez/04

45,0

-0,7

17,8

-0,1

27,2

-0,6

jan/05

46,8

1,8

18,3

0,5

28,5

1,3

fev/05

47,5

0,7

18,8

0,5

28,7

0,2

mar/05

47,8

0,3

19,0

0,2

28,8

0,1

Variação mar-mar

2,5

3,2

-0,7

Fonte: Banco Central do Brasil/ABM Consulting

PESSOA FÍSICA DATA

Aplicações % a.a.

Var. p.p.

Captações % a.a.

Var. p.p.

Spread % p.p.

Var. p.p. -0,7

abr/04

63,3

-0,7

15,4

0

47,9

mai/04

62,4

-0,9

17,2

1,8

45,2

-2,7

jun/04

62,4

0,0

17,4

0,2

45,0

-0,2

jul/04

62,0

-0,4

16,7

-0,7

45,3

0,3

ago/04

63,1

1,1

17,4

0,7

45,7

0,4

set/04

63,2

0,1

17,5

0,1

45,7

0,0

out/04

63,2

0,0

17,3

-0,2

45,9

0,2

nov/04

63,4

0,2

17,8

0,5

45,6

-0,3

dez/04

61,5

-1,9

17,6

-0,2

43,9

-1,7

jan/05

63,4

1,9

18,2

0,6

45,2

1,3

fev/05

64,0

0,6

18,6

0,4

45,4

0,2

mar/05

64,0

0,0

18,7

0,1

45,3

-0,1

Variação mar-mar

0,0

3,3

-3,3

Fonte: Banco Central do Brasil/ABM Consulting

PESSOA JURÍDICA DATA

Aplicações % a.a.

Var. p.p.

Captações % a.a.

Var. p.p.

Spread % p.p.

Var. p.p.

abr/04

29,9

-0,5

15,9

-0,1

14,0

-0,4

mai/04

30,0

0,1

16,9

1,0

13,1

-0,9

jun/04

29,7

-0,3

16,7

-0,2

13,0

-0,1

jul/04

29,7

0,0

16,6

-0,1

13,1

0,1

ago/04

28,8

-0,9

15,7

-0,9

13,1

0,0

set/04

30,4

1,6

17,3

1,6

13,1

0,0

out/04

31,1

0,7

17,6

0,3

13,5

0,4

nov/04

30,9

-0,2

18,0

0,4

12,9

-0,6

dez/04

31,0

0,1

18,0

0,0

13,0

0,1

jan/05

32,2

1,2

18,3

0,3

13,9

0,9

fev/05

32,4

0,2

18,9

0,6

13,5

-0,4

mar/05

32,9

0,5

19,2

0,3

13,7

0,2

Variação mar-mar

2,5

3,2

Fonte: Banco Central do Brasil/ABM Consulting

ACREFI

19

-0,7


banco de dados por ABM Consulting JUROS E SPREAD BANCÁRIO

CRÉDITO PESSOA FÍSICA CRÉDITO PESSOAL Taxa

Volume 50,0 47,5 45,0 42,5 40,0 37,5 35,0 32,5 30,0 27,5 25,0 22,5 20,0 17,5 15,0

77

55000

76

50000

75

SPREAD

45000

74

40000

73 72

Aplicações

71 70

30000

mar/05

fev/05

jan/05

dez/04

nov/04

out/04

set/04

ago/04

jul/04

jun/04

abr/04

mai/04

35000

mar abr mai jun 04 04 04 04

Captações

jul ago set out nov dez jan fev mar 04 04 04 04 04 04 05 05 05

Volume

Taxa de Juros

VOLUME DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO - PESSOA FÍSICA - PREFIXADOS (R$ milhões) MÊS/ANO

abr/04 mai/04 jun/04 jul/04 ago/04 set/04 out/04 nov/04 dez/04 jan/05 fev/05 mar/05

AQUISIÇÃO DE BENS

CRÉDITO PESSOAL

VARIAÇÃO EM %

Veículos

Variação

Outros

Variação

OUTRAS OPERAÇÕES

VARIAÇÃO EM %

TOTAL

VARIAÇÃO EM %

34.481 35.740 36.715 37.677 38.712 39.888 41.353 42.439 43.423 44.781 46.675 49.465

3,89% 3,65% 2,73% 2,62% 2,75% 3,04% 3,67% 2,62% 2,32% 3,13% 4,23% 5,98%

32.550 33.106 33.591 34.126 34.740 35.383 35.573 36.754 38.065 38.855 39.340 40.296

1,59% 1,71% 1,47% 1,59% 1,80% 1,85% 0,54% 3,32% 3,57% 2,07% 1,25% 2,43%

5.388 5.537 5.599 5.750 5.925 6.179 6.639 6.840 7.225 7.375 7.313 7.369

1,10% 2,76% 1,13% 2,68% 3,05% 4,29% 7,45% 3,02% 5,62% 2,08% -0,83% 0,76%

5.302 5.417 5.385 5.331 5.400 5.495 5.559 5.625 5.471 5.621 5.834 6.177

2,23% 2,17% -0,59% -1,01% 1,31% 1,76% 1,17% 1,18% -2,74% 2,74% 3,78% 5,89%

95.967 98.249 99.986 101.362 104.057 106.539 108.478 112.358 113.272 116.987 120.745 124.917

2,27% 2,38% 1,77% 1,38% 2,66% 2,39% 1,82% 3,58% 0,81% 3,28% 3,21% 3,46%

Fonte: Banco Central do Brasil/ABM Consulting

TAXAS DE JUROS PREFIXADOS - PESSOA FÍSICA (R$ milhões) CRÉDITO PESSOAL SALDO TOTAL

AQUISIÇÃO DE BENS - VEÍCULOS

TAXAS DE JUROS

SALDO TOTAL

% Variação % Variação MÊS/ANO R$ milhões a.m. p.p a.a. p.p abr/04 mai/04 jun/04 jul/04 ago/04 set/04 out/04 nov/04 dez/04 jan/05 fev/05 mar/05

34.481 35.740 36.715 37.677 38.715 39.888 41.353 42.439 43.423 44.781 46.675 49.465

4,79 4,66 4,62 4,61 4,71 4,72 4,71 4,71 4,56 4,75 4,79 4,74

-0,06 -0,13 -0,04 -0,01 0,11 0,01 -0,01 0,00 -0,15 0,19 0,04 -0,04

75,30 72,70 71,90 71,70 73,80 73,90 73,80 73,80 70,80 74,50 75,30 74,40

-1,20 -2,60 -0,80 -0,20 2,10 0,10 -0,10 0,00 -3,00 3,70 0,80 -0,90

R$ milhões 32.550 33.106 33.591 34.126 34.828 35.383 35.573 36.754 38.065 38.855 39.340 40.296

TAXAS DE JUROS % Variação a.m. p.p 2,53 2,55 2,61 2,60 2,61 2,58 2,57 2,57 2,57 2,63 2,61 2,64

-0,01 0,02 0,06 -0,01 0,01 -0,04 -0,01 0,00 0,00 0,06 -0,02 0,03

SALDO TOTAL

% Variação a.a. p.p 35,00 35,30 36,30 36,10 36,30 35,70 35,60 35,60 35,60 36,50 36,20 36,70

AQUISIÇÃO DE BENS - OUTROS

-0,10 0,30 1,00 -0,20 0,20 -0,60 -0,10 0,00 0,00 0,90 -0,30 0,50

R$ milhões 5.388 5.537 5.599 5.750 5.921 6.179 6.639 6.840 7.225 7.375 7.313 7.369

TAXAS DE JUROS % Variação a.m. p.p 4,11 3,99 3,96 3,91 3,93 4,03 4,07 4,13 4,36 4,24 4,19 4,12

-0,06 -0,19 -0,04 -0,08 0,02 0,10 0,04 0,06 0,23 -0,13 -0,04 -0,07

% a.a.

Variação p.p

62,20 59,90 59,40 58,50 58,80 60,60 61,40 62,50 66,90 64,50 63,70 62,40

-0,70 -2,30 -0,50 -0,90 0,30 1,80 0,80 1,10 4,40 -2,40 -0,80 -1,30

Fonte: Banco Central do Brasil/ABM Consulting

20

FINANCEIRO


VOLUME DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO - CRÉDITO CONSIGNADO MÊS/ANO

CRÉDITO PESSOAL MERCADO

CRÉDITO PESSOAL AMOSTRA*

Públicos

Privados

Total

34.481 35.740 36.715 37.677 38.712 39.888 41.353 42.439 43.423 44.781 46.675 49.465

27.730 28.748 29.457 30.202 30.985 31.925 33.178 33.881 34.721 35.522 36.921 39.126

7.015 7.135 7.528 8.072 8.406 8.912 9.581 10.077 10.742 11.080 11.953 13.218

832 965 1.135 1.316 1.475 1.603 1.717 1.817 1.869 1.969 2.065 2.203

7.847 8.101 8.664 9.388 9.881 10.515 11.297 11.893 12.611 13.049 14.018 15.421

49,03%

46,04%

97,19%

219,93%

108,63%

abr/04 mai/04 jun/04 jul/04 ago/04 set/04 out/04 nov/04 dez/04 jan/05 fev/05 mar/05 Var. mar-mar

CONSIGNADO

% CONSIGNADO**

TAXA DE JUROS % aa Consignado

Pessoal

Diferencial***

38,81 38,98 38,61 38,32 38,54 38,95 39,22 38,55 39,19 38,90 37,43 37,11

75,30 72,70 71,90 71,70 73,80 73,90 73,80 73,80 70,80 74,54 75,27 74,41

36,49 33,72 33,29 33,38 35,26 34,95 34,58 35,25 31,61 35,64 37,84 37,30

28,30% 28,18% 29,41% 31,09% 31,89% 32,94% 34,05% 35,10% 36,32% 36,74% 37,97% 39,41%

FONTE: ABM Consulting / BC * Pesquisa com treze das maiores instituições que operam com crédito pessoal. ** Total consignado sobre o total de crédito pessoal da amostra *** Taxa Crédito Pessoal de Mercado - Taxa de Consignado.

INADIMPLÊNCIA - OPERAÇÕES PREFIXADAS CRÉDITO PESSOAL (R$ mil)

Mês/Ano

Saldo sem atraso

Com atraso de 15 a 30 dias

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso de 31 a 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso maior que 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Saldo total CarteiraBrasil

Variação em %

abr/04 mai/04 jun/04 jul/04 ago/04 set/04 out/04 nov/04 dez/04 jan/05 fev/05 mar/05

29.600.772 30.842.592 31.874.938 32.846.771 33.605.016 34.395.189 36.330.048 36.429.717 38.174.691 39.269.395 40.898.232 43.271.115

950.333 874.484 998.004 979.871 1.269.799 1.603.160 1.071.229 1.854.350 910.690 1.081.995 1.113.012 1.281.526

2,76% 2,45% 2,72% 2,60% 3,28% 4,02% 2,59% 4,37% 2,10% 2,42% 2,38% 2,59%

1.088.846 1.136.548 1.040.267 1.014.235 1.048.360 1.123.560 1.150.369 1.347.591 1.241.283 1.220.396 1.349.410 1.452.246

3,16% 3,18% 2,83% 2,69% 2,71% 2,82% 2,78% 3,18% 2,86% 2,73% 2,89% 2,94%

2.192.235 2.269.154 2.250.929 2.337.093 2.333.029 2.358.439 2.444.849 2.478.395 2.490.724 2.597.523 2.649.416 2.839.059

6,36% 6,35% 6,13% 6,20% 6,03% 5,91% 5,91% 5,84% 5,74% 5,80% 5,68% 5,74%

34.481.073 35.739.766 36.715.137 37.676.568 38.712.343 39.888.408 41.353.350 42.438.810 43.422.690 44.781.159 46.675.016 49.464.891

3,89% 3,65% 2,73% 2,62% 2,75% 3,04% 3,67% 2,62% 2,32% 3,13% 4,23% 5,98%

Fonte: Banco Central do Brasil/ABM Consulting

AQUISIÇÃO DE BENS - VEÍCULOS (R$ mil)

Mês/Ano

abr/04 mai/04 jun/04 jul/04 ago/04 set/04 out/04 nov/04 dez/04 jan/05 fev/05 mar/05

Saldo

Com atraso

sem atraso

de 15 a 30 dias

29.160.974 29.719.227 30.333.668 30.927.564 31.647.980 32.105.124 32.340.462 33.650.225 35.183.751 35.794.379 36.219.687 36.940.589

1.207.718 1.271.432 1.205.501 1.199.259 1.197.763 1.266.622 1.217.895 1.177.013 1.123.870 1.243.330 1.183.837 1.386.913

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso de 31 a 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso maior que 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Saldo total CarteiraBrasil

Variação em %

3,71% 3,84% 3,59% 3,51% 3,45% 3,58% 3,42% 3,20% 2,95% 3,20% 3,01% 3,44%

1.195.775 1.138.068 1.106.926 1.039.556 1.007.462 1.136.700 1.089.188 1.100.391 954.090 1.025.747 1.156.706 1.207.648

3,67% 3,44% 3,30% 3,05% 2,90% 3,21% 3,06% 2,99% 2,51% 2,64% 2,94% 3,00%

981.899 973.258 941.782 960.569 883.791 871.118 922.225 823.190 800.832 788.925 776.871 758.057

3,02% 2,94% 2,80% 2,81% 2,54% 2,46% 2,59% 2,24% 2,10% 2,03% 1,97% 1,88%

32.549.853 33.105.519 33.591.319 34.125.996 34.740.423 35.382.584 35.572.761 36.753.547 38.065.281 38.855.103 39.339.842 40.295.945

1,59% 1,71% 1,47% 1,59% 1,80% 1,85% 0,54% 3,32% 3,57% 2,07% 1,25% 2,43%

Fonte: Banco Central do Brasil/ABM Consulting

ACREFI

21


banco de dados por ABM Consulting INADIMPLÊNCIA - OPERAÇÕES PREFIXADAS AQUISIÇÃO DE BENS - OUTROS (R$ mil)

Mê s/Ano

Saldo sem atraso

Com atraso de 15 a 30 dias

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso de 31 a 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso maior que 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Saldo total CarteiraBrasil

Variação em %

abr/04 mai/04 jun/04 jul/04 ago/04 set/04 out/04 nov/04 dez/04 jan/05 fev/05 mar/05

4.357.391 4.485.011 4.561.384 4.707.381 4.877.281 5.036.740 5.472.671 5.650.757 6.105.428 6.147.604 5.990.515 6.072.308

231.610 224.733 226.935 232.066 235.179 263.115 263.448 266.926 247.018 323.728 325.200 319.735

4,30% 4,06% 4,05% 4,04% 3,97% 4,26% 3,97% 3,90% 3,42% 4,39% 4,45% 4,34%

269.650 256.197 249.029 237.290 234.775 261.585 272.977 287.900 246.571 275.200 354.267 370.525

5,00% 4,63% 4,45% 4,13% 3,96% 4,23% 4,11% 4,21% 3,41% 3,73% 4,84% 5,03%

520.305 561.445 552.488 563.322 568.248 608.388 621.100 625.283 616.087 618.340 633.331 596.548

9,66% 10,14% 9,87% 9,80% 9,59% 9,85% 9,35% 9,14% 8,53% 8,38% 8,66% 8,10%

5.388.292 5.536.836 5.599.317 5.749.605 5.924.969 6.179.110 6.639.404 6.840.214 7.224.939 7.374.918 7.313.439 7.369.089

1,10% 2,76% 1,13% 2,68% 3,05% 4,29% 7,45% 3,02% 5,62% 2,08% -0,83% 0,76%

Fonte: Banco Central do Brasil/ ABM Consulting

INADIMPLÊNCIA - AQUISIÇÃO OUTROS BENS - PREFIXADO Março/2005 (em R$ mil)

INADIMPLÊNCIA - CRÉDITO PESSOAL - PREFIXADO Março/2005 (em R$ mil) Atraso de 15 a 30 dias 1.281.526

Atraso de 15 a 30 dias 319.735

23,0% Atraso de mais de 90 dias 2.839.059

24,8% Atraso de mais de 90 dias 596.548

50,9% 26,1%

Atraso de 31 a 90 dias 1.452.246

16,3% Atraso de mais de 90 dias 741.804

41,4% Atraso de 31 a 90 dias 1.207.648

Atraso de 31 a 90 dias 370.525

15 a 30 dias 226.383

Atraso de 15 a 30 dias 1.386.913

22,6%

28,8%

INADIMPLÊNCIA - OUTRAS OPERAÇÕES - PREFIXADO Março/2005 (em R$ mil) Atraso de

INADIMPLÊNCIA - AQUISIÇÃO DE VEÍCULOS - PREFIXADO Março/2005 (em R$ mil) Atraso de mais de 90 dias 758.057

46,4%

53,5%

30,1%

36,0%

Atraso de 31 a 90 dias 417.203

OUTRAS OPERAÇÕES (R$ mil)

Mê s/Ano

Saldo sem atraso

Com atraso de 15 a 30 dias

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso de 31 a 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso maior que 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Saldo total CarteiraBrasil

Variação em %

abr/04 mai/04 jun/04 jul/04 ago/04 set/04 out/04 nov/04 dez/04 jan/05 fev/05 mar/05

3.330.309 3.446.978 3.429.475 3.403.043 3.427.678 3.411.009 3.453.875 3.586.571 3.579.408 3.654.442 3.796.891 4.060.181

226.567 211.053 228.923 204.489 220.111 230.730 218.566 186.260 183.304 207.002 214.947 226.383

4,27% 3,90% 4,25% 3,84% 4,08% 4,20% 3,93% 3,31% 3,35% 3,68% 3,68% 3,66%

358.827 340.596 334.332 314.235 319.305 384.060 383.012 348.687 338.569 356.159 381.234 417.203

6,77% 6,29% 6,21% 5,89% 5,91% 6,99% 6,89% 6,20% 6,19% 6,34% 6,54% 6,75%

835.530 845.248 824.206 818.283 821.802 809.917 783.905 778.224 679.473 705.436 716.611 741.804

15,76% 15,60% 15,31% 15,35% 15,22% 14,74% 14,10% 13,83% 12,42% 12,55% 12,28% 12,01%

5.301.959 5.417.094 5.385.064 5.330.634 5.400.460 5.495.355 5.559.467 5.625.320 5.471.407 5.621.076 5.833.611 6.177.289

2,23% 2,17% -0,59% -1,01% 1,31% 1,76% 1,17% 1,18% -2,74% 2,74% 3,78% 5,89%

Fonte: Banco Central do Brasil/ABM Consulting

22

FINANCEIRO


DESEMPREGO TAXA DE DESEMPREGO (%) DATA

Brasil

Var. p.p.

SP

abr/04 mai/04 jun/04 jul/04 ago/04 set/04 out/04 nov/04 dez/04 jan/05 fev/05 mar/05

13,10 12,20 11,70 11,20 11,40 10,90 10,50 10,60 9,60 10,20 10,60 10,80

0,30 -0,90 -0,50 -0,50 0,20 -0,50 -0,40 0,10 -1,00 0,60 0,40 0,20

14,50 13,60 13,30 12,50 12,60 11,70 11,20 11,20 9,80 11,10 11,50 11,50

TAXA DE DESEMPREGO Var. p.p. -0,10 -0,90 -0,30 -0,80 0,10 -0,90 -0,50 0,00 -1,40 1,30 0,40 0,00

Fonte: IBGE/ABM Consulting

Taxa (%)

1 0,8 0,6 0,4 0,2 0 -0,2 -0,4 -0,6 -0,8 -1 -1,2

mar 04

abr/04 mai/04 jun/04 jul/04 ago/04 set/04 out/04 nov/04 dez/04 jan/05 fev/05 mar/05

abr 04

mai 04

jun 04

Brasil

jul 04

ago 04

set 04

out 04

SP

nov 04

dez 04

jan 05

fev 05

mar 05

Var. p.p. mensal Brasil

Fonte: IBGE/ABM Consulting

RENDIMENTO MÉDIO REAL HABITUALMENTE RECEBIDO (R$)

RENDIMENTO MÉDIO REAL HABITUALMENTE RECEBIDO (R$) DATA

Variação (p.p.)

15,0 14,5 14,0 13,5 13,0 12,5 12,0 11,5 11,0 10,5 10,0 9,5 9,0

Brasil

Var. %

921,02 914,35 931,25 937,16 923,85 939,64 928,20 928,90 911,72 931,38 940,36 945,20

-0,9% -0,7% 1,8% 0,6% -1,4% 1,7% -1,2% 0,1% -1,8% 2,2% 1,0% 0,5%

SP 1.052,77 1.074,22 1.091,48 1.083,02 1.067,06 1.084,61 1.067,00 1.067,99 1.046,69 1.074,23 1.090,63 1.105,10

Var. % -2,0% 2,0% 1,6% -0,8% -1,5% 1,6% -1,6% 0,1% -2,0% 2,6% 1,5% 1,3%

Fonte: IBGE/ABM Consulting

1.100

0,025 0,020

1.050

0,015

1.000

0,010

950

0,005

900

0,000 -0,005

850

-0,010

800

-0,015

750

-0,020 -0,025

700

mar 04

abr 04

mai 04

Brasil

jun 04

jul 04

ago 04

set 04

out 04

SP

nov 04

dez 04

jan 05

fev 05

mar 05

Var. % mensal Brasil

Fonte: IBGE/ABM Consulting

COMÉRCIO VAREJISTA VOLUME DE VENDAS

VOLUME DE VENDAS Data

Índice Hipermercados e Veículos,Motos, Var. % Var. % Var. % Supermercados Partes e Peças Geral

mar/04 abr/04 mai/04 jun/04 jul/04 ago/04 set/04 out/04 nov/04 dez/04 jan/05 fev/05

103,38 104,19 109,37 104,56 109,69 106,50 103,74 111,32 109,58 154,93 105,15 95,98

Variação 1,32% fev-fev

9,1% 0,8% 5,0% -4,4% 4,9% -2,9% -2,6% 7,3% -1,6% 41,4% -32,1% -8,7%

102,50 106,90 104,27 100,57 107,70 104,86 103,82 112,27 107,59 142,81 106,03 96,25 -1,10%

5,3% 4,3% -2,5% -3,5% 7,1% -2,6% -1,0% 8,1% -4,2% 32,7% -25,8% -9,2%

121,79 108,23 113,91 116,80 118,40 121,95 121,56 120,31 125,95 137,60 119,03 98,21

160

21,5% -11,1% 5,2% 2,5% 1,4% 3,0% -0,3% -1,0% 4,7% 9,2% -13,5% -17,5%

150 140 130 120 110 100 90 80

fev mar abr mai jun 04 04 04 04 04

Índice Geral

-2,03%

Fonte: IBGE/ABM Consulting

ACREFI

23

jul 04

ago set 04 04

Hipermercados e Supermercados

out nov dez 04 04 04

jan 05

fev 05

Veículos, Motos Partes e Peças


banco de dados por ABM Consulting PREVISÕES ECONÔMICAS Ano de 2005

PIB Total % a.a.

PIB Agropecuário % a.a.

PIB Indústria % a.a.

PIB Serviço % a.a.

Produção Industrial % a.a.

3,62 3,67 3,62 3,62

3,96 4,03 3,89 3,94

4,40 4,43 4,35 4,31

2,81 2,94 3,01 3,01

4,67 4,88 4,82 4,88

Selic Taxa anual

IGP-DI % a.a.

IPCA % a.a.

Taxa de Câmbio R$/US$

Saldo Comercial US$ bilhões

15,91 17,28 17,50 17,57

6,51 6,34 6,87 6,97

5,75 5,85 6,12 6,18

2,95 2,83 2,80 2,78

26,46 28,60 32,87 33,37

Previsão 03/01/2005 4 semanas antes 1 semana antes Previsão 22/04

Final de 2005 Previsão 03/01/2005 4 semanas antes 1 semana antes Previsão 22/04 Fonte: BC-Focus/ABM Consulting

ATIVIDADE ECONÔMICA DATA

Taxa da Utilização da Capacidade Instalada

Var. p.p.

DATA

Índice de Produção Física Média Móvel Trimestral

Var. %

mar/04

82,06

2,42

mar/04

104,21

0,6%

abr/04

81,23

-0,83

abr/04

105,06

0,8%

mai/04

82,39

1,17

mai/04

106,64

1,5%

jun/04

83,13

0,74

jun/04

107,78

1,1%

jul/04

83,53

0,39

jul/04

108,86

1,0%

ago/04

83,85

0,33

ago/04

109,54

0,6%

set/04

109,98

0,4%

set/04

83,76

-0,09

out/04

84,00

0,24

out/04

110,19

0,2%

nov/04

83,40

-0,61

nov/04

109,97

-0,2%

dez/04

81,10

-2,30

dez/04

110,37

0,4%

jan/05

81,01

-0,09

jan/05

110,61

0,2%

fev/05

80,60

-0,41

fev/05

110,48

-0,1%

Variação fev-fev

0,96

Variação fev-fev

6,69%

Fonte: CNI/ABM Consulting

Fonte: IBGE/ABM Consulting

PRODUÇÃO (ÍNDICE) X CAPACIDADE (%)

Capacidade (%)

Produção - Índice

85

112

84

110

83

108

82 106 81 104

80

Fonte: ABM Consulting

fev/05

jan/05

dez/04

nov/04

out/04

set/04

ago/04

jul/04

jun/04

100 mai/04

78 abr/04

102

mar/04

79

Índice de Produção Física Média Móvel Trimestral

Taxa da Utilização da Capacidade Instalada

24

FINANCEIRO


INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA - AUTOMÓVEIS DE PASSAGEIROS, MISTOS, VEÍCULOS COMERCIAIS LEVES E PESADOS PRODUÇÃO

PRODUÇÃO (em unidades) (em unidades)

Data

Produção

mar/04 abr/04 mai/04 jun/04 jul/04 ago/04 set/04 out/04 nov/04 dez/04 jan/05 fev/05 mar/05

190.956 169.991 179.224 187.124 187.777 199.843 203.062 190.302 201.893 188.970 160.830 188.514 218.611

Média Trim. Var. Mensal Var. Mensal (%)

167.316 171.960 180.057 178.780 184.708 191.581 196.894 197.736 198.419 193.722 183.898 179.438 189.318

36.022 -20.965 9.233 7.900 653 12.066 3.219 -12.760 11.591 -12.923 -28.140 27.684 30.097

Variação mar/04-mar/05

23,2% -11,0% 5,4% 4,4% 0,3% 6,4% 1,6% -6,3% 6,1% -6,4% -14,9% 17,2% 16,0%

220.000 210.000 200.000 190.000 180.000 170.000 160.000 150.000

mar 04

abr 04

mai 04

jun 04

jul 04

ago 04

Produção

14,5%

set 04

out 04

nov 04

dez 04

jan 05

fev 05

mar 05

jan 05

fev 05

mar 05

jan 05

fev 05

mar 05

Média trimestral

Fonte: Anfavea/ABM Consulting

VENDAS INTERNAS NO ATACADO DE NACIONAIS

VENDAS INTERNAS NO ATACADO DE NACIONAIS (em unidades) (em unidades)

Data

Vendas

Média Trim.

Variação

Variação(%)

mar/04 abr/04 mai/04 jun/04 jul/04 ago/04 set/04 out/04 nov/04 dez/04 jan/05 fev/05 mar/05

135.747 119.966 119.403 123.793 129.300 132.739 139.182 130.473 140.793 155.432 100.909 115.436 149.026

124.382 126.324 125.039 121.054 124.165 128.611 133.740 134.131 136.816 142.233 132.378 123.926 121.790

12.488 -15.781 -563 4.390 5.507 3.439 6.443 -8.709 10.320 14.639 -54.523 14.527 33.590

10,1% -11,6% -0,5% 3,7% 4,4% 2,7% 4,9% -6,3% 7,9% 10,4% -35,1% 14,4% 29,1%

Variação mar/04-mar/05

165.000 155.000 145.000 135.000 125.000 115.000 105.000 95.000

mar 04

abr 04

mai 04

jun 04

jul 04

ago 04

Vendas

9,8%

set 04

out 04

nov 04

dez 04

Média trimestral

Fonte: Anfavea/ABM Consulting

EXPORTAÇÃO TOTAL

EXPORTAÇÃO TOTAL (em unidades) (em unidades)

Data

mar/04 abr/04 mai/04 jun/04 jul/04 ago/04 set/04 out/04 nov/04 dez/04 jan/05 fev/05 mar/05

Exportações Média Trim.

52.717 43.132 49.282 61.452 61.562 68.434 57.406 62.856 60.579 59.049 45.083 61.656 67.362

41.397 43.071 48.377 51.289 57.432 63.816 62.467 62.899 60.280 60.828 54.904 55.263 58.034

Variação mar/04-mar/05

Variação

Variação(%)

19.353 -9.585 6.150 12.170 110 6.872 -11.028 5.450 -2.277 -1.530 -13.966 16.573 5.706

58,0% -18,2% 14,3% 24,7% 0,2% 11,2% -16,1% 9,5% -3,6% -2,5% -23,7% 36,8% 9,3%

70.000 65.000 60.000 55.000 50.000 45.000 40.000 35.000 30.000

abr 04

mai 04

jun 04

Exportações

27,8%

Fonte: Anfavea/ABM Consulting

ACREFI

mar 04

25

jul 04

ago 04

set 04

out 04

nov 04

dez 04

Média trimestral


banco de dados por ABM Consulting INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA VENDAS INTERNAS NO ATACADO DE NACIONAIS E IMPORTADOS - AUTOMÓVEIS (em unidades) Data

Vendas

1000cc

% no Total

1000cc a 2000cc

% no total

>2000cc

% no total

mar/04 abr/04 mai/04 jun/04 jul/04 ago/04 set/04 out/04 nov/04 dez/04 jan/05 fev/05 mar/05

113.769 99.968 97.420 103.260 107.215 109.270 113.456 106.228 116.998 129.579 82.256 95.954 125.034

72.183 56.345 56.151 57.800 58.216 59.743 61.404 60.318 65.451 72.331 44.720 51.736 70.179

63,4% 56,4% 57,6% 56,0% 54,3% 54,7% 54,1% 56,8% 55,9% 55,8% 54,4% 53,9% 56,1%

41.139 43.221 40.830 44.923 48.607 49.074 51.607 45.548 51.019 56.738 37.267 43.924 54.200

36,2% 43,2% 41,9% 43,5% 45,3% 44,9% 45,5% 42,9% 43,6% 43,9% 45,3% 45,8% 43,3%

447 402 439 537 392 453 445 362 528 510 269 294 655

0,4% 0,4% 0,5% 0,5% 0,4% 0,4% 0,4% 0,3% 0,5% 0,3% 0,3% 0,3% 0,5%

Fonte: Anfavea/ABM Consulting

VENDAS POR CATEGORIA - AUTOMÓVEIS

80.000 70.000 60.000 50.000 40.000 30.000

mar 04

abr 04

1000 cc

mai 04

jun 04

jul 04

ago 04

set 04

out 04

nov 04

dez 04

jan 05

fev 05

mar 05

1000 cc a 2000 cc

26

FINANCEIRO


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Financeiro 24 - Maio 2005  

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