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Financeiro

ano 2 nº 23 abr/2005

ACREFI - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DAS INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO

Parcerias para o Primeiro Emprego Ministro Ricardo Berzoini avalia caráter social do programa e a participação de empresas e entidades

PalestraAcrefi Adriano Pitoli analisa controle da inflação e mercado de crédito Entrevista Para Alencar Burti, o problema da economia nacional está na gestão


editorial

Missão Impossível Rua Libero Badaró, 425 - 28º andar São Paulo - SP Tel: (11) 3107-7177 Fax: (11) 3106-6082 Funcionamento: de segunda à sexta-feira das 8:30 às 18 horas www.acrefi.org.br DIRETORIA Presidente Érico Sodré Quirino Ferreira Vice-Presidentes Fernando Guerreiro de Lemos, Gilberto Caldart, José Arthur Lemos de Assunção, Marco Ambrógio Crespi Bonomi, Paulo Eduardo D’Ávila Isola, Paulo Henrique Pentagna Guimarães, Ricardo Malcon, Ronaldo Amaral de Carvalho Pinto, Tiago Canguçu de Almeida Secretário José Dante Zanaga Neto Tesoureiros Jorge Kimura e Sérgio Marra Pereira Capella Diretores Adalberto Savioli, Daniel Capelo Pinheiro, Enílson Espínola de Souza, Genival Francisco Silva, Jerônimo Varalla Neto, Ricardo Annes Guimarães, Rubens Bution, Sérgio Antônio Cipovicci Diretores Conselheiros Aristeu Zanuncio, Edson Monteiro, Eduardo Garcia Ruiz, Guilherme Almeida de Oliveira, Hélio Lima Magalhães, Ivan Svitek, José Américo Machado, Leonel Dias de Andrade Neto, Paulo Sérgio Monteiro Castro Aguiar, Rubens Sardenberg Diretores Regionais Carlos Alberto Samogim, Félix Archanjo Bordin, Leonardo Marcondes Dadalto, Sérgio Faria Lemos da Fonseca Júnior, Aquiles Leonardo Diniz, Evanir Coutinho Ussier, Odílio Figueiredo Neto, Renato Malcon Presidente Honorário João Uchôa Borges Diretor Superintendente Antônio Augusto de Almeida Leite (Pancho) Conselheiro Econômico Prof. Istvan Kasznar

Financeiro Publicação mensal da ACREFI - Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento. Jornalista Responsável: Eliana Nigro MTB 15.005 Coordenação Editorial: Tamer Comunicação Empresarial Projeto Gráfico, Editoração e Produção Gráfica: EDF (www.edf.com.br) Pré-impressão e Impressão: Graphbox Tiragem: 9.000 exemplares As opiniões emitidas nos artigos assinados não refletem necessariamente as posições da ACREFI e são de exclusiva responsabilidade dos autores. A reprodução total ou parcial do conteúdo da publicação depende de autorização por escrito.

Não é de hoje que olhamos a luta do Banco Central e do Ministério da Fazenda para manter a inflação sob controle. Afinal, desde que foi criado o plano de metas de inflação, o BC vem se esforçando através da política monetária para conter as expectativas de aumento dos preços. O Ministro da Fazenda Antonio Palocci reiteradas vezes disse ser impossível o país crescer de maneira sustentada com descontrole inflacionário e fiscal, o que concordo plenamente. Porém, o problema do país é que apesar do esforço feito pelo Banco Central e pela postura correta do ministro da Fazenda, o país vive um período de gastança desgovernada. É verdade que 2003 foi um ano de contenção, mas a curva se inverteu em 2004 e tudo indica que em 2005 continuará na mesma direção. Pior, o governo gasta muito e com baixa eficácia, gasta onde não é preciso. O superávit fiscal de 4,5% alcançado em 2004 veio exclusivamente do aumento da carga tributária e não do corte de despesas. Ora vejamos, apenas nos últimos dois anos foram contratados mais de 45 mil funcionários, a folha anual de pessoal chegou a R$ 28,6 bilhões, um crescimento de 44% em relação a 2002, segundo dados do Sistema Integrado de Administração Financeira SIAF. O governo gastou com compra de veículos R$ 439,7 milhões, 44,6% a mais do que 2003, com passagens aéreas, diárias e hospedagem este número chegou a R$ 1,2 bilhão, uma elevação de 28,3%, os gastos com a Previdência e com servidores públicos da ativa consumiram 51% dos gastos totais do Tesouro Nacional.

Luciano Zafalon

Érico Sodré Quirino Ferreira, Presidente da ACREFI

Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento

Detalhe: a Previdência vem aumentando seus gastos ano após ano, em um rumo decididamente perigoso. Não é à toa que o governo tentou de maneira sorrateira, na virada do ano, aumentar mais uma vez a carga tributária através da MP 232. A reação da sociedade foi uma mostra de maturidade e mostrou não ser mais possível aumento de impostos. Foi um sinal de alerta: ou o governo reduz gastos, diminuindo a máquina pública e equacionando a questão da previdência ou caminharemos para um processo de insolvência. O controle dos gastos públicos precisa ser uma tarefa permanente do governo. Caso contrário, a missão do Banco Central de conter a inflação será impossível ou ela se dará com um custo absurdo para a sociedade. Precisamos cortar o círculo vicioso que não permite à atividade produtiva se expandir, pois é barrada pelo dique dos juros. Não nos cabe ficar criticando a autoridade monetária, temos sim, que olhar para a raiz da questão e pressionar o poder legislativo e executivo para que tenham uma postura responsável. Enfim, de nada adianta uma parte do governo ter uma atitude austera enquanto outra gasta, gasta e gasta.

Nesta edição 5 Artigo Programa Primeiro Emprego, pelo ministro Ricardo Berzoini

6 Palestra Condicionantes macroeconômicos

8 Entrevista Alencar Burti, primeiro vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo

10 Artigo Istvan Kasznar, conselheiro econômico da ACREFI

12 Especialização Novas parcerias: FIA lança MBA Banking

14 Mercado Financeiro Volatilidade marca início de 2005

15 Análise Setorial Crédito rumo aos R$ 500 bilhões

16 Sistema Financeiro Cresce uso de cartões de crédito e débito

18 Crédito ao Consumo Concessão e cobrança em nova fase

19 Banco de Dados


26º XXVI Congresso Acrefi Tempo de Crescer

22 a 24 de Setembro de 2005 • Hotel Sofitel do Rio de Janeiro

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Em breve, maiores informações sobre a abertura das inscrições .


Programa Primeiro Emprego busca novas parcerias para oferta de vagas e qualificação

J. Freitas/ABr

artigo

Paulo Dias

RICARDO BERZOINI, MINISTRO DO TRABALHO E EMPREGO

A

baixa renda e escolaridade enquanto prestam o Serviço Militar Obrigatório. O público é formado pelos jovens menos preparados para enfrentar a disputa do mercado. Para permitir que eles deixem trabalhos informais e se dediquem à qualifi cação nos Consórcios Sociais da Juventude ou no Serviço Civil Voluntário, recebem auxílio financeiro de R$ 150 por mês e, em contrapartida, realizam trabalho comunitário nas localidades onde vivem. A formação inclui ética, cidadania e meio ambiente, inclusão digital, apoio à elevação da escolaridade e ofi cina de capacitação profissional. As atividades das oficinas são escolhidas de acordo com as aptidões dos alunos e demandas locais. Os selecionados nessas ações são especialmente jovens mães, afros-descendentes, egressos de sistemas sócio-educativos, indígenas e portadores de necessidades especiais. O caráter social do Programa se distingue por voltar-se para aqueles que enfrentam maior difi culdade de acesso a condições de trabalho dignas. A passagem dos jovens por essas experiências transformadoras tem revelado talentos e capacidades surpreendentes. Ao concluírem os cursos, eles encontram auto-estima que desconheciam e abraçam oportunidades com garra e confiança. É nosso dever, do governo, da sociedade civil e dos empresários ter esse olhar sobre o presente e para o futuro. É nosso dever assumir o compromisso e a responsabilidade para mudar as estatísticas que nos colocam entre os campeões de desigualdade sócio-econômica e da violência urbana. A continuidade do crescimento passa pela promoção social e pelo aumento da cidadania. Para termos um mercado interno forte, precisamos uma população com capacidade de consumo. O Governo está fazendo sua parte, controla gastos, promove investimentos em infraestrutura e na área social, e deseja que empresários e demais setores da sociedade também o façam. A responsabilidade social é hoje palavra de ordem nos países em desenvolvimento, mas seu efeito pode gerar resultados ainda mais imediatos entre os que estão em desenvolvimento como o nosso

estabilidade e o crescimento econômico, que no ano passado foi de surpreendentes 5,29% do Produto Interno Bruto (PIB), contribuíram para elevar o nível do emprego acima desse patamar (6,5%) e dar novo ânimo às iniciativas ligadas ao trabalho da juventude. Esse ambiente favorável de crescimento sustentado estabelece as condições necessárias para desenvolvermos uma política de geração de emprego, trabalho e renda voltada para os jovens, uma das prioridades do Governo Lula. Embora seja do interesse deste Governo retardar o ingresso dos jovens no mundo do trabalho, lidamos com uma realidade que impõe à juventude a procura precoce por emprego a fim de contribuir com o orçamento familiar. Desde o último ano, firmamos importantes parcerias no âmbito do Primeiro Emprego com empresas e entidades de setores que absorvem tradicionalmente mão-deobra juvenil. Tanto a linha da subvenção econômica, na qual empresários que contratam jovens do Programa recebem incentivo financeiro, como a da responsabilidade social, na qual abrem mão do incentivo, têm encontrado muita receptividade. Até agora, empresas e entidades setoriais se comprometeram com mais de 50 mil vagas para este e o próximo ano. Apostamos que há espaço para ampliar as parcerias, especialmente no setor de serviços que demonstra tendência de crescimento no mundo inteiro e que, no último resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), esteve à frente das demais atividades, com aumento de 5% no saldo de vagas geradas em comparação com o mês anterior. As parcerias vão além da oferta de vagas, incluindo uma ação importante da política de emprego que é a qualificação. Há empresas que optaram exclusivamente pelo treinamento. Outras combinam as duas ações. A capacitação profissional é o pilar do Programa Primeiro Emprego e são várias as frentes de atuação com esse objetivo. Além de priorizar os jovens no Programa Nacional de Qualificação (PNQ), desenvolvemos junto com o Ministério da Defesa e o Sistema “S”, o projeto Soldado Cidadão, que capacita por ano, 30 mil jovens de ACREFI

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palestra

Mercado de crédito

Condicionantes macroeconômicos Luciano Zafalon

Economista Adriano Pitoli analisa a influência do controle da inflação na expansão do mercado de crédito, durante encontro na Acrefi cipalmente no crédito para pessoa física, que ainda permite que o mercado se ajuste sem fazer repasses. No entanto, para Pitoli, os efeitos das altas dos juros, começarão a surtir resultados nos próximos meses, sobretudo para as pessoas jurídicas, na qual o spread é menor e tem menos margem de manobra. Somam-se como indutores do crédito, as reformas microeconômicas promovidas pelo governo como a criação do crédito consignado (que hoje representam um mercado de R$ 30 bilhões por ano), a regulamentação da Lei das Falências e a consolidação do Sistema de Informações de Crédito (o birô positivo) do Banco Central para empresas. Diante desses fatores, Pitoli acredita que o mercado de crédito deve necessariamente desacelerar nos próximos meses, também em função mesmo dos custos e da alta dos juros:

“Enxergamos pouco espaço para aumento real do crédito acima de 10% , ao longo desse ano. Projetamos crescimento de 11% do saldo de empréstimos para pessoas jurídicas e 8,5% para pessoas físicas para 2005”. Apesar disso, o economista está convicto de que entre os instrumentos que o Banco Central dispõe para o controle da inflação deverá permanecer utilizando o modelo clássico, o do controle da inflação através da taxa de juros, o menos traumatizante para a economia do país. Inibir outros indutores de demanda como emprego, renda e exportação não são alternativas desejáveis. Além de serem impopulares, reduziriam drasticamente o crescimento do país com conseqüências sociais dramáticas, como desemprego e recessão. Outras variáveis da política monetária seriam a contenção da demanda

Spread ainda em níveis elevados SPREAD - LINHAS-PRÉ-FIXADAS

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Projeção

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50 48 46 44 42 40 38 36 34 32

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A política monetária do Banco Central está correta embora a inflação tenha mostrado maior resistência do que a esperada. A afirmação é de Adriano Pitoli, analista de crédito da Tendências Consultoria Integrada, que falou sobre o “Mercado de Crédito e Condicionantes Macroeconômicas”, na sede da Acrefi, no último dia 31 de março. Os efeitos da macroeconomia no desempenho do setor, os determinantes de curto e longo prazo e os determinantes competitivos do setor, são as premissas a serem consideradas em uma análise do curto e longo prazo do segmento. Para uma platéia de cerca de 70 associados, que lotou o auditório da Rua Líbero Badaró, o economista explicou que se deteria na análise do primeiro tópico, ressaltando que o controle da inflação é a variável chave e maior limitador da expansão do crédito. A maior resistência da inflação e dos principais indutores do crédito, apesar dos vários aumentos das taxas de juros, se deve primeiro à diminuição do spread, que por sua vez está diretamente ligado à queda da inadimplência e à confiança do setor na política econômica adotada. Depois, à baixa na taxa de desemprego que aumenta a disposição dos tomadores de crédito e igualmente dos ofertantes. Por fim, os níveis ainda altos do spread, prin-

Fonte: Banco Central

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FINANCEIRO


Aumento de crédito: fatores conjunturais O aquecimento do crédito experimentado nos últimos tempos é explicado pelos seguintes fatores: • Uma confiança na estabilidade macroeconômica reduzindo o racionamento do crédito e fazendo baixar o spread; • A melhora do mercado de trabalho que incentiva a demanda de crédito e aumenta a confiança do tomador. • Por outro lado, sem cenários de rupturas como os observados nos últimos anos, com o desemprego e inadimACREFI

Palestra atraiu cerca de 70 associados ao auditório da Acrefi

das Falências – tudo isso contribuiu para criar um cenário positivo para a expansão que observamos hoje no setor do crédito no Brasil. “Afinal”, observa Adriano Pitoli, “quem oferece crédito tem o olhar sempre lá na frente.”

plência diminuindo, aumenta a disposição do mercado ofertante. Soma-se a tudo isso, as reformas microeconômicas que foram implementadas – o Crédito Consignado, o Sistema de Informações de Crédito (SCR) do Banco Central, a nova Lei

Crédito: não há sinais de desaceleração SALDO DE CRÉDITO REAL - TOTAL PF (Em R$ bi) 130 120 Var. Real % 2004: 19,5% 2005: 8,5% (Projeção)

110 100 90

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Emprego, renda e taxas de juros Apesar dos aumentos consecutivos da Selic, o nível de empregos não diminuiu entre 2004 e 2005 , ao contrário vem crescendo. Pitoli acrescentou ainda que apesar de não haver ainda sinais de uma desaceleração do crédito, (a projeção para fevereiro e março é de aumento) ele acredita que as operações de crédito devam começar a desacelerar nos próximos meses. Mais do que uma tendência ele diz que é uma necessidade e explica: “Desacelerar o mercado de crédito é fundamental para o controle dos índices de inflação. O mercado de crédito não reage somente a aumentos ou quedas de taxas de juros, mas a toda uma conjuntura econômica que pode criar um ambiente de confiança ou de desconfiança no seio do mercado. Não é só uma questão de preço, mas também de vontade de tomar e conceder crédito “, afirma Pitoli.

Luciano Zafalon

através de uma política fiscal mais rígida, intervenção no câmbio, aumento do recolhimento compulsório dos bancos e uma política restritiva no controle da inflação. Instrumentos aparentemente descartados, dado às fortes conseqüências posteriores: “na eventualidade de a demanda por crédito induzir um crescimento muito acima do projetado, consideramos mais provável que a revisão das projeções se concentre mais nas taxas do que nos volumes”.

Dados deflacionados (IPCA) e dessazonalizados. Preços de Fev/05. Fonte: Banco Central.

Emprego e renda MASSA SALARIAL - SEADE 120 115 Var. Real % 2004: 5,1% 2005: 5,0% (Projeção)

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Dados mensais dessazonalizados até Jan/05. Média móvel 6 meses. Fonte: Seade.

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entrevista

Problemas de gestão impedem crescimento econômico sustentável

Divulgação

A avaliação é do empresário Alencar Burti, primeiro vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo, para quem a evolução depende de diversas reformas, principalmente da tributária e da política

“O Brasil precisa ter a coragem de olhar-se de frente no espelho e mirar sua verdadeira realidade, ainda com muitos problemas, inclusive sociais”

Qual é a análise que o senhor faz do Brasil de hoje, em especial da economia nacional?

Alencar Burti: Na minha opinião, o Brasil tem hoje três grandes problemas, que podemos resumir numa frase de Aécio Neves: “Gestão, gestão e gestão”. Os números excelentes que vêm sendo divulgados nem sempre refletem que o nosso dia-a-dia ainda carece de muito trabalho para que haja um efetivo crescimento sustentável no país. O Brasil precisa ter a coragem de olhar-se de frente no espelho e mirar sua verdadeira realidade, ainda com muitos problemas de toda ordem, inclusive sociais. É necessário começar um trabalho de base, mesmo sabendo que ele só dará seus frutos daqui a três ou quatro gerações. Ou seja, é preciso começar a fomentar intensamente todas as áreas da Educação, sem se esquecer da Saúde, para que no futuro o Brasil não seja mais aquilo que sempre se ouve comentar, um país com um grande potencial ainda não desenvolvido em toda a sua plenitude, mas, apenas, numa pequeníssima parcela. Ou seja, a ordem é trabalhar nisso hoje para deixarmos de ser o país do futuro e passarmos a exercer todas as nossas potencialidades. Como é que se pode fazer com que essas potencialidades comecem a aflorar enquanto o trabalho de base é realizado?

Alencar Burti: Faz vinte anos que se diz que é preciso reformar, reformar,

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reformar, mas, na prática, só se fazem remendos, que são insuficientes, como a realidade vem mostrando. Precisamos neste país de reformas de toda ordem, principalmente da tributária e da política. Nos últimos vinte anos, a carga tributária no Brasil cresceu muito e não pode ser mantida assim. Ela leva ao aumento desmesurado da informalidade e, em seguida, à concorrência desleal de quem não paga impostos. Com isso, a sociedade se desorganiza, enquanto a criminalidade, ao contrário, se organiza. E ataca os empresários que operam na legalidade, usando para isso a fragilidade dos informais... Além disso, temos hoje uma alta concentração de renda que atrapalha o crescimento do país. É brutal. Atualmente, 2% das empresas faturam mais de 50% do Produto Interno Bruto (PIB) e 98% faturam o restante. Para podermos fazer o Brasil crescer enquanto ainda não temos as ferramentas básicas da Educação e da Saúde funcionando a pleno vapor, é importante oferecer oportunidades reais de trabalho e desenvolvimento àqueles ou àquelas empresas que realmente têm espírito empreendedor. Um dos instrumentos para isso é o crédito, é o financiamento que privilegia quem não sonega, quem trabalha duro, quem é bom pagador, ou seja, o cadastro positivo. Só vamos ter sucesso de verdade, quando passarmos a tratar o Brasil como uma empresa de verdade, sem cair na armadilha da estrutura estatal FINANCEIRO


arcaica que vai transferindo a dívida para as gerações futuras, até o dia em que não haverá mais como empurrálas com a barriga. O alongamento dessa dívida está sendo levado longe demais?

Alencar Burti: A carga tributária repito, é muito elevada hoje no Brasil. E a preocupação da Receita Federal é a de arrecadar para cobrir gastos públicos cada vez maiores. A reação da sociedade à Medida Provisória 232 é um sinal muito forte de que é hora de gerir o Brasil olhando para dentro, com uma boa dose de realidade. O presidente Luís Inácio Lula da Silva tem, diante desse aviso social, uma grande chance de usar toda a sua sensibilidade para sentir essa reação não como uma afronta, mas como um aviso de que não dá mais para continuar do jeito que as coisas estão hoje, ou seja, os sacrifícios não podem continuar recaindo apenas sobre uma parcela da população. A MP 232 deve ser pelo menos um ponto de partida para o governo saber o que, realmente, a sociedade que ele representa deseja. Além disso, é preciso rever os direitos adquiridos, embora esse seja um tema extremamente delicado. Mas não se pode falar nos direitos adquiridos por um grupo de pessoas, enquanto

há outros tantos grupos de brasileiros sem direito algum. Ou, pelo menos, com quase nenhum direito. Isso ocorre principalmente no setor previdenciário, que é vital em qualquer país, porque é através dele que se pode formar a tão desejada poupança interna. Nós mesmos nos iludimos com números maravilhosos que circulam por aí da economia brasileira, mas não queremos ver o que ocorre na Previdência. É o que eu já disse antes, o Brasil tem de ser tratado, gerido, como uma empresa bem sucedida, tem que aprender a contratar empresas menores em vez de ir inchando internamente, o que só aumenta as despesas e faz com que os gastos públicos sejam impagáveis. Existem hoje no Brasil muitas empresas, em especial no varejo, que apresentam balanços espetaculares, com resultados admiráveis. É preciso seguir o exemplo delas?

Alencar Burti: No que diz respeito à concorrência, sem dúvida. O empresariado brasileiro é muito competitivo. É tentando conquistar mais uma fatia de mercado que o empresário faz a sua companhia crescer. Mas essa luta tem de estar respaldada num arcabouço jurídico, tributário e social que lhe permita pagar melhor seus empregados, sem que o concorrente mantenha salários muito pequenos e tome seu

“A reação da sociedade à Medida Provisória 232 é um sinal muito forte de que é hora de gerir o Brasil olhando para dentro”

market share. Na verdade, já está mais do que na hora de as centrais sindicais e as confederações patronais se unirem para exigir uma estrutura mais compatível com as nossas necessidades reais. O Brasil não é a Suécia, mas pode ser até melhor, se cada um assumir a sua responsabilidade de fazer deste país uma potência econômica e um exemplo no campo social. Eu acredito que essa consciência social está cada vez mais presente na sociedade brasileira e, por isso mesmo, sou otimista, e acredito que, até por inércia, o Brasil vai crescer 4,5% do PIB neste ano, mas a força da inércia acaba e, daí em diante, só vai haver evolução com uma gestão mais adequada da coisa pública

As imagens do Brasil de hoje Observações Mais Recentes Categorias do PEDD e Seus Componentes

Unidades

Data de Referência

1990 = 100 1990 = 100 1990 = 100 1990 = 100 1990 = 100 1990 = 100 milhões de reais milhões de reais milhões de reais milhões de reais milhões de reais milhões de reais

out-dez/2004 out-dez/2004 out-dez/2004 out-dez/2004 out-dez/2004 out-dez/2004 out-dez/2004 out-dez/2004 out-dez/2004 out-dez/2004 out-dez/2004 out-dez/2004

Valor Anterior Atual

Variação %

Contas Nacionais PIB a preços constantes Consumo das famílias Consumo do Governo Formação bruta de capital fixo Exportações Importações PIB a preços correntes Consumo das famílias Consumo do Governo Formação bruta de capital fixo Exportações Importações

ACREFI

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142,94 138,23 125,44 132,75 276 273,88 458.139 250.113 82.222 95.436 88.740 63.848

143,55 139,98 126,05 127,6 284,92 281,35 479.349 263.185 109.079 92.954 82.901 64.219

0,43 1,27 0,49 -3,88 3,23 2,73 4,63 5,23 32,66 -2,60 -6,58 0,58


artigo

Fernanda Cruz Perrone

Inflação, tendências e oportunidades

“Entre as suas mazelas, a inflação piora a distribuição de renda; aumenta as incertezas sobre o futuro; reduz a previsibilidade de evolução dos fluxos de caixa; eleva os riscos dos investimentos”

PROFESSOR ISTVAN KASZNAR, PhD, CONSELHEIRO ECONÔMICO DA ACREFI

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inflação corresponde a uma alta contínua, prolongada e persistente do nível de preços. Normalmente, ela é medida mediante um índice, referenciado numa cesta de bens e de serviços, cujos preços são monitorados e permitem a constatação de variações. Naturalmente, dado que esta cesta compõe-se de centenas de bens e serviços, enquanto o preço de uns sobe, o preço de outros desce. Assim, os produtos sazonais, de época, são os mais voláteis ao longo do ano, porque ora são disponíveis, ora desaparecem, esperando-se pela safra do ano seguinte, como no caso das frutas de estação. Não importa. O fato é que quando há inflação, a influência daqueles bens e serviços cujos preços sobem, é maior que a verificada naqueles que experimentaram baixa de preços. E uma inflação ascendente é nefasta para o sistema econômico, especialmente para os consumidores e devedores. Entre as suas mazelas, a inflação piora a distribuição de renda; aumenta as incertezas sobre o futuro; reduz a previsibilidade de evolução dos fluxos de caixa; eleva os riscos dos investimentos, inibindo-os; aumenta o custo nominal das dívidas; exige agilidade na revisão e renegocia-

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ção de contratos e induz, produz e conduz à impertinente correção monetária. Estes impactos negativos da inflação se mesclam com a queda do poder aquisitivo real do consumidor. Com preços altistas, que podem não acompanhar a sua renda, ele se inibe e reduz as compras. Como decorrência, espera-se um combate à inflação, para que se volte a patamares baixos de preços, com mínimas flutuações, sem artifícios, com vistas a estabilizar o poder aquisitivo novamente. O uso de políticas econômicas decorre em parte desta necessidade ao combate antiinflacionário. Sucede que combater preços leva à adoção de medidas impopulares, que no curto prazo desgastam politicamente e pressionam a alta das taxas de desemprego e de ociosidade do sistema econômico. Entre as medidas mais universais e melhores conhecidas de combate antiinflacionário, encontram-se as associadas ao uso da política monetária. E contrair a oferta de dinheiro e sua circulação no sistema econômico é uma das medidas mais corriqueiras de um Banco Central. O problema é que nessa hora as taxas de juros disparam e a capacidade de compra da população no crediáFINANCEIRO


Luiz Carlos Casagrande

rio é prejudicada. Sonhos são adiados e tristezas por compra e consumo não realizado se acumulam. Portanto, mais vale usar por curto tempo, em dose forte, o remédio amargo que combate à alta dos preços. Mas a dosagem há de ser bem medida, para que, comedida cientificamente, não arrase a saúde financeira das pessoas e empresas endividadas. Afinal de contas, uma estrutura de capitais deve existir para todos, que utilizem capitais próprios e de terceiros. E estes últimos são os empréstimos, tão necessários para alavancar e desenvolver bem o sistema econômico. Para este ano de 2005, em função da ortodoxa posição contracionista monetária do banco Central, pode-se esperar uma queda persistente do nível de preços. Usar uma bola de cristal e fazer uma estimativa tal e qual uma cigana é um tanto ao quanto arriscado, mas mantidos cenários “normais”, sem maiores convulsões, para a economia brasileira e mundial, pode-se acreditar num Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA, próximo dos 6%, com viés de baixa. Considerando-se as estimativas do governo, a inflação medida pelo IPCA pode ficar ainda mais baixa, algo como 5,68%. E como esta inflação ainda é bem maior que a verificada nos países ricos, é determinante o seu combate e é necessário fazê-la cair gradualmente para um nível de 1% a 1,5% anuais. Por esta razão, justifica-se corretamente a meta oficial de 5,1%, associada a uma meta central de 4,5. Resta, a saber, se é possível chegar a esse patamar e piso de inflação mínima, referenciado nas inflações dos países desenvolvidos. Existe uma inflação nuclear, epicentral, que decorre de fatores complexos, estruturais, cuja redução envolve ações de longo prazo. A eficiência em produção, a capacidade logística, a habilidade de dominar a cadeia de suprimento, e a caracterização dos players de mercado – que agem freqüentemente em regiACREFI

mes oligopolísticos e de oligopólio monopolista, entre outros, é determinante para que se consiga obter uma rota estável e baixa de preços. De 1993 em diante, o Brasil conseguiu certamente redefinir sua política de preços, combatendo-os persistentemente, num resultado indiscutivelmente para melhor. Saiu de inflações de 2.103% e 2.407% em 1993 e 1.994, para 12,14% em 2.004, medidos pelo IGP-DI. No presente momento, chegou-se a uma nova etapa no ciclo macroeconômico de gestão de preços, de combate à inflação. Agora, a questão é mais sutil. Envolve a sintonia fina na vertente monetária, para que com os instrumentos monetários se continue reduzindo a inflação e se venham a gerar refinadas lapidações na evolução monetária e das taxas de juros. Neste quadro, o Banco Central tenderá a fazer menos intervenções, que serão mais tópicas e localizadas. No plano do consumidor e do empresário, esta queda inflacionária momentânea representa uma excelente notícia. Significa que a estabilidade maior de preços oferece maior previsibilidade. Por conseguinte, será possível comprar com mais segurança e preços mais atraentes. No mercado financeiro, os contratos serão algo mais estáveis, facilitando a compra de carros, e eletrodomésticos, e otimizando os investimentos pessoais. Por outro lado, no plano macroeconômico, torna-se premente a adoção das verdadeiras reformas, sobretudo da governança pública, que racionalizarão os custos do sistema econômico e darão condições de produção real auto-sustentada e de longo prazo. E estas reformas hão de ser tecidas em conjunto, simultaneamente, para que amadureçam consistentemente ao mesmo tempo. As mais importantes são as reformas do sistema produtivo; a reforma trabalhista; a reforma para valer da ultradeficitária previdência; a reforma do sistema assistencialista, um buraco sempre sem

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“No mercado financeiro, os contratos serão algo mais estáveis, facilitando a compra de carros e eletrodomésticos, e otimizando os investimentos pessoais”

fundo no qual não há contribuição que seja suficiente; a reforma fiscal; e a reforma geral do judiciário. Como no Brasil há sinais inquietantes sobre o verdadeiro significado das reformas, e sua real realização, resta, a saber, se elas serão de fato implantadas algum dia. Até o presente momento, nem todas elas estão dirigidas à rota do bom senso e da economicidade. Afinal de contas, para exemplificar com dois casos, enquanto em 2.004 a Previdência registrou o seu maior déficit histórico após uma pseudo – reformite em 2.003, assistiu-se a muito debate sobre a reforma do Estado, que deveria ser menor e mais ágil, e em contraposição a carga fiscal que o sustenta disparou de 24% do PIB em 1.994, para 38% em 2.004

E-mails para: istvan@ibci.com.br Envie suas perguntas macroeconômicas ao Professor Istvan. Se você tem preferência por um tema, faça a sua sugestão. Quem sabe, ele poderá ser objeto de uma análise, de um comentário, ou da carta mensal.


especialização

MÓDULO 1 GESTÃO DE NEGÓCIOS

Novas parcerias:

FIA lança MBA Banking A ACREFI está apoiando institucionalmente o primeiro curso de MBA Banking que a FIA está lançando. A proposta do curso é formar pessoas para efetivamente participarem da direção nas áreas em que atuam dentro de suas instituições financeiras.

A FIA - Fundação Instituto de Administração, instituição formada por professores da FEA/USP, está lançando o MBA especializado em Banking. A FIA tem o único MBA brasileiro ranqueado entre os melhores do Mundo pelo Financial Times, incluindo a terceira melhor turma de alunos de MBA do Mundo; tem seus MBAs credenciados internacionalmente pela AMBA - Association of MBAs, com sede em Londres e está sempre nas melhores posições em rankings da imprensa brasileira. Aliando a parte mais pragmática da teoria de administração, economia e finanças com a realidade da tomada de decisões nas instituições e mercados financeiros nacionais e internacionais, o corpo docente, formado por professores titulados da FEA e outras unidades da USP, bem como por profissionais e palestrantes de reconhecida capacidade no setor financeiro, desenvolveram um programa que abrange 4 módulos: I. II. III. IV.

Gestão de negócios Negócios financeiros Estratégia de instituições financeira Aprofundamentos - desenvolvimento orientado de solução aplicada.

Também está prevista a opção de um módulo internacional aos alunos do curso, com palestras e visitas às instituições locais. O curso de pós-graduação lato sensu MBA Banking terá sua primeira turma iniciando em agosto de 2005 e abrange um público formado por gestores e dirigentes empresariais das iniciativas privadas e públicas e profissionais atuantes no setor financeiro. Os alunos cumprirão no prazo de 18 meses, 580 horas, entre 480 horas de atividades em sala de aula e 100 horas de estudo, pesquisa e elaboração do trabalho de conclusão do curso. O curso tem autorização do MEC e é coordenado pelo Prof. Dr Roy Martelanc e pelo Prof. Dr. Alberto Borges Matias

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O módulo de Gestão de Negócios segue o mesmo padrão de todos os MBAs da FIA e tem por objetivo dar uma sólida base em administração estratégica a todos os participantes. Cada uma das disciplinas é conduzida em coerência com o restante do curso e de forma a espelhar as necessidades do executivo do setor financeiro. O ambiente econômico e a Gestão Estratégica dos Negócios (48hs) • Fundamentos de Macroeconomia • Economia Brasileira • Economia de Empresas • Pensamento Estratégico e Planejamento • Análise do Ambiente Competitivo • Busca da Vantagens Competitivas • Gestão da Mudança • Evolução do Pensamento Administrativo • Ética Empresarial • Governança Corporativa Gestão de Pessoas e Habilidades Gerenciais (44hs) • Gestão Estratégica de Pessoas • Gestão de Carreira e Desenvolvimento Profissional • Gestão da Remuneração • Autoconhecimento e Estilos de Personalidades • Liderança e Motivação • Negociação • Estrutura Organizacional • Cultura e Poder nas Organizações • Responsabilidade Social Finanças Corporativas e Contabilidade Gerencial (48hs) • Contabilidade Gerencial • Gestão Estratégica de Custos • Análise de Investimentos Mercado Financeiro Métodos Quantitativos Aplicados (32hs) • Matemática Aplicada à Administração • Estatística Aplicada à Administração Gestão de Operações e Tecnologia da Informação (32hs) • Organização do Processo Produtivo • Gestão de Cadeia Valor • Gestão de Processos em Serviços • Gestão de Projetos • Gestão de Tecnologia da Informação • Sistemas de Apoio à Tomada de Decisão e Gestão do Conhecimento • Sistemas Integrados de Gestão Gestão de Marketing (36hs) • Evolução do Pensamento de Marketing • Sistema de Informações e Pesquisa de Marketing • Decisões de Marketing • Marketing Estratégico • Gerenciamento de Produtos Estratégias de Vendas • Marketing de Relacionamento

FINANCEIRO


CONTEÚDO PROGRAMÁTICO MÓDULO 2 NEGÓCIOS FINANCEIROS Este módulo lida com as três dimensões do cubo que define os negócios no mundo financeiro: as instituições, os produtos e o mercado. O objetivo é estimular a formatação de novos negócios, o aprimoramento dos atuais e a realização de negociações frutíferas. Instituições do Mercado Financeiro (32hs) • Entidades Normativas e Supervisoras do SFN • Entidades Auxiliares do SFN

MÓDULO 3 ESTRATÉGIA DE INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS O módulo de Estratégia de Instituições Financeiras tem por objetivo aprimorar a administração da instituição de modo a atingir os objetivos de maximização da equação retorno-risco e da contribuição para a sociedade. Estratégias de Controladoria e Governança (48hs) • Contabilidade Bancária • Custos Bancários: Apuração, Apoio à Decisão e Racionalização • Planejamento e Controle Financeiro em Instituições Financeiras

MÓDULO 4 APROFUNDAMENTOS Este módulo inclui seminários, trabalhos de campo, atividades programadas e a elaboração do trabalho de conclusão do curso. Metodologia para Desenvolvimento e Comunicação (24hs) • Desenvolvimento Orientado de uma

• Instituições de Fomento • Instituições Financeiras • Instituições Intermediadoras • Instituições para-Financeira • Instituições de Seguros e Previdência • Associações de Classe • Sistemas Financeiros Comparados Produtos & Serviços Financeiros (32hs) • Mercado de Crédito • Mercado de Capitais • Hedge e Derivativos • Gestão de Patrimônio • Mercado de Dívida Pública • Negócios Internacionais, Câmbio e Comércio Exterior

• Relações com Investidores • Auditoria • Compliance e Lavagem de Dinheiro • Legislação Nacional e Internacional de Governança • Criação e Administração de uma Instituição Própria (boutique, factoring, consultoria) Estratégia de Gestão de Riscos (32hs) • Risco de Crédito • Direito Falimentar • Risco de Mercado e ALM • Risco Operacional (Tecnologia, RH, Processos, Eventos) • Contratos e Execução Judicial • Risco Corporativo

Solução Aplicada • Fundamentos de Pesquisa • Seminários de Orientação e Apresentação dos Trabalhos de Conclusão

• Direito Bancário Internacional • Commodities • Seguros • Previdência • Meios Eletrônicos de Pagamento • Cash Management Dinâmica dos Segmentos de Mercado (32hs) • Varejo Pessoa Física e Jurídica • Private Banking • Atacado e Middle Market • Agronegócios • Governo • Imobiliário • Mercados Regionais

• Risco Sistêmico e Propagação de Riscos no Mercado Estratégias de Tesouraria (32hs) • Cálculo Financeiro para Tesouraria • Elaboração de Cenários Econômicos • Precificação • Gestão de Risco e Retorno em Tesouraria Gestão Simulada Integrada: Banco, Empresa e Governo (32hs) • Jogo de empresas em que os participantes se alternam na gestão de um banco, de uma empresa e da autoridade monetária

Trabalho de Conclusão de Curso • Aplicação orientada, integrando os conhecimentos recebidos no curso, voltada ao desenvolvimento de uma solução concreta para a instituição financeira.

Seminários • Temas relevantes da atualidade, com convidados nacionais e internacionais, com o objetivo de apresentar e debater as tendências dos negócios financeiros.

MBA Banking Inscrições Até 30 de junho de 2005. Informações No telefone (11) 3815-7376, pelo e-mail mba_banking@fia.com.br ou pelo site www.fia.com.br INSCREVA-SE JÁ!

ACREFI

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mercado financeiro

Luciano Zafalon

Volatilidade marca o primeiro trimestre de 2005 TEREZA MARIA FERNANDEZ DIAS DA SILVA, SÓCIA DA MB ASSOCIADOS

O

primeiro trimestre do ano foi caracterizado por uma volatilidade forte no mercado financeiro internacional, que rebateu nos ativos brasileiros. As três variáveis externas que preocupavam os agentes desde o ano passado, tiveram desempenho distintos ao longo deste período. I) O medo de uma desaceleração rápida da economia Chinesa cujos reflexos na economia mundial poderiam ser muito graves; II) O preço do petróleo, cuja influência nos níveis de inflação mundiais é preocupante; III) E finalmente a necessidade de elevação da taxa básica de juros no mercado americano, como conseqüência de uma possível diminuição nos fluxos de capitais e/ou uma pressão inflacionária mais forte, por conta de um crescimento acima do previsto. Os indicadores vindos da China até o presente momento apontam para um crescimento ainda bastante forte em 2.005. A expectativa inicial era de um crescimento ao redor de 7,5% que está sendo revisto para próximo de 8,5%. Este movimento repercutiu no mercado das commodities metálicas (minério de ferro, alumínio, nióbio, etc), provocando forte elevação de preço nesses produtos. O preço do petróleo segue em elevação. O crescimento mundial somado a pouca possibilidade de aumento de oferta da OPEP, além de um inverno rigoroso e uma promessa de um verão muito quente foram suficiente para fazer com que o preço do “brent” se elevasse em 34%, no primeiro trimestre do ano. Finalmente, os problemas estruturais americanos derivados dos déficits comerciais e fiscais, foram responsáveis pela volatilidade na cotação do dólar americano, especialmente em relação ao Euro. A cada notícia que pudesse de alguma maneira obrigar o FED a ser mais agressivo na condução da política monetária, os juros futuros reagiam fortemente para cima com movimento das bolsas indo na direção inversa. O mercado brasileiro somou aos movimentos externos incertezas locais, principalmente em relação a câmbio e juros. As primeiras intervenções do Governo no mercado cambial demoraram em acontecer e foram, no primeiro momento, insuficientes para sinalizar com clareza a sua finalidade.

Somente com a implantação dos leilões reversos, o mercado concluiu que o patamar inferior do câmbio estava sendo colocado. As discussões sobre o crescimento brasileiro não encontraram unanimidade. A continuidade da evolução positiva das exportações, de um lado, somado a expansão no mercado de crédito, por conta do empréstimo consignado, de outro levaram o Banco Central a ser mais conservador do que o esperado, alavancando de forma importante os contratos de juros futuros.O estabelecimento de uma meta inflacionária muito baixa, (5,1% para o IPCA, em 2005), foi outro fator de pressão na política monetária. Com as médias de projeções correndo acima deste valor, e sem sinalização de reversão importante, o Banco Central ficou com dificuldades para baixar os juros e, pelo contrário foi obrigado a elevá-lo acima do que previa. As pressões nas commodities (petróleo, metais e agricultura), a indexação das tarifas dos serviços (telefone, luz, etc), e pressões de margem nas empresas sinalizam que as dificuldades deverão continuar. Os números médios de inflação apontam para número próximos a 6% (a MB Associados projeta 6,2%) para o IPCA, longe da meta estabelecida, o que sugere mais uma rodada de aumento de juros. O fator político também colaborou para as idas e vindas do mercado. Tivemos nesse trimestre três importantes fatos nessa área. Em primeiro lugar a eleição para a presidência da câmara, com a vitória para o Deputado Pernambucano Severino Cavalcanti, que representou uma derrota para o Governo. Em seguida e após muita agitação em Brasília foi anunciada uma reforma ministerial pífia. Finalmente, a não aprovação da MP 232, por parte da Câmara de Deputados, está sendo considerada a maior derrota já sofrida pelo Presidente Lula desde a sua posse. Precisamos saber como se dará a recomposição da base e se isso será suficiente para que as votações das reformas aconteçam. Como será o comportamento destas variáveis à partir de agora ainda não é uma pergunta de fácil resposta. O comportamento de mercado internacional não está totalmente claro. Como vimos acima, o crescimento econômico mundial, somado a elevação dos preços das commodities, sem uma sinalização da economia americana de que irá conseguir evitar um choque de juros mais forte, segue levando incertezas ao mercado que mantém alta volatilidade

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FINANCEIRO


análise setorial

Divulgação Divulgação

Crédito no rumo da marca histórica de R$ 500 bilhões PROF. DR. ALBERTO BORGES MATIAS, DIRETOR DA ABM CONSULTING

S

ACREFI

para pessoa física. Para o Brasil, é um Em um futuro próximo, haverá um equi- pequeno, mas líbrio entre o volu- importante, passo me de crédito concedido aos cidadãos e para se ter um às organizações. mercado de crédito As variações no volume de crédito consistente deverão acompanhar o movimento da economia do país em 2005. Tendo uma situação econômica mais estável e favorável, os volumes de créditos deverão continuar crescendo esse ano. A população está cada vez mais demandando recursos para financiar seu consumo, ao passo que as empresas deverão recorrer mais ao crédito para financiar sua expansão e atender a uma demanda mais aquecida. A situação do crédito melhorou um pouco, vem melhorando, e se tudo ocorrer conforme o previsto (em se tratando de Brasil, isso nem sempre ocorre), se tornará melhor ainda. A marca de R$ 500 bilhões será ultrapassada com um alto grau de certeza, mas isso não é suficiente. R$ 500 bilhões não é o final, mas o início de uma longa caminhada

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jan/05

nov/04

set/04

jul/04

mai/04

mar/04

jan/04

nov/03

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jul/03

de Crédito - De maio 2003 a fevereiro 2005

mai/03

egundo os últimos dados sobre o mercado de crédito publicados pelo Banco Central, o volume total de crédito registrado no mês de fevereiro ultrapassou os R$ 498 bilhões. Mês a mês, o volume vem crescendo desde fevereiro de 2004 a uma taxa média de 1,5%. A relação Crédito / PIB, que fechou o ano de 2004 em 26,2% já cresceu meio ponto percentual chegou a 26,7%. Não é bom, precisa melhorar. Mas é um avanço. Considerando o comportamento dos números relativos ao crédito nos últimos meses, os dados do mês de março poderão se revelar históricos: a marca dos R$ 500 bilhões em crédito concedido. Para o Brasil, é um pequeno, mas importante passo para se ter um mercado de crédito consistente. Ao analisar-se a série histórica iniciada em julho de 2004, corrigida pelo IPCA, percebe-se uma instabilidade no mercado de crédito desde a implantação do Plano Real, com dois grandes picos, um em novembro de 1997 e outro em maio de 2001, devido principalmente a um aquecimento econômico, mesmo que ainda fraco. Há uma escalada quase sem movimentos de queda que se deu a partir de maio de 2003. Essa escalada está ilustrada no gráfico “Volume de Crédito - mai/03 à jan/05”. O período compreendido no gráfico representa o movimento de alta mais duradouro desde 1994. A partir daí, pode-se dizer que esse último moVolume vimento de alta nos volumes de crédito apresenta-se mais consistente e sustentá520.000 vel, fazendo com que essa alta se perpetue ao longo de 2005. Houve aumento 500.000 mensal em todos os meses exceto janeiro 480.000 04 em relação a dezembro 03, sendo um efeito normal devido a sazonalidade. 460.000 Em grande parte, o crescimento do cré440.000 dito vem sendo sustentado pelos recursos livres, tanto os de pessoa física quanto os 420.000 de pessoa jurídica. O crescimento mensal 400.000 do crédito para pessoa física foi de 3,2%, enquanto que o crédito destinado à pessoa jurídica cresceu exatos 2%. Já a variação de 12 meses foi de 19,2% para o crédito para pessoa jurídica e 31,8% para o crédito


sistema financeiro Tendências Consultoria Integrada

Cresce uso de cartões de crédito e débito Além de reduzir riscos, inclusive de roubos, pagamentos eletrônicos oferecem menor custo administrativo ao segmento varejista

O

crescimento ininterrupto do volume de cheques devolvidos no País deverá estimular ainda mais a escolha dos cartões de crédito e débito como os meios de pagamento preferenciais do comércio, principalmente entre os pequenos varejistas, que não dispõem de uma gestão de crédito sofisticada como a existente nas grandes redes – diferencial competitivo que foi reforçado recentemente com a onda de associações estratégicas destas com os bancos comerciais. Na verdade, pelo fato de os cartões serem meios de pagamentos bem mais eficientes, tanto em relação aos custos de transação quanto ao risco, é provável que o cheque seja relegado a um papel secundário em um intervalo relativamente curto de tempo. A inadimplência do cheque tem aumentado continuamente nos últimos anos e em 2004 não foi exceção. Segundo a Serasa, no ano passado, foram 15,8 cheques devolvidos para cada mil compensados contra 15,5 em 2003. Na raiz do problema está o próprio processo de migração do uso do cheque para os cartões de plástico. Os primeiros agentes a incentivarem a utilização dos cartões foram os bancos, que respondem pelas principais administradoras deste meio de pagamento no País. Além do porcentual cobrado dos comerciantes, que gira em torno

Em 2004, segundo a Serasa, foram 15,8 cheques devolvidos para cada mil compensados, contra 15,5 em 2003

de 4% do valor da compra no caso do cartão de crédito e 2% no de débito, o custo de processamento de uma transação eletrônica para a instituição financeira representa uma pequena fração do custo de compensação de um cheque. Vantagens dos cartões Para o varejista, as vantagens dos cartões também são significativas, incluindo um menor custo administrativo, a redução do risco de roubos e, principalmente, a eliminação do risco de inadimplência. No caso do cartão de débito, a transferência de recursos da conta do cliente é instantânea, enquanto nas vendas com o de crédito o risco é assumido pelas administradoras. Considerando as estimativas de inadimplência do comércio, o custo cobrado pelas empresas de cartões

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é, na maioria dos casos, bastante compensador. O relativo entre o número de registros líquidos de inadimplentes e o de consultas ao SCPC tem girado em torno de 4,5% no período recente, segundo a ACSP. Já a inadimplência das pessoas físicas junto ao sistema financeiro tem se situado ao redor de 12,5%, de acordo com o Banco Central. Outro parâmetro interessante é dado pela Casas Bahia, que, apesar de possuir um grande know-how nas concessões de crédito, apresenta uma taxa de inadimplentes da ordem de 8%. De ambos os lados, os consumidores têm sido incentivados a substituírem seus meios de pagamento. Os bancos passaram a cobrar tarifa para cada cheque emitido de valor reduzido, enquanto os comerciantes têm criado mais e mais empecilhos à sua aceitação. É cada vez mais comum, por exemplo, a opção de parcelamento apenas no cartão e não mais em cheques pré-datados. O mais relevante é que estes fatores desencadearam um processo de retroalimentação, conhecido na literatura econômica como seleção adversa. Como os bons pagadores têm incentivos para concentrar seus pagamentos nos cartões, sobra uma proporção maior de maus pagadores utilizando cheques. Com a elevação do risco do cheque, os lojistas aumentam ainda mais as restrições à sua aceitação, realimentando o processo de migração FINANCEIRO


Número de transações com cheques e cartões de crédito (em bilhões) 5,0 4,5 Cheques trocados Transaç. cartões de crédito

4,0 3,5 3,0 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5

2004

2003

2002

2001

2000

1999

1998

1997

1996

1995

1994

1993

1992

1991

0,0

Fonte: Abecs e Banco Central

para os cartões, bem como a concentração de maus pagadores no uso dos cheques. Valor das operações A própria evolução dos cheques devolvidos quantifica este problema. Em 1991, havia 1,6 cheque sem fundo para cada mil compensados. Esta proporção subiu para 9,3 em 1998, 13,6 em 2002 e, finalmente, 15,8 em 2004. O processo de seleção adversa não desemboca necessariamente na extinção do cheque, já que o risco de inadimplência é mitigado pelos sistemas de proteção ao crédito, como o Usecheque e a Serasa. Mesmo com a utilização destes instrumentos, contudo, o risco deste meio de pagamento continua sendo significativo e indutor do uso dos cartões. A migração do uso do cheque para os cartões de plástico tem ocorrido de maneira muito rápida. Nos últimos três anos, o número de cheques compensados recuou em um ritmo relativamente constante de 7% ao ano, ao passo que o núACREFI

Transações com cartões de crédito cresceram 9% em 2002, 15% em 2003 e 18% em 2004

mero de transações com cartões de crédito cresceu 9% em 2002, 15% em 2003 e 18% no ano passado. Em 1992, havia 25 transações com cheques para cada operação com cartão de crédito. Tal proporção, em 2004, foi de apenas 1,4, sendo provável que, no ano que vem, o número de transações com cartões de crédito já ultrapasse o número de cheques. Crescimento ainda maior ocorre com os cartões de débito, impulsionado pela popularização dos termi-

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nais POS (máquinas de captura das transações), que permitem acesso on-line às contas dos clientes. Os dados consolidados de transações deste tipo, segundo balanço divulgado pelo Bradesco, um dos maiores emissores de cartões do País, dão mostras da importância já adquirida por este meio de pagamento. Em 2004, pela primeira vez, o número de operações com cartões de débito ultrapassou o de cartões de crédito, atingindo uma proporção 20% superior, enquanto em 2000 o volume de transações de débito respondia por apenas 30% do total de pagamentos efetuados com cartões de crédito. Cheques devolvidos Da mesma forma, nos últimos três anos, enquanto o faturamento dos cartões de crédito administrados pelo banco cresceu pouco abaixo de 20% ao ano, o apurado com os cartões de débito aumentou acima de 50% ao ano. Como resultado, o volume financeiro das transações com cartões de débito já alcança 80% do valor das operações com cartões de crédito do banco, enquanto, em 2000, esta relação era de apenas 20%. Há ainda um amplo espaço para a ampliação do uso dos cartões, já que boa parte dos consumidores é resistente em substituir os cheques. Contudo, a vantagem de custos tanto para o varejo quanto para os bancos é forte o suficiente para que ambos criem novos incentivos para dobrar a resistência das pessoas em desenvolver novos hábitos de pagamento, como é o caso dos descontos oferecidos pelas instituições financeiras nas tarifas bancárias aos clientes que utilizam cartões de plástico. Estas promoções são condizentes com as pesquisas feitas pelas administradoras de cartão, dando conta que, uma vez estimulado a comprar pela primeira vez com o cartão de débito, o consumidor tende a adquirir o hábito de usá-lo com relativa freqüência. (Denise de Pasqual)


Um novo tempo para as áreas de concessão e cobrança

Nicole Labato

crédito ao consumo

ADALBERTO SAVIOLI, DIRETOR DE CRÉDITO DO BANCO PANAMERICANO

A

ntigamente, o crédito ao consumo, era algo muito simples, com pouca tecnologia e fraca sofisticação estrutural. Apenas consultava-se o nome da pessoa, certificava-se que trabalhava com carteira assinada e, pronto, o crédito era concedido. Porém, muita coisa mudou nesses últimos 10 anos, principalmente por conta da estabilização da moeda, observa-se um aumento na capacidade de compra das classes mais populares, mudança no perfil dos consumidores, muitos sem renda comprovada. Verifica-se também a intensificação das operações de empréstimo utilizando spreads mais elevados assim como um aumento nos volumes de financiamento de veículos com prazos maiores e menor inadimplência. Resultado: mercado mais atrativo e acirrada competição entre Bancos e Financeiras. Com relação à metodologia de concessão do crédito, as mudanças também foram importantes, o mercado passou a estudar o perfil dos clientes, seus hábitos de pagamento, utilizando modelagem estatística para concessão e manutenção de crédito. Passou a ter informações de endividamento dos tomadores, via Bacen, e a acompanhar o desempenho das carteiras, oferecendo novos produtos e limites para manter a fidelização. Porém, a principal modificação a se fazer, para manter atratividade e a competitividade desse mercado, é a redução dos custos das transações de crédito, seja com ferramentas de

Atualmente, os números dos órgãos decisão automática, seja com os carde proteção ao crédito transmitem tões private label ou de crédito, a real necessidade da profissionalizaque, diga-se de passagem, avançaram ção e aprimoramento dessas emprenum espaço que antes somente as inssas, pois mais de 18 milhões de pestituições financeiras atuavam. Setor soas estão negativadas no Brasil. esse que tem crescido como um novo Diante disto, inimeio de financiacia-se uma verdadeimento ao consumo, bastando verificar Segmentos atuavam ra revolução nesse segmento: empresas os prazos de par- na “defesa” e com muita tecnolocelamento dos cartões, que hoje che- atualmente já fazem gia, alto padrão de atendimento, atuagam a 12 meses, de parte do “meio de ção mais eficiente, forma muito mais campo” focando o perfil do ágil e eficaz. devedor com maior Os números aponprobabilidade de pagamento, protam essa tendência, pois há 4 anos dutividade aumentada por conta existiam cerca de 30 milhões de cardos discadores automáticos e pretões de crédito no Brasil e, atualditivos, além dos recursos de agenmente, existem cerca de 55 milhões. damento eletrônico, das promessas Um mercado que muda tão rapide pagamento e da cobrança via damente e cada dia fi ca mais atramensagem em celular. E, melhor de ente e empolgante, exigirá mais efi tudo, a possibilidade dos pagamenciência em custos, maior criativitos serem creditados diretamente dade em produtos e serviços, uma ao Banco, reduzindo em muito o pitada de agressividade, taxas diferisco de repasse. renciadas ao perfil do tomador, e Nesses novos tempos, a cobrança adequação dos limites para ofertar passa a ser considerada um centro crédito, especialmente nas classes de resultados, agregando valor ao mais populares. negócio, através dos encargos cobraOutro fato interessante nesses dos pelo atraso, através de uma últimos 10 anos, é a profissionalizamenor despesa de PDD e de uma ção das empresas de cobrança. No maior recuperação de ativos lançapassado, uma empresa de cobrança dos em prejuízo. necessariamente precisava ter cobraComo se vê, todas essas transdores muito persuasivos, porém seus formações estão mudando o foco e resultados eram desanimadores. a estratégia das áreas de crédito e Sofriam as instituições financeiras, cobrança. Pode-se dizer, por analoque perdiam clientes aos rodos, resgia, que antes tais áreas atuavam pondiam processos e, muitas vezes, na “defesa” e atualmente já fazem mesmo o cliente pagando, o recurso parte do “meio de campo” não era repassado.

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FINANCEIRO


banco de dados por ABM Consulting TAXAS MÉDIAS GERAL DATA

Aplicações % a.a.

Var. p.p.

Captações % a.a.

Var. p.p.

Spread % a.a.

Var. p.p.

mar/04

45,3

0,2

15,8

0,1

29,5

0,1

abr/04

44,7

-0,6

15,7

-0,1

29,0

-0,5

mai/04

44,2

-0,5

17,0

1,3

27,2

-1,8

jun/04

44,0

-0,2

17,0

0,0

27,0

-0,2 0,2

jul/04

43,9

-0,1

16,7

-0,3

27,2

ago/04

43,9

0,0

16,4

-0,3

27,5

0,3

set/04

45,1

1,2

17,4

1,0

27,7

0,2

out/04

45,6

0,5

17,5

0,1

28,1

0,4

nov/04

45,7

0,1

17,9

0,4

27,8

-0,3

dez/04

45,0

-0,7

17,8

-0,1

27,2

-0,6

jan/05

46,8

1,8

18,3

0,5

28,5

1,3

fev/05

47,5

0,7

18,7

0,4

28,8

0,3

Variação fev-fev

2,4

3,0

-0,6

Fonte: Banco Central do Brasil/ABM Consulting

PESSOA FÍSICA DATA

Aplicações % a.a.

Var. p.p.

Captações % a.a.

Var. p.p.

Spread % a.a.

Var. p.p.

mar/04

64

-0,2

15,4

-0,2

48,6

0

abr/04

63,3

-0,7

15,4

0,0

47,9

-0,7

mai/04

62,4

-0,9

17,2

1,8

45,2

-2,7

jun/04

62,4

0,0

17,4

0,2

45,0

-0,2 0,3

jul/04

62,0

-0,4

16,7

-0,7

45,3

ago/04

63,1

1,1

17,4

0,7

45,7

0,4

set/04

63,2

0,1

17,5

0,1

45,7

0,0

out/04

63,2

0,0

17,3

-0,2

45,9

0,2

nov/04

63,4

0,2

17,8

0,5

45,6

-0,3

dez/04

61,5

-1,9

17,6

-0,2

43,9

-1,7

jan/05

63,4

1,9

18,2

0,6

45,2

1,3

fev/05

64,0

0,6

18,6

0,4

45,4

0,2

Variação fev-fev

-0,2

3,0

-3,2

Fonte: Banco Central do Brasil/ABM Consulting

PESSOA JURÍDICA DATA

Aplicações % a.a.

Var. p.p.

Captações % a.a.

Var. p.p.

Spread % a.a.

mar/04

30,4

0,2

abr/04

29,9

-0,5

mai/04

30,0

0,1

16,9

jun/04

29,7

-0,3

16,7

Var. p.p.

16

0,2

14,4

0

15,9

-0,1

14,0

-0,4

1,0

13,1

-0,9

-0,2

13,0

-0,1

jul/04

29,7

0,0

16,6

-0,1

13,1

0,1

ago/04

28,8

-0,9

15,7

-0,9

13,1

0,0

set/04

30,4

1,6

17,3

1,6

13,1

0,0

out/04

31,1

0,7

17,6

0,3

13,5

0,4

nov/04

30,9

-0,2

18,0

0,4

12,9

-0,6

dez/04

31,0

0,1

18,0

0,0

13,0

0,1

jan/05

32,2

1,2

18,3

0,3

13,9

0,9

fev/05

32,4

0,2

18,8

0,5

13,6

-0,3

Variação fev-fev

2,2

3,0

Fonte: Banco Central do Brasil/ABM Consulting

ACREFI

19

-0,8


banco de dados por ABM Consulting JUROS E SPREAD BANCÁRIO

CRÉDITO PESSOA FÍSICA CRÉDITO CONSIGNADO Taxa

47,5 45,0 42,5 40,0 37,5 35,0 32,5 30,0 27,5 25,0 22,5 20,0 17,5 15,0

SPREAD

mar 04

abr 04

mai 04

jun 04

jul 04

Aplicações

ago 04

set 04

out 04

nov 04

dez 04

jan 05

16.000

42,00

14.000

41,50

12.000

41,00

10.000

40,50

8.000

40,00

6.000

39,50

4.000

39,00

2.000

38,50 38,00

0

fev 05

fev mar abr mai jun 04 04 04 04 04

Captações

jul ago set out nov dez jan fev 04 04 04 04 04 04 05 05

Volume

Taxas de Juros

VOLUME DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO - PESSOA FÍSICA - PREFIXADOS (R$ milhões) MÊS/ANO

mar/04 abr/04 mai/04 jun/04 jul/04 ago/04 set/04 out/04 nov/04 dez/04 jan/05 fev/05

AQUISIÇÃO DE BENS

CRÉDITO PESSOAL

VARIAÇÃO EM %

Veículos

Variação

Outros

Variação

OUTRAS OPERAÇÕES

VARIAÇÃO EM %

TOTAL

VARIAÇÃO EM %

33.191 34.481 35.740 36.715 37.677 38.712 39.888 41.353 42.439 43.423 44.781 46.719

3,72% 3,89% 3,65% 2,73% 2,62% 2,75% 3,04% 3,67% 2,62% 2,32% 3,13% 4,33%

32.041 32.550 33.106 33.591 34.126 34.740 35.383 35.573 36.754 38.065 38.855 39.501

2,41% 1,59% 1,71% 1,47% 1,59% 1,80% 1,85% 0,54% 3,32% 3,57% 2,07% 1,66%

5.329 5.388 5.537 5.599 5.750 5.925 6.179 6.639 6.840 7.225 7.375 7.287

-0,51% 1,10% 2,76% 1,13% 2,68% 3,05% 4,29% 7,45% 3,02% 5,62% 2,08% -1,19%

5.186 5.302 5.417 5.385 5.331 5.400 5.495 5.559 5.625 5.471 5.621 5.834

0,64% 2,23% 2,17% -0,59% -1,01% 1,31% 1,76% 1,17% 1,18% -2,74% 2,74% 3,78%

93.838 95.967 98.249 99.986 101.362 104.057 106.539 108.478 112.358 113.272 116.986 120.753

2,45% 2,27% 2,38% 1,77% 1,38% 2,66% 2,39% 1,82% 3,58% 0,81% 3,28% 3,22%

Fonte: Banco Central do Brasil/ABM Consulting

TAXAS DE JUROS PREFIXADOS - PESSOA FÍSICA (R$ milhões) CRÉDITO PESSOAL SALDO TOTAL

AQUISIÇÃO DE BENS - VEÍCULOS

TAXAS DE JUROS

% Variação % Variação MÊS/ANO R$ milhões a.m. p.p a.a. p.p mar/04 abr/04 mai/04 jun/04 jul/04 ago/04 set/04 out/04 nov/04 dez/04 jan/05 fev/05

33.191 34.481 35.740 36.715 37.677 38.715 39.888 41.353 42.439 43.423 44.781 46.719

4,85 4,79 4,66 4,62 4,61 4,71 4,72 4,71 4,71 4,56 4,75 4,79

0,00 -0,06 -0,13 -0,04 -0,01 0,11 0,01 -0,01 0,00 -0,15 0,19 0,04

76,50 75,30 72,70 71,90 71,70 73,80 73,90 73,80 73,80 70,80 74,50 75,30

-0,10 -1,20 -2,60 -0,80 -0,20 2,10 0,10 -0,10 0,00 -3,00 3,70 0,80

SALDO TOTAL R$ milhões 32.041 32.550 33.106 33.591 34.126 34.828 35.383 35.573 36.754 38.065 38.855 39.501

TAXAS DE JUROS % Variação a.m. p.p 2,54 2,53 2,55 2,61 2,60 2,61 2,58 2,57 2,57 2,57 2,63 2,61

-0,04 -0,01 0,02 0,06 -0,01 0,01 -0,04 -0,01 0,00 0,00 0,06 -0,02

SALDO TOTAL

% Variação a.a. p.p 35,10 35,00 35,30 36,30 36,10 36,30 35,70 35,60 35,60 35,60 36,50 36,20

AQUISIÇÃO DE BENS - OUTROS

-0,60 -0,10 0,30 1,00 -0,20 0,20 -0,60 -0,10 0,00 0,00 0,90 -0,30

R$ milhões 5.329 5.388 5.537 5.599 5.750 5.921 6.179 6.639 6.840 7.225 7.375 7.287

TAXAS DE JUROS % Variação a.m. p.p 4,15 4,11 3,99 3,96 3,91 3,93 4,03 4,07 4,13 4,36 4,24 4,19

-0,21 -0,06 -0,19 -0,04 -0,08 0,02 0,10 0,04 0,06 0,23 -0,13 -0,04

% a.a.

Variação p.p

62,90 62,20 59,90 59,40 58,50 58,80 60,60 61,40 62,50 66,90 64,50 63,70

-2,50 -0,70 -2,30 -0,50 -0,90 0,30 1,80 0,80 1,10 4,40 -2,40 -0,80

Fonte: Banco Central do Brasil/ABM Consulting

20

FINANCEIRO


VOLUME DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO - CRÉDITO CONSIGNADO CRÉDITO PESSOAL MERCADO

CRÉDITO PESSOAL AMOSTRA*

Públicos

Privados

Total

mar/04 abr/04 mai/04 jun/04 jul/04 ago/04 set/04 out/04 nov/04 dez/04 jan/05

33.191 34.481 35.740 36.715 37.677 38.712 39.888 41.353 42.439 43.423 44.781

26.792 27.730 28.748 29.457 30.202 30.985 31.925 33.178 33.881 34.721 35.522

6.703 7.015 7.135 7.528 8.072 8.406 8.912 9.581 10.077 10.536 10.805

689 832 965 1.135 1.316 1.475 1.603 1.717 1.817 1.881 1.980

7.392 7.847 8.101 8.664 9.388 9.881 10.515 11.297 11.893 12.417 12.786

22,27% 22,76% 22,67% 23,60% 24,92% 25,52% 26,36% 27,32% 28,02% 28,60% 28,55%

40,84 38,81 38,98 38,61 38,32 38,54 38,95 39,22 38,55 39,98 39,29

76,50 75,30 72,70 71,90 71,70 73,80 73,90 73,80 73,80 70,80 74,50

35,66 36,49 33,72 33,29 33,38 35,26 34,95 34,58 35,25 30,82 35,21

fev/05

46.719

36.921

11.490

2.075

13.566

29,04%

39,44

75,30

35,86

45,99%

43,20%

82,53%

289,50%

98,68%

MÊS/ANO

Variação fev-fev

CONSIGNADO

% CONSIGNADO**

TAXA DE JUROS % aa Consignado Pessoal Diferencial***

Fonte: ABM Consulting / BC * Pesquisa com treze das maiores instituições que operam com crédito pessoal. ** Total consignado sobre o total de crédito pessoal de mercado *** Taxa Crédito Pessoal de Mercado - Taxa de Consignado.

INADIMPLÊNCIA - OPERAÇÕES PREFIXADAS CRÉDITO PESSOAL (R$ mil)

Mês/Ano

Saldo sem atraso

Com atraso de 15 a 30 dias

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso de 31 a 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso maior que 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Saldo total CarteiraBrasil

Variação em %

mar/04 abr/04 mai/04 jun/04 jul/04 ago/04 set/04 out/04 nov/04 dez/04 jan/05 fev/05

28.273.392 29.600.772 30.842.592 31.874.938 32.846.771 33.605.016 34.395.189 36.330.048 36.429.717 38.174.691 39.266.909 40.956.095

924.733 950.333 874.484 998.004 979.871 1.269.799 1.603.160 1.071.229 1.854.350 910.690 1.081.229 1.122.926

2,79% 2,76% 2,45% 2,72% 2,60% 3,28% 4,02% 2,59% 4,37% 2,10% 2,41% 2,40%

1.091.225 1.088.846 1.136.548 1.040.267 1.014.235 1.048.360 1.123.560 1.150.369 1.347.591 1.241.283 1.218.475 1.339.923

3,29% 3,16% 3,18% 2,83% 2,69% 2,71% 2,82% 2,78% 3,18% 2,86% 2,72% 2,87%

2.261.870 2.192.235 2.269.154 2.250.929 2.337.093 2.333.029 2.358.439 2.444.849 2.478.395 2.490.724 2.597.156 2.639.750

6,81% 6,36% 6,35% 6,13% 6,20% 6,03% 5,91% 5,91% 5,84% 5,74% 5,80% 5,65%

33.191.270 34.481.073 35.739.766 36.715.137 37.676.568 38.712.343 39.888.408 41.353.350 42.438.810 43.422.690 44.780.533 46.718.661

3,72% 3,89% 3,65% 2,73% 2,62% 2,75% 3,04% 3,67% 2,62% 2,32% 3,13% 4,33%

Fonte: Banco Central do Brasil/ABM Consulting

AQUISIÇÃO DE BENS - VEÍCULOS (R$ mil)

Mês/Ano

mar/04 abr/04 mai/04 jun/04 jul/04 ago/04 set/04 out/04 nov/04 dez/04 jan/05 fev/05

Saldo

Com atraso

sem atraso

de 15 a 30 dias

28.619.263 29.160.974 29.719.227 30.333.668 30.927.564 31.647.980 32.105.124 32.340.462 33.650.225 35.183.751 35.794.237 36.361.680

1.261.847 1.207.718 1.271.432 1.205.501 1.199.259 1.197.763 1.266.622 1.217.895 1.177.013 1.123.870 1.243.239 1.193.561

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso de 31 a 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso maior que 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Saldo total CarteiraBrasil

Variação em %

3,94% 3,71% 3,84% 3,59% 3,51% 3,45% 3,58% 3,42% 3,20% 2,95% 3,20% 3,02%

1.159.900 1.195.775 1.138.068 1.106.926 1.039.556 1.007.462 1.136.700 1.089.188 1.100.391 954.090 1.025.705 1.162.011

3,62% 3,67% 3,44% 3,30% 3,05% 2,90% 3,21% 3,06% 2,99% 2,51% 2,64% 2,94%

996.492 981.899 973.258 941.782 960.569 883.791 871.118 922.225 823.190 800.832 788.885 780.550

3,11% 3,02% 2,94% 2,80% 2,81% 2,54% 2,46% 2,59% 2,24% 2,10% 2,03% 1,98%

32.040.685 32.549.853 33.105.519 33.591.319 34.125.996 34.740.423 35.382.584 35.572.761 36.753.547 38.065.281 38.854.788 39.500.544

2,41% 1,59% 1,71% 1,47% 1,59% 1,80% 1,85% 0,54% 3,32% 3,57% 2,07% 1,66%

Fonte: Banco Central do Brasil/ABM Consulting

ACREFI

21


banco de dados por ABM Consulting INADIMPLÊNCIA - OPERAÇÕES PREFIXADAS AQUISIÇÃO DE BENS - OUTROS (R$ mil)

Mê s/Ano

Saldo sem atraso

Com atraso de 15 a 30 dias

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso de 31 a 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso maior que 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Saldo total CarteiraBrasil

Variação em %

mar/04 abr/04 mai/04 jun/04 jul/04 ago/04 set/04 out/04 nov/04 dez/04 jan/05 fev/05

4.317.315 4.357.391 4.485.011 4.561.384 4.707.381 4.877.281 5.036.740 5.472.671 5.650.757 6.105.428 6.147.604 5.987.889

227.992 231.610 224.733 226.935 232.066 235.179 263.115 263.448 266.926 247.018 323.728 324.577

4,28% 4,30% 4,06% 4,05% 4,04% 3,97% 4,26% 3,97% 3,90% 3,42% 4,39% 4,45%

277.173 269.650 256.197 249.029 237.290 234.775 261.585 272.977 287.900 246.571 275.200 336.280

5,20% 5,00% 4,63% 4,45% 4,13% 3,96% 4,23% 4,11% 4,21% 3,41% 3,73% 4,61%

497.702 520.305 561.445 552.488 563.322 568.248 608.388 621.100 625.283 616.087 618.340 627.927

9,34% 9,66% 10,14% 9,87% 9,80% 9,59% 9,85% 9,35% 9,14% 8,53% 8,38% 8,62%

5.329.472 5.388.292 5.536.836 5.599.317 5.749.605 5.924.969 6.179.110 6.639.404 6.840.214 7.224.939 7.374.918 7.286.798

-0,51% 1,10% 2,76% 1,13% 2,68% 3,05% 4,29% 7,45% 3,02% 5,62% 2,08% -1,19%

Fonte: Banco Central do Brasil/ ABM Consulting

INADIMPLÊNCIA - AQUISIÇÃO OUTROS BENS - PREFIXADO Fevereiro/2005 (em R$ mil)

INADIMPLÊNCIA - CRÉDITO PESSOAL - PREFIXADO Fevereiro/2005 (em R$ mil) Atraso de 15 a 30 dias 1.122.926

Atraso de 15 a 30 dias 324.577

22,0% Atraso de mais de 90 dias 2.639.750

25,2% Atraso de mais de 90 dias 627.927

51,7% 26,3%

Atraso de 31 a 90 dias 1.339.923

INADIMPLÊNCIA - AQUISIÇÃO DE VEÍCULOS - PREFIXADO Fevereiro/2005 (em R$ mil)

24,9% Atraso de 15 a 30 dias 1.193.561

26,1%

Atraso de 31 a 90 dias 336.280

INADIMPLÊNCIA - OUTRAS OPERAÇÕES - PREFIXADO Fevereiro/2005 (em R$ mil) Atraso de 15 a 30 dias 215.033

Atraso de mais de 90 dias 780.550

16,4% Atraso de mais de 90 dias 716.599

38,1% 37,1%

48,7%

54,6%

Atraso de 31 a 90 dias 1.162.011

29,0%

Atraso de 31 a 90 dias 381.263

OUTRAS OPERAÇÕES (R$ mil)

Mê s/Ano

Saldo sem atraso

Com atraso de 15 a 30 dias

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso de 31 a 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Com atraso maior que 90 dias

% sobre Saldo da Carteira

Saldo total CarteiraBrasil

Variação em %

mar/04 abr/04 mai/04 jun/04 jul/04 ago/04 set/04 out/04 nov/04 dez/04 jan/05 fev/05

3.199.687 3.330.309 3.446.978 3.429.475 3.403.043 3.427.678 3.411.009 3.453.875 3.586.571 3.579.408 3.654.143 3.798.282

244.510 226.567 211.053 228.923 204.489 220.111 230.730 218.566 186.260 183.304 207.002 215.033

4,71% 4,27% 3,90% 4,25% 3,84% 4,08% 4,20% 3,93% 3,31% 3,35% 3,68% 3,69%

352.912 358.827 340.596 334.332 314.235 319.305 384.060 383.012 348.687 338.569 355.162 381.263

6,80% 6,77% 6,29% 6,21% 5,89% 5,91% 6,99% 6,89% 6,20% 6,19% 6,32% 6,54%

854.372 835.530 845.248 824.206 818.283 821.802 809.917 783.905 778.224 679.473 705.354 716.599

16,47% 15,76% 15,60% 15,31% 15,35% 15,22% 14,74% 14,10% 13,83% 12,42% 12,55% 12,28%

5.186.212 5.301.959 5.417.094 5.385.064 5.330.634 5.400.460 5.495.355 5.559.467 5.625.320 5.471.407 5.621.074 5.833.558

0,64% 2,23% 2,17% -0,59% -1,01% 1,31% 1,76% 1,17% 1,18% -2,74% 2,74% 3,78%

Fonte: Banco Central do Brasil/ABM Consulting

22

FINANCEIRO


DESEMPREGO TAXA DE DESEMPREGO (%) DATA

Brasil

mar/04 abr/04 mai/04 jun/04 jul/04 ago/04 set/04 out/04 nov/04 dez/04 jan/05 fev/05

Var. p.p.

12,80 13,10 12,20 11,70 11,20 11,40 10,90 10,50 10,60 9,60 10,20 10,60

TAXA DE DESEMPREGO

SP

0,80 0,30 -0,90 -0,50 -0,50 0,20 -0,50 -0,40 0,10 -1,00 0,60 0,40

Taxa (%)

Var. p.p.

14,60 14,50 13,60 13,30 12,50 12,60 11,70 11,20 11,20 9,80 11,10 11,50

15,0 14,5 14,0 13,5 13,0 12,5 12,0 11,5 11,0 10,5 10,0 9,5 9,0

1,00 -0,10 -0,90 -0,30 -0,80 0,10 -0,90 -0,50 0,00 -1,40 1,30 0,40

Fonte: IBGE/ABM Consulting

Variação (p.p.) 1,00 0,80 0,60 0,40 0,20 0,00 -0,20 -0,40 -0,60 -0,80 -1,00 -1,20

fev 04

mar abr 04 04

mai 04

Brasil

jun 04

jul 04

ago 04

set 04

SP

out 04

nov 04

dez 04

jan 05

fev 05

Var. p.p. mensal Brasil

Fonte: IBGE/ABM Consulting

RENDIMENTO MÉDIO REAL HABITUALMENTE RECEBIDO (R$)

RENDIMENTO MÉDIO REAL HABITUALMENTE RECEBIDO (R$) DATA

Brasil

Var. %

SP

Var. %

mar/04 abr/04 mai/04 jun/04 jul/04 ago/04 set/04 out/04 nov/04 dez/04 jan/05 fev/05

921,76 913,72 907,10 923,87 929,73 916,53 932,19 920,84 921,53 904,49 923,99 932,90

1,4% -0,9% -0,7% 1,8% 0,6% -1,4% 1,7% -1,2% 0,1% -1,8% 2,2% 1,0%

1.059,52 1.038,75 1.059,91 1.076,94 1.068,60 1.052,85 1.070,16 1.052,79 1.053,77 1.032,74 1.059,92 1.076,10

-0,1% -2,0% 2,0% 1,6% -0,8% -1,5% 1,6% -1,6% 0,1% -2,0% 2,6% 1,5%

Fonte: IBGE/ABM Consulting

1.100

0,025

1.050

0,02 0,015

1.000

0,01

950

0,005

900

0

850

-0,005 -0,01

800

-0,015

750 700

-0,02

fev 04

mar abr 04 04

mai 04

Brasil

jun 04

jul 04

ago 04

set 04

SP

out 04

nov 04

dez 04

jan 05

fev 05

-0,025

Var. % mensal Brasil

Fonte: IBGE/ABM Consulting

COMÉRCIO VAREJISTA VOLUME DE VENDAS

VOLUME DE VENDAS

Data

Índice Hipermercados e Veículos,Motos, Var. % Var. % Var. % Geral Supermercados Partes e Peças

fev/04 mar/04 abr/04 mai/04 jun/04 jul/04 ago/04 set/04 out/04 nov/04 dez/04 jan/05

94,73 103,38 104,19 109,37 104,56 109,69 106,50 103,74 111,32 109,58 154,93 105,15

Variação 6,24% jan-jan

-4,3% 9,1% 0,8% 5,0% -4,4% 4,9% -2,9% -2,6% 7,3% -1,6% 41,4% -32,1%

97,32 102,50 106,90 104,27 100,57 107,70 104,86 103,82 112,27 107,59 142,81 106,03 6,56%

-2,2% 5,3% 4,3% -2,5% -3,5% 7,1% -2,6% -1,0% 8,1% -4,2% 32,7% -25,8%

100,24 121,79 108,23 113,91 116,80 118,40 121,95 121,56 120,31 125,95 137,60 119,03

-6,2% 21,5% -11,1% 5,2% 2,5% 1,4% 3,0% -0,3% -1,0% 4,7% 9,2% -13,5%

160 150 140 130 120 110 100 90 80

mar abr 04 04

Índice Geral

11,39%

Fonte: IBGE/ABM Consulting

ACREFI

fev 04

23

mai 04

jun 04

jul 04

ago 04

Hipermercados e Supermercados

set 04

out 04

nov 04

dez 04

jan 05

Veículos, Motos Partes e Peças


banco de dados por ABM Consulting PREVISÕES ECONÔMICAS Ano de 2005

PIB Total % a.a.

PIB Agropecuário % a.a.

PIB Indústria % a.a.

PIB Serviço % a.a.

Produção Industrial % a.a.

3,62 3,68 3,68 3,68

3,96 4,20 4,07 4,07

4,40 4,48 4,34 4,37

2,81 2,93 2,96 2,88

4,67 4,76 4,89 4,86

Selic Taxa anual

IGP-DI % a.a.

IPCA % a.a.

Taxa de Câmbio R$/US$

Saldo Comercial US$ bilhões

15,91 16,89 17,13 17,23

6,51 6,10 6,13 6,22

5,75 5,72 5,79 5,83

2,95 2,83 2,82 2,83

26,46 26,77 28,19 28,55

Previsão 03/01/2005 4 semanas antes 1 semana antes Previsão 18/03 Fim de 2005

Final de 2005 Previsão 03/01/2005 4 semanas antes 1 semana antes Previsão 18/03 Fonte: BC-Focus/ABM Consulting

ATIVIDADE ECONÔMICA DATA

Taxa da Utilização da Capacidade Instalada

Var. p.p.

DATA

Índice de Produção Física Média Móvel Trimestral

Var. %

fev/04

79,64

0,15

fev/04

103,46

-0,6%

mar/04

82,06

2,42

mar/04

104,14

0,7%

abr/04

81,23

-0,83

abr/04

104,82

0,7%

mai/04

82,39

1,16

mai/04

106,50

1,6% 0,9%

jun/04

83,13

0,74

jun/04

107,50

jul/04

83,52

0,39

jul/04

108,68

1,1%

ago/04

83,85

0,33

ago/04

109,46

0,7%

set/04

83,75

-0,09

set/04

110,03

0,5%

out/04

84,00

0,24

out/04

110,44

0,4%

nov/04

83,38

-0,62

nov/04

110,35

-0,1%

dez/04

81,18

-2,20

dez/04

110,74

0,4%

jan/05

81,00

-0,18

jan/05

110,87

0,1%

Variação jan-jan

0,02 p.p.

Variação jan-jan

6,48%

Fonte: CNI/ABM Consulting

Fonte: IBGE/ABM Consulting

PRODUÇÃO (ÍNDICE) X CAPACIDADE (%) Capacidade (%)

Produção - Índice

85

112

84

110

83

108

82 106 81 104

80

102

79

100

78 fev 04

Fonte: ABM Consulting

mar 04

abr 04

mai 04

Taxa da Utilização da Capacidade Instalada

jun 04

jul 04

ago 04

set 04

out 04

nov 04

dez 04

jan 05

Índice de Produção Física Média Móvel Trimestral

24

FINANCEIRO


INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA - AUTOMÓVEIS DE PASSAGEIROS, MISTOS, VEÍCULOS COMERCIAIS LEVES E PESADOS PRODUÇÃO

PRODUÇÃO (em unidades) (em unidades)

Data

Produção

fev/04 mar/04 abr/04 mai/04 jun/04 jul/04 ago/04 set/04 out/04 nov/04 dez/04 jan/05 fev/05

154.934 190.956 169.991 179.224 187.124 187.777 199.843 203.062 190.302 201.893 188.970 160.830 185.982

Média Trim. Var. Mensal Var. Mensal (%)

155.015 167.316 171.960 180.057 178.780 184.708 191.581 196.894 197.736 198.419 193.722 183.898 178.594

-1.123 36.022 -20.965 9.233 7.900 653 12.066 3.219 -12.760 11.591 -12.923 -28.140 25.152

Variação fev/04-fev/05

-0,7% 23,2% -11,0% 5,4% 4,4% 0,3% 6,4% 1,6% -6,3% 6,1% -6,4% -14,9% 15,6%

210.000 200.000 190.000 180.000 170.000 160.000 150.000

fev 04

mar 04

abr 04

mai 04

jun 04

jul 04

ago 04

Produção

20,0%

set 04

out 04

nov 04

dez 04

jan 05

fev 05

jan 05

fev 05

dez 04

jan 05

Média trimestral

Fonte: Anfavea/ABM Consulting

VENDAS INTERNAS NO ATACADO DE NACIONAIS

VENDAS INTERNAS NO ATACADO DE NACIONAIS (em unidades) (em unidades)

Data

Vendas

Média Trim.

Variação

Variação(%)

fev/04 mar/04 abr/04 mai/04 jun/04 jul/04 ago/04 set/04 out/04 nov/04 dez/04 jan/05 fev/05

123.259 135.747 119.966 119.403 123.793 129.300 132.739 139.182 130.473 140.793 155.432 100.909 115.436

121.935 124.382 126.324 125.039 121.054 124.165 128.611 133.740 134.131 136.816 142.233 132.378 123.926

9.119 12.488 -15.781 -563 4.390 5.507 3.439 6.443 -8.709 10.320 14.639 -54.523 14.527

8,0% 10,1% -11,6% -0,5% 3,7% 4,4% 2,7% 4,9% -6,3% 7,9% 10,4% -35,1% 14,4%

Variação fev/04-fev/05

155.000 145.000 135.000 125.000 115.000 105.000 95.000

fev 04

mar 04

abr 04

mai 04

jun 04

Vendas

-6,3%

jul 04

ago 04

set 04

out 04

nov 04

dez 04

Média trimestral

Fonte: Anfavea/ABM Consulting

EXPORTAÇÃO TOTAL

EXPORTAÇÃO TOTAL (em unidades) (em unidades)

Data

fev/04 mar/04 abr/04 mai/04 jun/04 jul/04 ago/04 set/04 out/04 nov/04 dez/04 jan/05 fev/05

Exportações Média Trim.

33.364 52.717 43.132 49.282 61.452 61.562 68.434 57.406 62.856 60.579 59.049 45.083 59.124

37.448 41.397 43.071 48.377 51.289 57.432 63.816 62.467 62.899 60.280 60.828 54.904 54.419

Variação fev/04-fev/05

Variação

Variação(%)

-4.745 19.353 -9.585 6.150 12.170 110 6.872 -11.028 5.450 -2.277 -1.530 -13.966 14.041

-12,5% 58,0% -18,2% 14,3% 24,7% 0,2% 11,2% -16,1% 9,5% -3,6% -2,5% -23,7% 31,1%

70.000 65.000 60.000 55.000 50.000 45.000 40.000 35.000 30.000

mar 04

abr 04

mai 04

Exportações

77,2%

Fonte: Anfavea/ABM Consulting

ACREFI

fev 04

25

jun 04

jul 04

ago 04

set 04

out 04

Média trimestral

nov 04


banco de dados por ABM Consulting INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA VENDAS INTERNAS NO ATACADO DE NACIONAIS E IMPORTADOS - AUTOMÓVEIS (em unidades) Data

Vendas

1000cc

% no Total

1000cc a 2000cc

% no total

>2000cc

% no total

fev/04 mar/04 abr/04 mai/04 jun/04 jul/04 ago/04 set/04 out/04 nov/04 dez/04 jan/05 fev/05

102.384 113.769 99.968 97.420 103.260 107.215 109.270 113.456 106.228 116.998 129.579 82.256 95.954

60.581 72.183 56.345 56.151 57.800 58.216 59.743 61.404 60.318 65.451 72.331 44.720 51.736

59,2% 63,4% 56,4% 57,6% 56,0% 54,3% 54,7% 54,1% 56,8% 55,9% 55,8% 54,4% 53,9%

41.489 41.139 43.221 40.830 44.923 48.607 49.074 51.607 45.548 51.019 56.738 37.267 43.924

40,5% 36,2% 43,2% 41,9% 43,5% 45,3% 44,9% 45,5% 42,9% 43,6% 43,9% 45,3% 45,8%

314 447 402 439 537 392 453 445 362 528 510 269 294

0,3% 0,4% 0,4% 0,5% 0,5% 0,4% 0,4% 0,4% 0,3% 0,5% 0,3% 0,3% 0,3%

Fonte: Anfavea/ABM Consulting

VENDAS POR CATEGORIA - AUTOMÓVEIS

80.000 70.000 60.000 50.000 40.000 30.000

fev 04

mar 04

1000 cc

abr 04

mai 04

jun 04

jul 04

ago 04

set 04

out 04

nov 04

dez 04

jan 05

fev 05

1000 cc a 2000 cc

FINASA, DIBENS, SAFRA, UNIBANCO, PANAMERICANO e OMNI já estão conectando seus ambientes à CLICAR. 26

FINANCEIRO


Documentação confiável é um dos principais requisitos para definir políticas, decidir limites e reduzir riscos. Nem todos os proponentes de crédito têm comprovantes de renda e, muitas vezes, a documentação apresentada não é confiável, o que dificulta suas decisões de crédito e análises de risco. Esta solução estima a renda das diversas atividades profissionais, diferenciada por região, considerando as informações completas e abrangentes do mercado.

A Serviço do Desenvolvimento do Brasil

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Financeiro 23 - Abril 2005  

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