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Nº 420 • Novembro de 2004

União dos médicos será indispensável em 2005 O ano de 2005 chega repleto de desafios novos e antigos para a medicina brasileira. A luta pela implantação da CBHPM, a defesa da lei que regulamenta o Ato Médico, a busca por adequadas condições de trabalho aos profissionais do setor e de melhorias no atendimento à sociedade são apenas algumas das ações prioritárias durante o novo ano e que necessitarão da real união de forças da classe.

Balanço das atividades da ACM em 2004 Páginas 07 a 10


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EDITORIAL

EXPEDIENTE

CRÔNICA MÉDICA

ANO DO DESPERTAR

Informativo da Associação Catarinense de Medicina – ACM Rodovia SC 401, Km 4 Bairro Saco Grande - Florianópolis/SC Fone/Fax (48) 231-0300

MÚSICAS DE NATAL

Os anos tornam-se marcantes em nossas vidas pelos fatos relevantes que registramos durante a passagem de seus dias, as vitórias obtidas e o quanto se faz necessário ultrapassar nossos limites para vencer os seus desafios. Assim, 2004 deverá ser lembrado de maneira muito especial por toda a classe médica brasileira, pois mesmo sem obter todas as respostas almejadas, o ano pode ser selado com a “marca” de um novo despertar dos médicos para a defesa de uma justa remuneração e uma maior qualidade no atendimento da população.

abordar sobre a defesa profissional e muitos de nossos pacientes passaram a questionar o por quê de ganharmos tão pouco para prestar serviços aos planos de saúde, que ano após ano majoram as mensalidades pagas pelos clientes. Por tudo isso, sinais de mudança não faltaram em 2004.

E, se é verdade que concluímos o ano sem poder comemorar a implantação total da CBHPM, é ainda mais real o fato de que conseguimos voltar a falar a mesma língua, con“A CBHPM FOI A seguimos entender o sigMOLA PROPULSORA nificado da união de forças. Ao começarmos a DE 2004 E, MUITO defesa da Classificação, MAIS DO QUE O sabíamos que a jornada REFERENCIAL MÍNIMO não seria fácil, até porque os “compradores” DE REMUNERAÇÃO, de nossos serviços estaPASSOU A vam acostumados ao nosso silêncio e também REPRESENTAR À precisavam entender MEDICINA O IMPULSO que estávamos reagindo QUE FALTAVA de maneira organizada e concreta. PARA SE DISCUTIR

Não resta dúvida de que a CBHPM – Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos foi a mola propulsora do ano e, muito mais do que o referencial mínimo de remuneração, passou a representar à medicina o impulso que faltava para se discutir como e onde queremos chegar. Se o final da década de 90 foi quase como um período É com este pensaCOMO E ONDE adormecido para a catemento que devemos inigoria, os primeiros anos do QUEREMOS CHEGAR” ciar 2005. século já mostraram que as transformações comeMais do que desejar um ano melhor, çam a ganhar força também em nossa ativi- precisamos ajudar a construí-lo, pois os redade nos hospitais, clínicas e consultórios. sultados nascerão de nossas atitudes. Mais Assembléias gerais, audiências com parlamentares e governantes, mobilização em Brasília, campanhas junto à imprensa, discussões regionalizadas, paralisações, debates nacionais e negociações passaram a ocupar espaços sem precedentes em meio à classe. Comissões foram instaladas, grupos de estudos foram criados para fazer cálculos de impacto, congressos científicos cederam espaços para

do que se deixar contagiar pelo pessimismo desmobilizador ou pelo otimismo acomodado, precisamos começar o novo ano com a realidade: está em nossas mãos a opção de avançar na luta pelo que acreditamos e merecemos.

Dr. Viriato João Leal da Cunha Presidente

DIRETORIA Presidente Dr. Viriato João Leal da Cunha Vice-Presidente Dr. Genoir Simoni Secretário Geral Dr. Luciano Nascimento Saporiti Diretor Financeiro Dr. Sérgio Felipe Pisani Müller Diretor Administrativo Dr. Sérgio Felipe Pisani Müller Diretora de Publicações Científicas Dra. Rosemeri Maurici da Silva Diretor Científico Dr. Armando José d’Acampora Diretor de Patrimônio Dr. Dorival Antônio Vitorello Diretor de Previdência e Assistência Dr. Waldemar de Souza Júnior Diretor das Regionais Dr. Marcos Fernando Ferreira Subtil Diretor de Defesa Profissional Dr. Carlos Alberto Pierri Diretora Sócio-Cultural Dra. Sílvia Maria Schmidt Diretor de Esportes Dr. Marcelo do Nascimento Diretor do Departamento de Convênios Dr. Carlos Alberto Pierri Diretora de Comunicação Dra. Ana Luiza de Lima Curi Hallal VICE DISTRITAIS Sul – Dra. Mirna Iris Felippe Zilli Planalto – Dr. Fernando Luiz Pagliosa Norte – Dr. Marcos Scheidemantel Vale do Itajaí – Dr. Sérgio Marcos Meira Centro-Oeste – Dr. Luiz Antônio Deczka Extremo-Oeste – Dr. Luiz Fernando Granzotto DELEGADOS JUNTO À AMB Dr. Carlos Gilberto Crippa Dr. Remaclo Fischer Junior Dr. Jorge Abi Saab Neto Dr. Théo Fernando Bub Dr. Luiz Carlos Espíndola Dr. Élcio Luiz Bonamigo Dr. Sérgio Marcos Meira Dr. Osmar Guzatti Filho Dr. Marcos Fernando Ferreira Subtil Dr. Oscar Antônio Defonso

Edição Texto Final – Assessoria de Comunicação Jornalistas Lena Obst (Reg. 6048 MT/RS) Denise Christians (Reg 5698 MT/RS) Fotografia Renato Gama Diagramação e Impressão Gráfica Rocha Tiragem 3.000 exemplares

Dr. Murillo Capella

São inúmeros os símbolos

Mas, no meu entender, o que

do Natal. Devem ser citados

mais atinge emocionalmente as

a árvore, as velas, as luzes, os

pessoas são as músicas de Na-

enfeites, o sino, os anjinhos, a

tal. Elas são uma parte impor-

ceia, as bolas, as meias e os

tante das festividades natalinas.

presentes. Aliás, a tradiçào de pendurar meias na lareira se

Com seu ritmo leve, preparam as pessoas para o clima das festas.

originou de uma das histórias de São Nicolau, o santo que

Estas músicas, com melodi-

inspirou a figura do Papai

as enlevantes , atingem em cheio

Noel. Conta a lenda que

o coração das pessoas, tornan-

Nicolau, em sua extrema bon-

do-as melancólicas, porque, nes-

dade, para ajudar pessoas, jo-

ta época do ano, todos se lem-

gava sacos de ouro pela cha-

bram de entes queridos que par-

miné, onde secavam as mei-

tiram. Sentem saudades dos

as. Daí o hábito das crianças

parentes e amigos que, distan-

deixarem as meias nas chami-

tes, não podem desfrutar deste

nés, lareiras ou nas janelas à

momento, pensando naqueles

espera de presentes.

que não dispõem de recursos para trocar presentes e festejar a

A troca de presentes repre-

data universal.

senta o presente que Deus nos deu, quando Jesus nasceu para

As letras encerram mensa-

nós.Os presentes de Natal foram

gens de amor, de felicidade e de

idéia do Papa Bonifácio, no sé-

paz , deixando as pessoas mais

culo VII. No dia dos Reis, ele

receptivas aos acontecimentos

distribuía pão ao povo, receben-

do momento, provocando troca

do presentes em troca. Segundo

de gentilezas e de caridade.

várias lendas, São Nicolau teria

Dentre elas, cito as nacionais

sido um benfeitor anônimo que

Boas Festas, de Assis Valente

presenteava pessoas durante o

(Anoiteceu/, O sino gemeu/ A gente fi-

período natalino.

cou/ Feliz a rezar...), Natal das

Crianças, de Blecaute ( Natal, Natal das crianças/ Natal da noite

lho e do novo, do amor como um todo/

de luz/ Natal da estrela-guia/ Natal do Menino Jesus...) e O Velhinho, de Otávio Filho ( Deixei meu sapatinho na janela do quintal/, Papai Noel deixou meu presente de Natal...). No entanto, é preciso reconhecer que as internacionais são belíssimas. O mundo inteiro as conhece e canta, como Noite Feliz- Silent Night, de F. Gruber ( Noite feliz/,Noite feliz/, oh Senhor, Deus de amor...), Noite de Natal-

pro rico e pro pobre, num só coração/

White Christmas, de Irving Berlin ( Ao longe uma canção linda/ ,E os sinos tocam sem cessar...) e a saltitante Bate o Sino- Jingle Bells, de J. Piermont ( Bate o sino pequenino/ Sino de Belém/ Já nasceu Deus Menino para o nosso bem...). Há muito tempo, elegi a que considero a melhor de todas, pela melodia e, principalmente pela letra, que é uma verdadeira mensagem de paz. Refiro-me a

beijos e abraços na passagem

Então é Natal- Happy X Mass (War is Over), de John Lennon e Yoko Ono, versão de Cláudio Rabello ( Então é Natal, o que você fez?/ O ano termina e nasce outra vez/ Então é Natal/,A festa cristã/Do ve-

Então é Natal pro enfermo e pro são, Então, bom Natal, pro branco e pro negro, amarelo e vermelho, pra paz, afinal/ Então é Natal e um Ano Novo também, que seja feliz quem souber o que é o bem). É bom recordar que, passadas as festas de Natal, predominam os preparativos para o reveillon. E na noite de 31 de dezembro, antes e depois dos de ano, canta-se a belíssima canção Fim de Ano, de Francisco Alves e David Nasser ( Adeus, Ano Velho/ Feliz Ano Novo/ Que tudo se realize no ano que vai nascer/ Muito dinheiro no bolso/ Saúde pra dar e vender). Se o dinheiro anda curto... vamos investir na alegria ! Festa... muita festa (hic...hic...hic...) Abrace seus parentes e amigos, deseje Boas Festas e um Feliz Ano Novo e sabe por quê ? Estou com Lennon e Yoko “...que seja feliz quem souber o que é o bem”!


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SANTA CATARINA RECEBE O MAIOR CONGRESSO BRASILEIRO DE CIRURGIA PLÁSTICA De 17 a 20 de novembro ocorreu em Florianópolis o o 41 Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica, evento anual oficial da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. A anfitriã foi a SBCP – Sociedade Brasileira de CiDRS. JORGE BINS ELY, RODRIGO D’EÇA NEVES E IBERÊ PIRES CONDEIXA, À rurgia Plástica – Regional de FRENTE DO CONGRESSO , REUNIDOS COM O VICE-GOVERNADOR DE S ANTA C ATARINA, Santa Catarina, que tamDR. EDUARDO PINHO MOREIRA bém é o Departamento de Cirurgia Plástica da AssociOs convidados estrangeiros vieram dos ação Catarinense de Medicina. Recebendo 1.650 membros inscritos e 850 acompanhan- Estados Unidos, Marrocos, Croácia, Itália, tes, o evento foi um sucesso total e também foi Turquia, Grécia, além de participantes dos o congresso brasileiro com maior número de países vizinhos, que vieram espontaneamenparticipantes. Com esses números o congresso te participar da programação. brasileiro é o segundo em número de particiForam destacados durante o evento os pantes no mundo e se iguala em qualidade cirurgiões plásticos Sérgio Carreirão com o norte americano. (catarinense que vive no Rio de Janeiro e Seguindo nova filosofia de qualidade científica da SBCP, as salas de debates do Congresso foram reduzidas de dez concomitantes para duas apenas. Isso reduziu o número de vagas para apresentação de temas livres e, portanto, o crivo classificatório foi mais rigoroso. Os temas de mesas redondas ou fóruns foram melhor definidos e atuais. A decisão da Sociedade também gerou o aumento no numero de ouvintes em cada sala e a maior participação na discussão dos temas, exigindo palestrante de qualidade.

é o Presidente da SBCP), Jorge Bins Ely (Presidente da SBCP – Regional de Santa Catarina, e do Departamento de Cirurgia Plástica da ACM), Rodrigo d´Eça Neves (Presidente de Honra do Congresso), Iberê Pires Condeixa (Secretário da SBCP-SC) e Rogério Schutzle Gomes (Tesoureiro da SBCP-SC). Receberam homenagem especial os Drs. Jorge Fonseca Ely (Rio Grande do Sul), Edwald Merlin Koepke (São Paulo) e Edgard Alves Costa (Rio de Janeiro).

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UM EVENTO SEM

ASSEMBLÉIA GERAL DE DELEGADOS

PRECEDENTES

APROVA AÇÕES PARA AUMENTAR RECEITA E DIMINUIR DESPESAS

Durante os quatro dias do Congresso houve um posicionamento claro de obediência à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), quanto a materiais estranhos a serem incluídos no corpo e reciclagem em fóruns, um que dissecou o tema da responsabilidade civil, com a participação do Des. Solon d´Eça Neves (magistrado de Santa Catarina) e outro quando foi discutida a infecção e contaminação peri operatória, com a participação do Dr. Carlos Magno Fortaleza ( Infectologista da Comissão de Infecção do Ministério da Saúde). Houve ainda fato inédito no Brasil (acreditamos que de todas as especialidades médicas) que foi a benção Papal do Congresso de Santa Catarina e da especialidade de Cirurgia Plástica, fato que ocorre pela segunda vez na história mundial, uma vez que a primeira foi com o papa Pio XII, em 1968, no Congresso Mundial de Cirurgia Plástica, em Roma. Foi portador deste documento sua Excelência Reverendíssima Dom Murillo Krieger Arcebispo de Santa Catarina.

DRS. JORGE FONSECA ELY, IVO PITANGUY E ANTONIO COSTA ESTIMA: TRÊS BALUARTES DA CIRURGIA PLÁSTICA BRASILEIRA E INTERNACIONAL, PRESENTES NO EVENTO REALIZADO NA CAPITAL CATARINENSE

CLUBE DO VINHO REALIZA JANTAR DE ENCERRAMENTO DO ANO O Clube do Vinho Orlando Schröeder, da ACM, realizou em 08 de dezembro, a última reunião do ano. Foi certamente um memorável encontro do Clube, com apreciável comparecimento. Em nome da Diretoria, os Drs. Gilberto Crippa e Antonio Sbissa iniciaram a reunião. Vinhos foram escolhidos para harmonizar com um cardápio previamente estudado e que foi elaborado pelo Chef Leno, do Styllu’s Buffet. Passo a passo, o sommelier convidado, Guilherme Correa, da Decanter, apresentou os vinhos e suas características, enaltecendo os sabores dos pratos, muito valorizados pela degustação dos vinhos. O evento contou ainda com o sommerlier Guilherme Maran, Nelson e Regina Essenburg, da Essen Vinhos. Destacaram-se ainda as presenças dos médicos Sérgio e Lilia Batista, representando a Confraria dos Amigos do Vinho de Balneário Camboriú.

Delegados da ACM de todo estado e Presidentes de Regionais Médicas estiveram reunidos no dia 4 de dezembro, na sede da Associação, em Florianópolis, para Assembléia Extraordinária de Delegados, que aprovou a reforma estatutária da entidade com as adaptações frente ao novo Código Civil brasileiro e ao Estatuto Social da AMB (Associação Médica Brasileira). Antes da apresentação do novo Estatuto, o Presidente da ACM, Dr. Viriato João Leal da Cunha, falou sobre a situação financeira da instituição, propondo algumas medidas para aumentar a receita e diminuir as despesas. Conheça as medidas aprovadas pela Assembléia:

CURTO PRAZO (IMEDIATO) • Reformulação da estrutura funcional.

Associação Catarinense de Medicina

MÉDIO PRAZO • Sensibilização das Sociedades de Especialidades e Regionais Médicas na busca de soluções conjuntas (ex.: aumentar o quadro de associados). LONGO PRAZO • Reformulação da estrutura física da sede.

DEPOIMENTOS

INSTRUMENTO DE DEFESA DO ASSOCIATIVISMO MÉDICO “O espaço da Assembléia é de suma importância, pois é o local onde o associado pode expor suas idéias e tomar as decisões que irão nortear os trabalhos da Diretoria da Associação. É um espaço ideal para determinar os destinos da ACM, principalmente pelo papel que vem desenvolvendo nos últimos anos, com atuação constante, o que exige o envolvimento de todos os médicos para conhecer seus anseios e dar direcionamento nas ações. Assim, a união de todos é de extrema importância, pois quanto mais uniforme for o discurso, mais convincente e forte seremos”. Dr. Hudson Gonçalves Carpes Presidente da Sociedade Joinvilense de Medicina

“A Assembléia é um importante espaço, principalmente no momento político em que vive a classe médica, com a luta pela implantação da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos, pelas propostas que estão sendo estudadas no sentido de engajar mais os médicos na Associação para fortalecê-la politicamente junto à administração pública, aos planos de saúde e na própria sociedade”. Dr. Roberto Amorim Moreira Presidente da Regional Médica Oswaldo Cruz – Médio Vale do Itajaí

“O afastamento dos médicos da vida associativa ocorre pelo seu dia-a-dia agitado, que exige tempo e dedicação. Assim, precisamos repensar e fazer mudanças. Na minha opinião, precisamos trabalhar com os médicos que estão se formando para motivá-los a participar da vida associativa, pois é um trabalho importante, que atua na defesa da classe, luta por melhores condições de trabalho e remuneração”. Dr. Alcides de Souza Membro do Conselho Fiscal da ACM, em Itajaí

“Minha maior preocupação é com a omissão de grande parte da classe médica com o associativismo, que vem gerando dificuldades operacionais. As propostas adotadas nesta reunião são importantes medidas para a manutenção da entidade. A Diretoria merece todo nosso apoio pelo seu empenho e esforço”. Dr. Joel Antônio Bernhardt Presidente da Regional de Itajaí

CAMPANHA PARA NOVOS ASSOCIADOS A busca de novos associados para a ACM é uma das principais ações pautadas pela entidade. Neste sentido, o ano de 2005 será fundamental e iniciará com a divulgação mais ampla dos inúmeros benefícios gerados pela ACM, junto aos médicos de todo estado e também à população catarinense. A Associação Catarinense de Medicina é a mais antiga das entidades médicas no estado, nascida em 1934, primeiramente como Sindicato, e transformada em Associação em 1937, com as metas de “zelar pelos interesses morais e materiais da classe e estabelecer um laço de união entre todos os colegas que mourejam na clínica dentro de Santa Catarina”. Hoje, a ACM é uma das mais importantes federadas da AMB, reunindo cerca de 3.000 médicos de todo estado, 46 Sociedades/Departamentos de Especialidades e constituindo-se num dos braços fortes da medicina catarinense. Entre suas ações prioritárias estão promover o aprimoramento científico e a educação continuada dos médicos; congregar os associados através de atividades sociais, esportivas e culturais; defender a ética médica, a saúde pública e as condições dignas para o exercício da medicina; representar a classe nas suas causas, através de articulação política, para obtenção de leis que defendam a saúde e a profissão no estado e no país.


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GOVERNO SE COMPROMETE COM IMPLANTAÇÃO DA CBHPM NO PLANO DO IPESC Entidades médicas e Governo do Estado assinaram Protocolo de Intenções, no último dia 14 de dezembro, concordando com a prorrogação, até o dia 02 de maio de 2005, do contrato de assistência médico-hospitalar vigente entre a UNISANTA e o IPESC – Instituto de Previdência do Estado de Santa Catarina. A audiência foi resultado de vários contatos de negociação entre os integrantes do poder Executivo do Estado e as instituições que compõem o COSEMESC – Conselho Superior das Entidades Médicas, que ratificarão a decisão em Assembléia Geral de Médicos, no próximo dia 11 de janeiro, na sede da ACM. O protocolo assinado representa o esforço da classe médica em manter o atendimento dos 193 mil servidores públicos estaduais, dependentes e pensionistas, que estavam ameaçados de ficar sem assistência em função do término do contrato entre as partes. Em contrapartida, o Governo deverá iniciar 2005 com a criação de uma comissão que integrará, pela primeira vez, representações médicas, servidores e membros do governo para elaborar um novo modelo de serviços médicos ao funcionalismo, prevendo a implantação da CBHPM – Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos como referencial mínimo de remuneração dos profissionais do setor. Desde que iniciou a luta pela implantação da CBHPM em Santa Catarina o contrato entre o IPESC e a UNISANTA vem sendo avaliado pela categoria. Veja os fatos:

• Em Assembléia Geral de Médicos realizada no dia 28 de setembro foi aprovada a paralisação do atendimento de todos os planos de saúde que não contemplavam a adoção da Classificação, entre eles o disponibilizado aos servidores públicos através do Instituto de Previdência.

GOVERNADOR LUIZ HENRIQUE DA SILVEIRA E SECRETÁRIOS DE ESTADO RECEBERAM OS PRESIDENTES DAS ENTIDADES MÉDICAS PARA ASSINATURA

• Em Assembléia Geral de DO PROTOCOLO, NA SEDE ADMINISTRATIVA DO GOVERNO DO ESTADO Médicos realizada no dia 18 de outubro, após explanação • Sem a sinalização da adoção da do Presidente da UNISANTA, Dr. CBHPM por parte do Instituto, a Dalmo Claro de Oliveira, e de avaliaUNISANTA negou a prorrogação do ção jurídica, a classe aceitou voltar a contrato, decisão apoiada pelo prestar assistência ao convênio, desde COSEMESC, tendo em vista a deque ao término do contrato, em 31 de cisão da última Assembléia da catedezembro de 2004, fosse acenada a imgoria. plantação da CBHPM. • Inicia uma série de contatos com o • O Governo do Estado, por uma série Governador Luiz Henrique da de dificuldades econômicas e também Silveira e Secretários de Estado, mostrando-se sensibilizados com a em proteção aos servidores públicos causa médica e solicitando a prorde menor renda, solicitou à rogação do prazo, com o comproUNISANTA uma prorrogação do conmisso de rever a remuneração dos trato, nos mesmos moldes já vigentes, prestadores de serviços, com base até maio do próximo ano. O novo prana CBHPM. zo também foi solicitado em função do projeto de reformas do Estado, que está para ser aprovado e executado, incluindo o funcionamento do IPESC e seus benefícios e o reajuste no aporte financeiro do Executivo para a assistência prestada pelo Instituto.

• As lideranças das entidades médicas reconhecem o esforço do Governo em atender a reivindicação da classe e a necessária manutenção ao atendimento dos segurados do IPESC, assinando o Protocolo de Intenções.

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ALÉM DO CONSULTÓRIO MÉDICO

PAIXÃO EM DUAS RODAS Viajar e passear de moto é uma das paixões do cirurgião pediátrico Maurício Pereima. O hobbie iniciou há 20 anos, nos tempos de faculdade e de residência médica, quando usava moto como meio de transporte. Hoje, com uma Suzuki 750, anda de moto por puro prazer. São viagens e passeios que faz acompanhado de sua mulher Rosane e outros amantes do veículo, com quem costuma se encontrar todas as quarta-feiras em um posto de combustível, no Centro de Florianópolis. “É o momento de planejar as viagens e trocar idéias sobre motociclismo”, comenta. As viagens do grupo, que faz questão de tomar todos os cuidados de segurança, normalmente são para as serras catarinense e

gaúcha ou para a capital paranaense. Além de um perfeito planejamento, todos sempre utilizam capacetes, roupas de couro, luvas, máscaras, botas e viajam em baixa velocidade para poder conhecer lugares e apreciar a paisagem. Nos finais de semana, quando não há passeios agendados, a dedicação ao motociclismo é um pouco diferente. É hora de lavar, encerar, trocar o óleo, engraxar, lustrar a moto para deixá-la ainda mais irressistível O próximo destino do cirurgião, junto com mais 5 motoqueiros, é Vina del Mar, balneário do litoral chileno. O passeio, que deve acontecer nos primeiros meses de 2005, deve levar 20 dias, alguns deles cruzando a Cordilheira dos Andes.

Com sua Suzuki 750 o Dr. Maurício Pereima faz viagens e passeios por puro prazer

ABERTA A TEMPORADA DE VERÃO NA SEDE DA ACM Depois de um dia inteiro de trabalho, da correria no trânsito, dos compromissos e da agitação típica do fim de ano, nada melhor que relaxar em boa companhia e num local agradável. Pensando assim, para o verão de 2004/2005 a diretoria da Associação Catarinense de Medicina resolveu incrementar o seu espaço no bar da piscina, agora comandado pelo ecônomico Leno José Dürrewald, que promete tornar mais agradá-

veis os fins de tardes dos associados à entidade. No dia 03 de dezembro a Associação promoveu o happy hour de lançamento do verão, com o patrocínio do Styllu’s Buffet em parceria, com a Chara, bebida multidestilada. Nos meses de janeiro e fevereiro, o happy hour deverá ser semanal, em dia ainda a ser definido pelos promotores. “Este é o meu primeiro ano como ecônomo da ACM, já que em 2003 abrimos sem a estrutu-

NOVO CONVÊNIO DE BENEFÍCIO

ra necessária, para não deixar o associado sem atendimento. Este ano, no entanto, conseguimos as instalações e pessoal de apoio para preparar e servir um cardápio variado, elaborado com qualidade”, explica Leno. “Vamos atender os associados que estiverem hospedados nas cabanas, inclusive com café da manhã e almoço no bar da piscina, priorizando os grelhados e saladas, que combinam com a estação do calor”, completa o ecônomo. Desconto para Associados Tipo de Serviços

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ÚLTIMAS NOTÍCIAS SOBRE A CLASSIFICAÇÃO • O Conselho Científico da AMB decidiu participar da nova fase do movimento pela implantação da CBHPM: ações jurídicas promovidas pelas Sociedades de Especialidades. As propostas surgiram na reunião das Comissões Estaduais e prevêem processo de blindagem jurídica, para impedir o descredenciamento unila-

teral por parte das operadoras; processo de contratualização, exigindo o cumprimento de resoluções da ANS quanto à periodicidade e índice de reajuste a serem praticados e, por fim, a defesa da tese do reequilíbrio econômico-financeiro, solicitando as perdas acumuladas nos últimos anos.

• A Comissão Nacional de Honorários da AMB já se reuniu com 13 Sociedades de Especialidades para discutir as solicitações de alterações técnicas na CBHPM. Outras 25 Sociedades que também solicitaram revisão serão agendadas nas próximas semanas visando a conclusão dos trabalhos nos próximos 60 dias. Dezoito Sociedades ainda não se manifestaram.

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ATENÇÃO ESPECIAL PARA AS COOPERATIVAS MÉDICAS NAS NEGOCIAÇÕES PELA CBHPM Entre todas as negociações realizadas pelas entidades médicas nacionais e estaduais para a implantação da CBHPM, destacam-se os contatos com a Unimed e suas Singulares, pelo fato da Cooperativa de Trabalho ter sido criada pelos médicos, que são os seus legítimos proprietários. Nesse sentido, um amplo debate tem-se instalado em todo o país, inclusive com a discussão sobre o papel atual das Unimeds no mercado de trabalho dos profissionais da medicina. As representações de classe que lutam pela CBHPM são conhecedoras dos problemas enfrentados pelas Cooperativas, como o aumento dos custos da assistência médicohospitalar, sem a devida compensação na receita, a elevada taxa tributária do setor, as

rígidas normas emanadas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e o acirrado mercado, que tem bancos e seguradoras como concorrentes. No entanto, da mesma forma que os dirigentes da categoria reconhecem esses impasses, também esperam que a Unimed reconheça a situação enfrentada pelos médicos, que há cerca de 10 anos não recebem qualquer reajuste de seus honorários. Por isso, as entidades médicas, que historicamente são parceiras do cooperativismo médico, vêm manifestando sua preocupação com o indispensável apoio das Cooperativas na justa reivindicação da classe. No país, os Conselhos Confederativo da Unimed do Brasil e Deliberativo da Aliança Cooperativista Nacional Unimed aprovaram

a implantação da CBHPM no sistema de intercâmbio a partir de janeiro de 2005. Em Santa Catarina, a orientação do COSEMESC (Conselho Superior das Entidades Médicas) e d a Comissão Estadual de Implantação da CBHPM é que os cooperados exijam das suas Singulares a realização de assembléia geral para decidir sobre o assunto, independentemente das deliberações da Unimed do Brasil ou da Federação. É a singularidade do Sistema que vai possibilitar as soluções regionais para a adoção efetiva da Classificação. Essa posição foi defendida e aprovada nas três Assembléias Gerais de Médicos promovidas pelo COSEMESC, nos meses de agosto, setembro e outubro deste ano.

ESPAÇO UNIMED SC

CONTRATO IPESC UNISANTA Dr. Dalmo Claro de Oliveira Presidente da UniSanta

Já comentamos em artigos anteriores Em contrapartida, o Governo solicitou histórico e a importância (para médicos, que não houvesse paralisação no atendiprestadores de serviço e servidores públi- mento aos usuários do PLAM. Para tanto, cos) do contrato IPESC/UNISANTA. o COSEMESC encaminhou solicitação à O Sistema Unimed de Santa Catarina UNISANTA para que prorrogasse o conse alinhou às entidades médicas na busca trato por quatro (4) meses, tempo estimado da implantação da CBHPM, respeitadas como necessário para os devidos estudos. as dificuldades específicas (operacionais, Ainda que esteja claro que o CH e a tecnológicas e financeiras). Assim agimos Tabela praticados pelo IPESC estejam detambém para o contrato IPESC/ fasados, não atendendo ao desejado pela UNISANTA. Buscamos atendê-lo até o fi- classe médica, entendemos que foi dado nal do contrato, em 31 de dezembro de um grande passo à frente, com a aceita2004, condicionando a sua continuidade ção pelo Executivo Estadual da CBHPM. à concordância do COSEMESC, buscanPor isso, pedimos paciência aos coodo a adoção da CBHPM. perados de todo o estado, e o empenho de As negociações para tal objetivo foram todos para o atendimento aos usuários abertas, entre Governo do Estado e Enti- IPESC/UNISANTA. dades Médicas, evoluíram bem e culmiHá que se realçar alguns pontos imnaram com a assinatura de Protocolo de Intenções, em 14 de dezembro último. O portantes neste processo, além do recomesmo se propõe a estudar a reformulação nhecimento da CBHPM. Em primeiro ludo Plano de Assistência Médica (PLAM) gar, o volume de usuários, e conseqüente aos Servidores e a adoção da CBHPM a trabalho e renda, é significativo para muipartir de maio de 2005. tos cooperados de regiões com grande

concentração de servidores (como Florianópolis, Tubarão e Lages). Em segundo, há o aspecto social de se manter o atendimento de 193.000 catarinenses, a grande maioria detentora de baixa renda. Estas pessoas, em caso de suspensão do contrato, não iriam para o consultório privado dos médicos, mas engrossariam as filas do SUS. É claro que este posicionamento é temporário, no aguardo da reformulação do PLAM, da adoção da CBHPM e de melhor remuneração aos médicos ainda no ano de 2005. Os médicos cooperados do Sistema Unimed de Santa Catarina sempre souberam ter uma visão global de todo o seu trabalho e de suas cooperativas, preservando o seu negócio e seu resultado final. Acreditamos que assim continuaremos, apoiando as lideranças médicas e seus esforços para representar e defender a classe.


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REFLEXÃO OBRIGATÓTIA

ATO MÉDICO: EM DEFESA DA SAÚDE DO POVO BRASILEIRO Dr. Edson de Oliveira Andrade Presidente do Conselho Federal de Medicina

Muitas bobagens têm sido propaladas acerca do projeto de lei que regulamenta os atos médicos. As mais recentes foram publicadas no jornal O Globo pelo médico Aloysio Campos da Paz Júnior, da Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação. Antes de mais nada, é preciso esclarecer que todas as profissões da área da saúde têm sua regulamentação em lei, exceto a Medicina. Isso, em tese, deve-se ao fato de todo mundo saber o que o médico faz, e os legisladores nunca se preocuparam com a matéria. No entanto, justamente devido à evolução do conhecimento científico e à complexidade cada vez maior da atenção à saúde, tal legislação hoje é necessária. O projeto de lei diz, em cinco artigos, que só o médico, ressalvado o odontólogo, tem a competência profissional para diagnosticar as doenças e prescrever o tratamento para os doentes. Nada além do óbvio. A atenção à saúde é obrigatoriamente praticada por equipe multiprofissional, pois ninguém a realiza sozinho. Cada profissão tem sua atribuição definida em lei e nenhum outro profissional diagnostica doenças e indica o respectivo tratamento. O psicólogo faz a avaliação psicológica; o fisioterapeuta, a avaliação cinésio-funcional; o enfermeiro, a de enfermagem e todos tratam dos pacientes de acordo com suas capacidades e com absoluta autonomia dentro das prerrogativas estabelecidas em suas leis. Dizer que todos os profissionais se subordinariam aos médicos após a aprovação da lei do ato médico é uma aleivosia. Só por desconhecimento ou má-fé pode-se disseminar a inverdade que, para ir ao dentista ou a um psicólogo, a pessoa precisaria antes do aval de um médico. Propagam tais inverdades aqueles interessados na não-regulamentação da Medicina, que preferem manter uma área cinzenta de interface entre as profissões, abrindo caminho para o exercício ilegal da profissão e o charlatanismo. Quando o projeto de lei prevê que só o médico pode chefiar serviços médicos, não

preconiza a subordinação de outros profissionais ao mesmo. Significa que os serviços de cirurgia, ginecologia, cardiologia e tantos outros, onde se praticam atos médicos, têm que ter um responsável técnico médico, que responda por eles. Estes são os responsáveis perante os Conselhos de Medicina, e são interpelados quando ocorrem denúncias envolvendo médicos. Os serviços de enfermagem, de nutrição, de fonoaudiologia, entre outros, são e serão sempre dirigidos pelos respectivos profissionais, como rezam as leis de cada um. Os médicos não querem, e nem podem, chefiá-los. Da mesma forma, a direção geral de uma instituição de saúde, ou uma secretaria, ou um ministério, que não requerem formação médica específica, poderão ser dirigidos por qualquer profissional (os dois últimos ministros da Saúde são economistas), desde que tenham médicos respondendo pelos atos médicos, como exige a legislação atual . No calor dos debates que vêm acontecendo, ainda longe dos olhos e ouvidos da população brasileira, a principal interessada, o que a lei do ato médico vai coibir, de verdade, é a tentativa deliberada de promover uma assistência à saúde sem médicos habilitados, mais barata por certo, mas com riscos à vida dos pacientes e aos profissionais que se arriscam a substituí-los. As chamadas Casas de Parto são exemplos destas ações. Criadas para acompanhar os partos ditos normais e “humanizar” a parição, estas sim retrocedem ao século passado na assistência à gestante. As complicações de um parto, quando acontecem, são de tal ordem dramáticas que se o médico não estiver presente e com recursos adequados, não há tempo para salvar as vidas da mãe e da criança. Mas não são as únicas aberrações. O Programa Saúde da Família também precisa ser revisto quanto à composição de equipes sem médicos para atendimento à população. E ainda são muitas as secretarias e postos de saúde sem diretor médico pelo Brasil afora. Uma instituição de

saúde sem um responsável técnico médico funciona ao arrepio da lei. Conceber uma Medicina sem médicos não é um debate acadêmico. É a aplicação acrítica do receituário neoliberal do Banco Mundial. Desvirtuar o conceito de equipe é essencial para aviar esta receita. Ao invés de reunir os saberes e práticas de cada profissional em benefício da população, misturam-se estes ingredientes em receitas práticas capazes de serem aplicadas por qualquer um de seus membros. Em breve teríamos profissionais de saúde “multifunção”, que sabem um pouco de enfermagem, de nutrição, de medicina, etc., o suficiente apenas para implementar uma assistência à saúde de segunda para gente de segunda. Fato eticamente inaceitável. Some-se a tudo isso a crônica escassez de recursos para a saúde e teremos um retrato fiel do que vem ocorrendo. Disso, aliás, o médico Aloysio Campos da Paz não pode se queixar. Há muitos anos, e há vários governos, a Rede Sarah é beneficiada com um aporte de recursos diferenciado, à parte dos demais hospitais do Ministério da Saúde. Pelo site oficial do Ministério podemos ver que em 2003 a Rede Sarah recebeu, sozinha, 245 milhões de reais, contra 207 milhões para todos os hospitais próprios. Sem dúvida, este é um fator determinante para a excelência dos serviços prestados pela Rede – e que bom seria se todos os gestores da saúde no país tivessem o mesmo tratamento. É preciso deter este iceberg, cuja parte submersa revela uma perspectiva cruel e sombria para a saúde pública brasileira. A regulamentação em lei dos atos médicos constitui apenas um primeiro passo, mas que ajuda ao explicitar as ações que só este profissional pode executar, devidamente habilitado, fiscalizado e capaz de assumir os riscos pelas decisões que venha a tomar. Temos consciência de que nenhum profissional atua sozinho na assistência à saúde, mas temos também a certeza de que não se faz saúde sem médicos.


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CRM JAN/04 10596-0 07812-1 80103-2 10702-6 10967-7 08565-9 FEV/04 09970-0 08136-3 09577-6 09573-2 08107-9 09921-2 10041-3 09470-7 09558-3 08811-4 09743-2 08135-2 10001-6 09441-2 08342-7 08806-7 08358-4 80106-5 09969-7 80105-4 80104-3 08815-8 10896-9 11128-2 08765-4 08919-4 MAR/04 11101-2 09947-1 10072-0 09511-0 11154-4 80107-6 80108-7 08766-5 10899-1 80109-8 08494-0 09219-9 ABR/04 08736-0 07636-3 06683-6 05970-6 10342-2 10759-1 08564-8 07717-3 10486-6 10266-7 09319-1 07980-5 09200-9 10773-0 10260-1 11182-8 03735-0 80115-6 80116-7 80117-8 80118-9 80113-4 80114-5 10429-8 80112-3 80111-2 10613-6 80110-1 08798-2 08795-0 09260-0 09868-3 05253-6 04802-9 MAI/04 10625-0 08912-8 08387-9 11144-2 11151-1 11110-3 11158-8 09788-4 08418-0 11038-1 11137-3 10424-3 JUN/04 09264-3 11067-6 11146-4 08903-7 08879-2 11217-2 11195-2 11265-0 09608-7 11215-0 JUL/04 07154-1 08746-1 09016-0 08787-0

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RETROSPECTIVA 2004

RETROSPECTIVA 2004

CONQUISTA! NOVOS ASSOCIADOS DA ACM EM 2004

UNIÃO DE ESFORÇOS EM VÁRIAS FRENTES DE AÇÃO

REGIONAL

NOME

CHAPECÓ FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS JOINVILLE

MAURICIO MAHALEM BASTOS CRISTIANO TORRES BORTOLUZZI MARIANA MAZZOCHI SENS PATRICIA KHAN RENATA ACELINA JAYME PIRES FABRICIO DUARTE

BALNEÁRIO CAMBORIÚ BALNEÁRIO CAMBORIÚ BALNEÁRIO CAMBORIÚ BALNEÁRIO CAMBORIÚ BALNEÁRIO CAMBORIÚ BALNEÁRIO CAMBORIÚ BALNEÁRIO CAMBORIÚ BALNEÁRIO CAMBORIÚ BALNEÁRIO CAMBORIÚ BALNEÁRIO CAMBORIÚ BALNEÁRIO CAMBORIÚ BALNEÁRIO CAMBORIÚ BALNEÁRIO CAMBORIÚ BALNEÁRIO CAMBORIÚ BRUSQUE CRICIÚMA CURITIBANOS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS JOINVILLE JOINVILLE JOINVILLE JOINVILLE SÃO BENTO DO SUL

ANDRE VICENTE D’AQUINO ANDREZZA SHIRAI PIRES EVANDRO LUIZ GRUTZMACHER FERNANDO DE CASTRO MORAES FILHO LUCAS GONCALVES LUIZ HENRIQUE VAZ MARCIO ACCIOLY SIPPEL FOSSARI MARCIO ROGERIO KANASHIRO MARCO ANTONIO RIBEIRO MICHELE AMBROSINI MARTINS NAHOR PEDROSO FILHO RICARDO GIOVANI FOSCARIN DIAS RICARDO PAZ PERES ROSANGELA MIRANDA ANTUNES VANESSA DUTRA ELIAS LICINIO ARGEU ALCANTARA SERGIO EDUARDO PASA EDUARDO JARDIM BERBIGIER JANAINA CARAZZAI CONDEIXA JOAO HERCK COSTA LIMA RAFAEL FERNANDES ROMANI ANDRE BARROS VILELA DE FARIAS GRACIELA PINTO LEONARDO COSTENARO SATO PAULO EDUARDO DA S. LOBO CICOGNA ALINA DEL CARMEN COWEN DE PINTO

BALNEÁRIO CAMBORIÚ CHAPECÓ CURITIBANOS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS JOINVILLE JOINVILLE

CLAUDIA MELZ GIOVANELLA EDUARDO GUERRA ANDREA NANCY PONTES GOMES FABIO DAL FABBRO GEISA VIEIRA PINTO COELHO CUNHA GEORGEN SOUSA HAUAGGE JOAO HENRIQUE ROCHA DA ROSA LUIS F.DA SILVEIRA LOBO CICOGNA PATRICIA FIGUEIREDO UCHOA RENATO HAVIARAS CANCELLIER LUIZ EDGAR CASTANHEIRA RAFAEL ARMINIO SELBACH

CHAPECÓ CHAPECÓ CHAPECÓ CHAPECÓ CHAPECÓ CHAPECÓ CHAPECÓ CHAPECÓ CONCÓRDIA CONCÓRDIA CONCÓRDIA CONCÓRDIA CONCÓRDIA CONCÓRDIA CONCÓRDIA CONCÓRDIA FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS ITAJAÍ JARAGUÁ DO SUL JARAGUÁ DO SUL JOINVILLE MAFRA

AUNEY DE OLIVEIRA COUTO GERSON TEIXEIRA ZANUSSO IVANIA RODEGHERI JULIO CEZAR SULZBACK MARCIA COSTA MORALES MARI CASSOL FERREIRA RICARDO KOSZUOSKI VICENTE ANTONIO ALVES PONS AIRA NOVELLO VILAR CELSO RIBEIRO BOAVENTURA JUNIOR ETSON PATZLAFF FRANCISCO SOLANO BRAGA RAMOS JOANNA DAL PIVA LIZANE MOREIRA REIMANN LUCIANA LEAL CALDAS BOAVENTURA LUCIANO TRENTIN CARLOS EDUARDO ANDRADE PINHEIRO EBERSON JOSE DE SOUZA ELISA ALBERTON HAAS GUSTAVO BUCHELE RODRIGUES LUIZ FERNANDO MARQUES MAIKON DA COSTA MARCELO BELLI MARIA LUIZA DA NOVA MARLON AUGUSTO CAMARA LOPES RAFAEL GASPERIN BACCIN SERGIO OMELCZUK JUNIOR THIAGO PRAZERES SALUM MULLER VANESSA STUPP SCHWEISTZER JOCEANE ANDREIA CELSO DE BARROS EDUARDO DA SILVA HOCHMULLER WILLY MAMORU HIRAGA PAULO CESAR DE SIMAS DENIZE HAAS DE SOUZA GASTAL

BALNEÁRIO CAMBORIÚ ITAJAÍ JOINVILLE JOINVILLE JOINVILLE JOINVILLE JOINVILLE JOINVILLE JOINVILLE JOINVILLE JOINVILLE SÃO JOSÉ

GENESIO HENRIQUE DE CAMPOS JUNIOR NESTOR DANIEL HUACO PALOMINO ANA LETICIA DALCIN LAGO ANA SILVIA TEIXEIRA CHOMA GISELLE DA SILVA CARNEIRO LUCIANA DO ROCIO KOCHEN DO CARMO LUCIANE GABARDO PIMENTEL PATRICK HOEPFNER ROMES JOAO AYUB FILHO ROMULO MOMBACH ZULEICA ISABEL ZARABIA LILIAN DI DOMENICO CAMARGO

BLUMENAU FLORIANÓPOLIS JARAGUÁ DO SUL JARAGUÁ DO SUL JARAGUÁ DO SUL JARAGUÁ DO SUL JOINVILLE JOINVILLE JOINVILLE JOINVILLE

CARLOS SAMUEL MICELI COLMAN REITAN RIBEIRO ANA CRISTINA DE CARVALHO RUTHES HILTON IRAN RUTHES IVO KNUT ANDERS JUNIOR PAULO HENRIQUE MATALON RODRIGUES ALESSANDRA SPODE SILVEIRA GUSTAVO EMILIO LLANO CABRERA PAULO EDUARDO DE PAIVA E VENTURELI RAUL GOLEMBERGUE SILVEIRA

ARARANGUÁ JARAGUÁ DO SUL JARAGUÁ DO SUL JARAGUÁ DO SUL

WALDIERE MACHADO GONCALVES FABIANO CE BASSANESI RAFAEL ALEXANDRE OLIVEIRA RANGEL OSELLAME

05951-3 11342-6 AGO/04 10594-9 07094-6 08039-3 09193-5 10098-9 11405-4 08926-3 08435-0 07804-1 08409-9 SET/04 80125-8 10157-3 80131-6 80124-7 80134-9 80126-9 10151-8 80132-7 80120-3 80127-0 80121-4 80130-5 80129-1 80133-8 80122-5 80119-0 80123-6 80128-0 08656-0 10913-4 10637-3 09149-1 07716-2 06118-4 09288-0 10850-6 08432-8 07219-1 08302-0 11160-2 07466-3 08642-5 08847-5 OUT/04 80136-0 80137-1 80138-2 80139-3 10415-2 06180-0 10453-8 11263-8 11244-5 07579-0 08567-0 NOV/04 09093-2 09917-6 11183-9 10997-2 07783-2 08082-6 05303-0 04588-0 11333-5 11421-4 08541-1 07941-9 10191-5 08379-9 80140-0 08057-5 10012-9 09989-0 10147-1 80141-8 10750-3 80142-9 10414-1 01221-4 80143-0 10642-0 08711-1 09567-4 11022-4 07477-6 11450-9 11478-0 11078-9 11273-0 10599-3 10019-5 11535-2 10330-9 10661-3 11449-5 10874-3 07815-4 07728-6 08569-2 11354-0 11196-3 08773-4 10902-1 10687-2 04315-0 10788-6 06578-6 08821-6

JOAÇABA JOINVILLE

SERGIO DE OLIVEIRA MONTEIRO ANTONIO MORIS CURY FILHO

BALNEÁRIO CAMBORIÚ BRUSQUE FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS JOINVILLE LAGUNA LAGUNA LAGUNA

LUCIANA VIDAL DA SILVA ANDRE KARNIKOWSKI FABIO AGUIAR DE CAMPOS FERNANDA MAIA MONTEIRO GUSTAVO REICHMANN FASOLO LUIZ FERNANDO PEREIRA ADRIAN MAURICIO STOCKLER SCHNER CARLOS RODRIGUES PICARELLI LUIZ AFONSO SIMOES PIRES PICARELLI VANDERSON PEREZ DE OLIVEIRA

FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS JOAÇABA JOAÇABA JOAÇABA JOAÇABA JOAÇABA JOAÇABA JOAÇABA JOAÇABA JOAÇABA JOAÇABA JOAÇABA JOAÇABA JOINVILLE LAGUNA SÃO JOSÉ

ALINE RAHMAN BORGES ANA PAULA GOMES CUNHA MORITZ ANDRE MATHEUS SOUSA TORLONI ANDRE PACHECO SILVA BRUNO HENRIQUE BRAGA PASSO FABIO SATAKE GONCALVES FELIPE BARBIERI WOHLGEMUTH FERNAO BITTENCOURT CARDOZO GILBERTO DANIEL LUZ GLAUCIO MOSIMANN JUNIOR GUILHERME WEBSTER GUSTAVO BITENCOURT WERNER JORGE LUIS MOREIRA MARCIO RENATO DE MORAES CANEVER MARIA ROSA BARBOSA PACHECO RAFAEL BARREIROS HOFFMANN RODRIGO LUIS SOLONO VANDERLEI DE OLIVEIRA ALEXANDRE FERREIRA DANIOTTI ANDREA CARVALHO DE ARAUJO CARLOS FRAZATTO NETTO FERNANDA BAZZO FRANKLIN VERISSIMO DE MELO FILHO GILBERTO BRAGANHOLO JUNIOR GIOVANI LOPES DE LIMA LUIS ANTONIO LIMA DA CUNHA PATRICIA DACAS FAVERO PEDRO LELIS PANIS RODRIGO SPECHT SHALAKO RODRIGUEZ TORRICO VIRGILIO GUERRERO DE MARES ROSE MARIE MERINO FAVERO DANIELA KIST BUSNARDO CABRAL

FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS JOINVILLE JOINVILLE JOINVILLE JOINVILLE JOINVILLE SÃO JOSÉ XANXERÊ

ANDERSON ROBERTO DALLAZEN MARLUS TAVARES GERBER ROBERTO KINCHESCKI WILLIAN VARGAS DA CRUZ ALEXANDRE BACHTOLD ALVARO PIAZZETTA PINTO CELIO MENDES VOICHCOSKI FABIANE FUKUTI SOLANGE MOURA DE OLIVEIRA EGLAS EMANUEL ROSSI CRISTIANO PAULO TACCA

BALNEÁRIO CAMBORIÚ BALNEÁRIO CAMBORIÚ BALNEÁRIO CAMBORIÚ BLUMENAU BRUSQUE CHAPECÓ CONCÓRDIA CONCÓRDIA CRICIÚMA CRICIÚMA CRICIÚMA FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS FLORIANÓPOLIS INDAIAL JOAÇABA JOINVILLE JOINVILLE JOINVILLE JOINVILLE JOINVILLE JOINVILLE JOINVILLE JOINVILLE LAGES LAGES LAGUNA LAGUNA MAFRA RIO DO SUL RIO DO SUL RIO DO SUL RIO DO SUL SÃO JOSÉ SÃO JOSÉ SÃO MIGUEL D´OESTE TUBARÃO VIDEIRA VIDEIRA VIDEIRA

MARCIA MILAN COBALCHINI RAFAEL OLINTO PELAEZ DE CAMPOS VERA REGINA FRANKE GUSTAVO FREDERICO CORREA REHDER JOSE HAMILTON VERAN BUSSOLO JERSO MENEGASSI ESMAEL TARCILIO LINHARES LEILA KOBARG CERCAL LUIZ DAMASCO DE MIRANDA NETO RODRIGO JACQUES ZARPELLON SILVANA ALEXANDRE DIAS ZARUR CARLOS ALBERTO ATHERINOS PIERRI CRISTINA GASPAR SALVADOR DIANA OLIVEIRA TEIXEIRA FERNANDO SÃO THIAGO DI BERNARDI GLAUCO ANTONIO RIBAS HUMBERTO DELBONI FILHO JOSE AUGUSTO CHIMENDES RODRIGUES JULIANA DOS SANTOS F LICHTEMBERG LOUISE CARDOSO SCHWEITZER LUIZ ALFREDO WUTKE MARCELO PITOMBEIRA DE LACERDA MARICE EMANUELA EL ACHKAR NADJA SILVA GANDOLFI NATACHA HARUMI SAKAI PAULO DE TARSO LAMARCK SAMANTHA BOTTINO MARCO AURELIO BECHER ANGELA REGINA DACAS ANA SILVIA MILHAZES ZANON CARLA BOTASSO ALMEIDA MARYLANE CHRISTIAN FEITOSA DANTAS PAULO ISSAO KANASHIRO ROGERIO CARREGOZA DANTAS ROSANA APARECIDA PELOSO LORENZONI TERESA CRISTINA ALVES DE MATTOS WILSON CARDOZO IIDA ELIO GILBERTO PFUETZENREITER JR PAOLA BRANCO SCHWEITZER ARANTES JUAREZ NUNES CALEGARO SERGIO BARBOSA DE CASTRO JUNIOR ALESSANDRO BORINELLI LENZI ANUAR HUSSEIN DIB HAJ UMAR BARBARA JANKE DANIELLE BERNARDI DE CHAVES SERGIO HERDY BOECHAT ALEXANDRE HOHL JEFERSON MARLON PIERITZ MARCIO AUGUSTO CHINAZZO NILTON CARLOS DA SILVA IDELMO MANOEL DA SILVA MAGALY VAZ DE SOUZA MARCELO FABRICIUS ANDREANI

O ano de 2004 foi intenso para os médicos catarinenses, com várias razões para a mobilização e a união de esforços. A Diretoria da ACM esteve à frente de todas as ações em prol da qualidade das condições de trabalho do médico e do atendimento da população, muitas vezes integrada ao CREMESC (Conselho Regional de Medicina) e ao SIMESC (Sindicato dos Médicos), que compõem junto com a Associação Catarinense de Medicina o COSEMESC (Conselho Superior das Entidades Médicas de Santa Catarina). O trabalho desenvolvido pela ACM teve várias faces durante o exercício, destacando-se a representação política e a defesa dos profissionais da medicina, com muitas horas dedicadas aos debates, às negociações e à participação em reuniões deliberativas, além de visitas às Regionais Médicas e parcerias com os Departamentos de Especialidades. Para atender a todas as necessidades da classe, a Diretoria Executiva da ACM realizou duas reuniões por semana, reuniões quinzenais entre todos os Diretores da entidade e reuniões mensais com o COSEMESC. Além disso, mensalmente a Associação participou dos encontros com o Conselhos Estadual e Municipal de Saúde, com o Colegiado do Curso de Medicina, com

os Conselhos Consultivos e Deliberativos da Associação Médica Brasileira – AMB. O movimento pela implantação da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos – CBHPM foi a prioridade maior do ano de 2004 e exigiu que os dirigentes da Associação Catarinense de Medicina ampliassem ainda mais suas agendas para as lutas da categoria. A cordenação da Comissão Estadual de Implantação da CBHPM ficou a cargo do Presidente da ACM, Dr. Viriato João Leal da Cunha, que trabalhou ao lado de três representantes de cada uma das entidades médicas catarinenses. Para tratar de tema tão importante, a sede da ACM foi palco de três históricas Assembléias Gerais de Médicos, realizadas nos dias 24 de agosto, 28 de setembro e 18 de outubro, além de reuniões semanais da Comissão Estadual, reuniões com a Comissão Nacional de Implantação da CBHPM, encontros de negociação junto às operadoras de planos de saúde e o Sistema Unimed, debates com as Sociedades de Especialidades e com as Regionais Médicas.

Paralelamente à mobilização pela Classificação, ações foram realizadas em defesa do Ato Médico, da qualificação das escolas de medicina, do sobreaviso remunerado, entre outras causas médicas. Tudo isso junto ao trabalho realizado para o cumprimento das tarefas que compõem a missão da ACM: o desenvolvimento científico e a congregação dos associados através de eventos sócio-culturais e esportivos. Assim, 2004 foi um ano de muito trabalho e exigiu um amadurecimento associativo não apenas das lideranças da classe médica, mas de todos os que aceitaram a medicina como profissão.

REPRESENTATIVIDADE Alguns números podem traduzir a movimentação dos dirigentes da ACM durante o ano de 2004: ATIVIDADES CIENTÍFICAS Representações em eventos ....................................................................................... 34

VISITAS ÀS REGIONAIS . 13 Criciúma

São José

ATIVIDADES POLÍTICAS Audiências com Governo do Estado ............................................................................ 3 Audiências na Secretaria Estadual de Saúde ............................................................... 3 Audiências na Secretaria Municipal de Saúde............................................................. 2 Audiências na Câmara de Vereadores Fpolis ............................................................... 2 Audiências na Assembléia Legislativa ......................................................................... 2 Eventos no Congresso Nacional ................................................................................... 3 Visitas a Parlamentares SC ......................................................................................... 15

Chapecó

São Joaquim

Brusque (2)

Jaraguá do Sul (2)

Tubarão

Indaial

Blumenau

Concórdia

Joinville


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RETROSPECTIVA 2004

RETROSPECTIVA 2004

ANO DE LUTA PELA CBHPM A CBHPM – Classificação Brasileira Hierarquizada de Honorários Médicos foi, sem dúvida alguma, a luta maior da classe médica em todo o Brasil neste ano que se encerra. A mobilização dos profissionais exigiu agilidade das lideranças médicas e um novo pensar sobre a relação com a saúde suplementar no país. Santa Catarina protagonizou debates inéditos nesse sentido e campanhas que registraram uma articulação sem precedentes junto à categoria, que em 2004 voltou a lutar por sua justa remuneração. Acompanhe, a seguir os principais fatos ocorridos no esforço concentrado pela CBHPM em solo catarinense: • Já no dia 21 de janeiro, em Joinville, o Conselho Superior das Entidades Médicas do Estado (COSEMESC) reúne-se com a Federação das Unimeds de Santa Catarina (FECOMED) para falar sobre a implantação da CBHPM. As Cooperativas Médicas reconhecem a importância da CBHPM e criam uma comissão especial para estudar a melhor maneira para sua adoção. • O COSEMESC convoca todos médicos catarinenses para participarem do Dia Nacional de Mobilização pela Implantação da CBHPM, 9 de março, em todo país. O movimento foi liderado pela AMB, CFM, CMB e FENAM que para mobilizar toda classe colocaram nas ruas de todo país uma campanha convocando os médicos e esclarecendo a população sobre a importante reivindicação. • Nos dias 4 e 5 de junho, Jaraguá do Sul sedia o VII FEMESC (Fórum das Entidades Médicas de Santa Catarina), que tem como tema central de debate o movimento pela implantação da CBHPM. • Médicos catarinenses unem-se a colegas de todo país em mobilização histórica, no dia 15 de junho, no Congresso Nacional, em Brasília. Conscientes de que emanam do Congresso Nacional as decisões capazes de gerar melhorias na saúde, nas condições de trabalho e na remuneração médica, as entidades que representam os profissionais do setor no Brasil e nos estados integram forças para defender a implantação da CBHPM. • As lideranças médicas do estado aproveitaram a ida a Brasília para iniciar uma série de visitas a todos os senadores e deputados federais que compõem a bancada catarinense, numa ação pluripartidária. Os representantes dos 8,5 mil médicos catarinenses solicitam aos parlamentares eleitos em Santa

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PRIORIDADES: APRIMORAMENTO E INFORMAÇÃO DIRETORIA CIENTÍFICA • • • • • • •

Realizado o I Curso de Especialização Didático-Pedagógica Coordenação das Atividades da Biblioteca Disponibilização de Atividades Científicas às Regionais Busca de senhas gratuitas para acesso de periódicos Apoio a eventos dos Departamentos de Especialidades Organização do XVI Congresso Catarinense de Medicina (em 2005) Projeto 3a edição Manuais de Terapêutica

DIRETORIA DE COMUNICAÇÃO

ASSEMBLÉIAS GERAIS FORAM COORDENADAS PELOS TRÊS PRESIDENTES QUE COMPÕEM O COSEMESC, DR. VIRIATO JOÃO LEAL DA CUNHA (ACM), DR. CYRO VEIGA SONCINI (SIMESC) E DRA. MARTA RINALDI MÜLLER (CREMESC)

Catarina o importante apoio aos 220 mil médicos brasileiros pela implantação da CBHPM. • O COSEMESC convoca médicos para Assembléia Geral da classe no dia 24 de agosto, na sede da ACM. A pauta única é sobre a defesa da implantação da CBHPM pelos planos de saúde. Além de avaliar os resultados das negociações realizadas junto às operadoras de planos e definir os rumos do movimento. • A Comissão Estadual para Implantação da CBHPM encaminha correspondência a todas operadoras de planos de saúde e à Federação das Unimeds em Santa Catarina estabelecendo prazo para posicionamento por escrito sobre a implantação da Classificação. • Em nova Assembléia Geral, no dia 28 de setembro, médicos catarinenses decidem parar o atendimento, a partir de 1º de outubro, dos planos de saúde que não apresentarem, de maneira oficial e pública, cronograma que atenda a reivindicação de implantação da CBHPM. • O Dia do Médico, 18 de outubro, é marcado pela realização da terceira Assembléia Geral dos Médicos Catarinenses, coordenada pelo COSEMESC, na sede da ACM, com tema central implantação da CBHPM. Os médicos decidem o retorno ao atendimento dos usuários do plano Unisanta/Ipesc, Agemed e Unidas.

PLANOS DE SAÚDE COM ATENDIMENTO PARALISADO A paralisação do atendimento médico permanece para os usuários de planos de saúde que ainda não apresentaram cronograma de implantação da CBHPM, entre eles os do grupo ABRAMGE (Associação Brasileira de Medicina de Grupo) e FENASEG (Federação Nacional de Seguro Saúde): PLANOS NACIONAIS: AGF BRASIL SEGUROS, AMIL, BLUE LIFE, BRADESCO VIDA E PREVIDÊNCIA, BRASIL SAÚDE, GOLDEN CROSS, HAP VIDA, MARITIMA, NOTREDAME, PORTO SEGURO, SMILE, SULAMÉRICA e UNIBANCO. PLANOS ESTADUAIS: CAMBORIÚ SAÚDE, SERVIMED SAÚDE e UNIÃO SAÚDE.

• • • •

DIRETORIA DE PUBLICAÇÕES • Resgate da periodicidade trimestral da Revista Arquivos Catarinenses de Medicina. • Disponibilização on-line dos números 1,2,3 e 4/2003 • Manutenção da indexação LILACS • Atualização das Instruções Redatoriais • Reformulações operacionais reduzindo custos

Jornal mensal de comunicação com Sócios (patrocinado) Reformulação do site da ACM, redução de custos Coluna ACM no Diário Catarinense (mensal) Boletins do COSEMESC e dos resultados das negociações da CBHPM.

CONGREGANDO A CLASSE E GERANDO BENEFÍCIOS DIRETORIA DE ESPORTES • Realização da Olimpíada Médica, em outubro de 2004 • Convênio Escola de Vela Lagoa da Conceição (desc. 50%) • Manutenção e melhorias das quadras de tênis e campo de futebol • Aulas de tênis • Disponibilização da quadra de futebol sem custos para partidas exclusivas de sócios

DIRETORIA DE PREVIDÊNCIA • PAM e Seguro de vida absorvidos pela Prev do Sul (exigência da SUSEP) • ACM recebe parcela da taxa de administração • Divulgação e captação de novos clientes pela seguradora

DIRETORIA SÓCIO-CULTURAL • Baile de Carnaval Infantil • Jantar dançante de Aniversário da ACM • Semana em homenagem ao Dia do Médico: jantar dançante e almoço no dia Baby Búfalo e Cogumelos • “Dr. Gourmet” • Campanha do agasalho, em parceria com a Unicred e com a Associação Brasileira de Odontologia

DIRETORIAS FINANCEIRA/ADMINISTRATIVA/PATRIMÔNIO • Reforma completa do salão de festas da sede social (teto, assoalho, banheiros, iluminação e ar condicionado), por causa da deterioração, de novas exigências da Vigilância Sanitária, necessidade de modernização do espaço • Convênio com novo ecônomo (Styllu’s Buffet) – salão / restaurante • Reforma na piscina, com a troca do piso e instalação de novos equipamentos de filtragem, tendo em vista os 15 anos de uso e a existência de vazamento • Conclusão de melhorias na cozinha • Pintura e conservação das áreas externas • Melhorias nos apartamentos: fogões, TVs e instalações para deficientes físicos


Edição 240- Novembro 2004