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www.acm.org.br | No 283 | Jan/Abr de 2013

Envelopamento fechado. Pode ser aberto pela ECT

Associação Catarinense de Medicina Rod SC 401 Km 04,3854 - Saco Grande Florianopolis SC- CEP 88032-005

ANIVERSÁRIO ACM 76 ANOS

A entidade associativa dos médicos catarinenses comemorou seu aniversário de 76 anos relembrando o palco de um dos espaços mais democráticos da medicina no estado: o BAR da ACM.

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Editorial

Expediente

Um brinde à Casa do Médico Catarinense Essa “velha senhora” que completa 76 anos está cheia de fôlego, combatente, politicamente engajada e diplomaticamente conciliadora. Combatente no que diz respeito aos desmandos na saúde pública, politicamente engajada no sentido suprapartidário de defender e exercer a cidadania e diplomaticamente conciliadora nas intervenções que faz mediando conflitos e construindo entendimentos nas fronteiras relacionais dos médicos. Conquistar a confiança de seus associados é uma missão que vai muito além do convencimento individual acerca de sua capacidade de prover benefícios, organizar festividades ou propiciar o congraçamento esportivo e de lazer. Nessa missão, nossa querida ACM se apresenta preocupada com seus representados. Aceita e promove as mudanças necessárias pra continuar sendo eficiente e atualizada e investe no resgate da dignidade da figura do médico, historicamente valorizado pela sociedade, mas esquecido por si próprio ao trabalhar cada vez mais, em condições cada vez mais inadequadas e ao deixar sumir aos poucos o insubstituível agente social que a profissão o tornou. Aos 76 anos a ACM é mãe de quase todas as outras entidades

médicas de nosso estado, representa médicos de todas as especialidades e contabiliza figuras históricas no seu quadro de ex-diretores. Com pessoas e fatos de suas memórias, a ACM consegue contar com riqueza de detalhes a história da medicina de Santa Catarina, ambientar feitos de figuras notáveis do meio médico e testemunhar as intervenções destes em prol da evolução da medicina, do próprio médico e da saúde da sociedade. Presidir essa casa de indescritível importância histórica e complexa responsabilidade classista tem me oferecido desafios e aprendizados. Todos os dias dobro-me às suas lições de humildade, reflito com sua forma vivida de ensinar a ética da representação e me posiciono incitado por sua constante exigência de atitude e argumentos. Assim é viver a ACM. A sensação de pertencimento recompensa a dedicação de seus diretores, o inestimável trabalho de seus colaboradores e a fidelidade de seus associados.

Informativo da Associação Catarinense de Medicina - ACM

Diretoria Presidente: Dr. Aguinel José Bastian Júnior Vice- presidente: Dr. Rafael Klee de Vasconcellos Secretário Geral: Dr. Sérgio Marcos Meira Diretor Fincanceiro: Dr. Fernando Graça Aranha Diretor Administrativo: Dr. Esdras Camargos Diretor Científico: Dr. Amberson Vieira de Assis Diretor de Publ. Científicas: Dr. Ademar José de Oliveira Paes Junior Diretor de Patrimônio: Dr. André Mendes Arent Diretora de Previdência e Assistência: Dra. Rejane Gomes Diretor de Defesa Profissional: Dr. Eduardo Nobuyuki Usuy Junior Diretor das Regionais: Dr. Roberto Amorim Moreira Diretora Sócio-Cultural: Dra. Concetta Esposito Diretor de Esportes: Dr. Marcos Lázaro Loureiro Diretor do Dept. de Convênios: Dr. Gianfranco Luigi Colombeli Diretora de Comunicação: Dra. Eliete Magda Colombeli

Vice Distritais Sul: Dr. Renato Lopes Matos Planalto: Dr. Cristian Luis Schenkel de Aquino Norte: Dr. Luiz Fernando da Silveira Lobo Cicogna Vale do Itajaí: Dr. Carlos Roberto Seara Filho Centro-Oeste: Dr. Ramiro Solla Camina Extremo- Oeste: Dr. Jorge Alberto Hazim

Delegados junto à AMB Dr. Genior Simoni Dr. Murilo Ronald Capella Dr. Jorge Abi Saab Neto Dr. Remaclo Fischer Junior Dr. Carlos Gilberto Crippa Dr. Théo Fernando Bub Dr. João Nilson Zunino Dr. Almir Adir Gentil Dr. Luiz Carlos Espíndola

Um brinde à Casa do Médico Catarinense, mãe de muitas outras entidades médicas e história viva da medicina de Santa Catarina. Aguinel José Bastian Júnior Presidente da ACM

Edição Texto Final - Assessoria de Comunicação Jornalistas

“Com pessoas e fatos de suas memórias, a ACM consegue contar com riqueza de detalhes a história da medicina de Santa Catarina, ambientar feitos de figuras notáveis do meio médico e testemunhar as intervenções destes em prol da evolução da medicina, do próprio médico e da saúde da sociedade”

Lena Obst (Reg. 6048 MT/RS) Denise Christians (Reg. 5698 MT/RS) Impressão: Gráfica Darwin Tiragem: 4.000 exemplares

Rodovia SC 401, Km 4, Bairro Saco Grande- Florianópolis/SC Fone/Fax: (48) 3231- 0300


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Aniversário de 76 Anos no “Bar da ACM” “Entidade comemorou a data resgatando o espaço que marcou a medicina catarinense na década de 80, como principal palco de confraternização, encontro entre amigos e colegas”

Dia 26 de abril os médicos de Santa Catarina tiveram um compromisso especial: a comemoração do aniversário de 76 anos da ACM – Associação Catarinense de Medicina, na sede da entidade, em Florianópolis. A festa levou os convidados a uma verdadeira viagem no tempo, resgatando o ambiente do antigo BAR DA ACM, um dos mais importantes espaços de integração da categoria, que faz parte da história da medicina no estado e das memórias de muitos médicos. O BAR DA ACM foi criado em 1982 e funcionou até o ano de 1989, na antiga sede da ACM, na Rua Jerônimo Coelho, no centro da capital catarinense. O espaço foi palco para o lançamento de muitos livros de autoria dos associados da entidade, de encontros entre colegas e amigos, de happy hours acompanhados pelo piano, jantares preparados por colegas e diversas confraternizações. Além de médicos, por lá também passaram políticos, jornalistas, escritores, artistas, advogados e muitos outros profissionais, para a troca de ideias, um bate-papo e até conchavos. Por tudo isso, a comemoração do aniversário da ACM neste ano foi ainda mais especial, acompanhada do som da banda Projeto Z e um cardápio composto de pratos típicos de botecos e bares, indo das porções tradicionais de frios e salgados até os apetitosos caldinhos, estação cook show e open bar. (Na próxima edição do ACM NEWS, confira as fotos que marcaram a comemoração)


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Entidades Médicas entregam carta à Presidente Dilma Roussef viabilize a presença de médicos em todas as áreas consideradas de difícil provimento, inclusive nas periferias de grandes centros urbanos, e o aperfeiçoamento do ensino médico brasileiro.

O compromisso dos médicos com o país dialoga com Vosso engajamento histórico na defesa da democracia, do interesse público, da prática da boa medicina, da oferta de serviços de saúde de qualidade e da defesa do aprimoramento do Sistema Único de Saúde (SUS). Por meio de suas entidades representativas, os 400 mil médicos brasileiros têm manifestado seu  firme e incondicional apoio às tentativas de universalizar o acesso da população à Saúde, direito previsto na Constituição de 1988.

formação médica e pela melhor distribuição dos médicos pelo território nacional.

Demonstração deste esforço contínuo aparece na participação ativa dos médicos nos debates sobre o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida), na busca pela qualificação da

Assim, ressaltamos mais uma vez nossa preocupação com a oferta de condições efetivas para o exercício da Medicina em benefício da sociedade, o que implica no desenvolvimento de proposta concreta que

Ressaltamos a disposição dos médicos brasileiros, por meio de suas entidades representativas, de contribuir e participar deste processo, cujos desdobramentos poderão ter efeitos duradouros e assegurar a extensão das conquistas anunciadas na esfera econômica ao campo das políticas sociais. Respeitosamente, Florentino de Araújo Cardoso Filho Presidente da AMB Carlos Vital Correia Lima Presidente em exercício do CFM Geraldo Ferreira Filho Presidente da Fenam

Sugestões dos Médicos Brasileiros Os itens a seguir sintetizam o entendimento dos médicos sobre soluções possíveis para assegurar a interiorização da Medicina e do Médico; a qualificação da formação de futuros profissionais (em todas as suas etapas); e o aperfeiçoamento dos mecanismos de financiamento, gestão e controle. Nosso objetivo é  contribuir para a melhora do acesso à assistência em saúde com qualidade.

*O fortalecimento do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida) como forma de acesso de médicos estrangeiros e de brasileiros portadores de diplomas de Medicina obtidos no exterior ao mercado brasileiro, garantindo, assim, ao país, um instrumento justo, idôneo e transparente para mensuração do conhecimento e da competência desses profissionais.

de residência médica (com infraestrutura e preceptoria adequadas) de forma a atender o total dos egressos das escolas médicas e a demanda identificada a partir de diagnósticos das necessidades regionais e nacionais.

INTERIORIZAÇÃO DA MEDICINA E TRABALHO MÉDICO

APERFEIÇOAMENTO DO PROCESSO DE FORMAÇÃO MÉDICA

*O aumento real da participação do Estado no financiamento da Saúde, com a destinação de um mínimo de 10% da Receita Bruta da União para o setor.

*A criação de uma carreira de Estado sob responsabilidade da União - para os médicos que atuarão na rede pública (SUS) nos locais de difícil acesso e provimento com o objetivo de estimular a migração e a fixação dos médicos. *A implantação de Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) para todos os médicos que atuam na rede pública. *A fixação de valor mínimo de remuneração para o médico em atividade no SUS, tendo como  parâmetro o piso nacional da categoria.

*A qualificação do ensino médico a partir da observação dos seguintes aspectos: a oferta de grade curricular adequada, a presença de corpo docente exclusivo, a existência de hospital-escola e campo de atuação na área de atenção básica, a realização de avaliações pelo Ministério da Educação para aferir a excelência do ensino e dos egressos das escolas e a não abertura de novas escolas e nem ampliação no número de vagas nas já existentes. *A garantia, pelo Ministério da Educação, da oferta de vagas em programas

APERFEIÇOAMENTO DE INSTRUMENTOS DE FINANCIAMENTO, GESTÃO E CONTROLE

*O apoio à tramitação e votação do PLS nº 174/2011, que institui a Lei de Responsabilidade Sanitária (LRS) no Brasil, oferecendo aos gestores e à sociedade mecanismos para assegurar a transparência na execução e fiscalização das políticas públicas de saúde, inclusive com a fixação de metas e a possibilidade de punição de gestores que não as cumpram. *A criação de uma escola especializada na formação e na qualificação de gestores em Saúde  Pública (para atuação no âmbito do SUS em suas três esferas).


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ACM integra Movimento “Saúde + 10” em SC O presidente da ACM (Associação Catarinense de Medicina), Aguinel José Bastian Junior, compôs a mesa de autoridades da audiência pública realizada no dia 05 de março, no Plenarinho da ALESC (Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina), que debateu sobre as ações do movimento “Saúde + 10” no estado. A audiência foi coordenada pelo presidente da Comissão de Saúde da ALESC, deputado Volnei Morastoni, reunindo diversas entidades organizadas que participam do movimento. O “Saúde + 10” nasceu pelas mãos da AMB (Associação Médica Brasileira), que lançou nacionalmente o projeto “MAIS RECURSOS PARA A SAÚDE”, que visa coletar pelo menos 1,5 milhão de assinaturas para o encaminhamento de projeto de lei de iniciativa

popular para garantir o investimento de 10% da receita bruta corrente da União na saúde pública. Como forma de coordenar o recebimento das assinaturas coletadas no estado, foi definido que a Comissão de Saúde da ALESC será o ponto de entrega dos abaixo-assinados distribuídos pelas entidades integrantes do movimento em solo catarinense. Para garantir o encaminhamento do projeto de lei é necessário reunir um número de assinaturas que corresponda a 1% do eleitorado nacional, distribuído em pelo menos cinco Estados (0,3% dos eleitores de cada um), e apresentar a proposta à Câmara dos Deputados. Depois, o projeto de iniciativa popular seguirá a tramitação normal no Congresso. O projeto altera a Lei

Complementar nº 141/12, que regulamentou a Emenda Constitucional 29, não só no que diz respeito ao subfinanciamento do SUS, mas também propondo que os recursos sejam aplicados em conta vinculada, mantida em instituição financeira oficial, sob responsabilidade do gestor de saúde.

Cerca de 80 mil assinaturas no Estado Até o dia 9 de abril, foram colhidas entre 70 a 80 mil assinaturas em Santa Catarina, em prol da campanha “Saúde + 10”. Os documentos foram entregues em Brasília, para a contagem pelo Conselho Nacional de Saúde.

Presidente da ACM, Aguinel José Bastian Jr, compôs a mesa de autoridades presentes na Audiência, na ALESC, reivindicando mais verbas à saúde pública no Brasil

A Saúde que Deveríamos Ter Aguinel José Bastian Júnior Presidente ACM Saúde é determinante da liberdade. Com saúde podemos trabalhar, criar, participar, questionar, criticar e votar. Sem saúde somos seres manobráveis e frágeis. É simples assim. Tão simples e tão à nossa vista que não conseguimos ver. Nossa Constituição garante-nos a saúde e obriga que o gestor possibilite seu acesso, como direito de todos e dever do Estado. Da mesma forma que a educação, o provimento da saúde é sistematicamente massacrado pela falta de respeito aos nossos direitos fundamentais por parte dos governantes. Se saúde e educação chegassem aos brasileiros como os nossos sonhadores constituintes conceberam, teríamos hoje uma nação justa, exemplo de equidade e

inclusão social para todo o planeta. Mas não as temos. Negam-nos o acesso com crueldade. Na vontade política vigente, continuaremos ignorantes e doentes, despreparados e frágeis, inocentes e vulneráveis.  Torna-se, então, indispensável a reflexão. Como é possível sermos complacentes dessa forma? Como aceitamos que o recurso público seja aplicado em ações secundárias e eleitoreiras quando nossas crianças crescem ignorantes e nossos trabalhadores adoecem? Como permitimos o investimento do precioso dinheiro público em campos de futebol, autódromos e outras formas de circo, ao mesmo tempo em que se nos apresentam o inaceitável argumento jurídico da “reserva do mínimo pos-

sível”? Queremos o máximo de seriedade e de respeito à Constituição. Cidadãos catarinenses: nosso estado é rico, com valores profundos e ideais legítimos. É tempo de exigir que não se faça o desnecessário, que não se gaste com o supérfluo, que não se invertam as prioridades. Como médico, vejo pessoas doentes e desesperadas todos os dias. Como presidente da Associação Catarinense de Medicina, busco o indispensável posicionamento cidadão, único instrumento capaz de mudar a vontade política. Basta de desperdício com o nosso precioso recurso público. Queremos de volta nossos direitos fundamentais de saber e bem viver.


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ACM pede empenho da Unimed Grande Florianópolis na adoção da CBHPM Plena A Diretoria da Associação Cataridiversas iniciativas para ampliar nense de Medicina recebeu os dios recursos que possibilitem o rerigentes da Unimed Grande Floriaajuste dos honorários médicos, a nópolis no último dia 14 de março, Unimed também está comprometiquando o presidente da Cooperada com a instalação de sistema de tiva, Genoir Simoni (ex-presidente TI (Tecnologia da Informação) que da ACM) apresentou os desafios vai capacitar a Cooperativa em nopara a manutenção do equilíbrio vos avanços no pagamento através financeiro da Singular e a luta da Classificação. para a melhoria na remuneração Atendendo pedido da Unimed, a dos médicos cooperados. Durante ACM colocou à disposição os meo encontro, os diretores da ACM canismos de comunicação da entipuderem esclarecer suas dúvidas dade como instrumentos de eduquanto às ações desenvolvidas cação dos médicos cooperados, no controle de custos e na gestão para a prática da Medicina Baseada Unimed, que atualmente reúne Diretorias da ACM e da Unimed se reuniram para reafirmar a importância da adoção da em Evidências e diretrizes das da CBHPM e da melhoria nos valores dos honorários dos médicos cooperados mais de 1.600 médicos da capital especialidades médicas, evitando e municípios vizinhos. O principal os desperdícios, reforçando a participação das tema de debate foi o valor do honorário méJunior, aproveitou o momento para destacar Sociedades de Especialidades – integradas à dico praticado pela Cooperativa, que foi uma a importância da Unimed Grande FlorianóAssociação – na defesa da Cooperativa Médidas primeiras do Brasil a implantar a CBHPM polis manter seu compromisso de adoção da ca. Também ficou definido que serão realiza(Classificação Brasileira Hierarquizada de ProCBHPM plena, bandeira maior das entidades das novas reuniões entre as diretorias, com cedimentos Médicos). médicas de todo o país. Nesse sentido, as lio objetivo de buscar alternativas para a justa deranças da Singular afirmaram que, além das O presidente da ACM, Aguinel José Bastian remuneração dos médicos.

Entidade integra Ato Público contra PEC 37 O presidente da ACM – Associação Catarinense de Medicina, Aguinel José Bastian Junior, participou, no dia 12 de abril, de ato público no Plenarinho da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, numa ação da campanha nacional contra a PEC 37/2011, conhecida como a “PEC da Impunidade”, que combate a proposta de mudar a Constituição para retirar do Ministério Público e de outros órgãos o poder de investigação criminal, tornando-

-o exclusivo das Polícias Civil e Federal. O objetivo da mobilização no estado é prestar esclarecimentos à sociedade sobre os efeitos negativos que a aprovação da proposta representaria no que se refere ao combate da criminalidade, impunidade e corrupção. A intenção é sensibilizar os parlamentares para que eles rejeitem a matéria. Durante o ato público, o presidente da ACM

se manifestou contrário à PEC: “Faço um apelo para que a sociedade se posicione, pois o objetivo maior dessa Proposta de Emenda Constitucional é escuso e representa uma ameaça aos nossos direitos”. Com esse entendimento, a ACM também já redigiu nota pública enfatizando a importância da atuação do Ministério Público contra crimes de corrupção e contra a impunidade.

Repúdio à retirada dos poderes investigatórios do Ministério Público A Associação Catarinense de Medicina manifesta apoio ao Ministério Público na defesa do seu poder investigatório e na luta pela não aprovação da Proposta de Emenda Constitucional nº 37/2011, que atribui a competência para investigar crimes exclusivamente às policias Federal e Civil, em trâmite na Câmara dos Deputados, aliando-se à campanha nacional “Brasil contra a Impunidade”, com objetivo de esclarecer à sociedade brasileira sobre os riscos representados pela referida alteração constitucional. Mesmo sem condição técnica de avaliar juridicamente em profundidade os méritos de que trata tal PEC, algumas ponderações devem ser feitas. Num contexto de carências absurdas no que diz respeito aos direitos fundamentais do cidadão, vemos diariamente a corrupção em todos os setores e em todos os níveis institucionais da Nação, à revelia das leis e desafiando a lógica dos que pensam e se posicionam contra. Nenhuma medida que cerceie os movimentos proativos na direção do combate à corrupção e da impunidade pode fazer sentido aos cidadãos que, donos do sexto PIB do mundo, assistem seus recursos dizimados à mercê da morosidade do complexo mecanismo de conclusão de justiça no Brasil. A discussão de ordem jurídica é necessária e legitimadora, mas é fundamental manter a coerência com os efeitos sociais imediatos e pesar o retrocesso alienante que pode advir de privar o Ministério Público desse papel num momento tão dramático para nossa democracia.


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Escola de Governança e Cidadania Ativa forma sua 1ª Turma No primeiro semestre de 2013 forma-se a primeira turma da Escola de Governança e Cidadania Ativa da ACM, única em território catarinense e no Brasil, em entidade médica. A ACMEC foi criada pela ACM no ano de 2012, em parceria com a AMC (Associação dos Magistrados Catarinenses) e a ACMP (Associação Catarinense do Ministério Público), com a meta de possibilitar aos participantes o acesso a discussões de temas que envolvam a realidade brasileira, princípios da cidadania plena, ética política e transparência, democracia participativa, respeito aos direitos huma-

com aulas a cada 15 dias, ministradas por educadores de várias universidades, empresas privadas, entidades associativas, órgãos governamentais, organizações de governança estadual, nacional e mundial.

nos e preservação ambiental, entre inúmeros outros. O curso tem duração anual,

Na primeira turma da ACMEC serão formados 20 alunos, que participaram das atividades desde a fundação da Escola, que tem como Diretor Geral o Presidente da ACM, Aguinel José Bastian Junior, como Diretor de Ensino o médico Ademar José de Oliveira Paes, e como coordenador o educador Danilo Cunha.

Conquista ímpar “A formatura da primeira turma da ACMEC representa uma conquista ímpar para a ACM, que plantou a semente; para Santa Catarina, que abriga suas instalações; para os médicos catarinenses, que têm a possibilidade de participar de uma iniciativa histórica e de tamanha importância; para as entidades parceiras, que também levam a proposta aos seus quadros associativos, e para a sociedade, através do debate sobre o exercício fundamental da cidadania. As transformações tão necessárias na construção de um mundo melhor nascem de propostas que vão além dos nossos interesses cotidianos, pessoais e pontuais, em busca de uma nova visão e de um futuro mais digno. Certamente, os que agora se formam serão disseminadores dessa filosofia e da cidadania ativa”. Aguinel José Bastian Júnior Presidente ACM - Diretor Geral ACMEC

Programação ACMEC 2013 04 de março

ÉTICA NA POLÍTICA

Juiz Sérgio Junkes – Presidente AMC (Associação dos Magistrados Catarinenses)

18 de março

DIREITOS HUMANOS E ÉTICA NA JUSTIÇA SOCIAL Juiz João Marcos Buch – AMC (Associação dos Magistrados Catarinenses)

01 de abril

A CONDIÇÃO DA MULHER NA NOVA SOCIEDADE DO SÉCULO XXI

Deputado Joarez Ponticelli – Presidente Assembleia Legislativa de Santa Catarina e Vereador César Luís Faria – Presidente da Câmara de Vereadores de Florianópolis

09 de setembro

27 de maio

Advogado César Pasold

COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL E ORATÓRIA Médico Murillo Ronald Capella – Ex-Presidente da ACM

10 de junho

ECONOMIA CATARINENSE, NO BRASIL E NO MUNDO Glauco José Côrte – Presidente da FIESC (Federação da Indústria do Estado de SC)

O ESTADO CONTEMPORÂNEO E AS TRANSNACIONALIDADES

23 de setembro

ESTADO E ORDENAÇÃO DA CONDUTA HUMANA Advogado João Henrique Blasi – Desembargador Tribunal de Justiça

07 de outubro

A HISTÓRIA COMO LABORATÓRIO POLÍTICO Professor Valdir Rampinelli – UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina)

Jornalista Viviane Beviláqua (RBS), Médica Concetta Esposito (ACM), Professora Lucy Crichton (Escola Jardim Secreto) e Administradora Luzia Frohlich (ABRH – Associação Brasileira de Recursos Humanos – Seccional Santa Catarina)

24 de junho

SEGURANÇA PÚBLICA: ASPECTOS HUMANOS, JURÍDICOS, OPERACIONAIS

21 de outubro

15 de abril

22 de julho

Juiz Rodrigo Collaço – Desembargador Tribunal de Justiça

Rui Richter – Ministério Público de Santa Catarina

04 de novembro

MEDIAÇÃO: INSTRUMENTO DE QUALIFICAÇÃO DA GESTÃO

Delegado Federal Ildo Rosa

A QUESTÃO AMBIENTAL EM SC

A FUNÇÃO DA MAGISTRATURA NO RESGATE DA JUSTIÇA SOCIAL

05 de agosto

SAÚDE – DIREITO HUMANO ESSENCIAL

Advogado Tullo Cavallazzi – Presidente da OAB/SC (Ordem dos Advogados do Brasil)

Professor Ailton Nazareno Soares – Reitor da Unisul

18 de novembro

13 de maio

CIDADANIA: ECOLOGIA POLÍTICA

Médico Aguinel José Bastian Junior – Presidente ACM

29 de abril

OAB NA CONSTRUÇÃO DA DEMOCRACIA

FUNÇÕES DO LEGISLATIVO COMO UMA DAS DIMENSÕES DO PODER

EDUCAÇÃO E INOVAÇÃO: PRIORIDADES PARA O DESENVOLVIMENTO

19 de agosto

Professor Itamar Bevilaqua

Médico Florentino Cardoso – Presidente da AMB (Associação Médica Brasileira)

O PROCESSO ELEITORAL NA CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA ATIVA Juiz Cláudio Eduardo Regis F. e Silva – Diretor da Escola de Magistratura de SC


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“Ética na Política” abre calendário de aulas Alunos da primeira turma da Escola de Governança e Cidadania Ativa da ACM (ACMEC) retornaram às atividades em 04 de março, abrindo os trabalhos do ano. Para iniciar a programação de 2013 o tema selecionado não poderia ser mais oportuno e atual: “Ética na Política”, abordado pelo presidente da Associação dos Magistrados Catarinenses – AMC, juiz Sérgio Junkes. “Política e Ética deveriam ser sinônimos, mas infelizmente não é o que vemos no nosso dia a dia. A corrupção e a impunidade têm levado os nossos representantes públicos ao descrédito, prejudicando inclusive a criação de novas lideranças e resultando no afastamento da sociedade do exercício político, tão fundamental para a cidadania”. Apesar desse quadro, o ministrante aproveitou sua aula para repassar uma mensagem também de otimismo. “Julgamentos como o do mensalão, leis como a da Ficha Limpa e de Responsabilidade Fiscal significam que há uma luz no fim do túnel, evidenciando transformações”. Essa visão sobre o debate como instrumento de mudança é um dos alicerces da Escola e Governança e Cidadania Ativa. “A proposta da Escola é fundamental para que possamos rediscutir o papel da cida-

dania e do cidadão. Disseminar esse exercício já é, sem dúvida, uma vitória para a sociedade”, afirma o juiz Sérgio Yunkes. A AMC congrega hoje 730 associados, entre juízes e desembargadores de Santa Catarina (ativos, inativos e pensionistas). A instituição tem 51 anos de O Diretor Geral da Escola, Aguinel José Bastian Junior, apresentou o ministrante da aula de abertura, o juiz Sérgio Junkes idade e tem como metas defender os seus associados e garantir que a sociedaJurídica pela Universidade do Vale do de catarinense seja assistida de maneira Itajaí (Univali), especialista em Direito qualificada pelos serviços de justiça no Processual Civil e graduado pela Associaestado. ção Catarinense de Ensino de Joinville. Foi também 1º vice-presidente da AsO ministrante da aula de abertura das atisociação dos Magistrados Catarinenses, vidades da ACMEC ingressou na magiscoordenador regional da AMC por quatro tratura em 1998 e já atuou nas comarcas vezes, coordenador de extensão da Escode Canoinhas, Lebon Régis, Campos Nola Superior da Magistratura do Estado de vos, Concórdia, Blumenau e Joinville. AtuSanta Catarina (Esmesc) por duas vezes almente, exerce suas funções na 2ª Vara e representante da AMC na Comissão de Criminal da comarca da Capital. É doutor Direitos Humanos da Associação dos Maem Direito pela Universidade Federal de gistrados Brasileiros (AMB). Santa Catarina (UFSC), mestre em Ciência

Direitos Humanos e Ética na Justiça

O magistrado João Marcos Buch ministrou a palestra da noite de 18 de março

Na segunda aula da ACMEC deste ano, realizada na noite de 18 de março, o tema foi “Direitos Humanos e Ética na Justiça Social”, sob o comando do professor João Marcos Buch, da Associação dos Magistrados Catarinenses. “Os direitos humanos integram uma longa marcha histórica em direção à consolidação do paradigma jurídico, que guarda na dignidade humana o seu valor fonte. Nesse sentido é fundamental refletir sobre os direitos humanos no sistema penal, especialmente na dificuldade em fazer valer seus fundamentos perante a execução penal e o reflexo que isso pode trazer para a pacificação social. É preciso criar e fortalecer instituições de

controle e fiscalização de direitos humanos para que eles sejam concretizados”. Para o magistrado, a criação da Escola de Governança e Cidadania Ativa da ACM é de extrema valia, em especial pela parceria firmada com a AMC. “O Poder Judiciário precisa dialogar com a sociedade. A transparência e a compreensão da judicatura legitimam a instituição e o diálogo através da Escola da ACM, cuja referência e respeito são fortemente consolidados em Santa Catarina. Assim todos ganham, especialmente a população, com a construção cada vez mais forte do estado democrático de direito”.


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Escola de Cidadania debate o universo feminino no Século XXI As mulheres estão revendo seus papéis e chamam os homens a compartilhar suas conquistas para a construção de uma nova sociedade, na qual as diferenças são respeitadas e complementadas. O perfil do atual universo feminino foi traçado na noite de 1º de abril, em mais uma aula da ACMEC – Escola de Governança e Cidadania Ativa da Associação Catarinense de Medicina, com o tema “A Condição da Mulher no Século XXI”, abordado em painel com a participação da médica pneumologista Concetta Esposito (Diretora da ACM), a professora Lucy Crichton (com formação em teatro clássico e línguas) e a jornalista Viviane Bevilacqua (professora e colunista do Diário Catarinense).

Para intermediar o debate, foi convidada a presidente da ABRH – Associação Brasileira de Recursos Humanos – Seccional Santa Catarina, Luzia Frohlich, mestre em Administração. Durante quatro horas, as painelistas e os alunos da ACMEC trocaram ideias sobre a nova realidade da mulher, no Brasil e no mundo. Enquanto a médica Concetta Esposito relembrou a trajetória histórica das lutas femininas e as transformações vividas nas últimas décadas, a professora Lucy Crichton aproveitou para ressaltar a qualidade do tempo que as mulheres dedicam às suas muitas faces, em especial na formação dos futuros cidadãos. Já a jornalista Viviane Bevilacqua falou

sobre as inúmeras entrevistadas que se tornaram personagens de suas matérias e crônicas, descrevendo as muitas realidades enfrentadas, assim como as angústias e as motivações femininas. Para finalizar, a administradora Luzia Frohlich provocou os alunos questionando sobre o que as mulheres buscam no presente e para seu futuro. Diante de tantas nuances, o painel encerrou com a conclusão de que o assunto merece novos espaços em outras aulas da ACMEC, que tem a meta de promover o debate dos temas de maior interesse e importância na sociedade, para o exercício da plena cidadania.

O painel teve a presença da médica pneumologista Concetta Esposito (Diretora da ACM), da professora Lucy Crichton (com formação em teatro clássico e línguas), o coordenador da ACMEC, Danilo Cunha, da jornalista Viviane Bevilacqua (professora e colunista do Diário Catarinense) e da presidente da ABRH – Associação Brasileira de Recursos Humanos – Seccional Santa Catarina, Luzia Frohlich, com ampla participação dos alunos

Causas prioritárias das mulheres A ONU Mulheres defende a participação equitativa das mulheres em todos os aspectos da vida e enfoca cinco áreas prioritárias: * Aumentar a liderança e a participação das mulheres nas áreas política, empresarial, social e cultural. * Eliminar a violência contra as mulheres e meninas, denunciando e punindo os maus tratos e agressões, sejam elas físicas ou verbais. * Engajar as mulheres em todos os aspectos dos processos de paz e segurança. * Aprimorar o empoderamento econômico das mulheres, garantindo remuneração equivalente ao universo masculino e direitos profissionais igualitários. * Colocar a igualdade de gênero no centro do planejamento e dos orçamentos de desenvolvimento nacional.


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As muitas faces femininas Jornalista Viviane Bevilacqua Texto escrito para Painel “A Condição da Mulher no Século XXI” – ACMEC

Nos últimos 30 anos, conheci e entrevistei todos os tipos de mulheres. Nunca havia pensado sobre isto, e provavelmente também nunca faria as considerações que faço agora, não fosse o convite do Danilo Cunha, coordenador da Escola de Governança e Cidadania Ativa, para participar deste painel, esta noite, aqui na ACM, sobre as mulheres do século 21. Entrevistar pessoas, mulheres e homens, traçar perfis e contar suas histórias é o meu ofício, e faço isso sempre da melhor maneira que posso. Mas confesso que nunca antes havia parado pra pensar no que une estas mulheres todas, idosas, maduras, jovens, quase crianças, ricas, poderosas, pobres, remediadas, analfabetas, cultas, superdotadas, deficientes, ignorantes, casadas, solteiras, viúvas. Tem aquelas que ainda sonham com o príncipe encantado, e também as que não querem saber de príncipe, e que preferem as princesas. Ou, ainda, que não querem saber nem de um nem de outro. Algumas, são mães amorosas, outras, mães sem tempo, mas cheias de culpa, mães de filhos dos outros, mães de bichos, mães dos pais, mães da criançada da comunidade, fazendo jus ao ditado que diz que nada no mundo é maior do que coração de mãe. E as avós? Ah, quantas histórias ouvi delas ao longo de todo este tempo. Tantas vezes chorei, com as histórias tristes de abandono, e quantos vezes voltei para o jornal leve e feliz, por saber que a velhice pode, sim, ser uma época plena de realizações. Quanta sabedoria, quanto ensinamento recebi, quanta lição de vida que carregarei para sempre comigo. Entrevistei mulheres livres, aventureiras, mochileiras, que passam a vida conquistando novas terras, e também as mulheres presas em cadeias e presídios, vivendo em condições subumanas, separadas de seus filhos e sem qualquer apoio dos ex-companheiros. Ex, sim, porque mulher espera o marido sair da cadeia, vai visita-lo toda a semana. Mas o homem, se a mulher é presa, em seguida arruma outra para colocar em seu lugar. Conheci mulheres cientistas e seus trabalhos revolucionários nas áreas da medicina, da economia, da política, da assistência social. E me emocionei, também, documentando a alegria de senhoras que conseguiam, pela primeira vez, escrever seu nome num

papel ou ler uma pequena frase no quadro negro da escola. Várias vezes fui visitar centros de recuperação de jovens dependentes químicos e ouvi histórias tristes de meninas que se prostituíam para conseguir uma pedra de crack, porém, em muitas outras oportunidades pude, em meus textos, enaltecer a coragem e o protagonismo de meninas que, desde muito cedo, lutam por um mundo melhor. Este é o caso, por exemplo, da jovem Isadora Fabem, de apenas 13 anos, que criou um diário parta reclamar do estado de abandono em que se encontrava a escola dela, no bairro Santinho, em Florianópolis. A menina é, hoje, um exemplo de como cada um e cada uma de nós pode contribuir para uma sociedade melhor, exercendo a sua cidadania. Não foram poucas as mulheres cujas histórias e feitos passaram pelo meu bloquinho de anotações. Gastei algumas canetas registrando tudo isso, e, com certeza, mais tempo ainda tentando entender depois o que escrevi. Letra pior que a de médico, escrita correndo e de qualquer jeito, para não perder o fio da meada e ser sempre o mais fiel possível na hora de publicar as histórias no jornal. Conheci e entrevistei mulheres incríveis, como a doutora Zilda Arns, criadora da Pastoral da Criança e que ajudou a salvar milhares de vidas em vários países, e que morreu dentro de uma igreja, ensinando um grupo de voluntárias a preparar as misturas salvadoras para crianças subnutridas, durante aquele terrível terremoto no Haiti, em 2010. Ainda no campo da medicina, relembro com carinho a entrevista com a centenária doutora Wladislava Mussi, que foi uma das médicas pioneiras em Santa Catarina. Mesmo aos 100 anos de idade, mantinha a lucidez e um humor que me cativaram desde o nosso primeiro encontro. Com a imigrante Helga Szmuck foram semanas de conversas, nas quais ela contou desde a infância da família judia, na Alemanha, à perseguição de Hitler, e as várias fugas que empreendeu sozinha e com os filhos, ao longo da vida. Passou fome, sede, medo, solidão, mas nunca esmoreceu. Falava muitas línguas, era uma astrônoma de mão cheia. Lembro-me da emoção que senti quando peguei na minha mão e fotografei seu antigo passaporte alemão, que tinha um Jota, de judeu, estampado na capa, que era justamente para impedir que eles

saíssem escondidos do país, durante a Segunda Guerra. Quantas coisas aprendi com ela. Helga morreu há poucos anos, sozinha, em seu apartamento na Praia dos Ingleses, sua última morada. Ficou comigo vários escritos, para um livro que, quem sabe, um dia ainda terei coragem de escrever. Foram muitas as histórias que ouvi e passei adiante, nas páginas do jornal, por acreditar que elas precisavam ser conhecidas e divulgadas. A de Dilza Fraga é mais uma delas. Dilza era mãe de uma linda jovem, a Ivana Fraga, que morreu aos vinte e poucos anos ao ter seu carro simplesmente atropelado por um caminhão que trafegava na contramão na BR-101. Em vez de ficar apenas se lastimando, Dilza foi às ruas, trouxe para Santa Catarina um movimento nascido no RS, o “Vida Urgente”, que tem por objetivo conscientizar principalmente os jovens sobre os perigos do trânsito. Talvez a entrevista mais difícil da minha vida tenha sido a que fiz com uma mulher chamada Viviane Suzim, minha xará. Foi em São Paulo, para onde viajei só para encontra-la. Viviane ficou durante mais de seis meses acompanhando o filho dela, o pequeno Cauê, de apenas dois anos, na UTI do Instituto do Coração. Ele precisava passar por um transplante de coração. Foram meses de angústia até a chegada do doador, e depois mais outros meses à espera da recuperação, que nunca chegou. Viviane chorou muito a morte do seu bebê, mas não se entregou. Hoje, ajuda outras mães da UTI do Incor, faz campanhas de conscientização sobre a importância da doação de órgãos, pede donativos, corre atrás dos direitos destas mulheres, já tão sofridas e fragilizadas. E Viviane é uma jovem simples, de Chapecó, que a vida ensinou a ser forte e sábia. Poderia passar a noite aqui, relembrando mulheres que mereceriam ser citadas e que, com suas histórias, enriqueceram minha vida, como mulher, como mãe, como filha, como jornalista e, principalmente, como cidadã. Eu acredito na força feminina, na nossa sensibilidade, no nosso senso de justiça. Tenho a mais plena convicção de que se tivéssemos – ou melhor – quando tivermos, porque isso vai acontecer – mais mulheres nas posições de comando, em todas as esferas, públicas e privadas, o mundo será mais justo, mais digno e um lugar muito melhor de se viver.


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76 Anos da ACM - Galeria dos Ex-Presidentes Para comemorar o aniversário de 76 anos da Associação Catarinense de Medicina, o ACM News inicia nesta edição, uma histórica entrevista com os ex-presidentes da entidade. Numa conversa carregada de emoção e de boas lembranças, cada um dos médicos que presidiu a mais antiga entidade estadual da categoria em Santa Catarina conta um pouco da sua história frente à instituição, seus desafios e grandes vitórias. Resgata-se, assim, um pedacinho da trajetória da ACM e de sua importância para a saúde e a medicina de todo o estado.

Isaac Lobato Filho | Gestão 1963-1965 PIONEIRISMO

ASSOCIATIVISMO

O médico Isaac Lobato Filho, registro de número 23 no Conselho Regional de Medicina (CREMESC), está com 88 anos de idade, vividos com muita inteligência e simpatia. Relembra em detalhes o tempo em que veio do Rio de Janeiro para Santa Catarina, no ano de 1950, durante a gestão de Aderbal Ramos da Silva no Governo do Estado, e como foi pioneiro na área de cirurgia cárdio-torácica. Além de indiscutível talento, teve fundamental atuação na história da medicina catarinense, através da participação ativa tanto na fundação da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Santa Catarina (foi o primeiro reitor e também professor), como na criação de entidades médicas, como o CREMESC e o Sindicato dos Médicos do Estado de Santa Catarina. Isso tudo antes mesmo de ser o 11º Presidente da Associação Catarinense de Medicina.

O Dr. Isaac comandou a ACM no período de 1963 a 1965, época em que as instalações ocupavam apenas duas salas na Rua João Pinto. “Foi ali que surgiu o movimento para criar a Faculdade de Medicina. Eu, o Roldão Consoni e o Henrique Prisco Paraíso fomos escolhidos para este desafio”, conta satisfeito com os resultados obtidos nesta e em outras vitórias para a medicina e a classe médica no estado. “Eu não aceitava o fato de a ACM não ter sede e fizemos o primeiro condomínio da cidade, com seis andares, na Rua Jerônimo Coelho. Todos os compradores dos consultórios concordaram em doar o sexto andar para ACM. Ao final do meu mandato o prédio já estava quase pronto e foi inaugurado na gestão do colega Prisco”.

“Eu fui convidado para trabalhar em Florianópolis quando já estava no Rio de Janeiro. O convite partiu do Dr. Francisco Benedetti, que era sócio do hospital onde o governador Aderbal Ramos da Silva se tratou de tuberculose. Deixei dois bons empregos lá, mas fui muito bem recebido aqui”, recorda. “A capital catarinense não tinha anestesista e tive de convencer o meu amigo Danilo Duarte Freire a passar uma temporada para estagiar no Rio de Janeiro e voltar como especialista na área”, conta, com a experiência de quem tem o pioneirismo nas veias, até em cirurgia experimental. “Eu e o colega Ney Mund comprávamos cachorros para operar e para aprender, treinar técnicas de cirurgias pulmonares e

cardíacas, extracorpóreas e com coração parado. Os desafios da medicina eram diários”. MEDICINA Ao voltar o olhar para os dias de hoje, Isaac Lobato Filho comenta a evolução da medicina, em todos os sentidos e setores, mas salienta que antes os médicos eram mais respeitados por todos e davam ênfase ao atendimento da rede pública. “Hoje o problema mais sério da medicina é prestar atendimento com a qualidade que desejamos e que a população precisa. Há muita demanda reprimida, além de inúmeros outros problemas. O câncer e as doenças cardiovasculares são o mal do século e também os principais desafios, por isso a profilaxia é fundamental e precisa ser estimulada”, aconselha.

O maior desafio foi também a maior conquista da sua gestão, segundo o próprio Dr. Isaac: organizar a ACM. “Era tudo realizado de forma amadora e precisávamos disseminar o associativismo pelo interior do estado. Em toda Santa Catarina havia cerca de 200 médicos e, na época, conseguimos a adesão de todos eles para a ACM”, conta o ex-dirigente, ressaltando a importância da ACM na vida dos colegas de profissão. “Os médicos sempre souberam que a Associação Catarinense de Medicina é a sua grande companheira, para todas as lutas. Da mesma forma a população sempre soube que a boa saúde tem morada na ACM. A entidade teve um crescimento espetacular, e ao longo desses anos se estabeleceu em uma linda e grande sede. Espero que continue a liderar cada vez mais os médicos catarinenses e a unir toda a classe”.


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76 Anos da ACM - Galeria dos Ex-Presidentes Henrique Manoel Prisco Paraíso | Gestão 1965-1967 de atividades científicas e de classe além da capital. “Levamos a representação da Associação a várias regiões catarinenses, cumprindo com a vocação de entidade estadual da categoria. Assim, fortalecemos a instituição, tornamos seu nome conhecido e intensificamos a união pelas causas dos colegas de todos os cantos”.

HISTÓRICO

O ex-Presidente da ACM Dr. Henrique Manoel Prisco Paraíso (Gestão 1965 a 1967) formou-se na Faculdade de Medicina do Estado da Bahia, em 1950, e fez residência médica no Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro. Logo após, mudou-se para Florianópolis, onde atuou como cirurgião dos Hospitais de Caridade e Celso Ramos, desde sua inauguração, da Casa de Saúde São Sebastião e das colônias Santana e Santa Tereza. Foi um dos fundadores das Faculdades de Medicina e de Enfermagem, e professor de Técnica Operatória da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), de 1962 a 1986, quando se aposentou. Em 1971, assumiu o cargo de Secretário de Estado da Saúde, no então Governo Colombo Machado Salles (1971-1975). Na sua destacada trajetória, lembra com destaque da criação do primeiro curso de Medicina, em 1962. “A instalação da faculdade era um anseio de todos os catarinenses, que mandavam seus filhos para outros estados estudarem este importante curso, para aprender o mister. O funcionamento da faculdade médica também foi preponderante para a criação da própria UFSC, somando-se às faculdades de Direito e Filosofia, que já estavam em plena atividade no início da década de 60”. O ex-dirigente da ACM atualmente é membro da Academia Catarinense de Medicina – desde sua fundação, e nos últimos anos tem se dedicado à literatura. São de sua autoria as obras “Abelhas e Vaga-Lumes” (2006), “Ecos na Penumbra” (2009) e “Poemas Outonais” (2011). “Meus livros são essencialmente de poesia, editados com o objetivo de despertar um sorriso ou um sentimento nos leitores”, avalia o médico, que

se aposentou depois de ter exercido a medicina por 48 anos. ASSOCIATIVISMO MÉDICO

No período em que foi Presidente da Associação Catarinense de Medicina, Dr. Henrique Manoel Prisco Paraíso inaugurou o edifício ACM, antiga sede da entidade, no Centro de Florianópolis. A primeira sede própia da ACM ficava no sexto andar do prédio, sendo os demais andares ocupados por consultórios médicos. “Foi um verdadeiro empreendimento, que resultou não apenas em patrimônio para a ACM e seus associados, como também possibilitou numa integração maior entre médicos das mais diversas especialidades. Nossa sede tornou-se ponto de encontro, de debates científicos, de discussões políticas, na efervescência do início da década de 60”. Também na presidência da Associação foi responsável pela abertura de diversas Regionais Médicas no estado, assim como o incremento

O médico recorda com saudade da sua gestão, mas destaca a importância dos dirigentes que o antecederam – “que escreveram a história da ACM e da medicina catarinense” – e dos que o seguiram na tarefa de administrar a entidade. “Basta ver os nomes dos profissionais que integram a galeria dos ex-presidentes para verificar a atuação relevante da instituição. Os médicos precisam também vivenciar os movimento de classe. Não há conquista sem união”. MEDICINA

Com quase meio século de atuação na medicina, o Dr. Prisco Paraíso guarda na memória muitos momentos entre os colegas e na assistência aos pacientes. “Eram outros tempos, menos tecnológicos e mais humanos. Não sei dizer se melhores ou mais difíceis, só outros tempos. Posso afirmar apenas que a relação médico paciente era mais próxima”. A medicina também é fonte de inspiração do médico-escritor, que utiliza a experiência e a vivência também na profissão para escrever suas poesias. “A prática médica é uma escola na vida da gente, no saber escutar o que diz o paciente, no examiná-lo”, destaca o ex-dirigente da ACM, que planeja a partir de agora escrever poesias mais alegres e até anedóticas. “Se a vida não tiver humor, não tem sabor”.


ADMINISTRAÇÃO

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HOMENAGENS PÓSTUMAS NEY MUND O “anjo” Ney Mund deixou-nos de forma inesperada, castigando nossos corações, emocionando e enchendo de lágrimas os olhos daqueles que com ele conviveram e o admiravam como ser humano íntegro, ético e competente, que escondia sua grandeza com gestos de extrema humildade. Recordamos o nosso tempo de acadêmicos de medicina, quando no Hospital de Caridade ele pontificava como estrela de primeira grandeza da cirurgia. Embora sempre ocupado, dava um jeito de conviver com os mais jovens, a quem dispensava todo o apoio. Ajudou muitos recém-formados, até mesmo supervisionando pequenas cirurgias, sempre com a pureza de ânimo que fazia de sua figura imponente um ícone que nunca perdia o tom, o brilho e a essência. Ney Mund realizava-se como médico na sala de operação, esculpindo obras de arte nos tecidos manipulados com grande maestria. Transformava toda operação em uma escultura, dando nova e definitiva forma aos órgãos trabalhados, que resultava num mosaico de perfeição.

Foi um grande estudioso da patologia da ascaridíase das vias biliares, contribuindo para o diagnóstico e o tratamento da doença. Sua experiência em cerca de 360 pacientes operados deu-lhe fama nacional, que ele reconhecia mas não ostentava. Ney Mund nasceu em 24 de setembro de 1928. Estudou no Colégio Catarinense e na Faculdade Nacional de Medicina do Rio de Janeiro, graduando-se em 1953. Frequentou e estagiou em vários serviços de cirurgia na capital federal. Começou a trabalhar no Hospital de Caridade, em Florianópolis, em 1956, tornando-se exímio e dedicado cirurgião, atendendo a grande número de pacientes, de forma ética e humanitária.

tro lado, conforta-nos a certeza de que sua grandeza como ser humano enaltecerão mais sua figura ímpar de um homem sério e um médico humano, digno de receber todos os encômios. Ney Mund saiu do nosso mundo rodeado de familiares e amigos. Partiu um imortal, deixando um legado de competência, ética e amor ao próximo. Murillo Ronald Capella e Mário Gentil Costa

Pelos seus mais de 40 anos dedicados ao exercício profissional e pelos relevantes serviços prestados à medicina, em 1996 foi acolhido como Membro Titular da Academia de Medicina do Estado de Santa Catarina, ocupando a cadeira número 33. Escrever sobre Ney Mund, nestas circunstancias, é motivo de tristeza. Mas, por ou-

FERNANDO XAVIER ROBERGE Fernando Xavier Roberge tem ocupado meu pensamento, mostrando principalmente seus momentos de prática profissional irrepreensível e invejável. Lembrei-me quando me disse, quatro dias antes de se acidentar, que faltava pouco tempo para se aposentar, coisa de uns quatro anos, o que me deixou estupefato. O tempo passara muito rápido. Disse-lhe

que me lembrava dele como meu aluno na UFSC e de sua alegria ao ser aprovado no concurso de residência em anestesiologia no Hospital Governador Celso Ramos. Aduzi que me recordava dele fazendo anestesia em meus pacientes, como membro do corpo clínico do velho hospital infantil, o Edith Gama Ramos, edificado ao lado da Maternidade Carmela Dutra, cenário onde iniciara o exercício da especialidade. Logo depois, acrescentei que ele fizera do centro cirúrgico do Joana de Gusmão sua segunda casa, pela maneira constante, alegre e segura com que exercia a profissão. Recordei-me da forma metódica e, acima de tudo carinhosa, de quando anestesiou pessoa de minha família, que até hoje lembra-se dele com grande afeição, porque “ele colocava muito afeto e carinho em cada gesto para tranquilizar o paciente”. Independentemente da complexidade do paciente, Fernando planejava o ato anestésico dialogando com o cirurgião, procurando conhecer detalhes do procedimento cirúrgico para adequar a melhor e mais apropriada ação anestésica.

Com Carlos Alberto da Silva Junior e Mário José Conceição, trabalhando no Joana de Gusmão, fez parte do mais reconhecido serviço de anestesiologia pediátrica do país, tendo sido o primeiro a implantar a residência médica nessa área no Brasil. Vieram-me à mente, também, os momentos em que falávamos sobre nossas famílias, divagando sobre o relacionamento de meus filhos e seus irmãos. Mas, o ponto alto eram sempre as palavras que ele pronunciava quando se referia à Márcia, sua mulher, e Lívia e Cláudia, suas filhas, para quem almejava um futuro grandioso. Fernando Roberge era uma unanimidade. Todas as pessoas que com ele se relacionavam reconheciam essa invejável qualidade. E isso porque ele era um ser humano afável, educado, humano, responsável, ético e carinhoso, de competência reconhecida e enaltecida. Deixou-nos muito cedo. Partiu levando consigo um pedaço de cada um de seus amigos. Consola-nos saber que ele foi um grande exemplo de vida, uma matriz que dificilmente será reproduzida. Murillo Ronald Capella


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Formandos de Medicina recebem Medalha ACM-Roldão Consoni A Associação Catarinense de Medicina apresenta os novos formandos em Medicina que conquistaram a Medalha Roldão Consoni, alcançando o primeiro lugar nos cursos em atividade nas universidades do estado. A Medalha foi criada no ano de 2007 pela ACM e se constitui numa verdadeira homenagem ao Dr. Roldão Consoni, que de maneira heroica abriu os caminhos do saber da Medicina no território catarinense, ao ser o idealizador e fundador do primeiro curso de formação médica no estado. Ao criar a destacada premiação, a entidade também quer integrar os estudantes de Medicina na vida associativa e valorizar o esforço daqueles que se destacam nas atividades acadêmicas. UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina – Florianópolis Gustavo Soldateli “Um momento inesquecível o recebimento da Medalha Roldão Consoni, da ACM! Além da conquista de um sonho muito desejado com a graduação no curso de Medicina, a homenagem prestada pela Associação Catarinense de Medicina é uma grande honra e também uma forma de reconhecimento pelo esforço e dedicação integral na busca pela excelência profissional ao longo dos seis anos do curso. O mérito recebido foi uma surpresa emocionante. Com certeza muitos dos meus colegas de faculdade apresentavam excelente desempenho no curso e mereciam o prêmio também. Gostaria de poder agradecer principalmente a meus pais, irmãos e familiares, que sempre estiveram junto comigo e me apoiaram no árduo caminho percorrido, e também a meus professores e amigos da família MED 07.1, porque sem eles essa conquista não teria acontecido”.

Univille – Universidade da Região de Joinville Cássia Farris “Receber a Medalha Roldão Consoni me tornou especial, principalmente numa noite de tantas emoções como a da formatura. Senti uma felicidade que não consigo descrever em palavras, mas naquele momento tive certeza de que a dedicação, o empenho e as noites mal dormidas valeram a pena. Senti-me completa e, de fato, pude dizer: ‘dever cumprido’. Eu não sabia que seria homenageada, e quando meu nome foi anunciado, logo as lágrimas de felicidade foram surgindo. A iniciativa da Associação Catarinense de Medicina é muito importante porque valoriza o esforço do aluno durante os seis anos de muito estudo, estimulando, assim, cada vez mais a busca pelo conhecimento. O associativismo médico é muito importante para os recém formados, que não têm experiência com a vida profissional e, portanto, não sabem lidar com todas as situações que podem vir a ocorrer. Com o associativismo médico e de entidades como a ACM, não nos sentimos sozinhos nessa nova jornada, pois sabemos que temos alguém para confiar e para nos auxiliar a seguir nossos caminhos da maneira mais correta”.

Univali – Universidade do Vale do Itajaí Andressa Sardá Maiochi “A Medalha Roldão Consoni significou que todos os esforços e concessões que fiz durante os seis anos de graduação valeram a pena. Foi uma honra receber o prêmio e me senti inteiramente feliz, pois foi algo conquistado por mérito próprio. Além disso, fiquei muito emocionada em poder oferecer este ‘presente’ para a minha família, já que todos me incentivaram e se envolveram de alguma forma na escolha da profissão médica. Certamente o prêmio tem significado especial, porque todo reconhecimento de um bom trabalho tem grande valor.  A iniciativa da ACM é importante tanto para o aluno e para a sua família, quanto para a universidade e toda a comunidade médica. É uma forma de gratificar o acadêmico que obteve o melhor desempenho considerando as suas notas. Incentiva, portanto, os estudos médicos e valoriza a dedicação do aluno.  Já o associativismo médico representa cooperação e apoio à classe, além da valorização profissional, inclusive dos médicos recém formados. Representa a luta  pela defesa dos direitos da classe médica, melhores condições de trabalho e remuneração justa”.


17 Unesc – Universidade Comunitária – Criciúma Fernando Viana Ghedin “Receber a Medalha Roldão Consoni, mais do que a melhor nota, representou o resultado de todo o trabalho, as privações e os esforços dedicados durante os seis anos do curso de Medicina. Eu não sabia que receberia a premiação, porque tivemos muitos bons alunos, o que ajudou a manter em segredo o resultado. Esse suspense, na verdade, é um elemento essencial ao crédito do prêmio, pois se transforma numa explosão incrível de emoção, especialmente quando você não espera. É difícil de explicar. Acho que a iniciativa é de grande importância, pois premiando o melhor aluno a ACM reconhece os esforços empreendidos, tanto do acadêmico quanto da faculdade que o formou, assimilando um crédito a mais ao prêmio. Assim, a Associação Catarinense de Medicina carimba o seu comprometimento com o futuro dos novos médicos e estimula o crescimento na qualidade dos profissionais recém-formados”.

Unisul – Universidade do Sul de Santa Catarina – Palhoça Rochele Fariolo Bertoni “A premiação demonstra o reconhecimento da Associação catarinense de Medicina pelo desempenho do acadêmico, além de ser mais um estímulo para que os estudantes se esforcem ainda mais durante todo o período de graduação. Foi uma grande surpresa. Eu não sabia que receberia a Medalha, porque havia excelentes acadêmicos e era difícil ter certeza de quem seria homenageado até o momento da premiação. Ter recebido a Medalha Roldão Consoni foi um misto de sentimentos, como felicidade, orgulho e dever cumprido, afinal, foram anos de dedicação. A formatura é a realização de um sonho e ser homenageada durante este momento tão especial foi muito gratificante”

Unisul – Universidade do Sul de Santa Catarina – Tubarão Laís Keiko Lopes “Receber a Medalha Roldão Consoni foi muito gratificante para mim. Após seis anos de muito estudo e dedicação, este prêmio me faz pensar que todo o esforço valeu a pena. O reconhecimento me motiva ainda mais para seguir estudando e me dedicando à medicina. Acho importante a ACM premiar o acadêmico de medicina que conclui o curso em primeiro lugar, pois é uma forma de reconhecer e homenagear todo o seu o esforço, e num dia tão especial como o da formatura. Acho que, de alguma maneira, é também um incentivo aos acadêmicos para se dedicarem durante todo o período de formação. O associativismo médico é importante também aos recém formados, porque através das entidades que representam a classe é possível obter força para defender seus interesses e promover o desenvolvimento e as atualizações científicas e sócio-culturais em benefício da sociedade médica”.

Unoesc – Universidade do Oeste de Santa Catarina – Chapecó Douglas Pellizaro “Receber a Medalha Roldão Consoni foi uma emoção imensa e coroou todo o trabalho de seis anos de muita dedicação, empenho e esforço. E o fato de ser durante a cerimônia de colação de grau, na presença de todos os meus amigos e familiares foi uma sensação indescritível e emocionante, que tornou ainda mais nobre a cerimônia. Contudo, o sucesso é uma palavra que combina com plural, e várias pessoas foram fundamentais nessa conquista, entre elas os meus amigos de turma e alguns professores especiais. Desde o começo da faculdade, eu e alguns amigos tínhamos desempenho muito parecido e tecnicamente muito bom, e continuamos assim até o final da graduação. Qualquer um de nós poderia ter ganhado o prêmio. Acho muito importante a ACM premiar o empenho do estudante de medicina e entendo que a iniciativa deva ser continuada. O associativismo médico é uma forma de reunir diversas pessoas, numa rede harmoniosa, que visa buscar melhorias na saúde da população e na vida do profissional da medicina. Uma forma de lutar pelos direitos dos médicos de maneira geral, na busca por melhores remunerações, na defesa profissional, bem como na representação da classe em estruturas federais”.


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Participe do Programa de Educação Médica Continuada ACM 2013 O Programa de Educação Médica Continuada é mais uma importante ação disponibilizada aos associados da entidade, que tem como benefícios centrais o aprimoramento e a atualização dos médicos participantes, instrumentalizando-os para prestar uma assistência de qualidade à saúde dos catarinenses de todo o estado.

MÓDULO I EMERGÊNCIAS MÉDICAS

Dias 31 de maio e 01 de junho de 2013 • Reanimação PCR • Doenças Isquêmicas do Coração • AVC • Síncope • Politraumatizado • Asma • Abdômen Agudo • TVP/TEP • Insuficiência Cardíaca • Hipertensão Arterial

MÓDULO II ELETROCARDIOGRAMA PARA O CLÍNICO Dias 28 e 29 de junho de 2013 • Curso Teórico-prático

• Hipo e Hipertireoidismo • ITU

• Diabetes Tipo II Insulino-dependente • Artrite Reumatioide

MÓDULO III SINTOMAS E SINAIS, INVESTIGAÇÃO CLÍNICA

MÓDULO V DOENÇAS INFECTO PARASITÁRIAS MAIS PREVALENTES

LOCAL

Dias 12 e 13 de julho de 2013 • Diarreias Crônicas • Tosse • Febre • Mono e Poliartralgia • Tontura/Vertigem • Linfonodomegalias • Dor Abdominal • Dor e Parestesias de Membros Inferiores • Astenia • Dispneia

MÓDULO IV COMO EU TRATO

Dias 09 e 10 de agosto de 2013 • Diabetes Mellitus • HAS • Cefaleia • Hepatites • Doenças Pépticas • Dislipidemias • Fibromialgias • Artrites e Artroses

Dias 27 e 28 de setembro de 2013 • Dengue • Febre Amarela • Leptospirose • Hantavirose • Sífilis • SIDA/HIV • Tuberculose • Blastomicoses • Salmoneloses • Gripes

MÓDULO VI DOENÇAS CLÍNICAS MENOS FREQUENTES PARA O CLÍNICO Dias 08 e 09 de novembro de 2013 • Leucemia • Mieloma Múltiplo • Doenças Inflamatórias Intestinais • Asma • Intolerância ao Glúten/Lactose • HAS Secundária • HAS em Gestantes e Negros

ACM - Associação Catarinense de Medicina Rod. SC 401 Km 04 - Saco Grande Florianópolis / SC HORÁRIO Sexta-Feira: 19h - 22h15min Sábado: 8h30min - 12h30min 14h15min - 17h30min INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES bethribeiro@acm.org.br ou pelo fone (48) 3231-0342

ATENÇÃO - Para certificação, a presença obrigatória corresponde a 75% do curso. - A sequência dos módulos/palestras poderá ser alterada com a conveniência da Coordenação, bem como, poderá haver alteração nas datas pré-definidas, em face de alguma necessidade específica. - Evento encaminhado para pontuação pela Comissão Nacional de Acreditação (CNA).


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Responsabilidade Social ACM e Instituto Guga Kuerten: parceria de sucesso Desenvolvendo a sua face de instituição socialmente responsável, a Associação Catarinense de Medicina tem firmado algumas importantes parcerias. Entre elas, destaca-se a união junto ao IGK – Instituto Guga Kuerten, que possibilita a realização de diversas ações na sede da entidade médica, na Capital do Estado. “O objetivo principal das ações do Instituto Guga Kuerten, integrado com entidades parceiras, como a Associação Catarinense de Medicina, é educar através do esporte e de atividades lúdicas, bem como desenvolver competências e habilidades nos educandos, de forma a lhes possibilitar um aprendizado integral”, explica Suelen Virgilino, Coordenadora Social do IGK. Ao todo, o Programa de Esporte e Educação Campeões

da Vida, desenvolvido pelo Instituto atende 520 educandos em cinco núcleos. O do Saco Grande, que acontece na sede da ACM, atende 90 crianças e adolescentes, da rede pública de ensino do bairro, além do Grupo Inclusivo, composto por 30 pessoas com deficiência, que frequentam o núcleo quinzenalmente, nas sextas-feiras à tarde. As três oficinas desenvolvidas na Associação (tênis, esportes e cultura – teatro, leitura e informática) acontecem no contraturno escolar, sempre às quartas e sextas-feiras. “Mais que popularizar a prática do tênis nas comunidades vulneráveis da Grande Florianópolis o IGK prioriza, com o apoio das instituições aliadas, a garantia dos direitos desses jovens educandos ao esporte, à cultura, ao lazer e a uma educação integral de

qualidade. Para isso, cada núcleo está estruturado com equipes multiprofissionais que planejam, executam e avaliam todas as ações do Programa, buscando integrar os eixos fundamentais da vida, que são a família, a comunidade, o projeto e a escola”, salienta a Coordenadora. Ela acrescenta que, quando fala de ‘comunidade’, da realidade social com a qual trabalham, inclui o reconhecimento e a aproximação das instituições parceiras com o público atendido, e ressalta a importância dessa relação e compreensão de que ambos – educandos/familiares e, neste caso, a ACM – fazem parte de uma mesma comunidade. “É a partir de todo esse processo de articulação das redes, que o IGK acredita e vem fortalecendo suas ações buscando, não a formação de grandes atletas, mas sim, de futuros Campeões da Vida”.

Seis anos de união Desde 2007 a ligação entre Instituto Guga Kuerten e ACM vem possibilitando o acesso à educação complementar através do esporte para crianças e adolescentes da comunidade do Saco Grande. “O fato de identificarmos a vulnerabilidade social desta comunidade e o espaço físico da ACM para o desenvolvimento das ações do Instituto, foi o que consolidou a nossa união”, afirma Suelen Virgilino, Coordenadora Social do IGK. “Nós consideramos a parceria com a Associação extremamente importante para o atendimento realizado no Núcleo, uma vez que identificamos a ausência de ações esportivas e sociais nesse bairro. Ao disponibilizar todo o seu complexo esportivo para o nosso trabalho, a ACM torna-se fundamental não somente para o Instituto, mas para cada criança e família que está tendo acesso ao esporte, educação e cultura. A preocupação da Associação Catarinense de Medicina em contribuir para a transformação social vai ao encontro da missão do IGK, fortalecendo este compromisso que se fortalece a cada ano e vem possibilitando bons resultados”.

Desde 2007 a ligação entre Instituto Guga Kuerten e ACM vem possibilitando o acesso à educação complementar através do esporte para crianças e adolescentes da comunidade do Saco Grande, onde está localizada a sede da Associação, em Florianópolis


Portal de benefícios Salão de festa ACM Traga a sua festa para os nossos salões. Os salões de festas da ACM são ideais para as festas de confraternização, jantares, bailes, aniversários, casamentos e outros grandes eventos. Os salões ainda oferecem flexibilidade necessária para adaptar-se ao formato de evento.

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Agenda da Diretoria ACM O Jornal ACM divulga aos médicos catarinenses a AGENDA DA DIRETORIA, com o intuito de permitir uma total transparência das ações da gestão da entidade associativa. O objetivo desta seção do informativo da ACM é ainda o de manter o médico de Santa Catarina permanentemente informado sobre as principais ações desenvolvidas em sua defesa e que muito necessitam de sua participação e opinião.

Compromissos fixos Expediente Presidência: 3ªs-feiras (período matutino) e 6ªs-feiras (período vespertino) Diretoria Plena: reuniões quinzenais ACMEC – Escola de Governança e Cidadania Ativa: aulas quinzenais COSEMESC – Conselho Superior das Entidades Médicas de SC: reuniões mensais

JANEIRO/2013 Dia 11 Dr. Aguinel José Bastian Junior (Presidente) – Formatura do Programa de Residência do HU – Hospital Universitário da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina)

Dia 25 Dr. Esdras Camargos (Diretor Administrativo) – Formatura do Programa de Residência da Maternidade Carmela Dutra

Dia 26 Dra. Eliete Colombelli (Diretora de Comunicação) – Formatura do Programa de Residência do Hospital Infantil Joana de Gusmão

FEVEREIRO/2013 Dia 15 - Reunião do Conselho Pedagógico da Escola de Governança e Cidadania Ativa da ACM - Reunião da Comissão Estadual de Honorários Médicos

Dia 18

em Santa Catarina, com a presença do Governador Raimundo Colombo – na RBS TV/TV COM

MARÇO/ 2013 Dia 01 Dr. Rafael Klee de Vasconcelos (Vice-Presidente) e Dr. Gianfranco Colombelli (Diretor do Departamento de Convênios) – Reunião do COMSU (Comissão Nacional de Saúde Suplementar), em São Paulo

Dia 04 Primeira aula de 2013 da Escola de Governança e Cidadania Ativa da ACM – Tema abordado: Ética na Política, pelo juiz Sérgio Junkes, Presidente da Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC)

Dia 05 Dr. Aguinel José Bastian Junior (Presidente) – Encontro no Plenarinho Deputado Paulo Stuart Wright, na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (ALESC), para entrega de assinaturas coletadas referente ao Projeto Lei de repasse de receitas para saúde pública

- Dr. Carlos Seara (Vice-Presidente Distrito Vale do Itajaí) – Posse da Diretoria do Hospital Santa Isabel, em Blumenau

Dia 14 Reunião com a Diretoria da Unimed Grande Florianópolis, para falar sobre desafios da Cooperativa e a adoção da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) na remuneração dos médicos cooperados

Dia 18 - Diretoria da ACM recebeu a Comitiva da Embaixada de Taiwan, em missão oficial no estado, que conheceu a ACM e a Escola de Governança e Cidadania Ativa - Aula da Escola de Governança e Cidadania Ativa da ACM – Tema abordado: Direitos Humanos e Ética na Justiça Social – Juiz João Marcos Buch (AMC)

Dia 19 Dr. Gianfranco Colombelli (Diretor do Departamento de Convênios) – Inauguração do escritório de atendimento do Conselho Regional de Medicina do Estado de Santa Catarina (CREMESC) no Kobrasol, em São José

Dia 08

Dia 20

Dia 20

Dr. Amberson (Diretor Científico) – Posse da nova Diretoria da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional Santa Catarina

Reunião da Comissão Estadual de Honorários Médicos na ACM.

Reunião ordinária do COSEMESC

Dia 13

Dia 26

Visita da nova Diretoria da Associação Catarinense de Família e Comunidade à Diretoria da ACM

Dr. Aguinel José Bastian Junior (Presidente) – Participação no Painel sobre Segurança Pública

- Reunião Extraordinária do COSEMESC, para tratar sobre o FEMESC (Fórum das Entidades Médicas de Santa Catarina)

Em 4 de março, o Presidente da ACM, Aguinel José Bastian Junior, Diretor da ACMEC, e Danilo Cunha, coordenador da Escola, receberam o juiz Sérgio Junkes para a primeira aula do ano de 2013

Em 14 de março, a Diretoria da ACM esteve reunida para debater com os dirigentes da Unimed Grande Florianópolis sobre a adoção da CBHPM plena na remuneração dos médicos cooperados

Visita à ACM do Diretor Científico da Associação Médica do Rio Grande do Sul, Dr. Antonio Weston

Dia 22

Em 18 de março, a ACM recebeu a Comitiva da Embaixada de Taiwan, em missão oficial em Santa Catarina, que visitou as instalações da Associação e da Escola de Governança e Cidadania Ativa


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Acm News - Edição 283  

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