Page 1

DUALIDADES

Alexandre Coxo André Lemos Pinto Fátima Santos Maria João Oliveira Sofia Leitão & Henry Nesbitt

OU A ESSÊNCIA DA INCORPORAÇÃO DUALITIES OR THE ESSENCE OF INCORPORATION


DUALIDADES

OU A ESSÊNCIA DA INCORPORAÇÃO DUALITIES OR THE ESSENCE OF INCORPORATION Alexandre Coxo André Lemos Pinto Fátima Santos Maria João Oliveira Sofia Leitão & Henry Nesbitt

14 setembro a 10 novembro 2018 september 14 to november 10 2018

DUALIDADES OU A ESSÊNCIA DA INCORPORAÇÃO

| 01


TECHNICAL INFORMATION

Dualidades ou a Essência da Incorporação Dualities or the Essence of Incorporation Exposição Coletiva // Collective Exhibition 14 setembro a 10 novembro 2018 september 14 to november 10 2018

Artistas // Artists Alexandre Coxo André Lemos Pinto Fátima Santos Maria João Oliveira Sofia Leitão & Henry Nesbitt Curadoria // Chief Curator Helena Mendes Pereira Comunicação e Produção Executiva // Communication and Executive Production Catarina Martins Apoio à Comunicação e Produção Executiva // Communication and Executive Production Support Vanessa Ribeiro

// Photography and Video // Catalog Print

// Number of Copies 250 exemplares // 250 copies 02 | DUALITIES OR THE ESSENCE OF INCORPORATION


DUALIDADES

OU A ESSÊNCIA DA INCORPORAÇÃO DUALIDADES OU A ESSÊNCIA DA INCORPORAÇÃO é uma exposição coletiva que reúne cinco propostas artísticas que partem da pintura para a construção dos objetos, de leitura bidimensional, ainda que parasensorial, que incorporam outras disciplinas, direta ou indiretamente, provocando um jogo de efeito dual que nos leva a questionar conceitos como os de figuração e abstração, barroco e minimal, som e silêncio, erotismo e naïf. Mantendo o pressuposto de uma seleção de autores multigeracional, esta exposição da zet gallery é um regresso à pintura (ready made historicista) e à interpelação do espaço expográfico como cubo branco da construção dos sonhos. Maria João Oliveira (n.1946), André Lemos Pinto (n.1976), Fátima Santos (n.1983), Alexandre Coxo (n.1987) e Sofia Leitão & Henry Nesbitt comungam da geometrização nas composições que criam (no) espaço como dele partem. Diferenciam-se. Entendem-se. Incorporam-se. Devolvem-nos à calma das estações do meio porque só a Arte é capaz de contrariar o tempo e de iludir o espaço. O trabalho do génio poderá ser a música, a filosofia, a pintura ou a poesia; nada é para uso ou proveito. Ser inútil e não lucrativo é uma das características das obras de um génio; é a sua patente de nobreza. Todos as outras obras humanas existem apenas para a manutenção e alívio da nossa existência; apenas as que aqui são discutidas não o são; elas somente existem para o nosso próprio benefício e devem ser vistas desta forma tal como a flor… da existência. O nosso coração fica por isso encantado com o seu prazer, pois emergimos da pesada atmosfera terrestre de necessidade e desejo.1 Cada novo exercício de curadoria constitui-se, necessariamente, como uma reflexão sobre a curadoria enquanto transdisciplina e sobre o perfil do curador na combinação das competências do crítico, do produtor e do educador/mediador cultural, às quais se juntam as específicas da curadoria e que são a construção de uma narrativa e de um conteúdo expográfico sobre uma seleção de obras de arte de um artista ou de um conjunto, que reflita ideias e conceitos, tendo em si uma natureza autoral que se pretende complementar e nunca sobreposta à dos criadores. Neste exercício concreto, houve uma procura de ser textualmente fiel ao acima afirmado e de integrar na tarefa [o texto] a voz dos artistas encadeando o pensamento a partir do outro e não do eu, ignorando referências curriculares (que os leitores podem conhecer em www.zet.gallery) e dando cadência desafinada a uma projeto que procurou artistas que partem da pintura para outras linguagens (ou que de outras linguagens chegam à pintura), estabelecendo jogos de cor e composição duais e de incorporação identitária e reflexiva das suas investigações plásticas em evolução. Maria João Oliveira é pintora e o que vemos na sua pintura é esse saber pintar, rigorosamente e poeticamente falando. No seu testemunho, fala-nos, então, de responsabilidade, criação, transgressão e novo. 1

SCHOPENHAUER, Arthur – The World as Will and Representation. Citado em DANTO, Arthur C. – After the end of Art: contemporary art and the pale of History. New Jersey: Princeton University Press, 1997. Página 81. DUALIDADES OU A ESSÊNCIA DA INCORPORAÇÃO

| 03


Nunca fui tão consciente como agora da responsabilidade do criador, como transgressor de ideias e estéticas. Temos de abrir janelas para o “novo” a partir de dados que se conhecem, para entrar no descobrimento do desconhecido. Com muita razão escrevia Keith Harring: “o papel do criador de imagens não se pode equiparar aos criadores de há cem anos, cinquenta, nem mesmo de dez anos atrás”. O ritmo de mudanças acelera-se a uma velocidade cada vez maior e o artista deve adaptar-se a essas mutações. Interessou-me, mais uma vez, fazer perguntas a partir das possibilidades transnarrativas do objeto artístico contemporâneo e afirmar a pintura, não enquanto disciplina, mas como meio caminho entre o pensamento teórico e o objetual, numa seleção de artistas que se posicionam entre caminhos, entre formas de ver, entre disciplinas, incorporando-as nas suas geometrias intuitivas, cuja estória se conta em camadas de cor, introduções de figura, incursões de texturas, sons e inegáveis associações a um determinado tempo na música e no cinema. A questão da representação, que está subjacente ao cinema (ou mesmo à fotografia), merece outro tratamento por parte das vanguardas artísticas como, aliás, não poderia deixar de ser, já que o primeiro conceito posto em causa pelas vanguardas do século XX foi, precisamente, o da representação do mundo feita pela arte. Contudo, em Arte, muitas vezes, o realismo é confundido com o mimetismo, com o figurativismo. E como a arte do século XX tão bem demonstrou, a realidade pode aflorar em imagens não-figurativas e amiméticas com uma intensidade avassaladora.2 André Lemos Pinto e Alexandre Coxo estão, ainda que de formas diferentes, neste limbo, tendo o primeiro um referencial muito próximo do cinema, que faz com que o seu trabalho expanda para a fotografia e para o vídeo, como será claro nesta exposição, e tendo o segundo a simbiose entre realidade e supraimaginação, fazendo uso do realismo para nos contar parábolas do seu estado de observação do mundo. Contudo, ambos sugerem paisagem, horizonte e lisura, em paletas dissonantes e bem definidas. O exemplo da dualidade e/ou incorporação conceptual e disciplinar está expresso, também, na visão dos artistas sobre as suas próprias produções. André Lemos Pinto fala-nos de pluralidade de sentidos, que entendemos no confronto das séries de acrílico sobre tela COMPOSITION, ABSTRACT COMPOSITION, LANDSCAPE e MINIMAL LANDSCAPES e do vídeo Real and Imagined, da série Une femme est une femme, em que mantém, como subterfúgio emocional, a busca da forma completa (mais do que perfeita): Sem qualquer tipo de fundamentação teórica subjacente à minha obra, o ponto de partida teve sempre como principal característica uma visão cética radical, que aniquila valores e convicções. É na propriedade do que é duplo ou do que contém em si duas naturezas, substâncias, princípios ou semântica que situo o meu léxico gráfico e plástico. A pluralidade de sentidos está marcada nos meus trabalhos em que nenhuma perspetiva ou interpretação esgota a sua vitalidade, quer silenciosa quer ruidosa. Considero a arte como a busca incansável da “forma perfeita” que incorpore o pensamento. 2

TAVARES, Mirian – “Pintura e cinema – entre o visível e o invisível” in BORGES, Gabriela (coordenação) – Nas margens. Ensaios sobre teatro, cinema e meios digitais. Lisboa: Gradiva, 2010. Página 79. 04 | DUALITIES OR THE ESSENCE OF INCORPORATION


Por sua vez, Alexandre Coxo, esclarece-nos sobre o binómio constituído pelo figurativo de referencial real e o lógico-matemático, racionalmente imaginado: A minha pintura ganha vida em dois extremos: a) O natural, nos elementos figurados; b) O artificial, pelo discurso lógico-matemático. Desta forma, procuro desenvolver imagens que, de alguma forma, já conhecemos e, simultaneamente, não sabemos de onde nem quando. No primeiro confronto com os artistas e obras que integram a nova exposição da zet gallery, compreenderá o visitante, não só o domínio da pintura, como a prevalência de composições que partem dos elementos base da geometria – ponto, linha e plano – e que se articulam através de exercícios pictóricos diferenciados por paletas identitárias de perfis e de quadros conceptuais. A cor é o que nos prende à chegada, multifacetadamente aplicada sobre a combinação de elementos, abstrato-geométrico ou geométrico-figurativos, saltando em texturas ou em aplicações tridimensionais. Lançar os olhos numa paleta coberta de cores, como escreveu Wassily Kandinsky (18661944) num dos mais belos ensaios teóricos sobre Arte do século XX, Do Espiritual na Arte (1911). Fala-se correntemente do “perfume das cores”, ou da sua sonoridade. Esta sonoridade é de tal modo evidente, que ninguém pode encontrar uma semelhança entre o amarelo-vivo e as notas baixas de um piano ou entre a voz de um soprano e o vermelho-lacado-escuro. Esta explicação, fundamentada na associação, não é contudo suficiente para esclarecer alguns casos mais importantes. (…) De qualquer modo, este facto demonstra que a cor exerce uma força real, ainda que mal conhecida, e que pode agir sobre todo o corpo humano. A associação em si mesma parece-nos insuficiente para explicar a ação da cor sobre a alma. No entanto, a cor é um meio para exercer uma influência direta sobre a alma. A cor é tecla; o olho, o martelo. A alma, o instrumento das mil cordas. O artista é a mão que, ao tocar nesta ou naquela tecla, obtém da alma a vibração justa. A harmonia das cores baseia-se exclusivamente no princípio do contacto eficaz. A alma humana, tocada no seu ponto mais sensível, responde. A este fundamento, chamaremos o Princípio da Necessidade Interior3 A referência a Kandinsky surge como poderiam surgir referências a Piet Mondrian (1872-1944), Paul Klee (1879-1940), Mark Rothko (1903-1970) ou mesmo a Edward Hopper (1882-1967). Contudo, na visita aos ateliers dos protagonistas desta exposição, senti-o muito presente, nomeadamente na relação que, consciente ou inconscientemente, estabelecem com os seus fundamentos teóricos sobre a cor, como já dito, a geometria e a combinação dos seus elementos simples ou compósitos e, claro, na associação poética da pintura à música, ao som, numa extensão que podemos fazer, hoje, para os novos media e para a desconstrução plástica destes que nos devolve à pintura. Kandinsky não é indiferente a Fátima Santos, muito menos nas aproximações que este estabelece entre pintura e música ou, antes, entre forma, cor e som. À medida que o homem se desenvolve, amplia3

KANDINSKY, Wassily – Do Espiritual na Arte. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 2003 (6ª edição). Páginas 59 e 60. DUALIDADES OU A ESSÊNCIA DA INCORPORAÇÃO

| 05


-se o círculo das qualidades que aprendeu a reconhecer nas coisas e nos sons. E estes tomam um significado que se transforma em ressonância interior.4 Fátima Santos desenvolveu sempre um percurso artístico com afirmações, simultaneamente, nas artes plásticas e na música que a trouxeram até uma experiência de combinação entre cor e composição, por vezes tridimensional, de universo fantástico e mágico, ao mesmo tempo que racionalmente intuitivo, sendo inevitáveis os antagonismos: As cores são notas musicais e os planos delimitados por tonalidades próximas — em consonância com os elementos tridimensionais — definem o objeto pictórico, que se encontra no Tempo e Espaço da Abstração Geométrica. Este objeto resulta de um processo de cumplicidade entre a teoria musical e a pintura, evoluindo em ateliê, lugar onde a Helena nos encontra. Se DUALIDADE fosse um concerto, sob a direção da Helena, todos ouviríamos as texturas da Maria, as formas do André, o vento da paisagem do Alexandre e as pinturas sonoras da Sofia & Henry. Numa fase em que a artista se encontra na conclusão do seu 3º Ciclo de Estudos na Faculdade de Belas Artes do Porto (Doutoramento em Arte e Design), entregamos-lhe o nosso maior cubo branco de exposição, para que a sua obra, que se estende aqui até à escultura (experiência que alicerçou na mais recente temporada de trabalho nos E.U.A.), nos embale e nos transporte até esse Reino do Espírito de que também fala Kandinsky: Para terminar, observemos como cada dia nos aproximamos mais da época da composição consciente e racional em que o pintor explicará orgulhosamente as suas obras (…) e onde o criar se tornará uma operação consciente; digamos que este espírito novo da pintura está já orgânica e diretamente associada ao despertar do novo Reino do Espírito que, sob os nossos olhos, se prepara, já que esse Espírito será a alma da época da grande Espiritualidade.5 No caso de Sofia Leitão & Henry Nesbitt a relação estabelecida com a música não é apenas sugerida ou parte da base conceptual do processo criativo, mas explícita, ampliando as possibilidades da pintura, considerada enquanto espaço de contemplação bidimensional, feita a partir do jogo e do encontro dos objetos e das cores. Sofia Leitão & Henry Nesbitt apresentam, nesta exposição, experiências sensoriais com áudio, pintura tridimensional e instalação, procurando envolver o visitante numa viagem espácio-temporal, que integra a luz como elemento da experiência: Explorando momentos industriais e natureza com materiais reciclados e naturais que encontro na rua, crio formas geométricas sobre papel. Formo peças 3D que criam sombras durante o dia consoante a luz. Com a incorporação de som, entra-se numa viagem no tempo e no espaço do tema da nossa instalação. Sofia Leitão & Henry Nesbitt apresentam, em Braga, um conjunto de objetos da autoria de Sofia e que se associam instalativamente, fazendo usufruto de um ambiente sonoro criado por Henry. 4 5

KANDINSKY, Wassily – Do Espiritual na Arte. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 2003 (6ª edição). Página 58. KANDINSKY, Wassily – Do Espiritual na Arte. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 2003 (6ª edição). Página 124.

06 | DUALITIES OR THE ESSENCE OF INCORPORATION


Partindo do pressuposto da utilização de elementos do quotidiano que se recolhem, os autores juntam, externamente aos objetos, novas recolhas e propõe-nos uma pequena selva de achados. As instalações, como os vídeos ou outras formas de articulação e de ocupação do espaço com os ditos novos media, lançam desafios ao mercado da Arte. Contudo, num projeto artístico de uma galeria que valoriza a curadoria pedagógica e que, ao mesmo tempo, não se quer inibir de possibilitar ao público o contacto com todas as formas de pensar e fazer Arte, este é o tipo de leituras do espaço a que estamos abertos. Boris Groys, no fundamental Going Public, fala-nos dos desafios da instalação: Agora a instalação artística não circula. Instala antes tudo o que normalmente circula na nossa civilização: objetos, textos, filmes, etc. Modifica, ao mesmo tempo e de uma forma bastante radical, o papel e a função do espaço da exposição. A instalação opera através de uma privatização simbólica do espaço público da exposição.6 DUALIDADES OU A ESSÊNCIA DA INCORPORAÇÃO é uma exposição coletiva que questiona, assim, os limites e as possibilidades da pintura, bem como questiona uma necessidade de categorização do objeto artístico que, além de desnecessária, me parece difícil. Aliás, considerando uma formação de base em História da Arte, tenho sérias dúvidas que a classificação que marca a produção artística do século XX ajude o espectador não especializado a compreender, valorizar e a apreciar esteticamente obras de arte que os textos historiográficos tendem a encerrar em ideias, em vez de abrir em possibilidades de leitura da esfera sensível de cada um. É um facto que para a análise da produção artística mais recente, e mesmo a de todo o século XX, não temos, ainda, o distanciamento espácio-temporal necessários para julgar criticamente propostas de criação plástica e visual que, constantemente, se submetem a revisões, autoquestionamentos, recuperação de artistas e movimentos que, no seu tempo, passaram despercebidos7, somando a tudo isto a manutenção de referências de há cem anos em revisitações vanguardistas mas que respeitam teórica e poeticamente, ideias anteriores, como aqui se propõe. Neste sentido, e em jeito de conclusão, neste ready made historicista do regresso à pintura [na programação da zet gallery] deixamos entrar as dúvidas dos artistas e as nossas, negando a inspiração como único e último reduto e afirmando um coletivo de persistentes trabalhadores, mágicos da cor e da forma que, até 10 de novembro, são a nossa música. A inspiração respeita-nos quando somos corajosos, quando arriscamos algo e quando nos esforçamos para dar forma às nossas expressões. Podemos ter a certeza que quando tivermos esta atitude, a força muscular que transforma as ideias em formas irá desenvolver-se e crescer e tornar-nos tão fortes como um touro.8 Helena Mendes Pereira

6 7

GROYS, Boris – Going Public. Berlim: Sternberg Press, 2010. Página 55.

CUEVAS, F. Javier Panera – “Hacia una caracterización del arte contemporáneo?” In MIR, C. Lidón Beltrán (ed.) – Educación como Mediación en Centros de Arte Contemporáneo. Salamanca: Universidad de Salamanca, 2005. Página 48. 8

NAGLER, JoAnneh – How to Be an Artist Without Losing Your Mind, Your Shirt, or Your Creative Compass. New York: The Countrymann Press, 2016. Página 98. DUALIDADES OU A ESSÊNCIA DA INCORPORAÇÃO

| 07


DUALITIES

OR THE ESSENCE OF INCORPORATION DUALITIES OR THE ESSENCE OF INCORPORATION is a collective exhibition that gathers five artistic propositions which start from paintwork to the building of bidimensional reading objects, yet parasensorial, which incorporate other subjects, directly or indirectly, creating a game of dual effect that leads us to question concepts such as figuration and abstraction, barroque and minimal, sound and silence, eroticism and naive. Maintaining the premise of a selection of multigenerational authors, this exhibition by zet gallery is a comeback to paintwork (ready made historicist) and to the questioning of the expo-graphic space as a white cube for building dreams. Maria João Oliveira (born 1946), André Lemos Pinto (born 1976), Fátima Santos (born 1983), Alexandre Coxo (born 1987) and Sofia Leitão & Henry Nesbitt share geometrisation in the works they create (in) space as they start from it. They are different. They understand each other. They incorporate each other. They bring back to us the calm of the mid-seasons because only Art is able to go against time and deceive space. The work of genius may be music, philosophy, painting, or poetry; it is nothing for use or profit. To be useless and unprofitable is one of the characteristics of works of genius; it is their patent of nobility. All other human works exist only for the maintenance and relief of our existence; only those here discussed do not; they alone exist for their own sake, and are to be regarded in this sense as the flower… of existence. Our heart is therefore gladdened at the enjoyment of them, for we rise out of the heavy earthly atmosphere of need and want.1 Each new curatorship activity is necessarily a reflection on curatorship as a transdiscipline and a reflection on the profile of the curator, more specifically in the combination of their skills as a critic, producer and educator/cultural mediator, to which one joins the skills which are truly connected to curatorship and are the construction of a narrative and of a expo-geographic content about the selection of works of art belonging to a single artist or to a set of artists, which reflects on ideas and concepts, and integrates some authorship which complements and never overlaps the one belonging to the artists. In this specific activity, there was an attempt to be textually faithful to what is mentioned above and also to integrate in this text the voice of the artists themselves by linking the thought from the other and not the self, ignoring curricular references (which the readers may get to know in www.zet.gallery) and giving an out of tune pace to a project which has tried to look for artists that start from paintwork and head to other kinds of language (or that start from other kinds of language to get to paintwork), establishing dual games of colour and composition and of the identity and reflexive incorporation of their evolving artistic investigations. Maria João Oliveira is a painter and what we see in her paintwork is that know-how, rigorously and poetically speaking. In her testimony, she therefore talks about responsibility, creation, transgressions and the new. 1

SCHOPENHAUER, Arthur – The World as Will and Representation. Quoted in DANTO, Arthur C. – After the end of Art: contemporary art and the pale of History. New Jersey: Princeton University Press, 1997. Page 81. 08 | DUALITIES OR THE ESSENCE OF INCORPORATION


I have never been as aware as I am now of the creator’s responsibility, as a transgressor of ideas and practices. We need to open our windows to the ‘new’ from the data that we know, so that we can discover the unknown. Keith Harring wrote quite rightly: ‘the role of the creator of images cannot be compared to the ones that lived a hundred, fifty or even ten years ago.’ The pace of change is accelerating more and more and the artist must adapt to these mutations. I was once again interested in asking questions from the possibilities beyond the narrative of the contemporary artistic object and to uphold paintwork, not as a subject, but as a vessel between theoretical and objectual thought, in a selection of artists who put themselves between paths, between perspectives, between subjects, incorporating them in their intuitive geometries, whose story is told in layers of colour, introductions of figures, incursions into textures, sounds and undeniable associations to a specific time in music or in cinema. The question of depiction, which is subjacent to cinema (or even to photography), deserves another treatment by the artistic forefront for the first concept the 20th century’s forefront questioned was precisely art’s depiction of the world. However, in Art, realism is often mixed up with mimicry, with figurativism. And as 20th century’s art so well demonstrated, reality may appear in non-figurative and non-mimetic images with an overwhelming intensity.2 André Lemos Pinto and Alexandre Coxo are in this limbo, even if in different ways, the first having a framework which is very close to cinema, which makes his work also expand to photography and video, as it will be clear in this exhibition, and the latter having the symbiosis between reality and the space beyond imagination, using realism to tell us parables about his state of observation of the world. Yet both suggest landscape, horizon and smoothness, in dissonant and well defined palettes. The example of duality and/or disciplinary and conceptual incorporation is also expressed in the artists’ views of their own works. André Lemos Pinto tells us about the plurality of senses, which we see in the confrontation of the series of acrylic on canvas COMPOSITION, ABSTRACT COMPOSITION, LANDSCAPE and MINIMAL LANDSCAPES and in the video Real and Imagined, from the series Une femme est une femme, where he maintains, as an emotional subterfuge, the search for the complete form (more than perfect): Without any kind of theoretical grounds subjacent to my work, the starting point has always had a radical skeptical view as its main feature, which annihilates values and convictions. It is in the nature of what is double or contains two sides, substances, principles or semantics that I place my artistic and graphic lexicon. The plurality of senses is engraved in my works where no perspective or interpretation exhausts its vitality, whether silent or noisy. I consider art as the relentless search for the ‘perfect form’ which incorporates thought. In turn, Alexandre Coxo, clarifies us the binomial consisting of the figurative of the real framework and the logical-mathematical one, which is reasonably imagined: My paintwork comes alive in two extremes: a) The natural, in the figurative elements; b) The artificial, through the logical-mathematical speech. 2

TAVARES, Mirian – “Pintura e cinema – entre o visível e o invisível” in BORGES, Gabriela (co-ordenation) –In the margins. Essays on theatre, cinema and digital media. Lisboa: Gradiva, 2010. Page 79. DUALIDADES OU A ESSÊNCIA DA INCORPORAÇÃO

| 09


This way I try to develop images which, in a certain way, we already know and, simultaneously, don’t know when or where from. By seeing, for the first time, the artists and the works which integrate the new zet gallery’s exhibition, the visitor will understand not only the field of paintwork, but also the predominance of compositions which start from the basic geometry elements – point, line and plan – and articulate themselves through image exercises made different by profile identity palettes and conceptual paintings. Colour is what ties us when arriving, for it is applied in a multifaceted way over the combination of abstract-geometric or geometric-figurative elements, standing out in textures or three-dimensional applications. It’s like gazing at a palette covered in colours, as Wassily Kandinsky (1866-1944) wrote in one of his most beautiful theoretical essays about Art in the 20th century, Of the Spiritual in Art (1911). There is current talk about the ‘perfume of colours’, or their sound. This sound is so blatant that no one is able to find a similarity between bright yellow and the low piano notes or between the voice of a soprano and dark red lacquer. This explanation, based on association, isn’t, however, sufficient to clarify some more important cases. (…) In any case, this fact demonstrates that colour exerts a real force, even if it is poorly known, and it may act on the whole human body. The association itself seems, to us, insufficient to explain the action of colour over the soul. However, colour is a means to have direct influence on the soul. Colour is a key; the eye is a hammer. The soul is the intrument of a thousand strings. The artist is the hand that, by touching this or that key, obtains the right vibration from the soul. Harmony of colours is based exclusively on the principle of effective contact. The human soul, when touched in its most sensitive point, responds. We shall call this ground the Principle of Inner Need.3 The reference to Kandinsky appears as other references to Piet Mondrian (1872-1944), Paul Klee (18791940), Mark Rothko (1903-1970) or even Edward Hopper (1882-1967) could. Nevertheless, while visiting the studios of this exhibition’s protagonists, I felt him very present, in particular in the relationship that, consciously or unconsciously, they establish with his theoretical grounds on colour, as said before, on geometry and the combination of its simple or composite elements and, obviously, on the poetic association of paintwork to music and sound which we can extend to the new media and their artistic deconstruction bringing us back to paintwork. Kandinsky is not indifferent to Fátima Santos, let alone in the approach he establishes between paintwork and music, or, before that, between shape, colour and sound. As man evolves, the circle of qualities he has learned to recognise in things and sounds expands. All of these gain a meaning which turns into inner resonance.4 Fátima Santos has always developed an artistic path with simultaneous statements in fine arts and music which brought her to an experience of combination between colour and composition, sometimes three-dimensional, of a fantastic and magic universe, which is at the same time rationally intuitive, where antagonisms are inevitable: 3 4

KANDINSKY, Wassily – Do Espiritual na Arte. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 2003 (6th edition). Page 59 and 60. KANDINSKY, Wassily – Do Espiritual na Arte. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 2003 (6th edition). Page 58.

10 | DUALITIES OR THE ESSENCE OF INCORPORATION


Colours are musical notes and the plans outlined by close colour shades – in accord with the threedimensional objects – define the pictorial object, which is located in Time and Space of Geometric Abstraction. This object results from a cumplicity process between musical theory and paintwork, evolving in the studio, the place where Helena finds us. If DUALITY were to be a concert, under Helena’s direction, we would all listen to Maria’s textures, André’s shapes, Alexandre’s landscape wind and Sofia & Henry’s sound paintwork. During a stage when the artist is concluding her 3rd Degree Cycle in the Fine Arts Faculty of Porto (PhD in Art and Design), we give her our largest white cube in the exhibition, so that her work, which extends from this area to sculpture (she built experience in this area in her latest work season in the USA), can take us to that Kingdom of Spirit which Kandinsky also tells us about: In conclusion, let’s observe how each day we get closer to the time of rational and conscious composition where the painter will proudly explain his work (…) and where creation will become a conscious operation; let’s say that this new paintwork spirit is already organically and directly connected to the awakening of the new Kingdom of Spirit which prepares itself before us, since that Spirit will be the soul of the season of great Spirituality.5 In Sofia Leitão & Henry Nesbitt’s case, the relationship established with music is not only suggested or part of the creative process’s conceptual basis, but also explicit, amplifying the possibilities of paintwork, considered as a space of bidimensional contemplation, which was obtained through game and the encounter between objects and colours. Sofia Leitão & Henry Nesbitt present, in this exhibition, sound experiences with audio, three-dimensional paintwork and installation, trying to engage the visitor in space-time travel, which integrates light as an element of the experience: By exploring industrial moments and nature with natural and recycled materials I find in the street, I create geometric forms on paper. I form 3D pieces which create shadows during the day depending on the light. By incorporating sound, one enters in time travel and the space where the theme of our installation is. The duplicity of our work completes itself with my former phase “Under Construction” about MAAT, inspired by photographies that I took as a reference in different times. Sofia Leitão & Henry Nesbitt present in Braga a set of objects made by Sofia which connect themselves in terms of installation, taking advantage of a sound atmosphere created by Henry. Based on the assumption of using collected daily elements, the authors gather, besides the objects, new things they’ve found and offer us a small jungle of findings. The installations, such as the videos or other forms of articulation and occupation of the space with the so-called new media, challenge the Art scene. However, in an artistic project of a gallery which values educational curatorship and at the same time doesn’t want to take from the public the chance to make contact with all kinds of thinking and making Art, this is the type of space reading we are open to. Boris Groys, in the fundamental Going Public, tells us about the challenges of installation: 5

KANDINSKY, Wassily – Do Espiritual na Arte. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 2003 (6th edition). Page 124. DUALIDADES OU A ESSÊNCIA DA INCORPORAÇÃO

| 11


Now, the artistic installation does not circulate. Rather, it installs everything that usually circulates in our civilization: objects, texts, films, etc. At the same time, it changes in a very radical way the role and the function of the exhibition space. The installation operates by means of a symbolic privatization of the public space of an exhibition.6 DUALITIES OR THE ESSENCE OF INCORPORATION is a collective exhibition which thus questions the boundaries and the possibilities of paintwork, as well as the need to categorize the artistic object which, besides being unnecessary, seems difficult to me. In fact, considering a training based on History of Art, I have serious doubts that the rating which marks 20th century’s artistic production helps the non-specialised viewer to understand, value and appreciate aesthetically works of art which the history books tend to close in ideas, instead of opening up in terms of the reading possibilities that exist inside each person’s sensitive sphere. It is a fact that according to the analysis of the most recent artistic production, and even of the one belonging to the entire 20th century, we still don’t possess the space and time distance necessary to judge critically propositions of plastic and visual creation which are constantly submitted to revision, self-questioning, recovery of artists and movements which, in their time, were unappreciated,7 adding to all of this the maintenance of references aged one hundred years old in avant-garde revisitings but that respect theoretically and poetically former ideas, as it is here proposed. In this sense and in conclusion, in this ready made historicist of the return to paintwork (in zet gallery’s programme) we let our and the artists’ doubts enter, denying inspiration as the only and last haven and upholding a group of persistent workers, magicians of colour and shape who, until 10th November, are our music. Inspiration respects us when we’re brave, when we take a chance, and when we make effort to bring our expressions into shape and form. We can trust that when we do, the strength of our ideato-form muscles will build and grow and make us strong as oxen.8 Helena Mendes Pereira

6 7

GROYS, Boris – Going Public. Berlim: Sternberg Press, 2010. Page 55.

CUEVAS, F. Javier Panera – “Hacia una caracterización del arte contemporáneo?” In MIR, C. Lidón Beltrán (ed.) – Educación como Mediación en Centros de Arte Contemporáneo. Salamanca: Universidad de Salamanca, 2005. Page 48. 8

NAGLER, JoAnneh – How to Be an Artist Without Losing Your Mind, Your Shirt, or Your Creative Compass. New York: The Countrymann Press, 2016. Page 98. 12 | DUALITIES OR THE ESSENCE OF INCORPORATION


1987

ALEXANDRE COXO

DUALIDADES OU A ESSÊNCIA DA INCORPORAÇÃO

| 13


Alexandre Coxo Série/Series “Tiro - Era Uma Vez”, 2017 (X10) Óleo sobre linho/Oil on linen. 30x30cm 14 | DUALITIES OR THE ESSENCE OF INCORPORATION


DUALIDADES OU A ESSÊNCIA DA INCORPORAÇÃO

| 15


Alexandre Coxo Série/Series “Tiro - Memento”, 2017 (X10) Óleo sobre linho/Oil on linen. 30x30cm 16 | DUALITIES OR THE ESSENCE OF INCORPORATION


DUALIDADES OU A ESSÊNCIA DA INCORPORAÇÃO

| 17


Alexandre Coxo Série/Series “Atiro”, 2016 (X4) Óleo sobre linho/Oil on linen. 80x80cm 18 | DUALITIES OR THE ESSENCE OF INCORPORATION


1976

ANDRÉ 1981 LEMOS PINTO

DUALIDADES OU A ESSÊNCIA DA INCORPORAÇÃO

| 19


André Lemos Pinto Abstract composition series_ACS 0311, 2017 Acrílico sobre tela de algodão/ Acrylic on cotton canvas 24 x 30 x 2cm 20 | DUALITIES OR THE ESSENCE OF INCORPORATION

André Lemos Pinto Abstract composition series_ACS 0312, 2017 Acrílico sobre tela de algodão/ Acrylic on cotton canvas 24 x 30 x 2cm


André Lemos Pinto Abstract composition series_ACS 0313, 2017 Acrílico sobre tela de algodão/ Acrylic on cotton canvas 24 x 30 x 2cm

André Lemos Pinto Abstract composition series_ACS 0314, 2017 Acrílico sobre tela de algodão/ Acrylic on cotton canvas 24 x 30 x 2cm DUALIDADES OU A ESSÊNCIA DA INCORPORAÇÃO

| 21


André Lemos Pinto Composition 0717, 2014 Acrílico sobre tela de algodão/ Acrylic on cotton canvas 100 x 100 x 4cm 22 | DUALITIES OR THE ESSENCE OF INCORPORATION

André Lemos Pinto Abstract composition series s08101, 2016 Acrílico sobre tela de algodão/ Acrylic on cotton canvas 100 x 100 x 4cm


André Lemos Pinto Composition 0721, 2015 Acrílico sobre tela de algodão/ Acrylic on cotton canvas 100 x 140 x 4cm (díptico/diptic) DUALIDADES OU A ESSÊNCIA DA INCORPORAÇÃO

| 23


André Lemos Pinto Minimal landscapes series_ MLS b0304, 2017 Acrílico sobre tela de algodão/ Acrylic on cotton canvas 30 x 30 x 4cm 24 | DUALITIES OR THE ESSENCE OF INCORPORATION

André Lemos Pinto Minimal landscapes series_ MLS b0302, 2017 Acrílico sobre tela de algodão/ Acrylic on cotton canvas 30 x 30 x 4cm

André Lemos Pinto Minimal landscapes series_ MLS b0303, 2017 Acrílico sobre tela de algodão/ Acrylic on cotton canvas 30 x 30 x 4cm

André Lemos Pinto Minimal landscapes series_ MLS b0304, 2017 Acrílico sobre tela de algodão/ Acrylic on cotton canvas 30 x 30 x 4cm


1983

FÁTIMA SANTOS

DUALIDADES OU A ESSÊNCIA DA INCORPORAÇÃO

| 25


Fátima Santos Suspension in Ab, 2015 Acrílico sobre MDF/ Acrylic on MDF 120 x 180 x 10cm 26 | DUALITIES OR THE ESSENCE OF INCORPORATION

Fátima Santos Suspension in Db, 2015 Acrílico sobre MDF/ Acrylic on MDF 120 x 180 x 10cm


Fátima Santos Dissonance in Black, 2017 Acrílico sobre madeira de álamo / Acrylic on poplar wood 40 x 50 x 4cm DUALIDADES OU A ESSÊNCIA DA INCORPORAÇÃO

| 27


28 | DUALITIES OR THE ESSENCE OF INCORPORATION


Fátima Santos Variations #1 Db_Bd_D, 2016 Acrílico sobre madeira de álamo / Acrylic on poplar wood 80 x 120 x 10cm

DUALIDADES OU A ESSÊNCIA DA INCORPORAÇÃO

| 29


Fátima Santos Object in B, 2017 Acrílico sobre madeira/ Acrylic on wood 68 x 30 x 30cm 30 | DUALITIES OR THE ESSENCE OF INCORPORATION

Fátima Santos Object in Ab_B, 2017 Acrílico sobre madeira/ Acrylic on wood 77 x 35 x 50cm


Fátima Santos Variations in Ab_A, 2017 Acrílico sobre madeira de álamo / Acrylic on poplar wood 120 x 80 x 10cm DUALIDADES OU A ESSÊNCIA DA INCORPORAÇÃO

| 31


Fátima Santos Rhythm, 2016 Acrílico sobre madeira de álamo / Acrylic on poplar wood 100 x 100 x 5cm 32 | DUALITIES OR THE ESSENCE OF INCORPORATION

Fátima Santos Structure in Ab, 2016 Acrílico sobre madeira de álamo / Acrylic on poplar wood 38 x 38 x 4cm

Fátima Santos Dissonance, 2017 Acrílico sobre madeira de álamo / Acrylic on poplar wood 38 x 38 x 4cm


1946

MARIA JOÃO OLIVEIRA

DUALIDADES OU A ESSÊNCIA DA INCORPORAÇÃO

| 33


Maria João Oliveira Sem título / Untitled, 2018 Acrílico e colagem sobre tela/ Acrylic and collage on canvas 120,5 x 93cm 34 | DUALITIES OR THE ESSENCE OF INCORPORATION


Maria João Oliveira Sem título / Untitled, 2018 Acrílico sobre tela/ Acrylic on canvas 120 x 93cm

Maria João Oliveira Sem título / Untitled, 2018 Acrílico e colagem sobre tela/ Acrylic and collage on canvas 114,5 x 95,5cm DUALIDADES OU A ESSÊNCIA DA INCORPORAÇÃO

| 35


Maria João Oliveira Sem título / Untitled, 2018 Acrílico sobre tela/ Acrylic on canvas 102,5 x 82cm 36 | DUALITIES OR THE ESSENCE OF INCORPORATION


Maria João Oliveira Sem título / Untitled, 2018 Acrílico sobre tela/ Acrylic on canvas 102 x 72cm

Luís Canário Rocha Estendal, 2018 (série de 21 peças de madeira pintadas) Técnica mista sobre construções de madeira. Dimensões variáveis. DUALIDADES OU A ESSÊNCIA DA INCORPORAÇÃO

| 37


Maria João Oliveira Sem título / Untitled, 2018 Acrílico e colagem sobre tela/ Acrylic and collage on canvas 64 x 64cm 38 | DUALITIES OR THE ESSENCE OF INCORPORATION

Maria João Oliveira Sem título / Untitled, 2018 Acrílico e colagem sobre tela/ Acrylic and collage on canvas 64 x 64cm


SOFIA LEITÃO & HENRY NESBITT

DUALIDADES OU A ESSÊNCIA DA INCORPORAÇÃO

| 39


Sofia Leitão&Henry Nesbitt Keep On Changing 2, 2018 Técnica mista sobre papel + instalação sonora / Mixed media on paper + sound installation, 100 x 70cm 40 | DUALITIES OR THE ESSENCE OF INCORPORATION

Sofia Leitão&Henry Nesbitt Keep On Changing 3, 2018 Técnica mista sobre papel + instalação sonora / Mixed media on paper + sound installation, 100 x 70cm


Sofia Leitão&Henry Nesbitt Keep On Changing 6, 2018 Técnica mista sobre papel + instalação sonora / Mixed media on paper + sound installation, 120 x 80cm DUALIDADES OU A ESSÊNCIA DA INCORPORAÇÃO

| 41


42 | DUALITIES OR THE ESSENCE OF INCORPORATION


Sofia Leitão&Henry Nesbitt Keep On Changing 5, 2018 Técnica mista sobre papel + instalação sonora / Mixed media on paper + sound installation, 80 x 110cm

DUALIDADES OU A ESSÊNCIA DA INCORPORAÇÃO

| 43


Sofia Leitão Under Construction 3, 2016 Técnica mista sobre papel Mixed media on paper 100 x 150cm 44 | DUALITIES OR THE ESSENCE OF INCORPORATION

Sofia Leitão Under Construction 4, 2016 Técnica mista sobre papel Mixed media on paper 100 x 150cm


Sofia Leitão Under Construction 5, 2016 Técnica mista sobre papel Mixed media on paper 140 x 100cm

Pag 46 e 47 Sofia Leitão Under Construction 1, 2016 Técnica mista sobre papel Mixed media on paper 100 x 150cm DUALIDADES OU A ESSÊNCIA DA INCORPORAÇÃO

| 45


46 | DUALITIES OR THE ESSENCE OF INCORPORATION


DUALIDADES OU A ESSÊNCIA DA INCORPORAÇÃO

| 47


Horário // Opening time 14:00 | 19:00 · segunda a sábado (exceto feriados) Outros horários mediante marcação 2:00 pm | 7:00 pm · monday to saturday (except holidays) Other schedules by appointment

Contactos // Contacts info@zet.gallery (+351) 253 116 620 www.zet.gallery

Morada // Address Rua do Raio, 175 4710-923 Braga Portugal

48 | DUALITIES OR THE ESSENCE OF INCORPORATION


DUALIDADES OU A ESSÊNCIA DA ICORPORAÇÃO | DUALITIES OR THE ESSENCE OF INCORPORATION  
DUALIDADES OU A ESSÊNCIA DA ICORPORAÇÃO | DUALITIES OR THE ESSENCE OF INCORPORATION  
Advertisement