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#12 • ANO 3 MAIO DE 2011 • R$

ORGULHO: AVAÍ BRILHA NA COPA DO BRASIL E FAZ HISTÓRIA

SUPERAÇÃO: “A VELA SALVOU MINHA VIDA”, AFIRMA BICAMPEÃO BRASILEIRO ZUNINO E NILTON: OS HOMENS FORTES DO AVAÍ EM ENTREVISTA EXCLUSIVA

MARCINHO GUERREIRO: RAÇA, ALMA E CORAÇÃO

NA MIRA DOS ARTILHEIROS

AVAIANOS

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A PERFEITA SINTONIA ENTRE RAFAEL COELHO E WILLIAM: A MELHOR

DUPLA DE ATAQUE DE SANTA CATARINA PROMETE UMA CHUVA DE GOLS NO BRASILEIRÃO E MUITAS ALEGRIAS PARA A NAÇÃO AZURRA

SÉRGIO DA COSTA RAMOS AMILCAR NEVES CAMPEONATO CATARINENSE FLAGRANTE ETERNIZADO SÚMULAS DO RETURNO DÉCIO ANTÔNIO INVESTIMENTOS NO CLUBE LEOA AVAIANA AVAIANOS PELO MUNDO

...E MAIS Pedrinho Barros – o coração azul do skatista campeão do mundo

9 771984 736001 ISSN:1984-736X


pessoas, meio ambiente e desenvolvimento é uma meta que alcançamos todos os dias.

A Eletrosul investe continuamente em programas e ações que visam conciliar o desenvolvimento econômico ao bem-estar das pessoas e à preservação ambiental. Promover a sustentabilidade, valorizar a cidadania, incentivar a solidariedade e o respeito à natureza são alguns dos nossos objetivos na busca coletiva por um mundo melhor. 2

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COM A PALAVRA...

O ANO DA AFIRMAÇÃO O

campeonato Brasileiro vem aí e, pelo terceiro ano consecutivo, vamos honrar o Estado de Santa Catarina com a nossa participação. Com a bandeira do Estado em mãos, os nossos atletas vão entrar em campo para representar o povo catarinense em busca de vitórias. Serão 38 jogos, metade deles na Ressacada, onde cada segundo de bola rolando será importante para alcançar os objetivos. Buscaremos uma campanha à altura da história de glórias do Avaí Futebol Clube, contando sempre com a participação direta do nosso torcedor. O ano de 2011 começou com a disputa do campeonato Catarinense. Nele, fizemos uma excelente campanha, principalmente no segundo turno, quando chegamos à final. Faltou pouco para a conquista do tricampeonato, que só deixou de acontecer por conta do regulamento da competição - o empate favorecia ao dono do mando de campo na partida decisiva. O 2 a 2 em Chapecó classificou de forma justa a Chapecoense, detentora de melhor campanha, porém, mostrou que o Avaí jogou com qualidade e que tinha plenas condições de vencer, o que aconteceu até o intervalo (2 a 0). Destaca-se ainda, no Estadual, a brilhante vitória diante do Figueirense por 2 a 0 na semifinal do returno, eliminando o rival dentro de seus domínios. Na Copa do Brasil o Avaí fez história chegando às semifinais. Pelo segundo ano seguido, tivemos uma participação digna e de conquistas nesta competição. Tenho orgulho da campanha realizada pelo Leão. A dupla Rafael Coelho e William tem sido peça importante para o alcance dos resultados. Juntos, eles fizeram quase 25 gols até então, uma marca que pode ser ainda maior até o final do campeonato Brasileiro no mês de dezembro. William, que voltou à Ressacada este ano, está jogando com alegria e isso é o que mais importa. Já Rafael Coelho, adaptou-se fácil e passa por momentos de extrema felicidade junto ao gru-

po de jogadores, funcionários, diretores e torcedores avaianos. Desejamos aos dois um excelente campeonato nacional. É importante ressaltar, ainda, a continuidade do planejamento estratégico do Clube, muito bem projetado pela diretoria e, em especial, pelo professor Enio Gomes. O Avaí cresceu muito nos últimos anos e vai continuar a traçar voos maiores a partir de uma gestão transparente e séria. Juntamente com o nosso vice-presidente, doutor Nilton Machado, vamos procurar o melhor para o Clube até o final da nossa administração em dezembro de 2013. Com certeza, o Leão da Ilha está quase pronto para caminhar com suas próprias pernas, transformando-se em referência de gestão para o cenário nacional e também internacional. Por fim, vale lembrar a importância do torcedor. É ele quem ajuda, orgulha e satisfaz o Clube. Continue conosco na Ressacada, nos jogos e no dia a dia. Você é quem de fato faz o Avaí crescer dentro e fora das quatro linhas. A razão de existir do Leão da Ilha é a sua torcida. Portanto, vamos estar juntos novamente neste campeonato Brasileiro. A bola vai rolar e o Leão vai rugir novamente.

JOÃO NILSON ZUNINO

PRESIDENTE DO AVAÍ F.C.

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EDITORIAL

MAIS UMA VEZ,

O LEÃO FAZ HISTÓRIA! A

precoce desclassificação do campeonato Catarinense, num jogo inteiramente dominado, não tira o brilho da impecável participação do Leão da Ilha na Copa do Brasil, disputa importantíssima no cenário nacional e que dá ao vencedor o direito de disputar a tão almejada e sonhada Libertadores da América. A Revista Oficial do Avaí F.C. – Paixão pra toda vida registra com satisfação a histórica trajetória da equipe na competição, ficando entre as quatro melhores do país. Mais um feito inigualável da administração João Nilson Zunino. Como personagens centrais desta bela caminhada traçada no primeiro semestre, destacaram-se os goleadores William e Rafael Coelho, hoje uma das melhores duplas de ataque do Brasil e, sem dúvida, a melhor de Santa Catarina. Nesta edição, apresentamos, numa reportagem especial da jornalista Carla Cavalheiro, os números destes atletas nos primeiros cinco meses do ano que comprovam o alto desempenho técnico de ambos, ídolos da massa azurra. Teremos, também, reportagem sobre a trajetória do Clube no Estadual deste ano. Infelizmente, os resultados não apareceram e a busca pelo tricampeonato foi adiada. Vale enfatizar a acachapante vitória contra nosso maior adversário em seus domínios, o que antecipou o período de férias da equipe alvinegra do Continente. Outra matéria que merece registro é sobre o velejador avaiano paraolímpico Mário Czaschke, exemplo de superação e amor ao esporte. Sem dúvida, você irá se emocionar. Apresentaremos, ainda, reportagens com o skatista campeão mundial Pedrinho Barros, com o maior artilheiro da Ressacada Décio Antônio e com o volante Marcinho Guerreiro, símbolo maior da raça avaiana. As já consagradas colunas dos escritores Sérgio da Costa Ramos e Amilcar Neves têm o seu espaço garantido nesta edição, assim como as seções avaianos pelo mundo, avaianos de berço e leoa avaiana, já tradicionais em nossas páginas. Para fechar com chave de ouro, destaque para três reportagens que apresentam o crescimento administrativo, financeiro e social do Avaí F.C. Para isso, contamos

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com a participação do presidente João Nilson Zunino e de seu vice, Nilton Macedo Machado, em uma sincera e esclarecedora entrevista, além dos diretores Enio Gomes, responsável pelo planejamento do Clube no período 2004-2010, e Nesi Furlani, a mãezona de todos os avaianos, que aproximou ainda mais o Clube de causas sociais importantes de nosso dia a dia. Aproveitamos a ocasião para, mais uma vez, agradecer, e muito, o seu carinho, leitor, com a Revista Oficial do Avaí F.C – Paixão pra toda vida. A interação com a massa avaiana é impressionante e, sem dúvida, está auxiliando e muito no processo de aprimoramento de nossa publicação. Continuem participando, afinal de contas, como sempre destacamos – e não estamos cansados de ressaltar – a revista é feita exclusivamente para vocês. É preciso enaltecer, para finalizar, o apoio dado pela crônica esportiva de Santa Catarina no lançamento de nossa 11ª edição, em março passado (veja as notas na seção “Deu Na Imprensa”, na página 8). Colegas de redação, muitíssimo obrigado pela força e pelo entusiasmo!

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#12 • aNO 3 MaIO DE 2011 • R$

orgulho: avaí Brilha na Copa do BraSil e faz hiStória

Superação: “a vela Salvou minha vida”, afirma BiCampeão BraSileiro zunino e nilton: oS homenS forteS do avaí em entreviSta exCluSiva

marCinho guerreiro: raça, alma e Coração

Na mira dos artilheiros

avaiaNos

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A perfeitA sintoniA entre rAfAel Coelho

e WilliAm: a melhor dupla de ataque de Santa Catarina promete uma Chuva de golS no BraSileirão e muitaS alegriaS para a nação azurra

Sérgio da CoSta ramoS amilCar NeveS CampeoNato CatariNeNSe FlagraNte eterNizado SúmulaS do returNo déCio aNtôNio iNveStimeNtoS No Clube leoa avaiaNa avaiaNoS pelo muNdo

...e mais Pedrinho Barros – o coração azul do skatista campeão do mundo

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CAPA Nesta edição, nosso fotógrafo Rubens Flôres capturou um belo instante dos artilheiros avaianos Rafael Coelho e William. Composição do designer Isaias Pinto


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AVAÍ FUTEBOL CLUBE

CONTEÚDO DA EDIÇÃO...

o

Fundado em 1 de setembro de 1923 EXPEDIENTE DIRETORIA EXECUTIVA Presidente João Nilson Zunino Vice-Presidente Nilton Macedo Machado Planejamento Enio Gomes

Gerência de Recursos Humanos Ana Paula Laurentino

Secretaria Lúcia Dziedicz

Gerência de Logística e Infraestrutura Cláudio Vicente

Superintendência de Negócios Nerto Laudelino Machado

(INTERINO)

(INTERINO)

Coordenação de Infraestrutura Carlos Cesar Souza

Gerência de Marketing Sidnei Luiz Speckart

(INTERINO)

Coordenação de Comunicação Vandrei Bion

Gestão e Finanças Nerto Laudelino Machado

Coordenação de Suprimentos Carlos César Souza

Projetos de Engenharia e Arquitetura David Ferreira Lima

Coordenação de Serviços Gerais Adenir Pedro da Silva

Patrimônio e Manutenção Odilon Furtado

Coord. de Log. de Jogos e de Eventos Carlos Eduardo Bonatelli

Coordenação de Comercialização Carlos Eduardo de Almeida Ramoa

Ação Social, Comun. e de Filantropia Nesi Brina Furlani

Coordenação da Qualidade Ani Souza

Coordenação de Relac. com Sócios Cláudio Vicente

ASSESSORIAS ESPECIAIS

Assessoria Jurídica Dr. Sandro Barreto Dr. Tiago Queiroz

Coordenação de Eventos Ani Souza

Procuradoria Jurídica Tullo Cavallazzi Filho

Assessoria de Projetos David Ferreira Lima Scheyla Vanderlinde

Projetos Especiais Amaro Lúcio da Silva

Secretaria Geral Andréia Cristina Seemann Borges

Controladoria Interna Francisco José Battistotti Qualidade Terezinha Gartner Relações Internacionais Misaki Tsuruta

SUPERINTENDÊNCIAS

Superintendência de Administração Cláudio Vicente

(INTERINO)

CONSELHO DELIBERATIVO Presidente Alexandre Espíndola Vice-presidente Fábio Botelho

Superintendência de Esportes Luciano Corrêa

Primeiro secretário Edmundo Simone Neto

Gerência de Futebol Mauro Galvão

Segundo-secretário Alessandro Abreu

Coordenação de Saúde Desportiva Dr. Luiz Fernando Funchal

Superintendência Executiva Nerto Laudelino Machado

Coordenação de Licenciamento Otília Pagani

Coordenação de Esportes Olímpicos Badeko

Gerência Financeira e Contábil Maria de Lourdes da Silva

Assessoria de Imprensa Alceu Atherino Neves Gastão Dubois

Coordenação de Contratos Ivone da Costa

Técnico de Futebol Silas Pereira

CONSELHO FISCAL Presidente Valdir João Marques Membros Claudio da Silva Glauco Augusto Vieira Flávio Cruz Henrique Philippi da Luz Rafael Sarda

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#12 – ANO 3 – MAIO DE 2011

revistadoavai@avai.com.br Jornalistas responsáveis Nikolas Stefanovich SC/JP 2122

Alceu Atherino Neves SC/JP 3245

Editor-chefe Nikolas Stefanovich Editores executivos Alceu Atherino Neves Luciana Pons Editor de arte Isaias Pinto Editor de fotografia Rubens Flôres

Foto da capa Rubens Flôres Colaboradores Alceu Atherino Neves Alexandrino Barreto Amilcar Neves Edmundo Simone Neto Frederico Tadeu Jamira Furlani Luciana Pons Mausé Manoel Bento Rogério Cavallazzi Sérgio da Costa Ramos Vandrei Bion

Repórteres Celso Martins Carla Cavalheiro Róbinson Gambôa Planejamento gráfico Isaias Pinto Revisão Ana Maria Bessa Colaboraram com fotos Avaí Futebol Clube Carla Cavalheiro Geremia Photography Impressão Coan Indústria Gráfica

A REVISTA DO AVAÍ É UMA EDIÇÃO BIMESTRAL. TODOS OS DIREITOS SÃO RESERVADOS. É PROIBIDA A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL DE QUALQUER ARTIGO OU IMAGEM DESTA OBRA SEM A AUTORIZAÇÃO POR ESCRITO DOS EDITORES. A REVISTA DO AVAÍ NÃO SE RESPONSABILIZA PELO CONTEÚDO DAS COLUNAS ASSINADAS E DOS ANÚNCIOS PUBLICITÁRIOS. TODO CONTEÚDO VOLTADO A PUBLICAÇÃO NA REVISTA DO AVAÍ DEVE SER ENVIADO DEVIDAMENTE IDENTIFICADO.

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22 36

WILLIAM E RAFAEL COELHO Os homens-gol da Ressacada PRESIDENTE ZUNINO E O VICE NILTON Razão e emoção na direção do Clube

28 42

28 MARCINHO GUERREIRO Raça, alma e coração do volante avaiano VELA ADAPTADA DE MÁRIO CZASHCKE A superação do velejador bicampeão

E MAIS...

16 32 48

Catarinense agora só em 2012 O bela participação do Avaí na Copa do Brasil Pedrinho Barros, o melhor do mundo

50 62 64

Planejamento ganha jogo na Ressacada Décio Antônio, por onde anda o artilheiro? Dona Nesi, a supermãe na diretoria Social

42

SEÇÕES E COLUNAS Deu na Imprensa..................... 8 Flagrante Eternizado.............. 10 Sérgio da Costa Ramos.......... 12 Súmulas Returno 2011........... 20 Crônica Amilcar Neves........... 40 Aconteceu no Avaí................... 56 Leoa Avaiana........................... 66 Avaianos de Berço................... 70 Avaianos Pelo Mundo............. 71 Shopping Avaiano.................... 72

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DEU NA IMPRENSA

SEÇÃO CARTAS

ROBERTO ALVES

OLÁ EDITORES DA REVISTA DO AVAÍ!

Em sua coluna na editoria de esportes do Diário Catarinense, o jornalista Roberto Alves comentou, em dois momentos, o lançamento da 11ª edição da Revista Oficial do Avaí F.C. Nas notas, elogiou o projeto gráfico e o conteúdo. Antes de ter a edição em mãos, o jornalista falou da expectativa e, após analisar a edição, teceu seus comentários. As notas foram publicadas nos dias 17 e 20 de março de 2011 e podem ser conferidas ao lado.

Envio foto de meu afilhado, juntamente com a minha esposa. Ele se chama Luis Claudio, minha esposa Shirlei Nascimento e eu, Everton Nunes. A foto é antiga, mas ficaremos muito felizes se for publicada na Revista do Avaí. Somos moradores de Barreiros e não perdemos um jogo. EVERTON NUNES / Por e-mail

NOTA DO EDITOR: Publicamos sua foto e registramos que este espaço é reservado para vocês, leitores de nossa publicação. Continuem participando.

Em sua coluna Visor, do Diário Catarinense, o jornalista Rafael Martini comentou em duas notas, pubicadas no dia 09/05/2011, o crescimento do faturamento do Avaí Futebol Clube. Recente pesquisa apontou que o Leão da Ilha cresceu 52% em relação a 2009.

Divulgação/Avaí F.C.

RAFAEL MARTINI

OLÁ! Meu nome é Adilson e fiz essa churrasqueira em minha casa em homenagem ao meu time do coração. Gostaria muito de vê-la na Revista do Avaí! Valeu!

POLIDORO JÚNIOR O jornalista publicou a nota ao lado na sua seção Bola Cheia, da coluna que mantém no jornal Notícias do Dia, em 18/03/2011.

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NOTA DO EDITOR: Adilson, aqui está a sua foto na Revista do Avaí. Parabéns pela iniciativa de demonstrar todo o seu amor pelo Clube. Agora, fica a pergunta: quando vai ser o próximo churrasco?

Divulgação/Avaí F.C.

ADILSON SOUTO / Por e-mail


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FLAGRANTE ETERNIZADO

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2008 E 2011 O mesmo adversário, o mesmo resultado, os mesmos personagens, a mesma comemoração

TRÊS ANOS DEPOIS E

m 30 de março de 2008, após a histórica vitória contra o Figueirense no estádio Orlando Scarpelli, pelo segundo turno do campeonato Catarinense, no jogo que ficou conhecido como “O clássico do Créu”, os atletas Marquinhos Santos, Vandinho, Émerson e Bruno comemoraram junto à grande massa avaiana (foto 2)! Três anos depois, em 24 abril de 2011, na semifinal do returno catarinense, o Leão da Ilha repetiu, também na casa do adversário, o resultado (2 x 0), com gols de William e Estrada (foto 1). No Flagrante, eternizado pelo nosso editor de fotografia, Rubens Florês, - a imagem de 2008 também é dele - Marquinhos Santos e Bruno novamente na foto. Com eles, o avaiano de sangue azul Rafael Coelho, ídolos da torcida do Leão (foto 3).

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VIBRAÇÃO O colombiano Estrada comemora seu gol contra o Figueirense no Scarpelli, seguido por William

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COLUNA

SÉRGIO DA COSTA RAMOS

HÁ VITÓRIAS QUE VALEM UM

AVAIZÃO

ARTILHEIRO William deu início a indiscutível vitória avaiana no clássico

O DIA EM QUE O

ESTREITO FICOU MUDO

E DORMIU AZUL

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CAMPEONATO

Rubens Flôres/Avaí F.C.

U

ma das crônicas mais conhecidas da literatura catarinense, nostálgica lembrança assinada pelo maior “expert” em Bossa Nova no Brasil, Ilmar Carvalho, orgulhoso “tripeiro” de coração, leva um título bem instigante. Diz assim: “Da vantagem de ser jovem no Estreito”. Era uma divertida ode à juventude continental e um hino de amor ao chamado “subdistrito” da capital, nos velhos tempos de “footing” na Praça de Fátima e de sessão noturna no Cine Glória. Carvalhinho bem que poderia reformular o seu título e republicar: - “Da vantagem de ser jovem e avaiano no Estreito”. Nunca se viu um clube dever tanto a tão poucos. Nada a ver com a Batalha da Inglaterra, ou com “Sir” Winston Churchill. É a nação avaiana que deve se orgulhar dos seus jovens na tarde do histórico dia 24 de abril, domingo de Páscoa - e tarde de “chocolate” do Leão, em seu soberbo e, ao mesmo tempo, liliputiano adversário. A pequena e heroica torcida avaiana, socada num cercadinho, foi valente e barulhenta o tempo todo. Pressentia o seu dia de glória. Se dependesse de dois terços do estádio, nem precisaria haver jogo. A “vitória largamente anunciada” arriscava placares mirabolantes – e até altissonantes goleadas do Brocolense, espécie de imbatível esquadrão do futebol mundial. As “árvores em miniatura”, aos poucos, foram se enterrando em campo. E, como diria o dramaturgo da alma brasileira, Nelson Rodrigues, foram “tropeçando nas fitinhas da própria máscara”. Nos primeiros movimentos, as “escrituras” pareciam estar de acordo com os falsos profetas. O Tombense detinha maior posse de bola e um prematuro cartão amarelo mostrou que ali estava o “xerife do quarteirão alvinegro”, Célio Amorim, disposto a confirmar o roteiro prévio, que levaria o anfitrião à final do returno. Mas já cabia aquela pergunta, certa vez formulada pelo doce Mané Garrincha na Copa de 1958, quando o técnico Vicente Feola ditava instruções de como “anular” o time adversário: - Já combinaram com os russos? Pois é. Os otimistas escondidos atrás dos arbustos pigmeus tinham se esquecido de combinar o “script” com o seu gigantesco visitante.

COMPETÊNCIA

PÔR-DO-SOL DE FOLHINHA C

om a escalação de Estrada surpreendendo até mesmo os avaianos, o azurra cumpria em campo a mais bela, compacta e eficiente jornada deste ano da graça de 2011. Defesa firme, sem perder a disputa de uma bola aérea sequer, o meio rápido e pegador, sob a proteção dos impecáveis Bruno e Marcinho Guerreiro, com Estrada avançado, coadjuvando o Galego-Símbolo. Aos 13 minutos, o capitão avaiano fez a bola descrever a chamada “parábola”, e descer em curva – como se fosse colocada com as mãos na cabeça de William: golaço. Um silêncio ensurdecedor baixou sobre o estádio Orlando Scarpelli, prenúncio de um longo e tenebroso velório. No “córner” destinado às supostas sardinhas, os “templários” alvicelestes conheciam “das vantagens de ser jovem e avaiano numa tarde de outono, 24 de abril”, Páscoa azul e branca em plena Galileia Além-Pontes. Antes mesmo que o já desconfiado torcedor local negasse o Brocolense três vezes, Rafael Coelho, em jogada de craque, deu uma “cavadinha” sobre o corpo do goleiro alvinegro, e fez a bola crescer em 3D, rumo ao véu da consagração. Caprichosamente a trave salvou o “Real Madrid” da capital de levar para o intervalo a mais cava e negra depressão.

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COLUNA

SÉRGIO DA COSTA RAMOS

COLOMBIANO Estrada comemora seu golaço no Scarpelli: o Leão não deu chances ao adversário

TÉCNICA

UM ESTRADA NO CAMINHO O

árbitro apitava como se esperava. Na dúvida, pró-dono da casa. E um pródigo bandeirinha destacava-se como o principal zagueiro do esquadrão local. “Aliviava” todas, inclusive um contra-ataque quase mortal, de William, o “matador”. Outra bola levantada com o máximo de técnica - e por quem, senão por Marquinhos? - e o colombiano Estrada desferiu um “petardo” com a cabeça, no contrapé do goleiro, e bem no seu ângulo superior direito. A bola morreu no véu do canto esquerdo, como se estivesse na Abadia de Westminster - em pleno casamento real, entre a torcida e o time de cavaleiros azuis. Depois, foi pura e competente administração. O tempo passando, o adversário se esvaindo num estéril tricô, para desespero de seu único jogador competente, o solitário lateral direito Bruno. Já nos acréscimos, o compassivo deus dos estádios ainda evitou que a vitória categórica se transformasse em humilhação: William fez o travessão alvinegro tremer, naquele que seria o terceiro prego no caixão do velório pascal. Feliz, a torcida avaiana entendeu: era um prêmio ao mutismo e a civilidade do anfitrião, que ao menos perdeu sem dar o mesmo e lamentável vexame do seu coirmão carioca, o Botachoro.

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E assim se conta a história da mais doce, a mais brilhante, a mais irretocável das vitórias avaianas em terras continentais, pelo menos desde que aquele primo de William - o também “matador” Juti - sepultou outros sonhos de arrogância inimiga, no inesquecível campeonato do longínquo 1975, glórias passadas, sempre lembradas. Há vitórias que valem mais do que um campeonato. Como quer que tenha terminado o Campeonato Catarinense de 2011, o campeão veste azul e branco. Foi aquele time que soube ser jovem e valente num fim de tarde outonal, no Estreito do alvinegro Ilmar Carvalho. Os campeonatos, que nos faltam jogar, pertencem a outras galáxias: a Copa do Brasil e o Brasileirão. Nosso Estreito fica cada vez mais largo, neste caminho alvicelestial, rumo a sonhos mais ousados.

SÉRGIO DA COSTA RAMOS

Jornalista, torcedor do Avaí e colunista do Diário Catarinense/RBS


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CAMPEONATO CATARINENSE

REPORTAGEM: CARLA CAVALHEIRO FOTOS: RUBENS FLÔRES

CATARINENSE:

AGORA SÓ EM 2012 O SONHO DO TRICAMPEONATO CATARINENSE PARA O AVAÍ FOI PRORROGADO. O TIME QUE CONSEGUIU A RECUPERAÇÃO AINDA NO TURNO E ENCONTROU O ENTROSAMENTO NO RETURNO NÃO CHEGOU À FINAL DA DISPUTA 16

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A

pós desclassificar o maior rival com vitória por 2 a 0 no estádio Orlando Scarpelli e avançar à final do returno, o Avaí esbarrou no time de melhor desempenho na competição: a Chapecoense. O Verdão do Oeste superou suas adversidades e buscou o empate quando já perdia por dois gols no estádio Índio Condá, em Chapecó. “O jogo foi definido dentro de campo apesar de a arbitragem ter aplicado cartões amarelos em nossos zagueiros no primeiro tempo”, lamentou o técnico Silas.

OS JOGOS

O

O MAESTRO Marquinhos Santos ditou o ritmo do meio-campo avaiano na vitória que desclassificou o time do continente

Avaí, que encerrou o returno em terceiro lugar, com 59% de aproveitamento em nove jogos, foi muito melhor do que aquele que teve 40% de aproveitamento no mesmo número de jogos na primeira fase da disputa. Mas a virada não começou da forma esperada. O time começou o returno perdendo para a Chapecoense. O primeiro encontro nesta fase do Estadual foi no sábado de Carnaval, em Chapecó. Dia muito quente, com algumas baixas para a equipe da Capital. William saiu machucado ainda no primeiro tempo e o técnico Silas expulso por reclamação. O resultado garantido por Dema no primeiro tempo (2 a 0) não foi alterado pelo Leão. No segundo jogo um alívio. Na Ressacada, sofrendo muita pressão, o Avaí venceu por 4 a 2 o Brusque e anotou os primeiros pontos no returno. Cristian, Julinho, Evando e Rafael Coelho deram a alegria ao torcedor em festa na arquibancada. A terceira partida foi novamente em casa. Desta vez, um tradicional adversário. Hora de fazer o jogo da volta contra o Criciúma. A partida marcou o 100º jogo do atacante Evando com a camisa do Avaí e terminou com placar de 2 a 2. “Quando parar de jogar vou ser torcedor de arquibancada do Avaí”, prometeu “O Iluminado”. Marcinho Guerreiro e Marquinhos Santos converteram para o Leão. Na quarta, foi a vez do Avaí e uma legião de fiéis torcedores irem a Imbituba. O time marcou 4 a 0 contra o Sul do Estado. William marcou dois, Rafael Coelho e Marquinhos Santos se encarregaram de fechar a conta. Novamente na Ressacada, agora em 23 de março, o Avaí venceu por 3 a 1 o Metropolitano. O jogo da quinta rodada do returno, que confirmou a reação da equipe azurra na competição, teve gols de William, Marquinhos Gabriel e Gustavo. Na sexta partida, um tropicão difícil de engolir. Na Arena Joinville, o Avaí perdeu por 4 a 0 para o JEC. Na sétima rodada mais um revés. Na Ressacada, com o episódio do foguete, que paralisou a partida por quase 20 minutos, um único gol e um gosto amargo que nunca será esquecido. Uma derrota, dentro de casa, para o maior rival, não tem como esquecer. www.avai.com.br

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CAMPEONATO CATARINENSE

DECISIVO

APROVEITAMENTO DAS EQUIPES

N

a oitava rodada, um alívio no final de jogo. No estádio Hercílio Luz, em Itajaí, o Avaí saiu na frente com gol de Rafael Coelho, deixou o Marcílio Dias empatar e, aos 45 do segundo tempo, o gol de Marquinhos Santos garantiu mais três pontos. Mas esse gol do Marquinhos não foi assim tão fácil. Uma falta na entrada da área, que para muitos foi pênalti, foi cobrada com perfeição pelo capitão. Um chute rasteiro e a bola encontrou a rede. Os pontos colocaram o time em terceiro lugar com 13 pontos. Na nona, um jogo para selar a ida às semifinais do returno da disputa estadual. No estádio da Ressacada, o Avaí venceu por 4 a 0 o Concórdia. Fabiano, Marquinhos Gabriel, Maurício e Peo marcaram os gols. Com o resultado, o Leão fechou em terceiro lugar no returno.

GOSTO DE TÍTULO!

E

ncerrado os jogos do returno, hora da semifinal. Figueirense e Avaí decidiriam uma vaga em Florianópolis no estádio Orlando Scarpelli e Chapecoense e JEC a outra no estádio Índio Condá, em Chapecó. O Verdão do Oeste fez seu dever de casa e despachou o tradicional clube catarinense da disputa. Na capital, uma festa para os avaianos que, durante a semana, já haviam comemorado a desclassificação do Botafogo da Copa do Brasil em mais um feito do time azurra. O Figueirense precisava empatar e jogou para o desespero de seus mais de 15 mil torcedores. O Leão foi um valente em campo. Jogou em busca da vitória e a construiu sem chances de reação, com William e Estrada, que marcaram de cabeça e fizeram a festa na casa adversária.

SÓ EM 2012

O

Leão chegou à final com duas desvantagens: jogar fora de casa e ter de vencer. No primeiro tempo, William e Rafael Coelho deram a vantagem azurra. No segundo tempo, a Chapecoense garantiu o empate e foi à final do Estadual contra o Criciúma, campeão do primeiro turno do Catarinense.

TURNO æ

Clube

P

J

V D

E GP GS SG

AP

Figueirense 16 9 4 1 4 23 12 11 59% Criciúma

15 9 4 2 3 18 9 9 55%

Chapecoense 15 9 4 2 3 18 16 2 55% Joinville

13 9 4 4 1 16 20 -4 48%

Marcílio Dias 13 9 3 2 4 15 12 3 48% Brusque

12 9 3 3 3 18 17 1 44%

Metropolitano 11 9 3 4 2 12 12 0 40%

Avaí

11 9 3 4 2 11 15 -4 40%

Imbituba

9 9 2 4 3 12 18 -6 33%

Concórdia

6 9 1 5 3 15 27 -12 22%

RETURNO æ

Clube

P

J

V D

E GP GS SG

AP

Chapecoense 22 9 7 1 1 17 7 10 81% Figueirense 20 9 6 1 2 22 8 14 74%

Avaí

16 9 5 3 1 19 13 6 59%

Joinville

14 9 3 1 5 18 9 9 51%

Criciúma

13 9 3 2 4 18 15 3 48%

Brusque

11 9 3 4 2 9 12 -3 40%

Metropolitano 9 9 2 4 3 12 20 -8 33% Concórdia

8 9 2 5 2 9 18 -9 29%

Marcílio Dias 4 9 1 7 1 7 15 -8 14% Imbituba

2 9 1 5 2 8 22 -14 7%

GERAL æ

Clube

P

J

V D

E GP GS SG

AP

Chapecoense 37 18 11 3 4 35 23 12 68% Figueirense

36 18 10 2 6 45 20 25 66%

Criciúma

28 18 7 4 7 36 24 12 51%

Avaí

27 18 8 7 3 30 28 2 50%

Joinville

27 18 7 5 6 34 29 5 50%

Brusque

23 18 6 7 5 27 29 -2 42%

Metropolitano 20 18 5 8 5 24 32 -8 37% Marcílio Dias 17 18 4 9 5 22 27 -5 31% Concórdia

14 18 3 10 5 24 45 -21 25%

Imbituba

11 18 3 9 5 20 40 -20 20%

* P = Pontos, J = Jogos, V = Vitórias, D = Derrotas, E = Empates, GP = Gols Pró, GS = Gols Sofridos, SG = Saldo de Gols. ** CRITÉRIOS DE DESEMPATE — ÍNDICES TÉCNICOS: I - Maior número de vitórias; II - Maior saldo de gols; III - Maior número de gols pró; IV - Confronto direto, somente no caso de empate entre 2 (duas) associações; V Menor número de cartões vermelhos recebidos; VI - Menor número de cartões amarelos recebidos; VII - Sorteio. *** As partidas das semifinais e finais do turno, e do returno, não constam na classificação do turno, returno e geral.

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MAIO DE 2011


OS GOLEADORES 9 GOLS WILLIAM  8’2T  27’1T  17’2T  36’2T  20’1T  27’1T  14’1T  14’1T  7’1T

Figueirense 2 X 2 Avaí Avaí 2 X 1 Marcílio Dias Avaí 2 X 1 Marcílio Dias Concórdia 3 X 4 Avaí Imbituba 0 X 4 Avaí Imbituba 0 X 4 Avaí Avaí 3 X 1 Metropolitano Figueirense 0 X 2 Avaí Chapecoense 2 X 2 Avaí

7 GOLS RAFAEL COELHO  36’1T Avaí 2 X 1 Joinville  3’1T Figueirense 2 X 2 Avaí  45’2T Concórdia 3 X 4 Avaí  45’2T Avaí 4 X 2 Brusque  1’2T Imbituba 0 X 4 Avaí  13’1T Marcílio Dias 1 X 2 Avaí  26’1T Chapecoense 2 X 2 Avaí 5 GOLS MARQUINHOS  7’1T  18’1T  10’2T  32’1T  45’2T

Avaí 2 X 1 Joinville Concórdia 3 X 4 Avaí Imbituba 0 X 4 Avaí Avaí 2 X 2 Criciúma Marcílio Dias 1 X 2 Avaí

2 GOLS MARQUINHOS GABRIEL  23’1T Avaí 3 X 1 Metropolitano  45’1T Avaí 4 X 0 Concórdia ESTRADA  21’2T Concórdia 3 X 4 Avaí  17’2T Figueirense 0 X 2 Avaí 1 GOL JULINHO  37’1T Avaí 4 X 2 Brusque EVANDO  35’2T Avaí 4 X 2 Brusque MARCINHO GUERREIRO  26’1T Avaí 2 X 2 Criciúma GUSTAVO  36’2T Avaí 3 X 1 Metropolitano CRISTIAN  12’1T Avaí 4 X 2 Brusque FABIANO  08’1T Avaí 4 X 0 Concórdia MAURÍCIO  23’2T Avaí 4 X 0 Concórdia PEO  42’2T Avaí 4 X 0 Concórdia RAFAEL COSTA  42’1T Avaí 1 X 2 Chapecoense

ATACANTE Rafael Coelho em atuação contra o Criciúma na Ressacada

OS CONFRONTOS 1ª RODADA – RETURNO 2011 Jogo Data Hora Mandante Visitante 49 50 51 52 53

06/03 Dom 04/03 Sexta 04/03 Sexta 04/03 Sexta 05/03 Sáb

17h 20h30 19h30 20h30 16h20

Cidade

Brusque Figueirense Marcílio Dias Concórdia Chapecoense

0 X 0 5 X 1 1 X 0 0 X 1 2 X 0

Joinville BRUSQUE Metropolitano FLORIANÓPOLIS Imbituba ITAJAÍ Criciúma CONCÓRDIA AVAÍ CHAPECÓ

2ª RODADA – RETURNO 2011 54 09/03 Qua 19h30 AVAÍ 55 09/03 Qua 16h Criciúma 56 09/03 Qua 20h30 Imbituba 57 09/03 Qua 20h30 Metropolitano 58 09/03 Qua 21h50 Joinville

4 X 2 2 X 3 3 X 0 3 X 1 1 X 1

Brusque FLORIANÓPOLIS Chapecoense TUBARÃO Concórdia IMBITUBA Marcílio Dias BLUMENAU Figueirense JOINVILLE

3ª RODADA – RETURNO 2011 59 16/03 Qua 19h30 Brusque 1 X 1 Figueirense BRUSQUE 60 13/03 Dom 16h Marcílio Dias 2 X 3 Joinville ITAJAÍ 61 13/03 Dom 16h Concórdia 3 X 0 Metropolitano CONCÓRDIA 62 13/03 Dom 16h Chapecoense 2 X 2 Imbituba CHAPECÓ 63 13/03 Dom 18h30 AVAÍ 2 X 2 Criciúma FLORIANÓPOLIS 4ª RODADA – RETURNO 2011 64 19/03 Sáb 16h Criciúma 3 X 0 Brusque CRICIUMA 65 20/03 Dom 18h30 Imbituba 0 X 4 AVAÍ IMBITUBA 66 20/03 Dom 16h Metropolitano 1 X 3 Chapecoense BLUMENAU 67 19/03 Sáb 17h Joinville 2 X 2 Concórdia JOINVILLE 68 20/03 Dom 18h30 Figueirense 2 X 0 Marcílio Dias FLORIANÓPOLIS 5ª RODADA – RETURNO 2011 69 23/03 Qua 20h Brusque 70 23/03 Qua 21h50 Concórdia 71 23/03 Qua 20h30 Chapecoense 72 23/03 Qua 19h30 AVAÍ 73 23/03 Qua 19h30 Criciúma

1 X 0 2 X 1 1 X 0 3 X 1 2 X 2

Marcílio Dias BRUSQUE Figueirense CONCÓRDIA Joinville CHAPECÓ Metropolitano FLORIANÓPOLIS Imbituba CRICIUMA

6ª RODADA – RETURNO 2011 74 27/03 Dom 16h Imbituba 1 X 2 Brusque IMBITUBA 75 27/03 Dom 20h30 Metropolitano 3 X 3 Criciúma BLUMENAU 76 27/03 Dom 16h Joinville 4 X 0 AVAÍ JOINVILLE 77 27/03 Dom 18h30 Figueirense 2 X 1 Chapecoense FLORIANÓPOLIS 78 27/03 Dom 17h Marcílio Dias 1 X 1 Concórdia ITAJAÍ 7ª RODADA – RETURNO 2011 79 03/04 Dom 16h Brusque 3 X 1 Concórdia BRUSQUE 80 03/04 Dom 16h Chapecoense 1 X 0 Marcílio Dias CHAPECÓ 81 03/04 Dom 18h30 AVAÍ 0 X 1 Figueirense FLORIANÓPOLIS 82 03/04 Dom 16h Criciúma 1 X 1 Joinville CRICIUMA 83 03/04 Dom 16h Imbituba 0 X 0 Metropolitano IMBITUBA 8ª RODADA – RETURNO 2011 84 10/04 Dom 16h Metropolitano 85 10/04 Dom 16h Joinville 86 10/04 Dom 16h Figueirense 87 10/04 Dom 16h Marcílio Dias 88 10/04 Dom 16h Concórdia

1 X 0 5 X 0 3 X 2 1 X 2 0 X 3

Brusque BLUMENAU Imbituba JOINVILLE Criciúma FLORIANÓPOLIS AVAÍ ITAJAÍ Chapecoense CONCÓRDIA

9ª RODADA – RETURNO 2011 89 17/04 Dom 16h Brusque 0 X 1 Chapecoense BRUSQUE 90 17/04 Dom 16h AVAÍ 4 X 0 Concórdia FLORIANÓPOLIS 91 17/04 Dom 16h Criciúma 2 X 1 Marcílio Dias CRICIUMA 92 17/04 Dom 16h Imbituba 0 X 6 Figueirense IMBITUBA 93 17/04 Dom 16h Metropolitano 2 X 2 Joinville BLUMENAU SEMIFINAL DO RETURNO – GRUPO D 94 24/04 Dom 16h Chapecoense 2 X 1 Joinville CHAPECÓ SEMIFINAL DO RETURNO – GRUPO E 95 24/04 Dom 18h30 Figueirense 0 X 2 AVAÍ FLORIANÓPOLIS FINAL DO RETURNO – GRUPO F 96 01/05 Dom 16h Chapecoense 2 X 2 AVAÍ CHAPECÓ

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SÚMULAS RETURNO 2011

CHA 2 X 0 AVAÍ ELENCO DA CHAPECOENSE 1 Rodolpho 2 Thoni 3 De Lazzari 4 Groll 5 Dema 6 Badê 7 Everton Garroni (15) 8 Marcos Alexandre 9 Neilson (18) 10 Neném (16) 11 Aloisio

ELENCO DO AVAÍ 1 Zé Carlos 29 George Lucas (37) 33 Leonardo 3 Emerson Nunes 16 Pará 28 Bruno 22 Batista 35 Fabiano (39) 10 Marquinhos 9 William (34) 11 Rafael Coelho

SUPLENTES 12 Nivaldo 13 Silvio Dido 14 Diego 15 Everton César 16 Rafael Bitencourt 17 Valdanes 18 Leandro

SUPLENTES 20 Renan 34 Cássio 7 Diogo Orlando 14 Gustavo 37 Evando 39 Cristian 21 Estrada

TÉCNICO Mauro Grasel

TÉCNICO Paulo Silas

1ª RODADA RETURNO — Data e hora: 05/03/2011 – 16h20 Local: Regional Índio Condá – Chapecó/SC Arbitragem: Célio Amorim (Asp. FIFA) – Assist.: Carlos Berkembrock e Angelo Rudimar Bechi

AVAÍ 4 X 2 BRU ELENCO DO AVAÍ 1 Zé Carlos 29 George Lucas 33 Leonardo 3 Emerson Nunes 34 Cássio (5) 7 Diogo Orlando 26 Julinho 22 Batista (21) 10 Marquinhos 39 Cristian (37) 11 Rafael Coelho

ELENCO DO BRUSQUE 1 João Ricardo 2 José Pereira 3 Vinícius 4 Thiago Couto 5 Fabinho 6 Cris (13) 7 Leandro Leite 8 Marcelinho (17) 9 Leandrinho 10 William (18) 11 Kito

SUPLENTES 20 Renan 40 Cleyton 5 Marcinho Guerreiro 14 Gustavo 37 Evando 31 Revson 21 Estrada

SUPLENTES 12 Wender 13 João Vitor 14 Rogério G. Souza 15 Gustavo 16 Pedro Ayub 17 Paulo César 18 Lenilson

TÉCNICO Paulo Silas

TÉCNICO Nestor Simionatto

2ª RODADA RETURNO — Data e hora: 09/03/2011 – 19h30 Local: Ressacada – Florianópolis/SC Arbitragem: Edmundo Alves do Nascimento – Assist.: Helton Nunes e Josue Gilberto Lamin

AVAÍ 2 X 2 CRI

IMB 0 X 4 AVAÍ

AVAÍ 3 X 1 MET

ELENCO DO AVAÍ 1 Zé Carlos 29 George Lucas 33 Leonardo 3 Emerson Nunes (100) 34 Cássio 7 Diogo Orlando 26 Julinho 5 Marcinho (21) 10 Marquinhos 38 Marquinhos Gabriel (17) 11 Rafael Coelho

ELENCO DO CRICIÚMA 1 Andrey 2 Bigu 3 Rogélio 4 Neto 5 Henik 6 Pirão 7 Roni 8 Michael 9 Cleber (18) 10 Pedro Carmona (14) 11 Valdo (13)

ELENCO DO IMBITUBA 1 Sérgio 2 Adriano 3 Roberto Dias 4 Leo Brenno (16) 5 Vinícius 6 Luan (13) 7 Adbson 8 Bruno 9 Alisson (17) 10 Tomaz 11 Ederson

ELENCO DO AVAÍ 20 Renan 14 Gustavo 4 Gian 3 Emerson Nunes 34 Cássio 7 Diogo Orlando 26 Julinho 5 Marcinho Guerreiro 10 Marquinhos (38) 9 William (37) 11 Rafael Coelho (21)

ELENCO DO AVAÍ 20 Renan 14 Gustavo 33 Leonardo (4) 3 Emerson Nunes 34 Cássio 7 Diogo Orlando 26 Julinho 5 Marcinho Guerreiro (37) 10 Marquinhos 9 William (31) 38 Marquinhos Gabriel

ELENCO DO METROPOLITANO 1 Tiago 2 Anderson 3 Leonardo 4 Denis 5 Albert 6 Rafinha 7 Marcelo 8 César (16) 9 Valdir (18) 10 Mário 11 Tito (17)

SUPLENTES 23 Aleks 4 Gian 22 Batista 14 Gustavo 100 Evando 17 Maurício Alves 21 Estrada

SUPLENTES 12 Bruno 13 Nirley 14 Fabiano Lima 15 Diego 16 Diogo 17 Wagner 18 Lincon

SUPLENTES 12 Elder 13 Geovani 14 Anderson 15 Marcio Martins 16 William 17 Roger 18 Alan

SUPLENTES 1 Zé Carlos 8 Acleisson 31 Revson 37 Evando 38 Marquinho Gabriel 39 Cristian 21 Estrada

SUPLENTES 1 Zé Carlos 4 Gian 31 Revson 37 Evando 8 Acleisson 39 Cristian 21 Estrada

SUPLENTES 12 Charles 13 Marcelo 14 Carlos 15 Danilo 16 Caio 17 Jonatas 18 Matheus

TÉCNICO Paulo Silas

TÉCNICO Guilherme Macuglia

TÉCNICO Luiz Costa

TÉCNICO Paulo Silas

TÉCNICO Paulo Silas

TÉCNICO Maurilio Evaristo

3ª RODADA RETURNO — Data e hora: 13/03/2011 – 18h30 Local: Ressacada – Florianópolis/SC Arbitragem: Raimundo da Luz Nascimento – Assist.: Claudemir Mafessoni e Ângelo Rudimar Bechi 20

FABIANO abriu o placar contra o Concórdia, na Ressacada, com um golaço na gaveta

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MAIO DE 2011

4ª RODADA RETURNO — Data e hora: 20/03/2011 – 18h30 Local: Emília Mendes Rodrigues – Imbituba/SC Arbitragem: Célio Amorim – Assist.: Josué Gilberto Lamin e Helton Nunes

5ª RODADA RETURNO — Data e hora: 23/03/2011 – 19h30 Local: Ressacada – Florianópolis/SC Arbitragem: Leandro Messina Perrone – Assist.: Maira Americano Labes e Maykon Vieira


JOIN 4 X 0 AVAÍ ELENCO DO JOINVILLE 1 Max 2 Daniel (16) 3 Renato 4 Linno 5 Diego 6 Eduardo 7 Jailton (15) 8 Mateus 9 Lima 10 Ramon 11 Jocinei (17)

ELENCO DO AVAÍ 20 Renan 14 Gustavo (21) 33 Leonardo 3 Emerson Nunes 34 Cássio 7 Diogo Orlando 26 Julinho 5 Marcinho Guer. (38) 10 Marquinhos 9 William 11 Rafael Coelho (8)

SUPLENTES 12 Paulo Sérgio 13 Andrei 14 Ednei 15 Regis 16 Tiago 17 Aldair 18 Jonatas

SUPLENTES 23 Aleks 4 Gian 35 Fabiano 39 Cristian 8 Acleisson 38 Marquinho Gabriel 21 Estrada

TÉCNICO Giba

TÉCNICO Paulo Silas

6ª RODADA RETURNO — Data e hora: 27/03/2011 – 16h Local: Arena – Joinville/SC Arbitragem: José Acácio da Rocha – Assist.: Rosnei Hoffmann Scherer e Joel Reis Alves Júnior

AVAÍ 0 X 1 FIG ELENCO DO AVAÍ 20 Renan 14 Gustavo (25) 4 Gian 3 Emerson Nunes 34 Cássio 7 Diogo Orlando (38) 26 Julinho 5 Marcinho Guerreiro 10 Marquinhos 9 William 11 Rafael Coelho (37)

ELENCO DO FIGUEIRENSE 1 Wilson 2 Bruno (15) 3 João Paulo 4 Edson 5 Ygor 6 Evanildo 7 Túlio 8 Wilson Pitoni (17) 9 Reinaldo 10 Breitner (16) 11 Wellington

ELENCO DO MARCÍLIO DIAS 1 Nei 2 William 3 André Luiz 4 Dudu 5 Flávio Luiz 6 Caique (16) 7 Fabrício 8 Gilberto 9 Joelson 10 Maicon (17) 11 Cristiano (18)

ELENCO DO AVAÍ 20 Renan 25 Felipe (14) 4 Gian 3 Emerson Nunes (37) 34 Cássio 38 Marquinho Gabriel 26 Julinho 5 Marcinho Guerreiro 10 Marquinhos 9 William 11 Rafael Coelho (35)

SUPLENTES 1 Zé Carlos 25 Felipe 35 Fabiano 37 Evando 8 Acleisson 38 Marquinho Gabriel 21 Estrada

SUPLENTES 12 Ricardo 13 Edson 14 Kaka 15 Coutinho 16 Wellington Silva 17 Rodrigo 18 Washington

SUPLENTES 12 Alemão 13 Vitor 14 Alex Sandro 15 Rodrigo Couto 16 James 17 Denis 18 Rincon

SUPLENTES 1 Zé Carlos 14 Gustavo 28 Bruno 37 Evando 7 Diogo Orlando 35 Fabiano 38 Marquinhos Gabriel

TÉCNICO Paulo Silas

TÉCNICO Jorginho

TÉCNICO Gelson da Silva

TÉCNICO Paulo Silas

7ª RODADA RETURNO — Data e hora: 03/04/2011 – 18h30 Local: Ressacada – Florianópolis-SP Arbitragem: Rodrigo Dalonso Ferreira – Assist.: Kléber Lúcio Gil e Josué Gilberto Lamin

AVAÍ 4 X 0 CON

MAR 1 X 2 AVAÍ

X FIG 0 2 AVAÍ

8ª RODADA RETURNO — Data e hora: 10/04/2011 – 16h Local: Dr. Hercílio Luz – Itajaí/SC Arbitragem: João Fernando da Silva – Assist.: Eberval Lodetti e Rosnei Hoffmann Scherer

CHA 2 X 2 AVAÍ

ELENCO DO AVAÍ 20 Renan 25 Felipe 4 Gian 34 Cássio 26 Julinho (6) 7 Diogo Orlando 35 Fabiano 28 Bruno (42) 10 Marquinhos Gabriel 9 Evando (36) 11 Cristian

ELENCO DO JOINVILLE 1 Segala 2 Adriano (13) 3 Daniel Silva 4 Tomas 5 Dedimar (17) 6 Rodrigo Cordeiro 7 Samuel 8 Luis 9 Evanildo 10 Claudomiro (18) 11 Rodrigo Silva

ELENCO DO FIGUEIRENSE 1 Wilson 2 Bruno 3 João Paulo 4 Edson 5 Ygor 6 Evanildo 7 Túlio (17) 8 Wilson Pitoni (14) 9 Reinaldo 10 Maicon 11 Wellington (18)

ELENCO DO AVAÍ 20 Renan 21 Estrada (25) 4 Gian 34 Cássio 26 Julinho 7 Diogo Orlando 28 Bruno 5 Marcinho Guerreiro 10 Marquinhos (38) 9 William 11 Rafael Coelho (35)

ELENCO DO CONCÓRDIA 1 Rodolpho 2 Thoni 3 Dema 4 Groll 5 Kleber Goiano (14) 6 Aelson 7 Everton Garroni (16) 8 Marcos Alexandre 9 Aloisio 10 Cleverson (18) 11 Neilson

ELENCO DO AVAÍ 20 Renan 8 Estrada 4 Gian (3) 34 Cássio 6 Romano 7 Diogo Orlando 8 Acleisson 28 Bruno (37) 10 Marquinhos 9 William 11 Rafael Coelho

SUPLENTES 23 Aleks 34 Cassio 22 Batista 8 Acleisson 6 Romano 42 Peo 36 Mauricio Alves

SUPLENTES 12 William 13 Mauricio Silva 14 Signei 15 Leonardo 16 Edison 17 Arthur 18 Diego Henrique

SUPLENTES 12 Ricardo 13 Renato 14 Helder 15 Rafael Coutinho 16 Breitner 17 Rodrigo 18 Helber

SUPLENTES 23 Aleks 3 Emerson Nunes 19 Arthuro 25 Felipe 37 Evando 35 Fabiano 38 Marquinhos Gabriel

SUPLENTES 12 Juliano 13 Diego 14 Everton César 15 Badé 16 Nenen 17 Jean Carlos 18 Rogério

SUPLENTES 1 Zé Carlos 3 Emerson Nunes 22 Batista 31 Revson 19 Arthuro 35 Fabiano 37 Evando

TÉCNICO Paulo Silas

TÉCNICO Amaury Knevitz

TÉCNICO Jorginho

TÉCNICO Paulo Silas

TÉCNICO Mauro Grasel

TÉCNICO Paulo Silas

9ª RODADA TURNO — Data e hora: 17/04/2011 – 16h Local: Ressacada – Florianópolis/SC Arbitragem: Braulio da Silva Machado – Assist.: Maira Americano Labes e Eder Alexandre

SEMIFINAL RETURNO — Data e hora: 24/04/2011 – 18h30 Local: Orlando Scarpelli – Florianópolis/SC Arbitragem: Célio Amorim – Assist.: Marco Antônio Martins e Helton Nunes

(35)

FINAL DO RETURNO — Data e hora: 01/05/2011 – 16h Local: Regional Indio Condá – Chapecó/SC Arbitragem: Roman Marques da Rosa – Assist.: Carlos Berkembrock e Rosnei Hoffmann Scherer

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MATÉRIA DE CAPA

WILLIAM E RAFAEL COELHO

HOMENS-GOL DA

RESSACADA A PERFEITA SINTONIA ENTRE RAFAEL COELHO E WILLIAM: A MELHOR DUPLA DE ATAQUE DE SANTA CATARINA PROMETE UMA CHUVA DE GOLS NO BRASILEIRÃO E MUITAS ALEGRIAS PARA A NAÇÃO AZURRA 22

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MAIO DE 2011


REPORTAGEM: CARLA CAVALHEIRO FOTOS: RUBENS FLÔRES

N

os nove jogos que disputou na Copa do Brasil de 2011, o Avaí marcou 15 gols. Cinco foram convertidos por Rafael Coelho. Cinco pelo atacante William. A dupla foi responsável por 66,60% dos gols avaianos na competição. Rafael Coelho fechou, antes mesmo da primeira partida contra o São Paulo, a média de um gol por jogo. No campeonato Catarinense o time da Ressacada teve um saldo de 34 gols. Nove de William. Sete de Rafael Coelho. No Estadual pouco mais de 47% dos gols da equipe foram convertidos pela dupla. Para os que gostam do “nove vezes fora” da matemática, mais alguns números. William anotou no geral nesta temporada – campeonato Catarinense e Copa do Brasil - 14 gols. Somando os 10 jogos em que atuou pelo Catarinense mais os nove pela Copa do Brasil, foi a campo 19 vezes. Média de 0,73 gol por partida. Rafael Coelho atuou em 20 partidas – 14 da disputa estadual e seis na Copa do Brasil. A soma de seus gols nas duas competições é 12. Média de 0,60 gol por jogo. Para quem não gosta de matemática, mas gosta de gol bonito, dava para enfileirar os gols anotados pela du-

pla e escolher. Alguns votariam no gol de William contra o Botafogo. Outros nos três gols de Rafael na partida contra o Ipatinga na Ressacada, pela Copa do Brasil. O que não dá pra negar, no entanto, é que a dupla tem faro de gol e está em perfeita sintonia. Parece que se conhecem há muito tempo. Mas é a primeira vez que atuam juntos. “Ficamos amigos. O William é um jogador de alto nível. É um artilheiro. Procuramos o entrosamento para ajudar o Avaí. Conversamos, nos preparamos, treinamos. Vamos chegar muito longe ainda”, aposta Rafael Coelho projetando o campeonato Brasileiro. De acordo com William, o entrosamento com Rafael veio de forma natural. “Se eu tenho de recontar uma história no Avaí, o Rafael tem de fazer uma história melhor do que a que fez no nosso maior rival. Só que as coisas aconteceram de forma muito natural. O fato de conversarmos muito acaba influenciando nos gols”, comenta.

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MATÉRIA DE CAPA

“ESTOU RECOMEÇANDO MINHA CARREIRA NO AVAÍ”, GARANTE RAFAEL COELHO

R

afael Coelho estreou no Avaí na quinta rodada do turno do campeonato Catarinense, na partida contra o Metropolitano. Jogo fora de casa que terminou empatado, sem gols. “Foi um jogo embaixo d’água, tudo alagado. Foi difícil. O mais importante foi a garra e a determinação. Eu estava nervoso, claro. Mas estava nervoso por estar voltando a jogar. Não tinha medo da torcida pegar no meu pé, porque eu sei da qualidade do meu futebol. Era uma questão de tempo. O problema era que eu estava parado há cinco meses e estava receoso com o meu desempenho”, conta. Rafael recorda a temporada 2010, quando esteve no Vasco, um período difícil em sua carreira. “Várias coisas aconteceram em São Januário. Mudanças de treinador, alguns que chegavam não optavam por eu sair jogando. Eu tive muitas lesões também. Alguns problemas familiares que prejudicaram meu trabalho. E tem outra questão. Em clubes de grande visibilidade, caso você faça uma partida e se dê mal, não tem outra chance. Não que o Avaí tenha menor expressão. Mas aqui eles confiam no trabalho e te dão a chance de evoluir jogo após jogo”. O jogador se criou na praia de Ponta das Canas na Capital catarinense e iniciou a carreira nas categorias de base do Figueirense, clube em que se sagrou artilheiro da série B em 2009, com 27 gols. Rafael sabe

o quanto sua história com o clube do Estreito deixou alguns torcedores avaianos receosos com sua contratação. “O torcedor da Ressacada chegou a me chamar de pé frio. Mas já entendeu que eu sou um profissional do futebol. O Figueirense é coisa do passado. Eu tive uma história bacana lá. Não tem como apagar isso. Mas é no Avaí, o recomeço da minha carreira”, garante. Rafael, que estreou no futebol profissional aos 18 anos numa partida contra o Corinthians, sonha com Seleção Brasileira. Aos 23 anos já está maduro e consciente para saber quais as escolhas que são importantes para sua carreira. “Eu tinha a proposta do Sport e do Avaí. E em nenhum momento eu me preocupei em recusar a proposta do Avaí por eu ter jogado no Figueirense. Sabia que haveria rejeição, assim como sei que em campo estamos sujeitos a erros e acertos. Mas aceitei o desafio. Vivo um grande momento em minha vida. E é bom que seja no Avaí”, garante. Para o parceiro de ataque e de gols, Rafael Coelho provou que futebol é compromisso. “Ele passou pelo outro lado e agora está aqui. Ele comemora os gols com garra, demonstra carinho pelo Clube. Está conquistando o espaço dele e o respeito do torcedor. Ele é um grande profissional do futebol. E é isso que precisa ser entendido”, afirma William.

“O SUPERMERCADO PERDEU UM GRANDE EMPACOTADOR”, BRINCA WILLIAM

A

mãe arranjou um emprego de empacotador em um supermercado no mesmo dia em que o técnico Dirceu, do Internacional de Rolândia, interior do Paraná, conseguiu a oportunidade para ele fazer um teste na categoria de base do São Paulo. “Meu pai não pensou duas vezes e me mandou jogar bola”, conta o atacante William. E citando o pai, Arlindo Francisco de Souza, ele recorda a primeira vez que entrou em campo como jogador profissional. “Eu jogava no Santos e foi numa partida contra o América do Rio de Janeiro, numa Copa Rio-São Paulo. A Vila Belmiro lotada e tive a oportunidade de entrar e fazer o terceiro gol da partida. Foi uma sensação única. Meu pai era santista. Dá para imaginar a minha sensação e a dele? Ver o filho estrear e fazer um gol? Foi muito emocionante”. William esteve no Avaí em 2008 e em 2009. Temporadas de conquistas para o Clube da Ressacada. “Foi 24

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MAIO DE 2011

um período marcante. O acesso, a conquista do campeonato Estadual, meu filho Lucas nasceu dois dias depois dessa conquista, disputamos o campeonato Brasileiro, garantimos vaga para o Avaí na Sul-Americana”. E essa trajetória, que transformou William num dos personagens da história do Clube, acaba sendo nessa nova temporada uma cobrança. “ É muito importante estar de volta. Mas tinha consciência de que era um recomeço. O que eu e meus companheiros fizemos em 2008 e 2009, foi muito bom. Só que agora tenho de me esforçar e fazer muito mais do que eu fiz. E hoje eu tenho o apoio do torcedor. Com isso os gols têm saído. Tenho me dedicado cada vez mais e tenho certeza que vamos ter um grande desempenho no Brasileiro”. William conta que quando foi para Porto Alegre, para jogar no Grêmio, onde foi campeão estadual em 2010, estava chateado. “Parecia que algo dentro de mim estava indo embora. Quando jogava contra o Avaí


FICHA TÉCNICA

FICHA TÉCNICA

NOME: Rafael Coelho Luiz

NOME: William Júnior Sales de Lima Souza

NASCIMENTO: 20/05/88 – 23 anos – em Florianópolis

NASCIMENTO: 14/05/1983 – 28 anos – em Rolândia – PR

ESPOSA: Débora Costa Alves

ESPOSA: Jânia Leite Silva Souza

FILHOS: planos para 2011

FILHOS: Mateus (6) e Lucas (2)

CLUBES: Figueirense, Vasco e Avaí

CLUBES: Santos, Ulsan (Coréia), Boa Vista (Portugal), Coritiba, Fortaleza, Guingamp (França), Avaí, Grêmio, Ponte Preta e Avaí

TÍTULOS: campeão da Copa Sendai com a Seleção Brasileira Sub-19 (Japão – 2006), campeão Catarinense 2008 (Figueirense)

TÍTULOS: campeão Brasileiro 2002 e 2004 (Santos), campeão Catarinense 2009 (Avaí), campeão gaúcho 2010 (Grêmio)

JOGOS PELO AVAÍ: 20 jogos

JOGOS PELO AVAÍ: 14 (2008), 40 (2009) e 19 (2011): 73 jogos

GOLS PELO AVAÍ: 12 gols

GOLS PELO AVAÍ: 5 (2008), 16 (2009) e 14 (2011): 35 gols

MÉDIA DE GOLS: 0,60 gol por partida

MÉDIA: 0,35 (2008). 0,40 (2009) e 0,73 (2011): 0,47 gol por partida

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MATÉRIA DE CAPA

A DUPLA em ação contra o Botafogo pela Copa do Brasil: fazendo história no Avaí

tinha uma sensação estranha. É um carinho muito grande, pelo torcedor, pelas pessoas que trabalham no Clube. Foram momentos que marcaram e é muito bom viver isso tudo novamente”. Além de estar de volta à Ressacada, William também está no convívio de companheiros dos times de 2008 e 2009. O técnico Silas, o meia Marquinhos Santos, os zagueiros Cássio e Rafael, o atacante Evando, entre outros, são remanescentes daquele time que marca uma nova era no Clube do Sul da Ilha. “Estamos revivendo uma história. Isso me deixa um pouco afoito, porque apesar de ter alguns integrantes daquele time, não é a mesma equipe. Não é de uma hora para a outra que encaixa. Estamos trabalhando muito, ajustando a máquina. É bom estarmos juntos novamente. Foi Deus quem preparou essa volta, a volta do time que só faltou fazer chover”, conclui.

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OS NÚMEROS FALAM POR SI!

S

e William tinha medo de decepcionar, pode dormir tranquilo. Em 2011, em 19 jogos, ele marcou 14 gols, média de 0,73 gol por partida. Em 2008, esteve em campo 14 vezes e marcou somente cinco gols pelo Avaí, média de 0,35 gol por jogo. No ano seguinte, o atacante vestiu 40 vezes a camisa do Avaí e marcou 16 gols, média de 0,40 gol por partida.


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PERSONAGEM

MARCINHO: UM GUERREIRO

AVAIANO

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Rubens Flôres/Arquivo (18 de abril de 2010)

COM RAÇA, ALMA E CORAÇÃO, O VOLANTE MARCINHO GUERREIRO FAZ HISTÓRIA NO AVAÍ E ENTRA PARA A GALERIA DOS GRANDES ÍDOLOS REPORTAGEM: CARLA CAVALHEIRO FOTOS: RUBENS FLÔRES

E

le chegou em 2009 ao Avaí. Mas para fazer tratamento médico. Depois de glórias como ídolo do Palmeiras, de jogar na Ucrânia, no Santos e na Espanha, viveu naquele ano um difícil momento de sua carreira. Após uma cirurgia revolucionária no joelho, realizada pelo médico Luiz Fernando Funchal, teve paciência para enfrentar o período de recuperação até retornar ao auge. Hoje, é um dos principais jogadores da Ressacada. Dedicado aos treinos, Marcinho Guerreiro ajus-

tou a agenda para conversar com a reportagem da Revista do Avaí. Num papo franco, falou da felicidade que é morar em Florianópolis, das dificuldades que a família passou para que ele realizasse o sonho de ser jogador de futebol, de gratidão e de quanto a maturidade contribui para que ele hoje não se afete com as críticas extra-campo. “Podem criticar meu futebol, se fui bem ou não numa partida. Mas não podem me criticar como pessoa sem ouvir a minha resposta”, diz o Guerreiro avaiano.

FICHA TÉCNICA NOME: Márcio Glad APELIDO: Marcinho Guerreiro ESPOSA: Roberta da Rosa Glad FILHOS: Igor (13), Camily (7) e Isabely (5) IDADE: 30 anos NASCEU: Novo Horizonte (SP) HISTÓRICO: Olímpia (SP), Matonense (Matão-SP), Guaratinguetá (SP), Gama (DF), Figueirense (SC), Palmeiras (SP), Metallurg Donestk (Ucrânia), Santos (SP), Murcia (Espanha) e Avaí (SC). TÍTULOS: Campeonato Brasileiro da Série B 2003 (Palmeiras), Campeonato Catarinense 2010 (Avaí)

MARCINHO: ele sempre foi avaiano

BATE-BOLA COM O CRAQUE REVISTA DO AVAÍ: Onde começou sua carreira no fu-

tebol?

MARCINHO GUERREIRO: Eu comecei em Novo Horizonte. Mas lá eu só joguei categoria de base, no Novorizontino. Depois foram vários clubes até chegar ao Palmeiras, ir para o exterior e, hoje, em Florianópolis, novamente. Mas o que importa nisso tudo é que eu realizei um sonho. Eu sempre quis ser jogador de futebol. Não queria ser piloto de Fórmula 1 ou bombeiro. Sempre corri atrás, não queria estudar, não queria fazer outra coisa. Queria ser jogador de futebol. Tive o incentivo da minha família. Meus pais, meus irmãos me apoiaram.

Eu precisava trabalhar de alguma forma para ajudar e, às vezes, meu pai, Devanir, passava por apertos para eu poder treinar. Para eu fazer o que eu queria. Meu pai faleceu há oito anos. Foi numa segunda-feira, logo após eu vencer um clássico Avaí e Figueirense no Scarpelli. Eu jogava no clube do Estreito na época. REVISTA DO AVAÍ: Como foi o caminho até chegar

ao Palmeiras?

MARCINHO GUERREIRO: Tive de ralar muito, como muitos atletas fazem para ter sucesso na carreira de jogador de futebol. Passei por time pequeno. Passei fome www.avai.com.br

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PERSONAGEM

por causa de empresário picareta. História que eu nem gosto de comentar. Foi muito difícil chegar num grande clube, ser alguém. Hoje as pessoas olham para mim, falam do meu carro, do meu apartamento e muitos acham que tudo caiu do céu. Mas não foi assim. Nada cai do céu. Eu corri atrás dos meus objetivos, dos meus sonhos. Como todas as pessoas, eu trabalhei e trabalho muito para ser um vitorioso. REVISTA DO AVAÍ: E o apelido? MARCINHO GUERREIRO: O apelido é do período em que

joguei no Palmeiras. Na época éramos eu e o Marcinho, que veio do São Caetano. Era preciso diferenciar. Logo surgiu o apelido, que nem foi dado pela minha história de vida, mas pelo meu perfil de jogador. E pegou. REVISTA DO AVAÍ: Um momento inesquecível na carreira? MARCINHO GUERREIRO: Um dia, eu disse para minha mãe

que o meu sonho era jogar no Palmeiras. Eu tinha uma certeza, comigo, que isso aconteceria. Eu estava no Figueirense e surgiu a proposta. O time estava na segunda divisão. Havia uma pressão para o time retornar à elite. O momento inesquecível foi estar naquele grupo que conquistou o título de Campeão da Série B em 2003. REVISTA DO AVAÍ: No dia 20 de setembro de 2003, o Palmeiras venceu o Avaí na Ressacada por 6 a 1... MARCINHO GUERREIRO: Infelizmente, para o torcedor avaiano, eu estava naquele jogo. Mas isso não deixou nenhuma sequela. Nem por aquele jogo e nem por eu ter jogado no Figueirense. Tenho apoio do torcedor avaiano. Respaldo da diretoria do Avaí. Tudo é passado. Hoje minha alegria é estar aqui no Avaí. REVISTA DO AVAÍ: A sua chegada no Avaí não foi em grande estilo. Foi para fazer tratamento médico... MARCINHO GUERREIRO: Quando eu cheguei, estava contundido, parado há cinco meses. Eu já tinha feito uma cirurgia. Mas sentia muitas dores. Conversei com o Funchal e tive de fazer uma nova cirurgia no mesmo joelho. Para um jogador isso é... (emociona-se).

“Quando você veste a camisa do Avaí tem de honrá-la, independente se é um amistoso ou um jogo oficial”

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do jogador do Avaí. O torcedor esperava o Marcinho Guerreiro do Palmeiras no Avaí. E não foi bem assim... MARCINHO GUERREIRO:

REVISTA DO AVAÍ: No que se apega um jogador numa hora dessas? MARCINHO GUERREIRO: A família é muito importante. Minha esposa, meus irmãos, minha mãe. Os verdadeiros amigos, nessa hora, aparecem. Eles demonstram carinho, dão apoio. E Deus. É preciso superar isso. Ter fé.

Após a contusão não tem como voltar fenomenal. O torcedor avaiano também tinha um pouco de desconfiança porque eu já não estava na idade da época do Palmeiras. Lá eu voava em campo. Aqui, eu estou numa idade mais avançada, voltando de contusão. Aos poucos, essa confiança foi se construindo e sei que tenho o apoio e a confiança do torcedor do Avaí.

REVISTA DO AVAÍ: A fase foi superada, você foi confirma-

REVISTA DO AVAÍ: E como é lidar com as críticas, prin-

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passou dos limites. Todo mundo sabe o que aconteceu. Eu saía da Ressacada e ouvi o comentário infeliz dele no rádio. Fiquei muito revoltado. Eu fui chamado de “chinelinho” por causa de uma contusão. Pedi direito de resposta porque nunca me neguei a dar entrevista. Penso que se quiserem me criticar dentro de campo, podem me criticar. Ele tem a opinião dele e fala o que ele quiser. Mas partiu para outro lado, eu não aceito. Fiz aquilo pelo meu histórico e em respeito à torcida e à diretoria do Avaí. Muitos jogadores não fariam o que fiz. Jogadores mais novos não fariam aquilo. Por incrível que pareça, todas as pessoas que me encontraram, logo após aquele episódio, elogiaram-me pela coragem. Talvez, se eu tivesse começando minha carreira, não teria feito aquilo. Mas eu tinha de dar uma resposta. REVISTA DO AVAÍ: Como é estar no Avaí? MARCINHO GUERREIRO: Algumas pessoas mais próxi-

O VOLANTE Marcinho Guerreiro, em campo, na vitória contra o Metropolitano, na Ressacada

mas questionam porque eu estou no Avaí. Eu penso que tudo está nas mãos de Deus. Se não fosse a lesão, talvez eu não estivesse no Avaí. Eu estou muito feliz aqui. Tudo tem sua hora. Se no próximo ano for a hora de eu ir embora, vai acontecer. No final do ano passado, meu contrato tinha terminado, outra lesão, a diretoria queria rever salário... Mas eu tenho muita consideração pelo presidente João Nilson Zunino. Ele me abriu as portas num momento ruim. E não dá para pensar só no dinheiro. A gente tem de ter gratidão também. Hoje em dia, pintou proposta de dinheiro e as pessoas correm. Eu penso na minha família também. A carreira é curta. Mas eu não posso deixar passar despercebido o que o Avaí fez por mim. REVISTA DO AVAÍ: Os 30 anos pesam? MARCINHO GUERREIRO: Quem ouviu o Ronaldo (Nazá-

rio) falar sobre dores não imagina o quanto isso é verdade. A gente convive com isso. Estou com 30 anos e as pessoas falam que eu sou novo. Eu fico feliz. Mas tenho que ser realista. Não sei se jogo até os 36 anos, que é quando eu pretendo parar. Dói o joelho, dói o tornozelo. Você toma antiinflamatório, faz todo tipo de tratamento, mas a idade vai chegando, demora para recuperar, não sou mais um garoto. Mas eu vou até aonde eu aguentar.

“Ele (Zunino) me abriu as portas num momento ruim. E não dá para pensar só no dinheiro. A gente tem de ter gratidão...”

cipalmente quando elas afetam o Márcio Glad, pai de três filhos, profissional de futebol e não o Marcinho Guerreiro, que foi bem ou mal nos 90 minutos de uma partida de futebol? A imprensa cobra mais do que o torcedor, que paga para ver o time jogar, e o clube que te contrata e paga teu salário? MARCINHO GUERREIRO: Quando eu joguei no Palmeiras e no Santos, sofri muito com a crítica da imprensa. Muitas vezes eu fui embora chorando. Dizia para a minha esposa que eu não aguentava mais. Mas isso foi me ajudando a amadurecer. Houve um episódio aqui, quando um jornalista

REVISTA DO AVAÍ: Qual a expectativa para o Brasileirão 2011? MARCINHO GUERREIRO: Quando você veste a camisa do Avaí, tem de honrá-la independente se é um amistoso ou um jogo oficial. O torcedor pode esperar de mim o que eu sou, um Guerreiro avaiano.

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COPA DO BRASIL

AVAÍ ENTRE OS MELHORES DA COPA DO BRASIL REPORTAGEM: CARLA CAVALHEIRO FOTOS: RUBENS FLÔRES

P

ela primeira vez em sua história de participações na Copa do Brasil, o Avaí encerrou entre as quatro melhores equipes da competição. O sonho de chegar à final terminou na noite de 26 de maio, quando o time foi derrotado pelo Vasco por 2 a 0 no estádio da Ressacada. Chegar entre os quatro melhores times da disputa pode não parecer, mas tem gosto especial. “Ficamos chateados com o resultado. O torcedor lotou a Ressacada, fez a sua parte, nós também. Mas precisamos ressaltar esta campanha porque, com todas as dificuldades, foi maravilhosa. Tenho certeza de que, quando passar a chateação, o avaiano irá lembrar por muitos e muitos anos. Estamos chegando. Pior do que perder para o Vasco numa semifinal é não chegar. Isso não é uma indireta para ninguém. É uma resposta para o avaiano. Estamos entre os quatro melhores times do Brasil. E isso não é para qualquer um. Agora, temos oito meses pela frente. Vamos sacudir a poeira e focar no Brasileirão”, avaliou Silas. Para o técnico, a Copa do Brasil é diferente das demais disputas que o Avaí tem participado. “É uma competição fascinante porque são eliminatórias de 180 minutos e a cada jogo temos situações inusitadas. Temos um time de jogadores inteligentes, dedicados, que se entregam. Sinto orgulho em ser o comandante desse grupo, por tudo que fizemos desde que voltei e por tudo que iremos fazer ainda”, afirmou.

“Estamos entre as quatro melhores equipes do Brasil. E isto não é para qualquer um”. SILAS 32

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JOGO A JOGO Depois de passar o Vilhena fora de casa por 3 a 0 e eliminar o jogo da volta, o Avaí foi até Ipatinga, no interior de Minas Gerais, para a primeira partida da segunda fase da Copa do Brasil. No estádio Epaminondas Brito, o Ipatingão, empatou em 1 a 1. Jogo equilibrado e a vantagem foi dos mineiros que saíram na frente no placar. Mas no apagar das luzes, o que valeu foi o talento. William ganhou dividida e cruzou para a área. A bola alcançou os pés de Rafael Coelho, que dominou, mandou na saída do goleiro adversário e marcou seu primeiro gol na competição. Na Ressacada, no dia 30 de março, o Avaí precisava de um empate. Mas foi além. Venceu por 4 a 1 e tirou fora o Ipatinga. A estrela da partida foi Rafael Coelho, que marcou três gols, dois deles no primeiro tempo. Na etapa final, dividiu com Acleisson o gostinho de comemorar com a torcida a classificação à terceira fase. Nas oitavas de final, o campeonato tradicionalmente começa a apertar. E este ano não foi diferente. O confronto no dia 13 de abril, no Engenhão, no Rio de Janeiro, foi marcado pela superioridade avaiana no primeiro tempo. Os comandados de Silas Pereira ignoraram o favoritismo garganteado pela imprensa carioca dias antes da partida e fecharam o primeiro tempo em 2 a 0. A dupla William e Rafael Coelho foi novamente a responsável pela festa azurra, que quase terminou quando na segunda etapa o Botafogo conseguiu o empate. O Botafogo chegou a Florianópolis como favorito a tirar o Avaí da Copa do Brasil. O time catarinense entrou em campo tranquilo e com o tradicional respeito para com o adversário. Precisando de um empate, o Avaí viu o Botafogo sair na frente. Foi com


O ATACANTE William fez o primeiro gol avaiano contra o São Paulo e abriu caminho para a virada

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COPA DO BRASIL

OS GOLEADORES

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GOLS

RAFAEL COELHO 43’2T Ipatinga-MG 1 x 1 Avaí 14’1T Avaí 4 x 1 Ipatinga-MG 32’1T Avaí 4 x 1 Ipatinga-MG 26’2T Avaí 4 x 1 Ipatinga-MG 21’1T Botafogo-RJ 2 x 2 Avaí

5

GOLS

WILLIAM 19’2T Vilhena-RO 0 x 3 Avaí 33’2T Vilhena-RO 0 x 3 Avaí 13’1T Botafogo-RJ 2 x 2 Avaí 43’2T Avaí 1 x 1 Botafogo 16’1T Avaí 3 x 1 São Paulo

1

GOL

ACLEISSON 20’2T Avaí 4 x 1 Ipatinga-MG ESTRADA 4’2T Vilhena-RO 0 x 3 Avaí BRUNO 30’1T Avaí 3 x 1 São Paulo MARQUINHOS GABRIEL 0.30’2T Avaí 3 x 1 São Paulo JULINHO 35’2T Vasco 1 x 0 Avaí

MARQUINHOS SANTOS foi o grande líder da equipe na Copa do Brasil

Willliam, aos 43 minutos do segundo tempo, que o time pela primeira vez avançou às quartas de final da competição. Na rodada seguinte, o São Paulo. No Morumbi e desfalcado de Marquinhos Santos e Rafael Coelho, punidos pela confusão armada por jogadores do Botafogo na partida anterior na Ressacada, o Avaí perdeu por 1 a 0. A partida teve como destaque o goleiro Renan com uma brilhante atuação, merecedora de elogios do experiente goleiro Rogério Ceni ao final do confronto. Novidade, foi o meia Robinho, que retornou à equipe do Sul da Ilha. “A vitória do São Paulo poderia ter sido mais elástica se não fosse o Renan. Gostei porque ganhei alguns atletas também. O Gustavo Bastos estreou, o Revson também, o Julinho pra frente no segundo tempo. Esse jogo, apesar da derrota, comprovou que tivemos um rendimento acima do esperado”, disse o técnico Silas projetando o jogo da volta. No jogo da volta, na Ressacada, o Avaí deixou o São Paulo abrir o placar aos 15 minutos. E foi só. No minuto seguinte, o atacante William empatou o jogo. Bruno, 15 minutos depois, virou o jogo e, aos 30 segundos (é, 34

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30 segundos!) do segundo tempo, Marquinhos Gabriel garantiu o saldo de gols suficiente para que o time chegasse pela primeira vez à semifinal da competição. Marquinhos Santos conseguiu efeito suspensivo pra este jogo e foi liberado pelo STJD poucas horas antes do combate. “Fiquei feliz em participar do jogo que provou que não existe time grande. O Avaí pode e joga de igual para igual com qualquer um”, destacou o camisa 10. Próximo adversário o tradicional Vasco da Gama. O primeiro jogo foi em São Januário. Julinho marcou o gol avaiano e garantiu a vitória até que um pênalti favoreceu a equipe cruzmaltina e o placar terminou em 1 a 1. No jogo da volta, destaque para a torcida que soube aplaudir o time mesmo após a desclassificação por 2 a 0. “A torcida sabe nos confortar. Mas não tem muito o que explicar dessa derrota. A gente tentou. Agora é foco no Brasileirão”, justificou o atacante William ao final do jogo.


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ENTREVISTA

PRESIDENTE ZUNINO E

CONDUZINDO O AVAÍ COM RAZÃO

E EMOÇÃO

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VICE NILTON FOTOS: RUBENS FLÔRES

E

les são os homens fortes do Avaí. Zunino e Nilton assumiram a presidência e a vice-presidência do Clube há pouco mais de um ano. Zunino está em seu terceiro mandato consecutivo. Nilton em sua primeira experiência no segundo posto mais alto no Clube. Numa manhã ensolarada de sábado, em que muitos estão com a família, ou num final de semana de lazer, eles estavam no Clube. Lá pararam as atividades para conversar com os editores da Revista do Avaí Nikolas Stefanovich e Alceu Atherino Neves e com a repórter Carla Cavalheiro. João Nilson Zunino tem um currículo conhecido pelo torcedor avaiano. Médico, empresário e, pela terceira vez seguida, presidente do Avaí. Foram durante sua gestão, os maiores feitos da atual história do Clube: acesso à série A, a melhor colocação de um clube catarinense na história do Campeonato Brasileiro da 1ª divisão, dois títulos estaduais seguidos, semifinal da Copa do Brasil, disputa da Sul-Americana e números jamais registrados. Nilton Macedo Machado, empresário, advogado, desembargador aposentado dispensa apresentações quando recordamos sua trajetória profissional. Conselheiro avaiano, é estreante no comando diretivo do Clube e admite que tenha aprendido a trocar a paixão que sente pelo Avaí pelo que é melhor para o Avaí. Enquanto Zunino tem sua descendência italiana aflorada, Nilton é mais quieto. Fala menos, mas nem por isso age menos. É um dos diretores que mais tem acompanhado de perto o trabalho do Avaí. “Ele trabalha sem aparecer”, garante o presidente.

BATE-BOLA COM A DUPLA

PARCERIA Zunino e Nilton comandam o Avaí com braço de ferro e amor ao Clube

REVISTA DO AVAÍ: O ano de 2010 terminou com um grande susto para o torcedor avaiano. Vamos lembrar um pouco o que aconteceu? ZUNINO: Se houve um susto é porque cometemos algumas bobagens. Nada como parar e repensar. Também tivemos problemas sérios como jogadores lesionados constantemente e outras questões que não adianta agora virem a público porque não trarão o tempo de volta e não mudarão a história. Aquele momento foi muito forte e tivemos um grande personagem, que foi o Caio, que também passou vários jogos sem atuar por causa de uma amigdalite ferrenha. Em 2010, planejávamos pegar pelo menos a Sul-Americana, mas acabou que nós escapamos do rebaixamento na penúltima rodada. Isso dá uma sacudida no cérebro da gente. NILTON: Nesses momentos, você tem de saber a diferença entre paixão e razão para poder administrar uma situação como essa. Poderíamos ter conseguido a vaga para a Sul-Americana no último jogo do Brasileiro de 2010, mas algumas falhas – nossas e de arbitragem - impediram isso. Acabado o campeonato, já sabíamos onde não poderíamos errar na temporada seguinte. www.avai.com.br

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ENTREVISTA REVISTA DO AVAÍ: E como foi o planejamento para iniciar 2011? ZUNINO: Começamos com a apresentação, depois a pré-temporada naquele espaço curto de tempo entre férias e preparação física e início do campeonato Catarinense. Por isso optamos por iniciar com o time B, uma mistura. E temos ainda jogadores que, mesmo após o término do Estadual, apenas começam a entrar em boa fase física. Sabemos que o nosso time era o melhor do Catarinense, mas não estava na melhor condição. Fizemos o mesmo que no ano anterior. Em 2010, dos jogos que disputamos, podíamos ter feito seis pontos e conquistamos quatro. Só que esse ano não foi assim. As pessoas procuram culpados. Mas não há. É o futebol. NILTON: Em 2010 fizemos a mesma coisa. Iniciamos com o time B, com os jogadores da base, e tivemos as revelações avaianas naquela temporada: Renan, Rodrigo Thiesen, Johnny. Mas futebol é imprevisível. Você planeja e nem sempre dá certo. Não se vai a campo para perder. REVISTA DO AVAÍ: E o retorno do Silas? ZUNINO: Depois da passagem pelo Grêmio e Flamengo, no

ano passado, ele pensava seriamente no Avaí. No começo desse ano, quando as propostas começaram a aparecer, ele escolheu o Avaí ao invés do Atlético-PR. Quando nós acenamos com a hipótese dele voltar, ele não teve dúvida. O retorno do Silas foi uma análise do que ele fez pelo Avaí, sem a emoção dos episódios que ocorreram depois da saída dele. O que ele fez pelos clubes que defendeu, nós gostaríamos que fizesse pelo Avaí também. O Silas mantinha contato com o Avaí mesmo fora do Clube. Ele ligava para as pessoas aqui, vibrando com nossos resultados e preocupado com as situações difíceis. Quando o Avaí estava naquela situação ruim, no ano passado, ele queria voltar. Eu cheguei a pensar que o Silas pudesse não querer voltar por causa desses senões. Mas o Mauro Galvão disse pra mim, um dia: “Presidente, o nosso treinador está claro. É a cara do Avaí. É o Silas”. NILTON: Sobre o Silas temos a questão do lado torcedor e o lado pragmático. Lembram o último jogo aqui? “Silas Eterno”, depois o presidente Zunino foi à posse dele no Grêmio. Mais dois episódios marcaram: o primeiro foi aquele da reclamação na partida contra o Avaí e depois ele teria ligado para o Roberto para sondá-lo, quando, na verdade, ele nem aproveitava o atleta quando era treinador do Avaí. Mas essa segunda é uma coisa que nem temos como provar. Ficou uma coisa mal resolvida. E foi isso que ficou para o torcedor. Só que pelo lado profissional, temos de pensar assim: enquanto ele esteve no Avaí, como técnico, fez muito bem para o Clube. O que aconteceu foi depois. Não era como técnico do Avaí e sim como técnico de outro time. Ele estava cumprindo sua função. Tinha de sondar jogador, tinha de defender aquele time. Na hora dele voltar, tivemos que analisar pelo lado racional.

REVISTA DO AVAÍ: A volta do Silas e o reencontro dele com boa parte dos jogadores que estiveram no Avaí na temporada 2008 e 2009 podem ser os responsáveis pelo entrosamento do time e a recuperação no campeonato Catarinense? ZUNINO: Sim, com certeza isso foi um fator importante. O Silas é um cara aberto, se algo não vai bem, eles conversam, argumentam. Nós não precisamos participar disso. Um dos grandes problemas que vejo no futebol brasileiro são os dirigentes metidos. É bom entrar no vestiário, estar com os jogadores, lógico. Mas é importante saber quando aparecer. Não que tenhamos sido rechaçados pelos nossos jogadores. Mas por saber disso, a gente não entra. Por que você vai entrar no vestiário antes de um jogo? Vai ajudar em alguma coisa? Não! ZUNINO NILTON: Não tenho dúvida de que esse reencontro é um ingrediente que contribuirá para toda esta temporada. O Silas e alguns jogadores sabem como lidar com essa questão de vestiário. E isso é um fator importante para que o grupo esteja bem.

“Sabemos que o nosso time era o melhor do Catarinense, mas não estava na melhor condição. Fizemos o mesmo que no ano anterior”.

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REVISTA DO AVAÍ: Muitos criticam o campeonato Estadual por ser sacrificante para os clubes maiores, que acabam tendo de montar praticamente duas equipes, uma para o Catarinense, outra para o Brasileiro. Ainda há o risco de perder jogadores de referência no regional


começa a disputa repetindo a mesma estratégia dos últimos dois anos. A proposta, primeiro, é manter o time na primeira divisão para, depois, pensarmos em conquistar algo mais. Se pensamos em algo mais? É claro que sim! Caso contrário, não investiríamos para participar da competição. Mas temos que ter cautela e saber até onde podemos chegar. Se garantirmos a permanência na primeira divisão com o planejamento que montamos, poderemos, então, pensar em algo mais.

CORAÇÕES AVAIANOS Dedicação máxima em prol do Avaí

por causa de lesão. Como é isso para o Avaí? ZUNINO: Pode ter isso que você falou, mas não podemos esquecer a questão da hegemonia local. O número de torcedores nossos, que se consideram campeões estaduais só porque nós desclassificamos o Figueirense esse ano, é uma barbaridade. “Nós ganhamos de quem deveríamos ganhar”. Eu ouvi isso de muitos torcedores. Mas sobre os estaduais, é incrível que esses campeonatos sejam únicos no mundo. O Estadual na Europa é por país. E aqui está todo mundo querendo desmoralizar. Tentaram as ligas para desmoralizar, mas não conseguiram. O torcedor gosta disso, isso mobiliza a torcida, é assim em São Paulo, no Rio Grande do Sul, aqui. NILTON: Campeonato Estadual é futebol paixão. É a rivalidade mais próxima. É diferente. É para os clubes. Pelo menos para nós, é um momento de programação para o nacional. E não só de programação de jogadores, mas de business também.

REVISTA DO AVAÍ: De 2008 até 2010, o Avaí teve um crescimento em sua receita de 284%. A que se deve esta marca impressionante? ZUNINO: Não foi fácil chegarmos nestes números. Foi preciso muito trabalho e dedicação de nossos colaboradores e diretores. A participação de todos no processo de profissionalização dos departamentos foi fundamental. Mas como disse, precisamos fazer muito ainda pelo Clube. NILTON: É preciso ressaltar e reconhecer que este crescimento é fruto do planejamento estratégico que realizamos com o trabalho incansável de Enio Gomes. Graças ao planejamento realizado com o auxílio dele, podemos colocar em prática as decisões que levaram a estes resultados. REVISTA DO AVAÍ: Em dois anos haverá nova eleição. O presidente Zunino já falou que não pretende a reeleição apesar do estatuto do Clube permitir. O substituto já está sendo preparado? ZUNINO: Ainda faltam mais de dois anos. Temos muito trabalho no Clube ainda. Penso em sair porque é saudável a troca. Isso é uma paixão tão grande, um orgulho tão grande, mas não sei se, de repente, esse meu jeito falador, italiano, não inibe algum diretor de apresentar uma ideia, de colocar algum projeto em prática. É preciso oxigenar. Tem de haver renovação. Isso não quer dizer que eu não vou estar aqui ajudando, sendo um soldado do novo presidente. Sim, eu penso em um substituto. Até porque gostaria de alguém que tenha um perfil parecido com o meu, que tenha a mesma vontade que eu tenho de fazer o melhor pelo Clube. Mas nenhuma atitude será tomada sem o consentimento e a aprovação do conselho deliberativo do Avaí. Eu sou o presidente do Avaí. Não sou o dono do Clube. Eu não faço nada sozinho. É NILTON uma decisão exclusiva do conselho. NILTON: Ainda é cedo para falar em sucessão. É prematuro falar sobre isso. Mas acho que é preciso uma pessoa que comungue dos mesmos ideais, que tenha a mesma paixão pelo Clube. O conselho é soberano e, como tem sido nos últimos anos, nas eleições, vai saber tomar essa decisão na hora em que ela chegar. Por enquanto, temos de trabalhar, porque se pararmos para pensar em eleição, vamos deixar de trabalhar e corremos o risco de comprometer o nosso projeto de desenvolvimento do Clube.

“Em 2010, iniciamos com o time B, com os jogadores da base, e tivemos as revelações avaianas naquela temporada”.

REVISTA DO AVAÍ: E o que esperar do Avaí no campeonato Brasileiro de 2011? ZUNINO: Mesmo durante a disputa do campeonato Estadual e da Copa do Brasil, tem um grupo focado no planejamento do campeonato Brasileiro. É claro que virão reforços e, conforme as situações forem se resolvendo, serão reveladas. Não adianta criar expectativa. Mas planejamos um time forte. Agora é seguir as negociações. NILTON: Existe sempre uma grande expectativa em relação ao que esperar do Avaí no campeonato Brasileiro. E a gente

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CRÔNICA

AMILCAR NEVES

PROBLEMAS PEDEM SOLUÇÃO URGENTE

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ntes de discutir os dois problemas prementes que assolam o Avaí, permitam-me encaminhar, de coração, uma proposta que me parece por demais justa e meritória. Trata-se do seguinte: existe uma tradição no vizinho estado do Paraná de mudar o nome de um clube de futebol em função de valores mais altos que se alevantam. Em 2009, por exemplo, o J. Malucelli, de Curitiba, antes Malutrom, virou Sport Club Corinthians Paranaense. Agora, dois anos depois, vemos craques como Émerson, Léo Gago e Davi, mais Eltinho, Leonardo e companhia, fazerem verdadeiros estragos no campeonato paranaense e na Copa do Brasil. A proposta é transformar, por merecimento, a denominação do Coritiba para Avaí Paranaense Foot Ball Club, mantidas as cores verde e branco do time e da torcida organizada, que continuará sendo a Mancha Verde. Apenas seus atletas, adeptos, entusiastas e torcedores é que passarão a chamar-se, ao invés de coxa-branca, coxa-azul: dignificados pela nobreza do futebol jogado e honrados pela origem dos seus principais jogadores. Origem aqui entendida como o clube em que eles despontaram para a fama e o sucesso pelo menos nacionais. Vamos aguardar mais um pouco, observar melhor e confirmar se existe mesmo consistência, como já dizem por aí, para também propor Clube Avaí Mineiro como a nova identidade do Atlético de Minas. Mas vejamos os problemas, é isso o que mais nos importa agora. Eles são basicamente dois, como adiantado acima. Um deles é a nefasta mania de fazermos dois a zero antes de o jogo terminar, em especial ainda no primeiro 40

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tempo. Isso tem sido por demais danoso ao Avaí, já tendo nos custado títulos estadual (este ano) e nacional (em 2009), porque o adversário vai lá (ou vem aqui) e empata o jogo. Há duas soluções para o caso: punir severamente o jogador que fizer o segundo gol sem cometer o terceiro em dois minutos ou premiar enfaticamente o defensor que fizer gol contra tão logo esgotados os dois minutos de tolerância. Experiência temos de sobra, tanto para fazer gol no adversário quanto no Renan, nosso goleiro de Seleção. O outro problema gravíssimo que precisamos enfrentar é a expulsão de atletas adversários. Isso é talvez o pior que um árbitro possa fazer contra o Avaí. É inadmissível tal atitude, não podemos aceitá-la de forma alguma. Tão indignados ficam os nossos jogadores quando isso acontece que permitem ao adversário crescer e dominar o jogo. A solução, aqui, é menos traumática: nosso treinador precisa ser orientado e cobrado para retirar de campo um jogador azurra, prestando-lhe de mentirinha assistência médica, tão logo um adversário seja expulso. Não podemos é continuar jogando contra um time com um ou dois a menos do que os nossos. Se for o caso e a necessidade da partida recomendar, o técnico recoloca de volta, no fim do jogo, aqueles que estavam voluntariamente de fora. Aí, ninguém conseguirá segurar o nosso valoroso Leão da Ilha, acreditem.

AMILCAR NEVES

Avaiano e escritor; lançou, em abril, seu oitavo livro, “Se te castigo é só porque eu te amo”


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VELA ADAPTADA

MÁRIO CZASCHKE 42

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ATLETAS Ricardo e o avaiano Mário preparam o barco para mais uma jornada no mar: superação diária

VENTO A FAVOR MÁRIO CZASCHKE É BICAMPEÃO BRASILEIRO DE VELA ADAPTADA. PAULISTA, VIROU TORCEDOR DO AVAÍ DESDE QUE CHEGOU A SANTA CATARINA. SUPERAÇÃO É PALAVRA QUE FAZ PARTE DE SUA ROTINA DESDE QUE INICIOU UMA NOVA FASE NA VIDA: A ADAPTAÇÃO ÀS SEQUELAS DO AVC

REPORTAGEM: CARLA CAVALHEIRO FOTOS: RUBENS FLÔRES

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que você faria se, aos 39 anos, acordasse numa cama de hospital após ter sofrido um acidente vascular cerebral (AVC) que comprometeria os movimentos do seu corpo? Que afetaria o resto de sua vida até então normal? Certamente muitos pensariam: “Que droga de vida!”. Mário Czaschke não pensou tão diferente quando se viu forçado a dar um novo rumo a seus projetos e planos para o futuro. “No primeiro momento, eu não sabia o que fazer. Não sabia o que seria da minha vida”, relata, cinco anos depois. O acidente deixou sequelas que são tratadas com sessões de fisioterapia, fonoaudiologia e musculação. O lado direito ainda tem grandes dificuldades de movimento. A mão direita insiste em não se mover. Mário tem dificuldades para falar. Algumas palavras teimam em não serem pronunciadas. Antes do AVC, Mário era trimmer do Touché Super, o vitorioso barco do comandante paulista Ernesto Bre-

“A vela salvou a minha vida” www.avai.com.br

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VELA ADAPTADA

da. “Aos 12 anos eu comecei a praticar vela na represa de Guarapiranga (em São Paulo). E me apaixonei pelo esporte”. Também colecionou títulos antes de ver sua rotina e seus projetos serem interrompidos pelo acidente. Mário precisou de seis meses para replanejar sua vida. Enquanto o corpo ainda relutava em voltar ao mais próximo do que era antes, a cabeça projetava como seriam seus dias dali em diante. Várias decisões tiveram de ser tomadas e, entre elas, a mudança para Santa Catarina. Em Pomerode, Mário mora e trabalha no hotel da irmã Eliana. “Faço de tudo um pouco lá”, conta. Antes do acidente, trabalhava como gerente de exportação de uma grande empresa em São Paulo. Aos poucos, o esporte foi retornando à sua vida. Em 2009, foi implantado o Núcleo Catarinense de Vela Adaptada. A partir daí, Mário passou a integrar o time. “No primeiro ano em que participou da competição, ele ficou em quarto lugar na disputa nacional. No segundo ano, em primeiro e, agora, de novo em primeiro”, orgulha-se Ricardo Emanuel De Faveri, 46 anos, integrante da equipe catarinense de vela adaptada. “O Mário é um exemplo”, reforça. O bicampeonato brasileiro de vela adaptada foi conquistado em abril, em Porto Alegre. Mário está credenciado a participar, pela segunda vez, do campeonato mundial de vela adaptada. Em julho, ele embarca para a Inglaterra.

UM VENCEDOR AVAIANO Mário é divorciado e tem uma filha, Marina, de nove anos. Toda semana Mário percorre os cerca de 180 quilômetros entre Florianópolis e Pomerode para treinar. No Iate Clube Veleiros da Ilha, na companhia dos demais integrantes do núcleo catarinense de vela adaptada e do treinador Eduardo Pirão, Mário prepara o 2.4mR para mais um treino. Cuida dos detalhes e explica que o barco foi preparado para suas necessidades. Mostra como funcionam as engrenagens, explica como realiza as manobras e garante: “A vela salvou a minha vida. Eu encontro no esporte o meu conforto, a minha superação”. Devidamente paramentado com uma camiseta do Avaí, presente do Clube ao saber que tinha entre seus torcedores mais um ilustre representante esportivo, Mário explicou como um paulista se apaixonou pelo time do Sul da Ilha. “Eu cheguei aqui e logo simpatizei com o Avaí. E, no ano passado, quando o Marquinhos Santos foi jogar no time pelo qual torci desde criança, tive a certeza de que o Avaí está no meu coração”, disse ele sobre a participação do capitão avaiano no elenco do Santos em 2010.

“No primeiro ano em que participou da competição, ele (Mário) ficou em quarto lugar na disputa nacional. No segundo ano, em primeiro e, agora, de novo em primeiro.” RICARDO

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SUPERAÇÃO: PALAVRA DE ORDEM Em 1979, Eduardo Pirão resolveu abandonar a faculdade de Educação Física para fazer uma aventura em um barco a vela pela costa brasileira que durou três anos. Iniciou, após esse período, a implantação de escolas de vela em Santa Catarina. A vela adaptada era algo distante. “Numa viagem, certa vez, encontrei um casal cadeirante percorrendo o mundo num veleiro adaptado. Aquilo me chamou a atenção. Mas só fui ter contato novamente com essa possibilidade em 2008, quando o Samuel Linhares, presidente da Federação de Vela de Santa Catarina, apresentou-me o projeto e propôs que eu assumisse os treinamentos. Iniciamos os trabalhos em 2009. Hoje temos três barcos e um bote de apoio. Alcançamos muito sucesso num curto espaço de tempo. Temos dois títulos nacionais e já estivemos na Holanda, no ano passado, com o Mário, participando do mundial”, conta. Mário comenta que trabalhar com a vela adaptada é diferente. “Cada um tem suas limitações. Tem de ter uma atenção diferenciada e cuidado na hora de embarcar e desembarcar os atletas, o acompanhamento no mar, por exemplo, tem de ser mais de perto. No ano passado, antes de viajarmos para a Europa, o Mário intensificou os preparativos de natação com o Marcelo Amim. São situações que exigem mais do treinador”. De acordo com Pirão, conviver com para-atletas é um aprendizado a cada dia. “É gratificante pra mim e para os outros que vêem eles com esses problemas físicos e, mesmo assim, estão praticando esportes de alto nível. Eles são exemplo de garra, de vontade, de superação. Posso falar desses atletas que estão aqui comigo, pois são pessoas bem resolvidas. Já superaram os traumas e tenho certeza de que o esporte foi um aliado nesse processo. Só por estarem aqui, eles já são vencedores”. A vela adaptada ainda conta com poucos incentivos. Em Santa Catarina, o núcleo tem como base o Iate Clube Veleiros da Ilha. Conta ainda com apoio do Comitê Paraolímpico Brasileiro, da Confederação Brasileira de Vela Adaptada e da Federação Catarinense de Vela. “Duas pessoas importantes nesse processo são o diretor técnico da CBVA, Samuel Linhares, e o Joaquim Carneiro, vice-presidente da CBVA”, reforça Pirão. Gaúcho, torcedor do Internacional, Pirão também torce pelo Avaí desde que se mudou para Santa Catarina. PIRÃO “O time escolheu bem as cores. É azul da cor do mar”.

“É gratificante pra mim e para os outros que vêem eles com esses problemas físicos e, mesmo assim, estão praticando esportes de alto nível. Eles são exemplo de garra...”

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VELA ADAPTADA

ATROPELADO PELO DESTINO

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icardo De Faveri tinha 17 anos quando foi atropelado e perdeu a perna esquerda. “Eu não sou um infeliz e não quero ser tratado assim”. Funcionário do Deinfra, é casado com Simone e tem três filhos: Eric (22 anos), Sandro (20) e Cecília (17). “E essas coisas aconteceram na minha vida depois do acidente. De que eu posso reclamar?”, afirma ele. Ricardo sempre esteve próximo ao esporte. Após o acidente, ele convive com um par de muletas. Evita usar a prótese por causa dos problemas de mobilidade da cidade. “As calçadas são irregulares e isso acaba virando um transtorno. Talvez eu possa reclamar disso”. Já foi atleta de arremesso de dardo e de outras provas do atletismo, ciclismo, natação até chegar à vela. “Participei de travessias da Lagoa da Conceição. Agora que conheci a vela, não largo mais”, comenta. Junto com Mário, integra a equipe treinada por Pirão desde 2009. Ricardo participa das disputas de vela na categoria Sonar Flash 165 com outros companheiros de atividade. “Somos uma tripulação e é muito bacana porque temos de dar o melhor de cada um para cumprirmos os percursos”. Sobre futebol Ricardo diz ser parecido com o pai. “Ele torce por todos os times. Gosta do esporte e não quer que ninguém perca. Eu também. Compreendo o espírito esportivo da coisa e acho que, ganhando ou perdendo, somos todos vencedores”, referindo-se a Hercílio de Faveri, hoje com 94 anos, que foi técnico do Atlético de Ibirama na década de 50.

TÉCNICO Eduardo Pirão é o grande incentivador da vela adaptada em Santa Catarina

HABILIDADE Mário trabalha no preparo do barco em Florianópolis: paixão pela vela desde os 12 anos

SAIBA MAIS...  Foi em 1999, com o projeto Água Viva, desenvolvido em parceria entre a classe de vela Day Sailer, o clube paradesportivo Superação e o clube municipal de Iatismo em São Paulo, que foi iniciada a prática da vela adaptada no Brasil. No ano seguinte, a Federação Brasileira de Vela e Motor (FBVM) criou o 1º Pólo de Vela Adaptada em São Paulo com o propósito de desenvolver o esporte em nível nacional.  A vela adaptada foi reconhecida em 2003 pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro e, no mesmo ano, chegaram ao Brasil os primeiros barcos da classe 2.4mR. Em 2004, nos Jogos Paraolímpicos do Brasil, em São Paulo, a vela adaptada participou como esporte demonstração.  Em 2007, a FBVM se dividiu em duas confederações, sendo uma delas a Confederação Brasileira de Vela Adaptada (CBVA). Atualmente, já são seis pólos de vela adaptada no país, com destaque para as atividades realizadas em São Paulo e em Santa Catarina.  Pessoas com deficiência locomotora ou visual também podem participar da modalidade. A vela adaptada segue as regras da Federação Internacional de Iatismo (ISAF) com algumas

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adaptações feitas pela Federação Internacional de Iatismo para Deficientes (IFDS). Três tipos de barco são utilizados nas competições paraolímpicas: o barco da classe 2.4mR, tripulado por um único atleta, o barco da classe Sonar, com três atletas, e o barco SKUD-18, para dois tripulantes paraplégicos, sendo obrigatoriamente um tripulante do sexo feminino.  As regatas da vela adaptada são sinalizadas com boias colocadas conforme as condições climáticas, de forma que o atleta teste todo seu conhecimento de velejador. Barcos com juízes credenciados pela ISAF fiscalizam o percurso, podendo o atleta ser penalizado com pontos, caso infrinja alguma regra. Uma competição é formada de várias regatas, ganhando o evento aquele que tiver melhor resultado, após a somatória de todas as suas colocações nas regatas.  Os vencedores das regatas normalmente são os velejadores que conseguem imprimir uma maior velocidade nos barcos, realizar melhores manobras e buscar as melhores condições de vento - tática de regata. Fonte: Comitê Paraolímpico Brasileiro


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PERSONALIDADE AVAIANA

PEDRINHO

BARROS 48

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MELHOR DO MUNDO, MANEZINHO E AVAIANO REPORTAGEM: RÓBISON GAMBÔA FOTO: RUBENS FLÔRES

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le saiu do Rio Tavares para surpreender o mundo voando sobre um skate. Aos 15 anos, Pedrinho Barros se tornou, no ano passado, o primeiro brasileiro campeão mundial na modalidade bowl, onde os atletas fazem suas manobras numa pista semelhante a uma piscina. Mesmo nas categorias onde não costuma treinar, como o skate vertical e a mega rampa, Pedrinho já está entre os cinco melhores do planeta. Com tanto talento, não podia ser diferente. Pedrinho é manezinho e avaiano! Nesse ano, Pedrinho já venceu as etapas da Austrália e Nova Zelândia na bowl e terminou em segundo e terceiro nas etapas da Flórida. Lidera o mundial e caminha rumo ao bicampeonato. Enquanto viaja pelo mundo, procura acompanhar a trajetória do seu time do coração. “Contra o Botafogo, foi um jogão. E no ano passado, graças a Deus que não caiu”, comenta. Nascido na Ilha, Pedrinho começou no skate com apenas três anos de idade, incentivado pelo pai e por um grupo de amigos que fundaram um clube de skate, aventura e defesa do meio ambiente. Aos cinco anos, foi influenciado pelo amigo Braian a se tornar avaiano. “Tinha aquela história do Havaí das ondas, do surfe, me identifiquei”, conta. Nas pistas de skate, ele tem o apoio da Volcom, Vans, Dropdead, Evoke, Redbull, Independent e Tayp-s, patrocinadores que acreditaram no seu talento. Na escola, Pedrinho, que completou 16 anos em março, é lateral-direito. Mas se o Avaí perdeu um jogador promissor, o mundo ganhou um ídolo que certamente ainda tem muito que conquistar. Com a pista vertical recém- construída na sua casa, um sítio escondido na natureza selvagem do Rio Tavares, seu desempenho nas outras modalidades deve evoluir ainda mais. Ao receber a equipe da revista do Avaí na sua casa, Pedrinho foi presenteado com uma camisa personalizada com seu nome, e agora poderá levar as cores do seu Leão do coração para o degrau mais alto dos pódios, onde está acostumado a subir. “Quando vou ao estádio, gosto de ficar na platéia, normal, sentir a energia”, conta, garantindo que o sucesso não mudou em nada seu jeito manezinho de ser. “Levo a mesma vida de sempre, com os mesmos amigos e minha família. Só o que mudou foram as viagens e o assédio da imprensa. Mas não deixo Floripa por nada, não tem lugar melhor no mundo”, completa.

COM APENAS 15 ANOS, Pedrinho conquistou, em 2010, o título mundial na modalidade bowl

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AVAÍ 2004-2010

SIM,

PLANEJAMENTO

GANHA JOGO

ESTUDO REALIZADO PELA DIRETORIA DE PLANEJAMENTO MOSTRA O CRESCIMENTO DO CLUBE NOS ÚLTIMOS SETE ANOS. NÚMEROS E OBRAS SÃO SURPREENDENTES 50

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REPORTAGEM: RÓBINSON GAMBÔA FOTOS: RUBENS FLÔRES

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RESSACADA antes (no detalhe) e depois: choque de desenvolvimento coordenado pelo presidente Zunino

m apenas sete anos, o Avaí viu seu quadro de sócios passar de dois mil para 12 mil torcedores. No mesmo período, a arrecadação anual do Clube cresceu de R$ 3,4 milhões para R$ 32 milhões. As mudanças podem ser percebidas dentro e fora de campo. Enquanto o time se qualifica mais e mais a cada ano, com conquistas importantes como o acesso à série A, bicampeonato catarinense e a boa participação na Sul-Americana e na Copa do Brasil, os torcedores também observam a transformação da Ressacada num estádio de primeiro mundo, com instalações e estrutura semelhantes aos maiores clubes de futebol do país. Há sete anos, o Clube agonizava numa crise sem precedentes. Não havia dinheiro, nem bom futebol e poucos sócios. Em 2009, já na série A, o Leão já vivia outra realidade. Nesse ano, ganhou o prêmio top de marketing da ADVB, com o case “Avaí Social Clube, compartilhando sonhos”, onde mostrou os bastidores da volta por cima. O próximo passe será receber o certificado de qualidade ISO 9001. O segredo desse sucesso está no planejamento. Cada passo foi arquitetado como um daqueles gols em que o time inteiro participa da jogada. Em 2004, o presidente João Nilson Zunino, então professor na Univali, convidou o colega Enio Gomes para abraçar a causa avaiana. Mestre em administração de empresas, Enio aplicou os conceitos da administração científica, inspirado no mestre americano Philip Kotler. “Era preciso construir um modelo financeiro permanente, sólido e superavitário”, lembra. Já na sua chegada ao Clube, em 2004, Enio promoveu um workshop para discutir as estratégias, reunindo 82 pessoas no restaurante do Clube. O planejamento definiu o escopo organizacional: o negócio, a missão, a visão e os valores. Numa segunda etapa, foram efetuadas as análises dos pontos fortes e fracos do chamado ambiente interno e as ameaças e oportunidades do ambiente externo do Clube, assim como novas formas de se captar recursos. “Era preciso planejar, organizar, avaliar, controlar e estabelecer metas administrativas”, explica Enio. Havia, ainda, uma questão a responder: como alcançar o sonho de ser referência no esporte pela excelência na gestão, com reconhecimento permanente no cenário esportivo nacional e internacional e proporcionar satisfação e orgulho aos associados, por meio de conquistas e títulos, conforme descreve a missão e a visão definidas por aquele grupo de apaixonados pelo Clube? Ou seja, como garantir a sustentabilidade e a sobrevivência do Avaí? A resposta veio através da estratégia de se adotar a filosofia de gestão de marketing, focada no mercado, onde o torcedor é visto como um integrante, convocado a socializar os custos e partilhar do sonho de ver um Avaí grande e forte. www.avai.com.br

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AVAÍ 2004-2010

INVESTIMENTOS NA RESSACADA

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razer mais torcedores para os jogos e ampliar o quadro de sócios era o primeiro desafio. Enio conta que encontrou a resposta por acaso. “Eu estava em casa e fui usar uma xícara que ganhei de presente da minha filha”, lembra. Nesse simples utensílio doméstico, estava estampada uma frase do poeta Mário Quintana: “O segredo não é correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim, para que elas venham até você”. Portanto, transformar a Ressacada num “jardim adequado e agradável” era a saída para encher a casa nos dias de jogos e atrair mais sócios. Com a chegada de novos parceiros e patrocinadores, foi possível ampliar a capacidade do estádio para 19 mil pagantes. A meta é chegar a 40 mil até 2016. “O sucesso até aqui se deve à decisão política do presidente Zunino e a efetiva participação dos diretores executivos, superintendentes, gerentes e coordenadores que assimilaram e encamparam a metodologia implantada”, aponta, dividindo seu mérito com os colegas. Numa das estratégias de marketing, foram criados os produtos licenciados, que devem chegar a três mil itens diferentes até o ano que vem. A construção do Centro de Formação de Atletas, com quatro novos gramados, reduziu os custos com as categorias de base, que antes oneravam o Clube em torno de R$ 40 mil por

mês. Também foram construídos 110 camarotes, a maioria deles com banheiros individuais, 25 cabines para a imprensa, 13 banheiros, masculinos e femininos nos diversos setores das arquibancadas, todos com fraldários, a instalação de três elevadores, o bicicletário etc. Todo esse capricho atraiu a torcida feminina. Em 2004, as sócias eram apenas 200. Hoje, são mais de 1,5 mil mulheres e representam 18% dos sócios. A profissionalização da gestão permitiu novas fontes de receitas e investimentos em marketing. Na área de recursos humanos também ocorreu uma grande evolução. A instituição Avaí F.C. proporcionou a oportunidade de empregos a muitos profissionais das mais diversas áreas de atuação, como pode ser comprovado na tabela a seguir:

COLABORADORES DO AVAÍ F.C. SETOR 2005 2011  Administração 15 32  Manutenção Geral 17 35  Atletas Profissionais e da Base 57 84  Comissão Técnica de Futebol Profissional 16 24  Comissão Técnica de Futebol Amador 12 26  Departamento Médico 02 6  Total de colaboradores 117 201 Fonte: Gerência de Recursos Humanos do Avaí FC.

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EXCELÊNCIA NA ADMINISTRAÇÃO

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Avaí Futebol Clube vem buscando a profissionalização em todo seu quadro funcional, oportunizando o crescimento organizacional, criando mecanismos de seleção interna e valorizando e qualificando a mão de obra. Hoje, o Clube conta com uma grande equipe comportada em quatro superintendências, cinco gerências, 14 coordenações, 201 colaboradores, diretoria e assessorias atuantes. “Temos, hoje, um ambiente organizacional passível de abundante crescimento, com foco na qualidade dos serviços e satisfação dos clientes internos e externos”. Dentre este grupo, o Leão da Ilha possui profissionais especialistas em marketing, contabilidade, administradores, analista de RH, qualidade, advocacia, psicologia, assistência social e os melhores profissionais da área da saúde como fisioterapeutas, médicos, professores e preparadores físicos – hoje, há até mesmo um professor de inglês disponível para todos no Clube. Nas atividades fins (o futebol), ocorreu uma grande transformação nos materiais, vestiários, salas de musculação, psicologia, nutricionista, assistente social, fisioterapia e massagem. Também houve reformas na cozinha, refeitório e até na rouparia. Mesmo com todo esse crescimento, há novas metas a serem cumpridas. Enio ainda espera que o Clube possa triplicar a receita anual. “Apesar de termos crescido tanto, ainda é uma das menores entre os clubes da série A. Para podermos lutar em condições de igualdade por títulos nacionais, está em curso o Planejamento estratégico 2011/2016. Teremos novos e marcantes resultados”, completa o professor.

ALGUMAS DAS MUITAS ESTRATÉGIAS QUE DERAM CERTO DE 2004 A 2010:  Ressaltar a imagem e a história do Clube.  Adequar o entorno do estádio e facilitar a mobilidade.  Revitalização dos bares do estádio.  Instalação dos elevadores.  Investimento no gramado, que ganhou nova drenagem e irrigação computadorizada.  Sala da Justiça itinerante.  Espaço para torcedores cadeirantes.  Lançamento da Revista do Avaí.  Criação do departamento de imagens. Fotos e vídeos dos jogos da base e do profissional.  Exploração de recursos da internet, como sites, blogs e redes sociais.  Dinamização do setor de licenciamento para melhor explorar a marca Avaí.  O memorial dos atletas.  Adequação das instalações do estádio às necessidades e exigências do Avaí, Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Federação Catarinense de Futebol (FCF), Prefeitura Municipal de Florianópolis, Polícia Militar de SC e Corpo de Bombeiros, todos unidos no programa de ampliação do estádio.  Modernização do departamento de sócios com estrutura informatizada, para promover um atendimento com qualidade aos sócios e aficionados.  Dinamizar a logística de organização de jogos e eventos na Ressacada.  Ser parceiro na inclusão social e na defesa do meio ambiente.  Construção do Centro de Formação de Atletas.

EVOLUÇÃO da infraestrutura da bela Ressacada é marcante: mais conforto e respeito aos sócios

ENIO GOMES diretor de Planejamento: experiência acadêmica em prol do Avaí F.C.

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BALANÇO POSITIVO

AVAÍ CRESCE 52% EM 2010 O

Avaí desponta como o segundo clube do Brasil que mais cresceu em receita em 2010. A informação é da empresa de auditoria BDO RCS, que divulgou o ranking nacional por receita total dos clubes. No ano passado, o Avaí teve uma receita de R$ 31,9 milhões, que representa um crescimento de 52% em relação a 2009. Os dados do Clube ficaram atrás apenas do Santos, que aumentou a receita em 2010, com 66% de crescimento. Em 2009, no primeiro ano de Série A, o Avaí liderou o ranking nacional de crescimento da receita. Com R$ 21 milhões, o Clube cresceu 152% em relação à temporada de 2008. Considerando o acumulado 20082010, o Leão da Ilha aumentou, em receita, 284%, o maior crescimento no Brasil durante as três temporadas. No ranking nacional de receita total, o Avaí ficou em 15º lugar, em 2010, com R$ 31,9 milhões de receita. Ou seja, pulou quatro posições em relação a 2009, onde ficou em 19º, com uma receita de R$ 21 milhões. Em 2008, com R$ 8,3 milhões, o clube ficou na 25ª posição. Em 2010, o Corinthians manteve a ponta no ranking de receita com R$ 212 milhões. Em segundo ficou o Internacional com R$ 200,7 milhões e em terceiro o São Paulo, com R$ 195,7 milhões.

RANKING NACIONAL DE RECEITA POR CLUBES RK Clube 2010

                        

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25

Receita Receita Variação Receita Variação Total 2010 Total 2009 2009-2010 Total 2008 2008-2009

Corinthians-SP 212.633 181.042 17% 117.521 54% Internacional-RS 200.798 176.199 14% 142.168 24% São Paulo-SP 195.715 174.836 12% 160.575 9% Palmeiras-SP* 148.289 125.007 19% 138.811 -10% Flamengo-RJ 128.558 120.022 7% 117.907 2% Santos-SP 116.508 70.378 66% 66.341 8% Grêmio-RS 113.677 110.893 3% 99.038 12% Cruzeiro-MG 101.391 121.341 -16% 94.087 29% Atlético-MG 93.290 66.126 41% 57.614 15% Vasco da Gama-RJ 83.558 84.817 -1% 52.023 63% Fluminense-RJ 76.822 61.261 25% 66.456 -8% Atlético-PR 67.743 63.091 7% 44.363 42% Botafogo-RJ 52.699 45.869 15% 51.569 -11% Vitória-BA 42.136 30.403 39% 18.882 61% AVAÍ-SC 31.987 21.006 52% 8.337 152% Coritiba-PR 30.696 41.385 -26% 37.660 10% Goiás-GO 30.373 30.096 1% 20.695 45% Portuguesa-SP 24.609 23.660 4% 47.153 -50% Guarani-SP 22.940 15.684 46% 10.546 49% Bahia-BA 20.566 ND ND 9.497 ND São Caetano-SP 19.198 22.694 -15% 24.025 -6% Ponte Preta-SP 19.061 16.048 19% 12.432 29% Grêmio Prudente-SP 17.599 19.250 -9% 17.242 12% Figueirense-SC 16.898 17.908 -6% 28.322 -37% Paraná-PR 14.574 16.173 -10% 17.407 -7%

(*) Palmeiras-SP: Segundo o balanço de 01/01/2011 a receita do clube foi de R$ 125.289 mil.

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SEÇÃO

ACONTECEU NO AVAÍ Jamira Furlani/Avaí F.C. Rubens Flôres/Avaí F.C.

COLABOROU: VANDREI BION

AVAÍ HOMENAGEIA POVO DE SC

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o dia primeiro de maio, uma nova ação de marketing foi colocada em prática durante a realização da partida Chapecoense 2 x 2 Avaí. Ao acessar o gramado do estádio regional Índio Condá, o time do Avaí foi liderado pelo goleiro Renan, que trouxe em sua camiseta uma homenagem à cidade e ao povo de Chapecó. A imagem do “Desbravador”, símbolo da cidade do Oeste catarinense, estampou a camiseta do goleiro titular do Avaí. “Queremos com essa iniciativa homenagear todos os município catarinenses”, comentou o presidente Zunino, afirmando que novas homenagens serão realizadas sempre que o Avaí for entrar em campo.

Alceu Atherino/Avaí F.C.

APROVADO O BALANÇO FINANCEIRO DE 2010

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Vandrei Bion/Avaí F.C.

conselho deliberativo do Avaí Futebol Clube aprovou, em reunião ordinária, realizada no dia 28 de abril, o balanço financeiro do Clube no exercício de 2010, o relatório de atividades da diretoria executiva e o parecer do conselho fiscal sobre as contas. A votação foi de 54 a 1 a favor dos demonstrativos financeiros executados no ano passado. O encontro começou pela apresentação do relatório de ações da diretoria, feita pelo assessor de Projetos Especiais, Amaro Lúcio da Silva. Em seguida, o conselho fiscal fez a exposição das contas no exercício de 2010 e emitiu o parecer do órgão sobre os números. Coube ao superintendente administrativo do Clube, Cláudio Vicente, relatar em seguida o parecer da auditoria externa. A reunião do conselho deliberativo, que foi comandada pelo presidente Alexandre Espíndola, marcou ainda o ingresso de cinco novos conselheiros, sob a indicação de outros membros do órgão deliberativo. São eles: Kátia de Paula, Ivan Cesar Ranzolin, Conrado Wagner, Itamar Meirinho e Tadeu Proença.

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GOLEIROS DO AVAÍ RECEBEM HOMENAGEM

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o dia do goleiro, 26 de abril, crianças da LBV realizaram uma importante homenagem aos goleiros do Avaí Futebol Clube. Cinco crianças foram escolhidas pela entidade e representaram as demais que não puderam comparecer ao estádio da Ressacada. Na oportunidade, os goleiros Zé Carlos (já no Paraná Clube), Renan e Aleks receberam um cartão com desenhos e uma foto homenageando-os pela passagem do “Dia do Goleiro”. Compareceram ao estádio da Ressacada as crianças Katriny, Gabriela, Kênia, Guilherme e João Igor. Estavam acompanhando o grupo Cintia Abreu Fernandes, secretária, e Derli Francisco, responsável pelo relacionamento institucional. A recepção das crianças na Ressacada ficou a cargo de Nesi Furlani, diretora de ação social, comunitária e de filantropia. Antes do encerramento da visita, Nesi presenteou a comitiva da LBV com camisetas do Projeto Paz e Harmonia no Futebol, idealizado pela ASSTA e realizado pela diretoria social do Clube.


Jamira Furlani/Avaí F.C.

MATIAS MEDICI: GUERREIRO AVAIANO

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ciclista argentino Matias Medici, ex-atleta da equipe de ciclismo do Avaí, foi homenageado, no dia 20 de abril, pelos serviços prestados ao Clube. O presidente João Nilson Zunino fez a entrega do diploma “Guerreiro Avaiano”, em forma de agradecimento pelas conquistas inéditas do Tour de Santa Catarina em 2004 e do nono lugar na prova contra-relógio no mundial de 2005 na Espanha. O atleta, que hoje está em Pindamonhangaba, em São Paulo, ficou feliz com o reconhecimento. “O Avaí será inesquecível para mim. Aqui aprendi a gostar de futebol. O reconhecimento me deixou realizado”.

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professor Manoel Sebastião Nunes é o novo cônsul especial do Avaí Futebol Clube na França. Ele foi empossado no dia 20 de abril, oportunidade em que recebeu o diploma do cargo. Manoel Nunes mora em Paris há 21 anos e irá defender os interesses do Clube no território francês. “É uma grande emoção, ser cônsul do Avaí, meu time de coração desde a infância. Mesmo há mais de duas décadas no exterior, tenho acompanhado o crescimento e o desenvolvimento do Clube. Estou realizado”, disse Manoel. O presidente João Nilson Zunino destacou a importância dos consulados. “Hoje estamos abrindo as portas em mais um país do exterior. Os consulados são verdadeiras centrais de serviços prestados ao Clube. A expansão para a França nos orgulha muito”. Manoel é natural do bairro Córrego Grande e irmão do vice-prefeito João Batista Nunes que compareceu à posse.

TRIBUNAL DE JUSTIÇA

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o dia 19 de abril, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador José Trindade dos Santos, recebeu, em seu gabinete, a diretoria do Avaí Futebol Clube. Além do presidente João Nilson Zunino, faziam parte da comitiva avaiana o vice-presidente, Nilton Macedo Machado, e o procurador jurídico do Clube, Tullo Cavallazzi Filho. Ao lado do presidente do TJ, para recepcionar os dirigentes esportivos, estavam os desembargadores substitutos Rodrigo Collaço (também conselheiro do Avaí) e Ricardo Roesler. “É uma visita de caráter institucional, principal-

mente para prestar uma homenagem a este nosso torcedor ilustre que é o desembargador Trindade dos Santos”, explicou o vice-presidente avaiano, Nilton Machado. O presidente do TJ recebeu de presente uma camisa do Avaí personalizada com seu nome nas costas, logo acima do número 10. Todos os presentes receberam, por fim, a última edição da “Revista do Avaí”, com reportagens sobre o Clube e dados estatísticos sobre seu desempenho nas últimas competições. Vandrei Bion/Avaí F.C.

AVAÍ DÁ POSSE A CÔNSUL ESPECIAL NA FRANÇA

PÁSCOA 2011

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ara marcar a Páscoa dos filhos de funcionários e de atletas do Avaí, foi promovido, no dia 19 de abril, um grande encontro para cerca de 50 crianças, que tiveram a oportunidade de brincar, correr e se divertir. O evento foi regado a refrigerante com cachorro-quente, pipoca e chocolate. Ao final do lanche, cada criança recebeu um ovo de Páscoa. A festividade chegou à décima edição sob o comando da diretora social, Nesi Furlani, que destacou a importância da ação. “O Avaí reúne neste encontro os filhos de todos os funcionários do Clube, inclusive dos atletas, mostrando que aqui existe um ambiente familiar, independente da situação de vida. Já estamos na décima edição, o que para o Clube é uma satisfação”. www.avai.com.br

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SEÇÃO

Jamira Furlani/Avaí F.C. Vandrei Bion / Avaí F.C.

ACONTECEU NO AVAÍ

CÃES GUIAS

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s jogadores Marquinhos e Renan doaram, cada um, uma camiseta oficial autografada para a Escola de Cães Guias Helen Keller, de Balneário Camboriú. No dia 10 abril, a delegação do Avaí recebeu a visita do presidente da entidade, João Nirto Diel, e o instrutor de cães guias, Fabiano Pereira. O presidente João Nilson Zunino e o diretor de planejamento, Enio Gomes, recepcionaram os integrantes da instituição e o secretário de Turismo de Balneário Camboriú, o conselheiro do Clube Carlos Humberto Silva. A entrega das camisetas à Escola de Cães Guias Helen Keller é mais uma ação desenvolvida pelo Clube no âmbito da inclusão social e que está prevista no planejamento estratégico 2011/2016. A entidade irá fazer uma promoção das camisas, por intermédio de sorteio, para arrecadar fundos.

AUTISTAS EM CAMPO

O Jamira Furlani/Avaí F.C.

s jogadores do Avaí que venceram o Concórdia na tarde do dia 17 de abril, pelo placar de 4 x 0, entraram em campo acompanhados por crianças autistas. Com esta ação - que contou com a participação do Grupo de Apoio à Inclusão do Autista de Florianópolis (GAIA) - o Clube manifestou apoio aos portadores da síndrome.

dos em quatro anos. Dos 21 clubes participantes, 13 pertencem a série A. Além do Avaí, Figueirense, Criciúma, Joinville, Metropolitano, Cruzeiro, Palmeiras, São Paulo, Santos, Corinthians, Portuguesa, Flamengo, Vasco, Botafogo, Atlético-PR, Coritiba, Fortaleza, Remo, Santa Cruz, América-RN e Bahia enviaram representantes.

DESIGNER DA CAMISA DA COPA DO BRASIL VISITA A RESSACADA

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o dia 7 de abril, Florianópolis foi sede do 1º Encontro Nacional sobre Licenciamento de Clubes de Futebol, realizado pelo Avaí F.C em parceria com o Coritiba, Vasco da Gama e Palmeiras. O evento contou com a presença de 21 clubes de futebol profissional e teve como principal objetivo o combate à pirataria nos estádios. A coordenadora de licenciamento do Avaí Futebol Clube, Otilia Pagani, fez a apresentação inicial do encontro, mostrando o projeto de licenciamento do Clube que fez crescer de 80 para 1800 o números de produtos licencia-

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Jamira Furlani/Avaí F.C.

ENCONTRO NACIONAL DE LICENCIAMENTO

autor do design da camisa número um da Copa do Brasil, Jade Amorim Gallindo, visitou a Ressacada no último dia 30 de março. Natural de Recife, em Pernambuco, ele foi o grande ganhador da promoção feita pela Fanatic. Jade, que é torcedor do Santa Cruz, disse que, agora, o Avaí é o seu segundo time. “Fiquei encantado com a estrutura e a recepção do Clube. Sou torcedor do Santa, mas agora tenho um sentimento especial pelo Avaí e vou acompanhar os jogos mesmo à distância. Nesta noite, fui pé quente. O Avaí venceu o Ipatinga por 4 a 1 e o meu Santa Cruz derrotou o São Paulo por 1 a 0.” Jade Gallindo conheceu o camarote do presidente João Nilson Zunino onde posou para fotos com ele e com a diretora executiva da Fanatic, Cíntia Pieri.


Alceu Atherino/Avaí F.C.

KITS ESCOLARES

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Instituto Avaí de Responsabilidade Social realizou mais uma importante ação em prol da formação educacional de crianças e adolescentes que estão cursando o ensino fundamental. Na tarde do dia 23 de fevereiro, no restaurante do estádio da Ressacada, a diretora social do Avaí, Nesi Brina Furlani, recebeu 22 kits escolares que foram destinados, em seguida, aos filhos dos funcionários do setor de manutenção do Clube. Os kits foram montados com vasto material escolar, fornecido pelo Instituto Avaí com a colaboração direta dos patrocinadores Intelbras e Eletrosul, que doaram, ao todo, 200 cadernos e 100 canetas para os estudantes. Há quatro anos esta ação vem sendo realizada.

Alceu Atherino/Avaí F.C.

COMITIVA DA LIFE FITNESS VISITA A RESSACADA

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Vandrei Bion/Avaí F.C.

presidente da Life Fitness Mundial, Chris Clawson, o vice-presidente da empresa na América, Tim McCarthy, e demais representantes no Brasil, visitaram, no dia 30 de março, a estrutura do complexo do Estádio da Ressacada. Os executivos conheceram os camarotes, o Centro de Formação de Atletas, além do prédio administrativo do Clube. Por último, foram levados à academia do Clube pelo gerente de marketing, Sidnei Speckart, para conferir os equipamentos da Life Fitness que, desde 2010, servem os jogadores, comissão técnica e demais funcionários. Crhis Clawson, presidente da empresa, ficou impressionado com a estrutura do Clube. “O Avaí é um clube altamente profissional. O que mais impressionou foi o ambiente de trabalho, desde a alegria dos profissionais e funcionários até a conservação do patrimônio”. A empresa norte-americana é parceira do Avaí e tem sua marca divulgada nos veículos oficiais do Clube e também nos uniformes de treino.

ESCOLINHA DE BIGUAÇU É RECEBIDA NA TOCA DO LEÃO

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a manhã do dia 25 de março, 31 alunos, de 9 a 12 anos, da escolinha de futebol da Prefeitura Municipal de Biguaçu, estiveram no estádio da Ressacada, oportunidade em que foram recepcionados pela diretora de ação social do Avaí, Nesi Brina Furlani. A visita faz parte do projeto Paz e Harmonia no Futebol, idealizado pela ASSTA - Associação Social e Cultural dos Torcedores do Avaí - em parceria com o Clube. Durante a visita, os jovens conheceram as dependências do estádio da Ressacada, em especial o Memorial dos Atletas. Fotos foram tiradas e dúvidas sobre a história do Clube foram esclarecidas. No encerramento, dona Nesi fez a entrega das camisetas do projeto Paz e Harmonia no Futebol para cada visitante.

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SEÇÃO

Jamira Furlani/Avaí F.C. Divulgação

ACONTECEU NO AVAÍ

BELLINI

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ideraldo Luiz Bellini, 80 anos, zagueiro e capitão da Seleção Brasileira Campeã do Mundo em 1958, foi homenageado, no final de março, pelo Avaí F.C. Ele é o primeiro da série de homenagens que será feita pelo Clube neste ano aos capitães das Copas vencidas pelo Brasil. A ideia é valorizar os jogadores e atletas que fizeram história no esporte brasileiro e mundial. Os homenageados eternizarão os pés (ou mãos) na Calçada da Fama do estádio da Ressacada. A diretoria do Avaí também irá eternizar em seu estádio os pés dos outros capitães campeões do mundo pela seleção: Carlos Alberto Torres (1970), Dunga (1994) e Cafu (2002). Para o caso de Mauro Ramos de Oliveira, capitão da Copa de 1962, falecido há nove anos, a diretoria estuda outra forma de homenagem.

TURMINHA DO LEÃO

O

pré-lançamento da Turminha do Leão, que contou com a participação dos torcedores do Avaí na escolha dos nomes dos principais personagens de novos produtos destinados ao público infantil principalmente, foi um verdadeiro sucesso de participação e interação com os internautas. A escolha, entre as cinco opções, do nome de cada personagem que, definitivamente, entrará para a história do Avaí Futebol Clube. Nesta fase, foram mais de 30 mil votos efetivados no sistema, que definiram os nomes LEONA, LÉO e LEÔNIDAS, como os escolhidos. Estes são os nomes dos filhos do mascote oficial do Clube. Este mascote também receberá uma nova roupagem e, até agosto, haverá uma campanha para escolher o nome do pai da Turminha. Os personagens da Turminha estarão em vários projetos. O primeiro será um gibi.

NOIVADO NA RESSACADA

Rubens Flôres/Avaí F.C.

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Estes personagens serão confeccionados, sendo que os mascotes entrarão em campo e participarão de eventos do Clube. Também serão importantes no processo de repassar campanhas educativas para todos os torcedores, através de cartuns, displays e outros recursos. O projeto é assinado e feito em parceria com a BB Editora.

A

paixão pelo Avaí serviu de inspiração para o dentista André Manoel Lopes de Oliveira, de 25 anos, poder demonstrar seu amor pela namorada, Beatriz Corrêa Mendes, de 25. Conselheiro do Clube, André aproveitou a Ressacada lotada num domingo de clássico para pedir a namorada em casamento. A surpresa foi notícia no país inteiro, principalmente porque a garota desceu emocionada das arquibancadas e foi até o gramado dizer o “sim”. Com o apoio da direção do Clube, André montou uma verdadeira força-tarefa para tudo dar certo. Mandou fazer 14 camisetas, cada uma com uma letra estampada no peito, e entrou no gramado, antes do jogo, acompanhado por 14 crianças, todas mascotes mirins do Clube. Quando as crianças viraram de frente para a arquibancada onde a namorada estava, a frase fez “cair a ficha” da mulher amada: Bia, quer casar comigo?

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ETERNOS ÍDOLOS

DÉCIO

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ONDE ANDA O MAIOR ARTILHEIRO DA RESSACADA? REPORTAGEM: RÓBINSON GAMBÔA FOTOS: RUBENS FLÔRES

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enhum jogador até hoje superou os 93 gols que Décio Antônio Corazza marcou com a camisa do Avaí, entre 1983 e 1997. Com essa marca, ele segue como o maior artilheiro do Clube na era Ressacada. Em toda a carreira, foram mais de 400 gols. Lembrado como um atacante guerreiro que conquistou a torcida pela garra e pelos gols, Décio vai completar em junho 50 anos de idade, comemorando o sucesso do empreendimento que ergueu a poucos metros do estádio onde fez história. Em parceria com o atacante Evando e também com o ex-jogador Tico, Décio Antônio comanda o Fair Play, um complexo esportivo com duas quadras de grama sintética que vem se transformando no principal ponto de encontro de boleiros do Sul da Ilha. Já na inauguração da Ressacada, em 1983, Décio estava lá. Ele entrou no segundo tempo, no amistoso contra o Vasco que marcou o início de uma nova era no Clube. No ano seguinte, foi emprestado ao Juventude, mas retornou em 85, para ser vice-artilheiro na campanha do histórico título de 88. Seus gols e sua energia inesgotável fizeram dele um dos primeiros jogadores de um clube catarinense a se transferir para a Europa, indo jogar por seis anos no Vitória de Setúbal, em Portugal. De volta ao Leão, foi artilheiro da Copa SC em 93. No ano seguinte, ajudou o Clube a retornar à primeira divisão do Estadual.

“Sempre fui bem recebido aqui, nas quatro vezes em que retornei”, lembra com carinho. Em 97, Décio já havia pendurado as chuteiras quando voltou à Ressacada como auxiliar técnico, aos 36 anos de idade. A pedido do presidente da época, acabou sendo inscrito como atleta e chegou a participar de alguns jogos. Gaúcho de Tapera, Décio tentou ainda seguir a profissão de técnico. Fez o curso no Rio de Janeiro e estreou no Tiradentes, de Tijucas. Depois disso, trabalhou com categorias de base no Avaí, onde lançou o zagueiro Jardel e o goleiro Edson Bastos. Fora do futebol, Décio mantém há sete anos a agência de publicidade Dam Comunicações, onde divide seu tempo com a Fair Play. A quadra, que também tem um café e churrasqueiras, mantém uma escolinha com 120 garotos. Além disso, 85% dos horários noturnos estão preenchidos. “É um sucesso”, comemora. O espaço também é usado para treinos dos profissionais do Avaí em dias de chuva.

ARTILHEIRO Na foto maior (pagina ao lado) Décio posa no campo de grama sintética do complexo esportivo que hoje dirige. Nestas fotos, lembranças de uma carreira longa e vitoriosa no futebol profissional

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AVAÍ DE CORAÇÃO

CARINHO Dona Nesi coordena as ações sociais do Avaí com dedicação e amor ao próximo

NESI,

A SUPERMÃE 64

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REPORTAGEM: RÓBINSON GAMBÔA FOTOS: DIVULGAÇÃO AVAÍ F.C.

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os 74 anos, Nesi Brina Furlani, a dona Nesi, comanda a diretoria social do Avaí com uma energia impressionante. Única diretora a permanecer até hoje no Clube, desde o início do primeiro mandato do presidente João Nilson Zunino, Nesi ganhou do atacante Evando o apelido de “mãezona”, pelo carinho e dedicação com que abraça seus projetos no Clube. Além de integrar as famílias dos funcionários, incluindo os atletas, ela também consegue levar alegria para crianças enfermas, como nas visitas dos jogadores ao Hospital Infantil Joana de Gusmão e ao Cepon, que ela repete todos os anos. Filha de uma família de avaianos, Nesi ainda organiza as visitas e passeios pela Ressacada. Só no ano passado, 2.422 crianças visitaram o estádio fora dos dias de jogos. Todos fazem um passeio pelas dependências do Clube, das arquibancadas ao vestiário dos profissionais, e ainda recebem um brinde, fornecido pela Assta – Associação Social e Cultural dos Torcedores do Avaí. “Ver o sorriso deles não tem preço”, comenta. Na vitória sobre o Concórdia, na última rodada da primeira fase do campeonato Catarinense, um grupo de crianças autistas entrou em campo acompanhado pelos pais. A emoção de pisar no gramado em dia de jogo significa muito para meninos e meninas portadores de deficiências. “O torcedor entende e nos aplaude”, lembra. Mãe de quatro filhos e avó de quatro netos, Nesi conta que foi na sua experiência como bandeirante que desenvolveu esse amor pelo próximo. Nas datas comemorativas, como Natal, Dia das Crianças e Páscoa, ela promove encontros no Clube para integrar filhos dos funcionários e jogadores. No fim do ano, Nesi pretende levar a festa de Natal para o estacionamento, permitindo maior participação da comunidade. Em dezembro, quando os jogadores foram levar um carinho às crianças internadas no Hospital Infantil, Nesi percebeu uma mãe chorando num canto de uma sala e a chamou para uma conversa. “Falei para ela ter esperança, que a medicina hoje é muito evoluída. É preciso acreditar”, lembra. No dia das Mães, Nesi distribui flores. Também promove parcerias em benefício de entidades assistenciais como o Centro de Educação e Evangelização Popular, Sociedade Alfa Gente e Recanto do Carinho. Nesi promove também o jantar com o ídolo, levando torcedores a um restaurante com jogadores e organiza reuniões para orientar os mascotes do Clube - grupo que costuma entrar em campo com os jogadores. Ela também participa das campanhas de doação de sangue junto com o site Sou Avaiano. Através dela, os atletas da base têm um curso supletivo à disposição e os filhos dos funcionários ganham material escolar. Apesar da rotina agitada e da agenda cheia, Nesi nem pensa em parar, quer chegar aos 80 mantendo a mesma energia. “Isso aqui é a minha vida”, completa.

DIA das Mães

DIA das Crianças

PÁSCOA deste ano

FAMÍLIA de avaianos

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LEOA AVAIANA

GOGA KRAUS 66

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Fotos: Geremia Photography/Avaí F.C.

LEOA AVAIANA

GANHADOR DO CONCURSO ESCOLHA DA LEOA AVAIANA 2010 PARABÉNS, FABIANO GASPAR

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abiano Gaspar foi o sorteado no concurso “Leoa Avaiana 2010” e ganhou uma camiseta do Avaí autografada por todo o elenco de 2011. Na foto acima, ele posa ao lado de sua namorada Janaina da Silva, que levará o presente para seu pai, avaiano fanático.

PAIXÃO TATUADA NA PELE

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a edição passada, a leoa avaina escondeu um segredo dos leitores que estamos mostrando agora. O amor que Paula Gonçalves de Almeida tem pelo Avaí está tatuado em seu punho direito, como indicamos na foto abaixo. Mistério desfeito!

AVAIANA APAIXONADA, MÃE ZELOSA E ESPOSA DEDICADA

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Leoa desta edição é Goga Kraus, 36 anos, mãe de três filhos e sócia do Avaí. Apaixonada pelo Leão da Ilha, sempre está nas arquibancadas, seja na Ressacada ou em jogos fora. Mãe zelosa e esposa dedicada, ela tem o sonho de ver os filhos formados e bem encaminhados, além de vibrar com o Avaí Campeão Brasileiro da Série A. Entre as loucuras que já fez, está a restauração de um Jeep Willis 1962, que 68

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era verde e agora é azul. Goga diz que está personalizando o “Guerreiro da Ilha” como é chamado - e que levará a família aos jogos na Ressacada. A Leoa ainda faz questão de dizer para todos que ela é tão avaiana que sua filha, Yasmin, nasceu aos 26 minutos do dia 1º de setembro de 2006, dia em que o Avaí completou 83 anos. Confira o ensaio exclusivo nas lentes do fotógrafo Geremia.


TROCA DE PASSES NOME: Goga Kraus DATA NASCIMENTO: 08/03/1975 NATURALIDADE: Santo Amaro da Imperatriz SIGNO: Peixes ALTURA: 1,70 m PESO: 66 kg CINTURA: 67 cm TEM FILHOS? Sim NOME E IDADE: Thomas Edson Praseres, 13 anos, Thiago Henrique Praseres, 11 anos, e Yasmin Kraus Vieira, 4 anos. PROFISSÃO: Contadora MÚSICA QUE GOSTA: Astronauta de Mármore e Coração Pirata FILME: O Mistério da Libélula e O anjo Malvado COMIDA PREFERIDA: Pizza JOGADOR QUE MAIS GOSTA: Marquinhos Santos SONHO: Muitos sonhos. Espero realizar todos. Tenho sonhos como toda mãe, que é de ver seus filhos bem encaminhados e orientados na vida. Tenho sonhos como esposa, de manter sempre forte a cumplicidade, amizade e amor com o homem mais maravilhoso que a vida me deu. Tenho sonhos como torcedora, de ainda ver o Avaí Campeão Brasileiro. FOTOS: Geremia - www.photogeremia.blogspot.com PRODUÇÃO DE MODA: Marisa Remor MAKE UP: Nana Souto CABELO: Alex Noronha & Robson Leno ASSISTENTE DE PRODUÇÃO: Vanderlei Jr.

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Fotos divulgação/Avaí F.C.

AVAIANOS DE BERÇO

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1) Arthur Porto Schnaider; 2) Bernardo Araujo Barbosa, 3 anos; 3) Camila Buchner; 4) Eduardo Martins, 10 anos; 5) Elis do Valle Ribeiro, 10 anos; 6) Felipe, 5 anos, com Julinho; 7) Gabriel e Nathan, na Ressacada; 8) Felipe Chiari Demartino, 2 anos, mora em São Paulo; 9) João Gabriel Mitterer Ventura; 10) Guilherme Schumitt de Souza; 11) Luahny Soffye Stuepp; 12) Lukas Böll Alves, 1 ano; 13) Luysa Barcelos da Silva; 14) Maria Eduarda com o pai Adriano; 15) Pedro da Silva Espindola, 5 anos, com Zunino, no treino do Avai. 70

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Fotos divulgação/Avaí F.C.

AVAIANOS PELO MUNDO

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1) André Luiz Machado, na Cordilheira dos Andes, Santiago do Chile; 2) Antônio Carlos Correa, na Praia de Iracema, em Fortaleza; 3) Bruna Amorim e Leandro do Amaral, em Bariloche, na Argentina; 4) Carolina Loch Silva, na Mount Cook, na Nova Zelândia; 5) Renato Teive e Eliane Teive, em Paris; 6) Fernanda, Gabriel e Fabricio, em Foz do Iguaçu; 7) Herval, Pedro, Eduarda Marques e Claudia, em Foz de Iguaçu; 8) Juliana e Kaká, no Cristo Redentor, Rio de Janeiro; 9) Juliana Santos de Simas, nas Pirâmides do Egito; 10) Maikel Garcia Cunha, no estádio do Chelsea, em Londres; 11) Marineide Kons, no Central Park, Nova Iorque; 12) Michelle Menezes Garcia e Maikel Garcia Cunha, na Torre Eiffel, em Paris; 13) Roberta Maas dos Anjos, Rafaela Assis e Rodrigo Maas dos Anjos, no Engenhão, Rio de Janeiro; 14) Grasiele Ramos, Rio de Janeiro; 15) Walter Parizotto, em Paris. www.avai.com.br

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O UNIFORME DO AVAÍ PARA O BRASILEIRÃO 2011 T

orcedores e jogadores do Leão estiveram na mesma passarela no dia 17 de maio para apresentar o uniforme oficial do time para o Brasileirão 2011. E não foi só. Uma coleção especialmente desenvolvida para os fieis torcedores avaianos foi preparada pela Fanatic e muito aplaudida por quem esteve no setor Vip do estádio da Ressacada participando da festa. A marca em baixo relevo com o escudo do clube é o diferencial da coleção. Aguarde as fotos da linha completa e detalhes dos modelos na próxima edição. Por enquanto, só uma provinha daquela que já é considerada a mais bonita farda avaiana para a disputa nacional.

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Fotos: Rubens Flôres/Avaí F.C.

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Revista do Avaí #12  

Revista do Avaí F.C. - Paixão pra toda vida. Edição número 12, do mês de março de 2011. Notícias do clube mais amado de Santa Catarina. Novo...

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