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Curso Tecnológico de Desporto - 12ºano

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JÁ SABIA!!! Edição de Fevereiro

2011/2012

TUDO SOBRE DESPO RTO...

HIPOTERAPIA

GESTÃO DESPORTIVA Professor Carlos Quaresma Capítulo V

Pag.1 a 5

ANDAR PARA GANHAR VIDA Adaptado por:

Catarina Duarte

Pag.6

BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA Adaptado por: Pag.10

Miguel Dias e Tiago Santos Pag.7

GUIA DE ORIENTAÇÃO Adaptado por:

Catarina Duarte Pag.8 e 9

HISTÓRIA DO VOLEIBOL EM PORTUGAL

LESÕES DESPORTIVAS

Adaptado por:

Bruno Santos

Tiago Seco

Pag.11

Adaptado por: Pag.12


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GESTÃO DESPORTIVA Professor Carlos Quaresma As Funções da Gestão (parte 1 de 4) De acordo com Teixeira (1998, p. 3), a “tarefa da gestão é interpretar os objectivos propostos e transformá-los em acção empresarial, através de planeamento, organização, direcção e controlo de todos os esforços realizados em todas as áreas e em todos os níveis da empresa, a fim de atingir esses objectivos.”

conjunto de decisões para actuar no futuro, orientado para atingir os fins com os meios óptimos. (Adaptado de DROR, 1963, in Roche, 1998); De acordo com Kaufman, R.A. (1973),2 “A planificação é um processo para determinar «aonde ir» e estabelecer os requisitos para chegar a esse ponto da forma mais eficiente e eficaz possível”; Para Ander – Egg, (1989),3 “Planificar é a acção que consiste em utilizar um conjunto de procedimentos mediante os quais se introduz uma maior racionalidade e organização nas acções e actividades previstas de antemão com as quais se pretende alcançar determinados objectivos, tendo em conta a limitação dos meios.” Planificar supõe preparar o futuro, estabelecer linhas de comportamento para o futuro. Desta forma, estabelecemos a seguinte definição apontada à Organização das Nações Unidas: “A planificação supõe a eleição de determinadas decisões que é necessário tomar no presente, com a intenção explícita de orientar o futuro na direcção desejada.” 4

Fig. I. – Funções de gestão (Adaptado de Teixeira, 1998)

Daí que seja importante abordar as quatro funções essenciais à gestão: 1. O Planeamento 1 1.1. Definição O Planeamento pode ser definido como o processo para determinar antecipadamente aquilo que se deve fazer e como fazer. Tal como refere Teixeira, 1998, p. 4), “O planeamento tem implícita a ideia de acção a desenvolver para que as coisas aconteçam, […], os planos devem ser definidos em termos precisos de tal modo que sirvam de guias claros para os gestores e para o pessoal da empresa. […]. Os planos estabelecem a forma como a empresa irá desenvolver-se no futuro.” Muitos autores tentaram definir o termo planificar ou planificação, mas como diz Edward Quade, citado por Roche, (1998, p. 13), “a planificação é algo 1 O mesmo que planificação difícil de definir aceitavelmente; existem demasiadas interpretações sobre o que significa a palavra planifi- 2 Kaufman, R.A.: Planificação de sistemas Educativos. Editorial Trillas. México, 1973. p. 17 cação”. No entanto poderemos tentar: Planificar é mais do que fazer planos; é cons- 3 Ander – Egg, E.: Introdução à planificação. Ed. Humánitruir o futuro que se deseja; tas. Buenos Aires, 1989. p. 13 Planificar é estabelecer um objectivo e portan- 4 Planificação a Largo Prazo, Nações Unidas, New York, to, determinar o curso da acção que deve seguir-se 1971. Citado por Barranco, F.J.: Planificação Estratégica para o alcançar; de Recursos Humanos. Do Marketing Interno à planificaPlanificar é o processo de preparação de um ção. Editorial Pirâmide. Madrid, 1993, p. 209.

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GESTÃO DESPORTIVA Professor Carlos Quaresma Em jeito de conclusão, planificar é, pois, tal como nos refere Sancho et al (1999, p.16), a função da gestão que “ trata de estudar e analisar, de prever e ordenar todos os meios disponíveis ao serviço de uma causa, avaliando simultânea e finalmente os resultados, atingidos ou não, e a eficiência do processo.” 1.2. Fins, Objectivos e metas em Planificação 1.2.1. Os Fins De acordo com Sancho et al (1999, p. 17), Os “fins , são o último ganho previsto. Estão em estreita relação com as necessidades existentes, com as necessidades originárias do processo. Satisfaz-se a necessidade existente ao alcançar-se o fim previsto.” 1.2.2. Os Objectivos “Os objectivos podem considerar-se como pretensões intermédias. A consecução de todos os objectivos interfere na consecução do fim. […].” (SANCHO, J.; SÁNCHEZ, E., 1999, p. 17) Para Teixeira, (1998, p. 34), “os objectivos devem ser explicitados de forma bem concreta. Devem, antes do mais, ser escritos. Além disso, devem apresentar as seguintes características: Hierarquia: nem todos os objectivos têm o mesmo objectivo; há objectivos que são mais importantes que outros […]; Consistência: os objectivos […] devem harmonizar-se entre si; […]; Mensurabilidade: […], há que verificar à posteriori até que ponto foram ou não atingidos: […]; Calendarização: reportar os objectivos ao tempo – um período bem definido de uma série de fases -, […]; Desafios atingíveis: devem ser realistas, isto é, deve existir a real possibilidade de poderem vir a ser alcançados, mas simultaneamente obrigarem a um esforço, traduzindo-se assim num verdadeiro desafio que, quando se ganha, proporciona satisfação e estímulo para novas lutas, […]; Devem ser referidos, pelo menos, três tipos de objectivos: Económicos: sobrevivência, proveitos e crescimento; Serviço: criação de benefícios para a sociedade;

Pessoal: objectivos dos indivíduos ou grupos dentro da organização.” 1.2.3. As Metas Quando se fala em metas, fazemos referência aos aspectos concretos e específicos. As metas são responsáveis pela introdução das resoluções quantitativas. Mais importante: introduzem dados que sejam tangíveis para a determinação dos objectivos propostos. Em conclusão, poderemos afirmar que os fins se satisfazem com os planos; que os objectivos se satisfazem com os programas e as metas com os projectos. No entanto devem observar-se as seguintes considerações na formulação das metas, objectivos e fins: Devem ser tangíveis e realistas; Deverão ser formulados de forma clara e compreensível; Deverão ser específicos e precisos; Deverão ser formulados de acordo com os horizontes a que nos propusemos. 1.3. Tipos de Planificações A classificação das planificações pode ser feita de diferentes formas, a saber: A) Planificações temporais e que são de 3 tipos: Planificações operacionais, imediatas ou a curto-prazo. A sua temporalidade surge em função do meio ambiente em que está envolvida; Planificações tácticas ou de médio prazo. Se verificada, por exemplo, na administração local, tem duração correspondente a um mandato; Planificações estratégicas ou a longo prazo. Têm a duração de 4 ou mais anos. B) Planificações Geográficas: Estas podem ser de âmbito nacional, local (ou municipal) ou outras de menor área. 1.4. Tipos de planos Para Teixeira (1998, p. 38), “Há vários tipos de planos. Há planos que são guias de orientação permanente por períodos mais ou menos longos. São as políticas, os procedimentos e os regulamentos. Políticos são planos […] que se traduzem em guias preestabelecidos para orientar os gestores na tomada de decisões. […]; pela sua natureza tornam

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GESTÃO DESPORTIVA Professor Carlos Quaresma desnecessário analisar em pormenor a mesma situação todas as vezes que aconteça e permitem a unificação dos planos em geral. Procedimentos são planos que estabelecem uma série de passos para alcançar um objectivo específico. Definem o método de levar a cabo actividades futuras. […] As políticas são, regra geral, completadas com procedimentos. Regulamentos são guias de acção específicos e detalhados que se destinam a dirigir as actuações das pessoas duma forma mais apertada. Normalmente, um procedimento desdobra-se numa série de regulamentos. De modo geral, […] estão mais relacionados com métodos (de actuação) enquanto os regulamentos se referem fundamentalmente a comportamentos. […]” De acordo com o mesmo autor, há, ainda, outro tipo de planos que abrangem os programas e os orçamentos. Programas são “planos que relacionam duas varáveis: actividades e tempo. Podem assumir a forma de um simples calendário com a descrição das actividades a efectuar até programas complexos que exigem técnicas matemáticas avançadas ou processamento de dados com computadores. O cronograma, o gráfico de GANTT, […], o PERT […] e o CPM […] são exemplos de programas, […].” Orçamentos são planos relativos a resultados esperados expressos em termos numéricos, geralmente em dinheiro. O orçamento refere-se sempre a um determinado período (anual, plurianual, trimestral, mensal, etc.) e pode abarcar toda a organização – orçamento global ou geral – ou apenas um departamento ou área (orçamento parcial).” Planos Contingentes são planos elaborados para entrarem em acção se se verificarem determinadas circunstâncias que impeçam ou ponham em causa a continuidade da implementação do plano em curso. Podem existir em qualquer nível do planeamento. Os Planos podem ainda dividir-se em rígidos e flexíveis: Planos Rígidos são planos e que muito dificilmente poderão ser alterados. Como nos refere Tei-

xeira (1988, p. 39), “As relações entre as diversas peças são de tal forma, que mesmo pequenas alterações numa ou noutra obrigarão a preparar um plano inteiramente novo. […] Panos Flexíveis são planos que admitem ser mudados em qualquer altura durante a sua execução, podendo prever-se desde início a forma de o fazer. Ainda de acordo com Teixeira (1988, p. 39), “Por vezes estes planos permitem um ajustamento “permanente” para os períodos futuros, à medida que se vão conhecendo os desvios dos períodos recentes. É o que chamamos planeamento deslizante.” 1.5. Níveis de Planeamento O planeamento é considerado uma função de extrema importância para o gestor. Assim, o planeamento reveste-se de características diferentes de acordo com o nível de gestão, desde logo pelas características do ambiente, também elas diferentes para os gestores de topo em relação a todos os outros. Veja-se que o ambiente que exerce maior impacto sobre os gestores de topo é caracterizado por um maior grau de incerteza e mesmo impossibilidade de controlo, contrariamente ao que sucede com os gestores de outros níveis de gestão. Habitualmente consideramos três níveis de planeamento: estratégico, táctico e operacional. 1.5.1. O Planeamento estratégico “ é o processo através do qual a gestão de topo, […] define os propósitos globais da organização (a missão), os objectivos genéricos e a forma de os alcançar. (TEIXEIRA, S., 1998, p. 40). De acordo com Roche (2002, p. 25), planeamento estratégico é o “processo pelo qual uma organização, uma vez realizada a análise do ambiente no qual se encontra e definidos os seus objectivos e médio e longo prazo, elege (selecciona) as estratégias mais adequadas para atingir os seus objectivos e define os projectos a serem executados para o desenvolvimento dessas estratégias. […]. Quando se trata duma organização diversificada, […] o planeamento estratégico processa-se a dois níveis: planeamento estratégico de nível máximo e planeamento estratégico de uma unidade estratégica de negócios.

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GESTÃO DESPORTIVA Professor Carlos Quaresma O planeamento estratégico de nível máximo, ou planeamento estratégico global é o planeamento estratégico da organização como um todo (Corporate level); consiste na definição do carácter e propósito global da organização, dos negócios em que se deve entrar ou sair e de como os recursos devem ser distribuídos entre esses vários negócios; deve dar resposta às seguintes questões: Qual é o propósito global, ou seja, a missão da organização? Que imagem deve projectar para o exterior e para o interior? Quais as ideias e as filosofias de acção que a organização deseja que os seus membros possuam? Qual é o negócio, ou os negócios da organização? Como pode a organização melhor fazer uso dos recursos disponíveis para satisfazer os seus propósitos? O Planeamento estratégico de uma unidade estratégica de negócios (SBU) é o processo de determinar como é que uma dada unidade estratégica de negócios pode concorrer numa específica linha de negócios. Deve dar resposta às seguintes questões: Que produtos específicos produz a SBU? Quem são os seus consumidores ou clientes? Como poderá concorrer melhor neste específico segmento de produtos ou serviços? Como pode a SBU agir mais em conformidade com as ideias e com a filosofia da organização e apoiar o seu propósito final e global (a missão)?” (TEIXEIRA, S. 1998, p. 40). “O planeamento estratégico para ser levado à prática precisa de ser implementado nos níveis de gestão intermédio e operacional onde as tarefas são executadas, dando origem aos planos tácticos e operacionais, […]. 1.5.1.1. Objectivos do planeamento estratégico O planeamento estratégico numa qualquer entidade ou numa organização desportiva pretende atingir os seguintes objectivos: “Reflectir sobre os objectivos a médio e longo prazo e sobre as estratégias mais adequadas para alcançá-los;

Estabelecer e definir, para todas a organização, esses objectivos e estratégias, de tal maneira que, sendo o planeamento “formal”, este se torne um guia para a gestão diária do conjunto das pessoas que colaboram ou trabalham na entidade. […]; Envolver e motivar os trabalhadores e colaboradores de uma organização em relação ás metas a serem alcançadas […]; Estar preparado para o futuro. […]. (ROCHE, F., 2002,p. 27). 1.5.1.2. Características do planeamento estratégico São seis as características do processo de planeamento estratégico: a) Formalidade “O planeamento estratégico é um planeamento formal. Ou seja, contém um método na sua realização, aprovação e acompanhamento, e o seu resultado é um produto concreto […]; b) Globalidade O planeamento estratégico é sempre global em relação a uma organização ou entidade. […], o planeamento estratégico é, em relação a uma entidade corporativo, pois afecta o conjunto da organização, determinando os seus objectivos e estratégias comuns, e não somente de uma das partes; c) Realismo O planeamento estratégico deve ser realista, ou, […], utilizar a realidade como ponto de referência. […].[…], a prática regular do planeamento estratégico proporciona uma aproximação cada vez maior à realidade; d) Flexibilidade O planeamento estratégico caracteriza-se pelo sua flexibilidade, ou seja, pela sua capacidade de adaptação às mudanças do ambiente, às situações favoráveis que podem ocorrer. Precisamente o que dá sentido ao planeamento estratégico é a sua flexibilidade. […]; e) Continuidade O planeamento estratégico é um processo contínuo no tempo. Se é certo que de um ponto de vista metodológico o planeamento estratégico formal recomenda prazos e períodos definidos para o seu desenvolvimento, na realidade todas as acções

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GESTÃO DESPORTIVA Professor Carlos Quaresma a desenvolver nesses prazos e períodos devem estar alinhavadas para garantir a continuidade do processo. […]; f) Aceitação do plano pelo conjunto da organização O planeamento estratégico caracteriza-se por ser um elemento central para o conjunto da organização. O conhecimento e, nesse caso, a aceitação, por parte dos funcionários da entidade, de linhas básicas de actuação – ou seja, o projecto de futura entidade – é um elemento que define o planeamento estratégico. […]. (ROCHE, F., pp. 29 a 31, 2002). O planeamento estratégico, como se pode ver na fig. II, começa com a definição da missão. A segunda etapa consiste na análise do ambiente (análise externa) e na análise interna da própria empresa. Pretende-se analisar quais são as oportunidades e as ameaças que as forças do ambiente representam para a empresa (análise externa) e como é que esta pode aproveitar essas

oportunidades e reduzir as ameaças. A análise do ambiente geral (ou análise PEST – iniciais que se referem às variáveis – Condicionantes políticas; Condicionantes económicas; Condicionantes sócio-culturais e; Condicionantes tecnológicas), pode avaliar-se na Fig. III. A terceira fase do processo consiste na definição dos objectivos específicos. 1.5.2. O Planeamento Táctico processa-se ao nível da gestão intermédia e resulta do desdobramento dos planos estratégicos. Envolve empreendimentos mais limitados, prazos mais curtos, áreas menos amplas e recursos mais limitados. […]. O planeamento táctico está contido no planeamento estratégico e não constitui um conceito absoluto, mas relativo. […]. 1.5.3. O Planeamento Operacional refere-se […] às tarefas e às operações realizadas ao nível operacional. Como o grau de liberdade […] é pequeno e estreito, o planeamento operacional caracteriza-se pelo detalhe com que estabelece as tarefas e as operações, pelo carácter imediatista focalizando apenas o curto prazo e pela abrangência local, abordando apenas uma tarefa ou uma operação.” (TEIXEIRA, S. 1998, pp.40 – 41) Autores há que consideram existir apenas dois níveis de planeamento – estratégico e operacional – o primeiro executado por gestores de topo e o segundo executado por gestores intermédios e de nível mais baixo. 1.6. Considerações Finais sobre a Planificação Para Sancho (1997, pp. 53 – 54), numa “relação directa com o desenvolvimento do processo, devem considerar-se uma série de normas, quiçá preceitos, que o condicionam, que o configuram e o englobam. A planificação não é intuitiva, […] deve seguir um processo; deve planificar-se. Os fins, sobretudo, e também os objectivos, devem estar em concordância com os problemas e consequentes necessidades; devendo, aqueles, estabelecer-se e determinar-se claramente. Caso contrário corre-se o risco de planificar um processo encaminhando-o para algo diferente do que, realmente, se precisa, para o primeiro dos casos e, sem

Definição da Missão Análise do Ambiente

Análise Interna da

Objectivos Estratégia Fig. II – Planeamento estratégico (Adaptado de Teixeira, 1998, p. 44) Variáveis POLÍTICO-LEGAIS Estabilidade do governo Legislação comercial Leis de protecção ambiental Legislação fiscal

Variáveis ECONÓMICAS Produto nacional bruto Taxa de juro Taxa de inflação Nível de desemprego

Variáveis SÓCIO-CULTURAIS Distribuição de rendimentos Taxa de crescimento da população Distribuição etária da população

Variáveis TECNOLÓGICAS Investimento do governo Foco no esforço tecnológico Vel. de transf. de tecnologia Protecção de patentes

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ANDAR PARA GANHAR VIDA Catarina Duarte Caminhar é a forma mais natural de manter a forma e é tal como nadar, andar de bicicleta, correr, etc… um exercício aeróbico, que desenvolve a capacidade de produzir energia e resistência física aumentando o fornecimento de oxigénio à pele e aos músculos. Este tipo de exercício pode ser um fator fundamental na prevenção de doenças cardíacas e circulatórias. Sendo provavelmente a atividade aeróbica mais segura e menos cansativa, a marcha é o exercício mais indicado para o maior número de pessoas. Andar a uma velocidade moderada aumenta a eficácia do sistema cardiorrespiratório estimulando os pulmões e o coração, mas numa cadência mais gradual que a maioria das outras formas de exercício. Num teste, um grupo de homens de 40 a 57 anos, andando num passo rápido durante 40 minutos, quatro dias por semana, revelou uma melhoria igual a homens da mesma idade sujeitos a uma rotina de 30 minutos de jogging três dias por semana durante o mesmo período. A pulsação em repouso e a gordura do corpo diminuíram significativamente. Estas alterações são um indício de alguns importantes-mesmo vitais- benefícios que a marcha pode trazer. É excelente para o coração, reduz os riscos de cancro da mama, ajuda a dormir bem, faz-nos felizes, mantém a forma, retarda a velhice (por exemplo o aparecimento de Alzheimer) e protege os nossos ossos. A marcha, tal como os outros exercícios que mencionei, queimam igualmente calorias. São necessárias 3.500 calorias para perder ou ganhar meio quilo. Visto que uma hora de marcha, a passo moderado, queima cerca de 300 calorias, andando uma hora, dia sim, dia não, podemos queimar cerca de 700gr por mês ou cerca de 8kg por ano (isto se tivermos uma alimentação no mínimo equilibrada e consistente, ao longo desse período). Para perder peso mais depressa, devemos andar uma hora todos os dias e assim queimaremos cerca de 1,400kg por mês. Calorias despendidas em exercício Os valores abaixo referidos foram calculados para uma pessoa com 70kg, e devem ser proporcionalmente ajustados a pesos inferiores ou superiores. Para perder peso é necessário queimar 3.500 calorias. ATIVIDADE

CALORIAS POR MINUTO

CALORIAS POR HORA

Passeio (1,5km/h)

2-2,5

120-150

Marcha (5km/h)

4-5

240-300

Corrida (8,5km/h)

10-11

600-660

Ciclismo (16km/h)

6-7

360-420

Ténis de mesa, ténis (pares)

5-6

300-360

Ténis (individual)

7-8

420-480

Ski de pista

8-10

480-600

Golf

4-5

240-300

Squash social

10-11

600-660

Adaptado por:

Catarina Duarte

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BENEFÍCIOS DA ACTIVIDADE FÍSICA Miguel Dias e Tiago Santos A atividade física e os desportos saudáveis são essenciais para a nossa saúde e bem-estar. Constituem um dos pilares para um estilo de vida saudável, a par de alimentação saudável, vida sem tabaco e evitar outras substâncias perigosas para a saúde. Portugal, sendo um país com os piores índices de atividade física, demonstra que somos o país fisicamente menos ativo da União Europeia. Estudos compravam que uma população ao andar 30 minutos por dia todos os dias seria mais saudável, mais feliz, iria ter uma melhor qualidade de vida, poupava-se em tratamentos hospitalares e em todas as outras despesas relacionadas com a saúde, em que muitas delas são provocadas devido ao sedentarismo. A caminhada é um exercício aeróbio muito simples, que melhora o nosso condicionamento físico, ajuda a fortalecer os músculos das pernas, ajuda a perder peso, reduz a pressão sanguínea, os níveis de colesterol no sangue, o risco de doenças cardíacas, osteoporose, diabetes, o stress, etc. Por muito que as pessoas se queixam que não têm tempo para fazer uma atividade física, basta todos os dias fazerem uma caminhada de 30 minutos, como por exemplo a ida para o trabalho a pé.

nomeadamente dores lombares e dores nos joelhos; - Ajuda o crescimento e manutenção de ossos, músculos e articulações saudáveis; - Promove o bem-estar psicológico, reduz o stress, ansiedade e depressão; - Ajuda a prevenir e controlar comportamentos de risco (tabagismo, alcoolismo, toxicofilias, alimentação não saudável e violência), especialmente em crianças e adolescentes. “Um pouco de atividade é melhor que nada.”

“Os que não encontram tempo para o exercício terão de encontrar tempo para as doenças.”

Vantagens da atividade física regular - Reduz o risco de morte prematura; - Reduz o risco de morte por doenças cardíacas ou AVC, que são responsáveis por 1/3 de todas as causas de morte; - Reduz o risco de vir a desenvolver doenças cardíacas, cancro do cólon e diabetes tipo 2; - Ajuda a prevenir/reduzir a hipertensão, que afeta 1/5 da população adulta mundial; - Ajuda a controlar o peso e diminui o risco de se tornar obeso; - Ajuda a prevenir/reduzir a osteoporose, reduzindo o risco de fratura do colo do fémur nas mulheres; - Reduz o risco de desenvolver dores lombares, pode ajudar o tratamento de situações dolorosas,

Adaptado por: Miguel Dias e Tiago Santos

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GUIA DECatarina ORIENTAÇÃO Duarte Como surgiu? Foi pela mão do Major Killander de nacionalidade sueca e líder escuteiro, que em 1912 a Orientação desportiva começou a dar os primeiros passos. Tendo como base o desdobramento da distância da Maratona por três provas, adicionou-lhe a componente de leitura de carta e a perceção da Orientação. A extraordinária adesão dos jovens motivou o primeiro Campeonato Nacional na Suécia em 1922 (Mendonça, 1987). Portugal aderiu à prática desta atividade desportiva por volta de 1973 (primeiro Campeonato das Forças Armadas em Mafra), mas só em 1987, com a formação da Associação Portuguesa de Orientação (APORT), se começam a promover alguns encontros e se começam a produzir os primeiros mapas adequados à sua prática obedecendo às normas da Federação Internacional (I.O.F.International Orienteering Federation) (Oliveira, 1993). Pode considerar-se o ano de 1984 como o início da prática da Orientação no meio civil em Portugal. Até à data, a prática da modalidade era restrita aos militares que, até há relativamente pouco tempo, ainda eram as maiores presenças nas provas do nosso país. Em novembro de 1990, é criada a Federação Portuguesa de Orientação (F.P.O.) e Portugal passa de mero espectador a praticante ativo, tomando-se membro da I.O.F. e participando desde então, não só em Campeonatos do Mundo (1991 - Checoslováquia; 1995 - Alemanha; 1999 - Escócia), como em outras importantes competições internacionais. Em outubro de 2000, Portugal organizou a última prova da Taça do Mundo de Orientação desse ano (World Cup 2000). Em outubro de 2001, Portugal organizou o XXXIV Campeonato Militar Mundial de Orientação (CISM) Baseado num documento da Dr.ª Kátia Almeida

O que é? A Orientação é um desporto individual, da família, das atividades físicas de ar livre (praticado preferencialmente na natureza), de competição ou lazer para todos, praticado no mais belo estádio do mundo, a floresta. Tem como objetivo principal o percorrer de uma determinada distância em qualquer tipo de terreno, obrigando o participante a passar por diversos postos de controlo. Antes do início de cada prova, todos os praticantes têm acesso a um mapa onde verificam os locais que são de passagem obrigatórios. No terreno, cada desportista passa pelo local que está marcado no mapa (balizas) e introduz o seu cartão de controlo (identificador) numa estação eletrónica que confirma a sua passagem. Quais são os seus percursos? Os percursos onde se desenrolam as provas de Orientação são muito variados e as características do terreno são distintas: superfícies de areia, vegetação cerrada, áreas rochosas e acidentadas, entre outros. No entanto, existem percursos mais fáceis para principiantes (curto e/ou longo). Quais os tipos de orientação? A Orientação é praticada em várias disciplinas diferentes, como a Orientação Pedestre, Orientação em BTT, Corridas de Aventura e Trail Orienteering (para deficientes motores). Para além destas disciplinas com quadros competitivos nacionais e internacionais, existem também provas de Orientação a cavalo e em canoa, entre outras. A Orientação é, sem dúvida, um desporto completo que faz bem ao corpo e à alma, pois permite um contacto mais próximo com a natureza e possibilita a realização de novas amizades entre todos os participantes. Quais os objetivos desta formação? Na sociedade atual deparamo-nos com uma diminuição da prática desportiva e por consequente o aparecimento de doenças cardiovasculares, neste sentido quisemos fazer um percurso de orientação na escola visto que a capacidade de leitura e inter-

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GUIA DECatarina ORIENTAÇÃO Duarte pretação do mapa surge por volta dos 10/11 anos, idade em que as crianças estão suficientemente maduras para lidar com os conteúdos mais abstratos, relacionando a simbologia do mapa com os pormenores do terreno. No entanto, há crianças de 7/8 anos que estão intelectualmente ao nível das de 10 anos, sendo capazes de realizar percursos simples de iniciação.

onde se encontra. A partir dos 9/10 anos a criança deverá de maneira autónoma escolher o seu itinerário em função das suas competências, referenciar no mapa os elementos pertinentes que a vão ajudar a encontrar as balizas, gerir o seu esforço físico, permanecendo lúcida até à chegada. Deverá igualmente saber lidar com os imprevistos e saber controlar as suas emoções se as coisas não acontecerem como o previsto. Assim, a orientação permite às crianças desenvolver uma certa autonomia, reforçar a confiança nela própria (autoconfiança), sentir-se responsável pelas suas opções e a controlar as suas emoções em ambiente desconhecido.

“Num passado recente, o Desporto Escolar desempenhou um papel importante no desenvolvimento da modalidade, pela divulgação, pela prática nas escolas e captação de jovens talentos. Atualmente, confrontamo-nos com o seu desaparecimento e é assustador pensar qual o futuro da nossa modalidade... “ (CADERNO DIDÁTICO Nº1 Escola de Orientação do COC).

- A partir dos 13/14 anos

- Dos 9/10 aos 12anos

É o momento de começar a colocar-se a questão da escolha dos itinerários. É preciso deixar resolutamente os caminhos e as linhas de segurança para chegar o mais rapidamente à baliza. Chegou o momento de começar a “navegar”, isto é, de aprender a ler, interpretar e utilizar as curvas de nível – orientação pelo relevo. Os percursos são mais longos e mais técnicos, com distâncias de cerca de 4 Km que deverão ser percorridos em 30 minutos. Tecnicamente, as balizas estão mais afastadas dos caminhos e dos “corrimões” (fossos, regatos, caminhos, vedações …) e nem sempre se veem a partir destes elementos. Será mesmo necessário, por vezes, recorrer ao azimute (sumário ou de precisão) para encontrar uma baliza ou para se deslocar entre os postos de controlo. Com efeito, há muitas vezes uma opção a fazer, e atacar o posto a partir do caminho raramente é a solução mais rápida.

A partir do momento que a criança é capaz de seguir completamente autónoma um percurso balizado, lendo e orientando o mapa, poderá realizar percursos de cerca de 3 Km, em que as balizas se encontrem na proximidade dos caminhos ou “linhas de segurança/corrimões naturais”, que são elementos que oferecem toda a segurança de progressão, comparáveis aos caminhos, tais como: fossos secos, limites de vegetação bem definidos, linhas de água, vedações, muros, etc. A criança deve aprender progressivamente a orientar-se por outros elementos além dos caminhos: os elementos pontuais (rochas, buracos…), os limites de vegetação. Isto vai-lhe permitir de seguida selecionar um bom ponto de ataque, isto é, “em que local vou deixar o caminho, e se a forma deste não for suficiente como referência, qual o elemento exato do terreno que me vou apoiar para facilmente encontrar a baliza?”. Uma rocha, um limite de vegetação, um buraco ou uma depressão no bordo do caminho, uma clareira, ou outros tantos elementos fáceis de descobrir a partir do momento em que a criança consegue fazer a ligação entre os elementos do terreno e a sua representação no mapa. A criança poderá também começar a utilizar a bússola para orientar o mapa, se os elementos visíveis não lhe permitirem orientá-lo pelo terreno, e também para se reinstalar/recolocar, se não souber com exatidão

Adaptado por: Catarina Duarte

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HIPOTERAPIA Pedro Garcia O que é? A Hipoterapia é a utilização do cavalo para realização de atividades terapêuticas em pessoas com diversas problemáticas. Tem por objetivo ajudar a desenvolver capacidades físicas e psicológicas, através da relação com o cavalo. Esta prática proporciona uma melhor integração na sociedade e melhor qualidade de vida. Os movimentos feitos pelo cavalo ao andar imprimem movimentos tridimensionais, que atuam sobre o cavaleiro produzindo efeitos benéficos na evolução ou desenvolvimento de capacidades. Os impulsos transmitidos pelo cavalo repercutem-se no cavaleiro e levam a melhorias a nível neuro-muscular. Os benefícios da Equitação Terapêutica reportamse já ao ano de 460 A.C. Espalhou-se pela Europa e Estados Unidos a partir da década de 60 do século passado. Quantos tipos de hipoterapia existem? Equitação Adaptada – utiliza-se a equitação como um meio terapêutico. Aprende-se a montar, limpar cavalos e aparelhar, para desenvolver capacidades de autonomia do indivíduo. É utilizada essencialmente por pessoas com disfunções ligeiras a moderadas, que apresentam algumas capacidades de interação com o meio. Equitação Terapêutica - baseia-se na implementação de atividades terapêuticas que usam o cavalo em áreas como a saúde, a educação e a equitação. O seu objetivo passa por promover o desenvolvimento biológico, psicológico e social nas pessoas com necessidades especiais, melhorando funções neurológicas e sensoriais. Aqui, o ensino de técnicas de equitação não é o principal objetivo. Quais os benefícios da Hipoterapia? A Hipoterapia trás benefícios a nível físico, mental, social e emocional; O cavalo proporciona ao cavaleiro movimentos semelhante à marcha humana, que leva a melhorias a nível do equilíbrio, postura, controlo motor e mobilidade. Melhora a concentração, o processamento dos pensamentos, a habilidade para articular as emoções e orientação espacial. Proporciona uma boa relação entre o participante, o cavalo, o instrutor, voluntários e demais técnicos envolvidos no processo. Ajuda também no desenvolvimento da confiança. É também reconhecido o benefício desta atividade na melhoria da circulação sanguínea e do funcionamento do sistema respiratório; Aumento da motivação e aprendizagem de novas competências; Desenvolvimento da flexibilidade do participante.

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Neste tipo de terapia, os indivíduos portadores de deficiência experienciam independência. A quem se destina a Hipoterapia? Pessoas que apresentem: - Atrasos gerais no desenvolvimento neuropsicomotor; - Atrasos mentais; - Autismo; - Desordens emocionais; - Dificuldades de atenção; - Fala, aprendizagem e comunicação; - Distrofia muscular; - Distúrbios visuais e/ou auditivos; - Epilepsia; - Esclerose múltipla; - Espinha bífida; - Hiperatividade; - Paralisias; - Perda de mobilidade; - Problemas de adaptação social; - Reabilitação de acidentes; - Reabilitação de doenças psicossomáticas; - Síndrome de Down; - Traumas craneo-encefálicos. Quem não deve praticar Hipoterapia? - Pessoas que apresentem uma coluna instável; - Tumores na coluna; - Deslocamento na anca; - Deslocamento de vértebras; - Vertigens. Quais os técnicos envolvidos? A Hipoterapia pretende-se multidisciplinar, pelo que deve envolver fisioterapeutas, professores do ensino especial, pais e equitador. Antes do indivíduo iniciar esta terapia, tem de passar por uma bateria de testes médicos que aprovem o recurso à Hipoterapia.

Adaptado de: “Helena Veiga - Licenciada em Psicopedagogia Curativa pela Universidade Moderna de Lisboa) ” http://psicopedagogia-curativa.blogspot.com/2008/03/ hipoterapia.html

Adaptado por: Pedro Garcia


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HISTÓRIA DO VOLEIBOL EM PORTUGAL Tiago Seco

O Voleibol foi introduzido em Portugal pelas tropas norte-americanas que estiveram estacionadas na Ilha dos Açores durante a 1ª Grande Guerra Mundial. O primeiro Clube a ser oficialmente filiado foi o Campolide Atlético Clube, juntamente com a Associação Cristã da Mocidade, Belenenses, Sporting, Técnico, Benfica, Clube Internacional de Futebol, A.A. Instituto Comercial, A.A. faculdade de Direito, Associação de Alunos do Monte Estoril e outros. A Federação Portuguesa de Voleibol nasceu no dia 7 de abril de 1947 em Lisboa, sendo presidida por Guilherme Sousa Martins. A F.P.V. seria uma das fundadoras da Federação Internacional de Voleibol. O primeiro Campeonato Nacional de Seniores Masculino disputou-se em 1946/47, tendo como vencedor a A.E.I.S. Técnico. A prova feminina apenas começou em 1959/60, com a equipa do S.C. Espinho a sagrar-se campeã nacional. A estreia da seleção portuguesa em provas internacionais deu-se no Campeonato da Europa de 1948 em Roma, acabando a prova em quarto lugar. Para além de Portugal estiveram presentes a França, Holanda, Itália, Bélgica e Checoslováquia. Três anos mais tarde a seleção portuguesa participou no 3º Campeonato da Europa, em Praga, obtendo o 7º lugar. A participação num Mundial aconteceu em 1956, no 3º Campeonato do Mundo, em Paris, tendose classificado em 15º lugar, entre 24 países concorrentes. Em 1993 realiza-se o primeiro Campeonato Nacional de Duplas Masculinas e Femininas em Voleibol de Praia, tendo como campeões as duplas Miguel Maia / João Brenha e Cristina Pereira / José Schuller. No ano seguinte, Espinho recebe uma etapa do Circuito Europeu de Voleibol de Praia, sendo ganha pela dupla Maia / Brenha.

Adaptado por: Tiago Seco

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LESÓES DESPORTIVAS Bruno Santos

Como todos nós sabemos, no desporto podem por vezes ocorrer lesões. Esse tipo de lesões podem ser graves ou muito graves consoante o tipo de músculo ou de ligamento que seja afetado. O nosso corpo é um objeto privilegiado, pois é com base nele que nós podemos praticar todos os desportos ou atividades físicas. As lesões desportivas são o resultado de um traumatismo “externo”, resultado de um esforço exagerado. Se conhecermos os mecanismos e as causas, será mais fácil evitar uma lesão. Se tivermos uma lesão, ou seja, se começarmos a sentir dor, falta de força, tensão muscular intensa, etc, o que devemos fazer é procurar logo um profissional de saúde para ele avaliar qual o grau de gravidade da lesão. Deve salientar-se que a atuação sobre a lesão nas primeiras 48 horas será crucial para uma recuperação mais rápida. O que devemos fazer se tivermos uma lesão: Repouso - Não fazer nenhuma atividade física que provoque dor; Gelo - Deve-se aplicar-se gelo na zona onde ocorreu a lesão durante 15 minutos de 3 em 3 horas; Elevação - elevar a zona lesada para que a circulação de sangue seja melhor; Compressão - Comprimir a zona lesada para controlar o edema; Diagnóstico - procurar um profissional de saúde que posso avaliar a lesão. O que não devemos fazer quando temos uma lesão: Atividade - ao executarmos uma dada atividade física poderemos agravar a situação; Consumo de álcool - Não se deve consumir álcool porque é um potente vasodilatador; Massagem - Se massajar a zona lesada o edema poderá aumentar e; Por fim - O calor porque provoca a vasodilatação e aumentar o edema. As lesões desportivas mais comuns são: Entorse, distensão e ruturas musculares, luxações, fraturas e hemorragias nasais. Uma entorse “É uma lesão que ocorre numa articulação quando os ligamentos e tecidos que a

circundam são repentinamente “torcidos” ou rasgados.”; Uma distensão (e rutura muscular) é, “(…) uma distensão quando um músculo ou um conjunto de músculos se estica demasiado e, por vezes, se rasga devido a um movimento violento e brusco.”; Uma luxação “É a deslocação de um ou mais ossos de uma articulação. Ocorre quando uma força violenta atua direta ou indiretamente numa articulação, empurrando o osso para uma posição anormal.”; Uma fratura é o “Osso partido ou estalado por pancada, torção ou quando submetido a uma pressão excessiva (...) provoca dores violentas, a área da articulação incha fortemente, o local torna-se muito sensível à pressão.”; Uma hemorragia nasal “É (…) devida a uma hemorragia dos vasos sanguíneos no interior das narinas.”. Segundo, Carlos Cruz, “Existem outros tipos de lesões mais complicadas de se recuperar e que são mais dolorosas como por exemplo, ruturas de ligamentos no joelho, isto pode ser em vários ligamentos como o ligamento anterior, posterior. Pubalgia, lesões crónicas, etc.”.

Adaptado por: Bruno Santos

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Diretor: Carlos Quaresma Paginador: Francisco Daniel Redação: Francisco André Sara Garcia


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