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Curso Tecnológico de Desporto - 11ºano

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JÁ SABIA!!! Edição de Maio

2010/2011

TUDO SOB RE DESPORTO

Sarau d e Ginástica 2 011

GESTÃO DESPORTIVA Professor Carlos Quaresma Capítulo II

Pag.1

ESTEROIDES E ANABOLIZANTES Professor Rafael Baptista Capítulo II

Pag.2 e 3

“… E NÃO SERIA

A MESMA COISA” Professor Eduardo Dias

Pag.21 Pag.4

II SEMINÁRIO E MAXXIS CUP INTERNACIONAL Pag.12 e 13

Psicolog ia do De spo rto Psicologia do desporto, o que é? Bem, este artigo dar-vos-á uma noção do que é e qual a sua história. Este assunto é bastante importante no que se refere a desporto, pois sem esse acompanhamento a performance dos atletas não atingiria pontos tão elevados. Pag.8 a 11


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GESTÃO DESPORTIVA Professor Carlos Quaresma Capítulo II Nascimento de uma ciência. A Evolução da Gestão “O aparecimento das organizações hierarquizadas e assentes na divisão do trabalho, proposta por Adam Smith, correspondeu a necessidades trazidas pela Revolução Industrial e a problemas específicos da envolvente exterior. A introdução da máquina se, por um lado, diminuiu o esforço físico dos trabalhadores, por outro, desvalorizou o seu potencial de trabalho, acentuando a clivagem entre quem dirige e quem executa. Por outro lado, o impressionante desenvolvimento do comércio no último quartel do século XIX e na primeira metade do século XX, criou a necessidade de implantação de mecanismos de gestão e controlo muito eficazes, incompatíveis com o tipo de empresas existentes ao tempo. É neste contexto que Taylor, na sua Organização Científica do Trabalho, propõe os cinco princípios em que assentariam as organizações do futuro. Estes foram complementados pelas normas enunciadas por Fayol e que devem reger a administração, que são constituídas por 14 regras. As normas de Fayol, completando a arquitectura teórica enunciada por Taylor, enfocam basicamente uma forma melhor de (the best way) de gerir as empresas, dentro da lógica da cadeia hierárquica, e que reconhece a necessidade de planeamento, organização, comando e direcção, coordenação e controlo. Esta é uma estrutura organizacional padrão em forma de pirâmide. Na história da gestão há que considerar três períodos: O período pré-científico que vai desde o aparecimento do homem até 1886, data de uma reunião da American Society of Mechanical Engineers em que o norteamericano Henry Towne (1884-1924) apresentou considerações de grande impacto sobre a gestão, numa intervenção intitulada O Engenheiro como Economista; O período Científico, que decorre de 1886 até 1950, e o actual, que vai de 1950 até aos nossos dias. O período pré-científico revela práticas laborais condenáveis. Os trabalhadores eram completamente dominados pelos seus superiores e as relações sociais estabelecidas eram autocráticas; as condições de trabalho foram frequentemente as da escravatura. O período científico corresponde ao nascimento de um corpo teórico sobre a gestão, primeiro, no âmbito fabril, depois, no âmbito administrativo. Certamente que antes deste período havia gestores e organizações, verificando-se que algumas pessoas compreendiam bem os processos de gestão e da liderança. No entanto, não havia uma disciplina de gestão. As sementes do pensamento da gestão não foram laçadas à terra quando as pessoas começaram a fazer gestão, a administrar. A gestão como

disciplina começou quando se sistematizaram os conhecimentos, se codificaram estes, se desenvolveram prescrições sobre a forma de gerir melhor. No entanto, como sempre, há trabalho pioneiro válido antes do nascimento oficial de uma disciplina. O período científico termina com a apresentação da teoria da burocracia, surgida nos anos quarenta e inspirada na obra do sociólogo Max Weber. O período actual apresenta um avanço considerável da gestão, mercê da convergência de diversas contribuições que se têm vindo a desenvolver desde a II Guerra Mundial. Por exemplo, Towne reclamou o reconhecimento de que a gestão dos trabalhadores fosse considerada como uma arte prática semelhante à engenharia. A sua contribuição não foi muito aprofundada, mas teve enorme êxito. Na verdade, ela era nova na época, pois defendia que os engenheiros deveriam estar envolvidos não apenas nos aspectos técnicos, mas também com os aspectos dos custos, rendimentos e lucros. Próxima Edição Capitulo III - As teorias: A Teoria da Gestão Científica; A Teoria da Gestão Administrativa; A Teoria das Relações Humanas; A Teoria da Burocracia; A Teoria da Contingência; A Teoria da Economia política; A Teoria das Organizações; As Teorias X e Y de McGregor; A Teoria dos papéis desempenhados pelos gestores.

Carlos Quaresma

1- Professor; Licenciado em Desporto e Educação Física; Mestre em Gestão e Direcção desportiva.

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ESTEROIDES E ANABOLIZANTES Professor Rafael Baptista

Capítulo II Ética Educando Desportivamente "Quando ganhar é tudo, fazemos tudo para ganhar" (Nicholas, 1989). A anterior edição, que me proporcionou expor algumas considerações sobre conduta desportiva ficaria cerceada, caso não me fosse permitido exprimir, em forma de opinião, mais pormenores de postura que entendo serem de magnânime valor. O desporto é, de facto, um fenómeno cultural alvo de várias mudanças. Este conceito sofre mutações quase de modo instantâneo, na medida em que a sociedade evolui no redimensionamento dos seus princípios e dos seus valores. Desde a sua instituição, como desporto moderno, pelos ingleses no século passado até aos nossos dias, o desporto vem evoluindo na sua gestão, métodos de treino, tipos e modalidades desportivas, tendo adaptado as suas formas prático-organizativas com o objectivo primordial de o tornar acessível a todos os grupos da população que o desejem praticar. Actualmente o desporto corre sério risco de acumular um conjunto de perdas morais que o descredibilizam socialmente como factor educativo. O sistema desportivo não pode continuar a abrir mão de um conjunto de princípios e valores que asseguram sentido cultural e formativo à prática desportiva. Esses princípios e valores têm de estar presentes em todas as dimensões e expressões da prática desportiva e são independentes do rendimento ou sucesso desportivos. A aquisição de valores e princípios não se faz

por imposição, por "decreto", pela simples leitura de documentos, é algo que se constrói, implicando, por isso, o seu "ensino" e a sua "prática". O desporto integra a sociedade, ambos são regidos pelos mesmos sistemas de normas e valores. Sendo uma actividade cultural caracteriza-se intrinsecamente por possuir um valor educativo inestimável e a estimar. Com efeito, o desporto, pelas regras que o regem, objectivos e exigências implica, na sua prática, o respeito por valores éticos e morais, tais como: solidariedade, honestidade, disciplina, paciência, compreensão, respeito pelo outro e pela regra, superação, trabalho, etc. As questões associadas à ética no desporto, e mais especificamente as que dizem respeito ao espírito desportivo e à tolerância, assumem hoje uma importância acrescida. Por maioria de razão, não podemos negar a importância, nos diversos âmbitos, da prática e do espectáculo desportivo, mas há que reconhecer também que eles se revelam como campos especiais, nos quais os fins – ganhar - justificam quaisquer meios - violência, a corrupção, a fraude, o querer ganhar a todo e qualquer custo, o doping, a deslealdade, a ausência de espírito desportivo, etc. É da responsabilidade pessoal e insubstituível que cada um - pais, professores, treinadores, dirigentes - tem em relação às crianças e jovens para as quais constituem um modelo de referência. No entanto, esses modelos são constituídos e destruídos a uma velocidade vertiginosa, importa pois, proporcionar aos jovens a oportunidade de conhecerem e conviverem com modelos positivos. O acesso dos jovens à prática desportiva, hoje

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ESTEROIDES E ANABOLIZANTES Professor Rafael Baptista

em dia, faz-se de forma generalizada, o problema consiste em fazer corresponder essa prática a princípios educativos e morais. Deste modo surge a seguinte questão, sobre a qual vale a pena reflectir um pouco. Será que o modelo de Desporto de rendimento e as elevadas exigências estará a proporcionar aos jovens, satisfação e formas correctas de prática desportiva? Nesta perspectiva, se é importante a divulgação e a defesa dos valores, princípios e mensagens éticas do Desporto, como contributo relevante para a moralização do acto desportivo, importa de igual modo denunciar todos aqueles que contribuem para a criação de situações lesivas e atentatórias daqueles princípios (Gonçalves, 1991). A validade positiva da função social que o desporto desempenha tanto no plano formativo como no educativo, obriga os vários responsáveis, ao adequado tratamento dos efeitos perversos consequentes da sobrevalorização dos aspectos negativos do seu universo, geradores de atitudes e comportamentos opostos às finalidades de um Desporto são e salutar. É por isto que a questão da ética e do fairplay no desporto não é marcadamente contemporânea, como tal não deixa de ser essencial.

Rafael Baptista

O "JÁ SABIA!!!" ERROU! Por excessiva vontade de mostrar "trabalho", a redacção inseriu uma "suposta" introdução ao texto da autoria do nosso colaborador professor Rafael Baptista. Tal como esta se apresenta, aparenta ser da autoria do acima referido professor. Ora, tal não é, de todo, verdade. Aliás, a "suposta" introdução encerra erros científicos. Estes erros não podem ser imputados ao autor do texto que se situa logo abaixo. Pelo facto, o director do jornal e a redacção do mesmo, pedem as mais sinceras desculpas ao professor Rafael Baptista. É promessa de toda a equipa do jornal "Já Sabia!!!" uma maior, e rigorosíssima, verificação de todos os textos, evitando, deste modo, todos e quaisquer constrangimentos futuros para todos aqueles que, tão desinteressadamente, colaboram na feitura deste jornal. Pedimos, também, desculpa a todos os leitores do jornal. O Director A Redacção

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1- Professor de Educação Física; Mestre em Biocinética do Desenvolvimento e Doutorando em Ciências do Desporto pela UC; Coordenador técnico da Academia de Basquetebol D. Dinis - Coimbra.

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“ … E NÃO SERIA A MESMA COISA” Professor Eduardo Dias

“… e não seria a mesma coisa” No artigo anterior, contei-vos caros leitores, o modo como encarei desde sempre o desporto na minha vida, por esta razão, intitulei-o de “Sim, praticante me confesso”… Pois bem, em jeito de continuidade, hoje, gostava de partilhar convosco um pequeno segredo público… Às sextas-feiras, desde há cerca de dezasseis anos, me desloco de propósito a Coimbra para jogar uma simples partida de futebol. É verdade (não sei se reparam), há cerca de dezasseis anos que ao fim da tarde me encontro com outras pessoas (sempre os mesmos); formamos as mesmas equipas (adversários de sempre) e jogamos, lutando a feijões como se fosse uma final da Liga dos Campeões, no estrito respeito pelas regras (as nossas, estipuladas coletivamente e apenas praticáveis nos nossos jogos), em que qualquer jogada, falta, canto ou golo sabe a esforço, competição, concentração máxima, marcação cerrada e, também, a vitória que por incrível que pareça se esvai e desaparece, no momento em que termina a partida. Sublinho novamente, que é verdade que este jogo de sexta-feira reúne algumas características próprias, idiossincrasias que passo a relatar: - Tudo pode acontecer antes ou depois, nunca durante o jogo, pois este é mais importante e de tal forma o é, que não conheço mais ninguém que se reúna há dezasseis anos estupidamente (ou não) para dar alguns pontapés numa bola. - Os valores humanos (de todos nós) são o denominador comum destes encontros, sempre em jeito de finalíssima, que possibilitam que atrás de cada adversário haja antes e depois, um amigo. - A juventude do mais velho impera… 73 anos feitos, cuja frescura física e mental lhe permite brilhar (agora na baliza, relegando para o banco qualquer Casilhas de um dito Real Madrid e campeão do mundo). - A condição humana que transforma, como sempre transformou, médicos, enfermeiros, professores, técnicos comerciais, etc em crianças de 10 anos, que ainda sonham ser os melhores do mundo,

com direito a fotografias no France Football ou na procura de um patrocinador, que renove o simples equipamento que usamos. Enfim o desporto, nomeadamente, o futebol, etc, coisa e tal tem a especificidade de aproximar as pessoas, torna-las mais humanas, compreendendo que qualquer mind game de Mourinho, não é mais que um jogo de palavras e, que em cada jogo, qualquer das equipas pode ganhar com mérito, desmérito, com sorte, … O desporto sem adversários, colegas, treinadores, público, familiares resume-se a NADA, coisa nenhuma e não seria a mesma coisa.

Eduardo Dias

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ALERGIAS Adaptado por Carlos Quaresma

Fórum Saúde

Depois … já pode dizer que “Já Sabia!!!” Quando chega a Primavera e o tempo seco, surgem grandes problemas…para quem … sofre de … ALERGIAS. Algumas respostas úteis!!! A Rinite alérgica é um tipo de alergia muito comum e as queixas são desencadeadas pelo contacto com a substância à qual se é sensível; geralmente é o pólen, razão pela qual os sintomas predominam nos meses da Primavera e do Verão. O indivíduo alérgico é aquele cujo sistema de defesa do organismo reage despropositadamente (em excesso) a substâncias que habitualmente são inofensivas. Quando se é alérgico a substâncias naturais que existem no ar que respiramos, a mucosa do nariz, dos seios peri-nasais, das pálpebras e dos olhos, fica irritada e inflamada. Este fenómeno é consequência da libertação de uma substância por parte do sistema de defesa do organismo chamada histamina. Quais são as causas da Rinite alérgica? São múltiplas as causas de rinite alérgica e o mesmo indivíduo pode ser sensível a mais do que uma substância. Agentes mais frequentes: - pólen das plantas – é o alergénio mais comum (o pólen das plantas com flor geralmente não provoca alergia). As pessoas apresentam as queixas no início da Primavera, agravando-se pela manhã e em dias ventosos. Referem sentir-se melhor quando chove; - bolor – pequeno fungo existente no ar e que cresce particularmente no Outono. Os indivíduos mencionam agravamento das queixas à noite, em ambientes húmidos e após tempo húmido, sentindo -se melhores em meios quentes; - ácaros (microrganismos existentes no pó da casa) – as pessoas têm queixas quando limpam a casa, fazem a cama, usam aquecimentos e se deitam na cama ou locais acolchoados; - partículas de peles de animais (pêlo e penas de animais de estimação); - poeira (variedade de substâncias como fibras

de tecidos, partículas de comer e produtos químicos de limpeza). - fumo de tabaco; Quais os sintomas da Rinite alérgica? Os sintomas de rinite alérgica surgem após a inalação da substância à qual o indivíduo é sensível. As queixas típicas são: - espirros sucessivos; - nariz a pingar uma aguadilha incolor; - sensação de nariz tapado. É frequente, antes do aparecimento destes sintomas, sentir comichão acentuada do nariz, olhos e garganta, bem como sensação de aguadilha a escorrer para trás do nariz, lacrimejo e olhos vermelhos. Algumas pessoas podem também mencionar dores de cabeça, particularmente sobre os olhos, ou atrás destes, e em redor das maçãs do rosto. Por vezes os sintomas podem ser mais generalizados, surgindo eczema, urticária, dificuldade em dormir e cansaço. De acordo com o aparecimento dos sintomas definem-se dois tipos de rinite alérgica: Rinite alérgica sazonal (estacional ou febre dos fenos) – os sintomas surgem apenas nas alturas em que existe pólen transportado no ar que se respira. As estações do pólen variam nas diversas regiões de um país. Este tipo de rinite alérgica é cerca de dez vezes mais frequente que o seguinte; Rinite alérgica perene - os doentes apresentam queixas parecidas com o tipo anterior durante todo o ano, variando de intensidade de forma imprevisível.

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ALERGIAS Adaptado por Carlos Quaresma

Como se diagnostica a Rinite alérgica? O diagnóstico de rinite alérgica é feito através das queixas apresentadas pelo doente e pela observação médica, complementadas por exames de diagnóstico. O momento de aparecimento dos sintomas pode ser útil já que este depende da presença do alergénio no ar respirado. À observação médica, o nariz apresenta-se pálido e ligeiramente inchado por dentro, mas também se pode encontrar vermelho. Os olhos apresentam-se vermelhos. Por vezes, o médico poderá precisar de alguns exames complementares de diagnóstico para determinar se o indivíduo tem alergias, e qual a substância a que é sensível. Os mais importantes são: - provas cutâneas ou teste epicutâneo («nidle prick test«).Consiste numa pequena injecção por debaixo da pele de substâncias existentes no meio ambiente (pó, fungos, pêlos de animais e vários tipos de pólen); - análises de sangue – para determinar a quantidade total de uma proteína do sangue essencial para a ocorrência de alergia (Ig E); - análise de secreções nasais – exame raramente realizado.

agentes de tratamento geralmente utilizados são: Anti-histamínicos orais (comprimidos) - bloqueiam os efeitos da histamina. São importantes no alívio dos sintomas diurnos da rinite alérgica sazonal. Corticóides inalados – são medicamentos da família da cortisona, aplicados através de um spray nasal, que têm como efeito diminuir a inflamação no nariz. Estes medicamentos devem ser iniciados quando os anti-histamínicos, isoladamente, não são suficientes no controlo das queixas. Quando utilizados indevidamente por um longo período de tempo, pode surgir como efeito secundário a fragilidade da mucosa de revestimento nasal, por vezes com pequenas perdas de sangue. Simpaticomiméticos – ajudam a reduzir a quantidade de aguadilha que sai do nariz durante as crises. Aparecem frequentemente nos medicamentos de venda livre, muitas vezes em combinação com anti-histamínicos (sob a forma de comprimidos). Deve ser evitado o seu uso prolongado, particularmente em doentes com hipertensão ou doença cardíaca, pois têm como efeitos secundários o aumento da tensão arterial e da frequência cardíaca, e sensação de nervosismo. Podem ser comprados também em spray, todavia podem produzir um efeito em “ricochete” se for utilizado repetidamente por mais de três dias consecutivos; ou seja, poderá ser necessário usar cada vez mais o spray para obter o mesmo efeito. Há um tipo de tratamento que pode ser usado em doentes que, apesar de uma terapêutica máxima bem instituída, apresentam queixas e que se expõem

Como se desenvolve a Rinite alérgica? O início da rinite alérgica ocorre principalmente na infância, mas pode surgir em qualquer idade. Quando surge nas crianças é frequente os sintomas continuarem pela vida adulta. Factores como a localização geográfica, as condições ambientais e a concentração de alergénio, influenciam o desenvolvimento da doença. As complicações mais frequentes da Rinite alérgica resultam da existência de uma inflamação nasal crónica; as mais habituais são a otite média com diminuição da audição, a sinusite (inflamação dos seios peri-nasais) e pequenos tumores benignos do nariz (pólipos). É frequente a associação a asma alérgica. Formas de tratamento da Rinite alérgica: A forma mais eficaz de tratar a rinite alérgica é preveni-la. Porém, há medicamentos que podem ser prescritos pelo médico sempre que o afastamento dos alergénios é pouco prático ou eficaz. Os

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ALERGIAS Adaptado por Carlos Quaresma

prolongadamente ao alergénio conhecido (mais de seis semanas), denominada de imunoterapia ou dessensibilização. Como prevenir a Rinite alérgica: A primeira atitude a ser tomada pelo médico é aconselhar o doente a tentar evitar as substâncias que se julgam ser a causa da rinite alérgica. Os procedimentos são diferente s consoante o tipo de rinite alérgica apresentada. O indivíduo com rinite de tipo sazonal deve evitar passear pelo campo, principalmente durante os meses de Primavera. O doente com rinite alérgica de tipo perene deve ter um controlo mais apertado em relação a substâncias domésticas. Recomenda-se manter a casa o mais limpa possível, evitando ter objectos que têm maior tendência para acumular pó, como por exemplo, mantas, tapetes, móveis acolchoados, almofadas de penas e cortinados em excesso. São aconselhados os tecidos sintéticos, em vez de lã ou algodão, para diminuir a probabilidade de acumulação de pó. A casa deve estar livre de humidade, sendo útil lavar as paredes que apresentam bolor com desinfectante. Está aconselhado o uso de desumidificador. Os doentes alérgicos ao bolor devem evitar ter em casa violetas africanas e gerânios. É importante não adquirir qualquer animal de estimação, porém se tal não acontecer, devem ser tomadas medidas de higiene rigorosas, evitando a presença de pêlos espalhados pela casa. Deve evitar -se o fumo do tabaco.

um tumor, da presença de um corpo estranho (geralmente em crianças) ou desvio da parede do nariz (desvio do septo) para um dos lados. Existe um outro tipo de rinite, denominada de rinite vasomotora, que se pode confundir com o tipo alérgico. A origem desta rinite ainda não está bem identificada e o seu diagnóstico é feito por exclusão quando não se identifica nenhuma substância à qual o indivíduo seja sensível. Os doentes queixam-se sobretudo de sensação de nariz tapado, sendo menos frequente a presença de aguadilha nasal e de espirros. Quando consultar o médico especialista? Deve sempre ser consultado o médico (clínico geral) no início dos sintomas para confirmação do diagnóstico e planeamento da terapêutica. O clínico geral saberá quando precisa do apoio de um médico especialista – imunoalergologista.

Doenças comuns como diferenciar: As queixas descritas em relação com a rinite alérgica podem surgir noutras doenças; porém, a ausência de outros sintomas suspeitos, e a aparente relação de causa-efeito entre a exposição ao alergénio e o aparecimento das crises, deixa poucas dúvidas quanto ao diagnóstico. O aparecimento de febre, dores difusas pelo corpo e/ou secreções nasais amarelo-esverdeadas, fazem pensar numa causa infecciosa, como por exemplo uma gripe ou outra infecção respiratória. Se as secreções nasais apresentam sangue e a sensação de nariz tapado é só de um lado, poderá pensar-se na existência de

Adaptado por: Carlos Quaresma

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PSICOLOGIA DO DESPORTO Adaptado por Francisco Santos e Sara Garcia Artigo da Redacção

Historia da Psicologia do Desporto Considera-se “como primeiro período o dos “percursores” ou “pioneiros”, tendo decorrido de 1890 a 1920 devido à procura de se relacionar o desporto com a psicologia. De 1920 a 1930 e de 1930 a 1945, as “fases preparatórias” caracterizaram-se fundamentalmente pela tentativa de se definir o conceito de psicologia do desporto com base nos estudos efectuados ao atleta e a todo o fenómeno desportivo em geral. O terceiro período, designado por “primeira etapa de desenvolvimento” e correspondendo ao hiato temporal de 1946 a 1965, reconheceu a psicologia do desporto não só como um fenómeno possuidor de características específicas, como também, sendo uma nova área da psicologia geral. Nesta fase, surgiram tal como já referimos anteriormente, em algumas Universidades, laboratórios acentuando-se desta forma, os chamados trabalhos no terreno. De 1966 a 1977 a “fase da autonomia” marcou a história da psicologia do desporto por ter sido durante este intervalo de tempo que ela se tornou num ramo autónomo da psicologia geral. No entanto, só no período seguinte, de 1978 a 1981 é que a psicologia do desporto efectivou a sua “especificidade” através da apresentação de novas áreas de investigação associadas ao desporto. O período seguinte caracterizou -se pela forte intervenção no desporto de alta competição, acentuando-se desta forma a especificidade anteriormente referida. Era uma psicologia do desporto virada para o rendimento desportivo a qual adoptou o nome de período da “definição da originalidade” e decorreu entre 1982 e 1985. De 86 a 87, época da “especialização” verificou-se o aperfeiçoamento de determinadas técnicas, nomeadamente a do treino mental, assim como o desenvolvimento de estratégias como a preparação psicológica, sendo privilegiadas as cognitivas. A esta fase, seguiu-se a da “excelência”, de 1988 a 1990, em que a psicologia do desporto se dedica quase exclusivamente à alta performance através da preparação mental dos seus atletas. Finalmente surge-nos, na última década, a fase da “confirmação” que, também pelo rigor revelado nas suas investigações, conferiu a aceitação universal e indiscutível da psi-

cologia do desporto.”

A psicologia do desporto em Portugal “Comparativamente com os restantes países da Europa e da América do Norte, podemos considerar que a Psicologia do Desporto em Portugal surgiu mais tarde (Cruz, 1996). Podemos mesmo, segundo Serpa (1995) situar a sua origem no ano de 1940, com o aparecimento do então Instituto Nacional de Educação Física (actual Faculdade de Motricidade Humana - F.M.H.) e a introdução das cadeiras de psicologia geral e aplicada, que tinham um peso importante nos seus planos curriculares. Os primeiros contributos, realizados na década de 60, por Aníbal Costa, Alves Vieira, Noronha Feio e Paula Brito (Brito, 1990; Serpa, 1995 e Cruz, 1996), iniciaram o processo de estudo e divulgação da psicologia do desporto, despertando o interesse dos profissionais de psicologia e de educação física. No entanto, o mérito do nascimento deste ramo da psicologia deve ser atribuído a António Paula Brito, “verdadeiro pai da psicologia do desporto em Portugal” (Cruz, 1996: 31). A sua actividade de investigação, formação e intervenção neste domínio foi e continua a ser, um marco histórico e um ponto de referência para todos aqueles que se dedicam ao estudo e investigação nesta área. É em plena década de 70, que se começam a concretizar os passos mais significativos rumo ao

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desenvolvimento da psicologia do desporto (Brito, 1990; Serpa, 1995; Alves, Brito e Serpa, 1996 e Cruz, 1996). No ano de 1975, para além do referido instituto de educação física em Lisboa também no Porto, através do Instituto Superior de Educação Física (actual Faculdade de Ciências do Desporto e de Educação Física), se começa a privilegiar a psicologia nos planos curriculares. Em 1978, cria-se a Sociedade Portuguesa de Psicologia Desportiva (SPPD), embora só viesse a ser fundada oficialmente em 1980. Nesse mesmo ano (1978), para além da intervenção prolongada e sistemática de um psicólogo na Federação Portuguesa de Judo e da integração de apoio psicológico nos esquemas de trabalho da Comissão de Preparação Olímpica, foi criado o primeiro laboratório de psicologia do desporto no Instituto Superior de Educação Física (antigo I.N.E.F. e actual F.M.H.) da Universidade de Lisboa, sendo também incluída uma disciplina específica desta área nos seus planos curriculares. A intervenção da psicologia no desporto português foi-se alargando nos anos seguintes. Esse desenvolvimento foi acompanhado, em simultâneo, pelo ensino superior e pelos agentes desportivos. A década de 80 tornou-se um marco importante no desenvolvimento desta especialidade em Portugal, principalmente no que se refere à investigação e produção científica. As áreas preferenciais de estudo situam-se nos aspectos emocionais e ansiedade, preparação psicológica, reaciometria, atenção/ concentração e liderança (Brito, 1990 e Cruz, 1996). O período dourado da psicologia do desporto, fase por excelência de implementação e enraizamento deste domínio no nosso país, verificou-se em plena década de 90, onde se recuperou parte significativa do atraso em relação aos outros países mundiais (Cruz, 1996). O contributo decisivo para tal progresso deveu-se em muito à realização de várias jornadas e seminários nacionais e internacionais, um pouco por toda a parte, atingindo-se o apogeu com o VIII Congresso Mundial em Lisboa, no ano de 1993. Este evento viria a juntar no nosso país várias centenas de especialistas de todo o mundo. A produção científica aumentou significativamente, quer em termos de publicações, quer da

realização de provas de doutoramento e mestrado na área específica da psicologia do desporto. Neste sentido, o papel de várias universidades e alguns politécnicos, tem sido preponderante, através da inclusão de disciplinas específicas da área nas licenciaturas de ciências do desporto, educação física e psicologia. A criação de laboratórios e a realização de pós-graduações, mestrados e doutoramentos têm também contribuído de forma decisiva para o desenvolvimento deste domínio. Segundo Cruz (1996) o primeiro mestrado em Psicologia do Desporto foi lançado pela Universidade do Minho em 1994. Actualmente a Faculdade de Motricidade Humana e a Escola Superior de Desporto de Rio Maior também o leccionam. Segundo dados de Serpa (1995) e Cruz (1996), existem no nosso país oito pólos principais de estudo e investigação: Universidade do Minho, Faculdade de Motricidade Humana, Centro de Medicina Desportiva do Sul, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Faculdade de Ciências do Desporto e de Educação Física da Universidade do Porto e da Universidade de Coimbra, Instituto Superior de Psicologia Aplicada de Lisboa e a Escola Superior de Educação da Guarda. Actualmente, a Escola Superior de Desporto de Rio Maior também constitui um ponto de referência, iniciando-se no ano lectivo de 2002/2003 a primeira licenciatura de Psicologia do Desporto e Exercício em Portugal. Segundo Brito (1990) até ao início da década de 90, o número de trabalhos publicados em Portu-

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gal rondou os 100, sendo desenvolvidos temas em várias áreas, tais como: ansiedade; factores emocionais; preparação psicológica; perfis psicológicos; reaciometria; atenção; concentração; liderança; relação treinador-atleta; controlo emocional; agressividade e outros. Nos últimos anos, a psicologia desportiva nacional “tem vindo a evidenciar um salto qualitativo claro e notório, no desenvolvimento académico e profissional” (Cruz, 1996: 34). A investigação desenvolve-se a bom ritmo, assim como o intercâmbio internacional, onde Portugal se situa no pelotão da frente. Começam também a ser mais frequentes os pedidos de intervenção no terreno do treino desportivo, não só das equipas e atletas de alta competição, mas também nos escalões de formação, reconhecendo-se assim o inestimável papel desta ciência na preparação desportiva. Em suma, de acordo com Fonseca (2001: 120), actualmente parece ser pacífico declarar que este ramo da Psicologia “ganhou claramente a batalha da quantidade, ou da sua afirmação”. Importa agora cada vez mais travar “de forma empenhada e sustentada, a batalha da qualidade”.”

Psicologia Do Desporto Definir o conceito de «psicologia do desporto» não é tarefa fácil e mais complicado ainda tentar perceber os efeitos e o que está por detrás dela. Porém, parece-nos importante apresentar aqui um dos possíveis entendimentos deste conceito, uma vez que os seus efeitos estão à vista de todos sendo os psicólogos do desporto cada vez mais requisitados. Todavia, começaremos no entanto, por referir que “Psicologia é o ramo da ciência que estuda os fenómenos da mente, na sua origem, desenvolvimento e manifestações” como estudámos até agora. É pois nesta perspectiva que entendemos a psicologia do desporto, isto é, uma área da psicologia, estabelecida em função de uma actividade que vai estudar o comportamento dos indivíduos em situação de prática desportiva bem como todos os fenómenos da vida inconsciente que a ela se podem associar. O objectivo desta psicologia aplicada é a partir da compreensão desses fenómenos conseguir intervir no sentido de optimizar o rendimento e o

bem-estar físico e o envolvimento e equilíbrio psicológico das pessoas. Uma outra questão que nos parece importante e que segundo alguns autores e especialistas é “um problema que ainda hoje se discute” é a que diz respeito à pertinência da existência de uma psicologia do desporto como ciência e ramo independente da psicologia geral. Relembremos que os autores pioneiros desta nova temática, estabeleceram fortes ligações com outras áreas científicas, em especial com a psicofisiologia, a medicina psicossomática, a psicologia clínica e a psicopedagogia. Todavia, como disse Gueron “nenhuma ciência definiu logo à nascença o seu objecto. A história do pensamento científico prova que as ciências se separam pouco a pouco umas das outras, nascendo no seio de outras ciências”. A psicologia do desporto não é excepção. Comparativamente com os restantes países da Europa e da América do Norte, podemos considerar que a Psicologia do Desporto em Portugal surgiu mais tarde. Podemos mesmo situar a sua origem no ano de 1940, com o aparecimento do então Instituto Nacional de Educação Física (actual Faculdade de Motricidade Humana – F.M.H.) e a introdução das cadeiras de psicologia geral e aplicada, que tinham um peso importante nos seus planos curriculares. Sendo assim a psicologia do desporto procura conhecer e desmistificar processos psicológicos subjacentes à actividade física e desportiva. O titular que aplica as variadas técnicas e portanto chamados psi-

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PSICOLOGIA DO DESPORTO Adaptado por Francisco Santos e Sara Garcia Artigo da Redacção

cólogos do desporto intervêm junto dos clubes e das equipas desportivas como colectivo e dos colegas enquanto indivíduos, procurando sempre aspectos pessoais e biológicos para assim conseguir aperfeiçoamento no que vai fazer na actividade física. Os atletas não são os únicos visados, também os restantes membros que constituem uma equipa, desde a massagistas, médicos e treinadores também são aconselhados, portanto o papel do psicólogo do desporto é importante nestes aspectos de competição desportiva. O aspecto que mais se fala é com toda a certeza o que mais se relaciona com o trabalho psicológico do psicólogo do desporto junto dos clubes de futebol fazendo com que os atletas possuam apoios para renderem o melhor que conseguem. Passo a transcrever agora algumas tarefas que o psicólogo do desporto pode fazer: -Ajudar atletas de elite a desenvolverem estratégias de preparação para lidarem com as exigências da compe tiçã o e do t re ino; -Aplicar a investigação na aprendizagem motora e nos processos psicofisiológicos para maximizarem regimes de prática e forma física; -Apoiar treinadores, gestores e árbitros na promoção e melhoria das suas competências de c o m u n i c a ç ã o e r e l a ç ã o i n t e r p e s s oa l ; -Consulta psicológica a atletas lesionados durante a sua reabilitação; -Aconselhar jovens atletas com viagens frequentes para competições internacionais no modo como lidam com o desapontamento, doenças e prob l e m a s f a m i l i a r e s ; -Trabalhar com o staff e equipas de promoção de saúde; -Facilitar um clima motivacional.

tração, as questões da comunicação, da dinâmica de grupos, resolução de conflitos, gerência do stress, esgotamentos bem como ajuda a resolver problemas de crise desportiva fazem parte da sua intervenção. Os clubes cada vez mais recorrem a este tipo de ajuda para manterem a saúde psicológica dos seus atletas sã.

Adaptado por: Francisco Santos e Sara Garcia Artigo da Redacção

Com tanta tarefa pode-se definir que o psicólogo do desporto não se interessa apenas por intervir nos processos que directamente estejam relacionados com a participação em eventos desportivos. Mas sim em todo o conjunto de movimentações feitas por um atleta desde a sua vida pessoal até à sua participação no espaço desportivo. A gestão da ansiedade, da angústia, do relaxamento, da concen-

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II SEMINÁRIO Migue l D ias e Leona rdo Afons o

O II Seminário de índole desportiva, organizado pelos alunos do Curso Tecnológico de Desporto da Escola Secundária da Lousã, teve lugar no dia 9 de Abril, pelas 15 horas e 30 minutos, no Auditório da Biblioteca Municipal. O tema do seminário, “A Vida de um Atleta Profissional”, mereceu, por parte do público um feedback muito positivo. Ao longo de todo o 2º período escolar, foram feitos contactos e, depois de diversos convites enviados aos mais diversos atletas, conseguiu-se um grupo de palestrantes heterogéneo o suficiente para cativar a atenção das pessoas e tornar dinâmica a conferência: o Professor de Educação Física e Mestre em Biocinética do Desenvolvimento Rafael Baptista, as ginastas Denise Pieters e Inês Martins, o pugilista Bruno Santos e a Nutricionista Drª Rute Dias. Todos eles abordaram questões da maior importância e pertinência na vida de alguém que faz do desporto a sua vida, o seu dia-a-dia. De salientar que a organização do evento só foi possível, graças a diversos apoios, nomeadamente da Câmara Municipal da Lousã, Escola Secundária c/ 3º ciclo da Lousã, Bandeira Seguros, Pastelaria S. Silvestre, Clinica das Massagens e todos os encarregados de educação dos alunos da turma. O objectivo do seminário foi cabalmente atingido. O público que se deslocou ao Auditório manifestou-se agradado com os temas apresentados pelos palestrantes, dando conta disso mesmo, preenchendo um inquérito de satisfação que lhes foi facultado pelos discentes do curso. Neste sentido, estes alunos deixam, desde já, a firme intenção de repetirem a organização do evento no próximo ano lectivo.

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MAXXIS CUP INTERNACIONAL Daniel Martins

Nos passados dias 29, 30 de Abril e 1 de Maio, decorreu na Serra da Lousã uma prova de Downhill, Maxxis Cup Internacional. A turma F do 11º ano do Curso Tecnológico de Desporto, a pedido do professor Carlos Sêco, cooperou com a organização na parte da tarde do dia 29. A turma foi dividida e distribuída ao longo do percurso. A função a desempenhar era a de avisar os espectadores para saírem do percurso e ajudar, caso necessário, algum atleta que viesse a sofrer algum acidente. Com esta tarde de trabalho, a turma ganhou mais experiência na organização de eventos desportivos. A prova foi dominada pelo piloto de origem britânica, Gee Atherton, da equipa Commencal. A nível nacional, destacou-se o piloto, actual campeão nacional, Emanuel Pombo. De referir que este piloto português se classificou em 3º lugar da geral. No que concerne aos pilotos locais, destacaram -se os atletas Renato Ventura – 11º da geral de elites, Carlos Almeida – 1º lugar na classe “Promoção” e Margarida Bandeira – 1º lugar ma classe Cadete Women.

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RECOMENDAÇÕES DE HIDRATAÇÃO Adaptado por Carlos Quaresma

Fórum Saúde

Conselho Científico do Instituto de Hidratação e Saúde Introdução A água é um nutrimento essencial à vida humana, o principal constituinte do organismo, influenciando grandemente o estado de saúde dos indivíduos. É fundamental para praticamente todas as funções do organismo, sendo especialmente importante na regulação da temperatura corporal. Ocorrem perdas diárias de água através da pele (cerca de 450 ml), pulmões (250 a 350 ml), fezes (cerca de 200 ml) e urina (1,0 l e 1,2 l). As perdas urinárias são, em condições normais, quantitativamente as mais importantes, variando dentro de um intervalo fisiológico que depende da carga de solutos e da ingestão de fluidos, em combinação com a capacidade de diluição e concentração dos rins, teoricamente entre 0,5 l e 20,0 l/dia. As perdas através da pele e pulmões variam com o exercício, clima, vestuário e outras condições ambientais, podendo as perdas de água pela pele ascender a 8,0 l/dia em climas quentes e secos. A ingestão de água é controlada por mecanismos de regulação homeostática e não homeostática (influencias sociais e culturais), sendo as necessidades deste nutrimento dependentes de vários factores como o sexo, a idade, o estado de saúde, a actividade física, a ingestão alimentar e ainda outros como as condições de temperatura e humidade a que os indivíduos estão sujeitos. Uma ingestão insuficiente de água caracteriza -se por sensação de sede, decréscimo do bemestar, perda de peso, redução da capacidade de trabalho e consequências mais graves para a saúde, quando a perda é superior a 4%. Uma perda de 1% dos fluidos corporais leva à redução da capacidade de termorregulação e do desempenho físico, enquanto que a sucessiva desidratação com uma redução dos fluidos de 4%, é capaz de proporcionar dificuldade de concentração, dor de cabeça, irritabilidade e insónia e aumento da temperatura corporal, podendo levar à morte quando o défice de fluidos excede 8%.

Os idosos apresentam risco acrescido de insuficiente ingestão de água, pelo facto de possuírem uma diminuição da percepção da sede e uma reduzida capacidade renal de concentração da urina. Uma perda de água de 2% é suficiente para comprometer a função cognitiva, cardiovascular e o controlo motor, em indivíduos mais velhos. Também as crianças mais novas apresentam uma capacidade limitada de excreção renal de solutos e dificuldade em exprimir a sede. As crianças e os adolescentes parecem estar particularmente sujeitos a risco de comprometimento da função cognitiva (concentração, alerta e memória de curto-termo) devido a insuficiente hidratação. Existe portanto uma necessidade absoluta de repor a água corporal perdida. No entanto, não é possível definir a ingestão de água que cubra as necessidades de todos os indivíduos de uma população, dado que as necessidades individuais de água se relacionam com a ingestão energética, com as perdas de água insensíveis bem como com a capacidade renal de concentração/diluição. Por outro lado, um estado de hidratação normal pode ser atingido através de uma grande amplitude de ingestões de água, graças aos mecanismos de regulação homeostática de que dispomos. A alimentação, e particularmente a quantidade de proteína e sódio ingeridos, determinam a ingestão de água necessária para a excreção dos solutos. Por outro lado, o exercício físico, o calor e a altitude elevada, são condições que podem fazer aumentar grandemente as necessidades hídricas. Por exemplo a realização de exercício físico sob temperatura ambiental elevada, pode fazer aumentar as necessi-

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dades de água até 12l/dia. A quantidade mínima de água necessária para um indivíduo é a quantidade de água que cobre as perdas e previne os efeitos adversos da ingestão insuficiente, podendo variar a ingestão total de água, em adultos, entre 1,4 l num individuo sedentário e 12,0 l num indivíduo fisicamente activo a uma temperatura ambiental elevada. Em condições climatéricas moderadas e sem trabalho físico excessivo, os factores que mais influenciam as necessidades hídricas são a alimentação (conteúdo de solutos que acarreta) e a capacidade de concentração renal. No entanto, parece prudente não basear este cálculo na capacidade máxima de concentração renal e considerar uma margem de segurança de uma “reserva de água livre”. Alguns autores defendem ainda que a relação entre a ingestão de água e de energia seja de 1ml para 1 kcal em adultos, ligeiramente superior em idosos, e de 1,5ml/kcal em crianças, pelo facto destes dois grupos etários possuírem menor capacidade de concentração renal. As recomendações de ingestão de água pretendem que se atinja um balanço hídrico adequado, isto é que a ingestão compense as perdas de água. A definição dos valores de ingestão adequada de água deve ter em conta a estimativa da ingestão de água e do balanço hídrico a partir da observação de indivíduos saudáveis com ingestões alimentares padrão e actividade física moderada, associada às considerações com vista à obtenção de uma osmolaridade urinária desejável. Valores de referência de ingestão de água existentes É grande a variabilidade de critérios e de definições em que se baseiam as recomendações de ingestão de água existentes. A maioria dos valores de referência baseia-se em ingestões de água observadas em indivíduos saudáveis e nas estimativas das perdas de água normais; algumas incluem advertência para a necessidade de aumentar a ingestão em circunstâncias especiais como temperatura ambiental ou corporal elevadas, gravidez e lactação, idade avançada, existindo ainda alguns

países que suportam as suas recomendações na capacidade de concentração renal. Segundo as recomendações existentes, a ingestão total diária de água para adultos deve variar entre 2,2 e 3,7 l . A Organização Mundial de Saúde preconiza para adultos sedentários, sob condições ambientais temperadas, uma ingestão diária de água de 2,9 l e 2.2 l, para homens e mulheres, respectivamente. Já para os indivíduos fisicamente activos e sob temperatura elevada, a recomendação desta organização internacional ascende a 4,5 l/dia. O Food and Nutrition Board do Institute of Medicine (IOM) dos Estados Unidos, responsável pelo estabelecimento das recomendações de ingestão nutricional, não estabelece para a água, valor de RDA (Recommended Dietary Allowance) que consiste no valor médio de ingestão diária que é suficiente para atingir as recomendações nutricionais de quase todos (97%-98%) os indivíduos saudáveis em cada uma das etapas do ciclo de vida. Perante essa impos-

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sibilidade, este organismo americano estabeleceu valores de AI (Adequate Intake) para a ingestão total de água, de 3,7 l e 2,7 l por dia, para homens e mulheres adultos sedentários e com uma ingestão energética diária de 2200 kcal, com o intuito de prevenir os efeitos deletérios da desidratação que incluem anormalidades metabólicas e funcionais. Uma vez que um estado normal de hidratação pode ser mantido através de uma ingestão de água de grande amplitude de variação, as AI para a água total (combinação de água bebida, outras bebidas e ainda alimentos), basearam-se nas medianas de ingestão total de água dos inquéritos à população americana. Na Europa, o Panel on Dietetic Products, Nutrition, and Allergies (NDA) da European Food Safety Authority definiu e publicou muito recentemente valores de referência para a ingestão de água, tendo como base valores de ingestão de água total, reportados por vários países europeus, valores desejáveis de osmolaridade urinária e volumes desejáveis de água por unidade de energia consumida. Esta comissão estabeleceu valores de AI, aplicados a condições de temperatura ambiental moderada e a níveis de actividade física moderados, que se situam abaixo dos estabelecidos pelo IOM nos Estados Unidos (para adultos: 2,0 l e 2,5 l para mulheres e homens, respectivamente). Tanto os valores de referência americanos (IOM) como os europeus (EFSA) incluem para além da água em natureza, outras bebidas e alimentos/ preparados culinários como possíveis fontes de água. É normalmente assumido que a contribuição dos alimentos para a ingestão total de água é de 20 a 30%, sendo a restante veiculada pelas bebidas. Esta relação não é fixa, dependendo do tipo de alimentos e bebidas escolhidos. Os valores de AI para a água estipulados tanto pelo Institute of Medicine (EUA) como pela EFSA (Europa) não devem ser interpretados como um requisito específico. Ingestões mais elevadas de água total serão necessárias para pessoas fisicamente activas ou expostas a ambientes quentes. Não foram estabelecidos por estes dois organismos valores máximos toleráveis para água, uma vez que,

os indivíduos saudáveis apresentam uma capacidade considerável de excreção urinária e de assim manterem o balanço hídrico. Apesar disso, tem sido reportada toxicidade aguda devida à rápida ingestão de grandes quantidades de líquidos, excedendo a taxa de excreção renal máxima de aproximadamente 0,7 a 1,0 l/hora. Adaptação dos valores de referência de ingestão hídrica existentes ao estabelecimento de recomendações para a população portuguesa O conselho científico do Instituto de Hidratação e Saúde adoptou os valores de referência europeus, propostos pela EFSA e publicados em Março de 2010, uma vez que os valores de ingestão de água proveniente de bebidas reportados pelos portugueses, se enquadram nos valores observados em várias populações europeias, apesar da variabilidade observada entre países. No sentido de informar e educar a população para uma hidratação adequada, os valores de referência de ingestão de água total (tabela 1) foram transformados em recomendações e adaptados à estimativa da ingestão de água proveniente de bebidas (tabela 2), tendo-se optado pelo valor de 75% uma vez que se estima que elas contribuam com 70 a 80% do total de água ingerido. Optámos por apresentar à população os valores de ingestão recomendada de bebidas e não de água total por constituir uma mensagem muito mais simples e fácil de entender pela totalidade das pessoas, já que é grande a variabilidade do conteúdo de água dos alimentos. No entanto, se a mensagem for dirigida de 1 para 1, isto

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é, do profissional de saúde ao indivíduo, devem terse em conta os hábitos alimentares, dado que esta proporção de água veiculada por alimentos pode ser muito variável, e depende grandemente das escolhas alimentares dos indivíduos.

São apresentados os valores recomendados de ingestão de bebidas a partir dos 2 anos, já que geralmente é a partir dessa idade que a alimentação da criança passa a integrar a alimentação da família, assemelhando-se mais as escolhas alimentares e a estrutura das refeições. Até essa data, e dependendo se a criança é ou não amamentada, e das escolhas aquando da diversificação alimentar, a necessidade de água proveniente de bebidas deverá ser individualmente adaptada. Conselhos adicionais às recomendações quantitativas Para além das recomendações quantitativas de ingestão de bebidas considerámos prudente disponibilizar um conjunto de conselhos para ajudar a concretizar as tomadas de decisão relativas à ingestão de fluidos, para uma adequada hidratação de acordo com características individuais e ambientais. São exemplos destas advertências a necessidade de

aumentar a ingestão de líquidos em situações fisiológicas especiais (acompanhadas de por exemplo febre, vómitos ou diarreia), gravidez, lactação; sob condições ambientais associadas a maior perda de água corporal como temperatura e altitude elevadas; ou aquando da prática de exercício físico. Há evidência científica que comprova que todas as situações referidas pressupõem um aumento das necessidades hídricas, pelo que as recomendações quantitativas gerais provavelmente não cobrirão as necessidades por elas exigidas. É também destacada a importância de se ingerir pequenas quantidades de líquidos de cada vez e frequentemente ao longo do dia, pelo facto de existir evidência científica que sugere que a absorção de água é superior quando o volume de líquidos é repartido por vários episódios de ingestão. Adverte-se, por outro lado, para a necessidade de se atentar a sinais/sintomas associados a desidratação como a sede, a cor da urina e manifestações de défice cognitivo como sejam a diminuição da capacidade de concentração, atenção, memória, uma vez que deverão ser interpretados como sinais de alerta para a falta de água no organismo. Enfatiza-se ainda a necessidade de atentar a grupos etários em que a capacidade de detectar o estado de desidratação e/ou responder aos seus sinais pode estar diminuída, como as crianças, sobretudo as mais novas, e também os indivíduos mais velhos, visto existir evidência de que o aporte hídrico nestas fases do ciclo de vida, poderá ser inferior ao desejável. Por último, salienta-se o facto de vários alimen-

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RECOMENDAÇÕES DE HIDRATAÇÃO Adaptado por Carlos Quaresma tos e bebidas serem veículos de água, um aspecto que poderá ter especial importância na educação da população portuguesa, uma vez que, os estudos desenvolvidos recentemente pelo IHS, mostraram que uma proporção considerável da população reportou não gostar de água e desconhecer a capacidade de hidratação de outras bebidas. Divulgação das recomendações de ingestão hídrica para os portugueses Os resultados dos estudos de caracterização do aporte hídrico dos portugueses e de avaliação da influência das motivações de consumo no aporte hídrico, promovidos pelo IHS em 2009 e 2010, que incluíram amostras representativas da população portuguesa, evidenciaram a existência de alguns segmentos da população com ingestão de água inferior aos valores de referência, destacando-se pela negativa, os homens com baixa escolaridade e conhecimentos inadequados sobre hidratação. Junta-se assim à reconhecida importância da água para a saúde humana que impõe a necessidade absoluta da reposição das perdas diárias inevitáveis, a evidência científica resultante da observação da população portuguesa, possibilitando adequar a educação sobre hidratação aos grupos populacionais cujos valores de ingestão hídrica mais se distanciam do valores de referência e cujos conhecimentos sobre o tema sejam insuficientes. Torna-se assim fundamental a ampla divulgação destas recomendações, de forma a optimiza a ingestão hídrica dos portugueses, não esquecendo que a escolha das fontes de hidratação deve ser feita no enquadramento de um estilo de vida saudável e depende das preocupações e necessidades individuais, sejam elas nutricionais, de impactes ambientais, de segurança alimentar ou outras. Recomendações de Hidratação para os Portugueses Conselho Científico do Instituto de Hidratação e Saúde 1. Beba cerca de 1,5 a 2 l de líquidos por dia (consulte a tabela). 2. Beba pequenas quantidades de cada vez e frequentemente ao longo do dia, antecipando a sensação de sede. frequentemente ao longo do dia, anteci-

pando a sensação de sede. 3. Esteja atento a sinais associados a desidratação, aumentando a ingestão de líquidos nestas

situações: - Sede; - Urina de cor intensa e com cheiro; - Cansaço, dor de cabeça, perda de capacidade de concentração, atenção e memória. 4. Aumente a ingestão de líquidos nas seguintes situações: - Actividade física que o faça transpirar; Temperatura ambiental elevada (incluindo ambientes aquecidos durante o Inverno) e altitude elevada (incluindo viagens aéreas); - Situações de doença acompanhadas de febre, vómitos ou diarreia; - Gravidez e aleitamento: aumente a ingestão de bebidas em cerca de 0,2 e 0,5 L/dia, respectivamente. 5. Redobre o cuidado com a hidratação no caso de crianças e idosos, grupos em que a capacidade de detectar o estado de desidratação e/ou responder aos seus sinais pode estar diminuída. 1. EFSA Panel on Dietetic Products, Nutrition, and Allergies (NDA); Scientific Opinion on Dietary reference values for water. EFSA Journal 2010; 8(3):1459. 2. IoM (Institute of Medicine), 2004. Dietary Reference Intakes for Water, Potassium, Sodium Chloride, and Sulfate. National Academies Press, Washington DC. 3. Manz F and Wentz A, 2003. 24-h hydration status: parameters, epidemiology and recommendations. European Journal of Clinical Nutrition, 57 Suppl 2, S10-18. Manz F and Wentz A, 2005. 4. Grandjean AC, Reimers KJ and Buyckx ME, 2003. Hydration: issues for the 21st century. Nutrition Reviews, 61, 261-271. 5. Instituto de Hidratação e Saúde. Influência do modo e tipo de consumo de bebidas na diurese. Revisão temática. IHS 2010. 6. Instituto de Hidratação e Saúde. Influência das características das bebidas na hidratação. Revisão temática. IHS 2009. 7. Instituto de Hidratação e Saúde. Mecanismos da sede enquanto indicador do estado de hidratação. Revisão temática. IHS 2009. 8. Instituto de Hidratação e Saúde. Influência da desidratação ligeira nas capacidades cognitivas. Revisão temática. IHS 2009. 9. Instituto de Hidratação e Saúde. Estudo da influência das motivações de consumo no aporte hídrico dos portugueses. IHS 2010. 10. Instituto de Hidratação e Saúde. Estudo de caracterização do aporte hídrico dos portugueses. IHS 2009.

Adaptado por: Carlos Quaresma

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CORAÇÕES SAUDÁVEIS Adaptado por Carlos Quaresma O músculo mais importante do nosso corpo é o coração e, tal como outro músculo qualquer, tem que ser mantido em forma. Isto não surpreende, uma vez que nenhum outro músculo trabalha tanto - o trabalho do coração de levar o sangue a todo o corpo, transportar alimentos e oxigénio a todas as células e ajudá-las a eliminar aquilo de que não precisam é um trabalho para a vida inteira. O exercício e a alimentação são importantes para mantê-lo a funcionar no máximo das suas capacidades. Um coração saudável bombeia mais sangue com uma batida do que um coração menos em forma. O coração de um atleta em boa forma e o coração de um empregado de escritório conseguem ambos bombear por volta de 5 litros de sangue em cada minuto, mas enquanto o coração do atleta bate apenas cerca de 50 vezes, o da pessoa inactiva bate 70. Se fizessem uma corrida, ambos os corações bateriam mais depressa, para fornecer aos músculos respectivos o excedente de oxigénio e combustível necessários. Ambos os corações poderiam atingir as 180 pulsações por minuto, mas o coração do atleta transportaria cerca de 28 litros de sangue, enquanto que o da pessoa inactiva não passaria dos 20 litros. Por outras palavras, os músculos de um atleta recebem muito mais combustível e oxigénio que contribuem para resultados muito melhores. Como acontece com qualquer outro músculo, o exercício faz aumentar o tamanho do coração. Os atletas de esforço prolongado, tais como nadadores e corredores de fundo, desenvolvem ventrículos maiores, enquanto os de esforço não prolongado, como os lutadores e os lançadores do peso, aumentam a espessura das paredes do coração. O exercício físico também faz aumentar a quantidade de plasma sanguíneo (a parte líquida do sangue) e dos glóbulos vermelhos que transportam oxigénio. Desta forma, é melhorada a capacidade de eliminação de toxinas e de transporte de oxigénio a todo o corpo.

máximo. O ciclista profissional Miguel Indurain, cinco vezes vencedor da Volta a França, tem um ritmo cardíaco em repouso de 28 pulsações por minuto. Os atletas de resistência, como os corredores da maratona têm ritmos próximos das 40 pulsações por minuto. Para o comum das pessoas, o normal é 60-80 p.p.m. Estudos indicam que três sessões semanais de exercício moderado (corrida, natação, ciclismo), durante 20-30 minutos durante um ano pode fazer baixar o ritmo cardíaco de 70 para 50 pulsações por minuto. CUIDADOS PARA TER UM

SIM

NÃO

CORAÇÃO MAIS FORTE E SAUDÁVEL Fazer exercício físico regularmente Evitar o “stress” Evitar alimentos com alto teor de gorduras

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Manter o peso dentro dos limites normais

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Comer comida salgada Fumar

Sabia que... ? A quantidade de sangue bombeada pelo coração de um atleta em competição durante um minuto é sensivelmente igual à capacidade do depósito de gasolina de um automóvel pequeno. O ritmo cardíaco médio de uma pessoa em repouso é de 70 pulsações por minuto, mas qualquer valor entre as 50 e as 90 é normal. O seu ritmo cardíaco máximo não deve ser superior a 220 menos a sua idade. O objectivo dos atletas é treinarem a 80% do seu ritmo

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Editorial Adaptado por: Carlos Quaresma

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CICLOVIA Adaptado por Carlos Quaresma Ciclovia Uma Ciclovia (...) é um espaço destinado especificamente para a circulação de pessoas utilizando bicicletas. Segundo a ONU, a bicicleta é o veículo mais rápido e prático para percursos de até seis quilómetros de distância. Fonte: Gourt.com

Via de comunicação terrestre, de piso regular, concebida para velocípedes. Fonte: TemaNet

Uma via ciclável é um espaço destinado, especificamente, para a circulação de pessoas utilizando bicicletas. Há vários tipos de vias cicláveis, dependendo da segregação entre estas e a via de tráfego automóvel... Fonte: Wikipédia

Ecopista As Ecopistas - designação adoptada, em Portugal, pela Refer para identificar a requalificação de Canais Ferroviários desactivados - são caracterizadas por se tratar de uma infra-estrutura praticamente ininterrupta, fácil, segura e agradável de percorrer e cujo traçado é facilmente reconhecido pelas suas características físicas e pelo modo como se inserem na paisagem. Fonte: Refer

“O Município da Lousã foi dos primeiros a investir nos Percurso de BTT e, consequentemente, a criar o primeiro Centro de BTT das Aldeias do Xisto. São cerca de 66 quilómetros de percursos diversos por entre Aldeias Históricas, sempre com um ponto de referência e de apoio a todos os visitantes. Para além destes Percursos do Xisto, a Câmara Municipal tem ainda em projecto no Atlas Desportivo da Lousã, mais cinco Percursos de BTT, uma Ecopista, duas Ciclovias urbanas e outras duas rurais. Os novos Percursos de BTT, numa extensão superior a 60 quilómetros, estender-se-ão pelas localidades de Cacilhas, Fonte Seca, Talasnal, Ribeira de S. João, Cabril de Baixo, entre outras. A Ecopista ligará a sede do Concelho a Serpins numa extensão superior a 6 km através do antigo Ramal da Lousã, Canal Ferroviário que ligava estas duas Vilas. As quatro Ciclovias, numa extensão total de mais de 27 km, serão construídas na Lousã e Serpins e, as de carácter rural, em Cacilhas e Vilarinho.”

Ecovia Infra-estrutura destinada à circulação a pé ou em bicicleta, e que tem como principal característica a ligação - tanto a nível local como regional - entre áreas de interesse ambiental.

De acordo com o site “ciclovia.com.pt ”

1.369.581 é o número de quilómetros de ciclovias existentes em Portugal

Fonte: C. M. da Lousã In – Site “CICLOVIA”

Sobre: ciclovia.com.pt O "Ciclovia" pretende ser um apontador das Ciclovias, Ecopistas, Ecovias e Circuitos Cicloturísticos de Portugal. Este sítio, ciclovia.com.pt, é apenas um conjunto de páginas que contêm Fonte: Valimar hiperligações para outros sítios ou páginas com informação sobre cada Ciclovia. A informação contida neste sítio, é, na esmagadora maioria dos casos, fornecida graciosamente pelas entidades gestoras das várias Ciclovias. Este sítio é público e a divulgação de conteúdos deste sítio é autorizada, desde que seja identificada a sua origem e a mesma não tenha qualquer intuito comercial ou outro benefício directo, para além do informativo.

De acordo com informações recentes da Câmara Municipal, “a ecopista (…) está projectada para ser construída paralela ao Canal Ferroviário que liga as Vilas da Lousã e Serpins. (…), os percursos do Xisto, Percursos de BTT, Ecopista e Ciclovias urbanas e rurais, estão, ainda, em projecto no Atlas Desportivo da Lousã.” Informação CML

Adaptado por: Carlos Quaresma

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Sara u de Ginástica 2011

Projecto organizado pelo departamento de Expressões da Escola Secundária c/3ºciclo da Lousã, marcado para dia 9 de Junho, às 21 horas, no pavilhão desportivo nº1, junto à Escola Secundária c/3º ciclo da Lousã. Esta iniciativa contará com a presença de grupos de dança e ginástica da Lousã, Miranda do Corvo, Coimbra e da Maia. Esta actividade foi planeada com os seguintes objectivos: promover o intercâmbio de experiências com alunos de outras escolas e instituições, mas sendo o principal objectivo a promoção da actividade física, especificamente, gímnica e rítmica. Esta actividade contará com os apoios da Escola Secundária c/3º ciclo da Lousã e da Câmara Municipal da Lousã.

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Organização: apoio:


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DESPORTO Caminhada Urbana Comemoração do Dia Mundial do Não Fumador e Dia Mundial da Criança 31 de Maio (Terça-Feira) das 20:30 às 22:00 Local de concentração: 20h30m junto à Câmara Municipal da Lousã Organização: Câmara Municipal da Lousã Apoio: ACTIVAR | Montanha Clube – Secção de Caminheiros | Unidade de Cuidados na Comunidade Arouce

Xº Passeio Pedestre” – Freguesia das Gândaras 15 de Maio (Domingo) das 08:00 às 13:00 Local de concentração: 07h45m na Junta de Freguesia das Gândaras Organização: Junta de Freguesia das Gândaras Apoio: Câmara Municipal da Lousã

Descida da Serra da Lousã em Cadeira de Rodas 27 de Maio (Sexta-Feira) das 11:00 às 15:00 Local de chegada: 15h00m na Praça Sá Carneiro ARCIL: Organização

Torneio de Futsal do Rancho Infantil Estrelinhas da Ponte do Areal 30 Maio Local Pavilhão do Bairro dos Carvalhos Inscrições PRIEPA 917 737 056 | 915 001 937 | riepareal@gmail.com Organização Rancho Infantil Estrelinhas da Ponte do Areal

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Curso Tecnológico de Desporto

Com o apoio

Director: Carlos Quaresma Redacção: Francisco Daniel Francisco André Sara Garcia

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2º Edição - Maio

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