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IV CONCURSO DE IDEIAS SIL Projecto de reconversão da Praça de Toiros Celestino Graça em pavilhão multiusos e requalificação da área envolvente

Setembro de 2009

João Bravo da Costa e Tiago Simões


PROPOSTA O novo pavilhão multiusos tem uma presença urbana significativa e um papel de destaque na vida cultural de Santarém. A sua arquitectura dá corpo à ambição e à necessidade de integrar e estimular a diversidade da experiência urbana. O pavilhão é o foco de uma zona urbana intensa, programática e espacialmente.


 



 













 



 

 

 









 













Planta urbana escala 1:2000 

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100m

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Urbanismo PRINCÍPIOS Densidade programática e arquitectura singular Zona paisagística ancorada no eixo Pavilhão multiusos-Casa do Campino: extensão do espaço arquitectónico do novo recinto Celebração da cultura equestre no meio urbano

Vista para o átrio norte 5


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Pavilhão Atlântico, Lisboa

Vista para a arena – bancada sudoeste

Globen, Estocolmo

Vista para a arena – bancada norte


Conceito Com uma arena de 50 metros de diâmetro e capacidade para 13.500 espectadores, a Praça de Toiros Celestino Graça tem dimensões e capacidade semelhantes às de alguns dos recintos multiusos mais prestigiosos da Europa. Alguns exemplos são o Globen de Estocolmo (arquitectos Berg, 14.000 espectadores), o Palau Sant Jordi de Barcelona (Arata Isozaki, 16.500), ou o Pavilhão Atlântico de Lisboa (Regino Cruz e SOM, 15.000). Para obter um recinto multiusos de alto calibre, a estrutura existente poderá ser mantida. Porém, a reconversão da Praça de Toiros Celestino Graça necessitará de uma série de operações que a transformem num edifício contemporâneo com uma presença urbana substancial e características arquitectónicas únicas. O novo pavilhão multiusos será, de acordo com a nossa proposta, o primeiro edifício em Portugal concebido, desenvolvido, realizado, e gerido com base em métodos algorítmicos e ferramentas contemporâneas que potenciam a capaci­ dade criativa e colaborativa de projectistas e consultores. A busca de uma transformação tipológica foi acompanhada nesta proposta por uma exploração topológica. Um único invólucro albergará o pavilhão multi­ usos e os novos equipamentos. A sua forma e propriedades espaciais (zonas de abertura e encerramento, curvatura, amplitude volumétrica) foram concebidas para possibilitar um espaço aberto e adaptável, enquanto reconhecível e esti­ mulante para os sentidos. A arena radialmente simétrica é transformada num espaço com aspectos diferentes quando visto de zonas diferentes da bancada. Os novos átrios dividem e guiam o fluxo de visitantes e serviços.

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Abordagem ao terreno Como reestruturar e revitalizar o antigo Campo da Feira? Como introduzir uma nova forma de urbanismo capaz de atrair e estimular a vida pública de Santarém? A mudança da Feira de Agricultura deixou um vazio urbano no Campo da Feira. Num terreno com 4,7 ha (47.000 m²) numa zona consolidada da cidade, a Praça de Toiros Celestino Graça (o único recinto público) ocupa uma área de implan­ tação de aproximadamente 8.000 m². Para o complexo escolar do Sacapeito está prevista uma área de implantação de cerca de10.000 m². O único edifício a ser mantido, o picadeiro, tem uma área de implantação de 600 m². 29.000 m² de terreno estão vagos, são utilizados esporadicamente, ou estão ocupados por edifícios incaracterísticos, o que corresponde a um factor de ocupação do solo de 0.38. O valor para a área urbana envolvente é de aproxi­ madamente 2.3.

Campo da Feira e Praça de Toiros Celestino Graça Santarém

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precedentes 1 Campo Pequeno em Lisboa e Palacio Vistalegre em Madrid são dois exemplos recentes de praças de touros convertidas em recintos multiusos e acresecen­ tadas de outros equipamentos urbanos. Ambas têm dimensões semelhantes à Praça de Toiros Celestino Graça e semelhante capacidade. No caso do Campo Pequeno, a praça de touros foi renovada e acrescentada com lojas e estacionamento. A deferência à arquitectura neo-mourisca impôs-se à inovação. Todos os “aumentos” são autónomos e invisíveis. A praça de touros do Palacio Vistalegre foi também renovada e acrescentada com lojas e estacionamento. Neste caso, porém, o acrescento lucrativo impôsse mais facilmente a um edifício incaracterístico. Mas o recinto principal acabou por ficar submergido, e a sua presença na cidade é confusa. Os habitantes do bairro chamam-lhe “Titanic”. Em nenhum destes casos o desafio da remodelação resultou numa reinvenção tipológica.

Campo Pequeno Lisboa

Palacio Vistalegre Madrid

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Vista para o รกtrio este 10


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Planta do piso tĂŠrreo escala 1:1000 cota de referĂŞncia r = +100 m N

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50m


Arquitectura ESTRATÉGIAS Separação clara dos movimentos de peões e veículos em zonas de visita e serviço – no recinto e terreno circundante Forma gerada e optimizada através de processos algorítmicos “Forma activa” com vantagens estruturais e ambientais Reformulação tipológica: funções diversas coexistem num invólucro aberto e adaptável

Planta do piso superior escala 1:1000 cota = r +10 m N

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100m

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Axonometria

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Precedentes 2 A cultura equestre (em associação com a tauromáquica ou não) como presença urbana tem uma história rica. Como exemplo mais notável, a Piazza del Cam­ po em Siena, Itália, é o cenário do palio – uma corrida de cavalos que encarna o próprio espírito da cidade. Em torno das duas corridas disputadas cada ano está um ano inteiro de preparação e competição feroz, numerosas festividades, e uma indústria turística que celebra um aspecto realmente singular da cultura de Siena. Eventos equestres e os recintos que os albergam são o elemento estruturante de recintos urbanos como a Piazza Navona em Roma e a Praça do Hipódromo em Istambul. Nestes casos, a cultura equestre do passado forneceu uma base espacial para a cultura urbana do presente. Ambas as praças são únicas e ime­ diatamente reconhecíveis devido ao seu traçado e proporções. E ambas perma­ necem lugares de referência da paisagem urbana onde se situam.

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Hipótese E se o Campo da Feira tivesse um traçado e um carácter únicos? E se a recon­ versão da Praça de Touros Celestino Graça alcançasse mais do que uma repe­ tição da fórmula comercial adoptada indiscriminadamente em tantos exemplos recentes de “rehabilitações” urbanas e arquitectónicas? E se o novo Campo da Feira celebrasse os aspectos únicos da cultura ribatejana, e lhes desse um lugar central na cidade, onde scalabitanos e visitantes se reunissem? E se a reconver­ são do Campo da Feira concretizasse a possibilidade de reinventar tipologias urbanas com arquitectura inovadora?

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Relatório de Sustentabilidade por André Coelho considerações gerais :

Clima de Santarém – Verão particularmente forte (V3), Inverno relativamente brando (I1). Propõe-se limitar os ganhos solares pela orientação dos envidra­ çados e pelo eficaz sombreamento dos mesmos. Critérios LiderA relacionados: C7 (Certificação Energética); C8 (Desenho Passivo); C25 (Conforto térmico); C31 (Baixos custos no ciclo de vida).

soluções arquitectónicas propostas ou consideradas :

Camadas de isolamento com espessuras acima dos valores regulamentares. Cri­ térios LiderA relacionados: C7 (Certificação Energética); C8 (Desenho Passivo); C25 (Conforto térmico); C31 (Baixos custos no ciclo de vida). Superfície mínima de envidraçados a Este e Oeste – as orientações que mais radiação solar recebem no período de Verão e parte das estações intermédias. Critérios LiderA relacionados: C7 (Certificação Energética); C8 (Desenho Passi­ vo); C25 (Conforto térmico); C31 (Baixos custos no ciclo de vida). a configuração interior dos elementos construídos tira partido da inércia térmica dos elementos. Critérios LiderA relacionados: C7 (Certificação Energética); C8 (Desenho Passivo); C25 (Conforto térmico); C31 (Baixos custos no ciclo de vida).

Escalonamento das potências, de modo a optimizar a potência disponível com a necessidade. Critérios LiderA relacionados: C7 (Certificação Energética); C9 (Intensidade em carbono – eficiência dos equipamentos); C31 (Baixos custos no ciclo de vida). Consumos para ventilação Ventilação centralizada aos vários espaços de serviços. Critérios LiderA relacio­ nados: C7 (Certificação Energética); C31 (Baixos custos no ciclo de vida). Instalação de unidades que realizem recuperação de calor e “Freecooling”. Critérios LiderA relacionados: C7 (Certificação Energética); C9 (Intensidade em carbono – eficiência dos equipamentos); C31 (Baixos custos no ciclo de vida). Ventiladores de elevada eficiência. Critérios LiderA relacionados: C7 (Certifica­ ção Energética); C9 (Intensidade em carbono – eficiência dos equipamentos); C31 (Baixos custos no ciclo de vida). Controlo do(s) ventiladores que dão serventia aos espaços com ocupação nu­ merosa, através da monitorização dos níveis de CO2. Critérios LiderA relacio­ nados: C7 (Certificação Energética); C9 (Intensidade em carbono – eficiência dos equipamentos); C31 (Baixos custos no ciclo de vida); C43 (Inovação). Ventilação nocturna dos espaços, tanto natural como mecânica.Critérios LiderA relacionados: C7 (Certificação Energética); C8 (Desenho Passivo); C25 (Confor­ to térmico); C42 (Sistema de gestão ambiental); C31 (Baixos custos no ciclo de vida); C43 (Inovação). Consumos para equipamentos A entidade gestora deverá propor/favorecer a instalação de sistemas de elevada eficiência (A e A+, segundo classificação normalizada e já disponível para mui­ tos equipamentos). Critérios LiderA relacionados: C9 (Intensidade em carbo­ no – eficiência dos equipamentos); C31 (Baixos custos no ciclo de vida).

Iluminação natural dos espaços mais frequentados, de preferência, de forma a permitir reduzir substancialmente os consumos em iluminação artificial. Cri­ térios LiderA relacionados: C7 (Certificação Energética); C8 (Desenho Passivo); C27 (Níveis de Iluminação); C31 (Baixos custos no ciclo de vida); C43 (Inovação).

A entidade gestora deverá também coordenar com os proprietários formas de desligar automaticamente aparelhos que fiquem ligados inadvertidamente (através do sistema electrónico de segurança e de gestão centralizada de ener­ gia – obrigatória por lei). Critérios LiderA relacionados: C31 (Baixos custos no ciclo de vida); C42 (Sistema de gestão ambiental); C43 (Inovação).

energia

Consumos para iluminação

Consumos para climatização

Redes de iluminação que tirem partido da luz natural, mediante a instalação de sensores de luz e luminárias com balastros electrónicos. Os proprietários individuais deverão ser aconselhados a realizar o mesmo no interior dos seus espaços. Critérios LiderA relacionados: C7 (Certificação Energética); C27 (Níveis de Iluminação); C31 (Baixos custos no ciclo de vida); C43 (Inovação).

dos seus espaços. Critérios LiderA relacionados: C7 (Certificação Energética); C9 (Intensidade em carbono – eficiência dos equipamentos); C23 (Efeitos Térmicos e Luminosos); C31 (Baixos custos no ciclo de vida). Os proprietários deverão em geral ser aconselhados a adaptar as suas reais necessidades de iluminação à quantidade e potência das luminárias que irão instalar, reduzindo ao máximo o sobredimensionamento – infelizmente, muito vulgar – das redes de iluminação, em termos de potência por unidade de super­ fície. Critérios LiderA relacionados: C7 (Certificação Energética); C9 (Intensidade em carbono – eficiência dos equipamentos); C23 (Efeitos Térmicos e Luminosos); C31 (Baixos custos no ciclo de vida). Consumos em água quente sanitária O sistema central fornecerá água para consumo sanitário – restaurantes, bal­ neários, instalações sanitárias, evitando a instalação de sistemas individuais, particularmente alimentados a electricidade. Critérios LiderA relacionados: C7 (Certificação Energética); C9 (Intensidade em carbono – eficiência dos equipa­ mentos); C31 (Baixos custos no ciclo de vida). Geração própria de energia Propomos a instalação de um sistema centralizado solar térmico. Critérios Li­ derA relacionados: C7 (Certificação Energética); C31 (Baixos custos no ciclo de vida); C42 (Sistema de gestão ambiental); C43 (Inovação). Propomos também um sistema de geração fotovoltaica integrado na treliça que cobre a arena. A área reservada a painéis solares na proposta apresentada é de 1915 m². Com uma produção média de 1 kWh/m²/dia por cada painel de 150 watts com um metro quadrado, a produção total de energia será de 1 kWh x 1915 m² x3 65 – ou seja 698975 kWh anuais. Critérios LiderA relacionados: C7 (Certificação Energética); C31 (Baixos custos no ciclo de vida); C42 (Sistema de gestão ambiental); C43 (Inovação). Co-geração de energia, utilizando o sistema de caldeira(s) a biomassa para esse efeito. Critérios LiderA relacionados: C7 (Certificação Energética); C31 (Baixos custos no ciclo de vida); C33 (Dinâmica Económica Local); C42 (Sistema de ges­ tão ambiental); C43 (Inovação).

materiais

Sistema centralizado de climatização para todo o complexo, com potência adequada para responder às necessidades de arrefecimento e aquecimento, distribuindo água fria e quente para os vários espaços de serviços a instalar. Para o arrefecimento, o sistema centralizado funcionará à base de bombas geo­ térmicas ultra-eficientes. O aquecimento será realizado com base em caldeiras alimentadas a biomassa (“pellets”). O sistema distribui centralizadamente água quente e fria, conforme as necessidades, sendo a forma de acesso e pagamento da energia a determinar em função da quantidade e tipo de serviços que virão a funcionar. Critérios LiderA relacionados: C7 (Certificação Energética); C9 (Inten­ sidade em carbono – eficiência dos equipamentos); C31 (Baixos custos no ciclo de vida); C33 (Dinâmica Económica Local); C42 (Sistema de gestão ambiental); C43 (Inovação). Bombas de caudal variável e de elevada eficiência utilizadas em todo o comple­ xo. Critérios LiderA relacionados: C9 – Intensidade em carbono (eficiência dos equipamentos); C31 – Baixos custos no ciclo de vida. 16

Tal como para os equipamentos, iluminação inadvertidamente deixada ligada desligar-se-á automaticamente. Critérios LiderA relacionados: C31 (Baixos cus­ tos no ciclo de vida); C42 (Sistema de gestão ambiental); C43 – (Inovação). Os consumos em iluminação exterior serão controlados, reduzindo ao máximo a quantidade e potência das luminárias exteriores que terão de ficar ligadas toda a noite, utilizando, nas restantes, controlo crepuscular, de forma a reduzir as horas de funcionamento ao mínimo indispensável. Critérios LiderA relaciona­ dos: C7 (Certificação Energética); C23 (Efeitos Térmicos e Luminosos); C31 (Bai­ xos custos no ciclo de vida); C42 (Sistema de gestão ambiental); C43 (Inovação). Serão utilizadas apenas lâmpadas e luminárias de elevada eficiência. Os pro­ prietários individuais deverão ser aconselhados a realizar o mesmo no interior

Origem dos materiais Daremos preferência aos materiais produzidos localmente (num raio de 100150km), evitando, sempre que possível, os materiais produzidos fora do país, em particular se tiverem de percorrer grandes distâncias (ex: América do norte, China, etc.). Critérios LiderA relacionados: C13 (Materiais Locais). Não prevemos a utilização de materiais naturais raros. Critérios LiderA relacio­ nados: C14 (Materiais de baixo impacto). Impacto ambiental no ciclo de vida A preferência será dada a materiais com baixo impacto ambiental no seu ciclo de vida. Existem alternativas ou variantes a praticamente todos os materiais correntemente aplicados na construção com consideravelmente menos impactos ambientais no ciclo de vida. A relação custo-benefício ambiental deverá fazerse de uma forma integrada, tendo em conta os gastos totais com a construção (e não apenas estritamente entre cada material corrente e sua(s) alternativa(s)). Critérios LiderA relacionados: C14 (Materiais de baixo impacto).


processo construtivo

Utilização de água

Desconstrução

Deverão evitar-se as regas e lavagens durante as horas de maior calor, dando clara preferência ao início da manhã e ao fim da tarde/noite. Critérios LiderA re­ lacionados: C10 (Consumo de água potável); C42 – Sistema de gestão ambiental.

As especialidades de arquitectura e estabilidade irão trabalhar em conjunto para especificar soluções que, dentro do possível, potenciem a futura desconstrução, total ou parcial, ou pelo menos a possibilidade de recolha selectiva dos mate­ riais, a custos mínimos, Critérios LiderA relacionados: C19 (Produção de Resíduos1); C21 (Reciclagem de resíduos 1). A estabilidade deverá propor soluções em estrutura metálica aparafusada, ou metálica-madeira, ou metálica-betão, tentando, nesta última hipótese, tirar o máximo partido de soluções pré-fabricadas. Critérios LiderA relacionados: C19 (Produção de Resíduos 1); C21 (Reciclagem de resíduos 1). A arquitectura prevê pormenores interiores e exteriores que facilitem a des­ montagem e a manutenção (com ou sem substituição de elementos), evitando ao máximo as soluções aderidas quimicamente. Critérios LiderA relacionados: C19 (Produção de Resíduos 1); C12 – (Durabilidade); C21 (Reciclagem de resídu­ os 1); C32 (Flexibilidade – Adaptabilidade aos usos). Separação de Resíduos da Construção e Demolição Na sequência da mais recente legislação, o empreiteiro ou consórcio de em­ preiteiros será responsávbel pela separação de resíduos na fonte, bem como pela sua adequada gestão e encaminhamento para entidades de reciclagem/re­ aproveitamento dos materiais. Critérios LiderA relacionados: C19 (Produção de Resíduos 2); C12 (Durabilidade); C21 (Reciclagem de resíduos 2).

Os proprietários individuais deverão ser informados/aconselhados a incorpora­ rem mecanismos de poupança de água nas suas redes internas, como torneiras de baixo fluxo, torneiras temporizadoras e autoclismos de baixo fluxo. Critérios LiderA relacionados: C10 (Consumo de água potável); C42 (Sistema de gestão ambiental).

acessibilidades

( pedonais ,

automóveis e transportes públicos )

Redes de proximidade Embora se preveja uma grande afluência a este centro, deverá ser um objecti­ vo reduzir ao mínimo a afluência de automóveis, pelo que o desenho geral da estrutura viária circundante deverá, embora permitindo o acesso de viaturas individuais, dar clara preferência ao acesso pedonal e de transportes públicos. Critérios LiderA relacionados: C1 (Valorização Territorial); C28 (Acesso aos transportes públicos); C29 (Mobilidade de baixo impacto); C30 (Acesso para to­ dos – soluções inclusivas); C32 (Dinâmica económica local); C34 (Trabalho local). Acessos pedonais

abastecimento de águas e drenagem de águas pluviais

Serão claros, confortáveis e permitirão a deslocação de grande quantidade de peões. Demos prioridade, nos pontos-chave, ao peão face ao transporte mo­ torizado, ao limitarmos o mesmo no traçado da envolvente da nossa proposta. Critérios LiderA relacionados: C1 (Valorização Territorial); C29 (Mobilidade de baixo impacto); C30 (Acesso para todos – soluções inclusivas).

Recuperação de águas pluviais

Transportes públicos

As coberturas e pavimentos exteriores serão utilizados para recolher águas pluviais, que serão usadas para rega, lavagens, abastecimento de autoclismos e máquinas de lavar. Tanques subterrâneos serão considerados para o armazena­ mento da água, e uma rede alternativa deverá ser instalada para o seu forne­ cimento. Critérios LiderA relacionados: C10 (Consumo de água potável); C11 (Gestão de águas locais); C17 (Caudal de reutilização de águas residuais); C43 (Inovação).

O acesso ao transporte público é facilitado, tanto pela proximidade com a Ave­ nida e o centro como em possibilidades de escolha. A ideia geral, como já dito, deverá ser por em evidência a preferência por este meio de transporte. Critérios LiderA relacionados: C28 (Acesso aos transportes públicos); C29 (Mobilidade de baixo impacto); C30 (Acesso para todos – soluções inclusivas); C32 (Dinâmica económica local); C34 (Trabalho local).

Recuperação de água cinzenta Caso se justifique, em termos da quantidade gerada anualmente, a água cin­ zenta (lavatórios, duches) será igualmente recolhida, tratada e redistribuída para rega, lavagens, autoclismos e máquinas de lavar. A rede de distribuição (separada da rede de aducção de água da companhia) poderá ser a mesma que para a rede de água pluvial (desde que seja realizado o devido tratamento). Critérios LiderA relacionados: C10 (Consumo de água potável); C11 (Gestão de águas locais); C16 (Tratamento de águas residuais); C17 (Caudal de reutilização de águas residuais); C43 (Inovação). Minimização do consumo de água durante o processo construtivo O consumo de água durante a construção será ser monitorizado e reduzido ao essencial. Lavagens durante as horas de maior calor, por exemplo, serão ser evitadas; se possível, alguma da água utilizada irá ser reciclada. Critérios LiderA relacionados: C10 (Consumo de água potável); C11 (Gestão de águas locais); C17 (Caudal de reutilização de águas residuais).

Estacionamentos Demos preferência ao estacionamento subterrâneo. Para além do desafogamen­ to de espaço e vistas ao nível da superfície, é uma forma fácil de albergar os espaços técnicos necessários ao funcionamento da nossa proposta. Uma mais valia é a utilização da zona superior do estacionamento como espaço verde e de lazer. Critérios LiderA relacionados: C1 (Valorização Territorial); C32 (Flexibili­ dade – Adaptabilidade aos usos); C37 (Capacidade de Controlo). Resíduos sólidos urbanos O estudo específico de geração de RSU quantifica com rigor a quantidade de pontos de recolha selectiva a instalar no local, tendo em conta as actividades que aí se irão realizar. Os proprietários deverão ser aconselhados e incentivados a realizar separação de resíduos na fonte. Critérios LiderA relacionados: C20 (Gestão de Resíduos Perigosos); C21 (Reciclagem de Resíduos).

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João Bravo da Costa e Tiago Simões · Setembro de 2009

Presentation booklet - SIL competition 2009 at www.bravodacosta.com/blog  

This booklet summarizes an entry to an ideas competition for the city of Santarém in Portugal. The proposal is the transformation of a bullr...

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