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FESTIVAL MISSIONÁRIO NA IELB

APRESENTAÇÃO Cristo para todos é mais do que o lema da IELB. É um projeto de Deus registrado nas Escrituras Sagradas. O próprio Senhor Jesus é quem envia: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt 28.19,20). A história mostra que em nenhum momento os discípulos (também nós) se sentem sozinhos nesta missão. Deus está presente acompanhando cada passo, conforme sua promessa. A igreja cristã de todos os tempos teve a percepção de sua responsabilidade em tornar conhecido ao mundo estas verdades a respeito do evangelho. Homens, mulheres, crianças e jovens, todos têm o privilégio em ser um missionário de Jesus onde vivem, dentro do seu contexto social. Por isso, em resposta ao envio dado por Jesus a IELB se propõe, entre as suas diversas ações visando à evangelização, os Festivais Missionários, recomendando sua aplicação em todas as suas congregações ou paróquias. Para tanto o DEM (Departamento de Expansão Missionária – da IELB) preparou um material que pode ser utilizado, revisto e adaptado em cada realidade onde os festivais forem sendo executados. A ideia é de que todos os membros estejam juntos nesta ação missionária, respeitando os dons de cada um. Também importante é ressaltar que os Festivais Missionários fazem parte do Planejamento IELB 2014. Oramos ao Senhor que a realização dos Festivais Missionários se torne uma grande oportunidade para a expansão do Reino de Deus neste mundo. Somos uma igreja cristã que tem uma mensagem do amor de Deus para com as pessoas. Pedimos ao Senhor Deus sua bênção para este grande desafio.

Out/2011

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JUSTIFICATIVA A IELB está sempre buscando a melhor forma para a sua intervenção missionária. Ações como novas frentes missionárias, divisão de paróquias e a criação do PEM são alguns reflexos desta sua preocupação em levar o evangelho a um número cada vez maior de pessoas, efetivando, assim o seu lema Cristo para todos. Estamos conscientes de que as ações não se esgotam e precisam ser revisadas continuamente em virtude das próprias mudanças que ocorrem na sociedade e de forma tão rápida. Precisamos a todo tempo buscar por novas adequações (ou adaptações) do nosso trabalho e modelo de intervenção. O Festival Missionário é uma das ações propostas pela IELB com a finalidade de ajudar as congregações a se tornarem ainda mais efetivas na área da evangelização. Desta forma a IELB se compromete com a comissão de Jesus (“ide” - Mt 28) dada aos discípulos e à igreja. Além dos cultos, Estudos Bíblicos e reuniões de departamentos, que por si só são formas de evangelização, acreditamos que seja o desejo de todos participarem ainda mais deste anunciar o evangelho às pessoas que não conhecem a Jesus. Para que isso seja possível precisamos encontrar (ou construir) as estratégias para a ação evangelística. O Festival Missionário consiste num evento que mobiliza toda a igreja para missão e evangelização. Sua organização inicia com a escolha de uma data, tema, pregadores, grupos musicais, entre outras coisas. Já temos congregações que tiveram esta experiência e os resultados sempre são surpreendentes porque se observa uma mobilização dos membros na organização bem como uma participação expressiva de visitantes nas atividades oportunizando um crescimento da igreja. O projeto é um reflexo da busca da IELB por estratégias missionárias que visem mobilizar as igrejas e seus membros individualmente. O objetivo sempre é motivar e instrumentalizar para a missão. Há um caminho longo para ser percorrido e em cada região a IELB precisa entender melhor a formação histórica da religiosidade brasileira e local. Assim ela terá maior conhecimento de causa e, com isso, sua ação será mais eficaz. Entender sobre quem é quem no território brasileiro, sua cultura, seus gostos e anseios são passos decisivos para a evangelização. O Festival missionário, por exemplo, pode perfeitamente ser aplicado a qualquer realidade e trará bons resultados para a IELB. O que se propõe, portanto, com este projeto é avaliar a nossa caminhada até aqui e construir junto com as congregações as estratégias para a evangelização respeitando o contexto local, mas em nenhum momento se abstendo da nossa responsabilidade em levar Cristo para todos. Pensando nisso algumas etapas foram colocadas como mecanismos para a efetivação do projeto a fim de sensibilizar e convocar toda a igreja a participar deste desafio:     

Sensibilização da Diretoria Nacional e Departamentos de ação da IELB Sensibilização do Conselho Diretor Sensibilização do Conselho Distrital Sensibilização da Paróquia / congregação. Sensibilização do Seminário Concórdia 3


O Festival Missionário foi pensado em ser efetivado em quatro etapas: a) Estudo teológico da missão na IELB; b) Fase de sensibilização (atividades pré-festival), levando em conta as particularidades de cada região e preparação do evento. c) Evento em si; d) Desdobramentos do evento.

A) ESTUDO TEOLÓGICO DA MISSÃO NA IELB Vivemos num país pluricultural e plurirreligioso, com as suas especificidades em cada região, do Norte ao Sul. Os valores éticos, morais e religiosos de cada pessoa estão presentes nas suas falas, na forma como celebram a espiritualidade, nas suas expressões culturais, levando-se em conta a história de cada um. É evidente que, com o passar do tempo, muitas modificações dos valores começam a surgir, alheios até à nossa vontade, mas que acabam desviando a forma original de alguns, até mesmo no viver da sua religiosidade. A teologia está sempre presente na vida das pessoas. Assim elas celebram a sua religiosidade. Não importa onde este povo esteja vivendo, cada um, por si, alimenta a sua experiência da fé. As igrejas fazem um contrabalanço a estas experiências, enfatizando os seus dogmas e referenciais teológicos, o que se torna em elemento de unidade entre elas. A IELB também tem a sua visão a respeito do conceito de missão, bem como sua prática, que passamos a expor a seguir. Conceito de Missão na IELB O conceito de missão da IELB está ligado à sua filosofia de crescimento da Igreja onde a “palavra missão expressa a ideia de enviar” (HUNTER, 1993, p. 26)1. A igreja não se limita ao seu espaço de culto onde as pessoas se reúnem para adoração, mas ela “está reunida no dia do Senhor em torno da Palavra e sacramentos2 apenas para se espalhar novamente através da comunidade próxima” (HUNTER, 1993, p. 26). Com isso se entende que a missão da Igreja se torna efetiva quando o povo se sente enviado a proclamar o Evangelho ao mundo. Entende-se Evangelho como boa nova, e evangelizar como levar a boa nova do Reino a todos, cristãos ou não cristãos, levando-os à fé. Diz Martinho Lutero: Vivemos na terra com nenhum outro propósito senão o de ser útil aos outros. Se não fosse assim, seria melhor para Deus tirar a nossa vida logo após o Batismo, quando começamos a crer. Mas Ele permite que vivamos a fim de que levemos outros à fé, fazendo por eles o que Deus tem feito por nós (Manual de Evangelização3, p. 9).

Ou, conforme diz o teólogo luterano, Erni Walter Seibert (1988, p.83)4: Como a igreja tem por missão pregar o Evangelho, evangelizar é algo que ela não pode deixar de fazer. Da execução desta tarefa resulta, mediante ação do Espírito Santo, a criação da fé verdadeira em Jesus Cristo, o Salvador. É através do testemunho da igreja que Deus planejou levar a boa nova da salvação a todas as pessoas. Quando a igreja é 1

HUNTER, Kent R. Fundamentos para o Crescimento da Igreja. São Paulo: ICSP, 1993.

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A IELB aceita como Sacramentos o Batismo e a Santa Ceia. Têm como características o fato de serem instituídos por Deus, ligados à Palavra de Deus, o uso de meios externos ou visíveis e oferecerem perdão dos pecados. 3 O Manual de Evangelização foi compilado em 2000 e faz parte do Projeto do PEM e quer ser uma ferramenta para pastores e leigos com vistas ao treinamento evangelístico. 4

SEIBERT, Erni Walter. Congregação Cristã; Enfoques Teológicos e Práticos. São Paulo: ICSP, 1988. 4


infiel no cumprimento desta tarefa, ela não apenas se retrai do contato com os meios da graça5 de Deus, mas também presta um desserviço ao mundo, deixando de ser sal e luz.

Uma ênfase na IELB é que o evangelismo deva partir de uma teologia sadia, e uma teologia ligada à vida diária. Isto significa uma construção de referenciais ou matrizes teológicas da missão, levando em conta um alicerce teológico, sem, no entanto, desconsiderar as necessidades daqueles que são objetos da nossa prática missionária. O que segue é um resumo dos princípios teológicos que norteiam a prática missionária da IELB, tendo por base o seu Manual de Evangelização. 1. O Evangelismo começa com Deus O princípio da evangelização, a partir de Deus, já começou com Adão e Eva (Gn 3.8-9, 15). O intuito de Deus foi buscar e redimir o homem caído. Fez a promessa de enviar o Salvador. Fez aliança com Abraão, Isaque, Jacó, Moisés e Davi reafirmando o Seu propósito de salvar o Seu povo, reconciliandoo consigo (2 Co 5.19). A Igreja tem um papel importante, como instrumento de Deus. “A igreja é igreja devido à ação graciosa de Deus e, se ela está em missão no mundo, é porque Deus a comissionou para tal (cf. Mt 5.13,16; 2 Co 2.15, 3.2-2; 1 Pe 2.9-10, 3.15)” (Manual de Evangelização, p. 11). O desejo de Deus sempre foi que todos sejam salvos pela fé em Jesus Cristo (Ef 2.8,9) e cheguem ao pleno conhecimento da verdade. A igreja tem uma missão conferida por Deus. “A tarefa da igreja sempre estará incompleta enquanto houver pessoas que não conhecem ou não creem em Jesus Cristo como o Salvador” (SEIBERT, 1988, p. 25). Todos são convocados a exercerem a evangelização do mundo. Não há lugar para acomodados. Para que isso se torne possível é necessário a igreja organizar-se, envolvendo a todos no trabalho, e preparando pessoas e líderes para execução das tarefas. A capacitação de cada um depende muito da liderança desenvolvida pelo seu pastor. 2. O pecado torna o evangelismo urgente e necessário A Bíblia Sagrada narra a história da misericórdia de Deus para com o homem por causa do seu pecado. O homem, ao dar ouvidos ao diabo, cai e traz todas as consequências do seu ato para a humanidade. Seu desejo se tornou um grande erro e, por esta razão, o ser humano ficou privado de uma comunhão mais próxima de Deus, sem levar em conta o seu resultado final, a morte. O homem está distante de Deus, quebrou o laço de harmonia atraindo a ira de Deus (Jo 3.36) e sofrerá castigo e destruição eterna (2 Ts 1.8-9) se não se arrepender. Segundo Lutero: Ensina-se, outrossim, entre nós que depois da queda de Adão todos os homens naturalmente nascidos são concebidos e nascidos em pecado, Isto é, que desde o ventre materno todos estão plenos de concupiscência e inclinação más, e por natureza não podem ter verdadeiro temor de Deus e verdadeira fé em Deus. Também, que essa inata pestilência e pecado hereditário verdadeiramente é pecado e condena à eterna ira de Deus a quantos não renascem pelo batismo e pelo Espírito Santo (Livro de Concórdia, 1983, p. 29)6.

As atitudes do ser humano não condizem com a realidade de paz estabelecida por Deus. O próprio Senhor Jesus testifica isso quando afirma que “é do coração do homem que procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias” (Mt 15.19). 5

Meios da Graça = Palavra e Sacramentos.

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LIVRO de Concórdia. 3. Ed. Tradução: Arnaldo Schuler, Porto Alegre: Concórdia e São Leopoldo: Sinodal, 1983.

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Então cada indivíduo traz consigo as marcas do pecado e age de forma descompromissada com o Evangelho de Deus, com atitudes de violência contra o outro, seja esta verbal ou com ações, gerando enormes dificuldades nas relações humanas. Por isso, é urgente a evangelização. A mensagem do Evangelho tem como propósito resgatar o pecador de sua vida ímpia e levá-lo a refletir sobre as promessas e perdão da parte de Deus. Esta condição do ser humano é um reflexo do pecado herdado, original, e de suas práticas diárias, contrapondo, assim, com a vontade de Deus revelada nas Escrituras Sagradas. Somente a partir do ouvir da Palavra que o indivíduo é convertido, fazendo parte do povo de Cristo novamente. 3. O evangelismo está centrado em Jesus Cristo A iniciativa do resgate do homem pecador está em Deus e se concretiza em Jesus Cristo, que se tornou homem (Jo 1.14) a fim de dar a sua vida por todos. Desde o texto de Gênesis 3.15, quando é feita a promessa do Salvador, passando pelos profetas e todo o Antigo Testamento e se cumprindo com o nascimento, morte e ressurreição de Jesus, é que vemos a centralidade de Jesus na história da salvação. Ele, por meio do seu sangue derramado, reconcilia o homem a Deus. Jesus fez tudo como planejado por Deus. Torna-se o centro da promessa e corresponde, com a sua vida, morte e ressurreição, ao cuidado de Deus para com o ser humano. Por isso o apóstolo Paulo afirma: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes" (Rm 5.1,2). Diz Hunter (1983, p. 34): A cruz é a maior demonstração da paciência de Deus em favor da salvação da humanidade. Ele não poupa nem seu único Filho (Rm 8.32). Quando Jesus declarou: “Meu Deus, meu Deus, por que me desamparaste?” (Mc 15.34), ele não estava apenas passando por um momento de fraqueza e solidão próximo da morte. Jesus foi abandonado por Deus, em favor de todas as pessoas. Ele tomou sobre si o julgamento de Deus que os homens mereciam. Embora Jesus fosse perfeito em todos os sentidos, ele tomou sobre si o pecado da humanidade. O resultado foi morte e separação do Pai. Quando o plano de Deus atingiu este ponto, Jesus pode dizer “está consumado” (Jo 19.30). O plano do perdão estava realizado. A obra de Cristo em favor da salvação do homem estava feita. Mas o plano de Deus incluía a ressurreição.

Esta é a mensagem proclamada pelos cristãos de todas as épocas. “A igreja proclama com alegria Jesus Cristo e a sua obra redentora como o centro de sua mensagem evangelística, pois não há salvação em nenhum outro. É por meio do nome de Jesus, e de ninguém mais no mundo, que podemos ser salvos (cf. Jo 14.6; At 4.12)” (Manual de Evangelização, p. 12). 4. O Espírito Santo e o evangelismo O Espírito Santo está intrinsecamente ligado ao evangelismo. Ele convence o mundo do pecado e da incredulidade (Jo 16.8). O Espírito Santo usa a Palavra inspirada por ele mesmo como meio para atuar nos corações das pessoas, criando e mantendo a fé em Jesus Cristo (cf. 1 Co 2.1-4, 13; Gl 4.7; Tt 3.57). Cria uma nova vida, de paz e liberdade. Por isso, o homem, fortalecido pelo Espírito Santo, pode “afogar a sua velha natureza e viver em novidade de vida, testemunhando Cristo e auxiliando a edificar o corpo de Cristo (Gl 5.22-26; Ef 4.22-24; 1 Co 12.4-13, 25)” (Manual de Evangelização, p. 13). Por esta razão, a Igreja continua evangelizando o mundo na certeza de que o Espírito Santo tem lhe dado este poder. O Espírito Santo quebra as barreiras culturais do nosso tempo assim como o fez entre gentios e judeus (At 10.44-48). “Ele continua atuando por meio da palavra pregada e da administração dos 6


sacramentos” (Manual de Evangelização, p. 13). E a Igreja de Cristo cresce à medida que estes meios da graça são colocados à disposição das pessoas. Diz Hunter: “Sempre que há um amplo crescimento da igreja é porque o Espírito Santo está chamando as pessoas a si, reunindo a igreja cristã, iluminando as pessoas com seus dons e santificando (alimentando) e mantendo elas na fé verdadeira” (HUNTER, 1993, p. 36). Portanto, sempre é de Deus a iniciativa de trazer o homem ao arrependimento e à fé e ele o faz pela Palavra e Sacramentos. Diz Jeremias: “Se Deus não nos converter não seremos convertidos” (Jr 31.18). “Foi a graça que moveu a Deus a redimir o homem pela morte de seu Filho, e é a graça, e em nenhum sentido o mérito do homem, que move a Deus a converter o homem, e darlhe as bênçãos da redenção de Cristo” (KOEHLER, 1981, 125) 7. Estas são as marcas registradas da Igreja cristã. 5. Evangelismo é Cristo para todos Desde o ano de 1991, a IELB tem adotado o lema Cristo para todos, por entender que a evangelização é universal. Não escolhe etnia ou posição social (Jo 1.29, 2 Co 5.19). A Palavra de Deus surtirá efeito na vida de qualquer pessoa quando houver o seu anúncio. E o evangelismo começa onde está a igreja, seja ela local ou individual (At 1.8). E a evangelização interna é tão necessária quanto a externa. A mensagem do amor de Deus pelos pecadores é de reconciliação (Rm 5.8ss). Todos os cristãos passam a serem embaixadores de Deus (2 Co 5.20). Este lema tem o seu respaldo no próprio Cristo que antecipa Sua comissão de evangelizar o mundo quando diz em Mateus 5.14: “Vós sois a luz do mundo” e em Mateus 5.16: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus”. Mais tarde Ele ordena: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação dos séculos” (Mt 28.19,20). Ele ordena a evangelização e promete estar junto. E assim continua até os dias de hoje. O Espírito Santo, o Consolador, foi enviado para nos acompanhar. A igreja se torna cooperadora deste Cristo para todos. O tempo da salvação continua o mesmo (2 Co 6.2). Enquanto a igreja se cala, amigos, parentes e mesmo inimigos estão morrendo sem a fé no Salvador. Seus interesses pelo materialismo e/ou mundanismo são cada vez maiores. Por isso, Deus está desafiando a cada cristão e a cada igreja a serem evangelistas, rompendo com o comodismo missionário. 6. Evangelismo requer envolvimento pessoal A partir do momento que se sente chamado à comunhão com Deus, por meio da fé em Jesus Cristo, o cristão quer ter um envolvimento pessoal com o seu Salvador. O próprio Jesus afirma que o cristão é “sal” e “luz” (Mt 5.13-16). Neste espírito ele vai testemunhando a sua fé e espalhando o Evangelho da vida. Naturalmente se espera que o crente vá nutrindo a sua relação com Deus com o estudo da palavra (cf. Sl 119.105; Jo 5.39-40; 2 Tm 3.14-17; 1 Ts 5.8-11); partilhando com os demais irmãos as dificuldades, bênçãos e alegrias (cf. Rm 1.11-12, 15.32; Hb 10.19-25), orando uns pelos outros (cf. Ef 6.18-20; Cl 4.2-4; 2 Ts 3.1-5), testemunhando e encorajando uns aos outros (cf. Rm 12.9-10, 15; Cl 3.13-14) (Manual de Evangelização, p. 14).

Isto significa que o cristão tem a sublime tarefa de testemunhar, bem como a de se integrar ao trabalho da igreja, nas suas mobilizações para a evangelização. Em suma, evangelismo é o povo de Deus em ação. 7

KOEHLER, Edward W. A. Sumário da Doutrina Cristã. Porto Alegre: Concórdia, 1981. 7


Diante do exposto tem-se a ideia de que a IELB precisaria estar em missão. Leonardo Neitzel (1992, p. 13)8, teólogo luterano, afirma: A missão da IELB é a missão de Deus (missio Dei). Em outras palavras, a IELB está em missão no mundo; está no mundo a serviço do Pai. Esta missão Jesus Cristo, a Cabeça da Igreja, tornou transparente em todo o seu ministério, e resume-se numa frase: Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido (Lc 19.10). Essa é a missão da IELB: tornar a salvação em Cristo conhecida a todos os perdidos. Dessa forma cada cristão individualmente, independente de sexo, raça, idade ou contexto em que vive – é um instrumento na propagação do kerygma da salvação em Cristo.

Com isso em mente, a IELB manifesta a sua consciência pela necessidade de cumprir com a Grande Comissão de Jesus. O seu programa PEM (Programa de Evangelização e Mordomia), criado em 1990, tem contribuído nesta reflexão, pois, ano após ano, mais comunidades e indivíduos são alertados, instruídos e motivados a assumirem o seu compromisso dentro do Reino. A partir deste programa foram idealizadas algumas estratégias evangelísticas que estão sendo usadas pelas igrejas da IELB espalhadas pelo país, entre os quais o Festival Missionário.

B) FASE DE SENSIBILIZAÇÃO E PREPARAÇÃO DO EVENTO Esta é uma fase muito importante na organização do Festival Missionário. A partir do momento em que a congregação ou paróquia optar pela realização do Festival Missionário, isso demanda reuniões preparatórias, o que por si só já é um grande ganho para os membros, pois além de estarem se capacitando, estarão ampliando a sua comunhão e compreensão do que significa ser cristão para os outros. É necessário que esta fase (atividade pré-festival) leve em conta as particularidades de cada região. A proposta do festival é que seja feito em duas noites (sábado e domingo) nas congregações (ou paróquias) pelas seguintes razões: • É uma oportunidade das congregações avaliarem sua caminhada até aqui. Pode ser feito um levantamento gráfico sobre o crescimento da igreja como a integração dos membros. • Favorece o envolvimento de todos nos processos preparatórios, de execução e posterior. Fazer um acompanhamento dos membros – equipe. • Os resultados localizados são mais fáceis de serem mensurados e despertam a comunidade. A partir disto a igreja cristã organizada perceberá que tem dois objetivos na evangelização (missão), atentos ao lema da IELB Cristo para todos: a) Cuidar daqueles que fazem parte da igreja - Ensinando-lhes a respeito do reino e vida cristã 8

NEITZEL, Leonardo. A missão da IELB. Vox Concordiana. São Paulo, SP, 8, no. 2, 1992.

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• Capacitando-os a serem boas testemunhas do reino aos outros, através da Doutrina, Escola Dominical, Sermões, Estudos Bíblicos, Palestras, juventude, etc. b) Buscar aqueles que estão afastados ou fora da igreja. - Membros inativos – acolher e integrar - Novos membros – desde que estes não estejam envolvidos em outras igrejas cristãs (não pescar no aquário alheio) Nada impede a realização dos festivais de outra forma, seja esta regional, distrital ou em aproveitamento de algum evento maior. No entanto, fica o incentivo a que seja feito em nível local para de fato envolver a congregação e construir uma cultura de evangelização por parte de todos os membros. Em formatos maiores, normalmente os lideres acabam se inserindo e os demais ficam de fora. Se quisermos uma congregação mais forte na evangelização este é o momento impar para que isso aconteça. Para a realização do Festival, este já precisa estar na agenda com bastante antecedência para não se perder o foco, bem como desde o princípio orar por ele. Uma das sugestões é de que com três meses de antecedência a congregação comece a se articular para o evento, com reuniões, preparo de material, convites às bandas, coral, pregadores ou outros grupos. Também é o período de treinamento de recepcionistas, evangelistas e a equipe de escola dominical, uma vez que ela estará diretamente ligada ao projeto. Vamos assim chamar esta fase de sensibilização da igreja. A área da ação evangelística precisa ser delimitada, escolha do local do evento, convites confeccionados, faixas, cartazes e outras formas de divulgação. Podem ser colocados convites em caixas de correio nas residências próximas ao local do evento (com repetição dos convites nos dias próximos ao evento). É um período para integrar a igreja com a mobilização para evento. Como dito anteriormente a Escola Dominical terá um papel importante no processo. A ideia é trabalhar duas tardes com as crianças – elas teriam uma pequena apresentação à noite (o que também desperta interesse dos seus familiares).

REUNIÕES PREPARATÓRIAS PARA O FESTIVAL MISSIONÁRIO As reuniões preparatórias contribuirão para o levantamento de possibilidades de ação com o envolvimento de toda a congregação. Numa espécie de mutirão todos os membros precisariam estar inseridos no programa. A Igreja estando sensibilizada para a sua responsabilidade em levar o evangelho é o grande desafio do pré-festival. Sendo a salvação um bem tão precioso não pode ficar escondida ou limitada a um pequeno grupo de fieis. Todos são alvos da mensagem do amor de Deus e a igreja abre suas portas e torna isso possível com a evangelização. Quanto às tarefas para o evento elas são diversificadas. Não deve ficar a responsabilidade sobre poucos. Abaixo está um exemplo de uma possível planilha que poderá ser usada:

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TAREFA

RESPONSÁVEIS

PRAZO

SITUAÇÃO

Agendar reuniões Contato com a mídia Arrumação da igreja Contatos com músicos e corais Parte elétrica Data show Cadeiras Kit visitante Local Carro de som Camiseta (identificação do encontro) Internet - divulgação Material para contato posterior (cartão, literatura....) Contato com pregadores Hinos / Cânticos Estacionamento Lanche Material evangelístico/literatura Faixas e cartazes Convites Fotos ?????

1ª. Reunião – Diretoria A diretoria da congregação tem um papel importante nesta etapa. Por isso esta reunião visa à exposição dos objetivos do Festival Missionário e sua sensibilização para o mesmo. Ela fará um primeiro mapeamento das necessidades para a realização do evento. Ex.: local, data, divisão de tarefas, etc. O momento também é de oração. Deus conduz toda a ação da igreja. Temos consciência disso. Reflexão (estudo) para esta 1ª. reunião. Tema: Evangelizando de todas as formas Introdução Seguidamente temos sido advertidos da nossa falta de empenho na evangelização, o que não é nenhuma inverdade. Se pararmos um pouco para pensar sobre isso chegaremos à conclusão que o tempo está passando, vamos ficando mais velhos e queremos deixar para depois a evangelização. Ou até mesmo imaginamos ser isso tarefa dos mais jovens ou de quem esteja aposentado e dos pastores. Jesus não escolhe idade nem sexo quando envia os discípulos (não somente os doze, mas também os outros seguidores – a igreja) para anunciar o evangelho a todas as nações (Mt 28). Portanto, todos nós somos evangelistas e o fazemos de todas as formas. 10


Somos capacitados para esta tarefa É comum ouvirmos as pessoas dizerem: mas eu não sei o que falar. Estamos conscientes de que esta não é a verdade. O que pode estar ocorrendo é uma fuga ou o esconder-se atrás de uma ideia de que não esteja apto para falar. O mais correto seria afirmar: Eu não tenho o hábito de falar sobre Jesus para as pessoas. Conversamos sobre muitos assuntos, esportes, tempo, governo, novela, mas sobre Jesus temos dificuldades. Parece que trava tudo e em consequência disso afirmamos nossa inaptidão. Entretanto, desde cedo somos capacitados para esta tarefa. Fomos batizados, integrados à família de Deus, participamos da Escola dominical, instrução de confirmandos (Doutrina), juventude, cultos, palestras, congressos, etc. São inúmeras as oportunidades para a aprendizagem o que nos tornam aptos a falar. Agora basta uma coisa: Praticar, criar o hábito. Deus colocará as palavras certas em nossos lábios (Dt 18). Como evangelizar? Muito simples! Cada um fará a partir da sua realidade, seja família, ambiente de trabalho, estudo, ou lazer. O testemunho vale muito. Não negar a fé ou sua identidade cristã é uma porta aberta a fim de acolher as pessoas. Muitas são as possibilidades para falarmos a respeito do amor de Deus. Aproveitem uma a uma, sem medo, criem um hábito, sem serem considerados extremistas. Logo seremos notados pela diferença positiva que fazemos para as pessoas. O evangelismo pessoal que leva em conta os relacionamentos do indivíduo é tão importante e pode impactar mais do que grande concentração. A igreja e o evangelismo Antes de pensarmos na igreja como estrutura, templo, precisamos pensar que cada um individualmente faz parte da igreja. Então não podemos pensar igreja como ELA, mas NÓS. Ou seja, a responsabilidade recai sobre cada individuo (todos). Pastores e lideranças serão importantes na direção da mesma, mas todos precisam se apoiar mutuamente para a evangelização, como num mutirão. Enganam-se aqueles que pensam que a igreja é um fim em si mesmo, pensando ser ela para batizar, confirmar, casar e enterrar. A igreja é uma agência de Deus para o mundo com o propósito de levar as verdades de Jesus a todas as pessoas a fim de que estas, ouvindo a palavras sejam orientadas pelo Espírito Santo a chegarem à fé salvadora. Por isso a igreja irá procurar por todas as formas para levar este evangelho de Cristo para todos. Conclusão A tarefa de evangelizar é de cada um. Fazemos isso individualmente mesmo que seja a partir de estratégia missionária usada pela igreja. A missão de evangelizar é das pessoas que estão naturalmente ligadas a uma igreja cristã.

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Questões para reflexão: 1. Quais são as nossas ações missionárias que já estão sendo desenvolvidas a partir da Congregação? 2. Como os membros da igreja estão sendo capacitados para a evangelização?

2ª. Reunião – Departamentos (todos eles em separado) Após a reunião da diretoria, esta, com o pastor se organizam juntamente com os departamentos da congregação (servas, leigos, jovens, Escola dominical, coral, Casais, singulares, músicos, etc.). Desta forma todos estarão integrados no projeto. Poderá ser aplicado o mesmo estudo preparatório feito na reunião da diretoria. Sugere-se que estas reuniões sejam realizadas separadamente com os departamentos a fim de que no grupo menor haja maior interação e apropriação do projeto. É importante assegurar o envolvimento de toda a congregação no evento. Desta forma todos estarão voltados para o mesmo objetivo, se capacitando bem como construindo uma nova cultura que visa à evangelização. O evento em si é um motivo para a igreja se mobilizar para sua ação missionária. Acredita-se que a congregação não será mais a mesma após estas reuniões preparatórias e a efetivação do projeto em si. Haverá um desencadeamento de inúmeras outras ações missionárias por parte de todos os que estiverem envolvidos. Os dons são diversos e precisam ser direcionados para aquilo que convém ao servo de Deus. É, portanto, um privilégio especial levar a mensagem de Jesus às pessoas.

3ª. Reunião – Com toda a igreja Estando já a diretoria e todos os departamentos sensibilizados para o Festival Missionário, agora é o momento de toda a igreja entrar em ação. Poderá haver um ato público em prol do Festival Missionário. O espaço do culto poderá ser muito bem apropriado para este momento. A partir daí a igreja será convidada a se engajar no projeto, como um todo (tipo mutirão). Abaixo segue uma sugestão de uma possível mensagem para este momento (sujeita a adaptações).

Tema: Jesus quer as almas. Texto: Jo 4.1-30 Amados em Cristo, há costumes que vão passando pelas gerações e chegam até nós. Como exemplo vemos aquele senhor de idade, com seu chapéu na cabeça que, ao cumprimentar alguém, o tira e inclina a sua cabeça. Ao chegarmos à casa de alguém, batemos palmas antes de entrar. Outros costumes estão relacionados ao vestuário, ao modo como os filhos são educados, etc. Na época de Jesus não era diferente. Haviam costumes que eram seguidos rigorosamente pelas pessoas. No texto do Evangelho de João (4.1-30) vemos Jesus se chocando com alguns destes costumes. Por exemplo, vemo-lo conversando com uma mulher – os fariseus evitavam contato com mulheres não parentas; teve contato com uma samaritana – na opinião dos rabinos, todos os samaritanos eram imundos; ensinou a uma mulher – os fariseus eram da opinião que seria melhor queimar a Torá (lei) do que

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entregá-la a uma mulher. Jesus, ao que parece, não estava muito preocupado com isto. Ele quer ganhar a alma daquela mulher. Por isso, logo abre o diálogo fazendo-lhe um pedido: Dê-me água. Percebemos neste seu pedido que sua palavra e modo de agir revelam o seu desejo: ganhar a alma. Assim foi durante o tempo em que viveu neste mundo. Muitos creram nele em vista daquilo que viram e ouviram. As palavras de Jesus nos evangelhos apontam para a sua ênfase missionária. Somado a isto, sua ações revelaram que o objetivo final era um encontro da pessoa com Cristo. Ao retornar para o Pai, os apóstolos continuaram divulgando a mesma mensagem de Jesus. Entre eles destacamos o apóstolo Paulo, um incansável propagador do evangelho com vistas à salvação de todos. Nesta busca pela alma do indivíduo, Jesus não escolhe as pessoas em particular para transmitir o seu ensino. Um exemplo disso está registrado neste Evangelho onde vemos que Jesus se aproximou de uma mulher samaritana. Judeus e samaritanos não se misturavam. Mas o objetivo de Jesus era a alma daquela mulher. Faz-lhe uma explanação sobre a água da vida e este seu ensino despertou o interesse daquela mulher. Muitas vezes, até temos vontade de ajudar alguém, expor o evangelho, mas ficamos com medo, envergonhados. Giramos, giramos e não chegamos ao ponto “x” da questão. Ocorre que muitos amigos e parentes nossos acabam se perdendo por nossa causa, porque não lhes damos assistência espiritual. Como estratégia Jesus revela o pecado daquela mulher. O pecado não lhe permite servir a Deus. Há necessidade de reconhecimento da culpa e arrependimento verdadeiro. Muitos querem continuar vivendo no erro, mesmo estando conscientes de sua decisão. Dão espaço ao diabo, à carne, ao mundo. Guardam o seus segredos imaginando que Deus não os conhece. O que, em sua opinião, Deus não pode saber? Se não houver arrependimento e fé verdadeiros, jamais a pessoa pode viver na esperança da vida com Jesus. A mulher samaritana reconhece que sua vida estava toda errada, se arrepende e confia na graça de Deus revelada por Jesus. Assim, Jesus poderá agir em nossa vida. Sua palavra revela quem ele é. Ele é a água da vida. Aqueles que nele creem, não terão mais sede. Somos mais do que consolados com este evangelho. Sentimonos seguros contra todo o mal. A atitude de Jesus cria o desejo de testemunhar. A mulher, após a conversa com ele, após ter sido convencida sobre a sua vida, vai correndo e chama muitos para se encontrarem com Jesus. Está estimulada a testemunhar. Aquele que sente a ação de Deus na sua vida, também está estimulado a testemunhar de Jesus. A igreja não vai ficar parada. O mundo precisa ouvir do Salvador. Esta tarefa foi dada por Jesus a todos nós. Concluindo, o texto nos orienta quanto à evangelização, partindo do exemplo de Jesus: a) Não pensou em si, mas nas necessidades espirituais da mulher pecadora, v. 6; b) Começou por um assunto em comum: água, v.7; c) Falou da salvação em termos atuais, vv. 9-15. d) Mostrou o pecado, vv. 20-22. e) Ensinou a verdade, vv. 23-24. f) Falou do Messias, vv. 25-26. 13


A sublime mensagem do evangelho de Jesus Cristo e do seu amor é para ser anunciada ao mundo. Ao examinarmos à nossa volta chegaremos à conclusão de que muitos continuam nas trevas, perdidos, sem um destino seguro para as suas vidas. De fato, quando sentimos todo o amor de Deus em nossa vida somos impulsionados ao evangelismo. Este amor é demonstrado em Jo 3.16; Mt 9.35-36 e 1 Co 9.22.

ORIENTAÇÕES GERAIS NA PREPARAÇÃO DO EVENTO A fase de sensibilização e preparação (capacitação) é muito importante para a execução Festival Missionário. Nesta diversos elementos precisam ser pensados em conjunto. O que segue, portanto, são orientações gerais para facilitar a todos na construção do processo do evento. 1. Escolher local – Pode ser na igreja, mas há possibilidades em ser realizado em outros locais tais como ginásio, salões ou mesmo em praça pública. Precisamos pensar em quantas pessoas gostaríamos de alcançar com o evento. Se a opção for convidar uma banda talvez necessite de um local mais amplo (salão, ginásio). O mesmo se tiver um grande coral. Não podemos nos esquecer do possível teatro dos jovens que talvez necessite de um local mais apropriado. É evidente que cada congregação (até mesmo distrito) estará segura do que quer fazer o melhor possível garantindo o êxito do evento. O importante é fazer o primeiro Festival. Depois poderão ser tiradas as conclusões para a realização de outros eventos. 2. Demarcar região – Para um melhor aproveitamento dos convites a serem entregues em caixa de correio (convites personalizados - vizinhança) a demarcação em especial deveria ser feita nas ruas próximas onde será realizado o evento. Sendo uma cidade maior, esta demarcação poderá ser feita nas regiões mais próximas ao evento (bairro ou quadras). Se, entretanto optar por um bairro ou em se tratando de cidade pequena/vilas mais pessoas poderão ser contatadas. Isso vai depender da localidade. 3. Escola Dominical - Participação de crianças no culto. Uma boa sugestão para o evento é a Escola Domincal. Poderia se optar pela atividade com as crianças à tarde para inserção delas à noite, no culto. Para isso é necessário preparar bem os professores além de ter uma boa equipe de apoio, tanto para os convites como também para ajudar na e durante a organização. Conforme o número de crianças que queremos atingir a equipe aumenta ou diminui. Não podemos nos esquecer de que a elas também é levado o evangelho de Jesus e são alvos deste Festival Missionário. Não podemos usar isso como pretexto para a presença dos pais (famílias) à noite, mas sem dúvida que este será o desdobramento. 4. Treinamento das equipes – Precisamos fazer um mapeamento dos dons (ou de quem pode ajudar). Procurar envolver o maior número de pessoas possível. O treinamento é muito importante. Receber bem a todos, ser sorridente, estar pronto para ajudar, enfim cada local verificará como melhor fazer isso. 5. Convites – Estes devem ser feitos durante a preparação do evento. Quem irá participar? Coral ou banda, pregadores – os convites deverão ser feitos com antecedência. Nada impede que o pregador seja o pastor da congregação, mas havendo possibilidade de convidar outro colega pastor para dirigir a mensagem no evento isso pode trazer um resultado positivo. 14


6. Seu vizinho, um visitante - Como as relações entre vizinhos facilita a comunicação, cada membro é convidado a chamar o seu vizinho. Envolver também as crianças e os jovens. 7. Projeto lotar bancos - minha responsabilidade – se o evento for realizado na igreja observar quantas pessoas cabem num banco e cada membro é convidado a chamar o número de pessoas para preencher o referido banco. Ex.: Se for realizado em dois dias, terão que preencher o banco nestes dias. Importante que cada membro apresente o seu visitante como forma de reconhecimento pela sua ação missionária. 8. Envolvimento dos departamentos – Como a sugestão de que os Festivais Missionários sejam realizados em dois dias seguidos, haverá grande espaço para os departamentos da congregação se integrar. Jovens – peças de teatro ou música – poderia ser teatro de rua? Ou outro tipo de arte que possa fazer ao ar livre? Se as crianças foram envolvidas poderiam ensaiar algo para apresentar à noite, o que também traz os seus pais. Assim também com os jovens que poderão ter duas peças teatrais (uma para cada dia). E, se na primeira noite houver uma boa frequência, é mais fácil os participantes divulgarem para os seus familiares e amigos convidando-os para a noite seguinte. Ainda poderá ser incluídos dança litúrgica, coral, bandas e outros grupos. Nem é preciso dizer muita coisa a este respeito. Se o objetivo da igreja é levar o evangelho, TODOS são considerados de extrema importância para o projeto. 9. Divulgação – Como todo grande evento também a divulgação para o Festival Missionário torna-se necessária. Há várias formas para que isso seja feito. A Congregação local irá mapear suas possibilidades. O que segue são sugestões: Banners, cartazes, a utilização da mídia para divulgação (jornal, rádio, carro de som, internet), camisa, boné (alusiva ao evento). O DEM estará disponibilizando um blog sobre os festivais, com fotos, depoimentos, banco de dados (outros materiais), etc. Nada impede que os cartazes sejam preparados pelos membros. É uma forma de integrá-los mais. 10. Material necessário (literatura) – A IELB tem bom material missionário a partir da Concórdia e Hora Luterana. Além disso, é de fácil acesso a literatura fornecida pela Sociedade Bíblica do Brasil (SBB). Até mesmo podemos convidar pregadores para o festival que esteja ligado a estas instituições acima. Um kit visitante pode ser preparado (colocado numa sacola uma mensagem, literatura, informativos etc.). É evidente que todo o evento demanda reuniões de preparação e capacitação. Naturalmente isso fortalecerá a unidade dos membros (comunhão) e dará uma grande contribuição para a vida congregacional. Em toda a preparação a oração deve ser uma constante, pedindo ao Senhor para abençoar o evento bem como as pessoas que estão envolvidas e os visitantes.

C) EVENTO EM SI O tema geral do evento pode estar relacionado aos enfoques da IELB para o período bem como poderá ter outro recorte. Para o ano de 2012 a sugestão é a que segue:

Tema geral: A Igreja comunica a Vida 15


Enfoque 2012: Fundamentando (Jesus - a rocha firme) "O Senhor é a minha rocha poderosa e o meu abrigo." Salmo 62.7 (NTLH). Uma sugestão é de que o evento em si seja realizado num período não muito longo (acredito que até 1h20 seja o ideal). Mas isso também fica na liberdade de cada local. A agenda do culto poderá estar assim representada (apenas como modelo, pois cada congregação tem a liberdade para mudar, se necessário): a) Momento de louvor (músicas) b) Mensagens curtas (objetivo de levar as pessoas a refletirem sobre a vida e sua dependência de Deus). c) Participação de grupos (coral, banda, teatro e Escola Dominical). d) Mensagem central – de cunho evangelístico. e) Momento de oração f) Momento da despedida e apelo g) Lanche – após o evento – para comunhão e conhecimento mútuo h) Certificar-se de que o visitante tenha recebido o kit com material e se deixou o seu nome para uma visita posterior. Além disso, temos outras sugestões de formatos para os Festivais:  Noite gospel – com bandas, corais e teatro.  Teatro de rua – até mesmo em praça pública (ou em cima da carroceria de um caminhão).  Música na praça (ou no calçadão no centro da cidade).  A Congregação que está localizada em área rural também pode fazer o evento.  A Congregação pode aproveitar os festejos de aniversário e promover o evento.  Culto na época da Reforma.  Na Semana Santa, Páscoa e Natal também são boas oportunidades a serem exploradas. Estas são algumas sugestões que pode ser apreciadas. O importante é fazer a obra do Senhor e levar a genuína palavra de Cristo para todos, com o envolvimento de toda a congregação.

D) DESDOBRAMENTOS DO EVENTO Contatos posteriores: Nos dias seguintes ao evento o visitante precisa ser contatado, dando prosseguimento ao festival. Acredita-se que sua presença é um motivo para continuar dialogando sobre o amor de Deus em sua vida. Este contato poderá ser feito da seguinte forma:  Enviar cartão – agradecendo pela presença  Contatos com famílias que moram perto  Agendar uma visita da equipe de evangelismo ou mesmo do pastor.  Enviar mais Literatura – pelo menos por um período (estabelecido pela congregação).  Se a congregação tem seus grupos do PEM, estes têm o papel de integrar o visitante no grupo. 16


 Se o visitante for um jovem, a juventude pode se encarregar de fazer o contato posterior e integrá-lo ao grupo.  O mesmo se dará no caso das crianças. A equipe da Escola Dominical terá a sublime tarefa em procurar a criança, integrando-a ao grupo (com o consentimento da família). È importante lembrar que precisamos esgotar todas as possibilidades em anunciar o evangelho. Os convites também poderão ser feitos para as atividades da igreja (cultos e departamentos). Imagina-se que a igreja, com a preparação do festival também tenha tomado uma boa postura em relação aos visitantes a fim de integrá-los cada vez mais no seu grupo. Que eles se sintam bem acolhidos é o objetivo final. Por isso acreditamos que a iniciativa do festival irá mobilizar a congregação para a sua ação missionária. Não precisamos forçar as pessoas a serem membros da igreja. Isso é consequência que surge naturalmente com o passar do tempo.

CONCLUSÃO O DEM (Departamento de Expansão Missionária da IELB) dará apoio a todos os Festivais Missionários que estarão sendo realizados pela igreja. Gostaríamos de sermos informados de todos eles, datas, locais, fotos e como estão sendo idealizados, além dos resultados. Um blog estará veiculando todas as informações bem como compartilhando as experiências que as congregações terão com a realização do evento. O resultado do Festival será uma grande bênção para a Igreja Luterana. Deus está abrindo portas para falarmos da boa nova do Evangelho a muitos que não conhecem o Senhor Jesus. Acreditamos neste projeto. Consiste numa estratégia para mobilizar a todos nesta tarefa tão especial, levar Cristo para todos.

ANEXO - RESUMO DO PROJETO: 1. a) b) c) d)

Fase de sensibilização e preparo Teologia da missão Planejando o evento – com participação das lideranças Divulgação Contatos.

2. Evento em si a) Escola Dominical b) Noites de louvor / mensagem / acolhimento com participação dos corais / bandas / teatro / dança litúrgica e crianças. c) Kit visitante 3. Contatos posteriores a) Enviar cartão – agradecendo pela presença b) Contatos com famílias que moram perto 17


c) Literatura – pelo menos por um período.

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Festival Missionário  

Programa de capacitação e mobilização da igreja para a evangelização. Este programa é da IELB.

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