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Ao completar 20 anos de promoção e divulgação da atividade audiovisual no Espírito Santo e no Brasil, o Vitória Cine Vídeo pode se orgulhar dos talentos que revelou e incentivou, das novidades que apresentou ao público e da colaboração que deu para fazer do Estado uma referência nacional na área. Tanto com o grande festival que promove na Capital, quanto nas mostras itinerantes que têm levado a magia do cinema ao interior capixaba, o evento presta um grande serviço à produção audiovisual no Espírito Santo e à disseminação da arte e da cultura como ferramentas de compreensão do mundo e construção de identidades. Nesta vigésima edição, o Vitória Cine Vídeo traz novidades, como a Retrospectiva 20 Anos, que exibirá em sessões diárias uma seleção de filmes das edições anteriores, que marcaram o cinema de curta-metragem brasileiro. São trabalhos premiados e sucessos de crítica lembrados pelo público até hoje. E ainda teremos a Mostra Cinefoot, que exibirá uma seleção de curtas sobre a maior paixão nacional, o futebol. Esta mostra inaugura o intercâmbio do festival de Vitória com o Festival de Cinema de Futebol – Cinefoot, baseado no Rio de Janeiro – e antecipa o clima que viveremos no Brasil, durante a Copa do Mundo. São inovações e mudanças que comprovam a capacidade que o festival desenvolveu de acompanhar as rápidas transformações do nosso tempo e de oferecer a um número cada vez maior de pessoas um olhar múltiplo, inquieto e humanizado sobre as questões mais presentes em nosso dia a dia. E bastaria essa característica para justificar o apoio recebido do Governo do Espírito Santo e todo o nosso aplauso. Afinal, ao abraçar as manifestações artísticas contemporâneas, por meio de ações e parcerias como esta, estamos ao mesmo tempo incentivando o desenvolvimento dos criadores e produtores de cultura, colaborando com o fortalecimento profissional e empresarial de um importante segmento econômico e garantindo ao público capixaba o acesso a oportunidades de fruição intelectual e estética que só a cultura e a arte conseguem promover.

Renato Casagrande Governador do Espírito Santo


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Após 20 anos de realização, o Vitória Cine Vídeo (VCV) consolidou-se como uma das mais importantes mostras da produção audiovisual contemporânea do país. Ao trazer para a capital do Espírito Santo produções com temáticas diversas e formatos plurais, ele também leva ao Brasil nossa arte, nossas belezas, nossa localização privilegiada e nosso povo. Sombreados por estados gigantes na região sudeste do Brasil, o Espírito Santo divulga por meio dele seus talentos, tornando o festival merecedor dos nossos aplausos. Mas há outros motivos para os capixabas saudarem pela 20ª vez a realização do VCV. Nesta edição, serão aceitos filmes finalizados em 2012 ou 2013, em formato digital e 35mm. Eles serão distribuídos pelos curadores entre diversas mostras, como a 17ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas, a 3ª Mostra Competitiva Nacional de Longas, 2ª Mostra Corsária, com filmes de caráter alternativo, a 3ª Mostra Quatro Estações, de temática LGBT e a 2ª Mostra Foco Capixaba. Com isso, o festival mantém sua vocação de plataforma privilegiada para o lançamento, no Espírito Santo, dos filmes realizados no país. E confirma-se como a maior vitrine para o cinema capixaba aos olhos do Brasil. O Foco Capixaba segue abrindo o festival, logo na primeira noite, e este ano selecionou cinco curtas-metragens locais. O Governo Renato Casagrande patrocina esta iniciativa e deseja a todos os participantes uma semana produtiva e criativa, com uma rica troca de experiências entre participantes e o público.

Maurício Silva Secretário de Estado da Cultura do Espírito Santo


Muito tempo se passou desde a primeira exibição de cinema no Brasil, como forma de expressão, em julho de 1897, no Rio de Janeiro, até a realização do 20º Festival Vitória Cine Vídeo. De acanhada plataforma de comunicação, o cinema expandiu-se em todas as áreas e representa hoje expressão maior de entretenimento e manifestação artística, reunindo em sua linguagem atributos de várias atividades humanas. Ao transpor para as telas a realidade econômica, política e social, por meio de roteiros bem construídos e de produções com elevado nível de qualidade artística e tecnológica, o cinema nos leva a uma reflexão em torno do cotidiano. Por isso, é de suma importância esse 20º Vitória Cine Vídeo, pois, nestas duas décadas, nossa cidade mostra que está viva e atuante, revelando valores artísticos locais e também de outros estados, contribuindo para o fortalecimento dos aspectos culturais do País. Já tivemos, no Brasil, o Cinema Novo, que nos revelou diretores, atores, roteiristas e outros profissionais de peso, o Centro Popular de Cultura, o saudoso CPC, no Rio, que também nos brindou com grandes realizações. São apenas dois exemplos de ações bem sucedidas na área de cinema que surgiram de pequenos cineclubes. O Vitória Cine Vídeo, nascido da mesma origem, um pequeno grupo de cineclubistas, certamente começa a galgar o lugar de destaque entre os movimentos de cinema no Brasil, considerando o nível de crescimento e a significativa agregação de valores artísticos registrada nessas duas décadas. Por isso, é com grande satisfação que nos juntamos aos seus realizadores, ao público e a todos os que colaboraram para que isso acontecesse. Com ações desse tipo, a cultura se enriquece. Parabéns!

Luciano Rezende Prefeito de Vitória


A 20ª edição do Vitória Cine Vídeo nos estimula a observar atentamente esta que é considerada a sétima arte. Diretamente relacionada ao cinema, essa denominação é repleta de significados. Registrar em película uma história e eternizá-la permite a quem assiste, em qualquer época, rever costumes, ideias, fatos acontecidos ou, simplesmente, a imaginação do criador. Porque não, a habilidade de inúmeros profissionais em transformar em filme a ideia, original ou não. Afinal, cada vez mais, assistimos versões de filmes já realizados. Acontece que, atualmente, os formatos e recursos disponíveis potencializaram a produção audiovisual. Câmeras poderosas e caras concorrem com simplórios aparelhos celulares. Ambos com resultados que podem, ou não, encantar plateias e fazer a fama dos autores e dos atores. E é essa dinâmica que reconhecemos no Vitória Cine Vídeo. A diversidade dos filmes apresentados varia desde os temas até a duração e os locais de origem. Cineastas experientes, estudantes e iniciantes surpreendem com sua sensibilidade e sua capacidade de misturar luz, som e interpretação em minutos de magia. Pelo terceiro ano consecutivo o Instituto Sincades apoia o Vitória Cine Vídeo. Com 20 anos de exibição, esse evento apresenta o estado do Espírito Santo, projeta os autores, atores e um número incontável de profissionais ligados à cadeia produtiva do audiovisual. Considerado um projeto estratégico pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Cultura - Secult, o festival conta com uma série de eventos paralelos e traz, às terras capixabas, atores reconhecidos nacional e internacionalmente. Um estímulo, a mais, que torna este projeto merecedor do nosso apoio e reconhecimento. Que a maioridade chegue e a experiência acumulada leve o Vitória Cine Vídeo à projeção de um futuro muito promissor. Um ótimo evento a todos. Idalberto Luis Moro Presidente Instituto Sincades


Ao chegar à 20ª edição, o Festival de Vitória - Vitória Cine Vídeo prova que alcança os resultados a que se propõe. Ano a ano, o evento proporciona visibilidade à produção audiovisual e cada vez mais atua na formação de plateias. É o que nós da Petrobras buscamos também na nossa atuação cultural. Estimular a cadeia produtiva, levar a arte ao público de todas as regiões do Brasil e fomentar a formação profissional, assim como o debate em torno da cultura. Articulado com as políticas públicas para o setor e focado na afirmação da identidade brasileira, o Petrobras Cultural contribui para a ampliação das oportunidades de criação, circulação e fruição dos bens culturais e para a permanente construção da memória cultural brasileira. São projetos que envolvem desde a produção até a formação cultural do público e as atividades formativas. Através da nossa seleção pública, por exemplo, já destinamos R$ 380 milhões para 1.435 projetos em todas as regiões do país, valorizando a cultura brasileira em toda a sua diversidade étnica e regional. Buscamos, desta forma, abordar a cultura brasileira em suas mais diversas manifestações. Patrocinamos diversos projetos dedicados ao audiovisual em todo o Brasil, como o Festival de Cinema de Gramado, o Cine PE, o Festival Internacional É Tudo Verdade, o Panorama Internacional Coisa de Cinema, entre outros. Entendemos que é a nossa forma de colaborar para um cinema nacional cada vez mais forte.

Petróleo Brasileiro S.A. - Petrobras


Estar junto ao Vitória Cine Vídeo é motivo de orgulho para a Rede Gazeta desde a primeira edição da mostra. Ao longo destes 20 anos, o festival cresce e se consolida como evento importante para o calendário nacional de cinema. Projeta o Espírito Santo no circuito da arte e do entretenimento. Traz grandes nomes para o palco capixaba como foi o caso da atriz Natalia Timberg que emocionou o público no alto dos seus 63 anos de carreira no lançamento do festival 2013. E abre espaço para anônimos que querem uma oportunidade para mostrar o seu talento. Assim como o Vitória Cine Vídeo, a Rede Gazeta também busca valorizar os personagens do Espírito Santo com luz, câmera e ação todos os dias nas páginas de seus jornais, nas lentes de seus fotógrafos e cinegrafistas, e nas histórias contadas pelos jornalistas. Vamos continuar juntos em 2014 porque damos importância ao desenvolvimento profissional e artístico da região. Rede Gazeta A vida se faz com informação


Pelo segundo ano, o Armazém 05 do Porto de Vitória é palco do Festival de Vitória - Vitória Cine Vídeo. Para a Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) é um privilégio fazer parte deste projeto, que em duas décadas construiu uma bela história e se consolidou como um dos mais importantes espaços da arte cinematográfica do país. A Codesa, com mais de um século de trabalho em prol do desenvolvimento capixaba, sabe da força deste evento para a arte e a cultura do nosso Estado. O Vitória Cine Vídeo ampliou seus horizontes, tornando-se um espaço para novas tendências do audiovisual e trouxe novos olhares para a produção local. Ao mesmo tempo, o Festival vem, ao longo dos anos, firmando-se junto à crítica e ao público com momentos significativos da mais pura beleza da sétima arte, além de possibilitar discussões aprofundadas sobre cultura e cidadania. A Codesa, orgulhosamente, também vem ajudando a escrever essa rica e marcadamente história capixaba! CODESA


Uma das competências da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura é instituir programas de apoio à produção e à difusão de atividades cinematográficas e audiovisuais brasileiras em festivais nacionais. Nesse sentido, estamos mais uma vez em parceria com o FESTIVAL DE VITÓRIA – 20º VITÓRIA CINE VÍDEO, festival de referência no Estado do Espírito Santo que completa 20 anos de existência. O Festival de Vitória chega a 20 edições realizadas, confirmando-se como um evento cinematográfico de significativa expressão para o Espírito Santo e também para todo o país. O evento apresentará, ao longo de seis dias, uma vasta e diversificada seleção de curtas e longas-metragens, de variados gêneros, vindos de dez Estados diferentes. Uma curadoria que afirma a marca do Festival de Vitória quanto à democratização e popularização do cinema brasileiro autoral junto ao espectador capixaba. O festival tradicionalmente exibe longas-metragens em sua programação desde seu início. Há três anos os filmes de longa duração entram no circuito de competição por meio da Mostra Competitiva Nacional de Longas. No ano em que celebra seus 20 anos, o Festival de Vitória levará ao público 8 mostras, nas quais serão exibidos cerca de 100 curtas-metragens e 7 longas-metragens. Desses filmes, cinco longas-metragens disputarão o Troféu Marlin Azul e 17 curtas são produções do Espírito Santo. O apoio ao festival na gestão do Secretário Leopoldo Nunes na SAV é uma forma de reconhecimento ao talento e à criatividade dos realizadores. A SAV torna-se uma parceira constante do setor de difusão e, juntamente com o FESTIVAL DE VITÓRIA – 20º VITÓRIA CINE VÍDEO, tem o compromisso de contribuir com o desenvolvimento da produção audiovisual brasileira.

Secretaria do Audiovisual Ministério da Cultura


É com imensa satisfação que celebramos o aniversário de duas décadas deste grande evento para o audiovisual no Espírito Santo. Além de confirmar a solidez e a importância do Festival de Vitória - Vitória Cine Vídeo, esses vinte anos representam a conquista e a consagração de um trabalho real, sério e comprometido. Ao longo desses anos, o Festival tem se firmado como um espaço de difusão e de encontro da cena cultural local com o Brasil e contribuído positivamente com o desenvolvimento da realidade cultural e social do Estado do Espírito Santo. O audiovisual é, cada vez mais, uma linguagem presente no nosso cotidiano e uma atividade estratégica para difundir e promover as diversas realidades culturais de um país, de um estado ou de uma cidade. O cinema constitui e faz parte do nosso imaginário, integrando a nossa subjetividade e alimentando o nosso senso de pertencimento. Sabemos que, no Brasil, o envolvimento profissional com a atividade cinematográfica e o acesso às produções locais são realidades ainda distantes de boa parte da população. Por isso, ao viabilizar uma janela para filmes inéditos ou fora dos circuitos comerciais, eventos como o Festival de Vitória cumprem a importante tarefa de aproximar os realizadores do público. Trata-se de contribuir para o pleno exercício da cidadania cultural dos criadores e da plateia. Além de mobilizar o olhar e a atenção dos capixabas para o audiovisual, o Festival viabiliza o intercâmbio de obras e de modos de fazer e interpretar o cinema. O Festival tem, cada vez mais, se firmado como um espaço de inspiração para novos talentos ao mesmo tempo em que reconhece a carreira e o mérito de profissionais já consolidados. Dessa maneira, promove-se a troca de ideias e de experiências diversas sobre a arte cinematográfica - o que enriquece ainda mais a visão de mundo e os trabalhos de realizadores de diferentes gerações. Agradecemos a Beatriz Lindenberg e a Lando Farya que foram parceiros importantes para a comemoração dessas duas décadas de Festival de Vitória. Também agradecemos a todos que, de forma direta ou indireta, contribuíram para a realização do Festival - desde as primeiras pessoas que nos ajudaram a construir esse evento, aos que já se foram e estão guardados na nossa memória afetiva, aos que estão chegando e aos que estão por vir. Parabenizamos a todos que participaram dessa jornada de 20 anos e desejamos que essa viagem seja contínua e longa. O Festival, assim como um filme, é uma obra coletiva, por isso, nossa gratidão a todos os diretores, técnicos, atores, produtores, críticos, apoiadores e patrocinadores que por aqui passaram.

Lucia Caus Desenho de Miguel (1 ano e meio) neto de Lucia Caus e Mascote do Festival

Diretora do Festival de Vitória - 20º Vitória Cine Vídeo Galpão Produções Instituto Brasil de Cultura e Arte


XVII Mostra

COMPETITIVA

NACIONAL de Curtas


Erly Vieira Jr.

Curador

2

013, ao que parece, deverá entrar para a posteridade como um ano em que as tensões e questionamentos coletivos reencontraram nas ruas das grandes cidades brasileiras sua arena primeira, evidenciando, junto a um imaginário social de larga escala, a falência de velhas práticas e a urgência de novas estratégias coletivas. E, embora ainda não saibamos quais sejam estas, começa a ganhar corpo, em diversos setores da sociedade, uma vontade de se repensar o coletivo, o “viver junto”, e de se trilhar rumos que dêem conta dessa pluralidade e das diferenças que lhes são

inerentes. Trata-se de um processo que não se faz da noite para o dia, e que certamente já estava no ar há algum tempo – e talvez por isso diversos filmes da atual safra, gestados também nesses últimos anos, acabam por ser atravessados, direta ou indiretamente, por muitas dessas questões que pautam a nova agenda pública que aos poucos vem se estabelecendo. Questões essas que envolvem os usos do espaço público, as relações interpessoais e a construção de horizontes e projetos comuns. E, sempre que possível, arejando o olhar para compreender essa orquestração da diferença a partir


de suas “idiorritmias” (termo que tomo emprestado de Barthes): a coexistência dos diversos ritmos individuais (ou de pequenos grupos), das cadências singulares que compõem uma multidão, ainda que por vezes elas sejam inconciliáveis. Mais uma vez, cabe às artes (em especial ao cinema) o diálogo direto com o presente, com a experiência de se estar no mundo, explorando e questionando as diversas matizes e nuances do aqui e agora, sem a necessidade de fornecer respostas imediatas ou reducionistas, mas sim evidenciar outros olhares e possibilidades. Talvez o título de um dos filmes da 17ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas possa servir como uma carta de intenções: trata-se de Não estamos sonhando, que parte do mal-estar gerado pela proliferação desenfreada de assépticos arranha-céus nas metrópoles brasileiras, para apontar a urgência de uma intervenção – uma faísca imaginada, desencadeada pela citação de Lúcio Costa. Mais do que traduzir-se em efeitos especiais mixados em 5.1, o curta anuncia o poder demolidor que uma imagem pode ter – essa capacidade que o

cinema possui, como já afirmou Leonardo Mouramateus, de “envelhecer o concreto ou um olho em sua duração”. Esse tensionamento entre o real e o imaginado na discussão das relações sociais e de seus espaços também se estende por outros títulos da mostra. Seja a forma como podemos acompanhar as mutações do olhar que Daniel, jovem protagonista de Apocalipse de verão lança à praia, outrora um território tão familiar, seja a densa atmosfera que rodeia os delírios do protagonista de O matador de ratos, ou ainda os mitos e lendas irreverentes com os quais uma família ressignifica, na esfera do fantástico, o estranhamento cotidiano dos anos iniciais da favela, em Contos da Maré. Por vezes, o sobrenatural aparece, seja como a chave de resolução dos inconciliáveis conflitos familiares em O desejo do morto, ou retomado de forma lúdica e irônica no conto moral de Malária, um curioso híbrido de animação e live action. E a dualidade entre a imaginação e concretude ressurge, de forma radicalmente diversa das anteriores, como a potência que engendra a sinfonia de ima-

gens altamente inflamáveis de Em trânsito, de Marcelo Pedroso, ao confrontar a ingerência do poder público diante do quase intransponível abismo entre as classes sociais com um dos gumes mais afiados do cinema brasileiro recente. Dotados dessa vontade de ressignificação do real e do cotidiano, outras formas de pertencimento e solidariedade vão remodelando seus espaços. Temos os adolescentes de periferia, em Perto da minha casa, que encontram num areal da vizinhança um território pedindo para ser explorado sensorialmente, em toda intensidade, por seus corpos que correm, escalam e se equilibram por entre os vãos que separam as gigantescas pilhas de contêineres surgidos ali da noite para o dia numa lógica que vai agregando novos membros ao grupo por um irrecusável contágio. Ou ainda a comunidade de drag queens que apadrinha Paula Lice no processo de dar vida à personagem Jéssica Cristopherry, compartilhando todo um repertório simbólico, performático e afetivo, característico da arte do transformismo, em Jessy. Temos os laços de cumplicidade criados


na repetição de pequenos gestos e conversas entre os presidiários que partilham da interminável espera até que se “cante o alvará”, em Pátio. E também o tecido de valores, práticas e hierarquias próprias do universo circense, cuja época áurea é rememorada nas estórias e melodias que compõem O canto da lona. Outro território bem fértil para se investigar suas idiorritmias é o das relações interpessoais e os afetos que as rodeiam. Partimos do núcleo familiar, e as primeiras cumplicidades, fraternais, como a que se constrói delicadamente entre os protagonistas de Os irmãos Mai, levada ao extremo no rumo imprevisto que nos conduz à dura crônica de Todos esses dias em que sou estrangeiro, ou ainda ao ambíguo e complexo olhar sobre a maternidade, numa densidade dramatúrgica que assume contornos de terror psicológico, em Colostro. Outros trabalhos apontam para a falência de certas relações, seja explorando sutilmente os efeitos da assimetria dos vínculos e sentimentos (Coisas nossas), seja a necessidade de libertação que se faz num cotidiano conjugal que se traduz basicamen-

te em solidão (Abrigo ao sol). Há ainda espaço para se explorar os limites da incondicionalidade e da encenação nos laços surgidos entre melhores amigos (Lição de esqui), a surpreendente dimensão afetiva, repleta de arestas, que envolve aquilo que a princípio seria somente uma relação de trabalho (Luna e Cinara) e os riscos advindos de um gesto solidário em direção ao desconhecido, no intenso exercício de suspense que vemos em Cova Aberta, que inclusive retoma e subverte algumas premissas básicas do universo dos road movies. E, especificamente no campo das relações amorosas, três trabalhos ficcionais se destacam pelos olhares pouco usuais que lançam a seus objetos. O primeiro deles está nas pequenas descobertas de afinidades e trocas de impressões cotidianas que se dão nos estágios iniciais de um namoro com suas primeiras negociações e um leve fascínio pelo banal, em Pouco mais de um mês. Segue-se a descida aos infernos, instaurada no próprio cotidiano (agora desfamiliarizado) de Elon Rabin, protagonista de Tremor. Ao buscar o paradeiro do cadáver da esposa, Rabin é con-

frontado com a súbita interrupção de um vínculo aparentemente intenso que os ligava e, como consequência disso, também se transforma numa espécie de fantasma – num processo testemunhado pela câmera que o segue de costas à medida que se descem as intermináveis escadarias, e finalmente consolidado quando o personagem olha fixamente para o vazio, em direção ao espectador. Por fim, temos Verona, que à primeira vista aparenta ser um conto brejeiro (com fortes ecos de Jean Renoir em sua narrativa) sobre a tentativa de reinventar, sob a forma de amizade, laços amorosos há muito tempo desfeitos. Ao se reconhecer a impossibilidade dessa empreitada, ainda que a retomada da vida cotidiana possa trazer alguma dose de melancolia, esse processo – longe de se instaurar como traumático – convida a perceber as cadências alheias e a apreciar a leveza com que se dão os encontros, as conversas corriqueiras, as trocas afetivas, enfim, a essência da trivialidade, como um ponto de partida para se apreender a coexistência da diferença.


Rosemeri de Assis Barbosa Curadora da Mostra Nacional Competitiva de Curtas / Categoria Animação

P

luralidade e diversidade. Palavras que hoje podem parecer clichês e assunto fácil em qualquer roda de amigos. Mas quando se trata das artes e, em um recorte mais profundo, do cinema, essas duas palavrinhas podem significar um mundo de possibilidades. Isso se amplifica ainda mais quando se trata de cinema de animação. É um mundo sempre tão mágico e tão inesperadamente possível e plausível que o gênero, por muitas vezes, é considerado como “coisa de criança”. Mas o que é mais adulto do que fazer sua imaginação via-

jar e, através dela, conseguir contar as histórias mais absurdas e inimagináveis? Os filmes de animação materializam a magia de fazer a vida nascer de algo sem alma, animar, tornar real algo que somente na imaginação seria possível fazer. Mas o caráter fantasioso dessas produções não pode nos confundir e nos fazer pensar que toda animação é pueril, como aqueles desenhos que víamos quando voltávamos da escola, em frente à TV, pois essa é só uma das facetas da animação. Qual é a nossa surpresa quando assistimos a histórias densas e elaboradas? Seria possível um


Sim, é a nossa resposta. É possível e é aí que temos, mais uma vez, gratas surpresas. É o que veremos nos nove filmes de animação que o Festival de Vitória – 20º Vitória Cine Vídeo apresenta este ano na XVII Mostra Competitiva Nacional de Curtas.

cional; filmes debochados como O grande evento, Macacos me mordam e absurdos como Engole ou Cospervilha?; impactantes pela apresentação de profundas e diferentes visões da morte como Un Día de Trabajo e Malaria; propõem viagens para dentro de nossa alma como Ed., Menina Lua Menino Lua, O Gigante e Doutor, meu filho é animador ou para a alma do grande Ariano em Suassuna, a peleja do sonho com a injustiça.

Entre as animações selecionadas, há filmes elaborados com emprego de técnicas mais apuradas como o 3D ou marcados pela simplicidade certeira do desenho animado tradi-

Esses filmes apresentam uma grande diversidade e pluralidade de temas, de técnicas, de visões de mundo, de formas de contar histórias. Afinal, quem não gosta de uma boa história?

filme de animação nos tocar fundo na alma, nos fazer pensar e não somente entreter? E em tão curto espaço de tempo na síntese e rapidez dos curtas-metragens?


ABRIGO AO SOL EMERSON EVÊNCIO 18’ DVD 2013 COR ES DRAMA

Sinopse: Sob o sol deita-se a memória de uma espera. E depois do horizonte? O que lhe espera? A busca idosa e pulsante move essa mulher, que tenta dar sentido ao tempo. Direção e Roteiro: Emerson Evêncio. Produção Executiva: Cabelo Seco. Direção de Produção: Lorena Lima. Fotografia: Alexandre Barcelos. Montagem: Douglas Soares. Trilha Sonora Original: Anderson Bardot. Direção de Arte: Joyce Castello. Som: Alessandra Toledo. Edição de Som: Bernardo Uzeda. Elenco: Teuda Bara. Filmografia do Diretor: Angorá (2011); Tudo Mudou (2008); Visão de Vaga-Lume (2007).

TREMOR RICARDO ALVES JR 14’ DVD 2013 COR MG FICÇÃO

Sinopse: Um dia na vida de um homem. Ele procura por sua mulher, ele busca respostas, ele busca por vida. Direção: Ricardo Alves Jr. Roteiro: Diego Hoefel e Ricardo Alves Jr. Produção Executiva: Morgana Rissinger e Thiago Macêdo Correia. Direção de Produção: Thiago Macêdo Correia. Fotografia: Matheus Rocha. Montagem: Frederico Benevides. Direção de Arte: Luana Demange. Som: Pablo Lamar. Elenco: Elon Rabin, Alexander de Moraes, Claudio Marcio Lima, Silvana Stein, Lira Ribas. Filmografia do Diretor: Material Bruto (2006); Convite para Jantar com o Camarada Stalin (2007); Permanências (2011).


ENGOLE OU COSPERVILHA? MARÃO, DAVID MUSSEL, PEDRO EBOLI, FERNANDA VALVERDE, JONAS BRANDÃO, GIULIANA DANZA, GABRIEL BITAR E ZÉ ALEXANDRE 8’ HDV 2013 COR RJ ANIMAÇÃO Sinopse: Vibradores, excrementos e jeans apertados. Direção e Roteiro: Marão, David Mussel, Pedro Eboli, Fernanda Valverde, Jonas Brandão, Giuliana Danza, Gabriel Bitar e Zé Alexandre. Produção Executiva e Direção de Produção: Marão. Fotografia: Giuliana Danza. Montagem: Jonas Brandão. Trilha Sonora Orginal: Daniel Marão, Francisco Daud, Tabac. Direção de Arte e Animação: Marão, David Mussel, Pedro Eboli, Fernanda Valverde, Jonas Brandão, Giuliana Danza, Gabriel Bitar e Zé Alexandre. Som: Motora. Edição de Som: Eduardo Barbosa, Felipe Junqueira, Régis Baba, Samuel Ferrari, Simon Brethé e Pedro Eboli. Elenco: Juliana Dorneles (Atriz ), Jonas Brandão, Victor Canela, Marão e Vanessa Remonti (Vozes).

UN DÍA DE TRABAJO FRANCISCO ROSATELLI 3’ HDV 2012 COR SP ANIMAÇÃO

Sinopse: Todo dia ela se prepara para ir trabalhar, no qual ela encontra muitas pessoas diferentes. É um trabalho comum e muito presente no dia a dia de todos, mas talvez ela não seja tão normal assim. Direção, Roteiro, Direção de Produção, Fotografia, Trilha Sonora Original, Direção de Arte, Animação, Som e Edição de Som: Francisco Rosatelli. Produção Executiva: André Carrieri e Marta Faria. Francisco Rosatelli. Montagem: Francisco Rosatelli e Gabriel Tye. Elenco: André Carrieri, Francisco Rosatelli, Gabriel Tye, Giulia Giugno, Guilherme Valenzuela, Gustavo Motta.


PÁTIO ALY MURITIBA 17’ HDV 2013 COR PR DOCUMENTÁRIO

Sinopse: No Pátio joga-se bola, capoeira e fala-se de liberdade. Direção e Roteiro: Aly Muritiba. Produção Executiva e Direção de Produção: Antônio Jr. e Marisa Merlo. Fotografia: Elisandro Dalcin. Montagem: Aly Muritiba e João Menna Barreto. Som: João Menna Barreto. Edição de Som: Alexandre Rogoski. Elenco: Faustino Matuchenetz Rodriguez (Tatu). Filmografia do Diretor: Circular (2012); A Fábrica (2011).

TODOS ESSES DIAS EM QUE SOU ESTRANGEIRO EDUARDO MOROTÓ 20’ 35mm 2013 P&B RJ FICÇÃO

Sinopse: Antônio está fora de seu lugar. Direção, Roteiro E Produção Executiva: Eduardo Morotó. Direção De Produção: Eduardo Morotó E Renan Brandão. Fotografia: Marcelo Martins Santiago. Montagem: Eduardo Morotó E Marcelo Martins Santiago. Trilha Sonora Original: Pedro Gracindo. Direção De Arte: Junior Paixão. Som: Evandro Lima. Edição De Som: Ana Paula Fiorotto e Fábio Granziol. Elenco: Pedro Gracindo, Miguel Arraes, Pedro Azevedo, Mariana Nunes, Javier Vasques, Aline Vargas e Clarice Lissovsky.


OS IRMÃOS MAI THAIS FUJINAGA 19’ HDV 2013 COR SP FICÇÃO

Sinopse: Dois irmãos de origem chinesa saem pelo centro da cidade em busca de um presente para a sua avó. Quanto mais eles caminham, mais longe parecem estar de seu objetivo. Direção e Roteiro: Thais Fujinaga. Produção Executiva: Gustavo Maximiliano, Renato Sakata, Thais Fujinaga. Direção de Produção: Gustavo Maximiliano. Fotografia: André Luiz de Luiz. Montagem: André Bomfim. Som: Eduardo Santos Mendes, Luiz Adelmo. Elenco: Luis Mai, Recardo Mai. Filmografia do Diretor: Hoje é o seu dia (2008); A visita (2009).

O MATADOR DE RATOS ARTHUR LINS 32’ HDV 2013 COR PB FICÇÃO

Sinopse: Os ratos saem dos esgotos e se espalham pelas ruas. Um novo veneno chega ao mercado: Ratox Ch7. Direção e Roteiro: Arthur Lins. Produção Executiva: Ana Barbara Ramos e Cristhine Lucena. Direção de Produção: Ana Barbara Ramos e Cristhine Lucena. Fotografia: Bruno de Sales. Montagem: Arthur Lins e Ramon Porto Mota. Trilha Sonora Original: Vito Quintans. Direção de Arte: Iomana Rocha e Gigabrow. Som e Edição de Som: Guga S. Rocha. Elenco: Servílio de Holanda. Filmografia do Diretor: Um fazedor de filmes (2007); O plano do cachorro (2009); A felicidade dos peixes (2011).


MENINA LUA MENINO LUA ALMIR CORREIA 4’ HDV 2013 COR PR ANIMAÇÃO

Sinopse: Uma menina lua. Um menino lua. Dois guarda-roupas. Várias tentativas de se comunicar. E nossa homenagem a George Méliès. Direção e Roteiro: Almir Correia. Produção Executiva e Direção de Produção: Lia Correia. Direção de Arte, Fotografia, Montagem e Animação: Girdana Medaglia. Trilha Sonora Original, Som e Edição de Som: Rodrigo Grigolleti.

MACACOS ME MORDAM CÉSAR MAURICIO E SÁVIO LEITE 9’ DVD 2012 COR MG ANIMAÇÃO

Sinopse: Uma cidade em polvorosa com a chegada de muitos macacos. Baseado no conto homônimo de Fernando Sabino. Roteiro: Sávio Leite. Produção Executiva e Direção de Produção: Clarice Libanio. Montagem: Arthur B. Senra e Cesar Mauricio. Fotografia, Trilha Sonora Original, Direção de Arte, Animação, Som e Edição de Som: Cesar Mauricio. Elenco: Paulo Cesar Pereio. Filmografia do diretor: Space dust (2011); Nego (2010); Kombucha (2009); Terra (2008); Mercurio (2007); Eu sou como o polvo (2006); Aeroporto (2005); O Vento (2004); Plutão (2004); Marte (2003); Mirmidões (2001).


O DESEJO DO MORTO RAMON PORTO MOTA 33’ HDV 2013 COR PB FICÇÃO

Sinopse: A velhice não é uma batalha, é um massacre. Direção: Ramon Porto Mota. Roteiro: Jhésus Tribuzi, Ramon Porto Mota. Produção Executiva e Direção de Produção: Ramon Porto Mota. Fotografia: Jhésus Tribuzi. Montagem: Ramon Porto Mota; Jhésus Tribuzi; Ian Abé; Fabiano Raposo; Arthur Lins. Trilha Sonora Original: Vito Quintas. Direção de Arte: Iomana Rocha. Som: Pedro Diógenes. Edição de Som: Raul Arthuso. Elenco: Fernando Teixeira, Tavinho Teixeira, Ana Luisa Camino, Edyvania Emily. Filmografia do Diretor: O Hóspede (2011).

NÃO ESTAMOS SONHANDO LUIZ PRETTI 12’ HDV 2012 COR MG FICÇÃO

Sinopse: Sim, nós faremos um mundo. Não estamos sonhando. Luta a luta o faremos, peça por peça o faremos, pedaço por pedaço o faremos. Não estamos sonhando. Direção, Roteiro, Produção Executiva, Direção de Produção, Montagem e Som: Luiz Pretti. Fotografia: Clarisa Campolina. Trilha Sonora Original: Gustavo Fioravante. Elenco: Luiz Pretti. Filmografia do Diretor: Estrada para Ythaca (2010); O Mundo é Belo (2010); Os Monstros (2011); No Lugar Errado (2011); Odete (2012); O Amor Nunca Acaba (2012).


LUNA E CINARA CLARA LINHART 14’ DVD 2012 COR RJ DOCUMENTÁRIO

Sinopse: Luna e Cinara vão ao cinema. Direção, Roteiro, Produção Executiva, Direção de Produção, Fotografia e Som: Clara Linhart. Montagem: Fellipe G. Barbosa. Edição de Som: Bernardo Uzeda. Filmografia do Diretor: O Mundo de um filme (2007) e Os Sapos (2011).

LIÇÃO DE ESQUI LEONARDO MOURAMATEUS E SAMUEL BRASILEIRO 23’ HDV 2013 COR CE FICÇÃO Sinopse: Dia desses a tia da Bruna trouxe uma garrafinha de neve. Eu derrubei e botei no mesmo lugar e a Bruna nem percebeu. Eu botei água no lugar e neve é água, água é água. Direção e Roteiro: Leonardo Mouramateus. Produção Executiva e Direção de Produção: Maurício Macedo. Fotografia: Ivo Lopes Araújo. Montagem: Leonardo Mouramateus e Samuel Brasileiro. Direção de Arte: Thais de Campos e Dayse Barreto. Som: Pedro Diógenes. Elenco: Carlos Victor, Sandro Marçal, Leonardo Mouramateus, Bruna Estrela. Filmografia do Diretor: Leonardo Mouramateus – Dias em Cuba (2011); Europa (2011); Charizard (2011); Mauro em Caiena (2012). Samuel Brasileiro - Próxima Parada (2011); Romance de minha vida (2012); Hoje Eu Acordei Com O Cheiro Do Teu Perfume (2012).


SUASSUNA, A PELEJA DO SONHO COM A INJUSTIÇA FILIPE GONTIJO E OSILVA 8’ HDV 2013 COR DF ANIMAÇÃO Sinopse: Animação embalada pelas rimas de cordel, apresenta o universo literário e o posicionamento político-social de um dos escritores mais populares do Brasil, Ariano Suassuna. Destaque para o roteiro escrito em versos e narrado pelo músico Lirinha (ex-cordel do fogo encantado) e para a música de encerramento, cuja letra é de Ariano Suassuna. Roteiro: Filipe Gontijo. Produção Executiva: Filipe Gontijo e Vinicius Magalhães. Direção de Produção: Viça Saraiva e Camila Alcoforado. Fotografia: O Silva e Filipe Gontijo. Montagem: Henrique Périgo. Trilha Sonora Original: Lirinha. Direção de Arte: O Silva. Animação: Henrique Périgo e Alexandre Marcati. Som: Lirinha e Pupillo. Edição de Som: Lucas Carvalho. Elenco: Lirinha (voz). Filmografia do diretor: Lei de Gerson (2006); A Volta do Candango (2006); Paranóia (2010).

O GRANDE EVENTO THOMATE 1’ HDV 2012 COR SP ANIMAÇÃO Sinopse: O grandiosíssimo Atail Menezes faz a cobertura do evento mais importante da história da humanidade. Direção, Roteiro, Produção Executiva, Direção de Produção, Fotografia, Montagem e Direção de Arte: Thomate. Trilha Sonora Original: Duda Larson. Animação: Jonas Brandão, Marão, Nicolas Mendes e Thomate. Assistente de animação: Caio Martins. Som: Eric Ribeiro Christani. Filmografia do diretor: Rái Sossaith (2011); Laurinha (2005); Sync (2005); Essa animação não tem nome 2 (2003); O Sapo e a Mosca (2002); Essa animação não tem nome (2002); PDV – Ponto de vista (2002); 500k (2001); Insatisfação (2000); Amém (2000); A Odisséia de uma Vaca (1999); A Cor do Canarinho – De Frente pro Crime (1998).


COVA ABERTA IAN ABÉ 20’ HDV 2012 COR RJ FICÇÃO

Sinopse: Os cacos de Roberta viajam pela BR230 até encontrar uma criatura mais atormentada que ela. A fim de enganar a própria dor, Roberta oferece socorro para garota. Isso fará com que ela experimente um sentimento diferente. O medo da morte. Direção e Roteiro: Ian Abé. Produção Executiva, Direção de Produção e Montagem: Ramon Porto Mota. Fotografia: Jhésus Tribuzi. Direção de Arte: Anacã Agra. Elenco: Paula Coelho, Larissa Santana, Daniel Araújo e Odécio Antonio.

CONTOS DA MARÉ DOUGLAS SOARES 17’ HDV 2013 COR RJ DOCUMENTÁRIO

Sinopse: Lendas urbanas, memórias de uma família e do local onde moram. Uma história de lobos, cobras e porcos para uma complexa Maré. Direção: Douglas Soares. Roteiro: Douglas Soares e Allan Ribeiro. Produção Executiva e Direção de Produção: Ana Alice de Morais. Fotografia: Bia Marques. Montagem: Karen Akerman e Douglas Soares. Trilha Sonora Original: Fabio Baldo. Som: Thiago Yamachita. Edição de Som: Fabio Baldo. Filmografia do Diretor: Minha Tia, Meu Primo (2008); A Dama do Peixoto (2011).


COLOSTRO CAINAN BALADEZ E FERNANDA CHICOLET 15’ HDV 2013 COR SP FICÇÃO

Sinopse: Colostro é a primeira secreção da mama após o parto. Rita adota uma bebê e tenta produzir esse leite em seus seios. Mas o líquido que sai é vermelho. Direção e Roteiro: Cainan Baladez e Fernanda Chicolet. Produção Executiva: Mário Monteiro, Cainan Baladez, Fernanda Chicolet. Direção de Produção: Sérgio Simões. Fotografia: André Luiz de Luiz. Montagem: André Bomfim e Fernanda Chicolet. Trilha Sonora Original e Edição de Som: Eric Ribeiro. Direção de Arte: Laura Carvalho. Som: Paulo Maniero, Glauber Coelho. Elenco: Fernanda Chicolet, Rômulo Braga, Melissa Sanches. Filmografia do Diretor: Aphasia (2011); Animador (2012).

COISAS NOSSAS DANIEL CAETANO 10’ HDV 2013 COR RJ FICÇÃO

Sinopse: Qual é, Ivanzinho? Vou te falar uma parada na moral: você arrumou esse emprego ao lado da casa da Cacá só pra ficar pertinho dela, né? Meu irmão, você ainda tá nessa? Direção, Roteiro, Produção Executiva e Montagem: Daniel Caetano. Direção de Produção: Núcleo Patrícia Bárbara. Fotografia: Marcio Menezes. Direção de Arte: Marcelle Morgan e Taci Barriga. Som e Edição de Som: Luís Eduardo Carmo. Elenco: João Pedro Zappa, Samuel Toledo, Carol Pucu, Bernardo Caetano, Daniel Caetano. Filmografia do Diretor: Conceição - Autor Bom é Autor Morto, (2007); O Mundo de um filme (2007); O Velho e o Novo (2012).


DOUTOR, MEU FILHO É ANIMADOR MARCOS MAGALHÃES 14’ HDV 2013 COR RJ ANIMAÇÃO Sinopse: “Ele não gosta de futebol... fica o tempo todo desenhando. O que que ele tem, Doutor?”. Só um doutor pode tranquilizar esta mãe aflita! Direção e Roteiro: Marcos Magalhães. Produção Executiva: Claudia Bolshaw. Direção de Produção: Luca Macedo. Fotografia: Jacques Cheuiche. Montagem: Leonardo Domingues. Trilha Sonora Original: Helio Ziskind e Ivan Rocha. Direção de Arte: Tetê Amarante. Animação: Marão, Diego Akel, Rosaria, Guy Charnaux, Michaela Pavlatova, Ennio Torresan, John Weldon, Fabio Yamaji, Juan Pablo Zaramella. Som: Heron Alencar. Edição de Som: Mino Alencar. Elenco: Luis Magalhães Raissa Laban Rosaria Marcos Magalhães Michaela Pavlatova Ennio Torresan John Weldon Fabio Yamaji Juan Pablo Zaramella. Filmografia do diretor: Mão Mãe (1979); Meow! (1981); Animando (1983); Tem boi no trilho (1988); Precipitação (1990); Estrela de oito pontas (1996); Pai Francisco entrou na roda (1997).

O GIGANTE JULIO VANZELER & LUIS DA MATTA ALMEIDA 11’ HDV 2012 COR SC ANIMAÇÃO Sinopse: Um gigante transporta no seu coração uma menina que é a sua filha. O seu coração é aberto para que caiba toda a ternura que ele tem para lhe dar. A realidade é conhecida através daquilo que o Gigante oferece a sua filha, e através das cópias das cópias que ele faz das realidades que ele desenha. Mas um dia chega o tempo da menina partir e ver a realidade por si. Ela também quer traçar os seus caminhos. Roteiro: Nelia Cruz. Produção Executiva: Luis da Matta Almeida, Pedro Lino, Igor Pitta Pitta & Chelo Loureiro. Direção de Produção: Lola B. Riudoms. Fotografia: Lúa Testa. Montagem: Pedro Lino. Trilha Sonora Original: Nani García. Direção de Arte: Julio Vanzeler. Animação: Jonathan Clarke, Linda Kalcov, Paul Nicholson, Safya Greensword, Sheetal Thankey, Adalberto Bolaino, Yannet Briggiler, Thales Macedo Felipe e Furlanetto. Som: Nani García. Edição de Som: Xabier Ferreiro.


APOCALIPSE DE VERÃO CAROLINA DURÃO 15’ HDV 2013 COR RJ FICÇÃO

Sinopse: Rio de Janeiro, 45°C, praias lotadas: Apocalipse de verão! Daniel, 8 anos, está de férias na praia. Lá ele experimenta diversos mundos e se diverte entre a fantasia e a realidade. Um dia, o mar está cheio de algas tóxicas. A praia está imprópria! Será o fim do verão? Direção e Roteiro: Carolina Durão. Produção Executiva: Alessandra Castañeda. Daniela Santos, Eduardo Ades. Direção de Produção: Daniela Santos E Beto Cattabriga. Fotografia: Ivo Lopes Araújo. Montagem: Karen Black. Trilha Sonora Original: Lucas Vasconcellos. Direção de Arte: Mayra Sérgio. Animação: Gustavo Bragança. Som: Felippe Schultz Mussel. Edição de Som: Bernardo Uzeda. Elenco: Pedro Perpétuo, Malu Rocha. Filmografia do Diretor: Desassossego, filme das maravilhas – Episódio: Ficar parado cansa (2011); Sistema Interno (2007).

EM TRÂNSITO MARCELO PEDROSO 8’ HDV 2013 COR PE FICÇÃO

Sinopse: Elias, em trânsito. Direção e roteiro: Marcelo Pedroso. Produção: Marilha Assis. Fotografia: Luis Henrique Leal. Montagem: Paulo Sano. Som: Rafael Travassos. Trilha: Mateus Alves. Filmografia do Diretor: Pacific (2009); Câmara Escura (2012); Corpo Presente (2011); Balsa (2009).


PERTO DA MINHA CASA CAROLINI COVRE E DIEGO LOCATELLI 15’ HDV 2013 COR ES DOCUMENTÁRIO

Sinopse: Em meio à uniformidade presente nos centros urbanos, encontramos pequenos pontos de resistência a esta forma. Direção e Roteiro: Carolini Covre e Diego Locatelli. Produção: Narayana Teles e Tharllen Fonseca. Fotografia: Caian Viola Andrade. Som direto: Ana Oggioni e Flavio Bastos. Edição: Caian Viola Andrade. Filmografia do Diretor: Algo Sobre Nós - Diego Locatelli (2013).

POUCO MAIS DE UM MÊS ANDRÉ NOVAIS DE OLIVEIRA 23’ HDV 2013 COR MG FICÇÃO

Sinopse: André e Élida namoram há pouco tempo. Na vida real e na ficção. Direção e Roteiro: André Novais de Oliveira. Fotografia: Gabriel Martins e Bruno Risas. Produção: Thiago Macêdo Correia. Arte e Figurino: Tati Boaventura. Som: Bruno Vasconcelos. Filmografia do Diretor: Uma Homenagem a Aluízio Netto (2004); Fantasmas (2010); Domingo (2011).


ED. GABRIEL GARCIA 14’ DVD 2013 COR RS ANIMAÇÃO

Sinopse: Conheça a extraordinária vida de Ed. Cinquenta anos de uma trajetória inesquecível. Muitos amores, aventuras e histórias marcantes. O que ninguém imagina é o porque Ed quer acabar com tudo isso. Roteiro: Gabriel Garcia e Leo Garcia. Produção Executiva: Guilherme Piccinini. Direção de Produção: Maurício Santos. Fotografia: Bruno Polidoro. Montagem: Gabriel Garcia. Trilha Sonora Original: Gogó conteúdo Sonoro. Direção de Arte: Ralph Damiani. Animação: hype.cg. Som e Edição de Som: Gogó Conteúdo Sonoro. Filmografia do diretor: Templos Colorados (2010).

JESSY PAULA LICE, RODRIGO LUNA E RONEI JORGE 15’ HDV 2013 COR BA DOCUMENTÁRIO Sinopse: Jessy é a versão curta do documentário “Jéssica Cristopherry”, e assim se chamavam todas as personagens da infância de Paula Lice. Atriz, dramaturga e mulher, Paula conta com o apoio das madrinhas Carolina Vargas, Ginna d’Mascar, Mitta Lux, Rainha Loulou e Valérie O’harah, para resgatar Jéssica e realizar o desejo de ser transformista. Direção e Roteiro: Paula Lice, Rodrigo Luna e Ronei Jorge. Produção Executiva: Amadeu Alban, Paula Lice, Rodrigo Luna e Ronei Jorge. Direção de Produção: Roberta Martins. Fotografia: Jeronimo Soffer. Montagem: Renato C. Gaiarsa e Rodrigo Luna. Som e Edição de Som: Napoleão Cunha. Elenco: Paula Lice - Jéssica Cristopherry; Aldo Zeck - Ginna d’Mascar; Bruno Santiago - Carolina Vargas; Jean Carlos Macedo - Mitta Lux; Luiz Santana - Rainha Loulou; Valécio Santos - Valerie O’rarah.


VERONA MARCELO CAETANO 34’ HDV 2013 COR SP FICÇÃO Sinopse: Dez anos após o rompimento do duo de dance music, Verona, Elias volta ao Brasil para reencontrar seu antigo parceiro, Walter, que está prestes a celebrar seu casamento com Filipe. Walter mora em uma casa isolada no meio do mato, túmulo das ambições da juventude e nascedouro de outros sonhos incertos. Diretor: Marcelo Caetano. Roteiro: Hilton Lacerda e Marcelo Caetano. Produção: Beto Tibirçá e Marcelo Caetano. Pesquisa: Leonardo Mouramateus. Fotografia: Andrea Capella. Montagem: Frederico Benevides. Som e Edição de Som: Danilo Carvalho. Direção de Arte: Maira Mesquita. Figurino: Flora Rebollo. Trilha sonora original: Beto Capobianco, Danilo Carvalho e Marcelo Caetano. Elenco: Germano Melo, Guto Nogueira e Marcia Pantera. Filmografia do Diretor: A Tal Guerreira (2008); Bailão (2009); Na sua companhia (2011).

O CANTO DA LONA THIAGO BRANDIMARTE MENDONÇA 25’ HDV 2013 P&B SP DOCUMENTÁRIO Sinopse: Então nós chamamos o circo o nosso mundo, é o nosso mundinho. Pra fora da cerca é o mundo que é o mundo. Pra dentro da cerca é o nosso mundo. Direção, roteiro e montagem: Thiago Brandimarte Mendonça. Produção executiva: Renata Jardim. Fotografia: André Moncaio. Som direto e desenho de som: Samuel Gambini. Produção, assistência de direção e direção de arte: Leonardo França. Pesquisa e assistência de direção: Joelma Costa. Elenco: Sonia Gray, Hudi Rocha, Lerida Coutinho, Walter de Almeida, Camila Urbano, Bel Borges e Carlos Francisco. Música: Samuel Gambini, Mauricio Pazz, Sonia Gray, Hudi Rocha, Lerida Coutinho, Walter de Almeida. Empresa produtora: Memória Viva. Um filme Zagaia, Cia. Do Terror e Grupo Folias D’Arte. Filmografia do Diretor: Miami em Close-up, a Boca em revista (2009); Santa Efigênia e seus pecados (2009); Piove, il film di Pio (2012); A guerra dos gibis (2012).


MALÁRIA EDSON ODA 5’ DIGITAL 2013 COR SP ANIMAÇÃO

Sinopse: Esta é a história de Fabiano, um jovem mercenário contratado para matar a Morte. Direção, Roteiro e Produção Executiva: Edson Oda. Produtor: Sergio Prado/Alexandre Tommasi. Fotografia e Cenografia: Sergio Prado. Montagem: David Donato. Ilustrações: João Pinheiro. Trilha sonora: Zeeg2. Direção de arte: Alexandre Tommasi. Elenco: Antonio Moreno, Flávio Araújo. Filmografia do diretor: Laugh and die (2010); The writer (2012); Tempos de Maracujá (2012).


III Mostra

COMPETITIVA NACIONAL de Longas


Rodrigo de Oliveira

Curador

“O

cinema não me interessa, mas a profecia” é um dos aforismos mais citados de Rogério Sganzerla, e que talvez possa descrever parte da safra do cinema brasileiro em 2013 representada nos cinco longas que integram a 3ª Mostra Competitiva Nacional de Longas do Festival de Vitória. O fato incontornável e ponto sem retorno: este país no qual se produz e se consome imagens, hoje, é diferente daquele que ainda desconhecia a onda de protestos que se impôs sobre a sociedade brasileira a partir de junho. A imposição literal

do corpo coletivo sobre si mesmo, e tão radicalmente imagética – as novas formas de registro, a mídia ninja, o despreparo da mídia tradicional e sua usurpação das imagens anônimas da população –, que se torna mesmo impossível pensar cinema atualmente sem levar em conta este mundo novo, que está apenas se descortinando e sobre o qual não se fala com juízos finais. Neste sentido, as causas comuns que se colocaram na pauta num primeiro momento (mobilidade urbana, privatização do espaço público das cidades) e aquelas que se apresentaram a partir daí (repressão do aparato militar,


crise de representatividade política, supressão da diversidade), refletidas no cinema, parecem um misto de profecia e adivinhação. Está lá a crise com o espaço urbano, a utopia escapista vencida por um chamado ao real, a crise ambiental, a precipitação da teoria social em sintomas práticos como a doença física e o dilaceramento real da carne, violência, assombro, falência do sistema, incerteza do presente, ignorância do futuro. Tudo isso produzido meses ou anos antes das manifestações de junho e vistos pela primeira vez agora, no calor das ruas.

grandes centros urbanos do Sudeste retrataram o mal-estar coletivo diante da inviabilização da convivência das diferenças de classe, filmando e assumindo para si a culpa da classe média neste impasse entre ricos e pobres. O painel diverso que se enxerga diante dos filmes da Mostra Competitiva Nacional de Longas reflete menos a prestidigitação que a mais pura consciência histórica destes realizadores, seu lugar já firmado dentro do caldeirão político que tem agora data de ignição, mas que é muito anterior a tudo o que se viu neste ano.

Pois o cinema autoral brasileiro já há alguns anos investiga estes mesmos sintomas que explodiram agora como chaga geral – de fato, é o cinema a única arte que partiu para a rua, tomou partido e escolheu claramente seu lado no front. Sistematicamente o cinema de curta e longa-metragem vindo, por exemplo, do Ceará e de Pernambuco, se debruçou sobre a cisão entre a cidade tecno-empresarial imposta por governos neoliberais camuflados de esquerda e a consequente expurgação da vida urbana de classe pobre que não se encaixa neste padrão. Do mesmo modo, realizadores dos

“Preciso mudar o mundo, ainda que preferisse ficar aqui com você”, diz a protagonista de Doce Amianto a seu amante finalmente reconquistado. Não se esconde a preferência pelo exílio auto-imposto por personagens à deriva, que criam universos particulares dentro do chamado “mundo real” para sobreviverem independentes e, de alguma forma, imunes às intempéries lá de fora – estética e postura política que preencheram tanto o cinema independente brasileiro dos últimos anos. Mas a preferência pelo isolamento, em detrimento do coletivo, já não é mais forte que o imperativo da

ação que leva estes filmes à atitude mais radical em qualquer situação de confronto, que é a de figurar o inimigo, de dar corpo, nome e voz aos algozes. É assim com o policial que executa Blanche no próprio Doce Amianto, mas também com a juventude aburguesada que rejeita Amianto e sua transexualidade numa boate qualquer; mesmo quando o inimigo é apenas o ar nauseabundo de uma cidade que rejeita seus habitantes, como em O Rio nos pertence. O tédio e o aparente descompromisso, ainda que pareça privilegiar o senso de bando e o despertar micropolítico dos afetos em Depois da chuva, uma vez colocado no contexto da redemocratização e da ressaca do regime militar ressignifica todo um primado da juventude libertária e desconcertada que, hoje em dia, deveria “nos representar” menos do que o faz. Seja pop purpurina ou punk rock, tudo é blues (não existe política real sem melancolia). Não há escapatória para o horror, seja ele a memória em Super-8 de um irmão e filho desaparecido no interior da opressão estatal, como em Avanti Popolo, ou o horror literal, dos monstros criados a partir da


carne humana degradada junto ao meio natural em Mar Negro. Corpos aparecem “suicidados” na rua, sangue e vísceras à mostra (a morte testemunhada pela protagonista de O Rio nos pertence), ou são maculados pela moléstia aparentemente inexplicável (os sarcomas de Kaposi em neon de Doce Amianto). Casas apodrecem com seus moradores ainda dentro (Avanti Popolo), mas ir à rua, tocar a vida bucólica numa vila de pescadores e beber no bar também já não é garantia nenhuma de imunidade à podridão. Os filmes também contaminam. Pois o Brasil nos diz respeito sim, mesmo que uma visita a qualquer produção do cinema novo-rico que lota os multiplexes dos shoppings

diga o contrário. Ali no interior deste cinema autoral que não é simplesmente político (nunca fala “sobre”), mas que nasce e se propaga ele mesmo como agente e produto da consciência diante do mundo (fala “através” e “de dentro”), encontramos um país terrível e belo, mas cujas fissuras já são grandes demais para que os filmes não se permitam desabar nelas. Os filmes da Mostra Competitiva Nacional de Longas são um retrato parcial, mas muito representativo, deste exercício de choque e reimaginação do corpo social brasileiro que este novo cinema autoral propõe há algum tempo. E, novamente ecoando o cinema de Sganzerla, não é preciso tirá-lo do quarto de brinquedos e convocá-lo à rua, porque é de lá mesmo que ele veio.


MAR NEGRO Uma estranha contaminação atinge uma pequena vila de pescadores. Quando peixes e crustáceos se transformam em horrendas criaturas transmissoras de morte e destruição, o solitário Albino luta pelo grande amor da sua vida, arriscando a própria alma numa desesperada fuga pela sobrevivência.

99’ HDV 2013 COR ES FICÇÃO

SEGUNDA-FEIRA (28/10) - 21H - ESTAÇÃO PORTO

Direção e Roteiro: Rodrigo Aragão. Produção Executiva: Hermann Pidner. Direção de Produção: Kika Oliveira e Mayra Alarcón. Fotografia: Marcelo Castanheira. Montagem: Rodrigo Aragão. Direção de Arte: Giovanni Coio. Som: Fernanda Garcia Camargo. Edição de Som: Alexandre Barcellos. Elenco: Walderrama dos Santos, Kika Oliveira, Tiago Ferri, Mayra Alarcón, Carol Aragão, Markus Konká. Filmografia do Diretor: ChupaCabras (2005); Mangue Negro (2008); A Noite do Chupacabras (2011).


DEPOIS DA CHUVA TERÇA-FEIRA (29/10) 21H - ESTAÇÃO PORTO

90’ DIGITAL 2013 COR BA FICÇÃO

Salvador, Bahia, 1984. Após vinte anos de ditadura, a população vai às ruas exigir a volta das eleições diretas para Presidente da República. Esse será um ano de transformação para o jovem Caio.

Direção e Roteiro: Claudio Marques e Marília Hughes. Assistente de Direção: Marcelo Caetano. Direção de Arte: Anita Dominoni. Desenho de Som: Edson Secco. Som Direto: Guile Martins. Direção de Fotografia: Ivo Lopes Araújo. Direção de Produção: Natalice Sales. Montagem Adicional: Marina Meliande e Michael Wahrmann. Elenco: Pedro Maia, Sophia Corral, Aícha Marques, Talis Castro, Paula Carneiro, Matheus Dantas, Zeca de Abreu, Victor Corujeira, Ricardo Pisani e Bertho Filho. Filmografia do diretor: Desterro (2012); Sala de Milagres (2011); Carreto (2010); Nego Fugido (2009); O Guarani (2008).


AVANTI POPOLO Através do resgate de imagens Super8mm captadas pelo seu irmão nos anos 70, André tenta reavivar a memória do seu pai que há 30 anos espera seu filho desaparecido.

72’ HDV 2012 COR SP FICÇÃO

QUARTA-FEIRA (30/10) - 21H - ESTAÇÃO PORTO Direção e Roteiro: Michael Wahrmann. Produção Executiva: Renata Moura e Maria Ionescu. Direção de Produção: Renata Moura. Fotografia: Rodrigo Pastoriza. Montagem: Ricardo Alves Jr e Fellipe Barbosa. Direção de Arte: Ana Paula Cardoso. Som: Daniel Turim & Fernando Henna. Elenco: Carlos Reichenbach e André Gatti. Filmografia do Diretor: Oma (2011); Avós (2010).


O RIO NOS PERTENCE 75’ HDV 2013 COR RJ DRAMA/SUSPENSE Depois de receber um estranho cartão postal, Marina, uma jovem de 30 anos, decide voltar ao Rio de Janeiro, sua cidade natal, depois de uma ausência de 10 anos. Marina não sabe exatamente porque voltou: busca respostas para acontecimentos estranhos, mas tudo aparenta ser cada vez mais confuso. O Rio de Janeiro parece estar sob um misterioso feitiço. O filme é parte da Série de três filmes de longa-metragem para salas de cinema, produzidos de forma cooperativa, com equipe e elenco comuns, filmados em 4K no mês de janeiro de 2012.

QUINTA-FEIRA (31/10) - 21H - ESTAÇÃO PORTO Direção: Ricardo Pretti. Roteiro: Ricardo Pretti. Produção Executiva: Rita Toledo. Direção de Produção: Leonardo Pirovano e Elaine Soares de Azevedo. Fotografia: Ivo Lopes Araujo. Montagem: Guto Parente e Luis Pretti. Direção de Arte: Luisa Horta. Som: Pedro Diógenes. Edição de Som: Bernardo Uzeda. Elenco: Leandra Leal, Mariana Ximenes e Jiddu Pinheiro. Filmografia do Diretor: No Lugar Errado (2011); Os Monstros (2011); Estrada para Ythaca (2010); Rumo (2009); A Amiga Americana (2009); Sabiaguaba (2006) e Longa Vida ao Cinema Cearense (2008).


DOCE AMIANTO 70’ HDV 2013 COR CE FICÇÃO Amianto vive isolada num mundo de fantasia habitado por seus delírios de incontida esperança, onde sua ingenuidade e sua melancolia convivem de mãos dadas. Após sentir-se abandonada por seu amor (O Rapaz), Amianto encontra abrigo na presença de sua amiga morta, Blanche, que a protegerá contra suas dores, ao menos até onde possa. Seu universo interior choca-se com a realidade de um mundo que não a aceita, um mundo ao qual ela não pertence e invariavelmente ela torna a debruçar-se em seus delírios jocosos, misturando realidade e fantasia. Com a ajuda de sua Fada Madrinha, Amianto recolhe forças para continuar existindo na esperança de ser feliz algum dia.

SEXTA-FEIRA (01/11) - 21H - ESTAÇÃO PORTO Direção e Roteiro: Guto Parente e Uirá dos Reis. Produção Executiva e Direção de Produção: Ticiana Augusto Lima. Fotografia e Montagem: Guto Parente e Uirá dos Reis. Trilha Sonora Original: Uirá dos Reis. Direção de Arte: Lia Damasceno. Som: Pedro Diogenes. Edição de Som: Érico Sapão. Elenco: Deynne Agusto, Uirá dos Reis, Dario Oliveira, Rodrigo Fernandes, Rafaela Diógenes. Filmografia do Diretor: Guto Parente: No Lugar Errado (2011); Os Monstros (2011); Estrada para Ythaca (2010).


II Mostra

FOCO

Capixaba


Erly Vieira Jr Curador

E

m sua segunda edição, a Mostra Foco Capixaba consolida-se como um panorama da diversidade da produção audiovisual no Espírito Santo, com suas principais vertentes e temáticas. O conjunto de cinco filmes selecionados este ano pauta-se justamente pelo rico diálogo que promove entre as diversas gerações de realizadores, apontando algumas questões recorrentes, inclusive historicamente, na filmografia local. No campo de documentários, são recorrentes as estratégias de investigação da alteridade, seja dando visibilidade àquilo que nossos olhos insistem em não ver no frenesi da urbanidade – os

artistas de ruas que ganham direito à voz em Sinal vermelho, estreia na direção de Naiara Bolzan e Cristina Margon, ambas egressas do curso de Audiovisual da Ufes – ou questões políticas que pouco reverberam nos noticiários, como a questão das tribos indígenas em território capixaba, retratadas em Reikwappa, de Ricardo Sá e Werá Djekupe. No caso de Ricardo Sá, trata-se de um engajamento que atravessa boa parte de sua obra como documentarista, em um trabalho que não só resgata tradições culturais, mas também aponta as contradições contemporâneas no cotidiano das comunidades indígenas (e também das quilombolas). Aqui, a direção compartilhada também


se afirma como o registro da simbiose entre o olhar do cineasta urbano e o olhar indígena, que se faz ao mesmo tempo sujeito e objeto desse documentário, num exercício de conjugação de diferenças que provoca uma série de questionamentos junto ao espectador, convidado a transitar por esse ponto de vista híbrido. É também um envolvimento de uma vida inteira com as tradições populares capixabas, do músico Fábio Carvalho, que norteia seu documentário O congueiro do Santo Preto, realizado em parceria com João Moraes. Aqui, o resgate da figura de Antônio Rosa, um dos maiores mestres de congo da história do Espírito Santo, é também um registro da grandeza da Festa de São Benedito e das diversas questões que a atravessam, bem como da força popular que o congo ainda mantém em pleno século XXI. O universo do congo também reaparece no filme de abertura do Festival, Casaca, documentário de Orlando Bonfim Netto que, ao contar a história do mais característico instrumento musical capixaba, não só promove um resgate de sua importância cultural como também se configura como mais um intenso capítulo da empreitada (que já dura quase quarenta anos) do cineasta em mapear o imaginário e as práticas inerentes às manifestações tradicionais da cultura popular no estado em suas mais diversas comunidades e etnias.

Completam o programa duas obras ficcionais, atravessadas por um visível ethos pós-moderno: Fragma, de Eduardo Moraes, que se apropria das linguagens do videoclipe e da publicidade para transitar pelas diversas camadas de memórias e afetos reativados por um encontro inesperado; e Nêga do ébano, trabalho de Valentina Krupinova, figura central na formação de gerações inteiras de realizadores locais, através de cursos livres de linguagem e realização cinematográfica promovidos pelo Governo do Estado nas décadas de 80 e 90. Valentina faz sua estreia na ficção com uma surpreendente releitura urbana da estória da Branca de Neve, carregada de ironia e marcada por uma mise-en-scène bastante peculiar, a serviço do tom paródico da narrativa. Com este conjunto de filmes esperamos compor um representativo painel das principais tendências audiovisuais capixabas na safra 2013 – cuja força e diversidade se estende aos outros filmes locais selecionados para as outras mostras desta vigésima edição do Festival de Vitória, como Abrigo ao sol, Perto da minha casa, Algo sobre nós, Meninos do arcoíris, Míope, Cavalo Ferro, e o longametragem Mar negro.


ENTREVISTAS COM OS REALIZADORES DO FOCO CAPIXABA VALENTINA KRUPNOVA Diretora de Nêga do Ébano Seu filme é inédito em mostras competitivas? Se não, por quais festivais passou e quais prêmios eventualmente ganhou?

“Nega do Ébano” apesar de ter sido exibido no programa “Curta-Vídeo” da TV pública do Espírito Santo, é inédito para a plateia capixaba. Produzido e dirigido por mim em 2010, o filme foi editado apenas no final de 2012. Qual sua formação e a trajetória no cinema até a realização deste filme?

Sou bacharel em Ciência de Cinema pela VGIK (RUSSIAN STATE INSTITUTE OF CINEMA), no ano de 1973.

Casada com o cineasta capixaba Toninho Neves, cheguei ao Brasil em 1974, mas apenas em 1988 tornei a me envolver com a área, ministrando cursos de “Linguagem Cinematográfica”. Em 1990, produzi e dirigi quatro documentários em VHS; um deles é “Exaltação à Amazônia” que chegou a participar de mostras locais. Depois voltei a me dedicar aos cursos, realizando, a partir deles, dois filmes de curta-metragem de 16mm: “Gringa-Miranda” (1995) e “Labirintos Móveis” (1997). Nestes dois filmes que foram feitos com poucos recursos eu me desdobrei em múltiplas

funções, como artista, figurinista, diretora, produtora, coordenadora, costureira, arte-finalista, cenógrafa, entre outras funções. Isso me deu uma ampla base e visão de como é a produção cinematográfica longe de grandes centros como Rio de Janeiro e São Paulo. Com que recursos/fontes de financiamento o filme foi feito?

Descobrimos caminhos para captar recursos em grandes laboratórios, mas, principalmente, através de convênios com a CTAv e a Funarte.


O que lhe motivou a realizar seu filme e que proposta estética você apresenta nele? Fale sobre a ideia original do projeto e sobre sua visão do filme hoje, uma vez que ele já tenha sido concluído e exposto a diferentes plateias.

Em 2004 eu li no jornal A Tribuna uma coluna com título “Negra de Ébano e os sete bandidos”. Achei sensacional e senti uma grande força dramática na morte de sete pivetes. Somente em 2008 sentei para fazer o projeto para a Lei Municipal de Vitória de Incentivo à Cultura Rubem Braga. O filme foi feito na linha do realismo fantástico. Esco-

lhi belíssimas paisagens, todas previamente visitadas e fotografadas. Escolhi todos os enquadramentos, todas posições de câmera e a diretora de fotografia, Maritza Caneca, registrou meus “quadros” com o brilhantismo de grande fotógrafa.

de 20 pessoas. Este é meu modo de ver cinema, sou caçadora de belas imagens captadas a partir de um roteiro bem estrutural. Quais filmes, cineastas ou outros produtos culturais serviram-lhe de referência na produção deste tra-

Como você descreveria sua manei-

balho? Com que outros cineastas,

ra de fazer filmes, seu modo de

brasileiros ou estrangeiros, você

produção? Como você pensa o tipo

aqui dialoga?

de cinema que está realizando?

Um diretor genial e digno de ser admirado é Bernardo Bertolucci.

Eu penso cinema em quadros como em Artes Plásticas, meu olho de artista é um “pincel virtual”. Dizem que o filme é lindo. E foi para isto que eu trabalhei com minha equipe


NAIARA BOLZAN E CRISTINA MARGON Diretoras de Sinal Vermelho Seu filme é inédito em mostras

Com que recursos/fontes de finan-

competitivas? Se não, por quais

ciamento o filme foi feito?

festivais passou e quais prêmios

Não houve nenhum recurso de fora, o filme foi feito com o material da própria equipe, empréstimo de equipamentos da Ufes e, para os gastos de produção, dividimos as despesas entre o grupo.

eventualmente ganhou?

O filme é inédito em mostras competitivas, porém, já foi exibido na Mostra “Novos Olhares”, no Cine Metrópolis da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

O que lhe motivou a realizar seu Qual sua formação e a trajetória

filme e que proposta estética você

no cinema até a realização deste

apresenta nele? Fale sobre a ideia

filme?

original do projeto e sobre sua vi-

Todos os integrantes da produção ainda estão na universidade cursando a graduação em Audiovisual e, no caso dos compositores, graduação em Trilha Sonora. Como o curso propõe realização de obras audiovisuais, nós passamos por várias experiências até chegar a este curta.

são do filme hoje, uma vez que ele já tenha sido concluído e exposto a diferentes plateias.

A realização de um curta documentário foi uma demanda para a turma de graduação de Audiovisual que cursa o sexto período. A partir da reunião do grupo, Naiara (co-diretora) propôs que o trabalho fosse sobre artistas de rua e, com

a aprovação de todos, começamos a nos dividir em funções e compor melhor a ideia inicial. Eu e Naiara percebemos que tínhamos uma visão muito parecida a respeito do assunto, então decidimos dirigir juntas; nossa maior intenção foi sempre mostrar o quão “bonito” é o trabalho dessas pessoas. Foi assim que decidimos que precisávamos de uma fotografia valorizando cores e, através de uma montagem e trilha mais delicada, procuramos mostrar o lado do artista que atua nas ruas, e como ele é visto em nossa sociedade. O fundamental sempre foi que os artistas realmente se sentissem representados e, após verem o curta, alguns alegaram que realmente se identificaram com o resultado final; outros disseram que seriam vistos de forma diferente a partir do cur-


ta. Isso significa que, no final, conseguimos passar o que propomos.

produtos culturais serviram-lhe de referência na produção deste trabalho? Com que outros cineastas, bra-

Como você descreveria sua maneira

sileiros ou estrangeiros, você aqui

de fazer filmes, seu modo de pro-

dialoga?

dução? Como você pensa o tipo de

Influências estão presentes em cada minuto no nosso ambiente estudantil. As duas diretoras tiveram inspirações específicas em diferentes obras. O curta acabou se modelando, no fim, em um estilo de documentário mais voltado para a retórica dos atores sociais, se tornando mais “expositivo”, como classificado por Bill Nichols.

cinema que está realizando?

Acredito que ainda estamos em uma fase de identificação profissional. Por sermos muito jovens e ainda estarmos na faculdade, se descobrir “audiovisualmente” é algo que ainda está sendo construído em nosso dia a dia. Mas podemos afirmar que todos tinham uma visão muito voltada para como agradar nossos atores sociais; nós, diretoras, somos muito parecidas na relação com o sentimento que queremos causar e a sensibilidade que tentamos colocar no projeto. Quais filmes, cineastas ou outros


FABIO CARVALHO Diretor de O congueiro do santo preto

Seu filme é inédito em mostras competitivas? Se não, por quais festivais passou e quais prêmios eventualmente ganhou?

“O congueiro do santo preto” é inédito em festivais.

elaboração e criação da trilha sonora de oito animações do Projeto Animação do Instituto Marlin Azul. “O congueiro do santo preto” é o primeiro filme como diretor. Com que recursos/fontes de finan-

Qual sua formação e a trajetória

ciamento o filme foi feito?

no cinema até a realização deste

Lei Municipal de Serra de Incentivo à Cultura - Chico Prego e Lei Rouanet.

filme?

Sou músico, gestor social e agitador cultural e já participei de algumas produções em audiovisual: “Costa Pereira”, a trilogia “Ales Blau e Batuque Moleque”. Curso o quinto período de Bacharelado em Música com ênfase em Trilha Sonora na Ufes e também participei da

O que lhe motivou a realizar seu filme e que proposta estética você apresenta nele? Fale sobre a ideia original do projeto e sobre sua visão do filme hoje, uma vez que ele já tenha sido concluído e exposto a

diferentes plateias.

Mostrar a importância e a obra de um dos ícones da cultura popular do Espírito Santo, o Mestre Antônio Rosa, que por mais de 50 anos manteve viva a festa de São Benedito realizada no município de Serra e que também foi responsável pela preservação das bandas de congo capixabas, tradição herdada de seu pai e transmitida por ele a seus filhos e netos. O filme tentou transmitir a beleza das manifestações da cultura tradicional do Espírito Santo, enquanto proposta estética e a devoção a São Benedito, padroeiro do congo e de boa parte da população capixaba.


Como você descreveria sua maneira

sileiros ou estrangeiros, você aqui

de fazer filmes, seu modo de pro-

dialoga?

dução? Como você pensa o tipo de

Tenho como inspiração filmes que dialogam com as culturas tradicionais e locais e com a música, como por exemplo: “Baile de congo Ticumbi”, “Energia negra de São Benedito”, “Bauduino el africano”, “Buena Vista Social Club”, “Cartola”, “Mistério do samba”, “Baile perfumado”, “Meu mundo é hoje”, entre tantos outros. Os cineastas com os quais eu me identifico são aqueles que se relacionam esteticamente com elementos das culturas locais e tradicionais: Orlando Bomfim Netto, Clovis Mendes, Lírio Ferreira, Spike Lee, Akira Kurosawa, Claudio Assis e outros.

cinema que está realizando?

Como este é o primeiro filme que realizo, a minha maneira de realizá-lo foi bastante intuitiva e emocional, principalmente por eu ter tido uma forte ligação afetiva com o Mestre Antônio Rosa e ser um estudioso da música e das culturas tradicionais do Brasil e, em particular, do congo do Espírito Santo. Quais filmes, cineastas ou outros produtos culturais serviram-lhe de referência na produção deste trabalho? Com que outros cineastas, bra-


RICARDO SÁ E WERÁ DJEKUPÉ Diretores de Reikwaapa

Seu filme é inédito em mostras competitivas? Se não, por quais festivais passou e quais prêmios eventualmente ganhou?

A estreia mundial em festivais vai ser no Festival de Vitória – 20º Vitória Cine Vídeo, depois ele segue para o Festival de Filmes Etnográficos do Recife e, em seguida, para o Festival Internacional de TV no Rio de Janeiro. Qual sua formação e a trajetória no cinema até a realização deste filme?

Sou formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), mas faço cinema desde os anos 80. Passei pela ficção, trabalhei em filmes de longa e curta metragem de outros diretores capixabas e nacionais, e estou dirigindo documentários há mais de 15 anos. O Werá Djekupé, que é o outro diretor e autor da ideia original do filme, é guarani e tem formação

como educador indígena e já participou de alguns filmes produzidos na aldeia onde mora, além de ter participado de inúmeros trabalhos na área cultural durante o período em que trabalhou no Museu do Índio no Rio de Janeiro. Com que recursos/ fontes de financiamento o filme foi feito?

Rodamos o filme com R$ 1.500,00 gastos exclusivamente com cachês para os indígenas (dinheiro fruto da venda de um documentário para a SescTV) e concluímos o trabalho através de recursos do edital de finalização da Secult-ES, no valor de R$ 20.000,00.

O Werá me procurou dizendo que queria fazer um filme que mostrasse para a juventude como eram os ritos de passagem antigamente e que hoje estão sendo deixados de lado pela população das aldeias. Assim, fizemos a primeira parte da filmagem, que é uma reconstituição destes ritos de passagem. Concluída esta parte, sugeri que fizéssemos um complemento de filmagens, incluindo a opinião dos habitantes das aldeias sobre as razões pelas quais estes ritos estavam sendo deixados de lado – se é que isso acontecia de fato. Foi assim que o filme adquiriu esta forma híbrida: metade documentário e metade etnoficção.

O que lhe motivou a realizar seu filme e que proposta estética você

Como você descreveria sua manei-

apresenta nele? Fale sobre a ideia

ra de fazer filmes, seu modo de

original do projeto e sobre sua vi-

produção? Como você pensa o tipo

são do filme, hoje, uma vez que ele

de cinema que está realizando?

já tenha sido concluído e exposto a

Faço um cinema artesanal com equipe bastante reduzida, acho

diferentes plateias.


que desta forma as pessoas filmadas se sentem mais à vontade, sem interpretar a si próprias, como acontece muito em produções com muitas pessoas por detrás das câmeras. É um percurso sem muito tapete vermelho. Tenho registrado lugares simples, de histórias de vida de pessoas comuns, pessoas da roça, da aldeia, do quilombo. Me alimenta estar com estas pessoas e proporcionar o contato entre este saber tradicional e as plateias urbanas. Quais filmes, cineastas ou outros produtos culturais serviram-lhe de referência na produção deste trabalho? Com que outros cineastas, brasileiros ou estrangeiros, você aqui dialoga?

Não busquei referências no audiovisual para a produção deste trabalho, mesmo porque a ideia da sua realização nasceu do Werá Djekupé, apenas me coloquei à disposição para registrar a sua viagem audiovisual.

Num segundo momento me lembrei das conversas com a Celeste Ciccarone, uma antropóloga italiana que trabalha muito com os guaranis do Espírito Santo que sempre me alertou para a questão da ressignificação dos ritos e hábitos das populações indígenas brasileiras. A partir desta reflexão o filme fica mais aberto e menos didático, como propunha o autor da ideia. Mas se posso dizer quem admiro por estar fazendo um trabalho importante neste campo, poderia citar o Jorge Bodansky, o Andrea Tonnacci e o projeto “Vídeo nas Aldeias” que é referência hoje para todos que trabalham com a questão audiovisual indígena brasileira. Gostaria de ver mais filmes indígenas, é uma pena que eles sejam tão pouco contemplados em editais e leis de incentivo. É o Brasil virando as costas para sua história e sua identidade. Precisamos rever isto!


EDUARDO MORAES Diretor de Fragma

Seu filme é inédito em mostras

iriam surgir facilmente. Foi quando

filme e que proposta estética

competitivas? Se não, por quais

comecei de maneira despretensiosa

você apresenta nele? Fale sobre a

festivais passou e quais prêmios

a fazer inúmeros vídeos apenas para

ideia original do projeto e sobre

eventualmente ganhou?

uso e aprendizado próprio. Inicial-

sua visão do filme, hoje, uma vez

Sim, “Fragma” ficou pronto recen-

mente, eram mais exercícios e desa-

que ele já tenha sido concluído e

temente e fará sua estreia oficial no

fios de ator, mas naturalmente pas-

exposto a diferentes plateias.

Festival de Vitória - 20º Vitória Cine

savam a ser mais do que isso. Ainda

O conceito surgiu primeiro. Parte da

Vídeo. Foi o primeiro festival inscrito

assim, não tinha intenção de exibir

inspiração veio da teoria do cineasta

e é onde inicia sua carreira.

nenhum desses trabalhos anteriores.

italiano Pier Paolo Pasolini, que di-

Foi por incentivo de amigos que os

zia: “A montagem é para o cinema

Qual sua formação e a trajetória

enviei a alguns festivais e publiquei

o mesmo que a morte é para a vida.

no cinema até a realização deste

na internet. “Memória” (2010) foi

Vivemos um infinito plano-sequên-

filme?

exibido na MTV Brasil e “Tudo Bem?”

cia, o filme de cada indivíduo é in-

Sou formado em Rádio & TV e ator

(2010) selecionado para o AXN Film

terrompido e reorganizado quando

desde 2004. Cinema sempre foi uma

Festival - Film Minuto, produzido es-

morre; só neste instante que a vida,

paixão muito forte, mas nunca ima-

pecialmente para esta categoria.

até então indecifrável e ambígua, cria

ginava fazê-lo, nem ousava pensar

“Fragma” (2013) é a obra mais ela-

sentido.” Mas penso que até lá bus-

na hipótese, era algo muito distante

borada e estruturada que fiz até ago-

camos desesperadamente “pausar”

para mim. A vida e seus belos aciden-

ra e a que melhor me representa, em

nosso filme, a fim de analisar o nosso

tes foram me empurrando e dando

termos do tipo de cinema e narrativa

papel. Temos essa chance nas peque-

um pouco mais de segurança para me

que aprecio. Pela primeira vez tive um

nas “mortes” ocorridas em vida: ao

aventurar nesse meio. Em parte pela

patrocínio e cerca de trinta profissio-

término de um ciclo ou de uma fase,

experiência e conhecimento técnico

nais envolvidos em toda a produção.

na perda de um ente querido ou no

que comecei a adquirir na faculdade.

rompimento com alguém amado;

Em parte também por ter trabalhado

Com que recursos/fontes de fi-

instantes cruciais que usamos para

brevemente numa grande produtora

nanciamento o filme foi feito?

remontar o passado e enfrentar um

em São Paulo que desenvolvia filmes

O filme teve seu projeto premiado

novo presente. Somos todos editores

para publicidade e cinema.

ano passado pelo edital de curta-

e autores anônimos da nossa própria

Mas a principal razão é por eu ser

-metragem de ficção da Secretaria de

história. Queria uma história que re-

ator e querer criar oportunidades

Estado da Cultura (Secult-ES).

tratasse esse mundo particular, ínti-

para mim. Eu fazia peças de teatro e sabia que chances no cinema não

mo, incompartilhável. Um filme de O que lhe motivou a realizar seu

sensações.


Em termos de estética, queria que cap-

excessivamente pensando no que seria

brasileiros ou estrangeiros, você

turasse o tema central, construindo a

possível conseguir ou não para tornar

aqui dialoga?

sensação de mistério, do desconexo,

aquilo realidade, simplesmente embar-

Desenvolvi primeiramente o conceito

da solidão. O impacto visual, com o

quei no lado criativo e este seria meu

de “Fragma” e seu roteiro sem nenhu-

ritmo de montagem, mais a trilha, são

novo desafio. O acúmulo de funções

ma referência específica em mente. O

elementos importantes para compor

permaneceu, mas apenas porque,

processo aqui foi analisar que o roteiro

os fragmentos do passado com o pre-

para mim, é muito natural executá-los.

tinha poucas falas e muita ação descri-

sente, mas a alma da narrativa e sua

Em todos os meus trabalhos até hoje

tiva, a partir daí que fui atrás de refe-

real comunicação residem nos olhos

fui diretor, ator, roteirista, produtor e

rências da equipe para ilustrar aonde

dos atores. “Fragma” não é um filme

editor. Quando crio, sinto automatica-

queria chegar em todos os sentidos,

do verbo, é um filme de silêncios. Es-

mente que tenho que proteger aquela

principalmente nas interseções entre

tou ansioso para sentir o filme pela

obra e tenho a visão completa daquela

passado e presente da história e suas

primeira vez com a plateia e ver como

narrativa. Minha abordagem é sempre

fusões. No início da pesquisa me de-

reagem.

voltada para o mundo interior e os

parei com um belo curta-metragem do

conflitos daqueles personagens, talvez

diretor australiano Ben Briand, chama-

Como você descreveria sua ma-

por ser ator penso sempre dessa ma-

do “Apricot” (2009), que serviu como a

neira de fazer filmes, seu modo

neira. Também é o tipo de cinema que

maior e principal referência para todos

de produção? Como você pensa o

eu mais aprecio aquele que investiga as

os departamentos de “Fragma”. Além

tipo de cinema que está realizan-

emoções, o humano, o chamado “ci-

de o filme lidar também com uma

do?

nema do afeto”.

questão de identidade e memória, des-

Até então, eu produzia de modo com-

Para mim, a principal vantagem de ob-

taca-se para mim o exemplar casamen-

pletamente independente, com custo

ter um patrocínio foi a oportunidade

to de todas as artes: fotografia, trilha,

zero e com amigos parceiros na equi-

de convidar pessoas que sempre tive

interpretação, som, arte, edição. Para

pe, fazendo roteiros econômicos (pou-

vontade de trabalhar. E o comprome-

os flashbacks, inúmeras referências fi-

cas locações, poucos atores), equipa-

timento e a união de todos esses pro-

zeram parte, cada uma com um dife-

mentos emprestados e acumulando

fissionais tentando trazer a tona uma

rente propósito, como: Krzysztof Kies-

inúmeras funções. “Fragma” marca

ideia faz tudo valer a pena no final.

lowski, Mike Mills, obras associadas ao

meu primeiro filme com patrocínio e o

diretor de fotografia Roger Deakins,

fiz com o propósito de tentar um edital

Quais filmes, cineastas ou outros

João Caetano Feyer, Bergman, Miranda

pela primeira vez, então desde a con-

produtos culturais serviram-lhe de

July, Xavier Dolan, Cia de Foto SP e até

cepção do roteiro tive uma abordagem

referência na produção deste tra-

campanha da Benetton.

diferente, pois não precisei me conter

balho? Com que outros cineastas,


F

COMPE

AD OR E

CASACA 20’ DIGITAL 2013 ES COR DOCUMENTÁRIO

TIÇÃO

A origem da Casaca.

SEGUNDA-FEIRA (28/10) - 19H - ESTAÇÃO PORTO Argumento, Roteiro e Direção: Orlando Bomfim Netto. Direção de Fotografia: Secundo Rezende. Câmera 02: Aroni de Freitas, Cedric Rocha. Produção: Orlando Bomfim Netto, Secundo Rezende. Áudio: Glauber Fonseca. Montador: Jefferson Rodrigues. Maquinista: Eduardo Paulista. Finalizador: Jefferson Rodrigues. Imagens arquivo: DVD Manimal ao vivo. Elenco: Edvaldo Sebastião, Pelé, Mestre Vitalino, Olindo Cizenando, Luiz Claudio Moisés, Ribeiro, Luiz Guilherme Santos Neves, Gabriel Bittencourt, Rogério Medeiros, Júlio César Ferreira Gomes, Helena Pereira Coutinho, Fernando Achiamé, Jamilda Alves Rodrigues Bento, Rosana Azevedo Sales, Alexandre Lima, Celso Perota.


FRAGMA EDUARDO MORAES 12’ DIGITAL 2013 COR ES DRAMA

Sinopse: Isolado e mal-humorado, rapaz recebe inesperada visita de um estranho que traz consigo um monóculo. A imagem de uma mulher em comum desperta fortes lembranças em ambos. Direção, Roteiro e Produção Executiva: Eduardo Moraes. Diretor de Produção: Juliana Amorim. Fotografia: Rafael Malta. Montagem: Eduardo Moraes. Trilha Sonora Original: Fabio Góes. Direção de Arte: Joyce Castello. Som: Alessandra Toledo. Edição de Som: Pedro Noizyman. Elenco: Eduardo Moraes, Rafael Primot, Luiz Carlos Vasconcelos, Otto Sanches e Julia Ianina. Filmografia do Diretor: Tudo Bem? (2010); Memória (2010); Alcova (2008); Pagliaccio (2007).

NÊGA DO ÉBANO VALENTINA KRUPNOVA 20’ DVD 2012 COR ES FICÇÃO

Sinopse: Uma bela moça de origem negra é ameaçada de morte pelo padrasto. Apesar de ser “liberada” pelos pistoleiros, ela é obrigada a fugir para dentro de uma mata fechada onde encontra um abrigo na casa dos pivetes-infratores. Eles a acolhem, mas exigem que ela participe dos assaltos que eles praticam na cidade. Num certo momento acontece uma reviravolta: ela conhece alguém, como o príncipe encantado da história da Branca de Neve, conduzindo a trama para um desfecho surpreendente. Direção, Roteiro, Produção Executiva, Direção de Produção e Direção de Arte: Valentina Krupnova. Fotografia: Maritza Caneca. Montagem: Jefinho Pinheiro. Trilha Sonora Original: Marcos Moraes. Som: Aloysio Compasso. Edição de Som: Jefinho Pinheiro. Elenco: Maria Ceiça.


O CONGUEIRO DO SANTO PRETO FÁBIO CARVALHO 23’ DIGITAL 2013 COR ES DOCUMENTÁRIO

Sinopse: O congo capixaba tem como um de seus maiores ícones o Mestre Antônio Rosa (1923-1999): homem responsável, durante cerca de 50 anos, pela Festa de São Benedito, realizada no município da Serra, em louvor ao padroeiro das bandas de congo e de boa parte da população capixaba. É uma história de luta permanente, que atravessou toda uma vida, em favor da manutenção dessa festa e das bandas de congo, tradição herdada de seu pai e transmitida aos seus filhos e netos. Direção: Fabio Carvalho. Roteiro: Fabio Carvalho e João Moraes. Produção Executiva: Fabio Carvalho e Alcione Dias. Direção de Produção: Alcione Dias. Fotografia: Leonardo Gomes. Montagem: Leonardo Gomes. Trilha Sonora Original: Bandas de Congo da Serra. Direção de Arte: Fabio Carvalho e Leonardo Gomes. Som: Pedro Monteiro. Edição de Som: Kiko Miranda.

REIKWAAPA WERA DJEKUPE E RICARDO SÁ 16’ HDV 2013 COR ES DOCUMENTÁRIO

Sinopse: Investigação sobre os ritos de passagem nas aldeias guarani do Espírito Santo. Roteiro e Direção de Produção: Ricardo Sá e Werá Djekupe. Produção Executiva: Thiago Moulin. Fotografia: Ricardo Sá. Montagem: Bianca Sperandio e Ricardo Sá. Trilha Sonora Original: Grupo de jovens da aldeia Três Palmeiras. Direção de Arte: Werá Djekupe. Som: Fernanda Camargo. Edição de Som: Matheus Costa. Elenco: Índios Guarani das aldeias do Espírito Santo. Filmografia do Diretor: Era assim naquela época (2013), Procurando Madalena (2011); A estrada silvestre (2010).


SINAL VERMELHO NAIARA BOLZAN E CRISTINA MARGON 15’ FULL HD 2013 COR ES DOCUMENTÁRIO

Sinopse: O sinal vermelho é a deixa dada aos artistas de rua para mostrarem todos os seus talentos. Diferentes artistas contam o motivo de escolherem a rua como palco para exibirem suas artes e como são recebidos pela população capixaba. Direção: Cristina Margon e Naiara Bolzan. Roteiro: Naiara Bolzan. Produção: Rafael Bertoldi. Assistente de Produção: Jhennifer Costa e Marcos Vinicius Siqueira. Produção Musical: Thaís Delfim. Direção de Fotografia e Finalização: Cássio Siquara. Assistente de Fotografia: Djalma Batista. Som direto: Lygia Machado. Assistente de áudio: Rubem de la Rosa. Trilha sonora original: Deyvid Martins, Evaldo Costa, João Machado, Joaquim A. Costa. Montagem: Cássio Siquara, Cristina Margon e Naiara Bolzan. Edição de áudio: Cristina Margon.


II Mostra

CORSÁRIA


Rodrigo de Oliveira Curador

A

duração e a extensão do tempo – no interior dos planos, na relação transversal entre imagens –, são a própria razão e essência do cinema, e a segunda edição da Mostra Corsária não só apresenta filmes que investigam os limites dessa duração como também a tematizam. A mostra é aberta por Olho mágico, exercício da “infância” do cinema, jogado por crianças, e se encerra com Memória da memória, exercício da “maturidade”, jogado por adultos, e há entre os dois uma simetria

propositiva bastante intensa. A brincadeira da câmera-escura proposta por André Sampaio no quintal das casas, no espaço público eminentemente infantil, ecoa uma curiosidade do olhar e um ativismo da prática (olha-se melhor quanto mais o olhar for exercido) que reencontram o espaço privado da sala de estar de Paula Gaitán, onde a cineasta revê a sua própria infância de realização como momentos complementares de uma mesma pulsão de cinema. O que quer que se dê no interior da Mostra Corsária está posto neste intervalo entre


a experiência e a revisão, entre o “calor-do-momento” e a memória do “já-vivido”. Prerrogativa dos corsários em 2013: a consciência do jogo e o elogio de suas imperfeições e impossibilidades. Ou que outra aproximação se poderia fazer entre a experiência familiar investigativa de Roberto Cotta e o menino Luiz Gustavo num passeio ao parque de diversões filmado com o celular em Têmpora e a ficção científica musical em lisérgico VHS dos já tarimbados Juliana Rojas e Marco Dutra em Nascemos hoje, quando o céu estava carregado de ferro e veneno se não a ideia de que, em pontas completamente diferentes da cadeia, aí estão cineastas tentando olhar para seus objetos conhecidos “como se fosse a primeira vez”? É estranha esta sensação de ineditismo que perpassa tantos dos filmes aqui agrupados, contra tudo o que se conheça do cinema brasileiro e mundial, e contra todo o bom senso histórico. Num momento em que a pecha do “cinema experimental” já se vai longe (ainda bem), o que estes filmes apresentam é o experimento como realização final, como universo

posto de pé sob engrenagens próprias que se mostra tanto como exercício quanto como destino inescapável. A ficção científica surge como gênero em Nascemos hoje..., mas é também modus operandi de sua própria diegese, condiciona os corpos, os cenários e a relação com a câmera, para além da escolha temática. É também o que move Master Blaster – Uma aventura de Hans Lucas na Nebulosa 2907N, um conto pós-apocalíptico tão devedor de Chris Marker quanto de Bruce Lee. A ideia da ciência e de seu paroxismo, a revolução biológica dos corpos, a perturbação da ordem interna do mundo como o conhecemos ainda contaminam outros filmes onde não existam naves espaciais ou agentes secretos visitando países devastados. Nunca saberemos que alteração celular transformou pai e filha em Púrpura, mas no momento em que este universo de grandes paisagens coloridas e corpos todo-sensíveis se apresenta, não se está muito distante da ideia de um outro planeta e de uma nova lei da física, que o filme leva poucos minutos para estabelecer e nos impressio-

nar: duração, jogo, primeira vez. A força de vida dos corpos altera a constituição biológica dos casais de Frinéia, estes sujeitos endurecidos pela encenação e absolutamente liberados pelas emoções, pela experiência de um amor de outra ordem. Ela provoca o mesmo no protagonista de A premonição, mas faz seu antinaturalismo de repartição pública se chocar com a vida natural de uma grande cidade, onde convivem seu sci-fi straubiano interno e a mais carioca das tradições coletivas: o bar no nível do chão, as ruas cheias de paixão e cerveja. É neste mesmo espaço que o casal estranho de Rio corpo aberto se encontra, num caso cada vez mais raro (e por isso tão potente), de final feliz com a gênese do gozo físico, turvo e liberador, como deve ser. E mesmo o jovem contaminado pelos vícios da cidade, como em Algo sobre nós, atingido por este pó preto industrial que se abate sobre a coletividade como se fosse avalanche pós-atômica, ainda se permite sua própria fantasia ambiental, o sol, o ar puro e a mobilidade pelo espaço urbano que lhe são cerceados pela norma.


Basta olhar: ali onde menos se espera há o próprio corpo, objeto antinatural daquilo que se encara com naturalidade e leveza provisórias (a legista e sua própria autópsia em Quase Consolação), ali onde menos se espera há o duelo de opostos estranhamente próximos (Sylvia e os dois lados da guerra civil tácita entre a polícia e “o resto”). Olhando com persistência e calma, filma-se até o invisível, aquilo que se dá num culto espiritualista, aquilo que a deficiência física bloqueia para o corpo e amplia para os sentidos (Onde não posso ir). Com alguma sorte, é o próprio tecido do espaço-tempo que se rompe. Da fuga sem destino que deveria unir os protagonistas de Canto nenhum tira-se uma diferença radical: o desejo de estabelecimento daquele que vive da flutuação (do mar e do espírito) e o desejo de partida daquela que é enraizamento e presença forçosa (na terra e na carne). Eventualmente a ruptura é figurada e é descompasso literal entre imagem e som dos enviados através do tempo em Alguém no futuro, e junção nenhuma será possível

uma vez que a separação já tenha se dado neste novo ambiente sideral. Chegam à Mostra Corsária as notícias de um país estranho, que pode existir ou pode ser uma fabricação, que pode ser o retrato do tempo presente ou o idílio de um passado há muito perdido. E sua confusão não é a falta de sincronia, mas a ausência completa do som como referência do real: o silêncio acachapante de O inverno de Zeljka, o mais radical filme relacionável da seleção, o mergulho mais desprotegido e curiosamente identificável. Silenciosas como são as imagens geradas pelas crianças de Olho Mágico (posteriormente preenchidas por seus ruídos de descoberta), silenciosas como são as imagens em Super-8 projetadas na parede da sala em Memória da memória (igualmente preenchidas por ruídos de descoberta, da mãe que exibe sua juventude aos filhos igualmente jovens). Filmes como a sala ou o quintal de casa, ali onde o espectador da Mostra Corsária poderá morar por uma semana e rememorar por uma vida inteira.


A PREMONIÇÃO JOÃO GABRIEL PAIXÃO 14’ 35mm 2013 COR RJ FICÇÃO

Sinopse: Um homem vai ao trabalho. Diz que teve um sonho. E então, quando vai às ruas, começa a sonhá-lo. Direção, Roteiro, Produção Executiva e Montagem: João Gabriel Paixão. Diretor de Produção: Daniel Pech. Fotografia: Guilherme S. Francisco. Direção de Arte: Débora Saad. Som e Edição de Som: Thiago Sobral. Elenco: Flávio Ozório, Paulo Garcia, Ariane Rocha, Rodrigo Reinoso.

ALGO SOBRE NÓS DIEGO LOCATELLI 17’ DVD 2013 COR ES DRAMA Sinopse: Um jovem mora em uma cidade sitiada por indústrias que exportam aço. Ao dormir, sempre tem problemas, pois escuta o som ambiente composto pelo ruído que não o permite descansar. Essa “insônia sonora” reflete em uma vida melancólica e retraída no jovem. Direção, Roteiro, Montagem e Edição de Som: Diego Locatelli. Produção Executiva e Direção de Produção: Carolini Covre. Fotografia: Narayana Telles. Trilha Sonora Original: Coming From Navios. Direção de Arte: Thais Helena. Som: Flávio Bastos e Ana Oggioni. Elenco: Tiago Melo, Camila Aguiar, Kerõ Roncetti, Cléber Carminati.


FRINEIA ALINE PORTUGAL 17’ HDV 2012 COR RJ FICÇÃO Sinopse: “Ter amor, de uma pessoa por outra, talvez seja a coisa mais difícil que nos foi dada, a mais extrema, a derradeira prova e provação, o trabalho para o qual qualquer outro trabalho é apenas uma preparação” - Rainer Maria Rilke. Direção e Roteiro: Aline Portugal. Produtor Executivo: Julia De Simone, Marcelo Grabowsky. Diretor de Produção: Vitor Graize. Fotografia: Lucas Barbi. Montagem: Ricardo Pretti. Direção de Arte: Gueko Hiller. Som: Lucas Silveira. Edição de Som: Bernardo Uzeda. Elenco: Ana Abbott, Nuno Gil, Sara Antunes, Otto Jr. Filmografia do Diretor: Estudo para o vento (2011); Romance de formação (co-direção) (2011); Sinfonia (2010).

MASTER BLASTER - UMA AVENTURA DE HANS LUCAS NA NEBULOSA 2907N RAUL ARTHUSO 19’ SUPER8 2013 COR SP FICÇÃO Sinopse: Um estranho fenômeno astronômico atingiu a nebulosa 2907N. O agente intergaláctico Hans Lucas é enviado para investigar o evento, que mudou os hábitos da população local. Direção, Roteiro e Edição de Som: Raul Arthuso. Produção Executiva: Lara Lima. Direção de Produção: Lara Lima e Maria Clara Escobar. Fotografia: André Brandão. Montagem: Gabriel Martins. Trilha Sonora Original: Rafael Cavalcanti. Direção de Arte: Felipe Diniz. Som: Gustavo Zysman Nascimento. Elenco: Rômulo Braga, Rodolfo Vaz, Zeca Auricchio, Adirley Queirós, Valéria Lauand, Oswaldo Ávila, Diogo Veronezi, Otávio Dantas. Filmografia do Diretor: Mamilos (2009); O pai daquele menino (2011); Hans Lucas contra o ciclope gigante - Super8 (2012).


O INVERNO DE ŽELJKA GUSTAVO BECK 20’ SUPER8 2012 P&B RJ DOCUMENTÁRIO Sinopse: A lenda conta que os Zvončari afugentaram os invasores Tártaros e Turcos. De acordo com a lenda, os pastores colocaram máscaras em suas cabeças, sinos em seus cintos, e produziram um barulho ensurdecedor que amedrontou e expulsou seus inimigos. Direção e Roteiro: Gustavo Beck. Produção Executiva: Gustavo Beck & Aranka Matits. Direção de Produção: Ales Suk & Lucas Barbi. Fotografia: Lucas Barbi. Montagem: Ernesto Gougain, Karen Akerman, Miguel Seabra Lopes. Elenco: Željka Suková. Participação em Festivais e Mostras: CPH:DOX, Edingurgh, Gotenburgh, Janela de Cinema de Recife, Semana dos Realizadores etc. Prêmios Recebidos: Melhor Imagem - Semana dos Realizadores. Filmografia do Diretor: Chantal Akerman, de cá (2010); A Casa de Sandro (2009); Ismar (2007); Hera (2005).

OLHO MÁGICO ANDRÉ SAMPAIO 8’ MINIDV 2013 COR RJ FICÇÃO

Sinopse: O ponto de vista é a vista de um ponto: outro ponto de vista de Lázaro ressuscitado. Direção, Roteiro, Produção Executiva, Direção de Produção, Montagem e Som: Andre Sampaio. Fotografia: Gabriela Gusmão. Trilha Sonora Original: Músicas de Sinhô, Los Nemus del Pacifico, Povo Katukina, Dhola Maru. Direção de Arte: Gabriela Gusmão. Elenco: Iara Pereira. João Miguel, Iara Vasquez, Jorge e Josimar. Participação em Festivais e Mostras: Mostra Tiradentes 2013. Filmografia do Diretor: Guilherme de Brito (2008); Tira os Óculos e Recolhe o Homem (2008); Vida Fuleira – O Artista de Rua e a Bailarina (2007); Conceição – Autor Bom é Autor Morto (2007).


ONDE NÃO POSSO IR LYGIA SANTOS 22’ HDV 2013 COR MG DOCUMENTÁRIO

Sinopse: Quanta luz. Produção Executiva: Thiago Macêdo Correia. Direção de Produção: Thiago Macêdo Correia. Fotografia: Diogo Lisboa. Montagem: Eva Randolph. Som: Gustavo Fioravante. Filmografia do Diretor: Retrato de Suzana (2010), co-direção de Leonardo Amaral.

PÚRPURA TAVINHO TEIXEIRA 19’ HDV 2012 COR PB FICÇÃO

Sinopse: Fim dos tempos. Pai e filha procuram um lugar para descansar. Direção: Tavinho Teixeira. Roteiro: Fred Teixeira, Tavinho Teixeira. Produção Executiva: Ana Bárbara Ramos. Direção de Produção: Ioneide Lima. Fotografia: Wanessa Malta. Montagem: Fred Benevides. Direção de Arte: Euzébio Zlloccovick. Som: Pedro Diógenes. Edição de Som: Danilo Carvalho. Elenco: Mariah Teixeira, Tavinho Teixeira, Cícero Ferreira. Prêmios Recebidos: Festival Curta Coremas Melhor fotografia. Filmografia do Diretor: Luzeiro Volante (2011).


RIO CORPO ABERTO KADU BURGOS 20’ HDV 2013 P&B RJ DRAMA/ROMANCE

Sinopse: A noite cai na velha cidade maravilhosa, revelando um encontro intenso e nostálgico, entre Antônio e Dona. Direção, Roteiro, Montagem e Edição de Som: Kadu Burgos. Produção Executiva: Rayana Muahad. Direção de Produção: Rayana Muahad. Fotografia: Leonardo Brito. Direção de Arte: Tatyane Menendes. Som: Thiago Ferreira. Elenco: Roney Villela, Anja Bittencourt, Tatiana Pérez, Kadu Burgos, Robson Lima, Thiago Ferreira, Felipe Simão, Fernando Olivier, Fernanda Gappo Lacombe. Filmografia do Diretor: Poetas não escrevem romances (2012); Identidade (2012); Dois irmãos e uma vaca (2013); Estrada dos Bandeirantes (2014).

SYLVIA ARTUR IANCKIEVICZ 17’ HDV 2013 COR PR FICÇÃO

Sinopse: Sylvia é uma jovem negra que trabalha como camelô. A maior parcela de seu tempo livre é passada em uma academia de boxe, aonde Sylvia conhece Nathalia, que se torna sua amiga. A relação das duas sofre um abalo quando circunstâncias colocam as garotas de lados opostos da lei. Direção, Roteiro e Montagem: Artur Ianckievicz. Produção Executiva: Argel Medeiros. Direção de Produção: Bruno Gehring. Fotografia: Guilherme Gerais. Direção de Arte: Felipe Augusto. Som: Bruno Bergamo e Eduardo Lopes Touché. Edição de Som: Artur Ianckievicz e Bruno Bergamo. Elenco: Juliana do Espírito Santo, Daniele Dias, Karen Debertolis.


QUASE CONSOLAÇÃO AMINA JORGE 23’ HDV 2012 COR SP FICÇÃO

Sinopse: Avenida Dr. Arnaldo, quase esquina com Rua da Consolação. Mais um corpo chega ao IML de São Paulo. Mais um dia de trabalho de uma médica legista. Mais um, se não fosse o último. Direção e Roteiro: Amina Jorge. Assistência de Direção: Maria Clara Escobar. Direção de Produção: Giovani Barros. Direção de fotografia: Bruno Risas. Direção de arte: Richard Tavares. Som direto e edição de som: Fábio Baldo. Montagem: Juliano Castro. Elenco: Teca Pereira, Lucas Brandão e Renan Rovida. Filmografia do Diretor: Através (2012).

NASCEMOS HOJE, QUANDO O CÉU ESTAVA CARREGADO DE FERRO E VENENO MARCO DUTRA E JULIANA ROJAS 19’ VHS 2013 COR SP FICÇÃO CIENTÍFICA MUSICAL Sinopse: Depois de decepções amorosas e profissionais no planeta Terra, Julio e Clara decidem fugir juntos para o espaço. Direção e Produção executiva: Juliana Rojas e Marco Dutra. Roteiro e Montagem: Juliana Rojas. Direção de produção: Giovani Barros. Fotografia: Matheus Rocha. Trilha sonora original: Marco Dutra, Juliana Rojas, Rafael Cavalcanti. Direção de arte: Fernando Zuccolotto. Som Direto: Mariana Filosof e José Tomaselli. Edição de som: Juliana Rojas, Daniel Turini. Elenco: Carla Kinzo, Eduardo Gomes, Gilda Nomacce, Rafael Gomes, Rodrigo Bolzan, Matheus Rocha, Caetano Gotardo, Hilda De Alencar Gil, Giovani Barros, Sergio Silva, Marco Dutra. Filmografia do diretor: Quando eu era vivo (2014); Sinfonia da necrópole (2014); O Duplo (2012); Pra eu dormir tranquilo (2011); Trabalhar cansa (2011); As sombras (2009); Vestida (2008); Um ramo (2007); O lençol branco (2004); Concerto número três (2004); Notívago (2003).


TÊMPORA ROBERTO COTTA E LUIZ GUSTAVO 8’ CELULAR 2013 COR BA EXPERIMENTAL

Sinopse: No campo de batalha, à altura do meu peito, reside o teu olhar. Direção e Roteiro: Roberto Cotta e Luiz Gustavo. Produção: Filmes Rasura. Montagem: Roberto Cotta. Tradução e Legendas: Luís Felipe Flores. Distribuição de cópias: Carla Maia.

ALGUÉM NO FUTURO SALOMÃO SANTANA 17’ DIGITAL 2013 P&B CE FICÇÃO Sinopse: Nos sonhos, não há passado nem futuro, não há mortos nem desaparecidos, o tempo é uma coisa fluída e absoluta como o ar. Direção e Roteiro: Salomão Santana. Produção: Breno Baptista e Carolinne Vieira. Produção Executiva: Maurício Macêdo. Produtores Associados: Cristine Ribeiro, Dona Bela Amores & Filmes e Marcelo Dídimo. Fotografia: Guilherme Silva. Fotografia Adicional e Still: Filipe Acácio. Som: Pedro Diógenes. Arte e Figurino: Dayse Barreto e Mariana Nunes. Produção de Figurino: Mariana de Castilho. Montagem: Leonardo Mouramateus e Salomão Santana. Assistência de Direção: Leonardo Mouramateus, Lílian Cunha e Samuel Brasileiro. Assistência de Fotografia: Chico Alencar. Assistência de Som: Breno Furtado. Assistência de Produção: Mariana Gomes. Estagiárias de Produção: Bárbara Cabeça e Clara Campos. Tradução para o inglês: Bianca Benedicto. Design Gráfico: Yuri Leonardo. Preparação de Elenco: Andréia Pires. Elenco: Mirella Granucci e Salomão Santana. Filmografia do Diretor: A curva (2007); Jarro de peixes (2008); Matryoshka (2009).


CANTO NENHUM EDUARDO ESCARPINELLI 19’ HD 2012 P&B CE FICÇÃO Sinopse: O que quer alguém que passou a vida no mar sem vínculos com nada? O que esse marinheiro viu e o que quer viver? E o que esperar quando não se conhece mais nenhum outro lugar no mundo e não se cabe mais onde se está, quando tudo o que se quer é cortar as raízes e partir para outros horizontes? Nessa ambiência sonora e orgânica, a constante presença das ondas e firme sensação de não pertencimento levam Zil e Bartolomeu à saudade de outras terras onde jamais estiveram, percebendo-se como estrangeiros de si mesmo, tentando superar encontros e desencontros, seguindo o rumo e esperando que os ventos mudem para o norte, mesmo que não levem a canto nenhum. Roteiro: Felipe Martins, Eduardo Escarpinelli. Produção Executiva: Caroline Louise. Direção de Produção: Amanda Pontes e Caroline Louise. Fotografia e câmera: Victor de Melo. Arte: Diogo Costa. Som: Carlim Rocco. Edição: Guto Parente. Elenco: Geane Albuquerque, Demick Lopes.

MEMÓRIA DA MEMÓRIA PAULA GAITÁN 25’ SUPER 8/16MM/DIGITAL 2013 COR RJ EXPERIMENTAL

Sinopse: Aquele que não tem limites, pleno de afeto e imaginação. Direção e Roteiro: Paula Gaitán. Montagem: Maiara Líbano. Fotografia e câmera: Paula Gaitán. Desenho Sonoro: Paula Gaitán e Maiara Líbano. Elenco: Paula Gaitán, Viva Auder, Eryk Rocha, Ava Rocha, Catherine Faux. Vozes em off: Maíra Senise, Eryk Rocha, Rodrigo Amim, Vinicius Quintela. Filmografia do Diretor: Olho D’água (1987); Uaka (1989); Lygiapape (1991); Pela Água (2004); Pelo Rio (2007); Diário De Sintra (2007); Monsanto (2008); Vida (2009); Kogi (2009); Agreste (2010); Exilados Do Vulcao (2013).


III Mostra

QUATRO

ESTAÇÕES


Erly Vieira Jr.

Curador

E

m sua terceira edição (e segunda no formato competitivo), a Mostra Quatro Estações consolida sua missão de apresentar as múltiplas formas com que o cinema brasileiro discute as questões da diversidade sexual e os discursos que lhe são inerentes. Se no ano passado o conjunto de filmes apontava para uma ideia de comunidade e de questionamento da inserção das causas LGBT no corpo social coletivo, desta vez o processo aprofunda-se ao refletir sobre a produção de diferença que existe no seio dessa “comunidade”, e que atravessa tantas outras questões, tão urgentes e importantes quanto as que norteavam tematicamente a

seleção anterior. Entre as principais temáticas presentes na safra deste ano, destaca-se a multiplicidade de olhares que se lançam ao universo dos transgêneros. Deles, escolhemos dois representantes: de um lado, a instigante mistura entre o olhar etnográfico e o artístico de Olympias; de outro, o panorama polifônico traçado por Meninos do arco-íris, que dá voz às diversas possibilidades de construção de subjetividade que escapem à redutora dualidade masculino/ feminino. Há também uma variedade de faixas etárias: a juventude, retratada em Algumas mortes sob o viés de um conflituoso processo


de reconhecimento familiar da homossexualidade; e a discussão sobre a vida sexual na terceira idade, exercida num anonimato, ora confortável, ora repleto de riscos, pelo protagonista de Tubarão. E também a delicadíssima questão que envolve a revelação da condição de um soropositivo no início de um novo relacionamento – situação que assume contornos bastante peculiares quando ocorrida na adolescência, como retratado em O pacote. Essa diversidade etária também é sintoma da consolidação e amadurecimento de uma produção que finalmente se arrisca a explorar de forma cada vez mais profunda as diversas facetas da diversidade sexual, sem se contentar em manter o foco somente em territórios já amplamente explorados – como é o caso do universo de classe média ou média-alta, entre 20 a 40 anos, tão hegemônico nas representações midiáticas da cultura LGBT. Por fim, temos o provocante projeto Tomada única, como convidado especial da Mostra Quatro Estações, exibido aqui fora de competição. Trata-se de uma realização coletiva, com curadoria de Marcelo Caetano, Hilton Lacerda e Fábio Allon, onde jovens cineastas são convidados a experimentar o formato de super-8 em filmes cujo ponto de partida é o desbunde. Tomada única, com seu caráter libertário e anárquico, funciona como um rico contraponto para se pensar as políticas do corpo,

aqui transfiguradas num registro bastante diverso dos filmes que competem dentro da mostra, configurando um feixe de linhas de fuga possíveis e buscando tatear possibilidades que escapam a qualquer rótulo prévio, e que se reinventa constantemente nas incontáveis veredas do desejo e da imaginação. Estética, política e liberdade criativa, sempre juntas, sempre múltiplas, seduzindose umas às outras no potente conjunto de filmes que compõem a Mostra Quatro Estações deste ano.


TUBARÃO LEO TABOSA 13’ HDV 2013 COR PE DOCUMENTÁRIO

Sinopse: As dificuldades de um estrangeiro em adaptar-se a sua nova realidade. Direção e Roteiro: Leo Tabosa. Produção Executiva: Jorge Sardo Jr. Direção de Produção: Naara Santos. Fotografia: Alex Costa e Breno César. Montagem: João Maria. Direção de Arte: Java Araújo. Som e Edição de Som: Nicolau Domingues. Filmografia do Diretor: Retratos (2010).

OLYMPIAS BIA MEDEIROS 11’ HDV 2013 COR RJ DOCUMENTÁRIO

Sinopse: As Olympias de Fernando Codeço são as travestis do bairro da Glória, Rio de Janeiro. O projeto é feito em referência à obra Olympia (1863), de Édouard Manet, que retrata uma prostituta. Fernando desenha as travestis e realiza performances nas ruas do bairro. Direção, Roteiro e Direção de Produção: Bia Medeiros. Produção Executiva, Fotografia e Direção de Arte: Jonas Amarante. Montagem: Jonas Amarante e Bia Medeiros. Trilha Sonora Original: Pedro Mibielli. Som: Rafael Bordalo. Edição de Som: Gabriel D’Angelo.


O PACOTE RAFAEL AIDAR 18’ BETACAM 2013 COR SP DRAMA Sinopse: Em um bairro periférico de São Paulo, o jovem Leandro ingressa como aluno em uma nova escola. Na classe, conhece Jefferson, que lhe apresenta sua nova turma de amigos. Com o passar dos dias, os dois rapazes se identificam e ganham intimidade, até decidirem ficar juntos. A relação é posta em prova quando Jeff revela que é HIV positivo. Direção e Roteiro: Rafael Aidar. Produção Executiva: Beatriz Carvalho. Direção de Produção: Joana Giannella. Fotografia: Junior Malta. Montagem: Pablo Pinheiro. Trilha Sonora Original: Gustavo Vellutini. Direção de Arte: Julia Portella. Som: Juliano Zoppi. Edição de Som: Rafael Benvenuti. Elenco: Jeferson Brito, Victor Monteiro, Priscila Gomes, Thaís Oliveira, Francisco Gaspar, Cida Almeida, Jorge Cerruti.

ALGUMAS MORTES LUCAS CAMARGO DE BARROS 10’ HDV 2012 COR SP DRAMA

Sinopse: “Filho, senti você muito ansioso no domingo, saiba esperar o tempo das coisas. Durma mais, fume menos e controle melhor os seus gastos. Se cuide. Te amo.” Direção, Roteiro e Montagem: Lucas Camargo de Barros. Produção Executiva e Fotografia: Leandro HBL. Direção de Produção: Carla Comino. Trilha Sonora Original e Edição de Som: Davi Rodriguez. Direção de Arte: Isa Kauffman, Márcia Beatriz Granero. Animação: Cristiano Trindade. Som: Fred França. Elenco: André Stern, Sandra Camargo de Barros, Gustavo Casabona. Filmografia do Diretor: Corretor (2012); A única estória (2012); Duas fitas (2009) e Crédito (2008).


MENINOS DO ARCO-ÍRIS HERBERT BASTOS E LAMARTINE NETTO 24’ FULL HD 2013 COR ES DOCUMENTÁRIO Sinopse: Anita é uma menina que mora numa ilha repleta de passagens para mundos secretos. Ao encontrar a porta que a levará ao Arco Íris – universo mágico habitado por sete seres encantados – Anita realizará seu desejo de se transformar em menino? Direção geral e de arte: Herbert Bastos e Lamartine Netto. Roteiro: Herbert Bastos. Edição: Herbert Bastos e Diego Peruch. Assistente de Direção e Fotografia: Gabriele Stein. Equipe de arte: Gabriela King, Victor Chevalier e Irineu Ribeiro. Steady Cam: Thiago Giovani e Rafael Malta. Fotografia Externa: Caio Perim. Câmera 2 DOC: Roger Savaris e Lela Meneghelli. Áudio: Alessandra Toledo. Mixagem Som e Trilha: Cons Buteri. Produção de set estúdio: Cynthia Simonetta.

TOMADA ÚNICA ANITA ROCHA DA SILVEIRA, CLAUDIA PRISCILLA, DACIO PINHEIRO, DANIEL LISBOA, GUSTAVO VINAGRE, HILTON LACERDA, KAREN BLACK, LEONARDO MOURAMATEUS, NINO CAIS, RODRIGO BUENO, STEFAN FÄHLER, ANA IZABEL AGUIAR 24’ SUPER-8 2013 COR SP / PR / RJ / BA / ALEMANHA FICÇÃO

Sinopse: Diretores e artistas receberam um email com alguns filmes do Cinema do Desbunde dos anos 70 e um cartucho de super-8 para produzirem um filme em Tomada Única. Uma resposta de hoje a um passado idílico do corpo no cinema. Organizadores: Fabio Allon, Hilton Lacerda e Marcelo Caetano.


Homenagem a

BETTY FARIA


O Festival de Vitória - Vitória Cine Vídeo comemora o seu aniversário de duas décadas firmando-se enquanto um evento em permanente renovação e feito com coragem e persistência. Essas são também algumas das características marcantes da nossa homenageada. Linda, corajosa, irreverente, rebelde, inquieta, revolucionária, franca, sem meias palavras, assim é Betty Faria. Muito nos honra reconhecer a importância dessa admirada estrela nacional que, com seu trabalho, encantou gerações de plateias e de espectadores.

Dona de diversos prêmios, ela atravessou décadas com o seu jeito decidido, às vezes intempestivo, recusando papéis importantes, mas

seguindo em frente. Enfrentou turbilhões, tirou forças dela mesma, para não deixar a peteca cair. Atriz reverenciada, Betty Faria soube construir personagens carismáticos, fossem mulheres glamourosas ou populares, que nos cativaram.

empregada, às premiadas novelas

Hoje, zen, ela quer outros papéis. Ela que no início precisou brigar para mostrar que era uma atriz, e uma boa atriz, há muito não precisa mais convencer de suas qualidades. O país inteiro que vê televisão, que vai ao teatro e ao cinema, sabe quem é Betty. Em todos esses espaços ela desfilou sua alegria e beleza, dos grandes festivais onde sempre esteve presente em filmes que se tornaram clássicos do cinema brasileiro como Bye, bye Brasil, e Romance da

páginas de jornais, nas telas e no

onde eternizou e deu humanidade aos personagens de Bandeira 2, de Tieta do Agreste e de tantos outros títulos da nossa teledramaturgia. Betty brilha nas capas de revista, nas palco. Mesmo ocupando um lugar confortável na história da dramaturgia nacional, nunca se furtou a tomar posicionamentos e a se engajar na causa da cultura. É espelhando-se nessa trajetória marcada pela garra que celebramos os 20 anos do Festival de Vitória – Vitória Cine Vídeo. É com muito orgulho que prestamos homenagem à exuberante mulher e maravilhosa atriz Betty!

Lucia Caus Diretora do Festival de Vitória – 20º Vitória Cine Vídeo

Lucia Caus


Homenagem a

ORLANDO BOMFIM NETTO


A recente história do cinema capixaba, muitas vezes, se confunde com a trajetória de Orlando Bomfim Netto. A presente homenagem é uma forma de reconhecer o empenho de toda uma vida dedicada ao fazer cultural e à luta por uma sociedade democrática e plural. Mineiro e filho de família capixaba, Orlando iniciou sua carreira no Rio de Janeiro em 1969 com o curta-metragem Status 69. Em 1980, ele se muda para o Espírito Santo. Porém, sua primeira produção por aqui, Tutti Tutti Buona Gente, é rea-

lizada em 1975. Um registro da memória do centenário da imigração italiana nas terras capixabas, esse filme percorreu festivais, foi premiado e trouxe o reconhecimento de Orlando enquanto documentarista. A partir daí, dirige uma série de filmes sobre o folclore e a cultura popular locais com a clara preocupação de registrar expressões culturais que, naquela época, se viam ameaçadas por acelerados processos de urbanização e de industrialização.

tamento Estadual de Cultura e, poucos anos depois, passa a ocupar a direção da TV Educativa do Espírito Santo. Nessas instituições, ele sempre buscou ampliar o acesso público aos meios de produção e de difusão cultural. Nos anos 2000, foi o fundador e primeiro presidente da ABD Capixaba e, atualmente, é o vice-presidente do Congresso Brasileiro de Cinema (2011-2013). Enquanto sociedade civil, Orlando é ativista reconhecido pela defesa dos Direitos

No início dos anos de 1980, Orlando Bomfim Netto preside o Depar-

Humanos e pela construção democrática das políticas culturais.

Lucia Caus Diretora do Festival de Vitória – 20º Vitória Cine Vídeo

Lucia Caus


FLA X FLU 85’ DCP 2013 COR SP Direção e roteiro: Renato Terra. Empresa Produtora: Sentimental e tal. Produção: Marcos Araújo, Dudu Venturi. Fotografia: Isabela Fernandes. Montagem: Jordana Berg. Elenco: Zico, Assis, Leandro, Junior, Romário.


MOSTRA

CINE FOOT Em parceria com o Cinefoot, o Festival de Cinema de Futebol, baseado no Rio de Janeiro, o Festival de Vitória – 20º Vitória Cine Vídeo apresenta uma sessão especial dedicada ao futebol, já antecipando o clima da Copa do Mundo 2014. A estrela da sessão é o documentário “Fla x Flu”, de Renato Terra. Com imagens históricas desse clássico do futebol nacional que completou 100 anos em 2012, o filme conta com entrevistas de Zico, Assis, Romário, Pedro Bial, Tony Platão além de outros ex-jogadores e de torcedores fanáticos. O primeiro Fla x Flu aconteceu em 7 de julho de 1912. Essa partida já deu uma noção do que seria a história deste clássico, pois mesmo o Fluminense tendo perdido nove titulares que foram abrir o departamento de futebol de seu rival, ganhou por 3 a 2: primeiro gol da história do Fla x Flu de autoria de E. Calvert, do Fluminense, a um minuto de jogo. Para produzir este longa-metragem, foi feito um resgate de registros feitos pela TV Globo e pelo Canal 100 de jogos memoráveis entre os dois times. O documentário é um convite para que o espectador compartilhe suas memórias sobre uma das rivalidades mais charmosas do futebol nacional e traz depoimentos parciais e passionais de ambos os lados, potencializando provocações, brincadeiras e emoções. A imparcialidade e o comentário analítico ficam de fora. Mais do que falar de futebol, este é um filme sobre paixão feito para todas as torcidas como clássico de grandes imprevisibilidades, de futebol alegre e ofensivo, festa de cores das grandes torcidas, praticamente um carnaval fora de época.

Sábado (02/11), às 15 horas, no espaço Estação Porto.


TATUAGEM

Direção e Roteiro: Hilton Lacerda. Produção: João Vieira Jr, Chico Ribeiro e Ofir Figueiredo. Fotografia: Ivo Lopes Araújo. Edição: Mair Tavares. Elenco: Irandhir Santos, Jesuíta Barbosa, Rodrigo García, Sílvio Restiffe, Sylvia Prado, Ariclenes Barroso.

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SÁBADO (02/11), 20H30, NO ESPAÇO ESTAÇÃO PORTO

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Brasil, 1978. A ditadura militar, ainda atuante, mostra sinais de esgotamento. Em um teatro/ cabaré, localizado na periferia entre duas cidades do Nordeste do Brasil, um grupo de artistas provoca o poder e a moral estabelecida com seus espetáculos e interferências públicas. Liderado por Clécio Wanderley, a trupe conhecida como Chão de Estrelas, juntamente com intelectuais e artistas, além de seu tradicional público de homossexuais, ensaiam resistência política a partir do deboche e da anarquia. A vida de Clécio muda ao conhecer Fininha, apelido do soldado Arlindo Araújo, 18 anos: um garoto do interior que presta serviço militar na capital. É esse encontro que estabelece a transformação de nosso filme para os dois universos. A aproximação cria uma marca que nos lança no futuro, como tatuagem: signo que carregamos junto com nossa história.

110’ 35mm 2013 PE COR DRAMA


Festa de encerramento com o DJ Dolores Veterano da cena Manguebeat e consagrado nas pistas de dança por um set que mistura ritmos regionais com música eletrônica, o pernambucano DJ Dolores comanda o som da festa de encerramento do Festival de Vitória. Na ativa há mais de 20 anos, com várias turnês pelo mundo afora e seis álbuns lançados, DJ Dolores é autor da trilha do filme Tatuagem - o que lhe rendeu o prêmio de Melhor Trilha Sonora na última edição do Festival de Cinema de Gramado. O músico já compôs trilhas para outros filmes, espetáculos de teatro e de dança, além de ser o criador de famosos remixes para faixas de Chico Buarque, Tribalistas, Gilberto Gil, Bob Marley, Sizzla, Perez Prado e Taraf de Haïdouks. O DJ também foi premiado com o BBC de World Music, na categoria “Club Global”, e ganhou duas vezes o Prêmio da Música Brasileira com seus discos. Foto: Renato Filho

SÁBADO (02/11), 22H, NO ESPAÇO ESTAÇÃO PORTO


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TIÇÃO TIÇÃO

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COMPE

AD OR E

Ao longo de vinte anos de realização, o Festival de Vitória – Vitória Cine Vídeo agregou diversos parceiros e amigos que cresceram junto com o festival na história do cinema brasileiro. Para homenagear esses parceiros e reafirmar esse vínculo, a Sessão Especial 20 anos VCV apresenta uma seleção de cinco curtas-metragens recentemente produzidos por cineastas que iniciaram sua carreira ou colaboraram de outras formas no Festival de Vitória. Os filmes desta mostra serão exibidos em caráter não competitivo. A Sessão Especial 20 anos VCV será exibida às 17h do dia 02/11 (sábado), no espaço Estação Porto – Centro de Vitória.


Sess達o Especial

anos VCV


A IDADE DA INOCÊNCIA

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16’ HDV 2012

TIÇÃO

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IVANN WILLIG

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COR RJ

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DRAMA

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TIÇÃO

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AD OR E

Sinopse: No aniversário de seis anos de Raphael, nenhum dos seus convidados aparece para a comemoração. Por conta disso, Raphael sai em disparada pelo clube e não retorna. Seus pais e avós, angustiados, buscam vestígios do menino. Direção, Roteiro, Produção Executiva e Direção de Produção: Ivann Willig. Fotografia: Joaquim Delphim. Montagem: Jorge Santana e Felipe Belfort. Trilha Sonora Original: Heleno Álvares Bezerra Jr. Direção de Arte: Cláudia Garcia. Som: Felipe Milhouse. Edição de Som: Diogo Oliveira e Gustavo Nunes. Elenco: Marcos Caruso, Roberto Bomfim, Alessandra Lima, Alexandre Reis, Juraciara Diacovo e Zeca Gurgel. Filmografia do Diretor: Na Hora de Dizer Sim... (2003); Elas Preferem Jiló (2002).

CAVALO FERRO

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Sinopse: O que você faria se soubesse que essa seria sua última viagem? Direção, Roteiro, Produção executiva e Edição de Som: Gui Castor. Direção de produção: Gui Castor, Marcela Caseira. Fotografia: Manoela Chiabai, Gabi Stein, Alexandre Barcelos, Alex Gouveia. Montagem: Gabi Stein e Gui Castor. Trilha sonora original: Mirano Shuller. Som: Camarilo. Elenco: EFVM – Estrada de Ferro vitória Minas. Filmografia do diretor: Lita (2005); Lágrima (2005); Anjo Preto (2006); A Iniciação (2007); Harmonia do Inferno (2008); El Chivo a Baco (2009); A Cabra (2011); Bratislava (2011); Mondemingo (2013); Wanted Brothers (2013); Atrás do espelho (2013); Matilda, Adolfo e Alicia (2013).

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2013

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TRANSMUTAÇÃO

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TORQUATO JOEL 12’ DIGITAL 2013

TIÇÃO

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COR PB DOCUMENTÁRIO

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Sinopse: O fogo liquefaz o que é sólido. O fogo derrete as ilusões humanas. Direção e roteiro: Torquato Joel. Produção: Romero Sousa. Direção de Fotografia: Bruno de Sales. Edição: Ely Marques. Edição de som: Guga S. Rocha. Som direto: David Neves. Filmografia do Diretor: Passado (1998); Transubstancial (1999); O verme na alma (2003); Gravidade (2006); Aqui (2008) e Estes (2010).

MÍOPE

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ES FICÇÃO Sinopse: Tudo parece absolutamente fosco e sem graça para Amilcar, um jovem não desprovido de recursos e sem ambições espirituais ou materias exageradas. Quando de repente tudo lhe parece incrivelmente nítido e cheio de detalhes, Amilcar descobre que é míope, passa a usar óculos e sua vida se torna cem vezes mais rica e interessante do que antes. A partir daí, ele experimenta novas sensações, até então, desconhecidas. Direção, Roteiro e Produção Executiva: Gabriele Stein. Direção de produção: Bob Redins. Direção fotografia: Alexandre Barcelos. Áudio: Fepascoal. Figurino: Pólen Sartório. Still: Leila Meneguelli. Edição: Felipe Mattar. Edição Som: Alexandre Barcellos. Filmografia do Diretor: Delete Love (2011).

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COR

ÃO

2013

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TIÇÃO

FULL HD

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12’

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GABRIELE STEIN


NOTÍCIAS DA RAINHA

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19’ HDV 2013

TIÇÃO

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ANA JOHANN

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PR DOCUMENTÁRIO

TIÇÃO

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Sinopse: Uma rainha esquecida no tempo. Uma filha que tenta resgatar a história da mãe. Um lugar onde esta história existe entre lampejos e fragmentos de memórias. Direção e Roteiro: Ana Johann. Produção Executiva: Marcos Freder. Direção de Produção: Melanie F. Narozniak. Fotografia: Mauricio Baggio. Montagem: Diego Florentino. Direção de Arte: Paulo Vinícius. Trilha Sonora Original, Som e Edição de Som: Demian Garcia. Elenco: Rosana Stavis. Filmografia do diretor: De tempos em tempos (2007); Abaixo do céu (2010); Um filme para Dirceu (2012).

O CASAMENTO DE MÁRIO E FIA PAULO HALM

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Sinopse: O casamento de Mário e Fia é um curta-metragem sobre a capacidade do ser humano de amar e também de ser cruel. Em 15 minutos, o filme conta a história de amor de dois “doidinhos“ de uma cidade do interior, interrompida pela crueldade de uma sociedade provinciana. Direção: Paulo Halm. Roteiro: Alexandra Maia. Produção Executiva: Mauro Pizzo. Direção de Produção: Lara Guaranys. Fotografia e Câmera: Alex Araripe. Técnico de Som: Wilney Costa. Trilha Sonora Original: Rodrigo Lima. Desenho e Edição de Som: Bernardo Gebara. Direção de Arte: Kiti Soares. Montagem: Marcia Medeiros. Produtora: Guiza Produções Audiovisuais Ltda. Elenco: Rodrigo Lima, Cristina Lago, Gillray Coutinho, Kelzy Ecard, Ana Carbatti, Daniela Cavanellas, Godô Quincas, Álvaro Assad, Alexandre Rosa Moreno, Amora Pêra, Joaquim De Paula, Leonardo Miranda, Pedro Rocha, André Pellegrino, Daniel Zubrinsky.

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DRAMA

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2012

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15’


De segunda a quinta-feira (28/10 a 31/10) – 9h e 14h30 - Teatro do Sesi, em Jardim da Penha O Festivalzinho de Cinema chega à 14ª edição trazendo uma programação de curtas nacionais em animação e ficção voltada prioritariamente para crianças e adolescentes de escolas públicas da Grande Vitória. Com uma plateia formada por cerca de 3 mil estudantes, o Festivalzinho tem possibilitado um primeiro contato desse público espectador com a linguagem audiovisual, contribuindo com a formação de plateia para o cinema. Além de acompanhar as sessões, as crianças e adolescentes também interagem com a programação ao votar no filme preferido. O filme mais votado levará o Troféu Marlin Azul de júri popular e será reexibido na próxima edição do Festival de Vitória.

ESCOLAS E INSTITUIÇÕES AGENDADAS Dia 28/10

Dia 30/10

9h

9h

SESI– Jardim da Penha – Vitória

14h30 SESI– Jardim da Penha – Vitória

Centro Educacional Comunitário REAME - Cruzeiro do Sul – Cariacica EMEF Elzira Vivácqua dos Santos - Jardim Camburi – Vitória

Dia 29/10 9h

EMEF José Áureo Monjardim - Fradinhos - Vitória

EMEF Vienna Rosetti Gutterres - Santana - Cariacica

EMEF Maria Augusta Tavares - Jardim Botânico - Cariacica

14h30 Programa Mais Educação da EMEF Ayrton Senna - Vista Mar – Cariacica

14h30 Associação de Moradores do Parque Moscoso - Parque

Centro Educacional Comunitário REAME - Cruzeiro do Sul – Cariacica EMEF Elzira Vivácqua dos Santos - Jardim Camburi – Vitória

Moscoso – Vitória EMEF José Áureo Monjardim - Fradinhos - Vitória

Dia 31/10

EMEF Maria Augusta Tavares - Jardim Botânico - Cariacica

9h

EMEF Ayrton Senna – Vista Mar – Cariacica

EMEF Eliane Rodrigues dos Santos - Ilha das Caieiras - Vitória EMEF Presideu Amorim - Bonfim – Vitória

14h30 EMEF Eliane Rodrigues dos Santos - Ilha das Caieiras - Vitória EMEF João Bandeira - Consolação – Vitória


À SOMBRA DA MUCURI Alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio de Mucurici 10’ DIGITAL 2013 COR ES ANIMAÇÃO

Sinopse: A obra resgata a história da Guerra do Contestado, um conflito por fronteiras registrado no noroeste capixaba entre as décadas de 40 e 60, envolvendo os estados do Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia. A animação também mostra o desenvolvimento do município ao longo das décadas.

PARTIR Pâmela Peregrino e Antonio Terra 02” DVD 2012 COR RJ ANIMAÇÃO

Sinopse: Atualmente o campo vive dilemas muito diferentes dos que inspiraram Beethoven. Partir é uma animação de pintura à óleo sobre vidro sobre a expulsão que muitos camponeses tem vivido hoje em dia e os caminhos que precisam seguir ao por o pé na estrada.


A NOBRE E BREVE HISTÓRIA DO BEIJO Eid Buzalaf 16’ DIGITAL 2013 COR SP FICÇÃO

Sinopse: Em uma festa do interior, um contador de histórias narra a trajetória de Jessé, um menino inocente que acredita que seu beijo causou mal a sua querida prima Anaí. “A Nobre e Breve história do Beijo” traz o tom mágico das lendas brasileiras passadas oralmente através das gerações.

ONE MAN Graciliano Camargo 4’ DIGITAL 2012 COR SP ANIMAÇÃO

Sinopse: Em um deserto, uma mulher está em perigo... e apenas um homem pode salvá-la! One Man! Um homem, uma missão, um destino! One Man! Músculo de aço, super poderes fantásticos e um charme irresistível! One Man, o super-herói tradicional, mas uma diferença...


CADÊ MEU RANGO? George Damiani 4’ 3D 2011 COR SP ANIMAÇÃO

Sinopse: Bernard, preguiçoso e solitário, leva a vida tranquilamente em seu aconchegante lar. Certa manhã ao ir pegar sua comida, não a encontra. Alguém teria pego? Quem? Bernard, no seu “ótimo” humor, encara o roubo como um desafio e busca formas de pegar esse “ladrão”.

O PEQUENO MONSTRO Kauê Nunes Melo e Nildo Ferreira 6’ DIGITAL 2012 COR SP FICÇÃO

Sinopse: Miguel é um menino de 8 anos que possui uma maneira própria de ver o mundo. Incentivado por uma redação da escola e por sua imaginação, revela os mistérios sombrios sobre sua família que acredita ser formada por monstros.


A ÚLTIMA REUNIÃO DANÇANTE Lisandro Santos 12’45” DIGITAL 2012 COR RS ANIMAÇÃO

Sinopse: O mundo nunca mais foi o mesmo depois de 1989, principalmente para Jonas, um adolescente de 14 anos que ficou em recuperação na escola. Ele só pensa em passar de ano e ficar com a menina que ele gosta, mas resta pouco tempo antes que todos saiam de férias e sua grande chance de ser dar bem é “A Última Reunião Dançante”.

REQUÍLIA Renata Diniz 15’ DIGITAL 2013 COR DF FICÇÃO

Sinopse: Todos os dias, um garotinho de 7 anos pega o ônibus para a escola com sua babá. Numa manhã, encontra na parada alguém diferente das outras pessoas: quem é esse senhor barbudo que, ao contrário de todos ali, não está a espera de nada? Esse velhinho de roupas largadas lê jornais o tempo todo, passa despercebido aos olhos dos passageiros, mas desperta a curiosidade da criança.


A VARINHA MÁGICA Ramon Faria 5’50” DIGITAL 2012 COR MG ANIMAÇÃO

Sinopse: Uma jovem garotinha, fã devotada (e única) de um velho e decadente ilusionista, descobre que o mundo pode ser realmente mágico.

JOÃO, O GALO DESREGULADO ALê Camargo e Camila Carrossini 10’ DIGITAL 2013 COR SP ANIMAÇÃO

Sinopse: Uma história bem-humorada de um galo que cantava na hora em que bem queria. Baseado em fatos reais.


p86.com.br

VITÓRIA CARLA BUAIZ JOIAS - Via Cruzeiro Mall Rua Madeira de Freitas, 244, lj 08. Praia do Canto. Vitória -ES Tel: (27) 3315.7016

RIO DE JANEIRO JOTA DESIGN JOIAS - Shopping da Gávea Rua Marquês de São Vicente, 52, loja 352, Gávea, Rio de Janeiro, RJ Tel: (21) 2239.7758

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SÃO PAULO CENTRAL DE DESIGNERS Al. Lorena, 1616. Jardins, São Paulo, SP Tel: (11) 3746.7199


OMPE

TIÇÃO TIÇÃO

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COMPE

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Ao longo desses 20 anos, a Animação esteve presente no Festival de Vitória - Vitória Cine Vídeo. Portanto, nada mais justo do que contar essa história com uma retrospectiva de Animação. Serão três dias de Mostra (de 30 de outubro a 1° de novembro), sempre às 15h, no espaço Estação Porto, com exibição de 22 animações que já passaram pelo Festival e são resgatados nesta retrospectiva, sem caráter competitivo.


Mostra

RETROSPECTIVA

DE ANIMAÇÃO


OS SAPOS

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3’ 35MM 2003

TIÇÃO

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MARCELO RIBEIRO MOURÃO

RJ ANIMAÇÃO

TIÇÃO

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AD OR E TIÇÃO

Sinopse: Dois sapos disputam para ver quem come mais insetos. O final não é exatamente o que parece ser.

O CÉU NO ANDAR DE BAIXO

MG

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ANIMAÇÃO

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2010

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35MM

AD OR E TIÇÃO

15’

TIÇÃO

LEONARDO CATA PRETA

TIÇÃO Sinopse: Desde os 12 anos, Francisco faz fotografias do céu. Um dia, algo diferente aparece em uma de suas fotografias, mudando a sua rotina.


BALETÉIA E A BONECA MISTERIOSA ALUNOS DO NÚCLEO DE ARTES ALENCASTRO GUIMARÃES

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VÍDEO DIGITAL 2005 RJ

TIÇÃO

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ANIMAÇÃO

TIÇÃO

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AD OR E TIÇÃO

Sinopse: A menina adotada encontra uma boneca misteriosa no porão de sua casa. O final é surpreendente.

PEIXE FRITO

2005 GO

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AD OR

TIÇÃO

35MM

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19’

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ANIMAÇÃO

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RICARDO GEORGE DE PODESTÁ

ÃO Sinopse: De forma bem humorada, o filme trabalha o novo e o velho, enquanto um avô ensina seu neto a pescar. A partir daí, peixes, anzóis e ecologia se misturam formando uma história com duas visões sobre uma mesma pescaria.


PROFISSÃO DE FÉ

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GABRIEL MENOTTI 48” SUPERVHS 2003

TIÇÃO

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ES ANIMAÇÃO

TIÇÃO

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AD OR E TIÇÃO

Sinopse: Breve profissão de fé na primeira paróquia do cristo sintético.

UM AMOR SALGADINHO CAMILA RAMOS, INGRID RODRIGUES, JUAN BORGES, LORENÇO VIEIRA MELINA SILVA, REGIANE SILVA, RENATA FREIRE E RAFAEL LOBATO. 5’

F

F

TIÇÃO

ANIMAÇÃO

AD OR E

COMPE

SP

COMPE

2004

AD OR E

TIÇÃO

BETACAM

F

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AD OR E TIÇÃO

Sinopse: O desespero e súplica de um salgadinho muito especial.


PAX

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14’ 35MM 2005

TIÇÃO

F

AD OR E

COMPE

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PAULO MUNHOZ

PR ANIMAÇÃO

TIÇÃO

F

COMPE

AD OR E TIÇÃO

Sinopse: Quatro religiosos - um padre, um xeque, um rabino e um monge se reúnem para discutir a violência do mundo atual e achar uma resposta para isso. Cheios de boa vontade e mais cheios ainda de suas certezas, buscam uma solução. Será que encontram?

ROUBADA! MARCELO VIDAL, RENAN DE MORAES E SÉRGIO YAMASAKI 4’

ANIMAÇÃO

F

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AD OR

TIÇÃO

RJ

AD OR E

COMPE

2000

ÃO

BETACAM

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AD OR

ÃO Sinopse: Uma frenética e divertida perseguição de uma velhinha invocada a um mal encarado ladrão de bolsas.


ONDE ANDARÁ PETRUCIO FELKER

F

11’ 35MM 2001

TIÇÃO

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ALLAN SIEBER

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COMPE

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AD OR E

RJ ANIMAÇÃO

TIÇÃO

F

COMPE

AD OR E TIÇÃO

Sinopse: A trajetória do controverso artista plástico Petrucio Felker é lembrada através de diversos depoimentos.

DEUS É PAI

RJ

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TIÇÃO

1999

AD OR E

COMPE

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ANIMAÇÃO

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35MM

AD OR E

COMPE

3’40”

TIÇÃO

ALLAN SIEBER

TIÇÃO Sinopse: Deus e seu amado filho Jesus recorrem a um terapeuta para resolver seus problemas de relacionamento.


PRIMEIRA PARÓQUIA DO CRISTO SINTÉTICO

F

GABRIEL MENOTTI 14’30” DVD 2010

TIÇÃO

F

AD OR E

COMPE

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AD OR E

ES ANIMAÇÃO

TIÇÃO

F

COMPE

AD OR E TIÇÃO

Sinopse: É noite das revelações, e o redentor foi barrado na porta.

DE JANELA PRO CINEMA

1999 RJ

AD OR

F

F

COMPE

35MM

AD OR E TIÇÃO

14’

AD OR

F

ANIMAÇÃO

ÃO

QUIÁ RODRIGUES

ÃO Sinopse: Uma mulher se apronta para sair. Com quem? Quem será o felizardo? O filme é uma colagem nostálgica com os mitos da história do cinema.


VIDA MARIA

F

MÁRCIO RAMOS 9’ 35MM 2006

TIÇÃO

F

AD OR E

COMPE

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AD OR E

CE ANIMAÇÃO

TIÇÃO

F

COMPE

AD OR E TIÇÃO

Sinopse: Maria José, uma menina de cinco anos de idade, é levada a largar os estudos para trabalhar. Enquanto trabalha, ela cresce, casa, tem filhos, envelhece.

A ILHA

DF

F

F

TIÇÃO

2008

AD OR E

COMPE

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ANIMAÇÃO

COMPE

DVD

AD OR E

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9’47”

TIÇÃO

ALÊ CAMARGO

TIÇÃO Sinopse: O filme aborda de uma maneira bem humorada as dificuldades de se viver em uma cidade grande.


LINEAR

F

6’ 35MM 2012

TIÇÃO

TIÇÃO

SP ANIMAÇÃO

F

COMPE

AD OR E TIÇÃO

Sinopse: A linha é um ponto que saiu caminhando.

O PARADOXO DA ESPERA DO ÔNIBUS

2007 RJ ANIMAÇÃO

AD OR

F

F

AD OR E

COMPE

4’

TIÇÃO

CHRISTIN CASELLI

ÃO F

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ÃO

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AMIR ADMONI

AD OR E

COMPE

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AD OR E

Sinopse: Homem espera em vão o ônibus. Em vão? Ora, se o ônibus está demorando, então ele está mais perto de chegar.


ENGOLERVILHA

F

8’ 35MM

TIÇÃO

F

MARÃO

AD OR E

COMPE

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2003

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ANIMAÇÃO

COMPE

TIÇÃO

F

RJ

TIÇÃO

Sinopse: O sórdido, pútrido e fétido. O grotesco, o bizarro e o escatológico. Ervilhas, urina e galináceas.

EL TORO DE GUERNICA

BA

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AD OR E

COMPE

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ANIMAÇÃO

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2005

COMPE

BETACAM

AD OR E TIÇÃO

5’

TIÇÃO

CAÓ CRUZ ALVEZ

TIÇÃO Sinopse: Diante a incidência da Guerra civil espanhola, um garoto faz uma pipa com as cores da bandeira republicana e tenta empiná-la pelos pastos de Guernica.


DOIS MANOS NUMA NOITE SUJA

F

AD OR E

3’ BETACAM 2004

TIÇÃO

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MAURICIO SQUARISI E WILSON LAZARETTI

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SP ANIMAÇÃO

TIÇÃO

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AD OR E TIÇÃO

Sinopse: Filme realizado em oficina de cinema de animação com adolescente em conflito com a lei. Videoclipe em desenho de rap composto pelos adolescentes, dois manos caminham pela noite escura. São abordados por uma viatura policial. Já era!

O LOBISOMEM E O CORONEL

2002 DF

AD OR

F

F

COMPE

35MM

AD OR E TIÇÃO

10’

AD OR

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ANIMAÇÃO

ÃO

ÍTALO CAJUEIRO E ELVIS KLEBER

ÃO Sinopse: Violeiro cego conta a história sobre aparição de um lobisomem na fazenda de um rico e ganancioso coronel.


PATATIVA

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10’ 35MM 2001

TIÇÃO

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ÍTALO MAIA

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CE ANIMAÇÃO

TIÇÃO

F

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AD OR E TIÇÃO

Sinopse: Aspectos da vida e obra do poeta Patativa do Assaré, figura legendária, que através de sua obra e de sua consciência política e social expressa a realidade do sertão nordestino.

CASTELOS DE VENTO

MG

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TIÇÃO

1998

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COMPE

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ANIMAÇÃO

COMPE

35MM

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8’

TIÇÃO

TANIA ANAYA

TIÇÃO Sinopse: Uma breve estória sobre o poder do vento em apagar linhas, destruir casas e arrastar pessoas. O sopro que cria os homens, unindo-os e separando-os.


Depoimentos

20 anos VCV Querida Lucia,

Não sei há quantos anos frequento o Vitória Cine Vídeo!

É muito fácil falar do Festival de Vitória, que tive a felicidade de apresentar, assistir, homenagear Laura Cardoso, ser acompanhante de júri de curtas, João Emanoel Carneiro em mil novecentos e bolinha...

Nele já participei com meus filmes de longa e curta-metragem, já ministrei Oficinas, varando madrugadas editando ideias construídas por jovens cineastas do futuro no curto tempo que também se constitui num aprendizado, ministrei Oficinas de Interpretação, de onde vi florescerem talentos ou se confirmarem vocações, testemunhei o itinerário artístico de muita gente – alguns se juntaram às minhas equipes profissionais como estagiários, participei de júris de Concurso de Roteiro contribuindo para a seleção das melhores ideias, sugeri nomes para serem os grandes homenageados e tornei-me, assim, uma espécie de habitual frequentador, de uma forma ou de outra, desse que é um dos mais descontraídos, bem organizados e solidários festivais de cinema brasileiro.

Foram várias edições, sempre com muito filme bom, pessoas ótimas, lugares diferentes, plateias calorosas e festas memoráveis. Vi filmes que jamais veria nos circuitos comerciais, e outros mais festejados. Obrigada, muito obrigada por me incluir nessa “família”! Beijos, Bel Kutner (atriz)

Nele, também construí uma sólida amizade com suas equipes de produção, de transporte ou das carinhosas receptivas capixabas, todos eficientes, carinhosos e dispostos a manter no VCV o charme de sua descontraída permanência num cenário (o dos festivais) muitas vezes marcado naturalmente pela sisudez gerada pelo nervosismo ou pela pressa. Aqui, é só alegria! Viva os 20 anos do Vitória Cine Vídeo! Luiz Carlos Lacerda/Bigode (cineasta)


Fico muito feliz de poder dar meu depoimento para um projeto cultural que completa 20 anos. Todos sabemos que por detrás destes 20 anos há um espírito guerreiro de persistir, contra todas adversidades que brotam com tanta insistência no caminho de quem faz cultura. O Vitória Cine Vídeo é por si só vitorioso e ainda é de Vitória, deve ter uma sinergia nestes dois V’s, além de amor ao cinema, ao lugar e ao público. Vilma Lustosa (Diretora Festival do Rio de Janeiro)

Este é um dos festivais mais criativos em que já estive. Além da sempre ótima seleção dos filmes, a organização & produção deixam todos com vontade de voltar no próximo ano! Valorização do curta-metragem como ninguém faz! Grandes encontros, justas homenagens e tudo isso na abençoada terra do Espírito Santo! Vida longa ao povo da Galpão, vida longa ao cinema brasileiro e muitas vivas ao Vitória Cine Vídeo! Cláudia Gutierres (produtora e sócia da Delcast Assessoria)

Querida amiga, aí vai meu singelo testemunho. Amo o festival e igualmente a figuraça que o conduz. O Vitória Cine Vídeo é um festival gostoso! Se existe uma palavra que define melhor a sensação dos dias cinematográficos em Vitória é: DELÍCIA. O burburinho, o escurinho, as resenhas artísticas, os queridos amigos que se encontram ano a ano pra viajar nos filmes… sou suspeito para falar, sempre que puder estarei presente por já ser meu segundo lar. Evoé e vida longa a este sucesso de evento! Zéu Britto (ator, cantor e compositor)

O primeiro Vitória Cine Vídeo a gente nunca esquece. Luz, câmera, ação... e lá estava eu, estreando no Vitória Cine Vídeo, uma grande descoberta, um grande prazer, uma bela conquista!!! Já se passaram nove anos e continuo dando minha contribuição ao festival. Ano após ano, aguardo, com certa ansiedade, o reencontro com minha família capixaba, meu quarto no Hotel Ilha do Boi e meu lugar garantido no elenco do VCV. Axé Lucia Caus, obrigado pela confiança!!! Vida longa para o VCV, vida longa para toda sua equipe!!! Nonato Freire (ator, diretor e produtor)

Nossa! Parece que foi outro dia. E, no entanto, já se passaram 20 anos. Lembro-me de nossas conversas e quantas incertezas em lançar ou não o Cine Vídeo de Vitória. E eu sempre encorajando as meninas Lucia e Bea. O Festival foi crescendo, crescendo e hoje quase já atingiu a maioridade ficando adulto. Que chegue a idade adulta mantendo a perseverança e cheio de energia para desfrutar de suas conquistas destas duas décadas. Parabéns, estamos juntas. Edina Fujii (CiaRio)


Creio que a interface mais importante do Vitória Cine Vídeo, entre suas muitas atividades, é ser a vitrine do cinema do Espírito Santo para o Brasil e, por via, para o mundo. Cada vez mais importante, já que vivemos uma tendência de regionalização da criação e da produção - ser universal é pintar a sua aldeia, como disse Tolstói. Parabéns! Que outros muitos festivais aconteçam com a mesma inteligência e com o mesmo afeto caloroso que marcaram esses 20 primeiros anos. Orlando Senna

Frequento o VCV como diretor e espectador desde o século passado! Sim, em 1999 meu curta “Deus é Pai” foi selecionado para o certame e conheci o poder desse festival, que, na minha modesta e discutível opinião, é o maior referencial em termos de festival de cinema na nossa Pátria (des)A(l)mada. Tudo o que eu espero de um festival eu encontro aí: seleção generosa e ao mesmo tempo criteriosa, entrada franca, público mais franco ainda e um tratamento afetuoso para com os realizadores. Acreditem: isso é raro. Desde 1999 voltei ao festival diversas vezes, seja com filmes, seja ministrando oficinas ou como integrante do corpo de jurados, sendo sempre muito bem acolhido. Sei que por diversas vezes abusei da gentileza da organização – Deus sabe COMO! - mas isso nunca abalou minha relação com o evento, pelo contrário: contemporizaram minhas eventuais mancadas e inclusive me deram a chance de exercitar uma insuspeita veia dramática, me chamando como ator(!) para um dos filmes produzidos pelo festival! Meu papel era o de um psicopata tarado, mas tudo bem... Ah, sim, e tem mais essa: o VCV em todas edições promove um concurso de roteiros local e produz o filme. Que tal, heim? Feliz 20 anos e que venham mais 20! Parabéns! Vocês merecem! Allan Sieber (animador)

Por mais de 15 anos o Vitoria Cine Vídeo é um festival dinâmico que contribui para a memória e difusão da Cinematográfica local e de outros Estados, além de agregar valor cultural e didático para seu público. Para nós da Imovision é uma ótima vitrine, pois lançamos nossos filmes nacionais no Estado, além de ter um ótimo tratamento por parte da direção e produção, os filmes são bem cuidados e evidenciados por diversas mídias espontâneas. Parabéns! Elias Oliveira (Distribuidora Imovision)


Vinte anos atrás, quando começou o Festival de Vitória, se editava em moviola, se filmava com película e meus cabelos eram pretos. De lá para cá, as moviolas viraram peça de museu, a película tornou-se artigo de colecionador romântico e meus cabelos embranqueceram. Quanto ao Festival de Vitória, é outro e é o mesmo. É outro porque cresceu e tornou-se importante. E é o mesmo porque conserva um ar aconchegante, de algo feito por amigos. Hoje ele tem o charme da película e a modernidade do digital. Tem a seriedade dos cabelos brancos e a vitalidade dos cabelos pretos (ah, que saudade deles...). José Roberto Torero (diretor e roteirista)

VITÓRIA CINE VÍDEO 20 ANOS. Parafraseando Charles Chaplin, “A PERSISTÊNCIA É O MENOR CAMINHO PARA O ÊXITO !!” Parabéns pelo sucesso desses primeiros 20 anos ! José Luis de Almeida - Alltech

Minha relação com o Vitória Cine Vídeo é bem antiga e, além de ser sempre bem recebido pela Lucia e sua equipe, tenho sempre tido as melhores condições para trabalhar com os alunos nas minhas oficinas de trilha para cinema. Além disso, sou sempre surpreendido com as realizações do festival - na apresentação de trabalhos encantadores e inovadores, e também no alcance de formação de novas plateias, especialmente as crianças - para estas, a atenção carinhosa da direção do VCV produz resultados que já me fizeram chorar de emoção. Longa vida ao Vitória Cine Video e à sua equipe maravilhosa! David Tygel (músico)

Pude participar ativamente, compondo a equipe realizadora, do 2º ao 8º ano de existência do Vitória Cine Vídeo, com meu trabalho, minhas propostas e contribuições para se criar em nosso Estado um festival, que visasse não apenas à competição entre realizadores de diferentes níveis, mas sobretudo à formação e ao aprimoramento de profissionais das mais diversas áreas que compõem o audiovisual. Mesmo tendo como foco principal uma mostra competitiva de curtas-metragens, o objetivo maior era incentivar e promover encontros entre os realizadores, o compartilhamento de experiências, o intercâmbio de ideias e a reflexão sobre uma linguagem onipresente na vida contemporânea: o audiovisual e as suas inúmeras funções de comunicação. Hoje em seu 20º ano, depois de várias mudanças e adaptações à dinâmica veloz da utilização da imagem na vida cotidiana, o VCV já se tornou uma referência importante na rede de divulgação do audiovisual como um evento de qualidade que projeta a cara do Espírito Santo no cenário nacional. Erlon José Paschoal


O Vitoria Cine Vídeo é realmente um Festival muito irreverente. O Cinema fica no Cais do Porto e a base do Festival no sensacional Hotel no topo da Ilha do Boi. Fui participante do júri e constatei a importância deste Festival que prestigia os novos talentos e suas produções iniciantes com filmes de curta-metragem além de dar espaço aos veteranos amantes deste formato. Lucia Caus e Larissa nos recebem como uma família, é um Festival onde nos sentimos em casa, uma equipe atenciosa e carinhosa. Uma programação que intercala as mostras de filmes aos jantares deliciosos e festas inesquecíveis. Um evento de muito bom gosto. Parabéns ao Vitória Cine Vídeo nestes 20 anos, vida longa ao Festival e ao Cinema Brasileiro.

Toda trajetória de vida carece de vitórias, de momentos de superação. A cidade de Vitória, ao fazer justiça ao seu nome, tem muito a comemorar em novembro de 2013. Afinal, o seu festival de cinema, o tradicionalíssimo Vitória Cine Vídeo, que acolhe com tanto entusiasmo a classe audiovisual do país, faz 20 anos de realizações. Não há como deixar de desejar outras tantas edições. Ou melhor, outras tantas vitórias. Pelo bem do nosso cinema. Parabéns. Alfredo e Sandra Bertini (Diretores do Festival Cine PE)

O que mais me impressiona no Festival de Vitória - Vitória Cine Vídeo é o entusiasmo, marca registrada de um evento que, aos 20 anos, já deu mostras de sua importância. Parabéns à equipe, em especial à Lucia Caus, pelo empreendedorismo, pela coragem e, acima de tudo, pela teimosia! Que venham mais 20!!!! Denise Del Cueto

Ulrich Malohlava (produtor)

Fazer parte desses 20 anos do Festival Vitória - Vitória Cine Vídeo é ter a certeza de que podemos contemplar e consolidar mais um importante marco cultural, dessa vez a produção artística audiovisual de Vitória/ES. É também, reconhecer o talento, o potencial e a importância dos artistas, produtores e técnicos, colocando-nos em lugar de destaque, para que sejamos reconhecidos em âmbitos nacional e internacional. Compreendemos que dessa forma é que podemos agregar valores e fazer parte da diversidade cultural. Marcia Gaudio (atriz e produtora)

Eu assisti ao início do festival, que era feito no Cine Metrópolis da Ufes. Sempre fui um dos primeiros cinéfilos a estar presente em suas sessões. Eram poucos filmes nacionais, não passavam de dez filmes. Depois o evento tomou a proporção que tem hoje e, agora, chega à vigésima edição com toda essa pompa tendo a batuta da guerreira e grande mulher Lucia Caus - que tem todo o meu respeito e admiração. Desejo todo o sucesso do mundo pela labuta do festival que hoje tem um dia dedicado ao cinema capixaba. Tião Xoxô


UM FESTIVAL CORAGEM Quando o Vitória Cine Vídeo nasceu, realizado pela Secretaria de Estado da Cultura, em parceria com o Município de Vitória, trazia uma irremediável vocação: registrar uma longa história de lutas em defesa da cultura nacional. Não obstante isso, os nobres propósitos do Estado e da Secretaria Municipal de Cultura, responsáveis por sua existência, também traziam uma grande preocupação para que o rebento não fosse assassinado pela alternância de poder. Há menos de uma década, o Governo Collor havia trucidado a Embrafilme, decretando a falência da indústria cinematográfica no Brasil. Em desagravo, surgiam movimentos apoiados na capacidade criativa e inventiva do povo brasileiro e, sobretudo, em defesa da cultura nacional. Aliás, os tiranos ou seus aprendizes, desde os primórdios da história da humanidade, sempre tentaram aniquilar as mais representativas manifestações do conhecimento. Na Espanha, por exemplo, durante a guerra civil, os fascistas gritavam pelas ruas: “-- Abaixo a inteligência, viva a morte!”. Eles acreditavam que era preciso assassinar os opositores do regime para o ditador Franco se perpetuar no poder. E os opositores das tiranias, em qualquer parte do mundo, são, irremediavelmente, os intelectuais, dentre eles os escritores, cineastas, professores, advogados, poetas, jornalistas, pintores, etc. No Brasil, naqueles tempos estranhos, as manifestações culturais tinham que enfrentar o descompromisso do Estado e a indiferença dos políticos. Não obstante isso, no Espírito Santo, uma ameaça rondava a ousadia das secretarias de Cultura do Estado e do Município: a possibilidade do Vitória Cine Vídeo ser estrangulado pela falta de recursos financeiros. Então, era preciso uma ousadia ainda maior: assegurar a continuidade de sua realização pela iniciativa privada. Assim, se apresentando ao enorme desafio, surgiu a Galpão Produções, capitaneada por pessoas guerreiras que, não apenas mantiveram o festival, como também deixaram um exemplo de contribuição para a extraordinária aventura da indústria cinematográfica no Brasil. Hoje, ao completar quase maior idade, o Vitória Cine Vídeo se converte em um marco do cinema nacional e poderia se chamar: Festival Coragem. Maciel de Aguiar (Escritor)


UM FESTIVAL, MIL IMAGENS PRA CONTAR Há 13 anos vou, ininterruptamente, ao Festival de Vitória. Logo que cheguei do interior, em 2000, fiquei sabendo que teria um festival de cinema na ilha. Eu nunca tinha ido a um, mas a vontade de ver cinema, de graça, vindo de tantos lugares do Brasil, na versão curta, me encheu os olhos, literalmente. Era o 7º Vitória Cine Vídeo. Assisti aos filmes, me empolguei, me emocionei, vi cada segundo de todos da Mostra, votei no meu favorito e fiquei esperando o resultado do júri popular. Pra mim, sempre foi uma escola ir a cada edição. Aprendi muito com o Festival. Das oficinas aos filmes na tela, o desejo de filmar, de produzir, de querer fazer parte desse diálogo audiovisual só cresceu. A cada edição um novo mundo se abrirá, e será tão surpreendente quanto o primeiro dia em que “fila, pipoqueiro, e teatro Glória” eram o cenário de algo que eu jamais esqueceria. Ériton Bernardes Berçaco (Professor de Literatura e realizador cultural)

Fico muito feliz ao ver que o VCV completa 20 anos em 2013. O Festival colocou o Estado do Espírito Santo no mapa do Cinema e da Cultura do País. É muito importante e muito interessante ver a quantidade e principalmente a qualidade das pessoas que o frequentam. Sejam convidados de outros Estados, sejam moradores de Vitória e adjacências ávidos por oficinas, filmes, troca de informações, conteúdos. O mais bacana é ver que, ao longo do tempo, o VCV não se acomodou em simplesmente projetar filmes. Hoje, além das oficinas, conta com diversas outras atividades tão importantes quanto. Sejam apresentações de Curtas, Longas, Festivalzinho, Mostras, assim como concursos que estimulam a produção cinematográfica e para todas as idades, envolvendo desta forma boa parte da população que não tem acesso a esses bens. Vida longa ao Festival e parabéns a todos os envolvidos, em especial a Galpão Produções pela sua extraordinária competência e luta para realizar o VCV! Claudia Cabral

O Vitória Cine Vídeo foi e continua sendo a grande alavanca do cinema capixaba. Foi no Vitória Cine Vídeo que em l997 concorri com o curta “Eu Sou Buck Jones”, que recebeu o Prêmio Kodak, e o adolescente João Vitor Marangoni foi premiado como ator revelação. Sem o Vitória Cine Vídeo provavelmente o cinema capixaba não chegaria ao patamar em que se encontra hoje. Vida longa ao Vitória Cine Vídeo!

Em 94, recém-formado em teatro, estive em Vitória pela primeira vez, acompanhando as filmagens de um curta do Marcel Cordeiro. Foi o primeiro contato com Lucia Caus e diversas pessoas da equipe do Vitória Cine Vídeo, que estava bem no início. É bonito ver o desenho, afinal poucos eventos culturais duram 20 anos... de lá pra cá o festival cresceu, ganhou importância, e tive a sorte de poder participar de alguns! Parabéns a todos!

Glecy Coutinho

Gabriel Braga Nunes (ator)


Os 20 anos de existência, o Festival de Vitória – Vitória Cine Vídeo devem ser celebrados por todos aqueles que reconhecem o papel da linguagem audiovisual no mundo contemporâneo. É por meio da linguagem das imagens em movimento que temos o mais apropriado instrumento para refletir sobre nossas existências, sociedades, anseios, frustrações e esperanças. E, se nessas últimas duas décadas, o acesso ao fazer cinematográfico democratizou-se como nunca antes e iniciativas como o Festival de Vitória tornaram-se faróis necessários para recortar e apresentar as produções recentes mais relevantes do ponto de vista cultural e artística. Mais ainda, representam verdadeiros estímulos a criadores audiovisuais, desempenhando papel fundamental no desenvolvimento de cenas locais. Vida longa ao Festival de Vitória – Vitória Cine Vídeo! Francisco Cesar Filho (Presidente Fórum dos Festivais)

Comecei no teatro por acaso, em 1993, e foi lá que conheci Lucia Caus. Com ela, além de atuar, começamos a trabalhar com produção. Nesse caminho, de lá para cá, o Vitória Cine Vídeo nasceu, cresceu, ganhou maioridade e, 20 anos depois, continua fazendo parte da minha história de vida e de muitos que assim como eu, ainda naqueles anos, acreditaram e compraram a ideia de que capixaba também sabe e pode fazer cinema e contribuir para o audiovisual. Ano a ano, emitindo passagens aéreas e recebendo convidados dos mais diversos lugares deste Brazilzão - artistas conhecidos, desconhecidos, diretores, cineastas e muita gente bacana conectada de alguma forma à sétima arte. Tenho acompanhado e registrado, meio que no backstage, com o olhar atento e uma pequena máquina fotográfica na mão, o cotidiano do Festival - as alegrias, as dificuldades, as conquistas, o crescimento, o glamour, e também o trabalho, o esforço, a dedicação e a determinação de uma equipe que, ano a ano, se mostra sempre imbatível. São muitos anos de aprendizado e enormes experiências. Posso afirmar que é um vício fazer parte desta equipe de produção. E confidenciar que há 20 anos, a semana em que acontece o Festival tem sido - senão a melhor - uma das minhas melhores e mais alegres semanas do ano!!! Parabéns Vitória, nós fazemos cinema, sim! Edilson Pedrini (ator e produtor)

O Festival de Vitória faz duas décadas e merece nossos aplausos. Uma trajetória rica que apresentou e difundiu o cinema brasileiro. Que a cada edição demonstra sua capacidade de aproximar profissionais, gerar reflexão e ampliar os espaços de exibição para a promoção da nossa identidade cultural. Ocupa lugar de destaque no circuito de mostras e festivais do Brasil, estabelece vínculos com a cidade, com o Estado e o Brasil. Uma iniciativa que deve ser comemorada e reconhecida por todos nós brasileiros. Somos testemunhas da garra, do empenho, da dedicação da equipe sob a coordenação da nossa estimada Lucia Caus que faz deste empreendimento cultural e turístico, uma ação de transformação social e construção da cidadania. Um brinde ao Festival de Vitória! Raquel Hallak (Diretora Universo Produção e Coordenadora da Mostra Tiradente, CineOP e CineBH)


O Festival de Vitoria é um grandioso filme de alegria, jovialidade e competência. Amo essa terra capixaba de luz e sombras. Obrigada Lucia Caus, sempre! Bárbara Paz (atriz)

Conheço de perto o belo trabalho que Lucia Caus e toda sua equipe fazem há anos para manter a grande qualidade do Festival de Vitória - Cine Vídeo. Envio meus parabéns pelos 20 anos de êxito e desejo uma vida longa ao Festival! Selton Mello (ator e diretor)

O Vitória Cine Vídeo se consolidou nestes 20 anos como uma excelente vitrine para o audiovisual capixaba e nacional, especialmente para o filme de curta-metragem, que possui poucas opções de exibição e que tem nos cineclubes e festivais sua janela mais expressiva. Além de ter evoluído para uma frente de formação/aperfeiçoamento de quadros para o audiovisual local, expandiu suas atividades através da itinerância, ampliando a oferta de cinema para públicos diversos. Claudino de Jesus

Falar do Vitória Cine Vídeo - Festival de Vitória é muito bom e fácil, pois é um evento que descreve a trajetória da minha carreira e também da minha vida. Descobri valores que certamente em um ambiente de escritório típico da minha formação acadêmica, jamais encontraria. Descrever todas as emoções, sufocos e felicidades vividas no festival, nem em filme... Foi e sempre será um trabalho de muita dedicação, onde o retorno pessoal é indescritível. Acredito na força e na garra do Festival de Vitória!! É uma vitrine anual da produção do cinema brasileiro e Vitória respira isso durante o seu período. Só tenho a agradecer por ter participado dessa equipe que ao longo desses 15 anos atuei com a maior dedicação e amor. O festival é uma grande família e por isso, quem nela esteve, jamais sairá! Gabriela Nogueira (produtora)

O Festival de Vitoria é único. Lucia Caus e seus assessores o comandam com garra, alegria, afeto e inteligência. Desejo vida longa ao Festival! Parabéns!!!! Maria Gladys (atriz)


lanรงamentos QUINTA-FEIRA (31/10) - 15H - HOTEL ILHA DO BOI


Olhar do Braga sobre Cachoeiro O livro ilustrado Olhar do Braga sobre Cachoeiro marca o centenário de nascimento do cronista cachoeirense Rubem Braga. A publicação da Editora Cachoeiro Cult reúne 35 crônicas em que o “Sabiá” revela, de forma referencial ou simbólica, plurais nuances de uma Cachoeiro de Itapemirim ao mesmo tempo interiorana e universal. É a primeira publicação da obra de Rubem Braga contendo exclusivamente textos que fazem menção à terra natal. A seleção e organização dos textos ficou a cargo de Marcelo Grillo, Fernando Gomes e Maria Elvira Tavares Costa. O projeto gráfico e as ilustrações são de Diego Scarparo.

Através da Sala Escura, de Gabriel Menotti Através da Sala Escura resgata a história das salas de projeção, tendo como horizonte as práticas de VJing e a produção de arte contemporânea. O livro pretende criar bases para uma compreensão multifacetada do meio cinematográfico, atenta não apenas àquilo que o cinema pode vir a ser, sob a influência da computação digital, mas também ao que ele efetivamente já é, por trás da aparente neutralidade de seus modos clássicos de exibição.


DVD e Catálogo do Instituto Últimos Refúgios O Instituto Últimos Refúgios é uma iniciativa socioambiental e cultural que atua na sensibilização ambiental através dos registros fotográfico e audiovisual de áreas naturais preservadas. Desde sua criação, em 2006, já realizou trabalhos em três áreas de preservação do Espírito Santo: Parque Estadual Paulo César Vinha, Parque Estadual de Itaúnas e Reserva Biológica de Duas Bocas. Saiba mais em: www.ultimosrefugios.com.br.

Todas as Faces de Maria Vídeo e publicação que conta a trajetória de Maria Laurinda Adão como parteira, coveira, mãe de santo, ativista feminina, líder comunitária e mestra de caxambu. São relatos e conhecimentos que Maria adquiriu ao longo de sua vida, que lhe foram passados por seus antepassados. Suas histórias recontam tradições da cultura e da resistência quilombola da comunidade de Monte Alegre, em Cachoeiro de Itapemirim. Todas as Faces de Maria foi produzido e dirigido por Genildo Coelho Hautequestt Filho, Renilson Chagas e Wagnos Pirovani, o projeto foi financiado pelo Funcultura e tem o apoio da Associação de Folclore de Cachoeiro de Itapemirim.


Indo para a 7ª edição, a Revista Prego é uma publicação independente de Vila Velha que difunde informações artístico-culturais e já contou com a colaboração de mais de 100 artistas brasileiros e estrangeiros. A revista se tornou uma espécie de editora independente - a Prego Publicações - que produz publicações paralelas e presta serviços de ilustração e design editorial. A Prego já participou de feiras e eventos internacionais voltados para publicações independentes, por meio de debates e palestras.

DVD Curta Brasília – Volume 2 e DVD Anima Brasília A Cult Vídeo lança a segunda coletânea em DVD de filmes brasilienses: o DVD Curta Brasília – Volume 2 traz cinco premiados filmes de talentosos diretores de Brasília e o DVD Anima Brasília conta com cinco curtas de animação, produzidos pela OZI. Os filmes Calango!, Rua das Tulipas, A Ilha, Knossos e Aziz já conquistaram mais de 50 prêmios em festivais no Brasil e em outros países.


40 Anos de Glória, de Eduardo Nassife e Fábio Fabrício Fabretti O livro resgata a trajetória de uma atriz que provou seu talento na arte de interpretar – e persistir. Gloria Pires teve uma infância diferente das crianças de sua geração: ela a trocou pelo trabalho e não se arrependeu. Aos sete anos, foi reprovada após um teste para uma novela. O trauma a fez chorar, mas não desistir. Em 1978, foi aprovada por unanimidade para o papel em Dancin’ Days. Os sucessos na TV e no Cinema seguiram-se, transformando Gloria numa das maiores atrizes do Brasil.

Jussara Calmon, Muito Prazer, de Fábio Fabrício Fabretti Protagonista do primeiro filme erótico brasileiro, a atriz Jussara Calmon fugiu do interior do Espírito Santo, onde vivia com a família no circo, para construir uma carreira no Rio de Janeiro. Depois de passar por vários subempregos, trabalhar em cabarés e sofrer abusos sexuais, conheceu o sucesso com o filme “Coisas Eróticas” e se consagrou, nos anos 80, musa do carnaval carioca. O “título” lhe rendeu romances com personalidades, como Robert de Niro. A biografia vale não só pela história de vida da atriz, mas pelos bastidores do cinema e televisão brasileiros.


XV Concurso de

ROTEIRO CAPIXABA


O Concurso de Roteiro Capixaba completa 15 anos de incentivo à produção audiovisual capixaba e valorização do profissional e mercado local. Reconhecido espaço de revelação de novos talentos do audiovisual, o Concurso seleciona o melhor roteiro de curta-metragem de até 15 minutos de duração, eleito por um júri técnico, que irá virar filme dirigido pelo roteirista e equipe técnica escolhida por ele. O Festival premia o vencedor com R$20 mil reais para ser usado em aluguel de equipamentos, finalização, contratação de equipe, entre outros, na realização do filme, que será lançado durante o 21º Vitória Cine Vídeo, em 2014. O roteirista selecionado será anunciado na Cerimônia de Premiação do festival, dia 02 de novembro, quando também será exibido o filme “Doppelganger”, de Giandro Gomes – vencedor da edição anterior do concurso.

ROTEIROS PREMIADOS NAS EDIÇÕES ANTERIORES Macabéia (1998) Roteiro: Erly Vieira Jr. Escolhas (1999) Roteiro: Ana Cristina Murta.

Agrados para Cloê (2006)

Mundo Cão (2000) Roteiro: César Chaia, Marcelo Martins, Sérgio Marangoni, Poliana Côgo e Sáskia Sá.

Raiz que Racha a Rua (2008)

Manoela (2001) Roteiro: Aristeu Carlos Simões. A Passageira (2002) Roteiro: Glecy Coutinho. Primeira Paróquia do Cristo Sintético (2004) Roteiro: Gabriel Menotti. Vanessa (2005) Roteiro: Rebecca Monteiro Tosta.

Roteiro: Jefinho Pinheiro.

Dia de Sol (2007) Roteiro: Virgínia Jorge. Roteiro: Alexandre Serafini.

A Ladeira (2009) Roteiro: Iza Rosemberg.

Pela Parede (2010) Roteiro: Lucas Bonini e Wayner Tristão.

Pique Esconde (2011) Roteiro: Dominique Lima.

Doppelganger (2012) Roteiro: Giandro Gomes.


Para contemplar as novas plataformas de produção audiovisual, o Festival de Vitória – 20º Vitória Cine Vídeo promove o II Concurso de Mídias Alternativas. O objetivo é fomentar a produção brasileira através do incentivo e valorização dos produtos multimídias. Participam filmes com duração máxima de 2 (dois) minutos, de todos os gêneros cinematográficos, feitos em qualquer suporte de captação digital realizados nos últimos dois anos e que não se inscreveram na edição anterior do concurso.

Os filmes serão selecionados por um júri técnico e pelo júri popular com votação online pelo site do festival. O vencedor de melhor filme eleito pelo júri técnico ganha o troféu Marlin Azul de Mídia Alternativa e um aparelho IPhone 5. O eleito pela votação online recebe o troféu Marlin Azul. A votação estará aberta no site do festival www.festivaldevitoria.com a partir do dia 28 de outubro.

FILMES DO CONCURSO O Sonho, de Sarah Sena (ES, 1’12”)

Trabalho das sombras, de Ana Rosenrot (SP, 53”)

Ex, de Roberto Cotta e Scheilla Franca (BA, 2’)

Você Suportaria?, de Sandy Vasconcelos (ES, 1’59”)

Alice já vai tarde - Um vídeo confissão, de

Duelar pra quê?, de Cesário filho (SP, 25”)

Bruna Maciel (RJ, 2’)

Não me descarte que eu te descarto, de Tania Noronha (ES, 58”)

Corpos Presentes, de Alexandre Campaneli (DF, 2’)

Memória e afeto, de Thaiana Gomes (ES, 54”) Identidade, de Giandro Gomes (ES, 1’)

Exercício nº1, de Julliano Mendes (MG, 1’2”)

Invisible Friend, de Flaviano Schneider (ES, 2’)

O Temporama, de Lutero Pröscholdt Almeida (ES, 1’)

Última manhã de abril, de Alex Lindolfo (MG, 1’47”)

Infinita Paisagem,de Igor Amin (MG, 1’47”)

Fim do trabalho, de Diego de Jesus (ES, 2’)

Vó Nini, de Igor Amin (MG, 1’26”)

Imagine, de Suzane Amorim dos Santos Teodosio (AM, 1’)

Água na jarra, de Flaviano Schneider (ES, 2’)

Os sustentáveis, de Lisandro Santos (RS, 1’)


II Concurso de

Mテ好IAS ALTERNATIVAS


Oficinas Local: Hotel Senac – Ilha do Boi

CURSO INTEGRADO DE CINEMA OFICINA DE DIREÇÃO com Jorge Bodanzky

OFICINA DE TRILHA SONORA com David Tygel

Quando: de 28/10 a 01/11

Quando: de 28/10 a 01/11

Horário: das 8h às 12h

Horário: das 13h às 17h

OFICINA DE ROTEIRO com José Roberto Torero

OFICINA DE FINALIZAÇÃO DIGITAL com José Rubens Hirsch

Quando: de 28/10 a 01/11

Quando: de 28/10 a 01/11

Horário: das 8h às 12h

Horário: das 13h às 17h

OFICINA DE PRODUÇÃO com Sáskia Sá Quando: de 28/10 a 01/11 Horário: das 8h às 12h

OUTRAS OFICINAS OFICINA DE CRÍTICA DE CINEMA com Celso Sabadin Quando: dias 28 e 29/10

OFICINA DE CRIAÇÃO, FORMATAÇÃO E POTENCIALIZAÇÃO DE PROJETOS PARA TV com Hermes Leal

Horário: das 13h às 17h

Quando: dias 31/10 e 01/11 Horário: das 13h às 17h


Festival de Vitória 20º VITÓRIA CINE VÍDEO

ITINERANTE 2014 ROTA VERÃO

(janeiro e fevereiro)

ROTA INVERNO (junho)


Evento de

PRÉ-LANÇAMENTO Exibição do longa-metragem

“Vendo ou alugo” de Betse de Paula

Theatro Carlos Gomes, 20h, 17 de junho.


PREMIAÇÕES

DO FESTIVAL

Mostra Foco Capixaba - Troféu Marlin Azul - Melhor Filme

Mostra Competitiva Nacional de Curtas - Troféu Marlin Azul - Melhor Filme - Troféu Marlin Azul - Melhor Direção - Troféu Marlin Azul - Melhor Fotografia - Troféu Marlin Azul - Melhor Roteiro - Troféu Marlin Azul - Melhor Concepção Sonora - Troféu Marlin Azul - Melhor Montagem - Troféu Marlin Azul - Melhor Direção de Arte - Troféu Marlin Azul - Melhor Atriz - Troféu Marlin Azul - Melhor Ator - Prêmio Especial do Júri - Prêmio do Júri Popular

Mostra Corsária - Troféu Corsário para os três melhores filmes (sem ordem qualitativa)

Mostra Competitiva Nacional de Longas - Troféu Marlin Azul - Melhor Filme

Mostra Quatro Estações - Troféu Marlene - Melhor Filme

15º Concurso de Roteiro Capixaba - Prêmio de R$20 mil para produção do filme

2º Concurso de Mídias Alternativas - Troféu Marlin Azul de Mídia Alternativa + 01 Iphone5 (júri técnico) - Troféu Marlin Azul Júri Popular (votação online)

Prêmios extras Prêmio da ABD Capixaba para a melhor produção capixaba do Festival (concorrem as produções capixabas de todas as Mostras) Prêmio da DOT para Melhor Filme de Longametragem com uma cópia em DCP Prêmio da Mistika para Melhor Filme de Curtametragem com uma cópia em DCP


Programação Geral Segunda-feira (28/10)

Quinta-feira (31/10)

8h • OFICINAS de Direção, Roteiro e Produção (Hotel Ilha do Boi) 9h • Festivalzinho (Teatro do Sesi) 13h • OFICINAS de Finalização Digital, Trilha Sonora e Crítica de Cinema (Hotel Ilha do Boi) 14h30 • Festivalzinho (Teatro do Sesi) 19h • Abertura Festival de Vitória - 20º Vitória Cine Vídeo (Estação Porto) 19h • Homenagem a Orlando Bomfim Netto (Estação Porto) 20h • Mostra Foco Capixaba (Estação Porto) 21h • Mostra Competitiva Nacional de Longas - Filme: “Mar Negro” (Estação Porto) 22h • Show de Abertura com Regional da Nair (Estação Porto)

8h • OFICINAS de Direção, Roteiro e Produção (Hotel Ilha do Boi) 9h • Festivalzinho (Teatro do Sesi) 10h • Debate com diretores dos filmes exibidos na noite anterior (Hotel Ilha do Boi) 13h • OFICINAS de Finalização Digital, Trilha Sonora e Projetos para TV (Hotel Ilha do Boi) 14h30 • Festivalzinho (Teatro do Sesi) 15h • Coletiva de imprensa com Betty Faria e lançamentos de publicações e DVDs (Hotel Ilha do Boi) 15h • Mostra Retrospectiva de Animação (Estação Porto) 17h • Mostra Corsária, seguida por debate (Estação Porto) 19h • Mostra Competitiva Nacional de Curtas (Estação Porto) 21h • Homenagem à atriz Betty Faria (Estação Porto) 21h30 • Mostra Competitiva Nacional de Longas – Filme: “O Rio nos pertence” (Estação Porto)

Terça-feira (29/10) 8h • OFICINAS de Direção, Roteiro e Produção (Hotel Ilha do Boi) 9h • Festivalzinho (Teatro do Sesi – Jardim da Penha) 10h • Debate com diretores dos filmes exibidos na noite anterior (Hotel Ilha do Boi) 13h • OFICINAS de Finalização Digital, Trilha Sonora e Crítica de Cinema (Hotel Ilha do Boi) 14h30 • Festivalzinho (Teatro do Sesi) 15h • Mostra Competitiva Nacional de Curtas / animação (Estação Porto) 17h • Mostra Corsária, seguida por debate (Estação Porto) 19h • Mostra Competitiva Nacional de Curtas (Estação Porto) 21h • Mostra Competitiva Nacional de Longas - Filme: “Depois da chuva” (Estação Porto)

Quarta-feira (30/10) 8h • OFICINAS de Direção, Roteiro e Produção (Hotel Ilha do Boi) 9h • Festivalzinho (Teatro do Sesi) 10h • Debate com os diretores dos filmes exibidos na noite anterior (Hotel Ilha do Boi) 13h • OFICINAS de Finalização Digital e Trilha Sonora (Hotel Ilha do Boi) 14h30 • Festivalzinho (Teatro do Sesi) 15h • Mostra Retrospectiva de Animação (Estação Porto) 17h • Mostra Corsária, seguida por debate (Estação Porto) 19h • Mostra Competitiva Nacional de Curtas (Estação Porto) 21h • Mostra Competitiva Nacional de Longas – Filme: “Avanti Popolo” (Estação Porto)

Sexta-feira (01/11) 8h • OFICINAS de Direção, Roteiro e Produção (Hotel Ilha do Boi) 10h • Debate com os diretores dos filmes exibidos na noite anterior (Hotel Ilha do Boi) 13h • OFICINAS de Finalização Digital, Trilha Sonora e Projetos para TV (Hotel Ilha do Boi) 14h • Encontro do Fórum dos Festivais (reunião fechada – Hotel Ilha do Boi) 15h • Mostra Retrospectiva de Animação (Estação Porto) 17h • Mostra Corsária, seguida por debate (Estação Porto) 19h • Mostra Competitiva Nacional de Curtas (Estação Porto) 21h • Mostra Competitiva Nacional de Longas – Filme: “Doce Amianto” (Estação Porto) 00h • Mostra Quatro Estações (Estação Porto)

Sábado (02/11) 10h • Debate com os diretores dos filmes exibidos na noite anterior (Hotel Ilha do Boi) 10h • Encontro do Fórum dos Festivais (reunião fechada – Hotel Ilha do Boi) 15h• Mostra Cinefoot – Filme: “Fla x Flu” (Estação Porto) 17h • Sessão Especial 20 Anos VCV (Estação Porto) 19h • Cerimônia de Premiação das Mostras (Estação Porto) 20h • Lançamento do curta vencedor do Concurso de Roteiro Capixaba de 2012: “Doppelganger” (Estação Porto) 20h30 • Longa-metragem de encerramento: “Tatuagem” + Festa com o Dj Dolores (Estação Porto)


CURADORES Erly Vieira Jr Escritor e professor do Departamento de Comunicação Social e do Programa de Pós-graduação em Artes da Ufes. Doutor em Comunicação pela UFRJ, realizou dez curtasmetragens, entre eles Macabéia (2000), Saudosa (2005), Grinalda (2006), Eu que nem sei francês (2008) e O ano em que fizemos contato (2010). Rodrigo de Oliveira Graduado em Cinema pela Universidade Federal Fluminense, é redator da Revista Cinética, além de crítico de cinema e cineasta. É roteirista dos longas-metragens Exilados do vulcão (2013), de Paula Gaitán, e Terraço, de Gustavo Beck, (em desenvolvimento). Em 2011, Rodrigo escreveu, produziu e dirigiu com Vitor Graize seu primeiro longa-metragem de ficção, As Horas Vulgares. Atualmente, realiza seu segundo longa-metragem como diretor.

Rosemeri de Assis Barbosa Colaboradora voluntária do Vitória Cine Vídeo desde 1998, já participou de vários projetos, como Estúdio Aberto Anima Mundi, Festival de Jovens Realizadores do Mercosul, Cine Itinerante e Projeto Animação. Interessada em projetos de cinema de Animação, desde 2004 vem atuando na coordenação e produção do Festivalzinho de Cinema de Vitória, assumindo a curadoria do evento em 2011. Também foi curadora das Mostras de Animação Festival de Vitória no Festival de Cinema e TV Independente de Muqui – FECIM (2012 e 2013) e da Mostra Retrospectiva de Animação 20 anos - Festival de Vitória.

JÚRI MOSTRA CORSÁRIA Fabio Camarneiro É professor assistente no curso de audiovisual da Universidade Federal do Espírito Santo – UFES e doutorando em Meios e Processos Audiovisuais pela Universidade de São Paulo. Roteirista, realizador e crítico, publicou artigo no livro “Os filmes que sonhamos” (organização: Frederico Machado), em diferentes jornais e catálogos de mostras. É redator da revista online “Cinética”. Pedro Maciel Guimarães Júnior Professor e pesquisador em História e Estética do Cinema e do Audiovisual. Fez mestrado e doutorado na Universidade Sorbonne Nouvelle – Paris 3 e publicou o livro Créer ensemble: la poétique de la collaboration dans le cinéma de Manoel de Oliveira (EUE, Sarrebruck, 2010). É autor de textos em todos os volumes da coleção Folha Cine Europeu (2011), Folha Charles Chaplin (2012), Folha Grandes Livros no Cinema (2013) e curador e organizador do catálogo da Mostra Douglas Sirk, o príncipe do melodrama. Integra, desde 2010, o grupo de curadores da Cinema Sem Fronteiras (Mostra de Cinema de Tiradentes, CineOP e CineBH). Foi professor de cinema da FAAP e do Departamento de Cinema, TV e Rádio da ECA-USP.

Fábio Andrade Formado em Jornalismo e Cinema pela PUC-Rio e com extensão em roteiro cinematográfico pela School of Visual Arts de Nova York, Fábio Andrade é crítico de cinema, roteirista, montador, editor de som e tem o projeto musical Driving Music. Desde 2007, escreve na revista Cinética, assumindo sua editoria em 2010. Já teve textos publicados em revistas como a Filme Cultura e em livros e catálogos de mostras e festivais no Brasil e exterior, como o do Festival de Berlim e o livro comemorativo dos 45 anos do Festival de Brasília. No cinema, tem trabalhos com os diretores Paula Gaitán, Eryk Rocha, Geraldo Sarno e Bruno Safadi. Em 2013, ganhou prêmio de melhor som pelo trabalho em Exilados do Vulcão, também premiado como melhor filme, no 46º Festival de Brasília.


JÚRI MOSTRA DE CURTAS Ursula D’art Especializou-se em Documentário de Criação pela Universidade Autônoma de Barcelona. Trabalha como produtora executiva em projetos de ficção e documentários de curta e longa-metragem. Atua como diretora em projetos autorais de documentário, além de atuar no mercado publicitário local. Francisco Cesar Filho Cineasta e curador nascido em São Paulo, Francisco Cesar Filho dirigiu os longas-metragens “Augustas” e “Futuro do Pretérito: Tropicalismo Now!” (codirigido por Ninho Moraes), além de diversos documentários, séries e programas televisivos. É diretor do Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo e curador da Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul e da Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental. Caetano Gotardo Graduado em Cinema pela ECA-USP em 2003. Escreveu e dirigiu diversos curtas-metragens, entre eles “Os barcos” (2012, em parceria com Thaís de Almeida Prado), “O menino japonês” (2009) e “Areia” (2008), todos exibidos em diversos festivais brasileiros e internacionais, como a Semana da Crítica do Festival de Cannes, Festival de Havana, Festival Internacional de Curtas de São Paulo e Janela Internacional de Cinema de Recife. Seu primeiro longa-metragem como diretor e roteirista, “O que se move”, estreou nos cinemas brasileiros em 2013, e ganhado prêmios em festivais como o de melhor filme na Semana dos Realizadores e no Hollywood Brazilian Film Festival. Caetano participou como diretor também do projeto coletivo “Desassossego” (2010), com outros cineastas de diferentes cidades brasileiras, montou “Trabalhar Cansa” (2011), de Juliana Rojas e Marco Dutra. Integra o coletivo de realizadores Filmes do Caixote.

Beth Sá Freire Nascida no Rio de Janeiro, advogada com Pós-Graduação em Relações Internacionais. Diretora-Adjunta do Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo desde 2001, responsável também pelos Programas Especiais. Atuou como membro do júri de diversos festivais nacionais e internacionais como Berlim, Toronto, Viña del Mar, entre outros. Colaboradora da Semana da Crítica de Cannes e do Festival Latino-Americano de Biarritz, na França. Naji Sidki Nasceu em Brasília, obteve certificado em Produção Cinematográfica na New York University e se especializou em direção de fotografia, “Feature Film Lighting”, no Maine. Obteve seu bacharelado em Ciências, Agronomia na Michigan State University, fala vários idiomas com domínio fluente da língua inglesa. É sócio proprietário da Veríssimo Produções e da locadora de equipamentos de cinema e vídeo digital, Cinelocações com domicílio em Brasília. É coprodutor de vários filmes, entre eles, o premiado curta Verde Maduro, de Simone Caetano. Trabalha como diretor de fotografia, roteirista e diretor. Ganhou prêmios de direção de fotografia no FICA-Festival Internacional de Meio Ambiente e França pelo curta metragem “Descrição da Ilha da Saudade ou Baudelaire e Seus Cabelos” de Alyne Fratari. Diretor de Fotografia de filmes de ficção e documentários, fotografou o longa-metragem. Fotografou também o longametragem do diretor Afonso Brazza, “A Grade posteriormente vindo a fotografar o documentário Affonso é uma Brazza , sobre o mesmo diretor, projeto que se encontra em finalização sob sua coordenação e produção. Dirigiu o documentário Maxixe, em finalização; prepara “Borboletas e Flores”, projeto em 3D vinculado à defesa do meio ambiente, onde assina direção, roteiro e produção. Prepara o documentário “Terra de Ciganos” onde além da direção assina o roteiro do projeto.


JÚRI MOSTRA DE LONGAS Leonardo Mecchi Em 2007, foi selecionado para o Berlinale Talent Campus, programa anual do Festival Internacional de Cinema de Berlim. Atua no desenvolvimento e produção de projetos de curtas e longas-metragens de diretores como Evaldo Mocarzel, Guilherme de Almeida Prado, Gustavo Beck, Gregório Graziosi, Rubens Rewald, Luis Dantas e Mauro Baptista Vedia, com obras premiadas em festivais como Brasília, Gramado, Rio e Tiradentes, entre outros. É também crítico de cinema e ex-editor da Revista Cinética [www.revistacinetica. com.br], além de curador, produtor, júri e colaborador de diversas mostras e festivais de cinema. Kátia Coelho Graduado em Cinema na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo-USP, especialização em Fotografia Cinematográfica. Foi professora na mesma universidade, em cinematografia. É sócia da ABC, Associação Brasileira de Cinematografia onde participou da diretoria da associação. Dirigiu a fotografia de vários longas metragens recebendo mais de 20 prêmios em festivais nacionais e internacionais. Com “Tônica Dominante”, seu primeiro longa metragem, recebeu o prêmio Kodak Vision Award-Woman in Film em Los Angeles além do APCA, Associação de Críticos de Arte. Fotografou também o longa metragem que representou o Brasil em Cannes em 2007, A Via Láctea”, dirigido por Lina Chamie. O filme participou de cerca de 50 festivais internacionais, tendo recebido um prêmio de fotografia no Festival de Cinema Hispano-Brasileiro.

Maria Gladys Em mais de trinta filmes, várias novelas, minisséries e especiais de televisão, Maria Gladys marcou épocas e personagens. A trajetória de Maria Gladys começou no teatro estreando com Gianni Ratto. Trabalhou com Ziembinski eno teatro jovem com Cleber Santos, Zé Celso Martinez Correa, Paulo José em Arena Conta Zumbi e Ulisses Cruz em”Anjo Negro”. Maria Gladys é presença inesquecível do Cinema Novo, em Os Fuzis, de Ruy Guerra. No entanto, foi o movimento “Cinema Marginal”, que levou a atriz a postura de diva, e do qual ela foi a perfeita tradução pelo tipo exasperado e libertário. Sua estreia no movimento, em O Anjo Nasceu de Bressane, já nasceu clássica. Maria Gladys tem uma carreira extensa no cinema, com um currículo de mais de 30 filmes. Além dos essenciais Bressane e Sganzerla, marcou presença em filmes de cineastas importantes como Neville D’Almeida, Miguel Borges, Antonio Calmon, Antonio Carlos Fontoura, Domingos de Oliveira, Hugo Carvana, Walter Lima Jr., Alberto Salvá e recentemente Helvecio Ratton, Daniel Filho, Bruno Safadi e Claudio Assis.


JÚRI MOSTRA 4 ESTAÇÕES Fabricio Fernandes Jornalista, escritor e membro do ES Cineclube Diversidade. Autor da biografia da primeira paraquedista do País Rosa Helena Shorling (Edufes/ES), e do livro de contos Nome Nenhum (Multifoco/RJ). Outras narrativas podem ser encontradas em narrativasnovel.wordpress.com. Atualmente, escreve o romance cujo título provisório é Trilha Sonora e Pour Justine - Narrativas Simuladas. Rebeca Bussinger Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFES. Trabalhou o tema: Representações sociais de masculinidade e de amor de travestis, homens gays e homens heterossexuais. Professora do curso de Pedagogia da Faculdade Estácio de Sá. Tutora do curso “Gênero,

Diversidade e Relações etnico-raicias na escola” ofertado pelo Neaad/UFES. Conselheira do Conselho Regional de Psicologia (gestão 2013-2016). Representante do Conselho Regional de Psicologia do Fórum Estadual pelos direitos de LGBT desde junho de 2009. Alexsandro Rodrigues Professor adjunto II daUniversidade Federal do Espírito Santo. Coordena o Grupo de Estudos e Pesquisas em Sexualidades - GEPSs/UFES, o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Sexualidades – NEPS/UFES e o grupo de musicalidade Arakorín (NEAB/UFES). Desenvolve pesquisas sobre: Educação, Gênero, Identidade de Gênero, Produção cultural do Corpo, Diversidade Sexual, Direitos Humanos, Mídia, Cinema.

JÚRI CONCURSO DE MÍDIAS ALTERNATIVAS Ana Paula Nogueira É sócia da SJ23 Filmes e Produções. Foi durante 10 anos jornalista de grandes redações do Rio de Janeiro e de São Paulo e executiva de marketing em empresas no Brasil e no exterior. Na SJ23, atuou na produção de filmes e eventos, consultoria de marketing e captação de recursos. Tem, entre os projetos realizados, a captação para o longa Coração do Samba, sobre a bateria da Mangueira, curtas-metragem (As últimas putas de Paris, Estranho Amor/como assistente de fotografia), além da produção anual da participação do Rio de Janeiro no Carnaval de Lausanne, na Suíça, onde já desfilaram as escolas de samba Portela e Mocidade Independente de Padre Miguel. Tem dois projetos de cinema em andamento, um longa documental sobre Nelson Cavaquinho e um sobre mestres-sala.

Andrea Cals Curadora, produtora e apresentadora do o Curta!, canal independente da tv por assinatura. É criadora e apresentadora do programa radiofônico semanal especializado em cinema brasileiro, CINEMA EM SINTONIA. Trabalhou por dez anos como Coordenadora da Mostra Première Brasil do Festival do Rio, assinando atualmente a Supervisão da mostra.


JÚRI CONCURSO DE ROTEIRO Luelane Corrêa Bacharel em Cinema, pela Universidade Federal Fluminense. Montadora e assistente de direção, trabalha com Nelson Pereira dos Santos desde o filme Memórias do Cárcere; assina a edição do documentário A Música segundo Tom Jobim. É diretora assistente do filme Não se Preocupe, Nada vai dar Certo, de Hugo Carvana,com quem trabalha desde O Homem Nu. Dirigiu os documentários Como se Morre no Cinema (2002), Sol de Oro no Festival de Biarritz e vencedor de 11 prêmios nacionais; A Cidade e o Poeta (2007), premiado pela Academia Brasileira de Cinema; Machado de Assis (2008) e Rio, 39,6 Graus (2009). Recebeu prêmio de Melhor Montagem pelos filmes Áurea, de Zeca Ferreira, no CINE PE, O Quinze, de Jurandir Oliveira, e Rio de Memórias, de José Inácio Parente (Festival de Gramado). Rafael Braz É bacharel em direito e jornalista. Desde 2010 é repórter e crítico de cinema do jornal A Gazeta, Gazeta Online e rádio CBN. Bertrand Lira Professor efetivo do Departamento de Comunicação em Mídias Digitais e do Programa de Pós Graduação em Comunicação (PPGC) da UFPB, realizador, dirigiu diversos documentários de curta, média e longa-metragem em super-8, 16mm e vídeo (“Bom dia Maria de Nazaré”, “O senhor do engenho”, “Crias da Piollin”, “Homens”, “O rebeliado” e “O diário de Márcia”, entre outros), premiados em festivais no Brasil e no exterior, entre eles o JVC Grand Prize do 26º Tokyo Vídeo Festival e o Excellence Award do JVC Tokyo Vídeo festival de 2004. Realizou estágios em documentário no Atelier de Réalisation Cinématographique (VARAN) em Paris (1982 e 1986). Doutor pela UFRN, onde apresentou a tese “As significações imaginárias da luz e da sombra nas imagens do cinema expressionista alemão e noiramericano”.


Ficha Técnica Diretora Lucia Caus Produção Executiva e Administrativa Larissa Caus Delbone Vieira Reginaldo Castro Projeto Visual Orlando da Rosa Farya Coordenação de Produção Helena Santos Coordenação de Logística Renata Moça Coordenação de Comunicação Katler Dettmann Paulo Gois Bastos Curadoria Mostra de Longas e Curtas Erly Vieira Jr Rodrigo de Oliveira Curadoria Mostra Curta de Animação Rosemeri de Assis Barbosa Transfer de Cópias Carol Ruas Inscrições Guilherme Fontana Carol Ruas Comitê de Organização Alexandre Wacker César Baptista Alexandre Benon Carol Ruas Direção de Palco Rafael Sampaio Cerimonial de Atores Nonato Freire

Assessoria de Comunicação Palavra! Assessoria de Comunicação RF Assessoria de Comunicação

TV VCV Fran de Oliveira Nardo de Oliveira

Equipe de Produção André Rangel Cláudia Madureira Vidal Creuzeni Fernandes Rubens Benites Marcela Caseira Diane Castro

Criação do troféu Marlin Azul Orlando da Rosa Farya

Receptivos Festival Bruno Alencar Clara Iasmin Côgo Haroldo Lima Lílian Casotti Lucas Freire Max Goldner Muriel Falcão Paulo Freire Thiago Miller

Criação do troféu Marlene Stael Magesck Engenheiro de Projeção 35 mm e Digital José Luiz de Almeida Som e Iluminação João Henrique Pirola Produção de Elenco Helena Santos Hospedagem Emanuel Nascimento

Site Marcelo Maia

Passagens aéreas Edilson Pedrini

Redes Sociais Katler Dettmann Paulo Gois Bastos

Coordenação de Transporte André Leal

Editoração Catálogo Nildo Neves Silvio Alencar Editora do Caderno dos Festivais Sandra Medeiros Vinhetas do Festival Mirabólica Fotógrafo Claudio Postay Gustavo Louzada Operação de Ilha Fran de Oliveira Nardo de Oliveira

Contabilidade Agenor Araújo Filho Impressão Tec Print Gráfica Jeep 14º Festivalzinho de Cinema Coordenação Rosemeri de Assis Barbosa Equipe de Produção André Zamperlini Silva Cláudia Pasoline Huana Gonçalves Rodrigo Nunes dos Santos Christiano Novaes Rocha Neves


Agradecimentos Alelvi Carneiro Andrade Ana Cristina Murta Ana Maria Magalhães Agenor Araújo Andrea Bitti Andréa Pena Anginha Buaiz Antônio Leal Altair Caetano Beth Kfuri Bruno Pereira Cariê Lindenberg Carla Buaiz Cássio Starling Christiane Gimenes Clauber Petri Claudia Cabral Claudia Gutierres Claudia Marriel Claudio Assis Claudio Vereza Daise Nespoli Dalva de Oliveira Daniela Spadeto Danilo Amorim Danilo Queiroz Deivyd Castro Martins Denise del Cueto Dennise Pontes Diane dos Santos Castro Dolores Schimidt Gasparini Dominique Madeira Edina Fujii Elias Olive Elynes Rodrigues Emílio Font Ériton Berçaco Erlon Paschoal Erly Vieira Jr Fábio Calazans Florinda Almeida Fred Barcellos Gabriela Nogueira Gisele Arantes Guilherme Fontana Gustavo Cabral Vieira

Ilma Maria Alves Bernadi Jace Theodoro Jacob Santos Delbone Jal Guerreiro Janine Mendes Correa João Coser João Vieira Jr. Jocimar Breda José Eugênio Vieira José Luiz Capelini Carminati José Roberto Santos Neves Kaedy Azevedo Laudiceia Schwaba Lena Azevedo Leonardo Alves Leonardo Gomes Letícia Dalvi Luciane Ventura Luiz Carlos Lacerda Luiz Paulo Veloso Lucas Luzia Toledo Marcelo Siqueira Marcos Valério Guimarães Maria Alice Lindenberg Maria Antonieta Lindenberg Maria Helena Pagotto Maria Virginia Casagrande Marselha Assad Michelle Guimarães Miguel Caus Delbone Vieira Mirtes Angela Moreira Neusa Mendes Nibele Caus Ônia Dourado Orlando Senna Patrícia Baby Paulo Hartung Paulo Vespúcio Priscilla Paiva Siqueira de Alencar Rafael Braz Raquel Hallak Record News Rede Tribuna RedeTV! Rede Vitória Renata Rasseli

Regina Alves Regina Destefani Ricardo Albert Rita Sarmento Roberto Farias Rodrigo Bitti Rodrigo Linhales Rodrigo Maingue Rodrigo de Oliveira Rogerio Favoretti Rosana Caran Rosaura Gomes Pereira Rosenildes Ramos Rui Dias Shopping Vitória Sou ES Simone Garcia Thales Siqueira de Alencar TV Capixaba Vilma Lustosa Webson Bodevan Oliveira Wesley Sathler Ylenia Silva


Agradecimentos Especiais Governo do Estado Governador Renato Casagrande Secretário de Estado da Cultura Maurício José da Silva Secretário de Estado de Economia e Planejamento Robson Leite Nascimento Secretário de Estado de Gestão e Recursos Humanos Alcio de Araújo Secretário de Estado de Governo da Casa Civil Tyago Hoffmann Secretário de Estado de Governo Samir Furtado Nemer Secretário de Estado da Educação Klinger Marcos Barbosa Alves Subsecretário de Estado da Cultura Joelson Humberto Fernandes Prefeitura de Vitória Prefeito Luciano Rezende Secretária de Gestão e Estratégia Lenise Menezes Loureiro Senado Federal Senadora Ana Rita Esgário Câmara dos Deputados Estadual Deputado Estadual Claudio Vereza Deputada Estadual Luzia Toledo Câmara dos Deputados Federais Deputada Federal Iriny Lopes Ministério da Cultura Ministra da Cultura Marta Suplicy Petrobras Presidente Graça Foster Instituto Sincades Presidente Idalberto Luiz Moro Gerente Executivo Dorval Uliana Rede Gazeta Café Lindenberg Letícia Lindenberg Codesa Presidente Clovis Lascosque Sinalização e Comunicação Visual Diretor Executivo André Merotto BNDES Guilherme Narciso de Lacerda Diretor da Área de Infraestrutura Social, Meio Ambiente e Inclusão Social Assessor da Presidência Fábio Kerche Gerente de Patrocínio Gabriel Canedo



Catálogo 20º VCV