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Editorial

Cidade insustentável O insuficiente abastecimento de água, corriqueiro no verão baiano, pode ter sido potencializado pelo desgovernado aumento populacional de Lauro de Freitas. O problema é tributário da desenfreada concessão de alvarás de construção para um sem número de condomínios residenciais dos dois lados da Estrada do Coco, há anos. O problema só não é pior porque a crise do setor imobiliário freou a expansão urbana. As vias de circulação não ficam mais largas para receber o tráfego acrescentado, mas a tubulação da Embasa que abastece a cidade podia e devia ter sido ampliada muito antes de serem autorizadas as novas moradias. Isso, levando-se em conta que é possível captar água em volume suficiente para atender tanta gente.

Opacos

Carlos Accioli Ramos Diretor-editor

Com nota 5,7 no ranking da transparência do Ministério Público Federal, a administração pública de Lauro de Freitas não é das mais bem avaliadas, mas também não é das piores na Bahia. Estamos na 57ª posição entre 249 municípios perscrutados. O melhor do estado, com nota 8,3, é Mulungu do Morro, município de 12,4 mil habitantes a 470 Km de Lauro de Freitas. Salvador ficou com nota 6,4. Já estivemos em situação pior aqui, no resto da Bahia e em todo o país. Foi necessário editar leis que obrigam os gestores públicos a ser transparentes com o que não lhes pertence. Falta muito ainda para que essa transparência seja absoluta, até porque não basta disponibilizar os dados. É necessário fazer isso de forma que a população entenda o que está lendo, de forma acessível a qualquer cidadão leigo em contas públicas.

Eleições O Tribunal Superior Eleitoral editou em dezembro uma resolução que limita as despesas dos candidatos nas eleições municipais deste ano. O valor estimado, provisório, para os candidatos a prefeito em Lauro de Freitas é de R$ 699 mil. Para vereador, R$ 105 mil. Cabe aos eleitores, mais que ao Ministério Público, fiscalizar quaisquer sinais exteriores que revelem o descumprimento dessa resolução. Não é muito complicado descobrir quanto custa um cavalete de propaganda e multiplicar esse custo pela quantidade de material no canteiro central da Estrada do Coco. Olho aberto.

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Registros & Notas

Torre Eiffel Salvador comemora 11 anos de atuação na Bahia A empresária Paula Giovanini comemora este mês 11 anos de funcionamento da loja Torre Eiffel Salvador, na Estrada do Coco. Com sede na cidade de Contagem (MG), a expansão da empresa, que conta com 40 anos de bagagem no segmento de salgados, privilegiou Lauro de Freitas como sua unidade na Bahia, onde produz e comercializa diversificada linha para festas, reuniões, eventos, celebrações, etc. Na foto, Paula com o marido, André Luis e a filha Vitória.

u A dentista Rafaella Turrioni Elias foi festejada pelo seu aniversário, com uma reunião da família no espaço elegante do restaurante Coco Vilas. u A médica veterinária Fabiana Cardoso comemora os 11 anos de atividades profissionais da sua clínica Portal Pet, em Vilas do Atlântico.

Profissionais inauguram novo espaço para assessoria jurídica

A comunidade empresarial e civil de Lauro de Freitas ganha mais uma opção de serviços jurídicos, inclusive na área trabalhista, com a abertura, em janeiro, do escritório Voss Advogados Associados.

A empresária Daniela Mota Ferreira celebrou, dia 25 de janeiro, com clientes e amigos a inauguração do novo espaço da sua franqueada Allpé Vilas do Atlântico, agora em amplas instalações, no Shopping Estrada do Coco.

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Informativo mensal de serviços e facilidades, distribuído gra­ tuitamente nos domicílios de Vilas do Atlântico e condomínios residenciais da Es­trada do Coco e entornos (Lauro de Freitas, Ipi­tanga, Miragem, Buraquinho, Busca Vida, Abran­tes, Ja­uá, Ja­cuí­pe, Gua­ra­juba), www.vilasmagazine.com.br Stella Maris, Pra­ia do Flamengo e parte de Itapuã. Disponível também em pontos de distribuição criteriosamente selecionados na região. Publicação mensal de propriedade da EDITAR - Editora Accioli Ramos Ltda. As opiniões expressas nos artigos publicados são de responsabiliRua Praia do Quebra Coco, 33. Vilas do Atlântico. Lauro de Freitas. Bahia. dade de seus autores e não refletem, necessariamente, as da Edi­tora. CEP 42700-000. Tels.: 0xx71/3379-2439 / 3379-2206 / 3379-4377. É proibida a reprodução total ou parcial de matérias, gráficos e fotos Diretor-Editor: Carlos Accioli Ramos accioliramos@vilasmagazine.com.br publi­cadas nesta edição, por qualquer me­io, sem autorização expressa, Dire­to­ra: Tânia Ga­zi­neo Accioli Ramos por escrito da Editora, de acordo com o que dispõe a Lei Nº 9.610, de 19/2/1998, sobre Di­reitos Autorais. Gerente de Negócios: Álvaro Accioli Ramos alvaro@vilasmagazine.com.br A revista Vilas Magazine não tem qualquer responsabilidade Assistentes: Leandra da Cruz Almeida e Vanessa dos Santos e Silva pelos serviços e produtos das empresas anunciados em suas edições, Contatos: comercial@vilasmagazine.com.br nem assegura que promessas divulgadas como publicidade serão Gerente de Produção: Thiago Accioli Ramos. Assistente: Bruno Bizarri cumpridas. Cabe ao leitor avaliar e buscar informações sobre os Administrativo/Financeiro: Miriã Morais Gazineo (gerente) produtos e serviços anunciados, que estão sujeitos às normas do financeiro@vilasmagazine.com.br mercado, do Código de Defesa do Consumidor e do CO­NAR – ConAssistente: Leda Beatriz Gazineo comercial@vilasmagazine.com.br selho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária. A revista não se enquadra no conceito de fornecedor, nos termos do art. 3º do Código Distribuição: Álvaro Cézar Gazineo (responsável) de Defesa do Consumidor e não pode ser responsabilizada pelos proTratamento de imagens e CTP: Diego Machado dutos e serviços oferecidos pelos anunciantes, pela impossibilidade Redação: Rogério Borges (coordenador) Este manual é baseado na norma FSC STD 50001 V.1.2 e a aplicação dos logos é permitida a Plural Editora e Gráfica por de ser se deduzir qualquer ilegalidade no ato da leitura de um anúncio. certificada FSC e os materiais poderão serAlessandro publicadas apósTrindade a aprovação do organismo certificador da Plural. Colaboradores: JaimesóFerreira, Leite (charge). Thiara No entanto, com o objetivo de zelar pela integridade e cre­di­bilidade Reges (free lancer) das mensagens publicitárias publicadas em suas edições, a Editora se reserva o direito de recusar ou suspender a vei­culação de anúncios Redução máxima PARA ANUNCIAR: comercial@vilasmagazine.com.br que se mostrem enganosos ou abusivos, por constrangimentos Modelo 2: Modelo 1: 0xx71 /total. 3379-2206Tamanho / 3379-4377 mínimo de 67,5 mm de largura e 32,5 mm de altura total. Tamanho mínimo de 108 mm de largura3379-2439 e 22,2 mm de altura causados ao consumidor ou empresas. 67,5 mm A revista Vilas Magazine u­ti­liza conteúdo edi­to­ri­al fornecido pela CONTATO COM A REDAÇÃO: redacao@vilasmagazine.com.br 108 mm Agência Fo­lhapress (SP). Os títulos Vilas Ma­­gazine e Boa Dica – FaciTiragem desta edição: 32 MIL EXEMPLARES lidades e Serviços, constantes desta edição, são marcas regis­tradas 22,2 mm 32,5 mm no INPI, de propriedade da EDITAR – Editora Accioli Ramos Ltda. Im­pressa na Plural Indústria Gráfica (SP). Este produto é impresso na PLURAL com papel certificado FSC ® - garantia de manejo florestal responsável - e com a tinta ecológica Agri-Web™. O selo Qualidade Ambiental ABTG comprova a sustentabilidade dos processos gráficos.

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A explanação deve acompanhar os logotipos FSC e Agriweb em todas as aplicações.

Aplicação do Selo FSC (Paisagem) + Agri-Web + ABTG

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cidade

Santo Amaro de Ipitanga completa 408 anos sem debater identidade

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auro de Freitas comemorou no dia 15 de janeiro mais um Dia de Santo Amaro de Ipitanga, data que se confunde com a origem da comunidade, há 408 anos, rebatizada Lauro de Freitas em 1962. Longe das questões de identidade levantadas até 2012, esta foi mais uma comemoração sem consequências para o resgate histórico da cidade. No próprio dia 15 a programação foi iniciada com uma queima de fogos. A tradicional missa solene, na Igreja Matriz de Santo Amaro de Ipitanga, reuniu as lideranças políticas da cidade, também como de costume, incluindo o vice-governador da Bahia João Leão (PP) e os deputados federais Moema

Gramacho (PT) e Cáca Leão (PP). O prefeito Márcio Paiva (PP) associou o asfaltamento de ruas a graças conquistadas. “O Dia de nosso Padroeiro é também para fazermos reflexões sobre o quanto já fizemos e que ainda iremos fazer por Lauro de Freitas. Asfaltamos mais de 80 ruas, equipamentos de saúde construídos e implantamos um novo conceito da entrada da cidade, esses são alguns exemplos”, disse. À noite, sob patrocínio do Erário público, um espetáculo festivo apresentou a cantora Elba Ramalho, contratada por R$ 140 mil para animar a multidão, de acordo com o Diário Oficial do Município. Segundo a prefeitura, a escolha do nome foi “do Padre Juraci

Gomes e do segmento católico”. O espetáculo da banda Roupa Nova, no ano passado, de acordo com a prefeitura também teria sido uma escolha do pároco, submetida à apreciação do Conselho de Cultura e “subsidiada pelo Fundo de Cultura do Município”. viviane sales

O padre e a cantora: no ano passado a “tietagem” foi com o grupo Roupa Nova

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cidade

Fiscalização contínua garante ordem na praia de Vilas do Atlântico

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fiscalização do cumprimento das normas impostas pela prefeitura de Lauro de Freitas para as praias a partir deste verão têm surtido efeito, de acordo com frequentadores – desde que a fiscalização continue a se fazer presente. A caminhada do prefeito Márcio Paiva (PP) pela orla de Vilas do Atlântico aos fins FOTOS: Viviane Sales

Ação da fiscalização coibe oferta irregular de sombreiros na areia

de semana, acompanhado por auxiliares, sempre fardados de amarelo, vem se tornando habitual. A presença do prefeito parece garantir a fiscalização. Os usuários habituais da praia perceberam a diferença e elogiam a atuação da prefeitura. Para José Carlos Guerra, 48 anos, “a única solução é fiscalizar, fiscalizar, fiscalizar”. Os vendedores ambulantes que eventualmente se instalam no calçadão são retirados pelas equipes da prefeitura quando estas estão no local. O acesso ao bairro, também desde que vigiado pelos fiscais do município, continua impedido para veículos não autorizados e o controle de estacionamento nas alamedas da orla parece funcionar melhor este verão. A prefeitura procura ainda coibir a circulação de motos no calçadão, não apenas por afetar a segurança das pessoas, mas também por danificar o piso de pedra portuguesa. A partir deste mês a prefeitura promete a ação “praia acessível”, uma iniciativa voltada para que pessoas com deficiência tenham a possibilidade de ir à praia e tomar banho de mar. Não foram divulgados detalhes da ação.

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Uso indevido de vagas preferenciais passa a ser infração grave

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stá em vigor desde janeiro a lei que aumenta em 140% o valor da multa para quem estacionar em vagas reservadas sem a devida autorização. A multa, que era de R$ 53,20, aumentou para R$ 127,69 para quem estacionar em vagas reservadas a deficientes, idosos e gestantes sem ter o direito a fazê-lo. O infrator ainda receberá cinco pontos na carteira de habilitação. Antes, eram três pontos. Além disso, a infração não é mais considerada média. Com a mudança, estacionar em vagas exclusivas passou a ser infração grave. A mudança no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) foi determinada pela Lei nº 13.146, mais conhecido como Estatuto da Pessoa com Deficiência, que entrou em vigor no início do ano. A alteração vale para todo tipo de vaga exclusiva, inclusive de bombeiros e polícia, entre outras. A medida também é válida em estacionamentos privados, onde a fiscalização ocorrerá da mesma forma. Estacionar em cima da faixa lateral ao lado das vagas preferenciais também constitui infração grave. A faixa é utilizada para o embarque e desembarque de pessoas em cadeiras de rodas e precisa estar sempre livre. Com a entrada em vigor da lei, a prefeitura de Lauro de Freitas intensificou a fiscalização de uso de vagas preferenciais de estacionamento em estabelecimentos comerciais com a Porte de credenciais é “Operação Vaga Preferencial”. obrigatório para uso Na primeira fase foram fiscalide vagas preferenciais zadas as instituições financeiras

da cidade. Depois das instituições financeiras, a “Operação Vaga Preferencial” segue em shoppings e supermercados da cidade. Idosos e pessoas com deficiência devem portar a credencial para vaga preferencial para utilizar as vagas de estacionamento. As credenciais podem ser obtidas na secretaria de Trânsito, Transporte e Ordem Pública, na Rua Clínio A. Rodrigues, 98, Jardim Pitangueiras, próximo à Estrada do Coco. O atendimento acontece de segunda a sexta-feira, das 8h às 13h30. É necessário apresentar cópias de documento de identidade ou da CNH e comprovante de residência em Lauro de Freitas. As pessoas com deficiência devem apresentar, além dos documentos citados, cópia de laudo médico que ateste a condição. A prefeitura vem solicitando aos estabelecimentos que sinalizem as vagas de estacionamento para evitar transtornos ao público. A sinalização horizontal (pintura no solo) que demarca as vagas preferenciais deve estar em bom estado. Se necessário, os responsáveis devem retocar a pintura. Valter Campanato / ABr

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cidade

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Prefeito recusa localização da estação Aeroporto do metrô em Lauro de Freitas

construção de um terminal de ônibus junto à futura estação Aeroporto do metrô é o novo problema da CCR Metrô Bahia – a concessionária do sistema, também responsável pelas obras. A equipe de engenharia da empresa que esteve em Lauro de Freitas no mês passado para apresentar o projeto da estação esbarrou na oposição do prefeito Márcio Paiva (PP). A proposta da CCR é construir o terminal de ônibus exatamente onde o prefeito acaba de inaugurar o novo marco de entrada do município. “Não vamos dar alvará para construir nada ali”, disse o prefeito, argumentando que a entrada da cidade ficaria feia. Para ele, “o metrô é de Salvador” e, portanto, a estação Aeroporto deve ser construída em Salvador, antes do marco de entrada. Márcio Paiva disse também que quer avaliar a qualidade dos materiais que serão usados

e o projeto arquitetônico da estação. A equipe de engenharia da CCR explicou que a localização da futura estação, na área hoje ocupada pela empresa “Central das Telhas”, no Km 0 da Estrada do Coco, é uma condicionante técnica ligada a raios de curva e limites de aclive, não havendo outra opção. A construção do terminal de ônibus em área contígua à estação do metrô é uma necessidade prática. O “cone de aproximação” do aeroporto – área espacial destinada ao pouso das aeronaves – limita qualquer construção na cabeceira da pista, explicou o engenheiro Luis Fabiano, da CCR. Por causa disso, na cabeceira da pista, em paralelo à Estrada do Coco, a linha do metrô passará três metros abaixo do nível do solo, em trincheira. O projeto inicial da estação previa localização mais afastada da via, mais próxima do aeroporto e com apenas três baias de

ônibus, mas a concessionária chegou à conclusão de que a demanda de passageiros será muito superior a essa capacidade e resolveu criar um terminal de ônibus completo. A empresa pretendia entregar a obra até dezembro deste ano, mas Márcio Paiva mostrou-se irredutível diante da proposta atual. “Vou falar com o governador para resolver isso”, disse. Entretanto, a Estrada do Coco é área de domínio do Estado, embora a administração do trecho tenha sido cedida ao município e o terreno para onde a estação foi projetada, segundo a CCR, é propriedade da União – pelo que, em tese, a concessionária poderia simplesmente prosseguir com a obra. Qualquer adiamento no cronograma das obras implica em prejuízos financeiros para a CCR. No ano passado, quando foram autorizadas as obras da linha 2, o diretor-preEdmar de Paulo

O prefeito Márcio Paiva observa o projeto com engenheiro da CCR: “em cima do marco de entrada, não. Não vamos dar alvará para construir nada ali”.

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sidente da CCR Luis Valença lembrou que “nós já entramos com mais de R$ 1 bilhão em recursos e precisamos que o projeto funcione”. Afinal, “uma PPP só funciona se o projeto for executado, ficar pronto”, concluiu. O prefeito reclamou ainda dos termos em que foi contratada a futura extensão da linha 2 até o km 3,5 da Estrada do Coco, no Centro de Lauro de Freitas, onde hoje existe o centro de distribuição da Insinuante. O tramo só será construído depois que a demanda de passageiros da estação aeroporto atingir determinado pico e mediante autorização do governo. “O estado está sendo totalmente irresponsável com a cidade de Lauro de Freitas”, disse. Como a estação Aeroporto será o fim da linha 2 por muito tempo ainda, é para lá que vão confluir as linhas de ônibus de Lauro de Freitas, Camaçari, Simões Filho e outros municípios – e daí a necessidade do terminal de ônibus. As mudanças na paisagem urbana não se limitam a Lauro de Freitas. Desde o final do ano passado a CCR Metrô Bahia executa uma série de intervenções no sistema viário do trecho compreendido entre a estação de transbordo Iguatemi até o início da avenida Paralela, em Salvador. São mudanças necessárias para viabilizar a construção das futuras estações da Linha 2 do metrô Rodoviária e Pernambués. Durante cinco meses, serão feitas obras para o reordenamento do trânsito da região. O terminal de transbordo Iguatemi será desativado e, com isso, haverá a redistribuição de linhas urbanas e metropolitanas para novos pontos de ônibus na região e para o Terminal Rodoviária, também administrado pela CCR. No local onde atualmente funciona o terminal Iguatemi, serão construídas salas técnicas e operacionais da futura estação Rodoviária do metrô, que ficará localizada sobre as atuais pistas exclusivas dos ônibus. E a futura estação Pernambués será construída entre o supermercado Makro e a antiga concessionária Americar, no meio do canteiro central da Av. Paralela. Tudo indica que tanto a empresa como o governo da Bahia estão levando a sério o cronograma da obra. Os novos trens do metrô já começaram a desembarcar em

EDMAR DE PAULO

O engenheiro Luiz Fabiano da CCR explica o projeto: condicionantes técnicas

Salvador. Os três primeiros trens, com quatro vagões cada, já chegaram. Outros 124 vagões chegarão até dezembro deste ano, integrando a frota dos 40 trens que vão atender as linhas 1 e 2 do metrô. As novidades dos novos trens são passagem livre entre os carros, sem portas divisórias, o que possibilita uma melhor distribuição dos usuários no interior do metrô, e 22 câmeras de monitoramento e sistema de transmissão de voz e dados, que serão interligados ao Centro de Controle Operacional (CCO) da CCR. Outras novidades são os 32 monitores

informativos e publicitários, 32 dispositivos de emergência e 202 assentos anatômicos e revestidos em tecido, que oferecem maior conforto aos usuários. Cerca de 10% desses assentos são preferenciais, destinados para pessoas com deficiência, idosos, gestantes, pessoas com crianças de colo e obesos. 

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mateus pereira

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Com ar-condicionado e design moderno, os trens possuem 85 metros de comprimento e capacidade de transportar até 1.000 passageiros de uma só vez, com conforto e segurança. Os vagões saíram completamente embalados da montadora sul-coreana Hyundai-Rotem, em Araraquara (SP), em novembro, em quatro carretas de 30 metros de comprimento. Quatro batedores fizeram a escolta no trajeto de 2.024 quilômetros até Salvador. Os equipamentos estão no Complexo de Manutenção Pirajá, especialmente construído para receber os novos trens e reprodução

Vagão do metrô (no alto): composições da linha 2 já co­me­çaram a chegar. Apresentação inicial do projeto, em 2012, previa outro local para a estação. Mapa da linha 2 do metrô prevê extensão até o Km 3,5, mas mediante aumento da demanda

onde serão realizados testes estáticos e dinâmicos antes de iniciar a operação com passageiros, no mês que vem. A ordem de serviço para o início da construção da Linha 2 do metrô, ligando Salvador a Lauro de Freitas, foi assinada há um ano pelo governador Rui Costa (PT). A obra vai melhorar e ampliar os recursos destinados à mobilidade na capital baiana, tendo investimento aproximado (Linha 1 e Linha 2) de R$ 3,6 bilhões, por meio de Parceria PúblicoPrivada (PPP) com a CCR Bahia. “É um projeto importantíssimo para Salvador e para a Bahia. Hoje nós autorizamos o início da Linha 2, que vai chegar até Lauro de Freitas, garantindo que Salvador terá 41 quilômetros de metrô até 2017”, disse o governador na época. Rui Costa destacou que a construção da Linha 2 é importante também para a geração de emprego e renda, uma vez que há sete mil pessoas trabalhando na construção desse trecho do metrô, número que pode chegar a nove mil no período de pico das obras.

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edmar de paulo

quase 706 mil pessoas. De acordo com o governo, o presidente da Desenbahia Otto Alencar Filho considera “bastante expressivo” o resultado operacional dos financiamentos às prefeituras em 2015. Considerando o montante de R$ 20,5 milhões de 2014, o crescimento foi de aproximadamente 303,9%. “O que significa que a Desenbahia efetivamente deu prioridade ao interior, atendeu municípios de praticamente todos os territórios de identidade e indicando que as prefeituras estão avançando na sua capacidade de endividamento Uma das ruas recentemente legal”, afirmou. asfaltadas no Jambeiro: Do total, 16 operações de investimento em financiamento foram destinainfraestrutura das a obras de infraestrutura, basicamente drenagem e pavimentação; duas operações foram destinadas à aquisição de máquinas e equipamentos e outras duas operações possibilitaram a aquisição de ambulâncias pelo Prosaúde.

Estado triplicou financiamentos beneficiando prefeituras em 2015

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ma nova série de ações de infraestrutura foi iniciada em janeiro pela prefeitura de Lauro de Freitas em Itinga, Areia Branca e no Jambeiro. De acordo com a prefeitura, 84 vias da cidade foram recuperadas ou receberam asfalto pela primeira vez nos últimos três anos, incluindo parte da avenida Luís Tarquínio, avenida Praia de Itapuã e rua Priscila Dutra. O prefeito Márcio Paiva (PP) e o presidente da Câmara Antônio Rosalvo (REDE) percorrem em janeiro algumas das obras em andamento. O investimento foi feito pela Desenbahia – Agência de Fomento do Estado da Bahia – que em 2015 entregou R$ 142,8 milhões em financiamento a prefeituras municipais. Deste total, R$ 62,3 milhões já foram contratados e R$ 80,5 milhões seguem processo para contratação. Entre operações aprovadas e contratadas foram beneficiadas 18 prefeituras – entre elas a de Lauro de Freitas – com operações de financiamento que alcançam uma população de Fevereiro de 2016 | Vilas Magazine | 13

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Feira na área do clube vira opção de lazer em Vilas do Atlântico

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ma nova opção de lazer, com entrada gratuita, tem marcado presença em Vilas do Atlântico por iniciativa de três empreendedoras. Famílias do bairro já se acostumaram à “feirinha do Vilas Tênis Clube”, como vai ficando popularmente conhecida a Feira Tropical. Além de barraquinhas que vendem artigos variados e roupas, há a “praça de alimentação” com diversos estandes de comes e bebes ao lado de um grande toldo com mesas e cadeiras. A novidade dos “food trucks”, ao lado das barracas de comida, também chegou a Vilas do Atlântico por obra da “Feira Tropical” – o nome oficial da iniciativa. As amigas e advogadas Tatiana Vitória, 29 anos e Harla Hedjazi, 26 juntaram à publicitária

As amigas Tatiana, Harla e Caren (a partir da esq): empreendedorismo. A bandinha de metais, sempre presente: atração à parte (abaixo, à esq.). Guiga Castro e o Groova Tambor: espetáculo de qualidade para o lazer do fim de semana (abaixo, à dir.).

Caren Martins, 25 para colocar de pé a nova atração de lazer, sempre no espaço do Vilas Tenis Clube com entrada pela avenida Praia de Itapoan. Para animar o passeio das famílias, a feirinha conta sempre com uma atração musical. Em janeiro foi a vez do Groova Tam-

bor, com Guiga Castro no vocal oferecendo um espetáculo do samba-reggae da Bahia. Entre as mesas e pelos espaços da feira também circula uma bandinha de metais animando os ambientes. Para as crianças, há um miniparque de brinquedos infláveis. A animação começa às 15h e termina às 23h, trazendo uma rara atração de lazer para o fim de semana das famílias no bairro. Tatiana, que já trabalhava com a produção de eventos, conta que a feira – que já está na terceira edição – não tem periodicidade definida, dependendo da demanda dos comerciantes que alugam o espaço. A próxima deve acontecer apenas no São João. “Vai ser o Arraiá Tropical”, brincam as meninas.

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Tradição mantida O Carnavilas, tradicional cortejo momesco do bairro, voltou a animar as ruas de Vilas do Atlântico em janeiro, com centenas de pessoas atrás da bandinha de metais e os mais idosos a bordo do “trenzinho”. O grupo saiu do Vilas Tenis Clube, percorreu as principais ruas do bairro, efusivamente saudado pelos moradores, e retornou ao clube, onde um espetáculo musical encerrou o festejo. Como de hábito, os alimentos arrecadados no momento da venda de abadás serão entregues a uma entidade local de assistência social. Ano que vem tem mais.

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Casa onde funcionou creche pública está tomada por mosquitos e sujeira

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casa onde funcionava a creche-escola Maria de Oliveira Rodrigues está abandonada há cerca de dois anos, desde que a prefeitura de Lauro de Freitas deixou de usar o imóvel. O local, na rua Brigadeiro Alberto Costa Matos, no Aracui, está tomado por mosquitos e sujeira. Há estantes repletas de livros que foram abandonados no local. Livros didáticos de alfabetização de crianças, alguns deles ainda dentro de embalagens, também foram deixados para trás. No pátio interno, roupas supostamente doadas à creche encontram-se amontoadas ao ar livre, acumulando água e insetos.

Consertaram o malfeito Depois de muito tempo num estado de manutenção que assustava motoristas e pedestres, foi corrigido no final de janeiro o cabeamento na esquina da avenida Luiz Tarquínio com a rua Priscila Dutra. Um pouco por toda a cidade postes inclinados e fiação pendente ainda preocupam as pessoas, que não sabem se a situação importa em perigo imediato. 16 | Vilas Magazine | Fevereiro de 2016

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Nova base cartográfica permite acabar com o CEP único em Lauro de Freitas

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ma nova base cartográfica de Lauro de Freitas foi apresentada no final de janeiro pela prefeitura. Trata-se da oficialização dos bairros do município, antecipada pela revista Vilas Magazine em primeira mão há quase um ano, na edição de março de 2014. A base final agora apresentada inclui mais um bairro – o Aracuí – e um “distrito quilombola” no Quingoma. Inclui também a alteração de nomes de diversas ruas da cidade. Algumas tiveram o nome alterado por estarem em desacordo fotos: viviane sales

com a lei: não podem ser homenageadas em logradouro público pessoas vivas. É possível consultar o site da secretaria de Planejamento (seplan.laurodefreitas.ba.gov.br) para verificar se uma rua mudou de nome. Cerca de 500 ruas simplesmente não tinham nome, mas também foram eliminados nomes de ruas localizadas dentro de condomínios oficiais – um detalhe destacado pela revista Vilas Magazine na reportagem de março de 2014. Outras ainda eram nomeadas apenas com as letras do alfabeto, dificultando a sistematização do zoneamento postal – objetivo maior da base cartográfica. Caso

inexplicável de cidade de médio porte com CEP único, Lauro de Freitas poderá agora ter um código de endereçamento postal por bairro. Regiões da cidade que sequer tinham entrega domiciliar dos Correios passarão a contar com esse direito básico. Por falta de um CEP único, por exemplo, as cerca de 1,5 mil famílias do conjunto residencial popular inaugurado no Jambeiro há dois anos são obrigadas a recolher correspondência num posto comunitário. “Todo mundo sabe onde fica o conjunto, incluindo os Correios, mas por falta de um CEP eles não entregam lá, porta-a-porta”, reclamava o vereador Antônio Rosalvo (REDE), que há mais de dez anos perseguia a meta de acabar com o CEP único. Em outras partes da cidade, a falta de um CEP específico também resulta em extravio de correspondência. Ou o carteiro reconhece o nome do destinatário ou a carta deixa de ser entregue. Em Vilas do Atlântico, que 35 anos depois ainda está organizada em quadras e lotes, sem a numeração sequencial dos imóveis, entregar correspondência é um desafio para qualquer carteiro novo. Lauro de Freitas passa a ter 19 bairros: Vilas do Atlântico, Aracuí, Pitangueiras, Buraquinho, Ipitanga, Vila Praiana, Centro, Recreio Ipitanga, Itinga, Portão, Caixa D’Água, Caji, Vida Nova, Quingoma, Parque São Paulo, Capelão, Jambeiro, Areia Branca e Barro Duro, com 1.510 logradouros.

O secretário de Governo Márcio Leão (esq), responsável pela produção da base, o ve­ reador Antônio Rosalvo e o representante dos Correios Ney Campelo: fim do CEP único Fevereiro de 2016 | Vilas Magazine | 17

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cidade

Programa estadual de prevenção da violência chega a Lauro de Freitas João Raimundo Santana

Equipe do Corra pro Abraço durante atividade que agora chega a Lauro de Freitas

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projeto-piloto Corra pro Abraço, uma das ações do Pacto pela Vida, programa do governo da Bahia de combate à violência, passou ele mesmo a ser um programa e agora vai chegar a Lauro de Freitas. Dirigido a usuários de drogas, numa abordagem de inclusão social, o projeto acontece atualmente em duas cenas urbanas de uso de drogas em Salvador – a Praça das Mãos, no Comércio, e a estação do Aquidabã. Nesses locais, uma equipe multidisciplinar com psicólogos, assistentes sociais, arte-educadores, advogados e outros profissionais ganha aproximação com a população que está nas ruas e procura construir vínculos. Depois do atendimento inicial, conforme a demanda, a equipe encaminha essas pessoas à rede de atenção básica e demais serviços da rede de assistência social. A Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social do estado pretende agora ampliar o projeto, ao tempo que o transforma em programa, para atender um número maior de pessoas, como meio de prevenir a violência em Lauro de Freitas, Salvador e outros municípios. Organizações da sociedade civil estão sendo selecionadas para coordenar e

executar os planos de ação do programa, estando prevista a ampliação do número de equipes do Corra pro Abraço que atuarão em territórios com alto índice de violência em Lauro de Freitas, Salvador, Vitória da Conquista e Feira de Santana. Eram apenas duas e agora serão oito. As organizações participantes devem ser pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, de todo o território nacional, que comprovem experiência mínima de um ano na prevenção ao uso de drogas e violência, tratamento de usuários de drogas, redução de riscos e danos, arte-educação, cultura e esporte, garantia dos Direitos Humanos, garantia do acesso à Justiça ou promoção da equidade étnico-racial e de gênero. A equipes atuarão em cenas de uso de substâncias psicoativas, em busca da redução de danos, garantia de Direitos Humanos, acesso a serviços públicos e fortalecimento de vínculos e inclusão social de usuários de drogas. Técnicos do Corra pro Abraço atuarão nas Bases Comunitárias de Segurança, com foco na inserção e ampliação de oportunidades. O público alvo são jovens que estão iniciando situações de conflito com a lei,

buscando fazer o acompanhamento dos casos registrados e intermediar o acesso das pessoas aos serviços públicos. Outra novidade é a atuação em parceria com o Núcleo de Prisão em Flagrantes, a partir da atuação da equipe junto com o Tribunal de Justiça, com o objetivo de diminuir o número de prisões de pessoas que fazem uso de drogas, mais caracterizadas como usuárias do que como traficantes. A entidade deverá auxiliar os juízes na tomada de decisão para discutir formas de encaminhamento dos casos. “O Corra pro Abraço existe para cuidar de um segmento diretamente envolvido e afetado pela violência e pelas drogas, de modo a dar acolhimento e resgatar essas pessoas da visão de baixa autoestima sobre si mesmos e sobre seu potencial humano”, explicou o secretário de Justiça Social Geraldo Reis ao anunciar a ampliação do projeto, em novembro último. Ancorado no conceito da redução de danos, o Corra pro Abraço foi criado em 2013, como projeto-piloto, pelo Governo do Estado, em parceria com a entidade executora Centro de Referência Integral de Adolescentes (CRIA). Implantado por meio da Superintendência de Políticas Sobre Drogas e Acolhimento a Grupos Vulneráveis, o trabalho vem obtendo reconhecimento de especialistas por promover o resgate da autoestima e dignidade e, em última instância, a reabilitação e reinserção social de usuários de drogas em situação de rua. Para a ampliação do Corra pro Abraço serão investidos mais R$ 13 milhões, oriundos do Fundo de Combate à Pobreza do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Justiça Social. “Nesses dois anos conseguimos desenvolver uma metodologia diferenciada, mais humanizada, para trabalhar com esse público. Porque não adianta oferecer uma rede de equipamentos, se os técnicos que estão lá para atendê-los não forem humanizados. O Corra dá visibilidade, leva para o teatro, para o museu, para o cinema. Faz com que eles se sintam pessoas com direitos e com valor”, explicou Maria Eleonora Rabello, coordenadora do projeto pela ong CRIA.

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Governo promete estudo arqueológico para definir traçado da Via Metropolitana

Lauro de Freitas recebe torneio de futebol de base

L Reunião na Casa Civil apresentou “avanços rumo ao estudo arqueológico previsto”

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epresentantes do governo da Bahia e de um grupo de moradores do Quingoma que reivindica o reconhecimento de um território remanescente de Quilombo em Lauro de Freitas, voltaram a negociar a construção da Via Metropolitana. A deputada federal e ex-prefeita da cidade Moema Gramacho (PT) participou da reunião. O traçado das pistas que vai desafogar o trânsito na Estrada do Coco, na área central da cidade, passa próximo à comunidade – que se opõe à obra. O objetivo da reunião, de acordo com o governo, foi apresentar “os avanços rumo ao estudo arqueológico previsto para acontecer na área” e que norteará a delimitação do traçado da via. O estudo está ligado ao reconhecimento pretendido pela comunidade. Um grupo interdisciplinar para a realização do trabalho já teria sido definido. A previsão do governo é que, após cerca de quatro meses de pesquisas, um Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) seja emitido. O relatório é instrumento para um dos passos do reconhecimento da área. Segundo o secretário estadual da Casa Civil Bruno Dauster, com o resultado do RTID as obras da Via Metropolitana poderão ser realizadas respeitando o interesse de todos os envolvidos. “A melhoria da vida dos cidadãos de Lauro de Freitas é o nosso principal desejo comum”, disse. “Trazemos a questão para ‘dentro de casa’, a fim de checar todas as possibilidades e encontrar uma melhor solução, que beneficie a todos”, concluiu Dauster.

auro de Freitas recebeu no mês passado, pela primeira vez, parte dos jogos de uma edição da “Rede Ball Cup”, um evento esportivo da BB Soccer. A ideia é revelar talentos do futebol entre crianças e adolescentes dos sete aos 17 anos. Podem participar equipes de todo o mundo. De acordo com a organização, a Rede Ball Cup é um dos torneios de Divisão de Base mais importantes da América do Sul. Dezenas de equipes competem entre os melhores do Brasil. Na edição de 2016, 40 equipes ocuparam os campos de Lauro de Freitas, Camaçari, Madre de Deus, São Francisco do Conde, Simões Filho e Salvador. Acompanhando o filho e atleta do time Gousa, a capixaba Camila Zanoni diz que sempre fica ansiosa antes e durante as partidas de Ademar Neto, o responsável pela camisa 1 do time Sub-15. “Meu filho treina bastante e é um bom atleta, desde seus sete anos Crianças e de idade ele joga futebol”, adolescentes disse. Com quase dois metros disputam de altura, Ademar elogiou o torneio que campo bem estruturado de revela talentos Lauro de Freitas. do futebol

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cultura / Artes

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Mostra de Geo e Serna traz o rosto ausente dos conceitos

stá em exposição no Cine Teatro de Lauro de Freitas a mostra “Um Rosto Ausente”, do artista local Rogério Geo em parceria com a colombiana Sara Serna, 26 anos, que exibiu a sua produção de colagens na abertura do evento, em janeiro. Para esta mostra conjunta, os artistas buscaram incorporar a ideia central de ausência, sempre destacado no trabalho de ambos, seja na forma de crítica ou de louvor. São questionamentos sobre o papel da mulher latina ou simplesmente a busca e pesquisa acerca do homem moderno e do constante ciclo, imerso no vazio. Mais sobre o trabalho de ambos pode ser visto online em http://cargocollective.com/sserna e http://cargocollective.com/Geo. Conhecidos de longa data, Sara e Rogério participaram juntos de publicações em revistas, sites e alguns coletivos. Rogério Geo vem de sua 14ª exposição, quatro delas no exterior, onde vem ganhando crescente

projeção. A mais recente foi em Girona, na Espanha. De volta à Bahia, abriu a exposição “Mantra”, na Galeria Acbeu. Sara atua na sua cidade de origem, Medelin, na Colômbia, onde já protagonizou exposições individuais e “talleres” – ateliers abertos onde dá aulas de colagem e outras técnicas. A artista viaja constantemente pela América Latina para difundir um ideal definido como “uma busca constante para resignificar o papel das mulheres nas minhas imediações”. Lauro de Freitas recebeu em janeiro uma dessas visitas de Sara. Ela procura e recolhe fotos antigas de mulheres, imagens dos anos 20 e 30. “Sempre em contato com texturas , materiais diferentes, os papéis são danificados pelo tempo”, explica. Usá-los nas colagens tem um propósito especial. Flores secas e folhas são uma constante no trabalho dela, representando a feminilidade para além dos conceitos.

Abertura da exposição foi oportunidade única para leitura da mulher latina A colombiana Sara Serna e Rogério Geo, artista local de projeção internacional: colados

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ESPAÇO ABERTO

Vamos votar em Lauro de Freitas! Fernando Guimarães Borba

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s moradores dos condomínios localizados em Lauro de Freitas exigem mais qualidade nos serviços públicos, pelos quais pagam impostos, contudo, não tomam a simples iniciativa de participar de forma democrática e efetiva do processo eleitoral da nossa cidade. Precisamos trazer mais eleitores para nossa cidade, temos responsabilidade com a condução dos destinos de nossa cidade. Dos cerca de 190 mil habitantes de Lauro de Freitas, aproximadamente 59 mil moram em Vilas do Atlântico e nos condomínios horizontais e verticais do município. Destes, perto de 29 mil são eleitores, mas estimamos que apenas aproximadamente nove mil votam na cidade. O objetivo é, por meio do voto, poder decidir de forma efetiva na escolha de nosso prefeito, e buscar maior representatividade na Câmara de Vereadores. Atualmente são dezessete políticos na Casa, e nenhum deles tem ligação com essa parte da população. Os problemas que mais afetam os moradores dessas localidades estão relacionados à coleta de lixo, saneamento básico, poluição de todos os nossos rios, trânsito caótico a qualquer hora, reparos sem qualquer qualidade nas vias da cidade e ineficiente fiscalização urbana (sobre construções, ocupação de calçadas, ambulantes, etc.), mas não temos nenhum representante comprometido a defender nossas aspirações e necessidades. Concentramos a população com maior poder aquisitivo de Lauro de

Freitas. O setor de comércio e serviços da região também é desenvolvido e voltado para esse público. Como não temos representatividade, aumentos de taxas e impostos municipais, a exemplo do IPTU, ficam a critério do Executivo, que tem absoluto controle e domínio da Câmara de Vereadores, que a seu bel-prazer pode aplicar reajustes que lhe prover para algumas áreas, o que só reforça a necessidade de termos voz e determinação na direção política de nossa Lauro de Freitas. É necessário acelerar o processo de transferência de títulos, é muito fácil e pode ser feito no SAC da cidade ou no Cartório Eleitoral do Fórum. Este ano, o prazo para transferir o domicílio eleitoral encerra em 4 de maio, a 151 FERNANDO FRAZÃO / ABr

dias antes da eleição. A solicitação precisa ser feita pessoalmente, e não é possível requerer através de procuração. Transferência de título de eleitor Ato pelo qual o eleitor solicita a transferência do título eleitoral em caso de mudança de sua residência para outro Município. Requisitos l Comparecer ao Cartório Eleitoral ao qual pertença sua residência; l Residir, no mínimo, há três meses no município; lTer transcorrido, no mínimo, um ano da data do alistamento ou da última trans-

ferência. (Excetua-se desta hipótese o eleitor servidor público civil, militar e autárquico, ou membro de sua família, que por motivo de remoção ou transferência tenha mudado de domicílio). Atenção: Apenas o interessado pode fazer a solicitação deste serviço. Não é permitido solicitá-lo através de procurador. Documentos Documento de identificação original. Podem ser aceitos: RG, certidão de nascimento (se solteiro) ou de casamento, Carteira de Trabalho e Previdência Social, carteira emitida por órgãos criados por lei federal, controladores do exercício profissional (OAB, CRM, CREA etc), CNH, passaporte, desde que contenha todos os dados necessários à qualificação do requerente, inclusive a filiação. Atenção: Se houver alteração do nome do eleitor, a mudança deverá ser devidamente comprovada. Ex.: certidão de casamento, sentença judicial etc. Comprovante de residência - original, atualizado e em nome do eleitor. Na hipótese de o eleitor residir com os pais ou outro familiar, deverá apresentar, juntamente com o comprovante de residência, documento que ateste a filiação ou parentesco. Poderão ser aceitos: contas de água, luz, gás, telefone, envelopes de correspondência, entre outros. Atenção: Os documentos devem ser apresentados em original, estarem legíveis, sem abreviaturas e em bom estado de conservação, dentro do prazo de validade. Eventualmente poderá ser solicitada cópia. Fernando Guimarães Borba, conselheiro fundador da Oscip Rio Limpo Fevereiro de 2016 | Vilas Magazine | 21

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região

JUCEB disponibiliza novo serviço virtual

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m operação desde o dia 4 de janeiro, a Certidão Web, nova ferramenta on-line da Junta Comercial do Estado da Bahia (Juceb), foi desenvolvida com a proposta de proporcionar mais conforto e segurança aos clientes, bem como a redução no tempo de emissão de certidões. Além da certidão simplificada, que já era emitida por meio do site do órgão (www.juceb.ba.gov.br), os requerentes agora podem, de qualquer lugar do País, emitir a certidão específica e a de inteiro teor. As três certidões são as principais exigidas pelo sistema financeiro e passam a ser emitidas no prazo máximo de 72 horas, metade do tempo gasto quando a solicitação é feita de forma presencial, na sede da Juceb, em Salvador, ou nas 34 unidades do órgão Carol Garcia / GOVBA espalhadas pela Bahia. De acordo com o presidente da Juceb, Antônio Carlos Tramm (foto), entre os dados que constam nas certidões estão informações da empresa que podem ser apresentadas em uma concorrência, licitação ou até mesmo em processos. O titular do órgão explicou ainda que, a partir de agora, empresários do interior não terão mais que se descolar a Salvador ou para uma cidade vizinha para dar entrada nas certidões emitidas pelo órgão. “Com a Certidão Web, o contador, o advogado, o cliente ou a pessoa física, que tem direito a ter a [esta] informação, entra no site da Juceb, pede a certidão, recebe a guia para pagamento, devolve a guia paga e, de imediato, recebe a certidão no computador de casa ou da empresa. Estamos trabalhando para melhorar o acesso das pessoas à informação com garantia, eficiência e rapidez”, afirmou Tramm.

Modernização Ainda segundo o presidente da Juceb, novas estratégias serão adotadas pelo órgão no decorrer de 2016 com o intuito de agilizar os processos. “A partir de meados deste ano, estaremos recebendo os processos digitalizados e com a assinatura digital. Aquele empresário que tem uma empresa em Salvador, mas mora na Suíça ou nos Estados Unidos, por exemplo, vai assinar um contrato digital e encaminhar para nós. Poderemos fazer todo este processo, que era manual, de forma digital”.

Operação da Embasa flagra fraudes em residências

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quipes da Embasa – Empresa Baiana de Águas e Saneamento – continuam flagrando casos de crimes contra o patrimônio até mesmo em conjuntos residenciais que utilizam, por meio de ligação clandestina, a água da rede pública distribuidora. Em um dos casos mais recentes, o imóvel foi autuado pela quarta vez. O valor da multa chega a R$ 7 mil, referente alberto coutinho / GOVBA a uma média do consumo não registrado, somado ao valor gasto com os serviços executados para a retirada da fraude. O furto de água pode contribuir para a insuficiência do abastecimento regular no restante da rede. No final de 2015, a Embasa lançou a campanha “De Olho no Gato – Seja Legal com a Água”, para regularizar, por meio de negociação flexível de débitos, ligações irregulares na rede distribuidora. Hoje a empresa tem 40 equipes de campo somente nas unidades da capital e região metropolitana, responsáveis por mais de 200 verificações deste tipo todos os dias, de acordo com José Roberto Gil, gerente do Departamento de Gestão Comercial da Embasa para a Região Metropolitana de Salvador (RMS). Dos mais de sete mil casos flagrados desde maio do ano passado nas regiões metropolitanas de Salvador e Feira de Santana, cerca de 25% já regularizaram a situação junto à empresa, dentro da campanha de negociação flexível da Embasa. As condições de negociação envolvem requisitos como comprovação da situação econômica do responsável pelo imóvel, enquadramento tarifário, quantidade de unidades residenciais do imóvel e inexistência de processo judicial com a Embasa, entre outros. Ações fraudulentas envolvendo a utilização da água canalizada e tratada pela Embasa foram responsáveis, em 2014, pelo desvio indevido de cerca de 2,2 bilhões de litros de água por mês na RMS. Em 2011, esse número era de 1,3 bilhão. Os 137,6 mil casos de suspeitas de fraude resultaram em prejuízo da ordem de R$ 121,7 milhões, decorrente do volume de água não faturado. De janeiro a novembro de 2015, o volume de água distribuída e não faturada se manteve no mesmo patamar na RMS. Foram cerca de 145 mil casos de suspeitas de fraude, que resultaram em prejuízo da ordem dos R$ 140 milhões. A prática de furto de água é qualificada como crime contra o patrimônio, de acordo com o artigo 155 do Código Penal Brasileiro, cujo parágrafo 3º, ao tratar de furtos, equipara “à coisa móvel a energia elétrica ou qualquer outra que tenha valor econômico”. A pena prevista na lei é reclusão de um a quatro anos e multa.

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Jaime de Moura Ferreira Ad­mi­nistrador, consultor organizacional, professor universitário, escritor, sócio fundador do Rotary Club Lauro de Freitas. E-mail: jamoufer@atarde.com.br

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Nossa existência

ão importa qual seja a religião. O ser humano ao nascer vem com um fundamento para a sua existência, nesta terra, que poderá se completar ou não, com a morte. Essa existência será representada pela direção tomada ou percorrida por cada um. Da mesma forma que o universo evolui, permanentemente, o sentido da vida do ser humano é procurar evoluir para atingir a perfeição. Esse processo evolutivo não tem fim e ocorre passo a passo. Isso indica que o caminhar das pessoas deve ocorrer na direção correta. Assim, o ser humano é o único responsável pela condução de sua vida. Não adianta querer culpar pessoas, condições socioeconômicas, raça e origem, pois a decisão para o direcionamento de sua existência depende, exclusivamente, dele. Lembremos que o ser humano é detentor do livre arbítrio e de sua liberdade interior, que lhe estabelece a individualidade e, com isso, a responsabilidade de construir a si próprio, bem como o praticar dos seus atos. Porém essa responsabilidade não se limita apenas a si, mas, principalmente, ao universo e à humanidade, onde ele representa uma minúscula peça desse contexto. Embora o ser humano tenha seus limites, no entanto, poderá mergulhar nas intensidades de seus fundamentos e obter as condições necessárias para traçar ou modificar o plano de sua existência. Para tanto, o primeiro passo é a busca para o conhecimento de si próprio; em seguida, das pessoas que lhe rodeiam, da comunidade onde vive e do universo que faz parte. Conforme Sócrates: “conhece-te a ti mesmo”. No traçar do seu plano de existência muitas barreiras e dificuldades aparecerão, cabendo ao ser humano, com suas possibilidades incomensuráveis, supe-

rar riscos, limitações, pressões e, acima de tudo, dominar suas indecisões, renúncias e falta de determinação. Ou seja, promover a consciência do seu ser. Ao ser humano integral, a lista que compõe o seu fundamento é demasiadamente grande e de tempo limitado. Por isso despreza a morte, pois tem noção que ela representa o fim das suas possibilidades, neste plano. Porém, seus principais fundamentos são estabelecidos: educação, família, amizade, solidariedade, respeito mútuo, trabalho árduo, evolução espiritual, preservação do meio ambiente, fé e responsabilidade. Ao escrever este artigo, parei para pensar na minha existência. É evidente que falarei de mim. Não poderia ser diferente. Encerramos o ano de 2015 e deveremos iniciar o novo ano com forças redobradas, esperanças inefáveis e consciência de elevada amplitude, na busca incessante de construirmos o melhor para nós, nosso país e para a humanidade. Porém, ao falar de minha existência neste plano, abordarei de forma lúdica, apresentando alguns dados que achei interessante, nos cálculos que se seguem! Todavia, mesmo na forma divertida, o objetivo deste artigo, acho eu, é verificar, na nossa existência, o que fizemos e o que poderíamos ter feito. “Então é Natal, e o que você fez? O ano termina, e nasce outra vez”! Também, analisar a visão que temos do passado, para identificar o quanto ainda temos que caminhar, viver o presente e planejar o futuro. Caso alguém goste do assunto, que faça suas contas. Nasci em 28 de abril de 1943, portanto estou com 72 anos e 9 meses. A princípio não parece muita idade. Porém, se transformarmos em meses já são 873; em dias terei atingido 26.190; em horas pularei para 628.560; e em minutos é assustador: 37.713.600. Será que estes cálculos estão corretos? Abordando sobre a minha alimentação, considerando uma média de 1 kg por dia (café da manhã, almoço, jantar, merendas,

frutas, etc.) já ingeri cerca de 26 toneladas. Quanto ao líquido bebido (água, suco, café, leite, cerveja, etc.), considerando quatro litros por dia, atingi cerca de 104.760 litros. No que se refere ao sono, indispensável à vida, considerando uma média de 6 horas por dia, já dormi 157.140 horas. Falando de trabalho, comecei aos nove anos e já enfrentei diversos tipos. Calculando-se uma média de oito horas, por dia, em seis dias da semana, tenho acumulado no trabalho 177.660 horas. Casei-me em dezembro de 1968, portanto estamos juntos, matrimonialmente, há 16.920 dias, sem falar no tempo de namoro. Com certeza esse tempo já representa uma existência! Na atividade docente levei 10 anos ensinando apenas uma turma e 20 anos lecionando duas turmas, com 40 alunos, em média, semestralmente, em torno de 125 horas, por curso. Assim, trabalhei nesse segmento 12.500 horas e dei assistência a cerca de 4.000 alunos. Sempre li muito, começando aos oito anos de idade, qualquer tipo e tamanho de livro, jornais, revistas, etc. Fazendo uma média de três horas, por dia, em leitura, posso registrar 76.000 horas nessa atividade. Também, muito me dediquei à produção literária, que a realizava, além dos horários normais de trabalho, muitas vezes à noite, domingos e feriados. Considerando uma média de quatro horas diárias e tendo começado aos 13 anos de idade, dediquei 85.920 horas nessa produção. Estou vaidoso de minha existência, embora alguns digam para mim: vá idoso! Vou parar por aqui, pois cansaria os leitores com outras atividades, na minha existência. Esse exercício poderá promover o despertar para que cada leitor identifique suas realizações e o que ainda poderá ser feito, antes que a morte, neste plano, tolha suas esperanças de mais realizar. “Nós não temos a condição de modificar nosso passado, mas temos todos os elementos para alterarmos nosso futuro”. Fevereiro de 2016 | Vilas Magazine | 23

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Inspire-se e com já a fazer o bem!

cultura

lIVROS

Os porquês da pequena Martinha Obra infantil apresenta a conversa de uma generosa avó com a inocente neta e as curiosidades que toda criança tem

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artinha quer saber, e você?, lançamento da Boa Nova Editora, traz de forma detalhada e meiga os questionamentos da pequena Martinha para a avó. Escrito por Danielle Veiga de Medeiros Carvalho, ditado pelo espírito Augusto Cezar Netto e ilustrado por Rafael Sanches, o livro possibilita uma viagem pela curiosidade genuína que toda criança tem e a aproxima de um bate papo sincero e esclarecedor. Aquelas perguntas comuns de toda criança, como, por exemplo, de onde viemos

e como surgiram as coisas, são tratadas de forma simples e generosa com as respostas da vovó Maria. Até mesmo questões mais engraçadas, como por que as pessoas usam roupas e as árvores não, ou complexas, como a reencarnação e o plano espiritual são ilustradas e explicadas no livro. A conversa entre a vovó Maria e Martinha acontece enquanto a mãe da menina vai ao hospital dar à luz ao seu mais novo irmãozinho, ou irmãzinha. Como conhece bem a neta, a avó já se prepara para muitas dúvidas e questionamentos. “– Vó, como viemos parar aqui na Terra? – Viemos pela reencarnação. Deus, que é nosso Pai, criou nosso espírito e, quando fomos criados, não sabíamos bem das coisas. Éramos simples, como o bebê que vai nascer. Ele vai ter de aprender muitas coisas, como respirar fora do ventre de sua mãe, a mamar, a falar e, futuramente, a andar com as próprias perninhas.” O livro Martinha quer saber, e você? é uma grande oportunidade de conversar de forma lúdica, honesta e transparente com as crianças a respeito de temas que

muitas vezes acabam por ficar sem explicação. Isso porque traz explicações singelas, diretas e que, ao mesmo tempo, facilitam a compreensão. A autora Danielle Carvalho nasceu em São Paulo, em 1977, onde reside com o marido e duas filhas. Espírita desde a adolescência, ingressou na Seara Bendita Instituição Espírita e, desde 1997, passou a integrar a mocidade espírita da casa, onde começou a trabalhar com as crianças da evangelização. Em abril de 2006, recebeu sua primeira mensagem psicografada pelo mentor da mocidade, o jovem Augusto Cezar Netto. Os dois trabalham juntos em alguns títulos infantis, sendo o primeiro deles o livro Além das Nuvens, editado em 2010. O ilustrador Rafael Sanches é cartunista e publicitário, nascido na cidade de Tanabi, interior de São Paulo. Formado pela Universidade Anhembi Morumbi, desde 2000 atua no mercado publicitário. É fundador do portal Fábrica Cartoon (site dedicado ao mundo dos desenhos animados), possui também vários livros infantis e HQs com sua assinatura. Martinha quer saber, e você? Médium: Danielle Veiga de Medeiros Carvalho/Ditado por Augusto Cezar Netto. Boa Nova Editora. 32 páginas. Formato: 27x27 cm.

A prevenção começa na mesa

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aseado em um modelo da medicina fortemente alicerçado na detecção precoce, na prevenção das doenças e manutenção da saúde, a médica anestesiologista Dayse Caldeira (integrante do Grupo Longevidade Saudável, da Sociedade Brasileira para Estudo da Fisiologia e Associação Médica Brasileira de Prática Ortomolecular), e a chef Leticia Vilardo (além de consultora, historiadora, sommelier, especialista em azeites e autora de matérias e artigos sobre gastronomia) escreveram o livro Alimentos Funcionais – a prevenção começa na mesa, lançamento do selo Vital da editora Pandorga.

Seguindo o conceito de que alimentos funcionais são, também, medicamentos e que, dependendo da combinação de macronutrientes consumidos ao longo da vida, o corpo pode sofrer profundas modificações, as autoras apontam que a principal questão da modernidade não é deixar de comer. O que deve ser feito é identificar e escolher os ingredientes certos pois, além de alimentar, eles são saudáveis e ainda vão cuidar do organismo. Muito se fala atualmente nas mídias sociais e na internet sobre a alimentação funcional. Além de tema de inúmeras pesquisas, esse “novo” estilo de vida tem ganhado cada vez

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mais adeptos. Entre celebridades e pessoas comuns, todos têm o mesmo objetivo: abrir mão de produtos industrializados comprometidos pela adição de conservantes, corantes, aromatizantes, glutamato monossódico, óleos hidrogenados e material genético não natural que alteram e/ou destroem as enzimas naturais, os ácidos graxos, as vitaminas e os minerais. Os alimentos funcionais, chamados também de medicamentos naturais, fazem parte de uma nova concepção de alimentos, lançada no Japão na década de 1980, por meio de um programa de governo que tinha como objetivo o desenvolvimento de alimentos saudáveis para uma população que envelhecia, mas apresentava grande expectativa de vida. O aumento da consciência dos consumidores que desejam melhorar sua qualidade de vida e optam por um estilo de vida saudável incentivou a chef de cozinha italo-brasileira Letícia Vilardo e a médica especialista em medicina preventiva e integrativa Dayse Caldeira unissem suas expertises e lançassem o trabalho. Escrito de forma bastante didática e em linguagem acessível, o livro discorre sobre os alimentos saudáveis, suas propriedades e seus benefícios para a saúde incentivando os leitores através das receitas elaboradas pela chef Letícia a criarem pratos livres de antinutrientes, substituindo alimentos nocivos por outros mais saudáveis, sem ter que abrir mão do sabor. Um verdadeiro guia não apenas para os que desejam adentrar nesse fascinante campo, como para os que já praticam o modelo de alimentação funcional. Alimentos Funcionais – a prevenção começa na mesa Dayse Caldeira e Leticia Vilardo Editora Pandorga. 146 páginas. Formato: 16x23.

Livro resgata a verdadeira brincadeira de criança Inspirada nas atividades da educação condutiva, obra da catarinense Letícia Kuerten é a essência da diversão

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oda criança gosta de brincar e, como todos bem sabem. E o incentivo a brincadeiras inteligentes, criativas e divertidas para elas é indispensável. E essa é a proposta da obra Vou Brincar, da autora catarinense Letícia Kuerten que traz um livro original com uma proposta diferente de tudo o que já se viu no mundo dos livros. Com ilustrações supercoloridas de Fábio Brust, a obra é um conjunto de ideias para garantir a diversão da garotada. Num momento em que o verbo brincar anda esquecido e o verbo jogar tomou conta do lazer infantil, sugestões de brincadeiras como as encontradas neste livro estimulam a criançada a despertar a inteligência, além de novas habilidades, a concentração e a atitude saudável, ecológica e lúdica. As 20 atividades do livro Vou Brincar podem ser feitas independentemente pela criança ou com um adulto, propiciando um momento de reforço no vínculo entre pais e filhos. Uma vez, nesta geração, foi preciso incentivar as crianças no uso da tecnologia. Hoje, a sociedade está no sentido inverso e, como defende a autora: “é nosso dever ensiná-las a brincar!”. Entre tantas boas ideias, a brincadeira Coleta de Folhas Secas é uma diversão que começa com um passeio na rua, seguida pelo recolhimento de algumas folhas que

caíram das árvores. Em casa, a criança cola o que pegou numa folha de papel em ordem crescente. Enquanto as folhas são fixadas, a autora incita a observação dos pequenos para novas sensações e experiências, como texturas, cores, formatos e até cheiros. Letícia Búrigo Tomelin Kuerten é Mestre em Engenharia de Produção e graduada em Ciências da Computação. Mãe de 4 filhos, implantou uma escola de educação condutiva para crianças com paralisia cerebral e, passou a se dedicar a projetos na área de educação inclusiva depois de seus filhos gêmeos terem nascidos portadores de necessidades especiais. A autora Leticia Kuerten, lançou a sua obra em Salvador, dia 20 de janeiro, na Livraria Saraiva do Shopping da Cidade, quando foram vendidos mais de 300 livros Vou Brincar Letícia Kuerten Editora Pandorga. 46 páginas. Formato: Box com cartas.

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comportamento

Avanços da medicina têm efeito colateral: cada vez mais envelheceremos até a fase da dependência, aponta livro, e qualquer opção – de esperar cuidado dos filhos a ir a um asilo – traz dificuldades 26 | Vilas Magazine | Fevereiro de 2016

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JOHN LEWIS

O

médico Atul Gawande cita o romancista Philip Roth: “A velhice não é uma batalha; a velhice é um massacre.” Autor de “Mortais”, recém-lançado no Brasil pela Objetiva, o cirurgião defende que o aumento da expectativa de vida promovido pela medicina tem um efeito colateral. Provavelmente a maior parte de nós conseguirá avançar, despistando doenças pelo caminho, até uma situação de perda de autonomia e de dependência, fruto da inevitável decadência física e – infelizmente – mental. Isso é inédito na história da humanidade. Estima-se que a expectativa de vida no Império Romano era de 28 anos. Até outro dia, nós simplesmente morríamos antes de começarmos a – não há outra palavra – incomodar. Gawande conta várias histórias de famílias que tentaram cuidar dos seus velhos em casa. Um idoso tem problemas de audição, então sem querer eleva o volume da TV a níveis insuportáveis. Outro tem incontinência urinária, mas se recusa a usar fralda –porque sente que isso afeta sua dignidade, o que não deixa de ser compreensível. Pode ser que ele não queira tomar seus medicamentos. Pode ser que não queira comer. Ele precisa ser acompanhado a várias visitas médicas e exames em horário comercial. Ele já não tem controle motor, está sempre perto de se acidentar. O banho vira um luta. Demanda atenção 24 horas. Com frequência, tudo isso ocorre ao mesmo tempo. Surge então uma situação emocional muito desagradável. O filho se sente culpado por estar, nas palavras de Gawande, ressentido por ter se tornado “assistente/ motorista/secretário/cozinheiro/empregado”. Sabe que ama o idoso em questão, mas vê que essa rotina toda inviabiliza sua vida pessoal e profissional. O idoso, do outro lado, percebe que está dando trabalho. Talvez enxergue a própria decadência física, fique deprimido com ela. Para piorar a situação dos velhos, Gawande aponta que mudanças na sociedade reduziram os incentivos para os mais novos cuidarem deles. Em primeiro lugar, a menor quantidade

de filhos reduz a quantidade de braços disponíveis para se revezarem nos cuidados – pense que nunca houve tantos filhos únicos. Mas, mais do que isso, há uma transição econômica. Em sociedades rurais do passado, o filho que se sacrificava para cuidar do pai poderia esperar a propriedade como recompensa. Paciência pragmática também é paciência. “O desenvolvimento econômico global mudou dramaticamente as oportunidades para os jovens”, diz Gawande. Empregos estão em todo lugar, exigem mudança de cidade. Procuram-se promoções. Passar horas levando o pai ao médico é perder chances profissionais, em vez de garantir uma posição no testamento. Uma solução é encaminhar o idoso para uma casa de repouso, o que representaria um alívio para ambas as partes. Mas elas também têm diversos problemas, diz o médico. Passar os últimos dias em um asilo significa viver entre desconhecidos, justamente em uma fase da vida em que não estamos muito dispostos a novas aventuras. Além disso, é difícil para o funcionário desses locais atender as particularidades de cada paciente. Exceto em locais muito sofisticados (e talvez caros), é inevitável certa padronização de alimentação, horá-

rios, atividades. São rotinas anônimas, que retiram a individualidade de quem talvez um dia tenha sido proeminente, decidido. Certa teimosia ou rabugice seja talvez apenas uma última tentativa de expressar isso. Mesmo médicos não gostam muito de lidar com idosos – poucos buscam a geriatria. “O velhinho é surdo. Não enxerga bem. Pode estar com a memória prejudicada. Ele não tem uma queixa principal --tem 15 queixas. Como você vai lidar com todas elas? Você se sente sobrecarregado”, afirma um geriatra a Gawande. Para piorar, certa solidão é comum nesses lugares. Escreve Drauzio Varella: “Se você só tem filhos homens, não tem mãe nem irmãs, reza para morrer antes de sua esposa. Caso contrário, meu amigo, é provável que seus últimos dias sejam passados com estranhos. Não me interprete mal, filho homem. Você irá visitá-los quase todos os dias, no almoço. Perguntará se estão bem, se as dores melhoraram, mas infelizmente precisará voltar para o escritório.” Um tanto assustador. Ricardo Mioto / Folhapress.

MORTAIS Autor: Atul Gawande. Editora Objetiva. Fevereiro de 2016 | Vilas Magazine | 27

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comportamento

N

ovos aplicativos prometem permitir às mulheres mapear seu ciclo menstrual de forma mais precisa do que as antigas tabelinhas, usando dados como a temperatura diária do corpo da mulher quando ela acorda, a consistência do muco cervical e até a altura do colo do útero e se ele está aberto ou fechado. As usuárias procuram entender seu ciclo, engravidar ou evitar a gravidez --neste caso, com risco, pois, embora ainda não existam dados, a taxa de falha é provavelmente mais alta do que a de outros métodos anticoncepcionais. A artesã Mislene Garcia, 27, usa o Ladytimer, um aplicativo que promete indicar o período fértil da mulher. “Vi postagens sobre o assunto em um grupo de mulheres que querem engravidar e procurei por um aplicativo que calculasse os dias férteis por mim.” Deu certo. Dois meses após parar de tomar anticoncepcional e começar a utilizar o aplicativo, Mislene engravidou. “Foi o nosso presente de ano novo, estava fértil nos últimos dias de 2014”, conta. Hoje, Maria Isabella, sua bebê, tem dois meses. Especialistas dizem que há uma tendência no uso dos aplicativos. “Principalmente na geração mais nova. Quase todas as minhas pacientes têm um no celular”, diz a ginecologista Fernanda Pepicelli. Já para as mulheres que não desejam engravidar, ou que preferem deixar isso para o futuro, o uso dos aplicativos deve ser idealmente combinado com outros métodos contraceptivos, afirma o ginecologista Luciano Pompei. “Os métodos naturais de contracepção não possuem efeitos colaterais,

TABELINHA

2.0

Mulheres usam aplicativos para mapear seu ciclo menstrual, engravidar ou evitar a gravidez; programas se baseiam em dados como a temperatura diária do corpo, mas utilizá-los como anticoncepcional é arriscado

mas não têm uma margem de segurança tão alta. O método sintotérmico [baseado em sintomas e temperatura], sozinho, implica na abstinência de coito quatro dias antes do período fértil e três dias depois --justamente na fase em que a mulher tem um aumento da libido.” Além disso, a necessidade de se “examinar” todos os dias exige dedicação --e eventuais esquecimentos ou falhas podem causar problemas. Não é simples: a medição da temperatura, por exemplo, tem de ser feita com precisão de duas casas decimais, sempre no mesmo horário. contraceptivo Os noivos Adelia Maria Narciso, 24, estudante de farmácia, e Marcelo Paiva, 26, técnico em eletrotécnica, não desejam ter filhos agora. “Eu tomava anticoncepcional desde os 14 anos e queria parar, pois tive alguns efeitos colaterais. Foi aí que comecei a estudar outros métodos e aprendi o sintotérmico, que uso junto com a camisinha”, diz Adelia. Adelia usa o aplicativo Kindara, que constrói, diariamente, um gráfico com previsões de ovulação, período fértil e menstruação a partir dos dados dos quatro sintomas. “Aprendi muito sobre meu ciclo. Isso me trouxe respostas que eu não tinha quando tomava remédio”, diz Adélia. Já a bióloga Viviane Filgueiras, 27, usa o Meu Calendário, outro aplicativo popular, principalmente para organizar a sua rotina. “Fica mais prático. Se tive cólica ou dor de cabeça, anoto no aplicativo. No consultório, os ginecologistas sempre querem saber a data da última

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Os métodos naturais de contracepção não possuem efeitos colaterais, mas não têm uma margem de segurança tão alta.

Luciano pompei, inecologista e professor da Faculdade de Medicina do ABC

menstruação e como é o ciclo. Com o aplicativo, tenho as respostas na mão”, diz. Muitas mulheres não sabem, a duração do ciclo varia de pessoa para pessoa. “Alguns têm 30 dias, outros, 32... Quando a paciente tem tudo anotado, é mais fácil verificar a regularidade do ciclo dela”, afirma Fernanda. Após esse tempo com o aplicativo, Viviane diz já reconhecer, pelos sintomas, as fases de seu ciclo. “É interessante perceber o corpo. Quando tenho uma mudança no humor, já olho o aplicativo para conferir se é TPM! Sempre confirma. Em período fértil, as mulheres ficam mais receptivas ao sexo, por exemplo.” Fernanda Athas / Folhapress.

Mirian Goldenberg

MIRIAN GOLDENBERG é antropóloga, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro e autora de “A Bela Velhice” (Ed. Record). www.miriangoldenberg@uol.com.br

Você acredita em “amor para sempre”? Para casais satisfeitos, felicidade na relação depende de esforço das duas partes envolvidas

P

erguntei a muitos casais se eles acreditam em “amor para sempre”. Mesmo aqueles que são muito felizes no casamento duvidam da possibilidade do amor duradouro. Uma jornalista de 45 anos disse: “Estou no meu terceiro casamento. Há quase dois anos vivemos uma verdadeira lua de mel. Gostamos de fazer tudo juntos, somos muito carinhosos, rimos o tempo todo. Mas morro de medo deste clima de romance terminar. Sempre me pergunto: será que o amor tem prazo de validade?”. O marido, um advogado de 43 anos, contou: “Ela vive com medo de perder o meu amor, de acabar o tesão, de cansarmos um do outro. Se depender de mim, vou fazer de tudo para que o nosso casamento seja sempre muito feliz. Acredito que estamos construindo algo sólido, duradouro, verdadeiro. Sei que não existe certificado de garantia para o amor, depende só de nós dois”. Uma professora de 32 anos disse que o fim do amor é uma ameaça permanente em todos os casamentos, até mesmo nos mais felizes. “Muitos casamentos terminam por bobagem, por

preguiça, por imaturidade. Nós dois trabalhamos muito para o nosso casamento dar certo. Todos os dias somos gentis, carinhosos e atenciosos um com o outro. Sempre nos damos presentes para celebrar o nosso amor. Pode ser uma massagem, um chocolate, uma mensagem apaixonada. Não deixamos a rotina destruir o respeito, o desejo e a admiração. Nosso segredo é viver intensamente cada dia, como se fosse sempre o nosso primeiro encontro”. O marido, um engenheiro de 39 anos, disse que é importante reconhecer o valor do outro, ser fiel e investir no casamento. “Ser romântico, carinhoso e generoso com uma nova namorada é muito fácil. O difícil é seduzir e ser seduzido, cuidar e ser cuidado, todos os dias, pela mesma mulher. Sei que não é nada fácil encontrar alguém que combine tanto comigo, sei que a minha mulher é especial e diferente de todas as outras. Invisto toda a minha energia para conquistar a mulher que eu amo e com quem eu quero viver para sempre. Temos um pacto de fidelidade e de felicidade”. Ele conclui: “Meus amigos me acham um babaca quando digo que sempre fui e sempre serei fiel à minha mulher. Você acha que eu sou maluco de fazer uma merda e perder o grande amor da minha vida?”. Fevereiro de 2016 | Vilas Magazine | 29

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saúde

zika vírus / dengue / febre chikungunya

barreiras físicas” com roupas compridas e telas contra mosquitos “para aplicar o repelente com mais frequência numa menor área”, sem correr riscos de intoxicação. Repassar na pele de três em três horas é justificável, diz ele, se a área exposta do corpo não for tão grande. “Nesse mar de desconhecimento, quanto menos área exposta houver, melhor”, afirma. Segundo a dermatologista Denise Steiner, o ideal é que as gestantes priorizem o repelente no começo da manhã e no fim da tarde, período de atividade do Aedes aegypti. Ela recomenda o uso de repelentes infantis para grávidas, porque são menos agressivos.

Repelente contra picada de mosquitos deve ser usado com cuidado por gestantes Aplicação em demasia pode irritar pele; especialistas recomendam ‘ampliar barreiras físicas’ com roupas

M

édicos recomendam que gestantes usem repelente para proteger-se de picadas de mosquitos, que podem transmitir dengue e zika – vírus relacionado ao avanço da microcefalia no país. Ao mesmo tempo, dizem que é necessário abrandar seu uso, já que o produto é tóxico. Muitas aplicações de repelente podem irritar a pele. Esse problema é fácil de resolver, segundo o dermatologista Davi de Lacerda. É só parar de usá-lo. Ele se preocupa, porém, com a absorção do produto em grandes quantidades e diz não saber o que pode acontecer nesse caso. Com medo e à procura de um meiotermo entre a proteção contra os mosquitos e de uma intoxicação causada por repelentes, grávidas adotaram diferentes hábitos. Há gestantes que passam o repelente de duas em duas horas – caso da estilista Susan Feldman; outras passam produto da mesma marca de seis em seis horas, como a empresária Fernanda Knopfler, grávida de cinco semanas. “Tenho dúvidas se estou 100% segura de intoxicação.” As incertezas de gestantes foram agravadas após um teste feito pelo órgão de defesa do consumidor Proteste, em dezembro, que mostra que a durabilidade de repelentes no mercado é menor do que o anunciado nos rótulos. A pesquisa é contestada pelos laboratórios que produzem os repelentes. Segundo a Anvisa, não há impedimento para o uso de produtos registrados no órgão, desde que as instruções do rótulo sejam seguidas.

aplicação Médicos indicam métodos de aplicação de repelentes diferentes às gestantes. Lacerda recomenda que elas “ampliem as

Juliana Gragnani / Folhapress.

SAI, ZIKA Órgão de defesa do consumidor testou eficácia de repelentes

SEM REPELENTE O corpo humano exala odores que atraem os mosquitos

COM REPELENTE Produto forma esp pele, que impede i

Odores

ana hum Pele

!

A icaridina tem maior durabilidade e, segundo estudos, é mais eficaz contra o Aedes aegypti

CARACTERÍSTICAS DOS REPELENTES Princípio Ativo

Recomendado para

Icaridina Desenvolvido pela Bayer, na Alemanha, nos anos 1980

Crianças a partir dos 2 anos (no caso da versão infantil), adultos e gestantes

Deet Desenvolvido pelo Exército americano em 1946 para proteção em locais infestados

Crianças a partir dos 2 anos (no caso da versão infantil), adultos e gestantes

Repelentes testados pelo Proteste

Exposis Moskitoff Off! Off! Kids Loção Super Repelex

Super Repelex K Xô Inseto! Xô Inseto! Kids

!

É o menos tóxico para as gestantes, segundo o Proteste

IR3535 Desenvolvido pela empresa farmacêutica americana Merck & Co. nos anos 1970

Johnson’s Baby L Antimosquito

Bebês acima de seis meses, crianças e gestantes

Turma da Mônic

RECOMENDAÇÕES

Aplique o repelente somente na pele exposta, nunca abaixo da roupa

Nunca use o repelente sobre machucados ou pele irritada

Quando usar o spray, espirre primeiro nas mãos e depois aplique o produto no rosto

Nunca aplique o produto em creme ou spray, sobre os olhos ou a boca

Sempre lave as mãos depois da aplicação, para evitar irritações

*Proteste é a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor

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Combate natural

U

m peixinho pequeno, que mede no máximo 5cm na fase adulta, de cor avermelhada e que encanta crianças e adultos em aquários, pode ser um forte aliado no combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, a febre chikungunya e o zika vírus. Pesquisadores de Uberlândia (MG), descobriram que o Platy (Xiphophorus maculatus), peixe nativo da América Central, consegue comer cerca de 50 larvas do mosquito no período de seis horas, um resultado muito bom se comparado a outros peixes, como o Lebiste (Poecilia reticulata), da mesma família, também utilizado em aquários), que precisa de um dia inteiro para comer

SEM REPELENTE rpo humano exala res que atraem os mosquitos

a mesma quantidade. Outra vantagem do Platy é a sua resistência às situações adversas com água com aspectos suja e baixa oxigenação, além da fácil reprodução: a depender do espaço a fêmea pode ter de dois a 80 filhotes por mês. Em Itapetim, no sertão de Pernambuco, o combate está sendo feito com piabas. Em abril desse ano, a cidade chegou a ter o índice de infestação de 13%, o mais alto do Estado. Para o Ministério da Saúde, o índice considerado satisfatório é abaixo de 1%. O trabalho começou em abril: em cada reservatório, aberto ou fechado, com cerca de 200 litros, é colocada uma piaba, que se alimenta dos ovos do mosquito. Por dia, nove agentes de endemias do município

COM REPELENTE Produto forma espécie de nuvem ao redor da pele, que impede inseto de perceber os odores

“Nuv em” de

CARACTERÍSTICAS DOS REPELENTES

ado para

partir dos 2 so da versão ultos e gestantes

partir dos caso da ntil), estantes

ma de seis nças e

a aplique o uto em creme ray, sobre os ou a boca

Repelentes testados pelo Proteste

Duração contra o Aedes aegypti Segundo o rótulo

Segundo o Proteste*

Exposis

10 h

2 h 45

Moskitoff

2h

1 h 30

Off! Off! Kids Loção

2h 2h

1 h 30 1 h 20

Super Repelex

4h

1 h 40

Super Repelex Kids

3h

1 h 10

Xô Inseto!

2h

1 h 20

Xô Inseto! Kids

3h

1h

Johnson’s Baby Loção Antimosquito

4h

1 h 10

Turma da Mônica

3h

1h

Sempre lave as mãos depois da aplicação, para evitar irritações

Não deixe crianças passarem o repelente sozinhas e sem supervisão de adulto

Passe o filtro solar antes e só depois o repelente; uso de produto único não é recomendado

! !

repe lente

Laboratórios contestam a pesquisa da Proteste Reprovado pelo Proteste porque não informa a concentração do ativo

Não usar o produto em bebês com menos de seis meses de vida

saem da Secretaria de Saúde com cerca de 20 kits, contendo até cinco peixinhos em cada, para visitar residências na cidade. Resultado: o índice atual de infestação caiu para 2,4%, menor inclusive que o mesmo período em 2014. No Brasil já foram registrados em 2015 mais de 1,5 milhões de casos prováveis de dengue, um aumento de 176% em comparação ao mesmo período do ano passado. Ainda segundo o Ministério da Saúde, 199 municípios estão em situação de risco e outros 665 em situação de alerta. Dezoito estados já apresentam confirmação laboratorial do zika vírus, que apresentou os primeiros casos no país em abril e pode estar relacionado ao aumento representativo dos casos de microcefalia em recém-nascidos. No Boletim Epidemiológico de 12 de dezembro, a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde destaca um total de 2.401 casos suspeitos de microcefalia relacionada à infecção pelo vírus Zika. Outro alinhado no combate ao mosquito transmissor da dengue, que pode ser utilizado nas residências, é o plantio da crotalária (Crotalaria Juncea). Comum no Nordeste brasileiro, essa flor amarela, às vezes com listras vermelhas, possui substâncias naturais que atraem as libélulas, predadores do mosquito. As libélulas colocam seus ovos em águas paradas e limpas, da mesma forma que o Aedes. Quando os ovos nascem, as larvas se alimentam de outras larvas, como as do mosquito da dengue. Mas o controle biológico do Aedes aegypti, seja pelo uso dos peixes ou plantas (é muito comum também o uso da citronela, como repelente), não isenta a necessidade da população de fazer a sua parte. Mantenha calhas sempre limpas, lixeiras e reservatórios de água sempre fechados, e fique atento a qualquer ambiente que acumule água e se transforme em foco do mosquito.

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saúde & bem-estar

Ficar em ambiente barulhento é principal causa de surdez definitiva

A

deficiência auditiva está cada vez mais presente na vida dos brasileiros. Os dados mais recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2010, apontam que havia cerca de cerca de 9,7 milhões de surdos

em todo o país. Segundo especialistas, a permanência em locais barulhentos sem a devida proteção no ouvido ou a falta de cuidado com a saúde podem levar à surdez definitiva. O otorrinolaringologista Jamal Azzam,

da Clínica Jamal, diz que doenças provocadas por vírus, como meningite, sarampo, caxumba e herpes, ou as crônicas, como pressão alta e diabetes, também podem causar desgaste do nervo auditivo. “E se a doença não for tratada ou controlada com remédios, no caso das doenças crônicas, as pessoas podem ficar surdas”, afirmou. A herança familiar é outro fator que pode levar à surdez. O otorrinolaringologista Cícero Matsuyama, do hospital Cema, disse que pessoas que têm casos de surdez na família ou pouca audição devem procurar um médico para investigar a causa. “Em muitos casos é possível retardar a surdez de causas hereditária”, afirmou. Mas os traumas sonoros são as principais causas de surdez, principalmente entre os jovens que ouvem música em volume alto com fones de ouvido. E o pior modelo são aqueles colocados dentro da orelha, perto do ouvido. “Esses fones de ouvido não isolam totalmente o som do ambiente externo. Então, para conseguir ouvir a música, a pessoa aumenta ainda mais o volume. Com essa somatória de sons, a pessoa prejudica a audição”, disse Azzam, ao lembrar que o ideal são os fones que cobrem toda a orelha. Já às pessoas que ficam muito tempo expostas a ambientes barulhentos, como

TRAUMAS SONOROS

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trânsito, obra ou aeroporto, por exemplo, Azzam recomenda o uso de protetores auditivos. Procure falar de frente para a pessoa surda. Para ajudar as pessoas que têm defi-

ciência na audição, o otorrinolaringologista Cícero Matsuyama recomenda que se fale de frente para elas, para que possam fazer a leitura labial e entender o que está sendo dito. No caso de crianças e adolescentes

com dificuldade de audição, Matsuyama disse que a socialização é fundamental para o desenvolvimento e crescimento pessoal e profissional. Regiane Soares / Folhapress.

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viver bem

Dieta equilibrada ajuda a evitar câncer e permite até salsicha

M

uitos ainda não digeriram o anúncio da OMS (Organização Mundial da Saúde) sobre os riscos que alimentos como linguiça e bacon trazem para o aparecimento do câncer, mas o que os médicos tentam esclarecer é que não foi dada uma sentença de morte a eles. O que eles pregam para a prevenção ao câncer é o que se recomenda também para evitar outras doenças: tenha uma alimentação equilibrada, faça atividade física, não fume, não abuse do álcool. “Não é que as pessoas não possam mais comer linguiça, comer bacon, o que

se quer mostrar que é o excesso leva a uma concentração maior dessas substâncias cancerígenas no organismo”, afirma o oncologista Hezio Jadir Fernandes Jr. Não há níveis seguros de consumo a serem recomendados, mas, segundo o médico, o ideal é que seja entre uma vez por mês e 90 dias. Segundo ele, a relação entre alimentos embutidos, enlatados e defumados com cânceres do trato gastrointestinal (estômago, cólon e reto) já era conhecido antes da recomendação da OMS. “O que a OMS fez agora foi admitir que esses alimentos são

um risco à saúde da pessoa, principalmente quando usados em excesso”, diz. A nutróloga Andrea Pereira, especialista em oncologia, diz que o ideal é balancear carnes vermelhas e brancas e incluir produtos integrais, verduras, frutas e legumes na dieta. Além disso, é preciso reduzir o consumo de álcool, açúcar e sal. “É importante evitar produtos com corantes e conservantes em excesso”, ressalta. Segundo os especialistas, também é preciso estar atento ao histórico familiar e a questões genéticas (que nascem com a pessoa). “Hoje sabemos que o câncer está intimamente relacionado a alterações genéticas que podem causar um tumor mesmo em indivíduos vegetarianos”, afirma Fernandes Jr.

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A 20 de foram

Risco cresce de acordo com quantidade As recomendações da OMS não definem valores seguros o consumo da carne processada. Por isso, o que os médicos recomendam é sensatez na hora de comer. Observar os rótulos é uma boa maneira de calcular. Uma análise de dez estudos diferentes aponta que para cada 50 gramas de consumo diário (o mesmo que pesa uma salsicha), o risco de desenvolver câncer colorretal aumenta em 18%. Bárbara Souza / Folhapress.

Especialista em oncologia, diz que o ideal é balancear carnes vermelhas e brancas e incluir produtos integrais, verduras, frutas e legumes na dieta Fevereiro de 2016 | Vilas Magazine | 35

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mundo pet

Eles são 74,3 milhões Cães estão em 44,3% dos domicílios e gatos em 7,7%

O

Brasil é considerado o segundo maior mercado pet do mundo e agora o IBGE deu números reais para a presença de cães e gatos nos domicílios brasileiros. Somando a população de cães e gatos, eles chegam a 74,3 milhões. O país tem 204 milhões de habitantes e só o número de cães é maior do que o de crianças (44,9 milhões até 14 anos, segundo a Pesquisa Nacional

por Amostra de Domicílios/2013). A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2013) estimou a proporção de domicílios com cachorros ou gatos. Essa informação apoiará o planejamento do Ministério da Saúde, por exemplo, na programação de compras de vacinas contra a raiva. Em 2013, a pesquisa estimou que 44,3% dos domicílios do País possuíam pelo menos um cachorro, o equivalente a 28,9 milhões de unidades domiciliares.

Qual a idade humana do pet? Não há uma fórmula exata para fazer o cálculo comparativo

A

expectativa de vida de cães e gatos, embora tenha aumentando nas últimas décadas, fica muito longe da dos humanos. E é comum tutores de pets buscarem uma comparação de idades entre eles e os seres humanos. Não há uma fórmula para apurar com precisão a idade deles. No caso dos cães, a idade canina varia conforme o seu porte. Os pequenos tendem a viver mais na comparação com os de grande porte. Os cães são considerados adultos quando completam dois anos. Até aqui, a relação entre a idade canina e humana, é a mesma. Com um ano, ele terá 15 anos caninos. Com dois, 24. A partir daqui, a idade canina varia conforme o porte do animal. Para as raças pequenas, até nove quilos, e médias,

com até 22,7 quilos, deve ser adicionado cinco anos. Para cães grandes, até 45,3 quilos, deve ser adicionado seis e para cães gigantes, acima deste peso, deve ser somado sete. Seguindo esta fórmula, um cão médio que tenha seis anos terá, na comparação com a idade humana, 24 anos relativo aos primeiros dois e mais cinco anos para cada um dos quatro anos (descontados os dois primeiros). A idade dele, então, será de 24 anos mais 20 anos (5 x 4), totalizando

A Região Sul apresentou a maior proporção (58,6%), e a Região Nordeste, a menor (36,4%). Na área rural, a proporção de domicílios com algum cachorro (65,0%) era superior à observada na área urbana (41,0%). A população de cachorros em domicílios brasileiros foi estimada em 52,2 milhões, o que indicou uma média de 1,8 por domicílio. Em relação à presença de gatos, 17,7% dos domicílios do País possuíam pelo menos um, o equivalente a 11,5 milhões de unidades

44 anos caninos. E os gatos? O veterinário americano especialista em felinos, Arnold Plotnick, elaborou uma tabela. Os gatinhos amadurecem mais

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rápido na comparação com cachorros. Quando eles chegam a seis meses, idade na qual já podem reproduzir, a idade é equivalente a 10 anos humanos. Com um ano, a idade é de 15. Com dois, de 24 anos. A partir daqui, para cada ano de gatinho deve ser somado quatro anos de humanos para ter a idade equivalente. Com base em seus estudos, Plotnick definiu seis ciclos de vida dos felinos. Até os seis meses, são considerados filhotes. De sete meses a dois anos, são considerados júnior. Daqui até seis anos são considerados desenvolvidos e de sete a 10, maduro. De 11 a 14 ficam na faixa sênior e acima dos 15 são considerados idosos.

Região e Estados

Domicílio s em milh ões

Região e Estados domiciliares. As Regiões Norte e Nordeste apresentaram as maiores proporções (22,7% e 23,6%, respectivamente), ao passo que as Regiões Sudeste e Centro-Oeste, as menores (13,5% e 14,3%, respectivamente). Considerando a situação do domicílio, a área urbana (14,2%) apresentou proporção inferior à observada na área rural (39,4%). A população de gatos em domicílios brasileiros foi estimada em 22,1 milhões, o que representa aproximau damente 1,9 por domicílio.

%

%

Domicílio s em milh ões

GATOS

CÃES

Brasil.................. 43,3..........28.858 Urbana.................... 41,0...........23.023 Rural........................ 65,0.............5.836

Brasil....................17,7........ 1.1512 Urbana......................14,2.......... 7.979 Rural..........................39,4.......... 3.534

Norte................... 48,02.............201 Rondônia................. 56,2................305 Acre......................... 55,9................120 Amazonas................ 43,1................404 Roraima................... 53,9..................64 Pará......................... 48,8.............1.045 Amapá..................... 44,3..................81 Tocantins................. 40,7................183

Norte.....................22,7........... 1043 Rondônia...................27,4............. 149 Acre........................... 24,5............... 53 Amazonas..................18,3............. 171 Roraima.....................24,5............... 29 Pará........................... 23,0............. 493 Amapá.......................22,9............... 42 Tocantins...................23,6............. 106

Nordeste............ 36,4............6.208 Maranhão............... 42,6................794 Piauí........................ 47,1................445 Ceará....................... 35,2................944 Rio Grande Norte.... 36,8................375 Paraíba.................... 36,2................450 Pernambuco............ 33,1................947 Alagoas................... 33,3................323 Sergipe.................... 34,9................240 Bahia....................... 35,5..............1691

Nordeste..............23,6.......... 4.014 Maranhão.................31,0............. 577 Piauí..........................34,2............. 323 Ceará.........................28,0............. 752 Rio Grande Norte......19,0............. 194 Paraíba......................21,1............. 262 Pernambuco..............18,8............. 537 Alagoas.....................22,3............. 216 Sergipe......................19,9............. 137 Bahia.........................21,3.......... 1.016

Sudeste............... 42,4..........12.156 Minas Gerais........... 46,7.............3.256 Espírito Santo.......... 38,4................494 Rio de Janeiro......... 35,7.............2.117 São Paulo................ 43,4.............6.289

Sudeste.................13,5.......... 3.859 Minas Gerais.............14,6.......... 1.019 Espírito Santo............11,1............. 143 Rio de Janeiro...........12,6............. 748 São Paulo..................13,4.......... 1.950

Sul........................ 58,6.............5823 Paraná..................... 60,1.............2.183 Santa Catarina......... 55,3.............1.256 Rio Grande Sul........ 59,2.............2.384

Sul..........................19,0.......... 1.886 Paraná.......................16,4............. 597 Santa Catarina...........16,3............. 369 Rio Grande Sul..........22,8............. 920

Centro-Oeste..... 49,8.............2470 Mato Grosso Sul...... 54,9................457 Mato Grosso........... 56,2................605 Goiás....................... 52,1.............1.115 Distrito Federal....... 32,3................293

Centro-Oeste.......14,3............. 710 Mato Grosso Sul........20,1............. 168 Mato Grosso.............19,7............. 212 Goiás.........................12,5............. 268 Distrito Federal...........6,9............... 62

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mundo pet

Determinados alimentos podem fazer muito mal para cães e gatos

M

uitas pessoas acreditam que cães e gatos podem comer qualquer alimento que faça parte da dieta dos humanos, mas isto está errado. Determinados alimentos não devem ser oferecidos aos pets porque podem provocar indigestão, intoxicação e outros problemas de saúde. “Dependendo do alimento, o animal sofre desconforto como náusea, vômito, diarreia, e há casos mais graves de intoxicação que podem acometer o sistema neurológico e cardíaco, podendo levar à morte”, alerta a veterinária Karina Mussolino. Confira a seguir o que não deve ser oferecido ao seu pet.

Cebola e alho l Ambos possuem uma substância chamada dissulfeto de n-propil que gera intoxicação grave pois altera a hemoglobina, provocando a destruição de glóbulos vermelhos, além de poder levar à icterícia e perda de sangue pela urina. Caso o quadro não seja tratado rápido, o animal pode morrer.

mas digestivos nos pets, por isso devem ser evitadas. No geral, as frutas podem ser oferecidas, com cuidado especial para maça, já que as sementes dela são altamente tóxicas para cães e gatos, pois carregam um composto conhecido como cianogênico-cianida, com poder de alterar o processo de respiração celular dentro do organismo do animal, causando palidez das mucosas, taquipneia, taquicardia, náuseas, vômito, convulsões e pode ocorrer a morte do animal. Em excesso, as frutas podem engordar os animais por serem ricas em frutose – tipo de açúcar.

Leite e derivados l Como não produzem altas quantidades de lactase, enzima que auxilia na digestão da lactose do leite, cães e gatos desenvolvem intolerância ao alimento. Quando ingerido, o leite pode provocar no pet dores abdominais, náusea e diarreia. Chocolate e doces l No caso do chocolate, o composto químico nocivo ao pet é a teobromina, substância similar à cafeína, derivada do cacau que leva à intoxicação grave e até à morte. A cafeína em excesso faz mal a uma pessoa adulta e não é eliminada pelo organismo de um bebê, por exemplo, rapidamente. De forma semelhante age a teobromina no organismo dos pets, que não conseguem eliminá-la do sangue de forma rápida, sendo prejudicial à saúde de cães e gatos e podendo levar a quadros de intoxicação. Para agradar pets, o melhor é comprar petiscos especiais. Já os doces, ricos em açúcar, não só são calóricos, mas, em excesso, podem tornar os pets obesos e diabéticos, como também são responsáveis por formação de tártaro, cáries e até perda de dentes.

Uvas e passas l Não há uma explicação com comprovação científica, mas há relatos na medicina veterinária mostrando cães que morreram após ingerir esse tipo de alimento, por falência renal.

Doces dietéticos l Aqueles adoçados com xilitol podem causar danos hepáticos e até a morte em cães mais sensíveis. Isso inclui balas, biscoitos, entre outros.

Café e chá preto l Contêm alcaloides neurotóxicos, como as xantinas, que podem significar alterações cardíacas e neurológicas. É importante evitar o acesso do animal às xícaras dessas bebidas que às vezes são esquecidas pela casa.

Frituras e alimentos gordurosos l Pizza, queijos, batata frita dentre outros itens da alimentação humana, não só causam um desarranjo intestinal como podem levar à pancreatite, inflamação do pâncreas que pode acabar em morte do animal.

Frutas cítricas e outras l As frutas mais ácidas causam proble-

Tomate e batata l O tomate verde contém glicoalca-

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lóides que são tóxicos para o cão, e a batata, principalmente a inglesa, é rica em solanina, que pode causar depressão no sistema nervoso central e distúrbios gastrointestinais. Abacate l Contém o ácido persin que pode provocar vômito e diarreia no cão. Ossos de aves cozidos l O cozimento altera a estrutura do colágeno, tornando esse tipo de osso mais duro. Se o animal ingerir, corre o risco de ter uma perfuração gastointestinal, além de trazer dificuldades na digestão. Bebidas alcoólicas l O álcool diminui as funções cerebrais e como os cães são mais sensíveis, o risco de coma alcoólico é grande. Noz macadâmia l Tem uma toxina desconhecida que pode afetar os músculos, os sistemas digestivo e nervoso dos cães. Já foram registrados casos de paralisia. Massas cruas de pão ou bolo l O fermento presente nessas massas resulta em gases no trato digestivo do animal, causando dor e desconforto pela distensão do estômago ou das alças intestinais.

Adotar é um ato de amor e salva vidas Júlia Egler

E

stima-se que existam milhões de cães e gatos nas ruas, apenas poucos milhares em abrigos ou resgatados por protetores, e todos eles a espera de uma família. Grande parte desses animais não nasceu nas ruas, são frutos de tutores irresponsáveis que não castraram seu próprio cão ou gato, e em seguida abandonaram seus filhotes. Ainda existem os casos daqueles que largaram o animal por motivos como: “ele cresceu”, “latia demais”, “destruiu meu sapato”, “ficou doente”, “suja muito”, “dá muito trabalho”, “mudei e não posso levar”, e tantos outros. Aqueles animais que conseguem sobreviver às ruas passam fome, estão propensos a diversas doenças, além de abusos e maus tratos. Por exemplo, a média de vida de um gato doméstico é de 15 anos, enquanto um de rua é apenas de seis anos. De acordo com Nini Bandeira, assessora da SUIPA - Sociedade União Internacional Protetora dos Animais, do Rio de Janeiro, “cerca de 40 animais, entre cães e gatos”, são abandonados por dia na cidade” e “...ainda fazemos o resgate de animais atropelados nas ruas que variam de oito a 10 diariamente”. Lançada em junho de 2015, a Carta Encíclica, documento dirigido aos bispos e fiéis, o Papa Francisco propôs novos modos de vida e condenou o atual modelo de mercado mundial, incluindo o sofrimento infligido aos animais: “O poder humano tem limites e é contrário à dignidade humana fazer sofrer inutilmente os animais e dispor indiscriminadamente das suas vidas. ”

ALEGRE SEU LAR Lideradas por Tina Bastos e Carol Domenico, um grupo de pessoas comuns, unidas pelo amor que sentem pelos animais, criou o Alegre seu Lar, com a proposta de encontrar finais felizes para cães e gatos abandonados ou resgatados em situação de risco ou maus-tratos, promovendo encontros com potenciais adotantes. Fundado e realizado pela ação conjunta do Grupo de Ação de Castração e o Portal Mania de Cão, o evento iniciou suas atividades em 2012, de forma esporádica. No decorrer dos anos, cresceu e tornou-se um evento fixo, contando com a ajuda e apoio de voluntários e protetores. Nesse período, possibilitou que centenas de animais encontrassem uma família definitiva e lares felizes, além de ter colaborado com centenas de castrações realizadas por tutores responsáveis. Atualmente o evento conta com o apoio de coordenadores voluntários (Júlia Egler, Tainá Villa, Lisa Sena, Gabriela Morais e Paula Coeli), além de outros

Muitos cientistas e especialistas já confirmaram que animais são seres sencientes, e assim como os humanos, são capazes de sentir prazer, felicidade, dor, sofrimento etc. Inclusive alguns países alteraram suas legislações mudando a definição de animais para “seres”, e não “coisas”. Os percussores em prol da causa são Áustria (1988), Alemanha (2002), Suíça (2002), Bolívia e Equador (2009), Portugal (2014), França (2015) e Nova Zelândia (2015). Concluindo, ao adotar um animal... Você não apenas o ajudará, mas taml bém àquele ainda na rua, pois abrirá espaço no abrigo ou junto a um protetor; l Ele terá chance de ter uma vida mais digna e feliz. Não é à toa que os adotados costumam ser gratos, educados e muito apegados aos seus tutores, pois já passaram por inúmeras necessidades nas ruas; Ele lhe custará menos dinheiro e futuras l despesas, pois os vira-latas são o resultado de uma seleção genética natural, onde os mais espertos e fortes vencem. Diferente dos cães de raça consequência de acasalamentos consanguíneos, gerando doenças genéticas no animal; l E por fim, você não incentivará a prática da “fábrica de filhotes”, onde animais são maltratados apenas com o objetivo da comercialização de filhotes. Se você estiver pronto para adotar procure eventos de adoção ou organizações próximas a você. Salve uma vida, e traga amor para sua vida! Julia Egler é formada em comunicação social pela PUC/RJ. Atualmente é uma das coordenadoras voluntárias do evento Alegre Seu Lar.

voluntários esporádicos. Todos os sábados, das 9h30 às 14h30, acontece um evento de adoção na Av. Luíz Tarquínio, 1771 (espaço da loja Angel Cães e Gatos Pet Shop). Lá você pode encontrar animais, como Angelina (foto), uma bonita gata que está a procura de um lar. Apesar do pouco tempo de vida, Angelina já passou por muitas experiências negativas: foi resgatada em setembro do ano passado, após parir sua terceira ninhada nas ruas, foi tratada (tinha queimaduras provocadas por óleo quente), castrada e seus filhotes adotados. Agora ela está em busca de um lar definitivo. Gostou dela? Envie um e-mail para alegreseular@gmail.com

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moda & beleza

A força do longo Para o cabelo crescer mais rápido, invista em produtos e massageie o couro cabeludo; lembre-se de que o longo exige cuidados extras

T

Silvana Paganotto / Blog cabelos de Rainha / Divulgação

er cabelos longos exige paciência e cuidados extras. Mesmo assim, Júlia Doorman (foto, dir.), 27 anos, do blog “Cabelos de Rainha” (cabelosderainha.com.br), mantém o seu há três anos. “Corto a cada três meses, faço bordado [procedimento que retira as pontas duplas] todo mês, hidratação toda semana e uso pré-xampu [produto para as pontas não ressecarem]”, diz ela, listando alguns dos cuidados que toma com os fios. Esqueça a ideia de que cortar as pontas acelera o crescimento. “O fio cresce a partir da raiz, por isso, cortar as pontas não gera impacto. Mas elimina as pontas duplas, que podem deixar o cabelo com um aspecto mais fino e enfraquecido”, diz a técnica em cosméticos Ariele Mendes. Segundo Daniele Nascimento, técnica da Embelleze, é importante utilizar cremes e xampus específicos. “O uso de ampolas, máscaras de hidratação e de blindagem também são essenciais para o crescimento e a saúde dos fios.” Outra dica é massagear o couro cabeludo. “Durante a lavagem, faça uma massagem com as pontas dos dedos. Isso aumenta a circulação sanguínea local, favorecendo o crescimento. Quem não lava sempre pode pentear os cabelos durante alguns bons minutos, diariamente, porque esse hábito também ajuda”, diz a técnica Jessica Queiroz Marangoni. Julia Couto / Folhapress.

Olhos coloridos

P

ara quem gosta de maquiagens coloridas, uma boa saída é misturar duas ou mais cores na hora de escolher a sombra. A técnica exige um pouco mais prática para que os tons não borrem quando forem aplicados e também na escolha das cores. Segundo os maquiadores, a primeira regra é se sentir bonita com a seleção de tons, mas existem algumas dicas que podem facilitar. “O melhor é combinar cores análogas. Lembrando que esse sistema pode ser utilizado em sombras, blush e também no batom. As cores análogas são aquelas vizinhas no círculo de cores, portanto, próximas entre si”, explica a maquiadora Dora Abreu. Outra combinação possível é usar as cores que estão opostas no

Divulgação

círculo, que recebem o nome de cores complementares. O maquiador Jorge Germano dá algumas opções: “Verde-água combina perfeitamente com roxo, assim como o vermelho vai bem com o azul. Mas nada de combinar cor da sombra com a cor da roupa. Isso está totalmente fora de moda”. Caso prefira algo mais básico, opte por pelo menos uma cor mais neutra na mistura. “Para mim, a combinação perfeita é marrom com dourado. Evite verde e amarelo, a não ser para brincar na Copa do Mundo”, diz a maquiadora Andreia Kaninoski. E complementa: “Se a roupa tiver muita informação, com muita cor e brilho, tenha cuidado. Menos é sempre mais.” A atriz Etienne Benetti usa maquiagem que mistura sombras verde e roxo

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Jorge Silva / Reuters / Folhapress

Homens no salão

O cabelo do jogador Cristiano Ronaldo é um dos mais copiados.

Do clássico aos estilos repaginados e influenciados pelos ícones masculinos, conheça os cortes de cabelo masculinos que estão em alta

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ão são somente as mulheres que vão com frequência ao cabeleireiro e querem ficar antenadas nas tendências. “Os homens, que antes iam aos salões apenas para manter o corte e fazer a barba, hoje procuram pelo corte da moda, fazem hidratação, alisamento, sobrancelha e unha”, observa o ‘hairstylist’ André Miguel. Segundo os especialistas, o corte masculino que está em alta e fica bom para todos os homens é o curto. “O cabelo tradicional e clássico está com tudo. Surgem, então, variações como o ‘razor part’, que é aquele com a divisão lateral marcada com a navalha”, conta o cabeleireiro Rober Borsato. A ala masculina é um pouco mais reticente para inovar nos cortes das madeixas, mas também é influenciada pelas personalidades. “Os jogadores de futebol são os mais copiados. Fizemos uma pesquisa no primeiro semestre de 2015 e o campeão foi o jogador português Cristiano Ronaldo, seguido por David Beckham e de Neymar. O estilo ‘undercut’, utilizado pelo ator Caio Castro para “I Love Paraisópolis” (Globo) também está forte. “Esta é a versão mais moderna de um corte muito conhecido antigamente, que é raspado na lateral e mais longo em cima, como um corte militar. Os mais moderninhos também deixam o cabelo crescer e fazem coque”, complementa o estilista Dario Becca. Outros fatores também são levados em consideração. “Temos de analisar o tipo de fios – crespos, lisos, ondulados – e de rosto, além da profissão do cliente e da praticidade. Hoje as pessoas

estão com muitas tarefas, sempre correndo, então, devemos pensar em todas estas

questões”, completa. Laís Oliveira / Folhapress.

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Vilas Magazine | Ed 205 | Fevereiro de 2016 | 32 mil exemplares  

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