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AVIAÇÃO COMERCIAL E TURISMO Maio 2014

PORTUGAL Prémios somam e seguem

DOSSIER Termas e Spas Nova era

MAGAZINE PARA PROFISSIONAIS Nº 326 - 2ª série Preço 2,00

ANOS PERSONALIDADES DO TURISMO ANALISAM SETOR E APONTAM CAMINHOS

Um mundo de soluções de mobilidade para o ajudar a servir melhor os seus clientes

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OMT Turismo em África de boa saúde


VIAJAR 2014 / MAIO

Em Foco

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PRÉMIOS SOMAM E SEGUEM

O B S E R VA Ç Ã O

Quase 200 praias portuguesas têm Bandeira Azul ASSOCIAÇÃO Bandeira Azul da Europa informou que atribuiu este ano a ‘chancela’ de qualidade da água e preservação ambiental a 298 praias e 17 marinas, mais 21 praias e mais três marinas que em 2013. O Algarve é a região com mais ‘bandeiras azuis’, em 81 praias costeiras e uma fluvial de 14 concelhos, seguindo-se o Norte, com 66 (63 costeiras e três fluviais em 11 concelhos), Lisboa e Vale do Tejo, com 49 (44 costeiras e cinco fluviais em 13 concelhos), os Açores, com 32 em dez concelhos, o Centro, com 27 (19 costeiras e oito fluviais em 18 concelhos), o Alentejo, também com 27 (26 costeiras e uma fluvial em sete concelhos), e a Madeira, com 15 em nove concelhos. As novidades em relação a 2013 são a inclusão de Alcôvo das Várzeas, no Centro, Janeiro de Baixo, Pessegueiro, Santa Luzia e Lagoa de Albufeira do Mar em Lisboa e Vale do Tejo, Furnas, no Alentejo, Peneco, no Algarve, e Baixa da Areia, nos Açores. Também são novidades as reentradas de Farol, no Alentejo, Castro Marim (três), Lagoa (cinco), Fuseta Ria, Inatel, Pescadores e Falésia-Açoteias no Algarve, Escaleiras, Praínha, Grande, ZB Biscoitos, Porto Martins e Riviera, no concelho de Praia da Vitória, Açores, e Calheta, Ribeira Brava e Ponta Delgada, na Madeira. Perderam a ‘bandeira azul’ Leça da Palmeira, no Norte, Crismina, Calada e Algodio e Castelo, em Lisboa e Vale do Tejo, Porto Pim e ZB Santa Cruz da Graciosa, nos Açores, e Roca Mar, na Madeira. De acordo com José Archer, presidente daquela associação, houve, entre 2013 e 2014, uma subida significativa nos prémios atribuídos às praias nacionais, com o número de bandeiras azuis a saltar de 277 para 298, isto é, com mais 21 praias galardoadas este ano do que no ano anterior. Também as marinas melhoraram o seu desempenho.

Portugal eleito melhor País para visitar P

ORTUGAL foi eleito o melhor País para visitar, pelo segundo ano consecutivo, pela revista Condé Nast Traveler, uma das principais e mais conceituadas publicações de viagens de Espanha. A votação foi realizada online pelos leitores da revista que escolheram Portugal pela combinação de cultura, gastronomia, “excelentes vinhos”, praias, campos de golfe, história e, principalmente, pelos portugueses, um povo afável, aberto e “muito sincero”. Portugal é considerado um Destino próximo com uma “impressionante variedade” de paisagens. Esta é a segunda vez que Portugal, enquanto destino turístico, é distinguido por estes Prémios, considerados por muitos como os óscares do setor do Turismo. Nesta 6.ª edição, Portugal concorreu para “Melhor País” com a Espanha, EUA, Itália, México e Suíça. O prémio foi entregue, em Madrid, ao presidente do Turismo de Portugal, João Cotrim de Figueiredo, que destacou a importância do prémio:  “esta distinção reforça a visibilidade de Portugal como destino turístico de excelência junto de Espanha, um dos principais mercados emissores internacionais que, em 2013, gerou mais de 3 milhões de dormidas e mais de mil milhões de euros em receitas. Destaco ainda, com orgulho, o facto de as qualidades únicas dos portugueses no contato e receção aos turistas, marcandoos pela positiva e motivando-os a regressar, ser um dos aspetos valorizados e que muito contribuiu para a obtenção de mais este prémio”. Os Prémios Condé Nast Traveler 2014 distinguiram um total de 23 categorias (19 profissionais + 4 sociais), entre hotéis,  resorts, spa, cidades, transportes, e produtos tecnológicos ligados à temática do turismo e das viagens, além de três prémios especiais.  Por outro lado, Portugal foi eleito “Melhor Destino

DIRETOR GERAL José Madureira DIRETOR EXECUTIVO Francisco Duarte EDITOR SR Editores, Lda ASSINATURAS assinaturas@sreditores.pt

DIREÇÃO, REDAÇÃO E PUBLICIDADE Largo da Lagoa, 8D 2795-116 Linda-a-Velha Tels.: 21 754 31 90 e-mail: viajar@sreditores.pt FOTOGRAFIA Arquivo Fotolia Casa da Imagem Rogério Sarzedo

de Férias por avião (Europa)”, nos Zoover Awards 2014, galardões que distinguem destinos e atrações turísticas, bem como alojamentos, em mais de 25 países. Os resultados têm por base as avaliações online dos utilizadores do site zoover.com, consultado mais de 150 milhões de vezes, por ano. Portugal obteve uma pontuação total de 9.12 (numa escala de 1 a 10), com especial destaque para as categorias “hospitalidade” (9.23), “acesso por avião” (9.19), “gastronomia” (9.03) e “cultura” (9.16). João Cotrim de Figueiredo, presidente do Turismo de Portugal enaltece  que “o Turismo é um desígnio do nosso país e que este reconhecimento enquanto melhor destino de férias por avião na Europa é resultado da excelência na promoção de Portugal, cuja notoriedade tem vindo a consolidar-se, de forma sustentada.” A atribuição deste prémio evidencia ainda o trabalho desenvolvido pelos empresários e profissionais do setor que têm apostado na qualidade da oferta, proporcionando aos turistas que visitam Portugal experiências marcantes e inovadoras, sempre associadas ao elevado nível de acolhimento e bem-receber dos portugueses. Os Zoover Awards elegem os melhores alojamentos da Europa, assim como os melhores e mais populares destinos no mundo inteiro. A cerimónia de entrega de prémios realizou-se na passada quinta-feira em Amsterdão, na sede do Telegraaf, o maior jornal diário da Holanda.

PAGINAÇÃO Catarina Lacueva, Jose Rodrigues PUBLICIDADE Teresa Gabriela Tels.: 21 754 31 90 e-mail: teresa.gabriela@sreditores.pt IMPRESSÃO CLIObyRIP www.clio.pt

TIRAGEM: 7 000 exemplares DEPÓSITO LEGAL: 10 534/85 REGISTO NO ICS: 108098 de 08/07/81 PROPRIETÁRIA: Ana de Sousa Nº Contr.: 214655148


Opinião

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VIAJAR 2014 / MAIO

ANOS

personalidades do Turismo analisam o setor e apontam caminhos

A REVISTA VIAJAR COMEMORA ESTE MÊS O SEU 30º ANI-

DO TURISMO, DANDO VOZ AOS GRANDES E AOS PEQUENOS

VERSÁRIO. SÃO 30 ANOS ANO SERVIÇO DESTA TÃO APAIXO-

ACONTECIMENTOS, ÀS GRANDES E PEQUENAS EMPRESAS,

NANTE ATIVIDADE ECONÓMICA QUE É O TURISMO, SETOR

ÀS GRANDES E PEQUENAS PREOCUPAÇÕES DO SETOR.

QUE OS SUCESSIVOS GOVERNOS RECONHECEM A SUA IM-

SÃO 30 ANOS A ACOMPANHAR A ACTIVIDADE DO TURISMO

PORTÂNCIA NA ECONOMIA NACIONAL, CAPAZ, INCLUSIVE

EM PORTUGAL E NO ESTRANGEIRO, AS SUAS TRANSFORMA-

DE CONTRIBUIR PARA O SEU CRESCIMENTO E DESENVOLVI-

ÇÕES, OS MAUS E OS BONS MOMENTOS.

MENTO, MESMO EM MOMENTOS EM

ASSINALAMOS

QUE O PAÍS VIVE UMA SITUAÇÃO

NUM MOMENTO EM QUE O TURISMO

ESTE

ANIVERSÁRIO

ECONÓMICA MENOS FAVORÁVEL.

NACIONAL VIVE MOMENTOS DE GRAN-

ESTAMOS DE PARABÉNS, MAS ES-

DES DESAFIOS, DE MUITO OPTIMISMO

TÃO TAMBÉM DE PARABÉNS TODOS

E DE CONFIANÇA NO FUTURO. BASTA

OS NOSSOS LEITORES, SEM EXCE-

VERMOS OS NÚMEROS REFERENTES

ÇÃO, QUE COM A SUA CONTRIBUI-

A 2013, MAS TAMBÉM DOS PRIMEIROS

ÇÃO, COLABORAÇÃO, APOIO E CRÍTI-

MESES DE 2014,QUE DÃO CONTA DE

CA NOS “OBRIGAM” A FAZER CADA

CRESCIMENTOS EM TODOS OS INDICA-

VEZ MAIS E MELHOR EM CADA EDI-

DORES.

ÇÃO.

NÃO TEMOS DÚVIDAS QUE O CAMINHO

NESTA HORA DE FESTA, MAS TAM-

A TRILHAR É LONGO E EXIGE NOVAS

BÉM DE MAIORES RESPONSABILI-

FORMAS DE ESTAR NO MERCADO, MAS

DADES, QUEREMOS MANTER A CON-

ACREDITAMOS QUE, COM O APOIO E

FIANÇA DOS NOSSOS LEITORES E

SENTIDO ATENTO DOS NOSSOS LEI-

PROMETEMOS CONTINUAR A TRABA-

TORES, VAMOS CONTINUAR A SENTIR-

LHAR TODOS OS DIAS COM ISENÇÃO E

NOS ESTIMULADOS, SABENDO, DE AN-

OBJETIVIDADE, PASSANDO SEMPRE

TEMÃO, QUE OS TEMPOS MUDARAM.

PELA BUSCA DA QUALIDADE, DA AC-

MUITA COISA MUDOU EM 30 ANOS.

TUALIDADE, NA CRÍTICA CONSTRUTI-

PARA ASSINALAR ESTA DATA, CON-

VA, COM CONTEÚDOS CADA VEZ MAIS

VIDÁMOS 30 PERSONALIDADES DO

ADAPTADOS ÀS NECESSIDADES DO

TURISMO A ELABORAREM UM ARTI-

MERCADO EM CONSTANTE TRANSFORMAÇÃO.

GO DE OPINIÃO, FOCANDO A SEGUINTE QUESTÃO: QUE OBJE-

MANTENDO A LINHA EDITORIAL QUE SEMPRE NOS CARAC-

TIVOS, POLÍTICAS E INICIATIVAS DEVEM SER TOMADAS NO

TERIZOU, GARANTIMOS QUE VAMOS CONTINUAR A ACOM-

SENTIDO DE MELHORAR O SETOR TURÍSTICO EM PORTUGAL,

PANHAR A ATIVIDADE INSTITUCIONAL E EMPRESARIAL E

FACE ÀS ALTERAÇÕES DOS HÁBITOS DE CONSUMO E DO COM-

TODOS OS SUB-SECTORES QUE FORMAM A GRANDE FAMÍLIA

PORTAMENTO DO CONSUMIDOR/TURISTA?


VIAJAR 2014 / MAIO

Opinião

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VÍTOR NETO, EMPRESÁRIO E EX-SECRETÁRIO DE ESTADO DO TURISMO

Turismo: Perceber as mudanças M

UITA COISA está a mudar no Turismo, em todo o mundo, tanto nos comportamentos e formas de atuação dos consumidores, como em aspetos estruturais da rede de setores que o sustenta e nos instrumentos tecnológicos que nela intervêm. Torna-se essencial perceber em cada momento a natureza dessas mudanças, sendo decisivo compreender o que é mudança estrutural, qualitativa, ou apenas ferramenta instrumental, ainda que inovadora. Hoje estamos, de facto, perante transformações incontornáveis - a explosão da internet, das Tic e das redes sociais, as plataformas online, as companhias aéreas low cost, etc. - que revolucionaram a intermediação em todos os setores do turismo, do transporte ao alojamento, dos operadores às indústrias de lazer, que proporcionam ao turista armas únicas de informação, comparação, e contratação, alterando a atuação dos vários atores. O setor Turístico em Portugal tem de perceber com rigor o significado do que está a mudar. Para ter capacidade de resposta aos novos desafios, seja no comportamento dos

turistas, seja nos aspetos estruturais, tem de ser capaz de ter em conta aspetos essenciais. Primeiro. Mesmo sabendo que haverá nos próximos anos muitas mais centenas de milhões de turistas a circular no mundo, o fator decisivo para atrair mais turistas ao nosso país vai continuar a ser a OFERTA – que só se afirmará pela sua originalidade, qualidade, diversidade, diferenciação, preço. Uma oferta global e setorial, nacional e regional, coerente e bem focada. O que exige um esforço permanente de inovação, enriquecimento e atualização, de forma a responder, em cada momento, à evolução das sensibilidades dos consumidores. Segundo. Ter capacidade permanente para informar, posicionar e promover a oferta e atrair segmentos e mercados prioritários. Sempre com uma preocupação de fidelização. O que exige a utilização de todos os meios e instrumentos de comunicação e intermediação. Hoje, com a internet, as redes sociais, e as diferentes plataformas online, é vital estar presente em TODAS elas, com TODA a oferta e propostas, na máxima força, permanentemente. Tendo

sempre consciência de que não constituem uma arma absoluta. E em articulação com formas tradicionais de promoção, devidamente atualizadas, que sejam alternativa e complemento, através do contato humano e afetivo, à frieza rígida do mundo virtual. Estes dois aspetos devem ter como pano de fundo outras preocupações. Uma atenção à evolução dos nossos mercados prioritários, (na Europa). Um acompanhamento das dinâmicas e desafios dos principais concorrentes (Sul da Europa/Mediterrâneo). E, ao mesmo tempo, não cair na ilusão dos «mercados emergentes» que, sendo alguns importantes, serem vistos como «alternativos». Os Turistas mudam comportamentos e atitudes, mas são e continuarão a ser, sempre, todos diferentes. O Turismo continuará a mudar, mas será sempre o mesmo na sua essência, natureza e motivações de fundo, que nenhum suporte tecnológico mudará. Não basta aparecer em destaque nos «motores de busca», para vencer. Estarão lá, à nossa espera, os nossos concorrentes. 30º Aniversário: parabéns Viajar!

HORTENSE MARTINS, ECONOMISTA E DEPUTADA DO PS

Ausência de estratégia não é a melhor estratégia O

TURISMO é de facto um sector estratégico para Portugal, não só tendo em conta a importância para o desenvolvimento sustentável do território, mas também atendendo ao peso no PIB do País, no emprego e nas Exportações. Um sector resiliente, o que alias se verificou no decurso desta crise. Apesar das malfeitorias que lhe foram fazendo, em termos de aumento da carga fiscal, nomeadamente no sector da Restauração, que se viu perante um enorme aumento de impostos. Ainda há poucos dias, ficámos a saber que contrariamente ao expectável, não teríamos uma reposição da taxa do IVA nos 13% mas pelo contrário e inacreditavelmente, mais um aumento do IVA, apesar das recentes declarações, produzidas pelo próprio primeiroministro que dizia que não haveria

novo aumento de impostos. O mercado nacional colapsou, o que se refletiu sobretudo nas regiões mais dependentes dos portugueses, o Centro, Alentejo e Açores. Atrair os portugueses para fazer férias no país é evitar importações. Mas, sabemos que os portugueses, têm recorrido sobretudo a férias em casas de amigos, tendo em conta a forte austeridade que os atingiu. Mas, de facto o sector do Turismo precisa de ser competitivo para que se reforce no panorama nacional e face aos seus principais concorrentes. Sabemos, de há muito, através dos diversos estudos que a imagem de Portugal é boa, tendo por base o clima e a praia, mas também a sua cultura, o golfe, para além dos vinhos e da sua gastronomia. Mas, a velha tendência, de estarmos sempre a começar de novo,

“querendo reinventar a roda” leva a desperdício de dinheiros públicos, energia e a um sector, que depende muito das conjunturas, dos outros, pois pouco trabalho tem sido feito no reforço da sua competitividade. Inventam-se grupos de trabalho, cujas conclusões não são respeitadas. Noutros casos, legisla-se retirando um sector que sempre esteve integrada no Turismo, dessa atividade e junta-se com o comércio, o que não tem qualquer sentido. Problemas, como o alojamento paralelo, que continua a proliferar, hoje em dia, com acesso a meios de contratação como a internet e outros aguardam que o governo avance com propostas para o seu adequado enquadramento, em resultado das alterações do mercado. Da política de promoção também pouco se conhece e neste momento,

estamos a meio do ano, pelo que não parece natural, que ainda se altere o modelo de contratualização para o próximo ano e parece que está para ser alterado há mais de dois anos. Que dizer, de um sector, cujo documento principal, o PENT 20062015, foi objeto de uma revisão, em 2013 para apenas dois anos. Neste momento, estamos a um ano, do seu término e navegamos à vista. Uns poderão até dizer, que não precisamos, de plano algum. Que, ser liberal é até não precisar de políticas públicas. Mas, não creio que a ausência de estratégia seja a melhor estratégia, tendo em conta as forças em presença.


Opinião

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VIAJAR 2014 / MAIO

ADÍLIA LISBOA, PRESIDENTE DA COMISSÃO EXECUTIVA DA CTP

A força do Turismo O

TURISMO em Portugal está bem e recomenda-se? Aparentemente, sim. Os números sobejamente conhecidos são animadores: em 2013, crescemos nas taxas de ocupação, nos visitantes e nas receitas médias, conquistamos mais do triplo dos prémios do que no ano anterior e, segundo um estudo recente da Intercampus para o Turismo de Portugal, o nível de satisfação dos turistas que nos visitam e a vontade de regressar ultrapassa a barreira dos 90%. Em 2013, o Turismo soube aproveitar bem – mérito dos seus empresários – o aumento da procura externa, a conjuntura internacional, uma boa relação qualidade/preço e a instabilidade política no Norte de Africa, e fechou o ano como o sector que mais contribuiu para a recuperação da nossa economia. Tudo indica que o caminho é o do crescimento, mas há poucas certezas em relação à sustentabilidade desse crescimento. O mundo mudou muito nos últimos anos e com ele o perfil do turista, o seu comportamento em férias, as suas necessidades e exigências. Muitos foram os des-

tinos que souberam adaptar-se rapidamente às novas tendências, criando uma oferta diferenciadora e eliminando os obstáculos ao seu desenvolvimento, e são estes os nossos principais concorrentes. Para vencê-los – ou pelo menos para nos mantermos no mesmo ‘campeonato’ – é necessário adoptar uma política consistente, estruturada e de longo prazo para o sector. Não chegam boas

intenções, nem discursos inflamados: é preciso mais, nomeadamente, adotar no imediato três medidas essenciais ao crescimento sustentado do Turismo em Portugal: reduzir custos de contexto, facilitar o financiamento das empresas e diminuir a carga fiscal. Vencidos estres três obstáculos, urge partir para outros desafios. E um dos principais terá de passar forçosamente por aproveitar as caraterísticas que nos tornam únicos enquanto destino turístico - um fantástico mix de clima, paisagem, história e cultura, gastronomia, vinhos – para promover um turismo a longo prazo, sustentável do ponto de vista económico e ambiental e capaz de dar resposta a todos os segmentos de procura. Uma última nota para reafirmar que o setor do Turismo só conseguirá libertar todo o seu potencial se souber reunir com êxito todos os que nele estão envolvidos, a nível local, regional, nacional e até europeu, no desenvolvimento de uma estratégia comum. Aqui, como em quase tudo na vida, a união faz mesma a força.

FÁTIMA VILA MAIOR, DIRECTORA DA BTL

BTL de janelas abertas aos novos ventos do turismo A

AIP – Feiras, Congressos e Eventos organiza e dinamiza vários eventos durante o ano com o principal propósito de estimular o negócio das empresas, apoiando o desenvolvimento da economia nacional. A FIL é, a nível nacional, o maior e melhor espaço para os vários agentes económicos mostrarem aos mercados, nacional e internacional, as suas novidades e os seus produtos e serviços de excelência. De acordo com este registo, a BTL – Feira Internacional de Turismo, ao longo de 26 edições, tem representado um excelente barómetro para medir o clima económico de um sector que agrega uma enorme constelação de actividades da nossa economia. As várias conjunturas político/económicas também se refletem na BTL de uma forma expressiva, bastando a um visitante profissional ou público final entrar, ver, sentir e, de uma forma quase automática, avaliar o crescimento, a força o optimismo ou pessimismo, que o Turismo nacional estará a atravessar. Mais uma vez a edição de 2014 da BTL espelhou os resultados do sector, com um crescimento positivo ao longo do ano de 2013 e

apontou para um ano bastante favorável também em 2014. Sendo a BTL uma referência para a indústria do turismo nacional, os operadores de mercado e o público aderiu em força fazendo com que a BTL 2014 tenha sido um êxito. Este foi um ano em a BTL cresceu em número de visitantes totais, cerca de 5%, mas essencialmente o indicador de 9% em visitantes profissionais estrangeiros é, sem dúvida um excelente sinal para o turismo nacional e a economia portuguesa.

A nós, organização, estimula-nos observar como as empresas e entidades se preparam estrategicamente, sem estar de costas voltadas, para mostrar o que têm de melhor nos dias de profissionais, promovendo a sua imagem apresentando os seus produtos e reforçando a ligação com os seus clientes e a maneira como se transformam, em dias de público com centenas de promoções, e fazendo da FIL uma festa, com os dançares, sabores, e culturas de cada região. Também o desafio que foi lançado a start-ups que têm nascido no sector do turismo teve uma forte adesão pela participação e contribuição com apostas inovadoras, muitas vezes com risco, mas com a alegria de quem está a nascer e com o entusiasmo de conquistar o seu espaço. Quando se desenha o caminho a seguir no sector do turismo tem sempre que se ter presente as propostas renovadoras e diferenciadoras de um País que, tendo uma área pequena, tem zonas muito distintas, unindo a sua História com a modernidade de um Portugal que se rege pela elegância, hospitalidade, simpatia e a arte de bem receber, atributos que nos são reconhecidos em todo o mundo.


VIAJAR 2014 / MAIO

Opinião

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LUIGI VALLE, ADMINISTRADOR DO GRUPO PESTANA

MANUEL PROENÇA, PRESIDENTE DO GRUPO HOTI HOTÉIS

Apostas na inovação, comercialização e produtos que gerem valor acrescentado

A

PRESSÃO que o setor hoteleiro viveu ao longo da última década para reduzir preços, como reflexo da oferta hoteleira ter aumentado mais do que a procura, e o fato do rendimento disponível das famílias residentes no mercado interno ibérico ter diminuído, de forma significativa, em resultado do ciclo económico recessivo vivido desde 2008, prejudicou a rentabilidade e consequentemente o valor gerado pelo setor do Turismo. O nosso grande objetivo deverá estar orientado para criar condições de competitividade sustentáveis que garantam a criação de valor no longo prazo, através das apostas na INOVAÇÃO, na COMERCIALIZAÇÃO junto de novos segmentos do mercado e em PRODUTOS TURÍSTICOS que gerem maior valor acrescentado e contribuam para a redução da sazonalidade. Aquilo que esperamos das políticas públicas é uma orientação para a criação de condições que nos permitam competir globalmente de uma forma sustentável. O modelo concorrencial do mercado turístico, onde se inclui o hoteleiro, é caraterizado por ser de grande concorrência, onde a globalização da informação, proporciona ao cliente um grande conhecimento sobre a oferta de serviços e a política de pricing de cada um dos destinos e players, em tempo real, pelo que a atuação nas seguintes variáveis é crítica: A regulamentação / legislação deve ser eficaz, procurando simplificar e criar as mesmas regras para todos os agentes que estão no mercado, incluindo o alojamento local; Porém, o alojamento local está em roda livre, tornando-se o mercado paralelo um fenómeno que cresce desordenadamente 20 ou 30 vezes mais que a hotelaria, pelo que o seu enquadramento deve estar alinhado com os regulamentos do setor hoteleiro;

A política de acessibilidades ao nosso mercado deve ter em consideração as condições naturais de Portugal, onde a localização periférica relativamente ao centro da Europa dá uma importância acrescida ao transporte aéreo, pelo que o modelo de privatização da TAP é crítico para o nosso modelo turístico futuro; O investimento nas infraestruturas de transporte, nomeadamente na rede rodoviária, portuária e aeroportuária deve estar orientado com o interesse do setor, numa parceria perfeita onde todos os intervenientes cooperem numa perspetiva win/win; O financiamento ao setor deve também estar coordenado com a política de turismo, privilegiando-se a requalificação e a inovação, aconselhando-se uma atuação responsável da Banca na gestão da atual euforia de investimento no setor; A promoção da marca e dos destinos turísticos nacionais deve ser desenvolvida de forma estruturada e com uma estratégia de longo prazo. Se formos capazes de garantir estes pressupostos, poderemos ambicionar iniciar uma nova fase relacionada com a consolidação setorial através da criação de mais Grupos Turísticos nacionais, com centros de decisão localizados em Portugal e com capacidade para competir em mercados internacionais, onde a eficiência e a escala são fatores críticos de sucesso.

Aproveitar esta “boa onda” e potenciar este negócio que é de todos N

ÃO É NOVIDADE que o nosso sector tem um enorme peso para a economia nacional, em particular no emprego e nas exportações. Um peso muito superior ao verificado na Europa e mesmo no resto do mundo. Só em 2013, e de acordo com um estudo do Conselho Mundial de Viagens e Turismo, contribuiu para 5,8% do PIB ou seja, 9.500 milhões de euros. E a expectativa é de crescimento é de 3,6%. Cada vez mais a questão da sazonalidade mostra evidências de estar a ser combatida, esbatendo-se os efeitos de um carrossel que a todos prejudica. Esse facto está intimamente associado ao decréscimo do desemprego registado nos últimos meses, vincando o importante papel social do turismo. Só no corrente ano, o WTTC perspectiva um aumento de 4,5% para 336.500 trabalhadores no sector, com uma forte tendência de crescimento nos empregos diretos e indiretos. Também no total das exportações do país registou-se um salto significativo no peso do turismo o qual acredito que se irá manter até porque as outras áreas dificilmente irão aumentar. Dos vários aspetos a ter em conta, há duas características da oferta do nosso país que são altamente reconhecidas internacionalmente e, por isso, fundamentais para uma estratégia de promoção eficaz: o clima e a segurança. Há que aproveitar – e promover ainda mais – as excelentes condições climatéricas do nosso país. Quem joga golfe, por exemplo, reconhece que o Algarve é um dos melhores destinos na Europa, principalmente no inverno. O clima de instabilidade e insegurança de alguns países fortes no turismo, como é o caso do Egito, Tunísia e mesmo Grécia, é, na verdade, uma oportunidade para Portugal beneficiar em termos de incoming. Há que aproveitar esses condicionalismos a nosso favor, tal como já foi manifestado publicamente pelo Secretário de Estado do Turismo. Em suma, foquemo-nos em captar turistas tradicionais desses destinos e turistas de zonas do globo com invernos rigorosos. Exemplos bons de mercados não-tradicionais a recrutar são o Brasil e os países nórdicos. Outra nota relevante são os investimentos nos aeroportos. Os atuais detentores dos aeroportos nacionais têm vindo a implementar melhorias importantes. Mas isso só não chega. O preço dos voos é o factor que dita o fluxo de passageiros, mais ainda neste período de crise económica. Um exemplo positivo a seguir, é o caso do Porto, com um incremento de companhias low cost, que permite registar aumentos significativos de tráfego. No caso oposto, temos Funchal e Porto Santo que continuam a ser penalizados por preços pouco competitivos. Ainda no que diz respeito à promoção, a organização da BTL deve ponderar uma alteração da sua data de realização, afastando-a do calendário da ITB. Isto porque análise deve ser feita com vista a captar público estrangeiro que vem fazer negócios com os operadores nacionais. Aproveitemos esta “boa onda” e potenciemos este negócio que é de todos. A realidade é esta: vamos ter mais portugueses a consumir turismo interno e a viajar para mercados de preços atrativos (caso do Brasil e Cuba, por exemplo). Mas com o impacto do IRS, as famílias vão ter necessariamente que sacrificar na qualidade ou na duração das estadias. No que toca aos mercados internacionais, o foco deve ser o aumento das room rates e da restauração o que irá contribuir para um correto posicionamento do nosso país.


Opinião

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PEDRO COSTA FERREIRA, PRESIDENTE DA APAVT

PRINCIPAL turista que visita Portugal é europeu. O comportamento do turista europeu, do ponto de vista das motivações de consumo, não se tem alterado de forma tão significativa nos últimos anos. O Sol e o mar continuam a ser a primeira motivação, quando se escolhe o destino. Se passarmos por cima das viagens para visita a familiares e amigos, o turismo de natureza é a segunda motivação mais importante. E, em terceiro lugar, motivações culturais, incluindo as gastronómicas. Então, do ponto de vista das tendências atuais de consumo, Portugal está bem posicionado, e os últimos números só podem solidificar esta ideia. Contudo, apesar de bem posicionado do lado das tendências da procura, Portugal, enquanto destino turístico tem, mais do que tudo, um problema de excesso de oferta; não vale a pena brincarmos com as palavras e dizer que se trata mais exatamente de falta de procura. Trata-se, finalmente e em qualquer caso, de existência de oferta excedentária, com todas as consequências que daí advêm, quer em termos de capacidade de sustentação do preço de comercialização, quer em termos de capacidade de investimento em programas de valorização da oferta e da sua adequação às realidades competitivas actuais. Acresce que, num quadro de cerca de 50% de oferta excedentária, mantemos um clima de complexidade e, sobretudo, instabilidade fiscal, naturalmente inimiga da rentabilidade. Não creio que exista ao virar de uma esquina qualquer, uma solução óbvia e de fácil implementação, que, mesmo num quadro favorável do ponto de vista dos factores de atracção da procura, permita resolver os principais problemas do turismo português. Olhando para a procura, entre mer-

2014 / MAIO

MÁRIO PEREIRA GONÇALVES, PRESIDENTE DA AHRESP

Portugal tem excesso de oferta O

VIAJAR

cados tradicionais e mercados de resposta a médio e longo prazo, não tenho dúvidas que, a termos que escolher por restrições orçamentais, deveremos dar prioridade à resposta de curto prazo, que se encontra, como é evidente, nos nossos mercados tradicionais. Focando-nos no que temos para oferecer, entre valorização da oferta e apoio à construção de nova oferta, naturalmente que deveremos focar-nos na valorização da oferta. Mas não devemos confundir oferta turística com oferta hoteleira, há ( muita) vida para além do nosso parque hoteleiro, como de resto se pode concluir da própria análise das motivações dos europeus, ao escolherem um destino turístico. Quanto à promoção, julgo poder concluir-se que é condição necessária, mas está longe de ser suficiente; que é injustamente acusada de quase tudo; que mais do que abordagens deficientes, temos sido vítimas da instabilidade de abordagens. Os europeus têm alterado o seu comportamento ao nível da interação com a oferta turística, de uma forma bem mais significativa do que as principais motivações de consumo. Continuam a preferir sol e praia, mas sol e praia é um produto que hoje é diferente do que era há uns anos atrás, exigindo diferenciação. Continuam a preferir destinos de natureza, mas estão hoje bem mais atentos à sustentabilidade, não admitindo contribuir para a sua destruição. Continuam a querer férias baratas, mas não estão dispostos a permitir que preço barato radique em pegada ecológica visível ou práticas contrárias aos direitos humanos. Este novo olhar para o mundo obriga-nos a adequar os nossos comportamentos enquanto destino de acolhimento, naturalmente.

Especial enfoque nas tecnologias de informação A

INSTABILIDADE económica e financeira da Europa afetou e continua a afetar transversalmente todos os setores de atividade. O Turismo não é exceção. No entanto, poderá estar aqui presente uma oportunidade de negócio, no âmbito de uma tentativa de captação de fluxos turísticos para Portugal, com o intuito de dar a conhecer um país com uma hotelaria renovada, internacionalmente competitiva, num destino bem consolidado e que tem cada vez maior expressão. Tal como é descrito no PENT 20132015, “a evolução dos canais de informação e distribuição, a proliferação de novos destinos ou a alteração do paradigma de operação das companhias aéreas, também alteraram os hábitos de consumo e o comportamento do consumidor/turista na seleção, preparação e realização da sua viagem.” É evidente que têm vindo a ocorrer alterações estruturais da procura, verificando-se diversas alterações do perfil do consumidor, que apontam para um consumo mais regrado do produto turístico, comprado com maior prudência e com elevada incidência na relação qualidade/preço daquilo que é adquirido. Torna-se assim necessário um reajustamento da competitividade de mercado do destino Portugal e das empresas privadas que operam diariamente no Setor do Turismo e que representam a marca “Portugal”. Para acompanhar o desenvolvimento que tem sido verificado a nível

internacional, nos destinos mais competitivos, há que ter atualmente especial enfoque nas tecnologias de informação, pois uma empresa terá mais hipóteses de aumentar a sua quota de mercado se operar no sentido da modernização empresarial. Atualmente, a chave para o sucesso assenta sobretudo na diferenciação. É isso que o consumidor procura, que o motiva e que o leva a deixar o seu país, na busca não só de um novo destino, mas também de experiências memoráveis e diferenciadoras, que só possam ser oferecidas no nosso país, tirando partido das condições únicas que nos tornam diferentes, tais como o clima, a cultura, a história ou a gastronomia. Este consumidor está cada vez mais informado, interativo, dinâmico e com maior capacidade de negociação, especialmente nos preços praticados. Assim, de forma a melhorar o setor turístico em Portugal, há que tomar iniciativas no sentido de apoiar a requalificação dos empreendimentos turísticos e de manter viva a tradição associada à marca “Portugal”, não descurando a forte aposta nas tecnologias de informação e de comunicação. Nesta área, deverá ser fortemente apoiado o investimento na área do marketing relacional, nomeadamente através de redes sociais e de aplicações móveis, uma vez que estas lideram o mercado em termos de visibilidade. Este crescimento deverá ser acompanhado de estratégias de promoção e distribuição que respondam aos desafios que o mercado atualmente impõe. Acima de tudo, há que criar massas associativas mais fortes e coerentes, permitindo o estabelecimento de economias de escala entre parceiros, os quais se devem unir e criar sinergias no sentido de uniformizar e até de elevar a imagem de marca do destino Portugal. Sendo isto o que a procura atual pede, modernização e diferenciação tornam-se nas atuais palavras de ordem para o setor turístico.


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Opinião

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ELIDÉRICO VIEGAS, PRESIDENTE DA AHETA

Reformar as estruturas nacionais e regionais da promoção turística O

GRANDE objetivo do setor turístico em Portugal nos próximos 3/4 anos é ser capaz de comercializar a capacidade disponível, de forma a atingir médias de ocupação que permitam restabelecer a sustentabilidade financeira das empresas e, por essa via, rendibilizar os investimentos. Assim, aumentar a ocupação para níveis do passado, constitui uma ambição legítima do sector, confrontado há vários anos com uma perda de competitividade acentuada, resultante de fatores que, infelizmente, os empresários não só não controlam como não dominam. Neste contexto, pede-se ao governo a criação de condições facilitadoras que permitam esbater os inúmeros constrangimentos que limitam e dificultam o dinamismo empresarial, designadamente a sua capacidade inovadora e empreendedora. Estão neste caso, entre outras, medidas que pela sua natureza forcem o crescimento económico, seja através da atração de mais investimento externo, ou do aumento das exportações, os dois grandes desígnios nacionais para enfrentar com sucesso os desafios decorrentes da grave crise económica e financeira que o País atravessa. Os custos de contexto, aliados aos elevados custos de exploração, impostos por um sem número de ta-

xas municipais e outros, conjuntamente com uma fiscalidade proibitiva, apresentam-se como fatores negativos e incontornáveis na corrida competitiva das empresas hoteleiras e turísticas portuguesas, situação que importa ultrapassar a contento no curto prazo. A dificuldade no acesso ao crédito, atendendo ao cariz sazonal da atividade, afeta o emprego e repercute-se na qualidade dos serviços prestados, uma vez que não permite às empresas manter equipas estáveis ao longo do ano. O pagamento de portagens nas ex scut´s tem-se revelado, particularmente no Algarve, um erro social e um desastre económico grave que deve ser reparado o mais rapidamente possível. Por outro lado, o Estado deve garantir uma gestão adequada da chamada envolvente, particularmente no que se refere à manutenção, conservação e limpeza de zonas públicas, assim como bons serviços de apoio, quer ao nível da saúde, como da segurança, justiça, etc.). As dificuldades financeiras da generalidade das autarquias, não podem repercutir-se na qualidade da prestação destes serviços, decisivos para a construção de uma imagem de qualidade da nossa oferta turística, constituindo um dos motivos de

forte preocupação do sector na atualidade. O Estado deve criar, igualmente, condições de financiamento que habilitem as empresas a recuperar, renovar e remodelar os seus empreendimentos, tendo em vista evitar a estagnação e mesmo o declínio do nosso produto turístico. A importância do “Independent Traveller” na procura de estadias e o papel crescente das novas tecnologias na comercialização de férias, assim como uma política de transporte aéreo e gestão aeroportuária mais competitiva são outros aspetos que deverão ser considerados nas estratégias a seguir. Finalmente, e porventura o mais importante, é a necessidade de reformar as estruturas nacionais e regionais responsáveis pela promoção turística. O turismo nacional enfrenta um problema sério ao nível da comercialização e vendas que não pode continuar a ser ignorado. Esta fraqueza só poderá ser esbatida através de uma cooperação estreita com o sector privado. As estruturas regionais, com especial destaque para o Algarve, não podem continuar a ser organismos onde se distribuem subsídios, participa em algumas feiras, e pouco mais. Está em causa o interesse nacional. Haja coragem para fazer o que deve e precisa ser feito.

CRISTINA SIZA VIEIRA, PRESIDENTE EXECUTIVA DA AHP

Adaptação às novas tendências da oferta O

TURISMO e, consequentemente, a hotelaria estão a passar por grandes transformações. O grande desafio vai passar pela adaptação às novas tendências da oferta de produtos e serviços, à alteração da forma de consumo e aos novos turistas, mais informados, exigentes e sensíveis ao preço. Estas alterações são acompanhadas pelos avanços da era digital, a rapidez da partilha de informação na internet e pela multiplicidade de formas de comunicação, através de redes sociais, smartphones, tablets, com a primazia que neste momento é dada à imagem e ao vídeo. É por isso importante tomar medidas que adaptem a promoção turística a esta nova realidade, com conteúdos e formas de comunicação adequadas. É preciso revolucionar também a forma de resposta do modelo de promoção turística, tornando-a mais ágil, mais

centrada no consumidor final e que acompanhe esta nova procura. Em relação ao turismo português ainda há um longo caminho a percorrer, medidas a tomar e mesmo legislação necessária. Há que ter consciência das mudanças do perfil de compra do novo turista, que tanto opta pelo luxo, como consome produtos lowcost, sem preconceito. Temos novas regiões turísticas que se continuam a afirmar, com novas propostas temáticas ligadas à genuinidade da região, como por ex. a cortiça, e novos nichos de mercado, que começam agora a ser trabalhados numa perspetiva de negócio, como é o caso do cicloturismo. Paralelamente têm surgido novas formas de alojamento, dentro do alojamento local e conceitos similares e derivados da moda dos hostels, que respondem à procura de consumidores mais jovens e que são comercia-

lizados exclusivamente online, muitas vezes de forma desregulada, sem fiscalização e sem cumprimento das normas vigentes. É essencial ter uma perceção daquilo que é efémero e daquilo que veio para ficar, tornando-se parte da nossa oferta turística. Por essa razão, ainda existe muito a fazer, é preciso acompanhar estas novas realidades, protegendo os consumidores que optam pelo nosso destino. É importante Portugal continuar a apostar em negócios sustentáveis, ligados à green economy e à responsabilidade social, pela crescente importância que a consciência destes temas tem na opção de compra dos novos turistas. Por isso, o turismo português deve ficar atento às novas oportunidades de mercado e de negócio. É o caso do segmento sénior, fruto do envelhecimento global da população e do turismo para clientes com neces-

sidades específicas, que ainda é visionado de um modo muito incipiente. No entanto, este segmento de pessoas com alguma deficiência representa, segundo a OMS, qualquer coisa como 15% da população mundial. Deve haver investimento nas acessibilidades, procurando a captação contínua de novas rotas aéreas, mais cruzeiros e novas iniciativas que estimulem a procura fora de época, atenuando a sazonalidade. Cada vez mais os fenómenos de atratividade dos destinos e o investimento que os acompanha são voláteis, muitas vezes a curto prazo.


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PEDRO MACHADO, PRESIDENTE DO TURISMO DO CENTRO

Apostar no empreendedorismo, inovação e competitividade O

TURISMO é um sector de atividade em contínuo crescimento. Segundo a Organização Mundial do Turismo (OMT) as viagens turísticas mundiais cresceram 5% em 2013. O barómetro da OMT aponta para mais de 52 milhões de turistas relativamente ao ano 2012, e estima um crescimento sustentado que irá permitir alcançar 1.8 mil milhões de chegadas internacionais em 2030. As previsões do World Travel & Tourism Council indicam que o setor será responsável por 10% do PIB mundial em 2023. Em Portugal, o turismo é a principal atividade exportadora e representa 9% do PIB nacional. O setor emprega mais de 8% da população ativa. Estes números apontam de forma inequívoca para a importância da “indústria do sorriso” na economia portuguesa, e para o crescente dinamismo da atividade.

Neste contexto, as políticas para o desenvolvimento do turismo devem privilegiar a valorização do território, a identificação da procura e o conhecimento das novas tendências de consumo, assim como, enquadrar as prioridades nucleares delineadas na estratégia de desenvolvimento regional para os anos de 2014/2020, denominada na região Centro “CRER 2020”. O marketing territorial e relacional, a captação de novos investidores e o desenho de estratégias de desenvolvimento de vendas, a qualificação da oferta turística e dos recursos humanos, a aposta em mercados emergentes, ou a construção de redes temáticas que atribuam escala ao produto são linhas de ação que permitem atingir objetivos de crescimento do negócio turístico. Tam-

bém, é fundamental envolver as organizações públicas e privadas com responsabilidade no setor, no momento de discussão e definição das políticas nacionais de turismo. O diálogo com os empresários e restantes atores que diariamente estão no terreno, permite adaptar as políticas às reais necessidades do mercado. Do mesmo modo, é necessário apostar no empreendedorismo, na inovação e competitividade, sendo para tal determinante a criação de mecanismos que facilitem o investimento e a criação de novos negócios. Afirmar a formação como um propósito para o turismo em Portugal, assim como, a investigação em turismo, através dos diversos centros produtores de conhecimento científico.

JOAQUIM ROBALO DE ALMEIDA, SECRETÁRIO GERAL DA ARAC

Procurar novos mercados que valorizem o Turismo português A

S ATUAIS projeções para a economia portuguesa apontam para uma recuperação moderada da actividade no período 214-2015, após uma contração acumulada de cerca de 6% no período 2011-2013, no contexto do processo de correção de desequilíbrios macroeconómicos que se vinham acumulando ao longo das últimas décadas. A elevação do potencial de crescimento económico de Portugal só é possível através do aumento da competitividade e da produtividade das empresas nacionais, sobretudo dos sectores mais abertos à concorrência internacional como é o caso do Turismo, sendo necessário, para tal, que o Governo do País conceda a importância devida ao turismo como fonte de receitas da maior importância, tendo tal começado a ser reconhecidos com as declarações do Vice-Primeiro Ministro e do Ministro

da Economia ao elegerem o Turismo como motor da Economia nacional. Do lado das empresas, será determinante em 2014 o alargamento da nossa base exportadora e a procura de novos mercados que valorizem o Turismo português, pelo que desde já se reforça o alerta ás entidades promotoras do Turismo nacional no sentido da criação de grandes campanhas de promoção do destino Portugal. A revolução operada através das novas tecnologias de informação e comunicação, com destaque para as comunicações móveis, redes sociais com especial destaque para a internet, transformou e continua a transformar a ralação cliente/fornecedor/distribuidor. Portugal é um destino turístico pelas qualidades que tem enquanto país. É por isso importante melhorar a linha estratégica, para que avancemos de forma rápida e consolidada na dinamização do Turismo em Portugal, à semelhança do que se passa em Espanha, onde o turismo é efetivamente considerado como um motor da economia, apesar de não ser o único. Em

Portugal, com uma economia fortemente aberta e dependente do exterior, deveria dar-se ainda uma maior importância ao Turismo. Entendemos que para melhorar o sector do Turismo dever-se-á promover neste sector a geração de oportunidades e o empreendedorismo, bem como a participação e a realização de um grande debate de participação e dialogo com a sociedade sobre este importante sector da economia nacional, quiçá o mais importante tendo em conta as caracteristicas do nosso país e da economia nacional. Urge pois: Reforçar o turismo português para a realização de megaeventos; Aumentar a captação de divisas e a entrada de turistas estrangeiros, com o consequente aumento das receitas oriundas do turismo internacional; Incentivar os portugueses a viajar em Portugal, melhorando a qualidade e competitividade do produto turístico destinado a clientes nacionais, criando inclusivamente pacotes específicos para turistas nacionais, com vista a claro aumento das taxas de ocupação; Deverão

também os vários operadores do sector trabalhar no sentido de conhecer cada vez melhor o turista, o mercado e o território, bem como estruturar da melhor forma os destinos turísticos; A nível político dever-se-á fomentar e qualificar os serviços turísticos; estimular o desenvolvimento sustentável da actividade turística; fortalecer a gestão descentralizada, atribuindo às associações sectoriais um papel de colaboração e parceria cada vez mais importante, bem como promover a melhoria de um ambiente jurídico favorável ao desenvolvimento da actividade turística, eliminando os custos de contexto que são muitas das vezes responsáveis pela estagnação no exercício das atividades económicas. A actividade de aluguer de automóveis sem condutor (rent-a-car) é um sector com grande significado para a economia portuguesa e especial para o Turismo, representando em grande parte o produto turístico nacional, pois não podemos esquecer que é o primeiro e o último produto turístico utilizado por quem nos visita.


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DESIDÉRIO JORGE SILVA, PRESIDENTE DA REGIÃO DE TURISMO DO ALGARVE

O que fazer para nos tornarmos gigantes?

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S TEMPOS correm, as vontades mudam, os desafios mantêm-se. Depois de décadas a travar a luta pelo merecido reconhecimento da atividade, eis que os empresários turísticos veem nos anos 90 uma alteração da atitude face ao setor.

É por esta altura que começamos a ouvir falar, pelo menos com mais insistência, do turismo como motor de crescimento da economia nacional e como impulsionador do emprego (não gera então surpresa que o contributo do setor para o PIB português seja hoje de 5,8%, segundo um estudo do Conselho Mundial de Viagens e Turismo). É ainda por esta altura que proliferam hotéis, golfes e resorts no país, numa espécie de segunda vaga da explosão do turismo, ouso dizer. Ora bem, com esta nova dinâmica chegaram outras realidades. Uma delas: a «aterragem» em Portugal das companhias de baixo custo veio democratizar o acesso ao transporte aéreo. Qual a consequência direta? A maior movimentação de turistas estrangeiros para cá, mas também a maior movimentação de turistas nacionais para lá, para todos aqueles países que de súbito ficaram mais perto por preço mais acessível. Tudo isto para dizer que em tempo algum há acalmia. Há sempre cenários em transformação, políticas a repensar e medidas a implementar. E o turismo não escapa à regra. Perguntam-me então como pode-

mos melhorar o setor. E a resposta, num primeiro impulso, é: sem panaceias e com a humildade de não resistir à mudança. Sabemos que temos (quase) tudo para sermos felizes enquanto destino turístico, e aqui particularizo o caso do Algarve. Clima, gastronomia, praias, campos de golfe, cultura, infraestruturas, animação, natureza, hospitalidade e prémios que ao longo dos anos têm confirmado a posição de liderança algarvia no mundo. Somos um destino trendy. Mas nem por isso podemos baixar as mangas com o sentimento de dever cumprido. Falta-nos aprimorar a qualidade do serviço, divulgar o que temos de bom por terras internacionais, apregoar com orgulho que somos os melhores da Europa para fazer praia e praticar golfe, apostar na oferta mais genuína (ainda há pouco participei numa fam trip em São Brás de Alportel, organizada por esta Região de Turismo, que deixou marca pelas emoções que me despertou através das experiências vividas. É isto que o turista leva para casa e o que guarda de um destino: o que sentiu no momento da visita). Temos de aumentar a procura nacional pelo Algarve, tirando partido da proximidade geográfica já que o consumidor parece dar prioridade ao «perímetro casa», conforme diz, e bem, o PENT. Com base neste documento, o Sol e Mar continuará a ser a nossa prioridade, decisão que apoio incondicionalmente. Mas a nossa estratégia de promoção turística terá de passar também pela diversificação, através de produtos que nos ajudem a combater a sazonalidade da procura. Como se vê, temos desafios de monta pela frente. Há que encará-los com a energia certa, na convicção de que só com a cooperação entre parceiros públicos e privados temos margem para crescer e para nos tornamos gigantes numa área em que já somos grandes.

MELCHIOR MOREIRA, PRESIDENTE DO TURISMO DO PORTO E NORTE DE PORTUGAL

Valorizar a diversidade do seu potencial e projetar a marca “Portugal”

S

OB PENA de “matarmos a galinha dos ovos d’oiro”, o Turismo é um setor com uma importância estratégica para a nossa economia, ao qual devemos hoje prestar uma redobrada atenção. Daí que seja urgente apostar numa atuação que vise olhar descomplexadamente para o País no seu todo, valorizar a diversidade do seu potencial e projetar a marca “Portugal”, com base em objetivos claros, políticas exequíveis e iniciativas que, em parceria, envolvam os agentes públicos e privados da globalidade do território, contribuindo deste modo para que os diferentes destinos turísticos respondam adequadamente à necessidade de satisfação de uma procura turística complexa, que tem na sua base um novo paradigma. Se não vejamos. O Porto e Norte de Portugal é hoje um destino cuja notoriedade contribui decididamente para o prestígio da marca “Portugal”. Provam-no a crescente procura de que tem sido alvo e o interesse que tem vindo a ser demonstrado por profissionais de vários quadrantes (Operadores Turísticos, Jornalistas, Empresários, etc.), em termos nacionais e internacionais, nomeadamente, fazendo com que haja muitas e boas razões para nos sentirmos cada vez mais motivados para desenvolver a linha de ação escolhida pela TPNP-ER, traçada com base em objetivos que privilegiam, fundamentalmente, o equilíbrio entre o crescimento sustentado e a competitividade. Somos um destino que, efetivamente, tem vindo a crescer continuamente ao longo dos últimos anos e que em 2013 obteve valores acima

da média nacional, com mais turistas, mais dormidas e mais proveitos globais. Porém, face à crescente globalização e uma concorrência do setor que é tantas vezes pautada pela volatilização dos mercados, estamos naturalmente conscientes da importância de inovar e de implementar mecanismos de intervenção capazes de alterar esse mesmo processo. Por um lado, dando continuidade ao desenvolvimento do trabalho em rede e de parcerias estratégicas com todos os agentes económicos, públicos e privados, permitindo enriquecer a oferta turística e, por outro, apostando numa visão de futuro que contemple, não só a diversidade dos interesses da procura, como a diversidade das suas necessidades com que crescentemente todos nos confrontamos. Hoje, da evolução do setor turístico, emerge um requisito indispensável para todos os que pretendam vingar no mercado – ser competitivo. Daí que, a emergência de novos interesses e de um turista cada vez mais exigente e informado sejam realidades para as quais precisamos de estar atentos e melhor preparados. Precisamos por isso de apostar no nível da oferta, de aumentar os preços médios e de apetrechar futuros profissionais com competências especiais na área da segmentação turística e que são hoje fundamentais para o sucesso de um qualquer destino turístico. Para além disso, precisamos sobretudo de diversificar a oferta. Temos muito mais do que sol e praia e, de facto, tanto os portugueses, como os estrangeiros, estão cada vez mais desejosos de descobrir Portugal.


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JORGE COSTA, PRESIDENTE DO IPDT

Turismo português: Sucesso e ação

O

TURISMO em Portugal tem vindo a afirmar-se de forma continuada, como um sector verdadeiramente estratégico para a nossa economia. Porém, como sabemos, este sucesso dos indicadores económicos, é a consequência de uma outra aposta: a da divulgação e promoção da imagem do nosso país, das nossas pessoas, da nossa história e tradições, da nossa comida e dos nossos vinhos, para referir apenas áreas diretamente ligadas ao sector do Turismo. O nosso país tem vindo a receber distinções e prémios internacionais, pelas marcas de produtos de excelência mundial, por cidades eleitas destinos ‘must visit’ no topo dos rankings internacionais, os nossos hotéis e restaurantes afirmam-se nas listas dos melhores, e a nossa seleção de futebol dános o orgulho que tão poucas vezes parecemos sentir. Desta breve constatação do atual momento de Portugal e do nosso Turismo, parece que estamos a viver num país que qualquer português admiraria se não fosse o seu! Porquê esta ironia? Porque se esquecem de imediato ou se ignoram estes feitos, ou ainda pior, se tentam encontrar coisas que estão mal, para se tirar impacto ou minimizar o valor que os mesmos têm, esquecendo a forma estratégica como países vencedores os usam para capitalizar no sucesso, e galvanizar o seu povo. É claro que o sucesso deve ser trabalhado diariamente se queremos que ele seja sustentável, mas julgo ser isso que o Turismo português e todos os seus ‘players’, têm vindo a fazer desde que a atividade se estruturou como tal. Assim, devemos compreender as razões do nosso sucesso, saboreá-lo e planear a melhor forma de o incorporar nas práticas de todos os ‘stakeholders’ do sector. Tem sido muito interessante verificar, ao longo dos últimos três anos, que o contexto de crise que enfrentamos, não é visto pelos especialistas mundiais do turismo, como estando a afetar a imagem de Portugal como destino turístico (ver resultados do Barómetro Internacional de Turismo do IPDT, 2011/2012/2013). E estes resultados têm sido validados pelos indicadores de turistas e receitas internacionais. Este momento também tem tido eco na opinião dos decisores e especialistas nacionais, que apresentam o mais elevado índice de confiança no desempenho do Turismo, de acordo com a edição 45 do Barómetro Academia do Turismo (Abril de 2014), indicador que é estudado desde março de 2010. De facto, o momento não poderia ser melhor para olharmos para o que queremos a médio e longo prazo para o nosso turismo (objetivos), como pretendemos lá chegar (estratégia e políticas), e as iniciativas a ser tomadas no sentido de melhorar o desempenho, tendo em conta que os hábitos de consumo e de comportamento do consumidor/turista estão constantemente em evolução. O sucesso constrói-se com visão e com ação, com a consciência do que somos e do que temos. E Portugal tem tudo o que é preciso para subir no ranking dos melhores destinos turísticos do mundo. Apenas tem de priorizar as apostas e a interligação das atividades estratégicas que constituem o ‘activity map’ do turismo nacional, ou seja, o que nos torna únicos e difíceis de imitar. O que leva os turistas a optar por fazer férias no nosso país e não num outro com uma oferta semelhante. Para que este cenário se materialize, é urgente clarificar e adoptar um princípio básico para qualquer decisor (público ou privado): a estrutura segue a estratégia e não o inverso. Parabéns à Viajar, pelos seus 30 anos a informar o ‘trade’ turístico português, parabéns aos atores do Turismo nacional, pelo trabalho continuado e pelos sucessos que nos têm oferecido.

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FREDERICO COSTA, PRESIDENTE DA VISABEIRA TURISMO

Concentrarmo-nos em atender às principais motivações dos turistas O

S HÁBITOS de consumo dos turistas evoluíram muito desde a democratização do transporte e principalmente nos últimos tempos, influenciados pelos novos meios de comunicação e de informação. No entanto será correto afirmar que as principais motivações dos turistas mantêm-se bastante constantes. Realidades como o partir à descoberta, o cortar com a rotina, a procura do repouso e do bem-estar, o contacto com outras culturas e ultimamente mesmo o trabalho, continuam a se a base do Turismo mundial e as razões principais da grande maioria dos fluxos de viagens. É por esta razão que defendo que antes de se enveredar em teorias mais ou menos rebuscadas quanto a políticas e iniciativas que sirvam para impulsionar o nosso Turismo, o racional deve sempre começar naquilo que é afinal o mais lógico, e concentrarmo-nos em atender às principais motivações e necessidades dos turistas. Portugal beneficia de algumas das mais importantes condições de sucesso de um qualquer destino turístico de eleição, dando assim uma boa resposta às motivações atrás sugeridas: clima ameno, história milenar, gente hospitaleira, excelentes infra-estruturas turísticas e boa gastronomia, segurança. O que falta então fazer para conseguirmos alcançar ainda maior sucesso? Chegados aqui, eu diria minudencias: Ao Estado pede-se pouco, entre outras, que não interfira muito, que simplifique a sua interação com as empresas, que desenvolva políticas sãs que impulsionem a inovação bem como a qualificação da nossa oferta e que na sua competência inalienável de regulador imparcial, assuma uma visão clara e estável sobre o rumo do desenvolvimento do Turismo em Portugal,

que o mantenha competitivo e assim com a capacidade de contribuir para o florescimento da economia. Às diversas organizações, associações, entidades, etc. sejam elas púbicas ou de cariz privado ligadas ao Turismo, pede-se um pouco mais: que se foquem realmente nas necessidades daqueles que servem e a quem devem prestar contas, que se mantenham impermeáveis às pressões de fazer pequena política através dos interesses do Turismo, que procurem plataformas de entendimentos com outras áreas de atividade que contribuam para enriquecer a experiência de quem nos visita, enfim que justifiquem em atos eficazes o seu préstimo ao sector. Às empresas continua-se a pedir muito, nomeadamente que adotem uma verdadeira cultura de Turismo, desde a racionalidade dos investimentos até à excelência do serviço que se deve prestar ao cliente. Entre estas duas máximas, temas como a contínua adequação da oferta à procura (e não contrário) através da criação de produtos distintos, o muito necessário ganho de escala a conseguir através de novas formas de parceria, a criação de soluções inovadoras e tecnológicas que beneficiem a eficácia comercial bem como a própria gestão, são exemplos daquilo que há a fazer. Termino referindo que o país turístico, as regiões e as suas cidades não podem querer apresentar-se ao mercado cada vez mais concorrencial, defendendo os mesmíssimos atributos que os seus vizinhos. Se é reconhecido que para uma qualquer marca ou produto, a diferenciação é um fator crítico para conseguir afirmar-se e alcançar o sucesso, então não existe razão para que o nosso sector não prossiga esta mesma lógica.


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BERNARDO TRINDADE, ADMINISTRADOR DO GRUPO PORTO BAY

Consolidar este caminho ganhador P

ERMITAM-ME em primeiro lugar agradecer o gentil convite para fazer parte deste painel de personalidades e reafirmar a importância da revista Viajar no panorama jornalístico do sector do turismo em Portugal. Em segundo lugar, formular um sim, sim assistimos a uma alteração profunda dos hábitos e comportamentos do consumidor. Com o advento da internet, o consumidor posicionou-se muito perto da criação de valor no turismo; o consumidor é hoje um decisor ativo, mais: ele é responsável pela decisão de outros consumidores. Se pensarmos em realidades como a TripAdvisor ou a HolidayCheck, onde o testemunho do consumidor influencia a decisão dos outros consumidores. Se pensarmos nas dot com booking e expedia, e nos testemunhos dos seus clientes em resultado das suas experiências; se pensarmos na comoditização nas ligações aéreas ponto a ponto, percebemos que os objetivos, as políticas públicas e em-

presariais e os objetivos têm que levar em conta o consumidor e os seus padrões de consumo. O tempo do offline não é contudo um tempo passado. A intermediação existe e é bem vinda desde que acrescente valor. Em função dos mercados, das geografias, o consumidor ainda mantém a relação de confiança com o seu agente de viagem. Agora, esta relação é dinâmica, obriga a uma reinvenção constante de parte a parte. O setor do turismo é por natureza muito exposto ao exterior. 60% das receitas do turismo em Portugal proveem do exterior. 80% dessas receitas proveem da União Europeia. Esta realidade convoca todos, agentes públicos e privados, a trabalharem conjuntamente. A abordagem aos consumidores dos diferentes mercados emissores deve passar por um trabalho articulado entre responsáveis políticos e agentes do sector. Os recursos públicos são cada vez mais escassos, logo essa afetação

deve corresponder a um escrutínio e debate cada vez mais adulto e profissional. A continuidade neste estimulante trabalho de afirmação do sector do turismo passa pela inclusão de todos os testemunhos, aproveitando o saber de cada um em função das diferentes vivências profissionais, das diferentes geografias, procurando dignificá-las. Os trabalhadores da hotelaria, os agentes de viagens, os empresários e trabalhadores da restauração, os profissionais de rent-a-car, a animação turística, os campos de golfe, todos, todos sem exceção são responsáveis pela trajetória do sector. Logo, mais do que afirmar uma nova agenda para o sector, importa consolidar este caminho ganhador; mais do que proceder a apressadas revisões do quadro legislativo, importa resolver problemas com que o sector se confronta em Portugal, seja em sede de direitos de autor ou direitos conexos, seja em sede dos modelos de promoção, seja

em sede dos modelos de gestão das escolas de hotelaria, seja na importante regulação das atividades financiadoras do sector. Do lado empresarial e sindical, importa olhar para as convenções coletivas procurando adequar as anteriores exigências ao contexto atual, procurando consensos nas matérias fundamentais. Para tudo isto é preciso tempo, tempo que traga estabilidade aos agentes. Não se faz numa legislatura, aliás, o sector tem mostrado disponibilidade para ciclos mais longos. Em conclusão, diria, objetivos: consolidar a liderança nos sectores transacionáveis, cada vez mais com o contributo de todo o país turístico. Políticas: articuladas e debatidas com o sector. Iniciativas: todas aquelas que, num ambiente de recursos escassos, resultem no seu melhor aproveitamento.

VÍTOR DA SILVA, PRESIDENTE DA AGÊNCIA DE PROMOÇÃO TURÍSTICA DO ALENTEJO

Jogar em antecipação

O

S TEMPOS que estamos a viver são caracterizados por mudanças rápidas nos hábitos de consumo e de comportamento dos turistas. Em grande parte isto é provocado pelo maior conhecimento que têm dos destinos que podem estar interessados em visitar. A internet tornou-se o meio privilegiado de acesso à informação e deste modo o turista tornou-se mais independente do agente de viagens tradicional. Como consequência cada turista é cada vez menos um indivíduo indiferenciado, no meio de um dos vários grupos com interesses comuns, para se tornar num

indivíduo único, diferente de todos os outros. Aumentaram assim as exigências dos responsáveis pelo turismo, quanto às necessidades de conhecimento dos perfis destes turistas e conseguir antecipar aquilo que serão os seus comportamentos e interesses. Para isso é imprescindível possuir as ferramentas adequadas para conseguir efectuar esse complexo, mas possível, exercício de antecipação. O que está em causa é conseguir fazer um exercício de planeamento correcto, que prepare a oferta para aquilo que a procura deseja, bem como encontrar formas de intervenção que levem o turista a assumir motivações que correspondem à oferta de determinado destino, aumentando o seu conhecimento sobre ele. Desse planeamento devem resultar

duas linhas de intervenção, independentes, mas convergentes. Uma delas consiste na monitorização da procura, a efetuar “in loco” nos mercados, procurando que, com a antecedência possível, se conheçam as tendências que se desenham, as motivações em emergência nos potenciais turistas e os indicadores económicos sobre a situação de cada mercado, que ajudem, por um lado, a antever se esse mercado em concreto está em condições de aceitar os nossos desafios e, por outro, a melhor preparar os nossos produtos para corresponderem a essas motivações emergentes. A outra é, com o conhecimento adquirido, procurar influenciar a escolha do potencial turista, fornecendo informação realmente apelativa no momento em que este está a construir a sua decisão, uti-

lizando para o efeito os canais que em cada mercado, sejam os mais eficazes. É nisto que consiste ter uma estratégia de marketing. O prosseguimento destas linhas de intervenção obriga a escolhas diversas, ditadas pelas especificidades de cada mercado, que poderão ir da potenciação das ferramentas web, nalguns casos, até à utilização de canais e meios mais tradicionais, noutros. O que não deve ser prosseguido é uma estratégia reactiva, que apenas responde, com maior ou menor atraso, às mudanças que cada mercado vai revelando, e nos coloca em desvantagem relativamente aos nossos concorrentes mais inteligentes. Fundamental, embora difícil, é ter uma estratégia de antecipação em relação às tendências que cada mercado vai revelar.


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JOÃO PASSOS, PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA GO4TRAVEL

Separar a gestão estratégica do Turismo dos ciclos políticos C

OMEMORAR os trinta anos de publicação, sobretudo nos desafiantes tempos em que vivemos, merece indubitavelmente toda a atenção e aplauso. Como há trinta anos já eu contava com «alguns» neste setor, posso dizer que acompanhei sempre a «Viajar», que é uma das habituais referências da imprensa turística, primeiro generalista e depois também especializada. Mais que isso, posso afirmar, e louvar, que boa parte destes anos, mais de vinte ao que me lembro, temos na Carolina Morgado uma jornalista que nunca deixou de acompanhar o nosso dia-a-dia, simpática figura sempre presente em todos os momentos-chave da vida das empresas e até da nossa APAVT, onde penso terá sido participante constante nos congressos. É (muita) obra! Quanto ao tema para o qual me desafiaram a dissertar, a minha capacidade de síntese não se coaduna com tão pouco espaço. Ainda assim, deixo aqui algumas ideias e opiniões, ao correr da pena. Desde logo, parece-me evidente que uma das medidas mais importantes é, fundamentalmente, separar a gestão estratégica que o Turismo tanto precisa dos ciclos políticos. Em trinta anos, quan-

tos foram os protagonistas nos órgãos tutelares? Nem me atrevo a contá-los, mas todos concordarão ter sido demais para as nossas necessidades, assim como foram demais as alterações de planos e de políticas, na larguíssima maioria impostas, sem prévia auscultação aos empresários que fazem desta a atividade das suas vidas. Portugal só terá a ganhar no dia em que os políticos ajam como facilitadores, ao invés de entraves, ou até concorrentes, à atividade económica do Turismo, sector reconhecidamente fundamental para Portugal. Por outro lado - no dos empresários - haveria que tomar maior consciência da necessidade, e vantagens, da formação profissional e do conhecimento. Os clientes, todos o sabemos, são mais informados, mais exigentes, têm ao seu dispor múltiplas fontes de conhecimento, e se não estivermos à altura desta realidade estamos destinados ao fracasso. Não basta afirmar que somos os seus melhores parceiros, há que o demonstrar, e para tal é incontornável uma aposta séria na formação, a todos os níveis, bem como nas tecnologias de informação. De resto, só assim conseguiremos que os clientes saibam reconhecer o nosso esforço, sem com isto querer dizer

que devamos abdicar (no caso da distribuição), de continuar a lutar por uma justa remuneração. Se é verdade que sou apologista de que há espaço para todos, para os mais e menos «tecnológicos», dependendo dos nichos que exploram, também sei que o mercado está crescentemente no online, e a oferta tem, necessariamente, de estar onde está o cliente. Importa pois encontrar soluções que possam obviar as evidentes dificuldades, sobretudo para as pequenas e médias empresas, que constituem a esmagadora maioria do nosso tecido empresarial, de um investimento neste canal. Tudo isto, porém, só faz sentido quando se conhece o cliente, o que não é líquido que isso aconteça. É fácil dizer que há um «novo turista», mas perguntome quantos se têm esforçado no sentido de o conhecer, de com isso saber adaptar a sua oferta e concretizar a sua venda. Este seria, também, um excelente investimento do setor, tanto público como privado. A temática não se esgota nestas «generalidades», que tantos conhecem e tão poucos assumem. Poderia ter abordado o tema das apostas cegas nas low cost, as questões da promoção, da formatação do produto, enfim… tantas outras questões.

GONÇALO DE ALMEIDA, ADMINISTRADOR DOS HOTÉIS VILA GALÉ

Hotelaria está ainda aquém dos resultados desejados

P

ORTUGAL registou em 2013 um crescimento do número de turistas e receitas, invertendo a tendência de queda que se vinha verificando desde 2007/2008, e as perspetivas para o ano de 2014 são igualmente animadoras. Estes resultados devemse ao esforço acrescido dos empresários do setor, à instabilidade de alguns destinos concorrentes e ao trabalho mais assertivo das associações de promoção e Turismo de Portugal. No entanto, e face à capacidade hoteleira instalada, os números ainda estão aquém dos resultados de 2007/2008 e das expetativas dos players do setor,

dado que a média da taxa da ocupação nacional está ainda nos 50% e o revpar da hotelaria é inferior à generalidade dos destinos concorrentes. O desafio ainda é maior quando verificamos que o crescimento necessário deve ser seletivo e assentar em 4 eixos:Diminuição da sazonalidade com aumento do número de turistas no período de Outubro a Maio; Aumento da estadia média dos turistas nas unidades hoteleiras; Aumento da procura em regiões menos consolidadas como o Alentejo, Centro, Açores e zonas interiores; Aumento do preço médio de venda dos quartos. Nesta medida, todos os players do setor, públicos e privados, tem que continuar a lutar para melhorar estes resultados e canalizar o esforço promocional para mercados emissores capazes de gerar negó-

cio nas épocas baixas e médias, que procurem o turismo cultural e o touring, e com capacidade económica e financeira. Neste cenário, parece-me que os mercados consolidados como a Alemanha, França ou Inglaterra serão as melhores apostas e os mercados emergentes como o Brasil, Rússia ou EUA serão aqueles que melhor poderão responder às nossas atuais necessidades. Como é óbvio, o produto sol e mar, continua a ser o grande driver do turismo a nível mundial e vai continuar a ser sempre o principal produto de Portugal e como tal também não poderá ser descurado. Devemos assim continuar a trabalhar no sentido de aumentar a notoriedade da marca Portugal e o nível de conhecimento do produto que temos para oferecer junto dos consumidores finais destes

mercados, aumentando as ações de publicidade online e offline e as ações de relações públicas junto da imprensa e decision makers. Impõe-se que o Turismo de Portugal, as entidades regionais e as Associações de Promoção trabalhem em maior articulação, evitando duplicação de ações e estabelecendo parcerias, de modo a que as verbas disponíveis possam ter melhores resultados. A hotelaria deve concentrar os seus esforços na melhoria constante do produto, não cedendo à pressão para redução de preços e aumentando também o seu esforço em marketing e comunicação. As agências de viagens, em especial na área do incoming, devem ser mais ambiciosas, apresentando um leque mais diversificado de produtos e regiões e procurando áreas e mercados de especialização.


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MARIA JOSÉ SILVA, CEO DA RAFT

Agir interconectados em redes e parcerias O

TURISMO é, das principais atividades que têm contribuído para atenuar a dura crise económica que tem assolado o país. Porém, não lhe tem sido dado o devido valor e muito menos tem tido o devido respeito que, setor tão importante para a economia e a nível social, merece. Estas afirmações não carecem de mais argumentos senão apenas os factos do passado que registam um Turismo em Portugal quase inalterável, com registos de crescimento quase nulos e quebras consecutivas nos rankings de competitividade mundial. Quando se registam oscilações positivas, como recentemente, devem-se mais a fatores externos do ambiente PEST internacional ou a fortes iniciativas de privados do que a medidas políticas, que se têm apresentado quase medíocres e se foram verificando ao longo de décadas. Apelidado de sector estratégico fora sempre, mas apenas em palavras e não demonstrado em ações. O Turismo, sector dos mais competitivos, dinâmicos, com capacidades tremendas de resiliência em ambientes VUCA, é transversal, completamente global, toca todas as áreas e sectores, com multidisciplinaridade vasta e efeito multiplicador forte, merece que chegue a hora de o reconhecer, exaltar, apoiar, de agir, ajudar, dinamizar, acreditar! No sector e nos clientes, que são cada vez em maior número, de todas as classes sociais, faixas etárias, de todas

as raças, religiões, trajes e culturas e que estão cada vez mais informados, exigentes, autónomos, interconectados, globalizados, com gostos e estilos cada vez mais diversificados. Assim sendo, para que a abundância e a realização chegue aos players da cadeia de valor é necessário reinventar-se constantemente, adaptar-se, agir interconectados, em redes, em parcerias e abrindo facilidades de movimento de pessoas sem descurar a segurança. Afinal, o mundo é de todos e para todos, somos todos um! Com isto aponto a necessidade de: 1) Que os vistos sejam facilitados para se poderem alargar horizontes no incoming e também no outgoing e para que individuais possam movimentar-se sem necessidade de se integrar em grupo, já que o cliente de hoje é independente. 2) Este espera a melhor relação qualidade/preço/serviço/valor/tempo. Quer toda a experiência memorável, logo não se pode continuar a focar meramente em rácios baixos e nem pensar em trazer quantidade, sem qualidade independentemente da categoria de serviços comprados. 3) A promoção deve ser eficaz, mais alargada com uma marca Umbrela Portugal, englobando as imensas marcas e não apresentadas de forma tão fragmentada que apenas confunde e por vezes se contradizem. Deveria não incidir extravagantemente em tipos de turismo extremos quando o que se pode ou pretende oferecer e obter

não condiz com as massas de turismo mais radicais. Devem ser abraçados mas não estrangulando anos de trabalho, infraestruturas e serviços já implementados. 4) A formação técnica e operacional deve ser mais acarinhada e desenvolvida, não apenas para área de restauração e hotelaria. 4) A fiscalização tem sido totalmente ineficaz e assiste-se ao proliferar de ilegalidades, onde todo e qualquer um pode operar em turismo, já demasiado fragmentado com concorrência muito feroz, sem que cumpram as mesmas obrigações e deveres. 5) Os fundos e incentivos são desejáveis menos burocratizados, permitindo apoiar não só os já solventes, grandes, estáveis, tradicionais, mas também os que verdadeiramente necessitam para crescerem. 6) A presença nos vários canais de promoção, transacção e distribuição são necessários e deve ser mais ponderada. Offlines, onlines, mobiles, social network, têm que ser todos contemplados com maior nitidez pelas organizações. 7) Para concluir, urge estimular o diálogo entre públicos e privados, nacionais e internacionais, para se garantir uma coopetição de empresas e organizações, bem como um crescimento e desenvolvimento mais sustentado e sustentável. Fica a mensagem de Confúcio, “Conte-me e eu esqueço, mostre-me e eu apenas lembro, ENVOLVA-ME e eu compreendo”.

LUÍS GALVANITO, PRESIDENTE DA TURIPORTUGAL

Assumir politicamente a vocação turística de Portugal P

ORTUGAL atravessa um período relevante da sua história, onde o Turismo e as políticas orientadoras do sector se revestem de particular importância. Se, por um lado, o sector do turismo acaba de conseguir o seu melhor ano de sempre, por outro lado, tal configura um desafio para se (re) afirmar como o motor de desenvolvimento do território e da eco-

nomia nacional. Esta importância é ainda conferida pela oportunidade de se assumir o Turismo como desígnio nacional, orientando para a prossecução do upgrade que permita a sua afirmação como principal actividade económica do país. Não apenas pelo que representa ao nível do emprego gerado, mas também pela sua capacidade de atracção de investimento e pelos seus efeitos multiplicadores. Para tal é preciso assumir politicamente a vocação turística de Portugal. Uma assunção que pressupõe a valorização de novos

produtos e destinos, que tradicionalmente têm estado focados no binómio “Sol e Mar” e concentrados na promoção e comercialização do Algarve, Lisboa e Madeira. Nota-se que o “capital turístico” do conjunto do território é tendencialmente descurado e, bem assim, subaproveitado. Um luxo a que o país não se pode permitir. Mesmo no caso do Algarve, que detém o maior reconhecimento e projecção internacional, apenas o litoral tem sido potenciado turisticamente. Resulta assim natural que sejam estes os destinos/regi-

ões mais reconhecidos e competitivos a nível internacional, chamando a si a “fatia de leão” das dormidas de estrangeiros (84%). O Turismo é um sector dinâmico, e Portugal deve reposicionar-se e reunir capacidades para captar o “novo” turista, estruturando novos produtos e organizando os territórios mais genuínos na sua oferta, tirando partido da paisagem, e sobretudo dos seus produtos autóctones, valorizando-os através da sua transformação gastronómica. O Turismo Rural é um bom exemplo desta abordagem, além de con-


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tribuir para a redução da sazonalidade a que o sector está sujeito, e por contribuir para a coesão territorial. A OMT afirma o Turismo Rural com grande potencial, que pelo menos 3% de todos os turistas do mundo orientam as suas viagens para este segmento turístico, que tem um crescimento estimado de 6% ao ano e que os produtos que se oferecem aos turistas rurais aumentarão significativamente nos próximos cinco a dez anos. Em Portugal, o Turismo Rural registou uma dinâmica muito assinalável na última década e apresenta hoje uma oferta atractiva e moderna, o que justifica as propostas de valor que a Federação Portuguesa de Turismo Rural tem para o sector e que assentam em três pilares: Gestão, Marca/Comunicação, e Distribuição/Venda. Importa assim melhorar as propostas de valor, “ligar” mais o Turismo ao Território, e promover e projectar uma imagem forte e comum da marca “Portugal”: um país moderno, seguro, com um bom clima, com pessoas que sabem receber e que encerra, num pequeno território, uma assinável diversidade de recursos e produtos turísticos de qualidade. Por outro lado, faz falta um posicionamento estratégico que estimule e atraia o consumo interno e que reforce a nossa competitividade nos mercados internacionais, combatendo a sazonalidade e melhor vendendo o produto/ marca “Portugal”. E, neste sentido, também faz falta que o Acordo de Parceira 20142020 constitua um instrumento efectivo para a concretização destas orientações. Para tal é ainda necessário efectivar a revisão do PENT, adequando-o aos novos produtos emergentes e à abordagem do Acordo de Parceria 20142020, de forma a reforçar a eficácia da promoção e comercialização. Por fim, importa salientar a importância da afirmação de uma organização representativa do sector, agregadora e integradora dos sectores público e privado, que tenha uma visão global do Território e do Turismo, das identidades territoriais, das necessidades de requalificação e desenvolvimento do produto, e que potencie a promoção e a venda na sua plenitude: ao nível do mercado interno alargado (território nacional e transfronteiriço), e ao nível dos mercados internacionais. Neste particular, é de salientar o aparecimento da Associação Nacional do Turismo, organização nacional assente no conjunto do território, e que visa a monitorização da actividade e do conhecimento integrado do sector, baseandose numa visão concertada dos interesses público/privados, e que poderá dar um contributo que não se pode descurar para cumprir o Turismo como desígnio nacional. (por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico)

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LUIZ DA GAMA MÓR, VICE-PRESIDENTE DA TAP

Procurar conhecer a fundo cada mercado emissor A

PROFUNDA transformação, transversal a todos os sectores de atividade, a que temos assistido nos últimos anos, assenta sobretudo na digitalização e consequente “desintermediação” das relações com o consumidor final. Antes, o “poder” da relação residia mais do lado do produtor de bens ou serviços, era ele que definia a oferta. Na maioria dos casos, o distribuidor ou intermediário existiam para interpretar as diferentes variáveis da oferta e da procura e colocar o produto no mercado. Com o surgimento e utilização massiva da internet, a informação ficou acessível a todos os consumidores e hoje eles conseguem obter facilmente, por si, todos os dados e informações necessários para fazer uma escolha racional. No turismo, com a desregulamentação das empresas aéreas e o surgimento da internet, o poder passa do operador turístico, que oferece um produto padronizado ao consumidor, diretamente para este último. No início desta “passagem de poder” do operador diretamente para o consumidor final, verificou-se um equívoco: quando o setor do Turismo constatou que os turistas não estavam mais a chegar via operador, mas via low cost, acreditou que o poder tinha passado dos primeiros para estes últimos. Mas depressa se começou a perceber que o processo é bem mais complexo e que exige muito mais aos diversos agentes turísticos do que exigia antes. Na verdade, não é na forma de chegar ao destino que reside o conhecimento sobre a procura, antes nas motivações que trazem um turista a Portugal. A competição entre destinos e as motivações dos turistas são muito diferentes nos vários mercados emissores, e é isso que é essencial conhecer. Hoje, a exigência que se coloca aos destinos e a todos os agentes do Turismo é procurar conhecer a fundo cada mercado emissor, as suas características e oportunidades. É necessário desenvolver junto do consumidor final a marca Portugal, é preciso chegar diretamente ao consumidor final com informação sobre o produto que oferecemos e as alternativas que temos ao dispor. Então, hoje, mais que nunca, existe uma hierarquia clara dos desafios que se colocam à indústria do Turismo: primeiro, tem de desenvolver a procura, para depois poder adequar a oferta. O transporte é consequência. É evidente que esta atuação tem de ser adaptada

às diferentes regiões. As pressões destas três componentes de procura, oferta e transporte podem ser diferentes. Em regiões mais maduras, com uma boa rede de transporte e um produto versátil e desenvolvido, como Lisboa ou Porto, por exemplo, o grande desafio é a procura, o resto adequa-se. No Algarve, existem importantes desafios de oferta que devem ser analisados e na Madeira, reconheço que o desafio não é só oferta e procura, existe claramente a necessidade de atrair mais voos diretos dos principais mercados europeus. Reconhecendo estas diferenças, não se deve no entanto perder de vista o ponto de partida: tudo começa na procura e a partir da pressão da procura, e isso coloca novos desafios e a necessidade de aquisição de novas competências ao sector do Turismo, que deve desenvolver a capacidade de conhecer a procura nos principais mercados. Existem também novas capacidades do lado da oferta. Por exemplo, na hotelaria, que tem agora a oportunidade de se relacionar e gerir a sua capacidade. Antes, a hotelaria vendia com antecipação e preço fixo, hoje consegue ela própria fazer o seu revenue management, o seu preço de acordo com a variação da procura. Isto implica por parte da hotelaria uma gestão das vendas completamente diferente e requer um conhecimento da procura e uma capacidade de comunicação direta com o consumidor final que antes não se verificava. A verdade é que todo este processo de transformação está a verificar-se. Para dar outro exemplo, existe uma capacitação cada vez maior do Turismo de Portugal no marketing digital, fazendo comunicação direta com o consumidor final. Falta ainda fazer muito, podemos aproveitar melhor o potencial que resulta do facto do Turismo de Portugal ter funcionários próprios nos principais mercados emissores, podendo gerar relatórios e informação de mercado. Não existe ainda uma inteligência de mercado estruturada, e ela é uma urgência. O Turismo de Portugal pode ter esse papel de “maestro” do turismo no nosso país, de começar a construir uma inteligência de mercado, alimentando as empresas com as informações que recolhe, auxiliando o sector do Turismo nacional a tornar-se cada vez mais competitivo nesta profunda transformação que um mercado cada vez mais global atravessa.


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TIAGO RAIANO, ADMINISTRADOR DA NEWTOUR AZORES

Tecnologias da comunicação e da informação como vetores importantes E

M TURISMO tudo assenta na experiencia que se pode proporcionar ao viajante. Cada vez mais os conceitos de novidade, interação, partilha são elementos estruturantes da forma como é organizada e disponibilizada a oferta neste setor. Com um turista exposto a um grande número de estímulos e fontes de informação, quer genérica quer diferenciada, é evidente que as tecnologias da comunicação e da informação se tornaram um importante vetor de mudança e impuseram uma necessária reestruturação e adaptação dos vários operadores e agentes de viagens. Efetivamente, o turista de hoje está mais informado e consequentemente mais exigente, conhece o destino pretendido mesmo sem nunca lá ter estado e sabe, na maioria das vezes, o que pretende e o quer evitar. Conhece também, à partida, os preços praticados e as diferentes opções. A internet é uma das suas principais fontes de informação. O Google Travel Study de 2013, publicação anual que avalia hábitos de consumo neste setor, concluiu que mais de 60% das viagens de lazer são inspiradas em pesquisas feitas online e, como característica transversal aos vários tipos de turista, aferiu que, cada vez mais, a internet funciona como fonte de informação relativa aos preços mais

baixos praticados no mercado. Neste contexto, há que ponderar, também, o cada vez maior peso das redes sociais. Se considerarmos que cerca de 70% dos utilizadores atualizam o seu perfil no Facebook durante as férias e que cerca de 50% dos mesmos escolhe o seu destino de férias com base nas fotografias e comentários “postados” pelos seus amigos de rede, chegamos facilmente à conclusão de que a presença online de operadores e agentes de viagens é fundamental. O circuito oferta/procura é bidirecional e as novas formas de comunicação dão uma clara oportunidade ao setor do turismo. A viagem, especialmente a de lazer, não começa, atualmente, no dia da partida nem termina no dia da chegada. Está envolta num conjunto de procedimentos que passam, na maioria das vezes pela internet, quer pelas páginas web dos diversos stake holders, quer por redes sociais e blogs pessoais ou institucionais. Importa, pois, que o setor se adapte, que aposte na disponibilização da oferta online, que invista em novas formas de comunicação, de publicidade e de difusão de imagem. Há que modernizar procedimentos, investir em canais de vendas online fáceis e intuitivos, adaptados aos diversos suportes disponíveis no mercado, há que

assegurar uma presença em rede organizada, planificada e estruturada. Em suma, o setor do turismo tem que se adaptar a uma nova realidade aproveitando-a em seu benefício e assegurando um serviço otimizado e direcionado para um cliente exigente e muitíssimo informado. Não obstante o foco nas tecnologias da informação e da comunicação disponíveis, o desafio será também assegurar uma fusão com o serviço tradicional, presencial e especialmente atento às particularidades de cada viajante. É fundamental encontrar um equilíbrio que promova a excelência da oferta e que vá ao encontro daquilo que hoje o mercado tão claramente exige. Finalmente uma nota no que se refere à oferta turística nacional e concretamente ao incoming. Também aqui a utilização das tecnologias da comunicação e informação disponíveis pode e deve ser uma aposta na promoção de Portugal, enquanto destino turístico multifacetado e diversificado. Destaco, neste âmbito, como exemplo extremamente positivo, as campanhas institucionais que têm vindo a ser feitas promovendo os Açores e que levaram, por exemplo, a que este destino fosse recentemente eleito pela revista norte-americana online Family Travel como um dos 9 destinos a visitar nesta Primavera.

EDUARDO PINTO LOPES, DIRETOR GERAL DA EGOTRAVEL

Contra o intrusismo e o turismo paralelo O

SECTOR turístico em Portugal padece da concentração nas zonas do Porto, Lisboa, Madeira, Algarve e Açores. O trabalho de interiorização fora destes grandes eixos tem de ser feito de forma global e integrada de modo a que todos puxem para o mesmo resultado e abandonem “umbigos” subjectivos na promoção. Portugal é pequeno e pode repartir melhor os rendimentos do turismo. Politicas enquadradas e iniciativas empresariais coordenadas entre o publico e o privado podem combater a Interioridade e mostrar ao mundo enormes riquezas patrimoniais,gastronómicas e culturais. Transformar as festas regionais em eventos culturais e gastronómicos podem potenciar um maior conhecimento do “resto” de Portugal que

serve apenas de ponto de passagem. Informação on line contemplando circuitos de eventos e temáticos são facilitadores desta performance. O consumidor procura informação facilitada onde hotelaria,opções diversas e roteiros lhe sejam dadas partindo sempre do pressuposto que ele não tem a obrigação de conhecer NADA sobre o Pais. Ações coordenadas com as principais companhias aéreas e operadores turísticos são muito relevantes para que o consumidor. Perceba as diferenças da oferta Portugal face ás outras imensas ofertas que o mundo lhe oferece. Hoje a informação electrónica chega rápido mas é despejada em enormes quantidades.Quem conseguir sistematizar essa oferta e torna-la legível e de fácil leitura ganha vantagens

na decisão,na opção…. A moda do tudo incluído move milhões e o nosso Algarve e Madeira oferecem condições para captar este segmento que cresce. Adaptar o modelo introduzindo parcelas da nossa reconhecida gastronomia parece-me ganhador. No outgoing o consumidor não tem alterado muito nem hábitos nem destinos que pouco variam. Procura-se tudo incluído,priveligia-se o fator proximidade por via do preço final,ganharam-se hábitos de usar o avião ou os cruzeiros e a nível nacional as praias do Algarve e da Costa alentejana continuam a dar cartas. As agencias de viagens estão melhor equipadas tecnicamente e fruto da crise padecem de mais recursos humanos nas temporadas altas de venda. Os

operadores fazem parcerias, delimitam o risco e a quantidade de produto embora demasiada é diversa. Menos risco significaria melhores margens. Todos o reconhecem mas ainda nem todos são capazes de o praticar. Na regulação deveria existir uma aposta fortíssima contra o intrusismo que falseia os dados levando muito dinheiro para um incontrolado turismo paralelo. Mais afastados da crise,com melhor composição e divulgação da oferta,oferecendo sol e o melhor peixe do mundo o caminho apresenta-se fértil.


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NUNO MATEUS, DIRETOR GERAL DA SOLFÉRIAS

Apresentar o nosso produto de forma mais disciplinada, criativa e rica O

TURISMO é considerado um sector estratégico que representa o desenvolvimento da economia nacional e deverá por isso conduzir à criação de mais-valias e a um desenvolvimento sustentável, mas é necessário que todos os agentes interventivos se sintam responsáveis e envolvidos nesta missão, agilizando dinâmicas que conduzam ao sucesso. Começando precisamente por entender as transformações da sociedade, o impacto das medidas económicas na mesma e as novas tendências do mercado, chegamos ao que considero como o principal e urgente desafio, e que passa pela valorização da oferta turística. Num mundo cada vez mais digital, com biliões de pessoas a navegarem na internet e a interagirem em tempo real, aparecem novas realidades como as redes sociais, os sites de avaliação, as compras colectivas e cada vez mais promoções “last minute”. Os consumidores procuram, por um lado, viver cada vez mais próximo da realidade dos locais, permitindo experiências mais autênticas e únicas para partilhar e, por outro lado, respostas imediatas e confiança sobre a prestação dos serviços. Se contamos com um turismo de “sol e praia” de reconhecida qualidade, teremos de melhorar o posicionamento em outras vertentes como sejam o turismo de cidade, gastronómico, enológico, religioso, de saúde e bem-estar e continuar a potenciar o turismo ligado ao desporto. Torna-se por isso um desafio desen-

volver a capacidade dos agentes que distribuem o produto turístico no mercado, oferecer produtos e serviços cada vez mais inovadores, oferecendo vivências e pormenores inesquecíveis e únicos aos consumidores, com qualidade e variedade, colocando os mesmos numa adequada estratégia de comunicação, com recurso à tecnologia. Ao mesmo tempo que entendemos estas necessidades, deverão também os agentes locais, em conjunto com a hotelaria nacional, ter cada vez mais um papel imprescindível no planeamento e criação de novas dinâmicas locais, as quais, em conjunto com as ERT’s, importam diversificar e estruturar a oferta, definindo produtos estratégicos, criando experiências inovadoras, contando com o apoio de divulgação dos agentes turísticos, nomeadamente, de todo o mercado de distribuição que deve assumir cada vez mais o seu papel de prestador de serviço personalizado e de confiança. No fundo, necessitamos de organizar e potenciar a oferta turística existente, que se distinga pela diferenciação, qualidade, acessibilidade e disponibilidade ao longo do ano, e apresentá-la de uma forma mais disciplinada, criativa e rica, contrariando os fatores negativos da sazonalidade e da diminuição da duração média de cada estadia. Neste caminho não podemos esquecer a necessidade de continuar a investir no capital humano, pois só desta forma se conseguirá chegar à proximidade

do mercado com o cliente, promovendo um desenvolvimento sustentado, ao mesmo tempo que se deve fazer cumprir o desafio para as Empresas do setor, de seguir a prática de uma gestão efetiva e criteriosa para garantir uma melhoria da rentabilidade, contrariando o cenário da deterioração dos preços praticados. Para conseguirmos ser competitivos, quer em termos de turismo interno quer em termos de mercado recetor, o esforço de todos os players deste setor deverá ser acompanhada de medidas económicas assertivas que reposicionem a nossa competitividade. Refiro-me, nomeadamente, à importância da descida do IVA na restauração, repondo a taxa dos 13%. É ainda importante a simplificação de processos e a redução de outros custos do setor, como sejam as taxas autárquicas, portagens, licenciamentos, entre outros. Portugal tem vindo a ser repetidamente referenciado como um dos melhores destinos turísticos, destacando os seus pontos fortes ao nível da arte de bem receber, segurança, infra-estruturas de qualidade e com preocupações ao nível da sustentabilidade ambiental, com reconhecidos recursos culturais. Existe por isso margem para melhorar a captação de turistas bem como a respetiva receita se prosseguirmos no caminho de ajustamento, no fundo, precisamos de tornar o nosso País num destino acessível para todos.

VÍTOR COSTA, DIRETOR GERAL DA ATL

Fazer mais e melhor

O

TURISMO é, cada vez mais, um recurso primordial para a geração de fluxos financeiros e captação de receitas externas, associado à promoção e recuperação económica, criação de emprego e consequente estabilidade política e social. E Lisboa surge, naturalmente, como o destino cuja força motriz tem capacidade acrescida no contributo para o aumento de competitividade turística de Portugal no contexto internacional. Com uma crescente importância no mapa-mundo dos destinos de excelência a não perder, seja para turismo de lazer ou de negócios, muitos são os anúncios sobre novas rotas de companhias aéreas que criam novas ligações à capital portuguesa ou de

abertura de novas unidades hoteleiras que conferem a Lisboa uma maior atractividade e diversidade da oferta existente, com excelente relação qualidade-preço. Ao distinto trabalho desenvolvido até ao momento acresce a responsabilidade de fazer mais e melhor, pelo que é fundamental possuir uma oferta turística diferenciada e uma visão estratégica alinhada com o perfil do turista que se pretende captar, assente nas suas preferências e motivações. E, por isso, há que continuar a apostar na criatividade e na oferta na hotelaria, restauração, comércio e serviços, por forma a alcançar um posicionamento turístico diferenciado e vocacionado para experiências personalizadas do

turista que nos visita, cada vez mais exigente e ligado ao mundo no online e redes sociais. Com eficácia e profissionalismo, é ainda necessário encontrar a fórmula de estabilidade da promoção nacional, um maior entrosamento entre o público e o privado, promover Portugal e as suas marcas regionais, sempre com uma visão integrada dos diversos factores e com noção clara do público que se pretende atingir. No que à Região de Lisboa diz respeito, é fundamental reflectir sobre uma estratégia de captação de investimento para zonas que ainda têm pouca oferta, mas muitos recursos e potencial turístico. E para Lisboa atingir um patamar superior, no que a Turismo de Negócios diz respei-

to, há ainda que viabilizar um novo Centro Congressos com uma missão muito bem definida de dinamização da oferta e que permita melhorar a receita média por turista. Acima de tudo, com estratégia, criatividade e muito enfoque, há que afirmar o futuro e o desenvolvimento sustentado do Turismo como uma responsabilidade partilhada que a todos cabe assumir na conquista do sucesso individual e coletivo.


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MIGUEL QUINTAS, GENERAL MANAGER AMADEUS PORTUGAL

Melhorar o sector turístico começa na nossa casa G

OSTARIA, neste pequeno artigo, de deixar cair os lugares comuns que nós, pessoas do sector do turismo já conhecemos mas não nos cansamos de apregoar. Falo da típica alusão permanente ao excelente “hardware” de Portugal: são as praias, o mar, o sol, a excelente relação qualidade-preço da nossa hotelaria, o domínio de idiomas da população, que por sinal é extremamente afável, a segurança, os restaurantes/comida, etc. Por outro lado, o espaço do artigo é demasiado exíguo para elencar quais os tipos de actividades avulsas Portugal deve realizar, per si, pelo que me limitarei a evocar dois princípios básicos que mexem profundamente com o nosso sector. Pessoalmente acho que temos um país pronto para receber quase toda a espécie de turismo. Então onde falhamos? Na realidade, sempre que nos perguntamos porque não temos melhores resultados no turismo, devemos endereçar essa interrogação a… nós próprios! Nós, enquanto máximos responsáveis pelas empresas e organismos do sector, demonstramos uma enorme incapacidade de nos organizarmos como um todo. Olhemos, a título de exemplo, para a quantidade de associações do nosso sector. São dezenas! O que me constrange não é a sua existência, mas sim as razões para o seu nascimento: simplesmente os empresários não se revêm nas suas associações, logo, procuram

alternativas. Ora este é, na minha opinião, o primeiro ponto a ser resolvido para uma indústria tão particular que só funciona bem quando trabalha em rede. A nossa “rede” tem vários problemas e compete aos empresários e diretores de empresas e organizações criar consensos e estabelecer as pontes para que trabalhemos em conjunto com um único sentido comum. Todos podemos beneficiar mais se tivermos a inteligência de somar os nossos esforços. Não digo com isto perder a personalidade individual, mas sim entrar num comboio que nos leve a todos às estações seguintes nesta viagem. Daqui surge a segunda questão: o estado! Oiço e leio, por variadíssimos lugares, revistas e jornais, que quando algo não funciona o responsável é a tutela. No nosso sector então, o governo (seja lá qual for) nunca acerta na promoção, no IVA, nos custos de contexto, etc. Pessoalmente não concordo. Que eu saiba, a Secretaria de Estado do Turismo dos diferentes governos sempre se mostrou aberta a discutir todos os temas com o sector privado. Pergunto se o sector privado tem tido capacidade de diálogo, influência e força representativa para escrever estratégias conjuntas? Possivelmente não. Ou melhor, em muitas áreas não. Não posso deixar de relembrar a confusão gerada em volta da possível “Agência Nacional de Promoção Turística” que antes de ser já o era, mas que afinal não chegou a ser, porque o que se disse não era o que se queria dizer. Um exemplo claro daquilo que poderia ser uma boa ideia, está aparentemente moribunda em função dos interesses e desinteresses dos próprios privados. O Estado, esse, aceitaria seguramente comprometer-se numa ação concertada mas sólida com os privados. Quem faz o nosso sector somos nós. Comecemos, em primeiro lugar, por exigir mais a nós próprios.

ALEXANDRE SOLLEIRO, CEO DA CADEIA TIVOLI

Reunir as equipas e não sair da sala sem ter um plano É

INQUESTIONÁVEL que a evolução social e tecnológica vivida nos últimos 15 anos tem influenciado profundamente e de forma acelerada os hábitos de consumo e o comportamento do consumidor-turista. Resumo estas alterações através de 6 palavras/conceitos chave que transmitem a nova realidade do consumidor e que devem estar definitivamente integradas nas estratégias de comunicação, de evolução ou criação de produto turístico e de desenvolvimento do nosso destino (Portugal): mais informados, “networking”, “value for money”, sustentabilidade, experiência local, acessibilidade. Os 2 primeiros (mais informados, “networking”) são direcionados à comunicação com o consumidor, os 3 seguintes (“value for money”, sustentabilidade, experiência local) mais direcionados ao valor acrescentado do produto, e o último (acessibilidade) ligado à facilidade de compra. No entanto, todos são na verdade indissociáveis – não adianta ter bom produto mal comunicado, nem comunicar o que é invendável. É também inquestionável que os diferentes atores do sector turístico (Empresas, Turismo de Portugal, Governo e Autarquias) têm vindo a adotar progressivamente estes conceitos nas suas estratégias, embora a níveis ainda não uniformes. Se os primeiros 70% do caminho já foram concretizados, serão os restantes 30% que permitirão fazer a diferença para o futuro e permitir acelerar o crescimento do número de turistas que nos visitam, de forma a atingir rapidamente números mínimos que assegurem a perenidade da capacidade instalada. Paralelamente, Portugal atravessou nos últimos 5 anos uma

“tempestade perfeita” resultante da conjugação de 3 fatores: o aumento importante da capacidade, a diminuição de dormidas e preço, a crise financeira com o consequente aumento dos custos de financiamento. Estamos portanto numa fase de níveis de ocupação da capacidade instalada (hotéis, empreendimentos turísticos, restaurantes, instalações complementares) e de preços significativamente inferiores aos mínimos necessários para assegurar a perenidade dos investimentos. Assim, devemos concentrar-nos somente em 2 objetivos no sector turístico para os próximos anos: 1) crescer em 20% de turistas com a maior brevidade (aumentar a taxa de ocupação da capacidade instalada de 50% para 60%), 2) convergir planos de ação nos 6 conceitos chave acima para assegurar o crescimento imediato e sustentar no futuro. Quanto às políticas e iniciativas para atingir estes objetivos, e correndo o risco de chocar ou de provocar sorrisos, prefiro não tentar dar a receita milagrosa, mas sugerir aquilo que fazemos como gestores quando nos deparamos com um projeto ambicioso pela frente: reunir as equipas e não sair da sala sem ter um plano. Extrapolando para a empresa “Portugal Turístico SA”, que tal o Sr. Ministro da Economia (CEO) reunir a “sua equipa” – Secretária de Estado do Turismo (COO), Turismo de Portugal (Marketing e Formação), Confederação do Turismo (Vendas e Produção), Associação de Bancos (CFO), Secretaria dos Transportes (Logística) e Associação de Municípios (Património, Acolhimento, Animação) - e se fecharem numa sala até terem um plano partilhado por todos?


Opinião

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ORLANDO CARRASCO, CONSULTOR E ASSESSOR DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS DA CTP

Não interessa inventar o que já está inventado, mas fazer o que não está feito O

TEMA em apreço é pertinente, atual e importante, e vem suscitando comentários, análises e discussões várias entre todos os que se preocupam com esta atividade fantástica e fascinante que é o TURISMO. Muitas têm sido as abordagens e comentários produzidos pelos diversos Observatórios, sobre as alterações verificadas no Turismo a nível mundial: O Impacto do 11 de Setembro no setor das viagens e do turismo; As alterações significativas do mercado do lado da oferta com a concentração de operadores; A dinâmica das “low cost carriers”, criando um novo segmento de mercado e novos horizontes no mundo do transporte aéreo; As alterações do paradigma do negócio: O “Preço” como fator chave do negócio, Os fortes investimentos em TI; O progressivo aumento das vendas via internet; A alteração progressiva na atitude de serviço ao cliente; A alteração de comportamento do cliente e os efeitos na estratégia dos agentes e operadores do sector: ADPROSUMER = advertising + producer + consumer. O nosso cliente é também o nosso melhor vendedor!; O aparecimento de Novos Mercados, quer do lado da oferta, quer da procura; As novas realidades: O crescimento das classes médias nos países emergentes; O progressivo papel dos países emergentes no crescimento económico mundial; A importância da

China e Índia no contexto mundial, obrigam a novos posicionamentos e estratégias de mercado; A Webinformation; 1,5 biliões de pessoas com acesso à Internet; O desenvolvimento das novas tecnologias que potenciarão o surgimento de novos canais de distribuição Todos estes fatores e muitos outros que poderia referir, obrigam a uma atenção redobrada e à mobilização de todos os intervenientes no negócio, quer a nível institucional, quer empresarial. Sabe-se que os recursos são escassos, o que implica que todas as acções e estratégias tenham que ser amadurecidas no sentido de maximizar os seus efeitos. As ações de promoção deverão ser focalizadas e muito profissionalizadas; deverão ser formados técnicos especializados por mercados e abandonar a via da generalização e, acima de tudo, principalmente nos Países/Regiões em que o sector do Turismo representa papel fulcral na atividade económica, há que preparar e consciencializar todos os que interferem neste negócio (Estado, Empresas, Trabalhadores) para a importância do SERVIÇO e da ATITUDE perante o trabalho e perante as pessoas que nos visitam, que constituem a verdadeira matéria prima deste sector, isto consegue-se mobilizando todos os que participam nesta atividade, através de planos sustentados de formação e criando

condições de trabalho dignas. Kennedy dizia que existem indicadores para medir todas as variáveis da atividade económica, mas que é difícil medir o grau de satisfação e felicidade das pessoas. Tenho visto e lido muito sobre propostas de medidas, reformas, alterações constantes ao ambiente do Turismo em Portugal. Cada novo responsável que chega ao sector considera sempre que sabe mais que todos os que o antecederam e inicia um trabalho de alterações que cansa as pessoas e obriga a dispersar energias, recursos e focus, necessários para outras tarefas bem mais importantes. O TURISMO é um sector que vive em grande parte de pequenos pormenores que, no final, se assumem como fatores determinantes da satisfação e da felicidade, e que associam níveis baixos de investimento a graus de emoção significativos. Os objetivos dos viajantes foram sofrendo alterações significativas nos últimos anos. Hoje atribui-se significado especial às EMOÇÕES, às VIVÊNCIAS, às EXPERIÊNCIAS e às DIFERENÇAS. Hoje há mais pessoas a viajar, mais exigentes e com interesses mais bem definidos. O “Destino Portugal” continua a ser considerado de 2ª linha, com implicações no nível dos preços praticados. Como se pode alterar esta situação com os recursos disponíveis?

Deixarei para outros a reflexão global sobre este tema. Irei concentrar-me num segmento concreto, o designado “Turismo de Cidade” que, como sabemos, sofreu um forte desenvolvimento nos últimos anos e que muito tem contribuído para a animação do negócio em Portugal. Darei alguns exemplos, que podem parecer pequenos pormenores, mas que poderão fazer toda a diferença nas nossas cidades e contribuir para melhorar a imagem, a marca e, consequentemente, o valor acrescentado do nosso Turismo: Uniformizar o mobiliário urbano das esplanadas, principalmente nas zonas nobres e históricas. Acabar com a parafernália de chapéus de sol, cadeiras e mesas, cada um de sua cor, que criam uma atmosfera desagradável à vista e dão um aspeto decadente. O Turismo de Portugal, ip pode ter aqui um papel relevante, em colaboração com as autarquias, criando linhas de crédito específicas para esta renovação; Acabar com os menus escritos em toalhas de papel e colados nas montras dos restaurantes; Acabar com os anúncios de que não há serviço de esplanada, que se traduz na transformação do cliente em empregado e que cria também um ambiente degradante, com a louça suja espalhada pelas mesas e as pessoas sem condições para se sentarem; Melhorar o estado dos prédios abandonados e degradados; Alegrar as ruas e bairros das zonas nobres e históricas, com atividades lúdicas e musicais; Dar oportunidade às artes de um modo geral e à música em particular para animar as localidades e as pessoas; Aproveitar as bandas tradicionais e grupos musicais existentes, bem como os espaços históricos, os velhos coretos, as igrejas para produzir pequenos mas animados espetáculos que certamente seriam do agrado dos nossos turistas e dos cidadãos em geral.


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JOÃO BARBOSA, SECRETÁRIO GERAL DA ATP

“Estamos bem preparados para uma concorrência internacional”

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oão Barbosa, secretário geral da Associação das Termas de Portugal (ATP) garantiu à Viajar que “estamos bem preparados para uma concorrência internacional e temos uma oferta diversificada. Isto porque é parque termal português é renovado, reabilitado e moderno, e em termos de infraestruturas e equipamentos não fica a dever àquilo que encontramos nos países da Europa de referência nesta área” Se até 2004 em Portugal havia uma oferta estritamente clássica – a vertente terapêutica – hoje em dia, apesar dessa oferta ser ainda predominante, até porque é o ADN das termas, ela hoje combina com uma oferta cada vez mais crescente e sofisticada também ao nível de programas de bem-estar, de prevenção de doenças e de promoção de saúde e vida saudável. “Temos propostas para pessoas que nos procuram porque querem aliviar ou tratar alguma patologia de que padecem e buscam nas termas uma solução terapêutica para esse problema e temo também toda a parte do mercado que procura as termas como um destino interessante para momentos de lazer, combinando uma proposta de natureza turística e de lazer, mas como locais onde podem encontrar valor acrescentado, numa perspetiva de cuidarem da reposição de equilíbrio, de alimentação saudável, exercício, cuidarem do próprio corpo, relaxarem e descansarem, em contacto com a natureza. Tudo isto faz com que a oferta mais de lazer e bem-estar tenha cada vez mais adeptos”, referiu João Barbosa. O termalismo em Portugal, que tem hoje em funcionamento 35 estâncias termais, num universo de 40 (havendo alguns projetos que estarão em remodelação) “evoluiu muito a partir de 2004 quando a nova lei foi publicada, abrindo uma janela de

oportunidade para o desenvolvimento deste setor, tornando-o mais convidativo ao investimento, ou seja, a lei veio permitir o abrir das termas a outros mercados que até então dificilmente procuravam as termas como algo motivante para um programa de fim de semana ou de uma semana em família”, disse o responsável. Abrindo essa possibilidade “começaram a surgir investimentos muito fortes na remodelação, quer dos balneários termais, do alojamento, quer das zonas envolventes, bem como ao nível da formação profissional, certificação da qualidade, promoção, marketing e gestão”. O termalismo em Portugal movimenta anualmente cerca de 100 mil pessoas, o que se traduz em cerca de 830 mil dormidas com uma estadia média de 8,3 noites (aqui conta o peso do segmento terapêutico no negócio termal, que tem a duração de 12 a 14 noites. O setor emprega diretamente 5.000 pessoas, sendo um grande impulsionador regional, já que todo o produto associado é 100% nacional. Embora as estâncias termais estejam espalhadas por todo o país, elas concentram-se fundamentalmente nas regiões Centro e Norte. Daí que o total de dormidas na hotelaria termal da região Centro em 2013 foi de 2.252 (11,5% do total de dormidas da hotelaria da região) e na região Norte em 2013 foi de 2.409 (12,8% do total de dormidas da hotelaria da região), o que revela bem o peso que a hotelaria termal tem nessas regiões. O peso relativo do número total de dormidas da hotelaria termal na hotelaria global a nível nacional (incluindo ilhas) foi de 4,8% no ano passado. A percentagem de estrangeiros é de 5% “com potencial para crescer. Embora o termalismo europeu viva essencialmente do cliente nacional, há um potencial de crescimento e essa é uma das prioridades não só da associação, como

das próprias empresas, combinando a oferta termal com os restantes produtos turísticos. Essa é a abordagem ao mercado que faz sentido”, frisou o secretário geral da ATP. O Turismo de Saúde e Bem-Estar tem vindo a aumentar na Europa e prevê-se que mantenha o ritmo de crescimento no futuro. Em 2004, este produto representava 3 milhões de viagens, esperando-se um crescimento anual de 5% a 10% até 2015, o equivalente a 6,2 milhões de viagens. Este produto divide-se em três segmentos, termas, spas e talassoterapia.

APOSTA EM ESPANHA E NA ALEMANHA As termas de Portugal, segundo João Barbosa, “são conhecidas lá fora, mas há um longo caminho a percorrer e, uma das prioridades do setor e da Associação, é a aposta na internacionalização. Embora o mercado interno seja uma prioridade, e o nosso maior enfoque, para crescer e ganhar maior escala, precisamos de crescer também internacionalmente. Há aí um longo trabalho a percorrer e estamos a fazê-lo, no sentido de que Portugal seja reconhecido como um destino de saúde e bem-estar e em que as termas são o player melhor posicionado para poder captar o mercado internacional”. Neste sentido a ATP está a trabalhar alguns mercados de referência, designadamente, o espanhol, por questões de proximidades, e o alemão, considerado o maior mercado emissor neste segmento, “um mercado que interessa não só pela sua dimensão, mas porque tem grande tradição de ida às termas, não só na vertente terapêutica, mas de lazer, e circula por outros países europeus à procura de propostas de saúde e lazer, valorizando a estadia em localidades que tenham estâncias termais”. Assim, a ATP está a negociar com tour operadores alemães especializados nesta área para a entrada em alguns pacotes. Numa perspetiva mais terapêutica, está a trabalhar com as entidades gestoras de seguros de saúde na Alemanha, que comparticipam os custos com tratamentos fora da Alemanha. “Pensamos que temos uma oferta competitiva nessa área, juntando os atrativos do país, nomeadamente nas épocas média e baixa”, considerou João Barbosa, para acrescentar que “isto significa que temos que trabalhar a marca Termas de Portugal, juntamente que a nossa sub marca Centro”. Em Espanha “faz todo o sentido uma aposta no termalismo clássico, já que temos uma oferta mais


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competitiva da que existe no país vizinho, que tem um termalismo mais orientado para o bem-estar”. O secretário geral da Associação Termas de Portugal sublinhou que “o trabalho é de longo prazo. Havendo mais de 4 mil estâncias termais na Europa, estamos em permanente competição, mas em relação ao mercado alemão acredito que vamos começar a ter resultados muito rapidamente, até porque há um clima favorável, uma vez que há vontade das entidades que gerem e definem as políticas de turismo e de saúde em Portugal”. Por outro lado, há que contar com os benefícios como a diretiva de cuidados de saúde transfronteiriços e outra legislação da Europa que permite que haja facilidades de circulação de pessoas que queiram procurar uma estadia para o bem-estar e promoção de saúde e podem escolher livremente no espaço europeu os destinos onde possam ter essa experiência. Conforme disse João Barbosa, “existem apoios e incentivos a esses movimentos. Associado a isso, existem também as seguranças sociais ou as caixas dos doentes dos respetivos países. Uma oportunidade que temos de aproveitar”. No quadro do turismo médico associado às termas, para determinadas patologias, Portugal tem, igualmente, vantagens competitivas. “O cliente que vem à procura de uma intervenção cirúrgica num hospital ou numa clínica, toda a reabilitação e recuperação podem ser feitas, não num ambiente hospitalar, mas num ambiente termal, numa localização privilegiada e em contacto com a natureza, com preocupações de alimentação saudável e com acompanhamento médico. É claramente uma aposta e estamos a transmiti-la aos responsáveis pela definição da estratégia do produto turístico em Portugal. Aqui também as regiões termais podem ter um papel importante, porque esta competição faz-se através da atração do próprio país, regiões, cidades ou localidades. Aí falamos do clima, da gastronomia, do património, da natureza, das facilidades de deslocação, etc. E toda a promoção deve ser feita nessa perspetiva.

POLÍTICA DE PREVENÇÃO DA SAÚDE O responsável indicou ainda que, no que respeita à política de saúde na Europa e que vem emanado de Bruxelas, está na Agenda 2020 a aposta na prevenção da doença e na promoção de hábitos de vida saudável, de forma muito e direta. “Os sistemas de saúde são caros e, por uma questão de produtividade e rentabilidade das pessoas enquan-

to ativas, vai haver programas de incentivos para a área da promoção da saúde, como já existem na Alemanha e na Escandinávia. É mais barato pagar a saúde do que a doença, e isso dá-nos algum otimismo. Além disso, está a ser trabalhada uma norma europeia para as termas. Neste sentido, João Barbosa está convencido que “nos vai beneficiar a todos e abrir mercados”. Apesar de não existirem em Portugal operadores especializados neste segmento, como acontece na Europa, há já alguns com oferta direcionada para estas matérias e têm-se constituído em canais de distribuição do produto tanto a nível nacional como internacional. Também, ao nível da comercialização, as termas de Portugal contam com as caixas seguradoras de outros países. No entanto, segundo João Barbosa, “há um esforço grande de chegar diretamente ao cliente final, até porque a componente compra direta é fortíssima. Neste quadro, as estâncias termais fazem diretamente o seu trabalho”. Da mesma forma, a Associação disponibiliza ferramentas e abre canais de venda para que as termas possam beneficiar. “Temos um site que serve não só de promoção e comunicação, mas oferece também uma plataforma de reservas online, para os segmentos terapêutico, de famílias e empresas. Os programas e propostas de saúde para as empresas têm tendência de crescimento em todo o mundo. São programas que permitem que os colaboradores das empresas possam usufruir de propostas que reponham o equilíbrio, com efeitos diretos na rentabilidade e produtividade das próprias empresas”, explicou o dirigente, acrescentando que no site da ATP as estâncias termais colocam os seus produtos e as suas promoções, tanto para o mercado interno como externo, onde podem ser feitas reservas diretamente. O termalismo é ainda considerado um produto sazonal. No entanto, desde 2004, considerado o ano da viragem, e com a criação de novos produtos, tem-se atenuado a sazonalidade, apesar dos meses de setembro e outubro continuarem a ser os mais fortes. Entretanto, João Barbosa refere que “cada vez há mais termas a funcionarem durante todo o ano, ou a encerrar durante muito pouco tempo para manutenção ou reabilitação”. Para este atenuar da sazonalidade, a ATP pretende este ano recuperar o programa de turismo sénior. Na sua atividade, as termas fazem a utilização da água mineral natural, recurso que, pelas suas

caraterísticas tem propriedades terapêuticas com efeitos para a saúde, que permite depois desenvolver todas as propostas de valor relacionadas com saúde e bem-estar. A água é de domínio público, tutelada pelo Ministério do Ambiente, e os concessionários podem ser entidades privadas, públicas ou mistas, que celebram um contrato com o Estado. Por outro lado, toda a parte da tutela dos estabelecimentos termais é da Direção Geral de Saúde, que define todas as regras, licenciamentos, organização, supervisão e controlo de qualidade. O segmento de turismo de saúde, que engloba as termas, Spas e talassoterapia, está consignado pelo PENT, como um dos 10 produtos estratégicos. “Na parte das termas, o que nos distingue – a nossa identidade e a nossa diferença – reside na base da utilização da matéria-prima que é a água mineral natural que garante propriedades terapêuticas. É algo único e distintivo que os Spas não podem oferecer e a talassoterapia também não pode porque utiliza água do mar. Toda a oferta de uma estância termal é suportada e sustentada pela água mineral natural, que tem a sua localização, o que significa que só pode ser explorada junto da sua origem, daí a prevalência nas zonas interiores do país, localidades essas que, normalmente, estão em zonas privilegiadas do ponto de vista paisagístico e de contacto com a natureza. Esta também é uma vantagem que as termas têm face aos outros conceitos”, realçou o dirigente da ATP. Por outro lado, evidenciou que “a própria atividade é reconhecida pela Ordem dos Médicos e pela Organização Mundial de Saúde, o que significa que há muita investigação alicerçada na prática termal, do ponto de vista dos benefícios, dos tratamentos e dos apoios aos meios complementares, como será a fisioterapia. Também temos a classe médica que garante não só o funcionamento do estabelecimento termal, numa perspetiva terapêutica, mas que também acompanha todos os programas de bem-estar, garantindo qualidade e credibilidade junto desse mercado”. Neste âmbito “de forte crescimento da preocupação das pessoas em cuidarem-se, investirem mais tempo e dinheiro na procura de momentos de lazer, de bem-estar, de boa forma, de melhores hábitos alimentares, de promoção da vida saudável e prevenção da doença, as termas estão na linha da frente”, concluiu o secretário geral da ATP, João Barbosa.


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COM UNIDADES VOCACIONADAS PARA A SAÚDE E BEM-ESTAR

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Grupo Natura IMB quer entrar em Lisboa ou Porto até 2015

CEO do grupo Natura IMB Hotels, Luís Veiga, revelou que está atento às oportunidades de negócio que possam surgir em Lisboa e no Porto, cidades para onde o grupo hoteleiro conta expandir-se até 2015. “Estamos atentos a negócios em Lisboa e no Porto, neste momento, para além de um eventual negócio na zona. O nosso crescimento será sempre para as duas metrópoles, na área metropolitana de Lisboa e Porto”, revelou o responsável durante uma apresentação na BTL. Segundo Luís Veiga, o grupo está já a analisar algumas propostas e até 2015 podem existir novidades, ainda que a entrada do grupo na hotelaria de Lisboa ou Porto seja sempre pela via da saúde e bem-estar ou com uma aposta na sustentabilidade ambiental, que têm sido as principais bandeiras do grupo hoteleiro. “Temos duas ou três propostas que estamos a avaliar mas temos que ver se, de alguma forma, acrescentam valor ao grupo. O próprio nome Natura tem a ver com a nossa certificação ambiental e também a nível alimentar e pelo facto de estar

ano passado foi um ano de recuperação”, explicou.

5 ANOS DE DISTINÇÃO

muito ligado ao Parque Natural da Serra da Estrela, tudo o que nós fizermos será na área da saúde e na área ambiental”, explicou. O grupo Natura IMB Hotels conta atualmente com cinco unidades hoteleiras na região da Serra da Estrela, nomeadamente H2otel, Hotel Lusitânia, Hotel Turismo da Covilhã, Hotel Vanguarda e Hotel Covilhã Parque, num total de mil camas, sendo o grupo hoteleiro com maior oferta de alojamento na região. Luís Veiga, acredita que 2014 vai ser um ano positivo e diz que, até agora, as perspetivas para este ano são “muito animadoras”, depois de 2013 ter sido um ano de recuperação para a maioria das suas unidades hoteleiras. “As nossas perspetivas são boas. Lançámos na feira (BTL) vários programas e temos perspetivas muito animadoras. É preciso que se saiba que o mês de Agosto é o melhor mês da Serra da Estrela, ao

Villa Sandini Hotel & Spa com pacote relaxamento O VILLA SANDINI Hotel & Spa, em Sandim, Vila Nova de Gaia, lançou um Programa de Relaxamento Citrus Spa, o qual, e durante meiodia, permite aos adultos tonificar o corpo e a mente e às crianças uma manhã divertida. Diariamente, mas sujeito a reserva, a nova oferta tem o seguinte programa para os adultos: Aula de Hidroginástica, às 08h30, na piscina do hotel com um personal trainer, seguido de um Pequeno-Almoço Biológico, às 09h15; 10h00 tempo de Esfoliação Física que, durante 20 minutos, elimina as células mortas da superfície cutânea; Momento de Rosto, às 10h30, é um tratamento mini facial de meia hora; Por fim, uma hora e meia de Massagem de Pedras Quentes. Para os mais novos, o hotel reservou um programa especial. Tal como os adultos, às

contrário do que se pensa normalmente”. De acordo com o responsável, os primeiros meses de 2014 “têm sido meses de crescimento sustentado face a 2013”, o que se ficou a dever essencialmente ao bom Inverno da Serra da Estrela, que este ano contou “com muita neve. No ano passado, Luís Veiga explicou que a maioria dos hotéis do grupo Natura IMB teve um ano de recuperação, à exceção do H2otel, que registou um crescimento de 12%. “O H2otel é um hotel muito diferenciador, com um conjunto de produtos e serviços que marcam muito pela inovação e que tem tido uma trajetória muito positiva, no ano passado crescemos 12%. Os outros também cresceram, não nesta dimensão, mas a trajetória do H2otel, ao contrário dos outros, tem sido positiva ao longo destes cinco anos. Nas outras unidades, o

08h30 todos na piscina a ter uma Aula de Hidroginástica, com um personal trainer. 09h15 tempo de um nutritivo Pequeno-Almoço Biológico. Às 10h00 a diversão regressa com a atividade “Brincar na Água”, acompanhado de um professor. Para finalizar, o Kids Center do hotel recebe os pequeninos hóspedes para oferecer jogos, pinturas e outras surpresas, sempre acompanhados de um professor. O novo pacote Relaxamento Citrus Spa orça em 170 euros por pessoa para adultos e 45 euros por pessoa para as crianças (dos 3 aos 10 anos). Na antiquíssima vila de Sandim, o Villa Sandini Hotel & SPA abre as portas aos turistas que escolhem como destino a região do Douro Litoral.

Pelo quinto ano consecutivo, o H2otel – Congress & Medical Spa, em Unhais da Serra, foi distinguido com uma Chave de Ouro. Já são cinco as Chaves de Ouro atribuídas ao H2otel – Congress & Medical Spa, em Unhais da Serra. “Estes prémios são o reconhecimento do trabalho de toda a equipa do H2otel.  É com orgulho que vemos a qualidade do nosso hotel ser distinguida ano após ano, mostrando-nos que podemos fazer sempre mais e melhor”, declarou Luís Veiga, administrador executivo do Grupo Natura IMB Hotels. O H2otel – Congress & Medical Spa, construído de raiz, nasceu da reabilitação das termas de Unhais da Serra e está rodeado pela beleza do Parque Natural da Serra da Estrela. Em perfeita sintonia com o espaço envolvente, o complexo posiciona-se como o melhor exemplo de integração entre hotel e centro termo-lúdico da Península Ibérica. Paralelamente, é o primeiro hotel português a receber a certificação Bike Friendly Hotel pela Specialized.


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Vilalara Thalassa Resort apresenta novos programas de talassoterapia

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ARA QUE os seus clientes possam aproveitar esta altura do ano para preparar o seu corpo para o verão, o Vilalara Thalassa Resort preparou novos programas de Talassoterapia, sugerindo, assim a experiência do programa de 2 dias “Descoberta Talassoterapia” completado com o “Ritual Detox Beleza”. O programa descoberta talassoterapia de 2 dias inclui: 2 noites de alojamento em Suite Júnior Vista Jardim (opção de noites extra); Pequeno Almoço Buffet; Meiapensão gastronómica ou dietética (bebidas não incluídas); 2 dias de cura com 4 tratamentos de talassoterapia diários; Consulta médica inicial (caso o cliente não deseje a

consulta, deve apresentar atestado médico ou assinar um termo de responsabilidade). Consulta médica (todos os dias exceto aos Domingos); 1 garrafa de água mineral por dia no quarto; Acesso gratuito Sauna, Banho Turco e Fitness; Voucher de 20 euros para compra de produtos de beleza na boutique do hotel - não reembolsável; Welcome Kit – Touca de Banho e 1 produto à base de ativos marinhos.  Por sua vez, o Ritual Detox Beleza - 85 minutos - oferece um cuidado personalizado de rosto e de um cuidado desintoxicante para o corpo, bem como exfoliação tónica, massagem oxigenante e sudação sucedemse para estimular o seu corpo e enriquece-lo com ativos antioxidantes e

um ritual beleza do rosto que enche a pele de ativos ultra-concentrados para um efeito instantâneo. A Talassoterapia é a utilização combinada entre água do mar, ar marinho e substâncias extraídas do mar (lamas marinhas, algas e areia) para o bem-estar do organismo. A água do mar é uma autêntica fonte de elementos vitais devido às suas qualidades biológicas. Contém a maioria dos oligoelementos necessários ao corpo humano (magnésio, iodo, lítio, zinco, cobre, selénio e cálcio, entre outros). Quando aquecida entre 32ºC e 36ºC, a penetração dos oligoelementos ao nível da epiderme é potenciada e proporciona o relaxamento muscular e a descontração.

A talassoterapia estimula a circulação, reduz o stress, ajuda na recuperação pós-acidente e dá elasticidade à pele. Trata também o reumatismo e a artrose através de reabilitação em meio marinho. Rodeado por 12 hectares de magníficos jardins e com acesso direto a uma praia exclusiva de areia dourada, o Centro de  Talassoterapia & Spa Vilalara, que é considerado um dos melhores da Europa junta a medicina preventiva e terapias anti-age e bem-estar num ambiente de resort. Coloca à disposição dos seus clientes, uma equipa de médicos, osteopatas, fisioterapeutas  e hidroterapeutas formados segundo as técnicas de talassoterapia mais recentes, e um equipamento moderno.

Magic Spa do Pestana Palace é o melhor do país em hotéis de luxo O MAGIC SPA do Pestana Palace Hotel & National Monument foi eleito Best Luxury Hotel Spa em Portugal, no World Luxury Spa Awards 2014, e finalista na categoria Best Luxury Day Spa. Os eleitos são escolhidos pelo público e clientes de cada espaço, com o objetivo de premiar a qualidade, inovação e serviços dos melhores spas em todo o mundo. De acordo com a organização, o Magic Spa by Pestana é “um oásis no centro de Lisboa.” Com menus exclusivos, os Magic Spa by Pestana têm vários tratamentos de corpo e rosto, assim como programas de relaxamento desenhados e inspirados em técnicas terapêuticas ancestrais importadas dos quatro cantos do

mundo. São espaços zen e acolhedores especialmente criados para proporcionar momentos únicos de puro prazer e relaxamento. Os tratamento são feitos com produtos naturais, à base de matérias primas de qualidade, sem parabenos, colorações ou aromas artificiais. Produtos próprios e exclusivos, a que o Grupo pestana chamou de Magic Potion e cujas propriedades são garantidas por uma embalagem que permite uma maior preservação dos produtos e proteção contra os efeitos das alterações de temperatura e luminosidade. Disponível em vários hotéis Pestana e Pousadas de Portugal, os Magic Spa oferecem ainda tratamentos exclusivos consoante a região onde estão inseridos.

“É com uma enorme satisfação que recebemos este prestigiante prémio. É o reconhecimento que a aposta que fizemos recentemente na renovação dos nossos spas e produtos próprios valeu a pena”, diz Catarina Lopes, responsável pelos Magic Spa by Pestana. Premiado como o melhor hotel de cinco estrelas em Portugal, o Pestana Palace Hotel & National Monument é mais do que uma unidade hoteleira. É uma experiência única que junta o serviço de excelência do Grupo Pestana ao enquadramento palaciano ímpar de influência francesa, do palácio Valle Flôr, classificado como ”Monumento Nacional”. Membro do “The Leading Hotels of the World”, o palácio construído no século XIX tem 174 quartos, 13

suites, das quais quatro são reais, e oferece uma maravilhosa vista panorâmica sobre a cidade e o Tejo. Ideal para negócios ou lazer o Pestana Palace é um dos maiores ícones do turismo nacional e o preferido das estrelas pop e a realeza do mundo inteiro.


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DIVINE BY RITUALSPA Vidago Palace soma prémios

 O VIDAGO Palace Hotel recebe a distinção de Best Luxury Destination Spa, atribuída nos conceituados World Luxury Spa Awards em reconhecimento da qualidade, inovação e serviço prestados aos hóspedes. Esta distinção internacional coloca o Spa do Vidago Palace Hotel na lista dos melhores do mundo, tendo sido escolhido por um painel internacional de consultores independentes e por turistas. O spa termal do Vidago Palace Hotel destaca-se pelo minimalismo das linhas direitas onde sobressai o uso de pedra mármore branca e a luz natural, um projeto da autoria do arquiteto Álvaro Siza Vieira para a Unicer. Composto por 20 modernas salas para tratamento, relaxamento, bem-estar e beleza, oferece como elemento diferenciador a utilização da água mineral de Vidago e, ainda neste espaço, destaque para a piscina interior, sauna e ginásio. O centenário Vidago Palace é um dos destinos turísticos mais românticos e emblemáticos da região norte de Portugal que já conquistou várias distinções, nomeadamente o prémio de excelência de Novo ou Renovado Hotel dos Condé Nast Johansens Awards for Excellence 2014. Para além de ser presença habitual em publicações e roteiros nacionais e internacionais, de referência. Integrado no Parque Termal de Vidago, destaca-se pela experiência que proporciona pelo contato com a natureza, num ambiente repleto de glamour e elegância ao estilo da Belle Époque. No hotel, evidenciam-se os 70 quartos e suítes, alguns com pátios privativos, com uma decoração personalizada com assinatura de José Pedro Vieira e Diogo Rosa Lã, que propicia uma atmosfera intimista aos hóspedes. De acordo com Rui Lopes Ferreira, vice-presidente e CFO da Unicer,“estamos, naturalmente, muito satisfeitos com esta distinção que nos posiciona no topo na categoria de spas, a nível mundial. O nosso spa termal é um espaço absolutamente fantástico e moderno onde oferecemos várias experiências para o bem-estar do corpo e da mente, e que fica integrado numa unidade hoteleira também premiada internacionalmente, o Vidago Palace Hotel. Acreditamos que estes prémios, com a chancela de entidades independentes e de referência no setor, são uma excelente forma para ampliar o que de melhor se faz cá dentro, num valioso contributo para a afirmação de Portugal como destino turístico de excelência.”

Corpo e mente renovados com tratamentos de luxo

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RODEADO por uma paisagem inebriante e contemplando as vinhas, o DiVine by RitualSPA, do Hotel Dolce CampoReal Lisboa, oferece uma escapadela à correria do dia-a-dia. Com rituais e tratamentos únicos, os ingredientes naturais e os produtos de luxo da linha Decléor, aclamada a nível internacional, farão de cada visita uma experiência intensa e envolvente. O Spa de 700 m2 inclui uma elegante sala de chá e uma área tranquila para um relaxamento perfeito antes ou após o seu tratamento, assim como piscina com hidromassagem, sauna a vapor com ervas medicinais, banho turco e salão de estética.  Pode sempre escolher o tratamento mais adequado ao seu caso ou permitir que o terapeuta do Spa lhe indique e conceba um programa que vá ao encontro das suas necessidades e gostos. O DiVine by RitualSPA apresenta para esta primavera/verão duas novidades ao nível dos tratamentos em sala que farão as delícias de todos os clientes, o Gym Lift Cryolipolise e o Arosha Body Dinamic Concept. A Criolipólise é o mais recente avanço da estética corporal na eliminação definitiva de gordura localizada. Consiste na aplicação de frio, na área da adiposidade localizada, para conseguir a eliminação seletiva das células adipócitas (células gordas) de forma indolor, eficaz e prolongada. O resultado desta tecnologia baseia-se na eliminação celular ordenada (a apoptose), que ocorre quando as células adipócitas são expostas a uma temperatura abaixo dos 10 graus centígrados. O que distingue este tratamento no DiVine by RitualSPA, dos outros existentes atualmente no mercado, é a combinação de sequências de massagens vibratórias, clinicamente testadas, que otimizam a comodidade durante o tratamento e melhoram substancialmente o seu resultado final. A massagem vibratória tem um papel preponderante, uma vez que atua sobre o tónus muscular, favorece a drenagem de toxinas e inibe a sensação do frio, eliminando até 30% da gordura localizada na zona tratada.

Já a Arosha body dynamic é um conceito totalmente inovador no combate às principais alterações de estética corporal, tais como: celulite e adiposidade localizada, retenção hídrica e acumulação de toxinas e lípidos (celulite edematosa) e flacidez cutânea. A sua eficácia e resultados são garantidos pela combinação perfeita de três elementos fundamentais: a aplicação de cocktails de princípios ativos de alta concentração; as técnicas manuais e/ou de aparatologia avançada e a consistência e apresentação do cosmético, que garante uma melhor assimilação através da pele. Além destas novidades existem dois programas que têm de ser apresentados, o Programa Segredo Doce - esfoliação e massagem com mel para corpo e rosto - e o Programa Aroma Lisse & Detox, ambos com 90 minutos. Rico em vitaminas A, D, E e C, o mel é considerado um dos nutrientes mais valiosos da natureza. O seu poder antioxidante inspirou o mundo de beleza e bem-estar a lançar um ritual benéfico tanto para corpo como para a mente. A massagem corporal com mel ativa o sistema linfático, purificando o corpo através da remoção de toxinas e resíduos de glóbulos brancos. Tem também um poderoso efeito calmante e descontraturante muscular. Hidrata a pele em profundidade, contribuindo para protege-la do sol e do vento. As vitaminas previnem o envelhecimento precoce da tez, prevenindo o aparecimento das manchas, rugas e flacidez. Para responder às novas exigências das mulheres modernas a DECLÉOR, especialista em Aromaterapia, criou o tratamento “antidoto” para problemas relacionados com alterações estéticos corporais e faciais tais como adiposidade e envelhecimento cutâneo precoce. O programa inclui uma esfoliação intensiva, aplicação de máscara corporal (com poder desintoxicante e purificante à base de algas marinhas) e o novo tratamento facial AROMA LISSE, que combina o know how técnico de quatro produtos anti-rugas.


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Dossier

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Reabriu o Balneário Termal de Monfortinho

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BALNEÁRIO Termal de Monfortinho inaugurou no início de abril, o novo ano termal, apresentando como principais novidades o reforço da vertente do bem-estar e a introdução de novas parcerias na área da cosmética. A época 2014 deste complexo termal gerido pelo grupo Ô Hotel & Resorts e situado em Termas de Monfortinho, concelho de Idanhaa-Nova, decorre até 19 de outubro. As portas estarão abertas todos os dias da semana, só de manhã na época baixa (05/04 a 30/06 e de 29/09 a 19/10) e também à tarde no verão (01/07 a 28/09). No termalismo clássico, as águas de Monfortinho são reconhecidas pelas suas vocações terapêuticas nas doenças crónicas cutâneas, hepatobiliares e intestinais, reumatismais e alergias do foro respiratório. O balneário é ainda indicado para repouso psicossomático e momentos de bem-estar. As famosas

Termas de Monfortinho existem desde as civilizações romanas e são propícias a uma experiência completa e revigorante. O Balneário apresenta uma oferta de tratamentos bastante variada, desde tratamentos personalizados a propostas de relaxamento tradicionais. Após relaxar no Balneário Termal, na região de Monfortinho pode ainda visitar a aldeia mais Portuguesa de Portugal, Monsanto, bem como a tradicional e rústica aldeia de Penha Garcia. A “Massagem das 5 Energias”, com efeitos relaxantes e revitalizantes, e os banhos “Anti-Stress” e “Thal’Energie” são novos tratamentos que enriquecem a oferta da estância termal para este ano. Estes tratamentos são acompanhados de novas parcerias com os produtos de cosmética La Phyto e de um novo software que aperfeiçoa a gestão do complexo termal. As novidades foram apresentadas pelo diretor do Ô Balneário Termal,

Pedro Próspero, na inauguração da época 2014. Na ocasião estiveram presentes a equipa que dirige e as diferentes entidades que colaboram com o grupo Ô Hotel & Resorts, entre as quais o Município de Idanha-a-Nova, representado pela vice-presidente, Idalina Costa. A autarca garantiu que este grupo hoteleiro e todos os outros empresários de Idanha-a-Nova terão sempre no Município um parceiro ativo e empenhado. Na circunstância foram ainda apresentados dois sabões com água termal das Termas de Monfortinho, produzidos pela empresa Aromas do Valado, que tem sede em Segura. O “Erges” e o “Genes” juntam as características terapêuticas da água termal aos óleos essenciais extraídos de duas matérias-primas da região, a esteva e o rosmaninho silvestre, e ao azeite português. O produto é exclusivo das unidades hoteleiras de Monfortinho do grupo Ô Hotel & Resorts.

Conrad Algarve Spa eleito Best Luxury Resort Spa 2014 em Portugal PARA ALÉM de ser um dos spas mais apelativos de Portugal, o Conrad Algarve Spa & Health Club é também o vencedor do prémio Best Luxury Resort Spa 2014 em Portugal, um galardão atribuído pelos conceituados World Luxury Spa Awards, considerados os “óscares” desta indústria. O Conrad Algarve Spa, localizado no luxuoso Conrad Algarve, é um refúgio que oferece terapias holísticas, que conjugam meditação e relaxamento, bem como tratamentos corporais especiais. Este oásis de tranquilidade adopta uma abordagem contemporânea que proporciona uma renovação de energia e redescoberta do espírito. Mas mais do que um Spa, este é um espaço desenhado e inspirado na harmonia e esplendor da cultura local que combina tratamentos únicos com técnicas inovadoras que trata cada pessoa como um todo, de forma personalizada. Para tornar esta experiência ainda mais enriquecedora, os clientes terão à sua disposição uma variada coleção de tratamentos de assinatura “The Luxury of Being Yourself Experience”. O espaço sensorial do Conrad Algarve Spa oferece, entre muitas possibilidades, tratamentos de

vapor aromático, uma sauna espaçosa com luz natural, piscina panorâmica, piscina de vitalidade com estações individuais de massagem e zonas de repouso interiores e exteriores. Os World Luxury Spa Awards premeiam, anualmente, os melhores spas do mundo que se distinguem por oferecer um serviço de excelência, inovação e qualidade. A votação fica a cargo do público e de reconhecidos profissionais do sector. O Conrad Algarve é um luxuoso resort que oferece aos hóspedes um refúgio elegante na prestigiada área da Quinta do Lago. Localizado na região do Algarve, ao lado do Parque Natural da Ria Formosa, o hotel está a curta distância de magníficas praias e campos de golfe. Distribuídos por seis andares, cada um dos 154 quartos proporciona um conforto luxuoso, juntamente com a mais recente tecnologia num ambiente espaçoso e relaxante. O Conrad Algarve promete aos hóspedes uma experiência memorável, com um serviço discreto, mas envolvente, num resort que oferece o verdadeiro reflexo da cultura local.

Na cerimónia de reabertura do Ô Balneário Termal intervieram ainda a diretora do Resort Ô Monfortinho, Sandra Oliveira, e o diretor clínico, Carlos Crisóstomo. O arranque da época 2014 contou com a atuação do grupo local Cantigas d’Aldeia e uma visita guiada ao complexo.


Hotelaria

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Vila Valverde Design & Country renovada

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EMPREENDIMENTO turístico Vila Valverde – Design & Country, localizado perto da Praia da Luz, no Algarve, foi alvo de um completo restyling dos seus quartos e áreas públicas, bem como da renovação da sua cozinha, estando de novo em plena operação. Aberta há dez anos, esta unidade de alojamento, localizada numa quinta do século XIX, ocupa uma área total de cinco hectares, graciosamente ajardinada, oferecendo quinze amplos e confortáveis quartos, decorados individualmente, com todas as comodidades, incluindo acesso à internet. O Vila Valverde – Design & Country dispõe também de uma piscina exterior com uma zona de estar com areia e chapéusde-sol, outra interior, aquecida, um Wellness Center com Spa e Sauna, e uma cave dedicada aos vinhos portugueses de qualidade, que pode ser utilizada para reuniões e jantares de grupos. O pequeno-almoço, em buffet, inclui uma grande variedade de produtos oriundos da horta biológica da quinta, que também complementam a oferta do jantar, que oferece em cada dia uma ementa única diferente. Além disso, os hóspedes poderão optar, entre as 7 e as 22 horas, pela carta de snacks, que inclui diversas opções de saladas, sopas, omeletas e outros petiscos. Para os seus hóspedes, o Vila Valverde disponibiliza bicicletas de passeio, todo o terreno, e até uma simpática dupla para passeios de caráter mais romântico. Mas existem também outras opções, como passeios a cavalo e tours pela região. Para os amantes do golfe, esta unidade hoteleira oferece pacotes que incluem green fees para os campos da Boavista, Espiche, parque da Floresta, Palmares, CS Alamos e CS Morgado.

Novo Praia Verde Boutique Hotel já abriu O NOVO Praia Verde Boutique Hotel, localizado em Castro Marim, abriu portas no passado dia 15 de abril. Após uma profunda remodelação, a unidade, detida pelo Fundo Discovery desde setembro de 2012 e sob a gestão do DHM Discovery Hotel Management, inicia agora uma nova vida com a associação à Design Hotels, marca internacional com mais de 260 unidades em mais de 50 países nos quatro cantos do mundo. A escolha da Design

Hotels foi uma escolha natural, uma vez que os valores da marca coincidem em pleno com os objectivos que o fundo tem para este projeto. “Conhecer um Algarve ainda por descobrir”, este é o convite lançado pelo novo Praia Verde Boutique Hotel, um espaço dotado de design que interpreta um novo conceito hoteleiro, através da criação de um lobby market que integra várias funções: recepção, bar, mercearia, local de trabalho

e lazer, restaurante e espaço para crianças. Trata-se de um espaço multiusos e de ambiente vivo, suportado por uma equipa multifacetada e flexível. Também o restaurante do novo Praia Verde Boutique Hotel – “À Terra” – promete uma viagem pelos aromas e texturas, cores e sabores, melodias, sensações e estórias, através de uma cozinha caseira, deliciosa, saudável e rústica, estando o forno no centro das atenções e no centro do restaurante. Para Pedro Seabra, Partner do fundo, “O Sotavento Algarvio é para nós um destino de excelência e uma fonte de inspiração. Um magnífico clima, uma natureza exuberante onde se destacam as praias, as salinas e o sapal, num Algarve genuíno e bem preserva-

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Tudo Incluído no Palm Village Suites LOCALIZADO na Herdade dos Salgados, em Albufeira, o Palm Village Suites, oferece as condições ideais para escapadas ou férias em família. A partir de 1 de junho, para uma maior comodidade, os hóspedes poderão usufruir da oferta de Verão ‘Tudo Incluído’. Classificado com 4 estrelas, a oferta do Palm Village Suites é composta por 283 unidades de alojamento familiar de diversos tipos, dando resposta às necessidades de pequenas e grandes famílias. O resort conta com 10 piscinas, 4 delas de utilização exclusiva dos mais novos, distribuídas por amplos jardins. A oferta do complexo contempla ainda 2 bares, 2 restaurantes, estacionamento subterrâneo e exterior, rede wi-fi grátis em todas as suites, family rooms e restaurantes, e para que as crianças entre os 3 e os 12 anos nunca se aborreçam, um Kids Club. Ao longo de todo o Verão, o Palm Village Suites promove um programa de entretenimento direcionado para toda a família. Para que usufruam em pleno dos serviços que o hotel tem ao dispor, a partir de 1 de junho, os hóspedes podem optar por reservas em regime ‘Tudo Incluído’, tornando a estadia mais cómoda e despreocupada. O pacote inclui pequeno-almoço, snacks a meio da manhã e da tarde, almoço, jantar, ceia, seleção de bebidas (incluindo bebidas espirituosas) e entretenimento para adultos e crianças. A par da oferta do resort, seja na própria Herdade dos Salgados ou nas proximidades, com a Praia dos Salgados a menos de 1km de distância, existem diversas razões para tornarem as férias em família inesquecíveis. Golfe, tratamentos de Spa, ginásio, campos de ténis, passeios a cavalo, de bicicleta ou todo-o-terreno, desportos aquáticos, observação de aves, são apenas algumas das opções de atividades para quem se quer manter ativo.


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Hotelaria

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Luna Pérola do Algarve renovado reabre como Luna Miramar

LUNA Pérola do Algarve muda de nome e é agora Luna Miramar. Localizado no centro de Albufeira, o Hotel Apartamento de 4 estrelas sofreu profundas remodelações e abriu as portas no dia 27 de abril. O Luna Miramar encontra-se em funcionamento em regime de soft opening, estando a inauguração oficial marcada para dia 30 de maio. Os 104 apartamentos foram totalmente remodelados e redecorados, apresentando agora um ambiente contemporâneo e mais confortável. Ao nível das áreas públicas, além da renovação da zona da receção, a unidade hoteleira apresenta um novo espaço de restauração e um

novo conceito de bar. O restaurante, com uma área de cerca de 350 m2 e com uma decoração sofisticada, apresenta espaços distintos, incluindo uma zona de animação, vocacionada para espetáculos e música ao vivo. Assim, além de toda a oferta ao nível dos serviços de comidas e bebidas, o Luna Miramar terá uma oferta diversificada de animação, contemplando atividades para adultos e crianças durante todo o ano. A adoção de uma nova identidade vem traduzir toda uma mudança no posicionamento do empreendimento junto do trade turístico e do público. A Holding Lunainvest SGPS, SA é a detentora da marca Luna Hotels & Resorts, empresa de capi-

tal totalmente português, que se insere no âmbito da atividade turística, com uma clara e dinâmica aposta estratégica neste sector. Criada em 2006, a marca Luna Hotels & Resorts, funde as atuais 13 unidades hoteleiras num conceito harmonioso de bem-estar, qualidade e hospitalidade. À data, o grupo conta com unidades hoteleiras em Portugal (Algarve e Setúbal), Angola e Moçambique. A Luna Hotels & Resorts pretende investir, criar, gerir e oferecer toda uma gama dirigida ao Núcleo Familiar, Desportivo e Empresarial, consolidando a  sua posição no mercado, assumindo como missão oferecer a todos os hóspedes uma experiência diferente e memorável em cada estadia.


Tecnologias

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Lisboa é a região turística de Portugal com mais fãs no Facebook

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O MOMENTO em que muitos portugueses começam já a pensar em férias e destinos,  a E.Life Portugal – empresa pioneira e especialista em Inteligência de Mercado e Gestão do Relacionamento nas redes sociais – comparou a performance de sete páginas de regiões de turismo de Portugal continental, avaliando a capital e regiões de Norte a Sul, e ilhas, nomeadamente: Visit Lisboa, Turismo Porto e Norte, Turismo do Centro, Turismo do Alentejo, Visit Algarve, Visit Azores e Turismo da Madeira. O estudo, que recolhe dados entre 1 de janeiro e 31 de março, revela que Lisboa é a região turística portuguesa com mais fãs na rede social, com um total de quase 310 mil seguidores, tendo conquistado no período em análise cerca de 34 mil novos fãs. A este título, Lisboa junta o da região mais falada na rede, com um índice de talking about superior a 900 mil. No pódio das regiões de turismo com mais fãs no Facebook, encontram-se,

ainda, o Alentejo (90 mil fãs) e a Madeira (49 mil fãs). No primeiro trimestre do ano, a página do Turismo do Porto e Norte de Portugal – que contabiliza 29 mil fãs – foi a mais ativa com um total de 656 posts, ao contrário das dos Açores, Algarve e Lisboa que, conjuntamente, não atingem nem metade do número de publicações do mural do Norte. A Madeira é quem mais interage com os seguidores através do Facebook: durante o tempo do estudo, o mural madeirense registou quase

Logitravel estreia a sua App iOS completa A LOGITRAVEL, agência de viagens online especializada na venda de cruzeiros, hotéis de costa e pacotes de férias, acaba de lançar no mercado a nova App completa ‘Logitravel’ para iOS. De download gratuita desde a App Store, que permite aos viageiros reservar até ao último minuto sobre uma ampla variedade de opcções de voos, hotéis e renta-car, para além de consultar qualquer tipo de informações sobre as suas reservas na Logitravel. Tomeu Bennasar, diretor geral da Logitravel explicou: “Com esta nova aplicação queremos facilitar ao máximo o acesso aos nossos clientes a todos os productos e serviços da Logitravel e oferecer all in one  a informação e reservas das suas viagens”, e acrescentou: ”Esperamos que os usuários de iPhone e iPad acabem entrando na Logitravel desde a App por ser mais fácil e  pela comodidade que supõe. Pode aceder em qualquer momento e desde qualquer lugar a um amplo leque de produtos turísticos e opções de viagens. E se pretender pode reservar com só três passos”. A intenção da agência de viagens é ir adicionando novos

produtos à App à medida que estejam prontos. De facto, está previsto que em breve se introduzir os cruzeiros. A App Logitravel foi lançada simultaneamente em todos os mercados onde opera a agência online, ou seja, Portugal, Espanha, Itália, França, Alemanha, Reino Unido, Finlândia e Brasil. E uma grande novidade é que se trata de uma Aplicação multi-idioma e multi-mercado, ou seja, o usuário pode alterar em qualquer momento o idioma ou o mercado adaptando-se às preferências de cada usuário. O processo de reserva é igual que desde o site da Logitravel, a aplicação mostra-lhe todas as opções disponíveis a partir dos critérios de pesquisa indicados, o cliente deve selecionar o produto escolhido, introduzir os dados dos passageiros e os dados de pagamento. Desde a App estão disponíveis todos os métodos de pagamento de que dispõe a Logitravel no seu site, ou seja, cartão de crédito, transferência bancaria e Paypal. No final do processo de reserva, pode aceder também à reserva de seguros, vistos ou malas adicionais associados a essa reserva.

128 mil interações, entre 101 mil likes, mais de dois mil comments e 24 milshares. No entanto, é a página lisboeta que arrecada mais likes (104 mil) e mais comentários (mais de 2.500). De entre as sete páginas analisadas, a dos Açores é a que mais se destaca quando o tema é a taxa deengagement  – métrica que relaciona o volume de interações com o número de posts e de fãs. É a região com menos fãs (cerca de oito mil), mas a página açoriana lidera nesta métrica com uma taxa de 1,077 por cento. O Algarve é também uma das regiões que apresenta uma elevada taxa de engagement– 0,980 por cento –, enquanto que o último lugar pertence a uma das regiões com mais fãs: o Alentejo. Uma grande parte do  engagement  é gerado pelas diversas fotografias que as páginas publicam, principalmente imagens de paisagens atrativas e eventos culturais. É importante destacar que o Centro foi a região que mais fotografias publicou, com um total de 466 imagens.

Visit Alentejo no Pinterest

A AGÊNCIA Regional de Promoção Turística do Alentejo acaba de lançar a sua página oficial na rede social Pinterest. Em www.pinterest.com/ visitalentejo vai ser possível conhecer um pouco da cultura, gastronomia, tradições e locais através de fotografias e conteúdos que passam a ser disponibilizados em inglês. O Pinterest é a terceira maior rede social do mundo sendo utilizado maioritariamente pelo público feminino, de acordo com os mais recentes estudos. “Com a criação da página do Visit Alentejo no Pinterest passamos a dispor de uma nova ferramenta para comunicarmos com os mercados internacionais e conhecermos os interesses e motivações de quem nos pretende visitar”, destaca Vítor Silva, presidente da Agência Regional de Promoção Externa do Alentejo. Segundo este responsável, “este é apenas um primeiro passo de um projecto mais vasto de comunicar internacionalmente o Alentejo através das redes sociais e que irá conhecer avanços significativos muito em breve”. De facto, além desta página a Agência preparase para estender a sua presença a outras redes de acordo com os mercados-alvo e os produtos a comunicar. Assim, para breve está o lançamento da página oficial no Google + para o mercado espanhol; canais de Twitter para os principais destinos emissores – Brasil, França, Espanha, Reino Unido, Alemanha, Holanda e Escandinávia; e a página oficial de Facebook a comunicar em português (do Brasil), inglês, holandês, alemão, espanhol e francês.


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CAYO COCO COM VOOS DIRETOS DESDE LISBOA

Grupo Pestana quer consolidar o destino e promovê-lo junto do mercado nacional

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PESTANA Cayo Coco Beach Resort foi formalmente apresentado ao mercado nacional, numa ação que decorre no Pestana Palace, em Lisboa, na presença da Embaixadora de Cuba, Johanna Tablada de la Torre, e do administrador do Grupo Pestana para a América Hispânica, Luís Araújo. O objetivo é reforçar a aposta do maior grupo hoteleiro português em Cuba, um destino maioritariamente dominado por cadeias espanholas, junto dos stakeholders nacionais. Com grande afluência de agentes de viagens, operadores e convidados que demonstra o forte interesse por este destino praticamente intocado�. O evento foi também transmitido em direto para todas as unidades do Grupo Pestana no mundo. Com este hotel, o Grupo Pestana passa a ser a primeira marca portuguesa a entrar em Cuba. Um convite que se deveu sobretudo à presença do grupo português em países como o Brasil, a Argentina,

a Colômbia e a Venezuela, mercados com grande potencial para este destino das Caraíbas. Mas, acima de tudo, devido à experiência do grupo na gestão hoteleira – e, em concreto, de resorts all inclusive - nos mais de 40 anos a operar em 15 países. Situado numa das melhores e mais virgens praias do país, o 4 estrelas Pestana Cayo Coco tem 508 quartos distribuídos por vários edifícios enquadrados na paisagem original da zona, uma piscina central e um design moderno e colorido, tipicamente cubano. Ainda assim, o hotel marca a diferença na influência portuguesa, não só na gastronomia, já que um dos quatro restaurantes tem um chef e menu portugueses, mas também na animação e hospitalidade. “O Pestana Cayo Coco, que é gerido em parceria com o grupo cubano Gaviota – uma das maiores cadeias hoteleiras do mundo - é o hotel que mais cresceu em Cuba, com uma taxa de ocupação acumulada na ordem dos 85%, sendo o hotel que mais cresceu, de

acordo com as estatísticas oficiais. Um número essencialmente suportado pelo mercado do Canadá, que continua a ser o maior emissor de turistas para Cuba, logo seguido de Inglaterra, Alemanha, França e Itália. Isto leva-nos a acreditar que o verão vai ser muito forte. Cuba é um destino onde sempre quisemos estar e que tem ainda muito potencial para crescer. Estamos já a estudar outras oportunidades no país e esperamos, muito em breve, ter mais novidades para apresentar”, afirmou Luís Araújo. A aposta neste paraíso tropical de águas cristalinas e areia branca vai ficar ainda mais consolidada já a partir deste verão com voos charters diretos de Lisboa para Cayo Coco. De 14 de julho a 15 de setembro, a Euroatlantic Airways vai efetuar voos todas as segundasfeiras, com preços muito convidativos, organizados em três pacotes distintos de sete noites, com opção só praia ou incluindo cultura e história, com extensões a La Habana, Santa Clara, Trinidad e Varadero. Os programas estão já à venda nos principais operadores turísticos do País, designadamente, S, Travelplan, Solférias e Abreu.

O Pestana Cayo Coco marca assim a entrada do Grupo pestana em Cuba. Uma presença que, muito em breve, se espera que venha a ser reforçada com um hotel na capital, La Havana. De acordo com aquele responsável, o Grupo Pestana tem intenção de aumentar o seu investimento em Cuba. O próximo passo será Havana, num dos edifícios que estão a ser recuperados na capital cubana. A embaixadora de Cuba no Portugal, Johana Tablada, qualificou de muito oportuno o momento devido à coincidência e complementariedade dos interesses de ambos os países para identificar e impulsionar iniciativas comerciais e de investimento. Disse também que consolida-se a tendência de crescimento do mercado português com 160 por cento de aumento de visitantes, até agora, comparativamente ao mesmo período do ano passado, situação que deverá melhorar consideravelmente com as duas operações charters, a partir de Lisboa, que vão ter lugar este verão. Cuba foi também uma das rainhas na BTL. A embaixadora daquele país em Lisboa, Johanna Tablada de la Torre e a diretora do Turismo de Cuba para Portugal e Espanha, Dulce María Sánchez, ofereceram um jantar no Pestana Palace, com a participação de vários parceiros. Na ocasião, as duas representantes cubanas evidenciaram as potencialidades turísticas do destino, que tem vindo a crescer e a modernizar-se.


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Panamá partilha com o mundo os 100 anos do Canal

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CANAL de Panamá, uma das maravilhas da engenharia do mundo moderno, celebra os seus 100 anos de existência em 2014. Por esse motivo, o Panamá, assinalou este marco de interesse mundial, marcando presença pela primeira vez na Feira de Turismo de Lisboa (BTL), onde destacou não só a sua enorme variedade cultural e ambiental enquanto país, como o centenário da hidrovia que liga o Oceano Pacífico e o Mar do Caribe. Reconhecido como um dos melhores destinos para viajar em 2014 pela cadeia de notícias CNN Internacional, o Panamá assume-se como um destino que proporciona segurança, lazer, história, cultura e natureza, permitindo proporcionar experiências únicas aos seus visitantes. Fruto da boa conectividade e condições disponíveis, em 2013 o Panamá recebeu mais de 2.2 milhões de visitantes, valor que contempla um crescimento do turismo de cerca de 6% segundo fontes oficiais da Autoridade do Turismo do Panamá (ATP). Com o objetivo de aumentar o número de turistas portugueses que visitam o país e qualificar a sua perceção sobre o destino, o Panamá participou, pela primeira vez, na Feira Internacional de Turismo de Lisboa (BTL) dando a conhecer a sua extraordinária diversidade e oferta. O Canal do Panamá encontra-se a sofrer obras de expansão das eclusas e hidrovias de forma a coincidir com o centenário da hidrovia interoceânica. Os trabalhos de ampliação e melhoramento do Canal foram iniciados em 2007, com a construção de dois complexos de eclusas maiores que irão complementar as já existentes: Miraflores, Gatún e Pedro Miguel. A apenas 10 quilómetros da Cidade do Panamá, centenas de milhares de turistas têm oportunidade de visitar todos os anos o Centro de

Visitantes de Miraflores, um ponto de informação, restaurante e lojas feito a pensar nos turistas. Também é possível conhecer as obras do novo Canal com uma visita ao Centro de Observação de Ampliação do canal, em Colón. Trata-se de uma área de 4 hectares onde é possível contemplar a construção das novas eclusas no Atlântico. Ao mesmo tempo, a partir desta localização privilegiada, os visitantes podem observar o trânsito de navios através do lago Gatún e a natureza tropical que o rodeia. Algumas das celebrações para 2014 contemplam uma exposição interativa itinerante com atividades de grupo sobre os Cem Anos do Canal, que percorrerá as nove províncias do Panamá entre Maio e Julho. Em Agosto, estreará uma produção cinematográfica, Histórias do Canal no Teatro Nacional, um filme composto por cinco curtas-metragens de 20 minutos que compilam alguns dos momentos mais significativos da história do Canal e do Panamá.

 MUSEU DA BIODIVERSIDADE, UM MUNDO EM OITO SALAS O único edifício da América latina desenhado pelo arquiteto Frank Ghery abrirá as suas portas em Maio de 2014 na Cidade do Panamá. Com arquitetura original, a partir de chamativos telhados de cores em alumínio e aço inoxidável, o Museu da Biodiversidade explica o significado do surgimento do istmo do Panamá na biodiversidade global desde há três milhões de anos num percurso de 4.000 m2. O Biomuseu, ou Museu da Biodiversidade, dispõe de oito salas de exposição permanente que apresentam de forma cronológica o vínculo entre a história do Panamá e o sucesso geológico que mudou o clima do planeta e propiciou a evolução de espécies animais e vegetais transformando o mar do Caribe num mar fechado. O museu, situado na Calzada de Amador, dispõe de um átrio público, uma sala de mostras temporárias, loja, cafetaria e exposições exteriores situadas no parque botânico.

O Panamá garante a assistência médica gratuita durante os primeiros trinta dias de permanência no país, através de um seguro médico gratuito a todos os turistas que cheguem ao país através do Aeroporto Internacional de Tocumen. Esta cobertura médica de primeiro nível é um serviço oferecido em poucos países da região e raro em destinos internacionais. Em 2012, mais de 1.916 turistas fizeram uso desta cobertura de saúde gratuita. A cada mês, mais de 200 visitantes fazem uso desta cobertura gratuita.  

NOVOS AEROPORTOS E CONEXÕES AÉREAS Considerado o Hub das Américas, o Aeroporto Internacional de Tocumen representa o maior centro de conexão aérea do continente e um ponto estratégico para o comércio, negócios e turismo. Em 2013, mais de 7 milhões de viajantes entraram no país através do Aeroporto de Tocumen, 744.00 mais viajantes do que no ano anterior.


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O Panamá conta ainda com três outros aeroportos internacionais nas províncias de Coclé, Colón e David e com diferentes aeroportos locais que cobrem as diferentes regiões do país, assegurando o contacto a lugares como Chiriquí, Los Santos, ou Bocas del Toro. Entretanto, a TAP já deu início à venda de bilhetes nos mercados da Colômbia e Panamá para os voos diretos entre Lisboa, Bogotá e Cidade do Panamá, que são inaugurados no dia 1 de julho, após receber as autorizações formais necessárias para o efeito por parte das autoridades colombianas e panamianas.

As vendas para os voos diretos entre Lisboa e as capitais da Colômbia e do Panamá já estavam abertas nos mercados europeus e foram já realizadas mais de catorze mil reservas para esta nova rota da transportadora aérea nacional. A TAP vai voar para Bogotá e para o Panamá com uma oferta de quatro frequências semanais, às segundas, terças quintas e sábados, com partidas de Lisboa às 12h00 e chegada a Bogotá às 15h55, partindo o voo desta cidade às 16h55, para chegar ao Panamá às 18h25. Daí, parte para Lisboa às 19h40, onde chega às 11h00 do dia seguinte (tudo em horas locais).

A operação é realizada em avião A330-200, com capacidade para 268 passageiros. Com os voos para estes dois novos destinos, a TAP obtém uma extensa cobertura da América Latina, através da rede de voos dos seus parceiros da Star Alliance baseados em Bogotá e na Cidade do Panamá. Por outro lado, a Iberia vai aumentar a frequência dos seus voos de Madrid para o Panamá e passará a ter ligação diária, de 2 de junho a 6 de Julho. Esta medida representa um aumento na capacidade de transporte aéreo para 40%, com uma oferta de 2 mil lugares por semana.

Metro transforma o Panamá

num destino turístico ainda mais apetecível   A CIDADE do Panamá dispõe, desde o início de abril, da primeira linha de Metro da América Central, tornando-se assim num destino ainda mais completo e apetecível para os turistas que a visitam. Com 19 comboios de 200 lugares cada e 12 estações, a linha 1 do Metro do Panamá possui 13,7 quilómetros de extensão, com capacidade de transporte de 15 mil passageiros, a cada hora, nos dois sentidos. Cada comboio possui três carruagens equipadas com ar condicionado, portas largas e piso rebaixado, corredores de ligação, sistema de vídeo vigilância, sistemas de informação aos passageiros e áreas específicas para pessoas com mobilidade reduzida, estando ainda adaptados às viagens nos dois sentidos (norte e sul) uma vez que cada composição se encontra equipada com 2 locomotivas – uma em cada extremidade. A Estação de Albrook, o primeiro acesso público da Linha 1 do Metro do Panamá, faz ainda ligação com o Terminal Rodoviário Albrook, permitindo a conexão entre a rede de transportes já existente na cidade e uma maior flexibilidade para os passageiros, tendo sido criadas novas rotas rodoviárias que permitem estabelecer ligação direta com as estações de metro. A inauguração da Linha 1 do Metro do Panamá contou com a presença do Presidente da República, Ricardo

Martinelli, que fez questão de parar em todas as 12 estações em funcionamento, cumprimentando os utentes presentes e de salientar a importância de uma obra desta envergadura para o Panamá, assim como deixar a promessa da sua continuidade e expansão. A Linha 1 do Metro do Panamá encontra-se em funcionamento desde o passado dia 5 de abril e conta com a presença de 12 estações: Albrook; 5 de Mayo; Lotería; Santo Tomás; Iglesia Del Carmen; Vía Argentina; Fernandez de Córboda; 12 de Octubre; Pueblo Nuevo; San Miguelito; Pan de Azúcar e Los Andes, estando ainda previstas a abertura de mais duas estações durante o ano de 2014: El Ingenio e San Isidro em Agosto. Com a chegada do metro a Cidade do Panamá moderniza-se a passos largos, permitindo que o translado de pessoas seja agora feito de forma mais rápida e segura graças à acessibilidade facilitada. Há mais tempo para desfrutar da cidade, visitar o  Casco Antiguo  (parte histórica da cidade), ou caminhar pela orla costeira, convertendo a urbe no sítio perfeito para todos os visitantes.

A companhia aérea reforça a sua aposta no Panamá e Aeroporto Internacional de Tocumen com o Airbus A330, equipado com 36 lugares em classe executiva e 242 em turística, num total de 278. A Iberia operará ainda com a aeronave A340, com um total de 289 lugares, 24 em executiva e 265 em turística. As ligações aéreas são uma das principais razões para o aumento do número de turistas, diz Ernesto Orillac, Sub-Administrador Geral da Autoridade de Turismo do Panamá. “Atualmente temos, a partir da Europa, voos com a KLM, Iberia, Air France e, brevemente, a TAP, em Portugal. Com as novas frequências diárias, totalizaremos mais de 25 voos semanais a partir da Europa”. Orillac destaca que a criação de novas frequências contribuiu para o aumento do número de visitantes no Panamá. 1,5 milhões de visitantes em 2009, 2,2 milhões em 2013, o que se traduz num aumento de 40,9%. Neste período de cinco anos, o lucro proveniente do turismo foi de 5,078 milhões de dólares, com um crescimento de 123,8%. “No ano passado, registámos um total de 169,542 turistas europeus, que passaram a gastar mais dinheiro e que alargaram o tempo da sua estadia no Panamá, atingindo um recorde de 9,3 dias.”, referiu Orillac.


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SECRETÁRIA DE ESTADO DO TURISMO DE ESPANHA

Melhorar os nossos produtos e destinos para fidelizar mercado português

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SECRETÁRIA de Estado do Turismo de Espanha, Isabel Borrego Cortés, que visitou recentemente Portugal, afirmou aos jornalistas que “queremos melhorar os nossos produtos e os nossos destinos para que os portugueses continuem a ser fiés a Espanha como sempre foram”. Durante a sua breve visita oficial ao nosso Páis, Isabel Cortés e Adolfo Mesquita Nunes assinaram um protocolo para ações conjuntas de promoção dos dois destinos em mercados intercontinentais alvo, dando seguimento a um acordo de cooperação assinado em 2006. Os mercados selecionados são EUA, Canadá, China, Japão e Coreia do Sul, e a sua ação incidirá, este ano em visitas de imprensa e visitas de familiarização do trade. A governante espanhola defendeu “um diálogo aberto e contínuo com o setor que trabalha o mercado espanhol em Portugal”, após uma reunião com agentes de viagens e operadores turísticos portugueses, para “trocar opiniões com um mercado que está a crescer no ano de 2014 para Espanha em

cerca de 5%, intensificar as ações de promoção e para ver como é possível melhorar os produtos e os destinos”. Em seguida, a SET espanhola participou em seguida numa apresentação dos Paradores de Turismo às agências e operadores turísticos portugueses. Um instrumento essencial do nosso produtoturístico, com uma rede de 94 unidades, um produto interessa muito ao mercado português, porque para além do sol e mar, os Paradores dão a conhecer o interior de Espanha, a nossa cultura, os destinos rurais e a nossa gastronomia. Acreditamos que é um produto que oferece experiências que cada vez mais procuram os turistas que nos visitam”. De acordo com Isabel Corés, “o governo espanhol tem trabalhado muito na recuperação do património histórico e artístico para oferecer um produto diferenciado”. Esta apresentação foi uma das mais de cem ações que a administração turística espanhola tem planeadas para realizar em Portugal este ano, mas que serão mais dirigidas ao público consumidor. “O público português quando ele-

ge o nosso destino, mais de 80% escolhe fazer a sua viagem não de maneira organizada, mas de maneira individual”, pelo que “é importante fazer mais ações dirigidas ao público final” frisou a secretária de Estado. É o que estamos a fazer de forma integrada com as nossas comunidades autónomas, que veem em Portugal um mercado essencial”. Além disso, a turismo espanhol tem levado a cabo ações junto aos operadores turísticos e companhias aéreas. As dormidas de portugueses na hotelaria espanhola nos dois primeiros meses deste ano aumentaram 29,1%, a segunda maior taxa de crescimento face ao período homólogo do ano anterior entre os maiores emissores para Espanha. Em 2013 Espanha bateu todos os recordes. Recebeu mais de 60 milhões de turistas internacionais, superando mesmo a China, totalizando receitas de 60 mil milhões de euros. “O setor turístico espanhol foi o setor chave da recuperação da economia e nos primeiros três meses de 2014 assistimos a um incremento de turistas superior a 5% com gastos superiores a 10%. Neste sentido, queremos diversificar os nossos produtos, adaptar-nos às necessidades dos turistas que nos visitam e diversificar os nossos mercados. Portugal tem-se posicionado entre 6º e 7º lugar no ranking dos turistas internacionais que visitam Espanha”, realçou a governante.

PROMOÇÃO CONJUNTA EM MERCADOS EMERGENTES Portugal e Espanha voltaram a assinar um acordo de promoção conjunta em mercados selecionados, que este ano são EUA, Canadá, China, Japão e Coreia do

Sul, e a sua ação “incidirá exclusivamente em visitas de imprensa e visitas de familiarização do trade”, frisou o secretário de Estado do Turismo, Mesquita Nunes. O plano de ações conjuntas para este ano definiu mercados alvo onde “nem Portugal nem Espanha têm uma posição dominante”, “mercados que são conhecidos por trazerem turistas que viajam por vários países quando se deslocam à Europa”, sublinhou Adolfo Mesquita Nunes, ao apresentar o acordo assinado com a sua homóloga em Espanha, Isabel Borrego Cortés. Os “produtos prioritários sobre os quais vão incidir estas nossas ações conjuntas serão turismo de cidade, de natureza, cultural e de gastronomia”, explicou Mesquita Nunes “Quer um instrumento, quer o outro”, continuou, “protegem a identidade dos nossos países, a singularidade dos nossos destinos, e permitem criar a cooperação e a escala necessárias para que Portugal e Espanha possam continuar a usufruir do bom período turístico que vivem”. No final do ano será avaliado o plano assinado e definido um novo para 2015, disse ainda Mesquita Nunes. Já o investimento a ser feito terá “em conta cada uma das ações (definidas) e está limitado aos orçamentos dos dois países”, sendo que não haverá um orçamento dedicado a este protocolo. “Não há uma alocação específica para este protocolo. (...) Depois de analisadas as ações, partilharemos os custos”, adiantou. A secretária de Estado do Turismo de Espanha, Isabel Borrego Cortés, afirmou que a assinatura do protocolo “é um privilégio para a administração turística espanhola” e destacou a importância de “diver-


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Ceará promove-se em Lisboa

sificar os nossos mercados e obter as economias de escala que interessam aos dois países em mercados emergentes”.

PARADORES: PORTUGAL É O 5º MERCADO Os Paradores espanhóis, rede estatal de alojamento, com 85 anos, estão a registar uma recuperação do mercado português, que já é o 5º maior emissor, sublinharam o director Comercial e a presidente da entidade. Aproveitando a visita da secretária de Estado do Turismo de Espanha a Portugal, os Paradores deram a conhecer este produto aos operadores e agências portugueses, uma vez que se encontram em fase de renovação e modernização. “Depois de uma queda desde 2006 a 2013 de quase 40%, entre finais de 2013 e princípio de 2014 estamos a registar crescimentos entre 15% e 20% do mercado português”, afirmou o diretor Comercial, José María Carbó, explicando que esses aumentos são muito localizados “na Galiza e em toda a zona da fronteira e em estações de ski como Baqueira”. O número de hóspedes portugueses nos Paradores de Turismo está entre os 15 e 20 mil, avançou ainda José María Carbó, ao dizer que Portugal é o quinto maior emissor, atrás de Inglaterra, Alemanha, Estados Unidos e Japão. Os cinco primeiros meses do ano passado foram complicados devido à situação económica de Portugal e de Espanha, pelo que houve uma quebra do número de hóspedes portugueses nos Paradores, “mas notou-se uma pequena recuperação do mercado a partir de maio ou junho”, ao que acresce que nos primeiros três meses deste ano “há um crescimento muito significativo em relação ao ano anterior, acima de 15 ou 20%”, avançou ainda o diretor Comercial, dizendo que é “por isso que estamos aqui, para agradecer e para tentar que venham mais portugueses a Espanha e que venham mais aos Paradores”. Relativamente à apresentação, a presidente, Angeles Alarcó Canosa, explicou que, em vez de criar novos Paradores, “apostámos em colocar o produto de cada um dos Paradores de uma maneira mais atual, deixando sempre a essência, mas modernizando todas as instalações, adaptando-se às necessidades dos clientes de hoje, ou seja, investindo na marca, no produto e no pessoal”. Angeles Alarcó Canosa explicou que os Paradores foram criados para “desenvolver turisticamente Espanha”, recuperando conventos, castelos, mosteiross, edifícios modernos, promovendo “uma experiência diferente ao cliente em cada Parador”.

DEPOIS de preparar a casa com infraestruturas turísticas e capacitação dos seus quadros, o Estado brasileiro do Ceará dá-se a conhecer no mercado internacional. Daí um encontro comercial que decorreu em Lisboa, em parceria com a TAP e unidades hoteleiras da grupos portugueses instalados no Ceará, designadamente o Vila Galé e o Dom Pedro. A estas ações comerciais que estão a ser levadas a cabo em vários países europeus, juntam-se painéis nos Aeroportos de Lisboa de de outros na Europa, publicidade em revistas de bordo, peças de marchandising nos aviões, ações em certos comerciais, em táxis e outdoors, que decorrerão durante todo o ano, disse à Viajar o secretário adjunto do Turismo do Governo do Estado do Ceará, Marcos Pompeu de Sousa Brasil, que encabeçou a delegação. “Estes encontros comerciais visam apresentar os novos investimentos no Ceará e as melhorias nas infraestruturas”, disse o governante, para realçar a importância do mercado português para aquele Estado do Nordeste do Brasil, uma vez que “a única conexão que temos com a Europa é através de Lisboa. Vamos ter uma frequência semanal com Frankfurt, através da Condor, já tivemos também uma ligação da Alitalia para Roma, que foi interrompida, mas com Lisboa temos uma frequência diária ininterrupta há quase 20 anos, um voo que podemos classificar de curta duração, dentro do chamado transoceânico, ou seja, em 7 horas. Neste sentido, a TAP é um parceiro fundamental”. De acordo com o secretário adjunto do Turismo do Governo do Estado do Ceará, estas ações enquadramse no âmbito do Programa de Desenvolvimento Turístico do Ceará, financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento e pelo Plano de Desenvolvimento da América Latina, que até então apoiavam programas de infraestruturas, mas que agora financiam a vertente promoção. Segundo Marcos Pompeu, o Ceará esta a modernizar-se. “O novo Centro de Convenções é o mais moderno do país e quiçá da América Latina. Por decisão da Presidente Dilma Rousseff esta infraestrutura vai acolher nos dias 15 e 16 de julho o encontro do

BRICS, esperado com muita expetativa pois aguardam-se cerca de mil jornalistas credenciados em todo o mundo, portanto o Estado vai ter muita visibilidade, até porque é nesse encontro que será criado o Banco do BRICS. Isto acontece logo após a Copa do Mundo. Portanto, são dois acontecimentos que vai catapultar a imagem do Ceará no mundo”. O Ceará está também a avançar com a construção de um oceanário que deverá ficar concluído no início do próximo ano. “Será um motivo de atração de turistas e permitirá a captação de novos segmentos de mercado através do intercâmbio científico com outros oceanários do mundo, universidades que têm cursos de Oceanografia”, referiu o governante, para acrescentar que “Apostamos todas as fichas para que seja mais um equipamento de referência”. O Estado apostou igualmente “na modernização de outros aeroportos, tal como o de Jericoacoara, com pista de 2400 metros, capaz de receber aviões de grande porte. O aeroporto de Aracati (litoral leste do Ceará) também já está a funcionar. A partir de junho a TAM vai operar o Centro de Manutenção de Aeronaves Executivas e para a Copa será o aeroporto alternativo ao de Fortaleza para jatos executivos e para as aeronaves que precisem de estacionar e não tenham espaço no aeroporto de Fortaleza”, esclareceu ainda Marcos Pompeu.


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CACILHEIRO TRAFARIA PRAIA

Obra de arte flutuante inicia cruzeiros no Tejo

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CACILHEIRO Trafaria Praia, transformado em obra de arte pela artista plástica Joana Vasconcelos para a Bienal de Veneza 2013, começou a fazer cruzeiros turísticos no Tejo, que funcionam de terça-feira a domingo, entre o Terreiro do Paço e a Torre de Belém. A nova atração turística da cidade de Lisboa foi inaugurada no passado dia 25 de Abril, numa cerimónia que contou com a presença da artista, do Secretário de Estado da Cultura e do presidente da autarquia lisboeta. O antigo cacilheiro da Transtejo, que transportou milhares de passageiros no Tejo, estava desativado desde 2011, tendo a artista Joana Vasconcelos reconvertido o barco em «pavilhão flutuante» de Portugal para a Bienal de Veneza 2013. Em seis meses, o «Trafaria Praia», com capacidade para 120 pessoas, foi visitado em Veneza por cerca de

100 mil pessoas. Chegou a Lisboa em Março e foi enviado para num estaleiro naval, onde foi alvo de remontagem dos painéis de azulejos retirados durante a viagem por precaução. Os cruzeiros funcionam de terça-feira a sexta-feira, às 11:00, às 16:00 e às 19:00, e aos sábados e domingos, às 11:00, 15:00, 17:00 e 19:00. As visitas ao cacilheiro funcionam de terçafeira a domingo, das 10:00 às 13:00 e das 14:00 às 19:00. Os bilhetes são gratuitos até aos quatro anos. Para o público entre os cinco e os 12 anos e para os maiores de 65 anos há um desconto de 50 por cento sobre o preço de adulto. A entrada custa seis euros para adultos e a visita com cruzeiro custa 18 euros para adultos. A DouroAzul, liderada por Mário Ferreira, exerceu o direito de preferência na compra do navio Trafaria Praia. Joana Vasconcelos referiu que “o sucesso obtido em Veneza ultrapassou

todas as expectativas” e que quem visitar o Trafaria Praia pode encontrar um cacilheiro “que tem por fora uma decoração em azulejo pintado com a costa de Lisboa e onde lá dentro tem uma instalação têxtil que mistura leads e croché” indicando ainda que o Altar de Santo António, uma das peças expostas “foi inspirado na obra de Bordalo Pinheiro”. Mário Ferreira da Douro Azul, indicou que este “é um projeto inovador, diferente, mais no âmbito cultural e que permitiu dar uma nova vida ao cacilheiro Trafaria Praia, sendo que o sucesso alcançado em Veneza superou as nossas expectativas”. Já António Costa mostrou-se satisfeito com “mais uma atração para a cidade de Lisboa, sendo também uma nova forma de divulgação do trabalho da Joana Vasconcelos”. O Trafaria Praia promete trazer assim ainda mais beleza ao fiel namorado de Lisboa, o Tejo.

Anthem of the Seas em Lisboa em 2015 O NAVIO ANTHEM of the Seas ainda em construção no estaleiro Alemão Meyer-Werft que irá ser inaugurado em Abril de 2015, tem já definidos os itinerários que irá realizar na Europa com partida de Southampton, Inglaterra. Ao longo de 2015, a cidade de Lisboa irá receber este navio por 8 vezes e o Funchal por 3. Estas escalas irão trazer para as duas cidades cerca de 50.000 turistas, na maioria de nacionalidade Britânica e será uma excelente oportunidade para poder dar a conhecer a nova e inovadora classe de navios Quantum ao mercado Português. Como já é hábito, a Royal Caribbean continua a surpreender os seus hóspedes com mais atrações inéditas em alto mar. Entre as novidades a bordo do Anthum of the Seas conta-se o RipCord by iFly, a primeira experiência de paraquedismo em alto mar que proporciona a todos, dos mais experientes aos principiantes, num ambiente seguro, controlado e simulado para aproveitar a emoção e a alegria de voar. Na  North Star (Estrela do Norte), os hóspedes são transportados numa cápsula de vidro em forma de jóia, num passeio incrível a mais de 90 metros acima do

mar e sobre os lados do navio, que oferece uma vista de 360 graus de cortar a respiração.  Também no Anthem of the Seas, os hóspedes encontrarão infinitas possibilidades de diversão em três novos espaços multi-usos exclusivos. O conceito revolucionário Two70º é um grande salão com vários andares que certamente se tornará um dos espaços mais emblemáticos. O espaço recebeu esse nome pela sua magnífica vista de 270º, através de janelas panorâmicas que vão do chão até o tecto, abrangendo quase três decks na popa do navio. O Two70º combina entretenimento e tecnologia para criar uma viagem que se transforma do dia para a noite. De dia um local tranquilo para ler ou relaxar e à noite

um local cheio de energia. Vídeos, cenários digitais e vários artistas incluindo trapezistas, tornam cada espetáculo um evento multidimensional. O SeaPlex, o maior complexo fechado para atividades em alto-mar, é um local inovador e flexível para desporto e entretenimento. De dia os hóspedes podem participar numa escola de circo com trapézio ou jogar num campo de basquete oficial. À noite, podem divertir-se nos primeiros carrinhos de choque em alto mar e na pista para patins. Dançar, é outra das opções deste espaço, com um  DJ a colocar música dentro de uma cabine flutuante acima da pista de dança. O Music Hall, o espaço mais animado para apresentações e performances musicais ao vivo na classe Quantum, é o espaço certo para os hóspedes se divertirem e terem acesso exclusivo musica ao vivo, DJs, festas temáticas, sala de snooker e muito mais.  Rebelde e ousado, o Music Hall é composto por dois andares inspirados pelo espírito Rock and Roll. O Anthem of the Seas irá apresentar 16 decks, 167,800 toneladas, capacidade dupla de 4.180 hóspedes e 2.090 camarotes.


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1ª EDIÇÃO COM BALANÇO “MUITO POSITIVO”

Cruise Day Lisbon assinala crescimento do setor na capital

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PRIMEIRA edição do  Cruise Day Lisbon, um dia exclusivamente dedicado aos cruzeiros, assinalou o sucesso deste segmento turístico na capital e mobilizou o grande público para saber mais sobre cruzeiros. Fernando Medina, vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, destacou o potencial da iniciativa e o seu contributo para a cidade: “Este é um projeto feliz e de grande importância para o futuro e para a economia da cidade de Lisboa”, afirmou na sessão de abertura do Fórum que deu o mote ao evento. No decorrer da sua intervenção, o responsável reforçou ainda que estão a ser criadas condições para que esta atividade seja ainda mais importante. “Estamos a trabalhar na articulação do futuro novo terminal de cruzeiros com a cidade através da ATL, no sentido de criar-

que os navios ficam na cidade. A intervenção de Andreia Ventura, da Administração do Porto de Lisboa, entidade representante do Lisbon Cruise Club e anfitriã do evento, evidenciou os bons resultados obtidos, de forma sustentada, mas também a capacidade de crescimento do porto da capital, que será otimizada pelo futuro concessionário do novo terminal de cruzeiros. Prevêse que contrato de concessão seja assinado no próximo mês de junho. O Turismo de Portugal (TP), representado num debate por Cristina Salsinha, revelou que “os cruzeiros são uma das prioridades” para o desenvolvimento turístico do país. Por isso mesmo, o TP apresentou as ações que tem andado a desenvolver para melhorar a divulgação deste tipo de turismo que, em Portugal, é feito por apenas 0,4% da população, conforme foi revelado num dos debates. A melhoria do site é uma

passa pelo aumento das frotas e em possíveis novos itinerários, mas o capital humano é também muito importante. “Mais do que o hardware dos navios, o software é cada vez mais importante para melhorar a experiência ao cruzeirista”, explicou Francisco Teixeira, de seguida apoiado por todos os colegas de painel. A Gare Marítima de Alcântara foi também palco da “Montra de Cruzeiros”, que recebeu a visita de cerca de 2 mil visitantes, que procuraram saber mais sobre a oferta disponível e a diversidade existente em termos de programas de cruzeiro. A regata no Tejo foi outra das atrações do dia, que contou com a participação de 52 embarcações, que atravessaram o rio acompanhadas pela Caravela Vera Cruz, e por 11 embarcações tradicionais Ao mesmo tempo, o Navio-Escola Sagres marcou presença em Alcântara, du-

mero de escalas, 353, e o maior número de passageiros de sempre, cerca de 558.40. O  que resultou num impacto de mais de 54 milhões de euros na economia da cidade e do país. Razões que justificaram a realização deste dia, que para Marina Ferreira, presidente do Porto de Lisboa, pretende “trazer cada vez mais turistas de cruzeiro à capital e reforçar a cidade como um dos polos centrais” deste tipo de turismo.  

mos a melhor experiência possível para os turistas de cruzeiro quando visitam a nossa cidade”, sublinhou. O Fórum, que se prolongou durante o dia na Gare Marítima de Alcântara, motivou também o debate sobre o crescimento do setor e o seu potencial económico – atual e futuro. Foi neste sentido que operadores, associações e entidades institucionais evidenciaram o impacto económico desta indústria, reforçando a importância do crescimento futuro e a intenção de trazer mais cruzeiros para a capital, com vista a aumentar o número de escalas, de passageiros, e o período de tempo

dessas ações, que vai passar a incluir os operadores turísticos para que os clientes fiquem a saber quem opera cruzeiros em Portugal. O diretor-geral da MSC Cruzeiros, Eduardo Cabrita, sublinhou que “um cruzeiro, só por si é uma experiência desde que o hóspede faz a reserva até que sai do navio”, num debate que juntou também o diretor-geral da Melair, Francisco Teixeira, o diretor-geral da Line C, Jorge Carreiras, e o CEO da recémformada Portuscale Cruises, Rui Alegre. O futuro destas empresas, conforme explicaram os seus dirigentes,

rante todo o fim-de-semana, registando mais de 3 mil visitantes nos dois dias. Outras das grandes atrações do dia foi o navio de cruzeiros MSC Orchestra, que esteve aberto ao público e que recebeu a visita de cerca de 150 pessoas. O  Lisbon Cruise Club faz um balanço “muito positivo” desta primeira edição do Cruise Day Lisbon, antecipando a sua intenção de repetir a iniciativa no futuro, como uma alavanca relevante para promover o turismo de cruzeiros junto do grande público. Segundo o Observatório de Lisboa, em 2013 foi atingido o maior nú-

O edil acrescentou ainda que os projectos de enquadramento do novo terminal arrancam já este este ano e passam pela sua ligação ao Campo das Cebolas, pela conclusão da obra da Ribeira das Naus, prevista para o final de Maio, e ainda uma intervenção no Cais do Sodré. Com o objetivo de “proporcionar aos que visitam Lisboa a melhor experiência do mundo”, em conjunto com a Associação de Turismo de Lisboa a autarquia prepara-se para enquadrar o terminal com a cidade promovendo a acessibilidade através da criação de percursos pedonais que a permitam redescobrir.

NOVO TERMINAL ARRANCA ESTE ANO Fernando Medina destacou a relevância desta iniciativa e a importância do turismo de cruzeiros para a economia da cidade, realçando que a construção do novo terminal em Santa Apolónia estará concluída no prazo de dois anos, uma obra que constitui uma aposta forte da Câmara Municipal. 


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McNamara embarca numa “surf trip”

para promover Portugal Surf Around Portugal: Para viagens de surf personalizadas e genuínas ao longo da costa Portuguesa O SURF Around Portugal foi criado por um grupo de amigos surfistas com a necessidade de demonstrar ao mundo o potencial de surf e o brilho inspirador de Portugal. “Acreditamos em viagens autênticas, somos apaixonados por Portugal e estamos convictos que as ondas portuguesas são de classe mundial. Depois de inúmeras surf trips dentro e fora de Portugal, o projeto Surf Around Portugal surge com o intuito de partilhar o potencial de surf no nosso país conjugado com aquilo que mais gostamos de fazer”, referem os responsáveis do projeto. Na perspetiva de um local, o Surf Around Portugal dá a conhecer os nossos melhores recantos, praias e ondas na costa portuguesa. Promovendo desta maneira verdadeiras experiências que combinam o surf, a cultura e a natureza, de forma a transmitir o que Portugal mais tem de valioso. O projeto encoraja a personalização e construção de viagens a partir do zero, no entanto, a empresa oferece também um variado leque de sugestões, através de pacotes, que foram cuidadosamente preparados pelo que a equipa considera ser o melhor. O Surf Around Portugal apela à descoberta do nosso país e das suas ondas de uma forma autêntica e numa perspetiva local, incluindo alojamento, transporte e um guia experiente para acompanhar cada viagem, conduzir e recomendar os melhores picos de surf, praias e lugares. Começar uma viagem com o Surf Around Portugal é bastante fácil, o site www.surfaroundportugal.com é extremamente simples de utilizar.

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MCNAMARA Surf Trip é o nome do projeto apresentado pelo Turismo de Portugal. O conhecido surfista norte-americano, Garrett McNamara, vai percorrer todas as regiões do País com o objetivo de produzir conteúdos vídeo que divulgam internacionalmente as suas escolhas pessoais do que melhor o País tem para oferecer. A notoriedade de Garret McNamara, que surfou a onda de 30 metros em janeiro de 2013, na praia do Norte na Nazaré, bem como a afinidade do surfista ao destino Portugal foram as principais razões para o lançamento deste projeto do Turismo de Portugal que consiste na produção de 14 vídeos de três minutos, protagonizados pelo próprio surfista, e que divulgam as suas escolhas. Os filmes têm o objetivo principal de divulgar internacionalmente o Destino e vão ser divulgados junto dos canais de eleição dos surfistas - Internet e redes sociais - estando ainda em aberto a possibilidade de difusão dos conteúdos numa estação de televisão internacional. O lançamento deste projeto, com um investimento de 200 mil euros, está previsto por ocasião do WCT PRO Portugal, que terá lugar em Peniche entre 8 e 19 de outubro de 2014 (até 2013 denominado Rip Curl Pro), e privilegia a comunicação da oferta turística através da partilha de experiências sobre o destino. A apresentação da McNamara Surf Trip decorreu na Praia do Bico de Mexilhoeiro, no Barreiro, onde o presidente do Turismo de Portugal, João Cotrim de Figueiredo falou sobre o projeto antes de Garrett Mcnamara surfar a Gasoline, a onda do rio Tejo gerada pelos catamarans. A onda só se forma quando a maré está vazia, em hora de ponta e quando o barco está cheio, o que torna esta experiência única e num local inusitado. Surfar a  Gasoline  foi uma escolha do próprio McNamara, assim como todas as experiências que integram os 14 episódios da McNamara Surf Trip. A parceria com o McNamara envolve ainda a presença em eventos do Turismo de Portugal, à semelhança do que aconteceu na FITUR, na Feira de Turismo em Madrid, Espanha, e a participação em experiências com vencedores de passatempos. A onda de 30 metros surfada por McNamara, em janeiro de 2013, na praia do Norte, na Nazaré, entrou para a história como a maior onda de sempre alguma vez surfada e chegou a fazer capa no jornal britânico The Times, afirmando Portugal como o destino número um na Europa e um dos principais do mundo para quem procura a praia para lazer e para desportos náuticos.

Segundo João Cotrim de Figueiredo, presidente do Turismo de Portugal, “o surf é um ângulo diferente de mostrar a oferta turística, que é justamente o que se pretende fazer com a McNamara Surf Trip. Este projeto não se destina apenas a promover o surf, destina-se a promover a oferta turística através do olhar de um surfista com uma forte ligação a Portugal e detentor de notoriedade – Garrett McNamara. Embora ancorada num produto, no surf, o que estamos a promover é Portugal enquanto destino.” “Portugal dispõe de condições naturais ímpares para o surf e este constitui um importante elemento da nossa estratégia de comunicação, contribuindo para o posicionamento do País enquanto destino turístico”, refere ainda o presidente. A relevância deste segmento para a imagem do país é indiscutível, pelo que o Turismo de Portugal mantém uma forte aposta na promoção. A campanha No waves, come back for free, lançada no final de 2012, desafiou os surfistas internacionais de visita a Portugal a identificarem, ao longo de três meses, situações em que a ausência de ondas de qualidade impedisse a prática de surf. Caso o surfista não encontrasse ondas na sua estada – o que não veio a acontecer -, seria premiado com uma nova viagem a Portugal. Este esforço promocional, totalmente desenvolvido online, foi ancorado na plataformawww.portuguesewaves.com, onde se concentra tudo o que os surfistas precisam de saber sobre Portugal e as suas praias para organizarem e marcarem a sua viagem, além de vídeos de conhecidos surfistas internacionais sobre Portugal, mapa com os melhores ‘spots’ de ondas na costa portuguesa e uma listagem da oferta hoteleira localizada perto do litoral. Portugal é um destino de excelência para os surfistas porque tem o maior número de spots de surf, localizados a curta distância uns dos outros, garantindo a existência de ondas de qualidade.


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Turismo

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CANDIDATURAS AO GALARDÃO DECORREM ATÉ 5 DE SETEMBRO

SET destaca transversalidade

do Prémio WTP na distinção de iniciativas turísticas

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SECRETÁRIO de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, destacou a transversalidade do Prémio Welcome to Portugal (WTP) na distinção de iniciativas turísticas que promovem o país, recordando: «Tenho dito muitas vezes que Turismo não é só hotelaria e o facto dos premiados anteriores terem escapado a essa realidade ajuda a reforçar essa mensagem que um destino também se constrói pelo recurso a outras realidades». As declarações foram proferidas na cerimónia de apresentação do Prémio WTP 2014, presidida por Adolfo Mesquita Nunes, que assinalou a abertura oficial das candidaturas ao galardão (até 5 de Setembro). Adolfo Mesquita Nunes louvou assim a iniciativa promovida pelo comité temático LIDE Turismo e Gastronomia, na sua terceira edição, por «distinguir iniciativas que vão além do Turismo strictu sensu», salientando que actividade turística que impacta é alavancada por outros sectores da economia como a cultura, a gastronomia, o agro-alimentar, as novas tecnologias, entre outras. O secretário de Estado do Turismo, considerou ainda que o Turismo de Portugal e todos os agentes do sector são os grandes responsáveis dos bons resultados obtidos em 2013, e partilhou ter sorte de ser responsável pela tutela do sector que é, neste momento, o maior contribuidor para o saldo positivo das contas externas, com receitas no valor de 9 mil milhões de euros, geradas por turistas estrangeiros em 2013, constituindo o motor da inversão do ciclo económico.

Por sua vez, Luiz Mór, membro do comité de gestão do LIDE Portugal – Grupo de Líderes Empresariais, em representação de Manuel Fernando Espírito Santo, presidente do LIDE Turismo e Gastronomia, reforçou que «o Turismo tem hoje um papel central e decisivo na economia portuguesa», e defendeu, com base nesta realidade, ser importante «perspectivar o futuro e com ambição tornar o sector no motor da recuperação económica e, em particular, do emprego». Contudo, Luiz Mór considera essencial reconhecer que «estamos a meio do percurso e é necessário arranjar energias para continuar», a fim de «conquistar a procura através do valor do nosso produto, afinar e coordenar estratégias, construir redes de negócio e cooperação com outros sectores da economia, dinamizar a comunicação global do País e do destino Portugal e conquistar recursos adicionais para o sector aumentando a sua capacidade de concorrer nos mercados emissores». As candidaturas ao Prémio WTP 2014 decorrem até dia 5 de Setembro e a entrega do galardão realiza-se no âmbito do III Fórum Empresarial do Algarve, marcado para os dias 3, 4 e 5 de Outubro, em Vilamoura. A iniciativa surgiu em 2012 com o objectivo de distinguir iniciativas públicas e privadas com relevância turística, que se destaquem pelo envolvimento que proporcionam entre populações e turistas, de forma directa ou indirecta, e constituam experiências únicas e duradouras. Nas duas edições anteriores, o Prémio WTP foi atribuído ao projecto de turismo rural, Rota

Vicentina, e ao evento “Serralves em Festa”, da Fundação Serralves, no âmbito do Fórum Empresarial do Algarve de 2012 e 2013, respectivamente. O júri encarregue este ano de distinguir um novo “cartão-de-visita” de Portugal no estrangeiro é presidido por Manuel Fernando Espírito Santo, presidente do subcomité LIDE Turismo e Gastronomia e constituído pelo presidente do Turismo de Portugal, pelo director da Organização Mundial do Turismo, pelo presidente da Associação de Hotelaria de Portugal (AHP), pelo presidente da Associação de Hotéis Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), pelo presidente da Associação Por-

tuguesa de Agências de Viagem e Turismo (APAVT), pela Travelport, pelo presidente da Bolsa de Turismo de Lisboa, pelo vice-presidente da TAP e pelo director-geral da Midlandcom. O comité temático LIDE Turismo e Gastronomia é um grupo especializado do LIDE Portugal, que tem como objectivo principal promover e posicionar o destino Portugal e a gastronomia portuguesa, no sentido de os colocar na primeira linha das opções dos turistas e consumidores estrangeiros. Outros objectivos passam por colocar o Turismo na agenda política; promover Portugal junto do mercado turístico estrangeiro, especial-

Recém-licenciados podem estagiar na OMT

O PRESIDENTE do Turismo de Portugal, João Cotrim de Figueiredo, e o secretário–geral da Organização Mundial de Turismo (OMT), Taleb Rifai, estabeleceram um acordo para que recém-licenciados portugueses na área do Turismo realizem estágios internacionais naquela organização internacional. O protocolo, assinado durante a BTL tem a duração de três anos e permitirá a realização de estágios nas principais ��reas da OMT - research, desenvolvimento sustentável, gestão de destinos, estatísticas, e terá a duração de 6 a 12 meses. A OMT e o Turismo de Portugal reconhecem a importância de promover a formação e a integração de recursos humanos em instituições internacionais e, nesse sentido, conjugam os seus esforços na realização deste programa de estágios. Taleb Rifai, secretário–geral da OMT, congratula-se com a assinatura deste acordo com o Turismo de Portugal e espera poder muito em breve receber os primeiros estagiários portugueses na OMT: “Tratase de uma excelente oportunidade para enriquecer a experiência internacional dos jovens profissionais na área do Turismo e estamos muito satisfeitos com o apoio do Turismo de Portugal para este projeto”, defende o responsável. João Cotrim de Figueiredo, presidente do Turismo de Portugal, refere que “a formação dos recursos humanos no Turismo é uma das características da competitividade de um Destino. Pretendemos com este acordo contribuir para a qualificação, que pretendemos cada vez mais elevada, dos nossos jovens”.


Turismo

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DESTINOS MAIS PROCURADOS PARA CONGRESSOS INTERNACIONAIS

Portugal está no top 20 e sobe 4 posições

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ORTUGAL subiu quatro posições no top 20 dos destinos mais procurados a nível mundial para acolher reuniões associativas internacionais em 2013, segundo os dados divulgados pela ICCA - International Congress & Convention Association. A subida de Portugal para a 13ª posição, com 249 reuniões (mais 36 do que em 2012), reforça o reconhecimento da afirmação do país enquanto destino preferencial para o turismo de congressos. Lisboa está em nono lugar, em ex aequo com Seul, no ranking mundial, tendo subido seis posições relativamente a 2012 (125 reuniões associativas realizadas). A capital portuguesa surge à frente de Praga, Amesterdão, Bruxelas e Copenhaga, que ocupam respetivamente a 11.ª, a 12.ª, a 15.ª e a 16.ª posição. Em termos mundiais, realizaramse mais 529 reuniões associativas internacionais em 2013 face ao ano anterior, totalizando 11.685 reuniões. No ranking dos países, os Estados Unidos da América mantêm, com 829 reuniões, a sua posição de liderança, seguidos da Alemanha (722), Espanha (562), França (527) e Reino Unido (525). Entre as cidades, Paris ultrapassou Viena e é a cidade com maior número de reuniões (204), seguida de Madrid (186) e de Viena (182). Os dados da ICCA relativos a 2013 refletem a afirmação de Portugal como um destino mundial de referência para o turismo de negócios, resultado de uma crescente profissionalização dos serviços prestados e da adaptação das cidades a um produto exigente como este, que contribui para dinamizar a economia e atenuar a sazonalidade. Segundo o Presidente do Turismo de Portugal, “a qualidade da oferta de alojamento, das infra-

estruturas e serviços, a existência de boas ligações aéreas, aliadas à capacidade organizativa dos agentes envolvidos, colocam-nos entres os melhores do mundo.”

LISBOA SOBE SEIS LUGARES Entretanto, Lisboa subiu seis lugares no ranking mundial das cidades mais solicitadas para acolher congressos associativos internacionais em 2013, alcançando o 9.º lugar, o confirma a afirmação da capital portuguesa enquanto destino de eleição para o acolhimento deste género de iniciativas. Lisboa encontra-se naturalmente na mira e ambição de muitas organizações pela clara oferta de condições particularmente vantajosas para este segmento, nomeadamente o clima ameno, a sua excelente oferta de equipamentos a preços muito competitivos, os serviços especializados e o know-how profissional acumulado. Para Vítor Costa, diretor-geral da Associação Turismo de Lisboa, “dada a elevada relevância do Turismo de Negócios no posicionamento de Lisboa como destino, é fundamental elevar a capital portuguesa para um patamar cada vez mais exigente em termos de grandes eventos e continuar a apostar na dinâmica de exposição internacional, indispensável na valorização do seu mérito, frente a uma agressiva concorrência de outras capitais.”

PORTO OCUPA 46ª POSIÇÃO O Porto registou uma subida muito significativa, de sete lugares, ocupando agora a 46ª posição no ranking mundial da ICCA de 2013, ficando acima de cidades europeias como Atenas, Florença, Zurique, Milão, e mesmo de grandes metrópoles mundiais como Nova Iorque ou Moscovo. Durante o ano de 2013, realiza-

ram-se 51 eventos internacionais na cidade do Porto, que obedeceram aos critérios rigorosos da ICCA e motivaram esta subida. No ranking apenas referente às cidades europeias, o Porto ocupa uma honrosa 23ª posição, numa lista liderada por Paris, Madrid e Viena. A ATP está francamente satisfeita com este resultado, fruto de um trabalho intenso que tem vindo a desenvolver nos últimos anos na promoção do destino e na motivação de potenciais organizadores e buyers a trazerem os seus eventos para o Porto e Norte do país. Para Helena Gonçalves, diretora executiva da ATP, “orgulha-nos o facto de o Porto ter todos os anos um destaque maior neste ranking que inclui atualmente cidades de mais de 90 países de todo o mundo, demonstrando que a nossa estratégia e trabalho desenvolvido está a alcançar resultados muito positivos. Temos incrementado a nossa presença em eventos internacionais da meeting industry e proporcionado aos buyers e PCO mundiais a oportunidade de conhecerem a oferta da cidade e da região Norte, num trabalho conjunto com os nossos associados”. O aumento dos eventos da Meeting Industry realizados na cidade do Porto contribuiu também para que fossem ultrapassados os objetivos da Associação de Turismo do Porto

para as dormidas de estrangeiros na região. O objetivo para 2013 era aumentar em 135.000 as dormidas de estrangeiros relativamente a 2012, ou seja, atingir as 2.379.000 dormidas de estrangeiros no Porto e Norte de Portugal. Esse objetivo foi largamente ultrapassado, tendo sido atingidas 2.498.121 dormidas de estrangeiros em 2013, o que equivale a um incremento de 15.2% face a 2012 (estatísticas do INE, atualizadas em 13/02/2014 dados provisórios). Participam neste ranking todas as cidades de mais de 90 países de todo o mundo onde se encontram os quase 1.000 membros ICCA, sendo a avaliação efetuada através da contagem dos eventos enviados e validados pela equipa desta organização. Os eventos têm requisitos especiais para concorrer, como a participação de pelo menos 50 delegados; serem organizados com base regular; e ter rotatividade entre pelo menos três países. Para a subida da cidade do Porto neste último ranking da ICCA, contribuiu o trabalho do Porto Convention Bureau, que oferece uma série de serviços de apoio e mais-valias e desenvolve um trabalho de aproximação aos buyers de referência no sector da meeting industry, sempre em estreita colaboração com os associados privados e públicos da ATP.


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Internacional

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56ª REUNIÃO DA OMT PARA ÁFRICA EM LUANDA

África é segunda região mais procurada pelos turistas

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CONTINENTE africano foi a segunda região mais procurada no âmbito do turismo internacional, com um crescimento de 6%, segundo os números avançados pela Organização Mundial do Turismo (OMT), com um total de 56 milhões de turistas em 2013. O sector do turismo representou em 2013 mais de 3 mil milhões de dólares norte-americanos em receitas direitas e cerca de 1.087 milhões de turistas e excursionistas atravessaram fronteiras internacionais contribuindo para a riqueza dos países em África, indica o relatório anual da Organização Mundial do Turismo, citados pelo vice-presidente da República de Angola, Manuel Vicente, no seu discurso proferido na abertura do 56ª reunião da OMT para África, realizado em Luanda. “Embora se considere o sector do turismo a nível do continente com inúmeros problemas, incluindo dificuldades económicas e os desafios geopolíticos, no mesmo ano África recebeu quase 5% de chegadas globais”, adiantou Manuel Vicente.  O secretário-geral da Organização Mundial do Turismo afirmou ter chegado o momento de ultrapassar o passado colonial, os conflitos armados e melhorar a cadeia de relacionamentos internos em África. Taleb Rifal defende o fim do que chamou de dependência das ligações áreas africanas em relação a várias capitais europeias. A agência estima que as viagens turísticas em todo o mundo deverão chegar a 1,4 mil milhão por volta de 2020 e 1, 8 mil milhão até 2030. As economias emergentes deverão superar os destinos das mais avançadas. Para Taleb Rifai, o sucesso do turismo, como uma indústria de paz e estabilidade na região depende da determinação política dos africanos. O responsável realçou que se a determinação política vai para uma di-

reção tudo o resto torna-se detalhe. O representante sublinhou que sem vontade política, “cada progresso, em cada sector, é sempre retardado e nunca pode ser materializado em todo o seu objetivo. Em 2030 as chegadas internacionais em África devem rondar os 140 milhões com uma partilha global de mercado na ordem dos 7%, no continente que com a economia em recuperação. Para Humberto Santos Brito, ministro do Turismo de Cabo Verde, a conectividade aérea entre os países africanos é hoje um dos grandes problemas e desafios para que o sector cresça. O responsável daquele país salienta ainda que embora África esteja a ganhar o seu espaço no sector do turismo, é importante que se discuta a questão da conectividade dos transportes, porque é preciso desenvolver as companhias áreas, é preciso que haja um conjunto de facilitações na entrada e saída de pessoas de uma forma geral entre os países do continente. “Não faz sentido que para ir para um país próximo temos de fazer meia volta ao mundo”, indagou. Entretanto, Angola está apostada em contribuir ativamente para o desenvolvimento do turismo interno e regional e atingir, até 2020, 4,6 milhões de turistas, receitas avaliadas em 4,7 mil milhões de dólares e criar cerca de um milhão de empregos, declarou o vice-presidente da República. “Admitimos serem objetivos ambiciosos face à nossa base de partida, mas acreditamos que os vamos alcançar”, disse. A título de exemplo, referiu-se da participação ativa angolana no desenvolvimento do projeto Okawango - Zambeze, o maior projeto transfronteiriço, que conjuga interesses de países vizinhos como a Namíbia, Botswana, Zâmbia e Zimbabué. Considera existir um potencial elevado no sector do turismo na pro-

moção da prática de lazer, reforço da identidade e coesão social, bem como de elementos integrador e complementar de outros sectores como o comércio, transportes, cultura, ambiente e a agricultura. Referiu-se também ao plano de desenvolvimento turístico 2013/2020, do qual resultou a criação de três pólos, nomeadamente o de Kalandula, em Malanje, o de Cabo Ledo, em Luanda, e o da bacia do Okawango, na província do Cuando Cubango. Manuel Vicente informou que decorrem estudos de novas regiões e áreas de interesse turístico e a preparação de um conjunto de diplomas legais que dotará o sector de regras e mecanismos mais claros e eficientes para reger a actividade dos operadores turísticos. Declarou que decorrem as obras de construção de um novo aeroporto em Luanda, cuja capacidade será de cerca de 15 milhões de passageiros por ano, preparado para receber aviões de grande porte. Adianta que o novo aeroporto terá 31 mangas, sendo 21 para o tráfego internacional e dez para os voos domésticos. Manuel Vicente considerou ser inadiável a aposta no turismo social, como forma de envolver grande parte das comunidades, que não possuem recursos que lhes permitam usufruir dessa necessidade social, que é fazer turismo. É a segunda vez que o país acolhe uma reunião da Comissão da Organização Mundial do Turismo para África, sendo a primeira realizada em 2004. O chefe de Departamento das Agências Especializadas da Direcção dos Assuntos Multilaterais do Ministério das Relações Exteriores, Rui Orlando Xavier, disse hoje (segunda-feira), em Luanda, que Angola tem capacidade para competir com os principais atores no capítulo do turismo mundial. O reforço da imagem da região na arena global e o impacto no turismo, devido a continuada crise da

caça furtiva em África, bem como a temática necessária da relação entre o turismo e o transporte aéreo na região, constituiram o foco dos debates da 56ª Edição da Comissão da Organização Mundial do Turismo para África. No mesmo âmbito, decorreu um seminário sobre “O Turismo e a Conectividade Aérea em África”, para avaliar o desempenho dos países do continente na criação de condições para a mobilidade aérea a favor do sector. O evento juntou, além dos ministros, mais de 300 delegados. Os ministros africanos assistiram também à eleição das “Sete Maravilhas”, concurso que visou selecionar sete belezas naturais de Angola. O concurso foi lançado a 17 de julho de 2013 pela Organização National Seven Wonders que selecionou um conselho científico integrado por representantes dos ministérios angolanos da Cultura, Ambiente, Hotelaria e Turismo para avaliar as “obras”. Quedas de Kalandula (Malange), Floresta de Maiombe (Cabinda), Lagoa do Carumbo (Lunda Norte), Grutas do Nzenzo (Uíge), Mooro do Moco (Huambo), quedas do rio Chiumbe (Lunda Sul) e Fenda da Tundavala (Huíla) são oficialmente as Sete Maravilhas Naturais de Angola. Recorde-se que uma das conclusões saídas do V Forúm do Turismo em África, reunião que decorreu este ano em Espanha, foi a facilitação de vistos para que África possa assumir o seu desenvolvimento, uma vez que o continente africano registou em 2013/2014 um crescimento consecutivo no sector do turismo. Dependendo, essencialmente, de um ambiente pacífico, a estabilidade política, nas últimas décadas, contribuiu para o sucesso económico de alguns países do continente.


Aviação

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Binter apresenta programação de verão às agências de viagens

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COMPANHIA aérea espanhola Binter realizou um encontro com as agências de viagem de Lisboa para apresentar a programação das suas ligações internacionais para a temporada de verão 2014. O encontro realizou - se no Hotel Real Palácio em Lisboa. A Binter voa para Lisboa desde setembro 2012, embora a companhia aérea espanhola já ligasse Portugal às Canárias desde o início da sua expansão internacional, no ano de 2005, quando começou a rota da Madeira. Os voos entre Lisboa e as Canárias operam duas vezes por semana, às quintas-feiras e aos Domingos, a bordo de um avião Bombardier CRJ 900. Além disso, a companhia aérea faz reforços pontuais para dar resposta ao aumento de procura. Desde julho de 2013, a Binter mantém um acordo de codeshare com a companhia aérea portuguesa SATA, com o qual foi possível aumentar as ligações com Portugal e oferecer a rota da Madeira anualmente. Neste momento, a frequência de voos para a Madeira é de duas

vezes por semana, às terças-feiras e Sábados, e no Verão haverá um reforço importante da rota, oferecendo em alguns períodos voos quase diários. A companhia Binter nasceu há 25 anos num âmbito regional para unir entre si as ilhas das Canárias ao sul de Espanha. Atualmente oferece nove novas rotas internacionais; às duas rotas em Portugal, juntam-se sete destinos na África Ocidental: Casablanca, Marraquexe, Agadir, El auiun, Dakar, Banjul e Praia.

Brussels Airlines expande rede europeia A BRUSSELS Airlines fortalece sua posição no mercado e começou a temporada de verão com vários novos destinos, mais aeronaves e investimento na inovação de serviços. Durante uma conferência de imprensa, o CEO da Brussels Airlines, Bernnard Gustin revelou a nova estratégia comercial da companhia. De acordo com o responsável, nos últimos meses, a Brussels Airlines tem trabalhado arduamente na melhoria da sua produtividade e diminuição da sua estrutura de custos em 10 por cento. Em simultâneo, a empresa investiu fortemente em serviços e conforto para os seus passageiros, esforços esses que se traduziram num crescimento significativo de passageiros, na satisfação dos mesmos e consequente melhoria da rentabilidade. Isto permitiu que a empresa tivesse condições para investir na expansão da sua rede. Assim, esta primavera e verão, a Brussels Airlines adicionou ao seu calendário várias novas rotas, assim como duas aeronaves Airbus A319 a juntar ao longo dos próximos meses à sua frota existente. No total, são nove novos destinos de verão e dois novos destinos durante todo o ano. É a maior expansão da rede na história da empresa. Com Ajaccio, Atenas, Bari, Bastia, Cagliari, Figari, Malta, Montpellier e Sevilha, a companhia aérea acrescenta os mais populares destinos de férias de verão ao seu portfólio. Por outro lado, a

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SWISS com novo voo Lisboa Genebra e reforça frequência no Porto A COMPANHIA aérea suíça acaba de reforçar a sua presença em Portugal com uma nova operação entre Lisboa e Genebra quatro vezes por semana. Por outro lado, a companhia aumenta as frequências no voo anual do Porto para Genebra, com quatro ligações semanais, melhorando a sua presença em Portugal e permitindo agora mais ligações não só a partida do seu Hub de Zurique como também à partida de Genebra para muitos destinos da sua rede Europeia e Intercontinental. A partir de junho, a SWISS vai também introduzir novidades no Porto, no que respeita à sua ligação para Genebra, disponibilizando a 4ª frequência semanal. Não esquecendo o nosso voo diário para Zurique, à partida de Lisboa e o voo sazonal à partida do Porto, que permitem excelentes ligações para vários destinos intercontinentais da companhia, tais como Nova Iorque, Boston, Hong Kong, Bangkok, Joanesburgo, São Paulo Telavive, Singapura e outros. A SWISS oferece aos seus os passageiros, todos os benefícios e comodidades do aeroporto de Zurique, especialmente concebidos para ligações intercontinentais, com um tempo de trânsito ideal de apenas 40 minutos.

Ryanair incrementa voos a partir do Porto A ASSOCIAÇÃO de Turismo do Porto e Norte (ATP), responsável pela promoção externa do destino Porto e Norte de Portugal, congratula-se com o aumento de frequências do número de voos em algumas das rotas aéreas para o Porto, anunciado pela Ryanair. A programação da companhia aérea irlandesa para o Inverno de 2014 contempla o aumento de frequência de voos em oito rotas aéreas: Bremen, Bruxelas, Frankfurt, Lisboa, Marselha, Memmingen, Milão e St. Etienne. De acordo com a informação divulgada pela Ryanair, o aumento da frequência de voos nestas oito rotas aéreas irá representar um crescimento de cerca de 18% no número de passageiros transportados para o Porto, o que, no conjunto das suas 25 rotas nesta cidade, deverá trazer 2,5 milhões de passageiros ao Aeroporto internacional Francisco Sá Carneiro. Segundo Helena Gonçalves, directora executiva da Associação de Turismo do Porto e Norte (ATP), “o incremento de voos anun-

ciado pela Ryanair para o próximo Inverno está em sintonia com a estratégia delineada pela ATP para os mercados internacionais, uma vez que a aposta são os mercados de proximidade, como a Alemanha, Bélgica, Espanha, Itália e França. Congratulamonos igualmente com o aumento das ligações Porto-Lisboa, com dois vôos diários, o que vai permitir também a ligação com outros mercados de desenvolvimento”. A Ryanair anunciou também o desenvolvimento de novos produtos vocacionados para o mercado das famílias e para o turismo de negócios, dois segmentos onde a ATP também tem vindo a apostar ao nível da promoção internacional do destino. Luis Fernández-Mellado, Sales Manager da Ryanair para a Península Ibérica, transmitiu que “a Ryanair lança a sua programação para o Inverno de 2014 no Porto, com 25 rotas, incluindo o aumento da frequência de voos em oito rotas, as quais serão postas à venda amanhã no nosso website”.


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Aviação

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Turkish Airlines, Qatar Airways e Singapore Airlines

querem voar para Luanda

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OMPANHIAS aéreas estrangeiras, entre as quais a Turkish Airlines, Qatar Airways e Singapore Airlines, manifestaram interesse em voar para Angola, aguardando pela autorização, anunciou fonte oficial da aviação civil angolana.

No decurso de um seminário sobre turismo em África, inserido nas atividades da 56ª Reunião da Comissão da Organização Mundial do Turismo (OMT) para África, que decorreu na capital angolana, o administrador do Instituto Nacional de Aviação Civil (Inavic) disse que os processos continuam a ser analisados. Rui Carreira recordou que o Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro (Luanda) não dispõe de capacidade para receber

mais voos nem de infra-estruturas que permitam receber aviões de grande dimensão. “Com a entrada em funcionamento do novo aeroporto de Luanda, que está praticamente construído, poderemos então dar resposta aos pedidos apresentados por diversas companhias aéreas estrangeiras interessadas em voar para Angola”, disse o presidente do Inavic. De acordo com o administrador, no futuro próximo, com a abertura do novo aeroporto e tendo em conta o interesse de transportadoras em operar no país, “espera-se que Angola venha a ser uma placa giratória na região no que se refere à movimentação de passageiros e carga, ajudando assim na promoção e crescimento do turismo em África.” Entre as companhias aéreas que operam em Angola destacam-se as africanas South African Airlines, Air Namibia (Namíbia) e Ethiopian Airlines, as europeias TAP (Portugal), Air France, British Airlines, KLM (Países Baixos), Lufthansa (Alemanha), Iberia (Espanha), Brussels Airlines (Bélgica) e ainda a Emirates (Emirados Árabes Unidos).

Emirates vai voar para Viena em A380

 A EMIRATES acaba de anunciar um novo serviço especial para Viena, operado pelo A380 já a partir do final deste mês. O avião de dois andares, com capacidade para transportar mais de 500 passageiros, fará história como o primeiro A380 a operar no Aeroporto Internacional de Viena. A 26 de maio, o voo operado pelo A380 vai substituir os voos EK 125 e EK 8126, partindo do Dubai pelas 17h15 e chegando a Viena pelas 21h10.O voo de regresso partirá de Viena pelas 00h20 chegando ao Dubai às 08h00 do dia seguinte. A Emirates voa para a Áustria desde maio de 2004 e aumentou gradualmente os seus serviços de 4 para 13 voos por semana, atualmente operados por um B777300ER. Desde 2004, a Emirates transportou mais de dois milhões de passageiros na rota entre Viena e Dubai. A Emirates tem atualmente 47 aviões A380 em serviço e 93 em encomenda, mais do que qualquer outra companhia aérea no mundo, tendo recebido no último ano 12 destes gigantes aviões de dois pisos. Desde o lançamento do seu primeiro voo operado por um A380, a Emirates transportou mais de 23 milhões de passageiros. Os dois pisos do A380 oferecem espaçosos lugares em Classe Económica, assentos totalmente reclináveis ​​em Classe Executiva e suites privadas em Primeira Classe. No total, o avião tem capacidade para transportar entre 489 e 517 passageiros, dependendo da sua configuração. Os passageiros de cabines premium podem usufruir do Lounge a bordo para Primeira Classe e refrescar-se num dos shower spas a bordo. Os passageiros de todas as classes podem desfrutar de mais de 1.700 canais dos mais recentes filmes, programas de TV e música de todo o mundo, para além de uma série de jogos disponíveis no ICE, o premiado sistema de entretenimento a bordo da Emirates. A mais recente tecnologia permite que os passageiros se mantenham contactáveis durante todo o voo, através de acesso Wi-Fi de alta velocidade, telemóvel e serviços de dados. No ano passado, a Emirates expandiu os seus serviços de A380 na Europa, Austrália, Ilhas Maurícias e nos EUA. Este ano, a Emirates lançou já serviços para Zurique e Barcelona, e será lançado um novo voo para Dallas, operado por um A380, ainda este ano.

Travelport e transavia.com reforçam parceria para auxiliar agências A TRAVELPORT e a  transavia. com acabam de reforçar a sua ligação. As duas entidades estão a desenvolver uma série de ações com o objetivo de tornar o acesso às reservas da companhia por parte das agências mais rápido e eficiente. Este programa surge após a implementação pela  transavia.com  da solução Travelport Merchandising que permitiu que os conteúdos da companhia fossem comprados, comparados e apresentados junta-

mente com a oferta de outras companhias num único ecrã. Com o objetivo de aumentar a visibilidade dos novos conteúdos, as duas entidades desenvolveram várias ações, que incluem atividades promocionais e de comunicação assim como a produção de materiais de teste. António Loureiro,  country manager da Travelport, refere as vantagens do acordo para as agências de viagens parceiras da empresa: “A transavia.com, enquanto membro do grupo Air France KLM, voa

para mais de 160 destinos com tarifas competitivas, o que faz com os agentes de viagens que usam o nosso sistema de reservas Galileo possam usufruir deste valor acrescentado”. O responsável acrescenta: “Estamos comprometidos em oferecer aos nossos clientes soluções inovadoras, como é o caso do Travelport Aggregated Shopping, que permite que os agentes de viagens vendam os serviços auxiliares no workflow já existente, ganhando em eficácia e na rapidez de respos-

ta ao cliente”. Hester Bruijninckx, responsável da  transavia.com, afirma que o objetivo da empresa é o de permitir que, de forma conveniente, os seus produtos e serviços estejam disponíveis para os parceiros empresariais: ”Através da plataforma Travelport, e da sua vasta rede de agentes de viagens, acreditamos que vamos reforçar a nossa presença em mercados prioritários, suportando as nossas operações de expansão na Europa”.


Últimas

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NA ILHA DO SAL

Expotur sob o lema

“ Por um Turismo Sustentável e Inclusivo”

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EXPOTUR- Feira do Turismo de Cabo Verde, tem sido um evento de referência no sector turístico em Cabo Verde. Este ano, o evento realiza-se sob o lema “ Por um Turismo Sustentável e Inclusivo”, tendo como objetivo o desafio de afirmação de país como destino de excelência, almejando uma participação efetiva da comunidade recetora em todo o processo de desenvolvimento. A VIª edição da EXPOTUR acontece de 23 a 25 deste mês na ilha do Sal, no complexo Turístico Vila Verde, em Santa Maria e trará no seu segundo dia uma Conferência Internacional sobre o Desenvolvimento do Turismo Sustentável e Economias Criativas na África, evento que contará com a presença de organismos internacionais, tais como a Organização Mundial do Turismo. O sector turístico é assumido como um importante veículo para alcançar o crescimento sustentado e equilibrado no desenvolvimento dos países e das regiões, funcionando como um verdadeiro motor de crescimento económico. O ministro do Turismo de Cabo Verde, Humberto Brito, instou os empresários cabo-verdianos a procurar novos nichos de mercado e diversificar a oferta turística do arquipélago como forma de atrair um maior número de turistas, com espe-

cial foco no mercado regional africano que, segundo o responsável, tem “mais de 300 milhões de consumidores”. Humberto Brito falava aos jornalistas na apresentação da 6.ª edição da Feira de Turismo de Cabo Verde – Expotur 2014, onde apelou aos empresários do sector para que criem produtos que sejam atrativos para os habitantes do continente africano, apostando na diversificação dos mercados e dos produtos, bem como no alinhamento entre as autoridades locais, nacionais e os operadores turísticos e entre o sector privado e o público. De acordo com a imprensa local, Humberto Brito considera que só assim Cabo Verde estará em condições de retirar dividendos dos negócios turísticos, uma vez que considera importante “promover o desenvolvimento do sector em conjunto com a promoção das condições de vida da população, para que os cabo-verdianos possam ver na prática o retorno das taxas de ocupação turística”.

ANT analisa com SET matérias

com impacto na competitividade do turismo A ASSOCIAÇÃO Nacional do Turismo (ANT) reuniu com o secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes. O encontro teve lugar nas instalações do Ministério da Economia. À semelhança dos encontros que decorreram durante o mês de Abril com os diversos grupos parlamentares, partidos políticos, Presidente da Assembleia da República e Presidente da República; a reunião com o SET visou dar a conhecer a ANT, sua missão e objetivos, assim como, analisar matérias

com impacto na competitividade do sector turístico nacional. Neste contexto, a ANT sublinhou a questão do alojamento paralelo, cuja procura crescente é um factor de preocupação para o sector profissional. A Associação mostrou total disponibilidade para trabalhar em proximidade com a Secretaria

de Estado do Turismo no desenho de estratégias que promovam a sustentabilidade da economia turística nacional. Igualmente, no mesmo dia, decorreu a reunião da direcção da ANT. Dos diversos pontos em agenda destaca-se a intenção de adesão à ANT, solicitada pela Associação de Municípios Portugueses do Vinho, e pela Câmara do Comércio do Funchal. As intenções foram votadas favoravelmente pela comissão executiva, por unanimidade.

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AHRESP: “É chegada a hora da reposição do IVA” FINDA a intervenção da Troika e iniciado o processo para o crescimento económico e criação de emprego em Portugal, qual será agora o motivo, para a não reposição imediata da Taxa de IVA, em 13% no Continente, 12% Madeira e 9% Açores, nos Serviços de Alimentação e Bebidas? Como irá o Governo “REPOR” o Crescimento da Economia? Como irá o Governo manter o Turismo como líder das exportações dos serviços transacionáveis? Estas foram algumas das questões que levaram a AHRESP a realizar o encontro “Reposição do IVA a 13%, O futuro de um setor vital para Portugal”, que contou com a presença de representantes da Confederação da Indústria Portuguesa, da Confederação do Turismo Português, da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, da DECO, da UGT, da CGTP e da PwC – PricewaterhouseCoopers. A AHRESP aproveitou também este encontro para apresentar a sua Campanha de Sensibilização com ações dirigidas aos decisores políticos e aos consumidores através do lançamento de mais uma Petição e de uma Ação Simbólica na véspera da saída da Troika, intitulada “Um Brinde para Repor o IVA a 13%”. “Apelamos, novamente, ao Governo para que tenha o bom senso de perceber que as nossas empresas, não aguentam esta insuportável e inaceitável carga fiscal. É chegado o momento do Governo reconhecer que este setor está a ser fustigado com o maior aumento de carga fiscal (77%) de que há memória na economia portuguesa. As empresas deste setor foram as primeiras a fazer o “ajustamento”, de forma tão violenta, que nem a Troika teve coragem de recomendar”, argumente a associação. Para a AHRESP “é absolutamente fundamental que o IVA nos serviços de Alimentação e Bebidas, seja reposto a 13% no Continente, a 12% Madeira e a 9% Açores, já no 2º semestre deste ano. Tudo faremos para ajudar o Governo e a Assembleia da República a tomarem decisões acertadas”. E acrescenta que, agora, que a Troika está de saída, “esperamos que o IVA dos Serviços de Alimentação e Bebidas, pago pelos 10 milhões de portugueses e pelos 30 milhões de visitantes estrangeiros, seja reposto nos 13%, e assim se aproxime das taxas, ainda mais baixas, dos nossos concorrentes internacionais, por um futuro mais auspicioso do nosso Portugal”.



Viajar Magazine - Maio 2014