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Revista dos Antigos Alunos da Universidade do Porto, Nº 05, II Série, Junho de 2008, 2.5 Euros

FADEUP: FÁBRICA DE CAMPEÕES, pág 14 COMO MARIA MOITA REDESCOBRIU A ARQUITECTURA, pág 10 DESENVOLVIMENTO REGIONAL PELA FEP, pág 18 ENTREVISTA A BEATRIZ PACHECO PEREIRA, pág 20 ARQUEOLOGIA NO DOURO, pág 34 A ARTE DOS NEGÓCIOS IN SERRALVES, pág 36 EMPREENDEDORISMO SOCIAL COM A A35, pág 38 EM MEMÓRIA DE SILVA PINTO, pág 42 EVOLUÇÃO DA TOPOGRAFIA NA FEUP, pág 44


Magnífico Reitor José Marques dos Santos e equipa, Como ex-aluno da Universidade do Porto tenho tido o prazer de ler e estudar cada número da revista UPORTO ALUMNI e quero dar os parabéns à equipa que a compõe e felicitar esta linha de investimento que tem a meu ver mantido unidos muitos ex-alunos à sua Universidade. O Magnífico Reitor José Marques dos Santos abriu caminho a uma convivência mais estreita entre a Universidade e o corpo dos ALUMNI que levará com certeza a projectos/acções/interesses como doações, formação para troca de experiências entre antigos e actuais alunos, palestras, etc... mais de acordo com um mundo competitivo, baseado em conhecimento e dinamismo que o anterior modelo. Como conclusão transmito que graças também à vossa revista decidi voltar à faculdade e realizar um mestrado em engenharia de redes, para o qual me vou candidatar já em Agosto. Obrigado pelo vosso trabalho. Com cumprimentos cordiais, Amândio Horácio Machado Curso de Ciência de Computadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto

RECTIFICAÇÕES Na edição n04, Março de 2008, o texto intitulado “U.Porto impulsiona parceria regional com ambições globais” incluía uma “caixa” com os nomes dos coordenadores dos painéis do III Encontro Porto Cidade Região, omitindo, por lapso, um dos painéis, ainda que referido no texto mais extenso: painel “Conteúdos”, coordenado por Artur Pimenta Alves (U.Porto, FEUP), Paulo Camacho e Nuno Cintra Torres (TV Cabo). A estes coordenadores, a UPorto Alumni pede sinceras desculpas. Na mesma edição, o texto intitulado “A ‘lasca’ arrebatou a cidade” estava acompanhado de um legenda com os nomes dos participantes no espectáculo “Ballet Shungária”. Um dos participantes era erroneamente referenciado como António Ramalhão, quando na verdade se chama Joaquim Ramalhão. As nossas desculpas pelo lapso.

Os e-mails destinados à secção “Opinião do Leitor” devem ser enviados para alumni@reit.up.pt, acompanhados do nome do remetente, da sua idade, do curso que frequentou na U. Porto, do respectivo ano de matrícula e do endereço electrónico pessoal. A revista U.Porto Alumni reserva-se o direito de seleccionar e eventualmente reduzir os textos enviados.

EDITORIAL

O

desporto é uma actividade pluridimensional e aí reside muita da sua importância actual. Por um lado, a prática desportiva é essencial para a saúde física e mental dos cidadãos, além de desempenhar um papel relevante na integração social dos indivíduos. Por outro lado, o desporto é competição e, neste sentido, um constante teste aos limites da capacidade humana, bem como um espectáculo que empolga muitos milhões de pessoas em todo o mundo. Neste contexto, a investigação científica e o desenvolvimento tecnológico contribuem efectivamente para a iniciação e rendimento dos atletas. Por isso, o desporto é cada vez mais uma prática que exige estudo, planeamento e recursos tecnológicos. Aliás, a constante expansão dos limites da capacidade humana a que assistimos hoje resulta, precisamente, da introdução de conhecimentos científicos nos métodos de treino, da adopção de regimes alimentares que potenciam o rendimento desportivo e do recurso a processos tecnológicos para assegurar a manutenção da forma física. Convém, a propósito, sublinhar que o estudo da evolução das performances desportivas é vantajoso não só para a competição, mas também para o exercício físico praticado informalmente. Parece hoje claro que o desporto de alto rendimento incentiva a prática desportiva entre a população e permite que essa mesma prática seja executada de forma correcta. Ou seja, que o exercício físico seja orientado e adequado às características de cada indivíduo. Consciente da validade destas premissas, a Universidade do Porto está a valorizar e dinamizar o desporto essencialmente em duas vertentes: a promoção da prática desportiva entre a sua comunidade académica e o estudo, investigação científica e aplicação de conhecimentos na área do desporto. No primeiro caso, o GADUP – Gabinete de Actividades Desportivas da Universidade do Porto organiza, para toda a comunidade académica (estudantes, antigos alunos, docentes, investigadores e funcionários não docentes), um conjunto de iniciativas que cobrem uma vasta panóplia de modalidades. Para tanto, dispõe de técnicos qualificados e de infra-estruturas adequadas à prática desportiva. Os resultados deste esforço têm sido muito positivos, quer no que se refere à prática informal do exercício físico pela comunidade académica, quer ainda no que toca aos sucessos desportivos da U.Porto nas competições universitárias. Nos Campeonatos Nacionais de Desporto Universitário, que tiveram lugar nos meses de Abril e Maio de 2008, participaram 165 estudantes da U.Porto e foram conquistados, com o emblema da instituição, 72 medalhas individuais e sete títulos por equipas. No segundo caso, merece destaque o trabalho que está, no âmbito da U.Porto, a ser liderado pela sua Faculdade de Desporto (FADEUP), mas contando com a colaboração de outras Faculdades. A FADEUP tem vindo a afirmar-se, nacional e internacionalmente, pela qualidade da sua investigação científica e respectiva aplicabilidade na performance de atletas. Como este número da UPorto Alumni testemunha, a FADEUP está envolvida na preparação de atletas de quem muito se espera nos Jogos Olímpicos de Pequim, como NaiJosé Marques dos Santos de Gomes, Nelson Évora ou Emanuel Silva. Por outro lado, investigadores e Reitor da docentes da FADEUP são solicitados para integrarem prestigiadas instituiUniversidade ções internacionais, como a Comissão Mundial para as Ciências do Despordo Porto to da UNESCO, onde contribuem com o seu conhecimento científico. Parece claro, como enfatiza o Professor Jorge Olímpio Bento nesta edição da UPorto Alumni, que o desporto “mais não é do que um dos campos onde estudamos a condição humana, até onde é que ela pode ir”. Ora, conhecer com mais propriedade o que somos e quais são os nossos limites é, de facto, uma das funções mais nobres da ciência. Não constitui, por isso, surpresa que as universidades e seus centros de investigação sejam cada vez mais chamados a produzir conhecimento científico na área do desporto, conhecimento esse que, no entanto, acaba por transcender os limites da realidade desportiva e ser aplicável noutros campos da actividade humana. A U.Porto orgulha-se de, também neste campo, estar na linha da frente do que se faz a nível mundial. 1

OPINIÃO DO LEITOR


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DEPÓSITO LEGAL 149487/00

IMPRESSÃO DigiPress

DESIGN Rui Guimarães

DIRECTOR José Carlos D. Marques dos Santos

Notícias que marcaram a actualidade da U.Porto, com destaque para a Universidade Júnior 2008, a parceria da FEUP com MIPS Technologies Inc., o lançamento do The Magellan MBA e ainda a II Conferência IBERGRID.

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REDACÇÃO Anabela Santos Orlando Mota Raul Santos Tiago Reis

SUPERVISÃO REDACTORIAL João Correia Ricardo Miguel Gomes

EDIÇÃO E PROPRIEDADE Universidade do Porto Gabinete do Antigo Aluno Serviço de Comunicação e Imagem Praça Gomes Teixeira 4099-345 Porto Tel: 220408178 Fax: 223401568 ci@reit.up.pt UPorto Alumni Revista dos Antigos Alunos da Universidade do Porto Nº 04, II Série

COORDENAÇÃO EDITORIAL Assunção Costa Lima (G-AAUP) Vasco Ribeiro (SCI)

COLABORAÇÃO REDACTORIAL Conselho Coordenador de Comunicação: Angelina Almeida (FCNAUP) Carlos Oliveira (FEUP) Deolinda Ramos (FADEUP) Elisabete Rodrigues (FCUP) Fátima Lisboa (FLUP) Felicidade Lourenço (FMDUP), Lino Miguel Teixeira (FBAUP) Mafalda Ferreira (EGP) Maria José Araújo (FPCEUP) Maria Manuela Santos (FDUP) Mariana Pizarro (ICBAS) Pedro Quelhas de Brito (FEP) Suzana Figo Araújo (FAUP) Teresa Duarte (FMUP)

NO CAMPUS

Prémios, distinções e descobertas que valorizam a comunidade académica da U.Porto e são o reconhecimento da sua excelência em diferentes áreas do conhecimento.

PERCURSO

Maria Moita descobriu, em Timor-Leste, aquilo que considera ser a mais nobre vocação da arquitectura: promover o desenvolvimento socioeconómico de comunidades carenciadas. Partindo desta premissa, a mais recente laureada com o Prémio Fernando Távora faz uso da formação que obteve na FAUP.

A FEP tem sido chamada a pronunciar-se sobre questões estratégicas para a região Norte, como o modelo de gestão do Aeroporto Francisco Sá Carneiro e a linha ferroviária de elevada velocidade. Com os seus estudos, a Faculdade está, portanto, a contribuir para o desenvolvimento regional.

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PERIODICIDADE Trimestral

TIRAGEM 60.000

ICS 5691/100 FOTOGRAFIA Ana Roncha, António Chaves 1/2 Formato

MÉRITO

PORTO, CIDADE, REGIÃO

EM FOCO

FACE-A-FACE

A FADEUP é uma verdadeira “fábrica de campeões”, se tivermos em consideração o trabalho que tem desenvolvido com desportistas de diferentes modalidades, incluindo atletas olímpicos como Naide Gomes, Nelson Évora ou Sara Oliveira. Graças ao capital humano desta Faculdade, o desporto português reforçou a sua componente científica.

Em entrevista, a directora do Fantasporto lança duras críticas à forma como os políticos encaram a cultura. Mas o menosprezo pelas questões culturais não intimida Beatriz Pacheco Pereira, que continua a lutar por melhores condições para o seu festival e se prepara, até, para criar um Museu do Cinema.


EMPREENDER

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A Fundação de Serralves criou uma incubadora para as chamadas indústrias criativas, tendo recebido mais de 70 candidaturas. Neste momento já se encontram incubadas, na In Serralves, sete start-ups que fazem da imaginação, inovação e talento artístico os seus principais factores de produção.

A A3S assume uma lógica empresarial, mas não visa o lucro. Confusos? Pois bem, trata-se de uma associação do Terceiro Sector, o que significa que persegue o bem comum e reinveste todo o excedente no colectivo. A sua actividade centra-se na prestação de serviços de consultoria, formação e investigação.

VIDAS & VOLTAS Silva Pinto exerceu as funções de reitor da U.Porto durante a avalancha revolucionária, entre Novembro de 1976 e Maio de 1978. Apesar de curto, o mandato reitoral do antigo professor da FMUP foi marcante para a História da Universidade, como se comprova pela resenha biográfica aqui apresentada.

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CULTURA

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Investigadores da FLUP vasculham as entranhas do Vale do Côa em busca de vestígios pré-históricos, para assim nos ajudarem a compreender melhor os modos de vida dos nossos antepassados. As escavações em Castelo Velho são, aliás, consideradas “uma mudança paradigmática na arqueologia portuguesa”. .

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INVESTIGAR

DESPORTO

ALMA MATER

VINTAGE

O percurso desportivo de Adriano Paço, um voleibolista que tem amealhado troféus com os emblemas da Universidade e dos maiores clubes nortenhos da modalidade. Na quadra ou na areia, o estudante da FADEUP revela grande talento na arte dos “serviços”, “amorties”, “remates de 2ª linha”, “blocos”…

Foto-reportagem sobre o quotidiano da FMDUP, faculdade onde os estudantes já aplicam em pacientes reais muitas das técnicas que aprendem no curso. A atmosfera que se vive é, por conseguinte, propícia a boas imagens. Excepto para quem tem pavor de dentistas…

A Biblioteca da FEUP apresenta, até 5 de Outubro, uma exposição sobre a evolução histórica da topografia. Um bom pretexto para recordar, nestas páginas, como os verdadeiros “aventureiros do cálculo” conviveram durante anos com tripés, níveis, teodolitos e miras.


NO CAMPUS

ALUMNI DA FBAUP LEVAM ARTE ÀS RUAS


E para quem acha que 10 quilos de batatas fritas não podem tocar uma sinfonia, o AdA tirou as dúvidas. “Basta ter imaginação e uma visão ampliada do mundo”, desafia Mariana Oliveira, da organização de um evento que pretendeu “atrair e seduzir novos públicos para todas as formas de arte e cultura”, com destaque para “aquelas que estão escondidas e menos disponíveis nas salas de espectáculo ou nas galerias”. Depois de três dias de festa nas ruas, o balanço era positivo. “Correu muito bem, o público aderiu bastante e houve uma forte comunicação entre as pessoas e os artistas”, remata Mariana Oliveira. Para além das performances de rua, o programa do AdA foi completado com uma conferência e uma exposição multimédia. Ainda em 2008, a cidade espanhola de Valência acolhe a segunda edição do evento.

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Assistir à construção de uma pirâmide de cadeiras ao som de um concerto de piano para dez peixes de aquário, esquiar na Praia da Foz, ou… tocar na ponta do nariz com a língua. Foi entre desafios originais que as ruas do Porto acolheram, de 10 a 12 de Abril, a primeira edição do AdA – Festival em Acção, uma iniciativa da Yellow Road, associação cultural fundada por antigos alunos da Faculdade de Belas Artes (FBAUP). Liberta de palcos e galerias, a arte saiu à rua num festival que trouxe à cidade o que de mais vanguardista se produz na área das “artes de rua” em toda a Europa. Para tal, a Praça da Batalha, o Jardim do Palácio de Cristal e a Ribeira foram alguns dos locais que puderam ser redescobertos no contacto entre a população e 48 jovens artistas, através de mais de 30 performances nas áreas da dança, música e teatro.

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NO CAMPUS

MAGELLAN MBA “COM AMBIÇÃO INTERNACIONAL”

U.PORTO COMEMOROU 97 ANOS DE VIDA

IBERGRID 2008 DESVENDA FUTURO Nos passados 12, 13 e 14 de Maio, a “Internet do futuro” esteve em debate na U.Porto. Tratou-se da II Conferência IBERGRID (Iberian Grid Infrastructure Conference), um evento que reuniu nas instalações da FEUP alguns dos maiores especialistas da Península Ibérica e da América Latina na área da computação distribuída de larga escala (computação grid) e da supercomputação. Através da sua Universidade, o Porto tornouse a primeira cidade portuguesa a receber uma iniciativa inserida no âmbito do Acordo de Cooperação Científica e Tecnologia que une Portugal e Espanha, desde 2003. Foi aí que nasceu o propósito de formar uma comunidade ibérica no campo da grid computing, um tipo de infra-estrutura que permite fomentar o trabalho em rede de uma forma muito mais vantajosa do que a Internet actual. “As grid permitem o acesso a recursos não sujeitos a um controlo centralizado e sem constrangimentos de distância, oferecendo uma qualidade de serviço superior ao nível do desempenho, segurança e disponibilidade”, explica Lígia Ribeiro, pró-reitora da U.Porto. Multiplique-se o número de utilizadores “em grelha” e fica-se com uma ideia do “papel que esta pode ter, por exemplo, ao nível da colaboração à distância numa comunidade de investigadores”. Potencialidades que, no arranque da conferência, foram destacadas por altas personalidades da política e da ciência de Portugal e Espanha. Do lado português, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, realçou ainda a importância de “uma conferência que, mais do que uma reunião científica, representa a prova do valor da cooperação estratégica entre os dois países”. TR

“Queremos que seja um MBA competitivo a nível nacional e internacional”. As palavras são do reitor da U.Porto, José Marques dos Santos, e servem de rampa de lançamento do The Magellan MBA, o novo programa de formação avançada em Gestão que vai arrancar no próximo ano lectivo, fruto da cooperação entre cinco universidades do Norte e Centro do país. Aveiro, Coimbra, Minho e o Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa juntam-se assim à U.Porto numa formação que reúne professores das cinco instituições e de dois parceiros internacionais, a London Business School e o Instituto de Empresa (Espanha). Com início marcado para Setembro, as aulas vão ter decorrer maioritariamente nas instalações da EGP – University of Porto Business School e serão leccionadas em inglês. Um facto que demonstra “a postura claramente internacional” de um “curso vocacionado para atrair alunos de todo o mundo”, como destacou, a 8 de Maio, o director do MBA, Jorge Farinha, na assinatura de um protocolo que prevê a criação futura de um DBA (Doctor in Business Administration). O The Magellan MBA surge então como uma das primeiras iniciativas lideradas pela EGPUPBS, a escola de negócios nascida da fusão das actividades de formação para executivos levadas a cabo pela Escola de Gestão do Porto (EGP) e pelo Instituto de Investigação e Serviços da Faculdade de Economia (ISFEP). Constituído formalmente a 5 de Junho, o novo organismo será dirigido por uma associação onde estão representadas 21 empresas nacionais e multinacionais. Por tudo isto “será frustrante se daqui a cinco anos não aparecermos nos rankings internacionais. Tem que ser algo com ambição”, desafia José Marques dos Santos. TR

Não coincidiu com a data certa (22 de Março) para evitar as férias pascais, mas a tradição não faltou na habitual sessão solene que, a 9 de Abril, assinalou a passagem do 97º aniversário da U.Porto. Homenagear figuras, estudantes e funcionários da Universidade que se tenham destacado ao longo do último ano foi apenas um dos objectivos de uma sessão comemorativa que teve como primeiro grande momento a intervenção do reitor da U.Porto. Na abertura do Dia da Universidade, José Marques dos Santos fez o balanço do último ano e abordou o futuro de uma “universidade cujo prestígio é reconhecido a nível internacional”. Num discurso onde não faltaram referências à situação do ensino superior em Portugal, o líder da U.Porto destacou ainda a “promoção do empreendedorismo” entre as apostas fortes que marcam o presente da U.Porto. O mesmo tema esteve em foco no discurso de Emilio Botín, presidente do Grupo Santander e convidado especial da cerimónia. Perante uma audiência que preencheu o Salão Nobre da Reitoria, o líder da décima maior instituição financeira do mundo destacou o papel das empresas no apoio às universidades, ressalvando que “investir em educação é a melhor estratégia para alcançar uma sociedade mais próspera”. Centro de um programa de eventos que incluiu a 6ª Mostra da U.Porto e a I SPIE UP – Semana de Promoção da Inovação e do Empreendedorismo (ver peças ao lado), o Dia da Universidade foi também palco da entrega de prémios incentivo aos melhores estudantes da instituição em 2006/2007 e do Prémio Excelência e-learning a Fernando Remião, docente da FFUP. Pelo meio, houve tempo para vários momentos musicais e para a proclamação dos mais recentes professores eméritos da Universidade.

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FEUP CRIA INVENTOS INOVADORES

NEFUP COMEMORA 25 ANOS pelo VORSat, nome do satélite que está a ser desenvolvido numa parceria entre a FEUP e a Agência Espacial Europeia (ESA). Trata-se de um satélite de órbita baixa – Cubesat – que tem como missão demonstrar a possibilidade de uma estação terrestre – instalada na FEUP – determinar a orientação de um satélite através de sinais rádio transmitidos por aquele. “Num país como Portugal, esta é uma oportunidade única de experimentar o mercado espacial”, destaca Mariana Sousa, uma dos mais de 20 estudantes envolvidos no projecto. De regresso à Terra, o alvo é o sofá, sítio ideal para ver trabalhar o CleanRob, um robot que tem a capacidade de empurrar um aparelho de limpeza. Equipado com sensores simples e baratos, o sistema é controlado por um comando à distância. Para Armando Sousa, professor e coordenador do projecto, trata-se de um “exemplo daquilo que a FEUP é capaz de dar à sociedade civil”. Do viveiro de ideias de Engenharia chega, por fim, um sistema que promete revolucionar os métodos de medir a gordura corporal no ser humano. Uma tarefa que o novo lipocalibrador executa a partir da medição das pregas subcutâneas, “de forma mais rápida, rigorosa e com custos mais reduzidos do que outros equipamentos mais caros”, garante Teresa Restivo, professora que lidera a equipa de investigação. Com patente já submetida pela U.Porto, o projecto foi distinguido recentemente como melhor comunicação livre no Congresso Anual da Associação Portuguesa de Nutrição Entérica e Parentérica. TR

O NEFUP – Núcleo de Etnografia e Folclore da Universidade do Porto organizou, entre 5 e 17 de Junho, na Biblioteca Municipal do Porto, uma exposição comemorativa dos seus 25 anos de actividade. A mostra era composta pelo espólio do NEFUP, por um conjunto de obras sobre o património etnográfico português e por cinco peças encomendadas a artistas plásticos. No dia 14 de Junho, o NEFUP complementou a exposição com um espectáculo nos Claustros da Biblioteca. Entre o espólio do NEFUP exposto na Biblioteca Municipal encontravam-se trajes típicos, cabeçudos, artesanato, fotografias, cartazes, medalhas, galhardetes, revistas… Enfim, um conjunto de objectos que resgatavam da memória a profusa actividade do NEFUP não só em território nacional como também em eventos internacionais. Todas as obras bibliográficas expostas pertenciam à Biblioteca Municipal e, segundo Jorge Caldas, da direcção do NEFUP, procuravam “representar o trabalho de pesquisa e recolha do património cultural” que o Núcleo desenvolve. Ao longo destes 25 anos, o NEFUP tem estudado de forma sistemática as danças, cantares e outras manifestações da cultura popular portuguesa, consubstanciando esse trabalho de investigação em espectáculos ao vivo. Para valorizar a exposição, o NEFUP encomendou a cinco artistas plásticos pequenas peças (lenço, t-shirt, aguarela, cerâmica e painéis) ilustrativas da actividade do Núcleo. Entre os artistas convidados contavam-se Elsa Lé e Nelson Xavier. Resta dizer que o NEFUP é uma associação cultural académica apoiada pela Reitoria da U.Porto, cujos objectivos são a “recolha, compreensão e divulgação do folclore português, apresentando-o sob a forma de espectáculo de danças, cantares e outras manifestações de cultura popular”. RMG

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Quem em Outubro deste ano navegar entre Viana do Castelo e os mares das Caraíbas arrisca-se a um encontro com o FASt (FEUP Autonomous Sailboat), o veleiro criado na Faculdade de Engenharia (FEUP) com o objectivo de participar na Microstransat, uma regata que reúne equipas de todo o mundo. Nota: nenhuma das embarcações é tripulada. Assim, e para que o FASt não se perca nas águas do Atlântico, “o barco está equipado para saber onde se encontra”, nomeadamente “com um minicomputador que transmite comandos ao leme e às velas”, explica José Carlos Alves, professor responsável pelo projecto. Do mar até aos confins do espaço vão centenas de quilómetros, os mesmos que serão percorridos


NO CAMPUS

FEUP É PARCEIRA DA MIPS TECHNOLOGIES

A Faculdade de Engenharia da U.Porto (FEUP) tornou-se, no passado dia 28 de Abril, a primeira instituição europeia do ensino superior a estabelecer uma parceria com a MIPS Technologies Inc., uma das maiores empresas mundiais de design de semicondutores. Formalizada nas instalações da Faculdade, a cooperação permitirá “abrir as portas” da multinacional norte-americana aos estudantes e investigadores do Departamento de Engenharia Electrónica e de Computadores (DEEC). Para tal, “a MIPS vai transferir para a FEUP a sua tecnologia de processadores”, a qual será desenvolvida “através da investigação académica em projecto de processadores e micro-arquitecturas”, esclarece José Epifânio da Franca, director-geral da Chipidea – Analog Business Group da MIPS Technologies. Aliar os conhecimentos da MIPS e da FEUP em projectos de investigação comum é então o grande objectivo do programa. E se dos EUA chega tecnologia de ponta, do Porto esperam-se “ideias inovadoras que permitam desenvolver esta tecnologia”, desafia o responsável. O acordo entre as duas instituições é também uma forma de aproximar os estudantes da FEUP da realidade empresarial. Para José Epifânio da Franca, “o importante é dar aos alunos a oportunidade de trabalharem com uma tecnologia profissional e, através disso, aproximá-los do mundo das empresas”. Uma opinião partilhada por José Silva Matos, director do DEEC, para quem “a cooperação vem diminuir a distância entre a Indústria e a Universidade”. Sobre o facto da FEUP ser o primeiro parceiro no Programa Universitário Europeu da MIPS”, o docente afirma que o acordo é “motivo de orgulho e de honra”, mas também de “grande responsabilidade”. 8

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5300 JOVENS NA UNIVERSIDADE JÚNIOR

TRIUNFOS NO DESPORTO UNIVERSITÁRIO

Sessenta e duas medalhas individuais, sete títulos por equipas e um total de 165 estudantes envolvidos. Foi com números gordos que se desenhou a participação da U.Porto nos Campeonatos Nacionais de Desporto Universitário (CNU’s), que tiveram lugar nos meses de Abril e Maio. Entre as 16 modalidades nas quais a U.Porto se fez representar, destaca-se a participação da equipa de atletismo, coroada com a conquista de dois títulos colectivos – em pista coberta e pista ao ar livre – e 19 medalhas. Nas instalações da U.Aveiro (palco da maioria das provas), a Universidade sagrou-se ainda campeã nacional de Andebol feminino, Squash, Ténis, Ténis de Mesa e Xadrez. Um feito que se repetiria nas areias de Vila Nova de Gaia, palco da vitória no Voleibol de Praia. Sem o título colectivo, mas com muitas medalhas na mala, vieram as equipas de Natação (20), Judo (6) e Taekwondo (6). As restantes medalhas repartiram-se pelo Badmington e pelo Hóquei em Patins. Feito o balanço, a U.Porto afirma-se, pelo terceiro ano consecutivo, como a instituição portuguesa do ensino superior com mais títulos conquistados nos CNU’s.

Têm menos de 18 anos, estão de férias, mas abdicaram da praia para vestir a pele de estudantes da maior universidade do país. É esse o perfil dos mais de 5300 alunos do 5º ao 11º ano que, nos meses de Julho e Setembro, invadem as salas e laboratórios da U.Porto durante a 4.ª edição da Universidade Júnior (UJr). Dispensa apresentações o programa que, desde 2005, proporciona a milhares de jovens de todo o país a oportunidade de conhecer o que se faz Universidade, através de cursos semanais estruturados por faixa etária. Um objectivo que, num ano em que se bateram todos os recordes de participantes, assume a forma de mais de 120 actividades dinamizadas nas 14 faculdades e 69 unidades de investigação da U.Porto. Arrumadas as estatísticas, é nos vários pólos da U.Porto “sub-17” que se procura “incentivar os jovens a continuar o seu percurso académico ajudando-os a escolher o curso que querem seguir e, se possível, atraí-los para a Universidade”, destacou o reitor José Marques dos Santos, durante uma visita às actividades da UJr. Palavras registadas por Mariana Lisboa, aluna do 10º ano que vestiu a pele de jornalista num projecto do curso de Ciências da Comunicação. “Já estive no ano passado e gostei. Por isso, decidi regressar para fazer alguma coisa que tivesse a ver com a vertente profissional que quero seguir. E estou a adorar”. “Abrir a Universidade à sociedade” é outro dos objectivos de um projecto que traz à U.Porto estudantes de todo o país. Para tal, o programa conta com o apoio de 40 câmaras municipais, parte de uma lista de parcerias onde constam ainda o Ministério da Defesa Nacional e a Casa da Música. Depois de uma pausa em Agosto, a UJr 2008 regressa na primeira semana de Setembro, com as Escolas de Ciências da Vida e da Saúde, de Física, de Matemática e de Química. Acessíveis, por candidatura, a alunos dos 10º e 11º anos, estes programas visam introduzir alguns dos melhores estudantes do país em projectos de investigação científica. TR


ESTÓRIAS

A

prescrição constava em reprovar três vezes no exame da mesma cadeira, sendo anulada a inscrição e a possibilidade de o estudante continuar a frequentar a mesma Faculdade. Estava no 30 ano da Faculdade de Economia da U.Porto a fazer exames de 2a época e tinha uma cadeira atrasada, cujo professor era por vezes demasiado exigente com alguns alunos. Chumbei à terceira em orais de mais de duas horas cada, evidentemente depois de ter passado na prova escrita. Na altura, nós – rapazes – tínhamos adiamento militar para terminar a licenciatura em prazos estipulados. Se não o fizéssemos, íamos para a tropa e para a guerra colonial. A FEP funcionava no sótão do actual edifício da Reitoria. Este edifício aparecia muitas vezes pela manhã coberto de cartazes colocados pelo regime com vários dizeres: “Angola é nossa” ou “o exército é o espelho da nação”, para tentar mostrar a força ainda aparentemente existente e calar os jovens que não queriam ver a vida “cortada” por uma guerra que nada lhes dizia e já não tinha razão de existir. Havia um colega – eu nunca fiz política, apesar de discordar do regime– que desafiou por várias vezes a polícia de choque que entrava pela Faculdade de Ciências – no mesmo edifício – e chegava ao sótão, invadia o café “Piolho” ao lado do edifício em questão e até entrava nas Igrejas do Carmo e dos Carmelitas em busca de “qualquer coisa que fugisse, nem que fossem velhinhas”. Esse colega sempre foi muito “activo” – já nos havíamos cruzado no colégio, onde sempre arranjava pretextos para confusões quando via injustiças e não só – nas suas lutas contra o regime, o que lhe valeu umas quantas vezes ser internado “todo partido” no Hospital de Santo António, depois de cargas policiais e de passar pela PIDE/DGS. Mas nunca desistia. A forma mais fácil para o regime de resolver mais este problema era afastá-lo e, como exemplo para quem tivesse vontade de fazer o mesmo, enviá-lo para a guerra colonial. A maneira encontrada foi a de fazer actuar o sistema das “prescrições”, algo que ninguém se lembrava ter sido alguma vez utilizado. Assim, num 30 “chumbo” em exame à mesma cadeira, a prescrição foi-lhe aplicada. Mas, para não parecer um acto isolado, todos

(nesse ano éramos nove) tivemos a mesma sorte: recebemos uma carta comunicando que tínhamos a inscrição cancelada por prescrição, mais a indicação de que haviam enviado cópia para o DRM (Distrito de Recrutamento Militar). Este organismo enviou-nos, posteriormente, cartas para lá nos apresentarmos em data estipulada. Não chegámos a ter esta “oportunidade”: o DRM ardeu parcialmente e toda a documentação correspondente aos mancebos cujos primeiros nomes começavam na letra A e iam até meio do alfabeto ficaram destruídos. Como nada era informatizado, tudo foi refeito manualmente com base em dados existentes em Lisboa, o que demorou três anos. Pelo meio deu-se o 25 de Abril e aqueles cujos nomes se situavam na parte destruída só foram para a tropa em 1975, já com a guerra colonial a terminar. (…) Face a estes acontecimentos, a prescrição veio a funcionar a nosso favor.

Augusto Küttner de Magalhães Antigo aluno da FEP


PERCURSO

Maria Moita

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RICARDO MIGUEL GOMES

A MEDIR O TAMANHO DO MUNDO H á arquitectos que não perseguem a grandiloquência das formas, o risco arrojado que delimita o espaço, a volúpia da abstracção estética. Para estes, a arquitectura não se esgota em si mesma, porquanto só encontra a sua verdadeira poética na relação com o Homem. Entre este grupo de arquitectos figura Maria Moita que, um pouco por acaso, descobriu em Timor-Leste um novo sentido para a nobre arte da construção. Foi, porém, quase nos antípodas do Sudeste Asiático que Maria Moita diz ter aprendido “a medir o tamanho do mundo”. A arquitecta tinha então abandonado a pacatez da adolescência em Lisboa, cidade onde nasceu, para completar o 12.º ano nos EUA, no âmbito de um programa de intercâmbio de estudantes. Estava-se no final dos anos 80 e a vida no Idaho, um Estado no Noroeste norte-americano, permitiu-lhe perceber “como o mundo é pequeno”. “Fiquei muito cedo com amigos de todo o mundo e isso foi uma experiência que me marcou muito, tendo depois consequências na minha carreira profissional”, assegura Maria Moita. “Medir o tamanho do mundo”. Importa reter esta frase de ressonância poética, pois ela ajuda a compreender a actual relação de Maria Moita com a arquitectura. Mas já lá vamos, dado que não menos determinante para essa relação foi a passagem de Maria Moita pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP), onde completou, em 1996, o ensino superior. Depois de uma formação liceal na área das Artes, a arquitectura surgiu-lhe com uma opção mais pragmática do que vocacional. E o ingresso na FAUP, em 1990, resultou de uma mera conveniência aritmética, uma vez que as notas de entrada eram inferiores às de Lisboa. “Fui para o Porto a achar que ficaria apenas um ano e que depois mudaria de cidade. Mas não mudei! Fiz os seis anos no Porto e continuo muito ligada à Faculdade. Foi aí que, de facto, descobri o prazer que me dá pensar e fazer arquitectura”, salienta Maria Moita, que antes de terminar o curso ainda passou

por Paris, ao abrigo do Programa Erasmus. Mas a aprendizagem na capital francesa só serviu para valorizar a formação na FAUP, como se depreende das suas palavras: “A escola de Paris estava muito associada às Belas-Artes. Era tudo muito livre. E eu que estava farta do Porto e do academismo da Faculdade, daquela estrutura tão fechada, fiquei a apreciar muitíssimo essa dita estrutura tão fechada. Quando confrontada com o modelo oposto, a falta de estrutura total e os resultados que, para mim, eram catastróficos, fiquei a dar muito valor à minha Faculdade”. Maria Moita acrescenta ainda que a FAUP “dá aos seus alunos uma base muito sólida do que é fazer e pensar a arquitectura”. Já não zangada com a Faculdade mas enfastiada com a vida no Porto, Maria Moita regressa a Lisboa em 1996 e começa a colaborar com os arquitectos José Adrião e Pedro Pacheco. Contudo, o namoro com um portuense fá-la voltar à capital nortenha, desta feita para integrar o atelier de Álvaro Siza Vieira, onde trabalhou de 1999 a 2001. “Foi a minha segunda escola”, confessa. “A concentração, o rigor e o profissionalismo do Siza são impressionantes. Ele ensinou-me a trabalhar, a ter uma enorme disciplina de trabalho”, acrescenta.

Sobressalto timorense Mas eis que Maria Moita é sobressaltada pelo repto que o arquitecto e amigo Pedro Reis lhe lança: integrar uma equipa internacional de arquitectos e engenheiros num projecto de reconstrução do parque escolar de Timor-Leste. Numa primeira reacção ainda recusou, mas não foi preciso insistir muito para que Maria Moita fizesse as malas rumo ao Sudeste Asiático. Estava previsto ficar apenas três meses na antiga colónia portuguesa, mas devido a atrasos constantes no projecto acabou por lá permanecer cerca de um ano, entre 2002 e 2003. Em Timor-Leste passou a “encarar a arquitectura de outra forma”, vendo-a agora sobretudo como um factor de desenvolvimento. “Nos países pobres somos confrontados com


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uma grande precariedade ao nível do património edificado, o que afecta a qualidade de vida de milhões de pessoas. E isso mostrou-me que há um outro mundo para a arquitectura, um mundo que eu não conhecia e que implica uma revisão metodológica”. De regresso a Lisboa, onde retomou a actividade profissional, Maria Moita inicia o mestrado em Desenvolvimento, Diversidades Locais e Desafios Mundiais do ISCTE (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa). E é no âmbito desta formação pós-graduada que surge o projecto “Arquitectura para o Desenvolvimento, Intervenções de Emergência e de Permanência no Sudeste Asiático”, com o qual conquistou, aos 36 anos, o 3.O Prémio Fernando Távora. No estudo premiado – que servirá ainda de base para a sua tese de mestrado –, Maria Moita defende uma arquitectura vocacionada para o desenvolvimento, o que obriga, como aqui já foi referido, à alteração de práticas metodológicas. A nova metodologia pressupõe “a participação efectiva da população no projecto”, o qual terá, por seu turno, de ser pensado tendo em conta “o que vai implicar não só em termos de conforto, mas também na criação de um know-how que permita o desenvolvimento socioeconómico” das comunidades locais. Neste sentido, os projectos arquitectónicos devem adequar-se às especificidades dos países em desenvolvimento, traduzindo-se isto numa utilização preferencial de técnicas e materiais autóctones. Só assim se alcançará a chamada arquitectura sustentável. Com os cinco mil euros da bolsa de viagem atribuída, em Abril de 2008, pelo Prémio Fernando Távora, Maria Moita partiu de novo para Timor-Leste e ainda para o Sri Lanka, neste caso para estudar a recuperação das milhares de habitações destruídas pelo tsunami de Dezembro de 2004. Com o conhecimento obtido, a arquitecta espera orientar em definitivo a sua actividade profissional para as questões do desenvolvimento, quer em Portugal, quer nos países atrasados. E assim continuar a “medir o tamanho do mundo”.


AVANÇO NO ESTUDO DA

PARAMILOIDOSE

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Parece-se com um qualquer ratinho de laboratório, mas pode significar um passo importante no combate à paramiloidose. Essa é a esperança da equipa de investigadores do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) envolvida na descoberta de um ratinho transgénico, capaz de reproduzir características da “doença dos pezinhos” nunca antes identificadas em modelos biológicos. Publicada em Maio, na revista Neurobiology of Aging, a descoberta assinada por três investigadores do grupo de Neurobiologia Molecular do IBMC partiu do cruzamento de um ratinho portador do gene humano da paramiloidose com um ratinho sem mecanismos naturais de protecção. Resultado: “Acelerámos a doença e conseguimos estendê-la pela primeira vez até ao sistema nervoso periférico, característica mais típica da paramiloidose nos doentes humanos”, descreve Sofia Santos, investigadora que integra, a par de Rui Fernandes, uma equipa liderada por Maria João Saraiva. Se o trio de investigadores for bem sucedido, a descoberta pode ajudar “a perceber a importância das defesa naturais do ser humano na progressão da paramiloidose”. Posteriormente, o objectivo é “testar novos tratamentos direccionados para o sistema nervoso periférico”, finaliza Sofia Santos.

CONDECORAÇÕES NO DIA DE PORTUGAL

No passado dia 10 de Junho, várias personalidades cujo percurso profissional está, ou esteve ligado à U.Porto, foram condecoradas pelo Presidente da República durante a tradicional Sessão Solene do Dia de Portugal. Entre os nomes distinguidos, a primeira nota vai para ex-reitor José Novais Barbosa (na foto), agraciado com a GrãCruz da Ordem do Infante D. Henrique. Licenciado e doutorado em Engenharia Civil pela FEUP, Novais Barbosa é o actual presidente da UPTEC, tendo liderado os destinos da Universidade entre 1998 e 2006. Já Patrício Soares da Silva, docente da Faculdade de Medicina, foi homenageado com o título de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique. Licenciado e doutorado pela FMUP, Soares da Silva é professor catedrático e director do Instituto de Farmacologia e Terapêutica daquela faculdade. O Professor Albino Aroso foi outras das individualidades agraciadas, neste caso como Grande Oficial da Ordem da Liberdade. Reconhecido como o “pai do planeamento familiar” em Portugal, Albino Aroso licenciou-se em medicina pela FMUP e é professor associado jubilado no ICBAS. Finalmente, e a título póstumo, foi atribuído o título de Comendador da Ordem de Sant’Iago da Espada a Maria Irene Vilar. Licenciada em escultura pela FBAUP, Irene Vilar morreu no passado mês de Maio, aos 77 anos.

APE DISTINGUE ANA LUÍSA AMARAL

Ana Luísa Amaral, professora associada da Faculdade de Letras da U.Porto, foi distinguida com o Grande Prémio da Poesia 2008 da Associação Portuguesa de Escritores (APE), um dos principais galardões nacionais na área da poesia. Anunciado a 3 de Junho, o Prémio distinguiu o livro “Entre dois rios e outras noites”, décimo capítulo de um trajecto literário iniciado em 1990. “É uma grande honra”, sintetizou a autora, para logo traçar o percurso “Entre dois Rios e outras Noites”. “É uma obra muito mais livre do que as anteriores ao nível de linguagem. Quis falar um pouco sobre aquilo que nos transfigura e ao mesmo tempo nos torna humanos”, realça a autora. Nascida em Lisboa em 1956, Ana Luísa Amaral é licenciada em Germânicas pela FLUP, onde lecciona actualmente Literatura e Cultura Inglesa e Americana. Como poetisa, desenvolveu uma vasta obra marcada por livros como “Às vezes o Paraíso” e “A Génese do Amor”. No currículo conta já com o Prémio Literário Casino da Póvoa 2007 e, mais recentemente, com o Prémio de Poesia Giuseppe Acerbi (Itália).


GULBENKIAN

A Faculdade de Engenharia da U.Porto (FEUP) esteve em grande destaque na edição deste ano dos Prémios Secil, tendo arrecadado dois dos galardões em concurso. A primeira nota vai para José Mota Freitas, professor catedrático convidado da FEUP e distinguido com o Prémio Secil de Engenharia Civil 2007 pela autoria do projecto de estruturas da Igreja da Santíssima Trindade em Fátima. Professor na FEUP desde 1968, Mota Freitas é assim reconhecido com um galardão de referência da Engenharia nacional e que, de dois em dois anos, distingue a mais significativa solução de engenharia civil. Numa cerimónia que teve lugar a 2 de Abril, na Aula Magna da Universidade de Lisboa, a FEUP arrecadou ainda um dos Prémios Secil Universidades em concurso. Da autoria de Carlos Albuquerque, Diana Peres, Magda Macedo, Nuno Santos e Sílvio Gonçalves – estudantes finalistas do Mestrado Integrado em Engenharia Civil / Opção Estruturas – o projecto premiado centra-se na construção de uma Ponte Pedonal Móvel na Marina de Viana do Castelo.

Conhecer os “segredos” da dor de forma a desenvolver novos analgésicos e, quem sabe, a abrir a possibilidade de regenerar neurónios da medula espinal. É de grandes ambições que se faz o projecto de uma equipa de investigadores do Laboratório de Biologia Celular e Molecular da Faculdade de Medicina da U.Porto, projecto esse que foi distinguido pela Fundação Calouste Gulbenkian com o Prémio de Apoio à Investigação na Fronteira das Ciências da Vida. Liderada pelo investigador Filipe Monteiro (na foto), a equipa pretende desvendar os mecanismos envolvidos no estabelecimento do circuito da dor ao longo do desenvolvimento embrionário. Para isso, e durante os próximos dois anos, “vamos estudar uma proteína – a Prrxl1 – que regula os genes da medula espinal e que acreditamos estar envolvida no circuito da dor”, realça o cientista, doutorado em Ciências Biomédicas pelo ICBAS. Em caso de sucesso, a investigação pode, segundo Filipe Monteiro, “abrir as portas à criação de drogas analgésicas para o tratamento de lesões da medula espinal e de novas abordagens de terapia de regeneração”. Para já, o grupo de investigadores conta com os 50 mil euros de um galardão entregue a 11 de Abril, na Aula Magna da FMUP.

PREMEIA PROJECTO DA FMUP

MONOPOLIZA PRÉMIOS DE CARDIOLOGIA

A Faculdade de Medicina da U.Porto (FMUP) arrecadou a totalidade dos prémios (sete) atribuídos, em 2008, pela Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC), o que se traduziu num valor pecuniário de 50 mil euros. Entregues oficialmente durante o Congresso Português de Cardiologia que decorreu, no final de Abril, no Algarve, os prémios visam incentivar projectos científicos inovadores na área. No final, o grande vencedor foi o Serviço de Fisiologia da FMUP, liderado por Adelino Leite-Moreira, cujas equipas de investigação arrecadaram seis dos sete prémios a concurso, entre os quais a Bolsa João Porto, o Prémio Delta de Hipertensão Arterial e o Prémio Servier na Insuficiência Cardíaca. Já o Serviço de Medicina A, dirigido por Rocha Gonçalves, arrecadou o Prémio AstraZeneca. Esta não é a primeira vez que a FMUP monopoliza os prémios atribuídos anualmente pela SPC. O mesmo aconteceu em 2004 e no ano passado, facto ilustrativo da posição cimeira que a Faculdade ocupa no âmbito da investigação na área da Cardiologia.

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FEUP BRILHA NOS CECIL 2007

FMUP


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EM FOCO


RIC ARDO MIGUEL GOMES / TIAGO REIS

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m Portugal, o contributo da ciência para o rendimento dos atletas em alta competição é ainda relativamente desconhecido. O sucesso desportivo surge quase sempre atribuído ao talento individual, à intensidade do esforço físico desenvolvido nos treinos e à força das prédicas dos treinadores, por vezes mais vocacionadas para o estímulo anímico do que para o apuramento da técnica. Mas hoje um gesto tão prosaico como um chuto numa bola é passível de análise biomecânica, assim como a energia despendida numa braçada na água pode ser medida segundo parâmetros biofísicos, por exemplo. O desporto, quer ao nível da alta competição, quer ao nível da educação física, é alvo de aturados estudos e vasta investigação científica. Como salienta o presidente do Conselho Directivo da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto (FADEUP), Jorge Olímpio Bento, o desporto “mais não é do que um dos campos onde estudamos a condição humana. Até onde é que ela pode ir”. Neste sentido, cabe à ciência “descobrir quais os factores que intervêm no rendimento desportivo. Saber, por exemplo,

se há novos factores ou se há ainda factores que não estão esgotados”. É por isso, acrescenta, que “o paradigma da maximização ou da quantificação vai sendo equilibrado pelo paradigma da qualidade”. Até há pouco tempo “apostava-se muito naquilo que era quantificável” e, consequentemente, “o treino desenvolvia-se à base das intensidades”. Hoje, “o conhecimento começa a fazer a diferença, porque já todos os atletas conseguem fazer a mesma marca do ponto de vista da intensidade. Então, há que descobrir os pormenores que estabelecem a diferença, os tais novos factores que determinam o rendimento desportivo”. Neste contexto, universidades e centros de investigação são solicitados para produzir conhecimento aplicável à prática desportiva. E foi no seguimento desta tendência internacional que, em 2006, a Comissão Multidisciplinar do Comité Olímpico Português constituiu uma rede de instituições do ensino superior, com o objectivo de apoiar cientificamente o trabalho dos técnicos e a preparação dos atletas envolvidos nas Olimpíadas de Pequim 2008 e Londres 2012. Os laboratórios da rede estão incumbidos de desenvolver programas permanentes de avaliação e controlo do treino, de assessoria técnico-científica e de apoio ao recrutamento de jovens talentos. Entre as instituições que compõem a rede encontra-se a FADEUP, que por esta via tem estado envolvida na preparação de atletas de quem muito se espera nos Jogos Olímpicos de Pequim, como Naide Gomes (salto em comprimento), Nelson Évora (triplo salto) ou Emanuel Silva (canoagem). Jorge Olímpio Bento apressa-se a esclarecer que “não compete à Faculdade formar os atletas”. A sua missão é, tão-só, a de “fornecer dados de avaliação aos respectivos técnicos”. Ou seja, “tentar controlar o estado de treino dos atletas e fornecer elementos que ajudem a introduzir modificações positivas nesse mesmo treino”. Escudado neste princípio, Jorge Olímpio Bento garante que, “em termos de investigação e produção de conhecimento com grande aplicabilidade no treino, nós [FADEUP] estamos ao nível do que se passa nos melhores centros do mundo”. “Temos sabido conquistar a confiança dos técnicos”, na medida em que “dispomos de conhecimento, pessoas e instalações para realizar exames que concorrem para a melhoria das performances dos atletas”.

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O desporto já não pode ser praticado tipo “meia bola e força”. Encarar a prática desportiva de forma empírica é incompatível com as actuais necessidades da educação física e, sobretudo, com as exigências da alta competição. Daí que a ciência esteja a ganhar protagonismo no campo desportivo, revelando-se fundamental para a optimização de metodologias de treino. É esta, aliás, uma das principais áreas de trabalho da FADEUP, cuja investigação científica aplicada tem servido para apoiar atletas integrados na missão olímpica.


EM FOCO

Mesmo os melhores têm sempre mais para dar...

O gesto é tudo Segundo Jorge Olímpio Bento, “o rendimento desportivo é suportado por factores de ordem morfológica, fisiológica, psicológica e cognitiva”. Por isso, “um conjunto de áreas de investigação científica são chamadas a lançar o seu olhar clínico sobre

fisiológico tem a ver com o fornecimento de energia para o sistema biológico realizar a sua tarefa desportiva, enquanto a biomecânica concretiza a forma como essa energia é aproveitada. Quando juntamos as duas componentes, fazemos aquilo que designamos por avaliação biofísica – como é que aproveitamos a energia e que economia motora conseguimos com uma alteração do gesto desportivo”, explica João Paulo Vilas Boas. No domínio fisiológico, os investigadores do Laboratório participam nos estágios da Selecção Nacional com o objectivo de “avaliar o limiar anaeróbio” (momento no qual o ácido láctico começa a aumentar mais rapidamente do que pode ser reabsorvido ou ressintetizado), tendo em vista “o desenvolvimento

MERECEM IGUALMENTE REFERÊNCIA, ENTRE AS ACTIVIDADES DO LABORATÓRIO, O ESTUDO E O DESENVOLVIMENTO DE EQUIPAMENTOS DE TREINO, AVALIAÇÃO E COMPETIÇÃO

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o tipo de atleta em causa e a diagnosticar aquilo que deve ser feito, visando a melhoria das suas performances”. Entre essas áreas encontra-se a biomecânica, que consiste no “estudo da mecânica nos sistemas biológicos”. A definição é de João Paulo Vilas Boas, director do Laboratório de Biomecânica da FADEUP, que acrescenta que “todo o acto desportivo é um acto mecânico”, pois há um “relacionamento físico com o exterior e consigo mesmo”. Por conseguinte, “o que a biomecânica faz é procurar optimizar a técnica desportiva e os materiais e equipamentos desportivos, com vista a duas coisas fundamentais: em primeiro lugar, a melhoria do rendimento e, em segundo lugar, a prevenção de lesões”. João Paulo Vilas Boas foi treinador de natação e actualmente ocupa o cargo de vice-presidente da Federação Portuguesa de Natação. Não é por isso de estranhar que este organismo esteja a trabalhar estreitamente com a FADEUP, em particular no controlo e avaliação do treino da Selecção Nacional de Natação. Neste âmbito, o Laboratório de Biomecânica desenvolve estudos em três vertentes: a estritamente biomecânica, a fisiológica e, numa perspectiva mais ampla, a biofísica. “O domínio

das capacidades aeróbias” dos nadadores (capacidade de produzir energia na presença de oxigénio). Para tanto, diz ainda João Paulo Vilas Boas, “criámos um protocolo progressivo onde doseamos as concentrações de lactato no sangue, para percebermos qual é a velocidade a partir da qual surge esse desequilíbrio entre a produção e a remoção de lactato”. Isto é, “a velocidade em que o indivíduo entra num protagonismo anaeróbio que não interessa”. Já no domínio da biomecânica pura, o Laboratório procede à “captação de imagens e à análise qualitativa do gesto” do nadador (braçadas e pernadas), para além de “analisar a função da variação da velocidade instantânea com o tempo e da força produzida na água com o tempo”. Existe, aliás, a possibilidade de esses dados serem transmitidos em tempo real ao nadador, com um assobio que é mais agudo consoante a velocidade instantânea.


Naide Gomes: O mundo em 7 metros Encontrar os “pormenores” que melhorem o salto de uma das mais conceituadas saltadoras do mundo, Naide Gomes, é o desafio que se coloca, desde Outubro de 2007, a um consórcio que envolve os gabinetes de Atletismo e Biomecânica. “Tudo começou no âmbito de um protocolo com a Federação Portuguesa de Atletismo, que reuniu aqui os melhores saltadores portugueses, como a Naide e o Nelson Évora [actual campeão do mundo de triplo salto ao ar livre], para um estudo pioneiro de avaliação biomecânica. O treinador da Naide esteve cá e percebeu que havia aqui algo de importante”, refere Paulo Colaço, docente e investigador do Gabinete de Atletismo e um dos líderes da equipa de 25 professores e estudantes da FADEUP envolvidos no “projecto Naide Gomes”. Desde o primeiro encontro, em Fevereiro de 2008, outros três se seguiram até Maio deste ano, sempre “com o objectivo de replicar saltos de alto nível e recolher dados biomecânicos decisivos na performance”. Rebobinando os 7 segundos que dura, em média, cada salto, João Paulo Vilas Boas explica um trabalho “a três dimensões”. Na prática, “começamos por mo-

Os nossos atletas em Pequim Sara Oliveira falhou há quatro anos a qualificação para os Jogos Olímpicos (JO) de Atenas, pelo que a participação em Pequim tem, para ela, “um significado muito especial”. Aos 22 anos, a nadadora do FC Porto espera na XXIX Olimpíada “bater os recordes nacionais” de 100 e 200 metros Mariposa, que, de resto, já lhe pertencem. Esta estudante do 5.º ano da FADEUP (Opção Desporto de Rendimento/Natação) tem beneficiado do protocolo estabelecido entre a Faculdade e a Federação Portuguesa de Natação (ver pág. X), graças ao qual, diz, está “a evoluir muito como atleta”. Destaca, a propósito, o apoio que lhe tem sido dado nos domínios fisiológico e psicológico. Para o atirador Joaquim Videira, a participação nos JO é “a concretização de um sonho de criança”. Aos 24 anos, este antigo aluno da FEUP (Engenharia Electrotécnica e de Computadores) considera ser “muito gratificante representar

Portugal em Pequim”, mas não parte a pensar em medalhas. O actual 1.º classificado no Ranking Nacional de Espada espera, tão-somente, “fazer o melhor possível” nuns jogos que considera “muito bem organizados”. Com boas classificações nos torneios da Taça do Mundo (está entre os 10 melhores da modalidade), quem sabe se Joaquim Videira não traz para Portugal uma medalha na Espada. “Ficar entre os 12 primeiros classificados”. Este é o objectivo de Nuno Mendes, 24 anos, que, fazendo dupla com Pedro Fraga, irá competir em Pequim numa das mais disputadas provas de Remo: o Double Scull Peso Leve. Há doze anos que o Remo português não conseguia apurar qualquer tripulação, daí que o estudante do 5.º ano da FADEUP (Opção Desporto de Rendimento/Remo) afirme ser uma “grande responsabilidade” a presença nos JO. A dupla do Sport Clube do Porto é campeã nacional (categoria de ligeiros), foi vice-campeã mundial de sub-23 (2004 e 2005) e já venceu duas Taças do Mundo. “Os últimos quatro anos de trabalho foram direccionados para a participação nos JO”, confessa Nuno Mendes. 17

Merecem igualmente referência, entre as actividades do Laboratório, o estudo e o desenvolvimento de equipamentos de treino, avaliação e competição. Com a colaboração da Faculdade de Engenharia está, por exemplo, ser ultimada uma máquina inédita para medir a intensidade de nado, podendo o engenho vir a ser patenteado pela FADEUP. Além disso, o Laboratório está a testar um scanner tridimensional desenvolvido pelo INEGI (Instituto de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial) do Porto. O scanner permite registar imagens de corpo inteiro e por isso está a ser utilizado para estudar os efeitos do fato de natação de Sara Oliveira, uma atleta que vai estar presente em Pequim (ver pág. X). A história conta-se em poucas palavras: a muito custo, Sara Oliveira e o seu treinador conseguiram convencer a Speedo a ceder o moderno fato LZR à nadadora do FC Porto, que é patrocinada pela referida marca. Coincidência ou não, Sara Oliveira bateu de imediato o recorde nacional com o fato. Agora, os investigadores da FADEUP querem saber se o LZR é na verdade potenciador do rendimento dos nadadores, ou se tudo não passa de mera indução psicológica. Com o scanner, “vamos ver não apenas o efeito do fato na forma do corpo, mas também o efeito do fato no arrasto” da água, adianta João Paulo Vilas Boas.


EM FOCO

nitorizar a velocidade da corrida de balanço com um radar”. Segue-se o estudo do momento da chamada ao salto, “através de uma plataforma de forças que mede o esforço na tábua de chamada”. E depois “estudamos os movimentos da Naide durante o voo, através de um registo de vídeo de alta velocidade que capta até 8.000 imagens por segundo”. Todos os dados se conjugam, então, num modelo computacional “que permite avaliar o movimento em detalhe e perceber quando é que um salto é desviante da tendência normal”, diz o investigador. Além disso, “identificámos facilmente três ou quatro pontos-chave que fornecemos ao treiO OBJECTIVO É MELHORAR nador e que, se optimizados, são determinantes na A PERFORMANCE, MAS evolução de um atleta deste nível”, completa Paulo TAMBÉM PREVENIR Colaço. LESÕES, ÁREA ONDE A 3 de Março de 2008, a resposta é dada, inequivoSOMOS PIONEIROS camente, em Valência. Naide Gomes sagra-se campeã mundial de salto em cumprimento em pista coberta, com um registo de 7.02 metros – recorde nacional – eternizado nos agradecimentos à FADEUP. “Sinto que foi uma aposta ganha e que valeu a pena. Este resultado não se alcança sem uma equipa competente por detrás”, diz a atleta à UPorto Alumni. A próxima meta está apontada aos Jogos Olímpicos de Pequim, em Agosto. “Antes de partir para Pequim irei novamente à Faculdade. Há sempre aspectos a melhorar que eu e o meu treinador não conseguimos notar e que eles conseguem aferir com precisão. Por isso continuo disponível e espero que a FADEUP também”.

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A remo até Pequim Apesar de ter sido o mais mediático, o “projecto Naide Gomes” está longe de ser caso único na estratégia de apoio a atletas de alta competição levada a cabo pelos laboratórios da FADEUP. Do futebol ao atletismo e à natação, passando por projectos em desenvolvimento no ciclismo, triatlo ou canoagem, são várias as áreas em que os atletas podem usufruir do conhecimento gerado na U.Porto, quer encaixando-se em projectos de investigação, ou no âmbito de protocolos de cooperação. “Estamos abertos a todos os treinadores e atletas. Trata-se de encontrar os tais pontos-chave de cada modalidade e trabalhá-los”, explica Paulo Colaço. Foi isso que procurou Emanuel Silva, melhor canoísta nacional da actualidade e uma das esperanças nacionais para Pequim 2008, quando começou a colaborar com o Laboratório de Fisiologia da FADEUP, inserido num projecto de investigação desenvolvido por um estudante de mestrado. Gostou e há um ano que é acompanhado pelo Gabinete de Atletismo. Segundo Paulo Colaço, o trabalho, “de cariz mais fisiológico”, é idêntico ao realizado com a Selecção Nacional de Natação, não fosse ter lugar nas águas do rio Minho. “O que fazemos é ir para dentro do rio determinar o linear anaeróbio do Emanuel”. Entre o frio da água e as picadas na orelha para “medir a quantidade de lactato sanguíneo concentrada em cada velocidade de remada”, o sacrifício compensa. “Com os dados que recolhemos, o treinador pode prescrever volumes de intensidade de treino mais adequadas”. Muda-se o cenário. Numa sala decorada com aparelhos de avaliação da função muscular e da função metabólica, destaca-se a presença de uma máquina de avaliação isocinética. Por ali já passou Emanuel Silva. Hoje, serve para testar a condição física dos jogadores de equipas de futebol da I Liga, como Guimarães, Braga e Boavista, bem como de equipas de andebol e basquetebol, entre outros atletas. “Basicamente fazemos a observação, um diagnóstico e, encontrados os défices fisiológicos do atleta, definimos uma prescrição em função do perfil do atleta e da modalidade”, diz José Manuel Soares, coordenador do Laboratório de Fisiologia da FADEUP. Tal como na biomecânica, “o objectivo é melhorar a performance, mas também prevenir lesões, área onde somos pioneiros”, realça o investigador. Como em tudo, jogar em casa traz as suas vantagens. Que o digam Sara Oliveira e Nuno Mendes, os dois estudantes da FADEUP que vão estar nos Jogos de Pequim (ver pág. X) e que passam “com frequência” pelo “consultório” de Fisiologia. “A Sara, por exemplo, trabalhou connosco na recuperação de uma lesão no joelho. Já o Nuno está a ser constantemente


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Carro de Gran-Turismo na F1 O exemplo de Eduardo Oliveira não colhe frutos junto de todos os treinadores. “Alguns sentem-se desvalorizados por não controlarem o que nós fazemos, ou acham simplesmente que a informação que damos não serve para nada”, alerta José Manuel Soares. Paulo Colaço recorre ao discurso oficial para unir as forças. “Aqui não há ninguém a competir com os treinadores. Nós não queremos fabricar atletas na Faculdade. A nossa vocação é formar pessoas e, no caso da alta competição, ajudar a formar o melhor treinador possível”, defende o docente, até porque, na balança de ganhos e perdas, “todos ficam a ganhar. O treinador, porque vem buscar aqui algo que o olho dele não permitiria obter. Nós, porque ‘utilizamos’ atletas de alto nível para colocar no terreno o conhecimento produzido em laboratório”. Esclarecidas as hierarquias, esta não é a única dificuldade que se coloca ao trabalho da Faculdade. A maior delas exige calcula-

dora e muitas dores de cabeça. Só o software utilizado nas avaliações de Naide Gomes custa 30 mil euros. Somem-se os 70 mil (“fora a manutenção”) da máquina de avaliação isocinética e a conta começa a subir até esbarrar na realidade. “Tudo isto envolve muito dinheiNÃO TENHO DÚVIDAS DE ro, muitas pessoas e fazemo-lo de forma gratuita. Para QUE ESTAMOS ENTRE AS investigar e dar aulas é preciso ratos e gente. Os ratos MELHORES EQUIPAS A custam pouco mas, quando se trata de equipamento NÍVEL MUNDIAL e pessoas qualificadas, é mais complicado”, avisa José Maia, do Gabinete de Cineantropometria. Já João Paulo Vilas Boas chama a atenção para “o desinvestimento crónico na Universidade em Portugal” e para uma política de financiamento à ciência “no mínimo questionável”. José Manuel Soares é o mais pessimista: “A Universidade não tem dinheiro para investir, os clubes e os atletas não têm dinheiro para nos pagar. Logo, é um ciclo vicioso. Mas prefiro não ganhar dinheiro a correr o risco de não ter ninguém. O desporto em Portugal está falido”, vaticina. À falta de recursos, a Faculdade tem apostado nos recursos humanos. “Quando avaliamos atletas do nível da Naide Gomes, temos que pensar que ela tem de encontrar o conhecimento que encontraria em qualquer país avançado. E aí não tenho dúvidas de que estamos entre as melhores equipas a nível mundial”, diz Paulo Colaço. Junte-se o “ambiente de cooperação entre os vários gabinete”, a “ajuda preciosa de estudantes e antigos alunos” e “uma grande capacidade de improvisação” e “consegue-se fazer muito mais do que aquilo que os meios nos permitiriam à partida”. João Paulo Vilas Boas sintetiza com uma metáfora: “Temos tido a sorte de andar a fazer corridas de Fórmula 1 com um carro de Gran-Turismo. E há um reconhecimento internacional disso, mais até do que se pensa”. Indiferente a tudo, o boneco de Naide Gomes continua aos saltos dentro dos computadores da FADEUP. O próximo teste tem lugar em Pequim.

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monitorizado desde 2004”, lembra José Manuel Soares. A relação é abençoada por Eduardo Oliveira, treinador de Nuno Mendes. “Este acompanhamento possibilita uma visão alargada da condição física do atleta, o que acaba por se repercutir no aumento no rendimento”, descreve este antigo campeão nacional de remo (14 vezes!), para quem o papel de treinador se confunde com o de licenciado, mestre e doutorando em Ciências de Desporto pela FADEUP. “Como treinador tento estar constantemente actualizado e a ligação à Faculdade permite-me acompanhar o estado da arte do treino desportivo”.


PORTO, CIDADE, REGIÃO

Estudos da FEP ajudam

estratégia regional

Um novo modelo de gestão do Aeroporto Francisco Sá Carneiro e a articulação com a linha de velocidade elevada estão a motivar movimentações e debate entre as entidades regionais, para propor ao Governo soluções que impulsionem o desenvolvimento do Norte do país. Dois estudos com a participação de investigadores da Faculdade de Economia da U.Porto contribuíram para consolidar propostas e serviram de base ao debate sobre a construção das estratégias.

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JOÃO CORREIA

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erante a intenção do Governo de privatizar a ANA (Aeroportos e Navegação Aérea), a Junta Metropolitana do Porto encomendou um estudo à Deloitte & Touche e à Faculdade de Economia (FEP) que incidiu sobre alternativas de gestão do aeroporto do Porto. O trabalho posiciona o modelo “público-privado” como o mais vantajoso para a região. Numa primeira fase, a Delloite & Touche fez um levantamento de possíveis soluções de gestão e uma análise comparativa de cada uma segundo seis critérios: envolvimento de parceiros, satisfação do cliente, retorno do investimento, capacidade de investimento, impacto económico e políticas regionais. Na fase seguinte, a equipa de investigadores da FEP, coordenada por Pedro Quelhas Brito, testou os seis modelos de gestão à luz de outros cinco critérios: Taxa Média Anual de Crescimento do Movimento de Passageiros 2008-2020, Variação no Emprego Total, Variação do Rendimento em 2020, grau de consistência com as políticas regionais e, por último, expectativas dos agentes económicos em relação à solução mais adequada para a região. O presidente da Junta Metropolitana, Rui Rio, salientava recentemente, em declarações à revista Viva, que o estudo demonstra claramente que a pior das opções de gestão é a de “monopólio privado”, que resultaria da eventual privatização da ANA, dado que esta gere actualmente todos os aeroportos do Continente e dos Açores. A Junta Metropolitana do Porto tem vindo a acertar estratégias com outras entidades para que a região “fale a uma só voz”, nomeadamente com a Associação Empresarial de Portugal (AEP) e a Associação Comercial do Porto. As três entidades, apoiadas no estudo já referido e num outro encomendado pela Sonae/Soares da Costa, juntaram esforços no sentido de convencer o Governo a lançar um concurso público para gestão descentralizada do Aeroporto Francisco Sá Carneiro e enten-

dem que é vital para a região que haja uma gestão autonomizada, não dependente da ANA em Lisboa. A Sonae já se mostrou interessada em concorrer, em consórcio com a Soares da Costa, a uma eventual privatização do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, mas tem-se afirmado apenas interessada em entrar no negócio exclusivamente com o seu consórcio. Segundo a Associação Comercial do Porto, haverá também empresas internacionais interessadas. À defesa da autonomia em relação ao Aeroporto de Lisboa não será estranho o valor das taxas praticadas pela ANA que, segundo declarações do presidente da Ryanair publicadas no final do ano passado, estará a travar a expansão do movimento aéreo da companhia que lidera (e, presume-se, de outras low cost) no Porto. Mais recentemente, foi publicado um estudo da ANA que refere que a eventual privatização poderia estar associada a um aumento dos preços por passageiro e ao afastamento das low cost, estudo este já desvalorizado por Rui Rio.

Comboio veloz e aeroporto numa mesma estratégia Recorde-se que o aeroporto do Porto foi considerado o terceiro melhor da Europa e colocado em idêntica posição a nível mundial, na sua categoria (5 milhões de passageiros), segundo a classificação da associação internacional de aeroportos, a ACI


Vantagens estão numa linha de raiz O estudo “Efeitos Económicos da Melhoria da Ligação Ferroviária Porto-Vigo na Euro-região Norte de Portugal-Galiza” realça o grande potencial da ferrovia também no transporte de mercadorias de e para o Norte do país, no cenário de uma nova linha de bitola europeia (estreita), potencial esse acrescido no contexto de aumento progressivo do preço dos combustíveis fósseis. A articulação de um novo troço de raiz entre Valença e uma nova plataforma logística auxiliar da de Maia-Trofa, a localizar no eixo Nine-Braga, com a construção faseada a Sul de Braga, seriam suficientes para viabilizar o investimento. No

entanto, no caso do transporte de passageiros, o estudo conduz a vantagens superiores para a região se a linha for construída de raiz em toda a extensão Porto-Vigo. Uma dessas vantagens reside precisamente na maior facilidade de captação de utentes galegos para o aeroporto do Porto, muito menor se fosse usada, ainda que temporariamente, a linha actual entre Porto e Braga. O estudo defende que o sucesso da ligação Porto-Vigo depende da rapidez na concretização da linha totalmente nova, mas também da passagem por pólos de maior geração de movimentos, como é o caso do aeroporto, na zona do Porto, e, no caso do ponto intermédio em Braga, do centro de Braga. Em território português, os projectos desenvolvido até agora incluem ainda um outro ponto intermédio, em Valença. A análise da FEP e da UM parte dos desenvolvimentos recentes sobre as ligações ferroviárias em alta velocidade que apontam para, na Área Metropolitana do Porto, duas estações terminais, Campanhã e aeroporto, orientando, assim, o estudo para a ligação aeroporto-Braga-Vigo. Os objectivos fundamentais, segundo consta do resumo, foram: a) “avaliar em termos socio-económicos e territoriais o impacte da introdução de um comboio de altas prestações (CAP) no eixo Porto-Vigo”, sendo que por “CAP” se entende o comboio de velocidade elevada, não necessariamente TGV; b) “identificar e discutir alguns aspectos, sujeitos a decisões de política pública, que podem ter consequências muito significativas sobre o sucesso do projecto, a competitividade da ferrovia e o modelo de transportes subjacente”. Por outro lado, explica ainda o resumo do estudo apresentado em conferência de imprensa a 16 de Junho, a avaliação da introdução do CAP teve em consideração as seguintes dimensões: microeconómica, macroeconómica, espacial e de rede. 21

(Airports Council International), baseada em inquéritos à satisfação dos passageiros. Por outro lado, a região Norte foi a que mais cresceu na área do turismo, a nível nacional, durante o ano de 2007. Nesse ano, o Aeroporto Francisco Sá Carneiro atingiu os 4 milhões de passageiros e, a este ritmo, deverá chegar aos 6 milhões em 2010, antes do previsto. No primeiro trimestre de 2008, voltou a crescer mais de 20%. Existem também expectativas de que se possa constituir como o maior aeroporto no espaço Norte Portugal-Galiza, tendo em conta que, segundo dados recentes, garante um movimento idêntico ao conjunto dos três aeroportos da Galiza e terá ainda possibilidades de crescer. É neste contexto que surge a recente proposta do presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte. Carlos Lage, baseado num outro estudo encomendado há dois anos à FEP e à Escola de Economia e Gestão/NIPENúcleo de Investigação em Políticas Económicas da Universidade do Minho (UM), defendeu a construção de uma linha ferroviária de velocidade elevada totalmente nova entre Porto e Vigo, com paragem no aeroporto, e não a construção faseada, usando temporariamente a infra-estrutura já existente entre Porto e Braga, que é outra hipótese que se coloca. Do lado da U.Porto, o estudo “Efeitos Económicos da Melhoria da Ligação Ferroviária Porto-Vigo na Euro-região Norte de PortugalGaliza” contou com a participação de José Costa, professor e director da FEP.


FACE-A-FACE

BEATRIZOS NOSSOS PACHECOPOLÍTICOS SÃO POUCO PEREIRACULTOS RICARDO MIGUEL GOMES

BEATRIZ PACHECO PEREIRA RECORDA O MOMENTO LUMINOSO DE CRIAÇÃO DO FANTASPORTO, FESTIVAL DE CINEMA DE QUE É DIRECTORA, E LAMENTA AS INCERTEZAS FINANCEIRAS QUE ENSOMBRAM CADA EDIÇÃO DO CERTAME. APROVEITA A DEIXA PARA CRITICAR O ESTADO DA CULTURA EM PORTUGAL E NO PORTO, CENTRANDO O LIBELO ACUSATÓRIO NOS POLÍTICOS. NÃO SE MOSTRA MUITO ENTUSIASMADA COM A IDEIA DE UM PÓLO DA CINEMATECA NA CIDADE E APRESENTA A SUA ALTERNATIVA: UM MUSEU DO CINEMA, PROJECTO PREVISTO PARA A ZONA HISTÓRICA DE GAIA. CONTUDO, AINDA NÃO SE CONVERTEU TOTALMENTE À VIZINHA DA MARGEM ESQUERDA. O PORTO CONTINUA A SER A SUA GRANDE PAIXÃO. Passado o efeito novidade, o que é que explica a longevidade do Como surgiu a ideia de criar o Fantasporto, em 1981? Em 1978, eu e o Mário [Dorminsky] publicámos a revista Cifestival? nema Novo, na altura a única revista de cinema em Portugal. É fácil: nós temos um faro fantástico. Vamos buscar as cineA nossa aventura no cinema começa, então, pela escrita. Mas matografias que estão a emergir e os realizadores que estão a havia, à época, muitos filmes para mostrar. Começámos a ter começar. Quase todos os grandes realizadores de hoje – David contacto com as cinematografias da Polónia, da ChecoslováLynch, Cronenberg, Pedro Almodóvar, Lars von Trier – tiveram quia, da União Soviética e de outros países que estavam proios seus primeiros filmes a passar no Fantasporto. Esse felling bidos. Achámos, por isso, que a escrita não era suficiente. E – que é fruto de muita atenção ao que se passa – dá-nos uma verificámos que era fácil fazer acordos com o Instituto Franvantagem que permite estarmos sempre na crista da onda. E cês, o British Council e o Goethe-Institute para cedência de é isso que nos faz ser, neste momento, um festival que o Brifilmes. Um dia, à mesa do café Luso, nasceu a ideia de fazer ght [Lights Film Journal] considera dos 25 mais importantes do um festival de cinema, o Fantasporto. Nós já tínhamos visto mundo. Não digo dos mais ricos! em Espanha um festival do género e achámos que podíamos De facto, são recorrentes as queixas públicas de falta de verbas para fazer o mesmo cá. o Fantasporto… Mas a ideia já era organizar um festival dedicado ao cinema fanLogo nas primeiras edições, as receitas de bilheteira não cotástico? briam os custos do festival. Felizmente tivemos alguns apoios Na altura, em 1980, o cinema fantástico estava a emergir. A do Estado. Por exemplo, o Santana Lopes duplicou os apoios. “Guerra das Estrelas” é de 1976, mas passou cá mais tarde. Nós Uma vez em palco, num impulso que eu achei delicioso, duplisaímos, portanto, com a tendência mais moderna na altura. E cou-nos o subsídio do Estado [risos]. Neste momento, os patrodepois andámos a bater às portas e conseguimos do Rui Feijó, cinadores privados têm um peso muito grande, cerca de 70 a que estava então na Secretaria de Estado da Cultura, um apoio 80% do orçamento total. Acontece que o Estado acha que, por de 20 contos, mais a cedência do Carlos Alberto. A sala, só por termos apoios privados, não precisa de interferir, não precisa si, era importante. Os filmes nós arranjávamos a custos controde aumentar os subsídios. lados. Foi muito gratificante, porque ao darmos uma estrutura

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de festival ao 1.º Fantasporto – um nome ainda incipiente, que nós não sabíamos se pegava ou não – conseguimos um êxito imediato. Isso só foi possível porque trabalhámos bem a imprensa – tanto eu como o Mário já escrevíamos em jornais – e conhecíamos o meio do cinema, além de termos aquela genica própria da juventude.


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FACE-A-FACE

QUASE TODOS OS GRANDES REALIZADORES DE HOJE – DAVID LYNCH, CRONENBERG, PEDRO ALMODÓVAR, LARS VON TRIER – TIVERAM OS SEUS PRIMEIROS FILMES A PASSAR NO FANTASPORTO.

Quando fala de Estado, está a falar só do Ministério da Cultura ou também da autarquia? Estou a falar do Estado em geral: ministério e autarquia. O ministério favorece Lisboa, nitidamente e cada vez mais. Já a autarquia está em contenção financeira, mas o apoio que nos dá representa bastante dinheiro. Eles cedem-nos o Rivoli e os funcionários. No entanto, não chega. O Estado tem de garantir a existência, com dignidade, de algumas instituições da cidade. Nós cá, contrariamente à tendência internacional, estamos todos os anos a perguntar: “Que dinheiro vamos ter para esta edição?”. Cada edição é uma batalha para angariar verbas? Há uma edição que cresce, há uma edição que diminui… E nós vamos flutuando neste mar de incertezas financeiras, o que eu acho inacreditável dado o prestígio nacional e internacional do festival. Temos muitas queixas e espero que, no futuro, as pessoas compreendam que é na cultura que está muito do rendimento económico de uma cidade.

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Beatriz Pacheco Pereira nasceu no Porto em 1951, no seio de uma família aristocrata que, nas suas palavras, estava já “falida”. “Vivíamos com algumas privações”, garante, para logo acrescentar que a sua infância seria marcada, sobretudo, por uma “profunda solidão” e pelo “peso da religião”. Ainda assim, diz não ter conhecido “restrições ao pensamento ou no acesso a livros”. Estudou num colégio de freiras e, apesar dos traumas que guarda desse tempo, admite ter tido uma boa educação. O Colégio de Nossa Senhora da Paz é, aliás, em boa parte responsável pelo seu precoce interesse pelo cinema. Foi com os “edificantes filmes” que as freiras escolhiam para as alunas e com as “coboiadas” a que assistiu ao lado do pai, no Carlos Alberto, que emergiu a paixão pela Sétima Arte, ao ponto de com apenas 10 anos já esboçar as primeiras críticas escritas de cinema. No Liceu Rainha Isabel continuou a sentir-se “muito infeliz e só”, mas começou a “abrir os olhos para a política” e a tomar consciência da discriminação das mulheres. Essa politização acentua-se com o ingresso na Faculdade de Letras de Coimbra, em 1969. Foi cursar Filologia Germânica, por considerar o inglês uma “língua de futuro”. No entretanto, distribuiu propaganda da UEC e sentiu a adrenalina das fugas à polícia. Interrompeu os estudos por doença e só retomaria o curso em 1971, mas desta feita na Faculda-

Fantasporto só no Rivoli Por que será, então, que a cultura não é uma prioridade política no Porto e no país em geral? Os nossos políticos são pouco cultos. Eles não sabem que a cultura pode render à cidade e ao país muitos milhões de euros. E isso é uma coisa que qualquer pessoa bem informada sabe, mas eles insistem no betão! Gastam o dinheiro em obras de fachada e esquecem-se da cultura. Não se preocupam em modernizar o país a partir das pessoas, mas sim segundo os seus interesses de visibilidade e imagem. Há muita política na cultura, mas muito pouca cultura na política. A frase nem é minha…

de de Letras da U.Porto. Antes de terminar a licenciatura, ainda teve tempo para viver “todo o espanto que o 25 de Abril estava a provocar”. No início da década de 80 criou com o marido, Mário Dorminsky, o Fantasporto. Mas só a partir de 2005, quando Dorminsky assumiu o pelouro da Cultura da CM Gaia, é que Beatriz Pacheco Pereira ganhou visibilidade como directora do festival. A discrição é explicada deste modo: “Quando há um homem e uma mulher no mesmo organismo, a Comunicação Social promove o homem em detrimento da mulher”. “A sociedade portuguesa não valoriza o talento feminino”, afirma quem resistiu ao protagonismo público do marido e do irmão, José Pacheco Pereira. Mas para ganhar visibilidade no mundo do cinema, diz, teve não só de falar “muito e grosso” como também de começar a escrever livros. Estreou-se na ficção em 2003, com um conjunto de contos fantásticos, “As Fabulosas Histórias Dela”. Desde então já publicou mais um livro de contos, dois romances e um glossário sobre o Porto e as suas mulheres. No prelo está já um novo romance, “Bianca e o Dragão”. Entre os seus próximos projectos, destaca-se a adaptação do seu conto “A Mulher Azul” para o argumento de uma co-produção portuguesa, canadiana e britânica. O filme será rodado no Porto, com realização de um galês.

O “Fantas” chegou até a estar em perigo devido à privatização do Rivoli. Não, está muito enganado. Nunca tive medo de perder o Rivoli. A autarquia sabia que a única sala no Porto que pode acolher o Fantasporto é o Rivoli. Portanto, eu sempre disse que ia negociar a permanência no Rivoli e isso de facto constou daquele pseudo-concurso que eles [CM Porto] fizeram. Eu sabia que o bom-senso iria prevalecer. O “Fantas” só faz sentido no Porto? Ir para outro lado seria desbaratar todo o capital que temos. Queremos um Fantasporto no Porto, mas em condições técnicas dignas. E é isso que eu digo às pessoas que entretanto vão ocupando os cargos: aos ministros, aos secretários de Estado, aos responsáveis do ICA [Instituto do Cinema e do Audiovisual], aos autarcas da Câmara do Porto… Quando eles mudam, eu vou lá e digo: “O Fantasporto é isto!”. E aí eles percebem, mais ou menos, por que é que o Fantasporto não pode sair do Porto. E no Porto só há um espaço digno para o festival: o Rivoli. Concorda com a concessão da exploração do Rivoli a uma produtora privada? Quero dizer-lhe, antes de mais, que não concordava com a maneira como o Rivoli estava a ser gerido. O Rivoli estava às moscas, tinha um grupo de pessoas muito artísticas que ia lá fazer espectáculos


para sete, dez, quinze pessoas no máximo. Aquilo de facto não tinha rentabilidade. Teve sempre uma programação elitista, no mau sentido. Ora, sendo um teatro municipal, havia que ter uma gestão que equilibrasse, não as contas, mas o gosto. Que fosse mais plural em termos de oferta e, ao mesmo tempo, mais próximo da população. O Rivoli tem de ser atractivo, tem de chamar pessoas ao centro do Porto. E eu acho que o La Féria cumpre essa parte, mas não cumprirá outras. Como a pluralidade da oferta… Sim, essa parte não cumpre. Mas o La Féria é um homem que eu respeito, pelo menos na medida em que criou o seu espaço dentro do panorama do teatro nacional. Agora, se é adequado para um teatro municipal, talvez não. Aquilo é teatro comercial. Há, de facto, um afunilamento da oferta. Como avalia o estado da cultura no Porto? Avalio muito negativamente. Há uma espécie de hiato de bom gosto e de ecletismo na oferta cultural do Porto, o que faz com que se sigam as modas porque é mais fácil. É mais fácil trazer espectáculos de uma ou duas pessoas, porque é mais barato, e apresentá-los como grandes espectáculos. Mas, de facto, nós precisávamos de grandes orquestras, grandes companhias de bailado, grandes companhias de teatro a visitar-nos regularmente. Trazer cá os clássicos, que hoje em dia ninguém conhece. Tivemos a oportunidade na Porto 2001 de criar uma boa companhia de teatro residente, de criar uma boa companhia de bailado… Não sobrou nada! Fizeram uma programação efémera. Só ficou a parte urbanística, que foi mal feita.

a partir do espólio do Fantasporto. Queremos reunir também diversos espólios que estão por aí perdidos nas distribuidoras, nas salas de cinema antigas, no Cineclube do Porto ou em colecções particulares, como a de Alves Costa. Vamos juntar tudo isso num edifício e chamar-lhe Museu do Cinema ou do Audiovisual, fazendo do Porto a capital do cinema que já foi. Portanto, não defende propriamente a criação de um pólo? Para mim, seria diferente. Claro que nós temos de trabalhar com a Cinemateca. Acho que eles têm um trabalho importantíssimo, que nós não excluímos. Mas eu iria mais para algo próximo da modernidade, que levasse as pessoas a ver que o cinema é entretenimento. É história, sim senhora, é cultura e isso tudo, mas também é entretenimento. Sempre foi. E nós podemos puxar um pouco para esse lado. Esse projecto no centro histórico de Gaia, que está ainda embrionário, incluiria logicamente uma pequena sala de cinema, espaços museológicos e cafetaria. Seria um espaço de fruição normal, de cultura e de formação. Mas ainda estamos a definir, nesta altura, qual será o modelo de colaboração com a Câmara de Gaia. O Fantasporto tem apostado em estrelas internacionais para apadrinhar o evento. Não é difícil trazer actores de nomeada a um festival de um país periférico? NÓS ESTAMOS Aí funciona a importância do festival e a rede de coMONOPOLIZADOS nhecimentos dentro do meio profissional. Nós tePELO CINEMA mos contacto, durante o ano, com muitos realizadoAMERICANO E NÃO res e actores. Logo, há um relacionamento pessoal HÁ SALAS DE CINEMA que é importante para que eles ganhem confiança.

DE AUTOR VIÁVEIS

Concorda com a ideia de criar um pólo da Cinemateca Portuguesa no Porto? Hoje as cinematecas têm novas preocupações, devido à evolução tecnológica. Já não se trata tanto de preservar as cópias de filmes antigos, mas de divulgar esses filmes antigos. E aí o DVD entra em cheio. Já não há o perigo de estragar a cópia, mas apenas a concessão de direitos de exibição. Portanto, se no Porto houvesse uma cinemateca e eu estivesse atrás dela, seria uma cinemateca de exibição do património do cinema em termos modernos. E aí não estaríamos tão dependentes da Cinemateca Portuguesa. Há, aliás, um projecto para a zona histórica de Gaia em que eu estou envolvida: um Museu do Cinema

Pelo que percebo tem uma relação especial com o Porto. Tenho, tenho… Publiquei vários textos sobre o Porto e fartei-me de “malhar” na Porto 2001. Ainda hoje me lembro das coisas horrorosas que se fizeram, por exemplo, junto ao Castelo do Queijo, em que puseram cadeiras individuais de costas para o mar. Acho tudo isso aberrante, assim como a “cinzentação” do centro da cidade. A desumanização e desertificação do Porto passam também por esta falta de gosto que nós temos nos empreendimentos públicos. É preciso refazer a cidade para deixá-la como estava, porque como está hoje é igual a todo o lado. É igual ao que se faz de mau em Espanha, em França e em outros lados. Nós temos a obrigação de ter uma cidade mais verde e mais histórica, menos modernaça.

Museu do Cinema na forja

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Considera a oferta cinematográfica no Porto suficiente e de qualidade? A oferta em sala de cinema é pobre. Nós estamos monopolizados pelo cinema americano e não há salas de cinema de autor viáveis economicamente. Portanto, estamos numa espécie de encruzilhada. Hoje em dia, com o acesso facilitado ao filme através do DVD, nós temos de repensar o espectáculo cinematográfico. O mercado de cinema está cada vez mais difícil e fazse, sobretudo, através da compra de direitos para vídeo e para televisão. Aí é que se faz dinheiro, não é na exibição em sala.

E eles ficam surpreendidos com o que encontram? ECONOMICAMENTE. Ficam surpreendidos com a cidade. Eu tive um realizador britânico que me disse: “As vossas portas e janelas são uma coisa fantástica. Eu ando por aí perdido”. É muito frequente os nossos convidados saírem do festival durante um dia ou dois e andarem por aí, no Minho, Trás-os-Montes, Aveiro… Fazem esse circuito e acham o país fantástico. E voltam com os amigos! São pessoas que descobrem a genuinidade do Porto. À capital toda a gente vai, ao Porto e ao Norte do país só vai quem sabe. As pessoas gostam de descobrir a luz, o rio, o mar… É por isso que eu acho que o Porto deve cuidar-se em termos turísticos. Tem um potencial enorme.


FORMAÇÃO CONTÍNUA DA UNIVERSIDADE DO PORTO

FORMAÇÃO CONTÍNUA DA UNIVERSIDADE DO PORTO CANDIDATURAS ENTRE JULHO E SETEMBRO DE 2008

Atenção A presente lista não dispensa a consulta da página do Catálogo de Formação Contínua da U.Porto 2008, em http://www.up.pt > Ensino > Educação > Contínua > Catálogos, através da qual poderá aceder a todas informações (em constante actualização) sobre os vários cursos que compõem a oferta da U.Porto. *** Cursos a aguardar creditação por parte da Secção Permanente do Senado da U.Porto

Faculdade de Ciências (FCUP)

Rua do Campo Alegre, s/n • 4169-007 Porto • Tlf: +351 220402000 • Fax: +351 220402009 • www.fc.up.pt Análise de Dados e Regressão Duração: 25 horas (Setembro) • Candidatura: Até 15 de Agosto • Vagas: 25 • Horário: a definir • Coordenação: Pedro Lago /Maria Eduarda Silva • Info: +351 220402505 /sssantos@fc.up.pt • Propina: 100 € Introdução aos Métodos Combinatórios Duração: 25 horas (22 de Setembro a 3 de Outubro) • Candidatura: Até 13 de Setembro • Vagas: 25 • Horário: 17h30 às 20h • Coordenação: Samuel Lopes • Info: +351 220402505 /sssantos@fc.up.pt • Propina: 100 € Introdução à Teoria dos Grafos Duração: 25 horas (6 a 17 de Outubro) • Candidatura: Até 20 de Setembro • Vagas: 25 • Horário: 17h30 às 20h • Coordenação: Maria Leonor Moreira • Info: +351 220402 505 /sssantos@fc.up.pt • Propina: 100 € As rochas e as estruturas geológicas: do campo ao laboratório Duração: 25 horas (12 a 27 de Setembro) • Vagas: 30 • Horário: sexta-feira e sábado • Coordenação: Maria dos Anjos Marques Ribeiro • Info: +351 220402505 /sssantos@fc.up.pt • Propina: 80 € A Drosophila no Ensino da Genética Duração: 25 horas (Setembro e Outubro) • Vagas: 16 • Horário: sábado de manhã • Coordenação: José Pissarra • Info: +351 220402505 /sssantos@fc.up.pt • Propina: 100 € “Perfis de DNA”: Técnicas e aplicações Duração: 25 horas (Setembro e Outubro) • Vagas: 30 • Horário: A definir • Coordenação: José Pissarra • Info: +351 220402 505 /sssantos@fc.up.pt • Propina: 100 € Gestão Sustentável dos Recursos Duração: 25 horas (Junho de 2008) • Vagas: 30 • Horário: sábado de manhã • Coordenação: Joaquim Esteves da Silva • Info: +351 220402505 /sssantos@fc.up.pt • Propina: 80 €

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Qualidade da Água Duração: 25 horas (Julho de 2008) • Vagas:

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Faculdade de Economia (FEP) Rua Dr. Roberto Frias, s/n • 4200-464 Porto • Tlf: +351 225571100 • Fax: +351 225505050 • www.fe.up.pt Pós-Graduação em Gestão e Economia do Turismo e Hotelaria Duração: 270 horas • Candidatura: Até 12 de Julho • Nº de Vagas: 25 • Horário: 14h às 22h (sexta-feira); 9h30 às 13h30 (sábado) • Coordenação: Pedro Quelhas Brito; Mário Rui Silva • Info: cpinto@egp-upbs.up.pt • Propina: 250 € (taxa matrícula) + 4750 € Pós-Graduação em Gestão da Informação e MKT Intelligence Duração: 270 horas • Candidatura: Até 11 de Julho • Nº de Vagas: 25 • Horário: 14h às 22h (sexta-feira); 9h30 às 13h30 (sábado) • Coordenação: Pedro Quelhas Brito; Pedro Campos • Info: soniasantos@egp-upbs. up.pt • Propina: 250 € (taxa matrícula) + 4750 € Pós-Graduação em Direcção de Empresas Duração: 270 horas • Candidatura: 1.ª fase: até 4 de Julho; 2.ª fase: até 12 de Setembro • Nº de Vagas: 25 • Horário: 18h15 às 21h30 (segunda, quarta e sexta-feira) • Coordenação: João Loureiro; Rui Alves • Info: soniasantos@egp-upbs.up.pt • Propina: 250 € (taxa matrícula) + 4750 €

Faculdade de Engenharia (FEUP) Rua Dr. Roberto Frias, s/n • 4200-465 Porto • Tlf: +351 225081400 • Fax: +351 225081440 • www.fe.up.pt Formação para Projectistas Aplicação do RCCTE Duração: 15 horas (22 e 23 de Setembro) • Vagas: 30 • Horário: 9h às 18h • Coordenação: Eduardo Maldonado e Vasco Peixoto de Freitas • Info: +351 225081 977 /fcont@fe.up.pt • Propina: 500 €*


Formação para Peritos Qualificados no Âmbito do SCE - RSECE (Energia e QAI) Duração: 42 horas lectivas mais 36 horas de trabalho individual (29 de Setembro a 3 de Novembro) • Vagas: 20 • Horário: Diurno • Créditos: 2,5 ECTS • Coordenação: Eduardo Maldonado • Info: +351 225081 977 /fcont@fe.up.pt • Propina: 1000 €* Segurança Rodoviária em Ambiente Urbano e Peri-Urbano Duração: 59 horas lectivas mais 88 horas de trabalho individual (Data a definir) • Vagas: 25 • Horário: 14h às 18h (sexta-feira); 9h às 13h (sábado) • Créditos: 5 ECTS • Coordenação: Barbedo Magalhães • Info: +351 225081977/ fcont@fe.up.pt • Propina: 1500 €* Gang-Of-Four Design Patterns Duração: 24 horas lectivas mais 36 horas de trabalho individual (23 a 27 de Junho) • Vagas: 24 • Horário: 9h30 às 17h • Créditos: 2 ECTS • Coordenação: Ademar Aguiar • Info: +351 225081977/ fcont@fe. up.pt • Propina: 1200 €* Projecto e Simulação Hidráulica de Redes Públicas de Abastecimento de Água Duração: 15 horas (30 e 31 de Outubro) • Vagas: 24 • Horário: 9h às 18h • Coordenação: Mário Valente Neves • Info: +351 225081977 /fcont@fe.up.pt • Propina: 480 €* * Desconto: 10% para membros da Ordem do Engenheiros, no caso de pagamento a título individual

Faculdade de Letras (FLUP)

Via Panorâmica, s/n • 4150-564 Porto • Tlf: +351 226077100 • Fax: + 351 226091610 • www.letras.up.pt

Faculdade de Medicina (FMUP) Rua Prof. Hernâni Monteiro, s/n • 4200319 Porto • Tlf: +351 225513604 • Fax: + 351 225513605 • www.med.up.pt • servacad@med.up.pt

Pós-Graduação em Avaliação do Dano Corporal Pós-Traumático Duração: 2 semestres (Início a 17 de Outubro) • Candidaturas: 8 a 19 de Setembro • Vagas: 25 • Horário: A definir • Coordenação: Teresa Magalhães • Info: +351 225513676 /ipg@med.up.pt • Propina: 2250 € Curso Superior de Medicina Legal Duração: 2 semestres (Início a 17 de Outubro) • Candidaturas: 8 a 19 de Setembro • Vagas: 25 • Horário: sexta-feira (tarde) e sábado (manhã) • Coordenação: Teresa Magalhães • Info: +351 225513 676 /ipg@med.up.pt • Propina: 2000 € (Licenciados ou detentores de Mestrado Integrado em Medicina e em Medicina Dentária; 1500 € (Outros Licenciados) Pós-Graduação em Competências de Comunicação Clínica Duração: 2 semestres (Início a 9 de Janeiro de 2009) • Candidaturas: 1 de Outubro a 20 de Novembro • Vagas: 30 • Horário: 18h às 21h (sexta-feira); 9h às 13h (sábado) • Coordenação: Rui Mota Cardoso • Info: +351 225513676/ ipg@med.up.pt • Propina: 900 € Pós-Graduação em Reabilitação Oral e Extra-Oral com Implantes Osteointegrados Duração: 2 semestres (Início a 12 de Outubro) • Candidaturas: 1 a 10 de Setembro • Vagas: 12 • Horário: 9h às 18h (sexta-feira); 9h às 13h (sábado) • Coordenação: José Manuel Amarante • Info: +351 225513676 /ipg@med.up.pt • Propina: 2500 € Pós-Graduação em Medicina Desportiva Duração: 2 semestres (Início a 9 de Janeiro de 2009) • Candidaturas: 3 a 21de Novembro • Vagas: 30 • Horário: 15h às 19h (sexta-feira); 9h às 13h (sábado) • Coordenação: Ovídio Costa • Info: +351 225513676 /ipg@med.up.pt • Propina: 2000 €

Gostas de Ler? Eu Também Não! – 7ª. edição Duração: 27 horas presenciais (8 de Setembro a 16 de Outubro) • Inscrições: Turma completa • Horário: das 18h30 às 21h30 (2ª. e 4ª. feira) • Créditos: 1 UC • Info: +351 226077148 /gfec@letras. up.pt • Propina: 115 € + 2,02 € (seguro escolar)

Pós-Graduação em Medicina da Dor Duração: 2 semestres (Início a 31 de Outubro) • Candidaturas: 15 a 30 de Setembro • Vagas: 20 • Horário: 17h às 20h (sexta-feira); 9h30 às 12h30 (sábado) • Coordenação: José Castro-Lopes • Info: +351 225513676 /ipg@med.up.pt • Propina: 1000 €

Curso de Museologia Duração: 1620 horas (Início a 15 de Setembro) • Prazo de candidatura: Até 15 de Julho • Horário: das 9h30 às 13h30 e 14h30 às 18h30 (2ª. e 3ª. feira) • Info: +351 226077148 /gfec@letras.up.pt • Propina: 1.247,00 € + 2,02 € (seguro escolar)

Pós-Graduação em Ortodontia: bases, fundamentos e prática Duração: 2 semestres (Início em Outubro) • Candidaturas: 1 a 10 de Setembro de 2008 • Vagas: 20 • Horário: 9h às 19h (sábado, domingo e segunda-feira) • Coordenação: José Manuel Amarante • Info: +351

225513676 /ipg@med.up.pt • Propina: 9600 €

Info: +351 220901197/ cec@fmd.up.pt • Propina: 100 €

Pós-Graduação de Especialização em Educação para a Saúde Duração: 2 semestres (Início a 3 de Outubro) • Candidaturas: Até 18 de Julho • Vagas: 50 • Horário: 15h às 19h (quarta-feira e quinta-feira); 14h às 18h (sexta-feira) • Coordenação: Nuno Lunet • Info: +351 225513676 /ipg@med.up.pt • Propina: 1500 €

Incisões, Suturas e Colocação de Membranas em Cirurgia de Implantes (curso prático pré-clínico) Duração: 27 horas (30 de Setembro) • Candidatura: Até 8 dias antes da realização do curso • Vagas: 20 • Horário: 9h às 19h • Coordenação: Miguel Pinto • Info: +351 220 901197 /cec@fmd.up.pt • Propina: 125€

Pós-Graduação em Voz Profissional Duração: 2 semestres (Início em Outubro) • Candidaturas: Até 18 de Julho • Vagas: 30 • Horário: Sexta-Feira: 14h às 20h (sextafeira); 9h às 13h (sábado) • Coordenação: Manuel Pais Clemente • Info: +351 225513 676 /ipg@med.up.pt • Propina: 1500 €

Faculdade de Medicina Dentária (FMDUP)

Rua Dr. Manuel Pereira da Silva, s/n • 4200-393 Porto • Tlf: +351 220901100 • Fax: +351 220901100 • www.fmd.up.pt • webmaster@fmd.up.pt Índice de Qualidade de Vida aplicado à Saúde Oral (curso teórico) Duração: 54 horas (3 de Setembro a 8 de Outubro) • Candidatura: Até 8 dias antes da realização do curso • Vagas: 10 • Horário: 18h às 21h • Coordenação: Acácio Couto Jorge • Info: +351 220901 197/ cec@fmd.up.pt • Propina: 100 € Emergências e Insucessos em Endodontia (curso teórico) Duração: 27 horas (12 e 19 de Setembro) • Candidatura: Até 8 dias antes da realização do curso • Vagas: 25 • Horário: 09h às 13h e das 14h às 19h • Coordenação: Irene Pina Vaz /Manuel Fontes de Carvalho • Info: +351 220901197/ cec@fmd.up.pt • Propina: 75€ Bioestatística Básica (curso teórico-prático) Duração: 54 horas (15 de Setembro a 20 de Outubro) • Candidatura: Até 8 dias antes da realização do curso • Vagas: 15 • Horário: 09h30 às 12h30 • Coordenação: Álvaro Azevedo • Info: +351 220901197 /cec@fmd.up.pt • Propina: 500 € Genética Médica em Medicina Dentária (curso teórico) Duração: 54 horas (17 e 24 Setembro de 2008) • Candidatura: Até 8 dias antes da realização do curso • Vagas: 50 • Horário:09h às 19h • Coordenação: Purificação Tavares • Info: +351 220901197 /cec@fmd.up.pt • Propina: 50 € Diagnóstico e Plano de Tratamento em Ortodontia III (curso teórico) Duração: 9 horas (26 e 27 Setembro) • Candidatura: Até 8 dias antes da realização do curso • Vagas: 25 • Horário: 08h30 às 13h • Coordenação: Jorge Dias Lopes •

Biocompatibilidade de Biomateriais Dentários Calendário: Outubro de 2008 a Julho de 2009) • Vagas: 10 • Coordenação: Mário Ramalho de Vasconcelos • Info: +351 220 901197 /cec@fmd.up.pt • Propina: 3.000 € + 750 € (Experimentação Animal) Clínica em Prótese Fixa Cerâmica Calendário: Outubro de 2008 a Julho de 2009 • Vagas: 4 • Coordenação: César Leal da Silva • Info: +351 220901197/ cec@fmd.up.pt • Propina: 3.000 € Clínica em Prótese Removível Calendário: Outubro de 2008 a Julho de 2009 • Vagas: 4 • Coordenação: Maria Helena Figueiral • Info: +351 220901197 /cec@fmd.up.pt • Propina: 3.000 € Dentisteria Estética Calendário: Outubro e 2008 a Julho de 2009 • Vagas: 10 • Coordenação: Mário Jorge Silva • Info: +351 220901197/ cec@fmd.up.pt • Propina: 3.500 € Endodontia Calendário: Outubro e 2008 a Julho de 2009 • Vagas: 6 • Coordenação: Manuel Paulo • Info: +351 220901197/ cec@fmd.up.pt • Propina: 3.500 € Odontopediatria Calendário: Outubro e 2008 a Julho de 2009 • Vagas: 2 • Coordenação: Casimiro de Andrade • Info: +351 220901197/ cec@fmd.up.pt • Propina: 3.000 € Periodontologia Duração: 837 horas (Janeiro a Dezembro de 2009) • Vagas: 4 • Coordenação: Miguel Pinto • Info: +351 220901197/ cec@fmd.up.pt • Propina: 3.000 €

Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação (FPCEUP) Rua do Dr. Manuel Pereira da Silva, • 4200-392 Porto • Telf: +351 226079700 • Fax: +351 226079725 • www.fpce.up.pt Escala de Avaliação do Ambiente em Educação de Infância (Revista Early Childhood Environment Rating Scale - revised edition [ECERS-R]) Duração: 9 horas (Julho) • Inscrições: a 27

Formação para Peritos Qualificados no Âmbito do SCE - Novo RCCTE Duração: 29 horas lectivas mais 8 horas de trabalho individual (22 de Setembro a 17 de Outubro) • Vagas: 20 • Créditos: 1 ECTS • Coordenação: Eduardo Maldonado e Vasco Peixoto de Freitas • Info: +351 225081977 /fcont@fe.up.pt • Propina: 850 €*


definir • Vagas: 20 • Horário: Pós-laboral • Coordenação: Isabel Abreu Lima • Info: +351 226061890/ educacaocontinua@fpce. up.pt • 90 €(inclui exemplar da escala de Avaliação) Recrutamento e Selecção de Pessoal (7ª Edição) Duração: 18 horas (Setembro) • Inscrições: A definir • Vagas: 20 • Horário: 18h30 às 21h30 • Créditos: 1,5 ECTS • Coordenação: Filomena Jordão • Info: +351 226 061890 /educacaocontinua@fpce.up.pt • Propina: 120 € Supervisão em Educação Parental Duração: 180 horas (Setembro) • Inscrições: a definir • Vagas: 16 • Horário: 18h30 às 21h30 • Créditos: 6,5 ECTS • Coordenação: Emília Costa • Info: +351 226061890 /educacaocontinua@fpce. up.pt • Propina: 280 € Curso Avançado de Gestão e Concepção da Formação Contínua Duração: 15 horas (1 a 5 de Setembro) • Inscrições: Até 20 de Agosto • Vagas: 18 • Horário: 9h30 às 12h30 • Info: +351 226061890 /educacaocontinua@fpce.up.pt • Propina: 115€ /75€ (colaboradores UP); 95€ (outros proponentes da Função Pública) Gestão Eficaz do Tempo Duração: 15 horas (1 a 5 de Setembro) • Inscrições: Até 20 de Agosto • Vagas: 18 • Horário: 14h30 às 17h30 • Info: +351 226061890 /educacaocontinua@fpce.up.pt • Propina: 115€ /75€ (colaboradores UP); 95€ (outros proponentes da Função Pública) Planeamento e Organização de Unidades Documentais Duração: 60 horas (início a 12 de Setembro) • Inscrições: Até 2 de Setembro • Vagas: 20 • Horário: 18h30 às 21h30 (sexta-feira); 9h30 às 12h30 (sábado) • Créditos: 5,5 ECTS • Coordenação: Selene Vicente • Info: +351 226061890 /educacaocontinua@fpce. up.pt • Propina: 300 € Técnicas de Liderança e Coaching para Chefias Intermédias Duração: 30 horas (12 Setembro a 14 de Novembro) • Inscrições: Até 5 de Setembro • Vagas: 20 • Horário: 18h30 às 21h30 • Créditos: 2,5 ECTS • Coordenação: Filomena Jordão • Info: +351 226061890 /educacaocontinua@fpce. up.pt • Propina: 170 €

28

Acidentes e Doenças Profissionais na Administração Pública Duração: 15 horas (15 a 19 de Setembro) • Inscrições: Até 30 de Agosto • Vagas: 18 • Horário: 9h30 às 12h30 • Info: +351 226061890 /educacaocontinua@fpce. up.pt • Propina: 115€ /75€ (colaboradores UP); 95€ (outros proponentes da Função Pública)

Pós-Graduação / Formação Especializada em Educação Especial para a Educação Bilingue Duração: 270 horas (Setembro) • Inscrições: (a definir) • Vagas: 25 • Horário: Quartas e Sextas das 18h30 às 21h30 • Créditos: 30 ECTS • Coordenação: Orquídea Coelho • Info: +351 226061890/ educacaocontinua@fpce.up.pt • Propina: 1000 € Pós-Graduação Prevenção da Violência de Género na Escola e na Família Duração: 270 horas (Setembro) • Inscrições: (a definir) • Vagas: 30 • Horário: (a definir - pós-laboral) • Créditos: 30 ECTS • Coordenação: Maria José Magalhães • Info: +351 226061890/ educacaocontinua@fpce. up.pt • Propina: 1000 €

13 dias, que decorrerão na Suécia • Créditos: 60 ECTS • Director: Adriano Bordalo e Sá (ICBAS) e Paula Castro (ESB) • Info: Telef: +351 222062221/ secposgrad@icbas.up.pt • Propina: 2500 € (*) Curso em fase de Acreditação.

FORMAÇÃO

PÓS-GRADUADA DA UNIVERSIDADE DO PORTO

Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) Largo Prof. Abel Salazar, 2 • 4099-003 Porto • Tlf.: +351 222062200 • Fax: +351 222062232 • www.icbas.up.pt

Especialização em Ciências Médico-Legais Duração: 2 semestres (26 de Setembro de 2008) • Inscrições: Até 18 de Julho (1ª fase) • Vagas: 60 • Horário: 14h às 20h (sexta-feira); 9h às 18h (sábado) • Créditos: 60 ECTS • Director: Maria José Pinto da Costa • Info: Telef: +351 222062221 /secposgrad@icbas.up.pt • Propina: 600 € Pós-Graduação em Acupunctura e Moxibustão(*) Duração: 2 Semestres (Outubro 2008) • Inscrições: Até 18 de Julho (1ª fase) • Vagas: 25 • Horário: 16 às 20h (sexta-feira); 9h às 19h (sábado); 9h às 13h (domingo) • Créditos: 30 ECTS • Director: Asdrubal Pinto • Info: Telef: +351 222062221/ secposgrad@icbas.up.pt • Propina: 2400 € Pós-Graduação em Enfermagem de Anestesiologia (*) Duração: 2 Semestres (11 de Outubro de 2008) • Inscrições: Até 18 de Julho (1ª fase) • Vagas: 40 • Horário: 9h às 18h30. (segunda-feira e sábado) • Créditos: 40 ECTS • Director: Maria Eduarda Amadeu • Info: Telef: +351 222062221 / secposgrad@icbas.up.pt • Propina: 1750 € Especialização em Medicina Tradicional Chinesa Duração: 3 Semestres (data a definir) • Inscrições: Até 18 de Julho (1ª fase) • Vagas: 30 • Horário: 18h às 22h • Créditos: 70 ECTS • Director: Henry Greten • Info: Telef: +351 222062221 /secposgrad@icbas. up.pt • Propina: 3000 € Pós-Graduação em Gestão Ecológica de Bacias Hidrográficas (ECOCATCH-PT) (Nível Europeu) Duração: 2 Semestres (Início a 1 de Setembro) • Inscrições: Até 11 de Julho • Vagas: 10 • Horário: 40 horas/semana, de 2ª a 6ª, excepto durante os primeiros

FORMAÇÃO PÓS-GRADUADA DA UNIVERSIDADE DO PORTO CANDIDATURAS ENTRE JULHO E SETEMBRO DE 2008 Atenção Os valores das propinas podem sofrer alterações. O período de candidatura é, em muitos casos, alargado e noutros são criadas segundas fases de candidatura.

ditos: 120 ECTS • Info: expediente@fba. up.pt • Propina: 1600 € /ano 2º Ciclo / Mestrado em Escultura Duração: 4 semestres • Candidaturas: 23 a 28 de Julho (1ª fase) /1 a 5 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 20 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • Info: expediente@fba. up.pt • Propina: 1600 € /ano 2º Ciclo / Mestrado em Arte e Design para o Espaço Público Duração: 4 semestres • Candidaturas: 23 a 28 de Julho (1ª fase) /1 a 5 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 15 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • info: expediente@fba. up.pt • Propina: 1600 € /ano 2º Ciclo / Mestrado em Estudos Artísticos, Especialização em Estudos Museológicos e Curadoriais Duração: 4 semestres • Candidaturas: 23 a 28 de Julho (1ª fase) /1 a 5 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 20 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • info: expediente@fba. up.pt • Propina: 1600 € /ano 2º Ciclo / Mestrado em Design Gráfico e Projectos Editoriais Duração: 4 semestres • Candidaturas: 23 a 28 de Julho (1ª fase) /1 a 5 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 20 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • info:expediente@fba. up.pt • Propina: 1600 € /ano

Faculdade de Belas Artes (FBAUP)

2º Ciclo / Mestrado em Design da Imagem Duração: 4 semestres • Candidaturas: 23 a 28 de Julho (1ª fase) /1 a 5 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 20 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • info: expediente@fba. up.pt • Propina: 1600 € /ano

2º Ciclo / Mestrado em Prática e Teoria do Desenho

Faculdade de Ciências (FCUP)

Duração: 4 semestres • Candidaturas: 23 a 28 de Julho (1ª fase) /1 a 5 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 10 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • Info: expediente@fba. up.pt • Propina: 1600 € /ano

2º Ciclo / Mestrado em Astronomia

Av. Rodrigues de Freitas, 265 • 4049021 Porto • Tlf: +351 225192400 • Fax: + 351 225367036 • www.fba.up.pt

2º Ciclo / Mestrado em Desenho e Técnicas de Impressão Duração: 4 semestres • Candidaturas: 23 a 28 de Julho (1ª fase) /1 a 5 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 10 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • Info: expediente@fba. up.pt • Propina: 1600 € /ano 2º Ciclo / Mestrado em Pintura Duração: 4 semestres • Candidaturas: 23 a 28 de Julho (1ª fase) /1 a 5 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 20 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • Info: expediente@fba. up.pt • Propina: 1600 € /ano 2º Ciclo / Mestrado em Práticas Artísticas Contemporâneas Duração: 4 semestres • Candidaturas: 23 a 28 de Julho (1ª fase) /1 a 5 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 15 • Horário: A definir • Cré-

Rua do Campo Alegre, s/n • 4169-007 Porto • Tlf: +351 220402000 • Fa: +351 220402009 • www.fc.up.pt Duração: 4 semestres • Candidaturas: 25 de Agosto a 5 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 15 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • Info: m.ast.director fc.up.pt /pos. graduacao fc.up.pt • Propina: 972 € /ano 2º Ciclo / Mestrado em Biodiversidade, Genética e Evolução Duração: 4 semestres • Candidaturas: 25 de Agosto a 5 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 12 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • Info: m.bge.director fc.up.pt /pos. graduacao fc.up.pt • Propina: 972 € /ano 2º Ciclo / Mestrado em Biologia Duração: 4 semestres • Candidaturas: 25 de Agosto a 5 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 40 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • Info: m.bio.director fc.up.pt /pos. graduacao fc.up.pt • Propina: 972 € /ano


2º Ciclo / Mestrado em BiologiaGeologia em Contexto Escolar Duração: 4 semestres • Candidaturas: 25 de Agosto a 5 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 20 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • Info: m.bgce.director fc.up.pt /pos. graduacao fc.up.pt • Propina: 972 € /ano 2º Ciclo / Mestrado em Ciência de Computadores Duração: 4 semestres • Candidaturas: 25 de Agosto a 5 de Setembro (2ª Fase) • Créditos: 120 ECTS • Horário: A definir • Vagas: 60 • Info: m.cc.director fc.up.pt /pos.graduacao fc.up.pt • Propina: 972 € /ano 2º Ciclo / Mestrado em Ciências do Consumo e Nutrição Organização: FCUP e FCNAUP • Duração: 4 semestres • Candidaturas: 25 de Agosto a 5 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 20 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • Info: m.ccn.director fc.up.pt /pos.graduacao fc.up.pt • Propina: 972 € /ano 2º Ciclo / Mestrado em Ciências e Tecnologia do Ambiente Duração: 4 semestres • Candidaturas: 25 de Agosto a 5 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 60 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • Info: m.cta.director fc.up.pt /pos. graduacao fc.up.pt • Propina: 972 € /ano 2º Ciclo / Mestrado em Contaminação e Toxicologia Ambientais Organização: FCUP e ICBAS • Duração: 4 semestres • Candidaturas: 20 a 29 de Agosto a (2ª Fase) • Vagas: 20 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • Info: + 351 222062221 /m.ctx.director fc.up.pt /pos. graduacao fc.up.pt • Propina: 972 € /ano 2º Ciclo / Mestrado em Desenvolvimento Curricular pela Astronomia Duração: 4 semestres • Candidaturas: 25 de Agosto a 5 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 20 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • Info: m.dca.director fc.up.pt /pos. graduacao fc.up.pt • Propina: 972 € /ano 2º Ciclo / Mestrado em Ecologia, Ambiente e Território Duração: 4 semestres • Candidaturas: 25 de Agosto a 5 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 40 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • Info: m.eco.director fc.up.pt /pos. graduacao fc.up.pt • Propina: 972 € /ano 2º Ciclo / Mestrado em Engenharia Agronómica Duração: 4 semestres • Candidaturas: 25 de Agosto a 5 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 50 • Horário: A definir • Créditos: 120

ECTS • Info: m.ea.director fc.up.pt /pos. graduacao fc.up.pt • Propina: 972 € /ano 2º Ciclo / Mestrado em Engenharia Geográfica Duração: 4 semestres • Candidaturas: 25 de Agosto a 5 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 30 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • Info: m.eg.director fc.up.pt /pos. graduacao fc.up.pt • Propina: 972 € /ano 2º Ciclo / Mestrado em Engenharia Matemática Duração: 4 semestres • Candidaturas: 25 de Agosto a 5 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 15 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • Info: m.em.director fc.up.pt /pos. graduacao fc.up.pt • Propina: 972 € /ano 2º Ciclo / Mestrado em Ensino da Biologia e da Geologia no 3ºCiclo do Ensino Básico e Secundário Duração: 4 semestres • Candidaturas: 25 de Agosto a 5 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 30 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • Info: m.ebg.director fc.up.pt / pos. graduacao fc.up.pt • Propina: 972 € /ano 2º Ciclo / Mestrado em Ensino da Física e da Química no 3ºCiclo do Ensino Básico e Secundário Duração: 4 semestres • Candidaturas: 25 de Agosto a 5 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 44 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • Info: m.efq.director fc.up.pt /pos. graduacao fc.up.pt • Propina: 972 € /ano 2º Ciclo / Mestrado em Ensino da Matemática no 3ºCiclo do Ensino Básico e Secundário Duração: 4 semestres • Candidaturas: 25 de Agosto a 5 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 35 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • Info: m.emat.director fc.up.pt /pos. graduacao fc.up.pt • Propina: 972 € /ano 2º Ciclo / Mestrado em Física Duração: 4 semestres • Candidaturas: 25 de Agosto a 5 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 20 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • Info: m.fis.director fc.up.pt /pos. graduacao fc.up.pt • Propina: 972 € /ano 2º Ciclo / Mestrado em Física Médica Duração: 4 semestres • Candidaturas: 25 de Agosto a 5 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 12 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • Info: m.fm.director fc.up.pt /pos. graduacao fc.up.pt • Propina: 972 € /ano 2º Ciclo / Mestrado em Física-Química em Contexto Escolar Duração: 4 semestres • Candidaturas: 25 de Agosto a 5 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 10 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • Info: m.fqce.director fc.up.pt /pos. graduacao fc.up.pt • Propina: 972 € /ano 2º Ciclo / Mestrado em Fisiologia Molecular das Plantas Organização U.Porto e Universidade do Minho • Duração: 4 semestres • Can-

didaturas: Até 18 de Julho (1ª Fase) /11 de Agosto a 8 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 20 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • Info: m.fmp.director fc.up.pt /pos.graduacao fc.up.pt • Propina: 2º Ciclo / Mestrado em Genética Forense Duração: 4 semestres • Candidaturas: 25 de Agosto a 5 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 10 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • Info: m.gf.director fc.up.pt / pos. graduacao fc.up.pt • Propina: 972 € /ano 2º Ciclo / Mestrado em Geomateriais e Recursos Geológicos Organização U.Porto e Universidade de Aveiro • Duração: 4 semestres • Candidaturas: 1 a 10 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 25 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • Info: m.grg.director fc.up.pt / pos.graduacao fc.up.pt • Propina: 2º Ciclo / Mestrado em Informática Médica Organização: FCUP e FMUP • Duração: 4 semestres • Candidaturas: 25 de Agosto a 5 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 30 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • Info: m.im.director fc.up.pt /pos.graduacao fc.up.pt • Propina: 1750 €

2º Ciclo / Mestrado em Sistemas de Informação Geográfica Duração: 4 semestres • Candidaturas: 25 de Agosto a 5 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 15 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • Info: m.sig.director fc.up.pt /pos. graduacao fc.up.pt • Propina: 972 € /ano 2º Ciclo / Mestrado em Tecnologia, Ciência e Segurança Alimentar Organização: U.Porto e Universidade do Minho • Duração: 4 semestres • Vagas: 16 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • Info: m.tcsa.director fc.up.pt /pos.graduacao fc.up.pt • Propina: 972 € /ano 2º Ciclo / Mestrado em Viticultura e Enologia Organização: U.Porto e UTL • Duração: 4 semestres • Vagas: 15 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • Info: m.ve. director fc.up.pt /pos.graduacao fc.up.pt 3º Ciclo / Programa Doutoral em Astronomia Duração : 6 semestres • Candidaturas: 1 a 9 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 6 • Horário: A definir • Créditos: 180 ECTS • Info: pd.ast.director fc.up.pt / pos.graduacao fc.up.pt • Propina: 2500 €

2º Ciclo / Mestrado em Matemática Duração: 4 semestres • Candidaturas: 25 de Agosto a 5 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 30 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • Info: m.mat.director fc.up.pt /pos. graduacao fc.up.pt • Propina: 972 € /ano

3º Ciclo / Programa Doutoral em Geociências Colaboração: Universidade de Aveiro • Duração : 6 semestres • Candidaturas: 22 a 30 de Setembro (1º fase) • Vagas: 20 • Horário: A definir • Créditos: 180 ECTS • Info: pd.gc.director fc.up.pt /pos. graduacao fc.up.pt • Propina: A definir

2º Ciclo / Mestrado em Matemática para Professores Duração: 4 semestres • Candidaturas: 25 de Agosto a 5 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 35 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • Info: m.matp.director fc.up.pt /pos. graduacao fc.up.pt • Propina: 972 € /ano

3º Ciclo / Programa Doutoral em Matemática Aplicada Organização: FCUP, FEP, FEUP e ICBAS • Duração : 6 semestres • Candidaturas: Até 26 de Setembro (1ª Fase) • Vagas: 30 • Horário: A definir • Créditos: 180 ECTS • Info: pos.graduacao fc.up.pt • Propina: A definir

2º Ciclo / Mestrado em Modelação, Análise e Optimização de Processos Industriais Duração: 4 semestres • Candidaturas: 25 de Agosto a 5 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 15 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • Info: m.maopi.director fc.up.pt /pos. graduacao fc.up.pt • Propina: 972 € /ano

3º Ciclo / MAP-i: Programa de Doutoramento em Informática das Universidades do Minho, Aveiro e Porto Sede Administrativa em 2008/2009 : FCUP • Duração : 6 semestres • Candidaturas: Até 14 de Julho de 2008 (1ª Fase) • Vagas: 50 • Horário: A definir • Créditos: 180 ECTS • Info: pos.graduacao fc.up.pt • Propina: A definir

2º Ciclo / Mestrado em Química Duração: 4 semestres • Candidaturas: 25 de Agosto a 5 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 65 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • Info: m.qui.director fc.up.pt /pos. graduacao fc.up.pt • Propina: 972 € /ano

Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação (FCNAUP)

2º Ciclo / Mestrado em Recursos Biológicos Aquáticos Duração: 4 semestres • Candidaturas: 25 de Agosto a 5 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 15 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • Info: m.rba.director fc.up.pt /pos. graduacao fc.up.pt • Propina: 972 € /ano

Rua Dr. Roberto Frias • 4200-465 Porto • Tlf: +351 225074320 • Fax: + 351 225 074329 • www.fcna.up.pt 2º Ciclo / Mestrado em Nutrição Clínica Duração: 3 semestres • Candidaturas: 1 a 30 de Agosto (1ª Fase) • Vagas: 20 • Horário: sexta-feira e sábado (9h às 19h) • Créditos: 90 ECTS • Info: +351 29

2º Ciclo / Mestrado em Biologia e Gestão da Qualidade da Água Duração: 4 semestres • Candidaturas: 25 de Agosto a 5 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 15 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • Info: m.bgqa.director fc.up.pt /pos. graduacao fc.up.pt • Propina: 972 € /ano


225074320; floracorreia@fcna.up.pt • Propina: 3700 €

Faculdade de Direito (FDUP) Rua dos Bragas, 223 • 4050-123 Porto • Tlf: + 351 222041600 • Fax: + 351 222041614 • www.direito.up.pt 2º Ciclo / Mestrado em Direito Duração: 4 semestres • Créditos: 120 ECTS • Candidaturas: 15 de Agosto a 30 de Setembro • Vagas: 150 • Horário: a definir • Info: +351 22 2041609 /fjesus@direito.up.pt • Propina: 972 € /ano

Faculdade de Economia (FEP)

Rua Dr. Roberto Frias, s/n • 4200-464 Porto • Tlf: +351 225571100 • Fax: +351 225505050 • www.fe.up.pt 2º Ciclo / Mestrado em Economia Duração: 4 semestres • Candidaturas: Até 8 de Setembro (2.ª fase) • Vagas: * • Horário: segunda a sexta-feira (18h30 às 21h30); sábado (9h00 às 12h) • Créditos: 120 ECTS • Info: mestrdout@fep.up.pt • Propina:1250 € /ano (972 € se financiado pelo Orçamento de Estado) 2º Ciclo / Mestrado em Economia e Gestão das Cidades Duração: 4 semestres • Candidaturas: até 8 de Setembro (2.ª fase) • Vagas: * • Horário: segunda a sexta-feira (18h30 às 21h30); sábado (9h00 às 12h) • Créditos: 120 ECTS • Info: mestrdout@fep.up.pt • Propina:1250 € / ano (972 € se financiado pelo Orçamento de Estado) 2º Ciclo / Mestrado em Economia e Gestão da Inovação Duração: 4 semestres • Candidaturas: Até 8 de Setembro (2.ª fase) • Vagas: * • Horário: segunda a sexta-feira (18h30 às 21h30); sábado (9h00 às 12h) • Créditos: 120 ECTS • Info: mestrdout@fep.up.pt • Propina:1250 € /ano (972€ se financiado pelo Orçamento de Estado) 2º Ciclo / Mestrado em Economia e Gestão do Ambiente Duração: 4 semestres • Candidaturas: Até 8 de Setembro (2.ª fase) • Vagas: * • Horário: segunda a sexta-feira (18h30 às 21h30); sábado (9h00 às 12h) • Créditos: 120 ECTS • Info: mestrdout@fep.up.pt • Propina:1250 € /ano (972€ se financiado pelo Orçamento de Estado)

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2º Ciclo / Mestrado em Modelação e Simulação Económica Duração: 4 semestres • Candidaturas: Até 8 de Setembro (2.ª fase) • Vagas: * • Horário: segunda a sexta-feira (18h30 às 21h30); sábado (9h00 às 12h) • Créditos: 120 ECTS • Info: mestrdout@fep.up.pt • Propina:1250 € /ano (972€ se financiado pelo Orçamento de Estado)

2º Ciclo / Mestrado em Métodos Quantitativos em Economia e Gestão Duração: 4 semestres • Candidaturas: Até 8 de Setembro (2.ª fase) • Vagas: * • Horário: segunda a sexta-feira (18h30 às 21h30); sábado (9h00 às 12h) • Créditos: 120 ECTS • Info: mestrdout@fep.up.pt • Propina:1250 € /ano (972€ se financiado pelo Orçamento de Estado) 2º Ciclo / Mestrado em Análise de Dados e Sistemas de Apoio à Decisão Duração: 3 semestres • Candidaturas: Até 8 de Setembro (2.ª fase) • Vagas: * • Horário: segunda a sexta-feira (18h30 às 21h30); sábado (9h00 às 12h) • Créditos: 90 ECTS • Info: mestrdout@fep.up.pt • Propina:1250 € /ano (972€ se financiado pelo Orçamento de Estado) * Vagas: sobrantes da 1.ª fase

Faculdade de Engenharia (FEUP)

Rua Dr. Roberto Frias • 4200-465 Porto • Tlf: +351 226081500 • Fax: + 351 226081400 • www.fe.up.pt 2º Ciclo / Mestrado em Inovação e Empreendorismo Tecnológico Organização: FEUP e FEP • Duração: 4 semestres • Candidaturas: Até 18 de Julho (1ª Fase) /19 de Julho a 18 de Agosto (2ª Fase) • Vagas: 25 • Horário: a definir • Créditos: 120 ECTS • Info: jjpf fe.up.pt /sposgrad@fe.up.pt • Propina: 1250 € /ano (972€ se financiado pelo Orçamento de Estado) 2º Ciclo / Mestrado em Multimédia Organização: FEUP, FBAUP, FCUP e FLUP • Duração: 4 semestres • Candidaturas: Até 18 de Agosto • Vagas: 50 • Horário: a definir • Créditos: 120 ECTS • Info: sposgrad@fe.up.pt • Propina:1250 € /ano (972€ se financiado pelo Orçamento de Estado) 2º Ciclo / Mestrado em Ciência da Informação Organização: FEUP e FLUP • Duração: 4 semestres • Candidaturas: Até 18 de Julho (1ª Fase) /19 de Julho a 18 de Agosto (2ª Fase) • Vagas: 30 • Horário: a definir • Créditos: 120 ECTS • Info: +351 225 081 870 / rrebelo@fe.up.pt /sposgrad@fe.up.pt • Propina:1250 € /ano (972€ se financiado pelo Orçamento de Estado) 2º Ciclo / Mestrado em Design Industrial Duração: 4 semestres • Candidaturas: Até 18 de Julho • Vagas: 20 • Horário: a definir • Créditos: 120 ECTS • Info: +351 22 508 17 16 /fffonseca@fe.up.pt /sposgrad@fe. up.pt • Propina: 2000 € / ano (972€ se financiado pelo Orçamento de Estado) 2º Ciclo / Mestrado em Engenharia Biomédica Duração: 4 semestres • Candidaturas:

de 26 de maio a 18 de Julho • Vagas: 30 • Horário: a definir • Créditos: 120 ECTS • Propina:1250 € /ano (972€ se financiado pelo Orçamento de Estado) • Info: +351 225 081 870 /rrebelo@fe.up.pt /sposgrad@fe.up.pt 2º Ciclo / Mestrado em Engenharia de Minas e Geo-Ambiente Duração: 4 semestres • Candidaturas: Até 18 de Julho • Vagas: 20 • Horário: a definir • Créditos: 120 ECTS • Info: jmsoeiro fe.up.pt /sposgrad@fe.up.pt • Propina: 1250 € /ano (972€ se financiado pelo Orçamento de Estado) 2º Ciclo / Mestrado em Engenharia de Serviços e Gestão Duração: 4 semestres • Candidaturas: Até 18 de Julho (1ª Fase) / 18 de Julho a 18 de Agosto (2ª Fase) • Vagas: 50 • Horário: a definir • Créditos: 120 ECTS • Info: +351 225081639 /mesg@fe.up.pt /sposgrad@fe. up.pt • Propina:250 € /ano (972€ se financiado pelo Orçamento de Estado) 3º Ciclo / Programa Doutoral em Engenharia Biomédica Duração: 6 semestres • Candidaturas: Até 18 de Agosto • Vagas: 10 • Horário: a definir • Créditos: 180 ECTS • Info: +351 225081870 /rrebelo@fe.up.pt / sposgrad@fe.up.pt • Propina: 3000 € /ano 3º Ciclo / Programa Doutoral em Engenharia Civil Duração: 6 semestres • Candidaturas: Aberto em permanência • Vagas: 30 • Horário: a definir • Créditos: 180 ECTS • Info: rdelgado fe.up.pt /sposgrad@fe. up.pt • Propina: 3000 € /ano 3º Ciclo / Programa Doutoral em Engenharia Informática Duração: 6 semestres • Candidaturas: Até 18 de Julho (1ª Fase) /19 de Julho a 18 de Agosto (2º Fase) • Vagas: 25 • Horário: a definir • Créditos: 180 ECTS • Info: sposgrad@fe.up.pt • Propina: 3000 € /ano 3º Ciclo / Programa Doutoral em Engenharia Química e Biológica Duração: 6 semestres • Candidaturas: de 26 de maio a 18 de Julho • Vagas: 40 • Horário: a definir • Créditos: 180 ECTS • Info: sposgrad@fe.up.pt • Propina: 3000 € /ano

3º Ciclo / Programa Doutoral em Engenharia Industrial e Gestão Duração: 6 semestres • Candidaturas: Até 18 de Julho (1ª Fase) /19 de Julho a 18 de Agosto (2ª Fase) • Vagas: 20 • Horário: a definir • Créditos: 180 ECTS • Info: sposgrad@fe.up.pt • Propina: 5000 € /ano 3º Ciclo / Programa Doutoral em Engenharia Mecânica Duração: 6 semestres • Candidaturas: Até 18 de Julho (1ª Fase) /19 de Julho a 18 de Agosto (2ª Fase) • Vagas: 30 • Horário: a definir • Créditos: 180 ECTS • Info: sposgrad@fe.up.pt • Propina: 3000 € /ano

Faculdade de Farmácia (FFUP)

Rua Aníbal Cunha, 164 • 4050-047 Porto • Tlf: +351 222078900 • Fax: + 351 222003977 • www.ff.up.pt 2º Ciclo / Mestrado em Controlo de Qualidade Duração: 4 semestres • Candidaturas: 18 de Agosto a 5 de Setembro • Vagas: 16 • Horário: Diurno • Créditos: 120 ECTS • Info: +351 222078901 • Propina: 1300 € /ano 2º Ciclo / Mestrado em Química Analítica Ambiental Duração: 3 semestres • Candidaturas: Até 15 de Setembro • Horário: Diurno • Créditos: 90 ECTS • Info: +351 222078901 • Propina: 1000 € /ano 2º Ciclo / Mestrado em Toxicologia Analítica Clínica e Forense Duração: 4 semestres • Candidaturas: 1 a 15 de Setembro • Vagas: 12 • Horário: Diurno • Créditos: 120 ECTS • Info: +351 222078901 • Propina: 1300 € /ano

Faculdade de Letras (FLUP) Via Panorâmica, s/n • 4150-564 Porto • Tlf: +351 226077100 • Fax: + 351 226091610 • www.letras.up.pt

2º Ciclo / Mestrado em Arqueologia Duração: 4 semestres • Candidaturas: Até 15 de Julho (1ª Fase) /1 a 12 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 20 • Horário: a definir • Créditos 120 ECTS • Info: msanches letras.up.pt • Propina: 1250 €

3º Ciclo / Programa Doutoral em Engenharia Electrotécnica e de Computadores Duração: 6 semestres • Candidaturas: Até 18 de Julho (1ª Fase) • Vagas: 50 • Horário: a definir • Créditos: 180 ECTS • Info: sposgrad@fe.up.pt • Propina: 3000 € /ano

Duração: 4 semestres • Candidaturas: Até 15 de Julho (1ª Fase) /1 a 12 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 10 • Horário: a definir • Créditos 120 ECTS • Info: +351 226077157 /flspg@letras.up.pt • Propina: 1250 €

3º Ciclo / Programa Doutoral em Engenharia e gestão de transportes Duração: 6 semestres • Candidaturas: Até 18 de Julho (1ª Fase) /19 de Julho a 18 de Agosto (2ª Fase) • Vagas: 20 • Horário: a definir • Créditos: 180 ECTS • Info: sposgrad@fe.up.pt • Propina: 3000 € /ano

2º Ciclo / Mestrado em Estudos Anglo-Americanos Duração: 4 semestres • Créditos 120 ECTS • Vagas: 50 • Horário: a definir • Candidaturas: Até 15 de Julho (1ª Fase) /1 a 12 de Setembro (2ª Fase) • Info: gcunha letras.up.pt • Propina: 1250 €

2º Ciclo / Mestrado em Estudos Alemães


2º Ciclo / Mestrado em Filosofia Duração: 4 semestres • Candidaturas: Até 15 de Julho (1ª Fase); 1 a 12 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 30 • Horário: a definir • Créditos: 120 ECTS • Info: ameloletras.up.pt • Propina: 1250 € 2º Ciclo / Mestrado em História Contemporânea Duração: 4 semestres • Candidaturas: Até 15 de Julho (1ª Fase) /1 a 12 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 25 • Horário: a definir • Créditos 120 ECTS • Info: +351 226077168 /dh@letras.up.pt • Propina: 1250 € 2º Ciclo / Mestrado em História da Arte Portuguesa Duração: 4 semestres • Candidaturas: Até 15 de Julho (1ª Fase) /1 a 12 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 40 • Horário: a definir • Créditos 120 ECTS • Info: +351 226077172 /dctp@letras.up.pt • Propina: 1250 € 2º Ciclo / Mestrado em História e Educação Duração: 4 semestres • Candidaturas: Até 15 de Julho (1ª Fase) /1 a 12 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 25 • Horário: a definir • Créditos 120 ECTS • Info: laalves@letras.up.pt • Propina: 1250 € 2º Ciclo / Mestrado em Linguística Duração: 4 semestres • Candidaturas: Até 15 de Julho (1ª Fase) /1 a 12 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 20 • Horário: a definir • Créditos 120 ECTS • Info: deper@letras. up.pt /abrito@letras.up.pt • Propina: 1250 € 2º Ciclo / Mestrado em Português Língua segunda / Língua Estrangeira Duração: 4 semestres • Candidaturas: Até 15 de Julho (1ª Fase); 1 a 12 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 35 • Horário: a definir • Créditos 120 ECTS • Info: oliviaf letras.up.pt • Propina: 1250 € 2º Ciclo / Mestrado em riscos, cidades e ordenamento do território Duração: 4 semestres • Candidaturas: Até 15 de Julho (1ª Fase) /1 a 12 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 40 • Horário: a definir • Créditos 120 ECTS • Info: +351 226077194 ou +351 226077189 /dg@letras.up.pt /mjesus@letras.up.pt • Propina: 1250 € 2º Ciclo / Mestrado em Sistemas de Informação Geográfica e Ordenamento do Território Duração: 4 semestres • Candidaturas: Até 15 de Julho (1ª Fase) /1 a 12 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 30 • Horário: a definir • Créditos 120 ECTS • Info: +351 226077194 ou +351 226077189 /dg@letras.up.pt /mjesus@letras.up.pt • Propina: 2000 €

2º Ciclo / Mestrado em Sociologia Duração: 4 semestres • Candidaturas: Até 15 de Julho (1ª Fase) /1 a 12 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 40 • Horário: a definir • Créditos 120 ECTS • Info: ds@letras.up.pt /cmgves@letras.up.pt • Propina: 1250 €

Faculdade de Medicina (FMUP)

2º Ciclo / Mestrado em Tradução e Serviços Linguísticos Duração: 4 semestres • Candidatura: Até 15 de Julho (1ª Fase) /1 a 12 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 20 (por Língua) • Horário: a definir • Créditos 120 ECTS • Info: bhsmaia letras.up.pt • Propina: 1250 €

2º Ciclo / Mestrado em Saúde Pública Organização: FMUP e ICBAS • Duração: 4 semestres • Candidaturas: Até 18 de Julho • Vagas: 25 • Horário: quarta-feira, quintafeira (15h às 19h) e sexta-feira (14h às 18h) • Créditos: 120 ECTS • Info: 225513676 /ipg@med.up.pt • Propina: 3000 € (total)

2º Ciclo / Mestrado em Ensino da Filosofia no Ensino Secundário Duração: 4 semestres • Vagas: 15 • Horário: a definir • Créditos: 120 ECTS • Candidaturas: Até 15 de Julho (1ª Fase) /1 a 12 de Setembro (2ª Fase) • Info: +351 226077100 /df@letras.up.pt • Propina: 972 € /ano 2º Ciclo / Mestrado em Ensino da História e da Geografia no 3º Ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário Duração: 4 semestres • Candidaturas: Até 15 de Julho (1ª Fase); 1 a 12 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 30 • Horário: a definir • Créditos 120 ECTS • Info: +351 226077171 /sga@letras.up.pt • Propina: 972 € /ano 2º Ciclo / Mestrado em Ensino de Inglês e Alemão / Espanhol / Francês no Ensino Básico Duração: 4 semestres • Candidaturas: Até 15 de Julho (1ª Fase); 1 a 12 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 32 • Horário: a definir • Créditos 120 ECTS • Info: +351 226077171 /sga@letras.up.pt • Propina: 972 € /ano 2º Ciclo / Mestrado em Ensino de Português e Línguas Clássicas no 3º Ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário Duração: 4 semestres • Candidaturas: Até 15 de Julho (1ª Fase) /1 a 12 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 37 • Horário: a definir • Créditos 120 ECTS • Info: +351 226077171 /sga@letras.up.pt • Propina: 972 € /ano 2º Ciclo / Mestrado em Ensino de Português no 3º Ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário e de Língua Estrangeira no Ensino Básico e no Ensino Secundário Duração : 4 semestres • Candidaturas: Até 15 de Julho (1ª Fase) /1 a 12 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 74 • Horário: a definir • Créditos 120 ECTS • Info: +351 226077171 /sga@letras.up.pt • Propina: 972 € /ano 2º Ciclo / Mestrado em Ensino de Inglês e de Língua Estrangeira no 3º Ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário Duração : 4 semestres • Candidaturas: Até 15 de Julho (1ª Fase) /1 a 12 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 63 • Horário: a definir • Créditos 120 ECTS • Info: +351 226077171 /sga@letras.up.pt • Propina: 972 € /ano

Rua Prof. Hernâni Monteiro, s/n • 4200319 Porto • Tlf: +351 225513604 • Fax: + 351 225513605 • www.med.up.pt • servacad@med.up.pt

2º Ciclo / Mestrado em Epidemiologia Duração: 4 semestres • Candidaturas: Até 18 de Julho • Vagas: 25 • Horário: sextafeira (14h às 20h) e sábado (9h às 18h) • Créditos: 120 ECTS • Info: 225513676 /ipg@med.up.pt • Propina: 3000 € (total) 2º Ciclo / Mestrado em Psiquiatria e Saúde Mental Duração: 4 semestres • Candidaturas: de Até 18 de Julho • Vagas: 22 • Horário: sexta-feira (completo) e sábado (9h às 13h) • Créditos: 120 ECTS • Info: 225513676 /ipg@med.up.pt • Propina: 3000 € (total) 2º Ciclo / Mestrado em Evidência e Decisão em Saúde Duração: 4 semestres • Candidaturas: 15 de Julho a 12 de Setembro • Vagas: 30 • Horário: quinta-feira (16h às 20h), sextafeira (14h às 20h) e sábado (9h às 13h) • Créditos: 120 ECTS • Info: 225513676 /ipg@med.up.pt • Propina: 1750 € /ano 2º Ciclo / Mestrado em Informática Médica Organização: FMUP e FCUP • Duração: 4 semestres • Candidaturas: Até 18 de Julho (1ª Fase) /1 a 5 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 30 • Horário: sexta-feira (14h às 20h) e sábado (09h às 13h) • Créditos: 120 ECTS • Info: 225513676 /ipg@med.up.pt • Propina: 1750 € /ano 3º Ciclo / Doutoramento em Saúde Pública Duração: 6 semestres • Candidaturas: Até 18 de Julho • Vagas: 10 • Horário: a definir • Créditos: 180 ECTS • Info: 225513676 /ipg@med.up.pt • Propina: 2500 € /ano 3º Ciclo / Doutoramento em Neurociências Duração: 8 semestres • Candidaturas: Até 30 de Setembro • Vagas: 10 • Horário:9h às 18h • Créditos: 240 ECTS • Info: 225513676 /ipg@med.up.pt • Propina: 2500 € /ano

Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação (FPCEUP)

Rua do Dr. Manuel Pereira da Silva • 4200392 Porto • Telf: +351 226079700 • Fax: +351 226079725 • www.fpce.up.pt

3º Ciclo / Programa Doutoral em Psicologia Duração: 6 semestres • Candidaturas: Até 30 de Setembro • Horário: segunda a sexta-feira (17h30 às 20h30) • Vagas: 30 • Créditos: 180 ECTS • Info: gpgpsi@fpce. up.pt • Propina: 3000 € /ano

Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) Largo Prof. Abel Salazar, 2 • 4099-003 Porto • Tlf.: +351 222062200 • Fax: +351 222062232 • www.icbas.up.pt

2º Ciclo / Mestrado em Bioquímica Organização: FCUP e CBAS • Duração: 4 semestres • Candidaturas: 15 a 31 de Julho • Vagas: 30 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • Propina: 972 € /ano 2º Ciclo / Mestrado em Ciências de Enfermagem Duração: 4 semestres • Candidaturas: Até 18 de Julho (1ª Fase) /20 a 29 de Agosto (2ª Fase) • Vagas: 25 • Horário: das 9h às 17h (1 semana por mês) • Créditos: 120 ECTS • Info: 222062221 /secposgrad@icbas.up.pt • Propina: 1500 € /ano 2º Ciclo / Mestrado em Ciências do Mar - Recursos Marinhos Duração: 4 semestres • Candidaturas: Até 18 de Julho (1ª Fase) /20 a 29 de Agosto (2ª Fase) • Vagas: 20 • Horário: 20 /25 horas por semana • Créditos: 120 ECTS • Info: +351 222062221 /secposgrad@icbas.up.pt • Propina: 1500 € /1º ano + 1750 € /2º ano 2º Ciclo / Mestrado em Contaminação e Toxicologia Ambientais Duração: 4 semestres • Candidaturas: Até 18 de Julho (1ª Fase) /20 a 29 de Agosto (2ª Fase) • Vagas: 20 • Horário: segunda a sexta-feira (16h às 20h) • Créditos: 120 ECTS • Info: +351 222062221 /secposgrad@icbas. up.pt • Propina: 972 € /ano 2º Ciclo / Mestrado em Medicina Legal Duração: 4 semestres • Candidaturas: Até 18 de Julho (1ª Fase) /20 a 29 de Agosto (2ª Fase) • Vagas: 25 • Horário: sexta-feira (14h às 20h) e sábado (9h às 18h) • Créditos: 120 ECTS • Info: +351 222062221 /secposgrad@icbas.up.pt • Propina: 1300 € /ano 2º Ciclo / Mestrado em Medicina Tradicional Chinesa Duração: 4 semestres • Candidaturas: Até 18 de Julho (1ª Fase) /20 a 29 de Agosto (2ª Fase) • Vagas: 12 • Horário: Pós-laboral • Créditos: 120 ECTS • Info: +351 222062221 /secposgrad@icbas.up.pt • Propina: 1500 € (1º ano) + 2000 € (2º ano) 2º Ciclo / Mestrado em Oncologia Duração: 4 semestres • Candidaturas: Até 18 de Julho (1ª Fase) /20 a 29 de Agosto (2ª Fase) • Vagas: 20 • Horário: A definir • Créditos: 120 ECTS • Info: +351 222062221 /secposgrad@icbas.up.pt • Propina: 2000 € /ano 31

2º Ciclo / Mestrado em Estudos Literários, Culturais e Interartes Duração : 4 semestres • Candidaturas: Até 15 de Julho (1ª Fase) /1 a 12 de Setembro (2ª Fase) • Vagas: 50 • Horário: a definir • Créditos 120 ECTS • Info: msaraiva letras.up.pt • Propina: 1250 €


INVESTIGAR

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Deles, restam marcas circulares feitas em pedra em locais mágicos, como cumes de vistas largas. Descobrem-se restos de utensílios em pedra polida ou em metais moles, ou ainda objectos em cerâmica decorada grosseiramente. A diversidade de tipos de ocupação e a impiedade destrutiva dos milénios tem deixado os arqueólogos com poucos argumentos sobre quem eram estes habitantes pré-históricos. Mas os trabalhos avançam.

A torre? Ó professor, onde está a torre?”, perguntava o aluno com o nariz no ar, em cima de uma quase rasteira base de pedra circular que marca o centro de uma formação redonda maior que cinge outros conjuntos mais pequenos. O professor afiançava depois que seria ali, mesmo por baixo daqueles pequenos pés desejosos de castelos altaneiros, que estaria a tal torre. Momentos antes, o professor tentara preparar os jovens, ansiosos, para o que iriam ver naquele cume com vista para o Vale do Côa, chamado Castelo Velho, em Freixo de Numão. Foi explicando que lá vivera gente numa pequena comunidade, construindo espaços de habitação, estruturas circulares rodeadas pelo que seria um conjunto de muralhas, usadas para delimitar aqueles espaços e não como defesa. Homens e mulheres com poucas diferenças físicas de nós, a viver numa comunidade fixa que criava gado e desenvolvia alguma agricultura arcaica, usaria utensílios em cerâmica grosseira e cobre. O que o jovem do tempo da rapidíssima Internet não consegue, naturalmente, compreender é que entre aquela remota gente e ele há um gigantesco fosso temporal de cinco mil anos. E, no entanto, a grandeza de sinais mais ou menos com a mesma idade, por exemplo, Stonehenge e a sua extensa paisagem arqueológica, serão dificilmente igualáveis. As marcas estão lá, mas são ténues e exigem trabalho aturado. É preciso não ter medo da pergunta e enfrentar o ainda desconhecido, como explica no seu blogue “Trans-Ferir” Vítor Oliveira Jorge, professor da Faculdade de Letras da U.Porto (FLUP)


Algures entre o Neolítico e a romanização Muito pouco resiste a tantos milénios. O que resiste merece admiração e rodeia-se de considerável mistério. Os menires e as antas terão sido erguidos antes, entre 5.000 e 3.000 a.C. (aproximadamente), num período marcado pela alteração dos hábitos, em que a recolecção de alimentos que o meio proporcionava e a caça começavam a ser complementados com pastorícia e agricultura, surgindo em simultâneo a organização em pequenas comunidades fixas, no período normalmente designado de Neolítico. Teve lugar no Próximo Oriente, numa época ainda mais antiga (entre o IX e o VII milénios a.C.), difundin-

do-se posteriormente, com os respectivos cereais domesticados (trigo e cevada), pela região mediterrânica. Os vestígios arqueológicos mostram que a Península Ibérica, dada a sua posição geográfica no contexto da região mediterrânica, terá sido das zonas onde chegaram mais tardiamente tais produtos, mas os modos de vida anteriores também aqui já se estavam a alterar. Já o uso sistemático dos utensílios de pedra polida ou cobre, alguma cerâmica de formas e decoração variadas (com mamilos ou gravações geométricas simples), os restos de formações pedregosas circulares e muralhas de delimitação mais contundente de espaços são sinais do Calcolítico ou Idade do Cobre, entre 3.000 e 1.800 a.C. São deste período, entre o Neolítico e a chamada Idade do Bronze, lugares como Castelo Velho hoje já musealizado (com vista para vale do Côa) e em vias de classificação como Imóvel de Interesse Público, Castanheiro do Vento (também situado no concelho de Foz Côa), ainda em fase de escavações dirigidas por Vítor Oliveira Jorge e outros arqueólogos da U.Porto, bem como o Crasto de Palheiros, em Murça. Nesta época, eram mais evidentes um “dentro” e um “fora” nos espaços ocupados, explica Vítor Oliveira Jorge a propósito destes três exemplos. Tanto Castelo Velho (que marcou em Portugal uma grande inovação nestes estudos), explica ainda, como Castanheiro do Vento são colinas monumentalizadas do Calcolítico ligadas à vontade de implementar na paisagem lugares

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e arqueólogo coordenador das escavações em Castanheiro do Vento, outro sítio da época: “Castelo Velho é de certo modo o símbolo de uma mudança paradigmática na arqueologia portuguesa, a sua importância é enorme. (…) Está ali uma OBRA ABERTA em muitos sentidos. À paisagem, à experiência dos visitantes, às perguntas que levanta, etc – é mais belo ainda questionar, mas questionar a partir de uma certa informação, do que ter uma resposta pronta que é inócua”. Afinando pelo mesmo diapasão, Susana Oliveira Jorge, professora da FLUP e coordenadora das escavações naquele local desde 1989 até 2003, escreveu no blogue “Trans-Ferir”: “Castelo Velho foi certamente o projecto arqueológico mais importante em que me envolvi até hoje. Peguei nele quando já era suficientemente madura para não ter medo de fazer perguntas incómodas, e ainda suficientemente crente e voluntariosa para me atirar de cabeça a um trabalho colossal”.


INVESTIGAR

O Crasto apresenta-se aos visitantes de uma forma acolhedora e moderna

de coesão identitária, visíveis à distância. Implicam “condução de obra” em escala já apreciável e certamente a construção e manutenção de tais locais era básica para a afirmação de elites emergentes, capazes de congregar em torno de si populações e de organizar territórios. No seu silêncio, desgastado por milhares de anos, todos estes vestígios valem o que pacientemente podem interpretar, a partir deles, investigadores do mundo real e não um qualquer Indiana Jones aventureiro. As parcas descrições que se conhecem sobre como era então, muito antes da romanização, este canto ocidental da zona mediterrânica são de romanos que dominaram o mundo conhecido muitos séculos depois (entre os séc. II a.C. e o séc. V d.C). Abrindo cada vez mais o apetite para simulações e teorias sobre quem eram e como As estruturas de apoio e interpretação quer de viviam, os vestígios, não obstante Castelo Velho, quer do Crasto de Palheiros, reas dificuldades, vão-se revelando sultaram de projectos de arquitectos da “escola entre as pedras e o solo que as endo Porto”. No primeiro caso, uma torre com vista volve.

FAUP enquadra arqueologia

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panorâmica sobre a paisagem e sobre o cume onde se encontram os vestígios, os autores são professores da Faculdade de Arquitectura da U.Porto (FAUP), Alexandre Alves Costa e Sérgio Fernandez. No segundo, uma estrutura de betão com uma longa fachada em vidro que reflecte a paisagem frontal, o projecto é de Paulo Gomes, arquitecto de Vila Real formado na FAUP. Também o futuro Museu de Arte e Arqueologia do Vale do Côa, no município de Foz Côa tal como Castelo Velho, segundo as previsões a concluir depois do Verão mas com abertura marcada para mais tarde, tem projecto de arquitectos da “escola do Porto”, Tiago Pimentel e Camilo Rebelo, vencedores do respectivo concurso internacional. O Museu do Côa será o segundo maior museu (em área) de Portugal. Castelo Velho tem sido um dos pontos de passagem de grupos que visitam as gravuras do Côa, apesar de não pertencer ao Parque Arqueológico, procurando sinergias entre os pontos de interesse arqueológico da região.

Lugares mágicos, entre culto e dia-a-dia Castanheiro do Vento, Castelo Velho e o Crasto de Palheiros ficam em lugares privilegiados, onde com a visão se domina a paisagem, sobretudo nos dois últimos casos. Encaixado no cume de uma crista quartzítica, mais a norte, em Murça, o Crasto de Palheiros é uma espécie de escultura natural e humana. Com escavações iniciadas em 1995 coordenadas por Maria de Jesus Sanches, professora da FLUP, está actualmente em fase de musealização (o centro interpretativo tem abertura prevista para este ano) e em vias de classificação. Revelou intensos sinais de ocupação desde o Calcolítico ao período de domínio romano. As forças e

as dinâmicas geológicas que actuam em escalas temporais para além da comum compreensão humana quiseram deixar ali um registo muito particular. Actuaram com tal dimensão que um gigantesco plano de duríssima rocha quebrou-se em dois e o local onde se deu a quebra levanta-se numa crista de camadas de rocha inclinadas, visível em centenas de metros e pontuada num cume. Os homens associaram-se ao mistério e à grandiosidade dessa tarefa. A primeira fase de ocupação, entre 3.000 e 2.000-1.800 a.C., no Calcolítico, não seria propriamente um espaço de habitação, mas a construção contínua dum grande monumento pétreo. Essa construção e a vivência que proporcionava aos grupos humanos, bem como as práticas rituais, que se misturavam, sem distinção clara, com a vida doméstica, alicerçavam a coesão dos grupos. Algo de parecido terá acontecido em Castelo Velho e em Castanheiro do Vento, na opinião da coordenadora dos trabalhos do Crasto de Palheiros. Nesta região de Murça-Mirandela, merecem destaque ainda os “santuários” com pintura rupestre e o abrigo do Buraco da Pala na Serra de Passos/Sta. Comba, situada do outro lado do vale em relação ao cume de Palheiros, em estudo pela mesma investigadora. Apesar de o espaço de Palheiros ser conhecido como “Fragadas do Crasto”, não teria, no povoado que se seguiu ao monumento calcolítico, as características de um castro, quer dizer, um espaço habitacional rodeado de muralhas. Nesta segunda vida, durante a Idade do Ferro, é um povoado pujante, de agricultores, pastores e metalurgistas (de ligas de bronze). Durou entre o séc. VI a.C. e o séc. II d.C. De permeio sofreu um incêndio avassalador, por volta do ano 80 d.C., revelando que todas as habitações eram de materiais perecíveis. Após esse incêndio, e só então, foram edificadas grandiosas muralhas que rodearam todo o povoado. Mas esta manifestação de poder local frente ao colonizador romano foi de pouca dura pois o povoado foi abandonado cerca de 40-50 anos depois. Nesta terceira vida, a segunda do povoado durante a Idade do Ferro, este existe de facto como “castro”. No entanto estes habitantes não estavam alheios ao que vinha do Mediterrâneo e das suas civilizações, pois foi encontrado aqui um vaso de cerâmica grega datado do séc. IV a.C. Já durante a romanização, dois relatos (séc. VI a.C. e II a.C.) descrevem de modo impreciso os habitantes. O mais recente dos dois refere genericamente os Galaicos; os Lusitanos, entre Douro e Tejo; no litoral os Túrdulos; e a Sul do Tejo um povo com semelhanças com os Celtas. A pouco e pouco, desvendam-se marcas e, com elas, hábitos e actividades dos homens pré-históricos, pequenas pinceladas no quadro da vida nestas épocas remotas. Mas mantém-se um denso e entusiasmante mistério.


D

urante os próximos cinco anos, o Banco Santander Totta vai patrocinar as actividades de ensino, investigação e promoção cultural da U.Porto com um subsídio anual superior a um milhão de euros. Em troca, o banco garante a exclusividade da emissão e gestão dos novos cartões de identificação da maior comunidade académica do país. São estes os principais resultados do protocolo de colaboração estabelecido entre as duas entidades, no passado dia 1 de Julho. Na cerimónia de assinatura do protocolo, José Carlos Marques dos Santos destacou o facto de a instituição passar a aceder a um “financiamento complementar muito importante”, que visa “reforçar a aposta em áreas como a cultura, o desporto e a investigação”. O reitor da U.Porto acrescentou ainda que “acordos como este são um sinal de que a Universidade deve estar cada vez mais aberta ao exterior”. Já Nuno Amado, presidente da Comissão Executiva do Banco Santander Totta, realçou ser esta uma cooperação “muito relevante”, na medida em que permite ao banco “aceder à maior comunidade académica do país”. Neste sentido, parte da verba será aplicada na atribuição de bolsas de estudo e na instalação de funcionalidades tecnológicas para o Cartão Universitá-

rio Inteligente que, a partir do próximo ano lectivo, vai estar ao dispor de todos os estudantes, funcionários e docentes da U.Porto, num total de mais de 32 mil utentes. Totalmente gratuito, o cartão servirá não só para identificação como também para controlo de acesso (a computadores, estacionamento, recintos e gabinetes) e de assiduidade, registo de empréstimos em bibliotecas, pagamento interno (portamoedas), operações de multibanco (opcional), pagamento de títulos de viagem na rede de transportes públicos e descontos em lojas. O montante disponibilizado (1.020.000 Euros) pelo Banco Santander Totta destina-se a ser aplicado livremente pela U.Porto em finalidades que contribuam para a excelência do ensino superior, estando apenas comprometida a afectação de 69 mil euros à atribuição de 30 bolsas quinquenais ao abrigo do programa de bolsas luso-brasileiras Santander Universidades e de 100 mil euros para a instalação de funcionalidades tecnológicas no cartão, de forma a aproveitar as suas potencialidades.

TR / RS

QUADRO DE HONRA

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Santander e a U. Porto, juntos para o futuro


CULTURA

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RICARDO MIGUEL GOMES

A Fundação de Serralves lançou o repto e 76 projectos empresariais apresentaram as respectivas candidaturas. Em causa estava a integração na incubadora de indústrias criativas que a instituição portuense, com o apoio da CCDR-N, criou com o intuito de promover negócios onde a imaginação, a inovação e o talento artístico constituem os principais factores de produção. Sete startups já se encontram incubadas na In Serralves, estrutura que é, por ora, a face mais visível do esforço de criação de um cluster de indústrias criativas na região Norte.

H

á quase 20 anos que a Fundação de Serralves se dedica às artes. Mas o sector empresarial não lhe é inteiramente estranho, uma vez que entre os fundadores da instituição se encontram alguns dos principais grupos económicos portugueses. Acaba assim por ser natural o cruzamento entre as artes e a economia que a incubadora In Serralves promove ao integrar, nos seus cerca de 400 m2 de área total, sete iniciativas empresariais facilmente catalogáveis como indústrias criativas. Ou seja, iniciativas que fazem da imaginação, inovação e talento artístico os seus principais factores de produção. De fora da primeira fase de candidaturas, aberta em Novembro de 2006, ficaram ainda quase 70 ideias de negócio, o que diz bem das potencialidades de uma fileira que abarca desde o software à arquitectura, passando pelo design, fotografia, audiovisuais, produção artística, animação cultural, conteúdos multimédia, entre outras áreas de actividade intelectual. De resto, a incubadora In Serralves está inserida no projecto de “Desenvolvimento de um Cluster das Indústrias Criativas na Região Norte”, que é liderado pela CCDR-N – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte. Como o nome indica, a intenção do projecto é promover a criação de negócios baseados no capital intelectual, de forma a diversificar o tecido produtivo nortenho e a promover a subida na cadeia de valor dos sectores tradicionais. Para tanto, está também em curso um estudo macroeconómico sobre indústrias criativas, em cuja Comissão de Acompanhamento figura a U.Porto. Para o responsável pela gestão da incubadora e acompanha-

mento das respectivas start-ups, Miguel Veloso, a In Serrralves “nasce da consciência de que as indústrias criativas são um sector em que o Norte deve apostar, porque o modelo de desenvolvimento das economias mais avançadas deixou de estar baseado na produção em massa, em baixos custos e na mão-de-obra intensiva”. Partindo destas premissas, “a criatividade terá de ser o motor de desenvolvimento da região Norte”, sendo que os próprios sectores tradicionais, como o têxtil ou o calçado, devem “aproximar-se das indústrias criativas para acrescentarem valor a partir do design, da inovação, da diferenciação de produtos…”. Neste contexto, a In Serralves está “a pôr em prática os conceitos” do projecto de desenvolvimento de um cluster de indústrias criativas.

Open space à criatividade Das 76 candidaturas à incubação na In Serralves foram seleccionadas oito iniciativas empresariais (embora a infra-estrutura tenha capacidade para 12 empresas), estando em actividade, desde Maio último, sete start-ups (houve uma desistência) de áreas tão diversas como a conservação/restauro, os projectos educativos, a joalharia urbana, a música e o audiovisual, o design de vestuário infantil, os conteúdos multimédia para promoção da ecoeficiência e a decoração de lojas. Estas start-ups foram seleccionadas por uma Comissão de Avaliação, que na sua escolha teve em consideração, sobretudo, o carácter criativo e inovador dos projectos, bem como o potencial comercial dos respectivos produtos/serviços. Agora, as start-ups vão estar incubadas durante dois anos (eventualmente extensível por mais um ano) numa área indi-


mas isso “é bom para eles. Obriga-os a ter um rumo”. E se porventura não estiverem a cumprir os objectivos, então “é nosso dever apoiá-los de modo a que consigam fazê-lo”, assegura Miguel Veloso. Os promotores de negócios ouvidos pela UPorto Alumni confirmam esta atitude construtiva da Fundação de Serralves e aplaudem o ambiente que se vive na incubadora. Pedro Ferreira, da empresa Tools to Change (web TV com conteúdos versando o ambiente, o desenvolvimento sustentável e as energias renováveis), não tem dúvidas em considerar que foi uma “mais-valia” a instalação na In Serralves, tanto mais que já “geraram sinergias” com a vizinha Poptones, que lhes compôs as bandas sonoras dos genéricos. Para o também músico Pedro Ferreira – que conta na empresa, tal como na banda Fat Freddy, com o talento de Nuno Oliveira – as acções de formação têm sido “muito importantes”, o que se depreende do à-vontade com que o promotor da Tools to Change faz uso de termos como “business angels” ou “bens intangíveis”. Já Alexandre Monteiro, da Poptones, destaca o “prestígio de estar associado a Serralves” como principal motivação da candidatura à incubadora. Para este empreendedor, o facto da Fundação “estar ligada a várias grandes empresas pode ser uma porta aberta a negócios”. Pensamento semelhante tem Pedro Pardinhas, da 20/21 Conservação e Restauro (conservação e restauro de arte moderna e contemporânea), para quem “a principal vantagem [da incubadora] é estar inserida em Serralves”. De resto, a empresa pretende, já no próximo ano, participar no concurso para fornecimento de serviços de restauro à Fundação. 37

vidual de cerca de 20 m2, em regime de open space. Para tanto pagam apenas um preço simbólico e as despesas com comunicações, dispondo em contrapartida das valências habituais de uma incubadora: telefone, Internet, fax, computadores, serviços de secretariado, copa, cacifos individuais, sala de estar e sala comum de reuniões. Mas, para além da “cedência de um espaço propício à criatividade, à inovação e às sinergias entre projectos”, nas palavras de Miguel Veloso, a In Serralves proporciona aos promotores dos negócios acções de formação na área do empreendedorismo (gestão, marketing, vendas, etc.), bem como a orientação e o acompanhamento das iniciativas empresariais. Acresce que as start-ups podem ainda beneficiar da rede de contactos da Fundação de Serralves ou até, no futuro, passarem a fornecer produtos/serviços à instituição. Entre as potenciais vantagens da incubação na In Serralves, Miguel Veloso destaca a consultoria interna e externa de que usufruem as start-ups. Para além do acompanhamento diário dos projectos, existe um grupo de consultores que está a trabalhar com os empreendedores no desenvolvimento de business plans, nos quais se definem detalhadamente as ideias de negócio e se estabelecem metas a cumprir. “Já houve casos em que, devido ao apoio dos consultores, o conceito inicial do negócio evoluiu de forma a acrescentar valor”, revela Miguel Veloso. Com base nos business plans, os responsáveis da incubadora vão monitorizar o cumprimento dos objectivos aprovados, podendo uma eventual inobservância dos mesmos levar à dispensada das empresas. Porém, não é esse o espírito que preside à monitorização, segundo Miguel Veloso. De facto, os promotores “têm de prestar contas à Fundação de Serralves”,


CULTURA

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RICARDO MIGUEL GOMES

E

A FIGURA EMINENTE 2008

mílio Peres é a Figura Eminente da Universidade do Porto 2008. Entre 4 de Setembro e 7 de Novembro, a vida e obra deste investigador, pensador e divulgador das Ciências da Nutrição vão ser relembradas em exposições, conferências e outras intervenções públicas organizadas pela U.Porto. Será assim homenageado um homem multifacetado, cujo percurso vivencial se repartiu entre a Endocrinologia, a docência universitária, a escrita e o empenhamento cívico. Do programa da homenagem consta, logo a 4 de Setembro, pelas 18h00, a inauguração da exposição “A paixão pela faiança”, na Fundação Maria Isabel Guerra Junqueiro e Luís de Mesquita Carvalho. Esta iniciativa centra-se numa faceta porventura menos conhecida de Emílio Peres: a de coleccionador e estudioso das faianças. No dia seguinte é inaugurada uma outra exposição, desta feita de natureza eminentemente documental: “Olhares” (5 de Setembro, 18h00, átrio da Reitoria da U.Porto). A partir da vasta obra que Emílio Peres legou no campo do nutricionismo, vai realizar-se um conjunto de eventos ao longo do Dia Mundial da Alimentação, que se comemora a 16 de Outubro. No Salão Nobre da Reitoria da U.Porto terá lugar uma conferência com o historiador Hélder Pacheco, cuja intervenção tem o título “No silêncio da Memória, a grandeza do Ser”, e com o presidente da Confraria da Sopa, Carlos Silva Santos, que irá discorrer sobre a “Sopa: comida de pobre ou filósofo?”. Na mesma ocasião vão ser apresentados os resultados do Concurso de Sopas, iniciativa que envolve as escolas do ensino básico do Porto. Para o E-Learning Café da U.Porto e para a Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto (FCNAUP) estão previstas, nesse mesmo dia, Oficinas da Sopa e do Pão. Importa referir, ainda relativamente às comemorações da Figura Eminente 2008, que três restaurantes (Porto e Vírgula, Chic Dream e Irene Jardim) da zona do Jardim da Cordoaria, junto à Reitoria da U.Porto, vão servir “Ementas Emílio Peres” entre 4 de Setembro e 7 de Novembro. Trata-se aqui de divulgar os alimentos, pratos e formas de confecção que o ilustre endocrinologista considerava fundamentais para uma vida saudável. Por último, deve salientar-se ainda o lançamento do catálogo da homenagem a Emílio Peres, cerimónia que decorrerá no dia 7 de Novembro, pelas 17h30, no Salão Nobre da Reitoria da U.Porto. Nessa altura, vai realizar-se ainda uma conferência com os seguintes oradores: Maria Daniel Vaz de Almeida, Helena Ávila, João Madureira, José Pedro Lima Reis e Sérgio Vinagre.

Emílio Peres nasceu em Ermesinde a 22 de Julho de 1932, tendo aí vivido até aos 19 anos. Estudou durante sete anos no Liceu Alexandre Herculano, no Porto, donde transitou para a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), instituição que frequentou entre 1949 e 1955. Concluído o curso, Emílio Peres tornou-se Assistente de Clínica Médica na FMUP (1960 -1976) e, simultaneamente, exerceu a especialidade de endocrinologia no Hospital de S. João. Em 1976 integrou o Grupo de Trabalho Instalador do Curso de Nutricionismo da Universidade do Porto, que foi o embrião da actual FCNAUP. Para além prática clínica e da docência universitária na área da Endocrinologia, Emílio Peres foi um incansável divulgador das boas dietas alimentares, designadamente através das obras “Sopa, comida de pobre ou de filósofo?”, “Pão, insubstituível mitigador da fome” e “Devastar hortas e pomares”. Acresce que, enquanto cidadão activo e empenhado, Emílio Peres marcaria a vida cultural e política do Porto.


MONTRA

IDEIAS E PROJECTOS PARA O VALE DO LIMA

ÁLVARO DOMINGUES, CIDÁLIA SILVA, ANDRÉ TAVARES & IVO OLIVEIRA (TEXTOS) DAFNE EDITORA

“Bom dia senhor arquitecto. Como sabe, o ‘difuso’ é um território amalgamado de formas e de funções, para o qual se procuram, com aflição, soluções de projecto operativas e qualificadas (…). O que fazer?” Para que o “senhor arquitecto” cumprisse esta “missão” foi criado o “Concurso de ideias transições no Vale do Ave”, com a preocupação de conjugar “as dimensões pública e privada em simultâneo com as pressões financeiras e ambientais a que estão sujeitos os novos territórios do urbano”. Falamos de “estradas estreitas, congestionadas e sem espaço para peões, cruzadas por auto-estradas que descarregam camiões de grande porte; resquícios do ambiente rural que são suporte para grandes edifícios industriais e que se misturam com pequenas residências; habitações que servem para prestar serviços especializados às multinacionais”. Que novos territórios são estes? “Nem cidade, nem campo, nem urbano, nem rural”, “perante imagens como estas é difícil conservar a serenidade”, desabafa Álvaro Domingues, docente da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. A análise foi instrumento recorrente para as treze soluções “sensatas e exequíveis” encontradas (e agora publicadas em livro) para a transformação deste território, situado a Noroeste do país e composto por dez Concelhos. Balanço crítico dos resultados: “Missão Impossível no meio do difuso” é o título do epílogo.

PRÉMIOS NOBEL DE FISIOLOGIA OU MEDICINA DESENHOS DE ABEL SALAZAR

FMUP

FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DO PORTO

Os desenhos: uma das facetas de Abel Salazar, ou o “intérprete relevante dessa promiscuidade sublime que existe entre a Medicina e a Arte”, como lhe chama Serafim Guimarães (Professor Emérito). Ao todo são trinta os desenhos de Prémios Nobel de Fisiologia ou Medicina. Foram encomendados a Abel Salazar pelo director do Instituto Pasteur de Lisboa e a Faculdade de Medicina da U.Porto publica-os, agora, em livro. O médico e professor licenciou-se, com 20 valores, naquela que viria a designar-se por FMUP. “Ensaio de Psicologia Filosófica” é o nome da tese de doutoramento que defendeu em Julho de 1915. Começou a dar aulas na Faculdade um ano antes de ter defendido a tese e cinco anos depois é nomeado director do Instituto de Histologia e Embriologia da FMUP. A multidisciplinaridade aplicada à actividade científica é, de resto, espelho da paixão transversal que tinha pela vida toda. Começou pelo estudo da anatomia do sistema nervoso central, mas depressa o seu interesse se miscigenou com outras áreas, como o glomérulo renal (a unidade funcional dos rins), o ovário do coelho ou até a hematologia (ciência que tem por objecto de estudo o sangue). Para além da pintura, do desenho e da gravura, publicou vários artigos de filosofia sobre história e crítica de arte e deu conferências sobre temas sociais, políticos e economicos. Fazer caricaturas de colegas e estudantes era hábito seu.

ESTUDOS EM HOMENAGEM A MARGARIDA LOSA ANA LUÍSA AMARAL E GUALTER CUNHA (ORGANIZAÇÃO) FACULDADE DE LETRAS DA UNIVERSIDADE DO PORTO

Por terem sido as áreas que Margarida Lieblich Losa mais trabalhou, foi à Literatura Inglesa, à Literatura Norte-Americana e à Literatura Comparada que os autores deste livro foram buscar os ensaios e textos que dão corpo à homenagem a esta investigadora e docente que dedicou 23 anos de trabalho à Faculdade de Letras da U.Porto (FLUP). Nascida em Março de 1943, Margarida Losa licenciou-se em Filologia Germânica na Universidade de Lisboa, tendo conseguido o Grau de Doutor em Literatura Comparada pela Universidade de Nova Iorque, em 1988, e, no mesmo ano, a equivalência ao Grau de Doutor em Literatura Norte-Americana pela Universidade do Porto. Em 1975 torna-se docente de Introdução aos Estudos Literários, Sociologia da Literatura e Literatura Comparada da FLUP, onde, em 1995, passa a Professora Associada, já depois de ter sido co-responsável pela criação do Curso de Mestrado em Estudos Anglo-Americanos. Até 1999, último ano de vida, foi desempenhando vários cargos em associações profissionais e científicas, entre eles, o de presidente da Direcção da Associação Portuguesa de Estudos Anglo-Americanos, de presidente da Direcção da Associação Portuguesa de Literatura Comparada e de presidente do Conselho Pedagógico da FLUP. Apesar de formalmente criado em 1985, o Instituto de Literatura Comparada só em 1997 veio a iniciar uma actividade de investigação regular, graças ao empenho de Margarida Losa. De resto, a inclusão do seu nome na designação do instituto já pretendeu funcionar como uma homenagem ao trabalho da investigadora. 39

ARQUITECTURA EM LUGARES COMUNS


EMPREENDER

Nem sempre o empreendedorismo tem um fim empresarial e a inovação é um factor de competitividade económica. Também na busca do bem comum o espírito empreendedor é bem-vindo, tal como o são novos métodos e técnicas de intervenção na sociedade. Assim pensou Carlota Quintão, a mentora da A3S, uma associação que visa promover a sustentabilidade do Terceiro Sector e o empreendedorismo social. São já treze os associados, muitos deles antigos alunos da Universidade do Porto.

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RICARDO MIGUEL GOMES

Um projecto de vida”. É assim que Carlota Quintão define o que é para si a entidade a que preside, a A3S – Associação para o Empreendedorismo Social e a Sustentabilidade do Terceiro Sector. A antiga aluna de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto não teve dúvidas em renunciar ao emprego numa empresa de consultoria para abraçar um projecto que, como o nome indica, visa servir o outro, sem contrapartidas pessoais óbvias. Parece à primeira vista um propósito ultrapassado ou até mesmo irrealista no competitivo mundo de hoje, mas o que é certo é que a abnegação de Carlota Quintão teve seguidores. Treze associados com currículos diversos, mas onde avultam investigadores das Ciências Sociais com ligações à U.Porto, compõem actualmente a A3S, uma associação constituída a 19 de Dezembro de 2006. Com um percurso pessoal ligado a projectos de luta contra exclusão laboral e a discriminação de minorias, Carlota Quintão teve a ideia de criar a A3S no decurso da investigação para uma dissertação de mestrado, onde analisava, precisamente, o Terceiro Sector. “Fiquei apaixonada e tomei a decisão de abandonar o emprego, para avançar na área do Terceiro Sector. Para mim não faz sentido estar a trabalhar no sector privado, onde toda a minha energia e criatividade vão contribuir, em última instância, para engrossar os bolsos dos accionistas. Sobretudo porque, cada vez mais, assistimos a uma selvajaria na gestão dos recursos humanos”, explica. Simultaneamente, Carlota Quintão verificou que as suas ideias e valores eram partilhados

por pessoas com que se ia cruzando na vida pessoal e académica. Entre estas, as sociólogas Ana Luísa Martinho e Cristina Parente, com quem realizou um estudo sobre economia social. A assembleia fundadora da A3S teve lugar a 30 de Setembro de 2006, uma vez decidida a natureza jurídica que o projecto assumiria dentro das hipóteses organizativas do Terceiro Sector (associação, mutualidade, cooperativa, fundação, entre outras). A opção recaiu sobre o associativismo, considerado por Carlota Quintão a “forma mais leve e flexível” de organização. Logo, a mais indicada para “integrar, de forma absolutamente democrática, todos aqueles que, partilhando princípios e valores comuns, pretendiam colaborar com A3S”. A missão da A3S é, portanto, promover a sustentabilidade do Terceiro Sector e o empreendedorismo social. Estes dois conceitos provavelmente nada dizem à maioria dos portugueses, embora estejam relacionados com o que há de mais básico na vida em comunidade: a defesa da dignidade humana e a preservação dos recursos ao dispor da humanidade. Neste sentido, o Terceiro Sector abarca um conjunto vasto e heterogéneo de organizações que perseguem o bem comum. Isto significa que procuram responder às necessidades (sociais, económicas, ambientais, culturais, jurídicas, laborais….) da comunidade, com a particularidade de o fazerem segundo princípios de democraticidade, valorizando as pessoas, recusando a maximização do lucro e assumindo uma natureza voluntária. Já o empreendedorismo social é entendido como a iniciativa ou a vontade de criar valor social acrescentado, a partir de práticas inovadoras de intervenção na sociedade. Há, portanto, uma ruptura com as convencionais metodologias de apoio social, o que decorre da assunção dos princípios do Terceiro Sector e da adopção da lógica da eficiência empresarial em projectos assistencialistas.


Tendo como pano de fundo este conjunto de competências, a A3S “pretende integrar uma nova geração de organizações dentro do Terceiro Sector. Nova por causa do nosso objecto de intervenção e do tipo de organização de I&D, mas também porque nos assumimos como uma empresa social. Queremos intervir de forma inovadora, sustentada e com recurso a instrumentos de gestão empresarial”, esclarece Carlota Quintão. Nesta medida, esperam ser “auto-sustentáveis” e “estar no mercado a concorrer com outras organizações na prestação de serviços de consultoria, formação e investigação”. Contudo, “se criarmos excedente – e o objectivo é criar excedente, segundo princípios de justiça social e outros –, ele será reinvestido no bem colectivo”, garante. Carlota Quintão admite existir uma “matriz ideológica” subjacente ao projecto, lembrando que, “já no século XIX, o cooperativismo e o mutualismo eram formas de resistência à hegemonia do capitalismo”. Com base nesta premissa, acredita que o Terceiro Sector “é a alternativa mais credível no momento actual e aquela onde faz mais sentido trabalhar”. É que “o funcionamento do mercado e as políticas neoliberais estão a criar uma dualidade cada vez maior entre ricos e pobres”, acrescenta.

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Inovar no Terceiro Sector Neste contexto, a secretária de direcção da A3S, Ana Luísa Martinho, destaca como grandes propósitos da associação: “estudar e investigar o Terceiro Sector”, pois este “é bastante desconhecido, difuso e heterogéneo”; “trabalhar a identidade do Terceiro Sector”, de modo a que “as organizações se conheçam melhor”; “prestar serviços de consultoria e apoio às organizações do Terceiro Sector”, nomeadamente “ao nível da organização interna e da sustentabilidade económico-financeira”; e “promover parcerias e o trabalho em rede entre as organizações”, procurando assim “definir o que estas podem fazer em conjunto, no âmbito do Terceiro Sector”. Para concretizar estes propósitos, a A3S beneficia das competências pessoais dos seus associados, que vão desde o planeamento estratégico ao marketing/comunicação, passando pela gestão de recursos humanos, a organização de eventos, a qualificação e apoio à certificação de adultos, a concepção, planeamento e gestão de projectos, o desenvolvimento e qualificação organizacional, a implementação de sistemas de prestação de contas sociais, económicas e ambientais, entre outras actividades. “Obviamente que não podemos intervir em todas as áreas do Terceiro Sector, nem é esse o nosso objectivo. Só aceitamos realizar trabalhos que estão ao alcance das nossas competências”, garante Carlota Quintão.


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ALMA MATER


RMG

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UM RITUAL DE ENTREGA

De um lado, a cabeça curvada em perscrutação, o olhar absorto e esquadrinhador, as mãos intrusivas, impertinentes, vasculhando a boca com instrumentos pontiagudos: o escavador, a espátula, a sonda dentária, o espelho bocal, a pinça… Do outro lado, a vulnerabilidade absoluta. O corpo recostado na cadeira, a cabeça pendendo para trás em esvaimento, o olhar perdido e suplicante, a boca rasgando os limites da sua amplitude. Há como que uma submissão tácita do observado em relação ao observador. Um ritual de entrega, de desprendimento, de fé, perante quem domina a técnica. Nesta coreografia de gestos e esgares, de movimentos e pausas, os estudantes da FMDUP aprendem um ofício que lhes irá ocupar o fio dos dias. Ataviados com batas imaculadamente brancas e máscaras a sonegar as expressões faciais, ganham desde logo a aura de credibilidade que é exigida a quem trata das corrupções do corpo. Também neste caso, o hábito faz o monge. Mas, para lá da indumentária, há todo um saber que é transmitido e cientificamente experimentado com o recurso a sofisticados equipamentos. Na FMDUP não faltam, sequer, uns bonecos boquiabertos e eternamente espantados a fazer lembrar, aos mais saudosistas, o vídeo “The Robots”, dos Kraftwerk.


VIDAS & VOLTAS

REITOR PARA UM PERÍODO CONTURBADO

MANUEL DA SILVA PINTO (1913-1983)

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O oftalmologista e professor da Faculdade de Medicina Manuel da Silva Pinto exerceu as funções de reitor por um curto período de tempo, conturbado política e socialmente, mas desenvolveu acções que marcaram a vida da Universidade do Porto. No ano em que se assinalam 25 anos sobre o falecimento deste académico que não consta da galeria de reitores, a U.Porto encomendou o respectivo retrato e está prestes a corrigir este “pequeno lapso” da história da Universidade, como classificou Machado da Silva, membro da então equipa de Silva Pinto.

Estávamos nesta fase inicial dos trabalhos, quando chegou à Reitoria o arq.º Fernando Lanhas: estava desesperado porque a Casa Primo Madeira ia ser demolida e realizado no local (…) uma urbanização, tipo Foco; a última esperança era a Reitoria, já tinha tentado tudo!”. Aristides Guedes Coelho, professor jubilado da Faculdade de Engenharia e então membro da equipa reitorial em início de funções, relata assim um momento marcante da história da U.Porto que conduziria à criação do Círculo Universitário e do Pólo 3, no Campo Alegre. Manuel da Silva Pinto, professor da Faculdade de Medicina, fora indicado pela tutela como professor decano, para exercer as funções de Reitor e perante as razões de saúde invocadas por Correia de Araújo e Correia da Silva. A nomeação chegava via ofício, a 23 de Novembro de 1976: “Dada a exoneração do Vice-Reitor dessa universidade e atendendo às razões de saúde invocadas pelos Professores Correia de Araújo e Correia da Silva, passa a caber ao Professor Manuel da Silva Pinto, da Faculdade de Medicina, o exercício das funções de Reitor”. “Simples e sumária, como está sendo a actuação do ministro Sottomayor Cardia, aqui está um exemplo de desburocratização da máquina do Estado”, publicava, com alguma ironia, O Comércio do


Homem íntegro e frontal O período da gestão de Silva Pinto foi politicamente muito conturbado. O próprio professor foi nomeado para as funções de reitor num clima de contestação estudantil ao então decreto de gestão das universidades e ao secretário de Estado do Ensino Superior, Sottomayor Cardia, que acabou por levar ao encerramento da Faculdade de Economia. A pacificação terá sido um dos grandes méritos do trabalho realizado por Silva Pinto, concorda Machado da Silva, que com a sua personalidade austera de “antes quebrar que torcer” e uma ética acima de qualquer suspeita, caracteriza, soube ser coerente num contexto de instabilidade. Uma das medidas, por exemplo, foi a atribuição de um espaço para a Associação dos Antigos Orfeonistas, quando ainda se confrontavam as tradições académicas e o clima estudantil gerado na Revolução de Abril. “Não podemos perder a oportunidade de aproximar os antigos orfeonistas dos novos”, justificou o então reitor. “Foi o primeiro passo para a pacificação da Academia”, considera Aristides Guedes Coelho. Mais tarde, Silva Pinto terá recusado o convite para assumir, em pleno, o cargo de reitor, depois de falar com os restantes membros da equipa, apesar das vantagens económicas que lhe traria. Manuel da Silva Pinto, nascido em S. Roque, Oliveira de Azeméis, em 4 de Setembro de 1913, foi caracterizado pelo O Comércio do Porto, em 24 de Novembro de 1976, como uma “pessoa modesta”, usando a expressão “aqui está o aldeão” para se designar a si próprio. Mas também um homem que estava habituado a “chamar as coisas pelos seus nomes”. Profissionalmente, foi XIII membro da Academia Ophthalmolgica Internacionalis, com sede nos EUA, que tinha apenas 50 sócios de entre os mais destacados da oftalmologia mundial, e inspirou o Prémio Silva Pinto, atribuído pelo Serviço de Oftalmologia do Hospital de S. João. Foi chefe deste Serviço e, segundo o Jornal de Notícias de 25 de Novembro, terá impulsionado, em Portugal, a instituição de um banco de olhos. Rigoroso e muito respeitado na sua área, dele se dizia ser “Silva” para os seus estudantes e “Pinto” para os mestres. Com a colocação do retrato na galeria de reitores, já encomendado pela actual equipa reitoral, Machado da Silva considera que se corrige um “pequeno lapso” da história da Universidade e faz-se jus ao homem, ao académico e ao trabalho que deixou.

JOÃO CORREIA

Rampa de lançamento do Pólo 3 Após o alerta lançado por Fernando Lanhas acerca da casa Primo Madeira, Aristides Guedes Coelho relata: “O Prof. Silva Pinto pediu-me que o [edifício] fosse ver; (…) ficámos encantados e imaginámos: a Casa, remodelada, para a Reitoria, e a construção dum edifício, nos Jardins, para os Serviços”. O edifício estava quase a ser vendido e era preciso actuar rapidamente. Após um telefonema para o secretário de Estado das Obras Públicas foi dada autonomia para negociar até 20.000 contos. À saída de uma reunião com o proprietário, houve um encontro inesperado, mas crucial, conta ainda Aristides Guedes Coelho, com o presidente da Câmara: “Estranhou ver-me ali. Expliquei-lhe o ‘negócio’ (…), sugeriu-me reunirmo-nos na Câmara para observar as plantas topográficas da zona do Campo Alegre, onde a CMP dispunha de vários terrenos que tinham sido expropriados para a construção dos acessos à Ponte da Arrábida”. Na reunião que se seguiu, conta ainda, “os responsáveis da CMP manifestaram a ‘intenção’ de pôr esses terrenos à disposição da U.Porto. (…) Era uma grande área disponível, o que nos levou a classificar a zona do Campo Alegre como o Pólo 3, em complemento dos já consagrados Pólo 1 (Centro) e Pólo 2 (Asprela). (…) Pouco tempo depois foi entregue uma proposta na Câmara, tendo o princípio da cativação dos terrenos sido aceite favoravelmente. Contudo, a posse efectiva aconteceu só mais tarde, durante o mandato do reitor Alberto Amaral”. Outro episódio marcante, de maior visibilidade na vida da U.Porto, durante o mandato de Silva Pinto, aconteceu em Dezembro de 1976, com a inauguração oficial do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar.

Ora que bem vai ficar aqui uma legenda escrita por quem sabe...

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Porto a 24 de Novembro desse ano. Ao Diário de Notícias (de 25 de Novembro de 1976), o recém-nomeado reagia já a alguma contestação estudantil pela forma não electiva como fora escolhido: “Estou a exercer as funções interinamente, pois só assim aceitei o cargo, já que defendo e sempre defendi a ideia de que as vagas de reitoria na universidade deverão ser preenchidas através de uma eleição efectuada por todo o corpo docente”. “Cumpri um dever – e mais nada”, comentava ao Diário de Popular na mesma data. A equipa, para a qual foram escolhidos Aristides Guedes Coelho e Machado da Silva, professor da Faculdade de Ciências, esteve em funções pouco tempo, entre Novembro de 1976 e Maio de 1978, data da tomada de posse do novo reitor Campos e Matos, e após demissão de Silva Pinto. Ruy Luís Gomes, o primeiro reitor do pós-25 de Abril, jubilara-se em 1975, ficando o vice-reitor José Morgado a exercer o cargo de reitor interinamente. Mas, segundo a imprensa da época, não concordaria com a política do secretário de Estado Sottomayor Cardia e foi pedindo à tutela para escolher um novo reitor. Meses depois, a tutela avançou para a nomeação de Silva Pinto.


VINTAGE

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JOÃO CORREIA

I

A medição da localização de um ponto no terreno pode ser, à sua escala, uma aventura. A exposição “Descrição do Lugar” (etimologia da palavra “topografia”) traça um panorama cronológico da actividade e dos seus aparelhos desde o tempo da Academia Real da Marinha e Comércio, nos alvores do século XIX.

ntrépidos aventureiros por detrás de sólidos tripés, a olhar através de um óculo comandado por um conjunto de pequenos parafusos, vão passando nas imagens da evolução da topografia. A exposição agora patente na Biblioteca da Faculdade de Engenharia, até 5 de Outubro, traça um panorama cronológico desta actividade de medição matemática da cota e localização de um ponto do terreno. Alguns dos locais são os mais recônditos que se pode imaginar: alta montanha, floresta tropical e até o Grand Canyon, parecendo que o topógrafo enfrenta sozinho o gigantismo e a beleza da paisagem, não fosse saber-se que existem, pelo menos, mais dois – alguém que, do outro lado, segura no ponto de referência, a mira, visualizada através do aparelho, chamado teodolito, e, claro, quem tira a fotografia. As imagens dão vontade de ser topógrafo. Mas, embora a grandiosidade da paisagem seja uma excepção e não a regra, para além do necessário trabalho de gabinete, a profissão exigia sempre um certo grau de aventureirismo, simpatia e capacidade para ultrapassar as dificuldades. Filho e sobrinho de topógrafos, António Vasconcelos foi habituado desde cedo a conviver com tripés, níveis – que medem apenas cotas –, teodolitos – que medem também a localização

no plano – e miras. Esta experiência, muitas vezes a acompanhar quer o pai, quer o tio, acabou por ser muito importante na actividade profissional deste engenheiro civil, responsável pelas instalações da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e docente convidado do curso de Engenharia Civil. Fora das cidades, conta, muitas eram as ocasiões que exigiam facilidade de comunicação e algum poder de persuasão para convencer os proprietários a entrar nas suas terras e fazer medições. E coragem para, por vezes, enfrentar cães mais enfurecidos que os donos. Mas também empatia para conseguir refeições, embora pagas, de particulares em zonas onde nem as velhas tabernas existiam. De um tempo em que muito se jogava na paciência, resistência e equilíbrio de alguém, com pouco que fazer, que se dispunha a segurar a mira para onde se apontava o aparelho, chegou-se à era dos aparelhos comandados à distância e que adivinham o movimento do alvo que serve de referência. Acompanhando a evolução da ciência e tecnologia, os aparelhos de leitura do terreno deram um enorme salto durante o século XX, culminado na que já foi considerada a quarta geração, o GPS, embora estes não substituam totalmente os anteriores aparelhos de leitura de terreno.

Da observação directa à “estação total” Numa visão ampla da evolução cronológica da topografia, a primeira geração corresponderia a aparelhos de observação directa para avaliar ângulos, distâncias e desníveis de pontos no terreno e com recurso a tecnologia rudimentar. A segunda geração teria existido até aos anos 50 do século XX, impulsionada sobretudo pelos avanços na óptica e a partir do trabalho de Georg Friedrich Reichenbach (século XIX) e Henrich Wild (início do século XX). A terceira geração de aparelhos já consegue fazer a medição de algumas grandezas de forma automática e o registo da informação em formato digital, possibilitado pelos desenvolvimentos da electrónica. A evolução e popularização dos computadores permitiram alterações nos métodos de processamento, tratamento e registo dos dados até às cartas topográficas digitais. Os mais recentes teodolitos estão incorporados em máquinas designadas “estações totais”, que já fazem cálculos automáticos e podem trabalhar em conjugação com os computadores.


Com o GPS (iniciais de Sistema de Posicionamento Global, em inglês), a localização no espaço popularizou-se, fornecendo também a cota (a posição segundo o terceiro eixo, vertical, em relação ao nível do mar), mas nem por isso os topógrafos e as suas maquinetas de grande precisão deixaram de ser necessários. Os aparelhos de GPS mais comuns e acessíveis trazem consigo algumas imprecisões, mais acentuadas quanto à cota do ponto considerado, intoleráveis em cálculos rigorosos para a realização ou monitorização de obras de construção civil, por exemplo. Em contrapartida certos níveis podem garantir rigor nas cotas até aos centésimos de milímetro e as estações totais (ou os teodolitos) até aos milímetros. Até aos anos 60, os alunos de Engenharia Civil aprendiam a elaborar plantas topográficas através de levantamentos “à prancheta”, ou seja, um sistema de pontaria era colocado em cima de uma prancha com papel, onde se registavam directamente os pontos que se observavam no espaço próximo. Tinha-se uma noção mais concreta da determinação e representação dos pontos, reconhece António Vasconcelos. Mas, nos dias de hoje, há que aprender a trabalhar com os aparelhos disponíveis que permitem essa outra grande vantagem de cálculos mais rápidos e adequados aos prazos estabelecidos. A aprendizagem da topografia, agora semestral, faz-se no 1º ano do Mestrado Integrado em Engenharia Civil, na FEUP. Na formação de primeiro ciclo de Engenharia de Minas e Geoambiente, ainda na FEUP, a área surge associada a Cartografia e Sistemas de Informação Geográfica, enquanto na Engenharia Geográfica, Faculdade de Ciências, a área é leccionada no curso de primeiro ciclo e no de segundo, sendo neste último caso Topografia Aplicada, com a associação à Geodesia (cálculos de localização de pontos na Terra a escalas mais alargadas).

E opas, para aqui outra bela legenda!


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JOÃO CORREIA

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Associação dos Antigos Alunos da Faculdade de Economia da Universidade do Porto (AAAFEP) lançou, em Abril último, o Prémio Economista Revelação Manuel Baganha, cujo objectivo principal é “reconhecer e incentivar a excelência dos(as) graduados(as)” pela Faculdade. Trata-se, portanto, de um prémio ao qual podem concorrer os licenciados pela FEP, desde que, no ano civil a que o galardão respeita, tenham idade igual ou inferior a 35 anos. Com um valor pecuniário de 2.500 euros, o prémio será, nesta primeira edição, oferecido pelo ISFEP (Instituto de Investigação e Serviços da FEP) e patrocinado pela Caixa Geral de Depósitos. Resta dizer que o prémio vai ser entregue em cerimónia pública a realizar no dia 3 de Outubro de 2008, após apreciação das candidaturas e tomada da decisão final por um júri composto pelo presidente da Direcção da AAAFEP, Joaquim Branco, pelo director da FEP, José Costa, e por três antigos alunos da Faculdade: Miguel Cadilhe, Daniel Bessa e Oliveira Marques.

ealizou-se, no dia 21 de Junho, o 2º. Encontro dos Jovens do Século Passado, Presentes no Novo Milénio. A iniciativa reuniu novamente antigos alunos da Universidade do Porto, mais concretamente os caloiros de 1956 a 1960. O encontro arrancou com a recepção dos alumni no Salão Nobre da Reitoria da Universidade do Porto, seguida, ainda durante a manhã, de uma eucaristia pelos professores e colegas já falecidos e em acção de graças por todos os participantes na iniciativa. Depois de reconfortado o espírito com a missa celebrada na Igreja dos Carmelitas, os antigos caloiros trataram de apaziguar os imperativos do corpo com um almoço na cantina de Miragaia (CICAP). O repasto estendeu-se pela tarde fora, de forma a permitir, segundo os organizadores da iniciativa, “a reflexão e partilha sobre a aplicação e nível de importância dos conhecimentos adquiridos no período universitário para a [presente] actividade profissional”.


U.PORTO EM NÚMEROS

3 14 1

Campus Universitários University Campuses Faculdades Faculties Escola de Gestão Business School

2 265 1 522

Docentes (1860 ETI - 1312 doutores) Teaching Staff (1860 ETI - 1312 PhD) Docentes com doutoramento Teaching Staff with PhD

1 693

Funcionários Non-Teaching Staff

28 901 22 477 4 375 2 049 742 1 913 921 465 293 177 57 61 599 516 35 18 139 45 279 3 968 3 947 149,3

69 31 13 1 721 32 32 30 634 449 30 607 709 465 9 1 214 20 2 270 13 600 1,95 € 81

Estudantes Students Estudantes de 1º Ciclo e Mestrado Integrado 1 st cycle students Estudantes de 2º Ciclo /Mestrado 2 nd cycle students Estudantes de 3º Ciclo /Doutoramento PhD students Estudantes Post-Doc Post-Doc researchers Estudantes estrangeiros (7% do total) Foreign students (7% of total) em programas de mobilidade from mobility programmers em cursos de 1º Ciclo e Mestrado Integrado 1 st cycle students em cursos de 2º Ciclo (mestrado) 2nd cycle students em cursos de 3º Ciclo (doutoramento) PhD students investigadores Post-Doc Post-Doc students Nacionalidades diferentes Nationalities Universidades estrangeiras com protocolo de cooperação Programas de Formação Training programmes Cursos do 1º Ciclo / Licenciatura 1st Cycle degrees Cursos de Mestrado Integrado 1st + 2nd Cycle degrees Cursos de 2º Ciclo / Mestrado 2nd Cycle degrees Cursos de 3º Ciclo / Doutoramento 3rd Cycle degrees Cursos de Formação Contínua Continuing education courses Vagas disponíveis em 2007/08 (15,1% das vagas nacionais) Vagas preenchidas na 1ª fase do concurso nacional 2007/08 (99,5% das vagas preenchidas) Mais alta média ponderada do último colocado das universidades públicas Unidades de investigação Research Units Unidades com classificação “Excelente” e “Muito Bom” Research Units graded “Excellent” or “Very Good” Laboratórios Associados ao Estado Associate Laboratories Artigos científicos indexados na ISI Web of Science em 2006 (22,4% da produção nacional) ISI indexed scientific papers in 2007 Patentes em nome próprio Patents Spin-offs (empresas desenvolvidas na Universidade) Bibliotecas Libraries Títulos de Monografias Monograph Titles Revistas científicas disponíveis on-line Online Scientific Journals Downloads de artigos científicos Downloads of Scientific Papers Residências Universitárias Camas Unidades de alimentação (cantinas, bares, etc) Lotação das cantinas Refeições servidas por dia Preço de refeição em cantina de aluno de 1º ciclo Prémios e distinções científicas, de ensino e promoção cultural só no ano de 2006 Prizes and scientific distinctions, in teaching and cultural promotion only in the year 2006



UPorto Alumni #05