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EDIÇÃO INFORMATIVA DA CNT

CNT

ANO XIX NÚMERO 221 FEVEREIRO 2014

T R A N S P O R T E

O QUE

AT UA L

FALTA AO BRASIL Estudos da CNT apontam carências na infraestrutura de transporte do país. Leia entrevista com o ministro dos Transportes, César Borges

ESPECIALISTA MÁRCIO COELHO BARBOSA FALA DO TRANSPORTE NAS CIDADES


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CNT TRANSPORTE ATUAL

FEVEREIRO 2014

CNT

REPORTAGEM DE CAPA

TRANSPORTE ATUAL

Estudos técnicos divulgados pela CNT, em 2013, apontam a necessidade de soluções urgentes e mais investimentos em todos os setores da atividade transportadora para que país tenha uma infraestrutura capaz de fomentar o crescimento econômico Página 20

ANO XIX | NÚMERO 221 | FEVEREIRO 2014

ENTREVISTA

Márcio Coelho Barbosa fala sobre transporte urbano PÁGINA

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AVIAÇÃO • Companhias aéreas ampliam os canais de autoatendimento e registram aumento na adesão dos clientes

CAPA RODRIGO GUILHERME/CNT

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AQUAVIÁRIO

EDIÇÃO INFORMATIVA DA CNT CONSELHO EDITORIAL Bernardino Rios Pim Bruno Batista Etevaldo Dias Tereza Pantoja Virgílio Coelho Wesley Passaglia

FALE COM A REDAÇÃO (61) 3315-7000 • imprensa@cnt.org.br SAUS, quadra 1 - Bloco J - entradas 10 e 20 Edifício CNT • 10º andar CEP 70070-010 • Brasília (DF)

Tecnologia 3D ganha espaço na indústria naval PÁGINA

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ESTA REVISTA PODE SER ACESSADA VIA INTERNET:

www.cnt.org.br | www.sestsenat.org.br

EDITORA RESPONSÁVEL

Vanessa Amaral [vanessa@sestsenat.org.br] EDITOR-EXECUTIVO Americo Ventura [americoventura@sestsenat.org.br]

ATUALIZAÇÃO DE ENDEREÇO:

atualizacao@cnt.org.br Publicação da CNT (Confederação Nacional do Transporte), registrada no Cartório do 1º Ofício de Registro Civil das Pessoas Jurídicas do Distrito Federal sob o número 053. Tiragem: 40 mil exemplares

FERROVIAS

SEGURANÇA

Uso de areeiros Freios ABS e reduz o tempo de airbag agora são parada dos trens itens de série

Os conceitos emitidos nos artigos assinados não refletem necessariamente a opinião da CNT Transporte Atual

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www.

cnt.org.br

BNDES deve desembolsar mais de R$ 10 bi para financiar projetos na área de logística em 2014

PARCERIA • Empresas apoiam o projeto do Museu

Os recursos estão previstos nas linhas de financiamento da instituição para os modais ferroviário, rodoviário e investimentos em infraestrutura no setor de transportes. O crédito também pode contemplar projetos de eficiência energética, aquisição, importação e leasing de bens de capital e planos de investimentos para micro, pequenas e médias empresas. Do montante, R$ 2,4 bilhões irão para portos, R$ 2,6 bilhões para aeroportos, R$ 1,7 bilhão para ferrovias e R$ 3,8 bilhões para rodovias.

Brasileiro do Transporte e assinam cotas de patrocínio para a sua construção em Campinas (SP) PÁGINA

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CARGAS

LOGÍSTICA

Os cuidados na hora de comprar uma carreta

Serviços oferecem mais facilidades para as empresas

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58 Curso prepara condutores para transportar cargas indivisíveis

SAÚDE

Seções Alexandre Garcia

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Duke

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Mais Transporte

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Boletins

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Tema do mês

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Opinião

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Cartas

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Medicamentos simples podem oferecer riscos PÁGINA

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SEST SENAT

As palestras que serão oferecidas em 2014 PÁGINA

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“Será que essa gente - os que produzem e os que transportam - tem sido bem tratada como merece?” ALEXANDRE GARCIA

Responde sem ser ouvido

B

rasília (Alô) - O campo, em 2013, mais uma vez segurou o Brasil. A indústria sofreu, o comércio teve desempenho medíocre e o campo continuou respondendo, mesmo sem ser ouvido. A safra de grãos cresceu 16,2% - oito vezes o crescimento do PIB. Como a área colhida cresceu metade disso - 8% - conclui-se que aumentou, mais uma vez, a produtividade. Planta-se com planejamento e inteligência. Soja, milho e arroz representaram 92% do total colhido. A soja cresceu 24%, e já somos os campeões mundiais, ultrapassando os Estados Unidos em quantidade, já que faz anos os ultrapassamos em produtividade. O milho cresceu 12% e o arroz, 3,2%. Os heróis do campo colheram 188,2 milhões de toneladas, segundo os números oficiais, e, neste ano, a colheita de grãos deve ultrapassar 200 milhões de toneladas. Conto isso para mostrar o quanto a terra pode dar, mas também para mostrar outro milagre: o do transporte das safras em poucos trens, milhares de caminhões a superar obstáculos e portos atrapalhados. Uma logística cheia de desafios que, no entanto, ainda ajuda o campo a salvar o PIB e a balança comercial. Mas será que essa gente - os que produzem e os que transportam - tem sido bem tratada como merece? O campo tem sido atormentado sem tréguas.

Não apenas a agricultura, mas também a pecuária. O MST ameaça, a Funai ameaça, os fiscais da Previdência e do Trabalho rondam com exigências inacreditáveis, o Ibama se junta ao cerco, sem contar com as ONGs estrangeiras que só se interessam pela Amazônia, onde há pouca gente, e não tem interesse pelo Nordeste, onde há tanta gente com baixa qualidade de vida. Pois a despeito de tudo isso, a produção de alimento responde com a percepção de que a maior necessidade do planeta sempre será de comida. O que dizer, então, do escoamento dessa riqueza? Pedágios ilegais praticados por índios, estradas intransitáveis, pistas malfeitas, perigosas, assaltos nas estradas e nos pontos de descanso dos motoristas, filas intermináveis nos portos e a insaciável sede de tributos por parte de um Estado que não presta bons serviços públicos. Se o Estado quer se meter na atividade econômica, que se meta para estimular, não para atrapalhar. Ainda bem que a cabotagem está acordando de uma longa letargia: arroz gaúcho já está indo para o Nordeste em contêiner, por navio. Neste 2014, enquanto a cidade estiver de férias, com Carnaval, Semana Santa, feriadões, Copa do Mundo e eleições, o campo vai estar trabalhando 24 horas por dia, como sempre, e o transporte vai estar rodando sem parar.


CNT TRANSPORTE ATUAL

Duke

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“O colapso das nossas cidades é iminente. Temos um volume de mas faltam projetos. É preciso, talvez, ensinar as cidades a caminhar,

ENTREVISTA

MÁRCIO COELHO BARBOSA - ESPECIALISTA EM TRANS

Prioridade ao POR

m 2050, a expectativa é que 95% da população brasileira viverá em grandes centros urbanos. Hoje, segundo dados do Censo 2010, divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), esse percentual já é de 84,3%. Os números fazem acender a luz de alerta para diversas necessidades básicas e aspectos sociais e que precisam ser oferecidos para todo esse contingente. No setor de transporte, o esgotamento das cidades, em relação à mobilidade das pessoas, é a principal preocupação. Para Márcio Coelho Barbosa, especialista em transportes públicos pelo Instituto de Ciências dos Transportes da Universidade de Colônia, da Alemanha, dar prioridade ao transporte urbano coletivo é fun-

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LIVIA CEREZOLI

damental para que as cidades não cheguem ao caos. Na visão dele, a criação de pedágios urbanos pode ser uma solução viável para restringir o uso do automóvel no Brasil. “É aquela velha história, a parte mais sensível do homem é o bolso. Mas não é só cobrar. É preciso mostrar que existem outras coisas em jogo com a restrição do uso do carro, como é o caso da melhoria da qualidade do ar, da saúde e da qualidade de vida da população, e do futuro de todos nós.” Barbosa é mestre em engenharia de produção pela UFF (Universidade Federal Fluminense). Atualmente é superintendente do Setrerj (Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro), professor de Logística de Transporte e Turismo Rodoviário

do Observatório de Inovação do Turismo da FGV (Fundação Getúlio Vargas) e membro do Conselho Consultivo da UCT (Universidade Corporativa do Transporte), instituição vinculada a Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro). Nesta entrevista concedida à CNT Transporte Atual, ele faz uma análise da mobilidade nas cidades brasileiras e ressalta a importância da integração entre os diversos modais. Que análise pode ser feita do transporte público nas cidades brasileiras? Não diria que é uma análise ruim quando avaliamos do ponto de vista do início de um novo linear. Felizmente, as administrações públicas perceberam que a

mobilidade da população urbana está muito comprometida e que algo precisa ser feito a favor dela. Hoje, já temos administradores públicos que não mais imaginam que investir em transporte é apenas construir uma ponte ou alargar uma rua. Eles já estão percebendo que esse tipo de investimento só favorece o automóvel particular. Quando olhamos para a evolução, para a história do nosso transporte, percebemos que ele está intimamente ligado à gestão municipal, e isso, lamentavelmente, passa ou passava por um processo no qual as obras eram tidas como eleitoreiras e em sua grande maioria eram realizadas para obtenção de votos. Ninguém investia em transporte coletivo de massa porque o retorno é mais demorado e ele só viria em uma próxima administração.


ARQUIVO PESSOAL

recursos bastante significativo, a elaborar bons projetos”

PORTE PÚBLICO

coletivo Isso fez com que muitos gestores municipais, em um passado bastante recente, priorizassem a ampliação de ruas e de pontes porque isso dá mais voto. O tempo de maturação de uma obra dessas é mais rápido, então o prefeito mesmo anuncia, faz e inaugura. Falando dessa necessidade de priorizar o transporte coletivo, a nova Política Nacional de Mobilidade Urbana já prevê medidas de restrição ao uso do automóvel individual. Como esse tipo de medida pode ser implantado no Brasil? Quando falamos desse assunto, é preciso deixar bem claro que, em nenhum momento, queremos punir as pessoas que têm automóveis. Não é dizer para elas que nunca mais poderão ter um carro particular. É claro que elas podem

ter, mas precisamos conscientizar as pessoas que esse automóvel deve ser usado para os deslocamentos que não são pendulares. Aquele deslocamento que você faz todo dia para o trabalho, de ida e volta apenas, não faz sentido ele ser realizado por veículo particular. Nas cidades, não podemos privilegiar estacionamentos públicos e vias para esses carros. Quem se dispuser a utilizar o automóvel, precisar estar ciente e ter condições de bancar o custo disso. O senhor acredita que o Brasil está se preparando para esse tipo de ação? Surpreendentemente, acredito que estamos sim. É claro que esse é um processo, que precisamos ir além para realmente começar. Infelizmente, nossos prefeitos ainda têm muito medo so-

bre a aplicação de normas punitivas que priorizem o coletivo. Mas isso já está mudando. A própria população já está percebendo que não é mais viável levar três horas para se chegar ao trabalho. Todo mundo hoje tem uma reflexão mais apurada do que realmente é investimento. Mas muitas pessoas criticam, por exemplo, as faixas exclusivas em algumas cidades. O nosso problema é cultural? Eu não posso ousar em convidar você a deixar seu carro em casa se eu não te ofereço um transporte público de qualidade. Então, a primeira coisa a ser feita é investir em um grande projeto de trans-

porte urbano para que as pessoas tenham vantagens nesse sistema. Quando o conforto for próximo daquele que o carro oferece, quando o tempo for mais rápido, as pessoas vão optar pelo transporte público. Pode ser que a rádio que toca no ônibus não seja a sua preferida, mas você vai ter mais tempo no seu dia porque esse sistema de transporte tem prioridade na via. A partir disso, você começa a restringir o uso do automóvel e somente quem tem realmente disposição para pagar um estacionamento particular ou um pedágio urbano vai utilizar o carro particular. É possível pontuar que modelo de transporte público de-


veria ser priorizado no Brasil para resolver esse impasse da mobilidade? O modelo tem que ser aquele em que é possível perceber que a maioria da população está servida por um transporte coletivo. A nossa história mostra que temos uma tradição de utilizar o transporte rodoviário em maior quantidade. Um exemplo claro disso é a demora em obras de metrô. No Rio de Janeiro, por exemplo, ele levou 40 anos para chegar até Ipanema. Isso não é eficaz. Se existem soluções de transporte coletivo de menor custo e de tempo de maturação mais rápidos, eu particularmente prefiro investir neles. O que quero dizer com isso é que soluções de BRTs são bastante viáveis. Citando o Rio de Janeiro novamente, na cidade foi feita uma faixa seletiva na rua que já existe, sem redução de calçada. Também foi implantada uma grande sinalização vertical e horizontal, as paradas foram selecionadas de forma que nem todas as linhas parem nos mesmos pontos. No início, houve certa reclamação da população até a adaptação total, mas a aceitação hoje é absoluta. A vantagem desse modelo é o baixo investimento. Quando a gente se refere a que modelo adotar, eu acredito que há diversas graduações que os próprios gestores precisam analisar. Na minha ava-

liação, o que precisamos é dar prioridade ao coletivo. Como definir qual sistema de transporte público é melhor para determinada cidade? Isso se dá em função da capacidade de transporte, do investimento que precisa ser feito e do prazo de maturação. Quando se tem um sistema que a simples colocação de uma faixa seletiva dará uma velocidade comercial satisfatória, pode ser uma solução. Quando isso já está saturado, pode-se passar para o BRT, porque o veículo tem capacidade maior. Agora, nos centros urbanos muito congestionados e quando se tem recursos, não tenho a menor dúvida que a solução é o sistema metroferroviário. Quando comparadas com outras metrópoles, as grandes cidades brasileiras têm as menores extensões de metrô. O que dificulta a implantação desse sistema de transporte por aqui? O metrô é um sistema de transporte absolutamente caro. Ele é viável para centros urbanos altamente densos, que tenham recursos para investir. Os sistemas de transportes precisam ser pensados em níveis. Eu ainda acho que, antes de se implantar metrô, é preciso esgotar todas as possibilidades, como o BRT, por exemplo.

“Quando o conforto for próximo do que o carro oferece, e for mais rápido, as pessoas vão optar pelo transporte público”

Mas o ideal não é o planejamento em longo prazo, com previsão de crescimento de demanda? Esse eu chamaria de mundo ideal, em que eu não preciso hoje de metrô, mas eu já o construo prevendo a necessidade para daqui a 20 ou 30 anos. Mas a realidade orçamentária atual não tem permitido isso. Quem vai pagar e manter um metrô em uma cidade onde ele, teoricamente, ainda não é necessário? Não podemos esquecer esse lado. O ideal seria que a gente pudesse, efetivamente, abrir várias linhas de metrô, como Londres e Paris têm. Mas a nossa realidade inviabiliza isso. Independente da implantação de BRTs, VLTs ou metrô, co-


CPTM/DIVULGAÇÃO

“Eu acho que ainda temos um problema sério de gestão que não nos permite ter a visão do todo, da integração” SOLUÇÃO Transporte coletivo impede que cidades cheguem ao caos

mo promover a integração entre os diferentes sistemas de transportes no Brasil? Integração é a palavra-chave de tudo isso. Não adianta em nada eu ter um metrô eficiente que liga o ponto A ao ponto B, se quando as pessoas saltam dele, elas têm que caminhar longas distâncias ou até mesmo esperar por um sistema de transporte que não está alinhado com o metrô. A integração tem que ser completa: física, operacional e tarifária. Física é quando a pessoa sai do metrô subterrâneo, por exemplo, e na superfície existe um trem ou um ônibus que permite a continuidade do deslocamento. A integração operacional é aquela na qual os quadros de horários dos diversos sistemas não obriguem

as pessoas a esperar por horas pela segunda condução. E, por último, a tarifária. Você precisa dar algum benefício para aquele usuário que sai imediatamente do metr�� e precisar pegar um ônibus. Ele não pode, de jeito nenhum, pagar a tarifa cheia do metrô e depois do ônibus. Isso já não é permitido mais. Precisamos oferecer benefícios para que o usuário faça a integração. As obras que estão sendo realizadas no setor de transporte público no Brasil, como forma de preparação para os grandes eventos, como a Copa do Mundo e a Olimpíada, são suficientes para a demanda que se projeta? Eu não tenho muita preocu-

pação com os eventos. A minha preocupação é com a população que fica, que paga por isso e que precisa urgente de um sistema de transporte de qualidade. Fala-se muito em legado, eu nem sei se é esse o nome que deve ser usado. Depois que acabar a Copa, a Olimpíada, como nós, que moramos aqui, ficaremos? É preciso pensar nos benefícios que nós teremos. É claro que eu quero que os eventos sejam um sucesso, que os visitantes utilizem os sistemas de transporte de forma racional, mas eles ficam aqui 15, 20 dias, no máximo um mês. A minha preocupação real é com os moradores das cidades que vivem aqui e precisam diariamente de um sistema de transporte que permita a eles

um deslocamento eficiente e seguro. Eu acho que ainda temos um problema sério de gestão que não nos permite ter a visão do todo, da integração. Diante da obras que estão sendo feitas nas grandes cidades, quais o senhor citaria como exemplos de mobilidade urbana? São Paulo está com um grande projeto. É interessante perceber que as pessoas já entenderam que as cidades vão parar se a gente não olhar para a mobilidade urbana. O Rio de Janeiro também já tem grandes corredores. De maneira geral, percebo que os grandes centros têm se voltado mais para essa questão e já estão pensando de forma coletiva na mobilidade urbana. Que previsão pode ser feita em médio e longo prazo sobre a mobilidade urbana nas cidades brasileiras? Em médio prazo, eu fico muito preocupado. Está todo mundo agora falando em mobilidade, só que precisamos perceber medidas práticas e efetivas em favor dessa mobilidade. Lá na frente, eu acredito que ela virá porque não tem outro jeito. O colapso das nossas cidades é iminente. O que também me preocupa é a forma como os projetos estão sendo apresentados. Temos um volume de recursos bastante significativo, mas faltam projetos. É preciso, talvez, ensinar as cidades a caminhar, a elaborar bons projetos. l


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MAIS TRANSPORTE Sustentabilidade em quatro rodas A Ford apresentou o veículo conceito C-MAX Solar Energi Concept movido a energia solar. O modelo, desenvolvido pela Ford, em parceria com a SunPower e o Instituto de Tecnologia da

Georgia (EUA), oferece um híbrido plug-in, sem depender da rede elétrica ou combustível para recarregar a bateria. O projeto aproveita a energia do sol usando um concentrador especial que

atua como uma lente de aumento, direcionando os raios para os painéis solares no teto do veículo. Segundo a Ford, com uma carga completa (um dia inteiro de sol), o Ford C-MAX Solar deve oferecer

a mesma autonomia total do C-MAX Energi convencional, de até 1.000 km, incluindo 33,8 km somente no modo elétrico. O veículo conta com cabo de conexão para recarga em estação elétrica. FORD/DIVULGAÇÃO

AUTONOMIA Projeto da Ford aproveita a energia do sol

Novos slots para a Copa-2014 A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) autorizou todas as solicitações de slots (horários de chegadas e partidas), feitas pelas companhias aéreas, para voos regulares, no período de 6 de junho a 20 de julho, por causa da Copa de 2014. Foram

solicitados mais de 160 mil slots, o que representa, aproximadamente, 80 mil voos, incluídos ou alterados, para o período. Dentro desse número incluem-se 1.973 novos voos. Conforme a Anac, os pedidos foram atendidos considerando-se o número de

alterações apresentadas por cada companhia, além da capacidade de pista, de pátio e de terminal dos 25 aeroportos coordenados pela agência durante o Mundial. As rotas mais solicitadas foram Galeão/Ezeiza (Argentina); Brasília/Guarulhos;

Fortaleza/Guarulhos; Santos Dumont/Viracopos e Galeão/Aeroparque (Argentina). A redefinição da malha de voos regulares no período do Mundial foi necessária para atender à demanda específica para o evento.


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RECONHECIMENTO

Cepimar entrega Prêmio Técnico Modelo 2013 CEPIMAR/DIVULGAÇÃO

Cepimar (Federação das Empresas de Transportes Rodoviários dos Estados do Ceará, Piauí e Maranhão), por meio do Despoluir Programa Ambiental do Transporte –, entregou o troféu Prêmio Técnico Modelo 2013 ao técnico do programa em Fortaleza (CE), André Soares, como reconhecimento ao bom desempenho desenvolvido no ano de 2013. “É uma honra receber tal reconhecimento por parte da minha equipe. Ter sido o melhor técnico entre tantos colegas competentes é realmente um orgulho. Agradeço a todos os profissionais envolvidos no processo de realização das aferições, em especial ao coordenador do programa, Marcelo Brasil, e ao técnico Marcelo Oliveira por tornarem possível essa conquista”, declarou Soares. A solenidade aconteceu no

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TROFÉU André Soares é agraciado com prêmio da Cepimar

dia 24 de janeiro na sede da federação. Para conseguir a indicação de referência, os técnicos da Cepimar são avaliados com relação à média anual de aferições veiculares, de acordo com a meta estipulada pela Cepimar, assim co-

mo pela atuação em quesitos como disciplina, iniciativa, relacionamento com a coordenação e comunicação. Além desses quesitos, os técnicos deverão ter conhecimento e repassar informações aos transportadores so-

bre meio ambiente, manutenção e condução econômica. O Prêmio Técnico Modelo foi criado com o objetivo de reconhecer e gratificar o profissional da área que consegue se destacar no exercício de sua função.

WILSON SONS/DIVULGAÇÃO

Apoio offshore A Wilson Sons Estaleiros fechou um novo contrato para a construção de quatro OSRVs (Oil Spill Recovery Vessels), embarcações de apoio offshore especializadas no combate ao derramamento de óleo. As OSRVs serão operadas pela Oceanpact Serviços Marítimos. Cada embarcação tem 67 metros de

comprimento, 14 metros de largura e capacidade de armazenagem de 1.050 metros cúbicos de óleo derramado. O valor do contrato é de, aproximadamente, R$ 330 milhões. As OSRVs serão construídas no complexo de estaleiros da Wilson Sons, em Guarujá (SP). A previsão de entrega das quatro embarcações à Oceanpact é até 2016.

CONTRATO Complexo construirá quatro embarcações


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MAIS TRANSPORTE VALE/DIVULGAÇÃO

Gestão de Logística e Cadeia de Suprimentos Livro traz os principais temas da área, discutindo tópicos, como a logística de atendimento ao cliente, satisfação e relacionamentos, operações e gestão de materiais, tecnologia de logística e tecnologia da informação. De: David Grant, Ed. Saraiva, 376 págs., R$ 69

Novidade nos trilhos da Vitória a Minas A Vale investiu US$ 80,2 milhões na renovação da frota do trem de passageiros da EFVM (Estrada de Ferro Vitória a Minas). O trajeto de 664 km, que liga Belo Horizonte (MG) a Vitória (ES), vai operar com 56 novos carros, sendo 10 executivos (60 passageiros) e 30 econômicos (79 lugares). Os veículos vieram da Romênia.

Aeroporto de Curitiba se destaca Os serviços prestados nos 15 maiores aeroportos do Brasil receberam nota média de 3,79. A pesquisa foi feita pela Secretaria de Aviação Civil e faz parte do Relatório Geral dos Indicadores de Desempenho Operacional em Aeroportos, de abril a junho do

ano passado, divulgado em janeiro de 2014. Foram ouvidos 19,8 mil usuários da aviação civil, que atribuíram notas de 1 a 5 para itens como preços dos serviços, disponibilidade de carrinhos para bagagem, tempo de espera nas filas, limpeza,

informação de voo e restituição de bagagem. Com base nos resultados, foi calculada a média de cada terminal. O aeroporto com melhor resultado foi o de Curitiba (PR), com nota média de 4,21. O pior foi o aeroporto de Cuiabá (MT), com nota 3,43.

Planejamento de Transportes: Conceitos e Modelos A proposta do livro é introduzir profissionais e estudantes no conhecimento do processo de planejamento de transportes, apresentando conceitos e modelos que constituem a base para o entendimento desse processo. De: Vânia Barcellos G. Campos, Ed. Interciência, 188 págs., R$ 56


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AVALIAÇÃO

Segurança em alta no Up! Up!, novo modelo da Volkswagen a ser fabricado no Brasil, recebeu qualificação máxima em segurança para o passageiro adulto e a maior qualificação já outorgada para o passageiro criança. A avaliação foi realizada pelo Latin NCAP (Programa de Ava-

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liação de Carros Novos para a América Latina), lançado em 2010. O Latin NCAP concedeu a qualificação de cinco estrelas ao Up! depois de o veículo ser aprovado em dois testes de colisão: impacto frontal a 64 quilômetros por hora e impacto lateral a 50 quilômetros por hora.

A utilização das ancoragens superiores para sistemas de retenção infantil Isofix (sigla em inglês para “International Standards Organisation FIX”, norma para a instalação de cadeirinhas infantis) contribuiu para o bom desempenho do carro na proteção do passageiro crian-

ça. Ambas as qualificações 5 e 4 estrelas para passageiros adultos e crianças obtidas pelo Up! representam, em conjunto, a melhor combinação de resultados já outorgados pelo Latin NCAP. A previsão é de que o Up! seja lançado no mercado nacional em março. VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO

LANÇAMENTO O Latin NCAP concedeu a qualificação 5 estrelas ao Up! após o veículo ser aprovado em testes de colisão

Novos vagões na Norte-Sul Santos tem resultado recorde A VLI, empresa de logística integrada de carga geral, aumentou a frota de vagões da FNS (Ferrovia Norte-Sul) com a aquisição de 306 vagões, sendo 208 unidades do tipo hopper para o transporte de grãos e 98 vagões-tanque para combustíveis. A frota da VLI mais que dobrou em dois anos e saltou de 362, em

2011, para 877 unidades. A Ferrovia Norte-Sul está compreendida no corredor logístico Centro-Norte da VLI e se conecta à EFC (Estrada de Ferro Carajás). Essa rota garante o escoamento de produtos pelo porto do Itaqui, ligando os Estados do Maranhão e Tocantins aos mercados consumidores externos.

O porto de Santos registrou resultado recorde na movimentação de cargas em 2013: 114 milhões de toneladas, o que representa uma alta de 9% se comparado ao ano anterior. As exportações cresceram 10,5%, com destaque para os embarques de açúcar (19 milhões de toneladas, 15% a mais que em 2012), soja

(15,8 milhões de toneladas, alta de 16%) e gasolina (25,6% superior ao ano anterior). As importações cresceram 6,2%, com as maiores altas nas compras de gás liquefeito de petróleo (31,5%) e de trigo (23,9%). A previsão é que, em 2014, a movimentação em Santos chegue a 122 milhões de toneladas.


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MAIS TRANSPORTE PEDRO VILELA/AGÊNCIA I7/DIVULGAÇÃO

FedEx expande operações A FedEx Express, subsidiária da FedEx Corporation, empresa de transporte expresso, abriu sua primeira estação e loja em Belo Horizonte (MG). Seguindo o plano de expansão da companhia no

Brasil, foi aberta também a segunda loja no Rio de Janeiro (RJ). Conforme a Assessoria de Comunicação, as novas unidades estão inseridas em mercados estratégicos e vão oferecer mais

conveniência e facilidade de acesso aos serviços disponibilizados pela empresa. As novas unidades estão aptas para enviar e receber encomendas para mais de 220 países e territórios.

GOLDEN CARGO/DIVULGAÇÃO

Foco no agronegócio A Golden Cargo desenvolveu uma solução logística para atender às operações da FMC Química do Brasil (fabricante de defensivos agrícolas) na região conhecida como Mapitoba, que abrange os Estados do Maranhão, Piauí, Tocantins e Pará. O projeto consiste na utilização do CD (Centro de Distribuição) da Golden Cargo em Balsas (MA) para atender ao grande crescimento do agronegócio regional. A partir da nova base operacional, a empresa delineou toda a malha de atendimento da

FMC, tornando o Centro de Distribuição um ponto estratégico para a região com a tecnologia de armazenagem adequada às operações da FMC. Segundo Ricardo Melchiori, diretor de operações da Golden Cargo, ao utilizar a estrutura do CD, a FMC reduziu em 50% o tempo de atendimento a seus clientes, diminuindo o prazo de entrega pela metade. Outra expectativa da parceria é a redução dos custos de frete em 4%, considerando transferência, distribuição e armazenagem.

LOGÍSTICA Centro de Distribuição em Balsas (MA)


GASOLINA

Combustível com menor teor de enxofre Petrobras lançou novas gasolinas comum e premium de ultrabaixo teor de enxofre. Segundo a companhia, o combustível está sendo distribuído desde 1º de janeiro, substituindo integralmente, em todo o Brasil, as gasolinas ante-

A

riores. Os novos tipos são S-50, pois possuem teor máximo de enxofre de 50 mg/kg ou ppm (partes por milhão), o que representa uma redução de 94% em relação ao teor de enxofre das gasolinas anteriormente comercializadas.

Tais características possibilitam a introdução de veículos dotados de modernas tecnologias para o tratamento de emissões, além da redução de 35 mil toneladas por ano das emissões de SOx (óxidos de enxofre). Segundo a Petrobras, as novas gasoli-

nas vão reduzir as emissões de gases poluentes no escapamento de motores fabricados a partir de 2009 em até 60% de NOx (óxidos de nitrogênio), em até 45% de CO (monóxido de carbono) e em até 55% de HC (hidrocarbonetos). AGÊNCIA PETROBRAS/DIVULGAÇÃO

EMISSÕES Os novos tipos de gasolina permitem uma redução de 94% do teor de enxofre

IBERIA/DIVULGAÇÃO

Charme na cabine A piloto Marta Pérez-Aranda se tornou a primeira mulher comandante de voos transoceânicos da companhia aérea espanhola Iberia. Marta se tornou comandante em janeiro deste ano. Sete dias depois do título, ela operou seu primeiro

voo em um Airbus A-340-300, partindo de Mardri com destino a São Paulo (SP). Ela iniciou sua carreira como piloto na companhia em 1988. Em 2010, passou a comandar a frota de Airbus da empresa. A Iberia conta com 57 pilotos mulheres em seu quadro.

COMANDANTE Piloto Marta Pérez-Aranda, da Iberia


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MAIS TRANSPORTE MERCADO

Estabilidade no setor automotivo LIBRELATO DIVULGAÇÃO

Fenabrave (Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores) divulgou os números do setor em 2013. A federação considerou o resultado geral razoável. De acordo com a entidade, 2013 encerrou dentro das expectativas, considerando o desempenho apresentado pela economia brasileira. As vendas de todos os segmentos somados (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros, como carretinhas para transporte) apresentaram queda de 2,29% em 2013, no comparativo com 2012. Ao todo, foram emplacadas 5.458.671 unidades em 2013, ante as 5.586.525 registradas no ano anterior. Na opinião do presidente-executivo da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, o alto nível de endividamento da população, que ficou em 65% no ano, provocou certa limitação de crédito para a venda de automóveis. Para caminhões, ônibus, implementos, tratores e máquinas agrícolas, o desempenho foi positivo, em função da atividade agrícola e do PSI, programa de financiamento oferecido pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) com taxas deflacionadas. Segundo le-

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EM ALTA Venda de caminhões registra alta de 13,02%

vantamento da Fenabrave, em 2013, houve queda da inadimplência, que chegou a 6,8% para pendências acima de 90 dias. O mercado de caminhões registrou alta de 13,02% na comparação dos acumulados de 2013 e 2012. Foram emplacados 155.691 caminhões no ano passado, ante 137.752 unidades no mesmo período de 2012. O setor de ônibus cresceu 20,58% no comparativo entre

os acumulados de 2012 e 2013, passando de 29.546 unidades emplacadas para 35.628. Conforme a Fenabrave, na soma dos segmentos de caminhões e ônibus, o desempenho do ano foi positivo no acumulado, e também na comparação entre novembro e dezembro do ano passado. Ao todo, foram emplacadas 191.319 unidades em 2013, contra 167.298 no ano anterior. O volume representa uma alta de 14,36%.

No último mês de 2013, 17.915 unidades foram emplacadas no Brasil. Esse volume é 21,58% maior que as 14.735 unidades registradas em novembro. O ano foi o melhor da história para os segmentos de comerciais leves e ônibus. Para caminhões, foi o terceiro melhor ano da história do segmento, atrás apenas dos resultados obtidos em 2010 e 2011, respectivamente.


REPORTAGEM DE CAPA

BR-158 – Pará

O que esper


PESQUISA CNT DE RODOVIAS

A expectativa é de alta nos investimentos e de continuidade no programa de concessões, mas estudos da CNT ainda indicam deficiências em todos os setores do transporte

ar de 2014?


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POR

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LIVIA CEREZOLI

ontratos de concessões de aeroportos e de rodovias a serem assinados. Novos trechos rodoviários, portos e ferrovias para serem leiloados. Obras de mobilidade urbana para serem entregues. E no meio disso tudo, uma Copa do Mundo e um processo eleitoral para acontecer. Apesar de um cenário bastante movimentado para 2014, os gargalos estruturais e regulatórios ainda insistem em travar o desenvolvimento do transporte no Brasil. Os estudos técnicos divulgados pela CNT em 2013 apontam para a necessidade de soluções urgentes em todos os setores da atividade transportadora para que o país tenha uma infraestrutura de transporte compatível com os objetivos de crescimento econômico e de desenvolvimento social a que se propõe. Diante desse cenário, o que se pode esperar para este ano? Para o doutor em transportes e professor da Escola de Engenharia da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Luiz Afonso Santos Senna, 2014 não terá tanta movimentação no

C

EXPECTATIVA Setor aguarda o lançamento do leilão de novos

setor de transportes como foi 2013. “Nada muito substancial e novo deve acontecer. Estamos em um ano eleitoral e, por conta disso, a aplicação de dinheiro público é mais restrita.” Na visão de Senna, o período que se inicia neste ano, apesar do atraso nos cronogramas, será de maturação e de continuidade dos programas lançados anteriormente. De acordo com ele, melhorias já poderão ser vistas. Algumas obras rodoviárias já estão sendo iniciadas. Porém, também existe um sério risco de licitações serem adiadas novamente, como é o caso das ferrovias e

dos portos. “Infelizmente, ainda continuaremos a conviver com as deficiências no nosso setor de transporte por um tempo. O conjunto da nossa infraestrutura ainda não é compatível com as aspirações econômicas do nosso país”, afirma o professor. Rodovias Entre os transportadores rodoviários de cargas, mesmo que as condições das rodovias não sejam satisfatórias, a Pesquisa CNT de Rodovias 2013 mostrou que 63,8% da extensão total avaliada apresenta algum tipo de deficiência, o clima é de otimismo. Segun-

do José Hélio Fernandes, presidente da NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística), a participação da iniciativa privada na duplicação e na operação de alguns trechos deve trazer melhorias. “O transportador prefere pagar o preço do pedágio, desde que ele seja justo, a trafegar em uma rodovia em péssimas condições.” Até dezembro de 2013, o governo federal licitou cinco dos nove trechos rodoviários que compõem o PIL-Rodovias (Programa de Investimento e Logística). A BR-262 (MG/ES) que foi a leilão em setembro do ano pas-


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VALEC/DIVULGAÇÃO

AVALIAÇÃO DA INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTE Acompanhe as principais conclusões dos estudos da CNT sobre os modais

PORTOS MARÍTIMOS • A Pesquisa CNT do Transporte Marítimo constatou que os portos brasileiros estão sobrecarregados e que a falta de uniformização dos procedimentos administrativos afetam o desempenho do setor • Entre os principais problemas dos portos estão as limitações de espaço nos terminais e nas retroáreas, os acessos rodoviários e ferroviários insuficientes

trechos de ferrovias anunciado em 2012

sado, mas não despertou interesse de nenhum grupo de investidores, permanece em licitação segundo informações da EPL (Empresa de Planejamento de Logística). Outros três trechos – BR-116 (MG), BR-101 (BA) e BR-153 (GO/TO) e TO-080 (TO) – ainda não tiveram os cronogramas definidos. “O que não pode ocorrer é o mesmo erro da BR-262. Atrasar as concessões traz prejuízos para o setor. As obras levam tempo para serem realizadas e quem perde é a sociedade de uma forma geral. Este já é um ano atípico devido à Copa e às eleições.

• Também são gargalos que precisam ser solucionados o elevado número de órgãos que atuam nos portos de forma desconexa, a pesada carga tributária e a falta de mão de obra qualificada

• A Pesquisa CNT de Rodovias 2013 revelou que aumentou o número de trechos em condições ruins. Da extensão total avaliada, 63,8% apresentam alguma deficiência no pavimento, na sinalização ou na

• O estudo Transporte e Economia – O Sistema Ferroviário Brasileiro identificou os gargalos físicos, financeiros e institucionais que ainda impedem um melhor desempenho e uma maior eficiência do transporte de cargas realizado pelas ferrovias nacionais

AQUAVIÁRIO CABOTAGEM • Na Pesquisa CNT do Transporte Aquaviário – Cabotagem 2013 foram identificados os principais entraves para o desenvolvimento da atividade no Brasil • A carência de infraestrutura portuária adequada, a elevada idade da frota de embarcações, o excesso de burocracia, a alta tributação e a escassez de mão de obra estão entre os principais problemas do setor • A maior utilização da cabotagem contribui para o descongestionamento do sistema rodoviário TRANSPORTE HIDROVIÁRIO • A Pesquisa CNT da Navegação Interior 2013 concluiu que apenas 50% das vias navegáveis são utilizadas economicamente RODOVIÁRIO geometria. O levantamento avaliou 96.714 km de rodovias federais pavimentadas e os principais trechos das estaduais pavimentadas FERROVIÁRIO • Entre os problemas estruturais estão as invasões das faixas de domínio e os cruzamentos rodoferroviários que obrigam as composições a reduzirem a velocidade de maneira significativa

• A falta de investimentos e de melhorias no setor é um dos principais entraves para o desenvolvimento da atividade. Para 59,6% dos armadores entrevistados na pesquisa, a ausência de manutenção nas vias navegáveis é um problema muito grave. Na sequência, a falta de investimentos do governo foi citada por 55,3% • Os principais problemas da infraestrutura são a falta de berços para atração nos terminais, a insuficiência e a inadequação dos acessos terrestres, a não regularidade nas operações de dragagem e a ausência de sinalização e balizamento nas vias, o que reduz a segurança na navegação

• Ao todo, foram identificados 250 pontos críticos que trazem riscos à segurança dos usuários, como erosões na pista, buracos grandes, quedas de barreiras ou pontes caídas

• O trabalho apresentado pela CNT ainda avalia o novo modelo de concessão proposto pelo governo federal em 2012. A maior complexidade do modelo e a maior regulamentação podem dificultar o funcionamento do sistema e do mercado de transporte ferroviário de cargas Fonte: CNT


Não podemos adiar novamente o programa de concessão iniciado em 2013”, diz Fernandes. Ferrovias No modal ferroviário, duas realidades bastante diferentes. Enquanto o setor de passageiros tem perspectivas promissoras com as obras de mobilidade urbana que estão sendo realizadas em algumas cidades, o de cargas não tem o mesmo otimismo (leia sobre as obras de mobilidade urbana na página 28). A construção de 11 mil quilômetros novos de ferrovias anunciada pelo governo federal em 2012 sequer saiu do papel. Pelo cronograma inicial, a assinatura dos contratos de concessão dos novos trechos estava prevista para acontecer entre maio e setembro de 2013, mas até o fechamento desta edição nenhum edital havia sido publicado pelo governo federal. “Infelizmente, vejo que este não será um bom ano para o nosso setor. Devemos, na verdade, já pensar em 2015. Não estamos falando apenas do atraso de um ano do PIL-Ferrovias, mas de pelo menos 11 anos, desde o lançamento do Plano de Revitalização de Ferrovias em 2003. Nada foi feito desde então. Se parte da malha não tivesse sido concedida em 1997, arrisco dizer que praticamente não teríamos ferrovia no Brasil hoje”, diz Rodrigo Vila-

GARGALO Programa de agendamento deve evitar formação de

“Ainda vamos conviver com as deficiências no setor de transporte por um tempo” LUIZ AFONSO SENNA, PROFESSOR DA UFRGS

ça, presidente-executivo da ANTF (Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários). De acordo com ele, existe a expectativa de que o governo leiloe pelo menos um dos dez trechos que compõem o programa, mas para isso será preciso rever alguns pontos do modelo apresentado. “O plano de expansão é correto. A malha precisa ser interiorizada, mas questões políticas estão prevalecendo sobre questões técnicas. Nesse modelo de concessão, acredito que não haverá

grupos de investidores interessados”, afirma ele. No novo modelo, a iniciativa privada participará tanto da oferta de infraestrutura quanto do serviço de transporte, mas em ambas as situações haverá participação direta do governo. Serão realizadas PPPs (Parcerias Público-Privadas) para financiar os investimentos e dar celeridade à execução das obras. Para garantir o retorno das PPPs e a concorrência no serviço de transporte, a Valec (empresa pública, vinculada ao Ministério dos Transportes e res-


LUCIANO BERGAMASCHI/FUTURA PRESS

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ALTERNATIVA

Medidas são adotadas para evitar filas O governo federal anunciou, em dezembro do ano passado, algumas medidas voltadas para a melhoria do escoamento da safra de grãos, que começa em fevereiro e tem seu pico entre os meses de março, abril e maio. De acordo com a SEP (Secretaria de Portos), o governo criou um sistema para sincronizar a chegada de caminhões no porto de Santos. O objetivo é evitar as enormes filas nas rodovias que se formaram na chegada ao porto no início de 2013. O sistema visa promover a sincronização entre a chegada do navio e o embarque da carga. Segundo a secretaria, o caminhão só poderá entrar no Porto de Santos quando a embarcação que receberá a carga já estiver lá. Todo o agendamento será operado pela SEP.

A medida faz parte das tarefas realizadas pelo grupo de trabalho criado, em abril de 2013, para discutir soluções para a melhoria da logística de escoamento da produção agrícola nacional. O grupo é coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e tem a participação e o envolvimento da CNT, do Ministério dos Transportes, da SEP, da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), da EPL (Empresa de Planejamento e Logística), da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), da Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo) e da CNA (Confederação

da Agricultura e Pecuária do Brasil). Segundo Meton Soares, vice-presidente da CNT, o agendamento é uma solução paliativa e não vai resolver os problemas do porto. “Essa medida é emergencial. Para que Santos e outros portos não tenham problemas de congestionamento de caminhões, precisamos melhorar os acessos terrestres e ampliar as áreas de atracação para que as operações sejam mais rápidas.” De acordo com o levantamento da safra 2013/2014 da Conab, o Brasil deverá registrar uma produção de grãos de 196,7 milhões de toneladas. O volume apresenta um aumento de 5,2% em relação à safra passada, de 186,9 milhões de toneladas.

filas no porto de Santos, como em 2013

ponsável pela construção e exploração de infraestrutura ferroviária no país) comprará a capacidade integral de transporte e, por meio de oferta pública, venderá o direito de passagem às empresas. O professor Senna, da UFRGS, acredita ser pouco provável a realização de algum leilão de ferrovia ainda em 2014 se nada for alterado no modelo proposto. De acordo com ele, a participação da Valec inibe o investidor e, em ano eleitoral, o governo não deve correr o risco de uma licitação vazia, como aconteceu com a BR-262.

O estudo Transporte e Economia – O Sistema Ferroviário Brasileiro, divulgado pela CNT no ano passado, avalia que a maior complexidade do modelo e a maior regulamentação podem dificultar o funcionamento do sistema ferroviário de cargas. O estudo destaca a possibilidade de endividamento do Estado em caso de demanda insuficiente, repetindo a situação já ocorrida com a extinta RFFSA (Rede Ferroviária Federal S.A.). Além disso, a existência de dois marcos regulatórios - o vigente

“Não podemos adiar novamente o programa de concessão iniciado em 2013” JOSÉ HÉLIO FERNANDES, PRESIDENTE DA NTC&LOGÍSTICA

tem duração de 30 anos, prorrogáveis por mais 30 - pode inibir os investimentos da iniciativa privada por causa da insegurança institucional. Aeroportos No setor aéreo, 2014 deve ser um ano de consolidação, mas existe preocupação com o término das obras, principalmente nos aeroportos das cidades que receberão os jogos da Copa do Mundo. Segundo a Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), as com-


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ALEXANDRE MOTTA/NITRO/DIVULGAÇÃO

panhias não deverão ter novas rotas de voo e trabalham para melhorar a eficiência da malha existente. O consultor-técnico da associação, Adalberto Febeliano, afirma que já é possível observar melhorias em alguns terminais, mas ainda é preciso aguardar a entrega das obras para ser feita uma avaliação definitiva. O professor Senna, da UFRGS, mostra-se pessimista. Ele acredita que muita coisa não ficará pronta para a Copa, apesar de algumas melhorias já serem visíveis nos três terminais concedidos em 2012 – Guarulhos, Brasília e Viracopos. “Nessa área, me coloco muito mais como torcedor do que avaliador técnico. Torço muito para que as obras fiquem prontas, mas acho difícil isso acontecer”, destaca ele. A Infraero (estatal que administra 63 aeroportos) garante que os terminais das cidades-sede da Copa que estão sob sua responsabilidade – incluindo Galeão e Confins, que já foram leiloados, mas cujos contratos devem ser assinados em março – terão condições de atender a demanda de passageiros do evento, mesmo que nem todas as obras sejam entregues. Os três já concedidos (Viracopos, Brasília e Guarulhos) têm previsão de conclusão até maio,

CONCLUSÃO Nem todas as obras dos aeroportos devem ficar prontas a tempo da Copa do Mundo

“Nesse modelo de concessão não haverá grupo de investidores interessados” RODRIGO VILAÇA, PRESIDENTE-EXECUTIVO DA ANTF

segundo as empresas que os administram. Portos O transporte aquaviário também tem desafios burocráticos e estruturais para serem enfrentados em 2014 e, pelo que indica o atraso no cronograma de licitação dos portos públicos anunciado pelo governo federal, muita coisa talvez ainda se arraste. O projeto do primeiro bloco de arrendamentos, que inclui o porto de Santos e os portos do Pará, recebeu questionamentos do

TCU (Tribunal de Contas da União), e o leilão previsto para novembro de 2013 ainda não tem data para acontecer, assim como os outros três blocos de portos. Os estudos técnicos divulgados pela CNT mostram que no setor portuário os terminais brasileiros estão sobrecarregados e que a falta de uniformização dos procedimentos administrativos afetam o desempenho do setor. Além disso, existem limitações de espaço nos terminais e nas retroáreas, e os acessos rodoviários e ferroviários são insuficientes.


PROGRAMA DE INVESTIMENTOS EM LOGÍSTICA Acompanhe o andamento dos projetos* CONCESSÕES RODOVIÁRIAS DADOS GERAIS Lotes: 9 Extensão total: 7.000 km Investimento estimado: R$ 46 bilhões

BR-163 (MT) • Extensão total: 850,9 km • Prazo de concessão: 30 anos • Consórcio vencedor: Odebrecht

Em licitação BR-262 (ES/MG) • Extensão total: 375,6 km • Prazo de concessão: 30 anos • A rodovia foi a leilão em 2013, mas não houve interessados

ANDAMENTO DAS CONCESSÕES Leilões já realizados BR-050 (GO/MG) • Extensão total: 436,6 km • Prazo de concessão: 30 anos • Consórcio vencedor: Consórcio Planalto

BR-163 (MS) • Extensão total: 847,2 km • Prazo de concessão: 30 anos • Consórcio vencedor: CCR (Companhia de Participações em Concessões)

Aguardando definição de cronograma BR-101 (BA) • Extensão total: 772,3 km • Prazo de concessão: 30 anos

BR-060 (DF/GO), BR-153 (GO/MG) e BR-262 (MG) • Extensão total: 1.176,5 km • Prazo de concessão: 30 anos • Consórcio vencedor: Triunfo Participações e Investimentos

BR-040 (MG/GO/DF) • Extensão total: 936,8 km • Prazo de concessão: 30 anos • Consórcio vencedor: Invepar

BR-153 (GO/TO), TO-080 (TO) • Extensão total: 814 km • Prazo de concessão: 30 anos BR-116 (MG) • Extensão total: 816,7 km • Prazo de concessão: 30 anos

CONCESSÕES FERROVIÁRIAS DADOS GERAIS Extensão total: 11 mil km Investimento estimado: R$ 99,6 bilhões ANDAMENTO DAS CONCESSÕES • O programa foi anunciado em agosto de 2012. Pelo cronograma inicial, as licitações deveriam ter acontecido entre abril e

junho de 2013, mas nenhum edital foi lançado até o momento TRECHOS A SEREM CONCEDIDOS • Ferrovia Açailândia – Porto de Vila do Conde (Barcarena) • Ferrovia Anápolis Estrela d’Oeste Panorama - Dourados

• Ferrovia Lucas do Rio Verde - Campinorte Palmas - Anápolis • Ferrovia Rio de Janeiro - Campos - Vitória • Ferrovia Salvador - Recife • Ferrovia Uruaçu - Corinto - Campos • Ferrovia São Paulo - Rio Grande • Ferrovia Belo Horizonte - Salvador • Ferrovia Maracaju - Eng Bley - Paranaguá • Ferroanel de São Paulo

CONCESSÕES DE AEROPORTOS DADOS GERAIS Terminais de grande porte: 2 Investimento estimado: R$ 9,2 bilhões Aeroportos regionais: 270 Investimento estimado: R$ 7,3 bilhões ANDAMENTO DAS CONCESSÕES Leilões já realizados AEROPORTO DE CONFINS (MG) • Prazo de concessão: 30 anos, prorrogável uma vez por até 5 anos • Demanda projetada de passageiros para 2043: 43,3 milhões • Consórcio vencedor: Aerobrasil

• Investimento: R$ 3,5 bilhões • Cronograma de obras: - Até 30 de abril de 2016: construção de novo terminal de passageiros com, no mínimo, 14 pontes de embarque, novo pátio de aeronaves e novo estacionamento de veículos com vias terrestres associadas - Até 2020: construção de segunda pista independente AEROPORTO DO GALEÃO (RJ) • Prazo de concessão: 25 anos, prorrogável uma vez por até 5 anos

• Demanda projetada de passageiros para 2038: 60,4 milhões • Consórcio vencedor: Aeroportos do Futuro • Investimento: R$ 7,5 bilhões • Cronograma de obras: - Até 31 de dezembro de 2015: construção de estacionamento com capacidade mínima para 1.850 veículos - Até 30 de abril de 2016: ampliação do novo terminal de passageiros com, no mínimo, 26 pontes de embarque; construção de novo terminal de cargas e novo pátio de estacionamento de aeronaves - Até 2021: construção de novo sistema de pistas independentes

CONCESSÕES DE PORTOS DADOS GERAIS • Serão arrendados terminais em portos públicos. E será aberta a licitação para a construção de novos TUPs (Terminais de Uso Privativo) • Investimento estimado: R$ 54,6 bilhões

• Pelo cronograma inicial, as licitações deveriam acontecer entre novembro de 2013 e fevereiro de 2014, mas o TCU fez recomendações aos projetos do Bloco 1 e as licitações ainda não foram iniciadas

• Bloco 4: portos de Manaus, Imbituba, Itaguaí, Itajaí, Niterói, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Rio Grande, São Francisco do Sul e Vitória

ANDAMENTO DAS CONCESSÕES ARRENDAMENTO DE TERMINAIS EM PORTOS PÚBLICOS • Prazo de 25 anos, renovável uma única vez • Licitações padronizadas e realizadas por leilão pela Antaq

Divisão das concessões • Bloco 1: porto de Santos e portos do Pará • Bloco 2: portos de Paranaguá, São Sebastião, Salvador e Aratu • Bloco 3: portos de Suape, Recife, Cabedelo, Fortaleza, Maceió, Itaqui e Macapá

TUPs (TERMINAIS DE USO PRIVATIVO) • Prazo de 25 anos, renovável sucessivamente • Autorização precedida de chamada pública – Antaq • Já foram autorizadas 17 novas instalações portuárias privadas

* Informações atualizadas até 30 de janeiro

Fontes: EPL e SEP


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PASSAGEIROS

Um ano de conclusões Com a proximidade da Copa do Mundo, a expectativa para 2014 no setor de transporte de passageiros é a conclusão das obras de mobilidade urbana que estão sendo realizadas em diversas cidades do país. Muitas não ficarão prontas antes de a bola começar a rolar, mas mesmo assim movimentam a atividade neste ano. “O ano de 2014 é bastante promissor para a mobilidade urbana no Brasil. Temos muitas obras expressivas de corredores de ônibus para serem concluídas. A nossa expectativa é grande”, afirma o presidente da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos), Otávio Vieira da Cunha Filho. As atenções maiores estão voltadas para a conclusão dos BRTs (corredores exclusivos, com embarque fora do ônibus) e dos BRSs (faixas exclusivas, com sistema de informação nos pontos e controle por câmeras) nas cidades de Belo Horizonte (MG), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ), totalizando uma extensão de 148 km de corredores. O programa do governo federal prevê a aplicação de R$ 12,5 bilhões na construção de 742 km de BRTs e 531 km de BRSs.

“Nem todos os projetos ficarão prontos neste ano, como se previa anteriormente, mas acreditamos que as obras que serão entregues já são bastante expressivas. Nossa estimativa é que essa meta de mais de 1.200 km de corredores de ônibus seja cumprida até 2016”, destaca Cunha Filho. No setor metroferroviário, os VLTs (Veículos Leves sobre Trilhos) de Goiânia e o Carioca, no Rio de Janeiro, já licitados, criam grandes expectativas para este ano. Além deles, a entrega da nova linha do metrô de Salvador (BA) e o início da licitação da Linha Verde do metrô de São Paulo também são esperados com entusiasmo. De acordo com Roberta Marchesi, superintendente da ANPTrilhos (Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos), a expectativa para 2014 é de um ano de maturação e de continuidade dos investimentos iniciados há algum tempo. “O país tem retomado o transporte sobre trilhos também como solução de mobilidade urbana. E isso é muito positivo. Em 2013, muitos ajustes precisaram ser feitos nos projetos. Esperamos agora que eles sejam consolidados e, definitivamente, concluídos.”

MOBILIDADE Intervenções urbanas, como o Expresso Tiradentes (SP), devem re

“O ano de 2014 é bastante promissor para a mobilidade urbana no Brasil” OTÁVIO CUNHA FILHO, PRESIDENTE DA NTU

“Essa iniciativa da licitação dos portos é uma tentativa do governo de garantir mais eficiência ao setor, mas não vejo que a solução dos problemas esteja nesses grandes leilões. O que precisamos é realmente garantir competitividade aos nossos portos. Fazer com que eles sejam capazes de receber grandes navios, nos moldes do que acontece no restante do mundo”, diz Meton Soares, vice-presidente da CNT. A SEP (Secretaria de Portos) garante que serão feitas as mesmas complementações já sinali-


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NTU/DIVULGAÇÃO

CNT/DIVULGAÇÃO

duzir os problemas do trânsito nas cidades

zadas pelo TCU para o Bloco 1 nos demais grupos de portos a serem leiloados para que os editais de licitação sejam publicados o mais rápido possível, “mas de forma responsável e em consonância às diretrizes e orientações dos órgãos de controle”. Hidrovias A carência de infraestrutura adequada também é um dos fatores que impedem o desenvolvimento do transporte hidroviário no Brasil. A Pesquisa CNT da Navegação Interior 2013 concluiu

ATRASO No setor portuário, parecer do TCU impediu o lançamento do edital do primeiro bloco de concessões

“Não existem hidrovias no Brasil. O que temos são vias de navegação” METON SOARES, VICE-PRESIDENTE DA CNT

que apenas 50% das vias navegáveis brasileiras são utilizadas economicamente. Faltam berços para atração nos terminais, sinalização e balizamento nas vias, os acessos terrestres são insuficientes e inadequados e não existe regularidade nas operações de dragagem. “Não podemos dizer que existem hidrovias no Brasil. O que temos são apenas vias com condições de navegação”, destaca Soares. Na visão do professor Senna, mesmo que os investimentos no setor tenham crescido

nos últimos anos, ainda falta ao país entender que o transporte deve ser pensado como uma rede, e não adianta ter boas condições em uma rodovia, se na sequência dela a viagem é interrompida por falta de estrutura ou de integração. “Começamos um grande movimento no transporte, mas ainda é preciso mais. Este pode ser um ano de avanços se essa atenção ao setor permanecer. Não fazer é o custo mais alto que pagamos. É isso que limita o nosso crescimento econômico.”


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ENTREVISTA – CÉSAR BORGES, MINISTRO DOS TRANSPORTES

Planos do governo federal Com um orçamento aprovado de R$ 15 bilhões, o Ministério dos Transportes projeta para este ano uma continuidade nas obras de infraestrutura de transporte. De acordo com o ministro César Borges, o fato de 2014 ser um ano eleitoral não deve interferir na aplicação dos recursos destinados ao setor. “Não se trabalha com prazos eleitorais, e sim com realizações de projetos para que o país tenha a logística de transportes dimensionada ao desenvolvimento econômico”, garante ele. Nos planos do ministério estão a realização do leilão de pelo menos dois trechos ferroviários anunciados em 2012 e a conclusão do programa de concessão de rodovias, todos ainda sem data marcada. Paralelamente a isso, o ministro afirma que o governo planeja incluir mais rodovias no programa de concessões que possam atrair a iniciativa privada. Acompanhe a seguir a entrevista concedida pelo ministro por e-mail à CNT Transporte Atual. O que se pode esperar da infraestrutura de transporte neste ano? O ano começa com expectativas de investimentos relevantes para a infraestrutura brasileira. O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) continua a proporcionar a realização de obras

aguardadas pela população. Desde 2007 até agora, o programa permitiu uma linha ascendente de investimentos, o que representa a retomada do ritmo de obras. Para 2014, também teremos a continuidade do PIL (Programa de Investimentos em Logística), que apresentou um quadro extraordinário em 2013, com a realização de cinco leilões de rodovias e deságios entre 43% e 61% nas tarifas de pedágio. Ou seja, atingimos a meta de obter modicidade tarifária e vamos entregar aos usuários estradas mais modernas e seguras. A falta de planejamento no setor de transporte sempre foi um dos principais gargalos do setor. O PNLT (Plano Nacional de Logística e Transportes) está sendo usado efetivamente como ferramenta de planejamento de longo prazo? O PNLT é o grande balizador das obras desenvolvidas pelo ministério com a perspectiva de integrar os modais rodoviário, ferroviário e hidroviário como forma de oferecer melhores condições de trafegabilidade, segurança e redução de custos. É o ponto de partida para a concepção do PNLI (Plano Nacional de Logística Integrada), que está sendo gestado pela EPL (Empresa de Planejamento e Logística), vinculada ao ministério. Ao analisar as cadeias produtivas da

economia, a EPL mapeou os principais corredores logísticos como parte do PNLI. Então, o plano tem o objetivo de promover uma logística eficiente no país. Qual a previsão do cronograma para a continuidade do programa de concessão de rodovias? Ainda não há data definida para o leilão da concessão da BR-153 entre Aliança do Tocantins, no Tocantins, e Anápolis, em Goiás, cuja licitação está decidida. É mais uma rodovia moderna que será incorporada à malha rodoviária brasileira com investimentos da iniciativa privada, que se soma aos mais de 4.000 km arrematados por consórcios e empresas em 2013. O que mudou no edital da BR-262 depois da falta de interessados no ano passado? Essa é uma das rodovias em estudo para avaliar qual a melhor forma de concretizar as necessárias duplicações e demais melhorias. Também nessa análise estão a BR-101, na Bahia, e a BR-116, em Minas Gerais, todas com trechos constantes no PIL. Neste ano, teremos novas filas de caminhões na chegada ao porto de Santos durante o escoamento da safra de grãos? Esse é um tema que envolve

vários órgãos do governo federal e do governo paulista para adotar medidas que minimizem os congestionamentos do transporte rodoviário dos grãos provenientes principalmente da região CentroOeste, grande produtora rural, até Santos, ainda o principal porto de exportações. Providências já foram tomadas para melhorar o acesso ao terminal. Uma das mais significativas é o funcionamento 24 horas no porto, o que já agiliza a tramitação burocrática. Trabalha-se também para efetivar o


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EDSOM LEITE/MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES/DIVULGAÇÃO

rou um pouco a ser analisado pelo Tribunal de Contas da União. O governo dialogou com o TCU ao longo do ano passado para que todas as dúvidas acerca do processo fossem sanadas e todas as exigências fossem cumpridas. Para este ano, estamos planejando os leilões de dois trechos de ferrovias: Lucas do Rio Verde (MT)–Campinorte (GO) e Açailândia (MA)–Barcarena (PA).

agendamento de caminhões para ingresso ao porto, para organizar o fluxo de veículos e, assim, evitar que o tráfego seja maximizado. Outras medidas foram a ampliação da capacidade de transporte das linhas férreas de acesso ao porto e obras do PAC para a construção de viadutos e outras melhorias na área viária de Santos e entorno. A situação é decorrente da alta demanda do porto de Santos, que deverá ser aliviada quando forem concretizadas as obras do arco norte do país em portos e

rodovias. Esses investimentos vão direcionar o escoamento de grãos do Centro-Oeste para os portos da região Norte, abrindo um forte corredor logístico para exportações, com redução no trajeto de navios, que hoje estão concentrados em Santos e nos demais portos do Sul. Por que o PIL-Ferrovias ainda não saiu do papel? Porque o modelo traçado para as concessões de ferrovias é novo e, por isso, demo-

Alguns programas de concessões, como o de portos, estão com seus cronogramas atrasados devido às recomendações do TCU. Como o senhor avalia a intervenção do tribunal em relação às obras de infraestrutura de transporte no país? O Ministério dos Transportes trabalha em sintonia com o Tribunal de Contas da União, esclarecendo dúvidas e adaptando projetos às exigências técnicas. Reconhecemos o papel do TCU como órgão fiscalizador das obras públicas que irão beneficiar a sociedade brasileira. Especialistas criticam o novo modelo proposto para a concessão da nova malha ferroviária. O governo avalia a possibilidade de alguma mudança? Uma das inovações que estamos estudando é a PMI (Pro-

posta de Manifestação de Interesse), que consiste na análise das empresas sobre cada projeto. É uma oportunidade das empresas em colaborar com o governo no aprimoramento do modelo e ajustar às necessidades do mercado. Estamos conversando com o empresariado para abrir todas as possibilidades de diálogo. O potencial hidroviário nacional é muito pouco utilizado. Quais as estratégias do ministério para viabilizar o PHE (Plano Hidroviário Estratégico), lançado em 2013? O PHE pretende aumentar em cinco vezes a capacidade de carga transportada por vias hidroviárias, dos atuais 25 milh��es de toneladas de carga para 120 milhões de toneladas até 2031. O plano concluiu que oito bacias hidrográficas têm viabilidade econômica, o que é animador. A estruturação das hidrovias interessa ao governo brasileiro, uma vez que são de importância estratégica para que o desenvolvimento do país venha a ocorrer de forma ambiental e economicamente mais sustentável. E, principalmente, complementar a interligação dos modais de transportes com o objetivo de agilizar o escoamento da produção e reduzir os custos. l

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AVIAÇÃO

Asas à autonomia Companhias aéreas ampliam os canais de autoatendimento e registram aumento na adesão dos clientes POR

m uma sociedade cada vez mais digital, em que o acesso a diversos serviços pode ser executado com apenas alguns toques, os canais de self checkin oferecidos pelas companhias aéreas comprovam que a tendência em ampliar a autonomia

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LETICIA SIMÕES

para o passageiro é real. Ganho de tempo para o cliente e diminuição de custos para as empresas compõem essa equação que registra crescimento de adeptos ano após ano. A TAM é um exemplo de que os serviços de self check-in estão conquistando os passagei-

ros. Em 2013, a companhia registrou aumento de 11% na utilização dos canais de autoatendimento disponíveis, em comparação com o ano anterior. A expansão se repete também nos embarques internacionais. Conforme a assessoria de imprensa da TAM, no ano


GOL/DIVULGAÇÃO

passado, a abertura de novos canais de self check-in para rotas estrangeiras permitiu que a empresa registrasse um crescimento de 16% quando comparado a 2012. Os canais de self check-in da companhia estão disponíveis para mais de 10 rotas internacionais. Segundo a empresa, o incremento foi resultado da abertura de canais de self check-in para novas rotas e de ações focadas nos aeroportos para estimular o serviço. A companhia afirma que tem incentivado os clientes a usarem os canais. Durante o ano passado, a TAM realizou algumas ações no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, orientando e estimulando o passageiro a fazer do check-in antecipado um hábito. No fim de 2013, durante a alta temporada, a TAM registrou aumento de 10% na utilização dos canais de self check-in (internet, celular e totens de autoatendimento dos aeroportos), na comparação com o volume de atendimentos realizados por meio


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dessas ferramentas em dezembro de 2012. Para este ano, a companhia prevê uma maior aderência dos passageiros a esses canais, uma vez que, além dos serviços já disponíveis, a empresa conta também com o novo canal “Automatic Check-In” disponível para os passageiros desde dezembro do ano passado. A ferramenta, que a princípio está liberada apenas para voos domésticos, é disponibilizada na última tela de confirmação das compras de passagem realizadas no site da empresa. O cliente que optar por esse check-in deve informar seus dados pessoais ao fim da compra on-line para receber o cartão de embarque, via SMS ou e-mail, no prazo de até 72 horas de antecedência do voo. De acordo com a companhia, o passageiro que realiza o check-in antecipado, mesmo que ainda vá despachar a sua bagagem, reduz em até 50% o tempo gasto no aeroporto. Pedro Azambuja, presidente do Sineaa (Sindicato Nacional das Empresas de Administração Aeroportuária), afirma que a necessidade de as empresas aéreas darem maior celeridade ao atendimento operacional de seus voos e oferecer maior conforto para os passageiros

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DEMANDA Em 2013, a TAM registrou aumento de 11% na utilização

“Todo esse processo contribui para a melhoria dos fluxos de circulação” PEDRO AZAMBUJA, PRESIDENTE DO SINEAA

foram determinantes para o crescimento da utilização dos canais de self check-in. “Todo esse processo contribui para a melhoria dos fluxos de circulação e acessibilidade para as administrações aeroportuárias em seus terminais.” O ganho de tempo é apontado pelos passageiros como a principal vantagem do serviço. A engenheira de controle e automação Ana Luiza Guimarães diz

que a possibilidade de escolher os assentos com antecedência também é um grande benefício. Ana, que viaja frequentemente a trabalho, prefere realizar o check-in via celular. “É rápido, sem impressão de cartão de embarque e sem fila. Não vejo desvantagens com esse canal.” O check-in pela internet e por meio dos aplicativos do celular pode ser feito com 72 horas de antecedência ao embarque.


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TAM DIVULGAÇÃO

“É rápido, sem impressão de cartão de embarque e sem fila. Não vejo desvantagens com esse canal (via celular)” dos canais de autoatendimento disponíveis, em comparação com o ano anterior

A pedagoga Daniela Alves recorre aos totens para fazer o check-in. “Utilizo o serviço aéreo praticamente toda semana. Raramente me lembro de fazer o check-in antecipado pela internet. Por isso, os totens me atendem melhor.” Apesar de considerar a opção uma boa alternativa para acelerar o embarque, ela diz que nem sempre o objetivo é alcançado. “Algumas pessoas ain-

da não estão familiarizadas com o serviço, então a rapidez vai para o espaço. Nesses momentos, os funcionários da companhia precisam ajudar os passageiros. Há também o contratempo de o sistema não localizar sua reserva em algumas oportunidades. Quando acontece, o passageiro é obrigado a se dirigir ao balcão.” Raul Francé, coordenador da graduação em Ciências Aero-

ANA LUIZA GUIMARÃES, ENGENHEIRA

náuticas da PUC- Goiás (Pontifícia Universidade Católica de Goiás), afirma que os serviços de self check-in são uma tendência mundial. “O serviço veio para ficar. Essa necessidade de otimizar o tempo é uma necessidade de toda a sociedade e facilita o relacionamento entre companhias e passageiros. Os totens instalados nos aeroportos acumulam filas, mas elas não se comparam

às que são formadas nos balcões de embarque.” A Azul, assim como a TAM, disponibiliza os canais de self check-in via web e em totens nos aeroportos. A assessoria de comunicação da companhia confirma que terminais com estrutura e demanda maior contam com mais totens para o apoio nas operações de embarque. A empresa afirma que os brasileiros estão mais interativos com sistemas que facilitem o dia a dia e, por isso, realizar o check-in on-line, no celular ou nos totens, faz parte desse novo comportamento. Segundo a Azul, o ganho com utilização do serviço é geral. A empresa diz que, além da diminuição de tempo para o passageiro no aeroporto, as companhias aéreas também conseguem acelerar o processo de pré-embarque. Para a passageira Daniela, a ferramenta facilita a rotina. “Além do tempo economizado e da pontuação de clubes de vantagens oferecidos, existe o ganho ambiental. Em algumas aéreas já não há necessidade de impressão. O bilhete do voo fica disponível na tela do celular. Considero um grande avanço.” A Gol disponibiliza o serviço de self check-in nos mesmos ca-


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nais da TAM e da Azul. A companhia vem investindo em novas tecnologias e ações dentro do projeto Fast Travel. Um dos dispositivos permite ao cliente realizar o check-in pelo celular, gerando um cartão de embarque eletrônico que o leva direto para a sala de embarque, quando não há bagagens para despachar. “Os clientes que mais utilizam esse canal são aqueles já acostumados a voar e que, normalmente, estão na ponte aérea. Dos passageiros que realizam checkin pelo celular, mais de 80% se dizem satisfeitos com o Fast Travel”, afirma o diretor de Aeroportos da empresa, André Lima. Ele destaca que não há um custo adicional pelo serviço e que o cliente não paga preço diferenciado pela utilização. “Hoje, 54% dos clientes realizam check-in nos canais de autoatendimento. Em aeroportos de maior concentração de passageiros que viajam a negócios, o percentual ultrapassa 70%”, diz. Segundo o diretor, desde 2012, a Gol dobrou o número de totens em aeroportos. “Hoje, são 205 máquinas que incentivam a utilização dos canais de autoatendimento nos terminais.” A Iata (Associação Internacional do Transporte Aéreo) prevê que, dentro de três anos, o Brasil se torne um dos seis maiores

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mercados mundiais no uso de dispositivos móveis para compra de passagens, check-in, despacho de bagagem e embarque. Para Azambuja, do Sineaa, o aumento da demanda de passageiros justifica a perspectiva da entidade. “Atualmente, o modal aéreo concorre com outros modos do transporte. Em contrapartida, as companhias vêm investindo em novas tecnologias para atender ao crescente mercado.” A Azul corrobora com a previsão da Iata com relação à expansão do uso dos canais de self check-in. A assessoria afirma que, a cada dia, um número maior de pessoas, de todas as esferas sociais, descobre as facilidades da web e incorporam as novidades em seu cotidiano. Segundo a empresa, com os clientes do transporte aéreo não é diferente. De acordo com a companhia, os passageiros exigem facilidades nos serviços ofertados desde a compra ao acompanhamento do status do voo até o check-in. Esse perfil, ratifica a empresa, impulsiona as companhias a investir nos canais de autoatendimento. A passageira Ana Luiza afirma que todo serviço que agrega valor começa a ser fortemente utilizado em maior escala. “As empresas precisam me-

“Raramente me lembro de fazer o check-in antecipado pela internet. Por isso, os totens me atendem melhor” DANIELA ALVES, PEDAGOGA

lhorar os atendimentos, principalmente o despacho de bagagem. Assim, realmente o embarque terá celeridade.” Bruno Ribeiro utiliza os serviços aéreos mensalmente. O engenheiro químico também deseja que o despacho de bagagens seja revisto pelas aéreas. “Quem precisa despachar malas acaba enfrentando duas filas, quando opta pelo totem.” Jorge Eduardo Leal de Medeiros, engenheiro aeronáutico

AGILIDADE Segundo a Azul, além da


AZUL/DIVULGAÇÃO

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“Os totens instalados nos aeroportos acumulam filas, mas elas não se comparam às que são formadas nos balcões de embarque” RAUL FRANCÉ, PUC-GOIÁS

diminuição de tempo para o passageiro, o processo de pré-embarque é acelerado

e professor do Departamento de Engenharia de Transportes da Poli-USP (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo), ressalta que o crescimento pelos serviços de self check-in no Brasil está ligado à adesão massiva que o brasileiro dedicou às ferramentas digitais. “Baseado nessa vocação, as companhias podem melhorar e ampliar as modalidades de autoatendimento.” Hoje, no Brasil, o passageiro

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com bagagens não consegue embarcar sem passar pelos balcões das companhias aéreas. Medeiros afirma que, em alguns aeroportos dos Estados Unidos, as malas já são despachadas pelo próprio passageiro. “Existe um equipamento que faz o serviço. A Europa está começando a implementar e, por aqui, o mercado considera fazer alguns testes no aeroporto de Guarulhos.” O professor estima que a dificuldade enfrentada com o excesso de bagagem pode contribuir para a implantação do sistema no Brasil. “Acredito que essa alternativa ainda demore a vingar por aqui. O brasileiro, apesar de acessar os meios digitais habitualmente, ainda tem receio de lidar com a tecnologia que não conhece. Não quer correr o risco de despachar sua bagagem de forma errada. É uma questão de cultura e tende a mudar.” A Azul, apesar de não revelar detalhes, confirma que outros investimentos estão sendo aplicados para a ampliação dos serviços de self check-in. André Ribeiro, da Gol, declara que a empresa estuda ações para aumentar as possibilidades de autoatendimento com o objetivo de permitir que o passageiro se dirija diretamente para o embarque. l


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AQUAVIÁRIO

Alternativa em alta definição Tecnologia 3D ganha espaço na indústria naval e se torna instrumento eficaz para o desenvolvimento de projetos POR

competitividade na indústria naval tem alavancado o desenvolvimento de diferentes alternativas para que as empresas se destaquem. Um dos recursos que vêm ganhando espaço é a tecnologia 3D. A complexidade dos projetos navais e do mercado offshore (prospecção, perfuração e exploração petrolífera) tem motivado os investimentos na adoção do 3D pelas companhias que atuam no setor. A tecnologia 3D permite, entre outras vantagens, a pré-vi-

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MUDANÇA A Aveva do Brasil

LETICIA SIMÕES

sualização dos processos, a simulação de operações e testes de equipamentos antes mesmo da construção, antecipando possíveis falhas e minimizando riscos e custos durante a fase de construção dos navios. A Aveva do Brasil, por meio de seu Departamento de Estratégia de Negócios, afirma que a retomada da indústria naval brasileira, influenciada principalmente pelo pré-sal, barrou a resistência de outrora ao uso de tecnologias de automação no setor.

Conforme a empresa, a mudança estratégica adotada pelos fabricantes navais e pelas companhias offshore está baseada na experiência de empresas internacionais que atuam no “estado da arte” da indústria naval e que há muito tempo utilizam maquetes em 3D em seus projetos. A empresa inglesa atua no Brasil há mais de 15 anos. Em 2008, a Aveva iniciou suas operações com escritório e equipe próprios no país, atendendo às indústrias de petróleo e gás, na-

val, mineração, energia, papel e celulose, entre outros mercados. Entre os sistemas 3D mais comercializados pela Aveva do Brasil, destacam-se o Aveva Marine, que reúne um conjunto de aplicativos integrados, criados especificamente para atuar no gerenciamento e na geração de informações precisas em processos de engenharia de estruturas navais e offshore. Segundo a empresa, os recursos reduzem o tempo total de produção. De acordo com a companhia, a solução já é utilizada com su-


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AVEVA/DIVULGAÇÃO

afirma que a retomada da indústria naval brasileira barrou a resistência ao uso de tecnologias de automação no setor

cesso em importantes projetos brasileiros. Entre os clientes estão a Ghenova Brasil Projetos, filial da espanhola Ghenova Ingeniería, com sede no Rio de Janeiro, e o EEP (Estaleiro Enseada do Paraguaçu), na Bahia. A Ghenova Brasil, além de atuar no setor naval e offshore com projetos voltados ao Promef (Programa de Modernização e Expansão da Frota), também desenvolve produtos para o modal aeroviário, para as engenharias civil e industrial e para o setor de energia.

O EEP está sendo construído no município de Maragogipe, a 42 km de Salvador. A unidade vai produzir seis navios-sonda de perfuração offshore para a Sete Brasil. A previsão é de que o EPP seja concluído em 2014. O empreendimento opera ainda o Estaleiro Inhaúma, na capital fluminense. O estaleiro realiza para a Petrobras a conversão de quatro navios petroleiros nos cascos de futuras plataformas da multinacional, que serão destinadas às operações do pré-sal nas

áreas de Cessão Onerosa da Bacia de Santos. A Aveva oferece outras ferramentas que atuam em todo o ciclo de vida do projeto naval. Uma delas, o Aveva Bocad, é voltado para a confecção e a montagem de estruturas metálicas. A empresa incorporou recentemente melhorias ao programa para integrar as ferramentas 3D já desenvolvidas em outros sistemas disponíveis. Outra solução é o ERM (Enterprise Resource Management), que reúne um mix de

aplicativos que suportam de forma mais eficiente o planejamento dos projetos e a sua execução nos estaleiros. A ProjNet, com sede em São Paulo, representa a finlandesa Cadmatic para os setores naval e offshore no Brasil. Uma das novidades em sistemas 3D da companhia é o módulo eShare. Trata-se de uma solução para o compartilhamento de informações que se aplica desde a fase de projeto até a utilização a bordo durante toda a vida útil da embarcação. “O eShare independe da solução de engenharia adotada. Isso significa que o módulo serve para integrar qualquer aplicativo incorporado ao projeto, e não apenas aqueles desenvolvidos pela Cadmatic”, afirma o engenheiro químico e administrador Luiz Barbante Tavares, diretorpresidente da ProjNet. A também finlandesa Nestix é igualmente representada pela ProjNet. A companhia oferece soluções para o processo de fabricação de navios, desde o projeto do casco até as estruturas. De acordo com Tavares, todos os sistemas do software Nupas-Cadmatic (solução cria-


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EM TRÊS DIMENSÕES Uso da tecnologia na indústria naval

Maquete • A maquete 3D gera uma cópia fiel ao que será construído na área de produção • Reproduz todo o esquema de montagem, antecipa eventuais problemas, automatiza a geração de informação para produção, facilita o planejamento e o controle da produção Outros usos de aplicativos 3D • Confecção e montagem de estruturas metálicas • Compartilhamento de informações desde a fase de projeto até a utilização a bordo • Apresentação da lista com as respectivas especificações de todos os materiais e equipamentos necessários para a construção do navio • Informações completas de todos os demais componentes do projeto, como equipamentos, propulsão, tubulações, parte elétrica, instrumentos e acomodações • Integração entre todos os setores de um estaleiro a partir da visualização de todos os processos da construção

UTILIZAÇÃO Sistema 3D Foran, desenvolvido pela

da exclusivamente para o mercado naval) e das tecnologias da Nestix são em 3D. O Nupas-Cadmatic é dividido em dois grandes módulos: Hull e Outfitting, ambos em 3D. O módulo “Hull” é composto por subsistemas que atendem o projeto desde a linha de contorno até a lista de materiais do casco e estruturas. Inclui também o projeto dos painéis, submontagens, desenvolvimento de chapa, entre outros quesitos. O módulo Outfitting trata dos demais componentes que não

estão relacionados diretamente ao casco e à estrutura, como equipamentos, propulsão, tubulações, parte elétrica, instrumentos e acomodações. Segundo Tavares, a tecnologia 3D está dominando o mercado naval. “Desenhos 2D podem ser extraídos, mas cada vez há menos espaço para o projeto realizado com esse recurso. O 3D oferece um banco de dados que permite o acesso à lista e às especificações de todos os materiais utilizados.” O executivo enumera outras

vantagens da tecnologia, como a redução de tempo na execução dos projetos. “Todos os trabalhos de rotina são feitos pelo sistema, o que deixa os projetistas mais livres e disponíveis para a criação e para o atendimento dos requisitos do cliente.” Ele destaca que a tecnologia 3D já é bastante empregada na nova geração da indústria naval brasileira. “O desafio agora é a integração dos sistemas. Ela vai permitir que a produtividade da indústria nacional seja melhorada. Assim, o setor

terá mais condições de competir no mercado internacional em que a integração de sistemas já está bem avançada.” A espanhola Sener está no Brasil desde 2010. O sistema CAD/CAM Foran, desenvolvido pela empresa, é voltado para o design e para a construção de artefatos navais. A solução, que é uma das mais reconhecidas do mercado, está disponível há mais de 40 anos e, ao longo do tempo, incorporou a tecnologia 3D a seus recursos. “Trata-se de um


ASMAR DIVULGAÇÃO

espanhola Sener, é voltado para o design e para a construção de artefatos navais

produto único, global e integrado. A companhia atua continuadamente em melhorias e em novos desenvolvimentos tecnológicos para acompanhar as tendências da construção naval”, afirma Rafael Góngora, diretor-geral da unidade de negócios navais da Sener. Segundo ele, a versão mais recente do Foran, apresentada ao mercado brasileiro em 2013, inclui mais melhorias. “Entre outros avanços, podem ser mencionados a conexão com os principais sistemas de gerenciamen-

to e progressos importantes em sistemas de realidade virtual.” O Foran é aplicável a qualquer tipo de navio, em todas as etapas do projeto, desde a engenharia conceitual até a produção. “O sistema gera automaticamente toda a produção e as informações de montagem.” De acordo com Góngora, o benefício obtido com o uso de sistemas 3D em projetos navais é triplo. “O recurso reduz o tempo de execução, desde a fabricação à montagem do navio. Além disso, a tecnologia

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otimiza a relação de material necessário para a construção. A entrega do navio tem ainda mais qualidade.” Segundo o executivo, quase todos os estaleiros do mundo usam a tecnologia 3D na concepção de navios, principalmente na fase de engenharia detalhada. “É a tendência atual empregar a mesma tecnologia tanto nas fases iniciais do projeto quanto nas etapas conceituais.” O ERM (Estaleiro Rio Maguari), instalado em Belém (PA), faz uso do software Foran desde 2011, em 100% dos projetos navais. “Anteriormente a empresa utilizava o software canadense Autoship, que já possuía interface 3D de menor complexidade”, afirma Fábio Vasconcellos, diretor comercial do ERM. O ERM está em operação desde 1999 e atende, principalmente, o mercado de embarcações fluviais e rebocadores portuários. O estaleiro também atua no mercado de estruturas metálicas pesadas e barcaças para apoio offshore. Conforme Vasconcellos, para estaleiros de médio e grande porte, o uso da tecnologia 3D é indispensável para se obter produtividade. Segundo ele, a tecnologia no mercado naval brasileiro cresceu significativamente nos últimos dez anos com a retomada da indústria.

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De acordo com o diretor, o custo para aquisição dos recursos 3D disponíveis ainda é elevado. “É uma tecnologia cuja aplicação é muito específica. Os mercados naval e offshore são pequenos em termos globais, quando comparados a outras engenharias como civil e mecânica. Os softwares mais avançados chegam a cobrar 15 mil euros por uma única licença de operação.” Para o executivo, apesar do alto investimento, as vantagens do 3D são imensas. “Além do ganho de tempo e do detalhamento total do projeto, a alternativa permite a integração de todos os setores do estaleiro. Isso gera aumento de produtividade e propicia planejamentos mais apurados, como identificação precoce de interferências entre sistemas, minimização de retrabalhos, entre outros.” Tavares, da ProjNet, destaca que a tecnologia 3D tem especial vocação para a indústria naval. “Esse mercado requer muitos detalhes para a fabricação de seus produtos. A utilização das informações de projeto para a fabricação é uma vantagem muito importante. Quanto mais competitividade o estaleiro buscar, em qualquer segmento que pretenda atender, torna-se fundamental o uso da tecnologia 3D.” l


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FERROVIAS

Tempo e custo reduzidos Sistema automático utilizado pelas concessionárias para abastecer os reservatórios de areia das locomotivas garante mais agilidade ao transporte POR LIVIA

m mecanismo simples que permite mais rapidez ao sistema de transporte sobre trilhos. A utilização de areeiros para abastecer os reservatórios de areia das locomotivas pode reduzir em até quatro vezes o tempo de parada dos trens. Antes realizado de maneira manual, o abastecimento agora utiliza um sistema de roldanas ou correias no qual a areia é levada até um tanque localizado em uma altura superior a da locomotiva. Quando a mesma é estacionada embaixo da plataforma, man-

U

CEREZOLI

gueiras conduzem o material até os reservatórios dos trens. A areia é utilizada pelas locomotivas tanto de cargas como de passageiros para garantir mais eficiência e mais segurança ao transporte. O produto é lançado nos trilhos sempre que é preciso aumentar o atrito e manter a tração das máquinas na subida de rampas ou em situações de chuva. A medida evita que os rodeiros (elemento mecânico que suporta a carga vertical dos veículos metroferroviários e tem a função de direcionar automaticamente o veículo nas curvas)


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FERROESTE/DIVULGAÇÃO


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deslizem sobre os trilhos, forçando os motores de tração. A liberação da areia nos rodeiros pode ser realizada de maneira automática ou manual. As locomotivas mais modernas possuem um dispositivo automático que abre o reservatório de areia quando existe algum sinal de patinagem nos trilhos. Um dispositivo auxiliar, de pedal, também pode ser acionado pelo maquinista quando existe a necessidade de uma quantidade adicional de areia. A Ferroeste (Estrada de Ferro Paraná Oeste) colocou em operação, em dezembro do ano passado, o seu primeiro areeiro, localizado no terminal de Guarapuava (PR). O equipamento foi construído com mão de obra própria e, mesmo com pouco tempo de utilização, já traz benefícios para o sistema. Segundo Rodrigo César de Oliveira, diretor de produção da Ferroeste, antes do areeiro, os sacos de areia que pesam, em média, 35 kg, eram carregados pelos colaboradores para abastecimento dos tanques. Como um trem pode ter várias locomotivas e cada uma delas vários reservatórios, a operação de carregamento braçal se tornava lenta e cansativa. “A instalação do areeiro agiliza o processo de abastecimento, reduz o ciclo das locomotivas e melhora a produção da ferrovia”, destaca ele.

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“O areeiro reduz o ciclo das locomotivas e melhora a produção da ferrovia”

RODRIGO CÉSAR DE OLIVEIRA, DIRETOR DA FERROESTE

Cada locomotiva da Ferroeste tem quatro tanques de areia (dois instalados na frente e dois atrás), com capacidade de 140 kg cada. Sem o sistema automatizado, o abastecimento de todos os reservatórios demorava, em média, 25 minutos. Agora, o procedimento não ultrapassa 15 minutos. De acordo com Oliveira, o volume total de areia dos tanques das locomotivas da ferrovia é suficiente para os trechos

RAPIDEZ

percorridos entre Guarapuava e Cascavel. O deslocamento de aproximadamente 250 km entre os dois terminais dura cerca de 25 horas. Grãos (milho, trigo e soja), fertilizantes, cimento, inflamáveis (diesel e gasolina) e contêineres estão entre as principais cargas transportadas pela Ferroeste. A expectativa da empresa era fechar 2013 com 650 mil toneladas movimentadas (até o fechamento desta edi-

ção, a ferrovia ainda não havia divulgado o balanço do ano passado). Em 2012, foram transportadas 715 mil toneladas. Na ALL (América Latina Logística), o sistema é utilizado desde o início da concessão da malha, em 1997. A concessionária é responsável por 12,9 mil quilômetros de ferrovias no país. Em toda a extensão ferroviária operada pela empresa, existem 13 pontos de abastecimento com areeiros. De acordo com Alexandre


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ALL/DIVULGAÇÃO

“O sistema proporciona também melhores condições ao trabalhador”

Tempo de abastecimento do reservatório passou de 40 para 10 minutos

Fernandes Júnior, coordenador de mecânica da ALL, o sistema permite reduzir em até quatro vezes o tempo de parada das locomotivas. “Antes, quando era realizado da forma manual, o abastecimento dos reservatórios levava até 40 minutos e o trabalho era feito por quatro funcionários. Hoje, o processo todo dura entre 8 e 10 minutos. Apenas um profissional é responsável pelo acionamento do sistema”, conta ele.

Cada locomotiva da ALL tem dois reservatórios de areia com capacidade para 650 kg cada. Em média, eles precisam ser reabastecidos a cada 600 km. “Esse volume pode variar devido às condições que se encontra no caminho. Em um dia de chuva ou em uma rampa mais inclinada, usa-se mais areia do que em condições normais”, explica Fernandes Júnior. Desde 2008, a MRS também utiliza o sistema de carrega-

ALEXANDRE FERNANDES JÚNIOR, COORDENADOR DA ALL

mento automatizado dos tanques de areia de suas locomotivas. A areia é descarregada em um silo principal e enviada por meio de uma correia transportadora para um silo secundário, fixado em uma ponte rolante, que traz mobilidade e agilidade para o atendimento de todas as locomotivas que se encontram para abastecimento. Os areeiros da concessionária estão localizados em cinco pontos estratégicos da malha:

São Brás do Suaçuí (MG), Itaguaí e Barra do Piraí, no Rio de Janeiro, e Jundiaí e Cubatão, em São Paulo. Segundo a assessoria de comunicação da empresa, o sistema reduz em, aproximadamente, 20 minutos cada abastecimento, aumentando a produtividade. “Os areeiros permitem que a atividade de abastecimento seja realizada de maneira eficaz e segura, proporcionando também melhores condições ao trabalhador.” Normalmente, a areia é utilizada nos trens carregados. A cada ciclo, incluindo os procedimentos de carregamento, de deslocamento, de descarga e de retorno a origem, são utilizados de 35% a 45% de um tanque de areia, dependendo das condições operacionais. O tamanho dos tanques varia de acordo com o modelo da locomotiva. Na MRS, cada máquina possui dois tanques. A concessionária opera 1.643 km de extensão de ferrovias, o que corresponde a 6% de toda a malha existente no país. Em 2012, foram transportadas 155,4 milhões de toneladas (o volume de 2013 ainda não foi divulgado). Entre os principais produtos transportados pela MRS estão minério de ferro, produtos siderúrgicos, carvão mineral, cimento e carga agrícola. l


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AIRBAG E ABS

Menor impacto e menos risco Veículos saem de fábrica com equipamentos que reduzem riscos e protegem motoristas e passageiros; entidade diz que medida chega atrasada POR

om alguns anos de atraso em relação ao que existe em outros países, desde o início de 2014 todos os veículos que saem de fábrica no Brasil são obrigados a oferecer como itens de série os

C

CYNTHIA CASTRO

freios ABS e o airbag duplo. A medida, prevista em duas resoluções do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), de 2009, vinha sendo implantada gradativamente e deve, agora, proporcionar maior segurança a motoristas e

passageiros com 100% da produção oferecendo esses equipamentos. A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) informa que a decisão sobre um possível aumento no preço

dos veículos é de cada montadora. Mas, de acordo com o presidente da entidade, Luiz Moan, o que a indústria apontou claramente é que há um aumento de custos entre R$ 1.000 e R$ 1.500. “Os nossos veículos são produzidos no Brasil com um nível de segurança internacional”, diz Moan. O presidente da Anfavea dá um alerta para os motoristas que forem adquirir um veículo novo e que nunca tenham experimentado o uso desses equipamentos. O ABS, que é um sistema de antitravamento das rodas durante a frenagem, traz uma sensação diferente na condução. “O motorista não deve se assustar com certa trepidação no pedal de freio, que faz parte do sistema ABS. Essa trepidação evita justamente que as rodas se travem na frenagem. Então, é natural que ocorra um certo estranhamento na hora de dirigir.”


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ISTOCKPHOTO

IMPACTO Uso de airbag protege principalmente a face, a cabeça e o tronco

Em relação ao airbag, Moan enfatiza que tanto condutores como passageiros não devem deixar de utilizar o cinto. A segurança desse equipamento se dá exatamente com o uso simultâneo ao cinto. Crianças devem ser

transportadas na cadeirinha, conforme as indicações para cada idade. O médico Dirceu Rodrigues Alves Júnior, chefe do Departamento de Medicina de Tráfego Ocupacional da Abramet (Associação Brasi-

leira de Medicina de Tráfego), considera que a obrigatoriedade dos freios ABS e do airbag duplo é “importantíssima” para oferecer mais segurança às pessoas que estão diariamente no trânsito. Mas o médico faz questão de res-

saltar que essa é uma medida que chega tarde ao Brasil. “Esses equipamentos são protetores do indivíduo dentro dos veículos. Deviam estar instalados nos veículos que saem de fábrica há muitos anos, pois contribuem


MUDANÇA

Com novas regras, modelos param de ser fabricados Com a obrigatoriedade do airbag e do ABS como itens de série, alguns veículos produzidos no Brasil tiveram que sair de linha no início deste ano. Entre eles, a Kombi, produzida pela Volkswagen, e o Uno Mille, da Fiat. O presidente da Anfavea, Luiz Moan, comenta que solução técnica sempre existe, mas economicamente não seria viável a instalação do ABS e do airbag nesses veículos como itens de série. Primeiro modelo da Volkswagen feito no Brasil, a Kombi deixou de ser fabricada depois de mais de 50 anos ininterruptos de fabricação. Produzida em São Bernardo do Campo desde 2 de setembro de 1957, o utilitário acumulou ao longo de sua história cerca de 1,56 milhão de unidades fabricadas. O gerente executivo de vendas e marketing de comerciais leves da Volkswagen do Brasil, Marcelo Olival, afirma que “nenhum outro veículo, pelo preço da Kombi, fazia o que ela faz. Não havia maneira mais barata e eficiente de se transportar 1 tonelada de carga coberta”, diz o gerente. A Kombi foi idealizada pelo holandês Ben Pon na década de 1940, que projetou a combinação do conjunto mecânico do Volkswagen Sedan em um veículo de carga leve. Lançado na Alemanha em 1950, o modelo se destacou pela versatilidade, sendo adotado tanto para o transporte urbano de carga como para levar passageiros. Para marcar o fim da produção do utilitário, a Volkswa-

FIAT/DIVULGAÇÃO

MILLE Modelo produzido pela Fiat foi lançado no Brasil em 1984 VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO

ESPECIAL Kombi Last Edition, modelo comemorativo lançado pela Volkswagen

gen lançou, em outubro do ano passado, a Kombi Last Edition, série especial do modelo que, inicialmente, tinha produção limitada a 600 unidades, mas teve seu volume duplicado. A edição traz itens exclusivos, como pintura tipo “saia e blusa”, acabamento interno de luxo e elementos de design

que remetem às inúmeras versões do veículo fabricadas no país desde 1957. O Mille é uma versão do modelo Uno, que foi concebido para ser o primeiro carro mundial da Fiat. Foi apresentado à imprensa em janeiro de 1983, nos Estados Unidos. O modelo foi lançado no Brasil

em 1984, e a produção superou 9 milhões de unidades vendidas em todo o mundo. Nesse momento em que o veículo sai de série, a Fiat lançou no fim de dezembro a última edição do Mille: a série especial Grazie Mille, com tiragem limitada a 2.000 carros.


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ISTOCKPHOTO

SEGURANÇA Ao evitar o travamento das rodas, freios ABS ajudam o condutor a desviar de obstáculos

muito para reduzir o número de mortos e sequelados em consequência de acidentes no trânsito”, diz o médico. Segundo Alves Júnior, o airbag contribui para reduzir as lesões de cabeça, tronco, abdômen. Ele comenta que, em uma colisão frontal, dependendo da energia do impacto, o acionamento do airbag pode aumentar a proteção da pessoa em torno de 50% a 60% em relação às lesões na face, cabeça e tronco. Se associar ao uso do cinto de segurança, a proteção é ainda maior.

Já os freios ABS agem reduzindo a possibilidade de acidentes. Ao permitirem que não ocorra o travamento das rodas, ajudam o condutor a desviar de obstáculos como outro veículo, árvore, pedestre etc, conforme lembra o médico. “Em uma superfície escorregadia, mesmo que ocorra a derrapagem, é possível controlar o veículo.” De acordo com Dirceu Alves, os números de acidentes no Brasil indicam a necessidade de se dar a devida importância aos equipamentos de segurança veicular. “Em

2012, 60 mil famílias receberam indenização por morte de parentes no trânsito. Foram mais de 300 mil incapacitados definitivamente. Esses equipamentos são essenciais. Quando ocorre a lesão, elas são minimizadas.” No fim do ano passado, o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, afirmou que a decisão do Contran de manter a obrigatoriedade do airbag e dos freios ABS para os novos veículos que saem de fábrica neste ano elevará o padrão de segurança dos veículos. "Já perdemos muitas

vidas no trânsito. Esses equipamentos, efetivamente, têm contribuído para diminuir as vítimas de acidentes." Sobre a demora do Brasil em implantar a obrigatoriedade para o airbag e para o ABS, o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) informou, por meio de sua assessoria de comunicação, que entende que essa medida seria necessária há mais tempo. Entretanto, conforme o Denatran, “era preciso um prazo para que as montadoras se adequassem a essa nova realidade nacional”. l


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INICIATIVA

Parceria de sucesso Empresas apoiam o projeto de criação do Museu Brasileiro do Transporte e assinam cotas de patrocínio para a construção do espaço em Campinas DA

Museu Brasileiro do Transporte conquistou seus primeiros apoiadores. Quatros empresas do setor de transporte – Patrus Transportes, Scania, Empresas Randon e PPW Brasil - já assinaram cotas de patrocínio para a construção do espaço. O museu tem como principal objetivo ser um instrumento de educação não formal para as novas gerações e de valorização para quem, há anos, está envolvido nessa atividade. A criação e a implantação do empreendimento

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REDAÇÃO

são de responsabilidade da FuMTran (Fundação Memória do Transporte), uma organização da sociedade civil de interesse público ligada à CNT (Confederação Nacional do Transporte). O Museu Brasileiro do Transporte deve ser construído às margens da rodovia Dom Pedro 1º, em Campinas (SP), a 100 km de São Paulo. A previsão é de que a primeira fase da obra esteja concluída em maio de 2015. O projeto arquitetônico do museu é assinado pelo escritório Athiè/Wohnrath e a museologia, pelo Arte 3, escritó-

rio responsável também pelo Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, e pelo projeto do Museu do Açúcar, em Piracicaba (SP). Pensado para ser um espaço nobre, comprometido em contar a história do transporte, o empreendimento considera todos os modais - aéreo, ferroviário, rodoviário e aquaviário - bem como seus impactos e benefícios na vida social e econômica do país. “O público terá à sua disposição um ambiente inteligente, dinâmico e integrador que contará com os mais modernos recursos da interatividade. Um proje-

to ímpar que está aos cuidados dos maiores talentos em museologia, cenografia, história, arquitetura, marketing e gestão do mercado nacional”, diz Elza Lúcia Panzan, presidente da FuMtran. A primeira patrocinadora é a Patrus Transportes, uma das mais tradicionais empresas do setor de transporte de cargas do país. Ela atua, há 40 anos, no mercado de cargas fracionadas, tem sede em Contagem (MG) e 69 filiais localizadas em dez Estados. “O Museu Brasileiro do Transporte é um empreendimento inovador que vai


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FUMTRAN/DIVULGAÇÃO

PROJETO Museu terá espaços interativos para contar a história de todos os modais do transporte

apresentar um pouco da história do segmento. Conhecer o nosso passado é fundamental para desenvolvermos estratégias no nosso negócio, saber o que deu e o que não deu certo. Dessa forma, adquirimos experiência e podemos aprimorar as boas ideias de quem já fez parte dessa história. Por acreditar nisso, a Patrus Transportes investiu no projeto”, afirma Marco Antônio Patrus, diretor financeiro da empresa. Para Roberto Leoncini, diretorgeral da Scania do Brasil, contribuir para a construção do espaço é uma

forma de também contribuir com as pessoas, foco principal dentro dos valores globais da montadora. “Para a Scania, é importantíssimo apoiar iniciativas e espaços como o Museu Brasileiro do Transporte. A história da indústria brasileira de veículos comerciais, uma das mais importantes do mundo, merece um espaço alusivo à sua grandeza.” A Scania é uma das principais fabricantes mundiais de caminhões e ônibus para transporte pesado e de motores industriais, marítimos e para grupos geradores de energia. A em-

presa é a atual líder do mercado de caminhões pesados no Brasil. O museu também conta com o apoio das Empresas Randon, grupo formado por 11 empresas que atuam nos segmentos de veículos para o transporte de cargas, ferroviário e fora de estrada, bem como em sistemas automotivos, autopeças e serviços. Segundo o presidente da organização, David Abramo Randon, é legítima a iniciativa da criação de um museu que pretende remontar, passo a passo, a trajetória do transporte que retrata o próprio crescimento do Brasil

por meio da movimentação da riqueza nacional. “A rica história do transporte carecia ser contada e, mais do que isso, documentada para as próximas gerações. Trata-se de um legado que a atual e as próximas gerações vão saber bem aproveitar”, diz ele. A PPW, empresa líder de vendas em portas roll-up no mercado nacional, fecha o grupo dos primeiros patrocinadores do Museu Brasileiro do Transporte. De acordo com Anacélia Panzan, diretora-geral da empresa, o projeto reunirá os valores do transporte nacional, resgatando e valorizando esse setor econômico. “A PPW não poderia deixar de prestigiar essa iniciativa”. O projeto do museu foi aprovado nos moldes da Lei Rouanet, uma lei federal de incentivo à cultura, sob a gestão do Ministério da Cultura. Com o incentivo fiscal, pessoas jurídicas podem direcionar até 4% de seu IR (Imposto de Renda) em prol da cultura, e pessoas físicas, até 6%. Os interessados em também patrocinar o Museu Brasileiro do Transporte podem entrar em contato com a FuMTran pelo telefone (19) 32811928 ou pelo endereço eletrônico fumtran@fumtran.org.br. Mais informações sobre o projeto podem ser encontradas na Internet (www.mbt.org.br). l (Com informações da Difatto Comunicação Integrada)


CARGAS

POR LETICIA

SIMÕES

dquirir um caminhão é apenas uma das diversas iniciativas para quem vai começar a trabalhar como motorista autônomo. Tão importante quanto a escolha do veículo está também a opção correta pela carreta a ser utilizada. Segundo entidades e especialistas ligados ao transporte de carga, é fundamental estudar o segmento em que se vai trabalhar para identificar o melhor modelo na hora da compra. Nas carretas, a força motriz, as rodas de tração e o motor ficam em uma parte, enquanto a carga é armazenada em outra. O local onde se encontra a cabine recebe o nome de cavalo mecânico. Já o compartimento das cargas é conhecido como semirreboque. O engenheiro Rubem Penteado de Melo, especialista em veículos para o transporte de cargas, afirma que, não raro, a análise do tipo de carga a ser transportada não é levada em

A

Aquisiçã A escolha certa pela carreta é tão importante consideração pelo autônomo que vai adquirir uma carreta. “Trata-se de uma compra técnica. Além dos aspectos comerciais normais de todo veículo, como análise de preço, do valor de revenda, da garantia e da assistência técnica, é im-

portante lembrar que carreta é um veículo comercial. Ela é um equipamento de transporte e sua produtividade será decisiva para o melhor resultado possível da atividade.” A escolha ideal requer a avaliação de diversos aspectos.

“Analisar o tipo de carga, os trajetos, as condições das rodovias (se serão sempre asfaltadas ou, vez ou outra, estradas rurais), como a carga será carregada (com empilhadeira ou manualmente), se o carregamento será feito pela traseira


LIBRELATO/DIVULGAÇÃO

o correta quanto a definição do veículo a ser adquirido ou pelas laterais da carreta, tudo isso é importante para a escolha do veículo”, afirma Melo. De acordo com ele, o mesmo estudo deve ser feito para as condições do local de entrega da carga. “Com esses dados, pode-se consultar os

fabricantes de preferência para identificar o produto mais adequado às necessidades e recursos.” Claudinei Pelegrini, presidente da Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros), diz que o mercado ofere-

ce tipos diversificados de carreta. “As mais comuns no Brasil são as linhas graneleira, basculante e furgão.” Um modelo convencional chega a custar, em média, R$ 75 mil, conforme o dirigente. Segundo Pelegrini, apesar

de a análise para a aquisição do melhor tipo de carreta ser extensa e minuciosa, o caminhoneiro tem à disposição modelos que atendem à maior parte das exigências de cada segmento. “A opção do tipo de veículo depende da região em que o profissional vai operar. O modelo mais utilizado para diversos tipos de cargas é o semirreboque graneleiro.” Melo confirma que o mercado brasileiro oferece uma infinidade de modelos de carretas. Mas, conforme o especialista, as chamadas multiuso, como graneleiras e de carga-seca, ainda têm a preferência da categoria. “É óbvio que carretas multiuso facilitam o frete de retorno com outro tipo de carga e, assim, ajudam no resultado do transporte rodoviário. Porém, carretas com pouca especialização baixam a produtividade do setor. Isso gera custo para o embarcador e para o transportador. É possível ter veículos com alguma multiplicidade de uso, desde


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RENOVAÇÃO

Vida útil do equipamento varia Como todo veículo, as carretas também necessitam de troca depois de certo período, seja pelo desgaste natural do equipamento ou pelo tempo de uso. O segmento de atuação também interfere nas condições da carreta, sendo que o transporte de alguns tipos de carga pode acelerar o momento da renovação. Para o engenheiro Rubem Penteado de Melo, especialista em veículos para o transporte de cargas, as condições das rodovias por onde a carreta trafega também é fator relevante para a durabilidade do veículo. “Se o transporte for de minério de ferro, por exemplo, o momento da troca vai acontecer mais rapidamente. Caso o segmento seja de carga leve, em estradas com boas condições, a vida útil da carreta será bem mais longa.” De acordo com ele, o momento ideal para a renovação se dá quando a manutenção começa a aumentar e a afetar o custo do transporte. Claudinei Pelegrini, presidente da Abcam, afirma que o aumento dos gastos com a manutenção do veículo é um

sinal de que o momento da troca chegou. “É comum o caminhoneiro exceder a tara indicada. Isso diminui a durabilidade da carreta.” Segundo o dirigente, a idade do caminhão não acompanha a vida útil da carreta. “Uma carreta de qualidade pode ter maior durabilidade do que um caminhão”, afirma. O presidente da ABTC, Newton Gibson, destaca que, no Brasil, a vida útil de uma carreta varia entre 10 e 15 anos, dependendo do modelo. Já a de um caminhão chega a 13 anos. O dirigente diz que os motoristas precisam observar diversos itens para se certificar do momento de renovação da carreta. “Suspensão, tração, pneus e o tipo de aplicação interferem na vida útil de qualquer veículo. É importante que a manutenção da carreta seja periódica. Essa é a única forma de prolongar sua vida útil.” Segundo Luiz Carlos Neves, presidente da Fenacat, o ideal seria que a renovação das carretas acontecesse a cada cinco anos. “Essa troca, no entanto, vai depender também da disponibilidade financeira do autônomo.”

FATORES O desgaste natural do equipamento

que tenham acessórios especializados por segmento”, diz. Segundo ele, para a produtividade máxima na operação, nenhum modelo de carreta multiuso é recomendado. “Para se ter boa produtividade, a especialização do veículo é imprescindível. Dos modelos atuais, o que melhor se adapta a muitos tipos de carga ainda é a graneleira.” Melo afirma que a configuração da carreta também precisa

ser estudada. “A capacidade de carga, o tipo de suspensão (eixos juntos ou afastados), suspensão mecânica ou pneumática são itens que influenciam nos custos do transporte.” O presidente da seção de Transportadores Autônomos da CNT, José da Fonseca Lopes, lembra que a escolha da carroceria está diretamente ligada à escolha do cavalo mecânico. “Cada motor tem uma funcio-


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MAGRÃO SCALCO/DIVULGAÇÃO

ATENÇÃO Dicas para quem vai comprar uma carreta • Saber qual carga será transportada (qual o segmento de atuação) • Modo como a carreta será carregada (manualmente ou por empilhadeira) • Quais serão os trajetos mais usuais (estradas asfaltadas ou rurais) • Verificar a capacidade de carga e o tipo de suspensão do veículo • Avaliar a experiência e a idoneidade dos fabricantes • Pesquisar preços • Estudar os tipos de financiamentos disponíveis • Conhecer as garantias e as condições de assistência técnica para o veículo

e o segmento de atuação interferem no tempo de utilização da carreta

nalidade e, por isso, o caminhoneiro deve observar qual o uso da carreta. Para puxar uma composição dupla de sete ou nove eixos, por exemplo, o veículo precisa ser traçado (tração 6x4)”, explica. Lopes também destaca que o conhecimento do motorista sobre a funcionalidade da carreta facilita o seu uso. De acordo com ele, cada tipo de carroceria requer um manu-

seio diferente e a forma como ele é realizado influencia na segurança do veículo e na qualidade da carga que está sendo transportada. Newton Gibson, presidente da ABTC (Associação Brasileira de Logística e Transporte de Carga), afirma que o ideal é o autônomo procurar um fabricante credenciado e com vasta experiência no setor. “É preciso enfatizar a confiança no fabricante, pois um aci-

dente com carreta costuma ser muito grave.” De acordo com Gibson, a classificação do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) estabelece um peso máximo por eixo para cada tipo de carreta. “A escolha adequada evita, por exemplo, a deterioração prematura do asfalto.” A documentação é outro item importante. Segundo o dirigente, como qualquer veículo,

a carreta necessita de emplacamento. “Além disso, é preciso tomar cuidado com a instalação dos engates do reboque, que deve ser executada por um profissional confiável e que tenha experiência no ramo para colocação da placa com os números de capacidade de tração.” A Librelato, cuja matriz está instalada em Orleans (SC), fabrica implementos rodoviários para as linhas pesada e leve. O diretor de vendas, Pedro Mazzuco, recomenda que o caminhoneiro estude antecipadamente os financiamentos disponíveis. “Com essa avaliação, o profissional tem a certeza de qual será o valor mensal de sua aquisição.” Mazzuco afirma que a preferência da categoria é pela menor taxa de juros e pelo maior valor possível a ser financiado. Pelegrini, da Abcam, diz que o caminhoneiro autônomo tem preferência pela linha de financiamento conhecida como PSI-Procaminhoneiro (Programa de Sustentação do Investimento), oferecida pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), por meio das instituições financeiras habilitadas. Segundo Pelegrini, para 2014, o programa vai oferecer taxa anual de 6% para a aquisição de carretas. l


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MERCADO

Soluções logísticas Serviços de cartão-frete, gestão de frotas e rastreamento oferecem mais facilidades para o dia a dia das empresas de transporte DA

om o crescimento da atividade transportadora nos últimos anos, a implantação de sistemas informatizados de gestão de frota, de rastreamento de veículos, de abastecimento e de pagamento de fretes é uma realidade que cresce a cada dia nas empresas do setor. No mercado, já existem diversas soluções logísticas criadas para melhorar o desempenho, oferecer mais segurança e reduzir os custos dessas empresas. Desde 2012, a Policard disponibiliza o Cartão Frete, que

C

REDAÇÃO

permite a gestão completa das operações de frete. O sistema substitui todas as etapas que antes eram realizadas manualmente pela carta-frete, extinta pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), em 2011. De acordo com Luciano Penha, vice-presidente da Policard, o cartão profissionaliza o setor, evitando fraudes e reduzindo o trâmite de documentos físicos no pagamento do frete. O cartão é fornecido ao caminhoneiro autônomo com o valor do frete que será pago por aquele transpor-

te. Com ele, o profissional pode pagar o combustível e os demais gastos gerados durante a viagem. “O Cartão Frete está vinculado a uma conta-cartão em nome do caminhoneiro. Ele pode utilizar o cartão para efetuar os pagamentos, pedir a transferência do valor do frete para uma conta pessoal ou ainda sacar o dinheiro em um dos locais credenciados”, explica ele. Em todo o Brasil, 90 mil estabelecimentos aceitam o cartão para compras. O saque deve ser efetuado em uma rede específica, composta por 250 locais. Segun-

do Penha, em breve, o cartão vai estar integrado ao pagamento do vale pedágio e permitirá realizar saques nos terminais eletrônicos da rede Banco 24 horas. Desde o lançamento, o Cartão Frete já foi adquirido por 300 empresas e 18 mil caminhoneiros autônomos tiveram acesso ao benefício. O Cartão Frete está integrado aos sistemas de gestão de frotas e rastreamento e telemetria, também oferecidos pela empresa. O primeiro permite às transportadoras construir uma parametrização de controle dos veículos que com-


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POLICARD/DIVULGAÇÃO

põem a frota, controlando o consumo de combustível e a manutenção dos veículos. De acordo com o vice-presidente, é possível definir o volume dos tanques, os valores, os horários e os locais onde o abastecimento será realizado. “O gestor da empresa tem a possibilidade de acompanhar o histórico de consumo de cada um dos seus veículos e, com isso, garantir um bom desempenho dos mesmos”, destaca ele. Além disso, o programa de gestão de frota também facilita o gerenciamento da manuten-

ção e da substituição de peças. Cálculos da Policard mostram que o sistema gera uma economia de 15% a 20% nos gastos mensais das empresas. O sistema de rastreamento e telemetria permite medir a velocidade, saber a localização exata e definir as rotas que serão utilizadas pelos veículos. Os rastreadores (uma espécie de GPS) podem vir acompanhados de sensores nos bancos traseiros ou na parte posterior dos veículos. “Dessa maneira, é possível ter uma visão geral do que está acontecendo com a frota. Onde está o veículo e se ele está sen-

do operado de maneira correta.” Todo o acompanhamento pode ser feito em tempo real ou por meio de relatórios mensais. Completando o portfólio de soluções logísticas, a Policard ainda oferece o Cartão Combustível, que permite controlar o consumo e os gastos de abastecimento da frota. O cartão é dado para o funcionário, que deve realizar o abastecimento em um dos postos da rede credenciada. “Esse é um serviço que pode ser utilizado por empresas que têm frotas próprias ou trabalham com veículos terceirizados. Essa é uma maneira de controlar de forma efi-

caz o consumo do que está sendo gasto”, explica Penha. De acordo com o vice-presidente da empresa, os três sistemas são adaptados para qualquer tipo e tamanho de frota. “Atendemos de pequenas a grandes transportadoras, além de empresas de outros segmentos econômicos que também atuam com frota própria de veículos”, explica ele. Da carteira de clientes que utilizam os serviços, 40% são de frotas de veículos pesados. A Policard também atua na administração de convênios para funcionários de empresas ou órgãos públicos (cartão alimentação, cartão refeição), além de prestar serviços para o mercado financeiro, atuando como correspondente bancário em 5.000 pontos em todo o país. Criada em 1995, a empresa com sede em Uberlândia (MG) está presente em 4.000 municípios. Com 10 mil clientes e 3,5 milhões de cartões já emitidos, a Policard registrou 40% de crescimento anual nos últimos cinco anos. Para este ano, a expectativa é de manutenção desse desempenho positivo, com destaque para a alta nas vendas do Cartão Frete. A Policard atende pelos contatos frete@policard.com.br ou 08009402933 (atendimento 24hs). Mais informações na página da empresa na Internet (www.polifrete.com.br). l


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SAÚDE

grande maioria dos motoristas encara o ato de dirigir como uma atividade automática, realizada quase por impulso. Mas por trás de ações aparentemente simples, como ligar o veículo, acelerar, engatar marcha e frear, existe toda uma complexidade que exige boas condições físicas e mentais de quem está no comando. Conduzir uma moto, um carro, um ônibus ou um caminhão requer concentração, atenção, rapidez nos reflexos, coordenação motora, equilíbrio, boas condições de visão e audição e discernimento para avaliar riscos. Por esse motivo, é preciso ter cuidado na hora de ingerir qualquer tipo de medicamento. Remédios aparentemente simples, como antigripais e analgésicos, podem interferir nessas habilidades e trazer consequências graves, como o envolvimento em acidentes, muitas vezes fatais.

A

Reações adversas Uso de medicamentos simples pode provocar alterações no corpo e oferecer riscos para quem está ao volante POR

No Brasil, não existem dados sobre a quantidade de acidentes de trânsito que são causados pelo uso de medicamentos pelos motoristas, mas uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz revela que o país está entre os maiores consumidores de remédios do mundo. De acordo com o pós-doutor em neurofarmacologia Eduardo Carvalho-Netto, alguns princí-

LIVIA CEREZOLI

pios ativos atuam no sistema nervoso central e, por isso, diminuem os reflexos e causam sonolência. “É aí que está o perigo quando usados por motoristas que estão em atividade. Alguns medicamentos podem causar problemas sensoriais.” O especialista explica que os remédios controlados, como os antidepressivos e ansiolíticos (usados para diminuir a ansieda-

de e a tensão), já têm explicitados em suas bulas as reações adversas que podem causar, mas o risco está nos medicamentos de venda livre, como é o caso dos analgésicos, antialérgicos e antigripais. “O princípio ativo de alguns desses remédios tem anti-histamínico, que causa sonolência, tonturas e até confusão mental. O grande problema é que a ven-


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da deles é livre nas farmácias”, afirma Carvalho-Netto. A orientação é que, ao fazer uso desse tipo de medicamento, motoristas, profissionais ou não, procurem orientação com o farmacêutico para saber sobre os efeitos colaterais e as reações que o mesmo pode causar. “Em alguns casos, as reações vêm explicitadas nas bulas, em outros, isso não é tão claro.” O taxista Wanderson Batista dos Santos, de Brasília, toma remédio controlado para pressão arterial, mas afirma que nunca recebeu nenhuma orientação médica sobre os riscos que o medicamento pode causar ao volante. “O médico sempre me orienta de todas as reações do remédio, mas nunca falou se teria algum problema em dirigir.” Além do remédio controlado, Santos confessa que toma outros por conta própria, como analgésicos e antialérgicos. Mesmo percebendo algumas reações diferentes em seu organismo, o taxista nunca se preocupou com os riscos que o uso dos medicamentos pode causar. “Não existe nenhum alerta sobre isso, então, sempre pensei que não existia problema. Mas a gente percebe que o corpo fica


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diferente quando toma algum remédio. O antialérgico me dá muito sono”, conta ele. Para Dirceu Rodrigues Alves Júnior, médico e chefe do Departamento de Medicina de Tráfego Ocupacional da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), é preciso ampliar as orientações sobre os riscos que o uso de alguns medicamentos, considerados simples, pode causar. “Qualquer paciente deve ser informado sobre as reações dos remédios que estão sendo receitados. Mas, muitas vezes, isso não é explicado nas consultas.” De acordo com o médico, esse cuidado deve partir tanto do profissional de saúde quanto do paciente que precisa informar sobre a atividade que exerce. “O médico precisa ter o cuidado em informar, mas o motorista também deve analisar a sua situação antes de pegar o carro e dirigir.” Contrário à automedicação, o motorista do transporte rodoviário de passageiros Lenoir Mendes Pinheiro também acredita que falta orientação no momento da prescrição dos medicamentos. “Na bula dos remédios, sempre estão indicados os efeitos e as reações que podem ocorrer, mas não existe um alerta específico sobre o risco de dirigir depois. A gente

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PREVENÇÃO Motoristas devem ficar atentos às reações do

“Alguns medicamentos podem causar problemas sensoriais” EDUARDO CARVALHO-NETTO, NEUROFARMACOLOGISTA

acaba usando o remédio sem ter esse cuidado”, diz ele. Como forma de alertar sobre os riscos que o uso de medicamentos pode causar durante a condução dos veículos, em 2009, a Abramet desenvolveu uma proposta de projeto de lei que obrigaria as indústrias farmacêuticas a inserirem na caixa dos remédios o símbolo de proibido dirigir. “Conseguimos mobilizar algumas entidades, mas, infelizmente, até hoje, não existe a obrigatoriedade do uso desse sinal nas embala-

gens”, lembra o chefe do Departamento de Medicina de Tráfego Ocupacional da associação. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) afirma que todas as informações relativas aos riscos de determinados medicamentos estão previstas na bula, mas não há uma lista fechada de medicamentos que são incompatíveis com o ato de dirigir, pois isso varia caso a caso. A agência abriu, em 2009, uma consulta pública sobre a proposta da


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VOLVO/DIVULGAÇÃO

EFEITOS COLATERAIS Veja as reações provocadas por alguns medicamentos • Antidepressivos (para depressão e transtornos de ansiedade): perda de atenção, de concentração, de vigília e dificuldade de visão • Analgésicos (usados contra dores): sonolência • Ansiolíticos e tranquilizantes (usados para controlar a ansiedade): sonolência, redução dos reflexos e demora no tempo de reação • Antiepilépticos (usados em epilepsia e transtorno de déficit de atenção): sonolência e confusão mental • Hipnóticos (usados para combater insônia e induzir anestesia): sonolência • Relaxantes musculares (para cólicas e dores musculares): sonolência e reações lentas • Estimulantes (também presentes em medicamentos para emagrecer): irritabilidade e sono • Broncodilatadores (para desobstruir as vias aéreas): taquicardia, tremores e convulsão • Antieméticos (para enjoos): sonolência • Hipoglicemiantes, insulina (usados no tratamento de diabetes): tremores e convulsão • Neurolépticos (para o tratamento de psicoses): redução dos reflexos, demora no tempo de reação, sedação e sonolência Fonte: Abramet

corpo depois de ingerir medicamentos

Abramet, mas o projeto não foi levado adiante. De acordo com a Anvisa, não há, no momento, qualquer estudo ou proposta de voltar ao tema, no sentido de normatizar essa obrigatoriedade. Há dez anos dirigindo um caminhão, Amilton Santos Pomponeu conhece bem as reações do próprio organismo e não utiliza analgésicos ou relaxantes musculares durante a jornada de trabalho. “Sinto muito sono depois de tomar esses remé-

dios, e não tenho condições de dirigir. Prefiro parar um pouco e descansar ou então esperar o fim do expediente para usar o medicamento.” Segundo Alves Júnior, os medicamentos são difíceis de serem detectados no organismo com a realização de testes rápidos, como o do bafômetro, o que dificulta ainda mais o levantamento de dados sobre a relação direta deles com os acidentes de trânsito. “A metabolização é rápida e somente exames de sangue mais completos é que de-

“Qualquer paciente deve ser informado sobre as reações dos remédios” DIRCEU RODRIGUES ALVES JÚNIOR, ABRAMET

tectarão a presença da substância no organismo”, explica o médico. Além disso, não é possível determinar um tempo exato de reação dos remédios no organismo por causa das diversas fórmulas e composições existentes e das reações individuais de cada pessoa. O neurofarmacologista Carvalho-Netto explica que, em média, o efeito dos medicamentos é maior nas três primeiras horas após a ingestão, mas é preciso avaliar as reações de cada organismo. “O tempo de reação vai depender de cada pessoa. Os efeitos são diferentes de indivíduo para indivíduo”, explica ele. Como regra geral, os especialistas alertam que, ao perceber qualquer sintoma, o motorista deve, imediatamente, parar o veículo para repousar e ingerir bastante líquido, aumentando assim o processo de eliminação da substância do organismo. “O motorista não deve voltar a dirigir até que todos os sintomas tenham passado”, alerta Alves Júnior. No Código de Trânsito Brasileiro não existe nenhuma restrição específica sobre o uso de medicamentos de venda livre relacionados à direção de veículos. Como eles não causam dependência, não podem ser proibidos, como as drogas e o álcool. l


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Ampliando o conhecimento Palestras promovem qualificação profissional e melhor qualidade de vida para o trabalhador em transporte POR

ais de 2 milhões de pessoas, em todo Brasil, já participaram das palestras voltadas para educação e saúde realizadas pelo Sest Senat (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte). Criado em 2007, o projeto de palestras tem como objetivo oferecer ainda mais conhecimento aos profissionais do transporte, seus dependentes e

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KATIANE RIBEIRO

a sociedade em geral sobre a importância de questões sociais, como a cidadania e a qualificação profissional, e, ainda, dos cuidados com a saúde. Todos os anos, oito novos temas são abordados, quatro relacionados à saúde (Sest) e quatro voltados para a educação profissional (Senat). As palestras são ministradas nas unidades do Sest Senat em todo o Brasil. Excepcionalmente neste ano,

serão debatidos dez temas, entre eles, Medos e Fobias, Empreendedorismo no Setor do Transporte, Os Perigos da Internet e Cuidados para o Motofretista (veja a lista completa no quadro na página 67). Todos os temas já oferecidos em anos anteriores continuam disponíveis e podem ser apresentados, durante todo o ano, sempre que houver demanda. Desse modo, a apresentação das

palestras não fica restrita apenas aos temas selecionados para o ano vigente. Essa ação proporciona maior disponibilidade de assuntos a serem abordados. “A palestra ministrada pelo instrutor Marcelo Gama, do Sest Senat de São Vicente (SP), que assisti, não foi apenas uma apresentação maçante e cansativa, mas um momento de debate e reflexão sobre o tema Mobilidade Urbana. E esse é o grande di-


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SEST SENAT

PARTICIPAÇÃO Palestra “Fidelização de clientes” apresentada na unidade de Juiz de Fora (MG)

ferencial. Há três anos, participo das palestras e quero continuar assistindo às próximas”, afirma o assistente administrativo Alexandre Antonio dos Santos. Os assuntos são escolhidos por meio de pesquisas realizadas com as unidades do Sest Senat e baseados na realidade do mercado de trabalho e em questões importantes relacionadas à saúde, ao relacionamento humano e à cidadania.

Responsabilidade Civil e Penal nos Acidentes de Trânsito é a palestra mais procurada no Sest Senat de Goiânia (GO), aponta a coordenadora de Desenvolvimento Profissional da unidade, Divina Rosa de Andrade. “O tema é extremamente relevante para quem está no trânsito e, por desconhecerem o assunto, interessa tanto ao empregado quanto aos empregadores”, afirma. Entre os mais de 50 temas já

apresentados estão Planejamento e Orçamento Familiar, Prevenção ao Roubo de Cargas, Noções Básicas de Educação Financeira, Primeiros Socorros e Prevenção a Incêndios e Importância da Atividade Física para a Saúde. As palestras do Sest Senat visam possibilitar aos trabalhadores do transporte a aquisição de conhecimentos, habilidades e atitudes para o exercício de uma

ocupação. Contribui, assim, para sua profissionalização, integração na sociedade e pleno exercício da cidadania. O projeto propõe ainda o desenvolvimento de aptidões pessoais e sociais do trabalhador e de sua família, com o objetivo de melhorar sua saúde e qualidade de vida. Segundo a coordenadora de Promoção Social do Sest Senat de Recife (PE), Erlene Cabral, “o


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THIAGO DOUGLAS

projeto nos permite levar ao trabalhador e à comunidade vários assuntos sobre educação, valorizando os cuidados com o corpo e a mente”. Os assuntos são apresentados por instrutores do Sest Senat e especialistas nos temas com o auxílio de recursos audiovisuais, como vídeos e slides, além de apresentações de experiências em situações específicas e cartilhas sobre o tema. O tempo de duração de cada palestra é de aproximadamente duas horas. No fim de cada apresentação, são distribuídas cartilhas com as principais informações sobre o tema abordado. Com a distribuição dos materiais, o Sest Senat pretende que o conteúdo seja disseminado pelos participantes aos seus familiares e outras pessoas que não tiveram a oportunidade de assistirem a apresentação. Para a coordenadora de Desenvolvimento Profissional da unidade de Juiz de Fora (MG), Gisele de Castro Franco, as palestras ministradas pelo Sest Senat têm o intuito de influenciar atitudes. Por isso, elas se tornam importantes para as pessoas. “Em outubro de 2013, fomos procurados por uma empresa que faz distribuição de alimentos na cidade de Juiz de Fora e região para apresentar

VARIEDADE Programa possui mais de 50 cartilhas com temas diferentes

“Há três anos, participo das palestras e quero assistir às próximas” ALEXANDRE ANTONIO DOS SANTOS, ASSISTENTE ADMINISTRATIVO

uma palestra de cunho motivacional aos funcionários. Após a palestra, tivemos um retorno imediato da empresa alegando ter percebido melhora considerável no trabalho dos colaboradores”, afirma. As palestras serão ministradas durante todo o ano e em todas as unidades do país, conforme o interesse dos trabalhadores e da comunidade. Empresas de transporte interessadas em participar do projeto podem

procurar a unidade do Sest Senat mais próxima para agendar a palestra. Informações pelo telefone 0800 728 2891 ou pelo site www.sestsenat.org.br. “O projeto dá resultado principalmente porque traz temas bem diversificados, e não apenas na área de transporte”, diz o instrutor da unidade de São Vicente, em São Paulo, Marcelo Gama. Instrutor desde 2009, Gama afirma que há um interesse grande dos profissionais de adquirirem mais


SAIBA MAIS SOBRE AS PALESTRAS Projeto em números (participantes) 2.500.000

2.173.008

2.000.000 1.500.000 1.000.000 444.820 500.000

205.415

135.370

226.736

312.033

503.022

345.612

0 2007

2008

2009

2010

TEMAS JÁ ABORDADOS SEST • Depressão • Distúrbio do Sono • Neurotrauma • Planejamento e Orçamento Familiar • Alimentação Saudável e Obesidade • Etiqueta Profissional • Educação dos Filhos • Saúde e Segurança no Trabalho • Câncer de Pele • Responsabilidade Social Empresarial • Álcool e Drogas • Doação de Órgãos • Saúde da Mulher • Saúde do Homem • Saúde Mental • Viva a Melhor Idade • Gestão do Estresse • Adolescência • Saúde Bucal • Saúde da Coluna • A Importância da Atividade Física para a Saúde • Acidentes Domésticos, como Evitá-los • Entendendo as Doenças Sexualmente Transmissíveis • Saúde Ocular • A Combinação Álcool, Drogas e o Trânsito • Doenças Endêmicas • Noções Básicas de Educação Financeira • Violência Doméstica

2011

2012

2013

Total

TEMAS DE 2014 SENAT • Condução Econômica • Arrumação no Transporte de Cargas • Logística • Motociclista • Direção Preventiva • Qualidade no Transporte Urbano • Educação no Trânsito • Novas Tecnologias • Empregabilidade • Responsabilidade Civil e Penal nos Acidentes de Trânsito • Gestão do Tempo • Prevenção ao Roubo de Cargas • Cálculo do Frete • Cidadania no Transporte de Passageiros • Manutenção Básica nos Veículos Pesados • Primeiros Socorros e Prevenção a Incêndios • Legislação de Cargas • Financiamento de Veículos Pesados • Meio Ambiente • Relacionamento Interpessoal • Programa 5S • Motivação no Trabalho • Qualidade no Atendimento ao Turista • Utilização e Análise do Tacógrafo • Direção Defensiva • Fidelização de Clientes • Mobilidade Urbana • Noções de SMS – Segurança, Meio Ambiente e Saúde

SEST Medos e Fobias Aborda a diferença entre medos e fobias, as principais características e quando e como buscar ajuda profissional Direitos Humanos nas Estradas Trata de conceitos básicos, legislação e orientação de como agir em situações cotidianas relacionadas ao tema Os Perigos da Internet Ensina a proteger e a tirar o máximo de proveito do mundo virtual Bem-Estar Social Oferece importantes informações e reflexões sobre os direitos e deveres dos cidadãos brasileiros Guia de Atendimento a Pessoas com Restrição de Mobilidade Mostra como prestar um atendimento de qualidade às pessoas que possuem algum tipo de restrição de sua mobilidade SENAT Novas Tecnologias para o Setor de Transporte Tem o propósito de auxiliar os condutores de ônibus e de caminhão na familiarização dos termos e conceitos utilizados no universo da tecnologia embarcada Empreendedorismo no Setor do Transporte Oferece orientação sobre todas as etapas de planejamento e criação de um plano de negócio voltado para o transporte de cargas e passageiros Manutenção Preventiva e Gestão de Pneus Traz informações sobre manutenção e conservação preventiva dos pneus do veículo, segurança do motorista e redução de custos para o setor Cuidados para o Motofretista Orienta sobre a profissão, apresentando os direitos e deveres, dicas de comportamento e segurança para um melhor desempenho profissional Guia de Atendimento ao Turista Aborda o conceito turismo sustentável e fornece orientações, dicas e sugestões práticas para que o turista seja bem atendido Fonte: Sest Senat


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“Apresentamos uma palestra de cunho motivacional em uma empresa. O retorno foi imediato, com melhora considerável no trabalho dos colaboradores” ERLENE CABRAL, COORDENADORA DE PROMOÇÃO SOCIAL

conhecimento nas suas áreas de atuação. “Eles saem da sala de aula agradecidos pela oportunidade que tiveram.” Novos temas Para que cada brasileiro conheça os direitos sociais previstos em nossas leis e possam unir forças em benefício de toda a coletividade, a palestra com o tema Bem-Estar Social traz importantes informações e reflexões sobre os direitos e

INFORMAÇÃO Apresentação de palestra pela unidade do Sest Senat em Maceió (AL)

deveres dos cidadãos brasileiros, além de contemplar dicas e orientações para o alcance do bem-estar pessoal. Os profissionais de transporte que atuam nas estradas, assim como os que circulam no trânsito das cidades, são testemunhas oculares de inúmeros casos de desrespeito aos direitos humanos. Por isso, o assunto Direitos Humanos nas Estradas é tema de uma das palestras do Sest Senat, que pretende mos-

trar a importância de se conhecer os conceitos básicos, um pouco sobre a legislação e propor uma reflexão sobre situações cotidianas. O setor de transporte oferece inúmeras oportunidades para quem quer crescer e ter seu próprio negócio. Condutores que hoje atuam no setor de cargas ou de passageiros poderão, com a palestra Empreendedorismo no Transporte, ter condições de avaliarem uma nova perspecti-

va, sejam em suas atuais funções ou até na concepção de um novo tipo de empreendimento. Os transtornos psicológicos sempre foram motivos de dúvidas e preconceitos. Por esse motivo, com a palestra Medos e Fobias, o trabalhador e toda a comunidade poderão se informar sobre as principais características e quando e como buscar ajuda profissional. A palestra Cuidados para o Motofretista traz informações sobre


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FOTOS SEST SENAT

CONSCIENTIZAÇÃO Palestra sobre mobilidade urbana ministrada em Santos (SP)

a profissão, apresentando os direitos e deveres, bem como dicas de comportamento para se tornar um profissional responsável. A internet traz um mundo de informações, facilidades e entretenimento, porém possui também perigos e riscos. A palestra Os Perigos da Internet ensina como se prevenir dos perigos que a internet esconde. E, caso eles ocorram, o que a legislação diz a respeito e como denunciar. A manutenção preventiva e a

conservação dos pneus, a calibragem, o alinhamento e o balanceamento do veículo são assuntos abordados na palestra Manutenção Preventiva e Gestão de Pneus, que pretende não apenas trazer informações sobre o tema, mas segurança e orientação para os motoristas reduzirem os custos. O Brasil se prepara para receber dois grandes eventos esportivos que irão atrair visitantes de todo o mundo: a Copa do

“O projeto dá resultado principalmente porque traz temas bem diversificados” MARCELO GAMA, INSTRUTOR

Mundo e a Olimpíada. Para auxiliar as pessoas que irão prestar serviços nesses eventos, o Sest Senat oferece o Guia de Atendimento ao Turista. A cartilha traz orientações técnicas, dicas e sugestões para o correto atendimento ao cliente em hotéis, restaurantes, pontos turísticos e no transporte em geral. Quase um quarto da população brasileira declara ter alguma dificuldade ou deficiência que as limitam em sua mobilidade. As pessoas que trabalham em atendimento ao público devem estar preparadas para oferecer um tratamento digno e de qualidade adaptado àqueles que necessitam de um atendimento diferenciado. O Guia de Atendimento a Pessoas com Restrição de Mobilidade foi criado para informar os trabalhadores em transporte como transportar essas pessoas com segurança. O mundo das inovações tecnológicas é repleto de novidades que trazem inúmeros benefícios para toda a sociedade. A cartilha Novas Tecnologias para o Setor de Transporte traz para condutores de ônibus e de caminhão a oportunidade de conhecer os termos e conceitos utilizados no universo que envolve a tecnologia embarcada. São recursos que aumentam a segurança e o conforto dos veículos e contribuem para minimizar as agressões ao meio ambiente. l


Estat铆stico, Econ么mico, Despoluir e Ambiental


FERROVIÁRIO MALHA FERROVIÁRIA - EXTENSÃO EM KM Total Nacional Total Concedida Concessionárias Malhas concedidas

30.129 28.692 11 12

BOLETIM ESTATÍSTICO RODOVIÁRIO MALHA RODOVIÁRIA - EXTENSÃO EM KM TIPO

PAVIMENTADA

NÃO PAVIMENTADA

TOTAL

65.320 110.842 26.827 202.988

12.662 111.334 1.234.918 1.358.914

77.981 222.176 1.261.745 129.262 1.691.164

Federal Estadual Municipal Rede Planejada Total

MALHA RODOVIÁRIA CONCESSIONADA - EXTENSÃO EM KM Adminstrada por concessionárias privadas Administrada por operadoras estaduais FROTA DE VEÍCULOS Caminhão Cavalo mecânico Reboque Semi-reboque Ônibus interestaduais Ônibus intermunicipais Ônibus fretamento Ônibus urbanos Nº de Terminais Rodoviários

14.768 1.195

2.461.762 528.223 1.041.704 771.322 17.309 57.000 23.489 107.000

122 37

FROTA MERCANTE - UNIDADES Embarcações de cabotagem e longo curso

MATERIAL RODANTE - UNIDADES Vagões Locomotivas Carros (passageiros urbanos)

104.931 3.212 1.670

PASSAGENS DE NÍVEL - UNIDADES Total Críticas

12.289 2.659

VELOCIDADE MÉDIA OPERACIONAL Brasil EUA

25 km/h 80 km/h

AEROVIÁRIO AERÓDROMOS - UNIDADES Aeroportos Internacionais Aeroportos Domésticos Outros aeródromos - públicos e privados

29 34 2.523

AERONAVES REGISTRADAS NO BRASIL - UNIDADES Transporte regular, doméstico ou internacional Transporte não regular: táxi aéreo Privado Outros Total

155

41.635 20.956 1.864

669 1.579 8.825 8.328 19.401

MATRIZ DO TRANSPORTE DE CARGAS MODAL

HIDROVIA - EXTENSÃO EM KM E FROTA Vias Navegáveis Vias economicamente navegadas Embarcações próprias

11.816 8.066 1.674 7.136 28.692

173

AQUAVIÁRIO INFRAESTRUTURA - UNIDADES Terminais de uso privativo misto Portos

MALHA POR CONCESSIONÁRIA - EXTENSÃO EM KM ALL do Brasil S.A. FCA - Ferrovia Centro-Atlântica S.A. MRS Logística S.A. Outras Total

MILHÕES

(TKU)

PARTICIPAÇÃO

(%)

Rodoviário

485.625

61,1

Ferroviário

164.809

20,7

Aquaviário

108.000

13,6

Dutoviário

33.300

4,2

Aéreo

3.169

0,4

Total

794.903

100


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BOLETIM ECONÔMICO

R$ bilhões

INVESTIMENTOS FEDERAIS EM INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES* Investimentos em transporte da União por Modal (total pago acumulado - até dezembro/2013 (R$10,41 bilhões)

Investimentos em Transporte da União (Orçamento Fiscal) (dados atualizados dezembro/2013)

25 20 15 10 5 0

1,91 (18,3%)

15,33 6,59

3,81

0,16 (1,5%)

8,19 (78,7%)

10,41

Autorizado Valores Pagos do Exercício Total Pago Restos a Pagar Pagos Obs.: O Total Pago inclui valores pagos do exercício atual e restos a pagar pagos de anos anteriores

0,15 (1,4%)

RECURSOS DISPONÍVEIS E INVESTIMENTO FEDERAL (ATÉ DEZEMBRO DE 2013) Orçamento Fiscal e Estatais (Infraero e Cia Docas) (R$ milhões correntes) Recursos Disponíveis 15.332,37 Autorizado União Dotação das Estatais (Infraero e Cia Docas) 3.203,93 Total de Recursos Disponíveis 18.536,29 Investimento Realizado 8.196,61 Rodoviário 1.909,10 Ferroviário 520,57 Aquaviário (União + Cia Docas) 1.309,45 Aéreo (União + Infraero) 11.935,73 Investimento Total (Total Pago) Fonte: Orçamento Fiscal da União (SIGA BRASIL - Senado Federal); Orçamento de Investimentos das Empresas Estatais (DEST-MPOG). Nota (A) Dados atualizados até 28.12.2013 (SIGA BRASIL). (B) Em 18 de junho de 2013 foram excluídos R$ 6 bilhões do valor autorizado para investimento em transporte no Orçamento Fiscal. Esses recursos eram referentes a créditos extraordinários autorizados pela MP nº 598 de 27/12/2012. Findo o prazo para a apresentação do Projeto de Decreto Legislativo para a MP, esta perdeu a validade e os créditos previstos foram devidamente retirados do orçamento. Nota sobre a CIDE: Até o boletim econômico de março de 2013, a CNT realizava o acompanhamento da arrecadação e do investimento com recursos da CIDE-combustíveis, Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico, criada pela Lei 10.336, de 19/12/2001. Esse acompanhamento deixou de ser realizado, já que a alíquota da CIDE foi reduzida a zero pelo Decreto nº 7.764, de junho de 2012. Os recursos da CIDE eram destinados aos seguintes fins: (a) ao pagamento de subsídios a preços ou transporte de álcool combustível, gás natural e seus derivados e derivados de petróleo; (b) ao financiamento de projetos ambientais relacionados com a indústria do petróleo e do gás; e (c) ao financiamento de programas de infraestrutura de transportes.

Rodoviário

Ferroviário

Aquaviário

Aéreo

CONJUNTURA MACROECONÔMICA - JANEIRO/2014

PIB (% cresc a.a.)1 Selic (% a.a.)2 IPCA (%)3 Balança Comercial Reservas Internacionais4 Câmbio (R$/US$)5

2012

acumulado em 2013

últimos 12 meses

expectativa para 2013

0,9 7,25 5,84 19,43

2,40

2,26

2,28 6,00 1,20

10,00 4,95 -0,93

5,77 1,74

373,14

375,79

2,04

2,35

2,34

Fontes: Receita Federal, SIGA BRASIL - Senado Federal, IBGE e Focus (Relatório de Mercado 10/01/14), Banco Central do Brasil. Observações: (1) Expectativa de crescimento do PIB para 2013. (2) Taxa Selic conforme Copom 27/11/2013. (3) Inflação acumulada no ano e em 12 meses até novembro/2013. (4) Posição dezembro/2012 e novembro/2013 em US$ bilhões. (5) Câmbio de fim de período divulgado em 02/01/2014, média entre compra e venda.

Evolução do Investimento Federal em Infraestrutura de Transporte 16,0 14,0 12,0 10,0 8,0 6,0 4,0 2,0 0 2009 Investimento Total

ORÇAMENTO FISCAL DA UNIÃO E ORÇAMENTO DAS ESTATAIS (INFRAERO E CIA DOCAS) (valores em R$ bilhões correntes) 2009 2010 2011 2012 7,8 10,3 11,2 9,4 Rodoviário 1,0 2,5 1,6 1,1 Ferroviário 1,3 1,0 0,8 Aquaviário (União + Cia Docas) 1,3 0,5 0,7 1,2 1,4 Aéreo (União + Infraero) 10,6 14,8 15,0 12,7 Investimento Total

2010

2011 Rodoviário

Ferroviário

2012 Aquaviário

2013 Aéreo

2013 8,2 1,9 0,5 1,3 11,9

Fonte: Orçamento Fiscal da União (SIGA BRASIL - Senado Federal) e Orçamento de Investimentos das Empresas Estatais (DEST-MPOG).

8

R$ bilhões correntes

Orçamento Fiscal da União e Orçamento das Estatais (Infraero e Cia Docas)

* Veja a versão completa deste boletim em www.cnt.org.br


INVESTIMENTO PÚBLICO FEDERAL EM INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTE POR ESTADOS E REGIÕES (VALORES EM R$ MILHÕES CORRENTES)1

REGIÕES3

Estados

ORÇAMENTO FISCAL (TOTAL PAGO2 POR MODAL DE TRANSPORTE) Acre Alagoas Amazonas Amapá Bahia Ceará Distrito Federal Espírito Santo Goiás Maranhão Minas Gerais Mato Grosso do Sul Mato Grosso Pará Paraíba Pernambuco Piauí Paraná Rio de Janeiro Rio Grande do Norte Rondônia Roraima Rio Grande do Sul Santa Catarina Sergipe São Paulo Tocantins Centro Oeste Nordeste Norte Sudeste Sul Nacional Total

Rodoviário

Ferroviário

Aquaviário

Aéreo

Total

115,55 387,38 120,65 57,59 266,29 300,19 8,98 158,37 650,62 426,44 909,51 270,10 408,07 544,52 148,50 186,32 145,26 291,29 332,05 148,16 383,77 35,72 1.057,89 487,73 135,71 39,93 108,34 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 71,68 8.196,61

0,00 0,00 0,00 0,00 803,35 0,00 0,00 0,00 771,35 0,00 157,48 11,77 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 4,60 28,14 0,00 0,00 0,00 0,14 0,43 0,00 90,03 2,58 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 39,23 1.909,10

0,00 0,00 8,58 0,00 1,35 2,95 0,00 12,24 0,00 16,21 0,00 0,00 0,00 4,49 0,00 0,00 0,00 0,00 0,20 0,00 0,00 1,02 4,99 0,96 0,00 83,12 0,00 0,00 0,00 9,88 0,00 0,15 13,74 159,88

0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 1,32 0,00 0,00 146,04 147,36

115,55 387,38 129,23 57,59 1.070,99 303,14 8,98 170,61 1.421,97 442,65 1.066,99 281,87 408,07 549,01 148,50 186,32 145,26 295,89 360,39 148,16 383,77 36,74 1.063,02 489,12 135,71 213,08 110,92 0,00 0,00 11,20 0,00 0,15 270,69 10.412,96

Elaboração: Confederação Nacional do Transporte *Dados atualizados até 28.12.2013 (SIGA BRASIL).

Notas: (1) Foram utilizados os seguintes filtros: função (26), subfunção (781=aéreo, 782=rodoviário, 783=ferroviário, 784=aquaviário), GND (4=investimentos). Para a subfunção 781 (aéreo), não foi aplicado nenhum filtro para a função. Fonte: SIGA BRASIL (Execução do Orçamento Fiscal da União). (2) O total pago é igual ao valor pago no exercício acrescido de restos a pagar pagos. (3) O valor investido em cada região não é igual ao somatório do valor gasto nos respectivos estados. As obras classificadas por região são aquelas que atendem a mais de um estado e por isso não foram desagregadas. Algumas obras atendem a mais de uma região, por isso recebem a classificação Nacional.

Nota técnica CNT

Mudança de fonte de dados de investimentos públicos federais A partir de janeiro de 2013, a CNT passa a utilizar o SIGA BRASIL como fonte de dados da execução do Orçamento Fiscal da União. Até então, eram utilizados os bancos de dados elaborados pela COFF (Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira) disponibilizados pela Câmara dos Deputados. O SIGA BRASIL é um sistema de informações sobre orçamento público, que permite acesso amplo e facilitado ao SIAFI e a outras bases de dados sobre planos e orçamentos públicos, por meio de uma única ferramenta de consulta . Por ser atualizado periodicamente, o SIGA BRASIL permite uma análise mais dinâmica da execução orçamentária federal. Além disso, o SIGA BRASIL disponibiliza na mesma base de dados os valores pagos no exercício e os restos a pagar pagos. Esta característica confere ao sistema maior precisão e segurança no acompanhamento dos investimentos em infraestrutura de transporte. Os dados de execução orçamentária para investimento em infraestrutura de transporte são divulgados mensalmente pela Confederação Nacional do Transporte por meio de seu Boletim Econômico disponível na revista CNT Transporte Atual e no site da instituição (www.cnt.org.br).

Para consultar a execução detalhada, acesse o link http://www.cnt.org.br/Paginas/Boletim-economico.aspx


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CNT TRANSPORTE ATUAL

FEVEREIRO 2014

BOLETIM DO DESPOLUIR DESPOLUIR

PROJETOS

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) e o Sest Senat lançaram em 2007 o Programa Ambiental do Transporte - DESPOLUIR, com o objetivo de promover o engajamento de empresários, caminhoneiros autônomos, taxistas, trabalhadores em transporte e da sociedade na construção de um desenvolvimento verdadeiramente sustentável.

• Redução da emissão de poluentes pelos veículos • Incentivo ao uso de energia limpa pelo setor transportador • Aprimoramento da gestão ambiental nas empresas, garagens e terminais de transporte • Cidadania para o meio ambiente

RESULTADOS DO PROJETO DE REDUÇÃO DAS EMISSÕES DE POLUENTES PELOS VEÍCULOS ESTRUTURA

NÚMEROS DE AFERIÇÕES 2007 A 2012

2013

820.587

212.868

Aprovação no período 88,18%

91,10%

2014

TOTAL

JANEIRO

7.617

1.041.072 88,80%

92,01%

Federações participantes

20

Unidades de atendimento

68

Empresas atendidas

10.413

Caminhoneiros autônomos atendidos

12.461

PUBLICAÇÕES DO DESPOLUIR

INSTITUIÇÕES PARTICIPANTES Para participar do Projeto Redução da Emissão de Poluentes pelos Veículos, entre em contato com a Federação que atende o seu Estado. FEDERAÇÃO FETRANSPORTES

27.2125-7643

BA e SE

71.3341-6238

SP

11.2632-1010

FETRANCESC

SC

48.3248-1104

FETRANSPAR

PR

41.3333-2900

FETRANSUL

RS

51.3374-8080

FETRACAN

AL, CE, PB, PE, PI, RN e MA

81.3441-3614

FETCEMG

MG

31.3490-0330

FENATAC

DF, TO, MS, MT e GO

61.3361-5295

RJ

21.3869-8073

AC, AM, RR, RO, AP e PA

92.2125-1009

ES

27.2125-7643

BA e SE

71.3341-6238

RJ

21.3221-6300

RN, PB, PE e AL

84.3234-2493

FETRAM

MG

31.3274-2727

FEPASC

SC e PR

41.3244-6844

CEPIMAR

CE, MA e PI

85.3261-7066

FETRAMAR

MS, MT e RO

65.3027-2978

AM, AC, PA, RR e AP

92.3584-6504

FETRASUL

DF, GO, SP e TO

62.3598-2677

FETERGS

RS

51.3228-0622

FETRANSCARGA FETRAMAZ FETRANSPORTES FETRABASE FETRANSPOR FETRONOR Passageiros

TELEFONE

ES

FETCESP

FETRABASE

Carga

UFs ATENDIDAS

FETRANORTE

A pesquisa “Caminhoneiros no Brasil - Relatório Síntese de Informações Ambientais” apresenta a realidade e as necessidades de um dos principais agentes do setor de transporte. Informações econômicas, financeiras, sociais e ambientais, além de dados relacionados à frota, como distribuição e idade média; características dos veículos e dos deslocamentos; intensidade de uso e autonomia (km/l) da frota permitem aprofundar os conhecimentos relativos ao setor de transporte rodoviário.

8

SETOR

Conheça abaixo duas das diversas publicações ambientais que estão disponíveis para download no site do DESPOLUIR:

Para saber mais: www.cntdespoluir.org.br

O governo brasileiro adotou o biodiesel na matriz energética nacional, através da criação do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel e da aprovação da Lei n. 11.097. Atualmente, todo o óleo diesel veicular comercializado ao consumidor final possui biodiesel. Essa mistura é denominada óleo diesel B e apresenta uma série de benefícios ambientais, estratégicos e qualitativos. O objetivo desta publicação é auxiliar na rotina operacional dos transportadores, apresentando subsídios para a efetiva adoção de procedimentos que garantam a qualidade do óleo diesel B, trazendo benefícios ao transportador e, sobretudo, ao meio ambiente.


CNT TRANSPORTE ATUAL

75

FEVEREIRO 2014

CONSUMO DE COMBUSTÍVEIS NO BRASIL

BOLETIM AMBIENTAL

CONSUMO DE ÓLEO DIESEL POR MODAL DE TRANSPORTE (em milhões de m3)

2009 EMISSÕES DE CO2 NO BRASIL (EM BILHÕES DE TONELADAS - INCLUÍDO MUDANÇA NO USO DA TERRA)

EMISSÕES DE CO2 POR SETOR CO2 t/ANO 1.202,13 140,05 136,15 48,45 47,76 1.574,54

SETOR

Mudança no uso da terra Industrial* Transporte Geração de energia Outros setores Total

(%) 76,35 8,90 8,65 3,07 3,03 100,00

PARTICIPAÇÃO

Rodoviário Aéreo Outros meios Total

38,49

Ferroviário

0,83

2%

1,08

3%

1,18

3%

Hidroviário

0,49

1%

0,14

0%

0,14

0%

35,68 100%

37,7

100%

36,38

% 97%

(novembro)

Diesel

(%) 90,46 5,65 3,88 100,00

44,76

44,29

49,23

52,26

55,90

54,01

Gasolina 25,17

25,40

29,84

35,49

39,69

37,51

Etanol

16,47

15,07

10,89

9,85

9,67

PARTICIPAÇÃO

13,29

* Inclui consumo de todos os setores (transporte, indústria, energia, agricultura, etc). ** Dados atualizados em 30 de dezembro de 2013.

EMISSÕES DE POLUENTES - VEÍCULOS CICLO OTTO*

EMISSÕES DE POLUENTES - VEÍCULOS CICLO DIESEL

80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0%

CO2 NOx NMHc CO CH4

39,81 100%

VOLUME

34,46

% 97%

VOLUME

CONSUMO TOTAL POR TIPO DE COMBUSTÍVEL (em milhões de m3)* TIPO 2008 2009 2010 2011 2012 2013**

EMISSÕES DE CO2 POR MODAL DE TRANSPORTE CO2 t/ANO 123,17 7,68 5,29 136,15

Rodoviário

VOLUME

Total

*Inclui processos industriais e uso de energia

MODAL

2011

2010 % 97%

MODAL

60% 50% 40% CO2 NOx CO NMHc MP

30% 20% 10% 0%

Automóveis GNV Comerciais Leves (Otto) Motocicletas * Inclui veículos movidos a gasolina, etanol e GNV Dados de 2009 fornecidos pelo último Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores Rodoviários – MMA,2011.

Caminhões Pesados

Ônibus Urbanos

10 15 10 a 50

CE: Fortaleza, Aquiraz, Horizonte, Caucaia, Itaitinga, Chorozinho, Maracanaú, Euzébio, Maranguape, Pacajus, Guaiúba, Pacatuba, São Gonçalo do Amarante, Pindoretama e Cascavel. PA: Belém, Ananindeua, Marituba, Santa Bárbara do Pará, Benevides e Santa Isabel do Pará. PE: Recife, Abreu e Lima, Itapissuma, Araçoiaba, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho, Moreno, Camaragibe, Olinda, Igarassu, Paulista, Ipojuca, Itamaracá e São Lourenço da Mata. Frotas cativas de ônibus dos municípios: Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Curitiba, Salvador, Porto Alegre e São Paulo. RJ: Rio de Janeiro, Belford Roxo, Nilópolis, Duque de Caxias, Niterói, Guapimirim, Nova Iguaçu, Itaboraí, Paracambi, Itaguaí, Queimados, Japeri, São Gonçalo, Magé, São João de Meriti, Mangaratiba, Seropédica, Maricá, Tanguá e Mesquita. 10** Brasil SP: São Paulo, Americana, Mairiporã, Artur Nogueira, Mauá, Arujá, Mogi das Cruzes, Barueri, Mongaguá, Bertioga, Monte Mor, Biritibamirim, Nova Odessa, Caçapava, Osasco, Caieiras, Paulínia, Cajamar, Pedreira, Campinas, Peruíbe, Carapicuíba, Pindamonhangaba, Cosmópolis, Pirapora do Bom Jesus, Cotia, Poá, Cubatão, Praia Grande, Diadema, Ribeirão Pires, Embu, Rio Grande da Serra, Embuguaçu, Salesópolis, Engenheiro Coelho, Santa Bárbara d’ Oeste, Ferraz de Vasconcelos, Santa Branca, Francisco Morato, Santa Isabel, Franco da Rocha, Santana de Parnaíba, Guararema, Santo André, Guarujá, Santo Antônio da Posse, Guarulhos, Santos, Holambra, São Bernardo do Campo, Hortolândia, São Caetano do Sul, Igaratá, São José dos Campos, Indaiatuba, São Lourenço da Serra, Itanhaém, São Vicente, Itapecerica da Serra, Sumaré, Itapevi, Suzano, Itaquaquecetuba, Taboão da Serra, Itatiba, Taubaté, Jacareí, Tremembé, Jaguariúna, Valinhos, Jandira, Vargem Grande Paulista, Juquitiba e Vinhedo. Demais estados e cidades 500*** * Em partes por milhão de S - ppm de S ** Municípios com venda exclusiva de S10. Para ver a lista dos postos que ofertam o diesel S10, consulte o site do DESPOLUIR: www.cntdespoluir.org.br *** A partir de janeiro de 2014, o diesel interiorano passou a ser S500. Para mais informações, consulte a seção Legislação no Site do DESPOLUIR: www.cntdespoluir.org.br

2,8%

2,8%

8,3%

22,9%

Teor de Biodiesel 24,3% Outros 2,8%

Pt. Fulgor 22,9% Enxofre 8,3%

Corante 2,8% Aspecto 39,0%

% NC

Trimestre Anterior

22,0

Trimestre Atual

0,0 AC 0 0

AL 2,7 2,7

7,9

6,0

2,7 AM 22 20,8

39,0%

24,3%

ÍNDICE TRIMESTRAL DE NÃO-CONFORMIDADES NO ÓLEO DIESEL POR ESTADO - DEZEMBRO 2013 22 20 18 16 14 12 10 8 6 4 2 0

Caminhões Leves

NÃO-CONFORMIDADES POR NATUREZA NO ÓLEO DIESEL - DEZEMBRO 2013

QUALIDADE DO ÓLEO DIESEL TEOR MÁXIMO DE ENXOFRE (S) NO ÓLEO DIESEL (em ppm de S)* Japão EUA Europa

Ônibus Caminhões Comerciais Leves Rodoviários (Diesel) médios

AP 6 1,8

1,7

2,8

BA 1,7 1,4

CE 2,8 4,1

0,0 DF 0 0

2,0 ES 2 2,3

4,1 0,0

0,7

GO 0 0

MA 0,7 0,3

4,2

4,9

0,0 MG 4,1 4,2

MS 0 0

Percentual relativo ao número de não-conformidades encontradas no total de amostras coletadas. Cada amostra analisada pode conter uma ou mais não-conformidades.

MT 4,2 3,2

PA 4,9 4

2,7

3,6

PB 2,7 2,2

PE 3,6 2,7

1,7

0,9

2,1

1,2

0,0

PI 1,7 1,9

PR 0,9 0,9

RJ 2,1 2,1

RN 1,2 1,9

RO 0 0

RR 7,9 3,6

1,0

0,4

1,9

2.4

RS 1 1,3

SC 0,4 1

SE 1,9 5,3

SP 2,4 2,3

2,6 0,0 TO 0 0

Brasil 2,6 2,6


EFEITOS DOS PRINCIPAIS POLUENTES ATMOSFÉRICOS DO TRANSPORTE POLUENTES

PRINCIPAIS FONTES

CARACTERÍSTICAS

EFEITOS SAÚDE HUMANA

1

Monóxido de carbono (CO)

Resultado do processo de combustão de fonte móveis2 e de fontes fixas industriais3.

Gás incolor, inodoro e tóxico.

Diminui a capacidade do sangue em transportar oxigênio. Aspirado em grandes quantidades pode causar a morte.

Dióxido de Carbono (CO2)

Resultado do processo de combustão de fonte móveis2 e de fontes fixas industriais3.

Gás tóxico, sem cor e sem odor.

Provoca confusão mental, prejuízo dos reflexos, inconsciência, parada das funções cerebrais.

Metano (CH4)

Resultado do processo de combustão de fontes móveis2 e fixas3, atividades agrícolas e pecuárias, aterros sanitários e processos industriais4.

Gás tóxico, sem cor, sem odor. Quando adicionado a água torna-se altamente explosivo.

Causa asfixia, parada cardíaca, inconsciência e até mesmo danos no sistema nervoso central, se inalado.

MEIO AMBIENTE

Causam o aquecimento global, por serem gases de efeito estufa.

Compostos orgânicos voláteis (COVs)

Resultado do processo de combustão de fonte móveis2 e processos industriais4.

Composto por uma grande variedade de moléculas a base de carbono, como aldeídos, cetonas e outros hidrocarbonetos leves.

Causa irritação da membrana mucosa, conjuntivite, danos na pele e nos canais respiratórios. Em contato com a pele pode deixar a pele sensível e enrugada e quando ingeridos ou inalados em quantidades elevadas causam lesões no esôfago, traqueia, trato gastro-intestinal, vômitos, perda de consciência e desmaios.

Óxidos de nitrogênio (NOx)

Formado pela reação do óxido de nitrogênio e do oxigênio reativo presentes na atmosfera e queima de biomassa e combustíveis fósseis.

O NO é um gás incolor, solúvel. O NO2 é um gás de cor acastanhada ou castanho avermelhada, de cheiro forte e irritante, muito tóxico. O N2O é um gás incolor, conhecido popularmente como gás do riso.

O NO2 é irritante para os pulmões e Causam o aquecimento global, diminui a resistência às infecções por serem gases de efeito estufa. respiratórias. A exposição continuada ou frequente a níveis elevados pode provocar Causadores da chuva ácida5. tendência para problemas respiratórios.

Formado pela quebra das moléculas dos hidrocarbonetos liberados por alguns poluentes, como combustão de gasolina e diesel. Sua formação é favorecida pela incidência de luz solar e ausência de vento.

Gás azulado à temperatura ambiente, instável, altamente reativo e oxidante.

Resultado do processo de combustão de fontes móveis2 e processos industriais4.

Provoca irritação e aumento na produção de muco, desconforto na Gás denso, incolor, não inflamável respiração e agravamento de e altamente tóxico. problemas respiratórios e cardiovasculares.

Causa o aquecimento global, por ser um gás de efeito estufa. Causador da chuva ácida5, que deteriora diversos materiais, acidifica corpos d'água e provoca destruição de florestas.

Conjunto de poluentes constituído de poeira, fumaça e todo tipo de material sólido e líquido que se mantém suspenso. Possuem diversos tamanhos em suspensão na atmosfera. O tamanho das partículas está diretamente associado ao seu potencial para causar problemas à saúde, quanto menores, maiores os efeitos provocados.

Altera o pH, os níveis de pigmentação e a fotossíntese das plantas, devido a poeira depositada nas folhas.

Ozônio (O3)

Dióxido de enxofre (SO2)

Material particulado (MP)

Resultado da queima incompleta de combustíveis e de seus aditivos, de processos industriais e do desgaste de pneus e freios.

Provoca problemas respiratórios, irritação aos olhos, nariz e garganta.

Incômodo e irritação no nariz e garganta são causados pelas partículas mais grossas. Poeiras mais finas causam danos ao aparelho respiratório e carregam outros poluentes para os alvéolos pulmonares, provocando efeitos crônicos como doenças respiratórias, cardíacas e câncer.

Causa destruição e afeta o desenvolvimento de plantas e animais, devido a sua natureza corrosiva. Além de causar o aquecimento global, por ser um gás de efeito estufa.

8

1. Em 12 de junho de 2012, segundo o Comunicado nº 213, o Centro Internacional de Pesquisas sobre o Câncer (IARC, em inglês), que é uma agência da Organização Mundial da Saúde (OMS), classificou a fumaça do diesel como substância cancerígena (grupo 1), mesma categoria que se encontram o amianto, álcool e cigarro. 2. Fontes móveis: motores a gasolina, diesel, álcool ou GNV. 3. Fontes fixas: Centrais elétricas e termelétricas, instalações de produção, incineradores, fornos industriais e domésticos, aparelhos de queima e fontes naturais como vulcões, incêndios florestais ou pântanos. 4. Processos industriais: procedimentos envolvendo passos químicos ou mecânicos que fazem parte da fabricação de um ou vários itens, usualmente em grande escala. 5. Chuva ácida: a chuva ácida, também conhecida como deposição ácida, é provocada por emissões de dióxido de enxofre (SO2) e óxidos de nitrogênio (NOx) de usinas de energia, carros e fábricas. Os ácidos nítrico e sulfúrico resultantes podem cair como deposições secas ou úmidas. A deposição úmida é a precipitação: chuva ácida, neve, granizo ou neblina. A deposição seca cai como particulados ácidos ou gases.

Para saber mais: www.cntdespoluir.org.br


“O Programa Inovar-Auto não diferencia combustíveis renováveis de fósseis, o que traz risco de desprezar-se o desenvolvimento do etanol” TEMA DO MÊS

O que ainda impede o etanol de ser utilizado como um com

A necessidade de políticas governamentais claras FRANCISCO NIGRO

etanol de cana – produzido eficientemente no Brasil, que conta com abundantes recursos naturais agrícolas, com logística estabelecida e potencial para ser consumido na forma hidratada por uma frota de mais de 20 milhões de veículos e que satisfaz critérios de sustentabilidade social e ambiental – é tido como campeão do mundo que valoriza a redução de emissões de GEE (Gases de Efeito Estufa). Todavia, sua sustentabilidade econômica tem sido ameaçada nos últimos anos, tanto pela ação federal de administrar o preço da gasolina para controlar a inflação como por intempéries e problemas agrícolas que provocaram quebras de safra. O futuro tecnológico pelo lado da produção do etanol está bem encaminhado, haja vista o ganho de produtividade alcançado nas diversas etapas da cadeia e que deverá prosseguir por meio de programas de apoio à pesquisa, como o Bioen da Fapesp, e ao desenvolvimento suportados por Finep e BNDES. Quanto à utilização do etanol, não se pode afirmar o mesmo. Hoje os veículos flex

O

FRANCISCO NIGRO Professor da Escola Politécnica da USP, pesquisador aposentado do Instituto de Pesquisas Tecnológicas e conselheiro de várias instituições ligadas ao setor automotivo

consomem um volume de etanol hidratado em média 45% superior ao volume de gasolina C para percorrer um trajeto equivalente. Já houve época, digamos de 1980 a 86, em que os veículos a etanol priorizavam eficiência ao invés de desempenho e só consumiam 25% a mais que os à gasolina C. Com a produção crescente de motores de ignição por centelha com injeção direta na câmara, de tamanho reduzido para baixo consumo e uso de turbocompressores para manter o desempenho veicular, reabremse as possibilidades para um uso mais competitivo do etanol mesmo em aplicações flex. As propriedades diferenciadas de resistência à autoignição e elevado calor latente de vaporização do etanol possibilitam ganhos de eficiência, torque e potência nos motores que, quando combinados com câmbios automáticos ou automatizados que priorizem redução de consumo ao invés de aumento de desempenho, poderão trazer a relação de consumo etanol/gasolina C para as proporções observadas no início do Proálcool. Para transformar esse poten-

cial tecnológico em realidade econômica que possa promover maior utilização do etanol no país são necessários investimentos na produção e na utilização eficiente, o que pode ser conseguido por meio de políticas públicas. O Programa Inovar-Auto, regulamentado em 2012 e que praticamente estabelece metas mandatórias de consumo energético para fabricantes de veículos leves, desastradamente não diferencia combustíveis renováveis de fósseis, o que traz risco considerável de, face à facilidade de importação de soluções já otimizadas para gasolina de mercados mais avançados, desprezar-se o desenvolvimento do uso eficiente do etanol. Isso seria um grande revés para a engenharia automotiva nacional e poderia ser mortal para o etanol hidratado. Portanto, para que o etanol recupere a posição de destaque que merece no contexto do combustível veicular no Brasil, são necessárias políticas governamentais claras dirigidas aos setores, tanto automotivo como sucroenergético, para que readquiram a confiança de investir no etanol.


“O álcool gera 30% a menos de calor se comparado à gasolina, fato que explica a diferença de preço nas bombas de combustível”

bustível estratégico no Brasil?

A dependência de decisões consistentes RICARDO BOCK

desenvolvimento do automóvel começou de forma efetiva há 130 anos, em vários países simultaneamente. Os carros a vapor tiveram algum sucesso, considerando o fácil acesso à água e ao carvão. O gás era utilizado em iluminação urbana, mas poucos países eram produtores, bem como os derivados do petróleo, que também foram utilizados como fonte de energia para iluminação na antiguidade. Já o álcool apresentava um bom rendimento energético e podia ser obtido de diversas fontes orgânicas, novamente presente em inúmeros locais. Veículos a vapor, gasolina, álcool e elétricos coexistiram desde o início da indústria automobilística até o fim dos anos 20. Entretanto, a gasolina foi consagrada como o principal combustível para motores a explosão devido a fatores como relação de peso e quantidade de calor liberada durante a queima. Em 1922, o então presidente do Brasil, Arthur Bernardes, iniciou um programa que previa o

O

desenvolvimento de uma alternativa genuinamente brasileira, já que considerava a importação de gasolina e derivados do petróleo um gasto alto demais para a economia nacional. O cenário indicava mudanças nos anos 70 com a 1ª Crise Mundial do Petróleo, deixando a impressão que o “Ouro Negro” era finito – e que o fim estaria próximo - o que na verdade seria um realinhamento internacional de preços, realizado pelos países produtores. Situação que afetou diretamente o Brasil, provocando insuficiências no abastecimento, além de reajustes contínuos nos preços praticados no período. Cinquenta anos depois do sonho de Arthur Bernardes, surgiu o Proálcool, que contemplava do plantio de cana-deaçúcar à fabricação de usinas, bem como toda a estruturação da cadeia produtiva e distribuição. Rapidamente, a engenharia brasileira apresentou soluções em tempo recorde, transformando o Brasil em uma referência mundial nesse tema. A agonia dos anos 70 passou, os preços da gasolina tinham estabilidade e, aos pou-

cos, o álcool deixou de ser o foco, pelo mesmo motivo, uma vez que os usineiros tinham outras opções, como produção de açúcar e até energia elétrica. Vale ressaltar que o álcool gera 30% a menos de calor se comparado à gasolina, fato que explica a diferença de preço nas bombas de combustível, cerca de 30%, atrelada também à potencia e ao consumo. Um motor, quando é projetado, é feito em função do combustível, portanto, o aproveitamento ótimo de calor depende dos fluxos, formato de câmara de combustão, taxa de compressão, tamanho de válvulas e tantos outros itens, incluindo a durabilidade dos componentes, desde o bocal do tanque de combustível até a saída do escapamento. Os fatos mencionados evidenciam os motivos pelos quais os atuais motores flex não obtêm os mesmos números de consumo do passado – tanto para a gasolina quanto para o álcool. O futuro do álcool não depende da engenharia, e sim de decisões políticas consistentes para os usineiros e, consequentemente, aos consumidores.

RICARDO BOCK Professor de Engenharia Mecânica do Centro Universitário da FEI (Faculdade de Engenharia Industrial)


CNT TRANSPORTE ATUAL

FEVEREIRO 2014

81

“A CNT está atenta aos interesses dos transportadores, na esperança de construirmos um Brasil mais rico e mais feliz para todos” CLÉSIO ANDRADE

OPINIÃO

Esperanças renovadas

A

pós as festividades de fim de ano e finalizadas as férias, recomeçamos nossas atividades com esperanças renovadas de que, em 2014, conseguiremos resolver as pendências acumuladas no setor de transportes, sendo que a mais visível e crônica é, sem dúvida, a falta de uma infraestrutura adequada ao crescimento do país. Entra ano, sai ano, a CNT continua alertando a sociedade brasileira sobre a necessidade de investimentos, especialmente em infraestrutura do setor de transporte, o que promoveria um novo salto no desenvolvimento econômico do Brasil. Contudo, sendo otimistas por natureza, os transportadores se mantêm confiantes. Temos muita convicção de que a Copa do Mundo no Brasil será um evento inesquecível, pelo bom humor e hospitalidade de nossa gente. Teremos, sim, dificuldades, apesar do esforço dos organizadores, especialmente com a mobilidade urbana, que sofrerá ainda a falta de uma infraestrutura adequada. Porém, acreditamos também na vitória de nossa seleção, o que trará muita alegria para nosso querido povo. Além desse megaevento, teremos as eleições, especialmente a presidencial, que vão causar uma boa efervescência em nosso país, tanto do ponto de vista econômico quanto social. Desconsiderando os exageros das paixões que os temas relacionados a futebol e a política provocam, os resultados são sempre positivos, quer sejam para aperfeiçoamento de nossas práticas democráticas, quer sejam pela apresentação de propostas de soluções para problemas graves de nosso país, como a malfadada falta de infraestrutura. Apesar de o mundo ainda não ter se recuperado plenamente da crise econômica de 2008 e de termos sentido, aqui no Brasil, em 2013, os impactos mais efetivos do desaquecimento de importantes economias na Europa, no Oriente e ainda nos Estados Unidos, apostamos na recuperação desses países e uma retomada do crescimento do PIB brasileiro com a atuação mais destacada de se-

tores sensíveis, como a indústria, a agroindústria e a mineração. Enfim, acreditamos que os setores que movimentam as principais commodities devem voltar a ocupar destaque no crescimento do país. Como a atividade transportadora é estratégica e sensível ao desempenho de todos os setores econômicos da sociedade, esperamos, em 2014, um ano muito favorável, com novos contratos e com a expansão de empresas transportadoras. Muitas delas devem iniciar a renovação de suas frotas e a ampliação de suas instalações. Obviamente, sabemos do caráter moroso do poder público na execução de seus projetos. O excesso de burocracia e a falta de uma gestão pública eficiente são entraves que podem e devem ser eliminados se quisermos avançar, prosperar e ver nossa economia dar saltos não só quantitativos como qualitativos. Além dos indispensáveis investimentos em rodovias, são necessários avanços na área portuária, no sistema ferroviário, hidroviário e aeroportuário, em consonância com os projetos divulgados pelo governo e constantes no Plano Nacional de Transporte e Logística. A CNT tem grandes expectativas em relação ao cenário econômico para este ano, apesar de o Brasil ainda estar longe de atingir a sustentabilidade de seu crescimento econômico, que só será obtida a partir de profundas reformas que os setores produtivos, há muito, vêm demandando, como reforma trabalhista, reforma tributária, reforma política. Reivindicamos também mais eficiência do poder público na execução de seus projetos. Os transportadores manterão seu estado permanente de alerta, com sua posição crítica em relação à atuação dos agentes econômicos afins com nossa atividade, especialmente dos governos. A CNT, a exemplo dos anos anteriores, está atenta aos interesses dos transportadores e do conjunto da sociedade, na esperança de construirmos um Brasil mais rico e mais feliz para todos.


82

CNT TRANSPORTE ATUAL

CNT CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO TRANSPORTE PRESIDENTE Clésio Andrade VICE-PRESIDENTES DA CNT TRANSPORTE DE CARGAS

FEVEREIRO 2014

José Severiano Chaves Eudo Laranjeiras Costa Antônio Carlos Melgaço Knitell Eurico Galhardi Francisco Saldanha Bezerra Jerson Antonio Picoli João Rezende Filho Mário Martins

Escreva para CNT TRANSPORTE ATUAL As cartas devem conter nome completo, endereço e telefone dos remetentes

DOS LEITORES

Newton Jerônimo Gibson Duarte Rodrigues TRANSPORTE AQUAVIÁRIO, FERROVIÁRIO E AÉREO

Meton Soares Júnior TRANSPORTE DE PASSAGEIROS

Jacob Barata Filho TRANSPORTADORES AUTÔNOMOS, DE PESSOAS E DE BENS

José Fioravanti PRESIDENTES DE SEÇÃO E VICE-PRESIDENTES DE SEÇÃO TRANSPORTE DE PASSAGEIROS

Marco Antonio Gulin Otávio Vieira da Cunha Filho TRANSPORTE DE CARGAS

Flávio Benatti Pedro José de Oliveira Lopes TRANSPORTADORES AUTÔNOMOS, DE PESSOAS E DE BENS

José da Fonseca Lopes Edgar Ferreira de Sousa

TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS

Luiz Anselmo Trombini Urubatan Helou Irani Bertolini Pedro José de Oliveira Lopes Paulo Sérgio Ribeiro da Silva Eduardo Ferreira Rebuzzi Oswaldo Dias de Castro Daniel Luís Carvalho Augusto Emílio Dalçóquio Geraldo Aguiar Brito Viana Augusto Dalçóquio Neto Euclides Haiss Paulo Vicente Caleffi Francisco Pelúcio

TRANSPORTE AQUAVIÁRIO

TRANSPORTADORES AUTÔNOMOS, DE PESSOAS E DE BENS

Glen Gordon Findlay Paulo Cabral Rebelo

Edgar Ferreira de Sousa José Alexandrino Ferreira Neto José Percides Rodrigues Luiz Maldonado Marthos Sandoval Geraldino dos Santos Éder Dal’ Lago André Luiz Costa Diumar Deléo Cunha Bueno Claudinei Natal Pelegrini Getúlio Vargas de Moura Bratz Nilton Noel da Rocha Neirman Moreira da Silva

TRANSPORTE FERROVIÁRIO

Rodrigo Vilaça Júlio Fontana Neto TRANSPORTE AÉREO

Urubatan Helou José Afonso Assumpção CONSELHO FISCAL (TITULARES) David Lopes de Oliveira Éder Dal’lago Luiz Maldonado Marthos José Hélio Fernandes CONSELHO FISCAL (SUPLENTES) Waldemar Araújo André Luiz Zanin de Oliveira José Veronez Eduardo Ferreira Rebuzzi DIRETORIA TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE PASSAGEIROS

TRANSPORTE AQUAVIÁRIO, FERROVIÁRIO E AÉREO

Hernani Goulart Fortuna Paulo Duarte Alecrim André Luiz Zanin de Oliveira Moacyr Bonelli George Alberto Takahashi José Carlos Ribeiro Gomes Roberto Sffair Luiz Ivan Janaú Barbosa José Roque

Luiz Wagner Chieppe Alfredo José Bezerra Leite Lelis Marcos Teixeira José Augusto Pinheiro

Fernando Ferreira Becker

Victorino Aldo Saccol

Eclésio da Silva

Raimundo Holanda Cavacante Filho Jorge Afonso Quagliani Pereira Alcy Hagge Cavalcante

EDIÇÃO DE OUTUBRO Sou estudante de Logística e Transporte e gosto de acompanhar as atualidades do setor de transporte brasileiro e suas perspectivas, já que a revista aborda todos os modais. Fiquei impressionado com a publicação nº 217, de outubro de 2013, na qual estão presentes vários assuntos que eu estudo. A revista é completa, rica em informações, tem bastante conteúdo e abrange todos os segmentos de transporte. Perfeita para um estudante como eu, que preciso me manter informado sobre a minha respectiva área de atuação. Parabenizo vocês pelo excelente trabalho à frente dessa maravilhosa publicação, já que nosso sistema de transporte tem muito a melhorar. Levando as informações para todo pessoal do meio já é muito bom para mantê-los informados. Agradeço pela atenção. Flávio Luiz dos Reis Soares Pardinho/SP

benefícios para a vida dos trabalhadores. Já participei de vários cursos e também utilizo os atendimentos de fisioterapia e odontologia das unidades. Espero que essa experiência da CNT nesses anos de trabalho pela melhoria do setor nos traga ainda mais benefícios. Thomas Dutra São José do Rio Preto/SP EDUCAÇÃO NO TRÂNSITO A reportagem da edição nº 220 da CNT Transporte Atual sobre as iniciativas de empresas para educar as crianças sobre as regras e os cuidados no trânsito é excelente. Tenho três filhos pequenos e é bom saber que existem pessoas e entidades preocupadas em preparar as nossas crianças para o futuro. Precisamos melhorar o trânsito nas cidades brasileiras, construindo mais infraestrutura, mas nenhuma obra vai ser suficiente se a gente não mudar também.

60 ANOS DA CNT Escrevo para parabenizar a CNT pelos seus 60 anos de trabalho e dedicação ao setor de transporte. Sou caminhoneiro autônomo há 37 anos e, durante esse período, percebi como a nossa atividade melhorou. A criação do Sest Senat trouxe inúmeros

Antonio Carlos de Vasconcellos Manaus/AM CARTAS PARA ESTA SEÇÃO

SAUS, quadra 1, bloco J Edifício CNT, entradas 10 e 20, 11º andar 70070-010 - Brasília (DF) E-mail: imprensa@cnt.org.br Por motivo de espaço, as mensagens serão selecionadas e poderão sofrer cortes



O que falta ao Brasil