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THEATRO MUNICIPAL DE Sテグ PAULO TEMPORADA 2013 CONCERTOS NOVEMBRO DEZEMBRO


ORQUESTRA EXPERIMENTAL DE REPERTÓRIO CORAL PAULISTANO 3/11 domingo 11h ORQUESTRA SINFÔNICA MUNICIPAL DE SÃO PAULO CORAL PAULISTANO 23/11 sábado 20h 24/11 domingo 11h ORQUESTRA EXPERIMENTAL DE REPERTÓRIO 1/12 domingo 11h


ORQUESTRA EXPERIMENTAL DE REPERTÓRIO CORAL PAULISTANO Jamil Maluf – Regente Bruno Greco Facio – Regente Viviane Rocha - Soprano Aline Réa - Mezzo-soprano Alexandre Bialecki - Tenor Daniel Lee - Barítono 3/11 domingo 11h

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BENJAMIN BRITTEN Cantata Acadêmica, Carmen Basiliense, Op. 62 Parte 1 Corale Alla Rovesco Recitative (Tenor) Arioso (Baixo) Duettino (Soprano e Contralto) Recitative (Tenor) Scherzo Parte 2 Tema Seriale con Fuga Soli et Duetto (Contralto e Baixo) Arioso con Canto Popolare Recitative (Tenor) Canone ed Istinato Corale con Canto Intervalo 20’ ARVO PÄRT Cantus in Memoriam Benjamin Britten BENJAMIN BRITTEN Sinfonia da Requiem, Op. 20 Lacrymosa Dies irae Requiem aeternam

Programa sujeito a alterações


BENJAMIN BRITTEN (1913-1976) Cantata Academica, Carmen Basiliense, Op. 26 Há um curioso descompasso entre a recepção interna e externa dos compositores britânicos: mesmo os nomes mais festejados no Reino Unido enfrentam dificuldades em ver sua música aceita e executada para além do Canal da Mancha. Benjamin Britten, cujo centenário é celebrado em 2013, constitui saudável exceção a tal regra. Tido como um dos principais compositores ingleses do século XX, trata-se de um dos raros autores britânicos cujas partituras vêm merecendo ampla circulação internacional. O caráter “acessível” de uma música que jamais rompeu os vínculos com o sistema tonal certamente contribuiu para a permanência de sua popularidade. Na obra que abre o programa de hoje, contudo, ele brinca com a técnica de composição atonal desenvolvida por Schönberg, o dodecafonismo. Não parece exagero dizer que a ironia perpassa toda a Cantata Academica, Carmen Basiliense, que o compositor escreveu em 1959, aos 46 anos de idade, sob encargo de Paul Sacher (1906-1999) – o regente suíço que fundou a Orquestra de Câmara da Basileia e que foi o responsável pela estreia e encomenda de muitas obras relevantes do repertório do século XX. A ideia de Sacher era celebrar os 500 anos da Universidade de Basileia, na Suíça, no ano seguinte. Para tanto, Britten baseou-se em texto em latim compilado por Bernhard Wyss, a partir do estatuto da universidade, além de orações de louvor à cidade. Incluindo coro, orquestra e quarteto vocal solista, a obra é constituída a partir de uma série dodecafônica. Ao todo, são 12 movimentos (além de uma recapitulação do coro de abertura), cada um dos quais centrado em uma das notas da série em que a obra se baseia. Em Britten, porém, serialismo e dodecafonismo estão longe de constituir sinônimo de sisudez árida. Pelo contrário: ele parece, aqui, querer resgatar o espírito de Brahms na Abertura Festival Acadêmico – obra também escrita para universidade, e igualmente de caráter jocoso.

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Em carta a Wyss, o compositor escreveu, não sem ironia, que a cantata estava “cheia de recursos acadêmicos, para a edificação dos intérpretes”. Paul Sacher regeu a estreia da obra, em 1960.

ARVO PÄRT (1935) Cantus in Memoriam Benjamin Britten “Por que a data da morte de Benjamin Britten – 4 de dezembro de 1976 – me tocou tanto? Nessa época, eu estava obviamente em um ponto no qual podia reconhecer a magnitude de tal perda. Sentimentos inexplicáveis de culpa me surgiram, mais do que nunca. Eu tinha acabado de descobrir Britten, sozinho. Pouco antes de sua morte, comecei a apreciar a pureza incomum de sua música – tive a impressão de que era o mesmo tipo de pureza das baladas de Guillaume de Machaud. E, além disso, quis por muito tempo conhecer Britten pessoalmente – e, agora, isso não ocorreria”. O depoimento é do compositor Arvo Pärt, nascido em 1935 na Estônia – país que seria incorporado à URSS durante a II Guerra Mundial. Em atrito com as autoridades soviéticas, Pärt emigrou para o Ocidente, em 1980, vivendo sucessivamente na Áustria e na Alemanha. Hoje, a Estônia voltou a ser uma nação independente, e o compositor se alterna entre sua capital, Tallin, e Berlim. Pärt demorou para encontrar sua voz como compositor: depois de um breve período neoclássico, adotou técnicas serialistas e de colagem, que logo se revelaram insatisfatórias. Após anos de hesitações, conseguiu voltar a compor com fluência justamente na época do falecimento de Britten, no final dos anos 1970, em um novo estilo que o tornaria internacionalmente célebre, e que ele batizaria de “tintinnabuli” (de “tintinnnabulum”, palavra latina para sino). Trata-se de um “retorno à tonalidade”, um “minimalismo sacro” influenciado pela profunda religiosidade do compositor e por seu interesse no cantochão e nos tipos mais arcaicos de música eclesiástica. Cantus foi uma das primeiras (e mais célebres) criações de Pärt


nessa estética, e é caracterizada pelo tempo lento e caráter meditativo que se tornariam as marcas registradas do compositor. A obra consiste essencialmente em um breve cânone (forma de polifonia imitativa) em lá menor, orquestrado para cordas e carrilhão, com função fúnebre – os sinos anunciam a morte de Britten. Toda música, por definição, parte do silêncio para a ele retornar, e Pärt, aqui, parece querer evidenciar esse axioma: o compositor faz a obra começar e terminar com a ausência de som escrita na partitura.

BENJAMIN BRITTEN (1913-1976) Sinfonia da Requiem, Op. 20 Britten tinha 26 anos e acabara de se mudar de sua Inglaterra natal para os EUA quando foi abordado por um emissário do Conselho Britânico, com uma requisição misteriosa: uma partitura festiva, para uma casa real estrangeira não especificada. Depois de aceitar, o compositor acabou descobrindo que a obra era uma encomenda do Japão, que pedira a autores de diversas nacionalidades (incluindo o alemão Richard Strauss) música para celebrar os 2.600 anos da dinastia que governava o país. As duas pontas da transação não poderiam estar em descompasso maior. Pacifista, Britten atravessara o Atlântico em 1939, entre outros motivos, justamente para escapar de um conflito bélico que parecia inevitável. Enquanto isso, o Japão ainda não entrara naquela que seria a II Guerra Mundial, mas vivia há três anos em confronto com a China, e demonstrava claras pretensões expansionistas. Previsivelmente, quando a partitura ficou pronta, a embaixada japonesa em Londres não escondeu seu desapontamento: “o compositor não entendeu nosso desejo”, disse o comunicado oficial; a música tinha “um tom melancólico” que a fazia “inadequada para apresentação em uma ocasião como nossa cerimônia nacional”. Pois em vez de uma partitura bombástica, o jovem músico britânico saíra-se com uma obra reflexiva, em que cada um dos movimentos trazia o nome de uma parte da missa dos mortos da liturgia católica.

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Britten perdera o pai em 1934 e a mãe três anos mais tarde, e a obra acabou sendo dedicada à memória de ambos. Diplomaticamente, os japoneses não requereram a devolução do pagamento pela obra – quantia que o compositor empregou para adquirir seu primeiro automóvel. A estreia acabou acontecendo no Carnegie Hall, em 29 de março de 1941, com a Filarmônica de Nova York, regida por John Barbirolli. A primeira audição no Japão ocorreria 15 anos mais tarde, após o final da guerra, em 1956. Hoje a partitura é tida como uma das mais vigorosas asserções estéticas do período de juventude de Britten, afirmando sua linguagem pessoal em meio a influências de Stravinsky e Mahler. Irineu Franco Perpetuo


ORQUESTRA SINFÔNICA MUNICIPAL DE SÃO PAULO CORAL PAULISTANO Rinaldo Alessandrini – Regente Mihaela Marcu – Soprano Luisa Francesconi – Mezzo-Soprano Stanislas de Barbeyrac – Tenor Marcelo Otegui – Baixo 23/11 sábado 20h 24/11 domingo 11h

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JOHANN SEBASTIAN BACH Suíte Orquestral n. 3 em Ré Maior, BWV 1068 Ouverture Air Gavottes I, II Bourrée Gigue Intervalo 20” WOLFGANG A. MOZART Requiem em Ré Menor, K. 626 Introitus Requiem Kyrie Sequentia Dies irae Tuba mirum Rex tremendae Recordare Confutatis Lacrimosa Offertorium Domine Jesu Christe Hostias Sanctus Benedictus Agnus Dei Communio Lux aeterna Programa sujeito a alterações


JOHANN SEBASTIAN BACH (1685-1750) Suíte Orquestral n. 3 em Ré Maior, BWV 1068 Nos livros de História da Música, normalmente o ano de 1750 é tido como o marco de encerramento do período Barroco. A data não foi escolhida ao acaso: trata-se do ano de falecimento do compositor germânico Johann Sebastian Bach (1685-1750). Versátil e prolífico, descendente de uma família cuja ligação com a música remetia pelo menos ao século XVI, Bach praticou, à exceção da ópera, todos os estilos em voga na sua época, sacros e profanos, vocais e instrumentais. Hoje ele é visto como músico-síntese do Barroco não apenas pela quantidade e qualidade de sua produção, como também por seu cosmopolitismo: embora sempre tenha vivido em pequenos estados da Alemanha protestante, era consciente da música que se fazia fora de suas fronteiras, assimilando, absorvendo e retrabalhando as distintas práticas de seu tempo. Assim, estudou e transcreveu os vibrantes concertos dos principais compositores italianos, como Antonio Vivaldi. E também incorporou a pomposa música de dança que se praticava na Europa francófona. Como escreveu Peter Williams em J. S. Bach – a Life in Music, em obras como as quatro suítes orquestrais ele “enriquece os estilos franceses com uma sofisticação harmônica, melodia variada e contraponto bem trabalhado – resultado de sua característica ‘profundidade’ – que quase nunca se encontram na própria França”. O sotaque afrancesado se revela no próprio nome das suítes – que Bach designava como ouvertures, a partir das aberturas das suntuosas e coreografadas óperas que se praticavam na corte de Luís XIV, começando com um tema majestoso e lento, com ritmos pontuados, seguido por uma seção em contraponto e compasso ternário, e arrematado com breve recapitulação do tema de abertura. Reza a lenda que, ao ouvir a ouverture do concerto de hoje, tocada por Mendelssohn, ao piano, por volta de 1830, Goethe teria dito visualizar uma procissão de gente elegante descendo uma escadaria. Foi a posteridade que resolveu classificar cada uma dessas obras

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como suíte, já que é a denominação que se dava no período Barroco a uma partitura abarcando diversas peças na mesma tonalidade, com caráter de dança. Bach compôs cerca de 45 suítes, indo das mais intimistas, que expandiam decisivamente a técnica instrumental (as seis para violoncelo solo), até as pensadas para execução pública, como as quatro para orquestra. Essas últimas estão ligadas a suas atividades como diretor musical do Collegium Musicum, entidade responsável por concertos em Leipzig, cidade em que o compositor germânico residiu nos últimos 27 anos de vida. No inverno, o Collegium se apresentava no café Zimmermann, às sextas-feiras, das 20h às 22h, enquanto, no verão, tocava no jardim do café às quartas, das 16h às 18h. Devido à orquestração brilhante, incluindo três trompetes, presume-se que a suíte que ouviremos hoje tenha sido idealizada para as apresentações ao ar livre, nos meses quentes. A datação de obras de Bach é questão sempre controversa. Estima-se que a Suíte n. 3 em Ré Maior, BWV 1068, tenha sido escrita na década de 1720 (Bach chegou a Leipzig em 1723). Seu segundo movimento tornou-se especialmente célebre, no século XIX, devido a um arranjo do violinista alemão August Wilhelmj (1845-1908), que traspôs a peça para a tonalidade de dó maior, tocando a melodia uma oitava abaixo, na corda sol – versão conhecida como Ária da quarta corda.

WOLFGANG AMADEUS MOZART (1756-1791) Requiem em Ré Menor, K. 626 Uma encomenda misteriosa de uma missa dos mortos, escrita por um dos maiores gênios da História da Música, que faleceu precocemente em meio à composição da Missa, deixando inacabada a música sublime: que outros ingredientes seriam necessários para galvanizar a imaginação da posteridade? E, de fato, poucas obras atiçaram tanto as mentes das gerações subsequentes quanto o Réquiem de Mozart. Na peça Mozart e Salieri, de


1830, que funda o mito de um Salieri invejoso, que teria assassinado seu jovem concorrente de talento superior, Púchkin faz o músico de Salzburgo tocar o Réquiem para o rival logo depois de ingerir o veneno que este lhe dá, enquanto no filme Amadeus (1984), de Milos Forman, que deu difusão global à lenda, Mozart dita os últimos compassos da partitura a Salieri em seu leito de morte... A história começa com um mensageiro vestindo de cinza, visitando o compositor no verão de 1791, fazendo uma (bem paga) encomenda de um réquiem, e pedindo sigilo para a identidade seu patrão. Há lendas insistentes de que Mozart, com problemas financeiros e saúde precária, teria começado a achar que estava escrevendo a missa para seu próprio funeral – por mais atraentes que sejam, tais anedotas parecem desmentidas pelo caráter fluente e vigoroso de seu manuscrito autógrafo. No século XX, descobriu-se que a obra fora requisitada pelo conde Walsegg-Stuppach, um melômano que dava concertos particulares em seu castelo, e que desejava música para ser tocada em memória de sua jovem esposa, falecida aos 20 anos de idade, em fevereiro de 1791. Foi um ano especialmente ocupado para o compositor, cujo trabalho no Réquiem acabou retardado pelo empenho em duas óperas, La Clemenza di Tito e A Flauta Mágica. A doença final de Mozart se manifestou em 20 de novembro, e o compositor morreu em 5 de dezembro, deixando a peça (a exemplo de sua outra grande obra sacra, a Missa em Dó Menor, K. 427) inacabada. Para honrar a encomenda do conde, Constanze, viúva do compositor, recorreu a um antigo discípulo deste, Joseph Eybler, para finalizar a partitura. Quando este se resolveu incapaz da tarefa, convocou-se então outro aluno de Mozart, Franz Xaver Süssmayr, que já o havia auxiliado com os recitativos de La Clemenza di Tito. Muita gente criticou Süssmayr por não estar à altura de Mozart (e quem estaria?); vários musicólogos vêm se empenhando em separar o material original do compositor das adições de seu pupilo, e diversos finais alternativos para a obra foram propostos (inclusive um feito por Sigismund Neukomm, aluno de Haydn, para uma performance no Rio de Janeiro, em 1819, sob a regência do Padre José Maurício Nunes

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Garcia). Hoje em dia, porém, a conclusão realizada pelo discípulo e contemporâneo de Mozart continua sendo a preferida dos intérpretes. Para além das questões filológicas, o fato é que, em seu sublime cruzamento de elementos arcaicos (como a soberba fuga do Kyrie), maçônicos (como o solo do baixo no Tuba Mirum) e operísticos (como a teatralidade do Dies irae, retrato tão vívido da ira do Senhor no dia do Juízo Final que houve encenadores a colocarem-no no final da ópera Don Giovanni), o Réquiem de Mozart se impôs no repertório como aquela que talvez seja a mais poderosa das obras-primas inacabadas da História da Música. Irineu Franco Perpetuo


ORQUESTRA EXPERIMENTAL DE REPERTÓRIO Guilherme Mannis – Regente Horácio Gouveia – Piano 1/12 domingo 11h

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FLO MENEZES Abertura laçoentrelaço (primeira audição mundial) WILLY CORRÊA DE OLIVEIRA Piano Concerto Intervalo 20” JOSÉ ANTONIO DE ALMEIDA PRADO Sinfonia dos Orixás Saudação a Exu I - Chamado aos Orixás – Ritual Inicial II – Manifestação dos Orixás 1. Obatalá – O Canto do Universo 2. Ifá – O Canto da Adoração As Águas do Rio Níger – Interlúdio I 3. Oxalá I – O Canto da Luz 4. Xangô I – O Canto das Alturas e dos Abismos 5. Oxalá II – O Jogo de Búzios 6. Oxum – O Canto dos Lagos e dos Rios As Águas do Rio Níger – Interlúdio II 7. Ogum-Obá – a dança da espada e do fogo 8. Ibeji – Cantiga para Cosme e Damião 9. Omulu – O canto da noite e do mistério 10. Oxalá II – o canto do Amor e da Alegria 11. Oxossi-Ossaim – o canto das Matas e Florestas 12. Iemanjá – o canto dos sete mares 13. Iansã – o canto da paixão 14. Xangô II – o canto das tempestades, raios e coriscos III Ritual Final Programa sujeito a alterações


FLO MENEZES (1962) laçoentrelaço Professor de Composição e Música Eletroacústica da Universidade Estadual Paulista - Unesp e Diretor do Studio PANaroma da mesma instituição, Flo Menezes nasceu em São Paulo, em 1962. Reconhecido e premiado como teórico e compositor no Brasil e no exterior, tem uma longa relação com a Orquestra Experimental de Repertório: seu labORAtorio, de uma hora de duração, para soprano, coro a cinco vozes, grande orquestra, sons eletroacústicos e eletrônica em tempo real, foi estreado pela orquestra em 2004, em concerto comemorativo dos 450 anos da cidade de São Paulo, no Theatro Municipal, sob a regência de Jamil Maluf. Sua nova obra, laçoentrelaço (cujo nome o autor insiste que seja grafado apenas com letras minúsculas, “tipo um mot-valise à la Joyce ou concretos”), foi escrita entre maio e agosto de 2013. Encomenda da OER, é dedicada ao maestro Jamil Maluf. Menezes explica que “laçoentrelaço é um estudo de conexões, ou seja, de como ideias musicais justapostas se ligam no decurso do tempo musical. Dentro dessa perspectiva, parto de três Entidades Harmônicas (três "acordes") e através delas derivo um Módulo Cíclico e diversas Projeções Proporcionais (minhas duas técnicas pessoais, que desenvolvo desde os anos 1980 sempre sob nova luz)”. Assim, “a estrutura da obra se dá por 17 seções, cada qual impregnada por um certo agregado harmônico derivado das projeções”. A partir das Entidades, o compositor desprende “uma sequência subsidiária de cinco acordes que brotam esporadicamente em meio às texturas dos 17 agregados, e desses cinco acordes emerge a polarização de uma décima maior (Mi bemol - Sol), que praticamente se infiltra por toda a obra em meio às figuras da orquestra”. Basta ficar atento no começo da obra para ouvir essa décima: ela é entoada por duas trompas, percorrendo o espaço do teatro. “Em meio às texturas, desprendem-se melodias, intervenções individuais dos instrumentos, todas derivadas de meu Módulo Cíclico”, descreve.

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O compositor sintetiza: “laçoentrelaço expõe, como o título diz, laços de ideias que são entrelaçados continuamente por outras ideias, constituindo uma escritura orquestral que, a rigor, lida com os três arquétipos mais elementares da escritura musical: o intervalo (décima maior), a melodia (Módulo Cíclico), os acordes (projeções). Meu desafio foi, a partir desses elementos basilares, constituir um organismo complexo e multifacetado, em que se escuta laçoentrelaço”.

WILLY CORRÊA DE OLIVEIRA (1938) Concerto para Piano e Orquestra O compositor Willy Corrêa de Oliveira pediu que fossem reproduzidas as notas de programa que ele mesmo escreveu por ocasião da estreia da obra. Idealizei muitos concertos para piano e orquestra. Duravam invariavelmente o tempo de percurso de bonde de Botafogo ao Jardim do Passeio. Viagens-concertos para piano e orquestra me aliviavam a via para a escola anti-concertante. Cada concerto, diverso (e divertido) e esplendidamente parecido com os de Mozart. Mais tarde perderam-se os bondes, não a esperança. As linhas retiradas; a inocência perdida, talvez que ainda vagabunde por um vagão que reste. Há dois anos o Caio Pagano me encomendou um Concerto. Algumas semanas depois procureio-o para mostrar estes apontamentos: tutti: o piano acompanha a orquestra o piano se funde na orquestra o piano é acompanhado pela orquestra movimentos dialogantes: de instrumentos (solistas)


de grupos instrumentais tutti e solo (de piano) piano com tutti e solo solos: do piano da orquestra de instrumentos dentro da orquestra música de câmara: solo com piano pequenos conjuntos com piano pequenos conjuntos sem piano Sistematicamente escutamos – durante um período – concertos para piano e orquestra. Na maioria eram peças para piano com uma orquestra indigente que servia de apoio e disfarce para os momentos de bravura. Outros há que são sinfonias com piano obbligato. Quanto aos apontamentos: sobressaltamo-nos com os dois concertos de Liszt; Mozart está no âmago e na origem de tudo. Pela Semana Santa de 78, em Prados (MG), ouvi o Motete dos Passos de Manoel Dias D'Oliveira (compositor mineiro do século XVIII). Epifania: ainda sem ideia concreta do que seria o material temático do concerto, tive a certeza inabalável de que os primeiros compassos daquela obra seriam citados (literalmente). Lembrei-me, dias após, que havia prometido ao Caio a inclusão de meu Instante n. 2. Esta promessa havia sido quase uma brincadeira: é que o Instante n. 2 lhe dera tanto trabalho... (para se esgotar em menos de três minutos em um recital). É esta peça para piano (solo, na origem) que se escuta – acoplada à orquestra – como coda do Concerto. De então, veio-me a ideia de que a obra seria uma espécie de autobiografia (musical): proliferariam citações (algumas transformadas) de meus trabalhos anteriores. “Halo, auréole des sources”. Memórias: obsessões: Autoclave. Com o intuito de transportá-las, trabalhei um tema principal e um tema derivado.

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Ambos estribados sobre um conflito de polarização sobre sol e lá: que me garantiam liame com as bases harmônicas do fragmento musical de Manoel Dias e do Instante n. 2. Por esta época li um livro que, guardadas as proporções devidas, se assemelhava muito ao processo composicional do Concerto: La Fabrique du Pré, de François Ponge. Neste livro, como nesta peça. os temas aparecem, voltam, intervém, cada vez se reinformando pelo contexto (justaposições, sobreposições, áreas de vizinhança entre textos). Um deles, no livro de Ponge, com referência ao Prado (“Pré”): “Lieu de repos ou de promenade aisée” (pg. 208); na página 209 o Prado é referido pela antinomia: “lieu de décision. Duel”. À página 210, lemos: “Le lieu où l'on coucheu son adversaire, ou sur lequel on est couché par lui”. À pg. 224: “un carré de tapis très invitant à s'y reposer, allonger; repose, mesure pour rien, pause...” E à pg. 242: “Ce tapis de couloir, de repos main courante”; e algumas linhas à frente: “Des hommes arrivés deobut: l'un deux pour le moins, après un assaut croisé d'epées obliques, demeura couché!” Quando se atinge a página 251: “Non! Car ce lieu de repos est aussi celui de la décision Oui!” A duração do concerto é, praticamente, a mesma de uma viagem de ida (ou de volta), de bonde, de Botafogo ao Jardim do Passeio. Willy Corrêa de Oliveira Prados (MG), 30 de julho de 1979

ALMEIDA PRADO (1943-2010) Sinfonia dos Orixás Um dos mais inventivos e prolíficos compositores brasileiros do pós-guerra, o santista José Antônio Rezende de Almeida Prado (19432010) deixou mais de 450 obras para diversas formações, do piano solo – instrumento que dominava como virtuose – a vastos oratórios,


conjurando grandes forças corais e orquestrais. Eclético e multifacetado, Almeida Prado era um mago dos sons, que sabia apelar ao intelecto e inebriar os sentidos. A Sinfonia dos Orixás (1985) foi sua terceira obra no gênero, precedida da Sinfonia n. 1 (1969, dedicada a sua mestra, Nadia Boulanger) e da Sinfonia Unicamp (1976), e sucedida pela Sinfonia do Apocalipse (1989) e pelas Cartas Celestes n. 8 – Oré-Jacytatá (1999). Concluída em 1985, a obra foi estreada no mesmo ano pela Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas, regida por Benito Juarez. Inspirada, como o título indica, no universo afro-brasileiro, traça o retrato sonoro de 15 orixás, mobilizando, para tanto, amplo arsenal percussivo: ao todo são 21 instrumentos distintos, tocados por oito percussionistas, que, durante os ensaios para a primeira execução da peça, tiveram influência direta na partitura. Familiarizados com os rituais do candomblé, eles explicaram ao compositor que, de acordo com a religião iorubá, a obra deveria começar com algum tipo de invocação a Exu. Improvisado pelos músicos, com atabaques e maracas, o Ponto de Exu acabou sendo incorporado por Almeida Prado à obra. No prefácio da partitura, o compositor inclui um Louvação a Oxalá: Da minha boca saiu um louvor: Oxalá, Filho de Deus, Abençoai-nos, muita luz e proteção! Da minha mão direita saíram múltiplos sinais sonoros, música pensada e escrita, um grande Canto aos Orixás. Do meu coração um desejo: Que todos os que tocarem e ouvirem esta obra, sintam paz, saúde, alegria, esperança, amor, unidade. E que meus irmãos do planeta Terra, e de outros lugares do Universo, cheguem um dia a serem Um com o Deus-Pai, Um com o Espírito Santo e Deus-Jesus. Em doutorado sobre a obra, Carlos Fernando Fiorini escreve que “musicalmente essa sinfonia situa-se num período de convergência de

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técnicas de composição absorvidas até então, pois cada movimento possui uma identidade musical diferente. Porém, a música tende apoiar-se em determinadas notas ou centros tonais expandidos, em maior ou menor grau, com uma clara conclusão na cadência perfeita em lá maior”. Irineu Franco Perpetuo


Benjamin Britten Arvo Pärt Johann Sebastian Bach Wolfgang A. Mozart Flo Menezes Willy Corrêa de Oliveira José Antonio de Almeida Prado

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Jamil Maluf Bruno Greco Facio Viviane Rocha Aline Réa Alexandre Bialecki Daniel Lee Rinaldo Alessandrini Mihaela Marcu Luisa Francesconi Stanislas de Barbeyrac Marcelo Otegui Guilherme Mannis Horácio Gouveia

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ORQUESTRA EXPERIMENTAL DE REPERTÓRIO A Orquestra Experimental de Repertório foi criada em 1990 a partir de um projeto elaborado pelo seu regente titular, maestro Jamil Maluf, e oficializada pela Lei nº 11.227 de 1992. Tem por objetivos a formação de profissionais da mais alta qualidade, a integração ao instrumental sinfônico de instrumentos que representem uma autêntica conquista da nova tecnologia, com reflexos estimulantes à criação musical, como os sintetizadores, por exemplo, e a difusão de um repertório abrangente e diversificado que mostre o extenso alcance da arte sinfônica de qualidade. Suas várias séries de concertos com grandes nomes da música erudita nacional e internacional, bem como estrelas da MPB, e suas montagens de óperas, balés e gravações para TV, compõem uma programação que vem conquistando o público e a crítica. Em 1997 recebeu da Comissão de Música da Secretaria de Estado da Cultura o Prêmio Carlos Gomes, como destaque de música erudita.

CORAL PAULISTANO O Coral Paulistano foi criado em 1936, por iniciativa de Mário de Andrade. A proposta era levar a música brasileira ao Theatro Municipal de São Paulo. Tratava-se de uma ideia de vanguarda, já que a elite paulistana desconhecia a importância do movimento nacionalista que contagiava os compositores brasileiros da época. Marco da história da música em São Paulo, o grupo foi um dos muitos desdobramentos do movimento modernista da Semana de Arte Moderna de 1922. Sendo um dos mais versáteis coros da cidade, além de sua eclética programação a cappella, participa assiduamente das produções operísticas e dos concertos sinfônicos do Theatro Municipal de São Paulo.

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JAMIL MALUF Regente Regente titular da Orquestra Experimental de Repertório, Jamil Maluf criou e se tornou diretor artístico do grupo em 1990. Foi diretor artístico do Theatro Municipal de São Paulo, regente titular da Orquestra Sinfônica Jovem Municipal, regente titular e diretor musical da Orquestra Sinfônica do Paraná e atuou como regente da orquestra e professor de regência nos 12º e 34º Festivais de Inverno de Campos do Jordão. Por quatro vezes recebeu o prêmio de Melhor Regente de Orquestra da APCA, o Prêmio Carlos Gomes na categoria de Melhor Regente de Ópera e o Prêmio Maestro Eleazar de Carvalho como Personalidade Musical do Ano. Como compositor de trilhas sonoras para teatro, recebeu os prêmios Apetesp, APCA e Panamco. Natural de Piracicaba, Jamil Maluf se formou em regência orquestral na Escola Superior de Música de Detmold, na Alemanha, sob orientação do maestro Martin Stephani. Durante os seis anos de permanência na Europa, regeu diversas orquestras e participou dos Seminários para Regentes com o maestro Sergiu Celibidache.

BRUNO GRECO FACIO Regente Paulistano, graduado em composição e regência pelas Faculdades de Artes Alcântara Machado, estudou sob a orientação dos mestres Abel Rocha, Isabel Maresca e Naomi Munakata. No ano de 2011 assumiu a regência do Collegium Musicum de São Paulo, tradicional coro da capital, dando continuidade ao trabalho musical do maestro Abel Rocha. Por 11 anos dirigiu o Madrigal Souza Lima, trabalho responsável pela formação musical de jovens cantores e regentes. Durante 2010 foi preparador do coro da Cia. Brasileira de Ópera, projeto pioneiro do maestro John Neschling que percorreu mais de 20 cidades brasileiras com a ópera O Barbeiro de Sevilha, de Gioachino Rossini. A convite do maestro Neschling, tornou-se regente titular do Coral Paulistano em fevereiro de 2013.


Viviane Rocha Soprano Começou a ter aulas de canto lírico em 2004 com Joana Mariz, professora que a acompanha ainda hoje. Foi aluna de canto na Escola Municipal de Música de São Paulo, sob orientação de Caio Ferraz, e se graduou em 2009 pelo Instituto de Artes da Unesp, em canto lírico, tendo como orientadoras Márcia Guimarães e Martha Herr. Participou de diversos festivais nacionais e internacionais e de masterclasses, aperfeiçoando-se com Kathryn Hartgrove (EUA), Dominique Moaty (França), Regina Elena Mesquita e Pedro Couri. Em 2009, foi finalista no Concurso Jovens Solistas da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre e em 2012 estudou interpretação de canções com o pianista Dalton Baldwin, na Académie Internationale d’Été de Nice, na França, recebendo orientações de dicção em francês de Marie-Louise Demangeat e Philippe Mercier e de alemão de Sofie Süssmann. Atualmente integra o Coral Paulistano e participa regularmente de concertos, atuando também como recitalista.

Aline Réa Mezzo-soprano Iniciou os estudos musicais aos seis anos de idade. Em 2009 graduou-se na classe de bacharelado em Canto da Universidade Federal do Rio de Janeiro, sob orientação de Veruschka Bluhm Mainhard. Fez masterclasses com Maria Cristina Kiehr, Mitsuko Shirai e Mark Markham. Realizou gravações para rádio e TV no Brasil e, na Alemanha, participou do CD com o War Requiem de Benjamin Britten, para o selo Hänssler Classic, sob regência de Helmuth Rilling. Esteve sob regência de outros renomados maestros como Jerzy Semkow, Enio Morricone, Thomas Dausgaard, Roberto Minczuk e Isaac Karabtchevsky. Atua como solista em diversos concertos de música de câmara e música antiga em importantes salas de concerto do Rio de Janeiro e São Paulo. Atualmente integra o Coral Paulistano.

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Alexandre Bialecki Tenor Natural de Curitiba, iniciou os estudos de canto com Pepes do Valle em 1996 e, no ano seguinte, ingressou no Curso Superior de Canto da Escola de Música e Belas Artes do Paraná, sob orientação de Neyde Thomas, transferindo-se posteriormente para a Faculdade Carlos Gomes, em São Paulo, onde concluiu o curso. Atuou como solista nas óperas Don Giovanni, O Empresário e A Flauta Mágica de Mozart, Missa em Si menor de J. S. Bach, Fantasia Coral de Beethoven, Oratório de Natal de Saint-Saëns, Missa em Sol maior de Schubert, Ifigênia em Aulis de Gluck, The Fairy Queen de Purcell, Il Mondo della Luna de Haydn, O Rapto do Serralho de Mozart, Il Combattimento di Tancredi e Clorinda de Monteverdi e em Vesperais Líricas no Theatro Municipal de São Paulo. Foi finalista do IV Concurso Brasileiro de Canto Maria Callas. Integra o Coral Paulistano desde 2002 e atualmente é orientado por Isabel Maresca.

Daniel Lee Barítono Começou a estudar música na Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo, em 1991. Transferiu-se para a Universidade Yonsei na Coréia do Sul e seguiu para a Itália, onde se formou no Conservatório Luca Marenzio em Brescia e na Accademia Ducale di Musica em Genova. Estudou com professores como Jarbas Braga, Sung-Won Park, Felice Schiavi, Roberto Negri, Giancarlo Turati e Ida Bormida. Foi vencedor dos concursos Francisco Mignone e Bidú Sayão. Interpretou personagens principais nas óperas Il Barbiere di Siviglia, Macbeth, La Traviata, I Pagliacci, La Bohème e Il Guarany. Participou de recitais em diversas cidades brasileiras e como solista nas Opera Gala e em vários concertos como Carmina Burana de Carl Orff, Nona Sinfonia de Beethoven, Messe Solennelle de Gounod, Petit


Messe Solennelle de Rossini, Missa di Gloria de Puccini, entre outras.

RINALDO ALESSANDRINI Regente Rinaldo Alessandrini sempre esteve comprometido com a música erudita, tendo preferência pelos compositores italianos. Em todas as suas performances, sempre tentou restaurar a expressividade dos séculos XVII e XVIII. Além de regente, toca o harpsicórdio, o orgão, fortepiano e é fundador e co-diretor da Concerto Italiano. Como solista, é constantemente convidado por alguns dos principais teatros e festivais da Europa, Estados Unidos, Canadá e Japão. Após concentrar-se nos marcos do barroco (Vivaldi, Bach, Monteverdi, pelos quais é conhecido por sua excelência), Rinaldo expandiu seu repertório para abarcar o final do século XVIII, em particular as obras de Mozart e Haydn, mas também Mendelssohn, Schubert, Brahms e Prokofiev. Em 2005 conduziu e dirigiu uma nova produção de L’Incoronazione di Poppea no Teatro Liceo em Salamanca. Em 2003, foi nomeado Chevalier dans l’ordre des Artes et des lettres pelo ministro da cultura da França. Recebeu, junto com a Concerto Italiano, o prêmio Abbiati. É Accademico na Accademia Filarmonica Romana.

MIHAELA MARCU Soprano Mihaela Marcu nasceu em Timisoara, Romênia, e estudou canto lírico no Conservatório Musical de sua cidade. Desde 2009 é solista da Ópera Nacional de Timisoara, onde desenvolveu repertório e estreou a maior parte de seus papéis. Naquele teatro, assistiu à masterclasses de Murgu Corneliu, Vladislav Piavko e Reneé Corenne. Igualmente celebrada pelo público e pela crítica, teve a oportu-

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nidade de colaborar com importantes cantores, regentes e diretores na realização de papéis como Lauretta em Gianni Schicchi. Musetta e Mimì em La Bohème. Micaela em Carmen e a Contessa em As Bodas de Fígaro. Como Hanna Galavary em Die Lustige Witwe e como Rosalinde em Die Fledermaus se apresentou nos Países Baixos e na Bélgica. Em 2011 Mihaela Marcu estreou como Violetta, de La Traviata, e Donna Anna, de Don Giovanni, tendo sido nomeada pelos críticos como “a voz e artista romena de 2011 – seção de ópera”. Em Trieste, Itália, apresentou-se como Medora, de Il Corsaro, e Vitellia, de La Clemenza di Tito, sob a regência de Gianluigi Gelmetti. Com a filarmônica de Verona, atuou como Giulietta de I Capuleti e i Montecchi. Atualmente estuda com Alida Ferrarini os principais papéis do belcanto italiano.

LUISA FRANCESCONI Mezzo-Soprano Dona de um belo timbre mezzo-soprano lírico, Luisa Francesconi estudou em Brasília e aperfeiçoou-se com Rita Patané em Milão. Tem uma excepcional capacidade para a execução de coloratura, destacando-se no repertório rossiniano e mozartiano, ao interpretar papéis como Cenerentola, Rosina em Il Barbiere di Siviglia, Isabella em L’Italiana in Algeri, Cherubino em As Bodas de Figaro, Idamante em Idomeneo e Dorabella em Così fan Tutte. Apresentou-se nos principais teatros brasileiros e italianos, entre eles o Maggio Musicale em Florença, Teatro Regio de Turim, Teatro Massimo de Palermo, Auditorium de Milão, Teatro Massimo Bellini em Catania, Auditorium Conciliazione e Teatro Argentina em Roma, Sala São Paulo, Theatro Municipal de São Paulo, Theatro Municipal do Rio de Janeiro, além do Teatro São Carlos em Lisboa. Seus mais recentes trabalhos incluem Dorabella em Così fan Tutte no Teatro São Carlos em Lisboa, Charlotte em Werther no Theatro São Pedro em São Paulo e Carmen no Palacio de Bellas Artes, no México.


STANISLAS DE BARBEYRAC Tenor Stanislas de Barbeyrac nasceu em 1984 e estudou no Conservatório Musical de Bordeaux e na Ópera Nacional de Paris. Atuou como Escravo (Salomé) em Toulouse; Edmond (Manon Lescaut) em Nice; Gastone (La Traviata) e Borsa (Rigoletto) no teatro Chorégies d’Orange; Ferrnado (Così fan Tutte) em Libourne; e apresentou Illuminations, de Benjamin Britten, em Lille. Na temporada de 2011/2012, apresentou-se como Narraboth, de Salomé, e Walther von der Vogelweide, de Tannhäuser, na Ópera Nacional de Paris. Em seguida, interpretou Don José (Carmen, em versão concerto) no primeiro Festival Ninon Vallin; Cássio (Otello, em versão concerto) em Toulon; e atuou na ópera Eugene Onegin, em tour pela Europa com a Opéra Eclaté. Stanislas de Barbeyrac obteve numerosos prêmios, incluindo o primeiro lugar nas competições internacionais Beziers e Marmande; o prêmio Carpeaux em Paris e o prêmio A.R.O.P. da Ópera de Paris, em novembro de 2010. Recentemente, apresentou-se como Nearco, de Poliuto, Chevalier de la Force, de Les Dialogues des Carmelites, Alfredo de La Traviata e Tybalt de Romeu e Julieta.

MARCELO OTEGUI Baixo O baixo uruguaio Marcelo Otegui, nascido em Salto, estudou com maestros como Juan Carlos Gebelin e Graciela Pérez Casas. Teve aulas de repertório com Susana Cardonnet e aperfeiçoou-se em Paris com a mezzo-soprano romena Viorica Cortez. Obteve os primeiros prêmios nos quatro concursos internacionais que participou, em Rosário, Argentina (2005), em Trujillo, Peru (2006) e San Juan, Argentina (2008 e 2009). Apesar de cantar desde 1995 como solista em concertos sinfônicos, corais, missas, oratórios e cantatas, estreou em ópera em 2005,

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como o protagonista de As Bodas de Fígaro, de Mozart. Desde então tem atuado em produções da Argentina, Brasil, Chile e Peru, em papéis como Sarastro (A Flauta Mágica), Colline (La Bohème), Angelotti (Tosca), Don Basílio (O Barbeiro de Sevilha), Ferrando (Il Trovatore) e Sparafucile (Rigoletto); sob a regência de maestros como Reinaldo Censabella, Ligia Amadio, Martin Lebel, Silvio Viegas, Rani Calderón, Victor Hugo Toro e Emmanuel Siffert; e sob a direção de diretores como Roberto Oswald, Marga Niec, Pier Francesco Maestrini, Massimo Pezzutti e Jean-Louis Pichon. Em 2004 gravou como solista a atual versão oficial do Hino Nacional Uruguaio.

GUILHERME MANNIS Regente Guilherme Mannis é diretor artístico e regente titular da Orquestra Sinfônica de Sergipe desde 2006, onde tem dividido o palco com artistas como Maria João Pires, Michel Legrand, Nelson Freire, Jean Louis Steuerman, André Mehmari, Emmanuele Baldini, Daniel Guedes, Wagner Tiso, Amaral Vieira e Eduardo Monteiro, entre outros. Como regente convidado, tem dirigido grupos como as orquestras sinfônicas do Estado de São Paulo, do Teatro Nacional de Brasília, da Bahia, de Ribeirão Preto, Nacional da Bolívia e a Carlos Chávez, além da Petrobras Sinfônica, Amazonas Filarmônica, Orquestra de Câmara do Amazonas e World Youth Orchestra. Mannis vem desenvolvendo reconhecido projeto de inserção da Sinfônica de Sergipe no cenário artístico nacional, destacando-se a gravação das Suítes para Orquestra de Câmara e Bachianas Brasileiras n. 3, de Villa-Lobos, e a Turnê Brasil. Guilherme Mannis foi também regente assistente de Cláudio Cruz junto à Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto. Premiado em diversos concursos, é bacharel e mestre em música pela Unesp. Teve como principal professor de regência o maestro John Neschling e participou de cursos com Kurt Masur (Campos do Jordão), Jorma Panula (Instrumenta Verano) e Isaac Karabtchevsky


(MusicaRiva, Riva del Garda, Itália). Compromissos futuro incluem concertos com a Sinfônica de Roma, Sinfonia Toronto, Amazonas Filarmônica, Petrobras Sinfônica, Orquestra de Câmara do Amazonas, entre outras.

HORÁCIO GOUVEIA Piano Pianista e doutor em musicologia pela USP, Horácio Gouveia atua intensamente como recitalista, camerista e solista, com um repertório que se estende de Bach aos compositores contemporâneos. Recebeu diversos prêmios, entre eles o primeiro lugar no XVI Concurso Jovens Solistas da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, o primeiro lugar no X Concurso Cidade de Araçatuba e o segundo lugar no I Concurso Cultura FM - Prêmio Promon e no Concurso Internacional Guiomar Novaes. Foi também bolsista do Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD) tendo estudado na Universidade Albert Ludwig em Freiburg (Alemanha). Como pianista da Camerata Aberta, realizou concertos na Europa (Concergebouw em Amsterdam, Palais des Beaux-Arts em Bruxelas) e atuou como solista sob a regência de Guillaume Bourgogne. É professor da Faculdade de Artes Alcântara Machado (FAAM), da Escola de Música do Estado de São Paulo (Emesp), e professor do Festival de Inverno de Campos do Jordão em 2010. Integra atualmente o Trio Arqué e o Percorso Ensemble.

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ORQUESTRA EXPERIMENTAL DE REPERTÓRIO Regente Titular Jamil Maluf Regente Assistente Thiago Tavares Primeiros Violinos Cláudio Micheletti (Spalla) Ana Rebouças Guimarães Caik Rodrigues Gabriela Fogo Jessé Xavier Reis Jonas Alves de Souza Lucas Oliveira da Silva Matheus Baião Ramon Rodrigues de Andrade Renan Gonçalves Renato Pereira Rodolfo Guilherme da Silva Thais Morais Wallace Bispo Wellington Rebouças Willian Gizzi Segundos Violinos Luis Fernando Dutra (Monitor) Alexandre Britto Ananda Fukuda Caio Paiva dos Santos Danilo Alves Diego Adinolfi Vieira Diogo Amorim Silva Douglas Araújo Evaldo Alves Fernanda Garcia Gabriel Nunes de Oliveira Gabriel Sereda de Oliveira Karin Higa Paulo Galvão Ricardo Galdino Wagner Filho Violas Estela Ortiz (Monitora) Bruno Rocha Catarina Schmitt Rossi Guilherme Cardoso Bonfim Gustavo Assumpção

Joel Alves Mauro Koiti Shimada Pedro Florence Rodrigo Ramos Thiago Neres Violoncelos Júlio Cerezo Ortiz (Monitor) Agton dos Santos Douglas Pereira Elton Araújo Jonatas Pereira Luiz Sena Patrícia Rezende Vanuci Rafael de Caboclo Rodrigo Prado Ygor Ghensev Contrabaixos Alexandr Iurcik (Monitor) Adriano Costa Chaves Daniel Camargo Fernando Tosta Gustavo Quintino Haran Magalhães Júlio Nogueira Marcos Magni Flautas Marcos Kiehl (Monitor) Aline Viana Danilo Crispim Felipe Mancz Oboés Rodolfo Hatakeyama (Monitor) Gabriel P. Marcaccini Gutierre Machado Rafael Felipe Clarinetes Alexandre F. Travassos (Monitor) Evandro Alves Felipe Reis Gleyton Ladislau Fagotes José Eduardo Flores (Monitor) Ana Paula Adorro Matheus Parizon Amaral Sandra Ribeiro Nara Martins Flores (Contrafagote)* Trompas Weslei Lima (Monitor) Álvaro Braga

Edson R. Nascimento Gerson Pierotti Rubens do Nascimento Silva Wesley Medeiros Trompetes Luciano Melo (Monitor) Dan Yuri Huamán Diaz Mauro Stahl Júnior Roger Brito Trombones João Paulo Moreira (Monitor) Arthur da Silva Rita Hélio Góes Igor Bueno da Silva Maurício Lundgren Tuba Sérgio Teixeira (Monitor) Piano Lucas Gonçalves (Monitor) Edson Piza** Harpa Soledad Yaya (Monitora) Percussão Richard Fraser (Monitor) Bruno Rogério Oliveira Mónica Navas Rosângela Rhafaelle Zacarias Maia Jefferson Silva Barbosa** Marissa Pinheiro** Renato Raul dos Santos** Coordenador Ronaldo Ribeiro Mariano Chefe Administrativa Ana Paula Maselli Inspetora Raquel Rosa Arquivistas Bruno Lacerda Maria Cláudia Ribeiro Montadores Márcio Cavalcante Bessa Wellington Nunes Pinheiro *músico convidado em novembro **músico da OSJM, convidado em dezembro

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Coral Paulistano Regente Titular Bruno Greco Facio Regente Assistente Sergio Wernec Pianistas Renato Figueiredo Rosana Civile Sopranos Aymée Wentz Eliane de Aquino Hye Kyung Hong Kim Luciana de Aguiar Crepaldi Ludmila de Carvalho Marly Jaquiel Ramos Narilane Camacho Raquel Manoel Rosemeire Moreira Vanessa Mello de Souza Viviane Rocha Zoe Clare Ramsden Contraltos Aline Réa Andréia de Abreu Lucia Peterlevitz Maria Lucia Waldow Renata Mumme Pesciotto Samira Kalil Rahal Silvana Ferreira Tânia Viana Vivian Delfini Tenores Alexandre Bialecki Danilo Stollagli Fabio Diniz Helder Savir José Antonio Palomares Fernando Mattos Pedro Vaccari Ricardo Iozi Baixos Ademir da Costa Silva André Aguiar Angenendt Jonas Mendes José Maria Cardoso Josué Alves Gomes Marcelo Santos Paulo Menegon

Paulo Rocha Vaz Xavier Silva Inspetor Dílson Corrêa Montador Ivo Barreto ORQUESTRA SINFÔNICA MUNICIPAL DE SÃO PAULO Primeiros-violinos Pablo De León (spalla) Martin Tuksa (spalla) Maria Fernanda Krug Fabian Figueiredo Adriano Mello Fábio Brucoli Fábio Chamma Fernando Travassos Francisco Ayres Krug Graziela Fortunato Heitor Fujinami John Spindler José Fernandes Neto Mizael da Silva Júnior Paulo Calligopoulos Rafael Bion Loro Sílvio Balaz Djavan Caetano** Juan Rossi** Segundos-violinos Andréa Campos* Laércio Diniz* Nadilson Gama Otávio Nicolai Alex Ximenes André Luccas Angelo Monte Edgar Montes Leite Evelyn Carmo Liliana Chiriac Oxana Dragos Ricardo Bem-Haja Sara Szilagyi Ugo Kageyama Gérson Nonato** Helena Piccazio** Cristiane Cabral** Hanry Dawson**

Karen Crippa** Violas Alexandre De León* Silvio Catto* Abrahão Saraiva Tânia de Araújo Campos Adriana Schincariol Antonio Carlos de Mello Eduardo Cordeiro Eric Schafer Licciardi Marcos Fukuda Roberta Marcinkowski Elisa Monteiro** Jessica Wyatt** Pedro Visockas** Tiago Vieira** Violoncelos Mauro Brucoli* Raïff Dantas Barreto* Cristina Manescu Ricardo Fukuda Flávia Scoss Nicolai Gilberto Massambani Iraí de Paula Souza Joel de Souza Maria Eduarda Canabarro Sandro Francischetti Teresa Catto Contrabaixos Rubens De Donno* Sérgio de Oliveira* Mauro Domenech Ivan Decloedt Miguel Dombrowski Ricardo Busatto Sanderson Cortez Paz Sérgio Scoss Nicolai Walter Müller André Teruo** Flautas Cássia Carrascoza* Marcelo Barboza* Cristina Poles Júlia Pedron Peres** Michel de Paula** Oboés Alexandre Ficarelli* Rodrigo Nagamori* Giane Martins


Javier Balbinder Marcos Mincov Roberto Araújo Clarinetes Otinilo Pacheco* Luís Afonso Montanha* Diogo Maia Santos Domingos Elias Marta Vidigal Fagotes Ronaldo Pacheco* Fábio Cury* Marcelo Toni Marcos Fokin Osvanilson Castro Trompas André Ficarelli* Luiz Garcia* Angelino Bozzini Daniel Misiuk David Misiuk Deusenil Santos Rogério Martinez Vagner Rebouças Trompetes Fernando Guimarães* Marcos Motta* Breno Fleury Eduardo Madeira Albert Santos** Trombones Roney Stella* Gilberto Gianelli* Hugo Ksenhuk Luiz Cruz Marim Meira Tuba Gian Marco de Aquino* Bandolim Sílvio Catto** Harpa Angélica Vianna* Piano Cecília Moita* Cravo contínuo Rafael Andrade** Tímpanos John Boudler** Sérgio Coutinho (assistente)

Percussão Marcelo Camargo* Magno Bissoli Márcia Fernandes Reinaldo Calegari Sérgio Coutinho

Diretora de Desenvolvimento Institucional Aline Sultani DIRETORIA GERAL Assessoria Maria Carolina G. de Freitas Egberto Cunha Sofia Amaral Ramos Secretária Ana Paula Sgobi Monteiro Cerimonial Maria Rosa Tarantini Sabatelli

Gerente da Orquestra Paschoal Roma Assistente Yara de Melo Inspetor Carlos Nunes Montadores Alexandre Greganyck Paulo Broda Vítor Hugo de Oliveira

DIRETORIA ARTÍSTICA Assessoria de Direção Artística Stefania Gamba Luís Gustavo Petri Clarisse de Conti Secretária Eni Tenório dos Santos

* Chefe de naipe ** Músico convidado PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Prefeito Fernando Haddad Secretário Municipal de Cultura Juca Ferreira FUNDAÇÃO THEATRO MUNICIPAL DE SÃO PAULO Direção Geral José Luiz Herencia Direção de Gestão Ana Flávia Cabral Souza Leite INSTITUTO BRASILEIRO DE GESTÃO CULTURAL Presidente do Conselho William Nacked Diretora Executiva Isabela Galvez Diretor Artístico John Neschling Diretora de Produção Cristiane Santos

Coordenação de Programação Artística João Malatian Diretor Técnico Juan Guillermo Nova Assistente de Direção Técnica Giuseppe Cangemi Diretor de Palco Cênico Ronaldo Zero Assistente de Direção Cênica Julianna Santos Assistente de Direção Cênica e Casting Sérgio Spina Figurinista Residente Veridiana Piovezan Figurinista Assistente Emília Reily ARQUIVO ARTÍSTICO Coordenadora Maria Elisa P. Pasqualini Assistente Catarina Fernandes Oliveira Arquivistas Giancarlo Carreto Karen Feldman

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Leandro José Silva Leandro Ligocki Copista Ana Cláudia Oliveira DIRETORIA DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL Coordenadora de Projetos Violêta Saldanha Kubrusly Assessoria Pergy Nely Grassi Ramoska Ação Educativa Aureli Alves de Alcântara Cristina Gonçalves Nunes CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO Chefe de seção Mauricio Stocco Equipe Lumena A. de Macedo Day PRODUÇÃO EXECUTIVA Gabriel Barone Wanderley Santos da Silva DIRETORIA DE PRODUÇÃO Produtores Rosa Casalli Aelson Lima Pedro Guida Assistentes de Produção Arthur Costa Miguel Teles PALCO Chefe da Cenotécnica Aníbal Marques (Pelé) Técnicos de Palco Antonio Carlos da Silva Edival Dias Lourival Fonseca Conceição Rodrigo Nascimento Thiago Panfieti Assistentes Elisabeth de Pieri Ivone Ducci Contrarregras Alessander de Oliveira Rodrigues Bruno Farias

Carlos Bessa Julio de Oliveira Marcelo Luiz Frosino Piter Silva Chefe de Som Sérgio Luis Ferreira Operadores de Som Daniel Botelho Guilherme Ramos Kelly Cristina da Silva Iluminadores Cristiano Paes Igor Augusto de Oliveira Valeria Regina Lovato Camareiras Alzira Campiolo Andréa Maria de Lima Dias Maria Gabriel Martins Marlene Collé Nina de Mello Regiane Bierrenbach Tonia Grecco CENTRAL DE PRODUÇÃO – CHICO GIACCHIERI Coordenação de Costura Elisa Gaião Pereira Assistente Ivani Rodrigues Umberto Coordenação de Figurinos Marcela de Lucca M. Dutra Coordenação de Cenário Aloísio Sales Aderecista Cláudio Henrique da Cruz Carpinteiros Cláudio Nunes Pinheiro Ermelino Terrible Sobrinho Expediente José Carlos Souza José Lourenço Paulo Henrique Souza DIRETORIA DE GESTÃO Assessoria Lais Gabriele Weber Juliana do Amaral Torres Secretária Oziene Osano dos Santos

NÚCLEO JURÍDICO Assessora Carolina Paes Simão Assistente Jurídico João Paulo Alves Souza ASSISTÊNCIA ADMINISTRATIVA Alexandro Robson Bertoncini SEÇÃO DE PESSOAL Cleide Chapadense da Mota José Luiz P. Nocito Solange França Reis Tarcísio Bueno Costa PARCERIAS Suzel Maria P. Godinho CONTABILIDADE Alberto Carmona Cristiane Maria Silva Diego Silva Luciana Cadastra Marcio Aurélio Oliveira Cameirão Thiago Cintra de Souza COMPRAS E CONTRATOS George Augusto Rodrigues Jessica Elias Secco Marina Aparecida B. Augusto CORPOS ESTÁVEIS Paula Melissa Nhan Juçara Aparecida de Oliveira Vera Lucia Manso INFRAESTRUTURA Marly da Silva dos Santos Antonio Teixera Lima Cleide da Silva Esmeralda Rosa dos Prazeres Eva Ribeiro Israel Pereira de Sá Luiz Antonio de Mattos Maria Apª da Conceição Lima Pedro Bento Nascimento Almoxarifado Nelsa Alves Feitosa da Silva Bens Patrimoniais José Pires Vargas


INFORMÁTICA Ricardo Martins da Silva Renato Duarte Estagiários Emerson de Oliveira Kojima Victor Hugo A. Lemos ARQUITETURA Lilian Jaha Estagiários Marina Castilho Vitória R. R. dos Santos SEÇÃO TÉCNICA DE MANUTENÇÃO Edisangelo Rodrigues da Rocha Eli de Oliveira Narciso Martins Leme Estagiário Vinícius Leal Copa Therezinha Pereira da Silva COMUNICAÇÃO Editor Marcos Fecchio Assistente Charles Bosworth ASSESSORIA DE IMPRENSA Edison Paes de Melo / Editor Web Assessoras Ana Clara Lima Gaspar Elisabete Machado Josi Monteiro

DESIGN GRÁFICO Kiko Farkas/ Máquina Estúdio Designer assistente André Kavakama Roman Iar Atamanczuk Atendimento Michele Alves


co-realização

apoio cultural


Municipal. O palco de s達o paulo

Concertos Nov / Dez - Theatro Municipal de São Paulo 2013  
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