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televisão, cinema e mídias eletrônicas

ano 20_#219_set2011

gvt bate à porta Operadora de voz e banda larga ligada ao grupo Vivendi entra na TV por assinatura apostando na tecnologia e na oferta de HD desde os pacotes básicos.

EVENTO

IBC debate o futuro da distribuição digital

PRODUÇÃO

Como a oferta de unidades móveis se prepara para os grandes eventos


Foto: marcelo kahn

(editorial ) Presidente Diretores Editoriais Diretor Comercial Diretor Financeiro

Editor Tela Viva News Redação

Projetos Especiais Arte

Depar­ta­men­to Comer­cial

Rubens Glasberg André Mermelstein Claudiney Santos Samuel Possebon (Brasília) Manoel Fernandez Otavio Jardanovski

Ana Carolina Barbosa Daniele Frederico Mário Buonfiglio (colaborador) Letícia Cordeiro Edmur Cason (Direção de Arte) Debora Harue Torigoe (Assistente) Rubens Jar­dim (Pro­du­ção Grá­fi­ca) Geral­do José Noguei­ra (Edi­to­ra­ção Ele­trô­ni­ca) Alexandre Barros (Colaborador) Bárbara Cason (Colaboradora) Bruna Zuolo (Gerente de Negócios) André Ciccala (Gerente de Negócios) Patricia Linger (Gerente de Negócios) Iva­ne­ti Longo (Assis­ten­te) Gislaine Gaspar (Gerente) Patricia Brandão (Gerente)

Marketing

Harumi Ishihara (Diretora) Gisella Gimenez (Assistente)

Administração TI Central de Assinaturas

Vilma Pereira (Gerente) Marcelo Pressi (Gerente) 0800 0145022 das 9 às 19 horas de segunda a sexta-feira

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A

Fernando Lauterjung

Circulação

a n d r e @ c o n v e r g e c o m . c o m . b r

Novos players

André Mermelstein

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André Mermelstein

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matéria de capa desta edição registra a entrada em operação da GVT na TV por assinatura. Não é pouca coisa: trata-se de um jogador de porte, que promete uma aposta forte neste negócio. A operadora vem a campo com características peculiares. Traz na bagagem uma grande atualização tecnológica (beneficiada por ter entrado mais tarde no negócio, e portanto sem sistemas legados), muito capital para investir, uma imagem positiva nas regiões onde atua e a presença latente do grupo francês Vivendi, seu controlador, um dos maiores conglomerados de mídia do mundo, com presença nos mercados de música (Universal), TV paga (Canal+), telecom (SFR) e games (Activision Blizzard). A GVT lançou seu serviço, por opções tecnológicas e de mercado, apenas nas pouco mais de cem cidades onde já atua na banda larga e telefonia. O movimento é sintomático do bom momento pelo qual passa a TV por assinatura, ou melhor dizendo, os serviços de triple play no Brasil. Também estão lançando ou ampliando seus serviços de TV paga outros grupos, menores, como CTBC e Sercomtel, com forte atuação local. Da parte das grandes operadoras de telecom, os sinais também são favoráveis ao negócio de TV. A Oi, maior operadora do país, trouxe para seu comando o ex-CEO da Net, Francisco Valim, não apenas por sua grande capacidade gerencial, mas também pelo seu conhecimento do mercado de comunicação. A operadora anunciou que 20% dos R$ 5 bilhões que investirá no país serão para a TV por assinatura (R$ 1 bilhão). A expectativa em torno da entrada plena das teles no mercado, agora autorizadas pela Lei 12.485 (ex-PLC 116) sempre foi muito grande. Mas apesar de toda a movimentação já feita, o setor segue concentrado. O grupo formado pelas operadoras ligadas à Telmex (Net e Embratel) detém aproximadamente 55% do total de assinantes do país, com seus 6 milhões de assinantes (embora as operações sejam distintas e não contabilizem esses resultados conjuntamente). No cabo, a situação é ainda mais evidente, com a Net controlando quase a totalidade dos assinantes no país (aproximadamente 4,5 milhões dos 5,3 milhões de assinantes da tecnologia, ou cerca de 85% do total). E a operadora segue crescendo, em assinantes e receitas, com serviços sedutores como o NetFone e inovadores como o Now. O desafio para estes entrantes, por maiores que sejam, é encontrar os espaços para que o mercado continue crescendo, em número de assinantes e em receita média por usuário. O lado bom da história é que parece haver cada vez mais este espaço na nova classe média brasileira. Estudos do instituto DataPopular mostram que a classe C já é maioria entre os assinantes de TV, e seu diretor, Renato Meirelles, acredita que 30% da classe C deve assinar serviços de TV nos próximos anos. Com a programação praticamente equivalente, caberá a estes players investir pesado em serviço e tecnologia, oferecendo capacidades adicionais (HD, DVR, VOD) e pacotes multisserviço a preços razoáveis, se quiserem conquistar esse público, cada vez mais sedento por informação, entretenimento e conectividade. capa: seri

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Ano20 _219_ set/11

(índice ) 12

DTH12

( cartas)

As estratégias da GVT para entrar com força no mercado de TV por assinatura

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Scanner6 Figuras10 Evento18

Capa A sanção do PLC 116 é uma conquista para o setor audiovisual brasileiro. Espero que consigamos nos estruturar para aproveitar esta oportunidade e mostrar a qualidade da produção nacional. Vinícius Soares Mendes, São Paulo, SP

IBC debate a distribuição no cenário convergente

Programação26

Tecnologia Realmente se não houver One-Seg diferenciado, a TV móvel digital não vai deslanchar. Não faz sentido nenhum comprar um aparelho e ver a mesma programação da televisão. Tablets e smartphones dão acesso a uma infinidade de conteúdos em vídeo e agregam várias outras funcionalidades, vai ser sempre muito difícil competir. A programação específica certamente vai trazer vantagens comerciais para os broadcaster, mas não sei se vai ser tão interessante assim para o consumidor. Paulo Teixeira, Rio de Janeiro, RJ

Canais de esporte disputam os melhores eventos

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Produção30 A competitividade no mercado de unidades móveis

Audiência34 Mercado36 Investimentos dos canais pagos em dublagem movimenta estúdios

Making of40 Case42 Santander usa programa do Cartoon para falar sobre educação financeira

Tela Viva edita as cartas recebidas, para adequá-las a este espaço, procurando manter a máxima fidelidade ao seu conteúdo. Envie suas críticas, comentários e sugestões para cartas.telaviva@convergecom.com.br

Upgrade44 Agenda

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Acompanhe as notícias mais recentes do mercado

telavivanews www.telaviva.com.br 4

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( scanner )

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Gente de opinião O Cartoon Network apresentou os resultados da pesquisa que realiza anualmente para ajudar a definir os rumos de programação. O estudo Kids Experts 2011 teve como tema o impacto da Internet e das redes sociais na vida de crianças, adolescentes e adultos. Segundo Renata Policicio, gerente de pesquisa da Turner, pela primeira vez, a pesquisa abordou também adultos para poder entender as diferenças e fazer comparações. “Um dos insights analíticos é que as atividades online refletem as necessidades offline. As crianças buscam em primeiro lugar a diversão e os adolescentes, a socialização”, explica Renata. A principal atividade das crianças na web são os jogos (92%). Já os adolescentes gostam de ouvir música (81%) e os adultos comunicam-se por e-mail (89%). Um dado importante para os anunciantes é que crianças e adolescentes estão dispostos a comentar sobre marcas e produtos na web, principalmente quando estas marcas têm alguma relevância para a popularidade deles. Entre as crianças entrevistadas, 24% afirmam dar opinião sobre os produtos e marcas na Internet.

Destes, 13% usam tanto para reclamar quanto para elogiar, 1% para reclamar e 10% só para falar bem. Entre os adolescentes, a porcentagem salta para 42%. Em relação aos hábitos de consumo, as crianças, embora não estejam acostumadas a efetuar compras, costumam fazer pesquisas sobre o que pedir aos pais na web; 22% dos adolescentes já compram online e entre adultos a adesão às compras online chega a 44%. As redes sociais têm alta adesão de crianças (88%) e adolescentes (95%). Os brasileiros e venezuelanos são os mais conectados. A pesquisa apontou ainda que crianças e adolescentes têm cuidados com segurança e privacidade na Internet. A pesquisa foi feita no Brasil, Argentina, Colômbia, México e Venezuela com crianças de 6 a 12 anos, adolescentes de 12 a 17 anos e adultos de 18 a 49. Foram feitas 3750 entrevistas online na América Latina (750 só no Brasil). Na fase qualitativa foram feitas entrevistas em profundidade com 16 crianças e adolescentes de 7 a 15 anos das classes A e B e com cinco especialistas, entre psicólogos, pedagogos e jornalistas.

Expansão

Clipe

A mexicana Cinépolis, maior operadora de cinemas da América Latina, anunciou a aquisição dos seis complexos da rede Box Cinemas no Brasil. Os complexos, que somam 56 salas, estão localizados nas cidades de São Paulo (Shopping Metrô Itaquera, com 8 salas), Campinas-SP (Campinas Shopping, com 10 salas), São Gonçalo-RJ (Shopping São Gonçalo, com 8 salas), Jaboatão dos Guararapes-PE (Shopping Guararapes, com 12 salas), São Luís (São Luís Shopping, com 10 salas) e João Pessoa (Manaíra Shopping, com 8 salas). Com isso, a rede expande para 13 o número de complexos e somará 107 salas no Brasil, tornando-se a quarta maior rede de cinemas do país.

A LG Electronics e o grupo musical curitibano A Banda Mais Bonita da Cidade firmaram uma parceria para a gravação de um videoclipe em três dimensões feito por celular. As imagens serão captadas com o smartphone 3D sem óculos, LG Optimus 3D. A ação faz parte da estratégia de lançamento do produto, que chegará ao mercado local em alguns dias. O clipe será gravado em Curitiba e lançado ainda este mês.

FOTOs: divulgação

Home entertainment

A rede mexicana Cinépolis incorporou a Box Cinemas no Brasil e chega a 107 salas no País.

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A Warner lançou um portal sobre home entertainment. O wbfun (www.wbfun.com.br) reunirá novidades de todos os produtos da Warner voltados para o mercado doméstico nacional, como séries, filmes e games. O site terá dados como sinopses, imagens, trailers e informações sobre onde comprar, totalmente em português. O canal de pesquisa permitirá a busca por título ou por nomes do elenco (no caso de filmes e séries) e plataformas (no caso de games). Além de informações, o wbfun permitirá o compartilhamento de conteúdos no Facebook e no Twitter.

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Cidade da TV Com o objetivo de resgatar a história da televisão brasileira, a prefeitura de São Bernardo do Campo (SP), por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, em parceria com a Pró-TV (Associação dos Pioneiros da TV), inauguraram a Cidade da TV. Trata-se de um complexo com cerca de 800 m² de área, distribuídos em dois andares, onde estão mais de 3 mil itens do acervo da Pró-TV. O projeto foi operacionalizado pela empresa Aquário de São Paulo, enquanto a prefeitura de São Bernardo entrou com o espaço, um prédio anexo à Cidade da Criança, parque de diversões localizado na Vila Redenção. A Cidade da TV conta com fotos históricas, equipamentos, vestimentas usadas em programas, filmes e vídeos do passado, comerciais antigos, troféus destinados a artistas famosos e objetos curiosos relacionados à TV brasileira. A ideia é que o projeto tenha, além da exposição do acervo, cursos, palestras e outros eventos relacionados ao universo Abertura da Cidade da TV, iniciativa da prefeitura da televisão. de São Bernardo do Campo (SP).

Atração produzida pela Firula Filmes para o canal Brasil é baseada em seção da revista Piauí.

Esquinas A Firula Filmes produziu a série “Esquinas”, que estreou no final de setembro no Canal Brasil. A atração é inspirada na seção homônima da revista Piauí. A proposta é contar histórias diferentes ou buscar ângulos inéditos de histórias já conhecidas. Cada programa apresenta dois pequenos documentários, cada um com aproximadamente dez minutos.


( scanner) Reality dos hermanos

Direto do México

FOTOs: divulgação

quadrados.Todas as transmissões ao O portal Terra apresentou seu vivo contarão com “thumbnails” na plano de transmissão dos Jogos home page do portal, facilitando o Pan-americanos de Guadalajara, acesso por parte do internauta. Uma que acontecem em outubro. O portal novidade este ano é que o Terra contará com até 13 transmissões desenvolveu algumas ferramentas simultâneas em HD ao vivo de jogos para melhorar a experiência do do evento esportivo e ainda com a usuário. É possível, por exemplo, produção de vídeos jornalísticos no acompanhar uma local, transmitindo mais partida ao vivo em de 200 horas ao longo uma tela principal e dos 18 dias da ter um segundo jogo competição. Para o exibido em um vídeo diretor geral do Terra, menor sobreposto, de Paulo Castro, o modo semelhante ao comprometimento dos recurso “picture in anunciantes nas picture”, que existia transmissões dos Jogos em televisores Olímpicos mostra que o antigos. mercado publicitário Os jogos serão entendeu a relevância da transmitidos em alta Internet na cobertura. Para Paulo Castro, do Terra, definição. Segundo Segundo ele, o o mercado publicitário entendeu a relevância da Castro, para investimento total dos Internet na cobertura de acompanhar na anunciantes (incluindo eventos esportivos. resolução máxima, a três cotas ainda banda mínima recomendada é de disponíveis) será de mais de R$ 200 2 Mbps. A cobertura contará ainda milhões, em um plano de mídia de com portais específicos para 20 meses que engloba, além do Pansmartphones e tablets. O executivo americano, os Jogos Olímpicos de explica que para evitar a Londres, em 2012. Os burocracia que envolve a criação patrocinadores já fechados são de aplicativos específicos para Bradesco, Procter & Gamble, Sadia, cada plataforma, o Terra optou Vivo, Alpargatas e McDonalds. por trabalhar com HTML 5. A A transmissão do evento cobertura não irá para as TVs esportivo será feita para 17 países conectadas. Segundo Castro, o latino-americanos e para os Estados Terra trabalha no desenvolvimento Unidos. Por isso, a cobertura do de ferramentas para que seja evento será trilíngue (português, possível levar a coberturas dos espanhol e inglês). Uma equipe de Jogos Olímpicos de 2012 às 220 profissionais trabalhará na Smart TVs. Segundo ele, o cobertura, sendo 81 em obstáculo que existe hoje é Guadalajara, onde o Terra conta tecnológico, e não de direitos. com um estúdio de 200 metros

A Medialand produzirá um reality show para o canal truTV. Trata-se de “Os Hermanos Perdidos no Brasil”, protagonizado por um argentino, um paraguaio e um uruguaio que vivem no país e viajarão por mais de dez estados em uma Kombi dos anos 70. Eles terão que enfrentar uma série de provas e descobrir um pouco mais sobre a cultura brasileira. Cada um deles representará uma ONG e/ ou instituição ainda a ser definida. O vencedor não receberá o prêmio em dinheiro, mas dará a chance para a causa que representa receber uma doação de material relativo à sua atividade ou então a construção/reconstrução de um espaço primordial como biblioteca, sala de audiovisual ou sala de informática, entre outros. No momento, a produtora seleciona os participantes. As gravações devem começar em novembro e ainda não há data de estreia no canal.

Mesa farta O SBT estreou o programa “Um Milhão na Mesa”, formato da Endemol Brasil que tem a Nestlé como patrocinadora master, com investimento de R$ 32 milhões. O programa, apresentado por Silvio Santos, está vinculado a uma promoção comemorativa dos 90 anos da anunciante. Os participantes do programa serão selecionados entre os participantes da promoção, que ganham códigos para um sorteio. No jogo, as duplas de participantes começam o jogo com R$ 1 milhão e perdem ou mantêm a quantia conforme o desempenho nas perguntas.

Conteúdo para viagem A BusTV, rede de mídia out of home, chega a novas cidades. Em outubro, São Luiz terá 70 monitores distribuídos em ônibus das principais linhas da cidade. Em Campinas, interior de São Paulo, serão 100 monitores a partir de janeiro de 2012. Recentemente, a BusTV também anunciou novidades em sua programação devido a uma parceria com a WNTV, que fornece produções dentro dos temas artes, cultura e entretimento. Entre eles, estão os títulos “Arte e Conexão”, “Mulheres que Fazem TV”, “Mineirinho de Maceió in Sampa” e “Papo de Camarim”. Os programas têm legendas, já que em algumas praças o conteúdo é exibido sem som.

“Mineirinho de Maceió em Sampa”, atração da WNTV que entrou na programação da BusTV.

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Animação A TV Cultura abriu inscrições para o concurso Animacultura, voltado ao desenvolvimento e à produção de projetos transmídia com foco em séries de animação. O Animacultura contempla todo o processo de criação, desenvolvimento, produção, teledifusão e comercialização da série e conteúdos transmídia, e por isso foi dividido em três etapas. Na primeira etapa serão selecionados de cinco a dez projetos, que receberão R$ 135 mil para desenvolvimento da coprodução, desenvolvimento do projeto completo transmídia e produção do episódio piloto da série. Ao final desta etapa, os projetos participam de nova seleção. Projeto transmídia, com episódio piloto produzido e propostas de coprodução para série, poderão ser inscritos diretamente na segunda etapa. Esta fase destina-se à produção de séries de 13, 26, 39 ou 52 episódios. Após produzidos, os projetos participarão da terceira etapa. Nessa

etapa, de pós-produção, teledifusão e comercialização, os projetos recebem recursos para produção do conteúdo transmídia e exploração comercial do projeto. Para a segunda e terceira etapa do edital não existe um orçamento prédeterminado para cada projeto selecionado, já que o orçamento de cada projeto inscrito é específico de acordo com o conteúdo transmídia planejado. Para efeito de análise e seleção, serão considerados os aspectos artísticos de cada proposta em relação ao plano orçamentário para as determinadas etapas. As inscrições para as três etapas serão abertas simultaneamente e devem ser realizadas pelo autor do projeto (pessoa física), que indicará uma produtora responsável ao longo do processo de seleção do concurso. As inscrições devem ser feitas na plataforma LUM (www.lumlab.com.br) até 24 de outubro. Todas as séries produzidas serão exibidas pela TV Cultura.

“Tropa de Elite 2” foi o escolhido para representar o Brasil na disputa pela vaga no Oscar 2012.

Representante brasileiro O filme “Tropa de Elite 2”, de José Padilha, representará o Brasil na disputa a uma vaga para concorrer ao prêmio de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar 2012. A escolha, por consenso, foi feita pela Comissão Especial de Seleção, no Rio de Janeiro. A produção brasileira selecionada faz parte de uma lista de quinze filmes inscritos para a seleção nacional.


( figuras) O diretor de criação Stephan Ko e o redator Marco Pupo reforçam a equipe de criativos da Fischer&Friends. Ko tem passagens pela SMPB, Fischer&Friends, Borghierh/Lowe e JWT. Pupo integrou a equipe da JWT Curitiba e da Bronx, também na capital paranaense.

Fotos: divulgação

Criativos

Marco Pupo e Stephan Ko

Televisão O ator Robson Nunes é o novo diretor de projetos para televisão na Cristal Líquido Produções. O primeiro projeto liderado por Nunes é o “Estúdio Disney Channel no Ar”, que estreou no Disney Channel no início do mês de setembro. A produtora, que desenvolve projetos de televisão e de cinema e tem também uma divisão de production service, estreia na produção de filmes publicitários.

Executivos A Fox Latin American Channels anunciou a contratação de novos executivos. Paulo Franco, ex-SBT, assume o cargo de vice-presidente sênior de programação e Paulo Franco, Victor Cesar Sichero e conteúdo, Victor Cesar Cynthia Saguie Sichero, ex-Microsoft Corporation, é o novo vice-presidente financeiro, Peach Ribeiro, ex-Discovery, assume como diretora de criação on-air e Cynthia Saguie, ex-PlayTV, é a nova gerente de marketing para afiliados. Além destes, a Fox anunciou que Marcio Fonseca passa a ocupar o cargo de vice-presidente de estratégia de vendas. O executivo integra o grupo há quase seis anos e já desempenhou diversos cargos de direção.

CEO Orlando Lopes assumiu o cargo CEO do Ibope Media, sendo responsável pelas operações da empresa no Brasil e em 13 países da América Latina. Entre os serviços que ficarão sob responsabilidade do executivo estão a medição da audiência de TV, internet, jornal e revista, além do monitoramento do investimento publicitário e do estudo single source Target Group Index. Lopes tem passagens por agências de propaganda como JWT, CBBA e Almap, e por anunciante. Foi vice-presidente de mídia da Unilever para América Latina, presidente da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA) e do Instituto Verificador de Circulação (IVC). Nos últimos três anos, o profissional dedicouse a sua empresa de consultoria de gestão de mídia, a OLMC.

Atendimento Marina Leite é a nova integrante da equipe de atendimento da Cia. de Cinema, ao lado de Alessandra Pegolo. A profissional tem Alessandra Pegolo, Kiska Kaysel e Marina Leite passagens pela Young & Rubicam e PA Publicidade. O núcleo de antedimento da Cia. de Cinema é coordenado por Kiska Kaysel.

Comercial O Grupo RBS contratou Eduardo Monteiro como diretor comercial do Kzuka, plataforma de marketing, soluções em comunicação e relacionamento com o público jovem. A contratação do executivo reforça a estrutura comercial e de planejamento da empresa, que se prepara para lançar novos produtos nacionais de comunicação. O profissional tem passagens por empresas como Disney e MTV Brasil.

Diretor

Diretores A Movie&Art tem novos nomes no time de diretores de cena: os paulistas André Saito e César Nery e o baiano Dieego. Profissioanais internacionais, como Jim Hosking, da Stink (Londres); Alejandro Toledo, da Brownie Company (Espanha); Gabe Ibanez, da Tesouro (Espanha), e o label independente francês 1024, especializado em projeções e mapping urbano. Douglas Costa chega à produtora como diretor artístico executivo depois de trabalhar durante cinco anos na francesa Partizan Midi-Minuit. Na Movie&Art, Costa terá atuação que envolve o desenvolvimento de um minucioso trabalho junto ao time de diretores, otimizando a troca de idéias deles com criativos de agências brasileiras e estrangeiras. 10

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O diretor Cassiano Prado passa a integrar o time de diretores da O2. Radicado em Londres, o profissional começou a carreira na produtora Lobo Filmes antes de trabalhar como diretor de arte em estúdios de animação da capital inglesa, como Passion Pictures e Nexus. O profissional também tem passagem pela MTV Interancional e, desde 2007, vem atuando como diretor de cena em filmes publicitários vídeo clipes e visuais para shows, entre eles o de comemoração dos 60 anos de Elton John no Madison Sq. Garden e para bandas como Foo Fighters, No Doubt, Sade e Jay-Z.

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( capa ) Fernando Lauterjung

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New kid on the block Com a força do grupo Vivendi por trás, GVT começa a prestar o serviço de TV por assinatura, trazendo inovações tecnológicas e preparada para a evolução do serviço. ILUSTRAÇÃO: SERI

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GVT apresentou, no dia 15 de setembro, seu serviço de TV por assinatura, ainda que de forma discreta. A partir de outubro, a empresa começa o esforço de venda do serviço. A operadora traz inovações tecnológicas, podendo oferecer serviços avançados aos clientes mesmo nos pacotes básicos, como alta definição, recepção de TV digital terrestre e tecnologia de casa conectada. Comprada em novembro de 2009 por aproximadamente R$ 4 bilhões pelo grupo de mídia francês Vivendi, a GVT, que era considerada o mais importante case de sucesso entre as chamadas operadoras-espelho (operadoras autorizatárias de serviços de telecomunicações, que competem com as incumbents, as concessionárias), ganhou fôlego para competir no mercado de telecomunicações brasileiro. Chegando atualmente a 106 cidades, a operadora deve receber um investimento de R$ 1,8 bilhão em 2011, 40% a mais que no ano passado. O investimento tecnológico para entrar no serviço de TV não é novidade para a GVT, que conta com uma base de assinantes de banda larga de 1,4 milhão de clientes, sendo 69% a 10 Mbps ou mais. A velocidade média brasileira, vale destacar, é de 1,7 Mbps. Para atender também a classe C com o serviço de dados, a operadora planeja lançar no próximo ano um produto na faixa de preço do PNBL, de R$ 35, mas com uma velocidade de 5 Mbps. Isso virá acompanhado de um novo pacote de 10 Mbps por R$ 49,90. Nesta entrevista, Ricardo

Sanfelice, diretor de marketing e produtos da GVT, explica a estratégia da operadora para se afirmar no competitivo mundo do triple play, que vai muito além da oferta de tecnologia e envolve também conteúdos e serviços. TELA VIVA - A GVT optou pelo “soft launch” do serviço de TV. Quando ele começa a ser anunciado aos clientes? RICARDO SANFELICE - Em meados de outubro. O serviço de TV para nós é muito mais que um produto, é uma linha nova de negócios na empresa, na qual a GVT aposta muito. Na nossa história, sempre houve muito cuidado nos lançamentos, para testar todos os processos, mesmo em ambientes nos quais já tínhamos familiaridade, baseados em telecom. Como estamos indo para este mundo novo para nós, que é a TV por 12

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assinatura, fazemos questão de testar todos os processos. É uma cadeia de valor completamente diferente, com modelo de instalação diferente e muito complexo, por ser um modelo híbrido. Também é necessário um aculturamento interno na empresa em relação aos processos da TV, de atendimento ao cliente, vendas etc. Por isso optamos por fazer um lançamento “soft”. É uma área nova, mas a Vivendi, controladora da GVT, já tem experiência em TV. De que forma ela contribui com a operação no Brasil? A principal contribuição da Vivendi é em relação ao know-how. Outras empresas do grupo prestam o serviço de TV por assinatura, como o


por exemplo, como você compara um serviço de 15 Mbps, que custa R$ 79, com um serviço de 2 Mbps, que custa R$ 59? É incomparável. Não dá pra dizer que a GVT é mais cara por cobrar R$ 79. O mesmo vale para o lançamento em HD. A gente acredita na massificação da alta definição. De dois anos para cá, a oferta de canais de conteúdo e de programação em alta definição cresceu exponencialmente. Quando decidimos montar o nosso serviço, pensamos como poderíamos fazer diferente. O mercado esperava algo inovador. A gente sabe que no mercado brasileiro não há possibilidade de inovar muito no empacotamento, até pelas regras de mercado. A opção foi trazer HD para todo mundo e colocar no mais básico dos pacotes. Desde o pacote básico, o assinante pode ter HD e gravação, com o DVR, e video on demand. Não existe a necessidade de assinar um pacote high end. Estes serviços acabam ficando mais acessíveis.

A Vivendi também contribuirá com o seu conteúdo? A Vivendi não opera com conteúdo no Brasil. Neste momento inicial, não teremos nenhum conteúdo dela nos pacotes. Talvez no médio prazo haja um lançamento de canal específico, que tenha interesse e, é importante destacar, demanda no mercado nacional. A Vivendi é muito especializada em conteúdo francês. Talvez um canal de cozinha francês seja interessante. Se houver alguma iniciativa, será casando a oferta de conteúdo do grupo com a demanda existente no mercado brasileiro.

Isto não traz um custo mais alto para a operadora? Estes canais (HD) custam mais. Por outro lado, nós temos uma vantagem em ser o último entrante no mercado. Já

A GVT optou por lançar todos os pacotes em HD. Qual é a estratégia por trás desta decisão? O serviço não fica muito fechado às classes A e B? O DNA da GVT é sempre trazer a melhor proposta de valor para o cliente. Os produtos da GVT entregam mais valor e, por isso, muitas vezes custam mais caro que os produtos da concorrência. No caso da banda larga,

conhecemos os erros e já chegamos com uma tecnologia mais avançada. Novamente eu remeto ao mercado de banda larga. A GVT foi a última a entrar, mas já montou uma rede totalmente preparada para oferecer 15 Mbps. No HD é a mesma coisa. Todos os assinantes receberão decodificadores preparados para o HD. Isto não é inovação apenas para o cliente, é uma inovação também em custos. Eu não preciso carregar no satélite os canais em SD que são simulcast aos HD. Nas operadoras padrão de mercado, as duas versões do mesmo canal ocupam espaço no satélite. A gente usa MPEG 4 em toda a rede. O decodificador é mais caro, mas a gente economiza em capacidade satelital e melhora a experiência para o assinante. Custa mais caro, mas não é tão mais caro. A ideia é vender a tecnologia como diferencial? Investindo em tecnologia, a gente tem a possibilidade de oferecer diferenciais. Há dez anos, quando a GVT entrou no mercado de telecom, poderia ter optado pelas redes

FOTO: MARCELO KAHN

Canal +, uma das maiores operações na Europa e que atua em toda cadeia, passando pela produção de filmes e empacotamento; e a FSR, operadora de telefonia móvel e fixa na França que tem uma das maiores operações de IPTV do mundo, com mais de 3 milhões de assinantes. Não há dúvidas de que há gente no grupo que sabe fazer TV. Eles ajudaram mandando executivos para fazer workshops para nós. Equipes da GVT foram à França para conhecer as operações e discutir melhores práticas, possíveis fornecedores e formas de entrar no Brasil. A Vivendi sempre teve uma postura, não só em relação a este projeto, de respeitar a cultura local e a particularidade do mercado. Quem entende do mercado brasileiro é a GVT. Eles ajudaram em acelerar a curva de aprendizado. Desenvolvemos o projeto em 14 meses. Acredito que um projeto deste escopo deveria tomar muito mais.

Ricardo Sanfelice

“TEMOS UMA VANTAGEM EM SER O ÚLTIMO ENTRANTE NO MERCADO. JÁ CONHECEMOS OS ERROS E CHEGAMOS COM UMA TECNOLOGIA MAIS AVANÇADA.”

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( capa)

A adoção de home gateway é uma preparação para o futuro ou traz diferencial desde o início? O home gateway funciona como um modem de banda larga e set-top box master, ligado aos STBs escravos. Nas soluções de mercado existentes hoje, para ter gravação em diversos cômodos, você precisaria de diversos gravadores. No conceito da GVT, já oferecido desde o início, há um DVR central, que é acessado pelos outros equipamentos da casa. Essa mesma rede interna, baseada em HPNA, que tem ainda wi-fi, permitirá ter multiconexão na casa. A nossa visão de casa conectada é poder ver todos os conteúdos dentro da casa independentemente do dispositivo. Não importa se as fotos estão no iPad ou se o assinante quer acessar nosso portal de música, o Power Music Club, na banda larga, na TV ou no iPhone. A nossa visão de multitelas é permitir trazer todo o conteúdo que o consumidor quiser para a nossa tela, que é a TV, e disponibilizar todos os conteúdos da GVT, como o Power Music Club, os conteúdos da TV por assinatura e aplicativos, em todas as telas. Além de permitir as conexões dentro da casa, a GVT garante a conexão para fora, com uma super 14

expansão de maneira simples. Além disso, o set-top box já vem com um receptor DTT (TV digital terrestre). Em uma única caixa, o assinante terá também todos os canais abertos digitais. Eles aparecerão de forma transparente na grade e suas posições no line-up serão as mesmas do line-up de TV aberta. Também vamos ter os canais abertos, em SD, no satélite, como backup.

FOTO: MARCELO KAHN

convencionais, ou partir para uma rede mais avançada. A diferença de preço entre as duas era de duas vezes, mas tínhamos a visão de que o mundo seria baseado na Internet, na banda larga. A mesma coisa acontece com o MPEG. Poderíamos ir para o MPEG 2 e economizar em decoders. Em médio prazo, se quiséssemos lançar, por exemplo, 3D, como faríamos isso em MPEG 2? A demanda por capacidade satelital seria tão grande que inviabilizaria o serviço. A questão tecnológica é uma aposta no médio prazo e em criar um diferencial, mas desde que seja a custo acessível para o assinante. Não adianta oferecer 100 Mbps por fibra a R$ 500. Isso não é inovação.

“A PROPOSTA DE VALOR DA TV POR ASSINATURA ESTÁ MUITO MAIS CALCADA NO CONTEÚDO. TEMOS UM LONGO CAMINHO A TRILHAR PARA EDUCAR O CONSUMIDOR DAS NOVAS FUNCIONALIDADES.” banda larga a preço a acessível. Com o pacote de TV conectada, oferecemos 35 Mbps por R$ 99. Esse modelo chegará imediatamente para todos os assinantes. Até mesmo aquele que só tem um ponto de TV, terá um home gateway e um set-top box. De que forma o conteúdo ficará disponível a outros dispositivos dentro da casa? O protocolo HPNA é meramente físico. Para o compartilhamento, deveremos adotar um protocolo de mercado, que é o DLNA. O compartilhamento para outros dispositivos ainda não está disponível, apenas o multi-room (STBs escravos em diversos cômodos). Entendemos que ainda não é o timing. O serviço precisa trazer novidades constantemente. Aos poucos lançaremos novos serviços, como controle remoto no tablet, possibilidade de acessar conteúdos da TV em outros dispositivos etc. Neste momento, nosso passo foi construir uma plataforma que permitisse esta

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Como vender estas inovações para o cliente? Neste momento, vamos vender apenas o serviço mais básico. Estamos comunicando ao cliente que temos todos os canais que ele está acostumado a ver. A GVT tem 140 canais, sendo 30 em HD. Além disso, o assinante já recebe acesso ao conteúdo VOD. Iniciamos com 2 mil títulos, muitos deles gratuitos, para criar o hábito do consumidor. Também temos live shifting desde o início. Estes são atualmente os principais pontos de TV. O consumidor será gradualmente educado para o mundo multiconectado. É muito difícil de vender tudo isso de uma vez só. A proposta de valor da TV por assinatura está muito mais calcada no conteúdo. Temos um longo caminho a trilhar para educar o consumidor das novas funcionalidades. Quem fornece o conteúdo do VOD? Vocês terão os conteúdos dos canais no line-up, como fez a Net? A DLA é o maior agregador de conteúdo. Vamos ter os conteúdos de alguns canais sob demanda já no lançamento do serviço. Qual será a área de cobertura do serviço? Operamos em 106 cidades no Brasil. Infelizmente, em São Paulo ainda não chegamos à capital. O serviço de TV chegará aos territórios que já atendemos. Não conseguimos vender o serviço de TV aos assinantes

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( capa) FOTO: MARCELO KAHN

que não estejam em nossa área cabeada, apesar de o sinal vir do satélite. Eu preciso da conexão de rede fixa, porque a encriptação precisa da conexão IP. O IP não serve apenas para a Internet, mas também para o sistema de DRM receber atualização cíclicas. As operação atuais de DTH usam o smart card, físico. Quando há um caso de pirataria, é necessário trocar todos os cartões. É um impacto muito grande. No nosso caso, a chave vai por software e pode ser mudada com um “click” da nossa central. Mesmo que um hacker consiga quebrá-la, conseguimos substituí-la rapidamente. Não é uma solução anti-hacker, mas a pirataria fica economicamente inviável. Isso nos deixou presos na cobertura.

“NÃO ENCARAMOS A TV POR ASSINATURA COMO UM ACESSÓRIO OU UMA MANEIRA DE EVITAR O CHURN”

Há planos de expansão? Queremos chegar a 180 cidades nos próximos cinco anos. Todas as novas cidades receberão também portfólio de TV. Em algum momento, a GVT pensa em também vender TV para fora da base cabeada. Aí o produto tem uma proposta de valor não tão atraente, sem interatividade, VOD etc. A solução técnica é muito simples, mas a operacional não. Teríamos que adotar canais de vendas distintos e terceirizar instaladores em cidades onde não atuamos. Não temos previsão ainda da entrada em São Paulo. Estamos aguardando as licenças para construção da rede, prontos para começar.

Como será a comercialização e a instalação? A GVT passa por um processo de internalização das equipes de instalação, inclusive para os serviços de telecom. Em relação ao atendimento, sempre tivemos call center próprio. Dos 12 mil funcionários, quase 4 mil são atendentes de call center. Para TV por assinatura, toda a equipe de instalação é interna. A operação de TV, até o final de 2011, terá uma equipe de aproximadamente 1,6 mil pessoas, contando engenharia, produto, marketing etc. Grande parte será de instaladores, de força de campo.

Esse nível mais avançado de segurança facilitou a sua negociação por conteúdo? Nos últimos quatro ou cinco anos, o mundo mudou bastante. Quando começamos a estudar a TV por assinatura, os programadores ainda tinham medo das plataformas IP. Hoje em dia, basta mostrar que você tem um bom sistema de proteção de conteúdo. Ajudou, mas a evolução do mercado nos últimos anos ajudou ainda mais.

A junção de diversas fontes de conteúdo na caixa, com o satélite, o IP e a TV terrestre, não complica demais a instalação? Sim. Por isso optamos por fazer um soft launch. Estamos trabalhando com três variáveis e todas têm seus fatores críticos e de sucesso. Acho que conseguimos desenvolver um modelo interessante. 16

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Quais são os outros serviços que a caixa de TV trará? Sempre que se fala em caixas, é um exercício de futurologia. Temos um caixa muito poderosa, com grande capacidade de processamento, conectada a telas grandes e com acesso à banda larga. Nossa visão de curto prazo é aproveitar ao máximo esta caixa. Estamos lançando serviços de interatividade, com aplicativos que facilitam a vida do assinante. De largada, lançamos um Twitter integrado, previsão do tempo e o Power Music Club. Até o final do ano, o portal de música estará também em tablets e smartphones. Queremos ter mais aplicativos sociais, mas pensando bem como levar as redes sociais à TV e à experiência coletiva. Qual o volume de investimentos? A previsão de investimentos para o biênio 2011 e 2012 é de R$ 650 milhões, dos quais já investimos R$ 200 milhões. O maior custo está ligado ao equipamento, então este investimento pode variar, para cima ou para baixo, acompanhando a adesão dos clientes. Construímos um teleporto em Pinhais (região metropolitana de Curitiba). Em uma operação estável, 80% do investimento fica na casa do assinante. Prefiro não dar números, mas acho que cresceremos muito rapidamente. Mais que isso, acho que o serviço de TV ajudará a crescer nos outros serviços. É importante destacar que acreditamos muito neste mercado. Estamos entrando para gerar uma ruptura. Não encaramos a TV por assinatura como um acessório ou uma maneira de evitar o churn. Sabemos que esse negócio pode gerar muito crescimento e temos apoio do nosso controlador. Quando passamos a ter a Vivendi como controladora, não precisamos mais provar que o serviço de TV é importante. Ele sabem da importância e como isso pode levar ao crescimento da operação. Estamos chegando para ser um dos atores importantes neste mercado.


cobertura

( evento) Fernando Lauterjung, de Amsterdã

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Tudo ao mesmo tempo Na IBC, canais, operadoras, produtores e fabricantes mostram que o consumidor não quer mais uma coisa de cada vez na TV, e exibem as soluções atuais apara atender à demanda convergente.

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evolução da distribuição de vídeo, respondendo à demanda por conteúdo em qualquer momento, lugar e dispositivo, foi um dos principais temas da IBC 2011, um dos maiores eventos mundiais que reúne anualmente em Amsterdã, Holanda, soluções tecnológicas para os mercados de radiodifusão, produção e TV por assinatura. O assunto estava presente nos debates e apresentações e na feira, que trouxe soluções multiplataformas e novas ferramentas para segurança de conteúdo além das redes tradicionais de distribuição. Pode-se dizer o susto inicial que estremeceu todo o setor de mídia já passou, e os diversos elos da cadeia estão se adaptando às transformações que a facilidade de cópia e tráfego de conteúdo impuseram ao setor. Fornecedores apresentam suas soluções para preparar o setor para se defender da pirataria crescente, das plataformas emergentes de distribuição e para atender à demanda por novas formas de interação. No entanto, radiodifusores e operadoras parecem ter aceitado que novos concorrentes vieram para ficar. Não parece haver dúvidas de que os canais tradicionais de televisão, seja aberta ou fechada, serão fortemente impactados pela distribuição de conteúdos online, mas continuarão existindo e tendo relevância. Daniel Sjorberg, da Level 3, empresa que vende tráfego na Internet a grandes grupos, apontou no evento que a Internet acaba com o monopólio da distribuição dos

Principais fornecedores de soluções para TV por assinatura marcaram presença.

broadcasters. "Há mais opções hoje. Tudo o que pode ser digitalizado, acabará na Internet, o que forçará transformações em diversos mercados", disse. Para manter sua relevância, os canais terão que se concentrar em seus conteúdos, mas sem deixar de acompanhar as mudanças tecnológicas de perto. "Há muito valor em conteúdo ao vivo", aponta Simon Orme, diretor estratégico de serviços e conteúdo da BT Wholesale, braço da BT Company que oferece distribuição em plataformas IP com QoS (qualidade de serviço, na sigla em inglês). No entanto, aponta o executivo, a distribuição de conteúdo que não é gerado ao vivo em plataformas lineares deve perder valor. Para ele, será muito difícil encontrar a audiência, que já está se habituando ao conteúdo por demanda. O executivo chegou a questionar a própria existência da transmissão aberta no futuro. "A banda larga deve superar as outras plataformas de distribuição de conteúdo em vídeo. É uma questão 18

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econômica", disse Orme. O executivo diz que que não fará mais sentido manter o custo de operação broadcast, e o uso do precioso e limitado espectro, se a audiência tende a não ficar mais concentrada em poucos canais. Sjorberg, da Level 3, concordou, mas apontando que em grandes eventos ao vivo a plataforma pode não dar conta. "Nestes casos, outras plataformas podem ser mais eficientes", disse. "Em Copas do Mundo e Olimpíadas sempre há problemas com a infraestrutura de Internet", lembrou o executivo. Para Orme, no entanto, mesmo em casos de eventos ao vivo as redes IP podem ser usadas, desde que haja uma distribuição em redes controladas, sem passar pela nuvem. "IP não é necessariamente Internet", lembrou. OTT: inimigo ou parceiro? No evento, a DirecTV norteamericana apresentou sua resposta às


mudanças no setor: sua entrada nos serviços over-the-top (OTT, distribuição de conteúdos pela banda larga). O brasileiro Rômulo Pontual, vice-presidente executivo e CTO da DirecTV, falou que a "TV conectada é o próximo passo para nós". Para o executivo, "não há nada que um provedor OTT possa fazer e nós não". Pontual não deu detalhes de quando estreará este serviço e se será oferecido apenas a assinantes da operadora (Sky no Brasil). No evento, o executivo afirmou que não teme a entrada dos grandes players da Internet neste mercado. Segundo ele, as operações de TV por assinatura contam com uma sofisticação para garantir a qualidade do serviço que os concorrentes da Internet não conseguem oferecer. "Eles têm 200 engenheiros dedicados em entreter os assinantes?", questionou. Outra novidade anunciada por Pontual em Amsterdã foi o novo home gateway que a empresa começará a oferecer em outubro nos Estados Unidos. Desenvolvido com a Pace, o equipamento será uma central de conteúdo no lar, compartilhando os serviços da operadora sem a necessidade de um set-top box por dispositivo. A solução tecnológica conta com um sofisticado mecanismo de DRM (Digital Rights Management, ou controle de direitos digitais) para garantir a segurança do conteúdo em diversos dispositivos. Trata-se do VideoGuard Connect, anunciado em agosto pela NDS e demonstrado no evento. O DRM multiplataforma foi adotado pela DirecTV tanto para os futuros serviços OTT quanto para o serviços de casa conectada. A solução garante a segurança do conteúdo em diversos dispositivos, incluindo PC, Mac, iOS e Android. A Nagra também apresentou na feira uma solução para melhorar a migração dos serviços de TV por assinatura para outras plataformas. A empresa fechou uma parceria com a Gracenote para criar guias

avançados de conteúdo, com busca e recomendações, em um ambiente multitela. A ideia é usar as ferramentas e bancos de dados da Gracenote para permitir que os usuários de serviços busquem mais informações sobre o conteúdo do serviço de TV em dispositivos como tablets e smartphones. Dessa maneira o assinante não precisa interromper ou redimensionar o que está sendo exibido na tela. O papel da TV "tradicional" nos serviços OTT também foi tema de debate. Sua forte audiência e poder de formar opinião devem garantir à radiodifusão um papel de destaque nos novos serviços. Segundo Helge Hoibraaden, CEO da Vimond Media Solutions, provedora de plataforma e know how para empresas que querem levar seus conteúdos à Internet, a audiência dos canais de TV os colocam em uma posição estratégica. Para Paul Torplee, diretor da Twofour

uma única plataforma, enquanto outras formas de distribuição ganham espaço, pode ser prejudicial. A lógica é que se a plataforma já é relevante, novos conteúdos já não são mais tão importantes para ela, portanto têm menor valor. Contudo, entrar "muito cedo" em algum serviço de distribuição também pode ter efeito negativo. Para Leslie MacKenzie, da locadora virtual britânica Lovefilm, o mercado de serviços OTT deve se consolidar no futuro, sobrando espaço apenas para os players de grande porte (como Amazon, Netflix, Google etc.) e os broadcasters, que têm um conteúdo valioso o suficiente para sustentar um serviço. "Os pequenos devem ser sufocados", diz MacKenzie.

Impacto na produção A própria pirataria pressiona as empresas de produção/ de conteúdo Banda larga deve ser a principal distribuição a alterar a forma como plataforma de distribuição, mas trabalham. Segundo canais tradicionais continuarão Spencer Stephens, vicetendo o conteúdo mais valioso. presidente de tecnologia da Sony Pictures Digital, também uma empresa que Technologies, uma unidade da Sony oferece soluções para canais e marcas Pictures Entertainment, a pirataria é levarem seus conteúdos às plataformas a maior força pressionando o tempo conectadas, o bom posicionamento dos de exclusividade das janelas de broadcasters nos serviços OTT é possível, conteúdo. Além disso, a pirataria mas não está garantido. Segundo ele, o também força a criação de novas número de plataformas e dispositivos de janelas. Se o consumidor quer o distribuição ainda está crescendo, conteúdo pela Internet, diz, esta formando um ecossistema complexo. janela tem que ser criada, ou será "Para estar bem posicionado, é preciso substituída pela pirataria. Stephens ter em mente que o seu conteúdo precisa lembrou que há pouco tempo as estar em um grande número de séries de TV viajavam para outros plataformas, não apenas em um serviço territórios apenas após o término da ou nos equipamentos de um fabricante", temporada no mercado nortediz Torplee. Para ele, se unir às novas americano. "Há alguns anos, plataformas é mais vantajoso do que lutar esperávamos o fim da temporada contra elas. para que ela pudesse ser exibida no Amir Eliat, da Tvinci, empresa que Brasil, por exemplo. Hoje presta serviço para operadoras de telecom trabalhamos com uma janela de até e TV por assinatura interessadas em duas semanas, para evitar que o oferecer OTT, concorda que é preciso ter conteúdo chegue antes através da um cuidado especial com a distribuição. pirataria", lembrou o executivo. A "O conteúdo é rei, e a distribuição é a afirmação foi em resposta a uma rainha", brincou o executivo. Eliat também pergunta sobre a possibilidade de acredita que "concentrar" o conteúdo em redução das janelas por conta dos

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( evento)

Principais fabricantes de equipamentos de produção levaram suas novidades a Amsterdã.

programa "Intuition", da emissora holandesa RTL4. O site, que poderá ser acessado também por tablets e smartphones, permitirá que a audiência jogue, testando sua intuição, e chame amigos para participar, gerando

novos serviços de distribuição online, dando a entender que a pressão exercida pela pirataria pode se sobrepor à das operadoras de TV por assinatura. No mesmo painel, Simon Morris, CEO e criador do serviço de locação Lovefilm, lembrou da dificuldade encontrada para lançar o serviço, por conta do excesso de exigências em relação à proteção do conteúdo. "Pessoas como nós, que falam com os clientes e entendem seus hábitos, somos os bonzinhos. Lembrem-se disso", ironizou o executivo, cujo serviço foi recentemente comprado pela Amazon.com. Sob o ponto de vista dos criadores de conteúdo, a distribuição de conteúdos multiplataforma também impacta a produção e o relacionamento com a audiência. A Fremantle apontou no evento uma iniciativa para conectar-se à audiência em múltiplas plataformas, mostrando que a indústria de televisão começa a aprender a lidar com o fato de boa parte de sua audiência ter a sua atenção dividida em mais de uma tela simultaneamente, conforme indicam pesquisas de consumo de conteúdo. Segundo Peter Cassidy, vicepresidente de mídia participativa na Fremantle, a empresa preparou um site que ficará na web simultaneamente à exibição do

estatísticas ao vivo para o programa na TV. Os jogadores ganhadores deverão ganhar cupons de produtos dos patrocinadores. A Endemol vem buscando formas de usar a funcionalidade das TVs conectadas. Segundo Jurian van der Meer, diretor da área de games da empresa de formatos, depois de licenciar diversos jogos baseados em seus programas, a Endemol resolveu entrar na área de publicação de games. "É excitante quando 12% da audiência está jogando 'ao vivo'", diz. O fato de haver um volume relevante de pessoas conectadas simultaneamente também torna os jogos atraentes ao mercado publicitário. "Agora não criamos mais jogos baseados nos programas, mas jogos que fazem parte deles", diz. Para ele, as TVs conectadas devem se tornar importantes plataforma para este tipo de jogo.

Smart TVs: novas plataformas e conteúdos

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capacidade de processamento das TVs conectadas não abre apenas uma nova janela para escoamento do conteúdo televisivo. Ao contrário disso, transforma a “tela nobre” das casas em um dispositivo capaz de exibir outros tipo de conteúdo, que passam a disputar o tempo do consumidor. Um dos destaques é a indústria de games. Em Amsterdã, desenvolvedores de games apontaram que há ainda um importante desafio a ser superado para que a distribuição de games seja principalmente através da Internet. Para eles, a fragmentação das plataformas deve ser um problema para publicar jogos. O uso de padrões na indústria, como a linguagem HTML5 ou o SDK único proposto pela Philips (com adoção da LG, Sharp e Loewe) pode resolver a questão do desenvolvimento multiplataforma, diz Simon Protherer, diretor da Eidos Online.

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No entanto, pode ser um problema para o desenvolvimento de jogos mais pesados, diz o executivo. Para Michael Lantz, CEO da Accedo Broadband, uma empresa especializada em “casual games”, jogos com interfaces gráficas mais simples, esta não é uma grande limitação. “Temos muito mais recursos com o hardware e as linguagens disponíveis hoje do que tínhamos há alguns anos com os settop boxes”, disse o executivo, questionado sobre a demanda por processadores mais potentes nos dispositivos conectados. O maior problema da fragmentação das plataformas, diz Lantz, é a cobrança. “Nenhum fabricante criou uma plataforma de pagamento que funcione. Ninguém consegue copiar o modelo da Apple, que tem 200 milhões de cartões de crédito cadastrados e aval dos

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Conecte-se a esta nova rede.

EVENTO INÉDITO!

Venha participar do TV.APPs 2011. Evento pioneiro que reunirá fabricantes, desenvolvedores de aplicativos e detentores de conteúdos para discutir interatividade e conectividade na TV. PRINCIPAIS TEMAS AS LOJAS DE APLICATIVOS E SEUS MODELOS DE NEGÓCIOS | OS CONTEÚDOS PATROCINADOS | DAS MÍDIAS SOCIAIS À TV SOCIAL O GINGA E AS PLATAFORMAS ABERTAS | CONTEÚDO E ENTRETENIMENTO | SERVIÇOS DE REDE E MUITO MAIS!

Palestrantes confirmados: • Milton Neto, LG • Rafael Cintra, Samsung • Marcelo Varon, Sony

• Pedro Acácio Bergamasco, Banco do Brasil • David Britto, Totvs • Salustiano Fagundes, HXD

• Lilian Viana, Terra • Fernando Chamis, Webcore Games • Ricardo Godoy, BurtiFilmes e ITBN

Saiba mais sobre a programação em www.convergeeventos.com.br

PROMOÇÃO

8 de novembro de 2011

Hotel Paulista Plaza das 9h as 18h Alameda Santos, 85 - São Paulo, SP

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ORGANIZAÇÃO


( evento) momento, a ideia que deveria ser levada ao consumidor é a de uma TV capaz de acessar a Internet. “A Apple popularizou os smartphones ao criar um telefone que também é ótimo para acessar a Internet. O mercado de aplicativos veio anos depois”, diz. Na IBC 2011, a Intel apresentou principalmente soluções voltadas ao mercado de TV por assinatura. Segundo Koenders, a evolução das redes demanda processadores mais rápidos e dedicados. Se uma operadora resolve adotar uma plataforma de games online que não é compatível com o middleware presente na caixa, um bom processador pode trabalhar, de forma independente, com o sinal de vídeo linear, e ainda rodar diversas aplicações paralelas, em sistemas operacionais diferentes. “Podemos ter três ou quatro sistemas operacionais rodando ao mesmo tempo, de forma transparente ao usuário”, garante. A Intel apresentou ainda no evento caixas de serviços over-the-top baseada em seus processadores. Uma das apostas da empresa é que os games serão conteúdos importantes nos serviços de TV. Entre os equipamentos apresentados, está uma caixa com sensor de movimento (semelhante ao Kinect, da Microsoft).

IBC teve pavilhão dedicado às tecnologias de casa conectada e interatividade.

consumidores para fazer o que quiser com isso”, ironiza. Segundo Simon Protherer, os dispositivos conectados devem ajudar a ampliar o mercado de games. O usuário médio de jogos dos principais consoles, diz ele, são homens de 23 anos. Contudo, em outras plataformas, jogos como “Farmville” (Facebook) e “Angry Birds” (smatphones) conseguem atingir público de idade mais variada e de ambos os gêneros.

(operadoras) é que decidirão se querem ter aplicativos, quais e se querem ter uma loja de conteúdo”, diz. Ou seja, as próprias operadoras podem criar as suas lojas de aplicativos e games, passando a ter participação neste mercado. Além disso, afastam a ameaça de uso de aplicativos de serviços OTT vistos como concorrentes, como Netflix e Netmovies, por exemplo. A Intel também participou do evento com suas tecnologias destinadas principalmente a caixas receptoras. Lance Koenders, diretor de marketing da Intel, afirmou a TELA VIVA que os fabricantes de equipamentos consumer estão pulando uma etapa ao vender as TVs conectadas como plataforma para consumo de aplicativos. Para ele, neste primeiro

TV paga A TV por assinatura também já começa a trazer uma resposta às TVs conectadas. A fabricante americana Echostar apresentou na IBC uma caixa IP para acesso a serviços de TV por assinatura com suporte ao sistema operacional Android. A expectativa da empresa é que a caixinha seja atraente a provedores de serviços por IP. O modelo HDX200 pode ser um cliente IP para uso nos pontos adicionais da casa, conectado a um gateway central da operadora no lar. Craig Avison-Fell, engenheiro da Echostar Europe, diz que nada impede que o sistema operacional também seja usado em uma plataforma híbrida, em caixas de cabo ou satélite. Por enquanto, os aplicativos disponíveis na caixa são apenas os desenvolvidos para telefones e tablets. Segundo Avison-Fell, “os clientes

novo ecossistema A Converge Comunicações (que edita TELA VIVA) organiza no dia 8 de novembro o primeiro grande encontro do mercado de aplicativos e conteúdos para TVs conectadas. O TV.APPs reunirá fabricantes de TVs, desenvolvedores de aplicativos, grupos de mídia, publicitários e anunciantes para discutir a criação desta nova plataforma. Entre os temas que serão debatidos estão as lojas de aplicativos e seus modelos de negócios; os conteúdos patrocinados; o Ginga, as plataformas abertas e os ambientes proprietários; a nova janela para conteúdos de cinema e TV. Entre participantes do evento estão Milton Neto, da LG; Rafael Cintra, da Samsung; Marcelo Varon, da Sony;

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David Britto, da Totvs; Salustiano Fagundes, da HXD; Fernando Chamis, da Webcore Games; Ricardo Godoy, da BurtiFilmes e ITBN; e Pedro Acácio Bergamasco, do Banco do Brasil, entre outros. O evento acontece no Hotel Paulista Plaza, em São Paulo. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail info@convergecom.com.br ou pelo telefone DDG 0800-7715028.

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(programação) Daniele Frederico

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Em jogo pelos direitos Canais especializados em esportes competem para garantir os campeonatos mais disputados. Copa e Olimpíadas no Brasil aquecem o mercado.

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FOTOS: divulgação

s confrontos dentro de campo, quadra e piscina não se restringem à prática esportiva. Por vezes, a disputa pelos direitos das transmissões desses esportes chega a ser mais acirrada que a competição entre os atletas. No Brasil, os canais especializados em esportes não têm poupado esforços para divulgar a compra dos direitos de um determinado campeonato, seja ele para TV aberta, TV paga ou Internet. Do futebol ao badminton, o que importa é garantir os direitos de transmissão. “O mercado está aquecido, a concorrência está forte”, diz o diretor de aquisições da ESPN Brasil, Carlos Maluf. “Existem novos players e novas plataformas entrando na compra de direitos”. Essa competição, porém, é vista pelos canais segmentados como sendo natural e até saudável. “Esse crescimento é natural, consequência da relevância que o esporte adquiriu ao longo dos anos na vida das pessoas e em suas opções de entretenimento”, diz Pedro Garcia, diretor de novos negócios da Globosat, que programa os canais SporTV. Para o consumidor, não há dúvidas de que a competição é saudável. Além de contar com um grande número de canais esportivos disponível, a disputa entre eles pelos direitos leva a uma maior variedade de eventos nas grades. “A competição tem um fator positivo que são as oportunidades em novos conteúdos esportivos que, talvez, sem competição, ficassem esquecidos”, diz Marcos Borges, diretor de 26

Exibição de campeonatos de handebol deram bons resultados para o Esporte Interativo.

aquisição de direitos internacionais do Esporte Interativo. “Em um mercado concentrado, aposta-se naquilo que apresenta pouco risco, como o futebol. Quando há competição, abrem-se oportunidades para outros conteúdos”. A realização de eventos esportivos de peso no Brasil, como a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, também tem feito com que o Brasil torne-se centro das atenções entre os detentores de direitos internacionais. “O aumento da concorrência pelos direitos vem ocorrendo há muitos anos no mundo inteiro, e se tornou mais visível no Brasil neste momento pelo fato do país ter entrado na agenda dos grandes eventos

“O aumento da concorrência pelos direitos se tornou mais visível no Brasil pelo fato do país ter entrado na agenda dos grandes eventos esportivos,” Pedro Garcia, do SporTV

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esportivos”, diz Garcia. Para Borges, a competição pode ter contribuído para a valorização do conteúdo esportivo de um modo geral, mas para os detentores de direitos do exterior, as negociações com o Brasil tornam-se mais interessantes por conta do bom momento vivido pelo País. “O detentor de direitos no exterior está vendo o Brasil como uma oportunidade de negócios, pela boa fase econômica que o País está passando. Acho que a realização de grandes eventos aqui, como Copa e Olimpíadas, é o resultado desse salto econômico do País”, diz. A visibilidade do Brasil no exterior, os grandes eventos a serem realizados aqui e um momento de grande concorrência por direitos mundialmente, têm feito com que os preços negociados pelos detentores de direitos no exterior aumente. “Isso é normal, o dono do direito sempre vai tentar obter o máximo que conseguir. Há 11 anos, se eu falasse pro dono do direito que eu queria pagar determinado preço, ele agradecia. Hoje


ele está em uma posição melhor para negociar”, diz Maluf. “Eles sabem do bom momento que o Brasil está passando”. Esse aumento de preços parece ser encarado como algo intrínseco ao mercado e que não deve gerar distorções nas negociações de competições específicas. “Penso que, no geral, os valores estão muito altos para a nossa realidade, no Brasil, e acho que isso se deve, em parte, a uma tendência mundial de alta de preços. O Brasil só acompanha”, diz o diretor geral do BandSports, Eduardo Ramos. “O Brasil é a bola da vez. Copa e Olimpíadas têm alguma influência, mas acho que a maior culpada no aumento dos preços é a situação dos direitos mundialmente”, completa. É meu! A diferença das disputas esportivas para aquelas que acontecem para garantir a transmissão é que na negociação de direitos normalmente não há regras válidas para todos. Enquanto algumas competições são negociadas como uma licitação, outras podem ser licenciadas para diferentes canais, algumas funcionam na base da renovação constante, entre outros modelos possíveis.

“No futebol a concorrência é maior. Se você perde os direitos de um campeonato ‘top’, não tem como substituir,” Carlos Maluf, da ESPN Brasil

Em um cenário competitivo, a exclusividade é normalmente exaltada pelos canais. “A exclusividade faz a diferença, mas muitas vezes não dá pra comprar os direitos exclusivos, ou porque são muito caros, ou porque o dono quer dividir os direitos em vários compradores”, conta Maluf. Segundo Ramos, do BandSports, na divisão de conteúdos entre os canais esportivos acontece até uma certa “camaradagem”. “É uma questão de estratégia. Para determinados eventos o canal quer exclusividade, mas às vezes uma competição tem muitos jogos e não é possível exibir todos. Neste caso, dividimos os direitos”, conta. Por outro lado, os detentores de direitos também querem visibilidade para suas propriedades, e por isso, podem abrir mão de oferecer um determinado campeonato com exclusividade, para não limitar a sua exibição. “Antes a exclusividade era vista como uma forma de gerar dinheiro. Agora, sinto que os detentores dos direitos querem mais exposição do conteúdo do que apenas o retorno financeiro que ele pode gerar. Eles enxergam que quanto maior o número de plataformas, maior o número de pessoas impactadas”, diz Borges, do EI,

que comemora ainda a sua “exclusividade” como canal segmentado de esportes no meio de TV aberta. “Convivemos bem porque não competimos diretamente. Por uma questão de grade, as TVs abertas, que têm uma programação mais variada, muitas vezes optam por não exibir certos conteúdos que nós podemos colocar”, afirma. Em casos onde não há exclusividade, o jeito é encontrar outras formas de se destacar. Para Garcia, do SporTV, a exclusividade não é mais importante do que o uso que se faz do conteúdo. “Mais importante que a exclusividade é a qualidade do que se faz e do que se oferece ao público. A exclusividade num evento pode até ser prejudicial a uma emissora, se esta não fizer os investimentos necessários em tecnologia e jornalismo, ou se não tiver pessoal qualificado para uma boa cobertura. Por outro lado, um evento pode ser exibido em diversos canais e, ainda sim, o seu trabalho se destacar pela criatividade e qualidade do que é apresentado” ressalta. Além do futebol A briga pela exclusividade de direitos torna-se evidente e até mesmo pública quando o assunto é a paixão nacional, o futebol, que este ano levou às páginas dos jornais as negociações entre o Clube dos 13 e as emissoras de TV aberta pelo

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( programação) FOTOs: DIVULGAÇÃO

transmissão em TV aberta Campeonato Brasileiro. “No “A única forma de sobreviver nesse de um programa semanal futebol a concorrência é maior. mercado é ser diferente, sobre o jogo, em março Se você perde os direitos de um atendendo a nichos não atendidos deste ano. O BandSports campeonato ‘top’, como um por outros canais e com uma anunciou a transmissão campeonato espanhol, ou abordagem única.” do Snooker Brazil Master inglês, não tem como Eduardo Ramos, do BandSports 2011, torneio substituir”, lembra Maluf. internacional de sinuca Apesar do futebol continuar Brasileiro de Futebol é ruim, inglesa, realizado pela sendo o grande responsável mas sobrevivemos bem sem primeira vez no País. “É pela maior competição na aquisição de ele”, diz. uma ação bem pontual, direitos esportivos entre os canais Com a demanda popular, específica. Usamos para brasileiros, outros esportes adquiriram outros esportes, como as lutas, começam a dar um ‘brilho’ ao canal”, diz Ramos. destaque nessa disputa. “É mais ganhar destaque e deixam de ser tranquilo para adquirir, mas existe modalidades de nicho. “O Brasil está tendo Multiplataforma competição, sim”, afirma o executivo uma onda de MMA. Por isso, estamos Se antes vencer a disputa pelos da ESPN Brasil. apostando em eventos de boxe olímpico”, direitos para a transmissão na TV, seja A realização dos Jogos Olímpicos diz Borges. aberta ou por assinatura, era no Brasil em 2016 desperta um Os canais esportivos também têm suficiente, agora é preciso também interesse não só pelo esporte, de um investido em modalidades bem pouco garantir a vitória em outras arenas: modo geral, mas também para as conhecidas dos brasileiros. “O curling, Internet, celulares e tablets viraram modalidades olímpicas, como vôlei, durante as Olimpíadas de Inverno de alvo dos canais esportivos, seja para basquete, natação e atletismo. Vancouver, foi uma boa surpresa. Era um transmissão de conteúdo na íntegra ou “Sentimos um aumento de interesse do esporte pouco conhecido dos brasileiros e flashes de determinadas disputas. público pelos esportes olímpicos, foi um sucesso. Com isso, adquirimos os Nessas plataformas, porém, a especialmente por aqueles em que os brasileiros têm chance de ganhar medalhas”, diz Borges. “Além disso, o canais também buscam garantir direitos dos brasileiro gosta de ver outros eventos para internet, celulares e tablets. brasileiros competindo. Outras direitos do Mundial da modalidade, que competição na aquisição de direitos é modalidades passam a ocupar um teve um ótimo retorno”, diz Garcia, do menos acirrada. espaço importante”. No Esporte SporTV. “Outro caso é o rugby, que vem Embora não seja tão comum, os Interativo, um dos resultados ganhando popularidade no Brasil. canais esportivos também podem interessantes obtidos pelo canal veio do Investimos na exibição de eventos como o adquirir os direitos para a exibição na handebol. Depois da experiência, o Sul-Americano e o Super 10”, completa. Os Internet sem ter os direitos para canal adquiriu os direitos para a canais ESPN também apostam na transmissão também no canal pago. É exibição da Copa do Mundo de modalidade, com a Copa do Mundo de o caso da ESPN Brasil, que adquiriu os Handebol, que será realizada no Brasil. Rugby, que acontece entre setembro e direitos do Campeonato Português de Mais do que investir em esportes outubro. Futebol para o portal ESPN360. “É olímpicos, a aposta em esportes Até mesmo competições que nem interessante para quando não há menos populares e também com sempre podem ser chamadas de “esporte” espaço na grade”, explica Maluf. direitos menos visados também tem têm conquistado lugar nos canais Para o Esporte Interativo, porém, a relação com a estratégia de segmentados. O Esporte Interativo, por negociação dos direitos para a Internet diferenciação de um canal para outro. exemplo, licenciou junto ao e outras plataformas digitais, faz parte “A única forma de PokerStars.net, site de pôquer da proposta do canal, de estar em sobreviver nesse mercado gratuito e organizador de todas as telas. “A pluralidade de é ser diferente, atendendo torneios, o direito de plataformas de entrega é um a nichos não atendidos por diferencial e está no DNA do canal. outros canais e com uma “Em um mercado concentrado, As negociações envolvem todas as abordagem única”, afirma aposta-se naquilo que apresenta plataformas disponíveis”, diz Borges. Ramos, lembrando que o pouco risco, como o futebol. Recentemente, o Esporte Interativo BandSports procura atuar Quando há competição, fez uma transmissão do jogo entre com linguagem mais leve e abrem-se oportunidades para Real Madrid e Barcelona, que jovem, e com a aconteceu em agosto, pelo Facebook, participação do assinante. outros conteúdos”. com patrocínio da Petrobras. “Não ter o Campeonato Marcos Borges, do Esporte Interativo 28

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(produção) Mario Luis Buonfiglio

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On the road Mercado de unidades móveis investe em tecnologia para se preparar para o crescimento da TV paga, Copa do Mundo, Olimpíadas e outros grandes eventos.

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ecnologia de ponta costuma ser a palavra de ordem das unidades móveis (UM). Afinal, trafegar com tanto valor agregado transforma caminhões e vans em estrelas de primeira grandeza. Os pacotes que estão à disposição dos clientes são os mais diversos: câmeras SD, HD, áudio multicanal, gravação paralela do corte ao vivo, VTRs diversos ou ainda a captação do resultado final em diversas compressões e formatos. De acordo com Luiz Lopes Trindade, da Câmera 2 Vídeo Filmes, o investimento é constante. “O nosso carro maior possui quatro câmeras HD, mas pode operar com até oito câmeras. E já foram compradas mais duas, que chegarão em breve”, comemora. Trindade conta ainda que sua UM tem um servidor 3PLAY, da Newtec, de três canais, mas já está de olho em um de oito canais. Quanto aos VTRs, existem oito posições cabeadas no sistema, a partir do PDW-HD1500 XDCAM, um DSR-1500 DVCAM e outro HDW1800 HDCAM, que são fixos no carro. Mas também existe, caso o cliente solicite, a possibilidade de instalar outros equipamentos. Outra empresa ligada na necessidade constante de trabalhar com estrutura de ponta é a VBC Telecom, sediada em Curitiba. Com o foco na transmissão, a empresa é detentora de uma licença de SCM (Serviço de Comunicação Multimídia), o que permite a implantação de plataformas de transmissão e recepção via satélite para formação de redes corporativas de comunicação. Segundo Jonathan

Salvatore de Luca, da BroadTV, prepara UM comparável a uma emissora móvel full HD.

Fernandes, diretor técnico da VBC, a empresa conta com uma frota de unidades móveis de transmissão que utilizam tecnologia de vídeo HD totalmente desenvolvida e exclusiva da VBC Telecom. “Através da nossa estrutura de hub, prestamos também o serviço de Internet via satélite no meio rural, e é a única solução que suporta telefonia IP”, completa. Na mesma linha da inovação segue a Start Vídeo, do Rio Grande do Sul. Com uma carteira de clientes divididos entre emissoras de TV, produtoras independentes e redes corporativas, a

empresa está preparando sua nova UM, com destaque para as câmeras Sony HXC-100, dois servidores de quatro canais cada para slow e gravação independente para as câmeras. Somado a isso, estarão integrados ao sistema uma mesa de corte Sony de 24 entradas, uma matriz de 64 x 64, monitoração multiview, gerador de caracteres HD, encoder e decoder de video AJA e 12 VTs XDCAM HD 4:2:2. “Com a chegada de grandes eventos ao país, como a Copa do Mundo, acreditamos que teremos uma demanda extra para locação de UMs menores, com uma ou duas câmeras, ideal para coletivas de imprensa e entradas ao vivo para o jornalismo”, destaca Rafael Dutra, diretor de operações da Start. Além dos equipamentos padrão instalados nas UMs,

Lumiere tem UM full HD com câmeras HXC-100 e variedade de lentes.

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o ideal é contar também com um grande parque de acessórios e novidades. A unidade móvel full HD da Lumiere, localizada em Porto Alegre, conta com seis microfones shotguns da Audio-Technica, lentes Fujinon HD 17x com duplicador, uma de 20x e outra grande angular 12x4,5 e Canon HD 16x com duplicador 16x; entre outras. No caso da gravação em paralelo feita pelas câmeras Sony HXC-100, a solução da Lumiere são os cinco AJA KI PRO. Somados a isso, existem à disposição do cliente uma unidade para replay/slow 3PLAY, da Newtek, com três canais de gravação e exibição simultâneos e o gravador de cartão SxS XDCAM PMW-EX30 da Sony. E se a distância das câmeras até a UM for o problema, a empresa dispõe de 2,8 mil metros de cabo triax de 3/8 e 1/2. Com a crescente oferta de conteúdo em HD, é natural que cada

Start Vídeo prepara nova UM com câmeras HXC-100 e dois servidores de quatro canais para slow.

vez mais soluções em unidades móveis estejam sendo preparadas em todo o país. Uma delas, projetada por Salvatore de Luca, da BroadTV, pode ser considerada uma emissora móvel pronta para transmissões em full HD. A UM, com 13 metros de comprimento, é o resultado de uma pesquisa realizada na Globo Rio e na Globo São Paulo. Esta UM trabalha com até 48 sinais de vídeo e áudio 5.1. Está equipada com duas mesas de corte para transmissão de dois eventos simultâneos, 20 câmeras, oito servidores (EVS) e 12 sinais externos. Toda a monitoração é feita por multiviewer e uma das lentes de câmera disponíveis possui

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zoom óptico de 100x com estabilizador - é a única deste tipo em funcionamento na América Latina. Novos nichos “Está havendo uma consolidação no mercado, com fornecedores se especializando em alguns tipos de produção”, diz Vando Mantovanni, proprietário da Rentalcam. “Sabemos que a maior demanda hoje está nos

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( produção) “Está havendo uma consolidação no mercado, com fornecedores se especializando.”

FOTO: divulgação

esportes, mas nós nos especializamos no mercado corporativo e em entretenimento”, explica. A Rentalcam conquistou um espaço importante no mercado de shows, por oferecer seu know-how neste tipo de produção. Segundo Mantovani, a UM é apenas o produto. O principal que ele oferece é a consultoria. “Nós oferecemos um workflow completo, em qualquer formato”, diz. A Rentalcam está formatando um novo produto para oferecer ao mercado, com a captação de shows com qualidade de cinema. A primeira produção será para gerar um DVD da dupla Fernando e Sorocaba, que será gravada no final de setembro, no teatro Ópera de Arame, em Curitiba. “Vamos usar dez câmeras PMW-F3, da linha CineAlta, da Sony, equipadas com lentes prime de cinema”, explica Mantovani. “Esta câmera será um divisor de águas

câmeras HDV e Macbooks Pro, os cinco integrantes da equipe respondem pela captação de imagem, fotografia, edição e a redação dos textos. Seu idealizador, Rodrigo de Angelis, ressalta que a unidade é uma base para eventos de rua e ações de mobilização social e cultural. Aliada a cenários e outros equipamentos, realiza também pocket shows, peças teatrais, programas de TV, exposições, entre outras ações de caráter itinerante. Dependendo do projeto, o material gerado pode ser enviado para veiculação simultânea na Internet ou ainda, a equipe pode produzir DVDs com a participação do público. Em um dos projetos, a turma do Expresso das Ideias percorreu 5.000 km, passando por 12 municípios em 45 dias de viagem. “Em vez de produzirmos documentários, que demandam meses de produção, resolvemos criar a unidade móvel para participar da vida das pessoas, com notícias para a Internet, vídeo on-line e ações de conscientização”, completa Rodrigo.

Vando Mantovanni, da Rentalcam

neste mercado, pois oferece a qualidade de cinema, com sensor 35 mm, a um custo acessível e com muito mais qualidade que as câmeras SLR”, finaliza. Longe dos altos custos da tecnologia implementada nas principais UMs oferecidas no mercado, existem outras possibilidades que são, no mínimo, criativas no conteúdo e na dinâmica de produção. A unidade móvel Expresso das Ideias, da produtora mineira Tanto Expresso, é este exemplo. Montada em um veículo Kia Bongo, é, na definição da produtora, um veículo-escritório-stand, com design chamativo, equipado e preparado para trabalhos de campo com a utilização de equipamentos e serviços multimídia. E isso quer dizer pura interação com o público. Equipada com

Confira algumas unidades móveis disponíveis EMPRESA

CÂMERAS SD/HD

VTRs

SWITCHER

ÁUDIO

ACESSÓRIOS

60 entradas + 34 entradas

540 canais 64 entradas analógicas Mic/line 64 entradas Line 64 digitais AES/EBU

Lentes Canon 1 XJ100x 1 XJ86x 2 HJ40x 2 HH14x4.5 2 HJ1x4.7 10 HJ22x

BroadTV

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6 XDCAM HD

Camera2 Vídeo Filmes

10

PDW-HD1500 XDCAM, DSR-1500 DVCAM, HDW-1800 HDCAM

Lumiere Vídeo

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Programasom

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Beta Digital / DVCAM

Synergy-1 Ross (16 entradas)

Rentalcam

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2 VTs AJA Ki Pro

Switcher SD/ Yamaha DMHDSDI Panasonic 1000, 32 canais

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3 VTs DSR 70 para slow e edição 1 DSR 1500 1 VT UVW 1600 BETACAM

Start Video e Transmissão

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UPGRADE EM ANDAMENTO

SEDE

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Slow EVS completo com play list incluso

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U.M. HD com 12 câmeras Sony HXC 100, 2 Servidores de 4 canais cada para slow e gravação independente para as câmeras, Gerador de caracteres HD, 12 Vts XDCAM HD 422

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Yamaha MG 24, Macke 16X4

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(audiência - TV paga)

Para crianças e adultos

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Foto: Divulgação

m julho, o canal Fox ganhou posições na lista dos canais pagos com melhor alcance entre o público adulto e também entre o público infantil. No mês de férias escolares, o canal registrou 9,04% de alcance diário médio entre o público de 4 a 17 anos, e 8,28% entre o público com 18 anos e mais. Com isso, conquistou em ambos os rankings a quinta posição, e tempo médio diário de audiência de 32 minutos. Os destaques de audiência do canal no período foram o final de temporada da série musical “Glee”, a estreia de “Glee Project”, além da exibição da série “Bones” e da produção nacional “9MM”, segundo informações fornecidas pela Fox. Entre o público adulto, o canal com melhor alcance diário médio

A série “Glee” foi destaque na Fox, canal que conquistou o quinto lugar entre adultos e crianças.

foi o SporTV, com 13,24%, e tempo médio diário de audiência de 52 minutos. Em seguida, aparecem TNT, Multishow, SporTV 2 e Fox. No total, os

canais pagos tiveram entre esse público 46,9% de alcance diário médio e duas horas e 33 minutos de tempo médio diário de audiência. Já entre o público de 4 a 17 anos, os canais pagos registraram 46,66% de alcance diário médio e tempo médio diário de audiência de duas horas e 53 minutos. O Disney Channel ocupou o topo do ranking, com 16,16% de alcance diário médio e tempo médio diário de audiência de uma hora e dois minutos, seguido de Cartoon Network, Discovery Kids, Nickelodeon e Fox. Para este levantamento, o Ibope Mídia considera as praças Grande São Paulo, Grande Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Distrito Federal, Florianópolis e Campinas. Daniele Frederico

Alcance* e Tempo Médio Diário – julho 2011 

Alcance (%) Indivíduos (mil) Tempo Médio Total canais pagos 46,90 4.743,84 02:33:14 SporTV 13,24 1.339,15 00:52:01 TNT 9,74 984,95 00:32:47 Multishow 9,09 919,57 00:18:21 SporTV 2 8,99 909,78 00:24:20 Fox 8,28 837,30 00:32:30 Globo News 7,76 785,32 00:26:52 Megapix 7,41 749,77 00:26:41 Viva 7,13 721,29 00:32:16 Cartoon Network 7,11 719,49 00:38:44 Discovery Kids 6,55 662,03 01:05:51 Disney Channel 6,29 636,19 00:41:15 Telecine Pipoca 6,29 636,11 00:35:31 Warner Channel 6,20 626,59 00:26:20 Universal Channel 5,98 605,09 00:28:04 Discovery Channel 5,68 574,32 00:22:52 Telecine Action 5,60 566,67 00:23:36 National Geographic 5,56 562,67 00:18:54 Telecine Premium 5,23 528,47 00:25:39 GNT 5,16 521,97 00:16:29 Nickelodeon 4,24 429,11 00:32:27

(Das 6h às 5h59)

Alcance (%) Indivíduos (mil) Tempo Médio Total canais pagos 46,66 1.093,42 02:53:26 Disney Channel 16,16 378,80 01:02:46 Cartoon Network 15,93 373,26 01:01:57 Discovery Kids 13,88 325,16 01:09:56 Nickelodeon 11,37 266,50 01:00:23 Fox 9,04 211,85 00:32:40 Multishow 8,83 207,07 00:22:05 SporTV 8,66 203,06 00:40:18 TNT 8,36 195,89 00:28:02 Megapix 7,26 170,14 00:24:39 Disney XD 6,34 148,57 01:01:07 Telecine Pipoca 6,12 143,47 00:37:01 SporTV 2 6,05 141,80 00:20:57 Discovery Channel 4,45 104,22 00:17:38 Boomerang 4,32 101,24 00:28:46 Viva 4,14 97,09 00:27:56 Telecine Premium 4,10 96,13 00:19:06 Warner Channel 4,05 94,91 00:22:27 Telecine Action 3,93 92,18 00:22:06 Universal Channel 3,63 85,03 00:16:05 National Geographic 3,61 84,58 00:13:00

*Alcance é a porcentagem de indivíduos de um “target” que estiveram expostos por pelo menos um minuto a um determinado programa ou faixa horária.

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**Universo 2.343.900 indivíduos Fonte: IBOPE Media Workstation – Tabela Minuto a Minuto - Julho/2011

De 4 a 17 anos**

(Das 6h às 5h59)

**Universo 10.114.400 indivíduos

Acima de 18 anos**




( mercado) Ana Carolina Barbosa

a n a c a r o l i n a @ c o n v e r g e c o m . c o m . b r

Em português, por favor Para conquistar a classe C e oferecer mais opções aos assinantes, canais pagos investem na versão dublada de seus conteúdos e movimentam os estúdios.

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FOTO: Alexandre Campbell

português deve virar a língua oficial dos canais da TV por assinatura no Brasil. É o que indicam as movimentações recentes da indústria para oferecer ao assinante conteúdos no idioma nacional ou dar a ele a opção de consumi-los na língua materna. Os motivos variam de canal para canal, mas todos entendem que o português pode aproximá-los do público, ajudar a entrar em novos pacotes e conquistar a classe C, que vem impulsionando o crescimento da TV por assinatura no país e prefere conteúdos dublados, como mostrou a pesquisa realizada pelo Instituto Data Popular apresentada em agosto na ABTA 2011. Segundo o estudo, 76% dos assinantes da classe C preferem a programação, ainda que internacional, em português. “A dublagem não é para atender classe social, mas todo assinante. Quem paga tem direito à opção”, destaca Alberto Niccoli, VP sênior e gerente geral da Sony Pictures Television, que anunciou que a programadora tem investido em engenharia e pretende trabalhar com as operadoras para oferecer a primeira opção do conteúdo em português e dar ao assinante a alternativa do áudio original com legenda dos canais Sony, Sony Spin e AXN. Para Niccoli, a oferta de opções é vantagem competitiva na indústria e isso certamente ajudará os canais a entrarem em novos pacotes. Algumas experiências com o conteúdo dublado já vêm sendo feitas e comprovando os efeitos do português na audiência. Desde abril, a faixa de filmes do Sony no prime

O ator Reynaldo Gianecchinni narra documentário sobre a vida de John Kennedy Jr. para o GNT. Vozes conhecidas chamam a atenção do público.

time está dublada e melhorou em audiência. A série “Teen Wolf”, do Sony Spin, estreou dublada e chegou ao top 10 da TV paga. Séries de destaque do canal AXN, como “CSI” e “Lost”, foram relançadas nas versões dubladas. Sóvero Pereira, gerente de marketing da Rede Telecine, também acredita que quanto mais opções o assinante dos canais premium tem para assistir ao conteúdo da forma que ele quer, mais satisfeito ele fica, o que facilita na expansão da base. Em 2004, a rede incluiu no portfólio de canais o Telecine Pipoca, com versões dubladas dos sucessos do cinema. Na época, a Globosat identificou a oportunidade devido à demora para que os filmes chegassem na versão dublada aos canais dos pacotes básicos. Em outubro de 2010 a rede lançou o Telecine Fun, também com conteúdo dublado. Em agosto deste ano a Rede Telecine anunciou legenda eletrônica e possibilidade de áudio original para os canais dublados e de áudio dublado para os canais cuja primeira opção é o áudio original para todos os canais, exceto para o Telecine Cult. “As pesquisas que a gente 36

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faz indicaram que a opção depende do momento de consumo. Às vezes, a pessoa não consegue se concentrar na leitura”, observa. Agora, praticamente todo o conteúdo da Rede Telecine terá uma versão dublada. Versão brasileira Um dos exemplos mais recentes da capacidade do conteúdo em português de cair no gosto popular é o canal Viva, da Globosat. O canal, voltado para mulheres com mais de 35 anos e desenvolvido para atrair um público que ainda não está totalmente acostumado com a programação da TV por assinatura, foi lançado há pouco mais de um ano e já alcançou o top 5 no ranking de audiência dos canais pagos entre o público-alvo, segundo medição do IBOPE. A grade de programação é inteira composta de conteúdo nacional ou dublado. A única atração que tinha legenda era o “The Oprah Winfrey Show”, cujo primeiro último episódio foi ao ar em setembro. “Estamos dublando todas as séries e títulos internacionais que


pontuais, a dublagem tende a ganhar mais espaço nos canais, como consequência natural do aumento da penetração do serviço de TV por assinatura. Na Turner, a questão da dublagem tem sido pauta há dez anos, segundo Anthony Doyle, vice-presidente regional. Ele lembra que quando o TNT chegou ao Brasil, a maioria das casas tinham TVs com telas pequenas e não havia tantos aparelhos de televisão por domicílio. Esse fato, somado ao costume do público brasileiro aos filmes dublados na TV aberta e da maior fidelidade da dublagem à estrutura do conteúdo original, levou a programadora a optar pela dublagem. Hoje, na Turner, com exceção do CNN, todos os canais têm atrações dubladas. De acordo com o executivo, canais voltados para um público abrangente tendem a ser 100% dublados com a opção do áudio original na tecla SAP. Já entre os canais segmentados, cada caso é um caso. Para exemplificar a importância do uso do português para se comunicar com o público brasileiro, Doyle mencionou o canal de comédia TBS, que a programadora lançará no país totalmente dublado. Diferentemente dos outros países da América Latina, que mantiveram o slogan “Very Funny” do canal, o Brasil optou pela tradução “Muito Divertido”. “Queremos que o assinante entenda e não tenha dúvida do que se trata”, explica o executivo.

FOTO: Daniel Ducci

“As pesquisas que a gente faz indicaram que a opção depende do momento de consumo. Às vezes, a pessoa não consegue se concentrar na leitura” Sóvero Pereira, da Rede Telecine.

importância no cenário mundial. “Com isso, o conteúdo foi customizado para nosso público, gerando ótimos números de audiência”, explica o gerente de programação do canal, Tiago Worcman. De acordo com a medição do IBOPE, durante a exibição dos documentários “As Últimas Horas de...” e “Últimos Dias de um Ícone” na Faixa Imperdível, o GNT foi o 7º canal mais assistido da TV por assinatura

Para Globosat, a dublagem também tem atrativos comerciais, atraindo anunciantes que só trabalhavam com TV aberta e passam a incluir a TV paga entre seu público (mulheres das classes A e B, de 25 a 49 anos). Os documentários foram assistidos por quase 2 milhões de pessoas durante sua exibição. Vozes reconhecidas pelo público, que fazem parte da identidade do programa também podem ser motivo da escolha da legendagem na programação. André Rossi, diretor de programação da Discovery Networks no Brasil, conta que a única atração legendada do Discovery Home & Health é o “Esquadrão da Moda”, porque o público se identifica com a voz original dos apresentadores. Segundo o executivo, tirando casos FOTO: divulgação

adquirimos. Em outubro são as séries ‘Sophie’ e ‘Supernanny’ e todos os filmes da Sessão Viva”, conta Fernando Schiavo, gerente de desenvolvimento de novos negócios do canal Viva. Fred Müller, diretor executivo comercial da Globosat, também vê vantagens comerciais nas iniciativas de tradução nos canais de TV por assinatura. “Trata-se de uma qualidade da TV paga que trabalha fortemente o conceito de segmentação e tem como papel atender diferentes públicos e suas preferências. Os anunciantes reconhecem esse diferencial, e cada vez mais, marcas que investiam apenas na TV aberta já incluem a TV paga em seus planos de mídia”, destaca. O Multishow é outro canal que vem aumentando os investimentos em dublagem. Somente em 2011 já foram dubladas mais de 120 horas de programação. Segundo Tatiana Costa, gerente de programação do canal, as séries de ficção programadas na faixa vespertina, como “Na Aba da Fama”, “Um Verão Qualquer” e “13 Horas” são dubladas. “A decisão de dublar a faixa vespertina está em consonância com o perfil da nossa audiência no horário, que é teen”, explica Tatiana. “Além disso, com a opção da dublagem, ampliamos o leque ao oferecer também séries com alto valor de produção originárias da França, Alemanha, Espanha, não nos limitando ao universo norteamericano, que já está mais incorporado ao jovem brasileiro”. Até mesmo o GNT, cujo público prefere atrações legendadas, teve boas experiências ao convocar atores e cantores nacionais para narrar os últimos momentos de personalidades antes de sua morte. O canal adquiriu a série de documentários “As Últimas Horas de...” e “Os Últimos Dias de Um Ícone”. As personalidades brasileiras escolhidas também gravaram uma abertura, inserida no início dos documentários, falando de sua ligação com a personalidade e explicando sua

Demanda A necessidade crescente dos canais de dublar os conteúdos gera, consequentemente, mais trabalho para os estúdios de dublagem. Muitos profissionais do setor têm aproveitado a

“Ampliamos nossas instalações exatamente para estarmos prontos para uma eventual demanda acima da curva” Marcelo Camargo, da Drei Marc.

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“Quem quer fazer o mercado crescer, tem que insistir”

boa maré. Outros, no entanto, veem com parcimônia a demanda gerada pelos canais de TV paga. A carioca Drei Marc trabalha com dublagem há 16 anos e já observa há algum tempo aumento constante nos jobs para a TV por assinatura devido à tendência à programação híbrida. Marcelo Camargo, diretor de atendimento e marketing da empresa, conta que as perspectivas são de crescimento e para isso, é preciso também investir. “Ampliamos nossas instalações exatamente para estarmos prontos para uma eventual demanda acima da curva”, explica ele. A também carioca Gemini Media, que surgiu há 15 anos como uma empresa de legendagem para atender à Globosat, entrou no mercado de dublagem em 2003, com um estúdio para trabalhos esporádicos. Hoje, trabalhando em dublagem basicamente só com TV, atendendo Viva, GNT e Fox, a empresa tem três estúdios, dois diretores e quatro operadores fixos na casa. Para Moacyr Martinez Lopes, diretor geral da Gemini Media, o foco inicial e o expertise na tradução e legendagem deram crédito à empresa para entrar no mercado de dublagem. “A tradução é tão importante quanto o roteiro”, explica Lopes. Ele observa que o segmento enfrenta muita concorrência, mas é possível conquistar espaços. “Quem quer fazer o mercado crescer, tem que insistir”, afirma. A Bravo Estúdios também começou com legendagem há 13 anos e abriu espaço para dublagem mais recentemente, em 2005, para atender exclusivamente às demandas de canais de televisão, entre eles a Rede Telecine e os canais Fox. A legendagem ainda é carro-chefe da empresa, que já sente

Moacyr Martinez Lopes, da Gemini Media.

FOTOs: DIVULGAÇÃO

( mercado)

o crescimento em dublagem, mas também as particularidades deste mercado. “Acho que a tecnologia se barateou e facilitou a entrada de novos players, existe uma concorrência forte de preços praticados no Rio de Janeiro e em São Paulo”, ressalta André Braga, diretor executivo da empresa. “É um mercado que tem um sindicato forte de um lado, clientes com poder de negociação de outro e novos entrantes o tempo todo”. A aposta é que, como em qualquer área, a qualidade prevalesça. Uma fonte de um estúdio de São Paulo destacou que o mercado de dublagem está longe de ser um de mar de rosas, mesmo com o aumento da demanda de TV por assinatura e com a entrada de novos players, como os portais que investem em conteúdo em vídeo. Entre os motivos, ela alega a concorrência interna. Surgiram vários pequenos estúdios que fazem o trabalho com qualidade inferior, mas por um preço muito menor do que os grandes, o que complica a sobrevivência dos estúdios com mais tempo e estrutura no mercado. A Álamo, por exemplo, empresa de dublagem fundada na década de 70, firmou-se como um dos maiores estúdios do país e fechou as portas este ano. Segundo a fonte, ainda existe uma concorrência forte que vem de estúdios de Miami e da Argentina, que estão oferecendo serviços em língua portuguesa também a preços menores. Outros empecilhos para o desenvolvimento do setor são a falta de regulamentação e de fiscalização. A série “Teen Wolf” estreou dublada no Sony Spin e chegou ao Top 10 de audiência na TV paga.

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Sérgio de la Riva, diretor de produção do estúdio carioca Delart, também concorda que existe uma concorrência que vem dos pequenos estúdios, mas acredita que o mercado também vem oferecendo muitas oportunidades. O grande foco do trabalho na Delart é a dublagem para o cinema, mas a sustentação vem do trabalho para a televisão, na dublagem do conteúdo dos estúdios Warner para a TV aberta e da Disney para TV paga e aberta. Nos demais canais pagos, o conteúdo dublado pela Delart só aparece quando as distribuidoras negociam diretamente as versões dubladas dos filmes com os canais. De la Riva explica que os preços que os canais estão dispostos a pagar e os que ele cobra são incompatíveis. Dessa forma, os pequenos estúdios acabam absorvendo a maior parte do trabalho, mas, segundo o diretor de produção, não interessa à Delart reduzir os preços para entrar na competição. A classe C, apontada como uma das responsáveis pelo aumento da demanda de dublagem na TV paga, também favorece a dublagem para o cinema. Segundo de la Riva, filmes que antes só teriam cópias legendadas, agora também estão sendo dublados, pois a classe C também está indo mais ao cinema e dando preferência às salas que têm programação em português. Até o final de setembro de 2010, a empresa tinha dublado 12 longas-metragens. No mesmo período, em 2011, haviam sido dublados 24. “Quando se dubla para o cinema, você já tem os direitos para a TV e para o home vídeo. Os dubladores ganham uma porcentagem para isso”, observa de la Riva. A empresa também começou a desenvolver alguns projetos de audiodescrição e aposta no desenvolvimento deste mercado. “Eu acho que o mercado é um bolo cheio de fatia e cada um tem um pedaço”, conclui o diretor de produção.


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( making of )

Daniele Frederico

d a n i e l e @ c o n v e r g e c o m . c o m . b r

O novo pede passagem

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FOTOs: divulgação

FOTO: Giovanetti Santiago

ara o lançamento do Cruze, novo sedan da Chevrolet, a WMcCann convida os consumidores a experimentarem o novo. O comercial criado para promover o carro pede àqueles que fazem sempre as mesmas coisas que deem passagem para aquilo que é diferente. A primeira decisão tomada para que o comercial tivesse também um diferencial em relação a outros comerciais de carro foi filmar em Buenos Aires. “As locações brasileiras já foram vistas, especialmente os centros de São Paulo e do Rio de Janeiro”, comenta o diretor do comercial, Christiano Metri, da Margarida Filmes. O filme mostra três sequências de pessoas que “fazem sempre tudo igual”. A primeira é a das pessoas que compram sempre as mesmas coisas, a segunda é a dos turistas que viajam sempre para os mesmos lugares, e a terceira é a de uma manifestação, que mostra as pessoas que têm sempre as mesmas opiniões. No total, o filme contou com 120 atores no elenco, com direito à multiplicação de pessoas na pósprodução. Para comportar a multidão, algumas das principais avenidas de Buenos Aires foram fechadas, o que foi um dos grandes feitos dessa produção, segundo Metri. “O filme tem planos bem abertos. Tínhamos uma fuga de 350 metros para a câmera, muitas vezes com três ou quatro quarteirões fechados e vias de acesso interditadas. Foi impressionante o que conseguimos”, diz. Além de fechar as ruas, remover itens indesejados delas também foi parte do processo. “Antes mesmo de fazer a limpeza do espaço urbano na pós, tivemos que fazer uma limpeza em produção, mudando a cor de uma banca de jornal e removendo todos os

Quarteirões inteiros de Buenos Aires foram fechados para as filmagens do comercial do novo Chevrolet Cruze. Produção também se ocupou de “limpar” as ruas.

carros das ruas, por exemplo”, diz o diretor. Antes das filmagens, a pré-produção foi extensa. Foram feitas viagens com um carro dublê para descobrir reflexos interessantes para as cenas iniciais, em que o carro é lentamente revelado, e visitas para fotografar todos os planos nas locações reais e com as lentes que seriam utilizadas. “Fiz quase um filme fotográfico antes de filmar pra valer”, lembra Metri. Para conseguir captar tudo em dois dias, dois carros idênticos e duas unidades completas, com diretores de fotografia, foram acionadas. “Enquanto uma cena era preparada, filmávamos outra”, diz Metri. Foram utilizadas quatro câmeras, além de grua, camera car, entre outros equipamentos. “Um dos desafios foi coordenar essa equipe gigante e bastante equipamento. Mas acho que o maior desafio foi orquestrar várias unidades de câmera para dar a agilidade necessária e o controle para que os planos saíssem como criei”, conta o diretor. Um dos fatores que contribuiu para o sucesso foi trabalhar com uma equipe totalmente argentina, a partir da coprodução com a Oruga Films. Apesar do casting numeroso, a pós40

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produção entrou em cena para multiplicar as pessoas em todas as sequências. “Esse filme não tem muita pós-produção. O que fizemos na pós foi multiplicar as pessoas e limpar o espaço urbano, com a retirada de placas, pichações, nomes de lojas etc”, lembra Metri.

ficha técnica Agência WMcCann Produto Chevrolet Cruze Título Tudo Igual Produtora Margarida Filmes /  Oruga Films Produtor Marily Raphul Direção Christiano Metri Direção de arte Claudio Larrea e Thiago Eva Dir. de fotografia Andre Modugno,  Marcelo Lavintman e  Julian Ledesma Montagem Alessanco Lopes Finalização Mauro Amar Efeitos Teison Mendes Pós-produção Ilegal FX Produtora de Som A Voz do Brasil Trilha Alan Terpins/ Zé Godoy


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riar um animal mitológico com uma aparência real. Esse foi o desafio com o qual uma dupla de diretores brasileiros e um diretor internacional se depararam ao receber o briefing do comercial “Pegasus”, criado pela Ogilvy para o chocolate Lacta. O filme foi uma codireção, entre a dupla Tomat, composta por Mateus Araújo e Tomas Salles, da pós-produtora Fullframe; e Marcus Nispel, diretor de filmes como “Conan, o Bárbaro”; todos representados pela Zohar. No filme, uma mordida em um chocolate Lacta transporta uma bela mulher do ambiente calmo e silencioso de uma biblioteca para uma aventura junto ao cavalo alado da mitologia grega. “Tivemos como princípio básico usar o máximo de elementos filmados”, diz o diretor Mateus Araújo. Além do cavalo, os livros de uma das estantes e os papéis que voam dentro da biblioteca no momento em que a personagem morde o chocolate foram filmados e compostos na cena. A cortina esvoaçante que se abre para a passagem do cavalo alado, também era real. “Foi um filme com muitas camadas”, revela Araújo. A biblioteca que serviu de cenário para a aventura foi criada na pós-produção, inspirada na estrutura do Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro. “O cliente achou que o Real Gabinete era um pouco sombrio. Assim, utilizamos as mesmas características e texturas dele, mas mudamos a cor da madeira e criamos um espaço mais extenso”, explica o diretor. Além disso, um mezanino foi adicionado à estrutura, baseado na Biblioteca Pública de Nova York. “É uma biblioteca realista, mas inexistente”, ressalta.

FOTOs: DIVULGAÇÃO

Da mitologia grega

Pegasus foi criado pela mistura de cavalo real com asas construídas em 3D.

Para o Pegasus, um cavalo foi levado ao estúdio e asas foram totalmente construídas em 3D. O comercial demandou ainda a eliminação de uma série de impurezas e objetos, como o cabresto, na pós-produção. “Além disso, tivemos que reiluminar o cavalo na pós”, conta Araújo. Compor o cavalo com as asas foi um dos principais desafios encontrados pelos diretores. “As asas são 3D, mas a textura utilizada na geometria de cada pena é real”, explica o diretor. Para chegar a essa textura real, um cisne foi levado ao set para que a estrutura de sua asa fosse copiada. “Escolhemos um cisne porque é um dos maiores animais alados brancos”, diz Araújo. O comercial foi filmado com duas câmeras, sendo uma delas a Phantom HD Gold, a 500 quadros por segundo

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para as cenas de ação do cavalo, e uma Alexa para as cenas de atuação. A Phantom também foi utilizada para filmar o cisne de diversos ângulos e entender como a sua asa se comportaria ao vento.

ficha técnica Agência Ogilvy & Mather TítuloPegasus Produto Lacta ao leite ClienteKraft Foods Produtora Zohar Cinema  e Comunicação Diretor Marcus Nispel /  TOMAT (Tomas Salles  e Mateus Araújo) Produtor executivo Isabelle Tanugi Direção de fotografia Adriano Goldman Pós-prod. e finaliz.Fullframe Montagem Marcelo Moraes


( case )

Plantão do Tas Em ação desenvolvida pela agência Talent, Santander usa atração do Cartoon Network para transmitir conceitos de educação financeira às crianças

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FOTOs: divulgação

ma parceria entre anunciante, agência e veículo rendeu um case inédito no portfólio do Cartoon Network e da Talent: a apropriação de uma atração editorial do canal infantil para transmitir mensagens de uma marca. A marca, no caso, é o banco Santander, que pretendia levar conceitos de educação financeira ao público infantil. Desde 2001, o banco tem o site “Brincando na Rede” (www. brincandonarede.com.br), com o propósito de transmitir às crianças noções de valor e sustentabilidade. A proposta e o desafio que a anunciante levou à Talent era aumentar o envolvimento e divulgar a plataforma conforme os valores de comunicação da marca, explica Elton Longhi, diretor da conta do Santander na Talent. As primeiras iniciativas da anunciante e da agência para isso começaram a ser tomadas em dezembro de 2010. Longhi conta que o primeiro passo da campanha foi a criação de um “anúncio-manifesto”, em que o banco pedia autorização aos pais para falar com os filhos. Depois, foram selecionados os veículos que fariam parte da estratégia de comunicação, que trabalharia com os temas e personagens da plataforma online e deveria direcionar as crianças ao site. Participaram do plano de mídia na segunda fase a revista Recreio, da Editora Abril, que publicou histórias em quadrinho com os personagens do site, e os canais Discovery Kids, Disney Chanel e Nickelodeon. Para este último foram criadas cápsulas de acordo com a linguagem do canal. “Utilizamos a TV paga para atingir

Programetes criados para o Santander usaram a linguagem do “Plantão do Tas” para divulgar as mensagens da marca, que só assina no final.

um publico mais segmentado e qualificado. E também porque os principais canais infantis estão na TV por assinatura. Tivemos também a oportunidade de fazermos TV aberta, na ‘TV Globinho’ e na ‘Turma da Monica’”, diz o publicitário. Só nestas primeiras abordagens, ressalta Longhi, o site teve um aumento de 238% no número de visitas e mais de 300% de visitantes únicos. Editorial Rafael Davini, vice-presidente de vendas publicitárias da Turner América Latina, conta que quando a Talent pediu

formatos têm que entregar o máximo possível”, explica Davini. “Existe a possibilidade de conciliar nossas estratégias e a audiência fidelizada por nós é algo diferenciado”. A proposta foi bem aceita pelo apresentador do programa e pela agência, que passou a desenvolver junto com o canal e com o Santander os roteiros para nove programetes de um minuto. A Cuatro Cabezas se encarregou da produção, mantendo o mesmo tom da atração tradicional, e com o cuidado de transmitir as mensagens desejadas sem que a

Agência quis usar TV paga para atingir um publico mais segmentado e qualificado aos canais que apresentassem propostas para o trabalhar com o tema educação financeira, a Turner pensou na atração “Plantão do Tas”. Os programetes com tom de noticiário produzidos pela Cuatro Cabezas em que Marcelo Tas e os repórteres-mirins Hugo Mascarenhas (Marcos Felipe Oliveira) e Iolanda Violeta (Gabriella Mustafá) falam de fatos absurdos, estrearam no canal há um ano e meio. “Os anunciantes procuram a possibilidade de participar do editorial. Os

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marca aparecesse ostensivamente. O nome Santander só aparece no final dos programas, como assinatura. Entre os assuntos abordados nos programetes estão a reciclagem, mesada, história do dinheiro e salário. Para acompanhar o lançamento dos programetes , que estrearam em agosto no canal e devem ficar no ar até dezembro, a agência preparou um concurso cultural em que as crianças deveriam


contar suas histórias de como economizar dinheiro de suas mesadas no hotsite www. santandercartoon.com.br. A melhor história será encenada pela criança e pelos repórteres-mirins para ir ao ar durante a atração. Para Longhi, participar de todo o processo e acompanhar de perto as gravações proporcionou à agência uma experiência “incrível” e possibilitou ao anunciante lidar com o tema educação financeira para criança de forma pioneira. Para Davini, da Turner, esta experiência mostrou que é possível estar atento às oportunidades de maneiras mais diversas. Um banco, a princípio, não está entre os anunciantes mais óbvios de um canal infantil. “Poucas empresas são visionárias dessa forma, de falar com a criança, formar a opinião das crianças, um público futuro”, observa. ana carolina barbosa

Plantão do Tas (especial Santander) Formato Duração

Produção

nove programetes um minuto Cuatro Cabezas

Sinopse: O programa “Plantão do Tas”, do Cartoon Network, em que o apresentador Marcelo Tas e dois repórteres-mirins apresentam e comentam notícias imaginárias, ganhou uma versão de nove programetes adaptadas a uma ação criada pela Talent para o banco Santander para levar noções de educação financeira às crianças.


cobertura

( upgrade )

Fernando Lauterjung

f e r n a n d o @ c o n v e r g e c o m . c o m . b r

3D popular

Volta por cima

Panasonic anunciou durante a IBC 2011, que aconteceu em setembro, em Amsterdã, que fornecerá a tecnologia para captação das Olimpíadas de Londres em 3D. O CEO da Panasonic no mercado europeu, Laurent Abadie, afirmou que as HDC-Z10000, que conta câmeras AG-3DP1 e AG-3DA1, que com lentes integradas para contam com lentes profissionais 3D integradas, 2D e 3D e grava no formato serão usadas na captação do evento, gerando para AVCHD 3D / Progressive. os canais que transmitirão imagens estereoscópicas. Além de comemorar a primeira captação olímpica em 3D, a fabricante japonesa apresentou um novo equipamento para aquisição em estereoscopia, a ultra portátil camcorder 3D HDC-Z10000, que conta com lentes integradas para 2D e 3D e grava no formato AVCHD 3D / Progressive. A câmera preenche um vácuo entre as câmeras 3D amadoras e profissionais, tanto em qualidade, quanto em custo. Segundo a fabricante, a nova camcorder proporciona qualidade broadcast para 2D e 3D e traz ainda a opção de operação manual (zoom, foco e controle de íris), para uso profissional. Equipada com dois sistemas de sensores 3MOS, a câmera traz um par de lentes com diâmetro F1.5 e zoom óptico de dez vezes para produções em 3D e de 12 vezes para 2D. Os microfones embutidos gravam em Dolby Digital 5.1, bem como em estéreo. Além disso, a camcorder traz duas entradas XLR com alimentação de 48 V. Seu tamanho compacto torna a camcorder flexível para uso em operação broadcast, produção de documentários, uso educacional e corporativo. O estabilizador Hybrid O.I.S+3 minimiza a vibração de imagens típica do uso de camcorders sem equipamentos estabilizadores.

ara mostrou que se recuperou do ano difícil, por conta do ataque à rede Playstation e da destruição de fabricas no Japão pelo tsunami que atingiu o país, a Sony montou seu maior estande na IBC 2011, contando com um pavilhão inteiro. Além de levar ao evento seu principais lançamentos da NAB, que começam a chegar agora ao mercado, a fabricante lançou novos produtos. Na linha de câmeras, levou a HDC-2500, para produções ao vivo. A principal novidade é a robustez do equipamento, capaz suportar a dificuldade da produção em grandes eventos. Trata-se da primeira câmera a contar com chassi em carbono. Ela conta ainda com processamento avançado de sinal HD, com conversores A/D 16 bit. Também é compatível com os periféricos da série HDC1500 e é equipada com sistema de transmissão por fibra 3G. O equipamento começa a ser distribuído em janeiro de 2012.

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Sob nova direção FOTOs: divulgação

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ostrando que a mudança de controle na empresa, comprada no início deste ano pela Francisco Partners, não afetou sua capacidade de desenvolvimento, a Grass Valley levou para Amsterdã, durante a IBC, uma nova plataforma de switchers, a Karrera, que junta-se às plataformas Kayenne e Kayak. A nova linha, que começa a ser distribuída em dezembro, conta com equipamentos de dois tamanhos (4 unidades de rack e 8 unidades de rack) com configuração de frame de uma a 4.5 M/Es. Cada frame pode ser configurado com dois ou três painéis de controle M/E. Os switchers podem se expandidos com opções de software, específicos para cada tipo de aplicação. Os equipamentos trabalham com vídeo 10-bit 4:2:2 em até 96 entradas e 48 saídas, contando com suporte a sinal SDI HD/SD. Conta ainda com conversor opcional para up/down/ cross converter. O painel traz displays OLED para exibição de títulos de funções e de fontes, e todos os botões contam com LEDs RGB, Nova linha de switchers para configurar as cores conforme as Karrera começa a ser funções ou fonte de sinal. distribuída em dezembro. 44

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Metadados Outra novidade importante é uma solução para criação e gerenciamento de metadados na linha XDCAM, a XMPilot. A ferramenta agiliza o workflow, permitindo planejar os metadados de uma produção previamente, através do software XMPilot Planner, e enviar a uma câmera por wi-fi, USB ou simplesmente gravando os dados na mídia de gravação. Com o XMPilot Tool, um assistente pode editar os metadados diretamente na câmera durante a gravação. Para isto, usa o aplicativo instalado em um celular ou tablet. Ou seja, durante a gravação é possível gravar quais cenas estão em cada trecho de timecode. O terceiro e último software da solução, o XMPilot Import Utility, permite nomear e transferir clipes de vídeo dentro da infraestrutura de produção, enviando para as estações de edição NLE.

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Linha XDCam pode receber metadados por wi-fi através da solução XMPilot.


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Revista Tela Viva 219 - Setembro de 2011  
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