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Nº95 JUlHO 2000 www.telaviva.com.br

PÓLO RIO DE CINE E VÍDEO UNE SETOR DE PRODUÇÃO

EQUIPAMENTOS: OS TIPOS DE FILTROS PARA LENTES


N達o disponivel


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E D I T O R I A L

E s te símbolo liga você aos s e rviços Tel a V iva na Internet. Ô Guia Te la V iva Ô Fichas técnicas de come r c i a i s Ô Edições anteriores da T el a V iva Ô Legislação do audiovisu a l Ô Programação regional Í N D I C E

SCANNER

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CAPA

transmissões móveis

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50 ANOS DE TV

esportes

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internet

portais broadband

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dtv

consórcio para streaming

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programação regional

mato grosso

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making of

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PRODUÇÃO

pólo audiovisual do rio de janeiro

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equipamentos

filtros para lentes

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mercado

estilo mtv

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fique por dentro

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AGENDA

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A implantação da TV digital no Brasil vai criar uma situação caótica para os broadcasters nacionais. O Artigo 21 da Constituição distingue os serviços de radiodifusão dos de telecomunicações. Os serviços de telecomunicações ficaram no inciso XI e a radiodifusão permaneceu na alínea “a” do inciso XII. Essa separação constitucional é conflitante para o quadro que se avizinha, quando as emissoras de TV poderão prestar uma série de serviços que a tecnologia possibilita, da mesma forma que hoje concessionários e autorizatários de telefonia, além de operadores de TV paga que já oferecem serviços de Internet. A desregulamentação das telecomunicações, prevista para o final de 2001, deverá colocar no mercado um novo tipo de empresa: o provedor de multisserviços de telecomunicações. Nesse contexto, a Anatel pretende desde já definir a categoria de serviço multimídia como qualquer serviço que leve imagem, sons, voz, vídeo e texto aos usuários, não importando se para isso use freqüências de rádio, TV, cabo, telefone ou Internet. Ou seja, as autorizações para a prestação de serviços multimídia não estarão mais vinculadas a uma determinada plataforma. Além do cabo e de várias opções pelo ar, os sinais de vídeo e TV chegarão às residências até pelo par trançado do telefone convencional. A tecnologia já existe. A Anatel está se adequando para os novos tempos em que tudo nas redes se transforma em bits e bytes. Os broadcasters terão de agregar novos serviços ao seu negócio para conseguirem retorno do capital investido na transição para o digital. Mas precisarão, de acordo com a legislação atual, pedir a benção ao Ministério das Comunicações e à Anatel para realizar suas funções. É inquestionável o serviço prestado pela TV aberta quanto à integração do nosso país. Questionável, em muitos casos, é a qualidade do conteúdo dos programas exibidos. O novo regulamento, que não abordará nem a produção nem a qualidade do conteúdo, está em fase final de discussão e será submetido à consulta pública este mês. Não seria hora da radiodifusão aproveitar a chance para concorrer em pé de igualdade com o setor de telecomunicações e se tornar uma distribuidora de conteúdo, independentemente da plataforma usada? A regulamentação e fiscalização da qualidade desse conteúdo produzido pelas TVs podem (e devem) ficar sob a responsabilidade de órgãos com real poder de punição, em caso de desrespeito às normas. Em síntese é preciso mudar a Constituição, além de discutir e aprovar no Congresso a Lei de Comunicação Eletrônica de Massa enquadrando a radiodifusão no restante das telecomunicações. É simples. Basta vontade política. O que não dá mais é servir a Deus e ao Diabo em simulcasting.

Rubens Glasberg


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CONTRATAÇÕES

BEM INFORMADO O Grupo Talent ampliou sua equipe de assessoria de imprensa com a contratação de dois novos reforços. Lúcia Caldas (ex-G&A) e Maria Amorim (ex-O+) se uniram a Manuela Carta para dividirem o planejamento de divulgação das quatro agências do Grupo (Talent, Talent Biz, Tríade-comm e QG).

HOBBYS E TURISMO Ainda aprendendo o português, o produtor norte-americano Pascal Boidart já tem trabalhado bastante desde que chegou ao Brasil. Com o piloto da série “Tempo livre”, que trata de hobbys diferentes a cada programa (o primeiro é sobre orquidofilia), em mãos, o produtor já negocia um segundo projeto. Pascal quer gravar uma co-produção brasileira e norteamericana que mostrará fatos interessantes da história e cultura brasileira com enfoque no turismo, “para mostrar um Brasil diferente à audiência dos Estados Unidos”. 

GERENCIAMENTO DE CONTEÚDO A Informix, desenvolvedora de software para infra-estrutura da i.Economy, já está distribuindo uma solução para o gerenciamento de conteúdo multimídia: o Media360. O software é utilizado por grandes empresas de comunicação tais como CNN e Telecinco, além de versões customizadas para a BBC, a RAI e a Time Inc. O Media360 é voltado para empresas que necessitam criar, Foto: Divulgação

A Avant Garde está com novidades, o diretor Bruno Cilento agora é sócio da casa. Para a área musical e o atendimento, houve novas contratações. Mari Aguiar Mari, Tato, Bruno e Zezo está, desde fevereiro, no atendimento e prospecção. Tato Cunha e Zezo são os novos responsáveis pelas trilhas da casa.

armazenar e distribuir conteúdo multimídia, incluindo as empresas de mídia, produtoras, emissoras de televisão e rádio, varejistas, editoras, órgãos governamentais e organizações de marcas e patentes. A solução facilita a tarefa de encontrar quaisquer tipos de conteúdo, permitindo que o usuário os reaproveite. Isso possibilita compartilhar documentos como arquivos com extensões pdf, mpeg, eps, jpg, bmp, txt, doc, ppt, gif e avi, entre outros.

MEGAPARCERIA Uma associação milionária resultará no novo portal vertical de entretenimento capitaneado pela apresentadora Xuxa Meneghel. O portal, que deve ser lançado em dois ou três meses, foi criado pela conspira.com, braço de criação de sites da produtora carioca Conspiração Filmes. O projeto, que vem sendo desenvolvido há seis meses, está envolvendo 40 pessoas na produtora e foi orçado em US$ 5 milhões. A produtora promete o mesmo virtuosismo tecnológico que já virou sua marca registrada nos comerciais aplicados ao site.

SUBINDO A SERRA A produtora santista Black Maria subiu a serra em fevereiro, abrindo uma filial em São Paulo. Desde então, vem intensificando seu ritmo de trabalho e realizando trabalhos para grandes agências. Com a área de varejo da McCann Erickson, tem feito as janelas dos filmes do Hipermercado Big, com veiculação em São Paulo e Santos. E com a Agnelo Pacheco produziu os comerciais de farinha Nita, Afubesp e Fundação Abrinq. A direção é de Afonso Poyart. Em sua filial paulistana, a Black Maria conta com uma estrutura de pós-produção baseada em ilha não-linear e workstations para animação 3D e composição. Recentemente, o departamento ganhou uma nova máquina G4 e uma estação Maya rodando em plataforma NT.

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DE CARA NOVA A Procimar, empresa de venda de equipamentos para produção e edição, lançou um novo site na Internet enfatizando seu mais recente lançamento, o equipamento de edição não-linear Casablanca Avio, um sistema dedicado de edição. A Procimar também faz copiagem e transcodificação. O endereço na rede é www. procimar.com.br.


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IDÉIAS BACANAS Foto: Divulgação

TUDO EM UM A Clube de Produção, produtora de Ribeirão Preto, criou um novo site na Internet para difundir seu conceito de trabalho. A proposta da produtora é reunir “tudo em um só lugar”. A empresa, que já trabalhava com produção, edição e pós-produção em sistema digital e com a transmissão e geração de sinal de eventos ao vivo agora também desenvolveu know-how em multimídia e websites. No site, a produtora se apresenta e também demonstra novas tecnologias. É o caso do steadicam, recém-adquirido, que está sendo usado na produção de comerciais. No www.clubeproducao. com.br também foi reservada uma área à questão dos direitos autorais, em seção que deve sempre ser dedicada a artigos assinados sobre temas relevantes.

DIGITALIZAÇÃO Para incrementar sua cobertura das Olimpíadas, a Rede Bandeirantes começou a flertar com os equipamentos digitais. Sua primeira iniciativa foi a locação de três câmeras LDK20P e uma mesa de produção DD10, da Philips. A TV Educativa do Rio Grande do Sul é outra que encontrou na empresa holandesa a solução para a migração ao sistema digital. A emissora destinou US$ 1,7 milhão em um sistema de captação e edição (linha DVCPRO) e também vai contar com a consultoria da empresa para a criação de novos estúdios digitais.

SIMPATIA DE VOLTA Depois de dois anos afastado da telinha, o cachorro mais conhecido dos comerciais brasileiros volta arrasando. O famoso dachshund, estrela dos filmes de Turbogás da Cofap, agora vence uma maratona, deixando para trás dezenas de outros cachorros. A criação é da W/ Brasil e a direção do filme é assinada por Julio Xavier, que há dez anos é responsável pelas peripécias do cão-amortecedor.

DESTAQUE EDUCADO Durante dois anos, a Ponto Mais realizou mais de 200 programas para a TV Mackenzie, que integra o Canal Universitário de São Paulo. Agora, a produtora pretende levar essa experiência aos novos canais universitários que estão sendo abertos no interior de São Paulo. “Nossa intenção é a de continuar trabalhando com programas educativos. Já estamos criando pilotos para apresentar às universidades que estão começando a ocupar seus espaços”, conta Renata Celani, da Ponto Mais. A produtora se afastou da TV Mackenzie no final do ano passado e os programas, agora, estão sendo realizados por uma equipe interna contratada.

A Cápsula é a mais nova agência do mercado publicitário. Com “idéias úteis e bacanas”, a agência, que teve seu lançamento oficial no dia 4 de julho, intitulase uma empresa do século 21. A Cápsula, Os seis sócios formada pelos sócios Atila Francucci, Rodrigo Butori, Fábio Meneghini, Rui Branquinho, Alexandre Grimberg e Júlio Vieira, procura tratar da comunicação das empresas como um todo. A mesma equipe de criação é responsável por todas as mídias, tanto off line quanto online. “Nossos clientes vêem a comunicação como a principal característica de seus produtos”, afirma Francucci, “talvez por isso a maioria dos nossos primeiros clientes sejam empresas .com”.

MAIS PERTO Depois de quase cinco anos na MTV, Viridiana Bertolini trocou a emissora musical para gerenciar as relações da Rede Globo com a imprensa paulista. Com autonomia para divulgar os programas produzidos em São Paulo, no complexo da Berrini (como é conhecido), a nova contratada pretende ampliar a equipe, formada hoje por Eunice Di Giaimo Dornelles, Rubens Mattos, Flávia Bonfá, Marli Neves Cavalcanti e Thiago Nogueira Garcia, com repórteres e fotógrafos para uma aproximação maior com os demais órgãos de comunicação. Além de municiar a imprensa com material, Viridiana quer inclusive ajudar na criação de pautas para os jornais e revistas.

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DE GRAÇA

A agência Carillo Pastore, responsável pelo 21 da Embratel, reforçou seu departamento de mídia com a contratação de Flavio Polay, especialmente para a conta. O 21 era coordenado por ­Francisco Custódio, promovido a supervisor de mídia do grupo que atende Intel e Philips. Polay deixou a agência Lowe Lintas. 

A Direct to Company, empresa paranaense que trabalha em um projeto para unir TV por assinatura via satélite e Internet para o treinamento empresarial, recebeu uma nova injeção de capital com a entrada do Grupo Umuarama, do empresário Sérgio Prosdócimo, na empresa. O Grupo Umuarama assumiu 30,5% das ações ordinárias, com direito a participar do controle de gestão da empresa. A Direct to Company divide suas demais ações entre o Grupo Petrelli, de Leonardo Petrelli, e outros acionistas individuais. A empresa pretende se lançar ao mercado para captar novos recursos

com o lançamento de R$ 20 milhões em debêntures, conversíveis em ações preferenciais, em duas emissões iguais. O Grupo Petrelli é conhecido na região sul por administrar geradoras de TV no Paraná e Santa Catarina, além de seu empreendimento na área de TV por assinatura. O projeto da Direct to Company inclui um site e vários canais fechados que vão oferecer programação especial para o treinamento empresarial, como cursos de línguas e de informática. O conteúdo será fornecido por empresas e instituições ligadas ao tema, em parcerias a serem definidas. O site dará suporte aos cursos, oferecendo material de apoio e a possibilidade de avaliações.

EXPANSÃO A produtora paulistana Marista Multimeios, responsável pelo programa juvenil “Intim@ação”, veiculado ao vivo pela Rede Vida, está expandindo sua atuação no mercado. Após seis anos fazendo programas televisivos e institucionais, a produtora está locando seus equipamentos de produção e edição, além de seu estúdio que acomoda até 130 pessoas.

A VOLTA DOS PRACINHAS O documentário “Senta a púa!”, produzido pela BSB Cinema e dirigido por Erik de Castro, conta a história dos integrantes do 1º Grupo de Aviação de Caça do Brasil que desembarcaram no dia 6 de outubro de 1944 no porto de Livorno, na Itália, para participar da II Guerra Mundial, integrando o 350º Fighter Squadron. A saga é contada pelos próprios pilotos, cujas ações foram de fundamental relevância para a garantia da vitória aliada na Europa. O documentário contou com 23 depoentes, imagens de arquivo, fotos de época e ilustrações digitais.

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Foto: Divulgação

MÍDIA ESPECIAL

NOVO SÓCIO Foto: Claudia Intatilo

A Casa de Produção, que atua há 13 anos no mercado e lançou cineastas como Tata Amaral, Beto Brant e Toni Venturi, vai dar toda a sua filmografia de graça para Renato Bulcão emissoras de televisão em todo o país. Em troca, a produtora exige o crédito na tela com o endereço do site da produtora: www.casaproducao. com.br. O acervo conta com mais de 30 títulos, entre filmes e documentários. A idéia partiu do professor da ECA Renato Bulcão, diretor fundador da Casa de Produção. Ele resolveu colocar em prática a tese de doutorado que está defendendo na USP. Em resumo, Bulcão baseia-se na visão terceiromundista culta do teórico da comunicação colombiano Jesús Martin-Barbero. Barbero defende que a comunicação ecoa de modo diferente em cada indivíduo e que o novo processo de produção e circulação de cultura coincide com inovações tecnológicas.


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PASSANDO A LIMPO

Foto: Divulgação

O diretor e produtor musical Jodele Larcher comemora em julho seus RESTAURAÇÃO, ENFIM 20 anos de carreira, com uma mostra A idéia começou a partir do O laboratório Labocine anunciou especial a ser realizada no Centro trabalho feito pelo laboratório a criação de um departamento Cultural Banco do Brasil (CCBB), de 25 a 29. Além de ter dirigido shows para o próprio diretor, com especializado na recuperação de com cantores de expressão no cenário matrizes de filmes nacionais antigos. a produção de cópias para brasileiro e estrangeiro, uma mostra no Japão. Entre Para isso contratou Larcher já realizou os filmes em pior estado Francisco Moreira, exprogramas especiais estão obras-primas como curador do acervo do para a Rede Globo, “Vidas secas”, “Rio 40º” e “El MAM. O trabalho será muitos videoclipes e foi justicero”. Esse último, que bancado pelo próprio assistente de direção Nelson Pereira dos Santos laboratório e começa e editor em novelas como “Sétimo sentido”, dava como perdido, teve com obras de Nelson “Sol de verão”, “Guerra Pereira dos Santos que uma cópia recuperada e dos sexos”, “Rainha da que agora será restaurada. estão periclitando. Jodele Larcher sucata” e “Perigosas peruas”, entre outras. Além de participar da mostra, que é FRANK BABY realizada periodicamente no CCBB MINISSÉRIE DO com o título de Videoautor, Jodele PARANÁ Até final de julho, entra no Larcher também está preparando seu “A saga - da terra vermelha ar a mais nova campanha site www.jodele.net, que será lançado brotou o sangue”, uma mini-série da Telesp Celular, agora no dia 15 de julho. Nele estarão para televisão produzida pela trechos de seus principais trabalhos, com um novo garotinho TV Tarobá, de Cascavel (PR), foi especialmente os clips. representando o personagem Baby. realizada em vídeo digital e deverá Com dois anos (e provavelmente se tornar película patrocinado alguns dentinhos) o garoto Matheus pelo governo do Estado do foi substituído por Gabriel, depois de homônimo Paraná. A série é fruto de um um concurso à la loira do Tchan longa-metragem de três horas de Depois de ficar 15 anos sem produzir realizado no “Domingão do Faustão”. duração que já foi visto por mais um documentário, o Estado do Rio O novo bebê também será manipulado de 38 mil pagantes e, na região Grande do Sul lançou em junho em computação gráfica, com efeitos “Harmonia”, que tem direção, roteiro do oeste do Paraná, passou a especiais criados pela ToyBox, de Los e fotografia de Jaime Lerner. O bilheteira de “Titanic”. Dirigido Angeles. Aliás, a empresa também foi filme, produzido em 16 mm, foi por Manaoos Aristides, “A saga” responsável pela criação do nada exibido na Sala P. F. Gastal, da contou com mais de 700 pessoas meigo casal de brinquedos do filme “A Usina do Gasômetro, em Porto envolvidas e cerca de 70 atores. noiva de Chuck”. A criação da campanha Alegre. Apesar de ser homônimo do governador paranaense, o diretor, que é da Fischer América. é formado pela Academia de Cinema de Beit Zvi, de Israel, nada tem a empresários na bahia ver com o político. Em seu trabalho, Bill Gates e Silvio Santos estrelaram campanha na Bahia. Um comercial, Lerner mostra o conflito entre governo e representantes da autêntica veiculado durante o mês de junho, usou uma animação bem humorada em que os personagens são grandes empresários do mundo. A cultura popular gaúcha, em função do projeto de construção de um campanha, criada pela agência Mezo Comunicação e produzida pela sambódromo no Parque da Harmonia, Digital Design para a Faculdade Dois de Julho, mostra os empresários onde são realizados os festejos da do mercado correndo atrás de quem faz um curso na FDJ. Semana Farroupilha. 

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M.I.B.

Foto: Divulgação

Alex Maciel, da Making Of, tem um novo antigo parceiro. Explica-se: SEM CENSURA Alex e André Geniski trabalharam juntos há dez anos nos estúdios A recente iniciativa do governo Publicitária - Conar - sempre foi da VT Itaú, produzindo vídeos brasileiro de apresentar projeto de lei elogiada lá fora, mas o novo projeto institucionais. André proibindo totalmente a de lei acena com a possibilidade retornou ao Brasil após veiculação de retrocesso. Segundo o Conar, uma temporada de cinco de comerciais de a questão tem menos importância anos na Inglaterra e está cigarro e bebidas comercial do que ética e moral. atuando ao lado de Alex alcóolicas repercutiu na produção de making of Isso porque o próprio órgão já internacionalmente. Em profissional. Por estarem estabeleceu uma série de normas sempre de preto, para seu Congresso Mundial, para esse tipo de produto, o que fez evitar chamar a atenção e realizado no início de a participação desse segmento na refletir a luz no estúdio de André e Alex junho, a International verba publicitária diminuir. Além filmagem ou fotos, os dois Advertising Association, já estão conhecidos como disso, um novo anexo entrou em instituição que congrega empresas ligadas Dupla MIB (men in black). vigor no dia 1º de julho com duas à publicidade de todo o mundo, considerou determinações especialmente Depois de ministrar uma série a medida como uma afronta à liberdade importantes. Em primeiro lugar, fixoude palestras em faculdades e um de expressão e posicionou-se preocupada workshop na ESPM, Alex está se que propagandas de derivados do com a possibilidade de o projeto suscitar preparando para este semestre tabaco e bebidas alcoólicas só podem uma onda de censura à propaganda em o 1º Curso de Making Of, que ser veiculadas a partir das 22 horas. toda a América Latina. mostrará na teoria e na prática Em segundo, esse horário passa a ser as técnicas e macetes deste A experiência brasileira de autolocal e não mais de Brasília. Ou seja, produto audiovisual. regulamentação, com o Conselho não é mais permitido comprar mídia Nacional de Auto-regulamentação nacional para esses filmes.

FELIZ COINCIDêNCIA

Enquanto terminava de escrever o roteiro de seu primeiro longametragem, “O Rochedo e a estrela”, a diretora pernambucana Kátia Mesel teve de colocar a mão na massa de repente. O filme, que conta a história da trajetória de cristãos-novos e judeus na época em que Pernambuco foi dominada pelos holandeses, terá cenas em um navio da época. Justamente em maio, a caravela original portuguesa que esteve em Porto Seguro para as comemorações do Descobrimento fez uma parada técnica em Recife. Kátia teve de correr para conseguir negativo, câmera e equipe para captar imagens da caravela. 10

CURTA O SUCESSO Por iniciativa da produtora Truq Cine TV Vídeo, de Salvador, cinco curtasmetragens de diretores locais ficaram em cartaz durante uma semana em uma sala do multiplex do Shopping Iguatemi. “Oriki”, de Jorge Alfredo e Moisés Augusto, “Mr. Abracadabra”, de José Araripe, “A mãe”, de Fernando Belens e Umbelino Brasil, “Rádio Gogó”, de José Araripe, e “Capeta Carybé”, de Agnaldo ‘Siri’ Azevedo foram exibidos em salas cheias, com público pagante, uma proeza para o formato. Como explica Taissa Grisi, do departamento de cinema da Truq, a intenção da produtora é a formação de platéia, levando o cinema feito na Bahia ao público que não freqüenta festivais. O acordo inicial previa uma experiência de uma semana, mas o sucesso prorrogou a exibição por mais uma semana. “Em alguns dias nossa sessão estava bem mais cheia do que filmes americanos!”, comemora Taissa. Os filmes foram exibidos em uma sessão durante a semana às 21h15 e, nas sextas e sábados, mais uma às 23 horas.

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c a p a Davi Molinari *

CONVERGÊNCIA MÓVEL As transmissões móveis são consideradas fundamentais para o futuro do broadcasting. O ATSC pretende incorporar a aplicação ao padrão norteamericano de DTV, antes uma prerrogativa dos padrões baseados na modulação COFDM.

Atualmente temos a companhia do rádio e geralmente acoplamos nosso celular no viva-voz do automóvel para nos mantermos informados e plugados no mundo enquanto estamos no trânsito nos deslocando de casa para o trabalho, passeando ou quando viajamos de carro (de ônibus ou de trem) pelas estradas. Com a chegada da TV digital, todas as informações que precisamos poderão estar disponível na tela de um receptor móvel portátil, que com o passar dos anos poderá caber

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na palma da nossa mão. As transmissões de TV digital móveis oferecem um amplo leque de oportunidades de negócios. Informações sobre tempo, condições do trânsito ou das estradas, avisos urgentes, serviços para clientes, notícias e entretenimento são apenas algumas das idéias que poderão ser implementadas quando o usuário tiver em mãos o receptor móvel de TV digital. No final do mês passado o Advanced Television System Committee (ATSC) divulgou que pretende agregar um padrão que irá permitir que o sistema baseado na modulação VSB inclua a possibilidade de transmissão móvel, como prevêem os sistemas europeu (DVB) e japonês (ISDB). Os trabalhos para o desenvolvimento dos novos padrões partiram de uma análise detalhada das necessidades do mercado, de acordo com informações divulgadas pelo Comitê Executivo da entidade que é responsável pelas definições do padrão norteamericano de TV digital. O padrão europeu de transmissão de TV digital terrestre, o DVB-T, já é usado em dispositivos portáteis sem

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fio para a recepção simultânea de som, dados e imagens. O DVB-T abriu a porta para a concretização de um dos prognósticos feitos em 1994 pelo analista de tendências John Naisbitt, no seu best seller “Paradoxo Global”: “Já no início da era das informações, no século XXI, todos os recursos de comunicações de que necessitaremos caberão em nossa escrivaninha, em nosso carro ou na palma de nossa mão”, previu ele. Cinco anos mais tarde, a Nokia lançava o protótipo de um dispositivo sem fio capaz de integrar a recepção de TV digital, Internet e telefone móvel. Batizado de Media Screen, o produto, que disputa a primazia de convergir tecnologias diferentes de transmissão móvel, só pôde sair da prancheta para a realidade graças à flexibilidade do padrão DVB-T, que tem demonstrado, em estudos feitos na Europa, capacidade de recepção tanto fixa quanto móvel. Os limites da recepção móvel começaram a ser estudados em maio de 1998, quando a Comissão Européia de Telecomunicação lançou o projeto Motivate (da sigla em inglês Mobile Television and Innovative


Receivers), um consórcio liderado pelo Reino Unido e formado pelas empresas BBC, Robert Bosh, CCETT, Deutsche Telekom Berkom, EBU, IRT, ITIS, Mier Comunicaciones, Nokia, Nozema, RAI, Retevisión, Rohde & Schwarz, TDF, Televés, Teracom e Thomcast. O consórcio investigou os limites teóricos e práticos do DVB-T para a recepção móvel. Em março de 99, os especialistas Ralf Burow, Peter Pogrzeba e Peter Christ da Deutsche Telekom Berkom publicaram o resultado de diversos testes de recepção móvel em DVB-T. Eles ficaram convencidos que a recepção móvel é possível a uma taxa de até 15 Mbps usando um canal de 8 MHz. “A bem-sucedida verificação do DVBT móvel poderá abrir possibilidades novas para a radiodifusão terrestre digital, oferecendo serviços de valor agregado que poderiam ser atraentes até mesmo em países onde há uma penetração significativa de cabo e satélite”, concluíram.

modulação e interatividade “Nós optamos pelo DVB-T porque além de ser um padrão aberto, o

que favorece a interatividade de sistemas, usa a modulação COFDM, ideal para a mobilidade”, afirma Hector Saldaña, gerente de vendas para a América Latina da Nokia (leia entrevista a seguir). No COFDM, o sinal de televisão digital é transmitido em “pacotes” ao receptor. Durante uma transmissão em uma área densamente povoada, os pacotes encontram obstáculos e chegam em tempos diferentes, provocando ecos de imagem, o chamado efeito Doppler. A vantagem da modulação COFDM, usada pelo DVB-T, está na possibilidade de ajustar um intervalo de espera (interval guard) entre os pacotes para evitar que se misturem uns aos outros. “Um tempo de intervalo de espera é adicionado entre os pacotes. Essa é a chave que permite a transmissão (digital) de multipercurso, porque na maioria dos casos os ecos são gerados em obstáculos como edifícios e acidentes topográficos e é crucial contê-los nas recepções internas e móveis”, explica Saldaña. Em DVB-T, o tempo de intervalo de espera é selecionado entre 1/32 e 1/4 do tempo do pacote. Os pacotes são codificados em MPEG-2 e transportam praticamente quaisquer

serviços digitais móveis dvb

-t

gsm por ptor rece tátil

internet serviços ip e broadcasting

dvb xdsl

terminal gateway

Conexão fixa wireless (Bluetooth, IEEE 802.11)

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dados que possam ser digitalizados, o que aumenta a convergência de diferentes tecnologias. Saldaña também garante que podem ser planejados serviços móveis e fixos na mesma freqüência. “A freqüência para a TV digital móvel é a mesma das freqüências de broadcasting atuais: UHF e VHF”, concluiu. O serviço digital móvel almejado pela Nokia prevê receber numa tela de 12 polegadas sinais digitais de TV broadcast, Internet e telefone móvel. Tudo do tamanho de um notebook, mas que no futuro poderá ser do tamanho de um palmtop.

em qualquer lugar Peter MacAvock, do DVB Project Office explica que a chave do serviço digital móvel não está necessariamente na transmissão, e sim na recepção. Em Singapura já existe um plano ambicioso para equipar dois mil ônibus com receptores DVB-T e uma corrida para fornecer programação de televisão para o sistema. No norte da Alemanha já existe uma rede de transmissores, de forma que os passageiros dos automóveis possam usar os serviços ao longo das rodovias. MacAvoc também concorda que a modulação COFDM é a melhor opção para as recepções móveis em regiões urbanas. As freqüências de recepção móvel serão as mesmas usadas nas fixas, o que muda é a taxa de transmissão. “Claramente, em qualquer sistema de televisão digital há uma compensação entre a robustez do sinal e a velocidade de transmissão de dados. Então se você deseja mirar os receptores móveis, você precisa reduzir sua taxa de transmissão de bits se comparada a um serviço fixo”, explica. * Colaborou Edylita Falgetano

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ca p a

PARÂMETROS TÉCNICOS Peter MacAvock explica que existem quatro parâmetros técnicos em DVB. Porém, é importante notar que todas essas opções são de livre escolha. Os receptores de DVB-T no mercado podem receber hoje todos os modos. Na verdade, eles buscam automaticamente o modo de transmissão escolhido pelas emissoras. O serviço móvel de Singapura está considerando mudar os parâmetros à noite (quando há poucos receptores móveis) para poder oferecer outros tipos de serviço usando a mesma freqüência. 1 - Modulação: Pode-se escolher entre COFDM, QPSK, 16 QAM ou 64 QAM em modos hierárquicos ou não-hierárquicos. Essencialmente o Doppler tem um maior impacto nos planos de modulação mais complexos. Dessa maneira, a velocidade máxima do receptor terá de ser reduzida, como a complexidade da modulação. Por outro lado, se o plano de modulação cresce em complexidade e assim a velocidade se reduz, a taxa de transmissão dos dados aumenta. Por exemplo, a velocidade máxima de um serviço na modulação 64 QAM poderia ser de 120 km/h. Já considerando um serviço QPSK a velocidade máxima do receptor poderia ser de várias centenas quilômetros por hora. 2 - FEC (Forward Error Correction) - sigla inglesa de Correção Adiantada de Erros: testes em DVB-T mostraram que para um serviço móvel o parâmetro FEC deveria ser fixado em 1/2. Ele poderia ser também fixado em 2/3 ou até mesmo 3/4. Basicamente, quanto maior o parâmetro de proteção FEC, mais baixa a taxa de transmissão de dados. 3 - Guard Interval (Intervalo de Espera): Essencialmente, quanto mais longo o intervalo de espera, maior a duração de ecos suportados pelo sistema. Isso não tem um impacto direto no desempenho móvel de um sistema, mas é uma função do transmissor de multipercurso usar o intervalo de espera. Se os transmissores estão próximos, o intervalo de espera pode ser bastante pequeno. 4 - 2 k ou 8 k: Isso se refere ao modo do DVB-T. Genericamente, 2 k é melhor para serviços móveis e 8 k é melhor para serviços que requerem uma melhor imunidade de ruídos e recepção fixa com transmissores de grandes distâncias. Por exemplo, 8 k está sendo usados na Espanha em grandes áreas de rede única de freqüência. 14

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Padrões abertos Du r a n t e o S e m i n á r i o “ O s M ú l t i p l o s N e g ó c i o s d a T V D i g i t a l ” (veja Ag e n d a n a p á g .54) , e s t a r á s e n d o d e m o n s t r a d o o r e c e p t o r móvel Media Screen, fabricado pela Nokia. Tela Viva entrevistou o g e r e n t e p a r a a A m é r i c a L a t i n a d a N o k i a , H e c t o r S a l d a ñ a , que vive em Buenos Aires, na Argentina.

Tela Viva: Que tecnologias permitem a recepção móvel do Media Screen? Hector Saldaña: Há tecnologias

diferentes que tornam possível a recepção móvel. Para TV digital, o padrão DVB-T com modulação COFDM; para interatividade móvel, o padrão GSM de telefonia celular. Como uma opção para o ambiente de home office, redes locais de telefonia sem fio como a WLAN IEEE 802.11 ou Bluetooth podem ser somadas. Isto permitirá o uso da banda larga da Internet. TV: Por que é usado o DVB-T? HS: É um princípio da

Nokia adotar e colaborar no desenvolvimento de padrões abertos. O DVB-T é um exemplo bom. Além disso, o DVB-T usa a robusta modulação COFDM, o que permite mobilidade. TV: Como o DVB-T interage com o GSM? HS: O GSM é usado como

um caminho de retorno para a conectividade de dados, habilitando a recepção da Internet. Também pode ser usado para aplicações tipo e-business. O Media Screen tem também um slot padrão para cartão PCMCIA, onde podem ser inseridos cartões telefônicos. TV: Qual é o sistema operacional usado? Por quê? HS: O sistema operacional é o

Linux. Novamente, porque o Linux é um sistema aberto. Além do que, ele também demonstrou ser muito robusto em aplicações online. O uso de uma plataforma

livre é uma porta aberta para quem quiser desenvolver novas aplicações para o Media Screen. TV: Qual o propósito do Media Screen? HS: Os Media Screen são atualmente

protótipos feitos com componentes comerciais e padrão aberto para mostrar as possibilidades de convergência de tecnologia. Ele vai estar disponível comercialmente em dois anos. Suas aplicações comerciais básicas serão o uso da TV digital móvel, da Internet, do acesso a e-mail e jogos online. Com a tecnologia Media Screen será possível rodar qualquer coisa disponível no mercado de computador. TV: O senhor acha que os governos abrirão faixas dedicadas para as transmissões móveis? HS: Do ponto de vista técnico não

há nenhuma necessidade para isso. Mas esta mobilidade pode ser considerada um novo serviço e os governos podem considerar a idéia de licitar licenças novas. TV: A transmissão móvel pode interferir na fixa? HS: Não. A TV digital móvel usa a

mesma transmissão de COFDM que a fixa. A cobertura típica de torre de TV digital é de 160 km. O DVB-T caracteriza-se por redes únicas de freqüência (SFN), que podem ser usadas para prover roaming entre as redes da mesma freqüência. TV: A velocidade de um automóvel não tem influência na recepção? HS: O Media Screen foi testado em

velocidades ao redor de 270 km/h com quadro claro de recepção.


N達o disponivel


O show do esporte

Hamilton Rosa Jr. *

O público gosta, as emissoras comparecem. Seu passado como As grandes redes comentarista de rádio o disputam quase a credenciara a ingressar tapa os direitos de na Record, 17 dias transmissão de eventos depois da fundação esportivos e comandam da emissora, em 27 verdadeiros exércitos de de setembro de 1953. locutores, comentaristas O criador de bordões e técnicos para colocar como “Olho no lance” na telinha as disputas e “Foi, foi, foi, foi que o teletorcedor quer ele” era apenas um ver. Os patrocinadores jovem curioso que se investem verdadeiras enfronhava no campo fortunas para estarem para assistir a duas literalmente ao lado maratonas: a que da teletorcida. Com envolvia os jogadores no pipoca, refrigerante e campo e a realizada pela cerveja na mão, milhões equipe de técnica. de brasileiros colam os “A transmissão mais olhos na tela da TV para moderninha para a Em 50 anos a TV da pátria do futebol mudou, as ferramentas das assistir a lutas de boxe, época compreendia corridas de carro, jogos duas câmeras; uma coberturas esportivas evoluíram e o conceito de apresentar o de tênis e, obviamente, lente zoom e outra com evento passou por uma grande reformulação. participar longe dos uma baloustar (mais estádios da paixão ou menos equivalente nacional pelo futebol. a uma teleobjetiva estava longe da campanha que Neste ano, durante as 500)”, conta Silvio Luiz. começaria a dar frutos no princípio Olimpíadas de Sydney (Austrália), Segundo ele no meio de tanta dos anos 60. Na cabine de em setembro, as emissoras precariedade era fundamental transmissão, o narrador esportivo mostrarão com câmeras exclusivas, ter criatividade. A Record, por Wilson Brasil saudava os satélite aberto durante 24 horas exemplo, era mais inquieta. telespectadores, lembrando o e informativos especiais que nem Experimentou até mudar as momento histórico: a primeira só de futebol vive o Brasil e posições de câmeras, tirando-as transmissão ao vivo de um jogo colocarão no pódio as competições da marquise. “A emissora inovou de atletismo, natação, judô, vôlei, de futebol. O pioneirismo coube à graças a Antônio Augusto Amaral basquete e outros esportes que TV Record de São Paulo. Um dia de Carvalho, dono da Jovem Pan, tradicionalmente não chamam a antes, a emissora designara uma que era o diretor de espetáculos atenção do telespectador. equipe para descer a Serra do externos. Um dia ele resolveu Ídolos nacionais foram criados Mar e instalar retransmissores descer as câmeras para atrás dos pela disseminação de eventos que possibilitassem um link entre gols dos vestiários e optou pelas esportivos pela TV. Mas foi com o Santos e São Paulo. lentes fixas. A configuração pegou.” futebol que tudo começou. Em 18 A equipe esportiva dos anos 50 de setembro de 55, as bandeiras disputa técnica compreendia um comentarista da torcida alviverde do Palmeiras técnico, um comentarista de e do “peixe” da Baixada Santista O repórter Silvio Luiz, então arbitragem e um repórter que não um foca da TV (denominação flamejavam antes do confronto escutava o que a cabine falava. A dada a jornalistas iniciantes), era na Vila Belmiro. O Santos ainda narração era feita por profissionais testemunha ocular do evento. não tinha Pelé e o Palmeiras do rádio, portanto, os 16

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A N O S

DE

TV

comentaristas tinham a respiração “A Record fazia os comentários dinâmica do veículo e tentavam se do primeiro tempo e a Tupi os adaptar ao lema: uma imagem vale do segundo e então terminada a mais que mil palavras. partida mandávamos o material A composição técnica era formada rapidamente de avião, para ser por um homem no link (o exibida nas duas emissoras”, afirma microondas), os dois câmeras, Abraão. Esse trabalho árduo só o técnico de som, de cabos, seria sanado com a inauguração engenheiro e videoman. “Àquela da Telstar, Rede Nacional de altura não se dispunha da facilidade Microondas Via Satélite, encarregada do videotape e dos replays”, de fornecer infra-estrutura para a afirma Luiz, acrescentando que não expansão de enlaces. O sistema demorou muito para as novidades evoluiu rapidamente e em pouco tecnológicas chegarem à TV. mais de quatro anos o território De acordo com o veterano Walter brasileiro já apresentava mais Abraão, a chegada do VT nas de 18 mil quilômetros de emissoras praticamente coincidiu enlaces de microondas. com sua contratação na Tupi em 62. “O videotape melhorava replay ou bi-lance o acabamento dos programas, possibilitando levar as imagens Em 1963 Walter Abraão perdeu o quase que simultaneamente para lance que daria início a um gol outros lugares (utilizando carro do São Paulo no Corínthians. Ele e avião), sem a necessidade da foi rapidamente à mesa de suite e instalação de transmissores, perguntou se não daria para repetir que eram mais caros”, comenta a cena. Os técnicos se entreolharam o ex-narrador, que e disseram não. hoje é presidente “Eles fuçaram na do Tribunal Regional máquina e no Hoje o glossário dia seguinte me de Contas. Segundo Abraão, a mostraram que era futebolístico Record tinha um VT possível fazer o é bastante e a Tupi, outro. “Para recuo da imagem gravar o primeiro e apresentá-la de conhecido. No salto triplo de novo. Chamamos o Ademar Ferreira da passado termos recurso de bi-lance, Silva, por exemplo, sem imaginar que como replay o jeito era entrar no estávamos dando escalonamento início à idéia do e tira-teima com as unidades replay”, conta. geravam certa de telenovelas, Três anos depois, shows para ter o na Copa do confusão. direito de utilizar Mundo na o equipamento”, Inglaterra, a explica. novidade seria apresentada e A linha do tempo da cobertura patenteada esportiva via TV pode ser dividida com o nome inglês. entre antes da transmissão por O telespectador hoje está satélite e depois. Na Copa do Chile familiarizado com o glossário (1962), a Tupi e a Record decidiram futebolístico, mas no passado formar um pool para transmitir termos como replay e tirao evento ao Brasil. Alugaram teima geravam certa confusão. um caminhão de equipamentos O tira-teima foi inventado nos da Telesistema Mexicano e anos 70 pela TV Globo. Com a partiram para o exterior com duas imagem congelada e o recurso equipes, uma de cada emissora. da sobreposição de desenhos, a 18

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intenção do tira-teima era conferir um esquema tático, demonstrar um impedimento ou solucionar um lance duvidoso. O jornalista Fiori Gigliotti relembra um episódio clássico da Copa de 66, na final entre Inglaterra e Alemanha Ocidental, quando a bola bateu na trave do time alemão e ricocheteou na borda da linha do gol. “O juiz estava mal posicionado, o bandeirinha também e ambos ficaram em dúvida se a bola de efeito do zagueiro inglês tinha ultrapassado a fronteira. Não tinha, mas os jogadores pediram o gol e a torcida, toda inglesa, pressionou. Por fim, o árbitro decidiu dar o gol e conseqüentemente o título de campeão do mundo ficou com a Inglaterra”. Segundo Gigliotti realmente a jogada deixou inclusive os comentaristas em dúvida e o veredicto só foi concluído depois graças a um instantâneo tirado por um fotógrafo. “Se houvesse o tirateima ali, o resultado poderia ser diferente, porque não haveria tanta gente em dúvida.”

explosão muscular Enquanto isso, no cinema, Carlos Niemeyer e sua equipe do Canal 100 tentavam literalmente captar o futebol arte com um jogo de câmeras que colocava o espectador dentro da partida. O magnífico trabalho fotográfico de Niemeyer influenciou a dinâmica do corte e o advento do slow motion nas coberturas televisivas. O jornalista e historiador do futebol Orlando Duarte era diretor de esporte da TV Cultura quando a emissora adquiriu uma mesa de edição com recurso de slow motion para a Copa de 70. “Niemeyer jogava aquela magnífica teleobjetiva sobre os jogadores e pegava o suor escorrendo de suas testas. Depois com a câmera lenta produzia aquele espetáculo cênico maravilhoso. Queríamos fazer igual, mas o resultado obviamente era bem inferior”, conta o autor de


“Futebol: histórias e regras” e “A enciclopédia das Copas”. “Hoje temos lentes mais potentes que permitem gravar a explosão do músculo de um atleta”, diz Laércio Roma, diretor de operações da ESPN, lembrando o recente episódio do jogo Inter e Lazio, quando Ronaldinho torceu o joelho. “Há oito anos não havia recursos para mostrar aquele lance impressionante, mas na atual realidade sim. O detalhe do deslocamento do joelho do atleta foi reproduzido em todos os países e sensibilizou o mundo todo”, conta. A qualidade das transmissões melhorou muito desde então. A primeira cobertura em cores ocorreu na Copa do México, mas ninguém viu Pelé vibrando com a camisa amarela no Brasil, porque as primeiras transmissões coloridas no país só seriam feitas em 1972. O diretor geral da ESPN, José Trajano, explica que o avanço tecnológico modificou o posicionamento das redes no mercado, graças a diversidade de serviços. Até o final da década de 80 havia rivalidade nos direitos de transmissão entre a Globo, a Bandeirantes e a Record. “Hoje a supremacia da Globo na TV aberta é incontestável. Eles criaram uma unidade de compras, o Globo Esporte, que praticamente tem a preferência em adquirir os direitos de transmissão de todos os campeonatos”, explica Trajano. Por outro lado, o interesse da Bandeirantes e da Record nesta área também diminuiu por causa da entrada das TVs pagas. “Com a ESPN e o Sportv no ar, transmitindo 24 horas de esporte diariamente, a concorrência ficou desleal. Quem se interessa pelo tema hoje se liga no cabo, porque sabe que obtém mais profundidade na informação”, enfatiza Trajano. O potencial das emissoras fechadas deve prosperar porque os patrocinadores sabem que é num mercado de serviços segmentados, que encontram um público-alvo bem definido. “Eles sabem que as TVs por

assinatura têm livre acesso a qualquer evento e o que vai diferenciá-las é a qualidade do serviço.” Trajano acredita que as novas ferramentas tecnológicas enriquecem a palheta de recursos para o jornalista. “As câmeras de alta definição estão chegando aí, temos possibilidades de criar cenários virtuais, só que não é isso que faz a diferença. Não adianta você comprar a Ferrari, se não tem um piloto hábil para dirigi-la. A nossa luta é formar um quadro onde o elemento humano deve contar mais que a ferramenta. Para nós, um profissional tecnicamente bem preparado, com conhecimento da matéria, vale mais que a mais avançada mesa de edição.” Com a TV digital, além da wide screen, que possibilita um maior campo de visão, o teletorcedor poderá acessar na sua tela inúmeras informações sobre seu ídolo ou sobre o torneio, verificar o lance por diferentes ângulos, por exemplo, enquanto assiste à transmissão da competição seja ela de que esporte for. Noventa milhões de brasileiros em ação foram responsáveis pelos 816 mil aparelhos de TV vendidos em 1970. Graças ao satélite, a Copa do Mundo realizada no México foi transmitida ao vivo. Ganhamos a Jules Rimet em preto e branco, apenas imaginando se os derrotados italianos vestiam realmente a camisa “azzurra”. Quando Dunga levantou a taça do tetra ao vivo e em cores, em 94, tivemos certeza que a “squadra” adversária era bem azul. Com ou sem penta, é provável que o futebol de 2002 seja o responsável pela alavancagem das vendas dos aparelhos da iniciante TV digital no Brasil. * Colaborou Edylita Falgetano

Engenharia Indústria e Comércio Ltda Avenida Olegário Maciel, 231 Lojas 101/104 Barra da Tijuca • Rio de Janeiro • RJ • 22621.200 Tel.: (21) 493.0125 • Fax: (21) 493.2595 www.phasenge.com.br • phase@phasenge.com.br

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i n t e r n e t Emerson Calvente

PORTAIS BROADBAND A banda larga permite um tráfego muito maior de imagens, sons e dados, fazendo com que vídeos, filmes e jogos possam ser recebidos em tempo real.

A transmissão pela banda larga utiliza tecnologia que permite acesso à Internet em alta velocidade. Conexões desse tipo atingem de 128 kbps até 2 Mbps graças a tecnologias como a ADSL, RDSI ou ISDN e o cable modem. Seja qual for o meio físico e a tecnologia escolhida pelo internauta para o acesso à Internet em alta velocidade, sempre haverá a necessidade de provedores de acesso e conteúdo especiais, os portais broadband. O MediaCast foi o primeiro portal exclusivamente multimídia do Brasil e da América Latina. Há quase um ano, a LabOne vem ajudando a construir a história da Internet brasileira com a programação totalmente multimídia do seu portal. “Estamos sempre insatisfeitos com o presente. Desde o seu lançamento, o MediaCast vem passando por alterações diárias. Agora, estamos no ar com roupa

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nova”, comemora Marcos Galassi, diretor executivo da LabOne e do MediaCast. Ao lado das novidades estéticas, o MediaCast também está com atrações inéditas em sua programação. “Em banda estreita e/ou larga, nossa produção está voltada para o entretenimento, a informação e a interatividade do internauta”, conta Marcos Lazarini, diretor de conteúdo. A LabOne foi a primeira empresa da América Latina nomeada Windows Media Service Provider pela Microsoft Corporation. “Entramos para um pequeno e seleto grupo de empresas de todo o mundo, recomendadas pela Microsoft para o desenvolvimento de serviços avançados utilizando a tecnologia Windows Media”, lembra Galassi. Seu conteúdo é todo multimídia: o texto existe como chamadas, estabelecendo os links para os conteúdos em áudio e vídeo. Para tanto, a LabOne está reunindo três requisitos fundamentais: tecnologia, produção própria e grandes parceiros. A empresa é uma das principais referências da história do streaming media no Brasil. Além disso, a LabOne produz diretamente todo o material em áudio e vídeo, sem ficar limitada a conteúdos adaptados para

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a Internet. Atualmente, mais de 40 profissionais dedicam-se, integral e exclusivamente, à construção do MediaCast. Desde outubro de 1999, um acordo com o Ajato vem disponibilizando todo o conteúdo do MediaCast também em banda larga. Entre os canais disponíveis estão o “MediaCast ao vivo” e o “MediaCast cinema”, este último composto pelas divisões Trailers, Cinetotal, Homevídeo e Festival Internacional de San Sebastian.

uol broadcast O UOL Broadcast, tem extensa programação de videoclipes, música, rádios e TVs ao vivo ou sob demanda, entre elas a MTV e a rádio O Dia, líder no mercado carioca, além de programação especialmente desenvolvida para a transmissão em alta velocidade. O UOL Broadcast, porém, não é a primeira iniciativa do UOL tendo em vista o acesso à Internet em alta velocidade. Desde o segundo semestre de 1996, quando foi criado o primeiro estúdio de produção da TV UOL, o provedor desenvolve programação própria de vídeo especialmente para a Internet e transmite, ao vivo e sob demanda, programação de outras emissoras de rádio, TV e cinema. Os parceiros de conteúdo do UOL Broadcast são: Rede TV!; MTV; ESPN Brasil; TVA; DirecTV; Sony Entertainment; AXN, o canal de aventuras da Sony; Câmera Surf; e as rádios Trianon AM, Mix FM, O Dia e Musical. Áudios e vídeos das revistas “Showbizz”, “Playboy”, “Sexy” e “Revista da Web” também estão disponíveis. O fanzine Manguetronic, com entrevistas de artistas, intelectuais, músicas em MP3 e notícias, está incluído na nova estação de entretenimento. Para os fãs de MP3, o UOL Broadcast apresenta o MP3 Clube, site de busca com mais de 5 mil músicas cadastradas. Para poder oferecer uma programação compatível com a banda larga, o UOL está ampliando


suas parcerias com a Microsoft e a Real Networks, principais fornecedoras mundiais de tecnologia para transmissão de som e imagem pela Internet. O UOL acaba de fechar contrato com Paulo Henrique Amorim (com exclusividade em Internet) para desenvolver um novo canal de jornalismo interativo. Paulo Henrique será responsável e âncora de um novo serviço interativo de notícias, que contará também com a presença dos mais importantes nomes do jornalismo brasileiro. Segundo a diretora de produtos do UOL, Márion Strecker, “o UOL considerou fundamental, neste momento em que o avanço da banda larga gera inúmeras possibilidades para a TV UOL, trazer para os seus quadros um profissional com profunda experiência em TV e de alto gabarito como é o Paulo Henrique Amorim”. “Sua experiência em jornalismo é complementar à nossa experiência e o resultado será inédito, diferente de tudo o que já foi feito no

mercado até hoje. Vamos inventar o que será o jornalismo interativo na Internet do futuro.”

terra plus A Terra Networks Inc. é um dos principais provedores de acesso à Internet (ISP) para o mercado residencial, SOHO e corporativo de língua hispano-portuguesa. É também um dos principais megaportais de conteúdo aberto e interativo, voltado para relacionamento, informação, diversão, serviços e comércio eletrônico. Em seu negócio ISP, a Terra Networks Brasil conta com 480 mil assinantes pagantes em mais de 130 cidades do país. É provedor de conteúdo no Brasil, Espanha, México, Chile, Peru, Venezuela, Guatemala, Estados Unidos e Argentina. Em todos os seus mercados, a Terra está desenvolvendo soluções online para publicidade, marketing e comércio eletrônico. O megaportal Terra lançou com exclusividade o Disney

Blast Brasil, site de histórias e brincadeiras com personagens Disney, que é exclusivo para assinantes do Terra Premium e Plus. “Acreditamos que o lançamento vai agradar não só às crianças, mas também aos pais, que se preocupam com o acesso dos filhos a conteúdos de qualidade na Internet”, afirma Sandra Pecis, diretora de conteúdo da Terra Brasil. Outro lançamento é o Guia do Sabor, um site especializado em gastronomia, elaborado especialmente para conexões de alta velocidade. De acordo com Sandra, esta é a primeira vez que é disponibilizado na web vídeos com imagens de alta qualidade do interior e de fachadas dos restaurantes, dos principais pratos e especialidades de cada um deles e até entrevistas com os chefs mais badalados da capital paulista, que contam detalhes sobre a história e culinária de cada casa. O Terra Plus Broadband utiliza o player Windows Media da Microsoft Corporation.


d t v Glen Dickson

COOPERATIVA DIGICASTER Broadcasters estão otimistas com a tecnologia de streaming. Consórcios ganham novos membros e a Granite expande o acordo com a Geocast.

A Broadcasters’ Digital Cooperative (BDC) está ganhando força. O consórcio de emissoras que querem ceder parte de seu espectro de televisão digital para disponibilizar os serviços de dados wireless ganhou cinco novos membros e está contratando um banco de investimentos para representá-lo na busca de sócios. O líder Granite Broadcasting já fechou um acordo para alugar o seu espectro. Para bancar o altíssimo custo dos upgrades de equipamento para as transmissões digitais, os broadcasters estão formando uma série de alianças voltadas para a criação de uma infra-estrutura nacional de serviços de streaming media pela Internet sob o guarda-chuva da transmissão de dados pela DTV. 22

Todas se baseiam essencialmente na mesma premissa de que destinar uma porção do espectro digital de um broadcaster ao conteúdo de Internet representa a maior esperança de um fluxo de receita a curto prazo com a DTV. Independente do modelo de negócio - assinatura, publicidade ou uma combinação de ambos - os serviços de transmissão de dados poderão gerar receita já a partir dos milhões de lares equipados com PC (que só precisarão de uma placa decodificadora digital terrestre relativamente barata), em vez de esperar as dezenas de milhares de lares equipados com receptores de DTV. Embora as grandes redes de TV estejam visivelmente ausentes, a maioria dos grandes grupos independentes de broadcasters vem aliando-se a grupos de transmissão de dados, entre eles o Geocast Network Systems, de Menlo Park (Califórnia), formado pela Hearst-Argyle Television e A.H. Belo; a iBlast, integrada pela Tribune Company, Cox, PostNewsweek Stations, Gannett, E.W. Scripps, Meredith, Media General, Lee Enterprises, The New York Times Company, McGraw Hill, Smith Broadcasting e Northwest; e a Broadcasters’ Digital Cooperative, composta pela Benedek Broadcasting, Capitol Broadcasting, Citadel Communications, Clear Channel

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Television, Cosmos Broadcasting, Morgan Murphy Stations, Granite, Gray Communications Systems, Nexstar Broadcasting, Pappas Telecasting, Paxson Communications e Sunbelt Communications. Os três grupos esperam ter mais de 90% dos EUA de área de cobertura para distribuir em torno de 4 Mbps a 6 Mbps de conteúdo no curso de um dia de transmissão. Em escala bem menor, a Wavexpress, que tem a Wave Systems e a Sarnoff Corporation como sócias fundadoras, vem realizando testes com a Capitol Broadcasting, a Sinclair e a NJN Television, e é provável que o segmento fique lotado com a chegada de muitos outros concorrentes em um ou dois anos.

focos diferentes Segundo fontes, a Broadcasters’ Digital Cooperative deve contratar a Salomon Smith Barney. Os prováveis interessados em seu espectro são as emissoras que participarão do leilão dos canais 60-69, da Federal Communications Commission - FCC - a ser realizado em setembro. A Granite demonstrou o potencial de receita da transmissão de dados ao assinar um contrato de fornecimento de espectro de DTV com o Geocast Network Systems, na área da baía de San Francisco. Além dos 12 membros originais, fazem parte da cooperativa as emissoras Pegasus Communications e Lamco Communications; a independente WACX-TV de Orlando (Flórida), pertencente à Associated Christian System; a WRNN-TV Associates LP de Nova York, que transmite a independente WRNN-TV Kingston; e a KCEN-TV de Eddy (Texas), emissora particular afiliada à NBC em Temple-Waco. A Jefferson-Pilot Communications também demonstrou interesse em aderir, mas até o fechamento desta edição a BDC não havia recebido sua carta de intenção. Os críticos da iniciativa argumentam que o plano de negócios continua vago em comparação ao da iBlast,


um consórcio das grandes emissoras que está desenvolvendo um serviço de transporte de dados em âmbito nacional usando espectro de DTV, ou o da Geocast, que tem como meta a criação de um serviço de programação multimídia. Mas os novos membros da cooperativa consideram a falta de um foco decisivo como mais um atrativo do grupo. “O que me interessa é ver planos de negócios interessantes para o espectro de DTV. E não transferir o controle do espectro para terceiros. Isso nos permite amalgamar uma cobertura nacional. Meu maior mercado é o DMA 50, mas estamos construindo torres para acomodar a DTV”, diz Nicholas Pagon, presidente da Pegasus Broadcast Television. Com as vendas de receptores DTV apresentando uma curva de crescimento relativamente lenta, os broadcasters não esperam nenhum retorno significativo de publicidade nas transmissões de TV digital, ao menos nos próximos anos. Os serviços de streaming media devem oferecer uma oportunidade

mais imediata. Tanto a iBlast quanto a Geocast pretendem inaugurar o serviço no início do ano que vem. Se ambos os provedores alcançarem a meta de cobrir mais de 90% dos EUA, vão poder atingir imediatamente uma audiência com potencial de mais de 50 milhões de lares com PCs.

o comprometimento de largura de banda da cooperativa, em média 4 Mbps por dia, ser baixo em comparação aos 7 Mbps exigidos pela iBlast e os 6 Mbps com os quais se comprometeram as emissoras que formam a Geocast. Na WCYBTV, por exemplo, a maior parte do espectro de DTV já é usado em geração de receita multicasting, mas Noecker acredita que ainda possa acomodar as Mesmo que isso exija caros aparelhos necessidades da cooperativa. de streaming media, os broadcasters Pagon concorda. “Para mim, é difícil preferem apostar mais nisso do que no abrir mão desses 6 Mbps sem ter equipamento receptor de DTV, nenhuma certeza sobre qual será que ainda custa alguns milhares a natureza do serviço e qual é a de dólares ao consumidor. demanda por ele. Na BDC são 4 Marshall Noecker, presidente e CEO Mbps, mas a questão é que propostas da Lamco, diz que seu grupo, dono concretas eles têm para nos fazer.” de oito emissoras, já gastou mais da Ele acha difícil “começar a dilapidar metade do seu orçamento de DTV o espectro” enquanto não se sabe o e gostaria de ver algum retorno. A que as redes irão oferecer quanto à emissora está tentando uma estratégia HDTV ou seus próprios planos para o agressiva de multicasting com a datacasting. Ele frisa que enquanto as WCYB-TV, sua emissora de Bristol redes apontam diferentes rumos para (Virgínia). Noecker vê a cooperativa a transmissão de dados, nenhuma como uma idéia empresarial similar delas até agora apresentou um plano para gerar receitas com DTV. claro para as afiliadas. Ele também aprecia o fato de que “Esse será o problema mais


dtv

explosivo dos próximos seis ou nove meses, pois empresas como a Geocast, iBlast e a BDC estarão ocupando um espectro que as redes pensavam ser delas”, diz Pagon. De sua parte, a Granite está satisfeita de ter alugado para a Geocast o espectro de DTV da KNTV-DT de San Jose e da KBWBDT de San Francisco, ambas na Califórnia. Desde janeiro a KNTVDT cede 6 Mbps de sua largura de banda de DTV, só para testes; o novo acordo de um ano incluirá mais 6 Mbps da KBWB/DT, além do conteúdo local da KNTV/DT, que será redefinido pela Geocast.

local e nacional Como foi previsto por Joe Horowitz, CEO e co-fundador da Geocast, os serviços incluirão conteúdo local e nacional, inclusive vídeo e transmissão de dados de alta velocidade, distribuídos inicialmente para PCs conectados a receptores Geocast. O conteúdo será armazenado em discos rígidos embutidos nos receptores, que também incluirão um sintonizador DTV e uma porta USB. O consumidor utilizará o próprio modem e seu provedor de serviço de Internet para o caminho de volta, mas a caixa integrará o browser do usuário com seu próprio software de navegação. O conteúdo deverá complementar a programação regular de TV vinda de cada parceiro broadcaster, e em muitos casos incluirá notícias e outros programas produzidos pelo broadcaster, mas com distribuição on-demand pelo serviço Geocast. O conteúdo será basicamente clips curtos, a princípio, em vez de qualquer programação de longa duração. “Estamos conversando sobre isso, mas por quanto tempo o usuário ficará assistindo a um programa de longa duração na frente de um PC?”, pergunta Horowitz. Ele acredita que isso pode mudar, quando a 24

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Thomson, e provavelmente outros parceiros de hardware, introduzir produtos compatíveis com a Geocast, sejam placas de expansão em receptor DTV ou integradas nos receptores DTV. A Geocast pretende estrear em algumas praças até o fim do ano antes de se lançar em âmbito nacional em 2001. Horowitz diz que sua companhia quer atingir uma média de 24 horas de transmissão diária em 6 Mbps por broadcaster. Como a maior parte dos grupos de broadcasters para streaming media quer ter vários parceiros nas principais praças, deve haver uma disputa para agregar ao menos uma grande rede, além dos grandes grupos de broadcasters independentes. Das quatro grandes redes (ABC, CBS, NBC e Fox) acredita-se que ao menos uma, a ABC, esteja fortemente inclinada a formar uma parceria com a Geocast. Provavelmente, a ABC fornecerá conteúdo, antes de fechar um acordo para usar as emissoras operadas pela rede e pertencentes a ela como portais locais. Stuart Beck, presidente da Granite, explica que seu acordo é diferente do fechado entre a Geocast e a Allbritton, Belo e a Hearst-Argyle, segundo o qual os grupos têm participação societária na companhia. O acordo da Granite “é só de aluguel”, diz Beck; a emissora não será remunerada pela Geocast por contribuir com seu conteúdo. Joe Horowitz diz que o conteúdo da KNTV-DT será apresentado com o logotipo da emissora e servirá como conteúdo local no serviço de programação nacional da companhia. Entretanto, o novo acordo da Geocast é “altamente animador” para os projetos de transmissão de dados da BDC, diz Stewart Park, vicepresidente sênior para desenvolvimento de trasmissão digital da Granite. Ele acrescenta que a KNTV-DT e a KBWB-DT, que simplesmente retransmitem a programação em NTSC, têm condições de manter facilmente os 6 Mbps da Geocast e os 4 Mbps da cooperativa, se for necessário.


N達o disponivel


programação regional Paulo Boccato

mato grosso pelo Ministério da Educação e pela Universidade Federal de Mato Grosso. Esse vínculo faz com que a emissora abra muito espaço para o trabalho de alunos do Departamento de Comunicação da UFMT. O alcance da emissora está limitado a Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio do O Estado do Mato Grosso conta com Leverger (668 mil habitantes), mas 2,32 milhões de habitantes espalhados deve ser ampliado com a instalação por 126 municípios, com 538 mil de um novo transmissor. domicílios com TV (dtv) e índice de potencial de consumo de 1,246. A maior A TV Universidade tem várias parte de sua área está situada nos limites produções exibidas na Rede Brasil: um programa fixo (“Programa de índio”), da Amazônia Legal, o que possibilitou documentários, musicais, programas a proliferação de microgeradoras ou especiais e a série “Imagens da terra”, retransmissoras mistas com permissão sobre a cultura mato-grossense. A para exibir programação local. E emissora passa por uma grande a maioria das emissoras do estado reformulação de sua estrutura e usufrui dessa permissão, produzindo, grade de programação. Os programas seja em VHS, S-VHS ou U-Matic, pelo continuam sendo produzidos, mas menos um telejornal diário. Um caso horários fixos de veiculação não exemplar é o da afiliada da Record haviam sido definidos até o fechamento no município de Vera, cidade com desta edição (pode ser feita uma apenas sete mil habitantes onde são consulta à página www.ufmt.br/tvu. produzidos três programas locais. Apenas a Bandeirantes, entre as grandes html para conhecer a situação atual). redes, veicula uma programação única REDE GLOBO em todo o estado. A Globo, com três emissoras no interior, abre um espaço maior que o usual para os blocos locais As TVs Centro América (Cuiabá), Centro América Sul (Rondonópolis), de telejornalismo. SBT e Record têm Centro América Norte (Sinop) e a programação mais pulverizada, com TV Terra (Tangará da Serra) são as dezenas de emissoras no interior sem emissoras afiliadas da Rede Globo e um padrão de grade: cada emissora pertencentes à Rede Matogrossense programa o que quiser nos horários de Televisão. A TV Centro América, disponíveis. As afiliadas da Record de Cuiabá, chega a 57 municípios, levam vantagem nesse aspecto: o grande espaço aberto na grade da rede com 1,58 milhão de habitantes e 382 mil domicílios com TV. É afiliada da pelo projeto de programação local da Globo desde sua criação, em 1969. TV Gazeta, de Cuiabá. A emissora de Rondonópolis, TV Centro América Sul, criada em 1989, TV UNIVERSIDADE atinge dois municípios, com 169 mil habitantes e 43 mil dtv. Mato Grosso não tem nenhuma emissora ligada ao governo estadual. A TV Centro América Norte, criada em 1994, alcança o município-sede, A TV Universidade, parte da Rede com 70 mil habitantes e 12 mil dtv. Pública de Televisão, é mantida 26

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A caçula TV Terra surgiu em 1997 e já foi Manchete. Cobre apenas o município de Tangará da Serra, com 56 mil habitantes e 11 mil dtv. A programação segue o padrão da Rede Globo durante a semana, mas tem alguns diferenciais, com quadros especiais inseridos nos telejornais. As afiliadas do interior participam com blocos locais nos telejornais, que foram ampliados de seis minutos para 20 minutos. Na área de engenharia, as emissoras do interior acabam de ganhar equipamentos Beta e a demanda por programação ao vivo trouxe investimentos na aquisição de novos links de microondas e equipamentos para transmissão via satélite do tipo Fly Away. Na área de marketing, a emissora promove a Corrida de Reis, em Cuiabá, e a Copa Centro América de Futsal. Aos sábados, no intervalo da novela das oito, são exibidos vídeos do projeto “Conheça nossa terra”.

SBT A TV Cidade Verde (Cuiabá) pertence ao mesmo grupo da Transamérica FM da capital matogrossense. A afiliada do SBT, criada em 1991, tem alcance restrito à região de Cuiabá e uma pequena parcela de programação local: um telejornal e um programa de variedades, transmitido ao vivo. TV Nortão, de Alta Floresta, é afiliada do SBT desde sua criação, em 1992, e alcança os municípios de Alta Floresta, Paranaíta e Carlinda, num total de 69 mil habitantes. Os departamentos de jornalismo e comercial funcionam em interação com as demais emissoras do SBT no norte do Mato Grosso. A TV Araguaia (Barra do Garças)


foi criada em 1990, já como afiliada do SBT. O carro-chefe de sua programação local é o “Araguaia urgente”, programa diário de uma hora de duração. Os demais programas são independentes, feitos em parceria. Alcança três municípios (66 mil habitantes) e negocia a transmissão em cadeia do telejornal produzido pela TV Cidade Verde, de Cuiabá. A TV Descalvados (Cáceres) exibe a produção local “Aqui agora” desde sua fundação, em 1995, como afiliada do SBT, e planeja retomar um programa de colunismo social que esteve no ar até o final de 1998. A emissora atinge 76 mil habitantes. A TV Real, de Campo Verde, foi criada em 1992, como afiliada da Record, com um precário transmissor de 10 kW. No ano seguinte, passou para o SBT, e ganhou um novo transmissor, ampliando seu alcance para um raio de 80 km a partir de Campo Verde, numa área com cerca de 60 mil habitantes. A emissora tem planos de produzir um telejornal matutino, com notícias locais. A TV Tropical (Colíder) foi criada em 1996 e desde então é afiliada do SBT. A emissora tem planos de ampliar, nos próximos meses, sua grade de programação local. O sinal da emissora alcança um raio de 100 km a partir da sede, num total de 49 mil habitantes. A emissora do pequeno município de Lucas do Rio Verde (13 mil habitantes) do centro-norte do estado tem alcance local e entrou em operação em outubro de 1999, já como afiliada do SBT. A TV Rio Verde produz localmente um telejornal em duas edições diárias. A TV Ourominas chega aos municípios de Matupá, Peixoto de Azevedo, Novo Mundo e Guarantã do Norte, num total de 71 mil habitantes. Tem, em sua grade local, um telejornal e um programa de clips, comum nas pequenas emissoras da região, além de inserir eventualmente matérias locais no programa “Nortão agrícola”. O alcance da TV Nova Xavantina (Nova Xavantina) limita-se ao

município-sede (20 mil habitantes). Um telejornal diário é o único programa local da emissora, afiliada do SBT desde sua criação, em 1991. Com cobertura local (42 mil habitantes), a TV Centro Oeste (Pontes e Lacerda) foi inaugurada em novembro de 1999. A TV Regional (Sinop), afiliada do SBT desde sua criação, em 1989, tem alcance restrito a Sinop (41 mil habitantes). Conta com três programas jornalísticos (o “Câmera 4” está há dez anos no ar), um de entretenimento e participa com inserção de matérias locais no programa “Notícias agrícolas”. A TV Regional trabalha em parceria com todas as emissoras SBT no norte do Mato Grosso, nas áreas de jornalismo e comercial. Em um de seus dois telejornais diários, o “TJ nortão”, a TV Terra conta com o intercâmbio de matérias com as emissoras de Matupá, Colíder, Alta Floresta e Sinop, para sua produção. A afiliada do SBT em Terra Nova do Norte tem alcance local (16 mil habitantes) e foi criada em 1999. As TVs Cidade de Rondonópolis, Jaciara e Barra do Garças pertencem ao mesmo grupo, que até o ano passado era proprietário da emissora homônima de Tangará da Serra. As duas primeiras emissoras são afiliadas do SBT, enquanto a de Barra do Garças é ligada à Rede Record. A TV Cidade, de Rondonópolis, tem alcance local (148 mil habitantes) e entrou no ar em 1995, já com o SBT. A TV Cidade, de Jaciara, pode ser vista, desde 1996, em quatro municípios, com um total de 46 mil habitantes. O formato do telejornal “Cidade agora” e do programa de debates “Falando com nossa gente” é comum a ambas, mas a produção é autônoma. O único programa local da emissora de Barra do Garças, “Cidade alerta”, chega a 75% de participação na audiência da cidade, segundo pesquisa do Ipec. Criada em 1989, tem alcance local (49 mil habitantes).

REDE RECORD Duas emissoras do grupo A Gazeta (Cuiabá) e TV Gazeta (Rondonópolis) - são afiliadas da Rede Record. A

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Horário dos programas regionais www.telaviva.com.br emissora da capital mato-grossense foi criada em 1993 e atinge a Grande Cuiabá (700 mil habitantes). Tem um dos mais interessantes projetos de programação regional, ocupando cerca de um terço da grade com produções locais. São dez programas em vários formatos, alguns deles alcançando ótimos índices de audiência. O mais ambicioso é o “Revista da manhã”, com três horas de duração e formato eclético, que mistura reportagens ao vivo, prestação de serviços, lazer e cultura, sendo o segundo colocado em audiência. O jornalístico “Cadeia neles” é o mais assistido, com 53% de participação, segundo o Ibope. O alto índice de ocupação da grade só é possível porque, em 1995, quando a emissora migrou da CNT para a Record, já tinha estabelecido firmemente sua programação perante a audiência local. As demais emissoras Record no interior do estado exibem grande parte da programação da Gazeta, constituindo uma autêntica rede regional de afiliadas. A TV Gazeta, de Rondonópolis, entrou em operação em fevereiro deste ano, e conta com dois programas de produção própria (jornalísticos) e dois terceirizados. Tem alcance local (148 mil habitantes). A TV Tangará (antiga TV Cidade), em Tangará da Serra, foi adquirida pelo grupo proprietário da

GERADORAS E MICROGERADORAS - MATO GROSSO CIDADE EMISSORA CABEÇA-DE-REDE CANAL FORMATO DE PRODUÇÃO Alta Floresta Alta Floresta Barra do Bugres Barra do Garças Barra do Garças Cáceres Cáceres Campo Verde Cláudia Colíder Colíder Cuiabá Cuiabá Cuiabá Cuiabá Cuiabá Cuiabá Jaciara Juara Lucas do Rio Verde Matupá Mirassol d’Oeste Nova Xavantina Peixoto de Azevedo Pontes e Lacerda Pontes e Lacerda Primavera do Leste Rondonópolis Rondonópolis Rondonópolis Rondonópolis Sinop Sinop Sinop Sorriso Tangará da Serra Tangará da Serra Terra Nova do Norte Vera

Nortão Centro Norte Rio Paraguai Araguaia Cidade Descalvados Pantanal Real Campo Verde Cláudia Colíder Tropical Universidade Centro América Rondon Brasil Oeste Gazeta Cidade Verde Cidade Juara Rio Verde Ourominas Vale do Jauru Nova Xavantina Miragem Centro Oeste Guaporei Primavera Gazeta Rondon Cidade Centro América Sul Regional Capital Centro América Norte Sorriso Tangará Terra Terra Vera

SBT Record Record SBT Record SBT Record SBT Record Record SBT Educativa Globo Rede TV! Bandeirantes Record SBT SBT Record SBT SBT Record SBT Record SBT Record Record Record Rede TV! SBT Globo SBT Record Globo Record Record Globo SBT Record

05 07 09 04 08 08 10 07 09 05 13 02 04 05 08 10 12 13 07 08 06 08 09 11 06 08 05 05 08 12 13 02 08 11 10 07 13 13 06

S-VHS S-VHS VHS S-VHS S-VHS S-VHS U-Matic S-VHS S-VHS e VHS S-VHS Beta SP Beta SP U-Matic Beta SP Beta digital S-VHS S-VHS e VHS S-VHS S-VHS S-VHS S-VHS S-VHS S-VHS S-VHS Beta SP S-VHS Beta SP S-VHS S-VHS Beta SP S-VHS S-VHS Beta SP S-VHS S-VHS


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Transamérica FM da capital matogrossense e da TV Cidade Verde (afiliada do SBT em Cuiabá) no último mês de abril, mas já conta com inúmeros programas locais recém-estreados. Emissora da Rede Record, tem alcance limitado ao município-sede (50 mil habitantes). A TV Centro Norte (Alta Floresta), criada em 1985, já foi Bandeirantes e Manchete, é afiliada da Rede Record desde 1997 e sua área de cobertura atinge 42 mil habitantes. Criada em 1994, como afiliada da Manchete, a TV Rio Paraguai (Barra do Bugres) faz parte da Rede Record desde 1998. Tem alcance local (20 mil habitantes). A TV Pantanal (Cáceres) conta com três programas jornalísticos e deve estrear um programa juvenil de auditório em breve. A emissora surgiu na onda da novela “Pantanal”, em 1991, como afiliada da Manchete, passando para a Record em 1998. Sua programação é veiculada diretamente em Cáceres (72 mil habitantes) e, por retransmissão, pela TV Vale do Jauru, em Mirassol d’Oeste (23 mil habitantes), dos mesmos proprietários. A emissora está adquirindo câmeras Beta. As TVs Capital (Sinop) e TV Cláudia (Cláudia) são dos mesmos proprietários e afiliadas da Rede Record. A TV Capital, de Sinop, em operação desde 1994, conta com uma house, a Capital Produções, que realiza todos os programas da

emissora, além do “Nortão agrícola”, que é veiculado também por outras emissoras do norte do Mato Grosso. Seu alcance é local (53 mil habitantes). A emissora de Cláudia, com menos de um ano de existência, também conta com produções locais. O alcance é restrito ao pequeno município-sede (10 mil habitantes). A TV Juara tem alcance limitado ao município-sede (25 mil habitantes) e é afiliada da Rede Record desde 1997. Antes, foi ligada à Manchete (1994-97). A TV Miragem (Peixoto de Azevedo) entrou em operação em 1993, já como afiliada da Record. Atinge os municípios de Peixoto de Azevedo, Matupá, Guarantã do Norte, Terra Nova do Norte e Nova Guarita, num total de 89 mil habitantes. A TV Primavera (Primavera do Leste) tem alcance local (21 mil habitantes) e é afiliada da Record desde 1999. Entrou em operação em 1994, como parte da Rede SBT. A TV Primavera conta com um inusitado programa de calouros gravado em uma lanchonete da cidade. A TV Sorriso é mais uma que foi criada como afiliada da Manchete, em 1994, passando para a Rede Record há dois anos. Sua cobertura é local (25 mil habitantes). A TV Vera adotou um recurso interessante para ampliar sua penetração junto ao público da região. Como a maioria dos colonos das agrovilas próximas possuía apenas antenas parabólicas, a emissora

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fez uma permuta com o comércio local para facilitar o financiamento de antenas externas convencionais, única maneira de captar seu sinal. Criada em 1997 como parte da Rede Manchete, no ano seguinte afiliou-se à Record. Seu alcance é local (sete mil habitantes).

TV BRASIL OESTE A TV Brasil Oeste entrou em operação em 1978, tendo pertencido a várias redes até se tornar afiliada da Bandeirantes em 1986. Sua área de cobertura inclui 99 municípios, com um total de 2,12 milhões de habitantes (94% do Mato Grosso) e 519 mil domicílios com TV. Sua programação local é centrada no telejornalismo e há projetos para a estréia de um programa semanal de debates sobre temas variados.

TV RONDON As duas emissoras são ligadas ao mesmo grupo e afiliadas da Rede TV!, mas tem programações bem distintas. A emissora de Cuiabá pode ser vista em sinal aberto apenas em Cuiabá e Várzea Grande (652 mil habitantes), mas, por cabo, entra em todo o estado. Exibe produções locais próprias e terceirizadas. A emissora de Rondonópolis atinge três municípios (183 mil habitantes) e, apesar do status de geradora, não conta com programação local.


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MA Lizandra

de

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ING

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Almeida

u m a s i m p l es l i n h a

O traço da animação permite ...

... distinguir as imagens.

Ligação interrompida ao som de “Let me try again”.

A Embratel vem investindo em uma megacampanha para seus produtos e serviços de telecomunicações, que já rendeu cinco filmes e deve continuar apresentando novidades, sempre com a própria fibra óptica como protagonista. A cada novo filme, a linha realiza movimentos que se relacionam ao texto. Sobre um fundo preto, uma linha azul se transforma em animais, objetos e pessoas, de maneira aparentemente simples e fácil. Em primeiro lugar, foi criada a campanha de mídia impressa, na qual se definiu a textura e transparência da simples linha que representaria toda a tecnologia da fibra óptica. “Começamos a criar há seis meses, com uma equipe enorme, e tínhamos de passar um conceito supercomplexo, como o de transmissão de dados, de maneira bastante acessível”, afirma Luiz Sanches, um dos diretores de arte envolvidos no trabalho. A campanha inova ao escolher a mídia eletrônica para a veiculação de uma mensagem voltada a um público segmentado, empresarial. E também ao apresentar o produto em forma de animação. Mas, no fundo, a campanha pretende atuar em duas frentes. Ao mesmo

tempo em que vende os produtos ao público alvo, passa ao público leigo um conceito de modernidade e pioneirismo em tecnologia, afastando a empresa da antiga conotação de estatal. Cada um dos filmes foi minuciosamente desenhado pela criação, com storyboards precisos que ora mostram animais correndo uns atrás dos outros, ora um casal de namorados que não consegue se encontrar ou uma linha interrompida por arames farpados. A trilha sonora de cada comercial foi criada de acordo com cada um dos diferentes temas abordados na campanha. Optou-se até por comprar os direitos autorais de “Let me try again”, na voz de ninguém menos que Frank Sinatra, para servir de fundo às tentativas de

ligação entre um casal. Quando o projeto chegou à Trattoria di Frame, seu conceito estava totalmente definido, inclusive visualmente. Aí chegou a vez de a produtora quebrar a cabeça para adaptar o filme à imagem já desenvolvida para impresso. “Desenvolvemos todo o trabalho em desenho animado, com finalização 3D”, explica Eitan Rosenthal, diretor de atendimento da produtora. O trabalho consistiu, principalmente, na busca de uma textura e um acabamento que refletissem as características da fibra óptica, o tom exato de azul, com uma certa transparência e brilho. Essa textura foi aplicada sobre a animação, toda ela feita a partir uma linha contínua. Em um dos filmes, por exemplo, um elefante corre de um rato, que corre de um gato, que corre de três cachorros. Todos os personagens são construídos apenas com um contorno que parte do mesmo fio. A leveza e a propriedade dos movimentos são impressionantes, assim como o próprio traço, que permite distinguir não só os tipos de animais como diferentes raças de cachorros só com um contorno.

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F I C H A

T É C N I C A

Cliente Embratel Produto Serviços de telecomunicações Agência Almap/BBDO Equipe de Criação Valdir Bianchi, Luiz Sanches, Marco Versolato e Marcelo Serpa (arte) Roberto Pereira, Ricardo Chester e Dulcídio Caldeira (redação) Produtora Trattoria di Frame Direção Guto Carvalho Trilha Voice Finalização Trattoria di Frame

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Fichas técnicas de c o m e r c i a i s

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te x turas rea i s

Composições fotografadas sobre fundo preto.

O desafio da equipe de criação para fazer este filme de cuscuz de milho, alimento típico do Nordeste, era diferenciar seu produto, que é uma commodity local, dentro do intervalo comercial. A idéia de usar o próprio produto como ponto de partida, trabalhando os grãos em animação, gerou um filme completamente diferente do que se poderia esperar de um comercial de alimento. O filme, produzido pela Cinema Animadores e dirigido por Fernando Coster, mostra a farinha do cuscuz formando desenhos sobre um fundo preto com todas as etapas do processo de preparo até chegar pronto à mesa. Apenas o pack shot exibe imagens reais. A solução convencional seria a de utilizar o próprio produto na animação, com filmagem em stop motion. A produtora, porém, desenvolveu um método em computação que fez com que a textura se mantivesse, mas sem dificultar o processo produtivo. Em primeiro lugar, foram feitas diversas composições do material sobre fundo preto e fotografadas em still. Essas composições eram

O filme mostra as etapas de preparo ...

maneiras diferentes de agrupar os grãos, formando hastes que se tornariam os contornos dos desenhos ou massas compactas que viraram os preenchimentos. As fotos permitiram demonstrar o comportamento dos grãos sobre o fundo, mostrando como a luz incidia sobre eles e como se formavam os volumes. Uma preocupação interessante foi a de se criar um fade real, com quantidades decrescentes de produto. Assim, foram tiradas fotografias de porções que revelavam mais ou menos o fundo, o que, em animação, correspondia a um fade filmado. A partir daí, o material foi digitalizado e trabalhado em Photoshop para a composição F I C H A

T É C N I C A

Cliente Caramuru Alimentos de Milho Produto Cuscuz Sinhá Agência ST Marketing Ltda. Dir. Criação Gilberto dos Reis Produtora Cinema Animadores Direção Fernando Coster Fotografia Still Rachel Shein Dir. Arte Laurent Cordon Animação Tania Anaya Trilha Luiz Orquestra Finalização Espaço Digital

...do cuscuz, até chegar pronto à mesa.

final das imagens. Simultaneamente, a animadora Tania Anaya desenhou em processo convencional as linhas da animação. A opção pela escolha da profissional, segundo a produtora Silvia Prado, foi devido aos traços suaves de seu desenho. “Necessitávamos de uma grande precisão e de um traço que não fosse semelhante a cartoon”, explica a produtora. Depois de tratadas, as texturas foram aplicadas sobre os desenhos e retrabalhadas para acompanhar os movimentos planejados. Normalmente, quando texturas são criadas a partir de produtos ou alguns materiais orgânicos, costumam apresentar um aspecto artificial quando reconstruídas com o computador. Nesse caso, entretanto, como o trabalho foi feito a partir de fotos do próprio produto, a textura natural ficou preservada. No final, a cena do pack shot, que também era estática - a partir de uma foto, foi retrabalhadada em pós-produção. Foram incluídos efeitos como a fumaça, que sai do cuscuz, para dar movimento à cena.

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p r o d u ç ã o Paulo Boccato

O complexo audiovisual do Rio de Janeiro concentra várias empresas do setor e fortalece a produção independente.

POLARIZAÇÃO CARIOCA O Pólo Rio de Cine e Vídeo está se firmando como espaço privilegiado da produção independente brasileira. O empreendimento é resultado de uma associação de mais de 100 empresas do setor, fundado em 1986, quando a prefeitura carioca lançou a idéia da construção de pólos industriais não-poluentes que se enquadrassem na vocação econômica da cidade. Atualmente, envolve 92 empresas associadas nos segmentos de produção, equipamentos e serviços, algumas das quais já estão instaladas ou constróem novas sedes em uma área de 410 mil m2, no bairro de Jacarepaguá, que já conta com seis grandes estúdios e um prédio administrativo. “Nós estamos encarando o pólo como a possibilidade de ser a base do desenvolvimento de uma indústria audiovisual forte no Brasil”, declara Cláudio Petraglia, diretor geral da TV Bandeirantes no Rio de Janeiro e presidente do Conselho Diretor da Associação Pólo Rio de Cine, Vídeo e Comunicação. “Esse é o único pólo físico do setor audiovisual no Brasil. Os outros existentes atuam apenas através de apoio à produção”, explica Tereza Trautman, da produtora Conceito A 36

em Audiovisual, associada do pólo carioca. “A idéia é criar condições básicas de infra-estrutura no setor, onde se possa fazer todas as etapas do processo, inclusive sua comercialização”, diz. Petraglia calcula que, até o momento, já foram investidos cerca de R$ 80 milhões no empreendimento. “Todos os recursos vieram da iniciativa privada”, destaca. O terreno onde se localiza o pólo era, em meados dos anos 80, uma área ocupada por posseiros, sem nenhuma estrutura de água, esgoto, luz, aterros e pavimentação. “Quando a Prefeitura do Rio de Janeiro lançou a idéia dos pólos, abriu licitação para alguns terrenos, com a condição de que a empresa vencedora os dotasse de toda a infra-estrutura urbana e construísse as instalações necessárias para o desenvolvimento do projeto”, recorda Bruno Stroppiana, da produtora Skylight e também membro do Conselho Diretor da Associação. “Na ocasião, as empresas do setor audiovisual se uniram e fecharam um acordo de permuta com a Plarcon Engenharia, vencedora da licitação”, explica. Os cinco primeiros estúdios construídos foram resultado desse

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acordo, que deu à Plarcon os direitos de explorar comercialmente a área complementar do pólo. Essa área vai contar com hotel cinco estrelas, centro de convenções, shopping cultural, espaço para eventos, um teatro de arena com capacidade para 50 mil espectadores e nove prédios de escritórios. Dois desses prédios serão utilizados por empresas do setor audiovisual. “A viabilização do projeto tem muito a ver com o amadurecimento da região da Barra da Tijuca como o novo centro econômico do Rio de Janeiro”, diz Petraglia.

estúdios A Plarcon construi um estúdio de 1,2 mil m2, dois de 600 m2 e dois de 210 m2, cuja exploração comercial pela associação já resultou em recursos para a construção de um sexto estúdio, com 600 m2, recéminaugurado. “Os estúdios estão todos lotados e temos a perspectiva de terminar a construção de mais dois até o próximo ano”, diz Petraglia, esperando que o segmento cinematográfico saia de mais uma de suas crises para que o pólo cresça ainda mais. “O cinema, que deveria ser a locomotriz dessa história, não


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está cumprindo esse papel. O último longa rodado no pólo foi o ‘Chatô’”, lamenta o presidente do Conselho Diretor, lembrando a comentada produção de Guilherme Fontes. Os recursos próprios dos associados também são investidos na manutenção de todo o condomínio. “Não há nenhum vínculo com incentivos fiscais, nem com instituições como BNDES e Finep. É uma iniciativa da própria classe. Prova que acreditamos no audiovisual brasileiro”, afirma Tereza Trautman. Uma das áreas do complexo foi dividida em 60 terrenos, que estão sendo gradualmente ocupados por empresas do setor. Empresas menores, que não necessitem de edifícios próprios, poderão se instalar nos prédios de escritório construídos pela Plarcon. A aquisição dos terrenos foi feita a preços abaixo dos valores de mercado, com juros de longo prazo. “Essa facilidade foi importante para levar as empresas ao pólo, mas seria igualmente importante que os governos, em todas as esferas,

“Não há nenhum vínculo com incentivos fiscais, nem com instituições como BNDES e Finep. É uma iniciativa da própria classe.”

acreditassem mais onde funcionará no setor e também conjuntamente oferecessem com a Motion, melhores locadora de câmera condições para e movimento, e a Tereza Trautman a aquisição de Hollywood Store, equipamentos”, loja de suprimentos. lembra Edna Fujii, gerente da “Se esse modelo integrado Quanta, locadora de equipamentos funcionar, também será utilizado nas de iluminação que está construindo instalações do pólo”, adianta Edna. uma nova filial no local. Edna lembra que a maioria dos equipamentos centro e bairro utilizados pelo setor é importada, sem similares nacionais, e que A localização do pólo também foi uma diminuição na carga tributária decisiva para a Rob Filmes, empresa e nas alíquotas de importação de finalização de som, manter sua poderia gerar um crescimento sem sede no bairro de Botafogo, mesmo precedentes na indústria. com a construção de um novo As instalações cariocas da Quanta prédio no complexo de Jacarepaguá, não se limitarão ao pólo. “Dentro que deve entrar em operação no de uns cinco anos, talvez isso início do próximo ano. “A sede atual ocorra, mas, por enquanto, ainda será mantida para suprir serviços temos muitos clientes em áreas de emergência, principalmente em mais próximas ao centro”, explica edição de som e mixagem para Edna. A empresa acaba de desativar o mercado publicitário, e para os seu ponto no bairro da Glória e trabalhos de edição de imagem em inaugurar uma nova sede no Rio Avid”, diz Roberto de Carvalho, de Janeiro, em São Cristóvão, proprietário da empresa.


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Mas Carvalho está bastante animado com o andamento das obras da nova Rob Filmes, que integra também uma pequena gravadora de música instrumental, a Rob Digital. “Fizemos um projeto integrado, para que se possa trabalhar com mais conforto, nas áreas de cinema, nosso mercado tradicional, e música”, conta. O novo prédio, com três andares, terá sala de mixagem para cinema e DVD, com 84 m2 e 48 canais, sala de mixagem para música, com 32 canais, estúdios para dublagem e para foley (ruídos de sala), salas de edição e masterização. “Esse investimento não poderia ser feito sem as facilidades que o pólo oferece, como as condições de aquisição do terreno e mesmo a possibilidade de soluções integradas de construção”, afirma Carvalho, que vê outra grande vantagem no empreendimento: a visibilidade que dará às empresas participantes, tornando-se um referencial para o setor audiovisual em toda a América Latina. “Acredito que as primeiras

“As primeiras empresas que estão indo para lá terão grandes dificuldades no início, mas serão compensadas no futuro.” Roberto de Carvalho

empresas que estão indo para lá terão grandes dificuldades iniciais, mas serão compensadas no futuro”, aposta. A expansão dos serviços também é a aposta dos laboratórios Labocine e dos Estúdios Mega. A primeira empresa manterá, em sua sede de Vila Isabel, apenas os serviços de copiagem para filmes estrangeiros; no novo prédio do pólo, que já tem dois terços da estrutura física concluídos e deve entrar em operação no início de 2001, serão feitos os serviços para cinema - revelação, cópias, corte e montagem de negativo, ampliação. “Nossos planos incluem a aquisição de novas máquinas de revelação e de equipamentos de telecinagem”,

diz Sílvia Rabello, diretora comercial da Labocine. Os Estúdios Mega planejam instalar no pólo toda a parte de edição de som e mixagem, inclusive com a chancela da Dolby Digital, mas a construção dos edifícios ainda não foi iniciada. Outros serviços serão mantidos na sede atual, no bairro de Humaitá.

migrantes Entre as produtoras que estão migrando para o pólo, a grande aposta é na possibilidade de estabelecer parcerias e gerar novos negócios. “O fato das empresas estarem unidas nesse empreendimento trouxe uma nova filosofia para cada uma delas: aqueles que se viam como concorrentes já estão se vendo como parceiros, com chances de viabilizar projetos maiores, que jamais sairiam do papel se trabalhássemos isoladamente”, opina Sérgio Brandão, proprietário da Videociência. A produtora,


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surgida em 1987 a partir do núcleo que realizava o programa “Globo ciência”, tem seu foco principal nas áreas científica, educativa e tecnológica, atuando também na produção de documentários próprios, institucionais, publicidade e em trabalhos com emissoras estrangeiras, como TF1 (França), BBC (Inglaterra) e NHK (Japão). A Videociência já investiu cerca de R$ 500 mil na construção de sua nova sede, de quatro andares, dos quais o primeiro já está em pleno uso. “Nós construímos um pequeno estúdio, de 100 m2, para utilização em nossos trabalhos cotidianos, e privilegiamos bastante o projeto arquitetônico do prédio todo, pensando em tornar bastante agradável a permanência das pessoas no local de trabalho”, conta Brandão. A distância até o centro da cidade não preocupa o produtor. “Nosso projeto inclui até a construção de dormitórios, que chamamos de ‘residência’”, diz. Para João Mendes, proprietário

O empreendimento poderá se tornar atrativo às empresas estrangeiras e também cumprir um importante papel na difusão cultural.

da João Mendes Artes Cinematográficas, produtora dos programas “Top race” e “Espaço motor”, veiculados pela CNT, e da Producer, empresa de locação de equipamentos e prestação de serviços, o simples fato das empresas migrarem para o pólo vai gerar melhores condições de trabalho. “As produtoras costumam trabalhar em casas adaptadas, geralmente pouco adequadas para o tipo de serviço que prestam. Quando você começa a construir uma sede própria, já pensa em criar as melhores condições de conforto e em evoluir tecnicamente”, comenta. Suas empresas já investiram entre R$ 500 mil e R$ 700 mil na construção da sede nova, com inauguração programada para janeiro de 2002. Os planos incluem a aquisição de novas câmeras e

equipamentos de finalização. O pólo também pode se tornar um grande atrativo para empresas estrangeiras. A empresa espanhola de finalização El Efecto estuda a possibilidade de montar uma filial no complexo, ao mesmo tempo em que alguns empresários chineses se sentem atraídos pela possibilidade de montar um escritório no local, para aquisição de produtos audiovisuais brasileiros. O complexo empresarial, por tabela, pode cumprir também um papel de difusão cultural. “Esse é um papel que o governo teria que ter, mas infelizmente o audiovisual brasileiro sofre por estar vinculado ao Ministério da Cultura, que pensa pequeno, tem aquela coisa acadêmica, sem a real dimensão do que pode ser essa indústria, que é o que o pólo está mostrando”, conclui Tereza Trautman.


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e q u i p a m e n t o s

IMAGENS FILTRADAS A utilização de filtros para lentes é uma maneira simples e relativamente barata de se conseguir imagens melhores e mais sofisticadas.

Os filtros para lentes podem ser utilizados para corrigir cores, alterar o brilho, o contraste ou a reflexão da luz, conseguir efeitos ópticos, entre muitas outras possibilidades. Os filtros são diferenciados quanto à forma de fixação nas objetivas e à função ou efeito visual proporcionado. Há duas formas diferentes de fixação. Os filtros circulares são atarraxados diretamente na objetiva, observandose a compatibilidade dos diâmetros das roscas. Antes de comprar ou alugar filtros, o usuário deve se certificar do diâmetro da objetiva com a qual vai trabalhar. Os fabricantes oferecem filtros circulares para serem fixados em vários diâmetros de objetivas. O usuário também poderá optar por utilizar um anel adaptador, que permite a adequação dos diâmetros do filtro e da objetiva. Um exemplo é o anel adaptador 77 mm/82 mm da Tiffen. Outra forma de fixação é por meio 44

de um porta filtros atarraxado à objetiva. Esse porta filtros, também chamado matte box, recebe filtros quadrados. O tamanho mais usual dos filtros quadrados é 4x4 polegadas, mas há outros tamanhos disponíveis no mercado. Apesar de todos os benefícios, há um “preço” óptico na utilização dos filtros. Todo elemento adicionado à objetiva causa uma distorção na imagem e reduz a intensidade de luz que entra na câmera. Os melhores filtros reduzem esses efeitos, mas eles sempre ocorrem ainda que minimizados. O ideal é utilizar filtros maiores que a objetiva. Filtros menores podem causar áreas escuras indesejáveis nos cantos da imagem (vignetting). Esse efeito é mais perceptível quando se trabalha com lentes grande-angulares. O matte box tem a vantagem de permitir alterar com facilidade o posicionamento dos filtros, além de poder combinar filtros diferentes, uma vez que alguns modelos podem receber mais de um filtro.

utilização O advento das tecnologias digitais e principalmente da HDTV aumentou o interesse de produtores e diretores de fotografia cinematográficos pelos meios eletrônicos de

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captação. Empresas atentas à nova realidade apressaram-se em oferecer aos profissionais de cinema equipamentos de vídeo com acessórios semelhantes aos utilizados na produção cinematográfica: matte boxes, follow focus, extensor para o viewfinder com braço para o ajuste de nível, entre outros. Com essa tendência mundial de busca de sofisticação para as imagens captadas em vídeo, há controvérsia quanto à utilização dos filtros na captação de imagens. Para Fábio Cardoso Soares, do departamento comercial e técnico da Supply, “em alguns casos, o uso poderá diminuir. As novas câmeras vêm com alguns filtros embutidos, como o filtro estrela (cross), o fog e outros para balanceamento de cor”. Para Abrahão Sochaczewski, diretor técnico da FPS-Bureau de Locação, “deve-se utilizar os filtros cada vez mais”. “Em todas as novelas da Globo são usados filtros. Eles estão sendo utilizados para tirar um pouco da dureza das imagens ou ganhar tempo e qualidade na pós-produção”.

tipos Comprar ou alugar? Para Sochaczewski, “o ideal é comprar um conjunto de filtros básicos”. Em sua opinião, o primeiro e mais importante filtro é o skylight (também conhecido por Haze ou UV). “Esses filtros devem estar na lista de prioridades, pois eles protegem a objetiva contra poeira, umidade e arranhões”, alerta Sochaczewski. São eles: Haze 1, Haze 2-A, UV 15, UV 16, UV 17 e Clear. O Haze 1 e 2-A reduzem o excesso da cor azul causado por neblina e raios ultravioletas e “aquecem” a imagem. São ideais para trabalhos em grandes altitudes. O Haze 1 absorve 71% dos raios ultravioleta e o Haze 2-A absorve 100%. Os filtros UV 15, 16 e 17 são usados simplesmente para absorver os raios ultravioleta, respectivamente 81%, 86,5% e 97%. Soares indica um filtro bastante popular: “O polarizador também é uma boa ferramenta”. Esse filtro reduz


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CUIDADOS Os filtros são muito sensíveis fisicamente, de forma que todos os cuidados devem ser tomados ao guardá-los, transportá-los ou limpá-los. Geralmente, os filtros vêm armazenados em embalagens plásticas, que devem ser utilizadas para guardá-los com segurança sempre que não estiverem sendo utilizados. Manter o filtro sem a proteção da embalagem no bolso de um colete ou de uma vestimenta qualquer poderá riscá-lo e danificá-lo irremediavelmente.

brilhos e reflexos. Quando girado em frente à objetiva, determina a quantidade de reflexão a ser removida, satura as cores tornandoas mais vivas e escurece o azul do céu, aumentando o contraste com as nuvens brancas. É ideal para gravações através da água ou de um vidro. Sochaczewski e Soares revelam outros filtros que tornaram-se populares:

Ao atarraxar ou substituir filtros é aconselhável a utilização de um anteparo. Ao limpá-los, todo o pó deve ser removido antes com o auxílio de um pincel próprio e uma bomba de ar. Produtos para limpar vidros ou óculos jamais devem ser usados, pois contêm substâncias químicas abrasivas que poderão danificar os filtros. Pincéis e lenços especiais, bombas de ar e soluções de limpeza adequadas são encontradas em lojas especializadas em vídeo e fotografia.

o 812, o Fog, o Pro Mist, o Soft Net Black e o Enhancing. O 812 é indicado para intensificar os tons de pele e reduzir o excesso de azul e absorve 50% dos raios ultravioleta. O Fog cria o efeito de um fog natural diminuindo o contraste e a nitidez. O Pro Mist suaviza a imagem criando um “foco soft”, dando a sensação de sonho. O Soft Net Black, assim como o Fog e o Pro Mist, também é um

filtro difusor. O Soft Net Black cria um efeito de difusão sem causar halo nas altas luzes. Zonas escuras continuam escuras. O Enhancing intensifica os tons vermelhos e laranjas, com efeito reduzido nas outras cores. Outro conjunto de filtros bastante popular é o dos graduados. Esses filtros de efeito intensificam as cores em determinadas áreas da imagem, pois parte deles é colorida, havendo uma transição para a parte clara ou translúcida. Essa transição pode ser suave (soft) ou dura (hard). Com esse tipo de filtro pode-se acentuar o azul do céu, o laranja do pôr-do-sol, o verde da grama etc. Muitos dos filtros acima estão disponíveis em várias densidades ou cores. Sochaczewski e Soares concordam que a falta de tempo para a realização dos trabalhos é um fator limitante na exploração de novos usos e combinações de filtros, principalmente para os profissionais de vídeo e TV. Emerson Calvente

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MTV CELEIRO DE TALENTOS

A emissora voltada eminentemente para o público jovem cria, pela

de apresentação surgiu naturalmente. “Nós éramos incentivados a desenvolver o estilo pessoal”. O advogado virou estrela de TV. Quando saiu da MTV, em 99, Gastão foi contratado para apresentar os programas comemorativos dos 30 anos da Cultura. Enquanto isso, negociava seu destino na emissora. “Ser VJ abre possibilidades, mas também limita um pouco. Eu fui criticado pelos jornais na estréia do ‘Musikaos’ por ser ex-VJ”, reclama. Os outros primogênitos da MTV foram contratados pela Globo, Bandeirantes e SBT.

fábrica de talentos

experimentação, profissionais que são rapidamente absorvidos pelo mercado. A rotatividade dos apresentadores permite a reciclagem necessária para atender às constantes mudanças e preferências dos telespectadores.

Eles estão sendo disputados pelas outras emissoras. São bonitos, modernos, jovens e sabem se comunicar com o público adolescente. Por trás de todas essas habilidades existe uma fábrica que se especializou em produzir talentos, a MTV. A criação da emissora, em 1990, aconteceu de um jeito muito particular. Ao invés de buscar bons e experientes profissionais no mercado, a MTV procurava o oposto: jovens, inexperientes que nunca tivessem trabalhado em televisão. Os quesitos que mais contavam pontos no currículo de um interessado em ocupar uma vaga na mais jovem emissora de TV do país eram vontade de aprender, conhecimento musical e domínio de inglês. A primeira turma de profissionais foi formada na escola MTV. Aprendeu os princípios de funcionamento de uma emissora de televisão e ignorou as leis impostas pelas tradicionais redes. O objetivo era inovar: câmera nervosa, edição acelerada, ritmo de videoclipe. Os 48

apresentadores - VJs - destacaramse pela informalidade e pelo tom coloquial de se dirigir ao público. Da primeira geração de apresentadores da MTV, poucos ficaram. Cuca, Gastão, Maria Paula, Zeca Camargo, Cris Couto e outros trocaram a pequena emissora UHF por empresas de alcance bem maior. Gastão Moreira foi contratado pela Rede Cultura para comandar o “Musikaos”, na tentativa de ressuscitar a antiga fórmula do “Fábrica do som”, um dos projetos mais importantes da emissora este ano. “Eu fui para a MTV, mais pelo M do que pela TV”, brinca Gastão. Na época da criação do canal, ele morava em Londres. Voltou ao Brasil para passar 15 dias e resolveu fazer os testes para VJ. “Não faço idéia porque fui escolhido”. Ele tinha os prérequisitos que a emissora procurava: não sabia fazer televisão (Gastão é advogado), falava bem inglês e gostava muito de música. A preparação durou um mês. Foram testes com os futuros diretores, aulas de dicção e gravações de pilotos. O estilo

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Mas como é que funciona essa fábrica de novos talentos? A melhor palavra para responder a essa pergunta é: experimentação. A MTV é um grande laboratório. Descobrir novos talentos é uma das tarefas da diretora de programação e produção, Cris Lobo. “Buscamos pessoas com personalidade própria, jovens, maiores de 18 anos, que gostem de música e, de preferência, que falem bem inglês.” Há cinco anos, a MTV lançou uma promoção para descobrir novos VJs. Não deu certo. Atualmente, o método é outro. Cris Lobo conversa com amigos jornalistas, fotógrafos, consulta agências de modelos em busca de indicações de pessoas com perfil que se encaixe ao de apresentador da MTV. Toda semana, ela faz dois ou três testes, mesmo se a emissora não está precisando de VJ no momento. Os aprovados vão para um arquivo - hoje com 50 nomes - e esperam a oportunidade de ser convocados. A atual musa da Rede Globo, Maria Fernanda Cândido, já pertenceu ao arquivo da MTV. Depois de ser aprovada em um teste, acabou fazendo um programa especial de verão. “Não há obrigatoriedade de ser um rosto novo”, argumenta Cris Lobo. “A Adriane Galisteu, por exemplo, foi contratada para apresentar o ‘Quiz’. Nós queríamos mostrar o seu lado mais jovem.” Para a loira que já andava em altíssima conta nos circuitos publicitário, da moda e das colunas


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sociais, a MTV foi a porta de entrada para a televisão. Experiência que lhe valeu contrato e salário gordo para comandar um programa de auditório na Rede TV! Outra famosa que em breve vai estar na tela da MTV é a atriz Luana Piovani. “Neste caso, nós abrimos uma exceção porque ela é a cara da MTV”. A garota vai estudar em Nova York e aproveita para estrelar um programa semanal com dicas da Big Apple com estréia prevista para setembro.

fonte da juventude Mas o verdadeiro talento da emissora é o de dar a primeira chance a novos profissionais. Thunderbird foi um deles. Uma fisionomia estranha e péssima dicção. Atributos suficientes para que ele jamais pensasse em trabalhar como apresentador de TV. Mas a MTV deu uma chance. O que levou Thunder a fazer o teste na MTV? “Nunca fiz teste”, responde. “O Rogério Gallo (diretor de programação da MTV na época e hoje na Rede TV!) insistiu na minha vinda, porque eu achava que não seria capaz”. Depois da MTV, outros canais abriram as portas para o moço com jeitão esquisito. Thunder passou pela Globo e pela Record e agora está de volta à casa musical. Cazé foi outro exemplo. Depois de mostrar versatilidade e bom humor apresentando os programas “Teleguiado” e “VJ por um dia”, recebeu convite da vênus platinada. Mas a Globo ainda não divulga quais são os planos para o garoto. E até maquiador vira estrela na MTV. Max Fivelinha hoje é jurado do programa de calouros “VJ por um dia”. “As pessoas se desenvolvem aqui dentro porque existe espaço para experimentar. Nos é permitido errar, não existem compromissos tão grandes”, explica Cris Lobo. Mas ela acha que as outras emissoras também deveriam se preocupar em renovar o público e investir na formação de pessoas aptas a falar a língua dos jovens. “Eles estão levando todo mundo: maquiadores, produtores, editores...”, diz a diretora. 50

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Há um ano e meio, a MTV começou a investir em programas ao vivo, aumentou a carga de música brasileira na grade de programação e ficou mais popular. A estratégia criou polêmica, expôs a emissora na mídia e aumentou em 70% a média de audiência. As outras redes cresceram os olhos. Cris Couto foi contratada como repórter do “Videoshow”, Babi substituiu Serginho Groissman no “Programa livre”, do SBT, Cazé engrossou o time de apresentadores jovens da Globo. “A renovação dá trabalho, mas tem o lado bom. O público jovem muda muito, as gírias mudam, a preferência musical, os ídolos, é preciso estar muito ligado e a renovação faz com que a MTV esteja sempre sintonizada com o público. Mas eu acredito que o que vendemos mesmo é a programação, a linguagem, a embalagem. Trabalhamos com a identidade do grupo, muito mais do que com talentos individuais”, argumenta Cris Lobo. “Eu não preciso falar: aí galera! para atingir o jovem. Eu faço exatamente o contrário do que faz a MTV. A comunicação se dá em outro plano. No tratamento com o espectador, questionando, desenvolvendo senso crítico. Eu trabalho como jornalista”. Quem diz isso é Serginho Groissman, uma exceção à regra de que para se identificar com o público jovem é preciso ser jovem. “O jornalismo convencional ainda não absorveu a naturalidade. Falar do jeito que se fala e não do jeito que se escreve. Isso dá ao apresentador uma personalidade única”, analisa Groissman. Esta é a sua forma de trabalhar. É também a receita da MTV: “Eles têm trejeitos muito comuns, que tipificam o apresentador da MTV, mas têm liberdades individuais.”, diz o veterano. “Deveria haver laboratórios assim em outras emissoras. A MTV tem espaço para muita gente porque a programação inteira é voltada para os jovens. As grandes redes não sentem necessidade de investir nesse perfil de apresentador porque têm poucos programas adolescentes. Quando precisam, elas vão procurar no mercado.” A MTV é a fonte da juventude.


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Revista Tela Viva - 95 Julho de 2000  
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