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Ai barcas, ai barcas Tão triste Ê o vosso negror , Por onde ides navegar? Que espreita O olho que levais na proa? Ai amores , ai amores Da ria amada, Ai amores do verde pino‌ Ai saudades de mim menino Levai-me em vosso vagar (Senos Fonseca)


A LAGUNA OBRA PRODIGIOSA DA NATUREZA TEM APENAS X SÉCULOS


Na Laguna tudo é NOVO

Não há pedras, e muito menos edifícios monumentais que nos contem a HISTÓRIA. Na Laguna os «monumentos » são as EMBARCAÇÕES. É através destas que podemos refazer a

HISTÓRIA DAS SUAS GENTES….


Podemos admitir que antes da Laguna as embarcaçþes do Rios Vouga e afluentes, seriam do tipo das fig. anexas.

Chata

Barco Rio acima


Tudo mudaria a partir do Séc. X. A descarga das embarcações, em Aveiro , viria exigir uma embarcação de porte médio (10Ton), Rápida, capaz de bolinar, duradoura. E desses imperativos nascerá o

Mercantel.

Uma das suas mais proficientes utilidades esteve no transporte de Sal, em toda a Laguna e Portos Secos, designando-se

SALEIRO


Em finais do Séc. XVII surgiu na Laguna a mais polivalente embarcação: bateira de pesca, erveira, barca de carreto, bateira de mar

A «ílhava» foi pau para toda a «obra lagunar ».

Embarcação emblemática no Tejo – saveiro,ilho,varino –, povoou a embocadura daquele rio com a arte da tarrafa na apanha da sardinha. E subiu Tejo acima,a Sacavém e Vila Franca, em procura do sável e outros ,embarcando artes mais levianas. As gentes eram as «mesmas»


A «ílhava» nos Séc. XVII/XVIII,na grande crise Lagunar, foi obrigada a varar na beira-mar.

Teve por companheiras de lanço, nas «águas», a

«esguicha» eo

«chinchorro»

«chinchorro»

«esguicha»


Nos finais do Séc. XVIII, para satisfazer a necessidade de recolha do moliço com que o «rústico» transformou os areais lodosos, que foram polvilhando a laguna, apareceu o «Moliceiro». Um dos mais belos barcos que povoou a laguna, tornandose o seu ex-libris. Tudo nele é harmonia, leveza, aptidão e suprema perfeição. E até garridice….


Planos ÂŤMoliceiroÂť em 3D


Para lidar com as «Artes Novas» que no final de 1700 importámos da Galiza, para a apanha intensiva da sardinha, a mestrança naval lagunar criou o mais extraordinário desafiador da vaga: o barco mais altivo, mais genial no conceito, mais desconcertante na forma, inimitável na elegância das suas linhas recurvadas: o meia lua da Xávega.


Planos Barco do Mar em 3D


E O «VARINO» ?


Referem-no como uma evolução das «ílhavas» deixadas no Tejo. Imprecisão de citação.

«lavara» de arrastar


«Varino» de água acima


ÂŤvarinoÂť fragateiro de carga


ÂŤvarino Âťdo Carregado


ÂŤvarino do rio de SantarĂŠm


Últimos «varinos» vindos da Laguna


«varino» Planos 3D

apresentação seixal  

Palestra sobre Embarcações Lagunares

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