Page 1

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO DE SANTA CATARINA Diretoria de Tecnologia e Inovação Gerência de Tecnologias Educacionais e Inovação

Relatos de práticas pedagógicas inovadoras das escolas Públicas Estaduais de Santa Catarina

FLORIANÓPOLIS Dezembro de 2016


João Raimundo Colombo Governador do Estado Eduardo Deschamps Secretário de Estado da Educação Diego Calegari Feldhaus Diretor de Tecnologia e Inovação Marilene da Silva Pacheco Diretora de Gestão da Rede Estadual Mônica Rennerberg Gerente de Tecnologias Educacionais e Inovação Zulmara Luiza Gesser Gerente de Gestão da Educação Básica e Profissional Organizadoras Ana Cristina Cardoso Elizane Schiessl Colaboradores Dóris Regina França Irene Cardoso Althof José Eugênio Pereira Ricardo Fernandes Braz Marlise Terezinha Alexandre Castro Comissão Avaliadora Ana Cristina Cardoso Elizane Schiessl Joseni Terezinha Frainer Pasqualine Izabela Cristina Cousseau da Silva Revisores Irene Cardoso Althof Neriton Valério Martins

Arte e Lay Out Ana Cristina Cardoso Elizane Schiessl Ricardo Fernandes Braz Editoração Eletrônica Ricardo Fernandes Braz Foto de capa Oswaldo Nocetti


SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO DE SANTA CATARINA Diretoria de Tecnologia e Inovação Gerência de Tecnologias Educacionais e Inovação

Relatos de práticas pedagógicas inovadoras das escolas Públicas Estaduais de Santa Catarina

FLORIANÓPOLIS Dezembro de 2016


Santa Catarina, Secretaria de Estado da Educação; Diretoria de Tecnologias e Inovação Relatos de Práticas Pedagógicas Inovadoras de Santa Catarina. Florianópolis: DITI/GETEI, 2017 56p. 1- Produção dos educadores da rede pública estadual de ensino de Santa Catarina 2 - Práticas pedagógicas. 3- Práticas inovadoras. 4 - Tecnologias na educação. I.Cardoso, Ana Cristina. II. Schiessl, Elizane (orgs.)


A todos os profissionais envolvidos nessa seleção, em especial aos professores que contribuíram com suas práticas pedagógicas inovadoras para compor esse e-book, nosso sincero agradecimento. Organizadoras


Sumário Apresentação......................................................................................................................................................................................05 Alimentação Saudável. Carmem Maria Perassa Sevegnani. EEF Senador Francisco Benjaminn Gallottim - Rodeio.............................................................06 Avaliação formativa integradora. Carla da Silva Moraes. EEB XV de junho e EEB Henrique da Silva Fontes - Itajai..........................................................................09 Biopelícula a base de Rosmarinus officinalis na conservação de tomate agroecológico. . Fabiana Três. EEB São José- Itapiranga...........................................................................................................................................11 Ser protagonista da Cultura pela Paz: Ouvir, sentir, ver, refletir e agir para transformar Cassiano Rocha de Lara Picolotto, Michiko Okuyama e Derli Salete Antunes Moraes Fegoli. EEB Dom Orlando Dotti - Caçador. .............................................................................................................................................................................................................14 CEJA : Master Chef. Iara Bruns Stuhlert. Timbó - Ud Rodeio - Timbó...............................................................................................................................16 Aprendendo com o Tangran. Silvane Danilau. EEB Manoel Henrique de Assis - Itajaí. …….........................................................................................…….......18 Toalha de textos. Mirian Carla Balestrin. EEB São José - Fraiburgo..............................................................................................................................21 Voto consciente e com liberdade. Andréia Vitória Trevisol Orso, Claudia Valmorbida Risso e Ana Paula Maria. EEB Profº Celso Rilla - Irati.................................22 Horta na escola. Elisane de Lourdes Morsch, Rosilda de Oliveira Souza e Geisa Simone Galina Gonçalves. EEB Elza Granzotto Ferraz - Jaraguá do Sul. ..................................................................................................................... ............................................................................25 Tecnologia da Informação: Jornal Tá Ligado em Uma Visão Interdisciplinar. Regina Machado Steinhorst e Fabiana Tres. EEF Porto Novo - Itapiranga........................................................................................28 Museu Escolar: uma fonte de aprendizagem e resguardo da história. Sem nomes de autor. EEB São Lourenço - Iporã do Oeste.................................................................................................................30 Projeto Família e Escola. Maristela de Souza, Juliana Salete e Adriana Ferreira Zanluca. EEB Leticia Possamai - Pouso Redondo........................................33 Protótipo de automação de carrinho controlado remotamente por smartphone utilizando Arduino e App Inventor. Edésio Marcos Slomp e Douglas Ropelato. CEDUP – Centro de educação profissional Timbó. - Timbó........................................37 Projeto profissões: um estudo de campo. Carla da Silva Moraes. EEB XV de junho e EEB Henrique da Silva Fontes - Itajaí.........................................................................39 Dossiê projete sua vida. Carla da Silva Moraes. EEB XV de junho e EEB Henrique da Silva Fontes - Itajaí..........................................................................43 Recuse as drogas. Ame-se! Todos Professores. EEB José Cesário Brasil - Celso Ramos..............................................................................................................48 Relato de Práticas Pedagógicas Inovadoras das Escolas Públicas Estaduais de Santa Catarina.........................................................50 ANEXO I...................................................................................................................... .......................................................................54 ANEXO II..................................................................................................................... .......................................................................55 ANEXOS III e IV.............................................................................................................. ..................................................................56


Apresentação

Apresentaremos neste e-book o resultado da Seleção de Relatos de Práticas Pedagógicas Inovadoras nas escolas da rede pública estadual de Santa Catarina, uma ação que teve início em 2015 numa parceria entre a Diretoria de Tecnologia e Inovação e a Diretoria de Gestão de Rede Estadual. Para o desenvolvimento desta ação foi elaborado um Guia de Orientações encaminhado às Gerências Regionais de Educação/GERED no 2° semestre de 2016, as quais foram responsáveis pela implementação da ação, levando-se em consideração os cursos de formação continuada ofertados pela Gerência de Tecnologias Educacionais e Inovação em anos anteriores, os editais de seleção de práticas na área da educação daquele ano, a Proposta Curricular de Santa Catarina, o Plano Estadual de Educação, entre outros documentos que serviram como base para a elaboração do Guia de Orientações Os objetivos da Seleção dos Relatos de Práticas Pedagógicas Inovadoras foram: identificar aquelas implementadas pelos professores da Educação Básica e Profissional da Rede Pública Estadual de Santa Catarina; valorizar o trabalho do professor através da divulgação da prática; socializar as práticas pedagógicas inovadoras desenvolvidas por professores das escolas públicas estaduais de Santa Catarina. Para a seleção foram constituídas comissões regionais e estaduais conforme orientações constantes no Guia. Os critérios, considerados na avaliação dos relatos, foram: contextualização, metodologia/estratégia inovadora, interdisciplinaridade, engajamento, impacto e replicabilidade. Nesse contexto, o conceito de prática pedagógica inovadora podemos considerar aquela que o embasamento teórico e metodológico possibilita ao sujeito apropriar-se dos conceitos científicos e produzir ações transformadoras no seu contexto sócio-cultural. As práticas pedagógicas quando inovadoras refletem na aprendizagem dos alunos, ampliando seus saberes de forma crítica, criativa e reflexiva, proporcionando autonomia na produção de conhecimento. A utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) na prática pedagógica rompe com as barreiras usuais de tempo e espaço, adequando-se às novas temporalidades, com isso ressignificamos o conceito de sala de aula e espaço de aprendizagem.

7


E.E.F. Senador Francisco Benjamin Gallotti - Rodeio/ SC

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL Carmem Maria Perassa Sevegnani

ANO: 4º e 5º Anos (EF) 34ª GERED

OBJETIVOS Despertar na criança o interesse por uma alimentação saudável e de valor nutricional; Desenvolver hábitos mais saudáveis quanto à alimentação e a saúde; Promover a reeducação alimentar na criança e no seu contexto familiar.

CONCEITOS e/ou CONTEÚDOS Leitura, produção e interpretação de gêneros textuais; Gráficos e tabelas; Sistema monetário; Análise Linguística (letra, silabas, palavra, frase e texto); Alimentação; Sistema digestório; As partes do corpo humano; Situações problemas; Voto e Democracia. DISCIPLINA(S): Todas

A alimentação que é servida na escola segue um cardápio nutricional. Portanto, a escola é um espaço privilegiado para promoção da saúde e desempenha papel fundamental na formação de valores, hábitos e estilo de vida dos alunos. A necessidade de promover uma alimentação saudável e nutricional no ambiente escolar e familiar pressupõe a integração de ações fundamentais, tais como: a adoção de hábitos alimentares saudáveis, atividades educativas que informem e motivem as escolhas individuais, adoção de práticas saudáveis, por meio de uma alimentação nutricionalmente equilibrada, e, ações que evitem na comunidade escolar práticas alimentares inadequadas. A Escola contempla em suas metas, a Educação Alimentar Nutricional, nesse sentido, oferece alimentação saudável aos alunos, por meio de um cardápio elaborado por uma nutricionista. Observando que muitos alunos não têm hábitos alimentares saudáveis, surgiu a necessidade do estudo da importância

de uma alimentação nutricional. O projeto iniciou com aula expositiva, partindo da origem dos alimentos, a importância da alimentação saudável e questionamentos. Foi construída uma pirâmide alimentar utilizando alimentos naturais para identificar suas funções e os nutrientes necessários para o bom funcionamento do nosso corpo. Foi realizada uma pesquisa sobre os hábitos alimentares, com os familiares dos alunos. E, com a orientação da professora, esses alunos montaram um cardápio. Foram utilizados vários recursos pedagógicos para propiciar a aprendizagem: músicas, vídeos, histórias sobre o tema, caça palavras, cruzadinhas, acrósticos, poemas, lista de alimentos consumidos, construção de gráficos, cartazes, silhueta do corpo contendo recorte e colagem de alimentos consumidos, rótulos de embalagens para analisar as informações nutricionais, datas de validade e vencimento. A horta escolar foi revitalizada por sugestão dos alunos e os pais. Os canteiros com garrafas pet, já existiam na escola, permitindo assim vivenciar novos espaços de aprendizagem por meio de práticas educativas teóricas e posteriormente a prática. Iniciou-se, então, uma mobilização com as famílias dos alunos, e, algumas ações foram realizadas com esta parceria. Eles participaram trazendo adubo, mudas de ver8


duras e a confeccionando espantalhos. A manutenção e os cuidados da horta foram realizados pelos alunos acompanhados pelas professoras. A colheita foi gratificante porque os alunos comprovaram os resultados do estudo em foco, levando o produto colhido para casa. Houve um impacto muito positivo, pelos pais nas Redes Sociais, pelos conhecimentos obtidos nas atividades realizadas na escola. Os alunos foram desafiados a criar uma mascote que representasse o tema. Todos os desenhos foram expostos identificados por números. A divulgação e a votação aconteceramenvolvendo todos os alunos da escola, com o objetivo de escolher, aquele que melhor representasse a temática abordada, enfatizando a importância da democracia na escolha do vencedor. Foi preparada a Sopa da Energia e a Salada de Frutas, onde cada aluno trouxe de casa legumes e frutas diversas. Com isso, socializaram na prática, por meio da pesquisa as vitaminas e época de safra. A preparação da Sopa e Salada foi realizada pelos alunos sob a orientação das professoras, e, por fim realizaram a degustação. Relatórios foram elaborados, com as informações e resultados obtidos. Assistiram à peça teatral intitulada: “Comer bem é comer certo”. Na sala de aula, como socialização do teatro, os alunos realizaram uma produção textual sobre a temática abordada. Outras atividades despertaram muito interesse aos alunos, como: Realização de estimativas, lista de frutas preferidas, gráficos para uma representação visual de dados colhidos, facili-

tando a compreensão de quantidades de dados e mostrando a visão geral, para que fosse possível analisar seus dados e facilitar a interpretação. Todos os textos propostos e estudados referentes à temática foi observada a gramática padrão e de forma contextualizada, com textos que não apenas sejam válidos como objetos de leitura, mas também que sejam ricos do ponto de vista argumentativo, isto é, que permitam, por exemplo, observar ocorrências, comparar situações, extrair conclusões, etc. Outro objetivo foi o de explorar o conhecimento referente as partes do corpo, destacando principalmente os órgãos envolvidos com a digestão, para reconhecer a importância de todas as etapas da digestão, conhecer os componentes dos alimentos, e associar nutrição e saúde.Trabalhou-se o sistema monetário brasileiro desde a história do dinheiro, e na prática,realizou-se uma visita ao supermercado Engenho, localizado próximo à escola, para pesquisa e comparação de preços, utilizando as quatro operações matemáticas. O projeto também participou da I Mostra de Conhecimentos realizados na Escola, e na XI Mostra de Trabalhos Interdisciplinares realizada pelo Município de Rodeio. Além de confecções de murais na escola, todas as ações realizadas foram registradas no portfólio, divulgadas no blog, facebook da escola e na revista construída em sala de aula. A comunidade escolar demonstrou-se satisfeita, parabenizando o trabalho realizado utilizando as redes sociais e por meio de depoimentos pessoais no fa9


Na escola, percebeu-se que algumas crianças que não comiam certas verduras, agora comem, diante das informações recebidas do objeto de estudo realizado. O projeto continua, com a parceria da escola e comunidade. O desafio é continuar encontrando caminhos para que juntos possamos melhorar a educação, e fazer com que os conhecimentos façam sentido para a vida, proporcionando melhorias na qualidade de ensino e na qualidade de vida a todos.

10


E.E.B XV de Junho e E.E.B Henrique da Silva Fontes - Itájaí/SC

AVALIAÇÃO FORMATIVA INTEGRADORA Carla da Silva Moraes

ANO: 1º, 2º e 3º ano Ensino Médio 17ª GERED

OBJETIVOS Registrar os conceitos, ações e avaliações realizadas em Ficha de atividades específicas, sob a responsabilidade do estudante. Possibilitando a auto avaliação da aprendizagem, por meio do instrumento Auto Avaliação Bimestral. Agregar responsabilidade pelo desempenho individual.

CONCEITOS e/ou CONTEÚDOS Avaliação no processo de ensino e aprendizagem. Avaliação Processual. Instrumentos e procedimentos avaliativos. Avaliação Formativa segundo Luckesi. Avaliação Formativa Integradora. Democratização autonomia e protagonismo na avaliação do desempenho. DISCIPLINA(S): Sociologia

A experiência docente vivenciada em escolas da Rede Estadual de Educação, na região do Vale do Itajaí, permitiu investigar, adequar, construir e aplicar procedimentos voltados para avaliação formativa integradora. A avaliação da aprendizagem causa inquietações sobre como proceder para que sejam contemplados as diretrizes da avaliação, desse modo, procedimentos avaliativos processuais e integradores orientam uma atitude prática quanto à aplicabilidade da avaliação (legislação vigente) em consonância com a resolução Nº 183, resguardando o processo formativo individual dos estudantes, estimulando assim a construção da autonomia de todos os envolvidos no processo de ensino aprendizagem. As avaliações são denominadas formativas – integradoras pelo fato de compartilhar a responsabilidade em avaliar, sendo aplicadas de acordo com o processo de ensino e aprendizagem, de modo a diagnosticar e possibilitar a tomada de decisões, por parte dos sujeitos envolvidos no processo, a partir de resultados obtidos nos procedimentos avaliativos. Atendendo ao disposto do PPP da instituição que determina que as médias bimestrais sejam constituídas por procedimentos avaliativos diversificados, de acordo com a perspectiva formativa integradora foram desenvolvidos os seguintes procedimentos:

1. Ficha de Atividades do Estudante - incluem trabalhos individuais, trabalhos coletivos, seminários, feiras, exposições, projetos, pesquisas e oficinas. É previamente solicitado ao estudante leitura e assinatura na ATA DE CIENTE SOBRE O PROCEDIMENTO AVALIATIVO, ficando sob posse do professor. A ficha de atividades do estudante é anexada ao caderno, sendo responsabilidade do mesmo registrar as temáticas desenvolvidas em aula, tarefas, e resultados de avaliações. O estudante, quando solicitado, também deve disponibilizar a ficha de atividades ao professor para conferência. A ficha será entregue ao professor, ao final de cada bimestre, para conversão dos conceitos (em letra alfabética) para medida de valor/nota. O professor pode atribuir visto, nota, conceito, ou outra medida de valor conforme planejamento metodologia da disciplina. 1. Ficha de Avaliação do Professor (Registro no Diário Escolar). Registro contendo resultado de avaliação de conhecimentos específicos, que podem incluir questões dissertativas ou objetivas, reservando ao professor, quando necessário, ampliação dos procedimentos avaliativos. Deve atender ao disposto em RESOLUÇÃO Nº 183, de 19 de novembro de 2013, possibilitando a recuperação paralela com primazia da qualidade sobre a quantidade. 1. Ficha de Auto Avaliação Bimestral – Avaliação Pessoal baseando-se no histórico de atividades individuais, assiduidade, comportamento, empenho, organização dos materiais, solidariedade, respeito a opiniões adversas, participação, defesa 11


de opiniões, superação de dificuldades, apropriação de conhecimentos. Para converter competências transversais em medida de valor /nota, se deve considerar a máxima de 01 ponto para cada critério assinalado em questionário de múltipla escolha (01x10 = 10), e, aplicar cálculo de proporcionalidade aos demais (0,25 – 0,50 – 0,75 - 1,0) que estão descritos em 04 opções de resposta (Anexo 3). A construção de resultados durante o processo de ensino aprendizagem foi convertido em nota/ medida de valor de forma transparente, formativa, integradora e democrática, considerando que os alunos tiveram oportunidades equivalentes, acesso ao monitoramento de seu desenvolvimento individual e responsabilidade sobre o próprio rendimento escolar. A recuperação paralela ocorreu integrada ao processo de aprendizagem, visando à contenção da defasagem, diante estes procedimentos avaliativos foi possível diagnosticar os conceitos dos quais os estudantes não se apropriaram e retomar assuntos específicos que não foram efetivamente assimilados. Confrontando aos resultados obtidos nos procedimentos avaliativos prevaleceu o melhor rendimento convertido em nota. É importante ressaltar que, não foi eliminada do processo, a aplicação de prova objetiva/ dissertativa, porém, este não foi e não será, o procedimento avaliativo de maior relevância, tendo em vista que os sujeitos em formação, estão em processo contínuo de aprendizagem.

Anexos Anexo 01

Anexo 02

12


E.E.B. São José - Itapiranga/ SC ANO: 8º Ano Ensino Fundamental anos finais 30ª GERED

OBJETIVOS Desenvolver uma Biopelícula a base de Rosmarinus officinalis.na conservação de tomates provenientes dos sistemas de produção agroecológico, no intuito de prolongar seu tempo de vida e minimizando as práticas do cultivo com agrotóxicos.

CONCEITOS e/ou CONTEÚDOS Alimentação saudável, preservação da natureza, sustentabilidade, plicação de agrotóxicos. DISCIPLINA(S): Ciências, Matemática, Português e Química.

BIOPELÍCULA A BASE DE ROSMARINUS OFFICINALIS NA CONSERVAÇÃO DE TOMATE AGROECOLÓGICO. Fabiana Tres

pertenciam a Cultivar “Vênus”. O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado em parcelas subdivididas em: grupo teste, com aplicação da Biopelícula e grupo controle, sem aplicação da Biopelícula.

O tomate é um fruto cultivado nos mais diversos locais do mundo, devido a sua adaptação e alta aceitação de seus consumidores. No entanto, as perdas pós-colheita e aplicação de agrotóxicos representam um dos principais problemas dessa cultura, podendo ser minimizadas com o desenvolvimento de biotecnologias de baixo custo e toxidade. Este estudo surge pela necessidade de se desenvolver uma Biopelícula que conserve por mais tempo os tomates, pois segundo a Anvisa, “o tomate está entre os dez alimentos que mais contêm agrotóxicos”. Com a pesquisa, entende-se que, em nossa formação, temos o dever de não dispensar nenhum conhecimento, podendo com isso, ajudar na prevenção da saúde humana e na preservação da natureza.

Primeiro passo: aquisição dos tomates orgânicos Os frutos foram adquiridos na fruteira, acondicionados em bandeja de isopor revestida com plástico filme. Evitando-se assim danos mecânicos nos tomates durante o manuseio, sendo transportados no mesmo dia para o laboratório da EEB São José.

Quanto à natureza dos dados, a pesquisa foi qualitativa e quantitativa. No entanto, o estudo se utiliza de pesquisa bibliográfica, realizada no âmbito das referências teóricas, com base em livros, artigos, teses, dissertações, revistas e outras fontes, trazendo consistência ao projeto. Além de, apresentar-se como parte fundamental na elaboração deste trabalho, servindo como base e estrutura que deu corpo à pesquisa por inteiro. A partir dessa fonte, construiu-se o conhecimento teórico, que serviu como âncora, para o desenvolvimento da pesquisa. Os tomates utilizados no experimento

Segundo passo: lavagem e higienização dos tomates A lavagem dos tomates foi realizada com água potável, corrente e a higienização com solução de. Rosmarinus officinalis, por 10 minutos, sendo posteriormente enxaguados em água destilada, deixando-os secar naturalmente em papel toalha. Terceiro passo: preparo e aplicação da Biopelícula A Biopelícula utilizada foi preparada a partir do Rosmarinus officinalis. e da parafina. Fórmula desenvolvida: primeiro foram pesadas em balança eletrônica analítica 10g de Rosmarinus officinalis. e 200g de parafina. As quantidades de cada concentração foram adicionadas em um becker. Em seguida, a solução foi misturada, homogeneizada e aquecida a temperatura de até 50 °C em banhomaria, para derreter a parafina. Após esse processo, as soluções foram aplicadas aos frutos mediante imersão destes por 1 segundo, 13


deixando-se escorrer o excesso sobre papel toalha. Após completa secagem dos revestimentos, foram colocados dispostos em bandejas de papel e armazenadas para teste de comparação com frutos sem a Biopelícula. Quarto passo: observação fisiológica e morfológica comparativa Os tomates foram avaliados por 43 dias, com intervalos de três dias, entre cada avaliação, para determinação das seguintes variáveis: perda de massa fresca, cor, firmeza e aparência saudável. Quinto passo: análise Grupo de tomates teste e controle.

RESULTADOS

Após o desenvolvimento do projeto, observaram -se os seguintes resultados: facilidade na obtenção dos princípios ativos, o baixo custo, e a eficiência da aplicação da Biopelícula que são fatores que contribuem para sua utilização, o bem estar humano aumentando o incentivo da aplicação, alternativa viável para a redução da aplicação da Biopelícula. Para testar o produto manipulado, adquirimos 20 tomates da cultivar “Vênus”, provenientes do cultivo agroecológico e aleatoriamente separados em dois grupos com 10 tomates em cada, nomeados como grupo controle (sem a aplicação da Biopelícula) e grupo teste (com aplicação da Biopelícula) . Para comprovarmos a eficácia, elaboramos uma tabela comparativa, com avaliação comparativa de três em três dias, sendo que os resultados estão representados a seguir:

14


Observação fisiológica e morfológica comparativa Tabela- 1 Os tomates foram avaliados por 43 dias, com intervalos de três em três dias entre cada avaliação, para determinação das seguintes variáveis: perda de massa fresca, cor, firmeza e aparência saudável.

Aparência Saudável Teste

Firmeza Controle

Teste

Cor Controle

Teste

Perda de Massa Fresca Controle

Teste

Data Grupos de Tomates 21-06-2016 24-06-2016 27-06-2016 30-06-2016 03-07-2016 06-07-2016 09-07-2016 12-07-2016 15-07-2016 18-07-2016 21-07-2016 24-07-2016 28-07-2016 31-07-2016 03-08-2016

15


EEB Dom Orlando Dotti - Caçador/SC ANO: 8º ano (EF) e 3ª série (EM) 10ª GERED

OBJETIVOS Oportunizar momentos de reflexão, por meio da visita à pessoa que vivenciou os horrores da guerra/violência, para despertar nos alunos a vontade de se tornarem protagonistas da Cultura pela Paz.

CONCEITOS e/ou CONTEÚDOS Produção textual com o tema que envolva violência: contextualização e argumentação. Violências: nas escolas e na sociedade; Homem, cultura e sociedade; 71 anos da Bomba Atômica; Guerra do Contestado; Significado do plantio da cerejeira. DISCIPLINA(S): Português, História, Filosofia e Sociologia.

SER PROTAGONISTA DA CULTURA PELA PAZ: OUVIR, SENTIR, VER, REFLETIR E AGIR PARA TRANSFORMAR... Cassiano Rocha de Lara Picolotto Derli Salete Antunes Moraes Fegoli Michiko Okuyama As notícias sobre a violência em ambiente escolar, infelizmente, nos dias de hoje, não são mais relatadas como fatos raros. É indispensável e urgente que a Educação pela Paz seja promovida coletivamente e de forma ampla, saindo da sala de aula para se estender a toda comunidade. Pois, as agressões físicas, verbais ou psicológicas, como o bullying, afetam diretamente o processo da formação integral e podem deixar danos irreparáveis às vítimas. Para isso, relato de guerra/violência pode sensibilizar os jovens com a utilização de instrumentos: ouvir, ver, sentir e refletir para uma aprendizagem significativa da importância de se tornar protagonista de Cultura pela Paz. 1º- Junho: Levantamento e localização de pessoas que possam relatar experiência de guerra/violência. 2º- Junho: Contato por telefone com as pessoas localizadas, determinação da data de visita e planejamento de organização dos alunos para essa visita. 3º- Julho: Estudo interdisciplinar sobre a violência e importância da paz, abrangendo as disciplinas de Língua Portuguesa, Sociologia, Filosofia e História. As ferramentas foram: pesquisa bibliográfica, livros didáticos e jornais locais, pesquisa em sala de informática e exposição de ideias em sala de aula.

4º- Julho: Viagem de estudo a Frei Rogério, como atividade extraclasse, que consistiu em visitação a pessoa contactada, um sobrevivente japonês da II Guerra Mundial. O relato repleto de detalhes representou um convite irrecusável à reflexão sobre o contexto social e político da escola e da sociedade. Foi uma aula de história, de sociologia, de filosofia e de linguagens (japonês e português). Nessa ocasião, além do relato, os alunos visitaram o Museu da Paz e o Parque Sino da Paz (em Frei Rogério) onde puderam sentir os sofrimentos e misérias registrados em cada uma das fotografias expostas. Esta atividade permitiu, por meio dos processos de ouvir, ver, sentir e refletir, em cada um dos alunos a necessidade de entender os princípios da humanidade, como a solidariedade, a ética, a estética, o respeito e a humildade. A etapa seguinte foi uma produção textual de diversos gêneros, entre eles Memórias Literárias e Artigos de Opinião. 5ª- O projeto inicial terminaria com a produção textual e confecção de cartazes, vídeos e faixas, porém a escola recebeu um convite para participar do evento “Caminhada pela Paz” em Frei Rogério. Assim, este projeto foi alterado para corresponder aos anseios das pessoas organizadoras desse evento. 6º- Primeira semana de agosto: Mobilização da comunidade escolar para a participação desse evento. Definição dos representantes da direção, professores, pais e alunos. 6º- No dia 09 de agosto, a escola participou na 16


“Caminhada da Paz”, feita pelo marco do lançamento da bomba atômica em Nagasaki, há 71 anos. A Caminhada contou com a participação de sobreviventes da bomba atômica, descendentes, autoridades locais, escolas municipais e estaduais da comunidade de Frei Rogério e de Curitibanos. Mais uma vez, os alunos tiveram aulas extraclasses de “homem, cultura e sociedade”. E, para simbolizar o desejo de criar um mundo sem violência, cada escola, cada entidade e cada autoridade plantou uma muda de cerejeira. Nesse evento, mais de 800 pessoas estiveram presentes. 7º- Os alunos da EEB. Dom Orlando Dotti deixaram suas marcas com o plantio de uma cerejeira, símbolo do amor, felicidade, renovação e esperança, que à medida que cresce vai oferecendo benefícios de flores, perfume, cor e sombra aos que estão próximos. Ao lado dessa muda, foi colocada uma placa que leva a mensagem de que cada um pode mudar o mundo a partir de uma mudança interna, servindo de exemplo para outras pessoas. Com a iniciativa dos alunos e dos professores solicitou-se a doação de mudas de cerejeira para plantar na escola. 8º- Na segunda semana de agosto, na escola foram plantadas cinco mudas de cerejeira pelos alunos com o intuito de materializar o desejo pela paz .

(Museu da Pazdia 09 de agosto de 2016 – após a Caminhada pela Paz)

(Placa que foi colocada ao lado da cerejeira – Parque da Paz)

(Plantio de mudas de cerejeira na EEB. Dom Orlando DottiCaçador)

9º- O término desse projeto coincidiu com o Projeto Dia do Estudante promovido pela escola. Os alunos desenvolveram atividades que lembram a importância da paz com criação de faixas e vídeos.

17


CEJA – Timbó – Ud Rodeio/ SC

CEJA MASTER CHEF Iara Bruns Stuhlert

ANO/SÉRIE: 1ª série Ensino de Jovens e Adultos 34ª GERED

OBJETIVOS Apresentar o tema “Olimpíada 2016” aos alunos, fazendo com que compreendam os conceitos químicos presentes na dieta de um atleta olímpico.

CONCEITOS— CONTEÚDOS Elementos químicos; Termoquímica; Hidrocarbonetos; Proteínas. DISCIPLINA(S): CCTT Química

Vivenciar uma Olimpíada em seu país é viver um momento único. Nada mais coerente que levar para a sala de aula este assunto atrelado aos conteúdos curriculares. Sendo assim, desenvolveu-se um projeto para demonstrar a importância do conhecimento químico, na alimentação de um atleta olímpico. Destacando: reconhecer a rotina alimentar de um atleta; a importância do uso de uma dieta equilibrada, perceber a química nos alimentos bem como no seu preparo. Como fechamento, para estimular o espírito de equipe no desenvolvimento e preparo dos pratos, os alunos foram divididos em equipes para apresentar aos jurados seus pratos e conceitos através do CEJA Master Chef. A atividade iniciou-se com a chegada das Olimpíadas em nosso país. Várias ações foram propostas e executadas no CEJA, a fim de demostrar a importância do tema e relacioná-los aos conteúdos disciplinares. Uma dessas ações foi realizada com a turma do 1ª série do Ensino Médio, da UD do CEJA em Rodeio, na disciplina de CCTT Química, destacando a importância dos conceitos químicos, por meio da alimentação de um atleta olímpico. Foram utilizadas oito aulas para essa prática. Após a apresentação da professora sobre os alimentos consumidos por um atleta, formou-se dois grupos, com 6 alunos cada, e juntos pesquisaram, na sala de informática, um cardápio balanceado que poderia ser consumido por atletas. Em seguida, foram

estabelecidos critérios para constituir um prato para um atleta e com estes, as equipes produzirem o prato e apresentarem junto aos conceitos químicos para três jurados. Foi decidido que o cardápio deveria conter um prato de entrada, com uma salada, e um prato principal, com carboidratos e proteínas. Os ingredientes para os pratos foram fornecidos pelo CEJA e por alguns alunos. Os pratos foram preparados, durante a aula, pelos alunos das equipes e, posteriormente, degustados por três jurados escolhidos em função de suas atividades, ligadas ao tema proposto (esporte, gastronomia e ação pedagógica). No momento da entrega dos pratos, os alunos apresentaram aos jurados seu cardápio e explicaram o porquê da escolha dos ingredientes e a sua aplicação na alimentação. Como exemplos de alguns ingredientes apresentados: utilizaram a cenoura que contém ferro; a batata doce: que contém betacaroteno, e é fonte de energia rápida; o arroz integral: além de conter as vitaminas é desintoxicante (inclusive alguns alunos nunca haviam experimentado); o peito de frango: que regenera os tecidos musculares e contém fósforo. Uma equipe apresentou uma sobremesa com banana: fruta que contém magnésio e alivia a câimbra dos atletas. Ao final, todos os alunos degustaram os pratos das equipes. Os jurados, também receberam uma ficha de avaliação com critérios pré-estabelecidos pela organização. Dentre eles, avaliar: a explicação dos conceitos químicos nos ingredientes utilizados no prato, apresentação e decoração do prato, paladar, organização da equipe, etc. A professora além de estar em constante contato com as equipes, esclarecendo as dúvidas, também, avaliou se o grupo escolheu ingredientes que estavam de acordo com o 18


tema proposto, se o trabalho em equipe foi efetivo e se a explicação apresentada aos jurados foi de fácil entendimento na relação dos conceitos químicos. A noite foi agradabilíssima, as equipes atenderam os objetivos, os jurados puderam experimentar deliciosos pratos e a teoria dos conceitos químicos atingiram a prática na relação do tema com as Olimpíadas 2016. Fomos muitos elogiados pelos jurados pela iniciativa desta prática. As equipes foram premiadas simbolicamente, bem como os jurados. Deixamos registrado alguns depoimentos dos alunos: (...)“na minha opinião, foi muito proveitoso a nossa experiência com o Master Chef, pois além das pesquisas direcionadas para a alimentação de um atleta, levamos o aprendizado para nossas mesas, no nosso dia a dia”. (V.O.) (...)“uma aula diferente, envolvendo as Olimpíadas e ainda conhecemos novas receitas, principalmente para nós que também trabalhamos nos serviços mais pesados. Eu acho que ano que vem, deveria ser feito outra vez”.(E.F) (...)“os jurados foram muito legais, inclusive nos deram dicas e gostaram da nossa comida. Nosso medo era que na cozinha ia ter muita gente, mas deu tudo certo, todos nos ajudamos. Além da gente aprender sobre os alimentos e em trabalhar em grupo, a gente se diverte”. (J.V.) A seguir, alguns momentos:

19


E.E.B. Manoel Henrique de Assis - Penha/ SC ANO: º a 9º Anos (EF) e 1º e 3º ano (EM)

APRENDENDO COM O TANGRAM Silvane Danilau

17ª GERED

OBJETIVOS Conhecer a história do tangram e usar a imaginação e criatividade para elaborar figuras, bem como estimular as funções executivas e cognitivas dos alunos.

CONCEITOS e/ou CONTEÚDOS Formas geométricas Percepção de quantidades Contagem Medidas Subtração Divisão Cálculo Mental Memória Tátil Discriminação visual (semelhanças e diferenças) Ordem e sequência DISCIPLINA(S): Matemática

O atendimento educacional especializado atende alunos com diferentes especificidades e o trabalho diário deve contemplar o lúdico tornando as atividades desenvolvidas prazerosas e contribuindo principalmente na elaboração de conceitos. O tangram é um material excelente e pode ser explorado de diversas formas enriquecendo a disciplina de Matemática, a qual ,muitas vezes, não é apreciada pelos alunos. Diante disso, o projeto APRENDENDO COM O TANGRAM foi realizado na turma do atendimento educacional especializado, durante um período, envolvendo todos os alunos e adequando conforme a necessidade, pois é necessário garantir aos alunos o direito de aprendizagem significativa. Essa é uma sequência didática realizada, concomitantemente, a outras atividades propostas pelo atendimento educacional especializado, pois o trabalho nessa área requer dinamismo e criatividade para despertar o interesse e a permanência dos alunos no programa. As aulas foram dinâmicas e com o envolvimento direto de todos os alunos. O trabalho foi realizado em duplas, ou pequenos grupos, conforme horário estabelecido pelo programa de atendimento. A duração será de acordo com o desenvolvimento e conclusão das atividades, respeitando o ritmo e especificidade de cada dupla/grupo. O lúdico teve papel fundamental na construção e elaboração de conceitos, pois o que tem significado, permanece

sempre com o aluno. O material escolhido para o trabalho foi de fácil acesso à todos, o que permitiu explorá-lo de diferentes formas. Inicialmente foi apresentado para os alunos o tangram, em seguida a leitura da lenda, feita pela professora, posteriormente, por um aluno. O desenvolvimento dessa sequência didática aconteceu da seguinte forma: - Proporcionar o manuseio do tangram, explorando e percebendo as semelhanças e diferenças. - Confeccionar um tangram através da figura geométrica QUADRADO (grande), utilizando dobradura e recorte, peças grandes. - Pintar suas peças e montar livremente. - Assistir a lenda do tangram em uma projeção, utilizando o datashow, observando as formas e figuras feitas. - Realizar a leitura da lenda em voz alta – um de cada vez. - Tentar montar figuras utilizando o recurso visual (data show) como modelo, utilizado suas peças feitas. - Criar figuras usando a imaginação e nomeá-las para confecção de um livro gigante. - Formar as peças do tangram no chão, utilizando lã colorida e tampinhas. - Utilizar cartolina colorida para fazer recortes de peças do tangram – peças pequenas. Estar atento às medidas, que são muito importantes. - Nomear e identificar as peças feitas, agrupando por cores. - Montar figuras para a confecção de um livro pequeno. - Digitar a lenda para depois de impressa montar 20


as páginas do livro. Feita por dois alunos. - Confeccionar o livro A LENDA DO TANGRAM, com as ilustrações feitas livremente pelos próprios alunos. O anexo desse livro serão as fotos tiradas durante todo o trabalho. O livro será encadernado, com o registro do nome de todos os participantes. - Realizar a contagem das peças do tangram, selecionando os triângulos pequenos, os quais serão a medida para o recorte e produção do jogo. - Recortar as peças em triângulos pequenos. - Produzir 16 triângulos, das 7 peças que compõe o tangram. - Confeccionar cartelas com divisão, marcando os pontos onde serão colocadas as peças (triângulos pequenos). - Realizar o jogo da subtração em duplas ou grupo de quatro pessoas. Esse jogo é feito com a utilização de dois dados, ou peças de dominó, o resultado é comprado as peças para completar a sua cartela que pode ser: QUADRADO, TRIÂNGULO, TRAPÉZIO OU RETÂNGULO, e todas as cartelas contém a divisão formando 16 triângulos pequenos. Vence o jogo quem completar primeiro a cartela. O jogo é composto por cartelas, dois dados ou peças de dominó para fazer o cálculo : 6 triângulos grandes, 8 triângulos médios, 20 triângulos pequenos, 4 paralelogramos e 8 quadrados, lembrando que em todas as peças são destacados os triângulos pequenos, exemplo: o quadrado pode ser formado por 2 triângulos pequenos, o triângulo grande por 4 triângulos pequenos. O jogo requer muita atenção, percepção, sequência e ordem. - Descobrir a peça semelhante através da memó-

ria tátil. Jogo realizado com os olhos vendados. É um jogo de memória e as peças são formas geométricas em alto relevo onde é possível fazer a discriminação tátil. - Realizar o Jogo do Tangram no computador: https://rachacuca.com.br/jogos/tangram-32/. Jogo realizado individualmente no computador. MATERIAL PRODUZIDO: Tangram, livro gigante com papel pardo , livro pequeno com recortes de cartolina colorida, jogo da subtração com o tangram de E.V.A. *material encontra-se disponível na sala de atendimento educacional especializado. RECURSOS: Tangram de madeira, data show, computador, papel pardo, cartolinas coloridas, folha A4, cola, tesouras, lápis de cor, lã , E.V.A ,réguas,dados, jogo da memória tátil com figuras geométricas e outros. CONCLUSÃO: O projeto obteve sucesso em sua realização desde o início, execução e conclusão. Houve participação de todos os alunos inseridos no programa de atendimento, e cada um contribui da sua maneira, tornando as aulas prazerosas e dinâmicas. A cada atividade realizada da sequência didática, havia interação dos alunos, as fotos favoreceram muito a autoestima deles e ideias também surgiram após o Jogo da Subtração. Foi aproveitado a idéia e feito o Jogo da Soma onde a cartela é maior,contém 64 21


divisões e dá para ser usada na multiplicação. Enriquecer as aulas do atendimento especializado utilizando recursos tecnológicos é necessário e o jogo no computador online contribuiu muito para desenvolver os objetivos propostos.

Jogo da subtração

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: Lenda retirada do site: http://pt.slideshare.net/nunofernandes923/alenda-do-tangram-42307840 Jogo da subtração com o tangram: ht tps: // www. yout ube.com/ wat ch? v=FN X_e_gtlg

Jogo da soma

ANEXOS: Várias fotos foram tiradas durante todo o trabalho e as mesmas fazem parte do livro confeccionado pelos alunos que se encontra na sala do AEE da escola. Abaixo, estão três fotos para exemplificar o trabalho feito. - Material realizado – Livro grande, livro pequeno e jogo da subtração

22


E.E.B. São José - Fraiburgo/SC

TOALHA DE TEXTOS Mirian Carla Balestrin

ANO: 6º (EF) e 3º (EM) 9ª GERED

OBJETIVOS Despertar o prazer da leitura e aguçar o potencial crítico e criativo do educando. Possibilitar o acesso a diversos gêneros textuais. Divulgar as produções dos alunos.

CONCEITOS e/ou CONTEÚDOS Gêneros textuais: Descritivo, narrativo e dissertativo. DISCIPLINA(S): Língua Portuguesa

Constatamos que a realidade atual vem afastando, cada vez mais, os jovens da leitura e da escrita. O computador, o videogame, a internet, o WhatsApp, a falta de incentivo familiar, têm resultado em pouco interesse pela leitura e consequentemente pela escrita. Diante dessa realidade, fez-se necessário desenvolver algumas atividades para valorizar o hábito da leitura e despertar o gosto pela escrita. Assim, faremos com que nossos alunos compreendam a importância da leitura em suas vidas e que ela os ajudará em todas as áreas do conhecimento. Quando o assunto é leitura e escrita, especialmente na sociedade brasileira, percebemos uma resistência, principalmente pelos educandos no espaço escolar e fazê-los perceber essa importância é uma tarefa que exige muita dedicação e persistência. Sendo assim, desenvolvemos em nossa escola a “toalha de textos”. Onde nas mesas do refeitório são expostos textos, dos mais diversos gêneros, produzidos pelos alunos em sala de aula. Sendo esse o local de maior fluxo de alunos na escola, no início da aula, enquanto aguardam o sinal. Durante o intervalo, ao saborearem o lanche, também alimentam o conhecimento, lendo bons textos que ali estão expostos. Essa ideia deu tão certo, que não ficou só no âm-

bito da escola, chegou à comunidade. Os textos são selecionados, digitados e enviados aos restaurantes da cidade. E no momento que o cliente recebe o cardápio para escolher o que vai comer, recebe também um texto que o distrairá até que seu pedido chegue. Assim a espera pelo “prato” fica mais agradável e instrutivo. Outros locais a receber as produções de nossos alunos foram os consultórios médicos, pois ali há pessoas aguardando a hora de serem atendidas e estão sempre a folhar uma revista, na maioria das vezes do mês, do ano anterior. Então, por que não ler um bom e atual texto escrito por jovens alunos de nossa escola? E dessa forma a toalha de textos é atualizada quinzenalmente, ora por alunos do Ensino Fundamental, ora pelos alunos do Ensino Médio, de acordo com o conteúdo e atividades desenvolvidas em sala de aula. E os alunos “escritores” sentem-se estimulados e desafiados a escrever cada vez melhor, para ver seus textos nas mesas do refeitório da escola e também fora dela. Porque não há recompensa maior ao escritor que ver seus textos sendo lidos e apreciados pelos colegas, professores, funcionários, visitantes e sociedade em geral.

23


E.E.B. Professor Celso Rilla - Irati/SC ANO: 2º E 3º (EM)

VOTO CONSCIENTE E COM LIBERDADE Ana Paula Maria Andreia Vitoria Trevisol Orso Claudia Valmorbida Risso

31ª GERED

OBJETIVOS Despertar nos alunos o entendimento da importância de exercer a soberania popular através do voto consciente e com liberdade.

CONCEITOS e/ou CONTEÚDOS Leitura, vídeos e músicas do conteúdo curricular sobre a ditadura militar no Brasil, Eleições 2016, artigos sobre o voto consciente e com liberdade, assim como, produção de textos. Pesquisa e representação artística em cartazes e histórias em quadrinhos. DISCIPLINA(S): Língua Portuguesa e Literatura, História e Artes.

Os alunos do Ensino Médio estarão votando pela primeira vez, em 2016. A preocupação com a venda do voto e as demais irregularidades fez-nos buscar ações para orientá-los, visando o compromisso com a democracia e a efetivação dos direitos do cidadão. Como também, orientar e conscientizar os alunos sobre a importância de sua participação na escolha dos representantes que irão fazer e executar as leis, administrar e decidir onde serão empregados os impostos, além de incentivar para o conhecimento dos candidatos e de suas propostas, pois o voto deve ser valorizado e a eleição deve ocorrer de forma consciente e com liberdade. As atividades começaram no mês de agosto de 2016, estendendo- se até a participação dos alunos em uma Cessão da Câmara de Vereadores de Irati, no dia 19 de setembro do corrente ano. Primeiramente, durante as aulas de História, abordaram-se o contexto geral da ditadura militar, suas causas e consequências, por meio de vídeos e textos explicativos, referentes às repressões culturais, artísticas e de opinião, reportando a importância de poder ter o direito ao voto, ao acesso a informação e a liberdade de expressão. Posteriormente, em uma roda de conversa

entre os alunos, destacaram-se as principais ações deste regime militar enquanto governo, no âmbito politico, social, econômico e de imprensa. Nas aulas de Língua Portuguesa e Literatura foram apresentados os vídeos da Campanha do TRE-SC sobre as “Eleições 2016 – A vitória da democracia”, bem como a cartilha da campanha que explicava sobre as irregularidades , as mudanças na campanha eleitoral, a obrigatoriedade da transparência dos gastos de campanha, a forma de votação, direitos e deveres dos cidadãos. Em seguida, apresentaram-se quatro (04) textos de diferentes formas (linguagem verbal e não verbal), como subsidio para produção de um texto dissertativoargumentativo sobre “A importância do voto consciente para a sociedade brasileira”, o que gerou grande debate.

24


Durante as aulas de Artes, foram apresentados vídeos sobre a compra e a venda do voto, suas consequências e a falta de liberdade de expressão, por meio da elaboração de cartazes, produção de textos sobre o primeiro voto e histórias em quadrinho abordando: “Como escolher um candidato? Como podemos combater a corrupção? De que forma co-

brar um candidato que foi eleito?”. Para dar mais voz ao projeto e ao conhecimento dos alunos, acompanhou-se uma sessão da Câmara de Vereadores e, após a finalização desta, os vereadores explicaram sobre o funcionamento da mesma, função dos vereadores, tramitação dos projetos, forma do cidadão acompanhar o andamento destes, as limitações dos vereadores e a legislação que subsidia suas ações. Acreditamos que a participação ativa dos alunos

na política, de forma consciente, com reflexão e com liberdade de expressão, muda o seu futuro, da sua família e da sua comunidade.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS A importância do voto consciente para a sociedade brasileira. Disponível em: http:// www.imaginie.com/redacao-importancia-do-votoconsciente-para-sociedade-brasileira. Acesso em25


01/09/2016 A pop art brasileira contra a ditadura. Disponível em: http://www.revistadehistoria.com.br/ secao/perspectiva/a-pop-art-brasileira-contra-aditadura. Acesso em: 29/08/2016 A Vitória da Democracia – Transparência. Disponível em: https://www.youtube.com/watch? v=9x6p3HoAUQ4. Acesso em 12/09/2016. A Vitória da Democracia - Vitória.Disponível e m : h t t p s : / / w w w .y o u t u b e . c o m/ w a t c h ? v=9xPYFOH25NM. Acesso em 12/09/2016. A importância de ser político e não idiota. Por Mario Sergio Cortella. Disponível em: https://www.youtube.com/watch? v=aPbtr4FFavI. Acesso em 12/09/2016. BOULOS, Alfredo Junior. História: sociedade e cidadania. 1ª ED. São Pulo. 2013. Eleições 2016 – A vitória da democracia. Disponível em: http://www.tre-sc.jus.br/site/fileadmin/ arquivos/ejesc/campanha/cartilha/index.html. Acesso em 15/09/2016. Regime/Ditadura Militar/ História – Disponível em: https://www.youtube.com/watch? v=CRbZwM7fjYM. Acesso em 15/08/2016.

26


E.E.B. Elza Granzotto Ferraz – Jaraguá do Sul /SC ANO: Todas as turmas (EF) 24ª GERED

OBJETIVOS Dar oportunidade aos alunos de aprender a cultivar plantas utilizadas como alimentos. Criar, na escola, uma área verde produtiva pela qual, todos se sintam responsáveis. Degustar do alimento semeado, cultivado e colhido.

CONCEITOS e/ou CONTEÚDOS O solo, o clima e os alimentos; Os alimentos e seu valor nutricional; Sustentabilidade e Agricultura familiar DISCIPLINA(S): Geografia, Educação Física.

HORTA NA ESCOLA Elisane de Lourdes Morsch Geisa Simone Galina Gonçalves Rosilda de Oliveira Souza Hortas escolares são instrumentos que, dependendo do encaminhamento dado pelo educador, podem abordar diferentes conteúdos curriculares de forma significativa, contextualizada e promover vivências que resgatam valores. O contato com a terra, no preparo dos canteiros, a descoberta de inúmeras formas de vida que ali existem e convivem, o encanto com as sementes que brotam como mágica, a prática do cuidado de regar, transplantar, tirar matinhos, espantar formigas com o uso da borra de café ou plantio de coentro, o exercício da paciência e perseverança até que a natureza nos brinde com a transformação de pequenas sementes em verduras e legumes.

Inicialmente, cada professor teve o compromisso de trabalhar com as turmas a teoria dos alimentos, do solo, da preparação da terra, por meio de pesquisas bibliográficas, textos, desenhos, pinturas, com a exposição dessa etapa em murais espalhados pela escola. Os alunos engajaram-se em trazer garrafas pet’s e conseguir doação de mudas de vegetais e adubo. O espaço para a realização da horta ficou definido ao lado do bicicletário, onde antes havia um rancho em ruínas.

Nessa etapa foi trabalhada a técnica de semeadura, os instrumentos utilizados e tipos de cultura, além de definir o canteiro adotado por cada turma. Um dos momentos de maior expecta27


tiva foi a rega, feita sempre de manhã cedinho, cada dia um aluno diferente. Na disciplina de Geografia os alunos realizaram uma pesquisa, pela região, para saber quais os tipos de plantações são cultivadas, para que fim é destinada e qual a renda alcançada pelos agricultores. Também, puderam estudar e refletir sobre a importância do trabalho do homem do campo e analisar sobre os prejuízos dos desperdícios alimentares. Nas disciplinas de Artes e Inglês, os alunos fizeram o desenho da planta do local onde moram para observar e sugerir os espaços mais apropriados para canteiros. Também trabalharam o vocabulário em inglês e, estudaram a importância dos três princípios que regem a horta: Bom, Limpo e Justo. A professora de Educação Física explorou com os alunos conceitos como criatividade, autocontrole, cooperação, percepção de sentidos (tato, olfato e visão). As hortaliças cultivadas na escola fizeram muito sucesso na mesa da casa de cada aluno.

Alunos fazendo o plantio. Abaixo o esperado dia da Colheita

Última etapa – Horta Móvel

28


Registro da elaboração da horta móvel, confecção do canteiro móvel com embalagem descartável e o resultado do plantio. Os alunos puderam levar para casa as mudas de Morango e dar continuidade ao aprendizado obtido na escola.

29


E.E.F. PortoNovo - Itapiranga/SC ANO: 9º Anos (EF) 31ª GERED

OBJETIVOS Ampliar a capacidade de domínio das novas tecnologias com o desenvolvimento do Jornal Online, a fim de fomentar novas possibilidades de aprendizagens significativas.

CONCEITOS e/ou CONTEÚDOS Gênero textual: jornal; Moda; Higiene; Esporte; Entrevista; Saúde. DISCIPLINA(S): Arte, Língua Portuguesa, Educação Física, Ciência.

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO: JORNAL TÁ LIGADO EM UMA VISÃO INTERDISCIPLINAR Fabiana Tres, Regina Machado Steinhorst No cenário educacional brasileiro, como também no resto do mundo, as tecnologias comportam -se de forma interativa na transmissão das informações, em contrapartida os processos pedagógicos utilizados na escola, já não atendem às necessidades de aprendizagem do ser humano moderno, que está caracterizado pela necessidade de independência na busca das informações. Este projeto, não se trata em pensar o ensino da informática, mas como fazer uso da mesma, pois todos aqueles que trabalham com a educação têm opiniões divergentes e dúvidas em como se utilizar o computador na sala de aula. O projeto desenvolvido na E.E.F Porto Novo procurou estruturar um Jornal escolar online, estimulando a produção textual e a divulgação de assuntos do cotidiano escolar. O jornal escolar foi produzido pelo e com o aluno. A proposta do trabalho buscou, ainda, uma maior integração entre as áreas das ciências humanas, naturais e tecnológicas, oportunizando a cons-

trução de novas perspectivas de práticas pedagógicas interdisciplinares. O projeto acontece quinzenalmente, na qual é produzida uma edição do jornal, seguindo as seguintes etapas:

1ª etapa: Orientação quanto importância do jornal escolar Tá Ligado.

2ª etapa: Escolha e desenvolvimento das pautas para próxima edição do jornal. 3ª etapa: estudo do meio: Pesquisa sobre acontecimentos na escola. 4ª etapa: Produção das matérias a serem publicadas: Atualidades e curiosidades; Aconteceu: Atividades realizadas na escola; Puzzle: Caça-palavras, desenhos para pintar e 30


cruzadinhas produzidas pelos alunos; Destaques bimestrais: Publicação dos nomes dos alunos que se destacaram bimestralmente, quanto as suas notas e desempenho. 5ª etapa: montagem do jornal online. Digitação e formatação; Inserir figuras e caixa de texto, publicação. As páginas da primeira edição foram pensadas de modo a atrair o público leitor do jornal escolar, alunos da Educação Básica. A primeira página traz, além da notícia que possa despertar maior interesse, chamadas para as outras seções internas. Nas demais páginas as seções foram dispostas de modo a seduzir a atenção do jovem leitor. Acesse a página no Facebook: https://www.facebook.com/jornaltaligado/

31


E.E. B. São Lourenço—Iporã do Oeste /SC ANO: 1º (EF) ao 3º (EM)

MUSEU ESCOLAR: UMA FONTE DE APRENDIZAGEM E RESGUARDO DA HISTÓRIA Todos os professores

30ª GERED

OBJETIVOS Promover o Museu Escolar como ferramenta de aprendizagem, de resguardo da memória e de valorização da cultura e história local.

CONCEITOS e/ou CONTEÚDOS Tipologia textual; História local; Memória cultural; Catalogação, Manutenção e tombamento do acervo; Cálculos; Meio ambiente; Sustentabilidade; Projeto arquitetônico (planta baixa e alta); Composição Química; Senso crítico; Memórias de lazer em família, Solo e relevo. DISCIPLINA(S): Todas.

Partindo da necessidade de trabalhar a história local, foi proposta uma atividade que envolvesse a cultura local, por meio de um resguardo histórico. As famílias possuíam objetos antigos, utilizados em outros períodos para doar à escola. O número de objetos foi enorme e isso despertou o interesse de fundar um museu escolar. Para que a identidade cultural juntamente com os objetos da época de colonização não se deteriorem e não se percam no tempo, surgiu a ideia da criação do Museu Escolar, pois só ele é capaz de promover e transmitir os bens culturais das diversas regiões do Estado, em um único espaço. Durante as aulas de História, verificou-se a necessidade de trabalhar a história local, pois os livros didáticos trazem acontecimentos distantes da nossa realidade. Para tal, foi proposta uma atividade que trabalhasse a cultura local, por meio de um resguardo histórico. Foi solicitado aos alunos que fizessem uma abordagem em casa, com vizinhos e familiares, para descobrir quem possuía objetos utilizados na época da colonização para exposição. Várias exposições foram realizadas com os objetos emprestados, todas a título de conhecimento dos alunos. Porém, quando na escola fez-se uma exposição aberta a comunidade em geral, no dia 02 de setembro de 2012, muitos objetos não retornaram. Intrigados com isso, a equipe gestora decidiu averiguar o que tinha acontecido, e constatou que vá-

rios objetos haviam sido comercializados. Preocupada com isso, a direção da escola viu a necessidade de fundar um Museu Escolar, para conservar os objetos, sua história e cultura. O início do Museu Escolar partiu de uma pesquisa de campo realizada nas dez comunidades de abrangência da escola, com levantamento de dados sociais, econômicos, geográficos e culturais. Desde o período da colonização até o momento atual. Com as informações coletadas, a partir de depoimentos de pioneiros e moradores das localidades, foi produzido um documentário, socializado e arquivado na escola e, ainda, entregue um DVD a todos os colaboradores em forma de gratidão e reconhecimento. Faz-se necessário registro da emoção dos pioneiros,traduzido pela fala de uma das entrevistadas:“Obrigado por não esquecerem de nós” (Ida Alma Stahnke).

Conversação entre pioneiros e comunidade escolar. Fonte: EEB São Lourenço

32


Com as riquíssimas memórias e objetos arrecadados, como também, o envolvimento da escola e diante da grandiosidade da dimensão do projeto, estruturou-se um espaço (Museu Escolar) a fim de propiciar aos alunos e visitantes, além de uma ferramenta pedagógica, um viés para conhecer sua história e construir a memória coletiva e cultural.Vale ressaltar, que, a execução deste projeto se deu de forma interdisciplinar. A escola teve, inicialmente, apenas uma pequena sala a seu dispor para a colocação do acervo museológico, em pouco tempo, este espaço se tomou inviável. Assim, todos os objetos foram levados para uma sala maior, com espaço de 80m², onde, na época, era suficiente. Os alunos envolvidos também demonstram satisfação em participar desse projeto, conforme comprovado no depoimento: Segundo espaço ( Museu Escolar) Fonte: EEB São Lourenço “ No início via o museu como uma oportunidade de “se livrar” de alguns objetos que eram considerados um estorvo em casa, porém possuíam um importante significado pessoal e histórico para a família. O museu surgiu como uma opção viável para conservar essa história. Com o tempo, vendo o crescimento do mesmo, mudei

minha opinião, quando comecei a frequentá-lo e trabalhar a partir do conteúdo que ele armazena, pude perceber a importância que ele possui. É uma ferramenta de aprendizagem, por conservar e valorizar a historia de uma época marcante, além de resguardar a história e cultura de muitas famílias. O museu vai muito além de uma construção que guarda o acervo, ele é um espaço que conserva a lembrança e memória de um povo ilustre, tornando -se essencial para repassar todo o conhecimento de valores e cultura da época para as futuras gerações “( Matheus Eduardo Borsa). A repercussão e o grande número de objetos, além das condições precárias de armazenamento, contribuíram para a construção de um espaço especifico para alocar todo o acervo do Museu Escolar. A aquisição da casa e do galpão foi custeada pela Associação de Pais e Professores, construídos com

Casa e galpão: terceiro espaço ( Museu Escolar) Fonte: EEB São Lourenço 33


a participação de alunos, professores e pais, como também um profissional da área. Criar espaços para que o conhecimento histórico possa ser trabalhado, e talvez, reelaborado em sala de aula, valorizando, assim, a atividade do pensamento crítico dos alunos, e rejeitando o enciclopedismo e a passividade deve ser o objetivo da escola. Assim, tem-se a certeza que o Museu Escolar fará com que se tenha muito além da aprendizagem e do ensino, a construção de um referencial histórico de nossa cultura, contado pelos inúmeros objetos coletados e catalogados que fazem parte da história das famílias doadoras, que ao serem expostas propiciam um engrandecimento motivacional e respeitoso, reconhecimento da história dessas famílias. A catalogação, manutenção, tombamento do acervo e explicações durante as visitações são realizadas pelos alunos e professores da escola, os quais são responsáveis por recepcionar e atender os visitantes, contextualizando objeto e história, atu-

ando diariamente no registro e manutenção desse riquíssimo patrimônio. Com o projeto, conseguimos resgatar a história e resguardar a memória coletiva e cultural. Ademais, com as pesquisas que proporcionaram o museu, constatou-se que os alunos tiveram um desenvolvimento cognitivo e emocional significativo, e que de certa forma, interferiu no desenvolvimento social, como também no de sua família. Outro resultado obtido com este projeto, foi o envolvimento e interação com a pesquisa, elaboração do trabalho, bem como construíram um novo olhar para sua própria história. É importante destacar que, por ser um projeto inovador, é o único no Município, tendo em vista que, não há museu na cidade, sendo convidado para exposições, o que tornou o Museu Escolar uma referência para visitação e fonte de pesquisa in loco a fim de conhecer a história regional. Com o lema: É preciso resguardar o passado para valorizar o presente e construir o futuro, a EEB São Lourenço pretende registrar oficialmente o Museu Escolar.

Alunos responsáveis pelo espaço e contextualização do acervo. Fonte: EEB São Lourenço 34


E.E.B. Letícia Possamai - Pouso Redondo/ SC ANO: 2º . 1 e 2 (EF)

PROJETO FAMÍLIA E ESCOLA Adriana Ferreira Zanluca Juliana Salete Maristela de Souza

Os alunos produziram um texto contendo informações sobre as características dos integrantes de suas famílias. Logo após, fizeram a ilustração representativa de cada família.

34ª GERED

OBJETIVOS Desenvolver um trabalho coletivo, no ambiente escolar, incluindo a família no processo ensino-aprendizagem, como parceira, colaboradora, estimuladora do crescimento e fortalecedora da autoestima do aluno.

CONCEITOS e/ou CONTEÚDOS

O envolvimento e a participação da família nas instituições de ensino são elementos importantes para o desenvolvimento, segurança e desempenho do aluno, em sua vida escolar. O ambiente escolar tem, sem dúvida, uma função importantíssima, promover a educação. Por isso, se faz necessário que a família procure acompanhar o desenvolvimento da criança, em todo o seu processo de aprendizagem, tanto no lar quanto na escola. 1. PORTUGUÊS E HISTÓRIA PESQUISA SOBRE A FORMAÇÃO DA FAMÍLIA; Conversação sobre a família; Pesquisa da família montando a árvore genealógica.

Filmes, histórias, conversação sobre a família, pesquisa da família montando a árvore genealógica, construção do livro da família, gênero textual – carta, passeio pedagógico no correio, troca de correspondências com a outra série e recebimento de carta escrita pelos pais. DISCIPLINA(S): Artes, Geografia, História e Português,.

2. ARTES E PORTUGUÊS CONSTRUÇÃO DO LIVRO DA FAMÍLIA

3. PORTUGUÊS PESQUISA DO GÊNERO TEXTUAL: CARTAS. Investigação do gênero epistolar; Estudo das características principais desse gênero; Estruturação do texto carta; Compreensão da importância da carta como meio de comunicação; 4. PORTUGUÊS E GEOGRAFIA PESQUISA – MEU ENDEREÇO Todos os alunos trouxeram o seu endereço completo. 5. CONVERSA COM OS PAIS Em reunião com os pais dos alunos foi apresentado o projeto e solicitado que escrevessem a seu filho, uma carta dizendo o quanto ele é importante em suas vidas.

35


6. PORTUGUÊS PRODUÇÃO DAS CARTAS AOS DESTINATÁRIOS 2º ANOS Reflexões sobre a estrutura adequada das cartas; Eleição dos principais assuntos sugeridos para a escrita aos colegas; Escrita individual das cartas-resposta.

TROCANDO AS CARTAS ENTRE OS 2º ANOS Neste momento, os alunos trocaram as cartas entre os colegas de salas e como tarefa de férias, deveriam responder a carta.

7. PORTUGUÊS REVISÃO DAS CARTAS Em pequenos grupos, todos analisaram as cartas escritas; Marcaram as falhas a serem corrigidas; Debate para investigar principais dificuldades na produção textual. 8. PORTUGUÊS REESCRITA A partir dos esboços corrigidos, todos fizeram a reescrita do texto e ampliaram o entendimento sobre edição de textos, em geral. 9. VISITAÇÃO AOS CORREIOS E SOLICITAÇÃO DE AUTORIZAÇÃO DOS PAIS Pedido de autorização aos pais, para que os filhos pudessem participar de todas as etapas do projeto, incluindo visitação aos Correios e a divulgação das imagens no http://eeblp.blogspot.com.br/

11. CARTEIRO NA ESCOLA Para finalizar o projeto, o carteiro apareceu na escola de surpresa, para fazer a entrega das cartas escrita pelos pais dos alunos.

36


CARTAS DOS PAIS PARA SEUS FILHOS:

37


RELATOS DOS FILHOS:

RELATOS DOS PAIS:

38


CEDUP - Centro de Educação Profissional - Timbó/SC ANO: 2º semestre (EP) 35ª GERED

OBJETIVOS Construir um projeto de automação utilizando a plataforma de prototipação em Arduino e o ambiente de desenvolvimento de aplicativos APP Inventor.

CONCEITOS e/ou CONTEÚDOS Prototipação: modelo de desenvolvimento de projetos. Arduino: Plataforma utilizada para projetos de automação. APP Inventor: modelagem lógica. Linguagem C++: linguagem de programação orientada a objetos. Orientação a projetos computacionais. DISCIPLINA(S): Engenharia de Software, Linguagem de Programação e Orientação a Projetos Computacionais.

PROTÓTIPO DE AUTOMAÇÃO DE CARRINHO CONTROLADO REMOTAMENTE POR SMARTPHONE UTILIZANDO ARDUINO E APP INVENTOR Douglas Ropelato Edésio Marcos Slomp Atualmente, estamos vivenciando uma era em que as tecnologias da informação e comunicação estão invadindo as salas de aula e a velocidade da informação aumenta a cada dia. Conteúdos e conceitos passam a ser ministrados e absorvidos de forma que, até então, nunca imaginávamos. Professores e alunos estão cada vez mais expostos a uma experiência que, se bem planejada e trabalhada, pode trazer resultados positivos para o campo da educação. A automação de processos encontra-se cada vez mais presente em nossas vidas. O processo de construção de projetos com automação permite melhorar a vida e o cotidiano das pessoas. Este projeto surgiu da necessidade do ensino da automação em sala de aula. Os cursos técnicos de informática, atualmente, possuem a finalidade apenas de desenvolvimento de software comercial. Com o crescimento do uso das tecnologias, os processos manuais começam a desaparecer, dando espaço para processos automatizados. Com o intuito de fomentar a aprendizagem de automação, passou -se a utilizar o Arduino que é uma plataforma de prototipação (Hardware Livre) composto por peças eletrônicas que são conectadas ao computador e que podem ser programadas por meio da linguagem de programação C++. Também, foram utilizadas as linguagens APP Inventor que é uma plataforma de desenvolvimento estruturado em blocos,

criado pelo “MIT - Massachusetts Instituteof Technology”. Com o APP Inventor é possível criar aplicativos para smartphones baseados no sistema operacional Android. O Arduino utilizado neste projeto foi o UNO com vários sensores SHIELDS, com destaque para o sensor Bluetooth, baterias, protoboard, buzzer, sensor ultrassônico, etc. Nesta fase os alunos possuem conhecimentos básicos de eletrônica, necessitando dessa base para poder compor seus projetos. O uso de equipamentos móveis e softwares em uma sala de aula é algo novo e que requer do professor um planejamento. São inúmeras as contribuições que as tecnologias trazem para a sala de aula. Um conteúdo que o professor ministra de forma dinâmica desperta no aluno o interesse e consequentemente um aprendizado mais efetivo. Inicialmente, foi definido o tema para o projeto: criar um carrinho para ser controlado remotamente através do smartphone. Após a definição do tema foram definidos os objetivos gerais e específicos. Utilizando a metodologia científica e obedecendo as normas da ABNT, iniciou-se também um trabalho escrito. Seguindo o ciclo de vida de um software, o próximo passo foi a fase da Engenharia de Software que é o levantamento de requisitos funcionais e não funcionais. Dentro dessa fase da especificação foram criados os diagramas de Use Case e o diagrama de Atividades, responsáveis pela descrição das atividades a serem realizadas pelo aplicativo desenvolvido. Foram especificadas as atividades de conexão remota via Bluetooth e a atividade de movimento do carrinho para frente e para trás. Após a apresentação e entendimento dos diagramas foi a vez da notação do diagrama de Caso de Uso, onde nesta fase foram especificados co39


mo funcionariam os requisitos do projeto. Esta fase é muito importante, pois é a base do desenvolvimento do protótipo. Qualquer falha, nesta fase, pode comprometer o sucesso do mesmo. Após, o desenho de todos os diagramas e a sua especificação chegou-se à fase da codificação. Para isso, utilizouse a linguagem de programação C++. Todo o projeto foi desenvolvido com pesquisa e prática em sala de aula. As peças do Arduino são oferecidas pela escola, exceto algumas Shields que foram adquiridas pelos alunos como foi o caso do sensor bluetooth. Esta fase possibilita aos alunos o entendimento da parte eletrônica e mecânica. Com o APP Inventor os alunos podem criar diversos modelos de aplicativos. Após a aprendizagem do funcionamento, os alunos partiram para a construção do aplicativo que irá controlar a velocidade e a direção do carrinho. As aulas desenvolveram-se por meio de explicações em sala, pesquisas na internet e práticas. Os resultados obtidos com o desenvolvimento do projeto foram ótimos. Todos tiveram a oportunidade de desenvolver a automação, utilizando-se de todas as técnicas corretas e necessárias para o desenvolvimento de novas tecnologias. “Com o uso de alguns aplicativos, o professor e o próprio aluno conseguem explorar mais aquilo que o estudante gosta e tem facilidade em aprender. Sim, é fundamental sabermos de todos os assuntos, mas por que não facilitar o avanço em algumas disciplinas? Não podemos nivelar todos os alunos por igual. Isso não pode acontecer, pois cada um se desenvolve no seu tempo.” (ABELLÓN, 2015)

REFERENCIAS ABELLÓN, Marcos. A tecnologia pode transformar as salas de aula. Revista Linha Direta: Tecnologia, Belo Horizonte MG, 2015. Mensal.

40


E.E.B XV DE Junho E.E.B Henrique da Silva Fontes - ItajaiSC ANO: 2º semestre (EP) 17ª GERED

OBJETIVOS Favorecer a identificação com habilidades profissionais para desenvolvimento do estudo de campo e pesquisa de investigação qualitativa, considerando as perspectivas históricas sobre o mundo do trabalho.

CONCEITOS e/ou CONTEÚDOS Perspectiva Histórica sobre o trabalho nas sociedades: tribais, agrícolas, feudais, industriais, pós industriais, digitais. Os fenômenos tecnológicos e as oportunidades no mercado de trabalho. Questão do Trabalho em Karl Marx, Max Weber e Emile Durkheim. DISCIPLINA(S): Sociologia

PROJETO PROFISSÕES, UM ESTUDO DE CAMPO Carla da Silva Moraes

Constatando que o Sujeito Jovem vem buscando se inserir em espaços de novas sociabilidades visando um primeiro contato com o universo das profissões e o mercado de trabalho, este pesquisar e experienciar um estudo de campo, voltado para áreas de interesse, possibilitou conhecer o perfil de diversas profissões, suas contribuições para a sociedade, a rotina, funções e demandas, no intuito de criar identificações e reconhecer habilidades que permitam construir perspectivas no campo do trabalho e da qualificação profissional, estimulando o conhecimento prévio da futura profissão, tendo como fundamento o contexto histórico sobre o mundo do trabalho na sociedade contemporânea. A composição/preparação para o ESTUDO DE CAMPO deste projeto, iniciou-se com aula expositiva abordando a perspectiva Histórica sobre o trabalho nas sociedades: tribais, agrícolas, feudais, industriais, pós industriais/digitais. A partir do contexto é possível dialogar com a visão sociológica em Marx, Max e Durkheim. Identificadas as visões investigou-se a influência das tecnologias no mercado das profissões na atualidade e os fenômenos que atingem a juventude. Para estabelecer identificações com habilidades profissionais realizou-se a Dinâmica Auto-retrato. Esta dinâmica consiste no questionamento individual referente as seguintes questões: Quem sou

Eu? Quais minhas habilidades? A que pretendo me dedicar? Sendo que foi finalizada com ilustração/ Desenho representando características próprias do estudante. A partir da dinâmica inicia-se a investigação da profissão que foi selecionada por própria escolha individual e direcionada em teste vocacional, realizado via internet através de site específico, sendo que a metodologia estende o uso de tecnologias, compartilhando informações e documentos via grupo de whatsapp e e-mail, com orientações do passo a passo para o desenvolvimento do estudo de campo que compõe o Projeto Profissões. A Amostra referente as produções foi realizada entre turmas, num momento de compartilhamento de pesquisas, onde é possível socializar a construção do conhecimento. A composição do estudo de campo demanda 05 procedimentos a serem desenvolvidos durante o bimestre, sob orientação do professor. 1.Favorecer a construção/reconstrução da identidade pessoal através da reflexão “ Quem sou ?” “A que pretendo me dedicar? 2.Pesquisar sobre os cursos superiores, matrizes curriculares, demanda de mercado e as atribuições da profissão. 3.Realizar entrevista com profissionais da área de atuação a qual se identifica. 4.Documentar e registrar com fotos um dia da profissão pré-selecionada. 5.Elaborar Currículo com objetivo profissional voltado a área de atuação na qual se candidata, atendendo as normas formais do documento. 41


6.Considerações Finais: Relatório contendo as percepções sobre o estudo de campo. 7.Mensagem ao leitor: Como foi desenvolver este projeto? Espaço destinado à mensagem aos possíveis leitores deste projeto. Avaliação: Os critérios do projeto foram sinalizados previamente tendo total da nota em 10 considerando para cada critério os indicadores:

ANEXOS MODELO DO ESTUDO DE CAMPO: PROJETO PROFISSÕES! Esse projeto foi desenvolvido com turmas do 2º ano do ensino médio da escola XV de Junho e Henrique da Silva Fontes. Ao todo foram 05 turmas envolvidas na ação. Anexo 01

Obs: Esta avaliação compõe uma das notas para a média bimestral, e permite mensurar o desenvolvimento do trabalho científico. (Investigação e Estudo de campo). O processo de ensino e aprendizagem demanda outros procedimentos de avaliação como ficha de atividades individual (registro do estudante 1) e autoavaliação bimestral .

42


Anexo 02

Anexo 03

43


Anexo 04

Anexo 05

44


E.E.B XV DE Junho E.E.B Henrique da Silva Fontes - Itajai- SC

DOSSIÊ PROJETE SUA VIDA! Carla da Silva Moraes

ANO: 2º semestre (EP) 17ª GERED

OBJETIVOS Planejar, realizar e documentar com registro fotográfico 04 metas factíveis para o 2º bimestre letivo, alinhados as áreas de: Qualidade de vida, Relacionamentos/Social, Profissional e Pessoal.

CONCEITOS e/ou CONTEÚDOS Sociedades do século XXI: Dilemas e perspectivas. Globalização e as gerações X,Y,Z. Juventudes no Brasil e o fenômeno NEM NEM. Juventudes e o mercado de trabalho. DISCIPLINA(S): Sociologia

Planejar, realizar e documentar com registro fotográfico 04 metas factíveis para o 2º bimestre letivo, alinhados as áreas de: Qualidade de vida, Relacionamentos/Social, Profissional e Pessoal. Partindo do contexto das juventudes no Brasil, engajados com o papel social da escola frente ao fenômeno “Geração Nem Nem” no mundo globalizado (juventude que não quer nem estudar, nem trabalhar), a produção deste dossiê fomentou o planejamento de 12 metas individuais direcionando estratégias para iniciar um projeto de vida. Esta reflexão ação ampliou as percepções de mundo, serviu de estímulo ao protagonismo jovem e foi apoio para o desenvolvimento de 04 metas factíveis no período que compreendeu 2º bimestre letivo. A composição/preparação para o Dossiê se inicia com aula expositiva abordando conceitos de globalização, gerações, e o fenômeno Geração Nem Nem com apoio do livro didático e uso de textos. A partir do contexto é possível a prática de Dinâmica de grupo denominada SOCIOBOOK: Esta dinâmica consiste no compartilhamento de mensagens sobre os dilemas e perspectivas das juventudes no Brasil, realizada em sala de aula com a utilização de folha A4 impressa desenvolvida especificamente para esta dinâmica, traz opções de curtir, comentar e compartilhar, simulando uma página de facebook.

Com o resultado da dinâmica (comentários dos estudantes em mãos) é possível promover o feedback da atividade com os comentários mais relevantes e ampliar para as possibilidades que se apresentam para esta geração de jovens, iniciando assim as projeções para o Dossiê projete sua vida. A metodologia perpassa pelo uso de tecnologias com o envio de modelo do dossiê via grupo de whatsapp e e-mail, com orientações do passo a passo para o desenvolvimento do projeto. A composição do dossiê demanda 08 fases a serem desenvolvidas durante o bimestre, sob orientação do professor. Fase: Preenchimento dos objetivos/metas para os 12 tópicos nas áreas da vida. São estes: Saúde e Disposição, Desenvolvimento Intelectual, Equilíbrio Emocional, Realização e Propósito, Recursos Financeiros, Contribuição Social, Família, Relacionamento Amoroso, Vida Social, Criatividade Hobbies e Diversão, Plenitude e Felicidade, Espiritualidade. (veja Anexo 03) Fase: Destacar e justificar a escolha das 04 metas a serem documentadas. Fase: Resumo do filme indicado: Eu não faço a menor ideia do que estou fazendo com a minha vida. Fase: Resenha do artigo indicado: Metas: do sonho à realização dos objetivos. Autor: Claudio Domingos - especialista em aprendizagem acelerativa e desenvolvimento de pessoas. 45


Fase: Documentar as metas e Registrar com FOTO, considerando: O que pretende realizar? Como pretende realizar? Como foi a experiência? Fase: Considerações Finais: Como foi desenvolver este projeto? O filme e artigo indicados auxiliaram na reflexão? Como se relacionou com as metas? Este planejar metas ajudou a pensar ou repensar escolhas? Pretende desenvolver e realizar metas futuras? Fase: Mensagem ao leitor: Espaço destinado à mensagem aos possíveis leitores deste projeto ou para si próprio num futuro próximo. Fase: Realização de socialização entre turmas do dossiê produzido realizado através da Dinâmica do Correio Social denominado SOCIEDEX. A socialização consistiu na troca dos dossiês entre turmas, os dossiês poderiam ser impressos ou manuscritos, participaram deste projeto as turmas 301 e 302 do terceiro ano do ensino médio da E.E.B XV de Junho e as turmas 30,31,32,33 da E.E.B Henrique da Silva Fontes. O objetivo desta socialização foi promover um novo espaço de sociabilidades para compartilhamento de metas e ações desenvolvidas durante o percurso deste projeto. O correio Social SOCIEDEX possibilitou a troca de mensagens motivacionais e de apoio mutuo entre os participantes da dinâmica que responderam as mensagens ao leitor devidamente sinalizadas no dossiê.

Obs: Esta avaliação compõe uma das notas para a média bimestral, e permite mensurar o desenvolvimento do trabalho científico. (Documento Dossiê). A avaliação do processo de ensino e aprendizagem demanda outros procedimentos avaliativos como ficha de atividades individual (registro do estudante) e a autoavaliação bimestral.

Avaliação: Os critérios do projeto foram sinalizados previamente tendo total da nota em 10 considerando para cada critério os indicadores:

46


ANEXOS: MODELO DE DOSSIÊ PROJETE SUA VIDA!

Anexo 02

Anexo 01

47


Anexo 03

Anexo 04

48


Anexo 05

49


EEB José Cesário Brasil - Celso Ramos - SC

ANO: 1º ano EMI e Regular e 3ºs anos EMI 8ª GERED

OBJETIVOS Proporcionar espaços de discussões, reflexões e pesquisa sobre as drogas, na escola, sensibilizando a comunidade escolar sobre os perigos à saúde, ocasionados pelo uso indevido de drogas lícitas e/ou ilícitas, analisando as reações causadas por elas no organismo.

CONCEITOS e/ou CONTEÚDOS Tipos de drogas: lícitas e ilícitas; Reações causadas pelas drogas no organismo (doenças); Substâncias que fazem parte da composição química de certas drogas. DISCIPLINA(S): Biologia, Química, Informática, Língua Portuguesa, Matemática, História, Inclusão, (OL) Orientação de Leitura, (OC) Orientação de Convivência, NEPRE e Grêmio Estudantil.

RECUSE AS DROGAS. AME-SE! Anderson Bedin- (OC) Angela Ribeiro Angelo Lúcio de Mattia Eliane Edimara Vieira, (Professora da Inclusão) Erzília Maria Barbosa da Silveira - (OL) Jaqueline Pelozato (Prof. História e Coordenadora do NEPRE Liliane Fontana Professora da Inclusão) Marcela Aparecida Demarch Pelozato Maridiane Burnagui Reques Mônica Burnagui Nilso Bedin (Professor Readaptado) Olga Maria Spagnoli Casassola A escola tem um papel extremamente importante no desenvolvimento de projetos de conscientização e ações na construção social do bem estar atingindo, respectivamente, os familiares dos alunos como membros participantes do sistema. Fazer do espaço escolar um lugar propício para os jovens discutirem sobre o uso indevido de drogas, gravidez na adolescência, respeito ao meio ambiente e às pessoas, é um dever da escola. À medida que o ser humano se apropria deste conhecimento e o coloca em prática, ele estimula mudanças de atitude sobre tal assunto. Sendo assim, a escola entende ser de extrema importância desenvolver este projeto no Combate e Prevenção às Drogas, todos os anos. O trabalho iniciou no mês de junho de 2016 nas aulas de Língua Portuguesa e Química, em que os alunos pesquisaram sobre os diferentes tipos de drogas, em material específico na biblioteca, junta-

mente com a professora Orientadora de LeituraErzilia e o professor readaptado- Nilso. Com os alunos da inclusão, as segundas professoras também trabalharam com gravuras (recorte e colagem) sobre doenças causadas pelo uso de cigarros e de bebidas alcoólicas, sempre conversando muito com eles para não aceitarem nada de pessoas estranhas. Na segunda etapa, durante as aulas de língua portuguesa, os alunos elaboraram questionamentos anônimos, sobre os quais foi feita a palestra por profissional competente, no dia 18 de julho de 2016. Também nas aulas de História, pesquisaram os índices de consumo de drogas no Brasil e em Santa Catarina, bem como as mortes provocadas por elas- ( http://www.antidrogas.com.br). Durante as aulas de Química, além de pesquisarem, os alunos foram levados ao laboratório para estudo das reações químicas. A professora Marcela focou nas drogas lícitas, com os alunos do primeiro ano, enquanto que a professora Olga nas drogas ilícitas, com os alunos do terceiro ano do Ensino Médio Inovador. Os alunos dos terceiros anos do Ensino Médio Inovador, na disciplina de Química, sob a coordenação da professora Olga, trabalharam com as questões de combate e prevenção às drogas. As turmas foram divididas em grupos, cada grupo ficou responsável por estudar um tipo de droga. Após a pesquisa e discussão em sala, os alunos foram socializar o tema em todas as turmas do Ensino Fundamental - séries finais, do Núcleo Municipal Rafaela Pizzeti Suppi e também com as duas turmas de primeiros anos do Ensino Médio. A pro50


fessora solicitou aos alunos que organizassem apresentações com slides, atividades diferenciadas, dinâmicas, paródias e muito bate - papo, sempre no intuito de alertar a todos sobre “o caminho sem volta que é o uso de drogas”! Na terceira etapa, os alunos foram encaminhados pelo professor Orientador de Convivência, Angelo Lúcio à sala de informática onde, com a orientação da professora Angela Ribeiro, responderam anonimamente, ao questionário de nove questões sobre drogas, elaborado anteriormente pelos professores Erzilia e Nilso. Depois de respondido o questionário elaboraram os gráficos com o professor de matemática, Anderson e a professora de informática, Angela. A culminância do trabalho ocorreu no dia 18 de julho no Salão Nobre da Escola de Educação Básica José Cesário Brasil, com a palestrante e professora bióloga, Olga. A audiência foi composta pelos alunos do Ensino Médio Regular e Inovador da escola, além dos alunos convidados do 8º e 9º anos do Ensino Fundamental, do Núcleo Municipal Rafaela Pizzeti Suppi. Encerrando os trabalhos, no dia 19 de julho foi feito um pedágio de conscientização para a população celsorramense, pelos alunos do Grêmio Estudantil Enéas Athanázio, sob orientação do professor Angelo, para a distribuição de folders contra o uso de drogas.

Palestra na escola sobre drogas

51


Relato de práticas Pedagógicas Inovadoras das escolas Públicas Estaduais de Santa Catarina

52


53


54


55


56


57


58

Relatos de Práticas Pedagógicas Inovadoras nas escolas da rede pública estadual de Santa Catarina  

Apresentaremos neste e-book o resultado da Seleção de Relatos de Práticas Pedagógicas Inovadoras nas escolas da rede pública estadual de San...

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you