EDIÇÃO EXTRA: ESPECIAL MARINGÁ 78 ANOS















Criando refúgios modernos e inspiradores


![]()

















SAIBA MAIS:

Há 78 anos, Maringá encanta por seu ritmo leve que harmoniza natureza, urbanismo e qualidade de vida. Para nós, da Sensia, é um privilégio celebrar essa trajetória incrível que inspira o nosso jeito de construir e nos convida a compor novos capítulos dessa história.
2 QUARTOS COM SUÍTE
SACADA COM CHURRASQUEIRA
LAZER PREMIUM EQUIPADO E DECORADO
ACABAMENTOS DIFERENCIADOS
PLANTAS E ACABAMENTOS PERSONALIZÁVEIS
SUCESSO DE VENDAS - 70% VENDIDO

marchinicardoso.com.br
Entregamos valor real e valorização para quem acredita no potencial de Maringá.
Cada projeto é pensado estrategicamente para estar onde a cidade vai crescer, como o J. Sardanha, primeiro vertical com vista permanente para o Bosque das Grevíleas.
Porque construir bem é construir com propósito. E O NOSSO É QUE VOCÊ FAÇA UM BOM NEGÓCIO.










Mais do que rótulos selecionados, a Borcelle oferece experiências. Uma curadoria refinada, um atendimento personalizado e o prazer de brindar à vida com o que ela tem de melhor.
www.borcellemaringa.com.br (44) 3226-4692 (44) 99984-2000
Av. Comendador Amorim Pedrosa Moleirinho, 2309





A maior loja de cortinas, persianas, tecidos e decorações de Maringá. Desde 2008 trazendo sofisticação ao seu alcance para transformar seu espaço.
Av. JK, 1544 • Maringá/PR | (44) 3025.6499 @delicatessedecoracoes • www.delicatessetecidos.com.br
Projeto
Execução Grupo Concretiza
Foto Jefferson Ohara




Confira, nesta edição da WIT, um encarte especial de comemoração dos 25 anos de Via Vidro com detalhes de seu seu sistema de fabricação próprio de esquadrias em alumínio e PVC

98

48

32



86



TEXTO FERNANDA BERTOLA FOTOS ASSESSORIA DE IMPRENSA ACIM
Se Maringá figura entre as melhores cidades do Brasil para se viver, é porque há décadas conta com o trabalho de agentes que vislumbram um lugar próspero e que ofere qualidade de vida. Um deles é a Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim), que soube conjugar os interesses da classe empresarial com o bem-estar coletivo.
A atuação da Acim não se restringe à defesa de interesses imediatos dos associados. Ao longo de mais sete décadas, a entidade consolidou uma trajetória que se entrelaça de forma indissociável com o desenvolvimento econômico, urbano, social e cultural de Maringá. Fundada em 1953 por um grupo de empresários locais, a Acim assumiu protagonismo que extrapolou a lógica do associativismo empresarial tradicional. Sua história, marcada por articulações estratégicas, investimento em projetos públicos, parcerias com instituições de ensino e promoção de práticas sustentáveis, tornou-se também a história da cidade. Com seis conselhos, 500 diretores voluntários e tendo na presidência José Carlos Barbieri, hoje a entidade conta com
mais de cinco mil associados. Maior dentre os conselhos, o do Comércio e Serviços reúne cerca de 200 membros que discutem periodicamente fomento a vendas, capacitações, inovação, segurança, entre outros temas, a exemplo da Maringá Liquida, campanha do comércio que movimenta a economia da cidade. Outro conselho, o de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem), criado nos anos 1990, representa uma amostra importante do pensamento estratégico promovido pela Acim. O Codem incorporou à cidade uma cultura de planejamento de longo prazo, baseada em metas, indicadores e câmaras técnicas setoriais. A proposta surgiu da compreensão de que os rumos do município não poderiam ficar à mercê apenas de mandatos políticos ou decisões improvisadas. Surgiu como um organismo de governança multissetorial, composto por representantes da sociedade civil organizada, do poder público, da academia e do setor produtivo. Sua função é deliberar sobre políticas estruturantes, elaborar diagnósticos técnicos e acompanhar a implementação de metas de desenvolvimento.

Na gestão 2025 o Codem é presidido por Mohamad Ali Awada, com Michel Felippe Soares como 1º vice-presidente e Luiz Lourenço como 2º vicepresidente. Para Ali, “a força de Maringá está na sua capacidade de planejar o futuro de forma coletiva e estratégica. O Codem atua como guardião dessa visão, articulando todos os setores da sociedade para garantir que o desenvolvimento da cidade aconteça de maneira sustentável, inovadora e coerente com os valores que nos trouxeram até aqui. Maringá é referência nacional porque não depende apenas de ciclos políticos, mas de um compromisso contínuo com o bem comum.”
O envolvimento direto da Acim na criação e sustentação do Codem foi decisivo. A associação não apenas liderou o processo de mobilização inicial, mas também forneceu suporte técnico e logístico para a formação das câmaras temáticas. Nos anos seguintes, seguiu influente na proposição de pautas prioritárias e na articulação de parcerias para
Maringá é referência nacional porque não depende apenas de ciclos políticos, mas de um compromisso contínuo com o bem comum
— Mohamad Ali, Presidente do Codem
viabilizar projetos estruturantes. Um dos frutos mais importantes dessa atuação foi o Masterplan Maringá 2047, com consultoria da PwC e apoio da sociedade civil. Trata-se de um plano orientador de longo prazo, que propõe ações coordenadas nas áreas de mobilidade, inovação, meio ambiente, desenvolvimento humano e urbanismo. É o conselho frequentemente envolvido em projetos de infraestrutura e outros. Outro braço relevante da casa é o Conselho do Jovem Empresário (Copejem), criado com o objetivo de fomentar o protagonismo de jovens empreendedores, incentivar a formação de lideranças e ampliar a participação das novas gerações nos debates sobre o futuro econômico e social de Maringá. O Copejem, hoje presidido por Luiz Filipe Ferraz, funciona como um espaço de aprendizado, articulação e construção de redes, promovendo ações que integram desenvolvimento profissional com cidadania empresarial.
“Nosso propósito no Copejem é formar lideranças que impactem
não apenas seus próprios negócios, mas também a cidade como um todo. Criamos um ambiente fértil para empreendedores, onde ideias, desafios e soluções são compartilhados, fortalecendo a conexão com empresários experientes e estimulando a construção de projetos transformadores”, afirma Luiz.
Entre suas iniciativas conhecidas está a promoção anual do Feirão do Imposto, parte de uma campanha nacional de conscientização da população sobre a alta carga tributária brasileira e maior transparência na destinação de recursos públicos. A ação tem grande apelo junto ao público jovem, com eventos de rua, mobilizações simbólicas e venda de produtos com isenção tributária, tudo com o objetivo de tornar o debate sobre impostos mais acessível e visualmente compreensível. Em edições recentes, o Copejem organizou ações como a venda de combustíveis e alimentos sem imposto, além de simulações de notas fiscais comparativas que destacavam a diferença entre preço bruto e preço final ao consumidor.
O conselho também realiza rodadas de negócios, workshops, visitas técnicas a empresasmodelo e mentorias com empresários
José Carlos Barbieri, Presidente da ACIM


Ao investir em conhecimento, ampliamos nossa capacidade de decisão nas empresas, fortalecemos nossos negócios e ganhamos mais visibilidade como gestoras
— Noroara de Souza Moreira Presidente ACIM Mulher
experientes, funcionando como uma verdadeira escola prática de empreendedorismo. Além disso, atua no fortalecimento da sucessão empresarial, apoiando jovens que assumem ou se preparam para assumir os negócios da família.
Também um marco na história da cidade foi a criação do ACIM Mulher, espaço de protagonismo feminino no meio empresarial. Fundado como Conselho da Mulher Empresária e Executiva, o grupo promove eventos, redes de apoio e iniciativas voltadas ao fortalecimento da mulher no mercado. Em 2024, o ACIM Mulher lançou um programa de mentoria para jovens empreendedoras, conectando profissionais experientes a mulheres em início de carreira. A iniciativa contempla encontros presenciais, workshops e formação em liderança e finanças, fortalecendo o ambiente de negócios inclusivo em Maringá, conforme explica a presidente Noroara de Souza Moreira: “O protagonismo feminino no mundo dos negócios precisa de tração — e isso se conquista com capacitação. Por isso, o pilar mais forte do Conselho ACIM Mulher é justamente o desenvolvimento contínuo de nossas integrantes. Ao investir em conhecimento, ampliamos nossa capacidade de decisão nas empresas, fortalecemos nossos negócios e ganhamos mais visibilidade como gestoras”.
A associação também tem promovido campanhas educativas sobre violência de gênero, inserção feminina em áreas tecnológicas e igualdade salarial. A presença feminina na diretoria e nos conselhos temáticos também é crescente, sinalizando um esforço contínuo por representatividade.
INFLUÊNCIA ESTRUTURAL NO PLANEJAMENTO
URBANO E INFRAESTRUTURA
A influência da Acim está presente em grandes obras e decisões que moldaram a cidade. Desde a luta por infraestrutura básica nos anos 1950, como a instalação da Coletoria Federal,
do Banco do Brasil e da Copel, até a atuação decisiva em pleitos recentes como a duplicação da PR-317 e o projeto de rebaixamento da linha férrea, a associação demonstra capacidade de mobilizar o setor produtivo e dialogar com o poder público para atender a interesses coletivos. O projeto da PR-317, por exemplo, foi viabilizado porque a Acim e outros parceiros como empresários bancaram o anteprojeto, fator que acelerou a licitação por parte do governo estadual. A duplicação da via amplia a conexão de Maringá com cidades da região metropolitana e alavanca a mobilidade e o escoamento de produção.
O projeto de rebaixamento da linha férrea é outro exemplo da atuação estratégica da instituição. Compreendendo os impactos da divisão urbana causada pela ferrovia, a associação defendeu publicamente a proposta, articulando estudos técnicos e mobilizando a sociedade civil e o poder público para garantir avanços nesse tema, que há décadas gera discussões em Maringá. A defesa do rebaixamento reflete uma visão de cidade integrada, conectada e comprometida com o bem-estar coletivo, além de demonstrar o entendimento sobre infraestrutura como vetor de desenvolvimento.
Outros exemplos incluem o apoio à construção do viaduto Divanir Braz Palma, no Trevo do Catuaí, em execução desde 2024. O projeto inclui o rebaixamento da BR-376 e a construção de passagens superiores que conectarão a PR-317 e a Avenida João Pereira, além de passarelas, servindo como rotatória para facilitar o acesso a vias municipais e a estabelecimentos comerciais.
A FORMAÇÃO DE UM ECOSSISTEMA EMPREENDEDOR
Infraestrutura, saúde, tecnologia… A entidade foi agente ativo na consolidação de Maringá como polo de inovação e

empreendedorismo. O incentivo à criação da Software By Maringá, à instalação de núcleos setoriais por meio do Programa Empreender, o maior do Brasil, que replica um modelo alemão de colaboração e união entre empresários, e a implementação do Inovus um espaço de aceleração de ideias e startups, indicam o olhar da entidade para o futuro da economia. São ações que sustentam a diversificação da matriz produtiva e fomentam o surgimento de novos negócios, especialmente nas áreas de tecnologia, serviços e economia criativa.
Esse compromisso com a formação de um ecossistema empreendedor se alinha com outra frente estratégica: a qualificação profissional. Cursos, palestras e seminários são ofertados há décadas pela casa, funcionando como ferramentas de inclusão produtiva e elevação da competitividade dos pequenos e médios negócios locais. Em 2011, por exemplo, a entidade promoveu uma palestra com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, reunindo centenas de empresários. Além disso, parcerias com instituições como Sebrae, universidades públicas e privadas reforçam a capacidade de entrega de formação técnica e gerencial de qualidade.
COMPROMISSO SOCIAL E RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA
No âmbito social, o papel da Acim também é relevante. Em 2002, a associação criou um instituto de responsabilidade social, o Instituto Acim, hoje presidido por Nádia Felippe, e, quatro anos depois, foi uma das idealizadoras do Observatório Social de Maringá, atestando a capacidade de enxergar a ética, a transparência e o controle social como pilares do desenvolvimento sustentável. O trabalho do observatório é supervisionar a atuação do poder público, a fim de promover a lisura de processos que envolvem dinheiro público.
Outra frente de trabalho se fez necessária com a pandemia de covid-19, por exemplo, quando a Acim demonstrou solidariedade concreta: investiu mais de R$ 3 milhões em UTIs, insumos de saúde e campanhas de conscientização. Ao mesmo tempo, manteve diálogo com o poder público para encontrar alternativas que garantissem a continuidade dos negócios e a preservação de empregos. Essa atuação equilibrada entre saúde e economia foi reconhecida nacionalmente e inspirou outras entidades congêneres.
Criamos um ambiente fértil para empreendedores, onde ideias, desafios e soluções são compartilhados, fortalecendo a conexão com empresários experientes e estimulando a construção de projetos transformadores
—
Luiz Filipe Ferraz
Presidente do Copejem
Além disso, a Acim tem participado de campanhas de arrecadação de alimentos e doações a entidades beneficentes locais. Em 2023, liderou uma ação conjunta com o Provopar, Rotary Club e instituições de ensino superior para distribuição de cestas básicas e itens de higiene a famílias em situação de vulnerabilidade. A associação também apoia a realização de eventos culturais e esportivos com viés inclusivo, como corridas beneficentes e festivais voltados à população de baixa renda, reforçando seu compromisso com uma cidade plural e solidária.
Além de ações institucionais e estruturantes, as campanhas promocionais da Acim ajudam no dinamismo econômico da cidade. A Promoacim, iniciada ainda na década de 1980, abriu caminho para ações como a Maringá Liquida e as campanhas de fim de ano, que ajudam lojistas a

movimentar estoques, fidelizar clientes e ampliar faturamentos em períodos estratégicos.
A Acim desempenha papel crucial na valorização e reconhecimento daqueles que têm feito a diferença no desenvolvimento econômico, social e cultural de Maringá. Para celebrar as contribuições desses profissionais, a associação realiza três prêmios de destaque: o Prêmio Empresário do Ano, o Prêmio ACIM Mulher e o Prêmio Jovem Empreendedor.
O Prêmio Empresário do Ano é um dos maiores reconhecimentos do setor empresarial local, celebrando empresários que se destacam não apenas pelo sucesso financeiro, mas também pelo impacto social e ambiental de suas ações.
O prêmio tem como objetivo reconhecer aqueles que promovem a inovação, praticam a responsabilidade social e desempenham um papel ativo no desenvolvimento de Maringá. A escolha dos premiados é feita com base em um rigoroso processo de avaliação, que leva em consideração

Maringá Liquida, uma campanha promovida pela ACIM em parceria com o SIVAMAR, movimenta o comércio local duas vezes por ano
a excelência em liderança, práticas empresariais sustentáveis e contribuição para o bem-estar coletivo. Ao reconhecer publicamente as melhores práticas empresariais, o prêmio serve de inspiração para outros empreendedores, incentivando um ciclo de troca de experiências e fortalecimento da cultura de negócios na cidade.
Rogério Silveira foi o homenageado na última edição, realizada em 2024. Ele é dono do Aqui Agora, do Chalé dos Lagos Eco Resort, em Mandaguaçu, e no Terminal Shopping, com 35 lojas. As empresas geram 130 empregos diretos. Em um contexto de crescente valorização da presença feminina no mundo empresarial, a Acim também realiza o Prêmio ACIM Mulher, uma iniciativa que celebra o impacto das mulheres no setor produtivo de Maringá. Realizado anualmente, destaca mulheres que, por meio de sua liderança, visão inovadora

e atuação social, se tornam exemplos de sucesso e inspiração para outras empresárias e profissionais. O Prêmio ACIM Mulher reconhece mulheres que não apenas alcançam resultados excepcionais em seus negócios, mas que também contribuem para a promoção da equidade de gênero no mercado de trabalho e para o fortalecimento da comunidade local. A mais recente homenageada como Prêmio ACIM Mulher é Leiza OliveiraCEO da Minds English School Além desses, a Acim criou o Prêmio Jovem Empreendedor, que se destaca como uma plataforma de incentivo e valorização da juventude empreendedora em Maringá. A iniciativa é do Copejem, com o propósito de homenagear empresários e executivos notáveis, com até 40 anos. Em 2024, o homenageado foi Edson Recco Filho.
Berço da cidade-jardim e referência nacional em qualidade de vida, Maringá
consolida sua vocação urbanística em uma nova geração de empreendimentos que olham para o amanhã. Três nomes estão no centro desta transformação
— Raphael Ferreira, Téo Granado e Jefferson Nogaroli — e seus projetos ressignificam o que significa viver bem
TEXTO VINÍCIUS LIMA FOTO RICKARDO ANDRADE
Desde a fundação, em 1947, Maringá sempre esteve um passo à frente. Planejada ainda nos tempos da colonização inglesa, quando o traçado urbano era parte da estratégia de ocupação, a cidade cresceu sem perder seu senso de proporção. Foi chamada cidade-jardim, cidade-modelo, cidade referência. E não por acaso. Há décadas, ela soma títulos de destaque em áreas como mobilidade, meio ambiente, segurança, saúde, educação e desenvolvimento humano. Mas há um ingrediente que talvez seja o maior responsável por tudo isso: a cultura do planejamento urbano.
É este traço — profundamente enraizado na identidade maringaense — que hoje ganha novos contornos pelas mãos de uma geração de empreendedores visionários. São nomes que não apenas constroem edifícios ou loteamentos, mas que reescrevem, com arquitetura e ousadia, o modo como nos relacionamos com a cidade. Eles enxergam Maringá não como um lugar pronto, mas como uma obra em contínuo aperfeiçoamento.
À frente dessa revolução silenciosa estão nomes que deixaram de ser apenas empreendedores para se tornarem visionários da cidade. Raphael Ferreira, diretor da PRC Empreendimentos e da Aruna Urbanismo, vem transformando a Gleba Itororó por meio do Cidade Aruna, um ecossistema urbano de uso misto com reconhecimento internacional.
Téo Granado, da Construtora Futuro e Pedro Granado Imóveis, imprimiu uma nova assinatura à arquitetura vertical maringaense, com edifícios que combinam design arrojado e administração de alta performance. E Jefferson Nogaroli, à frente do Eurogarden Maringá, criou o bairro mais sustentável do mundo, projetado para funcionar em escala humana, onde o carro é coadjuvante e o pedestre, protagonista.
A seguir, mergulhamos nas histórias desses três homens e seus projetos que já são, ao mesmo tempo, marco e mapa de uma Maringá do futuro. Porque uma cidade não se constrói apenas com concreto. Constrói-se com ideias. E Maringá está repleta delas.



Entre os nomes que hoje conduzem esse movimento de renovação urbana, três figuras despontam como verdadeiros pilares de uma nova era na construção civil de Maringá: Raphael Ferreira, à frente da PRC Empreendimentos e da Aruna Urbanismo; Téo Granado, diretor da Pedro Granado Imóveis e da Construtora Futuro; e Jefferson Nogaroli, idealizador do Eurogarden Maringá. Três trajetórias distintas, mas convergentes em um propósito comum: reinventar a cidade sem abrir mão de sua essência de cidade-jardim, acrescentando inovação, sustentabilidade e pertencimento ao horizonte urbano maringaense.
Raphael Ferreira é hoje um dos nomes mais atentos à relação entre urbanismo, arte e transformação social. Com a PRC Empreendimentos e a Aruna Urbanismo, Raphael desenvolve em Maringá o ambicioso projeto Cidade Aruna — um complexo multiuso de mais de 50 mil metros quadrados em pleno centro urbano, onde antes havia o Frigorífico Central. Ali, a paisagem foi redesenhada com o olhar para um futuro mais humano, caminhável e biofílico, pautado por uma arquitetura sensível ao entorno e profundamente conectada ao conceito de viver bem. Inspirado pelas experiências de revitalização urbana que liderou em Porto Rico, às margens do Rio Paraná, Raphael entendeu que construir prédios não era suficiente — era preciso transformar o entorno. E foi exatamente isso que o Cidade Aruna passou a representar: um novo marco temporal para a cidade.
Entre os elementos centrais desse masterplan está o compromisso com o uso misto e a criação de um ecossistema urbano onde teatro, shopping, áreas verdes, torres residenciais e comerciais convivem de forma integrada. A ideia é oferecer
um estilo de vida contemporâneo, onde mobilidade, cultura, comércio e natureza não apenas coexistem, mas se alimentam mutuamente. Recentemente premiado em Los Angeles como melhor projeto de uso misto das Américas pelo International Property Awards, o Cidade Aruna já é uma referência global — e uma das maiores provas de que Maringá, apesar de jovem, pode ensinar o mundo a projetar cidades melhores.
Outro nome que ajudou a mudar a forma como se vive (e se vê) a arquitetura em Maringá é Téo Granado. À frente da Pedro Granado Imóveis e da Construtora Futuro, ele lidera a etapa contemporânea da empresa que nasceu da vocação familiar para o mercado imobiliário. Responsável por empreendimentos icônicos como o Acqualina Residence — o primeiro arranha-céu do interior do Estado a ser premiado no International Property Awards dentro da categoria residencial — e pelo revolucionário Epic Tower, que foi o primeiro edifício residencial da cidade a abrir mão da sacada para criar uma fachada com tecnologia alemã que é térmica e inteiramente de vidro, Téo Granado elevou o padrão arquitetônico dos edifícios maringaenses a um novo patamar.
Seu olhar para o mercado é estratégico e cirúrgico: localização privilegiada, administração de alta performance e design que emociona. “Acreditamos que não basta entregar apartamentos. Entregamos estilo de vida, entregamos orgulho”, afirma. Com projetos como o Four Seasons, o El Cielo e o mais recente Open Life, a construtora tem provocado o mercado local a repensar formas, usos e experiências. Cada prédio é pensado como um novo capítulo na estética da cidade, oferecendo


Imagem ilustrativa dos edifícios da Construtora Futuro que estão desenhando o skyline de Maringá
conforto, funcionalidade e uma plástica arquitetônica que comunica valores de sofisticação e futuro. E tudo isso com o cuidado de quem sempre construiu com os pés em Maringá, escolhendo permanecer na cidade como estratégia e como propósito.
Na mesma trilha da inovação urbana e da visão de longo prazo está Jefferson Nogaroli, idealizador do Eurogarden Maringá — um dos maiores projetos urbanísticos do Brasil e, hoje, o bairro mais sustentável do mundo, com certificação LEED Platinum e pré-certificação WELL. Ex-presidente da ACIM e Ex vice-presidente do Codem (Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá), Jefferson é uma das mentes responsáveis pelo Masterplan Maringá 2047, que estabelece diretrizes para que a cidade se torne uma smart city até completar seu centenário. Acreditando que o desenvolvimento urbano deve ser fruto da articulação entre o poder público e a sociedade civil, ele ajudou a institucionalizar uma cultura de planejamento urbano que transcende governos e ciclos eleitorais.
O Eurogarden é a materialização dessa visão: uma nova centralidade urbana com áreas para moradia, trabalho, lazer e cultura, tudo conectado por parques, ciclovias e ruas deliciosamente caminháveis. Com cerca de 600 mil metros quadrados e mais de 70 torres previstas, o bairro foi planejado para ser um modelo de cidade dentro da cidade — uma comunidade vibrante, verde, viva. “Queremos devolver às pessoas o tempo e a qualidade de vida que elas perderam nos grandes centros”, afirma Jefferson. O projeto já recebeu reconhecimento internacional e tem atraído investidores e marcas de todo o
país, tornando-se símbolo de um futuro urbano mais humano e sustentável.
Esse trio — Raphael, Téo e Jefferson — representa uma nova geração de empreendedores que enxergam Maringá como um campo fértil para ideias ousadas. Mais do que executar obras, eles constroem futuros. E fazem isso respeitando a história da cidade, seu traçado original de cidade-jardim, sua vocação ecológica e sua identidade afetiva.
MARINGÁ 2047: O AMANHÃ JÁ COMEÇOU
Um dos pontos em comum entre os três empreendedores é o alinhamento com os ideais do projeto Maringá 2047 — uma iniciativa que propõe, com base em estudos técnicos e escuta pública, uma cidade preparada para o centenário de sua fundação. O plano prevê uma Maringá mais conectada, acessível, verde e inclusiva. Com foco em mobilidade urbana, integração social, desenvolvimento sustentável e cultura, o Maringá 2047 se desdobra em ações e metas que vêm sendo adotadas por lideranças políticas, empresariais e comunitárias.
O futuro de Maringá, portanto, não está apenas nas mãos do poder público, mas também daqueles que decidem investir, pensar e desenhar a cidade de forma consciente. Maringá sempre foi reconhecida por sua beleza e planejamento. Hoje, graças a líderes como Raphael Ferreira, Téo Granado e Jefferson Nogaroli, ela ganha também o título de referência em inovação urbana.
Eles são os autores de um novo capítulo na história da cidade — um capítulo construído com coragem, propósito e uma visão inspiradora de futuro.

Muito além das placas de concreto, os nomes das praças de Maringá guardam a memória de figuras que marcaram a história local e nacional. Nesta edição especial, revisitamos esses personagens para entender quem eles foram — e o que ainda dizem sobre a cidade que somos
Todos os dias passamos por elas. Esperamos, atravessamos, combinamos encontros e cortamos caminho por suas sombras. Mas quantas vezes paramos para perguntar: quem foram os nomes das praças que desenham Maringá? Nesta edição especial da WIT, resgatamos a biografia de quatro personagens que atravessam séculos e geografias distintas, mas que hoje habitam a cidade por meio de suas homenagens urbanas. Entre eles, o pioneiro Napoleão Moreira da Silva, cuja praça pulsa no centro histórico; o “Patriarca da Independência” José Bonifácio; o controverso bandeirante Raposo Tavares; e o educador Rocha Pombo, símbolo de uma República construída pela palavra e pelo saber. Quatro nomes, quatro histórias — e uma cidade inteira feita de lembrança e permanência.
TEXTO VINÍCIUS LIMA FOTOS JEFFERSON OHARA
José Francisco da Rocha Pombo (1857–1933) foi um dos intelectuais mais influentes do Paraná e do Brasil nas primeiras décadas do século XX. Nascido na cidade de Morretes, litoral paranaense, foi jornalista, professor, historiador, advogado, deputado e, acima de tudo, um entusiasta do conhecimento como ferramenta de construção da cidadania. Viveu no período de transição entre o Império e a República, e sua obra é marcada por um profundo sentimento de brasilidade e compromisso com a educação pública.
Rocha Pombo é especialmente lembrado por sua “História do Brasil”,
um dos manuais escolares mais utilizados nas escolas brasileiras durante a primeira metade do século XX. Com linguagem acessível e abordagem cronológica, seu livro ajudou a formar a base histórica de gerações de estudantes. Acreditava na força da instrução como caminho para a emancipação intelectual do povo e defendeu a criação de instituições de ensino em diferentes níveis.
Além disso, foi colaborador em jornais e revistas, membro da Academia Brasileira de Letras e autor de diversos estudos sobre a história regional do Paraná. Sua atuação como deputado reforçou seu compromisso com o desenvolvimento social e a valorização da cultura como instrumento político.
Ao nomear uma de suas praças em homenagem a Rocha Pombo, Maringá faz mais do que reverenciar um nome: reafirma o papel da educação, do jornalismo e da história como pilares da construção democrática e da valorização da identidade nacional. É um tributo ao conhecimento como alicerce da cidade.

Antes mesmo de Maringá se tornar cidade, já havia homens que a enxergavam como tal. Napoleão Moreira da Silva (1907–1957) foi um deles. Baiano de olhos verdes e visão aguçada, chegou a Maringá quando tudo era mata e sonho. Tivemos a honra de ouvir sua história diretamente de sua única filha viva, dona Nilza Moreira Khouri, com 89 anos de pura energia, lucidez e vivacidade.
Administrador de fazendas no interior de São Paulo, Napoleão veio ao norte do Paraná em busca de novas possibilidades. “O Norte do Paraná era a sensação da época, meu pai foi primeiro a Londrina, mas não gostou da cidade, achou muito longe e voltou pra São Paulo. Dois anos depois veio à Maringá a trabalho e se encantou –embora só tinha mato por aqui”, conta Nilza aos risos. E foi aqui que ele decidiu fincar raízes.
Foi um dos primeiros comerciantes da cidade. Abriu a Casa Napoleão, uma loja de Secos e Molhados (mais ou menos como as lojas que hoje chamam de “Tem de tudo”) no Maringá Velho que vendia de arroz e feijão a tecidos, de verduras e peixes a enxadas e serrotes.
Se não havia estrada, Napoleão buscava mercadorias em Londrina. Se não havia
recursos, buscava aliados. Um deles, um baiano de nome Sampaio, viu em seu conterrâneo um futuro promissor e lhe emprestou dinheiro para abastecer a loja. Assim, Napoleão prosperou — e fez prosperar quem vinha desbravar o que, até então, era apenas floresta. Mas seu legado vai além do comércio. Ele foi vereador na primeira legislatura de Maringá, quando a cidade ainda era distrito de Mandaguari, e precisavam viajar semanalmente para as reuniões em Mandaguari. Foi presidente da Câmara e um dos grandes articuladores do movimento de emancipação política da cidade, processo que culminaria na criação do município. Também esteve envolvido em iniciativas que garantiram à cidade infraestrutura e relevância regional.
Napoleão foi marido, pai de quatro filhos, agricultor, comerciante, político. Apaixonado por café, comprou terras próximas a Iguaraçu, onde se dedicou à lavoura. Em casa, era o tipo de homem que batia de porta em porta para descobrir quantas crianças havia no bairro — não por política, mas para garantir o número necessário que viabilizasse a criação da primeira escola de Maringá, a Escola Isolada, onde uma única professora ensinava da primeira à quarta série, em uma casa de madeira (veja mais na página 98)
Faleceu precocemente, em 1957, vítima de um acidente aéreo na cidade de Ubatuba. Tinha apenas 50 anos. Sua morte comoveu a cidade ainda tão jovem, e foi então que a praça onde antes funcionava a rodoviária passou a se chamar Praça Napoleão Moreira da Silva — uma homenagem justa, imortalizada no coração de Maringá.
Mais do que nome de praça, Napoleão é um símbolo de gente que sonha, luta e transforma. De alguém que enxergou grandeza onde ainda não havia nem ruas — e ajudou a construir a cidade que hoje celebra sua existência.

Antônio Raposo Tavares (1598–1658) talvez seja um dos personagens mais ambíguos e emblemáticos da história do Brasil colonial. Natural de São Miguel de Piratininga, atual São Paulo, é conhecido como um dos mais ativos bandeirantes do século XVII. Conduziu expedições por milhares de quilômetros, atravessando territórios então pertencentes à Espanha, subindo rios e abrindo trilhas no que hoje corresponde à região amazônica, CentroOeste e partes da Bolívia e do Peru. Suas “bandeiras” são consideradas decisivas para ampliar, na prática, os limites do território brasileiro além do que previa o
Tratado de Tordesilhas.
Figura controversa, sua imagem navega entre a bravura de desbravador e os excessos de um tempo em que a escravidão indígena era prática comum. É necessário, portanto, reconhecer Raposo Tavares dentro da complexidade de sua época: um homem que, com espada, pólvora, pragmatismo e ambição, contribuiu para estabelecer os contornos territoriais do Brasil como o conhecemos hoje — mas cuja atuação deve ser lida à luz crítica dos valores contemporâneos.
A Praça Raposo Tavares, localizada no eixo central de Maringá, remete a essa presença na formação da identidade nacional, evocando um tempo em que o país ainda era colônia e em que homens como ele — com seus méritos e contradições — participaram da construção física, política e simbólica do território brasileiro.

José Bonifácio de Andrada e Silva (1763–1838) é, sem dúvida, uma das figuras mais respeitadas do processo de formação do Brasil como nação. Nascido em Santos, no litoral paulista, foi educado na Europa, onde se destacou como mineralogista, químico e membro de diversas academias científicas. Mas sua atuação mais conhecida se deu nos bastidores da política brasileira, ao lado de Dom Pedro I, como conselheiro-chave no movimento de ruptura com Portugal. Foi por essa atuação decisiva no processo de independência que recebeu o título de “Patriarca da Independência”.
Sua influência, no entanto, ultrapassou os episódios de 1822. José
Bonifácio foi um dos primeiros a propor a abolição gradual da escravatura, a defesa da população indígena, a criação de universidades no Brasil e a necessidade de um projeto nacional de instrução pública. Era, para seu tempo, um homem com pensamento progressista e iluminista, interessado na construção de um país moderno e soberano.
O tempo e a política, contudo, o afastaram do centro do poder. Foi exilado na França, retornou ao Brasil e viveu os últimos anos recluso. Ainda assim, sua atuação deixou marcas indeléveis na formação do Estado brasileiro. Em Maringá, seu nome batiza uma das praças mais movimentadas da cidade, que faz o eixo Av. Brasil com a Av. Cidade de Leiria, homenageando um personagem cuja trajetória nos lembra que a ideia de Brasil nasceu também no papel, na ciência e na coragem de propor caminhos que ainda hoje desafiam o presente.
Empreendedoras, visionárias e protagonistas de grandes transformações urbanas, estas mulheres ocupam o topo de um setor historicamente masculino e provam, com talento e sensibilidade, que o futuro das cidades também se ergue com mãos femininas. Neste ensaio exclusivo, celebramos a força de Sônia Khoury, Rafaela, Patricia e Gabriela Borges, Luciana e Mariana Just, Natália Marchini Cardoso, Patricia Palma e Talita Del Pintor — mulheres que constroem, lideram e inspiram

CIPLART CONSTRUTORA


CONSTRUTORA JUST

CONSTRUTORA MARCHINI CARDOSO




uma empresa que molda o futuro urbano de Maringá
Com 25 anos de atuação, a Pedro Granado Imóveis transformou-se em um grupo que alia tradição, inovação e excelência em negócios imobiliários — moldando o cenário urbano de Maringá e apontando para o futuro com solidez e originalidade
TEXTO VINÍCIUS LIMA FOTO JEFFERSON OHARA / ACERVO
Em 1984, após uma sólida carreira de 25 anos na Transparaná — então maior revendedora de tratores Massey Ferguson do Brasil — Pedro Granado Martines decidiu abrir as portas do que viria a ser uma das imobiliárias mais tradicionais de Maringá. Nascido de uma trajetória de trabalho, visão e envolvimento comunitário, o nome Pedro Granado tornou-se, com o tempo, sinônimo de integridade e inteligência imobiliária.
Filho de pioneiros que chegaram à cidade em 1952, Pedro acumulava experiência prática e espírito de liderança desde jovem. Passou pela alfaiataria, pelo setor bancário e cursou Economia na UEM. Atuou como colunista social, presidiu o Rotary Maringá Leste, foi diretor da ACIM e ocupou, nos anos 1990, o cargo de secretário de Estado do Trabalho no Paraná. Foi também um dos idealizadores das bases que dariam origem ao Codem, instituição que consolidaria a cultura de planejamento estratégico de Maringá. Em 2011, foi homenageado com o título de Cidadão Benemérito da cidade. Pedro Granado faleceu em 2022, deixando uma biografia marcada por dedicação, ética e profundo compromisso com o crescimento coletivo.
A imobiliária que leva seu nome foi criada formalmente em 1999 junto dos filhos Téo e Pedro Granado Filho. Em poucos
anos, consolidou-se como referência em locação, compra e venda.
A entrada da Pedro Granado Imóveis em Maringá aconteceu em uma época em que a cidade estava nos primórdios do mercado imobiliário. Neste processo evolutivo, a cidade cresceu e a Pedro Granado também, sempre reforçando o compromisso de se manter fiel aos valores de sua origem. Hoje a Pedro Granado Imóveis cresce a uma taxa de 29%, é a primeira imobiliária de Maringá a alugar e construir pelo sistema BTS (hoje com mais de 40 BTS no seu portfólio). É também a primeira com gestão própria para locações de curta temporada.
A força de vendas e locação de referência nacional, com a aposta de pessoas especializadas, equipes treinadas e investimento em tecnologia é um episódio à parte. Os números não mentem: +800 vendas de imóveis por ano; +1 imóvel locado por hora; +6 mil imóveis administrados; e um VGV de 400 milhões em 2024.
Foi a reputação e credibilidade da Pedro Granado Imóveis
que levou, ainda no ano 2000, um grupo de pessoas afetadas por uma construtora em colapso a buscar apoio na Pedro Granado. A resposta veio com a fundação da Construtora Futuro, que inauguraria uma nova fase de atuação: a construção de edifícios pelo modelo de administração. No mesmo ano, nascia também a U3 Urbanismo — então sob o nome de BMW Loteadora — voltada ao desenvolvimento de bairros planejados e loteamentos residenciais e comerciais, hoje presente em mais de 12 cidades do Paraná.
Téo e Pedro Granado Filho, que cresceram no chão de obra, acompanhando o pai desde pequenos, seguiram formações estratégicas — Téo no Direito, Pedro na Engenharia Civil — e, após experiências internacionais, levaram inovação e novas fronteiras para a empresa. Foi deles a decisão de marcar a nova fase da empresa com um diferencial arquitetônico visível: os prédios assinados pelo grupo passaram a refletir, do lado de fora, a mesma qualidade e originalidade que já existiam nos bastidores. O resultado? Uma coleção de empreendimentos que redefiniram a paisagem de Maringá.
Na Construtora Futuro, projetos como o Sunset Plaza, o Epic Tower com sua fachada toda em vidro, o moderno Seven Residence e os emblemáticos Four Seasons e El Cielo — ambos com um apartamento por andar — são exemplos do compromisso do grupo com inovação estética, funcionalidade e acabamento. O Acqualina Residence, posicionado em quatro terrenos da Av. XV de Novembro, desponta como um dos projetos residenciais mais ambiciosos do Paraná. Já o Open Life, recém-lançado, propõe uma moradia contemporânea para jovens empreendedores no coração do centro comercial da cidade.
Ao todo, a Construtora Futuro entregou 24 edifícios, tendo
mais 6 em execução, todos com altíssimo índice de valorização e lucratividade, graças ao modelo de Administração de Alta Performance que garante agilidade, qualidade e compromisso com o resultado final.
Essa trajetória consistente, inovadora e ao mesmo tempo familiar culmina em um marco recente: a inauguração da nova sede, a Casa Pedro Granado Imóveis, localizada na Av. Paraná. Mais do que um prédio, a Casa é um símbolo. Concebida para ser um espaço de acolhimento e sofisticação, ela traduz em cada detalhe o espírito da empresa. Com sete pavimentos, elevadores panorâmicos, rooftop com espaço gourmet e até uma oliveira centenária abraçada pelo skyline de Maringá, o espaço traz em sua essência a união entre tradição e vanguarda.
“Chamamos de ‘Casa’ porque queremos que nossos clientes se sintam realmente em casa. Mais do que realizar negócios, queremos construir relações”, explica Téo Granado.
E para isso, o espaço conta com auditório para eventos e treinamentos, salas VIP para apresentações virtuais e uma sala imersiva de realidade aumentada onde é possível explorar lançamentos em Maringá e até em Orlando, na Flórida.
Num mercado cada vez mais digital, a Pedro Granado Imóveis aposta no toque humano como diferencial. “Queremos que o cliente volte a estar fisicamente conosco. Que tome um café, que converse, que sinta confiança. Porque vender ou comprar um imóvel é mais do que uma transação — é uma escolha de vida”, diz Téo.
Ao celebrar os 78 anos de Maringá, celebrar a trajetória da Pedro Granado Imóveis é reconhecer que o desenvolvimento urbano da cidade se constrói com base, visão e permanência. A empresa segue mirando o futuro com os pés firmes em seus valores.

Com 40 anos de história, a Construtora Ciplart é símbolo de pontualidade, solidez e ética, unindo tradição familiar, excelência técnica e visão urbana em cada projeto — ajudando a construir a cidade de Maringá com responsabilidade e inovação
Em 5 de novembro de 1984, George Khoury, estudante de engenharia, junto de um colega recém-formado na UEM, decidiram construir algo maior do que prédios: uma história. Foi assim que George fundou a Construtora Ciplart, nome que, desde sua origem, já indicava uma proposta vanguardista: Construções, Impermeabilizações, Planejamento e Arte. Maringá, àquela altura, vivia outra realidade — urbanisticamente e economicamente — e as necessidades da cidade exigiam coragem e adaptabilidade. Foi justamente essa capacidade de ler o tempo e reinventar-se que tornou a Ciplart uma marca de solidez ao longo de quatro décadas.
George, então com apenas 22 anos, dava seus primeiros passos na engenharia com inquietação criativa e ética como princípio. Em pouco tempo já realizava incorporações imobiliárias. Mas o cenário macroeconômico dos anos 1980 e início dos 1990 — marcado por instabilidades, planos econômicos e a fragilidade do financiamento imobiliário — levou a Ciplart a expandir sua atuação. Com isso, passou a executar também obras comerciais, industriais e públicas, consolidando-se como uma construtora multifacetada.
Com a estabilização econômica após o Plano Real e a reestruturação do mercado nos anos 2000, a Ciplart voltou
a investir com vigor na verticalização residencial. Uma escolha que se alinha ao desenvolvimento urbano de Maringá, especialmente em áreas como a Zona 3 e o Jardim Dom Pedro Peres, onde a empresa tem colaborado na transformação urbanística e habitacional. “Temos fotos da Zona 3 quando era praticamente ausente de verticalização. Hoje ela representa uma verticalização planejada, com qualidade de vida e acessibilidade, e a Ciplart fez parte disso”, afirma Sônia Khoury, que atua ao lado de George na condução da empresa desde 1998.
Ao longo dessas quatro décadas, foram mais de 23 empreendimentos residenciais entregues e mais de 1.500 apartamentos construídos, além de obras emblemáticas como o Porto Seco, o antigo Car Wash, o Night Club, e grandes plantas industriais como as unidades da multinacional francesa Solabia, em Maringá. A Ciplart não apenas executou essas obras, mas participou do desenvolvimento dos projetos desde a sua concepção — como na visita de George à matriz da Solabia na França, para entender com profundidade a engenharia que se instalaria aqui.
Mas entre tantos marcos, um deles se tornou valor inegociável: o compromisso com o prazo. A Ciplart ostenta

um histórico exemplar, com 100% dos empreendimentos entregues dentro do prazo contratual, muitas vezes até com antecedência. Um dos casos mais notáveis foi o de um empreendimento no Jardim das Estações, entregue com sete meses de antecedência. Esse ritmo é resultado de uma gestão de obra eficiente, processos bem definidos e parcerias duradouras com fornecedores e profissionais da construção civil — muitos deles com mais de 15 anos de trajetória junto à empresa.
Com o tempo, o grupo também construiu relações sólidas dentro e fora do canteiro. “Temos zero passivo trabalhista. Construímos vínculos de reciprocidade com quem cresce junto com a gente”, comenta Sônia. A qualidade é levada a sério não apenas no que aparece — como acabamento e revestimento — mas principalmente naquilo que sustenta: estrutura, aço, tubulação, impermeabilização. E essa filosofia se estende ao ambiente de trabalho, sempre pautado na dignidade, segurança e valorização da equipe.
Hoje, a Ciplart segue com foco na incorporação verticalizada, e o mais recente lançamento, o Fascino, ilustra o momento de maturidade e sofisticação da empresa. Com apartamentos de 137 m², três suítes, três vagas de garagem
e duas unidades por andar, o empreendimento representa o encontro entre qualidade construtiva e estilo de vida elevado — um reflexo da nova fase da empresa.
O olhar da Ciplart para o futuro se manifesta em áreas como o Jardim Dom Pedro Peres, um vazio urbano entre avenidas nobres da cidade que promete ser o próximo eixo de verticalização planejada. Um bairro ainda residencial, com tranquilidade, acesso facilitado a escolas, hospitais, ao Centro Cívico e às áreas verdes — e com enorme potencial de se tornar uma nova centralidade urbana.
A história da Ciplart é também a história da Maringá moderna. Não apenas pelo vínculo afetivo de George Khoury Jr. com a cidade — ele é neto de Napoleão Moreira da Silva (saiba mais sobre este pioneiro nesta edição), um dos grandes articuladores da emancipação política de Maringá — mas porque a empresa contribuiu concretamente para o desenho e o ritmo com que a cidade cresceu.
Quarenta anos depois, o que começou como o sonho de um jovem engenheiro, hoje é sinônimo de excelência, pontualidade, ética e visão. E é com esses mesmos fundamentos que a Ciplart segue firme, pronta para construir os próximos capítulos de uma cidade que não para de evoluir.

Sede da GRP Construtora, no número 1346 da Av. Itororó
TEXTO VINÍCIUS LIMA FOTO RICKARDO ANDRADE
Se Maringá é uma cidade que sonha alto, é porque tem em sua trajetória marcas que souberam transformar projetos em realidade. Entre elas, a GRP Construtora ocupa um papel especial. Completando 16 anos de atuação em 2025, a empresa não apenas acompanhou a evolução urbana da cidade — ela cresceu com ela, expandindo sua atuação, refinando seus projetos e elevando o padrão de qualidade do mercado imobiliário local.
O início foi modesto, mas simbólico: Antes mesmo da construtora existir como empresa, CD (Carlos) e Patricia Borges deram os primeiros passos com projetos de loteamentos em Santa Cruz de Monte Castelo. Ele, engenheiro civil formado pela UEM, com especialização pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ela, formada em Direito pela UEM e servidora pública no Tribunal de Justiça do Paraná. Unidos não só na vida pessoal, mas também na vontade de construir algo juntos, começaram a desenvolver pequenas obras que logo ganharam forma e propósito.
Com o tempo, vieram as primeiras casas em Maringá e foi nesse momento que surgiu a GRP— uma sigla que carrega em si os nomes da família: Gabriela, Rafaela e Patricia, ainda sem imaginar o tamanho que aquela semente tomaria. Um escritório de 17m² no Boulevard Gallery, na Zona 4, foi o ponto de partida para o que viria a se tornar uma construtora referência na cidade. Patrícia descobriu sua vocação no setor imobiliário. “Minha experiência como conciliadora foi essencial. Saber ouvir, mediar, encontrar soluções equilibradas... Tudo isso se tornou um diferencial também na construção civil”, relembra.
Desde então, a empresa se consolidou com um crescimento constante, tanto em estrutura quanto em ambição. Hoje, instalada em uma sede própria de mais de 2 mil m² na Avenida Itororó, a GRP é reconhecida pela combinação entre tradição familiar e ousadia arquitetônica. O DNA da construtora
é o de entregar mais do que obras: entregar histórias, experiências, pertencimento.
Nos últimos anos, a chegada de Gabriela e Rafaela à GRP representou a continuidade natural de uma história construída com dedicação. Com uma visão atualizada e cheia de energia, elas somam ao time familiar novas ideias e olhares, colaborando com a evolução da marca. A GRP segue firme em seu propósito, olhando para o futuro com responsabilidade, sensibilidade e o compromisso de manter a essência que sempre guiou seus caminhos. “É assumir a responsabilidade de evoluir sem perder a essência”, compartilha Gabriela.
O momento atual da GRP reflete essa transição. Com uma equipe sólida, a empresa vem investindo em projetos cada vez mais arrojados e alinhados com as tendências contemporâneas da arquitetura e da moradia urbana. Seus lançamentos prezam pela estética, pela funcionalidade dos espaços e pela conexão com o estilo de vida atual, mantendo sempre o compromisso com a qualidade construtiva e o bom relacionamento com clientes e parceiros.
E é justamente esse equilíbrio entre passado e futuro que torna a GRP uma construtora alinhada ao espírito de Maringá. Cidade jovem e visionária, que não tem medo de ousar e que valoriza o planejamento, a sustentabilidade e a inovação. A cada bairro em expansão, a cada novo endereço que surge no horizonte urbano, há a presença de empresas como a GRP — que apostam na cidade, investem em seu potencial e participam ativamente de sua construção.
Celebrar os 78 anos de Maringá é reconhecer quem fez parte dessa jornada. E, nesse cenário, a GRP Construtora é exemplo de como sonhos familiares podem se transformar em empreendimentos sólidos, humanos e duradouros. Um retrato fiel da cidade que também nasceu de um sonho — e que, como a GRP, segue crescendo com os pés no chão e o olhar no futuro.
Em uma cidade planejada desde os primeiros traços, algumas marcas se tornaram parte do próprio desenho urbano de Maringá. A Silvio Iwata é uma delas. Fundada há quase meio século, a imobiliária não apenas testemunhou a transformação da cidade, como participou ativamente dela — abrindo caminhos, ocupando vazios, sinalizando oportunidades, apontando para o futuro.
Da esquina onde nasceu, entre a Néo Alves Martins e a Basílio Sautchuk, a empresa viu Maringá se expandir, modernizar-se, verticalizar-se. E foi acompanhando esse movimento com a naturalidade de quem entende que crescer é
um processo orgânico, mas que exige visão, preparo e, acima de tudo, presença. A mesma esquina que abrigou por décadas a matriz da empresa agora ganhará um novo capítulo, com o lançamento de um empreendimento imobiliário que reflete o mesmo cuidado e senso estético que a Silvio Iwata sempre ofereceu aos seus clientes. Ao lado, no novo endereço da sede administrativa, as luzes verdes da fachada anunciam uma fase de inovação e acolhimento, onde estrutura, tecnologia e humanização se encontram para dar suporte a mais de 130 colaboradores e a uma carteira robusta de clientes que buscam — mais do que imóveis — segurança e confiança.


Muito além de intermediar vendas, a Silvio Iwata participa da concepção de empreendimentos, ajudando a moldar regiões inteiras da cidade. Através da Prime, seu braço voltado a produtos de médio e alto padrão, a empresa atua desde a leitura estratégica do mercado até o desenvolvimento de produtos, contribuindo para que Maringá receba empreendimentos pensados nos mínimos detalhes: da planta à experiência final de moradia.
Essa participação não se limita à lógica dos negócios. Está nas atitudes. Na atuação social da presidente Fátima Iwata, há mais de 30 anos como voluntária do Lar Escola. Está no olhar apurado de Silvio Iwata, que enxerga no crescimento urbano uma responsabilidade coletiva. E está também no protagonismo da nova geração, com Silvinho e sua irmã Thais Iwata dando continuidade à cultura de excelência, compromisso e visão de
futuro que sempre nortearam a empresa. Uma sucessão natural, que mantém viva a essência da marca enquanto imprime novos ritmos e possibilidades à sua atuação.
Ao longo dos anos, Maringá se tornou um dos principais polos econômicos do Sul do Brasil, com índices de desenvolvimento humano e qualidade de vida que impressionam. E, em cada fase dessa evolução, a Silvio Iwata esteve ali, oferecendo não só imóveis, mas também perspectivas.
Celebrar os 78 anos de Maringá é reconhecer o valor de quem ajudou a construir esse percurso. E, nesse cenário, a Silvio Iwata é mais do que uma imobiliária: é um marco na paisagem física e simbólica da cidade. Uma marca que continua, dia após dia, escrevendo seu nome nos endereços mais desejados — e, mais do que isso, no coração de quem escolhe viver aqui.

Seja por meio de obras de infraestrutura ou de habitações, construção
civil é pilar do desenvolvimento local; segundo levantamento do Sinduscon, são mais de cem edifícios em construção
Uma cidade pujante, que se destaca por indicadores de infraestrutura e de desenvolvimento urbano. Assim é Maringá, que começou a ser planejada antes da fundação e hoje, aos 78 anos, oferece qualidade de vida acima da média aos seus mais de 400 mil moradores. A cidade tem o melhor saneamento básico do país, de acordo com o Instituto Trata Brasil, levando em consideração indicadores como atendimento de água e tratamento de esgoto. Também está sempre presente em rankings de melhores cidades para viver e para construir carreira.
Esta pujança é resultado de planejamento, e o setor da construção civil é parte importante do processo por meio de obras de infraestrutura, construção de moradias, comércios, escolas e espaços públicos, participação em discussões que interferem na mobilidade e incorporando aos projetos tecnologia e novidades que trazem conforto e qualidade de vida.
Com 33 anos e atuação em 126 municípios do Noroeste do Paraná, o Sinduscon/PR-Noroeste tem apoiado a construção civil e é aliado do desenvolvimento urbano. Compõe conselhos municipais, câmaras técnicas e entidades a fim de discutir e contribuir para o planejamento urbano, representando as demandas do setor.
Um levantamento feito pelo Sinduscon, com apoio da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), comprova a relevância e a organização do setor. Maringá tem, segundo dados de maio, 104 prédios residenciais em construção, que somam 10.526 apartamentos e 1,420 milhão de metros quadrados.
Apartamentos com 3 e 2 quartos totalizam, respectivamente, 3.550 e 3.031 unidades, contra 1.524 de Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis), 1.092 studios, 1.087 de 1 dormitório e 242
com quatro dormitórios. Zonas 7, 3, 1 e 27 concentram, nesta ordem, a maioria dos novos prédios.
Os dados ajudam as construtoras a desenvolver projetos, a entender as demandas por moradias e a identificar as oportunidades de mercado. O mapeamento é bimestral e traz ainda informações sobre empreendimentos entregues e que serão lançados.
Outro número que revela a importância da construção civil é a geração de empregos: são mais de 10 mil trabalhadores com carteira assinada apenas em Maringá. Nos três primeiros meses do ano, a construção civil foi responsável por quase 20% dos novos empregos da cidade. No Paraná, a situação se repete: de janeiro a março, a construção respondeu por 11% das vagas criadas.
Para o presidente do Sinduscon/PR-Noroeste, Rogério Yabiku, a organização do setor reflete-se no desenvolvimento urbano. As construtoras pautam seu trabalho pela tecnologia, inovação, melhoria contínua de processos e em atender os anseios dos clientes. Não à toa os prédios são tecnológicos, com ampla área de lazer e arquitetura diferenciada.
As construtoras também são incentivadas a melhorar processos e a adotar inovações por meio do Prêmio Sinduscon, que chega à 12ª edição avaliando obras e escritórios, por meio de uma comissão julgadora em visitas locais. Após a cerimônia de premiação, que acontecerá em 24 de outubro, as construtoras receberão um relatório com pontos de melhorias. É uma espécie de consultoria, com informações técnicas e oportunidades de desenvolvimento.
Estas iniciativas de um setor organizado e que busca constante inovação ajudam Maringá a ser construída de forma planejada e com qualidade de vida.
A SEGUIR APRESENTAMOS NOSSA SELEÇÃO DE EMPREENDIMENTOS, PARA INVESTIR, MORAR, VIVER.
A.YOSHII @a.yoshiiengenharia


ALLE @alleempreendimentos

CORPAL INCORPORADORA @corpalincorporadora
CONSTRUTORA CIPLART @ciplartconstrutora


EVENSE @evense.inc

DESIGN EMPREENDIMENTOS @design.empreendimentos

CONSTRUTORA FUTURO @construtora.futuro
GPC EMPREENDIMENTOS @gpcempreendimentos



CONSTRUTORA INFILL @construtorainfill


CONSTRUTORA JUST @construtorajust
CONSTRUTORA MARCHINI
@marchinicardoso


MONOLUX EMPREENDIMENTOS
@monoluxempreendimentos


PLAENGE MARINGÁ
@plaenge.maringa

ARUNA URBANISMO @arunaurbanismo

CONSTRUTORA RAZENTE @construtorarazente
ROTTADEL @rottadelconstrutora


INCORPORADORA @meusensia

Com 15 anos em Maringá, a Bontempo se consolidou como referência em móveis planejados de alta expressão. Sob o comando de Hunoel Gonçalves, a loja combina design, tecnologia e afeto — transformando sonhos em espaços que refletem identidade e excelência
TEXTO VINÍCIUS LIMA FOTO ANDRÉ RENATO
Há 15 anos, a Bontempo desembarcava em Maringá trazendo consigo a proposta de oferecer experiências, acolhimento e um novo olhar sobre o morar. Sob o comando do administrador Hunoel Santos Gonçalves, a unidade local da marca consolidou-se como referência em sofisticação, atendimento personalizado e execução impecável de projetos que aliam estética e funcionalidade.
A história da Bontempo começa em 1978, na Serra Gaúcha, quando os irmãos Rosmar, Rudimar e Rudinei Stedile fundaram, em São Marcos, uma marcenaria inspirada na tradição familiar de seus avós italianos. Desde então, a marca cresceu e hoje conta com mais de 55 lojas no Brasil e no exterior, sempre mantendo como premissa a ideia de que cada ambiente deve ser a expressão legítima de quem o habita. Unindo técnicas artesanais e tecnologia de ponta, a Bontempo elevou a movelaria planejada à condição de design autoral, com acabamento impecável e uma promessa rara: garantia de 7 anos em seus produtos.
Em Maringá, essa história de sucesso ganhou um rosto local. Hunoel Gonçalves é formado em Administração pela Faccar, em Rolândia, e tem especialização em Qualidade Total e Reengenharia pela Unopar, em Londrina. Começou a trabalhar muito jovem — passou pela Folha de Londrina, atuou por 16 anos na Copel, onde chegou ao cargo de gerente de agência comercial, e permaneceu ainda por 12 anos à frente da Serlimp, empresa de destaque em Londrina. A experiência adquirida ao longo desse caminho foi fundamental para sua trajetória como empresário.
A unidade da Bontempo Maringá nasceu com apenas quatro colaboradores e, hoje, soma 22 profissionais entre áreas técnicas, administrativas e atendimento ao cliente. E embora tenha evoluído em estrutura e alcance, manteve intacto um traço fundamental da liderança de Hunoel: a sensibilidade com as pessoas. “Nunca vou esquecer de algo que ouvi ainda na Copel, de um amigo querido, o
Ludinei Picelli: ‘o segredo não é você saber como fatura energia, como vende, – ou hoje, de arquitetura e projeto –, o segredo é saber lidar com as pessoas’”, conta Hunoel. E é exatamente essa capacidade de criar conexões humanas genuínas que sustenta o sucesso da loja ao longo dos anos.
A Bontempo Maringá tornou-se ponto de encontro para arquitetos, designers e clientes exigentes. É uma casa onde cada projeto é tratado como único — da primeira conversa ao último detalhe de montagem. A loja se destaca não apenas pelo padrão técnico de seus móveis, mas também pelo cuidado em ouvir, entender e acolher os desejos de quem busca mais do que soluções espaciais: busca beleza, significado e pertencimento.
Em 2025 a Bontempo Maringá celebra seus 15 anos de casa nova, um showroom recentemente inaugurado na Av. Carlos Correa Borges, 1475, com ambientes que refletem a curadoria, o design e o surpreendente grau de personalização que a marca oferece: são mais de 1950 cores, em diversos tipos de acabamentos e texturas diferentes. Uau!
Ao longo de 15 anos, a unidade local assinou projetos residenciais e comerciais que ajudaram a moldar os interiores de Maringá com elegância e personalidade. O atendimento, feito com atenção artesanal, somado à robustez de uma marca nacional consolidada, criou uma sinergia que vai além da movelaria. A Bontempo Maringá é, hoje, sinônimo de confiança, credibilidade e afeto — uma loja onde cada ambiente começa com uma conversa, e termina com um encantamento.
E assim como Maringá, a Bontempo segue se reinventando. Com os olhos no futuro, a loja reafirma a cada projeto que excelência é feita de escuta, cuidado e pessoas. Porque por trás de todo grande ambiente, existe sempre alguém que soube acolher um sonho com as próprias mãos.
Com 30 anos de história, a Jovem Pan Maringá 101,3 é voz ativa no desenvolvimento da cidade. Com audiência crescente no digital e liderança nas ondas do rádio, a emissora vive nova fase sob o
Faz parte da história de Maringá sintonizar a Jovem Pan 101,3 no carro nas primeiras horas da manhã. Há 30 anos no ar, a emissora acompanhou e protagonizou capítulos importantes da vida da cidade, sendo mais do que uma fonte de informação: um canal pulsante de opinião, participação e influência. Fundada por Luiz Pereira da Silva — empresário visionário que chegou à cidade ainda nos anos 90 —, a rádio consolidou-se como uma das principais afiliadas do Grupo Jovem Pan no país. Desde o início, sua proposta era ousada: fazer jornalismo sério, com credibilidade, mas sem jamais perder o pulso popular. Atualmente sob o comando de seu filho, Andrey B. P. da Silva, a Jovem Pan Maringá atravessou fronteiras, microfones e ondas de rádio, chegando com força total ao universo digital. Hoje, é considerada uma referência nacional na transição de audiência do rádio tradicional para as plataformas online. Um dos maiores cases de sucesso da rádio é o programa RCC News, que vai ao ar todas as manhãs a partir das 7h. O noticiário, que mistura política, cotidiano e bom humor, conduziu o canal da Jovem Pan Maringá a marca de 350 mil inscritos, colocando a rádio como uma das maiores afiliadas do Grupo Jovem Pan no digital. Essa conquista, que rendeu à emissora a placa de prata da plataforma, mostra a força do conteúdo local quando aliado à tecnologia e ao engajamento com o público.
Andrey, que nasceu em São Paulo e se mudou com a família para Maringá aos 15 anos de idade, sempre teve uma relação íntima com os bastidores da comunicação. “Meus amigos de escola em São Paulo diziam: ‘Mas Andrey, em
Maringá já tem eletricidade?’”, relembra entre risos. O que era piada virou resposta concreta: hoje, Maringá figura entre as melhores cidades do Brasil para se viver e é reconhecida por sua qualidade de vida, planejamento urbano e pujança econômica.
A rádio, como veículo atuante, participou desse processo de crescimento — informando, questionando e celebrando com a cidade cada conquista.
Além da atuação como diretor da Jovem Pan Maringá, Andrey comanda outros empreendimentos. É formado em Administração pela UEM, com pós-graduação pela FGV-SP, e também atua no ramo imobiliário internacional, à frente da ABR Investment, sediada em Orlando, Flórida, que comercializa imóveis na região da Disney. Foi durante o período o que morou nos Estados Unidos, entre 2015 e 2021, que teve sua visão empreendedora ainda mais fortalecida, levando para seus negócios a disciplina estratégica americana e a sensibilidade de quem cresceu em uma emissora que aprendeu a ouvir todos os lados.
Hoje, com sua voz reverberando nos rádios, nas telas e nas redes sociais, a Jovem Pan Maringá representa mais do que uma emissora: é um símbolo de credibilidade e conexão com o que acontece na cidade. A cada manhã, os microfones da 101,3 se abrem para o debate democrático, para o jornalismo independente e para a construção de uma Maringá ainda mais forte — porque, ao longo de três décadas, o que a rádio mais aprendeu foi que dar voz à comunidade é também dar voz ao progresso.

Andrey B. P. da Silva, Diretor da Jovem Pan Maringá 101,3 fala como em 30 anos de história a emissora participou da evolução da cidade, tornando-se líder de audiência e hoje um case de sucesso na plataforma digital do YouTube

Convidamos Alan e Adriana para posar em frente à obra de sua futura nova sede, um marco para a Av. Nóbrega e para a cidade
Com 18 anos de trajetória, o escritório Federiche Mincache Advogados alia inteligência jurídica, visão estratégica e atuação multidisciplinar para impulsionar empresas, proteger legados e contribuir para a evolução do ecossistema empresarial
Se Maringá é reconhecida nacionalmente como polo de inovação, planejamento e empreendedorismo, é porque, ao longo das últimas décadas, grandes negócios foram amparados por mentes visionárias — inclusive no campo jurídico. O escritório Federiche Mincache Advogados, com 18 anos de história, é parte essencial desse cenário. Muito além da advocacia contenciosa tradicional, o FM se consolidou como um verdadeiro parceiro estratégico de empresas que buscam não apenas se defender, mas crescer, proteger seu legado e construir com solidez o futuro. Fundado em 2008 pelo casal de advogados Adriana Federiche Mincache e Alan Mincache, o escritório nasceu da experiência real de quem compreende, por dentro, o ritmo e a lógica das corporações. Ambos iniciaram suas jornadas profissionais muito cedo, ainda no início da graduação em Direito, e trouxeram para sua atuação jurídica a visão proativa de quem sempre esteve um passo à frente. “Desde o início, nossa proposta foi criar uma advocacia que estivesse integrada à realidade do cliente. Conhecemos o dia a dia das empresas e falamos a mesma linguagem dos empresários”, resume Alan.
Ao longo dos anos, o FM expandiu seus serviços e áreas de atuação, estruturando-se em núcleos especializados que permitem uma abordagem altamente técnica e personalizada. O escritório atua de forma abrangente em Direito Civil e Empresarial, Direito Trabalhista para Empresas, Direito Contratual e de Negócios, Direito Societário (com ênfase em compra e venda de empresas e operações de M&A), Planejamento e Gestão Tributária, Reestruturação de Empresas (incluindo recuperação judicial e gerenciamento de crises), Direito do Agronegócio, Compliance e Governança Corporativa, Direito Ambiental e Interesses Difusos.
A solidez do escritório não está apenas em sua estrutura jurídica, mas também em sua capacidade de diálogo com outros campos de conhecimento e de gestão. A partir dessa visão multidisciplinar, o grupo deu origem a três empresas independentes, mas complementarmente conectadas ao FM: a ÁriaTax, voltada ao planejamento fiscal e tributário, com atuação consultiva altamente técnica; a Spectra Inteligência em
Gestão Empresarial, empresa focada em gestão de empresas, com soluções práticas para eficiência, estratégia e performance; e a Neos, uma empresa de soluções tecnológicas. Todas carregam o mesmo DNA de excelência que consolidou o FM como uma referência jurídica no Paraná e que avança para outros Estados.
Hoje, o escritório possui unidades em Maringá, Londrina e Curitiba, com projetos já avançados de instalação de novas unidades em Brasília e São Paulo, e com novo endereço-sede sendo construído em Maringá, em plena Avenida Nóbrega — um gesto simbólico de compromisso com o crescimento da cidade e da marca. A ampliação física acompanha também o amadurecimento institucional: nos últimos anos, Adriana e Alan passaram a integrar importantes posições da advocacia paranaense. Adriana é Conselheira Estadual da OAB Paraná, e Alan ocupa atualmente o cargo de Vice-Presidente da Comissão de Recuperação Judicial e Falência da OAB Paraná, além de serem membros ativos de diversos institutos de Direito de Empresa, no Brasil e no exterior.
Esse engajamento extrapola o meio jurídico. O Federiche Mincache Advogados tem se destacado também por seu papel social, sendo reconhecido como Empresa Cidadã do Rotary Internacional e parceiro em diversas campanhas beneficentes, como arrecadação de agasalhos e doação de livros para crianças. A cultura organizacional também é motivo de orgulho: há dois anos consecutivos, o FM recebe o selo Great Place to Work (GPTW) como uma das melhores empresas para se trabalhar — reconhecimento que celebra um ambiente de trabalho ético, saudável e inspirador, que hoje já conta com mais de 80 profissionais de alta performance.
Tudo isso faz do FM muito mais do que um escritório de advocacia. Trata-se de uma instituição que pensa o Direito como instrumento de transformação real, contribuindo para o desenvolvimento de empresas e pessoas. Em sintonia com o espírito progressista de Maringá, o Federiche Mincache se mantém fiel ao que sempre acreditou: a melhor estratégia jurídica é aquela que nasce do conhecimento profundo da realidade de cada cliente — e que se antecipa a ela.

Quarenta anos de uma trajetória que combina design, ética e vínculos
duradouros. A história da Realize Móveis é a história de uma família que cresceu com Maringá — fiel à beleza, ao conforto e às relações que resistem ao tempo
TEXTO VINÍCIUS LIMA FOTO HUEL FRANCO
Poucas marcas em Maringá podem dizer que cresceram junto com a cidade — enfrentando planos econômicos, desafios de décadas de instabilidade política, e ainda assim, mantendo a essência inabalável. A Realize Móveis é uma dessas histórias. Uma marca que atravessou quatro décadas apostando no design, na durabilidade e, acima de tudo, na relação de confiança com quem compra, vende e fabrica cada peça.
Tudo começou em 1985, quando o paulista Rubens Ottoboni, recém-chegado em Maringá, decidiu mudar os rumos da própria história. A dificuldade que encontrou para mobiliar o novo apartamento em Maringá, ainda uma cidade com poucas lojas especializadas, fez nascer a ideia: montar uma fábrica que produzisse móveis planejados e em série. A empresa cresceu vendendo para o consumidor final e lojistas no atacado.
Em 1991, sua filha Sandra Ottoboni de Oliveira entrou para a empresa. Professora de piano desde os 15 anos, graduada em Letras e com mestrado pela UFSC, Sandra dava aulas em cursinhos e na UEM quando decidiu abrir mão da vida acadêmica e assumir a operação da loja. “Eu sempre amei este trabalho, tanto que apenas 3 meses após começar a trabalhar para o meu pai, a demanda aumentou tanto que eu já estava faturando pedidos com entrega prevista para o ano seguinte”, relembra Sandra. Em 1999, passou a comandar sozinha a Realize — que, à época, contava com unidades em Maringá e Londrina. Após um desafio de saúde do marido, que também ajudava na gestão financeira das lojas, veio a decisão difícil: fechar Londrina e concentrar tudo em Maringá. “Foi a melhor
coisa que fizemos”, conta. “A loja cresceu, se estabilizou. Foi quando nos reencontramos com o nosso verdadeiro foco.”
Hoje, com 770 m² de showroom na Avenida JK — eixo nobre da arquitetura e decoração em Maringá — a Realize segue sendo administrada com olhar criterioso, ética inegociável e paixão pela estética. O filho de Sandra, Rafael Ottoboni de Oliveira, é quem hoje representa a terceira geração da marca. Formado em Engenharia Mecânica e em Design de Interiores, ele entrou para a empresa há 10 anos com um olhar fresco e técnico, reforçando ainda mais o compromisso da Realize com a excelência. “Aqui, o cliente não vem só para ver peças. Ele busca design, acabamento e conforto — nesta ordem, ou às vezes invertida, mas sempre com esse tripé”, explica Rafael.
Além de encantar quem entra, a Realize fideliza quem está por trás dos bastidores. “Temos colaboradoras que estão conosco há mais de 20 anos. E fornecedores também. Quando escolhemos uma marca para representar, é para construir uma história juntos, não para testar”, conta Sandra.
A mesma lógica segue para os móveis e artigos de decoração encontrados na loja, feitos para durar. “A gente compra um móvel não para trocar, mas para viver com ele”, afirma Sandra.
Com 40 anos de história, a Realize celebra não só a longevidade, mas a permanência de seus valores. Num mercado em constante transformação, ela soube manter-se relevante sem perder a essência. E como Maringá, sua cidade-natal de coração, continua evoluindo, reinventando-se, sem jamais se esquecer das raízes.

Ely e Ester Nogueira no parque fabril da Ostellato Movelaria, uma fábrica de mais de 5 mil metros quadrados onde a tecnologia e automação faz parte de todos os processos produtivos
Com mais de 40 anos de tradição, a Ostellato Movelaria celebra Maringá com uma história que combina tecnologia de ponta, produção customizada e um legado familiar que faz da marca um símbolo de excelência, sustentabilidade e amor pelo ofício
TEXTO VINÍCIUS LIMA FOTO RICKARDO ANDRADE
Em uma cidade reconhecida por sua vocação planejada e pela qualidade de vida, a Ostellato Movelaria se destaca como uma das empresas que acompanham — e ajudam a moldar — a evolução de Maringá. Com mais de 4 décadas de experiência e mantida sob os cuidados da família até hoje, a empresa é, ao mesmo tempo, guardiã de um ofício ancestral e entusiasta da mais alta tecnologia em produção de móveis sob medida. Nas mãos de Ely e Ester Nogueira, a Ostellato alia tradição e inovação com uma visão de futuro que respeita a história, a sustentabilidade e, sobretudo, as pessoas. Hoje com 6 pontos de vendas em 4 cidades do Estado (Londrina, Maringá, Campo Mourão e Umuarama), a estrutura da Ostellato impressiona.
Localizada no Parque Industrial de Maringá, a fábrica da Ostellato tem mais de 5 mil m² de área construída, o parque fabril opera com 95% de automação, impulsionado por maquinários de última geração. Do corte das peças à colagem de fitas de borda, da usinagem ao empacotamento termo encolhível, os processos seguem rigor técnico e cuidado em cada etapa. Mas apesar de toda essa precisão mecânica, a alma do negócio continua sendo humana. “O software planeja o corte, a máquina executa, mas o olhar atento do arquiteto e o cuidado do nosso time são o que realmente dão vida aos ambientes que entregamos”, afirma Ely.
A história da Ostellato é fruto da experiência de Ely, que aprendeu o ofício da marcenaria ainda em um tempo em se fazia à base de muito talento manual. Hoje, a empresa emprega
diretamente mais de 160 colaboradores — número que deve crescer com a expansão da estrutura — e é responsável pela execução de cerca de 25 a 30 obras residenciais por mês. “Temos em média 16 montagens acontecendo por dia. E nosso diferencial está no prazo: enquanto o mercado entrega em até seis meses, nós fabricamos os móveis em 55 dias úteis”, explica Ester.
Mas a rapidez só é possível porque não se abre mão da qualidade. Na Ostellato, toda matéria-prima tem origem certificada. A sustentabilidade é outro pilar da marca. Toda sobra de material, inclusive o pó do MDF, é coletado e enviado para centros de reciclagem. O sistema de exaustão da fábrica é moderno, garantindo qualidade do ar e reaproveitamento de partículas. Para os colaboradores, a estrutura da fábrica é pensada para preservar a saúde e o bem-estar: a movimentação de materiais é feita por trilhos suspensos que eliminam o esforço físico e evitam lesões.
Talento também se forma dentro de casa: 80% dos profissionais que atuam na Ostellato aprenderam o ofício ali mesmo, desde o básico. “Temos orgulho de dizer que nossa marcenaria é uma escola. Muitos começaram sem saber pegar numa ferramenta e hoje são especialistas”, diz Ely. A fidelização também se estende aos fornecedores, alguns parceiros da marca há mais de 30 anos. “A gente só trabalha com quem compartilha da nossa visão: seriedade, comprometimento e respeito pelo cliente”, conclui Ester.

Ah, o tempo. Menino levado que se faz de bobo e quando se vê, lá se foram 55 anos. 1970 foi pródigo de acontecimentos: vitória brasileira na Copa do Mundo, criação da Universidade Estadual de Maringá pelo Decreto Estadual nº 18.109, de 28 de janeiro e meu nascimento. Sem falsa modéstia: nascer no mesmo ano de uma das melhores instituições de ensino superior do Brasil é golaço de final. Como boa amiga reconheço-a em muito do que sou, seja pelos amigos que fiz ou pela formação acadêmica que recebi, mas em especial pelo respeito ao patrimônio público, gratuito e de qualidade, construído com o talento de tantas mãos – alunos, professores e servidores. Como velha conhecida tenho
encontrado a UEM em períodos, momentos, pessoas e situações tão expressivos quanto singulares. Longe de ser coincidência, a universidade simplesmente se faz presente em latitudes e longitudes muito além da avenida Colombo, pois um patrimônio não surge de um dia para o outro. É preciso tempo, aquele danado, e gente. Muita – e boa – gente.
O ano é 1977 e minha família é mais uma a chegar em Maringá para fazer o futuro e estudar os filhos. Com pouco mais de 120 mil habitantes, a cidade convidava os adultos ao trabalho e as crianças às mais incríveis aventuras, como andar soltas pelas ruas subindo nas muitas árvores que enfeitavam ruas e praças.
Se para alguns a vida seguia prazerosamente à toa, para outros era pura dedicação. “Concluí o curso de Física na UEM, que havia sido reconhecida em maio de 1976, justamente o ano do meu ingresso, no segundo semestre de 1979. As lembranças são muitas: antes de mais nada, a alegria de ter conseguido uma vaga somada à apreensão pela escolha de um curso considerado “difícil”. Seria preciso conciliar oito horas de trabalho diário com as exigências de um curso noturno, cujo índice de reprovação às vezes superava 90%. Me lembro também de sentir muito sono, pois dormia bem pouco e tinha apenas 18 anos. Depois de alguns meses o curso começou a me transformar, pois me deu a chance

– que ainda considero o melhor presente que uma boa escola pode oferecer - de descobrir em mim capacidades das quais nem eu mesmo suspeitava”, conta Luiz Roberto Evangelista, mestre em Físico-Química pela Universidade Federal de Santa Catarina, doutor em Física de Partículas pela Universidade de São Paulo e pós-doutor pelo Politecnico di Torino, na Itália, onde também foi Professor Visitante. Foi professor titular de Física Teórica e continua atuando no Programa de Pós-Graduação do Departamento de Física da UEM.
Evangelista, que ensinou Física no então colegial para minha irmã no Colégio Marista e cuja esposa, a eterna “tia
Cidinha”, foi minha professora no primário da mesma escola, foi contratado como professor colaborador no primeiro semestre de 1980 e passou a professor assistente do Departamento de Física durante o mestrado. “Ainda sentíamos o peso da ditadura em quase tudo o que fazíamos. Era preciso estar atento ao que se dizia, pois sabíamos haver muita gente “infiltrada”, sobretudo em reuniões de diretórios estudantis e departamentos. Nosso ambiente era bastante politizado e havia reuniões frequentes, pois os destinos do departamento e da universidade ainda estavam sendo construídos. Os governantes do Paraná, todos indicados pelo regime militar, nunca demonstraram muita simpatia pela atividade universitária. A impressão geral era a de que simplesmente nos suportavam. Mesmo assim, a universidade crescia de maneira impressionante e se consolidava”, lembra o físico. O cenário de crise econômica aguda, precária qualificação dos professores e baixo valor das bolsas passou a mudar na metade da década, com incremento razoável no valor e no número. Ele próprio foi um dos beneficiados com uma bolsa de valor satisfatório para pós-doutoramento no exterior.
A década de 1980 seguia vigorosa, com a cidade beirando 170 mil habitantes e a UEM aumentando a oferta de cursos. Em 1986, o médico Paulo Roberto Donadio é aprovado no concurso público para atender alunos e servidores no ambulatório da instituição. Um ano depois, a pedido de Fernando Pontes de Souza, primeiro reitor escolhido por eleições diretas, assume a presidência da comissão de elaboração dos projetos pedagógicos dos cursos de Medicina e Odontologia, honra à altura do desafio feito pelo prefeito Said Ferreira. Donadio conta que a proposta curricular inicial era totalmente interdisciplinar, o que se mostrou muito avançado para a época. Venceu o currículo profissional e fragmentado. As aulas começaram em agosto de 1988 e em janeiro de 1989 o hospital escola abriu as portas. “Criamos o HU do nada”, diz ele. Graduado pela Universidade Federal do Paraná, especialista em Reumatologia pela mesma instituição, doutor em Saúde Coletiva pela Universidade de Campinas, professor efetivo de Reumatologia desde 1993, atual coordenador do curso de Medicina e avô de dois dos amigos mais parças dos meus sobrinhos caçulas, ele quer ficar para semente.
“Estou na UEM há mais de 40 anos, mais da metade da minha própria vida. Uma dedicação que me deu bastante trabalho e me orgulha, especialmente a criação e a manutenção
de um serviço de reumatologia que atende a população usuária do SUS com programa de residência médica reconhecido por todos. Como médico me aposentei em 2019, mas como docente já decidi que vou esperar a aposentadoria compulsória que virá aos 75 anos. Enquanto estiver com a cabeça boa pretendo continuar como voluntário na reumatologia para manter alguma atividade junto a alunos e residentes”. O tempo foi generoso com Donadio. Desde 2022, por obrigação legal, o currículo do curso é integrado, colocando na mesma sala professores e alunos das disciplinas básicas e clínicas. “Felizmente, no fim da minha carreira, estou podendo ver aquilo que pensei junto com um grupo de idealistas há 37 anos”.
Seria justo dizer que Maringá pararia no tempo se a resposta do reitor tivesse sido outra? O professor Ângelo Pavan, há 35 anos na UEM, arrisca dizer que sim. “Acredito que sem os cursos de Odontologia e Medicina Maringá não teria todo o desenvolvimento que tem, tampouco a UEM teria destaque em avaliações nacionais e internacionais que a colocam como uma das melhores universidades do Brasil e também da América Latina pelas pesquisas e professores com grande número de publicações”. Além de outras funções administrativas, Pavan foi chefe do Departamento de Odontologia e colaborou para implantar e consolidar o curso na instituição. Graduado em Odontologia pela Universidade Federal de Pelotas, mestre em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pela mesma instituição e doutor pela Universidade de São Paulo (Faculdade de Odontologia de Bauru), Pavan é professor de Cirurgia Bucomaxilofacial e de residência em Cirurgia Bucomaxilofacial da UEM.
Formada em 1984 na primeira turma de Psicologia, Eliane Maio retornou à UEM como professora anos depois. É mestre em Psicologia, doutora e pós-doutora em Educação Escolar com a temática da Trajetória da Educação Sexual no Brasil pela Universidade Estadual Paulista. Da graduação, ela guarda valiosas lições da professora Angela Caniato, uma das primeiras psicólogas clínicas de Maringá e primeira docente do Curso de Psicologia da UEM. “Ela nos passava o prazer de ser psicóloga e o quanto o curso, enquanto ciência nova, tinha tudo para modificar padrões sociais engessados”, relembra. Colocando em prática o ensinamento da mestra, Eliane participou em 2011 da elaboração do Nome Social para a UEM em colaboração
com três docentes e um técnico da Diretoria de Assuntos Acadêmicos (DAA), além de discentes parceiros. “Tenho muito orgulho deste projeto, bem como de toda construção científica sobre diversidades”, diz a criadora e por longo tempo coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Diversidade Sexual (Nudisex/UEM).
Eliane foi nora da melhor amiga da minha mãe, Marilene, amizade conquistada em 1961 quando ela chegou ao Paraná vinda de Minas Gerais e preservada toda a vida. E também minha certeira orientadora vocacional: jornalismo na veia. No verão de 1987 tentei vaga em Comunicação Social na UEL e em Direito na UEM, pois o ensino superior era a única possibilidade. Aprovada na segunda, o jornalismo teria de esperar.
Nessa época, Roberto Rezende já lecionava no Departamento de Agronomia e sua esposa era mais uma dentista atuando no consultório do meu pai, Olavo. Graduado em Engenharia
Agrícola pela Universidade Federal de Lavras, mestre e doutor em Agronomia pela Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz, o mineiro enxergou o grande potencial do curso e da universidade localizada em região estratégica e afirma realizar-se profissionalmente nas salas de aula do Centro Técnico de Irrigação. “Sempre priorizei a formação de recursos humanos mostrando a grandeza da academia, conscientizando os acadêmicos sobre a enorme responsabilidade em função do investimento da nação em nossas carreiras. São poucos os brasileiros com títulos de mestre e doutor”, bem lembra.
Em sintonia com Rezende, o educador físico João Carlos Locatelli despertou para a carreira acadêmica no começo da graduação, iniciada em 2011. “Uma professora de atletismo participava de um grupo de pesquisa. Logo nos primeiros meses de curso ela convidou os alunos


para assistir uma qualificação de mestrado. Fui e fiquei encantado com tudo o que vi. Após aquela experiência busquei um grupo de pesquisa e comecei minha inserção na área acadêmica”, conta. Locatelli foi pesquisador do Núcleo de Estudos Multiprofissional da Obesidade (NEMO) e bolsista de mobilidade acadêmica do Programa Ciência sem Fronteiras nos Estados Unidos. O mestrado em Educação Física pela UEM veio naturalmente. “Com o professor Wendell Arthur Lopes, meu orientador, aprendi o rigor técnicocientífico, um dos atributos mais importantes na ciência. Graças a ele me desenvolvi como pesquisador e concorri a uma bolsa de doutorado em uma das melhores universidades do mundo, em Perth, na Austrália, onde me encontro”. Locatelli é filho do Lóc, um dos estimados servidores da UEM e colega jornalista valoroso, e genro da Mari, amiga querida, em mais uma das não coincidências, porque a UEM é de todos, para todos e alcança a todos, aqui e além. Como não amar?
“A UEM É A MAIOR INDÚSTRIA DE MARINGÁ”
Ouvi esta frase em uma entrevista do saudoso Georges Khouri, imobiliarista e sogro da minha irmã, falecido em 2007. Estivesse vivo para ver a UEM seguidamente no pódio de rankings nacionais e internacionais, o indisfarçável orgulho transbordaria.
Erguida sobre os pilares ensino, pesquisa e extensão, a UEM coleciona excelentes qualificações em diferentes classificações. É a primeira universidade estadual do Paraná e a quinta universidade estadual do Brasil pelo Ranking Universitário Mundial de Sustentabilidade 2025, Latin América University Rankings 2024 da Times Higher Education, Ranking Universitário Folha (RUF) 2024 da Folha de São Paulo, Center for World University Rankings (CWUR) e QS World University Ranking, da Latin America & Caribbean 2025.
Alguns dos números e dados abaixo, retirados da Base de
Dados UEM 2024, são usados como critério de pontuação nos diferentes rankings nacionais e internacionais e fornecem uma ideia da grandeza do patrimônio paranaense semeado no coração da cidade, administrado atualmente pelo engenheiro civil Leandro Vanalli, “prata da casa”, mestre pela Universidade Estadual de Campinas e doutor pela Universidade de São Paulo. Talvez porque os 100 hectares sobre os quais a instituição se firmou foram um dia a casa de exuberantes árvores, muitas delas, ipês. Depois vieram os cafezais e então, o conhecimento, espalhando aos quatro cantos bons e variados frutos que não caberiam em mil edições da revista WIT. Significando “casca dura” em tupiguarani, o ipê é árvore de madeira densa e forte, resistente a parasitas e umidade e de grande durabilidade mesmo em condições desfavoráveis. De presença discreta, mas constante, amado e admirado, despe-se de todas as folhas antes da floração a fim de colorir os galhos de encantos e exuberância, quando então se recolhe para renovar-se. Assim continue sendo por muitos e muitos 55 anos.

• 1ª entre as estaduais do Paraná
• 1ª entre as Universidades Estaduais da região Sul
• 24ª entre todas as universidades do brasil
• 38ª entre todas as universidades da América Latina
Fonte: Times Higher Education Latin America
University Rankings 2024
• 70 cursos distribuídos em 7 campi (Cianorte, Cidade
Gaúcha, Diamante do Norte, Goioerê, Ivaiporã, Maringá e Umuarama)
• 90% dos professores mestres ou doutores
• 60 patentes de propriedade intelectual
• Maior biblioteca das estaduais do Paraná
• É a que mais pesquisa no Sul do Brasil
• Primeiro lugar no ranking de produção científica feminina no Brasil
+ de 370 grupos de pesquisa certificados pelo CNPQ
+ de 7.700 alunos formados no Instituto de Línguas
+ de 90 universidades parceiras em 30 países
+ 3 milhões de pessoas beneficiadas por meio de +370 projetos de extensão.
+ 1 milhão de pessoas beneficiadas por meio de +350 eventos de extensão.
+ 11.000 Pessoas beneficiadas por meio de +300 cursos de extensão.
+ 150 Ações de cultura realizadas por meio de cursos, eventos e projetos de extensão, pesquisa e ensino.
+ 20.000 Alunos matriculados na graduação e na pósgraduação.
+ 85.000 Profissionais formados.
+ 66.000 Pessoas de Maringá e região atendidas anualmente no Hospital Universitário de Maringá.
+ 10.600 Pessoas atendidas na Clínica Odontológica.
+ 39.000 Pessoas atendidas no Lepac.
+ 14.000 Doadores de sangue cadastrados no Hemocentro.
+ 970 Projetos de iniciação científica e iniciação tecnológica.
+ 820 Projetos de pesquisa docente em desenvolvimento.
+ 120 Laboratórios que realizam pesquisa e prestam serviços em várias áreas.
+ 10.000 Artigos científicos internacionais indexados nas principais bases de dados.
Com rede ampla, investimentos robustos e nova estrutura
hospitalar pediátrica, cidade reafirma sua posição como destino de excelência em cuidados médicos
TEXTO VINÍCIUS LIMA FOTOS DIVULGAÇÃO
Entre os muitos indicadores que fazem de Maringá uma das melhores cidades do Brasil para se viver, a saúde tem papel de destaque. Com um sistema robusto e articulado, que combina investimentos públicos, alta qualificação dos profissionais e parcerias com instituições de ensino e hospitais privados, Maringá tornou-se referência em atendimentos que vão da atenção básica aos procedimentos de alta complexidade.
Hoje, a cidade atende diariamente cerca de 10 mil pessoas na rede pública e cobre uma população superior a 1 milhão de habitantes, distribuídos entre os 30 municípios que compõem a 15ª Regional de Saúde. Isso é possível graças à existência de 34 Unidades Básicas de Saúde (UBS), duas Unidades de Pronto Atendimento (UPA), centros especializados em saúde mental e odontologia, além do Hospital Municipal Thelma Villanova Kasprowicz e do Hospital Universitário de Maringá — referência em casos de trauma.
Com três universidades oferecendo graduação em medicina, Maringá forma cerca de 400 novos médicos por ano e quase 3 mil profissionais médicos ativos. Esse material humano de alta qualificação soma-se ao investimento financeiro: logo após a pandemia, a cidade aplicou R$ 275 milhões de recursos próprios em saúde, praticamente o dobro do mínimo exigido por lei, o que a posiciona entre os municípios com maior comprometimento orçamentário com a área.
Além da sólida rede pública, a presença de hospitais privados de excelência amplia o acesso da população ao Sistema Único de Saúde por meio de convênios e parcerias. Hospitais como Maringá, Paraná, Memorial, São Marcos, Santa Casa, Bom Samaritano, Unimed e outros integram essa engrenagem que permite à cidade responder com agilidade, eficiência e dignidade às necessidades da população.
Inaugurado em setembro de 2024, o Hospital da Criança de Maringá é a mais recente conquista da saúde pública na cidade — e talvez uma das mais simbólicas.
Com quase 25 mil m² de estrutura e atendimento que prioriza o SUS, o hospital é o único exclusivamente pediátrico da região Noroeste e Norte do Paraná, oferecendo serviços de média e alta complexidade a crianças e adolescentes de todo o estado.
A redação WIT visitou o hospital pessoalmente, e a estrutura é de cair o queixo. O corredor central tem nada menos que 2,3 km de extensão. A sensação é de estarmos transitando em um terminal de aeroporto internacional.
A iniciativa é fruto da articulação entre os governos municipal, estadual e federal, com apoio da bancada parlamentar paranaense e da sociedade civil organizada. A gestão do hospital está sob responsabilidade da centenária Liga Álvaro Bahia contra a Mortalidade Infantil, uma instituição filantrópica com mais de 102 anos de história, fundada em Salvador pelo médico
pediatra Álvaro Bahia, um dos precursores do combate à mortalidade infantil no Brasil. A Liga construiu, em 1923, o Hospital Martagão Gesteira, referência nacional em pediatria, e desde então se especializou na gestão de hospitais públicos com atendimento SUS voltados à infância. Com expertise técnica, credibilidade institucional e forte capacidade de captação de recursos, a entidade conta com o engajamento de grandes nomes da cultura brasileira, como Ivete Sangalo, que participa ativamente das campanhas de arrecadação da organização. O resultado é um modelo de administração que alia sustentabilidade financeira, excelência médica e profundo compromisso social — características que agora também definem o Hospital da Criança de Maringá.
Com essa gestão qualificada e sensível à causa pediátrica, a estrutura inaugurada na primeira fase já conta com 78 leitos de internação, 3 salas cirúrgicas, UTI pediátrica, pronto atendimento, ambulatório de doenças raras, centro de imagens,

brinquedoteca, auditório, além de ambulatórios em especialidades como cardiologia, cirurgia pediátrica, neurologia, nefrologia, psicologia, gastroenterologia, reumatologia, otorrinolaringologia e mais. Só nos primeiros meses de funcionamento, até abril de 2025, foram mais de 1.399 internamentos, 5.363 consultas médicas especializadas, 3.186 exames de imagem e mais de 13 mil exames laboratoriais.
A segunda fase, prevista para 2025, vai ampliar a cobertura com serviços como transplantes, tratamentos oncológicos e novos centros cirúrgicos. Já a fase final prevê o funcionamento pleno da estrutura, com 148 leitos de internação, mais 40 de UTIs neonatais e pediátricas, somando 188 leitos totais, além da ampliação da oncologia pediátrica.
À frente do projeto estão a Diretora Geral Juliana Motta e a Diretora Médica Mariá Bitencourt, duas líderes comprometidas com a excelência do cuidado infantil. Com elas, o Hospital da Criança de Maringá avança não apenas como centro de referência, mas como um símbolo de esperança para milhares de famílias paranaenses.
A cidade que já era reconhecida nacionalmente por seus indicadores de qualidade de vida agora escreve um novo capítulo. Um capítulo que começa logo na infância — e que promete transformar o futuro da saúde com mais acolhimento, dignidade e cuidado.

Só nos primeiros meses de funcionamento, até abril de 2025, foram mais de 1.399 internamentos, 5.363 consultas médicas especializadas, 3.186 exames de imagem e mais de 13 mil exames laboratoriais “
TEXTO VINÍCIUS LIMA FOTOS BÁRBARA SANTOS
A realização de transplantes hepáticos e renais envolve uma complexa rede de atendimento, que vai além do centro cirúrgico. Para que o procedimento seja possível, é necessário contar com ambulatórios organizados, exames de rastreamento, logística para captação de órgãos, equipe especializada, tecnologia, retaguarda intensiva e acompanhamento clínico pós-operatório.
Em Maringá, uma instituição privada que atua exclusivamente pelo SUS — o Hospital Santa Rita — é um dos centros credenciados no Paraná para a realização desses procedimentos. Em 2024, foram contabilizados 59 transplantes hepáticos e 38 renais. Até maio de 2025, 44 novos transplantes já foram realizados na instituição, além das captações de órgãos. Os pacientes são encaminhados via regulação pelas Regionais de Saúde das regiões Norte e Noroeste, abrangendo um raio superior a 300 quilômetros.
Segundo o Dr. André Pereira, hepatologista e cirurgião do aparelho digestivo, o volume está diretamente ligado à estrutura de atendimento integrada. “O transplante começa muito antes da cirurgia. Exige triagem ambulatorial, exames, preparação clínica, logística de captação, unidades de terapia intensiva e seguimento. É um processo que precisa estar organizado e funcional em todas as etapas.”
Outro diferencial da estrutura está no reconhecimento por critérios técnicos e de qualidade. O Hospital Santa Rita possui a certificação ONA – Nível 2 (Acreditado Pleno), concedida pela Organização Nacional de Acreditação, que avalia instituições de saúde em aspectos como segurança do paciente, integração entre processos e consistência na gestão.
“A certificação reflete um sistema de trabalho que precisa ser continuamente revisado e ajustado. Ela nos ajuda a manter previsibilidade e segurança assistencial, principalmente em atendimentos de alta complexidade”, explica o Dr. Bernardo Motta de Paula, diretor clínico e coordenador do Pronto-Socorro.
A avaliação inclui não apenas os aspectos clínicos, mas também a forma como os processos são documentados, medidos e compartilhados entre setores. Todas as unidades da instituição foram incluídas na Certificação Única, modelo que permite avaliação integrada e padronização dos fluxos.
Para o Dr. Márcio Ronaldo Gonçalves e Silva, superintendente técnico-


médico da instituição, o impacto da organização é direto nos resultados assistenciais: “A integração entre as áreas, os protocolos de segurança e a governança clínica fortalecem a rede de cuidado. Isso se reflete nos desfechos dos transplantes e em outros atendimentos de alta complexidade que realizamos.”
A atuação da instituição demonstra como transplantes realizados pelo SUS podem alcançar bons resultados quando há investimento em estrutura, articulação entre equipes, gestão técnica e escuta ativa das famílias envolvidas. No caso de Maringá, a soma desses fatores tem feito diferença na vida de pacientes de todo o interior do estado.
Da esq. para a dir.: Dr. Márcio Ronaldo Gonçalves e Silva e Dr. Bernardo Motta de Paula segurando o certificado ONA. Acima, Dr. André Gustavo Pereira e equipe de cirurgiões

A nutricionista Paula Ayres Ferreira (CRN 8-4875), pioneira em Maringá em nutrição funcional, fala como o intestino está ligado à saúde, ao bem-estar e ao equilíbrio hormonal
A nutricionista funcional Paula Ayres Ferreira transforma a saúde intestinal de seus pacientes, oferecendo um tratamento integral que vai além da alimentação, com foco em modulação intestinal, equilíbrio hormonal e saúde feminina, proporcionando bem-estar físico e emocional que vem de dentro
A frase “a saúde começa no intestino” nunca fez tanto sentido quanto na prática da nutricionista funcional Paula Ayres Ferreira. Com uma abordagem focada na modulação intestinal, Paula é uma das pioneiras em Maringá no cuidado integral da saúde, tratando não apenas os sintomas, mas as causas que geram desequilíbrios no organismo.
Para Paula, o intestino é mais do que um simples órgão responsável pela digestão: “Ele é o epicentro do bem-estar físico, mental e emocional. Quando o intestino não está funcionando bem, o corpo inteiro sente. Ele é responsável por muito mais do que apenas a digestão. Cuidar da saúde intestinal impacta diretamente nossa energia, humor, imunidade e até a aparência da pele”, afirma Paula.
A modulação intestinal é a base do seu trabalho. A nutricionista explica que, em muitos casos, o intestino está inflamado ou “poroso”, o que prejudica o funcionamento do corpo de forma geral. “Quando o intestino não está saudável, temos que tratá-lo com cuidado, utilizando uma alimentação rica em vegetais e frutas, suplementos e fitoterápicos”, destaca.
Além da alimentação, Paula utiliza exames específicos para avaliar a saúde intestinal de seus pacientes, orientando-os em uma jornada de autoconhecimento e recuperação. “A saúde intestinal é um processo contínuo. Não se trata de um evento isolado, mas de uma jornada que leva de 3 a 4 meses. E a maioria dos meus pacientes renova esse programa, pois percebem os benefícios em sua saúde”, afirma.
Com mais de 17 anos de experiência e seis
pós-graduações na área, Paula Ayres Ferreira é uma autoridade quando o assunto é a saúde intestinal e feminina, principalmente mulheres 45+ e os distúrbios causados pela menopausa. Ela também enfatiza que a nutrição não é a solução para todos os problemas, mas sem ela, pouco se resolve: “A nutrição não trata tudo, mas sem a nutrição não se trata nada”, cita, parafraseando Vânia Mattoso, que considera um grande exemplo na área.
O trabalho de Paula é focado na individualidade de cada paciente. Ela afirma que a modulação intestinal e o cuidado com a saúde feminina exigem conhecimento especializado, sendo uma área que precisa da atenção de profissionais capacitados. Seu trabalho tem sido crucial para muitas mulheres que buscam soluções para problemas relacionados ao intestino, como cansaço, mau humor, dificuldades digestivas e até desequilíbrios hormonais.
Com a proposta de uma alimentação baseada em legumes, verduras e chás, Paula ensina que a saúde do intestino depende da escolha alimentar diária. “O intestino é a base da nossa imunidade, cerca de 70% dela é produzida nele. Além disso, ele impacta diretamente nossa energia e disposição”, afirma Paula, ressaltando a importância da nutrição funcional na melhoria da qualidade de vida.
Seu trabalho, focado em resultados duradouros, tem sido um grande diferencial para quem busca um tratamento eficaz e integrativo, que vai além da dieta e adentra na verdadeira transformação da saúde intestinal.



A exemplo do que ocorre no Brasil e no Paraná, Maringá tem sua economia fortemente impulsionada pelo agronegócio, que gera renda, empregos, desenvolvimento e qualidade de vida
O propulsor da economia, com participação de 23,2% do Produto Interno Bruto em 2024, segundo estudo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada - CEPEA Esalq/USP e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro cresceu 1,81%, atingindo R$ 2,72 trilhões. É a principal locomotiva da economia brasileira, respondendo por um em cada três reais gerados no país. É um grande gerador de empregos onde a produção agrícola, a agroindústria, o transporte, a distribuição e a comercialização de produtos empregam mais de 28 milhões de trabalhadores, representando 26% das ocupações no Brasil.
Também, em 2024, o agronegócio respondeu por US$ 164,4 bilhões em exportações no Brasil, 49% das exportações totais do país. Os principais setores responsáveis por esse desempenho foram o complexo soja, carnes e o complexo sucroalcooleiro, que juntos responderam por mais de 60% do total exportado, dados do Ministério da Agricultura e Abastecimento. Esses são números que demonstram a importância do setor no cenário econômico
brasileiro e isso não é diferente no Paraná e em Maringá, que têm suas economias e histórias impulsionadas pelo agronegócio.
Para 2024/25, apesar dos contratempos climáticos, com estiagem e altas temperaturas, que comprometeu o resultado das lavouras, a Conab estima que a safra brasileira de grãos será recorde, com 332,9 milhões de toneladas. Mesmo com os preços de algumas commodities não tão favoráveis, a expectativa do setor é de números positivos, com o agronegócio, mais uma vez, impulsionando a economia do País.
No Paraná, em 2023, de acordo com estimativas do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (SEAB), o Valor Bruto da Produção (VBP) paranaense atingiu o total de 197,8 bilhões de reais, sendo R$ 96,5 bilhões do setor pecuário e R$ 92,1 bilhões da agricultura, R$ 2,8 bilhões de frutas e R$ 6,7 bilhões de hortaliças, afirma Jucival Pereira de Sá, chefe do Núcleo Regional de Maringá da Seab. Soja, milho (sendo o Estado o segundo maior produtor brasileiro), frango de corte, suíno e leite TEXTO MARLY AIRES FOTOS DIVULGAÇÃO

são os principais produtos do agronegócio paranaense.
Em 2024, o Paraná demonstrou um crescimento notável no setor de agronegócio, com destaque para a produção de grãos, especialmente soja, e para o aumento na produção de aves e suínos. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2024 o agronegócio do Paraná representou 12,8% da fatia nacional de produção. O estado só ficou atrás do Mato Grosso, com 31,4% de participação e 91 milhões de toneladas. O Brasil produziu 292 milhões de toneladas.
Números do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) mostram que o Paraná terminou 2024 com um saldo comercial internacional positivo de US$ 3,7 bilhões, o maior superávit financeiro da região Sul do Brasil no mercado mundial. Foram US$ 23,3 bilhões em exportações de produtos paranaenses e US$ 19,6 bilhões na aquisição de produtos de outros países. Foi o quinto melhor resultado do País no período e o segundo melhor da série histórica recente, atrás apenas de 2023.
Os principais destaques foram a soja em grão, a carne de frango in natura, o farelo de soja e o açúcar bruto, que geraram receitas de US$ 5,3 bilhões, US$ 3,9 bilhões, US$ 1,5 bilhão e US$ 1,3 bilhão, respectivamente, respondendo por 51% do total das vendas paranaenses para o Exterior em 2024. O maior mercado consumidor dos produtos paranaenses foi novamente a China, com US$ 5,8 bilhões em receitas. O Estado está entre os três maiores exportadores do agronegócio no país.
Jucival ressalta que os números do VBP de 2024, ainda em fechamento, devem ser também positivos. Apesar de a produtividade da safra 2024/25 ficar abaixo da esperada, foi considerada razoável, já que as regiões Norte e Oeste do estado enfrentaram períodos de mais de 20 dias de clima seco e quente durante o período de enchimento de grãos. “Houve lavouras vizinhas com resultados distintos onde uma chuva a mais fez toda a diferença”, comenta.
Na região de Maringá, que engloba 31 municípios, os números do Deral mostram novamente a força do agronegócio

e o quanto a injeção desses recursos movimentam a economia, impulsionando os demais setores e gerando riquezas para toda a região. O VBP da soja em 2023 foi R$ 1.266.092.283,96, o do milho R$ 537.615.236,65, o do frango de corte, R$ 1.325.204.885,71, o da cana-de-açúcar, R$ 426.946.713,15, o do boi gordo, R$ 62.616.559,60, e o do leite, R$ 44.031.411,00, só considerando as principais atividades.
Maringá é um polo de inovação no agronegócio, com startups e centros de pesquisa. A cidade se destaca no cenário nacional pela qualidade de vida, planejamento urbano e forte desenvolvimento econômico. E parte dessas conquistas se devem a força do agronegócio. Conhecido por ser um dos setores econômicos mais dinâmicos no Brasil, a expansão do agronegócio pode oferecer oportunidades para o desenvolvimento local.
“O município está localizado numa região com forte
participação do agronegócio, o que fortalece a geração de empregos, renda e movimenta negócios como vendas de máquinas, implementos agrícolas, insumos, carros, imóveis e prestação de serviços nas áreas educacional e de saúde, por exemplo. Isso sem contar que a maior geradora de empregos da cidade é a Cocamar, uma cooperativa voltada para o agro. Mas não é só: temos outras cooperativas do setor que se destacam, como de agrônomos e de crédito”, diz José Carlos Barbieri, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim).
Em Maringá, o agronegócio é um importante gerador de empregos. A região é um polo de produção e exportação agrícola, com destaque para a soja e o milho. Além disso, o setor de agrosserviços e insumos tem impulsionado o crescimento da população ocupada, tornando-a a 5ª cidade paranaense que mais gerou empregos em 2024.

No período 2024/25, Maringá (PR) deve ter um aumento significativo nas exportações, impulsionado pela recuperação da produção agrícola, principalmente de milho e soja. As estimativas da Conab apontam para um crescimento de 10,3% na produção total de grãos, com destaque para o milho, que deve crescer 3,5% em relação ao ano anterior. Maringá é segunda cidade que mais exporta no Paraná: foram US$ 2,8 bilhões no ano passado, principalmente de soja, açúcar, milho e frango. “O agro é um setor resiliente, que tem investido em tecnologia e contribuído para a pujança da economia local”, finaliza Jucival.
Maringá é segunda cidade que mais exporta no Paraná: foram US$ 2,8 bilhões no ano passado, principalmente de soja, açúcar, milho e frango.
As estimativas da Conab apontam para um crescimento de 10,3% na produção total
de grãos, com destaque para o milho, que deve crescer 3,5% em relação ao ano
anterior.


Silvio e Bernadete Barros abrem as portas de sua casa para a WIT, em um bate-papo sobre tudo, menos política

Quem conhece o lado cientista e aventureiro de nosso prefeito?
Ou que nossa primeira-dama já é bisavó (das mais corujas)?
Sem pedir licença, entramos no universo particular de Silvio e Bernadete Barros, um bate-papo delicioso na casa deles, onde falamos de vida, família, espiritualidade, gastronomia, meio ambiente... Pode chegar, nossos anfitriões são uma delícia
TEXTO VINÍCIUS LIMA FOTOS ANDRÉ RENATO / ACERVO FAMÍLIA BARROS
Em um destes dias lindos de outono, de sol pleno e céu azul turquesa, fomos recebidos no lar de Silvio e Bernadete Barros. Após aceitarem gentilmente o convite da WIT para serem retratados por meio de uma narrativa que falaria de tudo, menos de política, e após alguns desencontros de agenda normais para o gestor do município e a primeira-dama, finalmente entramos no universo particular deste casal que é atípico, inconvencional e surpreendente em tantos aspectos.
Ao chegar na casa, logo percebi que não precisava me preocupar com protocolos e formalidades. Próximo à porta de entrada, um pequeno sapateiro com chinelos e alpargatas nos fez pensar que seria bom tom tirar os sapatos, e assim o fizemos antes mesmo de Bernadete abrir a porta com um largo sorriso e um comentário que não só quebrou o gelo, mas tirou risos de todos: “Embora eu quem limpo a casa, não precisava tirar os sapatos. Alguém tem chulé?”.
Com essa leveza orquestrada por nossa anfitriã, entramos
na casa. Paredes brancas, dois quadros pintados por Jamile Elias e um mobiliário simples. Nada de design assinado, nada de modismos, nada de ostentação. O lar de Silvio e Bernadete é um testemunhal silencioso do que realmente é prioridade na vida do casal.
Logo o papo nos levou à Amazônia. Pouca gente sabe, mas Silvio Barros é engenheiro civil formado pela UEM, com especialização em Engenharia Sanitária e Ambiental pela mesma instituição. Um apaixonado pela natureza desde criança, decidiu que sua missão seria contribuir para o desenvolvimento econômico da região amazônica — mas sem derrubar a floresta. Tão logo saiu da universidade, se mudou para lá e passou 15 anos vivendo e trabalhando na Amazônia, engajado em soluções de sustentabilidade que aliavam economia e preservação.
Foi nesse contexto que teve um encontro que transformaria sua trajetória. “Eu era fã do Jacques Cousteau desde criança. Via os documentários dele na televisão e sonhava. Nunca imaginei

que um dia estaria ao lado dele, dentro do navio Calypso, participando de uma expedição completa pela Amazônia”, conta com brilho nos olhos. Cousteau veio ao Brasil em 1982 para documentar a floresta, e precisava de alguém que conhecesse o território, falasse português e entendesse de logística. Silvio inicialmente foi convidado para fazer um levantamento técnico dos trabalhos científicos que poderiam ser filmados e que teriam valor cinematográfico. Quando Cousteau chegou em Belém para iniciar a expedição, Silvio o conheceu pessoalmente, e o próprio Cousteau o convidou para coordenar a expedição, sendo Silvio o único falante de língua portuguesa no navio. A expedição, que aconteceu nos anos de 1982 e 1983 durou 19 meses, com Cousteau e seu filho, Jean-Michel.
“Tenho até um diário de bordo escrito à mão, onde narrei cada dia daquela experiência. Além de coordenar a logística da expedição, virei também mergulhador da equipe. Participei das filmagens, mergulhei com botos, conheci a Amazônia debaixo d’água”. A relação com a expedição foi tão marcante que, anos depois, Jean-Michel Cousteau veio a Maringá por duas vezes visitar o amigo, já na condição de prefeito.
Esse capítulo da vida de Silvio abriu muitas portas. Ele foi chamado anos mais tarde para voltar à Amazônia para coordenar a logística da viagem de Malcolm Forbes, milionário dono da revista Forbes, pelo mesmo trajeto e locais pelos quais passou na expedição com Cousteau. Depois, fez o mesmo

para Bill e Melinda Gates, em uma expedição semelhante à bordo do luxuoso Iate de Paul Allen, sócio de Bill Gates. Com tanta experiência acumulada na Amazônia, foi convidado pelo Governo do Estado do Amazonas para viajar o mundo promovendo o turismo sustentável no Brasil. “O documentário de Cousteau foi visto por mais de um bilhão de pessoas ao redor do mundo todo, por isso conheci 72 países, muitos deles em viagem oficial pelo governo do Amazonas para promover a Amazônia como destino de eco turismo e turismo ecológico”.
Enquanto isso, Bernadete Barros vivia sua própria jornada. Curitibana, atuava como secretária executiva na Secretaria de Esportes e Turismo quando conheceu Silvio. Já era mãe, e ao se unirem, passaram a construir uma família ampliada, cheia de afetos cruzados. “Eu sou mãe, avó e bisavó. Ele também é pai e avô de quatro netinhos. O Matheus é o filho que temos juntos, e que está prestes e nos dar outro netinho, mas no fundo todo mundo virou família de todo mundo”, diz ela com naturalidade.
Bernadete formou-se em design de interiores, mas largou tudo para cuidar do filho. Matheus tinha alergias severas e exigia atenção integral. “Foi uma escolha de amor. O Matheus era alérgico à proteína do leite e mil outras coisas. Fiquei em casa, abri mão da carreira e me dediquei”, conta.
Silvio, sempre viajando a trabalho como consultor de turismo, sustentabilidade e gestão pública, acabou sendo quem aprendeu a cozinhar — especialmente porque é vegetariano

e, como ele mesmo brinca, “a Bernadete não sabia fazer nada sem carne”. Na pandemia, redescobriu o prazer de estar na cozinha. “Na pandemia vimos tantos casais desfazerem os laços, e nós só estreitamos mais. De repente nos vimos em casa com uma vidinha simples como se fôssemos recém-casados. O Silvio cozinhando e eu limpando a casa, foi uma época muito boa, porque nunca tínhamos ficado tantos dias juntos o dia inteiro, exceto em viagens de família que obviamente eram bem curtas”, relembra Bernadete. Hoje, eles vivem rotinas distintas na maior parte do tempo: aos sábados, Silvio se dedica à Igreja Adventista e passa o dia com sua mãe, Dona Bárbara, figura central na vida e nos valores da família Barros. Bernadete, por sua vez, ficava aos sábados bem envolvida com a Rede Feminina de Combate ao Câncer, e agora está mergulhada de cabeça no projeto Pra Somar, o Programa de Apoio


Social e Mobilização Voluntária de Maringá, uma nova versão do antigo Provopar, voltado para fortalecer a rede de solidariedade local e mobilizar parcerias. O casal raramente tem almoços de domingo programados — as agendas desencontram, e os encontros acontecem quando dá. Mas há uma presença que sempre une todos: Ricardo Barros, irmão de Silvio. “Ele é o elo. Como não mora aqui, quando vem, convida todo mundo pra almoçar”. As reuniões familiares, hoje, são menos cerimoniais e mais espontâneas. “Fazemos um lanche, um café, uma janta rápida. Nada programado com antecedência, porque as agendas públicas são imprevisíveis”, diz Bernadete.
Silvio gosta de caminhar, vai à academia às 5h30, é fiel às rotinas matinais. Bernadete dorme um pouco mais, organiza os compromissos com discrição. E embora pareçam completamente diferentes, há uma

Fotos da família, cedidas gentilmente pela primeira-dama

Expedições de Silvio pela Amazônia, incluindo o casal Bill e Melinda Gates
harmonia no improviso que os une. Perguntamos se ainda têm pet. “Tínhamos o Luke, um Lhasa que ficou com a gente por 18 anos. Era obediente, educado, parecia entender tudo. Se foi em janeiro, e eu não dou conta de outra perda como essa”, diz ela. “Agora, só temos o minhocário do Silvio. É o pet dele”, brinca. E ele assume: “Cuido com carinho das minhas minhocas, e a Laurinha adora”.


Pois é: um minhocário. E é tratado com a mesma ternura de um cãozinho. “Tem gente que cultiva flores, o Silvio cultiva húmus”, diz ela, orgulhosa. É o retrato perfeito do homem que não precisa de floresta para praticar sustentabilidade — até em casa, cuida da terra. Não resisti e pedi pra conhecer o minhocário que, pasmem, é habitado por minhocas californianas, uma espécie que ele comprou para seu minhocário por elas serem adaptadas à decomposição de matéria orgânica. Prosperam nas sobras de vegetais e verduras com as quais Silvio alimenta elas todos os dias. “Quando ele viaja esse trabalho sujo sobra pra mim”, brinca Bernadete para o deleite de todos os presentes. E talvez seja isso o mais bonito desse encontro. Ao final da visita, é fácil esquecer que falamos com um prefeito e uma primeira-dama. Saímos da casa com a sensação de ter passado algumas horas com dois bons amigos: ele com histórias de selva, mergulhos e missões, ela com um sorriso largo e uma calma que desarma. Em tempos de discursos ensaiados, foi bom ouvir quem fala da vida com verdade, e vive com simplicidade aquilo que é essencial.
TEXTO VINÍCIUS LIMA FOTO RICKARDO ANDRADE
Nilza Moreira Khouri tinha apenas 10 anos quando chegou a Maringá em 1945 (sim, antes da fundação da cidade) com os pais e os irmãos. Naquela época, Maringá não era cidade — era silêncio de mato, terra vermelha e promessa. Filha do pioneiro Napoleão Moreira da Silva, Nilza viveu e testemunhou a transformação da cidade do nada ao muito. Não havia escola, não havia hospital, não havia rua com nome. Mas havia gente como seu pai, que acreditava tanto no futuro, que batia de casa em casa contando crianças para conseguir abrir uma sala de aula.
Sem escola na cidade, os dois irmãos mais velhos de Nilza foram estudar em internatos em Jacarezinho. Lucia Fernandes Moreira, a irmã mais velha, no Internato Imaculada Conceição, e o irmão Lauro Fernandes Moreira no Internato Cristo Rei. Como o dinheiro não era suficiente para matricular seus quatro filhos, Nilza ficou por aqui com sua irmã mais nova, Cecilia Fernandes Moreira. Porém, em busca de educação formal para suas filhas, Napoleão mapeou todas as crianças existentes na cidade para conseguir, junto do município, fundar a primeira escola.
E foi assim que Nilza estudou: numa sala única, de madeira, com uma professora para todas as séries, a professora Dirce de Aguiar Maia, “importada” de Cambé. Ela foi a primeira diretora da primeira escola de Maringá. A segunda professora foi dona Estefania Rodrigues Alves, hoje viva e lúcida aos 97 anos de idade. Quando o quarto ano chegou para a pequena Nilza, seu pai entendeu que ela precisava mais. Mandou-a para o mesmo internato da irmã, onde ela concluiu o magistério. Voltou a Maringá formada e com o brilho de quem sabe seu valor. Atuou na APAE por 5 anos e foi diretora do Instituto de Educação Estadual de Maringá até se aposentar, instituição onde não apenas passou, mas deixou sua marca.
Hoje, aos 89 anos — prestes a completar 90 — Dona Nilza é uma guardiã da memória afetiva de Maringá. Tem lembranças do tempo em que a cidade só existia até o Posto Maluf, e da chegada da
Companhia Melhoramentos para abrir picadas onde hoje há avenidas. Casou-se com George Khouri, palestino que veio ao Brasil aos 16 anos, e juntos formaram família. São pais de três filhos: George Khoury Jr., engenheiro civil fundador da Construtora Ciplart; Marcelo Moreira Khoury, psicólogo; e Rodrigo Moreira Khoury, engenheiro civil hoje à frente da Khoury Imóveis.
DONA NILZA TAMBÉM VOA
Recebidos em seu apartamento, um edifício cravejado de pastilhas azuis assentadas com padrões geométricos típicos de uma época em que construção era arte, Nilza nos contou uma história que deixou nossa redação arrepiada, e encantada: em 2022, já aos 86 anos, tropeçou no pé da cama, caiu e fraturou o fêmur às 5h da manhã. Encontrada pela empregada às 8h da manhã, Nilza logo foi atendida e imobilizada pelos socorristas do SAMU, que perceberam ser inviável descê-la pelo elevador ou pelas escadas.
O resgate virou notícia estadual na emissora Globo: os bombeiros a içaram pela janela do sexto andar. Um episódio que ela conta com graça e poesia: “Quando vi os bombeiros no meu apartamento, reparei como eles são lindos. Me trataram com muito cuidado, fizeram muitas perguntas pra distrair a gente – e eles são bons nisso. Quando fui içada pra fora da janela, fechei os olhos. Mas um deles me disse: ‘Dona Nilza, abre os olhos e veja como está lindo aqui fora.’ Eu abri e vi um céu lindo, e as copas das árvores ao meu redor. Olhei para os lados e vi as janelas dos prédios tomadas de pessoas, à minha direita e à minha esquerda. Foi como flutuar.”
Essa é Nilza: delicada como quem flutua sobre a cidade, firme como quem a viu nascer. Tem o olhar da menina que aprendeu a ler numa escola improvisada e a lucidez da educadora que formou gerações. Fala com doçura, lembra de tudo, emociona quem a escuta. E hoje, com quase 90 anos, Nilza ainda é presença — daquelas que nos lembram que Maringá não nasceu pronta. Foi sonhada, insistida e cuidada por pessoas como ela.

Dona Nilza
de seu apartamento, recebe a redação WIT com invejável lucidez aos 89 anos
Uma ode crocante à tradição mais saborosa de Maringá
TEXTO VINÍCIUS LIMA FOTO JOELMA HANDZIUK / DIVULGAÇÃO
Há um instante eterno no primeiro gole do caldo de cana e na mordida inaugural de um pastel fumegante, em meio ao vai e vem das feiras livres de Maringá. A massa estala como folha seca no outono, e dali em diante, tudo ao redor adquire um gosto mais humano: o som do trânsito, o burburinho dos clientes, o perfume da terra nas hortaliças recém-colhidas. Comer pastel na feira é um ritual simples, mas profundamente maringaense.
Quem nunca planejou o roteiro do domingo pensando na feira de orgânicos da Rua Martim Afonso, em frente ao Instituto de Educação? Ou na Feira da Mauá, reduto de bons encontros desde a madrugada? Tem ainda a feira da Avenida Cerro Azul, aos sábados, pulsando como um coração suburbano. E tantas outras espalhadas pelos bairros, cada qual com sua freguesia fiel, sua banca de suco, seu vendedor de temperos que conhece os fregueses pelo nome.
Mas há um santuário maior que todos eles: o Senadinho Pastel. Fundado na década de 1970, hoje estabelecido na Av. Riachuelo bem no coração da zona 3, o Senadinho é mais que um ponto comercial — é um marco da memória gustativa da cidade. As banquetas de alumínio, a vitrine iluminada, o cheiro
do óleo renovado diariamente e, claro, o pastel com recheio generoso e massa fininha que desafia as leis da crocância. Ali, ao longo de cinco décadas, foram servidos encontros, reencontros, confidências e silêncios — todos embalados por um pastel de carne, de queijo, de pizza ou de mini-ovo.
Mais que um alimento, o pastel em Maringá é símbolo de convivência, de pertencimento. É o lanche da infância, o agrado do avô, a parada obrigatória do trabalhador e o aconchego do imigrante. É a boca se enchendo não só de sabor, mas de lembranças. Porque pastel bom mesmo não se mede em recheio, mas em histórias.
Pastel de bar? Maringaense também ama! Dos gourmetizados aos mais tradicionais. Tem gente que serve pastel até em festa de casamento, debutante e eventos empresariais. Se tem comida mais democrática, desconheço.
E se um dia alguém lhe perguntar o que Maringá tem de mais especial, não hesite: leve essa pessoa até uma feira. Compre dois pastéis, um caldo de cana, encontre um canto à sombra e deixe o tempo passar devagar. Ela vai entender. Ali, entre uma mordida e outra, Maringá revela seu coração. E ele tem gosto de feira e cheiro de massa frita.


Será que podemos sonhar com uma Maringá com menos carros, mais bicicletas, patinetes, transportes alternativos e segurança? Se avançamos rumo a um futuro com mais mobilidade e vida, com certeza é mérito de quem hoje já vive sobre duas rodas
TEXTO VINÍCIUS LIMA FOTOS DIVULGAÇÃO
Em um cenário urbano onde os congestionamentos ganham cada vez mais espaço, Maringá avança na contramão — ou melhor, em ciclovias de mão dupla. Com topografia plana, infraestrutura de ponta e uma malha cicloviária em constante expansão, a cidade vem sendo exemplo de como é possível repensar a mobilidade de maneira mais inteligente, sustentável e inclusiva.
Com mais de 50 km de vias destinadas às bicicletas, Maringá vem sedimentando uma cultura onde a bicicleta não é apenas uma alternativa ao carro, mas um convite ao bem-estar. São ruas arborizadas, parques conectados e trajetos que favorecem o deslocamento com prazer e segurança — ao menos, é o que todos esperam que se intensifique nos próximos anos.
Para Raphael Ferreira, diretor da PRC Empreendimentos, a cidade tem tudo para dar esse salto. “Estive recentemente em Düsseldorf, na Alemanha, e foi inevitável pensar em Maringá. A organização urbana, os corredores verdes, o sistema interligado de transporte — tudo em Düsseldorf remete ao potencial que temos aqui. A diferença? Segurança. Lá, vi diversas faixas etárias de
bicicleta a qualquer hora do dia. Se queremos essa Maringá do futuro, precisamos tornar a cidade mais segura, inclusive fora do carro.”
De fato, segurança é a palavra-chave. O espaço já existe, o relevo colabora, a população simpatiza com a ideia — falta apenas o poder público investir em fiscalização eficiente e ações que ampliem a sensação de segurança de quem escolhe caminhar, pedalar ou usar patinete como meio de locomoção. Porque Maringá pode — e deve — ser uma cidade onde a mobilidade ativa é respeitada e incentivada como uma forma legítima de circular e viver.
PEDAL DA NOITE MARINGÁ FM
E é nesse espírito de pertencimento, liberdade e saúde que surge um dos movimentos mais queridos da cidade: o Pedal da Noite Maringá FM. Com início ainda antes da pandemia, o projeto é a prova de que dá, sim, para transformar o uso da bicicleta em uma experiência coletiva, afetiva e envolvente. Criado a partir de

Acima, imagem cortesia do grupo Bicicultura Maringá, ao lado, fotos do Pedal da Noite Maringá FM

uma parceria entre a Maringá FM e ciclistas apaixonados como Euclides Silva, o movimento começou tímido, com cerca de 20 pessoas e uma carretinha com caixa de som puxada por bicicleta.
“Era uma coisa de amigo mesmo. Saíamos do Parque do Ingá com uma música tocando no pendrive, uma caixa amarrada na carretinha, e íamos pedalando pela cidade. Depois a Maringá FM entrou com o furgão, com estrutura, som, água, frutas… e a coisa foi crescendo”, lembra Euclides, hoje considerado o embaixador do pedal.
O projeto foi batizado oficialmente como Pedal da Noite Maringá FM e acontece religiosamente todas as terças-feiras, com concentração às 19h na Praça do Parcão (em frente à Câmara Municipal) e partida às 19h30. O trajeto muda toda semana, mas a essência permanece: um pedal calmo, acessível, familiar e iluminado por sorrisos. “Tem criança na garupa, idoso no ritmo dele, cachorro na cestinha. É um convite pra todo mundo”, conta Milton Luiz, locutor da rádio e motorista no furgão que acompanha o grupo com som, apoio e boas conversas.

A média atual é de 80 ciclistas por noite, mas antes da pandemia os números chegavam a 120. Tudo feito com o cuidado de sempre: oito voluntários se posicionam nas esquinas para dar suporte e parar o trânsito, a SEMOB acompanha todo o percurso e há sempre aquele momento especial, com água gelada e fruta fresca para repor as energias.

Mais do que um passeio, o Pedal da Noite é uma declaração de amor à cidade — e à forma como escolhemos vivê-la. É um lembrete semanal de que é possível se mover com alegria, respeito e conexão com o espaço urbano. E de que Maringá, com suas ciclovias, seu ar mais puro e seu estilo de vida que inspira tantas cidades do país, pode sim ser ainda melhor.
Mas para isso, é preciso compromisso coletivo. Que o poder público continue ampliando ciclovias, sim — mas que amplie também a sensação de segurança. Que os motoristas aprendam a dividir espaço com gentileza. Que mais empresas apoiem movimentos como esse. Que a cidade seja pensada não apenas para o fluxo de veículos, mas para o ritmo das pessoas.
TEXTO VINÍCIUS LIMA FOTOS RAFAEL MACRI
Ah, o Parque do Ingá… Maringá tem muitos corações verdes pulsando dentro de si, mas é ali, no meio do ritmo urbano, que a natureza parece sussurrar ao ouvido de quem passa: desacelera.
Com sua mata densa e encantada, o Parque do Ingá é quase um estado de espírito. É onde o tempo se dobra, as pressas se desfazem e o concreto da cidade dá lugar a um chão de folhas, raízes e histórias compartilhadas em silêncio. Quem nunca entrou ali sentindo-se grande e saiu menorzinho, como se a grandiosidade das árvores colocasse tudo em perspectiva?
Tem coisa que só se entende caminhando por suas trilhas, sentindo o aroma doce da terra molhada depois de uma garoa passageira, ou escutando o canto dos pássaros que não fazem cerimônia para ensaiar seus repertórios a céu aberto. E é nesse palco de árvores altíssimas que passeiam famílias, avôs de mãos dadas com netos, casais de olhos nos olhos, corredores, leitores e quem apenas deseja sentar-se à beira do lago, como quem consulta um oráculo de serenidade.
Mas o encanto do Ingá não se limita às suas fronteiras botânicas. Aos domingos e feriados, as ruas que o rodeiam se entregam ao improviso da infância — são fechadas ao trânsito e abertas à liberdade. É quando a cidade muda de som: no lugar
do ronco dos motores, ouvem-se rodinhas de patins deslizando no asfalto, sininhos de bicicleta, gargalhadas de criança, mães puxando carrinhos, pais de tênis novos tentando acompanhar. Tudo pulsa em um mesmo compasso: o da convivência.
As ciclovias que margeiam o parque são veias por onde correm não apenas ciclistas, mas também conversas, reencontros, reflexões e planos para depois... Porque o Parque do Ingá é isso: não apenas um lugar para estar, mas para viver. Para reaprender a arte de ocupar o tempo com o que realmente importa.
É ali, no coração da cidade, que muitos descobrem o gosto de não ter destino certo, de caminhar só porque sim, de encontrar amigos por acaso, de correr atrás de bolhas de sabão. É ali que o cotidiano ganha cheiro de pipoca, sabor de água de coco e a leveza das manhãs sem pressa.
E talvez o segredo do Parque do Ingá não esteja no que ele tem, mas no que ele nos permite ser.
Num mundo que corre, ele convida a andar. Num mundo que exige, ele ensina a escutar. E, em uma cidade que cresce, ele nos relembra que crescer não é perder a delicadeza. É ampliar o espaço onde cabem todos — árvores, pássaros, crianças, memórias e domingos.




